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Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Transformadores Relatório 2: Ensaio em vazio de um transformador trifásico Uberlândia, 2 de Maio. 1º semestre 2008 Objetivo Os objetivos desta prática são: Determinar as perdas no núcleo por histerese e Foucault (perdas no ferro); Determinar a corrente em vazio I0; Determinar a relação de transformação de placa (K) e a relação do número de espiras (Kn); Determinar os parâmetros do ramo magnetizante. Introdução Com o transformador operando em vazio a corrente no secundário é nula, e a corrente no primário é muito pequena, quase desprezível, podendo-se desconsiderar as quedas de tensões em cima da resistência do enrolamento, sobrando assim apenas a impedância. Essa impedância não pode se medida e sim calculada, sendo que a tensão a ser aplicada deve ser a tensão nominal. As normas da ABNT sugerem que o ensaio a vazio seja realizado pelo lado de baixa tensão (BT) por segurança e também para facilitar, visto que deve ser aplicada a tensão nominal, logo uma tensão mais baixa é mais fácil de ser conseguida. A corrente adotada no ensaio vazio e sempre a média das três correntes que circula no transformador trifásico sendo que a corrente que circula no meio e sempre a menor. Os cálculos podem ser feitos por fase, independentemente da ligação do transformador. Os principais parâmetros a serem calculados são: Impedância do ramo magnetizante: ; Fator de potência a vazio: ; Componente de perdas no ferro da corrente a vazio: ; Componente de magnetização da corrente a vazio: ; Resistência equivalente de perdas no ferro do ramo paralelo: ; Reatância de magnetização do ramo paralelo: . Fig.1. Circuito equivalente da impedância do ramo magnetizante série e paralela. As perdas medidas durante o ensaio a vazio, representadas por Rmp (resistência do ramo magnetizante em paralelo) ou Rms (resistência do ramo magnetizando em série), estão concentradas na sua totalidade, no ferro do núcleo do transformador. A primeira parcela, produzida pelas correntes de Foucault, são devidas à circulação das correntes de mesmo nome que surgem no núcleo. O valor desta parcela é dado por: em que Kf é uma constante que depende do volume e da qualidade do ferro, B é a indução máxima do fluxo no núcleo, e a espessura das lâminas e f a freqüência. A segunda parcela, perda por histerese, é devida à fricção molecular produzida pela tendência ao alinhamento das moléculas, em função das rápidas alternâncias da corrente alternada. Quanto mais fechado for o ciclo de histerese do material do núcleo, menores serão estas perdas, que podem ser dadas por onde Kh é uma constante que depende do volume e da qualidade do ferro, B é a indução máxima do fluxo no núcleo e f a freqüência. Parte experimental Material utilizado 1 transformador trifásico; 3 amperímetros com escala apropriada; 1 voltímetro com escala apropriada; 2 wattímetros com escala apropriada; 1 varivolt trifásico. Procedimentos Procedimento Fig. 2. Esquema de montagem. De acordo com o esquema da Fig. 2, o transformador foi ligado, operando durante todo o experimento a vazio; Aplicou-se tensão nominal aos enrolamentos da baixa tensão, efetuando as medições abaixo: V1n (V) I01 (A) I02 (A) I03 (A) W1 (W) W2 (W) W0 (W) 220 1,52 1,45 2,15 270 240 30 Aplicou-se uma tensão reduzida ao enrolamento de alta tensão a fim de obter-se a relação de transformação do transformador: V-AT(V) V-BT(V) 200/220 111/122 Logo a relação de transformação é 1:2. Com os valores obtidos calculou-se a corrente de magnetização I0 (na linha e na fase), a potência perdida à vazio por fase e a tensão de alimentação na fase, obedecendo a conexão do enrolamento de baixa tensão: BT(V) I0 – linha(A) I0 – fase(A) W0 – fase(W) V1 – fase(V) 220 1,71 0,99 10 220 I0 – linha: . I0 – fase: . W0 – fase: . V1 – fase = V1 – linha = 220V. Com os dados obtidos calculou-se os parâmetros do ramo magnetizante – por fase – para as representações série e paralela do circuito equivalente, o faotr de potência a vazio e as correntes I0p e I0q: Cosφ0 I0p(mA) Ioq(A) Zm(Ω) Rms(Ω) Xms(Ω) Rmp(KΩ) Xmp(KΩ) 0,046 45 0,99 222,22 10,22 221,99 4,94 4,89 Fator de potência a vazio: Corrente I0p: Corrente I0q: Impedância de magnetização: Resistência do ramo magnetizante série: Impedância do ramo magnetizante série: Resistência do ramo magnetizante paralelo: Reatância do ramo magnetizante paralelo: Questões Por que uma das correntes obtidas não apresenta o mesmo valor das outras duas? Isso ocorre devido às irregularidades naturais da montagem do núcleo, e no caso de transformadores de núcleo envolvido à diferente extensão do caminho do circuito magnético da coluna do meio (menor) em relação às colunas externas (maior caminho), o que faz com que a corrente dessa fase seja sempre menor que as outras duas. Por que o ensaio em vazio deve ser realizado alimentando-se o enrolamento de baixa tensão? As normas da ABNT sugerem que o ensaio a vazio seja realizado pelo lado de baixa tensão (BT) por segurança e também para facilitar, visto que deve ser aplicada a tensão nominal, logo uma tensão mais baixa é mais fácil de ser conseguida. Com base nos dados do teste em vazio e na sua capacidade de julgar os resultados o que é melhor para o sistema de energia elétrica equipado com muitos trafos: trafos operando sempre com muita folga (superdimensionados) ou transformadores operando no limite de sua capacidade? Para sistemas equipados com muitos transformadores é melhor que eles operem no limite de sua capacidade, caso contrário, haveria muitas perdas. Conclusão O ensaio em vazio de transformadores é de suma importância pois permitem avaliar a situação do equipamento, analisando as perdas no núcleo magnético e determinando valores que não podem ser medidos, apenas calculados como a impedância de magnetização. Logo, aprender como realizar o ensaio é garantir que caso seja necessário, os alunos podem no futuro operar equipamentos como os transformadores, e operarem medições, e realizar cálculos requeridos. � EMBED Equation.3 ��� � EMBED Equation.3 ��� � EMBED Equation.3 ��� � EMBED Equation.3 ��� � EMBED Equation.3 ��� � EMBED Equation.3 ��� � EMBED Equation.3 ��� � EMBED Equation.3 ��� �PAGE � �PAGE �4� _1271179371.unknown _1271183063.unknown _1271183356.unknown _1271183873.unknown _1271184442.unknown _1271184655.unknown _1271184166.unknown _1271183667.unknown _1271183141.unknown _1271182305.unknown _1271182455.unknown _1271181856.unknown _1271178890.unknown _1271179007.unknown _1271179216.unknown _1271178949.unknown _1271178747.unknown _1271178829.unknown _1271178694.unknown