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DEPTº DE ENGENHARIA AMBIENTAL - DEA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA MESTRADO PROFISSIONAL EM GERENCIAMENTO E TECNOLOGIAS AMBIENTAIS NO PROCESSO PRODUTIVO SALVADOR 2009 ALESSANDRA KEIKO NAKAGAWA CACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA EM PRÉDIOS UNIVERSITÁRIOS: O CASO DA UFBA Universidade Federal da Bahia Escola Politécnica Mestrado em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo – Ênfase a Produção Limpa – MEPLIM ALESSANDRA KEIKO NAKAGAWA CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA EM PRÉDIOS UNIVERSITÁRIOS: O CASO DA UFBA Salvador 2009 i ALESSANDRA KEIKO NAKAGAWA CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA EM PRÉDIOS UNIVERSITÁRIOS: O CASO DA UFBA Dissertação apresentada ao Mestrado em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo – Ênfase em Produção Limpa – MEPLIM, Escola Politécnica, Universidade Federal – UFBA, como requisito parcial para obtenção do grau de mestre. Orientador: Profº Dr. Asher Kiperstok Co-orientadora: Profª Drª. Karla P. Oliveira- Esquerre. Salvador 2009 ii Nakagawa, Alessandra Keiko Caracterização do Consumo de Água em Prédios Universitários: o Caso da UFBA / Alessandra Keiko Nakagawa. – Salvador, 2008. 183p.: il.color Orientador: Prof. Dr. Asher Kiperstok Co-orientadora: Profª. Dra. Karla P. Oliveira-Esquerre Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal da Bahia. Escola Politécnica, 2008. 1. Uso Racional da Água 2. Prédios universitários 3. Consumo per capita 4. Consumos especiais 5. Gerenciamento da demanda. 6. Descentralização da gestão. I.Universidade Federal da Bahia.Escola Politécnica II. Kiperstok, Asher. III.Titulo. “Ao imprimir este trabalho frente e verso estamos economizando 2,56 litros de água.” “ONG Instituto Akatu – pelo Consumo Consciente” iii TERMO DE APROVAÇÃO ALESSANDRA KEIKO NAKAGAWA CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA EM PRÉDIOS UNIVERSITÁRIOS: O CASO DA UFBA Dissertação de Mestrado submetida à banca examinadora designada pelo Colegiado do Mestrado em Tecnologias Limpas no Processo Produtivo, como parte dos requisitos necessários para obtenção do grau de Mestre em Tecnologias Limpas no Processo Produtivo, pela seguinte banca examinadora: Prof. Asher Kiperstok – Orientador_________________________________________ Doutor em Engenharia Química e Meio Ambiente - UMIST, Inglaterra Universidade Federal da Bahia Prof.ª Karla Oliveira Esquerre – Co-orientadora_______________________________ Doutora em Engenharia Química - UNICAMP Universidade Federal da Bahia Prof. Ricardo Franci Gonçalves ___________________________________________ Doutor em Engenharia do Tratamento e Depuração de Águas – INSA de Toulouse, França Universidade Federal do Espírito Santo Prof.ª Vivien Luciane Viaro _____________________________________________ Doutora em Saneamento e Ambiente – UNICAMP Universidade Federal da Bahia Salvador, 27 de Janeiro de 2009 iv Aos meus pais Hiroshi e Tereza, por toda a dedicação para a minha formação, Ao meu querido esposo Afonso, E as minhas princesinhas Alice e Clarice, pela compreensão nos momentos de ausência e pelo carinho recebido. v AGRADECIMENTOS À Deus, causa maior de toda existência, grande fortaleza nos momentos difíceis, que sempre gera oportunidades de crescimento, sem o qual não seria possível a realização deste trabalho. Aos meus pais Hiroshi e Tereza pelo amor, carinho, paciência e dedicação de toda uma vida e principalmente por me darem a oportunidade de crescer pessoalmente e profissionalmente. Ao meu querido esposo Afonso, companheiro de todas as horas, que pacientemente com todo amor, incentivo e dedicação contribuiu bastante na realização deste trabalho. Às minhas filhas queridas Alice e Clarice, que na medida do possível puderam entender a ausência física de sua mamãe nas brincadeiras. Aos meus irmãos Verônica, Maria Tereza e Hiroshi pelos momentos de descontração, pelo amor e incentivo dedicados. Aos meus sogros Francisco e Salete pelo apoio sempre presente. Ao meu querido orientador Asher Kiperstok, pela paciência, dedicação, orientação e ensinamentos, que enriqueceram este trabalho e por ter me dado essa oportunidade de desenvolver esse estudo e a realização de um sonho. À minha tão meiga co-orientadora Karla Esquerre, por ter sido peça fundamental para o fechamento deste trabalho. Aos professores participantes da banca examinadora, pela gentileza da participação e contribuição para melhoria deste trabalho. Aos bolsistas do Programa ÁGUAPURA Hugo, Bruno, Élio, Jamile Keiko, Joacyr, Adriele, o pessoal do Grupo Permanecer, estagiários Israel, André, Janete, pela ajuda na realização das coletas de dados, arrumação e entrevistas. Aos colegas do Programa ÁGUAPURA profº Pedro Ornelas, Paulo, Alan, Beth, pela amizade, paciência, disposição e auxílio na aquisição de dados muito importantes para a dissertação. Aos mestres e amigos Areobaldo e Lívia Castello Branco pelo incentivo, apoio e companheirismo durante essa trajetória. Aos amigos Carlos Heleno, Augusto Sá, Ana Cláudia, que me deram oportunidade para essa jornada. A todos colegas e amigos da EMBASA, especialmente a Cantídio Duarte, Maurício Grossi, Ney, Daniel, Anísio, “Pássaro” e Ana pelo apoio e compreensão no trabalho e pelas horas de descontração. Aos docentes, colegas e funcionários da Rede de Tecnologias Limpas (TECLIM da UFBA), em especial a Suzete, Lígia, Jaqueline e Linda, pelo aprendizado, convívio e presteza. A todas as pessoas que de alguma forma ajudaram na realização desta pesquisa. Meus sinceros agradecimentos. Alessandra Keiko Nakagawa Costa vi “ Sem sonhos, as perdas se tornam insurpotáveis, as pedras do caminho se tornam montanhas, os fracassos se transformam em golpes fatais. Mas, se você tiver grandes sonhos ... seus erros produzirão crescimento, seus desafios produzirão oportunidades, seus medos produzirão coragem. .... Nunca desista dos seus sonhos.” Augusto Cury Este trabalho é a materialização de um sonho. Alessandra Keiko Nakagawa Costa vii RESUMO O Programa ÁGUAPURA – Programa de Uso Racional de Água da Universidade Federal da Bahia (UFBA) vem sendo desenvolvido desde 2001 visando reduzir o consumo de água através de minimização das perdas e desperdícios, implantando equipamentos e orientando o seu uso mais racional na UFBA e a implantação de Tecnologias Limpas. Esta dissertação tem como objetivo analisar e caracterizar o consumo de água nesta universidade. Para tanto procurou-se traçar um perfil de consumo de água considerando adequado para servir de referência às unidades da UFBA através de cinco linhas de estudo: 1 - estudo do consumo de água; 2 - levantamento dos consumidores (população equivalente); 3 - estudo do consumo especial (destiladores e equipos); 4 - perdas físicas; e por fim, 5 - a caracterização do consumo que abrange as linhas anteriores. Como resultados obtidos deste trabalho no objetivo 1, além do acervo gerado de informações, observou-se a redução do consumo da UFBA, fruto do trabalhodo Programa. O consumo mensal da UFBA no início da série histórica, 1998- 2000, era de aproximadamente 26.000 m 3 , reduzindo-se a 15.000 m 3 nos anos de 2006 e 2007. Essa redução de 45% no consumo demonstra a evolução da universidade quanto à racionalização do consumo de água, principalmente com as ações do Programa. Através dos resultados obtidos no objetivo 2, chegou-se a influência da população permanente (funcionários) sobre o consumo nas unidades pesquisadas, de onde se pôde observar que é maior do que o dos próprios estudantes; já o objetivo 3 foi identificado grande desperdício nos destiladores e equipos, e levantadas algumas alternativas como substituição de equipamento, regulagem, reuso da água de resfriamento; em perdas físicas, não teve um estudo mais aprofundado, porém sabe-se da sua importância para a obtenção do volume perdido de água; na construção de indicadores de consumo, com necessidade de separação de unidades por tipologia, e servir de parâmetro unidades de melhor desempenho para a gestão da unidade. Associado a esse trabalho com resultado econômico, ressalta-se a importância e eficiência no controle do consumo de água das unidades através da descentralização da gestão. Palavras – chave: Uso Racional de Água, Prédios universitários, consumo per capita, consumos especiais, gerenciamento da demanda, descentralização da gestão. viii ABSTRACT The Program ÁGUAPURA for a rational use of water at the Federal University of Bahia (UFBA) has been developed since 2001 seeking to reduce the consumption of water through minimizing the losses and wastes, implementing equipment and giving orientation to a more rational use of water at UFBA and the implementation of Clean Technologies. This dissertation proposes to analyze and to characterize of the consumption of water at this university. To do so, a profile of the ideal consumption of water was designed to serve as reference to the units at UFBA through five study lines: 1 – a study of consumption of water; 2 – the number of consumers (equivalent population); 3 – a study of special consumption (distillers and equipments);4 – physical losses; and finally, 5 – the characterization of the consumption which embraces the previous lines. As a result of this study in objective 1, besides the information obtained, it was also noticed the reduction in the consumption of water at UFBA .The monthly consumption at UFBA in the beginning of the historic series, 1998-2000, was approximately 26.000 m3, reduced to 15.000 m3 in the years 2006 and 2007.This reduction of 45% in the consumption demonstrates the evolution of the university as to the rationalization of the consumption of water, mainly with the actions of the Program. Through the results obtained in objective 2, arrived at the influence of the permanent population (employees) about the consumption in the researched units, where we can observe that is bigger than the students themselves; in objective 3 it was observed a great waste in the distillers and equipments, and raised some alternatives such as substitution of equipment, adjustment, reutilization of cooling water;in physical losses, did not have a deeper study, although know its importance to obtain the wasted volume of water; the construction of indicators of consumption, with the need to separate units by typology, and to serve as parameter units of better performance for the administration of the unit. Associated with this work with economical result, it stands out the importance and efficiency in the control of the consumption of water in the units through the decentralization of the administration. Key words – rational use of water, university building, per capita consumption, special consumptions, administration of the demand, decentralization of the administration. ix LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURA ABES Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental ABRH Associação Brasileira de Recursos Hídricos AD Água Destilada ÁGUAPURA Programa de Uso Racional de Água – UFBA AR Água de Resfriamento DTA Documento Técnico de Apoio do PNCDA EMBASA Empresa Baiana de Águas e Saneamento S/A EPUFBA Escola Politécnica da UFBA EQUIPO Equipamento Odontológico (cadeira de dentista) ESTEC Escritório Técnico de Construção FEC Faculdade de Engenharia da Unicamp FOUFBA Faculdade de Odontologia da UFBA HOSPMEV Hospital de Medicina Veterinária IC Indicador de consumo de água ICe Indicador de consumo estimado de água ICh Indicador de consumo histórico de água IR Impacto de redução do consumo de água IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas PE População Equivalente PNCDA Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água – Ministério das Cidades PNUD Relatório de Desenvolvimento Humano PROSAB Programa de Pesquisas em Saneamento Básico x PURA Programa de Uso Racional da Água – USP QUIMIS QUIMIS Aparelhos Científicos RPU Responsável pela unidade SABESP Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo SAD Superintendência Administrativa/UFBA SANASA Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A SUPAC Superintendência Acadêmica/UFBA TECLIM Rede de Tecnologias Limpas – Escola Politécnica/UFBA UFBA Universidade Federal da Bahia USP Universidade de São Paulo UNICAMP Universidade Estadual de Campinas VDR Válvula de descarga com volume reduzido xi LISTA DE FIGURAS Figura 2.1 - Teste de detecção de vazamentos em bacias sanitárias.................................. 11 Figura 2.2 - Desempenho dos edifícios ao longo do tempo, sem manutenção periódica ... 12 Figura 2.3 - Desempenho dos edifícios ao longo do tempo, com manutenção periódica ... 12 Figura 2.4 – Fluxograma Metodologia de Gestão de Consumo de Água/Energia ............. 22 Figura 3.1 - Sistema de monitoramento do consumo de água das unidades ...................... 27 Figura 3.2 - Média diária das 30 últimas leituras em m 3 /dia de uma unidade de ensino .... .............................................................................................................................. 28 Figura 3.3 - Médias mensais dos 24 últimos meses em m³/dia de uma unidade de ensino .............................................................................................................................. 28 Figura 3.4 - Histograma de consumo do Centro de Convivência – Evento estudantil (acampamento) ........................................................................................................... 30 Figura 3.5 – Campus Ondina/Canela e Federação da UFBA ............................................ 33 Figura 4.1 - Série histórica do consumo mensal de água (m 3 ) na universidade ................. 35 Figura 4.2 - Histórico mensal do consumo de água da UFBA (m3) ................................. 35 Figura 4.3 - Estatística da população da UFBA ............................................................... 38 Figura 4.4 - Relatório de Planejamento – Unidade: Administração (exemplo) ................. 43 Figura 4.5 – Água de resfriamento do destilador ............................................................. 59 Figura 4.6 – Destilador de Odontologia ........................................................................... 59 Figura 4.7 – Sistema de destilação compacto ................................................................... 60 Figura 4.8 - Desenho esquemático do destilador .............................................................. 61 Figura 4.9 – Modelos de destiladores de água - Fabricantes Nova Técnica e Quimis ....... 62 Figura 4.10– Bidestilador de água em vidro – modelo Q341 V24B – QUIMIS ............... 64 Figura 4.11 – Desenho esquemático com registro fixador de vazão para o destilador ....... .............................................................................................................................. 69 Figura 4.12 – Laboratório 1º andar do Instituto de Geociências ....................................... 70 Figura 4.13 – Foto do destilador modelo 2002 da GFL do Laboratório Laviet – Instituto de Biologia/UFBA .......................................................................................................... 73 Figura 4.14 – Mono destilador com viso de vidro para demonstração – GFL ................... 73 Figura 4.15 - Destilador de água automático ................................................................... 75 Figura 4.16 – Modelo de Bidestilador de Água Q341B22 ................................................ 76 xii Figura 4.17 – Foto do equipo da sala de atendimento ao público – Unidade de Odontologia .............................................................................................................................. 78 Figura 4.18 – Cuspideira manchada pelo contínuo consumo de água ............................... 79 Figura 4.19 – Cortador de gesso ...................................................................................... 80 Figura 4.20 - Aspirador Odontológico de Alta Potência - Sug Up .................................... 82 Figura 4.21 - Gráfico do Instituto de Biologia – rompimento da tubulação externa do prédio – 2006 ............................................................................................................. 84 Figura 4.22 - Gráfico do Instituto de Biologia – rompimento da tubulação externa do prédio – 2008 ............................................................................................................. 85 Figura 4.23 - Pontos freqüentes de vazamentos em rede de distribuição (percentuais ilustrativos baseados em experiência da SANASA) .................................................... 86 Figura 4.24 - Pontos freqüentes de vazamentos em ramais (percentuais ilustrativos baseados em experiência da SANASA) ...................................................................... 86 Figura 4.25 – Consumo das unidades em relação à população equivalente dos alunos de graduação nos dias da semana das unidades de ensino sem laboratório ....................... 87 Figura 4.26 – Consumo das unidades em relação à população equivalente dos alunos de graduação nos dias da semana das unidades de ensino com laboratório....................... 89 Figura 4.27 - Médias mensais do consumo dos últimos 24 meses – Instituto de Biologia . 90 Figura 4.28 - Consumo per capita das unidades em relação à população equivalente dos alunos de graduação, 2007, nos dias da semana .......................................................... 91 Figura 4.29 - Consumo histórico diário da unidade de Administração (dados de 2005 a 2008) .......................................................................................................................... 92 Figura 4.30 - Consumo histórico diário da unidade de Filosofia (dados de 2006 a 2008) 93 Figura 4.31 - Consumo histórico diário da unidade de Politécnica (dados de 2005 a 2008) .............................................................................................................................. 93 Figura 4.32 - Consumo histórico diário da unidade de Biologia (dados de 2005 a 2008) .. 94 Figura 4.33 - Consumo histórico diário da unidade de Arquitetura (dados de 2005 a 2008) .............................................................................................................................. 94 Figura 4.34 - Localização em croqui do hidrômetro do Hospital de Medicina Veterinária .............................................................................................................................. 97 Figura 4.35 - Fotografias do hidrômetro do Hospital de Medicina Veterinária.................98 xiii LISTAS DE TABELAS Tabela 2.1 - Equações para o cálculo de consumo mensal de água de referência (m 3 /mês) .............................................................................................................................. 5 Tabela 2.2 - Valores médios de perda diária de água em função de vazamentos em torneiras ..................................................................................................................... 16 Tabela 2.3 - Processos e produtos com possibilidades de aplicação – Edifícios Privados e Públicos .................................................................................................................... 21 Tabela 4.1 - Exemplo para obtenção da População Equivalente de uma unidade ............. 42 Tabela 4.2 – Exemplo da Distribuição Temporal do Instituto de Biologia ....................... 44 Tabela 4.3 – Exemplo da Obtenção da População Equivalente dos alunos de Graduação do Instituto de Biologia ................................................................................................... 44 Tabela 4.4 – Elementos identificados na universidade para a composição da população equivalente com os respectivos pesos ......................................................................... 46 Tabela 4.5 - Distribuição da população equivalente das unidades de ensino sem laboratório com equipamentos consumidores de água................................................................... 51 Tabela 4.6 – Distribuição da população equivalente das unidades de ensino com laboratório que contém equipamentos com maior consumo de água ........................... 52 Tabela 4.7 – Distribuição da população equivalente das unidades administrativas ........... 53 Tabela 4.8 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades de ensino com laboratório que contém equipamentos com maior consumo de água ............................ 55 Tabela 4.9 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades de ensino sem laboratório com equipamentos consumidores de água ................................................. 56 Tabela 4.10 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades administrativas e per capita geral ................................................................................................................. 57 Tabela 4.11 – Resumo em quantidade dos laboratórios e destiladores nas unidades ......... 59 Tabela 4.12 – Unidades de ensino e destiladores ............................................................. 63 Tabela 4.13 - Comparativo AR/AD medido in loco e o recomendado pelo fabricante ...... 65 Tabela 4.14 – Tabela de tarifas sistema de abastecimento de água para prédios públicos . .............................................................................................................................. 68 Tabela 4.15 – Resumo da entrevista sobre o tempo de acionamento da cuspideira durante os procedimentos ........................................................................................................ 81 Tabela 4.16 – População de alunos nas unidades de ensino sem laboratório ................... 88 Tabela 4.17 - Intervenções do Projeto ÁGUAPURA no Hospital de Medicina Veterinária ............................................................................................................................ 102 xiv Tabela 4.18 - Gastos anuais da UFBA com as contas de água no HospMev ................... 104 Tabela 4.19 - Gastos semestrais da UFBA com as contas de água no HospMev ............ 105 xv LISTA DE QUADROS Quadro 4.1 – Unidades deEnsino com Laboratório que contém equipamentos com maior consumo de água ........................................................................................................ 39 Quadro 4.2 – Unidades de Ensino sem Laboratórios com equipamentos consumidores de água ........................................................................................................................... 39 Quadro 4.3 – Unidades Administrativas .......................................................................... 40 Quadro 4.4 – Unidades – Hospitalares............................................................................. 40 Quadro 4.5 – Unidades – Residências Universitárias ....................................................... 40 Quadro 4.6 – Unidades – Outros ..................................................................................... 40 xvi LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 4.1 – Relação de AR/AD das unidades da UFBA versus quantidade de destiladores .............................................................................................................................. 65 Gráfico 4.2 – Consumo médio mensal dos destiladores das unidades da UFBA ............... 66 Gráfico 4.3 - Volume necessário e desperdiçado da água de resfriamento durante o processo de destilação da água. .................................................................................. 67 Gráfico 4.4 – Consumo mensal da AR e custo por unidade de água consumida e geração de efluentes ..................................................................................................................... 68 Gráfico 4.5 - Distribuição da População Equivalente de Alunos por faixas de horário (Projeto do HospMev) .............................................................................................. 100 Gráfico 4.6 – Consumo Médio Mensal (m3) do Hospital de Medicina Veterinária – Leitura da Embasa ................................................................................................................ 103 Gráfico 4.7 – Consumo Médio Mensal (m3) do HospMeV – Comparativo Embasa x ÁGUAPURA .......................................................................................................... 104 xvii LISTA DE EQUAÇÕES Equação 2.1 – Impacto de redução do consumo de água .................................................. 8 Equação 4.1 – Consumo de água total da unidade ........................................................... 47 Equação 4.2 – Consumo total da população da unidade ................................................... 47 Equação 4.3 – População Equivalente – alunos de graduação .......................................... 47 Equação 4.4 – População Equivalente – alunos de pós-graduação ................................... 47 Equação 4.5 – População Equivalente - professores ........................................................ 47 Equação 4.6 – População Equivalente - funcionários ....................................................... 47 Equação 4.7 – População Equivalente – outros consumidores ......................................... 47 Equação 4.8 – População Equivalente - total ................................................................... 47 Equação 4.9 – População Equivalente – total (resumo).................................................... 48 xviii SUMÁRIO Pág RESUMO ............................................................................................................................ vii ABSTRACT........................................................................................................................ viii LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ........................................................................ ix LISTA DE FIGURAS ........................................................................................................ xi LISTA DE TABELAS ........................................................................................................ xiv LISTA DE QUADROS ...................................................................................................... xvi LISTA DE GRÁFICOS ..................................................................................................... xvii LISTA DE EQUAÇÕES .................................................................................................... xviii Capítulo 1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................. 1 Capítulo 2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ...................................................................... 4 2.1 PROGRAMAS DE RACIONALIZAÇÃO DE ÁGUA EM PRÉDIOS PÚBLICOS ........ 4 2.1.1 Programa Nacional de Combate ao Desperdício da Água (PNCDA) .................... 4 2.1.2 Programa de Uso Racional de Água – PURA (USP-SABESP) .............................. 6 2.1.3 Programa de Conservação de Água - Pró-Água (Unicamp).................................. 9 2.1.4 Outros Trabalhos e Programas Nacionais ............................................................. 13 2.2 PROMOÇÃO DO USO RACIONAL DA ÁGUA .......................................................... 14 2.2.1 Tecnologias para a Promoção do Uso Racional da Água em Sistemas Prediais............................................................................................................................. 14 2.2.2 Avaliação dos Avanços das Tecnologias Disponíveis ............................................. 20 2.3 PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA A GESTÃO DO CONSUMO DE ÁGUA/ENERGIA EM EDIFICAÇÕES............................................................................... 22 xix Capítulo 3 - O PROGRAMA DE USO RACIONAL DE ÁGUA DA UFBA - ÁGUAPURA ...................................................................................................................... 25 3.1 OBJETIVOS .................................................................................................................. 25 3.2 HISTÓRICO .................................................................................................................. 25 3.3 METODOLOGIA UTILIZADA PELO PROGRAMA ÁGUAPURA ............................. 26 3.3.1 Levantamento do Sistema Hidráulico Predial ....................................................... 26 3.3.2 Monitoramento e Análise do Consumo de Água das Unidades ............................. 27 3.3.3 Detecção e Correção de Vazamentos Visíveis e Não Visíveis ................................ 29 3.3.4 Levantamento dos Hábitos dos Usuários ............................................................... 31 3.3.5 Utilização de Tecnologias de Processo e Produto para Racionalização do Consumo .......................................................................................................................... 31 3.4 PRINCIPAIS DIFICULDADES ENCONTRADAS ....................................................... 32 Capítulo 4 - CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA NA UFBA ................... 34 4.1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 34 4.2 ANÁLISE DO CONSUMO DE ÁGUA DA UFBA ....................................................... 34 4.3 LEVANTAMENTO DOS CONSUMIDORES - POPULAÇÃO EQUIVALENTE......... 41 4.3.1 Definição de População Equivalente ...................................................................... 41 4.3.1.1 Estudantes Graduação ....................................................................................... 42 4.3.1.2 Estudantes Pós-graduação ................................................................................. 45 4.3.1.3 Corpo Docente, TécnicosAdministrativos, Terceirizados, Cantina, Visitante e outros ...................................................................................................... 45 4.3.2 Modelo do consumo de água ............................................................................. 46 4.3.2.1 Exemplo - Biologia ............................................................................................ 48 4.3.3 Aplicação da População Equivalente ..................................................................... 50 4.3.4 Considerações Finais ............................................................................................... 57 4.4 ESTUDO DOS EQUIPAMENTOS DE CONSUMOS ESPECIAIS ............................... 58 4.4.1 Destiladores ............................................................................................................. 58 xx 4.4.1.1 Equipamentos de Destilação .............................................................................. 