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17a edição
Rio de Janeiro
2017
CAPITALIZAÇÃO
É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, ou de partes dele,
sob quaisquer formas ou meios, sem permissão expressa da Escola.
REALIZAÇÃO
 Escola Nacional de Seguros
SUPERVISÃO E COORDENAÇÃO METODOLÓGICA
 Diretoria de Ensino Técnico
ASSESSORIA TÉCNICA
 Rodrigo Maia Jorge – 2017/2016/2015
 Julienne Corrêa Guerra – 2017/2016/2015
CAPA
 Coordenadoria de Comunicação Social
DIAGRAMAÇÃO
 Info Action Editoração Eletrônica
Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca da FUNENSEG.
E73c Escola Nacional de Seguros. Diretoria de Ensino Técnico.
 Capitalização/Supervisão e coordenação metodológica da Diretoria de Ensino Técnico; 
assessoria técnica de Julienne Corrêa Guerra e Rodrigo Maia Jorge. – 17. ed. – Rio de Janeiro: 
ENS, 2017.
 180 p.; 28 cm
 O presente manual está dividido em 6 capítulos.
 Julienne Corrêa Guerra elaborou de 1o ao 5o capítulo e Rodrigo Maia Jorge elaborou 
o capítulo 6.
 1. Capitalização. 2. Reservas matemáticas. I. Guerra, Julienne Corrêa. II. Jorge, Rodrigo 
Maia. III. Título.
0016-1791 CDU 368.027.3(072)
A Escola Nacional de Seguros promove, desde 1971, diversas iniciativas no âmbito educacional, que contribuem para um mercado de seguros, previdência complementar, capitalização 
e resseguro cada vez mais qualificado. 
Principal provedora de serviços voltados à educação continuada, para 
profissionais que atuam nessa área, a Escola Nacional de Seguros 
oferece a você a oportunidade de compartilhar conhecimento e 
experiências com uma equipe formada por especialistas que possuem 
sólida trajetória acadêmica.
A qualidade do nosso ensino, aliada à sua dedicação, é o caminho 
para o sucesso nesse mercado, no qual as mudanças são constantes 
e a competitividade é cada vez maior. 
Seja bem-vindo à Escola Nacional de Seguros.
CAPITALIZAÇÃO4
SUMÁRIO 5
Sumário
2
1 CAPITALIZAÇÃO: HISTÓRICO E REGULAMENTAÇÃO 9
Evolução Histórica 11
Classificação das Sociedades 12
A Capitalização no Contexto Econômico do País 13
Procon, Fiscalizadores, Reguladores e a Transparência na Relação de Consumo 14
O Sistema Nacional de Capitalização 14
CNSP 15
SUSEP 15
Sociedades de Capitalização 17
Fixando Conceitos 1 19
FUNDAMENTOS TÉCNICOS BÁSICOS E NORMAS DE CONTRATAÇÃO 21
Título de Capitalização: Visão Geral 23
Títulos de Capitalização × Poupança 23
Conceitos de Poupança Programada e Sorteios 23
Características do Título 25
Conteúdo do Título 26
Aprovação do Título 27
Ficha de Cadastro 28
Propaganda e Material de Comercialização 29
As Condições Gerais do Título: o “Contrato” de Capitalização 30
Informações Complementares às Condições Gerais 31
Formas de Contratação de um Título de Capitalização 32
A Contratação de um Título de Capitalização: Subscritor e Titular 32
Transferência do Título de Capitalização: Cedente e Cessionário 33
Vigência de um Título de Capitalização 35
Prazo de Carência de um Título de Capitalização 35
Tipos de Título: PU, PP e PM 36
A Composição do Pagamento: as Quotas de Capitalização, de Sorteio e de Carregamento 37
Quotas de Capitalização 37
Quotas de Sorteio 38
Quotas de Carregamento 38
A Estruturação de um Título de Capitalização: o Tamanho da Série 39
Valor de Pagamento e Sua Atualização 40
Informações ao Consumidor 41
Fixando Conceitos 2 43
CAPITALIZAÇÃO6
4
5
3 CAPITAL, RESGATE E SORTEIO 51
A Provisão Matemática para Capitalização: a Constituição do Capital para Resgate 53
A Provisão Matemática para Capitalização no Título PU 53
A Provisão Matemática para Capitalização no Título PM ou PP 54
A Remuneração do Capital: a Taxa de Juros 55
A Atualização Monetária da Provisão Matemática: a Recuperação do Poder de Compra 57
O Resgate de um Título de Capitalização 57
Resgate Parcial 58
Resgate Total 59
Penalidade 62
A Tabela de Resgate 62
Suspensão e Cancelamento de um Título de Capitalização 65
A Reabilitação de um Título de Capitalização 66
Reabilitação sem Prorrogação de Vigência 66
Reabilitação com Prorrogação de Vigência 67
Sorteio: o Grande Atrativo do Título de Capitalização 68
Considerações Iniciais 68
Efeitos sobre um Título Sorteado 68
Tipos de Sorteio 70
Valores dos Prêmios dos Sorteios 71
Limites aos Prêmios e às Quotas de Sorteio 72
Pagamento do Prêmio do Sorteio e Comunicação ao Titular Sorteado 76
Fixando Conceitos 3 77
AS MODALIDADES DE UM TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO 83
A Modalidade Tradicional 85
A Modalidade Compra-Programada 87
A Modalidade Popular 89
A Modalidade Incentivo 90
Fixando Conceitos 4 93
PREVENÇÃO À LAVAGEM DE DINHEIRO 95
Histórico 97
Histórico da Legislação de Prevenção à Lavagem de Dinheiro Aplicável às Sociedades 97
de Capitalização 
Etapas da Lavagem de Dinheiro 98
Pessoas Politicamente Expostas (PPEs) 98
Registro de Operações e Parâmetros para Títulos de Capitalização 100
Comunicação das Operações Suspeitas 101
Fixando Conceitos 5 103
SUMÁRIO 7
6 A VENDA DE CAPITALIZAÇÃO 105
Por que as Pessoas Compram um Título de Capitalização? 107
Produtos Tangíveis e Produtos Intangíveis 108
Processo de Venda 109
A Prospecção de Clientes 109
Abordagem 111
Descubra as Necessidades do Cliente 112
Desenvolvendo uma Solução para o Seu Cliente 113
Concluindo a Venda 119
Pós-Venda – Conquistando a Satisfação e Novos Clientes 120
Algumas Dicas 121
O que Você Nunca Deve Dizer ao Cliente 121
Cuidados que Você Deve Tomar 121
O que Você Sempre Deve Fazer 121
Siga os Conselhos dos Clientes! 122
Conclusão 122
Fixando Conceitos 6 125
TESTANDO CONHECIMENTOS 127
ESTUDOS DE CASO 135
ANEXOS 139
Anexo 1 – Exemplo de Condições Gerais de um Título de Pagamento Mensal (PM) – 141
Modalidade Tradicional 
Anexo 2 – Normas Fundamentais de Capitalização 147
Anexo 3 – Índices de Atualização 149
Anexo 4 – Circular SUSEP 365, de 27 de maio de 2008 151
Anexo 5 – Circular SUSEP 376, de 25 de novembro de 2008 167
GABARITO 175
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 179
CAPITALIZAÇÃO8
UNIDADE 1 9
CAPITALIZAÇÃO: 
HISTÓRICO E 
REGULAMENTAÇÃO11
Após ler esta unidade, você deve ser capaz de:
• Demonstrar a evolução histórica da Capitalização e seus marcos regulatórios, com as principais 
regulamentações do setor.
• Conceituar Capitalização e situar historicamente sua evolução e seu surgimento no Brasil.
• Classificar as empresas de capitalização existentes.
• Perceber que a Capitalização não integra o Sistema Nacional de Seguros Privados.
• Apontar os órgãos que integram o Sistema Nacional de Capitalização e suas respectivas funções. 
• Destacar as obrigações das sociedades de capitalização.
• Explicar como se organizam as sociedades de capitalização.
CAPITALIZAÇÃO10
UNIDADE 1 11
 EVOLUÇÃO HISTÓRICA
A capitalização é uma combinação de economia programada com aplicação 
única ou mensal, ou periódica, vinculada à participação em sorteios. 
Sua concepção inicial é atribuída a Paul Viget, diretor de uma cooperativa 
de mineiros da França. Seu objetivo inicial foi montar um sistema que 
proporcionasse auxílio financeiro aos sócios por meio de suas próprias 
poupanças. O sistema era baseado em contribuições mensais. O objetivo 
também era constituir um capital, previamente definido, a ser pago no final 
do período combinado, ou, por meio de sorteio, de forma antecipada.
No Brasil, a primeira sociedade de capitalização foi a Sulacap, fundada em 
1929, mas a oficialização da autorização de funcionamento das sociedades 
de capitalização só se deu em 1932.
Quadro Evolutivo
França: 1850 Paul Viget 
Brasil: 1929 Sulacap. Inexistência de poupança interna
Décadas de 1930 e 1940: surgimento de 
várias empresas neste segmento
Formação de poupança e investimento na 
construção civil
Década de1950 Inflação pós-guerra, declínio do produto 
no mercado
Décadas de 1960 e 1970 Quase eliminação do negócio. Durante 
este período foi instituída a correção 
monetária
Década de 1980 Entrada de conglomerados financeiros 
neste setor; o produto volta a expandir
Década de 1990 em diante Surgimento de produtos inovadores neste 
mercado 
Desde a introdução do Plano Real, em 1994, o faturamento das empresas de 
capitalização no país aumentou. Este crescimento decorreu da estabilização 
econômica, da queda nas taxas de juros e do crescimento da renda dos 
brasileiros. O valor total de “prêmios” de Capitalização (valores pagos pelos 
clientes, o que, tecnicamente, na Capitalização, é denominado “pagamentos”) 
tem gerado valores na casa dos bilhões de reais anualmente. 
