Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Mercado Financeiro
Com a crescente globalização dos mercados financeiros, principalmente dos mercados de capitais, o setor empresarial vem exigindo maiores responsabilidades profissionais e uma sólida formação acadêmica, sob os pontos de vista teórico e prático nas técnicas de administração de investimentos e na avaliação de riscos de carteiras de títulos e valores mobiliários, visando a otimização de seus resultados financeiros.
 Neste cenário a disciplina Mercado Financeiro passa a ser de fundamental importância para os alunos do curso de Administração. Além da compreensão do funcionamento do mercado financeiro brasileiro, será oferecido todo o instrumental analítico para as alternativas de investimentos nos principais ativos transacionados nos mercados monetário, de crédito, de capitais e cambial e, também, a metodologia da moderna teoria de carteira eficiente com a finalidade de avaliar, medir e quantificar o risco de uma carteira de ações.
 A disciplina proporciona o estabelecimento de relações interdisciplinares com os conteúdos de outras disciplinas, tais como:
- Matemática para Negócios;
- Matemática Financeira;
- Estatística; 
- Administração Financeira.
Aula 1: Panorama do Mercado Financeiro Nacional
Segundo o BC, o sistema financeiro nacional pode ser dividido em seis fases
1ª fase
1808 a 1914
Em 1808 surge o primeiro Banco do Brasil com funções de banco central e banco comercial, o qual foi dissolvido em 1829. 
Em 1906 surge o atual Banco do Brasil. 
Em 1910 o Brasil possuía 16 bancos nacionais e 5 estrangeiros.
2ª Fase
1914 a 1945
Os bancos desenvolvem-se com relativa segurança, sustentando as mudanças que ocorrem na estrutura produtiva do País. 
Em 1920 é criada a Inspetoria Geral dos Bancos. Nesta fase, o país contava com 2074 instituições financeiras e a estrutura existente não atendia às necessidades.
3ª Fase
1945 a 1964
É criada a Superintendência de Moeda e Crédito e havia a coexistência de vários órgãos com atribuições de Autoridade Monetária. 
É criado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (1952), o Banco do Nordeste do Brasil e o Banco da Amazônia.
4ª Fase
1964 a 1988
Ocorre a implementação de mudanças estruturais no sistema financeiro com destaques para as seguintes leis: 
• Lei da Correção Monetária (4357/64);
• Lei do Plano Nacional da Habitação (4380/64);
• Lei da Reforma do Sistema Financeiro Nacional (4595/64);  
• Lei do Mercado de Capitais (4728/65);
• Lei da CVM (6385/76, alterada pela Lei 10411/02);
• Lei das S.A (6404/76, alterada pelas leis 9457/97 e 10303/01).  
5ª Fase
1988 a 1994 
As funções da autoridade monetária passam a ser exclusivamente exercidas pelo Banco Central do Brasil (BCB) e suas atividades atípicas são transferidas para o Tesouro Nacional (TN). 
Os empréstimos diretos ou indiretos do BCB para o TN, ou qualquer entidade que não fosse uma instituição financeira, ficam proibidos. 
Surge a Resolução CMN nº 1.524/88, que permite a criação dos chamados Bancos Múltiplos.
6ª Fase
A partir de 1994
Surge a Resolução CMN nº 2.099/94 sobre a exigência de capital e patrimônio líquido.
Houve o enxugamento do sistema financeiro, mediante liquidações, fusões e incorporações, bem como o aumento do interesse de grandes bancos estrangeiros em operar no Brasil.
O SF sofreu uma grande transformação depois de 1964, através das Leis Básicas de Reordenamento da Política Econômica Brasileira, citadas na 4ª fase.
• Lei da Correção Monetária (4357/64);
• Lei do Plano Nacional da Habitação (4380/64);
• Lei da Reforma do Sistema Financeiro Nacional (4595/64);  
• Lei do Mercado de Capitais (4728/65);
• Lei da CVM (6385/76, alterada pela Lei 10411/02);
• Lei das S.A (6404/76, alterada pelas leis 9457/97 e 10303/01).  
Vamos conhecer:
Lei da Correção Monetária (4357/64);
Quais Problemas
A inflação superava historicamente os 12% ao ano
Lei da usura 12% ao ano – limitava os juros
Empresas e indivíduos preferiam aplicar no mercado do que honrar seus compromissos tributários
O governo não poda se financiar emitindo títulos próprios e emitia moeda.
Os valores históricos das contas patrimoniais eram distorcidos e afetavam a bas de calculo de impostos e taxas.
Quais as soluções?
Instituiu as normas de indexação dos débitos fiscais
Generalizou-se por todas as exigibilidades, toda a economia.
Criou títulos públicos federais de crédito com clausulas de correção monetária e juros: Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional.
Qual o destino?
Antecipar receitas, cobrir déficit publico, promover investimentos. Etc
OBS: O artigo 14 d lei criou os incentivos fiscais.
• Lei do Plano Nacional da Habitação (4380/64);
Quais os problemas?
A recessão econômica nos anos 60 mantinha o setor de construção civil estagnado.
O governo não tinha condições de criar postos de trabalho para a mão de obra desualificada.
Quais as soluções?
Criar empregos na Indústria de construção civil
Criação de Banco Nacional de Habitação que atuaria como banco de desenvolvimento e fomento
Sistema financeiro para prover recursos para a construção de casas populares e obras de saneamento.
Unidades Padrão de Capital, moeda própria do sistema.
Títulos específicos pra o segmento, tais como cédulas Hipotecárias, Letras imobiliárias e Depósitos em caderneta de Poupança.
Posteriormente incluído o Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS)
	Instrumento
	Solução/Proposta
	Lei da Correção Monetária 
(Lei 4.357/64)
	Títulos públicos federais com cláusula de correção monetária (ORTN).
	Lei do Plano Nacional de Habitação 
(Lei 4.380/64)
	Criou-se o Banco Nacional de Habitação (BNH) voltado ao incentivo à construção civil e obras de saneamento e infraestrutura urbana. 
	Lei da Reforma do Sistema Financeiro Nacional 
(Lei 4.595/64)
	Criação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil. Criação das normas operacionais.
	Lei do Mercado de Capitais
 (Lei 4.728/65)
	Criação de normas para a estruturação do sistema de investimentos destinado a apoiar o desenvolvimento nacional e à crescente demanda por crédito.
	Lei da CVM 
(Lei 6.385/67)
	Criação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para cuidar do mercado de valores mobiliários como ações, debêntures etc.
	Lei das S.A.
 (Lei 6.404/76)
	Criação de regras claras para as características, forma de constituição, composição acionária, estrutura de demonstrações financeiras, obrigações societárias, direitos e deveres de acionistas e órgãos estatutários e legais.
	Nova Lei das S.A. (Lei 10.303/01), Decreto 3.995 e MP 8, todos de 31/10/2002
	Melhoria da proteção aos minoritários e mais força à atuação da CVM como órgão regulador e fiscalizador do mercado de capitais, incluindo os fundos de investimento e os mercados de derivativos.
Pode-se dizer também que é o local onde o dinheiro é gerido, intermediado, oferecido e procurado, por meio de canais de comunicação que se entrelaçam na formação de sistemas.
O mercado nada mais é do que um grande fundo, do qual se pode sacar ou no qual se pode depositar recursos. 
É nele que se determina uma das variáveis cruciais da economia – a taxa de juros – que representa os termos em que se podem realizar transferências intertemporais de recursos.
Art 17 da lei 4595/64
Consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham como atividade principal ou acessória a coleta, a intermediação ou a aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros. 
Para os efeitos desta lei e da legislação em vigor, equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam qualquer das atividades referidas neste artigo, de forma permanente ou eventual.
As instituições financeiras que operam no mercado financeiro podem ser classificadas de duas formas:
De acordocom a natureza das obrigações qe emitem
Esse critério permite classificar as instituições financeiras em:
• Bancárias/Monetárias: os bancos comerciais, por exemplo, podem ser classificados como instituições monetárias, a quem se permite criação de moeda, uma vez que captam depósitos à vista, emprestam esses recursos e mantêm conta de reserva  junto ao Banco Central. 
• Não monetárias: não multiplicam a moeda, como as Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários, Bancos de Investimento, Sociedades de Crédito de Financiamento e Investimento (Financeiras).
De acordo com tipos de operações que estão autorizadas a realizar
Esse critério permite classificar as instituições financeiras em:
• Instituições de crédito/Intermediários financeiros: emitem seus próprios passivos, captando poupança diretamente do público por sua própria iniciativa e responsabilidade e, posteriormente, aplicam esses recursos junto às empresas, através de empréstimos e financiamentos, como é o caso dos bancos comerciais.
• Instituições auxiliares/Distribuidores de Títulos e Valores Mobiliários: colocam em contato os investidores, como as Bolsas de Valores por exemplo, que por intermédio dos corretores de valores encontram quem queira vender ações, quem queira comprá-las e vice-versa.
O SFN é composto pelos seguintes órgão normativos
Conselho Monetário Nacional (CMN)
Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC)
Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)
Órgãos Normativos do Sistema Financeiro Nacional Conselho Monetário Nacional (CMN) 
Foi instituído pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964, é o órgão responsável por expedir diretrizes gerais para o bom funcionamento do SFN. Dentre suas funções estão: adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia; regular o valor interno e externo da moeda e o equilíbrio do balanço de pagamentos; orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras; propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros; zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária e da dívida pública interna e externa. 
O CMN é constituído pelo Ministro de Estado da Fazenda, que atua como seu Presidente, pelo Ministro de Estado do Planejamento e Orçamento e pelo Presidente do Banco Central do Brasil (BCB). Os serviços de secretaria do CMN são exercidos pelo BCB. Junto ao CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (COMOC), composta pelo Presidente do BCB, na qualidade de Coordenador, pelo Presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pelo Secretário Executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, pelo Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, pelo Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, pelo Secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda e por quatro diretores do BCB, indicados por seu Presidente. Está previsto o funcionamento também junto ao CMN de comissões consultivas de Normas e Organização do Sistema Financeiro de Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros, de Crédito Rural, de Crédito Industrial, de Crédito Habitacional e para Saneamento e Infraestrutura Urbana, de Endividamento Público e de Política Monetária e Cambial. 
Fonte: http://www.bcb.gov.br 
Conselho Nacional de Seguros Privados 
Órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados; é composto pelo Ministro da Fazenda (Presidente), representante do Ministério da Justiça, representante do Ministério da Previdência Social, Superintendente da Superintendência de Seguros Privados, representante do Banco Central do Brasil e representante da Comissão de Valores Mobiliários. 
Dentre as funções do CNSP estão: regular a constituição, organização, funcionamento e fiscalização dos que exercem atividades subordinadas ao SNSP, bem como a aplicação das penalidades previstas; fixar as características gerais dos contratos de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro; estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro; prescrever os critérios de constituição das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, com fixação dos limites legais e técnicos das respectivas operações e disciplinar a corretagem de seguros e a profissão de corretor. 
Fonte: http://www.bcb.gov.br 
Conselho de Gestão de Previdência Complementar 
É um órgão colegiado que integra a estrutura do Ministério da Previdência Social e cuja competência é regular, normatizar e coordenar as atividades das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (fundos de pensão). Também cabe ao CGPC julgar, em última instância, os recursos interpostos contra as decisões da Secretaria de Previdência Complementar. Maiores informações poderão ser encontradas no endereço http://www.previdenciasocial.gov.br Fonte: http://www.gov.br
Entidades Supervisoras do Sistema Financeiro Nacional Banco Central do Brasil (BACEN) É uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que também foi criada pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964. É o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional e responsável por garantir o poder de compra da moeda nacional, tendo por objetivos: zelar pela adequada liquidez da economia; manter as reservas internacionais em nível adequado; estimular a formação de poupança; zelar pela estabilidade e promover o permanente aperfeiçoamento do sistema financeiro. Dentre suas atribuições estão: emitir papel-moeda e moeda metálica; executar os serviços do meio circulante; receber recolhimentos compulsórios e voluntários das instituições financeiras e bancárias; realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras; regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis; efetuar operações de compra e venda de títulos públicos federais; exercer o controle de crédito; exercer a fiscalização das instituições financeiras; autorizar o funcionamento das instituições financeiras; estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de direção nas instituições financeiras; vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de capitais e controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país. Muitas dessas funções listadas acima, nada mais são do que meios de executar sua função primordial: manter o poder de compra da moeda, que se traduz em manter a inflação dentro de patamares definidos pelo CMN. A este desenho se dá o nome de metas inflacionárias. O Banco Central tem a missão de manter a inflação medida pelo IPCA1 em níveis pré-definidos. Fonte: http://www.bcb.gov.br Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Também é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, instituída pela Lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976. É responsável por regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários do país. Para este fim, exerce as funções de: assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão; proteger os titulares de valores mobiliários; evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação no mercado; assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e sobre as companhias que os tenham emitido; assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores mobiliários; estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários; promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas. Maiores informações poderão ser encontradas nas fontes a seguir. Fontes: http://www.bcb.gov.br e http://www.cvm.gov.br Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) 1 IPCA – O Índice de Preço ao Consumidor Ampliado é calculado pelo IBGE e foi instituído com a finalidade de corrigir as demonstrações financeiras das companhias abertas. O índice verifica as variações dos custos com os gastos das pessoas que ganhamde um a quarenta salários mínimos nas regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, município de Goiânia e Distrito Federal. Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda; é responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguro, previdência privada aberta e capitalização. Dentre suas atribuições estão: fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP; atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro; zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados; promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados; promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição; zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado; disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas; cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por este forem delegadas; prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP. Maiores informações poderão ser encontradas nas fontes a seguir. Fontes: http://www.bcb.gov.br e http://www.susep.gov.br Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) É uma autarquia vinculada ao Ministério da Previdência Social, responsável por fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão). A PREVIC atua como entidade de fiscalização e de supervisão das atividades das entidades fechadas de previdência complementar e de execução das políticas para o regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar, observando, inclusive, as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar. Maiores informações poderão ser encontradas nas fontes a seguir. Fontes: http://www.bcb.gov.br e http://www.previdenciasocial.gov.br
Instituições Financeiras Captadoras de Depósitos à vista
Bancos Múltiplos São instituições financeiras privadas ou públicas que realizam as operações ativas, passivas e acessórias das diversas instituições financeiras, por intermédio das seguintes carteiras: comercial, de investimento e/ou de desenvolvimento, de crédito imobiliário, de arrendamento mercantil e de crédito, financiamento e investimento. Essas operações estão sujeitas às mesmas normas legais e regulamentares aplicáveis às instituições singulares correspondentes às suas carteiras. A carteira de desenvolvimento somente poderá ser operada por banco público. O banco múltiplo deve ser constituído com, no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas, obrigatoriamente, comercial ou de investimento, e ser organizado sob a forma de sociedade anônima. As instituições com carteira comercial podem captar 
Colar 
O banco pode afetar a oferta monetária na economia. Isso ocorre em duas situações
1 – 
Quando o banco mantém 100% dos depósitos em reservas monetárias. 
Nesse caso, a oferta monetária na economia não é afetada.
2 – 
Quando o banco empresta parte dos depósitos.
Nesse caso, a oferta monetária na economia é afetada. 
Pode-se analisar o Balanço Patrimonial de um banco comercial típico com base em um fluxo financiero no qual;
As contas passivas representam s obrigações que o banco tem com seus clientes; e
As contas ativas representam as obrigações que os clientes têm junto ao banco (tambémé notada a possibilidade do BACEN intervir sobre ambas as contas)
A administração eficiente do flux determinará o resultado que será auferido pela instituição. 
Colar pdfs
Aula 02
Os mercados do dinheiro
Mercado Monetário
Mercado monetário é um componente do mercado financeiro, relativo à concessão de empréstimos de curto prazo, com prazos de vencimento inicial de um ano ou menos. A negociação nos mercados monetários envolve títulos do Tesouro, papel comercial, aceitação dos banqueiros, certificados de depósito, dos fundos do banco central, hipotecas de curto prazo.[1]
Ou seja mercado monetário é o mercado para realização de financiamento de curto ou curtíssimo prazo, como os bilhetes de tesouro nacional, e o papel comercial. Sendo os títulos públicos os papéis mais negociados. Geralmente são transações[2]:
Do Banco Central vendendo títulos do Tesouro às instituições financeiras, retirando moeda do mercado e diminuindo a liquidez geral;
Do Banco Central comprando títulos do Tesouro às instituições financeiras, injetando moeda no mercado e aumentando a liquidez geral;
Entre instituições financeiras para ajustes internos de liquidez.
Oferta Publica Formal 
Neste leilão formal a autoridade monetária divulga ao mercado as condições dos negócios, tais como, entre outras informações:
• tipo;
• características;
• quantidade; 
• prazo dos títulos que serão objetos do leilão. 
Os investidores efetivam suas propostas de compra, que são encaminhadas ao SELIC para serem efetuadas as respectivas transferências de titularidade e liquidações financeiras.
Leilão Informal Eletronico de moedas e de títulos
Caracteriza-se pela possibilidade do Banco Central intervir no mercado, comprando ou vendendo títulos, conforme seus objetivos.
Neste processo, o Banco Central atua junto com instituições por ele credenciadas a operar no mercado aberto, conhecidas como dealers. 
Ao decidir entrar no mercado para comprar ou vender títulos, o Banco Central avisa aos agentes de sua intenção, através dos dealers, e os interessados na negociação enviam suas ofertas que poderão ser aceitas ou rejeitadas.
A administração do SELIC e de seus módulos complementares é de competência exclusiva do Departamento de Operações do Mercado Aberto (DEMAB) do Banco Central do Brasil.
 
