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MÓDULO VIII 
INTERAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE I 
OFTALMOLOGIA –OTORRINOLARINGOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAIO/2010 
 
 
 
2 
 
OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA [Digite texto] MARCUS N. OTTONI 
SUMÁRIO 
1. OSSO TEMPORAL ............................................................................................................................................................................... 04 
2. ORELHA E AUDIÇÃO ........................................................................................................................................................................... 05 
2.1. ORELHA EXTERNA ..................................................................................................................................................................... 05 
2.1.1. PAVILHÃO AUDITIVO .................................................................................................................................................. 05 
2.1.2. MEATO ACÚSTICO EXTERNO ................................................................................................................................... 05 
2.1.3. MEMBRANA TIMPÂNICA ............................................................................................................................................ 06 
2.2. ORELHA MÉDIA .......................................................................................................................................................................... 08 
2.2.1. CAVIDADE TIMPÂNICA ............................................................................................................................................... 08 
2.2.2. TUBA AUDITIVA .......................................................................................................................................................... 10 
2.2.3. OSSÍCULOS DA AUDIÇÃO ......................................................................................................................................... 12 
2.2.4. MÚSCULOS RELACIONADOS AOS OSSÍCULOS ..................................................................................................... 15 
2.2.5. IRRIGAÇÃO ARTERIAL ............................................................................................................................................... 16 
2.2.6. DREANGEM VENOSA ................................................................................................................................................. 16 
2.2.7. DRENAGEM LINFÁTICA .............................................................................................................................................. 16 
2.2.8. INERVAÇÃO ................................................................................................................................................................. 16 
2.3. ORELHA INTERNA ...................................................................................................................................................................... 16 
2.3.1. LABIRINTO ÓSSEO ..................................................................................................................................................... 16 
2.3.2. VESTIBULO .................................................................................................................................................................. 17 
2.3.3. CANAIS SEMICIRCULARES ........................................................................................................................................ 18 
2.3.4. PERILINFA ................................................................................................................................................................... 19 
2.3.5. LABIRINTO MEMBRANOSO ....................................................................................................................................... 19 
2.3.6. UTRÍCULO ................................................................................................................................................................... 19 
2.3.7. SÁCULO ....................................................................................................................................................................... 19 
2.3.8. DUCTO ENDOLINFÁTICO ........................................................................................................................................... 20 
2.3.9. ENDOLINFA .................................................................................................................................................................. 20 
2.3.10. JANELA OVAL E JANELA REDONDA ......................................................................................................................... 21 
2.3.11. CÓCLEA ....................................................................................................................................................................... 21 
2.3.12. ÓRGÃO DE CORTI ....................................................................................................................................................... 25 
2.3.13. VACULARIZAÇÃO ....................................................................................................................................................... 27 
2.3.14. INERVAÇÃO ................................................................................................................................................................. 28 
2.3.14.1. NC VIII – VESTIBULOCOCLEAR .......................................................................................................................... 28 
2.3.14.2. NC VII – FACIAL .................................................................................................................................................... 29 
2.4. FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO ........................................................................................................................................................... 31 
2.4.1. POTENCIAL DE AÇÃO ................................................................................................................................................. 34 
2.4.2. SISTEMA EFERENTE ................................................................................................................................................... 35 
2.5. FISIOLOGIA VESTIBULAR ........................................................................................................................................................... 37 
2.6. EMBRIOLOGIA .............................................................................................................................................................................. 39 
3. OLHOS E VISÃO ................................................................................................................................................................................... 40 
3.1. ÓRBITA .......................................................................................................................................................................................... 40 
3.1.1. MÚSCULOS EXTRÍNSECOS DA ÓRBITA .................................................................................................................... 41 
3.2. PÁLPEBRA .................................................................................................................................................................................... 42 
3.3. APARELHO LACRIMAL ................................................................................................................................................................ 44 
3.4. GLOBO OCULAR ..........................................................................................................................................................................45 
3.4.1. TÚNICA FIBROSA ......................................................................................................................................................... 45 
3.4.1.1. ESCLERA ............................................................................................................................................................... 45 
3.4.1.2. CÓRNEA ................................................................................................................................................................ 45 
3.4.1.3. INERVAÇÃO .......................................................................................................................................................... 47 
3.4.1.4. VACULARIZAÇÃO ................................................................................................................................................. 47 
3.4.2. TÚNICA VASCULAR ..................................................................................................................................................... 50 
3.4.2.1. ÂNGULO DA CÂMARA ANTERIOR ...................................................................................................................... 50 
3.4.2.2. HUMOR AQUOSO ................................................................................................................................................. 51 
3.4.2.3. CORPO CILIAR ..................................................................................................................................................... 52 
3.4.2.4. ÍRIS ........................................................................................................................................................................ 53 
3.4.2.5. MÚSCULOS DA PUPILA ....................................................................................................................................... 54 
3.4.2.6. CRISTALINO ......................................................................................................................................................... 54 
3.4.2.7. CORIÓIDE ............................................................................................................................................................. 56 
3.4.2.8. RETINA .................................................................................................................................................................. 56 
3.4.2.8.1. INERVAÇÃO DA RETINA ...................................................................................................................... 61 
3.4.2.8.2. VASCULARIZAÇÃO DA RETINA .......................................................................................................... 62 
3.4.2.9. HUMOR VÍTREO ................................................................................................................................................... 62 
3.4.2.10. CONJUNTIVA ........................................................................................................................................................ 63 
3.5. FISIOLOGIA DA VISÃO ................................................................................................................................................................ 63 
3.5.1. NEOFORMAÇÃO DA RODOPSINA ............................................................................................................................. 66 
3 
 
OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA [Digite texto] MARCUS N. OTTONI 
3.5.2. CÓRTEX VISUAL .......................................................................................................................................................... 67 
3.6. PRESSÃO INTRAOCULAR ........................................................................................................................................................... 67 
3.7. LÁGRIMA ....................................................................................................................................................................................... 68 
3.7.1. LACRIMEJAMENTO ...................................................................................................................................................... 69 
3.8. EMBRIOLOGIA DO OLHO ............................................................................................................................................................. 69 
4. NARIZ E OLFAÇÃO .............................................................................................................................................................................. 71 
4.1. FUNÇÃO ........................................................................................................................................................................................ 71 
4.2. DIVISÃO ......................................................................................................................................................................................... 71 
4.3. NARIZ EXTERNO .......................................................................................................................................................................... 71 
4.4. SEIOS PARANASAIS .................................................................................................................................................................... 72 
4.5. CAVIDADE NASAL ........................................................................................................................................................................ 73 
4.6. OLFAÇÃO ...................................................................................................................................................................................... 74 
5. REGIÃO ORAL, FARINGE E LARINGE ............................................................................................................................................... 76 
5.1. CAVIDADE BUCAL ........................................................................................................................................................................ 76 
5.1.1. LÍNGUA .......................................................................................................................................................................... 76 
5.2. FARINGE ....................................................................................................................................................................................... 77 
5.3. LARINGE ....................................................................................................................................................................................... 78 
6. DOENÇAS E COMPLICAÇÕES ........................................................................................................................................................... 79 
6.1. OTITE ............................................................................................................................................................................................ 79 
6.2. OTORRÉIA .................................................................................................................................................................................... 83 
6.3. BAROTRAUMA .............................................................................................................................................................................. 84 
6.4. DISACUSIA .................................................................................................................................................................................... 84 
6.5. AGRESSÕES .................................................................................................................................................................................86 
6.6. GLAUCOMIA .................................................................................................................................................................................. 86 
6.6.1. GAUCOMA PRIMÁRIO .................................................................................................................................................. 86 
6.6.1.1. GLAUCOMA PRIMÁRIO DE ÂNGULO ABERTO ................................................................................................... 86 
6.6.1.2. GLAUCOMA PRIMÁRIO DE ÂNGULO FECHADO ................................................................................................ 89 
6.6.2. GLAUCOMA CONGÊNITO ............................................................................................................................................ 89 
6.6.3. GLAUCOMA SECUNDÁRIO .......................................................................................................................................... 90 
6.7. RETINOPATIA DIABÉTICA ........................................................................................................................................................... 90 
6.8. TRACOMA ..................................................................................................................................................................................... 92 
6.9. VESTIBULOPATIAS ...................................................................................................................................................................... 92 
7. ANATOMIA RADIOLÓGICA ................................................................................................................................................................. 93 
8. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ / CEGUEIRA ............................................................................................................................. 95 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA [Digite texto] MARCUS N. OTTONI 
 
OSSO TEMPORAL 
 Dividido em 5 partes (unidas por fissuras): escamosa, mastóide, timpânica, estilóide e petrosa. 
 O osso temporal se articula com o osso esfenóide (asa maior), parietal, occipital, zigomático, mandíbula e com o osso hióide por 
intermédio de ligamentos. 
 Porção Escamosa – constituída por uma lâmina óssea vertical. 
o Apresenta uma face medial cerebral e uma face lateral temporal. 
o Parte anterior – nasce o processo zigomático, que juntamente com o osso zigomático formam o arco zigomático. 
o Atrás desta porção nota-se a área crivsoa que nada mais é do que a projeção das células mastóideas na superfície do temporal. 
o Traçando-se uma linha horizontal da área crivosa em direção ao crânio, encontra-se o antro mastóideo. 
 Mastóide – porção posterior do osso temporal. 
o Projeção cônica da parte petrosa do osso temporal, unindo-se a escama e ao osso timpânico anteriormente. 
o Sua superfície lateral é local de inserção para os músculos occipitais, auricular posterior, longo e esplênio da cabeça, 
apresentando um ou mais forames que correspondem ao ramo mastóideo da artéria occipital e a veia mastóidea. 
o A depressão que se observa posteriormente à espinha de Henle corresponde à fossa mastóidea. 
o O ramo auricular do nervo vago penetra no osso temporal através da fissura timpanomastoidea (que une a mastóide ao 
osso timpânico). 
o No adulto a mastóide contém espaços aéreos, as células mastóides, sendo o antro (que é revestido por mucosa e que 
comunica a mastóide com o ouvido médio) a maior delas. 
o Na sua superfície inferior, encontra-se o processo mastóide, local de inserção do músculo esternocleidomastoideo, a incisura 
do digástrico (local de inserção de seu ventre posterior) e o sulco da artéria occipital. 
o Medialmente à incisura do digástrico notamos o forame estilomastoideo (local de passagem do nervo facial, artéria 
estilomastoidea e o ramo auricular do vago, em alguns casos). 
o Em sua superfície medial, visualiza-se uma depressão profunda, correspondente ao sulco sigmóide, que aloja em seu interior o 
seio venoso sigmóide da dura-máter. 
 Porção Petrosa: 
o Trata-se da porção mais complexa do osso temporal pela quantidade de estruturas anatômicas que a ela se relacionam. 
o Apresenta forma de pirâmide de três lados, sendo a base voltada para a face externa do crânio e o ápice dirigido à face interna 
e anterior. 
o A borda superior do petroso é formada pela união da face posterior (ou cerebelar) e anterior (ou cerebral). 
o Divide-se em três porções: anterior (formando parte da fossa média e com inclinação ântero-inferior), inferior (relacionada aos 
grandes vasos e nervos do pescoço) e posterior (relacionada à fossa posterior). 
 Processo Estilóide: 
o Na face lateral do petroso está localizado o processo estilóide, que se dirige anteroinferiormente e mede aproximadamente 2,5 
cm. 
o Em sua base fica o forame estilomastoideo, orifício externo do canal facial (local de passagem para o nervo facial, artéria 
estilomastoidea e eventualmente o ramo auricular do vago). 
o O processo estilóide é uma porção óssea fina que nasce abaixo do osso timpânico, sendo que três músculos apresentam 
origem neste processo: estiloióide, estiloglosso e estilofaríngeo. 
o Este osso apresenta grande variação anatômica e pode chegar a atingir o osso hióide. 
 Porção Timpânica: 
o Trata-se do menor osso que contribui para a formação do osso temporal e apresenta forma quadrilátera. 
o Forma parte da parede anterior, interior e posterior do CAE e se articula com a escama e o petroso, formando através da 
apófise vaginal uma bainha para o processo estilóide. 
o A região externa de sua porção póstero-inferior apresenta um sulco para a inserção da membrana timpânica. 
o Separa-se da cabeça da mandíbula através de uma pequena quantidade de tecido de glândula parótida. 
o A sua superfície medial e ântero-inferior é fina, é, por vezes, apresenta um pequeno foramen (de Huschke) porção não 
ossificada embriologicamente 
 
 
5 
 
OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA [Digite texto] MARCUS N. OTTONI 
ORELHA E AUDIÇÃO 
 Também chamado de órgão vestibulococlear. 
 Dividido em parte interna, média e externa. 
 Posssui 2 funções: equilíbrio e audição. 
 As partes externas são principalmente relacionadas com a transferência de som para a orelha interna, que contêm o órgão do equilíbrio 
(condição de ser equilíbrio uniformemente) e audição. 
 
 
ORELHA EXTERNA: 
 Composta por cartilagem elástica recoberta com pele. 
 Possui diversas depressões: concha – mais profunda. 
 Suprimento arterial – derivado principalmente das artérias auricular posterior e temporal superficial. 
 Nervos para a pele – nervos auricular magno e auriculotemporal. 
o Nervo Auricular Magno – supre as faces superior e lateral abaixo do meato acústico externo. 
o Nervo Auriculotemporal – ramo do NC V3. 
 Drenagem Linfática – linfonodos parotídeos superficiais realizam a drenagem da face lateral da metade superior da orelha. 
 Formada pelo pavilhão auditivo, canal auditivo externo e meato auditivo externo. 
 
 
PAVILHÃO AUDITIVO: 
o Função de captar e canalizar sons para a orelha média. 
o Lóbulo da orelha – destituído de cartilagem – tecido fibroso, gordura e vasos sanguíneos. 
o Facilmente perfurada para retirada de pequenas amostras de sangue e inserção de brincos. 
 
 
 MEATO ACÚSTICO EXTERNO: 
o Conduz para dentro através da parte timpânica do temporal. 
o Estende-se da parte mais profunda da concha até a membrana timpânica (2 a 3 cm nos adultos). 
o Terço lateral desse canal em forma de S é cartilagíneo e revestido com pele – contínua com a pele da orelha. 
6 
 
OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA [Digite texto] MARCUSN. OTTONI 
o 2/3 mediais são ósseos e revestidos com pele fina – contínua com a lâmina externa da membrana timpânica. 
o Glândulas ceruminosas e sebácea situadas no tecido subcutâneo da parte cartilagínea do meato acústico externo produz cerume 
(cera do ouvido). 
 
 
MEMBRANA TIMPÂNICA: 
o A cavidade timpânica é fechada lateralmente pela membrana do tímpano, que serve como limite entre a orelha média e o meato 
acústico externo. 
o Forma elíptica, é fina, semitransparente, e seu diâmetro vertical mede de 9 a 10 mm e o ântero-posterior, de 8 a 9 mm. 
o Está colocada obliquamente, inclinando-se em sentido medial a partir da parede póstero-superior para a ântero-inferior do 
meato, formando ângulos de mais ou menos 55º com a parede inferior e de cerca de 1.400 com a parede superior, embora a 
membrana varie muito na forma, no tamanho e na inclinação. 
o Voltada lateralmente para frente e para baixo, como se captasse os sons refletidos do solo conforme se avança. 
o Exibe aspecto levemente côncavo na face externa devido à tração do manúbrio do martelo (o primeiro dos três ossículos 
do ouvido), firmemente fixo à face interna da membrana. 
o Forma a partição entre o meato acústico externo e a cavidade timpânica da orelha média. 
o Recoberta externamente com pele muito fina e, internamente, com túnica mucosa da orelha média. 
o O ponto mais deprimido no centro da membrana chama-se umbigo do tímpano (proeminência) e corresponde à extremidade do 
manúbrio do martelo. 
o A partir desse ponto, uma linha esbranquiçada, a estria malear, causada pelo brilho do manúbrio, é vista na face externa passando 
em direção à margem superior. 
o Na extremidade superior da estria aparece uma projeção delgada, a proeminência malear, formada pelo processo lateral (curto) do 
martelo. 
o Daí partem as pregas maleares anterior e posterior, que se dirigem às extremidades (espinhas timpânicas anterior e posterior) do 
sulco timpânico do anel timpânico do osso temporal. 
o Histologicamente, a membrana timpânica apresenta 3 camadas: 
o Uma camada epitelial, composta por duas fileiras de células epiteliais. 
o Uma intermediária fina de constituição fibrosa, com fibras de natureza colágena, fibroblastos e células endoteliais. 
o Uma de natureza mucosa, que continua com a mucosa do ouvido médio. 
 
 PARTE TENSA DA MEMBRANA TIMPÂNICA: 
o A maior parte da membrana timpânica, ou PARTE TENSA, está firmemente distendida e situada inferiormente às pregas ou 
ligamentos maleares (estrias timpânicas anterior e posterior). 
o A borda periférica da parte tensa mostra um espesso limbo formado por um ânulo fibrocartilaginoso que se encaixa, à semelhança 
de um vidro de relógio, no sulco timpânico do meato acústico externo. 
o Esse sulco não é completo, está ausente na parte superior do anel timpânico do osso temporal, em um espaço situado entre as 
espinhas timpânicas anterior e posterior, conhecido como incisura timpânica (incisura de Rivino). 
o Nessa área, a parte flácida da membrana também não apresenta o ânulo cartilaginoso e prende-se, mais fracamente do que a tensa, 
na incisura timpânica. 
7 
 
OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA [Digite texto] MARCUS N. OTTONI 
o A membrana timpânica normal apresenta cor pérola-acinzentada e reflete um cone de luz no quadrante ântero-inferior, usualmente 
chamado cone luminoso. 
o Estruturalmente, a parte tensa consiste em três camadas: 
o CAMADA EXTERNA (CAMADA CUTICULAR) - derivada da pele que forra o meato  formada por epitélio estratificado cujas 
células migram a partir do umbigo para a periferia à razão de 0,05 mm por dia. 
o Não contém pêlos e exibe algumas papilas dérmicas rudimentares na periferia. 
o Pequenos vasos sangüíneos transitam no tecido conjuntivo subepitelial, muito delgado. 
o CAMADA INTERMEDIÁRIA (CAMADA FIBROSA), formada por dois estratos: 
o Estrato superficial ou externo, formado de fibras radiais. 
o Estrato profundo ou interno, de fibras circulares mais concentradas na periferia e dispersas no centro da membrana. 
 Fibras transversas e parabólicas também são encontradas entre os estratos circular e radial. 
 Essas fibras são consideradas colágenas (fibras elásticas são raras); contudo, estudos ultra-estruturais 
mostraram finas fibrilas, possivelmente de ceratina ou reticulina. 
o CAMADA INTERNA (CAMADA MUCOSA) - contínua à mucosa que forra a cavidade timpânica. 
 
 PARTE FLÁCIDA DE MEMBRANA TIMPÂNICA: 
o A pequena área triangular delimitada pelas pregas é denominada PARTE FLÁCIDA DA MEMBRANA TIMPÂNICA (Membrana 
de Shrapnell). 
o É fina e frouxa e está diretamente aderida à incisura timpânica do osso timpânico. 
o Pequenas perfurações na membrana flácida não são incomuns. 
o A parte flácida é mais frouxa, porém mais espessa do que a tensa, segundo estudos recentes. 
o Consiste também em três camadas: EPITELIAL, FIBROSA E MUCOSA. 
o CAMADA EXTERNA - consiste em 5 a 10 camadas de células epiteliais; 
o CAMADA INTERMÉDIA - constituída por fibras colágenas e fibras elásticas abundantes ordenadas irregularmente; 
o CAMADA INTERNA - mucosa formada por células escamosas arranjadas como na parte tensa. 
 
 VASCULARIZAÇÃO: 
o A irrigação arterial da membrana timpânica é feita por ramos finos das suas faces interna e externa com intensas anastomoses 
(parte tensa). 
o Tais ramos são derivados do ramo auricular profundo da artéria maxilar, que se ramifica sob a camada cuticular; os ramos para a 
superfície mucosa nascem do ramo timpânico anterior da maxilar e do ramo estilomastóideo da auricular posterior, que é um 
ramo da maxilar. 
o A drenagem venosa deriva para veias do meato e da cavidade timpânica, seguindo para a veia jugular externa, para os seios da 
dura-máter e para o plexo venoso da tuba auditiva. 
o Os linfáticos possivelmente drenam para os linfonodos mastóideos e da tuba auditiva. 
 
 INERVAÇÃO: 
o Os nervos sensitivos da membrana timpânica provêm do ramo auriculotemporal (nervo mandibular, ramo do trigêmeo), do 
ramo auricular do vago e do ramo timpânico do glossofaríngeo. 
 
 
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OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA [Digite texto] MARCUS N. OTTONI 
 
 
ORELHA MÉDIA: 
 Encontra-se na parte petrosa do temporal – forma semelhante a um losango. 
 Formada principalmente por uma pequena câmara cheia de ar na porção petrosa do osso temporal denominada cavidade do tímpano. 
 Essa cavidade comunica-se com a nasofaringe por um canal osteocartilaginoso chamado tuba auditiva. 
 Em direção oposta à tuba, a cavidade do tímpano liga-se também ao antro mastóideo e, assim, com as células do processo mastóide do 
osso temporal. 
 A orelha média compreende a cavidade timpânica, o antro mastóideo e a tuba auditiva, que, no conjunto, representam uma câmara 
pneumática, irregular e contínua através de passagens, em sua maior parte, localizada no osso temporal 
 Conteúdo: 
o Ossículos da audição – martelo, bigorna e estribo. 
o Músculos estapédio e tensor do tímpano. 
o Corda tímpano – ramo do NC VII. 
o Plexo nervo timpânico. 
 
CAVIDADE TIMPÂNICA: 
 A cavidade timpânica é uma fenda cheia de ar, comprimida lateralmente, forrada por mucoperiósteo, a qual se estende em um plano 
oblíquo ântero-posterior e que consiste em três partes: 
o Cavidade timpânica propriamente dita; corresponde à área defronte à membrana do tímpano (mesotímpano); 
o Recesso hipotimpânico (hipotímpano), situado abaixo do limite inferior da membrana; 
o Recesso epitimpânico (epitímpano ou ático), posicionado acima do limite da membrana – espaço superior à membrana. 
 Nesse recesso encontra-se a articulação incudomalear (entre o martelo e a bigorna). 
 O recesso epitimpânico, ou ático, é uma subdivisão da cavidade timpânica e é limitado: 
 Internamente pela porção superiorda parede labiríntica da cavidade, na área correspondente à 
proeminência do canal semicircular lateral, imediatamente acima do canal facial; 
 Externamente pela escama (scutum); 
 Superiormente pelo tegmen tympani e posteriormente pela fossa incudal. 
o O limite entre a cavidade timpânica propriamente dita e o recesso epitimpânico é determinado pela proeminência do canal 
facial, medialmente, e pela fossa da bigorna, inferiormente. 
 Uma abertura longa, denominada ádito do antro ou canal timpanomastóideo, comunica o recesso epitimpânico 
com uma grande célula aérea, de aproximadamente 10 mm nos seus diâmetros máximos e com 1 mL de volume, o 
antro mastóideo. 
 Esse antro mantém importantes relações tópicas de considerável interesse médico-cirúrgico com as cavidades 
timpânica e craniana. 
 O antro comunica-se com o recesso epitimpânico através do ádito do antro, isto é, uma passagem relacionada 
medialmente com o canal semicircular lateral. 
o O RECESSO EPITIMPÂNICO ANTERIOR, também conhecido como seio epitimpânico  é a porção de localização anterior à 
cabeça do martelo. Seus limites são: 
 Fossa craniana média, superiormente; 
 Ápice do rochedo, anteriormente; 
 Anel timpânico ósseo, lateral e inferiormente; 
 Nervo facial e o gânglio genicular, medialmente. 
o RECESSO EPITIMPÂNICO POSTERIOR: 
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OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA [Digite texto] MARCUS N. OTTONI 
 A designação tímpano posterior é comum entre otologistas, visto que nele se desenvolvem ou depositam patologias 
graves do ouvido médio. 
 Passa o nervo facial, sempre exposto ao risco de acidentes cirúrgicos nas operações que exigem a remoção de 
tumores e tecido crônico de granulações para o restabelecimento do fluxo aéreo do recesso epitimpânico para o antro 
mastóideo. 
 O tímpano posterior apresenta projeções ósseas e osteomucosas que delimitam recessos irregulares e inconstantes, 
com dimensões milimétricas, de difícil sistematização e que dificultam sua visualização e acesso pelas vias 
convencionais de abordagem. 
 Esses recessos são delimitados fundamentalmente por três estruturas: eminência cordal, eminência piramidal e 
proeminência estilóidea, que, no conjunto, formam o COMPLEXO ESTILÓIDEO, derivado do segundo arco branquial. 
 A cavidade timpânica mede cerca de 15 mm nos diâmetros vertical e ântero-posterior, enquanto que a dimensão transversa é de 6 mm 
na parte mais alta e 4 mm na porção mais inferior, sendo que, no centro, ou seja, do umbigo do tímpano até a parede interna, mede 
apenas 2 mm. 
o O espaço da cavidade timpânica pode ser reduzido na presença de uma fossa jugular proeminente. 
o Conectada anteriormente com a parte nasal da faringe por meio da tuba auditiva. 
o Póstero-superiormente, a cavidade timpânica conecta-se com as células mastóideas através do antro mastóideo. 
o Cavidade timpânica é revestida com túnica mucosa – contínua com o revestimento da tuba auditiva, células mastódeas e antro 
mastóideo. 
 A cavidade timpânica é revestida por epitélio pavimentoso simples – contínuo com o revestimento interno da membrana do tímpano. 
 2/3 mais profundos, ao aproximar-se da tuba auditiva, o osso da cavidade timpânica é substituído por cartilagem. 
 Ao aproximar-se da tuba auditiva, seu revestimento epitelial torna-se um epitélio colunar pseudoestratificado ciliado. 
 A lâmina da própria parede óssea está firmemente aderida a esta e não contém glândulas, mas a lâmina própria que reveste a porção 
cartilaginosa contém muitas glândulas mucosas cujos dutos abrem-se na luz da cavidade timpânica. 
 Células calciformes e tecido linfóide são encontrados na vizinhança da abertura faríngea. 
 A janela oval e a janela redonda estão situadas na parede medial da cavidade timpânica, as quais conectam a cavidade do ouvido médio 
ao ouvido interno – formadas por espaços da parede óssea cobertos por uma membrana. 
 
 LIMITES DA CAVIDADE TIMPÂNICA: 
 Paredes da Cavidade Timpânica: 
o Teto Segmentar ou Parede Tegmental – formado por uma fina lâmina de osso – tegme timpânico – separa a cavidade timpânica 
da dura-máter no assoalho da fossa média do crânio. 
o Assoalho ou Parede Jugular – formado por uma lâmina de osso – separa a cavidade timpânica do bulbo superior da veia jugular 
interna. 
o Parede Lateral ou Parede Membranácea – formada quase que inteiramente pela convexidade pontiaguda da membrana 
timpânica; superiormente é formada pela parede óssea lateral do recesso epitimpânico. 
 O manúbrio do martelo está na membrana timpânica e sua cabeça se estende até o recesso epitimpânico. 
o Parede Medial ou Parede Labiríntica – separa a cavidade timpânica da orelha interna e apresenta o promontório da parte inicial 
da cóclea (curva basilar). 
o Parede Anterior ou Parede Carótida – separa a cavidade timpânica do canal carótido; superiormente possui a abertura da tuba 
auditiva e o canal para o músculo tensor do tímpano. 
o Parede Posterior ou Parede Mastóidea – apresenta uma abertura na sua parte superior – o ádito para o antro mastóideo – 
conecta a cavidade timpânica com as células mastóideas; o canal para o nervo facial desce entre a parede posterior e o antro, 
medial ao adito. 
 Antro Mastóideo – cavidade situada no processo mastóide do temporal. 
o Separado da fossa média do crânio por um teto ósseo fino – tegme timpânico. 
o Assoalho – possui diversas aberturas através das quais se comunica com as células mastóideas. 
o Juntamente com as células mastóideas são revestidas pela túnica mucosa que é contínua com o revestimento da orelha média. 
 
 
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TUBA AUDITIVA: 
 A tuba auditiva ou tuba faringotimpânica é um canal osteocartilaginoso que comunica a cavidade do tímpano com a parte nasal da 
faringe. 
 Com isso, permite a ventilação dos espaços pneumatizados do osso temporal, protegendo-os contra possíveis agressões bacterianas, e 
também estabelece o equilíbrio da pressão do ar nas duas faces da membrana do tímpano. 
 Mede cerca de 35 a 38 mm de comprimento, sendo um terço ósseo e dois terços de fibrocartilagem. 
 A parte óssea da tuba mede 12 mm, é lateral ao canal carótico e apresenta pequenos orifícios por onde passam os vasos 
caroticotimpânicos. 
 É mais calibrosa junto à cavidade timpânica e vai se estreitando gradualmente até o istmo, isto é, o início da porção fibrocartilaginosa. 
 A mucosa mostra um epitélio colunar 80% ciliado, com células caliciformes secretoras abundantes. 
 O óstio timpânico da tuba está na parede anterior da cavidade timpânica, cerca de 4 a 5 mm acima do soalho do hipotímpano. 
 Nesse ponto, a secção transversa da tuba é triangular e mede de 3 a 5 mm de diâmetro, enquanto junto ao istmo diminui para 2 a 3 mm 
no diâmetro vertical e 1 a 1,5 mm no horizontal. 
 A parte cartilaginosa mede cerca de 26 mm de extensão e é formada por uma placa triangular de cartilagem, que, na secção transversa, 
tem forma de gancho. 
 A cartilagem da tuba tem um ápice e uma base - o ápice prende-se à parte óssea através de tecido fibroso, e a base está imediatamente 
embaixo da mucosa da parede lateral da nasofaringe, onde forma a elevação (toro tubal) que circunda o óstio faríngico da tuba. 
 A cartilagem da tuba curva-se lateralmente e, assim, exibe uma lâmina larga, medial, e outra estreita, lateral. 
 O sulco determinado pelas duas lâminas é completado por uma membrana que fecha o canal. 
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 A cartilagem da tuba é hialina no recém-nascido e, no adulto, elástica, exceto no istmo, onde permanece hialina. 
 A mucosa da tuba cartilaginosa é contínua com a da faringe e mostra epitélio colunar pseudo-estratificado ciliado e tambémepitélio 
cubóide ciliado e células caliciformes com muitas glândulas tubuloacinosas que secretam muco na luz da tuba. 
 Nas crianças, ao redor do óstio faríngico há uma concentração de tecido linfóide, conhecida como tonsila tubária ou tubal (tonsila de 
Gerlach). 
 A tuba está relacionada com o músculo tensor do véu palatino, que recebe algumas fibras da lâmina lateral da cartilagem e da parte 
membranácea; para alguns autores, essas fibras constituem o músculo dilatador da tuba. 
 O músculo salpingofaríngeo insere-se na parte inferior da cartilagem, próximo ao óstio faríngico. 
 O músculo levantador do véu palatino nasce, em parte, na lâmina medial da cartilagem da tuba. 
 A luz da parte cartilagínea da tuba permanece fechada devido à sua natureza elástica e abre-se ao bocejar e deglutir. 
 O mecanismo de abertura da tuba é ainda polêmico. 
 Contudo, atribui-se à ação muscular do músculo tensor do véu palatino, auxiliado pelo músculo salpingofaríngeo e pelo levantador do véu 
palatino, que eleva a parte cartilaginosa, diminuindo a tensão na cartilagem. 
 A mucosa da tuba cartilaginosa é contínua com a da faringe e mostra epitélio colunar pseudo-estratificado ciliado e também epitélio 
cubóide ciliado e células caliciformes com muitas glândulas tubuloacinosas que secretam muco na luz da tuba. 
 Nas crianças, ao redor do óstio faríngico há uma concentração de tecido linfóide, conhecida como tonsila tubária ou tubal (tonsila de 
Gerlach). 
 
 
Durante os eventos de deglutir, assoar o nariz ou bocejar, o orifício da tuba auditiva junto da faringe se abre, permitindo um equilização da pressão 
do ar da cavidade timpânica com a do meato auditivo externo, situado no lado oposto da membrana timpânica. 
 A principal função da tuba auditiva é prover a ventilação dos espaços aéreos do osso temporal, a qual exerce desde o nascimento, sendo 
responsável por sua pneumatização e manutenção do equilíbrio da pressão com o ambiente. 
 Em repouso, a tuba auditiva encontra-se fechada pelo efeito passivo de mola de seu segmento cartilaginoso. 
 Durante a oclusão, o ar contido na orelha média, vai sendo absorvido pela mucosa vascularizada do promontório levando a cavidade a 
uma pequena pressão negativa fisiológica que contribuirá na sucção do ar quando a tuba auditiva abrir. 
 Durante a deglutição ou bocejos, os músculos tensor do véu do palatino (o mais eficiente) e levantador do véu palatino – inervados pelo 
trigêmeo a partir do gânglio ótico, se contraem, afastando as lâminas medial e lateral da cartilagem tubária, deixando o ar passar, 
auxiliado pela pressão negativa criada na orelha média. 
 A membrana timpânica (elástica) vai se projetando para fora até que o mecanismo de válvula da tuba deixa o ar sair e o equilíbrio se 
estabelece antes de qualquer sofrimento da orelha média (normalmente quando a pressão atinge de 10 a 12 mmHg acima da ambiental). 
 Novo ciclo se inicia com uma discreta pressão negativa residual da orelha média. 
 
 
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OSSÍCULOS DA AUDIÇÃO: 
 Os ossículos da orelha formam uma cadeia articulada suspensa na cavidade do tímpano, responsável pela condução das ondas sonoras 
da orelha externa para a orelha interna. 
 Formam uma cadeia de pequenos ossos através da cavidade timpânica a partir da membrana timpânica até a janela do vestíbulo – 
abertura oval na parede medial da cavidade timpânica que conduz ao vestíbulo da orelha interna (labirinto ósseo). 
 São os primeiro ossos a se ossificar completamente durante o desenvolvimento, estado essencialmente maduros no nascimento. 
 