Apesar da expansão do mercado de capitalização nos últimos anos, as 
sociedades de capitalização têm grandes desafios a enfrentar para manter 
sua expressividade.
CAPITALIZAÇÃO12
Na relação de “prêmios” de Capitalização relativos a 2014, a SUSEP indicava 
em sua listagem um total de 17 sociedades de capitalização:
• APLICAP CAPITALIZAÇÃO S/A;
• APLUB CAPITALIZAÇÃO S/A;
• BRADESCO CAPITALIZAÇÃO S/A;
• BRASILCAP CAPITALIZAÇÃO S/A;
• CAIXA CAPITALIZAÇÃO S/A;
• CAPEMISA CAPITALIZAÇÃO S/A;
• CARDIF CAPITALIZAÇÃO S/A;
• CIA ITAÚ DE CAPITALIZAÇÃO;
• HSBC EMPRESA DE CAPITALIZAÇÃO (BRASIL) S.A.;
• ICATU CAPITALIZAÇÃO S/A;
• INVEST CAPITALIZAÇÃO S/A;
• LIDERANÇA CAPITALIZAÇÃO S/A;
• MAPFRE CAPITALIZAÇÃO S/A;
• PORTO SEGURO CAPITALIZAÇÃO S/A;
• SANTANDER CAPITALIZAÇÃO S/A;
• SULAMÉRICA CAPITALIZAÇÃO S/A – SULACAP;
• ZURICH BRASIL CAPITALIZAÇÃO S/A
 CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES
As sociedades podem ser classificadas, atualmente, em duas categorias 
de acordo com o público-alvo de seus produtos: as sociedades ligadas a 
conglomerados financeiros e as independentes:
• conglomerados financeiros – essas companhias estão concentradas 
diretamente nos clientes do próprio conglomerado. Em geral, pertencem 
a uma holding que é liderada por um banco. A sociedade de capitalização 
é uma das empresas da holding.
• independentes – são aquelas que, por não disporem de balcão de 
distribuição bancário próprio, utilizam como canal de distribuição 
casas lotéricas, agências de correios, corretores de seguros, lojas de 
departamentos e o balcão de instituições financeiras com que firmam 
parcerias. Em geral, pertencem também a uma holding, mas não de origem 
ligada a um banco. 
 Público-alvo: parceiros.
Comercialmente, ao longo dos anos, os títulos de capitalização acabaram por 
se dividir em modalidades diversas, atendendo a focos diferentes de mercado, 
cada qual com características próprias. 
A Circular 365, publicada em maio de 2008 pela Superintendência de Seguros 
Privados – SUSEP –, que estabelece normas para elaboração, operação e 
comercialização de títulos de capitalização, divide os planos de Capitalização, 
para efeito de comercialização, em quatro modalidades:
• Modalidade I – Tradicional;
• Modalidade II – Compra-Programada;
• Modalidade III – Popular; e
• Modalidade IV – Incentivo.
Essa divisão é consequência da evolução mercadológica do título de 
capitalização. Ao longo dos anos, os títulos de capitalização foram 
se especializando em função do objetivo que o consumidor buscava. 
Essa divisão permite um melhor controle do Estado, já que a legislação em 
vigor estabelece regras específicas para cada uma delas.
UNIDADE 1 13
 A CAPITALIZAÇÃO NO CONTEXTO 
ECONÔMICO DO PAÍS
A Capitalização não integra o Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), 
isto é, o título de capitalização não é um plano de seguro a ser comercializado 
por uma seguradora. A Capitalização constitui um sistema próprio: O Sistema 
Nacional de Capitalização (SNC). Assim, os títulos somente podem ser 
comercializados por sociedades de capitalização. No entanto, a fiscalização e 
a regulamentação da Capitalização, por força do Decreto-Lei 261, de 28/02/67, 
que criou o Sistema Nacional de Capitalização (SNC), também estão a cargo 
da SUSEP e do CNSP, respectivamente, da mesma forma que ocorre com as 
sociedades seguradoras.
Diversos artigos do Decreto-Lei 73/66, que criou o SNSP, são aplicáveis à 
Capitalização; por isso, é muito comum haver laços entre sociedades de 
capitalização e sociedades seguradoras, que são, muitas vezes, ligadas a um 
mesmo grupo econômico.
Além disso, da mesma forma que o SNSP, o Sistema Nacional de Capitalização 
(SNC) possui relevante papel em termos de política econômica, já que 
desenvolve a captação de poupança, sendo fundamental como alternativa 
para o financiamento de grandes projetos de longo prazo, tão importantes 
para o desenvolvimento autossustentável de um país. 
Como envolvem captação de poupança popular, as sociedades de capitalização, 
assim como as sociedades seguradoras, devem obedecer às regras estabelecidas 
pelo Conselho Monetário Nacional, conforme previsto no Decreto-Lei 73/66. 
Isso, certamente, já demonstraria a relevância social dessas empresas e a 
necessidade de controle e fiscalização por parte do Estado.
Apesar de muitas vezes o título de capitalização ser comercializado dentro 
de agências bancárias, as sociedades de capitalização não são consideradas 
instituições financeiras e, por isso, não sofrem fiscalização do BACEN – Banco 
Central. Entretanto, o CMN – Conselho Monetário Nacional –, por meio de 
suas resoluções, publica normas para aplicação das reservas técnicas das 
sociedades de capitalização.
O mercado de Capitalização no Brasil está submetido à fiscalização da 
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), autarquia vinculada ao 
Ministério da Fazenda, e se encontra, também, submetido à política traçada 
pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). 
Observação
Quando um título de capitalização é 
vendido numa agência bancária do 
Banco XYZ (imaginário), o título não é 
um produto do banco, mas, sim, de uma 
sociedade de capitalização da mesma 
holding que o banco (provavelmente 
da empresa XYZ Capitalização S/A)ou 
parceira deste banco. Veja na listagem de 
Sociedades de Capitalização que muitos 
dos nomes nos remetem aos bancos, mas 
são empresas distintas.
CAPITALIZAÇÃO14
 PROCON, FISCALIZADORES, 
REGULADORES E A 
TRANSPARÊNCIA NA 
RELAÇÃO DE CONSUMO
O produto Capitalização tem mais de 80 anos, e, à medida que os órgãos 
fiscalizadores e de proteção aos consumidores criam novas legislações e 
regulamentos, o modelo de Capitalização vai se adequando às realidades de 
mercado.
A atuação desses órgãos é de suma importância para garantir a transparência 
e, consequentemente, a credibilidade e continuidade do produto no mercado 
durante todos estes anos. 
A criação de novas formas de publicidade, maior transparência nos sorteios 
(com participação do público), notificação dos contemplados e atendimento 
ao consumidor foram algumas iniciativas das empresas de Capitalização para 
atender a essa realidade.
 O SISTEMA NACIONAL 
DE CAPITALIZAÇÃO
O Sistema Nacional de Capitalização (SNC), conforme o art. 3o do Decreto-Lei 
261/67, é constituído pelos seguintes componentes:
• Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP;
• Superintendência de Seguros Privados – SUSEP;
• sociedades autorizadas a operar em Capitalização; e
• corretores de capitalização (de acordo com o art. 3o da Resolução 
CNSP 15/91).
Nos termos do Decreto-Lei 261/67, em seu artigo 2o, o controle do Estado, 
por meio do CNSP e da SUSEP, deve ser exercido no interesse dos portadores 
de títulos de capitalização, objetivando:
I. promover a expansão do mercado de Capitalização e propiciar as condições 
operacionais necessárias à sua integração no progresso econômico e social 
do país;
II. promover o aperfeiçoamento do sistema de Capitalização e das sociedades 
que nele operam;
III. preservar a liquidez e a solvência dassociedades de capitalização; e
IV. coordenar a política de capitalização com a política de investimentos do 
Governo Federal, observados os critérios estabelecidos para as políticas 
monetária, creditícia e fiscal, bem como as características a que devem 
obedecer as aplicações de cobertura das reservas técnicas.
UNIDADE 1 15
 CNSP
Ao CNSP, segundo o Decreto-Lei 261/67, compete, privativamente, “fixar as 
diretrizes e normas da política de Capitalização e regulamentar as operações 
das sociedades do ramo, relativamente às quais exercerá atribuições idênticas 
às estabelecidas para as sociedades de seguros”. Assim, em relação ao mercado 
de Capitalização, cabe ao CNSP a mesma missão exercida em relação ao 
mercado de seguros.
Em dezembro de 1991, o CNSP regulamentou as operações de Capitalização 
com a publicação da Resolução 15, que, conforme o art 2o, objetiva:
I. promover a defesa dos interesses do consumidor; 
II. promover a expansão do mercado de capitalização e propiciar as 
condições operacionais necessárias à sua integração no progresso 
econômico e social do País; 
III. promover o aperfeiçoamento do sistema de capitalização e das sociedades 
de capitalização que nele operem; 
IV. zelar pela liquidez e pela solvência das sociedades de capitalização; 
V. coordenar a política de capitalização com a política de investimentos do 
Governo Federal, observando os critérios estabelecidos para as políticas 
monetária, creditícia e fiscal, bem como as características a que devem 
obedecer as aplicações de cobertura das provisões técnicas; e
VI. dotar o mercado de capitalização de mecanismos que estimulem a livre 
concorrência, a disseminação de informações e uma maior transparência 
de suas operações.