Os pagamentos no SELIC são processados por meio de reservas bancárias e as transferências dos títulos entre os investidores somente são autorizadas pelo sistema mediante movimentações nessas reservas.
Para conhecer melhor os tipos de títulos públicos emitidos pelo Governo Federal acesse www.tesouro.fazenda.gov.br.
Para ver as perguntas mais frequentes sobre gestão da dívida mobiliária e operações de mercado aberto acesse:
http://www4.bcb.gov.br/pec/gci/port/focus/faq.asp
Os Certificados de Depósito Interbancário são os títulos de emissão das instituições financeiras, que lastreiam as operações do mercado interbancário. Suas características são idênticas às de um CDB, mas sua negociação é restrita ao mercado interbancário. Sua função é, portanto, transferir recursos de uma instituição financeira para outra. Em outras palavras, para que o sistema seja mais fluido, quem tem dinheiro sobrando empresta para quem não tem.
 As operações se realizam fora do âmbito do Banco Central, tanto que, neste mercado, não há incidência de qualquer tipo de imposto, as transações são fechadas por meio eletrônico e registradas nos computadores das instituições envolvidas e nos terminais da Câmara de Custódia e Liquidação (CETIP). A maioria das operações é negociada por um só dia, como no antigo overnight.
A CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos - é uma sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. É, na realidade, uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos termos definidos pela legislação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) (Lei n º10.214), que efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma Plataforma Eletrônica para a realizaçãode diversos tipos de operações online, tais como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de renda fixa.
Criada pelas instituições financeiras e o Banco Central, iniciou suas operações em 1986, proporcionando mais segurança e agilidade às operações do mercado financeiro brasileiro. A CETIP, hoje uma sociedade anônima de capital aberto com ações negociadas no Novo Mercado, da BM&FBovespa, é a maior depositária de títulos privados de renda fixa da América Latina e a maior Câmara de ativos privados do mercado financeiro brasileiro. Sua atuação garante o suporte necessário a todo o ciclo de operações com títulos de renda fixa, valores mobiliários e derivativos de balcão. 
Fonte: http://www.cetip.com.br/home.asp
Mercado de crédito é o nome dado ao sistema financeiro onde ocorre o processo de concessão e tomada de crédito.
O mercado de crédito envolve uma dupla parte, uma credora e outra devedora, que normalmente estabelecem uma relação contratual entre si, podendo ser formal ou informal. Esta situação sugere que uma das partes, a credora conceda liquidez à outra, mediante um premio de liquidez ou de risco, comumente intitulado de juros. Nesta relação à parte credora oferece um bem a parte devedora, que na sociedade capitalista é a moeda fiduciária ou escritural.[1]
Segundo o novo dicionário do Aurélio, crédito é definido como cessão de mercadoria, serviço ou importância em dinheiro, para pagamento futuro. Assim sendo, ao dispormos a terceiro uma determinada mercadoria, mediante ao compromisso, formal (contrato) ou informal, de reembolso no futuro, estamos vendendo a crédito. Quando dispomos a terceiro uma importância em dinheiro mediante o compromisso, formal ou informal, de pagamento no futuro, estamos emprestando a crédito.
O mercado de crédito serve de alavancagem para a maioria das economias desenvolvidas do mundo, já no Brasil este mercado ainda tem pouco expressão, devido a taxa de juros no Brasil estar entre as mais altas do mundo. No entanto o mercado de crédito está em grande expansão, segundo a FEBRABAN em julho de 2008 o crédito alcançou o seu recorde histórico, chegando a 37% do PIB brasileiro, ultrapassando a casa de 1 trilhão de reais, onde o crédito destinado a pessoa física corresponde a cerca de 370 bilhões de reais.[2]
No sistema capitalista os principais agentes de concessão de crédito são as instituições financeiras, embora existam vários outros agentes, como as empresas para seus clientes e as pessoas físicas para seus parentes e amigos. As instituições financeiras são os principais agentes pelo seu poder de arregimentar recursos, e pelo grau de especialização que alcançam no processo de emprestar e principalmente receber seus empréstimos.
Existem muitas modalidades de crédito disponíveis ao consumidor atualmente, as principais são: cheque especial; cartão de crédito;empréstimo pessoal; crédito direto ao consumido(CDC); crédito consignado; crédito habitacional; leasing.[3]
Existe duas instituições importantes no Mercado de Créditos
Central de Crédito 
Fundo Garantidor de Crédito
Central de Risco de Crédito 
A Central de Risco de Crédito (CRC) é uma central de informações de crédito do sistema financeiro nacional, gerenciada pelo Banco Central, englobando informações de todas as instituições financeiras que o compões. O objetivo básico de criação da CRC é o de prever e prevenir eventuais crises no mercado financeiro provenientes de problemas de cobranças nas carteiras de crédito das instituições. 
Com base nas informações disponibilizadas pela CRC, o Banco Central é capaz de avaliar, com maior precisão, as instituições financeiras que apresentam problemas com os créditos concedidos, e que exijam um acompanhamento especial. As instituições financeiras que participam deste sistema também se beneficiam, na medida em que podem usar informações do CRC para as suas decisões de concessão de crédito. Com base nessas informações, a supervisão bancária pode identificar com maior precisão as instituições financeiras com problemas de crédito e que requeiram um monitoramento especial, atingindo assim sua principal meta. 
A taxa de juros incidente nas operações de crédito concedidas pelos intermediários financeiros reflete a taxa de captação e os custos operacionais da instituição, acrescidos de uma margem de lucro. A inadimplência é um custo implícito no preço do crédito e, quanto menor a certeza de pagamento, maior a taxa cobrada ao tomador final. Ao conhecer melhor o risco do potencial contratante do crédito, as instituições financeiras podem oferecer taxas menores daqueles tomadores com bom histórico de pagamento.
 Nesse sentido, a Central funciona como um bureau de crédito e registra informações úteis para a distinção entre bons e maus pagadores, contribuindo para a diminuição do spread bancário. As instituições que participam do sistema também se beneficiam, na medida em que as decisões de concessão de crédito são tomadas utilizando-se dados da Central de Risco, criadas com o propósito de preencher uma lacuna no mercado de informações de crédito no Brasil. 
Em resumo, a Central de Risco tem atingido seu objetivo prioritário de permitir o desenvolvimento de ferramentas que ajudem a supervisão bancária a identificar instituições com problemas potenciais em suas carteiras de crédito. Além de cumprir esse objetivo, o sistema auxilia as instituições financeiras na gestão de suas carteiras de crédito. 
Fonte: http://www.bcb.gov.br 
Fundo Garantidor de Crédito 
O FGC tem por objetivos prestar garantia de créditos contra instituições dele associadas, nas hipóteses de: 
• decretação da intervenção, liquidação extrajudicial ou falência da associada; 
• reconhecimento, pelo Banco Central do Brasil, do estado de insolvência da associada. Principais características: 
• O pagamento é realizado por pessoa ou conta. 
• O limite de Cobertura é de R$ 60.000,00. 
• Contribuição fixada em 0,0125% ao mês. 
• Percentual de Depósitos Assegurados fixada em 2% do saldo total dos depósitos garantidos. • Adesão compulsória – são associadas compulsoriamente do FGC as instituições financeiras e as associações de poupança e empréstimo em funcionamento no País – não contemplando as cooperativas de crédito e as seções de crédito das cooperativas. 
• Proteção Explícita – o FGC possui norma legal que explicita os critérios e limites de proteção ao Sistema Financeiro Nacional – Resolução 3.251, de 16.12.2004. 
• Sistema Privado – o caráter privado da estrutura do FGC – estabelecido através de uma Resolução do Conselho Monetário Nacional, possuindo, portanto, força de lei – foi importante na sua consolidação como entidade independente. 
Depósitos Garantidos
Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio 
Depósitos em contas-correntes de depósito para investimento; 
 Depósitos de poupança; 
 Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado; 
Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares; 
Letras de câmbio; 
 Letras imobiliárias; 
Letras hipotecárias:
 Letras de crédito imobiliário. 
Fonte: http://www.fgc.org.br/
MERCADO CAMBIAL
O que é câmbio?
Câmbio é a operação de troca de moeda de um país pela moeda de outro país. Por exemplo, quando um turista vai viajar para o exterior e precisa de moeda estrangeira, as entidades autorizadas  a operar no mercado cambial recebem do turista a moeda nacional e lhe entrega (vende) a moeda estrangeira. Já quando um turista estrangeiro quer converter moeda estrangeira em escudos caboverdianos, as entidades autorizadas  a operar no mercado cambial compram a moeda estrangeira do turista estrangeiro, entregando-lhe os escudos correspondentes.
 
O que é mercado cambial?
O mercado cambial é o ambiente regulamentado e fiscalizado pelo Banco de Cabo Verde, onde se realizam as operações cambiais entre as entidades autorizadaspelo Banco de Cabo Verde e entre estas e seus clientes.
 
Em que consiste a política cambial?
É o conjunto de ações e orientações do Governo destinadas a equilibrar o funcionamento da economia através de alterações das taxas de câmbio e do controle das operações cambiais.
 O que é câmbio?
Câmbio é a operação de troca de moeda de um país pela moeda de outro país. Por exemplo, quando um turista brasileiro vai viajar para o exterior e precisa de moeda estrangeira, o agente autorizado pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio recebe do turista brasileiro a moeda nacional e lhe entrega (vende) a moeda estrangeira. Já quando um turista estrangeiro quer converter moeda estrangeira em reais, o agente autorizado a operar no mercado de câmbio compra a moeda estrangeira do turista estrangeiro, entregando-lhe os reais correspondentes.
2. O que é mercado de câmbio?
No Brasil, o mercado de câmbio é o ambiente onde se realizam as operações de câmbio entre os agentes autorizados pelo Banco Central e entre estes e seus clientes, diretamente ou por meio de seus correspondentes.
O mercado de câmbio é regulamentado e fiscalizado pelo Banco Central e compreende as operações de compra e de venda de moeda estrangeira, as operações em moeda nacional entre residentes, domiciliados ou com sede no País e residentes, domiciliados ou com sede no exterior e as operações com ouro-instrumento cambial, realizadas por intermédio das instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio pelo Banco Central, diretamente ou por meio de seus correspondentes.
Incluem-se no mercado de câmbio brasileiro as operações relativas aos recebimentos, pagamentos e transferências do e para o exterior mediante a utilização de cartões de uso internacional, bem como as operações referentes às transferências financeiras postais internacionais, inclusive vales postais e reembolsos postais internacionais.
À margem da lei, funciona um segmento denominado mercado paralelo. São ilegais os negócios realizados no mercado paralelo, bem como a posse de moeda estrangeira oriunda de atividades ilícitas.
3. Qualquer pessoa física ou jurídica pode comprar e vender moeda estrangeira?
Sim, desde que a outra parte na operação de câmbio seja agente autorizado pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio (ou seu correspondente para tais operações) e que seja observada a regulamentação em vigor, incluindo a necessidade de identificação em todas as operações. É dispensado o respaldo documental das operações de valor até o equivalente a US$ 3 mil, preservando-se, no entanto, a necessidade de identificação do cliente.
4. Que instituições podem operar no mercado de câmbio e que operações elas podem realizar?
Podem ser autorizados pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio: bancos múltiplos; bancos comerciais; caixas econômicas; bancos de investimento; bancos de desenvolvimento; bancos de câmbio; agências de fomento; sociedades de crédito, financiamento e investimento; sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários; sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e sociedades corretoras de câmbio.
Esses agentes podem realizar as seguintes operações:
a) bancos, exceto de desenvolvimento, e a Caixa Econômica Federal: todas as operações previstas para o mercado de câmbio;
b) bancos de desenvolvimento; sociedades de crédito, financiamento e investimento e agências de fomento: operações específicas autorizadas pelo Banco Central;
c) sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários; sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e sociedades corretoras de câmbio:
c1.) operações de câmbio com clientes para liquidação pronta de até US$100 mil ou o seu equivalente em outras moedas; e
c2.) operações no mercado interbancário, arbitragens no País e, por meio de banco autorizado a operar no mercado de câmbio, arbitragem com o exterior.
Além desses agentes, o Banco Central também concedia autorização para agências de turismo e meios de hospedagem de turismo para operarem no mercado de câmbio. Atualmente, não se concede mais autorização para esses agentes, permanecendo ainda apenas aquelas agências de turismo cujos proprietários pediram ao Banco Central autorização para constituir instituição autorizada a operar em câmbio. Enquanto o Banco Central está analisando tais pedidos, as agências de turismo ainda autorizadas podem continuar a realizar operações de compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cheques e cheques de viagem, relativamente a viagens internacionais.
As instituições financeiras autorizadas a operar em câmbio podem contratar correspondentes (pessoas jurídicas em geral) para a realização das seguintes operações de câmbio:
a) execução ativa ou passiva de ordem de pagamento relativa a transferência unilateral (ex: manutenção de residentes, transferência de patrimônio, prêmios em eventos culturais e esportivos ) do ou para o exterior, limitada ao valor equivalente a US$ 3 mil dólares dos Estados Unidos, por operação;
b) compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cheque ou cheque de viagem, bem como carga de moeda estrangeira em cartão pré-pago, limitada ao valor equivalente a US$ 3 mil dólares dos Estados Unidos, por operação; e
c) recepção e encaminhamento de propostas de operações de câmbio.
As operações realizadas pelos correspondentes são de total responsabilidade da instituição contratante (para mais informações sobre correspondentes, consulte: Perfis > Cidadão > Perguntas frequentes, cartilhas e notícias > Perguntas frequentes > Correspondentes no país).
A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) também é autorizada pelo Banco Central a realizar operações com vales postais internacionais, emissivos e receptivos, para liquidação pronta, não sujeitos ou vinculados a registro no Banco Central do Brasil e de até o equivalente a US$50 mil, por operação.
A relação dos agentes autorizados a operar no mercado de câmbio pode ser consultada em: Câmbio e Capitais Internacionais > Instituições que atuam no mercado de câmbio.
5. Que operações podem ser realizadas no mercado de câmbio?
Quaisquer pagamentos ou recebimentos em moeda estrangeira podem ser realizados no mercado de câmbio, inclusive as transferências para fins de constituição de disponibilidades no exterior e seu retorno ao País e aplicações no mercado financeiro. As pessoas físicas e as pessoas jurídicas podem comprar e vender moeda estrangeira ou realizar transferências internacionais em reais, de qualquer natureza, sem limitação de valor, observada a legalidade da transação, tendo como base a fundamentação econômica e as responsabilidades definidas na respectiva documentação.
Embora do ponto de vista cambial não exista restrição para a movimentação de recursos, os agentes do mercado e seus clientes devem observar eventuais restrições legais ou regulamentares existentes para determinados tipos de operação. Como exemplo, relativamente à colocação de seguros no exterior, devem ser observadas as disposições dos órgãos e entidades responsáveis pela regulação do segmento segurador.
6. Os bancos são obrigados a vender moeda em espécie?
Não. Normalmente, os agentes autorizados a operar em câmbio, por questão de administração de caixa e estratégia operacional, procuram operar com o mínimo possível de moeda em espécie.
7. Posso fazer aplicações no exterior no mercado de capitais ou de derivativos?
Veja a seção Investimentos e empréstimos.
8. O que é mercado primário e mercado secundário?
A operação de mercado primário implica o recebimento ou a entrega de moeda estrangeira por parte de clientes no País, correspondendo a fluxo de entrada ou de saída da moeda estrangeira do País. Esse é o caso das operações realizadas com exportadores, importadores, viajantes, etc. Já no mercado secundário, também denominado mercado interbancário quando os negócios são realizados entre bancos, a moeda estrangeira é negociada entre as instituições integrantes do sistema financeiro e simplesmente migra do ativo de uma instituição autorizada a operarno mercado de câmbio para o de outra, igualmente autorizada, não havendo fluxo de entrada ou de saída da moeda estrangeira do País.
9. O que é posição de câmbio?
A posição de câmbio é representada pelo saldo das operações de câmbio (compra e venda de moeda estrangeira, de títulos e documentos que as representem e de ouro-instrumento cambial) prontas ou para liquidação futura, realizadas pelas instituições autorizadas pelo Banco Central do Brasil a operar no mercado de câmbio.
10. O que é posição de câmbio comprada?
A posição de câmbio comprada é o saldo em moeda estrangeira registrado em nome de uma instituição autorizada que tenha efetuado compras, prontas ou para liquidação futura, de moeda estrangeira, de títulos e documentos que as representem e de ouro-instrumento cambial, em valores superiores às vendas.
11. O que é posição de câmbio vendida?
A posição de câmbio vendida é o saldo em moeda estrangeira registrado em nome de uma instituição autorizada que tenha efetuado vendas, prontas ou para liquidação futura, de moeda estrangeira, de títulos e documentos que as representem e de ouro-instrumento cambial, em valores superiores às compras.
12. O que é operação pronta?
A operação de câmbio (compra ou venda) pronta é a operação a ser liquidada em até dois dias úteis da data de contratação.
13. O que é operação para liquidação futura?
A operação de câmbio (compra ou venda) para liquidação futura é a operação a ser liquidada em prazo maior que dois dias.
14. O que é contrato de câmbio?
Contrato de câmbio é o documento que formaliza a operação de compra ou de venda de moeda estrangeira. Nele são estabelecidas as características e as condições sob as quais se realiza a operação de câmbio. Dele constam informações relativas à moeda estrangeira que um cliente está comprando ou vendendo, à taxa contratada, ao valor correspondente em moeda nacional e aos nomes do comprador e do vendedor. Os contratos de câmbio devem ser registrados no Sistema Câmbio pelo agente autorizado a operar no mercado de câmbio.
Nas operações de compra ou de venda de moeda estrangeira de até US$ 3 mil, ou seu equivalente em outras moedas estrangeiras, não é obrigatória a formalização do contrato de câmbio, mas o agente do mercado de câmbio deve identificar seu cliente e registrar a operação no Sistema Câmbio.
15. O que é política cambial?
É o conjunto de ações governamentais diretamente relacionadas ao comportamento do mercado de câmbio, inclusive no que se refere à estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos.
16. Qual é o papel do Banco Central no mercado de câmbio?
O Banco Central executa a política cambial definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para tanto, regulamenta o mercado de câmbio e autoriza as instituições que nele operam. Também compete ao Banco Central fiscalizar o referido mercado, podendo punir dirigentes e instituições mediante multas, suspensões e outras sanções previstas em lei. Além disso, o Banco Central pode atuar diretamente no mercado, comprando e vendendo moeda estrangeira de forma ocasional e limitada, com o objetivo de conter movimentos desordenados da taxa de câmbio.
17. Como obter mais informações sobre o mercado de câmbio?
Dados e notas sobre o setor externo da economia brasileira estão disponíveis em nossa página em Economia e finanças, por meio dos boletins do Banco Central do Brasil e das notas econômico-financeiras para a imprensa, assim como em textos técnicos que podem ser consultados em: Câmbio e Capitais Internacionais > Legislação e normas > Textos técnicos.
Já a regulamentação sobre o mercado de câmbio pode ser consultada em: Câmbio e Capitais Internacionais>Legislação e normas > Regulamentação do CMN e do Banco Central.
A indicação da regulamentação referente a capitais internacionais, por assunto, pode ser consultada em: Câmbio e Capitais Internacionais>Legislação e normas > Resumo da legislação e regulamentação sobre capitais internacionais.
O mercado cambial esta segmentado de acordo com a seguinte estrutura:
Mercado de cambio de taxas libre
Câmbio comercial cobrindo:
• operações de importações e exportações;
• pagamentos internacionais de juros e dividendos;
• empréstimos externos;
• investimentos de capital etc.
Mercado de cambio de taxas flutuantes
Cambio turismo que inclui as negociações de moeda estrangeira para a operações de turismo e demais despesas relacionadas.
Taxas internacionais de Juros
Libor – A London Inerbank Offered Rate é uma taxa e juros interbancária do mercado de Londres, muito utilizada nas operações nternacionais de empréstimos realizadas entre instituições Financieras
Prime rate – É a taxa de juros cobrada pelos bancos americanos de seus clientes classificados como preferenciais.
Utilizada como taxa de referência de operações de empréstimos envolvendo bancos e empresas.
Mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários que proporciona liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabiliza o processo de capitalização. É constituído pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições financeiras autorizadas.
Os principais títulos negociados (título mobiliário) representam o capital social das empresas, tangibilizado em suas ações ou ainda empréstimos tomados pelas empresas, no mercado, representado por debêntures que são conversíveis em ações, bônus de subscrição e outros papéis comerciais. Esta constituição permite a circulação de capital e custeia o desenvolvimento econômico. No mercado de capitais ainda podem ser negociados os direitos e recibos de subscrição de valores mobiliários, certificados de depósitos de ações e outros derivativos autorizados à negociação.
Seu objetivo é canalizar as poupanças (recursos financeiros) da sociedade para o comércio, a indústria e outras atividades econômicas. Distingue-se do mercado monetário que movimenta recursos a curto prazo, embora tenham muitas instituições em comum.
Nos países capitalistas mais desenvolvidos os mercados de capitais são mais fortes e dinâmicos. A fraqueza desse mercado nos países em desenvolvimento dificulta a formação de poupança, sendo um sério obstáculo ao desenvolvimento, obrigando esses países a recorrerem ao mercado de capitais internacionais.
O mercado de capitais faz parte do mercado financeiro, que também compreende, segundo uma classificação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários)[1], o mercado de crédito, o mercado de câmbio e o mercado monetário.
Quais os principais títulos negociados no mercado 
de capitais?
Os principais títulos negociados no mercado de capitais são:
• ações que constituem a menor parcela (fração) do capital social de uma sociedade anônima;
• opções sobre ações que representam um direito de compra (ou venda) de ações a um preço previamente fixado e válido por determinado período;
• debêntures, que representam títulos de dívida de médio e longo prazo emitidos por sociedades anônimas, cujos recursos são destinados ao financiamento de projetos de investimentos ou para alongamento do perfil de endividamento das empresas. Em sua grande parte, as empresas emitentes de debêntures transformam-se em sociedade anônimas de capital aberto;
• Depositary Receipts, os Recibos de Depósitos são títulos negociáveis no mercado e lastreados na existência de ações de uma sociedade instalada em outro país. O recibo pode ser trocado a qualquer momento pelas ações custodiadas no banco depositário;
• Commercial Paper, destinado à subscrição pública, cujos recursos são canalizados para financiar suas necessidades correntes de capital de giro.
Além dos títulos emitidos pelas empresas privadas e de economia mista mencionados, existem títulos emitidos pelas Instituições Financeiras, tais como: letras de câmbio, certificados de depósitos/recibos bancários, cadernetas de poupança, letras hipotecárias, warrants, entre outros.
Quais os principais financiamentos no mercado de capitais?
Os principais financiamentos no mercado de capitais são:
• financiamentode capital de giro - realizado por bancos comerciais/múltiplos e bancos de investimentos com objetivo de suprir as necessidades de recursos do ativo circulante das empresas;
• operações de repasses - empréstimos contratados por instituições financeiras do mercado de capitais e repassados à empresas carentes de recursos para investimentos de longo prazo. Podem ser de recursos internos e externos;
• arrendamento mercantil – é celebrado um contrato de arrendamento (aluguel) efetuado entre um cliente (arrendatário) e uma sociedade de arrendamento mercantil (arrendadora), visando à utilização, por parte do primeiro, de certo bem durante um prazo determinado, cujo pagamento é efetuado em forma de aluguel (arrendamento);
• oferta pública de ações e debêntures – caracteriza-se por emissão de títulos (ações e debêntures) pelas empresas, visando levantamento de recursos para financiamento de suas atividades;
• securitização de recebíveis – caracteriza-se como uma forma de captação de recursos envolvendo a emissão de títulos de crédito pelo tomador, que são garantidos mediante caução de recebíveis. Esta operação permite que a empresa levante recursos sem comprometer seus níveis de endividamento;
• bônus (bonds) - são títulos de renda fixa muito utilizados pelas empresas privadas, governos etc. para levantar recursos no mercado financeiro internacional como fonte de recursos a longo prazo.
Como é a cotação do mercado de ouro no Brasil?
Segundo Assaf Neto, o mercado de ouro no Brasil, assim como em outras economias do mundo, tem suas cotações baseadas nos preços internacionais do metal. 
As principias variáveis que afetam o preço do ouro no Brasil são:
• comportamento das taxas de juros internas;
• paridade cambial da moeda nacional com o dólar;
• risco país.
 
