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DEPTº DE ENGENHARIA AMBIENTAL - DEA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
ESCOLA POLITÉCNICA
MESTRADO PROFISSIONAL EM
GERENCIAMENTO E TECNOLOGIAS 
AMBIENTAIS NO PROCESSO PRODUTIVO
 
SALVADOR 
2009 
 
ALESSANDRA KEIKO NAKAGAWA 
 
 
 
 
 
 
CACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA EM 
PRÉDIOS UNIVERSITÁRIOS: O CASO DA UFBA 
 
 
 
 
Universidade Federal da Bahia 
Escola Politécnica 
Mestrado em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo – 
Ênfase a Produção Limpa – MEPLIM 
 
 
 
 
ALESSANDRA KEIKO NAKAGAWA 
 
 
 
 
 
CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA EM PRÉDIOS 
UNIVERSITÁRIOS: O CASO DA UFBA 
 
 
 
 
 
 
Salvador 
2009 
 
 
 
 
i 
 
 
 
ALESSANDRA KEIKO NAKAGAWA 
 
 
 
 
 
 
CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA EM PRÉDIOS 
UNIVERSITÁRIOS: O CASO DA UFBA 
 
 
 
 
 
Dissertação apresentada ao Mestrado em 
Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no 
Processo Produtivo – Ênfase em Produção 
Limpa – MEPLIM, Escola Politécnica, 
Universidade Federal – UFBA, como requisito 
parcial para obtenção do grau de mestre. 
 
Orientador: Profº Dr. Asher Kiperstok 
Co-orientadora: Profª Drª. Karla P. Oliveira-
Esquerre. 
 
 
 
 
 
 
 
Salvador 
2009 
 
 
 
ii 
 
 
 
 
Nakagawa, Alessandra Keiko 
 Caracterização do Consumo de Água em Prédios 
Universitários: o Caso da UFBA / Alessandra Keiko 
Nakagawa. – Salvador, 2008. 
183p.: il.color 
 
Orientador: Prof. Dr. Asher Kiperstok 
Co-orientadora: Profª. Dra. Karla P. Oliveira-Esquerre 
Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal da 
Bahia. Escola Politécnica, 2008. 
 
1. Uso Racional da Água 2. Prédios universitários 3. 
Consumo per capita 4. Consumos especiais 5. 
Gerenciamento da demanda. 6. Descentralização da 
gestão. I.Universidade Federal da Bahia.Escola 
Politécnica II. Kiperstok, Asher. III.Titulo. 
 
 
 
 
“Ao imprimir este trabalho frente e verso estamos economizando 2,56 litros de água.” 
“ONG Instituto Akatu – pelo Consumo Consciente” 
 
 
 
iii 
TERMO DE APROVAÇÃO 
 
ALESSANDRA KEIKO NAKAGAWA 
 
 
 
 
CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA EM PRÉDIOS 
UNIVERSITÁRIOS: O CASO DA UFBA 
 
 
 
Dissertação de Mestrado submetida à banca examinadora designada pelo Colegiado do 
Mestrado em Tecnologias Limpas no Processo Produtivo, como parte dos 
requisitos necessários para obtenção do grau de Mestre em Tecnologias Limpas no 
Processo Produtivo, pela seguinte banca examinadora: 
 
 
 
Prof. Asher Kiperstok – Orientador_________________________________________ 
Doutor em Engenharia Química e Meio Ambiente - UMIST, Inglaterra 
Universidade Federal da Bahia 
 
 
Prof.ª Karla Oliveira Esquerre – Co-orientadora_______________________________ 
Doutora em Engenharia Química - UNICAMP 
Universidade Federal da Bahia 
 
 
Prof. Ricardo Franci Gonçalves ___________________________________________ 
Doutor em Engenharia do Tratamento e Depuração de Águas – INSA de Toulouse, França 
Universidade Federal do Espírito Santo 
 
 
Prof.ª Vivien Luciane Viaro _____________________________________________ 
Doutora em Saneamento e Ambiente – UNICAMP 
Universidade Federal da Bahia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Salvador, 27 de Janeiro de 2009 
 
 
 
iv 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aos meus pais Hiroshi e Tereza, 
por toda a dedicação para a minha formação, 
Ao meu querido esposo Afonso, 
E as minhas princesinhas Alice e Clarice, 
pela compreensão nos momentos de ausência 
e pelo carinho recebido. 
 
 
 
 
v 
AGRADECIMENTOS 
À Deus, causa maior de toda existência, grande fortaleza nos momentos difíceis, que sempre 
gera oportunidades de crescimento, sem o qual não seria possível a realização deste 
trabalho. 
Aos meus pais Hiroshi e Tereza pelo amor, carinho, paciência e dedicação de toda uma vida e 
principalmente por me darem a oportunidade de crescer pessoalmente e profissionalmente. 
Ao meu querido esposo Afonso, companheiro de todas as horas, que pacientemente com todo 
amor, incentivo e dedicação contribuiu bastante na realização deste trabalho. 
Às minhas filhas queridas Alice e Clarice, que na medida do possível puderam entender a 
ausência física de sua mamãe nas brincadeiras. 
Aos meus irmãos Verônica, Maria Tereza e Hiroshi pelos momentos de descontração, pelo 
amor e incentivo dedicados. 
Aos meus sogros Francisco e Salete pelo apoio sempre presente. 
Ao meu querido orientador Asher Kiperstok, pela paciência, dedicação, orientação e 
ensinamentos, que enriqueceram este trabalho e por ter me dado essa oportunidade de 
desenvolver esse estudo e a realização de um sonho. 
À minha tão meiga co-orientadora Karla Esquerre, por ter sido peça fundamental para o 
fechamento deste trabalho. 
Aos professores participantes da banca examinadora, pela gentileza da participação e 
contribuição para melhoria deste trabalho. 
Aos bolsistas do Programa ÁGUAPURA Hugo, Bruno, Élio, Jamile Keiko, Joacyr, Adriele, 
o pessoal do Grupo Permanecer, estagiários Israel, André, Janete, pela ajuda na realização 
das coletas de dados, arrumação e entrevistas. 
Aos colegas do Programa ÁGUAPURA profº Pedro Ornelas, Paulo, Alan, Beth, pela 
amizade, paciência, disposição e auxílio na aquisição de dados muito importantes para a 
dissertação. 
Aos mestres e amigos Areobaldo e Lívia Castello Branco pelo incentivo, apoio e 
companheirismo durante essa trajetória. 
Aos amigos Carlos Heleno, Augusto Sá, Ana Cláudia, que me deram oportunidade para essa 
jornada. 
A todos colegas e amigos da EMBASA, especialmente a Cantídio Duarte, Maurício Grossi, 
Ney, Daniel, Anísio, “Pássaro” e Ana pelo apoio e compreensão no trabalho e pelas 
horas de descontração. 
Aos docentes, colegas e funcionários da Rede de Tecnologias Limpas (TECLIM da UFBA), 
em especial a Suzete, Lígia, Jaqueline e Linda, pelo aprendizado, convívio e presteza. 
A todas as pessoas que de alguma forma ajudaram na realização desta pesquisa. 
 
Meus sinceros agradecimentos. 
Alessandra Keiko Nakagawa Costa 
 
 
 
 
vi 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“ Sem sonhos, as perdas se tornam insurpotáveis, 
as pedras do caminho se tornam montanhas, 
os fracassos se transformam em golpes fatais. 
Mas, se você tiver grandes sonhos ... 
seus erros produzirão crescimento, 
seus desafios produzirão oportunidades, 
seus medos produzirão coragem. 
.... Nunca desista dos seus sonhos.” 
Augusto Cury 
Este trabalho é a materialização de um sonho. 
Alessandra Keiko Nakagawa Costa 
 
 
 
vii 
RESUMO 
 
O Programa ÁGUAPURA – Programa de Uso Racional de Água da Universidade 
Federal da Bahia (UFBA) vem sendo desenvolvido desde 2001 visando reduzir o consumo de 
água através de minimização das perdas e desperdícios, implantando equipamentos e 
orientando o seu uso mais racional na UFBA e a implantação de Tecnologias Limpas. Esta 
dissertação tem como objetivo analisar e caracterizar o consumo de água nesta universidade. 
Para tanto procurou-se traçar um perfil de consumo de água considerando adequado para 
servir de referência às unidades da UFBA através de cinco linhas de estudo: 1 - estudo do 
consumo de água; 2 - levantamento dos consumidores (população equivalente); 3 - estudo do 
consumo especial (destiladores e equipos); 4 - perdas físicas; e por fim, 5 - a caracterização do 
consumo que abrange as linhas anteriores. Como resultados obtidos deste trabalho no objetivo 
1, além do acervo gerado de informações, observou-se a redução do consumo da UFBA, fruto 
do trabalhodo Programa. O consumo mensal da UFBA no início da série histórica, 1998-
2000, era de aproximadamente 26.000 m
3
, reduzindo-se a 15.000 m
3
 nos anos de 2006 e 2007. 
Essa redução de 45% no consumo demonstra a evolução da universidade quanto à 
racionalização do consumo de água, principalmente com as ações do Programa. Através dos 
resultados obtidos no objetivo 2, chegou-se a influência da população permanente 
(funcionários) sobre o consumo nas unidades pesquisadas, de onde se pôde observar que é 
maior do que o dos próprios estudantes; já o objetivo 3 foi identificado grande desperdício nos 
destiladores e equipos, e levantadas algumas alternativas como substituição de equipamento, 
regulagem, reuso da água de resfriamento; em perdas físicas, não teve um estudo mais 
aprofundado, porém sabe-se da sua importância para a obtenção do volume perdido de água; 
na construção de indicadores de consumo, com necessidade de separação de unidades por 
tipologia, e servir de parâmetro unidades de melhor desempenho para a gestão da unidade. 
Associado a esse trabalho com resultado econômico, ressalta-se a importância e eficiência no 
controle do consumo de água das unidades através da descentralização da gestão. 
 
Palavras – chave: Uso Racional de Água, Prédios universitários, consumo per capita, 
consumos especiais, gerenciamento da demanda, descentralização da gestão. 
 
 
 
 
viii 
ABSTRACT 
The Program ÁGUAPURA for a rational use of water at the Federal University of Bahia 
(UFBA) has been developed since 2001 seeking to reduce the consumption of water through 
minimizing the losses and wastes, implementing equipment and giving orientation to a more 
rational use of water at UFBA and the implementation of Clean Technologies. This 
dissertation proposes to analyze and to characterize of the consumption of water at this 
university. To do so, a profile of the ideal consumption of water was designed to serve as 
reference to the units at UFBA through five study lines: 1 – a study of consumption of water; 
2 – the number of consumers (equivalent population); 3 – a study of special consumption 
(distillers and equipments);4 – physical losses; and finally, 5 – the characterization of the 
consumption which embraces the previous lines. As a result of this study in objective 1, 
besides the information obtained, it was also noticed the reduction in the consumption of 
water at UFBA .The monthly consumption at UFBA in the beginning of the historic series, 
1998-2000, was approximately 26.000 m3, reduced to 15.000 m3 in the years 2006 and 
2007.This reduction of 45% in the consumption demonstrates the evolution of the university 
as to the rationalization of the consumption of water, mainly with the actions of the Program. 
Through the results obtained in objective 2, arrived at the influence of the permanent 
population (employees) about the consumption in the researched units, where we can observe 
that is bigger than the students themselves; in objective 3 it was observed a great waste in the 
distillers and equipments, and raised some alternatives such as substitution of equipment, 
adjustment, reutilization of cooling water;in physical losses, did not have a deeper study, 
although know its importance to obtain the wasted volume of water; the construction of 
indicators of consumption, with the need to separate units by typology, and to serve as 
parameter units of better performance for the administration of the unit. Associated with this 
work with economical result, it stands out the importance and efficiency in the control of the 
consumption of water in the units through the decentralization of the administration. 
 
Key words – rational use of water, university building, per capita consumption, special 
consumptions, administration of the demand, decentralization of the administration. 
 
 
 
ix 
 
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURA 
 
ABES Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 
ABRH Associação Brasileira de Recursos Hídricos 
AD Água Destilada 
ÁGUAPURA Programa de Uso Racional de Água – UFBA 
AR Água de Resfriamento 
DTA Documento Técnico de Apoio do PNCDA 
EMBASA Empresa Baiana de Águas e Saneamento S/A 
EPUFBA Escola Politécnica da UFBA 
EQUIPO Equipamento Odontológico (cadeira de dentista) 
ESTEC Escritório Técnico de Construção 
FEC Faculdade de Engenharia da Unicamp 
FOUFBA Faculdade de Odontologia da UFBA 
HOSPMEV Hospital de Medicina Veterinária 
IC Indicador de consumo de água 
ICe Indicador de consumo estimado de água 
ICh Indicador de consumo histórico de água 
IR Impacto de redução do consumo de água 
IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas 
PE População Equivalente 
PNCDA Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água – 
Ministério das Cidades 
PNUD Relatório de Desenvolvimento Humano 
PROSAB Programa de Pesquisas em Saneamento Básico 
 
 
 
x 
PURA Programa de Uso Racional da Água – USP 
QUIMIS QUIMIS Aparelhos Científicos 
RPU Responsável pela unidade 
SABESP Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo 
SAD Superintendência Administrativa/UFBA 
SANASA Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A 
SUPAC Superintendência Acadêmica/UFBA 
TECLIM Rede de Tecnologias Limpas – Escola Politécnica/UFBA 
UFBA Universidade Federal da Bahia 
USP Universidade de São Paulo 
UNICAMP Universidade Estadual de Campinas 
VDR Válvula de descarga com volume reduzido 
 
 
 
xi 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 2.1 - Teste de detecção de vazamentos em bacias sanitárias.................................. 11 
Figura 2.2 - Desempenho dos edifícios ao longo do tempo, sem manutenção periódica ... 12 
Figura 2.3 - Desempenho dos edifícios ao longo do tempo, com manutenção periódica ... 12 
Figura 2.4 – Fluxograma Metodologia de Gestão de Consumo de Água/Energia ............. 22 
Figura 3.1 - Sistema de monitoramento do consumo de água das unidades ...................... 27 
Figura 3.2 - Média diária das 30 últimas leituras em m
3
/dia de uma unidade de ensino .... 
 .............................................................................................................................. 28 
Figura 3.3 - Médias mensais dos 24 últimos meses em m³/dia de uma unidade de ensino 
 .............................................................................................................................. 28 
Figura 3.4 - Histograma de consumo do Centro de Convivência – Evento estudantil 
(acampamento) ........................................................................................................... 30 
Figura 3.5 – Campus Ondina/Canela e Federação da UFBA ............................................ 33 
Figura 4.1 - Série histórica do consumo mensal de água (m
3
) na universidade ................. 35 
Figura 4.2 - Histórico mensal do consumo de água da UFBA (m3) ................................. 35 
Figura 4.3 - Estatística da população da UFBA ............................................................... 38 
Figura 4.4 - Relatório de Planejamento – Unidade: Administração (exemplo) ................. 43 
Figura 4.5 – Água de resfriamento do destilador ............................................................. 59 
Figura 4.6 – Destilador de Odontologia ........................................................................... 59 
Figura 4.7 – Sistema de destilação compacto ................................................................... 60 
Figura 4.8 - Desenho esquemático do destilador .............................................................. 61 
Figura 4.9 – Modelos de destiladores de água - Fabricantes Nova Técnica e Quimis ....... 62 
Figura 4.10– Bidestilador de água em vidro – modelo Q341 V24B – QUIMIS ............... 64 
Figura 4.11 – Desenho esquemático com registro fixador de vazão para o destilador ....... 
 .............................................................................................................................. 69 
Figura 4.12 – Laboratório 1º andar do Instituto de Geociências ....................................... 70 
Figura 4.13 – Foto do destilador modelo 2002 da GFL do Laboratório Laviet – Instituto de 
Biologia/UFBA .......................................................................................................... 73 
Figura 4.14 – Mono destilador com viso de vidro para demonstração – GFL ................... 73 
Figura 4.15 - Destilador de água automático ................................................................... 75 
Figura 4.16 – Modelo de Bidestilador de Água Q341B22 ................................................ 76 
 
 
 
xii 
Figura 4.17 – Foto do equipo da sala de atendimento ao público – Unidade de Odontologia
 .............................................................................................................................. 78 
Figura 4.18 – Cuspideira manchada pelo contínuo consumo de água ............................... 79 
Figura 4.19 – Cortador de gesso ...................................................................................... 80 
Figura 4.20 - Aspirador Odontológico de Alta Potência - Sug Up .................................... 82 
Figura 4.21 - Gráfico do Instituto de Biologia – rompimento da tubulação externa do 
prédio – 2006 ............................................................................................................. 84 
Figura 4.22 - Gráfico do Instituto de Biologia – rompimento da tubulação externa do 
prédio – 2008 ............................................................................................................. 85 
Figura 4.23 - Pontos freqüentes de vazamentos em rede de distribuição (percentuais 
ilustrativos baseados em experiência da SANASA) .................................................... 86 
Figura 4.24 - Pontos freqüentes de vazamentos em ramais (percentuais ilustrativos 
baseados em experiência da SANASA) ...................................................................... 86 
Figura 4.25 – Consumo das unidades em relação à população equivalente dos alunos de 
graduação nos dias da semana das unidades de ensino sem laboratório ....................... 87 
Figura 4.26 – Consumo das unidades em relação à população equivalente dos alunos de 
graduação nos dias da semana das unidades de ensino com laboratório....................... 89 
Figura 4.27 - Médias mensais do consumo dos últimos 24 meses – Instituto de Biologia . 90 
Figura 4.28 - Consumo per capita das unidades em relação à população equivalente dos 
alunos de graduação, 2007, nos dias da semana .......................................................... 91 
Figura 4.29 - Consumo histórico diário da unidade de Administração (dados de 2005 a 
2008) .......................................................................................................................... 92 
Figura 4.30 - Consumo histórico diário da unidade de Filosofia (dados de 2006 a 2008) 93 
Figura 4.31 - Consumo histórico diário da unidade de Politécnica (dados de 2005 a 2008)
 .............................................................................................................................. 93 
Figura 4.32 - Consumo histórico diário da unidade de Biologia (dados de 2005 a 2008) .. 94 
Figura 4.33 - Consumo histórico diário da unidade de Arquitetura (dados de 2005 a 2008)
 .............................................................................................................................. 94 
Figura 4.34 - Localização em croqui do hidrômetro do Hospital de Medicina Veterinária 
 .............................................................................................................................. 97 
Figura 4.35 - Fotografias do hidrômetro do Hospital de Medicina Veterinária.................98 
 
 
 
xiii 
LISTAS DE TABELAS 
 
Tabela 2.1 - Equações para o cálculo de consumo mensal de água de referência (m
3
/mês)
 .............................................................................................................................. 5 
Tabela 2.2 - Valores médios de perda diária de água em função de vazamentos em 
torneiras ..................................................................................................................... 16 
Tabela 2.3 - Processos e produtos com possibilidades de aplicação – Edifícios Privados e 
Públicos .................................................................................................................... 21 
Tabela 4.1 - Exemplo para obtenção da População Equivalente de uma unidade ............. 42 
Tabela 4.2 – Exemplo da Distribuição Temporal do Instituto de Biologia ....................... 44 
Tabela 4.3 – Exemplo da Obtenção da População Equivalente dos alunos de Graduação do 
Instituto de Biologia ................................................................................................... 44 
Tabela 4.4 – Elementos identificados na universidade para a composição da população 
equivalente com os respectivos pesos ......................................................................... 46 
Tabela 4.5 - Distribuição da população equivalente das unidades de ensino sem laboratório 
com equipamentos consumidores de água................................................................... 51 
Tabela 4.6 – Distribuição da população equivalente das unidades de ensino com 
laboratório que contém equipamentos com maior consumo de água ........................... 52 
Tabela 4.7 – Distribuição da população equivalente das unidades administrativas ........... 53 
Tabela 4.8 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades de ensino com 
laboratório que contém equipamentos com maior consumo de água ............................ 55 
Tabela 4.9 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades de ensino sem 
laboratório com equipamentos consumidores de água ................................................. 56 
Tabela 4.10 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades administrativas e per 
capita geral ................................................................................................................. 57 
Tabela 4.11 – Resumo em quantidade dos laboratórios e destiladores nas unidades ......... 59 
Tabela 4.12 – Unidades de ensino e destiladores ............................................................. 63 
Tabela 4.13 - Comparativo AR/AD medido in loco e o recomendado pelo fabricante ...... 65 
Tabela 4.14 – Tabela de tarifas sistema de abastecimento de água para prédios públicos . 
 .............................................................................................................................. 68 
Tabela 4.15 – Resumo da entrevista sobre o tempo de acionamento da cuspideira durante 
os procedimentos ........................................................................................................ 81 
Tabela 4.16 – População de alunos nas unidades de ensino sem laboratório ................... 88 
Tabela 4.17 - Intervenções do Projeto ÁGUAPURA no Hospital de Medicina Veterinária
 ............................................................................................................................ 102 
 
 
 
xiv 
Tabela 4.18 - Gastos anuais da UFBA com as contas de água no HospMev ................... 104 
Tabela 4.19 - Gastos semestrais da UFBA com as contas de água no HospMev ............ 105 
 
 
 
 
xv 
LISTA DE QUADROS 
 
Quadro 4.1 – Unidades deEnsino com Laboratório que contém equipamentos com maior 
consumo de água ........................................................................................................ 39 
Quadro 4.2 – Unidades de Ensino sem Laboratórios com equipamentos consumidores de 
água ........................................................................................................................... 39 
Quadro 4.3 – Unidades Administrativas .......................................................................... 40 
Quadro 4.4 – Unidades – Hospitalares............................................................................. 40 
Quadro 4.5 – Unidades – Residências Universitárias ....................................................... 40 
Quadro 4.6 – Unidades – Outros ..................................................................................... 40 
 
 
 
 
xvi 
LISTA DE GRÁFICOS 
 
Gráfico 4.1 – Relação de AR/AD das unidades da UFBA versus quantidade de destiladores
 .............................................................................................................................. 65 
Gráfico 4.2 – Consumo médio mensal dos destiladores das unidades da UFBA ............... 66 
Gráfico 4.3 - Volume necessário e desperdiçado da água de resfriamento durante o 
processo de destilação da água. .................................................................................. 67 
Gráfico 4.4 – Consumo mensal da AR e custo por unidade de água consumida e geração de 
efluentes ..................................................................................................................... 68 
Gráfico 4.5 - Distribuição da População Equivalente de Alunos por faixas de horário 
(Projeto do HospMev) .............................................................................................. 100 
Gráfico 4.6 – Consumo Médio Mensal (m3) do Hospital de Medicina Veterinária – Leitura 
da Embasa ................................................................................................................ 103 
Gráfico 4.7 – Consumo Médio Mensal (m3) do HospMeV – Comparativo Embasa x 
ÁGUAPURA .......................................................................................................... 104 
 
 
 
 
xvii 
LISTA DE EQUAÇÕES 
 
Equação 2.1 – Impacto de redução do consumo de água .................................................. 8 
Equação 4.1 – Consumo de água total da unidade ........................................................... 47 
Equação 4.2 – Consumo total da população da unidade ................................................... 47 
Equação 4.3 – População Equivalente – alunos de graduação .......................................... 47 
Equação 4.4 – População Equivalente – alunos de pós-graduação ................................... 47 
Equação 4.5 – População Equivalente - professores ........................................................ 47 
Equação 4.6 – População Equivalente - funcionários ....................................................... 47 
Equação 4.7 – População Equivalente – outros consumidores ......................................... 47 
Equação 4.8 – População Equivalente - total ................................................................... 47 
Equação 4.9 – População Equivalente – total (resumo).................................................... 48 
 
 
 
 
 
xviii 
SUMÁRIO 
 
 Pág 
RESUMO ............................................................................................................................ vii 
ABSTRACT........................................................................................................................ viii 
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ........................................................................ ix 
LISTA DE FIGURAS ........................................................................................................ xi 
LISTA DE TABELAS ........................................................................................................ xiv 
LISTA DE QUADROS ...................................................................................................... xvi 
LISTA DE GRÁFICOS ..................................................................................................... xvii 
LISTA DE EQUAÇÕES .................................................................................................... xviii 
 
 
Capítulo 1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................. 1 
Capítulo 2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ...................................................................... 4 
2.1 PROGRAMAS DE RACIONALIZAÇÃO DE ÁGUA EM PRÉDIOS PÚBLICOS ........ 4 
2.1.1 Programa Nacional de Combate ao Desperdício da Água (PNCDA) .................... 4 
2.1.2 Programa de Uso Racional de Água – PURA (USP-SABESP) .............................. 6 
2.1.3 Programa de Conservação de Água - Pró-Água (Unicamp).................................. 9 
2.1.4 Outros Trabalhos e Programas Nacionais ............................................................. 13 
2.2 PROMOÇÃO DO USO RACIONAL DA ÁGUA .......................................................... 14 
2.2.1 Tecnologias para a Promoção do Uso Racional da Água em Sistemas 
Prediais............................................................................................................................. 14 
2.2.2 Avaliação dos Avanços das Tecnologias Disponíveis ............................................. 20 
2.3 PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA A GESTÃO DO CONSUMO DE 
ÁGUA/ENERGIA EM EDIFICAÇÕES............................................................................... 22 
 
 
 
xix 
Capítulo 3 - O PROGRAMA DE USO RACIONAL DE ÁGUA DA UFBA - 
ÁGUAPURA ...................................................................................................................... 25 
3.1 OBJETIVOS .................................................................................................................. 25 
3.2 HISTÓRICO .................................................................................................................. 25 
3.3 METODOLOGIA UTILIZADA PELO PROGRAMA ÁGUAPURA ............................. 26 
3.3.1 Levantamento do Sistema Hidráulico Predial ....................................................... 26 
3.3.2 Monitoramento e Análise do Consumo de Água das Unidades ............................. 27 
3.3.3 Detecção e Correção de Vazamentos Visíveis e Não Visíveis ................................ 29 
3.3.4 Levantamento dos Hábitos dos Usuários ............................................................... 31 
3.3.5 Utilização de Tecnologias de Processo e Produto para Racionalização do 
Consumo .......................................................................................................................... 31 
3.4 PRINCIPAIS DIFICULDADES ENCONTRADAS ....................................................... 32 
Capítulo 4 - CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA NA UFBA ................... 34 
4.1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 34 
4.2 ANÁLISE DO CONSUMO DE ÁGUA DA UFBA ....................................................... 34 
4.3 LEVANTAMENTO DOS CONSUMIDORES - POPULAÇÃO EQUIVALENTE......... 41 
4.3.1 Definição de População Equivalente ...................................................................... 41 
4.3.1.1 Estudantes Graduação ....................................................................................... 42 
4.3.1.2 Estudantes Pós-graduação ................................................................................. 45 
4.3.1.3 Corpo Docente, TécnicosAdministrativos, Terceirizados, Cantina, 
Visitante e outros ...................................................................................................... 45 
4.3.2 Modelo do consumo de água ............................................................................. 46 
4.3.2.1 Exemplo - Biologia ............................................................................................ 48 
4.3.3 Aplicação da População Equivalente ..................................................................... 50 
4.3.4 Considerações Finais ............................................................................................... 57 
4.4 ESTUDO DOS EQUIPAMENTOS DE CONSUMOS ESPECIAIS ............................... 58 
4.4.1 Destiladores ............................................................................................................. 58 
 
 
 
xx 
4.4.1.1 Equipamentos de Destilação .............................................................................. 60 
4.4.1.2 Materiais e Métodos .......................................................................................... 62 
4.4.1.3 Diagnóstico dos Destiladores da UFBA ............................................................. 63 
4.4.1.4 Proposições ....................................................................................................... 69 
4.4.1.5 Considerações Finais......................................................................................... 76 
4.4.2 Cadeiras Odontológicas (EQUIPOS) ..................................................................... 77 
4.4.2.1 Cuspideiras dos equipamentos odontológicos .................................................... 78 
4.4.2.2 Materiais e Métodos .......................................................................................... 79 
4.4.2.3 Resultados e Discussões..................................................................................... 80 
4.4.2.4 Proposições ....................................................................................................... 82 
4.4.2.5 Considerações Finais......................................................................................... 83 
4.5 ESTUDO DE PERDAS FÍSICAS .................................................................................. 83 
4.6 CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DAS UNIDADES ACADÊMICAS ................. 87 
4.6.1 Caracterização do Consumo ................................................................................... 87 
4.6.2 Considerações Finais ............................................................................................... 95 
4.7 REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA – ESTUDO DE CASO: HOSPITAL DE 
MEDICINA VETERINÁRIA......................................................................................... 97 
4.7.1 Diagnóstico .............................................................................................................. 97 
4.7.2 Indicador de Consumo – Metodologia e Cálculo da População Equivalente ....... 99 
4.7.3 Intervenção e Avaliação dos Resultados ................................................................ 101 
4.7.4 Avaliação Financeira após a Intervenção – Dados da Embasa ............................. 103 
4.7.5 Considerações Finais ............................................................................................... 105 
Capítulo 5 - CONCLUSÕES ............................................................................................. 107 
Capítulo 6 - PROPOSIÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS .................................... 111 
Capítulo 7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 112 
 
 
 
 
xxi 
APÊNDICE 
APÊNDICE A – Quadro Geral de consumos especiais – destiladores ................................... 119 
APÊNDICE B - Quadro Geral de consumo especial – equipos ............................................. 129 
APÊNDICE C – Coleta de dados dos equipos – amostragens ............................................... 133 
APÊNDICE D – Entrevista com estudantes de odontologia .................................................. 140 
APÊNDICE E – Gráficos de consumo, per capita e série histórica das unidades de 
ensino com e sem laboratórios, e unidades administrativas ................................................... 142 
 
ANEXO 
Anexo A - Avaliação dos Avanços das Tecnologias Disponíveis. ......................................... 165 
Anexo B – Estudo de Perigo – Pimenta (2004) ..................................................................... 170 
Anexo C – Sistema Operacional do destilador e detalhe esquemático do modelo 341 
da QUIMIS .......................................................................................................................... 180 
 
1 
 
 
Capítulo 1 
INTRODUÇÃO 
O Brasil possui grande disponibilidade hídrica, porém distribuída de forma desigual em 
relação à densidade populacional. Entre os estados brasileiros pode-se observar enormes 
discrepâncias em relação a esse aspecto. Enquanto que no ranking nacional Roraima apresenta 
a maior disponibilidade hídrica do país chegando a 1.506.488 m3/hab.ano, Pernambuco 
apresenta a menor disponibilidade, com 1.270 m3/hab.ano. (REBOUÇAS, 1994, apud 
TUNDISI, 2003). Enquanto um habitante de Moçambique usa, em média, menos de 10 litros 
de água por dia, um europeu consome entre 200 e 300 L, e um norte-americano, 575 L (em 
Phoenix, no Arizona, o volume ultrapassa a 1 mil). Um norte-americano usa mais água em um 
banho de cinco minutos do que um morador de favela de país em desenvolvimento usa num 
dia inteiro”, compara o Relatório de Desenvolvimento Humano (PNUD, 2006). No Brasil, em 
cidades acima de 250000 habitantes o consumo per capita varia de 150 a 300 litros/hab.dia 
(VON SPERLING, 1996). 
O desperdício e o uso irracional da água são problemas que afligem o mundo com 
relação ao seu futuro próximo. No Brasil a situação não é diferente, pois cada gota 
desperdiçada significa dinheiro jogado fora e mau uso das fontes de água doce, agravando 
problema do abastecimento da população com água potável. Além do desperdício, as fontes 
de água ainda sofrem agressões cometidas pelo ser humano por meio de disposição 
inadequada dos resíduos químicos, esgotos e matéria orgânica, influenciando no número de 
casos de doenças relacionadas à água, afetando sensivelmente a qualidade de vida dos seres 
vivos. 
A falta de informação da população quanto ao uso controlado de água nas residências, 
escritórios, escolas e demais prédios, associada à falta de incentivo aos consumidores para 
evitar o desperdício de água, são fatos que preocupam na perspectiva do desenvolvimento 
sanitário. 
A água com a sua escassez está se tornando, rapidamente, um recurso muito valioso. A 
cobrança pelo seu uso já é uma realidade em alguns estados do país, atribuindo-se valor a este 
bem, o que até alguns anos atrás parecia inconcebível, já que a idéia da água ser uma 
substância infinita encontra-se enraizada na cultura de parcela da população. 
2 
 
 
Com base em conceitos de desenvolvimento sustentável (KIPERSTOK, 2002) e 
Produção Limpa (UNEP, 2008), um programa de uso racional da água vem sendo 
desenvolvido na Universidade Federal da Bahia desde 2001 buscando atuar, efetivamente, na 
racionalização do seu consumo e no combate ao desperdício da água. 
Esta pesquisa visa caracterizar o consumo dos prédios da UFBA, além de descrever os 
resultados do Programa ÁGUAPURA. Buscou-se demonstrar avanços conseguidos e os 
limites identificados no combate às perdas e ao desperdício de água, de maneira a contribuir 
com proposições que possam ser agregadas. Espera-se que estes resultados, juntamente com 
uso deindicadores de consumo desenvolvidos, sirvam de base para novos planos de 
intervenção e implantação de novas tecnologias. 
A dissertação foi desenvolvida na linha de Pesquisa-Ação, tendo a pesquisadora 
participação ativa no andamento do Programa e colaborando para os resultados esperados. 
Essa linha pode ser definida em três principais momentos: a definição do problema, a 
aprendizagem conjunta e o plano de ação (SIQUEIRA, 2001). 
Os procedimentos de coleta de dados adotados para o desenvolvimento deste trabalho 
foram divididos em: pesquisa documental (fotografias e mapas de localização); pesquisa 
bibliográfica em revistas técnicas; documentos técnicos como os do Programa Nacional de 
Combate ao Desperdício de Água (PNCDA) e outros programas existentes sobre o tema; 
referências eletrônicas entre outras. O foco principal para o encaminhamento do trabalho foi o 
acompanhamento das atividades do Programa ÁGUAPURA, como membro da equipe de 
coordenação desse Programa. 
Foram levantadas informações sobre os alunos e funcionários, e entrevistadas pessoas 
que pudessem confirmar ocorrências de fatos marcantes desse trabalho, como professores, 
funcionários, estudantes, técnicos da concessionária responsável pelo abastecimento de água e 
esgotamento sanitário da cidade do Salvador – EMBASA, técnicos especialistas em 
equipamentos economizadores, entre outros. Através do calendário escolar, pode-se 
identificar a influência de eventos ocorridos durante o período da pesquisa na variação do 
consumo mensal dos edifícios em questão, tais como vestibular e congressos e encontros 
estudantis. 
A partir desse levantamento é que foram construídos indicadores que permitissem 
avaliar a redução do consumo de água nesta comunidade. 
3 
 
 
Para um melhor entendimento, este trabalho foi dividido em sete capítulos. O primeiro 
capítulo é este, de introdução. O segundo capítulo a seguir apresenta uma revisão da literatura 
existente, enfatizando programas, metodologias de implantação, avanços tecnológicos, e uma 
proposta para a gestão do consumo de água/energia. No terceiro capítulo é apresentada uma 
contextualização do Programa ÁGUAPURA, abrangendo desde a sua origem aos resultados 
alcançados; no quarto capítulo inicia-se a caracterização do consumo de água em prédios 
universitários, onde é apresentada uma análise do consumo de água da UFBA, o estudo para a 
obtenção da população equivalente consumidora de água, o estudo dos equipamentos de 
consumo especial – destiladores e equipos, um breve estudo sobre perdas físicas e a 
caracterização do consumo das unidades – fruto de todos os estudos anteriores citados; no 
quinto capítulo são apresentadas as conclusões, ilustrando os pontos de grande relevância da 
pesquisa; o sexto capítulo contempla as proposições para trabalhos e futuros; no capítulo sete 
são apresentadas as referências bibliográficas levantadas ao longo deste trabalho; e por fim, 
encontram-se os apêndices e anexos gerados. 
4 
 
 
Capítulo 2 
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
Neste capítulo são estudados alguns dos programas de racionalização da água de 
relevância obtidas no Brasil, juntamente com tecnologias para sistemas prediais e 
metodologias para gestão do consumo de água/energia em edificações. 
 
