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Apostila de Administração Financeira e Orçamentária concurso Polícia Federal

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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 1
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO 
FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA 
1 Orçamento público. 
1.1 Conceito. 
1.2 Técnicas Orçamentárias. 
1.3 Princípios orçamentários. 
1.4 Ciclo Orçamentário. 
2 O orçamento público no Brasil. 
2.1 Plano Plurianual na Constituição Federal. 
2.2 Diretrizes orçamentárias na Constituição Federal. 
2.3 Orçamento anual na Constituição Federal. 
2.4 Estrutura programática. 
2.5 Créditos ordinários e adicionais. 
3 Programação e execução orçamentária e financeira. 
3.1 Descentralização orçamentária e financeira. 
3.2 Acompanhamento da execução. 
4 Receita pública. 
4.1 Conceito. 
4.2 Classificação segundo a natureza. 
4.1 Etapas e estágios. 
5 Despesa pública. 
5.1 Conceito. 
5.2 Classificação segundo a natureza. 
5.3 Etapas e estágios. 
5.4 Restos a pagar. 
5.5 Despesas de exercícios anteriores. 
6. Lei de Responsabilidade Fiscal. 
6.1 Conceitos e objetivos. 
6.2 Planejamento. 
1 Orçamento público. 
1.1 Conceito. 
1.2 Técnicas Orçamentárias. 
1.3 Princípios orçamentários. 
1.4 Ciclo Orçamentário. 
O Orçamento público é um instrumento de planejamento e execução 
das Finanças públicas. Na atualidade o conceito está intimamente ligado à 
previsão das Receitas e fixação das Despesas públicas. No Brasil, sua 
natureza jurídica é considerada como sendo de lei em sentido formal, 
apenas. Isso guarda relação com o caráter meramente autorizativo das 
despesas públicas ali previstas. O orçamento contem estimativa das recei-
tas e autorização para realização de despesas da administração pública 
direta e indireta em um determinado exercício, que, no Brasil, coincide com 
o ano civil. 
A definição mais comum de orçamento simplesmente afirma que é uma 
estimativa anual de receitas e despesas de uma organização, pública ou 
privada. Outra definição afirma explicitamente que o orçamento público é a 
ferramenta que permite que o setor público cumprir com a produção de 
bens e serviços públicos para atender às necessidades da população, de 
acordo com o papel atribuído ao Estado na economia e na sociedade o 
país. 
A ação do orçamento público do Estado em qualquer nível, é expressa 
como uma ação específica no desempenho de uma função especial, em 
um dado momento, aplicando recursos para obter resultados concretos: os 
bens e serviços com um objetivo preciso; isto, procurando um fim preciso, o 
de atender às necessidades do povo. 
A definição de orçamento público acima, além disso, contém implícitos 
vários pontos de interesse, já que eles fornecem focos de atenção, sobre 
as complexas relações entre a intervenção pública e a economia do país, 
analisando os efeitos que resultam quando ambos atores estão interliga-
dos. 
Por muito tempo, tem sido comum para muitos estudiosos, de destacar 
que a presença do Estado não é necessária apenas para a prestação de 
determinados serviços relacionados com a defesa coletiva de soberania 
nacional, a justiça e as relações internacionais, mas também para fornecer 
uma ferramenta para garantir a propriedade privada, a execução de contra-
tos, concorrência e outro conjunto de regras cuja preservação é considera-
da essencial para manter o funcionamento da organização econômica e 
social que chamamos País. 
A intervenção do Estado se manifesta principalmente através do uso de 
esquemas regulatórios em atividades consideradas estratégicas, tais como 
aquelas relacionadas ao sistema financeiro e dos serviços públicos, ou por 
meio de controles sobre o setor privado e outras medidas para ajudar a 
encorajar ou desencorajar o desenvolvimento de atividades que o Estado 
entenda adequadas para apoiar ou não. Para fazer isso, o Estado pode 
definir subsídios, impostos ou contribuições, alterar as suas taxas ou ir para 
mecanismos de planejamento indicativo, conforme o caso, e por isso que a 
existência de um orçamento público é essencial porque a traves dele, e o 
que o Estado poderá possa fornecer os recursos financeiros que darão 
conta da realização das tarefas referidas anteriormente. 
O orçamento público, em essência, não só se trata de um instrumento 
jurídico contábil, senão de uma ferramenta de planejamento. É um compo-
nente importante da política econômica. Portanto, é fundamental que haja 
coerência entre o orçamento público e as metas e objetivos definidos pela 
política econômica do país, especificamente, políticas monetárias e cambi-
ais e metas para o crescimento e a inflação. 
http://queconceito.com.br/orcamento-publico 
O estudo do orçamento público retorna à década de 1920 nos Estados 
Unidos. Ou mesmo anteriormente, só sendo possível devido à Revolução 
Industrial. A gestão empresarial deu enormes saltos de qualidade, propici-
ando o desenvolvimento de diversas técnicas de gestão e de elaboração do 
orçamento. Fayol, em sua obra "Administração Industrial e Geral", já defen-
dia que as empresas eram conjuntos de funções (técnicas, comerciais, 
financeiras, segurança, contábil e administrativas). 
Com o desenvolvimento do pensamento empresarial e acadêmico,que 
efetua o acompanhamento e controle da Função Administrativa estatal, era 
necessário estabelecer mecanismos que proporcionassem bases seguras 
para a condução das atividades empresariais. Neste contexto, surgiram as 
técnicas orçamentárias mais conhecidas: - Orçamento Tradicional; - Orça-
mento Base Zero; - Orçamento de Desempenho; - Orçamento-Programa; - 
Sistema de Planejamento, Programação e Orçamento; - Sistema de Racio-
nalização do Orçamento; - dentre outras técnicas. 
Assim, o conceito de orçamento público varia dependendo do "ângulo" 
em que o observa, podendo adquirir definições variadas (TORRES,2002). 
Princípios Orçamentários 
 Vander Gontijo . 
Desde seus primórdios, a instituição orçamentária foi cercada de uma 
série de regras com a finalidade de aumentar-lhe a consistência no cum-
primento de sua principal finalidade: auxiliar o controle parlamentar sobre 
os Executivos. Essa regras ou princípios receberam grande ênfase na fase 
que os orçamentos possuíam grande conotação jurídica, chegando alguns 
incorporados na corrente legislação: basicamente na Constituição, na Lei 
4.320/64 e nas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs). Os princípios 
orçamentários são premissas a serem observadas na concepção da pro-
posta orçamentária. 
Unidade 
O orçamento deve ser uno, ou seja, deve existir apenas um orçamento 
para dado exercício financeiro. Dessa forma integrado, é possível obter 
eficazmente um retrato geral das finanças públicas e, o mais importante, 
permite-se ao Poder Legislativo o controle racional e direto das operações 
financeiras de responsabilidade do Executivo. 
São evidências do cumprimento deste princípio, o fato de que apenas 
um único orçamento é examinado, aprovado e homologado. Além disso, 
tem-se um caixa único e uma única contabilidade. 
O princípio da unidade é respaldado legalmente por meio do Art. 2º da 
Lei 4.320/64 e pelo § 5º do art. 165 da CF 88. 
Mas mesmo assim, o princípio clássico da unidade não estava, na ver-
dade, sendo observado. As dificuldades começaram antes da Constituição 
de 88 em razão da própria evolução do sistema orçamentário brasileiro. Na 
década de 80, havia um convívio simultâneo com três orçamentos distintos 
&mdash o orçamento fiscal, o orçamento monetário e o orçamento das 
estatais. Não ocorria nenhuma consolidação entre os mesmos. 
Na verdade, o art.62, da Constituição de 1967, emendada, limitava o 
alcance de sua aplicação, ao excluir expressamente do orçamento anual as 
entidades que não recebessem subvenções ou transferências à conta do 
orçamento (exemplo: Banco do Brasil - exceto se houver integralizaçãode 
capital pela União). 
No seu § 1º, estabelecia que a inclusão, no orçamento anual, da des-
pesa e da receita dos órgãos da administração indireta será feita em dota-
ções globais e não lhes prejudicará a autonomia na gestão legal dos seus 
recursos. 
O orçamento Fiscal era sempre equilibrado e era aprovado pelo Legis-
lativo. O orçamento monetário e o das Empresas Estatais eram deficitários 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 2
e sem controle e, além do mais, não eram votados. Ora, como o déficit 
público e os subsídios mais importantes estavam no orçamento monetário, 
o Legislativo encontrava-se, praticamente, alijado das decisões mais rele-
vantes em relação à política fiscal e monetária da Nação. 
Totalidade 
Coube à doutrina tratar de reconceituar o princípio da unidade de forma 
que abrangesse as novas situações. Surgiu, então, o princípio da totalida-
de, que possibilitava a coexistência de múltiplos orçamentos que, entretan-
to, devem sofrer consolidação, de forma a permitir uma visão geral do 
conjunto das finanças públicas. 
A Constituição de 1988 trouxe melhor entendimento para a questão ao 
precisar a composição do orçamento anual que passará a ser integrado 
pelas seguintes partes: a) orçamento fiscal; b) orçamento da seguridade 
social e c) orçamento de investimentos das estatais. Este modelo, em 
linhas gerais segue o princípio da totalidade. 
Universalidade 
Princípio pelo qual o orçamento deve conter todas as receitas e todas 
as despesas do Estado. Indispensável para o controle parlamentar, pois 
possibilita : 
a) conhecer a priori todas as receitas e despesas do governo e dar 
prévia autorização para respectiva arrecadação e realização; 
b) impedir ao Executivo a realização de qualquer operação de receita e 
de despesa sem prévia autorização Legislativa; 
c) conhecer o exato volume global das despesas projetadas pelo go-
verno, a fim de autorizar a cobrança de tributos estritamente necessários 
para atendê-las. 
Na Lei 4.320/64, o cumprimento da regra é exigido nos seguintes dis-
positivos: 
 Art.2º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e da 
despesa, de forma a evidenciar a política econômico-financeira e o progra-
ma de trabalho do governo, obedecidos os princípios de unidade, universa-
lidade e anualidade. 
Art.3º A Lei do Orçamento compreenderá todas as receitas, 
inclusive as operações de crédito autorizadas em lei. 
A Emenda Constitucional n.º 1/69 consagra essa regra de forma pecu-
liar: "O orçamento anual compreenderá obrigatoriamente as despesas e 
receitas relativas a todos os Poderes, órgãos, fundos, tanto da administra-
ção direta quanto da indireta, excluídas apenas as entidades que não 
recebam subvenções ou transferências à conta do orçamento. 
Observa-se, claramente, que houve um mal entendimento entre a con-
dição de auto-suficiência ou não da entidade com a questão, que é funda-
mental, da utilização ou não de recursos públicos. 
Somente a partir de 1988 as operações de crédito foram incluídas no 
orçamento. Além disso, as empresas estatais e de economia mista, bem 
como as agências oficiais de fomento (BNDES, CEF, Banco da Amazônia, 
BNB) e os Fundos Constitucionais (FINAM, FINOR, PIN/PROTERRA) não 
têm a obrigatoriedade de integrar suas despesas e receitas operacionais ao 
orçamento público. Esses orçamentos são organizados e acompanhados 
com a participação do Ministério do Planejamento (MPO), ou seja, não são 
apreciados pelo Legislativo. A inclusão de seus investimentos no Orçamen-
to da União é justificada na medida que tais aplicações contam com o apoio 
do orçamento fiscal e até mesmo da seguridade. 
Anualidade ou Periodicidade 
O orçamento deve ser elaborado e autorizado para um determinado 
período de tempo, geralmente um ano. A exceção se dá nos créditosespe-
ciais e extraordinário autorizados nos últimos quatro meses do exercício, 
reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do 
exercício subsequente. 
Este princípio tem origem na questão surgida na Idade Média sobre a 
anualidade do imposto. E aí se encontra a principal consequência positiva 
em relação a este princípio, pois dessa forma exige-se autorização periódi-
ca do Parlamento. No Brasil, o exercício financeiro coincide com o ano civil, 
como sói acontecer na maioria dos países. Mas isso não é regra geral. Na 
Itália e na Suécia o exercício financeiro começa em 1/7 e termina em 30/6. 
Na Inglaterra, no Japão e na Alemanha o exercício financeiro vai de 1/4 a 
31/3. Nos Estados Unidos começa em 1/10, prolongando-se até 30/9. 
O § 5º do art. 165 da CF 88 dá respaldo legal a este princípio quando 
dispõe que: "A lei orçamentária anual compreenderá:" 
O cumprimento deste princípio torna-se evidente nas ementas das Leis 
Orçamentárias, como por exemplo, a da Lei 10.837/2004: "Estima a receita 
e fixa a despesa da União para o exercício financeiro de 2004." 
Observe-se, finalmente, que a programação financeira, trimestral na Lei 
4.320/64 e mensal nos Decretos de Contingenciamento, limitando a facul-
dade de os órgãos empenhar despesas, não mais ao montante das dota-
ções anuais, pode ser entendido como um abandono parcial do princípio da 
anualidade. 
Exclusividade 
A lei orçamentária deverá conter apenas matéria orçamentária ou fi-
nanceira. Ou seja, dela deve ser excluído qualquer dispositivo estranha à 
estimativa de receita e à fixação de despesa. O objetivo deste princípio é 
evitar a presença de "caldas e rabilongos" 
Não se inclui na proibição a autorização para abertura de créditos su-
plementares e contratação de operações de crédito, ainda que por anteci-
pação de receita. 
Este princípio encontra-se expresso no art. 165, § 8º da CF de 88: "A 
lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da 
receita e à fixação da despesa ..." 
Especificação, Especialização ou Discriminação 
As receitas e as despesas devem aparecer de forma discriminada, de 
tal forma que se possa saber, pormenorizadamente, as origens dos recur-
sos e sua aplicação. Como regra clássica tinha o objetivo de facilitar a 
função de acompanhamento e controle do gasto público, pois inibe a con-
cessão de autorizações genéricas (comumente chamadas de emendas 
curinga ou "rachadinhas") que propiciam demasiada flexibilidade e arbítrio 
ao Poder Executivo, dando mais segurança ao contribuinte e ao Legislativo. 
 A Lei nº 4.320/64 incorpora o princípio no seu art. 5º: "A Lei de Orça-
mento não consignará dotações globais para atender indiferentemente as 
despesas...., " 
O art. 15 da referida Lei exige também um nível mínimo de detalha-
mento: "...a discriminação da despesa far-se-á, no mínimo, por elementos". 
Como evidência de cumprimento deste princípio pode-se citar a Ativi-
dade 4775, cujo título é "Capacitação de agentes atuantes nas culturas de 
oleaginosas". Mas, também, existem vários exemplos do não cumprimento 
como, por exemplo, a Ação 0620 "Apoio a projetos municipais de infra-
estrutura e serviços em agricultura familiar’, ou o subtítulo "Ações de Sane-
amento Básico em pequenas cidades da Região Sul" 
Não Vinculação ou Não Afetação das Receitas 
Nenhuma parcela da receita geral poderá ser reservada ou comprome-
tida para atender a certos casos ou a determinado gasto. Ou seja, a receita 
não pode ter vinculações. Essas reduzem o grau de liberdade do gestor e 
engessa o planejamento de longo, médio e curto prazos. 
Este princípio encontra-se claramente expresso no inciso IV do art. 167 
da CF de 88, mas aplica-se somente às receitas de impostos. 
"São vedados "a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou 
despesa, ressalvadas a repartição do produto daarrecadação dos impostos 
a que se referem os arts., 158 e 159, a destinação de recursos para manu-
tenção e desenvolvimento do ensino (art. 212), prestação de garantias às 
operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 
8º". 
 As evidências de receitas afetadas são abundantes: 
 Taxas, contribuições: servem para custear certos serviços prestados; 
 Empréstimos: comprometidos para determinadas finalida-
des; 
 Fundos: receitas vinculadas. 
Observe-se ainda que as vinculações foram eliminadas no governo Fi-
gueiredo, mas, infelizmente, ressuscitadas na Constituição de 1988. O 
ministro Palocci recoloca essa ideia na ordem do dia. 
Orçamento Bruto 
Este princípio clássico surgiu juntamente com o da universalidade, vi-
sando ao mesmo objetivo. Todas as parcelas da receita e da despesa 
devem aparecer no orçamento em seus valores brutos, sem qualquer tipo 
de dedução. 
 A intenção é a de impedir a inclusão de valores líquidos ou de saldos 
resultantes do confronto entre receitas e as despesas de determinado 
serviço público. 
Lei 4.320/64 consagra este princípio em seu art. 6º: "Todas as receitas 
e despesas constarão da Lei do Orçamento pelos seus totais, vedadas 
quaisquer deduções. Reforçando este princípio, o § 1º do mesmo artigo 
estabelece o mecanismo de transferência entre unidades governamentais " 
Dessa forma, as cotas de receita que uma entidade pública deva trans-
ferir a outra incluir-se-ão, como despesa, no orçamento da entidade obriga-
da à transferência e, como receita, no orçamento da que as deva receber. 
Como exemplo desse procedimento pode-se citar o caso da Arrecadação 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 3
do Imposto Territorial Rural, que se constitui numa receita prevista no 
orçamento da União para 2004 com o valor de R$ 309,4 milhões. No mes-
mo orçamento, fixa-se uma despesa relativa à Transferência para Municí-
pios (UO 73108-Transferências Constitucionais) no valor de R$ 154,7 
milhões. 
Ou seja, se o Orçamento registrasse apenas uma entrada líquida para 
a União de apenas R$ 154,7 milhões, parte da história estaria perdida. 
Equilíbrio 
Princípio clássico que tem merecido maior atenção, mesmo fora do 
âmbito específico do orçamento, pautado nos ideais liberais dos economis-
tas clássicos (Smith, Say, Ricardo). O keynesianismo (a partir dos anos 30) 
tornou-se uma contraposição ao princípio do orçamento equilibrado, justifi-
cando a intervenção do governo nos períodos de recessão. Admitia-se o 
déficit (dívida) e seu financiamento. Economicamente haveria compensa-
ção, pois a utilização de recursos ociosos geraria mais emprego, mais 
renda, mais receita para o Governo e, finalmente, recolocaria a economia 
na sua rota de crescimento. 
No Brasil, as últimas Constituições têm tratado essa questão ora de 
maneira explícita ora de forma indireta. A Constituição de 1967 dispunha 
que : "O montante da despesa autorizada em cada exercício financeiro não 
poderá ser superior ao total de receitas estimadas para o mesmo período." 
Observa-se a existência de dificuldades estruturais para o cumprimento 
desse princípio, principalmente em fases de crescimento da economia, pois 
as despesas públicas normalmente crescem mais que as receitas públicas 
quando há crescimento da renda interna . 
De qualquer forma, ex-ante, o equilíbrio orçamentário é respeitado, 
conforme pode ser verificado nos Arts. 2º e 3º da Lei 10.837/2003, onde: A 
Receita Total é estimada em R$ 1.469.087.336,00, e a Despesa Total é 
fixada em R$ 1.469.087.336,00. 
Entretanto, nas cifras acima encontra-se um tremendo déficit, devida-
mente financiado por empréstimos. O déficit aparece embutido nas chama-
das Operações de Crédito que classificam tanto os financiamentos de longo 
prazo contratados para obras, as operações de curto prazo de recomposi-
ção de caixa e que se transformam em longo prazo pela permanente rola-
gem e a receita com a colocação de títulos e obrigações emitidas pelo 
Tesouro. 
A CF 88 adotou uma postura mais realista. Propôs o equilíbrio entre 
operações de crédito e as despesas de capital. O art. 167, inciso III, veda: 
"a realização de operações de créditos que excedam o montante das 
despesas de capital ...."; 
Qual a mensagem que se encontra vinculada a esse dispositivo? Cla-
ramente a de que o endividamento só pode ser admitido para a realização 
de investimento ou abatimento da dívida. Ou seja, deve-se evitar tomar 
dinheiro emprestado para gastar com despesa corrente, mas pode pegar 
emprestado para cobrir despesa de capital (o déficit aqui é permitido ). Essa 
é uma norma lógica e de grande importância para as finanças públicas do 
País. Na verdade, é a Regra de Ouro reforçada na Lei de Responsabilidade 
Fiscal (LRF, art. 12, § 2º): "O montante previsto para as receitas de opera-
ções de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital cons-
tantes do projeto de lei orçamentária." 
Essa Regra também significa, por outro lado, que a receita corrente 
deve cobrir as despesas correntes (não pode haver déficit corrente). A 
Regra de Ouro vem sendo adequadamente cumprida nos últimos orçamen-
tos, exceto nos dois últimos (2003 e 2004). Para o exercício de 2004, o 
valor das operações de crédito dos orçamentos fiscal e da seguridade é de 
R$ 629,7 bilhões. Se somado a esse, o valor corresponde ao Orçamento de 
Investimento das Estatais &mdash OIE - (R$ 5,9 milhões) chega-se ao total 
de R$ 635,6 milhões. 
Já as despesas de capital dos orçamentos fiscal e da seguridade social 
somam R$ 612,7 milhões. Com R$ 23,8 do OIE, chega-se ao total de R$ 
636,5 milhões. Ou seja, só se cumpre a regra de ouro se se considera na 
contabilização os dados relativos ao Orçamento das Estatais. 
Ainda com relação ao princípio do equilíbrio, um terceiro conceito surge 
a partir da Lei de Responsabilidade Fiscal &mdash o chamado Equilíbrio 
Fiscal. Na verdade, exige-se mais que o equilíbrio, exige-se um superávit 
(fiscal), ou seja, a receita (primária) deve superar a despesa (primária) de 
forma que o saldo possa ser utilizado para pagamento do serviço da dívida 
pública. 
Essa variação do princípio do equilíbrio faz parte das orientações or-
çamentárias constantes das leis de diretrizes orçamentárias. O art. 15 da 
Lei nº 10.707, de 30 de julho de 2003 (LDO 2004) dispõe, por exemplo, 
que: "Art. 15. A elaboração do projeto da lei orçamentária de 2004, 
a aprovação e a execução da respectiva lei deverão levar em conta a 
obtenção de superávit primário em percentual do Produto Interno Bruto - 
PIB, conforme discriminado no Anexo de Metas Fiscais, constante do 
Anexo III desta Lei." 
Legalidade 
Historicamente, sempre se procurou dar um cunho jurídico ao orça-
mento, ou seja, para ser legal, tanto as receitas e as despesas precisam 
estar previstas a Lei Orçamentária Anual, ou seja, a aprovação do orça-
mento deve observar processo legislativo porquetrata-se de um dispositivo 
de grande interesse da sociedade. 
O respaldo a este princípio pode ser encontrado nos art. 37 166 da CF 
de 1988. O Art. 166 dispõe que: "Os projetos de lei relativos ao pla-
no plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos crédi-
tos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, 
na forma do regimento comum." 
A evidência de seu cumprimento encontra-se na própria ementa das 
leis orçamentárias, como por exemplo, a da Lei nº 10.837/2003: "O Presi-
dente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu 
sanciono a seguinte lei:" 
Publicidade 
O conteúdo orçamentário deve ser divulgado (publicado) nos veículos 
oficiais de comunicação para conhecimento do público e para eficáciade 
sua validade. Este princípio é consagrado no art. 37 da CF de 88: "A admi-
nistração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, 
ao seguinte: ..." 
Clareza ou Objetividade 
O orçamento público deve ser apresentado em linguagem clara e com-
preensível a todas pessoas que, por força do ofício ou interesse, precisam 
manipulá-lo. Difícil de ser empregado em razão da facilidade de a burocra-
cia se expressar em linguagem complexa. Observe-se, por exemplo, o título 
da ação nº 0373 do orçamento para 2004: "Equalização de Juros e Bônus 
de Adimplência no Alongamento de Dívidas Originárias do Crédito Rural". 
Exatidão 
De acordo com esse princípio as estimativas devem ser tão exatas 
quanto possível, de forma a garantir à peça orçamentária um mínimo de 
consistência para que possa ser empregada como instrumento de progra-
mação, gerência e controle. Indiretamente, os autores especializados em 
matéria orçamentária apontam os arts. 7º e 16 do Decreto-lei nº 200/67 
como respaldo ao mesmo. 
O ciclo orçamentário, também conhecido como processo orçamentário, 
pode ser definido como um processo de caráter contínuo e simultâneo, 
através do qual se Elabora, Aprova, Executa, Controla e Avalia a pro-
gramação de dispêndios do setor público nos aspectos físico e financeiro. 
Logo, o ciclo orçamentário corresponde ao período de tempo em que se 
processam as atividades típicas do orçamento público, desde sua concep-
ção até a apreciação final. 
Este conceito terá um alcance ainda mais amplo se incluir todos os 
demais instrumentos previstos além do orçamento propriamente dito, que é 
apenas uma etapa detalhada da execução do plano plurianual, complemen-
tado por planos nacionais, regionais e setoriais, e cujas diretrizes orçamen-
tárias orientam a sua elaboração e execução. 
Tudo se passa de acordo com uma concepção abrangente, sistemática 
e continuada, a que se pode denominar planejamento. No Brasil, a filosofia 
que permeia o planejamento governamental é a da orientação indicativa, 
consoante o texto da Constituição Federal. 
É fácil, assim, perceber como o ciclo orçamentário não se confunde 
com o exercício financeiro, este bem mais restrito, de duração rigorosamen-
te definida e representado por etapas sucessivas e não superpostas. 
O ciclo orçamentário envolve um período muito maior que o exercício 
financeiro, uma vez que abrange todas as fases do processo orçamentário: 
elaboração da proposta, discussão e aprovação, execução e acompanha-
mento e, por fim, controle e avaliação do orçamento. Róbison G Castro 
O ciclo orçamentário, ou processo orçamentário, pode ser definido co-
mo um processo contínuo, dinâmico e flexível, através do qual se elabora, 
aprova, executa, controla e avalia os programas do setor público nos as-
pectos físicos e financeiro, corresponde, portanto, ao período de tempo em 
que se processam as atividades típicas do orçamento público. 
Preliminarmente, é conveniente ressaltar que o ciclo orçamentário não 
se confunde com o exercício financeiro. Este, na realidade, é o período 
durante o qual se executa o orçamento, correspondendo, portanto, a uma 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 4
das fases do ciclo orçamentário. No Brasil, o exercício financeiro coincide 
com o ano civil, ou seja, inicia em 01 de janeiro e encerra em 31 de dezem-
bro de cada ano, conforme dispõe o art. 34 da Lei n° 4.320/64. Por outro 
lado, o ciclo orçamentário é um período muito maior, iniciando com o pro-
cesso de elaboração do orçamento, passando pela execução e encerra-
mento com controle. 
 Identifica-se, basicamente, quatro etapas no ciclo ou processo orça-
mentário: 
 a) Elaboração da proposta orçamentária; 
b) Discussão e aprovação da Lei do Orçamento; 
c) Execução orçamentária e financeira; e 
d) Controle 
 Elaboração da Proposta Orçamentária 
 Preliminarmente, observa-se que o Orçamento-Programa Anual é um 
instrumento de nível operacional, ou seja, de curto prazo, do governo. 
Ressalte-se, no entanto, que ela se insere nas políticas de médio e longo 
prazo do país. 
 As políticas de médio longos prazos, hoje denominadas pela atual 
Constituição de Plano Plurianual, dependem de Lei Complementar para sua 
estrutura e elaboração. Na Constituição anterior esse plano era denomina-
do de Plano Nacional de Desenvolvimento – PND que tinha a duração de 
um mandato presidencial, onde seriam definidos objetivos e políticas glo-
bais, setoriais e regionais. Em princípio o Plano Plurianual deverá perseguir 
esses mesmos objetivos (linha de ação), procurando uma melhor distribui-
ção de renda para diminuir as desigualdades sociais e proporcionar um 
crescimento compatível com a nossa realidade. Ressalta-se aqui a impor-
tância desse plano, pois ele deverá divulgar as intenções e prioridades do 
governo para o período, tornando transparente os propósitos nacionais 
conduzindo as ações de suas instituições de forma harmônica para o 
alcance dos objetivos estabelecidos, sendo que seu alcance se estende ao 
primeiro ano do mandato presidencial subsequente. 
 Elaboração da proposta orçamentária está hoje definida na Lei de Diretri-
zes Orçamentárias, constando: 
 as metas e prioridades da Administração Pública Federal para o exercício; 
as orientações para os orçamentos anuais da União; 
 os limites para elaboração das propostas orçamentárias de cada Poder; 
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. 
Cada órgão deve orientar e consolidar as propostas orçamentárias de suas 
unidades em conformidade com Lei de Diretrizes Orçamentárias e as 
instruções estabelecidas pela Secretaria de Orçamento Federal do Ministé-
rio do Planejamento e Orçamento, que definem os prazos para o seu rece-
bimento e consolidação. 
A Secretaria de Orçamento Federal tem a função de consolidar as propos-
tas orçamentárias de todos os órgãos dos poderes da União e de elaborar 
o projeto de lei correspondente que será submetido ao Presidente da 
República para encaminhamento ao Congresso Nacional para discussão e 
votação. 
Execução do Orçamento 
 Publicada a Lei de Meios (Lei Orçamentária), é desencadeado o pro-
cesso da execução orçamentária do governo. 
 Nesta fase os ministérios ou órgãos executam os programas gover-
namentais contemplados na Lei Orçamentária, mediante uma série de 
decisões e atividades financeiras que possibilitam atingir as metas e objeti-
vos explicitados no Orçamento-Programa Anual que deverá estar em 
harmonia com o Plano Plurianual do Governo. 
 A elaboração e administração orçamentária e financeira se desenvol-
vem dentro do exercício definido com o ano civil, isto é, de 01 de janeiro a 
31 de dezembro, conforme dispõe o art. 34 da Lei n° 4.320/64. 
 A execução orçamentária, constitui uma atribuição do Executivo. O 
seu procedimento, molda e influencia a tomada de decisões e desenvolve-
se de acordo com distribuição de poder dentro do governo. 
Controle 
 No decorrer do processo de execução orçamentária e financeira, a 
administração procura obter informações físico-financeiras que possibilitem 
controlar e avaliar os planos e programas a executar, em execução ou 
executados constantes do Orçamento-Programa Anual. 
 O controle e a avaliação constituem a última fase do ciclo orçamentá-
rio, mas de forma alguma a menos importante. Aliás, consoante o art. 6° do 
Decreto-Lei n° 200/67, o controle constitui um dos cinco princípios funda-
mentais que norteiam a Administração Pública Federal. 
 No âmbito do governo pode-se distinguir dois tipos de controle internoe externo. Denomina-se interno quando exercido dentro da própria adminis-
tração, ou seja, por agentes do mesmo poder, e externo se exercido por 
órgãos independentes desse poder. 
 No processo de controle e avaliação orçamentária identificam-se as 
seguintes etapas: 
a) comparação dos resultados obtidos e efeitos produzidos; 
b) comparação dos resultados e efeitos obtidos com os objetivos e metas 
programadas; 
c) análise dos problemas observados e determinações de suas causas; 
d) definição e tipificação das medidas corretivas que se devam tomar; e 
e) aplicação das medidas corretivas. 
 http://simular.no.comunidades.net/ 
 O processo orçamentário compreende as fases de elaboração e execução 
das leis orçamentárias – PPA, LDO e LOA. Cada uma dessas leis tem ritos 
próprios de elaboração, aprovação e implementação pelos Poderes Legis-
lativo e Executivo. Entender esses ritos é o primeiro passo para a participa-
ção da sociedade no processo decisório, fortalecendo, assim, o exercício 
do controle social na aplicação dos recursos públicos. 
2 O orçamento público no Brasil. 
2.1 Plano Plurianual na Constituição Federal. 
2.2 Diretrizes orçamentárias na Constituição Federal. 
2.3 Orçamento anual na Constituição Federal. 
2.4 Estrutura programática. 
2.5 Créditos ordinários e adicionais. 
Breves considerações sobre o Orçamento Público 
Texto extraído do Jus Navigandi 
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=4505 
Rinaldo Segundo 
Sumário: 1. Aspectos históricos. 2. A natureza Instrumental do Orçamento. 
3. Valores e Princípios Jurídicos. 4. Critérios de distinção e a peculiaridade 
dos Princípios em Relação às Regras Jurídicas. 4.1. Princípios Jurídicos 
Orçamentários. 5. O Processo Orçamentário (as leis orçamentárias). 5.1. 
Plano Plurianual – PPA. 5.2. Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO. 5.3. 
Lei Orçamentária Anual. 6. Vedações Orçamentárias. 7. Elaboração e 
Tramitação Legislativa do Orçamento. 7.1. Iniciativa. 7.2. Comissão Mista 
Permanente de Deputados e Senadores. 7.3. Tramitação Legislativa. 7.4. 
Emendas Parlamentares. 7.5. Rejeição Parcial ou Total da proposta de Lei 
Orçamentária. 8. Fiscalização Orçamentária. 9. Conclusão. 
1. Aspectos históricos 
A concepção de Orçamento sofreu alterações – assim como as pró-
prias finalidades e objetivos almejados pelo Estado – desde o período de 
transição entre o Mercantilismo e o Liberalismo até os dias atuais. 
A concepção inicial de orçamento vincula-se às reivindicações da então 
revolucionária classe burguesa, desejosa de que houvesse limitações aos 
poderes exercidos pelo Soberano que, no Absolutismo, era visto como 
fonte de poder divino (absoluto), acarretando que a vontade de Sua Majes-
tade se confundisse com o próprio ordenamento legal. 
Se, atualmente, o orçamento se apresenta como um verdadeiro méto-
do utilizado pela administração para coordenar comparativamente despe-
sas e receitas públicas imprimindo-lhe organização, ao possibilita a elabo-
ração de um panorama geral dos negócios públicos bem como a avaliação 
e a correção do emprego dos recursos públicos, todavia, a origem do 
orçamento não é encontrada a partir de um olhar financeiro contemporâ-
neo, marcadamente impregnado pela técnica e racionalidade financeira (1). 
As origens históricas do orçamento devem ter em conta as característi-
cas sociais, políticas e econômicas existentes na sociedade medieval que 
definem e contextualizam o seu aspecto financeiro. As relações sociais 
eram estabelecidas, basicamente, no espaço destinado aos feudos. Como 
não havia cidades, era ali que florescia a organização social, centralizada 
na figura do senhor feudal, detentor de terras e propriedades, que estabe-
lecia uma relação de dependência aos servos. Estes, reservados aos 
trabalhos do campo e submetidos à autoridade feudal, geravam a riqueza 
do feudo, em troca de pão, abrigo e proteção. 
De seu turno, o senhor feudal mantinha vínculos de recíproco apoio pa-
ra com o monarca, garantindo-lhe a utilização das terras reais, em troca do 
cumprimento do dever de lealdade com o rei, além do pagamento de ren-
dimentos dominiais referentes às terras reais (2). Lembre-se que, nesse 
período, não havia, ainda, Estados Nacionais, portanto, a construção de 
relações sociais, econômicas e militares que estabelecessem laços entre o 
monarca e o rei era essencial à segurança e a manutenção daquela socie-
dade, de outro modo, a arrecadação de recursos mediante o pagamento 
pelo uso das terras reais proporcionaria ao monarca condições de manu-
tenção da estrutura real e a formação de exércitos. 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 5
Sendo insuficientes os ingressos dominiais para o atendimento das ne-
cessidades supervenientes e extraordinárias, o rei deveria lançar impostos 
adicionais o que, em princípio, significava a arbitrariedade na formação e 
recebimento dos recursos reais, ou seja, o rei podia dispor de numerários 
obtidos mediante a cobrança de impostos conforme os desígnios reais. Tal 
situação alterou-se, passando-se a exigir o consentimento dos principais 
vassalos reais para a cobrança de impostos adicionais, gerando a impossi-
bilidade do poder real, direta e coativamente, arrecadar os impostos alme-
jados. 
O lançamento de tributos pelo monarca só se justificaria diante de seu 
caráter extraordinário e do consentimento de seus principais súditos que se 
reuniam através de conselhos ou Assembleias, quando presente o caráter 
extraordinário do lançamento tributário. Aliomar Baleeiro preleciona que 
"com o tempo, essas Assembleias, em cada país, receberam nomes espe-
cíficos. Viriam a tomar caráter periódico e, no mundo contemporâneo, 
passaram a ser permanentes. Esses estilos provam que desde a alta Idade 
Média, no seio de vários povos da Europa, os monarcas encontravam 
dificuldade em criar impostos novos e manejar os antigos, ou levantar 
empréstimos forçados, sem o consentimento de certos órgãos colegiados, 
que pretendiam falar em nome dos contribuintes" (3). 
Fruto da mobilização dos barões ingleses, que obrigaram o rei João-
Sem-Terra a se submeter ao parlamento, vedando a cobrança de qualquer 
tributo sem o consentimento do conselho do reino/Parlamento, a assinatura 
da Magna Carta, em 1215, na Inglaterra, externou o sentimento de que o 
poder real deveria ser exercido dentro de limites, dentre os quais se incluía 
a impossibilidade de cobrança arbitrária de tributos. 
Durante o Absolutismo, portanto, as origens orçamentárias estão identi-
ficadas, fundamentalmente, à limitação do poder absoluto do soberano por 
meio de pressupostos legais que impedissem a cobrança arbitrária de 
tributos. 
Se, por um lado, as origens orçamentárias são identificadas na emer-
gência das Revoluções Liberais europeias ocorridas, sobretudo, nos sécu-
los XVII e XVIII, através da exigência de autorização parlamentar para a 
cobrança de tributos, por outro, não se pode deixar de reconhecer que 
"esses impostos, a rigor, não se confundem com os que permanentemente 
passam a ser cobrados a partir da instauração da estrutura liberal de Go-
verno, posto que eram apropriados privadamente, sem a nota da publicida-
de que marca os tributos permanentes" (4). 
Fruto das Revoluções Liberais, a criação do Estado de Direito possibili-
tou a organização (5) e a publicização das finanças públicas, seja por 
possibilitar o lançamento e a cobrança regular de tributos efetuados, agora, 
por uma autoridade fortalecida devido à unidade nacional, independente-
mente de sua natureza real ou republicana, seja pela definição de requisi-
tos e limites para a utilização dos recursos públicos. 
O fortalecimento da autoridade, expressa na possibilidadede cobrança 
de tributos direta e permanentemente aos cidadãos, sem necessidade de 
intermediação dos senhores feudais, não significou discricionariedade 
relativa às finanças públicas. Explique-se. O Estado liberal traçou limites 
claros ao exercício do poder pela autoridade real ou republicana: a Teoria 
Constitucional, as garantias individuais, a separação dos poderes em 
Legislativo, Executivo e Judiciário e a criação de um Parlamento permanen-
te demonstram a existência de um novo panorama filosófico, político e 
econômico que refletiria na própria concepção orçamentária. 
Alçado à disciplina constitucional, o orçamento liberal tanto assegura a 
cobrança permanente de tributos com vistas ao atendimento das despesas 
dos Estados Nacionais, quanto garante normativamente a liberdade de 
seus cidadãos. O preço à cobrança de tributos permanentes parece ter sido 
às restrições à discricionariedade da autoridade em elevar impostos aos 
súditos ou cidadãos. Lembra bem Ricardo Lobo Torres, referindo-se à 
Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão francesa que proclama: 
"todos os cidadãos têm o direito de constatar, por eles mesmos ou por seus 
representantes, a necessidade da contribuição pública, de a consentir 
livremente, de lhe acompanhar o emprego e de lhe determinar a quantida-
de, a base, o recolhimento e a duração". (6) 
Investida no poder, a burguesia concebeu o Estado de Direito conforme 
ao valores do liberalismo, passando o Orçamento a ser utilizado para a 
avaliação da compatibilidade anual entre as despesas e as receitas públi-
cas (7). O dogma liberal, pautado na ideia de que não cabia ao Estado a 
intromissão no setor econômico (já que o mercado poderia ser um auto 
instrumento de regulação devido à concorrência entre os comerciantes), 
estabeleceu o modelo de um Estado em que a preocupação financeira, 
particularmente a orçamentária, se limitava a assegurar a inexistência de 
déficits fiscais através da harmonização entre os recursos gastos e os 
impostos arrecadados. (8) 
O Estado liberal, também denominado de Guarda Noturno, identificava-
se por um comportamento eminentemente negativo, limitando-se a interfe-
rência mínima na economia. Ensina Aliomar Baleeiro que para o liberalismo 
"o melhor governo seria o que governasse menos, a melhor despesa a 
menor possível", sendo tal concepção designada como a das finanças 
neutras. Essa neutralidade é duvidosa, já que "deixando a sociedade como 
estava, a atividade financeira obedecia a uma política eminentemente 
conservadora". (9) 
A insuficiência desse modelo orçamentário ficaria evidente ante a crise 
do Estado Liberal que nem oferecia soluções às reivindicações dos direitos 
sociais, levadas a cabo pelos trabalhadores a partir do século XIX , nem 
garantia o pleno funcionamento do mercado ou soluções que pusessem fim 
às constantes crises econômicas. 
O agravamento da crise econômica do Estado e a necessidade de que 
este interviesse no domínio econômico (10) possibilitou a edificação do 
Estado de Bem-estar Social. (11) Agora, para que o Estado cumprisse o 
seu novo papel, não bastava o equilíbrio das contas estatais por meio de 
uma equalização entre receitas e despesas, impondo-se o planejamento 
financeiro estatal para atender às novas demandas surgidas. 
A teoria geral de Keynes rompia com a ideia de um orçamento neutro, 
procurando ampliar o papel do Estado na sociedade e na economia, custe-
ado através do aumento de impostos e da criação de outras receitas orça-
mentárias. Atuando funcionalmente, a atividade financeira estatal devia 
orientar-se para influir sobre a conjuntura econômica, sobrepondo-se à 
iniciativa privada, inclusive a benefício desta nos momentos de desequilí-
brios cíclicos. 
Do ponto de vista social, ao aumentar as prestações públicas, sobretu-
do no esfera da previdência e seguridade social e dos subsídios, o Estado 
de Bem-Estar Social criou um sistema baseado na solidariedade que visava 
reduzir as desigualdades sociais. 
De outro turno, no campo econômico, o orçamento passa a ser utiliza-
do para combater as crises cíclicas do capitalismo e a falta de empregos. 
Recorde-se que a teoria keynesiana é fomentada no ardor da crise capita-
lista dos anos 30, período em que se exige do Estado mais atividade na 
intervenção sobre o domínio econômico, atuando como promotor do cres-
cimento econômico, controlando os preços, instituindo monopólios, criando 
barreiras aos mercados internos. 
Analisando a influência keynesiana sobre o orçamento, ensina Aliomar 
Baleeiro que depois da Segunda Guerra, o orçamento se inclina a trans-
formar-se em alavanca de comando da conjuntura econômica. Diante disso, 
"as ideias e práticas buscam empregar o orçamento como o aparelho para 
combater fases de depressão e de desemprego, promover investimentos, 
ou para conter os quadros inflacionários. Os velhos princípios de técnica 
orçamentária consagrados pelas gerações anteriores, vergam ao peso 
dessa tarefa enorme". (12) 
Como salientado por Régis Fernandes de Oliveira (13), o orçamento 
"deixa de ser mero documento financeiro ou contábil para passar a ser o 
instrumento de ação do Estado. Através dele é que se fixam os objetivos a 
serem atingidos. Por meio dele é que o Estado assume funções reais de 
intervenção no domínio econômico. Em suma, deixa de ser mero documen-
to estático de previsão de receitas e autorização de despesas para se 
constituir no documento dinâmico solene de atuação do Estado perante a 
sociedade, nela intervindo e dirigindo seus rumos". 
Os governos contemporâneos não se resignam a planejar apenas a 
administração pública. Querem planejar a economia e colocá-la como 
centro da política. Essa nova perspectiva resulta na alteração da perspecti-
va eminentemente política do orçamento, que servia, sobretudo, como 
escudo de defesa dos contribuintes para conter as despesas governamen-
tais e, implicitamente, o aumento na tributação dos próprios contribuintes. 
Dotado, agora, de uma finalidade econômica, o orçamento é utilizado pelos 
governos para o planejamento econômico recaindo sobre todos os setores 
da economia. 
Os sucessivos déficits orçamentários, as exacerbadas subvenções ao 
capital privado e o volume de receitas incompatíveis com as despesas a 
serem despendidas, dentre outros fatores, conduziram à crise do Estado de 
Bem-estar Social a partir dos anos 70. Atualmente, desenham-se modelos 
de superação da crise do Welfare State. Para o discurso conservador, o 
neoliberalismo tem sido a alternativa. Redução dos gastos sociais e redu-
ção de intervenção estatal na ordem econômica compõe algumas das 
características desse Estado Mínimo. Para outros (14), a alternativa estaria 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 6
fundada na redução dos excessos provenientes duma época em que a 
doutrina Keyneseana dominava a política econômica e fiscal dos Estados. 
Na formação dessa nova concepção fiscal, retoma-se a preocupação com a 
compatibilização entre receitas e despesas, inaugurando um modelo em 
que a saúde financeira do Estado é mantida por suas próprias fontes. A Lei 
de Responsabilidade Fiscal reforçaria essa perspectiva. 
Do ponto de vista dos investimentos sociais, parece-nos que a melhor 
interpretação é aquela que procura redirecionar os gastos públicos para os 
setores mais carentes de cidadania. A própria Constituição Federal de 
1988, numa interpretação calcada na vedação do retrocesso, desautoriza a 
interpretação que propõe a redução dos gastos sociais. Contrariamente, os 
gastos sociais devem ser empregados em maior volume e de forma mais 
racional. 
2. A natureza Instrumental do Orçamento 
Diferentes momentos históricos gerando diferentes concepçõessobre a 
atividade financeira e orçamentária do Estado. Apesar disso, identifica-se 
uma característica que parece estar ínsita à própria concepção de orça-
mento: o seu caráter instrumental (15). É assim que durante a transição do 
Absolutismo para as Monarquias Constitucionais, a lei orçamentária visou 
criar obstáculos ao arbítrio do Monarca - que a seu bel-prazer aumentava 
impostos -, tornando requisito para tanto a aprovação pelo Parlamento. Do 
mesmo modo, a característica instrumental está presente no liberalismo, 
onde o orçamento cumpria a função de compatibilizar receitas e despesas. 
E, ainda, no modelo inaugurado pelo Estado de Bem-Estar Social, quando 
o orçamento possibilitou o aumento dos gastos públicos e a intervenção no 
domínio econômico. 
Servindo de instrumento das diferentes concepções sobre a atividade 
financeira e sobre a própria organização do Estado e da sociedade, o 
orçamento inseriu-se no contexto ideológico de cada época permitindo a 
implementação de diretrizes econômico-sociais. Esta a razão do processo 
do orçamento, juntamente com os processos político e econômico, inserir-
se no processo histórico da nação. (16) 
O caráter instrumental ou processual significa que o orçamento não é 
um fim em si mesmo, ou seja, os objetivos do orçamento se encontram fora 
de si, eis que visa a permitir a implementação de políticas públicas e a 
atualização dos programas e do planejamento governamental. (17) 
Frise-se: a característica instrumental não significa que o orçamento 
seja uma fórmula garantidora das previsões que o contém, isto é, o orça-
mento não pode garantir que as previsões orçamentárias sejam realizadas 
concretamente. Estas dependem do desempenho econômico e de decisões 
políticas que a confirmem. Daí não se pode concluir que o orçamento é 
uma declaração de receitas e despesas puramente exemplificativa das 
intenções dos poderes estatais, já que resultando do conjunto de inter-
relações sociais, o orçamento representa a compatibilidade dos interesses 
das diversas forças sociais dispostas contabilmente, efetuadas após o 
cumprimento de requisitos legais para a sua constituição. 
Observado isso, a função processual ou instrumental do orçamento se 
revela no instante em que abriga previsões de resultados financeiros sobre 
determinado período de tempo, possibilitando tanto a definição e o direcio-
namento das prioridades estatais, quanto o controle sobre as finanças 
públicas. O sentido da expressão instrumental ou processual é utilizada 
para designar a impossibilidade do orçamento dirigir a administração públi-
ca ou garantir os resultados econômicos previstos, contrariamente, a fun-
ção processual representa a baliza, o limite da ação pública definidos na 
peça orçamentária. Cumpre-se a função processual, portanto, quando o 
orçamento realiza o "servir", imanente a qualquer instrumento que, ressalte-
se, só tem razão de existir quando útil à realização de um objetivo fora de 
si. 
De outro modo, a condição instrumental imanente ao orçamento requer 
a organização do instrumental orçamentário a fim de que se confira manu-
seabilidade e eficiência capazes de justificar a existência do próprio orça-
mento. A organização do instrumental orçamentário está disposta na Cons-
tituição Federal e em normas infra-constitucionais (Lei 4.320/64), onde se 
definem os elementos, momentos e requisitos do processo orçamentário. 
Na verdade, esse instrumento só se realiza e mede a sua utilidade a 
partir da organização que é dada pelos elementos/requisitos que o consti-
tuem que, diga-se, parecem ter sido construídos tendo em vista a utilidade 
que propiciará aos órgãos públicos e à própria sociedade. Interessante 
observar que na própria expressão processo orçamentário, subsiste a ideia 
de um conjunto de etapas, elementos e procedimentos organizados que o 
informam e o caracterizam. Ser instrumento, portanto, exige a própria 
organização do instrumento, no caso o processo orçamentário. A Lei nº 
4.320/64 e a Constituição Federal, como se mencionou, regulam a temática 
orçamentária e disciplinam os seus principais institutos. 
3. Valores e Princípios Jurídicos 
Saliente-se que ser considerado instrumental não significa a inexistên-
cia de valores e princípios (18) que informam o orçamento público. Em 
verdade, não há contradição no fato do orçamento ser um instrumento e, ao 
mesmo tempo, ser informado por valores e princípios. 
A instrumentalidade define-lhe o aspecto e a finalidade estrutural. Por 
sua vez, o aspecto valorativo a que está submetido o orçamento (particu-
larmente, neste aspecto, consubstanciado em princípios e regras jurídicas 
dada a condição do valor ser essencialmente abstrata) é observado por 
meio da definição de características essenciais para que o orçamento 
público cumpra sua função de instrumentalidade. 
Além disso, o reconhecimento da existência de valores que imantam a 
temática orçamentária contribui para a definição dos contornos diante dos 
quais se situa o orçamento público, permitindo-se o reconhecimento de 
eventuais desvios ocorridos, em seu manejo, para além das fronteiras 
valorativas estabelecidas. 
É possível traçar um paralelo com a relação existente entre o processo 
(civil, penal) e o direito material. Nesse caso, o direito material representa o 
direito subjetivo invocado pela parte em uma determinada lide (direito civil) 
ou o direito conferido ao Estado de punir aqueles que desrespeitam as leis 
penais (direito penal). Aí, o papel desempenhado pelo direito processual 
