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Curso Auxiliar Preparatório para o Concurso LC 1080/2008
Comunicações Administrativas
Comunicações Administrativas
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Introdução
O conteúdo dessa apostila tem por objetivo qualificar os servidores públicos inscritos no
concurso de promoção nos conteúdos que serão exigidos nas provas do exame de
avaliação de competência no módulo de competências Intermediárias, para aqueles que
optaram pela área de Comunicações Administrativas. REFERE-SE EXCLUSIVAMENTE AO
ITEM 2.2 DO ANEXO IV DO EDITAL
Breve Histórico do Professor – Mediador
PROFISSÃO : SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL desde 1982
CARGO EFETIVO : EXECUTIVO PÚBLICO
LOTAÇÃO : CASA CIVIL
DEPARTAMENTO DE GESTÃO DA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA E ADMINISTRATIVA
PALÁCIO DOS BANDEIRANTES - AV. MORUMBI 4500 – SALA 22 - TÉRREO
ÁREA ATUAL DE ATUAÇÃO : Comunicação Administrativa - Gestão De Documentos (8
ANOS)
CARGO : DIRETOR TÉCNICO III
Membro do grupo técnico para implementação do sistema de protocolo único do Estado
e Administrador Central do Sistema Spdoc no período de 2008/2014
Atualmente administrador Setorial do sistema Spdoc da Secretaria de Governo
Instrutor no treinamento a 600 usuários do sistema spdoc
Responsável pelo Serviço de Informações ao Cidadão da Secretaria do Governo
Comunicações Administrativas – Contexto e Conceito
É o conjunto de atividades, ações e procedimentos exercidos por agentes e autoridades
públicas com o objetivo de comunicar, informar, manifestar através dos atos
administrativos e documentos, como forma de comunicação dentro de um Órgão ou de
uma instituição ou entre Órgãos e instituições, e, em alguns casos, dar conhecimento aos
cidadãos em documentos de seu interesse, também através de atos administrativos.
Incluem-se também como assuntos de interesse da área de Comunicações
Administrativas as políticas arquivísticas e as ações de incorporação e utilização de
tecnologias da informação na gestão de documentos.
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A Correspondência Oficial
Redação Oficial e o Ato de Escrever
Redigir um documento requer cuidado e atenção, principalmente quando se tratar de
redação de atos administrativos e de comunicação do poder público. À maneira específica
(formal e impessoal) Como essa redação deve ser elaborada e ao conjunto de
características que devem ser observadas dá-se o nome de redação oficial.
Apesar da importância do tema, redigir uma comunicação oficial não é tarefa tão
complicada quanto parece. A simplicidade na redação oficial é condição essencial, opõe-
se ao rebuscamento, ao preciosismo exacerbado, que mesmo na redação de atos
processuais é um recurso anacrônico. No entanto, simplicidade não significa simplismo, e
sim melhores condições para compreensão do texto.
Além da correção gráfica e gramatical, qualquer bom texto deve ser elaborado
considerando-se recursos estilísticos. No caso da redação oficial, afora o cumprimento
dessas regras de língua portuguesa, devem ser obedecidos, também, os princípios
Administrativos.
Princípios Administrativos na Redação Oficial
Já que os princípios democráticos instituíram valores que favorecem a transparência, a
moralidade e a prestação de contas, os atos administrativos exteriorizados em
documentos devem, necessariamente, conter princípios administrativos pelos quais se
pauta o serviço público.
O princípio da legalidade, segundo o qual a administração pública só pode fazer o que é
permitido por lei, deve ser representado por intermédio da fundamentação legal,
elemento presumidamente comum em todos os atos.
A isenção de interferência da individualidade, da subjetividade e da passionalidade de
quem elabora o ato é exigida pelo princípio da impessoalidade.
Alguns documentos administrativos, principalmente os relatórios, também devem ser
norteados pelo princípio da presunção, que, além de abranger a legalidade, diz respeito à
certeza dos fatos.
Na padronização dos cabeçalhos, além da uniformidade, é representado o princípio da
hierarquia, que discorre sobre a estruturação hierárquica entre os órgãos da
administração pública.
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O princípio da publicidade discorre sobre a ampla divulgação dos atos praticados pela
administração pública, daí a obrigatoriedade de publicação dos atos no DOE.
Embora não sejam princípios administrativos, e sim diretrizes que também orientam a
redação oficial, a formalidade e a uniformidade também devem ser cumpridas. A
formalidade deve ser seguida no uso das formas de tratamento adequado a cada
autoridade. A uniformidade deve ser cumprida com o uso sistemático e padronizado dos
elementos constitutivos dos atos administrativos (cabeçalhos, vocativos, fechos,
identificação de signatário e outros).
E por fim, uma redação oficial eficiente deve propiciar a qualquer pessoa entendimento
sobre o enunciador, o enunciatário e o motivo da comunicação. Com isso, será atingida a
eficiência, princípio constitucional administrativo inserido pela Emenda Constitucional 19,
de 04/06/1998.
Impessoalidade
Num texto oficial não podem estar evidenciadas características que denotem a
personalidade do autor do documento. Isso porque o ato administrativo deve ser redigido
em nome do poder público, por meio da autoridade de um cargo, e não da pessoalidade
do sujeito que o ocupa.
A necessidade de tratamento impessoal dado aos atos oficiais é decorrente de um
princípio constitucional. Isso porque os destinatários dos atos administrativos são os
cidadãos, direta ou indiretamente, mesmo quando o ato é direcionado a outros órgãos
públicos.
Seguem algumas informações que ajudam a garantir a impessoalidade nos textos oficiais.
Imparcialidade: evite manifestações de impressão pessoal.
Exemplo:
Na minha opinião,... (inadequado)
Deve ser considerado... (adequado)
Agrada-me essa idéia... (inadequado)
Esse posicionamento é favorável... (adequado)
Impessoalidade verbal: utilize conjugação impessoal sempre que possível,
conjugando o verbo na terceira pessoa ou utilizando verbos na forma passiva.
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Exemplo:
Eu sei que o prazo é de uma semana. (inadequado)
É sabido que o prazo é de uma semana. (adequado)
Redigiram o ofício... (inadequado)
O ofício foi redigido... (adequado)
Formalidade
Além de impessoalidade, as comunicações devem apresentar polidez, para denotar
formalidade. Parte da formalidade necessária está contida no uso de pronome de
tratamento; outra parte, na necessidade de uniformidade das comunicações.
Impressa ou eletrônica, comunicação é contato humano, por isso, deve ser pautada pelos
mesmos princípios de convivência pacífica da vida social. Para aliviar o tom imperativo,
conseqüência da objetividade e da concisão, devem ser priorizadas palavras que
expressem educação e respeito ao receptor, denotando cortesia e polidez.
Uniformidade
Obtém-se uniformidade quando são estabelecidos procedimentos, normas e padrões que
facilitam e agilizam o trabalho de elaboração de textos.
Para não comprometer a uniformidade da redação, além das regras de siglas e
abreviaturas, devem ser seguidas as normas de padronização de: endereços e grafia de
números, datas e dias da semana.
Sobre o ato de escrever
Clareza
É a combinação do uso correto da sintaxe e vocabulário adequado, resultando na
compreensão imediata do receptor. Isto é, texto claro e inteligível é aquele facilmente
entendido e que dispensa releitura. Em geral, um texto bem escrito, de fácil
compreensão, apresenta poucos adjetivos e advérbios e valoriza substantivos e verbos .
Objetividade
Linguagem objetiva é aquela direta, sem rodeios. Caracteriza-se por utilizar, sobretudo,
substantivos e verbos, não deixandodúvidas quanto ao assunto proposto.
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Embora tenha sentido muito próximo ao do conceito de clareza, a objetividade se difere
pela exposição do resultado esperado com a redação, o que não necessariamente
caracteriza um texto claro. Ou seja, o texto objetivo deve ser claro, mas o claro não
precisa ser objetivo.
Precisão
A eficácia da comunicação é determinada pela clareza de idéias combinada com a
precisão vocabular. Para alcançar a precisão, é importante saber o significado de cada
palavra.
Ter bom vocabulário facilita a exposição do pensamento, auxilia a argumentação e ajuda
a atingir a concisão. Mas não se trata do uso de vocabulário rico, e sim de termos
adequados à anunciação daquilo que se pretende transmitir. Para isso, o uso constante
de um dicionário é recomendável.
Concisão
Quanto mais o texto for pensado, mais conciso ele será. Escrever bem é escrever o
necessário. O que não significa uma escrita lacônica, que pode deixar a mensagem
incompleta, grosseira e destituída de sentido. Devem ser cortados adjetivos em excesso,
palavras supérfluas e repetidas. Em suma, deve-se eliminar o desnecessário sem
comprometer o conteúdo da mensagem.
Em texto oficial, redação concisa evita excesso de explicações, porque o propósito da
mensagem não é a argumentação, e sim a decisão ou a comunicação. Por isso, quanto
mais breve puder ser a redação oficial, melhor; evita mal-entendidos e interpretações
discordantes.
Coesão
Redação coesa é aquela que apresenta união entre parte e todo. Essa união ocorre entre
orações, parágrafos e seções de um texto, interligando coerentemente as idéias nele
contidas.
Nesse sentido, as conjunções são muito importantes. Por meio delas, o texto adquire
coerência, coesão, harmonia e fluidez. As conjunções unem, ressaltam, explicam,
comparam e contrapõem idéias.
Quanto ao parágrafo, embora deva apresentar começo, meio e fim, não pode estar
desconexo do restante do texto. O mesmo raciocínio serve para as orações que, apesar
de ter ordem lógica (sujeito, verbo e complementos), não devem apresentar conteúdo
incoerente com o texto.
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Embora auxiliem a fluência do texto, conjunções e advérbios devem ser usados com
moderação. O uso abusivo desses conectores compromete a coerência, a concisão e a
harmonia do texto.
Coerência
Harmonia, coesão e lógica resultam na coerência da mensagem. Um texto coerente e
logicamente estruturado agrega originalidade e precisão. Ou seja, a redação coerente
converte todas as relações entre orações, frases e parágrafos numa unidade significativa,
em que as partes fazem sentido em relação ao todo, à mensagem.
Correção Gramatical
Como correção gramatical compreende-se o padrão culto de linguagem, o respeito pelas
particularidades da língua e as regras apropriadas para o seu uso perfeito.
Erros gramaticais colocam em dúvida a autoridade do redator para tratar do assunto
pretendido. Por isso, comunicação escrita correta é aquela livre de vícios de linguagem.
É recomendável usar um dicionário sempre que houver incerteza acerca de algum termo
ou construção lingüística.