As cotações internacionais do ouro são fornecidas diariamente em dólar por onça-troy, que equivale a 31,1035 gramas. No Brasil, as cotações são estabelecidas em reais por grama de ouro puro. 
Os negócios com ouro no Brasil são realizados pela Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e suas cotações refletem de alguma forma os preços dos mercados internacionais, principalmente de Londres e Nova York.
Aula 03 - Riscos das Instituições Financieras
Vamos começar conhecendo definições de risco para o Mercado Financiero
(...) o risco no mercado financeiro pode ser entendido como a probabilidade de perda em razão de uma exposição ao mercado.
As perdas no mercado financeiro podem decorrer de diversos eventos, principalmente aqueles relativos as variações as taxas de juros e nos preços de mercado (...)
Podemos também definir riscos como:
Risco – Volatilidade de resultados não esperada ou estimativa para as possíveis perdas e uma instituição financeira, devido às incertezas que envolvem suas atividades diárias.
A origem dos riscos financeiros de uma instituição financeira, principalmente dos bancos, provem das suas diversas atividades operacionais, tais como:
• créditos concedidos;
• captações;
• variações das taxas de juros de mercado;
• falhas internas;
• controle.
O descasamento de ativos e passivos expõe o banco ao risco de variação das taxas de juros quando o prazo do ativo (aplicação) for maior que o do passivo (captação). Um aumento dos juros reduz a margem financeira do banco e uma redução das taxas promove maiores ganhos.
O contrário se verifica quando o prazo do ativo for menor que o do passivo. Um aumento dos juros permite que o banco renove seus créditos concedidos seguindo as taxas mais altas de mercado, reforçando seus resultados financeiros. 
Já em um cenário de queda nos juros, as receitas dos ativos (créditos) diminuem, promovendo menor margem financeira. 
 
Iniciativas das Instituições Financeiras
Dentre as iniciativas encontra-se aquela que impõe às instituições financeiras uma área denominada de Compliance que representa um setor que supervisiona, faz cumprir as normas, os procedimentos, o código de conduta, o cumprimento das leis que regem o segmento de modo geral e a instituição financeira de modo específico.
O Compliance, que complementa a função da Auditoria Interna na organização, é o setor responsável pela certificação de que as diversas áreas da empresa estejam atendendo a todas as regras e normas aplicáveis.
Segundo Assaf Neto, os benefícios de Compliance em uma organização podem ser resumidos:
• evita o descumprimento de leis e normas e suas consequências punitivas;
• protege a imagem da empresa perante o mercado colaborando para a formação de seu caráter ético;
• colabora na formação de uma cultura de controle interno e cumprimento dos regulamentos aplicáveis a cada unidade;
• desenvolve uma relação mais transparente e de atendimento imediato com os órgãos reguladores e fiscalizadores;
• avalia a observância de princípios éticos e normas de conduta.
Instrumentos Internacionais
Podemos destacar alguns instrumentos internacionais que vieram intensificar o
investimento das instituições financeiras, tais como:
• Lei Sarbanes-Oxley (SOX) editada em 2002 pelo Congresso dos Estados
Unidos.
A Lei Sarbanes-Oxley (em inglês, Sarbanes-Oxley Act) é uma lei estadunidense,
assinada em 30 de julho de 2002 pelo senador Paul Sarbanes (Democrata de
Maryland) e pelo deputado Michael Oxley (Republicano de Ohio).
Motivada por escândalos financeiros coorporativos (dentre eles o da Enron, que
acabou por afetar drasticamente a empresa de auditoria Arthur Andersen), essa lei foi
redigida com o objetivo de evitar o esvaziamento dos investimentos financeiros e a
fuga dos investidores causada pela aparente insegurança a respeito da governança
adequada das empresas.
A lei Sarbanes-Oxley, apelidada de Sarbox ou ainda de SOX, visa garantir a criação
de mecanismos de auditoria e segurança confiáveis nas empresas, incluindo ainda
regras para a criação de comitês encarregados de supervisionar suas atividades e
operações, de modo a mitigar riscos aos negócios, evitar a ocorrência de fraudes ou
assegurar que haja meios de identificá-las quando ocorrem, garantindo a
transparência na gestão das empresas.
Atualmente grandes empresas com operações financeiras no exterior seguem a lei
Sarbanes-Oxley. A lei também afeta dezenas de empresas brasileiras que mantém
ADRs (American Depositary Receipts) negociadas na NYSE, como a Petrobras, a
GOL Linhas Aéreas, a Sabesp,a TAM Linhas Aéreas, a Brasil Telecom, Ultrapar
(Ultragaz), a Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar), Banco
Itaú, TIM e a Telemig Celular.
Requisitos da lei
1. Controlar a criação, edição e versionamento dos documentos em um
ambiente de acordo com os padrões ISO, para controle de todos os
documentos relativos à seção 404;
2. Cadastrar os riscos associados aos processos de negócios e armazenar os
desenhos de processo;
3. Utilizar ferramentas como editor de texto e planilha eletrônica para criação e
alteração dos documentos da seção 404;
4. Publicar em múltiplos websites os conteúdos da seção 404;
5. Gerenciar todos os documentos controlando seus períodos de retenção e
distribuição;
6. Digitalizar e armazenar todos os documentos que estejam em papel, ligados à
seção 404.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Sarbanes-Oxley
• Seção 404
A seção 404 determina uma avaliação anual dos controles e procedimentos internos para emissão de relatórios financeiros. Além disso, o auditor independente da companhia deve emitir um relatório distinto, que ateste a asserção da administração sobre a eficácia dos controles internos e dos procedimentos executados para a emissão dos relatórios financeiros;
Destacamos também o Acordo da Basiléia, se originou através do BIS – Bank of International Settlements que criou o Comitê da Basiléia, voltado para Fiscalização Bancária. Este Comitê, no mesmo ano editou o conhecido Acordo da Basiléia, com o objetivo de estabelecer controle sobre o mercado e diminuir o risco de insolvência bancária. Este acordo foi assinadopelos dez maiores Bancos Centrais do mundo, prevendo forte adequação do capital dos bancos em todo o mundo ao novo ambiente dos mercados financeiros. O Acordo sugere em documento emitido as diretrizes orientando-as para o cálculo da alocação adequada de capital de capital nas instituições financeiras. A preocupação básica do Acordo de Basiléia na alocação de capital é a de cobrir principalmente o risco de crédito e o risco de mercado.
Fonte: http://www.bb.com.br/portalbb/page51,136,3696,0,0,1,8.bb?codigoNoticia=7724&codigoMenu=0&codigoRet=5618&bread=9_1_4
Aula 04 – Principais Produtos Financeiro
Renda fixa
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
	
	Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde setembro de 2016).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
	
Renda fixa é um termo que se refere a qualquer tipo de investimento que possuem regras de remuneração definidas.[1] Essas regras estipulam o prazo e a forma que a remuneração será calculada e paga ao investidor.
Nesse tipo de investimento, o investidor concede um empréstimo, usualmente em dinheiro, a uma entidade em troca do pagamento de juros. Dessa forma a entidade, geralmente uma instituição financeira, emite um documento onde ela se compromete a devolver o dinheiro emprestado acrescido de juros após um período preestabelecido.
O investimento em renda fixa pode ser contrastado com investimentos de renda variável considerando simplesmente a previsibilidade da remuneração. Nas operações de renda fixa é possível prever ou, ao menos, estimar a remuneração do investimento, dado que os valores são previamente definidos. Já nas operações de renda variável, tal previsão não é possível, pois a remuneração está associada a condições futuras do mercado que dependem de fatores econômicos imprevisíveis.
Índice
  [esconder] 
1Terminologia
2Risco
3Renda fixa no Brasil
4Ver também
5Referências
Terminologia[editar | editar código-fonte]
Alguns dos termos utilizados nas operações desse tipo de investimento são:
O título financeiro é um documento que determina as características da operação realizada (ex.: Certificado de Depósito Bancário);
O emissor é a entidade, pública ou privada, que recebe o dinheiro emprestado e emite o título, sendo a responsável pelo pagamento dos juros acordados (ex.: Itaú Unibanco);
O cedente, ou investidor, é a pessoa, física ou jurídica, que empresta o dinheiro ao emissor.
O custodiante, ou agente de custódia, é a entidade que faz o registro do título emitido (ex.: CETIP).
O principal de um título, também chamado de preço de custo ou preço de compra, é o valor que o emissor recebeu ao emitir o título e que deverá ser devolvido ao cedente acrescido dos juros acordados (ex.: 10 mil dólares americanos);
O cupom de um título, também chamado de taxa de juros ou taxa de remuneração, são os juros a serem pagos pelo emissor, geralmente expressos como um percentual anual a ser calculado sobre o principal (ex.: 15,3% ao ano);
A data de vencimento é a data de término da operação, momento em que o emissor deve devolver o principal ao cedente (ex.: 10/10/2020);
O prospecto é um documento informativo que descreve os termos da operação e os fatores de riscos a serem assumidos pelo investidor.
Risco[editar | editar código-fonte]
Operações de renda fixa são consideradas operações simples e de baixo risco.[2] O risco associado às operações de renda fixa está associado à capacidade da entidade que recebeu o empréstimo (o emissor do documento) em honrar a dívida que adquiriu. Tendo isso em vista, as aplicações de renda fixa são indicadas para investidores iniciantes ou conservadores, pois não expõem o investidor diretamente à volatilidade do mercado.
No entanto, outros riscos podem ser considerados ao investir em renda fixa:
Risco de crédito: possibilidade do emissor não ser capaz de devolver o valor investido (principal) e os juros na data acordada;
Risco da inflação: possibilidade de redução do poder de compra do valor investido e dos juros no período em que o capital está investido;
Risco da taxa de juros: possibilidade das taxas de juros subirem para níveis superiores dos disponíveis na época de emissão do título, gerando um custo de oportunidade;
Risco de câmbio: possibilidade da taxa de câmbio de outras moedas subirem durante o período em que o capital está investido, causando perda do poder de compra em outros países;
Risco de reinvestimento: impossibilidade do investidor realizar outras aplicações com o capital durante o período em que ele já está investido;[3]
Risco de liquidez: possibilidade do investidor necessitar do capital para outra finalidade antes da data acordada e não ser capaz de vender o título antecipadamente sem assumir perdas;
Risco político: possibilidade do governo ou outros órgãos regulatórios tomarem ações que façam o título perder suas características;
Risco de mercado: possibilidade de mudanças no mercado afetarem o retorno da operação;
Risco eventual: possibilidade eventos ou catástrofes naturais afetarem o retorno da operação.
Renda fixa no Brasil[editar | editar código-fonte]
No Brasil, existem diversos títulos comercializados no mercado financeiro que possuem característica de renda fixa. Dentre os que são oferecidos para pessoas físicas, os mais comuns são CDB, RDB, LC, LCI, LCA, CRA, CRI, FIDC, LF, DPGE, Debêntures e Tesouro Direto. Com exceção do Tesouro Direto, esses títulos podem ser emitidos por entidades públicas ou privadas, e têm rentabilidade fixa ou variável, o que os classifica como pré-fixados ou pós-fixados.
Pré-fixados: são os títulos cujo rendimento está associado a uma taxa de juros previamente conhecida. Nesse tipo de investimento, o portador do título resgata o valor investido na data acordada acrescido da remuneração previamente estabelecida. Alguns títulos públicos, como a LTN e a NTN série F[4][5], são exemplos de investimentos cuja rentabilidade é pré-fixada.
Pós-fixados: esses títulos são, em essência, títulos de renda variável, no entanto, são classificados como renda fixa pois seu rendimento está associado a indicadores de taxas médias de juros e inflação previamente estabelecidos, cujo resultado esperado é positivo. Dessa forma, não há risco do valor resgatado ser inferior ao valor investido. Além disso, é comum esses títulos oferecem uma compensação ou garantias sobre o resultado desses indicadores, usualmente através de uma taxa de juros pré-fixada a ser acrescida sobre a parte variável. A caderneta de poupança e alguns títulos públicos, como a LFT e a NTN séries B e C, são exemplos de investimentos cuja rentabilidade é pós-fixada.
Com o intuito de aumentar a atratividade dos títulos, é comum que as instituições emissoras ofereçam liquidez dos títulos ofertados, permitindo que o valor investido seja resgatado antes da data acordada com condições diferenciadas, como uma rentabilidade menor, por exemplo. As condições desse resgate são estabelecidas pelo emissor ou combinadas com o investidor, e sua disponibilidade varia de instituição para instituição. O Tesouro Direto, por exemplo, emite títulos públicos pré-fixados e pós-fixados com prazos que variam de meses a anos, no entanto, ele garante a recompra dos títulos pelo valor que estiver sendo praticado no mercado.[6]
Para efeitos de contabilidade, os valores aplicados em renda fixa são componentes do ativo circulante da empresa.[7]
• Os títulos são emitidos de forma escritural e registrados em sistemas de custódia. 
• No Brasil, existem dois grandes sistemas de custódia: SELIC e CETIP.
• Segundo Fundo Garantidor de Crédito o valor máximo, por instituição, é de R$250.000,00 por depositante ou aplicador, independentemente do valor total e da distribuição em diferentes formas de depósito e aplicação.
A recompra de um CDB pelo banco emissor, antes de seu vencimento, é facultativapara o banco, não é obrigatória. 
O banco também não pode colocar obstáculos na negociação com terceiros de um CDB emitido por ele.
Há incidência de imposto de renda retido na fonte sobre o ganho. 
Nos resgates inferiores a 30 dias, também incidirá IOF sobre o rendimento, de forma regressiva, com alíquotas que variam de 96% 
(1 dia) até 3% (29 dias) sobre a rentabilidade do título. A partir desse período não há incidência de IOF.
Prazos mínimos:
• Prefixados: não há.
• Pós-fixados atrelados ao CDI: não há.
• TR ou TJLP: 30 dias.
• TBF: 2 meses.
• Índice de preços (IGP-M): 1 ano.
Garantias: pelo Fundo Garantidor de Crédito até R$ 70.000,00.
Resgate antecipado.
As taxas de CDI e Selic são usadas para negócios no overnight (de um dia para outro).
O mercado de Selic, cujas operações se caracterizam pela exigência de títulos públicos em garantia, movimenta diariamente R$ 60 bilhões.
O CDI não é lastreado por títulos de qualquer natureza, por isso não possui garantias e deve operar amparado em limites de crédito fixados individualmente pelos bancos para suas contrapartes. 
Apesar do risco de crédito, a taxa de CDI é normalmente menor que a Selic.
Vantagens e Desvantagens
São vantagens comparativas das debêntures para a empresa diante de empréstimos
bancários:
 Custo baixo: uma emissão de debêntures pode ter custo menor que vários
financiamentos bancários renováveis em curto prazo. Para concluir isto, basta
comparar o fluxo de caixa e uma debênture com o fluxo de caixa de vários
empréstimos de curto prazo, renovados continuamente, até o vencimento das
 Custo Dedutível: as despesas com pagamento de juros são deduzidas como
despesa financeira na apuração do resultado do exercício. Já os dividendos,
por sua vez, não são classificados como despesas e, portanto, não são dedutíveis
na apuração do resultado anual da empresa. Além disso, em diversos exercícios
fiscais, os dividendos também são tributados ao serem recebidos pelos
investidores.
 Controle: a emissão de debêntures não altera a situação patrimonial relativa ao controle acionário da companhia, salvo se houver cláusula de conversibilidade dessas debêntures em ações ordinárias.
 Diluição do lucro: se as debêntures não contiverem cláusula de participação nos lucros, a sua emissão poderá não diluir o lucro dos acionistas, exceto se a empresa não conseguir gerar os mesmos níveis de lucro devido à necessidade de pagamento dos encargos desse financiamento.
 Justificativa da aquisição: a compra de debêntures é mais facilmente justificável do que a compra de ações. Isto acontece especialmente se a instituição tiver preferência em ceder crédito ao invés de participar da administração do negocio da empresa (por exemplo, as entidades de previdência privada ou pública).
 Fluxo adequado aos projetos: as debêntures são oferecidas aos investidores de forma a adequar os pagamentos de juros e amortizações ao fluxo de recursos disponíveis pelas empresas e às características dos projetos que estejam atrelados.
A emissão pode ser dividida em séries a serem integralizadas nas épocas de preferência da empresa.
São desvantagens:
 Nível de Risco: por ser título de dívida, a classificação do nível de risco da empresa sobe em face do endividamento. Caso a empresa não cumpra com os compromissos na emissão das debêntures, tornando-se inadimplente, o debenturista pode pedir sua falência.
A assembleia geral, na qual os acionistas deliberam sobre a emissão das debêntures, cria o título mediante a aprovação de suas principais características, tais como:
• espécie;
• montante da emissão;
• tipo de garantia oferecida;
• remuneração.
Portanto, as condições de remuneração do título e todas as suas características, além de constarem, em sua maioria, da ata da assembleia geral que deliberou sobre o assunto, deverão estar incluídas nos termos da escritura de emissão de debênture.
Para que as emissões de debêntures das companhias abertas sejam ofertadas ao público investidor (emissão pública), é necessário que sejam contratados os serviços de uma instituição financeira para solicitar o pedido de registro da emissão e elaborar o prospecto da venda, bem como realizar a intermediação dos títulos junto aos investidores.
Características das Debêntures
Vencimento do Título
O vencimento do título pode ocorrer com os seguintes prazos:
 Prazo determinado
 Vencimento
Prazo indeterminado (debênture perpétua)
Amortização e Resgate
As debêntures podem, ou não, admitir a previsão de resgate ao final do prazo de existência
do título, assim como amortizações parciais do principal da dívida ao longo do tempo de
vida do valor mobiliário.
Essas condições podem estar determinadas na escritura de emissão ou serem
repactuadas, posteriormente, desde que exista anuência dos debenturistas.
Resgate pela Emissora
A companhia emissora pode recomprar os títulos de sua emissão pelo seu valor de
mercado, caso este seja inferior ao valor corrigido do papel. Aceita-se que a empresa no
caso de resgate do título pague um prêmio ao debenturista, sendo que a escolha deste
investidor deve ser feita por sorteio, a fim de evitar possíveis favorecimentos.
Remuneração
Juros: podem ser fixos ou variáveis ao longo do tempo, sendo permitido que as debêntures
possam participar dos lucros da empresa. Os juros podem ser repactuados entre emissora
e os debenturistas, após a emissão do “papel”, desde que haja aceitação das novas
condições de remuneração pelos adquirentes.
Prêmios: em alguns casos, as debêntures podem conter entre suas cláusulas a
possibilidade de um prêmio aos debenturistas.
Aspectos e instituições relevantes no processo de emissão de debêntures
Agente Fiduciário: é o representante dos debenturistas junto à empresa. Assume a
responsabilidade defender os direitos desses debenturistas, devendo agir em nome destes
nos termos fixados na Lei nº 6.404/76, podendo inclusive pedir a falência da companhia em
vista do atraso no pagamento dos encargos devidos por esta.
Banco Escriturador: é o responsável pela escrituração e a guarda dos livros de registro e
transparência de valores mobiliários.
Banco Mandatário: tem a função de processar as liquidações físicas e financeiras entre sua
tesouraria e a instituição custodiante (exemplo: Cetip).
Títulos públicos
Veja alguns dos principais títulos públicos:
Letra Financeira do Tesouro (LFT)
É um título com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia (taxa
Selic). O resgate do principal e dos juros ocorre no vencimento do título.
Letra do Tesouro Nacional (LTN)
É um título com rentabilidade definida no momento da compra, com o resgate do valor do
título na data do vencimento do mesmo. Cada título é adquirido com deságio e possui o
valor de resgate de R$ 1.000,00, no vencimento.
Nota do Tesouro Nacional - série B (NTN-B)
É um título com a rentabilidade vinculada à variação do IPCA (Índice de Preços ao
Consumidor Amplo), acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento
dos juros é semestral e o resgate do valor nominal atualizado ocorre na data de
vencimento do título.
NTN-B Principal
É um título com a rentabilidade vinculada à variação do IPCA (Índice de Preços ao
Consumidor Amplo), acrescida de juros definidos no momento da compra. Não há
pagamento de cupom de juros semestral e o resgate do valor nominal atualizado ocorre na
data de vencimento do título.
Nota do Tesouro Nacional - série F (NTN-F)
É um título com a rentabilidade definida, acrescida de juros definidos no momento da
compra. O pagamento dos juros é semestral e o resgate do principal ocorre na data de
vencimento do título.
Para maiores informações sobre o Tesouro Nacional acesse:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/index.asp
Aula 05 - Mercado Primário de Ações
Qual a diferença entre mercado Primário e o Mercado Secundário de Ações
O Mercado Primário é utilizado pelas empresas para se capitalizarem, através de emissãode novos títulos/valores mobiliários. Para lançar novos títulos no mercado, as empresas fazem emissões públicas, conhecidas como operações de underwriting ou subscrição ou IPO – Initial Public Offering.
 Já no Mercado Secundário, quando o detentor das ações de uma empresa deseja se desfazer de sua posição, busca no mercado, por intermédio de um corretor, outro investidor que deseje comprar suas ações. Esta transferência dos títulos entre investidores se dá através das Bolsas de Valores ou do mercado de balcão.
Ações são títulos de renda variável, emitidos por sociedades anônimas, que representam a menor fração do capital da empresa emitente. As Sociedades Anônimas (S.A.) podem ter o capital fechado ou aberto.  
Companhia aberta é aquela cujos valores mobiliários são admitidos para negociação nos mercados organizados (bolsas de valores e mercado de balcão) e que está registrada no órgão competente (no Brasil, a CVM - Comissão de Valores Mobiliários).
As ações podem ser classificadas quanto ao tipo. Clique nos itens para detalhá-los.
As ações preferenciais garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos e no reembolso de capital, no caso de dissolução da sociedade. 
De acordo com a Lei das S.A. (6404, atualizada pela nova Lei nº 10.303/01), as ações preferenciais têm direito adicional a 10% de dividendos, acima do valor destinado aos detentores de ações ordinárias.  Entretanto, não dão direito a voto.
As ações ordinárias conferem ao acionista o direito de voto em assembleias gerais. 
De acordo com a Lei das S.A. (10303/01), uma empresa tem que emitir um mínimo de 50% do seu capital social em ações ordinárias. 
As exigências do investidor e as boas práticas de governança corporativa têm levado as empresas a cada vez mais aumentarem seu percentual desse tipo de ação.
Escriturais - Não há emissão de cautelas ou movimentação física dos documentos.  É como se fosse uma conta corrente.  
Hoje em dia, quase a totalidade das ações é do tipo escritural, controlada por meios eletrônicos, o que não significa que não haja um controle dos proprietários das ações.  
Nominativas - Em que há a emissão de cautelas ou certificados que apresentam o nome do acionista, cuja transferência é feita com a entrega da cautela e a averbação de termo, em livro próprio da empresa emitente, identificando o novo acionista. 
Existem também as nominativas endossáveis, que registram somente o nome do primeiro acionista, sendo as transferências de titularidades processadas mediante endosso na própria cautela.
Direitos dos acionistas
Dividendos
Quando a empresa gera lucro, parte desse lucro é distribuída para seus acionistas na forma de dividendos. O restante é utilizado para reinvestimentos e para constituição de reservas. A distribuição de dividendos – como percentual a ser distribuído e as datas de pagamento – é definida em assembleia dos acionistas, após o fechamento dos demonstrativos financeiros anuais. O Art. 201 da Lei das S.A.s menciona que “a companhia somente pode pagar dividendos à conta de lucro líquido do exercício, de lucros acumulados e de reserva de lucros; e à conta de reserva de capital, no caso das ações preferenciais”. Logo, só há dividendo se houver lucro.
Existem ações que não têm direito aos dividendos daquele exercício específico. São as chamadas ações ex-dividendos. Diz-se “ex-dividendos”, pois caso o acionista que receberá os dividendos anunciados decida vender a ação, ele a venderá sem este direito àquele dividendo anunciado, retendo esse direito. Isso ocorre por determinação da Bolsa de Valores e é baseado na informação fornecida pela empresa. Ou seja, até um determinado dia, quando a empresa anuncia a distribuição dos dividendos, este direito cabe ao acionista que detém as ações naquela data. Após o anúncio, a ação é negociada sem este direito, para aquela distribuição específica, o que reduz o preço da ação durante o período em que estiver sendo negociada “ex-dividendo”. 
Juros sobre Capital Próprio
O mecanismo dos juros sobre o capital próprio é determinado com a aplicação da TJLP sobre o patrimônio líquido (com alguns ajustes) da sociedade pagadora. A pessoa jurídica poderá deduzir na determinação do lucro real, observado o regime de competência, os juros pagos ou creditados individualizadamente a titular, sócios ou acionistas, a título de remuneração do capital próprio, calculados sobre as contas do patrimônio líquido e limitados à variação pró-rata dia da Taxa de Juros de Longo Prazo. 
Bonificação
A bonificação na forma de ações é o resultado do aumento de capital de uma empresa, mediante a incorporação de reservas e lucros, ocasionando a distribuição gratuita de novas ações a seus acionistas, em número proporcional às já possuídas.
Direitos de subscrição
Ao emitir novas ações, para o aumento do capital da empresa, os acionistas têm a preferência na aquisição destas novas ações, de forma a manter a mesma proporção na participação que detêm na empresa.
Venda de direitos de subscrição
Caso não haja interesse por parte do acionista em adquirir as novas ações oriundas da subscrição, ele poderá vender a terceiros, em Bolsa, este direito.
Split ou desdobramento
Ocorre um split quando uma ação se divide em outras ações. Suponhamos, por exemplo, que o preço de uma ação da empresa X seja R$ 50,00, e a empresa decida fazer um Split de 1 para 5. Desta forma, o detentor dessa ação passaria a ter cinco vezes a mesma quantidade de ações, com o preço de 1/5 por ação – R$ 10,00 – do valor original. Num primeiro momento, seu resultado financeiro é nulo.
Agrupamento ou inplit
O inplit é o inverso do split. Neste caso, há o agrupamento de uma quantidade de ações para formar uma nova ação. Assim como no split, o resultado financeiro da operação é nulo, no primeiro momento.
Constituição da Empresa Limitada - Um representante autônomo, a cada dia fechando contratos maiores, decide transformar-se em uma empresa limitada, contratar vendedores, alugar uma sede etc. 
Ele está provavelmente agindo no momento correto, porque existem outros representantes que ameaçam o seu espaço atual.
Constituição da AS - Após anos de expansão, os sócios decidem compartilhar seu patrimônio e os resultados com seus colaboradores, ou aceitar investimentos de outras empresas que também acreditam na sua expansão. 
Para isso, a Ltda. transforma-se em S.A. e passa a emitir ações.
A Abertura de Capital - A S.A. percebe que só permanecerá competitiva se realizar investimentos que lhe garantam ganhos de escala e de qualidade. 
Dado o montante dos recursos necessários, abre seu capital, ao concluir que é mais racional obtê-los atraindo novos acionistas do que se endividando.  
Companhia Aberta - É aquela cujos valores mobiliários são admitidos à negociação nos mercados organizados (bolsas de valores e mercado de balcão), e que se encontra registrada no órgão competente (no Brasil, a CVM - Comissão de Valores Mobiliários). Algumas características:
 • são sociedades anônimas: o seu capital é dividido em ações. As S.A.s cujos valores mobiliários não são admitidos nos mercados organizados são classificadas como companhias fechadas;
• são fiscalizadas pela CVM: que é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem papel normatizador e fiscalizador, visando estimular o mercado de capitais e proteger os investidores;
• devem divulgar informações: são obrigadas a prestá-las ao mercado, ao grande público, às bolsas de valores ou entidades de balcão organizado e à própria CVM, de forma padronizada, de modo a garantir transparência (disclosure) aos investidores;
• propiciam acesso acionário: a negociação nas bolsas de valores significa que uma parcela de seu capital tem sua propriedade disponível à negociação.
Etapas da abertura de Capital 
1- Análise preliminar: estudo sobre a viabilidade e interesse. 
2- Contratação de Auditoria Externa Independente.
3- Contratação de Intermediário Financeiro.
Sobre a escolha do Intermediário Financeiro,é exigência da legislação que a operação de lançamento de valores mobiliários seja coordenada por uma instituição financeira - banco de investimento, banco múltiplo, sociedade corretora ou sociedade distribuidora de títulos e valores mobiliários.
 São atribuições do intermediário financeiro:
  • assessoramento na definição do perfil da operação; 
 • elaboração do prospecto (vide adiante); 
 • encaminhamento dos processos junto à CVM (companhia e emissão); 
 • registro dos valores mobiliários na BOVESPA e na SOMA; 
 • marketing da operação; 
 • distribuição dos títulos (em conjunto com demais participantes); 
 • liquidação.
4- Contrato de Coordenação e Distribuição.
5- Adaptação dos Estatutos.
6- AGE deliberativa da operação – Autorização da Assembleia Geral.
7- Nomeação de um Diretor de Relações com Investidores.
8- Criação de uma área de atendimento aos acionistas/debenturistas.
9- Processos de obtenção dos registros na CVM (registro de emissão e registro da companhia).
Sobre a Aprovação do Registro pela CVM - Instrução 480, a CVM terá 20 dias para a análise do registro. 
Não se manifestando, o mesmo estará aprovado. 
Este prazo poderá ser interrompido, uma única vez, caso sejam necessários documentos e informações adicionais.
10- Processo de registro da empresa em Bolsa de Valores ou no Mercado de Balcão Organizado.
11- Anúncio de início de distribuição pública.
12- Divulgação da empresa junto ao público investidor.
13- Liquidação financeira.
14- Anúncio de encerramento de distribuição pública.
O processo de abertura de capital é regido pelas Instruções 400 e 482 da CVM e pode ser feita de duas formas
Underwriting
Significa subscrição, ou seja, emitir títulos para captar novos recursos junto aos investidores. Essa operação faz parte do mercado primário, pois existe uma transferência de recursos diretamente do investidor para o caixa da empresa. 
Pode ser dos seguintes tipos:
 • firme: a instituição mediadora subscreve todo o lote de títulos, paga-os integralmente à empresa emitente e se encarrega de colocá-los posteriormente no mercado;
• residual: a instituição mediadora compromete-se a absorver os títulos eventualmente não vendidos, garantindo à empresa o recebimento da totalidade dos recursos previstos;
• melhores esforços: o risco da não colocação dos títulos corre exclusivamente por conta da empresa emissora. A instituição mediadora compromete-se apenas a fazer o melhor esforço na venda.
Bookbuilding
Os valores mobiliários (debêntures e ações, por exemplo) são oferecidos em uma oferta primária ou secundária a determinado preço, que pode ser fixo ou resultar do processo de bookbuilding.
 