também não se esgota em si mesmo, pois, o que se visa ao final é a apli-
cação do direito material. Isso não significa identificar o processo hermeti-
camente. O processo possui princípios e finalidades intrínsecas que propi-
ciará a facilitação da implementação do direito material. 
Dizer, portanto, que o orçamento público possui característica proces-
sual ou instrumental não é, de modo algum, negar a existência de valores e 
princípios que o informam. A esse respeito, informa-nos Ricardo Lobo 
Torres: "o direito orçamentário, embora instrumental, não é insensível aos 
valores nem cego para com os princípios jurídicos. Apesar de não ser 
fundante de valores, o orçamento se move no ambiente axiológico, eis que 
profundamente marcado por valores éticos e jurídicos que impregnam as 
próprias políticas públicas. A lei orçamentária serve de instrumento para a 
afirmação da liberdade, para a consecução da justiça e para a garantia e 
segurança dos direitos fundamentais. Por isso mesmo torna-se objeto de 
conhecimento teórico específico". (19) 
A incorporação da temática dos valores ao direito propõe, grosso mo-
do, a reaproximação entre ética e direito dentro do que se denomina de 
"virada kantiana". (20) Isso significa o enfraquecimento do ideário positivis-
ta, segundo o qual o direito se confunde com o direito posto pelo Estado. 
Em uma jurisprudência dos valores, o direito não significa exclusiva-
mente legalidade, já que exige-se que as soluções adotadas atendam à 
finalidade última do próprio direito: a pessoa humana. O retorno da temática 
moral ao direito, como não poderia deixar de ser, abrange também a dis-
cussão sobre a questão orçamentária. (21) 
4. Critérios de distinção e a peculiaridade dos Princípios em Relação às 
Regras Jurídicas 
A questão do valor é proposta diante da constatação de que um orde-
namento jurídico jamais será integrado exclusivamente por regras (22), 
subsistindo, ainda quando se trata de regras, valores que informam o 
ordenamento jurídico, situação que requer uma apreciação subjetiva do 
operador do direito para além do conhecido método de subsunção. A 
distinção entre valores, princípios e regras é fundamental para que se 
alarguem as possibilidades de realização do ordenamento jurídico. 
As regras jurídicas, por estarem mais carregadas em concretude, ao 
menos em comparação com princípiose valores jurídicos, limitam-se quan-
to à sua possibilidade de ampliação valorativa, situação que acarreta a 
impossibilidade de discussão acerca de sua verdade ou falsidade, restan-
do, tão somente, a aferição de sua vigência e/ou eficácia. 
Por sua vez, os princípios jurídicos podem ser entendidos como "pro-
posições descritivas (e não normativas), através dos quais os juristas 
referem, de maneira sintética, o conteúdo e as grandes tendências do 
direito positivo". (23) O fato é que os princípios permitem a criação, a 
aplicação ou a interpretação do direito. (24) 
As limitações presentes nas regras jurídicas lhes são inerentes já que é 
possível, desde o ato de sua criação, a previsão da produção dos seus 
efeitos, que já estão definidos e delimitados em seu comando, isto é, é 
possível identificar previamente, apenas a partir do dispositivo normativo, 
um conjunto de resultantes provenientes daquele comando. A lógica de 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 7
aplicações das regras jurídicas é bem definida pela expressão cunhada por 
Dworkin do "tudo ou nada". (25) 
Diferentemente, todos os efeitos dos princípios jurídicos não podem ser 
visualizados desde o momento de sua definição (até porque o reconheci-
mento da normatividade e do caráter imperativo dos princípios é fenômeno 
recente). Isto porque possuem maior grau de abstração que as regras, 
consequentemente, detém maior variabilidade e possibilidade de manipula-
ção, o que refletirá inegavelmente sobre os seus efeitos. Fato é que, no 
caso dos princípios, seus efeitos não podem ser antevistos desde já, como 
ocorre com as regras jurídicas. 
Canotilho, citado por Ana Paula de Barcellos, (26) distingue regras e 
princípios a partir dos seguintes critérios: 
Grau de abstração: os princípios são normas que possuem maior grau 
de abstração comparadas às regras; 
Grau de determinabilidade na aplicação do caso concreto: os prin-
cípios, por serem vagos e indeterminados, não se adequam ao esquema de 
submissão fato-norma, requerendo mediação concretizadora. O mesmo 
não ocorre com as regras que são suscetíveis de aplicação direta; 
Grau de fundamentalidade no sistema das fontes de direito: devido 
à sua posição hierárquica no sistema das fontes (ex.: princípios constitucio-
nais) ou à sua importância estrutural dentro do sistema jurídico (ex.: princí-
pio do Estado de Direito), os princípios são normas de natureza ou com um 
papel fundamental no ordenamento jurídico, não se podendo dizer o mes-
mo das regras; 
Proximidade da ideia de direito: os princípios são paradigmas juridi-
camente vinculantes radicados nas exigências de "justiça" (Dworkin) ou na 
"ideia de direito" (Larenz), enquanto as regras podem ser vinculativas de 
um conteúdo meramente funcional; 
Natureza normogenética: os princípios são fundamento de regras, is-
to é, são normas que estão na base ou constituem a ratio de regras jurídi-
cas, desempenhando por isso, uma função normogenética fundamentante. 
Interessante classificação de normas jurídicas é proposta por Dworkin 
(27), chamando de "diretrizes as pautas que estabelecem objetivos a serem 
alcançados, geralmente referidos a algum aspecto econômico, político ou 
social (ainda que observa alguns objetivos sejam negativos, na medida em 
que definem que determinados aspectos presentes devem ser protegidos 
contra alterações adversas). Denomina princípios, por outro lado, as pautas 
que devem ser observadas não porque viabilizem ou assegurem a busca 
de determinadas situações econômicas, políticas ou sociais que sejam 
tidas como convenientes, mas sim porque a sua observância corresponde a 
um imperativo de justiça, de honestidade ou de outra dimensão da moral". 
Para Dworkin, os direitos fundamentais são direitos morais reconheci-
dos no seio de uma comunidade política cujos integrantes são tratados com 
igual respeito e consideração (equal protection). (28) O ponto crucial para a 
compreensão do sistema jurídico proposto por Dworkin é a noção de princí-
pio que, inevitavelmente, importa em uma revisão da separação entre 
Direito e Moral, fortemente cristalizada pelo positivismo. (29) 
Analisando as diferenças entre princípios e regras do sistema jurídico 
proposto por Dworkin, Ricardo Lobo Torres (30) estabelece dois aspectos 
principais dessa diferença: "1º. As regras são aplicadas segundo o critério 
de tudo-ou-nada (all-or-nothing), ou seja, tanto que válidos atingem o fato 
nelas previstos, comportando apenas as exceções nelas próprias listadas; 
já os princípios são enunciados genéricos, em que inexiste enumeração de 
exceções, de modo que se abrem para incontáveis casos inimagináveis; 2º. 
Enquanto os princípios tem diferentes pesos e podem ser escolhidos em 
razão de sua importância maior ou menor, as regras não têm tal dimensão, 
pois a diferente importância que possam possuir não conduz a que o confli-
to entre elas se resolva pelo peso relativo de cada qual". 
A importância da diferenciação entre regras e princípios vem sendo ex-
posta reside no fato de que princípios morais - para utilizar uma leitura de 
Dworkin - foram incorporados ao sistema de direitos fundamentais e à 
própria Constituição, devendo a legislação infraconstitucional e as decisões 
judiciais observar tal incorporação e guardar compatibilidade com os valo-
res por eles enunciados. Resulta daí uma postura ativa e construtiva a ser 
praticada pelo aplicador do direito, "caracterizada pelo esforço de interpre-
tar o sistema de princípios como um todo coerente e harmônico dotado de 
integridade". (31) 
Saliente-se que os mencionados princípios são incorporados na ordem 
jurídica através de um processo legislativo autorizado por um reconheci-
mento social, contudo, a identificação dos princípios não se limita à decisão 
parlamentar realizada por meio de um processo legislativo. Há, verdadei-
ramente, princípios que transcendem a norma legal (ex: direitos fundamen-
tais), prescindindo de qualquer processo legislativo ou reconhecimento 
oficial. Isso se justifica sob determinadas circunstâncias excepcionais, 
podendo ser a desobediência civil o meio utilizado para a superação da 
injustiça imposta por uma norma contrária a um desses princípios transcen-
dentes. (32) 
Ao mesmo tempo em que permite a abertura de um novo campo de 
manipulação ao operador do direito, a distinção entre regras e princípios 
jurídicos, todos de caráter normativo, insere-se no movimento de retomada 
da questão do valor. Explica-se. Como os valores jurídicos são ideias 
essencialmente abstratas, jamais traduzidos em uma linguagem jurídica 
que lhes confira eficácia direta, impõe-se que haja um mecanismo de 
vinculação/concretização desses valores que ocorre através de princípios 
jurídicos. Estes apresentam menor grau de abstração comparados aos 
valores, contudo, vinculam-se à eles ao lhes "representarem" com maior 
grau de concretude. 
A distinção entre princípios e regras significa o reconhecimento da 
normatividade dos princípios, compreendendo, também, o próprio reconhe-
cimento das limitações impostas pelo positivismo ao direito, já que ao 
identificá-lo com a estatalidade, o direito seria identificado apenas com as 
leis produzidas no âmbito estatal desde que atendessem aos requisitos 
formais de produção legislativa. A lógica positivista, ao não reconhecer a 
normatividade dos princípios, reduz a atividade do operador do direito à 
mera subsunção entre o fato social e a regra jurídica. É como se existisse 
absoluta objetividade entre os acontecimentos sociais e as previsões le-
gais, desconhecendo-se a complexidade dos fatos sociais que inevitavel-
mente exigem uma análise subjetiva. A busca da neutralidade e objetivida-
de jurídicaspelo positivismo necessariamente impunha o afastamento de 
alternativas que conduzissem a análises mais subjetivas, representada, por 
exemplo, pela inclusão da manipulação dos princípios no ordenamento 
jurídico. 
Mediante a retomada dos valores e dos princípios jurídicos, a crítica ao 
positivismo pretende fundamentar moralmente o direito a partir da desmisti-
ficação da pretensa neutralidade jurídica estabelecida pelo discurso positi-
vista, densamente fundado em bases ideológicas, resultando na redução 
da apreciação e das possibilidades do direito. (33) Devido à isso, impõe-se 
que o direito seja repensado sob o paradigma ético, o que necessariamente 
requer a existência de princípios e valores que o informem. Sob esta pers-
pectiva, direito e justiça se confundem e o respeito aos direitos morais de 
todas as pessoas da sociedade passa a ser uma das finalidades desse 
direito renovado. Resulta daí que o respeito e a efetivação dos direitos 
fundamentais ocupa posição de destaque no ordenamento jurídico. 
A esse respeito leciona José Garcia Añón (34): "Assim, os direitos hu-
manos como direitos morais seriam aquelas exigências éticas, bens, valo-
res, razões ou princípios morais de especial importância gozados por todos 
os seres humanos, pelo simples fato de serem seres humanos, de tal forma 
que permitem supor uma exigência ou demanda frente o resto da socieda-
de..." 
Como se pode observar, a exposição das principais distinções e pecu-
liaridades atinentes aos princípios e às regras contribui para a afirmação da 
existência e da normatividade dos princípios no ordenamento jurídico, não 
prosperando mais a afirmação de sua inexistência ou de não normativida-
de. É certo, assim, que o processo orçamentário se estrutura por regras 
jurídicas, mas também por valores, princípios e sub princípios (35) que 
comporão, do ponto de vista constitucional, o sub sistema temático atinente 
às finanças públicas. Instrumental e fundado em valores, o orçamento 
público proporciona a organização e o planejamento das finanças públicas, 
estando vinculado aos valores e princípios que informam em última instân-
cia o ser humano como finalidade última da ação estatal. 
A partir da contribuição de autores como Canotilho, Dworkin e Ricardo 
lobo Torres parece óbvio que a questão orçamentária encontra-se permea-
da pela discussão acerca dos valores e efetuada sob a perspectiva dos 
direitos fundamentais. A sua natureza instrumental, portanto, não descarta 
o elemento ético. 
Como leciona Ricardo Lobo Torres: "a opção em torno da tributação e 
dos gastos públicos é sempre valorativa: a quem se deve distribuir o dinhei-
ro do orçamento? As decisões orçamentárias, portanto, incorporam a 
reflexão filosófica sobre os valores". (36) 
4.1. Princípios Jurídicos Orçamentários. 
A doutrina diverge acerca dos princípios orçamentários. Estevão Hor-
vath e Régis Fernandes de Oliveira, no Manual de Direito Financeiro (37), 
identificam cinco princípios orçamentários: universalidade, anualidade, 
exclusividade, unidade e não afetação. 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 8
Já Ricardo Lobo Torres, no Tratado de Direito Constitucional, Financei-
ro e Tributário, volume V, o orçamento na Constituição (38), identifica três 
grandes grupos de princípios: os fundantes (soberania, cidadania, dignida-
de da pessoa humana, trabalho, livre iniciativa e pluralismo político), os 
específicos (liberdade, justiça, equidade e segurança) e os gerais (equilíbrio 
orçamentário, separação de poderes, igualdade, devido processo legal, 
federalismo, eficiência, subsidiariedade, responsabilidade, ponderação e 
razoabilidade). 
Por sua vez, na obra Uma Introdução à Ciência das Finanças (39), Ali-
omar Baleeiro enumera a anualidade, a unidade, a universalidade, a dis-
criminação da despesa, a não especialização das receitas, a proibição do 
estorno, a sinceridade e o equilíbrio como princípios orçamentários. 
Cada doutrinador formula critérios que para a escolha e fundamentarão 
dos princípios orçamentários, gerando diferentes classificações. Elenca-se 
abaixo os princípios orçamentários que julgamos serem vitais à organiza-
ção orçamentária, advertindo-se, todavia, acerca da existência de princípios 
gerais que fundam o sistema constitucional brasileiro, tais como, a sobera-
nia, a dignidade da pessoa humana e a cidadania. 
Princípio da Exclusividade: segundo esse princípio, a lei orçamentá-
ria não conterá dispositivos estranhos à previsão da receita e à fixação da 
despesa (art. 165, § 8º, CF). 
Isso significa que as leis orçamentárias não podem conter dispositivos 
estranhos, não relacionados às finanças públicas. Régis Fernandes de 
Oliveira (40) afirma que "a exclusividade significa que não pode o texto da 
lei orçamentária estabelecer a instituição de tributo" para concluir que "nem 
qualquer outra determinação que fuja às finalidades específicas de previsão 
de receita e fixação de despesa". 
Esse princípio significou uma reação à prática de deputados e senado-
res da República Velha que inseriam, por meio de emendas à proposta do 
Executivo, dispositivos totalmente estranhos ao direito financeiro, "o que 
gerava as chamadas caudas orçamentárias ou orçamentos rabilongos na 
expressão de Ruy Barbosa". (41) 
Há duas exceções expressamente previstas no texto constitucional, 
não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos 
suplementares e a contratação de operações de crédito, ainda que por 
antecipação de receita. Em verdade, em tais casos, não há que se falar em 
exceções haja vista que tanto os créditos suplementares, quanto as opera-
ções de crédito tem natureza orçamentária. (42) 
Princípio da Não Afetação: é encontrado no art. 167, IV, CF/88, pre-
ceituando a vedação da vinculação de receita de impostos a órgão, fundo 
ou despesa. A vedação atinge apenas os impostos, sendo possível a 
vinculação de taxas e contribuições. 
Tal princípio se justifica pois pretende garantir disponibilidade de recur-
sos orçamentários para que a própria administração, discricionariamente, 
decida a melhor maneira de se efetuar a execução orçamentária, não se 
podendo "colocar o Estado dentro de uma camisa de força, minguando 
seus recursos, para que os objetivos traçados não fiquem ou não venham a 
ser frustrados". (43) 
A vinculação da receita de impostos a órgão, fundo ou despesa possui 
as seguintes exceções: 
a) a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se refe-
rem os arts. 158 e 159 da CF; 
b) a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saú-
de e para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado, 
respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, e 212; 
c) a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de 
receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste 
artigo;" 
Princípio da Anualidade: o orçamento público é lei com prazo deter-
minado de vigência. Cumpre os requisitos formais de qualquer lei, mas 
apresenta peculiaridades quanto à sua duração no tempo e à contínua 
necessidade de renovação mediante autorização do Parlamento. 
Diverge a doutrina (44) quanto ao fato da exigência da anualidade ser 
um princípio financeiro, sendo, antes, periodicidade do orçamento que –, 
como veículo que reúne os gastos e receitas públicas, as metas e progra-
mas governamentais – necessita ser atualizado a cada certo intervalo de 
tempo, o qual, normalmente, tem sido estabelecido em um ano na maioria 
das legislações estrangeiras e é adotado no Brasil desde a Constituição do 
Império. (45) 
A lei orçamentária anual, prevista no art. 165, III e § 5º tem a vigência 
de um ano a partir do ano subsequente à sua aprovação,coincidindo, no 
caso brasileiro, ao ano civil já que o exercício financeiro vai de 1º de janeiro 
a 31 de dezembro conforme a lei 4.320/64. 
Com a incorporação do plano plurianual (art. 165, I) ao ordenamento 
constitucional brasileiro, com vigência durante os quatro anos seguintes à 
sua aprovação, reconhece-se um novo princípio orçamentário, o princípio 
da plurianualidade das despesas de investimento. É que, de acordo com o 
artigo 167, § 1º, CF, "nenhum investimento cuja execução ultrapasse um 
exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano pluri-
anual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsa-
bilidade". 
O fato é que a subsistência do princípio da anualidade no ordenamento 
jurídico brasileiro permite o controle anual pelo parlamento e, em tese, pela 
população sobre a atividade financeira dos órgãos públicos bem como a 
avaliação e o redirecionamento dos investimentos. 
Princípio da Universalidade: o § 5º do artigo 165 da CF preceitua 
que: "a lei orçamentária anual compreenderá: I - o orçamento fiscal referen-
te aos poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administra-
ção direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder 
Público; II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, 
direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a 
voto; III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades 
e órgão a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os 
fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público". 
Isso significa que a lei orçamentária deve conter a previsão de todas as 
receitas e despesas públicas, sem exceção, conforme a redação da Consti-
tuição Federal de 1988. O mencionado princípio contém a regra do produto 
bruto ou orçamento bruto, segundo a qual receitas e despesas devem ser 
previstas em sua totalidade sem que haja deduções ou compensações 
entre uma e outra. 
Princípio da Unidade: busca-se com este princípio a reunião de todos 
os orçamentos em um único documento. O § 5º, art. 165 CF prevê a cria-
ção de três orçamentos: o fiscal, o de investimento das empresas e o da 
seguridade, dessa forma, tais orçamentos devem ser agrupados em um 
único documento. 
Conforme Founrouge, (46) "el principio de unidade prescipuestaria 
consiste en la reunión o agrupación de todos los gastos y recursos del 
Estado en un documento único". A utilidade fundamental de tal princípio 
consistiria na apresentação de dados relativos aos gastos e receitas públi-
cas de tal modo que permitisse a verificação mediante operações matemá-
ticas do total e da possível existência de um equilíbrio entre receitas e 
despesas. 
José Afonso da Silva (47) manifesta o entendimento da impossibilidade 
do cumprimento desse princípio tal como formulado. Isso se deve, basica-
mente, ao surgimento de orçamentos paralelos de entidades da administra-
ção indireta e paraestatais e à a criação de "orçamentos" dentro do orça-
mento geral. Esta multiplicidade teria gerado a distinção entre orçamento 
ordinário e orçamento extraordinário, orçamento corrente e orçamento de 
capital, orçamento anual e orçamento plurianual. 
A consequência disso é que à pretensão unidocumental, o orçamento 
moderno torna-se necessariamente multidocumental. Daí a conclusão de 
José Afonso da Silva: "o princípio da unidade orçamentária, na concepção 
de orçamento-programa, não se preocupa com a unidade documental; ao 
contrário, desdenhando-a, postula que tais documentos se subordinem a 
uma unidade de orientação política, numa hierarquização dos objetivos a 
serem atingidos e na uniformidade de estrutura do sistema integrado". (48) 
Princípio da Legalidade: o artigo 5º, II da CF estabelece que: "nin-
guém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em 
virtude da lei". Isso significa, a contrario sensu, que o administrador público 
sujeita-se aos mandamentos legais, deles não se podendo afastar sob 
pena de se praticar ato inválido que pode acarretar e expor-se a responsa-
bilidade disciplinar, civil e criminal. 
Cumpre o referido princípio a função de limitar o poder estatal e de ga-
rantir a indisponibilidade do interesse público já que não há que se falar em 
vontade pessoal no trato da coisa pública. Isso significa que a ação estatal 
deve ser exercida nos contornos da autorização parlamentar consubstanci-
ada no plano plurianual, na lei de diretrizes orçamentárias, na lei orçamen-
tária anual ou em qualquer outra modalidade exigida de autorização legisla-
tiva relativa à temática orçamentária. Ex.: operações de abertura de crédito, 
instituição de fundos. 
Saliente-se que o órgão estatal, responsável pela execução do orça-
mento, deve cingir-se à autorização contida no sistema legal. Exemplar é a 
lição de Celso Antonio Bandeira de Mello para quem "a legalidade de 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 9
oposição à lei, mas pressupõe autorização dela, como condição de sua 
ação". (49) 
Não se confunda, (50) contudo, o respeito às normas legais no momen-
to da execução orçamentária (de cunho eminentemente administrativo) com 
a legalidade orçamentária propriamente dita, observada no momento de 
elaboração da norma orçamentária. 
Princípio do Equilíbrio Orçamentário: erigido a partir do dogma libe-
ral, segundo o qual receitas e despesas públicas deveriam estar compatibi-
lizados numericamente, o princípio de equilíbrio financeiro gozou de enor-
me prestígio nas finanças clássicas, tendo sido, inclusive, expresso na 
Constituição de 1967 no art. 166, § 3º, sendo depois eliminado pela Emen-
da 001/69. 
Um orçamento desequilibrado era totalmente condenado pela libera-
lismo, devendo-se tomar todas as medidas necessárias para mantê-lo em 
equilíbrio anual. Lembre-se que os efeitos do orçamento sobre a economia 
em geral eram desconsiderados. (51) 
O desequilíbrio orçamentário ocorria em duas hipóteses: 
a) quando a despesa autorizada superava a receita estimada, operava-
se o déficit; 
b) quando a receita estimada era superior à despesa, observava-se o 
superávit. 
A contestação ao princípio do equilíbrio orçamentário é efetuada a par-
tir de Keynes diante dos efeitos da Grande Depressão de 1929, propondo, 
a substituição de um orçamento "neutro", equilibrado anualmente por uma 
política orçamentária que interviesse na economia, sobretudo, nos períodos 
de crise do capitalismo por meio de orçamentos deficitários que possibili-
tassem a reativação da economia. 
Para Keynes, afigurava-se impossível a pretensão de nivelamento do 
orçamento anualmente, tanto nos anos bons quanto nos anos maus, situa-
ção que provocava profundas flutuações nos programas governamentais de 
gastos, seguidos de variações muitas vezes perturbadoras nas alíquotas 
dos tributos, agravando as flutuações da atividade econômica privada, com 
todas as implicações. (52) 
Desde esse período, o princípio do equilíbrio orçamentário seria con-
testado, inaugurando-se o período do Estado de Bem Estar Social, com 
forte presença estatal na economia. Contudo, esse modelo de Estado e de 
economia entra entra em crise no fim dos anos 70, resultando na retomada 
do princípio do equilíbrio econômico a partir de uma agenda liberal. 
Mesmo não tendo reconhecido explicitamente o referido princípio, pa-
rece que a Constituição Federal de 1988, implicitamente, o fez na medida 
em que existem inúmeros dispositivos que induzem o equilíbrio orçamentá-
rio, tais como: 
a) reserva de lei complementar para as normas gerais sobre a dívida 
pública externa e interna, sobre a concessão de garantias pelas entidades 
públicas e sobre a emissão e resgate de títulos da dívidapública (art. 163, 
II, III e IV); 
b) proibição do Banco Central conceder empréstimos ao Tesouro (art. 
164, §2º); 
c) obrigatoriedade de depósito no Banco Central das disponibilidades 
de Caixa da União (art. 164, §3º); 
d)transparência na concessão de incentivos e nas renúncias de receita 
(art. 165, §6º); 
e) Proibição de realização de despesas ou assunção de obrigações di-
retas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais (art. 167, II). 
(53) 
5. O Processo Orçamentário (as leis orçamentárias) 
Denominamos processo orçamentário as leis orçamentárias previstas 
constitucionalmente que pretendem garantir a realização de ações articula-
das do planejamento e da organização financeira estatal. Para isso, estabe-
lecem momentos independentes, contudo, relacionados entre si. 
O Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a 
Lei Orçamentária Anual (LOA) compõe as leis que regulam a atividade 
orçamentária dos entes públicos federal, estaduais e municipais. Apesar de 
se constituírem de etapas distintas, cada uma daquelas leis possui vínculos 
recíprocos, estabelecendo nexos entre si e possibilitando que se possa 
denominar a ação articulada dessas leis de processo orçamentário. 
O modelo orçamentário constitucional, prevendo o Plano Plurianual, a 
Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual, se encontra na 
ideia de orçamento-programa já que "abre amplas possibilidades à implan-
tação de um sistema integrado de planejamento do orçamento-programa, 
de sorte que o orçamento fiscal, os orçamentos de investimento das em-
presas e o orçamento da seguridade social passam a constituir etapas do 
planejamento de desenvolvimento econômico e social, ou, se se quiser, 
conteúdo dos planos e programas nacionais, regionais e setoriais, na 
medida em que estes têm que compatibilizar-se com o plano plurianual... 
(54). 
A ideia é que o plano plurianual, a LDO e a LOA, ao se integrarem, 
permitam um planejamento estrutural das ações governamentais com 
repercussões no plano econômico. 
5.1. Plano Plurianual - PPA 
O plano plurianual é uma lei que regula os projetos governamentais de 
longa duração, ou seja, aqueles programas tenham existência temporal 
superior a um exercício financeiro. Como existem obras/ações/projetos 
governamentais desenvolvidos em um intervalo de tempo superior a um 
ano, a criação do plano plurianual pretende responder a essa necessidade 
assegurando-se o planejamento e a transparência por meio de uma disci-
plina legal que regule tais casos. 
A previsão do plano plurianual encontra-se no artigo 165, I CF e a sua 
abrangência no §1º do mesmo artigo que dispõe: "§ 1º - A lei que instituir o 
plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objeti-
vos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e 
outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração 
continuada". 
Esse dispositivo define duas modalidades de despesas que devem o-
brigatoriamente estar previstas no plano plurianual. A primeira delas é 
relativa às despesas de capital que compreende os investimentos, as 
inversões financeiras e as transferências de capital. (55) 
A segunda despesa a ser considerada na elaboração do plano pluria-
nual é a dos programas de duração continuada, ou seja, todos aqueles que 
tiverem a sua duração prolongada por mais de um exercício financeiro. 
Inserindo-se dentro da ideia de planejamento financeiro estatal, o plano 
plurianual qualifica este planejamento de estrutural na medida em que 
todos os planos e programas têm suas estruturas ordenadas conforme 
aquele (art. 165, §4º, CF). Disso resultaria a concepção de que o sistema 
orçamentário concebido pela constituição adotou o orçamento-programa, 
prevendo a integração do orçamento público com o econômico e garantindo 
a necessária coordenação da política fiscal (intervencionismo indireto) com 
a política econômica (intervencionismo indireto). (56) Certo é que o plano 
plurianual é modalidade de planejamento conjuntural criado para promover 
o desenvolvimento econômico, o equilíbrio entre as diversas regiões do 
País e a estabilidade econômica. (57) 
O constituinte originário confiou na importância do plano plurianual e 
buscou a sua efetividade, determinando, por exemplo, que nenhum inves-
timento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser inicia-
do sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a 
inclusão sob pena de crime de responsabilidade, conforme redação do art. 
167, § 1º, C.F.. 
Normatizando as principais características do instituto inovador, deixou 
a Constituição à atribuição do legislador ordinário a tarefa de regular a 
vigência e os prazos do plano plurianual mediante Lei Complementar (art. 
165, § 9º C.F). Entretanto, como o referido diploma legal ainda não foi 
elaborado, aplica-se o disposto no art. 35, § 2º, I, do ADCT. Tem-se assim 
que este plano deve ser elaborado no primeiro ano de mandato do chefe do 
poder executivo (presidente, governador ou prefeito), devendo ser encami-
nhado até quatro meses antes encerramento do primeiro exercício financei-
ro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa. 
Tendo vigência por quatro anos, inicia-se a execução do plano plurianual a 
partir do segundo ano de governo até o final do primeiro ano no exercício 
financeiro do mandato subsequente. 
Saliente-se que os programas nacionais, regionais e setoriais previstos 
no art. 43, § 1º, II da C.F. devem guardar consonância com o Plano Pluria-
nual (art. 165, § 4º). Aqueles planos visam articular a ação da União em um 
mesmo complexo geoeconômico e social, visando desenvolver regiões e 
reduzir desigualdades regionais (art. 43). 
Um aspecto interessante a ser observado refere-se a característica 
formal da lei do plano plurianual dependendo do orçamento anual para que 
tenha eficácia quanto à realização das despesas. Nesse sentido, a elabora-
ção do orçamento anual pelo legislador não está vinculado ao Plano, cons-
tituindo mera programação ou orientação, que deve ser respeitada pelo 
poder executivo na elaboração das leis orçamentárias. (58) 
5.2. Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO 
Inspirada nas constituições da República Federal da Alemanha e da 
França (59), a Lei de Diretrizes Orçamentárias está prevista no §2º, art. 
165, CF/88, compreendendo as metas e prioridades da administração 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 10 
pública, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subse-
quente. Além disso, cabe a lei orçamentária anual orientar a elaboração da 
lei orçamentária anual, dispor sobre as alterações na legislação tributária e 
estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de 
fomento. 
A partir disso, identificam-se quatro conteúdos básicos desse novo ins-
tituto jurídico introduzido pelo constituinte originário: 
a) definição das metas e prioridades da administração pública: 
percebe-se aí que o orçamento não é um visa alcançar fim em si mesmo, 
daí por que as disposições constantes do orçamento devem ser compara-
das com as metas e prioridades da administração pública. Isso permitiria se 
auferir se o discurso governamental traduzido em suas metas e prioridades 
podem, de fato, ser realizadas a partir dos dispositivos financeiros e eco-
nômicos previstos na lei orçamentária anual; 
b) orientação à elaboração da lei orçamentária anual: essa é uma 
finalidade genérica que incluiria, inclusive, as metas e prioridades da admi-
nistração pública, as alterações na legislação tributária e a política de 
aplicação das agências oficias de fomento. As diretrizes para a elaboraçãoda lei orçamentária, caracteriza a LDO como "um plano prévio, fundado em 
considerações econômicas e sociais, para a ulterior elaboração da proposta 
orçamentária do Executivo, do Legislativo (art. 51, IV e 52, XIII), do Judiciá-
rio (art. 99, § 1º) e do Ministério Público". (60) 
A ação estatal é concebida pelo constituinte originário baseada em um 
planejamento estrutural, requerendo ações articuladas que permitam a 
definição de objetivos a serem alcançados, mas também a avaliação acer-
ca da efetividade dessa ação. Diante disso, apesar de ser um plano prévio 
para a elaboração da lei orçamentária, possuindo, portanto, natureza formal 
(a LDO orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual, porém, esta não 
está vinculada à elaboração daquela), a LDO estimula o planejamento da 
ação estatal, permite maior abertura para se discutirem as prioridades e 
programas governamentais além de permitir que se avalie a seriedade com 
que o executivo define a sua política financeiro-orçamentária. 
c) disposição sobre as alterações na legislação tributária: os tribu-
tos deixaram de ser encarados especificamente em seu aspecto fiscal, ou 
seja, destinados à obtenção de recursos para suprir as demandas gover-
namentais. Atualmente, os tributos são utilizados pelos governos para 
interferir na economia indiretamente, estimulando e inibindo comportamen-
tos com o objetivo de alcançar as finalidades governamentais previstas. 
Sobre esse prisma e tendo-se em vista que o planejamento estrutural 
envolve o aspecto econômico, fiscal, financeiro, é natural que os governos 
utilizem as possibilidades tributárias para alcançar os seus objetivos gover-
namentais; 
d) estabelecimento da política de aplicação das agências financei-
ras oficiais de fomento: tais agências atuam estimulando o desenvolvi-
mento econômico e social do país, representando, desse modo, repercus-
sões na economia. A obrigatoriedade de estarem contidas na LDO evita a 
ausência de controle sobre os gastos que serão efetuados; 
e) Art. 169, § 1º, II: além das hipóteses acima elencadas, observe-se 
outro conteúdo disposto no mencionado artigo: "a concessão de qualquer 
vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e 
funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou 
contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da 
administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas 
pelo poder público, só poderão ser feitas:I – (...); II - se houver autorização 
específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas 
públicas e as sociedades de economia mista." 
A Lei de Diretrizes Orçamentárias é anual, devendo ser elaborada an-
tes da Lei Orçamentária Anual, já que tem a natureza de um plano prévio. 
Segundo José Afonso da Silva (61), isso se deve à própria natureza da lei: 
"porque ela é que vai dar as metas e prioridades que hão de constar do 
orçamento anual". 
Ante a inexistência da Lei Complementar referida no art. 165, § 9º, I e 
II, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito 
meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido 
para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa 
(art. 35, § 2º, II, C.F.). 
Saliente-se, ao final, que sendo a Lei Orçamentária Anual um veículo 
capaz de conduzir à efetivação de direitos, a Lei de Diretrizes Orçamentá-
rias - que pode ser alterada através de emendas parlamentares - pode 
sinalizar ao Executivo o desejo da sociedade de que a Lei Orçamentária 
Anual inclua objetivos e metas que realizem direitos. 
5.3. Lei Orçamentária Anual - LOA 
Expostos os principais aspectos que caracterizam o Plano Plurianual e 
a Lei de Diretrizes Orçamentárias, cabe agora analisar a Lei Orçamentária 
Anual, isto é, o instrumento legal que reúne a previsão de receitas e despe-
sas governamentais para o ano subsequente, além de orientar a ação 
estatal e permitir a criação de parâmetros que possibilite a fiscalização. 
Osvaldo Maldonado Sanches define-a como uma "lei de natureza es-
pecial – em razão do seu objeto e da forma peculiar de tramitação que lhe é 
definida pela Constituição –, por meio da qual são previstas as receitas, 
autorizadas as despesas públicas, explicitados a política econômica finan-
ceira e o programa de trabalho do Governo e definidos os mecanismos de 
flexibilidade que a Administração fica autorizada a utilizar". (62) 
O conteúdo da LOA é encontrada no § 5º, do art. 165, C.F.: 
"§ 5º - A lei orçamentária anual compreenderá: 
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, ór-
gãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações 
instituídas e mantidas pelo Poder Público; 
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta 
ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; 
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades 
e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como 
os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público." 
Consagrando o princípio da universalidade, que exige que todas recei-
tas e despesas do Poder Público (Poderes Legislativo, Executivo e Judiciá-
rio), fundos, órgãos, entidades da administração direta e indireta estejam 
incluídas na Lei Orçamentária Anual, tem-se que a LOA deve conter: 
a) o orçamento fiscal - Previsto no art. 165, §5º, I da C.F., o orçamen-
to fiscal é especificado na Lei 4.320/64, que disciplina o conteúdo, as 
classificações (63), a elaboração, o exercício financeiro, a disposição 
contábil além de outros aspectos relativos ao direito financeiro. 
Na acepção dada pela Constituição Federal de 1988, que divide a lei 
orçamentária anual em três orçamentos – Fiscal, de Investimentos de 
Estatais e da Seguridade Social – a expressão orçamento fiscal significa o 
detalhamento do conjunto de receitas a serem obtidas pelo estado median-
te o exercício do poder fiscal a ela conferido, bem como a programação das 
despesas que serão despendidas por seu intermédio, sendo que esse 
orçamento refere-se tanto à administração direta quanto à indireta. (64) 
b) o orçamento de investimentos das empresas estatais - Previsto 
no art. 165, § 5º, II C.F., o orçamento de investimento das empresas esta-
tais engloba todas as empresas em que a União, direta ou indiretamente, 
detenha a maioria do capital social com direito a voto. Esse orçamento é 
composto exclusivamente pelos investimentos das empresas estatais que, 
por sua vez, podem ser definidos como as "dotações para o planejamento e 
a execução de obras, inclusive as destinadas à aquisição de imóveis consi-
derados necessários à realização destas últimas, bem como para os pro-
gramas especiais de trabalho, aquisição de instalações, equipamentos e 
material permanente e constituição ou aumento do capital de emprêsas que 
não sejam de caráter comercial ou financeiro"(art. 12, §4º, lei nº 4.320/64). 
Restringindo-se às despesas de capital, não atingido as de custeio es-
sa novidade constitucional visa impedir as transferências dos recursos do 
tesouro e as emissões inflacionárias para suprir a ineficiência das empresas 
estatais. (65) 
c) o orçamento da seguridade social - Previsto no art. 165, § 5º III, 
C.F., o orçamento da seguridade social abrange todas as entidades e 
órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os 
fundos e fundações instituídos e mantidos pelo poder público. 
É um orçamento que detalha os gastos relativas à saúde, à previdência 
e à assistência social que serão efetuadas através do montante das recei-
tas vinculadas aos gastos da seguridade social – especialmente as contri-
buições sociais previstas no artigo 195, CF –, bem como outras que lhe 
sejam asseguradas ou transferidas do orçamento fiscal. (66) 
A seguridade social, conformeo artigo 194, C.F. "compreende um con-
junto integrado de ações de iniciativas dos poderes públicos e da socieda-
de, destinados a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à 
assistência social". 
A saúde é entendida como direito de todos e dever do Estado, devendo 
ser garantida através de políticas sociais e econômicas que reduzam o 
risco de doença e outros agravos. Visando a promoção, proteção e recupe-
ração, há que se ter acesso universal e igualitário às ações e serviços. Já a 
previdência social, fundada na ideia de solidariedade social, deve ser 
organizada sob a forma de um regime geral, sendo este de caráter contri-
butivo e filiação obrigatória. Quanto à assistência social, apresenta caracte-
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 11 
rística de universalidade já que será prestada a quem dela necessitar, 
independentemente de contribuição à seguridade social. 
Mencione-se o princípio da exclusividade que norteará a elaboração do 
orçamento, pois, "a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho 
à previsão da receita e à fiscalização da despesa, excetuando-se a autori-
zação para abertura de créditos suplementares e contratação de operações 
de crédito" (art. 165, § 8º, C.F.). 
O prazo para envio da Lei Orçamentária Anual é encontrado no art. 35, 
§ 2º, ADCT, C.F já que, como já explicado, a lei complementar mencionada 
no art. 165, § 9º, I e II ainda não existe. Sendo assim, "o projeto de lei 
orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do 
encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encer-
ramento da sessão legislativa". 
6. Vedações Orçamentárias 
Um dos objetivos do sistema orçamentário inaugurado pela Constitui-
ção Federal de 1988 é exatamente o de permitir o controle sobre os recur-
sos públicos e o equilíbrio orçamentário. Talvez por isso, o art. 167, CF 
elenca vedações orçamentárias que, de algum modo, não possibilitariam 
alcançar-se o controle dos recursos ou o equilíbrio orçamentário. Dentre 
elas se destacam: 
a) programas e projetos não podem se iniciados sem que estejam in-
cluídos na lei orçametária anual; (67) 
b) a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas não 
podem exceder os créditos orçamentários ou adicionais; 
c) a realização de operações de crédito não podem exceder o montan-
te das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos 
suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder 
Legislativo por maioria absoluta; 
d) abertura de créditos suplementares ou especial está condicionada à 
prévia autorização legislativa e a indicação dos recursos correspondentes; 
e) impõe-se autorização legislativa para a transposição, o remaneja-
mento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação 
para outra ou de um órgão para outro; 
f) a concessão ou utilização de créditos é limitada. 
Impondo limites às iniciativas do Executivo, ambos dispositivos preten-
dem limitar o gasto público ao previsto no orçamento, que é valorizado na 
medida em que limita a ação do Poder Executivo. 
7. Elaboração e tramitação Legislativa do Orçamento 
7.1. Iniciativa 
A elaboração do PPA, LDO e LOA cabe ao chefe do poder executivo 
(Presidente da República, Governador do estado e Prefeito Municipal 
conforme o nível de governo seja nacional, estadual ou municipal). Não é 
preciso dizer que a elaboração da peça orçamentária deveria ser precedida 
de um amplo diagnóstico de cada pasta governamental, indicando-se as 
preementes deficiência serem priorizadas e as principais virtudes que 
poderiam potencializar a resolução das demandas públicas. Evidentemente 
que o ato de elaboração orçamentária é de decisão política que mão signi-
fica por isso, de modo algum, arbitrariedade para que o administrador 
público decida as prioridades públicas sem atenção a um quadro diagnósti-
co que lhe indique quais as medidas solucionariam as deficiências. 
Evidentemente que os demais poderes elaboram as respectivas pro-
postas orçamentárias, garantindo-se ao judiciário e legislativo a autonomia 
relativa para a elaboração orçamentária, devendo o projeto unificado ser 
sistematizado pelo poder executivo, sendo, a seguir, remetido ao Poder 
Legislativo para discussão e votação. 
No plano federal, tais projetos de lei (incluindo-se os créditos adicio-
nais) serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional na forma 
do regimento comum. No plano estadual, a apreciação e deliberação com-
pete às Assembleias legislativas, enquanto no plano municipal, a compe-
tência é das Câmaras Municipais. 
Até a votação das leis orçamentárias nas comissões municipais ou es-
taduais ou na comissão mista, no caso de orçamento federal, o chefe do 
poder executivo pode propor alterações nos referidos projetos conforme 
redação do art. 166, § 5º, C.F.: "o Presidente da República poderá enviar 
mensagem ao Congresso Nacional propondo modificação nos projetos a 
que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na comissão 
mista, da parte cuja alteração é proposta". 
7.2. Comissão Mista Permanente de Deputados e Senadores 
Esta comissão existe no âmbito federal, devido à existência de duas 
casas no Congresso Nacional, o Senado Federal e a Câmara dos Deputa-
dos. Pode-se dividir a atribuição da Comissão Mista permanente de sena-
dores e deputados em dois grandes grupos: 
a) a primeira delas inclui o exame e a emissão de parecer sobre o PPA, 
a LDO e os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos 
na Constituição Federal; 
b) exercer atividade de controle sobre as contas apresentadas anual-
mente pelo Presidente da República e o acompanhamento e a fiscalização 
orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congres-
so Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o artigo 58 da Consti-
tuição Federal. 
A apreciação de referidos projetos pelas duas Casas do Congresso 
Nacional, através de uma Comissão Permanente de Senadores e Deputa-
dos, repercutirá na votação das leis em conjunto efetuada pelas duas casas 
legislativas, "até porque deverá se cifrar sobre os pareceres da Comissão 
Mista". (68) 
No âmbito estadual e municipal, não se concebe a existência de uma 
comissão mista de parlamentares. 
7.3. Tramitação Legislativa 
Ressalte-se que não há um rito específico para a tramitação dos proje-
tos orçamentários, aplicando-se as normas do processo legislativo estabe-
lecidas no artigo 59 e seguintes. É o que dispõe o § 7º do art. 166: "Apli-
cam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o 
disposto nesta Seção, as demais normas relativas ao processo legislativo". 
A exceção nesse caso fica por conta dos dispositivos específicos previstos 
no art. 166 da C.F., tais como, as condições de elaboração de emendas 
pelos parlamentares (art. 166, § 3º). Isso significa que a tramitação das 
emendas acompanha o processo legislativo de forma geral e, em particular, 
os dispositivos específicos constantes da Seção II, Capítulo II, Título VII, da 
Constituição Federal. 
Seguindo o rito genérico do processo legislativo previsto na C.F. (arts. 
59 a 69), conclui-se pela necessidade de "promulgação (atestação da 
existência da lei), da sanção (aprovação pelo Executivo) ou veto (rejeição 
do Executivo)" das leis orçamentárias. (69) 
7.4. Emendas Parlamentares 
Após anos de impossibilidade para a apresentação de emendas, à o-
casião do regime autoritário, a CF/88 legitimou a possibilidade de apresen-
tação de emendas pelos parlamentares. A efetiva utilidade inaugurada pelo 
modelo orçamentário previsto na CF/88 é discutível na doutrina. Régis 
Fernandes de Oliveira entende que "adquireo Legislativo, com a atual 
redação, nova dignidade no tocante às emendas sobre o texto do projeto 
tanto da lei anual como da de diretrizes" (70), enquanto Ricardo Lobo 
Torres constata que a possibilidade de iniciativa parlamentar na apresenta-
ção de emendas dirigidas à Comissão Mista permitiu a escandalosa corrup-
ção revelada pela CPI do Orçamento no ano de 1993. (71) Vive-se o dilema 
constitucional de, ao mesmo tempo em que se permite a apresentação de 
emendas por deputados e senadores, estas se sirvam à malversação do 
dinheiro público ou ao atendimento de privilégios pessoais, por exemplo. 
As emendas parlamentares que alteram tais projetos podem ser pro-
postas após a remessa dos projetos orçamentários à Comissão Mista 
Permanente de Deputados e Senadores (em se tratando de orçamento da 
União). Cumpre, contudo, atender a algumas exigências constitucionais. 
Primeiro, os parlamentares devem apresentar as suas emendas junto à 
Comissão Mista, que emitirá parecer sobre elas. A seguir, tais emendas são 
apreciadas pelo plenário nas duas Casas do Congresso Nacional na forma 
regimental. 
As emendas ao projeto de lei do orçamento anual (ou os projetos que o 
modifiquem) só poderão ser aprovadas se: 
a) apresentarem compatibilidade entre o plano plurianual e a lei de di-
retrizes orçamentárias; 
b) indicarem os recursos necessários, através da anulação de outras 
despesas previstas na lei orçamentária. Porém, em hipótese alguma, a 
anulação de despesa incidirá sobre: 
b.1) dotações para pessoal e seus encargos; 
b.2) serviço da dívida; 
b.3) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios 
e Distrito Federal. 
Emendas parlamentares podem ser propostas, ainda, para corrigirem 
erros ou omissões da lei orçamentária anual ou guardarem relação com os 
dispositivos do texto do projeto de lei. 
Tem-se assim que: o modelo orçamentário brasileiro inicia-se com a 
elaboração da lei orçamentária anual pelo Executivo, cabendo ao Legislati-
vo emendá-la desde que efetuada dentro de limites que têm claros objeti-
vos de: 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 12 
a) reafirmar o planejamento estrutural do sistema orçamentário inaugu-
rado pela CF/88, resultando daí a necessidade de compatibilização das 
emendas parlamentares à LOA com o PPA e a LDO. 
b) impedir a realização de compromissos prioritários dos entes federa-
tivos que poderiam ocorrer ante a anulação de dotações orçamentárias 
referentes ao pagamento de pessoal e encargos, ao serviço da dívida e às 
transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito 
Federal. 
Observe-se que as emendas parlamentares à lei de diretrizes orçamen-
tárias somente podem ser aprovadas se apresentarem compatibilidade com 
o plano plurianual (art. 166, § 4º). 
7.5. Rejeição Parcial ou Total da proposta de Lei Orçamentária 
Discute-se no âmbito doutrinário sobre as consequências da rejeição, 
parcial ou total, ao projeto de lei orçamentária submetido ao parlamento. 
Qual seria a solução adequada? A prorrogação do orçamento ou outra 
solução? 
O impasse tem origem no julgamento do Supremo Tribunal Federal que 
entendeu inconstitucional o dispositivo da Constituição do Estado de São 
Paulo de 1969 que previa a manutenção da lei do orçamento anual em 
caso de rejeição da LOA. A decisão do STF foi a de entender não devolvido 