Harmonia
Resultado do encontro de palavras coerentes e bem dispostas, redação com harmonia é
aquela que soa bem, tem cadência e equilíbrio. Um texto harmônico evita a repetição de
palavras, de sílabas com mesma sonoridade, e de encontros silábicos inadequados.
A falta de harmonia, por sua vez, conduz à ambigüidade, impede a clareza, prejudica a
fluidez do texto, e compromete a concisão. Experimente ler o texto em voz alta, isso
ajuda a reconhecer a falta de harmonia, identificada por termos inadequados e
desagradáveis ao ouvido.
Vícios de Linguagem
Na língua portuguesa, a freqüência dos mesmos erros de construção de frases e uso de
palavras inadequadas é conhecida como vício de linguagem. Muitos dos maus hábitos são
influências de outros idiomas, ou acontecem quando o redator pretende conferir estilo,
usando figuras de linguagem e retórica, para valorizar o texto.
No entanto, em redação técnica, o uso de recursos estilísticos é reprovado. Um texto
técnico deve ser o mais claro, preciso e objetivo possível. Veja, a seguir, os principais
vícios que devem ser evitados.
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Ambigüidade
É um dos principais problemas de qualquer tipo de redação. Detalhes fáceis de ser
acertados na linguagem coloquial podem causar, quando redigidos, efeito de sentido
totalmente diferente do que o emissor desejou expressar.
Normalmente, esses equívocos ocorrem quando uma palavra ou termo está posicionado
em lugar inadequado na oração, causando significado ambíguo. Quando a idéia é realçar
parte da oração, usa-se ordem inversa. Mas tome cuidado; se não houver bom
conhecimento sintático da língua, esse recurso pode tornar-se uma armadilha.
Na oração construída em ordem direta, o risco de ambigüidade é muito menor.
Redundância
Um texto redundante compromete a credibilidade e a autoridade de quem o redigiu,
porque denota falta de domínio do significado das palavras, falta de esmero na
construção da oração ou falta de revisão. Além disso, prejudica a concisão e a clareza da
comunicação.
Pleonasmo
Quando usado para reforçar uma mensagem, o pleonasmo se constitui em figura de
linguagem e seu uso não apresenta problema algum. Porém, se usado
desnecessariamente, o pleonasmo é uma redundância de informação, um vício.
Dupla Negação
Diferentemente da Matemática, a Língua Portuguesa admite o uso de duas negativas na
mesma frase, sem que daí resulte um sentido positivo ("não vi nada", "nunca ninguém
falou").
Porém, há algumas construções, em que a dupla negação prejudica o entendimento da
mensagem.
Uso da negativa (ninguém, nada, nem e outras) antes do advérbio não.
Nem eu não vi. Ninguém não falou. (incorreto)
Também não o vi. Ninguém falou. (correto)
Nem eu o vi. Não foi falado.
Uso da partícula de negação (não, nem) junto com uma palavra de sentido negativo
(evitar, impedir, nada).
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A operação da polícia não impediu que os assaltantes fugissem. (não impedir = permitir)
Se a dupla negação for empregada para fins estilísticos, a construção redundante se
justifica; no entanto, para não prejudicar o entendimento, não é recomendado o uso
desses estilos de linguagem na redação comercial e na oficial.
Há termos redundantes que já estão cristalizados, mas nem por isso devem ser repetidos.
Empolação
Entende-se por texto empolado aquele que, ao intencionar a originalidade por meio de
pretenso requinte, resulta em linguagem artificial, abundante de figuras, o que, além de
prejudicar a clareza e a precisão, desacredita o redator. Ocorre empolação, quando:
uma palavra ou expressão destoa, por desvio de sentido, do contexto em que
está inserida.
A taxa de desemprego na Grande São Paulo indicou o acréscimo de 17 mil pessoas ao
universo de desempregados da região.
Eram 500 sanduíches naturalmente escoltados por 50 caixas de cerveja...
há derivação imprópria de palavras.
O economista se compõe na sociedade como o profissional para o diagnóstico e a lidança
com o cerne da condição do convívio...
Em último caso, se o uso de termo inadequado der mais sentido ao texto, grafe-o entre
aspas.
É preferível, contudo, não usar esse recurso. Para evitar o vício, consulte o dicionário.
Preciosismo
Por, obrigatoriamente, ter que atender aos princípios que regem a redação oficial, os
textos técnicos da administração pública costumam estar carregados de maneirismo que
foge da linguagem natural, transformando o preciosismo em vício de linguagem muito
comum nesse meio.
Embora a intenção seja a cortesia e a polidez,esse recurso emprega artificialidade no
texto.
Apraz-nos dirigir a; conforme assunto ventilado; sem mais para o momento
Aproveitamos o ensejo para renovar os nossos protestos de elevada estima e
consideração.
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Barbarismo
O uso de palavras em sentido desvirtuado é o que se chama barbarismo. Acontece
quando há:
sentido impróprio de palavras.
Infração em vez de inflação
pronúncia imprópria de palavras.
Rúbrica em vez de rubrica
grafia imprópria de palavras.
Destratar em vez de distratar
Erro de Paralelismo
Paralelismo é a coordenação da construção gramatical. São idéias similares organizadas
numa forma gramatical idêntica que facilita a compreensão, tornando o texto claro.
Incorre-se ao erro de paralelismo, quando a disposição dos elementos de uma oração,
embora obedeça a uma sistemática linear, é feita com elementos semanticamente
díspares – paralelismo semântico; ou quando há assimetria sintática entre
complementos – paralelismo sintático.
Erro de paralelismo semântico
Há grande diferença entre os servidores e os computadores disponíveis na seção.
[incorreto]
Há grande diferença entre o número de servidores e o de computadores disponíveis na
seção. [correto]
Erro de paralelismo sintático
No acidente, o servidor mostrou paciência, não ser medroso e ter inteligência.
[incorreto]
No acidente, o servidor mostrou paciência, coragem e inteligência. [correto]
No acidente, o servidor mostrou ser paciente e corajoso, e ter inteligência. [correto]
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Gerundismo
É um vício de linguagem. A tradução da forma que faz sentido em inglês (construção de
tempo futuro "We'll be sending you") perde total sentido em português: "Vamos estar
enviando-lhe".
Muitos são os palpites sobre a propagação desse vício: intenção de cortesia e polidez,
tentative de isenção de responsabilidade, transmitir idéia de ação, e outras. É difícil
precisar qual o sentido pretendido quando fazem uso inadequado do gerúndio, mais
difícil ainda é compreender a difusão do hábito, já que essa forma sintática é mais
complicada do que a flexão verbal correta em português. Todavia, a ressonância do vício
já é fato.
O gerúndio, entretanto, é uma forma verbal que compõe a língua portuguesa e é
indispensável em alguns casos. Por isso, antes de condenar o uso da locução, é
importante considerar seu contexto e empregá-lo corretamente. Veja como fazer isso.
Em português, a principal função do gerúndio é indicar uma ação verbal
contínua,
inacabada; ou seja, o gerúndio flagra o processo verbal em andamento.
Enquanto você almoçava, eu estava terminando o relatório que o diretor pediu.
Mostra um futuro em relação a um outro futuro.
Não poderei comparecer à próxima reunião porque estarei fechando o balanço mensal.
Estrangeirismo
Embora a influência de outros idiomas na língua portuguesa não seja advento recente, a
globalização é uma das responsáveis pela proliferação dos modismos lingüísticos dos
últimos tempos. A infiltração de palavras, expressões ou estruturas de idiomas
estrangeiros na lingual portuguesa é conhecida como estrangeirismo.
Passo a Passo da Redação
O uso das siglas
Na primeira citação de nome ou título é recomendável escrevê-lo por extenso, seguido da
sigla entre parênteses. Da segunda citação em diante, basta usar a sigla.
Tribunal de Contas da União (TCU)
Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS)
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Os acrônimos, palavras formadas por sílabas ou partes das iniciais de um nome ou
entidade, por motivo de simplificação foram considerados siglas também.
Fundap (Fundação do Desenvolvimento Administrativo)
Fazesp (Escola Fazendária do Estado de São Paulo)
As regras para siglas são simples:
Sigla formada por até três letras é grafada com letras maiúsculas.
ONU, CEP, RG, CPF
Sigla com mais de três letras é grafada com letras maiúsculas quando se pronuncia
separadamente cada uma de suas letras.
BNDES, INSS, ITCMD
Sigla com pronúncia mista (parte soletrada e parte pronunciada como
palavra) deve ser grafada com letras maiúsculas.
GDFAZ [pronuncia-se gedefaz]
Sigla com mais de três letras e pronunciada como palavra tem apenas a
inicial grafada em maiúscula.
Ibict, Otan, Unesp
No caso de siglas com grafia mista (maiúscula e minúscula), deve-se respeitar a forma
própria.
CNPq (Conselho Nacional de Conhecimento Científico e Tecnológico)
MinC (Ministério da Cultura)
Não se usa ponto abreviativo para sigla.
ISS USP [correto]
I.S.S. U.S.P. [incorreto]
Não há regras específicas para plural de siglas, mas alguns gramáticos
recomendam o acréscimo da letra s (minúscula) no fim da sigla.
IPVAs, CDs, Ufirs
Se a sigla terminar com a letra s, o plural é definido pelo artigo antecedente.
os VHS
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Atenção: não se justifica o uso do apóstrofo para pluralizar siglas. O apóstrofo é usado
para suprimir letra ou letras (copo d’água) e não para indicar plural.
O uso de aspas
As aspas devem aparecer antes do ponto final, contudo, se o sinal for de quem escreve, e
não da pessoa citada, ficará depois do ponto final.
Disse o diretor: “Quero funcionários comprometidos”.
A utilização do sinal de pontuação depois das aspas é desnecessária, se já houver sinal
antes delas.
Diante do acontecido, o cidadão invocou o art. 5º, LXXVII, da Constituição Federal: “São
gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários
ao exercício da cidadania.”
O uso de parênteses
Os parênteses ( () ) estabelece maior intimidade entre o redator e o leitor, isolando
sintática e semanticamente uma idéia dentro do texto.
Como ocorre com as aspas, o ponto vai fora do parêntese quando a expressão que ele
encerra é apenas parte da oração.
Merece menção especial o esforço dos tradutores (Carlos de Almeida e João dos Santos).
E vai dentro quando toda a oração é por ele englobada.
Sacos de dinheiro nas costas. (É a população trocando a velha moeda.)