A formação de preço por esse mecanismo considera a demanda apresentada pelos investidores (quantidade que cada um deseja comprar) e o preço máximo por ativo que cada um está disposto a pagar. Ou seja, o bookbuilding consiste em recolher intenções de compra, respectivas quantidades e preços, de forma a que os colocadores da emissão de títulos possam determinar o preço ao qual esta deve ser colocada. 
É um mecanismo em que, durante um período de tempo pré-estabelecido, são recebidas as ordens dos investidores particulares e institucionais. Neste processo, podem ser estabelecidos preços mínimos e máximos. Esta apuração das ofertas de intenções de compra de investidores auxilia a companhia na definição da remuneração do título que está sendo colocado, pois permite que o coordenador tenha uma melhor percepção das condições do mercado.
 
Conclusão, o bookbuilding é o processo pelo qual um coordenador busca determinar o preço de lançamento de uma oferta pública, baseado na demanda de grandes investidores. Esse processo realiza uma consulta prévia para definição de remuneração do título ou de eventuais variações (ágio ou deságio) no preço de subscrição.
Período de Silêncio: uma nova leitura por: Atademes Branco Pereira em 14/10/2005.
 
No Brasil, em 29 de dezembro de 2003, a CVM editou a Instrução nº 400, que dispõe sobre as ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários, nos mercados primário e secundário. A nova norma unificou a regulamentação sobre as ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários e modernizou algumas regras já previstas nas Instruções CVM nº 13/1980 e nº 88/1988, as quais foram revogadas. Além disso, regulamentou práticas que vinham sendo adotadas pelo mercado, bem como introduziu novas regras no ordenamento jurídico relativas à oferta pública de valores mobiliários. 
Dentre as várias inovações, a nova instrução estipulou por meio de seu artigo 48, inciso IV, o chamado Período de Silêncio. De acordo com a disposição, a emissora, o ofertante e as instituições intermediárias (estas últimas a partir de sua contratação) e seus respectivos assessores, em processo de oferta pública de valores mobiliários, decidida ou projetada, devem "abster-se de se manifestar na mídia sobre a oferta ou o ofertante até a publicação do anúncio de encerramento da distribuição.
Em linha com os princípios gerais da Instrução CVM nº 400/03, o Período de Silêncio tem por objetivo assegurar a adequada divulgação de informações ao investidor. Isso para evitar que pronunciamentos da emissora, do ofertante ou das instituições intermediárias na mídia representem publicidade indevida da oferta ou do ofertante de valores mobiliários (procedimento esse conhecido no mercado norte-americano como gun jumping). Também se tenta impedir que a emissora, o ofertante ou as instituições intermediárias divulguem informações sobre a oferta ou o ofertante a agentes específicos do mercado em detrimento do público investidor em geral, ou seja, a adoção de prática não equitativa ou insider trading.
Aula 06 – Mercado Secundário de Ações
1845 - A história do setor no país iniciou em 1845 com a criação da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
1890 – 1960 - Posteriormente, surgiram outras bolsas, com destaque para a Bovespa, criada em 1890 sob a denominação de Bolsa Livre.
A partir de 1895, passou a se chamar Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, alterando sua denominação em meados dos anos 1960 para Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa.
2000 - Em 2000, foi celebrado um acordo de integração das nove bolsas de valores existentes na época, em atividade no Brasil, por meio do qual toda a negociação de renda variável em bolsa, no país, passou a ser realizada na Bovespa.
2002 - Em 2002, a Bovespa adquiriu a SOMA, assumindo toda a administração da negociação de renda variável mercado organizado no Brasil.
Após esse processo de integração, a Bovespa e a BM&F passaram a ter campos de atuação bem definidos:
• a Bovespa passou a responder pela negociação de valores mobiliários, de derivativos de renda variável e de títulos de renda fixa corporativa, enquanto as atividades de compensação e liquidação continuaram sob a administração da CBLC - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia;
• a BM&F, criada em 1985, passou a responder pela negociação de mercadorias, derivativos de índices, taxa de juros, câmbio e futuros e, a partir de 2002, de títulos de dívida públicas, emitidos pelas três esferas de governo.
Liquidação das Operações
Toda operação é registrada automaticamente na BOVESPA ou no SOMA e é informada ao
sistema de compensação e liquidação da CBLC. A comparação das informações das
partes compradoras e vendedoras e validação dos negócios são feitas automaticamente
pelo sistema eletrônico de registro. As operações registradas na Bovespa devem ter o
investidor final identificado pelas corretoras que atuam como seus intermediários.
Depois de registradas as operações, os corretores devem iniciar o processo de
especificação dos comitentes finais (identificação de quem vendeu ou comprou as ações).
O processo de identificação dos comitentes é obrigatório e é feito por meio da Rede de
Serviços CBLC. Mediante instruções dos Agentes de Custódia e Usuários Especiais de
Custódia, o Serviço de CustódiaFungível da CBLC transfere automaticamente da posição
do comitente vendedor a quantidade de ações negociada para a posição do comitente
comprador. O comprador só é debitado pelo valor da compra se efetivamente as ações
forem creditadas em sua posição na custódia fungível.
Ciclo de Liquidação
D+0 – Dia da operação no Pregão. Único dia para especificação de operações à vista,
termo, futuro e opções. Cobertura de termo, futuro e opções. Depósito de margem de
garantia (ativos) para operações a termo e opções.
D+1 - Prazo final para reespecificação de operações do mercado à vista. Depósito de
margem em espécie para operações a termo e opções. Liquidação financeira das
operações de futuro e opções.
D+2 - Entrega dos relatórios definitivos. Relatório de Previsão de Vendas Descobertas –
Potenciais Inadimplentes.
D+3 – Entrega das ações – Liquidação Física (até as 10horas). Pagamento –
Liquidação Financeira (até às 15h30min horas). Chamada de margem para vendedor
inadimplente.
D+4 - Último dia para regularização da pendência (até às 10 horas). Liberação da Ordem
de Recompra a favor do comprador (14horas). Início do prazo para execução da recompra.
D+5 – Prazo para execução da recompra e confirmação.
D+6 – Prazo para confirmação e término do prazo para execução da recompra
D+7 – Prazo final para confirmação da recompra.
D+8 – Reversão da operação.
Day trade
Muito se especula sobre a questão do Day trade, palavra de língua inglesa adotada pelo
mercado, que significa operação (trade) no mesmo dia (Day). Em outras palavras, Day
trade significa comprar e vender no mesmo dia, uma quantidade de ações de uma mesma
empresa pelo mesmo investidor, através da mesma corretora e utilizando o mesmo agente
de compensação.
A operação será liquidada por saldo em D+3.
Garantias de uma operação a termo
Toda transação a termo requer um depósito de garantia na sociedade corretora, e desta na
CBLC. Qualquer corretora pode pedir a seus clientes garantias adicionais àquelas exigidas
pela CBLC.
Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
 Cobertura - um vendedor a termo que possua os títulos-objeto pode depositá-los
na CBLC, como garantia de sua obrigação. Esse depósito, denominado cobertura,
dispensa o vendedor de prestar outras garantias adicionais;
 Margem - o valor da margem inicial requerida é igual ao diferencial entre o preço à
vista e o preço a termo do papel, acrescido do montante que represente a diferença
entre o preço à vista e o menor preço à vista possível no pregão seguinte, estimado
com base na volatilidade histórica do título. A CBLC avalia a volatilidade e a liquidez
das ações e as condições gerais das empresas emissoras, classificando os papéis
em diferentes intervalos de margem. Como regra geral, papéis com maior liquidez e
menor volatilidade enquadram-se nos menores intervalos de margem.
Periodicamente, há uma reavaliação dos indicadores da ação e da empresa, o que
pode significar sua realocação em um intervalo de margem mais adequado à sua
nova situação de mercado.
 Margem Adicional - sempre que ocorrer redução no valor de garantia do contrato,
decorrente de oscilação na cotação dos títulos depositados como margem e/ou dos
títulos-objeto da negociação, será necessário o reforço da garantia inicial, que
poderá ser efetuado mediante o depósito de dinheiro ou demais ativos autorizados
pela CBLC.
Vale ressaltar que se trata de uma operação de compra de ação com pagamento futuro.
Logo, como proprietário das ações negociadas a termo, os direitos e proventos distribuídos
às ações-objeto do contrato a termo pertencem ao comprador e serão recebidos,
juntamente com as ações-objeto, na data de liquidação ou segundo normas especificadas
da BOVESPA.
Estratégias de Negociação no Mercado a Termo
Comprar a termo não significa apenas pagar as ações no futuro. Ao operar no mercado a
termo, o investidor está protegendo preços de compra, diversificando riscos, obtendo
recursos, alavancando seus ganhos ou se financiando. Conheça as estratégias de
negociação no mercado a termo:
 Proteção de preço – Ao comprar uma ação a termo, o investidor está fixando um
preço. Caso ele acredite que essa ação vá subir de preço, ele já está garantindo o
preço, mesmo sem ter os recursos totais na data da transação.
 Diversificação de riscos – Suponha um investidor que deseje comprar algumas
ações cujas cotações acredita estarem baratas, mas, ao mesmo tempo deseje
diversificar sua carteira. Entretanto, ele não dispõe de muito dinheiro para montar
naquele momento uma carteira diversificada. Neste caso, ele pode comprar a termo
outros papéis, desembolsando apenas a margem de garantia.
Operação caixa – Suponha um detentor de uma carteira de ações que precise de
recursos no curto prazo, mas não queira se desfazer de sua posição. Neste caso,
ele tem a possibilidade de vender à vista papéis de sua carteira e, ao mesmo
tempo, comprar a termo os mesmos papéis.
 Alavancagem – O mercado a termo permite que o investidor adquira uma
quantidade de ações superiores a sua disponibilidade financeira naquele momento,
dado que o pagamento vai acontecer somente no futuro. Esta estratégia permite a
possibilidade de obtenção de um maior retorno, no caso de elevação do preço à
vista das ações-objeto.
 Financiamento – Neste caso, o investidor compra ações no mercado à vista e as vende a termo, pelo prazo que deseja oferecer o financiamento. Ele espera ganhar com os juros da operação, representado pela diferença entre os preços à vista e atermo.
Quanto Custa? 
As taxas que incidem sobre a operação são: 
• taxa de juros previamente estipulada pelo doador, expressa em base anual, com capitalização composta por dias úteis (pró-rata), a ser paga no primeiro dia útil após o encerramento do contrato; 
• corretagem fixa a ser paga no ato do aluguel; 
• corretagem variável nas negociações subsequentes (as ordens de venda do ativo devem ser todas realizadas pela mesa de operações, já as compras podem ser realizadas pelo home broker).
Como ter certeza de que a pessoa que alugou nossas ações vai devolvê-las?
A certeza existe por que a Bolsa requer uma margem, que é o valor do aluguel mais o deságio específico do papel, calculado pela CBLC. 
O valor das margens é acompanhado diariamente e recomposto, se necessário, na forma e nos prazos estabelecidos.
Processo de negociação
Os processos podem ser de negociação
Comum - Realizada entre dois representantes dos investidores (corretoras) através do Sistema Eletrônico de Negociação.
Direta - O mesmo operador compra e vende, representando os interesses dos clientes da sua corretora – passa por um representante da Bolsa que anuncia um negócio direto aguardando um tempo. A operação será fechada pelo melhor preço.
Leilão - Semelhante ao processo de negociação direta.
Oferta - Será fechada sem a presença do operador, que registra a oferta no Sistema Eletrônico de Negociação.
Custos dos p rocessos de Negociação Tabela de corretagemIntervalos Financeiros
Variável
Parte Fixa R$
Até R$ 135,07
0,0%
2,70
De R$ 135,08 até R$ 498,62
2,0%
2,70
De R$ 498,63 até 1.514,69
1,5%
2,49
De R$ 1.514,70 até R$ 3.029,39
1,0%
10,06
Acima de R$ 3.029,39
0,5%
25,21
Alguns home brokers cobram corretagem fixa. Nesses casos, o cliente paga um valor fixo (exemplo: R$ 20,00), toda vez que faz uma compra ou venda de algum papel.
Emolumentos
	Emolumentos (Vista/Opções) Normal
	0,035%
	Emolumentos (Vista/Opções) Day trade
Fundos e clubes de investimento / Termo
	0,025%
Taxa de Registro
	Opções Normal
	0,100%
	Opções Day trade
	0,020%
	Termo
	0,040%
	Fundos e clubes de investimentos
	0,070%
Custódia
Além dos custos acima, há ainda o custo de custódia. A custódia é um serviço onde a empresa custodiante atua como depositária dos títulos. A custódia da Bovespa é feita pela CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia.
Acustódia na CBLC é feita na conta da corretora, em nome do investidor. Para efetuar esse serviço, as corretoras cobram uma taxa de corretagem, que varia de corretora para corretora. Algumas corretoras isentam seus clientes dessa taxa. Há corretoras que cobram uma taxa fixa anual, em outras corretoras a taxa pode ser variável.
Além da praticidade e rapidez nas negociações, o Home Broker oferece outras vantagens:
• agilidade no cadastramento e no trâmite de documentos; 
• acompanhamento de sua carteira de ações; 
• acesso às cotações (algumas corretoras poderão oferecer também notícias e análises sobre o mercado); 
• envio de ordens imediatas, ou programadas, de compra e venda de ações; 
• recebimento da confirmação de ordens executadas etc.
A não entrega total ou parcial das ações objeto da negociação em D+3 ou a ausência de apresentação de documentos necessários à liquidação caracterizam a falta da entrega de ativos e resultam em multa ao vendedor das ações. 
Caso os ativos não sejam entregues, a CBLC aciona, no mesmo dia, o mecanismo de tratamento de falta de entrega - o Processo de Recompra de Ativos - além de cobrar nova multa sobre o valor dos ativos não regularizados.
A ordem de recompra emitida em D+4 é o instrumento que autoriza a contraparte a executar, a preço de mercado, uma nova operação de compra dos ativos adquiridos em D+0 e não recebidos no prazo regulamentar por falta na entrega. Essa ordem de recompra deve ser executada até D+6 e ter confirmada sua execução, perante a CBLC, até D+7. O vendedor em falta com a entrega dos ativos arcará com a diferença de preço da recompra, quando ela ocorrer. 
Caso a recompra não seja executada até o prazo estipulado por qualquer que seja o motivo, a CBLC, em D+8, reverterá a operação, retornando os valores financeiros ao comprador da operação. 
O cliente deve estar ciente de que uma venda realizada sem ter as ações em sua conta, ou sob a expectativa de seu recebimento por conta de uma compra do mesmo ativo realizada em data anterior, poderá resultar em sua inadimplência, com o consequente ônus, conforme demonstrado, caso essa compra sofra problemas em sua liquidação.
Aula 07 – Risco, Retorno e Mercado
Todos nós sabemos que não existem certezas nas relações de tomada de decisões financeiras. Além disso, ao tomarmos estas decisões estamos com os nossos interesses voltados para o futuro, que é incerto. Daí, torna-se indispensável a introdução da variável incerteza  como um dos aspectos mais relevantes do estudo das operações do mercado financeiro.
O risco é representado pelo desvio padrão, revelando a dispersão das variáveis em relação à média. Dessa forma, ao se tomarem decisões de investimento com base num resultado médio esperado, o desvio padrão passa a revelar o risco da operação, ou seja, a dispersão das variáveis  (resultados) em relação à média. 
O risco de mercado pode ser analisado de duas maneiras distintas:
É a medida das perdas de uma carteira de investimentos em relação ao seu próprio valor anterior, sem que se façam comparações com índices de mercado.
Vamos falar agora de mercado eficiente. O reflexo do consenso dos investidores com relação ao desempenho esperado do ativo é que definem o seu valor. Veja algumas características básicas deste tipo de mercado e suas imperfeições. Clique em cada uma das caixinhas.
Característica
• Aquele onde os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados, ajustando-se rapidamente a outros ambientes. Os preços não devem ser tendenciosos.
• Nenhum participante sozinho tem capacidade de influenciar os preços nas negociações.
• Constituído de investidores racionais.
• Informações disponíveis, gratuitas e instantâneas.
• Inexistência de racionamento de capital.
• Os ativos são divisíveis e negociáveis sem restrições.
• Expectativas dos investidores homogêneas.
• Rapidez na execução das ordens de compra e venda num ambiente organizado.
• Elevado número de participantes envolvidos na negociação de ações.
• Disseminação das informações das empresas, muitas vezes analisadas por especialistas.
• Os retornos oferecidos pelos diversos investimentos devem remunerar seu risco, com visão de longo prazo.
Imperfeições
• Estimativas não homogêneas dos investidores.
• Nem todos os investidores são racionais.
• O mercado sofre influências de políticas econômicas.
Mercados Eficientes
Como você já viu, o que define o valor do mercado eficiente é o reflexo do consenso dos investidores com relação ao desempenho esperado do ativo.
Na hipótese da eficiência, considera-se que o preço de um ativo qualquer é formado a partir das diversas informações publicamente disponíveis aos investidores, que vão tomar suas decisões de compra e de venda com base em suas interpretações dos fatos relevantes.
Os fatores que influenciam a decisão dos investidores ou participantes do mercado são determinados pelo ambiente conjuntural, pelo comportamento do mercado, pelas informações relativas à própria empresa emitente do título, o que determina ajustes em seus valores.
No mercado eficiente, levamos em consideração as novas informações vistas como relevante pelos participantes que tenham o poder de promover alterações nos preços dos ativos negociados.
Quando ocorrerem previsões ou estimativas de preços que venham a ser efetuadas com relação a determinado cenário futuro, deverão ser incorporadas também novas informações esperadas, e não somente àquelas referentes às informações passadas.
Vale a ressalva que o conceito de eficiência de mercado não implica necessariamente numa permanente presença de preços perfeitos dos diversos ativos transacionados, isto é, preços exatamente iguais aos seus valores reais. O que deve ser levado em consideração nestes mercados ditos eficientes é que os preços não sejam tendenciosos, ou seja, formados de acordo com alguma intenção e interesses individuais.
Dessa forma, conforme o exposto acima, nenhum investidor seria capaz de identificar, consistentemente, ativos com preços em desequilíbrio.
Risco Economico - Também chamado de Risco de Conjuntura por alguns autores. Este tipo de risco é baseado em um conceito mais profundo e está relacionado com o impacto das variações de ordem econômica (inflação, taxa de juros etc.) sobre as operações de uma corporação como um todo.
 
