Resumo de Direito Constitucional II (AV2)
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Resumo de Direito Constitucional II (AV2)


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Resumo de Dire i to Co nstitucio nal II
(A V2)
Conf eder ação:
Confederação é uma f or ma de organiz ação d e Es tado, qu e consis te na uni ão
indiss olúvel de Es tados s oberanos , que s e v inculam, med iant e a c elebração d e um
tr atado, s ob a r encia do Direito I nternacional, no qual es tabel ecem obr igaçõ es
r ecíprocas , podendo criar um órgão central encar r egado de lev ar a efei to as decis ões
tomadas.
As s im, div er s os Estados s oberanos celebr am tratados int ernacionais que os
dis ciplinam, s endo ainda previs to dir eito de seces são ou r etirada de cada um dos Es tados,
que podem d enunciar ao tr atado a qualqu er momento.
Imu ni d ad e Parlam en t ar :
I munidade par lamentar é formada por um conj unto de garantias dadas aos
parlamentares (membros do Poder Legislativo) para que poss am exercer as suas funções
s em violações ou abusos por parte do Poder Executiv o e Judiciário.
Com as pr err ogativ as da imunidade parlamentar, ess es políticos têm a liber dade e
independência do exercício de s uas atividades s em cor r erem o risco d e s erem process ados
j udicialmente.
A l ei ainda det er mina que os Deputados e Senador es, durante o mandato, não podem
s er pres os, com exceção de f lagr ante cometendo crime inafiançáv el. Nes te caso, a decis ão
de pr isão do congress is ta fica a cargo da Câmar a dos D eputados ou S enado Federal,
dependendo da Cas a que o político pertença.
O utra f er r amenta pr evis ta na Cons tituição e que age como uma imunidade a os
parlamentares é o for o pr ivilegiado . Nes te mecanis mo, o congr ess is ta s ó poderá ser
inv es tigado e pres o após decisão tomada diretamente pelo Supr emo Tribunal Feder al.
A imunidade parlamentar não é um direi to da f igura do indiv íduo, mas s im do cargo
ocupado e, por es ta razão, tr ata-s e de uma pr errogativ a imposs ível de s er renunciada pelo
parlamentar .
D e acordo com a lei, as imunidades parlamentar es s ão divididas em duas
categorias: I munidades Mater iais e I munidades For mais .
1. I munidade Parlamentar Mater ial :
Nes te cas o, os parlamentares f icam is entos de pr oces sos penais e civ is como
cons equência de opiniões , dis curs os ou v otos pr oferidos no âmbito de s uas ativ idades
políticas .
O ar t i go 5 3 da Consti t uição, por exemplo, deixa clar o em s ua redação que “os
Dep utado s e Senad or es são in violáveis, civil e p ena lmente, por qua isqu er de suas op iniões,
pa lavras e vo tos .
O s Deputados e S enador es são imunes em todo o ter r itório br as ileir o, mas os v er eadores
apenas f icam pr otegidos quando as opiniões e dis curs os s ão feitos dentro das limitações do
município que r epr es entam.
No entanto, a imunidade mater ial v aria de acordo com a s ituação, podendo
s er Abs oluta ou Relativ a.
a) Imun id ade Material Absoluta:
Quando o par lamentar executa a s ua liber dade de ex pr ess ão dentro do Congr ess o
Nacional.
b) Imun id ad e M aterial Relativ a:
Quando o parlamentar executa a s ua liber dade de opinar , falar e votar fora do Congress o
Nacional. Nes te cas o, será necess ár io averiguar s e a manifestação do parlamentar es de
acordo com o exercício de s ua função.
2. Imunidade Parl am entar For mal :
As imunidades for mais es o r elacionadas com o for o pr iv ilegiado e os process os de
pr isão do parlamentar.
D e acordo com es ta pr er r ogativa, o parlamentar não dever á s er pr es o, exceto qu ando
for pego em flagr ante por cometer um cr ime inafiançável.
Nes te cas o, o pr ocess o de inv estigação e j ulgamento dev erá s er f eito pelo Supr emo
Tribunal Feder al.
Apenas os Deputados e Senadores m o dir eito à imunidade for mal, os v ereador es não
goz am des ta prerrogativ a, poss uindo apenas a imunidade mater ial.
