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QUAIS SÃO OS QUATRO PRINCIPAIS CONTROLES DE CONSTITUCIONALIDADE

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Trab alh o d e Dir eito Cons titucion al
Profe ssor: Marce l o Mendonça
Al uno: Roberto Carval ho de Sou sa Ne to
Turma: 5º - B
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D EFINA OS Q UATR O PR IN CI PAIS CON TR OL ES D E
CON STI T UCI ON A LID ADE N O BR ASI L
N o Bras il o co ntro le de co ns tit uc io na lidade é e xerc ido por todos os poderes
cons t it dos, q ue m o de ver de ze lar pe lo resp e ito à C onstit uiç ão.
Cont role pre ve ntivo é aq ue le q ue ocorre a ntes de uma vio l ão da Cons t it uição.
O seu ob jet ivo é p re ve nir a lesão à CF. E le pode se r e xerc ido pe los Três Poderes. O
Le gis la t ivo rea liza o co ntro le a tra vé s das C â mara s de Co ns t it uição e J ustiça (C CJ), q ue é
uma co missão per ma ne nte obr igator ia me nte e xiste nte e m todas as c asas le gis lativas e te m
por fina lida de a na lisa r se um p roje to de le i é co ns t it uc io na l o u não. O Congr esso Nac io na l,
bica me ra l, te m, na C â mara, a C o mis são de J us t iça e Redaç ão e, no Se nado, a Co missão de
Jus t iç a e C idada nia. Mas, se pa ssar pe lo Le gis lativo, o E xec ut ivo rea liza o co ntro le at ra vés
do ve to do c he fe do Poder, q ue é po lít ico ( vet a por ser o pro jeto co ntr ár io ao inter esse
b lico) o u j ur íd ico (po r ser o proje to contrá r io à CF), confo r me o art igo 66, pará gr a fo 1º,
da C F. Ainda, e xcepc io na lme nte, o Poder J ud ic iár io pode rea liza r o contro le pre ve nt ivo,
não por ação de inco nst it uc io na lidade, ma s, excepc io na lme nte, por ma ndado de se gura nça
impet rado po r pa r la me nta r da respe ctiva cas a, par a q ue o pro jeto de le i o u p ropost a de
e me nda seq uer seja pos ta e m vo tação, por vio lação do devido proce sso le gis la tivo
cons t it uc io na l (a rt igo 59 e se guin te s da CF). Essa for ma de co ntro le pre ve nt ivo fe ito pe lo
Poder J ud ic iá r io é de for ma co ncreta e d ifusa, já q ue visa a u ma s ituação co ncr eta
envo lve ndo o par la me ntar e, co nfo r me a c asa pa r la me nta r e m q ue se dá, va i pa ra o STF ,
STJ o u Tr ib una l de J ust iça. Ta mbé m, s e gundo o ar t igo 60, pa gra fo 4º, da C F, não pode
ha ve r seq uer proje to de le i te nde nt e a a ltera r o u s up r imir c lá us ula trea. N esse caso, o
par la me ntar pode impetrar ma ndado de se gura nça para imped ir a votação do proje to. N o
enta nto, se a inda as s im for t ra ns fo r mado o proje to e m le i, p oderá e ste ser a lvo de ação
direta de inco ns t it uc io na lidade, o u seja, o fato de s e t er o co nt ro le pre ve nt ivo pe lo Poder
Jud ic iá r io não impede q ue este faça pos ter ior me nte o co ntro le repre ss ivo.
Cont role re pre ss ivo é aq ue le q ue ocor re depo is da lesão à C onst it uiç ão, te ndo
por fina lidade a s ua repar ão. Ele pode ser fe ito pe lo Pode r Le gis lat ivo , Exec ut ivo e
Jud ic iá r io, se ndo q ue q ue m te m a função pre c íp ua de rea li - lo é o Poder J ud ic r io. O
Le gis la t ivo o fa z no a rt. 49, inc iso V, da CF , qua ndo o decr eto do E xec ut ivo e xorb ita a
exec uç ão da le i fe ita pe lo Le gis lat ivo; fa z um Dec reto Le gis lat ivo, s us ta ndo os e fe itos do
decreto e xec ut ivo, já q ue este te m pod er fisca lis za tór io. Ta m m, qua ndo o P oder
Exec ut ivo e xtrapo la os li mit es dados pe la Le i De le gad a para e labor ar a no r ma, o Poder
Le gis la t ivo pode e xped ir Decre to Le gis lat ivo, s usta ndo a par te da le i de le gada q ue
exorb ito u os lim ite s da de le gação. P or fim, co nfo r me o ar t igo 62 da C F, que tra ta das
med idas pro visór ias, o Congresso as co ntro la ao ver if icar se se us p ress upos tos
cons t it uc io na is (r e le vâ nc ia e ur gê nc ia) não fora m obser vado s ou q ua ndo e n te nde q ue e la
trata de ma tér ia ved ada pe la CF no art. 62, pará gra fo 1º, inc isos I a IV e, nos do is casos, o
contro le é fe ito atra vés da não reje ição da MP. P or fim, se gundo a s úmula 347 do STF O