O CNSP é um órgão colegiado formado por representantes de vários ministérios 
e setores do Governo.
 SUSEP
Criada em 1966 pelo Decreto-Lei 73, que também instituiu o Sistema Nacional 
de Seguros Privados, a SUSEP é uma autarquia, vinculada ao Ministério da 
Fazenda, que executa a política de Capitalização traçada pelo CNSP, 
apresentando as seguintes competências, no que se refere à Capitalização, 
definidas neste Decreto-Lei: 
a) processar os pedidos de autorização para constituição, organização, 
funcionamento, fusão, encampação, grupamento, transferência de 
controle acionário e reforma dos Estatutos das Sociedades de Capitalização, 
opinar sobre os mesmos e encaminhá-los ao CNSP; 
b) baixar instruções e expedir circulares relativas à regulamentação das 
operações de capitalização, de acordo com as diretrizes do CNSP; 
c) fixar condições a serem utilizadas obrigatoriamente pelo mercado de 
capitalização; 
CAPITALIZAÇÃO16
d) fiscalizar a execução das normas gerais de contabilidade e estatística 
fixadas pelo CNSP para as Sociedades de Capitalização; 
e) fiscalizar as operações das Sociedades de Capitalização, inclusive o exato 
cumprimento do Decreto-Lei, de outras leis pertinentes, disposições 
regulamentares em geral, resoluções do CNSP, e aplicar as penalidades 
cabíveis; 
f) proceder à liquidação das Sociedades de Capitalização que tiverem cassada 
a autorização para funcionar no País; 
g) fiscalizar as operações das entidades autorreguladoras do mercado de 
corretagem, inclusive o exato cumprimento do Decreto-Lei, de outras leis 
pertinentes, de disposições regulamentares em geral e de resoluções do 
Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), e aplicar as penalidades 
cabíveis; e 
h) celebrar convênios para a execução dos serviços de sua competência em 
qualquer parte do território nacional, observadas as normas da legislação 
em vigor. 
Adicionalmente, de acordo com a Resolução CNSP 015/1991, compete à 
SUSEP:
a) fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das 
Sociedades de Capitalização, na qualidade de órgão executor da política 
traçada pelo CNSP;
b) processar os pedidos de autorização para constituição, organização, 
funcionamento, fusão, cisão, incorporação, grupamento, transferência de 
controle acionário e reforma dos estatutos das Sociedades de Capitalização, 
bem como opinar sobre os mesmos e encaminhá-los ao CNSP; 
c) baixar instruções e expedir circulares relativas à regulamentação das operações 
de capitalização, de acordo com as diretrizes fixadas pelo CNSP; 
d) aprovar os planos das Sociedades de Capitalização; 
e) fiscalizar a execução das normas gerais de contabilidade, estatística e 
atuária fixadas pelo CNSP para as Sociedades de Capitalização; 
f) fiscalizar as operações das Sociedades de Capitalização, inclusive o exato 
cumprimento destas Normas, de outras leis pertinentes, disposições 
regulamentares em geral, resoluções do CNSP, bem como aplicar as 
penalidades cabíveis; 
g) proceder à liquidação das Sociedades de Capitalização que tiverem 
cancelada a autorização para funcionar no País; 
h) opinar sobre o cancelamento da autorização para funcionamento das 
Sociedades de Capitalização; e
i) proceder à inscrição dos corretores de capitalização, fiscalizar suas 
atividades e aplicar penalidades.
UNIDADE 1 17
 Sociedades de Capitalização
Embora o sistema de Capitalização não integre o Sistema Nacional de Seguros 
Privados, evolui paralelamente a ele. As sociedades autorizadas a operar em 
Capitalização (sociedades de capitalização) desempenham funções análogas 
às entidades representativas do setor de seguros (sociedades seguradoras). 
Deve-se observar a necessidade de autorização, atualmente processada pela 
SUSEP, para que uma empresa possa iniciar sua operação no mercado 
de títulos de capitalização.
Sociedades de capitalização são entidades organizadas sob a forma de 
sociedade anônima, com a finalidade de constituir capitais, pagáveis, em 
moeda corrente, aos titulares dos seus títulos, segundo cláusulas e regras 
aprovadas pelo Governo Federal, mais especificamente pela SUSEP.
É vedada a constituição de sociedades de capitalização que sejam controladas, 
direta ou indiretamente, por pessoa jurídica de direito público, empresa 
pública, sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo poder 
público, conforme o art. 13 da Resolução CNSP 15/91.
Essas sociedades estão sujeitas a diversas disposições idênticas às estabelecidas 
para as sociedades seguradoras no Decreto-Lei 73/66, de acordo com o previsto 
no art. 4o do Decreto-Lei 261/67.
A sociedade de capitalização deve constituir, obrigatoriamente, provisões 
matemáticas para garantia dos títulos em vigor (Provisão Matemática para 
Capitalização) e, caso haja sorteios no título, a Provisão para Sorteios a Realizar, 
específica para essa finalidade. A sociedade de capitalização deve constituir, 
ainda, provisões técnicas para obrigações a liquidar, como:
• Provisão para Sorteios a Pagar;
• Provisão para Resgate; e
• Outras Provisões Técnicas.
Há algumas provisões que somente serão constituídas caso sejam necessárias, 
como a Provisão para Despesas Administrativas, constituída para cobrir 
os valores esperados para despesas administrativas dos planos, e Provisões 
para Distribuição de Bônus a serem constituídas para abranger os valores 
definidos para pagamentos de bônus.
CAPITALIZAÇÃO18
FIXANDO CONCEITOS 1 19
Anotações:
Fixando Conceitos 1
MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
[1] Atualmente, há uma divisão no mercado de Capitalização entre 
sociedades ligadas a conglomerados financeiros e sociedades independentes. 
Assinale a opção que apresenta uma característica típica das sociedades ligadas 
a conglomerados financeiros:
(a) Não dispõem de público-alvo para seus títulos.
(b) Utilizam como canal principal de distribuição as casas lotéricas.
(c) Utilizam como canal principal de distribuição as lojas de departamentos 
e/ou balcão de instituições financeiras com que firmam parcerias. 
(d) O público-alvo é formado diretamente pelos clientes do próprioconglomerado.
(e) Emitem títulos em que somente existe o direito de sorteio.
[2] Pode-se afirmar que a Capitalização, no Brasil, possui relevante papel em 
termos de política econômica, uma vez que ela:
(a) Estimula a formação de poupança interna.
(b) Estabiliza a taxa de inflação.
(c) Permite que uma pessoa ganhe prêmios elevados em dinheiro.
(d) Aumenta significativamente o fluxo de investimentos estrangeiros.
(e) Não colabora para o desenvolvimento autossustentável de nosso país.
[3] A opção abaixo que apresenta um grupo/órgão que não integra o Sistema 
Nacional de Capitalização, segundo o critério adotado pelo Conselho Nacional 
de Seguros Privados, é(são):
(a) CVM.
(b) CNSP.
(c) SUSEP.
(d) Corretores de capitalização.
(e) Sociedades autorizadas a operar em capitalização.
[4] Assinale as modalidades de capitalização comercializadas no mercado 
atualmente:
(a) Tradicional, Compra-Programada, Popular e Incentivo.
(b) Tradicional, Compra Financiada e Popular.
(c) Tradicional, Compra Financiada, Popular e Incentivo.
(d) Tradicional, Compra-Programada e Incentivo.
(e) Tradicional, Compra-Programada, Popular e Compra Financiada.
CAPITALIZAÇÃO20
Anotações:
Fixando Conceitos 1
[5] Assinale os componentes do Sistema Nacional de Capitalização:
(a) CMN, BACEN, SUSEP e sociedades de capitalização.
(b) CNSP, SUSEP, sociedades autorizadas a operar em capitalização e 
corretores de capitalização.
(c) CNSP, SUSEP, BACEN e sociedades de capitalização.
(d) CNSP, SUSEP, CMN e BACEN.
(e) CNSP, CVM, SUSEP e BACEN.
UNIDADE 2 21
FUNDAMENTOS 
TÉCNICOS BÁSICOS E 
NORMAS DE CONTRATAÇÃO22
Após ler esta unidade, você deve ser capaz de:
• Demonstrar a caracterização técnica dos títulos de capitalização.
• Detalhar as características do título de capitalização e as formas de aquisição.
• Explicar a estruturação dos títulos em séries.
• Destacar a legislação que normatiza o mercado de Capitalização.
• Caracterizar o papel do titular e do subscritor.
• Destacar como se dá a transferência do título em caso de morte do titular ou do proponente.
• Analisar a complementaridade dos componentes poupança e sorteio.
• Explicar em que consistem as Condições Gerais e a obrigação das sociedades de capitalização em relação 
a elas. 
• Destacar os conceitos de vigência, prazo e carência dos títulos de capitalização.
• Examinar os procedimentos de transferência de títulos, caracterizando as figuras do cedente e do 
cessionário.
• Destacar os cuidados e obrigações relativos a propostas, contratos e material de propaganda e 
promoção.
• Examinar as diferenças entre os dois tipos de investimento: capitalização e caderneta de poupança.