MARTELO: 
 Derivado da cartilagem de Meckel, é o primeiro e o maior ossículo da cadeia. 
 Mede 8 ou 9 mm de comprimento e consiste em cabeça, colo, processo lateral, processo anterior e manúbrio ou cabo. 
 CABEÇA DO MARTELO - ocupa o recesso epitimpânico, 
o Ovóide e apresenta uma face articular revestida de cartilagem para articular-se com a bigorna e formar a articulação 
incudomalear. 
o Cabeça do martelo articula-se com a bigorna. 
 COLO - estreito e, imediatamente abaixo dele, o martelo alarga-se, e nota-se aí um espessamento de onde partem os dois processos. 
o O processo anterior é fino e estende-se até a fissura petrotimpânica, acompanhado pelo nervo corda do tímpano. 
o Esse processo quase sempre é encontrado fraturado ou parcialmente absorvido, sem prejuízo para a audição. Prende-se às 
paredes da fissura petrotimpânica pelo ligamento anterior do martelo, que o envolve. 
o Esse ligamento é formado por tecido fibroso denso e contínuo com o periósteo do martelo, atravessa a fissura petrotimpânica 
para alcançar a cápsula da articulação temporomandibular e a espinha do osso esfenóide 
 Parte superior arredondada, ou cabeça do martelo, se situa no recesso epitimpânico. 
 No lado medial do ligamento, corre o nervo corda do tímpano para entrar no óstio do canalículo da corda, na fissura. 
 O processo lateral provoca uma elevação na membrana timpânica e contém uma cobertura cartilaginosa na qual se fixa a parte tensa da 
membrana. 
 O manúbrio é longo, com a extremidade achatada em forma de espátula firmemente presa à membrana do tímpano, cuja lâmina própria 
se divide para envolver o manúbrio ao nível do umbigo. 
 À meia distância entre o umbigo e o processo lateral, a membrana do tímpano está afastada do manúbrio, levemente curvo, e uma prega 
mucosa estabelece a união entre ambos. 
 Normalmente, o manúbrio do martelo ocupa posição eqüidistante das margens anterior e posterior da membrana do tímpano, mas pode 
ocupar posição mais anterior. 
 O martelo é sustentado pela sua fixação na membrana do tímpano, pelo músculo tensor do tímpano, pelos ligamentos próprios e pela 
articulação com a bigorna. 
 Seus ligamentos são: 
o Ligamento suspensor anterior - que se situa imediatamente superior ao ligamento anterior do martelo, estendendo-se da cabeça 
desse ossículo à parede anterior do recesso epitimpânico anterior; 
o Ligamento lateral - o qual se prende no colo do martelo e se prolonga até a margem óssea da incisura timpânica (incisura de 
Rivino); 
o Ligamento superior do martelo - que se fixa no topo da cabeça do martelo e se estende ao tegmen tympani; 
o Ligamento anterior do martelo - o mais desenvolvido, que se prende ao colo do martelo junto ao processo anterior e vai à 
parede anterior da cavidade, na fissura petrotimpânica, prolongando-se até a espinha do esfenóide, com algumas fibras 
misturando-se com a cápsula da articulação temporomandibular; 
 Está no eixo de rotação ossicular, diferentemente dos demais, que estão fora desse eixo; 
o Ligamento malear posterior - um espessamento da margem inferior da prega malear posterior estendida do colo do martelo à 
espinha timpânica posterior. 
o Os ligamentos descritos têm função sustentadora e provavelmente não interferem na condução do som devido ao reduzido 
movimento dos ossículos. 
 
 
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BIGORNA: 
 É o mais longo dos três ossículos. 
 Consiste em um corpo, um processo curto (± 5 mm), um processo longo (± 7 mm) e no processo lenticular. 
 O processo curto é mais grosso do que o longo, ambos divergindo a partir do corpo e formando um ângulo de mais ou menos 100o. 
Assemelha-se a um dente pré-molar, com duas raízes divergentes comparáveis aos processos longo e curto. 
 O corpo da bigorna é aproximadamente cubóide e apresenta uma face articular revestida de cartilagem, em forma de sela, para se 
articular com a face correspondente da cabeça do martelo no recesso epitimpânico. 
 O processo curto da bigorna estende-se posteriormente, ocupando a fossa da bigorna, onde está fixo por um ligamento. 
 O processo longo estende-se para baixo, paralelamente ao manúbrio do martelo,terminando no processo lenticular, que exibe uma face 
convexa que se encaixa na superfície côncava da cabeça do estribo para formar a articulação incudoestapedial (diartrose). 
 A secção transversa do ramo longo da bigorna é circular, enquanto a do manúbrio do martelo é ovóide, o que deve ser levado em conta 
pelos cirurgiões na colocação de próteses. 
 Três ligamentos sustentam a bigorna na posição que ocupa: 
o Ligamento posterior da bigorna - prende o processo curto à fossa da bigorna e pode calcificar em condições patológicas; 
o Ligamento lateral e medial da bigorna - interliga o corpo da bigorna à cabeça do martelo; 
o Ligamento superior da bigorna - une o corpo ao teto do recesso epitimpânico. 
 Corpo – situa-se no recesso epitimpânico onde se articula com a cabeça do martelo. 
 Ramo longo da bigorna – situa-se paralelo ao manúbrio do martelo e sua extremidade interior articula-se com o estribo por meio de uma 
projeção direcionada medialmente – processo lenticular da bigorna. 
 Ramo curto da bigorna – conectado por um ligamento à parede posterior da cavidade timpânica. 
 
 
 
ESTRIBO: 
 É o menor e mais medial elo da cadeia ossicular. 
 Pesa em média 2,8 g e mede, em média, 3,26 mm de altura. 
 Consiste na cabeça, na base e em dois ramos ou cruras. 
 O ramo anterior é reto e mais fino do que o posterior, encurvado e, por isso, mais longo. 
 Nota-se uma área irregular imediatamente acima do ramo posterior representada pelo local de inserção do tendão do músculo estapédio. 
 O espaço limitado pelos arcos dos ramos é o forame obturado, que, às vezes, é fechado por uma lâmina da membrana mucosa, a 
membrana obturatória estapedial. 
 A CABEÇA DO ESTRIBO é a parte que mais variações apresenta, devido aos diferentes graus de reabsorção óssea fetal. 
o Pode ser pequena ou larga e apresentar ou não um processo muscular na borda da face posterior. 
o A depressão para a articulação do processo lenticular da bigorna pode ser uma fovéola, uma escavação irregular, triangular ou 
quadrilátera. 
 O COLO DO ESTRIBO não é sempre bem definido. 
o Quando ocorre, é representado por uma área constricta entre a cabeça e o ponto de origem dos ramos. 
o O tendão do músculo estapédio insere-se no colo (75% dos casos), na cabeça ou no ramo posterior do estribo. 
 Os ramos elevam-se das extremidades da BASE (PLATINA) e unem-se lateralmente para formar o arco crural e limitar o forame 
obturado. 
o A forma do arco é normalmente ovóide, às vezes triangular com o ápice fechado. 
o Os ramos são formados de osso laminar escavado, apresentando, na secção transversa, forma de C. 
 
o O encontro dos ramos dá a forma característica do estribo; dependendo do comprimento e da curvatura dos ramos, a forma do 
forame obturado se modifica. 
o Os ramos variam muito em tamanho, podendo ser desde uma delgada haste até uma forte coluna. 
o O ramo anterior é sempre mais delgado e mais reto (ramo retilíneo) do que o ramo posterior, que é curvo (ramo curvilíneo). 
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o Raramente o ramo posterior é mais reto do que o anterior. 
 A base, ou platina, do estribo é também muito variável. 
o Exibe formas oval, elíptica ou reniforme. 
o É mais comum apresentar a margem superior ligeiramente convexa e a inferior retilínea. 
o As bordas anterior e posterior são arredondadas, sendo a anterior um pouco mais angular. 
o A face vestibular da base é sensivelmente convexa e a face timpânica é comumente côncava, devido à reborda elevada da 
margem periférica da base. 
 Os ramos invariavelmente originam-se mais próximos da margem inferior (retilínea) da base. 
 Uma crista estapedial inconstante encontra-se na face timpânica da base, unindo os ramos. 
 A circunferência da base mede em média 7,45 mm, o comprimento médio é de 2,99 mm e a largura média de 1,41 mm. 
 A periferia da base do estribo articula-se com as margens da janela do vestíbulo (janela oval) através de um ligamento de fibras elásticas, 
o ligamento anular. 
 Cabeça – direcionada lateralmente, articula-se com a bigorna. 
 Base – se ajusta na janela do vestíbulo, na parede medial da cavidade timpânica. 
o Consideravelmente menor do que a membrana timpânica – força vibratória do estribo é aumentada aproximadamente 10 vezes 
em relação à membrana timpânica. 
 Os ossículos aumentam a força, mas diminuem a amplitude das vibrações transmitidas a partir da membrana timpânica. 
 
 
ARTICULAÇÕES OSSICULARES: 
 As articulações ossiculares são articulações verdadeiras ou sinoviais. 
 As faces articulares são revestidas de cartilagem e podem apresentar disco intra-articular. 
 Cada articulação tem uma cápsula articular de tecido fibroso derivado do periósteo dos ossos articulares e é forrada por membrana 
sinovial. 
 ARTICULAÇÃO INCUDOMALEAR - diartrose de encaixe recíproco (selar) formada pelo martelo e pela bigorna. 
o A cápsula de tecido elástico envolve as margens articulares e apresenta um disco intra-articular. 
o A cápsula é formada pela membrana sinovial, pela cápsula fibrosa e pela membrana mucosa da cavidade timpânica que 
envolve a cápsula. 
o A cápsula, na sua face medial, contém uma densa camada de tecido fibroso constituindo o ligamento incudomalear medial, 
assim como sua superfície lateral também é espessa, formando o ligamento incudomalear lateral. 
 ARTICULAÇÃO INCUDOESTAPEDIAL - é também uma articulação sinovial, diartrodial, do tipo esferóide, entre o processo lenticular da 
bigorna e a fóvea da cabeça do estribo. 
o O processo lenticular pode ocorrer como um osso acessório independente. 
o Não possui disco na cavidade articular. 
o As fibras conjuntivas da cápsula são mais longas do que as da articulação incudomalear e também mais espessas. 
o Na face inferior da articulação, as fibras capsulares posteriores fundem-se com as do tendão do músculo estapédio. 
 ARTICULAÇÃO VESTIBULOESTAPEDIAL - sindesmose (anfiartrose) entre a base do estribo e a janela do vestíbulo. 
o Essa articulação é um dos locais de eleição para a otosclerose. 
o O ligamento anular segura a base do estribo na janela do vestíbulo, imbricando suas fibras conjuntivas elásticas com o 
periósteo da cavidade timpânica e o endósteo do labirinto. 
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 MÚSCULOS ASSOCIADOS AOS OSSÍCULOS: 
 Amortecem ou opõe-se aos movimentos dos ossículos da audição. 
 TENSOR DO TÍMPANO: 
o Músculo delgado, peniforme, de 2 cm de comprimento, que ocupa um semicanal ósseo situado acima da porção óssea da tuba 
auditiva, da qual está separado por um septo ósseo fino. 
o Deriva do primeiro arco branquial e tem origem na cartilagem da tuba, na asa maior do esfenóide e no semicanal que o abriga. 
o Alguns autores admitem que esse músculo representa uma continuação do músculo tensor do véu palatino. 
o O tendão do músculo, por meio das suas fibras mediais, insere-se na superfície côncava do processo cocleariforme, enquanto 
que o corpo principal do tendão se reflete lateralmente a partir do processo cocleariforme para se inserir nas faces medial e 
anterior do colo e do manúbrio do martelo, respectivamente. 
o Algumas fibras podem estender-se do manúbrio à membrana timpânica, segundo alguns autores. 
o Esse músculo contém fibras musculares estriadas e não estriadas e recebe inervação por um ramo do nervo do músculo 
pterigóideo medial, que, por sua vez, é ramo do mandibular e, este, do trigêmeo. 
o A função desse músculo é tracionar o manúbrio do martelo para dentro da cavidade e, assim, produzir tensão da membrana do 
tímpano; desse modo, juntamente com o estapédio, atua modificando os movimentos da cadeia ossicular.Insere-se no 
manúbrio do martelo. 
 Ação tende a evitar dano à orelha interna quando uma pessoa é expostaa sons altos. 
o Suprido pelo nervo mandibular. 
 
 ESTAPÉDIO: 
o Derivado do segundo arco branquial (cartilagem de Reichert), é o menor músculo esquelético do corpo humano, cujo ventre 
muscular ocupa a cavidade estapedial dentro da eminência piramidal e um sulco na parede da porção mastóidea do canal 
facial. 
o A cavidade estapedial e o canal facial freqüentemente são comunicáveis nesse ponto. 
o Contém fibras estriadas e não-estriadas que convergem para um tendão que emerge do orifício da eminência piramidal para a 
cavidade timpânica e se insere na cabeça, no colo ou ramo posterior do estribo. 
o Esse pequeno músculo bipenado consiste em diversas unidades motoras, cada uma contendo de 6 a 9 fibras musculares, e 
recebe inervação através de um ramo do nervo facial. 
o Sua contração desloca a borda anterior da platina lateralmente e a borda posterior medialmente. 
o Essa inclinação do estribo distende o ligamento anular e, assim, fixa a base do estribo, amortecendo sua reação à estimulação 
sonora. 
o Admite-se que o músculo tensor do tímpano e o estapédio se contraem simultanea e reflexamente, reagindo a sons de alta 
intensidade e exercendo um efeito protetor pelo amortecimento das vibrações que atingem o ouvido interno 
o Impede o movimento excessivo do estribo. 
 
IRRIGAÇÃO ARTERIAL: 
o As artérias que irrigam a cavidade timpânica são: 
o Timpânica anterior, ramo da maxilar - irriga a membrana timpânica; 
o Estilomastóidea - que sobe pelo canal facial (ramo da auricular posterior) e distribui-se no tímpano posterior e mastóide. 
o Outras artérias menores alcançam a cavidade timpânica, tais como: 
o Petrosa superficial, ramo da meníngea média – entra pelo hiato do nervo petroso maior da superfície superior do rochedo do 
temporal (anastomosando-se com a estilomastóidea); 
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o Timpânica superior, ramo da meníngea média - cruza o semicanal do músculo tensor do tímpano; 
o Ramo timpânico interno da faríngea ascendente e ramo da artéria do canal pterigóideo (vidiano) - seguem a tuba auditiva; 
o Ramos caroticotimpânicos da carótida interna, emitidos no canal carótico - perfuram a parede anterior da cavidade do tímpano 
formando anastomoses sobre o promontório com ramos da maxilar (timpânica anterior) e da meníngea média (timpânica 
superior). 
o As artérias para o martelo e a bigorna nascem do ramo ossicular da timpânica anterior e as do estribo nascem da petrosa superficial e da 
timpânica inferior e da superior. 
o Estas artérias são acompanhadas das veias correspondentes que se destinam ao plexo pterigóideo e ao seio petroso superior da dura-
máter. 
 
DRENAGEM VENOSA: 
o Realizada por dois territórios: anterior e posterior. 
o As veias superficiais do território anterior drenam para o plexo subcutâneo da mandíbula e as profundas para a veia temporal, veias 
profundas da glândula parótida e veia facial posterior. 
o O território posterior é constituído pelas veias superficiais que se comunicam com as veias occipitais superficiais, pelas veias póstero-
superiores que drenam para a veia temporal profunda, pelas veias medianas e inferiores que drenam para as veias profundas da 
glândula parótida. 
 
DRENAGEM LINFÁTICA: 
o Geralmente segue a drenagem venosa para os linfonodos da glândula parótida, para os cervicais superficiais ao longo da veia jugular 
externa e para os linfonodos póstero-auriculares. 
 
INERVAÇÃO: 
o O nervo timpânico (nervo de Jacobson), ramo do glossofaríngeo, e os nervos caroticotimpânicos formam o plexo timpânico na superfície 
do promontório. 
o NERVO TIMPÂNICO (NERVO DE JACOBSON) - atinge a cavidade timpânica pelo canalículo timpânico inferior (canalículo para o nervo 
timpânico) e percorre um canal ou sulco sobre o promontório, onde se ramifica para formar o plexo timpânico. 
o Na altura da janela da cóclea, se junta com os nervos caroticotimpânicos e inferior do plexo simpático carótico, que atravessam 
a parede óssea do canal carótico para se juntarem ao plexo timpânico. 
o Desse plexo saem ramos para a mucosa timpânica, para a tuba auditiva e para as células mastóideas e um ramo que se junta 
ao petroso superficial maior. 
o O petroso superficial menor nasce do plexo e entra no canalículo timpânico superior abaixo do processo cocleariforme e segue 
em direção à fossa craniana média, paralelamente ou dentro do semicanal do músculo tensor do tímpano, anastomosando-se 
com ramo do facial, e surge na superfície do osso temporal (próximo ao gânglio genicular) por uma pequena abertura, 
lateralmente ao hiato do petroso maior, deixando a cavidade craniana ou pelo forame oval ou por um canalículo próprio até 
atingir o gânglio ótico. 
o Veicula fibras parassimpáticas pré-ganglionares e fibras simpáticas pós-ganglionares. 
 Estas últimas saem do gânglio ótico para se incorporarem ao nervo auriculotemporal do mandibular e daí para 
exercerem ação secretomotora da glândula parótida. 
o RAMO AURICULAR DO NERVO VAGO (NERVO DE ARNOLD) - formado por um ramo do gânglio superior do vago e um pequeno ramo 
do gânglio inferior do glossofaríngeo. 
o Origina-se no forame jugular e passa sobre a cúpula do bulbo jugular até atingir o canal facial através de um canalículo no 
mastóide ou um sulco na face inferior do temporal. 
o No seu curso, o nervo de Arnold divide-se em dois ramos, um superior, que se ramifica na bainha do nervo facial, e um ramo 
inferior, que recebe um pequeno filete anastomótico do facial, e a seguir, atravessa a fissura timpanomastóidea e distribui suas 
fibras aferentes somáticas na parede posterior do meato acústico externo. 
o A inervação sensitiva é rica e complexa, com áreas inervadas por filetes com origem única e áreas com superposição de inervação. 
o O ramo auricular do plexo cervical inerva a parte póstero-inferior do pavilhão e do conduto. 
o Nervo auricular magno, que supre toda a face superior e lateral abaixo do meato acústico externo. 
o O nervo auriculotemporal (ramo do NC V) inerva a parte anterior do pavilhão e pequena parte do conduto. 
o O NC VII inerva a concha e a parte inicial do conduto (zona de Ramsay Hunt). 
o O ramo auricular do NC X (nervo de Arnold) inerva a parte profunda do conduto e o tímpano. 
 
ORELHA INTERNA: 
 Contém órgão vestibulococlear relacionado com a recepção de som e com a manutenção do equilíbrio. 
 Enterrada na parte petrosa do temporal. 
 Consiste em sacos e ductos do labirinto membranáceo. 
 
LABIRINTO ÓSSEO: 
o Localizado dentro da parte petrosa do osso temporal. 
o Mede 20 mm de comprimento no seu eixo maior, paralelo à face posterior da porção petrosa. 
o Constitui o estojo que aloja o labirinto membranáceo. 
o Apresenta três partes componentes não completamente divididas: o vestíbulo, os canais semicirculares e a cóclea. 
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o É forrado por fino periósteo – ou endósteo, o qual é revestido com uma delicada camada epitelióide e contém um líquido – a perilinfa 
 que envolve todo o labirinto membranáceo. 
o O revestimento do labirinto ósseo até pouco tempo era descrito como sendo uma membrana fibrosa intimamente aderente ao periósteo. 
o Sabe-se, entretanto, que estudos ultra-estruturais revelaram que os espaços ocupados pelo líquido periótico (perilinfa) são limitados 
por células perilinfáticas, como fibrócitos, juntamente com feixes de fibras extracelulares. 
o As células, nos espaços perilinfáticos estreitos, são essencialmente reticulares ou estreladas e seus prolongamentos 
citoplasmáticos laminares cruzam e subdividem o espaço perilinfático em uma série de fendas intercelulares 
intercomunicantes, de formas e tamanhos variáveis. 
o Nos locais onde o espaço perilinfático é largo, como nas rampas vestibular e timpânica, e também no vestíbulo, ascélulas perilinfáticas 
que revestem o periósteo e cobrem a superfície do labirinto membranáceo são totalmente achatadas, com citoplasma sem 
características, exceto na superfície perilinfática da membrana basilar da cóclea, onde as células são cubóides. 
o A parede lateral é a parede medial da cavidade timpânica. 
o No lado medial está o fundo do meato acústico interno. 
o Circundado por uma dura camada de osso de 2 a 3 mm de espessura, a cápsula labiríntica. 
o O osso que circunda as cavidades do labirinto ósseo é mais duro do que o resto da porção petrosa. 
o No feto e no recém-nascido, o osso da cápsula ótica, em alguns locais, é a própria superfície da parte petrosa e, em outros, está 
separada dessa superfície por osso esponjoso remanescente da massa óssea da pirâmide do temporal. 
o No osso temporal adulto, grande parte da cápsula ótica está fundida com o osso compacto das áreas vizinhas. 
 
 
VESTÍBULO: 
o É uma câmara central, ovóide, de 4 mm de diâmetro. 
o É a parte mais volumosa do labirinto ósseo. 
o Ântero-inferiormente, o vestíbulo conduz para a cóclea; póstero-superiormente, recebe os canais semicirculares. 
o Na parede lateral do vestíbulo voltada para a cavidade timpânica há uma abertura, a janela do vestíbulo (oval). 
o O interior da cavidade vestibular apresenta depressões e cristas que correspondem aos elementos do labirinto membranáceo. 
o Na porção póstero-superior da parede medial do vestíbulo está o recesso elíptico ocupado pelo utrículo e nas porções inferior e 
anterior dessa parede está o recesso esférico, o qual acomoda o sáculo. 
o Entre essas duas depressões, há uma crista oblíqua, a crista vestibular, que se divide posteriormente em dois limbos que delimitam 
uma pequena depressão, conhecida como recesso coclear, a qual aloja o ceco vestibular (fundo-de-saco), que dá início ao ducto 
coclear ou rampa média da cóclea. 
o É o início do giro basal da cóclea. 
o Orifícios diminutos estão presentes no recesso esférico, constituindo a mácula crivosa média que corresponde à área vestibular inferior 
do fundo do meato acústico interno por onde passam os filetes nervosos saculares do ramo vestibular inferior do nervo vestibular. 
 
o O recesso coclear circunscrito pela divisão da crista vestibular é perfurado por vários orifícios para a passagem de filetes 
nervosos do ramo coclear do NC VIII. 
o As partes adjacentes do recesso elíptico são perfuradas por orifícios que formam a mácula crivosa superior, através da qual passam os 
nervos para o utrículo e para as ampolas dos ductos semicirculares lateral e superior. 
o Abaixo do recesso elíptico, nota-se um orifício que dá início ao aqueduto do vestíbulo. 
o Esse aqueduto, que se estende até a face posterior do rochedo entre o meato acústico interno e o seio sigmóide, acaba na abertura do 
aqueduto do vestíbulo e é percorrido pelo ducto endolinfático, que é uma parte do labirinto membranáceo. 
o Na porção posterior do vestíbulo, há cinco aberturas dos canais semicirculares e, na parede anterior, um orifício elíptico indica o início da 
rampa vestibular da cóclea. 
 
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 CANAIS SEMICIRCULARES: 
o Os canais semicirculares ósseos estão posicionados superiormente em relação ao vestíbulo e são denominados superior, posterior e 
lateral. 
o O superior é também chamado anterior e o lateral, horizontal. 
o Os canais ocupam os três eixos ortogonais do espaço, formando ângulos retos uns com os outros. 
o Cada canal corresponde a dois terços de um círculo descrevendo um arco de 240º, e a secção transversa tem diâmetro de 0,8 a 1 mm. 
o Cada canal possui um ramo simples e um ampular, em cuja extremidade há uma dilatação denominada ampola, medindo cerca de 1,5 
mm de diâmetro. 
o Apesar de serem três canais, apenas cinco orifícios abrem-se no vestíbulo, pois o ramo simples do superior junta-se com o do posterior 
para formar um ramo comum (crus commune). 
o Os canais semicirculares são parcialmente ocupados pelos ductos semicirculares do labirinto membranáceo e pela perilinfa circulante no 
labirinto ósseo. 
o CANAL SEMICIRCULAR SUPERIOR - dispõe-se transversalmente ao eixo maior da porção petrosa do osso temporal. 
o Seu arco corresponde aproximadamente à eminência arqueada. 
o Mede cerca de 15 a 20 mm de comprimento. 
o Seu ramo ampular abre-se na parte superior e lateral do vestíbulo, enquanto o ramo simples (não-ampular) une-se com o ramo 
simples do canal semicircular posterior para formar o ramo comum (crus commune) de 5 mm de comprimento e que se abre na 
face medial do vestíbulo. 
o CANAL SEMICIRCULAR POSTERIOR - é também vertical, porém quase paralelo à face posterior do rochedo. 
o Mede entre 18 e 22 mm de comprimento e seu ramo ampular abre-se na parte inferior do vestíbulo. 
o A ampola desse canal corresponde ao seio timpânico da cavidade timpânica. 
o Os nervos da ampola chegam pela mácula crivosa inferior que no fundo do meato acústico interno corresponde ao forame 
singular. 
o O ramo simples desse canal junta-se com o correspondente do superior para formar o ramo comum. 
o CANAL SEMICIRCULAR LATERAL (HORIZONTAL) - é o mais curto dos três, medindo de 12 a 15 mm de extensão. 
o Tem seu arco dirigido horizontalmente para trás e para fora. 
o Seu ramo ampular abre-se no ângulo súpero-lateral do vestíbulo, próximo àquele do canal superior, acima da janela do 
vestíbulo. 
o O ramo simples abre-se abaixo da abertura do ramo comum. 
o O canal lateral de um lado ocupa o mesmo plano do canal lateral do outro lado, enquanto o canal superior de um lado é 
praticamente paralelo ao canal posterior do outro lado. 
 
 DUCTOS SEMICIRCULARES: 
o São três tubos que se abrem no utrículo por cinco orifícios. 
o Representam cerca de um quarto do diâmetro dos canais semicirculares onde se alojam e aos quais se assemelham na forma e 
posição. 
o São mantidos encostados à parede externa dos canais através de feixes fibrocelulares do espaço perilinfático e, assim como os 
canais, cada ducto relaciona-se ortogonalmente com os outros. 
o Cada ducto apresenta uma extremidade ampular e outra não ampular ou simples, que se abrem no utrículo. 
o Nas ampolas, nota-se a parede espessada que se projeta no interior da luz como uma constricção em forma de 8 - septo 
transverso, cuja parte mais proeminente constitui a crista ampular. 
o Cada ducto semicircular, uma continuação do labirinto membranoso parte do utrículo, está contido dentro de seu canal 
semicircular e se adapta à forma deste. 
o A extremidade lateral de cada um dos três ducto é dilatada e é denominada ampola, que contém cristas ampulares, as quais 
são áreas de receptores especializados. 
o Cada crista ampular é composta por uma saliência cuja superfície livre é coberta por um epitélio sensorial constituído por 
células pilosas neuroepiteliais e por células de sustentação. 
o As células de sustentação se assentam sobre a lâmina basal, enquanto as células pilosas se ajustam por entre essas células. 
o As células neuroepiteliais (células pilosas do tipo I e do tipo II) apresentam a mesma morfologia que as células pilosas da 
mácula. 
o A cúpula, uma massa glicoprotéica gelatinosa que cobre as cristas ampulares, tem estrutura e função semelhantes às da 
membrana otolítica, mas apresenta um formato cônico e não contém otólitos. 
 
 
Fibras 
nervo
sas 
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o PERILINFA OU LÍQUIDO PERIÓTICO  ocupa os espaços perilinfáticos (vestíbulo, rampas timpânicas e vestibular, canais 
semicirculares, o ducto periótico - perilinfático) contido dentro do aqueduto ou canalículo coclear, o ceco vestibular da rampa 
timpânica e o espaço ao redor da porção proximal do seio e ducto endolinfático). 
o Possui composição semelhante aolíquido cerebroespinal, tendo sido descrita também com um ultrafiltrado de plasma. 
o Não foram ainda devidamente estabelecidos os mecanismos de produção, circulação e absorção da perilinfa, mas supõe-se 
que têm três origens: 
o Exsudato dos vasos sangüíneos do espaço perilinfático; 
o Nos espaços com fluidos que rodeiam as bainhas das fibras nervosas; 
o De um fluxo contínuo de líquido cerebroespinal pelo canalículo coclear. 
o Esse canalículo é ocupado por tecido conjuntivo frouxo especializado e fluido, constituindo o ducto periótico (perilinfático) que 
conecta a rampa timpânica com o espaço subaracnóideo na face inferior da pirâmide petrosa na divisão anterior do 
forame jugular. 
 
LABIRINTO MEMBRANOSO: 
o É um sistema de vesículas e ductos preenchidos por um líquido claro, a endolinfa. 
o Esse conjunto está em sua maior parte circundado pelo espaço perilinfático e sustentado por tecido conjuntivo. 
o Ambos estão dentro do chamado labirinto ósseo da cápsula ótica. 
o As partes fundamentais do labirinto membranáceo são o ducto coclear, o utrículo, o sáculo, os três ductos semicirculares e suas 
ampolas, e o saco e o ducto endolinfáticos. 
o As várias partes desse labirinto formam um sistema fechado de canais que se comunicam entre si  os ductos semicirculares abrem-se 
no utrículo e este no sáculo, através do ducto utriculossacular, que também se liga ao ducto endolinfático, que se resolve no saco 
endolinfático. 
o O sáculo une-se ao ceco vestibular do ducto coclear pelo ducto reuniens. 
 
 UTRÍCULO: 
o O utrículo é a maior das duas vesículas que ocupam o vestíbulo. 
o De forma ovóide, ocupa o recesso elíptico, na região póstero-superior do vestíbulo. 
o A parte do utrículo alojada no recesso elíptico é um ceco vestibular, a que ele está firmemente preso por tecido conjuntivo e pelos filetes 
nervosos do ramo utricular da divisão vestibular do nervo vestibulococlear. 
o Esses filetes procedem de uma área relativamente espessa, de 3 por 2 mm, das paredes lateral e anterior, denominada mácula do 
utrículo  marca a região do que se pode chamar órgão sensorial utricular. 
o Na parede lateral do utrículo, abrem-se as ampolas dos ductos semicirculares anterior e lateral, enquanto a ampola do ducto semicircular 
posterior, o ramo comum (crus commune) e o ramo simples do ducto semicircular lateral desembocam na parte medial do utrículo. 
o Da face ântero-medial do utrículo nasce um fino tubo, o ducto utriculossacular - se comunica com o sáculo e com o ducto endolinfático. 
 
 SÁCULO: 
o Vesícula ovóide, porém menor do que o utrículo. 
o Apóia-se no recesso esférico do vestíbulo, junto à abertura da rampa vestibular da cóclea, sustentado por tecido fibroso e pelos 
filetes do ramo sacular da divisão vestibular do oitavo par. 
o Através da sua face superior, está em contato com a face inferior do utrículo, formando aí uma parede comum a ambos. 
o Um espessamento da parede anterior indica o local da mácula do sáculo, num plano em ângulo reto com a mácula do utrículo. 
o Os filetes nervosos saculares originam-se na mácula. 
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o O sáculo liga-se ao ducto coclear através do ducto reuniens, um curto tubo que vai da parte inferior do sáculo até o ceco vestibular do 
ducto coclear. 
o O ducto de união une o sáculo ao ducto da cóclea. 
HISTOLOGIA DO SÁCULO E UTRÍCULO: 
o Paredes constituídas por uma delgada camada vascular externa de tecido conjuntivo e uma camada interna de epitélio simples 
e pavimentoso a cubóide. 
o Epitélio das regiões não-receptores do sáculo e do utrículo é constituído por células claras e escuras. 
 Células Claras – contêm algumas microvilosidades e seu citoplasma contém algumas vesículas pinocíticas, 
ribossomos e somente um pequeno número de mitocôndrias. 
 Células Escuras – citoplasma contém abundantes vesículas encapadas, vesículas lisas e gotículas de lipídios, assim 
como numerosos mitocôndrios alongados situados em compartimentos formados por invaginações da membrana 
plasmática basal. 
o Máculas – áreas espessadas do epitélio, com 2 a 3 mm de diâmetro. Constituídas por células neuroepiteliais: 
 Células Pilosas tipo I: 
 Roliças com uma base arredondada que se estreita ao aproximar-se do colo. 
 Citoplasma contém REG ocasional, complexo de Glogi supranuclear e numerosas vesículas pequenas. 
 Células Pilosas tipo II: 
 Semelhantes às células pilosas tipo I no que diz respeito aos estereocílios e ao cinocílio, mas sua forma é 
mais colunar. 
 Citoplasma contém um complexo de Golgi maior e um maior número de vesículas. 
 
DUCTO ENDOLINFÁTICO: 
o Nasce da junção dos ductos utricular e sacular, de forma semelhante a um Y, em que os ramos superiores representam os ductos 
utricular e sacular respectivamente, e o ramo inferior o ducto endolinfático. 
o Dirige-se medial e inferiormente dentro do aqueduto do vestíbulo para terminar numa dilatação, o saco endolinfático, situado dentro da 
dura-máter (na face posterior da porção petrosa do temporal), à meia distância entre o meato acústico interno e o seio sigmóide, isto é, 
na abertura do aqueduto do vestíbulo. 
 
ENDOLINFA: 
o A endolinfa ou líquido ótico preenche todas as partes do labirinto membranáceo e tem composição completamente diferente da perilinfa 
que ocupa o espaço externo, ou seja, o espaço perilinfático. 
o O volume de endolinfa circulante é de 3 microlitros. 
o Sua composição iônica assemelha-se à do líquido intracelular, isto é, rica em íons de K+ e extremamente pobre em íons de Na+. 
o A perilinfa, como foi descrito, é um fluido comparável ao líquido extracelular ou ao líquido cefalorraquidiano. 
o Admite-se que a endolinfa é um produto de secreção de várias estruturas, como as células escuras do utrículo e ductos 
semicirculares, as células do plano semilunado das ampolas, as próprias células epiteliais especializadas e os vasos 
sangüíneos da estria vascular do ducto coclear. 
o Também é aceito que a endolinfa circula no labirinto membranáceo e que é reabsorvida por células epiteliais especializadas do saco 
endolinfático, canalizando para o plexo vascular subjacente. 
 
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JANELA OVAL – janela do vestíbulo 
JANELA REDONDA - A fóssula da janela da cóclea (nicho da janela redonda) é uma depressão irregular, delimitada superiormente pelo subículo 
do promontório, que nem sempre está presente, e, inferiormente, está em continuidade com o hipotímpano. 
 Essa fóssula ocupa o espaço posterior ao promontório. 
 No fundo dela está a janela da cóclea, cuja abertura exibe formas variáveis e é fechada pela membrana secundária do tímpano, formada 
por um estrato mucoso externo, um estrato fibroso intermediário e um estrato interno derivado da membrana da cóclea. 
 Essa janela representa a comunicação do ouvido médio com a rampa timpânica da cóclea, isto é, o começo da rampa timpânica. 
 