2.1 PROGRAMAS DE RACIONALIZAÇÃO DA ÁGUA EM PRÉDIOS PÚBLICOS 
2.1.1 Programa Nacional de Combate ao Desperdício da Água (PNCDA) 
Na esfera federal foi instituído um programa de conservação e uso racional da água de 
abastecimento público - PNCDA, pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, em abril de 
1997, em articulação com o Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da 
Amazônia Legal e com o Ministério das Minas e Energia. Hoje o Programa está vinculado ao 
Ministério das Cidades. Ainda que sua política seja no âmbito urbano a sua formulação 
contempla a possibilidade de uma futura integração com outros usos, como a irrigação, 
indústria, geração de energia. (PNCDA, 2004) 
Este programa tem por objetivos específicos definir e implementar um conjunto de 
ações e instrumentos tecnológicos, normativos, econômicos e institucionais, concorrentes para 
uma efetiva economia dos volumes de água demandados para consumo nas áreas urbanas. 
Trata-se, hoje, da busca da eficiência no uso da água “em todas as fases de seu ciclo de 
utilização, desde a captação até o consumo final”. (SILVA, TAMAKI, GONÇALVES, 2004). 
Na série de Documentos Técnicos de Apoio (DTA) do PNCDA, sugere-se a 
determinação do índice de consumo para algumas tipologias de edifício: restaurantes – 
número de refeições; escolas – número de alunos matriculados, hotéis – nº de hóspedes; 
lavanderia – kg de roupa seca e laboratório – nº de procedimentos. 
Para o cálculo dos consumos mensais de água utilizou as equações sugeridas por 
Berenhause e Pulici (1983) apud Rocha et al. (1998). (TABELA 2.1) 
 
 
5 
 
 
Tabela 2.1 - Equações para o cálculo de consumo mensal de água de referência (m3/mês) 
Clubes esportivos Cm = 26 NC 
Edifícios comerciais Cm = 0,08 AC 
Escolas de 1º e 2º graus Cm = 0,05 AC+ 0,1 V + 0,7 F + 20 
Escolas de nível superior Cm = 0,03 AC + 0,7 F + 0,8 BS + 50 
Creches Cm = 3,8 F + 10 
Hospitais Cm = 2,9 F + 11,8 BS + 2,5 L + 280 
Hotéis de 1ª categoria (5, 4 e 3 estrelas) Cm = 6,4 BH + 2,6 L + 400 
Hotéis de 2ª categoria Cm = 3,1 BH+ 3,1 L . 40 
Lavanderias industriais Cm = 0,02 x Kg de roupa /mês 
Restaurantes Cm = 7,5 F+ 8,4 BS 
Fonte: Adaptado DTA B3 – PNCDA, 1999. 
 
Onde: Cm = consumo mensal de água, m3; NC = número de chuveiros; AC = área 
construída, m2; V = número de vagas; F = número de funcionários; BH = número de 
banheiros; BS = número de bacias sanitárias; L = número de leitos. 
Fazendo a aplicação da equação sugerida para a obtenção do consumo de água em 
escola de nível superior, como referência para a Escola Politécnica da UFBA, que possui uma 
área total construída de 22.000 m2, com 183 funcionários, incluindo professores e técnicos 
administrativos, e 28 bacias sanitárias, obteve-se o consumo de 860,5 m3/mês ou 28,68 
m3/dia. Atualmente, a Escola apresenta um consumo mensal de 464,64 m3/mês ou 15,49 
m3/dia, pela média dos meses de junho a novembro de 2008. Diante dessa diferença observar-
se a possibilidade do super-dimensionamento do sistema hidráulico do prédio. 
As seguintes atividades são consideradas no PNDCA: campanhas de conscientização; 
levantamento do sistema hidráulico do edifício e dos procedimentos dos usuários relacionados 
ao uso da água; diagnóstico do sistema, sobretudo vazamentos; plano de intervenção, 
considerando campanhas educativas, manutenção do sistema, alteração de procedimentos de 
uso da água, substituição de componentes convencionais por eficientes, reaproveitamento da 
água; avaliação econômica; avaliação do impacto da redução. 
 
 
6 
 
 
2.1.2 Programa de Uso Racional de Água – PURA (USP-SABESP) 
O “PURA” – Programa de Uso Racional da Água foi criado em 1995, com o convênio 
entre a SABESP - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, empresa de 
saneamento básico de São Paulo com a Escola Politécnica da USP (através do Laboratório de 
Sistemas Prediais) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). 
Com o objetivo de reduzir o consumo de água no campus da USP em virtude dos altos 
valores de consumo observados a SABESP concedeu para o programa um desconto nas 
contas de água mensais da Cidade Universitária a fim de se criar um fundo destinado às 
intervenções do PURA. Em contrapartida, a USP ficou responsabilizada por uma economia de 
água efetiva a ser obtida com a implantação de todos os passos propostos, e pelo 
desenvolvimento de uma metodologia de aplicação doprograma em outras situações similares 
futuras. 
A metodologia aplicada para a implantação de Programa de Uso Racional da Água - 
PURA em edifícios, enfatiza a importância de ações tecnológicas que visam o controle e 
redução do consumo de água, tendo sido estruturada em quatro etapas descritas a seguir: 
Auditoria do consumo de água; Diagnóstico do consumo de água no edifício; Plano de 
Intervenção e Avaliação do impacto de redução do consumo de água (OLIVEIRA & 
GONÇALVES, 1999). 
 A Auditoria do consumo de água considera o levantamento documental das 
características físicas e funcionais do edifício, especialmente, o sistema hidráulico. É proposto 
o levantamento do indicador de consumo – IC, relacionando o volume de água consumido em 
um determinado período com o número de agentes consumidores. Esses valores constituem-se 
em referência para a avaliação do impacto de redução do consumo de água, após cada uma 
das ações implementadas no decorrer do PURA. 
Ainda nesta etapa é proposto um diagnóstico preliminar que permita uma avaliação 
prévia do consumo de água e a previsão do impacto de redução de consumo, utilizando o 
indicador de consumo estimado – ICe e de sua comparação com o valor de indicador de 
consumo no período histórico – ICh. 
Informações das características físicas e funcionais do sistema hidráulico e das 
atividades desenvolvidas no edifício são também obtidas nessa etapa contribuindo para o 
entendimento do perfil do consumo de água no sistema. São levantados: 
7 
 
 
• Sistema hidráulico predial: tipo de sistema de abastecimento e número do medidor; 
localização e cadastro da quantidade e capacidade dos reservatórios; condições de 
operação da torneira de bóia e o local de deságüe do extravasor e da tubulação de 
limpeza do reservatório; pressão em pontos críticos do sistema; pontos de utilização do 
sistema, suas características e condições de operação. 
• Vazamentos visíveis e não visíveis: utilização de testes expeditos, como o teste do 
hidrômetro e teste especiais, como o correlacionador de ruídos, geofone eletrônico e 
haste escuta. 
• Sistemas hidráulicos especiais: sistema de ar condicionado, sistema de ar comprimido, 
sistema de vácuo, sistema de vapor com caldeira, sistema de hemodiálise por osmose 
reversa, sistema de destilação e outros. 
• Procedimentos dos usuários: atividade realizada com a maior discrição possível para 
que os usuários não mudem de comportamento podendo mascarar as informações que 
deverão ser repassadas ao profissional responsável pela campanha educativa. Os 
principais ambientes observados são: cozinha, lavanderia, jardim e área externa, 
sanitário, laboratório e outros, conforme a tipologia do edifício. 
A segunda etapa consiste no Diagnóstico do consumo de água no edifício. Em síntese, 
contém as informações obtidas na auditoria do consumo de água, possibilitando a elaboração 
de um plano de intervenção com ações específicas para cada tipologia de edifício e a 
consideração das características próprias de cada sistema. Considera o consumo diário de 
água no período histórico; número de agentes consumidores; valor do indicador de consumo 
de água no período histórico; desperdício diário estimado; índice de desperdício estimado; 
perda por vazamento visível; índice de perda por vazamento visível; índice de vazamento 
visível; perda por vazamento não-visível; índice de perda por vazamento não-visível; índice 
de vazamento não-visível; perda diária total levantada no sistema; consumo diário de água em 
sistemas hidráulicos especiais; procedimentos inadequados dos usuários relacionados ao 
consumo de água. 
A elaboração de um Plano de Intervenção consiste na terceira etapa. Nesta são focados 
os pontos críticos do sistema, geralmente através da correção de vazamentos detectados. A 
implantação de medição setorizada do consumo de água é um dos sistemas de controle que 
permite a detecção de problemas. Além dessa intervenção realizada torna-se indispensável a 
8 
 
 
realização de uma avaliação dessas ações implementadas, tanto após a realização da 
implementação de cada uma delas, quanto ao final do plano de intervenção. Com o objetivo 
de obter resultados sem a influência da adaptação dos usuários ao novo sistema, propõe-se 
que o impacto de redução seja calculado após, no mínimo 15 dias da implementação de cada 
ação e por um período mínimo de 15 dias. 
Como etapas para a elaboração do plano de intervenção são necessários os seguintes 
componentes: campanha de conscientização; correção de vazamentos: de grande importância 
antes da substituição de componentes convencionais por economizadores de água, como 
forma de evitar resultados enganosos; substituição de componentes convencionais por 
economizadores de água; redução de perdas e reaproveitamento de água em sistemas 
hidráulicos especiais, obtida por meio da manutenção adequada; e por fim a campanha 
educativa, como forma de comunicação destinada aos usuários específicos, implementada 
através de palestras dirigidas. 
A substituição de componentes convencionais por economizadores de água ocasiona 
uma redução do consumo de água independentemente da ação do usuário ou da sua 
disposição em mudar de comportamento para reduzir o consumo de água. Deve ser 
implementada quando o sistema estiver totalmente estável, sem nenhuma perda de água por 
vazamento. É imprescindível o aperfeiçoamento da capacitação técnica de usuários 
responsáveis pela manutenção no edifício, tendo-se em vista os novos componentes a serem 
instalados. No entanto, segundo o PURA, o maior potencial para redução de consumo de água 
nesses sistemas encontra-se na implementação de ações que visem o reaproveitamento de 
água. 
A quarta e última etapa do programa consiste na Avaliação do impacto de redução do 
consumo de água. O impacto de redução do consumo é calculado conforme a Equação 2.1: 
 
( )%100×−=
CAP
CDPCAP
I
IIIR Eq. 2.1 
 
onde, o IR é o impacto de redução do consumo de água por agente consumidor; ICAP é o 
indicador de consumo antes do PURA e ICDP é o indicador de consumo depois do PURA. 
9 
 
 
Essa informação de redução do consumo deve ser sempre repassada aos usuários do 
sistema, através da campanha de conscientização, que tem a função de informar e incentivar o 
usuário a economizar água. 
 
2.1.3 Programa de Conservação de Água - Pró-Água (Unicamp) 
O Pró-água/Unicamp teve início em maio de 1999, sendo desenvolvido pela Faculdade 
de Engenharia Civil – FEC, e tem como objetivo geral a implantação de medidas que induza 
ao uso racional da água nos edifícios localizados na Cidade Universitária Professor Zeferino 
Vaz, Campinas, inclusive com o trabalho de conscientização dos usuários sobre a importância 
da conservação desse insumo. 
O Programa contempla duas fases. A Fase I considera o levantamento cadastral, a 
detecção e conserto de vazamentos, a implantação de telemedição, a instalação de 
componentes economizadores e a avaliação do desempenho pelos usuários. Já a Fase II 
contempla a análise de tecnologias economizadoras para usos específicos e implantação de 
sistema de gestão dos sistemas prediais no campus. (em andamento). 
Antes do início do PRÓ-ÁGUA/UNICAMP existiam apenas seis hidrômetros no 
campus, cuja única fonte de leitura era realizada pela concessionária local (SANASA). Após 
o andamento do Programa ainda como meta está a instalação de hidrômetros eletrônicos, 
interligados a uma central de medição através de cabos telefônicos. Foram necessárias obras 
civis para a instalação hidráulica, e para a interligação com a rede telefônica (abertura de 
valas, passagem dos condutores e depois dos cabos telefônicos, e fechamento das valas nos 
locais ondeainda não existe rede telefônica ou a rede hidráulica encontra-se distante da rede 
telefônica). 
O Sistema de Telemedição constitui-se na principal ferramenta para a avaliação dos 
resultados das ações deste Programa, já que propicia a leitura e armazenamento dos dados de 
vazão instantânea e de totalização do volume de água consumido. 
Foram instalados componentes de acionamento hidromecânico nos lavatórios e 
mictórios, baseados nos seguintes aspectos: dispensa fonte energética para o seu 
funcionamento; custo relativamente baixo, se comparado, por exemplo, com os componentes 
eletrônicos; e são necessárias pequenas intervenções para a sua instalação. Foram utilizados, 
10 
 
 
em ambos os casos, os valores de vazão e de tempo de acionamento recomendados pela 
normalização brasileira. 
Após as etapas de 1 a 4 da Fase I, foi aplicado um questionário para a avaliação do 
desempenho das torneiras economizadoras pela população fixa dos edifícios do campus, 
sendo delineado pelos seguintes tópicos: Caracterização dos usuários; Descrição das 
atividades, freqüência de uso e tempo de acionamento das torneiras de lavatório; Opinião 
sobre o desempenho das válvulas de mictórios e das torneiras de lavatório economizadoras 
com relação às convencionais. 
A Fase II encontra-se em andamento e consiste em duas etapas: análise de tecnologias 
economizadoras para usos específicos e implantação de sistema de gestão dos sistemas 
prediais no campus. Na segunda etapa, ainda não está sendo atualizado o banco de dados 
eletrônico com os serviços de manutenção realizados pelo Escritório Técnico de Construção 
(ESTEC). Em paralelo, o processo de tramitação das solicitações de serviços ao ESTEC, o 
qual envolve a solicitação propriamente dita, a execução do serviço e o arquivamento do 
pedido são lentos. De acordo com a experiência do programa para atendimento de uma 
solicitação de troca de reparo de válvula de descarga, pode levar até dois meses entre a 
solicitação e o arquivamento do ofício. 
Um procedimento adotado pela equipe do PRÓ-ÁGUA UNICAMP durante as 
varreduras e que poderia ser tomado como referência pelo ÁGUAPURA, é a utilização da 
caneta hidrossolúvel nos vasos sanitários para a detecção de vazamentos conforme Figura 2.1. 
11 
 
 
1o passo: Secar o interior da 
bacia sanitária com papel 
higiênico 
 2o passo: Passar a caneta 
hidrográfica solúvel em 
água no interior da bacia 
3o passo: Fazer a 
detecção visual dos 
vazamentos 
Cabe ressaltar que o teste deve ser realizado pelo menos meia hora após a utilização 
da bacia sanitária devido a reposição do fecho hídrico. 
Figura 2.1 - Teste de detecção de vazamentos em bacias sanitárias 
 
 
A universidade conta com o apoio de 58,8% das Unidades com a equipe de manutenção 
própria; 38,8% das Unidades contam com a manutenção do ESTEC e 7,5% das Unidades 
terceirizam a manutenção. A somatória das porcentagens ultrapassa 100% porque algumas 
Unidades, além de contarem com o ESTEC, também terceirizam determinadas atividades. O 
Programa pretende designar um "Gestor dos Sistemas Prediais" por Unidade ou por prédio, 
cuja função será a detecção dos vazamentos nos pontos de consumo e encaminhamento da 
ordem de serviço (O.S.) via internet. 
Uma forma de reduzir os vazamentos consiste na realização de manutenção preventiva. 
A importância desta manutenção pode ser justificada no comportamento do desempenho dos 
componentes dos edifícios sem manutenção (FIGURA 2.2), onde a primeira curva decai 
rapidamente e a segunda situação onde a deterioração do edifício é mais lenta, indicando o 
limite mínimo de desempenho (D’HAVE apud LICHTENSTEIN, 1985, apud PEDROSO, 
2002). 
 
 
pode
perm
interv
Figura 
Entretanto
e ser prolong
Figura 
Observa-s
manecendo u
venções. É 
2.2 – Desem
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2.3 – Desem
Fon
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uma perda 
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s 
m 
13 
 
 
conseqüência da deterioração natural dos materiais e componentes, no entanto, com a 
implementação de manutenção periódica, essa data será postergada (PEDROSO, 2002). 
 
2.1.4 Outros Trabalhos e Programas Nacionais 
Outros trabalhos e campanhas foram desenvolvidos no país nos âmbitos estadual e 
municipal, nos setores públicos e privados, com vistas ao combate ao desperdício de água. 
• No Estado do Tocantins o tema foi tratado pelo Centro de Referência do Movimento de 
Cidadania pelas Águas; 
• Em maio de 2001, o Governo do Estado de São Paulo lançou o Programa Estadual de 
Uso Racional da Água, cujo objetivo é reduzir em 20% o consumo de água em órgãos 
públicos, como secretarias, escolas, hospitais, etc. 
• Na Bahia, a concessionária EMBASA (Empresa Baiana de Águas e Saneamento S/A) 
responsável pelo fornecimento de água para o Estado, não possui um programa 
específico de combate ao desperdício da água, porém orienta os consumidores quanto 
ao seu uso racional através da mídia, mesmo que de forma tímida. 
• No município de Benevides no Estado do Pará foi desenvolvido o projeto “Preservação 
de Água” por meio da Universidade do Estado do Pará, através do Programa “UEPA na 
Praça”, com o objetivo de disseminar na população local a restauração dos hábitos 
ambientais vinculados à qualidade e quantidade de água, tendo-se como abordagem o 
dueto problemático desperdício-poluição (BEZERRA ET AL, 2001). 
O Programa de Uso Racional da Água na Universidade da Bahia será detalhado no 
Capítulo 3. 
 
14 
 
 
2.2 PROMOÇÃO DO USO RACIONAL DA ÁGUA 
 
2.2.1 Tecnologias para a Promoção do Uso Racional da Água em Sistemas Prediais 
Atualmente, vem crescendo no Brasil a adoção de aparelhos economizadores de água. É 
visível a sua utilização em shopping centers, hotéis, aeroportos, teatros, cinemas, escolas, e 
outros. (PROSAB, 2006). 
De acordo com os conceitos utilizados pelos autores Gonçalves, Ioshimoto e Oliveira 
(1999), serão abordados a seguir três tipos de tecnologias poupadoras de água nos sistemas 
prediais disponíveis no momento mundialmente: de processo (produz alterações nos sistemas 
prediais hidráulicos); de produto (aplicável a qualquer ponto do sistema predial hidráulico, 
sem que seja obrigatória modificação) e de instrumentação (tecnologia de medição, 
monitoramento e gerenciamento do uso da água). 
Com relação à tecnologia de processo, órgãos governamentais, institutos de pesquisas e 
indústrias da construção civil, têm-se obtido novos processos, produtos e componentes de 
sistemas hidráulicos prediais, destinados à racionalização do uso da água. Nos EUA existe um 
sistema bastante utilizado desde 1973, o de descargas a vácuo, cujos benefícios proporcionam 
redução de água/volume de esgoto, redução de água/cargas mensais de esgoto e redução dos 
custos das tubulações de água (menores diâmetros). (GONÇALVES et al., 1999). No Brasil, 
esse sistema está crescendo e está sendo observado principalmente em edifícioscomerciais, 
shopping centers, hotéis e outros. O seu consumo de água gira em torno de 1,5 litros por 
descarga, cuja função é apenas a lavagem da superfície interna e do poço da bacia. (PROSAB, 
2006). 
Já existem diversos outros sistemas e dispositivos nesse sentido, como a bacia sanitária 
com membrana reticulada e sistema de sifão central para rede de esgotos. Esta bacia tem 
como finalidade produzir um fluxo mais intenso, aumentando a velocidade do esgoto na 
tubulação, evitando-se a sedimentação de sólidos. Quanto ao tipo de sifão central possui a 
capacidade para aproximadamente 20 litros de esgoto sanitário. Quando são ejetados volumes 
extras, ocorre o efeito de sifonamento, expurgando o esgoto armazenado para a rede pública, 
realizando uma auto-limpeza na tubulação de esgoto predial. 
Quanto a falhas que podem ocorrer relacionadas às tecnologias de processo, têm-se os 
vazamentos no sistema hidráulico predial. Normalmente as causas dos vazamentos estão 
15 
 
 
relacionadas a problemas ocorridos nos equipamentos hidráulicos, peças, aparelhos, etc., 
dentre esses, os mais comuns são: 
• Vazamentos em caixas ou válvulas de descarga: a depender da magnitude do vazamento 
nos dispositivos que alimentam as bacias sanitárias, o mesmo pode ser considerado 
invisível pelo usuário; 
• Vazamentos nas válvulas de admissão de caixa de descarga e reservatório: pode em 
determinado momento atingir o extravasor. No caso da caixa de descarga, geralmente, 
está conectado à bacia e, em reservatório domiciliares, junto ao piso do box ou mesmo 
sobre o telhado. Desse modo, o vazamento pode ocorrer durante um grande período 
antes que seja detectado, proporcionando um aumento no consumo de água. Os 
vazamentos visíveis em reservatórios podem ocorrer devido a torneira de bóia 
desregulada ou danificada – a água é perdida pelo extravasor; conexões danificadas - 
provocando vazamento junto às paredes fundo dos reservatórios; registro com 
fechamento inadequado – geralmente utilizam–se registro de gaveta para as saídas de 
águas e estes podem estar com problemas de vedação e permitir a passagem da água, 
por exemplo, em uma tubulação de limpeza, que por sua vez pode escoar através do 
sistema de águas pluviais, retardando a detecção do vazamento. 
• Vazamento em tubulação de sistemas hidráulicos: ocorrem em junção, ou até mesmo 
em fissuras ao longo das próprias tubulações. Recomenda-se que, nas construções em 
geral, realize-se o teste de estanqueidade através da pressurização da rede; 
• Vazamento em torneiras: podem variar em função do tipo de vazamento como o 
gotejamento ou escoamento em filete, tipo da bica da torneira, rugosidade de suas 
paredes e também da pressão hidráulica. Para facilitar a estimativa da perda de água 
provocada a esse tipo de vazamento, utilizam-se os valores médios de perda diária de 
água como apresentado na Tabela 2.2. 
16 
 
 
Tabela 2.2 – Valores médios de perda diária de água em função de vazamentos em torneiras 
Vazamento Freqüência (gotas/min) Perda diária (l) 
Gotejamento lento Até 40 gotas / min 8 
Gotejamento médio 40 < nº gotas/min ≤ 80 8 a 15 
Gotejamento rápido 80 < nº gotas/ min ≤ 120 15 a 24 
Gotejamento muito rápido Impossível de contar >44 
Filete φ ≈ 2 m m Escoamento contínuo >137 
Filete φ ≈ 4 m m Escoamento contínuo >441 
Fonte: DTA nº B3 – PNCDA, 1999. 
 
Com o objetivo de detectar vazamentos Gonçalves & Oliveira (1998) desenvolveram 
metodologia para a detecção de vazamentos não visíveis: teste do hidrômetro - utilizado em 
alimentador predial; teste da sucção – utilizado em alimentador predial, quando da dificuldade 
de acesso ao reservatório; teste de reservatório – utilizado para a verificação de infiltração no 
reservatório; teste de corante – utilizado em bacias sanitárias e geofonia eletrônica, haste de 
escuta e correlação de ruídos para a detecção de vazamento em sistema hidráulico. 
Com relação à tecnologia de produtos, hoje são produzidos bacias VDR (bacias de 
descarga de valor reduzido) para serem utilizadas em conjunto com caixas de descarga com 
volume reduzido (6 litros), fixada na parede. Nos EUA, os valores estão em torno de 6 a 9 
litros e na Europa, em torno de 3 a 9 litros. Flushmate, microflush, bacia acoplada com 
alimentação lateral e com caixa acoplada dual são outros exemplos dessa tecnologia de 
produto. 
 O flushmate trata-se de uma bacia com caixa acoplada e cujo reservatório possui uma 
câmara que utiliza a própria pressão da água para controlar seu volume de água da descarga. 
O microflush foi desenvolvido, principalmente, para instalações comerciais e públicas 
possuindo a capacidade de reduzir, segundo o catálogo da fabricante em até 90% do consumo 
de água se comparado aos sistemas convencionais. Em uso doméstico, este índice fica em 
torno de 40 %. A bacia com caixa acoplada e alimentação lateral é largamente usada no 
Japão, em banheiros públicos. Na caixa de descarga é aplicado um sistema de reutilização da 
água, para a lavagem das mãos. A bacia com caixa acoplada dual foi projetada de modo a 
permitir ao usuário a possibilidade de escolha entre dois volumes de água de descarga, um 
17 
 
 
maior, igual ao volume útil da caixa, e outro menor, igual a 50% deste volume, que pode ser 
utilizado quando houver na bacia somente dejetos líquidos. 
Na Austrália diante da grande preocupação com o consumo de água, principalmente, 
nos banheiros, foram projetados sanitários com duas descargas como alternativa de redução 
do consumo de água, ou seja, 6 e 3 litros a depender do tipo do uso do aparelho. Para a 
descarga cheia removem-se os sólidos e papel, e a vazão reduzida remove-se a urina 
(CAROMA, 2000). O ciclo de vida desse design, segundo o fabricante, foi estudado e estima-
se aproximadamente em 30 anos. Os sistemas com dupla descarga têm sido projetados com 
materiais de baixo impacto ambiental de plásticos inertes ou porcelana vítrea. Os plásticos são 
recicláveis e a porcelana vítrea possui várias aplicações de uso. O processo de manufatura é 
continuamente avaliado quanto a eficiência de energia e consumo de água e geração de 
resíduos (Sólido, Liquido e Gás). Esta avaliação tem sido aumentada através da introdução da 
ISO 14001, implantada como sistema de gestão ambiental em setores de plástico da 
companhia. 
As torneiras de lavatórios e cozinhas permitem a utilização de pequenos artefatos 
adaptados às torneiras, tendo como finalidade uma melhor distribuição do jato de água, 
regulando a vazão e reduzindo a pressão, principalmente em locais destinados a lavagens com 
manuseio das peças, a exemplo de cozinhas e lavabos. Desse modo, permitem um melhor 
controle de vazão e uma melhor distribuição de água. 
Para controlar a dispersão do jato e reduzir a vazão, existem dispositivos desenvolvidos 
com essa finalidade, como a seguir: 
• Arejador: dispositivo fixado na saída da torneira, que reduz a seção da 
passagem da água, reduzindo a vazão. Os arejadores diminuem cerca de 50% o jato das 
torneiras. Segundo a NBR 10.281/01 a vazão mínima recomendada é de 0,05 l/s para 
torneiras com arejador (PROSAB, 2006); 
• Pulverizador: dispositivo fixado na saída da torneira, transformando o jato de 
água em um feixe de pequenos jatos semelhante a um chuveirinho. Os pulverizadores 
reduzem a vazão para valores entre 0,06 l/s a 0,12 l/s, podendo chegar até a 0,03 l/s; 
• Atomizador: geralmente utilizado em edifícios públicos e comerciais, o 
atomizador fornece uma vazão da ordem de 0,01 l/s com pressão de alimentação de 350 
kPa; 
18 
 
 
• Prolongador: aproxima e direciona o jato ao objeto a ser lavado; 
• Torneiras acionadas por sensor infravermelho: funciona com um conjunto de 
emissore receptor. Segundo o PROSAB (2006), não existe norma brasileira para esse 
tipo de aparelho; 
• Torneiras com tempo de fluxo determinado: dotado de um dispositivo 
mecânico que, uma vez acionado, libera o fluxo de água, fechando-se automaticamente 
após um tempo determinado. De acordo com a NBR 13.713/96, em revisão, a vazão 
mínima de funcionamento poderá variar entre 0,04 a 0,10 l/s para torneiras de 
lavatórios, e tempo de fechamento entre 5 a 10 s (PROSAB, 2006); 
• Mictórios: mesmo sendo utilizados em usos restritos (áreas de lazer, edifícios 
comerciais, de escritórios, públicos, etc.) podem ser responsáveis por uma significativa 
parcela de água desperdiçada. Os mictórios podem ser divididos em dois grupos: 
individuais e coletivos, um fabricado em louça sanitária, com pedestal ou suspenso, e o 
segundo feito em chapa. Os sensores infravermelhos são também utilizados para o 
acionamento automático da descarga, que é acionada quando o usuário deixa seu campo 
de ação. Foi lançado (BATIMAT-95) um mictório que aciona a descarga 
automaticamente de 15 a 20 segundos após a sua utilização, através de um sensor que 
capta a acidez da urina no sifão. Há ainda a tecnologia dos mictórios sem água que está 
em franca expansão na Europa e América do Norte e ainda não disponível 
comercialmente no Brasil, funcionando utilizando um selo hídrico, como uma barreira, 
composto por uma substância oleosa (PROSAB, 2006). Segundo Schmidt (2004), em 
um estudo de caso aplicando-o em sanitários de alunos e professores, conclui-se que “a 
eliminação da água do processo não afetou negativamente o desempenho do ambiente 
sanitário”; 
• Chuveiros: dispositivo limitador de vazão, instalado a montante do chuveiro, 
que, a partir de certa pressão, estrangula progressivamente a seção da passagem de água, 
de modo a limitar a vazão a valores de 0,13 a 0,23 litros por segundos (PROSAB, 
2006). 
 
Com relação à tecnologia de instrumentação, a utilização dos recursos oferecidos pela 
instrumentação pode ser muito útil para definir com maior precisão o impacto obtido pelo uso 
19 
 
 
de aparelhos de reduzido consumo de água. Com a instrumentação é possível a avaliação 
tanto do comportamento do usuário com relação ao ambiente sanitário, quanto do 
desempenho cotidiano das louças e metais sanitários desenvolvidos para operarem com 
volumes reduzidos de água (GONÇALVES et al., 1999). 
Podem ser empregados medidores de nível aplicados no interior da caixa de descarga ou 
mesmo um microswitch instalado no sistema de acionamento da descarga, como, por 
exemplo, um equipamento utilizado em larga escala, o datalogger, capaz de registrar o tempo 
de ocorrência de determinado evento, bem como os valores de variáveis associadas a esse 
evento, no mesmo instante. Os dados recebidos pelo datalogger podem ser transferidos para 
um microcomputador para posterior processamento. 
Nesse sentido, a instrumentação dos sistemas prediais de água fria possibilita a obtenção 
de diversos dados relativos à pressão, vazão, temperatura, velocidade, dentre outros, do 
escoamento. A aquisição efetiva de tais dados pode ser concretizada através do gerenciamento 
de sistemas de instrumentação e automação. Estes são compostos por unidades gerenciadoras, 
diversas delas remotas, e sensores, condicionadores de sinais, placas de aquisição de dados e 
de interface, um programa (software) de monitoramento, microcomputador, dentre outros 
equipamentos. A tipologia de sensores disponíveis no mercado é extensa, como os 
transdutores de pressão, hidrômetros, termopares, etc. 
PNCDA (2001) monitorou o consumo diário de água de vinte apartamentos, através da 
instalação de sensores de fluxo, de pressão e de temperatura e, ainda, de hidrômetros 
instrumentados nos pontos de utilização. Os sensores foram conectados a um equipamento de 
aquisição de dados, o qual registrava os eventos em um disquete para posterior análise. 
PNCDA (2001) monitorou também o consumo de água em dois edifícios de 
apartamentos instalando sensores de presença nos aparelhos sanitários, sensores de fluxo com 
a função de medir a vazão, e hidrômetros instrumentados, conectados a um registrador – 
armazenador de dados. 
(ALMEIDA, 2007) aplicou um questionário em 379 residências para compreender o 
comportamento das pessoas, usos e costumes relativo ao consumo residencial água. 
Verificou-se que o consumo está diretamente relacionado com a renda familiar e com o 
número de moradores. Na etapa seguinte, cinco das 379 famílias inquiridas participaram na 
identificação da metodologia para caracterização qualitativa e quantitativa dos efluentes nos 
equipamentos hidrosanitários investigados: pia, lavatório, chuveiro, tanque ou máquina de 
20 
 
 
lavar e descarga. Seu objetivo foi subsidiar proposições de alternativas de instalações 
sanitárias que possibilitem a minimização do uso, tratamento e reúso das águas servidas na 
edificação. 
O comportamento do usuário pode ser avaliado através da definição dos intervalos de 
tempo entre descarga e duração das mesmas, para cada aparelho sanitário. A averiguação da 
taxa de chegada do usuário no ambiente sanitário também é possível de ser estabelecida. Esse 
conjunto de dados, uma vez coletados, torna aplicáveis os métodos probabilísticos e a teoria 
das filas para a obtenção da vazão de projeto. 
 
