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1º COEL   COLÓQUIO DE ESTUDOS LITERÁRIOS

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é analisar a temática central da narrativa; A Natureza 
versus O Caboclo, pautando-se em como o caboclo lida com os conflitos gerados pela 
Natureza, os quais dificultam o seu modo de vida; a Natureza, por sua vez, como antagonista 
exercendo influências, no espaço físico, no ambiente psicológico e no tempo. Para esta 
análise, foi necessário o levantamento bibliográfico de cunho teórico e crítico que abordasse a 
temática aqui proposta, baseando-nos em autores como Gondim (2007), Souza (1978), Souza 
(2009), Cunha (2003), Tocantins (1968), entre outros. Sendo assim, fazemos uma reflexão em 
torno da personificação da vida do caboclo ribeirinho, da Natureza como provedora do seu 
sustento, como sua antagonista e como o caboclo lidam com essas adversidades ditadas pela 
força da Natureza. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Amazônia; caboclo; Inferno Verde; Terra Caída. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Palestras 
MACHADO DE ASSIS CRONISTA(S): PSEUDÔNIMOS OU HETERÔNIMOS 
 
Alex Sander Luiz Campos - IFNMG/UFMG. 
 
RESUMO: Propomos, primeiramente, uma revisão do nosso trabalho “Machado de Assis 
contra a concepção de sujeito solar: implicações na crônica”, defendido como dissertação de 
mestrado na Faculdade de Letras da UFMG em 2013. Reafirmou esse trabalho a ideia de que, 
contrariando a tradição moderna do sujeito, a obra de Machado de Assis permaneceu alheia ao 
ditame metafísico da unidade do sujeito. Foram investigadas as implicações dessa postura na 
crônica, partindo de um corpus composto pelas duas últimas séries escritas pelo autor, 
publicadas no jornal Gazeta de Notícias – “Bons dias!” (1888-1889) e “A semana” (1892-
1897). Baseando-nos na via alternativa proposta por Costa Lima, a de um sujeito fraturado, 
pudemos identificar, em cada uma das séries, um cronista distinto, dotado de características 
particulares – um cronista, enfim, mais próximo do que se convencionou tratar por 
“heterônimo” que da usual denominação de “pseudônimo”. Em um segundo momento, é 
apresentada a recepção crítica desse trabalho e são estabelecidos alguns diálogos com 
estudiosos de Machado de Assis (Vitor Cei, John Gledson e David Jackson). 
 
PALAVRAS-CHAVE: Machado de Assis, crônica, jornalismo literário. 
 
 
 
 
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A POESIA CABO-VERDIANA CONTEMPORÂNEA: CORSINO FORTES, 
ARMÉNIO VIEIRA E FILINTO ELÍSIO 
 
Raquel Aparecida Dal Cortivo – FAPEAM/UFAM/USP 
 
RESUMO: A literatura cabo-verdiana passa, em seu processo de formação, pela reivindicação 
de uma identidade autônoma, nesse sentido, temas locais como a seca, a emigração, a evasão, 
a exploração colonial e o sofrimento do povo de um modo geral estão presentes, assim como 
as tradições do país como a música, as danças e os rituais religiosos. Tais temas atribuem às 
obras um teor engajado, principalmente no período que antecedeu a independência e, 
conforme afirma José Luís Hoppfer Almada, foram os responsáveis por certa “monocultura 
literária” (2010, on-line). Entretanto, conforme aponta o autor, para além dos temas locais e 
telúricos, outras preocupações também figuram na mente dos autores e diversificam a 
literatura contemporânea. Desse modo, podemos divisar nesse horizonte poético modos 
diferentes de relação com a história do país, manifestados em diferentes experiências poéticas 
de resistência que vão do engajamento social e político ao afastamento desses aspectos. Dessa 
forma, essa poesia deve ser olhada de perto para que se possa melhor compreendê-la em sua 
inserção na história literária do país. Para tanto, propomos a leitura comparada entre as obras 
dos poetas Corsino Fortes, Arménio Vieira e Filinto Elísio. As obras dos três autores 
destacados da vasta produção poética cabo-verdiana configuram diferentes modos de 
resistência polícia e poética, cuja força centrípeta, que destaca elementos locais, 
particularizantes e individualizadores, parece guardar em si certa dimensão universal para 
além da questão nacionalista, tornando-se humanista e existencial (na literatura de Corsino 
Fortes e Filinto Elísio). Tal força centrípeta, no entanto, entra em tensão com uma força 
centrífuga também metaforizada pela imagem da ilha, cujas fronteiras abrem-se para o 
exterior; esta força afigura-se na literatura universal de Arménio Vieira. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Poesia cabo-verdiana. Corsino Fortes. Arménio Vieira. Filinto Elísio 
 
 
 
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O TEOR FILOSÓFICO DO JORNALISMO LITERÁRIO DE MACHADO DE 
ASSIS 
 
Vitor Cei Santos – LILIPO/UNIR. 
 
RESUMO: Joaquim Maria Machado de Assis trabalhou a vida toda como jornalista. O 
objetivo geral deste trabalho é mostrar que o nosso mais importante escritor também foi um 
dos maiores jornalistas brasileiros de todos os tempos. Como objetivo específico, contrapõe-
se à tese de Alex Sander Luiz Campos, apresentada no livro Machado de Assis contra a 
concepção de sujeito solar: implicações na crônica, segundo a qual as crônicas machadianas 
seriam escritas por heterônomos. Campos livro identifica, em cada uma das séries, um 
cronista distinto, dotado de características particulares que permitiria caracterizá-los como 
heterônomos. Para cumprir esses objetivos, argumento que a crônica, considerada um gênero 
de classificação imprecisa, fronteiriço entre o jornalismo e a literatura, ocupa um lugar 
importante na obra de Machado. Se as práticas do jornalismo e da filosofia na maioria das 
vezes excluem-se mutuamente (enquanto uma se apressaria para abordar o particular, a outra 
se debruçaria demoradamente sobre problemas universais), as crônicas de Machado de Assis 
escapam dessa dicotomia. Ao longo de sua vida o escritor-jornalista produziu um jornalismo 
literário que conjugava fait divers (“fatos diversos”, incidentes da atualidade, que interessam 
pelo pitoresco), acontecimentos históricos, alusões literárias e reflexões filosóficas, de caráter 
ontológico, ético e estético. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Machado de Assis, crônica, jornalismo literário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Minicursos e oficina 
 
UM CONVITE À LEITURA DAS CRÔNICAS MACHADIANAS 
 
Alex Sander Luiz Campos 
 
 
 
EMENTA: A crônica: gênero polivalente; lugar da crônica na obra de Machado de Assis, 
panorama da produção machadiana nesse gênero (1858-1900); leitura de crônicas 
selecionadas. 
Objetivo: Por meio de textos previamente selecionados, abordar aspectos importantes da 
cronística de Machado de Assis, de modo a incentivar sua leitura e a oferecer algum 
instrumental para seu estudo. 
 
 
 
NBR 6023: COMO ELABORAR REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Ednelza Sarmento Garcia Gushiken (UFAM) 
 
EMENTA: Apresentar e orientar a utilização da NBR 6023/2002 da Associação Brasileira de 
Normas Técnicas - ABNT à comunidade acadêmica da UNIR, na redação e preparo das listas 
de referências de livros, capítulos de livros, dissertações, teses, artigos para publicação em 
periódicos, projetos de pesquisa, multimeios e outros documentos. Todo material é uma 
compilação da NBR 6023 de agosto de 2002, a qual foi baseada nas ISO 690: 1987 e ISO 
 
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690-2: 1997. Associação Brasileira

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