o projeto enviado ao Congresso Nacional, aproximando-se da solução dada 
pela Constituição Federal de 1967 com a Emenda 01/69 que em caso de 
não devolução da peça orçamentária, preceituava que o projeto de orça-
mento seria promulgado como lei: "Entendia-se que a disposição valia tanto 
para a hipótese de não devolução, como para a de rejeição". (72) 
A Constituição Federal de 1988 parece não permitir a mesma interpre-
tação. É o que defende José Afonso da Silva, citado por Régis Fernandes 
de Oliveira, para quem "a consequência mais séria da rejeição do projeto 
de lei orçamentária anual é que a administração fica sem orçamento, pois 
não pode ser aprovado outro. Não é possível elaborar orçamento para o 
mesmo exercício financeiro". (73) 
Nesse caso, a solução possível, encontrada a partir da técnica do direi-
to orçamentário, seria a abertura de créditos especiais para as despesas 
que não podem efetivar-se senão devidamente autorizadas, prévia e espe-
cificamente, pelo Legislativo, garantindo-se, desse modo, o direito do poder 
legislativo rejeitar totalmente o projeto de lei orçamentária. 
Em caso de rejeição parcial do projeto de lei orçamentária ou de ativi-
dade de emenda parlamentar que resulte a alteração do projeto de lei do 
orçamento anual, acarretando sobra de receitas, logicamente, esta receita 
sobrante não se perderia, podendo ser utilizada mediante a abertura de 
créditos especiais ou suplementares, desde que haja prévia e específica 
autorização legislativa. 
8. Fiscalização Orçamentária 
Aprovado o projeto de lei orçamentária anual pelo parlamento, inicia-se 
a execução orçamentária pelo efetuada executivo a partir do ano seguinte. 
Tais despesas implementadas por meio de recursos públicos não podem 
estar imunes à fiscalização, matéria que é, inclusive, disciplinada constitu-
cionalmente na Seção IX , Capítulo I, Título IV intitulada Da Fiscalização 
Contábil, Financeira e Orçamentária, disposta nos artigos 70 à 75. 
O artigo 70 da C.F./88 traça as linhas gerais da sistema de fiscalização 
constitucional ao preceituar que: "a fiscalização contábil, financeira, orça-
mentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da adminis-
tração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, 
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Con-
gresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle 
interno de cada poder". 
Verifica-se aí que a fiscalização dos recursos orçamentários abrange 
cinco áreas: 
a) Contábil: através da contabilidade, busca-se instrumentalizar o con-
trole. O art. 83, da Lei 4.320/64 informa que "a contabilidade evidenciará 
perante a Fazenda Pública a situação de todos quantos, de qualquer modo, 
arrecadem receitas, efetuem despesas, administrem ou guardem bens a ela 
pertencentes ou confiados". O dispositivo obriga que os registros contábeis 
sejam efetuados claramente, possibilitando a identificação daqueles que 
estejam relacionados com a arrecadação, guarda e administração de bens 
e valores da administração pública. 
É uma atividade eminentemente técnica, pois mediante registros con-
tábeis e balanços deve possibilitar a compreensão do registro das opera-
ções realizadas, por exemplo, no momento da execução orçamentária, 
quando deverá permitir o seu acompanhamento, o conhecimento da com-
posição do patrimônio da administração pública, a determinação dos custos 
dos serviços industriais, o levantamento dos balanços gerais, a análise e a 
interpretação dos resultados econômicos e financeiros (art. 85, lei nº 
4.320/64). Todavia, tal contabilidade reveste-se de conteúdo jurídico na 
medida em que há "um verdadeiro Direito da Contabilidade Pública, embu-
tido no Direito Orçamentário e no Direito Financeiro". (74) 
b) Financeira: compreende a descrição das despesas e receitas or-
çamentárias após o momento posterior à arrecadação e à execução. 
c) Orçamentária: a partir dos dados concernentes à receita arrecada e 
à despesa realizada, verifica o adequado emprego dos recursos públicos 
conforme as leis orçamentárias aprovadas, analisando a compatibilidade 
das despesas aprovadas com as efetivamente realizadas na execução.Vem 
daí a necessidade de estar manifesta nos registros contábeis da adminis-
tração pública, o montante dos créditos orçamentáriosvigentes, a despesa 
empenhada e a despesa realizada, à conta dos mesmos créditos, e as 
dotações disponíveis (art. 90, lei nº 4.320/64). 
Essa modalidade fiscalização é exercida sobre a execução do orça-
mento, objetivando, através da contabilidade, das análises e das verifica-
ções, mensurar o nível de concretização das previsões constantes da lei 
anual. (75) 
d) Operacional: há certa dificuldade doutrinária para a definição dessa 
modalidade de fiscalização. Ricardo Lobo Torres entende que essa modali-
dade de fiscalização "visa ao controle das operações de crédito e de des-
pesas que não constem da previsão orçamentária" (76), por sua vez, Régis 
Fernandes de Oliveira vincula a operacionalidade a um "rigoroso controle 
sobre as formas de procedimento da despesa, atendendo-se ao atingimen-
to dos objetivos traçados". (77) 
e) Patrimonial: objetiva a preservação dos bens públicos de modo que 
as autoridades públicas não dêem utilização ímproba no patrimônio público. 
Os destinatários da fiscalização orçamentária são tanto as pessoas da 
administração direta, quanto as entidades da administração indireta e, 
ainda, pessoas físicas que recebam recursos públicos. É a interpretação do 
parágrafo único do art. 70, "prestará contas qualquer pessoa física, física 
ou jurídica e administração direta ou indireta, pública ou privada, que utilize, 
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos 
ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obriga-
ções de natureza pecuniária". 
Isso significa uma ampliação das pessoas submetidas ao controle em 
relação à constituição anterior, onde apenas as autarquias (além dos entes 
da administração direta) eram mencionadas explicitamente como objetos de 
controle e fiscalização. Tem-se assim que estão sob controle: 
a) as entidades da administração direta, incluindo-se aí o Executivo 
(secretarias e ministérios), o Legislativo, o Judiciário, o Tribunal de Contas 
e o Ministério Público; 
b) a administração indireta: abrange as autarquias, as empresas pú-
blicas, as sociedades de economia mista, as fundações instituídas e manti-
das pelo poder público; 
c) a pessoa física/entidades privadas que utilize, arrecade, guarde, 
gerencie ou administre bens e valores públicos. 
A mencionada fiscalização verifica se no emprego dos recursos públi-
cos foram observados a: 
a) Legalidade: a despesa executada deve ter guardado compatibilida-
de com o disposto na peça orçamentária. Além disso, há requisitos legais 
(ex. lei nº 4.320/64) e constitucionais para que a despesa tenha sido reali-
zada que em ser considerados; 
b) Legitimidade: é fundamental que a despesa pública atenda às reais 
necessidades públicas, "efetuando-se o contraste da norma com as finali-
dades encampados no sistema financeiro, para saber-se do atingimento do 
bem jurídico que se pretendeu alcançar". (78) 
c) Economicidade: a despesa pública deve alcançar o máximo da efe-
tividade, devendo a racionalidade, representada pela relação custo-
benefício, pautar a ação do agente público. 
d) Aplicação das subvenções - também será objeto de controle inter-
no e externo pelo poder público. Entende-se que o constituinte originário 
pretendeu com essa medida evitar a concessão indiscriminada de subven-
ções e subsídios que ocorria no sistema constitucional anterior. 
Subvenções são os auxílios e as transferências concedidas pelo poder 
público às entidades públicas ou privadas sem finalidade lucrativa objeti-
vando atender as suas despesas de custeio que devem atender à finalida-
des relevantes e de interesse público. 
e) Renúncias de receita: o poder público deve exigir as receitas públi-
cas a que tem direito, todavia, em algumas situações, o poder público 
renuncia a receita a que teria direito. Isso é o que ocorre no caso das 
deduções, quando há a diminuição da alíquota ou da base de cálculo de 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 13 
determinado imposto, tendo a natureza de uma isenção parcial, pela dis-
pensa do pagamento de uma parcela. (79) 
Há dois tipos de controle dos recursos públicos. O primeiro deles, o 
controle externo, é efetuado pelos órgãos que não estão diretamente en-
volvidos na execução orçamentária, a saber, o Congresso Nacional e o 
Tribunal de Contas; o segundo, o controle interno, é efetuado pelo próprio 
órgão gestor dos recursos gastos. O sistema de fiscalização construído 
pela CF/88 adota as duas modalidades de controle. Veja-se quais são as 
principais características de um e outro modelo. 
Controle externo: é realizado pelo Congresso Nacional, auxiliado pelo 
Tribunal de Contas da União. É externo por que não é a entidade que 
executa o orçamento que o fiscaliza, contrariamente, a fiscalização é efetu-
ada por instituições alheias à arrecadação ou gasto dos recursos públicos, 
com atribuições específicas que lhes conferem poderes de fiscalização. O 
controle externo é efetuado posterior, contemporânea ou simultaneamente 
à execução orçamentária. 
a) Controle posterior: é aquele efetuado após a prática do ato adminis-
trativo ou do encerramento do exercício financeiro. 
O Tribunal de Contas tem papel importante nessa modalidade de con-
trole quando: aprecia as contas prestadas anualmente pelo Presidente da 
República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta 
dias a contar de seu recebimento (art. 71, I, CF/88); julga as contas dos 
administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores 
públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e socie-
dades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daque-
les que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que 
resulte prejuízo ao erário público (art. 71, II, CF/88); aprecia, para fins de 
registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, 
na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e 
mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de 
provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, 
reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem 
o fundamento legal do ato concessório (art. 71, III, CF/88); fiscaliza as 
contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a 
União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitu-
tivo (art. 71, V, CF/88); fiscaliza a aplicação de quaisquer recursos repas-
sados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos 
congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município (art. 71, VI, 
CF/88). 
Exemplo de controle posterior é encontrado também no art. 51, II, 
CF/88 onde se estabelece a competência da Câmara dos Deputados para 
proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não 
apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a 
abertura da sessão legislativa. 
b) Controle contemporâneo: também é realizado posteriormente à exe-
cução orçamentária, porém, em um intervalo menor de tempo, ou seja, o 
controle é feito quase ao mesmo tempo à execução orçamentária. 
Exemplificam essa modalidade a competência do Tribunal de Contas 
para a realização de inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial nas unidades administrativas dos 
Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e demais entidades referidas no 
art. 71, II, CF/88 (80), por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do 
Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito (art. 71, IV, CF/88) 
ou para a prestação das informações solicitadas pelo Congresso Nacional 
sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacionale patri-
monial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas (art. 71, VII, 
CF/88). 
Também o Congresso Nacional (no plano federal) tem competência pa-
ra "fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os 
atos do Poder Executivo, inclusive os da administração indireta" (art. 49, X), 
incluindo-se aí a possibilidade de formação de comissões que investiguem 
os gastos orçamentários. 
Saliente-se que em tais casos a fiscalização empreendida pelo Tribunal 
de Contas ou Parlamento deve ser realizada contemporaneamente à exe-
cução do orçamento. 
c) Controle simultâneo: é realizado ao mesmo tempo em que se de-
senvolve a execução do orçamento. É realizada pela Comissão Mista 
Permanente de Deputados e Senadores que, diante de indícios de despe-
sas não autorizadas, pode solicitar esclarecimentos da autoridade gover-
namental responsável no prazo de cinco dias. 
Diante da insuficiência dos esclarecimentos ou da negativa da autori-
dade responsável em prestá-la, a Comissão solicitará ao Tribunal de Con-
tas pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no prazo de trinta dias. 
Com o pronunciamento do Tribunal seja pela irregularidade da despe-
sa, a Comissão Mista proporá ao Congresso Nacional a sustação das 
despesas autorizadas desde que causem dano irreparável ou grave lesão à 
economia pública (art. 72, CF). 
Entendemos, também, que o controle simultâneo se verifica na compe-
tência do Tribunal de Contas em sustar a execução de ato impugnado. 
Evidentemente, isso só ocorrerá se a autoridade responsável pelo ato não 
ter atender á solicitação do Tribunal de Contas. Sendo assim, a decisão de 
sustação deve ser comunicada à Câmara dos Deputados e ao Senado 
Federal (art. 71, X). 
Saliente-se que no caso de contrato, o ato de sustação será adotado 
diretamente, pelo Congresso Nacional, que solicitará imediatamente as 
medidas cabíveis ao Poder Executivo. Em noventa dias, caso o Congresso 
Nacional ou o Poder Executivo efetivem as medidas cabíveis, o TC decidirá 
a respeito. 
Controle interno: é realizado por cada um dos poderes públicos res-
ponsáveis pela gestão de recursos públicos, fulcrada na probidade, legali-
dade, legitimidade e economicidade. 
Basicamente, as finalidades do controle interno são: 
a) a avaliação do cumprimento das metas previstas no plano plurianual, 
a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União (art. 74, 
I, CF/88). 
O próprio órgão gestor se incumbe de controlar o adequado processa-
mento da "gestão econômica e financeira e se exerce, à diferença do 
controle externo, durante a própria execução orçamentária". (81) Como a 
ação dos órgãos públicos deve ser planejada, impõe-se a avaliação do 
planejamento de programas e ações estatais que permitiam a verificação 
do atingimento das finalidades previstas, contribuindo para a correção dos 
eventuais erros e desajustes do planejamento ainda no curso da execução 
orçamentária. 
b) comprovação da legalidade e avaliação dos resultados da gestão or-
çamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administra-
ção federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de 
direito privado (art. 74, II, CF/88). 
Verifica-se, aí, a repetição do disposto no enunciado do art. 70, caput, 
CF, que, naquele caso, era efetuada por um órgão externo à execução 
financeira. No presente caso, quer o legislador que a fiscalização empreen-
dida no momento da execução poupe recursos e evite desvios que podem 
ser acarretados senão detectados a tempo. 
c) exercício do controle das operações de crédito, avais e garantias, 
bem como dos direitos e haveres da União (ar. 74, III, CF/88). 
A finalidade deste inciso é estender o controle interno a todos os direi-
tos e haveres da União (plano federal), não havendo direito ou interesses 
dos órgãos públicos sobre os quais não recaia o controle interno. 
d) apoio ao controle externo no exercício de sua missão institucional 
(art. 74, IV, CF/88). 
Tanto o controle interno quanto o controle externo pretendem atingir a 
racionalidade da execução orçamentária. É lógico, portanto, que haja apoio 
recíproco entre ambas as entidades responsáveis por cada controle. Sendo 
assim, o referido inciso deve ser entendido de modo a permitir o intercâm-
bio de informações e dados, a cooperação entre os órgãos responsáveis 
pelo controle externo e pelo controle interno. 
Além disso, os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhe-
cimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao 
Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária (art. 
74, §1º, CF/88). 
Ressalte-se que qualquer cidadão, partido político, associação ou sin-
dicato é parte legítima para denunciar irregularidades ou ilegalidades pe-
rante o Tribunal de Contas da União na forma da lei (art. 74, §2º, CF/88). 
Tal dispositivo é um incentivo para que o cidadão denuncie irregularidades 
e exerça o seu direito de cobrar ações estatais ímprobas, eficazes, legais e 
legítimas. 
9. Conclusão. 
a) A concepção de Orçamento sofreu alterações desde o período de 
transição entre o Mercantilismo e o Liberalismo até os dias atuais. Contudo, 
a natureza instrumental é um aspecto em comum em que pese as diferen-
tes concepções; 
b) Ao lado da característica instrumental, há valores e princípios infor-
mando o orçamento público. A distinção entre princípios e regras possibilita 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 14 
a retomada da questão do valor, resultando como um dos seus efeitos a 
juridicidade a que estão submetidos os princípios orçamentários; 
c) Os princípios da Exclusividade, da Não-Afetação, da Anualidade, da 
Universalidade, da Unidade, da Legalidade e do Equilíbrio Orçamentário 
informam o processo orçamentário; 
d) As leis orçamentárias englobam o plano plurianual, a lei de diretrizes 
orçamentárias e a lei orçamentária anual. Tais leis estão submetidas à 
tramitação legislativa e possuem prazos definidos para a sua aprovação. 
Compõe àquilo que se denomina de processo orçamentário. 
NOTAS 
BALEEIRO, Aliomar. Uma Introdução à ciência das finanças. 16ª ed. 
Rio de Janeiro: Forense, 2002, pg. 412. 
BALEEIRO, op. cit., pg. 412. 
BALEEIRO, op. cit., pg. 43. 
TORRES, Ricardo Lobo. Tratado de Direito Constitucional, Financeiro e 
Tributário, volume V, o orçamento na Constituição. 2. ed. rev. e atual. Rio 
de Janeiro: Renovar, 2000, pg. 3. 
A observação do Professor Ricardo Lobo Torres sobre esse assunto 
merece ser destacada: "O Estado[liberal] se restringia ao exercício do 
poder de polícia, da administração da justiça e da prestação de uns poucos 
serviços públicos, não necessitava de sistemas tributários amplos, por não 
assumir demasiados encargos na via da despesa pública e por não ser o 
provedor da felicidade do povo, como acontecia no patrimonialismo" TOR-
RES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 11. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 04. 
BALEEIRO, Aliomar. Op. cit., p.26. 
"A opinião pública, nos séculos XVII e XVIII, contemplava com justifica-
do horror as despesas públicas. Reis absolutos estavam sempre embara-
çados por dinheiro para guerras de puro interesse dinástico. As aventuras 
galantes dos reis de França, através da vasta galeria de favoritos famosos 
e ostensivos, como a La Vallière, Montespon, Maistenon, Dubarry e Pom-
podour, as dissipações de Maria Antonieta e outros fatos dessa época, 
concorreram para explicar a hostilidade dos contribuintes que nenhum 
proveito quase recebiam do funcionamento da opressora e parasitária 
máquina do governo" BALEEIRO, Aliomar. Op. cit., p.420. 
BALEEIRO, Aliomar. Op. cit., p.26. 
GRAU, Eros Roberto. A OrdemEconômica na Constituição de 1988. 6ª 
ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2001, p. 15. 
Em que pese a enorme controvérsia acerca da existência do Estado de 
Bem-estar social em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, 
não se pode negar que a partir do pós guerra o Estado viria desempenhar 
um papel ativo tanto no domínio econômico, quanto na oferta de prestações 
públicas (seguridade social, saúde...) através, sobretudo, do aumento das 
receitas tributárias. 
BALEEIRO, Aliomar. Op. cit., p. 423. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Manual de Direito 
Financeiro. 5ª ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2002, pg. 89. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., p. 56-57. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 89. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 2. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 39. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 109. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 109. 
BINENBOJM, Gustavo. A nova jurisdição constitucional brasileira: legi-
timidade democrática e instrumentos de realização. Rio de Janeiro: Reno-
var, 2001, p. 76. 
A discussão sobre o custo dos direitos é um exemplo de como o valor 
permeia a questão orçamentária. Historicamente, tal discussão tem signifi-
cado um obstáculo à possibilidade de exigibilidade dos direitos sociais 
enquanto um direito subjetivo. O argumento era o de que os direitos civis e 
políticos, enquanto prestações estatais negativas, não eram custosas e, 
portanto, desde logo, exigíveis; contrariamente, os direitos sociais e eco-
nômicos, enquanto prestações estatais positivas, eram onerosos ao Estado 
devendo, portanto, estar submetidos à reserva do possível. Atualmente, 
parece ter sido reforçada a tese daqueles que defendiam ser a restrição à 
exigibilidade dos direitos sociais e econômicos fundada em argumento 
ideológico. O debate polêmico sobre a questão do custo dos direitos se 
associa diretamente às escolhas trágicas, expressão que representa as 
escolhas políticas constantes da peça orçamentária e ao fato de que existi-
rão interesses legítimos não escolhidos. Em breve síntese, o aspecto ético 
se refere à impossibilidade do Estado suprir todas as necessidades recla-
madas pelos seus cidadãos, devendo estar, portanto, vinculado às esco-
lhas que melhor reflitam o paradigma de que o homem é o fim do Estado, 
em outras palavras, a temática atinente aos direitos humanos e a pessoa 
humana está incorporada no debate orçamentário. 
GRAU, Eros Roberto. Op. Cit., pg. 78. 
GRAU, Eros Roberto. Op. cit., pg. 79. 
GRAU, Eros Roberto. Op. cit., pg. 78. 
BARCELLOS, Ana Paula de. "O Mínimo Existencial e Algumas Funda-
mentações: John Rawls, Michael Walzer e Robert Alexy", In: Legitimação 
dos Direitos Humanos. Ricardo Lobo Torres (org.) Rio de Janeiro: Renovar, 
2002, pg. 77. 
BARCELLOS, Ana Paula de. Op. Cit., pg. 47. 
GRAU, Eros Roberto. Op. Cit., pg. 86. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 244. 
BINENBOJM, Gustavo. Op. Cit., pg. 83. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 129-130. 
BINENBOJM, Gustavo. Op. Cit., pg. 85. 
BINENBOJM, Gustavo. Op. Cit., pg. 84. 
Não há que se esquecer também que atribui-se às possibilidades inau-
guradas pelo discurso positivista, a utilização do direito para a violação dos 
direitos humanos, particularmente, durante a Segunda Guerra Mundial, 
pelos regimes fascista e nazista. 
SILVA, Fernanda Duarte Lopes Lucas da. "Fundamento os Direitos 
Humanos: um Breve Inventário". In: Legitimação dos Direitos Humanos. 
Ricardo Lobo Torres (org.) Rio de Janeiro: Renovar, 2002. A autora traduz 
livremente excerto de José Garcia Añon no artigo "Los Derechos Humanos 
como Derechos Morales: Aproximación a unas Teorias com Problemas de 
Concepto, Fundamento y Validez". In: BALLESTEROS, JESUS (Ed.). 
Derechos Humanos. Madrid: Tecnos, 1992, pg. 61. 
GRAU, Eros Roberto. Op. cit., p. 78. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 106. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 91-94. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 140-141. 
BALEEIRO, Aliomar. Op. cit., p. 436. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 93. 
SILVA, José Afonso da. Op. cit., pg. 704. 
Lembre-se que conforme o artigo 41, lei nº 4.320/64 "Os créditos adi-
cionais classificam-se em: I - suplementares, os destinados a refôrço de 
dotação orçamentária;" (negrito nosso). Ou seja, a natureza do crédito 
suplementar é a de reforçar a despesa que fora prevista de modo insufici-
ente na lei orçamentária anual, incorporando, portanto, a sua natureza. Por 
sua vez, as operações de crédito mantém a mesma natureza orçamentária 
haja vista que se tratam de uma antecipação de receita. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 94. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 92. 
SILVA, José Afonso da. Op. cit., pg. 706. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 93. In: 
FOUNROUGE, Giuliano. Derecho Financiero. 2ª ed. Buenos Aires: Depal-
ma. V. I. 
SILVA, José Afonso da. Op. cit., pg. 708. 
SILVA, José Afonso da. Op. cit., pg. 708. 
MELLO, Celso Antonio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 
13ª ed. rev., atual. e ampliada. São Paulo: Malheiros Editores, 2001, p. 37. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 245. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 245. 
SILVA, José Afonso da. Op. cit., pg. 715. IN: LANE, Felipe Herrera, 
Fundamentos de la política fiscal, Santiago, Ed. Jurídica de Chile, 1965, p. 
129. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 286. Esses exemplos são elenca-
dos pelo autor. 
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 16. 
ed. rev. e atual. São Paulo, Malheiros, 1999, pg. 711. 
A definição destes institutos jurídicos encontra-se no art. 12, §§4º, 5º e 
6º, Lei nº 4.320/64. In verbis: "§ 4º Classificam-se como investimentos as 
dotações para o planejamento e a execução de obras, inclusive as destina-
das à aquisição de imóveis considerados necessários à realização destas 
últimas, bem como para os programas especiais de trabalho, aquisição de 
instalações, equipamentos e material permanente e constituição ou aumen-
to do capital de emprêsas que não sejam de caráter comercial ou financei-
ro. § 5º Classificam-se como Inversões Financeiras as dotações destinadas 
a: I - aquisição de imóveis, ou de bens de capital já em utilização; II - aqui-
sição de títulos representativos do capital de emprêsas ou entidades de 
qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe aumento 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 15 
do capital; III - constituição ou aumento do capital de entidades ou emprê-
sas que visem a objetivos comerciais ou financeiros, inclusive operações 
bancárias ou de seguros. § 6º São Transferências de Capital as dotações 
para investimentos ou inversões financeiras que outras pessoas de direito 
público ou privado devam realizar, independentemente de contraprestação 
direta em bens ou serviços, constituindo essas transferências auxílios ou 
contribuições, segundo derivem diretamente da Lei de Orçamento ou de lei 
especialmente anterior, bem como as dotações para amortização da dívida 
pública". 
SILVA, José Afonso da. Op. cit., pg. 711. O autor cita Alejandro Rami-
rez Cardona, Sistema de hacienda pública, Bogotá, Themis, 1970, p. 484. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pgs. 61-62. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 64. 
Ricardo Lobo Torres entende que a Lei de Diretrizes Orçamentárias 
trouxe mais distorções e desajustes que vantagens. Isto porque tendo sido 
transplantada de países de sistema parlamentarista, não poderia ter se 
adaptado com facilidade ao sistemapresidencialista brasileiro. No caso dos 
sistemas parlamentaristas europeus, a Lei de Diretrizes Orçamentárias 
possui um caráter regulador da atividade administrativa, o que não ocorre 
no caso brasileiro onde é o próprio Presidente da República quem elabora 
o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. TORRES, Ricardo Lobo. Op. 
cit., pg. 71. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 67. 
SILVA, José Afonso da. Op. cit., pg. 710. 
SANCHES, Osvaldo Maldonado. Dicionário de Orçamento, Planeja-
mento e Áreas Afins. 1ªedição. Brasília: Prisma, 1997, pg. 145. 
A Lei 4.320/64 dispõe sobre a classificação das receitas e despesas 
públicas que constarão no orçamento anual, adotando a classificação por 
categorias econômicas quanto à receita pública, dividindo-as em receitas 
correntes e receitas de capital. O §§ 1º e 2º do art. 11, lei 4.320/64 estabe-
lecem que: "§ 1º - São Receitas Correntes as receitas tributária, de contri-
buições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, 
as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de 
direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classifi-
cáveis em Despesas Correntes;" "§ 2º - São Receitas de Capital as prove-
nientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de 
dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebi-
dos de outras pessoas de direito público ou privado, destinados a atender 
despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do 
Orçamento Corrente". Quanto à despesa pública, a Lei 4.320/64 prevê que 
a Lei Orçamentária Anual adote a classificação por unidade orçamentária, 
que é definida no art. 14 da lei nº 4.320/64 como sendo "o agrupamento de 
serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que serão consig-
nadas dotações próprias". 
SANCHES, Osvaldo Maldonado. Op. cit., pg. 171. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 81. 
SANCHES, Osvaldo Maldonado. Op. cit., pg. 170. 
A esse respeito Régis Fernandes de Oliveira disserta: "Visa o dispositi-
vo evitar que a mudança de governo ou mesmo a orientação demagógica 
de algum político possam adulterar o orçamento. Da mesma forma, evita a 
ausência de planos e veda a improvisação administrativa". OLIVEIRA, 
Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 110. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 315. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 108. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 108. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 318. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 109. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 109. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 332. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 332. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 332. 
OLIVEIRA, Régis Fernandes; HORVATH, Estevão. Op. cit., pg. 121. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 122. 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 335. 
"Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exer-
cido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (...); II 
- julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, 
bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as 
fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, 
e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregula-
ridade de que resulte prejuízo ao erário público;" 
TORRES, Ricardo Lobo. Op. cit., pg. 351. 
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2010. 
DOS ORÇAMENTOS 
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: 
I - o plano plurianual; 
II - as diretrizes orçamentárias; 
III - os orçamentos anuais. 
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Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 16 
§ 1º - A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regi-
onalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal 
para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas 
aos programasde duração continuada. 
§ 2º - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prio-
ridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital 
para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei 
orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e 
estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de 
fomento. 
§ 3º - O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramen-
to de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária. 
§ 4º - Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos 
nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano pluria-
nual e apreciados pelo Congresso Nacional. 
§ 5º - A lei orçamentária anual compreenderá: 
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, 
órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações 
instituídas e mantidas pelo Poder Público; 
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta 
ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; 
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades 
e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como 
os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. 
§ 6º - O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstra-
tivo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de 
isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financei-
ra, tributária e creditícia. 
§ 7º - Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibili-
zados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desi-
gualdades inter-regionais, segundo critério populacional. 
§ 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à pre-
visão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a 
autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de 
operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da 
lei. 
§ 9º - Cabe à lei complementar: 
I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elabo-
ração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentá-
rias e da lei orçamentária anual; 
II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da adminis-
tração direta e indireta bem como condições para a instituição e funciona-
mento de fundos. 
Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes 
orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreci-
ados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento 
comum. 
§ 1º - Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e 
Deputados: 
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e 
sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República; 
II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, 
regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanha-
mento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais 
comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com 
o art. 58. 
§ 2º - As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre 
elas emitirá parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das 
duas Casas do Congresso Nacional. 
§ 3º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos proje-
tos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: 
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes 
orçamentárias; 
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenien-
tes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: 
a) dotações para pessoal e seus encargos; 
b) serviço da dívida; 
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e 
Distrito Federal; ou 
III - sejam relacionadas: 
a) com a correção de erros ou omissões; ou 
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. 
§ 4º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não 
poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. 
§ 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Con-
gresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este 
artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja 
alteração é proposta. 
§ 6º - Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentá-
rias e do orçamento anual serão enviados pelo Presidente da República ao 
Congresso Nacional, nos termos da lei complementar a que se refere o art. 
165, § 9º. 
§ 7º - Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não 
contrariar o disposto nesta seção, as demais normas relativas ao processo 
legislativo. 
§ 8º - Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição 
do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas corresponden-
tes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou 
suplementares, com prévia e específica autorização legislativa. 
Art. 167. São vedados: 
I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária 
anual; 
II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que 
excedam os créditos orçamentários ou adicionais; 
III - a realização de operações de créditos que excedam o montante 
das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos 
suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder 
Legislativo por maioria absoluta; 
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, 
ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se 
referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e 
serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino 
e para realização de atividades da administração tributária, como determi-
nado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação 
de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas 
no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) 
V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autori-
zação legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; 
VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos 
de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, 
sem prévia autorização legislativa; 
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados; 
VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos 
dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou 
cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos mencionados 
no art. 165, § 5º; 
IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autoriza-
ção legislativa. 
X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de emprésti-
mos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Esta-
duais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com 
pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais 
de que trata o art. 195, I, a, e II, para a realização de despesas distintas do 
pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata 
o art. 201. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) 
§ 1º - Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício fi-
nanceiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou 
sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. 
§ 2º - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercí-
cio financeiro em que foremautorizados, salvo se o ato de autorização for 
promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, 
reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do 
exercício financeiro subsequente. 
§ 3º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para 
atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de 
guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no 
art. 62. 
§ 4.º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos im-
postos a que se referem os arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam 
os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garantia ou con-
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 17 
tragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993) 
Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, 
compreendidos os créditos suplementares e especiais, destinados aos 
órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da 
Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em 
duodécimos, na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 
9º. Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Esta-
dos, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites 
estabelecidos em lei complementar. 
§ 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remunera-
ção, a criação de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de 
carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer 
título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusi-
ve fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser 
feitas: (Renumerado do parágrafo único, pela Emenda Constitucional nº 19, 
de 1998) 
I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às 
projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorren-
tes; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, 
ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mis-
ta. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida nes-
te artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos, serão imediata-
mente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os 
referidos limites. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste ar-
tigo, durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a União, 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes provi-
dências: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos 
em comissão e funções de confiança; (Incluído pela Emenda Constitucio-
nal nº 19, de 1998) 
II - exoneração dos servidores não estáveis. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não fo-
rem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei 
complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o 
cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especi-
fique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da 
redução de pessoal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará 
jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de 
serviço. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores se-
rá considerado extinto, vedada a criação de cargo, emprego ou função com 
atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas 
na efetivação do disposto no § 4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
19, de 1998) 
Tipos de Orçamento Público 
Orçamento Clássico 
É um orçamento em que não há um objetivo econômico e social de 
forma clara. Nesse caso há apenas as especificações de despesas e 
receitas sem a presença de um planejamento do governo. Não há preocu-
pação com objetivos e metas atentando-se preferencialmente com os 
desejos dos órgãos públicos. 
Orçamento de Desempenho 
Esse tipo de orçamento é um avanço do orçamento clássico e está 
mais relacionado ao destino dado ao orçamento governamental. Apesar de 
se preocupar mais com o que o governo faz, esse tipo não possui um 
planejamento específico. 
Orçamento-Programa 
Orçamento que leva em conta os objetivos que deverão ser alcançados 
pelo governo durante um período de tempo. Além disso, há a previsão dos 
custos envolvidos no processo. 
Orçamento Participativo 
Esse orçamento abrange a população ao processo decisório e há uma 
relação entre o Executivo e Legislativo. 
Orçamento Base-Zero 
Análise e revisão de todas as despesas. Ou seja, é uma análise criteri-
osa dos recursos solicitados pelos órgãos do governo. Deverão verificar a 
verdadeira necessidade de cada área governamental. 
COMO É FEITO O ORÇAMENTO 
O Orçamento Geral da União (OGU) é formado pelo Orçamento Fiscal, 
da Seguridade e pelo Orçamento de Investimento das empresas estatais 
federais. Existem princípios básicos que devem ser seguidos para elabo-
ração e controle do Orçamento que estão definidos na Constituição, na Lei 
4.320, de 17 de março de 1964, no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes 
Orçamentárias. 
A Constituição Federal de 1988 atribui ao Poder Executivo a responsa-
bilidade pelo sistema de Planejamento e Orçamento que tem a iniciativa 
dos seguintes projetos de lei: 
Plano Plurianual (PPA) 
 De Diretrizes Orçamentárias (LDO) 
 De Orçamento Anual (LOA) 
O Projeto de Lei do PPA define as prioridades do governo por um perí-
odo de quatro anos e deve ser enviado pelo Presidente da República ao 
Congresso Nacional até o dia 31 de agosto do primeiro ano de seu manda-
to. 
De acordo com a Constituição Federal, o Projeto de Lei do PPA deve 
conter "as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal 
para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas 
aos programas de duração continuada". O PPA estabelece a ligação entre 
as prioridades de longo prazo e a Lei Orçamentária Anual. 
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deve ser enviado 
pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional até o dia 15 de abril de cada 
ano. A LDO estabelece as metas e prioridades para o exercício financeiro 
subsequente; orienta a elaboração do Orçamento; dispõe sobre alteração 
na legislação tributária; estabelece a política de aplicação das agências 
financeiras de fomento. 
Com base na LDO aprovada pelo Legislativo, a Secretaria de Orça-
mento Federal elabora a proposta orçamentária para o ano seguinte, em 
conjunto com os Ministérios e as unidades orçamentárias dos poderes 
Legislativo e Judiciário. Por determinação constitucional, o governo é 
obrigado a encaminhar o Projeto de Lei do Orçamento ao Congresso Na-
cional até o dia 31 de agosto de cada ano. Acompanha o projeto uma 
Mensagem do Presidente da República, na qual é feito um diagnóstico 
sobre a situação econômica do país e suas perspectivas. 
O governo define no Projeto de Lei Orçamentária Anual, as prioridades 
contidas no PPA e as metas que deverão ser atingidas naqueleano. A Lei 
Orçamentária disciplina todas as ações do governo federal. Nenhuma 
despesa pública pode ser executada fora do Orçamento, mas nem tudo é 
feito pelo governo federal. As ações dos governos estaduais e municipais 
devem estar registradas nas leis orçamentárias dos Estados e municípios. 
No Congresso, deputados e senadores discutem na Comissão Mista de 
Orçamentos e Planos a proposta enviada pelo Executivo, fazem as modifi-
cações que julgam necessárias através das emendas e votam o projeto. A 
Constituição determina que o Orçamento deve ser votado e aprovado até o 
final de cada Legislatura. 
Depois de aprovado, o projeto é sancionado pelo Presidente da Repú-
blica e se transforma em Lei. 
A Lei Orçamentária brasileira estima as receitas e autoriza as despesas 
de acordo com a previsão de arrecadação. Se durante o exercício financei-
ro houver necessidade de realização de despesas acima do limite que está 
previsto na Lei, o Poder Executivo submete ao Congresso Nacional projeto 
de lei de crédito adicional. Por outro lado, crises econômicas mundiais 
como aquelas que ocorreram na Rússia e Ásia obrigaram o Poder Executi-
vo a editar Decretos com limites financeiros de gastos abaixo dos limites 
aprovados pelo Congresso. São chamados de Decretos de Contingencia-
mento em que são autorizadas despesas no limite das receitas arrecada-
das. 
A Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada em 2000 pelo Congres-
so Nacional introduziu novas responsabilidades para o administrador públi-
co com relação aos orçamentos da União, dos Estados e municípios, como 
limite de gastos com pessoal, proibição de criar despesas de duração 
continuada sem uma fonte segura de receitas, entre outros. A Lei introduziu 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 18 
a restrição orçamentária na legislação brasileira e cria a disciplina fiscal 
para os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. 
O Orçamento brasileiro tem um alto grau de vinculações - transferên-
cias constitucionais para Estados e municípios, manutenção do ensino, 
seguridade social, receitas próprias de entidades, etc que tornam o proces-
so orçamentário extremamente rígido. Esse excesso de vinculações e 
carimbos ao Orçamento levou o governo federal a propor a DRU - Desvin-
culação de Receita da União, através de emenda constitutucional, o que 
irá trazer maior flexibilidade à execução orçamentária. 
A ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO PÚBLICO 
Reinaldo Luiz Lunelli 
O Orçamento Público, em sentido amplo, é um documento legal (apro-
vado por lei) contendo a previsão de receitas e a estimativa de despesas a 
serem realizadas por um Governo em um determinado exercício, geralmen-
te compreendido por um ano. No entanto, para que o orçamento seja 
elaborado corretamente, ele precisa se basear em estudos e documentos 
cuidadosamente tratados que irão compor todo o processo de elaboração 
orçamentária do governo. 
“O Orçamento Nacional deve ser equilibrado. As Dívidas Públicas de-
vem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e 
controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos, 
se a Nação não quiser ir à falência. As pessoas devem novamente apren-
der a trabalhar, em vez de viver por conta pública.” Marcus Tullius Cícero - 
Roma, 55 A.C. 
O Orçamento Público no Brasil (Orçamento Geral da União) inicia-se 
com um texto elaborado pelo Poder Executivo e entregue ao Poder Legisla-
tivo para discussão, aprovação e conversão em lei. O documento contém a 
estimativa de arrecadação das receitas federais para o ano seguinte e a 
autorização para a realização de despesas do Governo. Porém, está atre-
lado a um forte sistema de planejamento público das ações a realizar no 
exercício. 
O OGU é constituído de três peças em sua composição: o Orçamento 
Fiscal, o Orçamento da Seguridade Social e o Orçamento de Investimento 
das Empresas Estatais Federais. 
Existem princípios básicos que devem ser seguidos para elaboração e 
controle dos Orçamentos Públicos, que estão definidos no caso brasileiro 
na Constituição, na Lei 4.320/64, no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes 
Orçamentárias e na recente Lei de Responsabilidade Fiscal. 
É no Orçamento que o cidadão identifica a destinação dos recursos 
que o governo recolhe sob a forma de impostos. Nenhuma despesa pública 
pode ser realizada sem estar fixada no Orçamento. O Orçamento Geral da 
União (OGU) é o coração da administração pública federal. 
PLANO PLURIANUAL 
A regulamentação do PPA prevista no art. 165 da Constituição foi inici-
almente contemplada no artigo 3º da Lei Complementar 101/2000 ou sim-
plesmente Lei de Responsabilidade Fiscal. Infelizmente, o artigo foi vetado, 
mas a sua elaboração continua obrigatória. Ele é peça fundamental da 
Gestão e a partir da vigência da LRF a criação de despesa que não esteja 
contemplada no PPA, será considerada não autorizada e lesiva ao patrimô-
nio público (art. 15, combinado com os Arts. 16, II e 17, § 4º). O PPA deve-
rá ser elaborado no primeiro ano de governo e encaminhado até 31 de 
agosto, contemplando as ações governamentais, desdobradas em progra-
mas e metas. 
Com a adoção deste plano, tornou-se obrigatório o Governo planejar 
todas as suas ações e também seu orçamento de modo a não ferir as 
diretrizes nele contidas, somente devendo efetuar investimentos em pro-
gramas estratégicos previstos na redação do PPA para o período vigente. 
Conforme a Constituição, também é sugerido que a iniciativa privada volte 
suas ações de desenvolvimento para as áreas abordadas pelo plano vigen-
te. 
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 
É a lei que antecede a lei orçamentária, que define as meta e priorida-
des em termos de programas a executar pelo Governo. O projeto de lei da 
LDO deve ser enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional até o 
dia 15 de abril de cada ano (8 meses e meio antes do encerramento da 
sessão legislativa). 
No Brasil, a Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO tem como a princi-
pal finalidade orientar a elaboração dos orçamentos fiscal e da seguridade 
social e de investimento do Poder Público, incluindo os poderes Executivo, 
Legislativo, Judiciário e as empresas públicas e autarquias. Busca sintoni-
zar a Lei Orçamentária Anual - LOA com as diretrizes, objetivos e metas da 
administração pública, estabelecidas no Plano Plurianual. 
A lei de diretrizes orçamentárias - LDO define as metas e prioridades 
do governo para o ano seguinte, orienta a elaboração da lei orçamentária 
anual, dispõe sobre alterações na legislação tributária e estabelece a 
política das agências de desenvolvimento. 
LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL 
É elaborada anualmente pelo poder Executivo em atendimento à Cons-
tituição Federal e a Lei Federal 4.320/64, que estabelece as normas gerais 
para elaboração, execução e controle orçamentário. 