60 4.4.1.2 Materiais e Métodos .......................................................................................... 62 4.4.1.3 Diagnóstico dos Destiladores da UFBA ............................................................. 63 4.4.1.4 Proposições ....................................................................................................... 69 4.4.1.5 Considerações Finais......................................................................................... 76 4.4.2 Cadeiras Odontológicas (EQUIPOS) ..................................................................... 77 4.4.2.1 Cuspideiras dos equipamentos odontológicos .................................................... 78 4.4.2.2 Materiais e Métodos .......................................................................................... 79 4.4.2.3 Resultados e Discussões..................................................................................... 80 4.4.2.4 Proposições ....................................................................................................... 82 4.4.2.5 Considerações Finais......................................................................................... 83 4.5 ESTUDO DE PERDAS FÍSICAS .................................................................................. 83 4.6 CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DAS UNIDADES ACADÊMICAS ................. 87 4.6.1 Caracterização do Consumo ................................................................................... 87 4.6.2 Considerações Finais ............................................................................................... 95 4.7 REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA – ESTUDO DE CASO: HOSPITAL DE MEDICINA VETERINÁRIA......................................................................................... 97 4.7.1 Diagnóstico .............................................................................................................. 97 4.7.2 Indicador de Consumo – Metodologia e Cálculo da População Equivalente ....... 99 4.7.3 Intervenção e Avaliação dos Resultados ................................................................ 101 4.7.4 Avaliação Financeira após a Intervenção – Dados da Embasa ............................. 103 4.7.5 Considerações Finais ............................................................................................... 105 Capítulo 5 - CONCLUSÕES ............................................................................................. 107 Capítulo 6 - PROPOSIÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS .................................... 111 Capítulo 7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 112 xxi APÊNDICE APÊNDICE A – Quadro Geral de consumos especiais – destiladores ................................... 119 APÊNDICE B - Quadro Geral de consumo especial – equipos ............................................. 129 APÊNDICE C – Coleta de dados dos equipos – amostragens ............................................... 133 APÊNDICE D – Entrevista com estudantes de odontologia .................................................. 140 APÊNDICE E – Gráficos de consumo, per capita e série histórica das unidades de ensino com e sem laboratórios, e unidades administrativas ................................................... 142 ANEXO Anexo A - Avaliação dos Avanços das Tecnologias Disponíveis. ......................................... 165 Anexo B – Estudo de Perigo – Pimenta (2004) ..................................................................... 170 Anexo C – Sistema Operacional do destilador e detalhe esquemático do modelo 341 da QUIMIS .......................................................................................................................... 180 1 Capítulo 1 INTRODUÇÃO O Brasil possui grande disponibilidade hídrica, porém distribuída de forma desigual em relação à densidade populacional. Entre os estados brasileiros pode-se observar enormes discrepâncias em relação a esse aspecto. Enquanto que no ranking nacional Roraima apresenta a maior disponibilidade hídrica do país chegando a 1.506.488 m3/hab.ano, Pernambuco apresenta a menor disponibilidade, com 1.270 m3/hab.ano. (REBOUÇAS, 1994, apud TUNDISI, 2003). Enquanto um habitante de Moçambique usa, em média, menos de 10 litros de água por dia, um europeu consome entre 200 e 300 L, e um norte-americano, 575 L (em Phoenix, no Arizona, o volume ultrapassa a 1 mil). Um norte-americano usa mais água em um banho de cinco minutos do que um morador de favela de país em desenvolvimento usa num dia inteiro”, compara o Relatório de Desenvolvimento Humano (PNUD, 2006). No Brasil, em cidades acima de 250000 habitantes o consumo per capita varia de 150 a 300 litros/hab.dia (VON SPERLING, 1996). O desperdício e o uso irracional da água são problemas que afligem o mundo com relação ao seu futuro próximo. No Brasil a situação não é diferente, pois cada gota desperdiçada significa dinheiro jogado fora e mau uso das fontes de água doce, agravando problema do abastecimento da população com água potável. Além do desperdício, as fontes de água ainda sofrem agressões cometidas pelo ser humano por meio de disposição inadequada dos resíduos químicos, esgotos e matéria orgânica, influenciando no número de casos de doenças relacionadas à água, afetando sensivelmente a qualidade de vida dos seres vivos. A falta de informação da população quanto ao uso controlado de água nas residências, escritórios, escolas e demais prédios, associada à falta de incentivo aos consumidores para evitar o desperdício de água, são fatos que preocupam na perspectiva do desenvolvimento sanitário. A água com a sua escassez está se tornando, rapidamente, um recurso muito valioso. A cobrança pelo seu uso já é uma realidade em alguns estados do país, atribuindo-se valor a este bem, o que até alguns anos atrás parecia inconcebível, já que a idéia da água ser uma substância infinita encontra-se enraizada na cultura de parcela da população. 2 Com base em conceitos de desenvolvimento sustentável (KIPERSTOK, 2002) e Produção Limpa (UNEP, 2008), um programa de uso racional da água vem sendo desenvolvido na Universidade Federal da Bahia desde 2001 buscando atuar, efetivamente, na racionalização do seu consumo e no combate ao desperdício da água. Esta pesquisa visa caracterizar o consumo dos prédios da UFBA, além de descrever os resultados do Programa ÁGUAPURA. Buscou-se demonstrar avanços conseguidos e os limites identificados no combate às perdas e ao desperdício de água, de maneira a contribuir com proposições que possam ser agregadas. Espera-se que estes resultados, juntamente com uso deindicadores de consumo desenvolvidos, sirvam de base para novos planos de intervenção e implantação de novas tecnologias. A dissertação foi desenvolvida na linha de Pesquisa-Ação, tendo a pesquisadora participação ativa no andamento do Programa e colaborando para os resultados esperados. Essa linha pode ser definida em três principais momentos: a definição do problema, a aprendizagem conjunta e o plano de ação (SIQUEIRA, 2001). Os procedimentos de coleta de dados adotados para o desenvolvimento deste trabalho foram divididos em: pesquisa documental (fotografias e mapas de localização); pesquisa bibliográfica em revistas técnicas; documentos técnicos como os do Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água (PNCDA) e outros programas existentes sobre o tema; referências eletrônicas entre outras. O foco principal para o encaminhamento do trabalho foi o acompanhamento das atividades do Programa ÁGUAPURA, como membro da equipe de coordenação desse Programa. Foram levantadas informações sobre os alunos e funcionários, e entrevistadas pessoas que pudessem confirmar ocorrências de fatos marcantes desse trabalho, como professores, funcionários, estudantes, técnicos da concessionária responsável pelo abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade do Salvador – EMBASA, técnicos especialistas em equipamentos economizadores, entre outros. Através do calendário escolar, pode-se identificar a influência de eventos ocorridos durante o período da pesquisa na variação do consumo mensal dos edifícios em questão, tais como vestibular e congressos e encontros estudantis. A partir desse levantamento é que foram construídos indicadores que permitissem avaliar a redução do consumo de água nesta comunidade. 3 Para um melhor entendimento, este trabalho foi dividido em sete capítulos. O primeiro capítulo é este, de introdução. O segundo capítulo a seguir apresenta uma revisão da literatura existente, enfatizando programas, metodologias de implantação, avanços tecnológicos, e uma proposta para a gestão do consumo de água/energia. No terceiro capítulo é apresentada uma contextualização do Programa ÁGUAPURA, abrangendo desde a sua origem aos resultados alcançados; no quarto capítulo inicia-se a caracterização do consumo de água em prédios universitários, onde é apresentada uma análise do consumo de água da UFBA, o estudo para a obtenção da população equivalente consumidora de água, o estudo dos equipamentos de consumo especial – destiladores e equipos, um breve estudo sobre perdas físicas e a caracterização do consumo das unidades – fruto de todos os estudos anteriores citados; no quinto capítulo são apresentadas as conclusões, ilustrando os pontos de grande relevância da pesquisa; o sexto capítulo contempla as proposições para trabalhos e futuros; no capítulo sete são apresentadas as referências bibliográficas levantadas ao longo deste trabalho; e por fim, encontram-se os apêndices e anexos gerados. 4 Capítulo 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Neste capítulo são estudados alguns dos programas de racionalização da água de relevância obtidas no Brasil, juntamente com tecnologias para sistemas prediais e metodologias para gestão do consumo de água/energia em edificações. 2.1 PROGRAMAS DE RACIONALIZAÇÃO DA ÁGUA EM PRÉDIOS PÚBLICOS 2.1.1 Programa Nacional de Combate ao Desperdício da Água (PNCDA) Na esfera federal foi instituído um programa de conservação e uso racional da água de abastecimento público - PNCDA, pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, em abril de 1997, em articulação com o Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal e com o Ministério das Minas e Energia. Hoje o Programa está vinculado ao Ministério das Cidades. Ainda que sua política seja no âmbito urbano a sua formulação contempla a possibilidade de uma futura integração com outros usos, como a irrigação, indústria, geração de energia. (PNCDA, 2004) Este programa tem por objetivos específicos definir e implementar um conjunto de ações e instrumentos tecnológicos, normativos, econômicos e institucionais, concorrentes para uma efetiva economia dos volumes de água demandados para consumo nas áreas urbanas. Trata-se, hoje, da busca da eficiência no uso da água “em todas as fases de seu ciclo de utilização, desde a captação até o consumo final”. (SILVA, TAMAKI, GONÇALVES, 2004). Na série de Documentos Técnicos de Apoio (DTA) do PNCDA, sugere-se a determinação do índice de consumo para algumas tipologias de edifício: restaurantes – número de refeições; escolas – número de alunos matriculados, hotéis – nº de hóspedes; lavanderia – kg de roupa seca e laboratório – nº de procedimentos. Para o cálculo dos consumos mensais de água utilizou as equações sugeridas por Berenhause e Pulici (1983) apud Rocha et al. (1998). (TABELA 2.1) 5 Tabela 2.1 - Equações para o cálculo de consumo mensal de água de referência (m3/mês) Clubes esportivos Cm = 26 NC Edifícios comerciais Cm = 0,08 AC Escolas de 1º e 2º graus Cm = 0,05 AC+ 0,1 V + 0,7 F + 20 Escolas de nível superior Cm = 0,03 AC + 0,7 F + 0,8 BS + 50 Creches Cm = 3,8 F + 10 Hospitais Cm = 2,9 F + 11,8 BS + 2,5 L + 280 Hotéis de 1ª categoria (5, 4 e 3 estrelas) Cm = 6,4 BH + 2,6 L + 400 Hotéis de 2ª categoria Cm = 3,1 BH+ 3,1 L . 40 Lavanderias industriais Cm = 0,02 x Kg de roupa /mês Restaurantes Cm = 7,5 F+ 8,4 BS Fonte: Adaptado DTA B3 – PNCDA, 1999. Onde: Cm = consumo mensal de água, m3; NC = número de chuveiros; AC = área construída, m2; V = número de vagas; F = número de funcionários; BH = número de banheiros; BS = número de bacias sanitárias; L = número de leitos. Fazendo a aplicação da equação sugerida para a obtenção do consumo de água em escola de nível superior, como referência para a Escola Politécnica da UFBA, que possui uma área total construída de 22.000 m2, com 183 funcionários, incluindo professores e técnicos administrativos, e 28 bacias sanitárias, obteve-se o consumo de 860,5 m3/mês ou 28,68 m3/dia. Atualmente, a Escola apresenta um consumo mensal de 464,64 m3/mês ou 15,49 m3/dia, pela média dos meses de junho a novembro de 2008. Diante dessa diferença observar- se a possibilidade do super-dimensionamento do sistema hidráulico do prédio. As seguintes atividades são consideradas no PNDCA: campanhas de conscientização; levantamento do sistema hidráulico do edifício e dos procedimentos dos usuários relacionados ao uso da água; diagnóstico do sistema, sobretudo vazamentos; plano de intervenção, considerando campanhas educativas, manutenção do sistema, alteração de procedimentos de uso da água, substituição de componentes convencionais por eficientes, reaproveitamento da água; avaliação econômica; avaliação do impacto da redução. 6 2.1.2 Programa de Uso Racional de Água – PURA (USP-SABESP) O “PURA” – Programa de Uso Racional da Água foi criado em 1995, com o convênio entre a SABESP - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, empresa de saneamento básico de São Paulo com a Escola Politécnica da USP (através do Laboratório de Sistemas Prediais) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Com o objetivo de reduzir o consumo de água no campus da USP em virtude dos altos valores de consumo observados a SABESP concedeu para o programa um desconto nas contas de água mensais da Cidade Universitária a fim de se criar um fundo destinado às intervenções do PURA. Em contrapartida, a USP ficou responsabilizada por uma economia de água efetiva a ser obtida com a implantação de todos os passos propostos, e pelo desenvolvimento de uma metodologia de aplicação doprograma em outras situações similares futuras. A metodologia aplicada para a implantação de Programa de Uso Racional da Água - PURA em edifícios, enfatiza a importância de ações tecnológicas que visam o controle e redução do consumo de água, tendo sido estruturada em quatro etapas descritas a seguir: Auditoria do consumo de água; Diagnóstico do consumo de água no edifício; Plano de Intervenção e Avaliação do impacto de redução do consumo de água (OLIVEIRA & GONÇALVES, 1999). A Auditoria do consumo de água considera o levantamento documental das características físicas e funcionais do edifício, especialmente, o sistema hidráulico. É proposto o levantamento do indicador de consumo – IC, relacionando o volume de água consumido em um determinado período com o número de agentes consumidores. Esses valores constituem-se em referência para a avaliação do impacto de redução do consumo de água, após cada uma das ações implementadas no decorrer do PURA. Ainda nesta etapa é proposto um diagnóstico preliminar que permita uma avaliação prévia do consumo de água e a previsão do impacto de redução de consumo, utilizando o indicador de consumo estimado – ICe e de sua comparação com o valor de indicador de consumo no período histórico – ICh. Informações das características físicas e funcionais do sistema hidráulico e das atividades desenvolvidas no edifício são também obtidas nessa etapa contribuindo para o entendimento do perfil do consumo de água no sistema. São levantados: 7 • Sistema hidráulico predial: tipo de sistema de abastecimento e número do medidor; localização e cadastro da quantidade e capacidade dos reservatórios; condições de operação da torneira de bóia e o local de deságüe do extravasor e da tubulação de limpeza do reservatório; pressão em pontos críticos do sistema; pontos de utilização do sistema, suas características e condições de operação. • Vazamentos visíveis e não visíveis: utilização de testes expeditos, como o teste do hidrômetro e teste especiais, como o correlacionador de ruídos, geofone eletrônico e haste escuta. • Sistemas hidráulicos especiais: sistema de ar condicionado, sistema de ar comprimido, sistema de vácuo, sistema de vapor com caldeira, sistema de hemodiálise por osmose reversa, sistema de destilação e outros. • Procedimentos dos usuários: atividade realizada com a maior discrição possível para que os usuários não mudem de comportamento podendo mascarar as informações que deverão ser repassadas ao profissional responsável pela campanha educativa. Os principais ambientes observados são: cozinha, lavanderia, jardim e área externa, sanitário, laboratório e outros, conforme a tipologia do edifício. A segunda etapa consiste no Diagnóstico do consumo de água no edifício. Em síntese, contém as informações obtidas na auditoria do consumo de água, possibilitando a elaboração de um plano de intervenção com ações específicas para cada tipologia de edifício e a consideração das características próprias de cada sistema. Considera o consumo diário de água no período histórico; número de agentes consumidores; valor do indicador de consumo de água no período histórico; desperdício diário estimado; índice de desperdício estimado; perda por vazamento visível; índice de perda por vazamento visível; índice de vazamento visível; perda por vazamento não-visível; índice de perda por vazamento não-visível; índice de vazamento não-visível; perda diária total levantada no sistema; consumo diário de água em sistemas hidráulicos especiais; procedimentos inadequados dos usuários relacionados ao consumo de água. A elaboração de um Plano de Intervenção consiste na terceira etapa. Nesta são focados os pontos críticos do sistema, geralmente através da correção de vazamentos detectados. A implantação de medição setorizada do consumo de água é um dos sistemas de controle que permite a detecção de problemas. Além dessa intervenção realizada torna-se indispensável a 8 realização de uma avaliação dessas ações implementadas, tanto após a realização da implementação de cada uma delas, quanto ao final do plano de intervenção. Com o objetivo de obter resultados sem a influência da adaptação dos usuários ao novo sistema, propõe-se que o impacto de redução seja calculado após, no mínimo 15 dias da implementação de cada ação e por um período mínimo de 15 dias. Como etapas para a elaboração do plano de intervenção são necessários os seguintes componentes: campanha de conscientização; correção de vazamentos: de grande importância antes da substituição de componentes convencionais por economizadores de água, como forma de evitar resultados enganosos; substituição de componentes convencionais por economizadores de água; redução de perdas e reaproveitamento de água em sistemas hidráulicos especiais, obtida por meio da manutenção adequada; e por fim a campanha educativa, como forma de comunicação destinada aos usuários específicos, implementada através de palestras dirigidas. A substituição de componentes convencionais por economizadores de água ocasiona uma redução do consumo de água independentemente da ação do usuário ou da sua disposição em mudar de comportamento para reduzir o consumo de água. Deve ser implementada quando o sistema estiver totalmente estável, sem nenhuma perda de água por vazamento. É imprescindível o aperfeiçoamento da capacitação técnica de usuários responsáveis pela manutenção no edifício, tendo-se em vista os novos componentes a serem instalados. No entanto, segundo o PURA, o maior potencial para redução de consumo de água nesses sistemas encontra-se na implementação de ações que visem o reaproveitamento de água. A quarta e última etapa do programa consiste na Avaliação do impacto de redução do consumo de água. O impacto de redução do consumo é calculado conforme a Equação 2.1: ( )%100×−= CAP CDPCAP I IIIR Eq. 2.1 onde, o IR é o impacto de redução do consumo de água por agente consumidor; ICAP é o indicador de consumo antes do PURA e ICDP é o indicador de consumo depois do PURA. 9 Essa informação de redução do consumo deve ser sempre repassada aos usuários do sistema, através da campanha de conscientização, que tem a função de informar e incentivar o usuário a economizar água. 2.1.3 Programa de Conservação de Água - Pró-Água (Unicamp) O Pró-água/Unicamp teve início em maio de 1999, sendo desenvolvido pela Faculdade de Engenharia Civil – FEC, e tem como objetivo geral a implantação de medidas que induza ao uso racional da água nos edifícios localizados na Cidade Universitária Professor Zeferino Vaz, Campinas, inclusive com o trabalho de conscientização dos usuários sobre a importância da conservação desse insumo. O Programa contempla duas fases. A Fase I considera o levantamento cadastral, a detecção e conserto de vazamentos, a implantação de telemedição, a instalação de componentes economizadores e a avaliação do desempenho pelos usuários. Já a Fase II contempla a análise de tecnologias economizadoras para usos específicos e implantação de sistema de gestão dos sistemas prediais no campus. (em andamento). Antes do início do PRÓ-ÁGUA/UNICAMP existiam apenas seis hidrômetros no campus, cuja única fonte de leitura era realizada pela concessionária local (SANASA). Após o andamento do Programa ainda como meta está a instalação de hidrômetros eletrônicos, interligados a uma central de medição através de cabos telefônicos. Foram necessárias obras civis para a instalação hidráulica, e para a interligação com a rede telefônica (abertura de valas, passagem dos condutores e depois dos cabos telefônicos, e fechamento das valas nos locais ondeainda não existe rede telefônica ou a rede hidráulica encontra-se distante da rede telefônica). O Sistema de Telemedição constitui-se na principal ferramenta para a avaliação dos resultados das ações deste Programa, já que propicia a leitura e armazenamento dos dados de vazão instantânea e de totalização do volume de água consumido. Foram instalados componentes de acionamento hidromecânico nos lavatórios e mictórios, baseados nos seguintes aspectos: dispensa fonte energética para o seu funcionamento; custo relativamente baixo, se comparado, por exemplo, com os componentes eletrônicos; e são necessárias pequenas intervenções para a sua instalação. Foram utilizados, 10 em ambos os casos, os valores de vazão e de tempo de acionamento recomendados pela normalização brasileira. Após as etapas de 1 a 4 da Fase I, foi aplicado um questionário para a avaliação do desempenho das torneiras economizadoras pela população fixa dos edifícios do campus, sendo delineado pelos seguintes tópicos: Caracterização dos usuários; Descrição das atividades, freqüência de uso e tempo de acionamento das torneiras de lavatório; Opinião sobre o desempenho das válvulas de mictórios e das torneiras de lavatório economizadoras com relação às convencionais. A Fase II encontra-se em andamento e consiste em duas etapas: análise de tecnologias economizadoras para usos específicos e implantação de sistema de gestão dos sistemas prediais no campus. Na segunda etapa, ainda não está sendo atualizado o banco de dados eletrônico com os serviços de manutenção realizados pelo Escritório Técnico de Construção (ESTEC). Em paralelo, o processo de tramitação das solicitações de serviços ao ESTEC, o qual envolve a solicitação propriamente dita, a execução do serviço e o arquivamento do pedido são lentos. De acordo com a experiência do programa para atendimento de uma solicitação de troca de reparo de válvula de descarga, pode levar até dois meses entre a solicitação e o arquivamento do ofício. Um procedimento adotado pela equipe do PRÓ-ÁGUA UNICAMP durante as varreduras e que poderia ser tomado como referência pelo ÁGUAPURA, é a utilização da caneta hidrossolúvel nos vasos sanitários para a detecção de vazamentos conforme Figura 2.1. 11 1o passo: Secar o interior da bacia sanitária com papel higiênico 2o passo: Passar a caneta hidrográfica solúvel em água no interior da bacia 3o passo: Fazer a detecção visual dos vazamentos Cabe ressaltar que o teste deve ser realizado pelo menos meia hora após a utilização da bacia sanitária devido a reposição do fecho hídrico. Figura 2.1 - Teste de detecção de vazamentos em bacias sanitárias A universidade conta com o apoio de 58,8% das Unidades com a equipe de manutenção própria; 38,8% das Unidades contam com a manutenção do ESTEC e 7,5% das Unidades terceirizam a manutenção. A somatória das porcentagens ultrapassa 100% porque algumas Unidades, além de contarem com o ESTEC, também terceirizam determinadas atividades. O Programa pretende designar um "Gestor dos Sistemas Prediais" por Unidade ou por prédio, cuja função será a detecção dos vazamentos nos pontos de consumo e encaminhamento da ordem de serviço (O.S.) via internet. Uma forma de reduzir os vazamentos consiste na realização de manutenção preventiva. A importância desta manutenção pode ser justificada no comportamento do desempenho dos componentes dos edifícios sem manutenção (FIGURA 2.2), onde a primeira curva decai rapidamente e a segunda situação onde a deterioração do edifício é mais lenta, indicando o limite mínimo de desempenho (D’HAVE apud LICHTENSTEIN, 1985, apud PEDROSO, 2002). pode perm interv Figura Entretanto e ser prolong Figura Observa-s manecendo u venções. É 2.2 – Desem Fon o, caso ocor gada, altera 2.3 – Desem Fon se na Figu uma perda inevitável mpenho dos e nte: LISCHTE rram as man ando a curva mpenho dos e nte: LISCHTE ura 2.3 qu residual, en que o edifí edifícios ao lo ENSTEIN (19 nutenções p a de deterior edifícios ao lo ENSTEIN (19 ue não é ntretanto há cio apresen ongo do tem 985) apud PED eriódicas no ração do me ongo do tem 985) apud PED possível v á uma eleva nte um dia u mpo, sem man DROSO (2002 os edifícios esmo. (FIGU mpo, com man DROSO (2002 voltar ao ação no des um desemp nutenção per 2) s, a vida útil URA 2.3). nutenção per 2) desempenh sempenho a enho insati 12 riódica l do mesmo riódica o original, a partir das sfatório em 2 o , s m 13 conseqüência da deterioração natural dos materiais e componentes, no entanto, com a implementação de manutenção periódica, essa data será postergada (PEDROSO, 2002). 2.1.4 Outros Trabalhos e Programas Nacionais Outros trabalhos e campanhas foram desenvolvidos no país nos âmbitos estadual e municipal, nos setores públicos e privados, com vistas ao combate ao desperdício de água. • No Estado do Tocantins o tema foi tratado pelo Centro de Referência do Movimento de Cidadania pelas Águas; • Em maio de 2001, o Governo do Estado de São Paulo lançou o Programa Estadual de Uso Racional da Água, cujo objetivo é reduzir em 20% o consumo de água em órgãos públicos, como secretarias, escolas, hospitais, etc. • Na Bahia, a concessionária EMBASA (Empresa Baiana de Águas e Saneamento S/A) responsável pelo fornecimento de água para o Estado, não possui um programa específico de combate ao desperdício da água, porém orienta os consumidores quanto ao seu uso racional através da mídia, mesmo que de forma tímida. • No município de Benevides no Estado do Pará foi desenvolvido o projeto “Preservação de Água” por meio da Universidade do Estado do Pará, através do Programa “UEPA na Praça”, com o objetivo de disseminar na população local a restauração dos hábitos ambientais vinculados à qualidade e quantidade de água, tendo-se como abordagem o dueto problemático desperdício-poluição (BEZERRA ET AL, 2001). O Programa de Uso Racional da Água na Universidade da Bahia será detalhado no Capítulo 3. 14 2.2 PROMOÇÃO DO USO RACIONAL DA ÁGUA 2.2.1 Tecnologias para a Promoção do Uso Racional da Água em Sistemas Prediais Atualmente, vem crescendo no Brasil a adoção de aparelhos economizadores de água. É visível a sua utilização em shopping centers, hotéis, aeroportos, teatros, cinemas, escolas, e outros. (PROSAB, 2006). De acordo com os conceitos utilizados pelos autores Gonçalves, Ioshimoto e Oliveira (1999), serão abordados a seguir três tipos de tecnologias poupadoras de água nos sistemas prediais disponíveis no momento mundialmente: de processo (produz alterações nos sistemas prediais hidráulicos); de produto (aplicável a qualquer ponto do sistema predial hidráulico, sem que seja obrigatória modificação) e de instrumentação (tecnologia de medição, monitoramento e gerenciamento do uso da água). Com relação à tecnologia de processo, órgãos governamentais, institutos de pesquisas e indústrias da construção civil, têm-se obtido novos processos, produtos e componentes de sistemas hidráulicos prediais, destinados à racionalização do uso da água. Nos EUA existe um sistema bastante utilizado desde 1973, o de descargas a vácuo, cujos benefícios proporcionam redução de água/volume de esgoto, redução de água/cargas mensais de esgoto e redução dos custos das tubulações de água (menores diâmetros). (GONÇALVES et al., 1999). No Brasil, esse sistema está crescendo e está sendo observado principalmente em edifícioscomerciais, shopping centers, hotéis e outros. O seu consumo de água gira em torno de 1,5 litros por descarga, cuja função é apenas a lavagem da superfície interna e do poço da bacia. (PROSAB, 2006). Já existem diversos outros sistemas e dispositivos nesse sentido, como a bacia sanitária com membrana reticulada e sistema de sifão central para rede de esgotos. Esta bacia tem como finalidade produzir um fluxo mais intenso, aumentando a velocidade do esgoto na tubulação, evitando-se a sedimentação de sólidos. Quanto ao tipo de sifão central possui a capacidade para aproximadamente 20 litros de esgoto sanitário. Quando são ejetados volumes extras, ocorre o efeito de sifonamento, expurgando o esgoto armazenado para a rede pública, realizando uma auto-limpeza na tubulação de esgoto predial. Quanto a falhas que podem ocorrer relacionadas às tecnologias de processo, têm-se os vazamentos no sistema hidráulico predial. Normalmente as causas dos vazamentos estão 15 relacionadas a problemas ocorridos nos equipamentos hidráulicos, peças, aparelhos, etc., dentre esses, os mais comuns são: • Vazamentos em caixas ou válvulas de descarga: a depender da magnitude do vazamento nos dispositivos que alimentam as bacias sanitárias, o mesmo pode ser considerado invisível pelo usuário; • Vazamentos nas válvulas de admissão de caixa de descarga e reservatório: pode em determinado momento atingir o extravasor. No caso da caixa de descarga, geralmente, está conectado à bacia e, em reservatório domiciliares, junto ao piso do box ou mesmo sobre o telhado. Desse modo, o vazamento pode ocorrer durante um grande período antes que seja detectado, proporcionando um aumento no consumo de água. Os vazamentos visíveis em reservatórios podem ocorrer devido a torneira de bóia desregulada ou danificada – a água é perdida pelo extravasor; conexões danificadas - provocando vazamento junto às paredes fundo dos reservatórios; registro com fechamento inadequado – geralmente utilizam–se registro de gaveta para as saídas de águas e estes podem estar com problemas de vedação e permitir a passagem da água, por exemplo, em uma tubulação de limpeza, que por sua vez pode escoar através do sistema de águas pluviais, retardando a detecção do vazamento. • Vazamento em tubulação de sistemas hidráulicos: ocorrem em junção, ou até mesmo em fissuras ao longo das próprias tubulações. Recomenda-se que, nas construções em geral, realize-se o teste de estanqueidade através da pressurização da rede; • Vazamento em torneiras: podem variar em função do tipo de vazamento como o gotejamento ou escoamento em filete, tipo da bica da torneira, rugosidade de suas paredes e também da pressão hidráulica. Para facilitar a estimativa da perda de água provocada a esse tipo de vazamento, utilizam-se os valores médios de perda diária de água como apresentado na Tabela 2.2. 