CAPITALIZAÇÃO22
UNIDADE 2 23
 TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO: 
VISÃO GERAL
 Títulos de Capitalização × Poupança
E xiste uma confusão conceitual entre título de capitalização e caderneta de 
poupança. No entanto, trata-se de produtos distintos:
• para os títulos de capitalização, existe o aspecto lúdico do produto: 
os sorteios. Não há este componente para as poupanças; 
• nos títulos, pode haver prazo mínimo para resgate e há um prazo para a 
“efetivação do investimento”, diferentemente da poupança, que não exige 
carência para o resgate, e o prazo de investimento é indeterminado;
• as sociedades de capitalização são obrigadas a constituir provisões técnicas 
por título subscrito;
• do valor pago pelo título de capitalização são destinadas quotas para 
a formação do montante capitalizado, quotas de sorteio e quotas de 
carregamento para cobrir despesas administrativas, ao contrário das 
poupanças, onde todo o valor depositado é revertido integralmente 
para a conta do titular;
• as sociedades de capitalização podem distribuir parte de seus lucros aos 
subscritores dos títulos;
• a taxa de juros mensal utilizada para remuneração do título, com exceção 
das modalidades Popular e Incentivo, deverá corresponder a, no mínimo, 
0,35% e deverá constar da Nota Técnica Atuarial e das Condições Gerais 
do título de capitalização. Já a poupança remunera o capital investido a 
0,5% ao mês, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for superior a 8,5%; 
ou 70% da meta da taxa Selic, enquanto esta for igual ou inferior a 
8,5%, ou seja, as taxas não necessariamente serão iguais; e
• os investimentos em poupança são assegurados pelo Fundo Garantidor 
de Créditos (FGC), enquanto que as aplicações em títulos de capitalização 
não contam com qualquer garantia oficial em caso de irregularidades na 
gestão financeira por parte da sociedade de capitalização. As cadernetas de 
poupança têm a garantia dada pelo FGC de até R$ 250.000,00 (informação 
obtida em http://www.fgc.org.br/?ci_menu=20&conteudo=1).
 Conceitos de Poupança Programada e 
Sorteios
O título de capitalização busca aliar um mecanismo de poupança programada 
(a capitalização em si) com a participação em sorteios.
Os títulos que apresentam maior receptividade no mercado brasileiro são aqueles 
de baixo valor unitário, cujo principal objetivo é justamente o sorteio, componente 
lúdico bastante apreciado pelo consumidor, mas não obrigatório.
O Fundo Garantidor de 
Crédito é uma entidade sem 
fi ns lucrativos, destinada a 
administrar mecanismos de 
proteção a titulares de créditos 
contra instituições fi nanceiras, 
autorizado em 1995, com a 
Resolução 2.197 do Conselho 
Monetário Nacional – CMN.
CAPITALIZAÇÃO24
O termo título de capitalização possui duplo significado:
• capitalização como objeto do processo administrativo aberto pela 
sociedade, que aparece na frase “A SUSEP aprovou o título ‘Cem Milhões’ 
da sociedade de capitalização XYZ”. Significa que as condições gerais 
e a nota técnica foram aprovadas pela SUSEP, e, assim, a sociedade de 
capitalização poderá comercializar diversos contratos com aquelas mesmas 
condições gerais aprovadas; e
• “título de capitalização” como individualização do contrato firmado 
entre consumidor e sociedade de capitalização. Por exemplo, na frase 
“Eu comprei um título da sociedade de capitalização XYZ”. 
Assim, a aprovação dada pela SUSEP num processo administrativo (aprovação 
do “título”, do plano, do produto) autoriza a sociedade a comercializar diversos 
contratos (“títulos”) de capitalização, sendo que eles deverão reproduzir as 
condições gerais aprovadas no processo administrativo.
Há quem denomine o objeto do processo administrativo de “plano de 
capitalização” para diferenciá-lo dos títulos (contratos efetivamente 
comercializados). No entanto, ressaltamos que a SUSEP prefere a nomenclatura 
“título de capitalização” para acentuar a sua diferença em relação ao “plano 
de seguro”. Porém, no parágrafo único do art. 1o do Decreto-Lei 261/67, já 
há menção tanto ao termo “título” (o que a sociedade vende ao público) 
quanto a “plano” (o que a sociedade aprova junto à SUSEP).
Assim, utilizaremos o termo “plano de capitalização” para significar o 
produto que foi aprovado pela SUSEP num determinado processo.
Em regra, o título de capitalização, entendido como um contrato, existe 
fisicamente, é impresso e há um número (“número do título”) que o 
identifica. Deve trazer, também, as condições gerais que foram aprovadas 
pela SUSEP.
Atualmente, em função da parte que é mais valorizada no título (se o 
resgate ou se o sorteio) e de sua finalidade, os títulos serão enquadrados em 
uma das quatro modalidades existentes, sendo voltados, assim, para nichos 
de mercados diferentes e, evidentemente, com características bem distintas. 
Porém, os títulos atualmente em comercialização, independentemente 
da modalidade, apresentam uma parte de “poupança programada” e, 
geralmente, outra de “sorteios”.
 Poupança Programada
A poupança programada faz-se por meio da aplicação de parte dos pagamentos 
realizados pelo consumidor, por um período estipulado, a uma determinada 
taxa de juros.Ao montante presente nessa “poupança programada” dá-se o 
nome de capital ou reserva de capitalização, ou, ainda mais tecnicamente, 
de Provisão Matemática para Capitalização (PMC). Ao final de cada mês, 
os juros decorrentes da remuneração do capital são adicionados ao próprio 
capital, passando a fazer parte dessa provisão matemática para efeito de 
cálculo dos juros do próximo período.
UNIDADE 2 25
Além disso, o capital vai sendo mensalmente atualizado por um índice 
predefinido, geralmente a TR. A atualização monetária tem como objetivo a 
manutenção do poder de compra do capital, evitando que ele se deteriore 
pelos efeitos danosos da inflação.
O saldo desta espécie de conta programada do consumidor (Provisão Matemática 
para Capitalização) será utilizado como base para o valor a que o consumidor 
terá direito no momento do resgate (valor de resgate). Não se deve confundir 
título de capitalização com caderneta de poupança. A utilização aqui do termo 
“poupança” busca apenas ilustrar que a evolução do capital presente na Provisão 
Matemática para Capitalização é muito semelhante à de uma caderneta de 
poupança. Na capitalização, o acompanhamento desse capital é feito, porém, 
por uma sociedade de capitalização.
A formação de capital sempre esteve presente na concepção de um título de 
capitalização: as sociedades de capitalização emitiam certificados em favor dos 
respectivos compradores, que nada mais eram do que os próprios títulos de 
capitalização. Os subscritores dos títulos efetuavam pagamentos à sociedade, 
durante um certo tempo correspondentes ao valor dos títulos, e formavam, 
assim, um capital que, acrescido dos juros acumulados, era resgatado pelos 
titulares em prazo previamente fixado no título.
 Sorteios
Originalmente, o sorteio se constituía em um componente secundário, uma espécie 
de atrativo adicional e acessório. Era uma mera antecipação do recebimento do 
valor que seria formado ao final do prazo estipulado no plano, muito similar a 
um consórcio.
Atualmente, o valor do sorteio é caracterizado por um múltiplo do 
pagamento único ou do pagamento mensal, ou periódico do título, não 
mais se vinculando ao valor de resgate final do título, podendo, inclusive, 
alcançar somas bastante expressivas, enquanto a Provisão Matemática 
para Capitalização (PMC) pode originar um valor de resgate bem menos 
atraente.
Tais sorteios contemplam apenas alguns dos consumidores com valores de 
prêmios que devem ser previamente definidos nos títulos, sendo, portanto, 
do conhecimento de todos os participantes.
Ainda que não seja obrigatório que um título de capitalização apresente 
sorteios, o que se observa na prática é que quase 100% dos títulos atualmente 
existentes possuem este componente para atrair os consumidores.
 Características do Título
Título de capitalização é um título financeiro do tipo mobiliário e nominativo, 
adquirido pelo comprador diretamente de uma sociedade de capitalização 
ou por meio de um corretor. Seu objetivo é a formação de capital através de 
uma aplicação prefixada por um período determinado e a uma taxa de juros 
previamente conhecida.
Será visto mais adiante, na Unidade 3, no tópico referente à remuneração do 
capital, que é possível que as sociedades de capitalização estruturem seus 
títulos com taxas de juros diferenciadas ao longo de sua vigência, desde que 
respeitados os limites mínimos fixados pela Circular SUSEP no 365/2008.
Art. 1o do Decreto-Lei 
261/67:
“Art. 1o. Todas as operações das 
sociedades de capitalização fi cam 
subordinadas às disposições do 
presente Decreto-Lei.
Parágrafo único. Consideram-se 
sociedades de capitalização as 
que tiverem por objetivo fornecer 
ao público, de acordo com 
planos aprovados pelo Governo 
Federal, a constituição de um 
capital mínimo perfeitamente 
determinado em cada plano, e 
pago em moeda corrente em 
um prazo máximo indicado 
no mesmo plano, à pessoa 
que possuir um título segundo 
cláusulas e regras aprovadas e 
mencionadas no próprio título.”
CAPITALIZAÇÃO26
Além de um papel do mercado mobiliário, o título de capitalização é também 
um papel nominativo, porque possui um proprietário identificado que poderá 
transferir seu direito de propriedade a outra pessoa.
Os títulos de capitalização apresentam dois componentes distintos e 
complementares, que são:
• poupança constituída pela capitalização (juros compostos) de uma parte 
do que foi pago pelo título; e 
• sorteios, que contemplam apenas uma parte dos títulos.