2.2.2 Avaliação dos Avanços das Tecnologias Disponíveis 
Para o PNCDA (1999) a incorporação de avanços tecnológicos de processo deve 
considerar: a procedência dos mesmos - país com domínio tecnológico efetivo do processo; o 
nível tecnológico - complexidade e inovação tecnológica do processo; o impacto cultural - 
influência nos hábitos dos usuários; a dificuldade de implantação - referente ao grau de 
dificuldade de elaboração do projeto e da instalação do sistema; a dificuldade de operação - 
dificuldade na operação pelos usuários; a dificuldade de manutenção - necessidade de 
manutenção periódica com mão-de-obra especializada; a atuação - parâmetros atuantes, como 
medidas de redução do volume consumido (vazão, tempo de utilização e reuso da água); o 
grau de influência sobre o sistema predial hidráulico - necessidade de alterações do sistema 
hidráulico para adequação ao processo aplicado; o grau de influência sobre os demais 
sistemas prediais: necessidade de acréscimo e utilização de outros sistemas prediais; e o 
consumo médio - valores obtidos em pesquisas. 
A avaliação das tecnologias de processo, feito pelo documento técnico – DTA F1 do 
PNCDA, não contempla o Brasil por não possuir nenhuma contribuição em sistemas à vácuo, 
como no caso dos EUA e Europa, ou ao sistema Gustavsberg, da Suécia. O Brasil entra na 
avaliação das tecnologias de produto com a utilização de bacias sanitárias, torneiras e 
mictórios, já inseridos comercialmente no mercado brasileiro, mesmo de forma ainda tímida. 
No Anexo A, mostram os resultados dessa pesquisa realizada pelo PNCDA. 
 O PNCDA elaborou um documento que avalia as tecnologias de processos e propôs 
linhas de ação, a curto e médio prazo, para alguns desses processos e produtos, conforme 
mostra a Tabela 2.3, a seguir. 
21 
 
 
Tabela 2.3 - Processos e produtos com possibilidades de aplicação – Edifícios Privados e Públicos 
 Processo 
Produto 
Edifícios a construir Edifícios existentes 
Bacia VDR de 3 a 3,5 l/descarga (sistema 
Gustavberg) Recomendável Não recomendável no momento 
Bacia VDR (6 l/descarga) Recomendável Recomendável 
Bacia VDR com lavabo * Recomendável Não recomendável s/ estudo prévio
Torneiras com dispositivos controladores de jato Recomendável Recomendável 
Torneiras de fluxo determinado * Recomendável Recomendável 
Mictóriosc/ válvulas de fluxo determinado Recomendável Recomendável 
* Itens recomendados para sanitários públicos 
Fonte: DTA F1 / PNCDA, 1999. 
 
22 
 
 
2.3 PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA A GESTÃO DO CONSUMO DE 
ÁGUA/ENERGIA EM EDIFICAÇÕES 
 
O requisito básico para a gestão do consumo de água, de uma edificação, seja pública 
ou privada, é o conhecimento do mesmo. Na Figura 2.4, Kiperstok (2008) esquematiza uma 
metodologia de gerenciamento do consumo de água e de energia em edificações e que serão 
discutidos a seguir. 
 
 
 
Figura 2.4 – Fluxograma Metodologia de Gestão de Consumo de Água/Energia (KIPERSTOK, 2008) 
 
Segundo o autor, o controle do que se é consumido é fortemente influenciado pelo 
monitoramento da medição, feita a partir das leituras dos hidrômetros, a consciência do 
usuário e gestor, e a tarifa cobrada pela utilização da água, com o conseqüente acréscimo nos 
23 
 
 
gastos quanto à geração de efluente. Essa cobrança alerta o gestor/usuário quanto aos custos 
pagos à medida que consome o recurso de forma consciente ou não. 
Quanto aos usos necessário ou desejado, o primeiro especifica o atendimento às 
necessidades básicas do usuário, como o usar o chuveiro para higienizações e alimentícios; 
por outro lado o uso desejado, mas consciente, normalmente representa um consumo maior 
que o necessário e vem da necessidade de satisfazer necessidades psicológicas ou de outro 
cunho subjetivo. O desperdício retrata o consumo não necessário para o usuário que está 
consciente do ato, por exemplo, o usuário que escova seus dentes com a torneira aberta 
desperdiça água provavelmente sem ter consciência disso. 
O consumo não desejado pelo usuário também pode ser provocado pelos aparelhos ou 
instalações. Ele pode ter necessidade de usar um volume de água para lavar as mãos, mas a 
torneira libera mais do que ele deseja. Ou até mesmo o acionamento da descarga do vaso 
sanitário com volume de 12 litros, sabendo que apenas foi utilizado para o ato de urinar. A 
falta de regulagem do equipamento ou até mesmo defeito no mesmo exerce o desperdício da 
água durante a ação do usuário devido ao aparelho. 
O desperdício segundo recomendações dos quatro programas citados anteriormente, 
PURA, PNCDA, PRÓ-ÁGUA e o ÁGUAPURA expõe a troca dos equipamentos sanitários 
convencionais pelos economizadores. Esse procedimento permite contribuir na redução do 
consumo da água independente da ação do usuário ou da própria disposição em mudança de 
comportamento. A variedade da tecnologia de produto comentada no item 2.2, disponível no 
mercado mostra a tendência do crescente trabalho de combate ao desperdício de água. 
 Com relação às perdas nas instalações, enormes perdas são verificadas pela simples 
falta de controle do consumo de água da edificação. De acordo com o fluxograma duas razões 
contribuem com as perdas, a qualidade dos aparelhos e a sua manutenção que independem da 
ação dos usuários. Aspectos relevantes como a idade das instalações, por exemplo, interferem 
na freqüência da manutenção. 
A qualidade ambiental do prédio/aparelhos/instalações se refere às características ou 
atributos ambientais que o prédio possui. Essas podem ser melhoradas, através de reformas, 
que permitam um uso mais racional da água. Evidentemente que o momento mais apropriado 
de se inserir atributos ambientais num prédio é na etapa de projeto, onde podem ser previstas 
redes segregadas de água e de efluentes que facilitem o reuso da água e aproveitamento de 
fontes alternativas de menor impacto ambiental. Adequação da edificação quanto ao 
24 
 
 
posicionamento físico para aproveitamento da luminosidade a fim de diminuir o consumo de 
energia elétrica, ventilação, captação de água de chuva, utilização de água de aqüíferos locais, 
entre outros reaproveitamentos da água e energia. A implantação de medição setorizada 
inclui-se neste tipo de medidas. 
Verifica-se, portanto, que o controle do uso da água em edificações públicas /privadas 
(escola, hospitais, etc) requer de uma medição constante que proporcione a percepção da 
evolução do consumo e facilite rapidamente sendo identificada e sanada alguma distorção. A 
implantação de uma micromedição associada à cobrança por unidade habitada é uma forma de 
inibir o desperdício do uso de água. A consideração dos quatro aspectos – uso, desperdício, 
perda na instalação e a qualidade ambiental, permitem apontar e organizar a implementação 
de ações para a promoção de um uso mais racional da água. 
25 
 
 
Capítulo 3 
O PROGRAMA DE USO RACIONAL DE ÁGUA DA UFBA - ÁGUAPURA 
 
3.1 OBJETIVOS 
O principal objetivo do ÁGUAPURA consiste em reduzir o consumo de água nas 
unidades da UFBA através de ações de minimização das perdas e desperdícios, manutenção e 
aprimoramento da redução obtida. Além disso, visa difundir em todo o meio da Universidade 
conceitos sobre o uso racional da água, contribuir para a implantação de Tecnologias Limpas, 
e difundir entre instituições e pessoas o hábito de consumir água de forma racional 
(PROJETO ÁGUAPURA, 2006). 
 
3.2 HISTÓRICO 
O Programa ÁGUAPURA teve seu início no final de 2001, contando apenas com um 
encanador e um auxiliar, além do coordenador do projeto. A função dessa equipe era somente 
a manutenção corretiva e cadastramento de todas as unidades da UFBA, inclusive a unidade 
situada no município de Cruz das Almas, onde funciona a Faculdade de Agronomia. Em 
2004, já com mais componentes na equipe, foi elaborado um sistema informatizado, 
conhecido ÁGUAPURA Via Net no qual se passou a inserir das informações até então 
adquiridas das unidades da UFBA. 
Todo o Programa foi reestruturado e revisado para inserir novas ações que não estavam 
previstas, como a inclusão de representantes das unidades. A criação do sistema ÁGUAPURA 
Via Net permite que a inserção das leituras dos hidrômetros seja feita por estes. Para tanto, 
assim que ingressados no projeto os representantes ou voluntários recebem um login e uma 
senha de uso ao sistema. 
Em janeiro de 2005, com a participação de voluntários, deu-se início a inserção de 
dados coletados dos hidrômetros e lançados no ÁGUAPURA Via Net. 
A partir de maio de 2005, com a incorporação de novo coordenador das atividades de 
campo iniciam-se ações de manutenção preventiva através de varreduras nas instalações 
prediais. 
26 
 
 
Atualmente, o ecotime do ÁGUAPURA conta com um técnico em edificações, que 
coordena a equipe de varredura (dois encanadores e dois auxiliares), voluntários das unidades, 
bolsistas (análise de sistema, engenharia sanitária, e demais cursos). 
 
3.3 METODOLOGIA UTILIZADA PELO PROGRAMA ÁGUAPURA 
A metodologia utilizada pelo Programa ÁGUAPURA inclui cinco atividades: 
Levantamento do sistema hidráulico predial; Monitoramento e análise do consumo de água 
das unidades; Detecção e correção de vazamentos visíveis e não visíveis; Levantamento dos 
procedimentos dos usuários; e Utilização de tecnologias de processo e produto para 
racionalização do consumo (substituição de componentes convencionais por economizadores 
de água). 
 
3.3.1 Levantamento do Sistema Hidráulico Predial 
O levantamento do sistema hidráulico predial consiste no cadastro dos componentes do 
sistema de abastecimento e número do medidor; localização e cadastro da quantidade e 
capacidade dos reservatórios; verificação das condições de operação da torneira bóia e o local 
de deságüe do extravasor e da tubulação de limpeza do reservatório; cadastro dos pontos de 
utilização do sistema, suas características e condições de operação, armazenando as 
informações em banco de dados (DOURADO e KIPERSTOK, 2006), localização, 
cadastramentoe quantificação de todos os sanitários femininos e masculinos, torneiras, 
chuveiros, destiladores e outros equipamentos que consomem água. 
27 
 
____________________ 
(1) Disponível em www.teclim.ufba.br/aguapura 
3.3.2 Monitoramento e Análise do Consumo de Água das Unidades 
Nesta etapa os membros participantes do projeto em cada unidade fazem as leituras dos 
hidrômetros e as inserem no Sistema ÁGUAPURA Via Net, onde ocorre o processamento 
inicial dos dados com a formação de gráficos, obtenção do consumo médio, entre outras 
informações. 
O Sistema ÁGUAPURA Via Net1 foi desenvolvido com o intuito de ser uma ferramenta 
para o monitoramento do consumo de água das unidades. Na Figura 3.1, é apresentada a 
página principal deste sistema uma visão global do consumo diário (D) e mensal (M) das 
unidades da universidade, resultado das leituras realizadas. 
 
Figura 3.1 – Sistema de monitoramento do consumo de água das unidades. 
 
O boneco vermelho ao lado do nome da unidade sinaliza a falta de participação da 
mesma nos 2 últimos meses; uma seta verde/vermelha demonstra a redução ou aumento do 
consumo, com relação ao mês anterior. Dessa forma é possível visualizar qual o consumo das 
unidades e sua participação no programa. 
Para monitorar cada unidade a página apresenta em dois gráficos o consumo diário e 
mensal (FIGURAS 3.2 e 3.3). As barras em azul representam as leituras em dias úteis, e as 
laranjas refletem o consumo nos finais de semana. Nas datas em que há justificativa no 
sistema sobre o consumo as barras ficam sendo representadas em amarelo. 
28 
 
 
É possível identificar a normalização do seu consumo, representado, por exemplo, em forma 
de “ondas”. Nesse perfil observam-se os picos de maior e menor consumo durante a semana. 
 
Figura 3.2 – Média diária das 30 últimas leituras em m3/dia de uma unidade de ensino 
 
Figura 3.3 – Médias mensais dos 24 últimos meses em m³/dia de uma unidade de ensino. 
Ainda nesta página há campos para a inserção de informações, tais como: divulgue o 
seu consumo; verifique as leituras; localize seu hidrômetro; observações; intervenções feitas; 
faturas da concessionária de água e esgoto; e informações de recalque. No cabeçalho da 
29 
 
 
página de cada unidade estão as informações referentes à unidade, identificação do 
responsável e contato. 
 
3.3.3 Detecção e Correção de Vazamentos Visíveis e Não Visíveis 
As varreduras realizadas nos prédios utilizam testes expeditos, descritos em Oliveira e 
Gonçalves (1999), tais como o teste do hidrômetro, teste do reservatório, entre outros, as 
equipes de campo do projeto detectam e consertam vazamentos visíveis. Estas, até o 
momento, são efetuadas através da simples observação visual e de evidências como variação 
de vazões diárias. O ÁGUAPURA utiliza também o geofone instrumento que possibilitará a 
localização de vazamentos não visíveis. 
Segundo Oliveira e Gonçalves (1999), a correção de vazamentos deve ser feita antes da 
substituição de componentes convencionais por economizadores de água, evitando resultados 
distorcidos, mascarados pela troca dos novos equipamentos. Oliveira (2000) citado por Silva 
(2004) afirma que a parcela de perda por vazamento é a mais significativa em potencial de 
redução do consumo de água do sistema. Depois de detectados os problemas, as equipes de 
varredura corrigem-nas, trocando conexões defeituosas, trechos de tubulação, ou realizando 
reparos em torneiras ou válvulas de descarga. 
Uma das ferramentas de gerenciamento das manutenções realizadas nas unidades é o 
mapa de produtividade da equipe de campo, que se encontra disponível na página do sistema 
ÁGUAPURA Via Net. A equipe de varredura mantém atualizada a página com informações 
de quantas varreduras foram realizadas no mês e quantas intervenções de substituição de 
peças e materiais foram necessárias. 
Através do Sistema Via Net verifica-se que o aumento não esperado do consumo de 
água na unidade nem sempre esse fato provém de um vazamento. Em unidades como o 
Centro de Convivência a realização de encontros estudantis, congressos, seminários e outros 
eventos do gênero, provoca um elevado consumo de água sendo facilmente identificado em 
picos nos histogramas disponíveis no sistema ÁGUAPURA Via Net (FIGURA 3.4). Nessa 
figura é possível perceber, entre os dias 11/07 e 26/07/08, um considerável incremento no 
consumo de água no Centro de Convivência durante a realização de um evento. 
30 
 
 
 
Figura 3.4 – Histograma de consumo do Centro de Convivência – Evento estudantil 
(acampamento) 
 
31 
 
 
3.3.4 Levantamento dos Hábitos dos Usuários 
 
Esta etapa vem sendo realizada através de estudos de caso, elaborados por estudantes de 
graduação em algumas unidades através de aplicação de questionários e observação visual. 
Seu objetivo é determinar o consumo do prédio, além de avaliar o comportamento e o grau de 
satisfação do usuário. Segundo os autores OLIVEIRA e GONÇALVES (1999), é uma 
atividade que deve ser realizada com a maior discrição possível para evitar mudança de 
comportamento dos usuários e, mascarando as informações a serem repassadas ao profissional 
responsável pela campanha educativa. 
 
3.3.5 Utilização de Tecnologias de Processo e Produto para Racionalização do Consumo 
 
Conforme anteriormente citado, as tecnologias voltadas para racionalização do consumo 
de água são divididas por Oliveira, Gonçalves e Ioshimoto (1999) em: Tecnologias de 
Produto e Tecnologias de Processo. Segundo os autores, as Tecnologias de Processo são 
aquelas que causam alterações no próprio ou em outros sistemas prediais. Já as Tecnologias 
de Produto são aquelas aplicáveis nos pontos de utilização do sistema, ou seja, os 
equipamentos economizadores de água. 
O ÁGUAPURA vem executando desde o início das leituras, em 2005, tanto ações 
voltadas para modificações nos sistemas prediais (tecnologias de processo) como ações no 
ponto de utilização do sistema (tecnologias de produto). 
Como exemplos de tecnologias de processo têm-se a instalação de reservatórios 
inferiores temporários, em substituição aos pré-existentes com vazamentos, alteração de 
sistemas prediais de abastecimento indireto para direto, eliminando a passagem pelo 
reservatório inferior, e orientação a algumas unidades quanto a instalação de sistemas de 
recirculação de água em destiladores. 
Como exemplo de aplicação das tecnologias de produto tem-se a instalação de 
equipamentos redutores de consumo onde já foram instaladas em 22 unidades, 147 bacias 
sanitárias para volume de descarga reduzido – VDR do total de 890 bacias existentes na 
universidade. Além das 179 torneiras de fechamento hidromecânico das 760 torneiras 
32 
 
 
existentes (comuns e automáticas), substituição de torneiras bóia, correção de vazamento nos 
pontos de consumo, e implantação de restritores de vazão nas torneiras. 
As torneiras de funcionamento hidromecânico fornecem vazões menores que as 
convencionais alcançando até no mínimo uma vazão de 0,05 litros/segundo, de acordo com a 
NBR 13713/1999. Além disso, pode-se controlar o tempo de uso nas lavagens (no máximo de 
15 segundos, segundo a NBR 13713/1999), reduzindo o consumo cerca de 1 litro por uso, 
considerando 2 ciclos por lavagem - sendo um para molhar as mãos e outro para o enxágüe, 
sendo o suficiente para tal procedimento. Foram instalados nas novas torneiras de fechamento 
hidromecânico, restritores de vazão confeccionados na própria Escola Politécnica com o 
material de teflon. 
 
3.4 PRINCIPAIS DIFICULDADES ENCONTRADAS 
 
Ao longo dos trabalhos do Programa ÁGUAPURA foram identificadas algumas 
dificuldades. A UFBApossui três campi (Federação, Ondina e Canela) (FIGURA 3.5) que 
abrange uma área de cerca de 380.000 m2, com mais de 65 unidades. A equipe de 
manutenção corretiva, pertencente à Prefeitura do Campus, quando solicitada em casos de 
emergências com alertas de vazamentos de água, não consegue atender a unidade solicitante 
de forma satisfatória, eficiente e ágil. A equipe de manutenção preventiva (ÁGUAPURA) 
passa então, a ser requisitada com mais freqüência, sabendo-se do comprometimento dessa 
última com o objetivo do Programa no combate ao desperdício de água. Esse procedimento 
tem desviado o foco principal da equipe de manutenção preventiva, atrapalhando a 
programação a ser feita, principalmente pelo fato da equipe que não está dimensionada para 
trabalhar com essa abrangência. 
33 
 
 
Figura 3.5 – Campus Ondina/Canela e Federação da UFBA 
Fonte: UFBA, 2008 
A participação de responsáveis pelas unidades (RPU) no Programa é uma etapa em 
andamento. A leitura dos hidrômetros feita pelos RPU de forma contínua e de preferência 
diária é de grande importância para a gestão da demanda de água. 
Quanto à aquisição de materiais hidráulicos pela prefeitura do Campus, é uma 
dificuldade ainda não superada, proporcionando lentidão nos consertos, já que as unidades em 
sua maioria não dispõem de materiais para reposição dos danificados. 
O estudo de caracterização do consumo de água da UFBA, principal objetivo deste 
trabalho, é detalhado no Capítulo 4. 
34 
 
 
CAPÍTULO 4 
CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA NA UFBA 
 
4.1 INTRODUÇÃO 
Para o planejamento de programas de racionalização do consumo e gerenciamento da 
demanda de água, a caracterização da mesma torna-se relevante na priorização de ações. Os 
indicadores de consumo per capita e por ligação são os mais comuns e de mais imediata 
visualização entre os prestadores de serviços (SILVA E ROCHA, 1999). Nos capítulos a 
seguir será discutida uma metodologia para caracterização da demanda de água das unidades 
baseado nos estudos e análise dos dados de consumo da UFBA e suas unidades, população 
usuária, equipamentos de consumo especiais, e perdas físicas. 
 
4.2 ANÁLISE DO CONSUMO DE ÁGUA DA UFBA 
 
O consumo de água, incluindo o uso, desperdício e perda existente, nos prédios da 
Universidade Federal da Bahia levou, em 2003, a um pagamento superior a R$ 200.000,00 
para a concessionária de abastecimento de água do Estado da Bahia, EMBASA. O pagamento 
da conta da UFBA é centralizado. 
Na Figura 4.1 é representada a série histórica mensal do consumo da universidade de 
1998 até 2007 obtidos das contas da EMBASA. Os dados dos hospitais universitários da 
UFBA não foram contemplados, por não fazerem parte da metodologia proposta nesse estudo. 
Estes representam cerca de 35% do consumo da universidade. 
Em média, o consumo mensal no período de 1998 a 2000, é foi aproximadamente 
26.000 m3 reduzindo-se a 15.000 m3 nos anos de 2006 e 2007, uma redução de 42% no 
consumo. 
 
 
 
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39 
 
 
 
Tipos de Edificações 
As unidades foram classificadas em unidades de ensino com e sem laboratório, 
administrativo, hospitais, residências e outros, obedecendo as características funcionais 
similares, resultando na seguinte classificação (QUADROS 4.1 a 4.6): 
 
Quadro 4.1 – Unidades de Ensino com Laboratório que contém equipamentos com maior 
consumo de água 
UNIDADE/ORGÃO – A
Escola de Medicina Veterinária
Escola Politécnica
Faculdade de Farmácia
Faculdade de Odontologia
Hospital de Medicina Veterinária
Instituto de Biologia
Instituto de Química
Instituto de Geociências
Faculdade de Medicina / ICS
Instituto de Física
Faculdade de Nutrição 
 
Quadro 4.2 – Unidades de Ensino sem Laboratórios com equipamentos consumidores de água 
UNIDADE/ORGÃO – B
Instituto de Ciência da Inform.-Bibliotec.
Escola de Administração
Escola de Belas Artes/Gal. Canizares
Escola de Dança
Escola de Enfermagem
Escola de Música
Escola de Teatro
Faculdade de Arquitetura
Faculdade de Economia
Faculdade de Comunicação
Faculdade de Direito
Faculdade de Educação
Faculdade de Filosofia
Instituto de Saúde Coletiva (ISC)
Faculdade de Medicina (Terreiro)
Instituto de Letras
Instituto de Matemática
Pavilhão de Aulas da Federação I 
 
40 
 
 
 
Quadro 4.3 – Unidades Administrativas 
UNIDADE/ORGÃO – C
Associação dos Professores Universitários da Bahia (APUB)
Editora Universitária
Prefeitura do Campus (PCU) / Pavilhão I, II, III, Almoxar e Horto
Pesq. Pós Graduação
Pró Reitoria Extensão
Superint. Administrativa (SAD)/Divisão de Materiais (DIM)
Superint. Administrativa (SAD)/Pavilhão VI
Secretaria Geral de Cursos
Superintendência de Pessoal (SPE)/ Pavilhão VII e VIII
Superintendência Acadêmica 
 
Quadro 4.4 – Unidades - Hospitalares 
UNIDADE/ORGÃO – D
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
Amb. Magalhães Neto
Mat. Climério Oliveira
Hospital Infantil/CHR
Serviço Médico 4
 
Quadro 4.5 – Unidades – Residências Universitárias 
UNIDADE/ORGÃO – E
Creche
Resid.Universitária(1)
Resid.Universitária(2)
Resid.Universitária(3) 
 
Quadro 4.6 – Unidades – Outros 
UNIDADE/ORGÃO – F
Biblioteca Central
Centro de Processamento de Dados (CPD)
Museu de Arte Sacra
Setor de Esportes
 
 
Nas unidades com laboratórios, o equipamento considerado de maior consumo é o 
destilador, onde para se obter 1 litro de água destilada se perde até 40 litros de água potável, 
segundo informação do próprio fabricante QUIMIS com o modelo 341.25, mais usual na 
universidade. Foi incluída nessa tipologia a unidade de Odontologia por possuir um grande 
41 
 
 
número de equipos (conjunto de acessórios odontológicos - cadeira de dentista) com alto 
consumo de água nas cuspideiras. Nesta pesquisa foram consideradas apenas as tipologias de 
ensino com e sem laboratório com alto consumo de água e unidades administrativas. 
O estudo da População Equivalente da universidade com proposição de uma 
metodologia de obtenção da população consumidora será discutido na próxima sessão. 
 
4.3 LEVANTAMENTO DOS CONSUMIDORES - POPULAÇÃO EQUIVALENTE 
 
O indicador de consumo tradicionalmente utilizado consiste na multiplicação da 
população de uma unidade pelo consumo bruto por habitante. No caso de unidades 
consumidoras que apresentam população flutuante (com horário não contínuo), a 
determinação de um indicador se torna mais complicada. Em unidades universitárias da 
UFBA, por exemplo, onde não há uma padronização de horários, cada estudante apresenta 
uma taxa de permanência na universidade variável, que influencia em seu comportamento 
consumidor de água. 
O presente trabalho propõe uma metodologia para a obtenção da população 
consumidora de água nas unidades de ensino e administrativo do âmbito universitário. Bem 
como classificação de tipologias funcionais dos prédios, com a finalidade de melhorar a 
representatividade dos indicadores de consumo. Este trabalho foi inspirado na metodologia 
utilizada por um grupo de alunos de graduação (ALMEIDA et al. 2005) que iniciou o estudo 
com aplicação na Escola Politécnica da UFBA. 
 
4.3.1 Definição de População Equivalente 
É definido como População Consumidora Equivalente (PE) o usuário integral que passa 
8 horas/dia, durante 5 dias/semana. O objetivo dessa informação é padronizar a população de 
diferentes unidades consumidora, facilitando a comparação do desempenho em relação ao 
consumo de água naquelas unidades com a mesma tipologia de consumo. 
O estudo de população equivalente se inicia pela classificação, primeiramente, dos 
diferentes tipos de usuários e pelo peso relativo atribuído a cada um. Dessa forma, foram 
considerados estudantes de graduação, pós-graduação, professores de 20 e 40 horas, técnicos 
42 
 
 
e funcionários, pessoal de cantina e terceirizados (administrativos e vigilantes, por exemplo), 
conforme mostrado na Tabela 4.1 a seguir. Inclusive, há casos da presença de visitantes e 
atendimento ao público, como por exemplo, museu e clínicas, onde o número de visitantes 
bem como o tempo de permanência no local foi obtido a partir de histórico de entrada e saída 
adquirido no local. Essa pré-classificação se fez necessária pelo nível de complexidade de 
horários e turnos que cada componente apresenta, sendo necessária uma análise segmentada 
dos usuários. Para um melhor entendimento de como foram atribuídos os pesos de cada 
usuário, mostra-se mais adiante a metodologia utilizada para definição dos valores obtidos. 
Tabela 4.1 – Exemplo para obtenção da População Equivalente de uma unidade 
Unidade: Medicina - ICS
Quantidade Peso Total %
Estudantes Graduação 828 0,75 621 66,1
Estudantes Pós‐Graduação 55 0,28 15 1,6
Técnicos Administrativos 30h 28 0,75 21 2,2
Técnicos Administrativos 40h 54 1,00 54 5,7
Portaria / Segurança 5 1,50 7,5 0,8
Limpeza 9 1,00 9 1,0
Terceirizados - 1,00 - 0,0
Professores 40h 74 1,00 74 7,9
Professores 20h 46 0,50 23 2,4
Funcionários da cantina 7 1,00 7 0,7
Outros 4 1,00 4 0,4
Atendimento diário ‐ 3 h/dia 162 0,38 61 6,5
Estágios/pesquisas 85 0,50 43 4,5
Total 939 100,0 
Fonte: Números levantados em campo e relatório da SUPAC (Superintendência Acadêmica) 
 
A seguir serão apresentados os procedimentos para obtenção da população equivalente 
dos diferentes tipos de usuários. 
 
4.3.1.1 Estudantes Graduação 
Para a coleta de informações dos estudantes de graduação, inicialmente, foram reunidos 
dados sobre o número de alunos matriculados por turma e por turno, em cada faculdade, 
conforme Figura 4.4. Estes dados foram fornecidos pela Superintendência Acadêmica – 
SUPAC/UFBA, departamento responsável pela elaboração de relatório de planejamento 
acadêmico da UFBA. 
43 
 
 
 
 
Figura 4.4 - Relatório de Planejamento – Unidade: Administração (exemplo) 
Fonte: SUPAC/UFBA, 2007. 
 
Após adquiridos esses dados, foi realizada outra pesquisa em paralelo, confirmando a 
realização das aulas nos prédios dos cursos. Por exemplo, o prédio da Escola Politécnica 
possui sete cursos de engenharia, porém, parte das disciplinas é ministrada em outras 
unidades, como o Pavilhão de Aulas de Federação – PAF, em Ondina. Dessa forma, reduz-se 
a carga horária para a Escola Politécnica,bastando apenas a população consumidora 
permanente e real naquele local. 
Com essas informações levantadas, fez-se uma distribuição temporal dos alunos ao 
longo de todas as horas do dia com os dias da semana, conforme pode ser vista na Tabela 4.2. 
44 
 
 
Tabela 4.2 – Exemplo da Distribuição Temporal do Instituto de Biologia 
Unidade: Biologia
7 às 9 9 às 11 11 às 13 13 às 15 15 às 17 17 às 19 19 às 21
 total 
alunos 
seg 86 157 52 64 170 - - 529 
ter 129 222 201 131 111 28 - 822 
qua 90 162 107 52 175 81 - 667 
qui 131 133 82 129 124 19 - 618 
sex 19 54 47 12 25 - - 157 
sáb - - - - - - - - 
HORAS/DIA 2 2 2 2 2 2 2 
Em seguida, as populações de cada faixa de horário (intervalo de 2 em 2 horas) foram 
normalizadas para uma população equivalente a 8 horas/dia, considerando-se como unidade 
individual de consumo de água, não mais o número de pessoa, mas o fator pessoa x hora. 
Dessa forma, considera-se, por exemplo, que dois alunos permanecendo duas horas – fator 
aluno x hora = 4 – tem o mesmo efeito sobre o consumo que 4 alunos permanecendo 1 hora, 
ou 1 aluno permanecendo 4 horas. 
A seguir é mostrado como exemplo o cálculo da população equivalente relativa aos 
alunos de graduação do Instituto de Biologia da UFBA (TABELA 4.3). 
 
Tabela 4.3 – Exemplo da obtenção da População Equivalente dos alunos de graduação do Instituto de 
Biologia 
Unidade: Biologia
7 às 9 9 às 11 11 às 13 13 às 15 15 às 17 17 às 19 19 às 21
 total 
alunos PE/dia
seg 86 157 52 64 170 - - 529 132 
ter 129 222 201 131 111 28 - 822 206 
qua 90 162 107 52 175 81 - 667 167 
qui 131 133 82 129 124 19 - 618 155 
sex 19 54 47 12 25 - - 157 39 
sáb - - - - - - - - - 
HORAS/DIA 2 2 2 2 2 2 2 
140 População Equivalente - alunos 
Depois de obtida a população equivalente dos alunos de graduação, aplica-se um fator 
de freqüência dos mesmos nas salas de aula. No caso específico da UFBA, foi adotado o peso 
de 75% de freqüência, que corresponde à freqüência mínima exigida pela universidade por 
aluno, por disciplina, para não reprovação por falta. Outra opção é o levantamento do fator de 
45 
 
 
freqüência através de pesquisa de campo e entrevista com professores e funcionários dos 
departamentos. 
 
4.3.1.2 Estudantes Pós-graduação 
 
A contagem de estudantes de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) se 
fez apenas pelo número de alunos matriculados do curso, considerando que os cursos 
possuem cargas horárias similares e que seu consumo, em relação aos alunos de graduação, é 
pequena. O mesmo critério adotado para o fator de freqüência dos alunos de graduação pode 
ser aplicado para essa situação, 75%. Além do fator de freqüência aplica-se para essa situação 
o fator carga horária de 0,375, equivalendo em média 15 horas semanais. Dessa forma, para 
os estudantes de pós-graduação ficará com o fator = 0,75 x 0,375 = 0,28. 
 
4.3.1.3 Corpo Docente, Técnicos Administrativos, Terceirizados, Cantina, Visitante e outros 
 
Assim como foi aplicado o fator de freqüência para os alunos de graduação e pós-
graduação também foi adotado um fator de permanência no local para os demais usuários. 
Esse fator de permanência está de acordo com a carga horária semanal de trabalho. Os 
usuários que trabalham 40 horas semanais foram considerados fator igual a 1, para os demais 
funcionários foi adotado um peso proporcional à carga horária. 
Na Tabela 4.4 verificam-se os pesos utilizados para a obtenção da população 
equivalente. 
 