16 Tabela 2.2 – Valores médios de perda diária de água em função de vazamentos em torneiras Vazamento Freqüência (gotas/min) Perda diária (l) Gotejamento lento Até 40 gotas / min 8 Gotejamento médio 40 < nº gotas/min ≤ 80 8 a 15 Gotejamento rápido 80 < nº gotas/ min ≤ 120 15 a 24 Gotejamento muito rápido Impossível de contar >44 Filete φ ≈ 2 m m Escoamento contínuo >137 Filete φ ≈ 4 m m Escoamento contínuo >441 Fonte: DTA nº B3 – PNCDA, 1999. Com o objetivo de detectar vazamentos Gonçalves & Oliveira (1998) desenvolveram metodologia para a detecção de vazamentos não visíveis: teste do hidrômetro - utilizado em alimentador predial; teste da sucção – utilizado em alimentador predial, quando da dificuldade de acesso ao reservatório; teste de reservatório – utilizado para a verificação de infiltração no reservatório; teste de corante – utilizado em bacias sanitárias e geofonia eletrônica, haste de escuta e correlação de ruídos para a detecção de vazamento em sistema hidráulico. Com relação à tecnologia de produtos, hoje são produzidos bacias VDR (bacias de descarga de valor reduzido) para serem utilizadas em conjunto com caixas de descarga com volume reduzido (6 litros), fixada na parede. Nos EUA, os valores estão em torno de 6 a 9 litros e na Europa, em torno de 3 a 9 litros. Flushmate, microflush, bacia acoplada com alimentação lateral e com caixa acoplada dual são outros exemplos dessa tecnologia de produto. O flushmate trata-se de uma bacia com caixa acoplada e cujo reservatório possui uma câmara que utiliza a própria pressão da água para controlar seu volume de água da descarga. O microflush foi desenvolvido, principalmente, para instalações comerciais e públicas possuindo a capacidade de reduzir, segundo o catálogo da fabricante em até 90% do consumo de água se comparado aos sistemas convencionais. Em uso doméstico, este índice fica em torno de 40 %. A bacia com caixa acoplada e alimentação lateral é largamente usada no Japão, em banheiros públicos. Na caixa de descarga é aplicado um sistema de reutilização da água, para a lavagem das mãos. A bacia com caixa acoplada dual foi projetada de modo a permitir ao usuário a possibilidade de escolha entre dois volumes de água de descarga, um 17 maior, igual ao volume útil da caixa, e outro menor, igual a 50% deste volume, que pode ser utilizado quando houver na bacia somente dejetos líquidos. Na Austrália diante da grande preocupação com o consumo de água, principalmente, nos banheiros, foram projetados sanitários com duas descargas como alternativa de redução do consumo de água, ou seja, 6 e 3 litros a depender do tipo do uso do aparelho. Para a descarga cheia removem-se os sólidos e papel, e a vazão reduzida remove-se a urina (CAROMA, 2000). O ciclo de vida desse design, segundo o fabricante, foi estudado e estima- se aproximadamente em 30 anos. Os sistemas com dupla descarga têm sido projetados com materiais de baixo impacto ambiental de plásticos inertes ou porcelana vítrea. Os plásticos são recicláveis e a porcelana vítrea possui várias aplicações de uso. O processo de manufatura é continuamente avaliado quanto a eficiência de energia e consumo de água e geração de resíduos (Sólido, Liquido e Gás). Esta avaliação tem sido aumentada através da introdução da ISO 14001, implantada como sistema de gestão ambiental em setores de plástico da companhia. As torneiras de lavatórios e cozinhas permitem a utilização de pequenos artefatos adaptados às torneiras, tendo como finalidade uma melhor distribuição do jato de água, regulando a vazão e reduzindo a pressão, principalmente em locais destinados a lavagens com manuseio das peças, a exemplo de cozinhas e lavabos. Desse modo, permitem um melhor controle de vazão e uma melhor distribuição de água. Para controlar a dispersão do jato e reduzir a vazão, existem dispositivos desenvolvidos com essa finalidade, como a seguir: • Arejador: dispositivo fixado na saída da torneira, que reduz a seção da passagem da água, reduzindo a vazão. Os arejadores diminuem cerca de 50% o jato das torneiras. Segundo a NBR 10.281/01 a vazão mínima recomendada é de 0,05 l/s para torneiras com arejador (PROSAB, 2006); • Pulverizador: dispositivo fixado na saída da torneira, transformando o jato de água em um feixe de pequenos jatos semelhante a um chuveirinho. Os pulverizadores reduzem a vazão para valores entre 0,06 l/s a 0,12 l/s, podendo chegar até a 0,03 l/s; • Atomizador: geralmente utilizado em edifícios públicos e comerciais, o atomizador fornece uma vazão da ordem de 0,01 l/s com pressão de alimentação de 350 kPa; 18 • Prolongador: aproxima e direciona o jato ao objeto a ser lavado; • Torneiras acionadas por sensor infravermelho: funciona com um conjunto de emissore receptor. Segundo o PROSAB (2006), não existe norma brasileira para esse tipo de aparelho; • Torneiras com tempo de fluxo determinado: dotado de um dispositivo mecânico que, uma vez acionado, libera o fluxo de água, fechando-se automaticamente após um tempo determinado. De acordo com a NBR 13.713/96, em revisão, a vazão mínima de funcionamento poderá variar entre 0,04 a 0,10 l/s para torneiras de lavatórios, e tempo de fechamento entre 5 a 10 s (PROSAB, 2006); • Mictórios: mesmo sendo utilizados em usos restritos (áreas de lazer, edifícios comerciais, de escritórios, públicos, etc.) podem ser responsáveis por uma significativa parcela de água desperdiçada. Os mictórios podem ser divididos em dois grupos: individuais e coletivos, um fabricado em louça sanitária, com pedestal ou suspenso, e o segundo feito em chapa. Os sensores infravermelhos são também utilizados para o acionamento automático da descarga, que é acionada quando o usuário deixa seu campo de ação. Foi lançado (BATIMAT-95) um mictório que aciona a descarga automaticamente de 15 a 20 segundos após a sua utilização, através de um sensor que capta a acidez da urina no sifão. Há ainda a tecnologia dos mictórios sem água que está em franca expansão na Europa e América do Norte e ainda não disponível comercialmente no Brasil, funcionando utilizando um selo hídrico, como uma barreira, composto por uma substância oleosa (PROSAB, 2006). Segundo Schmidt (2004), em um estudo de caso aplicando-o em sanitários de alunos e professores, conclui-se que “a eliminação da água do processo não afetou negativamente o desempenho do ambiente sanitário”; • Chuveiros: dispositivo limitador de vazão, instalado a montante do chuveiro, que, a partir de certa pressão, estrangula progressivamente a seção da passagem de água, de modo a limitar a vazão a valores de 0,13 a 0,23 litros por segundos (PROSAB, 2006). Com relação à tecnologia de instrumentação, a utilização dos recursos oferecidos pela instrumentação pode ser muito útil para definir com maior precisão o impacto obtido pelo uso 19 de aparelhos de reduzido consumo de água. Com a instrumentação é possível a avaliação tanto do comportamento do usuário com relação ao ambiente sanitário, quanto do desempenho cotidiano das louças e metais sanitários desenvolvidos para operarem com volumes reduzidos de água (GONÇALVES et al., 1999). Podem ser empregados medidores de nível aplicados no interior da caixa de descarga ou mesmo um microswitch instalado no sistema de acionamento da descarga, como, por exemplo, um equipamento utilizado em larga escala, o datalogger, capaz de registrar o tempo de ocorrência de determinado evento, bem como os valores de variáveis associadas a esse evento, no mesmo instante. Os dados recebidos pelo datalogger podem ser transferidos para um microcomputador para posterior processamento. Nesse sentido, a instrumentação dos sistemas prediais de água fria possibilita a obtenção de diversos dados relativos à pressão, vazão, temperatura, velocidade, dentre outros, do escoamento. A aquisição efetiva de tais dados pode ser concretizada através do gerenciamento de sistemas de instrumentação e automação. Estes são compostos por unidades gerenciadoras, diversas delas remotas, e sensores, condicionadores de sinais, placas de aquisição de dados e de interface, um programa (software) de monitoramento, microcomputador, dentre outros equipamentos. A tipologia de sensores disponíveis no mercado é extensa, como os transdutores de pressão, hidrômetros, termopares, etc. PNCDA (2001) monitorou o consumo diário de água de vinte apartamentos, através da instalação de sensores de fluxo, de pressão e de temperatura e, ainda, de hidrômetros instrumentados nos pontos de utilização. Os sensores foram conectados a um equipamento de aquisição de dados, o qual registrava os eventos em um disquete para posterior análise. PNCDA (2001) monitorou também o consumo de água em dois edifícios de apartamentos instalando sensores de presença nos aparelhos sanitários, sensores de fluxo com a função de medir a vazão, e hidrômetros instrumentados, conectados a um registrador – armazenador de dados. (ALMEIDA, 2007) aplicou um questionário em 379 residências para compreender o comportamento das pessoas, usos e costumes relativo ao consumo residencial água. Verificou-se que o consumo está diretamente relacionado com a renda familiar e com o número de moradores. Na etapa seguinte, cinco das 379 famílias inquiridas participaram na identificação da metodologia para caracterização qualitativa e quantitativa dos efluentes nos equipamentos hidrosanitários investigados: pia, lavatório, chuveiro, tanque ou máquina de 20 lavar e descarga. Seu objetivo foi subsidiar proposições de alternativas de instalações sanitárias que possibilitem a minimização do uso, tratamento e reúso das águas servidas na edificação. O comportamento do usuário pode ser avaliado através da definição dos intervalos de tempo entre descarga e duração das mesmas, para cada aparelho sanitário. A averiguação da taxa de chegada do usuário no ambiente sanitário também é possível de ser estabelecida. Esse conjunto de dados, uma vez coletados, torna aplicáveis os métodos probabilísticos e a teoria das filas para a obtenção da vazão de projeto. 2.2.2 Avaliação dos Avanços das Tecnologias Disponíveis Para o PNCDA (1999) a incorporação de avanços tecnológicos de processo deve considerar: a procedência dos mesmos - país com domínio tecnológico efetivo do processo; o nível tecnológico - complexidade e inovação tecnológica do processo; o impacto cultural - influência nos hábitos dos usuários; a dificuldade de implantação - referente ao grau de dificuldade de elaboração do projeto e da instalação do sistema; a dificuldade de operação - dificuldade na operação pelos usuários; a dificuldade de manutenção - necessidade de manutenção periódica com mão-de-obra especializada; a atuação - parâmetros atuantes, como medidas de redução do volume consumido (vazão, tempo de utilização e reuso da água); o grau de influência sobre o sistema predial hidráulico - necessidade de alterações do sistema hidráulico para adequação ao processo aplicado; o grau de influência sobre os demais sistemas prediais: necessidade de acréscimo e utilização de outros sistemas prediais; e o consumo médio - valores obtidos em pesquisas. A avaliação das tecnologias de processo, feito pelo documento técnico – DTA F1 do PNCDA, não contempla o Brasil por não possuir nenhuma contribuição em sistemas à vácuo, como no caso dos EUA e Europa, ou ao sistema Gustavsberg, da Suécia. O Brasil entra na avaliação das tecnologias de produto com a utilização de bacias sanitárias, torneiras e mictórios, já inseridos comercialmente no mercado brasileiro, mesmo de forma ainda tímida. No Anexo A, mostram os resultados dessa pesquisa realizada pelo PNCDA. O PNCDA elaborou um documento que avalia as tecnologias de processos e propôs linhas de ação, a curto e médio prazo, para alguns desses processos e produtos, conforme mostra a Tabela 2.3, a seguir. 21 Tabela 2.3 - Processos e produtos com possibilidades de aplicação – Edifícios Privados e Públicos Processo Produto Edifícios a construir Edifícios existentes Bacia VDR de 3 a 3,5 l/descarga (sistema Gustavberg) Recomendável Não recomendável no momento Bacia VDR (6 l/descarga) Recomendável Recomendável Bacia VDR com lavabo * Recomendável Não recomendável s/ estudo prévio Torneiras com dispositivos controladores de jato Recomendável Recomendável Torneiras de fluxo determinado * Recomendável Recomendável Mictóriosc/ válvulas de fluxo determinado Recomendável Recomendável * Itens recomendados para sanitários públicos Fonte: DTA F1 / PNCDA, 1999. 22 2.3 PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA A GESTÃO DO CONSUMO DE ÁGUA/ENERGIA EM EDIFICAÇÕES O requisito básico para a gestão do consumo de água, de uma edificação, seja pública ou privada, é o conhecimento do mesmo. Na Figura 2.4, Kiperstok (2008) esquematiza uma metodologia de gerenciamento do consumo de água e de energia em edificações e que serão discutidos a seguir. Figura 2.4 – Fluxograma Metodologia de Gestão de Consumo de Água/Energia (KIPERSTOK, 2008) Segundo o autor, o controle do que se é consumido é fortemente influenciado pelo monitoramento da medição, feita a partir das leituras dos hidrômetros, a consciência do usuário e gestor, e a tarifa cobrada pela utilização da água, com o conseqüente acréscimo nos 23 gastos quanto à geração de efluente. Essa cobrança alerta o gestor/usuário quanto aos custos pagos à medida que consome o recurso de forma consciente ou não. Quanto aos usos necessário ou desejado, o primeiro especifica o atendimento às necessidades básicas do usuário, como o usar o chuveiro para higienizações e alimentícios; por outro lado o uso desejado, mas consciente, normalmente representa um consumo maior que o necessário e vem da necessidade de satisfazer necessidades psicológicas ou de outro cunho subjetivo. O desperdício retrata o consumo não necessário para o usuário que está consciente do ato, por exemplo, o usuário que escova seus dentes com a torneira aberta desperdiça água provavelmente sem ter consciência disso. O consumo não desejado pelo usuário também pode ser provocado pelos aparelhos ou instalações. Ele pode ter necessidade de usar um volume de água para lavar as mãos, mas a torneira libera mais do que ele deseja. Ou até mesmo o acionamento da descarga do vaso sanitário com volume de 12 litros, sabendo que apenas foi utilizado para o ato de urinar. A falta de regulagem do equipamento ou até mesmo defeito no mesmo exerce o desperdício da água durante a ação do usuário devido ao aparelho. O desperdício segundo recomendações dos quatro programas citados anteriormente, PURA, PNCDA, PRÓ-ÁGUA e o ÁGUAPURA expõe a troca dos equipamentos sanitários convencionais pelos economizadores. Esse procedimento permite contribuir na redução do consumo da água independente da ação do usuário ou da própria disposição em mudança de comportamento. A variedade da tecnologia de produto comentada no item 2.2, disponível no mercado mostra a tendência do crescente trabalho de combate ao desperdício de água. Com relação às perdas nas instalações, enormes perdas são verificadas pela simples falta de controle do consumo de água da edificação. De acordo com o fluxograma duas razões contribuem com as perdas, a qualidade dos aparelhos e a sua manutenção que independem da ação dos usuários. Aspectos relevantes como a idade das instalações, por exemplo, interferem na freqüência da manutenção. A qualidade ambiental do prédio/aparelhos/instalações se refere às características ou atributos ambientais que o prédio possui. Essas podem ser melhoradas, através de reformas, que permitam um uso mais racional da água. Evidentemente que o momento mais apropriado de se inserir atributos ambientais num prédio é na etapa de projeto, onde podem ser previstas redes segregadas de água e de efluentes que facilitem o reuso da água e aproveitamento de fontes alternativas de menor impacto ambiental. Adequação da edificação quanto ao 24 posicionamento físico para aproveitamento da luminosidade a fim de diminuir o consumo de energia elétrica, ventilação, captação de água de chuva, utilização de água de aqüíferos locais, entre outros reaproveitamentos da água e energia. A implantação de medição setorizada inclui-se neste tipo de medidas. Verifica-se, portanto, que o controle do uso da água em edificações públicas /privadas (escola, hospitais, etc) requer de uma medição constante que proporcione a percepção da evolução do consumo e facilite rapidamente sendo identificada e sanada alguma distorção. A implantação de uma micromedição associada à cobrança por unidade habitada é uma forma de inibir o desperdício do uso de água. A consideração dos quatro aspectos – uso, desperdício, perda na instalação e a qualidade ambiental, permitem apontar e organizar a implementação de ações para a promoção de um uso mais racional da água. 25 Capítulo 3 O PROGRAMA DE USO RACIONAL DE ÁGUA DA UFBA - ÁGUAPURA 3.1 OBJETIVOS O principal objetivo do ÁGUAPURA consiste em reduzir o consumo de água nas unidades da UFBA através de ações de minimização das perdas e desperdícios, manutenção e aprimoramento da redução obtida. Além disso, visa difundir em todo o meio da Universidade conceitos sobre o uso racional da água, contribuir para a implantação de Tecnologias Limpas, e difundir entre instituições e pessoas o hábito de consumir água de forma racional (PROJETO ÁGUAPURA, 2006). 3.2 HISTÓRICO O Programa ÁGUAPURA teve seu início no final de 2001, contando apenas com um encanador e um auxiliar, além do coordenador do projeto. A função dessa equipe era somente a manutenção corretiva e cadastramento de todas as unidades da UFBA, inclusive a unidade situada no município de Cruz das Almas, onde funciona a Faculdade de Agronomia. Em 2004, já com mais componentes na equipe, foi elaborado um sistema informatizado, conhecido ÁGUAPURA Via Net no qual se passou a inserir das informações até então adquiridas das unidades da UFBA. Todo o Programa foi reestruturado e revisado para inserir novas ações que não estavam previstas, como a inclusão de representantes das unidades. A criação do sistema ÁGUAPURA Via Net permite que a inserção das leituras dos hidrômetros seja feita por estes. Para tanto, assim que ingressados no projeto os representantes ou voluntários recebem um login e uma senha de uso ao sistema. Em janeiro de 2005, com a participação de voluntários, deu-se início a inserção de dados coletados dos hidrômetros e lançados no ÁGUAPURA Via Net. A partir de maio de 2005, com a incorporação de novo coordenador das atividades de campo iniciam-se ações de manutenção preventiva através de varreduras nas instalações prediais. 26 Atualmente, o ecotime do ÁGUAPURA conta com um técnico em edificações, que coordena a equipe de varredura (dois encanadores e dois auxiliares), voluntários das unidades, bolsistas (análise de sistema, engenharia sanitária, e demais cursos). 3.3 METODOLOGIA UTILIZADA PELO PROGRAMA ÁGUAPURA A metodologia utilizada pelo Programa ÁGUAPURA inclui cinco atividades: Levantamento do sistema hidráulico predial; Monitoramento e análise do consumo de água das unidades; Detecção e correção de vazamentos visíveis e não visíveis; Levantamento dos procedimentos dos usuários; e Utilização de tecnologias de processo e produto para racionalização do consumo (substituição de componentes convencionais por economizadores de água). 3.3.1 Levantamento do Sistema Hidráulico Predial O levantamento do sistema hidráulico predial consiste no cadastro dos componentes do sistema de abastecimento e número do medidor; localização e cadastro da quantidade e capacidade dos reservatórios; verificação das condições de operação da torneira bóia e o local de deságüe do extravasor e da tubulação de limpeza do reservatório; cadastro dos pontos de utilização do sistema, suas características e condições de operação, armazenando as informações em banco de dados (DOURADO e KIPERSTOK, 2006), localização, cadastramentoe quantificação de todos os sanitários femininos e masculinos, torneiras, chuveiros, destiladores e outros equipamentos que consomem água. 27 ____________________ (1) Disponível em www.teclim.ufba.br/aguapura 3.3.2 Monitoramento e Análise do Consumo de Água das Unidades Nesta etapa os membros participantes do projeto em cada unidade fazem as leituras dos hidrômetros e as inserem no Sistema ÁGUAPURA Via Net, onde ocorre o processamento inicial dos dados com a formação de gráficos, obtenção do consumo médio, entre outras informações. O Sistema ÁGUAPURA Via Net1 foi desenvolvido com o intuito de ser uma ferramenta para o monitoramento do consumo de água das unidades. Na Figura 3.1, é apresentada a página principal deste sistema uma visão global do consumo diário (D) e mensal (M) das unidades da universidade, resultado das leituras realizadas. Figura 3.1 – Sistema de monitoramento do consumo de água das unidades. O boneco vermelho ao lado do nome da unidade sinaliza a falta de participação da mesma nos 2 últimos meses; uma seta verde/vermelha demonstra a redução ou aumento do consumo, com relação ao mês anterior. Dessa forma é possível visualizar qual o consumo das unidades e sua participação no programa. Para monitorar cada unidade a página apresenta em dois gráficos o consumo diário e mensal (FIGURAS 3.2 e 3.3). As barras em azul representam as leituras em dias úteis, e as laranjas refletem o consumo nos finais de semana. Nas datas em que há justificativa no sistema sobre o consumo as barras ficam sendo representadas em amarelo. 28 É possível identificar a normalização do seu consumo, representado, por exemplo, em forma de “ondas”. Nesse perfil observam-se os picos de maior e menor consumo durante a semana. Figura 3.2 – Média diária das 30 últimas leituras em m3/dia de uma unidade de ensino Figura 3.3 – Médias mensais dos 24 últimos meses em m³/dia de uma unidade de ensino. Ainda nesta página há campos para a inserção de informações, tais como: divulgue o seu consumo; verifique as leituras; localize seu hidrômetro; observações; intervenções feitas; faturas da concessionária de água e esgoto; e informações de recalque. No cabeçalho da 29 página de cada unidade estão as informações referentes à unidade, identificação do responsável e contato. 3.3.3 Detecção e Correção de Vazamentos Visíveis e Não Visíveis As varreduras realizadas nos prédios utilizam testes expeditos, descritos em Oliveira e Gonçalves (1999), tais como o teste do hidrômetro, teste do reservatório, entre outros, as equipes de campo do projeto detectam e consertam vazamentos visíveis. Estas, até o momento, são efetuadas através da simples observação visual e de evidências como variação de vazões diárias. O ÁGUAPURA utiliza também o geofone instrumento que possibilitará a localização de vazamentos não visíveis. Segundo Oliveira e Gonçalves (1999), a correção de vazamentos deve ser feita antes da substituição de componentes convencionais por economizadores de água, evitando resultados distorcidos, mascarados pela troca dos novos equipamentos. Oliveira (2000) citado por Silva (2004) afirma que a parcela de perda por vazamento é a mais significativa em potencial de redução do consumo de água do sistema. Depois de detectados os problemas, as equipes de varredura corrigem-nas, trocando conexões defeituosas, trechos de tubulação, ou realizando reparos em torneiras ou válvulas de descarga. Uma das ferramentas de gerenciamento das manutenções realizadas nas unidades é o mapa de produtividade da equipe de campo, que se encontra disponível na página do sistema ÁGUAPURA Via Net. A equipe de varredura mantém atualizada a página com informações de quantas varreduras foram realizadas no mês e quantas intervenções de substituição de peças e materiais foram necessárias. Através do Sistema Via Net verifica-se que o aumento não esperado do consumo de água na unidade nem sempre esse fato provém de um vazamento. Em unidades como o Centro de Convivência a realização de encontros estudantis, congressos, seminários e outros eventos do gênero, provoca um elevado consumo de água sendo facilmente identificado em picos nos histogramas disponíveis no sistema ÁGUAPURA Via Net (FIGURA 3.4). Nessa figura é possível perceber, entre os dias 11/07 e 26/07/08, um considerável incremento no consumo de água no Centro de Convivência durante a realização de um evento. 30 Figura 3.4 – Histograma de consumo do Centro de Convivência – Evento estudantil (acampamento) 31 3.3.4 Levantamento dos Hábitos dos Usuários Esta etapa vem sendo realizada através de estudos de caso, elaborados por estudantes de graduação em algumas unidades através de aplicação de questionários e observação visual. Seu objetivo é determinar o consumo do prédio, além de avaliar o comportamento e o grau de satisfação do usuário. Segundo os autores OLIVEIRA e GONÇALVES (1999), é uma atividade que deve ser realizada com a maior discrição possível para evitar mudança de comportamento dos usuários e, mascarando as informações a serem repassadas ao profissional responsável pela campanha educativa. 3.3.5 Utilização de Tecnologias de Processo e Produto para Racionalização do Consumo Conforme anteriormente citado, as tecnologias voltadas para racionalização do consumo de água são divididas por Oliveira, Gonçalves e Ioshimoto (1999) em: Tecnologias de Produto e Tecnologias de Processo. Segundo os autores, as Tecnologias de Processo são aquelas que causam alterações no próprio ou em outros sistemas prediais. Já as Tecnologias de Produto são aquelas aplicáveis nos pontos de utilização do sistema, ou seja, os equipamentos economizadores de água. O ÁGUAPURA vem executando desde o início das leituras, em 2005, tanto ações voltadas para modificações nos sistemas prediais (tecnologias de processo) como ações no ponto de utilização do sistema (tecnologias de produto). Como exemplos de tecnologias de processo têm-se a instalação de reservatórios inferiores temporários, em substituição aos pré-existentes com vazamentos, alteração de sistemas prediais de abastecimento indireto para direto, eliminando a passagem pelo reservatório inferior, e orientação a algumas unidades quanto a instalação de sistemas de recirculação de água em destiladores. Como exemplo de aplicação das tecnologias de produto tem-se a instalação de equipamentos redutores de consumo onde já foram instaladas em 22 unidades, 147 bacias sanitárias para volume de descarga reduzido – VDR do total de 890 bacias existentes na universidade. Além das 179 torneiras de fechamento hidromecânico das 760 torneiras 32 existentes (comuns e automáticas), substituição de torneiras bóia, correção de vazamento nos pontos de consumo, e implantação de restritores de vazão nas torneiras. As torneiras de funcionamento hidromecânico fornecem vazões menores que as convencionais alcançando até no mínimo uma vazão de 0,05 litros/segundo, de acordo com a NBR 13713/1999. Além disso, pode-se controlar o tempo de uso nas lavagens (no máximo de 15 segundos, segundo a NBR 13713/1999), reduzindo o consumo cerca de 1 litro por uso, considerando 2 ciclos por lavagem - sendo um para molhar as mãos e outro para o enxágüe, sendo o suficiente para tal procedimento. Foram instalados nas novas torneiras de fechamento hidromecânico, restritores de vazão confeccionados na própria Escola Politécnica com o material de teflon. 3.4 PRINCIPAIS DIFICULDADES ENCONTRADAS Ao longo dos trabalhos do Programa ÁGUAPURA foram identificadas algumas dificuldades. A UFBApossui três campi (Federação, Ondina e Canela) (FIGURA 3.5) que abrange uma área de cerca de 380.000 m2, com mais de 65 unidades. A equipe de manutenção corretiva, pertencente à Prefeitura do Campus, quando solicitada em casos de emergências com alertas de vazamentos de água, não consegue atender a unidade solicitante de forma satisfatória, eficiente e ágil. A equipe de manutenção preventiva (ÁGUAPURA) passa então, a ser requisitada com mais freqüência, sabendo-se do comprometimento dessa última com o objetivo do Programa no combate ao desperdício de água. Esse procedimento tem desviado o foco principal da equipe de manutenção preventiva, atrapalhando a programação a ser feita, principalmente pelo fato da equipe que não está dimensionada para trabalhar com essa abrangência. 33 Figura 3.5 – Campus Ondina/Canela e Federação da UFBA Fonte: UFBA, 2008 A participação de responsáveis pelas unidades (RPU) no Programa é uma etapa em andamento. A leitura dos hidrômetros feita pelos RPU de forma contínua e de preferência diária é de grande importância para a gestão da demanda de água. Quanto à aquisição de materiais hidráulicos pela prefeitura do Campus, é uma dificuldade ainda não superada, proporcionando lentidão nos consertos, já que as unidades em sua maioria não dispõem de materiais para reposição dos danificados. O estudo de caracterização do consumo de água da UFBA, principal objetivo deste trabalho, é detalhado no Capítulo 4. 34 CAPÍTULO 4 CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA NA UFBA 4.1 INTRODUÇÃO Para o planejamento de programas de racionalização do consumo e gerenciamento da demanda de água, a caracterização da mesma torna-se relevante na priorização de ações. Os indicadores de consumo per capita e por ligação são os mais comuns e de mais imediata visualização entre os prestadores de serviços (SILVA E ROCHA, 1999). Nos capítulos a seguir será discutida uma metodologia para caracterização da demanda de água das unidades baseado nos estudos e análise dos dados de consumo da UFBA e suas unidades, população usuária, equipamentos de consumo especiais, e perdas físicas. 