Podemos concluir que o título de capitalização, então, resulta de uma 
associação de poupança programada (conceito) e sorteio, cabendo ao aspecto 
lúdico antecipar ou ultrapassar os valores desejados com uma poupança 
programada.
 Conteúdo do Título
O título de capitalização também pode ser entendido como um contrato 
entre a sociedade de capitalização e o adquirente, sendo composto por um 
conjunto de cláusulas que dão uma forma própria ao título. Estas cláusulas 
são denominadas condições gerais do título e estabelecem as regras relativas 
à formação do capital (reserva matemática), como também as regras para 
os sorteios. Em outras palavras, são as condições gerais que individualizam 
uma série de títulos, havendo, assim, diversos produtos em razão de existirem 
condições gerais diferentes.
Essas condições gerais, por possuírem uma natureza contratual, devem 
observar o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078, de 11 de setembro 
de 1990), sendo que essas condições, por disposição legal, deverão ser 
disponibilizadas ao subscritor, assim como todas as demais informações 
acessórias ao produto previamente à aquisição do título ou ao preenchimento 
da ficha de cadastro, quando existente.
Buscando-se uma analogia com o seguro, as condições gerais do título 
corresponderiam às condições contratuais do primeiro, e o título de 
capitalização corresponderia à própria apólice de seguros.
De qualquer forma, o título de capitalização, contendo suas condições 
gerais, juntamente com as informações complementares necessárias, deverá 
ser disponibilizado ao subscritor ou ao titular em, no máximo, 15 dias 
após a data de início de vigência. O documento disponibilizado é a versão 
impressa do título e das respectivas informações complementares na cidade 
de domicílio do subscritor e do titular, sem custos adicionais que sejam 
revertidos direta ou indiretamente para a sociedade de capitalização.
Subscritor
É a pessoa que subscreve 
a proposta de aquisição do 
título, quando existente, 
assumindo o compromisso de 
efetuar o pagamento na forma 
convencionada nas 
condições gerais.
Titular
É o próprio subscritor ou outra 
pessoa expressamente indicada 
por ele. É o proprietário do 
título, a quem devem ser pagos 
todos os valores originados 
por esse título.
UNIDADE 2 27
Há, ainda, a Nota Técnica Atuarial, que consiste na descrição do título por 
meio de bases técnicas, hipóteses e formulações atuariais. Nela, encontram-se 
as demonstrações dos cálculos dos parâmetros técnicos de um título de 
capitalização, traduzidos em enunciados e fórmulas matemáticas que o plano 
tem que satisfazer. Além disso, a nota técnica traz também a formulação 
matemática das provisões que serão constituídas no plano de capitalização. 
Ela deve ser assinada por um atuário devidamente registrado no Instituto 
Brasileiro de Atuária (IBA). Por não possuir natureza contratual e por não 
acrescentar novos elementos sobre os direitos ou as obrigações do consumidor, 
a nota técnica do plano não necessita ser de conhecimento do adquirente 
do título de capitalização.
 Aprovação do Título
Para que uma sociedade de capitalização possa comercializar um título, é 
necessário que ela obtenha, previamente, uma aprovação específica, fornecida 
pela SUSEP. A sociedade de capitalização deverá encaminhar à SUSEP, paraanálise, as condições gerais e a Nota Técnica Atuarial dos títulos de capitalização 
a serem por ela comercializados e, caso estejam em conformidade com os 
normativos em vigor, deve ocorrer a aprovação. As condições gerais e a Nota 
Técnica Atuarial devem ser encaminhadas primeiramente através do Registro 
Eletrônico de Produtos, implantado em janeiro de 2013, seguido do protocolo 
físico de expediente que contemple:
• a razão social da sociedade;
• CNPJ;
• a respectiva modalidade à qual pertença o título;
• a assinatura de dois diretores da sociedade; e
• a assinatura do atuário responsável pela elaboração da Nota Técnica 
Atuarial, com número de identificação profissional perante o órgão 
competente.
A aprovação ocorre por meio do processo para aprovação de título de 
capitalização. Existe um número de processo administrativo para cada plano, 
fornecido pela SUSEP quando do recebimento do pedido de aprovação. 
É obrigatória a inclusão do número de processo SUSEP nas condições gerais, 
na ficha de cadastro ou em qualquer veiculação de caráter publicitário, de 
forma a permitir a imediata identificação do produto pelo destinatário.
A única exceção é quando se tratar de propaganda institucional, hipótese em 
que não será necessário mencionar os números dos processos cadastrados 
na SUSEP.
Tanto as condições gerais quanto a nota técnica precisam ser previamente 
aprovadas pela SUSEP para que os títulos, referentes àquele processo 
administrativo, possam ser comercializados.
Após a aprovação pela SUSEP, as Condições Gerais são disponibilizadas para 
consulta, no site da SUSEP, através do número do processo administrativo 
(http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-publico/planos-e-produtos/
consulta-publica-de-produtos-1). 
É possível afi rmar que um 
título de capitalização, 
tecnicamente, é formado 
pela união das condições 
gerais do título e da 
Nota Técnica Atuarial.
Observações
A nota técnica e as condições gerais não 
precisam ser estáticas. Podem sofrer 
ajustes ou alterações, desde que as 
mudanças em seus dispositivos sejam 
aprovadas pela SUSEP previamente 
à sua implementação. Porém, após a 
comercialização do título, qualquer 
alteração implementada nas condições 
gerais ou na Nota Técnica Atuarial deverá 
ser previamente encaminhada à SUSEP 
mediante abertura de novo processo 
administrativo e, consequentemente, 
geração de um novo número. A critério 
da sociedade de capitalização, pode-se 
solicitar o arquivamento do processo 
original. 
Excepcionalmente, a SUSEP não exige 
a aber tura de um novo processo 
administrativo se as alterações forem 
decorrentes de mudanças nas normas 
determinadas pela própria SUSEP ou pelo 
CNSP, isto é, se forem mudanças apenas 
para se adaptar a normativos novos.
CAPITALIZAÇÃO28
 FICHA DE CADASTRO
A ficha de cadastro é obrigatória na modalidade Tradicional e Compra-
Programada, sendo facultativa nas modalidades Popular e Incentivo. 
Ainda que não seja obrigatória, a ficha de cadastro pode ser um instrumento 
auxiliar tanto na operacionalização da venda do título quanto na 
administração do título.
A ficha de cadastro, quando existente, deverá ser preenchida em momento 
anterior ao da aquisição do título, devendo conter alguns requisitos previstos 
na legislação em vigor, que são:
• os incisos I, II, III, V, VI e VII do artigo 3o da Circular 365;
• as redações previstas no §2o do artigo 3o da Circular 365;
• a informação de que a contratação implica automática adesão às condições 
contratuais do título; e
• a informação de que o subscritor tomou ciência das condições gerais do 
título de capitalização.
Destaque-se, ainda, que ao subscritor deverá ser entregue, mediante 
contrarrecibo, uma cópia da ficha de cadastro.
Uma vantagem de se ter a ficha de cadastro é a de o subscritor poder informar 
quem são os titulares. Exemplo: o pai que compra um título para seus dois filhos. 
Ele é o subscritor (assumindo a obrigação de pagar), e os filhos serão os titulares 
(possuem os direitos de resgate e de sorteio). A ficha de cadastro poderá conter 
essa informação (com o nome dos filhos), definindo, também, qual será a parte 
de cada filho (50% para cada um, por exemplo). No entanto, nada impede 
que essa declaração seja feita à sociedade num documento apartado.
Assim, a ficha de cadastro pode conter os dados do subscritor e do titular, 
bem como outras informações, como, por exemplo, a autorização para débito 
em conta corrente dos pagamentos do título, se for o caso.
UNIDADE 2 29
Nota
A ficha de cadastro na capitalização possui uma função semelhante à 
da proposta de subscrição no mercado de seguros. 
A proposta de subscrição é bastante utilizada no mercado de seguros, 
salvo no caso de contratação de seguro via bilhete. É por meio dela 
que o segurado ou o seu representante, ou ainda o corretor, informa as 
características do bem a ser segurado, permitindo que a seguradora faça 
uma melhor avaliação dos riscos para os quais oferecerá a cobertura 
do seguro, ajustando melhor o prêmio a ser cobrado do segurado, 
podendo até mesmo recusar, desde que motivadamente, a aceitação 
do seguro. 
Na capitalização, a situação é um pouco diferente em relação ao 
mercado de seguros. Não há risco a ser transferido para a sociedade 
de capitalização, nem mesmo o de inadimplência, já que o valor a 
ser resgatado pelo titular será constituído a partir dos seus próprios 
pagamentos. Quanto aos sorteios, o inadimplemento acarreta a 
suspensão do título, isto é, afasta o direito de participar dos sorteios; logo, 
também não acarreta, pelo menos diretamente, prejuízo à sociedade. 
Deve-se observar que, se aquele título suspenso viesse a ser sorteado, o 
prêmio, em regra, pertenceria à própria sociedade. 
 PROPAGANDA E MATERIAL 
DE COMERCIALIZAÇÃO
A legislação determina que, embora não sejam passíveis de aprovação 
pela SUSEP, a propaganda e o material de promoção referentes aos títulos 
de capitalização somente poderão ser elaborados com autorização expressa 
e sob supervisão da sociedade de capitalização, respeitadas as condições 
gerais dos títulos e as normas em vigor.