Dessa maneira, podemos considerar que o risco total de qualquer ativo é definido pela sua parte sistemática (risco sistemático ou conjuntural) e não sistemática (risco específico ou do próprio ativo).
O risco econômico está frequentemente interessado nos efeitos indiretos do impacto das oscilações do sistema econômico sobre a empresa. Abrange muitas áreas, sendo que algumas são mais afetados do que outras. Por essa complexidade, é menos óbvio no seu impacto. 
O efeito do aumento na taxa de juros provoca outras reações em todo o mercado, inclusive atraem investidores estrangeiros, levando a um fortalecimento momentâneo da moeda nacional. Com isso, os preços dos produtos importados caem em relação à moeda nacional e, por outro lado, os preços dos produtos exportados aumentam em relação à moeda estrangeira. Em resumo, tais fatos causam uma diminuição de competitividade da empresa e uma redução no seu capital.
Risco Financeiro - É o impacto no desempenho financeiro de qualquer empresa que se expõe ao risco. A grande maioria das empresas é afetada de algum modo por mudanças em uma ou várias variáveis financeiras. Movimentações nestas variáveis como taxas de câmbio, preços dos commodities, taxas de juros e preço de ações geram uma incerteza em relação ao fluxo de caixa da maioria das instituições.
Além das variáveis financeiras já descritas, toda a estrutura envolvida com o mercado de capitais como sistemas operacionais, sistemas de crédito, modelos de precificação de ativos, liquidez, regulamentações e outros fatores ligados à dinâmica dos mercados financeiros, serão agrupados nesta categoriade risco.
Desvio Padrão
Em probabilidade e estatística, o desvio padrão é a medida mais comum da dispersão
estatística. O desvio padrão define-se como a raiz quadrada da variância.
Dica: veja um exemplo numérico do Livro Mercado Financeiro, páginas 221 / 222.
É definido assim para nos fornecer uma medida da dispersão que:
seja um número não-negativo;
use as mesmas unidades de medida que os nossos dados.
Faz-se uma distinção entre o desvio padrão σ (sigma) do total de uma população ou
de uma variável aleatória, e o desvio padrão s de um subconjunto em amostra.
O termo desvio padrão foi introduzido na estatística por Karl Pearson (1894) no seu
livro "Sobre a dissecção de curvas de frequência assimétricas".
Quanto maior o desvio padrão, maior é o “risco” do ativo. Estatisticamente, quanto
maior o risco, maior tende a ser o retorno esperado deste ativo.
IMPORTANTE!
Perceba que isso pode significar que o aplicador tanto pode ter grandes ganhos como
grandes perdas.
A quantidade de curvas de indiferença de um investidor é praticamente ilimitada. 
A figura ilustra a escala de preferências de um investidor  representada por mais de uma curva de indiferença. De forma convencional , o mapa das curvas é apresentado de acordo com uma ordem de preferência.
As mais distantes são preferíveis às anteriores e assim por diante. 
As curvas R1, R2, R3 representam investidores mais ousados que aceitam mais risco. Quanto mais as curvas se deslocam para cima, se afastando do eixo horizontal, vão indicando um maior nível de satisfação do investidor, oferecendo maior retorno esperado para idêntico nível de risco.
O risco de um ativo pode ser reduzido mediante um processo de diversificação, permanecendo unicamente o elemento sistemático, que está relacionado com o comportamento do mercado em geral. Dessa forma, ao compor uma carteira de ativos, sua medida relevante passa a ser o risco sistemático, já que o outro componente pode ser eliminado pela diversificação
Aula 08 – Investidores Institucionais no mercado de Capitais
c
Segundo Assaf, “toda pessoa jurídica que tem por obrigação legal investir parte de seu patrimônio no mercado financeiro é conhecida por Investidor Institucional”.
No Brasil, são considerados investidores institucionais:
► Fundos de investimento
► Fundos de pensão
► Companhias seguradoras
► Sociedades de capitalização
► Clubes de investimento
► Entidades de previdência privada abertas
O investidor institucional deve ser o mais importante participante dos mercados de dinheiro, em face de suas imensas massas de manobras, que são os recursos captados junto a seus públicos. Eles são os profissionais da aplicação de poupança – a mola propulsora do investimento, em todos os modelos de sociedade capitalista. 
Sendo um condomínio e tendo CNPJ, o fundo apresenta:
Ativo - São os papéis que compõem a carteira do fundo.
Passivo - São as obrigações, ou seja, o custo a pagar.
Patrimônio Liquido - É a diferença entre ativo e passivo.
Ao aplicar num fundo, o investidor compra cotas desse fundo.  Seu dinheiro não vai “gerar funding” para o banco, ou seja, não vai para o caixa do banco para ser emprestado.  Um investimento em fundo não conta, portanto, com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como é o caso do CDB, da poupança e da conta-corrente, por exemplo.  
Os fundos agem em nome de uma coletividade, substituindo grande número de investidores, e oferecendo as vantagens decorrentes dessa concentração.
A propriedade das cotas não é averbada em livro próprio. Assim, o certificado de propriedade – e seus substitutos autorizados nos regulamentos do Banco Central – é o documento hábil e final para comprovação de propriedade.
Cabe aqui uma explicação relevante.  Note que gestor e distribuidor são figuras diferentes.  A instituição banco apenas vende as cotas dos fundos, não administra (gerencia) sua carteira de investimentos.  Na realidade, em 1995, o Banco Central instituiu uma norma, conhecida como Chinese Wall, na qual determinou que quem cuida de recursos de clientes não pode cuidar da carteira própria do banco.  Foram, então, criadas as empresas de Asset Management.  As Assets são empresas independentes operacionalmente e fisicamente da Tesouraria dos bancos.  Isso evita possíveis problemas de conflito de interesse entre a administração da carteira do banco e os recursos de clientes, preservando, desta forma, o investidor. 
A Tesouraria cuida da carteira própria do banco.
Tipos de Fundos
Os fundos podem ser classificados de acordo com os seguintes parâmetros:
  • Emissão de cotas
  • Tipo de ativo que compõe a carteira
  • Prazo da carteira
  • Natureza e objetivo do investidor
  • Tipo de risco da carteira
  • Políticas de investimentos e riscos (ANBID)
Órgãos Reguladores
De acordo com a Lei 6385/1976 e demais atualizações (Lei 10303/2001 e 10411/2002), cabe à CVM disciplinar e fiscalizar a emissão e distribuição de valores mobiliários.  A mesma legislação, em seu artigo 2º define as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos como valores mobiliários.  Por conseguinte, a edição de normas, concessão de autorizações e de registros e supervisão dos fundos de investimento são de competência da CVM.
Cabe a ANBIMA, como associação representante de bancos de investimento e gestores de recursos, a auto-regulação da emissão de valores mobiliários, aí cabendo as cotas dos fundos de investimento, as debêntures e as notas promissórias (ou commercial papers).
FAPI – Fundo de Aposentadoria Programada Individual 
 
PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – foca os indivíduos que preenchem o imposto de renda pelo modelo completo, pois permite que os aportes ao fundo sejam abatidos até o limite de 12% da renda bruta.
 
VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre – dirigido para indivíduos que preenchem o imposto de renda no modelo simples.
Fundo de Investimento em Participações – FIP – 
Principais características, de acordo com Instrução CVM 391/2003:
Forma: condomínio fechado.
Objetivo: aquisição de ações, debêntures, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias, abertas ou fechadas, participando do processo decisório da companhia investida, com efetiva influência na definição de sua política estratégica e na sua gestão, notadamente através da indicação de membros do Conselho de Administração.
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios
São também conhecidos por Fundos de Recebíveis e constituem-se em um fundo de recursos aplicados em diversos produtos financeiros lastreados nos resultados futuros de caixa de operações comerciais de vendas de bens e serviços. Estes fundos são formados por títulos ou direitos creditórios provenientes de operações dos mais variados segmentos como comercial, financeiro e arrendamento mercantil. 
A formação de um FIDC se processa a partir de uma empresa que realiza vendas a prazo e emite os correspondentes recebíveis para o comprador pagar. Lastreado nesses papéis, o fundo de recebíveis levanta recursos no mercado através da colocação de cotas junto a investidores. O dinheiro assim gerado é repassado pelo FIDC para a empresa vendedora, através da compra de seus recebíveis. Quando do vencimento das faturas (recebíveis), o comprador efetua seu pagamento a um banco indicado como depositário da cota do fundo, sendo os recursos recebidos transferidos ao FIDC.
A legislação permite aos grandes investidores – os Qualificados – a montagem de Fundos Exclusivos, constituídos para receber aplicações exclusivamente de cotistas designados. Essa modalidade de investimento normalmente se dá via FIC. Neste caso, o investidor compra cotas de um FIC só dele, que aplica nos mais variados FI disponíveis no mercado. Pode também ocorrer de um investidor ter um FI exclusivo. Nesse caso, seu objetivovai além dos ganhos fiscais e de confidencialidade. Confira a seguir as vantagens de um Fundo Exclusivo.
IR
Dado que o FIC aplica em diversos fundos, seu perfil acaba sendo de longo prazo, embora tenha na sua composição cotas de Fundos de Curto Prazo. Uma vez que o investidor só paga o Imposto de Renda sobre o FIC, ele acaba pagando alíquota de longo prazo, mesmo quando tem investimento de curto prazo na carteira. Além disso, o Imposto de Renda incide só sobre os ganhos globais.
Liberdade na definição da estratégia - Um Fundo Exclusivo permite a montagem de uma estrutura que atenda a objetivos e estratégia de investimento que atendam as necessidades específicas daquele cliente.
IOF - Uma vez que a operação (compra ou venda de títulos, no caso de FI de renda fixa, ou cotas, no caso de FIC de renda fixa) está sendo feita pelo fundo, não há incidência de IOF se o resgate do título for realizado antes de 30 dias (o que ocorreria num resgate de cotas por parte de um investidor Pessoa Física ou Jurídica.
Confidencialidade - A identidade do investidor fica preservada, pois os investimentos são feitos em nome do fundo, e nunca do cliente.
Visão Integrada - Através de um FIC Exclusivo, o investidor pode aplicar nos mais variados tipos de fundos do mercado, preservando uma visão integrada de todos os seus investimentos, facilitando, dessa forma, o acompanhamento de sua rentabilidade.
Estratégia de gestão adotada pelos gestores dos
fundos de investimento
Fundos passivos x ativos
Os fundos podem ser ativos ou passivos, de acordo com os seus objetivos.
• Fundos ativos – buscam ultrapassar o benchmark.
• Fundos passivos – buscam acompanhar o benchmark.
Em tese, parece simples acompanhar o benchmark, porém, a sua
replicação é tarefa difícil, dado que os fundos têm custos (taxas de
administração, taxas de fiscalização e corretagem, dentre outros). Além
disso, as regras de contabilização a mercado (marcação a mercado)
contribuem para a maior volatilidade de um fundo.
Mesmo quando o gestor consegue acompanhar a rentabilidade do
benchmark, no resgate do fundo há incidência de imposto de renda,
diminuindo ainda mais os ganhos do investidor.
Fundos alavancados
Quando se diz que um fundo está alavancado 100%, significa que o fundo
pode, no limite máximo, perder todo o seu patrimônio, na pior das
hipóteses. Ou seja, o risco é de o investidor perder tudo o que aplicou.
Se a alavancagem é de 200%, ou duas vezes, o investidor pode perder
tudo o que aplicou e ainda ter que colocar mais um montante igual para
cobrir prejuízos.
Logo, quanto mais alavancado, maior o risco de que uma oscilação
contrária às expectativas do administrador gere perdas significativas para
o cotista.
Na avaliação de risco, o investidor deve separar claramente o que é o risco
histórico do fundo do seu risco potencial. Uma coisa é dizer que nos
últimos cinco anos uma carteira efetivamente teve momentos de perdas de
no máximo 10%. Isso é o passado. Agora, se o regulamento permite
alavancar 2,5 vezes o seu patrimônio líquido, isso significa que o fundo
pode perder 2,5 vezes o seu patrimônio, na pior das hipóteses. Portanto,
olhar o risco histórico não é a melhor medida de risco, mas olhar o risco
potencial, que consta dos prospectos e do regulamento.
Fundos de curto prazo e de longo prazo
• Curto prazo – O prazo médio da carteira de um fundo de curto prazo tem
que ser inferior a 60 dias e ele não pode ter nenhum título com
vencimento superior a 375 dias.
• Longo prazo – Somente os fundos que atendem às exigências da Receita
Federal como longo prazo podem escrever em seu título “longo prazo”. De
acordo com a SRF, são considerados fundos de longo prazo aqueles cujo
prazo médio da carteira seja superior a 365 dias.
OBS: Benchmark = parâmetro de comparação
Tributação Aplicável: o imposto de renda sobre os rendimentos produzidos por aplicações em fundos de investimento é considerado como devido exclusivamente na fonte – IRRF – e tem caráter definitivo, ou seja, esses rendimentos não integram a base de cálculo do imposto de renda na Declaração de Ajuste Anual. Assim, nem o valor do IR retido na fonte será compensável na Declaração de Ajuste Anual da pessoa física, nem os rendimentos auferidos na aplicação serão considerados como valores a serem tributados no ato da formalização da Declaração.
 