4.2 ANÁLISE DO CONSUMO DE ÁGUA DA UFBA O consumo de água, incluindo o uso, desperdício e perda existente, nos prédios da Universidade Federal da Bahia levou, em 2003, a um pagamento superior a R$ 200.000,00 para a concessionária de abastecimento de água do Estado da Bahia, EMBASA. O pagamento da conta da UFBA é centralizado. Na Figura 4.1 é representada a série histórica mensal do consumo da universidade de 1998 até 2007 obtidos das contas da EMBASA. Os dados dos hospitais universitários da UFBA não foram contemplados, por não fazerem parte da metodologia proposta nesse estudo. Estes representam cerca de 35% do consumo da universidade. Em média, o consumo mensal no período de 1998 a 2000, é foi aproximadamente 26.000 m3 reduzindo-se a 15.000 m3 nos anos de 2006 e 2007, uma redução de 42% no consumo. 5.0 10.0 15.0 20.0 25.0 30.0 35.0 40.0 C on su m o de á gu a (m 3/ m ês ) da U - 000 000 000 000 000 000 000 000 J a n M a r M a i Ju l S e t N o v 1998 Figura 4.1 – Encontra UFBA separa Média N o v J a n M a r M a i Ju l S e t N o v J a n M a r 1999 – Série histór am-se repre adas por ano 26 mil m3/m M a r M a i Ju l S e t N o v J a n M a r M a i 2000 2001 Consumo Men ica do consu sentadas gr o. mês Início Ju l S e t N o v J a n M a r M a i Ju l S e t 1 2002 nsal de Água (m3) n Mê umo mensal d raficamente do ÁGUAPURA N o v J a n M a r M a i Ju l S e t N o v J a n 2003 na universidade Mês/ano de água (m3) na Figura 4 A M a r M a i Ju l S e t N o v J a n M a r M a i 2004 20 na universid 4.2 a seguir Iníci Mud man Greve estudantil M a Ju l S e t N o v J a n M a r M a i Ju l S e t 005 2006 dade (UFBA r os consum o do ÁGUAPUR dança da equipe nutenção Méd m 35 S e t N o v J a n M a r M a i Ju l S e t N o v 2007 A, 2007) mos mensais RA via net e de dia 15 mil m3/mês 5 s 366 mens Gest recur Resta outro cobe de in esqu cobe eleva predi além estru anos const estud Alguns fa sal da UFB ão (2000), rsos destina aurante Un os serviços rtura, espel nformática; adrias e v rturas; recu adores e re ial. Em 2001, m da constru utura da uni de 2000 e 2 trução de no Em 2004, dantil em tem Figura 4.2 – atos relevan BA até ante o ano de 2 ados às ativ niversitário; de: recuper lho d’água, reforma d vidros; recu uperação da ecuperação a continua ução do Ce iversidade 2001, que s ovos prédio , segundo mpos recen – Histórico m ntes podem es do início 2000 foi um idades que recuperaçã ração dos si calhas e ru de subestaç uperação d as instalaçõ de revestim ação das me entro de C (Relatório somente a p os a UFBA a o Relatório ntes, ocasion mensal do co ser destaca o do Progra m ano atípi estavam so ão de dema istemas de ufos; recupe ções elétric de estrutur ões hidross mentos, pa elhorias das onvivência de Gestão artir das ref apresentou o de Gestã nando, porta onsumo de ág ados para j ama ÁGUA co à Prefei ob seu encar ais unidade impermeab eração das i cas e entra as em con sanitárias; r avimentaçõe salas de au foram os 2001). Con formas reali uma queda ão (2004), anto, uma re gua da UFBA justificar a APURA. Se itura do Ca rgo. Foram es de ensino ilização de instalações adas de ene ncreto arm recuperação es, esquadri ulas e instal destaques nclui-se com izadas, melh no consum foi o ano edução cons A (m3) variação d egundo o R ampus pelo incluídas r o e admini reservatóri elétricas, te ergia; recup mado; recup o e modern ias internas lações de la na melhori m as obser horias dos a mo geral de á da mais lo siderável do 37 do consumo Relatório de volume de reformas do istrativos, e os, lajes de elefônicas e peração de peração de nização dos s e pintura aboratórios, ia da infra- rvações dos ambientes e água. onga greve o consumo. 7 o e e o e e e e e s a , - s e e qued UFB consi pós-g profe Nenhum a da de 2005 p BA. O resultad iderado o c graduação essores (car acontecimen para 2007 se do da redu crescimento (especializa rga horária d Fi Fonte nto extraor e atribui pri ução do co o populacio ação, mest de 20, 40, D igura 4.3 – E : Dados http:/ dinário oco incipalment onsumo de nal ao long trado, dout DE), Figura Estatística da //www.proplad orreu no pe te pelo traba água se to go dos nove orado e re 4.3. população d d.ufba.br/esta ríodo de 20 alho do Prog orna ainda e anos dos esidência m da UFBA tisticas-f.html 005 a 2007 grama nas u mais signialunos de médica), fu l 38 7. Quanto a unidades da ificativa se graduação, uncionários, 8 a a e , , 39 Tipos de Edificações As unidades foram classificadas em unidades de ensino com e sem laboratório, administrativo, hospitais, residências e outros, obedecendo as características funcionais similares, resultando na seguinte classificação (QUADROS 4.1 a 4.6): Quadro 4.1 – Unidades de Ensino com Laboratório que contém equipamentos com maior consumo de água UNIDADE/ORGÃO – A Escola de Medicina Veterinária Escola Politécnica Faculdade de Farmácia Faculdade de Odontologia Hospital de Medicina Veterinária Instituto de Biologia Instituto de Química Instituto de Geociências Faculdade de Medicina / ICS Instituto de Física Faculdade de Nutrição Quadro 4.2 – Unidades de Ensino sem Laboratórios com equipamentos consumidores de água UNIDADE/ORGÃO – B Instituto de Ciência da Inform.-Bibliotec. Escola de Administração Escola de Belas Artes/Gal. Canizares Escola de Dança Escola de Enfermagem Escola de Música Escola de Teatro Faculdade de Arquitetura Faculdade de Economia Faculdade de Comunicação Faculdade de Direito Faculdade de Educação Faculdade de Filosofia Instituto de Saúde Coletiva (ISC) Faculdade de Medicina (Terreiro) Instituto de Letras Instituto de Matemática Pavilhão de Aulas da Federação I 40 Quadro 4.3 – Unidades Administrativas UNIDADE/ORGÃO – C Associação dos Professores Universitários da Bahia (APUB) Editora Universitária Prefeitura do Campus (PCU) / Pavilhão I, II, III, Almoxar e Horto Pesq. Pós Graduação Pró Reitoria Extensão Superint. Administrativa (SAD)/Divisão de Materiais (DIM) Superint. Administrativa (SAD)/Pavilhão VI Secretaria Geral de Cursos Superintendência de Pessoal (SPE)/ Pavilhão VII e VIII Superintendência Acadêmica Quadro 4.4 – Unidades - Hospitalares UNIDADE/ORGÃO – D Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES) Amb. Magalhães Neto Mat. Climério Oliveira Hospital Infantil/CHR Serviço Médico 4 Quadro 4.5 – Unidades – Residências Universitárias UNIDADE/ORGÃO – E Creche Resid.Universitária(1) Resid.Universitária(2) Resid.Universitária(3) Quadro 4.6 – Unidades – Outros UNIDADE/ORGÃO – F Biblioteca Central Centro de Processamento de Dados (CPD) Museu de Arte Sacra Setor de Esportes Nas unidades com laboratórios, o equipamento considerado de maior consumo é o destilador, onde para se obter 1 litro de água destilada se perde até 40 litros de água potável, segundo informação do próprio fabricante QUIMIS com o modelo 341.25, mais usual na universidade. Foi incluída nessa tipologia a unidade de Odontologia por possuir um grande 41 número de equipos (conjunto de acessórios odontológicos - cadeira de dentista) com alto consumo de água nas cuspideiras. Nesta pesquisa foram consideradas apenas as tipologias de ensino com e sem laboratório com alto consumo de água e unidades administrativas. O estudo da População Equivalente da universidade com proposição de uma metodologia de obtenção da população consumidora será discutido na próxima sessão. 4.3 LEVANTAMENTO DOS CONSUMIDORES - POPULAÇÃO EQUIVALENTE O indicador de consumo tradicionalmente utilizado consiste na multiplicação da população de uma unidade pelo consumo bruto por habitante. No caso de unidades consumidoras que apresentam população flutuante (com horário não contínuo), a determinação de um indicador se torna mais complicada. Em unidades universitárias da UFBA, por exemplo, onde não há uma padronização de horários, cada estudante apresenta uma taxa de permanência na universidade variável, que influencia em seu comportamento consumidor de água. O presente trabalho propõe uma metodologia para a obtenção da população consumidora de água nas unidades de ensino e administrativo do âmbito universitário. Bem como classificação de tipologias funcionais dos prédios, com a finalidade de melhorar a representatividade dos indicadores de consumo. Este trabalho foi inspirado na metodologia utilizada por um grupo de alunos de graduação (ALMEIDA et al. 2005) que iniciou o estudo com aplicação na Escola Politécnica da UFBA. 4.3.1 Definição de População Equivalente É definido como População Consumidora Equivalente (PE) o usuário integral que passa 8 horas/dia, durante 5 dias/semana. O objetivo dessa informação é padronizar a população de diferentes unidades consumidora, facilitando a comparação do desempenho em relação ao consumo de água naquelas unidades com a mesma tipologia de consumo. O estudo de população equivalente se inicia pela classificação, primeiramente, dos diferentes tipos de usuários e pelo peso relativo atribuído a cada um. Dessa forma, foram considerados estudantes de graduação, pós-graduação, professores de 20 e 40 horas, técnicos 42 e funcionários, pessoal de cantina e terceirizados (administrativos e vigilantes, por exemplo), conforme mostrado na Tabela 4.1 a seguir. Inclusive, há casos da presença de visitantes e atendimento ao público, como por exemplo, museu e clínicas, onde o número de visitantes bem como o tempo de permanência no local foi obtido a partir de histórico de entrada e saída adquirido no local. Essa pré-classificação se fez necessária pelo nível de complexidade de horários e turnos que cada componente apresenta, sendo necessária uma análise segmentada dos usuários. Para um melhor entendimento de como foram atribuídos os pesos de cada usuário, mostra-se mais adiante a metodologia utilizada para definição dos valores obtidos. Tabela 4.1 – Exemplo para obtenção da População Equivalente de uma unidade Unidade: Medicina - ICS Quantidade Peso Total % Estudantes Graduação 828 0,75 621 66,1 Estudantes Pós‐Graduação 55 0,28 15 1,6 Técnicos Administrativos 30h 28 0,75 21 2,2 Técnicos Administrativos 40h 54 1,00 54 5,7 Portaria / Segurança 5 1,50 7,5 0,8 Limpeza 9 1,00 9 1,0 Terceirizados - 1,00 - 0,0 Professores 40h 74 1,00 74 7,9 Professores 20h 46 0,50 23 2,4 Funcionários da cantina 7 1,00 7 0,7 Outros 4 1,00 4 0,4 Atendimento diário ‐ 3 h/dia 162 0,38 61 6,5 Estágios/pesquisas 85 0,50 43 4,5 Total 939 100,0 Fonte: Números levantados em campo e relatório da SUPAC (Superintendência Acadêmica) A seguir serão apresentados os procedimentos para obtenção da população equivalente dos diferentes tipos de usuários. 4.3.1.1 Estudantes Graduação Para a coleta de informações dos estudantes de graduação, inicialmente, foram reunidos dados sobre o número de alunos matriculados por turma e por turno, em cada faculdade, conforme Figura 4.4. Estes dados foram fornecidos pela Superintendência Acadêmica – SUPAC/UFBA, departamento responsável pela elaboração de relatório de planejamento acadêmico da UFBA. 43 Figura 4.4 - Relatório de Planejamento – Unidade: Administração (exemplo) Fonte: SUPAC/UFBA, 2007. Após adquiridos esses dados, foi realizada outra pesquisa em paralelo, confirmando a realização das aulas nos prédios dos cursos. Por exemplo, o prédio da Escola Politécnica possui sete cursos de engenharia, porém, parte das disciplinas é ministrada em outras unidades, como o Pavilhão de Aulas de Federação – PAF, em Ondina. Dessa forma, reduz-se a carga horária para a Escola Politécnica,bastando apenas a população consumidora permanente e real naquele local. Com essas informações levantadas, fez-se uma distribuição temporal dos alunos ao longo de todas as horas do dia com os dias da semana, conforme pode ser vista na Tabela 4.2. 44 Tabela 4.2 – Exemplo da Distribuição Temporal do Instituto de Biologia Unidade: Biologia 7 às 9 9 às 11 11 às 13 13 às 15 15 às 17 17 às 19 19 às 21 total alunos seg 86 157 52 64 170 - - 529 ter 129 222 201 131 111 28 - 822 qua 90 162 107 52 175 81 - 667 qui 131 133 82 129 124 19 - 618 sex 19 54 47 12 25 - - 157 sáb - - - - - - - - HORAS/DIA 2 2 2 2 2 2 2 Em seguida, as populações de cada faixa de horário (intervalo de 2 em 2 horas) foram normalizadas para uma população equivalente a 8 horas/dia, considerando-se como unidade individual de consumo de água, não mais o número de pessoa, mas o fator pessoa x hora. Dessa forma, considera-se, por exemplo, que dois alunos permanecendo duas horas – fator aluno x hora = 4 – tem o mesmo efeito sobre o consumo que 4 alunos permanecendo 1 hora, ou 1 aluno permanecendo 4 horas. A seguir é mostrado como exemplo o cálculo da população equivalente relativa aos alunos de graduação do Instituto de Biologia da UFBA (TABELA 4.3). Tabela 4.3 – Exemplo da obtenção da População Equivalente dos alunos de graduação do Instituto de Biologia Unidade: Biologia 7 às 9 9 às 11 11 às 13 13 às 15 15 às 17 17 às 19 19 às 21 total alunos PE/dia seg 86 157 52 64 170 - - 529 132 ter 129 222 201 131 111 28 - 822 206 qua 90 162 107 52 175 81 - 667 167 qui 131 133 82 129 124 19 - 618 155 sex 19 54 47 12 25 - - 157 39 sáb - - - - - - - - - HORAS/DIA 2 2 2 2 2 2 2 140 População Equivalente - alunos Depois de obtida a população equivalente dos alunos de graduação, aplica-se um fator de freqüência dos mesmos nas salas de aula. No caso específico da UFBA, foi adotado o peso de 75% de freqüência, que corresponde à freqüência mínima exigida pela universidade por aluno, por disciplina, para não reprovação por falta. Outra opção é o levantamento do fator de 45 freqüência através de pesquisa de campo e entrevista com professores e funcionários dos departamentos. 4.3.1.2 Estudantes Pós-graduação A contagem de estudantes de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) se fez apenas pelo número de alunos matriculados do curso, considerando que os cursos possuem cargas horárias similares e que seu consumo, em relação aos alunos de graduação, é pequena. O mesmo critério adotado para o fator de freqüência dos alunos de graduação pode ser aplicado para essa situação, 75%. Além do fator de freqüência aplica-se para essa situação o fator carga horária de 0,375, equivalendo em média 15 horas semanais. Dessa forma, para os estudantes de pós-graduação ficará com o fator = 0,75 x 0,375 = 0,28. 4.3.1.3 Corpo Docente, Técnicos Administrativos, Terceirizados, Cantina, Visitante e outros Assim como foi aplicado o fator de freqüência para os alunos de graduação e pós- graduação também foi adotado um fator de permanência no local para os demais usuários. Esse fator de permanência está de acordo com a carga horária semanal de trabalho. Os usuários que trabalham 40 horas semanais foram considerados fator igual a 1, para os demais funcionários foi adotado um peso proporcional à carga horária. Na Tabela 4.4 verificam-se os pesos utilizados para a obtenção da população equivalente. 46 Tabela 4.4 – Elementos identificados na universidade para a composição da população equivalente com os respectivos pesos PESO Técnicos Administrativos 20h 0,50 Técnicos Administrativos 24h 0,60 Técnicos Administrativos 30h 0,75 Técnicos Administrativos 40h 1 Portaria / Segurança 1,5 Limpeza 1 Terceirizados 1 Professores 40h 1 Professores 20h 0,5 Professores 14h 0,35 Funcionários da cantina - 8 h/dia 1 Funcionários da cantina - 10 h/dia 1,25 Funcionários da cantina - 12 h/dia 1,5 Funcionários da cantina - 14 h/dia 1,75 Outros 1 Atendimento ao público - 3 h/dia 0,375 Atendimento ao público - 2 h/dia 0,25 Estágios/pesquisas 0,5 Visitante de museu 0,125 Estudantes da Oficina 0,15 4.3.2 Modelo do consumo de água O consumo de água de uma unidade pode ser representado pela seguinte equação: 47 ܥ݊ݏݑ்݉௧ ൌ ܥ݊ݏݑ݉ ܥ݊ݏݑ݉௦௦ ܲ݁ݎ݀ܽݏ ܨíݏ݅ܿܽݏ Eq. 4.1 Entende-se que o consumo populacional (ConsumoPop) é atribuído ao atendimento das necessidades fisiológicas do usuário. Considerando o consumo da população total da unidade podem ser calculados pela composição do consumo dos alunos de graduação (CG), alunos de pós-graduação (CPG), professores (P), funcionários (F), e outros consumidores (O), conforme equação abaixo: ܥ݊ݏݑ݉ ൌ ܥீ ܥீ ܥ ܥி ܥை Eq. 4.2 Sendo que, ܲܧீ ൌ ܶ ൈ ܣ݈ீ ൈ ܨݎ ൈ ܪݏீ 8 ൈ 5 ଵ ୀଵ Eq. 4.3 ܲܧீ ൌ ܶ ൈ ܣ݈ீ ൈ ܨݎ ൈ ܪݏீ 8 ൈ 5 ଵ ୀଵ Eq. 4.4 ܲܧ ൌ ܲݎ ൈ ܨݎ ൈ ܥܪ 8 ൈ 5 ଵ ୀଵ Eq. 4.5 ܲܧி ൌ ܨܿ ൈ ܨݎ ൈ ܥܪ 8 ൈ 5 ଵ ୀଵ Eq. 4.6 ܲܧை ൌ ܱݐ ൈ ܨݎ ൈ ܶ 8 ൈ 5 ଵ ୀଵ Eq. 4.7 ܲܧ் ൌ ܲܧீ ܲܧீ ܲܧ ܲܧி ܲܧை Eq. 4.8 onde, PEG representa a população equivalente dos alunos de graduação, PEPG os alunos de pós-graduação, PEP professores, PEF funcionários, e PEO outros consumidores (vigilantes/porteiros, pessoal da cantina, etc). Ainda, n é índice relativo à turma, Tn é o número de turmas n, Hsn são as horas-aula semanais, AlGn corresponde ao número de alunos 48 de graduação matriculados por turma, e conseqüentemente, AlPG, Pr, Fc, Ot, correspondem a quantidade de cada público. A freqüência da população é dada em Fr, a carga horária dos professores e funcionários, por CH, e por fim o tempo de permanência no local, por Tp. Resumindo: ܲܧ்௧ ൌ ܨݎ ݈ܽݑ݊ݏ 8 ൈ 5 ൈ ൭ ܶ ൈ ܣ݈ீ ൈ ܪݏீ ଵ ୀଵ ܶ ൈ ܣ݈ீ ൈ ܪݏீ ଵ ୀଵ ൱൩ ܨݎ 8 ൈ 5 ൈ ቌ ܲݎ ൈ ܥܪ ଵ ୀଵ ܨܿ ൈ ܥܪ ଵ ୀଵ ቍ ܱݐ ൈ ܨݎ ൈ ܶ 8 ൈ 5 ଵ ୀଵ ܲܧ Eq.4.9 4.3.2.1 Exemplo – Biologia Utilizando a distribuição temporal do Instituto de Biologia (TABELA 4.2), pode-se dar inícioa obtenção da população equivalente dos alunos de graduação. ܲܧீ ൌ ܶ ൈ ܣ݈ீ ൈ ܨݎ ൈ ܪݏீ 8 ൈ 5 ଵ ୀଵ ൌ ܨݎ ൈ ܪݏீ 8 ൈ 4 ൈ ܶ ൈ ܣ݈ீ ଵ ୀଵ ܲܧீ ൌ 0,75 ൈ 2 8 ൈ 5 ൈ ሺ529 822 667 618 157ሻ ൌ 0,75 ൈ 140 ൌ ܲܧீ ൌ ܶ ൈ ܣ݈ீ ൈ ܨݎ ൈ ܪݏீ 8 ൈ 5 ൌ ܨݎ ൈ ܪݏீ 8 ൈ 4 ൈ ܶ ൈ ܣ݈ீ ଵ ୀଵ ଵ ୀଵ 49 ܲܧீ ൌ 0,75 ൈ 15 8 ൈ 5 ൈ ሺ41ሻ ൌ 0,28 ൈ 41 ൌ ܲܧ ൌ ܲݎ ൈ ܨݎ ൈ ܥܪ 8 ൈ 5 ൌ ଵ ୀଵ ܨݎ 8 ൈ 5 ൈ ܲݎ ൈ ܥܪ ଵ ୀଵ ܲܧ ൌ 1 8 ൈ 5 ൈ ሺ50 ൈ 40 5 ൈ 20ሻ ൌ Carga horária dos professores 40 e 20 horas semanais. ܲܧி ൌ ܨܿ ൈ ܨݎ ൈ ܥܪ 8 ൈ 5 ൌ ܨݎ 8 ൈ 5 ൈ ܨܿ ൈ ܥܪ ଵ ୀଵ ଵ ୀଵ ܲܧி ൌ 1 8 ൈ 5 ൈ ሺ36 ൈ 40ሻ ൌ ܲܧை ൌ ܱݐ ൈ ܨݎ ൈ ܶ 8 ൈ 5 ൌ ܨݎை 8 ൈ 5 ൈ ܱݐ ൈ ܶ ଵ ୀଵ ଵ ୀଵ ܲܧை ൌ 1 8 ൈ 5 ൈ 8 ൈ 40 ൌ ૡ ܲܧ் ൌ ܲܧீ ܲܧீ ܲܧ ܲܧி ܲܧை ܲܧ் ൌ 105 12 53 36 8 ࡼࡱࢀ ሺࢍࢇሻ ൌ 50 4.3.3 Aplicação da População Equivalente Após levantamento de campo quanto ao número de usuários consumidores nas unidades aplicou-se o peso de freqüência e permanência dos mesmos no local. Nas Tabelas 4.5 a 4.7 é apresentada a população equivalente de cada unidade. 51 Tabela 4.5 - Distribuição da população equivalente das unidades de ensino sem laboratório com equipamentos consumidores de água C i ê n c i a d a I n f o r m . - B i b l i o t e c . D a n ç a A r q u i t e t u r a S a ú d e C o l e t i v a / I S C F i l o s o f i a M e d i c i n a d o T e r r e i r o A d m i n i s t r a ç ã o C i ê n c i a s E c o n ô m i c a s P a v . A u l a s I M a t e m á t i c a C o m u n i c a ç ã o T e a t r o B e l a s A r t e s / G a l . C a n i z a r e s L e t r a s D i r e i t o E d u c a ç ã o + P A C E n f e r m a g e m M ú s i c a Aluno 1 - graduação V11 136 114 245 17 404 311 409 338 729 328 169 76 293 334 435 746 55 83 Aluno 2 - pós-graduação V12 13 4 31 25 15 94 28 68 7 15 19 12 79 27 88 14 20 Aluno 3 - bolsistas/pesquisa V13 Professor 1 - 40 horas semanais V21 24 26 62 21 122 186 32 38 31 67 30 34 69 22 82 51 35 Professor 2 - 20 horas semanais V22 1 1 4 1 12 44 6 9 5 1 14 1 4 12 6 4 2 Professor 3 - 14 horas semanais V23 Técnico administrativo 1 - 40 horas semanais V31 13 28 28 19 33 27 28 37 1 15 19 22 28 25 25 34 24 24 Técnico administrativo 2 - 30 horas semanais V32 2 1 1 2 1 1 31 Técnico administrativo 3 - 24 horas semanais V33 Técnico administrativo 4 - 20 horas semanais V34 V4 Portaria / segurança V41 6 15 9 3 12 6 V5 Limpeza V51 V6 Terceirizados V61 5 4 7 32 7 12 51 13 12 7 4 7 5 31 39 8 20 V7 Outros V71 Funcionário cantina 1 - 14 horas/dia V81 Funcionário cantina 2 - 12 horas/dia V82 Funcionário cantina 3 - 10 horas/dia V83 4 Funcionário cantina 4 - 8 horas/dia V84 6 10 15 2 4 7 2 Atendimento ao público 1 - 3 horas diária V91 Atendimento ao público 2 - 2 horas diária V92 V10 Visitante do museu de Medicina V101 250 V11 Estudantes da Oficina de Música V111 96 TOTAL POPULAÇÃO EQUIVALENTE SOMA 178 191 356 120 619 854 629 463 856 432 251 144 374 516 558 996 164 312 VARIÁVEL - POPULAÇÃO COSUMIDORA DE ÁGUA DA UFBA (POPULAÇÃO EQUIVALENTE) V9 V1 V2 V3 V8 52 Tabela 4.6 - Distribuição da população equivalente das unidades de ensino com laboratório que contém equipamentos com maior consumo de água P o l i t é c n i c a M e d i c i n a / I C S O d o n t o l o g i a F a r m á c i a B i o l o g i a F í s i c a + l a b o r a t ó r i o Q u í m i c a N u t r i ç ã o E s c o l a d e M e d i c i n a V e t e r i n á r i a G e o c i ê n c i a s H o s p i t a l V e t e r i n á r i o Aluno 1 - graduação V11 636 621 256 87 105 300 108 114 126 193 43 Aluno 2 - pós-graduação V12 100 15 25 11 12 10 56 14 35 18 Aluno 3 - bolsistas/pesquisa V13 43 Professor 1 - 40 horas semanais V21 86 74 62 43 50 54 52 39 47 61 1 Professor 2 - 20 horas semanais V22 19 23 6 5 3 1 1 2 2 10 Professor 3 - 14 horas semanais V23 Técnico administrativo 1 - 40 horas semanais V31 47 54 37 29 28 20 36 10 44 61 29 Técnico administrativo 2 - 30 horas semanais V32 2 21 3 1 1 2 1 1 Técnico administrativo 3 - 24 horas semanais V33 1 Técnico administrativo 4 - 20 horas semanais V34 1 V4 Portaria / segurança V41 8 6 6 6 V5 Limpeza V51 9 V6 Terceirizados V61 22 50 8 7 10 9 4 7 21 V7 Outros V71 4 Funcionário cantina 1 - 14 horas/dia V81 4 Funcionário cantina 2 - 12 horas/dia V82 5 Funcionário cantina 3 - 10 horas/dia V83 Funcionário cantina 4 - 8 horas/dia V84 10 7 4 8 7 6 8 Atendimento ao público 1 - 3 horas diária V91 61 Atendimento ao público 2 - 2 horas diária V92 125 6 V10 Visitante do museu de Medicina V101 V11 Estudantes da Oficina de Música V111 TOTAL POPULAÇÃO EQUIVALENTE SOMA 914 939 540 230 214 405 276 186 233 367 130 VARIÁVEL - POPULAÇÃO COSUMIDORA DE ÁGUA DA UFBA (POPULAÇÃO EQUIVALENTE) V9 V1 V2 V3 V8 53 Tabela 4.7 - Distribuição da população equivalente das unidades administrativos S u p . E s t u d a n t i l A P U B S P E / P a v V I I e V I I I S A D / P a v V I D C A P a v . V P r ó R e i t o r i a E x t e n s ã o P e s q . P ó s G r a d u a ç ã o E d i t o r a U n i v e r s i t á r i a S A D / D I M P C U P a v . I , I I , I I I , A l m o x a r e H o r t o S e r v i ç o d e S e l e ç ã o S e c . G e r a l d e C u r s o s S u p . A c a d ê m i c a Aluno 1 - graduação V11 Aluno 2 - pós-graduação V12 Aluno 3 - bolsistas/pesquisa V13 Professor 1 - 40 horas semanais V21 9 1 1 Professor 2 - 20 horas semanais V22 1 Professor 3 - 14 horas semanais V23 5 Técnico administrativo 1 - 40 horas semanais V31 83 18 64 59 18 34 27 9 22 109 17 28 32 Técnico administrativo 2 - 30 horas semanais V32 3 1 1 1 1 1 2 Técnico administrativo 3 - 24 horas semanais V33 Técnico administrativo4 - 20 horas semanais V34 1 V4 Portaria / segurança V41 V5 Limpeza V51 V6 Terceirizados V61 4 V7 Outros V71 Funcionário cantina 1 - 14 horas/dia V81 Funcionário cantina 2 - 12 horas/dia V82 Funcionário cantina 3 - 10 horas/dia V83 Funcionário cantina 4 - 8 horas/dia V84 Atendimento ao público 1 - 3 horas diária V91 Atendimento ao público 2 - 2 horas diária V92 V10 Visitante do museu de Medicina V101 V11 Estudantes da Oficina de Música V111 TOTAL POPULAÇÃO EQUIVALENTE SOMA 92 26 66 60 18 38 28 9 23 112 17 29 34 VARIÁVEL - POPULAÇÃO COSUMIDORA DE ÁGUA DA UFBA (POPULAÇÃO EQUIVALENTE) V9 V1 V2 V3 V8 54 Nas Tabelas 4.8 a 4.10 são apresentadas as estimativas dos consumos per capita médios entre as 41 unidades estudadas. Vale salientar que para essas informações foram levadas em consideração as variáveis que impactassem no consumo, a exemplo dos destiladores, equipos e perdas físicas (vazamentos), e que serão aprofundados em itens posteriores. No caso das perdas físicas foi simulada uma situação de vazamento em algumas unidades. Para se obter o valor de 30 litros/PE.dia, foram extraídas as variáveis acima citadas. A média obtida entre as unidades de 30 litros/PE.dia é inferior à recomendada pela bibliografia no valor de 50 litros/aluno.dia. As unidades que apresentaram consumo muito superior ao médio de 30 litros/PE.dia são unidades que não vêem participando ativamente com suas leituras (hidrômetros) e também são aquelas que não vêm tendo acompanhamento pela equipe de manutenção. Ainda pode-se levantar a possibilidade de existir alguma justificativa não contabilizada por este estudo, a exemplo do Instituto de Química, que segundo o próprio diretor da unidade afirma ser passagem de alunos para outros prédios, servindo algumas vezes de parada para uso de bebedouros e sanitários. No caso do Hospital de Medicina Veterinária não foi contabilizado o consumo de água utilizado pelos animais internados (cachorros, eqüinos, bovinos, e outros), lavagem dos estábulos e canis, e uma pequena lavanderia. 55 Tabela 4.8 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades de ensino com laboratório que contém equipamentos com maior consumo de água P o l i t é c n i c a M e d i c i n a / I C S O d o n t o l o g i a F a r m á c i a B i o l o g i a F í s i c a + l a b o r a t ó r i o Q u í m i c a N u t r i ç ã o E s c o l a d e M e d i c i n a V e t e r i n á r i a G e o c i ê n c i a s H o s p i t a l V e t e r i n á r i o Consumo da unidade - m3 por dia (2007) 16,03 37,96 19,58 11,44 16,09 7,90 27,28 5,30 7,26 14,74 15,83 Consumo destiladores - m3 por dia 1,67 5,12 0,86 1,19 0,70 5,96 0,03 0,45 0,25 0,26 Consumo equipos (odontologia) - m3 por dia 11,69 Consumo perdas físicas - m3 por dia (2007-2008) 0,73 4,40 10,75 3,84 7,22 Consumo total - m3 por dia (s/ destilador e perdas físicas) 13,64 28,44 7,03 10,25 4,64 4,07 14,10 5,27 6,80 14,49 15,58 Consumo total - m3 por mês (s/ destilador e perdas físicas) 409,05 853,21 210,86 307,64 139,18 121,95 423,00 158,04 204,02 434,75 467,32 Consumo per capita - litros x PE x dia 15 30 13 45 22 10 51 28 29 40 120 P E População Equivalente 914 939 540 230 214 405 276 186 233 367 130 C O N S U M O Tabela 4.9 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades de ensino sem laboratório com equipamentos consumidores de água D a n ç a A r q u i t e t u r a S a ú d e C o l e t i v a / I S C F i l o s o f i a M e d i c i n a d o T e r r e i r o A d m i n i s t r a ç ã o C i ê n c i a s E c o n ô m i c a s P a v . A u l a s I M a t e m á t i c a C o m u n i c a ç ã o T e a t r o B e l a s A r t e s / G a l . C a n i z a r e s L e t r a s D i r e i t o E d u c a ç ã o + P A C E n f e r m a g e m M ú s i c a Consumo da unidade - m3 por dia (2007) 3,28 8,37 0,64 11,21 10,53 14,44 10,78 14,43 5,33 6,33 4,72 5,41 7,96 10,15 22,09 10,73 11,00 Consumo destiladores - m3 por dia Consumo equipos (odontologia) - m3 por dia Consumo perdas físicas - m3 por dia (2007-2008) 0,77 3,33 1,12 0,49 3,51 4,83 4,77 Consumo total - m3 por dia (s/ destilador e perdas físicas) 2,50 5,05 0,64 10,09 10,53 14,44 10,78 14,43 5,33 5,84 4,72 1,90 7,96 10,15 17,26 10,73 6,24 Consumo total - m3 por mês (s/ destilador e perdas físicas) 75,00 151,35 19,33 302,63 315,92 433,25 323,25 432,92 160,00 175,05 141,50 56,90 238,67 304,50 517,65 321,83 187,05 Consumo per capita - litros x PE x dia 13 14 5 16 12 23 23 17 12 23 33 5 15 18 17 66 20 P E População Equivalente 191 356 120 619 854 629 463 856 432 251 144 374 516 558 996 164 312 C O N S U M O 56 Tabela 4.10 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades administrativas e per capita geral S u p . E s t u d a n t i l A P U B S P E / P a v V I I e V I I I S A D / P a v V I D C A P a v . V P r ó R e i t o r i a E x t e n s ã o P e s q . P ó s G r a d u a ç ã o E d i t o r a U n i v e r s i t á r i a S A D / D I M P C U P a v . I , I I , I I I , A l m o x a r e H o r t o S e r v i ç o d e S e l e ç ã o S e c . G e r a l d e C u r s o s S u p . A c a d ê m i c a Consumo da unidade - m3 por dia (2007) 0,53 0,26 0,76 0,70 0,31 1,04 0,84 0,31 1,49 7,38 1,14 1,98 2,40 Consumo destiladores - m3 por dia Consumo equipos (odontologia) - m3 por dia Consumo perdas físicas - m3 por dia (2007-2008) Consumo total - m3 por dia (s/ destilador e perdas físicas) 0,53 0,26 0,76 0,70 0,31 1,04 0,84 0,31 1,49 7,38 1,14 1,98 2,40 Consumo total - m3 pormês (s/ destilador e perdas físicas) 16,00 7,83 22,83 21,00 9,17 31,33 25,08 9,17 44,67 221,50 34,17 59,50 72,00 Consumo per capita - litros x PE x dia 6 10 12 12 17 27 30 34 65 66 67 69 72 30 P E População Equivalente 92 26 66 60 18 38 28 9 23 112 17 29 34 M É D I A P E R C A P I T A E N T R E U N I D A D E S ( l i t r o s / P E x d i a ) C O N S U M O 57 4.3.4 Considerações Finais O cálculo da população equivalente levou em consideração a população flutuante e o tempo médio de permanência no local, podendo estimar qual a população do atendimento ao público, em clínicas. Para as unidades educacionais utilizou-se litros/PE.dia ou m3/PE.dia. Neste caso é considerado o tempo em que os estudantes permanecem na universidade, e que o consumo é proporcional ao tempo de permanência dos mesmos na unidade. Uma unidade com 300 estudantes que permanecem os dois turnos (8horas) é o mesmo que o consumo de uma unidade com 600 estudantes que permanecem apenas um turno (4 horas). Conforme verificado na explanação da obtenção da População Equivalente, exemplificando a unidade de Biologia que apresentou o indicador PE = 140, equivale a 140 estudantes no período de 8 horas por dia em cinco dias por semana. O número de alunos matriculados em Biologia, tendo aula ou não no próprio prédio, independente de horas e dias de permanência na unidade, totaliza o valor de 409 estudantes. Com consumo médio de água, em 2008, do Instituto de Biologia 8 m3/dia, chegou-se aos seguintes valores: litros/estudante x dia = 8.000 / 409 x dia = 19,5 l/estudante x dia litros/ P.E. x dia = 8.000 / 140 x dia = 57,1 l/PE x dia Essa unidade está enquadrada, pela tipologia, no grupo de ensino com laboratório, devido a existência de destiladores. O Instituto de Biologia possui 12 laboratórios com 9 destiladores em funcionamento. O consumo desse equipamento gira em torno 12 litros de água destilada por dia e 175 litros de água de resfriamento em média por dia. Somente com os destiladores totaliza-se 187 litros/dia, equivalendo a 0,5 litro/estudante x dia ou 1,4 litros/PE.dia. Este instituto não possui em suas instalações equipamentos economizadores, sendo mais uma alternativa de economia de água para a unidade. Uma das limitações do método é a simplificação matemática, que pressupõe que as necessidades fisiológicas humanas são proporcionais ao tempo. Entretanto, como se trata de uma ferramenta comparativa entre as unidades considera-se que esta limitação é suavizada uma vez que são consideradas para ambas as unidades comparadas. Outra limitação é referente a existência de consumos singulares, como por exemplo, destiladores, equipos (cadeiras de dentistas), etc. Entretanto, para esses casos o indicador será utilizado para comparar unidades com mesmas características de consumo, de acordo com a tipologia estabelecida. As limitações do método devido à existência de consumos singulares (como 58 destilador, p. ex.) é a mesma de outros indicadores. Contudo, o indicador proposto é mais preciso, uma vez que considera que para cada unidade, o fato da população ser flutuante faz com que a população que efetivamente consome água não seja a mesma, a exemplo, de outra unidade que possua o mesmo número de estudantes matriculados. Ao longo do trabalho foram observadas unidades que mostraram discrepâncias no consumo per capita em relação às demais. Entretanto, tais unidades não foram rejeitadas visto à importância de rever a sua fonte de coleta da informação, não justificando valores altos para tal consumo. Na categoria de ensino com laboratórios, a variável população equivalente apresentava uma relação fraca com o consumo per capita. Dessa forma, foram acrescidas novas variáveis que pudessem justificar a outra fonte de consumo de água, como por exemplo, os destiladores. A coleta das informações dos destiladores consiste principalmente no volume desperdiçado durante o processo de resfriamento, já que se trata de uma água que pode ser reaproveitada. Perdas físicas foram também consideradas indiretamente neste estudo. Tais perdas podem ser observadas no consumo dos finais de semana, em dias quando não são realizadas aulas ou qualquer outra atividade no prédio, considerando vazamentos não detectados pelas varreduras rotineiras. O consumo do vigilante e o enchimento dos reservatórios também foram levados em consideração na análise do consumo no final de semana. O indicador proposto será utilizado para comparação entre unidades, visando estabelecer metas de redução para aquelas com consumos maiores. A meta, a priori, será identificar aquela unidade com um indicador mais baixo e na qual o sistema esteja estabilizado (sem vazamentos). 