Contabilidade Internacional Material de Apoio
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Contabilidade Internacional Material de Apoio


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NORMAS INTERNACIONAIS
(Material de Apoio)
2017.2
	Capítulo 1
	1.1
	A importância da contabilidade internacional para o mercado globalizado
	2
	1.2
	O objetivo da conversão de demonstrações contábeis
	3
	1.3
	Contabilidade em moeda estrangeira e conversão de demonstrações contábeis
	5
	1.4
	Definição de conversão e paridade entre moedas
	6
	1.5
	Padronização, Harmonização, Uniformidade e Convergência de normas contábeis
	6
	
	Exercícios
	7
	Capítulo 2
	2.1
	Princípios contábeis geralmente aceitos no Brasil e internacionais
	11
	2.2
	Os organismos internacionais responsáveis pelas normas contábeis: aspectos introdutórios
	12
	2.2.1
	Orgãos reguladores: USA
	13
	2.2.2
	Orgãos reguladores: os organismos internacionais responsáveis pela harmonização contábil
	14
	2.2.3
	A harmonização da contabilidade nos moldes do IRFS no mundo
	17
	2.3
	Orgãos reguladores: Brasil
	18
	2.4
	Tipos de moedas
	22
	2.5
	Taxas de conversão
	23
	Capítulo 3
	3.1
	Método Monetário e Não Monetário
	25
	3.2
	Ganhos e perdas na conversão \u2013 TGL: Translation Gain or Loss
	28
	3.3
	Exemplo de conversão Método Monetário e Não Monetário
	29
	
	Exercícios
	30
	Capítulo 4
	4.1
	Método do Câmbio de Fechamento
	41
	4.2
	Exemplo de conversão pelo Método do Câmbio de Fechamento
	41
	
	
	
	Capítulo 5
	5.1
	Método Temporal
	46
	Capítulo 6
	6.1
	Emprétimos e financiamentos em moeda estrangeira
	47
	6.2
	Diferença entre variação cambial e variação monetária
	48
	