O uso dos pronomes de tratamento
Uma das principais características do estilo da correspondência oficial, a polidez
manifesta-se no uso adequado de palavras, no cuidado para evitar frases ásperas e no
emprego adequado das formas de tratamento, dispensando sempre atenção respeitosa a
superiores, colegas e subalternos. No que diz respeito à utilização dos pronomes de
tratamento, além da área de atuação da autoridade, (universitária, judiciária, religiosa,
etc.), mas também a posição hierárquica do cargo que ocupa.
O Manual de Redação da Presidência da República (Brasil, 2002, p. 11) dispensa, na
comunicação oficial, uso de alguns termos que, embora sejam de uso freqüente, não
fazem mais sentido na realidade em que vivemos.
É dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo (ilmo.) para
autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. Basta que
o termo seja substituído por Senhor.
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É abolido o tratamento digníssimo (DD) porque a dignidade é pressuposto
para que se ocupe qualquer cargo público.
Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Deve-se
empregá-lo em comunicações dirigidas a pessoas que tenham concluído curso de
doutorado. Nos demais tratamento Senhor é o recomendado.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos chefes de poder
é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo.
Excelentíssimo Senhor Presidente da República:
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional:
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal:
As demais autoridades serão tratadas comoo vocativo Senhor, seguido do cargo
respectivo.
Senhor Governador:
Senhor Secretário:
Senhor Juiz:
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades
tratadas por Vossa Excelência terá a seguinte forma:
A Sua Excelência o Senhor [forma de endereçamento]
Fulano de tal [nome]
Governador do Estado de São Paulo [cargo ou função]
Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi
05650-905, São Paulo, SP
Às demais autoridades tratadas por Vossa Senhoria, terá a seguinte forma:
Ao Senhor [forma de endereçamento]
Fulano de tal [nome]
Chefe de Gabinete da Secretaria da Saúde [cargo ou função]
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 188
05403-000, São Paulo, SP
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Nas orações em que são usadas formas de tratamento que incluem
Sua/Vossa o verbo fica na terceira pessoa do singular.
Vossa Excelência deve viajar.
Para pluralizar a abreviatura do pronome de tratamento, basta usar a letra s
antes do ponto da segunda palavra abreviada.
V. Exas. [Vossas Excelências], V. Sas. [Vossas Senhorias]
Padronização - Endereços
Segundo as normas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), o
endereçamento adequado começa pela forma de tratamento, nome do destinatário,
nome da rua, número, complemento, nome do bairro, cidade, unidade federativa (UF) e
CEP.
Os algarismos do CEP não devem ser separados por ponto, traço ou espaços em branco.
Exceção ao hífen obrigatório que separa o radical do CEP (cinco primeiros dígitos) do seu
sufixo (três últimos dígitos). Também não devem ser sublinhados ou mesmo precedidos
por qualquer símbolo, sigla ou palavra, inclusive a palavra "CEP". Segue um modelo da
forma correta de endereçamento:
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de tal
Governador do Estado de São Paulo
Av. Morumbi, 4.500
Morumbi
São Paulo, SP
05650-905
Se não houver espaço suficiente para a ordenação acima, admite-se que na última linha
constem, obrigatoriamente nesta ordem: número do CEP, cidade e estado ou sua sigla.
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de tal
Governador do Estado de São Paulo
Av. Morumbi, 4.500
05650-905, Morumbi, São Paulo, SP
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Padronização - Grafia de números
No que diz respeito à grafia de números, devem ser respeitadas as normas baixadas pelo
Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro).
Se o texto for técnico, no qual é exigida linguagem própria (pareceres das áreas de
economia, informática, etc.), os numerais devem ser grafados em algarismos arábico ou
romano, conforme o caso. O mesmo deve ser seguido na elaboração de tabelas, gráficos,
mapas e assemelhados.
Observações:
1) Para certos tipos de códigos e numerações, a grafia própria deve ser respeitada
(emprego ou não de pontos, traços e outros sinais).
2) Quando o contexto não for técnico, opte pela informação por extenso.
um quarto (em vez de 25%)
3) Quando pospostos ao nome, os algarismos são lidos como ordinais do primeiro ao
décimo e como cardinais de 11 em diante.
D. Pedro I (primeiro), João XXII (vinte e três).
4) Números de 1,1 a 1,9 exigem a palavra milhão, bilhão, trilhão no singular, mas o verbo
no plural. Foram gastos 1,9 milhão de reais na obra.
5) A expressão um mil ou hum mil é cabível apenas no preenchimento de cheques.
6) Para indicar quantia aproximada, deve-se usar apenas número redondo.
Cerca de 3 mil servidores entraram em greve. (certo)
Cerca de 2.890 servidores entraram em greve. (incorreto)
7) Moedas pouco conhecidas devem ter seu nome referenciado por extenso na primeira
menção, podendo-se, a partir de então, usar o símbolo respectivo.
Padronização - Grafia de datas
O ano pode ser registrado em quatro dígitos ou apenas com os dois últimos.
Hoje é dia 25/9/2005 ou Hoje é dia 25/9/05
O primeiro dia do mês deve ser grafado em algarismo ordinal.
1/10/2005 ou 1/10/05 (incorreto)
1º/10/2005 ou 1º/10/05 (correto)
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Os anos devem ser escritos sem ponto ou espaço entre o milhar e a centena.
O Brasil foi campeão nas copas de 1.958, 1.962, 1.970, 1.994 e 2.002. (incorreto)
O Brasil foi campeão nas copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. (correto)
Em texto corrente, as datas devem ser escritas de forma plena; o primeiro
dia do mês é designado em ordinal.
A última Constituição brasileira foi assinada em 8 de outubro de 1988.
Em 1º de maio é comemorado o Dia do Trabalho.
Para um uso padronizado, que não comprometa a uniformidade, recomenda-
se o emprego de barra (/) para separar os números.
2/9/2005 2/9/05 (correto)
2.9.2005 2.9.05 (incorreto)
2-9-2005 2-9-05
Padronização - Grafia de horas
Como o H (maiúsculo) é símbolo de hidrogênio e o m abrevia a palavra metro(s), o
símbolo de hora(s) é h e o de minuto é min, conforme o Sistema Internacional de
Unidades (SI).
Por se tratar de símbolos e não siglas, os termos não são pluralizados. Raciocínio análogo
para segundo(s), símbolo s.
Não existe hífen na grafia de hora extra, porque, nesse caso, extra funciona como
adjetivo, o mesmo que extraordinária.
Na indicação de horário, o verbo ser concorda com o número mais próximo.
São duas horas É uma hora
São quinze para as três É um para as três
Na redação comercial ou técnica, um dia deve ser considerado como um período de 24
horas e não dois períodos de 12 horas; por isso, para se referir ao período da tarde,
depois do meiodia, devem-se usar dois dígitos para grafar as horas:
2h15 [incorreto] 14h15 [correto]
Como o verbo sempre concorda com o predicativo, na expressão "0h" o verbo não é
pluralizado, tampouco os complementos.
Já é 0h. Cheguei em casa à 0h. [correto]
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Já são 0h. Cheguei em casa às 0h. [incorreto]
Isso posto, seguem as regras para grafia de horas.
Quando a idéia expressar duração, usar grafia por extenso.
Os diretores estiveram reunidos por três horas.
Dois pontos (:) é sinal matemático de divisão, não deve ser utilizado para
separar hora de minutos. O símbolo de minuto pode ser omitido.
12h20min ou 12h20 [correto]
12:20h [incorreto]
Não devem ser utilizados 00 para indicar os minutos; se a hora for redonda,
basta usar h.
A reunião será às 9h. [correto]
A reunião será às 9:00h. [incorreto]
Quando ocorrer situação em que as horas estipulem duração (de... a), só haverá crase se
o período for iniciado com a contração da preposição de com o artigo a.
De 8h as 10h (correto)
Não há ocorrência de artigo definido antes das horas.
Das 8h às 10h (correto)
De 8h às 10h (incorreto)
Erro de paralelismo. Se não houver artigo a antecedendo a primeira indicação de hora,
também não deverá haver artigo antecedendo a segunda.
Padronização - Grafia de dias da semana
Como a semana não é uma série numerada de feiras (3ª feira, “terceira-feira”), os dias
sempre devem ser representados por extenso.
Quarta-feira [correto] 4ª feira [incorreto]
Quando ocorrer situação em que os dias da semana estipulem prazo (de... a), só haverá
crase se o período for iniciado com a contração da preposição de com o artigo a.
De segunda a sexta-feira [correto]
Não há ocorrência de artigo definido antes dos dias da semana.
Comunicações Administrativas
19
Da segunda à sexta-feira [correto]
De segunda à sexta-feira [incorreto]
Erro de paralelismo. Se não houver artigo a antecedendo o primeiro dia da semana, não
deverá haver artigo antecedendo o segundo dia.
Comunicações Administrativas
20
Atos Administrativos
Oriundos do contexto da Revolução Francesa (1789), os atos administrativos foram
criados para atender a uma necessidade presentedesde aquela época: a obrigatoriedade
de a administração pública fundamentar legalmente seus atos. Com isso, surgiu o
princípio da legalidade, uma das diretrizes norteadoras da atuação do estado, que a partir
de então teve formas reguladas para exteriorização do poder exercido. Os atos
administrativos são declarações do estado, complementares à lei ou à própria
Constituição, que manifestam e produzem efeitos de direito. Com isso, é possível concluir
que a finalidade e o conteúdo são imanentes ao próprio ato administrativo, podendo ser
observadas no verbo que comumente o inicia:
certificar, declarar, resolver, extinguir, deliberar, avisar, notificar, comunicar, criar e
outros.
A função administrativa dos atos formais e escritos é instrumentalizada em diversas
formas que se diferenciam mais pela competência administrativa do sujeito do que pelo
conteúdo de fato. Para exemplificar, podem ser relacionados: decreto, resolução,
instrução, portaria, ordem de serviço, deliberação e outros.
Quanto ao conteúdo, os atos administrativos formais escritos apresentam natureza e teor
muito distintos. Entre esses podem ser citados: regulamento, licença, autorização,
permissão, concessão, homologação, aprovação etc. São considerados oficiais todos os
atos publicados no DOE, mesmo os atos com finalidade executiva, como é o caso dos
contratos administrativos.
Este manual discorre sobre: a) atos normativos, que guardam semelhança com os atos
legislativos; b) atos processuais, similares aos jurisdicionais; e c) atos de comunicação,
elaborados no exercício de funções administrativas. São atos administrativos todos os
aqui relacionados ainda que com semelhança a atos elaborados pelos Poderes Legislativo
e Judiciário.
Atos Administrativos Normativos
Entende-se por atos normativos os que estabelecem normas ou regras com vistas à
correta aplicação da lei.