Classificação quanto ao Prazo Médio de Carteira
 Fundos de Longo Prazo: são aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo
 médio superior a 365 dias.
 Fundos de Curto Prazo: são aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo
 médio igual ou inferior a 365 dias.
LONGO PRAZO
22,5%       em aplicações com prazo de até 180 dias 
20%          em aplicações com prazo de 181 a 360 dias
17,5%       em aplicações com prazo de 361 a 720 dias
15%          em aplicações com prazo superior a 720 dias 
CURTO PRAZO
22,5%        em aplicações com prazo de até 180 dias
20%           em aplicações com prazo superior a 180 dias
Sistema de Come-Cotas - Por essa sistemática, o administrador de fundos de investimento deverá, quando da incidência de IR, ou seja, no último dia útil dos meses de maio e de novembro, abater do saldo de cotas dos aplicadores, a quantidade de cotas relativa ao valor do IR a ser retido, à alíquota de 15% ou 20%, conforme seja fundo longo prazo ou curto prazo. Deve-se imaginar uma “conta-corrente” de cotas. Vejamos o exemplo abaixo:
 
     Valor de aplicação: R$1.000,00
     Total de cotas adquiridas: 1.000
     Rendimento em 31/05: R$23,00
     IR incidente: R$4,60 (supondo-se alíquota de 20%)
     IR em cotas: 4,4965
     Saldo final de cotas: 995,5034
Por ocasião do resgate será cobrada alíquota adicional, conforme tempo de permanência no fundo de investimento.
Fundos com carência de até 90 dias: o come-cotas deverá ser feito na data em que se completar cada período de carência.
Fundos de Investimento em Ações e Clubes de Investimento - Os fundos de investimento em ações têm como característica básica a composição de sua carteira de aplicações que deverá ser constituída de, no mínimo, 67% de ações negociadas no mercado à vista, recibos de subscrição, certificados de depósitos de ações, BDR, cotas de fundos de investimento em ações e cotas de fundos de índice de ações, desde que negociadas em bolsas de valores ou mercado de balcão organizado.
Para efeito da composição de carteira são comparáveis às ações, os recibos de subscrição de ações, os certificados de depósito de ações, os BDR, as cotas de fundos de ações e as cotas de fundos de índice de ações negociadas em bolsas ou mercado de balcão.
As perdas incorridas nos fundos de investimento em ações somente poderão ser compensadas em fundos da mesma espécie.
O imposto de renda incide sobre o rendimento apurado no momento do resgate à alíquota de 15%.
Clubes de Investimentos
Sabe o que são Clubes de Investimentos? São instrumentos criados para ampliar a base acionária e pulverizar a propriedade do capital acionário no mercado brasileiro. As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, as distribuidoras de títulos e valores mobiliários e os agentes autônomos de investimento são autorizadas a prestar serviço de apoio, na constituição, administração de carteira e no obrigatório registro do clube em Bolsa de Valores.
Conheça, em linhas gerais, a regulamentação para clubes de investimentos.
Passo a passo para você criar seu Clube de Investimento:
 1ºpasso
Procure uma Corretora. Ela dará todas as orientações sobre como criar o
clube e, depois, orientará na escolha das ações a serem compradas.
Todas as decisões do clube serão concretizadas por meio da sua
Corretora.
 2ºpasso
Definir a quantidade e o valor de cada cota do clube. Os participantes
decidem quantas cotas cada um vai comprar - e quanto dinheiro vai
investir no clube. Pelas regras, ninguém pode ter mais de 40% das cotas.
 3ºpasso
Preparar o estatuto do Clube junto com a Corretora. Além do estatuto,
cada participantedo clube preenche um cadastro e anexa cópia de seus
documentos.
 4ºpasso
Se todos os dados estiverem corretos, o Clube é registrado na BOVESPA
de um dia para o outro e, depois, na Receita Federal. O clube já pode
começar a funcionar.
Os membros do clube podem decidir onde o dinheiro vai ser aplicado, com a
assessoria da corretora, ou de um profissional autorizado (agente autônomo
etc) que realizará a transação. Também podem nomear um gestor para a
carteira que será devidamente remunerado para exercer tal atividade.
De tempos em tempos o clube de investimentos faz uma assembléia para
decidir as novas estratégias de aplicação.
Fundos de Previdência Complementar / Fundos de Pensão
A previdência privada é uma alternativa de aposentadoria complementar à previdência social (INSS).
A principal característica da previdência privada é que sua adesão é opcional, ao contrário da previdência social oferecida pelo governo, que apresenta caráter público e obrigatório. 
Pode constituir-se como Sociedade Fechada ou Aberta.
O ingresso de segurados nas fundações de previdência privada pode ser :
Livre - Nas entidades abertas.
Restrito aos empregados - Nas entidades fechadas.
As fundações de seguridade fechadas podem receber contribuições da empresa mantenedora e/ou dos empregados participantes. As regras de aplicação desse capital assemelham-se às das companhias seguradoras, especialmente no que respeita à formação de reservas técnicas e reservas de contingência.
Os planos de previdência podem ser de duas maneiras: benefício definido e contribuição definida. Observe.
Benefício definido
Nesta modalidade o participante tem conhecimento prévio do valor do benefício que receberá no futuro, cuja fórmula de cálculo é estabelecida em regulamento. Aqui, o equilíbrio atuarial é calculado no coletivo, em que há total solidariedade entre os participantes.
A patrocinadora e/ou o participante contribuirão com o necessário para viabilizar o pagamento do benefício.
Contribuição definida
O participante sabe o valor das contribuições, que são fixadas previamente para o plano, mas não conhece o valor do benefício futuro. Os cálculos são feitos considerando isoladamente cada participante. Nesses planos, não há benefício previamente definido e não se poderá tecnicamente falar em déficit nem em superávit, mas apenas no saldo de conta acumulado em nome do participante, que será composto pelas contribuições pessoais, patronais e a rentabilidade auferida na aplicação desses recursos. Prevalece a característica de poupança programada, não havendo qualquer vínculo de solidariedade entre os participantes do plano.
Saiba quais são os Planos de Benefícios mais conhecidos pelos investidores.
O PGBL - Plano Gerador de Benefício Livre é uma das modalidades de plano previdenciário privado (previdência privada) adotada no Brasil.
O Plano funciona como um Fundo de Investimento comum, aplicando os recursos recebidos no mercado financeiro e creditando todos os rendimentos auferidos para os investidores. 
Uma das vantagens do PGBL é a liberdade de escolha do plano cuja carteira melhor se identifique com o perfil do investidor e suas necessidades de retorno. Pode escolher também o valor e o tempo de contribuição, o benefício desejado e seus beneficiários. 
A principal característica do PGBL é a possibilidade de restituição no imposto de renda, até um limite de 12% da renda total tributável. Entretando, a tributação do Plano é regressiva, atingindo 10% no final de 10 anos.
Tanto o PGBL como o VGBL estão sujeitos à taxa de Administração e de Carregamento.
Bastante parecido com PGBL, o VGBL – Plano de Vida Gerador de Benefícios Livres
diferencia-se apenas pelo tratamento tributário. Os rendimentos  dos dois tipos de fundos não são tributados, porém os depósitos efetuados no VGBL não são admitidos como dedutíveis para efeitos fiscais e, no resgate, o I.R. incide apenas sobre os rendimentos acumulados,  de acordo com uma tabela progressiva.
As Seguradoras são grandes investidores institucionais porque possuem imensas reservas técnicas que se originam dos prêmios de seguros, as quais, por determinação legal têm que ser aplicadas de forma diversificada no mercado financeiro para garantir o ressarcimento dos eventuais sinistros ocorridos aos segurados. 
Além das reservas técnicas, as seguradoras possuem reservas de capital que, somadas às reservas técnicas, as transformam em investidores atuantes no mercado financeiro.
Assim como as empresas Seguradoras, as Companhias de Capitalização são obrigadas a constituir reserva técnica relativa às contribuições realizadas pelos investidores que adquiriram títulos de capitalização. As reservas técnicas asseguram o resgate do capital investido e o pagamento dos prêmios. 
As Companhias de Capitalização são uma combinação de poupança programada com sorteios de prêmios periódicos.
 -
Aula – 09 Análise e Avaliação de Ações: Análise TécnicaXAnálise Fundamentalista
Análise Técnica 
É a ciência que busca com base em dados passados, gerados pelo próprio mercado, projetar o futuro dos preços. 
Ela concentra-se no estudo do comportamento das massas que atuam nos mais diversos mercados para prever os preços de ações, índices, moedas, commodities etc. 
 
Os primeiros registros do modelo ocidental de análise datam do período entre 1900 e 1902, com uma série de reportagens publicadas no Wall Street Journal por Charles H. Dow. 
Desses artigos derivaram-se os conceitos fundamentais da Análise Técnica. Clique no ícone para conhecê-los.  
Conceitos fundamentais da Análise Técnica
• Os índices precificam tudo.
• O mercado move-se em tendências e não de forma aleatória, fato que permite projetar os preços.  Essas tendências podem ser altistas, baixistas ou neutras (laterais). As tendências assumem comportamentos semelhantes às marés: vezes se enchendo, vezes se esvaziando. O desafio do analista é perceber o quanto antes as mudanças de tendências.
• O futuro repete o passado. Não necessariamente de uma forma idêntica, mas através da formação de padrões que podem sinalizar continuação ou reversão de tendência. Estudando o comportamento das massas que atuam no mercado pode-se perceber semelhanças bem peculiares em topos e fundos formados pelo mercado. Ou seja, em reversões de tendências as massas assumem comportamentos próximos aos ocorridos no passado. E os desdobramentos dessas formações também possuem certo padrão.
• O volume negociado sempre acompanha a tendência. Ou seja, se uma tendência é altista, pode-se esperar volumes mais consistentes em dias em que as negociações altistas ocorrerem. Caso essa regra seja invalidada, sinais de reversão de tendência poderão ocorrer.
A Análise Gráfica não se resume apenas aos conceitos citados. Várias ferramentas foram construídas com o objetivo de captar, identificar, as mudanças de tendências o quanto antes. 
As médias móveis e os milhares de indicadores técnicos existentes são conhecidos como métodos de apoio à decisão e foram criados muito por conta da informatização. 
Entretanto, nenhuma dessas ferramentas adicionais entra em confronto com os pontos citados na Teoria Dow, ou seja, os pontos fundamentais de Charles Dow são os alicerces de tudo que envolve análise gráfica. 
Você verá esses pontos de forma mais aprofundada mais adiante.
 Reflexão sobre pontos positivos e negativos da ferramenta de
análise
Pontos Positivos
• A ideia de que o mercado é o melhor “precificador” de ativos. Acompanhando
o comportamento das massas, ou de quem comanda as massas, podemos
identificar continuação ou mudanças de tendências. Isso vale para o mercado como
um todo ou para algum ativo específico isoladamente. De quê adianta uma
empresa ser espetacular em suas operações, em seus fundamentos, em sua
relação com a sociedade e o meio ambiente se o mercado ainda não é comprador
desse papel?
• Precisão das informações. As informações que constam nos gráficos, salvo algum
erro debase de dados, são verídicas, ocorreram em negociações abertas e,
portanto, são extremamente confiáveis. A única ressalva a ser feita em relação a
esse ponto são as manipulações de alguns ativos, e os mercados mundiais cada
vez mais trabalham no intuito de coibi-las. Citaremos algo nesse sentido quando
falarmos dos pontos negativos.
• Antecipação de Eventos e Tendências. Mesmo que eu não conheça os donos de
determinada empresa, mesmo que eu não tenha acesso a nenhum tipo de
informação privilegiada, acompanhando o mercado e seus participantes mais
relevantes, quem realmente gera grandes oscilações no mercado, eu já tenho
subsídios suficientes para acompanhar tendências de preços, perceber mudanças
nessas tendências e adotar estratégias operacionais vencedoras.
• Facilidade na adoção de estratégias operacionais. A análise Gráfica nos dá
subsídios suficientes para a adoção de estratégias operacionais. Desde pontos
interessantes de entrada em determinada operação, até projeção de preços,
estimativas de ganhos e proteção dos mesmos. Além disso, nos dá ferramentas
capazes de adotar estratégias que irão garantir a proteção do capital investido, pelo
menos uma grande parcela deste. Utilizando análise técnica, dificilmente um
investidor irá “congelar” diante de um quadro adverso. Ele estará preparado para
isso, condicionado a tomar decisões que minimizem suas perspectivas de
prejuízos.
• Massificação da ferramenta de análise, consequência do avanço e
popularização da informática (e da internet). Num passado não muito distante, a
confecção dos gráficos analisados era realizada de forma manual, em papel
milimetrado. Esse trabalho árduo limitava o número de ativos a serem
acompanhados. Além disso, eram muito comuns erros de escalas ou até mesmo de
dados, que eram de difícil acesso se comparado ao cenário em que vivemos hoje.
Atualmente existem softwares específicos para a elaboração de Análise Técnica e é
muito mais fácil o acesso a dados confiáveis. Ao mesmo tempo em que mais
pessoas têm acesso à ferramenta, mais ativos podem ser acompanhados de forma
dinâmica e próxima.
Pontos Negativos
• Boa parte do mercado considera uma escola com visão simplista. O fato de
não ser necessário conhecer os fundamentos da empresa, o cenário
macroeconômico, as perspectivas setoriais em que aquela instituição analisada
está inserida, muitas vezes causa estranheza. Como conseguir analisar inúmeras
empresas e índices em um único dia? Ou pior, em algumas horas?
• Falta de credibilidade perante parcela dos investidores. Estamos e fomos
educados, de uma forma geral, a acreditar que somente com estudo árduo, com
trabalho árduo, com horas de dedicação a algo, nós conseguiremos alcançar
nossos objetivos pessoais e profissionais. O fato de termos a possibilidade de
realizar estudos com base somente nas perspectivas criadas pelas massas causa
certo choque inicial em todos nós. Como comprar ações de uma empresa apenas
olhando o Gráfico? Sim, é possível. Se considerarmos que todas as variáveis (ou
grande parte delas) envolvidas na tomada de decisão estão precificadas pelo
mercado, é possível obtermos sucesso acompanhando o próprio mercado. Essa
visão, para muitos, é reducionista e impossibilita resultados satisfatórios.
• Margem à manipulação em ativos com pouca liquidez. Esse é um ponto
extremamente negativo e de difícil cura. O único remédio que temos é trabalhar
com papéis que tenham bastante liquidez, que suas ações sejam pulverizadas. Só
assim o risco de manipulação se reduz drasticamente. Entretanto, ao utilizarmos
esse remédio estaremos abrindo mão de inúmeras oportunidades, de empresas
sólidas, rentáveis, mas que ainda não caíram no gosto do mercado (e, portanto,
possivelmente, estarão com preços atraentes). Esses papéis obviamente
interessam a qualquer investidor, mas os analistas gráficos podem sofrer com
manipulações de mercado.
• Em análise Gráfica nunca se pretende encontrar o topo da montanha nem o
fundo do poço. Quando fundamentos apontam uma valorização expressiva em
algum setor da economia, uma bolha, ou então uma depreciação exagerada nos
preços de alguma empresa, os analistas gráficos esperam o mercado acreditar,
confiar e “comprar” essas informações. O fato de ser necessária essa espera,
absolutamente compreensível se analisada a teoria da análise gráfica, pode
acarretar perdas de excelentes pontos de compra e venda.
Graficos de Barras
Trazem ainda mais informações referentes ao comportamento do mercado. Enquanto no gráfico de linhas só há a visualização dos preços de fechamento, no gráfico de barras há acesso aos preços de abertura, de máxima, de mínima e de fechamento em cada período. Esses dados complementares contribuem para uma análise mais precisa e irão dar subsídios para que a Teoria da Análise Técnica possa ser aplicada de forma mais eficaz.
É importantíssimo, antes de tudo, ao realizar uma análise ou ter acesso a algum relatório elaborado por um analista gráfico, saber a que gráfico se está referindo. 
A teoria DOW, assim como a do Gráfico de Candle, se aplicará de forma idêntica em todos os tipos de gráficos. 
Apesar disso, pode haver divergências de interpretação devido ao desconhecimento sobre o período analisado.
Análise Fundamentalista - O mercado de ações é influenciado pelas forças compradoras e vendedoras dos investidores. Quando uma ação tem uma queda em suas cotações é porque a força vendedora superou a compradora e vice-versa.
Mas, baseado em quê um investidor coloca suas ações à venda ou resolve comprar um determinado ativo? É aí que entra a Análise Fundamentalista!
Ela busca avaliar as alternativas existentes para investimento, a partir:
• do tratamento de informações obtidas junto às empresas através de seus informes contábeis e de um estreito contato com a mesma;
• da análise do cenário macroeconômico;
• dos efeitos destes na empresa analisada; 
• das características do setor ao qual a mesma está inserida.
A análise de dados contábeis tem como principais fontes de informações o Balanço 
Patrimonial, o Demonstrativo de Resultado e o Demonstrativo de Fluxo de Caixa. Uma das formas mais apropriadas para identificar as potencialidades e problemas das empresas é a análise desses instrumentos.
Conceitos fundamentais d Análise Fundamentalista
A análise não deve, de maneira nenhuma, se restringir à simples observação dos números, que são dados estáticos que refletem o passado. É necessário buscar causas e consequências geradas pelos fatos. Uma proximidade maior com as empresas é importante, pois atrás de números contábeis existem pessoas, talentos e capacidades que devem ser conhecidas. Além disso, cada empresa produz bens e serviços e interagem com o ambiente externo. Neste momento é que entra o bom senso, a perspicácia e a sensibilidade do analista que formam o seu feeling.
Basicamente, existem dois tipos de riscos que influenciam uma empresa: 
• risco específico ou diversificável - consiste na influência de fatores inerentes à própria empresa nos preços de seus ativos, tais como: concorrência, política de preços, fornecedores, carteiras de clientes, inadimplência etc. Este risco é amplamente estudado pela análise ampla falada anteriormente;
• risco sistemático ou de conjuntura - é aquele em que fatores externos, que na maioria são variáveis macroeconômicas, influenciam o nível de preços. São eles: nível de taxa de juros, inflação, câmbio, preços de commodities etc. 
Esta influência se tornou mais marcante com a evolução da globalização e do rápido crescimento do fluxo de informações para os mercados. Não basta conhecer os dados de hoje, mas também as expectativas dos analistas macroeconômicos do mercado. Para realizar uma boa Análise Fundamentalista, é preciso saber qual o direcionamento da influência destes fatores nos preços das ações por nós analisadas. Primeiro se decide, depois as contas são feitas para medir a intensidade da influência.
Por último, a análise setorialvem de uma mistura entre as duas análises anteriores. Na realidade, esta análise visa identificar as vantagens e desvantagens competitivas de uma empresa no setor em que atua, de acordo com dados setoriais da sua indústria. Resumindo: “O analista, para obter informações diferenciadas, precisa visitar a empresa e conhecer o mercado no qual atua. É recomendável, ainda, obter informações adicionais sobre o cliente através de associações de classe, fornecedores, funcionários da empresa, publicações especializadas e seus concorrentes”.
O preço de um determinado bem não reflete a expectativa e necessidade de todas as pessoas. Já o valor que cada um dá para um bem reflete os anseios tanto da pessoa que compra como da que vende. Por exemplo, uma fruta terá um valor intrínseco maior para alguém que não come há três dias do que para aquele que acabou de comer. No entanto, a mesma fruta terá preços diferentes em um supermercado popular e em um restaurante de alto nível.
1 - Geralmente, a Análise Fundamentalista pode se dar pela tentativa de projetar o fluxo de caixa futuro da empresa, fixando uma taxa de perpetuidade e uma outra para descontar este valor futuro para os dias de hoje.
2 - Em uma segunda abordagem, tem-se a análise comparativa de múltiplos financeiros e de mercado, em que os analistas visam recomendar determinada ação com base em uma comparação destes múltiplos, tais como: lucro por ação, valor patrimonial da ação, preço sobre lucro, payout, dividend yield.
3 - Em uma terceira abordagem, mais recente, os analistas visam projetar o quanto o administrador da empresa tem de capacidade de adicionar valor à mesma.
Influências mais observadas pelos analistas no dia a dia
Rentabilidade da Empresa - Uma empresa só conseguirá agregar ao valor ao preço
de sua ação no mercado se conseguir que o retorno do investimento feito por ela seja
superior ao seu custo de captação destes recursos.
Influências do Setor de Atuação - Uma de suas funções é identificar a posição
competitiva da empresa em seu setor de atuação no que tange a sua estrutura
(número de empresas, patrimônio, tendências), a competição (sua política de preços,
aos produtos concorrentes, aos produtos estrangeiros), a sua demanda (classificação
da indústria, principais mercados, seus determinantes, sazonalidade das vendas),
condições de custo e lucratividade (mão de obra, capacidade instalada, matérias
primas, necessidade de investimentos) e as condições tecnológicas. Este tipo de
análise vem ganhando uma importância muito grande devido ao seu nível de
complexidade e ao grau de subjetividade que acaba diferenciando os resultados das
análises.
Taxa de Juros da Economia - Quanto maior a taxa de juros da economia maior será
a competição dos ativos de renda fixa em relação ao preço da ação. Por exemplo, se
a taxa de juros da economia for de 12,25% a.a, um investidor só irá alocar seus
recursos para o mercado acionário se o retorno projetado estiver acima deste
percentual. Cabe ao Analista buscar opções de investimento para seus clientes que
gerem expectativa de superar este custo de oportunidade.
Desempenho Econômico do País - O nível de estabilidade da economia de um país
é fundamental para a decisão de investimento dos agentes de mercado. Quanto
maior a estabilidade, maior será a parcela alocada para as ações deste país. A
propensão ao risco é diretamente influenciada por este nível de estabilidade. Por
exemplo, no caso brasileiro atual, as empresas que atuam no mercado interno têm
merecido bastante atenção por parte dos investidores, principalmente os
estrangeiros, devido ao nível cada vez mais robusto do PIB da economia brasileira.
O cenário estável gera um nível de certeza maior para que sejam projetados os
fatores macroeconômicos que fundamentarão os resultados das análises das
empresas.
Análise de Múltiplos Financeiros 
Consiste em calcular parâmetros ou índices financeiros de determinada empresa, tais como lucro por ação, valor patrimonial, preço valor patrimonial, preço sobre lucro, valor de mercado da empresa/lucro antes de taxas, impostos e depreciação, dividend yield. 
A partir da obtenção destes números, o analista faz uma comparação entre os demais concorrentes do setor com ações no mercado para fundamentar sua decisão. 
Esta comparação pode ser realizada também para empresas de setores diferentes da economia.
Fluxo de Caixa Descontado
Esta metodologia é uma das mais utilizadas no mercado brasileiro. 
Trata-se de projetar o fluxo de caixa futuro das empresas com base nas informações disponíveis nos balanços das mesmas, estabelecer uma taxa de perpetuidade para esta projeção, e trazer a valor presente estas projeções com base numa taxa de desconto, que irá influenciar de maneira decisiva o resultado da projeção. 
Você aprenderá sobre essa metodologia com mais detalhes mais adiante.
A análise Fundamentalista influencia de forma importante a decisão de investimento do mercado financeiro. Quanto maior for a propensão a risco do agente, maior será a influencia desta análise.
Para um gestor passivo de investimentos, essa análise não traz muita influência, pois para ele o mais importante é a diversificação dos seus investimentos. Ele se caracteriza pela busca de um retorno parecido com o do mercado e, para isso, direciona seus recursos para uma carteira de ações extremamente correlacionada com o mercado, reduzindo assim o risco de descolamento em relação ao retorno de mercado.
 Já para um gestor ativo de carteiras que baseia a sua análise na seleção de ações (stock picking), a Análise Fundamentalista é primordial! Ele busca um retorno acima do mercado e, para isso, busca as opções subavaliadas com base em suas análises.
São questões importantes sobre a Análise Fundamentalista de ações:
• preços dos ativos;
• avaliação subjetiva;
• metodologias Bottom Up e Top Down.
Questões importantes sobre a Análise Fundamentalista de Ações
• Preços dos Ativos – Os ativos financeiros são adquiridos em função do fluxo de
caixa que se espera que sejam gerados pela empresa, assim como o crescimento
esperado deste fluxo.
• Avaliação Subjetiva – Os modelos de avaliação utilizados são todos objetivos,
porém o input de dados parte de julgamentos pessoais e, portanto, subjetivos. Em
função disso, toda a avaliação sofre os efeitos das tendências que cada analista
adquire ao longo do tempo. No intuito de reduzir esta subjetividade, muitos
analistas procuram terminar toda a avaliação antes de emitir qualquer opinião sobre
a empresa.
• Metodologias Bottom Up e Top Down – Estas metodologias são dois tipos de
análise que nos últimos anos vem ganhando bastante representatividade no
mercado brasileiro. Na realidade, este tipo de nomenclatura vem da língua inglesa:
análise de baixo para cima (bottom up) – que parte do princípio de analisar a
empresa a partir de seus dados econômico-financeiros utilizando os dados de
canário macroeconômico apenas para subsidiar a operacionalização de seu modelo
de avaliação; e, a segunda é a análise de cima para baixo, (top down) isto é, aquela
que parte de pressupostos de cenário para fundamentar a recomendação de uma
empresa. Ex: alta do dólar e taxas de juros altas.
O Segredo de uma Boa Análise
Sem dúvida, são três as peças chaves para uma boa análise de fluxo de caixa descontado:
o tratamento dos dados, a taxa de perpetuidade e taxa de desconto do fluxo. O difícil
nos dois últimos fatores é diminuir a subjetividade da análise de fatos que até nem fazem
parte do dia a dia de um analista fundamentalista, tais como: taxas de juros da economia,
câmbio, inflação e outros. Exemplo: Caso da Crise do Nasdaq de 2000. Será que alguém
conseguiu prever o “Crash”?
A apuração mais simples se dá pela seguinte expressão:
 