46 
 
 
Tabela 4.4 – Elementos identificados na universidade para a composição da população 
equivalente com os respectivos pesos 
 PESO 
Técnicos Administrativos 20h 0,50 
Técnicos Administrativos 24h 0,60 
Técnicos Administrativos 30h 0,75 
Técnicos Administrativos 40h 1 
Portaria / Segurança 1,5 
Limpeza 1 
Terceirizados 1 
Professores 40h 1 
Professores 20h 0,5 
Professores 14h 0,35 
Funcionários da cantina - 8 h/dia 1 
Funcionários da cantina - 10 h/dia 1,25 
Funcionários da cantina - 12 h/dia 1,5 
Funcionários da cantina - 14 h/dia 1,75 
Outros 1 
Atendimento ao público - 3 h/dia 0,375 
Atendimento ao público - 2 h/dia 0,25 
Estágios/pesquisas 0,5 
Visitante de museu 0,125 
Estudantes da Oficina 0,15 
 
4.3.2 Modelo do consumo de água 
O consumo de água de uma unidade pode ser representado pela seguinte equação: 
 
 
47 
 
 
ܥ݋݊ݏݑ݉݋்௢௧௔௟ ൌ ܥ݋݊ݏݑ݉݋௉௢௣ ൅ ܥ݋݊ݏݑ݉݋௘௦௣௘௖௜௔௜௦ ൅ ܲ݁ݎ݀ܽݏ ܨíݏ݅ܿܽݏ Eq. 4.1
 
Entende-se que o consumo populacional (ConsumoPop) é atribuído ao atendimento das 
necessidades fisiológicas do usuário. Considerando o consumo da população total da unidade 
podem ser calculados pela composição do consumo dos alunos de graduação (CG), alunos de 
pós-graduação (CPG), professores (P), funcionários (F), e outros consumidores (O), conforme 
equação abaixo: 
 
ܥ݋݊ݏݑ݉݋௉௢௣ ൌ ܥீ ൅ ܥ௉ீ ൅ ܥ௉ ൅ ܥி ൅ ܥை Eq. 4.2
 
 
Sendo que, 
ܲܧீ ൌ ෍
௡ܶ ൈ ܣ݈ீ௡ ൈ ܨݎ௡ ൈ ܪݏீ௡
8 ൈ 5
ଵ
௡ୀଵ
 Eq. 4.3
 
ܲܧ௉ீ ൌ ෍
௡ܶ ൈ ܣ݈௉ீ௡ ൈ ܨݎ௡ ൈ ܪݏ௉ீ௡
8 ൈ 5
ଵ
௡ୀଵ
Eq. 4.4
ܲܧ௉ ൌ ෍
ܲݎ௠ ൈ ܨݎ௠ ൈ ܥܪ௠
8 ൈ 5
ଵ
௠ୀଵ
 Eq. 4.5 ܲܧி ൌ ෍
ܨܿ௣ ൈ ܨݎ௣ ൈ ܥܪ௣
8 ൈ 5
 
ଵ
௣ୀଵ
Eq. 4.6 
ܲܧை ൌ ෍
ܱݐ௢ ൈ ܨݎ௢ ൈ ܶ݌௢
8 ൈ 5
ଵ
௢ୀଵ
 Eq. 4.7 
 
 
 
ܲܧ் ൌ ܲܧீ ൅ ܲܧ௉ீ ൅ ܲܧ௉ ൅ ܲܧி ൅ ܲܧை Eq. 4.8
 
onde, PEG representa a população equivalente dos alunos de graduação, PEPG os alunos de 
pós-graduação, PEP professores, PEF funcionários, e PEO outros consumidores 
(vigilantes/porteiros, pessoal da cantina, etc). Ainda, n é índice relativo à turma, Tn é o 
número de turmas n, Hsn são as horas-aula semanais, AlGn corresponde ao número de alunos 
48 
 
 
de graduação matriculados por turma, e conseqüentemente, AlPG, Pr, Fc, Ot, correspondem a 
quantidade de cada público. A freqüência da população é dada em Fr, a carga horária dos 
professores e funcionários, por CH, e por fim o tempo de permanência no local, por Tp. 
 
Resumindo: 
ܲܧ்௢௧௔௟ ൌ ൥
ܨݎ ݈ܽݑ݊݋ݏ௡
8 ൈ 5
ൈ ൭෍ ௡ܶ ൈ ܣ݈ீ௡ ൈ ܪݏீ௡
ଵ
௡ୀଵ
൅ ෍ ௡ܶ ൈ ܣ݈௉ீ௡ ൈ ܪݏீ௡
ଵ
௡ୀଵ
൱൩
൅ ቎
ܨݎ 
8 ൈ 5
ൈ ቌ ෍ ܲݎ ൈ ܥܪ௠
ଵ
௠ୀଵ
൅ ෍ ܨܿ௣ ൈ ܥܪ௣
ଵ
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ቍ቏
൅ ෍
ܱݐ௢ ൈ ܨݎ௢ ൈ ܶ݌௢
8 ൈ 5
ଵ
௢ୀଵ
ܲܧ 
Eq.4.9
 
 
 
4.3.2.1 Exemplo – Biologia 
Utilizando a distribuição temporal do Instituto de Biologia (TABELA 4.2), pode-se dar 
inícioa obtenção da população equivalente dos alunos de graduação. 
 
ܲܧீ ൌ ෍
௡ܶ ൈ ܣ݈ீ௡ ൈ ܨݎ௡ ൈ ܪݏீ௡
8 ൈ 5
ଵ
௡ୀଵ
ൌ 
ܨݎ௡ ൈ ܪݏீ௡
8 ൈ 4
ൈ ෍ ௡ܶ ൈ ܣ݈ீ௡
ଵ
௡ୀଵ
 
 
ܲܧீ ൌ 
0,75 ൈ 2
8 ൈ 5
ൈ ሺ529 ൅ 822 ൅ 667 ൅ 618 ൅ 157ሻ ൌ 0,75 ൈ 140 ൌ ૚૙૞ 
 
ܲܧ௉ீ ൌ ෍
௡ܶ ൈ ܣ݈௉ீ௡ ൈ ܨݎ௡ ൈ ܪݏ௉ீ௡
8 ൈ 5
ൌ
ܨݎ௡ ൈ ܪݏ௉ீ௡
8 ൈ 4
ൈ ෍ ௡ܶ ൈ ܣ݈௉ீ௡
ଵ
௡ୀଵ
ଵ
௡ୀଵ
 
 
49 
 
 
ܲܧ௉ீ ൌ 
0,75 ൈ 15
8 ൈ 5
ൈ ሺ41ሻ ൌ 0,28 ൈ 41 ൌ ૚૛ 
 
ܲܧ௉ ൌ ෍
ܲݎ௠ ൈ ܨݎ௠ ൈ ܥܪ௠
8 ൈ 5
ൌ
ଵ
௠ୀଵ
ܨݎ௠
8 ൈ 5
ൈ ෍ ܲݎ௠ ൈ ܥܪ௠
ଵ
௠ୀଵ
 
 
ܲܧ௉ ൌ
1
8 ൈ 5
ൈ ሺ50 ൈ 40 ൅ 5 ൈ 20ሻ ൌ ૞૜ 
 
Carga horária dos professores 40 e 20 horas semanais. 
 
ܲܧி ൌ ෍
ܨܿ௣ ൈ ܨݎ௣ ൈ ܥܪ௣
8 ൈ 5
ൌ
ܨݎ௣
8 ൈ 5
ൈ ෍ ܨܿ௣ ൈ ܥܪ௣
ଵ
௣ୀଵ
ଵ
௣ୀଵ
 
ܲܧி ൌ
1
8 ൈ 5
ൈ ሺ36 ൈ 40ሻ ൌ ૜૟ 
 
ܲܧை ൌ ෍
ܱݐ௢ ൈ ܨݎ௢ ൈ ܶ݌௢
8 ൈ 5
ൌ
ܨݎை
8 ൈ 5
ൈ ෍ ܱݐ௢ ൈ ܶ݌௢
ଵ
௢ୀଵ
ଵ
௢ୀଵ
 
 
ܲܧை ൌ
1
8 ൈ 5
ൈ 8 ൈ 40 ൌ ૡ 
 
ܲܧ் ൌ ܲܧீ ൅ ܲܧ௉ீ ൅ ܲܧ௉ ൅ ܲܧி ൅ ܲܧை 
 
ܲܧ் ൌ 105 ൅ 12 ൅ 53 ൅ 36 ൅ 8 
 
ࡼࡱࢀ ሺ࡮࢏࢕࢒࢕ࢍ࢏ࢇሻ ൌ ૛૚૝ 
 
  
50 
 
 
 
4.3.3 Aplicação da População Equivalente 
Após levantamento de campo quanto ao número de usuários consumidores nas unidades 
aplicou-se o peso de freqüência e permanência dos mesmos no local. Nas Tabelas 4.5 a 4.7 é 
apresentada a população equivalente de cada unidade. 
51 
 
 
Tabela 4.5 - Distribuição da população equivalente das unidades de ensino sem laboratório com equipamentos consumidores de água 
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Aluno 1 - graduação V11 136 114 245 17 404 311 409 338 729 328 169 76 293 334 435 746 55 83
Aluno 2 - pós-graduação V12 13 4 31 25 15 94 28 68 7 15 19 12 79 27 88 14 20
Aluno 3 - bolsistas/pesquisa V13
Professor 1 - 40 horas semanais V21 24 26 62 21 122 186 32 38 31 67 30 34 69 22 82 51 35
Professor 2 - 20 horas semanais V22 1 1 4 1 12 44 6 9 5 1 14 1 4 12 6 4 2
Professor 3 - 14 horas semanais V23
Técnico administrativo 1 - 40 horas semanais V31 13 28 28 19 33 27 28 37 1 15 19 22 28 25 25 34 24 24
Técnico administrativo 2 - 30 horas semanais V32 2 1 1 2 1 1 31
Técnico administrativo 3 - 24 horas semanais V33
Técnico administrativo 4 - 20 horas semanais V34
V4 Portaria / segurança V41 6 15 9 3 12 6
V5 Limpeza V51
V6 Terceirizados V61 5 4 7 32 7 12 51 13 12 7 4 7 5 31 39 8 20
V7 Outros V71
Funcionário cantina 1 - 14 horas/dia V81
Funcionário cantina 2 - 12 horas/dia V82
Funcionário cantina 3 - 10 horas/dia V83 4
Funcionário cantina 4 - 8 horas/dia V84 6 10 15 2 4 7 2
Atendimento ao público 1 - 3 horas diária V91
Atendimento ao público 2 - 2 horas diária V92
V10 Visitante do museu de Medicina V101 250
V11 Estudantes da Oficina de Música V111 96
TOTAL POPULAÇÃO EQUIVALENTE SOMA 178 191 356 120 619 854 629 463 856 432 251 144 374 516 558 996 164 312
VARIÁVEL - POPULAÇÃO COSUMIDORA DE ÁGUA DA 
UFBA 
(POPULAÇÃO EQUIVALENTE)
V9
V1
V2
V3
V8
 
52 
 
 
Tabela 4.6 - Distribuição da população equivalente das unidades de ensino com laboratório que contém equipamentos com maior consumo de água 
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Aluno 1 - graduação V11 636 621 256 87 105 300 108 114 126 193 43
Aluno 2 - pós-graduação V12 100 15 25 11 12 10 56 14 35 18
Aluno 3 - bolsistas/pesquisa V13 43
Professor 1 - 40 horas semanais V21 86 74 62 43 50 54 52 39 47 61 1
Professor 2 - 20 horas semanais V22 19 23 6 5 3 1 1 2 2 10
Professor 3 - 14 horas semanais V23
Técnico administrativo 1 - 40 horas semanais V31 47 54 37 29 28 20 36 10 44 61 29
Técnico administrativo 2 - 30 horas semanais V32 2 21 3 1 1 2 1 1
Técnico administrativo 3 - 24 horas semanais V33 1
Técnico administrativo 4 - 20 horas semanais V34 1
V4 Portaria / segurança V41 8 6 6 6
V5 Limpeza V51 9
V6 Terceirizados V61 22 50 8 7 10 9 4 7 21
V7 Outros V71 4
Funcionário cantina 1 - 14 horas/dia V81 4
Funcionário cantina 2 - 12 horas/dia V82 5
Funcionário cantina 3 - 10 horas/dia V83
Funcionário cantina 4 - 8 horas/dia V84 10 7 4 8 7 6 8
Atendimento ao público 1 - 3 horas diária V91 61
Atendimento ao público 2 - 2 horas diária V92 125 6
V10 Visitante do museu de Medicina V101
V11 Estudantes da Oficina de Música V111
TOTAL POPULAÇÃO EQUIVALENTE SOMA 914 939 540 230 214 405 276 186 233 367 130
VARIÁVEL - POPULAÇÃO COSUMIDORA DE ÁGUA DA UFBA 
(POPULAÇÃO EQUIVALENTE)
V9
V1
V2
V3
V8
 
53 
 
 
Tabela 4.7 - Distribuição da população equivalente das unidades administrativos 
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Aluno 1 - graduação V11
Aluno 2 - pós-graduação V12
Aluno 3 - bolsistas/pesquisa V13
Professor 1 - 40 horas semanais V21 9 1 1
Professor 2 - 20 horas semanais V22 1
Professor 3 - 14 horas semanais V23 5
Técnico administrativo 1 - 40 horas semanais V31 83 18 64 59 18 34 27 9 22 109 17 28 32
Técnico administrativo 2 - 30 horas semanais V32 3 1 1 1 1 1 2
Técnico administrativo 3 - 24 horas semanais V33
Técnico administrativo4 - 20 horas semanais V34 1
V4 Portaria / segurança V41
V5 Limpeza V51
V6 Terceirizados V61 4
V7 Outros V71
Funcionário cantina 1 - 14 horas/dia V81
Funcionário cantina 2 - 12 horas/dia V82
Funcionário cantina 3 - 10 horas/dia V83
Funcionário cantina 4 - 8 horas/dia V84
Atendimento ao público 1 - 3 horas diária V91
Atendimento ao público 2 - 2 horas diária V92
V10 Visitante do museu de Medicina V101
V11 Estudantes da Oficina de Música V111
TOTAL POPULAÇÃO EQUIVALENTE SOMA 92 26 66 60 18 38 28 9 23 112 17 29 34
VARIÁVEL - POPULAÇÃO COSUMIDORA DE ÁGUA DA UFBA 
(POPULAÇÃO EQUIVALENTE)
V9
V1
V2
V3
V8
 
 
54 
 
 
Nas Tabelas 4.8 a 4.10 são apresentadas as estimativas dos consumos per capita médios 
entre as 41 unidades estudadas. Vale salientar que para essas informações foram levadas em 
consideração as variáveis que impactassem no consumo, a exemplo dos destiladores, equipos 
e perdas físicas (vazamentos), e que serão aprofundados em itens posteriores. No caso das 
perdas físicas foi simulada uma situação de vazamento em algumas unidades. Para se obter o 
valor de 30 litros/PE.dia, foram extraídas as variáveis acima citadas. A média obtida entre as 
unidades de 30 litros/PE.dia é inferior à recomendada pela bibliografia no valor de 50 
litros/aluno.dia. 
As unidades que apresentaram consumo muito superior ao médio de 30 litros/PE.dia são 
unidades que não vêem participando ativamente com suas leituras (hidrômetros) e também 
são aquelas que não vêm tendo acompanhamento pela equipe de manutenção. Ainda pode-se 
levantar a possibilidade de existir alguma justificativa não contabilizada por este estudo, a 
exemplo do Instituto de Química, que segundo o próprio diretor da unidade afirma ser 
passagem de alunos para outros prédios, servindo algumas vezes de parada para uso de 
bebedouros e sanitários. No caso do Hospital de Medicina Veterinária não foi contabilizado o 
consumo de água utilizado pelos animais internados (cachorros, eqüinos, bovinos, e outros), 
lavagem dos estábulos e canis, e uma pequena lavanderia. 
 
 
55 
 
 
Tabela 4.8 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades de ensino com laboratório que contém equipamentos com maior consumo de água 
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Consumo da unidade - m3 por dia (2007) 16,03 37,96 19,58 11,44 16,09 7,90 27,28 5,30 7,26 14,74 15,83 
Consumo destiladores - m3 por dia 1,67 5,12 0,86 1,19 0,70 5,96 0,03 0,45 0,25 0,26
Consumo equipos (odontologia) - m3 por dia 11,69 
Consumo perdas físicas - m3 por dia (2007-2008) 0,73 4,40 10,75 3,84 7,22 
Consumo total - m3 por dia (s/ destilador e perdas físicas) 13,64 28,44 7,03 10,25 4,64 4,07 14,10 5,27 6,80 14,49 15,58 
Consumo total - m3 por mês (s/ destilador e perdas físicas) 409,05 853,21 210,86 307,64 139,18 121,95 423,00 158,04 204,02 434,75 467,32 
Consumo per capita - litros x PE x dia 15 30 13 45 22 10 51 28 29 40 120
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E População Equivalente 914 939 540 230 214 405 276 186 233 367 130
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Tabela 4.9 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades de ensino sem laboratório com equipamentos consumidores de água 
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Consumo da unidade - m3 por dia (2007) 3,28 8,37 0,64 11,21 10,53 14,44 10,78 14,43 5,33 6,33 4,72 5,41 7,96 10,15 22,09 10,73 11,00 
Consumo destiladores - m3 por dia
Consumo equipos (odontologia) - m3 por dia
Consumo perdas físicas - m3 por dia (2007-2008) 0,77 3,33 1,12 0,49 3,51 4,83 4,77 
Consumo total - m3 por dia (s/ destilador e perdas físicas) 2,50 5,05 0,64 10,09 10,53 14,44 10,78 14,43 5,33 5,84 4,72 1,90 7,96 10,15 17,26 10,73 6,24 
Consumo total - m3 por mês (s/ destilador e perdas físicas) 75,00 151,35 19,33 302,63 315,92 433,25 323,25 432,92 160,00 175,05 141,50 56,90 238,67 304,50 517,65 321,83 187,05 
Consumo per capita - litros x PE x dia 13 14 5 16 12 23 23 17 12 23 33 5 15 18 17 66 20
P
E População Equivalente 191 356 120 619 854 629 463 856 432 251 144 374 516 558 996 164 312
C
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56 
 
 
Tabela 4.10 – Obtenção do consumo per capita médio das unidades administrativas e per capita geral 
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Consumo da unidade - m3 por dia (2007) 0,53 0,26 0,76 0,70 0,31 1,04 0,84 0,31 1,49 7,38 1,14 1,98 2,40
Consumo destiladores - m3 por dia
Consumo equipos (odontologia) - m3 por dia
Consumo perdas físicas - m3 por dia (2007-2008)
Consumo total - m3 por dia (s/ destilador e perdas físicas) 0,53 0,26 0,76 0,70 0,31 1,04 0,84 0,31 1,49 7,38 1,14 1,98 2,40 
Consumo total - m3 pormês (s/ destilador e perdas físicas) 16,00 7,83 22,83 21,00 9,17 31,33 25,08 9,17 44,67 221,50 34,17 59,50 72,00 
Consumo per capita - litros x PE x dia 6 10 12 12 17 27 30 34 65 66 67 69 72 30 
P
E População Equivalente 92 26 66 60 18 38 28 9 23 112 17 29 34
M
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57 
 
 
4.3.4 Considerações Finais 
O cálculo da população equivalente levou em consideração a população flutuante e o 
tempo médio de permanência no local, podendo estimar qual a população do atendimento ao 
público, em clínicas. Para as unidades educacionais utilizou-se litros/PE.dia ou m3/PE.dia. 
Neste caso é considerado o tempo em que os estudantes permanecem na universidade, e que o 
consumo é proporcional ao tempo de permanência dos mesmos na unidade. Uma unidade com 
300 estudantes que permanecem os dois turnos (8horas) é o mesmo que o consumo de uma 
unidade com 600 estudantes que permanecem apenas um turno (4 horas). 
Conforme verificado na explanação da obtenção da População Equivalente, 
exemplificando a unidade de Biologia que apresentou o indicador PE = 140, equivale a 140 
estudantes no período de 8 horas por dia em cinco dias por semana. O número de alunos 
matriculados em Biologia, tendo aula ou não no próprio prédio, independente de horas e dias 
de permanência na unidade, totaliza o valor de 409 estudantes. Com consumo médio de água, 
em 2008, do Instituto de Biologia 8 m3/dia, chegou-se aos seguintes valores: 
 litros/estudante x dia = 8.000 / 409 x dia = 19,5 l/estudante x dia 
 litros/ P.E. x dia = 8.000 / 140 x dia = 57,1 l/PE x dia 
 Essa unidade está enquadrada, pela tipologia, no grupo de ensino com laboratório, 
devido a existência de destiladores. O Instituto de Biologia possui 12 laboratórios com 9 
destiladores em funcionamento. O consumo desse equipamento gira em torno 12 litros de 
água destilada por dia e 175 litros de água de resfriamento em média por dia. Somente com os 
destiladores totaliza-se 187 litros/dia, equivalendo a 0,5 litro/estudante x dia ou 1,4 
litros/PE.dia. Este instituto não possui em suas instalações equipamentos economizadores, 
sendo mais uma alternativa de economia de água para a unidade. 
Uma das limitações do método é a simplificação matemática, que pressupõe que as 
necessidades fisiológicas humanas são proporcionais ao tempo. Entretanto, como se trata de 
uma ferramenta comparativa entre as unidades considera-se que esta limitação é suavizada 
uma vez que são consideradas para ambas as unidades comparadas. Outra limitação é 
referente a existência de consumos singulares, como por exemplo, destiladores, equipos 
(cadeiras de dentistas), etc. Entretanto, para esses casos o indicador será utilizado para 
comparar unidades com mesmas características de consumo, de acordo com a tipologia 
estabelecida. As limitações do método devido à existência de consumos singulares (como 
58 
 
 
destilador, p. ex.) é a mesma de outros indicadores. Contudo, o indicador proposto é mais 
preciso, uma vez que considera que para cada unidade, o fato da população ser flutuante faz 
com que a população que efetivamente consome água não seja a mesma, a exemplo, de outra 
unidade que possua o mesmo número de estudantes matriculados. 
Ao longo do trabalho foram observadas unidades que mostraram discrepâncias no 
consumo per capita em relação às demais. Entretanto, tais unidades não foram rejeitadas visto 
à importância de rever a sua fonte de coleta da informação, não justificando valores altos para 
tal consumo. 
Na categoria de ensino com laboratórios, a variável população equivalente apresentava 
uma relação fraca com o consumo per capita. Dessa forma, foram acrescidas novas variáveis 
que pudessem justificar a outra fonte de consumo de água, como por exemplo, os destiladores. 
A coleta das informações dos destiladores consiste principalmente no volume desperdiçado 
durante o processo de resfriamento, já que se trata de uma água que pode ser reaproveitada. 
Perdas físicas foram também consideradas indiretamente neste estudo. Tais perdas 
podem ser observadas no consumo dos finais de semana, em dias quando não são realizadas 
aulas ou qualquer outra atividade no prédio, considerando vazamentos não detectados pelas 
varreduras rotineiras. O consumo do vigilante e o enchimento dos reservatórios também 
foram levados em consideração na análise do consumo no final de semana. 
O indicador proposto será utilizado para comparação entre unidades, visando 
estabelecer metas de redução para aquelas com consumos maiores. A meta, a priori, será 
identificar aquela unidade com um indicador mais baixo e na qual o sistema esteja 
estabilizado (sem vazamentos). 
 
4.4 ESTUDO DOS EQUIPAMENTOS DE CONSUMOS ESPECIAIS 
 
4.4.1 Destiladores 
Segundo GONÇALVES, et. al (2004), na 3ª etapa de Implantação do Programa PURA-
USP, que consistiu na realização do levantamento dos destiladores, estudo de 
reaproveitamento da água de resfriamento e alternativas, chegou-se a verificar a perda de 50 
L/L de água destilada durante o processo de destilação no Campus. No caso dos laboratórios 
da UFBA foi analisado o consumo desses equipamentos. (FIGURAS 4.5 e 4.6). 
59 
 
 
 
 
Figura 4.5 – Água de resfriamento do destilador Figura 4.6 – Destilador de Odontologia 
 
Nas 11 unidades estudadas que apresentavam laboratório (Politécnica, Medicina/ICS, 
Odontologia, Escola de Medicina Veterinária, Hospital de Medicina Veterinária, Nutrição, 
Biologia, Química, Farmácia, Física e Geociências) foram identificados 55 destiladores. A 
Tabela 4.11 apresenta a distribuição dos laboratórios e equipamentos das unidades estudadas. 
 Tabela 4.11 – Resumo em quantidade dos laboratórios e destiladores nas unidades 
existente
em 
funcionamento
1 Escola de Medicina Veterinária 3 3 3 
2 Escola Politécnica 7 7 6 
3 Faculdade de Farmácia 3 4 1 
4 Faculdade de Odontologia 9 2 1 
5 Hospital de Medicina Veterinária 1 3 1 
6 Instituto de Biologia 12 12 9 
7 Instituto de Química 6 6 6 
8 Instituto de Geociências 3 3 3 
9 Faculdade de Medicina / ICS 11 13 7 
10 Instituto de Física 1 1 - 
11 Faculdade de Nutrição 1 1 1 
TOTAL 57 55 38 
Destilador
Nº de 
Laboratórios
Unidade
 
Procurou-se identificar a influência do consumo destiladores no consumo per capita das 
unidades de ensino que possuem laboratório na universidade. 
Para isto, procedeu-se a identificação de todos os laboratórios no Campus da UFBA, 
principalmente dos equipamentos consumidores; quantificação do consumo desses 
equipamentos e a classificação do consumo encontrado em três categorias, com faixas limites. 
60 
 
 
4.4.1.1 Equipamentos de DestilaçãoSegundo Barbosa (2007), destilação é o “processo de purificação ou de separação de 
substâncias através da conversão em fase de vapor e subseqüente redução à fase líquida. O 
fato de as substâncias em geral possuírem pontos de ebulição diferentes, possibilita a 
separação de mistura através de destilação”. 
Um exemplo de destilação que tem sido feita desde a antigüidade é a de bebidas 
alcoólicas, onde ocorre a condensação dos vapores de álcool que escapam mediante o 
aquecimento de um mosto fermentado. Sabendo-se que o teor alcoólico na bebida destilada é 
maior do que o encontrado no mosto pode-se caracterizar assim como um processo de 
purificação. 
Na destilação simples (FIGURA 4.7) a água é evaporada, deixando para trás as 
impurezas. O vapor é resfriado, gerando o destilado. Entretanto, o processo de destilação é 
lento, além de consumir muita energia, tornando-o caro. O consumo de água é igualmente alto 
para o resfriamento usado durante o processo. 
 
Torneira
Resistência 
elétrica
Água 
desti lada
Entrada de
água
potável
Sa ída
de a r
Condensador
Câmara
vaporizador
Dreno
Câmara
retangular 
de destilação
 
Figura 4.7 – Sistema de destilação compacto 
Fonte: 57 Ways, Select Effective Water-treatment Methods. 
 
61 
 
 
O funcionamento de um destilador simples basicamente se dá com a entrada de água 
potável proveniente do sistema geral de distribuição, que resfria a haste do condensador e 
alimenta este na parte superior (FIGURA 4.8 e 4.9). O sistema do evaporador utiliza 
resistência elétrica para o aquecimento da água. Todo vapor gerado depois do processo é 
condensado pela água de resfriamento, sendo a água destilada recolhida em vasos apropriados 
na saída do condensador e o retorno da água de resfriamento alinhada para dreno, 
normalmente lançado para a rede de esgoto – ver desenho esquemático no Anexo B 
(PIMENTA, 2004). 
 
 
 
Figura 4.8 - Desenho esquemático do destilador 
Fonte: Biovera, 2008 
62 
 
 
 
Figura 4.9 – Modelos de destiladores de água - Fabricantes Nova Técnica e Quimis 
Fonte: Nova Técnica e Quimis, 2008 
 
4.4.1.2 Materiais e Métodos 
 
A primeira etapa do estudo foi a identificação das unidades de ensino que possuíam 
laboratórios, sendo catalogados todos os equipamentos consumidores, com ou sem 
funcionamento. 
Nas Tabelas A.1 a A.10 (APÊNDICE A) estão listados todos destiladores identificados 
no Campus da UFBA com as seguintes informações: localização do equipamento/laboratório; 
identificação do equipamento; consumo medido da água destilada e resfriamento, vazão de 
resfriamento fornecida pelo fabricante; produção de água destilada e resfriamento; utilização 
semanal: baseado em entrevistas com professores, técnicos laboratoristas e/ou assistentes 
responsáveis pelo local; consumo diário da água de resfriamento (AR) e água destilada (AD); 
e outras informações da situação do equipamento (quebrado, em manutenção, reserva). 
A medição da vazão dos destiladores foi levantada in loco com medição realizada 
através de seis amostras do mesmo equipamento usando-se recipiente com volume conhecido 
e cronômetro. 
A relação obtida da AR e AD foi comparada com equipamentos da própria unidade e as 
demais unidades. 
 
63 
 
 
4.4.1.3 Diagnóstico dos Destiladores da UFBA 
Dos 55 destiladores identificados nos laboratórios da UFBA 38 estão em 
funcionamento, conforme Tabela 4.12. 
Tabela 4.12 - Unidades de ensino e destiladores 
Unidades de Ensino N. de destiladores Status 
Biologia 
 
12 • 3 quebrados 
• 8 (entre 10 a 16 AR/AD) 
• 1 bidestilador 
Farmácia 4 • 1 bidestilador 
• 1 destilador foi substituído por deionizador 
• 2 desligados 
Física 1 • quebrado 
Geociências 
 
3 • 1 (100 l/hora de AD) 
• 2 (40 l/h de AD) 
Med. Veterinária 
(Escola) 
3 • 1 (16 AR/AD) 
• 1 (44 AR/AD) 
• 1 (114 AR/AD) – vazamento na haste 
Med. Veterinária 
(Hospital) 
3 • 1 (54 AR/AD) 
• 2 quebrados 
Medicina/ICS 
 
 
 
13 • 4 com uso eventual 
• 1 não foi possível fazer a coleta 
• 1 bidestilador (excluído do estudo por erro de 
leitura) 
• 7 restantes com AR/AD entre 15 e 26 l/l 
Nutrição 1 • Necessita regulagem, com 42,6 AR/AD 
Odontologia 2 • Necessita regulagem, com 50,1 AR/AD 
• 1 danificado 
Politécnica 
 
 
 
 
7 • 1 não é usado 
• 1 bidestilador Q341 V24B Quimis (77 
AR/AD) 
• 1 com vazamento (70 AR/AD) 
• 3 entre 45 e 54 AR/AD 
• 1 com 11 AR/AD 
Química 
 
6 • 5 entre 45 e 56 AR/AD 
• 1 (25 AR/AD) 
Total de destiladores 55 38 em funcionamento 
64 
 
 
O bidestilador em vidro Quimis, modelo Q341V24B, acima citado, é destinado para 
aplicações mais rigorosas na área bioquímica, química fina dentre outras, onde a pureza da 
água destilada em aparelhos comuns não é suficiente, Figura 4.10 (QUIMIS, 2008). 
 
Figura 4.10 – Bidestilador de água em vidro – modelo Q341 V24B – QUIMIS 
 
Ao longo do trabalho, observou-se que as unidades possuem características peculiares 
quanto à preocupação em relação ao desperdício da água e, inclusive, com idéias e projetos 
para otimização de todo o processo da destilação de água. Outras unidades não manifestaram 
iniciativa para regulagem de seus equipamentos, manutenção, etc. De uma forma geral, não há 
manutenção preventiva dos destiladores. Apenas duas unidades, Biologia e Geociências, 
mantêm uma manutenção anual dos seus equipamentos através da limpeza geral com retirada 
de encrustamentos na haste, troca de mangueiras, resistência elétrica, etc. 
Segundo os dados coletados nos laboratórios das unidades da UFBA pode-se observar 
no Gráfico 4.1 a seguir, o número de destiladores que estão em funcionamento e a relação 
entre a produção de água destilada (AD) com a água consumida para o resfriamento durante o 
processo da condensação (AR). 
 
65 
 
 
 
Gráfico 4.1 – Relação de AR/AD das unidades da UFBA versus quantidade de destiladores 
 
Observando os valores da Tabela 4.13, pode-se verificar o exemplo dos três destiladores 
da Escola Politécnica que possuem AR/AD superior ao recomendado pelo fabricante nos 
modelos da marca QUIMIS. Entende-se que estão embutidas as perdas pelo manuseio durante 
a regulagem da entrada de água nos equipamentos e/ou vazamentos existentes nos próprios 
destiladores. 
Tabela 4.13 - Comparativo AR/AD medido in loco e o recomendado pelo fabricante. 
Vazão (l/h) Fabricante Vazão (l/h) Fabricante 
1 BIOPAR BDL5L 63 6 5 11
2 QUIMIS Q341 12 203 120 3 2 70 60
3 FANEM 724 257 6 5 45
4 QUIMIS Q341V24B 327 160-240 4 3,5 77 57
5 QUIMIS Q341 25 238 200 5 5 49 40
6 - - - - -
7 - - 242 5 - 54
ID. 
Destilador Marca Modelo
AR/AD 
medido
AR/AD 
fabricante
Água Resfriamento Água Destilada
 
 
-
20 
40 
60 
80 
100 
120 
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
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 A
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Quantidade de destiladores
Situação de relação AR/AD das unidades - UFBA
Escola Politécnica
Faculdade de 
Farmácia
Faculdade de 
Odontologia
Hospital de Medicina 
Veterinária
Instituto de Biologia
Instituto de Química
Faculdade de 
Medicina / ICS
Faculdade de 
Nutrição
Escola de Medicina 
Veterinária
66 
 
 
Verifica-se que não há a preocupação da regulagem da entrada de água nos destiladores, 
muito menos se o consumo da AD e AR estão conforme informa o fabricante. A regulagem da 
entrada de água é feita manualmente baseando muitas vezes de acordo com a temperatura de 
saída de AR. Se muito fria diminui-se a entrada de água potável ou vice-versa. Quanto à 
eficiência nos laboratórios pesquisados, os do Instituto de Biologia e da Faculdade de 
Medicina apresentaramas menores relações de AR/AD (abaixo de 20 l/l). Para os demais 
destiladores, mesmo que em menores quantidades de água destilada, verificou-se uma relação 
superior a 40 l/l de AR/AD. 
No Gráfico 4.2 é apresentado o consumo médio mensal dos destiladores das unidades 
que utilizam estes equipamentos e a relação AR/AD, nas condições normais de uso, sem 
regulagem e sem manutenção. Tomando o Instituto de Biologia como referência, por 
apresentar o melhor desempenho na faixa de 14 AR/AD entre as unidades, e considerando um 
consumo necessário de AD para as outras unidades, foram levantados os volumes de água de 
resfriamento necessários para cada unidade e no Gráfico 4.3 o quanto poderia ser considerado 
desperdício com o atual consumo de AR, em comparação com o desempenho de Biologia. 
 