Entre os três tipos de atos administrativos classificados por este manual, os normativos
são os que apresentam abrangência mais ampla, necessitando de cuidado ainda maior
durante sua elaboração. Sobre isso, o anexo do Decreto 4.176, de 28 de março de 2002
relaciona “questões que devem ser analisadas na elaboração de atos normativos no
âmbito do poder executivo”.
Quanto às características estruturais, os atos normativos podem ser:
Articulados: quando encerram mais de um comando. Os que contêm regras de
Comunicações Administrativas
21
caráter geral recebem numeração renovada anualmente.
Não articulados ou simplificados: quando o assunto tratado se auto-encerra
(nomeação, designação, promoção, exoneração, dispensa e outros). Os não articulados
não são numerados, sendo identificados pelo nome do interessado e pela data de
publicação. Por terem estrutura mais simples, os atos não articulados não necessitam
apresentar ementa.
Conjuntos: quando dois ou mais órgãos publicam o ato conjuntamente. Geralmente, os
atos conjuntos, por disporem de temas mais complexos, apresentam estrutura articulada.
Dentre as estruturas expostas, os atos articulados apresentam maior complexidade na
elaboração.
Atos normativos não articulados
Os atos administrativos não articulados apresentam menor complexidade na elaboração.
Não são de difícil estruturação, pois praticamente são elaborados em texto corrido. Por
terem estrutura mais simples, os atos não articulados não necessitam apresentar ementa.
(nomeação, designação, promoção, exoneração, dispensa e outros).
Obrigatoriamente vão conter:
Cabeçalho: Deve conter a Hierarquia Administrativa em ordem decrescente e de nível e
tamanho de fonte.
Epígrafe: A denominação do ato normativo, a sigla (quando for o caso), e a marcação
temporal devem ser grafados por extenso, em letras maiúsculas e em negrito.
Exemplo: DECRETO DE 10 DE JANEIRO DE 2003
Identificação da Autoridade: Nome Completo da Autoridade que está expedindo o ato.
Indicação de Cargo: Cargo da autoridade que está expedindo o ato.
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Fundamento legal da competência: Especificar a legislação que dá competência a
autoridade de estar expedindo o ato
Designação do ato: Expressão que vai designar o tipo de ato que está sendo expedido
(Nomeia, Designa, Aposenta
Texto do ato: Texto especificando todas as informações necessárias para a consecução
do ato.
Identificação do Signatário: Nome completo da autoridade que está expedindo e
assinando o ato
Quanto às medidas, a primeira linha deve ter 5,59 cm de distância da margem esquerda e
as demais, 3,81 cm, tendo a margem direita 2,54 cm da borda da folha
Geralmente, os Atos admnistrativos não articulados são Decretos, Resoluções, Portarias,
pelas características dos seus assuntos.
EXEMPLO:
Decreto de 28-1-2010 José Serra, Governador do Estado de São Paulo, nos termos do art.
20, II, da LC 180-78, Nomeia o abaixo indicado, habilitado em concurso público para
exercer em caráter efetivo e em Jornada Completa de Trabalho, o cargo de Executivo
Público, Ref. 1, Grau A, da Escala de Vencimentos Nível Universitário, a que se refere a LC
1.080-2008, do SQC-III-QSDPD:
Akitoshi Yokoyama, RG 8.061.129, vago em decorrência da aposentadoria de Raphael
Baldacci Filho, RG 991.726 (D.O. 26-10-85).
Atos normativos articulados
Para melhor compreensão e leitura de atos normativos articulados, é necessário entender
sua sistemática.
Sistemática da articulação
A articulação é organizada por agrupamentos de unidades, estabelecendo uma relação
semelhante à de gênero e espécie. Quanto mais complexo, mais agrupamentos o ato
terá, como é o caso do Regulamento do ICMS.
As maiores unidades de agrupamentos em termos hierárquicos são as partes, que podem
se desdobrar em Parte Geral e Parte Especial ou ser subdivididas em partes organizadas
em numerais ordinais grafados por extenso.
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23
Após as partes, seqüencialmente seguem os livros, os títulos, os capítulos, as seções e as
subseções. Todas essas unidades de agrupamento devem ser grafadas em letras
maiúsculas, identificadas por algarismos romanos e em negrito, ou caracteres que as
coloquem em realce.
Em seqüência às subseções, seguem os artigos, que também poderão compreender
agrupamentos em Disposições Preliminares, Gerais e Finais. Os que não tiverem caráter
permanente constituirão as Disposições Transitórias com numeração própria. Caso a
disposição transitória tenha um único comando, este deverá ser grafado como artigo
único.
Até a subseção, os agrupamentos são apenas estruturais, para organizar o texto
legislativo. Somente a partir do artigo é que essas unidades de agrupamentos são
compostas pelo texto legislativo de fato.
Parte -> Livro -> Título -> Capítulo -> Seção -> Subseção -> artigo -> parágrafo -> item ->
inciso -> alínea
Com isso, seguem as peculiaridades de cada parte que compõe o texto legal.
Artigo
O artigo representa a unidade básica de divisão, ordenado por numeração ordinal até o
nono artigo (Art. 9º) e numeração cardinal a partir do décimo (Art. 10). No artigo, deve
estar contido um único assunto em que é expressa a norma geral. Caso o assunto
necessite de desdobramentos, a norma geral comporá o caput (cabeça de artigo), e as
complementações, exceções e particularidades devem ser apresentadas em forma de
parágrafos e incisos.
Parágrafo
Representado pelo sinal gráfico §, o parágrafo é a disposição secundária de um artigo em
que é explicada ou modificada a disposição principal, o caput do artigo. O parágrafo
também é ordenado por numeração ordinal até o nono artigo (§ 9º) e numeração
cardinal a partirdo décimo (§ 10). Quando houver apenas um parágrafo, adota-se a
expressão Parágrafo único, e não § único. Os textos dos parágrafos devem ser iniciados
com letras maiúsculas e encerrados com ponto final (.).
Item
Item é o desdobramento do parágrafo que permite detalhar as complementações
necessárias para o entendimento dos dispositivos. O item é grafado com números
arábicos, seguidos de ponto: 1.; 2.; 3. Os textos dos itens devem ser iniciados com letras
minúsculas, encerrados com ponto-e-vírgula (;), com exceção do último item, que deverá
ser encerrado com ponto final (.). Se a função do item é organizar o assunto tratado pela
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alínea, não há sentido em alínea desmembrada em apenas um item, por isso, não pode
haver item único.
Inciso
Para melhor compreensão do texto, há situações em que é necessário subdividir o
assunto em partes. No contexto do artigo essa divisão se dá por meio dos incisos,
unidades que discriminam o assunto tratado no artigo. Não se trata de complementação
ou exceção, mas apenas subdivisão do assunto, que se tornaria de difícil compreensão se
todo seu conteúdo fosse veiculado no caput do artigo. O inciso deve ser enumerado,
seqüencialmente, por algarismo romano maiúsculo, seguido de hífen, sem a necessidade
da grafia do termo inciso: I-; II-; III-. Os textos dos incisos devem ser iniciados com letras
minúsculas, encerrados com ponto-e-vírgula (;), com exceção do último inciso, que
deverá ser encerrado com ponto final (.). Se a função do inciso é organizar o assunto
tratado pelo artigo, desdobrando-o para esclarecê-lo, não há sentido em artigo
desmembrado em apenas um inciso, por isso, não pode haver inciso único.
e) Alínea
As alíneas são unidades que tratam de particularidades ou complementações do
conteúdo expresso no inciso e no item. São grafadas com as letras do alfabeto português
em minúsculo de a a z, seguida de parênteses: a); b). Os textos das alíneas devem ser
iniciados com letras minúsculas, encerrados com ponto-e-vírgula (;), com exceção da
última alínea, que deverá ser encerrada com ponto final (.). Se a função da alínea é
organizar o assunto tratado pelo inciso, não há sentido em inciso desmembrado em
apenas uma alínea, por isso, não pode haver alínea única.
Alteração, vigência e revogação de atos normativos
Sobre as regras para alteração, vigência e revogação, a LC 863/99 apresenta as seguintes
orientações:
a) Alteração
Os atos normativos devem ser alterados mediante os critérios:
Reprodução integral: quando a alteração for considerável, deve ser emitido um novo
texto;
Revogação parcial: quando forem alterados apenas alguns dispositivos;
Substituição no próprio texto: quando houver acréscimo(s) de dispositivo(s) ou alteração
de dispositivo(s) no próprio texto, devem ser observadas as seguintes regras:
• artigos, subseções, seções, capítulos, títulos, livros e partes não podem ser
renumerados. Devem ser utilizados os mesmos números de artigo ou
Comunicações Administrativas
25
• agrupamento, seguido de letras maiúsculas, em ordem alfabética, tantas quantas
forem suficientes para identificar os acréscimos;
• os números de dispositivos revogados não podem ser reaproveitados;
• é admissível reordenação interna das unidades de desdobramento de artigos,
desde que identificada por alteração de redação, supressão ou acréscimo das
letras maiúsculas NR (nova redação) entre parênteses, uma única vez ao final.
b) Vigência
A vigência do ato normativo deve ser indicada de forma expressa, sendo que a maior
parte dos atos entra em vigor na data de sua publicação. Usualmente, a vigência é
explicitada no penúltimo artigo do texto, antecedendo a cláusula de revogação.
c) Revogação
A cláusula de revogação, se necessária, ocorre no último artigo do texto. O artigo de
revogação deve conter expressamente todos os atos ou disposições revogadas a partir da
vigência do novo ato.
Composição e formatação de atos normativos
articulados
Cabeçalho: Deve conter a Hierarquia Administrativa em ordem decrescente e de nível e
tamanho de fonte
Epígrafe: A denominação do ato normativo, a sigla (quando for o caso), e a marcação
temporal devem ser grafados por extenso, em letras maiúsculas e em negrito
DECRETO Nº 47.981, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2002
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Ementa: síntese do assunto a ser tratado. Deverá ter destaque, situando-se à esquerda
do texto, logo abaixo da epígrafe. Se alterar norma em vigor fazer referência ao número e
ao objeto desta. A ementa deve estar 6,5 cm de distância da margem esquerda e
espaçamento entre as linhas de 12 pontos.
Exemplo: Dá nova redação ao artigo 1º do Decreto nº 44.036, de10 de junho de 1999,
que dispõe sobre a classificação institucional da Secretaria da Educação.