P/L = Preço de Mercado da Ação / Lucro por Ação (LPA)
• Característica de trazer uma medida relativamente estável e intuitiva de valor que pode ser comparada com o preço de mercado. 
• Fato de ser utilizadopara se ter uma medida de sub ou supervalorização da empresa. 
• No caso de empresas que tem prejuízo, este múltiplo substitui bem o P/L que fica sem sentido neste caso.
• Fato de que valores contábeis, assim como os lucros são afetados por decisões da empresa sobre depreciação e outras variáveis. 
• Quando as decisões contábeis são muito diferentes entre as empresas, o múltiplo perde seu poder de comparação. 
• No caso de empresas de serviços, não é muito utilizado, pois o patrimônio é muito baixo e distorceria o resultado.
Seu cálculo se dá por:
 
P/VPA = Preço de Mercado da Ação / (Pat. Líq./quantidade de ações emitidas)
Índice de Payout
Para fazer uma análise do histórico de distribuição de dividendos de uma empresa calcula-se o Índice de Payout, que se dá pela relação entre os Dividendos / Lucro Líquido da empresa.  
Os segmentos mais maduros da economia tendem a distribuir uma maior parte do seu lucro. No Brasil, os casos mais evidentes são os setores de Bancos, Química, Siderurgia, Petróleo e Metalurgia. De outro lado, tem-se os setores de Telefonia Móvel, Elétrico, Varejo e Construção Civil.
Nem sempre a empresa que tem um alto payout é a melhor opção para o investidor, pois quando uma empresa distribui grande parte do seu lucro é porque não tem um projeto para investir. Não seria melhor uma empresa que consiga reinvestir seus lucros com um retorno alto para seu acionista? 
Geralmente, as empresas mais novas necessitam de maiores investimentos e, pelo seu tempo de vida, não podem contar muito com os empréstimos bancários fazendo com que precise utilizar grande parte ou todo o seu lucro. Já as empresas mais antigas e de setores maduros distribuem mais dividendos e, por isso, são chamadas de “Vacas Leiteras ou Cash Cows”, pois não têm projetos lucrativos o suficiente para dar retorno ao seu acionista, reduzindo a necessidade de investimentos.
Dividend Yield
 	
Dilemas que afetam o trabalho e a evolução da análise do
Fluxo de Caixa Descontado
• Determinar um Valor Exato de Preço Justo ou uma Região de Atuação
É muito mais enriquecedor para o gestor de recursos ou investidor que o analista
consiga definir uma região de compra e outra de venda, pois desta forma pode-se
mensurar o retorno potencial de uma estratégia comparando com o custo de
oportunidade assim como definir Stops de Ganho e Perda.
• Usar o maior número de variáveis possíveis ou somente as mais
importantes
Na realidade não existe uma regra específica, porém quanto maior a quantidade de
variáveis maior o nível de projeções a serem feitas, trazendo um maior custo para a
análise que talvez não compense em termos de representatividade. No entanto, um
FCD com poucas variáveis pode apresentar uma maior subjetividade ao processo
elevando assim a margem de erro da projeção.
• Usar Múltiplos Comparativos ou FCD
Na realidade o FCD é uma ferramenta insubstituível, pois através dela o analista
conhece a fundo a empresa, além de definir uma range de preços de atuação de
forma mais consistente. No entanto, um analista que consiga utilizar as duas
ferramentas de forma eficiente, com certeza terá um diferencial relevante em suas
análises quando comparadas com as de outros analistas do mercado.
A metodologia do FCD consiste em trazer a valor presente os valores projetados
que representam, na opinião do analista, a geração de caixa futura da empresa.
Uma das principais fases desta análise é a definição da taxa de desconto a ser
utilizada. Seu cálculo se dá pelo cálculo do NPV como visto anteriormente pela
matemática financeira:
PJ = FC1 / (1+r) + FC2 / (1+r)2 + FC3 / (1+r)3 + FC4 / (1+r)4 + (FC5 x (1+g)) / ((r-g)
x (1+r)5
). Onde,
FC1, FC2, FC3, FC4, FC5 – Fluxos de caixa nos anos de 1 a 5,
(1+r), (1+r)2 , (1+r)3 , (1+r)4 , (1+r)5
r – Taxas de Desconto dos anos 1 a 5
g – Taxa de Perpetuidade com crescimento
Características gerais do fluxo de caixa descontado
Preço Justo (Target Price)
O preço justo de uma empresa equivale ao valor presente de um fluxo futuro de
benefícios de caixa prometidos pelo papel. Este fluxo de benefícios considera as
receitas, custos e despesas e todas as necessidades de investimentos para manter
sua competitividade.
Esses fluxos são projetados a partir de cenários econômicos, comportamento
esperado do mercado e setor de atividade, entre outros.
São trazidos a valor presente mediante uma taxa de desconto que expressa a
remuneração mínima exigida pelos proprietários de capital (acionistas e credores).
Descontando-se do valor da empresa todas as dívidas perante terceiros, chega-se ao
valor de seu patrimônio líquido, o qual dividido pelo número total de ações emitidas
pela empresa permite apurar-se o preço justo da ação.
Taxa de Perpetuidade
A fase da perpetuidade de uma empresa é aquela na qual a mesma atinge a sua
maturidade não tendo muito mais como aumentar a sua produtividade, definindo,
assim, uma perpetuidade nível de dividendos. Nesta fase, geralmente o retorno sobre
o Ativo da empresa e de seu PL se aproxima respectivamente dos custos de capital
Total e Próprio, gerando um equilíbrio para a relação entre capital próprio e de
terceiros. Neste momento, a empresa tem dois caminhos a seguir: o primeiro é se
contentar com este nível de resultados e administrá-lo de forma a não deixar
encolher ou optar por investir mais em novos projetos reduzindo o fluxo de caixa no
curto prazo, em prol de maiores retornos futuros. A escolha ou a opção do analista
influencia no cálculo desta perpetuidade.
Cuidados a serem tomados quando da projeção de FC
• Empresas com problemas de Solvência
Geralmente empresas nestas condições não apresentam perspectiva de
melhora no curto prazo, dificultando o trabalho do analista que necessitaria
prever a saída desta fase.
• Empresas em início de atividade
Empresas quando iniciam seus negócios levam algum tempo até conseguirem
gerar um fluxo de caixa positivo, o que é bastante normal. Cabe ao analista
identificar o momento da virada.
• Empresas com possíveis valores extraordinários não vinculados a sua
atividade
Este tipo de situação acontece no dia a dia de muitas empresas. São valores
difíceis de serem precificados, mas que podem influenciar decisivamente o
fluxo de caixa futuro de uma empresa. Podemos citar como exemplo, as
indústrias petrolíferas e as descobertas de novos poços de petróleo, as
patentes de medicamento, um avanço tecnológico de uma empresa de
software, dentre outras
• Empresas Fechadas
Além de terem naturalmente menos transparência em seus números que as
empresas abertas, as fechadas precisam ter uma taxa de desconto maior em
virtude da inexistência de liquidez de seus títulos.
• Empresas de Setores Cíclicos
Estas empresas são bastante influenciadas pelos ciclos da economia
internacional. De alguma forma, esses ciclos se tornaram ao longo dos
últimos anos muito difíceis de serem mensurados em termos de sua
magnitude e prazo de duração. Podemos citar como exemplo, o preço do aço
que tem seu ciclo de alta e baixa definido em função da demanda
internacional que está bastante concentrada da economia chinesa que
apresenta alto grau de crescimento. Será que durará para sempre?
Taxa de Desconto
Uma das principais funções e objetivos do analista fundamentalista é definir a taxa de
desconto para o fluxo de caixa. Além disso, um importante diferencial é detectar
antes do mercado a mudança de volatilidade dos mercados. Um bom exemplo é o
caso da empresa Usiminas em 2002. A empresa estava bastante endividada em
dólar e o mercado de câmbio extremamente desvalorizado fez com que sua taxa de
desconto trabalhasse nos topos históricos. Com o passar do tempo, já em 2003, a
melhora de cenário trouxe o dólar a cotações mais realistas e, junto com isso, a
empresa reduziu sensivelmente sua exposição à moeda americana, fazendo com
que sua taxa de desconto se reduzisse sensivelmente. Fato que levou sua cotação
em mercado de R$ 3,20 em 2002 para algo em torno de R$ 35,00 no finalde 2003. O
analista que detectou esta mudança e recomendou a compra do ativo gerou um
ganho de quase 1.000% em 18 meses, aproximadamente.
Geralmente, quando ocorre um aumento do risco a taxa de desconto sobe e o
analista tende a recomendar a venda do ativo. Já quando há uma redução do nível
de risco, a recomendação tende a ser de compra, como visto no exemplo anterior.
Um fator também importante com relação à taxa de desconto é o fato de que ela
deverá estar no mesmo padrão de moeda do fluxo de caixa evitando distorções. Se o
analista desconta um fluxo de caixa em dólares, a taxa de desconto deve refletir
também a projeção de variação cambial do período.
Uma dúvida bastante comum também é a incorporação ou não da inflação no cálculo
da taxa de desconto. Não há uma regra específica, porém, vale levar em
consideração a sua utilização quando o país passa por períodos de alta da inflação.
Na realidade, os fluxos são descontados aos valores nominais, pois a premissa é de
que a inflação já está embutida no preço dos produtos.
Importante salientar que o analista, antes de definir a taxa, deve atentar para o
objetivo da projeção. Se o interesse foi para uma precificação da empresa, o mais
recomendado é utilizar o custo médio ponderado de capital (WACC). Já se o objetivo
for fazer uma projeção para o acionista, o recomendado é utilizar o custo de capital
próprio. Uma das principais estatísticas que medem o custo para o acionista ou o
prêmio de risco exigido pelo mesmo é o CAPM (Capital Asset Pricing Model) que foi
desenvolvido por William Sharp na década de 60.
O CAPM tenta fornecer uma previsão do relacionamento que devemos observar
entre o risco de um ativo e seu retorno esperado. A estatística tem duas funções
importantes, uma delas é a de fornecer uma taxa de retorno de referência para a
avaliação de possíveis investimentos e também o modelo ajuda a ter uma referência
no que diz respeito de ativos que ainda não foram negociados no mercado.
Aula 10 – Mercado de Derivativos 
Vamos começar acompanhando alguns conceitos de derivativos:
Derivativos são instrumentos financeiros que se originam (dependem) do valor de um outro ativo tido como referência.
                                                    (Assaf Neto)
Um contrato de derivativos não apresenta valor próprio, derivando-se do valor de um bem básico (commodities, ações, taxas de juros etc.).
Dessas definições, pode-se concluir que: os derivativos são instrumentos financeiros cujos preços estão ligados a outro instrumento, que lhes serve de referência.
Exemplo:
O mercado futuro de petróleo é uma modalidade de
derivativo cujo preço depende dos negócios realizados no mercado à vista de petróleo, seu instrumento de referência. 
O contrato futuro de dólar deriva do dólar à vista; o futuro de café, do café à vista, e assim por diante.
Vantagens do uso de derivativos no mercado financeiro: clique no ícone para conferir.
O uso de derivativos no mercado financeiro oferece, entre outras, as seguintes vantagens:
 
• maior atração ao capital de risco, permitindo uma garantia de preços futuros para os ativos; 
• melhor gerenciamento do risco e, por conseguinte, redução dos preços dos bens;
• criar defesas contra variações adversas nos preços;
• estimular a liquidez do mercado físico; 
• realizar negócios de maior porte com um volume relativamente pequeno de capital e nível conhecido de risco.
A Bolsa de Mercadorias & Futuros é o mercado formalmente estabelecido para negociar os diversos instrumentos futuros. 
Como as demais bolsas de valores, a BM&F cumpre suas funções básicas, tais como:
• oferecer facilidades para a realização dos negócios e controle das operações;
• permitir a livre formação dos preços;
 dar garantias às operações realizadas; e
• oferecer mecanismos de custódia e liquidação dos negócios.
São derivativos agropecuários disponíveis na BM&F:
 
• açúcar cristal; 
• etanol; 
• boi gordo; 
• café arábica; 
• milho; 
• soja. 
 
São derivativos financeiros disponíveis na BM&F:
 
• ouro; 
• índices; 
• taxas de câmbio; 
• taxas de juro; 
• títulos da dívida externa;  
• termo; 
• swaps;  
• opções flexíveis.
Benefícios oferecidos pelos derivativos
Existem muitas aplicações para derivativos, mas é importante saber que os
derivativos são poderosos instrumentos de transferência do risco, permitindo que
empresas e indivíduos tenham um fluxo de caixa mais previsível e, portanto, com
mais planejamento.
São benefícios oferecidos:
• Derivativos agrícolas - este mercado de derivativos responde a uma
necessidade genuína da comercialização de determinadas mercadorias. Por
exemplo, nos Estados Unidos, a colheita de trigo é realizada apenas durante
algumas semanas, enquanto o consumo do cereal ocorre o ano todo. Então,
alguém precisa carregar a mercadoria, até que seja consumida por inteiro,
arcando com os custos de aquisição, armazenagem e transporte, e
sujeitando-se aos riscos das variações de preço. Somente o mercado de
derivativos pode oferecer ao agricultor (que pretende vender sua produção
assim que efetuar a colheita pelo melhor preço) e ao processador/usuário do
produto (que espera comprar o produto no decurso do ano pelo melhor preço)
os meios de garantir sua necessidade de fixação de preço, por meio de
operações de hegding.
• Grandes volumes de capital de risco são atraídos. O mercado de derivativos
possibilita mecanismos eficientes para que os especuladores forneçam o
capital indispensável à absorção das mudanças nos níveis de preços das
mercadorias.
• Visibilidades de preços. Embora as alterações nos preços futuros das
mercadorias sejam rápidas e contínuas, a interação permanente de
compradores e vendedores, em um mercado competitivo e aberto, estabelece
velozmente quanto cada mercadoria vale, a todo o momento. Como os preços
são disseminados instantaneamente para a sociedade, o menor usuário do
mercado sabe tanto quanto seu maior concorrente qual o valor exato da
mercadoria que pretende vender ou comprar.
• O custo da mercadoria para o público diminui. O hedge (proteção) permite ao
produtor e ao processador da mercadoria operar com custos mais baixos.
Esse ganho operacional, na maioria das vezes, é repassado ao consumidor.
• O custo de financiamento dos estoques cai. As instituições financeiras
preferem financiar estoques a taxas menores a quem faça hedge (proteção).
• Derivativos financeiros – a principal aplicação dos derivativos financeiros diz
respeito à possibilidade de proteção (hedge).
• Empresas que tenham contratos de exportação, importação ou que, de
alguma forma, possuam créditos a receber ou obrigações a cumprir em
moedas estrangeiras podem proteger-se contra variações adversas na moeda
que impactem negativamente seus ativos e passivos. A mesma situação
ocorre com empresas que estejam sujeitas às taxas de juros internacionais ou
que queiram proteger-se da volatilidade dessas taxas
• Investidores individuais e fundos de investimento financeiro possuidores de
carteiras de ações podem utilizar os derivativos de índice de ações para
proteger o valor de suas carteiras diante das oscilações de preço das ações.
Os derivativos não padronizados, ou seja, os contratos negociados em balcão, cujas especificações (tais como preços, quantidades, cotações e locais de entrega) são determinadas diretamente entre as partes contratantes não são intercambiáveis.
Dificilmente, o participante conseguirá transferir sua obrigação a outro, porque esse contrato foi negociado para satisfazer às necessidades dos participantes que o celebraram, de modo que as partes ficam amarradas umas às outras até a data de
vencimento do contrato.
Já os derivativos padronizados, ou seja, os contratos padronizados e negociados em bolsa, são muito líquidos porque, sendo uniformes, atendem às necessidades de todos os participantes do mercado. 
Tais contratos são intercambiáveis, podendo ser repassados a outros participantes a qualquermomento.
Uma posição em derivativos pode ser definida como o saldo líquido dos contratos negociados pelo mesmo contratante para a mesma data de vencimento.
 