4.4 ESTUDO DOS EQUIPAMENTOS DE CONSUMOS ESPECIAIS 4.4.1 Destiladores Segundo GONÇALVES, et. al (2004), na 3ª etapa de Implantação do Programa PURA- USP, que consistiu na realização do levantamento dos destiladores, estudo de reaproveitamento da água de resfriamento e alternativas, chegou-se a verificar a perda de 50 L/L de água destilada durante o processo de destilação no Campus. No caso dos laboratórios da UFBA foi analisado o consumo desses equipamentos. (FIGURAS 4.5 e 4.6). 59 Figura 4.5 – Água de resfriamento do destilador Figura 4.6 – Destilador de Odontologia Nas 11 unidades estudadas que apresentavam laboratório (Politécnica, Medicina/ICS, Odontologia, Escola de Medicina Veterinária, Hospital de Medicina Veterinária, Nutrição, Biologia, Química, Farmácia, Física e Geociências) foram identificados 55 destiladores. A Tabela 4.11 apresenta a distribuição dos laboratórios e equipamentos das unidades estudadas. Tabela 4.11 – Resumo em quantidade dos laboratórios e destiladores nas unidades existente em funcionamento 1 Escola de Medicina Veterinária 3 3 3 2 Escola Politécnica 7 7 6 3 Faculdade de Farmácia 3 4 1 4 Faculdade de Odontologia 9 2 1 5 Hospital de Medicina Veterinária 1 3 1 6 Instituto de Biologia 12 12 9 7 Instituto de Química 6 6 6 8 Instituto de Geociências 3 3 3 9 Faculdade de Medicina / ICS 11 13 7 10 Instituto de Física 1 1 - 11 Faculdade de Nutrição 1 1 1 TOTAL 57 55 38 Destilador Nº de Laboratórios Unidade Procurou-se identificar a influência do consumo destiladores no consumo per capita das unidades de ensino que possuem laboratório na universidade. Para isto, procedeu-se a identificação de todos os laboratórios no Campus da UFBA, principalmente dos equipamentos consumidores; quantificação do consumo desses equipamentos e a classificação do consumo encontrado em três categorias, com faixas limites. 60 4.4.1.1 Equipamentos de DestilaçãoSegundo Barbosa (2007), destilação é o “processo de purificação ou de separação de substâncias através da conversão em fase de vapor e subseqüente redução à fase líquida. O fato de as substâncias em geral possuírem pontos de ebulição diferentes, possibilita a separação de mistura através de destilação”. Um exemplo de destilação que tem sido feita desde a antigüidade é a de bebidas alcoólicas, onde ocorre a condensação dos vapores de álcool que escapam mediante o aquecimento de um mosto fermentado. Sabendo-se que o teor alcoólico na bebida destilada é maior do que o encontrado no mosto pode-se caracterizar assim como um processo de purificação. Na destilação simples (FIGURA 4.7) a água é evaporada, deixando para trás as impurezas. O vapor é resfriado, gerando o destilado. Entretanto, o processo de destilação é lento, além de consumir muita energia, tornando-o caro. O consumo de água é igualmente alto para o resfriamento usado durante o processo. Torneira Resistência elétrica Água desti lada Entrada de água potável Sa ída de a r Condensador Câmara vaporizador Dreno Câmara retangular de destilação Figura 4.7 – Sistema de destilação compacto Fonte: 57 Ways, Select Effective Water-treatment Methods. 61 O funcionamento de um destilador simples basicamente se dá com a entrada de água potável proveniente do sistema geral de distribuição, que resfria a haste do condensador e alimenta este na parte superior (FIGURA 4.8 e 4.9). O sistema do evaporador utiliza resistência elétrica para o aquecimento da água. Todo vapor gerado depois do processo é condensado pela água de resfriamento, sendo a água destilada recolhida em vasos apropriados na saída do condensador e o retorno da água de resfriamento alinhada para dreno, normalmente lançado para a rede de esgoto – ver desenho esquemático no Anexo B (PIMENTA, 2004). Figura 4.8 - Desenho esquemático do destilador Fonte: Biovera, 2008 62 Figura 4.9 – Modelos de destiladores de água - Fabricantes Nova Técnica e Quimis Fonte: Nova Técnica e Quimis, 2008 4.4.1.2 Materiais e Métodos A primeira etapa do estudo foi a identificação das unidades de ensino que possuíam laboratórios, sendo catalogados todos os equipamentos consumidores, com ou sem funcionamento. Nas Tabelas A.1 a A.10 (APÊNDICE A) estão listados todos destiladores identificados no Campus da UFBA com as seguintes informações: localização do equipamento/laboratório; identificação do equipamento; consumo medido da água destilada e resfriamento, vazão de resfriamento fornecida pelo fabricante; produção de água destilada e resfriamento; utilização semanal: baseado em entrevistas com professores, técnicos laboratoristas e/ou assistentes responsáveis pelo local; consumo diário da água de resfriamento (AR) e água destilada (AD); e outras informações da situação do equipamento (quebrado, em manutenção, reserva). A medição da vazão dos destiladores foi levantada in loco com medição realizada através de seis amostras do mesmo equipamento usando-se recipiente com volume conhecido e cronômetro. A relação obtida da AR e AD foi comparada com equipamentos da própria unidade e as demais unidades. 63 4.4.1.3 Diagnóstico dos Destiladores da UFBA Dos 55 destiladores identificados nos laboratórios da UFBA 38 estão em funcionamento, conforme Tabela 4.12. Tabela 4.12 - Unidades de ensino e destiladores Unidades de Ensino N. de destiladores Status Biologia 12 • 3 quebrados • 8 (entre 10 a 16 AR/AD) • 1 bidestilador Farmácia 4 • 1 bidestilador • 1 destilador foi substituído por deionizador • 2 desligados Física 1 • quebrado Geociências 3 • 1 (100 l/hora de AD) • 2 (40 l/h de AD) Med. Veterinária (Escola) 3 • 1 (16 AR/AD) • 1 (44 AR/AD) • 1 (114 AR/AD) – vazamento na haste Med. Veterinária (Hospital) 3 • 1 (54 AR/AD) • 2 quebrados Medicina/ICS 13 • 4 com uso eventual • 1 não foi possível fazer a coleta • 1 bidestilador (excluído do estudo por erro de leitura) • 7 restantes com AR/AD entre 15 e 26 l/l Nutrição 1 • Necessita regulagem, com 42,6 AR/AD Odontologia 2 • Necessita regulagem, com 50,1 AR/AD • 1 danificado Politécnica 7 • 1 não é usado • 1 bidestilador Q341 V24B Quimis (77 AR/AD) • 1 com vazamento (70 AR/AD) • 3 entre 45 e 54 AR/AD • 1 com 11 AR/AD Química 6 • 5 entre 45 e 56 AR/AD • 1 (25 AR/AD) Total de destiladores 55 38 em funcionamento 64 O bidestilador em vidro Quimis, modelo Q341V24B, acima citado, é destinado para aplicações mais rigorosas na área bioquímica, química fina dentre outras, onde a pureza da água destilada em aparelhos comuns não é suficiente, Figura 4.10 (QUIMIS, 2008). Figura 4.10 – Bidestilador de água em vidro – modelo Q341 V24B – QUIMIS Ao longo do trabalho, observou-se que as unidades possuem características peculiares quanto à preocupação em relação ao desperdício da água e, inclusive, com idéias e projetos para otimização de todo o processo da destilação de água. Outras unidades não manifestaram iniciativa para regulagem de seus equipamentos, manutenção, etc. De uma forma geral, não há manutenção preventiva dos destiladores. Apenas duas unidades, Biologia e Geociências, mantêm uma manutenção anual dos seus equipamentos através da limpeza geral com retirada de encrustamentos na haste, troca de mangueiras, resistência elétrica, etc. Segundo os dados coletados nos laboratórios das unidades da UFBA pode-se observar no Gráfico 4.1 a seguir, o número de destiladores que estão em funcionamento e a relação entre a produção de água destilada (AD) com a água consumida para o resfriamento durante o processo da condensação (AR). 65 Gráfico 4.1 – Relação de AR/AD das unidades da UFBA versus quantidade de destiladores Observando os valores da Tabela 4.13, pode-se verificar o exemplo dos três destiladores da Escola Politécnica que possuem AR/AD superior ao recomendado pelo fabricante nos modelos da marca QUIMIS. Entende-se que estão embutidas as perdas pelo manuseio durante a regulagem da entrada de água nos equipamentos e/ou vazamentos existentes nos próprios destiladores. Tabela 4.13 - Comparativo AR/AD medido in loco e o recomendado pelo fabricante. Vazão (l/h) Fabricante Vazão (l/h) Fabricante 1 BIOPAR BDL5L 63 6 5 11 2 QUIMIS Q341 12 203 120 3 2 70 60 3 FANEM 724 257 6 5 45 4 QUIMIS Q341V24B 327 160-240 4 3,5 77 57 5 QUIMIS Q341 25 238 200 5 5 49 40 6 - - - - - 7 - - 242 5 - 54 ID. Destilador Marca Modelo AR/AD medido AR/AD fabricante Água Resfriamento Água Destilada - 20 40 60 80 100 120 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 R e la ç ã o A R /A D Quantidade de destiladores Situação de relação AR/AD das unidades - UFBA Escola Politécnica Faculdade de Farmácia Faculdade de Odontologia Hospital de Medicina Veterinária Instituto de Biologia Instituto de Química Faculdade de Medicina / ICS Faculdade de Nutrição Escola de Medicina Veterinária 66 Verifica-se que não há a preocupação da regulagem da entrada de água nos destiladores, muito menos se o consumo da AD e AR estão conforme informa o fabricante. A regulagem da entrada de água é feita manualmente baseando muitas vezes de acordo com a temperatura de saída de AR. Se muito fria diminui-se a entrada de água potável ou vice-versa. Quanto à eficiência nos laboratórios pesquisados, os do Instituto de Biologia e da Faculdade de Medicina apresentaramas menores relações de AR/AD (abaixo de 20 l/l). Para os demais destiladores, mesmo que em menores quantidades de água destilada, verificou-se uma relação superior a 40 l/l de AR/AD. No Gráfico 4.2 é apresentado o consumo médio mensal dos destiladores das unidades que utilizam estes equipamentos e a relação AR/AD, nas condições normais de uso, sem regulagem e sem manutenção. Tomando o Instituto de Biologia como referência, por apresentar o melhor desempenho na faixa de 14 AR/AD entre as unidades, e considerando um consumo necessário de AD para as outras unidades, foram levantados os volumes de água de resfriamento necessários para cada unidade e no Gráfico 4.3 o quanto poderia ser considerado desperdício com o atual consumo de AR, em comparação com o desempenho de Biologia. Gráfico 4.2 – Consumo médio mensal dos destiladores das unidades da UFBA. 3.720 7.560 1.280 1.159 513 1.466 238 143 23 178.800 153.514 50.021 35.610 25.714 21.016 13.647 7.680 960 47 20 50 31 50 14 58 54 43 - 10 20 30 40 50 60 70 - 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 140.000 160.000 180.000 In s t. d e Q u ím ic a F a c .d e M e d ic in a /I C S E s c . P o lit é c n ic a F a c . d e F a rm á c ia F a c . d e O d o n to lo g ia In s ti tu to d e B io lo g ia E s c . d e M e d . V e te ri n á ri a H o s p .d e M e d . V e te ri n á ri a F a c . d e N u tr iç ã o R e la ç ã o A R /A D C o n s u m o m e n s a l ( li tr o s ) Unidades AD (L/mês) AR (L/mês) AR/AD 67 Gráfico 4.3 - Volume necessário e desperdiçado da água de resfriamento durante o processo de destilação da água. Verifica-se que o volume mensal desperdiçado, de todos os destiladores em operação, pode atingir cerca de 250 mil litros de água de resfriamento. Quanto à questão se todos os equipamentos da universidade podem trabalhar com essa relação AR/AD similar ao utilizado pelo Instituto de Biologia e Faculdade de Medicina/ICS três pontos são ressaltados: primeiro qual o nível da qualidade da água final pretendida; qual o modelo/marca que se consome menos água no processo; e por último se o valor desse tipo de equipamento é economicamente viável à unidade, considerando o custo/benefício. A maioria das unidades vem trabalhando com a relação AR/AD acima do recomendado pelo fabricante, independentemente do modelo e marca. Já para o caso do Instituto de Biologia, não se conseguiu verificar como seus destiladores podem operar com vazões abaixo da indicada pelos fabricantes. Quando consultados os fabricantes, nada foi informado. O Gráfico 4.4 representa o custo estimado do volume consumido pela água de resfriamento, considerando as tarifas cobradas pela Embasa para prédios públicos, em quatro faixas de consumo, Tabela 4.14 (EMBASA, agosto/2008). 68 Tabela 4.14 - Tarifas para sistema de abastecimento de água em prédios públicos Faixa de Consumo (m3) Tarifa cobrada Até 10 m3 R$ 39,00 por mês Entre 11 e 30 m3 R$ 7,75 por m3 Entre 31 e 50 m3 R$ 8,23 por m3 Superior a 50 m3 R$ 9,70 por m3 Fonte: http://www.embasa.ba.gov.br/servicos/tabela_tarifas.asp, agosto/2008 A tarifa de esgoto, em sistemas convencionais na capital Salvador, corresponde a 80% do valor da conta de abastecimento de água. Gráfico 4.4 – Consumo mensal da AR e custo por unidade de água consumida e geração de efluentes 4.4.1 regul econ duran enco do e proce de um de fo o vol desti a des 1.4 Proposiç Propõem- lagem dos d nômico. Quanto à nte a regula ntrados nos fluente com esso de resf ma válvula orma que nã lante como ilador. A vá sconexão do Figura 4 ções se as segui destiladores regulagem agem da en s destiladore mo forma d friamento. U globo a ser ão danifique medida de álvula gavet o aparelho. 4.11 – Desen intes ações s; reuso de m dos desti trada de ág es estudado de averiguar Um método r regulada p e o equipam precaução ta, que antec nho esquemá para reduç água de res iladores, a gua que alim os, sendo mu r a necessid o simples pa para a vazão mento (FIGU para evitar cede a válvu ático com reg ção do cons sfriamento e falta de p menta o apa uitas vezes dade de lib ara facilitar o do destilad URA 4.11). a desregula ula globo, c gistro fixador sumo de ág e busca de procediment arelho foi um feita a verif erar mais o esse proce dor, recome Após o aju agem aciden continua com r de vazão pa gua pelos d um equipam to operacio m dos prob ficação da t ou menos á dimento é a endada pelo uste da vazã ntal da alim m a função ara o destilad 69 destiladores: mento mais nal técnico lemas mais temperatura água para o a instalação o fabricante, ão, retira-se mentação do de permitir dor 9 : s o s a o o , e o r 70 Com relação à segunda proposição, reuso da água de resfriamento, o Instituto de Geociências da UFBA há cerca de nove anos faz o reaproveitamento da água de resfriamento, retornando-a ao tanque superior do prédio, através de bombeamento simples. A idéia de reaproveitamento do efluente surgiu pela falta de água constante na unidade na época. Como são três equipamentos de capacidade grande de produção, suspeitava-se que a falta de água fosse devido ao uso dos mesmos. Dos três destiladores, dois funcionam com o reuso, retornando o efluente limpo e canalizado, sem contato com o ambiente, ao reservatório superior que, por sua vez, redistribui para a unidade com a finalidade de uso para limpeza e sanitários, (FIGURA 4.12). Vale salientar que a unidade não utiliza a água do reservatório para beber, já que dispõe para os usuários água mineral em garrafão. Além disso, devido o destilador desta unidade encontrar- se em uma sala isolada, não foram verificados riscos potenciais de contaminação da água, funcionando em circuito fechado. O terceiro destilador ainda não foi inserido ao programa devido à falta de recursos do departamento, apesar de, em seu projeto, o lançamento do seu efluente ser no tanque inferior, não encarecendo o custo final. Figura 4.12 – Laboratório 1º andar do Instituto de Geociências Reservatório que recebe o efluente antes do bombeamento ao reservatório superior. 71 Segundo o trabalho de PIMENTA (2004), foram levantadas duas alternativas para solucionar o problema do desperdício de água para facilitar sua implantação nos vários laboratórios da UFBA. A alternativa 1 consiste no retorno da água de resfriamento para a caixa principal na parte superior de prédio. Um modelo de instalação já vem sendo empregado nos destiladores do Instituto de Geociências da UFBA. Destaca-se a necessidade de instalação de um reservatório auxiliar de 360 litros e sistema de bombeio desse reservatório para as caixas superiores do prédio. Um desenho esquemático referente a esta alternativa é apresentado no Anexo B. A alternativa 2 considera o encaminhamento da água do retorno do resfriamento do destilador para a caixa geral de recebimento da água daEmbasa localizada na parte inferior do prédio. Nesse caso faz-se necessário um sistema de interligação da água de retorno com o tanque geral inferior de recebimento de água. Destaca-se a possibilidade de se dispensar o reservatório auxiliar de 360 litros e o sistema moto-bomba, a depender da perda de carga do reservatório auxiliar até a caixa d’água geral inferior. Essa alternativa poderia ser utilizada no terceiro laboratório do Instituto de Geociências, que ainda não faz o reaproveitamento da água de resfriamento. Um desenho esquemático referente a esta alternativa é apresentado no Anexo B. No caso da Faculdade de Farmácia, apesar de ainda não implementado, estuda-se uma maneira de isolar fisicamente o destilador de modo que a água de resfriamento não entre em contato com o ar confinado do laboratório, onde se trabalha com diversos processos e produtos, podendo interferir na qualidade da água para a sua reutilização. A idéia da Central de Destiladores não foi continuada por falta de verba para compra de material, mesmo consciente do retorno financeiro que seria proporcionado pela mudança de operação, isto é, a reutilização da água de resfriamento através de sua canalização, dispensando o efluente em um reservatório térreo e posteriormente redistribuído para consumo nos banheiros. Segundo Pimenta (2004), na Análise Preliminar de Riscos (APR) realizada em um dos laboratórios da UFBA, quanto ao aspecto de contaminação da água de retorno por agentes estranhos, os resultados obtidos foram: na possibilidade de cair alguma substância no tanque auxiliar que receberá a água de resfriamento para ser bombeado, retornando à entrada do destilador ou para outro uso, o risco foi considerado aceito; na absorção gasosa da água do destilador de vapores do ambiente laboratorial, também foi considerado aceito o nível de 72 risco. Entretanto, para ambas as situações citadas, Pimenta (2004) recomendou montar o tanque auxiliar em área de pouca movimentação do laboratório ou em área isolada; manter este tanque com tampa de boa vedação; manter o sistema de geração de água destilada fora do ambiente de manipulação de produtos químicos; analisar a água de retorno para dados comprobatórios de não absorção; testar em condições críticas; restringir o contato do meio ambiente com a água na saída do destilador o máximo possível; colocar suspiro do destilador e do tanque auxiliar para fora do ambiente de laboratório, na extremidade virada para baixo; e instalar uma tela de proteção. O Instituto de Química propõe desativar seus destiladores e somente utilizar um destilador matriz que funcionará distribuindo a água destilada a todos os laboratórios e seu efluente gerado será lançado no reservatório diferenciado e reaproveitado para fins de limpeza. O equipamento “matriz” já foi adquirido pela unidade, porém ainda não está em funcionamento como desejado. Há um projeto de instalação hidráulica que permitirá a condução do destilado até os laboratórios. A princípio a coleta ainda está sendo feita no próprio local produzido. Além dessas alternativas a busca por um equipamento mais econômico viabiliza o controle do consumo de água, a exemplo de um dos modelos utilizados pelo Instituto de Biologia: o GFL modelo 2002, que apresenta, segundo o fabricante, a informação técnica da vazão de consumo de água para resfriamento de 30 l/h para 2 l/h de água destilada. Este equipado é considerado um dos menores consumidores de água de resfriamento. (FIGURAS 4.13 e 4.14). 73 Figura 4.13 – Foto do destilador modelo 2002 da GFL do Laboratório Laviet – Instituto de Biologia/UFBA Fonte: Instituto de Biologia / UFBA Figura 4.14 – Mono destilador com visor de vidro para demonstração - GFL Fonte: GFL O destilador de água automático, o bidestilador de água e o deionizador são outros equipamentos que fazem uso de uma melhor quantidade de água. 74 O destilador de água automático, patenteado em 1974, permite resfriar a água com o auxílio de ventilador instalado na parte superior do equipamento e reaproveitando a troca de calor com o vapor gerado para enviar água à câmera de evaporação (DENNISON, 1974). Este equipamento (Figura 4.15) tem um evaporador separado para o qual é provida água depois de ser pré-aquecido, esfriando o vapor que é produzido através do evaporador em uma câmara de condensação com que a água está em uma relação de troca de calor. O ar também flui em relação de troca de calor com a câmara de condensação de forma a ajudar na condensação do vapor. Uma câmara de armazenamento é disposta sobre o evaporador e embaixo da câmara de condensação, para receber o vapor condensado e o ar, que fluem em cima da câmara de condensação para esfriar o vapor, que por sua vez é passado primeiro pela troca de calor com a água destilada na câmara de armazenamento. São ventilados os vapores na câmara de condensação para a câmara na qual a água está trocando calor com a câmara de condensação. Essa invenção tem relativa economia operacional, segundo Dennison (1974), pois utiliza ar e água para realizar a condensação do vapor produzido através do evaporador elétrico como aparato do destilador. O uso de ar para o resfriamento reduz a quantidade da água desperdiçada, que não é utilizada no evaporador. Ao mesmo tempo em que utiliza água para esfriar o vapor provindo do evaporador, a invenção reduz a energia requerida por este para converter a água para vapor desde que a água seja pré-aquecida por causa de sua troca de calor com o vapor. 75 Figura 4.15 - Destilador de água automático Fonte: United State Patents,1974 Já o bidestilador de água (FIGURA 4.16) é um equipamento comercialmente mais recente tem o objetivo de funcionamento simultâneo, já que é composto por dois destiladores de água. Segundo o fabricante, pode apresentar um rendimento de 2 litros de água destilada por hora. Possui prático sistema de suporte para parede. Consumo de água de refrigeração, entre 200 e 300 litros por hora, podendo ser reciclada. Sistema automático que mantém o nível constante e desliga as resistências no caso de falta de água de alimentação (QUIMIS, 2008). 76 Figura 4.16 – Modelo de Bidestilador de Água Q341B22 Em 2004, o Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais implantou um equipamento que retira os íons da água, tornando-a adequada ao uso em experimentos. Dessa forma, substituiu com vantagens os antigos destiladores, que possuem alto consumo de energia elétrica e proporcionam grande desperdício de água. A deionização funciona a partir de um sistema centralizado, captando a água fornecida pela COPASA (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), fazendo a troca iônica em colunas preparadas com uma resina especial, e a distribuindo aos laboratórios através de um sistema de tubulação que percorre 1,6 quilômetros pelos quatro andares do prédio. 4.4.1.5 Considerações Finais Durante este estudo pode-se observar que em todos os laboratórios da UFBA somente um destilador foi substituído, pelo deionizador. Primeira a questão quanto à substituição do equipamento seja por osmose reversa, seja deionização, carvão ativado, entre outros, caberá a cada laboratório definir o quão puro deseja obter da água. Sabe-se também que cada processo possui suas vantagens e desvantagens, como limpeza, durabilidade, troca de membrana, 77 remoção de sais, temperatura, descarte de efluentes, etc, bem como a existência de diversos modelos no mercado que se pode oferecer para atender o objetivo de cada usuário. Nesse trabalho não selevantou a questão da substituição desses equipamentos, nem quanto ao gasto de energia elétrica despendida e sim como estão funcionando os destiladores da universidade com relação ao consumo de água desperdiçada durante o trabalho. Algumas unidades manifestam interesse em buscar melhorias e, soluções tecnologicamente limpas para diminuir o consumo de água de seus prédios, porém muitas vezes se vêem frente a entraves burocráticos, como falta de verba para compra de materiais, elaboração de projeto, indisposição pelos responsáveis dos laboratórios em participar desses projetos, etc. Todavia, mesmo sabendo dessas barreiras, não justifica a adoção de outros procedimentos, como por exemplo, a regulagem dos destiladores ser feita pela temperatura do efluente e não baseada nas especificações técnicas do equipamento. 4.4.2 Cadeiras Odontológicas (EQUIPOS) Seguindo a mesma linha de estudo dos destiladores foi feito o diagnóstico da Faculdade de Odontologia, única da UFBA que faz uso de equipos (“cadeiras de dentista”), o maior consumidor de água da unidade. Dentre os equipamentos de consumo especial, a unidade apresentou apenas um destilador além de 116 equipos, nos quais estão instaladas as cuspideiras, sendo que 104 encontram-se em funcionamento. O presente estudo restringiu-se à pesquisa do destilador e equipo por possuírem maior peso quanto ao consumo de água, embora existam outros tipos de equipamentos consumidores de menor representatividade, já que são apenas dois equipamentos em funcionamento, a exemplo do cortador de gesso presente na Faculdade de Odontologia. Partindo-se da necessidade de identificação da influência da variável denominada consumo especial no consumo per capita da unidade de Odontologia, é que foram seguidas as etapas de identificação/localização dos equipos; quantificação do consumo desses equipamentos; análise do consumo encontrado. 78 4.4.2.1 Cuspideiras dos equipamentos odontológicos A cuspideira é uma peça em formato de tigela, acoplada ao equipamento odontológico, cuja função é receber material líquido orgânico e/ou restos de materiais obturadores, dentre outros, da cavidade oral do paciente. Para a limpeza da mesma durante o procedimento clínico, é despejada continuamente água através de uma pequena mangueira rígida anexa, o que torna o seu consumo relativamente elevado, além de muitas vezes de forma desnecessária, ou seja, havendo desperdício de água. Nas Figuras 4.17 e 4.18 são apresentadas fotos dos equipos da clínica odontológico de atendimento ao público da UFBA e a cuspideira com mancha na louça, sinal de vazão contínua de água para “limpeza” da mesma. Figura 4.17 – Foto do equipo da sala de atendimento ao público – Unidade de Odontologia 79 Figura 4.18 – Cuspideira manchada pelo consumo contínuo de água 4.4.2.2 Materiais e Métodos Na primeira etapa da pesquisa foram identificadas todas as salas-clínicas de atendimento ao público da unidade e catalogados os equipamentos consumidores, com ou sem funcionamento. No Apêndice B estão listados todos os equipos identificados com as seguintes informações: localização do equipamento/laboratório; identificação do equipamento; consumo medido da água; utilização semanal: baseado em entrevistas com os professores/estudantes/funcionários; consumo diário; e outras informações da situação dos mesmos (quebrado, em manutenção, reserva). O estudo da vazão da cuspideira foi realizado in loco com medição realizada através de seis amostras do mesmo equipamento (APÊNDICE C). Foi utilizado um recipiente de volume conhecido e cronômetro. O estudo realizado nessa faculdade foi dividido em duas etapas: coleta de dados quanto a medição da vazão da água consumida pelas cuspideiras; e entrevistas realizadas com 80 funcionários e, principalmente, com os estudantes e professores, que utilizam os equipamentos em suas aulas e atendimento ao público (APÊNDICE D). Não foi possível obter a informação do consumo de água do equipamento pelo fabricante do modelo e marca em estudo. 4.4.2.3 Resultados e Discussões Na Faculdade de Odontologia da UFBA (FOUFBA) foram identificados nove laboratórios que utilizam equipamentos de consumo especial de água. Foram cadastrados 116 equipos instalados, dos quais 12 estão sem funcionamento ou em reserva. Foi encontrado outro equipamento, cortador de gesso que também apresenta um consumo considerável, todavia não entrou no grupo em estudo por possuir poucas unidades de seu modelo, conforme já mencionado (FIGURA 4.19). Figura 4.19 – Cortador de gesso Baseado em entrevista realizada com dez estudantes de odontologia que fazem uso das clínicas da unidade de Odontologia, pode-se demonstrar o grau de comprometimento com o uso da água em sua unidade (APÊNDICE D). 81 Dentre os dez entrevistados, quando questionados sobre o acionamento da mangueira da cuspideira de forma contínua durante o atendimento, apenas dois confirmaram a sua não utilização em período integral, sendo esta empregada somente no momento de necessidade de uso pelo paciente. Ao serem questionados quanto ao tempo médio de uso das cuspideiras durante o atendimento ao paciente, chegou-se ao seguinte resumo, de acordo com as suas próprias necessidades (TABELA 4.15). Tabela 4.15 – Resumo da entrevista sobre o tempo de acionamento da cuspideira durante os procedimentos Nº de usuários entrevistados Tempo de acionamento da cuspideira (min) 2 15 1 30 2 60 2 120 1 180 2 240 Com base nesse levantamento, fez-se uma média ponderada do tempo de uso das cuspideiras pelos profissionais chegando-se a um valor de 1,8 hora por dia, com o atendimento ao público, que ocorre de segunda-feira a sexta-feira. O atendimento clínico voltado à comunidade que ocorre durante toda a semana, exceto aos sábados e domingos, justifica o número de equipamentos odontológicos na unidade. Foi contabilizado atendimento a cerca de 500 pacientes por dia com tempo de permanência média de 2 horas. O consumo atual de água pela FOUFBA está em 16 m3 por dia com os equipos em funcionamento, o que equivale a 320 m3/mês (APÊNDICE B). Utilizando a tarifa de água para prédios públicos da Embasa para consumo superior a 50 m3 no valor de R$ 9,70/m3, a unidade gasta cerca de R$ 3.104 por mês, somente com a utilização desses equipamentos. Considerando a taxa referente à geração de efluente de 80%, segundo a EMBASA, o custo final fica em R$ 5.587 por mês. 82 Baseado nos dados fornecidos pela SAD (Superintendência Administrativa da UFBA) o valor pago à Embasa pelo consumo do mês de junho de 2008 que foi de cerca de 610 m3, o equivaleu ao pagamento de aproximadamente a R$ 10.400,00, água e esgoto. 