Mai ori a A bs olu t a:
É a exceção a CF dir á quando s er á neces s ária a utilização da maior ia abs oluta .
Ela é fixa, NÃO s e altera .
É o primeir o número inteiro acima da metade dos membros da cas a legis lativ a, mas
tr ata- s e da metade dos membr os , ou s eja, mes mo quem não for, conta. Ex: a Câmara
dos Deputados Feder ais tem 51 3 membros . Sua maioria abs oluta será s empre de 25 7
v otos, enquanto a maior ia simples pode var iar de acordo com os pr es entes.
o manifes tação legislativa s em que ao menos a maior ia abs oluta de v otos s e
faça pres ente.
Mai ori a S i m p les :
A mai ori a s i mples ou re l ati va é a regra , toda deliber ação legis lativ a em r egr a dev e
s er tomada pela maior ia s imples de v oto. É o que s e extr ai do A rt . 47 , da
Cons tit uição: “S a lvo disp osiç ão constituciona l em contrár io , a s deliber a ções de cada
Casa e de sua s Comissões ser ão tomad as por maioria do s vo tos, pr esente a maioria
ab solu ta de seus membro s.”.
É v ar iável, depende do número de par lamentar es pr es entes naquela s essão.
É qualquer maior ia des de que s e faça pr es ente ao menos a maior ia absoluta de votos
É neces s ário para aprovação de lei or dinária, decr eto legis lativ o, res oluções.
A dif er ença entre as duas é a quantidade de pes s oas que es tarão pres entes . Na maior ia
s imples não importa a quantidade de pes soas , pois a maior ia abs oluta s e s empr e f ixa. Por
exemplo, s e exis tem 1 00 deputados , mas comparecem 54, a maior ia abs oluta de votos
dev e s er no mínimo 51 votos. Pegando o mes mo exemplo, na maior ia s imples s er ia de 2 8
v otos. Ainda de acordo com o art . 4 7 , CF/88 , em ambos os cas os , para que haja a s es s ão de
deliber ação, é neces s ár ia a pres ença mínima da maior ia absoluta de parlamentar es .
Mai ori a Q u alifi cad a:
É apenas utiliz ada para normas especiais .
O corr e quando é neces s ár ia a aprovação por mais votos do que os da maioria
s imples .
Normalmente s e estabelecem dois ter ços , ou de três quintos dos votos ( a par tir do
númer o total de componentes da cas a ) par a a aprov ação do que foi pr opos to. Um
exemplo é dis s o é o quórum para ins tauração de processo contr a Pres idente e o Vice-
Pr esidente da República e os Minis tros de Es tado, dis pos to no art . 51 : “Compete
pr iva tivamente à mara dos Depu tados: I autor izar , por doi s t erços de seus
membros, a instaur ão d e processo contr a o Pr esidente e o Vice-Pr esiden te d a
Re blic a e os Ministr os de Estado […]”
L ei O rd i n ári a e L ei Com p lem en tar :
No dir eito, le i complementar é uma lei que tem, como propós ito, complementar ,
explicar e adicionar algo à co ns tituição. A lei complementar dif er encia-s e da lei
or dinária desde o quór um para s ua f or mação. A lei or dinária exige apenas maioria s imples
de v otos para s er aceita.
a lei compl ementar exige ma ioria abs oluta.
PEC Prop os t a d e Em en d a Const i t u ci on al:
Tramitação de uma PEC:
Ao s er apr esentada, a pr opos ta de emenda à Constituição (P EC) é analis ada pela
Comis s ão de Cons tituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) quanto à s ua admiss ibilidade. Ess e
exame leva em conta a constitucionalidade, a legalidade e a cnica legislativa da proposta.
Se f or apr ovada, a Câmara cr iar á uma comiss ão especial es pecif icamente par a analis ar seu
conteúdo.
A comis s ão es pecial ter á o pr az o de 40 s ess ões do Plenár io par a prof er ir parecer. D epois ,
a P EC dev er á ser votada pelo Plenár io em dois turnos, com inter v alo de cinco sess ões entre
uma e outra votação. Par a s er apr ovada, pr ecis a de pelo menos 30 8 votos (3/5 dos
deputados ) em cada uma das v otações .
Se nado:
D epois de apr ov ada na Câmara, a P EC s egue par a o Senado, onde é analis ada pela