O participante abre uma posição quando assume uma posição comprada ou vendida em determinado vencimento que anteriormente não possuía. 
Classifica-se um participante, de acordo com sua posição líquida em determinado vencimento, como:
• vendido (short) - se o número de contratos vendidos for maior que o número de contratos comprados, sua posição será vendedora; ou 
• comprado (long) - se o número de contratos vendidos for menor que o número de contratos comprados, sua posição será compradora. 
A posição líquida é fixada para um único vencimento do mesmo contrato.
Liquidação financeira - É feita por diferença financeira. Utiliza-se o preço de referência no dia de vencimento do contrato e registra-se uma venda para o comprador original e uma compra para o vendedor original. 
A diferença apurada é liquidada entre as partes, sem que haja entrega física do ativo negociado.
Liquidação física
O negócio é liquidado mediante a entrega física do ativo negociado.
A liquidação física, mais comum nos mercados agropecuários e de energia, consiste na entrega física do ativo em negociação na data de vencimento do contrato.
Em muitas situações, essa liquidação pode ser muito dispendiosa ou, ainda, indesejável, pois o participante pode não ter nenhum interesse pelo ativo-objeto, sendo seu único intuito a obtenção do valor do diferencial entre a compra e a venda desse ativo (especuladores). 
Nesses casos, ele opta pela liquidação financeira.
Finalidade dos derivativos
Os derivativos podem ter quatro finalidades. Conheça cada uma delas clicando nos itens.
Hedge (proteção) - Proteger o participante do mercado físico de um bem ou 
ativo contra variações adversas de taxas, moedas ou preços. 
Equivale a ter uma posição em mercado de derivativos oposta à posição assumida no mercado à vista, para minimizar o risco de perda financeira decorrente de alteração adversa de preços.
Alavancagem - Diz-se que os derivativos têm grande poder de alavancagem, já que a negociação com esses instrumentos exige menos capital do que a compra do ativo à vista. 
Assim, ao adicionar posições de derivativos a seus investimentos, você pode aumentar a rentabilidade total destes a um custo mais barato.
Especulação - Tomar uma posição no mercado futuro ou de opções sem uma posição correspondente no mercado à vista. 
Nesse caso, o objetivo é operar a tendência de preços do mercado.
Arbitragem - Tirar proveito da diferença de preços de um mesmo produto/ativo negociado em mercados diferentes. 
O objetivo é aproveitar as discrepâncias no processo de formação de preços dos diversos ativos/mercadorias e entre vencimentos.
Participantes do mercado de derivativos
É importante entender que a existência e a atuação dos três participantes são
imprescindíveis para o sucesso do mercado de derivativos. As funções de uns
complementam as de outros em uma relação ativa e permanente. Somente isso
garante um mercado de derivativos forte e líquido. São eles:
Hedger
Seu objetivo é proteger-se contra a oscilação de preços. A principal preocupação
não é obter lucro em derivativos, mas garantir o preço de compra ou de venda de
determinada mercadoria em data futura e eliminar o risco de variações adversas de
preço. Por exemplo:
• o produtor agrícola que participa do mercado futuro para travar o preço de
venda e não correr o risco de queda acentuada de preços;
• o importador que tem passivo em dólares e compra contratos cambiais no
mercado futuro porque teme alta acentuada da cotação dessa moeda na
época em que precisar comprar dólares no mercado à vista.
Arbitrador
É o participante que tem como meta o lucro, mas não assume nenhum risco. Sua
atividade consiste em buscar distorções de preços entre mercados e tirar proveito
dessa diferença ou da expectativa futura dessa diferença.
A estratégia do arbitrador é comprar no mercado em que o preço está mais barato e
vender no mercado em que está mais caro, lucrando um diferencial de compra e
venda completamente imune a riscos, porque sabe exatamente por quanto irá
comprar e vender.
É importante notar que, à medida que os arbitradores compram no mercado A e
vendem no B, aumentam a procura no mercado A (e, consequentemente, os preços)
e a oferta no mercado B (causando, consequentemente, queda de preços). Em
determinado momento, os dois preços tendem a equilibrar-se no preço intermediário
entre os dois preços iniciais. O arbitrador acaba agindo exatamente como um árbitro,
por acabar com as distorções de preços entre mercados diferentes.
Especulador
É um participante cujo propósito básico é obter lucro. Diferentemente dos hedgers, os
especuladores não têm nenhuma negociação no mercado físico que necessite de
proteção. Sua atuação consiste na compra e na venda de contratos futuros apenas
para ganhar o diferencial entre o preço de compra e o de venda, não tendo nenhum
interesse pelo ativo-objeto.
O conceito de especulador tem recebido conotação muito depreciativa, talvez devido
ao fato de o participante visar apenas o lucro. Todavia, a presença do especulador é
fundamental no mercado futuro, pois é o único que toma riscos e assim viabiliza a
outra ponta da operação do hedger, fornecendo liquidez ao mercado.
Quando os hedgers entram no mercado futuro, não estão propriamente eliminando o
risco de variações adversas de preços e, sim, transferindo esse risco a outro
participante.
Como você viu, o arbitrador também não assume riscos. O único participante que
assume risco é o especulador, que entra no mercado arriscando seu capital em
busca de lucro. Dessa forma, o fato de os especuladores abrirem e encerrarem suas
posições a todo o momento faz com que o volume negociado aumente, trazendo
liquidez para o mercado.
Como as posições assumidas pelos especuladores são muito arriscadas e eles não
precisam do ativo-objeto, não costumam permanecer por muito tempo no mercado e
dificilmente carregam suas posições até a data de liquidação do contrato. A operação
de especulação mais conhecida é a day trade, que consiste na abertura e no
encerramento da posição no mesmo dia.
Tipos de mercados derivativos
Acompanhe no esquema os quatro tipos de mercados derivativos e suas diferenças.
Tipos de mercados derivativos
Como o Mercado futuro é uma evolução do Mercado a termo, iremos conceituá-los juntos. 
Clique no esquema e acompanhe a definição.
Tal como no contrato a termo, no contrato futuro você se compromete a comprar ou a vender certa quantidade de um bem (mercadoria ou ativo financeiro) por um preço estipulado para liquidação em data futura. Os contratos futuros são negociados somente em bolsa.
A principal diferença é que, no Mercado a termo, os compromissos são liquidados integralmente nas datas de vencimento. Já no Mercado futuro, esses compromissos são ajustados financeiramente às expectativas do mercado acerca do preço futuro daquele bem, por meio do procedimento de ajuste diário (que apura perdas e ganhos). 
O mecanismo de funcionamento do mercado futuro imprimiu característica importante na negociação para liquidação futura: a competitividade. 
A homogeneidade dos produtos, a transparência e a velocidade das informações, bem como a livre mobilidade de recursos permitem que os preços se ajustem conforme as leis de mercado, ou seja, de acordo com as pressões de oferta e procura. 
Como os participantes podem entrar e sair do mercado a qualquer momento, os futuros tornaram-se muito importantes para as economias em face de sua liquidez.
Mercado Futuro
Tal como no contrato a termo, no contrato futuro você se compromete a comprar ou a vender certa quantidade de um bem (mercadoria ou ativo financeiro) por um preço estipulado para liquidação em data futura. Os contratos futuros são negociados somente em bolsa.
A principal diferença é que, no Mercado a termo, oscompromissos são liquidados integralmente nas datas de vencimento. Já no Mercado futuro, esses compromissos são ajustados financeiramente às expectativas do mercado acerca do preço futuro daquele bem, por meio do procedimento de ajuste diário (que apura perdas e ganhos). 
O mecanismo de funcionamento do mercado futuro imprimiu característica importante na negociação para liquidação futura: a competitividade. 
A homogeneidade dos produtos, a transparência e a velocidade das informações, bem como a livre mobilidade de recursos permitem que os preços se ajustem conforme as leis de mercado, ou seja, de acordo com as pressões de oferta e procura. 
Como os participantes podem entrar e sair do mercado a qualquer momento, os futuros tornaram-se muito importantes para as economias em face de sua liquidez.
O que são contratos padronizados?
São contratos que possuem estrutura previamente padronizada por regulamentação
de bolsa, estabelecendo todas as características do produto negociado, como
cotação, data de vencimento, tipo de liquidação e outras.
A padronização dos contratos é condição imprescindível para que a negociação
possa ser realizada em bolsa. Imagine um pregão no qual cada um dos participantes
negociasse determinado tipo de boi ou café com cotações e unidades de negociação
diferentes. A negociação de pregão seria impraticável. Graças à padronização, os
produtos em negociação se tornam completamente homogêneos, tornando
indiferente quem está comprando ou vendendo a mercadoria.
Todas as condições sob as quais os ativos serão transferidos de uma contraparte
para outra são estabelecidas por meio das especificações do contrato, definidas pela
bolsa. Apenas dois itens podem variar na BM&F: o número de contratos ofertados e o
preço negociado entre as partes.
Os contratos padronizados por regulamentação de bolsa são muito mais líquidos,
pois, sendo uniformes, atendem às necessidades de todos os participantes do
mercado.
Assim, nenhum participante precisa carregar sua posição até a data de vencimento,
podendo encerrar sua posição a qualquer momento, desde a abertura do contrato até
a data de vencimento. Esse encerramento é feito por meio de uma operação inversa
à original, que é o mesmo que transferir sua obrigação a outro participante.
As principais especificações dos contratos são:
• objeto de negociação: é a descrição do ativo cuja oscilação de preços está em
negociação.
Exemplo: café, dólar, boi;
• cotação: é a unidade de valor atribuída a cada unidade física da mercadoria em
negociação.
Exemplo: reais por saca, reais por dólares;
• unidade de negociação: é o tamanho do contrato.
Exemplo: o tamanho do contrato de café é de 100 sacas de 60 kg, o do dólar é de
US$50.000,00;
• meses de vencimento: meses em que serão liquidados os contratos;
• liquidação: forma pela qual o contrato será liquidado.
O que é ajuste diário?
É o mecanismo de equalização de todas as posições no mercado futuro, com base no
preço de compensação do dia, resultando na movimentação diária de débitos e
créditos nas contas dos clientes, de acordo com a variação negativa ou positiva no
valor das posições por eles mantidas.
Assim, os participantes recebem seus lucros e pagam seus prejuízos de modo que o
risco assumido pela câmara de compensação das bolsas se dilua diariamente até o
vencimento do contrato.
O ajuste diário é uma das grandes diferenças entre o mercado futuro e a termo. No
Mercado a termo, há um único ajuste na data de vencimento, de maneira que se
acumula toda a perda para o último dia. Logo, o risco de não cumprimento do contrato
é muito maior do que nos mercados futuros, em que os prejuízos são acertados
diariamente.
O que é margem de garantia e qual a sua função?
A margem de garantia é um dos elementos fundamentais da dinâmica operacional
nos mercados futuros, pois assegura o cumprimento das obrigações assumidas pelos
participantes.
Os preços futuros são influenciados pelas expectativas de oferta e demanda das
mercadorias e de seus substitutos e complementares. Tais expectativas alteram-se a
cada nova informação, permitindo que o preço negociado em data presente para
determinado vencimento no futuro varie para cima ou para baixo diariamente.
Para mitigar o risco de não cumprimento do contrato futuro gerado por eventual
diferença entre o preço futuro negociado previamente e o preço à vista no
vencimento do contrato, os mercados futuros desenvolveram o mecanismo do ajuste
diário, em que vendedores e compradores acertam a diferença entre o preço futuro
anterior e o atual, de acordo com elevações ou quedas no preço futuro da
mercadoria. A margem de garantia requerida pela câmara de compensação é
necessária para a cobertura do compromisso assumido pelos participantes no
mercado futuro.
Para que você entenda o processo de formação de preços, acompanhe a relação
entre o preço à vista e o futuro, que pode ser explicada pela seguinte expressão:
PF = PV × (1 + i)n + CC + E
onde:
PF = preço futuro
PV = preço a vista
i = taxa de juro diária
n = número de dias a decorrer até o vencimento
CC = custo de carregamento (frete, estocagem etc.)
E = componente de erro
Exemplo
Considere que determinada mercadoria seja negociada por R$100,00 no
mercado à vista, que a taxa de juros esteja em 20% ao ano, que o custo de
estocagem seja de R$3,00 por mês para a mercadoria e que o custo de
corretagem seja de R$0,25 por operação.
Quanto deve ser o preço do contrato futuro dessa mercadoria cujo vencimento
ocorrerá daqui a 45 dias?
Aplicando a fórmula:
PF = 100 × (1,20)45/252 + [3 × (45/30)] + 2 × 0,25 = R$108,309
O contrato futuro deverá ser cotado por R$108,309. Se a cotação for diferente, os
arbitradores serão atraídos e sua atuação restabelecerá o equilíbrio de preços,
levando a cotação a tal ponto que anule qualquer lucro com a arbitragem
Tipos de mercados derivativos
Agora, conheça detalhes do Mercado de opções.
Opção é um direito de optar por comprar ou vender algum ativo em determinada data, por um preço pré-estabelecido. Existem dois tipos de opções:
• de Compra (call) – é o direito de comprar o ativo, por determinado preço, se o investidor desejar; esse tipo está subdividido em Titular de opção de compra e Lançador coberto de opção de compra.
• de Venda (put) – é o direito de vender o ativo, por um determinado preço, se o investidor desejar; esse tipo está subdividido em Titular de opção de venda e Lançador coberto de opção de venda.
Pode-se:
• comprar opção de compra;
• comprar opção de venda;
• vender opção de compra;
• vender opção de venda;
• combinar opções de compra com opções de venda.
Quanto ao dia do exercício há dois tipos de opções:
• americana – permite o exercício do direito em qualquer dia, até o dia do vencimento;
• europeia – o exercício somente pode ser exercido no dia do vencimento.
Para obter uma melhor compreensão sobre o funcionamento do mercado de opções leia sobre os:
• Conceitos básicos utilizados no Mercado de Opções;
• Tipos de opções
Conceitos básicos utilizados no Mercado de Opções
• Titular – é o proprietário ou comprador da opção, aquele que detém o direito de
comprar ou vender. O titular paga um prêmio por este direito.
• Ativo-objeto – refere-se ao ativo que o titular pode comprar, caso tenha uma opção
de comprar, ou vender, se for detentor de uma opção de venda. Este ativo é,
portanto, o produto que referencia a opção.
• Opção de Compra – é aquela que permite ao seu titular o direito de comprar um
ativo em determinada data, por um preço pré-definido.
• Opção de Venda – é aquela que permite ao seu titular o direito de vender um ativo
em determinada data, por um preço pré-definido.
• Lançador – é o vendedor da opção, ou seja, é aquele que cede o direito ao titular;
portanto, deve comprar ou vender o ativo ao titular, se este desejar.
• Prêmio – é o preço de negociação da opção, definido em mercado. Ou seja, é o
preço que o titular paga pela opção. O prêmio sempreserá pago pelo Titular ao
Lançador da opção. Este valor é pago no ato da negociação com uma opção, sem
direito à devolução, caso não haja exercício.
• Preço de Exercício – refere-se ao valor futuro pelo qual o bem será negociado, ou o
preço pelo qual o Titular pode exercer o seu direito (comprar se tiver uma opção de
compra; vender, se tiver uma opção de venda). No mercado, o preço de exercício
também é conhecido como strike price ou exercise price.
• Data de Vencimento – trata-se do dia em que a posição pode ser exercida ou em
que cessam os direitos do titular de exercer sua opção. Na BOVESPA, o vencimento
das opções ocorre nos meses pares, ou seja, em fevereiro, abril, junho, agosto,
outubro e dezembro de cada ano. A data específica de cada vencimento de opções é
a segunda-feira da terceira semana de cada mês par.
• Séries de uma Opção – as bolsas, quando lançam opções sobre um determinado
ativo, o fazem por séries, em que fixam o preço de exercício para uma mesma data,
sendo cada série identificada por um código.
• Opção descoberta – uma opção é considerada descoberta quando o lançador não
efetua o depósito da totalidade das ações-objeto. Ou seja, ele vende uma opção sem
depositar as ações-objeto que terá que entregar, caso a opção seja exercida pelo
comprador. Nesses casos, o lançador descoberto deve atender a exigência de
margem por meio do depósito de ativos aceitos em garantia pela CBLC. A exigência
de margem é reavaliada diariamente.
Ter uma posição descoberta é mais aconselhável para aplicadores acostumados a
riscos maiores e com capacidade financeira suficiente para atender a chamadas de
recomposição de margem e/ou comprar as ações-objeto para cobertura de posição
ou entrega definitiva, caso ocorra o exercício.
A qualquer tempo, o lançador descoberto pode, à semelhança do coberto, fechar sua
posição para encerrar suas obrigações, e apurar o lucro ou prejuízo até então
acumulado. Pode, também, cobrir sua posição, depositando as ações-objeto da
opção.
Como em todos os mercados, as regras sempre trazem benefícios para o
entendimento e as transações harmônicas, sem que haja necessidade de muitas
explicações e perda de energia dos operadores. Assim, para serem negociadas em mercados organizados, as opções devem ser padronizadas no que se refere ao
ativo-objeto, preço do exercício, data do exercício, etc. No entanto, o mercado é livre
para negociar o valor do prêmio pelo qual as opções vão ser negociadas.
Tipos de opções
• Titular de opção de compra
Um titular de uma opção de compra tem o direito de comprar um ativo específico a
determinados preço e data. Acompanhe os exemplos.
Exemplo 1
Um investidor pagou R$ 3,00 de prêmio por uma opção de compra a R$ 34,50. No
dia do exercício, o valor da mesma ação no mercado a vista era R$ 38,00. A opção
deve ser exercida?
Qual o ganho com a operação, dado que ele vendeu as ações?
Sim, pois ele pode comprar (tem a opção de comprar) a R$ 34,50, abaixo do preço
no mercado a vista.
Preço de venda da ação R$ 38,00
(-) Preço de exercício R$ 34,50
(-) Prêmio pago anteriormente quando da aquisição da opção R$ 3,00
Resultado da operação R$ 0,50
Exemplo 2:
Um investidor pagou R$ 3,00 de prêmio por uma opção de compra a R$ 34,50. No
dia do exercício, o valor da mesma ação no mercado a vista era R$ 35,00. A opção
deve ser exercida?
Depende. Deve-se exercer caso o investidor aposte na alta do mercado, pois tem a
opção de comprá-la por R$ 34,50, mais barato que os R$ 35,00. Também, como já
havia pago R$ 3,00 por ação para garantir o preço de R$ 34,50, o preço final da ação
passou a ser R$ 37,50 (34,50 + 3,00).
Exemplo 3
Um investidor pagou R$ 3,00 de prêmio por uma opção de compra a R$ 34,50. No
dia do exercício, o valor da mesma ação no mercado a vista era R$ 32,00. A opção
deve ser exercida?
Não, pois o investidor tem a opção de comprá-la por R$ 32,00, mais barato que os
R$ 34,50. Não exercendo seu direito, o investidor estará minimizando seu prejuízo,
que monta a R$ 3,00, equivalente ao prêmio pago na aquisição da opção.
Como verificado, ele irá exercer seu direito a partir de um determinado patamar, que
pode ser definido como um valor no qual, a partir deste ponto, o titular passa a ter
retorno com a operação.
Em termos de hedge, essa estratégia é a maneira mais simples e eficaz de proteger
um investidor que tenha uma posição vendida num determinado ativo. Ou seja,
alguém que necessitará comprar esse ativo em algum momento no futuro.
Tipos de mercados derivativos
Para lançar uma opção, o lançador deve pedir autorização na BOVESPA. O lançamento de opções pode oferecer lucros ao aplicador que acredita em determinada variação no nível de preços. 
 
Acompanhe quais os contratos de opções negociados no Brasil.
Na BOVESPA:
 
• opções de ações;
• opções sobre o Ibovespa;
• opções sobre o IBrX.
Na BOVESPA:
 
• opções de ações;
• opções sobre o Ibovespa;
• opções sobre o IBrX.
Uma opção é um instrumento financeiro que transpassa o nível da renda variável. Não é raro empresas emitirem títulos de dívida com uma cláusula de opção atrelada a eles. 
Podem ser opções de compra, quando o emissor tem o direito de recomprar o
título se assim o desejar, em data e com preço pré-definidos, ou opções de venda,
quando o investidor adquire o direito de vender o título à empresa emitente, se assim
desejar, em data e com preço pré-definidos.
ipos de mercados derivativos
Agora, conheça detalhes do Mercado de Swap.
Swap significa troca. É um instrumento de hedge e gestão de risco, não tem como finalidade levantamento de fundos e é uma das formas de mercado derivativo mais conhecidas. Os swaps são normalmente usados como instrumento para casamento de prazos e indexadores de dívidas, permitindo essa cobertura a custos menores.
O Mercado de Swap é regido por acordos estabelecidos entre duas partes, visando uma troca de fluxos de caixa futuros por um certo período de tempo, obedecendo a uma metodologia de cálculo previamente definida.
Ao se permutar fluxos de caixa associados a moedas internacionais, um agente assume a obrigação da variação de certa moeda e recebe fluxos de caixa expressos em outra moeda.
Na verdade, se apura o valor líquido dos fluxos de pagamentos e recebimentos que as empresas fariam. Esse valor é medido pelo saldo líquido dos encargos financeiros e o capital não entra na permuta.
Exemplo 1: suponha que um investidor tenha uma dívida em dólares e uma aplicação em DI. Ele pode ir ao banco e solicitar que seja feito um swap de indexador, de DI para dólares. Neste caso, ele está apostando que o dólar vai valorizar mais do que a taxa de juros DI e o banco estará na posição inversa. Fazer swap é uma forma de se proteger contra movimentos inesperados.
Exemplo 2: um indexador tem um ativo que rende 98% do CDI e uma dívida indexada ao IGPM. Ele tem medo que o IGPM dê uma grande subida e descole do CDI, ocasionando perdas no seu patrimônio. Então ele faz um swap de CDI para IGPM. Com isso, troca uma rentabilidade em CDI por outra em IGPM. Esse procedimento pode acarretar ganhos menores, caso o CDI renda acima do IGPM. Entretanto, ele se encontra protegido caso ocorra o oposto, não tendo perdas.
Aspectos gerais referentes à negociação dos swaps
• Quanto à realização
Os swaps podem ser realizados diretamente entre duas Empresas não financeiras,
entre uma Instituição Financeira e uma Empresas não financeira, ou, ainda, entre
duas Instituições Financeiras. Nos casos em que há a participação de Instituição
Financeira, o swap poderá estar sendo realizado como estratégia da Instituição, ou,
para repassar posições de swap assumidas com outras empresas (ou Instituições
Financeiras).
Os swaps entre Empresas podem ser realizados no mercado de balcão informal,
onde não há registro da operação em órgãos específicos, ou poderão ser efetuados
no mercado de balcão formal, quando terão que ser registrados na BM&F ou na Cetip
- Central de Custódia e Liquidação de Títulos.Os swaps que envolvem a participação de Instituições Financeiras têm a
obrigatoriedade de serem registrados na BM&F ou na Cetip. As Instituições
Financeiras têm que designar um Diretor como o responsável pelas operações de
swap.
A intermediação dos swaps por Instituições Financeiras tem sido comum, na medida
em que o intermediador presta os serviços de procurar as contrapartes apropriadas,
estruturar financeira e juridicamente as operações e, quando uma parte apresenta
risco maior que a outra, absorver o diferencial de risco.
Da mesma forma que é extremamente improvável que um aplicador de recursos
encontre um tomador, que deseje captar a mesma quantidade de recursos, pelo
mesmo prazo que ele deseja aplicar, também é bastante difícil que haja coincidência
de desejos entre as partes que desejam realizar os swaps. Surge, aí, a importância
das Instituições Financeiras como intermediadoras dessas operações.
• Modalidades
Entre as modalidades de swaps previstas pela BM&F e a Cetip, temos os contratos
envolvendo os indexadores de DI over, de taxa pré-fixada, de dólar, de ouro, de taxa
referencial - TR, entre outros. Em termos de volume, há destaque para os swaps
envolvendo os indexadores DI over, taxa pré-fixada e dólar.
• Contratos
Os contratos podem ter garantias ou não por parte das contrapartes dos swaps. Caso
não tenham garantias, há o risco de crédito, da contraparte perdedora “quebrar” e
não pagar o diferencial entre as curvas do swap, à parte ganhadora. Quando têm
garantias, a BM&F exige das contrapartes depósitos de garantias, que são ajustáveis
em função do risco. As garantias poderão ser executadas em caso de inadimplência
da parte perdedora, para pagar à parte ganhadora.
Nas operações sem garantias, os contratantes poderão estabelecer, entre si, as
garantias que julgarem necessárias à realização das operações.
• Swaps prorrogáveis ou canceláveis Os swaps diferenciam-se quanto à possibilidade de serem prorrogáveis ou
canceláveis. Em um swap prorrogável, uma parte tem o direito de prorrogá-lo, por
determinado prazo, além do especificado. Em um swap cancelável, uma das partes
tem o direito de encerrá-lo antes do prazo pré-estabelecido.

Mais conteúdos dessa disciplina