FMU 8º FAMÍLIA E SUCESSÕES-Caderno
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FMU 8º FAMÍLIA E SUCESSÕES-Caderno


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FAMÍLIA E SUCESSÕES
Professor João Batista Vilhena
Bibliografia
Rolf Magadaleno \u2013 Saraiva
Maria Berenice Dias \u2013 RT
Silvio de Salvo Venosa \u2013 
LEITURA \u2013 Acórdãos do STJ que admite o casamento homoafetivo
RESP 1204425-MG
RESP 1183378-RS \u2013 Relator: Luis Felipe Salomão
CASAMENTO
Art. 1.511. O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges. 
Direitos iguais entre homens e mulheres, em consonância com a CF.
Art. 1.512. O casamento é civil e gratuita a sua celebração.
Como o estado é laico o casamento é civil (não religioso).
Art. 1.513. É defeso a qualquer pessoa, de direito público ou privado, interferir na comunhão de vida instituída pela família.
É proibido ao Estado (ou qualquer pessoa) intervir no convívio familiar. Porém o Estado ainda pode interferir de maneira indireta e às vezes de forma direta (quanto às leis que proíbem castigo físico).
Art. 1.514. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados.
É uma réplica do que diz a CF. O termo utilizado para o casamento é Homem e Mulher, mas o STF mudou o entendimento. Quando se lê Homem e Mulher a interpretação não deve ser restritiva mas sim enunciativa, exemplificativa.
Art. 1.515. O casamento religioso, que atender às exigências da lei para a validade do casamento civil, equipara-se a este, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração.
Art. 1.516. O registro do casamento religioso submete-se aos mesmos requisitos exigidos para o casamento civil.
O ato religioso pode ser aceito pelo Estado, porém deve-se fazer todos os trâmites de habilitação.
O casamento é um ato jurídico. Chama-se ato pois é realizado conforme os ditames da lei, imposto pela lei. Diferente do negócio jurídico onde se pode estipular o que se quer.
Caso concreto: Um casal decide divorciar. Apresentam uma certidão e esta foi averbada e enviada para o cartório responsável, porém não havia assentamento no cartório (livro e suas folhas). O juiz pediu a oitiva de testemunhas (justificação) para que se pudesse comprovar o rito do casamento. Comprovado, o juiz constata uma falha administrativa e pede um registro a um ato posteriormente acontecido (e já averbado o divórcio).
Art. 1.517. O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar, exigindo-se autorização de ambos os pais, ou de seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade civil.
Parágrafo único. Se houver divergência entre os pais, aplica-se o disposto no parágrafo único do art. 1.631.
Art. 1.631 - Parágrafo único. Divergindo os pais quanto ao exercício do poder familiar, é assegurado a qualquer deles recorrer ao juiz para solução do desacordo.
Quando os pais forem em desacordo com a vontade do casamento tem que haver uma motivação, bem como a do Juiz que analisar o caso.
Art. 1.520. Excepcionalmente, será permitido o casamento de quem ainda não alcançou a idade núbil (art. 1517), para evitar imposição ou cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez.
Há duas hipóteses em que essa idade mínima pode não ser verificada:
Em caso de gravidez
Em caso de um estupro
Art. 1.521. Não podem casar:
I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;
II - os afins em linha reta;
III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;
IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive;
V - o adotado com o filho do adotante;
VI - as pessoas casadas;
VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.
17/08/17
ESPONSAIS
A expressão vem do Direito Romano \u201cesponse\u201d (compromisso)
Os Esponsais (noivos ou namorados) tem a sua relação cuidada não pelo direito de família mas sim pelo direito comum. Quando estes, nesta situação, gera uma expectativa e/ou contraem bens com promessa de casamento, pelo princípio da boa fé, o rompimento poderá causar indenizações
Ler: Recurso agravo em Resp \u2013 664171 \u2013 RJ
O suprimento da autorização dos pais ou de idade nubel o regime OBRIGATÓRIO é o de separação universal de bens.
Art. 1.641. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento:
I - das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento;
II \u2013 da pessoa maior de 70 (setenta) anos; (Redação dada pela Lei nº 12.344, de 2010)
III - de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial.
ALTERAÇÃO DE REGIME
Art. 1.639, § 2o É admissível alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros.
E Para aqueles do art. 1641???
Quanto àqueles que têm o suprimento judicial há duas correntes:
1 \u2013 não pode ocorrer a mudança do regime
2 \u2013 Passado determinado tempo, pode ser feita a alteração.
Art. 734 \u2013 CPC \u2013 Trata do procedimento de alteração do regime de bens.
Quanto aos maiores de 70 anos, a lei continua imperativa.
Há um projeto de lei (PLS 470/2013) trata do Estatuto das Famílias. É uma iniciativa de tirar a matéria de família e sucessões do direito civil comum e trazer a um universo específico.
Ler: Resp 821807 \u2013 PR \u2013 Nanci Andrigui
HABILITAÇÃO PARA O CASAMENTO \u2013 1525 ao 1532
É procedimento prévio ao casamento realizado para cada um dos nubentes (um para o noivo e outro para a noiva).
Então, enviada a documentação necessária acontece a publicação (Proclamas) para que alguém da sociedade apresente algum motivo para que não ocorra o casamento.
Passado o período determinado para apresentação da contrarrazão, ocorre a habilitação para o casamento e esta certidão de Habilitação tem a validade de 90 dias e o casamento poderá ser realizado em qualquer lugar (outro cartório, na igreja, etc).
SUSPENSÃO DA CELEBRAÇÃO DO CASAMENTO
Art. 1.538. A celebração do casamento será imediatamente suspensa se algum dos contraentes:
I - recusar a solene afirmação da sua vontade;
II - declarar que esta não é livre e espontânea;
III - manifestar-se arrependido.
Parágrafo único. O nubente que, por algum dos fatos mencionados neste artigo, der causa à suspensão do ato, não será admitido a retratar-se no mesmo dia.
DISPENSA DA HABILITAÇÃO AO CASAMENTO
Art. 1.539. No caso de moléstia grave de um dos nubentes, o presidente do ato irá celebrá-lo onde se encontrar o impedido, sendo urgente, ainda que à noite, perante duas testemunhas que saibam ler e escrever.
	Casamento Nuncupativo
Art. 1.540. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida, não obtendo a presença da autoridade à qual incumba presidir o ato, nem a de seu substituto, poderá o casamento ser celebrado na presença de seis testemunhas, que com os nubentes não tenham parentesco em linha reta, ou, na colateral, até segundo grau.
O regime de bens adotado é o legal (separação parcial), pois não houve pacto antenupcial.
Ler: Resp 1330023 \u2013 RN
Suprimento de assentamento - Art. 109 e seguintes da lei de Registros públicos (6015/73)
Pode ocorrer caso em que uma pessoa celebre o casamento não sendo habilitada pelo cartório. Deverá ser feita a regularização.
Bigamia \u2013 quando um dos cônjuges não regularizou sua situação (não se divorciou), a outra em situação regular que agiu de boa fé tem direito a todos os bons resultados que desta união advém, ainda que este casamento é NULO.
INVALIDADE
Art. 1.548. É nulo o casamento contraído:
I - (Revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015)   (Vigência)
II - por infringência de impedimento. \u2013 Art. 1521.
Os impedimentos geram NULIDADE ABSOLUTA do casamento!
ANULABILIDADE
O casamento anulável pode ser convalidado, diferente do Nulo, que nunca pode ter essa qualidade.
Art. 1.550. É anulável o casamento: 
I - de quem não completou a idade mínima para casar;
II - do