É elaborada para possibilitar a concretização das situações planejadas 
no Plano Plurianual. Obedece a Lei de Diretrizes Orçamentárias estabele-
cendo a programação das ações a serem executadas para alcançar os 
objetivos determinados, cujo cumprimento se dará durante o exercício 
financeiro. 
Do mesmo modo que a Lei de Diretrizes Orçamentárias é instrumento 
constitucional de planejamento operacional. Por determinação constitucio-
nal, o Governo é obrigado a encaminhar o Projeto de Lei Orçamentária 
Anual ao Congresso nacional até o dia 31 de agosto de cada ano (4 meses 
antes do encerramento da sessão legislativa). Acompanha o projeto, uma 
mensagem do Presidente da República, na qual é feito um diagnóstico 
sobre a situação econômica do país e suas perspectivas. 
A Constituição determina que o Orçamento deva ser votado e aprovado 
até o final de cada legislatura.Depois de aprovado, o projeto é sancionado 
e publicado pelo Presidente da República, transformando-se na Lei Orça-
mentária Anual. Okconcursos 
Classificações orçamentárias são critérios de classificação das con-
tas públicas por poder, por função, por programa, por categoria econômica. 
São utilizadas para facilitar e padronizar as informações do Orçamento 
Geral da União. 
De grande importância para a compreensão do orçamento são os crité-
rios de classificação das contas públicas. As classificações são utilizadas 
para facilitar e padronizar as informações que se deseja obter. Pela classifi-
cação é possível visualizar o orçamento por Poder, por Instituição, por 
Função de Governo, por Programa, por Subprograma, por Projeto e/ou 
Atividade, ou, ainda por categoria econômica. 
Várias são as razões por que deve existir um bom sistema de classifi-
cação no orçamento. Podemos citar algumas: 
1) Facilitar a formulação de programas. 
2) Proporcionar uma contribuição efetiva para o acompanhamento da 
execução do orçamento. 
3) Determinar a fixação de responsabilidades. 
4) Possibilitar a análise dos efeitos econômicos das atividades gover-
namentais. 
Dependendo do critério de classificação, alguns aspectos das contas 
poderão ser evidenciados. A Lei estabelece a obrigatoriedade de classifica-
ção segundo vários critérios, conforme veremos a seguir: 
 Classificação por Categoria Econômica 
 A classificação por categoria econômica é importante para o conheci-
mento do impacto das ações de governo na conjuntura econômica do país. 
Ela possibilita que o orçamento constitua um instrumento de importância 
para a análise e ação de política econômica, de maneira a ser utilizado no 
fomento ao desenvolvimento nacional, no controle do déficit público, etc. 
Por esse critério, o orçamento se divide em dois grandes grupos: as Contas 
Correntes e Contas de Capital: 
RECEITAS CORRENTES RECEITAS DE CAPITAL 
Receita Tributária Operações de Crédito 
Receita de Contribuições Alienação de Bens 
Receita Patrimonial Amortização de Empréstimos 
Receita Agropecuária Transferências de Capital 
Receita Industrial Outras Receitas de Capital 
Receita de Serviços 
Transferências Correntes 
Outras Receitas Correntes 
DESPESAS CORRENTES DESPESAS DE CAPITAL 
Pessoal e Encargos Sociais Investimentos 
Juros e Encargos da Dívida Inversões Financeiras 
Outras Despesas Correntes Amortização da Dívida 
Outras Despesas de Capital 
Classificação Funcional Programática 
A classificação Funcional Programática representou um grande avanço 
na técnica de apresentação orçamentária. Ela permite a vinculação das 
dotações orçamentárias a objetivos de governo. Os objetivos são viabiliza-
dos pelos Programas de Governo. Esse enfoque permite uma visão de "o 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 19 
que o governo faz", o que tem um significado bastante diferenciado do 
enfoque tradicional, que visualiza "o que o governo compra". 
Os programas, na classificação funcional-programática, são desdobra-
mentos das funções básicas de governo. Fazem a ligação entre os planos 
de longo e médio prazos e representam os meios e instrumentos de ação, 
organicamente articulados para o cumprimento das funções. Os programas 
geralmente representam os produtos finais da ação governamental. Esse 
tipo de orçamento é normalmente denominado Orçamento-Programa. 
No Brasil, o Orçamento-Programa está estruturado em diversas cate-
gorias programáticas, ou níveis de programação, que representam objetivos 
da ação governamental em diversos níveis decisórios. Assim, a classifica-
ção funcional programática apresenta: 
 Um rol de funções, representando objetivos mais gerais: o maior nível 
de agregação das ações, de modo a refletir as atribuições permanentes do 
Governo. 
Um rol de programas, representando produtos concretos. São os meios 
e instrumentos de ações organicamente articulados para o cumprimento 
das funções. Uma função se concretiza pela contribuição de vários progra-
mas. 
Um rol de subprogramas, representando produtos e ações parciais dos 
programas. 
Por exemplo, a função Saúde e Saneamento está desdobrada em pro-
gramas de Saúde, Saneamento e Proteção ao Meio Ambiente. O programa 
de Saneamento está desdobrado em subprogramas de Abastecimento 
D’água, Saneamento Geral e Sistema de Esgoto. 
Aos subprogramas estarão vinculados os projetos e atividades. Cada 
projeto se subdivide em vários subprojetos e cada atividade em várias 
subatividades. Os subprojetos e subatividades constituem o menor nível de 
agregação das ações e concorrem diretamente para a obtenção dos objeti-
vos pretendidos nos outros níveis de programação. 
Em síntese: 
As funções representam as áreas de atuação do Governo; 
Os programas e subprogramas representam os objetivos que se pre-
tende alcançar; 
 Os projetos e atividades representam os meios de alcançar tais objeti-
vos. 
3 Programação e execução orçamentária e financeira. 
3.1 Descentralização orçamentária e financeira. 
3.2 Acompanhamento da execução. 
Execução Orçamentária 
 Normalmente há interpretações equivocadas do que venha a ser exe-
cução orçamentária e financeira. Perfeitamente compreensível esse equí-
voco, pois a execução orçamentária e financeira ocorrem concomitante-
mente. Esta afirmativa tem como sustentação o fato de que a execução 
tanto orçamentária como financeira estão atreladas uma a outra. Havendo 
orçamento e não existindo o financeiro, não poderá ocorrer a despesa. Por 
outro lado, pode haver recurso financeiro, mas não se poderá gastá-lo, se 
não houver a disponibilidade orçamentária. 
Em consequência, pode-se definir execução orçamentária como sendo 
a utilização dos créditos consignados no Orçamento ou Lei Orçamentária 
Anual - LOA. Já a execução financeira, por sua vez, representa a utilização 
de recursos financeiros, visando atender à realização dos projetos e/ou 
atividades atribuídas às Unidades Orçamentárias pelo Orçamento. Na 
técnica orçamentária inclusive é habitual se fazer a distinção entre as 
palavras CRÉDITO e RECURSOS. Reserva-se o termo CRÉDITO para 
designar o lado orçamentário e RECURSOS para o lado financeiro. Crédito 
e Recurso são duas faces de uma mesma moeda. O CRÉDITO é orçamen-
tário, dotação ou autorização de gasto ou sua descentralização, e RECUR-
SO é financeiro, portanto, dinheiro ou saldo de disponibilidade bancária. 
 Todo o processo orçamentário tem sua obrigatoriedade estabelecida 
na Constituição Federal, art.165, que determina a necessidade do planeja-
mento das ações de governo por meio do: 
 Plano Plurianual – PPA; 
 Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO; e 
 Lei Orçamentária Anual – LOA. 
 Uma vez publicada a LOA, observadas as normas de execução orça-
mentária e de programação financeira da União estabelecidas para o 
exercício, e lançadas as informações orçamentárias, fornecidas pela Secre-
taria de Orçamento Federal, no SIAFI , por intermédio da geração automáti-
ca do documento Nota de Dotação – ND, cria-se o crédito orçamentário e, a 
partir daí, tem-se o início da execução orçamentária propriamente dita. 
 Executar o Orçamento é, portanto, realizar as despesas públicas nele 
previstas e só essas, uma vez que, para que qualquer utilização de recur-
sos públicos seja efetuada, a primeira condição é que esse gasto tenha 
sido legal e oficialmente previsto e autorizado pelo Congresso Nacional e 
que sejam seguidos à risca os três estágios da execução das despesas 
previstos na Lei nº 4320/64 : empenho, liquidação e pagamento – atual-
mente se encontra em aplicação a sistemática do pré-empenho anteceden-
do esses estágios, já que, após o recebimento do crédito orçamentário e 
antesdo seu comprometimento para a realização da despesa, existe uma 
fase geralmente demorada de licitação obrigatória junto a fornecedores de 
bens e serviços que impõe a necessidade de se assegurar o crédito até o 
término do processo licitatório. 
 Pois bem, o empenho é o primeiro estágio da despesa e pode ser 
conceituado como sendo o ato emanado de autoridade competente que 
cria para o Estado a obrigação de pagamento, pendente ou não, de imple-
mento de condição. Esse primeiro estágio é efetuado no SIAFI utilizando-se 
o Documento Nota de Empenho - NE, através de transação específica 
denominada NE, que se destina a registrar o comprometimento de despesa 
orçamentária, obedecidos os limites estritamente legais, bem como aos 
casos em que se faça necessário o reforço ou a anulação desse compro-
misso. Não se deve confundir, entretanto, empenho da despesa com nota 
de empenho; esta, na verdade, é a materialização daquele, embora, no dia-
a-dia haja a junção dos dois procedimentos em um único. 
 Todavia, ocorre que estando a despesa legalmente empenhada, nem 
assim o Estado se vê obrigado a efetuar o pagamento, uma vez que, o 
implemento de condição poderá estar concluído ou não. Seria um absurdo 
se assim não fosse, pois a Lei 4320/64 determina que o pagamento de 
qualquer despesa pública, seja ela de que importância for, passe pelo crivo 
da liquidação. É nesse segundo estágio da execução da despesa que será 
cobrada a prestação dos serviços ou a entrega dos bens, ou ainda, a 
realização da obra, evitando, dessa forma, o pagamento sem o implemento 
de condição. 
 Assim, o segundo estágio da despesa pública é a liquidação, que con-
siste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os 
títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito, ou seja é a 
comprovação de que o credor cumpriu todas as obrigações constantes do 
empenho. Esse estágio tem por finalidade reconhecer ou apurar a origem e 
o objeto do que se deve pagar, a importância exata a pagar e a quem se 
deve pagar para extinguir a obrigação e é efetuado no SIAFI pelo documen-
to Nota de Lançamento – NL. Ele envolve, portanto, todos os atos de verifi-
cação e conferência, desde a entrega do material ou a prestação do serviço 
até o reconhecimento da despesa. Ao fazer a entrega do material ou a 
prestação do serviço, o credor deverá apresentar a nota fiscal, fatura ou 
conta correspondente, acompanhada da primeira via da nota de empenho, 
devendo o funcionário competente atestar o recebimento do material ou a 
prestação do serviço correspondente, no verso da nota fiscal, fatura ou 
conta. 
 O último estágio da despesa é o pagamento e consiste na entrega de 
numerário ao credor do Estado, extinguindo dessa forma o débito ou obri-
gação. Esse procedimento normalmente é efetuado por tesouraria, median-
te registro no SIAFI do documento Ordem Bancária – OB, que deve ter 
como favorecido o credor do empenho. Este pagamento normalmente é 
efetuado por meio de crédito em conta bancária do favorecido uma vez que 
a OB especifica o domicílio bancário do credor a ser creditado pelo agente 
financeiro do Tesouro Nacional, ou seja, o Banco do Brasil S/ª. Se houver 
importância paga a maior ou indevidamente, sua reposição aos órgãos 
públicos deverá ocorrer dentro do próprio exercício, mediante crédito à 
conta bancária da UG que efetuou o pagamento. Quando a reposição se 
efetuar em outro exercício, o seu valor deverá ser restituído por DARF ao 
Tesouro Nacional. Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional – STN 
Descentralização 
É uma transferência, de uma unidade orçamentária ou administrativa 
para outra, do poder de utilizar os créditos orçamentários ou adicionais que 
estejam sob a sua supervisão, ou lhe tenham sido dotados ou transferidos. 
É um instrumento que registra no Sistema Integrado de Contabilidade – 
SIC, os eventos vinculados à descentralização de créditos orçamentários 
(Movimento 29 no Sistema Integrado de Contabilidade – SIC); 
Termo de descentralização 
É o termo com cláusulas simplificadas que formaliza a descentralização 
de crédito orçamentário, no qual é preenchido os dados do Órgão Titular do 
Crédito, do Órgão Gerenciador do Crédito, do objeto e de sua execução, 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 20 
visando à execução de programa de trabalho, projeto/atividade ou evento 
de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação; 
Da Fiscalização Contábil, Financeira E Orçamentária 
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e 
patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, 
quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subven-
ções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, medi-
ante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. 
Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, 
pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre 
dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou 
que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.(Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exer-
cido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: 
I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da Repú-
blica, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias 
a contar de seu recebimento; 
II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por di-
nheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluí-
das as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público 
federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra 
irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público; 
III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão 
de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as 
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nome-
ações para cargo de provimento em comissão, bem como a das conces-
sões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias 
posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório; 
IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Se-
nado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias 
de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, 
nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciá-
rio, e demais entidades referidas no inciso II; 
V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo 
capital social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do 
tratado constitutivo; 
VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União 
mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a 
Estado, ao Distrito Federal ou a Município; 
VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por 
qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, 
sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patri-
monial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas; 
VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou 
irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, 
entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário; 
IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências 
necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade; 
X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunican-
do adecisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal; 
XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos 
apurados. 
§ 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente 
pelo Congresso Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo 
as medidas cabíveis. 
§ 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de no-
venta dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o 
Tribunal decidirá a respeito. 
§ 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou 
multa terão eficácia de título executivo. 
§ 4º - O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e a-
nualmente, relatório de suas atividades. 
Art. 72. A Comissão mista permanente a que se refere o art. 166, §1º, 
diante de indícios de despesas não autorizadas, ainda que sob a forma de 
investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, poderá 
solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco 
dias, preste os esclarecimentos necessários. 
§ 1º - Não prestados os esclarecimentos, ou considerados estes insufi-
cientes, a Comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre 
a matéria, no prazo de trinta dias. 
§ 2º - Entendendo o Tribunal irregular a despesa, a Comissão, se julgar 
que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia 
pública, proporá ao Congresso Nacional sua sustação. 
Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, 
tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em 
todo o território nacional, exercendo, no que couber, as atribuições previs-
tas no art. 96. 
§ 1º - Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados 
dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: 
I - mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade; 
II - idoneidade moral e reputação ilibada; 
III - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e finan-
ceiros ou de administração pública; 
IV - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade 
profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. 
§ 2º - Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos: 
I - um terço pelo Presidente da República, com aprovação do Senado 
Federal, sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Minis-
tério Público junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, 
segundo os critérios de antiguidade e merecimento; 
II - dois terços pelo Congresso Nacional. 
§ 3° Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas ga-
rantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Minis-
tros do Superior Tribunal de Justiça, aplicando-se-lhes, quanto à aposenta-
doria e pensão, as normas constantes do art. 40. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 20, de 1998) 
§ 4º - O auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas 
garantias e impedimentos do titular e, quando no exercício das demais 
atribuições da judicatura, as de juiz de Tribunal Regional Federal. 
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de 
forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de: 
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a 
execução dos programas de governo e dos orçamentos da União; 
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e 
eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e 
entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos 
públicos por entidades de direito privado; 
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem 
como dos direitos e haveres da União; 
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. 
§ 1º - Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento 
de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de 
Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária. 
§ 2º - Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é par-
te legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades 
perante o Tribunal de Contas da União. 
Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que cou-
ber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos 
Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de 
Contas dos Municípios. 
TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO 
Secretaria de Orçamento, Finanças e Contabilidade 
EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
 “A execução orçamentária poderá processar-se mediante a descentra-
lização de créditos entre unidades gestoras de um mesmo órgão/ministério 
ou entidades integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade social, 
designando-se este procedimento de descentralização interna. 
A descentralização entre unidades gestoras de órgão/ministério ou en-
tidades de estruturas diferentes, designar-se-á descentralização externa”. 
(art. 2º e parágrafo único do Decreto nº 825, de 28 de maio de 1993, que 
estabelece normas para a programação e execução orçamentária e finan-
ceira) 
EMPENHO DA DESPESA 
“O empenho da despesa é o ato emanado de autoridade competente 
que cria para o estado obrigação de pagamento pendente ou não de im-
plemento de condição”. (art. 58 da lei nº 4.320/64) 
“É vedado a realização de despesa sem prévio empenho”. (art. 60 da 
Lei nº 4.320/64). 
“Será feito por estimativa o empenho da despesa cujo montante não se 
possa determinar”. (§ 2º do art. 60 da Lei nº 4.320/64) 
“É permitido o empenho global de despesas contratuais e outras sujei-
tas a parcelamento”. (§ 3º do art. 60 da Lei nº 4.320/64) 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 21 
“Para cada empenho será extraído um documento denominado ‘Nota 
de Empenho’ que indicará o nome do credor, a especificação e a importân-
cia da despesa, bem como a dedução desta do saldo da dotação própria”. 
(art. 61 da Lei 4.320/64) 
“O empenho será formalizado no documento ‘Nota de Empenho’, do 
qual constará o nome do credor, a especificação e a importância da despe-
sa, bem como os demais dados necessários ao controle da execução 
orçamentária e o acompanhamento da programação financeira”. (IN/DTN nº 
10/91) 
“Os créditos serão utilizados mediante empenho 
:ordinário – quando se tratar de despesa de valor determinado e o pa-
gamento deva ocorrer de uma só vez; 
estimativo – quando se tratar de despesa cujo montante não se possa 
determinar; 
global – quando se tratar de despesa contratual e outra de valor de-
terminado, sujeitas a parcelamento”. (IN/DTN nº 10/91) 
O empenho importa deduzir seu valor da dotação adequada à despesa 
a realizar, por força do compromisso assumido. 
O valor do empenho não poderá exceder o saldo da dotação. 
São finalidades do empenho: 
- firmar um compromisso. Por isso é sempre prévio em relação à des-
pesa; 
- dar garantia de que os recursos utilizados serão apropriados às des-
pesas, pois dele consta da classificação orçamentária; 
- assegurar que o crédito próprio comporte a despesa. Depois da sua 
emissão, o saldo disponível para assumir novos compromissos fica diminu-
ído de seu valor; 
- servir de base à liquidação da despesa; 
- contribuir para assegurar a validade dos contratos, convênios e outros 
ajustes financeiros, mediante sua indicação obrigatória em uma das cláusu-
las essenciais desses termos. 
LIQUIDAÇÃO 
“A realização da despesa compreende, além do empenho, duas etapas 
finais: liquidação – quando se comprova se o credor cumpriu as obrigações 
objeto do empenho visando apurar: 
- a origem e o objeto do que se deve pagar; 
- a importância exata a pagar; e- a quem se deve pagar”. (IN/DTN nº 10/91) 
“A liquidação da despesa – inclusive daquela inscrita em restos a pagar 
– deverá ser feita quando do recebimento do material, da execução da obra 
ou da prestação do serviço, com base: 
- no contrato, convênio, acordo ou ajuste, se houver; 
- no empenho da despesa; 
- em nota fiscal ou documento equivalente; 
 “A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido 
pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do 
respectivo crédito. 
Essa verificação tem por fim apurar: 
I – a origem e o objeto do que se deve pagar; 
II – a importância exata a pagar; 
III – a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação”. 
(art. 63 e § 1º da Lei nº 4.320/64) 
PAGAMENTO 
Terceiro estágio da despesa pública. 
Caracteriza-se pela emissão da ordem bancária em favor do credor. 
“A ordem de pagamento é o despacho exarado por autoridade compe-
tente, determinando que a despesa seja paga”. (art. 64 da Lei nº 4.320/64) 
“Pagamento – Quando comprovado o direito adquirido pelo credor e 
verificada a existência de recursos suficientes, extinguindo-se a obrigação”. 
(IN/DTN nº 10/91) 
“O pagamento da despesa só poderá ser efetuado, após sua regular li-
quidação, mediante ordem bancária de crédito ou de pagamento, facultado 
ao credor escolher a forma que melhor lhe convier”. (IN/DTN nº 10/91) 
“A autorização para pagamento compete ao ordenador de despesa, 
que poderá delegar esta autorização”. (IN/DTN nº 10/91) 
RESTOS A PAGAR 
“Consideram-se restos a pagar as despesas empenhadas mas não pa-
gas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas das não-
processadas”. (art. 36 da Lei nº 4.320/64) 
Serão automaticamente inscrita em restos a pagar, no encerramento 
do exercício, as despesas empenhadas: 
- liquidadas e não pagas; 
- não liquidadas, desde que: 
1 - vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo cre-
dor, indicado na nota de empenho; 
2 - vencido o prazo de que trata o subitem anterior, mas esteja em cur-
so a liquidação da despesa ou seja de interesse da administração exigir 
cumprimento da obrigação assumida pelo credor; 
3 - se destinem a atender transferências a instituições públicas ou pri-
vadas; 
4 - correspondam a compromissos assumidos no exterior. 
A inscrição de despesa em restos a pagar terá validade até 31 de de-
zembro do ano subsequente, quando será automaticamente cancelada. 
Permanecerá em vigor, no entanto, o direito do credor por cinco anos, a 
partir da data de inscrição. 
DESPESA DE EXERCÍCIOS ANTERIORES 
“As despesas de exercícios anteriores encerrados, para as quais o or-
çamento respectivo consignava crédito próprio, com saldo suficiente para 
atendê-las, que não se tenham processado na época própria, bem como os 
restos a pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconheci-
dos após o encerramento do exercício correspondente, poderão ser pagos 
à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada por 
elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica”. (Art. 37 
da Lei nº 4.320/64) 
“Os compromissos decorrentes de obrigação de pagamento criada em 
virtude de lei e reconhecidos após o encerramento do exercício”. (IN/DTN 
nº 10/91) 
O reconhecimento da dívida a ser paga a conta de despesas de exer-
cícios anteriores cabe à autoridade competente para empenhá-la, devendo 
o processo conter, no mínimo, os seguintes elementos: 
- importância a pagar; 
- nome, CPF ou CGC e endereço do credor; 
- data do vencimento do compromisso; 
- causa da inobservância do empenho, se for o caso. 
“A autorização de pagamento de despesas de exercícios anteriores de-
verá ser dada no próprio processo de reconhecimento de dívida”. (IN/DTN 
nº 10/91) 
SUPRIMENTO DE FUNDOS 
Em casos excepcionais, a autoridade ordenadora poderá autorizar o 
pagamento da despesa por meio de suprimento de fundos, quando esta 
não puder ser realizada pelo processo normal da execução orçamentária, 
assim considerada nos seguintes casos: 
- para atender em viagens ou serviços especiais que exijam pronto pa-
gamento em espécie; 
- quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso, conforme se 
classificar em regulamento e constar do ato de concessão; 
- para atender despesa de pequeno vulto, assim entendida aquela cujo 
valor não ultrapassar a R$ 200,00, no caso de compras e serviços, e a 
cinquenta MVR, no caso de obras. 
O Suprimento de Fundos consiste na entrega do numerário a servidor, 
sempre precedida de empenho na dotação própria da despesa a realizar 
será feita mediante: 
- ordem bancária de pagamento em favor do suprido; ou 
- crédito em conta bancária em nome do suprido, aberta, com autoriza-
ção do ordenador de despesa, para este fim. 
A fixação do valor do suprimento de fundos ficará a critério do ordena-
dor de despesa. 
Não poderá ser concedido suprimento de fundos: 
- a responsável por dois suprimentos; 
- a servidor que tenha a seu cargo a guarda ou a utilização do material 
a adquirir, salvo quando não houver na repartição outro servidor; 
- a responsável por suprimento de fundos que não tenha prestado con-
tas de sua aplicação no prazo previsto; 
- a servidor declarado em alcance ou que esteja respondendo a inqué-
rito administrativo. 
A prestação de contas da aplicação dos recursos oriundos de supri-
mento de fundos deverá ser feita mediante apresentação dos seguintes 
documentos: 
- cópia do ato de concessão do suprimento; 
- primeira via da nota de empenho da despesa; 
- extrato da conta bancária, se for o caso; 
- demonstração de receitas e despesas; 
- comprovante de recolhimento do saldo, se for o caso. 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 22 
- comprovantes das despesas realizadas, devidamente atestados e e-
mitidos em data igual ou posterior à da entrega do numerário e em nome do 
órgão onde o suprido esteja em exercício, a saber: 
1 - no caso de compra de material: nota fiscal de venda ao consumidor; 
2 - no caso de prestação de serviços por pessoa jurídica: nota fiscal de 
prestação de serviços; 
3 - no caso de prestação de serviços por pessoa física: recibo comum - 
se o credor não for inscrito no INSS, e recibo de pagamento de autônomo 
(RPA) - se o credor for inscrito no INSS. 
 (ver arts. 68 e 69 da Lei nº 4.320/64) 
CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO 
Instrumento pelo qual a unidade orçamentária programa o pagamento 
das despesas autorizadas na lei orçamentária. 
Previsão dos pagamentos tendo em vista assegurar a entrega, aos di-
versos órgãos da administração pública federal, de forma automática e em 
tempo hábil, dentro dos limites previamente estabelecidos, dos recursos 
financeiros necessários para a execução de seus programas de trabalho. 
Elaboração da programação de utilização de recursos realizada pelos 
órgãos setoriais, que evidencia as necessidades para o desenvolvimento 
dos respectivos programas, em cotejo com o esperado comportamento da 
receita do Tesouro. 
MOVIMENTAÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS 
Denomina-se liberação de cota a parcela que o órgão central de pro-
gramação financeira autorizará o Banco do Brasil S/A, na qualidade de 
agente financeiro do Tesouro Nacional, a colocar à disposição dos usuá-
rios. 
Chama-se Repasse a importância que uma unidade orçamentária 
transfere a outra unidade orçamentária de outro ministério ou órgão. 
O repasse também será utilizado pelo órgão setorial de programação 
financeira para transferir recursos às entidades da administração indireta. 
A figura do repasse financeiro está associada à descentralização ex-
terna. 
Intitula-se sub-repasse a importância que umaunidade orçamentária 
transfere a outra unidade orçamentária ou administrativa do mesmo minis-
tério ou órgão. A figura do sub-repasse está ligada à descentralização 
interna. 
DECRETO No 3.590, DE 6 DE SETEMBRO DE 2000. 
Dispõe sobre o Sistema de Administração Financeira Federal e dá ou-
tras providências. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe con-
fere o art. 84, incisos IV e VI, da Constituição e o disposto no art. 38 da 
Medida Provisória no 2.036-82, de 25 de agosto de 2000, 
DECRETA: 
Art. 1o O Sistema de Administração Financeira Federal tem suas finali-
dades, atividades, organização e competências regulamentadas neste 
Decreto. 
Art. 2o O Sistema de Administração Financeira Federal visa ao equilí-
brio econômico-financeiro do Governo Federal, dentro dos limites da receita 
e despesa públicas. 
Art. 3o O Sistema de Administração Financeira Federal compreende as 
atividades de programação financeira da União, de administração de direi-
tos e haveres, garantias e obrigações de responsabilidade do Tesouro 
Nacional e de orientação técnico-normativa referente à execução orçamen-
tária e financeira. 
§ 1o As atividades de programação financeira compreendem a formu-
lação de diretrizes para descentralização de recursos financeiros nos 
órgãos setoriais de programação financeira e destes para as unidades 
gestoras sob sua jurisdição e a gestão da Conta Única do Tesouro Nacio-
nal, objetivando: 
I - assegurar às unidades gestoras, nos limites da programação finan-
ceira aprovada, disponibilidade de recursos para execução de seus pro-
gramas de trabalho; 
II - manter o equilíbrio entre a receita arrecadada e a despesa realiza-
da. 
§ 2o A administração de direitos, haveres, garantias e obrigações de 
responsabilidade do Tesouro Nacional consiste no exercício de atividades 
de formulação e de execução de política integrada de gestão de ativos e 
passivos da União. 
§ 3o A orientação técnico-normativa visa à eficiência e eficácia da ges-
tão da execução orçamentária e financeira. 
Art. 4o Integram o Sistema de Administração Financeira Federal: 
I - como órgão central, a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério 
da Fazenda; 
II - como órgãos setoriais, as unidades de programação financeira dos 
Ministérios, da Advocacia-Geral da União, da Vice-Presidência e da Casa 
Civil da Presidência da República. 
Parágrafo único. Os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação nor-
mativa e à supervisão técnica do órgão central do Sistema, sem prejuízo da 
subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integra-
dos. 
Art. 5o Compete ao órgão central do Sistema de Administração Finan-
ceira Federal: 
I - zelar pelo equilíbrio financeiro do Tesouro Nacional; 
II - administrar os haveres financeiros e mobiliários do Tesouro Nacio-
nal; 
III - elaborar a programação financeira do Tesouro Nacional, gerenciar 
a Conta Única do Tesouro Nacional e subsidiar a formulação da política de 
financiamento da despesa pública; 
IV - gerir a dívida pública mobiliária federal e a dívida externa de res-
ponsabilidade do Tesouro Nacional; 
V - controlar a dívida decorrente de operações de crédito de responsa-
bilidade, direta e indireta, do Tesouro Nacional; 
VI - administrar as operações de crédito sob responsabilidade do Te-
souro Nacional, incluídas no Orçamento Geral da União; 
VII - manter controle dos compromissos que onerem, direta ou indire-
tamente, a União junto a entidades ou organismos internacionais; 
VIII - editar normas sobre a programação financeira e a execução or-
çamentária e financeira, bem como promover o acompanhamento, a siste-
matização e a padronização da execução da despesa pública; 
IX - gerir, em conjunto com os órgãos do Sistema de Contabilidade Fe-
deral, o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Fede-
ral (SIAFI); 
X - promover a integração com os demais poderes e esferas de gover-
no em assuntos de administração e programação financeira; e 
XI - propor ao Ministro de Estado da Fazenda a indicação dos repre-
sentantes do Tesouro Nacional nos conselhos fiscais ou órgãos de controle 
equivalentes das empresas controladas, direta ou indiretamente, pela 
União, acompanhando e orientando tecnicamente sua atuação. 
Art. 6o Compete aos órgãos setoriais do Sistema de Administração Fi-
nanceira Federal: 
I - propor ao órgão central do Sistema a programação financeira setori-
al; 
II - em relação ao órgão cuja estrutura administrativa integre: 
a) estabelecer sua programação financeira e a dos demais órgãos e 
entidades a ele vinculados; 
b) coordenar, orientar e acompanhar suas atividades de programação e 
execução orçamentária e financeira, bem como dos demais órgãos e enti-
dades a ele vinculados; 
III - prestar informações demandadas pelo órgãos central do Sistema; e 
IV - apoiar o órgão central do Sistema na gestão do SIAFI. 
Art. 7o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 6 de setembro de 2000; 179o da Independência e 112o da Re-
pública. 
Alterações Orçamentárias 
Forma de modificar a Lei Orçamentária originalmente aprovada, a fim 
de adequá-la à real necessidade de execução. 
As Alterações Orçamentárias se dividem em: Créditos Adicionais e 
Outras Alterações Orçamentárias. 
As ações relativas às Alterações Orçamentárias estão .previstas na Lei 
4.20/64, art 40 e 41. 
Dos Créditos Adicionais 
Art. 40. São créditos adicionais, as autorizações de despesa não com-
putadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. 
Art. 41. Os créditos adicionais classificam-se em: 
I - suplementares, os destinados a reforço de dotação orçamentária; 
II - especiais, os destinados a despesas para as quais não haja dota-
ção orçamentária específica; 
III - extraordinários, os destinados a despesas urgentes e imprevistas, 
em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública. 
Art. 42. Os créditos suplementares e especiais serão autorizados por 
lei e abertos por decreto executivo. 
Durante o exercício financeiro, o poder executivo pode solicitar ao le-
gislativo o acréscimo das dotações orçamentárias. Esses acréscimos, 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 23 
quando autorizados pelo legislativo, serão, então, adicionados ao orçamen-
to corrente. Por isso, tais adições chamam-se de créditos adicionais. 
Por se tratar de aumento de despesa do orçamento corrente, cada soli-
citação de crédito adicional deve ser acompanhada da fonte de recursos. 
Consideram-se fontes hábeis de recursos: 
O superávit financeiro (apurado no balanço patrimonial do exercício an-
terior); 
O excesso de arrecadação; 
Os recursos provenientes da anulação parcial ou total de dotações or-
çamentárias ou de outros créditos adicionais; 
O produto de operações de crédito autorizadas em lei. 
Vale lembrar que não são permitidas as concessões de créditos adicio-
nais ilimitados, sendo necessário, portanto, que a concessão sempre ex-
presse seu valor, que não poderá ser superior à fonte de recurso hábil. 
A própria lei orçamentária anual pode incluir autorização para abertura 
de créditos adicionais até determinado montante, a fim de tornar mais ágil a 
gestão orçamentária e financeira. 
Os créditos adicionais classificam-se, segundo sua finalidade em: 
Créditos suplementares; 
Créditos especiais; 
Créditos extraordinários. 
Créditos suplementares 
Os créditos suplementares destinam-se a reforçar uma dotação já exis-
tente no orçamento do exercício financeiro corrente. 
Sua vigência acompanha a do orçamento em vigor. 
São abertos por decreto, mas autorizados por lei. A lei que autoriza de-
terminado crédito suplementaré uma única, porém vários decretos podem 
abrir, parceladamente, o crédito autorizado. 
Créditos especiais 
Os créditos especiais se destinam a financiar programas novos, que 
não possuem dotação específica no orçamento em vigor. 
Sua vigência acompanha a do orçamento em vigor, exceto se abertos 
nos últimos quatro meses do ano, caso em que serão reabertos no orça-
mento do próximo ano no limite dos seus saldos remanescentes. 
Igualmente aos créditos suplementares, são autorizados por lei e aber-
tos por decreto. A autorização, em geral, pode constar na própria lei que 
criou o programa a ser financiado pelo crédito especial. 
Créditos extraordinários 
Os créditos extraordinários destinam-se a atender despesas imprevis-
tas e urgentes (calamidade pública, guerra, surtos epidêmicos, etc). 
São abertos por decreto do Executivo, independentemente de autoriza-
ção legislativa, face à urgência das situações que o justificam. 
Quando aberto este tipo de crédito adicional, o Poder Executivo tem a 
obrigação de informar imediatamente o Legislativo, justificando as causas 
de tal procedimento. 
A vigência dos créditos extraordinários cessa em 31 de dezembro do 
ano de sua abertura, salvo se abertos nos últimos quatro meses do ano, 
caso em que sua vigência se estende até o término do exercício subse-
quente ou até quando cessarem as causas que justificaram o crédito extra-
ordinário. 
Conteúdo orçado 
Os orçamentos anuais podem ser divididos em : Despesas, Receitas, 
Investimentos e Caixa, este último também conhecido pelo nome de Fluxo 
de Caixa Projetado. Essa formatação permite que haja uma integração com 
as contas contábeis, facilitando o acompanhamento da "execução orça-
mentária". Já o Orçamento Plurianual, é mais comum de se dividir em 
Programas, Projetos e Atividades, como se utiliza na Contabilidade públi-
ca Brasileira. 
Como informações adicionais do orçamento de Despesas, pode-se ter 
as informações de Ativo Fixo e Posições - o primeiro indicará a previsão de 
despesas com depreciação de bens no período, e o segundo uma projeção 
da quantidade de funcionários/cargos alocados por departamento para o 
próximo período, destacando admissões ou demissões. 
SIDOR - O Sidor é um sistema que tem como objetivo aprimorar o pro-
cesso orçamentário federal. Seu principal produto é o Projeto de Lei Orça-
mentária enviado, anualmente, ao Congresso Nacional para aprovação e 
consequente geração da Lei Orçamentária Anual. 
Atualmente, o Sidor está sofrendo um processo de desativação, sendo 
substituído, aos poucos, pelo Sistema Integrado de Planejamento e Orça-
mento do Governo Federal (Siop). 
SIAFI - É o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo 
Federal que consiste no principal instrumento utilizado para registro, acom-
panhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial 
do Governo Federal. 
O Projeto Novo SIAFI tem como objetivo promover a reconstrução e a 
migração gradual do Sistema Integrado de Administração Orçamentária e 
Financeira do Governo Federal - SIAFI -para uma plataforma tecnológica 
mais moderna, flexível e econômica, permitindo evoluções que venham a 
contribuir para a transparência e a eficiência na gestão orçamentária e 
financeira. 
A partir de 02 de janeiro de 2012 estará no ar a versão web do SIAFI. A 
aplicação consiste no primeiro produto do projeto Novo SIAFI, que está 
estruturado em fases e prevê a convivência do SIAFI Operacional e do 
novo SIAFI. As funcionalidades serão migradas gradualmente para a ver-
são web do sistema, até que o SIAFI Operacional seja totalmente desconti-
nuado 
A primeira versão contempla o módulo CPR – Contas a Pagar e Rece-
ber. A partir da entrada em produção, o usuário SIAFI passará a fazer todos 
os registros relacionados ao CPR no novo SIAFI, destacando-se pagamen-
tos (normais e suprimentos de fundos), reclassificação de despesa, estorno 
de despesas após recebimento de GRU, registros patrimoniais, entre 
outros. 
Além da migração gradual do sistema, o projeto prevê ainda adequar 
os sistemas do complexo SIAFI aos padrões de interoperabilidade do 
Governo Federal (e-ping), promovendo uma interface única para integração 
entre sistemas e layout padronizado para as extrações de arquivos e sub-
missão batch. 
4 Receita pública. 
4.1 Conceito. 
4.2 Classificação segundo a natureza. 
4.1 Etapas e estágios. 
Receita Pública, em sentido amplo, compreende todos os ingressos fi-
nanceiros ao patrimônio público. Portanto, abrange o fluxo de recebimentos 
auferidos pelo Estado. 
Em sentido estrito, a Receita Pública equivale a todos os ingressos de 
caráter não devolutivo auferidos pelo Poder Público, compreendendo 
qualquer ente da Federação ou suas entidades, para atender as despesas 
públicas. Nesse conceito, equivale à Receita Pública Orçamentária. 
Essa distinção é importante pelo fato de que alguns ingressos financei-
ros no caixa do Poder Público têm um caráter transitório, extemporâneo, 
não podendo ser utilizadas pelo Estado na sua programação normal de 
despesas. Exemplos são cauções, depósitos, etc... Equivalem esses in-
gressos à chamada Receita Pública Extra-orçamentária. 
Vejamos a seguir as diversas classificações doutrinárias e legais das 
Receitas Públicas. 
a) Classificação quanto à Origem: Originárias X Derivadas 
Receitas Originárias (Patrimoniais, de Economia Privada, de Direi-
to Privado) 
São aquelas provenientes da exploração do patrimônio da pessoa jurí-
dica de direito público, ou seja, o Estado coloca parte do seu patrimônio a 
disposição de pessoas físicas ou jurídicas, que poderão se beneficiar de 
bens ou de serviços, mediante pagamento de um preço estipulado. 
Elas independem de autorização legal e podem ocorrer a qualquer 
momento, e são oriundas da exploração do patrimônio mobiliário ou imobili-
ário, ou do exercício de atividade econômica, industrial, comercial ou de 
serviços, pelo Estado ou suas entidades. Exemplos: 
Rendas provenientes da venda de bens e de empresas comerciais ou 
industriais; 
Rendas obtidas sobre os bens sujeitos à sua propriedade (aluguéis, di-
videndos, aplicações financeiras); 
Rendas do exercício de atividades econômicas, ou seja, industriais, 
comerciais ou de serviços. 
Receitas Derivadas (Não-patrimoniais, de Economia Pública, de 
Direito Público) 
São aquelas cobradas pelo Estado, por força do seu poder de império, 
sobre as relações econômicas praticadas pelos particulares, pessoas 
físicas ou jurídicas, ou sobre seus bens. 
Na atualidade, constitui-se na instituição de tributos, que serão exigidos 
da população, para financiar os gastos da administração pública em geral, 
ou para o custeio de serviços públicos específicos prestados ou colocados 
a disposição da comunidade. 
São exemplos mais significativos das receitas derivadas os tributos que 
se encontram estabelecidos na Constituição Federal nos termos do art. 
145: 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 24 
Art. 145 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios pode-
rão instituir os seguintes tributos: 
I - impostos; 
II - taxas, em razão do exercício de polícia ou pela utilização, efetiva ou 
potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contri-
buinte ou postos a sua disposição; 
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas" 
Quanto ao poder de tributar, seus limites são estabelecidos na Norma 
Constitucional nos seguintes termos: 
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: 
I - importação de produtos estrangeiros: 
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionaliza-
dos; 
III - renda e proventos de qualquernatureza; 
IV - produtos industrializados; 
V - operações de créditos, câmbio e seguro, ou relativas a titulos ou va-
lores mobiliários; 
VI - propriedade territorial rural; 
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar; 
§ 10o. É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os li-
mites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados 
nos incisos I, lI, IV e V. 
Art. 154. A União poderá instituir: 
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anteri-
or, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base 
de cálculo próprio dos discriminados nesta Constituição; 
II - na iminência ou no caso de guerra externa impostos extraordinários, 
compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão 
suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação. 
Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos 
sobre: 
I - transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos; 
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações 
de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, 
ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; 
III - propriedade de veiculos automotores; 
Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: 
I - propriedade predial e territorial urbana; 
II - transmissão inter vivos, a qualquer titulo, por ato oneroso, de bens 
imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos à sua aquisi-
ção; 
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, lI, 
definidos em lei complementar; 
b) Quanto à Natureza: Receitas Orçamentárias X Receitas Extra-
Orçamentárias 
Receitas Orçamentárias 
São todos os ingressos financeiros de caráter não transitório au-
feridos pelo Poder Público. Se subdivide ainda nas seguintes catego-
rias econômicas: receitas correntes e receitas de capital. 
Receitas Extra-Orcamentárias 
Correspondem aos valores provenientes de toda e qualquer arre-
cadação que não figuram no orçamento público, por não pertencerem 
de fato ao Governo. São os recebimentos transitórios de recursos, a 
exemplo de cauções, depósitos, retenções, etc. 
c) Quanto à Repercussão Patrimonial: Efetivas X Não-efetivas 
Efetivas 
São aquelas em que os ingressos de disponibilidades de recursos 
não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não 
constituem obrigações correspondentes. Por isso, aumentam a situa-
ção líquida patrimonial. Exemplos: Receita Tributária, Receita Patri-
monial, Receita de Serviços, etc. 
Não-Efetivas 
São aquelas em que os ingressos de disponibilidades de recursos 
foram precedidos de registro de reconhecimento do direito. Por isso, 
não alteram a situação líquida patrimonial. Exemplos: alienação de 
bens, operações de crédito, amortização de empréstimo concedido no 
passado, cobrança de dívida ativa, etc. 
d) Quanto à Regularidade: Ordinárias X Extraordinárias 
Receitas Ordinárias 
Apresentam certa regularidade na sua arrecadação, sendo normatiza-
das pela Constituição ou por leis específicas. Exemplos: arrecadação de 
impostos, transferências recebidas do Fundo de Participação dos Estados e 
do Distrito Federal, etc. 
Receitas Extraordinárias 
São aquelas que representam ingressos acidentais, transitórios e, as 
vezes, até de caráter excepcional, como os impostos 
e) Quanto à forma de sua realização: Receitas Próprias, de Trans-
ferências e de Financiamentos 
Próprias 
Quando seu ingresso é promovido pela própria entidade, diretamente, 
ou através de agentes arrecadadores autorizados. Exemplo: tributos, alu-
guéis, rendimentos de aplicações financeiras, multas e juros de mora, 
alienação de bens, etc. 
De Transferências 
Quando a sua arrecadação se processa através de outras entidades, 
em virtude de dispositivos constitucionais ou legais, ou ainda, mediante 
celebração de acordos ou convênios. Exemplo: cota-parte de Tributos 
Federais aos Estados e Municípios (FPE e FPM ), Cota-Parte de Tributos 
Estaduais aos Municípios (ICMS e IPV A), convênios, etc. 
Financiamentos 
São as operações de crédito realizadas com destinação específica, 
vinculadas à comprovação da aplicação dos recursos. São exemplos os 
financiamentos para implantação de parques industriais, aquisição de bens 
de consumo durável, obras de saneamento básico, etc. 
f) Segundo a Categoria Econômica: Receitas Correntes X Receitas 
de Capital 
Receitas Correntes 
São destinadas a financiar as Despesas Correntes. Classificam-se em: 
Receitas Tributárias - as provenientes da cobrança de impostos, ta-
xas e contribuições de melhoria. 
Receitas de Contribuições - as provenientes da arrecadação de con-
tribuições sociais e econômicas; por exemplo: contribuições para o 
PIS/PASEP, contribuições para fundo de saúde de servidores públicos, etc. 
Receita Patrimonial - proveniente do resultado financeiro da fruição do 
patrimônio, decorrente da propriedade de bens mobiliários ou imobiliários; 
por exemplo: aluguéis, dividendos, receita oriunda de aplicação financeira, 
etc. 
Receita Agropecuária - proveniente da exploração das atividades a-
gropecuárias; por exemplo: receita da produção vegetal, receita da produ-
ção animal e derivados. 
Receita Industrial é proveniente das atividades ligadas à indústria de 
transformação. Exemplos: indústria editorial e gráfica, reciclagem de lixo, 
etc. 
Receitas de Serviços - provenientes de atividades caracterizadas pela 
prestação se serviços por órgãos do Estado; por exemplo: serviços comer-
ciais (compra e venda de mercadorias ), etc. 
Transferências Correntes - recursos recebidos de outras pessoas de 
direito público ou privado, destinados ao atendimento de despesas corren-
tes. 
Outras Receitas Correntes - grupo que compreende as Receitas de 
Multas e Juros de Mora, Indenizações e Restituições, Receita da Dívida 
Ativa, etc. 
 