Preâmbulo: parágrafo que apresenta a fundamentação legal. No caso de decretos, o
preâmbulo inicia-se com o nome do chefe do Governo e de seu cargo, em letras
maiúsculas e em negrito, seguidos da expressão “no uso de suas atribuições legais” ou do
fundamento legal que ampare o ato, em letras minúsculas sem negrito, terminando em
vírgula. Os demais atos normativos articulados são iniciados com o cargo do titular da
pasta em letras maiúsculas e em negrito. Após, deve seguir o fundamento legal que
ampara o ato, em letras minúsculas e sem negrito, terminando em vírgula. Quanto às
medidas, a primeira linha deve ter 5 cm de distância da margem esquerda e as demais
linhas 2,5 cm, com espaçamento entre linhas de 24 pontos.
Exemplo de preâmbulo:
GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições
legais, com fundamento no artigo 6º do Decreto-Lei nº 233, de 28 de abril de 1970 e com
base no Decreto nº 47.567, de 1º de janeiro de 2003,
Considerandos: motivações legais ou administrativas que fundamentam ou orientam a
expedição do ato. Essas considerações são dispostas em parágrafos distintos, separados
por ponto-e-vírgula (;). Se houver um único considerando, ele deve ser incorporado ao
preâmbulo logo após a fundamentação legal. Havendo mais de um, devem ser articulados
separadamente, com a expressão considerando em negrito.
Quanto às medidas, a primeira linha deve ter 5 cm de distância da margem esquerda e as
demais, 2,5 cm, com espaçamento entre linhas de 24 pontos.
Expressão de comando: termo que expressa a finalidade do ato (decretar, resolver,
decidir e outros). No caso de decretos, a expressão Decreta deve iniciar-se em outro
parágrafo com maiúscula e demais minúsculas, seguida de dois pontos (:), com
espaçamento entre as letras. Nos demais atos, a expressão de comando não é
apresentada em parágrafo separado, nem possui grafia diferenciada. Ela simplesmente
finaliza a fundamentação legal ou os considerandos, conforme o caso (ver exemplo de
Resolução, p. 38 e de Portaria, p. 40). No caso dos decretos, a expressão de commando
deve estar a 5 cm de distância da margem esquerda.
Texto: conteúdo articulado, cláusulas de vigência e, se for o caso, de revogação. No que
se refere às medidas, o artigo e sua numeração correspondente devem estar em negrito a
5 cm de distância da margem esquerda da folha. As linhas seguintes devem ter 2,5 cm,
com espaçamento entre linhas de exatamente 24 pontos. Os demais dispositivos (inciso,
alínea, item e parágrafo), em termos de formatação, devem obedecer às mesmas regras
referentes ao artigo. Não deve ser utilizado marcador para inciso, alínea ou item.
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Local e data: Quanto às medidas, devem estar a 5 cm de distância da margem esquerdada folha, com espaço para a data da assinatura.
Identificação do signatário: A identificação do signatário deve constar à direita do texto,
logo após local e data. Não há medidas explícitas para formatação.
Referendos: no caso de decretos, após assinado e publicado no DOE, o ato normativo
seguirá para o referendo do secretário de estado da área com a qual a matéria tratada
tem vinculação. Nessa ocasião o nome da autoridade que deverá referendá-lo será
acrescentado ao decreto pela unidade competente da publicação.
Fonte: Courier New tamanho 12.
Paginação: a partir da segunda página, à margem lateral direita.
Margens: Superior: 3 cm; Inferior: 2,5 cm; Lateral direita: 1,5 cm; Lateral esquerda: 2,5
cm.
Uma vez apresentados elementos e características que compõem o ato normativo,
seguem suas formas de exteriorização.
Formas de atos normativos
a) Decreto
Destinado ao público em geral, o decreto tem a finalidade de regulamentar leis e dispor
sobre organização administrativa, matérias tributária, orçamentária, financeira e de
recursos humanos. Não é função do decreto apresentar conteúdo ou destinação
definidos de modo exaustivo; para isso é necessária publicação de outros atos mais
específicos.
Competência: Governador do Estado.
Fundamento legal da competência: Lei 10.177/1998 (art. 12, I, a).
Estrutura: Parte -> Livro -> Título -> Capítulo -> Seção -> Subseção -> artigo -> parágrafo -
> item -> inciso -> alínea
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b) Resolução
Ato normativo com a finalidade de complementar e normatizar legislação, orçamentária,
financeira e de recursos humanos, além de dispor sobre todos os assuntos de
competência de cada Secretaria. A resolução tem como destino o público em geral.
Competência: Secretários de Estado.
Fundamento legal da competência: Lei 10.177/1998 (art. 12, I, b).
Estrutura: devem ser consultadas as orientações dispostas em Composição e formatação
de atos normativos articulados, considerando adaptações em:
Preâmbulo: a composição da fundamentação legal deve ser iniciada com a expressão
“O SECRETÁRIO DA . . . . . ”, seguido dos dispositivos legais, se for o caso, que
fundamentam sua competência e da expressão “resolve:”.
c) Portaria
Ato normativo com finalidade de estabelecer procedimentos relativos a pessoal,
organização e funcionamento de serviços, além de orientação quanto à aplicação de
textos legais. A portaria é destinada ao público em geral e a unidades internas.
Embora as portarias sejam classificadas como ato interno, que não obriga particulares
porque os cidadãos não estão sujeitos ao poder hierárquico da administração pública, na
Sefaz algumas portarias, como as publicadas pela Coordenaria de Administração
Tributária - CAT, atingem particulares. Isso porque os contribuintes, mesmo não sujeitos
ao poder hierárquico da Fazenda Pública Estadual, têm algumas obrigações a cumprir
com relação ao Fisco.
Competência: Coordenador, Presidentes, Diretores de departamento, de divisão e de
serviço.
Fundamento legal da competência: Lei 10.177/1998 (art. 12, II, a).
Estrutura: devem ser consultadas as orientações dispostas em Composição e formatação
de atos normativos articulados, considerando adaptações em:
Preâmbulo: a composição da fundamentação legal deve apresentar o cargo da
autoridade (sem citar o nome), seguido dos dispositivos legais (se for o caso) e da
expressão “expede a seguinte portaria:” ou “expedem a seguinte portaria conjunta:”.
d) Instrução e Instrução Normativa
São ordens escritas e gerais a respeito do modo e forma de execução de determinado
serviço público, expedidas pelo superior hierárquico visando orientar os subalternos no
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desempenho de suas atribuições, assegurando a unidade de ação no organismo,
objetivando a execução das leis, decretos e regulamentos (CF/88, art. 87, § único, II).
Obviamente, não podem contrariar tais epécies normativas. São de âmbito interno.
No Estado de São Paulo eses atos são comuns nas áreas administrativas que funcionam
verdadeiramente como um sistema, que são os casos do Sistema de Administração
Financeira e Orçamentária, Sistema de Pessoal, Sistema de Transportes Internos, Sistema
de Material e Patrimônio e Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo, que possuem
algumas regulamentações próprias e específicas.
Estrutura: devem ser consultadas as orientações dispostas em Composição e formatação
de atos normativos articulados , considerando adaptações em:
Expressão de comando: Em razão de não possuir apenas uma expressão como nos outros
atos. Vai conter os seguintes dizeres “Expede o presente ato normativo”
Competência: Coordenador, Presidentes, Diretores de departamento.
e) Comunicado
Ato usado para transmitir breve informação, interna e externa, de caráter geral. O
comunicado tanto pode ter natureza normativa quanto informativa. Difere do aviso e da
ordem de serviço, respectivamente, por ser expedido por autoridades competentes
específicas e ser destinado a um público mais amplo.
Competência: Coordenadores, Presidentes e Diretores de departamento.
Estrutura: devem ser consultadas as orientações dispostas em composição e formatação
de atos normativos articulados, considerando adaptações em:
Preâmbulo: A composição do preâmbulo deve apresentar o cargo da autoridade (sem
citar o nome), seguido dos dispositivos legais (se for o caso) e da expressão de comando,
que deve variar de acordo com a finalidade do comunicado (“Comunica:”, “Esclarece
que:”).
Texto: para articulação, deve ser utilizada a numeração progressiva.
f) Deliberação
Ato que tem como finalidade decidir, impor ordem ou estabelecer uma medida. Também
destinada ao público em geral, a deliberação é semelhante à resolução, tanto no que diz
respeito à estrutura quanto ao conteúdo. A diferença entre ambas está na autoridade
competente que expede a deliberação, emanada de órgão colegiado (conselho
administrativo ou deliberativo), no qual o poder de decisão é igualitário entre seus
componentes, não centralizado numa só pessoa.
Competência: Órgão colegiado.
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Fundamento legal da competência: Lei 10.177/98 (art.12, I, c).
Estrutura: devem ser consultadas as orientações dispostas em Composição e formatação
de atos normativos articulados, considerando adaptações em:
Preâmbulo: como não há autoridade hierárquica em órgão colegiado, a composição do
preâmbulo deve apresentar o nome por extenso do órgão colegiado, seguido de sigla (se
for o caso), dos dispositivos legais (se for o caso) que fundamentam a instituição e/ou a
competência do órgão colegiado e da expressão de comando “delibera:”.
Atos normativos conjuntos
Os atos administrativos conjuntos são aqueles que são expedidos por mais de uma
autoridade, com o objetivo de regulamentar decretos, serviços e atribuições no âmbito
de seus Órgãos. Geralmente expedidos por órgãos que regulem os sistemas
administrativos do Estado, como são os casos do Sistema de Administração Financeira e
Orçamentária, Sistema de Pessoal, Sistema de Transportes Internos, Sistema de Material
e Patrimônio e Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo, que possuem algumas
regulamentações próprias e específicas.
Esses atos são em geral Resoluções, Portarias, Instruções e Instruções Normativas
Atos Processuais e documentos administrativos
Atos processuais fazem parte de processos, administrativos ou judiciais, constituindo-se
em peças processuais. Entenda-se processo como “conjunto de atos necessários e que
devem ser praticados numa ordem preestabelecida, para esclarecimento da controvérsia
e para obtenção de uma solução jurisdicional para o caso.”
As peças processuaissão documentos apresentados de forma seqüencial, com origem em
unidades distintas, eventualmente em órgãos diversos, e são assinados por servidores de
níveis hierárquicos diferentes. O elemento comum que reúne as várias peças processuais
num só processo é o objeto ou assunto.
Por não serem documentos independentes, ou seja, somente apresentam sentido no
contexto de um processo, nos atos processuais, após o cabeçalho apresentando a
organização administrativa do órgão devem constar dados do processo.
Todos os atos processuais devem ser iniciados com referência ao expediente que o
motivou e finalizados com expressão de encaminhamento à próxima unidade que deverá
responder ao processo. Também deve ser indicada a sigla da próxima unidade a ter de
responder ao processo.
