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Ciência Política e Teoria Geral do Estado

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ideológico (o que acreditam e defendem) e pelo conteúdo teleológico (o que fazem no poder com o que acreditam e defendem).
O partido é considerado de situação quando está no poder e, quando não estiver será considerado de oposição.
PARTIDOS POLÍTICOS
São instituições ou coletividades que se colocam entre o indivíduo isolado e o poder público. São inerentes à representação política e sua inexistência afeta a sobrevivência do projeto democrático de sociedade.
São pessoas livres reunidas em razão de um conjunto de ideias compartilhadas, disposto a participar do jogo eleitoral com vistas à conquista do poder político para a implantação de políticas próprias.
SISTEMA PARTIDÁRIO NO ÂMBITO DO ESTADO
Monopartidarismo: existência de um só partido no Estado.
Bipartidarismo: existência de dois grandes partidos que se alternam no poder do Estado. Podem haver outros partidos, porém, esses são inexpressivos pela vontade do povo.
Pluripartidarismo: existência de vários partidos igualmente dotados da possibilidade de predominar sobre os demais, através do processo eleitoral.
SISTEMAS ELEITORAIS
Majoritário: maioria simples (50% + 1)
Proporcional: proporção entre o número de votos recebidos pelo partido político e o número de vagas eleitorais que obtém, sendo eleitos os candidatos mais votados pertencentes aos seus quadros.
OS PARTIDOS POLÍTICOS NA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA
Art. 17 – É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos:
I – Caráter nacional;
II – Proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes;
III – Prestação de contas à Justiça Eleitoral;
IV – Funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
Os partidos possuem autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento e para adotar critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais.
Quem paga as propagandas eleitorais é o Estado.
É vedada a organização pelos partidos políticos de organização paramilitar.
ARGUMENTOS CONTRA OS PARTIDOS POLÍTICOS
Raramente a atuação de seus membros condiz fielmente com os ideais enunciados no programa partidário.
Ao invés de orientarem o povo, tiram-lhe a capacidade de seleção, pois os eleitores não escolhem os candidatos, quem escolhe é o partido.
ARGUMENTOS A FAVOR DOS PARTIDOS POLÍTICOS
Os partidos como força grupal capaz de superar obstáculos e conquistar o poder político, fazendo prevalecer no Estado à vontade social preponderante.
Facilitam a identificação das correntes da opinião pública, podendo assim, orientar os governantes para melhor atender a sociedade.
Nação: comunidade de base histórico-cultural
Povo: conjunto de pessoas que se unem para constituir um Estado, criando um vínculo jurídico-político permanente com o mesmo.
Nacionalidade: vínculo jurídico-político que une um indivíduo a um Estado.
Naturalidade: vínculo material-geográfico; definida pelo local do nascimento.
Cidadania: refere-se ao exercício efetivo dos direitos e deveres de determinado povo.
2 critérios usados para determinar a nacionalidade:
Jus Soli: considera o lugar de nascimento como determinante.
Jus Sanguinis: considera a nacionalidade do país como determinante.
Estado de Imigração: acolhem o jus soli, pelo qual os descendentes dos imigrantes passam a integrar sua nacionalidade.
Estado de Emigração: adotam o jus sanguinis, pelo qual a evasão não implicará na redução dos integrantes de sua nacionalidade.
Território: é o limite espacial dentro do qual o Estado exerce de modo efetivo e exclusivo o poder de império sobre pessoas e bens.
Podem ser: 
Íntegro, Compacto ou Contínuo
Desmembrado, Dividido ou Descontínuo
Encravado (de enclave)
Streck e Morais 
Os navios e os aviões marcantes em alto mar e os navios e os aviões público de guerra em qualquer ponto ficam sujeitos à jurisdição do Estado de sua bandeira. As embaixadas e representações diplomáticas, em geral, também estão sobre a jurisdição dos Estados que apresentam, respeitando o estabelecido na Convenção de Viena (1961).
Território: aquisição e perda.
Os estados adquirem território por descoberta, seguida de ocupação de terra nullius (terra de ninguém); por ocupação terra derelicta (abandonada); por conquista mediante o emprego da força unilateral ou como o resultado do triunfo em guerra; por cessão onerosa (compra e venda); ou por cessão gratuita (tratado de paz).
Delimitação: é o estabelecimento das linhas limítrofes fronteiras entre os territórios de dois ou mais Estados. Normalmente resulta de tratados bilaterais. Pode, eventualmente, resultar de uma decisão arbitral ou judiciária.
As linhas limítrofes do território do Estado podem ser: artificiais, cordilheiras, naturais ou rios.
Domínio fluvial: 
Rios Nacionais: O leito corre inteiramente dentro do território de determinado Estado, que exerce soberania plena, sem obrigação de conceder direito de passagem inocente (concessão obrigatória a embarcações estrangeiras, a passagem deve ser contínua e rápida).
Rios Internacionais: Cruzam diversos estados. Podem ser contínuos: corre pela fronteira entre estados; divisão feita pelo talvegue ou meio, ou sucessivos: seu leito atravessa o território de diversos Estados sucessivamente; soberania plena dentro de cada território.
Domínio Lacustre e Mares Interno:
Num lago ou mar interior situado na fronteira entre dois países, se o diâmetro for superior a seis milhas, cada estado exerce sua soberania até três milhas da margem, o restante será domínio comum; se inferior a seis milhas, a divisão se dará pelo ponto médio entre as duas margens.
Domínio Aéreo: No espaço aéreo, que é a massa de ar atmosférico, situada acima do território do Estado até o limite da estratosfera, não há norma que estabeleça a obrigatoriedade de concessão de direito de passagem inocente, estas são determinadas por acordos bilaterais ou permissões avulsas. Na aviação comercial deve ser concedida prévia autorização estatal para que se possa trafegar em seu espaço aéreo. Aviões particulares recebem permissão avulsa. Para aviões militares, não há tratados internacionais que prevejam a possibilidade de tráfego permanente; se ocorrer, por necessidade premente, deverá haver autorização prévia.
Mar Territorial: definido pela Lei número 8.617, de 4 de janeiro de 1993 (lei do mar). Inclui as águas, subsolo e espaço aéreo sobrejacente, na faixa de 12 milhas marítimas contados a partir da linha de base da costa, que corresponde a noção de onde termina a terra e onde começa o mar, na maré baixa. Nestas milhas há direitos soberanos, sendo única restrição o "direito de passagem inocente".
1 milha náutica = 1852m
Arquipélago situados fora do mar territorial possuem mar territorial em sua volta. Distância entre dois estados menor que 12 milhas o critério adotado é o da equidistância. Submarino estrangeiros, nesse território, só podem navegar na superfície.
Os Direitos Estados Nacionais ao mar territorial pode incluir, das 12 milhas: a zona contígua que é a faixa adjacente ao mar territorial de igual largura, se estende de 12 a 24 milhas, sobre ela o estado exerce soberania no que tange a fiscalização sanitária, alfandegárias e de imigração. Pode ser também zona econômica exclusiva, onde é a faixa adjacente ao mar territorial de 12 a 200 milhas, na qual há soberania para exploração, conservação, aproveitamento e gestão de recursos naturais.
É reconhecida os navios de todas as nacionalidades o direito de passagem inocente no mar territorial brasileiro. A passagem será considerada inocente desde que não seja prejudicial à paz, à boa ordem ou à segurança do Brasil, devendo ser contínua e rápida. Os navios estrangeiros no mar territorial brasileiro estarão sujeitos aos regulamentos estabelecidos pelo Governo brasileiro.
Alto mar: é de direito público internacional, não se sujeitando