Gráfico 4.2 – Consumo médio mensal dos destiladores das unidades da UFBA. 
3.720 
7.560 
1.280 1.159 513 1.466 238 143 23 
178.800 
153.514 
50.021 
35.610 
25.714 
21.016 
13.647 
7.680 
960 
47 
20 
50 
31 
50 
14 
58 
54 
43 
-
10 
20 
30 
40 
50 
60 
70 
-
20.000 
40.000 
60.000 
80.000 
100.000 
120.000 
140.000 
160.000 
180.000 
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li
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)
Unidades
AD (L/mês)
AR (L/mês)
AR/AD
67 
 
 
 
Gráfico 4.3 - Volume necessário e desperdiçado da água de resfriamento durante o processo de 
destilação da água. 
Verifica-se que o volume mensal desperdiçado, de todos os destiladores em operação, 
pode atingir cerca de 250 mil litros de água de resfriamento. 
Quanto à questão se todos os equipamentos da universidade podem trabalhar com essa 
relação AR/AD similar ao utilizado pelo Instituto de Biologia e Faculdade de Medicina/ICS 
três pontos são ressaltados: primeiro qual o nível da qualidade da água final pretendida; qual o 
modelo/marca que se consome menos água no processo; e por último se o valor desse tipo de 
equipamento é economicamente viável à unidade, considerando o custo/benefício. 
A maioria das unidades vem trabalhando com a relação AR/AD acima do recomendado 
pelo fabricante, independentemente do modelo e marca. Já para o caso do Instituto de 
Biologia, não se conseguiu verificar como seus destiladores podem operar com vazões abaixo 
da indicada pelos fabricantes. Quando consultados os fabricantes, nada foi informado. 
O Gráfico 4.4 representa o custo estimado do volume consumido pela água de 
resfriamento, considerando as tarifas cobradas pela Embasa para prédios públicos, em quatro 
faixas de consumo, Tabela 4.14 (EMBASA, agosto/2008). 
68 
 
 
Tabela 4.14 - Tarifas para sistema de abastecimento de água em prédios públicos 
Faixa de Consumo (m3) Tarifa cobrada 
Até 10 m3 R$ 39,00 por mês 
Entre 11 e 30 m3 R$ 7,75 por m3 
Entre 31 e 50 m3 R$ 8,23 por m3 
Superior a 50 m3 R$ 9,70 por m3 
Fonte: http://www.embasa.ba.gov.br/servicos/tabela_tarifas.asp, agosto/2008 
A tarifa de esgoto, em sistemas convencionais na capital Salvador, corresponde a 80% 
do valor da conta de abastecimento de água. 
 
Gráfico 4.4 – Consumo mensal da AR e custo por unidade de água consumida e geração de efluentes 
 
 
 
4.4.1
regul
econ
duran
enco
do e
proce
de um
de fo
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desti
a des
1.4 Proposiç
 
Propõem-
lagem dos d
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4.11 – Desen
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Um método
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para evitar 
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69
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9 
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70 
 
 
Com relação à segunda proposição, reuso da água de resfriamento, o Instituto de 
Geociências da UFBA há cerca de nove anos faz o reaproveitamento da água de resfriamento, 
retornando-a ao tanque superior do prédio, através de bombeamento simples. A idéia de 
reaproveitamento do efluente surgiu pela falta de água constante na unidade na época. Como 
são três equipamentos de capacidade grande de produção, suspeitava-se que a falta de água 
fosse devido ao uso dos mesmos. 
Dos três destiladores, dois funcionam com o reuso, retornando o efluente limpo e 
canalizado, sem contato com o ambiente, ao reservatório superior que, por sua vez, redistribui 
para a unidade com a finalidade de uso para limpeza e sanitários, (FIGURA 4.12). Vale 
salientar que a unidade não utiliza a água do reservatório para beber, já que dispõe para os 
usuários água mineral em garrafão. Além disso, devido o destilador desta unidade encontrar-
se em uma sala isolada, não foram verificados riscos potenciais de contaminação da água, 
funcionando em circuito fechado. O terceiro destilador ainda não foi inserido ao programa 
devido à falta de recursos do departamento, apesar de, em seu projeto, o lançamento do seu 
efluente ser no tanque inferior, não encarecendo o custo final. 
 
 
Figura 4.12 – Laboratório 1º andar do Instituto de Geociências 
 
Reservatório que recebe 
o efluente antes do 
bombeamento ao 
reservatório superior. 
71 
 
 
Segundo o trabalho de PIMENTA (2004), foram levantadas duas alternativas para 
solucionar o problema do desperdício de água para facilitar sua implantação nos vários 
laboratórios da UFBA. 
A alternativa 1 consiste no retorno da água de resfriamento para a caixa principal na 
parte superior de prédio. Um modelo de instalação já vem sendo empregado nos destiladores 
do Instituto de Geociências da UFBA. Destaca-se a necessidade de instalação de um 
reservatório auxiliar de 360 litros e sistema de bombeio desse reservatório para as caixas 
superiores do prédio. Um desenho esquemático referente a esta alternativa é apresentado no 
Anexo B. 
A alternativa 2 considera o encaminhamento da água do retorno do resfriamento do 
destilador para a caixa geral de recebimento da água daEmbasa localizada na parte inferior do 
prédio. Nesse caso faz-se necessário um sistema de interligação da água de retorno com o 
tanque geral inferior de recebimento de água. Destaca-se a possibilidade de se dispensar o 
reservatório auxiliar de 360 litros e o sistema moto-bomba, a depender da perda de carga do 
reservatório auxiliar até a caixa d’água geral inferior. Essa alternativa poderia ser utilizada no 
terceiro laboratório do Instituto de Geociências, que ainda não faz o reaproveitamento da água 
de resfriamento. Um desenho esquemático referente a esta alternativa é apresentado no Anexo 
B. 
No caso da Faculdade de Farmácia, apesar de ainda não implementado, estuda-se uma 
maneira de isolar fisicamente o destilador de modo que a água de resfriamento não entre em 
contato com o ar confinado do laboratório, onde se trabalha com diversos processos e 
produtos, podendo interferir na qualidade da água para a sua reutilização. A idéia da Central 
de Destiladores não foi continuada por falta de verba para compra de material, mesmo 
consciente do retorno financeiro que seria proporcionado pela mudança de operação, isto é, a 
reutilização da água de resfriamento através de sua canalização, dispensando o efluente em 
um reservatório térreo e posteriormente redistribuído para consumo nos banheiros. 
Segundo Pimenta (2004), na Análise Preliminar de Riscos (APR) realizada em um dos 
laboratórios da UFBA, quanto ao aspecto de contaminação da água de retorno por agentes 
estranhos, os resultados obtidos foram: na possibilidade de cair alguma substância no tanque 
auxiliar que receberá a água de resfriamento para ser bombeado, retornando à entrada do 
destilador ou para outro uso, o risco foi considerado aceito; na absorção gasosa da água do 
destilador de vapores do ambiente laboratorial, também foi considerado aceito o nível de 
72 
 
 
risco. Entretanto, para ambas as situações citadas, Pimenta (2004) recomendou montar o 
tanque auxiliar em área de pouca movimentação do laboratório ou em área isolada; manter 
este tanque com tampa de boa vedação; manter o sistema de geração de água destilada fora do 
ambiente de manipulação de produtos químicos; analisar a água de retorno para dados 
comprobatórios de não absorção; testar em condições críticas; restringir o contato do meio 
ambiente com a água na saída do destilador o máximo possível; colocar suspiro do destilador 
e do tanque auxiliar para fora do ambiente de laboratório, na extremidade virada para baixo; e 
instalar uma tela de proteção. 
O Instituto de Química propõe desativar seus destiladores e somente utilizar um 
destilador matriz que funcionará distribuindo a água destilada a todos os laboratórios e seu 
efluente gerado será lançado no reservatório diferenciado e reaproveitado para fins de 
limpeza. O equipamento “matriz” já foi adquirido pela unidade, porém ainda não está em 
funcionamento como desejado. Há um projeto de instalação hidráulica que permitirá a 
condução do destilado até os laboratórios. A princípio a coleta ainda está sendo feita no 
próprio local produzido. 
Além dessas alternativas a busca por um equipamento mais econômico viabiliza o 
controle do consumo de água, a exemplo de um dos modelos utilizados pelo Instituto de 
Biologia: o GFL modelo 2002, que apresenta, segundo o fabricante, a informação técnica da 
vazão de consumo de água para resfriamento de 30 l/h para 2 l/h de água destilada. Este 
equipado é considerado um dos menores consumidores de água de resfriamento. (FIGURAS 
4.13 e 4.14). 
 
73 
 
 
 
Figura 4.13 – Foto do destilador modelo 2002 da GFL do Laboratório Laviet – Instituto de 
Biologia/UFBA 
Fonte: Instituto de Biologia / UFBA 
 
 
Figura 4.14 – Mono destilador com visor de vidro para demonstração - GFL 
Fonte: GFL 
 
O destilador de água automático, o bidestilador de água e o deionizador são outros 
equipamentos que fazem uso de uma melhor quantidade de água. 
74 
 
 
O destilador de água automático, patenteado em 1974, permite resfriar a água com o 
auxílio de ventilador instalado na parte superior do equipamento e reaproveitando a troca de 
calor com o vapor gerado para enviar água à câmera de evaporação (DENNISON, 1974). 
Este equipamento (Figura 4.15) tem um evaporador separado para o qual é provida água 
depois de ser pré-aquecido, esfriando o vapor que é produzido através do evaporador em uma 
câmara de condensação com que a água está em uma relação de troca de calor. O ar também 
flui em relação de troca de calor com a câmara de condensação de forma a ajudar na 
condensação do vapor. Uma câmara de armazenamento é disposta sobre o evaporador e 
embaixo da câmara de condensação, para receber o vapor condensado e o ar, que fluem em 
cima da câmara de condensação para esfriar o vapor, que por sua vez é passado primeiro pela 
troca de calor com a água destilada na câmara de armazenamento. São ventilados os vapores 
na câmara de condensação para a câmara na qual a água está trocando calor com a câmara de 
condensação. 
Essa invenção tem relativa economia operacional, segundo Dennison (1974), pois 
utiliza ar e água para realizar a condensação do vapor produzido através do evaporador 
elétrico como aparato do destilador. O uso de ar para o resfriamento reduz a quantidade da 
água desperdiçada, que não é utilizada no evaporador. Ao mesmo tempo em que utiliza água 
para esfriar o vapor provindo do evaporador, a invenção reduz a energia requerida por este 
para converter a água para vapor desde que a água seja pré-aquecida por causa de sua troca de 
calor com o vapor. 
 
75 
 
 
 
Figura 4.15 - Destilador de água automático 
Fonte: United State Patents,1974 
 
Já o bidestilador de água (FIGURA 4.16) é um equipamento comercialmente mais 
recente tem o objetivo de funcionamento simultâneo, já que é composto por dois destiladores 
de água. Segundo o fabricante, pode apresentar um rendimento de 2 litros de água destilada 
por hora. Possui prático sistema de suporte para parede. Consumo de água de refrigeração, 
entre 200 e 300 litros por hora, podendo ser reciclada. Sistema automático que mantém o 
nível constante e desliga as resistências no caso de falta de água de alimentação (QUIMIS, 
2008). 
76 
 
 
 
Figura 4.16 – Modelo de Bidestilador de Água Q341B22 
 
Em 2004, o Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais 
implantou um equipamento que retira os íons da água, tornando-a adequada ao uso em 
experimentos. Dessa forma, substituiu com vantagens os antigos destiladores, que possuem 
alto consumo de energia elétrica e proporcionam grande desperdício de água. 
A deionização funciona a partir de um sistema centralizado, captando a água fornecida 
pela COPASA (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), fazendo a troca iônica em 
colunas preparadas com uma resina especial, e a distribuindo aos laboratórios através de um 
sistema de tubulação que percorre 1,6 quilômetros pelos quatro andares do prédio. 
 
4.4.1.5 Considerações Finais 
 
Durante este estudo pode-se observar que em todos os laboratórios da UFBA somente 
um destilador foi substituído, pelo deionizador. Primeira a questão quanto à substituição do 
equipamento seja por osmose reversa, seja deionização, carvão ativado, entre outros, caberá a 
cada laboratório definir o quão puro deseja obter da água. Sabe-se também que cada processo 
possui suas vantagens e desvantagens, como limpeza, durabilidade, troca de membrana, 
77 
 
 
remoção de sais, temperatura, descarte de efluentes, etc, bem como a existência de diversos 
modelos no mercado que se pode oferecer para atender o objetivo de cada usuário. 
Nesse trabalho não selevantou a questão da substituição desses equipamentos, nem 
quanto ao gasto de energia elétrica despendida e sim como estão funcionando os destiladores 
da universidade com relação ao consumo de água desperdiçada durante o trabalho. 
Algumas unidades manifestam interesse em buscar melhorias e, soluções 
tecnologicamente limpas para diminuir o consumo de água de seus prédios, porém muitas 
vezes se vêem frente a entraves burocráticos, como falta de verba para compra de materiais, 
elaboração de projeto, indisposição pelos responsáveis dos laboratórios em participar desses 
projetos, etc. Todavia, mesmo sabendo dessas barreiras, não justifica a adoção de outros 
procedimentos, como por exemplo, a regulagem dos destiladores ser feita pela temperatura do 
efluente e não baseada nas especificações técnicas do equipamento. 
 
4.4.2 Cadeiras Odontológicas (EQUIPOS) 
Seguindo a mesma linha de estudo dos destiladores foi feito o diagnóstico da Faculdade 
de Odontologia, única da UFBA que faz uso de equipos (“cadeiras de dentista”), o maior 
consumidor de água da unidade. 
Dentre os equipamentos de consumo especial, a unidade apresentou apenas um 
destilador além de 116 equipos, nos quais estão instaladas as cuspideiras, sendo que 104 
encontram-se em funcionamento. 
O presente estudo restringiu-se à pesquisa do destilador e equipo por possuírem maior 
peso quanto ao consumo de água, embora existam outros tipos de equipamentos 
consumidores de menor representatividade, já que são apenas dois equipamentos em 
funcionamento, a exemplo do cortador de gesso presente na Faculdade de Odontologia. 
Partindo-se da necessidade de identificação da influência da variável denominada 
consumo especial no consumo per capita da unidade de Odontologia, é que foram seguidas as 
etapas de identificação/localização dos equipos; quantificação do consumo desses 
equipamentos; análise do consumo encontrado. 
 
  
78 
 
 
4.4.2.1 Cuspideiras dos equipamentos odontológicos 
 
A cuspideira é uma peça em formato de tigela, acoplada ao equipamento odontológico, 
cuja função é receber material líquido orgânico e/ou restos de materiais obturadores, dentre 
outros, da cavidade oral do paciente. Para a limpeza da mesma durante o procedimento 
clínico, é despejada continuamente água através de uma pequena mangueira rígida anexa, o 
que torna o seu consumo relativamente elevado, além de muitas vezes de forma desnecessária, 
ou seja, havendo desperdício de água. 
Nas Figuras 4.17 e 4.18 são apresentadas fotos dos equipos da clínica odontológico de 
atendimento ao público da UFBA e a cuspideira com mancha na louça, sinal de vazão 
contínua de água para “limpeza” da mesma. 
 
Figura 4.17 – Foto do equipo da sala de atendimento ao público – Unidade de Odontologia 
 
 
79 
 
 
 
Figura 4.18 – Cuspideira manchada pelo consumo contínuo de água 
 
4.4.2.2 Materiais e Métodos 
 
Na primeira etapa da pesquisa foram identificadas todas as salas-clínicas de 
atendimento ao público da unidade e catalogados os equipamentos consumidores, com ou sem 
funcionamento. 
No Apêndice B estão listados todos os equipos identificados com as seguintes 
informações: localização do equipamento/laboratório; identificação do equipamento; consumo 
medido da água; utilização semanal: baseado em entrevistas com os 
professores/estudantes/funcionários; consumo diário; e outras informações da situação dos 
mesmos (quebrado, em manutenção, reserva). 
O estudo da vazão da cuspideira foi realizado in loco com medição realizada através de 
seis amostras do mesmo equipamento (APÊNDICE C). Foi utilizado um recipiente de volume 
conhecido e cronômetro. 
O estudo realizado nessa faculdade foi dividido em duas etapas: coleta de dados quanto 
a medição da vazão da água consumida pelas cuspideiras; e entrevistas realizadas com 
80 
 
 
funcionários e, principalmente, com os estudantes e professores, que utilizam os 
equipamentos em suas aulas e atendimento ao público (APÊNDICE D). 
Não foi possível obter a informação do consumo de água do equipamento pelo 
fabricante do modelo e marca em estudo. 
 
4.4.2.3 Resultados e Discussões 
 
Na Faculdade de Odontologia da UFBA (FOUFBA) foram identificados nove 
laboratórios que utilizam equipamentos de consumo especial de água. Foram cadastrados 116 
equipos instalados, dos quais 12 estão sem funcionamento ou em reserva. Foi encontrado 
outro equipamento, cortador de gesso que também apresenta um consumo considerável, 
todavia não entrou no grupo em estudo por possuir poucas unidades de seu modelo, conforme 
já mencionado (FIGURA 4.19). 
 
Figura 4.19 – Cortador de gesso 
 
Baseado em entrevista realizada com dez estudantes de odontologia que fazem uso das 
clínicas da unidade de Odontologia, pode-se demonstrar o grau de comprometimento com o 
uso da água em sua unidade (APÊNDICE D). 
81 
 
 
Dentre os dez entrevistados, quando questionados sobre o acionamento da mangueira da 
cuspideira de forma contínua durante o atendimento, apenas dois confirmaram a sua não 
utilização em período integral, sendo esta empregada somente no momento de necessidade de 
uso pelo paciente. 
Ao serem questionados quanto ao tempo médio de uso das cuspideiras durante o 
atendimento ao paciente, chegou-se ao seguinte resumo, de acordo com as suas próprias 
necessidades (TABELA 4.15). 
Tabela 4.15 – Resumo da entrevista sobre o tempo de acionamento da cuspideira durante os 
procedimentos 
Nº de usuários entrevistados Tempo de acionamento da 
cuspideira (min) 
2 15 
1 30 
2 60 
2 120 
1 180 
2 240 
 
Com base nesse levantamento, fez-se uma média ponderada do tempo de uso das 
cuspideiras pelos profissionais chegando-se a um valor de 1,8 hora por dia, com o 
atendimento ao público, que ocorre de segunda-feira a sexta-feira. 
O atendimento clínico voltado à comunidade que ocorre durante toda a semana, exceto 
aos sábados e domingos, justifica o número de equipamentos odontológicos na unidade. Foi 
contabilizado atendimento a cerca de 500 pacientes por dia com tempo de permanência média 
de 2 horas. 
O consumo atual de água pela FOUFBA está em 16 m3 por dia com os equipos em 
funcionamento, o que equivale a 320 m3/mês (APÊNDICE B). Utilizando a tarifa de água 
para prédios públicos da Embasa para consumo superior a 50 m3 no valor de R$ 9,70/m3, a 
unidade gasta cerca de R$ 3.104 por mês, somente com a utilização desses equipamentos. 
Considerando a taxa referente à geração de efluente de 80%, segundo a EMBASA, o custo 
final fica em R$ 5.587 por mês. 
82 
 
 
Baseado nos dados fornecidos pela SAD (Superintendência Administrativa da UFBA) o 
valor pago à Embasa pelo consumo do mês de junho de 2008 que foi de cerca de 610 m3, o 
equivaleu ao pagamento de aproximadamente a R$ 10.400,00, água e esgoto. 
 
4.4.2.4 Proposições 
 
Modelos mais modernos de equipos já vêm com tecnologias que se preocupam com o 
consumo de água e energia, além de atender principalmente a higiene dos equipamentos, para 
a função a ser realizada (FIGURA 4.20). 
Uma alternativa é um novo equipamento odontológico que dispensa o uso da cuspideira. 
Segundo o fabricante nacional SUG-UP (2008), único que aspira resíduos de restauração, pó 
de lixamento, nebulização da alta-rotação, coágulos e restos cirúrgicos, armazenando e 
tratando estes poluentes antes de lançá-los na rede de esgoto. Assim, evita a contaminação do 
ambiente de trabalho e, principalmente a contaminação cruzada. 
 
Figura 4.20 - Aspirador Odontológico de Alta Potência - Sug Up 
Fonte: SUGUP 
Hoje, na Faculdade de Odontologia da UFBA pode-se propor a regulagem do tempo de 
acionamentodas cuspiderias pelos profissionais, até que equipamentos atuais sejam 
83 
 
 
substituídos por outros com regulagem mais eficiente e que independem da ação do 
odontólogo. 
 
4.4.2.5 Considerações Finais 
A Faculdade de Odontologia da UFBA paga em média pela água e esgoto cerca de R$ 
10.400,00, o que equivale ao consumo de 610 m3/mês, dos quais 54 % da água total é 
consumida pelos seus equipos, e o restante para outros usos. Isso faz refletir a importância do 
controle do uso pelos usuários e manutenção dos equipamentos pela unidade. 
Existem no mercado diversos modelos mais econômicos quanto ao uso de água e 
energia dos equipamentos odontológicos. Normalmente, o custo desses equipamentos 
odontológicos com tecnologia mais avançada é elevado, o que dificulta a aquisição destes 
pela unidade. A alternativa mais adequada para a situação dessas clínicas é a manutenção dos 
equipos, regulando a saída de água das cuspideiras, limpeza, ou até mesmo a substituição dos 
equipamentos, mesmo que gradativamente. E pela entrevista realizada com os estudantes da 
área que utilizam o equipo pode-se observar que grande maioria não se preocupa com o 
consumo de água desperdiçada. 
 
4.5 ESTUDO DE PERDAS FÍSICAS 
 
O conceito de perda de água engloba dois tipos de perdas, a perda física e a não física. 
A primeira é considerada a parcela não consumida, podendo ser encontrada em vazamentos 
no sistema (captação, adução de água bruta, tratamento, reservação, adução de água tratada e 
distribuição), bem como em procedimentos operacionais como lavagem de filtros e descargas 
na rede. A perda não física origina-se de ligações clandestinas ou não cadastradas, 
hidrômetros parados ou que medem para menos, fraudes em hidrômetros e outras. 
 As perdas físicas ainda podem ser divididas em visíveis e não visíveis. Esta última 
pode ser identificada utilizando geofone que funciona pela escuta através de vibrações e 
ruídos bem típicos formados pela pressurização de líquidos que escapam por um orifício da 
tubulação ou conexão. 
84 
 
 
 Em algumas unidades da UFBA utilizou-se desse procedimento já que o consumo de 
água continuava elevado mesmo após a correção dos vazamentos visíveis. Esse tipo de 
investigação foi realizado no Instituto de Biologia e no Hospital de Medicina Veterinária. 
 Como muitos prédios da universidade são antigos, a maioria já não possui plantas das 
instalações hidrossanitária, e rede de distribuição da área externa, o que vem dificultar 
consideravelmente o trabalho de detecção de vazamentos não visíveis. Desta forma, o uso do 
geofone torna-se uma ferramenta fundamental. Nas Figuras 4.21 e 4.22, demonstram-se dois 
momentos em que o Instituto de Biologia apresentou vazamentos na área externa da unidade, 
rompimento de tubulação e a ação da equipe para sanar o problema que fica registrado no site 
do Programa. 
Na Figura 4.21, o alto consumo registrado no período de 27/04/2006 a 28/04/2006 foi 
conseqüência de um tubo quebrado no terraço do prédio. Segundo o responsável pela unidade 
o prejuízo teria sido maior se o acompanhamento da leitura não fosse diário, pois só foi 
possível detectar o vazamento devido da anormalidade registrada no consumo na leitura do 
dia 28/04/2006 que foi duas vezes e meia maior que consumo normal. 
 
 
Figura 4.21 – Gráfico do Instituto de Biologia – rompimento da tubulação externa do prédio - 2006 
 
Na Figura 4.22, foi identificado um vazamento em um tubo partido na área externa 
sendo logo regularizada, porém no monitoramento o consumo elevado deu continuidade. Foi 
85 
 
 
detectado um novo vazamento em outra rede externa na área externa da unidade, local este 
que era alagado devido à presença de lençol freático. 
 
 
Figura 4.22 – Gráfico do Instituto de Biologia – rompimento de tubulação externa do prédio - 2008 
 
A alta pressão que a rede sofre pela alimentação pela concessionária, muitas vezes 
interfere negativamente nessas redes antigas. Nas Figuras 4.23 e 4.24 são mostrados os pontos 
vulneráveis mais freqüentes de vazamentos, tanto em redes de distribuição quanto em ramais. 
Como este estudo não tem como objetivo a obtenção e detalhamento de perdas físicas 
nas unidades da UFBA, este tema é proposto para estudos posteriores. Para fins de obtenção 
do consumo per capita das unidades acadêmicas e administrativas, utilizou-se o valor de 
perdas físicas pela diferença da média dos últimos quatro meses de consumo de água em 2007 
com a média de quatro meses de 2008. Foi observada com esse simples cálculo a redução de 
perdas, já que muitas unidades estão sendo acompanhadas pela equipe do Programa. 
86 
 
 
 
Figura 4.23 – Pontos freqüentes de vazamentos em rede de distribuição 
(percentuais ilustrativos baseados em experiência da SANASA) 
Fonte: DTA A2 – PNCDA, 1998 
 
 
Figura 4.24 – Pontos freqüentes de vazamentos em ramais 
(percentuais ilustrativos baseados em experiência da SANASA) 
Fonte: DTA A2 – PNCDA, 1998 
Registros 
 
Tubos rachados 
Tubos perfurados 
Tubos partidos 
Hidrantes 
Juntas 
União simples 
Anéis 
1,1% 
Ferrule defeituoso 0,8% 
R id
Niple quebrado 
Rosca quebrada 
R f l d
R i d f iT b f d
87 
 
 
4.6 CARACTERIZAÇÃO DO CONSUMO DAS UNIDADES ACADÊMICAS 
 
4.6.1. Caracterização do Consumo 
As unidades de Administração, Filosofia e Arquitetura pertencem ao grupo de ensino 
sem laboratório, por conseguinte espera-se que apenas seja atribuído ao consumo de água à 
população flutuante (alunos e visitantes) e permanente (professores, funcionários e 
terceirizados). Já as unidades de Biologia e Politécnica por fazerem uso de equipamentos de 
consumo especiais, como destiladores, pertencem à tipologia de unidades de ensino com 
laboratório. 
Na Figura 4.25 são apresentadas as distribuições de consumo diário das unidades de 
ensino sem laboratório. Verifica-se que a unidade de Administração destaca-se das demais, 
com quase o dobro do consumo diário. Este fato pode ser justificado pela diferença da 
população de graduação e pós-graduação entre as três unidades (TABELA 4.16). 
PE/dia
m
3
/d
ia
735677463452293103
100
80
60
40
20
0
ADMINISTRAÇÃO
segter
quaqui
sex
sáb
PE/dia
m
3
/d
ia
657529486361
50
40
30
20
10
0
FILOSOFIA
seg ter/quiqua
sex
PE/dia
m
3
/d
ia
381376355350317
50
40
30
20
10
0
ARQUITETURA
SEG
TER QUAQUISEX
 
 
Figura 4.25 – Consumo das unidades em relação à população consumidora de água nos dias da semana 
das unidades de ensino sem laboratório. 
88 
 
 
 
Tabela 4.16 – População de alunos nas unidades de ensino sem laboratório 
Unidade 
População Equivalente de alunos % 
Graduação Pós-graduação Total Pós/Tot alunos 
Administração 409 94 503 18 
Filosofia 404 25 429 5,9 
Arquitetura 245 4 249 1,57 
Obs: Foi aplicado o fator de permanência no local para a obtenção do número de alunos em sala de aula. 
 
Dessa forma, conclui-se que em Administração a quantidade de alunos de pós-
graduação eleva o consumo da unidade em relação às outras de mesma tipologia e que 
apresentam a população equivalente de alunos de graduação similar. 
Nas unidades de ensino sem laboratório pode-se observar que não há uma grande 
variabilidade de consumo durante os dias da semana. O consumo de água nos finais de 
semana praticamente se dá pelo enchimento do reservatório que abastece a unidade, consumo 
de vigilantes e portaria, limpeza do prédio, como em andares, salas, banheiros e cantina, e por 
fim, em alguns casos, o consumo pelos alunos que possuem aulas aos sábados. 
O horário daleitura dos hidrômetros reflete no volume registrado, se for feita no 
começo da manhã ou final da tarde, poderá estar incrementado o enchimento do reservatório, 
por exemplo. Esse detalhe poderá influenciar no consumo do dia anterior. 
Além desses consumos discriminados acima, há a parcela referente às perdas físicas, 
que são decorrentes de vazamentos. Essa parcela que integra o consumo da unidade não será 
analisada em profundidade nesse estudo, apesar de se saber da sua existência. O seu 
detalhamento requer um trabalho mais minucioso, já que cada unidade provavelmente terá um 
valor peculiar em função das considerações a serem levantadas durante a sua identificação, 
tais como: idade do prédio, freqüência de manutenção, pressão da água na rede pública, 
cadastro de rede de distribuição e instalação da rede hidráulica predial do prédio em estudo, 
etc. 
89 
 
 
Os consumos das faculdades de Filosofia e Arquitetura aos sábados e domingos, que 
não possuem aula nesse período, são devido aos enchimentos dos reservatórios e aos usos dos 
vigilantes/porteiros. Há algumas unidades da UFBA que possuem aulas aos sábados. O prédio 
de Filosofia, como outras mais, encontra-se em uma área onde existem alguns prédios 
comerciais, que nesses dias reduzem muito seus consumos, que ocasiona o aumento da 
pressão da rede pública local naquele período. Entretanto, devido às condições das redes e 
conexões internas da faculdade, ocasiona um incremento de vazamentos, o que vem a 
influenciar no aumento do consumo nos finais de semana daquela unidade. 
O Instituto de Biologia e a Escola Politécnica pertencem à tipologia das unidades de 
ensino com laboratório, ambos fazendo uso de destiladores, um dos equipamentos especiais 
de maior consumo nas unidades (FIGURA 4.26). 
 
PE/dia
m
3
/d
ia
262233224207137
50
40
30
20
10
0
BIOLOGIA
SEG
TERQUAQUISEX
PE/dia
m
3
/d
ia
110810899269105309
100
80
60
40
20
0
POLITÉCNICA
SEG
TERQUA QUISEXSÁB
 
Figura 4.26 – Consumo das unidades em relação à população consumidora de água nos dias da semana 
das unidades de ensino com laboratório. 
 
O motivo do consumo de água na sexta-feira ser superior à segunda-feira nas unidades 
de Biologia e Politécnica, apesar do menor número de alunos, dá-se pela limpeza do prédio, 
como ocorre nas demais unidades já citadas anteriormente. O Instituto de Biologia não há 
registro de leituras nos finais de semanas e sabendo que não há aulas durante aos sábados, o 
valor de segunda-feira representa o consumo médio desses três dias, incluindo o enchimento 
do reservatório e o consumo de vigilante/portaria. A Escola Politécnica apresentou o consumo 
no sábado também elevado, resultado atribuído às aulas ministradas no dia, enchimento do 
reservatório, conforme observado na Figura 4.26. 
90 
 
 
O fato do consumo de Biologia ser similar ao da Politécnica, com substancialmente 
população inferior, implica em desperdício da unidade. Entretanto, com dados mais recentes a 
unidade vem se empenhando e reduzindo seu consumo conforme ilustra a Figura 4.27 a 
seguir. Foram detectados vazamentos não visíveis na área externa do prédio e realizadas 
reformas das salas e laboratórios, com substituição de torneiras. 
 
 
Fonte: ÁGUAPURA vianet, 2008 
Figura 4.27 – Médias mensais do consumo dos últimos 24 meses – Instituto de Biologia 
 
Ao fazer a relação do consumo per capita da unidade em relação ao indivíduo 
equivalente nos dias da semana (FIGURA 4.28), observa-se que este valor se sobressai dos 
demais nas sextas-feiras. Conclui-se desse fato que o fator preponderante para a análise do 
consumo da unidade não é somente atribuído ao aluno de graduação, mas sim pela influência 
da população permanente, ou seja, funcionários, professores, que trabalham com uma carga 
horária constante. 
91 
 
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
765432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
ADMINISTRAÇÃO
729 560 772
568
441
77
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
FILOSOFIA
581
709
612 708 487
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
ARQUITETURA
355
376 381
350 317
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
BIOLOGIA
207
262
233 224
137
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
765432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
POLITÉCNICA
910
1108 926 1089
530 9
 
Figura 4.28 – Consumo per capita das unidades em relação ao indivíduo equivalente da unidade nos 
dias da semana, 2007. 
 