 
CÓCLEA: 
o Tem o aspecto de uma concha de caracol. 
o Consiste em um canal espiralado de 32 mm de extensão, com duas voltas (giros) e meia ou duas voltas e três quartos. 
o É a parte anterior do labirinto. 
o Tem forma cônica, com base medindo 8 a 9 mm de largura e 5 mm da base ao ápice. 
o A cúpula da cóclea está dirigida para fora, para cima e para diante. 
o A base é a parte do fundo do meato acústico interno correspondente à área crivosa coclear (trato foraminoso espiral). 
o Composta por uma parte óssea e uma membranosa. 
o PARTE ÓSSEA: 
o Constituída por 3 partes ligadas entre si. 
o COLUMELA  parte central em forma de cone. 
o Apresenta em sua base o crivo espiróide que permite a passagem dos filetes nervosos para o conduto auditivo interno. 
o CANAL ESPIRAL  forma de caracol.o Descreve de 2 ½ a 2 ¾ de voltas sobre a columela (34 mm). 
o Diminui sua curvatura e calibre em direção à cúpula  giro médio é parcialmente encaixado no giro basal, e o giro apical no 
médio. 
o LÂMINA ESPIRAL lâmina óssea que acompanha o canal espiral aderente a esse na sua face interna. 
o Apresenta borda livre onde se situa o ducto coclear. 
o Apresenta espessamento nos seu periósteo, em sua face voltada para a rampa média – faixa sulcada  serve de inserção 
para as membranas de Reissner e basilar. 
o O canal espiralado enrola-se ao redor de um eixo ósseo central cônico, o modíolo (ou columela), o qual projeta uma lâmina 
espiral óssea que divide parcialmente o canal. 
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o O modíolo é um cone ósseo central sobre o qual se enrola o canal da cóclea. 
 A base do modíolo é larga e corresponde ao trato espiral foraminoso do fundo do meato acústico interno por onde 
passam os ramos do nervo coclear. 
o Os forames do trato espiral dão continuidade a pequenos canais que passam através do modíolo e vão se curvando sucessivamente para 
fora para atingir a margem aderente (ao modíolo) da lâmina espiral óssea. 
o Nesse ponto, os canais dilatam-se e a aposição deles forma o canal espiral do modíolo que segue a margem aderente da lâmina espiral 
óssea e aloja o gânglio espiral. 
o Um canal central prolonga-se até o ápice do modíolo. 
o A cóclea óssea consiste em dois giros e três quartos ou dois giros e meio - PRIMEIRO GIRO (GIRO BASAL) situa-se sob o promontório, 
na parede labiríntica da cavidade timpânica. 
o O diâmetro da cóclea diminui gradativamente da base para a cúpula, que é o ápice da cóclea. 
o O diâmetro do canal ósseo da cóclea é de 3 mm no seu início e mostra três aberturas: 
o Janela da cóclea - fechada pela membrana secundária do tímpano 
o Abertura ou fissura vestibular - leva ao vestíbulo; 
o Óstio do canalículo da cóclea - conduz a um e três quartos ou dois giros e meio: o primeiro giro, ou pequeno canal que se abre na face 
inferior da porção petrosa do temporal e dá passagem a uma veia que vai ao seio petroso inferior e comunica o espaço subaracnóideo 
com a rampa timpânica da cóclea. 
o A lâmina espiral óssea é como a hélice ou crista de um parafuso que se projeta para dentro do canal da cóclea, dividindo-o parcialmente 
em duas rampas: a superior, denominada rampa do vestíbulo, e a inferior, rampa do tímpano. 
o A lâmina vestibular começa no vestíbulo e a lâmina timpânica, na janela coclear ou redonda, que é fechada pela membrana 
secundária do tímpano. 
o A lâmina espiral óssea não atravessa totalmente a luz do canal, mas alcança aproximadamente metade dela. 
o É mais larga no giro basal e, a partir daí, vai diminuindo gradualmente até o ápice, onde acaba antes de alcançar o vértice da cóclea, em 
um processo em forma de gancho chamado hâmulo da lâmina espiral. 
o Na cóclea completa, isto é, com a parte membranosa, o hâmulo forma um dos limites do helicotrema - orifício de 0,4 mm onde as duas 
rampas se comunicam. 
o O limite entre um giro e outro da cóclea denomina-se SEPTO INTERESCALAR – pode apresentar defeitos entre o giro médio e o 
apical, sem ocasionar prejuízo funcional. 
o Do canal espiral do modíolo partem, radialmente, numerosos canalículos que atravessam a lâmina espiral óssea até sua margem livre e 
conduzem filetes nervosos do nervo coclear. 
 
o PARTE MEMBRANOSA: 
o Contida na parte óssea 
o DUCTO COCLEAR: 
 Consiste em um ducto epitelial disposto espiralmente entre a lâmpada espiral óssea, internamente, e a parede óssea 
da cóclea, externamente. 
 Apresenta forma triangular em secção transversa e é formado por três paredes: o ligamento espiral, a membrana 
vestibular e a membrana basilar (lâmina espiral membranosa). 
 Situado na borda livre da lâmina espiral, divide o canal espiral óssea em 3 compartimentos: Rampa (ou Escala) 
Timpânica, Rampa Média e Rampa Vestibular. 
 As rampas timpânica e vestibular contêm perilinfa. 
 Rampa média contém endolinfa. 
 As rampas timpânica e vestibular se unem no ápice da cóclea em uma região denominada helicotrema. 
 Começa no vestíbulo (ceco vestibular) como um fundo-de-saco conectado ao sáculo através do ducto reuniens e, 
assim como a cóclea óssea, estende-se por 32 mm formando duas voltas e meia: o giro basal, o giro médio e o 
giro apical incompleto; termina no fundo-se-saco da cúpula ou ceco cupular, distalmente ao hâmulo da lâmina 
espiral óssea. 
 O ducto coclear que vai do vestíbulo à cúpula da cóclea começa e acaba em fundo cego e, ao nível do último giro, 
apresenta contorno oval alongado, em secção transversa, em vez de triangular. 
 Contém em suas paredes diversas estruturas: 
 Teto do ducto coclear  Membrana de Reissner – constituída por 2 camadas de epitélio pavimentoso separadas um 
da outra por uma lâmina basal. 
 Membrana basilar - Estende-se do lábio timpânico da lâmina espiral óssea à crista basilar do ligamento espiral, 
alcançando 104 micrometros de largura na extremidade basal e 504 micrometros na extremidade apical. 
 A membrana basilar divide-se em duas porções: 
o Zona arqueada - estendida desde o limbo da lâmina espiral óssea até a base dos pilares externos, 
sob o túnel de Corti; 
o Zona pectinada - mais espessa, que, da base dos pilares externos, estende-se até a crista basilar 
do ligamento espiral – fibrosa, contendo fibroblastos. 
 Parte lateral do ducto coclear  Estria Vascular – epitélio pseudoestratificado 
 Constituída por 3 tipos celulares: 
o Células Basais e Intermediárias – coloração clara, possuem citoplasma menos denso contendo 
somente alguns mitocôndrios, prolongamentos citoplasmáticos que se irradiam da superfície 
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celular e se interdigitam com os prolongamentos das células marginais e de outras células 
intermediárias. 
o Células Marginais – coloração forte, possuem microvilosidades abundantes em sua superfície 
livre, citoplasma denso com numerosos mitocôndrios e pequenas vesículas, prolongamentos 
celulares, estreitos e labirínticos, contendo mitocôndrios alongados na parte basilar. 
 Porção estreita do ducto coclear  periósteo que cobre a lâmina espiral  formando saliência (limbo da lâmina 
espiral). 
 Células Interdentárias – situadas dentro do corpo do limbo espiral. 
o Secretam a membrana tectória (massa gelatinosa, rica em proteoglicanos contendo numerosos 
delicados filamentos semelhantes à queratina que cobre o Órgão de Corti). 
o PAREDE LATERAL: 
 Num sulco raso da parede lateral da cóclea encontra-se uma camada especializada, resultante do espessamento do 
endósteo,o ligamento espiral. 
 Esse ligamento é constituído de um complicado arranjo de células de tecido conjuntivo, fibrócitos, substância 
intercelular e uma rica rede vascular. 
 Uma projeção desse ligamento para dentro forma uma saliência triangular, a crista basilar, à qual prende-se a borda 
lateral da membrana basilar. 
 Acima da crista basilar há um sulco espiral externo, limitado superiormente por um espessamento do periósteo muito 
vascularizado denominado eminência espiral, a qual continua para cima numa área especializada, a estria 
vascular. 
 A eminência espiral consiste em uma camada simples de células cubóides interpostas às células do sulco 
espiral externo e à estria vascular. 
 A estria vascular, que ocupa a parede externa do ducto coclear logo acima da eminência espiral e abaixo do ponto de 
fixação da membrana vestibular, ou de Reissner, mostra epitélio estratificado especializado com um plexo capilar 
intraepitelial. 
 O epitélio apresenta três tipos de células: 
 Células marginais escuras ou cromófilas, encontradas na superfície endolinfática; 
 Células intermédias claras ou cromófobas; 
 Célulasbasais. 
 Uma rica rede de capilares encontra-se dentro da estria vascular que é responsável pelo transporte de íons que 
mantêm a composição iônica da endolinfa. 
 As células epiteliais podem apresentar grânulos de pigmentos, estriação basal do citoplasma e disposição seriada de 
mitocôndrias, indicando que a estria vascular, muito vascularizada, tem atividade secretora (admite-se que é 
produtora de endolinfa). 
o PAREDE VESTIBULAR: 
 MEMBRANA VESTIBULAR OU DE REISSNER: 
 A membrana vestibular (Reissner) separa o ducto coclear da rampa vestibular. 
 É uma lâmina delgada de 0,003 mm de espessura que se estende do limbo da lâmina espiral óssea até a 
parte mais alta do ligamento espiral, imediatamente acima da estria vascular. 
 É formada por duas camadas de células epiteliais separadas por uma fina lâmina basal. 
 Na superfície da membrana voltada para a rampa vestibular (perilinfa), o endotélio é formado por células 
espessas na zona ventral perinuclear. 
 Na superfície endolinfática, isto é, voltada para o ducto coclear, as células do epitélio são escamosas. 
o PAREDE TIMPÂNICA: 
 MEMBRANA BASILAR - área mais diferenciada do ducto coclear. 
 Estende-se do lábio timpânico da lâmina espiral óssea à crista basilar do ligamento espiral, alcançando 104 
micrometros de largura na extremidade basal e 504 micrometros na extremidade apical. 
 A membrana basilar divide-se em duas porções: 
 Zona arqueada - estendida desde o limbo da lâmina espiral óssea até a base dos pilares externos, sob o 
túnel de Corti; 
 Zona pectinada - mais espessa, que, da base dos pilares externos, estende-se até a crista basilar do 
ligamento espiral 
 Apóia-se sobre uma fina membrana basal e separa as células de sustentação da perilinfa da rampa timpânica. 
 A estrutura conjuntiva que suporta o epitélio do órgão de Corti é formada por uma membrana basal homogênea, uma 
camada fibrilar e pelo revestimento timpânico situado ao lado da rampa timpânica, este formado por uma camada de 
células mesenquimais de espessura variável. 
 A resistência da membrana basilar é devida à camada fibrilar formada por fibras colágenas radiais que se 
estendem do limbo ao ligamento espiral. 
 Essas fibras, de comprimento variável, estão submersas em uma substância fundamental homogênea, exceto na 
porção interna da membrana. 
 Procedem da lâmina espiral de um lado e continuam nas fibras do ligamento espiral do outro lado, formando um 
sistema que supostamente estaria em tensão. 
 Da base da cóclea até o ápice, o comprimento e a largura das fibras aumentam. 
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 Na porção da membrana basilar situada na área das células ciliadas, as fibras são muito mais finas do que as 
próximas à lâmina espiral. 
 A essa camada fibrilar foi atribuído um importante significado funcional, sendo considerada um ressonador. 
 É comum dizer-se que a membrana basilar vibra, atuando como um ressonador. 
 Contudo, hoje se discute se as fibras dessa membrana estão sob tensão. 
 
 
 
 
 
 
 
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ÓRGÃO DE CORTI: 
o O órgão espiral ou de Corti é formado por uma série 
o de estruturas epiteliais situadas sobre a membrana basilar. 
o As estruturas centrais são duas séries de células: 
o Células cilíndricas ou colunares internas (± 6 mil células). 
o Células cilíndricas ou colunares externas (± 4 mil células) de Corti, também conhecidas como pilares. 
o As bases ou placas pediosas (onde se localiza o núcleo) dessas células colunares internas e externas são largas e apóiam-se na 
membrana basilar, guardando uma certa distância entre si, de tal forma que as duas séries de células inclinam-se uma de encontro a 
outra, unindo-se pela extremidade apical ou cefálica e formando, juntamente com a membrana basilar, o túnel de Corti. 
o O citoplasma dessas células contém fascículos de fibrilas de sustentação do tipo tonofibrilar ou talofibrilar. 
o Esse talo começa em forma de pincel, isto é, com as fibrilas divergindo na placa pediosa, juntando-se a seguir no segmento médio e 
novamente irradiando as fibrilas na porção cefálica, produzindo uma estriação longitudinal na cabeça do pilar interno. 
o Medialmente aos pilares internos, há uma única fileira de células (sensoriais) ciliadas internas; 
o Lateralmente aos pilares externos, há três ou quatro (às vezes cinco) fileiras de células (sensoriais) ciliadas externas suportadas 
pelas células de sustentação, chamadas células falângicas de Deiters. 
o Há também outras células de sustentação, conhecidas como células de Hensen, de Claudius e de Boettcher. 
o As células ciliadas externas delimitam outros espaços que se ligam entre si e com o túnel de Corti - túnel interno. 
o Entre as células ciliadas externas e as células de Hensen existe o túnel externo. 
o Entre as células ciliadas externas e as células colunares externas de Corti, que formam o pilar externo, há um espaço 
conhecido como espaço de Nuel. 
o Todos esses espaços intercomunicam-se e são preenchidos por um líquido denominado cortilinfa, que não se comunica com os outros 
dois líquidos, isto é, a perilinfa e a endolinfa. 
o As células ciliadas internas e externas constituem os receptores auditivos primários e são cilíndricas ou piriformes, segundo sua 
posição no órgão de Corti. 
o As cabeças ou extremidades livres estão no mesmo nível das cabeças dos pilares e contêm tufos de 50 a 100 estereocílios dispostos 
rigorosamente em séries, enquanto suas bases estão na altura do centro dos pilares, em contato com terminações de fibras do ramo 
coclear do oitavo par. 
o Essas fibras procedem dos neurônios bipolares do gânglio espiral situado no canal espiral do modíolo. 
 
o CÉLULAS CILIADAS INTERNAS: 
o São cerca de 3.500, dispostas em uma única fileira internamente aos pilares internos e envolvidas por células falângicas e 
células da margem do sulco espiral interno. 
o As extremidades livres dessas células são circundadas pela membrana cuticular, que se fixa nos pilares internos. 
o As cabeças são encimadas por 50 ou 60 estereocílios arranjados de modo crescente, e as bases estão em contato com 
botões sinápticos das terminações nervosas do ramo coclear. 
o Esses botões são terminais de fibras aferentes e, algumas, eferentes - fibras eferentes também parecem fazer sinapse com as 
fibras aferentes. 
o A única série de células ciliadas internas está entre as células marginais e as falângicas internas 
 
o CÉLULAS CILIADAS EXTERNAS: 
o Embora semelhantes às internas, são mais especializadas. 
o Possuem usualmente 100 estereocílios no giro basal e de 50 a 80 no médio e apical, mais longos do que os das células 
internas e dispostos de três a sete fileiras, formando um W com a base voltada para o ligamento espiral quando vistos 
pela superfície. 
o Essas células, em número de 20 mil, são mais longas (medem 12 micrometros de altura) do que as internas. 
o No giro basal da cóclea, estão dispostas em três fileiras regulares, enquanto no giro apical em quatro ou cinco. 
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o São suportadas pela membrana reticular, apicalmente, e pela concavidade em forma de taça das células de Deiters, 
basalmente, exceto nos contatos sinápticos com as terminações nervosas. 
o As extremidades livres das células ciliadas externas ocupam as aberturas da lâmina reticular, uma membrana em forma de 
malha. 
 A membrana reticular é uma tênue lâmina perfurada que se estende dos pilares externos até a fileira externa das 
células ciliadas externas; 
 Constituída por várias fileiras de estruturas cuticulares minúsculas chamadas falanges, entre as quais 
há aberturas para as células ciliadas externas.o Diversos tipos de células de sustentação estão associados com as células ciliadas internas e externas: 
o Células marginais internas (ou limitantes) – encontram-se no sulco espiral interno. 
 Estreitas e intimamente adaptadas à face interna das células ciliadas internas. 
o Células falângicas internas – econtram-se no sulco marginal interno. 
 São estreitas e adaptam-se à face interna do pilar interno. 
 Sua pequena cabeça em forma de falange está situada entre as cabeças de 2 células ciliadas internas e unida a elas. 
 Citoplasma mostra-se longo e vacuolado com tonofibrilas. 
o Células falângicas externas (ou de Deiters): 
 Dispõem-se entre as fileiras das células ciliadas externas, com suas bases dilatadas assentadas na membrana basilar 
e suas extremidades opostas apresentando forma de cálice ou taça, onde se encaixam as bases das células ciliadas 
externas. 
o Células de Hensen: 
 Representadas por 5 ou 6 fileiras de células cilíndricas altas, sem tonofibrilas, situadas no lado externo das células de 
Deiters. 
 Essas células apresentam as extremidades basais pequenas e extremidades cefálicas que se juntam com as células 
de Deiters externas para formar o túnel externo – ocupado por endolinfa – cujo soalho é formado pelas extremidades 
basais das três primeiras células de Deiters. 
o Células de Claudius: 
 Células curtas no fundo do sulco espiral externo. 
o Células de Boettcher. 
o Células colunares internas e externas (pilares internos e externos). 
 
o MEMBRANA TECTÓRIA: 
o Estrutura gelatinosa, rica em água, colocada sobre o sulco espiral interno e o órgão de Corti. 
o Estruturalmente, consiste em uma matriz gelatinosa contendo minúsculas fibrilas. 
o São filamentos de proteína com mucopolissacarídeos. 
o Fixa-se no limbo vestibular da lâmina espiral óssea e é mais larga no giro apical da cóclea. 
 
o A borda externa afilada da membrana tectória é livre e alcança as células de Hensen. 
o Na zona do limbo, a membrana prende-se às células interdentais, cuja secreção, acredita-se, forma a membrana. 
o Na porção média, a membrana tectória está sobre o órgão de Corti, e os estereocílios das células ciliadas estão imersos e 
firmemente fixos nela. 
o Admite-se que a membrana tectória atue como um vibrador 
 
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 VASCULARIZAÇÃO DA ORELHA INTERNA: 
o O suprimento sangüíneo do labirinto membranoso deriva predominantemente da ARTÉRIA LABIRÍNTICA INTERNA – nasce geralmente 
da cerebelar ântero-inferior, mas pode nascer como um ramo independente da basilar. 
o A artéria labiríntica supre os nervos e a dura-máter do meato acústico interno, o osso contíguo ao meato e a área medial da orelha 
interna. 
o Divide-se em ARTÉRIA COCLEAR COMUM E ARTÉRIA VESTIBULAR ANTERIOR. 
o COCLEAR COMUM  divide-se para formar a artéria coclear principal e a vestibulococlear (emite a vestibular posterior e 
um ramo coclear). 
o ARTÉRIA COCLEAR PRINCIPAL  supre os três quartos superiores da cóclea e do modíolo. 
o RAMO COCLEAR DA VESTIBULOCOCLEAR  supre o quarto basal da cóclea e do modíolo adjacente. 
o RAMO VESTIBULAR POSTERIOR  supre a mácula do sáculo, a crista e o canal semicircular posterior e a parede inferior do 
utrículo e sáculo. 
o RAMO VESTIBULAR ANTERIOR  irriga a mácula do utrículo, pequena parte da mácula do sáculo e a parede superior de 
ambas as máculas. 
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o As veias do vestíbulo e os canais semicirculares acompanham as artérias e recebem as veias da cóclea na base do modíolo para formar 
a veia labiríntica, que drena para o seio petroso superior ou para o seio transverso da dura-máter. 
 
MEATO ACÚSTICO INTERNO: 
o Canal estreito que corre lateralmente por cerca de 1 cm dentro da parte petrosa do temporal. 
o A abertura encontra-se na parte póstero-medial, em linha com meato acústico externo. 
o Fechado lateralmente por uma fina lâmina óssea perfurada – o separa da orelha interna. 
o Através desta lâmina passam o nervo facial, ramos do nervo vestibulococlear e vasos sanguíneos. 
o NC VIII – se divide em 2 partes próximo da extremidade lateral do meato acústico interno – nervo coclear e nervo vestibular. 
o Canal ósseo forrado por dura-máter e aracnóide, que aloja os nervos facial, intermédio, vestibulococlear e as artérias e veias 
labirínticas internas. 
o Começa no poro acústico interno, na face posterior ou póstero-medial da porção rochosa do temporal, continua no canal propriamente 
dito e termina no fundo do meato, que é sua extremidade lateral. 
 
INERVAÇÃO: 
o A inervação sensitiva é rica e complexa, com áreas inervadas por filetes com origem única e áreas com superposição de inervação. 
o O ramo auricular do plexo cervical inerva a parte póstero-inferior do pavilhão e do conduto. 
o Nervo auricular magno, que supre toda a face superior e lateral abaixo do meato acústico externo. 
o O nervo auriculotemporal (ramo do NC V) inerva a parte anterior do pavilhão e pequena parte do conduto. 
o O NC VII inerva a concha e a parte inicial do conduto (zona de Ramsay Hunt). 
o O ramo auricular do NC X (nervo de Arnold) inerva a parte profunda do conduto e o tímpano. 
 
 NC VIII – VESTIBULOCOCLEAR: 
 O nervo vestibulococlear, também conhecido como estatoacústico, é o oitavo par craniano. 
 Emerge entre a ponte e o bulbo no ângulo cerebelopontino; penetra no meato acústico interno juntamente com os nervos facial 
e intermédio e, no fundo do meato, divide-se em um ramo anterior ou coclear e outro posterior ou vestibular. 
 O nervo vestibular veicula fibras aferentes somáticas especiais proprioceptivas procedentes do utrículo, sáculo e ampolas dos ductos 
semicirculares. 
o As fibras desse nervo originam-se de neurônios bipolares situados no gânglio vestibular (gânglio de Scarpa) do tronco do nervo 
dentro do meato acústico interno. 
o Os prolongamentos centrais terminam nos núcleos vestibulares medial, lateral, superior e espinhal. 
o Algumas fibras seguem sem interrupção até o cerebelo. No interior do meato, distal ao gânglio, o nervo vestibular divide-se em 
ramos superior, inferior e posterior. 
o Os filetes nervosos do ramo superior destinam-se à mácula utricular e às cristas ampulares dos ductos semicirculares anterior e 
lateral e atravessam o forame da área vestibular superior do fundo do meato acústico interno. 
o Os filetes do ramo inferior atravessam os forames da área vestibular inferior, para suprir a mácula do sáculo. 
o A mácula do sáculo também recebe um pequeno ramo da divisão superior do nervo vestibular. 
o O ramo posterior, cujas fibras se dis tribuem na crista ampular do ducto semicircular posterior, passa pelo forame singular do 
meato acústico interno. 
o São descritas anastomoses vestibulofaciais e vestibulococleares. 
o Admite-se que um feixe de fibras da divisão superior do nervo vestibular une-se ao nervo facial e, após um certo percurso, 
retoma ao tronco do nervo facial. 
o O nervo vestibular contém um componente eferente cujas fibras têm origem em três pequenos grupos celulares, um dos quais 
no núcleo vestibular lateral no soalho do quarto ventrículo. 
o Essas fibras presumivelmente medeiam o controle central dos receptores vestibulares (células ciliadas das máculas utricular e 
sacular e das cristas das ampolas dos ductos semicirculares). 
 A anastomose vestibulococlear consiste em fibras eferentes que saem do ramo sacular da divisão inferior do nervo vestibular 
para alcançar o nervo coclear. 
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 O ramo coclear do nervo vestibulococlear compõe-se de fibras exteroceptivas aferentes somáticas especiais cujos 
prolongamentosperiféricos terminam no órgão espiral de Cortie cujos prolongamentos centrais terminam nos núcleos cocleares ventral e 
dorsal, na transição bulbopontina. 
o O nervo (ramo) coclear, ou nervo da audição, apresenta vários filetes no fundo do modíolo que se destinam aos giros basal e 
médio do ducto coclear, passando pelos forames do trato espiral foraminoso, e filetes que se dirigem ao giro apical da cóclea, 
passando pelo canal central do modíolo, e, a seguir, curvam-se para fora entre as duas lamínulas da lâmina espiral óssea. 
o Os prolongamentos que formam o nervo coclear originam-se de neurônios bipolares situados no gânglio espiral, que ocupa 
o canal espiral do modíolo. 
o As fibras periféricas atravessam o lábio timpânico da lâmina espiral óssea, perdem sua bainha mielínica e distribuem-se – 
algumas vão para as bases das células ciliadas internas e outras atravessam o túnel de Corti e o espaço de Nuel, 
imersas na endolinfa, para alcançar as células ciliadas externas. 
o Esses espaços endolinfáticos são os únicos locais do organismo em que fibras nervosas transitam livremente através de um 
líquido. 
o A maioria das fibras nervosas do nervo coclear distribui-se para as células ciliadas internas. 
 Cada célula recebe terminações de diversas fibras aferentes, as quais recebem terminações sinápticas de ramos de 
fibras eferentes inibidoras, dispostas radialmente. 
o As células ciliadas externas recebem menos fibras do nervo coclear do que as internas. 
o Cada fibra aferente inerva diversas células ciliadas externas. 
o Contém uma interessante conexão reflexa coclear, o FEIXE OLIVOCOCLEAR OU FEIXE COCLEAR EFERENTE. 
 São fibras cruzadas e diretas do feixe olivococlear que se projetam do tronco encefálico (núcleo olivar superior da 
ponte) sobre a cóclea e formam uma via pela qual o sistema nervoso central pode influenciar suas próprias 
percepções sensoriais. 
o Além do feixe coclear eferente, que representa essencialmente um sistema de retroação inibitória para os receptores sensitivos 
primários, os núcleos cocleares recebem também fibras eferentes descendentes de vários núcleos das vias auditivas. 
o Essas fibras procedem dos colículos inferiores, dos núcleos do lemnisco medial e da oliva. 
o Essas vias descendentes podem inibir impulsos relacionados a certas freqüências do espectro auditivo e, dessa maneira, 
amplificar os impulsos relacionados a freqüências não sujeitas a essa inibição. 
 
 
 
 NC VII – FACIAL: 
 Tem origem aparente no sulco bulbopontino através de duas raízes, uma maior, motora, o nervo facial propriamente dito, e outra menor, 
a raiz sensitiva e visceral conhecida como nervo intermédio de Wrisberg. 
 O nervo facial, juntamente com o vestibulococlear, penetra no meato acústico interno no fundo do qual o facial e o intermédio formam um 
único tronco que entra no canal facial e daí percorre um complicado trajeto no osso temporal, onde dá origem a muitos dos seus ramos. 
 As fibras que compõem o nervo facial são: 
o Eferentes viscerais especiais  se destinam aos músculos de origem branquiomérica, isto é, músculos da mímica, 
estapédio, estilo-hióideo e ventre posterior do digástrico. 
o Eferentes viscerais gerais  responsáveis pela inervação (fibras secretoras pré-ganglionares) das glândulas lacrimal, 
submandibular e sublingual. 
 As fibras para as glândulas submandibular e sublingual integram o nervo corda do tímpano e terminam no gânglio 
submandibular (parassimpático) anexo ao nervo lingual, de onde partem fibras pós-ganglionares que alcançam as 
glândulas. 
 As fibras para a glândula lacrimal são parte do nervo petroso superficial maior que forma o nervo do canal pterigóideo 
(nervo vidiano) e atinge o gânglio pterigopalatino, de onde partem as fibras parassimpáticas pós-ganglionares para a 
glândula lacrimal. 
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o Aferentes viscerais especiais  conduzem impulsos gustativos dos dois terços anteriores da língua (através do nervo corda 
do tímpano) e da fossa tonsilar e palato (via nervo petroso superficial maior). 
 Essas fibras passam pelo gânglio genicular e penetram no tronco encefálico pela raiz sensitiva do nervo facial, ou 
seja, pelo nervo intermédio. 
o Aferentes viscerais gerais  responsáveis pela sensibilidade de parte da mucosa do nariz, faringe e parte do palato mole. 
o Aferentes somáticas gerais  suprem parte da sensibilidade do meato acústico externo e região da concha do pavilhão da 
orelha. 
 A maioria das fibras motoras do nervo facial origina-se do núcleo motor situado na formação reticular da porção caudal da 
ponte. 
 As fibras secretoras parassimpáticas para as glândulas submandibular, sublingual, lacrimal, nasais e palatinas procedem do núcleo 
salivatório superior e núcleo lacrimal, situados dorsalmente ao núcleo motor. 
 O núcleo sensitivo do nervo facial é a porção superior do núcleo do trato solitário e recebe as fibras da sensibilidade gustativa, as fibras 
proprioceptivas e as fibras da sensibilidade cutânea do nervo facial. 
 O percurso do nervo facial, desde sua origem encefálica até a emergência no forame estilomastóideo, é dividido em segmentos nem 
sempre de modo uniforme pelos autores. 
 O segmento intracraniano mede cerca de 24 mm desde a ponte até o meato acústico interno; o segmento meatal, isto é, no 
interior do meato acústico interno, estende-se por 10 a 15 mm acompanhado pelo nervo intermédio e em posição superior ao 
ramo coclear do oitavo par. 
 Passa sobre a crista falciforme do meato para penetrar no canal facial. 
 O orifício do canal facial no fundo do meato mede 0,68 mm de diâmetro – nesse ponto, o nervo sofre um estreitamento e forma uma 
curva suave para continuar agora dentro do canal como segmento labiríntico por cerca de 3 a 4 mm, até a fossa geniculada, onde o nervo 
se dilata para formar o gânglio genicular 
o Em seguida, volta-se bruscamente para continuar na cavidade timpânica como segmento timpânico. 
 O ângulo entre os segmentos labiríntico e timpânico é muito variável, em média de 75º, e constitui o que se denomina joelho do facial ou 
primeiro joelho do facial. 
 As células que formam o gânglio genicular concentram-se na porção anterior do joelho, e daí emerge o nervo petroso superficial maior 
pelo hiato do mesmo nome. 
 O segmento timpânico mede 10 a 12 mm e transita na parede labiríntica da cavidade timpânica, formando a proeminência do 
canal facial e limitando superiormente a fóssula da janela do vestíbulo (nicho do estribo). 
o Nesse segmento é onde mais freqüentemente ocorrem as deiscências do canal facial que deixam o epineuro em contato direto 
com o mucoperiósteo da cavidade timpânica. 
o O segmento timpânico do nervo facial acaba na parede posterior da cavidade timpânica, onde o nervo se curva para baixo 
seguindo como segmento mastóideo ou vertical por um percurso de 13 mm até alcançar o forame estilomastóideo. 
o A transição entre os segmentos timpânico e mastóideo forma um ângulo de 95 a 125o e constitui o segundo joelho do facial. 
 É fundamental chamar a atenção para as importantes relações tópicas que os diferentes segmentos do canal e nervo facial guardam com 
estruturas vitais das orelhas interna e média, e também sobre as variações que podem apresentar no seu trajeto, exaustivamente 
descritas na literatura especializada. 
 O nervo facial, no segmento meatal, emite um ramo anastomótico com o nervo vestibulococlear. 
 No segmento labiríntico, o nervo facial dá origem ao nervo petroso superficial maior que nasce da face anterior do gânglio genicular e 
emerge na fossa craniana média pelo hiato facial, conduzindo fibras parassimpáticas e sensitivas. 
 Esse nervo passa em direção ao forame lácero e aí se reúne com o nervo petroso profundo (ramo simpático do plexo carótico) para 
formar o nervo do canal pterigóideo (nervo vidiano), que atravessao canal de mesmo nome até a fossa pterigopalatina, onde se junta ao 
 gânglio esfenopalatino. 
 O nervo petroso superficial maior, além de conter fibras secretomotoras para as glândulas lacrimal e nasal, provavelmente contém ainda 
fibras vasodilatadoras para a artéria meníngica média. 
 Apresenta também fibras aferentes, cujos neurônios estão no gânglio genicular, de distribuição e função pouco conhecida, talvez 
responsáveis pela sensibilidade geral da mucosa nasal. 
 Acredita-se que algumas fibras sejam gustatórias dos dois terços anteriores da língua e do palato mole. 
 Do gânglio genicular parte ainda um ramo que se junta ao nervo petroso superficial menor do plexo timpânico e, através deste, alcança o 
gânglio ótico. 
 No segmento mastóideo do nervo facial origina-se o nervo para o músculo estapédio e o nervo corda do tímpano. 
 O primeiro nasce em frente à eminência piramidal na parede posterior da cavidade do tímpano e corre um curto trajeto até alcançar a 
cavidade estapédio onde penetra no músculo. 
o O nervo corda do tímpano nasce do nervo facial, 6 mm acima do forame estilomastóideo, e corre dentro de um canalículo 
próprio da parede posterior, que se estende na eminência cordal, onde penetra na cavidade timpânica envolto por uma prega 
mucosa. 
o Atravessa a cavidade entre o manúbrio do martelo e o ramo longo da bigorna e penetra em outro canalículo da parede lateral, 
situado na extremidade medial da fissura petrotimpânica. 
o Segue por essa fissura até a fossa infratemporal onde, medial ao músculo pterigóideo lateral, reúne-se como nervo lingual e, 
juntos, distribuem-se para os dois terços anteriores do lado e do dorso da língua. 
 O nervo corda contém: 
o Fibras associadas com o paladar dos dois terços anteriores da língua e do palato mole, fibras essas que têm seus corpos 
celulares no gânglio genicular; 
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o Fibras vasodilatadoras e secretoras pré-ganglionares, as quais fazem sinapses no gânglio submandibular com fibras pós-
ganglionares que inervam as glândulas submandibular, sublingual e lingual. 
 
 
 
 
FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO: 
 O pavilhão auditivo capta e canaliza as ondas para o canal auditivo e para o tímpano. 
 O canal auditivo serve como proteção e como amplificador de pressão. 
 Quando se choca com a membrana timpânica, a pressão e a descompressão alternadas do ar adjacente à membrana provocam o 
deslocamento do tímpano para trás e para frente. 
 Uma compressão força o tímpano para dentro e a descompressão o força para fora  o tímpano vibra com a mesma freqüência da 
onda - seu movimento é látero-inferior, como balanço lateral. 
 Dessa forma, o tímpano transforma as vibrações sonoras em vibrações mecânicas que são comunicadas aos ossículos (martelo, bigorna 
e estribo). 
o Os ossículos funcionam como alavancas, aumentando a força das vibrações mecânicas e por isso, agindo como 
amplificadores das vibrações da onda sonora. 
 O centro da membrana timpânica conecta-se com o manúbrio do martelo. 
 A pressão positiva exercida sobre a membrana timpânica faz com que o manúbrio do martelo se mova medialmente, enquanto sua 
cabeça se movimenta lateralmente, puxando o corpo da bigorna. 
 O ramo longo da bigorna se movimenta em torno da cabeça do estribo, causando um movimento através de sua platina na janela oval. 
 O estribo, vibrando na janela oval, atua como um pistão que produz uma onda de pressão na rampa vestibular. 
 Na espira basal, a membrana basilar é mais leve e rígida, e por isso acompanha fielmente as variações de pressão na rampa vestibular, 
deformando-se síncrônicamente com as vibrações do estribo. 
 Nos segmentos seguintes da cóclea, onde a membrana possui massa e complacência maiores, as deformações causadas pela onda de 
pressão e pelas vibrações das porções basais, aparecem com um certo retardo em relação aos movimentos do estribo. 
 Reflexo do estapédio (Reflexo de Atenuação): 
o O reflexo do estapédio é desencadeado por um estímulo sonoro intenso e consiste de uma contração bilateral do músculo 
do estribo (estapédio). 
o A contração isolada do músculo do estapédio faz com que ele gire em torno de um eixo vertical, facilitando a transmissão 
de sons fracos. 
o Sob estímulos de grande intensidade, ele se desloca sob o eixo longitudinal e se desloca de cima para baixo com 
amplitude máxima superior, aumentando a rigidez e a resistência à transmissão de sons graves, principalmente. 
 Como os líquidos cocleares não são compressíveis, é necessário a ação da membrana da janela redonda na outra extremidade do canal 
coclear para que a haja um movimento líquido intracóclea. 
 A perilinfa preenche 2 rampas do ducto colclear, a timpânica e a vestibular. 
 A onda é transmitida através da rampa vestibular e, através do helicotrema, para dentro da rampa timpânica. 
 O movimento do líquido causa o reflexo contrário da janela redonda ao movimento da platina do estribo. 
o A janela redonda precisa ficar abaulada porque a cóclea é delimitada, em todos os lados, por paredes ósseas. 
 A pressão da perilinfa da rampa timpânica causa a vibração da membrana basilar. 
 