 Receitas de Capital 
São destinadas ao atendimento das Despesas de Capital. Dividem-se 
em: 
Operações de Crédito - financiamentos obtidos dentro e fora do País; 
recursos captados de terceiros para financiar obras e serviços públicos. 
Exemplos: colocação de títulos públicos, contratação de empréstimos e 
financiamentos, etc; 
Alienação de Bens - provenientes da venda de bens móveis e imó-
veis; 
Amortização de Empréstimos - provenientes do recebimento do prin-
cipal mais correção monetária, de empréstimos efetuados a terceiros; 
Transferência de Capital - recursos recebidos de outras entidades pa-
ra aplicação em despesas de capital. O recebimento desses recursos não 
gera nenhuma contraprestação direta em bens e serviços; 
Outras Receitas de Capital - envolvem as receitas de capital não 
classificáveis nas anteriores. 
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Dívida Ativa da Fazenda Pública é o conjunto de créditos líquidos e 
certos que compõe o Ativo Permanente. 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 25 
Constitui dívida ativa o valor originário de débito, tributário ou não, a fa-
vor dos governos em todas as esferas, registrado com essa chancela 
na Pocuradoria Geral da Fazenda Nacional, no caso da União, e nos Esta-
dos e Municípios em suas respectivas seccionais, pelo não pagamento de 
tributo juridicamente constituído e esgotadas as exigências de prazos e 
cobranças. A inscrição na dívida ativida se dá, por exemplo, na ocorrência 
de falta do pagamento do IPTU devido ao município (sujeito ativo da obri-
gação tributária). 
A inscrição do contribuinte na dívida ativa gera uma certidão posítiva 
de débito do contribuinte (sujeito passivo da obrigação tributária) demons-
trandosua inadimplência e determinando prazos e penalidades previstas 
na lei. O contribuinte pode solicitar um acordo, conforme as regras da 
moratória, e obter "certidão positiva com efeito de negativa", comprovando 
assim que tem uma dívida que foi negociada para quitação. Após quitada a 
dívida ativa fiscal, o contribuinte pode retirar pela internet, ou pedir ao órgão 
público competente (Secretaria da Fazenda do município) uma certidão 
negativa de débitos fiscais - que é a prova definitiva de quitação dos crédi-
tos tributários. O órgão terá prazo de 10 dias corridos para expedir esta 
certidão (artigo 205 do Código Tributário Nacional). 
Receita pública é o montante total em dinheiro recolhido pelo Tesouro 
Nacional, incorporado ao patrimônio do Estado, que serve para custear 
as despesas públicas e as necessidades de investimentos públicos. 
Em sentido amplo, receita pública é o recolhimento de bens aos cofres 
públicos, sendo sinônimo de ingresso ou entrada. 
Diferencia-se da receita tributária pois ao contrário desta, não está limi-
tada à arrecadação de tributos e multas, sendo que a receita tributária é um 
dos tipos de receita pública. 
A receita pública também embarca as receitas das empresas estatais, 
a remuneração dos investimentos do Estado e os juros das dívidas fiscais. 
Ingresso - outras entradas que não se consideram receita, é a receita 
que não foi arrematada, operações de curso anormal. ex: Antecipação de 
Receita Orçamentária. 
Classificação da receita pública no Brasil 
A receita pública se divide em dois grandes grupos: as receitas orça-
mentárias e as extra-orçamentárias. 
Receita orçamentária 
Receitas orçamentárias são aquelas que ingressam de forma definitiva 
no patrimônio, são recursos próprios que poderão financiar políticas públi-
cas e os programas de governo. Podem estar prevista no orçamento públi-
co LOA ou não.O fato de estar ou não estar prevista na LOA ou em Lei de 
Crédito Adicional não serve de parâmetro para a diferenciação de receita 
orçamentária e extra-orçamentária 
'1- receitas correntes — Conforme a lei 4.320/64 Art.11 § 1º São Recei-
tas Correntes as receitas tributárias, de contribuições, patrimonial, agrope-
cuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos 
financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, 
quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Corren-
tes. 
receita tributária — é a proveniente de impostos, taxas e contribuições 
de melhorias; 
receita de Contribuições — é a proveniente das seguintes contribuições 
sociais(previdência social, saúde e assistência social), de intervenção 
domínio econômico(tarifas de telecomunicações) e de interesse das cate-
gorias profissionais ou econômicas(órgãos representativos de categorias de 
profissionais), como instrumentos de intervenção nas respectivas áreas; 
receita patrimonial — rendas obtidas pelo Estado quando este aplica 
recursos em inversões financeiras, ou as rendas provenientes de bens de 
propriedade do Estado, tais como aluguéis; 
receita agropecuária — é a proveniente da exploração de atividades 
agropecuárias de origem vegetal ou animal; 
receita de serviços — é a proveniente de atividades caracterizadas pe-
las prestações de serviços financeiros, transporte, saúde, comunicação, 
portuário, armazenagem, de inspeção e fiscalização, judiciário, processa-
mento de dados, vendas de mercadorias e produtos inerentes a atividades 
da entidade entre outros; 
receita industrial — resultante da ação direta do Estado em atividades 
comerciais, industriais ou agropecuárias; 
transferências correntes — recursos financeiros recebidos de outras 
entidades públicas ou privadas e que se destinam a cobrir despesas cor-
rentes; 
outras receitas correntes — provenientes de multas, cobrança 
da dívida ativa, indenizações e outra receitas de classificação específica; 
2- receitas de capital — provenientes de operações de crédito, ali-
enações de bens, amortizações de empréstimos concedidos, transfe-
rências de capital e outras receitas de capitais; 
operações de crédito — oriundas da constituição de dívidas (emprésti-
mos e financiamentos); 
alienação de bens — provenientes da venda de bens móveis e imóveis 
e de alienação de direitos; 
amortização de empréstimos concedidos — retorno de valores anteri-
ormente emprestados a outras entidades de direito público; 
transferência de capital — recursos recebidos de outras pessoas de di-
reito público ou privado, destinados à aquisição de bens; 
outras receitas de capital — classificação genérica para receitas não 
especificadas na lei; também classifica-se aqui o superávit do orçamento 
corrente (diferença entre receitas e despesas correntes), embora este não 
constitua item orçamentário. 
Receita extra-orçamentária 
Receitas extra-orçamentárias são aquelas que não fazem parte do or-
çamento público. 
Como exemplos temos as cauções, fianças, depósitos pa-
ra garantia, consignações em folha de pagamento, retenções na fonte, 
salários não reclamados, operações de crédito por antecipação de receita 
(ARO) e outras operações assemelhadas. 
Sua arrecadação não depende de autorização legislativa e sua realiza-
ção não se vincula à execução do orçamento. 
Tais receitas também não constituem renda para o Estado, uma vez 
que este é apenas depositário de tais valores. Contudo tais receitas so-
mam-se às disponibilidades financeiras do Estado, porém têm em contra-
partida um passivo exigível que será resgatado quando da realização da 
correspondente despesa extra-orçamentária. 
Em casos especiais, a receita extra-orçamentária pode converter-se 
em receita orçamentária. é o caso de quando alguém perde, em favor do 
Estado, o valor de uma caução por inadimplência ou quando perde o valor 
depositado em garantia. O mesmo acontece quando os restos a pagar têm 
sua prescrição administrativa decorrida. É importante frisar que cauções, 
fianças, e depósitos efetuados em títulos e assemelhados quando em 
moeda estrangeira são registrados em contas de compensação, não sendo, 
portanto considerados receitas extra-orçamentárias. 
Processamento da receita pública 
Processamento da receita pública é o conjunto de atividades desenvol-
vidas pelos órgãos arrecadadores, com o objetivo de arrecadar dinheiros e 
bens públicos que, por força de lei ou contrato, pertençam ao Estado. 
O processamento da receita pública abrange dois períodos distintos: a 
estimação da receita (onde se elabora a proposta orçamentária) e a reali-
zação da receita. 
Estágio da realização da receita 
O estágio de realização da receita pública reúne atividades que são 
classificadas em estágios que segundo o Regulamento de Contabilidade 
Pública, se dividem em lançamento, arrecadação e recolhimento. 
Lançamento 
É a individualização e o relacionamento dos contribuintes, discriminan-
do a espécie, o valor e o vencimento do tributo de cada um. Realizado para 
os casos de impostos diretos (os que recaem sobre a propriedade e a 
renda) e outras receitas que também dependem de lançamento prévio 
(aluguéis, arrendamentos, foros, etc.). É de se observar que não são todas 
as receitas que passam por esta fase. 
Arrecadação 
É o momento onde os contribuintes comparecem perante os agentes 
arrecadadores a fim de liquidarem suas obrigações para com o Estado. 
Recolhimento 
É o ato pelo qual os agentes arrecadadores entregam diariamente o 
produto da arrecadação ao Tesouro Público. 
É importante observar que nenhum agente arrecadador pode utilizar o 
produto da arrecadação para realizar pagamentos. Os pagamentos devem 
ser feitos com recursos específicos para este fim. 
Resíduos ativos ou restos a arrecadar 
Os créditos não lançados e não arrecadados até o último dia 
do exercício financeiro a que pertencem constituirão receita no exercício 
em queforem arrecadados. 
Já os créditos lançados e não arrecadados são, no Brasil, incorporados 
ao patrimônio, no ativo permanente, como componente da dívida ativa. 
Contabilização 
A receita pública é contabilizada de forma analítica e sintética. 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 26 
A contabilização analítica é feita no diário da receita orçamentária e 
no diário do movimento extra-orçamentário, escriturados por partidas sim-
ples. 
A escrituração sintética é feita no diário geral pelos totais mensais e pe-
lo método das partidas dobradas. 
5 Despesa pública. 
5.1 Conceito. 
5.2 Classificação segundo a natureza. 
5.3 Etapas e estágios. 
5.4 Restos a pagar. 
5.5 Despesas de exercícios anteriores. 
Despesa pública é o conjunto de dispêndios realizados pelos entes 
públicos para custear os serviços públicos (despesas correntes) prestados 
à sociedade ou para a realização de investimentos (despesas de capital). 
As despesas públicas devem ser autorizadas pelo Poder legislativo, 
através do ato administrativo chamado orçamento público. Exceção são as 
chamadas despesas extra-orçamentárias. 
As despesas públicas devem obedecer aos seguintes requisitos: 
utilidade (atender a um número significativo de pessoas) 
legitimidade (deve atender uma necessidade pública real) 
discussão pública (deve ser discutida e aprovada pelo Poder 
Legislativo e pelo Tribunal de Contas) 
possibilidade contributiva (possibilidade da população atender à carga 
tributária decorrente da despesa) 
oportunidade 
hierarquia de gastos 
deve ser estipulada em lei 
Divide-se, no Brasil, em despesa orçamentária e despesa extra-
orçamentária. 
Despesa orçamentária 
Despesa Orçamentária é aquela que depende de autorização 
legislativa para ser realizada e que não pode ser efetivada sem a existência 
de crédito orçamentário que a corresponda suficientemente. 
Classificam-se em categorias econômicas, também chamadas de 
natureza da despesa e tem como objetivo responder à sociedade o que 
será adquirido e qual o efeito econômico do gasto público. Dividem-se, 
segundo a lei 4.320/64, art. 12, conforme o esquema abaixo: 
Despesas correntes: 
Despesas de custeio: destinadas à manutenção dos serviços criados 
anteriormente à Lei Orçamentária Anual, e correspondem entre outros 
gastos, os com pessoal, material de consumo, serviços de terceiros e 
gastos com obras de conservação e adaptação de bens imóveis; 
Transferências correntes: são despesas que não correspondem a 
contraprestação direta de bens ou serviços por parte do Estado e que são 
realizadas à conta de receitas cuja fonte seja transferências correntes. 
Dividem-se em: 
Subvenções sociais: destinadas a cobrir despesas de custeio de 
instituições públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural, desde 
que sem fins lucrativos; 
Subvenções econômicas: destinadas a cobrir despesas de custeio de 
empresas públicas de caráter industrial, comercial, agrícola ou pastoril. 
Despesas de capital: 
Despesas de investimentos: despesas necessárias ao planejamento e 
execução de obras, aquisição de instalações, equipamentos e material 
permanente, constituição ou aumento do capital do Estado que não sejam 
de caráter comercial ou financeiro, incluindo-se as aquisições de imóveis 
considerados necessários à execução de tais obras; 
Inversões financeiras: são despesas com aquisição de imóveis, bens 
de capital já em utilização, títulos representativos de capital de entidades já 
constituídas (desde que a operação não importe em aumento de capital), 
constituição ou aumento de capital de entidades comerciais ou financeiras 
(inclusive operações bancárias e de seguros). Ou seja, operações que 
importem a troca de dinheiro por bens. 
Transferências de capital: transferência de numerário a entidades para 
que estas realizem investimentos ou inversões financeiras. Nessas 
despesas, inclui-se as destinadas à amortização da dívida pública. Podem 
ser: 
Auxílios: se derivadas da lei orçamentária; 
Contribuições: derivadas de lei posterior à lei orçamentária. 
As categorias econômicas dividem-se em elementos que se separam 
em subelementos, estes por sua vez bifurcam, por fim, em rubricas e sub-
rubricas. 
A estrutura da conta, para fins de consolidação nacional dos Balanços 
das Contas Públicas e cumprir dispositivo da LRF, apresenta 6 dígitos. O 1º 
dígito (1º nível) corresponde a categoria econômica. O 2º dígito (2º nível) 
corresponde ao grupo da despesa. O 3º e 4º dígitos (3º nível) corresponde 
a modalidade da despesa. O 5º e 6º dígitos (4º nível) correspondem ao 
elemento da despesa. 
Categorias Econômicas 
3 - DESPESAS CORRENTES 
4 - DESPESAS DE CAPITAL 
Grupo da Natureza da Despesa 
1 - PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS 
2 - JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA 
3 - OUTRAS DESPESAS CORRENTES 
4 - INVESTIMENTOS 
5 - INVERSÕES FINANCEIRAS 
6 - AMORTIZAÇÃO DA DÍVIDA 
7 - RESERVA DO RPPS 
8 - RESERVA DE CONTINGÊNCIA 
Despesa extra-orçamentária 
Constituem despesa extra-orçamentária os pagamentos que não 
dependem de autorização legislativa, ou seja, não integram o orçamento 
público. Se resumem a devolução de valores arrecadados sob título de 
receitas extra-orçamentárias. 
Processamento da despesa pública 
Processamento da despesa é o conjunto de atividades 
desempenhadas por órgãos de despesa com a finalidade de adquirir bem 
ou serviço. 
O processamento da despesa envolve dois períodos ou estágios: 
a fixação da despesa e a realização da despesa. 
Sobre a fixação da despesa, veja Orçamento público. 
Estágios da despesa 
Segundo a legislação vigente no Brasil, Lei 4.320/64, a despesa passa 
pelas seguintes fases: 
Fixação (pois segundo a Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 
2000, a despesa é fixada) 
Empenho; 
Liquidação; 
Pagamento. 
Porém, para João Angélico, autor do livro Contabilidade Pública, a 
realidade do processamento da despesas engloba fases diferentes: 
Fixação da despesa: 
Estimativa da despesa 
Fase em que são estimadas as despesas para o exercício financeiro. 
Conversão das estimativas em orçamento 
as estimativas são convertidas em Lei orçamentária anual. 
Realização da despesa: 
Programação da despesa 
É a programação dos gastos mensais que cada órgão vinculado ao 
órgão gerenciador da despesa poderá dispor. Esta programação está 
intimamente relacionada com as flutuações da arrecadação durante o 
exercício financeiro. Subdivide-se em: 
Cronograma de desencaixes fixos; 
Projeção do comportamento da receita; 
Decreto normativo. 
Licitação 
É o procedimento administrativo que tem por objetivo verificar, entre 
vários fornecedores habilitados, quem oferece condições mais vantajosas 
para a aquisição de bem ou serviço. 
Empenho 
É o ato emanado da autoridade competente que cria para o Poder 
Público a obrigação de pagamento. Empenhar uma despesa consiste na 
emissão de uma Nota de Empenho. Divide-se em: 
Autorização; 
Emissão; 
Assinatura; 
Controle interno; 
Contabilização. 
Para entender melhor o que é o empenho 
Observa-se que o empenho é o verdadeiro criador de obrigação. Todas 
as demais fases da despesa são dele dependentes, e seguem curso 
obrigatório após essa fase. 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 27 
De fato, é o empenho que determina os termos do contrato. 
Procurando compreender melhor o tema, podemos dizer que o empenho é 
o próprio contrato, podendo, inclusive, dispensar a elaboração de outro 
instrumento contratual em alguns casos. Com efeito, a Lei8.666 de 1993, 
Estatuto das Licitações, dispõe que somente há obrigatoriedade de firmar 
contratos para contratações decorrentes de Concorrências e Tomada de 
Preços, ou nas hipóteses de dispensas e inexigibilidades cujos valores 
pactuados estejam compreendidos nos limites daquelas duas modalidades 
licitatórias. Além disso, independente do valor pactuado, na hipótese de 
compras de entrega imediata e integral, para as quais não resultem 
compromissos futuros, é igualmente dispensável o contrato. Nesses casos, 
quando o contrato é dispensável, o próprio empenho funcionará como o 
instrumento contratual, nos termos do artigo 62 da Lei 8.666/1993. 
Os empenhos, por sua vez, podem ser subdivididos conforme a forma 
de apuração do valor a ser empenhado. De fato, a despesa pública, como 
qualquer despesa, nem sempre se revela inteiramente previsível e certa, 
assumindo, por vezes, natureza bastante variável e estimativa, motivo pelo 
qual há que se distinguir tais espécies de despesas mediante a emissão de 
notas de empenho de natureza equivalente. 
Em razão de tais diferenças os empenhos se subdividem em três 
categorias: empenhos ordinários, empenhos estimativos, e empenhos 
globais. 
Os empenhos ordinários destinam-se a constituição de despesas cujos 
valores apresentam-se de forma exata, como ocorre na compra de 
determinado número de cadeiras. 
Já os empenhos estimativos destinam-se à constituição de despesas 
cujos valores não é possível determinar com exatidão, como ocorre na 
contratação de fornecimento de energia elétrica. Nesse exemplo tem-se 
como certo o objeto da contratação, o fornecimento de energia elétrica, 
mas em razão da demanda ser variável, não se pode precisar o quantitativo 
a ser fornecido. 
Globais são os empenhos cujos valores podem ser conhecidos com 
exatidão, mas cuja execução necessariamente ocorrerá de forma 
parcelada, como ocorre com nas contratações de serviços de vigilância. 
Nesses casos os contratos possuem valor exato, mas sua execução 
ocorrerá mês a mês, necessitando a execução de procedimentos de 
liquidação e pagamento com periodicidade mensal. 
A Lei 4.320 de 1964 prevê que os empenhos devem observar restrita 
relação com a execução orçamentária do exercício financeiro no qual foram 
constituídos, ficando adstrito aos créditos orçamentários a ele concedidos. 
Em outras palavras podemos dizer que o empenho terá vigência adstrita ao 
exercício financeiro, e limite de valor adstrito ao crédito orçamentário a ele 
destinado. 
Todavia, cabe esclarecer que, embora seja o orçamento uma peça 
rígida, não é imutável, e poderá sofrer alterações. Dessa forma, a Lei 4.320 
de 1964, embora preveja que o empenho da despesa não poderá exceder 
o limite dos créditos concedidos, dispõe, em seu artigo 40, que o orçamento 
poderá sofrer alterações no decorrer do exercício financeiro, mediante a 
criação de créditos adicionais. De forma análoga, os empenhos que não 
forem liquidados durante o exercício em que foram criados poderão ser 
inscritos em uma conta denominada Restos a Pagar, para que sejam 
liquidados no exercício subsequente. Todavia, essas são exceções a regra, 
motivo pelo qual somente são possíveis diante das hipóteses legais, e sob 
o crivo de decisões devidamente motivadas. 
Os créditos adicionais classificam-se conforme as dotações às quais 
estão vinculados. Créditos adicionais suplementares destinam-se ao reforço 
de dotações já existentes. O que é suplementar reforça o que já existe. 
Reforma um programa, um projeto, ou uma atividade que já está inserida 
no orçamento. Dessa forma se os recursos para tal programa for 
insuficiente, demandando seu acréscimo, o crédito será suplementar 
Créditos adicionais especiais destinam-se à despesas para as quais 
ainda não haja dotação orçamentária. Serve para possibilitar o 
desenvolvimento de ações que não estão previstos na Lei Orçamentária 
Anual. Dessa forma, o programa, a atividade, ou o projeto não existem. E 
para cria-los será necessário um crédito suplementar especial. Quando 
criados demandam créditos especiais, mas nos próximos exercícios, se 
regularmente incorporados no orçamento anual como projetos, ou como 
atividades, podem ser executados mediante créditos ordinários. 
Por fim, os créditos adicionais extraordinários são como uma espécie 
do gênero créditos adicionais especiais, criados em função da distinção de 
seu objeto, os quais ganharam relevo em face de tratarem-se de item de 
caráter urgente. Destinam-se às hipóteses de guerra, calamidade pública, e 
comoção interna, atendendo ao comando disposto no art. 167, § 3º da 
CRFB/88. 
Liquidação 
Consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base 
documentos comprobatórios do crédito, tendo por fim apurar a origem e o 
objeto do pagamento, a importância a ser paga e a quem ela deve ser paga 
a fim de que a obrigação se extingua. A liquidação terá por base o contrato, 
o ajuste ou acordo, a nota de empenho e os comprovantes de entrega do 
material ou da prestação do serviço. Divide-se em: 
Recebimento da mercadoria ou dos serviços; 
Inspeção e liberação; 
Laudo de medição; 
Atestado de prestação de serviço; 
Requisição de pagamento; 
Controle interno; 
Autorização de pagamento; 
Cheque. 
Suprimento de Fundos 
É a fase da realização da despesa onde o Tesouro Público entrega aos 
agentes pagadores os meios de pagamento para liquidar as obrigações já 
liquidadas. 
É um adiantamento de recursos ao servidor para que sejam efetuadas 
despesas cuja forma de realização não possibilite ou recomende a 
utilização da rede bancária. Na prática, é o mesmo que o "pequeno caixa" 
das empresas privadas, usado para pequenas despesas (abastecer 
veículos, despesas em trânsito, despesas com material de almoxarifado, 
despesas urgentes, despesas fracionadas, despesas rotineiras, etc.). 
Portaria do Ministro da Fazenda define o valor para concessão do 
suprimento. 
Emite-se ordem bancária em favor do suprido ou crédito em conta 
bancária aberta em seu nome, autorizada pelo ordenador de despesas com 
finalidade específica. 
PRESTAÇÃO DE CONTAS - O suprido tem obrigação de prestar 
contas do uso que faz do suprimento, no prazo definido pelo ordenador e 
limitado pela legislação, sob pena que ter que responder à tomada de 
contas especial. 
Pagamento 
Fase onde o credor comparece diante do agente pagador, identifica-se 
e recebe o numerário que lhe corresponde para que se extinga 
determinada obrigação. Divide-se em: 
Liquidação da obrigação; 
Quitação do credor; 
Contabilização. 
Restos a pagar 
As despesas empenhadas mas não pagas até o último dia do exercício 
financeiro são apropriadas como restos a pagar (também 
chamada resíduos passivos), devendo ser distinguidas as 
despesas processadas (liquidadas) das não processadas (ainda não 
liquidadas). 
O Econometrista Mario Henrique Simonsen alerta a uma 
profunda Análise financeira dos chamados Indicadores de Estrutura ou 
Endividamento. Que estabelecem LIMITES para os chamados Restos a 
pagar. Sejam esses de Orçamentos Públicos ou chamados 
de Endividamento (Passivo) nos Orçamentos Privados, nas 
Empresas e/ou "Economias", de forma geral, no meio acadêmico, pois 
"Economiata" no passado, era sinônimo de "Administrador". Vide 
observação em INFLAÇÃO: GRADUALISMO X TRATAMENTO DE 
CHIQUE, em diversas edições deste professor catedrático da Universidade 
de Brasília. 
São considerados restos a pagar processados, 
ou ENDIVIDAMENTO, segundo M.H. Simonsen, àqueles oriundos de 
despesas que já ultrapassaram a fase de autorização de pagamento, do 
estágio de liquidação da despesas, e assumem o chamado "Juro da Dívida 
(por Marx em O Capital)". Quando passam de um ano e da chamada 
"Anuidade Orçamentária", e quem paga é o contribuinte e as gerações 
posteriores. 
Contabilização 
A contabilização (vide escrituração) da despesapública se dá de 
forma analítica e sintética. 
A escrituração analítica é feita em partidas simples no diário da 
despesa prevista, empenhada e realizada, no caso das despesas 
orçamentárias. 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 28 
As despesas extra-orçamentárias são escrituradas no diário do 
movimento extra-orçamentário, também utilizando-se partidas simples. 
A escrituração sintética é feita no diário geral por totais mensais e 
utilizando-se partidas dobradas. 
Despesas de Exercícios Anteriores 
 As relativas a exercícios encerrados, para as quais o orçamento 
respectivo consignava crédito próprio, com dotação suficiente para atendê-
las, mas que não se tenham processado na época própria, bem como os 
restos a pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconheci-
dos após o encerramento do exercício correspondente. Poderão ser pagos, 
à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada por 
elemento, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica. 
Suprimento de Fundos 
É a fase da realização da despesa onde o Tesouro Público entrega aos 
agentes pagadores os meios de pagamento para liquidar as obrigações já 
liquidadas. 
É um adiantamento de recursos ao servidor para que sejam efetuadas 
despesas cuja forma de realização não possibilite ou recomende a 
utilização da rede bancária. Na prática, é o mesmo que o "pequeno caixa" 
das empresas privadas, usado para pequenas despesas (abastecer 
veículos, despesas em trânsito, despesas com material de almoxarifado, 
despesas urgentes, despesas fracionadas, despesas rotineiras, etc.). 
DÍVIDA FLUTUANTE Dívida flutuante é aquela em que o reembolso 
efetuado pelo Estado se dá no mesmo exercício financeiro em que o crédito 
foi contraído. Segundo a dicção do art. 92 da Lei nº 4.320/64: 
Art. 92. A dívida flutuante compreende: I - os restos a pagar, excluídos 
os serviços da dívida; II - os serviços da dívida a pagar; III - os depósitos; IV 
- os débitos de tesouraria. É lícito afirmar que dívida flutuante é aquela 
contraída para ser quitada em prazos curtos, a fim de atender necessida-
des momentâneas do caixa do Tesouro, oriundas de receitas ainda não 
arrecadadas ou de despesas imprevistas. 
DÍVIDA FUNDADA De acordo com o art. 98, da Lei nº 4.320/64, a dívi-
da fundada corresponde aos compromissos de exigibilidade superior a 12 
(doze) meses, contraídos para atender ao desequilíbrio orçamentário ou 
aos financiamentos de obras e serviços públicos. 
6. Lei de Responsabilidade Fiscal. 
6.1 Conceitos e objetivos. 
6.2 Planejamento. 
Lei de Responsabilidade Fiscal 
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), oficialmente Lei 
Complementar nº 101, é uma lei brasileira que tenta impor o controle dos 
gastos de estados e municípios, condicionado à capacidade de 
arrecadação de tributos desses entes políticos. Tal medida foi justificada 
pelo costume, na política brasileira, de gestores promoverem obras de 
grande porte no final de seus mandatos, deixando a conta para seus 
sucessores. A LRF também promoveu a transparência dos gastos públicos. 
A lei obriga que as finanças sejam apresentadas detalhadamente ao 
Tribunal de Contas (da União, do Estado ou dosMunicípios). Tais órgãos 
podem aprovar as contas ou não. Em caso das contas serem rejeitadas, 
será instaurada investigação em relação ao Poder Executivo em questão, 
podendo resultar em multas ou mesmo na proibição de tentar disputar 
novas eleições. 
Embora seja o Poder Executivo o principal agente responsável pelas 
finanças públicas e, por isso, o foco da Lei de Responsabilidade Fiscal, os 
Poderes Legislativo e Judiciário também são submetidos à referida norma. 
A lei inova a Contabilidade pública e a execução 
do Orçamento público à medida que introduz diversos limites de gastos 
(procedimento conhecido como Gestão Administrativa), seja para as 
despesas do exercício (contingenciamento, limitação de empenhos), seja 
para o grau de endividamento. 
Criado durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a LRF 
provocou uma mudança substancial na maneira como é conduzida a 
gestão financeira dos três níveis de governo (RESTON, 2000). Tornou-se 
preciso saber planejar o que deverá ser executado, pois além da execução 
deve-se controlar os custos envolvidos, cumprindo o programado dentro do 
custo previsto (FURTADO, 2002). Sua criação fez parte do esforço em 
reformas do estado promovido pelo governo federal para estabilizar a 
economia brasileira a partir do Plano Real. 
Histórico 
Políticos na época propuseram a criação de uma lei que controlasse os 
gastos dos gestores públicos nos estados e municípios brasileiros, até 
então vistos como uma grande fonte de desperdício de recursos. A relatoria 
do projeto de lei coube a Pedro Novais, na Câmara dos Deputados, e 
a Jefferson Peres, no Senado do Brasil. Os presidentes da Câmara, Michel 
Temer, e do Senado, Antônio Carlos Magalhães, também se opuseram; 
ambos impetraram Ações Diretas de Inconstitucionalidade no Supremo 
Tribunal Federal (STF), propugnando pela anulação da lei. Os processos se 
encontram, em 2010, em tramitação no STF. 
Em 2010, Antonio Palocci disse que estava errado quando combateu a 
LRF em 2000. 
Disposições preliminares 
A Lei Complementar nº 101 (LRF) estabelece normas de finanças 
públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo 
nas normas constitucionais sobre finanças públicas (Capítulo II do Título VI 
da Constituição). 
A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe 
ação planejada e transparente; 
prevenção de riscos e correção de desvios capazes de afetar o 
equilíbrio das contas públicas; 
cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas; 
obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, 
geração de despesas com pessoal, da seguridade social e 
outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por 
antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a 
Pagar. 
As disposições da LRF obrigam a União, os Estados, o Distrito Federal 
e os Municípios. 
A Lei de Responsabilidade Fiscal reforça os princípios da Lei Federal 
4320/64, apontando a necessidade da gestão responsável da receita e da 
administração do gasto público com eficiência na busca do equilibrio 
orçamentário 
Conceitos importantes 
Ente da Federação 
a União, cada Estado, o Distrito Federal e cada Município; 
Empresa controlada 
sociedade cuja maioria do capital social com direito a voto pertença, 
direta ou indiretamente, a ente da Federação; 
Empresa estatal dependente 
empresa controlada que receba do ente controlador recursos 
financeiros para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em 
geral ou de capital, excluídos, no último caso, aqueles provenientes de 
aumento de participação acionária; 
Receita corrente líquida 
somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, 
industriais, agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras 
receitas também correntes, deduzidos: 
na União, os valores transferidos aos Estados e Municípios por 
determinação constitucional ou legal, e as contribuições para a previdência 
social do empregador incidente sobre prestação de serviço de terceiros e a 
contribuição à previdência feita pelo trabalhador e também as contribuições 
para o PIS(Programa de Integração Social); 
nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios por determinação 
constitucional; 
na União, nos Estados e nos Municípios, a contribuição dos servidores 
para o custeio do seu sistema de previdência e assistência social e as 
receitas provenientes da compensação financeira entre diferentes sistemasde previdência. 
A respeito da receita corrente líquida, ela será apurada somando-se as 
receitas arrecadadas no mês em referência e nos onze anteriores, 
excluídas as duplicidades. 
Plano Plurianual de Investimentos 
A LRF não consigna especificamente nada sobre o Plano Plurianual de 
Investimentos (PPI), uma vez que a parte que tratava sobre o assunto foi 
objeto de veto presidencial. 
Lei de Diretrizes Orçamentárias 
A lei de diretrizes orçamentárias deverá compreender as metas e 
prioridades da administração pública, incluindo as despesas de capital para 
o exercício financeiro subsequente, e orientar a elaboração da lei 
orçamentária anual. Também deverá dispor de alterações na legislação 
tributária e estabelecer a política de aplicação das agências financeiras 
oficiais de fomento. 
Além disso, ela deverá dispor sobre: 
equilíbrio entre receitas e despesas; 
critérios e forma de limitação de empenho; 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 29 
normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados 
dos programas financiados com recursos dos orçamentos; 
demais condições e exigências para transferências de recursos a 
entidades públicas e privadas; 
O projeto de lei de diretrizes orçamentárias será integrado pelo Anexo 
de Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores 
correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e 
primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e 
para os dois seguintes. 
Esse anexo deverá conter: 
avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior; 
demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia 
de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com 
as fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência 
delas com as premissas e os objetivos da política econômica; 
evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, 
destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação 
de ativos; 
avaliação da situação financeira e atuarial dos regimes geral de 
previdência social e próprio dos servidores públicos, do Fundo de Amparo 
ao Trabalhador (FAT), dos demais fundos públicos e programas estatais de 
natureza atuarial; 
demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e 
da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. 
Além do Anexo de Metas Fiscais, a lei de diretrizes orçamentárias 
conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos 
contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, 
informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem esses 
riscos. 
Lei Orçamentária Anual 
O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), elaborado de forma 
compatível com o Plano Plurianual (PPA), com a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias (LDO) e com as normas da LRF conterá, em anexo, 
demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os 
objetivos e metas constantes no Anexo de Metas Fiscais e será 
acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e 
despesas, decorrentes de incentivos fiscais, bem como das medidas de 
compensação a renúncias de receita e ao aumento de despesas 
obrigatórias de caráter continuado; 
Conterá também uma reserva de contingência, cuja forma de utilização 
e montante, definido com base na receita corrente líquida, serão 
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, destinada ao atendimento 
de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. 
A Lei Orçamentária Anual também conterá todas as despesas relativas 
à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as receitas que as atenderão, 
bem como o refinanciamento da dívida pública, que constará 
separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional. 
Ela conterá, ainda, atualização monetária do principal da dívida 
mobiliária refinanciada que não poderá superar a variação do índice de 
preços previsto na lei de diretrizes orçamentárias, ou em legislação 
específica. 
A lei orçamentária não deverá consignar dotação para investimento 
com duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no 
plano plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão. 
Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei 
orçamentária, as do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos 
sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a benefícios e 
assistência aos servidores, e a investimentos. O resultado do Banco 
Central do Brasil, apurado após a constituição ou reversão de reservas, 
constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido até o décimo dia 
útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. Já o resultado 
negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central do 
Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento. 
Execução Orçamentária e do Cumprimento das Metas 
A LRF determina que até trinta dias após a publicação dos orçamentos, 
nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias, o Poder 
Executivoestabelecerá a programação financeira e o cronograma de 
execução mensal de desembolso. 
A LRF determina ainda que os recursos legalmente vinculados a 
finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao 
objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que 
ocorrer o ingresso. Isso é uma forma de evitar que verbas com destinação 
específica, tais como os percentuais constitucionais destinados à saúde e 
educação sejam empregados em fins diversos. 
Caso se verifique, ao final de um bimestre, que a realização da receita 
poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou 
nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e 
o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes 
necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e 
movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes 
orçamentárias. 
No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a 
recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de 
forma proporcional às reduções efetivadas. 
Porém, não serão objeto de limitação as despesas que constituam 
obrigações constitucionais e legais do ente (tais como os percentuais 
obrigatórios para saúde e educação), inclusive aquelas destinadas ao 
pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes 
orçamentárias. 
A execução orçamentária e financeira identificará os beneficiários de 
pagamento de sentenças judiciais, por meio de sistema de contabilidade e 
administração financeira, para fins de observância da ordem cronológica de 
apresentação dos precatórios, como determina a Constituição. 
Receita pública 
Previsão e Arrecadação 
É requisito essencial da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, 
previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência 
constitucional do ente da Federação, sendo vedada a realização de 
transferências voluntárias para o ente que não observe este procedimento, 
no que se refere aos impostos. 
As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, 
considerando os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice 
de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante 
e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três 
anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da 
metodologia de cálculo e premissas utilizadas. 
A LRF determina que o montante previsto para as receitas de 
operações de crédito não poderá ser superior ao das despesasde capital 
constantes do projeto de lei orçamentária. 
Até trinta dias após a publicação do orçamento, as receitas previstas 
serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas bimestrais de 
arrecadação, com a especificação, em separado, quando cabível, das 
medidas de combate à evasão e à sonegação, da quantidade e valores de 
ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do 
montante dos créditos tributários passíveis de cobrança administrativa. 
Renúncia de Receita 
A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza 
tributária ou patrimonial da qual decorra renúncia de receita deverá estar 
acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no 
exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao 
disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das 
seguintes condições: 
demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na 
estimativa de receita da lei orçamentária e de que não afetará as metas de 
resultados fiscais previstas no Anexo de Metas Fiscais; 
OU 
estar acompanhada de medidas de compensação, no exercício em que 
se inicia e nos dois seguintes, por meio do aumento de receita, proveniente 
da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou 
criação de tributo ou contribuição. 
Essas limitações não se aplicam a: 
às alterações das alíquotas dos impostos de importação, exportação, 
produtos industrializados (IPI) e operações de crédito, câmbio e seguro, ou 
relativas a títulos ou valores mobiliários; 
ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos 
respectivos custos de cobrança. 
Despesa pública 
Geração da Despesa 
Pela LRF, são consideradas não autorizadas, irregulares e lesivas 
ao patrimônio público a geração de despesa ou assunção de obrigação que 
não atendam ao seguinte: 
A criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que 
acarrete aumento da despesa será acompanhado de: 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 30 
estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que 
deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; 
declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem 
adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e 
compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes 
orçamentárias. 
considera-se adequada com a lei orçamentária anual, a despesa objeto 
de dotação específica e suficiente, ou que esteja abrangida por crédito 
genérico, de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie, 
realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, não sejam 
ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício; 
compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias, a 
despesa que se conforme com as diretrizes, objetivos, prioridades e metas 
previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições. 
As limitações acima, constituem condição prévia para: 
empenho e licitação de serviços, fornecimento de bens ou execução de 
obras; 
desapropriação de imóveis urbanos com o pagamento de 
indenizações. 
Despesa Obrigatória de Caráter Continuado 
Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa 
corrente derivada de ato normativo que fixe para o ente a obrigação legal 
de sua execução por umperíodo superior a dois exercícios. 
Os atos que criarem ou aumentarem despesa obrigatória de caráter 
continuado deverão ser instruídos com a estimativa do impacto 
orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos 
dois subsequentes e demonstrar a origem dos recursos para seu custeio, 
além do que, o ato deverá ser acompanhado de comprovação de que a 
despesa criada ou aumentada não afetará as metas de resultados fiscais 
previstas no Anexo de Metas Fiscais, devendo seus efeitos financeiros, nos 
períodos seguintes, serem compensados pelo aumento permanente de 
receita (elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou 
criação de tributo ou contribuição) ou pela redução permanente de 
despesa. 
A necessidade de estimar o impacto orçamentário-financeiro não se 
aplica às despesas destinadas ao serviço da dívida nem ao reajustamento 
de remuneração de pessoal quando esta se tratar de revisão geral da 
remuneração dos servidores públicos, em determinada data-base. 
Além disso, considera-se aumento de despesa a prorrogação daquela 
criada por prazo determinado. 
Despesas com Pessoal 
A LRF entende como despesa total com pessoal o somatório dos 
gastos do ente da Federação com os ativos, os inativos e os pensionistas, 
relativos a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares 
e de membros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias, tais 
como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios, proventos da 
aposentadoria, reformas e pensões, inclusive adicionais, gratificações, 
horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como 
encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de 
previdência, além dos valores dos contratos de terceirização de mão-de-
obra que se referem à substituição de servidores e empregados públicos, 
os quais serão contabilizados como Outras Despesas de Pessoal. 
A despesa total com pessoal é apurada somando-se a realizada no 
mês em referência com as dos onze imediatamente anteriores, adotando-se 
o regime de competência. 
Os limites da despesa total com pessoal são (em percentual da receita 
corrente líquida): 
União: 50%; 
Estados: 60%; 
Municípios: 60%. 
Na verificação desses limites não serão computadas as despesas: 
de indenização por demissão de servidores ou empregados; 
relativas a incentivos à demissão voluntária; 
derivadas da convocação extraordinária do Congresso Nacional; 
decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior 
ao da apuração; 
com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Roraima, 
custeadas com recursos transferidos pela União; 
com inativos, ainda que por intermédio de fundo específico, custeadas 
por recursos provenientes: 
da arrecadação de contribuições dos segurados; 
da compensação financeira entre diferentes sistemas de previdência; 
demais receitas diretamente arrecadadas por fundo vinculado a tal 
finalidade, inclusive o produto da alienação de bens, direitos e ativos, bem 
como seu superávit financeiro. 
Além desses limiteas, a LRF estabelece como eles devem ser divididos 
dentro de cada esfera governamental: 
na esfera federal: 
2,5% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União; 
6% para o Judiciário; 
40,9% para o Executivo; 
0,6% para o Ministério Público da União; 
na esfera estadual: 
3% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Estado; 
6% para o Judiciário; 
49% para o Executivo; 
2% para o Ministério Público dos Estados; 
na esfera municipal: 
6% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Município, 
quando houver; 
54% para o Executivo. 
A LRF trata ainda do controle da despesa total com pessoal, 
estabelecendo que é nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da 
despesa com pessoal e não apresente estimativa do impacto orçamentário-
financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois 
subsequentes e a declaração do ordenador da despesa de que o aumento 
tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e 
compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes 
orçamentárias e que não atenda às regras para criação de despesa 
obrigatória de caráter continuado ou ainda, que não atenda ao limite legal 
de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo. 
Também é nulo de pleno direito o atode que resulte aumento da 
despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final 
do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão. 
A verificação do cumprimento dos limites da despesa com pessoal será 
realizada ao final de cada quadrimestre e se a despesa total com pessoal 
exceder a 95% do limite, são vedados ao Poder ou órgão que houver 
incorrido no excesso: 
concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de 
remuneração a qualquer título, salvo os derivados de sentença judicial ou 
de determinação legal ou contratual, ressalvada a revisão da remuneração 
em data-base; 
criação de cargo, emprego ou função; 
alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa; 
provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a 
qualquer título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou 
falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança; 
contratação de hora extra, salvo no caso de convocação extraordinária 
do Congresso Nacional e as situações previstas na lei de diretrizes 
orçamentárias. 
Caso a despesa total com pessoal ultrapassar os limites definidos na 
LRF, sem prejuízo das medidas previstas acima, o percentual excedente 
terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos 
um terço no primeiro, adotando-se, entre outras, as providências: 
redução das despesas com cargos em comissão e de confiança em 
pelo menos 20% (extinção ou redução de salário e redução da carga 
horária, este último é facultativo); 
exoneração de servidores não estáveis. 
Caso não se alcance a redução da despesa no prazo estabelecido, e 
enquanto perdurar o excesso, o ente não poderá: 
receber transferências voluntárias; 
obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; 
contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao 
refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das 
despesas com pessoal. 
Estas restrições aplicam-se imediatamente se a despesa total com 
pessoal exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano do 
mandato. 
Despesas com a Seguridade Social 
Segundo a LRF, nenhum benefício ou serviço relativo à seguridade 
social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a indicação da fonte 
de custeio total, atendidas ainda as exigências para criação de despesa 
obrigatória de caráter continuado. 
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Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 31 
Dispensa-se da compensação exigida para criação de despesa de 
caráter continuado, o aumento de despesa decorrente de: 
concessão de benefício a quem satisfaça as condições de habilitação 
prevista na legislação pertinente; 
expansão quantitativa do atendimento e dos serviços prestados; 
reajustamento de valor do benefício ou serviço, a fim de preservar o 
seu valor real. 
Transparência 
Um adendo em vigor desde 27 de maio de 2009, a Lei Complementar 
131, facilita a participação de toda a sociedade essencialmente no 
acompanhamento, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a 
execução orçamentária e financeira, por meio eletrônico, popularmente 
conhecidos como 'portais da transparência'. Também fixa prazos para o 
cumprimento destes portais, a contar da data da publicação desta lei: 
I – um ano para a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios 
com mais de 100.000 (cem mil) habitantes; 
II – dois anos para os municípios que tenham entre 50.000 (cinquenta 
mil) e 100.000 (cem mil) habitantes; 
III – quatro anos para os municípios que tenham até 50.000 (cinquenta 
mil) habitantes. 
LEI COMPLEMENTAR Nº 101, DE 4 DE MAIO DE 2000. 
Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade 
na gestão fiscal e dá outras providências. 
 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso 
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 Art. 1o Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas 
voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Capítulo 
II do Título VI da Constituição. 
 § 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e 
transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de 
afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas 
de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condi-
ções no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pesso-
al, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, opera-
ções de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garan-
tia e inscrição em Restos a Pagar. 
 § 2o As disposições desta Lei Complementar obrigam a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
 § 3o Nas referências: 
 I - à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, estão 
compreendidos: 
 a) o Poder Executivo, o Poder Legislativo, neste abrangidos os Tribu-
nais de Contas, o Poder Judiciário e o Ministério Público; 
 b) as respectivas administrações diretas, fundos, autarquias, funda-
ções e empresas estatais dependentes; 
 II - a Estados entende-se considerado o Distrito Federal; 
 III - a Tribunais de Contas estão incluídos: Tribunal de Contas da 
União, Tribunal de Contas do Estado e, quando houver, Tribunal de Contas 
dos Municípios e Tribunal de Contas do Município. 
 Art. 2o Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como: 
 I - ente da Federação: a União, cada Estado, o Distrito Federal e cada 
Município; 
 II - empresa controlada: sociedade cuja maioria do capital social com 
direito a voto pertença, direta ou indiretamente, a ente da Federação; 
 III - empresa estatal dependente: empresa controlada que receba do 
ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com 
pessoal ou de custeio em geral ou de capital, excluídos, no último caso, 
aqueles provenientes de aumento de participação acionária; 
 IV - receita corrente líquida: somatório das receitas tributárias, de 
contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de serviços, transfe-
rências correntes e outras receitas também correntes, deduzidos: 
 a) na União, os valores transferidos aos Estados e Municípios por 
determinação constitucional ou legal, e as contribuições mencionadas 
na alínea a do inciso I e no inciso II do art. 195, e no art. 239 da Constitui-
ção; 
 b) nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios por determina-
ção constitucional; 
 c) na União, nos Estados e nos Municípios, a contribuição dos servido-
res para o custeio do seu sistema de previdência e assistência social e as 
receitas provenientes da compensação financeira citada no § 9º do art. 201 
da Constituição. 
 § 1o Serão computados no cálculo da receita corrente líquida os valo-
res pagos e recebidos em decorrência da Lei Complementar no 87, de 13 
de setembro de 1996, e do fundo previsto pelo art. 60 do Ato das Disposi-
ções Constitucionais Transitórias. 
 § 2o Não serão considerados na receita corrente líquida do Distrito 
Federal e dos Estados do Amapá e de Roraima os recursos recebidos da 
União para atendimento das despesas de que trata o inciso V do § 1o do 
art. 19. 
 § 3o A receita corrente líquida será apurada somando-se as receitas 
arrecadadas no mês em referência e nos onze anteriores, excluídas as 
duplicidades. 
CAPÍTULO II 
DO PLANEJAMENTO 
Seção I 
Do Plano Plurianual 
 Art. 3o (VETADO) 
Seção II 
Da Lei de Diretrizes Orçamentárias 
 Art. 4o A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2o do 
art. 165 da Constituição e: 
 I - disporá tambémsobre: 
 a) equilíbrio entre receitas e despesas; 
 b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas 
hipóteses previstas na alínea b do inciso II deste artigo, no art. 9o e no 
inciso II do § 1o do art. 31; 
 c) (VETADO) 
 d) (VETADO) 
 e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados 
dos programas financiados com recursos dos orçamentos; 
 f) demais condições e exigências para transferências de recursos a 
entidades públicas e privadas; 
 II - (VETADO) 
 III - (VETADO) 
 § 1o Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de 
Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores 
correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e 
primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e 
para os dois seguintes. 
 § 2o O Anexo conterá, ainda: 
 I - avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior; 
 II - demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodo-
logia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as 
com as fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistên-
cia delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional; 
 III - evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercí-
cios, destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alie-
nação de ativos; 
 IV - avaliação da situação financeira e atuarial: 
 a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores 
públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador; 
 b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza 
atuarial; 
 V - demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita 
e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continua-
do. 
 § 3o A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, 
onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de 
afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, 
caso se concretizem. 
 § 4o A mensagem que encaminhar o projeto da União apresentará, em 
anexo específico, os objetivos das políticas monetária, creditícia e cambial, 
bem como os parâmetros e as projeções para seus principais agregados e 
variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercício subsequente. 
Seção III 
Da Lei Orçamentária Anual 
 Art. 5o O projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma compa-
tível com o plano plurianual, com a lei de diretrizes orçamentárias e com as 
normas desta Lei Complementar: 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 32 
 I - conterá, em anexo, demonstrativo da compatibilidade da programa-
ção dos orçamentos com os objetivos e metas constantes do documento de 
que trata o § 1odo art. 4o; 
 II - será acompanhado do documento a que se refere o § 6o do art. 165 
da Constituição, bem como das medidas de compensação a renúncias de 
receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado; 
 III - conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e mon-
tante, definido com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na 
lei de diretrizes orçamentárias, destinada ao: 
 a) (VETADO) 
 b) atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos 
fiscais imprevistos. 
 § 1o Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contra-
tual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei orçamentária anual. 
 § 2o O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na 
lei orçamentária e nas de crédito adicional. 
 § 3o A atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinan-
ciada não poderá superar a variação do índice de preços previsto na lei de 
diretrizes orçamentárias, ou em legislação específica. 
 § 4o É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade 
imprecisa ou com dotação ilimitada. 
 § 5o A lei orçamentária não consignará dotação para investimento com 
duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no plano 
plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão, conforme disposto no § 
1o do art. 167 da Constituição. 
 § 6o Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei orça-
mentária, as do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos 
sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a benefícios e assis-
tência aos servidores, e a investimentos. 
 § 7o (VETADO) 
 Art. 6o (VETADO) 
 Art. 7o O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a consti-
tuição ou reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e 
será transferido até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balan-
ços semestrais. 
 § 1o O resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o 
Banco Central do Brasil e será consignado em dotação específica no orça-
mento. 
 § 2o O impacto e o custo fiscal das operações realizadas pelo Banco 
Central do Brasil serão demonstrados trimestralmente, nos termos em que 
dispuser a lei de diretrizes orçamentárias da União. 
 § 3o Os balanços trimestrais do Banco Central do Brasil conterão notas 
explicativas sobre os custos da remuneração das disponibilidades do 
Tesouro Nacional e da manutenção das reservas cambiais e a rentabilidade 
de sua carteira de títulos, destacando os de emissão da União. 
Seção IV 
Da Execução Orçamentária e do Cumprimento das Metas 
 Art. 8o Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos 
em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e observado o disposto 
na alínea c do inciso I do art. 4o, o Poder Executivo estabelecerá a progra-
mação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. 
 Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade 
específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua 
vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o 
ingresso. 
 Art. 9o Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da 
receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado 
primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes 
e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes neces-
sários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimenta-
ção financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentá-
rias. 
 § 1o No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parci-
al, a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á 
de forma proporcional às reduções efetivadas. 
 § 2o Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obri-
gações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao 
pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes 
orçamentárias. 
 § 3o No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério 
Público não promoverem a limitação no prazo estabelecido no caput, é o 
Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os 
critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. (Vide ADIN 2.238-5) 
 § 4o Até o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Poder 
Executivo demonstrará e avaliará o cumprimento das metas fiscais de cada 
quadrimestre, em audiência pública na comissão referida no § 1o do art. 
166 da Constituição ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e 
municipais. 
 § 5o No prazo de noventa dias após o encerramento de cada semes-
tre, o Banco Central do Brasil apresentará,em reunião conjunta das comis-
sões temáticas pertinentes do Congresso Nacional, avaliação do cumpri-
mento dos objetivos e metas das políticas monetária, creditícia e cambial, 
evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas operações e os resultados 
demonstrados nos balanços. 
 Art. 10. A execução orçamentária e financeira identificará os beneficiá-
rios de pagamento de sentenças judiciais, por meio de sistema de contabi-
lidade e administração financeira, para fins de observância da ordem crono-
lógica determinada no art. 100 da Constituição. 
CAPÍTULO III 
DA RECEITA PÚBLICA 
Seção I 
Da Previsão e da Arrecadação 
 Art. 11. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na 
gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os 
tributos da competência constitucional do ente da Federação. 
 Parágrafo único. É vedada a realização de transferências voluntárias 
para o ente que não observe o disposto no caput, no que se refere aos 
impostos. 
 Art. 12. As previsões de receita observarão as normas técnicas e 
legais, considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do 
índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator 
relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos 
últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se 
referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas. 
 § 1o Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será 
admitida se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal. 
 § 2o O montante previsto para as receitas de operações de crédito não 
poderá ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei 
orçamentária.(Vide ADIN 2.238-5) 
 § 3o O Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos de-
mais Poderes e do Ministério Público, no mínimo trinta dias antes do prazo 
final para encaminhamento de suas propostas orçamentárias, os estudos e 
as estimativas das receitas para o exercício subsequente, inclusive da 
corrente líquida, e as respectivas memórias de cálculo. 
 Art. 13. No prazo previsto no art. 8o, as receitas previstas serão des-
dobradas, pelo Poder Executivo, em metas bimestrais de arrecadação, com 
a especificação, em separado, quando cabível, das medidas de combate à 
evasão e à sonegação, da quantidade e valores de ações ajuizadas para 
cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do montante dos créditos 
tributários passíveis de cobrança administrativa. 
Seção II 
Da Renúncia de Receita 