4.4.2.4 Proposições Modelos mais modernos de equipos já vêm com tecnologias que se preocupam com o consumo de água e energia, além de atender principalmente a higiene dos equipamentos, para a função a ser realizada (FIGURA 4.20). Uma alternativa é um novo equipamento odontológico que dispensa o uso da cuspideira. Segundo o fabricante nacional SUG-UP (2008), único que aspira resíduos de restauração, pó de lixamento, nebulização da alta-rotação, coágulos e restos cirúrgicos, armazenando e tratando estes poluentes antes de lançá-los na rede de esgoto. Assim, evita a contaminação do ambiente de trabalho e, principalmente a contaminação cruzada. Figura 4.20 - Aspirador Odontológico de Alta Potência - Sug Up Fonte: SUGUP Hoje, na Faculdade de Odontologia da UFBA pode-se propor a regulagem do tempo de acionamentodas cuspiderias pelos profissionais, até que equipamentos atuais sejam 83 substituídos por outros com regulagem mais eficiente e que independem da ação do odontólogo. 4.4.2.5 Considerações Finais A Faculdade de Odontologia da UFBA paga em média pela água e esgoto cerca de R$ 10.400,00, o que equivale ao consumo de 610 m3/mês, dos quais 54 % da água total é consumida pelos seus equipos, e o restante para outros usos. Isso faz refletir a importância do controle do uso pelos usuários e manutenção dos equipamentos pela unidade. Existem no mercado diversos modelos mais econômicos quanto ao uso de água e energia dos equipamentos odontológicos. Normalmente, o custo desses equipamentos odontológicos com tecnologia mais avançada é elevado, o que dificulta a aquisição destes pela unidade. A alternativa mais adequada para a situação dessas clínicas é a manutenção dos equipos, regulando a saída de água das cuspideiras, limpeza, ou até mesmo a substituição dos equipamentos, mesmo que gradativamente. E pela entrevista realizada com os estudantes da área que utilizam o equipo pode-se observar que grande maioria não se preocupa com o consumo de água desperdiçada. 4.5 ESTUDO DE PERDAS FÍSICAS O conceito de perda de água engloba dois tipos de perdas, a perda física e a não física. A primeira é considerada a parcela não consumida, podendo ser encontrada em vazamentos no sistema (captação, adução de água bruta, tratamento, reservação, adução de água tratada e distribuição), bem como em procedimentos operacionais como lavagem de filtros e descargas na rede. A perda não física origina-se de ligações clandestinas ou não cadastradas, hidrômetros parados ou que medem para menos, fraudes em hidrômetros e outras. As perdas físicas ainda podem ser divididas em visíveis e não visíveis. Esta última pode ser identificada utilizando geofone que funciona pela escuta através de vibrações e ruídos bem típicos formados pela pressurização de líquidos que escapam por um orifício da tubulação ou conexão. 84 Em algumas unidades da UFBA utilizou-se desse procedimento já que o consumo de água continuava elevado mesmo após a correção dos vazamentos visíveis. Esse tipo de investigação foi realizado no Instituto de Biologia e no Hospital de Medicina Veterinária. Como muitos prédios da universidade são antigos, a maioria já não possui plantas das instalações hidrossanitária, e rede de distribuição da área externa, o que vem dificultar consideravelmente o trabalho de detecção de vazamentos não visíveis. Desta forma, o uso do geofone torna-se uma ferramenta fundamental. Nas Figuras 4.21 e 4.22, demonstram-se dois momentos em que o Instituto de Biologia apresentou vazamentos na área externa da unidade, rompimento de tubulação e a ação da equipe para sanar o problema que fica registrado no site do Programa. Na Figura 4.21, o alto consumo registrado no período de 27/04/2006 a 28/04/2006 foi conseqüência de um tubo quebrado no terraço do prédio. Segundo o responsável pela unidade o prejuízo teria sido maior se o acompanhamento da leitura não fosse diário, pois só foi possível detectar o vazamento devido da anormalidade registrada no consumo na leitura do dia 28/04/2006 que foi duas vezes e meia maior que consumo normal. Figura 4.21 – Gráfico do Instituto de Biologia – rompimento da tubulação externa do prédio - 2006 Na Figura 4.22, foi identificado um vazamento em um tubo partido na área externa sendo logo regularizada, porém no monitoramento o consumo elevado deu continuidade. Foi 85 detectado um novo vazamento em outra rede externa na área externa da unidade, local este que era alagado devido à presença de lençol freático. Figura 4.22 – Gráfico do Instituto de Biologia – rompimento de tubulação externa do prédio - 2008 A alta pressão que a rede sofre pela alimentação pela concessionária, muitas vezes interfere negativamente nessas redes antigas. Nas Figuras 4.23 e 4.24 são mostrados os pontos vulneráveis mais freqüentes de vazamentos, tanto em redes de distribuição quanto em ramais. Como este estudo não tem como objetivo a obtenção e detalhamento de perdas físicas nas unidades da UFBA, este tema é proposto para estudos posteriores. Para fins de obtenção do consumo per capita das unidades acadêmicas e administrativas, utilizou-se o valor de perdas físicas pela diferença da média dos últimos quatro meses de consumo de água em 2007 com a média de quatro meses de 2008. Foi observada com esse simples cálculo a redução de perdas, já que muitas unidades estão sendo acompanhadas pela equipe do Programa. 86 Figura 4.23 – Pontos freqüentes de vazamentos em rede de distribuição (percentuais ilustrativos baseados em experiência da SANASA) Fonte: DTA A2 – PNCDA, 1998 Figura 4.24 – Pontos freqüentes de vazamentos em ramais (percentuais ilustrativos baseados em experiência da SANASA) Fonte: DTA A2 – PNCDA, 1998 Registros Tubos rachados Tubos perfurados Tubos partidos Hidrantes Juntas União simples Anéis 1,1% Ferrule defeituoso 0,8% R id Niple quebrado Rosca quebrada R f l d R i d f iT b f d 87 4.6 CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DAS UNIDADES ACADÊMICAS 4.6.1. Caracterização do Consumo As unidades de Administração, Filosofia e Arquitetura pertencem ao grupo de ensino sem laboratório, por conseguinte espera-se que apenas seja atribuído ao consumo de água à população flutuante (alunos e visitantes) e permanente (professores, funcionários e terceirizados). Já as unidades de Biologia e Politécnica por fazerem uso de equipamentos de consumo especiais, como destiladores, pertencem à tipologia de unidades de ensino com laboratório. Na Figura 4.25 são apresentadas as distribuições de consumo diário das unidades de ensino sem laboratório. Verifica-se que a unidade de Administração destaca-se das demais, com quase o dobro do consumo diário. Este fato pode ser justificado pela diferença da população de graduação e pós-graduação entre as três unidades (TABELA 4.16). PE/dia m 3 /d ia 735677463452293103 100 80 60 40 20 0 ADMINISTRAÇÃO segter quaqui sex sáb PE/dia m 3 /d ia 657529486361 50 40 30 20 10 0 FILOSOFIA seg ter/quiqua sex PE/dia m 3 /d ia 381376355350317 50 40 30 20 10 0 ARQUITETURA SEG TER QUAQUISEX Figura 4.25 – Consumo das unidades em relação à população consumidora de água nos dias da semana das unidades de ensino sem laboratório. 88 Tabela 4.16 – População de alunos nas unidades de ensino sem laboratório Unidade População Equivalente de alunos % Graduação Pós-graduação Total Pós/Tot alunos Administração 409 94 503 18 Filosofia 404 25 429 5,9 Arquitetura 245 4 249 1,57 Obs: Foi aplicado o fator de permanência no local para a obtenção do número de alunos em sala de aula. Dessa forma, conclui-se que em Administração a quantidade de alunos de pós- graduação eleva o consumo da unidade em relação às outras de mesma tipologia e que apresentam a população equivalente de alunos de graduação similar. Nas unidades de ensino sem laboratório pode-se observar que não há uma grande variabilidade de consumo durante os dias da semana. O consumo de água nos finais de semana praticamente se dá pelo enchimento do reservatório que abastece a unidade, consumo de vigilantes e portaria, limpeza do prédio, como em andares, salas, banheiros e cantina, e por fim, em alguns casos, o consumo pelos alunos que possuem aulas aos sábados. O horário daleitura dos hidrômetros reflete no volume registrado, se for feita no começo da manhã ou final da tarde, poderá estar incrementado o enchimento do reservatório, por exemplo. Esse detalhe poderá influenciar no consumo do dia anterior. Além desses consumos discriminados acima, há a parcela referente às perdas físicas, que são decorrentes de vazamentos. Essa parcela que integra o consumo da unidade não será analisada em profundidade nesse estudo, apesar de se saber da sua existência. O seu detalhamento requer um trabalho mais minucioso, já que cada unidade provavelmente terá um valor peculiar em função das considerações a serem levantadas durante a sua identificação, tais como: idade do prédio, freqüência de manutenção, pressão da água na rede pública, cadastro de rede de distribuição e instalação da rede hidráulica predial do prédio em estudo, etc. 89 Os consumos das faculdades de Filosofia e Arquitetura aos sábados e domingos, que não possuem aula nesse período, são devido aos enchimentos dos reservatórios e aos usos dos vigilantes/porteiros. Há algumas unidades da UFBA que possuem aulas aos sábados. O prédio de Filosofia, como outras mais, encontra-se em uma área onde existem alguns prédios comerciais, que nesses dias reduzem muito seus consumos, que ocasiona o aumento da pressão da rede pública local naquele período. Entretanto, devido às condições das redes e conexões internas da faculdade, ocasiona um incremento de vazamentos, o que vem a influenciar no aumento do consumo nos finais de semana daquela unidade. O Instituto de Biologia e a Escola Politécnica pertencem à tipologia das unidades de ensino com laboratório, ambos fazendo uso de destiladores, um dos equipamentos especiais de maior consumo nas unidades (FIGURA 4.26). PE/dia m 3 /d ia 262233224207137 50 40 30 20 10 0 BIOLOGIA SEG TERQUAQUISEX PE/dia m 3 /d ia 110810899269105309 100 80 60 40 20 0 POLITÉCNICA SEG TERQUA QUISEXSÁB Figura 4.26 – Consumo das unidades em relação à população consumidora de água nos dias da semana das unidades de ensino com laboratório. O motivo do consumo de água na sexta-feira ser superior à segunda-feira nas unidades de Biologia e Politécnica, apesar do menor número de alunos, dá-se pela limpeza do prédio, como ocorre nas demais unidades já citadas anteriormente. O Instituto de Biologia não há registro de leituras nos finais de semanas e sabendo que não há aulas durante aos sábados, o valor de segunda-feira representa o consumo médio desses três dias, incluindo o enchimento do reservatório e o consumo de vigilante/portaria. A Escola Politécnica apresentou o consumo no sábado também elevado, resultado atribuído às aulas ministradas no dia, enchimento do reservatório, conforme observado na Figura 4.26. 90 O fato do consumo de Biologia ser similar ao da Politécnica, com substancialmente população inferior, implica em desperdício da unidade. Entretanto, com dados mais recentes a unidade vem se empenhando e reduzindo seu consumo conforme ilustra a Figura 4.27 a seguir. Foram detectados vazamentos não visíveis na área externa do prédio e realizadas reformas das salas e laboratórios, com substituição de torneiras. Fonte: ÁGUAPURA vianet, 2008 Figura 4.27 – Médias mensais do consumo dos últimos 24 meses – Instituto de Biologia Ao fazer a relação do consumo per capita da unidade em relação ao indivíduo equivalente nos dias da semana (FIGURA 4.28), observa-se que este valor se sobressai dos demais nas sextas-feiras. Conclui-se desse fato que o fator preponderante para a análise do consumo da unidade não é somente atribuído ao aluno de graduação, mas sim pela influência da população permanente, ou seja, funcionários, professores, que trabalham com uma carga horária constante. 91 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 765432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 ADMINISTRAÇÃO 729 560 772 568 441 77 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 FILOSOFIA 581 709 612 708 487 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 ARQUITETURA 355 376 381 350 317 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 BIOLOGIA 207 262 233 224 137 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 765432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 POLITÉCNICA 910 1108 926 1089 530 9 Figura 4.28 – Consumo per capita das unidades em relação ao indivíduo equivalente da unidade nos dias da semana, 2007. Os gráficos de série temporal apresentados nas Figuras 4.29 a 4.33 ilustram a linha de tendência em declive fruto do trabalho do programa ÁGUAPURA no combate ao desperdício de água nas unidades, nos dias da semana, representados numericamente de 1 a 7, de segunda 92 a domingo. Os picos de consumo identificados estão relacionados aos vazamentos ocorridos por equipamentos danificados ou até mesmo ocorrência de algum evento que justifique este consumo. Como a série retrata um acervo de dados desde aproximadamente 2005, em algumas unidades, as ondulações apresentadas nos gráficos podem ser justificadas em decorrência dos meses de férias de início e meio de ano. Ressalta-se que nas Figuras 4.25 e 4.26 os picos de consumo são apresentados em asterisco, não afetando assim a representação diária dos consumos e nem as análises realizadas. A Faculdade de Filosofia sofre com a pressão na rede de distribuição da Embasa, ocasionada, principalmente, nos finais de semana pela ausência de funcionamento dos grandes consumidores, tais como a Escola Politécnica o CEPARH, Rede Bahia, CONDER, etc. Houve casos, em a unidade perdeu muita água através do extravasor do reservatório que não possuía bóia. A variabilidade do consumo de água na unidade no ano de 2006 se deu também ao fato de terem ocorrido obras de ampliação de anexo, ocasionando desperdícios no consumo. m 3/ di a 80 40 0 4893261631 4893261631 80 40 0 4893261631 80 40 0 1 2 3 4 5 6 7 Administração Figura 4.29 - Consumo histórico diário da unidade de Administração (dados de 2005 a 2008) 93 m 3/ di a 40 20 0 5103401701 5103401701 40 20 0 5103401701 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 Filosofia Figura 4.30 - Consumo histórico diário da unidade de Filosofia (dados de 2006 a 2008) m 3/ di a 50 25 0 5583721861 5583721861 50 25 0 5583721861 50 25 0 1 2 3 4 5 6 7 Politécnica Figura 4.31 - Consumo histórico diário da unidade de Politécnica (dados de 2005 a 2008) 94 m 3/ di a 5733821911 5733821911 60 45 30 15 0 5733821911 60 45 30 15 0 2 3 4 5 6 Biologia Figura 4.32 - Consumo histórico diário da unidade de Biologia (dados de 2005 a 2008) m 3/ di a 40 20 0 5853901951 5853901951 40 20 0 5853901951 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 Arquitetura Figura 4.33 - Consumo histórico diário da unidade de Arquitetura (dados de 2005 a 2008) 95 4.6.2. Considerações Finais A análise dos dados do programa de Uso Racional da Água - AGUAPURA na UFBA objetivou avaliar o consumo das unidades bem como o per capita dos mesmos de forma comparativa. Tais dados foram coletados através da página do programa na Internet (AGUAPURA via net), e validadosjuntos à equipe do programa, no sentido de corrigir possíveis erros de digitação, leitura, verificação de vazamentos, dentre outros. As unidades consumidoras também fizeram parte do tratamento dos dados, auxiliando na obtenção do número de pessoas que utilizam suas dependências, sejam alunos, professores, funcionários administrativos ou visitantes. As unidades foram separadas de acordo com a natureza das suas atividades entre administrativas e de ensino. Ao iniciar o tratamento estatístico dos dados, foram necessárias algumas correções nos valores das leituras, como erros de leitura, sendo necessário em alguns casos o descarte destas. Pode-se comprovar quantitativamente a diferença entre as unidades com laboratório e as unidades sem laboratório, e, foram construídos três tipos de gráficos (consumo, per capita e série histórica) para realizar esta análise. Dessa forma, foi possível uma visualização mais ampla do perfil de consumo dos prédios de ensino da UFBA, e também desta universidade como um todo. Dentro da subdivisão das unidades de ensino, as unidades que apresentaram os consumos em m3/dia mais elevados foram o Instituto de Química, Medicina/ICS e Odontologia. (APENDICE E). No caso dos prédios de Medicina/ICS e Odontologia, pode-se atribuir este elevado consumo ao atendimento ao público, que é realizado durante a semana. No caso particular de Medicina/ICS, é necessário ressaltar que se trata de dois prédios distintos, mas que utilizam o mesmo hidrômetro, portanto, nesta análise utilizou-se um valor de população equivalente correspondente ao número de usuários dos dois prédios. (APENDICE E). O Instituto de Química possui elevado valor de consumo em m3/dia, mas pode-se atribuir este valor ao seu número de laboratórios, os quais possuem muitos destiladores que demandam o consumo de água. Atualmente, o Instituto trabalha com uma média de 47L de água/1L de água destilada. Já na Escola de Odontologia, o alto consumo pode ser justificado pelo uso das cuspideiras (cadeiras de dentistas). Retornando à análise do Instituto de Química, comparativamente com Biologia, que possui número próximo de destiladores, vê-se que o Instituto de Química possui um consumo médio de 31,88 m3/dia, contra 16,87 m3/dia de Biologia, o que leva a concluir que o alto consumo do Instituto de Química é decorrente da regulagem dos destiladores. (APENDICE E). 96 Na análise do consumo per capita verificou-se que nem sempre as unidades que apresentam o maior consumo em m3/dia têm o maior consumo per capita. As três unidades que mais consomem são Química, ISC e Veterinária-Escola, ou seja, dentre estas, apenas Química está entre os três maiores consumos em m3/dia. Assim, o consumo hídrico gerado por estes serviços é atribuído somente à sua população equivalente, o que leva ao aumento dos valores do consumo individual, dando a impressão de que as pessoas, individualmente, consomem mais nestas unidades. Pôde-se verificar o comportamento de cada unidade, com relação à gestão dos seus gastos de água, a partir da implantação do programa na universidade. Este tipo de gráfico mostra de maneira geral os efeitos quantitativos do trabalho realizado. Esta análise verificou também a eficiência do programa no sentido de despertar a comunidade quanto à responsabilidade ambiental e, até mesmo no monitoramento de ações no ato do consumo, a fim de abolir a idéia de que a responsabilidade é da universidade, quando esta é dever de todos os que freqüentam e utilizam as dependências da mesma. Verificou-se que em muitos prédios, tem acontecido uma queda ao longo do tempo no quantitativo de m3/dia, o que não se pôde observar em outras unidades uma diminuição significativa. A exemplo do PAF1 (Pavilhão de Aulas da Federação1) houve grande diminuição do consumo, já que esta contempla grande fluxo de estudantes. A heterogeneidade dos resultados demonstra que existem unidades que necessitam de uma conscientização mais efetiva, de medidas mais contundentes para despertá-las à racionalização do uso dos recursos hídricos, bem como a existência de vazamentos nesses consumos. 97 4.7 REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA – ESTUDO DE CASO: HOSPITAL DE MEDICINA VETERINÁRIA 4.7.1 Diagnóstico A unidade do Hospital de Medicina Veterinária vem participando do projeto com leitura dos hidrômetros diariamente desde fevereiro de 2005, continuando com os seus procedimentos rotineiros até o presente momento. O HospMev é composto por três blocos: o hospital, propriamente dito, o Canil e o Setor de Reprodução, interligados e alimentados a partir de uma ligação da EMBASA, conforme identificado o hidrômetro nas Figuras 4.34 e 4.35. Figura 4.34 - Localização em croqui do hidrômetro do Hospital de Medicina Veterinária 98 Figura 4.38 - Fotografias do hidrômetro do Hospital de Medicina Veterinária Figura 4.35 – Fotografias do hidrômetro do Hospital de Medicina Veterinária Fonte: PROJETO ÁGUAPURA (2006) O edifício não possui reservatório enterrado e nem apoiado. A unidade possui 01 reservatório elevado, localizado, na seqüência da alimentação, na área do Jardim Zoológico de Salvador, que distribui para 04 reservatórios do hospital, e por sua vez alimenta 02 reservatórios no Setor de Reprodução, um dos anexos. Sua área de construção é de aproximadamente 2367,18 m², dispondo de 5 salas de aula, 10 laboratórios, 2 centros cirúrgicos (grande e pequeno porte), 1 setor de radiologia, 03 sanitários masculinos, 03 sanitários femininos e 01 sanitário misto, utilizado por professores, estudantes, funcionários e diversos, 01 cozinha, 01 lavanderia, 1 sala necrópcia, 1 sala de patologia, 06 estábulos com mini–bebedouros para animais, 1 sala de esterilização. Esta unidade não apresenta cantina, nem refeitório (EPUFBA, 2004 - 2006). O prédio do HospMev está localizado no Bairro de Ondina e é limitado pela Avenida Ademar de Barros e pelo Jardim Zoológico de Salvador. O prédio possui o térreo e 01 andar, onde estão distribuídos laboratórios, salas de aula, secretaria, diretoria, farmácia; um canil, com área de 71,28 m², possuindo cerca de 30 animais e o Setor de Reprodução, que possui 01 laboratório, 01 sala de aula, e outras salas que funcionam como depósitos. O Hospital de Medicina Veterinária funciona de segunda a sexta nos horários de 08:00 às 19:00 (UFBA, 2006), atendendo a comunidade externa que trazem seus animais para a realização de procedimentos médicos; aulas práticas para os alunos de graduação e pós- graduação; cursos de extensão e pesquisa, funcionando aos sábados apenas para aulas. 99 Atualmente, o Hospital funciona com 24 professores, sendo 23 de 40 horas, dedicação exclusiva, e 01 de 20 horas; 37 servidores, sendo 33 de 40 horas e 04 de 20 horas; e 21 funcionários terceirizados, sendo 15 de 40 horas, 02 de 20 horas e 04 de 12 horas. A varredura realizada pelo ÁGUAPURA levantou os componentes hidráulicos do prédio, totalizando 11 torneiras de lavatório (4 automáticas), 23 de pia, 20 de jardim, 12 bacias sanitárias com descarga sobrepor, 11 registros de gaveta, 06 registros de pressão (chuveiros), 08 torneiras de uso geral, 10 de bóia, 01 reservatório superior de 60000 litros e outros 06 tanques (3 de 500 litros, 01 de 1000 litros e 02 de aproximadamente 3000 litros), 04 destiladores, sendo que apenas 02 estavam em funcionamento, 02 bebedouros e 06 bebedouros para animais. 4.7.2 Indicador de Consumo – Metodologia e Cálculo da População Equivalente O total de alunos matriculados na Escola de Medicina Veterinária e que têm aula tanto na Escola como no Hospital são de 688 matriculados em graduaçãoe 56 em pós-graduação. Além disso, outros 10 estudantes de outras unidades têm aula em ambas as unidades. Para se determinar a população equivalente apenas no Hospital foram requisitados junto à secretaria da unidade as disciplinas e os horários de aula. No Gráfico 4.5 é apresentada a distribuição semanal da população de estudantes do HOSPMEV para o 1º semestre de 2006. Utilizando a metodologia descrita anteriormente, foi obtida uma PE de alunos de 45, ou seja, a população de alunos existente é a equivalente, em termos de consumo de água, a uma de 45 alunos que passa 8 horas por dia, durante 5 dias por semana no hospital. 100 Gráfico 4.5 - Distribuição da População de Alunos por faixas de horário – 1º semestre de 2006 (Projeto do HospMev) Fonte: Trabalho acadêmico do HospMev, 2006. Para funcionários foi obtida uma PE de 76,7, equivalente aos 82 funcionários, 71 são de dedicação de 40 horas, 7 são de 20 horas e 4 são vigilantes que trabalham 12 horas por semana. A distribuição temporal dos funcionários é a mesma para os dias da semana, mudando apenas no final de semana onde só trabalham os vigilantes, além de professores que dão aula aos sábados. Dessa forma, foi obtido para o HospMev uma PE de 122. Considerando a média do consumo de água no hospital igual a 13,8 m³/dia, referente aos meses de abril, maio e junho de 2005, respectivamente, segundo dados do ÁGUAPURA, o indicador de consumo litros/PE.dia é igual a 114 litros/PE.dia. Considerando o mesmo para os dados da EMBASA (abril, maio e junho de 2005) tem-se a média de 17,9 m³/dia e o indicador igual a 148 litros / PE dia. Contudo, é necessário salientar que o indicador população equivalente não leva em consideração os visitantes que trazem seus animais para o hospital (população flutuante) com tempo de permanência também variável. Além do número de animais na unidade (34 cachorros, além de 01 equino e 07 bovinos), que também participam no consumo de água na unidade, e causariam uma redução no indicador consumo por PE x dia. 0 20 40 60 80 100 120 140 160 7/9 9/11 11/13 13/15/ 15/17 17/18 18/20 P E S S O A S HORÁRIO seg ter qua qui sex sáb 101 4.7.3 Intervenção e Avaliação dos Resultados No início da sua participação, o máximo consumo médio diário do HospMev atingiu o valor de 56,7 m3 /dia, em fevereiro de 2005, maior valor registrado desde o início das ações do programa na unidade (PROJETO ÁGUAPURA, 2006). Em 15 de junho de 2005, foi dado início aos primeiros procedimentos de correção do projeto, denominados de varredura, com inspeção local da unidade por uma equipe composta por um técnico em edificações e uma equipe de um encanador e um auxiliar. O diagnóstico realizado na unidade constatou vazamentos em tubulações visíveis, nos reservatórios, banheiros masculinos e femininos, bebedouros para animais, torneiras manuais, registros de pressão e, através de testes expeditos, vazamentos em tubulações enterradas. Foram encontradas fontes de desperdício geradas por falta de atenção, como os encontrados nos bebedouros de animais, em decorrência de não haver plugs para obstruir a passagem da água, sendo esta desperdiçada para a tubulação de esgoto. A primeira varredura perdurou por 34 dias, surtindo imediatamente os efeitos das ações de combate às perdas de água existente na unidade. Em complementação à varredura, foram incluídos ao longo do processo trabalhos de conscientização aos usuários, sendo utilizada a Escola de Medicina Veterinária (prédio próximo ao do HospMev) como sede do V Seminário do Programa ÁGUAPURA, que contou com a presença do diretor da Escola de Medicina Veterinária, alguns representantes das unidades, usuários, pesquisadores, funcionários e comunidade externa. Em julho de 2005 a unidade atingiu um consumo médio diário de 6,7 m3/dia, mínimo alcançado na unidade, considerado um excelente resultado. Contudo, em setembro de 2005, foi dado início às obras de reforma de alguns setores do Hospital de Medicina Veterinária, concluídos em novembro de 2005. Durante o período da obra tiveram vazamentos que também contribuíram para o aumento do consumo, variando de 8 a 39,4 m3/dia, entre agosto a outubro de 2005. O projeto precisou então retornar seguidas vezes ao HospMev para manutenção corretiva, em decorrência da ineficiência do sistema de manutenção da universidade. De setembro a novembro houve 4 retornos de emergência, causando atraso nas atividades próprias do projeto manutenção preventiva. As intervenções nesse período podem ser verificadas na Tabela 4.17. 102 Tabela 4.17 - Intervenções do Projeto ÁGUAPURA no Hospital de Medicina Veterinária Nº da OS Serviço Executado Início Conclusão Total de dias 6120 Primeira Varredura 15/6/2005 18/7/2005 34 6409 Reparo em ponto de água (Alto) 15/7/2005 18/7/2005 4 6887 Reparo em tubo partido 9/9/2005 12/9/2005 4 6889 Reparo em tubo partido 13/9/2005 13/9/2005 1 6908 Colocar pontos de torneira 26/9/2005 26/9/2005 1 6909 Troca de 2 registros de gaveta 26/9/2005 26/9/2005 1 6910 Troca de torneira em lavatório 26/9/2005 26/9/2005 1 6911 Reparo em tubo partido 26/9/2005 26/9/2005 1 6944 Substituir bóia do reservatório superior 17/11/2005 18/11/2005 2 7847 Segunda Varredura 9/3/2006 27/3/2006 19 8383 Corrigir vazamentos (estacionamento e setor de radiologia) 9/5/2006 9/5/2006 1 Fonte: Relatórios de varreduras do ÁGUAPURA. Entretanto, esse esforço, por meio das medidas tomadas já mencionadas anteriormente, refletiu positivamente no consumo de água da unidade, diminuindo de 30,1 para 14,4 m³/dia entre novembro/05 e janeiro/06, auxiliado pelo término do período letivo. Em fevereiro de 2006, mesmo antes do início das aulas do semestre de 2006, houve novo aumento do consumo de água, subindo para 25,1 m³/dia, o que justificou uma segunda varredura, iniciada em 09 de março de 2006. Após essas ações e a conclusão das obras, o consumo de água médio diário do Hospital de Medicina Veterinária voltou a diminuir, indo para 16,71 m³/dia em março, 13,9 m³/dia em abril, aumentando em seguida para 16,73 m³/dia em maio e chegando a 10,6 m³/dia em junho. Nos últimos 3 meses (abril a junho de 2006) a média de consumo diário foi de 13,8 m³/dia, em contraposição aos 52,9 m³/dia dos três meses iniciais de início da participação da unidade no projeto (fevereiro a abril de 2005), representando uma redução de 74%. Comparando os meses de junho de 2006 (10,6 m³/dia – dados do ÁGUAPURA) com junho de 2004 103 (consumo médio diário de 67 m³ - dados da Embasa) houve uma redução de 84%. Comparando apenas os dados da Embasa para junho de 2006 (13,5 m³/dia) com junho de 2004 (67 m³/dia) houve uma redução de 80%. 4.7.4 Avaliação Financeira após a Intervenção – Dados da Embasa O consumo médio anual do Hospital de Medicina Veterinária vinha se mantendo constante de 1998 a 2002, e aumentando em seguida até 2004, período anterior às intervenções do ÁGUAPURA, como apresentado no Gráfico 4.6. Dados da prestação de contas da UFBA com a Embasa (SAD/UFBA, 2006) mostram que as médias dos consumos mensais nos anos de 2003 e 2004 foram de 1598,3 m³/mês e 1982 m³/mês, respectivamente, representando um elevado consumo. Após as varreduras realizadas pela equipe do projeto foi verificada uma redução significativa do consumo chegando a 550 m3 em 2006. Gráfico 4.6 – Consumo Médio Mensal (m3) do Hospital de Medicina Veterinária – Leitura da Embasa Fonte: SAD/UFBA, 2006. No Gráfico 4.7 é possível verificar a redução gradual do consumo de água da unidade, chegandoa uma média de 340 m3 nos meses de março e abril de 2006. 