Transdução mecanoelétrica nas células ciliadas externas 
 As vibrações mecânicas da membrana basilar e órgão de Corti (rampa média) provocadas pelas vibrações da perilinfa causa a deflexão 
mecânica do feixe de estereocílios, que se deflete como um todo, devido às conexões laterais existentes entre cada estereocílio e pelo 
fato da base ser mais estreita em relação ao corpo. 
 Os estereocílios projetam-se cranialmente a partir das células ciliadas e tocam ou emergem no revestimento gelatinoso da superfície da 
membrana tectória, a qual se situa acima dos esterocílios na rampa média. 
 As extremidades externas das células ciliadas se fixam firmemente em uma estrutura rígida composta por uma placa plana, lâmina 
reticular, sustentada por bastões de Corti triangulares, que se fixam firmemente às fibras basilares. 
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 O movimento para cima da fibra basilar provoca a rotação da lâmina reticular para cima e para dentro em direção ao modíolo, e quando 
esta oscila para baixo, a lâmina reticular sofre uma distorção para baixo e para fora. 
 Estes movimentos fazem com que os cílios sofram uma distorção para frente e para trás de encontro à membrana tectória. 
 As conexões laterais permitem que a pressão aplicada a um estereocílio seja aplicada ao cílio vizinho. 
 Há também uma conexão (“tip link”) que une a extremidade de um estereocílio ao vizinho mais alto e se acredita que aí exista um canal 
iônico de transdução. 
 No repouso este canal oscila entre aberto e fechado, mas fica fechado a maior parte do tempo. 
 Se o feixe é defletido, cada estereocílio desliza sobre o vizinho, fazendo com que o tip link (conexão) seja esticado, abrindo o canal de 
transdução e permitindo o influxo de Ca2+ e principalmente K+, despolarizando a membrana celular. 
 
Transdução eletromecânica nas células ciliadas externas: (cóclea ativa) 
 Os potenciais elétricos assim formados provocariam contrações mecânicas rápidas das células ciliadas externas, que constituem a base 
da eletromotilidade e ocorrem em fase com a freqüência sonora estimulante. 
 A maioria das suas terminações nervosas das células ciliadas externas é do tipo eferente, proveniente do tracto olivo-coclear 
 Estas contrações determinariam uma amplificação da vibração da membrana basilar numa área restrita do órgão de Corti, devido ao 
acoplamento que as células ciliadas externas realizam entre a membrana basilar e a membrana tectórica. 
 Tais contrações rápidas poderiam ocorrer por um mecanismo de eletrosmose que depende da presença do sistema de cisternaslaminadas das células ciliadas externas. 
 
Transdução mecanoelétrica nas células ciliadas internas: 
 A amplificação das vibrações da membrana basilar provocaria o contato dos cílios mais longos das células ciliadas internas com a 
membrana tectórica e conseqüente inclinação dos mesmos. 
 Isto nas células de uma área delimitada pequena onde é liberada a energia pelo mecanismo ativo. 
 Nesta área, um pequeno número de células ciliadas internas é estimulado com máxima intensidade. 
 A inclinação e estimulação dos cílios determinaria a despolarização das células ciliadas internas, com formação de potenciais receptores 
pela entrada de K+ pelos canais iônicos dos cílios. 
 Em seguida, há a liberação de neurotransmissores e a formação de uma mensagem sonora codificada em impulsos elétricos, que é 
transmitida ao SNC pelo nervo acústico 
o As fibras aferentes auditivas de 1ª ordem cujos corpos celulares estão no gânglio espiral se juntam às do sistema vestibular para 
formar o VIII par craniano (nervo vestíbulo-coclear). 
o O nervo chega ao bulbo e projeta-se no núcleo coclear de onde se originam os neurônios de 2ª ordem. 
o As fibras centrais do nervo auditivo levam as informações da região apical da cóclea (frequências baixas) e as fibras 
periféricas, da região basal da cóclea (frequências altas). 
o O núcleo coclear é dividido em núcleos cocleares dorsal e ventral – cada fibra se divide em um ramo posterior (dorsal) e um 
anterior (ventral). 
o Fibras de frequência baixa na região ventral e de frequência alta na região dorsal. 
o Neste ponto as fibras fazem sinapse, e neurônios de 2ª ordem passam principalmente para o lado oposto do tronco cerebral 
(contralateral) pelo corpo trapezóide. 
o As fibras do núcleo coclear dorsal partem totalmente para o lemnisco lateral, seguindo para o mesencéfalo no colículo inferior do 
lado contralateral. 
o Dos núcleos cocleares ventrais partem fibras para a ponte, tanto no núcleo olivar superior do mesmo lado como do lado 
contralateral. 
o Algumas fibras terminam no próprio núcleo olivar superior. 
o Cada complexo olivar superior recebe informações neurais ipsilaterais e contralaterais. 
o Do núcleo olivar também partem fibras eferentes olivo-cocleares e influenciam as células cocleares. 
o O núcleo olivar superior é dividido em três partes: lateral, medial e corpo trapezóide (recebem fibras dos núcleos cocleares 
ventrais de ambos os lados) e emitem fibras para o colículo inferior através do lemnisco lateral. 
o O Lemnisco Lateral é um trato que conecta as regiões auditivas inferiores ao conículo inferior. 
o São interligados bilateralmente através da comissura de Probst. 
o O colículo inferior recebe todas as fibras auditivas ascendentes e é divido em três partes: núcleo central, núcleo externo e o 
córtex dorsal. 
o No colículo inferior há fibras comissurais que integram as informações de ambos os lados. 
o Os núcleos dos colículos inferiores são interligados através da comissura colicular inferior. 
o Do núcleo central partem fibras pelo pedúnculo do colículo inferior para o tálamo homolateral (núcleo geniculado medial, 
participando da percepção auditiva) 
o Dos dois outros (núcleo externo e córtex dorsal), fibras que vão fazer parte dos reflexos auditivos mediados pelo tronco 
encefálico. 
o O tálamo também possui três divisões: a região ventral (tem neurônios cujos axônios formam a radiação talâmica cortical) e as 
regiões dorsal e medial (possuem neurônios que fazem projeções difusas intralaminares). 
o O núcleo geniculado medial é o maior centro auditivo do tálamo, sendo que todas as projeções ascendentes auditivas 
passam por ele – todas as fibras estabelecem sinapses. 
o Formam um feixe – radiação auditiva, que caminha em direção ao córtex auditivo. 
 
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o O córtex auditivo situa-se no giro temporal transverso do lobo temporal e identificamos os córtices auditivos primário, secundários e 
a área auditiva associativa (área de Wernicke). 
o O córtex associativo ou secundário se estende sobre a borda lateral do lobo temporal, sobre a grande parte do córtex 
insular e mesmo na parte mais lateral do opérculo parietal. 
o O córtex auditivo primário é diretamente excitado por projeções provenientes do corpo geniculado medial, enquanto que o 
córtex auditivo secundário é excitado secundariamente pelo córtex primário e áreas de associações talâmicas. 
o As áreas corticais estabelecem ligações entre si através de conexões corticocorticais (no mesmo hemisfério) e 
interhemisféricais, passando pelo corpo caloso. 
o Projeções corticais eferentes desta área partem para o tálamo e coliculos inferiores; e destes para os núcleos cocleares 
e para os complexos olivares. 
o No córtex cerebral as impressões auditivas são recebidas no lobo temporal – parte súpero-medial, no giro de Heschi. 
o No giro de Heschi há uma disposição de receptores de acordo com a frequência do som, terminando na parte mais medial 
as fibras encarregadas da condução das impressões sonoras mais agudas. 
o A via auditiva tem projeção bilateral. 
 
o Devido à projeção bilateral as lesões na área auditiva de um lado NÃO resultam na perda completa da audição do mesmo lado. 
o Assim, uma surdez unilateral completa só ocorre se a lesão estiver localizada nos núcleos cocleares homolaterais ou nas suas vias 
aferentes primárias. 
o Lesões em locais mais adiante da via causam déficits na audição, mas nunca perdas funcionais unilaterais completas. 
 
 
 
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POTENCIAL DE AÇÃO: 
 POTENCIAL ENDOCOCLEAR DE REPOUSO: 
 Único que não é gerado em reposta à estimulação sonora. 
 Dependente da estria vascular (localizada na parede lateral da cóclea), que é considerada a “bateria” da cóclea, sua fonte de energia 
essencial para a transdução. 
 A cóclea em repouso mantém um gradiente bem elevado. 
 O potencial da endolinfa é de +80mV (pela alta concentração de potássio) e da perilinfa é de –60mV, pela alta concentração de sódio, 
resultando num potencial de 140mV. 
 Alterações nos mecanismos envolvidos na produção de endolinfa e do potencial podem produzir perda auditiva (algumas vezes é 
chamada de presbiacusia metabólica). 
 
 POTENCIAL MICROFÔNICO COCLEAR: 
 Primeira transformação no potencial de ação que ocorre após a estimulação sonora. 
 Representa o influxo de K+ nas CCE, proporcional ao deslocamento da membrana basilar. 
 Reproduz a freqüência do som estimulante. 
 É um potencial de corrente alternada, que segue a morfologia da onda sonora que o desencadeou. 
 Não têm latência, ocorrendo simultaneamente ao som. 
 
 POTENCIAL DE SOMAÇÃO: 
 É a segunda alteração elétrica de corrente contínua, simultânea a um tom contínuo ou a um estímulo sonoro transitório. 
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 Tem a mesma direção do potencial de ação do nervo auditivo e é geralmente registrado como uma pequena deflexão que antecede o 
potencial do nervo. 
 Está relacionado com os movimentos da membrana basilar e pode ser captado quando existe uma diferença entre a amplitude de 
movimento da membrana basilar. 
 Segue o envelope da estimulação sonora. 
 Seu valor depende da freqüência, da intensidade e do nível de registro na cóclea. 
 É gerado pelas CCI e CCE, principalmente. 
 Há relação entre sua amplitude e a intensidade sonora. 
 Só pode ser registrado com sons de alta intensidade, pois nesta situação e excursão da membrana basilar em direção à rampa média 
será muito maior que aquela em direção à rampa timpânica. 
 Na hidropsia endolinfática, a rampa média está dilatada e a diferença de movimento da membrana basilar em direção à rampa média em 
relaçãoà timpânica será maior que o esperado e o potencial de somação será maior. 
 Essa alteração de potencial é muito sugestiva de hidropsia. 
 
 POTENCIAL DE AÇÃO DO NERVO AUDITIVO: 
 Resultado do disparo sincrônico de muitas fibras do nervo auditivo, após a estimulação sonora ser processada em energia bioelétrica, 
através das CCI. 
 O tempo de ocorrência de cada potencial depende da velocidade da onda viajante pela membrana basilar. 
 A velocidade é maior na espira basal e diminui progressivamente na direção da espira apical. 
 
SISTEMA EFERENTE (trato corticogeniculado medial e corticocolicular): 
 É um sistema complexo, compreendendo um conjunto de núcleos do tronco cerebral, do complexo olivar superior e córtex auditivo. 
 Há dois sistemas eferentes principais: o trato olivo-coclear (que termina na orelha) e um que termina em vários núcleos do sistema 
auditivo ascendente. 
 O trato olivo-coclear é dividido em medial e lateral. 
 Trato Olivo-Coclear Medial: 
o As fibras são mielinizadas e de condução rápida, que inervam principalmente as Células Ciliadas Externas. 
o 80% são contra-laterais. 
o Têm origem na parte medial do complexo olivar superior, principalmente núcleo medial do corpo trapezóide. 
o Há fibras cruzadas (mais importantes) e não cruzadas. 
o O principal neurotransmissor parece ser a acetilcolina. 
 Trato Olivo-Coclear Lateral: 
o As fibras não são mielinizadas, com núcleos pequenos e inervam principalmente as Células Ciliadas Internas. 
o 90% são ipsilaterais. 
o Os corpos celulares se localizam no complexo olivar superior (principalmente oliva superior lateral), que manda projeções 
cruzada e não cruzada sobre o órgão de Corti. 
o São mediados por neurotransmissores múltiplos (metencefalina, GABA, acetilcolina) e têm papel desconhecido. 
 Neurotransmissores do Sistema Eferente: 
o Excitatórios: 
 Acetilcolina. 
 Opióides endógenos (endorfina, encefalina): aumentam a descarga elétrica sobre as CCI e sobre os neurônios 
aferentes tipo I. 
 Glutamato: associado à lesão celular da senescência (apoptose/presbiacusia ?). 
o Inibitórios: 
 Dopamina: proteção das CCI e NC VIII em situações de exposição a ruídos intensos. 
 Óxido Nítrico: vasodilatador coclear e libera acetilcolina e glutamato. 
 
CONSTITUINTES: 
 Núcleos Cocleares: 
 Constituem as primeiras estruturas auditivas centrais da via ascendente. 
 Localizados na face dorsolateral do tronco cerebral, próximo ao ângulo ponto-cerebelar. 
 Recebem aferências do nervo auditivo, aferências centrais auditivas e não auditivas. 
 As fibras do nervo auditivo se dividem rapidamente ao entrar no tronco cerebral em dois ramos, caracterizando a tonotopia do núcleo 
coclear: 
o Anterior ou ascendente: projeção para o núcleo coclear ântero-ventral. 
o Posterior ou descendente: projetam-se no núcleo coclear póstero-ventral e no núcleo dorsal. 
 Núcleo ântero-ventral: é a maior parte do núcleo coclear. 
o Rica inervação aferente ascendente e algumas descendentes provenientes dos centros superiores (complexo olivar superior e 
cerebelo). 
o Algumas aferências são inibitórias e parecem melhorar a seletividade. 
o Eferência para o corpo trapezóide e bilateralmente para o complexo olivar superior, núcleos do lemnisco lateral e colículo 
inferior. 
 
 
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 Núcleo póstero-ventral: aferências do nervo auditivo e centrais. 
o Eferência para a estria auditiva intermediária e núcleos contra-laterais do lemnisco lateral e colículo inferior. 
 Núcleo dorsal: Algumas células do núcleo dorsal respondem à orelha contra-lateral e associadas a uma excitação ipsilateral, podem 
inibir ou estimular um estímulo contra-lateral. 
o Esse núcleo também tem função localizatória do som no eixo vertical. 
 As fibras dos núcleos cocleares também se dispõem de forma tonotópica, de forma que as freqüências mais altas são representadas na 
região mais distal do eixo longitudinal do núcleo. 
 As fibras da base da cóclea se dirigem à região dorsal e do ápice à região ventral. 
 Os neurotransmissores provenientes das aferências do nervo auditivo são excitatórios (ácido glutâmico e/ou ácido aspártico) e 
os centrais são acetilcolina, GABA, glicina, noradrenalina. 
 Os núcleos cocleares têm organização dependente da freqüência. 
 Há quatro tipos de respostas: 
o Primárias: reproduz o conteúdo da mensagem das fibras do nervo auditivo. Possui parte fásica inicial seguida de uma parte 
tônica que se mantém ao longo do estímulo sonoro, no núcleo coclear ântero-ventral. 
o Transitórias: importante pico de descarga no início do estímulo, seguido por uma diminuição rápida. Ocorre nos núcleos 
cocleares ventrais. 
o Resposta em “dentes de serra” – picos de descargas que dependem da duração e intensidade do estímulo. Em todas as 
divisões. 
o Resposta crescente e com pausa: caracterizada por reatividade que cresce progressivamente após um tempo de latência longo. 
Observada nas células da porção dorsal. 
 
 Complexo Olivar Superior: 
 É considerado o primeiro centro do sistema nervoso auditivo ascendente onde ocorre a convergência de aferências de ambas as orelhas, 
dado que muitas fibras não cruzam a linha média através do corpo trapezóide. 
 Constitui um conjunto de núcleos situados na ponte, caracterizado por grande variabilidade a função de várias espécies. 
 Os núcleos no homem são: oliva superior lateral, oliva superior medial, núcleos periolivares e núcleo medial do corpo trapezóide. 
 Sua função é complexa: localização espacial do som, reflexo estapediano, fisiologia do sistema eferente olivo-coclear. 
 Núcleo medial do corpo trapezóide: 
o As células são principalmente inibitórias. 
o Não têm um papel bem conhecido. 
o Aferências do núcleo coclear contralateral e eferências para a oliva superior medial e lateral. 
 Oliva superior lateral: 
o Possui organização tonotópica: altas freqüências: medial baixas freqüências: lateral 
o Seu principal papel é a localização dos sons de alta freqüência no espaço. 
o Tipos de células encontradas neste núcleo: 
 Células E0: respondem a estímulos puramente monoaural. 
 Células EI (excitação-inibição): maioria das células. 
 Respondem a estímulos binaurais. 
 São sensíveis a uma diferença interaural de tempo e de intensidade (raramente de intensidade). 
 Células EE (excitação-excitação): respondem a estímulos binaurais (som à frente ou atrás da cabeça, chegando 
juntos nas duas orelhas). 
o Aferência: núcleo coclear ântero-ventral contra-lateral núcleo medial do corpo trapezóide ipsilateral 
o Eferência: lemnisco lateral bilateral colículo inferior outros núcleos do complexo olivar superior 
o A maior parte dos neurônios têm excitação ipsilateral e inibição contra-lateral. 
o Sua função é a de localização da fonte sonora, usando para isso a diferença de intensidade que cada som chega á orelha 
externa. 
 Oliva superior medial: 
o As freqüências graves estão na região dorsal e as agudas na ventral. 
o Aferência: núcleo coclear ântero-ventral (glutamato +, GABA/glicina -) 
o Eferência: lemnisco lateral bilateral. 
o Função: detecção das diferenças interaurais (localização do som no espaço). 
o A localização é realizada pela percepção das diferenças de fase (freqüências baixas) da onda sonora de cada orelha. 
o É capaz de distinguir sons com até 10μs de intervalo. 
o Sua percepção da diferença de intensidade em cada orelha é pequena. 
 Núcleos Periolivares: 
o Situados na periferia das olivas superior medial e lateral e do núcleo medial do corpo trapezóide. 
o Eferências: núcleos cocleares, lemnisco lateral, cóclea. 
o Sua função é indefinida. 
 
 Núcleos do Lemnisco Lateral: 
 Situam-se na ponte, no interior das fibras do lemnisco lateral. 
 São as grandes vias ascendentes da sensibilidade.Recebe aferências das fibras dos núcleos cocleares e do complexo olivar superior. 
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 São três núcleos: dorsal, ventral e intermédio. 
 A aferência do núcleo dorsal é binaural, do ventral é contra-lateral e do intermédio é ipsilateral. 
 Sua função é desconhecida. 
 
 Colículo Inferior: 
 Localiza-se na porção dorsal do mesencéfalo. 
 É essencial, funcionando como centro de integração da mensagem auditiva - sem ele, a percepção do som seria impossível. 
 Tem aferências auditivas e extra-auditivas (por exemplo, tátil). 
 Divisão: núcleos central, dorso-medial, lateral e dorsal. 
 Quase todos os neurônios respondem a estímulos ipsilaterais e contra-laterais, predominantemente contra-laterais. 
 Menos de 40% são excitados por estímulos ipsilaterais. 
 Recebe diversos tipos de informações, como freqüência, intensidade, complexidade temporal, localização no espaço. 
 Parece estar envolvido com a localização sonora e com funções motoras, como por exemplo, medula espinhal e colículo superior, que 
ativa a musculatura extraocular, formando mapas de representações funcionais que permitem representar os parâmetros do “espaço 
sonoro”. 
 Aferências: periféricas – todos os núcleos inferiores, exceto núcleo ventral contralateral do lemnisco lateral; descendentes (centrais) – 
córtex auditivo e corpo geniculado medial. 
 Eferências para o corpo geniculado medial, núcleos auditivos do tronco cerebral e estruturas extra-auditivas: colículo superior, formação 
reticular, mesencéfalo, cerebelo. 
 
 Corpo Geniculado Medial: 
 Localiza-se no tálamo. 
 Tem rica inervação descendente, que juntamente com a ascendente, forma os tratos auditivos tálamo-corticais. 
 Três divisões: dorsal, ventral e medial. Recebe aferências auditivas, vestibulares, visuais e somáticas. 
 Parece estar relacionado com a vigília do córtex auditivo (atenção auditiva) e também com a codificação da intensidade e da freqüência 
do som. 
 
 
FISIOLOGIA VESTIBULAR: 
 O aparelho vestibular funciona continuamente, inclusive durante o sono, de forma inconsciente. 
 A assimetria da resposta labiríntica, seja pela estimulação excessiva ou pela hipoestimulação, leva a vertigem, nistagmo e reflexo vagal 
que são sensações conscientes. 
 Funções do labirinto Vestibular: 
o Transformar as forças provocadas pela aceleração da cabeça e da gravidade em um sinal biológico. 
o Informar os centros nervosos sobre a velocidade da cabeça e sua posição no espaço. 
o Iniciar alguns reflexos necessários para a estabilização do olhar, da cabeça e do corpo. 
 Todas essas funções são importantes para o equilíbrio (capacidade de manter a postura apesar de circunstâncias adversas). 
 Além do aparelho vestibular periférico, o equilíbrio é também determinado pelos olhos, com sua percepção das relações espaciais, pelos 
interoceptores (músculos, tendões, articulações, vísceras,...) e pelos esteroceptores da pele. 
 O sistema vestibular detecta a posição e o movimento da cabeça no espaço pela integração das informações dos receptores periféricos 
localizados no ouvido interno. 
 As células sensórias do labirinto posterior transformam energia mecânica que resulta dos movimentos ciliares em sinal biológico. 
 Os canais semicirculares são responsáveis pela mensuração de acelerações angulares, causadas pela rotação da cabeça ou do corpo. 
 Cada ducto tem um máximo de sensibilidade ao movimento angular, em um eixo perpendicular à sua posição. 
 Um movimento voltado para a máxima excitação de um membro do par funcional, produz a máxima inibição do outro membro. 
 Como os movimentos rotatórios da cabeça não ocorrem apenas nos planos exatos dos canais, mais de um par deve ser excitado 
concomitantemente pela maioria dos movimentos. 
 
 
 Com o movimento rotatório da cabeça, há movimento uniforme da endolinfa no sentido contrário, porém com velocidade igual ao do ducto 
semicircular. 
 Na parada da cabeça, a endolinfa, por inércia, continua a deslocar-se no mesmo sentido até deter-se. 
 Isso resulta em pressão na cúpula que se deflete e movimenta os cílios que nela penetram. 
 Nos canais superiores e posteriores o cinocílio localiza-se na extremidade não utricular da ampola, e no canal lateral na extremidade 
utricular. 
 Todo esse arranjo estrutural desempenha papel relevante na fisiologia vestibular, pois permite que a célula ciliada responda de maneira 
diferente conforme a direção de movimentação dos cílios. 
 O movimento dos esteriocílios sobre cinocílio leva a despolarização da célula ciliada, com aumento da liberação de neurotransmissores e, 
portanto, aumento do estímulo da fibra aferente. 
 Entretanto, a movimentação dos cinocílios sobre os esteriocílios leva a hiperpolarização da célula, com redução da liberação de 
neurotransmissores e menor estímulo nas fibras aferentes. 
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 As correntes endolinfáticas nos ductos semicirculares podem ser ampulípetas, que se dirige do arco do ducto para a ampola, ou 
ampulífugas, que se dirige da ampola para o arco do ducto. 
 Nos canais laterais as correntes endolinfáticas ampulípetas flexionam os esteriocílios sobre o cinocílio, em direção ao utrículo, 
causando despolarização elétrica das células ciliadas e conseqüente excitação das neurofibrilas. 
 As correntes endolinfáticas ampulífugas flexionam o cinocílio em direção ao arco do canal e acarretam hiperpolarização elétrica, com 
inibição das neurofibrilas. 
 Nos canais semicirculares superior e posterior verificam-se o contrário. 
 No canal semicircular lateral, a corrente endolinfática ampulípeta desperta reflexos mais intensos que a ampulífuga; nos canais 
semicirculares superior e posterior a corrente ampulífuga provoca reflexos mais intensos. 
o Ao se rodar a cabeça para o lado direito ocorrerá, por inércia, uma corrente ampulípeta à direita (lado da rotação) e ampulífuga 
à esquerda. Assim, ocorrera despolarização celular de um lado e hiperpolarização no outro, configurando a resposta 
bidirecional. 
 O vestíbulo é responsável pela detecção de acelerações lineares, produzidas pela gravidade ou pelos movimentos do corpo e pelo 
equilibro estático do corpo no espaço. 
 O vestíbulo é excitado pelo deslocamento da membrana otolítica sobre a mácula, isto ocorre quando a cabeça e o corpo são deslocados 
seguindo uma linha, como se deslocar para frente ou para trás (ex: carro, avião), ou para cima e para baixo (ex: elevador). 
 Esses movimentos geram um fenômeno de tração da membrana otolítica sobre os cílios da mácula, ou ao contrário, geram um fenômeno 
de pressão. 
 Sua resposta seria semelhante à dos canais semicirculares. 
 É especialmente importante que as diferentes células pilosas estejam orientadas em todas as direções possíveis nas máculas dos 
utrículos e dos sáculos, de modo que, em diferentes posições da cabeça, diferentes células pilosas podem ser estimuladas. 
 A inclinação da cabeça em qualquer direção vai resultar em despolarização de algumas células utriculares e hiperpolarização de outras. 
 Esse sinal complexo fornece ao cérebro uma medida acurada da posição da cabeça. 
 
 NERVO VESTIBULAR: 
 O nervo vestibular possui dois ramos: 
o Ramo superior; proveniente do utrículo e dos ductos semicirculares superior e lateral. 
o Ramo inferior; proveniente do sáculo e do ducto semicircular posterior. 
 Ambos esses ramos possuem seus corpos celulares no Gânglio de Scarpa, próximo ao meato acústico interno. 
 Cada gânglio de Scarpa possui aproximadamente 20mil células bipolares: os axônios periféricos, pequenos, inervam as células ciliadas e 
os centrais, muito maiores, terminam no tronco cerebral. 
 Ambos os axônios e corpos celulares dos neurônios no Gânglio de Scarpa são mielinizados,uma vez que o potencial de ação se propaga 
diretamente através do corpo celular bipolar a partir dos ramos periféricos para os centrais. 
 O nervo vestibular se une ao nervo coclear para formar o nervo vestíbulococlear. 
 Este, exclusivamente sensitivo, atravessa o meato acústico interno, juntamente com os nervos facial e o intermédio. 
 Após deixar o meato, o nervo vestíbulococlear penetra na ponte, em uma região chamada ângulo ponto-cerebelar. 
 As fibras sensitivas seguem em direção aos núcleos vestibulares da ponte. 
 
 NÚCLEOS VESTIBULARES: 
 As fibras provenientes do ramo vestibular do VII par craniano projetam-se principalmente sobre os núcleos vestibulares principais 
ipsilaterais. 
 Os núcleos vestibulares localizam-se no assoalho do IV ventrículo, na junção da ponte com a parte superior do bulbo. 
 São em número de quatro, ou seja, núcleos vestibulares lateral, mediais, superior e inferior. 
o Núcleo Vestibular Lateral ou Deiters: participa do controle da postura. 
o Pode ser dividido em duas zonas conforme as suas aferências: 
 Porção Rostroventral: recebe aferências do utrículo, sáculo e canal semicircular superior. 
 Porção Dorsocaudal: aferências não labirínticas provenientes do cerebelo e da medula espinhal. 
o Núcleo Superior ou Bechterew: recebe aferências ampolares. 
o 3) Núcleo Medial ou Schwalbe ou Triangular: recebe aferências ampolares e em menor quantidade utriculares. 
 
 
 Os núcleos superiores e mediais recebem fibras predominantemente dos canais semicirculares. 
 Os neurônios do núcleo medial são predominantemente excitatórios, enquanto aqueles do núcleo superior são predominantemente 
inibitórios. 
 Mandam fibras através do fascículo longitudinal medial para centro oculomotor e para medula espinhal. 
o Núcleo Descendente ou Inferior ou Roller: é responsáveis pela integração entre labirinto vestibular, cerebelo, formação reticular, 
medula espinhal e núcleos vestibulares contralateral. Recebe aferências dos canais semicirculares, utrículo, sáculo e verme 
cerebelar. 
 
 VIAS VENTIBULARES: 
 São divididas em 3 fascículos: 
o Fascículo Vestibuloespinal Lateral: tem origem principal a partir do Núcleo Lateral (Deiters), com pequena contribuição de 
fibras do Núcleo Descendente, transportando informações utriculares e saculares. 
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 Distribui-se ipsilateralmente a todos os níveis medulares, com algumas fibras chegando à região lombossacral. 
 Este fascículo exerce efeitos facilitadores sobre os motoneurônios alpha e gamma dos músculos extensores 
ipsilaterais, influenciando a musculatura axial e distal e inibição dos músculos flexores ipsilaterais. 
o Fascículo Vestibuloespinal Medial: origina-se nos Núcleos Medial e Descendente com pequena contribuição do Lateral. 
 É bilateral e seus neurônios terminam a nível cervical. 
 Controla exclusivamente a musculatura axial, com influências facilitadoras ou inibidoras sobre os motoneurônios dos 
músculos cervicais. 
 A estimulação dos canais semicirculares de um lado leva à inibição ipsi e excitação contralateral da musculatura 
flexora axial. 
o Fascículo Vestibuloespinal Caudal: origem no pólo caudal dos Núcleos Medial e Descendente e do Grupo Celular f, 
extendendo-se até a região lombar. Suas propriedades funcionais ainda não foram definidas. 
o Vias Vestibuloculares: o Fascículo Longitudinal Medial envia fibras para os núcleos dos nervos oculares (Núcleo Abducente 
VI; Núcleo Troclear IV; Núcleo Oculomotor III). 
 Algumas fibras terminarão no Núcleo Intersticial de Cajal, que é um núcleo oculomotor acessório, constituindo um 
conjunto de fibras correspondente à projeção vestibulomesencefálica. 
 
EMBRIOLOGIA DA ORELHA: 
 Ouvido Externo: 
 Deriva do 1º sulco branquial e de 6 tubérculos mesenquimais localizados nas extremidades dorsais do 1º e 2º arcos braquiais. 
 Conduto auditivo externo: 
o Origem na porção dorsal do 1º sulco branquial (3º mês). 
o Células epiteliais do fundo conduto proliferam e constituem um tampão no conduto que é absorvido em torno do 7º mês. 
 Membrana Timpânica: 
o 3 camadas: (1) epitélio ectodérmico (origem embriológica é a mesma da pele do conduto, (2) delgada camada fibroelástica de 
origem mesodérmica, (3) epitélio de origem endodérmica (derivado da 1ª bolsa faríngea). 
o Feto – inteiramente representada pela pars tensa. Pars flácida ou membrana de Scharpnell se desenvolve mais tardiamente 
(final do 6º mês) em relação com o conduto auditivo externo, sem interposição de tecido fibroso. 
 Pavilhão auricular: 
o Deriva de tubérculos ectodérmicos que surgem sobre os 2º primeiros arcos branquiais em todo do 43º dia. 
 
 Ouvido Médio: 
 Formam-se a partir do 1º e 2º arcos branquiais e da 1ª fenda faríngea. 
 Estribo: 
o 1º dos três ossículos a aparecer (33º dia). 
o Origem na cartilagem de Reichert (2º arco), juntamente com o músculodo estapédio, seu tendão e o nervo facial. 
 Bigorna: 
o Deriva do 1º arco branquial. 
o A partir da cartilagem de Meckel. 
o 1º ossículo a iniciar o processo de ossificação. 
 Martelo: 
o Originado da cartilagem de Meckel. 
o Permanece ligado a esta até o 5º mês  substituído pelo ligamento anterior do martelo. 
 Desenvolvimento dos ossículos se completa no 6º mês de vida. 
 3 semanas – primeira bolsa faríngea, revestida por epitélio endodérmico do intestino anterior, começa a se invaginar em direção à 1ª 
fenda branquial. 
 Englobará os 3 ossículos em formação, secundariamente incorporados à caixa timpânica. 
 Mesênquima é lentamente absorvido. 
 Algumas porções restantes, juntamente com o endoderma do recesso tubo timpânico, formarão os ligamentos supensores dos ossículos. 
 Tuba Auditiva: 
o Originada da porção que permanece ligando as cavidades faríngea e timpânica. 
o Revestida de endoderma. 
 No decorrer do 6º mês, sob a formação de um divertículo na porção póstero-superior da cavidade timpânica, se originarão as células 
mastóideas  desenvolvem a partir do nascimento com a aeração da cavidade (completa somente na adolescência). 
 
 Ouvido Interno: 
 Ectoderma (labirinto membranoso) e mesoderma (labirinto ósseo e vasos). 
 20º dia  aprecem 2 espessamentos ectodérmicos na região cefálica – placódios auditivos. 
 Estes placódios auditivos se invaginam dando origem às vesículas óticas de cada lado do embrião. 
 Vesícula ótica ou otocisto - se divide em torno da 6ª semana em uma porção ventral  sáculo e ducto coclear, e uma porção dorsal 
 canais semicirculares, utrículo e ducto endolinfático. 
 Ducto coclear cresce em espiral completando 2 ½ voltas na 9ª semana. 
 Canais semicirculares se formam a partir de 3 prolongamentos achatados do utrículo. 
 Labirinto membranoso acaba sua formação no 6º mês. 
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 Cápsula ótica – originada do mesênquima que circunda o otocisto. 
o Inicia desenvolvimento na 8ª semana (estrutura cartilaginosa). 
o Acompanha o desenvolvimento do labirinto membranoso – pontos de ossificação nas próximas 6 semanas. 
 Labirinto ósseo – formado concomitantemente com a cápsula ótica, por absorção de parte do mesênquima, formando espaços entre o 
labirinto membranoso e a cápsula ótica. 
 As células sensitivas do sistema vestibular acabam sua maturação no 70º dia, neta mesma época as células cocleares começam a sua 
diferenciação que finda o 6º mês. 
 