 Art. 14. A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natu-
reza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompa-
nhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em 
que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na 
lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condi-
ções: 
 I - demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada 
na estimativa de receita da lei orçamentária, na forma do art. 12, e de que 
não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei 
de diretrizes orçamentárias; 
 II - estar acompanhada de medidas de compensação, no período 
mencionado no caput, por meio do aumento de receita, proveniente da 
elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação 
de tributo ou contribuição. 
 § 1o A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito pre-
sumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota 
ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de 
tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a trata-
mento diferenciado. 
 § 2o Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício de 
que trata o caput deste artigo decorrer da condição contida no inciso II, o 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 33 
benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas referidas 
no mencionado inciso. 
 § 3o O disposto neste artigo não se aplica: 
 I - às alterações das alíquotas dos impostos previstos nos incisos 
I, II, IV e V do art. 153 da Constituição, na forma do seu § 1o; 
 II - ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos 
respectivos custos de cobrança. 
CAPÍTULO IV 
DA DESPESA PÚBLICA 
Seção I 
Da Geração da Despesa 
 Art. 15. Serão consideradas não autorizadas, irregulares e lesivas ao 
patrimônio público a geração de despesa ou assunção de obrigação que 
não atendam o disposto nos arts. 16 e 17. 
 Art. 16. A criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governa-
mental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de: 
 I - estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que 
deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; 
 II - declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem ade-
quação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibi-
lidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. 
 § 1o Para os fins desta Lei Complementar, considera-se: 
 I - adequada com a lei orçamentária anual, a despesa objeto de dota-
ção específica e suficiente, ou que esteja abrangida por crédito genérico, 
de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie, realizadas e 
a realizar, previstas no programa de trabalho, não sejam ultrapassados os 
limites estabelecidos para o exercício; 
 II - compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentá-
rias, a despesa que se conforme com as diretrizes, objetivos, prioridades e 
metas previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas dispo-
sições. 
 § 2o A estimativa de que trata o inciso I do caput será acompanhada 
das premissas e metodologia de cálculo utilizadas. 
 § 3o Ressalva-se do disposto neste artigo a despesa considerada 
irrelevante, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias. 
 § 4o As normas do caput constituem condição prévia para: 
 I - empenho e licitação de serviços, fornecimento de bens ou execução 
de obras; 
 II - desapropriação de imóveis urbanos a que se refere o § 3o do art. 
182 da Constituição. 
Subseção I 
Da Despesa Obrigatória de Caráter Continuado 
 Art. 17. Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa 
corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo 
que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período 
superior a dois exercícios. 
 § 1o Os atos que criarem ou aumentarem despesa de que trata 
o caput deverão ser instruídos com a estimativa prevista no inciso I do art. 
16 e demonstrar a origem dos recursos para seu custeio. 
 § 2o Para efeito do atendimento do § 1o, o ato será acompanhado de 
comprovação de que a despesa criada ou aumentada não afetará as metas 
de resultados fiscais previstas no anexo referido no § 1o do art. 4o, devendo 
seus efeitos financeiros, nos períodos seguintes, ser compensados pelo 
aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa. 
 § 3o Para efeito do § 2o, considera-se aumento permanente de receita 
o proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, 
majoração ou criação de tributo ou contribuição. 
 § 4o A comprovação referida no § 2o, apresentada pelo proponente, 
conterá as premissas e metodologia de cálculo utilizadas, sem prejuízo do 
exame de compatibilidade da despesa com as demais normas do plano 
plurianual e da lei de diretrizes orçamentárias. 
 § 5o A despesa de que trata este artigo não será executada antes da 
implementaçãodas medidas referidas no § 2o, as quais integrarão o instru-
mento que a criar ou aumentar. 
 § 6o O disposto no § 1o não se aplica às despesas destinadas ao 
serviço da dívida nem ao reajustamento de remuneração de pessoal de que 
trata o inciso X do art. 37 da Constituição. 
 § 7o Considera-se aumento de despesa a prorrogação daquela criada 
por prazo determinado. 
Seção II 
Das Despesas com Pessoal 
Subseção I 
Definições e Limites 
 Art. 18. Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como 
despesa total com pessoal: o somatório dos gastos do ente da Federação 
com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, 
cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com 
quaisquer espécies remuneratórias, tais como vencimentos e vantagens, 
fixas e variáveis, subsídios, proventos da aposentadoria, reformas e pen-
sões, inclusive adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais 
de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuições recolhi-
das pelo ente às entidades de previdência. 
 § 1o Os valores dos contratos de terceirização de mão-de-obra que se 
referem à substituição de servidores e empregados públicos serão contabi-
lizados como "Outras Despesas de Pessoal". 
 § 2o A despesa total com pessoal será apurada somando-se a realiza-
da no mês em referência com as dos onze imediatamente anteriores, 
adotando-se o regime de competência. 
 Art. 19. Para os fins do disposto no caput do art. 169 da Constituição, 
a despesa total com pessoal, em cada período de apuração e em cada ente 
da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente 
líquida, a seguir discriminados: 
 I - União: 50% (cinquenta por cento); 
 II - Estados: 60% (sessenta por cento); 
 III - Municípios: 60% (sessenta por cento). 
 § 1o Na verificação do atendimento dos limites definidos neste artigo, 
não serão computadas as despesas: 
 I - de indenização por demissão de servidores ou empregados; 
 II - relativas a incentivos à demissão voluntária; 
 III - derivadas da aplicação do disposto no inciso II do § 6o do art. 57 
da Constituição; 
 IV - decorrentes de decisão judicial e da competência de período 
anterior ao da apuração a que se refere o § 2o do art. 18; 
 V - com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Ro-
raima, custeadas com recursos transferidos pela União na forma 
dos incisos XIII e XIV do art. 21 da Constituição e do art. 31 da Emenda 
Constitucional no 19; 
 VI - com inativos, ainda que por intermédio de fundo específico, custe-
adas por recursos provenientes: 
 a) da arrecadação de contribuições dos segurados; 
 b) da compensação financeira de que trata o § 9o do art. 201 da Cons-
tituição; 
 c) das demais receitas diretamente arrecadadas por fundo vinculado a 
tal finalidade, inclusive o produto da alienação de bens, direitos e ativos, 
bem como seu superávit financeiro. 
 § 2o Observado o disposto no inciso IV do § 1o, as despesas com 
pessoal decorrentes de sentenças judiciais serão incluídas no limite do 
respectivo Poder ou órgão referido no art. 20. 
 Art. 20. A repartição dos limites globais do art. 19 não poderá exceder 
os seguintes percentuais: 
 I - na esfera federal: 
 a) 2,5% (dois inteiros e cinco décimos por cento) para o Legislativo, 
incluído o Tribunal de Contas da União; 
 b) 6% (seis por cento) para o Judiciário; 
 c) 40,9% (quarenta inteiros e nove décimos por cento) para o Executi-
vo, destacando-se 3% (três por cento) para as despesas com pessoal 
decorrentes do que dispõem os incisos XIII e XIV do art. 21 da Constitui-
ção e o art. 31 da Emenda Constitucional no 19, repartidos de forma pro-
porcional à média das despesas relativas a cada um destes dispositivos, 
em percentual da receita corrente líquida, verificadas nos três exercícios 
financeiros imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei Comple-
mentar; 
 d) 0,6% (seis décimos por cento) para o Ministério Público da União; 
 II - na esfera estadual: 
 a) 3% (três por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas 
do Estado; 
 b) 6% (seis por cento) para o Judiciário; 
 c) 49% (quarenta e nove por cento) para o Executivo; 
 d) 2% (dois por cento) para o Ministério Público dos Estados; 
 III - na esfera municipal: 
 a) 6% (seis por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas 
do Município, quando houver; 
 b) 54% (cinquenta e quatro por cento) para o Executivo. 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 34 
 § 1o Nos Poderes Legislativo e Judiciário de cada esfera, os limites 
serão repartidos entre seus órgãos de forma proporcional à média das 
despesas com pessoal, em percentual da receita corrente líquida, verifica-
das nos três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao da publica-
ção desta Lei Complementar. 
 § 2o Para efeito deste artigo entende-se como órgão: 
 I - o Ministério Público; 
 II - no Poder Legislativo: 
 a) Federal, as respectivas Casas e o Tribunal de Contas da União; 
 b) Estadual, a Assembleia Legislativa e os Tribunais de Contas; 
 c) do Distrito Federal, a Câmara Legislativa e o Tribunal de Contas do 
Distrito Federal; 
 d) Municipal, a Câmara de Vereadores e o Tribunal de Contas do 
Município, quando houver; 
 III - no Poder Judiciário: 
 a) Federal, os tribunais referidos no art. 92 da Constituição; 
 b) Estadual, o Tribunal de Justiça e outros, quando houver. 
 § 3o Os limites para as despesas com pessoal do Poder Judiciário, a 
cargo da União por força do inciso XIII do art. 21 da Constituição, serão 
estabelecidos mediante aplicação da regra do § 1o. 
 § 4o Nos Estados em que houver Tribunal de Contas dos Municípios, 
os percentuais definidos nas alíneas a e c do inciso II do caput serão, 
respectivamente, acrescidos e reduzidos em 0,4% (quatro décimos por 
cento). 
 § 5o Para os fins previstos no art. 168 da Constituição, a entrega dos 
recursos financeiros correspondentes à despesa total com pessoal por 
Poder e órgão será a resultante da aplicação dos percentuais definidos 
neste artigo, ou aqueles fixados na lei de diretrizes orçamentárias. 
 § 6o (VETADO) 
Subseção II 
Do Controle da Despesa Total com Pessoal 
 Art. 21. É nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da despe-
sa com pessoal e não atenda: 
 I - as exigências dos arts. 16 e 17 desta Lei Complementar, e o dis-
posto no inciso XIII do art. 37 e no § 1o do art. 169 da Constituição; 
 II - o limite legal de comprometimento aplicado às despesas com 
pessoal inativo. 
Parágrafo único. Também é nulo de pleno direito o ato de que resulte 
aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteri-
ores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no 
art. 20. 
 Art. 22. A verificação do cumprimento dos limites estabelecidos nos 
arts. 19 e 20 será realizada ao final de cada quadrimestre. 
 Parágrafo único. Se a despesa total com pessoal exceder a 95% 
(noventa e cinco por cento) do limite, são vedados ao Poder ou órgão 
referido no art. 20 que houver incorrido no excesso: 
 I - concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de 
remuneração a qualquer título, salvo os derivados de sentença judicial ou 
de determinação legal ou contratual, ressalvada a revisão prevista no inciso 
X do art. 37 da Constituição; 
 II - criação de cargo, emprego ou função;III - alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despe-
sa; 
 IV - provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal 
a qualquer título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou 
falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança; 
 V - contratação de hora extra, salvo no caso do disposto no inciso II do 
§ 6o do art. 57 da Constituição e as situações previstas na lei de diretrizes 
orçamentárias. 
 Art. 23. Se a despesa total com pessoal, do Poder ou órgão referido 
no art. 20, ultrapassar os limites definidos no mesmo artigo, sem prejuízo 
das medidas previstas no art. 22, o percentual excedente terá de ser elimi-
nado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terço no 
primeiro, adotando-se, entre outras, as providências previstas nos §§ 
3º e 4o do art. 169 da Constituição. 
 § 1o No caso do inciso I do § 3º do art. 169 da Constituição, o objetivo 
poderá ser alcançado tanto pela extinção de cargos e funções quanto pela 
redução dos valores a eles atribuídos. (Vide ADIN 2.238-5) 
 § 2o É facultada a redução temporária da jornada de trabalho com 
adequação dos vencimentos à nova carga horária.(Vide ADIN 2.238-5) 
 § 3o Não alcançada a redução no prazo estabelecido, e enquanto 
perdurar o excesso, o ente não poderá: 
 I - receber transferências voluntárias; 
 II - obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; 
 III - contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao 
refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despe-
sas com pessoal. 
 § 4o As restrições do § 3o aplicam-se imediatamente se a despesa 
total com pessoal exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano 
do mandato dos titulares de Poder ou órgão referidos no art. 20. 
Seção III 
Das Despesas com a Seguridade Social 
 Art. 24. Nenhum benefício ou serviço relativo à seguridade social 
poderá ser criado, majorado ou estendido sem a indicação da fonte de 
custeio total, nos termos do § 5o do art. 195 da Constituição, atendidas 
ainda as exigências do art. 17. 
 § 1o É dispensada da compensação referida no art. 17 o aumento de 
despesa decorrente de: 
 I - concessão de benefício a quem satisfaça as condições de habilita-
ção prevista na legislação pertinente; 
 II - expansão quantitativa do atendimento e dos serviços prestados; 
 III - reajustamento de valor do benefício ou serviço, a fim de preservar 
o seu valor real. 
 § 2o O disposto neste artigo aplica-se a benefício ou serviço de saúde, 
previdência e assistência social, inclusive os destinados aos servidores 
públicos e militares, ativos e inativos, e aos pensionistas. 
CAPÍTULO V 
DAS TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS 
 Art. 25. Para efeito desta Lei Complementar, entende-se por transfe-
rência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente 
da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que 
não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao 
Sistema Único de Saúde. 
 § 1o São exigências para a realização de transferência voluntária, além 
das estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias: 
 I - existência de dotação específica; 
 II - (VETADO) 
 III - observância do disposto no inciso X do art. 167 da Constituição; 
 IV - comprovação, por parte do beneficiário, de: 
 a) que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empréstimos 
e financiamentos devidos ao ente transferidor, bem como quanto à presta-
ção de contas de recursos anteriormente dele recebidos; 
 b) cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à 
saúde; 
 c) observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária, de 
operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, de inscrição em 
Restos a Pagar e de despesa total com pessoal; 
 d) previsão orçamentária de contrapartida. 
 § 2o É vedada a utilização de recursos transferidos em finalidade 
diversa da pactuada. 
 § 3o Para fins da aplicação das sanções de suspensão de transferên-
cias voluntárias constantes desta Lei Complementar, excetuam-se aquelas 
relativas a ações de educação, saúde e assistência social. 
CAPÍTULO VI 
DA DESTINAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS PARA O SETOR PRIVADO 
 Art. 26. A destinação de recursos para, direta ou indiretamente, cobrir 
necessidades de pessoas físicas ou déficits de pessoas jurídicas deverá 
ser autorizada por lei específica, atender às condições estabelecidas na lei 
de diretrizes orçamentárias e estar prevista no orçamento ou em seus 
créditos adicionais. 
 § 1o O disposto no caput aplica-se a toda a administração indireta, 
inclusive fundações públicas e empresas estatais, exceto, no exercício de 
suas atribuições precípuas, as instituições financeiras e o Banco Central do 
Brasil. 
 § 2o Compreende-se incluída a concessão de empréstimos, financia-
mentos e refinanciamentos, inclusive as respectivas prorrogações e a 
composição de dívidas, a concessão de subvenções e a participação em 
constituição ou aumento de capital. 
 Art. 27. Na concessão de crédito por ente da Federação a pessoa 
física, ou jurídica que não esteja sob seu controle direto ou indireto, os 
encargos financeiros, comissões e despesas congêneres não serão inferio-
res aos definidos em lei ou ao custo de captação. 
 Parágrafo único. Dependem de autorização em lei específica as pror-
rogações e composições de dívidas decorrentes de operações de crédito, 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 35 
bem como a concessão de empréstimos ou financiamentos em desacordo 
com o caput, sendo o subsídio correspondente consignado na lei orçamen-
tária. 
 Art. 28. Salvo mediante lei específica, não poderão ser utilizados 
recursos públicos, inclusive de operações de crédito, para socorrer institui-
ções do Sistema Financeiro Nacional, ainda que mediante a concessão de 
empréstimos de recuperação ou financiamentos para mudança de controle 
acionário. 
 § 1o A prevenção de insolvência e outros riscos ficará a cargo de 
fundos, e outros mecanismos, constituídos pelas instituições do Sistema 
Financeiro Nacional, na forma da lei. 
 § 2o O disposto no caput não proíbe o Banco Central do Brasil de 
conceder às instituições financeiras operações de redesconto e de emprés-
timos de prazo inferior a trezentos e sessenta dias. 
CAPÍTULO VII 
DA DÍVIDA E DO ENDIVIDAMENTO 
Seção I 
Definições Básicas 
 Art. 29. Para os efeitos desta Lei Complementar, são adotadas as 
seguintes definições: 
 I - dívida pública consolidada ou fundada: montante total, apurado sem 
duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas 
em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de 
operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses; 
 II - dívida pública mobiliária: dívida pública representada por títulos 
emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e 
Municípios; 
 III - operação de crédito: compromisso financeiro assumido em razão 
de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financi-
ada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a 
termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações 
assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros; 
 IV - concessão de garantia: compromisso de adimplência de obrigação 
financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele 
vinculada; 
 V - refinanciamento da dívidamobiliária: emissão de títulos para 
pagamento do principal acrescido da atualização monetária. 
 § 1o Equipara-se a operação de crédito a assunção, o reconhecimento 
ou a confissão de dívidas pelo ente da Federação, sem prejuízo do cum-
primento das exigências dos arts. 15 e 16. 
 § 2o Será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à 
emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil. 
 § 3o Também integram a dívida pública consolidada as operações de 
crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado do 
orçamento. 
 § 4o O refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá, 
ao término de cada exercício financeiro, o montante do final do exercício 
anterior, somado ao das operações de crédito autorizadas no orçamento 
para este efeito e efetivamente realizadas, acrescido de atualização mone-
tária. 
Seção II 
Dos Limites da Dívida Pública e das Operações de Crédito 
 Art. 30. No prazo de noventa dias após a publicação desta Lei Com-
plementar, o Presidente da República submeterá ao: 
 I - Senado Federal: proposta de limites globais para o montante da 
dívida consolidada da União, Estados e Municípios, cumprindo o que esta-
belece o inciso VI do art. 52 da Constituição, bem como de limites e condi-
ções relativos aos incisos VII, VIII e IX do mesmo artigo; 
 II - Congresso Nacional: projeto de lei que estabeleça limites para o 
montante da dívida mobiliária federal a que se refere o inciso XIV do art. 48 
da Constituição, acompanhado da demonstração de sua adequação aos 
limites fixados para a dívida consolidada da União, atendido o disposto no 
inciso I do § 1o deste artigo. 
 § 1o As propostas referidas nos incisos I e II do caput e suas altera-
ções conterão: 
 I - demonstração de que os limites e condições guardam coerência 
com as normas estabelecidas nesta Lei Complementar e com os objetivos 
da política fiscal; 
 II - estimativas do impacto da aplicação dos limites a cada uma das 
três esferas de governo; 
 III - razões de eventual proposição de limites diferenciados por esfera 
de governo; 
 IV - metodologia de apuração dos resultados primário e nominal. 
 § 2o As propostas mencionadas nos incisos I e II do caput também 
poderão ser apresentadas em termos de dívida líquida, evidenciando a 
forma e a metodologia de sua apuração. 
 § 3o Os limites de que tratam os incisos I e II do caput serão fixados 
em percentual da receita corrente líquida para cada esfera de governo e 
aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem, 
constituindo, para cada um deles, limites máximos. 
 § 4o Para fins de verificação do atendimento do limite, a apuração do 
montante da dívida consolidada será efetuada ao final de cada quadrimes-
tre. 
 § 5o No prazo previsto no art. 5o, o Presidente da República enviará ao 
Senado Federal ou ao Congresso Nacional, conforme o caso, proposta de 
manutenção ou alteração dos limites e condições previstos nos incisos I e II 
do caput. 
 § 6o Sempre que alterados os fundamentos das propostas de que trata 
este artigo, em razão de instabilidade econômica ou alterações nas políti-
cas monetária ou cambial, o Presidente da República poderá encaminhar 
ao Senado Federal ou ao Congresso Nacional solicitação de revisão dos 
limites. 
 § 7o Os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orça-
mento em que houverem sido incluídos integram a dívida consolidada, para 
fins de aplicação dos limites. 
Seção III 
Da Recondução da Dívida aos Limites 
 Art. 31. Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar 
o respectivo limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzi-
da até o término dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo 
menos 25% (vinte e cinco por cento) no primeiro. 
 § 1o Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido: 
 I - estará proibido de realizar operação de crédito interna ou externa, 
inclusive por antecipação de receita, ressalvado o refinanciamento do 
principal atualizado da dívida mobiliária; 
 II - obterá resultado primário necessário à recondução da dívida ao 
limite, promovendo, entre outras medidas, limitação de empenho, na forma 
do art. 9o. 
 § 2o Vencido o prazo para retorno da dívida ao limite, e enquanto 
perdurar o excesso, o ente ficará também impedido de receber transferên-
cias voluntárias da União ou do Estado. 
 § 3o As restrições do § 1o aplicam-se imediatamente se o montante da 
dívida exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano do mandato 
do Chefe do Poder Executivo. 
 § 4o O Ministério da Fazenda divulgará, mensalmente, a relação dos 
entes que tenham ultrapassado os limites das dívidas consolidada e mobili-
ária. 
 § 5o As normas deste artigo serão observadas nos casos de descum-
primento dos limites da dívida mobiliária e das operações de crédito inter-
nas e externas. 
Seção IV 
Das Operações de Crédito 
Subseção I 
Da Contratação 
 Art. 32. O Ministério da Fazenda verificará o cumprimento dos limites e 
condições relativos à realização de operações de crédito de cada ente da 
Federação, inclusive das empresas por eles controladas, direta ou indire-
tamente. 
 § 1o O ente interessado formalizará seu pleito fundamentando-o em 
parecer de seus órgãos técnicos e jurídicos, demonstrando a relação custo-
benefício, o interesse econômico e social da operação e o atendimento das 
seguintes condições: 
 I - existência de prévia e expressa autorização para a contratação, no 
texto da lei orçamentária, em créditos adicionais ou lei específica; 
 II - inclusão no orçamento ou em créditos adicionais dos recursos 
provenientes da operação, exceto no caso de operações por antecipação 
de receita; 
 III - observância dos limites e condições fixados pelo Senado Federal; 
 IV - autorização específica do Senado Federal, quando se tratar de 
operação de crédito externo; 
 V - atendimento do disposto no inciso III do art. 167 da Constituição; 
 VI - observância das demais restrições estabelecidas nesta Lei Com-
plementar. 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 36 
 § 2o As operações relativas à dívida mobiliária federal autorizadas, no 
texto da lei orçamentária ou de créditos adicionais, serão objeto de proces-
so simplificado que atenda às suas especificidades. 
 § 3o Para fins do disposto no inciso V do § 1o, considerar-se-á, em 
cada exercício financeiro, o total dos recursos de operações de crédito nele 
ingressados e o das despesas de capital executadas, observado o seguin-
te: 
 I - não serão computadas nas despesas de capital as realizadas sob a 
forma de empréstimo ou financiamento a contribuinte, com o intuito de 
promover incentivo fiscal, tendo por base tributo de competência do ente da 
Federação, se resultar a diminuição, direta ou indireta, do ônus deste; 
 II - se o empréstimo ou financiamento a que se refere o inciso I for 
concedido por instituição financeira controlada pelo ente da Federação, o 
valor da operação será deduzido das despesas de capital; 
 III - (VETADO) 
 § 4o Sem prejuízo das atribuições próprias do Senado Federal e do 
Banco Central do Brasil, o Ministério da Fazenda efetuará o registro eletrô-
nico centralizado e atualizado das dívidas públicas interna e externa, garan-
tido o acesso público às informações, que incluirão: 
 I - encargos e condições de contratação; 
 II - saldos atualizados e limites relativos às dívidas consolidada e 
mobiliária, operaçõesde crédito e concessão de garantias. 
 § 5o Os contratos de operação de crédito externo não conterão cláusu-
la que importe na compensação automática de débitos e créditos. 
 Art. 33. A instituição financeira que contratar operação de crédito com 
ente da Federação, exceto quando relativa à dívida mobiliária ou à externa, 
deverá exigir comprovação de que a operação atende às condições e 
limites estabelecidos. 
 § 1o A operação realizada com infração do disposto nesta Lei Com-
plementar será considerada nula, procedendo-se ao seu cancelamento, 
mediante a devolução do principal, vedados o pagamento de juros e de-
mais encargos financeiros. 
 § 2o Se a devolução não for efetuada no exercício de ingresso dos 
recursos, será consignada reserva específica na lei orçamentária para o 
exercício seguinte. 
 § 3o Enquanto não efetuado o cancelamento, a amortização, ou consti-
tuída a reserva, aplicam-se as sanções previstas nos incisos do § 3o do art. 
23. 
 § 4o Também se constituirá reserva, no montante equivalente ao 
excesso, se não atendido o disposto no inciso III do art. 167 da Constitui-
ção, consideradas as disposições do § 3o do art. 32. 
Subseção II 
Das Vedações 
 Art. 34. O Banco Central do Brasil não emitirá títulos da dívida pública 
a partir de dois anos após a publicação desta Lei Complementar. 
 Art. 35. É vedada a realização de operação de crédito entre um ente 
da Federação, diretamente ou por intermédio de fundo, autarquia, fundação 
ou empresa estatal dependente, e outro, inclusive suas entidades da admi-
nistração indireta, ainda que sob a forma de novação, refinanciamento ou 
postergação de dívida contraída anteriormente. 
 § 1o Excetuam-se da vedação a que se refere o caput as operações 
entre instituição financeira estatal e outro ente da Federação, inclusive suas 
entidades da administração indireta, que não se destinem a: 
 I - financiar, direta ou indiretamente, despesas correntes; 
 II - refinanciar dívidas não contraídas junto à própria instituição conce-
dente. 
 § 2o O disposto no caput não impede Estados e Municípios de comprar 
títulos da dívida da União como aplicação de suas disponibilidades. 
 Art. 36. É proibida a operação de crédito entre uma instituição financei-
ra estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiá-
rio do empréstimo. 
 Parágrafo único. O disposto no caput não proíbe instituição financeira 
controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para atender 
investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União 
para aplicação de recursos próprios. 
 Art. 37. Equiparam-se a operações de crédito e estão vedados: 
 I - captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo 
ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido, sem prejuízo do 
disposto no § 7odo art. 150 da Constituição; 
 II - recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder 
Público detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social com 
direito a voto, salvo lucros e dividendos, na forma da legislação; 
 III - assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou operação 
assemelhada, com fornecedor de bens, mercadorias ou serviços, mediante 
emissão, aceite ou aval de título de crédito, não se aplicando esta vedação 
a empresas estatais dependentes; 
 IV - assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com 
fornecedores para pagamento a posteriori de bens e serviços. 
Subseção III 
Das Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária 
 Art. 38. A operação de crédito por antecipação de receita destina-se a 
atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e cumprirá as 
exigências mencionadas no art. 32 e mais as seguintes: 
 I - realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início do exercício; 
 II - deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o 
dia dez de dezembro de cada ano; 
 III - não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a 
taxa de juros da operação, obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa 
básica financeira, ou à que vier a esta substituir; 
 IV - estará proibida: 
 a) enquanto existir operação anterior da mesma natureza não inte-
gralmente resgatada; 
 b) no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito 
Municipal. 
 § 1o As operações de que trata este artigo não serão computadas para 
efeito do que dispõe o inciso III do art. 167 da Constituição, desde que 
liquidadas no prazo definido no inciso II do caput. 
 § 2o As operações de crédito por antecipação de receita realizadas por 
Estados ou Municípios serão efetuadas mediante abertura de crédito junto 
à instituição financeira vencedora em processo competitivo eletrônico 
promovido pelo Banco Central do Brasil. 
 § 3o O Banco Central do Brasil manterá sistema de acompanhamento 
e controle do saldo do crédito aberto e, no caso de inobservância dos 
limites, aplicará as sanções cabíveis à instituição credora. 
Subseção IV 
Das Operações com o Banco Central do Brasil 
 Art. 39. Nas suas relações com ente da Federação, o Banco Central 
do Brasil está sujeito às vedações constantes do art. 35 e mais às seguin-
tes: 
 I - compra de título da dívida, na data de sua colocação no mercado, 
ressalvado o disposto no § 2o deste artigo; 
 II - permuta, ainda que temporária, por intermédio de instituição finan-
ceira ou não, de título da dívida de ente da Federação por título da dívida 
pública federal, bem como a operação de compra e venda, a termo, daque-
le título, cujo efeito final seja semelhante à permuta; 
 III - concessão de garantia. 
 § 1o O disposto no inciso II, in fine, não se aplica ao estoque de Letras 
do Banco Central do Brasil, Série Especial, existente na carteira das institu-
ições financeiras, que pode ser refinanciado mediante novas operações de 
venda a termo. 
 § 2o O Banco Central do Brasil só poderá comprar diretamente títulos 
emitidos pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que estiver 
vencendo na sua carteira. 
 § 3o A operação mencionada no § 2o deverá ser realizada à taxa 
média e condições alcançadas no dia, em leilão público. 
 § 4o É vedado ao Tesouro Nacional adquirir títulos da dívida pública 
federal existentes na carteira do Banco Central do Brasil, ainda que com 
cláusula de reversão, salvo para reduzir a dívida mobiliária. 
Seção V 
Da Garantia e da Contragarantia 
 Art. 40. Os entes poderão conceder garantia em operações de crédito 
internas ou externas, observados o disposto neste artigo, as normas do art. 
32 e, no caso da União, também os limites e as condições estabelecidos 
pelo Senado Federal. 
 § 1o A garantia estará condicionada ao oferecimento de contragaranti-
a, em valor igual ou superior ao da garantia a ser concedida, e à adimplên-
cia da entidade que a pleitear relativamente a suas obrigações junto ao 
garantidor e às entidades por este controladas, observado o seguinte: 
 I - não será exigida contragarantia de órgãos e entidades do próprio 
ente; 
 II - a contragarantia exigida pela União a Estado ou Município, ou 
pelos Estados aos Municípios, poderá consistir na vinculação de receitas 
tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências consti-
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 37 
tucionais, com outorga de poderes ao garantidor para retê-las e empregar o 
respectivo valor na liquidação da dívida vencida. 
 § 2o No caso de operação de crédito juntoa organismo financeiro 
internacional, ou a instituição federal de crédito e fomento para o repasse 
de recursos externos, a União só prestará garantia a ente que atenda, além 
do disposto no § 1o, as exigências legais para o recebimento de transferên-
cias voluntárias. 
 § 3o (VETADO) 
 § 4o (VETADO) 
 § 5o É nula a garantia concedida acima dos limites fixados pelo Sena-
do Federal. 
 § 6o É vedado às entidades da administração indireta, inclusive suas 
empresas controladas e subsidiárias, conceder garantia, ainda que com 
recursos de fundos. 
 § 7o O disposto no § 6o não se aplica à concessão de garantia por: 
 I - empresa controlada a subsidiária ou controlada sua, nem à presta-
ção de contragarantia nas mesmas condições; 
 II - instituição financeira a empresa nacional, nos termos da lei. 
 § 8o Excetua-se do disposto neste artigo a garantia prestada: 
 I - por instituições financeiras estatais, que se submeterão às normas 
aplicáveis às instituições financeiras privadas, de acordo com a legislação 
pertinente; 
 II - pela União, na forma de lei federal, a empresas de natureza finan-
ceira por ela controladas, direta e indiretamente, quanto às operações de 
seguro de crédito à exportação. 
 § 9o Quando honrarem dívida de outro ente, em razão de garantia 
prestada, a União e os Estados poderão condicionar as transferências 
constitucionais ao ressarcimento daquele pagamento. 
 § 10. O ente da Federação cuja dívida tiver sido honrada pela União 
ou por Estado, em decorrência de garantia prestada em operação de crédi-
to, terá suspenso o acesso a novos créditos ou financiamentos até a total 
liquidação da mencionada dívida. 
Seção VI 
Dos Restos a Pagar 
 Art. 41. (VETADO) 
 Art. 42. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos 
últimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa 
que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parce-
las a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibi-
lidade de caixa para este efeito. 
 Parágrafo único. Na determinação da disponibilidade de caixa serão 
considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar até o final 
do exercício. 
CAPÍTULO VIII 
DA GESTÃO PATRIMONIAL 
Seção I 
Das Disponibilidades de Caixa 
 Art. 43. As disponibilidades de caixa dos entes da Federação serão 
depositadas conforme estabelece o § 3o do art. 164 da Constituição. 
 § 1o As disponibilidades de caixa dos regimes de previdência social, 
geral e próprio dos servidores públicos, ainda que vinculadas a fundos 
específicos a que se referem os arts. 249 e 250 da Constituição, ficarão 
depositadas em conta separada das demais disponibilidades de cada ente 
e aplicadas nas condições de mercado, com observância dos limites e 
condições de proteção e prudência financeira. 
 § 2o É vedada a aplicação das disponibilidades de que trata o § 1o em: 
 I - títulos da dívida pública estadual e municipal, bem como em ações 
e outros papéis relativos às empresas controladas pelo respectivo ente da 
Federação; 
 II - empréstimos, de qualquer natureza, aos segurados e ao Poder 
Público, inclusive a suas empresas controladas. 
Seção II 
Da Preservação do Patrimônio Público 
 Art. 44. É vedada a aplicação da receita de capital derivada da aliena-
ção de bens e direitos que integram o patrimônio público para o financia-
mento de despesa corrente, salvo se destinada por lei aos regimes de 
previdência social, geral e próprio dos servidores públicos. 
 Art. 45. Observado o disposto no § 5o do art. 5o, a lei orçamentária e 
as de créditos adicionais só incluirão novos projetos após adequadamente 
atendidos os em andamento e contempladas as despesas de conservação 
do patrimônio público, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orça-
mentárias. 
 Parágrafo único. O Poder Executivo de cada ente encaminhará ao 
Legislativo, até a data do envio do projeto de lei de diretrizes orçamentá-
rias, relatório com as informações necessárias ao cumprimento do disposto 
neste artigo, ao qual será dada ampla divulgação. 
 Art. 46. É nulo de pleno direito ato de desapropriação de imóvel urba-
no expedido sem o atendimento do disposto no § 3o do art. 182 da Constitu-
ição, ou prévio depósito judicial do valor da indenização. 
Seção III 
Das Empresas Controladas pelo Setor Público 
 Art. 47. A empresa controlada que firmar contrato de gestão em que 
se estabeleçam objetivos e metas de desempenho, na forma da lei, disporá 
de autonomia gerencial, orçamentária e financeira, sem prejuízo do dispos-
to no inciso II do § 5o do art. 165 da Constituição. 
 Parágrafo único. A empresa controlada incluirá em seus balanços 
trimestrais nota explicativa em que informará: 
 I - fornecimento de bens e serviços ao controlador, com respectivos 
preços e condições, comparando-os com os praticados no mercado; 
 II - recursos recebidos do controlador, a qualquer título, especificando 
valor, fonte e destinação; 
 III - venda de bens, prestação de serviços ou concessão de emprésti-
mos e financiamentos com preços, taxas, prazos ou condições diferentes 
dos vigentes no mercado. 
CAPÍTULO IX 
DA TRANSPARÊNCIA, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO 
Seção I 
Da Transparência da Gestão Fiscal 
 Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais 
será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso 
público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as pres-
tações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da 
Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões 
simplificadas desses documentos. 
 Parágrafo único. A transparência será assegurada também median-
te: (Redação dada pela Lei Complementar nº 131, de 2009). 
 I – incentivo à participação popular e realização de audiências públi-
cas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, lei de 
diretrizes orçamentárias e orçamentos; (Incluído pela Lei Complementar nº 
131, de 2009). 
 II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da socieda-
de, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução 
orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso públi-
co; (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009). 
 III – adoção de sistema integrado de administração financeira e contro-
le, que atenda a padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder 
Executivo da União e ao disposto no art. 48-A. (Incluído pela Lei Comple-
mentar nº 131, de 2009). 
 Art. 48-A. Para os fins a que se refere o inciso II do parágrafo único 
do art. 48, os entes da Federação disponibilizarão a qualquer pessoa física 
ou jurídica o acesso a informações referentes a: (Incluído pela Lei Comple-
mentar nº 131, de 2009). 
 I – quanto à despesa: todos os atos praticados pelas unidades gesto-
ras no decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização, 
com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do corres-
pondente processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa 
física ou jurídica beneficiária do pagamento e, quando for o caso, ao proce-
dimento licitatório realizado; (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 
2009). 
 II – quanto à receita: o lançamento e o recebimento de toda a receita 
das unidades gestoras, inclusive referente a recursos extraordiná-
rios. (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009). 
 Art. 49. As contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo ficarão 
disponíveis, durante todo o exercício, no respectivo Poder Legislativo e no 
órgão técnico responsável pela sua elaboração, para consulta e apreciação 
pelos cidadãos e instituições da sociedade. 
 Parágrafoúnico. A prestação de contas da União conterá demonstrati-
vos do Tesouro Nacional e das agências financeiras oficiais de fomento, 
incluído o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, especi-
ficando os empréstimos e financiamentos concedidos com recursos oriun-
dos dos orçamentos fiscal e da seguridade social e, no caso das agências 
financeiras, avaliação circunstanciada do impacto fiscal de suas atividades 
no exercício. 
Seção II 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 38 
Da Escrituração e Consolidação das Contas 
 Art. 50. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, 
a escrituração das contas públicas observará as seguintes: 
 I - a disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que 
os recursos vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória fiquem identi-
ficados e escriturados de forma individualizada; 
 II - a despesa e a assunção de compromisso serão registradas segun-
do o regime de competência, apurando-se, em caráter complementar, o 
resultado dos fluxos financeiros pelo regime de caixa; 
 III - as demonstrações contábeis compreenderão, isolada e conjunta-
mente, as transações e operações de cada órgão, fundo ou entidade da 
administração direta, autárquica e fundacional, inclusive empresa estatal 
dependente; 
 IV - as receitas e despesas previdenciárias serão apresentadas em 
demonstrativos financeiros e orçamentários específicos; 
 V - as operações de crédito, as inscrições em Restos a Pagar e as 
demais formas de financiamento ou assunção de compromissos junto a 
terceiros, deverão ser escrituradas de modo a evidenciar o montante e a 
variação da dívida pública no período, detalhando, pelo menos, a natureza 
e o tipo de credor; 
 VI - a demonstração das variações patrimoniais dará destaque à 
origem e ao destino dos recursos provenientes da alienação de ativos. 
 § 1o No caso das demonstrações conjuntas, excluir-se-ão as opera-
ções intragovernamentais. 
 § 2o A edição de normas gerais para consolidação das contas públi-
cas caberá ao órgão central de contabilidade da União, enquanto não 
implantado o conselho de que trata o art. 67. 
 § 3o A Administração Pública manterá sistema de custos que permita a 
avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária, financeira e 
patrimonial. 
 Art. 51. O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de 
junho, a consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos 
entes da Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, 
inclusive por meio eletrônico de acesso público. 
 § 1o Os Estados e os Municípios encaminharão suas contas ao Poder 
Executivo da União nos seguintes prazos: 
 I - Municípios, com cópia para o Poder Executivo do respectivo Esta-
do, até trinta de abril; 
 II - Estados, até trinta e um de maio. 
 § 2o O descumprimento dos prazos previstos neste artigo impedirá, até 
que a situação seja regularizada, que o ente da Federação receba transfe-
rências voluntárias e contrate operações de crédito, exceto as destinadas 
ao refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. 
Seção III 
Do Relatório Resumido da Execução Orçamentária 
 Art. 52. O relatório a que se refere o § 3o do art. 165 da Constitui-
ção abrangerá todos os Poderes e o Ministério Público, será publicado até 
trinta dias após o encerramento de cada bimestre e composto de: 
 I - balanço orçamentário, que especificará, por categoria econômica, 
as: 
 a) receitas por fonte, informando as realizadas e a realizar, bem como 
a previsão atualizada; 
 b) despesas por grupo de natureza, discriminando a dotação para o 
exercício, a despesa liquidada e o saldo; 
 II - demonstrativos da execução das: 
 a) receitas, por categoria econômica e fonte, especificando a previsão 
inicial, a previsão atualizada para o exercício, a receita realizada no bimes-
tre, a realizada no exercício e a previsão a realizar; 
 b) despesas, por categoria econômica e grupo de natureza da despe-
sa, discriminando dotação inicial, dotação para o exercício, despesas 
empenhada e liquidada, no bimestre e no exercício; 
 c) despesas, por função e subfunção. 
 § 1o Os valores referentes ao refinanciamento da dívida mobiliária 
constarão destacadamente nas receitas de operações de crédito e nas 
despesas com amortização da dívida. 
 § 2o O descumprimento do prazo previsto neste artigo sujeita o ente às 
sanções previstas no § 2o do art. 51. 
 Art. 53. Acompanharão o Relatório Resumido demonstrativos relativos 
a: 
 I - apuração da receita corrente líquida, na forma definida no inciso IV 
do art. 2o, sua evolução, assim como a previsão de seu desempenho até o 
final do exercício; 
 II - receitas e despesas previdenciárias a que se refere o inciso IV do 
art. 50; 
 III - resultados nominal e primário; 
 IV - despesas com juros, na forma do inciso II do art. 4o; 
 V - Restos a Pagar, detalhando, por Poder e órgão referido no art. 20, 
os valores inscritos, os pagamentos realizados e o montante a pagar. 
 § 1o O relatório referente ao último bimestre do exercício será acom-
panhado também de demonstrativos: 
 I - do atendimento do disposto no inciso III do art. 167 da Constituição, 
conforme o § 3o do art. 32; 
 II - das projeções atuariais dos regimes de previdência social, geral e 
próprio dos servidores públicos; 
 III - da variação patrimonial, evidenciando a alienação de ativos e a 
aplicação dos recursos dela decorrentes. 
 § 2o Quando for o caso, serão apresentadas justificativas: 
 I - da limitação de empenho; 
 II - da frustração de receitas, especificando as medidas de combate à 
sonegação e à evasão fiscal, adotadas e a adotar, e as ações de fiscaliza-
ção e cobrança. 
Seção IV 
Do Relatório de Gestão Fiscal 
 Art. 54. Ao final de cada quadrimestre será emitido pelos titulares dos 
Poderes e órgãos referidos no art. 20 Relatório de Gestão Fiscal, assinado 
pelo: 
 I - Chefe do Poder Executivo; 
 II - Presidente e demais membros da Mesa Diretora ou órgão decisório 
equivalente, conforme regimentos internos dos órgãos do Poder Legislativo; 
 III - Presidente de Tribunal e demais membros de Conselho de Admi-
nistração ou órgão decisório equivalente, conforme regimentos internos dos 
órgãos do Poder Judiciário; 
 IV - Chefe do Ministério Público, da União e dos Estados. 
 Parágrafo único. O relatório também será assinado pelas autoridades 
responsáveis pela administração financeira e pelo controle interno, bem 
como por outras definidas por ato próprio de cada Poder ou órgão referido 
no art. 20. 
 Art. 55. O relatório conterá: 
 I - comparativo com os limites de que trata esta Lei Complementar, 
dos seguintes montantes: 
 a) despesa total com pessoal, distinguindo a com inativos e pensionis-
tas; 
 b) dívidas consolidada e mobiliária; 
 c) concessão de garantias; 
 d) operações de crédito, inclusive por antecipação de receita; 
 e) despesas de que trata o inciso II do art. 4o; 
 II - indicação das medidas corretivas adotadas ou a adotar, se ultra-
passado qualquer dos limites; 
 III - demonstrativos, no último quadrimestre: 
 a) do montante das disponibilidades de caixa em trinta e um de de-
zembro; 
 b) da inscrição em Restos a Pagar, das despesas: 
 1) liquidadas; 
 2) empenhadas e não liquidadas, inscritas por atenderem a uma das 
condições do inciso II do art. 41; 
 3) empenhadas enão liquidadas, inscritas até o limite do saldo da 
disponibilidade de caixa; 
 4) não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos 
foram cancelados; 
 c) do cumprimento do disposto no inciso II e na alínea b do inciso IV 
do art. 38. 
 § 1o O relatório dos titulares dos órgãos mencionados nos incisos II, III 
e IV do art. 54 conterá apenas as informações relativas à alínea a do inciso 
I, e os documentos referidos nos incisos II e III. 
 § 2o O relatório será publicado até trinta dias após o encerramento do 
período a que corresponder, com amplo acesso ao público, inclusive por 
meio eletrônico. 
 § 3o O descumprimento do prazo a que se refere o § 2o sujeita o ente 
à sanção prevista no § 2o do art. 51. 
 § 4o Os relatórios referidos nos arts. 52 e 54 deverão ser elaborados 
de forma padronizada, segundo modelos que poderão ser atualizados pelo 
conselho de que trata o art. 67. 
Seção V 
Das Prestações de Contas 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 39 
 Art. 56. As contas prestadas pelos Chefes do Poder Executivo inclui-
rão, além das suas próprias, as dos Presidentes dos órgãos dos Poderes 
Legislativo e Judiciário e do Chefe do Ministério Público, referidos no art. 
20, as quais receberão parecer prévio, separadamente, do respectivo 
Tribunal de Contas. 
 § 1o As contas do Poder Judiciário serão apresentadas no âmbito: 
 I - da União, pelos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos 
Tribunais Superiores, consolidando as dos respectivos tribunais; 
 II - dos Estados, pelos Presidentes dos Tribunais de Justiça, consoli-
dando as dos demais tribunais. 
 § 2o O parecer sobre as contas dos Tribunais de Contas será proferido 
no prazo previsto no art. 57 pela comissão mista permanente referida no § 
1o do art. 166 da Constituição ou equivalente das Casas Legislativas esta-
duais e municipais. 
 § 3o Será dada ampla divulgação dos resultados da apreciação das 
contas, julgadas ou tomadas. 
 Art. 57. Os Tribunais de Contas emitirão parecer prévio conclusivo 
sobre as contas no prazo de sessenta dias do recebimento, se outro não 
estiver estabelecido nas constituições estaduais ou nas leis orgânicas 
municipais. 
 § 1o No caso de Municípios que não sejam capitais e que tenham 
menos de duzentos mil habitantes o prazo será de cento e oitenta dias. 
 § 2o Os Tribunais de Contas não entrarão em recesso enquanto existi-
rem contas de Poder, ou órgão referido no art. 20, pendentes de parecer 
prévio. 
 Art. 58. A prestação de contas evidenciará o desempenho da arreca-
dação em relação à previsão, destacando as providências adotadas no 
âmbito da fiscalização das receitas e combate à sonegação, as ações de 
recuperação de créditos nas instâncias administrativa e judicial, bem como 
as demais medidas para incremento das receitas tributárias e de contribui-
ções. 
Seção VI 
Da Fiscalização da Gestão Fiscal 
 Art. 59. O Poder Legislativo, diretamente ou com o auxílio dos Tribu-
nais de Contas, e o sistema de controle interno de cada Poder e do Ministé-
rio Público, fiscalizarão o cumprimento das normas desta Lei Complemen-
tar, com ênfase no que se refere a: 
 I - atingimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes orçamentá-
rias; 
 II - limites e condições para realização de operações de crédito e 
inscrição em Restos a Pagar; 
 III - medidas adotadas para o retorno da despesa total com pessoal ao 
respectivo limite, nos termos dos arts. 22 e 23; 
 IV - providências tomadas, conforme o disposto no art. 31, para recon-
dução dos montantes das dívidas consolidada e mobiliária aos respectivos 
limites; 
 V - destinação de recursos obtidos com a alienação de ativos, tendo 
em vista as restrições constitucionais e as desta Lei Complementar; 
 VI - cumprimento do limite de gastos totais dos legislativos municipais, 
quando houver. 
 § 1o Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes ou órgãos referidos 
no art. 20 quando constatarem: 
 I - a possibilidade de ocorrência das situações previstas no inciso II do 
art. 4o e no art. 9o; 
 II - que o montante da despesa total com pessoal ultrapassou 90% 
(noventa por cento) do limite; 
 III - que os montantes das dívidas consolidada e mobiliária, das opera-
ções de crédito e da concessão de garantia se encontram acima de 90% 
(noventa por cento) dos respectivos limites; 
 IV - que os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima do 
limite definido em lei; 
 V - fatos que comprometam os custos ou os resultados dos programas 
ou indícios de irregularidades na gestão orçamentária. 
 § 2o Compete ainda aos Tribunais de Contas verificar os cálculos dos 
limites da despesa total com pessoal de cada Poder e órgão referido no art. 
20. 
 § 3o O Tribunal de Contas da União acompanhará o cumprimento do 
disposto nos §§ 2o, 3o e 4o do art. 39. 
CAPÍTULO X 
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
 Art. 60. Lei estadual ou municipal poderá fixar limites inferiores àque-
les previstos nesta Lei Complementar para as dívidas consolidada e mobili-
ária, operações de crédito e concessão de garantias. 
 Art. 61. Os títulos da dívida pública, desde que devidamente escritura-
dos em sistema centralizado de liquidação e custódia, poderão ser ofereci-
dos em caução para garantia de empréstimos, ou em outras transações 
previstas em lei, pelo seu valor econômico, conforme definido pelo Ministé-
rio da Fazenda. 
 Art. 62. Os Municípios só contribuirão para o custeio de despesas de 
competência de outros entes da Federação se houver: 
 I - autorização na lei de diretrizes orçamentárias e na lei orçamentária 
anual; 
 II - convênio, acordo, ajuste ou congênere, conforme sua legislação. 
 Art. 63. É facultado aos Municípios com população inferior a cinquenta 
mil habitantes optar por: 
 I - aplicar o disposto no art. 22 e no § 4o do art. 30 ao final do semes-
tre; 
 II - divulgar semestralmente: 
 a) (VETADO) 
 b) o Relatório de Gestão Fiscal; 
 c) os demonstrativos de que trata o art. 53; 
 III - elaborar o Anexo de Política Fiscal do plano plurianual, o Anexo de 
Metas Fiscais e o Anexo de Riscos Fiscais da lei de diretrizes orçamentá-
rias e o anexo de que trata o inciso I do art. 5o a partir do quinto exercício 
seguinte ao da publicação desta Lei Complementar. 
 § 1o A divulgação dos relatórios e demonstrativos deverá ser realizada 
em até trinta dias após o encerramento do semestre. 
 § 2o Se ultrapassados os limites relativos à despesa total com pessoal 
ou à dívida consolidada, enquanto perdurar esta situação, o Município 
ficará sujeito aos mesmos prazos de verificação e de retorno ao limite 
definidos para os demais entes. 
 Art. 64. A União prestará assistência técnica e cooperação financeira 
aos Municípios para a modernização das respectivas administrações tribu-
tária, financeira, patrimonial e previdenciária, com vistas ao cumprimento 
das normas desta Lei Complementar. 
 § 1o A assistência técnica consistirá no treinamento e desenvolvimento 
de recursos humanos e na transferência de tecnologia, bem como no apoio 
à divulgação dos instrumentos de que trata o art. 48 em meio eletrônico de 
amplo acesso público. 
 § 2o A cooperação financeira compreenderá a doação de bens e 
valores, o financiamento por intermédio das instituições financeiras federais 
e o repasse de recursos oriundos de operações externas. 
 Art. 65. Na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Con-
gresso Nacional,no caso da União, ou pelas Assembleias Legislativas, na 
hipótese dos Estados e Municípios, enquanto perdurar a situação: 
 I - serão suspensas a contagem dos prazos e as disposições estabe-
lecidas nos arts. 23 , 31 e 70; 
 II - serão dispensados o atingimento dos resultados fiscais e a limita-
ção de empenho prevista no art. 9o. 
 Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput no caso de estado de 
defesa ou de sítio, decretado na forma da Constituição. 
 Art. 66. Os prazos estabelecidos nos arts. 23, 31 e 70 serão duplica-
dos no caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto Interno Bruto 
(PIB) nacional, regional ou estadual por período igual ou superior a quatro 
trimestres. 
 § 1o Entende-se por baixo crescimento a taxa de variação real acumu-
lada do Produto Interno Bruto inferior a 1% (um por cento), no período 
correspondente aos quatro últimos trimestres. 
 § 2o A taxa de variação será aquela apurada pela Fundação Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística ou outro órgão que vier a substituí-la, 
adotada a mesma metodologia para apuração dos PIB nacional, estadual e 
regional. 
 § 3o Na hipótese do caput, continuarão a ser adotadas as medidas 
previstas no art. 22. 
 § 4o Na hipótese de se verificarem mudanças drásticas na condução 
das políticas monetária e cambial, reconhecidas pelo Senado Federal, o 
prazo referido nocaput do art. 31 poderá ser ampliado em até quatro qua-
drimestres. 
 Art. 67. O acompanhamento e a avaliação, de forma permanente, da 
política e da operacionalidade da gestão fiscal serão realizados por conse-
lho de gestão fiscal, constituído por representantes de todos os Poderes e 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 40 
esferas de Governo, do Ministério Público e de entidades técnicas repre-
sentativas da sociedade, visando a: 
 I - harmonização e coordenação entre os entes da Federação; 
 II - disseminação de práticas que resultem em maior eficiência na 
alocação e execução do gasto público, na arrecadação de receitas, no 
controle do endividamento e na transparência da gestão fiscal; 
 III - adoção de normas de consolidação das contas públicas, padroni-
zação das prestações de contas e dos relatórios e demonstrativos de 
gestão fiscal de que trata esta Lei Complementar, normas e padrões mais 
simples para os pequenos Municípios, bem como outros, necessários ao 
controle social; 
 IV - divulgação de análises, estudos e diagnósticos. 
 § 1o O conselho a que se refere o caput instituirá formas de premiação 
e reconhecimento público aos titulares de Poder que alcançarem resultados 
meritórios em suas políticas de desenvolvimento social, conjugados com a 
prática de uma gestão fiscal pautada pelas normas desta Lei Complemen-
tar. 
 § 2o Lei disporá sobre a composição e a forma de funcionamento do 
conselho. 
 Art. 68. Na forma do art. 250 da Constituição, é criado o Fundo do 
Regime Geral de Previdência Social, vinculado ao Ministério da Previdência 
e Assistência Social, com a finalidade de prover recursos para o pagamento 
dos benefícios do regime geral da previdência social. 
 § 1o O Fundo será constituído de: 
 I - bens móveis e imóveis, valores e rendas do Instituto Nacional do 
Seguro Social não utilizados na operacionalização deste; 
 II - bens e direitos que, a qualquer título, lhe sejam adjudicados ou que 
lhe vierem a ser vinculados por força de lei; 
 III - receita das contribuições sociais para a seguridade social, previs-
tas na alínea a do inciso I e no inciso II do art. 195 da Constituição; 
 IV - produto da liquidação de bens e ativos de pessoa física ou jurídica 
em débito com a Previdência Social; 
 V - resultado da aplicação financeira de seus ativos; 
 VI - recursos provenientes do orçamento da União. 
 § 2o O Fundo será gerido pelo Instituto Nacional do Seguro Social, na 
forma da lei. 
 Art. 69. O ente da Federação que mantiver ou vier a instituir regime 
próprio de previdência social para seus servidores conferir-lhe-á caráter 
contributivo e o organizará com base em normas de contabilidade e atuária 
que preservem seu equilíbrio financeiro e atuarial. 
 Art. 70. O Poder ou órgão referido no art. 20 cuja despesa total com 
pessoal no exercício anterior ao da publicação desta Lei Complementar 
estiver acima dos limites estabelecidos nos arts. 19 e 20 deverá enquadrar-
se no respectivo limite em até dois exercícios, eliminando o excesso, gra-
dualmente, à razão de, pelo menos, 50% a.a. (cinquenta por cento ao ano), 
mediante a adoção, entre outras, das medidas previstas nos arts. 22 e 23. 
 Parágrafo único. A inobservância do disposto no caput, no prazo 
fixado, sujeita o ente às sanções previstas no § 3o do art. 23. 
 Art. 71. Ressalvada a hipótese do inciso X do art. 37 da Constituição, 
até o término do terceiro exercício financeiro seguinte à entrada em vigor 
desta Lei Complementar, a despesa total com pessoal dos Poderes e 
órgãos referidos no art. 20 não ultrapassará, em percentual da receita 
corrente líquida, a despesa verificada no exercício imediatamente anterior, 
acrescida de até 10% (dez por cento), se esta for inferior ao limite definido 
na forma do art. 20. 
 Art. 72. A despesa com serviços de terceiros dos Poderes e órgãos 
referidos no art. 20 não poderá exceder, em percentual da receita corrente 
líquida, a do exercício anterior à entrada em vigor desta Lei Complementar, 
até o término do terceiro exercício seguinte. 
 Art. 73. As infrações dos dispositivos desta Lei Complementar serão 
punidas segundo o Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 
1940 (Código Penal); a Lei no1.079, de 10 de abril de 1950; o Decreto-Lei 
no 201, de 27 de fevereiro de 1967; a Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992; e 
demais normas da legislação pertinente. 
 Art. 73-A. Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato 
é parte legítima para denunciar ao respectivo Tribunal de Contas e ao 
órgão competente do Ministério Público o descumprimento das prescrições 
estabelecidas nesta Lei Complementar. (Incluído pela Lei Complementar nº 
131, de 2009). 
 Art. 73-B. Ficam estabelecidos os seguintes prazos para o cumpri-
mento das determinações dispostas nos incisos II e III do parágrafo único 
do art. 48 e do art. 48-A: (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009). 
 I – 1 (um) ano para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Muni-
cípios com mais de 100.000 (cem mil) habitantes; (Incluído pela Lei Com-
plementar nº 131, de 2009). 
 II – 2 (dois) anos para os Municípios que tenham entre 50.000 (cin-
quenta mil) e 100.000 (cem mil) habitantes; (Incluído pela Lei Complemen-
tar nº 131, de 2009). 
 III – 4 (quatro) anos para os Municípios que tenham até 50.000 (cin-
quenta mil) habitantes. (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009). 
 Parágrafo único. Os prazos estabelecidos neste artigo serão contados 
a partir da data de publicação da lei complementar que introduziu os dispo-
sitivos referidos no caput deste artigo. (Incluído pela Lei Complementar nº 
131, de 2009). 
 Art. 73-C. O não atendimento, até o encerramento dos prazos previs-
tos no art. 73-B, das determinações contidas nos incisos II e III do parágra-
fo único do art. 48 e no art. 48-A sujeita o ente à sanção prevista no inciso I 
do § 3o do art. 23. (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009). 
 Art. 74. Esta Lei Complementar entra em vigor na data da sua publica-
ção. 
 Art. 75. Revoga-se a Lei Complementar no 96, de 31 de maio de 1999. 
 Brasília, 4 demaio de 2000; 179o da Independência e 112o da Repú-
blica. 
PROVA SIMULADA 
 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ORÇAMENTÁRIA E FINAN-
CEIRA 
Testes 1 a 50 - Profº Alexandre Vasconcellos 
 