1.118 1.232 1.353 1.233 1.598 1.982 1.777 550 - 500 1.000 1.500 2.000 2.500 1998 1999 2000 2002 2003 2004 2005 2006 104 Gráfico 4.7 – Consumo Médio Mensal (m3) do HospMeV – Comparativo Embasa x ÁGUAPURA Fonte: SAD/UFBA e Banco de Dados ÁGUAPURA, 2006 O total pago pela UFBA à Embasa nos anos de 2000 a 2006 estão representados na Tabela 4.18. Verifica-se que houve uma redução do ano de 2004 para 2005 em R$ 2.916,27, equivalente a 2,4% do gasto do ano anterior. Apesar desse baixo valor estima-se que ao final de 2006, em relação ao ano de 2005, haja uma redução bem mais considerável, visto que a unidade vem desempenhando um grande trabalho junto ao Programa. Tabela 4.18 - Gastos anuais da UFBA com as contas de água no HospMev Ano Valor (R$) 2003 94.823,90 2004* 124.020,96 2005* 121.104,69 2006** 22.478,26 * Falta o valor correspondente ao mês de outubro, que não está presente na prestação de contas. ** Total pago até junho de 2006. Fonte: SAD/UFBA (2002 a 2006) Os valores pagos nos primeiro e segundo semestres de cada mês são representados na Tabela 4.19. Consumo Mensal (m3/mês) Hospital de Medicina Veterinária - UFBA 0 250 500 750 1000 1250 1500 1750 2000 2250 2500 2750 ja n/ 05 Fe v M ar A br M ai Ju n Ju l A go S et O ut N ov D ez ja n/ 06 Fe v M ar A br M ai Ju n Águapura Embasa 105 Tabela 4.19 - Gastos semestrais da UFBA com as contas de água no HospMev Ano Valor (R$) Redução / Acréscimo (R$) 1º Semestre 2º Semestre 1º Semestre 2º Semestre 2003 42.096,05 52.727,85 - - 2004 66.311,46 57.709,50 24.215 4.982 2005 64.420,25 56.684,44 (1.891) (1.025) 2006 22.478,26 - (41.942) - Fonte: UFBA (2002 a 2006) Na Tabela 4.19 é possível observar a evolução semestral dos gastos e como foi representativa a redução do 1º semestre de 2005 para o 1º semestre de 2006, chegando ao valor de R$ 41.942,00 de economia, ou seja, 65% de redução dos gastos pagos à Embasa. 4.7.5 Considerações Finais O Hospital de Medicina Veterinária vinha participando ativamente desde o início do Programa, constatando a preocupação do seu representante na assiduidade dos registros das leituras dos hidrômetros, acompanhamento de todo o trabalho, participação em reuniões do ecotime para discussões sobre o tema e desenvolvendo o trabalho de conscientização dos usuários local quanto ao uso dos recursos naturais e geração de efluentes. Esse apoio permitiu chegar a resultados exemplares para as demais unidades da UFBA, reduzindo 80% do consumo até junho/06 e tendo uma economia financeira de cerca de R$ 42 mil somente no 1º semestre de 2006. O acompanhamento do Programa está ajudando no sentido de alertar a concessionária, responsável pelo fornecimento de água, e a própria UFBA quanto a verificação das leituras feitas. Em algumas ocasiões a Embasa trocou os hidrômetros associando o valor reduzido do consumo de água por erro no medidor. Nesses casos, a concessionária registra o valor a ser pago pela média dos meses anteriores. Após esse fato e tendo sido esclarecido à Embasa sobre o trabalho realizado pelo Programa nas unidades do UFBA, principalmente o caso HopsMev, a conta foi retificada. 106 Com base nos dados de consumo de água do Hospital de Medicina Veterinária realizado pela Embasa e pelo Programa ÁGUAPURA, durante a elaboração deste estudo de caso, apresentou um excelente desempenho da unidade com as reduções do consumo. Posteriormente ao estudo ocorreu uma desvinculação do representante da unidade ficando um período sem o devido controle, exceto quanto às varreduras. O consumo da unidade oscilou durante um determinado tempo. A importância do acompanhamento do sistema de monitoramento do Programa proporcionará o retorno financeiro e principalmente de ganhos ambientais, reforçando a idéia da preservação dos recursos naturais e do objetivo da universidade de educar para o desenvolvimento sustentável. 107 Capítulo 5 CONCLUSÕES O Programa ÁGUAPURA, Racionalização do Uso da Água na UFBA, vem sendo desenvolvido desde 2005 buscando atuar, efetivamente, na racionalização do consumo da água e no combate ao desperdício desta. Para tanto, com base em conceitos de Produção Limpa, o programa tem considerado ações de manutenção preventiva, troca de equipamentos, conscientização e participação de representantes das unidades de ensino, entre outras ações. Como a UFBA mantém a responsabilidade e o controle das contas pagas pelo consumo de água à Embasa, pouco se conhecia sobre o consumo de água por unidade. Acredita-se, portanto que o desenvolvimento de uma metodologia para acompanhamento do consumo de água por unidade através da criação de um sistema Via Net serviu como base para delineamento das ações do projeto. Ressalta-se que esse sistema de monitoramento funciona de forma segura, mostrando a eficiência da metodologia e qualidade nos resultados obtidos, mesmo sem a utilização de data-logger ou similar. Seguindo as principais linhas de ação deste trabalho são apresentadas a seguir as principais conclusões referentes em cada linha de ação. • Estudo do consumo de água da UFBA Para o levantamento dos dados do consumo de água da universidade deparou-se com a falta de controle das informações, sem registros guardados pelo departamento responsável na UFBA. Por outro lado, a necessidade de se conhecer o histórico do consumo de água despertou o interesse em manter sempre atualizado e seguro esses dados, sendo inclusive disponíveis à comunidade pesquisadora. Com esse estudo foi possível organizar o histórico de consumo de água das unidades da UFBA de 1998 até o ano 2007, em meio digital, como banco de dados. O confronto das leituras medidas pela Embasa e pelo ÁGUAPURA permitiu verificar a eficiência do monitoramento, até mesmo alertar ambas as medições a ocorrência de leituras duvidosas. Caso exemplificado no Hospital de Medicina Veterinária. 108 Conclui-se que a redução no consumo da UFBA de cerca de 45%, da média dos anos de 1998 a 2004, em relação ao período de 2005 a 2007, é mérito do Programa ÁGUAPURA juntamente com a consciência da comunidade, mesmo que de forma ainda tímida, quanto ao uso racional da água e o combate ao desperdício, principalmente dos representantes das unidades. Observou-se o declínio do consumo da UFBA ao longo dos anos e a tendência a estabilização a partir dos anos de 2006 e 2007, mesmo com o aumento da população (vagas para graduação, pós-graduação, professores e demais funcionários). • Levantamento dos consumidores O indicador de população equivalente permitiu estabelecer um valor mais próximo do real quanto aos usuários que permanecem nas unidades com suas respectivas cargas horárias, sejam eles estudantes, professores ou funcionários. Observou-se mais na frente que a influencia da população permanente (funcionários) é grande em relação aos estudantes, que apesar do grande número se mostra mais flutuante. • Estudo do consumo especial Através do estudo de consumo especial no caso dos destiladores verificou-se o desperdício elevado da água provinda do resfriamento do processo para a obtenção do destilado. E que apesar das poucas ou quase nunca serem feitas as manutenções necessárias em seus equipamentos o simples ato de regular a entrada de água, desde que não prejudique a eficiência do equipamento, reduz consideravelmente o volume de água lançado para arede de esgoto. De todos os laboratórios identificados apenas dois do Instituto de Geociências faz reaproveitamento de toda a água de resfriamento. Na Faculdade de Odontologia, dos 104 equipamentos odontológicos em funcionamento a água despendida pelas cuspideiras, obviamente não aproveitadas, pode ser reduzida pela prática de alternativas como utilizar a cuspideiras somente sob necessidade do procedimento odontológico. Fato que não vem acontecendo. • Estudo de perdas físicas Esta linha de ação, originalmente inserida no planejamento, não foi contemplada nesse estudo. Entretanto, devido a sua importância para a complementação da caracterização das unidades é recomendada para trabalhos futuros. O estudo da perda física implica na obtenção 109 do volume perdido e que pode ser contabilizada, por exemplo, nos horários de não funcionamento das escolas. Levando-se em consideração o enchimento dos reservatórios e consumo mínimo de vigias/porteiros. • Construção de indicadores de consumo Para a caracterização das unidades da universidade essa linha de ação contempla todas as demais citadas anteriormente. A necessidade da separação das unidades por tipologias distintas (ensino com e sem laboratório, e administrativas) permite verificar comportamentos diferentes, ou seja, o consumo médio da unidade para aquela população equivalente proporcional a outra unidade com as mesmas características. A influência dos laboratórios pode diagnosticar unidades que estão com consumo mais elevado, mesmo com o uso de destiladores. Essa relação da população versus consumo nos dias da semana pode ser representada nos aumentos dos picos de maior consumo. A influência da população equivalente permanente (funcionários) nas sextas-feiras, como é o caso de algumas unidades com poucas aulas nesse dia, apresenta o consumo per capita mais elevado. E por fim, a obtenção do consumo per capita médio das unidades estudadas variando em torno de 30 litros/PE.dia, abaixo do recomendado pela literatura no valor de 50 litros/estudante.dia. Conclui-se que, apesar do bom desempenho de algumas unidades no Programa, a contribuição poderá ser maior na redução do consumo por população equivalente de cada unidade, já que foram observadas consumos de cerca de 15 litros/PE.dia, como é o caso da Escola Politécnica. O gasto de água em edificações está associado a quatro aspectos principais: consumo, desperdício, perdas nas instalações, qualidade ambiental do prédio, aparelhos e instalações e nível de medição e tarifa. O consumo necessário geralmente se confunde com o desejado, e qualquer ação para sua redução requer uma mudança de hábito. O programa ÁGUAPURA atuou no sentido de conscientizar aos usuários quanto ao uso desse recurso. O desperdício está relacionado ao gasto não necessário ou desejado pelo usuário que pode estar associado tanto ao uso indevido da água pelo usuário como a utilização de instalações consumidoras. Neste sentido, durante o programa foram trocados alguns equipamentos convencionais por economizadores, adaptados redutores de vazão nas torneiras, ressaltando sempre a importância da necessidade do volume mínimo para o atendimento satisfatório do usuário. As perdas nas instalações não dependem diretamente do usuário, mas das características dos aparelhos e a sua manutenção. Neste programa não foi possível realizar uma caracterização e estimativa das perdas, pois houve a necessidade da instalação de hidrômetros em alguns 110 ambientes e até a conclusão deste trabalho não foi possível gerar dados suficientes para conclusões. A qualidade ambiental do prédio, aparelhos e instalações é definida no projeto, construção e reforma, seguindo as normas técnicas, não fez parte deste trabalho. O nível de medição e tarifa afeta o consumo, tendo em vista que o usuário não tinha conhecimento de tais informações. Assim, o sistema de acompanhamento online do consumo por unidade foi desenvolvido, para servir de apoio para o desenvolvimento do programa, norteando ações imediatas na redução do consumo em cada unidade. As atividades relacionadas ao desenvolvimento do Programa permitiram a redução nos gastos ambientais e financeiros com relação ao consumo de água da universidade. Salva algumas exceções há unidades que vem manifestando preocupação quanto ao desperdício gerado em seus equipamentos sanitários, consumos especiais, vazamentos, etc. Assim, com o resultado econômico das unidades, propõe-se o retorno em fonte de recursos para o esforço de inclusão social desenvolvido pela própria universidade e principalmente de ganhos ambientais, reforçando a idéia da preservação dos recursos naturais e do objetivo da universidade de educar para o desenvolvimento sustentável. Associado a esse trabalho ressalta-se a importância e eficiência no controle do consumo de água das unidades através da descentralização da gestão, transferindo-se a cada diretor a responsabilidade de difundir a conscientização do uso dessa fonte. 111 Capítulo 6 PROPOSIÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS Durante a realização da pesquisa foram identificados outros assuntos relacionados ao consumo de água em prédios de instituições de ensino que podem ser considerados relevantes para o tema uso racional da água, entretanto, apesar de fazerem parte do contexto, não puderam aqui ser aprofundados, sendo assim, ficam como proposições para futuros trabalhos. Como sugestões para pesquisas futuras que possam contribuir para uma adequada gestão da demanda de água em unidades de ensino superior, com conseqüente redução de desperdícios, relacionam-se a seguir alguns temas: • Análise do consumo das unidades não detalhadas neste estudo; • Estudo da substituição dos destiladores por outros modelos ou processos, frisando a otimização do consumo e a real necessidade quanto a pureza da água para os procedimentos realizados; • Levantamento e análise do gasto de energia elétrica pelos destiladores; • Estudo para o levantamento de dados sobre perdas físicas decorrentes de vazamentos, que integra o consumo da unidade, já que cada unidade provavelmente terá uma característica distinta em função das considerações a serem levantadas durante a sua identificação, tais como: idade do prédio, freqüência de manutenção, pressão da água na rede pública, cadastro de rede de distribuição e instalação da rede hidráulica predial do prédio em estudo, entre outros. Essa análise reflete na variabilidade do consumo nos dias da semana e principalmente nos finais de semana, período este que em sua maioria não deveria apresentar grande consumo pela ausência de aulas nos prédios. 112 Capítulo 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ÁGUAPURA – Programa de Uso Racional da Água da UFBA. Disponível em: < http://teclim.ufba.br/aguapura2/index.php > Acesso em: 10 mai. 2008 ALMEIDA, A. P.; ALVES, I.; TEIXEIRA, M. Racionalização de consumo de água do prédio da Escola Politécnica da UFBA. (Trabalho de graduação). Escola Politécnica, UFBA, Salvador, 2005. ALMEIDA, G. S. Metodologia para Caracterização de Efluentes Domésticos para fins de Reúso: Estudo em Feira de Santana, Bahia. 226 P. Dissertação (Mestrado) – Escola Politécnica, Universidade Federal da Bahia, 2007. Aspirador Odontológico de Alta Potência - Sug Up. Disponível em: <http://sugup.com.br/ >. Acesso em 20 abr. 2008 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). 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Universidade Federal da Bahia, Reitor Heonir Rocha. - Salvador, 2001. Relatório de Gestão 2001. Universidade Federal da Bahia, Reitor Heonir Rocha. - Salvador, 2002. 115 Relatório de Gestão 2002. Universidade Federal da Bahia, Reitor Naomar Monteiro de Almeida Filho. - Salvador, 2003. Relatório de Gestão 2003. Universidade Federal da Bahia, Reitor Naomar Monteiro de Almeida Filho. - Salvador, 2004. Relatório de Gestão 2004. Universidade Federal da Bahia, Reitor Naomar Monteiro de Almeida Filho. - Salvador, 2005. Relatório de Gestão 2005. Universidade Federal da Bahia, Reitor Naomar Monteiro de Almeida Filho. - Salvador, 2006. Relatório de Gestão 2006. Universidade Federal da Bahia, Reitor Naomar Monteiro de Almeida Filho. - Salvador, 2007. Relatório de Gestão 2007. Universidade Federal da Bahia, Reitor Naomar Monteiro de Almeida Filho. - Salvador, 2008. ROCHA, A. L.; BARRETO, D.; IOSHIMOTO, E. Caracterização e Monitoramento do Consumo Predial de Água. 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INSPEÇÃO DE LEITE 1°ANDAR 3 - - - 800 11 261,8 - 2,3 4 2 8 1 70 113,83 Destila à vazão fixa. TOTAL 2 114 Observação Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalConsumo medido - Água de Resfriamento Relação AR/AD Consumo diário (l)Produção Água Destilada (l/h) 121 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA TECLIM 10/4/2008 LISTA DE DESTILADORES UNIDADE: HOSPITAL VETERINÁRIO Responsável: Data: CONTATO: Telefone: Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia dias/sem ana total (h/seman a) AD AR cultivo celular 1°andar 1 FANEM 724 - 800 36 80,0 - 1,5 5 8,0 3 24,0 1 64 53,69 demora para começar a destilar. não destila à vazão cte. cultivo celular 1°andar 2 MILIPORE - - - - - - - - - - - - não está funcionando cultivo celular 1° andar 3 CIENTEC - - - - - - - - - - - - não está funcionando TOTAL 1 64 Observação Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalConsumo medido - Água de Resfriamento Relação AR/AD Consumo diário (l)Produção Água Destilada (l/h) 122 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA TECLIM 25/12/2008 LISTA DE DESTILADORES UNIDADE: FARMÁCIA Responsável: MARI NEY Data: 22/5/2007 CONTATO: Telefone: email: mariney_bio@hotmail.com Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia dias/semana total (h/semana) AD AR SALA DE FACFAR - 2º PISO - SOC. FABBE 106 - 2000 24,02 299,8 9,077 ESTERILIZAÇÃO 2000 24,51 293,8 10,245 296,8 9,661 6 5 30 10 297 30,72 MICROBIOLOGIA FACFAR - 3º PISO - PERMUTION - - - - 2 5 10 DE ALIMENTOS SALA DE FACFAR - 2º PISO 1 GFL 2012 - - - 12 - - - DESLIGADO PURIFICAÇÃO IMPORTADO DE ÁGUA 2 BAUMER DI 800 - - - - 198 - - - DESLIGADO TOTAL 10 297 Relação AR/AD Utiliza o deonizador com o autoclave. Alega uma maior economia de água e de energia. Consumo diário (l) Observação Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalProdução Água Destilada (l/h)Consumo medido - Água de Resfriamento 123 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA TECLIM 25/12/2008 LISTA DE DESTILADORES PROFESSOR EMERSON UNIDADE: QUÍMICA Responsável: Data: CONTATO: Telefone: email: Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante (l/h) in loco fabricante horas/dia dias/ semana total (h/semana) AD AR Química Orgânica 1º andar - sala 121 - Geral Inorgânica 2ª andar - sala 210 Quimis 341.210 - 330 240 7,2 10 24 6 264 45,83 2ª andar - sala 213 FABBE-Primar 106 - 360 6,6 27 6 324 54,55 Analitica 4º andar - sala dest FABBE-Primar 106 - 360 6,6 27 6 324 54,55 4º andar - sala 408 Quimis 341.25 - 240 200 4,8 5 45 7 360 50,00 4º andar - sala 411 Quimis 341.25 - 240 200 4,8 5 16 3 128 50,00 Físico Química 5º andar - sala 506 Quimis 341.25 - 150 200 6 5 18 4 90 25,00 TOTAL 31 1.490 Fonte: Dados coletados por Hugo xxx, aluno do Professor Emerson Sales do Instituto de Química - UFBA - abril de 2008 Consumo diário (l)Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalProdução Água Destilada (l/h) ObservaçãoRelação AR/AD Consumo medido - Água de Resfriamento 124 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA TECLIM 25/12/2008 LISTA DE DESTILADORES UNIDADE: BIOLOGIA Responsável: REGIVALDO Data: 10/5/2007 CONTATO: Telefone: 32636511/99144520 Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante (l/h) in loco fabricante horas/dia dias/semana total (h/semana) AD AR LENI IBIO - 1º andar - LABOQUÍMICA - - 1000 17,78 202,5 20,0 0,0049 0,5 0,0025 0 0 10,12 Outros Lab's utilizam essa AD CITOGENÉTICA IBIO - 1º andar - - - - - - - - - - QUEBRADODOS VERTEBRADOS LAB. BOTÂNICA IBIO - 1ª ANDAR - SOC. FABBE 12 B - 1000 13,88 - - - - - QUEBRADO LAB. DE IBIO - 1ª ANDAR - - - - - - - - - QUEBRADO PREP. DE AMOSTRAS BIOLOGIA MARINHA IBIO - 2º ANDAR - QUIMIS Q 341 - 1000 16,78 214,5 200 a 300 20,0 2,0 4 1,5 6 4 43 10,73 BIDESTILADOR IBIO - TÉRREO - GFL 2002 99 3,3 0,3 4 0 0 10,00 IMPORTADO - AUTOMÁTICO LAVIET - LAB. DE AO LADO DO IBIO - QUIMIS Q 341 - 200 2,91 247,4 200 a 300 15,0 2,0 4 3 12 6 99 16,49 Usado por vários Lab's PREP. DE AMOSTRAS Porífera 15,0 1,0 4 1 4 0 2 15,00 Anphibia 4,5 0,3 4 1 4 0 1 15,00 Genética Humana 4,5 0,3 4 1 4 0 1 15,00 Ecomar 0,3 0,0 4 1 4 0 0 15,00 Maremba 225 15,0 4 1 4 2 30 15,00 TOTAL 12 175 * Dados coletados pelos estudantes da disciplina Ciências do Ambiente 2007 LAVIET Observação Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalConsumo medido - Água de Resfriamento Relação AR/AD Consumo diário (l)Produção Água Destilada (l/h) * * * * * * 125 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA TECLIM 25/12/2008 ocultar ocultar UNIDADE: ICS Responsável: Paulo Tavares Data: 11/5/2007 CONTATO: Telefone: 87264080 email: tavares@ufba.br Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia dias/semana total (h/semana) AD AR LAB. DE PREP. ICS - 5º ANDAR - SOC. FABBE 106 - 150 1,12 482,1 20 5 5 25 17 402 24,11 REAGENTES NEUROQUIMICA ICS - 5º ANDAR - SOC. FABBE 106 - 500 5,4 333,3 20 5 5 25 17 278 16,67 BIOLOGIA CELULAR ICS - 4º ANDAR 1 SOC, FABBE 106 - - - - - - - DESLIGADO ICS - 4º ANDAR 2 FANEM 724 - 400 41,53 34,7 2 5 5 25 2 29 17,34 ICS - 4º ANDAR 3 FANEM 724 - - - - - - - DESLIGADO HISTOQUIMICA ICS - 4º ANDAR - BIOMATIC - - 700 12,21 206,4 10 5 5 25 8 172 20,64 BIOQUIMICA ICS - 4º ANDAR - NOVA TECNICA NT426 - 800 11,12 259,0 10 10 5 5 25 8 216 25,90 MICROBIOLOGIA ICS - 2º ANDAR - SOC. FABBE 106 - 500 10,33 174,2 20 - - - DESLIGADO A MAIS DE ESTERILIZAÇÃO 1 ANO MICROBIOLOGIA ICS - 2º ANDAR - QUIMIS Q341 - 500 8,21 219,2 200 15 5 4 4 16 8 117 14,62 ECOLOGIA II ALERGIA ICS - 2º ANDAR - BIOPAR BD101 - 500 18,16 99,1 5 4 5 20 3 66 19,82 ACAROLOGIA BIOENGENHARIA ICS - 1º ANDAR - MARCONI - - 17 a 19 1 BIDESTILADOR IMUNOLOGIA ICS - TÉRREO - FANEM 724 - 1000 36,27 99,3 30 8 5 40 0 0 #DIV/0! Erro na leitura IMUNO CORYNE ICS - AO LADO - DE LEO DL/DA - 1000 31,33 114,9 20 2 a 5 - DESLIGADO ANEXO 1 TOTAL 63 1279 NEUROCIÊNCIAS LISTA DE DESTILADORES Consumo medido - Água de Resfriamento Observação Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalProdução Água Destilada (l/h) Relação AR/AD Consumo diário (l) 126 TECLIM UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA TECLIM 25/12/2008 LISTA DE DESTILADORES UNIDADE: NUTRIÇÃO Responsável: Data: CONTATO: Telefone: Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia dias/semana total (h/semana) AD AR BIOQUÍMICA DOS ALIMENTOS 1°andar 1 QUIMIS Q 341 10 ANOS 500 15 120,0 2,8 5 8,0 0,25 2,0 0 8 42,67 TOTAL 0 8 Relação AR/AD Observação Identificação espacial Identificação do equipamento Consumo medido - Água de Resfriamento Produção Água Utilização Semanal Consumo diário (l) 127 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA TECLIM 25/12/2008 LISTA DE DESTILADORES UNIDADE: ESCOLA POLITÉCNICA Responsável: Data: CONTATO: Telefone: Laboratório Localização ID. Destilado Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia dias/semana total (h/semana) AD AR GEOTECNIA 3° ANDAR 1 BIOPAR BDL5L 2003 500 28,715 62,7 5,8 5 8,0 2 16,0 3 33 10,80 REAÇÕES 3°ANDAR 2 QUIMIS Q341 12 5ANOS 500 8,886667 202,5506 120 2,9 2 5 1 5,0 0 34 69,77 Estava vazando água pela haste do destilador NTPR 2°ANDAR 3 FANEM 724 15ANOS 1000 13,59333 257,1 5,7 5 2 1 2,0 0 17 45,24 DEM 1°ANDAR 4 QUIMIS Q341V24B 2003 1000 10,59667 327,2727 160-240 4,3 3,5 12 0,08 1,0 0 11 76,82 BIDESTILADOR LABDEA 4°ANDAR 5 QUIMIS Q341 25 - 1000 15,115 238,2 200 4,9 5 8 5 40,0 6 318 48,96 4°ANDAR 6 - - - - - - - - - - - - - NÃO É UTILIZADO DEQ 6°ANDAR 7 - - - 500 7,438333 242,0 4,5 - 6 0,08 0,5 0 4 53,78 TOTAL 11 417 Observação Identificação espacial Identificação do equipamento Consumo medido - Água de Resfriamento Utilização Semanal Consumo diário (l) Relação AR/AD Produção Água 128 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA TECLIM 25/12/2008 LISTA DE DESTILADORES UNIDADE: ODONTOLOGIA ResponsáMARCOS (PERMANECER) Data: 22/5/2007 CONTATO: Telefone: email: Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia dias/semana total (h/semana) AD AR LABORATÓRIO 8º ANDAR 1 500 7 257,1 - 5,128 5 5 25 4 214 50,14 DE 2 - - - - - - - - - - - - - EQUIPAMENTO DANIFICADO PATOLOGIA TOTAL 4 214 Consumo medido - Água de Resfriamento Observação Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização Semanal Consumo diário (l) Relação AR/AD Produção Água Destilada (l/h) 129 APÊNDICE B QUADRO GERAL DE CONSUMO ESPECIAL – EQUIPOS 130 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA TECLIM Unidade: Odontologia Responsável: Marcos Vilas Boas Data: CONTATO: Telefone: email: Tempo de utilização Ambulatório Localização ID. Equipo Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante (l/h) horas/dia Endodontia 1º andar 3 Gnatus Persus 200 6,000 120,0 1,8 216,00 Endodontia 1º andar 4 Gnatus Persus 200 8,500 84,7 1,8 152,47 Endodontia 1º andar 5 Gnatus Persus - INTERDITADO Endodontia 1º andar 6 Gnatus Persus 200 11,333 63,5 1,8 114,35 Endodontia 1º andar 7 Gnatus Persus 200 9,167 78,5 1,8 141,38 Endodontia 1º andar 8 Gnatus Persus 200 8,167 88,2 1,8 158,69 Endodontia 1º andar 9 Gnatus Persus 200 11,167 64,5 1,8 116,06 Endodontia 1º andar 10 Gnatus Persus - NÃO FUNCIONA Endodontia 1º andar 11 Gnatus Persus 200 12,333 58,4 1,8 105,08 Endodontia 1º andar 12 Gnatus Persus 200 16,167 44,5 1,8 80,16 Endodontia 1º andar 13 Gnatus Persus 200 12,000 60,0 1,8 108,00 Endodontia 1º andar 14 Gnatus Persus 200 9,333 77,1 1,8 138,86 Endodontia 1º andar 15 Gnatus Persus - NÃO FUNCIONA Endodontia 1º andar 16 Gnatus Persus 200 14,167 50,8 1,8 91,48 Endodontia 1º andar 17 Gnatus Persus 200 6,000 120,0 1,8 216,00 Endodontia 1º andar 18 Gnatus Persus - NÃO FUNCIONA Endodontia 1º andar 19 Gnatus Persus 200 5,833 123,4 1,8 222,17 Endodontia 1º andar 20 Gnatus Persus 200 6,833 105,4 1,8 189,66 Endodontia 1º andar 21 Gnatus Persus - NÃO FUNCIONA Endodontia 1º andar 22 Gnatus Persus 200 8,833 81,5 1,8 146,72 Endodontia 1º andar 23 Gnatus Persus 200 10,333 69,7 1,8 125,42 Endodontia 1º andar 24 Gnatus Persus 200 7,667 93,9 1,8 169,04 Endodontia 1º andar 25 Gnatus Persus 200 7,333 98,2 1,8 176,73 Endodontia 1º andar 26 Gnatus Persus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 Endodontia 1º andar 27 Gnatus Persus 200 8,833 81,5 1,8 146,72 Endodontia 1º andar 28 Gnatus Persus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 Endodontia 1º andar 29 Gnatus Persus 200 6,667 108,0 1,8 194,40 Endodontia 1º andar 30 Gnatus Persus 200 9,167 78,5 1,8 141,38 Especialização Endo 1º andar 1 Gnatus Persus 200 9,333 77,1 1,8 138,86 Especialização Endo 1º andar2 Gnatus Persus - INTERDITADO Especialização Endo 1º andar 3 Gnatus Persus - NÃO FUNCIONA Especialização Endo 1º andar 4 Gnatus Persus 200 10,333 69,7 1,8 125,42 Especialização Endo 1º andar 5 Gnatus Persus 200 8,333 86,4 1,8 155,52 Especialização Endo 1º andar 6 Gnatus Persus 200 5,500 130,9 1,8 235,64 Especialização Endo 1º andar 7 Gnatus Persus 200 6,333 113,7 1,8 204,63 Especialização Endo 1º andar 8 Gnatus Persus 200 6,000 120,0 1,8 216,00 Especialização Endo 1º andar 9 Gnatus Persus 200 11,167 64,5 1,8 116,06 Especialização Endo 1º andar 10 Gnatus Persus 200 7,000 102,9 1,8 185,14 Especialização Endo 1º andar 11 Gnatus Persus 200 12,333 58,4 1,8 105,08 LISTA DE EQUIPOS Consumo medido Observação Identificação espacial Identificação do equipamento Consumo diário (l) 131 Unidade: Odontologia Responsável: Marcos Vilas Boas Data: CONTATO: Telefone: email: Tempo de utilização Ambulatório Localização ID. Equipo Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante (l/h) horas/dia Especialização Endo 1º andar 12 Gnatus Persus 200 8,333 86,4 1,8 155,52 Estomatologia 2º andar 1 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,833 123,4 1,8 222,17 Estomatologia 2º andar 2 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,333 113,7 1,8 204,63 Estomatologia 2º andar 3 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,000 90,0 1,8 162,00 Estomatologia 2º andar 4 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 12,833 56,1 1,8 100,99 Estomatologia 2º andar 5 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 12,167 59,2 1,8 106,52 Estomatologia 2º andar 6 Dabi Atlante Versa Max Plus - NÃO FUNCIONA Estomatologia 2º andar 7 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,500 96,0 1,8 172,80 Estomatologia 2º andar 8 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 Estomatologia 2º andar 9 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 10,500 68,6 1,8 123,43 Estomatologia 2º andar 10 Dabi Atlante Versa Max Plus - Estomatologia 2º andar 11 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,000 144,0 1,8 259,20 Estomatologia 2º andar 12 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,500 96,0 1,8 172,80 Estomatologia 2º andar 13 Dabi Atlante Versa Max Plus - NÃO FUNCIONA Estomatologia 2º andar 14 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,833 91,9 1,8 165,45 Estomatologia 2º andar 15 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,167 139,4 1,8 250,84 Estomatologia 2º andar 16 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,833 73,2 1,8 131,80 Estomatologia 2º andar 17 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,667 93,9 1,8 169,04 Estomatologia 2º andar 18 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,500 84,7 1,8 152,47 Cirurgia I 3º andar 1 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,500 130,9 1,8 235,64 Cirurgia I 3º andar 2 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,000 144,0 1,8 259,20 Cirurgia I 3º andar 3 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 Cirurgia I 3º andar 4 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,833 81,5 1,8 146,72 Cirurgia I 3º andar 5 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,333 98,2 1,8 176,73 Cirurgia I 3º andar 6 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 11,500 62,6 1,8 112,70 Cirurgia I 3º andar 7 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,500 130,9 1,8 235,64 Cirurgia I 3º andar 8 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 4,333 166,2 1,8 299,08 Cirurgia I 3º andar 9 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,500 110,8 1,8 199,38 Cirurgia I 3º andar 10 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,500 96,0 1,8 172,80 Cirurgia I 3º andar 11 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,000 120,0 1,8 216,00 Cirurgia I 3º andar 12 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 11,333 63,5 1,8 114,35 Cirurgia I 3º andar 13 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 14,167 50,8 1,8 91,48 Cirurgia I 3º andar 14 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,167 100,5 1,8 180,84 Cirurgia I 3º andar 15 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,667 127,1 1,8 228,71 Prótese Graduação 5º andar 1 Gnatus 200 8,833 81,5 1,8 146,72 Prótese Graduação 5º andar 2 Gnatus 200 8,500 84,7 1,8 152,47 Prótese Graduação 5º andar 3 Gnatus 200 11,167 64,5 1,8 116,06 Prótese Graduação 5º andar 4 Gnatus - NÃO FUNCIONA LISTA DE EQUIPOS Consumo medido