 
 
 
OLHOS E VISÃO 
 
ÓRBITA: 
 Cavidade óssea piramidal, situada no esqueleto da face com sua base na frente e seu ápice atrás. 
 Acomodam e protegem os bulbos dos olhos e seus músculos, nervos e vasos, junto com a maior parte do aparelho lacrimal. 
 Ossos revestidos por periórbita – periósteo da órbita  forma a bainha fascial do bulbo do olho. 
o Periórbita contínua no canal ópticoe na fissura orbital superior com a lâmina periosteal da dura-máter. 
o Contínua sobre as margens orbitais, e através da fissura orbital inferior com o periósteo que recobre a face externa do crânio 
(pericrânio). 
 Possui 4 paredes e 1 ápice: 
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o Parede Superior (teto) – aproximadamente horizontal. 
 Formada pela parte orbital do frontal (principalmente) – separa a cavidade da órbita da fossa anterior do crânio. 
 Formada pela asa menor do esfenóide próxim do ápice. 
 Fossa da glândula lacrimal  ocupada pela glândula lacrimal, na parte orbital do frontal. 
o Parede Medial - formada principalmente pelo etmóide, e os ossos frontal, lacrimal e esfenóide. 
 Anteriormente é indentada por uma fossa lacrimal para o saco lacrimal (fina como um papel) e pelo ducto 
lacrimonasal. 
 As paredes mediais das duas orbitais são paralelas, separadas pelos seios etmoidais e pela parte superior da 
cavidade nasal. 
o Parede inferior (assoalho) – formada principalmente pelo maxilar e parcialmente pelos ossos zigomático e palatino. 
 Parcialmente separado da parede lateral da órbita pela fissura orbital inferior. 
 Inclina-se inferiormente a partir do ápice em direção à margem orbital inferior. 
o Parede Lateral – formada pelo processo frontal do zigomático e asa maior do esfenóide. 
 Espessa – principalmente posteriormente. 
 Separa a órbita da fossa média do crânio. 
 As paredes laterais das duas órbitas são quase perpendiculares. 
o Ápice da Órbita – encontra-se no canal óptico, na asa menor do esfenóide, imediatamente medial à fisura orbital superior. 
 
 
 
MÚSCULOS DA ÓRBITA (MÚSCULOS EXTRÍNSECOS): 
 LEVANTADOR DA PÁLPEBRA SUPERIOR: 
 Fino e achatado. 
 Expande-se em uma grande aponeurose à medida que se aproxima de sua fixação distal no tarso superior. 
 É o oponente do músculo orbicular do olho, o esfíncter da rima das pálpebras. 
 
 MÚSCULOS RETOS E OBLÍQUOS: 
 São 4 músculos retos – originam-se no manguito fibroso – anel tendíneo comum  circunda o canal óptico e parte da fissura orbital 
superior. 
o Estruturas que entram na órbita através deste canal e da parte adjacente da fissura situam-se, no início, no cone dos músculos 
reto. 
o MÚSCULOS RETO MEDIAL E LATERAL – situam-se no mesmo plano horizontal. 
 Giram a pupila medial e lateralmente. 
o MÚSCULOS RETO SUPERIOR E INFERIOR – situam-se no mesmo plano vertical. 
 Gira a pupila para cima (elevação) e para baixo (abaixamento), respectivamente. 
 Não tracionam diretamente paralelo ao eixo longo do bulbo do olho. 
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o Todos se fixam na esclera sobre a metade anterior do bulbo do olho. 
 MÚSCULO OBLÍQUO INFERIOR: 
o Direciona a pupila lateral e superiormente. 
o Sinergicamente com o músculo reto superior move o bulbo do olho para cima. 
 MÚSCULO OBLÍQUO SUPERIOR: 
o Direciona a pupila inferior e lateralmente. 
o Sinergicamente com o músculo reto inferior move o bulbo do olho para baixo. 
 
 
 
 
 
 
PÁLPEBRA: 
 Pregas móveis recobertas externamente por pele fina e internamente pela túnica conjuntiva da pálpebra. 
 Divididas em superior e inferior. 
o São reforçadas por faixas densas de tecido conectivo – tarsos superior e inferior – que formam o esqueleto da pálpebra 
 Quando fechadas recobrem o bulbo do olho anteriormente  proteção contra lesão e da luz excessiva. 
 Mantém córnea úmida espalhando a lágrima. 
 As fibras do músculo orbicular do olho encontram-se no tecido conectivo superficiais a estas lâminas e profundas à pele das pálpebras. 
 Glândulas tarsais (glândulas de Meibomius)  incrustadas nos tarsos. 
o Secreta uma secreção adiposa que lubrifica as margens das pálpebras  evita que as mesmas grudem quando fechadas. 
o A secreção forma uma barreira que impede a lágrima de ultrapassar quando produzida em quantidades normais. 
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 A túnica conjuntiva da pálpebra é refletida sobre o bulbo do olho, onde é contínua com a túnica conjuntiva do bulbo do olho. 
o Esta parte é fina e transparente. 
o Fixa-se frouxamente na face anterior do olho. 
o A túnica conjuntiva do bulbo do olho, frouxa e enrugada, é aderente à periferia da córnea. 
 As linhas de reflexão da túnica conjuntiva da pálpebra sobre o bulbo do olho formam recessos profundos – fórnices superior e inferior 
da conjuntiva. 
 Cílios – encontram-se nas margens das pálpebras. 
o Glândulas ciliares – grandes glândulas sebáceas associadas com os cílios. 
 Ângulo do Olho – local onde as pálpebras se encontram - possui ângulo (ou canto) medial e lateral. 
 LIGAMENTO PALPEBRAL MEDIAL: 
o Localizado entre o nariz e o ângulo medial do olho. 
o Conecta os tarsos com a margem medial da órbita. 
o Local de inserção do músculo orbicular do olho. 
 LIGAMENTO PALPEBRAL LATERAL: 
o Semelhante ao ligamento palpebral medial, fixa os tarsos na margem lateral da órbita. 
o Não fornece fixação muscular direta. 
 SEPTO ORBITAL: 
o Membrana fraca que se estende dos tarsos até as margens da órbita  se torna contínua com o periósteo. 
o Contém gordura orbital e pode limitar a difusão de infecção para a órbita e a partir dela. 
 
 
 
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APARELHO LACRIMAL: 
 Consistem em: Glândulas lacrimais, ductos lacrimais, canalículos lacrimais e ducto lacrimonasal. 
 
 GLÂNDULA LACRIMAL: 
 Forma de amêndoa (aprox. 2 cm de comprimento). 
 Situa-se na fossa da glândula lacrimal – parte súpero-lateral de cada órbita. 
 Dividida em: parte superior (ou orbital) e parte inferior (ou palpebral) – divisão feita pela expansão lateral do tendão do músculo 
levantador da pálpebra superior. 
 Produzem líquido lacrimal – estimulada por estímulos parassimpáticos do NC VII. 
 Glândulas lacrimais acessórias também estão presentes, sendo mais numerosas na pálpebra superior do que na inferior. 
 INERVAÇÃO: 
o Simpático quanto parassimpático. 
o Fibras secretomotoras parassimpáticas pré ganglionares são transportadas do nervo facial (NC VII) pelo nervo petroso maior 
e depois pelo nervo do canal pterigóideo para o gânglio pterigopalatino (fazem sinapses com os corpos das células da fibra 
pós ganglionar). 
o Fibras simpáticas pós ganglionares vasoconstritoras trazidas do gânglio cervical superior pelo plexo carótico interno e 
nervo petroso profundo se unem às fibras parassimpáticas para formar o nervo do canal pterigóideo e atravessar o 
gânglio pterigopalatino. 
o Nervo zigomático (original do nervo maxilar) traz ambos os tipos de fibras para o ramo lacrimal do nervo oftálmico, por meio do 
qual entram na glândula. 
 
 DUCTOS LACRIMAIS (12): 
 Transportam a lágrima das glândulas lacrimais para o saco da túnica conjuntiva. 
 Abrem-se no fórnice superior da conjuntiva (linha superior de reflexão da túnica conjuntiva para o bulbo do olho 
 Saco da túnica conjuntiva - é o espaço limitado pela membrana da túnica conjuntiva entre as conjuntivas da pálpebra e do bulbo do 
olho. 
 
 CANALÍCULOS LACRIMAIS: 
 Cada um começa em um ponto da abertura lacrimal (ou ponto lacrimal) na papila lacrimal próximo do ângulo medial do olho. 
 Transporta a lágrima proveniente do lago lacrimal (espaço triangular no ângulo medial do olho, onde as lágrimas e acumulam) para 
o saco lacrimal. 
 Saco lacrimal – porção superior dilatada do ducto nasolacrimal. 
o Revestido por epitélio colunar pseudoestratificado ciliado. 
 
 DUCTO NASOLACRIMAL: 
 Conduz a lágrima para a cavidade nasal. 
 
 
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GLOBO OCULAR: 
 Composto por 3 túnicas: 
o Túnica Fibrosa – forma a camada externa,resistente do olho. 
o Túnica Vascular – camada média pigmentar e vascular. 
o Túnica Nervosa – retina, que constitui a camada mais interna. 
 Ocupa uma pequena parte da órbita. 
 Protegido e acolchoado pela gordura que está por dentro do globo. 
 
TUNICA FIBROSA (CAMADA CÓRNEO-ESCLERAL): 
 Dividida em esclera e córnea. 
 A junção da esclera com a córnea é denominada limbo. 
1) ESCLERA: 
o Branco do olho. 
o Quase totalmente destituída de vasos sanguíneos. 
o Parte opaca da túnica fibrosa que recobre os 5/6 posteriores do bulbo. 
o Camada resistente de tecido conjuntivo fibroso, com cerca de 1 mm de espessura em sua parte posterior – torna-se mais 
delgada no equador, e depois se espessa novamente perto de sua junção com a córnea. 
o Fibroblastos localizados no tecido conjuntivo da esclera são células alongadas, achatadas. 
o Melanócitos estão situados nas regiões mais profundas da esclera. 
 
o Constituída de feixes entrelaçados de fibras de colágeno tipo I, que se alternam com redes de fibras elásticas – dá forma ao 
olho. 
 Mantida pela pressão intraocular dada pelo humor aquoso (posição anterior ao cristalino) e corpo vítreo (posição 
posterior ao cristalino). 
o Tendões de músculos extraoculares se inserem na camada superficial do tecido conjuntivo denso da esclera, que é envolvida 
pela cápsula de Tenon – bainha em forma de fáscia que cobre o nervo óptico e o globo ocular até a região ciliar, 
anteriormente. 
 Cápsula de Tenon – separa o globo ocular da gordura periorbital. 
 Ligada à esclera por uma delgada camada de tecido conjuntivo frouxo – EPISCLERA. 
 Divide a órbita em 2 espaços: 
o Loja pré capsular – onde se encontra o globo ocular. 
o Loja retrocapsular – onde se encontram os músculos, vasos e nervos envoltos em um tecido 
celulogorduroso, que amortece os impactos sofridos pelo olho. 
2) CÓRNEA: 
o Porção transparente avascular e altamente inervada da túnica fibrosa. 
o Faz saliência na parte anterior do olho. 
o Não-pigmentada. 
o Possui epitélio não queratinizado, contendo fibras nervosas amielínicas, 
o Forma convexa permitem-na desempenhar funções ópticas importantes. 
 Levemente mais espessa do que a esclera e é constituída por cinco camadas histologicamente distintas: 
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o Epitélio corneano. 
o Membrana de Bowman 
o Estroma 
o Membrana de Descemet 
o Endotélio corneano. 
 
EPITÉLIO CORNEANO: 
o Continuação da conjuntiva. 
o Epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado, com 5 a 7 camadas de células de espessura. 
o Cobre a superfície anterior da córnea. 
o Células superficiais, maiores, possuem microvilosidades e zônulas de oclusão. 
o O restante das células possui interdigitações e formam desmossomos (junção celular constituída por duas partes, uma 
delas na membrana de uma das células e a outra, na membrana da célula vizinha) umas com as outras. 
o Citoplasma contém o conjunto usual de organelas juntamente com filamentos intermediários. 
o Mitose principalmente perto da periferia da córnea com um tempo de renovação de aproximadamente 7 dias  lesões são 
reparadas rapidamente por células que migram para a lesão e cobrem a região lesada, e a atividade mitótica substitui as 
células que migraram. 
o Funciona transferindo água e íons do estroma para o saco conjutival. 
 
MEMBRANA DE BOWMAN: 
o Situada imediatamente abaixo do epitélio corneano. 
o Lâmina fibrilar (6 a 30 μm de espessura). 
o Constituída por fibras de colágeno tipo I dispostas de modo aparentemente ao acaso. 
o Sintetizada tanto pelo epitélio corneano como pelas células do estroma subjacente. 
o Fibras sensitivas passam por esta estrutura penetrando no epitélio. 
 
ESTROMA: 
o Transparente. 
o Camada mais espessa da córnea (90% da espessura total). 
o Constituído por tecido conjuntivo composto principalmente por fibras de colágeno do tipo I – dispostas em 200 a 250 lamelas 
(cada uma com cerca de 2 μm de espessura). 
 Dentro de cada lamela – fibras dispostas paralelamente umas às outras (orientação muda nas lamelas adjacentes). 
 Fibras estão entremeadas com delgadas fibras elásticas imersas em substância fundamental contendo 
principalmente condroitinsulfato e queratansulfato. 
o Entre os feixes de colágeno estão presentes fibroblastos, longos e delgados, linfócitos e neutrófilos. 
o No limbo (junção esclerocorneana) há um sulco da esclera cujo aspecto interno no estroma está deprimido e contém espaços 
revestidos por endotélio  rede trabecular – conduz ao canal de Schlemm. 
 Canal de Schlemm – local de saída do humor aquoso da câmara anterior do olho para o sistema venoso. 
 
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MEMBRANA DE DESCEMET: 
o Espessa membrana basal interposta entre o estroma e o endotélio abaixo. 
o Delgada (5 μm no nascimento) e homogênea nas pessoas mais jovens. 
 Torna-se mais espessa (17 μm) e possui estrias transversais e um padrão hexagonal de fibras em adultos. 
 
ENDOTÉLIO CORNEANO: 
o Reveste a superfície interna (posterior) da córnea. 
o Epitélio pavimentoso simples. 
o Responsável pela síntese de proteínas necessárias para secreção e manutenção da membrana de Descemet. 
o Células apresentam numerosas vesículas pinocíticas e suas membranas plasmáticas possuem bombas de sódio que 
transportam Na+ para a câmara anterior – íons são acompanhados passivamente por Cl- e água. 
o Excesso de líquido no estroma é reabsorvida pelo endotélio mantendo o estroma relativamente desidratado – contribui para a 
manutenção da qualidade refrativa da córnea. 
 
 
 
BAINHA FASCIAL DO BULBO DO OLHO: 
 Envolve o bulbo do olho a partir do nervo óptico até a junção esclerocorneal, formando a concavidade real para o bulbo do olho. 
 Perfurado por tendões dos músculos extraoculares e reflete-se sobre cada um deles como uma bainha tubular. 
 Ligamentos de Restrição Medial e Lateral – expansões triangulares provenientes das bainhas dos músculos retos medial e lateral. 
o Fixados aos ossos lacrimal e zigomático, respectivamente  limita abdução e adução. 
 Ligamento Suspensor – rede semelhante a uma alça formada pela combinação dos ligamentos de restrição com a fáscia dos músculos 
reto inferior e oblíquo inferior. 
 
INERVAÇÃO: 
 Além do nervo óptico, os nervos da órbita incluem aqueles que entram através da fissura orbital superior e suprem os músculos oculares: 
NC III, NC IV e NC VI. 
o NC III – OCULOMOTOR: 
 Supre o músculo levantador da pálpebra superior, reto superior, reto medial, reto inferior e oblíquo inferior. 
o NC IV – TROCLEAR: 
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 Supre o músculo oblíquo superior. 
o NC VI – ABDUCENTE: 
 Supre o músculo reto laral. 
 Ramos do Nervo Oftálmico (NC V1) – passam através da fissura orbital superior e suprem estruturas da órbita. 
 Nervo lacrimal – origina-se na parede lateral do seio cavernoso e passa para a glândula lacrimal, dando ramos para a túnica conjuntiva e 
a pele da pálpebra superior. 
o Fornece fibra secretomotoras conduzidas até ele a partir do nervo zigomático (NC V2). 
 Nervo Frontal – divide-se em nervo supraorbital e nervo supratroclear  suprem a pálpebra superior, fronte e escalpo. 
 Nervo Nasociliar – nervo sensitivo do olho. 
o Fornece diversos ramos para a órbita. 
o Nervo Infratroclear – ramo terminal do nervo nasociliar, supre as pálpebras, túnica conjuntiva, pele do nariz e saco lacrimal. 
o Nervos Etmoidais – ramos do nervo nasociliar  suprem a membrana mucosa dos seios esfenoidal e etmoidais, as cavidades 
nasais e a dura-máter da fossa anterior do crânio. 
o Nevos Ciliares Longos – conduzem fibras simpáticas pós ganglionares para o músculo dilatador da pupila e fibras aferentes 
provenientesda íris e córnea. 
 Nervos Ciliares Curtos – ramo do gânglio ciliar – pequeno grupo de corpos de células nervosas entre o nervo óptico e o músculo 
reto lateral, próximo ao limite posterior da órbita. 
o Transportam fibras parassimpáticas e simpáticas para o corpo ciliar e a íris. 
o Consistem em fibras parassimpáticas pós ganglionares, fibras aferentes provenientes do nervo nasociliar que passam através 
do gânglio ciliar e fibras simpáticas pós ganglionares. 
 
 
 
VASCULARIZAÇÃO: 
 Principalmente feito a partir da artéria oftálmica. 
 Artéria Infraorbital – fornece sangue para esta região. 
 Artéria Central da Retina – ramo da artéria oftálmica inferior ao nervo óptico. 
o Corre dentro da bainha dural do nervo óptico até próximo do bulbo do olho. 
 Artérias Ciliares Posteriores Longas (2) – uma de cada lado do bulbo do olho, passam entre a esclera e a córnea para anastomosar-se 
com as artérias ciliares anteriores (continuações dos ramos musculares da artéria oftálmica). 
 
ARTÉRIA ORIGEM TRAJETO E DISTRIBUIÇÃO 
Oftálmica 
Artéria Carótida 
Interna 
Atravessa o forame óptico para atingir a cavidade da órbita 
Central da Retina Artéria oftálmica 
Corre na bainha dural do óptico e perfura e o nervo próximo do bulbo do olho; 
aparece no centro do disco do nervo óptico; supre a parte óptica da retina 
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(exceto os cones e bastonetes). 
Supraorbital 
Passa superior e posteriormente do forame supraorbital para suprir a fronte e o 
escalpo. 
Supratroclear Passa da margem supraorbital para a fronte e o escalpo. 
Lacrimal 
Passa ao longo da margem superior do Músculo Reto Lateral para suprir a glândula 
lacrimal, a conjuntiva e as pálpebras. 
Dorsal do nariz Corre ao longo do aspecto dorsal do nariz e supre sua superfície. 
Ciliar posterior curta 
Perfura a esclera na periferia do nervo óptico para suprir a corióide que, por sua vez, 
supre os cones e bastonetes da parte óptica da retina. 
Ciliar posterior longa Perfura a esclera para suprir o corpo ciliar e a íris. 
Etmoidal posterior Passa através do forame etmoidal posterior para as células etmoidais posteriores. 
Etmoidal anterior 
Passa através do forme etmoidal anterior para a fossa anterior do crânio; supre as 
células etmoidais anteriores e médias, o seio frontal, a cavidade nasal e a pele 
do dorso do nariz. 
Ciliar anterior 
Ramos musculares 
da artéria 
oftálmica 
Perfura a esclera nas inserções dos músculos retos e forma uma rede na íris e no 
corpo ciliar. 
Infraorbital 
3ª parte da artéria 
maxilar 
Passa ao longo do sulco infraorbital e forame, para a face. 
 
 
 
 
 
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 VEIAS: 
o Drenagem venosa é feita através das veias oftálmicas superior e inferior. 
o Veia Central da Retina – normalmente entra no seio cavernoso diretamente, porém pode unir-se a uma das veias oftálmicas. 
o Veias Verticosas- provenientes da lâmina vascular drenam para a veia oftálmica inferior. 
o Seio Venoso da Esclera – estrutura vascular que envolve a câmara anterior do bulbo através da qual o humor aquoso 
retorna para a circulação sanguínea. 
 
 
 
 
TÚNICA VASCULAR: 
 Corresponde a túnica média e contém numerosos vasos. 
 Compreende 3 partes: corióide, corpo ciliar e íris, 
 Contém o humor aquoso. 
 
 ÂNGULO DA CÂMARA ANTERIOR: 
 Formado pela junção da periferia da córnea e da íris, entre as quais encontra-se a rede trabecular. 
 A configuração desse ângulo tem uma relação importante na drenagem do aquoso. 
 A largura pode ser estimado pela iluminação oblíqua da câmara anterior com uma caneta luminosa ou pela observação da profundidade 
da câmara anterior periférica na lâmpada de fenda (determinação mais precisa – gonioscopia). 
 ÂNGULO ABERTO – possível visualizar completamente a extensão da rede trabecular, o esporão escleral e os processos da íris. 
 ÂNGULO ESTREITO – possível visualizar apenas a linha de Schwalbe ou uma porção pequena da rede trabecular. 
 ÂNGULO FECHADO – Não é possível visualizar a linha de Schwalbe. 
 
 
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HUMOR AQUOSO: 
 COMPOSIÇÃO: 
 Líquido claro que preenche as câmaras anterior e posterior do olho. 
 Volume: cerca de 250 μl. 
 Composição semelhante ao plasma, exceto para as concentrações maiores de ascorbato, piruvato e lactato, e concentrações 
menores de proteína, uréia e glicose. 
 
 PRODUÇÃO E DRENAGEM: 
 Taxa de produção: 1,5 – 2 μl/minuto. 
 Produzido pelo corpo ciliar. 
 Um ultrafiltrado do plasma produzido no estroma dos processos ciliares é modificado pelo processo secretor e pela função de barreira do 
epitélio ciliar. 
 Produzido nos corpos ciliares, secretado pelos processos ciliares (pregas lineares que se projetam do corpo ciliar para o espaço 
atrás da íris, onde os ligamentos do cristalino e o músculo ciliar se fixam ao globo ocular). 
o Superfícies desses processos são cobertas por células epiteliais altamente secretoras, e, imediatamente abaixo delas, há uma 
área altamente vascular. 
 Formado quase inteiramente como secreção ativa pelo epitélio dos processos ciliares. 
 Começa com o transporte ativo de Na+ para os espaços entre as células epiteliais. 
 Puxam Cl- e bicabornato  mantém a neutralidade elétrica do líquido. 
 Causam osmose de água dos capilares sanguíneos situados abaixo dos mesmo espaços intercelulares epiteliais  solução resultante 
banha os espaços dos processos ciliares na câmara anterior do olho. 
 Nutrientes são transportados através do epitélio por transporte ativo ou difusão facilitada (aminoácido, ácido ascórbico e glicose). 
 Entrando na câmara posterior, passa através da pupila para a câmara anterior. 
 Segue para a rede trabecular no ângulo da câmara anterior (ângulo iridocorneano). 
o Ângulo Iridocorneano  localiza-se na junção da córnea periférica e na raiz da íris. 
 Característica: linhas de Schwalbe, a rede trabecular (ao redor do canal de Schlemm) e o esporão escleral. 
 Linha de Schwalbe – marca o término do epitélio corneano. 
 Rede Trabecular – triangular em corte transversal, com base direcionada para o corpo ciliar. 
 Composta por feixes de tecido elástico e colágeno, revestidos por células trabeculares que formam um filtro 
com poros de tamanho pequeno, quando se aproximam do canal de Schlemm. 
 Porção interna (Rede Uveal)  em face à câmara anterior. 
 Porção Externa (Rede Corneoescleral)  adjacente ao canal de Schlemm. 
 Esporão Escleral – projeção interna da esclera, entre o corpo ciliar e o canal de Schlemm, no qual a íris e o corpo 
ciliar estão ligados. 
 Corresponde à porção posterior do chamado sulco escleral, onde se aloja o canal de Schlemm. 
 No esporão se inserem as trabéculas córneo-esclerais e corresponde ao limite posterior da malha 
trabecular. 
 Quase a totalidade das fibras longitudinais do músculo ciliar também se inserem no esporão escleral. 
 Observado como uma linha ou cordão proeminente e esbranquiçado. 
 
 
 A contração dos músculos ciliares através de sua inserção na rede trabecular aumenta o tamanho do poro e, portanto, a taxa de 
drenagem do aquoso. 
 Passagem do aquoso para o canal de Schlemm depende da formação cíclica dos canais transcelulares no revestimento endotelial. 
 Canais eferentes do canal de Schlemm (30 coletores e 12 veias aquosas) conduzem o fluido ao sistema venoso. 
 Pequena quantidade do aquoso passa entre os feixes do músculo ciliar e através da esclera (fluxo uveoescleral). 
 A maior resistência no fluxo de saída do aquoso da câmara anterior é o revestimento endotelial do canal de Schlemm e as 
porções adjacentes da rede trabecular. 
 
Retorcesso traumático doângulo camerular. A malha 
trabecular e o esporão escleral estão bem 
destacados. Há uma extensa faixa ciliar por recuo 
da inserção da íris (A). No olho contralateral a 
faixa ciliar é praticamente inexistente, com a íris 
inserindo-se no nível do esporão escleral (B) 
 
pc
Realce
pc
Realce
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 A pressão na rede episcleral venosa determina o nível mínimo da pressão intra-ocular obtida pela terapia médica. 
 
 
 
 
 
Canal de Schlemm  veia com parede fina que se estende circunferencialmente por todo o trajeto do olho. 
 Membrana endotelial muito porosa que tanto grande moléculas protéicas como pequeno material particulado do tamanho de hemácias podem 
passar da câmara anterior para o canal de Schlemm. 
 
 
CORPO CILIAR: 
 Extensão cuneiforme da corióide que circunda a parede interna do olho ao nível do cristalino. 
 Ocupa o espaço entre a ora serrata da retina e a íris. 
 Consiste em uma zona anterior ondulada (pars plicata) – 2 mm, e uma zona posterior plana (pars plana). 
 Uma superfície se encontra com a esclera, na junção esclerocorneana (pars plicata); 
o Outra se encontra com o corpo vítreo, e a superfície medial se projeta em direção do cristalino formando projeções digiformes 
curtas  processos ciliares. 
 O terço anterior do corpo ciliar tem cerca de 70 processos ciliares, que se irradiam de um eixo central de tecido conjuntivo contendo 
abundantes capilares fenestrados. 
 Fibras constituídas por fibrilina (fibras da zônula), que se irradiam dos processos ciliares e se inserem na cápsula do cristalino formam os 
ligamentos suspensores do cristalino (mantêm cristalino no lugar). 
 Os processos ciliares são revestidos pelas mesmas 2 camadas de epitélio que cobrem o corpo ciliar. 
 A camada interna não pigmentada tem muitas interdigitações e invaginações. 
o Suas células transportam um filtrado do plasma (pobre em proteínas) para a câmara posterior do olho  forma o humor 
aquoso. 
 Humor aquoso flui da câmara posterior para a câmara anterior passando pela abertura da pupila (entre íris e cristalino) 
 sai da câmara anterior  passa pela rede trabecular perto do limbo  segue para o canal de Schlemm  
sistema venoso. 
 Fornece nutrientes e oxigênio para o cristalino e para a córnea. 
 Constituído por 3 feixes de células musculares lisas  músculo ciliar. 
o Um feixe distende a corióide alterando a abertura do canal de Schlemm. 
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o Dois feixes restantes, presos ao esporão da esclera, funcionam reduzindo a tensão das zônulas. 
o Contrações por fibras parassimpáticas do nervo oculomotor (NC III)  distendem o corpo corióide reduzindo a tensão dos 
ligamentos suspensores do cristalino  cristalino torna-se mais grosso e mais convexo  Acomodação (focar objetos 
próximos). 
 
 
 
 
 
ÍRIS: 
o Extensão maior da corióide. 
o Situada entre a câmara anterior e a posterior do olho. 
o Cobre totalmente o cristalino, exceto na abertura pupilar. 
o Mais espessa no meio adelgaçando-se ao aproximar-se de sua junção com o corpo ciliar e na borda da pupila. 
o Superfície anterior: 
o Irregular, com escavações que nela penetram. 
o Contém sulcos de contração, facilmente visíveis quando a pupila está dilatada. 
o Constituída por 2 anéis concêntricos: 
 Zona Pupilar – mais próxima da pupila. 
 Zona Ciliar – mais larga. 
o Camada incompleta de células pigmentadas e de fibroblastos cobre a superfície anterior. 
o Abaixo da superfície anterior  estroma de tecido conjuntivo, pouco vascularizado. 
o Contém numerosos fibroblastos e melanócitos, que é substituído por uma zona de tecido conjuntivo frouxo bem vascularizado. 
o Superfície posterior: 
o Lisa. 
o Coberta pela continuação de 2 camadas do epitélio da retina que cobrem o corpo ciliar. 
 Superfície voltada para o cristalino: células fortemente pigmentadas  bloqueiam a passagem da luz através da íris. 
 Superfície volta para o estroma: células epiteliais têm extensões que formam o músculo dilatador da pupila. 
 Músculo inervado pelo SN simpático (midríase). 
o Músculo do esfíncter da pupila – forma o anel concêntrico em torno da pupila. 
 Inervado por fibras parassimpáticas do NC III (miose). 
o A contração desses músculos lisos modifica o diâmetro da pupila. 
o A abundante população de melanócitos do epitélio e do estroma da Iris não somente bloqueia a passagem da luz para dentro dos olhos, 
como também dá cor aos olhos. 
o Olhos escuros  ↑Melanócitos. 
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o Olhos azuis  ↓Melanócitos. 
 
 
 MÚSCULOS DA PUPILA: 
 A Íris apresenta em sua estrutura uma série de feixes musculares, originados na musculatura ciliar. 
 Estas fibras musculares lisas se entrelaçam, de maneira que formam feixes circulares e longitudinais. 
 As fibras circulares são também chamadas Esfincter da Pupila, e quando se contraem, fecham a pupila. 
 As fibras longitudinais, ao se contraírem, tem ação oposta, isto é, dilatam a pupila - chamados dilatadores da pupila. 
 O Esfincter tem inervação Parassimpática e o dilatador da pupila, inervação Simpática  explica as diferentes ações dos 
mediadores e bloqueadores parassimpáticos e simpáticos na fisiologia da Íris e Pupila. 
 
 
 
 
CRISTALINO: 
 Lente de estrutura biconvexa, avascular, incolor e quase completamente transparente. 
 4 mm de espessura e 9 mm de diâmetro. 
 Consiste em cerca de 65% de água, 35% de proteína e traços de minerais comuns a outros tecidos do corpo. 
o Potássio  mais concentrado na lente do que na maioria dos tecidos. 
o Ácido ascórbico e glutation  forma oxidada e reduzida. 
 Suspenso atrás da íris pela zônula, a qual o conecta com o corpo ciliar. 
 Anterior: humor aquoso; Posterior: humor vítreo. 
 Cápsula da lente – membrana semipermeável – ligeiramente mais permeável do que a parede capilar  água e eletrólitos. 
 Núcleo da lente (central) é mais duro do que o córtex. 
o Compostos (núcleo e córtex) de longas lamelas concêntricas. 
55 
 
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 Quando vistas com lâmpada de fenda  linhas de sutura formadas são em forma de Y (anteriormente vertical e invertido 
posteriormente). 
 Cada fibra das lamelas contém um núcleo achatado – porção periférica do cristalino (próxima ao equador), contínuos com o epitélio 
subcapsular. 
 Mantido no lugar por um ligamento suspensor – Zônula de Zinn – composto por numerosas fibras que surgem da superfície do corpo 
ciliar. 
o Entram no equador do cristalino. 
 Metabolismo principalmente anaeróbico. 
 ACOMODAÇÃO – capacidade de mudar de forma – depende da quantidade de tensão exercida pelas fibras zonulares na cápsula do 
cristalino. 
 Tensão zonular controlada pela ação do músculo ciliar 
o Quando contraído, relaxa a tensão zonular  cristalino assume forma mais esférica  aumento do poder dióptrico para 
focar objetos próximos. 
o Relaxamento dos músculos ciliares  reverte o processo  achatamento do cristalino  visualização de objetos 
distantes. 
 O envelhecimento do cristalino leva à perda gradual do poder de acomodação à medida que a elasticidade do cristalino diminui. 
 
 Histologia: 
 Constituído por células epiteliais e seus produtos de secreção. 
 Três camadas: cápsula do cristalino, epitélio subcapsular e fibras do cristalino. 
 CÁPSULA DO CRISTALINO: 
o Lâmina basal contendo colágeno tipo IV e glicoproteína (cobre as células epiteliais e envolve todo o cristalino). 
o Elástica, transparente e homogênea. 
o Maisespessa anteriormente. 
 EPITÉLIO SUBCAPSULAR: 
o Somente presente na superfície anterior do cristalino. 
o Imediatamente abaixo da cápsula do cristalino. 
o Possui uma única camada de células cubóides – comunicam-se entre si através de junções comunicantes. 
o Ápice voltado para as fibras do cristalino. 
o Interdigita-se com as fibras especialmente na vizinhança do equador (mais alongadas e colunares). 
 FIBRAS DO CRISTALINO: 
o Células longas (hexagonais). 
o Altamente diferenciadas. 
o Imediatamente abaixo do epitélio subcapsular e da cápsula do cristalino. 
o Originadas a partir das células do epitélio subcapsular. 
o Perdem seus núcleos e organelas e continuam a se alongar até alcançarem 7 a 10 μm  denominado maturação 
(contínuo por toda a vida). 
o Eventualmente são preenchidas por cristalina – proteína  aumenta o índice de refração. 
 
 
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CORIÓIDE (OU CORÓIDE): 
 Camada pigmentada, bem vascularizada, da parte posterior do globo ocular. 
 Ligada frouxamente à túnica fibrosa. 
 Constituída por tecido conjuntivo frouxo contendo numerosos fibroblastos e outras células do tecido conjuntivo. 
 Ricamente suprida por vasos sanguíneos. 
 Cor preta – causada pela imensa quantidade de melanócitos presentes. 
 Camada coriocapilar – devido a abundância de pequenos vasos sanguíneos na superfície interna da corióide, 
o Responsável pelo fornecimento de nutrientes para a retina. 
o Separa da retina pela membrana de Bruch (membrana constituída por uma rede de fibras elásticas situada na região central e 
delimitada de ambos os lados por camadas de firas de colágeno). 
 Camadas de colágeno estão cobertas por uma lâmina basal pertencentes aos capilares, de um lado, e ao epitélio pigmentar da retina, do 
outro. 
 