Os gráficos de série temporal apresentados nas Figuras 4.29 a 4.33 ilustram a linha de 
tendência em declive fruto do trabalho do programa ÁGUAPURA no combate ao desperdício 
de água nas unidades, nos dias da semana, representados numericamente de 1 a 7, de segunda 
92 
 
 
a domingo. Os picos de consumo identificados estão relacionados aos vazamentos ocorridos 
por equipamentos danificados ou até mesmo ocorrência de algum evento que justifique este 
consumo. Como a série retrata um acervo de dados desde aproximadamente 2005, em 
algumas unidades, as ondulações apresentadas nos gráficos podem ser justificadas em 
decorrência dos meses de férias de início e meio de ano. Ressalta-se que nas Figuras 4.25 e 
4.26 os picos de consumo são apresentados em asterisco, não afetando assim a representação 
diária dos consumos e nem as análises realizadas. 
A Faculdade de Filosofia sofre com a pressão na rede de distribuição da Embasa, 
ocasionada, principalmente, nos finais de semana pela ausência de funcionamento dos grandes 
consumidores, tais como a Escola Politécnica o CEPARH, Rede Bahia, CONDER, etc. Houve 
casos, em a unidade perdeu muita água através do extravasor do reservatório que não possuía 
bóia. A variabilidade do consumo de água na unidade no ano de 2006 se deu também ao fato 
de terem ocorrido obras de ampliação de anexo, ocasionando desperdícios no consumo. 
 
m
3/
di
a
80
40
0
4893261631
4893261631
80
40
0
4893261631
80
40
0
1 2 3
4 5 6
7
Administração
Figura 4.29 - Consumo histórico diário da unidade de Administração (dados de 2005 a 2008) 
93 
 
 
m
3/
di
a
40
20
0
5103401701
5103401701
40
20
0
5103401701
40
20
0
1 2 3
4 5 6
7
Filosofia
 
Figura 4.30 - Consumo histórico diário da unidade de Filosofia (dados de 2006 a 2008) 
 
m
3/
di
a
50
25
0
5583721861
5583721861
50
25
0
5583721861
50
25
0
1 2 3
4 5 6
7
Politécnica
 
Figura 4.31 - Consumo histórico diário da unidade de Politécnica (dados de 2005 a 2008) 
94 
 
 
m
3/
di
a
5733821911
5733821911
60
45
30
15
0
5733821911
60
45
30
15
0
2 3 4
5 6
Biologia
 
Figura 4.32 - Consumo histórico diário da unidade de Biologia (dados de 2005 a 2008) 
m
3/
di
a
40
20
0
5853901951
5853901951
40
20
0
5853901951
40
20
0
1 2 3
4 5 6
7
Arquitetura
 
Figura 4.33 - Consumo histórico diário da unidade de Arquitetura (dados de 2005 a 2008) 
 
95 
 
 
4.6.2. Considerações Finais 
A análise dos dados do programa de Uso Racional da Água - AGUAPURA na UFBA 
objetivou avaliar o consumo das unidades bem como o per capita dos mesmos de forma 
comparativa. Tais dados foram coletados através da página do programa na Internet 
(AGUAPURA via net), e validadosjuntos à equipe do programa, no sentido de corrigir 
possíveis erros de digitação, leitura, verificação de vazamentos, dentre outros. As unidades 
consumidoras também fizeram parte do tratamento dos dados, auxiliando na obtenção do 
número de pessoas que utilizam suas dependências, sejam alunos, professores, funcionários 
administrativos ou visitantes. As unidades foram separadas de acordo com a natureza das suas 
atividades entre administrativas e de ensino. Ao iniciar o tratamento estatístico dos dados, 
foram necessárias algumas correções nos valores das leituras, como erros de leitura, sendo 
necessário em alguns casos o descarte destas. 
Pode-se comprovar quantitativamente a diferença entre as unidades com laboratório e as 
unidades sem laboratório, e, foram construídos três tipos de gráficos (consumo, per capita e 
série histórica) para realizar esta análise. Dessa forma, foi possível uma visualização mais 
ampla do perfil de consumo dos prédios de ensino da UFBA, e também desta universidade 
como um todo. Dentro da subdivisão das unidades de ensino, as unidades que apresentaram os 
consumos em m3/dia mais elevados foram o Instituto de Química, Medicina/ICS e 
Odontologia. (APENDICE E). No caso dos prédios de Medicina/ICS e Odontologia, pode-se 
atribuir este elevado consumo ao atendimento ao público, que é realizado durante a semana. 
No caso particular de Medicina/ICS, é necessário ressaltar que se trata de dois prédios 
distintos, mas que utilizam o mesmo hidrômetro, portanto, nesta análise utilizou-se um valor 
de população equivalente correspondente ao número de usuários dos dois prédios. 
(APENDICE E). O Instituto de Química possui elevado valor de consumo em m3/dia, mas 
pode-se atribuir este valor ao seu número de laboratórios, os quais possuem muitos 
destiladores que demandam o consumo de água. Atualmente, o Instituto trabalha com uma 
média de 47L de água/1L de água destilada. Já na Escola de Odontologia, o alto consumo 
pode ser justificado pelo uso das cuspideiras (cadeiras de dentistas). Retornando à análise do 
Instituto de Química, comparativamente com Biologia, que possui número próximo de 
destiladores, vê-se que o Instituto de Química possui um consumo médio de 31,88 m3/dia, 
contra 16,87 m3/dia de Biologia, o que leva a concluir que o alto consumo do Instituto de 
Química é decorrente da regulagem dos destiladores. (APENDICE E). 
96 
 
 
Na análise do consumo per capita verificou-se que nem sempre as unidades que 
apresentam o maior consumo em m3/dia têm o maior consumo per capita. As três unidades 
que mais consomem são Química, ISC e Veterinária-Escola, ou seja, dentre estas, apenas 
Química está entre os três maiores consumos em m3/dia. Assim, o consumo hídrico gerado 
por estes serviços é atribuído somente à sua população equivalente, o que leva ao aumento 
dos valores do consumo individual, dando a impressão de que as pessoas, individualmente, 
consomem mais nestas unidades. 
Pôde-se verificar o comportamento de cada unidade, com relação à gestão dos seus 
gastos de água, a partir da implantação do programa na universidade. Este tipo de gráfico 
mostra de maneira geral os efeitos quantitativos do trabalho realizado. Esta análise verificou 
também a eficiência do programa no sentido de despertar a comunidade quanto à 
responsabilidade ambiental e, até mesmo no monitoramento de ações no ato do consumo, a 
fim de abolir a idéia de que a responsabilidade é da universidade, quando esta é dever de 
todos os que freqüentam e utilizam as dependências da mesma. Verificou-se que em muitos 
prédios, tem acontecido uma queda ao longo do tempo no quantitativo de m3/dia, o que não se 
pôde observar em outras unidades uma diminuição significativa. A exemplo do PAF1 
(Pavilhão de Aulas da Federação1) houve grande diminuição do consumo, já que esta 
contempla grande fluxo de estudantes. A heterogeneidade dos resultados demonstra que 
existem unidades que necessitam de uma conscientização mais efetiva, de medidas mais 
contundentes para despertá-las à racionalização do uso dos recursos hídricos, bem como a 
existência de vazamentos nesses consumos. 
 
97 
 
 
4.7 REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA – ESTUDO DE CASO: HOSPITAL 
DE MEDICINA VETERINÁRIA 
 
4.7.1 Diagnóstico 
A unidade do Hospital de Medicina Veterinária vem participando do projeto com leitura 
dos hidrômetros diariamente desde fevereiro de 2005, continuando com os seus 
procedimentos rotineiros até o presente momento. O HospMev é composto por três blocos: o 
hospital, propriamente dito, o Canil e o Setor de Reprodução, interligados e alimentados a 
partir de uma ligação da EMBASA, conforme identificado o hidrômetro nas Figuras 4.34 e 
4.35. 
 
 
Figura 4.34 - Localização em croqui do hidrômetro do Hospital de Medicina Veterinária 
 
98 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4.38 - Fotografias do hidrômetro do Hospital de Medicina Veterinária 
Figura 4.35 – Fotografias do hidrômetro do Hospital de Medicina Veterinária 
Fonte: PROJETO ÁGUAPURA (2006) 
 
O edifício não possui reservatório enterrado e nem apoiado. A unidade possui 01 
reservatório elevado, localizado, na seqüência da alimentação, na área do Jardim Zoológico de 
Salvador, que distribui para 04 reservatórios do hospital, e por sua vez alimenta 02 
reservatórios no Setor de Reprodução, um dos anexos. 
Sua área de construção é de aproximadamente 2367,18 m², dispondo de 5 salas de aula, 
10 laboratórios, 2 centros cirúrgicos (grande e pequeno porte), 1 setor de radiologia, 03 
sanitários masculinos, 03 sanitários femininos e 01 sanitário misto, utilizado por professores, 
estudantes, funcionários e diversos, 01 cozinha, 01 lavanderia, 1 sala necrópcia, 1 sala de 
patologia, 06 estábulos com mini–bebedouros para animais, 1 sala de esterilização. Esta 
unidade não apresenta cantina, nem refeitório (EPUFBA, 2004 - 2006). 
O prédio do HospMev está localizado no Bairro de Ondina e é limitado pela Avenida 
Ademar de Barros e pelo Jardim Zoológico de Salvador. O prédio possui o térreo e 01 andar, 
onde estão distribuídos laboratórios, salas de aula, secretaria, diretoria, farmácia; um canil, 
com área de 71,28 m², possuindo cerca de 30 animais e o Setor de Reprodução, que possui 01 
laboratório, 01 sala de aula, e outras salas que funcionam como depósitos. 
O Hospital de Medicina Veterinária funciona de segunda a sexta nos horários de 08:00 
às 19:00 (UFBA, 2006), atendendo a comunidade externa que trazem seus animais para a 
realização de procedimentos médicos; aulas práticas para os alunos de graduação e pós-
graduação; cursos de extensão e pesquisa, funcionando aos sábados apenas para aulas. 
99 
 
 
Atualmente, o Hospital funciona com 24 professores, sendo 23 de 40 horas, dedicação 
exclusiva, e 01 de 20 horas; 37 servidores, sendo 33 de 40 horas e 04 de 20 horas; e 21 
funcionários terceirizados, sendo 15 de 40 horas, 02 de 20 horas e 04 de 12 horas. 
A varredura realizada pelo ÁGUAPURA levantou os componentes hidráulicos do 
prédio, totalizando 11 torneiras de lavatório (4 automáticas), 23 de pia, 20 de jardim, 12 
bacias sanitárias com descarga sobrepor, 11 registros de gaveta, 06 registros de pressão 
(chuveiros), 08 torneiras de uso geral, 10 de bóia, 01 reservatório superior de 60000 litros e 
outros 06 tanques (3 de 500 litros, 01 de 1000 litros e 02 de aproximadamente 3000 litros), 04 
destiladores, sendo que apenas 02 estavam em funcionamento, 02 bebedouros e 06 
bebedouros para animais. 
 
4.7.2 Indicador de Consumo – Metodologia e Cálculo da População Equivalente 
O total de alunos matriculados na Escola de Medicina Veterinária e que têm aula tanto 
na Escola como no Hospital são de 688 matriculados em graduaçãoe 56 em pós-graduação. 
Além disso, outros 10 estudantes de outras unidades têm aula em ambas as unidades. Para se 
determinar a população equivalente apenas no Hospital foram requisitados junto à secretaria 
da unidade as disciplinas e os horários de aula. No Gráfico 4.5 é apresentada a distribuição 
semanal da população de estudantes do HOSPMEV para o 1º semestre de 2006. 
Utilizando a metodologia descrita anteriormente, foi obtida uma PE de alunos de 45, ou 
seja, a população de alunos existente é a equivalente, em termos de consumo de água, a uma 
de 45 alunos que passa 8 horas por dia, durante 5 dias por semana no hospital. 
 
 
100 
 
 
 
Gráfico 4.5 - Distribuição da População de Alunos por faixas de horário – 1º semestre de 2006 
(Projeto do HospMev) 
Fonte: Trabalho acadêmico do HospMev, 2006. 
 
Para funcionários foi obtida uma PE de 76,7, equivalente aos 82 funcionários, 71 são de 
dedicação de 40 horas, 7 são de 20 horas e 4 são vigilantes que trabalham 12 horas por 
semana. A distribuição temporal dos funcionários é a mesma para os dias da semana, 
mudando apenas no final de semana onde só trabalham os vigilantes, além de professores que 
dão aula aos sábados. 
Dessa forma, foi obtido para o HospMev uma PE de 122. Considerando a média do 
consumo de água no hospital igual a 13,8 m³/dia, referente aos meses de abril, maio e junho 
de 2005, respectivamente, segundo dados do ÁGUAPURA, o indicador de consumo 
litros/PE.dia é igual a 114 litros/PE.dia. Considerando o mesmo para os dados da EMBASA 
(abril, maio e junho de 2005) tem-se a média de 17,9 m³/dia e o indicador igual a 148 litros / 
PE dia. 
Contudo, é necessário salientar que o indicador população equivalente não leva em 
consideração os visitantes que trazem seus animais para o hospital (população flutuante) com 
tempo de permanência também variável. Além do número de animais na unidade (34 
cachorros, além de 01 equino e 07 bovinos), que também participam no consumo de água na 
unidade, e causariam uma redução no indicador consumo por PE x dia. 
 
0
20
40
60
80
100
120
140
160
7/9 9/11 11/13 13/15/ 15/17 17/18 18/20
P
E
S
S
O
A
S
HORÁRIO
seg
ter
qua
qui
sex
sáb
101 
 
 
4.7.3 Intervenção e Avaliação dos Resultados 
No início da sua participação, o máximo consumo médio diário do HospMev atingiu o 
valor de 56,7 m3 /dia, em fevereiro de 2005, maior valor registrado desde o início das ações do 
programa na unidade (PROJETO ÁGUAPURA, 2006). Em 15 de junho de 2005, foi dado 
início aos primeiros procedimentos de correção do projeto, denominados de varredura, com 
inspeção local da unidade por uma equipe composta por um técnico em edificações e uma 
equipe de um encanador e um auxiliar. 
O diagnóstico realizado na unidade constatou vazamentos em tubulações visíveis, nos 
reservatórios, banheiros masculinos e femininos, bebedouros para animais, torneiras manuais, 
registros de pressão e, através de testes expeditos, vazamentos em tubulações enterradas. 
Foram encontradas fontes de desperdício geradas por falta de atenção, como os encontrados 
nos bebedouros de animais, em decorrência de não haver plugs para obstruir a passagem da 
água, sendo esta desperdiçada para a tubulação de esgoto. 
A primeira varredura perdurou por 34 dias, surtindo imediatamente os efeitos das ações 
de combate às perdas de água existente na unidade. Em complementação à varredura, foram 
incluídos ao longo do processo trabalhos de conscientização aos usuários, sendo utilizada a 
Escola de Medicina Veterinária (prédio próximo ao do HospMev) como sede do V Seminário 
do Programa ÁGUAPURA, que contou com a presença do diretor da Escola de Medicina 
Veterinária, alguns representantes das unidades, usuários, pesquisadores, funcionários e 
comunidade externa. 
Em julho de 2005 a unidade atingiu um consumo médio diário de 6,7 m3/dia, mínimo 
alcançado na unidade, considerado um excelente resultado. Contudo, em setembro de 2005, 
foi dado início às obras de reforma de alguns setores do Hospital de Medicina Veterinária, 
concluídos em novembro de 2005. Durante o período da obra tiveram vazamentos que 
também contribuíram para o aumento do consumo, variando de 8 a 39,4 m3/dia, entre agosto a 
outubro de 2005. O projeto precisou então retornar seguidas vezes ao HospMev para 
manutenção corretiva, em decorrência da ineficiência do sistema de manutenção da 
universidade. De setembro a novembro houve 4 retornos de emergência, causando atraso nas 
atividades próprias do projeto manutenção preventiva. As intervenções nesse período podem 
ser verificadas na Tabela 4.17. 
 
 
102 
 
 
Tabela 4.17 - Intervenções do Projeto ÁGUAPURA no Hospital de Medicina Veterinária 
Nº da OS Serviço Executado Início Conclusão 
Total 
de dias 
6120 Primeira Varredura 15/6/2005 18/7/2005 34 
6409 Reparo em ponto de água (Alto) 15/7/2005 18/7/2005 4 
6887 Reparo em tubo partido 9/9/2005 12/9/2005 4 
6889 Reparo em tubo partido 13/9/2005 13/9/2005 1 
6908 Colocar pontos de torneira 26/9/2005 26/9/2005 1 
6909 Troca de 2 registros de gaveta 26/9/2005 26/9/2005 1 
6910 Troca de torneira em lavatório 26/9/2005 26/9/2005 1 
6911 Reparo em tubo partido 26/9/2005 26/9/2005 1 
6944 Substituir bóia do reservatório superior 17/11/2005 18/11/2005 2 
7847 Segunda Varredura 9/3/2006 27/3/2006 19 
8383 
Corrigir vazamentos (estacionamento e setor 
de radiologia) 9/5/2006 9/5/2006 1 
Fonte: Relatórios de varreduras do ÁGUAPURA. 
 
Entretanto, esse esforço, por meio das medidas tomadas já mencionadas anteriormente, 
refletiu positivamente no consumo de água da unidade, diminuindo de 30,1 para 14,4 m³/dia 
entre novembro/05 e janeiro/06, auxiliado pelo término do período letivo. Em fevereiro de 
2006, mesmo antes do início das aulas do semestre de 2006, houve novo aumento do 
consumo de água, subindo para 25,1 m³/dia, o que justificou uma segunda varredura, iniciada 
em 09 de março de 2006. 
Após essas ações e a conclusão das obras, o consumo de água médio diário do Hospital 
de Medicina Veterinária voltou a diminuir, indo para 16,71 m³/dia em março, 13,9 m³/dia em 
abril, aumentando em seguida para 16,73 m³/dia em maio e chegando a 10,6 m³/dia em junho. 
Nos últimos 3 meses (abril a junho de 2006) a média de consumo diário foi de 13,8 m³/dia, 
em contraposição aos 52,9 m³/dia dos três meses iniciais de início da participação da unidade 
no projeto (fevereiro a abril de 2005), representando uma redução de 74%. Comparando os 
meses de junho de 2006 (10,6 m³/dia – dados do ÁGUAPURA) com junho de 2004 
103 
 
 
(consumo médio diário de 67 m³ - dados da Embasa) houve uma redução de 84%. 
Comparando apenas os dados da Embasa para junho de 2006 (13,5 m³/dia) com junho de 
2004 (67 m³/dia) houve uma redução de 80%. 
 
4.7.4 Avaliação Financeira após a Intervenção – Dados da Embasa 
O consumo médio anual do Hospital de Medicina Veterinária vinha se mantendo 
constante de 1998 a 2002, e aumentando em seguida até 2004, período anterior às 
intervenções do ÁGUAPURA, como apresentado no Gráfico 4.6. Dados da prestação de 
contas da UFBA com a Embasa (SAD/UFBA, 2006) mostram que as médias dos consumos 
mensais nos anos de 2003 e 2004 foram de 1598,3 m³/mês e 1982 m³/mês, respectivamente, 
representando um elevado consumo. Após as varreduras realizadas pela equipe do projeto foi 
verificada uma redução significativa do consumo chegando a 550 m3 em 2006. 
 
Gráfico 4.6 – Consumo Médio Mensal (m3) do Hospital de Medicina Veterinária – 
Leitura da Embasa 
Fonte: SAD/UFBA, 2006. 
 
No Gráfico 4.7 é possível verificar a redução gradual do consumo de água da unidade, 
chegandoa uma média de 340 m3 nos meses de março e abril de 2006. 
1.118
1.232
1.353
1.233
1.598
1.982
1.777
550
-
500
1.000
1.500
2.000
2.500
1998 1999 2000 2002 2003 2004 2005 2006
104 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gráfico 4.7 – Consumo Médio Mensal (m3) do HospMeV – Comparativo Embasa x ÁGUAPURA 
Fonte: SAD/UFBA e Banco de Dados ÁGUAPURA, 2006 
O total pago pela UFBA à Embasa nos anos de 2000 a 2006 estão representados na 
Tabela 4.18. Verifica-se que houve uma redução do ano de 2004 para 2005 em R$ 2.916,27, 
equivalente a 2,4% do gasto do ano anterior. Apesar desse baixo valor estima-se que ao final 
de 2006, em relação ao ano de 2005, haja uma redução bem mais considerável, visto que a 
unidade vem desempenhando um grande trabalho junto ao Programa. 
Tabela 4.18 - Gastos anuais da UFBA com as contas de água no HospMev 
Ano Valor (R$) 
2003 94.823,90 
2004* 124.020,96 
2005* 121.104,69 
2006** 22.478,26 
* Falta o valor correspondente ao mês de outubro, que não está presente na prestação de contas. 
** Total pago até junho de 2006. 
Fonte: SAD/UFBA (2002 a 2006) 
 Os valores pagos nos primeiro e segundo semestres de cada mês são representados na 
Tabela 4.19. 
 
Consumo Mensal (m3/mês) 
Hospital de Medicina Veterinária - UFBA 
0
250
500
750
1000
1250
1500
1750
2000
2250
2500
2750
ja
n/
05 Fe
v
M
ar
A
br
M
ai Ju
n
Ju
l
A
go S
et
O
ut
N
ov
D
ez
ja
n/
06 Fe
v
M
ar
A
br
M
ai Ju
n
Águapura Embasa
105 
 
 
Tabela 4.19 - Gastos semestrais da UFBA com as contas de água no HospMev 
Ano 
Valor (R$) Redução / Acréscimo (R$)
1º Semestre 2º Semestre 1º Semestre 2º Semestre 
2003 42.096,05 52.727,85 - - 
2004 66.311,46 57.709,50 24.215 4.982 
2005 64.420,25 56.684,44 (1.891) (1.025) 
2006 22.478,26 - (41.942) - 
Fonte: UFBA (2002 a 2006) 
 
Na Tabela 4.19 é possível observar a evolução semestral dos gastos e como foi 
representativa a redução do 1º semestre de 2005 para o 1º semestre de 2006, chegando ao 
valor de R$ 41.942,00 de economia, ou seja, 65% de redução dos gastos pagos à Embasa. 
 
4.7.5 Considerações Finais 
O Hospital de Medicina Veterinária vinha participando ativamente desde o início do 
Programa, constatando a preocupação do seu representante na assiduidade dos registros das 
leituras dos hidrômetros, acompanhamento de todo o trabalho, participação em reuniões do 
ecotime para discussões sobre o tema e desenvolvendo o trabalho de conscientização dos 
usuários local quanto ao uso dos recursos naturais e geração de efluentes. 
Esse apoio permitiu chegar a resultados exemplares para as demais unidades da UFBA, 
reduzindo 80% do consumo até junho/06 e tendo uma economia financeira de cerca de R$ 42 
mil somente no 1º semestre de 2006. 
O acompanhamento do Programa está ajudando no sentido de alertar a concessionária, 
responsável pelo fornecimento de água, e a própria UFBA quanto a verificação das leituras 
feitas. Em algumas ocasiões a Embasa trocou os hidrômetros associando o valor reduzido do 
consumo de água por erro no medidor. Nesses casos, a concessionária registra o valor a ser 
pago pela média dos meses anteriores. Após esse fato e tendo sido esclarecido à Embasa sobre 
o trabalho realizado pelo Programa nas unidades do UFBA, principalmente o caso HopsMev, 
a conta foi retificada. 
106 
 
 
Com base nos dados de consumo de água do Hospital de Medicina Veterinária realizado 
pela Embasa e pelo Programa ÁGUAPURA, durante a elaboração deste estudo de caso, 
apresentou um excelente desempenho da unidade com as reduções do consumo. 
Posteriormente ao estudo ocorreu uma desvinculação do representante da unidade ficando um 
período sem o devido controle, exceto quanto às varreduras. O consumo da unidade oscilou 
durante um determinado tempo. 
A importância do acompanhamento do sistema de monitoramento do Programa 
proporcionará o retorno financeiro e principalmente de ganhos ambientais, reforçando a idéia 
da preservação dos recursos naturais e do objetivo da universidade de educar para o 
desenvolvimento sustentável. 
 
107 
 
 
Capítulo 5 
CONCLUSÕES 
 
O Programa ÁGUAPURA, Racionalização do Uso da Água na UFBA, vem sendo 
desenvolvido desde 2005 buscando atuar, efetivamente, na racionalização do consumo da 
água e no combate ao desperdício desta. Para tanto, com base em conceitos de Produção 
Limpa, o programa tem considerado ações de manutenção preventiva, troca de equipamentos, 
conscientização e participação de representantes das unidades de ensino, entre outras ações. 
Como a UFBA mantém a responsabilidade e o controle das contas pagas pelo consumo 
de água à Embasa, pouco se conhecia sobre o consumo de água por unidade. Acredita-se, 
portanto que o desenvolvimento de uma metodologia para acompanhamento do consumo de 
água por unidade através da criação de um sistema Via Net serviu como base para 
delineamento das ações do projeto. Ressalta-se que esse sistema de monitoramento funciona 
de forma segura, mostrando a eficiência da metodologia e qualidade nos resultados obtidos, 
mesmo sem a utilização de data-logger ou similar. 
Seguindo as principais linhas de ação deste trabalho são apresentadas a seguir as 
principais conclusões referentes em cada linha de ação. 
 
• Estudo do consumo de água da UFBA 
Para o levantamento dos dados do consumo de água da universidade deparou-se com a 
falta de controle das informações, sem registros guardados pelo departamento responsável na 
UFBA. Por outro lado, a necessidade de se conhecer o histórico do consumo de água 
despertou o interesse em manter sempre atualizado e seguro esses dados, sendo inclusive 
disponíveis à comunidade pesquisadora. Com esse estudo foi possível organizar o histórico de 
consumo de água das unidades da UFBA de 1998 até o ano 2007, em meio digital, como 
banco de dados. 
O confronto das leituras medidas pela Embasa e pelo ÁGUAPURA permitiu verificar a 
eficiência do monitoramento, até mesmo alertar ambas as medições a ocorrência de leituras 
duvidosas. Caso exemplificado no Hospital de Medicina Veterinária. 
108 
 
 
Conclui-se que a redução no consumo da UFBA de cerca de 45%, da média dos anos de 
1998 a 2004, em relação ao período de 2005 a 2007, é mérito do Programa ÁGUAPURA 
juntamente com a consciência da comunidade, mesmo que de forma ainda tímida, quanto ao 
uso racional da água e o combate ao desperdício, principalmente dos representantes das 
unidades. 
Observou-se o declínio do consumo da UFBA ao longo dos anos e a tendência a 
estabilização a partir dos anos de 2006 e 2007, mesmo com o aumento da população (vagas 
para graduação, pós-graduação, professores e demais funcionários). 
• Levantamento dos consumidores 
O indicador de população equivalente permitiu estabelecer um valor mais próximo do 
real quanto aos usuários que permanecem nas unidades com suas respectivas cargas horárias, 
sejam eles estudantes, professores ou funcionários. Observou-se mais na frente que a 
influencia da população permanente (funcionários) é grande em relação aos estudantes, que 
apesar do grande número se mostra mais flutuante. 
• Estudo do consumo especial 
Através do estudo de consumo especial no caso dos destiladores verificou-se o 
desperdício elevado da água provinda do resfriamento do processo para a obtenção do 
destilado. E que apesar das poucas ou quase nunca serem feitas as manutenções necessárias 
em seus equipamentos o simples ato de regular a entrada de água, desde que não prejudique a 
eficiência do equipamento, reduz consideravelmente o volume de água lançado para arede de 
esgoto. De todos os laboratórios identificados apenas dois do Instituto de Geociências faz 
reaproveitamento de toda a água de resfriamento. 
Na Faculdade de Odontologia, dos 104 equipamentos odontológicos em funcionamento 
a água despendida pelas cuspideiras, obviamente não aproveitadas, pode ser reduzida pela 
prática de alternativas como utilizar a cuspideiras somente sob necessidade do procedimento 
odontológico. Fato que não vem acontecendo. 
• Estudo de perdas físicas 
Esta linha de ação, originalmente inserida no planejamento, não foi contemplada nesse 
estudo. Entretanto, devido a sua importância para a complementação da caracterização das 
unidades é recomendada para trabalhos futuros. O estudo da perda física implica na obtenção 
109 
 
 
do volume perdido e que pode ser contabilizada, por exemplo, nos horários de não 
funcionamento das escolas. Levando-se em consideração o enchimento dos reservatórios e 
consumo mínimo de vigias/porteiros. 
• Construção de indicadores de consumo 
Para a caracterização das unidades da universidade essa linha de ação contempla todas 
as demais citadas anteriormente. A necessidade da separação das unidades por tipologias 
distintas (ensino com e sem laboratório, e administrativas) permite verificar comportamentos 
diferentes, ou seja, o consumo médio da unidade para aquela população equivalente 
proporcional a outra unidade com as mesmas características. A influência dos laboratórios 
pode diagnosticar unidades que estão com consumo mais elevado, mesmo com o uso de 
destiladores. Essa relação da população versus consumo nos dias da semana pode ser 
representada nos aumentos dos picos de maior consumo. A influência da população 
equivalente permanente (funcionários) nas sextas-feiras, como é o caso de algumas unidades 
com poucas aulas nesse dia, apresenta o consumo per capita mais elevado. E por fim, a 
obtenção do consumo per capita médio das unidades estudadas variando em torno de 30 
litros/PE.dia, abaixo do recomendado pela literatura no valor de 50 litros/estudante.dia. 
Conclui-se que, apesar do bom desempenho de algumas unidades no Programa, a contribuição 
poderá ser maior na redução do consumo por população equivalente de cada unidade, já que 
foram observadas consumos de cerca de 15 litros/PE.dia, como é o caso da Escola Politécnica. 
O gasto de água em edificações está associado a quatro aspectos principais: consumo, 
desperdício, perdas nas instalações, qualidade ambiental do prédio, aparelhos e instalações e 
nível de medição e tarifa. O consumo necessário geralmente se confunde com o desejado, e 
qualquer ação para sua redução requer uma mudança de hábito. O programa ÁGUAPURA 
atuou no sentido de conscientizar aos usuários quanto ao uso desse recurso. O desperdício está 
relacionado ao gasto não necessário ou desejado pelo usuário que pode estar associado tanto 
ao uso indevido da água pelo usuário como a utilização de instalações consumidoras. Neste 
sentido, durante o programa foram trocados alguns equipamentos convencionais por 
economizadores, adaptados redutores de vazão nas torneiras, ressaltando sempre a 
importância da necessidade do volume mínimo para o atendimento satisfatório do usuário. As 
perdas nas instalações não dependem diretamente do usuário, mas das características dos 
aparelhos e a sua manutenção. Neste programa não foi possível realizar uma caracterização e 
estimativa das perdas, pois houve a necessidade da instalação de hidrômetros em alguns 
110 
 
 
ambientes e até a conclusão deste trabalho não foi possível gerar dados suficientes para 
conclusões. A qualidade ambiental do prédio, aparelhos e instalações é definida no projeto, 
construção e reforma, seguindo as normas técnicas, não fez parte deste trabalho. O nível de 
medição e tarifa afeta o consumo, tendo em vista que o usuário não tinha conhecimento de 
tais informações. Assim, o sistema de acompanhamento online do consumo por unidade foi 
desenvolvido, para servir de apoio para o desenvolvimento do programa, norteando ações 
imediatas na redução do consumo em cada unidade. 
As atividades relacionadas ao desenvolvimento do Programa permitiram a redução nos 
gastos ambientais e financeiros com relação ao consumo de água da universidade. Salva 
algumas exceções há unidades que vem manifestando preocupação quanto ao desperdício 
gerado em seus equipamentos sanitários, consumos especiais, vazamentos, etc. Assim, com o 
resultado econômico das unidades, propõe-se o retorno em fonte de recursos para o esforço de 
inclusão social desenvolvido pela própria universidade e principalmente de ganhos 
ambientais, reforçando a idéia da preservação dos recursos naturais e do objetivo da 
universidade de educar para o desenvolvimento sustentável. Associado a esse trabalho 
ressalta-se a importância e eficiência no controle do consumo de água das unidades através da 
descentralização da gestão, transferindo-se a cada diretor a responsabilidade de difundir a 
conscientização do uso dessa fonte. 
 
111 
 
 
Capítulo 6 
PROPOSIÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS 
Durante a realização da pesquisa foram identificados outros assuntos relacionados ao 
consumo de água em prédios de instituições de ensino que podem ser considerados relevantes 
para o tema uso racional da água, entretanto, apesar de fazerem parte do contexto, não 
puderam aqui ser aprofundados, sendo assim, ficam como proposições para futuros trabalhos. 
Como sugestões para pesquisas futuras que possam contribuir para uma adequada 
gestão da demanda de água em unidades de ensino superior, com conseqüente redução de 
desperdícios, relacionam-se a seguir alguns temas: 
• Análise do consumo das unidades não detalhadas neste estudo; 
• Estudo da substituição dos destiladores por outros modelos ou processos, frisando a 
otimização do consumo e a real necessidade quanto a pureza da água para os procedimentos 
realizados; 
• Levantamento e análise do gasto de energia elétrica pelos destiladores; 
• Estudo para o levantamento de dados sobre perdas físicas decorrentes de vazamentos, 
que integra o consumo da unidade, já que cada unidade provavelmente terá uma característica 
distinta em função das considerações a serem levantadas durante a sua identificação, tais 
como: idade do prédio, freqüência de manutenção, pressão da água na rede pública, cadastro 
de rede de distribuição e instalação da rede hidráulica predial do prédio em estudo, entre 
outros. Essa análise reflete na variabilidade do consumo nos dias da semana e principalmente 
nos finais de semana, período este que em sua maioria não deveria apresentar grande consumo 
pela ausência de aulas nos prédios. 
 