Comunicações Administrativas
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Formas de atos processuais
a) Despacho
Ato expedido por autoridade acerca de assunto submetido a sua apreciação. Destinado
ao interessado e às outras unidades da administração pública, o despacho é usado para
proferir uma decisão, uma ordenação ou sugerir o prosseguimento de um
processo/expediente.
Competência: Secretários, Secretário adjunto, Chefe de gabinete, Coordenador,
Presidentes, Diretor de departamento, Delegado, Diretor de divisão, Inspetor, Diretor de
serviço, Chefe de Posto Fiscal e secretário de órgão colegiado.
Estrutura:
- Cabeçalho;
- Identificação do documento;
Texto: no desenvolvimento do texto deve haver referência aos documentos
administrativos que foram apreciados para expedição do despacho, seguida da referência
do assunto tratado e da decisão ou encaminhamento da autoridade.
- Fecho;
- Local e data;
- Identificação do signatário;
b) Informação
Documento em que o servidor subordinado, atendendo à solicitação de alguma
autoridade, presta esclarecimentos e elucida algum ponto impreciso sobre uma situação.
Assim como o despacho, o documento Informação também é destinado ao interessado e
às outras unidades da administração pública.
Em alguns órgãos, é comum as respostas aos processos serem genericamente chamadas
de Informação. No entanto, a maior parte dos atos processuais com essa denominação
tem forma já consagrada. Contudo, deve ser considerado Informação apenas o
documento que já não for caracterizado como parecer, relatório ou despacho.
Competência: Todos os servidores.
Estrutura
Comunicações Administrativas
32
c) Parecer
Documento que apresenta análise e/ou interpretação técnica de uma situação proposta
em processo/expediente. A solução apresentada pelo parecer pode ser favorável ou não,
mas sempre tem de ser justificada com fundamentação legal e/ou base jurisprudencial. O
parecer é destinado ao interessado e às outras unidades da administração pública.
Embora contenha enunciado opinativo, o parecer pode ter existência obrigatória no
procedimento administrativo e também pode dar ensejo à nulidade do ato final. De
natureza técnica, o parecer não pode ser contrariado por superior hierárquico, já que não
prevalece a hierarquia administrativa no campo da técnica.
Competência: Coordenadoria e diretoria de departamento.
Estrutura:
- Cabeçalho;
- Identificação do documento; :
- Texto: no desenvolvimento do texto deve haver referência aos documentos
administrativos que foram apreciados para expedição do parecer, seguida das
considerações do técnico e de medidas sugeridas.
- Fecho;
- Local e data;
- Identificação do signatário;
d) Decisão
Documento que apresenta posicionamento adotado em cada processo submetido à
apreciação do juiz. A decisão pode ser proferida em forma de voto.
e) Relatórios
No contexto da administração pública, relatório é um documento oficial comumente
usado em duas situações:
• a autoridade expõe a atividade de uma repartição ou apresenta relato de uma situação;
• o servidor presta conta de seus atos a uma autoridade de nível superior.
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Atos de Comunicação e Documentos Administrativos
Atos de comunicação têm como finalidade o estabelecimento de comunicação entre
órgãos, entidades e pessoas. Alguns deles podem ter origem na administração pública e
serem destinados ao setor privado, como é comum no caso do ofício.
Este manual considera documentos administrativos aqueles que possuem finalidade
executiva, mas que não são atos normativos nem processuais.
Como já foi citado, a prioridade é o rigor na redação dos textos, considerando os
princípios fundamentais explicitados no capítulo 1 deste manual, e também na
padronização dos elementos constitutivos. No entanto, o ofício e o memorando deverão
ser elaborados de acordo com a formatação que se segue.
Diagramação padrão ofício
- Margem esquerda: 2,5 cm;
- Margem direita: 1,5 cm;
- Identificação do documento: horizontalmente, a 2,5 cm do início da margem esquerda,
e verticalmente a 5,5 cm da borda superior do papel;
- Local e data: horizontalmente, a 1,5 cm do término da data, devendo coincidir com a
margem direita; verticalmente, deve estar a 6,5 cm da borda superior do papel;
- Vocativo: a 10 cm da borda superior do papel; horizontalmente, com avanço de
parágrafo de 2,5 cm;
- Avanço de parágrafos: equivalente a 2,5 cm; o texto inicia a 1,5 cm do vocativo;
- Espaço entre os parágrafos do texto: 1 cm;
- Fecho: centralizado, a 1 cm do texto;
- Identificação do signatário: a 2,5 cm do fecho.
Formas de atos de comunicação e documentos
administrativos
a) Apostila
Ato com a finalidade de reconhecer vantagens pessoais, aditar ou retificar outro ato
administrativo publicado anteriormente. Destinada ao interessado e às unidades de
controle cadastral, a apostila é um documento complementar a um ato, confirmando as
alterações publicadas em atos administrativos anteriores, atualizando-os.
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34
Usualmente, as apostilas retificam atos ou documentos referentes a:
a) promoções;
b) lotação em outro setor;
c) majoração de vencimentos;
d) aposentadoria;
e) alteração de nome civil ou número de documento; e
f) reversão à atividade.
A apostila pode retificar tanto um documento administrativo quanto um ato normativo,
mas a finalidade será sempre a mesma: retificação ou aditamento.
Competência: Diretores de departamento, de divisão e de serviço.
Fundamento legal da competência: Para unidades do Departamento de Recursos
Humanos (DRH): Decreto 52.833/08 (art. 37, I, a). Para unidades do Departamento de
Despesa de Pessoal do Estado (DDPE): Decreto 52.613/71 (art. 22, III).
Estrutura:
- Cabeçalho;
- Identificação do documento;
- Dados do interessado: dados que identifiquem o interessado (RG, nome, cargo, UA,
município...). Esses dados são variáveis de acordo com a motivação da apostila (ver
exemplos).
- Texto: quando o documento a ser apostilado for um ato normativo, deve ser feita
exposição sintética da correção (ou qualquer outro propósito que motive a expedição do
documento), com referência ao ato originalmente publicado. Visando à preservação da
data de validade, o texto deve mencionar expressamente número, dia e página do DOE
em que o ato normativo original foi publicado.
- Se a retificação ou o aditamento for feito em documento administrativo, o texto deve
ser iniciado citando o cargo da autoridade competente seguido do fundamento legal que
ampara o ato. Após, deve ser feita a exposição sintética da correção ou do aditamento e
as razões que o motivaram.
- Local e data;
- Identificação do signatário;
Obs.: As apostilas do DRH obedecem a modelos padronizados
Comunicações Administrativas
35
b) Ata
Ata tem como a finalidade de registrar,de forma resumida, as ocorrências de uma
reunião ou de um evento. Embora com representação sucinta, os relatos dos fatos
transcritos numa ata devem apresentar o máximo de fidelidade e precisão. A ata é
destinada aos participantes da reunião e aos demais interessados.
Tradicionalmente, para impedir que sejam acrescentadas modificações posteriores, as
atas são escritas em linhas corridas, sem rasuras, emendas, entrelinhas ou entradas de
parágrafos e com numerais grafados por extenso. As atas são assinadas por todos os
participantes da reunião ou do evento, constituindo-se em documento com valor
histórico.
Atualmente, numa realidade contemporânea pautada pela velocidade de transmissão do
fluxo informacional, o processo de elaboração das atas em muitos casos foi alterado,
modificando também o caráter do documento. Hoje, é comum que as atas sejam
transmitidas por correio eletrônico, sem assinatura, apresentando apenas o relato do
conteúdo das reuniões ou dos eventos. Dessa forma, a ata não tem valor documental.
Competência: Secretário da reunião.
c) Atestado
Documento com finalidade de comprovar fato, direito ou de discorrer sobre uma situação
de conhecimento da administração pública. O atestado difere da certidão por ter
natureza declaratória, já que afirma alguma ocorrência sobre a qual não consta registro,
em caráter permanente, em poder de estado.
Competência: Coordenador, Diretor de departamento, Delegado, Diretor de divisão,
Inspetor, Diretor de serviço, Chefe de Posto Fiscal e secretário de órgão colegiado.
Estrutura:
- Cabeçalho;
- Identificação do documento;
- Texto: exposição clara do que está sendo afirmado, com dados que identificam o
interessado (nome, RG, cargo/função-atividade, RS/PV/EX) e, quando for o caso, dados
que identifiquem a unidade (Código de UA, UA, Município, mês e ano de referência). O
atestado é comumente elaborado num único parágrafo; se houver mais de um, todos
devem ser numerados para facilitar referência pontual ao documento.
- Local e data;
- Identificação do signatário;
Obs.: Os atestados do Departamento de Recursos Humanos obedecem a padronizados.
Comunicações Administrativas
36
d) Certidão
Documento com transcrição de fato ou ato administrativo que se encontra em
registros/cadastros da administração pública. A certidão é um documento revestido de
formalidades legais que deve ser fornecido por autoridade competente a pedido do
solicitante, que solicita ao poder público a comprovação da existência ou inexistência de
documento público que certifique sua conduta. A certidão difere do atestado por referir-
se a situação de natureza permanente (como a certidão de nascimento) e por referir-se
apenas a documento que se encontra em poder da administração. Quando autenticada,
a certidão tem força probatória de documento original.
Competência: Diretor de departamento, Delegado, Diretor de divisão, Inspetor, Diretor
de serviço, Chefe de Posto Fiscal e secretário de órgão colegiado.
Estrutura:
- Cabeçalho;
- Identificação do documento;
- Texto: se possível, num só parágrafo devem constar: a) referência ao documento que
determinou a expedição da certidão; b) quando for o caso, menção ao documento ou
livro de que foi extraída a informação para elaborar a certidão; c) transcrição do
documento original ou resumo descritivo do que foi encontrado; e d) termo de
encerramento (“por ser verdade, firmo a presente certidão”; “Nada mais havendo...”; “O
referido é verdade e dou fé”).
Para evitar adulteração do texto, a certidão deve ser escrita em linhas corridas, sem
rasuras, emendas, entrelinhas ou entradas de parágrafos e com numerais grafados por
extenso. Em caso de erro, deve ser utilizado “digo”, seguido da palavra ou frase correta.
As omissões podem ser acrescentadas no final do texto, sendo iniciadas por:
“Em tempo”.
- Local e data; (o alinhamento deve ser incorporado ao texto da certidão)
- Identificação do escrevente/digitador: dados do digitador (rubrica e nome). Esses dados
devem ser incorporados ao texto da certidão.
- Visto
e) Certificado
Assim como a certidão, o certificado também é um documento que certifica a existência
de um fato de que se é testemunha. No entanto, o certificado difere da certidão por ter
qualidade de documento autêntico. Muitas vezes, certificado e atestado são utilizados
Comunicações Administrativas
37
indistintamente por terem a mesma finalidade: afirmar a existência de um fato. No
entanto, embora com a mesma função, o certificado deve ser expedido por autoridade
competente.