A sociedade de capitalização é responsável pela fidedignidade das informações 
prestadas no material de promoção e de comercialização dos seus títulos.
Evidentemente, busca-se alcançar a relação sociedade de capitalização/corretores. 
Como consequência, a sociedade torna-se também responsável por todo o 
conteúdo de informações prestadas através do material de divulgação.
Há alguns requisitos específicos para esse tipo de material, como a inclusão 
do número de processo SUSEP, além de algumas frases obrigatórias exigidas 
pela legislação (Exemplo de frase obrigatória: “A aprovação deste título pela 
SUSEP não implica, por parte da Autarquia, em incentivo ou recomendação a 
sua aquisição, representando, exclusivamente, sua adequação às normas em 
vigor.”; “e, quando a venda for intermediada por corretor de capitalização, (...)” 
– Circular SUSEP 365/08). Há um outro requisito bastante importante: qualquer 
veiculação de caráter publicitário, independentemente da mídia utilizada, ao 
mencionar a faculdade de conversão dos valores de resgate e/ou prêmios de 
sorteio em eventuais bens e/ou serviços, deverá informar que o consumidor 
sempre terá direito ao recebimento em dinheiro, se assim o desejar.
Importante
É necessário extremo cuidado com os 
materiais de propaganda e comercialização, 
que, segundo o Código de Defesa do 
Consumidor, tornam-se partes integrantes 
do contrato.
CAPITALIZAÇÃO30
 AS CONDIÇÕES GERAIS DO TÍTULO: 
O “CONTRATO” DE CAPITALIZAÇÃO
As condições gerais são normas que regem o contrato entre a sociedade 
e os adquirentes de títulos de capitalização.
As cláusulas definem os deveres e direitos dos contratantes nas transações 
de compra e venda de títulos de capitalização. O títuloé o documento em 
que estão previstos todos os direitos e deveres da sociedade de capitalização 
e do consumidor.
Nas condições gerais dos títulos (modelo no Anexo 1), são apresentados 
todos os diferenciais que a sociedade quer imprimir ao seu produto. 
As sociedades de capitalização podem prever, por exemplo, a participação 
dos titulares nos lucros da empresa.
Os direitos conferidos pela aquisição de um título de capitalização variam 
de empresa para empresa e até de título para título (aqui entendidos como 
“planos” distintos) de uma mesma empresa, embora haja uma crescente 
tendência de uniformização das Condições Gerais, em função da existência 
do Plano Padrão de Capitalização elaborado pela Comissão Técnica da 
FENACAP – Federação Nacional de Capitalização. (Os planos podem ser 
acessados em http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-mercado/
informacoes-tecnicas-e-planos-padroes/capitalizacao)
De acordo com a legislação em vigor, as condições gerais do título devem 
conter, no mínimo e sempre em destaque, os seguintes elementos:
• glossário com as definições de subscritor, titular, capital, capital nominal;
• percentuais de sorteio e de carregamento;
• tabela que discrimine o percentual de resgate em função do prazo de 
vigência do título;
• informações sobre se o valor do prêmio de sorteio é líquido ou bruto 
e, nesse caso, que o desconto de imposto de renda será na forma da 
legislação em vigor, explicitando o percentual vigente aplicável;
• denominação e CNPJ da sociedade de capitalização;
• nome fantasia do produto, número do processo SUSEP e a modalidade, 
facilmente identificáveis;
• critério de atualização de valores, com a indicação do índice utilizado;
• informação sobre a incidência de juros moratórios, quando o sorteio 
e/ou resgate não forem pagos nos prazos estabelecidos pela legislação 
em vigor; 
• informações relativas à participação em excedentes financeiros, nos termos 
da legislação específica, e as condições para obtenção de bônus, quando 
previstos; e
• informações sobre local do foro para processamento de questões judiciais 
e informações sobre os prazos prescricionais. 
É indispensável conhecer o 
conteúdo das condições gerais 
de um título, seja para 
vendê-lo, comprá-lo ou, ainda, 
prestar informações 
aos consumidores.
UNIDADE 2 31
Todas as cláusulas que implicarem limitações ou impuserem ônus aos titulares 
deverão ser redigidas em destaque nas condições gerais, permitindo sua fácil 
identificação e compreensão.
Além disso, elas deverão apresentar a seguinte redação obrigatoriamente 
(Anexo 1, art. 1o, §1o):
“A aprovação deste título pela SUSEP não implica, por parte da Autarquia, 
em incentivo ou recomendação à sua aquisição, representando, 
exclusivamente, sua adequação às normas em vigor.”;
E, quando a venda for intermediada por corretor de capitalização, também 
deve haver a redação abaixo (Anexo 1, art. 1o, §2o):
“O consumidor poderá consultar a situação cadastral de seu corretor 
de capitalização, no sítio www.susep.gov.br, por meio do número de 
seu registro na SUSEP, nome completo, CNPJ ou CPF.”
As duas redações acima também são aplicáveis à ficha de cadastro, se existente. 
Mas não é só: a primeira frase, que aborda a aprovação, também deverá ser 
inserida em material de comercialização e propaganda utilizado pela sociedade 
de capitalização quando este for específico para um determinado produto ou 
grupo de produtos, à exceção da propaganda efetuada por mídia eletrônica, 
a exemplo de rádio e TV. 
 INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES 
ÀS CONDIÇÕES GERAIS
Além de todas as informações que devem estar presentes nas condições 
gerais e na ficha de cadastro, a legislação prevê, ainda, a obrigatoriedade de a 
sociedade prestar outras informações ao subscritor, podendo tais informações 
estarem apartadas das condições gerais do título. São elas:
• valor do capital nominal mínimo, formado ao final do prazo de vigência, 
considerando-se todos os pagamentos previstos efetuados em dia;
• nome e número de registro do corretor, quando existente;
• identificação dos titulares, quando conhecidos previamente, com o 
respectivo percentual de cada um sobre os direitos do título, quando for 
o caso; e
• número do título e os números ou códigos que o título utilizará na 
participação dos sorteios.
Importante
Lembramos que as condições gerais 
devem estar disponíveis ao consumidor no 
momento da contratação do título. 
Atenção
Para facilitar a sua compreensão, no 
Anexo 1, apresentamos um exemplo 
de condições gera is de t í tu lo de 
capitalização e nos próximos itens, 
sempre que possível, será informado 
qual o artigo dessas condições gerais 
a que o tópico em estudo se refere. 
CAPITALIZAÇÃO32
 FORMAS DE CONTRATAÇÃO DE 
UM TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO 
Um título de capitalização pode ser contratado da forma mais clássica, isto 
é, por meio da presença física do consumidor e do corretor de capitalização. 
Mas também pode ser contratado com a utilização de canais remotos. 
Neste caso, a contratação ocorre sem a presença conjunta de consumidor 
e de um corretor de capitalização. Como exemplo desta forma, podemos 
citar a contratação do título via terminais bancários de autoatendimento ou 
mesmo pela Internet.
Contudo, a legislação exige requisitos especiais para a contratação por canais 
remotos. Em tais casos, a sociedade de capitalização deverá:
• disponibilizar, imediatamente, a confirmação da contratação ao 
consumidor; e
• encaminhar, em até 15 dias após a data do início de vigência, o título de 
capitalização ao titular ou disponibilizar, no momento da contratação, 
documentação contendo o título de capitalização e suas condições gerais.
 A CONTRATAÇÃO DE UM TÍTULO 
DE CAPITALIZAÇÃO: SUBSCRITOR 
E TITULAR
As pessoas envolvidas na aquisição de um título de capitalização passam a 
possuir uma denominação especial: subscritor e titular.
Subscritor é a pessoa física ou jurídica que subscreve a proposta de compra, 
quando existente, comprometendo-se a efetuar os pagamentos na forma 
prevista nas condições gerais do título. O subscritor também pode ser chamado 
de proponente, em analogia ao contrato de seguro.
Já titular é a pessoa, física ou jurídica, proprietária do título. Ao titular cabem os 
direitos originados pelo título de capitalização. Esses direitos são, basicamente, 
o de recebimento do resgate de participação nos sorteios, incluindo também 
o recebimento dos prêmios caso seja contemplado. 
O titular poderá ser o próprio subscritor ou uma outra pessoa, física ou 
jurídica, indicada pelo subscritor. Assim, o subscritor, ao adquirir o título 
de capitalização (ou mesmo posteriormente, se não o fez em momento 
anterior), pode indicar a quem pertencem os direitos: ao próprio subscritor 
ou a alguém por ele indicado.
É possível, também, a escolha de mais de um titular. Assim, os pagamentos de 
resgate e de sorteios deverão ser efetuados a cada um dos titulares indicados 
na proporção estabelecida pelo subscritor por ocasião da contratação.
Exemplo: uma pessoa pode comprar um título para si mesma ou pode 
comprá-lo e indicar como titular seu filho. Nesse caso, ela é responsável pelo 
pagamento, e o filho será o titular do direito de resgate, e, caso o título seja 
sorteado, o filho possui o direito de receber o prêmio do sorteio.
Observação
A partir deste momento, seguiremos nosso 
estudo com foco nos elementos e requisitos 
que as condições gerais do título devem 
apresentar, uma vez que tais condições 
é que são levadas ao conhecimento 
do consumidor, definindo direitos e 
obrigações tanto para o consumidor 
quanto para a sociedade de capitalização. 
Abordaremos a Nota Técnica Atuarial 
apenas quando for necessário esclarecer 
um tópico das condições gerais.