	Exercícios
	48
	Capítulo 7
	7.1
	Lei Sarbanes-Oxley
	51
	
	Exercícios
	52
Capítulo 1:
1.1. A importância da contabilidade internacional para o mercado globalizado
Nos últimos tempos, o mundo e a sua economia vivenciou e continua vivenciando um processo de mudança irreversível, denominado \u201cglobalização\u201d. Essa transformação tem sido tão grande e se mostra tão relevante, que provocou alterações em diversos segmentos da sociedade mundial, tal como empregabilidade, educação, esportes, divisão de renda, e desta forma, redefinindo completamente o conceito de propriedade e riqueza, provocando desta forma a alteração do ranking de prosperidade que existia anteriormente.
A tentativa de integração dos países membros dos blocos econômicos, hoje existentes no mundo, a exemplo do Mercado Comum do Sul - MERCOSUL e União Européia - UE, bem como a expectativa de criação da ALCA, pode ser vista e entendida do ponto de vista econômico como a ampliação da atuação das empresas e dos mercados onde estas atuam, e conseqüentemente a necessidade de bem informar os usuários nacionais e internacionais da informação contábil.
O ambiente internacional vem se alterando em diversos aspectos e se tornando mais competitivo e exigente. As organizações em resposta às novas exigências ambientais e de certificação, estão passando por mudanças profundas em sua cultura, em seus processos e muitas vezes em sua forma de atuação, provocando assim mudanças nas economias nacionais e nelas próprias em especial. Nesse contexto, o movimento de mudanças, o processo de gestão empresarial e própria Contabilidade passam por novos desafios e os seus responsáveis passam a trabalhar com novos modelos de decisão, tomando a Contabilidade como base principal das ferramentas de gestão empresarial.
Há que se ressaltar também o grande impacto gerado pelos escândalos contábeis envolvendo fraudes em empresas de grande influência no mercado de capitais como a Enron, a Xerox e a empresa de auditoria Arthur Andersen, fazendo com que os legisladores e órgãos normativos passassem a estabelecer mudanças na evidenciação contábil, bem como no grau de exigência de transparência na postura dos dirigentes.
A expansão das fronteiras internacionais levou a necessidade da prática de uma nova linguagem, tanto idiomática (representada por expressões como disclusore, cash-flow, controller) como a distinta desta, que é a linguagem das moedas entre os diversos países. 
Como conseqüência das disparidades que as economias (sobretudo as inflacionárias) podem gerar nestes relatórios, são apresentados aspectos relativos à busca pelos diversos órgãos normativos para uma melhor prática contábil que atenda as necessidades da empresa bem como os princípios que orientam estas práticas, que, ao longo do tempo, fizeram com que a contabilidade venha buscando formas de melhor espelhar o verdadeiro valor patrimonial das empresas. 
Na época de alta inflação algumas regras práticas eram sugeridas aos consumidores de modo a não permitir que a moeda perdesse tanto o seu valor. Assim sendo recomendava-se não manter dinheiro em espécie, a não ser para coisas indispensáveis como o cafezinho, a condução ou alguns trocados para gorjetas. Analogamente às empresas buscavam formas de minimizar os efeitos nocivos da inflação em seus resultados.
Economias com alta inflação geram o inconveniente de não ter um padrão de preços e sua conseqüente incomparabilidade de valores. Devido a volatilidade dos preços praticados, não há memória prática para avaliar a relatividade entre os valores dos diversos bens negociados. Na época de alta inflação no Brasil, para se analisar valores ao longo do tempo recorria-se a índices econômicos que representassem alguma forma de comparabilidade. 
De forma análoga, outra face da moeda que precisa ser analisada é quando se fala, na área de negócios, da apresentação de relatórios financeiros de empresas para o exterior. Nestes casos, têm-se unidades monetárias distintas, com taxas de correção cambial não necessariamente dependentes o que leva a necessidade de um instrumento que seja o reflexo mais fiel dos negócios na outra moeda e que atenue as disfunções características que possam aparecer entre estas.
1.2. O objetivo da conversão de demonstrações contábeis 
Os profissionais contadores, administradores, das entidades de classes e órgãos reguladores nacionais e internacionais, têm procurado encontrar soluções e paliativos para eliminar os efeitos que a inflação acarreta para as demonstrações financeiras.
Do ponto de vista das nações que têm investimentos em países com problemas de inflação, seja para consolidação das demonstrações ou para simplesmente avaliar desempenhos, também se tem procurado uma solução neste sentido.
Há um interesse e necessidade de se tratar contabilmente as demonstrações financeiras preparadas no exterior. O problema com que se depara, é o da necessidade de converter essas demonstrações para outra moeda e segundo critérios contábeis que guardem uniformidade com aqueles praticados pelo país de origem dos investimentos
	Pode-se destacar entre os principais objetivos para conversão das demonstrações contábeis:
Obter demonstrações contábeis em moeda forte, não sujeita aos efeitos da inflação
	Durante décadas, conviveu-se com um sistema econômico altamente inflacionário que, mesmo com o reconhecimento da correção monetária, acarretava relevantes distorções nas demonstrações contábeis em moeda nacional, prejudicando qualquer tentativa de análise comparativa. Assim sendo, diversas empresas nacionais mantinham, para fins gerenciais, sistema de contabilidade em moeda estrangeira considerada moeda forte.
	Com o sucesso do Plano real, convive-se com inflação extraordinariamente baixa para nossos padrões (abaixo de 10% ªª). Entretanto, com o término da correção monetária, ao longo do tempo, essa inflação acabará acumulando-se, provocando relevantes distorções nas demonstrações contábeis. Por esse motivo, empresas que mantinham sistema de contabilidade em moeda estrangeira optaram pela manutenção do sistema e outras que não possuíam estão empenhadas em implanta-lo.
Permitir ao investidor estrangeiro melhor acompanhamento de seu investimento, já que as demonstrações convertidas estarão expressas na moeda corrente de seu próprio país.
	Mais do que nunca verifica-se
Camila
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alguém tem as respostas?
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Bianca
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Qua
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