Observação Identificação espacial Identificação do equipamento Consumo diário (l) 132 Unidade: Odontologia Responsável: Marcos Vilas Boas Data: CONTATO: Telefone: email: Tempo de utilização Ambulatório Localização ID. Equipo Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante (l/h) horas/dia Prótese Graduação 5º andar 5 Gnatus 200 14,500 49,7 1,8 89,38 Prótese Graduação 5º andar 6 Gnatus 200 16,667 43,2 1,8 77,76 Prótese Graduação 5º andar 7 Gnatus 200 12,000 60,0 1,8 108,00 Prótese Graduação 5º andar 8 Gnatus 200 13,667 52,7 1,8 94,83 Prótese Graduação 5º andar 9 Gnatus 200 15,333 47,0 1,8 84,52 Prótese Graduação 5º andar 10 Gnatus 200 17,000 42,4 1,8 76,24 Prótese Graduação 5º andar 11 Gnatus 200 11,500 62,6 1,8 112,70 Prótese Graduação 5º andar 12 Gnatus 200 12,333 58,4 1,8 105,08 Prótese Graduação 5º andar 13 Gnatus 200 11,500 62,6 1,8 112,70 Prótese Graduação 5º andar 14 Gnatus 200 13,000 55,4 1,8 99,69 Prótese Graduação 5º andar 15 Gnatus 200 9,833 73,2 1,8 131,80 Prótese Especialização 5º andar 1 Gnatus 200 6,500 110,8 1,8 199,38 Prótese Especialização 5º andar 2 Gnatus 200 7,167 100,5 1,8 180,84 Prótese Especialização 5º andar 3 Gnatus 200 7,667 93,9 1,8 169,04 Prótese Especialização 5º andar 4 Gnatus 200 9,500 75,8 1,8 136,42 Prótese Especialização 5º andar 5 Gnatus 200 7,167 100,5 1,8 180,84 Prótese Especialização 5º andar 6 Gnatus 200 7,167 100,5 1,8 180,84 Ortodontia 7º andar 1 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 10,333 69,7 1,8 125,42 Ortodontia 7º andar 2 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,833 73,2 1,8 131,80 Ortodontia 7º andar 3 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,333 77,1 1,8 138,86 Ortodontia 7º andar 4 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 12,500 57,6 1,8 103,68 Ortodontia 7º andar 5 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 10,500 68,6 1,8 123,43 Ortodontia 7º andar 6 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,167 88,2 1,8 158,69 Ortodontia 7º andar 7 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,000 90,0 1,8 162,00 Ortodontia 7º andar 8 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 Ortodontia 7º andar 9 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 10,667 67,5 1,8 121,50 Ortodontia 7º andar 10 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 11,000 65,5 1,8 117,82 Ortodontia 7º andar 11 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 11,500 62,6 - INDISPONÍVEL Ortodontia 7º andar 12 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,167 78,5 1,8 141,38 Ortodontia 7º andar 13 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,167 88,2 1,8 158,69 Ortodontia 7º andar 14 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 Bebê Clínica 8º 1 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,333 98,2 1,8 176,73 Bebê Clínica 8º 2 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,500 110,8 1,8 199,38 Bebê Clínica 8º 3 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,333 113,7 1,8 204,63 Bebê Clínica 8º 4 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,500 110,8 1,8 199,38 Bebê Clínica 8º 5 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,333 77,1 1,8 138,86 Bebê Clínica 8º 6 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,167 78,5 1,8 141,38 Centro Cirúrgico 10º Centro Cirúrgico Dabi Atlante Versa Max Plus 200 14,167 50,8 1,8 91,48 Centro Cirúrgico10º Consulta inicial Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,500 110,8 - NÃO UTILIZADO LISTA DE EQUIPOS Consumo medido Observação Identificação espacial Identificação do equipamento Consumo diário (l) 133 APÊNDICE C COLETA DE DADOS DOS EQUIPOS – AMOSTRAGENS 134 UNIDADE DE ODONTOLOGIA Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar ID equipo: 3 ID equipo: 4 ID equipo: 5 Interditado ID equipo: 6 ID equipo: 7 Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Medição Tempo(s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) 1 6 1 8 1 1 8 1 5 2 6 2 8 2 2 15 2 11 3 6 3 9 3 3 17 3 10 4 6 4 9 4 4 11 4 11 5 6 5 9 5 5 10 5 10 6 6 6 8 6 6 7 6 8 VAZÃO MÉDIA 0,0333 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0235 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0176 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0218 L/S TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 11 S TEMPO MÉDIO 9 S Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar ID equipo: 8 ID equipo: 9 ID equipo: 10 Não funciona ID equipo: 11 ID equipo: 12 Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Medição Tempo(s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) 1 10 1 12 1 1 10 1 16 2 9 2 9 2 2 11 2 20 3 6 3 11 3 3 14 3 13 4 7 4 11 4 4 16 4 18 5 9 5 13 5 5 10 5 15 6 8 6 11 6 6 13 6 15 VAZÃO MÉDIA 0,0245 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0179 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0162 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0124 L/S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 11 S TEMPO MÉDIO 12 S TEMPO MÉDIO 16 S Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar ID equipo: 13 ID equipo: 14 ID equipo: 15 Não funciona ID equipo: 16 ID equipo: 17 Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Medição Tempo(s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) 1 20 1 7 1 1 15 1 4 2 14 2 9 2 2 14 2 7 3 9 3 10 3 3 14 3 7 4 9 4 12 4 4 15 4 5 5 10 5 9 5 5 15 5 5 6 10 6 9 6 6 12 6 8 VAZÃO MÉDIA 0,0167 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0214 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0141 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0333 L/S TEMPO MÉDIO 12 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO #DIV/0! S TEMPO MÉDIO 14 S TEMPO MÉDIO 6 S Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar ID equipo: 18 Não funciona ID equipo: 19 ID equipo: 20 ID equipo: 21 Não funciona ID equipo: 22 Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Medição Tempo(s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) 1 1 6 1 7 1 1 9 2 2 5 2 7 2 2 6 3 3 6 3 6 3 3 8 4 4 5 4 7 4 4 10 5 5 5 5 7 5 5 10 6 6 8 6 7 6 6 10 VAZÃO MÉDIA 0,0343 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0293 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0226 L/S TEMPO MÉDIO #DIV/0! S TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO #DIV/0! S TEMPO MÉDIO 9 S 135 Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar ID equipo: 23 ID equipo: 24 ID equipo: 25 ID equipo: 26 ID equipo: 27 Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Medição Tempo(s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) 1 15 1 6 1 4 1 9 1 11 2 7 2 7 2 11 2 8 2 8 3 10 3 8 3 4 3 9 3 9 4 15 4 10 4 10 4 9 4 8 5 7 5 7 5 5 5 8 5 8 6 8 6 8 6 10 6 9 6 9 VAZÃO MÉDIA 0,0194 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0261 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0273 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0231 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0226 L/S TEMPO MÉDIO 10 S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 9 S Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar ID equipo: 28 ID equipo: 29 ID equipo: 30 ID equipo: 1 ID equipo: 2 Interditado Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Medição Tempo(s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) Medição Tempo (s) 1 9 1 7 1 9 1 8 1 2 7 2 6 2 14 2 12 2 3 9 3 6 3 5 3 9 3 4 11 4 8 4 10 4 8 4 5 6 5 8 5 10 5 8 5 6 10 6 5 6 7 6 11 6 VAZÃO MÉDIA 0,0231 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0300 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0218 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0214 L/S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 9 S Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. 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( ) Sim ( ) Não 2- Em média, por dia, por quanto tempo você deixa acionada a cuspideira do equipo durante o atendimento de um paciente? ( ) 15min ( ) 30min ( ) 1h ( ) 2h ( ) 3h ( ) 4h 3- Você acha exagerado o consumo de água nas cuspideiras durante os atendimentos? ( ) Sim, porque só é necessário no momento que o paciente utiliza a cuspideira. ( ) Não, porque é necessário o uso contínuo da água nas cuspideiras. RESULTADOS Pergunta 1º 3º 2º SIM 8 2 -------- NÃO 2 8 -------- 15 mim ------- ------- 2 30 1 1h ------- ------- 2 2h ------- ------- 2 3h ------- ------- 1 4h ------- ------- 2 142 APÊNDICE E GRÁFICOS DE CONSUMO, PER CAPITA E SÉRIE HISTÓRICA DAS UNIDADES DE ENSINO COM E SEM LABORATÓRIOS, E UNIDADES ADMINISTRATIVAS 143 APÊNDICE E – Gráficos de consumo, per capita e série histórica das unidades de ensino com e sem laboratórios, e unidades administrativas. Análise dos dados gráficos das unidades UNIDADES DE ENSINO E.1 Consumo (m3/dia) versus População Equivalente Este tipo de gráfico permitiu uma visualização acerca da quantidade de água que cada unidade demanda por dia, evidenciando também os dias em que há picos de consumo, os quais foram investigados, a fim de serem determinadas as suas causas. E.1.1 Unidades de Ensino Sem Laboratório: • Consumo até 10m3/dia PE/dia m 3 /d ia 04564464013971680 10 8 6 4 2 0 BELAS ARTES SEG TER QUA QUI SEX SÁB DOM 144 • Consumo entre 10 e 50 m3/dia PE/dia m 3 /d ia 381376355350317 50 40 30 20 10 0 ARQUITETURA SEG TER QUAQUISEX PE/dia m 3 /d ia 209203186185171 50 40 30 20 10 0 DANÇA SEGTER QUAQUI SEX PE/dia m 3 /d ia 52847546828829 50 40 30 20 10 0 ECONOMIA SEG/QUA TER QUI SEX SÁB PE/dia m 3 /d ia 196174173150126 50 40 30 20 10 0 ENFERMAGEM SEG TER QUA QUI SEX 145 PE/dia m 3 /d ia 559544521487467 50 40 30 20 10 0 LETRAS SEG TER QUA QUI SEX PE/dia m 3 /d ia 945933901749741 50 40 30 20 10 0 MEDICINA TERREIRO SEG TER QUA QUI SEX PE/dia m 3 /d ia 709708612581487 50 40 30 20 10 0 FILOSOFIA SEG TER QUA QUISEX PE/dia m 3 /d ia 145134111106105 50 40 30 20 10 0 ISC SEG TER QUA QUI SEX PE/dia m 3 /d ia 162153138135131 50 40 30 20 10 0 TEATRO SEGTER QUA QUISEX PE/dia m 3 /d ia 359331307233 50 40 30 20 10 0 MÚSICA SEG TER QUA/QUI SEX 146 • Consumo entre 50 e 100m3/dia PE/dia m 3 /d ia 77272956856044177 100 80 60 40 20 0 ADMINISTRAÇÃO SEGTER QUAQUISEX SÁB PE/dia m 3 /d ia 81872570754751119 100 80 60 40 20 0 EDUCAÇÃO SEG TER QUA QUISEX SÁB PE/dia m 3 /d ia 992894862834697 50 40 30 20 10 0 PAF SEG TER QUA QUI SEX PE/dia m 3 /d ia 632620471469365233 100 80 60 40 20 0 DIREITO SEGTER QUAQUISEX SÁB 147 E.1.2 Unidades de ensino com laboratório • Consumo entre 50 a 100m3/dia PE/dia m 3 /d ia 277270210199192 50 40 30 20 10 0 FARMÁCIA SEG TER QUA QUISEX PE/dia m 3 /d ia 571555533183180 50 40 30 20 10 0 FÍSICA SEG TER QUA QUI SEX PE/dia m 3 /d ia 232197186179137 50 40 30 20 10 0 NUTRIÇÃO SEG TERQUAQUISEX PE/dia m 3 /d ia 262233224207137 50 40 30 20 10 0 BIOLOGIA SEG TERQUAQUISEX PE/dia m 3 /d ia 15113212410710 100 80 60 40 20 0 VETERINÁRIA-HOSPITAL SEG TER SEX QUA/QUI SÁB PE/dia m 3 /d ia 39738536334132028 100 80 60 40 20 0 GEOCIÊNCIAS SEG TERQUA QUI SEX SÁB 148 PE/dia m 3 /d ia 559555541531513 100 80 60 40 20 0 ODONTOLOGIA SEG TER QUAQUI SEX PE/dia m 3 /d ia 24524424122618127 100 80 60 40 20 0 VETERINÁRIA-ESCOLA SEG TER QUA QUI SEX SÁB PE/dia m 3 /d ia 110810899269105309 100 80 60 40 20 0 POLITÉCNICA SEG TERQUA QUISEXSÁB 149 • Consumo acima de 100m3/dia PE/dia m 3 /d ia 3203142702392365 200 150 100 50 0 QUÍMICA SEG TER QUA QUISEXSÁB PE/dia m 3 /d ia 116199793785171932 200 150 100 50 0 MEDICINA/ICS SEG TER QUAQUI SEX SÁB 150 E.2 Consumo per capita(q) Utilizado para avaliar a quantidade de água consumida por pessoa, por dia, dentro das dependências da UFBA. E.2.1 Unidades sem laboratório • Consumo per capita < 0,05 m3/IE.dia Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 ARQUITETURA 355 376 381 350 317 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 7654321 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0,00 BELAS ARTES 401 456 397 446 168 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 DANÇA 203 185 209 186 171 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 765432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 DIREITO 620 469 632 471 365 233 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 765432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 ECONOMIA 528 468 528 475 288 29 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,10 0,08 0,06 0,040,02 0,00 FILOSOFIA 581 709 612 708 487 151 Dias da semana q (m 3/ IE .d ia ) 65432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 LETRAS 521 487 559 467 544 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 MEDICINA TERREIRO 933 901 945 749 741 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,25 0,20 0,15 0,10 0,05 0,00 MÚSICA 307 359 331 331 233 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 PAF 992 894 697 862 834 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 TEATRO 162 138 131 153 135 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 ISC 145 134 111 106 106 152 • Consumo per capita entre 0,05 a 1,0 m3/IE.dia Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 765432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 ADMINISTRAÇÃO 729 560 772 568 441 77 Dias da semana q (m 3/ IE .d ia ) 765432 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 EDUCAÇÃO 547 818 725 707 511 19 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 ENFERMAGEM 150 126 173 174 196 153 E.2.2 Unidades de ensino com laboratório • Consumo per capita < 0,5 m3/IE.dia Dias da semana q (m 3/ IE .d ia ) 65432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 NUTRIÇÃO 137 179 186 197 232 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 654321 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 192 199 270 210 277 FARMÁCIA Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 FÍSICA 555 183 571 180 533 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 765432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 POLITÉCNICA 910 1108 926 1089 530 9 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 BIOLOGIA 207 262 233 224 137 154 • Consumo per capita entre 0,5 e 1,0 m3/IE.dia Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 65432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 ODONTOLOGIA 559 513 555 541 531 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 765432 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 GEOCIÊNCIAS 363 397 320 385 341 28 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 765432 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 VETERINÁRIA-ESCOLA 241 245 226 244 181 27 155 • Consumo per capita acima de 1,0 m3/IE.dia Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 765432 8 7 6 5 4 3 2 1 0 QUÍMICA 239 320 270 314 236 5 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 765432 5 4 3 2 1 0 VETERINÁRIA-HOSPITAL 151 132 124 124 107 10 Dias da semana q (m 3 /I E. di a) 765432 1,5 1,2 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 MEDICINA/ICS 1161 851 937 719 997 32 156 E.3 Série histórica (ou hidrograma) Permite a visualização global do perfil de consumo das unidades, possibilitando verificar o comportamento deste ao longo do período de atuação do programa. E.3.1 Unidades de Ensino Sem e Com Laboratório nº de leituras m 3 /d ia 80 40 0 4893261631 4893261631 80 40 0 4893261631 80 40 0 1 2 3 4 5 6 7 ADMINISTRAÇÃO nº de leituras m 3 /d ia 20 10 0 5793861931 5793861931 20 10 0 5793861931 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 ARQUITETURA nº de leituras m 3 /d ia 12684421 8 6 4 2 0 12684421 8 6 4 2 0 12684421 2 3 4 5 6 7 BELAS ARTES nº de leituras m 3 /d ia 5733821911 60 45 30 15 0 5733821911 60 45 30 15 0 5733821911 2 3 4 5 6 7 BIOLOGIA nº de leituras m 3 /d ia 20 10 0 9126083041 9126083041 20 10 0 9126083041 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 DANÇA nº de leituras m 3 /d ia 160 80 0 3632421211 3632421211 160 80 0 3632421211 160 80 0 1 2 3 4 5 6 7 DIREITO 157 nº de leituras m 3 /d ia 40 20 0 7550251 7550251 40 20 0 7550251 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 ECONOMIA nº de leituras m 3 /d ia 100 50 0 3482321161 3482321161 100 50 0 3482321161 100 50 0 1 2 3 4 5 6 7 EDUCAÇÃO nº de leituras m 3 /d ia 10872361 10872361 60 45 30 15 0 10872361 60 45 30 15 0 2 3 4 5 6 ENFERMAGEM nº de leituras m 3 /d ia 8456281 20 15 10 5 0 8456281 20 15 10 5 0 8456281 2 3 4 5 6 7 FÍSICA nº de leituras m 3 /d ia 40 20 0 5103401701 5103401701 40 20 0 5103401701 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 FILOSOFIA nº de leituras m 3 /d ia 231154771 100 75 50 25 0 231154771 100 75 50 25 0 231154771 2 3 4 5 6 7 GEOCIÊNCIAS nº de leituras m 3 /d ia 10872361 10872361 80 60 40 20 0 10872361 80 60 40 20 0 2 3 4 5 6 ISC nº de leituras m 3 /d ia 40 20 0 12080401 12080401 40 20 0 12080401 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 LETRAS 158 nº de leituras m 3/ di a 13892461 200 150 100 50 0 13892461 200 150 100 50 0 13892461 2 3 4 5 6 7 MEDICINA+ ICS nº de leituras m 3 /d ia 40 20 0 246164821 246164821 40 20 0 246164821 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 MEDICINA-TERREIRO nº de leituras m 3 /d ia 3182121061 30 20 10 0 3182121061 30 20 10 0 3182121061 1 2 3 4 5 6 MÚSICA nº de leituras m 3 /d ia 20 10 0 297198991 297198991 20 10 0 297198991 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 NUTRIÇÃO nº de leituras m 3 /d ia 11778391 11778391 300 200 100 0 11778391 300 200 100 0 2 3 4 5 6 ODONTOLOGIA nº de leituras m 3 /d ia 219146731 219146731 80 60 40 20 0 219146731 80 60 40 20 0 2 3 4 5 6 PAF 1 m 3 /d ia 100 50 0 5493661831 5493661831 100 50 0 5493661831 100 50 0 1 2 3 4 5 6 7 POLITÉCNICA nº de leituras m 3 /d ia 200 100 0 3932621311 3932621311 200 100 0 3932621311 200 100 0 1 2 3 4 5 6 7 QUÍMICA 159 nº de leituras m 3 /d ia 40 20 0 3482321161 3482321161 40 20 0 3482321161 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 TEATRO nº de leituras m 3 /d ia 100 50 0 4442961481 4442961481 100 50 0 4442961481 100 50 0 1 2 3 4 5 6 7 VETERINÁRIA-ESCOLA nº de leituras m 3 /d ia 40 20 0 282188941 282188941 40 20 0 282188941 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 VETERINÁRIA-HOSPITAL nº de leituras m 3 /d ia 50 25 0 4743161581 4743161581 5025 0 4743161581 50 25 0 1 2 3 4 5 6 7 FARMÁCIA 160 E.4 Unidades Administrativas E.4.1 Consumo per capita(q) versus dia da semana Permite avaliar a quantidade de água consumida por pessoa, por dia, dentro das dependências da UFBA. • Consumo per capita < 0,05 m3/IExdia. • Consumo per capita entre 0,05 e 0,1 m3/IExdia. Dias da semana q (m 3/ PE .d ia ) 7654321 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 APUB PE = 26 Dias da semana q (m 3/ PE .d ia ) 65432 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 PROEX PE = 38 Dias da semana q (m 3/ PE .d ia ) 7654321 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00 PRPPG-1 + PRPPG-2 PE = 28 Dias da semana q (m 3/ PE .d ia ) 65432 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0,00 SPE PE = 66 Dias da semana q (m 3/ PE .d ia ) 765432 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0,00 Prefeitura de Campus P1+P2+P3 PE = 112 161 • Consumo per capita entre 0,1 e 0,5 m3/IExdia. Dias da semana q (m 3/ PE .d ia ) 765432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 Divisão de Materiais PE = 23 Dias da semana q (m 3/ PE .d ia ) 7654321 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 EDUFBA PE = 9 Dias da semana q (m 3/ PE .d ia ) 765432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 Secretaria Geral de Cursos PE = 29 Dias da semana q (m 3/ PE .d ia ) 65432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 SAD PE = 60 Dias da semana q (m 3/ PE .d ia ) 765432 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 PE = 34 SUPAC 162 E.4.1 Série histórica (ou hidrograma) Permite a visualização global do perfil de consumo das unidades, possibilitando verificar o comportamento deste ao longo do período de atuação do programa. n° da medição m 3/ di a 189126631 189126631 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 189126631 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 2 3 4 5 6 SPE Painel variável : Dias da semana n° da medição m 3/ di a 213142711 4 3 2 1 0 213142711 4 3 2 1 0 213142711 2 3 4 5 6 7 Prefeitura de Campus I, II e III Painel variável: Dias da semana n° da medição (m 3) / d ia 1,6 0,8 0,0 4653101551 4653101551 1,6 0,8 0,0 4653101551 1,6 0,8 0,0 1 2 3 4 5 6 7 APUB Painel variável : Dias da semana n° da medição m 3/ di a 7550251 7550251 3 2 1 0 7550251 3 2 1 0 2 3 4 5 6 PROEX Painel variável : Dias da semana n° da medição m 3/ di a 2 1 0 11778391 11778391 2 1 0 11778391 2 1 0 1 2 3 4 5 6 7 PRPPG-1 + PRPPG-2 Painel variável: Dias da semana 163 n° da medição m 3/ di a 11174371 4 3 2 1 0 11174371 4 3 2 1 0 11174371 2 3 4 5 6 7 Divisão de Materiais Painel variável : Dias da semana n° da medição m 3/ di a 3,0 1,5 0,0 186124621 186124621 3,0 1,5 0,0 186124621 3,0 1,5 0,0 1 2 3 4 5 6 7 EDUFBA Painel variável : Dias da semana n° da medição m 3/ di a 4530151 8 6 4 2 0 4530151 8 6 4 2 0 4530151 2 3 4 5 6 7 SGC Painel variável : Dias da semana n° da medição m 3/ di a 201134671 8 6 4 2 0 201134671 8 6 4 2 0 201134671 " " 2 3 4 5 6 SAD Painel variável: Dias da semana n° da medição m 3/ di a 10 5 0 3624121 3624121 10 5 0 3624121 10 5 0 " " 2 3 4 5 6 7 SUPAC Painel variável: Dias da semana 164 ANEXOS 165 ANEXO A AVALIAÇÃO DOS AVANÇOS DAS TECNOLOGIAS DISPONÍVEIS (PNCDA, 1999) 166 ANEXO A - AVALIAÇÃO DOS AVANÇOS DAS TECNOLOGIAS DISPONÍVEIS Quadro A.1 - Avaliação das tecnologias de processos. Fonte: PNCDA, 1999 167 Quadro A.2 - Avaliação das Tecnologias de Produtos - Bacias Sanitárias Fonte: PNCDA, 1999 168 Quadro A.3 - Avaliação das Tecnologias de Produtos - Torneiras Fonte: PNCDA, 1999 169 Quadro A.4 - Avaliação das Tecnologias de Produtos - Mictório Fonte: PNCDA, 1999 170 ANEXO B ESTUDO DE PERIGO – PIMENTA (2004) 171 ANEXO B - ESTUDO DE PERIGO – PIMENTA (2004) ESTUDO DE PERIGO (HAZOP / APR / FMEA) Apresenta-se a tabela resumo da APR realizada por técnicos da UFBA. As principais recomendações para serem implantadas no projeto de modificação dos destiladores são: a- Manter interligação atual com dreno em condição de operar. b- Colocar suspiro do destilador e do tanque auxiliar para fora do ambiente de laboratório. Na extremidade virada para baixo, instalar tela de proteção. c- Prever chave de nível alto no tanque auxiliar para ligar o motor. d- Prever chave de nível baixo no tanque auxiliar para desligar o motor. e- Prever ladrão do tanque auxiliar para a rede de esgotamento. Na Tabela B.1 a seguir, têm-se todas as recomendações analisadas pelo grupo que fez a APR, podem ser implantadas em projetos específicos. A cada projeto que seja implantado recomenda-se emissão de um procedimento específico e treinamento dos analistas na operação do sistema modificado. 172 Croquis do Processo dos Destiladores 173 Situação atual: Água do processo de resfriamento do condensador descartada para o sistema normal de esgoto do laboratório. 50 L Q1 Q2 A B Q3 = 100L/h Sistema do Destilador (Situação atual) LEGENDA: Existente A constriur 174 Alternativa 1: Água do processo de resfriamento do condensador sendo destinada ao tanque geral de distribuição do prédio - localizado em plano superior em relação ao laboratório. Transferência por meio de bomba auxiliar. Reutilização normal devido a não alteração da qualidade inicial 50 L 360 L Q1 Q2 A B B1 Q3 = 100L/h Sistema do Destilador (Alternativa – 1) LEGENDA: Existente A constriur 175 Alternativa 2: Água do processo de resfriamento do condensador sendo destinada ao tanque geral de distribuição – localizado em plano inferior em relação ao laboratório. Possível transferência apenas por gravidade. Reutilização normal devido a não alteração da qualidade inicial 50 L Q1 Q2 A B Q3 = 100L/h C Sistema do Destilador (Alternativa -2) LEGENDA: Existente A constriur 176 Tabela B.1 Resumo da Análise Preliminar de Riscos – APR 177 Tabela B.1 - Análise Preliminar de Riscos – APR – das modificações a serem implantadas nos destiladoresde água dos laboratórios da UFBA. Sistema: Estudo dos destiladores da UFBA Alternativa 1 - Bombeio de retorno ao tanque de abastecimento de água potável do prédio. Avaliação Evento Causas Conseqüências Freqüência Severidad e Risco Medidas Preventivas 1- Água destilada muito quente 1 - Falha no resfriamento por baixa vazão no condensador 2- Não abertura correta das válvulas do resfriamento 1 – Má operação do sistema. 2- Vazamento de vapor d’água para o ambiente Ocasional Moderada Aceito 1 – Instalar tanque auxiliar próximo ao destilador. 2- Manter interligação atual com dreno em condição de operar. 3-Medir temperatura no vaso da água destilada 2- Transbordam ento do tanque auxiliar 1 – Falta de energia para a bomba de transferência. 2- Bomba operando com baixa vazão. 3- Operador não ligou a bomba 1 – Vazamento de água para área do laboratório, criando condição inadequada do ambiente de trabalho Ocasional Baixa Aceito 1 – Para cada sistema projetar sistema moto-bomba específico. 2- Manter interligação atual com dreno em condição de operar 3- Prever chave de nível alto no tanque auxiliar para ligar o motor 4- Instalar válvula solenóide para interrupção da água de resfriamento. 5 – Prever ladrão do tanque auxiliar para a rede de esgotamento. 3- Água de retorno ser contaminada por agentes estranhos 1- Cair alguma substância no tanque auxiliar. 1- Água de retorno imprópria para reuso Remoto Moderada Aceito 1- Montar tanque auxiliar em área de pouca movimentação do laboratório ou em área isolada. 2- Manter tanque auxiliar com tampa de boa vedação. 178 Avaliação Evento Causas Conseqüências Freqüência Severidad e Risco Medidas Preventivas 2 – Absorção gasosa da água do destilador de vapores do ambiente laboratorial 1- Água de retorno imprópria para reuso Improvável Moderada Aceito 1- Manter sistema de geração de água destilada fora do ambiente de manipulação de produtos químicos. 2 – Analisar água de retorno para dados comprobatórios de não absorção, testar em condições críticas. 3 – Restringir o contato do meio ambiente com a água na saída do destilador o máximo possível. 4 – Colocar suspiro do destilador e do tanque auxiliar para fora do ambiente de laboratório. Na extremidade virada para baixo, instalar tela de proteção. 4- Bomba operando em vazio. 1 – Vazão da bomba maior que a vazão da água de resfriamento do destilador. 2 – Operador não desliga bomba após parar sistema do destilador 1- Operação em vazio danificação da bomba. 2- Aquecimento no sistema moto- bomba por má dissipação do calor fornecido pelo motor. Ocasional Moderada Aceito 1- Prever chave de nível baixo no tanque auxiliar para desligar o motor 5 – Elevar a temperatura dos tanques de armazenamen to 1 – Grande vazão e alta temperatura chegando do destilador. 1 – Distribuição de água quente Improvável Baixa Aceito 1 – Desnecessárias medidas preventivas. 179 Sistema: Estudo dos destiladores da UFBA Alternativa 2 - Retorno para o tanque de recebimento da EMBASA, parte baixa do prédio. Avaliação Evento Causas Conseqüências Freqüência Severidade Risco Medidas Preventivas 1- Água destilada muito quente 1 - Falha no resfriamento por baixa vazão no condensador 2- Não abertura correta das válvulas do resfriamento 1 – Má operação do sistema. 2- Vazamento de vapor d’água para o ambiente Ocasional Moderada Aceito 1- Manter interligação atual com dreno em condição de operar. 2-Medir temperatura no vaso da água destilada 2- Água de retorno ser contamina da por agentes estranhos 1 – Absorção gasosa da água do destilador de vapores do ambiente laboratorial 1- Água de retorno imprópria para reuso Improvável Moderada Aceito 1- Manter sistema de geração de água destilada fora do ambiente de manipulação de produtos químicos. 2 – Analisar água de retorno para dados comprobatórios de não absorção, testar em condições críticas. 3 – Restringir o contato do meio ambiente com a água na saída do destilador ao máximo possível. 4 – Colocar suspiro do destilador para fora do ambiente de laboratório. Na extremidade virada para baixo instalar tela de proteção. 3 – Elevar a temperatu ra dos tanques de armazena mento 1 – Grande vazão e alta temperatura chegando do destilador. 1 – Distribuição de água quente Improvável Baixa Aceito 1 – Desnecessário medidas preventivas. 180 ANEXO C SISTEMA OPERACIONAL DO DESTILADOR E DETALHE ESQUEMÁTICO DO MODELO 341 DA QUIMIS 181 ANEXO C – SISTEMA OPERACIONAL DO DESTILADOR E DETALHE ESQUEMÁTICO DO MODELO 341 DA QUIMIS Operação do equipamento • Após a manutenção e montagem do aparelho, abra o registro (torneira) de alimentação, inicialmente, para um preenchimento rápido, em seguida controle o fluxo da água, cuidando para que a mesma não transborde no nível; • Verifique se o nível da água está acima da resistência; • Acione o botão de liga (só acionar este botão com água na caldeira); • A lâmpada piloto vermelha deverá se iluminar, indicando que a resistência está ligada; • Quando a água entrar em ebulição, inicia-se o processo de destilação; • Regule o fluxo da água de alimentação o suficiente para a condensação do vapor e obter água destilada com uma temperatura próxima a do ambiente. Regulagens de fluxo de água na entrada Q-341-12/22 60 a 120 litros/hora (aproximadamente 1 a 1,5 l/min) Q-341-25 120 a 240 litros/hora (aproximadamente 2 a 4 l/min) Q-341-210 240 a 480 litros/hora (aproximadamente 4 a 8 l/min) NOTA: A capacidade nominal (2; 5 e 10 l/h), dos destiladores Quimis está sujeita a variações em função da tensão da rede elétrica, fluxo na entrada e temperatura da água de refrigeração. Aspecto Construtivo 182 183 Peças e Acessórios ITEM CÓDIGO DESCRIÇÃO 01 QA341-CSV Cuba seletora móvel de vapores (2, 5, 10 litros) 02 QA26122 Cúpula de vidro Alta (modelos a partir de 07/98) 207 mm de diâmetro x 93 mm de altura. 2/5/10 litros 03 QA26033 Cúpula de vidro 2, 5 e 10 l para destiladores antigos. Dimensões de 257 mm de diâmetro x 53 mm de altura 04 QA23045 Resistência 1840W 110V (2 litros) circular. 04 QA23044 Resistência 1840W 220V (2 litros) circular. 04 QA23047 Resistência 3500W 220V (5 litros) circular. 04 QA23048 Resistência 7000W 220V (10 litros) circular. 05 QA21114 Lâmpada piloto amarela 110V (2 litros) 05 QA21053 Lâmpada piloto vermelha 220V (2, 5, 10 litros) 06 QA22026 Chave P. Button NA (liga) 07 QA22094 Chave P. Button NF (desliga) 08 QA341-FL Funil coletor de água destilada 09 QA21203 Contador 50-60/110V 3RT1015 (2 litros) 09 QA21128 Contador 220V3RT1015-1AN21 (2 e 5 litros) 09 QA21035 Contador 220V 3RT1016 (10 litros) 10 QA23181 Termostato tipo Pilsen (2, 5, 10) UFBA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA PROGRAMA DE ENGENHARIA INDUSTRIAL - PEI MESTRADO PROFISSIONAL EM GERENCIAMENTO E TECNOLOGIAS AMBIENTAIS NO PROCESSO PRODUTIVO Rua Aristides Novis, 02, 6º andar, Federação, Salvador BA CEP: 40.210-630 Tels: (71) 3283-9800 E-mail: pei@ufba.br Home page: http://www.pei.ufba.br