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Resumo Comunismo

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Comunismo
O comunismo é um sistema de crenças, contrárias ao capitalismo. De fato, é a negação do conceito de propriedade privada do capital.
Características do Comunismo
Do ponto de vista histórico, o comunismo seria o ápice de uma longa evolução da humanidade. Assim, os regimes predecessores, em especial, o capitalismo e o socialismo, seriam responsáveis pelo aumento da produtividade.
Sendo assim, ele permitiria um tipo de ordenação social, política e econômica. De tal modo, seriam sistematicamente abolidas as desigualdade responsáveis pela gênese dos problemas sociais, como a violência e a miséria.
O termo “comunismo” é formado pela palavra latina “comunis” (comum), mais o sufixo de origem grega "ismo" que designa esse sistema de ideias ou crenças.
Em termos mais recentes, o comunismo pode ser considerado como aetapa final do socialismo.
O pensamento socialista postula que o comunismo aconteceria no momento em que o Estado fosse extinto. Assim, surgiria uma sociedade na qual as riquezas fossem igualmente divididas entre todos aqueles que contribuíram com sua força produtiva.
Também é comum encontrarmos o termo para referir-se aoBolchevismo, na Rússia, onde foi implantado pela primeira vez o comunismo moderno, na forma socialista de governo.
Desse prisma, numa primeira fase, ou seja, o socialismo, a propriedade privada seria estatizada e o Estado gerido por um Partido político.
Numa segunda fase, o Estado seria abolido e o poder entregue ao povo. Não haveriam mais governos estatais ou países e não haveria divisão de classes (o que nunca ocorreu de fato).
Na prática, seria uma sociedade em que os meios de produção (fábricas, fazendas, minas, etc.) não seriam mais privados, mas sim públicos, num mundo sem a presença do Estado.
Podemos então afirmar que o comunismo é uma doutrina ou ideologia que tem o objetivo de restabelecer o que se chama "estado natural".
Isso seria possível a partir da criação de uma sociedade sem classes sociais. Ela seria baseada num modo de produção em que a sociedade se libertaria da alienação do trabalho.
Contudo, por desfiar as elites, pois deseja o seu fim, o comunismo enfrenta obstáculos levantados pela classe dominante em todos os momentos em que surgira.
Portanto, seria o último ponto culminante da luta de classes e da luta da classe proletária contra a burguesia.
Por outro lado, esta situação seria possível graças ao aumento da produtividade do trabalho humano, possibilitado pela tecnologia.
A distribuição não mais seria desigual, o que permitiria o bem-estar geral, num contexto de plena liberdade e abundância.
Outro aspecto a se notar, é o fato de, no capitalismo, o trabalho ser livremente comercializado como mercadoria.
Na sociedade comunista, o mesmo não mais seria um aspecto negativo e alienante. Significaria a afirmação do prazer, pois trabalharíamos cada vez menos, eliminando assim os abusos do capitalismo, do liberalismo econômico e do legado do imperialismo e do nacionalismo.
Por fim, vale destacar que o comunismo moderno identifica-se com os partidos comunistas. Eles se embasam, principalmente, nomarxismo, no marxismo-leninismo, no maoísmo marxista, ambas estas, doutrinas destinada à igualdade entre a maioria.
O Comunismo na História
O “comunismo puro”, busca uma sociedade sem classes, sem Estado e livre de opressão, para que as decisões sobre o que produzir e como produzir sejam democraticamente tomadas.
Contudo, o marxismo não foi, como se pensa, a origem do comunismo. Ele remonta a Antiguidade (sociedades tribais viviam e ainda vivem em comunismo) e Idade Média, com o Comunismo Cristão ou comunismo-religioso e anarco-comunismo.
A primeira definição clara para o comunismo foi dada por Platão(427 a.C.- 347 a.C.), em seu texto “A República”, no qual descreve um Estado em que as pessoas compartilhariam todos os seus bens, esposas e filhos.
Portanto, um governo sem propriedade privada e famílias. Assim, a união sexual seria temporária e, por sua vez, a criação dos filhos seria de responsabilidade do Estado.
Séculos depois, o comunismo irá florescer na cristandade. Primeiro, com a Igreja Primitiva (livro de Atos dos Apóstolos da Bíblia).
Posteriormente, com as heresias medievais, nas quais se criticavam as desigualdades de seu tempo, inclusive, defendendo a queda da nobreza mediante a revolta camponesa.
No século XVI, com a ascensão da burguesia mercantil, outras críticas surgiram em relação os valores medievais. Como exemplo, podemos citar a obra “Utopia”, do filósofo britânico Thomas Morus (1478-1535).
Seitas puritanas da América do Norte nos séculos XVII e XVIII irão implantar modelos comunistas de governo.
Contudo, essa ideia ganha corpo com as críticas a propriedade privada do Iluminismo, durante o século XVIII, com pensadores como Jean Jacques Rousseau (1712-1778) na França.
Nesse ínterim, o cooperativismo comunista surge, se bem que de modo tímido, em comunidades como a Nova Harmonia (1825), de Charles Fourier.
Contudo, será com Karl Heinrich Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), os fundadores do "socialismo científico", que teremos as configurações modernas do comunismo.
As experiências comunistas mais relevantes, como o Leninismo(Rússia) e o Maoismo (China) são baseadas no marxismo, especialmente nas obras “O Capital”.
É proposto a tomada de poder pelos proletários, bem como a adoção de uma economia de forma planejada para acabar com as desigualdades sociais.
Já na obra "O Manifesto do Partido Comunista", fica evidente a sucessão de lutas entre as classes trabalhadoras e as classes exploradoras.
Exemplos de experiências comunistas levadas a cabo são a formação da União Soviética e da República Popular da China. Elas representam a conquista revolucionária armada do poder político.
Além das formas de comunismo impostas pela União Soviética, no final da Segunda Guerra Mundial, quando surge então o bloco soviético.

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