 
 
 
RETINA: 
 Lâmina do tecido neural fina, semitransparente e com múltiplas camadas. 
 Reveste porção interna dos 2/3 posteriores da parede do globo. 
 Estende-se anteriormente até a proximidade da parte anterior do corpo ciliar, terminando em uma margem irregular (ora serrada). 
 Extensões anteriores da retina – camadas epiteliais da superfície interna do corpo ciliar e a superfície posterior da íris. 
 Tem 0,1 mm e espessura na ora serrata e 0,23 mm de espessura no pólo posterior. 
 Dividida em: 
o Parte Óptica – recebe os raios visuais de luz. 
 Parte Nervosa – sensível à luz. 
 Parte de Células Pigmentadas – consiste em uma lâmina única de células que reforça a propriedade de absorção da 
luz da corióide, reduzindo a dispersão da luz no olho. 
o Parte ciliar 
o Parte Irídica 
 Parte ciliar e irídica são continuações anteriores da parte pigmentada e de uma lâmina de células de suporte sobre o corpo ciliar e a face 
posterior da íris. 
 Mácula – área de pigmentação amarelada (resultante da presença do pigmento lúteo – xantofílico). 
o Localizada na parte central do lado posterior da retina. 
o Parte da retina na qual a camada de células ganglionares tem mais de uma célula de espessura. 
o Área limitada pelas arcadas vasculares temporais retinais. 
 Fóvea – depressão localizada no centro da mácula. 
o 4 mm lateralmente ao disco óptico. 
o Zona avascular retineana na fluorescência angiográfica. 
o Caracterizada pelo adelgaçamento da camada nuclear externa e pela ausência de outras camadas parenquimais como 
resultado do curso oblíquo dos axônios das células fotorreceptoras – Camada de fibras de Henle, e o deslocamento centrífugo 
das camadas retineanas que estão mais próximas da superfície retineana interna. 
o Fovéola  parte mais central da fóvea. 
 Parte mais fina de retina. 
 Todos os fotorreceptores são cones. 
o Descriminação visual refinada. 
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 Disco Óptico: 
o Área achatada, circular. 
o Localizada no fundo do olho. 
o Local de onde o nervo óptico sai do bulbo do olho. 
o Contém fibras nervosas e não fotorreceptoras  insensível à luz. 
o “Ponto Cego”. 
 
 
 
 
 
 HISTOLOGIA DA RETINA: 
 Terceira e mais interna túnica do olho. 
 Parte nervosa. 
 Contém células fotorreceptoras: cones e bastonetes. 
 Formada por uma camada pigmentar – externa (origina-se da parede externa do cálice óptico) e uma camada não pigmentar – interna 
(retina propriamente dita). 
 Camada Pigmentar: 
o Cobre toda a superfície interna do olho. 
o Reflete sobre o corpo ciliar e sobre a parede posterior da íris. 
 Retina propriamente dita: 
o Interrompe-se na ora serrata. 
 DISCO ÓPTICO: 
o Situada na parte posterior do olho. 
o Local de saída do nervo óptico. 
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o Não contém células fotorreceptoras  ponto cego da retina. 
 MÁCULA LÚTEA: 
o 2,5 mm lateralmente ao disco óptico. 
o “Mancha amarela”. 
o FÓVEA  depressão oval localizada no centro da mácula. 
 Responsável pela acuidade visual (MAIOR). 
 Área especializada da retina. 
 Contém somente cones, intimamente aderidos, enquanto as outras camadas da retina são deslocadas para o lado. 
 Parte que funciona para fotorrecepção reveste a superfície interna da camada corióide do disco óptico até a ora serrata. Constituído por 
10 camadas (externo  interno), contínuas com o nervo óptico: 
o Epitélio Pigmentar 
 Derivado da camada externa do cálice. 
 Células cubóides a colunares. 
 Núcleos situados basalmente. 
 Células estão presas à membrana de Bruch (situada entre as células da corióide e as pigmentares). 
 Citoplasma: mitocôndrios, retículo endoplasmático granular e aparelho de Golgi abundantes. 
 Invaginações da célula com a membrana de Bruch  transporte. 
 Desmossomos, zônulas de oclusão e zônulas de adesão estão presentes na membrana lateral destas células  
barreira hematoretiniana. 
 Ao contrário dos capilares corioidianos, os vasos sanguíneos da retina seguem o padrão dos cerebrais, ou 
seja, os gases como O2 e CO2 se difundem livremente e o transporte através da barreira retiniana é feito de 
modo altamente seletivo. 
 Junções comunicantes (membrana lateral)  comunicação entre células. 
 Ápice – microvilosidades e estruturas semelhantes a manguitos  envolvem e isolam as pontas das células 
fotorreceptoras individuais. 
 Ricas em grânulos de melanina – síntese e armazenamento na porção apical. 
 Na porção apical também são encontrados corpos residuais contendo as extremidades fagocitadas 
descartadas pelos bastonetes. 
 Absorvem luz após terem passado e estimulado os fotorreceptores  impede que seja refletida pelas túnicas  
para não prejudicar a focalização da imagem. 
 Fagocitose – discos membranosos gastos descartados pelas extremidades dos bastonetes fotorreceptores. 
 Esterificação de derivados da vitamina A no retículo endoplasmático liso. 
o Camada de cones e bastonetes 
 Células polarizadas cuja porção apical (segmento externo) é um dendrito especializado, envolvido por células 
epiteliais pigmentares. 
 Não se contactam  geralmente intercomunicam-se através das células de Müller (função: atuar como local de 
passagem da corrente elétrica entre células adjacentes e barreira para difusão de substâncias a partir da 
retina superficial e o epitélio pigmentar da retina). 
 BASTONETES: 
 Somente ativados pela luz fraca. 
 Incapazes de perceber cores. 
 Células alongadas, orientados paralelamente uns aos outros, mas perpendicularmente à retina. 
 Constituídos por: 
 Segmento Externo: 
o Extremidade dendrítica. 
o Apresenta várias centenas de lamelas membranosas achatadas orientadas perpendicularmente ao 
seu eixo maior. 
 Cada lamela representa uma invaginação do plasmalema  destaca-se da superfície 
celular  disco (composto por membranas separadasuma da outra por um espaço de 
8 mm). 
 Membranas contêm RODOPSINA (púrpura visual) – pigmento sensível à luz. 
o Contém mais rodopsina que os cones. 
o Respondem mais lentamente do que os cones. 
o Têm a capacidade de agregar coletivamente a recepção. 
 Segmento interno: 
o Separado do segmento externo por uma constricção – haste de conexão. 
o Cílio modificado (originário do corpo basal localizado na extremidade apical do segmento interno) 
passa pela haste de conexão  segmento externo do bastonete. 
o Interface da haste de conexão – congregam-se abundantes mitocôndrios e grânulos de glicogênio 
 produção de energia para o processo visual. 
o Proteínas produzidas no segmento interno migram para o segmento externo  incorporadas aos 
discos  migram para a região apical do segmento externo  descartados nos manguitos das 
células pigmentares (fagocitose). 
 Região Nuclear: 
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 Região Sináptica 
 
 CONES: 
 Ativados por luz intensa. 
 Produzem uma acuidade visual maior em comparação aos bastonetes. 
 Tipos (3) – contém variedade diferente de rodopsina. 
 Cada variedade tem uma sensibilidade máxima para uma das 3 cores do espectro – vermelho, verde e 
azul. 
 A diferença está nas opsinas e não no 11-cis retinal. 
 Células alongadas – mais longos e mais estreitos na região da fóvea central. 
 Estrutura semelhante aos bastonetes, exceto por: 
 Sua estrutura apical – segmento externo se assemelha mais a um cone do que a um bastonete. 
 Discos dos cones – estão ligados à membrana plasmática, ao contrário das lamelas dos bastonetes que são 
separadas da membrana plasmática. 
 Proteína produzida no segmento interno – é inserida nos discos em todo o segmento externo; nos 
bastonetes estão mais concentradas na região mais distal do segmento externo. 
 Sensíveis a cores e dão maior acuidade visual. 
 Reciclagem do fotopigmento dos cones não necessita das células pigmentares da retina. 
 
 
o Membrana limitante externa: 
 Não é uma membrana – região de zônulas de adesão entre as células de Müller (células da neuroglia modificadas) e 
os fotorreceptores. 
 Distalmente – microvilosidades das células de Müller projetam-se nos interstícios entre os segmentos internos dos 
cones e bastonetes. 
o Camada nuclear externa: 
 Zona ocupada principalmente pelos núcleos dos cones e bastonetes. 
 Corte histológico – núcleos dos bastonetes são menores, mais arredondados e mais fortemente corados do que os 
núcleos dos cones. 
o Camada plexiforme externa: 
 Contém células bipolares e horizontais. 
 Ocorrem sinapses axodendríticas entre as células fotorreceptoras e os dendritos das células bipolares e horizontais. 
 Tipos de Sinapses: 
 Achatadas – representam a histologia usual das sinapse. 
 Invaginadas – são de um tipo único, pois consistem de um dendrito de uma única célula bipolar e um 
dendrito de cada uma de duas células horizontais, formando uma tríade. 
o Dentro desta sinapse está localizada uma lamela semelhante a uma fita – fita sináptica (contem 
neurotransmissor) – captura e auxiliar a distribuição do neurotransmissor. 
o Camada nuclear interna: 
 Constituída pelos núcleos das células bipolares, horizontais, amácrinas e de Müller. 
 Neurônios Bipolares – interpostos entre as células fotorreceptoras e as células ganglionares. 
 Ligados a muitos bastonetes  somatória dos sinais (luz de baixa intensidade). 
 Cones não convergem (pelo menos perto da fóvea) – cada cone faz sinapse com várias células 
bipolares reforçando ainda mais a acuidade visual. 
 Axônios das células bipolares estabelecem sinapses com dendritos das células ganglionares. 
 Células Horizontais  estabelecem sinapses com as junções sinápticas entre as células fotorreceptoras e as células 
bipolares  modulam a atividade sináptica. 
 Células Amácrinas  situadas no limite interno desta camada. 
 Dendritos saem todos de uma área da célula e terminam em complexos sinápticos entre células bipolares e 
células ganglionares. 
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 Estabelecem sinapses com as células interplexiformes (dispersas entre os corpos das céulas 
bipolares). 
o Acredita-se que as células interplexiformes modulem a sensibilidade retiniana aos impulsos 
transmitidos pelas células bipolares  resulta em um equilíbrio entre as vias verticais e 
horizontais de transmissão de impulso retiniano. 
o Provável que seu papel seja o de regular a intensidade de certas informações das células 
bipolares, modulando-as. 
 Funcionam como mecanismo de retroalimentação – transfere informação neuronal proveniente do complexo 
sináptico célula bipolar-gânglio para as células interplexiformes (axônios comunicam com as células 
bipolares e as horizontais). 
 Células de Müller – células da neuroglia. 
 Estendem-se do corpo vítreo e os segmentos internos dos cones e bastonetes – terminam formando zônulas 
de adesão com células fotorreceptoras representadas pela membrana limitante externa. 
 Células de sustentação para as células da retina nervosa. 
o Camada plexiforme interna: 
 Mistura dos prolongamentos das células amácrinas, das bipolares e das ganglionares. 
 Sinapses axodendríticas – entre axônios das células bipolares e os dendritos das células ganglionares e das células 
amácrinas. 
 Tipos: achatadas e invaginadas. 
o Invaginadas (díade)  um axônio de uma única célula bipolar, ou um dendrito de cada uma de 
duas células diferentes. 
o Camada de células ganglionares: 
 Contém corpos celulares de grandes neurônios multipolares das células ganglionares. 
 Axônios dirigem-se para o cérebro. 
 Hiperpolarização dos cones e bastonetes  ativa células ganglionares  geram potencial de ação  levado pelos 
axônios para o cérebro através de um sistema de relés visual. 
o Camada de fibras do nervo óptico: 
 Fibras são formadas por axônios amielínicos das células ganglionares. 
 Tornam-se mielinizados após o nervo atravessar a esclera. 
o Membrana limitante interna: 
 Lâmina basal de células de Múller 
 
 
 
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INERVAÇÃO DA RETINA: NERVO ÓPTICO (NC II) 
 Constituído por um grosso feixe de fibras nervosas que se originam na retina. 
 Emergem próximo ao pólo posterior de cada bulbo ocular, penetrando no crânio pelo canal óptico. 
 Exclusivamente sensitivo, cujas fibras conduzem impulsos visuais  aferentes somáticas. 
 TRAJETO DO NERVO ÓPTICO: 
o Luz detectada pelos bastonetes e cones da retina. 
o Corpos celulares desses receptores estendem processos que fazem sinapse com a célula bipolar (2º neurônio). 
o Células bipolares fazem sinapses com as células ganglionares de retina. 
o Axônios destas células formam a camada de fibras nervosas da retina e convergem para a forma de nervo óptico. 
o O nervo emerge para trás do globo, caminhando posteriormente para dentro do cone muscular  entra na cavidade craniana 
via canal óptico. 
o Intracranialmente, os nervos ópticos se juntam formando o quiasma óptico. 
o Mais da metade das fibras se cruzam no quiasma, juntando-se às fibras temporais não cruzadas do nervo oposto para formar 
os tratos ópticos. 
o Cada trato óptico passa ao redor do pedúnculo rumo ao núcleo geniculado lateral, onde forma sinapses. 
 20% das fibras no trato respondem pela função pupilar  deixam o trato imediatamente anterior ao núcleo e passam 
pelo ramo do colículo superior para o núcleo pré tectal do mesencéfalo. 
o Fibras sinápticas remanescentes formam sinapses no núcleo geniculado lateral. 
o Os corpos celulares desta estrutura originam o trato geniculocalcarino  passa pelo membro posteriorda cápsula interna e 
depois se abre em leque para as irradiações ópticas que atravessam partes dos lobos temporal e pariental. 
o Segue para o córtex visual calcarino, estriado ou primário – região occipital. 
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VASCULARIZAÇÃO DA RETINA: 
 Baseia-se na rede capilar interna pronta no 8º mês de vida intra-uterina. 
 Os vasos da retina são caracterizados por células endoteliais contínuas, não fenestradas, com junções intercelulares impermeáveis, que 
se apresentam para formar a barreira hematoretiniana (BHR). 
 A interação entre as células endoteliais forma a barreira que permite ao tecido, assim como ao endotélio capilar e ao epitélio pigmentar da 
retina, criarem condições para um tecido com integridade funcional. 
 A junção intercelular representa um pequeno poro (9 a 11nm) que é responsável pelas trocas transcapilares de água e outras moléculas 
hidrofílicas menores que 15Å. 
 Podemos encontrar três tipos de junções intercelulares que fazem essa mediação no endotélio: as junções ou zonas de oclusão (tight 
junctions), as zonas de adesão e as junções gap. 
 Entre as células endoteliais dos vasos da retina existem apenas zonas de oclusão entremeadas com desmossomos. 
 Realizada de 2 formas: 
 Arterial: 
o Artéria Central da Retina – artéria papilar superior e artéria papilar inferior. 
 Parte interna – artéria central da retina (ramo da artéria oftálmica). 
 Passa no nervo óptico e no disco óptico. 
 Divide-se em ramos superior e inferior, os quais se dividem em ramos temporal e nasal. 
 Os ramos da artéria central não se anastomosam entre si nem com qualquer outro vaso. 
 É uma artéria terminal – não há comunicações diretas entre arteíolas e vênulas; a junção é feita somente através da 
rede capilar. 
o Artéria ciliorretiniana (inscontante). 
 Coriocapilar: 
o Parte externa (bastonetes e cones) – plexo coriocapilar da corióide. 
 
 
HUMOR VÍTREO: 
 Corpo transparente, avascular e gelatinoso. 
 Responsável por 2/3 do volume e do peso do olho. 
 Membrana Hialóide – superfície externa do vítreo. 
o Normalmente em contato com: 
 Cápsula posterior do cristalino. 
 Fibras zonulares 
 Epitélio pars plana. 
 Retina. 
 Cabeça do nervo óptico. 
 Adesão à cápsula do cristalino e à cabeça do nervo óptico é firme na fase inicial da vida, mas logo desaparece. 
 Composição: 
o 99% de água. 
o 1% - colágeno e ácido hialurônico  forma e consistência semelhante a um gel, devido a sua capacidade em reter grandes 
volumes de água. 
 
 
 
pc
Realce
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CONJUNTIVA: 
 Membrana mucosa transparente. 
 Reveste a superfície interna das pálpebras – conjuntiva palpebral, e a superfície anterior da esclera – conjuntia bulbar. 
 Conjuntiva Palpebral – adere firmemente ao tarso. 
o Reveste o tecido episcleral para tornar-se a conjuntiva bulbar. 
 Conjuntiva Bulbar – adere frouxamente ao septo orbital nos fórnices. 
o Frequentemente pregueada  permite ao olho movimentar-se e aumentar a área da superfície secretora da conjuntiva. 
o Frouxamente aderia à cápsula de Tenon e à esclera adjacente – exceto no limbo, onde a cápsula de Tenon e a conjuntiva estão 
unidas por cerca de 3 mm. 
 Constituída por epitélio colunar estratificado contendo células calciformes e que se assenta sobre uma lâmina basal e uma lâmina própria 
composta por tecido conjuntivo frouxo. 
 A secreção das células calciformes faz parte da película lacrimal  ajuda a lubrificar e proteger o epitélio do aspecto anterior do olho. 
 Continua como epitélio corneano pavimentoso estratificado e destituído de células calciformes na junção esclerocorneana. 
 
 
FISIOLOGIA DA VISÃO: 
 A óptica do olho é composta por um sistema de lentes, um sistema de abertura variável (pupila) e uma retina. 
 O sistema de lentes é composto por 4 interfaces refrativas: 
o Interface entre o ar e a superfície anterior da córnea. 
o Interface entre a superfície posterior da córnea e o humor aquoso. 
o Interface entre o humor aquoso e a superfície anterior do cristalino. 
o Interface entre a superfície posterior do cristalino e o humor vítreo. 
 Os raios de luz que atingem a córnea: 
o Se paralelamente  seguem sem serem refratados. 
o Se na região progressivamente angulada  os raios externos se curvam cada vez mais em direção ao centro (convergência 
dos raios). 
 Os raios seguem através do humor aquoso, em direção à pupila, que irá dilatar ou contrair de acordo com a quantidade e 
intensidade dos raios luminosos (reflexo fotomotor). 
o As fibras do trato óptico seguem para o núcleo geniculado lateral. 
o Fibras no trato respondem pela função pupilar  deixam o trato imediatamente anterior ao núcleo e passam pelo ramo do 
colículo superior para o núcleo pré tectal do mesencéfalo. 
o Impulsos secundários passam para o núcleo de Edinger-Westphal (parte do núcleo visceral do 3º par craniano) e retornam pelo 
nervo oculomotor (nervos parassimpáticos), atingindo o gânglio ciliar (situado atrás do olho). 
o As fibras pré ganglionares fazem sinapse com neurônios parassimpáticos pós ganglionares. 
o Esses neurônios enviam fibras através dos nervos ciliares para o globo ocular. 
o O nervo oculomotor (NC III) é o responsável pelo controle da contração do músculo ciliar (acomodação) e do músculo esfíncter 
da pupila. 
 Atingindo a superfície anterior do cristalino, na região angulada, os raios luminosos sofrem convergência. 
o A distância entre o centro da lente até o foco principal é denominada distância focal (f). 
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o A dioptria mede a capacidade de refração da lente e corresponde ao inverso da distância focal (dp=1/f). 
o A córnea possui um poder refrativo próximo à 42m, ou seja, a sua f é de 0,024m e o cristalino tem capacidade de refratar em 
torno de 10 dioptrias. 
 Os raios luminosos cruzam no centro (imagem invertida) atingindo a parte posterior interna, côncava do cristalino. 
o De acordo com a localização do objeto, ocorrerá o mecanismo de acomodação. 
o Se o objeto estiver perto  localizado nas fixações laterais dos ligamentos do cristalino ao globo ocular, há o músculo ciliar que 
tem ele próprio 2 conjuntos de fibras de músculo liso – fibras meridionais e fibras circulares. 
 As fibras radiais se estendem das extremidades periféricas dos ligamentos suspensores para a junção corneoescleral. 
 Quando estas fibras musculares se contraem, as inserções periféricas dos ligamentos do cristalino são puxadas 
medialmente em direção às bordas da córnea, liberando a tensão dos ligamentos sobre o cristalino (cápsula). 
 As fibras circulares se dispõem circularmente em toda a volta das fixações de ligamentos (zona zonular), de modo 
que, quando se contram, ocorre uma ação semelhante à de um esfíncter. 
 Ocorre a diminuição do diâmetro co círculo das fixações com ligamentos  permite aos ligamentos fazerem menos 
tração sobre a cápsula do cristalino. 
 O cristalino, dessa forma, assume uma forma mais esférica. 
 A ação é controlada pelo SNA Parassímpatico, transmitido ao olho através do 3º par craniano (oculomotor). 
o Se o objeto estive longe  ocorre o inverso, com o relaxamento dos músculos ciliares, e consequentemente a alteração do 
formato do cristalino (achatado). 
 
 
 
 O contrário ocorrerá quando os raios luminosos atingirem a parede posterior do cristalino (côncava)  os raios luminosos irão divergir 
dos raios de luz que atravessam o centro da lente. 
 Os raios luminosos atravessam o humor vítreo, atingindo a retina, na sua camada mais interna. 
 Atravessa primeiramente as células ganglionares e depois as camadas plexiformee nuclear, antes de atingirem os bastonetes e cones. 
 Os bastonetes e os cones possuem substâncias químicas – rodopsina e, cianopsina e iodopsina, respectivamente, que se 
decompõem com a exposição à luz, excitando as fibras do nervo óptico. 
 Bastonetes: (retina periférica) 
o Rodopsina – combinação de escotopsina (proteína transmembrana opsina) e 11-cis retinal (somente esta forma de retinal se 
liga à escotopsina). 
o Quando o bastonete é exposto à luz, o potencial receptor resultante é diferente dos potenciais receptores em quase todos os 
outros receptores sensoriais. 
o A excitação se dá pelo aumento da negatividade  hiperpolarização. 
o A energia luminosa é absorvida pela rodopsina, que começa a se decompor numa fração muito pequena de segundo. 
o O fóton ativa um elétron na porção 11-cis retinal da rodopsina, alterando sua conformação para uma forma toda-trans. 
 Devido à não conformação à orientação dos locais reativos da escotopsina, a toda-trans retinal e a escotopsina se 
afastam  produto imediato: batorrodopsina (extremamente instável e cai em nanossegundos para 
lumirrodopsina) 
o Em microssegundos a lumirrodopsina cai, levando à formação de metarrodopsina I, e, consequentemente, metarrodopsina 
II (forma ativa da rodopsina). 
o A metarrodopsina II funciona como uma enzima para ativar muitas moléculas de transducina (proteína G presente em forma 
inativa nas membranas dos discos e na membrana celular dos bastonetes). 
 Transducina situa-se na face interna da membrana do fotorreceptor e é composta por três unidades diferentes α,β,γ. 
 À sub-unidade α está ligada uma molécula de GDP. 
 A presença da fração γ inibe a atividade da transducina. 
 Ao ser ativada pela metarrodopsina II (R*) a transducina desliga-se do GDP e liga-se a uma molécula de GTP, 
resultando uma alteração conformacional com desprendimento da porção α das frações β,γ. 
 Nesta altura, a R* desliga-se da porção α da transducina (TC) ficando esta livre para nova ativação ou para ser 
inativada pela sua fosforilação mediada pela rodopsina-cínase. 
 Agora a porção α da transducina, ligada ao GTP, vai ativar uma segunda proteína, a fosfodiestérase (PDE). 
o A transducina ativada ativa mais moléculas de fosfodiesterase. 
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o A fosfodiesterase ativada (enzima) hidrolisa imediatamente muitas moléculas de monofosfato cíclico de guanosina (GMPc), 
convertendo GMP cíclico em 5'-GMP. 
 GMPc estava ligado à proteína do canal de Na+ da membrana externa do bastonete, de modo a mantê-lo “imobilizado” 
no estado aberto. 
 A fosfodiesterase remove a imobilização e permite que os canais de sódio se fechem. 
o O fechamento dos canais de sódio tornam o bastonetes hiperpolarizado – a saída contínua de Na+ pelo segmento interno. 
o A hiperpolarização dos bastonetes causa a inibição da liberação do neurotransmissor (GLUTAMATO) na sinapse com as 
células bipolares. 
o Ocorre também a sinalização de células horizontais e células amácrinas (sem a passagem pelas células horizontais). 
 
 
 
 Cones: (região da fóvea) 
o São de 30 a 300 vezes mais sensíveis que os bastonetes. 
o Têm baixa sensibilidade à luz, não quase utilidade a baixas intensidades luminosas 
o Permitem a visão colorida em qualquer intensidade de luz acima da penumbra extrema. 
o As substâncias fotoquímicas têm quase a mesma composição química que a rodopsina – porção protéica (opsina) – 
fotopsinas, ligeiramente diferentes das escotopsina. 
o São seletivamete sensíveis a 3 diferentes cores: azul (pigmento sensível ao azul), verde (pigmento sensível ao verde) e 
vermelho (pigmento sensível ao vermelho) – comprimentos de onda: 445, 535 e 570 nm, respectivamente. 
o Os sinais são conduzidos ao cérebro 2 a 5 vezes mais rápido que pelos bastonetes. 
o Uma vez hiperpolarizados liberam GLUTAMATO, realizando sinapses com células bipolares. 
 
 
 
 As células horizontais ligam pares de fotorreceptores vizinhos com as células bipolares. 
o Assim, a comunicação entre um receptor (bastonetes ou cones) e uma célula bipolar é influenciada pela quantidade de luz 
recebida pelos receptores vizinhos. 
o Este fluxo lateral de informação permite à retina regular a acuidade visual e o contraste entre luz e sombra. 
 Ajuda a assegurar a transmissão de padrões visuais com contraste visual apropriado. 
o As saídas das células horizontais são sempre inibitórias. 
 Células bipolares: 
o Dois tipos de células bipolares: célula bipolar despolarizante e célula bipolar hiperpolarizante. 
 Possíveis explicações: (1) tipos totalmente diferentes ou (2) excitação direta dos bastonetes e cones, e a outra recebe 
sinalização indireta de uma célula horizontal (inibição). 
o Metade das células bipolares trasmite sinais positivos e metade transmite sinais negativos. 
o Fazem sinapses com as células ganglionares de retina. 
 Células Ganglionares: 
o 1,6 milhões de células – média de 60 bastonetes e 2 cones convergem em cada célula ganglionar e na fibra do nervo óptico. 
o Tipos: células W, células X e células Y. 
o Células W: 40% do total 
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 Recebem a maior parte de sua excitação de bastonetes, transmitidas por meio de pequenas células bipolares e 
células amácrinas. 
 Têm amplos campos na retina periférica – dendritos se propagam amplamente na camada plexiforme interna. 
o Células X: 55% do total 
 Recebe aferência de pelo menos 1 cone. 
 Provavelmente responsável por toda a visão colorida. 
 Têm pequenos campos – dendritos não se propagam amplamente na retina  seus sinais representam localizações 
distintas na retina  detalhes finos da imagem visual. 
o Células Y: 5% do total. 
 Amplos campos dendríticos. 
 Respondem a alterações rápidas na imagem visual – movimento rápido. 
o Axônios destas células formam a camada de fibras nervosas da retina e convergem para a forma de nervo óptico. 
 O nervo emerge para trás do globo, caminhando posteriormente para dentro do cone muscular  entra na cavidade craniana via canal 
óptico. 
 Intracranialmente, os nervos ópticos se juntam formando o quiasma óptico. 
 Mais da metade das fibras se cruzam no quiasma, juntando-se às fibras temporais não cruzadas do nervo oposto para formar os tratos 
ópticos. 
 Cada trato óptico passa ao redor do pedúnculo rumo ao núcleo geniculado lateral, onde forma sinapses. 
o 20% das fibras no trato respondem pela função pupilar  deixam o trato imediatamente anterior ao núcleo e passam pelo ramo 
do colículo superior para o núcleo pré tectal do mesencéfalo. 
 Fibras sinápticas remanescentes formam sinapses no núcleo geniculado lateral. 
 Os corpos celulares desta estrutura originam o trato geniculocalcarino  passa pelo membro posterior da cápsula interna e depois se 
abre em leque para as irradiações ópticas que atravessam partes dos lobos temporal e pariental. 
 Segue para o córtex visual calcarino, estriado ou primário – região occipital. 
 Córtex analisa estas informações, onde serão interpretados e traduzidos nas imagens que vemos. 
 A região do epitélio pigmentar, rica em melanina (grânulos de melanina), irá absorver a luz após terem passado e estimulado os 
fotorreceptores  impede que seja refletida pelas túnicas  auxilando a focalização da imagem. 
 Ao sair do córtex visual primário, os sinais fluem para a área mediotemporal posterior e para ampla região do córtex occipitoparietal. 
 Na borda anterior do córtex parietal, os sinais se sobrepõem com sinais das áreas de associação somática posteriores que analisam 
aspectos tridimensionais dos sinais somatossensoriais. 
 Os sinais são transmitidos neta via de posição-forma-movimento são originados, principalmente, das grandes fibras ópticas das células 
ganglionares Y da retina, transmitindosinais rápidos, mas retratando somente preto e branco, sem cores. 
 
Neoformação da Rodpsina: 
 Reconverter retinal todo-trans em 11-cis retinal. 
o Requer energia metabólica, sendo catalisado pela enzima retinal isomerase. 
 Uma vez formado, o 11-cis retinal automaticamente se recombina com a escotopsina  rodopsina. 
 Segunda via química (retinal todo-trans  11-cis retinal): 
o Conversão de retinal todo-trans em retinol todo-trans (forma de vitamina A). 
o Retinol todo-trans é transformado em 11-cis retinol sob a influência da enzima isomerase. 
o 11-cis retinol é convertido em 11-cis retinal, que se recombina com escotopsina  rodopsina. 
OBS: Vitamina A está presente no citoplasma de bastonetes e na camada pigmentar da retina. 
 
 
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 Córtex Visual Primário – localizado primariamente no aspecto medial dos lobos occipitais. 
o Situa-se na área da fissura calcarina. 
o Estende-se à frente, a partir do pólo occipital na parte medial de cada córtex occipital. 
o Região terminal dos sinais visuais diretos. 
o Sinais da área macular da retina terminam próximo do pólo occipital. 
o Sinais da retina mais periférica terminam nos círculos da metade concêntrica anterior ao pólo, mas ainda ao longo da fissura 
calcarina no lobo occipital medial. 
o Também chamado de área visual I, ou córtex estriado (aspecto macroscópico estriado). 
 Córtex Visual Secundário 
o Chamadas de áreas de associação visual. 
o Situam-se lateral, anterior, superior e inferiormente ao córtex visual primário. 
o Sinais são transmitidos a estas áreas para análise dos significados visuais. 
o Área 18 de Brodmann – área visual II (V-2). 
 
 
 
 
PRESSÃO INTRAOCULAR: 
 PRESSÃO: 
 A pressão hidrostática é a força por unidade da área exercida por um fluido (gás ou líquido) dentro de um espaço fechado. 
 A força da pressão é exercida na parede estrutural (parede corneoescleral). 
 Pressão média – 14 mmHg. 
 Por si só não causa nenhum dano aos neurônios delicados paralelos à parede escleral. 
 O valor da pressão intra-ocular em mmHg de um indivíduo é determinado por três fatores: a taxa de formação do humor aquoso, o 
fluxo de humor aquoso para fora do bulbo ocular e a pressão venosa episcleral. 
 
MEDIÇÃO: TONOMETRIA 
 Mensuração da pressão intraocular. 
 Instrumento mais amplamente utilizado: tonômetro de aplanação de Goldmann. 
o Ligado à lâmpada de fenda. 
o Mede a força requerida para aplanar uma determinada área da córnea. 
 Outros instrumentos: tonômetro de aplanação de Pernis, tonômetro de aplanação de Tono-Pen. 
 A tonometria é um exame realizado aos olhos, com o objetivo de medir a pressão intraocular, com o auxílio de um tonómetro. 
 Os tonômetros ou oftalmotonômetros são divididos em dois grandes grupos: os de indentação e os de aplanação corneana. 
 O primeiro foi inicialmente empregado para a avaliação clínica diária da pressão intra-ocular e o modelo mais, amplamente, aceito foi 
aquele idealizado por Schiötz. 
o Por ser um aparelho menos preciso para medir a pressão intraocular, que o tonômetro que aplana a córnea, seu uso foi sendo, 
lenta e progressivamente, abandonado pelos oftalmologistas. 
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 A tonometria de aplanação é realizada com aparelhos que aplanam uma área corneana constante e perfeitamente plana, por aplicação 
de uma força variável e deslocam um volume líquido intra-ocular desprezível, não havendo, portanto influência da rigidez parietal ou 
escleral. 
 Como a maioria dos métodos tonométricos necessita tocar a córnea do paciente, eles necessitam de anestésico tópico e desinfecção 
do cone de aplanação do instrumento antes do exame. 
 Ao abrir as pálpebras em qualquer dos métodos tonométricos, deve-se evitar pressionar o bulbo ocular e aumentar artificialmente a 
pressão intra-ocular. 
 A tonometria de aplanação é realizada após a instilação de colírio anestésico, colírio de fluoresceína, posicionamento do paciente na 
lâmpada de fenda e alinhamento do tonômetro com o olho. 
 Para visualizar a fluoresceína, o filtro azul de cobalto é utilizado com a iluminação mais intensa. 
 Depois de alinhar o tonômetro em frente à córnea, o examinador olha pela ocular da lâmpada de fenda, até que o cone de aplanação do 
tonômetro entre em contato com a córnea. 
 Uma mola manualmente controlada varia a força aplicada pela ponta do tonômetro contra a superfície central da córnea. 
 Após o contato, o cone de aplanação do tonômetro achata a córnea central e produz um contorno fino e circular de fluoresceína. 
 Dois primas presentes no cone de aplanação separam esse círculo em dois semi-círculos que aparecem verdes quando vistos através 
das oculares da lâmpada de fenda. 
 A força do tonômetro é ajustada manualmente até que a face interna dos dois semi-círculos coincidam. 
 Essa posição final indica que a córnea foi achatada suficientemente. 
 A quantidade de força requerida para fazê-lo é traduzida pela escala de pressão em milímetros de mercúrio (mmHg), presente no corpo 
do aparelho. 
 
 
 
 
Tensão (Estresse Tênsil): 
 Estresse tênsil ou o vetor da força tensora agem paralelamente à parede escleral (tentando romper a esclera). 
 A tensão na esclera é diretamente proporcional à pressão intraocular, multiplicada pelo raio da curvatura da esclera e inversamente 
proporcional a 2 vezes a espessura da esclera 
 Um olho sob lento aumento de pressão normalmente se rompe sob o reto lateral onde a esclera é mais fina, como a equação da tensão 
sugeriria. 
 Uma pressão precipitada aumenta devido ao traumatismo, frequentemente rompe o olho no limbo devido ao efeito bigorna do vítreo mais 
viscoso. 
 
Distensão: 
 Estiramento ou descolamento por unidade de extensão. 
 Pode resultar em danos e, no corpo, pode causar lesões e dor. 
 Tensão necessária para estirar uma unidade de espessura do material para o dobro do seu comprimento original. 
 
 
LÁGRIMA: 
 Albumina corresponde a 60% do total de proteína do fluido lacrimal. 
 40% restantes – globulinas e lisozimas (21-25% da proteína total). 
 IgA, IgG e IgE presentes. 
 Na+, K+ e Cl-. 
 Pequena quantidade de glicose (5 mg/dl) e uréia (0,04mg/dl). 
 pH de 7,35. 
 O filme lacrimal é constituído de lipídios produzidos pelas glândulas de Meibomius, camada lacrimal aquosa que é produzida 
principalmente pelas glândulas lacrimais, e de mucinas que são produzidas pelas células epiteliais da superfície ocular. 
o Camada Lipídica - mais externa - fornece uma cobertura fina e oleosa para a porção aquosa promovendo uma boa distribuição 
da lágrima sobre a córnea e retardando sua evaporação. 
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o Porção Aquosa - parte intermediária - sendo o componente de maior quantidade da lágrima, constituído de água, eletrólitos, 
glicose, glicoproteínas e proteínas lacrimais. 
o Camada Mucosa - a mais interna e em contato direto com o epitélio corneal, é composta por mucina, uma glicoproteína 
secretada pelas células caliciformes da conjuntiva. Essa camada tem a função de preencher as irregularidades da córnea, 
promovendo uma superfície ocular opticamente lisa - manter a lágrima aderida a córnea. 
 Hidrodinamicamente, o filme lacrimal se espalha por toda a superfície ocular durante o freqüente e completo movimento de piscar das 
pálpebras. 
 Portanto, para se alcançar um filme lacrimal estável é essencial que haja participação destes anexos e da pálpebra. 
 Tanto o mecanismo hidrodinâmico quanto a composição da lágrima estão integrados com o epitélio da superfície ocular através de dois 
reflexos neuroanatômicos, os quais são controlados pelo primeiro ramo do nervo trigêmeoresponsável pela sensibilidade ocular 
(parte aferente), e pelo ramo parassimpático e motor do nervo facial (parte eferente). 
 