01) Os princípios básicos da Administração Pública, no Brasil, segundo o 
Art 37 da Constituição Federal são: 
a) universalidade, anualidade, moralidade e legalidade; 
b) legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; 
c) economicidade, eficiência e eficácia; 
d) bem-servir, auto controle, eficiência e economia; 
e) nenhuma das alternativas é correta. 
 
02) Os princípios orçamentários consagrados pela literatura e pelo uso, 
tidos como fundamentais, são: 
a) legalidade, praticidade, exclusividade, unidade e exclusividade; 
b) legalidade, periodicidade (anualidade), exclusividade, unidade e univer-
salidade; 
c) honestidade, anualidade, exclusividade, verdade e legalidade; 
d) exclusividade, legalidade, obrigatoriedade, equilíbrio; 
e) equilíbrio, correcção, legalidade e exclusividade e temporariedade. 
 
03) O princípio, segundo o qual, a lei orçamentária não conterá dispositivo 
estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, é: 
a) anualidade; 
b) unidade; 
c) universalidade; 
d) legalidade; 
e) nenhuma das respostas. 
 
04) O princípio, segundo o qual, o Poder Executivo deve submeter a pro-
posta orçamentária ao Poder Legislativo para o ser votada, a cada ano, é: 
a) exclusividade; 
b) legalidade; 
c) anualidade; 
d) unidade; 
e) nenhuma das respostas. 
 
