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Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Parte 8 – Antenas refletoras 1 Prof. Cláudio Garcia Batista Departamento das Engenharias de Telecomunicações e Mecatrônica (DETEM) Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) Campus Alto Paraopeba - Ouro Branco/MG Antenas - Prof. Cláudio Garcia Parte 8 – Antenas refletoras • Introdução • Definições de polarização • Refletores parabólicos 2 • Refletor parabólico front-fed Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Introdução • Antenas refletoras conseguem obter diretividades elevadas através da colimação (concentração) da energia radiada por superfícies condutoras (refletores). Basicamente são compostas pelo alimentador e refletor(es). • Os refletores podem assumir diversas geometrias: plana, angular (“canto”) e curva (parábola e hipérbole). refletor refletor alimentador alimentador 3 refletor refletor Refletor plano Refletor de canto Refletor parabólico (front-fed) Refletor parabólico (Cassegrain-feed) alimentador alimentador Sub-refletor Região bloqueada Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Introdução • Os alimentadores mais utilizados são guias de onda (“aberturas”) e antenas cornetas. Entretanto também existem alimentadores bastante complexos. • Veja que é comum utilizar estruturas de proteção na antena. Os radomes (dielétricos) são dispostos na frente da antena, e são “transparentes” na faixa de freqüência de operação. • Também utiliza-se estruturas metálicas ao redor da antena (“colares” ou “blindagem”) para proteção e diminuição de interferências. 4 radome “blindagem” Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Definições de polarização • É comum definir a polarização principal (co-pol) e a polarização cruzada (cx-pol) do campo radiado pela antena. • Dentre outras questões, tais definições são importantes para transmitir/receber dois sinais diferentes por uma única antena. • Além disso, em muitas aplicações é interessante conseguir a maior quantidade de energia radiada via polarização principal e baixa energia (ou nula) na polarização cruzada. • Chamamos de perda por polarização cruzada a razão entre a energia 5 • Chamamos de perda por polarização cruzada a razão entre a energia transmitida/recebia pela polarização principal e aquela da polarização cruzada numa dada direção. Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Definições de polarização • As polarizações principal e cruzada podem ter várias definições. Um exemplo é baseado nas polarizações lineares vertical e horizontal, onde os vetores unitários de polarização são dados por: z y x yeco ˆˆ = xecx ˆˆ = 6 z xEEcx ˆ•= r • e as respectivas componentes de na região de campo distante:E r yEEco ˆ•= r • Veja que também podemos definir a diretividade para cada polarização: rad co co P Er D 222 ),( η π φθ = rad cx cx P Er D 222 ),( η π φθ = Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Refletores parabólicos • Os refletores parabólicos clássicos são construídos de modo que a radiação de uma fonte puntual esférica (alimentador) é colimada em uma frente de onda plana (raios paralelos). • Na configuração front-fed (“alimentação frontal”), a fonte é colocada no ponto focal do parabolóide. Frente de onda plana 7 Alimentador (foco do parabolóide) Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Refletores parabólicos • Na configuração de duplo refletor Cassegrain-feed a fonte é colocada no vértice do refletor parabólico principal. Frente de onda plana refletor Sub-refletor 8 alimentador (hipérbole) Região bloqueada • Existem inúmeras configurações para refletores parabólicos com vantagens e desvantagens de performance e construção prática. Para mais detalhes veja Seção 15.4.2de [1] e a referência [2]. Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Refletores parabólicos • A abertura da antena é definida pela projeção do refletor principal sobre uma superfície plana. Nessa superfície a frente de onda possui fase constante. Projeção da abertura 9 • A máxima diretividade de uma abertura plana é alcançada quando o campo na abertura possui amplitude, fase e polarização uniformes (constantes). • A fase constante é obtida pelo uso do parabolóide como refletor principal. A polarização constante é alcançava pelo modelamento do alimentador. A amplitude constante não é obtida em sistemas simples. Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Refletor parabólico front-fed • Geometria do refletor parabólico front-fed: fPQOP 2=+• Veja que e como: ( )θ ′′= ′= cosrPQ rOP • a equação do parabolóide fica: θ ′+ =′ cos1 2 f r 10 θ ′+ cos1 • em coordenadas retangulares: ( )zffyx ′−=′+′ 422 • O ângulo de borda é dado por: d f4 2 cot 0 = θ 0θ Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Refletores parabólico front-fed • Exemplo de diagrama de diretividade: 11 Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Refletor parabólico front-fed • A análise dos campos radiados por uma antena refletora parabólica não é trivial. De maneira geral, pode-se estimar os campos Ea e Ha na abertura por Óptica Geométrica (GO) ou Óptica Física (PO) e obter os campos radiados por integrais de radiação. • Também existem técnicas numéricas mais completas como o Método dos Momentos (MoM) e Diferenças Finitas no Domínio do Tempo (FDTD). • No caso da GO e PO, realiza-se algumas aproximações: - A corrente da região não iluminada do refletor é nula; 12 - A corrente da região não iluminada do refletor é nula; - A descontinuidade da corrente na borda do refletor é desprezada; - O bloqueio da abertura pelo alimentador é desprezado. • Mesmo com tal aproximações, consegue-se resultados precisos para a radiação do lóbulo principal. Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Refletor parabólico front-fed • Nesse sentido, a diretividade máxima da antena é estimada por: aplinear d D ∈ = 2 0 ),( λ π φθ ap∈• e é a eficiência de abertura da antena refletora, dada por: 2 ′θ θθ 13 ( ) 2 0 02 0 2 tan 2 cot ∫ ′ ′′ =∈ θ θ θ θ θ dG fap • A função é o padrão de radiação do alimentador.( )θ ′fG Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Refletor parabólico front-fed • Um modelo bastante utilizado para a radiação do alimentador é o cosseno elevado: ( ) ( ) ( )θθ ′+=′ nf nG cos12 • O expoente n ajusta o modelo. Quanto maior n mais diretivo é o alimentador. • Algumas expressões de eficiência :ap∈ 14 + =→∈= + =→∈= 2 cot 2 cotln 2 404 2 cot 2 cotln 2 242 02 2 004 02 2 002 θθθ θθθ senn senn ap ap Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Refletor parabólico front-fed • Exemplos de eficiências :ap∈ 15 Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Refletor parabólico front-fed • Exemplo: L-Com, HG5829D. 16 Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras: Refletor parabólico front-fed • Exemplo: Commscope, HP4-102/A. 17 Antenas - Prof. Cláudio Garcia Antenas Refletoras Exemplo 12 18 Antenas - Prof. Cláudio Garcia • REFERÊNCIAS [1] C. A. Balanis, “Antenna theory: analysis and design”, 2ed, John Wiley & Sons, Cap. 15, 1997. [2] A. W. Love, “Reflector Antennas”, IEEE Press, New York, 1978. Referências 19