 
 
 LACRIMEJAMENTO: 
 A lágrima é produzida pelas glândulas lacrimais, segue pelos ductos lacrimais até atingir o saco da túnica da conjuntiva. 
 Após passar sobre o bulbo do olho, segue para o lago lacrimal no ângulo medial do olho. 
 É drenada por ação capilar, através dos pontos lacrimais e canalículos lacrimais para o saco lacrimal. 
 As lágrimas passam para a cavidade nasal através do ducto lacrimonasal, e são deglutidas. 
 
 Mecanismo de Lubrificação: 
 O líquido lagrimal aquoso secretado pela glândula lacrimal desce pelo canto temporal e se acumula na margem da pálpebra inferior. 
 A pálpebra superior (no ato de piscar) se encaixa na pálpebra inferior, onde acontece a mistura dos componentes da lágrima e ao abrir o 
olho, a pálpebra superior leva a lágrima para cima. 
 No olho aberto a lágrima recobre toda a parte anterior do olho, lubrificando principalmente a córnea. 
 
 
EMBRIOLOGIA: 
 Derivado de 3 membranas embrionárias primitivas: ectoderma superficial (incluindo a crista neural), ectoderma neural e 
mesoderma. 
 Endoderma não entra na formação do olho. 
 Ectoderma Superficial: 
o Origina o cristalino, glândula lacrimal, epitélio da córnea, conjuntiva, glândulas anexas e epiderme das pálpebras. 
 Crista Neural: 
o Resulta do ectoderma superficial na região imediatamente adjacente às pregas neurais do ectoderma neural. 
o Responsável pela formação de ceratócitos corneano, o endotélio da córnea, a rede trabecular, o estroma da íris, a corióide, o 
músculo ciliar, os fibroblastos da esclera, o vítreo e as meninges do nervo óptico. 
o Formação da cartilagem e osso orbital, tecidos conjuntivos e nervos orbitais, músculos extraoculares e camadas subepidermais 
das pálpebras. 
 Ectoderma Neural: 
o Origina a vesícula óptica e ao cálice óptico. 
o Responsável pela formação da retina e do epitélio pigmentar da retina, das camadas pigmentares e não pigmentares do epitélio 
ciliar, do epitélio posterior, do músculo esfíncter e dilatador da íris, das fibras nervosas ópticas e glia. 
 Mesoderma: 
o Contribui apenas com os músculos extraoculares e com o endotélio vascular e orbital. 
 A formação dos olhos começa a ficar evidente no início da 4ª semana. 
 Sulcos ópticos aparecem nas pregas neurais na extremidade cefálica do embrião. 
 Quando as pregas neurais se fundem para formar o prosencéfalo  sulcos ópticos evaginam para formar divertículos ocos (vesículas 
ópticas) – se projetam da parede do prosencéfalo para dentro do mesênquima adjacente. 
o Formação induzida pelo mesênquima adjacente ao encéfalo em desenvolvimento (mediador químico). 
o Suas extremidades se expandem e suas conexões com o prosencéfalo sofrem constrição para formar as hastes ópticas. 
 Vesículas ópticas entram em contato com o ectoderma da superfície. 
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 Ectoderma superficial adjacente à vesícula se espessa para formar o placóide do cristalino (primórdio do cristalino) – depois que o 
ectoderma da superfície ter sido condicionado pelo mesênquima subjacente. 
 Placóide do cristalino se invagina enquanto se aprofunda no ectoderma  fosseta do cristalino. 
 As bordas da fosseta do cristalino aproximam-se uma das outras, fundem-se, e formam as vesículas do cristalino – perdem sua conexão 
com o ectoderma. 
 A vesícula óptica invagina-se para produzir o cálice óptico, de tal forma que sua parede externa se aproxima da parede interna original. 
 A invaginação da superfície inferior do pedículo óptico e das vesículas ópticas ocorre simultaneamente, criando um sulco conhecido como 
fissura coroidal (fetal). 
 Ao mesmo tempo, a placa cristaliniana também se invagina para formar uma taça e depois uma esfera oca, conhecida como vesícula 
cristaliniana. 
 A vesícula cristaliniana se separa completamente da superfície ectodérmica ficando livre na borda do cálice óptico. 
 A fissura coroidal permite a entrada no pedículo óptico do mesoderma vascular que formará, posteriormente, o sistema hialóide. 
 Quando a invaginação se completa, a fissura coroidal se estreita até ficar completamente fechada, deixando uma pequena abertura 
permanente na extremidade anterior do pedículo óptico, através da qual passa a artéria hialóide, e a artéria e veia centrais retinianas 
cristalinianas. 
 Neste ponto, a estrutura geral fundamental do olho está determinada. 
 O desenvolvimento posterior consiste na diferenciação em estruturas individuais. 
 Em geral, essa diferenciação ocorre, relativamente, com maior rapidez no segmento posterior que no anterior no início da gestação, e 
mais rapidamente no segmento anterior no fim da gestação 
 
 
 
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NARIZ E OLFAÇÃO 
FUNÇÕES; 
 Olfação. 
 Respiração. 
 Filtração da poeira. 
 Umidificação do ar inspirado. 
 Recepção de secreções provenientes dos seios paranasais e ducto lacrimonasais. 
 
DIVISÃO: 
 Nariz Externo. 
 Cavidade Nasal. 
 Seios Paranasais. 
 
NARIZ EXTERNO: 
 Nariz Externo: 
 Projeta-se a partir da face. 
 Esqueleto: principalmente cartilaginoso. 
o Ossos nasais, processos frontais das maxilas e parte nasal do frontal e sua espinha nasal. 
 Extremidade superior: Raiz. 
 Extremidade inferior: Base – parte mais anterior: ápice. 
 Dorso do Nariz – entre ápice e raiz – retilíneo, côncavo ou convexo. 
 Narinas – aberturas em fenda (2). 
 Septo Nasal – cartilagíneo e ósseo. 
o Divide a câmara do nariz em duas cavidades. 
o Lâmina perpendicular do etmóide 
 Forma a parte superior do septo nasal. 
 Desce da lâmina crista cribiforme e continua acima desta lâmina como crista etmoidal. 
o Vômer 
 Osso achatado fino (póstero-inferior). 
o Cartilagem do septo nasal: 
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SEIOS PARANASAIS: 
 Extensões cheias de ar na parte respiratória da cavidade nasal. 
 Interior dos ossos: frontal, etmóide, esfenóide e maxila. 
 Seios Frontais: 
 Entre as lâminas interna e externa do frontal. 
 Seios Etmoidais: 
 Compreende diversas cavidades – células etmoidais. 
 Localizadas n amassa lateral do etmóide entre a cavidade nasal e órbita. 
 Reconhecidos em TC. 
 Seios Esfenoidais: 
 Separados por um septo ósseo. 
 Derivam de uma célula etmoidal posterior. 
 Seios Maxilares: 
 Maiores dos seios paranasais. 
 
 
 
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CAVIDADE NASAL: 
 Penetra anteriormente através das narinas. 
 Abrem-se posteriormente na parte nasal da faringe: coanas. 
 Fossas nasais: são duas cavidades paralelas que começam nas narinas e terminam na faringe. 
o São separadas uma da outra por uma parede cartilaginosa denominada septo nasal. 
o Em seu interior há dobras chamada cornetos nasais, que forçam o ar a turbilhonar. 
o Possuem um revestimento dotado de células produtoras de muco e células ciliadas, também presentes nas porções inferiores 
das vias aéreas, como traquéia, brônquios e porção inicial dos bronquíolos. 
o No teto das fossas nasais existem células sensoriais, responsáveis pelo sentido do olfato. 
o Têm as funções de filtrar, umedecer e aquecer o ar. 
 Contém os órgãos do sentido do olfato, e é forrada por um epitélio secretor de muco. 
 Ao circular pela cavidade nasal, o ar se purifica, umedece e esquenta. 
 O órgão olfativo é a mucosa que forra a parte superior das fossas nasais - chamada mucosa olfativa ou amarela, para distingui-la da 
vermelha - que cobre a parte inferior. 
 A mucosa vermelha é dessacor por ser muito rica em vasos sangüíneos, e contém glândulas que secretam muco, que mantém úmida 
a região. 
 Se os capilares se dilatam e o muco é secretado em excesso, o nariz fica obstruído, sintoma característico do resfriado. 
 A mucosa amarela é muito rica em terminações nervosas do nervo olfativo. 
 Os dendritos das células olfativas possuem prolongamentos sensíveis (pêlos olfativos), que ficam mergulhados na camada de muco 
que recobre as cavidades nasais. 
 Os produtos voláteis ou de gases perfumados ou ainda de substâncias lipossolúveis que se desprendem das diversas substâncias, ao 
serem inspirados, entram nas fossas nasais e se dissolvem no muco que impregna a mucosa amarela, atingindo os prolongamentos 
sensoriais. 
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OLFAÇÃO: 
 O epitélio olfatório fica no teto da fossa nasal, junto à concha nasal superior e o septo nasal e é aí que estão os receptores químicos 
ocupando uma área de 10cm2. 
 Os receptores olfativos são químiorrecetores localizados na membrana da mucosa olfativa cuja pigmentação é amarelada. 
 No epitélio olfativo estão presentes células de sustentação semelhantes a gliócitos que ajudam a produzir muco. 
 Os receptores olfativos são renováveis e estão num ciclo continuo de renovação (a cada 4-8 semanas). 
 Os químiorrecetores são neurônios do tipo bipolar que possuem um dendrito espesso e curto com as terminações nervosas em forma de 
bastonete. 
 Os prolongamentos axônicos amielinícos são as próprias fibras aferentes de primeira ordem (nervo olfativo) que se projetam diretamente 
no bulbo olfativo, atravessando a lâmina crivosa do osso etmóide. 
 As células sensoriais são ciliadas e estão mergulhados na superfície mucosa. 
 As substâncias químicas voláteis (aromatizantes ou odorantes) presentes no ar inspirado aderem-se ao muco e se ligam a sítios 
específicos da membrana ciliada em moléculas receptoras específicas. 
 O acoplamento induz, alterações de condutância iônica usando o sistema de 2o. Mensageiro: cAMP ou do IP2. 
 O muco olfativo contribui com a mediação do sentido olfativo, produzindo moléculas protéicas que se ligam aos odorantes (OBP), 
concentrando-os e transferindo para os sítios receptores específicos de ligação. 
 
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 A mucosa olfativa é também inervada por terminações nociceptivas do trigêmeo: substâncias irritantes (cloro, pimenta) estimulam 
estes terminais causando sensação desagradável e evocam respostas reflexas como espirro, lacrimejamento e inibição temporária do 
movimento inspiratório. 
 Os neurônios sensoriais primários são os próprios receptores olfatorios. 
 Estes fazem sinapse no bulbo olfatório, principalmente com as células mitrais (neurônios de 2a ordem) formando glomérulos 
olfatórios. 
 Ocorre extensa convergência nessas sinapses. 
 Os axônios das células mitrais projetam-se através das estrias olfatórias lateral e medial (formações anatômicas que delimitam uma 
área triangular conhecida como trígono olfatório). 
 Os axônios que seguem pela estria lateral projetam-se para o córtex olfatório primário na área pré-piriforme (=paleocórtex). 
 Desta, seus axônios projetam-se para áreas olfativas associativas (área entorrinal), onde a interpretação olfativa é realizada. 
 A projeção é totalmente homolateral e através da comissura anterior as informações olfativas são integradas. Note-se que a via olfativa 
não passa para o relê talâmico. 
 As informações olfativas que chegam ao tálamo indiretamente, são retransmitidas para o córtex pré-frontal e orbitário (neocórtex). 
 Os axônios da estria medial se dirigem sob a porção anterior do corpo caloso (área subcalosa) e do septo, localizados adiante da 
comissura anterior. 
 A comissura anterior integra as áreas olfativas de ambos os lados. Odores que nos despertam o apetite produzem salivação abundante 
enquanto os nauseabundos, vômito  significa que as informações olfatórias são enviadas (via feixe prosencefálico medial) para 
circuitos associados com o sistema nervoso autônomo no tronco encefálico. 
 
 
 
 
 
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REGIÃO ORAL, FARINGE E LARINGE 
CAVIDADE BUCAL: 
 Limites: 
o Lateral – Bochechas 
o Superior – Palato 
o Inferior – Músculos que constituem o assoalho da boca. 
 Divisão: 
o Vestibulo da boca. 
o Cavidade bucal propriamente dita. 
 Saliências: 
o Gengivas. 
o Dentes. 
o Língua. 
 Vestíbulo da Boca: 
o Espaço semelhante a uma fenda entre os dentes e a gengiva da boca e os lábios e as bochechas. 
 
 
 
 Língua: 
o Órgão muscular composto por mucosa e que exerce importantes funçòes na mastigação, na deglutição, como órgão 
degustativo e na articulação da palavra. 
o Face superior: dorso. 
o Sulco Terminal – divide a lingua em duas porções: corpo (anterior) e raiz (posterior) 
o Papilas linguais – Valadas, Foliadas e Fungiformes. 
 
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 Glândulas Salivares: 
o Glândula Parótida: 
 Situada lateralmente na face e anteriormente ao pavilão auricular. 
 Ducto parotídico – canal excretor que abre-se no vestíbulo da boca, ao nível do 2º molar superior. 
 Caxumba. 
o Glândula Submandibular: 
 Anteriormente à parte mais inferior da parótida. 
 Protegida pelo corpo da mandíbula. 
 Ducto submandibular – abre-se no assoalho da boca, abaixo da língua, próximo do plano mediano. 
o Glândula Sublingual: 
 Menor das 3 glândulas salivares. 
 Lateral e inferiormente à língua, sob a mucosa que reveste o assoalho da boca. 
 Secreção sob a porção mais anterior da língua, por canais que desembocam, independente por uma série de orifícios 
no assoalho da cavidade da boca. 
o SECREÇÃO SALIVAR 
 Glândulas pares Tipo de secreção 
 -------------------------------------------------------------------- 
 Parótidas Serosa (aquosa)  ptialina 
 Submaxilares Mista 
 Sublinguais Mucosa (muco) 
o Inervação parassimpática 
o Composta por água, eletrólitos e proteínas pH ácido 
 
 
 
FARINGE: 
 Istmo das fauces – comunicação com a região oral. 
 Comunica-se anteriormente com o ádito da laringe. 
 Posteriormente, continuada com o esôfago. 
 Estende-se da base do crânio até a margem inferior da cartilagem cricóide, anteriormente, e a margem inferior da vértebra C6, 
posteriormente. 
 Mais larga oposta ao hióide e mais estreita na sua extremidade inferior. 
 Interior da Faringe: 
o Parte nasal da faringe (Nasofaringe) – posterior ao nariz e acima do palato mole. 
 Função respiratória (acima do palato mole). 
o Parte oral da faringe (Orofaringe) – posterior à boca. 
 Função digestória (do palato mole até a margem superior da epiglote) 
o Parte laríngea da faringe (Hipofaringe, Laringofaringe ou Faringe Esofagiana) – posterior à laringe. 
 Atrás da laringe (margem superior da epiglote até a margem inferior da cartilagem cricóidea). 
 Ádito da Laringe. 
 
 
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LARINGE: 
 Parte anterior do pescoço. 
 Nível de C3 até C6. 
 Fonação (vocalização) e conecta a parte inferior da faringe com a traquéia. 
 Protege a passagem de ar. 
 Esqueleto (9 cartilagens): 
 Tireóidea 
 Cricóidea 
 Epiglótica 
 Aritenóidea 
 Corniculadas 
 Cuneiforme 
 Cartilagem Tireóidea; 
 Maior das cartilagens 
 Proeminência laríngea (“Pomo de Adão”) – anteriormente no plano mediano. 
 Incisura tireóideasuperior – forma de V; acima da proeminência laríngea. 
 Corno superior – margem posterior de cada lâmina se projeta superiormente. 
 Corno inferior – margem posterior de cada lâmina se projeta inferiormente. 
 Articulam-se com as faces laterais da cartilagem cricóidea (articulações cricotireóideas) 
 Membrana Tireohióidea – fixa o hióide nos cornos superiores e margem superior. 
 Cartilagem Cricóidea: 
 Formato de anel com um aro olhando anteriormente. 
 Lâmina – parte posterior. 
 Arco – parte anterior. 
 Mais espessa e mais resistente. 
 Único anel completo de cartilagem a envolver qualquer parte da via aérea. 
 Cavidade da laringe: 
 Ventrículo da laringe – pequena invaginação (fenda ântero-posterior). 
 Acima da prega vestibular. 
 Estende-se até o orifício de entrada da laringe (ádito da laringe). 
 Prega vestibular – prega superior. 
 Prega Vocal – prega inferior. 
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 Constituídas pelo ligamento e músculo vocais. 
 Rima Glótica – espaço entre as pregas vocais. 
 Glote – porção compreendida entre as pregas vestibular e vocal, de cada lado. 
 Cavidade infraglote – localizada abaixo da prega vocal. 
 Contínua com a cavidade da traquéia. 
 
 
 
 
 
 
 
DOENÇAS E COMPLICAÇÕES 
OTITE: 
1) OTITE EXTERNA: 
o Conjunto de doenças que afetam principalmente o meato acústico. 
o Em geral, se deve a uma combinação de calor, umidade retida, descamação e maceração do epitélio externo do canal. 
o Afecção inflamatória e/ou infecciosa do canal ou do conduto auditivo externo e da região auricular. 
o Extremamente freqüente – 80% dos casos ocorre no verão. 
 
ETIOLOGIA: 
o Origem predominante (bacteriana): Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (mais comuns). 
o Principais fatores predisponentes são: 
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o Calor; 
o Ambiente úmido; 
o Obstruções anatômicas do conduto auditivo externo (estenose, exostose, cerúmen); 
o Uso de aparelhos de amplificação sonora individual ou próteses auditivas; 
o Trauma autoinduzido (uso de cotonetes); 
o Natação. 
 
 FISIOPATOLOGIA: 
 Ocorre quando o meato auditivo externo absorve água do ambiente altamente saturado de umidade. 
 O meato auditivo externo retém essa água, e há uma saturação da queratina. 
 Essa saturação leva a um edema intercelular e a proliferação de células da camada basal. 
 O edema leva a intensa excreção de cerúmen pelas unidades pilossebáceas, obstruindo os ductos foliculares desta glândula, o que 
leva a uma diminuição de fluxo de secreção e consequentemente há uma perda da proteção da superfície da pele. 
 Isso impede que a esfoliação natural ocorra, tornando o ambiente ainda mais susceptível a infecção por agentes externos. 
 
 Os principais fatores implicados na patogênese da Otite Externa são: 
o Remoção da proteção hidrofóbica de cerúmen do conduto auditivo externo (água ou trauma). 
o Exposição do epitélio subadjacente do conduto auditivo externo à água e outros contaminantes. 
o Edema e escoriação da camada epitelial do conduto auditivo externo. 
o Infecções fúngicas (oportunistas). 
o Infecções bacterianas. 
o Reação alérgica a um agente tópico (por exemplo, neomicina), ou dermatite de contato (xampu), ou como extensão de psoríase 
ou outra dermatite sistêmica (seborréia). 
 Conduto Auditivo Externo; 
o Formado por 1/3 lateral de origem cartilaginosa (coberto por uma camada de glândulas sebáceas e apócrinas, e pelos) e os 2/3 
mediais são ósseos. 
o Há diferença de angulação entre a parte fibrocartilaginosa e a óssea, a cartilagem do pavilhão auricular. 
o Estrutura de autolimpeza e com autoproteção. 
 Cerúmen “caminha” gradualmente em direção ao exterior – migração epitelial (diminui com a idade). 
 Cerúmen é uma combinação de secreções produzidas pelas glândulas sebáceas e apócrinas, junto com 
descamação do epitélio  forma uma capa ácida, com capacidade de prevenir doenças locais. 
o As glândulas produzem uma fina camada de cerúmen que fornece proteção via lisosomo antimicrobial. 
o Cerúmen insuficiente predispõe infecção, enquanto que excesso de cerúmen, que pode ser causado pelas características 
genéticas, metabolismo ou idade, pode reter água. 
o pH normal é levemente ácido (6,9)  desencoraja o crescimento microbiano 
 
 QUADRO CLÍNICO: 
o Caracteriza-se por dor intensa irradiada para a região temporal e mandibular, sensibilidade à palpação e manipulação da orelha, 
prurido, perda auditiva condutiva e plenitude auricular por edema e estenose do CAE devido ao acúmulo de debris e secreções. 
o Ao exame físico, o conduto é eritematoso e com infiltração inflamatória que pode progredir para estenose e presença de coleção 
flegmonosa. 
o Podem ser observadas otorreia purulenta, bolhas, falsas membranas e lesões crostosas. 
o Nos quadros mais avançados, febre e linfonodomegalia pré e pós-auricular, e em região cervical anterior podem estar presentes. 
o A otite externa aguda difusa pode ser dividida em 2 estágios: 
o Estágio Pré-inflamatório: sensação discreta de dor, edema e plenitude da orelha externa; 
o Estágio Inflamatório: dividido em leve, moderado e severo. 
 Leve: prurido, dor progressiva e edema discreto, com luz do CAE patente; 
 Moderado: aumento da dor e edema com luz do CAE parcialmente obliterado por edema e secreção; 
 Severo: é a típica otite externa difusa com dor intensa que piora à mastigação e ao movimento da pele ao redor do 
pavilhão. 
o Dor: 
o O processo da dor começa com uma lesão, que leva estímulos intensos por nociceptores, lesam o tecido e desencadeiam uma 
resposta inflamatória, com liberação de mediadores químicos (substancia P, Bradicinina, NO, prostaglandina, IL-1). 
o Esses mediadores levam a alterações vasculares e imunológicas, e ativam nociceptores (bradicinina), ou reduzem seu limiar de 
excitabilidade (hiperalgesia primária). 
o Via Nociceptiva da dor: 
 Nociceptoresfibras nociceptivas finas (amielinicas C)  gânglios sensorial da raiz dorsal  medula espinhal (corno 
posterior) ou núcleo sensitivo do trigêmeo  formação reticular, ou Córtex, e Tálamo 
 
 DIAGNÓSTICO: 
 
 Os exames de imagem são utilizados para o diagnóstico da osteomielite de base de crânio e avaliação da progressão da doença. 
 • Tomografia Computadorizada (CT): útil no diagnóstico inicial. 
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o Pode demonstrar espessamento de partes moles e velamento da mastóide, envolvimento de articulação temporomandibular, erosão da 
parede anterior do CAE e osteólise do osso temporal até a base do crânio. 
o CT normal não descarta OE maligna. 
 
 • Ressonância Nuclear Magnética (RNM): como a CT, é útil no diagnóstico inicial e sempre complementar àquela. 
o Este exame pode evidenciar comprometimento cerebral principalmente na fase contrastada com gadolíneo. 
o Superior à CT na avaliação de invasão de partes moles e de medula óssea e lesões contra-laterais. 
o Não é um bom método para avaliação da parte óssea. 
o Pode ainda demonstrar alterações de grandes vasos com as técnicas de angiorressonância. 
 
 • Cintilografia com tecnécio 99m (Tc): proporciona informações excelentes a respeito do funcionamento ósseo, mas é ruim para demonstrar 
estrutura do osso. 
o Faz o diagnóstico precoce de osteomielite. 
o Fixa as zonas de atividade osteogênica que correspondem à destruição óssea provocada pela infecção. 
o Positivo por aproximadamente um ano, não sendo um indicador da resolução da doença. 
o É positivo também em áreas onde haja remodelamento ósseo, como em traumas. 
 
 • Cintilografia com Gálio (Ga): Boa sensibilidade e especificidade. 
o Bom indicativo de osteomielite e é o exame de escolha para monitorizar a evolução clínica e respostaà terapêutica, pois o gálio impregna 
os PMN que são as principais células envolvidas na osteomielite e, com a resolução do quadro, o exame vai se negativando. 
o Recentemente cintilografia com leucócitos marcados com Índio-111 demonstrou melhores resultados para detecção de osteomielite do 
que a tomografia ou exame nuclear com gálio/tecnécio e futuramente este novo exame poderá substituí-los na investigação diagnóstica. 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO: 
o Difusa ou Aguda Bacteriana - Processo inflamatório infeccioso da pele e subcutâneo do canal auditivo externo, em seu segmento 
lateral (cartilaginoso), geralmente preservando a porção mais medial ou óssea. 
o Crônica localizada (circunscrita); 
o Crônica. 
o Eczematosa - Consiste em um processo de base alérgica, com reação de hiperssensibilidade da pele do conduto auditivo externo, 
existindo, portanto, um fator constitucional sempre presente que deve ser considerado, e que não pode ser afastado. 
o O quadro é em geral crônico, ou pelo menos recidivante. 
o A alergia pode ser desencadeada por ingestão de alimentos, por medicamentos de uso tópico ou oral, e não raro por 
situações de conflito emocional ou stress 
o Fúngica (otomicose) - Processo inflamatório do conduto por fungos do gênero Candida e Aspergillus. 
o O paciente se queixa de dor e prurido, e na otoscopia encontra-se massas de descamação epiteliais e conglomerados de 
micélios de coloração variável conforme a espécie do fungo (Aspergillus niger, Aspergillus albus, Aspergillus flavus). 
o Necrosante (maligna) – doença agressiva e potencialmente fatal, que acomete sobretudo diabéticos idosos e outros pacientes 
imunocomprometidos. 
 
 OTITE X DIABETES: 
 Na diabetes ocorre imunosupressão, por baixa de imunoglobulinas e leucócitos 
 Além do fato de a glicemia alta levar a uma maior produção de diacilglicerol, e este leva a intensa ativação da proteína C kinase, a 
proteína C quinase ativa alguns fatores de transcrição para a produção de colágeno e fibronectina nos capilares  leva a oclusão 
vascular.. 
 
 OTITE EXTERNA AGUDA: 
o Pode surgir no terço externo do canal auditivo, onde a pele recobre a cartilagem e há numerosos folículos pilosos. 
o S. aureus é o agente mais comum. 
 
 OTITE EXTERNA DIFUSA: 
o O calor, a umidade e a perda do cerume protetor resultam em excesso da umidade e aumento do pH no canal auditivo, o que por sua vez 
acarreta maceração e irritação da pele. 
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OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA [Digite texto] MARCUS N. OTTONI 
o Frequentemente começa com um prurido e evolui para a dor intensa, em geral desencadeada pela manipulação do pavilhão auricular ou 
do trago. 
o Início da dor é geralmente pelo surgimento de eritema e edema do canal auditivo – muitas vezes com um pequeno volume de secreção 
grumosa. 
 
 OTITE EXTERNA CRÔNICA: 
o Causa mais comum: irritação local repertida (drenagem persistente de uma infecção crônica da orelha média, cotonete, etc). 
 
 OTITE EXTERNA MALÍGNA OU NECROSANTE: 
o Acomete, sobretudo, idosos diabéticos e outros pacientes imunocomprometidos. 
o Começa na parte externa do canal auditivo e evolui lentamente durante semanas ou meses. 
o Difícil diferenciá-la de um caso grave de otite externa crônica devido à presença de otorreia purulenta, e de edema e eritema do canal 
auditivo. 
o Otalgia intensa e profunda é freqüente – pode ajudar a distinguir a otite externa crônica da invasiva. 
o Achado típico: tecido de granulação na parede póstero-inferior do canal externo, próximo à junção entre osso e cartilagem. 
o Pode migrar para a base do crânio  osteomielite local ou atingir as meninges e o cérebro. 
 
 
 TRATAMENTO: 
o Cuidados locais: parte mais importante do tratamento. 
o Consiste na limpeza atraumática do canal auditivo externo (CAE) por aspiração e debridamento de restos celulares. 
o Pode-se usar água oxigenada para facilitar a remoção e limpeza de debris e crostas aderidas, com completa secagem do CAE 
posteriormente; 
o Analgesia: antiinflamatórios não-hormonais. 
o Antibioticoterapia: 
o Tópica: preparações oftalmológicas ou otológicas podem ser aplicadas no CAE 3 a 4 vezes ao dia, geralmente por 5 a 7 dias (3 
dias após o término dos sintomas). 
 Estas soluções têm pH ácido, impedindo o crescimento bacteriano, sendo comum a sensação de queimação ao usá-
las. 
 As preparações otológicas são mais ácidas e viscosas que as oftalmológicas o que pode torná-las menos toleráveis e 
pouco penetrantes em CAEs muito edemaciados. 
 Algumas preparações contêm esteróides, que proporcionam uma melhora do edema e dor. 
 
 
 
o Sistêmica: raramente é necessária. Indicada em casos com manifestações gerais, infecções disseminadas ao redor do CAE com 
celulite auricular ou facial, linfadenite cervical ou parotídea, acometimento do pavilhão auditivo, complicações ou otalgia muito 
intensa. 
 Deve-se realizar cultura da secreção para antibioticoterapia específica por pelo menos 10 dias. 
 Empiricamente ou na ausência de culturas, ATB oral de amplo espectro com cobertura para Pseudomonas como 
ciprofloxacina ou para Staphylococcus como cefalexina ou oxacilina deve ser instituído. 
 Em casos graves, antibioticoterapia parenteral pode ser necessária. 
 
Gotas Otológicas – nomes comerciais: 
1. CIPROFLOXACINA: Otociriax, Ciloxan Ótico, Ciloxan, Cipro HC (associado com hidrocortisona) - FLUOROQUINOLONA 
2. CLORANFENICOL: Cloranfenicol Solução Otológica, Otofenicol-D (associado com dexametasona e lidocaína), Adermycon C (associado 
com clorfenesina e lidocaína), Oto-biotic (sulfacetamida, tetracaína, etc.), Otomicina (lidocaína) - 
3. GENTAMICINA: Garasone (betametasona, apresentação colírio) – ANTIBIÓTICO AMINOGLICOSÍDIOS 
4. NEOMICINA: Otosynalar (polimixina B, lidocaína, ácido cítrico, propilenoglicol, fluocinolona), Elotin, Otocort, (fluocinolona, polimixina B, 
etc), Otosporin (polimixina B, hidrocortisona), Otodol (fludocortisona), Otoxilodase (lidocaína, hialuronidase), Panotil (polimixina B, 
fludocortisona, lidocaína). - ANTIBIÓTICO AMINOGLICOSÍDIOS 
5. POLIMIXINA B: Lidosporin (lidocaína) – ANTIMICROBIANO – DESINFETANTE, ANTISSÉPTICOS E ESTERILIZANTES. 
6. TIROTRICINA: Oturga (ácido salicílico, ácido bórico, etc) – ANTIBIÓTICO TÓPICO 
 
Drogas antiestafilocóccicas como as cefalosporinas de 1ª geração (cefalexina) ou as penicilinas com este espectro. 
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Calor local e antiinflamatórios não-hormonais (AINH) podem ser usados para analgesia. 
 
 ANTIBIÓTICOS AMINOGLICOSÍDIOS: 
o Grupo de antibióticos bactericidas originalmente obtidos de várias espécies de Streptomyces. 
o Utilizados amplamente contra bactérias Gram-negativas (bacteremia e na sepse). 
o Neomicina e canamicina limitam-se ao uso tópico ou oral. 
 - FARMACOCINÉTICA: 
o Pouco absorvidos pelo trato gastrointestinal intacto – praticamente toda a dose oral é excretada nas fezes após sua 
administração. 
o Pode ocorrer absorção da droga no caso de ulcerações. 
o Intramuscular  bem absorvidos – obtém-se concentração sanguínea dentro de 30-90 minutos. 
o Apresentam atividade bactericida que depende da concentração  concentrações crescentes do fármaco matam uma 
proporção crescente de bactérias, numa taxa mais rápida. 
o Efeito pós antibiótico – atividade antibacteriana persiste além do período de tempo durante o qual o fármaco é mensurável. 
o Efeito pode estender-se por várias horas. 
o Toxicidade depende tanto do tempo quanto de sua concentração. 
 - FARMACODINÂMICA: 
o Inibidores irreversíveis da síntese protéica. 
o Inicial – consiste na difusão passiva por canais de porina através da membrana externa. 
o A droga é ativamente transportada através da membrana celular para o citoplasma porum processo que depende de oxigênio. 
o Gradiente transmembranoso fornece a energia necessária para esse processo (acoplado a uma bomba de prótons). 
o Condições anaeróbias e pH extracelular baixo inibem o transporte dos aminoglicosídios ao reduzir o gradiente. 
o Pode ser intensificado por ações na parede celular – vancomicina ou penicilina (sinergismo). 
o Após penetrar na célula  liga-se às proteínas ribossômicas especificas da subunidade 30S. 
o Inibe a síntese protéica: 
o Interferindo no complexo de iniciação da formação de peptídeos. 
o Induzindo uma leitura equivocada do RNAm, ocasionando a incorporação de aminoácidos incorretos no peptídeo  
produção de proteína não-funcional ou tóxica. 
o Causando ruptura dos polissomos em monossomos não funcionais. 
 FLUOROQUINOLONA: 
 Análogos fluorados sintéticos do ácido nalidíxico. 
 Ativas contra uma variedade de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. 
 - FARMACOCINÉTICA 
 Administração oral – bem absorvidas (biodisponibilidade de 80-95%) e distribuem-se amplamente nos líquidos corporais e 
tecidos. 
 Meia-vida sérica é de 3 horas (norfloxacina e ciprofloxacina), de 10 horas (perfloxacina e fleroxacina) ou mais de 10 horas 
(esparfloxacina). 
 A absorção oral é afetada por cátions divalentes, incluindo aqueles presentes nos antiácidos. 
 Concentrações de composto ativo na próstata, neutrófilos e macrófagos ultrapassam as concentrações séricas. 
 - FARMACODINÂMICA: 
 Bloqueiam a síntese de DNA bacteriano ao inibir a topoisomerase II (DNA girase) e a topoisomerase IV das bactérias. 
 A inibição da DNA girase impede o relaxamento do DNA superespiralado positivo, que é necessário para a transcrição e 
replicação normais. 
 A inibição da topoisomerase IV interfere provavelmente na separação do DNA cromossômico nas células filhas respectivas 
durante a divisão celular. 
 