05) O princípio, segundo o qual, todas as receitas e despesas do Governo 
devem compor um único orçamento, evitando-se a pluralidade de orçamen-
tos, é: 
a) anualidade; 
b) universalidade; 
c) legalidade; 
d) unidade; 
e) nenhuma das respostas 
 
06) O princípio, segundo o qual, o orçamento deve abranger todas as 
receitas e despesas do governo, evitando-se a prática das despesas extra-
orçamentárias, é: 
a) universalidade; 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 41 
b) tipicidade 
c) exclusividade 
d) unidade; 
e) nenhuma das respostas 
 
07) Analise o proposto nos itens seguintes, depois responda. 
I – O princípio da Legalidade define que orçamento dever ser compatível 
com a Constituição Federal, a lei do PPA e a da LDO. 
II – O princípio da Exclusividade determina que a lei orçamentária deve 
tratar tão-somente da arrecadação da receita e execução da despesa. 
III – O princípio da Periodicidade exige que o orçamento deve ser proposto, 
elaborado e executado em períodos predefinidos, geralmente um ano. 
a) Só os itens II e III estão corretos. 
b) As três alternativas estão corretas. 
c) Só as alternativas I e II estão corretas. 
d) Nenhum dos itens está correto. 
 
08) A ausência de informações no Orçamento Público relativa a alguma das 
suas Receitas ou Despesas: 
a) gera um déficit orçamentário 
b) gera um superávit orçamentário 
c) promove o desequilíbrio financeiro 
d) fere o princípio da unidade 
e) fere o princípio da universalidade 
 
09) O princípio da ANUALIDADE, contido no orçamento, indica que ele 
deverá ser: 
a) anualmente votado para ter vigência de 01 janeiro a 31 de dezembro 
b) anualmente votado para ter vigência a partir do mês de fevereiro 
c) votado e aprovado pelo Poder Executivo um mês antes de sua execução 
d) anualmente votado para ter início em 01 janeiro a 30 de novembro 
e) semestralmente aprovado 
 
10) Orçamento tradicional ou ortodoxo é aquele: 
a) Que põe em destaque as metas, os objetivos e as intenções do governo. 
b) Planejamento estratégico com vigência de quatro anos. 
c) Trata-se de um simples relacionamento das receitas a arrecadar e das 
despesas de custeio, não tem cunho de planejamento. 
d) Abrange todas as entidades e órgãos da administração direta e indireta 
bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo poder público. 
 
11) O orçamento é peça que agrupa todas as receitas e despesas que 
serão utilizadas pela administração pública, sendo assim: 
I - A lei orçamentária anual não conterá matéria estranha a previsão da 
receita e fixação da despesa. 
II – O orçamento de cada ente da unidade de federação, conterá as recei-
tas e despesas dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e todos os 
orgãos da administração direta e indireta. 
III – As receitas e despesas extra-orçamentárias estarão contidas no orça-
mento. 
a) Todas as afirmativas estão corretas 
b) Somente as afirmativas I e II estão corretas 
c) Somente a afirmativa I está correta. 
d) Todas as afirmativas estão erradas 
 
12) O princípio orçamentário que consagra que o orçamento público deve 
conter todas as receitas e despesas do estado é: 
a) Unidade 
b) Anualidade 
c) Exclusividade 
d) Universalidade 
e) Equilíbrio 
 
13) O princípio orçamentário que se caracteriza como fator neutro da eco-
nomia e pelo total das despesas igual ao todas das receitas é: 
a) Unidade 
b) Universalidade 
c) Equilíbrio 
d) Publicidade 
 
14) O princípio orçamentário que determina que o orçamento não pode 
conter matéria estranha a previsão da receita e a fixação da despesa: 
a) Unidade 
b) Anualidade 
c) Exclusividade 
d) Universalidade 
e) Equilíbrio 
 
15) O princípio orçamentário que determina que as receitas e despesas 
devem ser detalhadas de forma que pormenorizadamente se possa saber a 
sua composição, chama-se: 
a) Unidade 
b) Discriminação 
c) Equilíbrio 
d) Universalidade 
 
16) Quanto ao aspecto político o orçamento brasileiro se classifica como: 
a) Executivo 
b) Legislativo 
c) Judiciário 
d) Misto 
e) Presidencialista 
 
17) A lei do orçamento poderá conter autorização do Executivo para: 
I - Abrir créditos suplementares até determinada importância 
II – Realizar operações de crédito, inclusive por antecipação da receita. 
III – Abrir créditos extraordinários 
IV – Abrir créditos para despesas não computadas 
Com base nas assertivas marque a opção correta: 
a) Apenas a opção III é falsa 
b) Apenas a opção II é falsa 
c) As opções III e IV são falsas. 
d) As opções II e III são falsas. 
e) Todas as opções são corretas. 
 
18) Acerca dos princípios orçamentários, podemos afirmar: 
I - O princípio da anualidade está previsto na Lei n° 4.320/64. 
II - O princípio da universalidade está implicitamente contido na Constitui-
ção Federal. 
III- No Brasil, a legislação não obriga o princípio da especificação. 
a) Todas as alternativas estão corretas. 
b) Somente I e III estão corretas. 
c) Somente II e III estão corretas. 
d) Nenhuma das respostas acima satisfaz a questão. 
 
19) Quando se diz que as receitas e despesas devem constar na lei de 
orçamento, sem 
quaisquer deduções, isto decorre da aplicação do princípio: 
a) da universalidade; 
b) da exclusividade; 
c) do orçamento bruto; 
d) da exatidão 
e) da totalidade 
 
20) O crédito adicional que, segundo a Lei nº 4.320/64 não precisa da 
indicação dos recursos compensatórios com fonte de cancelamento total ou 
parcial de dotações orçamentárias, para ser aberto, é o: 
a) suplementar; 
b) especial; 
c) extraordinário; 
d) extra-orçamentário. 
 
21) As autorizações de despesas não computadas no orçamento anual ou 
dotadas de forma inferior, constituem créditos e se classificam em: 
a) suplementar, especial e extraordinário; 
b) suplementar, especial e extra-orçamentário 
c) orçamentário, especial e extraordinário. 
d) orçamentário, corrente e extra-orçamentário 
e) corrente, especial e extra-orçamentário 
 
22) Os créditos especiais, autorizados pela Constituição, dependem de 
autorização legislativa, uma vez que tal situação não foi prevista no pro-
grama de trabalho do governo. 
Essa autorização será expressa em: 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua MelhorOpção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 42 
a) Lei complementar 
b) Lei de Diretrizes Orçamentárias 
c) Lei específica 
d) Decreto do Poder Executivo 
 
23) Não é considerada Receita Corrente: 
a) a alienação de bens; 
b) a receita tributável; 
c) a receita industrial; 
d) a receita patrimonial. 
 
24) São consideradas Receitas de Capital, exceto: 
a) as operações de crédito; 
b) as alienações de bens; 
c) as receitas de serviços; 
d) as amortizações de empréstimos. 
 
25) As afirmativas abaixo estão CORRETAS, exceto: 
a) Entende-se como arrecadação a fase do estágio da receita onde o 
credor se habilita ao recebimento do valor e concede ao poder público a 
plena quitação através da emissão do recibo. 
b) Dentre os estágios da receita temos o lançamento de receita. É o estágio 
onde se descrimina a espécie, o valor e o vencimento do tributo de cada 
um. 
c) O recolhimento é a fase onde os agentes arrecadadores (públicos ou 
privados), entregam ao tesouro público o produto da arrecadação. 
d) A dívida ativa é a composição das importâncias relativas a tributos, 
multas e créditos fazendários lançados, mas não cobrados ou não recebi-
dos no prazo de vencimento. 
 
26) A receita orçamentária decorrente de um empréstimo tomado pelo 
Governo é classificada na subcategoria econômica: 
a) Receita Patrimonial. 
b) Transferência de Empréstimos. 
c) Operações de Crédito. 
d) Amortização de Empréstimos. 
 
27) A despesa orçamentária é constituída por três estágios: empenho, 
liquidação e pagamento. O estágio da liquidação é aquele em que: 
a) se verifica o direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e 
documentos comprobatórios do respectivo crédito. 
b) o credor comparece perante o agente pagador, identifica-se, recebe seu 
crédito e dá a competente quitação. 
c) é procedida a licitação da despesa como objetivo de verificar, entre os 
vários fornecedores habilitados, quem oferece condições mais vantajosas. 
d) através de ato emanado de autoridade competente, é criada para o 
Poder Público uma obrigação de pagamento. 
 
28) A Dívida Fundada compreende: 
a) os compromissos provenientes de débitos de funcionamento. 
b) os empréstimos realizados para amortização a curto prazo. 
c) os empréstimos realizados para atender a imediata insuficiência de 
caixa, fundamentada no fluxo de caixa. 
d) os compromissos de exigibilidade superior a doze meses, contraídos 
para atenderdesequilíbrios orçamentários ou financiamento de obras e 
serviços públicos. 
 
29) Utilizando o dígito 1 para Despesas Correntes e o dígito 2 para Despe-
sas de Capital, assinale a opção que indica a correta classificação econô-
mica das seguintes despesas públicas: 
- subvenções sociais ( ) 
- subvenções econômicas ( ) 
- material de consumo ( ) 
- aquisição de imóveis ( ) 
- concessão de empréstimos ( ) 
- amortização da dívida pública ( ) 
a) 1 – 1 – 1 – 2 – 2 – 2 
b) 1 – 2 – 1 – 2 – 1 – 2 
c) 1 – 2 – 1 – 2 – 2 – 2 
d) 2 – 2 – 1 – 2 – 2 – 2 
e) 2 – 1 – 2 – 1 – 1 – 1 
 
30) Os recursos para execução dos programas de trabalhos do governo 
são especificados no orçamento anual através de: 
a) Créditos orçamentários 
b) Receita orçamentária 
c) Receita de operações de crédito 
d) Transferências correntes 
 
31) Para cobrir despesas não previstas no orçamento, autorizadas com a 
indicação de recursos disponíveis, poderão ser criados créditos adicionais 
denominados: 
a) especiais 
b) suplementares 
c) extraordinários 
d) superavitários 
e) iniciais 
 
32) Assinale a(s) alternativa (s) correta (s) 
a) Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na 
Constituição serão elaborados em consonância com o Plano Plurianual e 
apreciados pelo Congresso Nacional. 
b) O demonstrativo do efeito sobre as receitas e despesas, decorrentes de 
isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financei-
ra, tributária e creditícia deverá acompanhar a Lei de Diretrizes Orçamentá-
rias. 
c) É vedada a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia 
autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes. 
d) Em caso de guerra, as emendas ao projeto de Lei de Diretrizes Orça-
mentárias poderão ser aprovadas ainda que incompatíveis com o Plano 
Plurianual. 
 
33) A abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existên-
cia de recursos disponíveis para ocorrer à despesa e será precedida de 
exposição justificativa. 
Considera(m)-se recurso(s)para atender a esta abertura dos créditos su-
plementares e especiais, desde que não-comprometidos, entre outros: 
a) o superávit patrimonial apurado em balanço orçamentário do exercício 
anterior; 
b) o superávit do orçamento corrente; 
c)os resultantes de anulação de créditos especiais anteriormente aprova-
dos; 
d) as transferências intergovernamentais para despesas de capital; 
e) o superávit do orçamento de capital. 
 
34) O projeto, na classificação funcional-programática, entre outras, tem a 
seguinte característica: 
a) envolver um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e 
permanente, necessário à manutenção da ação do Governo; 
b)envolver um conjunto de operações, limitadas no tempo, que concorrem 
para a expansão ou o aperfeiçoamento dá ação do Governo; 
c) ser um instrumento de programação financeira que compõe a Lei Orça-
mentária Anual; 
d) compreender, pelo menos, exercícios financeiros, integrando o Plano 
Plurianual, quando envolver despesas de capital; 
e) ter objetivos que podem ser avaliados quantitativamente e/ou qualitati-
vamente. 
 
35) A Constituição veda a realização de crédito que excedam as despesas 
capital, mas ressalva as autorizadas mediante créditos suplementares ou 
especiais com finalidade precisa, aprovadas pela maioria absoluta do 
Legislativo. Justifica-se o dispositivo: 
a) considerando-se o quorum qualificado exigido para matérias de que 
decorra aumento do nível de endividamento; 
b) para impedir o endividamento com a finalidade de atender a despesas de 
custeio; 
c) pois as receitas de capital devem estar vinculadas a despesas de capital; 
d) pois é vedado ao Executivo comprometera utilização de receitas corren-
tes futuras à liquidação de compromissos anteriormente assumidos; 
e) em virtude de tal autorização não poder constar da Lei Orçamentária 
Anual, tendo em vista o princípio da exclusividade. 
 
36) Os restos a pagar são classificados em: 
a) orçamentários e extra-orçamentários; 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Administração Financeira E Orçamentária A Opção Certa Para a Sua Realização 43 
b) processados e não processados; 
c) do ano anterior e de outros exercícios; 
d) direto e indireto 
 
37) Não são passíveis de realização através de suprimento de fundos as 
despesas com: 
a) diligências especiais; 
b) aquisição de material permanente; 
c) viagens ao exterior; 
d) missão oficial; 
e) despesas miúdas de pronto pagamento. 
 
38) No segundo estágio da despesa orçamentária, ocorre: 
a) o empenho da despesa; 
b) a extinção da obrigação do Estado; 
c) o lançamento contábil da despesa; 
d) a verificação do direito adquirido pelo credor. 
 
39) Quando se tratar de despesa cujo montante não se possa determinar, 
deve-se utilizar o empenho (§ 2°, art. 60 da Lei n° 4.320/64): 
a) global; 
b) estimativa; 
c) ordinário; 
d) especial. 
 
40) Deverá ser efetuada a liquidação da despesa quando do recebimento 
do material, da execução da obra ou da prestação do serviço,inclusive 
aquela inscrita em Restos a Pagar, com base: 
I - no contrato, convênio, acordo ou ajuste, se houver; 
II- no empenho da despesa; 
III – em Nota Fiscal ou documento equivalente 
IV – no documento derecebimento do objeto do contrato. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Todas as alternativas estão corretas. 
b) Somente a afirmativa I está correta. 
c) Somente as afirmativas I e IV estão corretas. 
d) Somente a afirmativa IV está incorreta. 
 
41) A despesa orçamentária obedece a 3 estágios: empenho, liquidação e 
pagamento. O estágio da liquidação é aquele em que: 
a) o Tesouro Público entrega aos agentes pagadores os meios de paga-
mento; 
b) o credor comparece perante o agente pagador, identifica-se, recebe seu 
crédito e dá a competente quitação; 
c) se verifica o direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e 
documentos comprobatórios do respectivo crédito; 
d )é procedida a licitação da despesa com o objetivo de verificar, entre os 
vários fornecedores habilitados,quem oferece condições mais vantajosas; 
e) através de ato emanado de autoridade competente. é criada fiara o 
Poder Público, obrigação de pagamento, com emissão de nota de empe-
nho. 
 
42) A prescrição relativa a Restos a Pagar ocorre: 
a) no final do exercício subseqüente; 
b) quando tiver havido cancelamento da inscrição, sem manifestação do 
credor, n os 90 dias seguintes; 
c) por decreto do Poder Executivo, nos casos de conveniência e oportuni-
dade para a Administração; 
d) quando o credor se tornar inadimplente de suas obrigações contratuais, 
por mais de 90 dias; 
e) após 5 anos contados a partir da data de inscrição, excetuando-se os 
casos em que haja interrupções decorrentes de atos judiciais. 
 
43) As despesas empenhadas, mas não pagas ate 31 de dezembro consi-
deram-se: 
a) Sobras de Caixa; 
b) Restos a Pagar; 
c) Restos a receber; 
d) Inversões financeiras. 
 
44) O ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado 
obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição 
denomina-se: 
a) empenho; 
b) crédito pessoal; 
c) crédito extraordinário; 
d) lançamento 
 
45) Para cada empenho será extraído um documento que indicará o nome 
do credor, a especificação e a importância da despesa, bem como a dedu-
ção desta do saldo da dotação própria. Tal documento recebe o nome de: 
a) crédito tributário 
b) nota de crédito 
c) nota de empenho 
d) crédito de empenho 
 
46) Assinale a alternativa correta. 
a) As despesas serão classificadas por categorias sociais. 
b) O custeio é uma despesa de capital. 
c) Os investimentos são despesas correntes. 
d) As inversões financeiras são despesas de capital. 
 
47) As dotações para despesas, às quais não corresponda contraprestação 
imediata de bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções 
destinadas a atender à manutenção de outras entidades de direito público 
ou privado, denomina-se: 
a) despesas de custeio; 
b) transferências correntes; 
c) transferências de capital, 
d) inversões financeiras. 
 
48) As transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das entidade 
oficiais recebe o nome de: 
a) subvenções; 
b) gerações de crédito; 
c) transferências de capital; 
d) transferências correntes. 
 
49) Acerca das despesas públicas podemos afirmar: 
I - A aquisição de um terreno para doação a uma instituição de caridade 
classifica-se como Inversão Financeira 
II – Subvenções sociais podem ser classificadas como despesas de custei-
o. 
III - Quando a União aumenta o capital da Petrobrás para que esta consiga 
amortizar seus débitos no exterior, tal despesa não se caracteriza como 
despesa com investimentos. 
a) ( ) Todas as alternativas estão corretas. 
b) ( ) Somente I e III estão corretas. 
c) ( ) Somente I e II estão corretas. 
d) ( ) Somente II e III estão corretas. 
e) ( ) nenhuma das respostas acima satisfaz a questão. 
 
50) O Poder Executivo é responsável pela elaboração da proposta orça-
mentária, que deve ser entregue ao Poder Legislativo em prazo adequado. 
A nível federal, o prazo para encaminhamento da proposta orçamentária ao 
poder legislativo é até: 
a) 15 de abril 
b) 15 de agosto 
c) 30 de setembro 
d) 31 de agosto 
 
51. Indique a opção que completa corretamente as lacunas das frases a 
seguir: 
Há três modos pelos quais historicamente se formam os Estados: Os 
modos ______________ em que a formação é inteiramente nova, o Estado 
nasce diretamente da população e do país; os modos _____________, 
quando a formação se produz por influências externas e os modos 
______________, quando vários Estados se unem para formar um novo 
Estado ou quando um se fraciona para formar um outro. 
a) originários – derivados – secundários 
b) derivados – contratuais – originários 
c) contratuais – derivados – naturais 
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d) naturais – originários – derivados 
e) secundários – naturais – originários. 
 
52. O movimento que incorporou à gestão pública características como a 
competição na prestação de serviços, a perspectiva empreendedora, a 
descentralização, o foco em resultados e a orientação para o mercado é 
denominado: 
a) Patrimonialista. 
b) Governança Corporativa. 
c) Reinventando o Governo. 
d) Administração Pública Societal. 
e) Pós-Burocrático. 
 
53. Indique a opção que não apresenta uma característica da administração 
pública gerencial. 
a) Uso de indicadores de desempenho transparentes. 
b) Disciplina e parcimônia no uso dos recursos. 
c) Descentralização administrativa. 
d) Administração profissional, autônoma e organizada em carreiras. 
e) Ênfase nas práticas de controle dos processos. 
 
54. Indique a opção que apresenta respectivamente o objetivo central do 
modelo burocrático de gestão e suas principais características. 
a) Qualidade – profissionalismo, transparência e especialização. 
b) Produtividade – hierarquia, descentralização e padronização. 
c) Eficiência – padronização, descentralização e autonomia. 
d) Coordenação – especialização, hierarquia e centralização. 
e) Controle – impessoalidade, hierarquia e formalismo. 
 
55. Considerando a diferenciação conceitual para fins didáticos dos mode-
los patrimonialista, burocrático e gerencial da administração pública no 
Brasil, selecione a opção que conceitua corretamente o modelo burocrático 
de gestão. 
a) Estado centralizador, onipotente, intervencionista e espoliado por uma 
elite que enriquece e garante privilégios por meio de exclusão da maior 
parte da sociedade. 
b) Estado centralizador, profissional e impessoal que busca a incorporação 
de atores sociais emergentes e estabelece normas e regras de funciona-
mento. 
c) Estado desconcentrado que privilegia a delegação de competências para 
os municípios e foca o controle social de suas ações. 
d) Estado coordenador de políticas públicas nas três esferas da federação, 
visando à desburocratização dos processos governamentais. 
e) Estado descentralizado que tem como foco de suas ações o contribuinte, 
que é visto como cliente dos serviços públicos. 
 
56. Apesar da heterogeneidade de situações que caracterizam a adminis-
tração pública brasileira nos diferentes níveis de governo, a União tem 
promovido reformas em sua estrutura para fazer face aos processos de 
industrialização e à crise fiscal do Estado. A modernização da administra-
ção pública por meio do uso de instrumentos próprios da gestão de empre-
sas privadas, a criação de uma administração indireta com procedimentos 
próprios de contratação e gestão de funcionários e de processos de com-
pras públicas são características presentes... 
Selecione a opção que completa corretamente a frase acima. 
a) na criação do DASP. 
b) na criação de Agências Reguladoras. 
c) na formação do Estado brasileiro. 
d) nas ações implementadas a partir do Decreto-Lei 200. 
e) no alinhamento ao Estado mínimo.57. O Estado moderno é constituído de três poderes: Executivo, Legislativo 
e Judiciário, que podem estar nitidamente separados ou não em função do 
sistema de governo adotado. Escolha a opção correta. 
a) No parlamentarismo, o sistema de governo é monárquico. 
b) No presidencialismo, o chefe de governo é escolhido pela Assembléia 
Legislativa. 
c) No parlamentarismo, o monarca exerce a chefia do Estado e do governo. 
d) No parlamentarismo, há uma nítida separação entre a chefia de Estado e 
de governo. 
e) No presidencialismo, os poderes Executivo e Legislativo estão nitidamen-
te separados. 
58. Durante a crise do Estado dos anos 1980 e 1990, palavras e expres-
sões foram forjadas para possibilitar o entendimento de suas diferentes 
dimensões e propiciar a busca de soluções. Neste contexto, quando um 
governo está preocupado em legitimar decisões e ações se diz que ele está 
buscando maior... 
Complete a frase com a opção correta. 
a) governabilidade. 
b) efetividade. 
c) governança. 
d) accountability. 
e) eficiência. 
 
59. Segundo o Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado de 1995, 
instituiu-se novos modelos organizacionais visando à modernização da 
gestão da administração pública: agências executivas e agências regulado-
ras. Selecione, do ponto de vista conceitual, a opção correta. 
a) Agências reguladoras são criadas por determinação do Presidente da 
República. 
b) As atividades das agências executivas são definidas por Lei pelo Con-
gresso Nacional. 
c) Agências reguladoras estão sujeitas à mudança de governo. 
d) A finalidade das agências executivas é prestar serviços públicos exclusi-
vos do Estado. 
e) Os dirigentes das agências reguladoras são de livre nomeação e exone-
ração do Presidente da República. 
 
60. No âmbito da Reforma do Aparelho do Estado de 1995, foram previstas 
instituições privadas, sem fins lucrativos com finalidade pública. A qualifica-
ção de uma organização por meio de Termo de Parceria, por sua iniciativa, 
visando ao fortalecimento da esfera pública não estatal e o aumento do 
estoque de capital social são características inerentes a... 
Escolha a opção correta. 
a) Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. 
b) Organizações não-Governamentais. 
c) Organizações Sociais. 
d) Organizações Sociais de Classe. 
e) Organizações a Serviço do Interesse Público. 
 
61- O estudo da evolução do pensamento administrativo permite concluir, 
acertadamente, que: 
a) as Teorias Científica e das Relações Humanas são abordagens de 
sistemas abertos. 
b) a Teoria das Relações Humanas despreza os objetivos organizacionais. 
c) a Teoria da Contingência enfatiza a importância da tecnologia e do 
ambiente. 
d) as Teorias Estruturalista e dos Sistemas refl etem uma abordagem 
prescritiva e normativa. 
e) a Teoria Comportamental concebe o funcionário como um ‘homem 
social’. 
 
62- Sobre o tema ‘planejamento estratégico’, é correto afi rmar: 
a) a análise das ameaças e oportunidades do ambiente externo da organi-
zação é mais importante que a análise dos pontos fracos e fortes de seu 
ambiente interno. 
b) é um processo que abrange a organização de forma sistêmica, compre-
endendo todas as suas potencialidades e capacidades. 
c) os conceitos de missão e visão se equivalem, podendo um substituir o 
outro. 
d) conta, atualmente, com uma metodologia padronizada para aplicação 
nas diversas organizações, sejam elas públicas ou privadas. 
e) uma vez iniciado, pode ser revisto apenas de ano em ano, desde que 
tais revisões tenham sido previstas em sua formatação original. 
 
63- Sabendo que poucas causas levam à maioria dos problemas, bem 
como que a identifi cação da causa básica de um problema deve ser feita 
de acordo com uma sequência de procedimentos lógicos, baseada em 
fatos e dados, o recurso gráfi co utilizado para estabelecer uma ordenação 
nas causas de perdas que devem ser saneadas denomina-se: 
a) Diagrama de Pareto. 
b) Diagrama de Ishikawa. 
c) Funcionograma. 
d) Histograma. 
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e) Fluxograma. 
 
64- Assinale a opção incorreta. 
a) Ao adotar um modelo de sistema fechado, a organização tende a ser 
conduzida, gradativamente, a níveis cada vez mais altos de entropia e 
desagregação. 
b) As pessoas não resistem necessariamente a mudanças. 
c) Uma organização pode mudar em função do produto, mas não em fun-
ção do mercado, sob pena de transmutar-se em uma nova organização. 
d) De uma forma geral, as abordagens teóricas sobre mudança organiza-
cional sugerem a necessidade de incorporação de processos mais demo-
cráticos e participativos. 
e) Mesmo organizações públicas, com suas amarras legais e burocráticas, 
são passíveis de mudanças causadas pelo ambiente. 
 
65- Sobre o tema ‘departamentalização e divisão do trabalho’, é correto afi 
rmar: 
a) por ser contemporânea, a abordagem matricial é preferível à funcional. 
b) em ambientes que privilegiam resultados, inexiste espaço para a adoção 
de estruturas colegiadas ou de assessoramento. 
c) a abordagem de organização virtual é mais aplicável à estruturação de 
indústrias navais. 
d) em organizações matricialmente estruturadas, a preocupação com a 
hierarquia é abolida. 
e) em grandes organizações, é possível a coexistência de dois ou mais 
tipos de departamentalização. 
 
66- No dia-a-dia organizacional, as relações humanas trazem vários desafi 
os. Estar pronto para lidar com eles implica saber que: 
a) o uso do poder coercitivo é válido na resolução de confl itos. 
b) remuneração é um fator motivacional. 
c) o trabalho em equipe garante o alcance dos melhores resultados. 
d) o melhor técnico tende a ser o melhor chefe. 
e) em nosso tempo, não há mais espaço para o carisma 
no exercício da liderança. 
 
67- Sobre a incorporação de novas tecnologias e seus impactos na admi-
nistração organizacional, é incorreto afi rmar que: 
a) o desabrochar do potencial transformador das novas tecnologias depen-
de da existência de um contexto social que permita aos gerentes reconhe-
cer as oportunidades oferecidas por elas. 
b) as novas tecnologias são aquelas capazes de incrementar as habilida-
des de registrar, armazenar, analisar e transmitir grandes volumes de 
informações complexas de maneira segura, fl exível, confi ável, imediata e 
com independência geográfica. 
c) a informatização requer dos indivíduos novas habilidades cognitivas, 
psicológicas e intelectuais, a fim de que possam adquirir e processar o 
conhecimento requerido para o desempenho de seus trabalhos. 
d) o trabalho da alta gerência pode ser integralmente explicitado e transmi-
tido aos níveis intermediário e operacional, razão pela qual, no futuro pró-
ximo, as organizações funcionarão sem chefes ou líderes. 
e) as novas tecnologias têm o potencial de, com o uso de programas de 
software, aprimorar ainda mais a automação das atividades humanas por 
meio de sua programação, racionalização, e controle. 
 
68- A análise da evolução da administração pública brasileira, a partir dos 
anos 1930, permite concluir acertadamente que: 
a) com o Estado Novo e a criação do DASP, a admissão ao serviço público 
passou a ser feita exclusivamente por meio de concurso público, sendo 
descontinuadas as práticas do clientelismo e da indicação por apadrinha-
mento. 
b) a reforma trazida pelo Decreto-Lei n. 200/67 propugnou pela descentrali-
zação funcional do aparelho do Estado mediante delegação de autoridade 
aos órgãos da administração indireta para a consecução de muitas das 
funções e metas do governo. 
c) a partir de meados do século XX, com o desenvolvimentismo, deu-se a 
ampliação e a consolidação da administração direta, principal gestora das 
políticaspúblicas implementadas pela administração indireta. 
d) a partir dos anos 1980, dadas a falência do estado do bem-estar social, a 
crise fi scal e a redemocratização, as reformas do aparelho do Estado 
passaram a seguir uma estratégia única e homogênea. 
e) os ‘50 Anos em 5’ e a construção de Brasília, no período JK, representa-
ram a pedra fundamental do que viria a ser a adoção do gerencialismo no 
serviço público. 
 
69- Acerca dos modelos de gestão patrimonialista, burocrática e gerencial, 
no contexto brasileiro, é correto afi rmar: 
a) cada um deles constituiu-se, a seu tempo, em movimento administrativo 
autônomo, imune a injunções políticas, econômicas e culturais. 
b) com a burocracia, o patrimonialismo inicia sua derrocada, sendo fi nal-
mente extinto com a implantação do gerencialismo. 
c) o caráter neoliberal da burocracia é uma das principais causas de sua 
falência. 
d) fruto de nossa opção tardia pela forma republicana de governo, o patri-
monialismo é um fenômeno administrativo sem paralelo em outros países. 
e) com o gerencialismo, a ordem administrativa se reestrutura, porém sem 
abolir o patrimonialismo e a burocracia que, a seu modo e com nova roupa-
gem, continuam existindo. 
 
70- Com a Emenda Constitucional n. 19/1998, o tema ‘desempenho institu-
cional’, no âmbito da administração pública federal direta e indireta, passou 
a contar com a possibilidade de incorporação das seguintes inovações, 
exceto: 
a) ampliação, mediante contrato, da autonomia gerencial, orçamentária e fi 
nanceira de órgãos e entidades da administração direta e indireta. 
b) pagamento, a órgãos e entidades que cumpram as metas preestabeleci-
das, de bônus por desempenho. 
c) pactuação de metas de desempenho entre órgãos e entidades da admi-
nistração direta e indireta e órgãos centrais do governo. 
d) autonomia administrativa para o estabelecimento e uso de regras pró-
prias de licitação e de contratação de pessoal sem concurso público. 
e) pagamento de prêmio de produtividade por economia com despesas 
correntes. 
 
71- Assinale a opção correta. 
a) Por determinação constitucional, o orçamento participativo, como instru-
mento de soberania popular, visa à ampliação da democracia direta. 
b) O objeto da Administração Pública Gerencial é o desenvolvimento dos 
processos participativos de gestão pública. 
c) O exercício da Governança Pública, a exemplo do que ocorre no orça-
mento participativo, implica o aumento da importância do uso de critérios 
técnicos nos processos de decisão. 
d) A ascensão de valores neoliberais e o chamado esvaziamento do Estado 
são considerados forças propulsoras do movimento da Governança Públi-
ca. 
e) Os processos participativos de gestão pública representam uma comple-
ta ruptura em relação ao modelo tradicional burocrático. 
 
72- Acerca da contratualização de resultados, pela administração pública, é 
correto afirmar: 
a) segundo alguns doutrinadores do Direito Administrativo, o Contrato de 
Gestão não seria o termo adequado para a pactuação entre órgãos da 
administração direta. 
b) como área temática, a contratualização de resultados tem por objetivo 
maior a redução das amarras burocráticas impostas à administração direta. 
c) o Contrato de Gestão, quando fi rmado com OSCIPs, prescinde do 
estabelecimento de padrões de desempenho. 
d) a contratualização de resultados nada mais é que um dos processos de 
terceirização preconizados pelo Plano Diretor da Reforma do Aparelho do 
Estado, de 1995. 
e) o Termo de Parceria, quando fi rmado com Organizações Sociais, obriga 
ao estabelecimento de padrões de desempenho. 
 
73- Os sistemas de controle interno e de controle externo da administração 
pública federal se caracterizam por: 
a) constituírem um mecanismo de retroalimentação de uso obrigatório pelos 
sistemas de Planejamento e Orçamento. 
b) no caso do controle interno, integrar o Poder Executivo; no caso do 
controle externo, integrar o Poder Judiciário. 
c) serem instâncias julgadoras das contas prestadas por gestores e demais 
responsáveis pelo uso de recursos públicos. 
d) não poderem atuar ou se manifestar no caso de transferências voluntá-
rias da União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
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e) serem autônomos entre si, não havendo subordinação hierárquica entre 
um e outro. 
 
74- Em decorrência do que dispõe o Decreto n. 1.171/94 (Código de Ética), 
aos servidores públicos civis do Poder Executivo Federal, é vedado: 
a) embriagar-se. 
b) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno do 
serviço, em benefício de suas funções. 
c) participar de grupos anti-semitas. 
d) posicionar-se contrariamente ao sistema de cotas. 
e) exercer outra atividade profi ssional. 
 
75- Sobre a forma de prestação de serviços públicos, é correto afi rmar: 
a) a centralização administrativa é permitida; a concentração administrativa 
é vedada. 
b) a descentralização administrativa permite a participação de entes não-
estatais. 
c) consórcios públicos são exemplos de desconcentração administrativa. 
d) descentralização administrativa implica desconcentração administrativa. 
e) a desconcentração administrativa pressupõe a existência de duas pes-
soas jurídicas. 
 
RESPOSTAS 
01. B 11. D 21. A 31. A 41. C 
02. B 12. D 22. C 32. A/C 42. E 
03. E 13. C 23. A 33. C 43. B 
04. C 14. C 24. C 34. B 44. A 
05. D 15. B 25. A 35. B 45. C 
06. A 16. D 26. C 36. B 46. D 
07. A 17. C 27. A 37. B 47. B 
08. E 18. B 28. D 38. D 48. A 
09. A 19. A/C 29. A 39. B 49. E 
10. C 20. C 30. A 40. A 50. D 
 
51. A 61. C 71. D 
52. C 62. B 72. A 
53. E 63. A 73. E 
54. E 64. C 74. C 
55. B 65. E 75. B 
56. D 66. A 76. 
57. E 67. D 77. 
58. C 68. B 78. 
59. D 69. E 79. 
60. A 70. D 80. 
 
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