Outra forma de distinção entre atestado e certificado pode ser encontrada nos usos e
costumes. Na conclusão de cursos e para atestar participação de eventos é mais comum a
emissão de certificado, geralmente grafado em papel especial, formatado no sentido
paisagem. Nessa situação, o certificado é semelhante ao diploma, porque declara a
qualidade de dignidade conferida a uma pessoa.
Competência: Diretor de departamento, delegado, diretor de divisão, inspetor, diretor de
serviço e chefe de Posto Fiscal.
Estrutura:
- Cabeçalho; :
Obs.: Quando emitido à semelhança de diploma, o certificado não deve apresentar a
organização administrativa do órgão. Basta que esteja expresso(s) o(s) departamento(s)
que expede(m) o documento. O uso de logotipo é facultativo.
- Identificação do documento;
- Texto: exposição clara do que está sendo afirmado, com nome do interessado e dados
que o identificam, se for o caso. O certificado deve ser elaborado num único parágrafo.
Obs.: Nos certificados que atestam participação em evento ou curso, devem estar
expressos no corpo do texto os dados sobre o evento: nome, período em que foi
realizado e carga horária. Deve ser dado destaque (caixa alta, negrito, itálico) para o
nome do participante e o nome do evento.
- Local e data;
- Identificação do signatário; Quando se tratar de certificação de participação em evento
ou curso, não há rigidez quanto ao alinhamento.
f) Contrato Administrativo
Documento que formaliza um acordo de vontades firmado entre a administração pública
e o setor privado, ou entre órgãos da administração pública, para execução de obra,
prestação de serviço ou outros objetivos de interesse público. O termo de contrato é
indispensável em casos de compra com entrega futura, inclusive assistência técnica. O
contrato administrativo é destinado às partes envolvidas.
Para ter validade, o contrato administrativo deve ser celebrado de modo claro e preciso,
obedecendo aos seguintes critérios:
a) ser assinado por autoridade competente para empenhar despesa;
Comunicações Administrativas
38
b) dispor sobre execução de serviços autorizados em lei;
c) citar ato normativo que o autoriza;
d) indicar minuciosamente serviços a serem realizados e seus respectivos preços;
e) estar em conformidade com as propostas proferidas nas concorrências;
f) ser lavrado em repartições às quais interesse o serviço acordado;
g) respeitar as disposições de direito comum.
Competência: Diretor de departamento, delegado, diretor de divisão, inspetor, diretor de
serviço e chefe de Posto Fiscal.
Estrutura:
- Cabeçalho; (Embora o contrato seja um documento) administrativo, deve ser usado o
cabeçalho para atos processuais, porque um contrato administrativo sempre gera um
processo.
- Identificação do documento; O documento deve ser denominado Termo de contrato,
não somente Contrato.
- Ementa: indicação dos partícipes e resumo do objeto.
- Preâmbulo: parágrafo em que são dispostos dados sobre os partícipes e a
fundamentação legal do ato. Os dados devem ser apresentados na seguinte ordem: a)
data inteiramente por extenso, sem grafia de números arábicos ou romanos; b) sedee
endereço do contratante, por extenso; c) qualificação jurídica do contratante; d)
apresentação do contratante; e) apresentação do representante legal do contratante
(nome, cargo ou função); f) ato normativo que atribui competência ao representante; g)
apresentação da contratada; h) endereço da contratada; i) qualificação jurídica da
contratada; j) apresentação do representante legal da contratada (nome, RG e CPF); k)
referência a testemunhas; l) identificação de características específicas ao contrato, se for
o caso, com respectivo fundamento legal; m) referência ao objeto; n) fundamentação
legal que ampara o instrumento contratual (tanto a dos âmbitos federal, estadual e local;
o) referência às cláusulas contratuais.
Obs.: Apresentados os partícipes no preâmbulo, estes serão denominados Contratante (o
estado) e Contratada (a entidade) em todo o restante do termo de contrato.
- Texto: articulado por cláusulas que atendam às peculiaridades da matéria. Segundo o
art. 55 da Lei Federal 8.666, de 21 de junho de 1993, o contrato administrativo deve,
necessariamente, conter as seguintes cláusulas:
- objeto e suas características;
- regime de execução ou a forma de fornecimento;
Comunicações Administrativas
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- preço e condições de pagamento (critérios, data-base, periodicidade do reajuste dos
valores, atualização monetária);
- prazos (início da execução, conclusão e entrega);
- crédito pelo qual ocorrerá a despesa, com indicação da classificação funcional
programática e da categoria econômica;
- garantias oferecidas;
- direitos e responsabilidades das partes, penalidades cabíveis e valores das multas;
- casos de rescisão;
- reconhecimento dos direitos da administração pública em caso de rescisão por
inexecução total ou parcial;
- condições de importação (data, taxa de câmbio), quando for o caso;
- vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou não a exigiu, ao convite
e à proposta do licitante vencedor;
- legislação aplicável à execução do contrato;
- obrigação do contratado em manter, durante toda a execução do contrato,
compatibilidade com as obrigações por ele assumidas.
Obs.: Todas as cláusulas contratuais devem ser redigidas com clareza e precisão,
principalmente as que dispuserem sobre definição do objeto, direitos e
responsabilidades. Essas cláusulas devem ser bem explicativas, já que são elas que geram
obrigação de fazer ou de não fazer, de acordo com as especificidades acordadas.
- Local e data;
- Identificação dos signatários: identificação e assinatura dos representantes legais dos
partícipes.
- Identificação de testemunhas: assinatura, nome e número de RG e CPF de duas
testemunhas.
g) Convênio e Termo de cooperação
Documentos utilizados para firmar acordos entre a Órgãos do Estado e outros órgãos e
entidades. Destinados às partes envolvidas, o convênio e o termo de cooperação são um
ajuste entre as partes para assunção de compromisso, mediante mútua colaboração, com
objetivo de interesse comum. A principal diferença entre estes dois documentos e o
contrato está no interesse das partes: no convênio e no termo de cooperação há
convergência; no contrato, diferenças.
Comunicações Administrativas
40
Os convênios celebrados pelo estado, por intermédio das secretarias de estado ou órgãos
vinculados diretamente ao governador, dependem de prévia autorização do chefe do
governo, exceto nas hipóteses em que o governador também seja signatário do
documento.
Conforme o §1º, art. 116 da Lei 8.666/93, a celebração de convênio depende de prévia
aprovação de competente Plano de Trabalho proposto pela organização interessada, o
qual deverá conter, no mínimo, as seguintes informações:
a) identificação do objeto;
b) metas;
c) etapas de execução;
d) plano de aplicação dos recursos financeiros;
e) cronograma de desembolso;
f) previsão de início e fim da execução das etapas e do objeto como um todo;
g) se o convênio compreender obras ou serviço de engenharia, comprovação de que os
recursos próprios para complementar a execução do objeto estão devidamente
assegurados, salvo se o custo total do empreendimento recair sobre a entidade ou sobre
o órgão descentralizador.
Obs.: Convênio é uma demonstração de que os atos administrativos ora são classificados
pela ação executada, ora pela autoridade competente. A maior parte dos convênios é
publicada como documento administrativo. Os convênios ICMS têm força de ato
normativo, pois o Confaz, órgão colegiado que os promove, não tem autoridade
hierárquica, não podendo emitir resoluções e similares.
Competência: Secretários de Estado.
Fundamento legal da competência: Decreto específico que trata da competência
Estrutura e Exemplo: semelhante ao Contrato administrativo
h) Edital
Documento com a finalidade de anunciar ou tornar público, via imprensa ou afixação em
lugares públicos, fato que deve ser conhecido pelo público em geral.
Os editais recebem designação própria segundo seu objetivo (licitação, concorrência,
concurso para provimento de cargos, citação, intimação, notificação etc.). A finalidade
dos editais sempre será anunciar ou tornar público fato que deve ser conhecido.
A Lei Federal 8.666/93 e o Decreto Estadual 40.399/95 apresentam regras de publicação
de editais de concorrência, tomada de preços, concurso e leilão.
Comunicações Administrativas
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O anexo do Decreto 42.224/97 apresenta modelo de abertura de edital de concorrência
ou tomada de preço.
i) Memorando e Memorando-circular
Ato com a finalidade de comunicar o solicitar algo oficialmente. O memorando é uma
modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que
podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata-se,
portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna a determinado órgão
do Governo.
A principal função do memorando é empregar agilidade na comunicação interna, visando
evitar a costumeira demora burocrática. Por isso, o texto do memorando deve ser
simples, objetivo, preciso, conciso e claro.
A única diferença entre o memorando e o memorando-circular é que este deve ser
enviado a vários destinatários.
Competência: Secretários, Secretários adjunto, Chefes de gabinete, Assessores de
gabinete, Coordenadores, Presidentes, Diretores de departamento, Delegados, Diretores
de divisão, Inspetores, Diretores de serviço,
Estrutura:
- Cabeçalho;
- Identificação do documento;
- Local e data;
- Invocação;
Indicação de assunto: resumo do teor da comunicação, com alinhamento à direita.
Texto: exposição clara e objetiva do objeto que motivou a elaboração do memorando. Os
parágrafos devem ser numerados para facilitar referência pontual ao documento.
- Fecho;
- Identificação do signatário;
Diagramação;
j) Notificação
Documento com finalidade de notificar algo oficialmente, dando ao interessado ciência
de procedimento administrativo, garantindo-lhe o direito à ampla defesa e ao
contraditório. A notificação é destinada ao interessado envolvido no
processo/expediente.
Comunicações Administrativas
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Estrutura:
- Cabeçalho;
- Local e data;
- Endereçamento;
- Indicação de referência: dados e assunto do processo sobre o qual o contribuinte terá
de prestar contas. A indicação de referência deve ser alinhada à esquerda.
- Identificação do documento;
- Texto: deve conter as seguintes informações: a) pedido de comparecimento do
destinatário; b) local indicado para o comparecimento; c) prazo para comparecimento;
d) referência ao dispositivo legal que autoriza a ação (o ato de notificar); e) aviso das
conseqüências caso a notificação seja negligenciada.
Os parágrafos devem ser numerados para facilitarreferência pontual ao documento.
- Identificação do signatário;
k) Ofício e Ofício-circular
Documento com finalidade de comunicar ou solicitar algo oficialmente, podendo ser
destinado tanto a outros órgãos ou pessoas da administração pública quanto a
instituições e pessoas do setor privado.
A única diferença entre o ofício e ofício-circular é que este deve ser enviado a vários
destinatários.