Observações
1. É proibida a venda de t í tulo de 
capitalização a menores de16 anos.
2. A Circular SUSEP 460/2012 criou 
também a fi gura do “Distribuidor de 
títulos de capitalização” que é a pessoa 
jurídica que realiza a intermediação 
entre a sociedade de capitalização 
e o canal de venda dos títulos de 
capitalização. A circular estabelece 
ainda uma série de obrigações e regras 
para este distribuidor.
UNIDADE 2 33
Atenção
Em caso de falecimento do titular, o título integrará o seu espólio. 
Assim, em regra, após a conclusão do processo de inventário, serão 
distribuídos os direitos decorrentes do título aos herdeiros do titular. 
Em caso de falecimento do subscritor, a transferência se dá de 
acordo com duas situações:
• subscritor e titular eram a mesma pessoa – neste caso, os direitos 
oriundos do título integrarão o espólio do falecido. Quanto à 
obrigação de realização dos pagamentos restantes (caso existam), 
que cabia ao subscritor falecido, tal obrigação poderá ser assumida 
por qualquer pessoa legalmente interessada, porém isso não lhe 
garantirá os direitos do título; e
• subscritor e titular eram pessoas diferentes – neste caso, 
qualquer pessoa legalmente interessada poderá assumir o lugar do 
subscritor. O titular continuará a deter os direitos originados do 
título (resgate da provisão matemática e recebimento dos prêmios 
de sorteios).
Em qualquer das duas hipóteses, não se efetuando os pagamentos, o 
título será cancelado conforme as regras previstas nas condições gerais, 
persistindo, no entanto, o direito de resgate.
 TRANSFERÊNCIA DO TÍTULO 
DE CAPITALIZAÇÃO: CEDENTE 
E CESSIONÁRIO
Conforme a legislação em vigor, o título de capitalização é indivisível em 
relação à sociedade (Anexo 1, art. 2o). Isso significa que duas sociedades de 
capitalização não podem se unir para lançar um título, sendo uma responsável 
pelo pagamento dos resgates e a outra responsável pelo pagamento referente 
aos sorteios. Não é possível, também, mesmo depois de comercializado o 
título, uma sociedade transferir a outra a obrigação dos pagamentos referentes 
aos sorteios.
Além disso, uma sociedade de capitalização não poderá comercializar os 
direitos relativos ao título separadamente, ou seja, ela não pode, por decisão 
sua, vender o direito de resgate de um título para uma pessoa e o direito de 
sorteio do mesmo título para outra. Assim, a sociedade de capitalização não 
pode, sozinha, decidir por dividir os direitos de um título de capitalização.
No entanto, para o subscritor e para o titular, é facultada a transferência 
(cessão) de seus papéis no título a qualquer momento, mediante comunicação 
escrita à sociedade, não podendo ser cobrada qualquer taxa para a realização 
dessa transferência.
CAPITALIZAÇÃO34
A pessoa, física ou jurídica, que cede o seu papel no título de capitalização 
é chamada de cedente, enquanto a pessoa a quem esse papel está sendo 
cedido é chamada de cessionário. 
A transferência de titular é mais frequente do que a transferência entre 
subscritores.
Na transferência do titular, o cessionário (novo titular) substitui o cedente 
(antigo titular) em todos os seus direitos e obrigações. Assim, o novo titular 
assumirá o papel do cedente, passando a possuir o direito ao resgate e à 
participação nos sorteios. Somente o titular ou seu representante legal 
podem transferir a titularidade a outra pessoa. É vedado ao subscritor este 
direito, a não ser que subscritor e titular sejam a mesma pessoa.
Já o subscritor pode transferir a outra pessoa a obrigação de efetuar os 
pagamentos. Para tal, deverá ter a concordância desta outra pessoa, que 
passará a assumir a obrigação dos pagamentos.
Importante
1. Cabe ao subscritor e/ou ao titular comunicar à sociedade de 
capitalização sobre:
• seus dados cadastrais atualizados para efeito de registro e 
controle;
• a realização de transferência (cessão), informando os dados 
cadastrais do novo subscritor e do novo titular (cessionários), 
respectivamente, mediante solicitação formal (assinatura) de 
ambas as partes ou de seus representantes legais; e
• a sociedade de capitalização deverá manter registro atualizado 
contendo as informações sobre o título e os dados cadastrais 
do subscritor e titular, de modo a identificar, para aquele título 
de capitalização, a perfeita vinculação entre estas pessoas e 
a sociedade de capitalização, observados, também, outros 
requisitos de legislação mais específica.
2. Existem diversos títulos de capitalização em que o consumidor cede 
automaticamente o direito de resgate a instituições declaradas 
de utilidade pública ou assemelhadas, ficando apenas com o 
direito de participação nos sorteios. Há inúmeras regras específicas 
para esta cessão, conforme Circular SUSEP 460/2012.
UNIDADE 2 35
 VIGÊNCIA DE UM TÍTULO 
DE CAPITALIZAÇÃO
O prazo de vigência é o período durante o qual o título de capitalização está 
sujeito às regras descritas nas condições gerais do título, sendo administrado 
pela sociedade de capitalização.
Dois fatos podem determinar a data de início de vigência: a ocorrência do 
primeiro pagamento (se o título for do tipo PU, fala-se em “pagamento único”) 
ou a aquisição do título. É considerada como sendo a data de início de vigência 
a que ocorrer primeiro entre as hipóteses anteriores. Assim, se um consumidor 
adquire o título no dia 5 do mês, efetuando o primeiro pagamento no dia 10, 
considera-se que o título de capitalização iniciou vigência no dia 5, por ser 
esta a data que ocorreu primeiro (Anexo 1, art. 3o).
O título permanecerá plenamente ativo enquanto não houver atraso nos 
pagamentos. A partir da data de início, e durante o prazo de vigência, 
o titular passa a ter direito a todos os benefícios proporcionados pelo 
produto: juros e atualização da Provisão Matemática para Capitalização, além 
de poder participar dos sorteios. 
O art. 1o do Decreto-Lei 261/67 menciona que o título objetiva “a constituição 
de um capital mínimo perfeitamente determinado em cada plano, e pago em 
moeda corrente em um prazo máximo indicado no mesmo plano”.
Dessa forma, o prazo de vigência é exatamente o prazo estabelecido no título 
para a formação do capital que o título objetiva atingir. Pode-se dizer que o 
prazo de vigência é aquele em que esse capital está sujeito à remuneração 
(capitalização), pela incidência da taxa de juros prevista nas condições gerais, e 
à atualização monetária, por meio da aplicação do índice informado também 
nas condições gerais.
O prazo mínimo de vigência para um título de capitalização é de 12 meses, 
conforme legislação em vigor. 
 PRAZO DE CARÊNCIA DE UM 
TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO
Na capitalização, alguns títulos admitem que o titular possa realizar resgates 
mesmo antes de encerrada a vigência do título, o que se denomina resgate 
antecipado (antecipado em relação ao final da vigência). No entanto, o título 
também pode estabelecer que o valor a ser recebido, em função do resgate 
antecipado, só poderá ocorrer depois de cumprida uma certa parte da 
vigência, denominada prazo de carência (Anexo 1 – art. 11).
O prazo de carência é o período de tempo, contado a partir do início de vigência 
do título, que o titular terá que aguardar para poder receber o valor de resgate. 
Após a solicitação do resgate total, não mais incidem juros sobre a Provisão 
Matemática para Capitalização, havendo apenas atualização monetária.
Observação
O prazo de vigência não se confunde com 
o prazo de pagamento, que é o período 
durante o qual o subscritor se compromete 
a efetuar os pagamentos. Porém, o prazo 
de pagamento só poderá, no máximo, ser 
igual ao prazo de vigência.
CAPITALIZAÇÃO36
O prazo de carência do título de capitalização não afeta o direito de 
participação nos sorteios, isto é, nesse prazo o título concorrerá normalmente 
aos sorteios, havendo apenas a limitação ao recebimento do valor oriundo 
de resgate antecipado.Situação interessante poderá ocorrer em caso de cancelamento do título por 
inadimplência (falta de pagamento). Quando houver este cancelamento, os 
recursos presentes na Provisão Matemática para Capitalização sempre poderão 
ser levantados pelo titular (não obrigatoriamente de forma integral), 
devendo, no entanto, aguardar o cumprimento do prazo de carência do 
título de capitalização, se existente. Assim, se o cancelamento ocorrer durante 
o prazo de carência estabelecido no título, o titular deverá aguardar o seu 
término para, só então, obter o valor de resgate. 
A legislação permite que a sociedade fixe um prazo de carência para a efetivação 
de resgates de, no máximo, 24 meses (contados sempre a partir da data de 
início da vigência), porém nunca superior ao próprio prazo de vigência 
do título. Assim, se o título tiver um prazo de vigência igual ou inferior a 24 
meses, o prazo máximo de carência admitido pela legislação para a efetivação 
do resgate será igual ao período de vigência do título.
 TIPOS DE TÍTULO: PU, PP E PM
Os tipos de títulos são classificados com base no número de pagamentos que 
serão efetuados pelo subscritor. Dividem-se em PU (pagamento único), PP 
(pagamentos periódicos) e PM (pagamentos mensais) (Anexo 1, art. 4o).
Como o próprio nome diz, os títulos do tipo PU se caracterizam por um 
pagamento único. 