112 
 
 
Capítulo 7 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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118 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APÊNDICES
119 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APÊNDICE A 
QUADRO GERAL DE CONSUMOS ESPECIAIS – 
DESTILADORES 
120 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TECLIM
10/4/2008
Estudo do consumo de água dos destiladores
UNIDADE: ESCOLA VETERINÁRIA Responsável: Data:
CONTATO: Telefone:
Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano
Volume 
(ml)
Tempo 
(s) Vazão (l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia
dias/sem
ana
total 
(h/seman
a)
AD AR
ZOONOSES 1° ANDAR 1 - - 1ANO(IDADE) 400 16 90,0 - 5,7 3,0 1 3,0 1 9 15,79 Destila à vazão fixa.
NUTRIÇÃO DOS ANIMAIS TERREO 2 FABBE - 25 ANOS(IDADE) 800 22 130,9 - 3 4 2 8 1 35 43,64 Destila à vazão fixa.
INSPEÇÃO DE LEITE 1°ANDAR 3 - - - 800 11 261,8 - 2,3 4 2 8 1 70 113,83 Destila à vazão fixa.
TOTAL 2 114
Observação
Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalConsumo medido - Água de Resfriamento
Relação 
AR/AD
Consumo diário (l)Produção Água Destilada (l/h)
 
121 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TECLIM
10/4/2008
LISTA DE DESTILADORES
UNIDADE: HOSPITAL VETERINÁRIO Responsável: Data:
CONTATO: Telefone:
Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano
Volume 
(ml)
Tempo 
(s) Vazão (l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia
dias/sem
ana
total 
(h/seman
a)
AD AR
cultivo celular 1°andar 1 FANEM 724 - 800 36 80,0 - 1,5 5 8,0 3 24,0 1 64 53,69 demora para começar a destilar.
não destila à vazão cte.
cultivo celular 1°andar 2 MILIPORE - - - - - - - - - - - - não está funcionando
cultivo celular 1° andar 3 CIENTEC - - - - - - - - - - - - não está funcionando
TOTAL 1 64
Observação
Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalConsumo medido - Água de Resfriamento
Relação 
AR/AD
Consumo diário (l)Produção Água Destilada (l/h)
 
122 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TECLIM
25/12/2008
LISTA DE DESTILADORES
UNIDADE: FARMÁCIA Responsável: MARI NEY Data: 22/5/2007
CONTATO: Telefone: email: mariney_bio@hotmail.com
Laboratório Localização ID. 
Destilador
Marca Modelo Ano Volume 
(ml)
Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia dias/semana total 
(h/semana)
AD AR
SALA DE FACFAR - 2º PISO - SOC. FABBE 106 - 2000 24,02 299,8 9,077
ESTERILIZAÇÃO 2000 24,51 293,8 10,245
296,8 9,661 6 5 30 10 297 30,72
MICROBIOLOGIA FACFAR - 3º PISO - PERMUTION - - - - 2 5 10
DE ALIMENTOS
SALA DE FACFAR - 2º PISO 1 GFL 2012 - - - 12 - - - DESLIGADO
PURIFICAÇÃO IMPORTADO
DE ÁGUA 2 BAUMER DI 800 - - - - 198 - - - DESLIGADO
TOTAL 10 297
Relação 
AR/AD
Utiliza o deonizador com o 
autoclave. Alega uma maior 
economia de água e de energia.
Consumo diário (l)
Observação
Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalProdução Água Destilada (l/h)Consumo medido - Água de Resfriamento
 
123 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TECLIM
25/12/2008
LISTA DE DESTILADORES PROFESSOR EMERSON
UNIDADE: QUÍMICA Responsável: Data:
CONTATO: Telefone: email:
Laboratório Localização ID. 
Destilador
Marca Modelo Ano Volume 
(ml)
Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante 
(l/h)
in loco fabricante horas/dia dias/
semana
total 
(h/semana)
AD AR
Química Orgânica 1º andar - sala 121 -
Geral Inorgânica 2ª andar - sala 210 Quimis 341.210 - 330 240 7,2 10 24 6 264 45,83
2ª andar - sala 213 FABBE-Primar 106 - 360 6,6 27 6 324 54,55
Analitica 4º andar - sala dest FABBE-Primar 106 - 360 6,6 27 6 324 54,55
4º andar - sala 408 Quimis 341.25 - 240 200 4,8 5 45 7 360 50,00
4º andar - sala 411 Quimis 341.25 - 240 200 4,8 5 16 3 128 50,00
Físico Química 5º andar - sala 506 Quimis 341.25 - 150 200 6 5 18 4 90 25,00
TOTAL 31 1.490 
Fonte: Dados coletados por Hugo xxx, aluno do Professor Emerson Sales do Instituto de Química - UFBA - abril de 2008
Consumo diário (l)Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalProdução Água Destilada (l/h)
ObservaçãoRelação AR/AD
Consumo medido - Água de Resfriamento
 
124 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TECLIM
25/12/2008
LISTA DE DESTILADORES
UNIDADE: BIOLOGIA Responsável: REGIVALDO Data: 10/5/2007
CONTATO: Telefone: 32636511/99144520
Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante 
(l/h)
in loco fabricante horas/dia dias/semana total 
(h/semana)
AD AR
LENI IBIO - 1º andar - LABOQUÍMICA - - 1000 17,78 202,5 20,0 0,0049 0,5 0,0025 0 0 10,12 Outros Lab's utilizam essa AD
CITOGENÉTICA IBIO - 1º andar - - - - - - - - - - QUEBRADODOS VERTEBRADOS
LAB. BOTÂNICA IBIO - 1ª ANDAR - SOC. FABBE 12 B - 1000 13,88 - - - - - QUEBRADO
LAB. DE IBIO - 1ª ANDAR - - - - - - - - - QUEBRADO
PREP. DE AMOSTRAS
BIOLOGIA MARINHA IBIO - 2º ANDAR - QUIMIS Q 341 - 1000 16,78 214,5 200 a 300 20,0 2,0 4 1,5 6 4 43 10,73 BIDESTILADOR
IBIO - TÉRREO - GFL 2002 99 3,3 0,3 4 0 0 10,00 IMPORTADO - AUTOMÁTICO
LAVIET - LAB. DE AO LADO DO IBIO - QUIMIS Q 341 - 200 2,91 247,4 200 a 300 15,0 2,0 4 3 12 6 99 16,49 Usado por vários Lab's
PREP. DE AMOSTRAS
Porífera 15,0 1,0 4 1 4 0 2 15,00
Anphibia 4,5 0,3 4 1 4 0 1 15,00
Genética Humana 4,5 0,3 4 1 4 0 1 15,00
Ecomar 0,3 0,0 4 1 4 0 0 15,00
Maremba 225 15,0 4 1 4 2 30 15,00
TOTAL 12 175
* Dados coletados pelos estudantes da disciplina Ciências do Ambiente 2007
LAVIET
Observação
Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalConsumo medido - Água de Resfriamento Relação 
AR/AD
Consumo diário (l)Produção Água Destilada (l/h)
*
*
*
*
*
*
 
125 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TECLIM
25/12/2008 ocultar ocultar
UNIDADE: ICS Responsável: Paulo Tavares Data: 11/5/2007
CONTATO: Telefone: 87264080 email: tavares@ufba.br
Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia dias/semana total (h/semana) AD AR
LAB. DE PREP. ICS - 5º ANDAR - SOC. FABBE 106 - 150 1,12 482,1 20 5 5 25 17 402 24,11
REAGENTES
NEUROQUIMICA ICS - 5º ANDAR - SOC. FABBE 106 - 500 5,4 333,3 20 5 5 25 17 278 16,67
BIOLOGIA CELULAR
ICS - 4º ANDAR 1 SOC, FABBE 106 - - - - - - - DESLIGADO
ICS - 4º ANDAR 2 FANEM 724 - 400 41,53 34,7 2 5 5 25 2 29 17,34
ICS - 4º ANDAR 3 FANEM 724 - - - - - - - DESLIGADO
HISTOQUIMICA ICS - 4º ANDAR - BIOMATIC - - 700 12,21 206,4 10 5 5 25 8 172 20,64
BIOQUIMICA ICS - 4º ANDAR - NOVA TECNICA NT426 - 800 11,12 259,0 10 10 5 5 25 8 216 25,90
MICROBIOLOGIA ICS - 2º ANDAR - SOC. FABBE 106 - 500 10,33 174,2 20 - - - DESLIGADO A MAIS DE
ESTERILIZAÇÃO 1 ANO
MICROBIOLOGIA ICS - 2º ANDAR - QUIMIS Q341 - 500 8,21 219,2 200 15 5 4 4 16 8 117 14,62
ECOLOGIA II
ALERGIA ICS - 2º ANDAR - BIOPAR BD101 - 500 18,16 99,1 5 4 5 20 3 66 19,82
ACAROLOGIA
BIOENGENHARIA ICS - 1º ANDAR - MARCONI - - 17 a 19 1 BIDESTILADOR
IMUNOLOGIA ICS - TÉRREO - FANEM 724 - 1000 36,27 99,3 30 8 5 40 0 0 #DIV/0! Erro na leitura
IMUNO CORYNE ICS - AO LADO - DE LEO DL/DA - 1000 31,33 114,9 20 2 a 5 - DESLIGADO
ANEXO 1
TOTAL 63 1279
NEUROCIÊNCIAS
LISTA DE DESTILADORES
Consumo medido - Água de Resfriamento
Observação
Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização SemanalProdução Água Destilada (l/h)
Relação 
AR/AD
Consumo diário (l)
 
126 
 
TECLIM
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TECLIM
25/12/2008
LISTA DE DESTILADORES
UNIDADE: NUTRIÇÃO Responsável: Data:
CONTATO: Telefone:
Laboratório Localização ID. 
Destilador
Marca Modelo Ano Volume 
(ml)
Tempo 
(s)
Vazão 
(l/h)
Fabricante in loco fabricante horas/dia dias/semana total 
(h/semana)
AD AR
BIOQUÍMICA DOS ALIMENTOS 1°andar 1 QUIMIS Q 341 10 ANOS 500 15 120,0 2,8 5 8,0 0,25 2,0 0 8 42,67
TOTAL 0 8
Relação 
AR/AD Observação
Identificação espacial Identificação do equipamento Consumo medido - Água de Resfriamento Produção Água Utilização Semanal Consumo diário (l)
 
127 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TECLIM
25/12/2008
LISTA DE DESTILADORES
UNIDADE: ESCOLA POLITÉCNICA Responsável: Data:
CONTATO: Telefone:
Laboratório Localização ID. Destilado Marca Modelo Ano
Volume 
(ml)
Tempo 
(s)
Vazão 
(l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia dias/semana
total 
(h/semana) AD AR
GEOTECNIA 3° ANDAR 1 BIOPAR BDL5L 2003 500 28,715 62,7 5,8 5 8,0 2 16,0 3 33 10,80
REAÇÕES 3°ANDAR 2 QUIMIS Q341 12 5ANOS 500 8,886667 202,5506 120 2,9 2 5 1 5,0 0 34 69,77
Estava vazando água pela 
haste do destilador
NTPR 2°ANDAR 3 FANEM 724 15ANOS 1000 13,59333 257,1 5,7 5 2 1 2,0 0 17 45,24
DEM 1°ANDAR 4 QUIMIS Q341V24B 2003 1000 10,59667 327,2727 160-240 4,3 3,5 12 0,08 1,0 0 11 76,82 BIDESTILADOR
LABDEA 4°ANDAR 5 QUIMIS Q341 25 - 1000 15,115 238,2 200 4,9 5 8 5 40,0 6 318 48,96
4°ANDAR 6 - - - - - - - - - - - - - NÃO É UTILIZADO
DEQ 6°ANDAR 7 - - - 500 7,438333 242,0 4,5 - 6 0,08 0,5 0 4 53,78
TOTAL 11 417
Observação
Identificação espacial Identificação do equipamento Consumo medido - Água de Resfriamento Utilização Semanal Consumo diário (l) Relação 
AR/AD
Produção Água 
 
128 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TECLIM
25/12/2008
LISTA DE DESTILADORES
UNIDADE: ODONTOLOGIA ResponsáMARCOS (PERMANECER) Data: 22/5/2007
CONTATO: Telefone: email:
Laboratório Localização ID. Destilador Marca Modelo Ano
Volume 
(ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante in loco fabricante horas/dia dias/semana
total 
(h/semana) AD AR
LABORATÓRIO 8º ANDAR 1 500 7 257,1 - 5,128 5 5 25 4 214 50,14
DE 2 - - - - - - - - - - - - -
EQUIPAMENTO 
DANIFICADO
PATOLOGIA
TOTAL 4 214
Consumo medido - Água de Resfriamento
Observação
Identificação espacial Identificação do equipamento Utilização Semanal Consumo diário (l) Relação 
AR/AD
Produção Água 
Destilada (l/h)
 
129 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APÊNDICE B 
QUADRO GERAL DE CONSUMO ESPECIAL – EQUIPOS 
 
130 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TECLIM
Unidade: Odontologia Responsável: Marcos Vilas Boas Data:
CONTATO: Telefone: email:
Tempo de 
utilização
Ambulatório Localização ID. Equipo Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante (l/h) horas/dia
Endodontia 1º andar 3 Gnatus Persus 200 6,000 120,0 1,8 216,00 
Endodontia 1º andar 4 Gnatus Persus 200 8,500 84,7 1,8 152,47 
Endodontia 1º andar 5 Gnatus Persus - INTERDITADO
Endodontia 1º andar 6 Gnatus Persus 200 11,333 63,5 1,8 114,35 
Endodontia 1º andar 7 Gnatus Persus 200 9,167 78,5 1,8 141,38 
Endodontia 1º andar 8 Gnatus Persus 200 8,167 88,2 1,8 158,69 
Endodontia 1º andar 9 Gnatus Persus 200 11,167 64,5 1,8 116,06 
Endodontia 1º andar 10 Gnatus Persus - NÃO FUNCIONA
Endodontia 1º andar 11 Gnatus Persus 200 12,333 58,4 1,8 105,08 
Endodontia 1º andar 12 Gnatus Persus 200 16,167 44,5 1,8 80,16 
Endodontia 1º andar 13 Gnatus Persus 200 12,000 60,0 1,8 108,00 
Endodontia 1º andar 14 Gnatus Persus 200 9,333 77,1 1,8 138,86 
Endodontia 1º andar 15 Gnatus Persus - NÃO FUNCIONA
Endodontia 1º andar 16 Gnatus Persus 200 14,167 50,8 1,8 91,48 
Endodontia 1º andar 17 Gnatus Persus 200 6,000 120,0 1,8 216,00 
Endodontia 1º andar 18 Gnatus Persus - NÃO FUNCIONA
Endodontia 1º andar 19 Gnatus Persus 200 5,833 123,4 1,8 222,17 
Endodontia 1º andar 20 Gnatus Persus 200 6,833 105,4 1,8 189,66 
Endodontia 1º andar 21 Gnatus Persus - NÃO FUNCIONA
Endodontia 1º andar 22 Gnatus Persus 200 8,833 81,5 1,8 146,72 
Endodontia 1º andar 23 Gnatus Persus 200 10,333 69,7 1,8 125,42 
Endodontia 1º andar 24 Gnatus Persus 200 7,667 93,9 1,8 169,04 
Endodontia 1º andar 25 Gnatus Persus 200 7,333 98,2 1,8 176,73 
Endodontia 1º andar 26 Gnatus Persus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 
Endodontia 1º andar 27 Gnatus Persus 200 8,833 81,5 1,8 146,72 
Endodontia 1º andar 28 Gnatus Persus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 
Endodontia 1º andar 29 Gnatus Persus 200 6,667 108,0 1,8 194,40 
Endodontia 1º andar 30 Gnatus Persus 200 9,167 78,5 1,8 141,38 
 Especialização Endo 1º andar 1 Gnatus Persus 200 9,333 77,1 1,8 138,86 
 Especialização Endo 1º andar2 Gnatus Persus - INTERDITADO
 Especialização Endo 1º andar 3 Gnatus Persus - NÃO FUNCIONA
 Especialização Endo 1º andar 4 Gnatus Persus 200 10,333 69,7 1,8 125,42 
 Especialização Endo 1º andar 5 Gnatus Persus 200 8,333 86,4 1,8 155,52 
 Especialização Endo 1º andar 6 Gnatus Persus 200 5,500 130,9 1,8 235,64 
 Especialização Endo 1º andar 7 Gnatus Persus 200 6,333 113,7 1,8 204,63 
 Especialização Endo 1º andar 8 Gnatus Persus 200 6,000 120,0 1,8 216,00 
 Especialização Endo 1º andar 9 Gnatus Persus 200 11,167 64,5 1,8 116,06 
 Especialização Endo 1º andar 10 Gnatus Persus 200 7,000 102,9 1,8 185,14 
 Especialização Endo 1º andar 11 Gnatus Persus 200 12,333 58,4 1,8 105,08 
LISTA DE EQUIPOS
Consumo medido
Observação
Identificação espacial Identificação do equipamento
 Consumo 
diário (l) 
 
131 
 
Unidade: Odontologia Responsável: Marcos Vilas Boas Data:
CONTATO: Telefone: email:
Tempo de 
utilização
Ambulatório Localização ID. Equipo Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante (l/h) horas/dia
 Especialização Endo 1º andar 12 Gnatus Persus 200 8,333 86,4 1,8 155,52 
Estomatologia 2º andar 1 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,833 123,4 1,8 222,17 
Estomatologia 2º andar 2 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,333 113,7 1,8 204,63 
Estomatologia 2º andar 3 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,000 90,0 1,8 162,00 
Estomatologia 2º andar 4 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 12,833 56,1 1,8 100,99 
Estomatologia 2º andar 5 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 12,167 59,2 1,8 106,52 
Estomatologia 2º andar 6 Dabi Atlante Versa Max Plus - NÃO FUNCIONA
Estomatologia 2º andar 7 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,500 96,0 1,8 172,80 
Estomatologia 2º andar 8 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 
Estomatologia 2º andar 9 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 10,500 68,6 1,8 123,43 
Estomatologia 2º andar 10 Dabi Atlante Versa Max Plus - 
Estomatologia 2º andar 11 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,000 144,0 1,8 259,20 
Estomatologia 2º andar 12 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,500 96,0 1,8 172,80 
Estomatologia 2º andar 13 Dabi Atlante Versa Max Plus - NÃO FUNCIONA
Estomatologia 2º andar 14 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,833 91,9 1,8 165,45 
Estomatologia 2º andar 15 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,167 139,4 1,8 250,84 
Estomatologia 2º andar 16 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,833 73,2 1,8 131,80 
Estomatologia 2º andar 17 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,667 93,9 1,8 169,04 
Estomatologia 2º andar 18 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,500 84,7 1,8 152,47 
Cirurgia I 3º andar 1 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,500 130,9 1,8 235,64 
Cirurgia I 3º andar 2 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,000 144,0 1,8 259,20 
Cirurgia I 3º andar 3 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 
Cirurgia I 3º andar 4 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,833 81,5 1,8 146,72 
Cirurgia I 3º andar 5 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,333 98,2 1,8 176,73 
Cirurgia I 3º andar 6 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 11,500 62,6 1,8 112,70 
Cirurgia I 3º andar 7 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,500 130,9 1,8 235,64 
Cirurgia I 3º andar 8 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 4,333 166,2 1,8 299,08 
Cirurgia I 3º andar 9 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,500 110,8 1,8 199,38 
Cirurgia I 3º andar 10 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,500 96,0 1,8 172,80 
Cirurgia I 3º andar 11 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,000 120,0 1,8 216,00 
Cirurgia I 3º andar 12 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 11,333 63,5 1,8 114,35 
Cirurgia I 3º andar 13 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 14,167 50,8 1,8 91,48 
Cirurgia I 3º andar 14 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,167 100,5 1,8 180,84 
Cirurgia I 3º andar 15 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 5,667 127,1 1,8 228,71 
Prótese Graduação 5º andar 1 Gnatus 200 8,833 81,5 1,8 146,72 
Prótese Graduação 5º andar 2 Gnatus 200 8,500 84,7 1,8 152,47 
Prótese Graduação 5º andar 3 Gnatus 200 11,167 64,5 1,8 116,06 
Prótese Graduação 5º andar 4 Gnatus - NÃO FUNCIONA
LISTA DE EQUIPOS
Consumo medido
Observação
Identificação espacial Identificação do equipamento
 Consumo 
diário (l) 
 
 
132 
 
Unidade: Odontologia Responsável: Marcos Vilas Boas Data:
CONTATO: Telefone: email:
Tempo de 
utilização
Ambulatório Localização ID. Equipo Marca Modelo Ano Volume (ml) Tempo (s) Vazão (l/h) Fabricante (l/h) horas/dia
Prótese Graduação 5º andar 5 Gnatus 200 14,500 49,7 1,8 89,38 
Prótese Graduação 5º andar 6 Gnatus 200 16,667 43,2 1,8 77,76 
Prótese Graduação 5º andar 7 Gnatus 200 12,000 60,0 1,8 108,00 
Prótese Graduação 5º andar 8 Gnatus 200 13,667 52,7 1,8 94,83 
Prótese Graduação 5º andar 9 Gnatus 200 15,333 47,0 1,8 84,52 
Prótese Graduação 5º andar 10 Gnatus 200 17,000 42,4 1,8 76,24 
Prótese Graduação 5º andar 11 Gnatus 200 11,500 62,6 1,8 112,70 
Prótese Graduação 5º andar 12 Gnatus 200 12,333 58,4 1,8 105,08 
Prótese Graduação 5º andar 13 Gnatus 200 11,500 62,6 1,8 112,70 
Prótese Graduação 5º andar 14 Gnatus 200 13,000 55,4 1,8 99,69 
Prótese Graduação 5º andar 15 Gnatus 200 9,833 73,2 1,8 131,80 
Prótese Especialização 5º andar 1 Gnatus 200 6,500 110,8 1,8 199,38 
Prótese Especialização 5º andar 2 Gnatus 200 7,167 100,5 1,8 180,84 
Prótese Especialização 5º andar 3 Gnatus 200 7,667 93,9 1,8 169,04 
Prótese Especialização 5º andar 4 Gnatus 200 9,500 75,8 1,8 136,42 
Prótese Especialização 5º andar 5 Gnatus 200 7,167 100,5 1,8 180,84 
Prótese Especialização 5º andar 6 Gnatus 200 7,167 100,5 1,8 180,84 
Ortodontia 7º andar 1 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 10,333 69,7 1,8 125,42 
Ortodontia 7º andar 2 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,833 73,2 1,8 131,80 
Ortodontia 7º andar 3 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,333 77,1 1,8 138,86 
Ortodontia 7º andar 4 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 12,500 57,6 1,8 103,68 
Ortodontia 7º andar 5 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 10,500 68,6 1,8 123,43 
Ortodontia 7º andar 6 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,167 88,2 1,8 158,69 
Ortodontia 7º andar 7 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,000 90,0 1,8 162,00 
Ortodontia 7º andar 8 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 
Ortodontia 7º andar 9 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 10,667 67,5 1,8 121,50 
Ortodontia 7º andar 10 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 11,000 65,5 1,8 117,82 
Ortodontia 7º andar 11 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 11,500 62,6 - INDISPONÍVEL
Ortodontia 7º andar 12 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,167 78,5 1,8 141,38 
Ortodontia 7º andar 13 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,167 88,2 1,8 158,69 
Ortodontia 7º andar 14 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 8,667 83,1 1,8 149,54 
Bebê Clínica 8º 1 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 7,333 98,2 1,8 176,73 
Bebê Clínica 8º 2 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,500 110,8 1,8 199,38 
Bebê Clínica 8º 3 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,333 113,7 1,8 204,63 
Bebê Clínica 8º 4 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,500 110,8 1,8 199,38 
Bebê Clínica 8º 5 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,333 77,1 1,8 138,86 
Bebê Clínica 8º 6 Dabi Atlante Versa Max Plus 200 9,167 78,5 1,8 141,38 
Centro Cirúrgico 10º Centro Cirúrgico Dabi Atlante Versa Max Plus 200 14,167 50,8 1,8 91,48 
Centro Cirúrgico10º Consulta inicial Dabi Atlante Versa Max Plus 200 6,500 110,8 - NÃO UTILIZADO
LISTA DE EQUIPOS
Consumo medido
Observação
Identificação espacial Identificação do equipamento
 Consumo 
diário (l) 
 
133 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APÊNDICE C 
COLETA DE DADOS DOS EQUIPOS – AMOSTRAGENS 
134 
 
UNIDADE DE ODONTOLOGIA
Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia
Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar
ID equipo: 3 ID equipo: 4 ID equipo: 5 Interditado ID equipo: 6 ID equipo: 7
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 6 1 8 1 1 8 1 5
2 6 2 8 2 2 15 2 11
3 6 3 9 3 3 17 3 10
4 6 4 9 4 4 11 4 11
5 6 5 9 5 5 10 5 10
6 6 6 8 6 6 7 6 8
VAZÃO MÉDIA 0,0333 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0235 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0176 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0218 L/S
TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 11 S TEMPO MÉDIO 9 S
Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia
Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar
ID equipo: 8 ID equipo: 9 ID equipo: 10 Não funciona ID equipo: 11 ID equipo: 12
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 10 1 12 1 1 10 1 16
2 9 2 9 2 2 11 2 20
3 6 3 11 3 3 14 3 13
4 7 4 11 4 4 16 4 18
5 9 5 13 5 5 10 5 15
6 8 6 11 6 6 13 6 15
VAZÃO MÉDIA 0,0245 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0179 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0162 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0124 L/S
TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 11 S TEMPO MÉDIO 12 S TEMPO MÉDIO 16 S
Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia
Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar
ID equipo: 13 ID equipo: 14 ID equipo: 15 Não funciona ID equipo: 16 ID equipo: 17
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 20 1 7 1 1 15 1 4
2 14 2 9 2 2 14 2 7
3 9 3 10 3 3 14 3 7
4 9 4 12 4 4 15 4 5
5 10 5 9 5 5 15 5 5
6 10 6 9 6 6 12 6 8
VAZÃO MÉDIA 0,0167 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0214 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0141 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0333 L/S
TEMPO MÉDIO 12 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO #DIV/0! S TEMPO MÉDIO 14 S TEMPO MÉDIO 6 S
Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia
Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar
ID equipo: 18 Não funciona ID equipo: 19 ID equipo: 20 ID equipo: 21 Não funciona ID equipo: 22
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 1 6 1 7 1 1 9
2 2 5 2 7 2 2 6
3 3 6 3 6 3 3 8
4 4 5 4 7 4 4 10
5 5 5 5 7 5 5 10
6 6 8 6 7 6 6 10
VAZÃO MÉDIA 0,0343 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0293 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0226 L/S
TEMPO MÉDIO #DIV/0! S TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO #DIV/0! S TEMPO MÉDIO 9 S 
135 
 
Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia
Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar
ID equipo: 23 ID equipo: 24 ID equipo: 25 ID equipo: 26 ID equipo: 27
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 15 1 6 1 4 1 9 1 11
2 7 2 7 2 11 2 8 2 8
3 10 3 8 3 4 3 9 3 9
4 15 4 10 4 10 4 9 4 8
5 7 5 7 5 5 5 8 5 8
6 8 6 8 6 10 6 9 6 9
VAZÃO MÉDIA 0,0194 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0261 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0273 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0231 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0226 L/S
TEMPO MÉDIO 10 S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 9 S
Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia
Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar
ID equipo: 28 ID equipo: 29 ID equipo: 30 ID equipo: 1 ID equipo: 2 Interditado
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 9 1 7 1 9 1 8 1
2 7 2 6 2 14 2 12 2
3 9 3 6 3 5 3 9 3
4 11 4 8 4 10 4 8 4
5 6 5 8 5 10 5 8 5
6 10 6 5 6 7 6 11 6
VAZÃO MÉDIA 0,0231 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0300 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0218 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0214 L/S
TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 9 S
Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia
Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar
ID equipo: 3 Não aciona ID equipo: 4 ID equipo: 5 ID equipo: 6 ID equipo: 7
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 1 11 1 9 1 5 1 5
2 2 11 2 11 2 7 2 5
3 3 11 3 8 3 6 3 6
4 4 9 4 6 4 4 4 7
5 5 9 5 11 5 5 5 7
6 6 11 6 5 6 6 6 8
VAZÃO MÉDIA 0,0194 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0240 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0364 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0316 L/S
TEMPO MÉDIO 10 S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 6 S
Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia Ambulatório Espec. Endodontia
Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar Localização: 1º andar
ID equipo: 8 ID equipo: 9 ID equipo: 10 ID equipo: 11 ID equipo: 12
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s)Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 4 1 11 1 6 1 11 1 6
2 7 2 11 2 5 2 12 2 10
3 6 3 12 3 6 3 12 3 10
4 4 4 12 4 7 4 12 4 6
5 9 5 12 5 7 5 12 5 8
6 6 6 9 6 11 6 15 6 10
VAZÃO MÉDIA 0,0333 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0179 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0286 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0162 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0240 L/S
TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 11 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 12 S TEMPO MÉDIO 8 S 
136 
 
Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia
Localização: 2º andar Localização: 2º andar Localização: 2º andar Localização: 2º andar Localização: 2º andar
ID equipo: 1 ID equipo: 2 ID equipo: 3 ID equipo: 4 ID equipo: 5
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 5 1 9 1 6 1 12 1 4
2 4 2 5 2 6 2 9 2 15
3 4 3 6 3 12 3 20 3 12
4 5 4 6 4 6 4 13 4 15
5 10 5 6 5 5 5 13 5 20
6 7 6 6 6 13 6 10 6 7
VAZÃO MÉDIA 0,0343 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0316 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0250 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0156 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0164 L/S
TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 13 S TEMPO MÉDIO 12 S
Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia
Localização: 2º andar Localização: 2º andar Localização: 2º andar Localização: 2º andar Localização: 2º andar
ID equipo: 6 Não funciona ID equipo: 7 ID equipo: 8 ID equipo: 9 ID equipo: 10 Não funciona
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 1 15 1 13 1 13 1
2 2 6 2 7 2 25 2
3 3 7 3 9 3 7 3
4 4 6 4 7 4 8 4
5 5 5 5 8 5 4 5
6 6 6 6 8 6 6 6
VAZÃO MÉDIA 0,0267 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0231 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0190 L/S
TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 11 S
Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia
Localização: 2º andar Localização: 2º andar Localização: 2º andar Localização: 2º andar Localização: 2º andar
ID equipo: 11 ID equipo: 12 ID equipo: 13 Não funciona ID equipo: 14 ID equipo: 15
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 5 1 5 1 1 10 1 4
2 3 2 9 2 2 10 2 6
3 6 3 8 3 3 6 3 5
4 6 4 6 4 4 7 4 6
5 5 5 9 5 5 5 5 5
6 5 6 8 6 6 9 6 5
VAZÃO MÉDIA 0,0400 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0267 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0255 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0387 L/S
TEMPO MÉDIO 5 S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 5 S
Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia Ambulatório Estomatologia
Localização: 2º andar Localização: 2º andar Localização: 2º andar
ID equipo: 16 ID equipo: 17 ID equipo: 18
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 4 1 10 1 12
2 12 2 10 2 8
3 10 3 5 3 8
4 10 4 5 4 8
5 11 5 9 5 8
6 12 6 7 6 7
VAZÃO MÉDIA 0,0203 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0261 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0235 L/S
TEMPO MÉDIO 10 S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 9 S 
137 
 
Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I
Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar
ID equipo: 1 ID equipo: 2 ID equipo: 3 ID equipo: 4 ID equipo: 5
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 11 1 5 1 10 1 7 1 10
2 3 2 5 2 9 2 16 2 8
3 4 3 5 3 9 3 8 3 8
4 4 4 5 4 8 4 12 4 8
5 8 5 5 5 7 5 4 5 6
6 3 6 5 6 9 6 6 6 4
VAZÃO MÉDIA 0,0364 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0400 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0231 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0226 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0273 L/S
TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 5 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 7 S
Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I
Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar
ID equipo: 6 ID equipo: 7 ID equipo: 8 ID equipo: 9 ID equipo: 10
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 16 1 5 1 4 1 8 1 10
2 12 2 3 2 5 2 8 2 8
3 8 3 4 3 4 3 4 3 7
4 7 4 6 4 4 4 6 4 7
5 13 5 5 5 5 5 7 5 7
6 13 6 10 6 4 6 6 6 6
VAZÃO MÉDIA 0,0174 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0364 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0462 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0308 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0267 L/S
TEMPO MÉDIO 12 S TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 4 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 8 S
Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I Ambulatório Cirurgia I
Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar Localização: 3º Andar
ID equipo: 11 ID equipo: 12 ID equipo: 13 ID equipo: 14 ID equipo: 15
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 5 1 19 1 21 1 7 1 5
2 5 2 6 2 12 2 4 2 5
3 3 3 13 3 13 3 9 3 5
4 7 4 9 4 13 4 10 4 9
5 8 5 13 5 11 5 7 5 5
6 8 6 8 6 15 6 6 6 5
VAZÃO MÉDIA 0,0333 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0176 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0141 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0279 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0353 L/S
TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 11 S TEMPO MÉDIO 14 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 6 S
Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação
Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar
ID equipo: 1 ID equipo: 2 ID equipo: 3 ID equipo: 4 Não funciona ID equipo: 5
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 9 1 9 1 11 1 1 14
2 9 2 7 2 14 2 2 12
3 8 3 9 3 10 3 3 14
4 9 4 9 4 13 4 4 15
5 11 5 9 5 13 5 5 16
6 7 6 8 6 6 6 6 16
VAZÃO MÉDIA 0,0226 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0235 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0179 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0138 L/S
TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 11 S TEMPO MÉDIO 15 S 
138 
 
Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação
Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar
ID equipo: 6 ID equipo: 7 ID equipo: 8 ID equipo: 9 ID equipo: 10
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 20 1 12 1 13 1 18 1 17
2 14 2 11 2 9 2 14 2 16
3 11 3 13 3 12 3 11 3 17
4 21 4 11 4 15 4 17 4 17
5 15 5 13 5 17 5 17 5 18
6 19 6 12 6 16 6 15 6 17
VAZÃO MÉDIA 0,0120 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0167 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0146 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0130 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0118 L/S
TEMPO MÉDIO 17 S TEMPO MÉDIO 12 S TEMPO MÉDIO 14 S TEMPO MÉDIO 15 S TEMPO MÉDIO 17 S
Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação Ambulatório Prótese Graduação
Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar
ID equipo: 11 ID equipo: 12 ID equipo: 13 ID equipo: 14 ID equipo: 15
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 10 1 17 1 10 1 14 1 9
2 10 2 13 2 11 2 15 2 8
3 11 3 11 3 12 3 12 3 10
4 11 4 11 4 12 4 13 4 10
5 11 5 11 5 12 5 12 5 11
6 16 6 11 6 12 6 12 6 11
VAZÃO MÉDIA 0,0174 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0162 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0174 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0154 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0203 L/S
TEMPO MÉDIO 12 S TEMPO MÉDIO 12 S TEMPO MÉDIO 12 S TEMPO MÉDIO 13 S TEMPO MÉDIO 10 S
Ambulatório Prótese Especial. Ambulatório rótese Especialização Ambulatório rótese Especialização Ambulatório rótese Especialização Ambulatório rótese Especialização
Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar Localização: 5º andar
ID equipo: 1 ID equipo: 2 ID equipo: 3 ID equipo: 4 ID equipo: 5
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 5 1 8 1 7 1 9 1 6
2 6 2 7 2 6 2 9 2 6
3 6 3 7 3 10 3 9 3 6
4 7 4 7 4 11 4 10 4 8
5 7 5 7 5 5 5 10 5 8
6 8 6 7 6 7 6 10 6 9
VAZÃO MÉDIA 0,0308 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0279 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0261 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0211 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0279 L/S
TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 10 S TEMPO MÉDIO 7 S
Ambulatório rótese Especialização Ambulatório Ortodontia Ambulatório Ortodontia Ambulatório Ortodontia Ambulatório Ortodontia
Localização: 5º andar Localização: 7º andar Localização: 7º andar Localização: 7º andar Localização: 7º andar
ID equipo: 6 ID equipo: 1 ID equipo: 2 ID equipo: 3 (cirurgia) ID equipo: 4
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 8 1 8 1 9 1 8 1 13
2 7 2 10 2 10 2 9 2 12
3 7 3 11 3 10 3 10 3 12
4 7 4 11 4 10 4 10 4 13
5 7 5 11 5 10 5 10 5 12
6 7 6 11 6 10 6 9 6 13
VAZÃO MÉDIA 0,0279 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0194 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0203 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0214 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0160 L/S
TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 10 S TEMPO MÉDIO 10 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 13 S 
139 
 
Ambulatório Ortodontia Ambulatório Ortodontia Ambulatório Ortodontia Ambulatório Ortodontia Ambulatório Ortodontia
Localização: 7º andar Localização: 7º andar Localização: 7º andar Localização: 7º andar Localização: 7º andar
ID equipo: 5 ID equipo: 6 ID equipo: 7 ID equipo: 8 ID equipo: 9
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 9 1 8 1 6 1 8 1 11
2 10 2 8 2 8 2 8 2 10
3 11 3 8 3 8 3 9 3 11
4 11 4 8 4 8 4 9 4 10
5 10 5 8 5 9 5 9 5 11
6 12 6 9 6 9 6 9 6 11
VAZÃO MÉDIA 0,0190 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0245 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0250 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0231 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0188 L/S
TEMPO MÉDIO 11 S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 11 S
Ambulatório Ortodontia Ambulatório Ortodontia Ambulatório Ortodontia Ambulatório Ortodontia Ambulatório Ortodontia
Localização: 7º andar Localização: 7º andar Localização: 7º andar Localização: 7º andar Localização: 7º andar
ID equipo: 10 ID equipo: 11 Não funciona ID equipo: 12 ID equipo: 13 ID equipo: 14
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 13 1 10 1 11 1 8 1 7
2 12 2 10 2 13 2 8 2 7
3 13 3 11 3 8 3 8 3 10
4 13 4 11 4 7 4 8 4 9
5 9 5 11 5 8 5 8 5 10
6 6 6 16 6 8 6 9 6 9
VAZÃO MÉDIA 0,0182 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0174 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0218 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0245 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0231 L/S
TEMPO MÉDIO 11 S TEMPO MÉDIO 12 S TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 8 S TEMPO MÉDIO 9 S
Ambulatório Bebê Clínica Ambulatório Bebê Clínica Ambulatório Bebê Clínica Ambulatório Bebê Clínica Ambulatório Bebê Clínica
Localização: 8º andar Localização: 8º andar Localização: 8º andar Localização: 8º andar Localização: 8º andar
ID equipo: 1 ID equipo: 2 ID equipo: 3 (cirurgia) ID equipo: 4 ID equipo: 5
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 5 1 5 1 8 1 6 1 13
2 7 2 5 2 6 2 6 2 6
3 8 3 7 3 6 3 7 3 6
4 8 4 7 4 6 4 6 4 10
5 8 5 7 5 6 5 7 5 11
6 8 6 8 6 6 6 7 6 10
VAZÃO MÉDIA 0,0273 L/S VAZÃOMÉDIA 0,0308 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0316 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0308 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0214 L/S
TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 6 S TEMPO MÉDIO 7 S TEMPO MÉDIO 9 S
Ambulatório Bebê Clínica Ambulatório Centro Cirúrgico Ambulatório Centro Cirúrgico
Localização: 8º andar Localização: 10º andar Localização: 10º andar
ID equipo: 6 ID equipo: Centro Cirúrgico ID equipo: Consulta inicial NÃO UTILIZADO
Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml Volume fixo 200 ml
Medição Tempo(s) Medição
Tempo
(s) Medição
Tempo
(s)
1 11 1 18 1 5
2 11 2 14 2 5
3 10 3 14 3 7
4 7 4 14 4 7
5 8 5 14 5 7
6 8 6 11 6 8
VAZÃO MÉDIA 0,0218 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0141 L/S VAZÃO MÉDIA 0,0308 L/S
TEMPO MÉDIO 9 S TEMPO MÉDIO 14 S TEMPO MÉDIO 7 S 
140 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APÊNDICE D 
ENTREVISTA NA UNIDADE DE ODONTOLOGIA – 
USO DOS EQUIPOS 
141 
 
 
APÊNDICE D – Entrevista com estudantes de odontologia 
 
 
Questionário 
 
 
Responsável: Marcos Vilas Boas 
 
 
Aplicado aos alunos de odontologia da FOUFBA 
 
 
1- Você sempre aciona a cuspideira do equipo durante o atendimento? 
 