A literatura técnica sobre o tema trata o ofício como um meio de comunicação
exclusivamente externo, uma vez que para a comunicação interna há o memorando.
Competência: Secretários, Secretários Adjunto, Chefes de gabinete, Assessores de
Gabinete, Coordenadores, Presidentes, Diretor de departamento, Delegado, Diretor de
divisão, Inspetor, Diretor de serviço, Chefe de Posto Fiscal.
Fundamento legal da competência: Lei 10.177/98 (art.12, II, b).
Estrutura:
- Cabeçalho;
- Identificação do documento;
Comunicações Administrativas
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- Local e data;
- Vocativo;
- Assunto (opcional): resumo do teor da comunicação, com alinhamento à direita. Cada
ofício deve abordar um único assunto.
- Texto: exposição do assunto, obedecendo à seguinte estrutura seqüencial:
- Introdução: tem de apresentar, de forma objetiva, a finalidade do documento.
Devem ser evitadas frases feitas para começar o texto, que pode ser iniciado de forma
direta (“Informo que...”; “Encaminho ao senhor...”). A introdução deve ser redigida em
apenas um parágrafo.
- Desenvolvimento: detalhamento do assunto. Quando o ofício for acompanhado de
outros documentos, estes devem ser citados no corpo do texto.
- Conclusão: reafirmação da proposição que motivou o ato. A conclusão pode ser
apresentada em apenas um parágrafo.
Se o texto do ofício for muito longo, deve ser usada uma folha de continuação, que deve
conter apenas a identificação do órgão e uma expressão para identificar o ato composta
por: a) indicação do número da folha; b) identificação do documento; e c) data em
formato resumido (dd/mm/aaaa). Essa expressão deve ser alinhada à esquerda.
Ex.: OFÍCIO SSP nº 51 /2009
Os parágrafos devem ser numerados para facilitar referência pontual ao documento.
- Fecho;
- Identificação do signatário;
- Endereço;
- Iniciais (se for o caso)
l) Ordem de serviço (OS)
Documento interno e eminentemente operacional, que expede incumbência a um
servidor ou a uma unidade administrativa. A ordem de serviço determina a realização de
services e/ou regula procedimentos específicos para sua execução. É um ato destinado ao
servidor, à unidade ou à empresa que deverá executar o serviço.
Competência: Diretor de departamento, Delegado, Diretor de divisão, Inspetor, Diretor
de serviço e Chefe de Posto Fiscal.
Fundamento legal da competência: Lei 10.177/98 (art.12, II, b).
Comunicações Administrativas
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Estrutura:
- Cabeçalho;
- Epígrafe;
- Texto: exposição do assunto, seguido, se for o caso, da cláusula de vigência e de
revogação.
- Local e data;
- Identificação do signatário;
m) Requerimento
Documento de tramitação exclusiva no âmbito da administração pública. O requerimento
é uma petição de caráter individual (se houver mais de uma pessoa, passa a ser abaixo
assinado ou memorial), que tem a finalidade de solicitar reconhecimento/concessão de
um direito, legalmente previsto, a autoridade hierárquica competente. Apesar de
fundamentado por legislação, a solicitação do requerimento não garante resposta
favorável.
Competência: Todos os servidores.
Fundamento legal da competência: Lei 10.261/68 (art. 239); Lei 10.177/98 (art. 23)
Estrutura:
- Vocativo;
- Texto
- Introdução: nome, RG e cargo do requerente, seguidos da motivação do pedido.
O preâmbulo pode ser elaborado em apenas um parágrafo.
- Desenvolvimento: exposição do pedido, indicando a fundamentação legal do
requerimento e os elementos comprobatórios do fato, se for o caso. Os parágrafos
devem ser numerados para facilitar referência pontual ao documento.
- Fecho: expressão: “Nestes termos, peço deferimento.”.
- Local e data;
- Assinatura: apenas a rubrica, já que nome e cargo do servidor já foram identificados no
corpo do texto.
- Visto: expressão “De acordo.”, assinatura, nome e função do(s) superior(es)
hierárquico(s), mediato e imediato. Esse recurso só deve ser usado se a autoridade
destinatária não for imediatamente superior ao requerente. Se o(s) superior(es)
Comunicações Administrativas
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hierárquico(s) não deferirem o documento, é aconselhável que haja indicação da
fundamentação legal que justifique a posição.
Obs. 1: A competência administrativa para deferir ou não o requerimento varia de acordo
com o objeto do documento, que deve estar expresso de forma clara e precisa. Mesmo
quando o vocativo for referente à autoridade competente a despachar o requerimento,
nos casos em que a autoridade destinatária for hierarquicamente superior dois níveis ou
mais, os superiores hierárquicos intermediários devem dar visto no documento
Obs. 2: Por ser um ato de caráter pessoal, o requerimento dispensa o cabeçalho que
representa a organização administrativa e a identificação do documento, devendo ser
iniciado diretamente pelo vocativo.
Obs. 3: Se o requerimento for elaborado na forma indireta, 3ª pessoa do singular (Ex.:
Fulano de tal, RG..., em vez de: Eu, Fulano de tal, RG...), o fecho deverá ser alterado para
“Nestes termos, pede deferimento.”.
Comunicações Administrativas
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Unidades Administrativas
Definição
Desdobramento da estrutura administrativa de órgão ou entidade estadual ao qual, pelas
suas atividades ou localização, são designadas atribuições, responsabilidades e
competências.
Especificamente, no que se diz respeito à gestão documental, as Unidades
Administrativas são os pontos de tramitação de documentos.
Como se dividem
Nas atuais estruturas dos Órgãos Estaduais o mais comum tem sido organizações com
aproximadamente 5 níveis hierárquicos: Gabinete, Coordenadoria, Departamento,
Divisão (Centros) e Núcleo. Muitos Órgãos não possuem Coordenadorias, ficando assim
com 4 níveis hierárquicos. Existem também Unidades de Assessoria, que são as
Assistências Técnicas e as Assessorias Técnicas. Para cada Unidade Administrativa é
designado ou nomeado um responsável que dependendo da Unidade poderá ser um
Coordenador ou um Diretor.
Espécies documentais
Os documentos podem ser caracterizados segundo seu aspecto formal, ou seja, as
espécies documentais são definidas tanto em razão da natureza dos atos que lhes deram
origem, quanto à forma de registro de fatos.
No nosso dia a dia nós trabalhamos geralmente com três grupos de espécies de
documentos
Processos
Definição: Unidade documental devidamente autuada, em que se reúne um conjunto de
documentos materialmente indivisível, necessários à solução de uma pretensão,
acumulados no decurso de uma ação administrativa, técnica ou judiciária.
Devem ser obrigatoriamente autuados em processo todos aqueles expedientes e
documentos que pelas suas características, e, que, para a resolução final do assunto
Comunicações Administrativas
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dependa de decisão administrativa, seja esta publicada em Diário Oficial ou não, para que
se produza efeito.
Podemos citar como exemplo um pedido de incorporação de uma determinada
gratificação, deve ser autuado em processo, uma vez que haverá uma decisão que será
baseada na legislação vigente e para ter seu efeito produzido deve ser publicada.
Um pedido de compra ou uma contratação de serviço só poderão ser efetivados se for
autorizada a realização da despesa por autoridade competente, e, que poderá ser
precedido de licitação. Assim sendo,deve ser autuado em processo.
Um processo, no decorrer de sua instrução, pode conter vários documentos avulsos
sendo juntados a ele devido as suas características e necessidades.
Expedientes (protocolados)
Definição : Um ou mais documentos reunidos em torno de uma atividade, assunto ou
interessado.
Documento de caráter informativo que deve tramitar por várias Unidades de um
determinado Órgão, recebendo apenas informações, manifestações e pareceres, onde
não haja necessidade de alguma decisão de qualquer autoridade.
Como exemplo podemos citar um ofício de um determinado Prefeito que solicita
informações sobre a conclusão de um determinado projeto que ele deu entrada
anteriormente. Esse documento deverá tramitar por diversas áreas até que a informação
solicitada seja respondida.
Um expediente, no decorrer de sua instrução, pode conter vários documentos avulsos
sendo juntados a ele devido as suas características e necessidades.
Documentos avulsos
São aqueles documentos, sejam eles memorandos, requerimentos ou cartas que são
recebidos por uma determinada Unidade que soluciona o assunto e já o arquiva. Não
existe tramitação posterior. Enquadram-se nesse grupo de documentos as planilhas,
quadros, certidões, requerimentos e outros mais.
Num estudo realizado pelo Arquivo Público do Estado, chegou-se ao seguinte quadro de
espécie de documentos mais comuns no Estado de São Paulo, que se enquadram como
documentos avulsos:
Comunicações Administrativas
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abaixo-assinado escritura plano
acórdão estatuto planta
alvará expediente portaria
apostila extrato precatório
arte fatura prestação de contas
artigo ficha processo
ata fluxograma procuração
atestado folha programa
autorização folheto projeto
aviso fórmula prontuário
balancete formulário pronunciamento
balanço foto proposição
boletim grade proposta
bilhete guia protocolado
calendário histórico protocolo
cardápio indicação prospecto
carta informação prova
cartão informe provisão
cartaz Instrução quadro
catálogo inventário questionário
cédula laudo recenseamento
certidão lei recibo
certificado lista recorte/clip
cheque listagem recurso
circular livro regimento
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comprovante mandado registro
comunicação manifesto regulamento
comunicado mapa relação
contrato matéria relatório
convenção medida provisória release
convênio memorando representação
convite memorial descritivo requerimento
convocação minuta requisição
credencial nota resolução
cronograma notificação resumo
currículo ofício sinopse
declaração orçamento solicitação
decreto ordem sumula
deliberação organograma tabela
despacho panfleto talonário
diário pedido telegrama
dicionário papeleta termo
diploma parecer tese
discurso partilha testamento
dossiê partitura teste
edital passaporte título de crédito
emenda pauta Trabalho de Conclusão de
Curso - TCC
ementa petição traslado
escala planilha vale
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Documentos Externos
Esse conceito de espécie de documentos, utilizado no sistema SPdoc, referem-se àqueles
documentos que são oriundos de Órgãos e Entidades que não aderiram ao sistema e dele
ainda não fazem parte. Documento pertencente a Órgão que ainda não aderiu ao SPdoc
que tem toda a sua identificação pertencente ao respectivo órgão. Esses casos referem-
se geralmente a processos e expedientes.
Comunicações Administrativas
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[1] Mas atenção para as exceções: Presidência, Supremo, Senado, Congresso, Assembléia
e Bolsa (de Valores) se escreve sempre com maiúscula, mesmo em segunda menção.