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Tr ib una l de C ontas, no exe rc íc io de sua s atr ib uições, pode a prec iar a co nst it uc io na lidade
das le is e dos a tos do poder p úb lico. Ma s co mo e le não te m poder coerc it ivo, depo is de
aprec ia r e ne gar a nor ma, i e ve nt ua lme nte j ulgar irr e gular as co nt as decor r e nte s da le i e
re met ê- la s ao M inis r io P úb lico pa ra propo r a ação j ud ic ia l de inco nstit uc io na lidade e de
improb idade ad minis trativa. O E xec ut ivo rea liza o contro le rep ress ivo da mes ma fo r ma
que o J ud ic iár io ( me nos o S TF), já q ue, ass im co mo os de ma is Pode res, e le te m o de ve r de
respe itar a C o nstit uição. Nesse se nt ido, o c he fe do Pode r Exec ut ivo e, não os de ma is
age ntes, pode ne ga r cumpr ime nto a uma le i q ue ente nda ser inco ns t it uc io na l. Para que não
ha ja inte r ve nção feder a l o u cr ime de respo nsab ilidad e pe lo c he fe do exec ut ivo, é prec iso
que e le p ub lic idade e mo t ivão ao at o at ra vés de decre to. Essa rec usa pode ocor rer
enq ua nto a p res unção de co nst ituc io na lidade for ape na s re lativa, o u seja, e nq ua nto o STF
não d ec la rar da co ns t it uc io na lidade da nor ma co m e fe ito vinc ula nte, po is depo is da s ua
dec laração, o c he fe do e xec ut ivo e os me mbros do j ud ic iár io não pode m rec usar ap licação
à nor ma.
O cont ro le dif us o é cara cter izado po r pe r mit ir q ue todo e q ua lq ue r j uiz o u
tr ib una l pos sa r ea lizar no caso co ncre to a a ná lise sobre a co mpatib ilidade da no r ma
infraco nstit uc io na l co m a Const ituição Federa l. N est a for ma de contro le, d isc ut e - se o caso
conc reto, de ve ha ver uma s ituação o nde o inte ressado p ost ula a pre stação j ur isd ic io na l para
escapar da inc idê nc ia da no r ma. O s e fe itos dessa dec isão oper a m- se ape na s e nt re a s par tes,
e m face d isto é co nhec ida co mo via de exc eção, porq ue excepc io na o inte ressado do
co mporta me nto d a re gra.
Ressa lta- se q ue, nes te co nte xto, o Supr e mo Tr ib una l F edera l pode ser o ór gão
julgador do debate de inco nstit uc io na lid ade por via de e xc ão, co ntudo a par te intere ssada
deve fa ze r por inte r méd io da co mpetê nc ia or iginár ia. O S TF ao decid ir a maté r ia pode
reco nhecer a inco ns t it uc io na lidad e o u não do te ma apre se ntado. C aso seja co ns id erada
inco nstituc io na l a no r ma não será re t irada da orde m j ur íd ica, porq ua nto d iz respe ito
so me nte e ntre a s par tes q ue apr ese nta ra m o co nfl ito.
De re gra o S up re mo Tr ib una l Federa l ao dec id ir o caso co nc reto e m sede de
Rec urso Ext raord inár io, se depara co m a q ue stão de inco nst it uc io na lidade de ma ne ira
inc ide nta l. Fr ise- se, s ua dec is ão gera e fe itos inte r par tes e ex t unc. O e fe ito erga om nes
so me nte é adq uir ido após co municação ao Se nado Feder a l. Es te, co m fund a me nto no a rt.
52, X, da CF /88, s uspe nde a e xec ução, no todo o u e m par te, da le i dec larada
inco nstituc io na l. S e m a par t ic ipaçã o do Senado F eder a l não há co mo a mp liar os e fe itos da
dec io no co ntr o le d ifuso, e m sede de rec urso e xtraord inár io. Em s uma, a fo r ma tação
or iginá r ia do co ntro le por via de de fes a te m os co nto r nos be m de lineados.
O Cont ro le Conce nt ra do ta m m pode ser co ns iderado co mo o contro le por via
pr inc ipa l, q ue é fe ito por me io de a ções. É import a nte des taca r q ue é um mode lo baseado
no a us tr íaco q ue fo i s uger ido po r K e lse n. A a ção d ire ta de inc o nst ituc io na lidade, a ação
dec lara tór ia de cons t it uc io na lidade e a ar guição de desc ump r ime nto de prece ito

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funda me nt a l s ão os me ios pe los q ua is o co nt ro le co nce ntrado de co nst it uc io na lidade é
fe ito.
A inda a C onst it uição Federa l c r io u o utros do is meca nis mo s no q ue d iz respe ito ao
contro le da o mis são, o Ma ndado de I nj unç ão e a ação d ire ta de inco ns tit uc io na lidade por
omissão. O objeto do contro le o os atos de conte údo nor mat ivo que pode m se r ta nto
vinc ulados po r le i co mo por o utro instrume nto, mas não cabe ao co ntro le co nce ntrado a
cha mada le i de e fe ito co nc reto, porq ue não te m ca ra cter ís t icas própr ias de nor ma, por
tra zer e m e m se u e nunc iado o res ultado e spec ífico q ue e las a lme ja m.
O S upre mo Tr ib una l Federa l já ma nife sto u no se nt ido de que a le i es tad ua l q ue
a lter a o limit e de de ter minado munic íp io te m ca ráte r nor mativo e é pass íve l d e co nt ro le
pe la a ação d iret a de inco nst it uc io na lidade. N este se nt ido é corre to a fir ma r que não cabe a
ação d ire ta de inco nstit uc io na lidade, no toca nte às nor mas infraco nst it uc io na is q ue já
existia m a ntes da Co nst it uição Federa l de 1988, po is nesse ca so não há a ná lise de
cons t it uc io na lidade, mas de recepção.