 
OTORRÉIA: 
 Otorreia pode ser definida como a saída anormal de secreção pelo ouvido externo. 
 Por ser a queixa principal de inúmeros distúrbios, esta alteração pode representar um desafio diagnóstico de bom tamanho. 
 Pode ser seroso, serosanguíneo ou purulento. 
 As causas podem se origina do canal auditivo, da orelha média ou do crânio. 
o Certas causas tendem a se manifestar agudamente devido à severidade de seus sintomas ou condições associadas. 
o Outras, normalmente, são mais indolentes, curso crônico, mas, às vezes, se manifestam agudamente. 
o Causas mais comuns: 
 Otite média aguda com perfuração. 
 Otite média crônica (com perfuração do tímpano, colesteatoma - tumoração benigna, similar a um cisto, 
esbranquiçado, geralmente infectado, que pode crescer no ouvido médio, ou ambos). 
 Otite Externa. 
 Sintomas Associados: 
o Otalgia. 
o Febre. 
o Prurido. 
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o Vertigem/Tontura. 
o Perda da audição. 
o Zumbido no ouvido 
 
 PRODUÇÃO DE CERA: 
 O canal auditivo contém uma variedade de estruturas especializadas que atuam em conjunto para produzir o cerume. 
 Principalmente secretados pelas glândulas ceruminosas - cerca de 1.000 a 2.000 glândulas apócrinas tubulares e retorcidas 
estruturalmente semelhantes a glândulas sudoríparas apócrinas das axilas. 
 Essas glândulas produzem peptídeos, onde a abertura das glândulas sebáceas no folículo piloso do canal secretam ácidos 
graxos de cadeia longa saturados e insaturados, escaleno e colesterol. 
 
 
BAROTRAUMA: 
 A causa mais comum da BM é a alteração da pressão atmosférica durante a descida de vôos comerciais associada à inabilidade do 
passageiro em equilibrar a pressão na orelha média (OM) com a pressão atmosférica. 
 Durante a descida, a diferença de pressão entre a OM e a pressão ambiental deve ser equalizada para prevenir barotrauma. 
 Para uns, este equilíbrio pode ser facilmente conseguido por meio da deglutição, movimentos da mandíbula e bocejos. 
 Já para outros é necessário realizar a manobra de Valsalva várias vezes na descida e mesmo assim muitos passageiros não obtêm 
resultado. 
 A barotite é provocada pela manutenção de pressão negativa na OM durante e após o pouso de aviões. 
 O aumento da pressão negativa na OM é resultado do aumento da pressão na cabine durante a descida e da inabilidade do passageiro 
equilibrar a pressão na orelha média (OM) com a pressão atmosférica. 
 
Prevenção: 
 Manobra de Valsalva – pressionar-se o ar expirado na nasofaringe, elevando-se o palato e mantendo-se os lábios fechados e igualmente 
o nariz, este com manobra digital. Será repetida tantas vezes quantas sejam necessárias. 
 Manobra de Frenzel – mais segura, mas mais difícil de ser ensinada e executada. Fecha-se voluntariamente a glote e contrai-se, de boca 
e nariz fechados, a musculatura do assoalho da boca e constritores superiores da faringe. 
 
Regeneração da membrana timpânica: 
 A eficiência na regeneração das membranas timpânicas perfuradas ocorre principalmente devido ao processo intenso de 
revascularização da membrana timpânica remanescente. 
 O fator de crescimento epitelial (FCE) e uma citocina capaz de modular a proliferação e quimiotaxia de células epiteliais, endoteliais, 
fibroblastos e queratinócitos. 
 Receptores específicos para o FCE foram detectados na MT de animais e de humanos. 
 Estudos experimentais e ensaios clínicos investigaram a eficácia do FCE em promover a cicatrização de perfurações de MT. 
 Alguns observaram diferença estatisticamente significante entre os grupos controle e de estudo, enquanto outros não. 
 
 
DISACUSIA: 
INDICADORES DE RISCO PARA A DEFICIÊNCIA AUDITIVA 
 NEONATOS (até 28 dias de vida) 
1. Permanência em unidade de terapia neonatal por mais de 48 horas. 
2. Peso ao nascimento inferior a 1500 g. 
3. Sinais ou síndromes associados à deficiência auditiva condutiva ou neurossensorial. 
4. Antecedentes familiares de perda auditiva neurossensorial. 
5. Malformações crânio faciais (anomalias de canal auditivo e pavilhão auricular) 
6. Infecções congênitas: rubéola, sífilis, citomegalovírus, herpes e toxoplasmose. 
7. Meningite bacteriana. 
8. Medicação ototóxica (aminoglicosídeos, agentes quimioterápicos) por mais de 5 dias. 
9. Hiperbilirrubinemia. 
10. Ventilação mecânica por período mínimo de 5 dias. 
LACTENTES (29 dias a 2 anos) 
1. Todos os anteriores. 
2. Suspeita dos familiares de atraso de desenvolvimento de fala, linguagem e audição. 
3. Traumatismo craniano. 
4. Otite média recorrente ou persistente por mais de 3 meses. 
5. Distúrbios neurodegenerativos ou neuropatias sensoriomotoras. 
 
 A audição é essencial para a aquisição da linguagem oral, uma vez que é pela interação com o outro que já detém linguagem, que a 
criança consegue entender seu universo, compreender seus semelhantes, desenvolver e organizar pensamentos e sentimentos e adquirir 
conhecimento. 
 Do ponto de vista intelectual, a audição é o órgão mais importante. 
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 No final do sexto mês gestacional, o aparelho auditivo está completamente formado e funcionando adequadamente, o que vem confirmar 
a sua importância para o desenvolvimento neuropsicomotor da criança. 
 Para o seu desenvolvimento é de suma importância a maturação da via auditiva, que depende da qualidade "comunicativa e auditiva" a 
que a criança está exposta. 
 O componente neural irá se desenvolver a partir das experiências vividas pela criança, pois é nesse período (até aproximadamente dois 
anos) que se dá a plasticidade auditiva. 
 
 DISACUSIA NEUROSSENSORIAL: 
o Surdez Sensorial ou de Percepção – elementos sensoriais da cóclea (células ciliadas) estão lesados e incapacitados de estimular o 
nervo auditivo. 
o Surdex Neural – o nervo está acometido, de modo que não consegue conduzir os impulsos transmitidospelas células ciliadas para o 
sistema nervoso central. 
o Surdez de Tronco Cerebral – os impulsos nervosos auditivos direcionados para o córtex cerebral são bloqueador no tronco cerebral. 
Encontrada no Kernicterus (deposição de bilirrubina no SNC). 
o Surdez Central – SNC é incapaz de realizar interpretações cognitivas dos impulsos elétricos recebidos a partir de um mecanismo 
periférico intacto. 
 
 DISACUSIA CONGÊNITA NÃO GENÉTICA: 
o Rubéola Materna – primeiro trimestre de gestação; degeneração do labirinto membranoso, particularmente o labirinto coclear. Pode estar 
associada à catarata congênita, retardo mental e malformações cardíacas. 
o Herpes – associa-se a disacusia neurossensorial à presença de herpes vulvar (contaminado via líquido amniótico). 
o Icterícia (Kernicterus) – lesão coclear é mínima ou nula; acredita-se que a via auditiva esteja comprometida no tronco cerebral. 
Disacusia pode permanecer para sons agudos. 
o Cretinismo – carência de iodo acarreta uma tireoideopatia associada à disacusia tipo mista (condutiva + neurossensorial). 
o Parto Prematuro, Hipóxia Perinatal e Trabalho de Parto Prolongado – o local de instalação supõe-se que seja central. Observado 
disacusia simétrica bilateral, mais severa nas frequências agudas. 
o Ototóxicos – uso de drogas ototóxicas 
 
 DISACUSIA CONGÊNITA GENÉTICA: 
 Prevenção é a única forma de se reduzir a incidência (casamentos consangüíneos). Hipoacusia representa 1/3 das disacusias genéticas. 
o Disacusia Pura: 
o Aplasia de Michel – ausência total do ouvido interno. Ouvido externo e médio podem estar normais. 
o Aplasia de Mondini – Herança autossômica dominante. 
 Desenvolvimento anormal da cóclea, estando apenas a espira basal desenvolvida. 
 Cóclea apresenta somente 1 volta e meia. 
 Estruturas vestibulares também podem estar hipodesenvolvidas. 
 Observa-se considerável dilatação dos ducto e saco endolinfáticos. 
 Não é sempre bilateral, entretanto pode-se observar algum grau de malformação do outro ouvido. 
o Aplasia de Sheibe – autossômico recessivo. Mais comum das disacusias congênitas genéticas. Labirinto ósseo normal, mas 
sáculo e ducto coclear estão representado por células indiferenciadas (audição residual nas frequências baixas). 
o Aplasia de Alexandre – aplasia do ducto perilinfático. Órgão de Corti e as células ganglionares adjacentes da espira basal da 
cóclea são mais afetadas. Condições de ouvir nas baixas frequências. 
o Anomalias cromossômicas 
o Disacusia associadas a outras anomalias 
 
 DISACUSIA TARDIA 
 DISACUSIA TARDIA DE ORIGEM GENÉTICA 
 DISACUSIA TARDIA DE ORIGEM NÃO GENÉTICA 
o Causas infecciosas 
o Ototoxicidade (antibióticos aminoglicosídeos, etc) 
o Trauma acústico 
o Fístula perilinfática 
o Surdez súbita. 
o Presbiacusia 
o Surdez Autoimune 
 
Diagnóstico: 
 Exame clínico. 
 Tomografia computadorizada. 
 
Tratamento: 
 Adaptação de Aparelho de Amplificação Sonora: 
o Prótese auditiva. 
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o As recomendações devem incluir ganho máximo, saturação do nível de pressão sonora e as características das frequências de 
respostas. 
o Requer especial testagem, avaliação e orientação. 
 Implante coclear: 
o Equipamento que transforma a energia sonora em corrente elétrica, que é transmitida ao nervo auditivo e daí ao córtex cerebral 
para análise e compreensão da mensagem. 
 
 
AGRESSÕES AOS OLHOS: 
 A gravidade da lesão ocular depende da concentração do agente agressor, da duração da exposição do globo ocular ao agente, do pH da 
solução e da velocidade de penetração da droga. 
 As lesões por álcali têm como agentes mais freqüentes: amônia (NH3) soda cáustica (NaOH), cal (Ca(OH)2) e hidróxido de potássio 
(KOH). 
 Os álcalis são comumente mais destrutivos quando comparados aos ácidos, caracterizando-se pela rapidez com que penetram no olho 
induzindo a alterações teciduais. 
 O ânion hidróxido (OH-) saponifica os ácidos gordurosos das membranas celulares, com resultante rotura e morte celular, e o cátion é 
responsável pela penetração do álcali específico. 
 Cátions reagem com os grupos carboxílicos (COOH-) do colágeno estromal e dos glicosaminoglicanos e a hidratação destes, resulta em 
perda de transparência do estroma corneano. 
 A hidratação das fibrilas colágenas provoca o espessamento e encurtamento destas, o que distorce o trabeculado escleral, predispondo à 
liberação de prostaglandinas que acabam por aumentar a pressão intraocular imediatamente após a queimadura química. 
 Quando há contato de compostos alcalinos em quantidade suficiente na superfície ocular, em 3 a 5 minutos encontra-se a substância 
alcalina no humor aquoso, ocorrendo, portanto, comprometimento não somente da superfície ocular, mas também do estroma, endotélio 
corneano e estruturas intra-oculares como íris, cristalino, trabeculado e corpo ciliar. 
 Os tecidos sãos, adjacentes à lesão, determinam uma inflamação reacional e uma quimiotaxia para leucócitos polimorfonucleares, 
causando a liberação de enzimas lisossomiais marcadas (colagenose), que tem atividade colagenolítica podendo levar a complicações 
corneanas graves como ulceração e perfuração corneana. 
 Saturação de receptores  diminui ou inibe resposta do receptor. 
 
 
GLAUCOMA: 
 Caracterizado pela pressão intraocular elevada associada à perda do campo visual e aumento da escavação da papila óptica. 
 Tipos: primário, congênito ou secundário. 
 PRIMÄRIO: Glaucoma de Ângulo Aberto, Glaucoma de Ângulo Fechado Agudo, Subagudo e Crônico. 
 SECUNDÁRIO: Glaucoma Pigmentar, Síndrome de Esfoliação, Glaucoma Secundário às Alterações do Cristalino e a Alterações no Trato 
Uveal, etc. 
 
GLAUCOMA PRIMÁRIO: 
 GLAUCOMA DE ÂNGULO ABERTO PRIMÁRIO: 
 Forma mais comum de glaucoma. 
 Idade: 40 - 70 anos. 
 Geralmente mais comum e agressiva em negros. 
 Processo degenerativo na rede trabecular, incluindo depósito de material extracelular dentro da rede e sob o endotélio do canal de 
Schlemm  redução da drenagem do aquoso que conduz à elevação da pressão intraocular. 
 Glaucoma juvenil – associado a mutações em um gene no dromossomo 1. 
o Células da rede trabecular produzem uma proteína extracelular – TIGR (trabecular meshwork inducible glucocorticoid 
response). 
 Elevação da pressão intraocular precede alterações da papila óptica e do campo visual por meses ou anos. 
 Diagnóstico: 
o Estabelecido quando as alterações glaucomatosas do campo e da papila óptica são associadas à pressão intraocular elevada. 
o Nenhuma outra razão para a elevação da pressão intraocular. 
o Tonometria repetida é necessária para o estabelecimento de um diagnóstico precoce. 
 
Avaliação da Papila Óptica: 
 Papila óptica normal tem uma depressão central (escavação fisiológica) – tamanho depende do volume das fibras que formam o 
nervo óptico e relativo ao tamanho da abertura escleral. 
 Atrofia óptica glaucomatosa produz alterações específicas da papila, caracterizada principalmente pela perda de substância da 
papila  alargamento da escavação da papila óptica. 
 Pode ocorre o alargamento concêntrico da escavação óptica, ou escavação preferencialmente superior ou inferior, com entalhe 
focal da borda da papila. 
 
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Exame do Campo Visual: 
 Perda não é específica – consiste em um defeito do feixe fibroso que pode ser visto em formas de doenças do nervo óptico. 
 Características da doença: padrão de perda do campo visual, natureza de sua progressão e correlação com as alterações 
da papila ótpica. 
 A perda do campo envolve principalmente os 30 graus centrais do campo. 
 Área de Bjerrum (15 graus da fixação) – Escotoma de Seidel  Escotoma arqueado encima e embaixo do ponto cego,presente 
com o glaucoma, é um escotoma semilunar próximo do ponto de fixação. – Sinônimo: Escotoma Para Central. 
 Perda do campo visual periférico começa na periferia nasal (constrição isópteras). 
 
 
 
 
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 Tratamento: 
o Desenvolve-se em três etapas: Clínico, laser e cirúrgico. 
o O tratamento é inicialmente clínico, à base de colírios (alguns que diminuem a produção do humor aquoso, e outros que 
promovem aumento da sua drenagem) e diuréticos orais (em caráter excepcional). 
 Supressão da Produção do Aquoso: Tópicos de bloqueio beta-adrenérgicos. 
 Facilitação da Drenagem do Aquoso: agentes parassimpaticomiméticos (ação na rede trabecular  
músculo ciliar). 
o Se o controle adequado do Glaucoma não é obtido com o tratamento clínico, há indicação de tratamento com laser de 
argônio (trabeculoplastia). 
 Iridectomia e Iridotomia Periférica. 
 Trabeculoplastia a Laser. 
 O laser é um coadjuvante e não um substituto do tratamento clínico, que é mantido, pelo menos em parte, na 
maioria dos olhos. 
 Ainda assim é uma boa opção: inúmeros olhos, que hoje beneficiam-se da trabeculoplastia a laser, antes 
caminhavam inexoravelmente para a cirurgia que, sabidamente, envolve mais riscos. 
o Cirurgia Filtrante do Glaucoma. 
 Canal para escoamento do humor aquoso (trabeculectomia). 
 
 
 
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 GLAUCOMA PRIMÁRIO DE ÂNGULO FECHADO: 
 Desenvolve-se uma íris bombé suficiente para causar oclusão do ângulo da câmara anterior pela íris periférica. 
 Bloqueia o fluxo do aquoso e aumenta a pressão intraocular mais rapidamente  dor intensa, vermelhidão e visão turva. 
 Pupila está meio dilatada, com bloqueio pupila associado – normalmente à noite quando o nível de iluminação está reduzido. 
 A habilidade do humor aquoso de passar entre a íris e o cristalino em seu caminho para a câmara anterior diminui, causando 
aumento da pressão de fluído atrás da íris, estreitando ainda mais o ângulo. 
 Se a pressão se torna suficientemente alta, a íris é empurrada contra a malha trabecular, bloqueando a drenagem do aquoso. 
 BLOQUEIO PUPILAR: 
o Humor aquoso é restrito na passagem da câmara posterior para a câmara anterior  cria uma pressão diferencial para 
empurrar a íris periférica para diante . 
 TÍPICAMENTE, O GLAUCOMA ÂNGULO FECHADO OCORRE em olhos com segmentos anteriores pequenos . 
 Sinais e Sintomas: 
o Aparecimento repentino de um grave turvamento, seguido de dor muito intensa, halos, náuseas e vômito. 
o Aumento acentuado da pressão intraocular. 
o Câmara anterior rasa. 
o Córnea embaçada. 
o Pupila moderadamente dilatada. 
o Hiperemia ciliar. 
 Tratamento: 
o Emergência oftálmica. 
o Redução da pressão intraocular – acetalzamida oral e intravenosa (completados com agentes hiperosmóticos e beta-
blqueadores tópicos). 
o Uma vez controlada a pressão intraocular  Iridectomia periférica – forma uma conexão permanente entre as 
câmaras posterior e anterior  prevenção de recidiva da íris bombé. 
 Realizada com laser neodímio: YAG. 
o Caso não seja bem sucedida  cirurgia. 
o Iridotomia a laser profilática deve ser realizada no olho contralateral. 
 
 
 
GLAUCOMA CONGÊNITO: 
 Raro. 
 Pode ser: (1) glaucoma congênito primário – anormalidade no desenvolvimento estão restritas ao ângulo da câmara anterior, (2) 
anomalias no desenvolvimento do segmento anterior (síndrome de Axenfeld, anomalia de Peter e síndrome de Rieger) – 
desenvolvimento da íris e córnea são também anormais, e (3) variedade de outras condições. 
 Sinais e Sintomas: 
o 50% - ao nascimento. 
o 70% - no primeiros 6 meses. 
o 80% - final do primeiro ano. 
o Mais comum: Epífora - perda ou alteração da drenagem normal das lágrimas pelas vias lacrimais, geralmente em 
consequência de um processo inflamatórios ou obstrutivo. 
o Fotofobia e decréscimo de brilho da córnea. 
o Aumento da pressão intraocular. 
o Escavação glaucomatosa da papila óptica. 
o Aumento do diâmetro corneano. 
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o Edema epitelial, ruptura da membrana de Descemet e aumento da profundidade da câmara anterior. 
o Edema e opacidade da córnea. 
 
GLAUCOMA SECUNDÁRIO: 
 Aumento da pressão intraocular como manifestação de alguma outra enfermidade. 
 Difícil de classificar. 
 Controle da pressão intraocular por métodos clínicos e cirúrgicos, mas também o tratamento da doença primária. 
 
 
RETINOPATIA DIABÉTICA: 
Mecanismo de formação: 
 A fisiopatologia das alterações microvasculares do tecido retiniano está relacionada à hiperglicemia crônica, que leva a alterações 
circulatórias como a perda do tônus vascular, alteração do fluxo sangüíneo, aumento da permeabilidade vascular e conseqüentemente 
extravasamentos e edemas e, por fim, obstrução vascular que leva à neovascularização, com vasos frágeis que se rompem, levando a 
hemorragias e descolamento da retina. 
 
1) GLICAÇÃO NÃO-ENZIMÁTICA DE PROTEÍNAS INTRA E EXTRACELULARES: 
 Processo universal de ligação de glicose a proteínas que é dependente do nível de glicose. 
 Pode ocorrer tanto dentro quanto fora da célula. 
 A entrada de glicose se faz independentemente da insulina – nervo, glomérulo, cristalino e retina. 
 A ligação glicose-proteína dá origem aos produtos iniciais e avançados (AGEs – advanced glycated end-products) da glicação não-
enzimática. 
o Na presença de hiperglicemia a glicose pode ser incorporada à proteína, sendo os resíduos lisina e valina os sítios primários, 
numa reação não enzimática. 
o As proteínas assim glicadas têm sua estrutura alterada bem como distúrbios de suas funções. 
 Esses produtos iniciais da glicação não enzimática podem ter papel patogênico por aumentarem a captação da fração LDL do colesterol, 
favorecendo a aterosclerose. 
 Podem favorecer a auto-oxidação das proteínas glicadas  geração de radicais livres e lesão tecidual. 
 A ligação glicose-proteína pode ocorrer de forma irreversível formando os AGEs, e acontecer em proteínas-chave na transcrição de 
genes e sinalização intracelular. 
 Os “AGES” ligam-se a seus receptores nos tecidos causando danos. 
 No endotélio a presença dos “AGES” causa ativação de macrófagos, liberação do TNF-α, citocinas e fatores de crescimento com 
espessamento de parede, diminuição de óxido nítrico (NO) com menor resposta vasodilatadora, aumento da permeabilidade. 
 Esses produtos podem estimular a síntese de matriz extracelular, a produção de espécies reativas de oxigênio e a ativação de eventos 
inflamatórios por meio do fator de transcrição nuclear Kappa B (NF-ĸB) na retina. 
 O colágeno glicado é mais insolúvel e mais resistente à digestão pela colagenase, podendo contribuir para o espessamento da 
membrana basal capilar. 
 A glicação da parede da hemácia favorece a hemólise e diminui sua capacidade de se deformar e, portanto, seu transporte de oxigênio 
aos tecidos. 
 A glicação da mielina contribui para a diminuição da condução nervosa. 
 A glicação da parede dos leucócitos pode causar diminuição das funções dos granulócitos: quimiotaxia – diapedese – fagocitose – 
atividade bactericida e dos linfócitos T e B. 
 A glicação do fator de von Willebrand contribui para a aumentada agregação plaquetária observada no diabético mal 
 controlado. 
 Ainda, as proteínas glicadas podem se tornar antigênicas desencadeando a formação de anticorpos e reação inflamatória. 
 
2) ATIVAÇÃO DA VIA DO POLIOL: 
 Ocorre a partir da metabolização da glicose a sorbitol, a partir da enzima aldose redutase. 
 A aldose redutase está presente na retina, papilas renais, cristalino,células de Schwann e aorta. 
 Em condições normais, pequena porcentagem da glicose é metabolizada por essa via. 
 O sorbitol é oxidado a frutose pela enzima sorbitol desidrogenase. 
 Essa via participa dos efeitos deletérios da hiperglicemia nos tecidos. 
 O sorbitol tem dificuldade de atravessar a membrana celular e se acumula dentro da célula. 
 Leva à lesão vascular por efeito osmótico, altera o balanço de redução (redox state) dos nucleotídeos piridínicos por aumentar a 
razão NADH/NAD+. 
 Ocorre a depleção de mioinositol no meio intracelular. 
 Essa redução aumenta o diacilglicerol  estimula a atividade da proteína quinase C. 
 Ocorre o espessamento da membrana basal dos capilares retinianos (altera a função celular e/ou a difusão de oxigênio e reduz o contato 
entre os pericitos e a célula endotelial, contribuindo para as alterações vasculares dos diabéticos), perda de pericitos e formação de 
microaneurismas (lesões intrarretinianas de 10 a 100 micra, de cor avermelhada quando ocorre concomitantemente à hemorragia 
retiniana, ou esbraquiçada quando está acompanhada por espessamento da retina). 
 A diminuição da velocidade de condução nervosa seguida por degeneração da mielina da fibra nervosa. 
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3) AUMENTO DA ATIVIDADE DA PROTEÍNA QUINASE C: 
 São ativadas por um 2º mensageiro lipídico – diacilglicerol (DAG). 
 A estimulação primária é feita por meio da síntese de novo do DAG, ativando a proteína quinase C (PKC) nessas células. 
 A ativação da PKC tem sido implicada em diversos processos para a lesão da reina no diabético – inclui: 
o Regulação da permeabilidade vascular por estímulo do VEGF (vascular endothelial growth factor), 
o Regulação do fluxo sanguíneo. 
o Regulação de fatores de crescimento como o TGF-β (transforming groth factor-beta). 
o Síntese de matriz extracelular. 
 Causa alterações no fluxo retiniano. 
 O GLUT 1 é superexpresso em condições de altas concentrações extra-celulares de glicose e hipóxia, e o aumento do fluxo glicolítico 
resulta em aumento da síntese de novo de DAG. 
 A hiperglicemia, elevando DAG de diferentes formas, preferencialmente ativa uma ou mais isoenzimas PKC em diferentes tecidos, por 
exemplo, PKC- b II no coração e aorta (15), PKC- α PKC- βII e PKC- e na retina (16), PKC- α , β I e δ nas células glomerulares. 
 É interessante observar que a ativação da PKC- β II é a resposta dominante nos tecidos macrovasculares, o que inclui tecido muscular 
liso e células endoteliais da retina, enquanto que a PKC- β I é predominantemente superexpressa nas células glomerulares em resposta 
à hiperglicemia. 
 A ativação da PKC regula uma série de funções vasculares, tais como permeabilidade vascular, contratilidade, proliferação celular, 
síntese de matriz extracelular e transdução de sinais para várias citocinas e hormônios. 
 
 
Quadro Clínico: 
 Redução moderada da visão, resultando em envolvimento macular. 
 Pode causar perda irreversível da visão. 
 
Tipos: 
1) RETINOPATIA NÃO-PROLIFERATIVA: 
 Precede formação de neovasos na retina ou no disco óptico. 
 Oferece ameaça para a visão se houver comprometimento macular. 
 Lesões características: 
o Microaneurismas. 
o Exsudatos duros - depósitos amarelados do extravasamento do plasma , especialmente lipoproteínas. 
o Hemorragias intrarretinianas são típicas da fase não-proliferativa da retinopatia (superficiais, em chama-de-vela, ou 
profundas, em forma de pontos). 
o Exsudatos algodonosos – aparecem como elevações localizadas e esbranquiçadas da retina na camada de fibras do 
nervo. 
 Representam acúmulo intracelular de material axoplasmático na margem do infarto microvascular da retina. 
 Aparecem como áreas hipofluorescentes de não-perfusão capilar. 
o Malformações vasculares intrarretinianas. 
 “Ensalsichamento Vascular” – dilatação localizada de uma veia (isquemia retiniana). 
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2) RETINOPATIA PROLIFERATIVA: 
 Caracterizada pela presença de neovasos em retina ou no disco, tecido fibrovascular sobre os vasos retinianos ou sobre o disco 
óptico. 
 Comprometimento visual ocorre quando existe hemorragia pré retiniana ou vítrea, ou mesmo descolamento tracional da retina. 
 Isquemia progressiva da retina  formação de novos vasos delicados (vazam proteínas séricas profusamente). 
 Neovascularização: 
o Frequentemente localizada na superfície da papila. 
o Proliferam na superfície do vítreo  tornam-se elevados uma vez que o vítreo começa a se contrair  afastam-se da 
retina. 
o Hemorragia no vítreo pode causar perda da visão. 
 
 
 
TRACOMA: 
 O tracoma é uma afecção inflamatória crônica da conjuntiva e da córnea, uma ceratoconjuntivite crônica recidivante que em 
decorrência das infecções repetidas pode levar a cicatrizes na conjuntiva palpebral. 
 Em casos mais graves evoluem para seqüelas, provocando lesões corneanas importantes, podendo produzir cegueira. 
 Agente etiológico 
 O agente etiológico do tracoma é a Chlamydia trachomatis, uma bactéria de aproximadamente 200 a 300 milimicra, GRAM (-), de vida 
obrigatoriamente intracelular. 
 Apresenta um tropismo pelas células epiteliais, onde se instala e se multiplica, formando inclusões citoplasmáticas. 
 
 
VESTIBULOPATIAS: 
 Vestibulopatia: designação genérica para os distúrbios do equilíbrio corporal sediados no sistema vestibular periférico ou central. 
 Labirintopatia: afecção determinada por comprometimento da orelha interna. 
 
 
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 Vestibulopatia Central: 
o Comprometimento direto- afecção no tronco e hemisférios cerebrais 
o Comprometimento indireto- afecção outras estruturas do SNC por mecanismos de compressão ou isquêmico 
 Vestibulopatia Periférica: 
o 75 a 90% dos casos 
o Qualquer lesão do sistema vestibular periférico (bloco labiríntico e/ou nervo vestibular) 
o Mais frequente em indivíduos com menos de 50 anos 
o Causam sintomas por descargas assimétricas entre os dois labirintos para o SNC 
o Melhor prognóstico que as centrais 
o Tontura pode ser rotatória (vertigem), em desequilíbrio, propulsão ou queda 
o Fatores desencadeantes 
o Fatores de melhora ou piora 
o Periodicidade (constante, episódica, paroxística) 
o Tempo duração 
o Sintomas neurovegetativos 
o Sintomas auditivos: zumbido, flutuação auditiva, sensação de plenitude auricular 
o Diagnóstico: 
 Exame otológico completo 
 Ausência de nistagmo espontâneo 
 Prova de Romberg e Fukuda-Utemberg 
 Estudo da coordenação (index-nariz, index-joelho e diadococinesia) 
 Audiometria tonal 
 Prova calórica (vectoeletronistagmografia) 
 Exames laboratoriais (hemograma, TSH e T4 livre, glicemia de jejum, curva glico-insulinêmica de 3 horas, colesterol 
total e frações, triglicerídeos) 
 
 
ANATOMIA RADIOLÓGICA 
ORELHA: 
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA: 
 Um dos métodos de exame mais confiáveis e seguros disponíveis atualmente. 
 É rápida, simples e totalmente indolor. 
 A TC utiliza um aparelho de raios X que gira a sua volta, fazendo radiografias transversais de seu corpo. 
 Estas radiografias são então convertidas por um computador nos chamados cortes tomográficos. 
 Isto quer dizer que a TC constrói imagens internas das estruturas do corpo e dos órgãos através de cortes transversais, de uma série de 
seções fatiadas que são posteriormente montadas pelo computador para formar um quadro completo. 
 Portanto, com a TC o interior do corpo pode ser retratado com precisão e confiança para ser depois examinado. 
 Paciente deita-se numa confortável mesa de exame que, muito lenta e suavemente, vai passando através de uma aberturana unidade de 
TC. 
 Ao mesmo tempo, o anel de raios X no interior do Tomógrafo vai girando à volta da mesa de exame, tomando fotos altamente detalhadas 
que podem posteriormente ser exibidas em imagens de três dimensões. 
 Deste modo, a TC pode cobrir extensas seções do corpo num só exame. 
 Normalmente, uma ou duas áreas de um órgão são examinadas, como, por exemplo, o pulmão e a região abdominal, a cabeça e o 
pescoço etc. 
 Os parâmetros adquiridos através das medições podem ser traduzidos em fotografias. 
 Estas são imagens transversais de planos extremamente finos do interior de seu corpo. 
 Portanto, em muitos casos, mesmo o mais minúsculo processo patológico pode ser identificado. 
 
 
 Dilatação do aqueduto vestibular em tomografia computadorizada de mastóides em corte coronal 
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 Dilatação do aqueduto vestibular em tomografia computadorizada de mastóides em corte axial 
 
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: 
 É um dos mais significativos avanços do século no que diz respeito a diagnósticos médicos por imagem. 
 Permite imagens em duas ou três dimensões, de qualquer parte do corpo. 
 Sob efeito de um potente campo magnético, prótons do corpo humano são sensibilizados de maneira uniforme, principalmente os 
presentes nos átomos de Hidrogênio (a água perfaz 69% do volume corporal). 
 Em seguida um campo magnético oscilatório (rádio frequência) é emitido, obedecendo o ritmo desses prótons (em ressonância com 
esses) que, uma vez cessado, "devolve" a energia absorvida nesse processo, permitindo a formação da imagem através da 
decodofocação de sinais por computadores. 
 As imagens produzidas são de alta resolução. 
 Além de não irradiar o paciente, pois não utiliza o Raio X, método disponível e mais difundido até há pouco, a Ressonância Magnética na 
medicina contemporânea, tornou-se um dos métodos mais estudados nos grandes centro médicos mundiais. 
 Não causa qualquer desconforto ao paciente, sendo necessário apenas que se permaneça imóvel durante o exame. 
 Não apresenta contra indicações, exceto a portadores de marca-passos cardíacos e materiais metálicos (clips metálicos e outros) que 
possam sofrer indução eletromagnética. 
 
 
 
 
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 Ressonância magnética de ouvido interno, demonstrando dilatação do saco endolinfático com área focal 
 hipointensa central e hipersinal na seqüência FSEIR, sugerindo sangramento. 
 
CINTILOGRAFIA: 
 Procedimento que permite assinalar num tecido ou órgão interno a presença de um radiofármaco e acompanhar seu percurso graças à 
emissão de radiações gama que fazem aparecer na tela uma série de pontos brilhantes (cintilação). 
 
 
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ / CEGUEIRA 
Aposentadoria por invalidez 
 A aposentadoria por invalidez, uma vez cumprida, quando for o caso, a carência exigida, será devida ao segurado que, estando ou não 
em gozo de auxílio-doença, for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a 
subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto permanecer nesta condição. 
 A concessão de aposentadoria por invalidez dependerá da verificação mediante exame médico pericial a cargo da Previdência Social, 
podendo o segurado, às suas expensas, fazer-se acompanhar de médico de sua confiança. 
 Concluindo a perícia médica inicial pela existência de incapacidade total e definitiva para o trabalho, a aposentadoria por invalidez será 
devida ao segurado empregado, a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade, ou a partir da entrada do requerimento, se 
entre o afastamento e a entrada do requerimento decorrerem mais de trinta dias. 
 Durante os primeiros quinze dias de afastamento da atividade por motivo de invalidez, caberá à empresa pagar ao segurado empregado 
o salário. 
 O aposentado por invalidez que retornar voluntariamente à atividade terá sua aposentadoria automaticamente cancelada, a partir da data 
do retorno. 
 
Cegueira ou amaurose é um estado patológico no qual a acuidade visual de ambos os olhos é igual a zero, sem percepção luminosa, após 
esgotados os recursos de correção óptica. 
 
 São equivalentes à cegueira e como tal considerados: 
o Os casos de perda parcial de visão, nos limites previstos nestas Normas, não susceptíveis de correção óptica nem capazes de 
serem beneficiados por tratamento médico-cirúrgico; 
o Os casos de redução muito acentuada e irreversível do campo visual (visão tubular), igual ou inferior a 20º, comprovados por 
campimetria, e que motivem dificuldade de locomoção e de orientação espacial do indivíduo, exigindo a ajuda de terceiros. 
 
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OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA [Digite texto] MARCUS N. OTTONI 
Abundante literatura médica consensual é no sentido de que a cegueira legal é definida pelos seguintes critérios: 
 A delimitação do grupamento de deficientes visuais, cegos e portadores de visão subnormal, se dá por duas escalas oftalmológicas: 
acuidade visual, aquilo que se enxerga a determinada distância e campo visual, a amplitude da área alcançada pela visão. 
 Falamos em 'cegueira parcial' (também dita legal ou profissional). Nessa categoria estão os indivíduos apenas capazes de contar dedos a 
curta distância e os que só percebem vultos. 
 Caracteriza-se como portador de visão subnormal aquele que possui acuidade visual de 6/60 e 18/60 (escala métrica) e/ou um campo 
visual entre 20º e 50º.

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