( ) Sim 
( ) Não 
 
2- Em média, por dia, por quanto tempo você deixa acionada a cuspideira do equipo 
durante o atendimento de um paciente? 
 
( ) 15min ( ) 30min ( ) 1h ( ) 2h ( ) 3h ( ) 4h 
 
3- Você acha exagerado o consumo de água nas cuspideiras durante os atendimentos? 
 
( ) Sim, porque só é necessário no momento que o paciente utiliza a cuspideira. 
( ) Não, porque é necessário o uso contínuo da água nas cuspideiras. 
 
RESULTADOS 
 
 
Pergunta 1º 3º 2º 
SIM 8 2 -------- 
NÃO 2 8 -------- 
15 mim ------- ------- 2 
30 1 
1h ------- ------- 2 
2h ------- ------- 2 
3h ------- ------- 1 
4h ------- ------- 2 
 
 
 
 
142 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APÊNDICE E 
GRÁFICOS DE CONSUMO, PER CAPITA E SÉRIE HISTÓRICA 
DAS UNIDADES DE ENSINO COM E SEM LABORATÓRIOS, E 
UNIDADES ADMINISTRATIVAS
143 
 
 
APÊNDICE E – Gráficos de consumo, per capita e série histórica 
das unidades de ensino com e sem laboratórios, e unidades 
administrativas. 
 
Análise dos dados gráficos das unidades 
 
UNIDADES DE ENSINO 
 
 
E.1 Consumo (m3/dia) versus População Equivalente 
Este tipo de gráfico permitiu uma visualização acerca da quantidade de água que cada 
unidade demanda por dia, evidenciando também os dias em que há picos de consumo, os 
quais foram investigados, a fim de serem determinadas as suas causas. 
 
E.1.1 Unidades de Ensino Sem Laboratório: 
• Consumo até 10m3/dia 
PE/dia
m
3
/d
ia
04564464013971680
10
8
6
4
2
0
BELAS ARTES
SEG
TER
QUA QUI
SEX
SÁB
DOM
 
 
 
144 
 
 
• Consumo entre 10 e 50 m3/dia 
 
PE/dia
m
3
/d
ia
381376355350317
50
40
30
20
10
0
ARQUITETURA
SEG
TER QUAQUISEX
PE/dia
m
3
/d
ia
209203186185171
50
40
30
20
10
0
DANÇA
SEGTER
QUAQUI
SEX
 
PE/dia
m
3
/d
ia
52847546828829
50
40
30
20
10
0
ECONOMIA
SEG/QUA
TER
QUI
SEX
SÁB
PE/dia
m
3
/d
ia
196174173150126
50
40
30
20
10
0
ENFERMAGEM
SEG
TER
QUA QUI
SEX
 
145 
 
PE/dia
m
3
/d
ia
559544521487467
50
40
30
20
10
0
LETRAS
SEG
TER
QUA
QUI
SEX
PE/dia
m
3
/d
ia
945933901749741
50
40
30
20
10
0
MEDICINA TERREIRO
SEG
TER
QUA
QUI
SEX
PE/dia
m
3
/d
ia
709708612581487
50
40
30
20
10
0
FILOSOFIA
SEG TER
QUA QUISEX
PE/dia
m
3
/d
ia
145134111106105
50
40
30
20
10
0
ISC
SEG
TER
QUA
QUI
SEX
PE/dia
m
3
/d
ia
162153138135131
50
40
30
20
10
0
TEATRO
SEGTER
QUA QUISEX
PE/dia
m
3
/d
ia
359331307233
50
40
30
20
10
0
MÚSICA
SEG TER
QUA/QUI
SEX
146 
 
 
• Consumo entre 50 e 100m3/dia 
PE/dia
m
3
/d
ia
77272956856044177
100
80
60
40
20
0
ADMINISTRAÇÃO
SEGTER
QUAQUISEX
SÁB
PE/dia
m
3
/d
ia
81872570754751119
100
80
60
40
20
0
EDUCAÇÃO
SEG
TER
QUA
QUISEX
SÁB
PE/dia
m
3
/d
ia
992894862834697
50
40
30
20
10
0
PAF
SEG
TER
QUA
QUI
SEX
PE/dia
m
3
/d
ia
632620471469365233
100
80
60
40
20
0
DIREITO
SEGTER QUAQUISEX
SÁB
 
147 
 
 
E.1.2 Unidades de ensino com laboratório 
• Consumo entre 50 a 100m3/dia 
 
PE/dia
m
3
/d
ia
277270210199192
50
40
30
20
10
0
FARMÁCIA
SEG
TER
QUA QUISEX
PE/dia
m
3
/d
ia
571555533183180
50
40
30
20
10
0
FÍSICA
SEG
TER QUA
QUI
SEX
 
PE/dia
m
3
/d
ia
232197186179137
50
40
30
20
10
0
NUTRIÇÃO
SEG
TERQUAQUISEX
PE/dia
m
3
/d
ia
262233224207137
50
40
30
20
10
0
BIOLOGIA
SEG
TERQUAQUISEX
 
PE/dia
m
3
/d
ia
15113212410710
100
80
60
40
20
0
VETERINÁRIA-HOSPITAL
SEG
TER
SEX
QUA/QUI
SÁB
PE/dia
m
3
/d
ia
39738536334132028
100
80
60
40
20
0
GEOCIÊNCIAS
SEG
TERQUA
QUI
SEX
SÁB
 
 
 
 
148 
 
PE/dia
m
3
/d
ia
559555541531513
100
80
60
40
20
0
ODONTOLOGIA
SEG
TER QUAQUI
SEX
PE/dia
m
3
/d
ia
24524424122618127
100
80
60
40
20
0
VETERINÁRIA-ESCOLA
SEG
TER
QUA
QUI
SEX
SÁB
PE/dia
m
3
/d
ia
110810899269105309
100
80
60
40
20
0
POLITÉCNICA
SEG
TERQUA QUISEXSÁB
 
 
 
149 
 
 
• Consumo acima de 100m3/dia 
PE/dia
m
3
/d
ia
3203142702392365
200
150
100
50
0
QUÍMICA
SEG
TER
QUA
QUISEXSÁB
PE/dia
m
3
/d
ia
116199793785171932
200
150
100
50
0
MEDICINA/ICS
SEG
TER
QUAQUI
SEX
SÁB
 
 
150 
 
 
E.2 Consumo per capita(q) 
 
Utilizado para avaliar a quantidade de água consumida por pessoa, por dia, dentro das 
dependências da UFBA. 
 
E.2.1 Unidades sem laboratório 
• Consumo per capita < 0,05 m3/IE.dia 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
ARQUITETURA
355
376 381
350 317
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
7654321
0,05
0,04
0,03
0,02
0,01
0,00
BELAS ARTES
401
456
397 446
168
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
DANÇA
203
185 209
186
171
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
765432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
DIREITO
620
469
632
471
365
233
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
765432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
ECONOMIA
528
468 528 475
288
29
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,10
0,08
0,06
0,040,02
0,00
FILOSOFIA
581
709
612 708 487
151 
 
Dias da semana
q 
(m
3/
IE
.d
ia
)
65432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
LETRAS
521
487 559
467
544
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
MEDICINA TERREIRO
933
901
945
749
741
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,25
0,20
0,15
0,10
0,05
0,00
MÚSICA
307
359
331
331
233
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
PAF
992
894
697 862
834
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
TEATRO
162
138 131 153 135
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
ISC
145
134
111 106
106
 
 
152 
 
 
• Consumo per capita entre 0,05 a 1,0 m3/IE.dia 
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
765432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
ADMINISTRAÇÃO
729 560 772
568
441
77
 Dias da semana
q 
(m
3/
IE
.d
ia
)
765432
1,0
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
EDUCAÇÃO
547 818 725
707
511
19
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
1,0
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
ENFERMAGEM
150
126 173 174 196
 
 
 
 
 
153 
 
 
E.2.2 Unidades de ensino com laboratório 
• Consumo per capita < 0,5 m3/IE.dia 
 
Dias da semana
q 
(m
3/
IE
.d
ia
)
65432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
NUTRIÇÃO
137
179
186
197
232
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
654321
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
192
199
270
210
277
FARMÁCIA
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
FÍSICA
555
183
571
180
533
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
765432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
POLITÉCNICA
910
1108 926 1089
530 9
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
BIOLOGIA
207
262
233 224
137
 
 
154 
 
• Consumo per capita entre 0,5 e 1,0 m3/IE.dia 
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
65432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
ODONTOLOGIA
559
513 555 541
531
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
765432
1,0
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
GEOCIÊNCIAS
363
397 320 385 341
28
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
765432
1,0
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
VETERINÁRIA-ESCOLA
241
245 226 244
181
27
 
 
 
155 
 
 
• Consumo per capita acima de 1,0 m3/IE.dia 
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
765432
8
7
6
5
4
3
2
1
0
QUÍMICA
239 320 270 314 236
5
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
765432
5
4
3
2
1
0
VETERINÁRIA-HOSPITAL
151 132
124 124 107
10
 
Dias da semana
q 
(m
3
/I
E.
di
a)
765432
1,5
1,2
1,0
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
MEDICINA/ICS
1161
851 937 719 997
32
 
 
 
156 
 
E.3 Série histórica (ou hidrograma) 
Permite a visualização global do perfil de consumo das unidades, possibilitando verificar o 
comportamento deste ao longo do período de atuação do programa. 
 
E.3.1 Unidades de Ensino Sem e Com Laboratório 
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
80
40
0
4893261631
4893261631
80
40
0
4893261631
80
40
0
1 2 3
4 5 6
7
ADMINISTRAÇÃO
 nº de leituras
m
3
/d
ia
20
10
0
5793861931
5793861931
20
10
0
5793861931
20
10
0
1 2 3
4 5 6
7
ARQUITETURA
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
12684421
8
6
4
2
0
12684421
8
6
4
2
0
12684421
2 3 4
5 6 7
BELAS ARTES
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
5733821911
60
45
30
15
0
5733821911
60
45
30
15
0
5733821911
2 3 4
5 6 7
BIOLOGIA
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
20
10
0
9126083041
9126083041
20
10
0
9126083041
20
10
0
1 2 3
4 5 6
7
DANÇA
 nº de leituras
m
3
/d
ia
160
80
0
3632421211
3632421211
160
80
0
3632421211
160
80
0
1 2 3
4 5 6
7
DIREITO
 
157 
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
40
20
0
7550251
7550251
40
20
0
7550251
40
20
0
1 2 3
4 5 6
7
ECONOMIA
 nº de leituras
m
3
/d
ia
100
50
0
3482321161
3482321161
100
50
0
3482321161
100
50
0
1 2 3
4 5 6
7
EDUCAÇÃO
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
10872361
10872361
60
45
30
15
0
10872361
60
45
30
15
0
2 3 4
5 6
ENFERMAGEM
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
8456281
20
15
10
5
0
8456281
20
15
10
5
0
8456281
2 3 4
5 6 7
FÍSICA
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
40
20
0
5103401701
5103401701
40
20
0
5103401701
40
20
0
1 2 3
4 5 6
7
FILOSOFIA
 nº de leituras
m
3
/d
ia
231154771
100
75
50
25
0
231154771
100
75
50
25
0
231154771
2 3 4
5 6 7
GEOCIÊNCIAS
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
10872361
10872361
80
60
40
20
0
10872361
80
60
40
20
0
2 3 4
5 6
ISC
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
40
20
0
12080401
12080401
40
20
0
12080401
40
20
0
1 2 3
4 5 6
7
LETRAS
 
158 
 
nº de leituras
m
3/
di
a
13892461
200
150
100
50
0
13892461
200
150
100
50
0
13892461
2 3 4
5 6 7
MEDICINA+ ICS
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
40
20
0
246164821
246164821
40
20
0
246164821
40
20
0
1 2 3
4 5 6
7
MEDICINA-TERREIRO
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
3182121061
30
20
10
0
3182121061
30
20
10
0
3182121061
1 2 3
4 5 6
MÚSICA
 nº de leituras
m
3
/d
ia
20
10
0
297198991
297198991
20
10
0
297198991
20
10
0
1 2 3
4 5 6
7
NUTRIÇÃO
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
11778391
11778391
300
200
100
0
11778391
300
200
100
0
2 3 4
5 6
ODONTOLOGIA
 nº de leituras
m
3
/d
ia
219146731
219146731
80
60
40
20
0
219146731
80
60
40
20
0
2 3 4
5 6
PAF 1
 
m
3
/d
ia
100
50
0
5493661831
5493661831
100
50
0
5493661831
100
50
0
1 2 3
4 5 6
7
POLITÉCNICA
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
200
100
0
3932621311
3932621311
200
100
0
3932621311
200
100
0
1 2 3
4 5 6
7
QUÍMICA
 
159 
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
40
20
0
3482321161
3482321161
40
20
0
3482321161
40
20
0
1 2 3
4 5 6
7
TEATRO
 nº de leituras
m
3
/d
ia
100
50
0
4442961481
4442961481
100
50
0
4442961481
100
50
0
1 2 3
4 5 6
7
VETERINÁRIA-ESCOLA
 
nº de leituras
m
3
/d
ia
40
20
0
282188941
282188941
40
20
0
282188941
40
20
0
1 2 3
4 5 6
7
VETERINÁRIA-HOSPITAL
 nº de leituras
m
3
/d
ia
50
25
0
4743161581
4743161581
5025
0
4743161581
50
25
0
1 2 3
4 5 6
7
FARMÁCIA
 
 
160 
 
E.4 Unidades Administrativas 
E.4.1 Consumo per capita(q) versus dia da semana 
Permite avaliar a quantidade de água consumida por pessoa, por dia, dentro das dependências 
da UFBA. 
• Consumo per capita < 0,05 m3/IExdia. 
 
 
 
• Consumo per capita entre 0,05 e 0,1 m3/IExdia. 
 
Dias da semana
q 
(m
3/
PE
.d
ia
)
7654321
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
APUB
PE = 26
Dias da semana
q 
(m
3/
PE
.d
ia
)
65432
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
PROEX
PE = 38
Dias da semana
q 
(m
3/
PE
.d
ia
)
7654321
0,10
0,08
0,06
0,04
0,02
0,00
PRPPG-1 + PRPPG-2 PE = 28
 
 
Dias da semana
q 
(m
3/
PE
.d
ia
)
65432
0,05
0,04
0,03
0,02
0,01
0,00
SPE
PE = 66
Dias da semana
q 
(m
3/
PE
.d
ia
)
765432
0,05
0,04
0,03
0,02
0,01
0,00
Prefeitura de Campus P1+P2+P3
PE = 112
161 
 
 
• Consumo per capita entre 0,1 e 0,5 m3/IExdia. 
 
Dias da semana
q 
(m
3/
PE
.d
ia
)
765432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
Divisão de Materiais
PE = 23
Dias da semana
q 
(m
3/
PE
.d
ia
)
7654321
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
EDUFBA
PE = 9
Dias da semana
q 
(m
3/
PE
.d
ia
)
765432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
Secretaria Geral de Cursos PE = 29
Dias da semana
q 
(m
3/
PE
.d
ia
)
65432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
SAD
PE = 60
Dias da semana
q 
(m
3/
PE
.d
ia
)
765432
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
PE = 34
SUPAC
 
 
 
162 
 
E.4.1 Série histórica (ou hidrograma) 
Permite a visualização global do perfil de consumo das unidades, possibilitando verificar o 
comportamento deste ao longo do período de atuação do programa. 
 
n° da medição
m
3/
di
a
189126631
189126631
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
189126631
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
2 3 4
5 6
SPE
Painel variável : Dias da semana
n° da medição
m
3/
di
a
213142711
4
3
2
1
0
213142711
4
3
2
1
0
213142711
2 3 4
5 6 7
Prefeitura de Campus I, II e III
Painel variável: Dias da semana
 
 
n° da medição
(m
3)
 /
 d
ia
1,6
0,8
0,0
4653101551
4653101551
1,6
0,8
0,0
4653101551
1,6
0,8
0,0
1 2 3
4 5 6
7
APUB
Painel variável : Dias da semana
n° da medição
m
3/
di
a
7550251
7550251
3
2
1
0
7550251
3
2
1
0
2 3 4
5 6
PROEX
Painel variável : Dias da semana
 
n° da medição
m
3/
di
a
2
1
0
11778391
11778391
2
1
0
11778391
2
1
0
1 2 3
4 5 6
7
PRPPG-1 + PRPPG-2
Painel variável: Dias da semana 
 
 
 
163 
 
n° da medição
m
3/
di
a
11174371
4
3
2
1
0
11174371
4
3
2
1
0
11174371
2 3 4
5 6 7
Divisão de Materiais
Painel variável : Dias da semana
n° da medição
m
3/
di
a
3,0
1,5
0,0
186124621
186124621
3,0
1,5
0,0
186124621
3,0
1,5
0,0
1 2 3
4 5 6
7
EDUFBA
Painel variável : Dias da semana
n° da medição
m
3/
di
a
4530151
8
6
4
2
0
4530151
8
6
4
2
0
4530151
2 3 4
5 6 7
SGC
Painel variável : Dias da semana
n° da medição
m
3/
di
a
201134671
8
6
4
2
0
201134671
8
6
4
2
0
201134671
" " 2 3
4 5 6
SAD
Painel variável: Dias da semana
 
n° da medição
m
3/
di
a
10
5
0
3624121
3624121
10
5
0
3624121
10
5
0
" " 2 3
4 5 6
7
SUPAC
Painel variável: Dias da semana 
 
 
 
164 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ANEXOS 
165 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ANEXO A 
AVALIAÇÃO DOS AVANÇOS DAS TECNOLOGIAS 
DISPONÍVEIS (PNCDA, 1999)
166 
 
 
ANEXO A - AVALIAÇÃO DOS AVANÇOS DAS TECNOLOGIAS DISPONÍVEIS 
Quadro A.1 - Avaliação das tecnologias de processos. 
 
Fonte: PNCDA, 1999 
 
 
 
 
 
 
 
167 
 
Quadro A.2 - Avaliação das Tecnologias de Produtos - Bacias Sanitárias 
 
Fonte: PNCDA, 1999 
168 
 
Quadro A.3 - Avaliação das Tecnologias de Produtos - Torneiras 
 
Fonte: PNCDA, 1999 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
169 
 
Quadro A.4 - Avaliação das Tecnologias de Produtos - Mictório 
 
Fonte: PNCDA, 1999 
 
170 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ANEXO B 
ESTUDO DE PERIGO – PIMENTA (2004) 
171 
 
 
ANEXO B - ESTUDO DE PERIGO – PIMENTA (2004) 
 
ESTUDO DE PERIGO (HAZOP / APR / FMEA) 
Apresenta-se a tabela resumo da APR realizada por técnicos da UFBA. As principais 
recomendações para serem implantadas no projeto de modificação dos destiladores são: 
 
a- Manter interligação atual com dreno em condição de operar. 
b- Colocar suspiro do destilador e do tanque auxiliar para fora do ambiente de 
laboratório. Na extremidade virada para baixo, instalar tela de proteção. 
c- Prever chave de nível alto no tanque auxiliar para ligar o motor. 
d- Prever chave de nível baixo no tanque auxiliar para desligar o motor. 
e- Prever ladrão do tanque auxiliar para a rede de esgotamento. 
 
 
Na Tabela B.1 a seguir, têm-se todas as recomendações analisadas pelo grupo que fez a APR, 
podem ser implantadas em projetos específicos. 
 
A cada projeto que seja implantado recomenda-se emissão de um procedimento específico e 
treinamento dos analistas na operação do sistema modificado. 
 
172 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Croquis do Processo dos Destiladores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
173 
 
 
Situação atual: Água do processo de resfriamento do condensador descartada para o 
sistema normal de esgoto do laboratório. 
 
 
 
50 L
Q1
Q2
A B
Q3 = 100L/h
Sistema do Destilador
(Situação atual)
LEGENDA:
Existente
A constriur
 
 
 
 
 
 
 
 
 
174 
 
 
Alternativa 1: Água do processo de resfriamento do condensador sendo destinada ao tanque 
geral de distribuição do prédio - localizado em plano superior em relação ao laboratório. 
Transferência por meio de bomba auxiliar. Reutilização normal devido a não alteração da 
qualidade inicial 
 
 
 
 
50 L
360 L
Q1 Q2
A B
 B1
Q3 = 100L/h
Sistema do Destilador
(Alternativa – 1)
LEGENDA:
Existente
A constriur
 
 
 
 
175 
 
Alternativa 2: Água do processo de resfriamento do condensador sendo destinada ao tanque 
geral de distribuição – localizado em plano inferior em relação ao laboratório. Possível 
transferência apenas por gravidade. Reutilização normal devido a não alteração da qualidade 
inicial 
 
 
 
 
 
 
50 L
Q1 Q2
A B
Q3 = 100L/h
C
Sistema do Destilador
(Alternativa -2)
LEGENDA:
Existente
A constriur
 
 
 
 
 
 
 
 
 
176 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela B.1 Resumo da Análise Preliminar de Riscos – APR 
 
 
 
 
 
177 
 
 
Tabela B.1 - Análise Preliminar de Riscos – APR – das modificações a serem implantadas nos 
destiladoresde água dos laboratórios da UFBA. 
 
Sistema: Estudo dos destiladores da UFBA 
 Alternativa 1 - Bombeio de retorno ao tanque de abastecimento de água potável do prédio. 
Avaliação Evento Causas Conseqüências 
Freqüência Severidad
e 
Risco 
Medidas Preventivas
1- Água 
destilada 
muito quente 
1 - Falha no 
resfriamento por 
baixa vazão no 
condensador 
2- Não abertura 
correta das 
válvulas do 
resfriamento 
 
1 – Má operação 
do sistema. 
2- Vazamento de 
vapor d’água 
para o ambiente 
 
 
 
 
 
Ocasional 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Moderada 
 
 
 
 
 
Aceito 
1 – Instalar tanque 
auxiliar próximo ao 
destilador. 
2- Manter 
interligação atual 
com dreno em 
condição de operar. 
3-Medir temperatura 
no vaso da água 
destilada 
2-
Transbordam
ento do 
tanque 
auxiliar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 – Falta de 
energia para a 
bomba de 
transferência. 
2- Bomba 
operando com 
baixa vazão. 
3- Operador não 
ligou a bomba 
 
1 – Vazamento 
de água para área 
do laboratório, 
criando condição 
inadequada do 
ambiente de 
trabalho 
 
 
 
 
 
 
 
Ocasional 
 
 
 
 
 
 
 
Baixa 
 
 
 
 
 
 
 
Aceito 
1 – Para cada 
sistema projetar 
sistema moto-bomba 
específico. 
2- Manter 
interligação atual 
com dreno em 
condição de operar 
3- Prever chave de 
nível alto no tanque 
auxiliar para ligar o 
motor 
4- Instalar válvula 
solenóide para 
interrupção da água 
de resfriamento. 
5 – Prever ladrão do 
tanque auxiliar para 
a rede de 
esgotamento. 
3- Água de 
retorno ser 
contaminada 
por agentes 
estranhos 
 
 
 
1- Cair alguma 
substância no 
tanque auxiliar. 
 
1- Água de 
retorno imprópria 
para reuso 
 
 
 
Remoto 
 
 
 
Moderada 
 
 
 
Aceito 
1- Montar tanque 
auxiliar em área de 
pouca 
movimentação do 
laboratório ou em 
área isolada. 
2- Manter tanque 
auxiliar com tampa 
de boa vedação. 
 
178 
 
 
Avaliação Evento Causas Conseqüências 
Freqüência Severidad
e 
Risco 
Medidas Preventivas
 2 – Absorção 
gasosa da água do 
destilador de 
vapores do 
ambiente 
laboratorial 
1- Água de 
retorno imprópria 
para reuso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Improvável 
 
 
 
Moderada 
 
 
 
Aceito 
1- Manter sistema de 
geração de água 
destilada fora do 
ambiente de 
manipulação de 
produtos químicos. 
2 – Analisar água de 
retorno para dados 
comprobatórios de 
não absorção, testar 
em condições 
críticas. 
3 – Restringir o 
contato do meio 
ambiente com a 
água na saída do 
destilador o máximo 
possível. 
4 – Colocar suspiro 
do destilador e do 
tanque auxiliar para 
fora do ambiente de 
laboratório. 
Na extremidade 
virada para baixo, 
instalar tela de 
proteção. 
4- Bomba 
operando em 
vazio. 
1 – Vazão da 
bomba maior que a 
vazão da água de 
resfriamento do 
destilador. 
2 – Operador não 
desliga bomba 
após parar sistema 
do destilador 
1- Operação em 
vazio danificação 
da bomba. 
2- Aquecimento 
no sistema moto-
bomba por má 
dissipação do 
calor fornecido 
pelo motor. 
 
 
 
 
 
Ocasional 
 
 
 
 
 
Moderada 
 
 
 
 
 
Aceito 
1- Prever chave de 
nível baixo no 
tanque auxiliar para 
desligar o motor 
 
5 – Elevar a 
temperatura 
dos tanques 
de 
armazenamen
to 
1 – Grande vazão e 
alta temperatura 
chegando do 
destilador. 
1 – Distribuição 
de água quente 
 
 
 
Improvável 
 
 
 
Baixa 
 
 
 
Aceito 
1 – Desnecessárias 
medidas 
preventivas. 
 
179 
 
 
Sistema: Estudo dos destiladores da UFBA 
 Alternativa 2 - Retorno para o tanque de recebimento da EMBASA, parte baixa do prédio. 
 
Avaliação Evento Causas Conseqüências 
Freqüência Severidade Risco 
Medidas Preventivas 
1- Água 
destilada 
muito 
quente 
 
 
 
1 - Falha no 
resfriamento 
por baixa 
vazão no 
condensador 
2- Não 
abertura 
correta das 
válvulas do 
resfriamento 
1 – Má operação 
do sistema. 
2- Vazamento de 
vapor d’água 
para o ambiente 
 
 
 
 
 
Ocasional 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Moderada 
 
 
 
 
 
Aceito 
1- Manter interligação 
atual com dreno em 
condição de operar. 
2-Medir temperatura no 
vaso da água destilada 
2- Água 
de retorno 
ser 
contamina
da por 
agentes 
estranhos 
1 – Absorção 
gasosa da água 
do destilador 
de vapores do 
ambiente 
laboratorial 
1- Água de 
retorno imprópria 
para reuso 
 
 
 
Improvável 
 
 
 
Moderada 
 
 
 
Aceito 
1- Manter sistema de 
geração de água 
destilada fora do 
ambiente de 
manipulação de 
produtos químicos. 
2 – Analisar água de 
retorno para dados 
comprobatórios de não 
absorção, testar em 
condições críticas. 
3 – Restringir o contato 
do meio ambiente com a 
água na saída do 
destilador ao máximo 
possível. 
4 – Colocar suspiro do 
destilador para fora do 
ambiente de laboratório. 
Na extremidade virada 
para baixo instalar tela 
de proteção. 
3 – Elevar 
a 
temperatu
ra dos 
tanques de 
armazena
mento 
1 – Grande 
vazão e alta 
temperatura 
chegando do 
destilador. 
1 – Distribuição 
de água quente 
 
 
 
Improvável 
 
 
 
Baixa 
 
 
 
Aceito 
1 – Desnecessário 
medidas preventivas. 
180 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ANEXO C 
SISTEMA OPERACIONAL DO DESTILADOR E DETALHE 
ESQUEMÁTICO DO MODELO 341 DA QUIMIS 
181 
 
 
ANEXO C – SISTEMA OPERACIONAL DO DESTILADOR E 
DETALHE ESQUEMÁTICO DO MODELO 341 DA QUIMIS 
 
 
Operação do equipamento 
 
• Após a manutenção e montagem do aparelho, abra o registro (torneira) de alimentação, 
inicialmente, para um preenchimento rápido, em seguida controle o fluxo da água, 
cuidando para que a mesma não transborde no nível; 
• Verifique se o nível da água está acima da resistência; 
• Acione o botão de liga (só acionar este botão com água na caldeira); 
• A lâmpada piloto vermelha deverá se iluminar, indicando que a resistência está ligada; 
• Quando a água entrar em ebulição, inicia-se o processo de destilação; 
• Regule o fluxo da água de alimentação o suficiente para a condensação do vapor e 
obter água destilada com uma temperatura próxima a do ambiente. 
 
 
Regulagens de fluxo de água na entrada 
Q-341-12/22 60 a 120 litros/hora (aproximadamente 1 a 1,5 l/min) 
Q-341-25 120 a 240 litros/hora (aproximadamente 2 a 4 l/min) 
Q-341-210 240 a 480 litros/hora (aproximadamente 4 a 8 l/min) 
NOTA: A capacidade nominal (2; 5 e 10 l/h), dos destiladores Quimis está sujeita a variações 
em função da tensão da rede elétrica, fluxo na entrada e temperatura da água de refrigeração. 
 
Aspecto Construtivo 
 
 
 
182 
 
 
 
 
 
183 
 
 
Peças e Acessórios 
 
ITEM CÓDIGO DESCRIÇÃO 
01 QA341-CSV Cuba seletora móvel de vapores (2, 5, 10 litros) 
02 QA26122 Cúpula de vidro Alta (modelos a partir de 07/98) 207 
mm de diâmetro x 93 mm de altura. 2/5/10 litros 
03 QA26033 Cúpula de vidro 2, 5 e 10 l para destiladores antigos. 
Dimensões de 257 mm de diâmetro x 53 mm de altura 
04 QA23045 Resistência 1840W 110V (2 litros) circular. 
04 QA23044 Resistência 1840W 220V (2 litros) circular. 
04 QA23047 Resistência 3500W 220V (5 litros) circular. 
04 QA23048 Resistência 7000W 220V (10 litros) circular. 
05 QA21114 Lâmpada piloto amarela 110V (2 litros) 
05 QA21053 Lâmpada piloto vermelha 220V (2, 5, 10 litros) 
06 QA22026 Chave P. Button NA (liga) 
07 QA22094 Chave P. Button NF (desliga) 
08 QA341-FL Funil coletor de água destilada 
09 QA21203 Contador 50-60/110V 3RT1015 (2 litros) 
09 QA21128 Contador 220V3RT1015-1AN21 (2 e 5 litros) 
09 QA21035 Contador 220V 3RT1016 (10 litros) 
10 QA23181 Termostato tipo Pilsen (2, 5, 10) 
 
 
 
 
 
UFBA 
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA 
ESCOLA POLITÉCNICA 
 
PROGRAMA DE ENGENHARIA INDUSTRIAL - PEI 
 
MESTRADO PROFISSIONAL EM GERENCIAMENTO E 
TECNOLOGIAS 
AMBIENTAIS NO PROCESSO PRODUTIVO 
 
Rua Aristides Novis, 02, 6º andar, Federação, Salvador BA 
CEP: 40.210-630 
Tels: (71) 3283-9800 
E-mail: pei@ufba.br 
Home page: http://www.pei.ufba.br

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