Os títulos do tipo PM preveem a realização de um pagamento para cada mês 
de sua vigência. Assim, exemplificando, se o título PM possuir uma vigência 
de 60 meses, ele exigirá que o subscritor realize 60 pagamentos mensais e 
consecutivos.
Já os títulos do tipo PP preveem pagamentos periódicos. Não há 
correspondência entre o número de pagamentos e o número de meses de 
vigência, sendo prevista a realização de mais de um pagamento (se fosse 
apenas um pagamento, seria PU).
Em geral, esses pagamentos são consecutivos, mas não há correspondência 
entre o número de pagamentos e o número de meses de vigência. 
Por exemplo, é possível a existência de um título PP com 12 meses de vigência 
em que haja somente seis pagamentos (do 1o ao 6o mês, por exemplo).
Há diversas aplicações práticas para os títulos PP e PM. Em geral, 
eles priorizam não só os sorteios, mas também o valor de resgate. 
Os títulos PP e PM são os que mais se aproximam da ideia de uma “poupança 
programada”, ou “forçada”, como alguns preferem, em razão de o subscritor 
ser obrigado a efetuar os pagamentos mensalmente, sendo o valor de resgate 
gradativamente construído.
Importante
Para qualquer tipo de título, é proibida 
a cobrança de valores do subscritor 
e/ou do titular com fi nalidade de inscrição, 
cadastro ou transferência. Assim, nada, 
além de valores correspondentes aos 
pagamentos, pode ser cobrado do 
subscritor de um título de capitalização.
Exemplo
Um título de 12 meses de vigência pode 
prever, no máximo, um prazo de carência 
de 12 meses. Já um título com 72 meses 
de vigência poderia apresentar um prazo 
máximo de carência de 24 meses.
UNIDADE 2 37
 A COMPOSIÇÃO DO PAGAMENTO: 
AS QUOTAS DE CAPITALIZAÇÃO, 
DE SORTEIO E DE CARREGAMENTO
Cada pagamento a ser realizado pelo subscritor é formado por três 
componentes: quota de capitalização, quota de sorteio e quota de 
carregamento (Anexo 1, Glossário). É comum se apresentarem as quotas 
como sendo percentuais incidentes sobre o pagamento. Assim, em cada 
pagamento, a soma dos percentuais referentes às Quota de Capitalização, 
Carregamento e Sorteio deve resultar em 100%, isto é, a soma equivale a 
100% do valor do pagamento.
 Quotas de Capitalização
Representam o percentual (a parte) de cada pagamento que será destinado 
à constituição do capital a ser resgatado. 
Os percentuais relativos aos pagamentos a serem utilizados para constituição 
da Provisão Matemática para Capitalização – quotas de capitalização – deverão 
obedecer aos seguintes critérios, observados, ainda, os demais requisitos de 
cada modalidade:
• nos títulos com pagamento único (PU) em que haja sorteio, a quota de 
capitalização mínima é de 70%, qualquer que seja o prazo de vigência. Mas 
há uma exceção: em títulos de pagamento único (PU) com 12 meses de 
vigência e pertencentes às modalidades Incentivo ou Popular, o percentual 
destinado à formação da Provisão Matemática para Capitalização deverá 
ser, no mínimo, 50% do valor do pagamento.
PU 
com Sorteios
Percentual Mínimo Destinado à Capitalização 
(Quota de Capitalização Mínima)
Títulos em geral 70%
Incentivo ou Popular com 
12 meses de vigência 50%
• nos títulos com pagamentos mensais (PM) ou de pagamentos periódicos 
(PP), em que haja a realização de sorteios, os percentuais destinados à 
formação da Provisão Matemática para Capitalização deverão ser, no 
mínimo, 10% do valor de cada pagamento nos primeiros três meses de 
vigência, 70% a partir do quarto mês de vigência, e, além disso, a média 
aritmética do percentual de capitalização de todos os pagamentos, até 
o final da vigência do título, deverá corresponder a, no mínimo, 70%, 
qualquer que seja o prazo de vigência do título.
PM ou PP 
com Sorteios
 Percentual Mínimo Destinado à Capitalização 
(Quota de Capitalização Mínima)
1o, 2o e 3o pagamentos 10%
4o pagamento em diante 70%
Média de todos os 
pagamentos 70%
• nos títulos em que não há sorteio, sejam PU, PP ou PM, os percentuais 
destinados à formação da Provisão Matemática para Capitalização devem 
corresponder, no mínimo, a 98% de cada pagamento.
Exemplo
Se, numa série de 100.000 títulos com 
pagamento único de valor “a”, os prêmios 
de sorteios totalizarem 10.000 vezes 
o valor do pagamento (10.000 * a), a 
quota de sorteio será de 10% (10.000 * a 
/100.000 * a), isto é, cada título colabora 
com 10% de seu pagamento para custear 
os sorteios.
CAPITALIZAÇÃO38
 Quotas de Sorteio
Têm como finalidade custear os prêmios que são distribuídos em cada série, 
quando previstos. Representam a parte lotérica do título, ou seja, aquilo que 
o consumidor está “jogando”. O “bolo” formado por essas parcelas se destina, 
exclusivamente, a bancar os prêmios pagos aos clientes sorteados.
Há limites existentes na legislação para a quota de sorteio, mas esses limites 
variam de acordo com a modalidade do título, como veremos mais adiante.
 Quotas de Carregamento
Os percentuais de carregamento deverão cobrir os custos de despesas com 
corretagem, colocação e administração do título de capitalização, emissão, 
divulgação, atendimento ao cliente, desenvolvimento de sistema e, é claro, o 
lucro da sociedade de capitalização.
Assim, as quotas de carregamento representam a parcela de cada pagamento 
que é cobrada pela sociedade para administrar o título.
Notas
• As quotas de sorteio e de carregamento deverão ser apresentadas 
sempre em destaque nas condições gerais do título de capitalização 
e ser de conhecimento do subscritor no ato da subscrição.
• Como as quotas somadas devem resultar na integralidade de 
cada pagamento (100%), é evidente que, indiretamente, a quota 
de capitalização também pode ser conhecida. Atualmente, não há 
um limite expresso à quota de carregamento. Os limites à quota 
de sorteio serão abordados mais à frente.
• Dentro dos limites estabelecidos pela legislação, cada sociedade 
pode fixar suas próprias quotas, de acordo com o objetivo comercial 
a ser atingido para cada produto que lançar. 
Exemplo: num título com pagamentos mensais no valor de R$ 200,00 (cada 
um), o quarto pagamento apresenta as seguintes quotas:
• quota de capitalização: 75%
• quota de sorteio: 15% 
• quota de carregamento: 10%
Então, R$ 150,00 (75%) serão destinados para compor o capital, R$ 30,00 
(15%) serão destinados para o custeio dos sorteios, e R$ 20,00 (10%) serão 
destinados ao carregamento da sociedade de capitalização.
Observa-se que apenas uma parte do pagamento (oriunda da quota 
decapitalização) é efetivamente utilizada na formação do capital, isto é, da 
Provisão Matemática para Capitalização (PMC).
UNIDADE 2 39
 A ESTRUTURAÇÃO DE UM 
TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO:
O TAMANHO DA SÉRIE
De acordo com a legislação em vigor, os títulos de capitalização que prevejam 
sorteio devem ser estruturados em séries, ou seja, em sequências ou em grupos 
de títulos submetidos às mesmas condições e características, à exceção do 
valor do pagamento (Anexo 1, art. 8o).
Isso significa que podem ser comercializados, numa mesma série, títulos com 
valores de pagamento diferenciados, desde que tal hipótese esteja prevista 
na Nota Técnica Atuarial do plano.
O número de títulos (tamanho da série) que serão emitidos numa mesma 
série deverá ser informado nas condições gerais e na Nota Técnica Atuarial 
do título. Assim, o tamanho da série representa a quantidade máxima de 
títulos que poderá ser comercializada nessa mesma série. Somente os títulos 
relativos a uma mesma série podem concorrer aos sorteios previstos 
para aquela série.
Porém, é possível que uma sociedade de capitalização comercialize várias 
séries distintas, observada, no entanto, em cada série, a quantidade máxima 
de títulos. É certo que os sorteios relativos a uma série não se comunicam com 
uma outra, isto é, os sorteios e, consequentemente, os títulos ganhadores são 
independentes entre as séries.
A importância do tamanho da série está relacionada aos sorteios.
Em primeiro lugar, os sorteios são custeados pelos próprios títulos, por meio 
da quota de sorteio. Assim, para se determinar quanto compete a cada título, 
ou seja, para se fazer a divisão do custo dos sorteios pelos títulos, é necessário 
definir quantos títulos serão colocados à venda, ou seja, é necessário se definir 
o tamanho da série.
O segundo aspecto relevante é referente à probabilidade de ser sorteado. 
Evidentemente, quanto maior o tamanho da série, mais difícil será, em tese, 
um título ser sorteado. 
Uma série é, portanto, um conjunto limitado de títulos, numerados 
sequencialmente, que possuem a mesma probabilidade de serem 
sorteados (o que, tecnicamente, denomina-se equiprobabilidade de 
contemplação no sorteio), que concorrem aos mesmos sorteios e que buscam 
garantir o equilíbrio entre receitas e despesas relativamente aos sorteios. 
Pela norma vigente, foi definido que o tamanho de uma série deverá ser de, no 
mínimo, 10.000 (dez mil) títulos.
Observação
Se não for previsto sorteio (hipótese que, 
na prática, é muito difícil de ocorrer), não 
é necessário se estruturarem os títulos 
em séries, isto é, não havendo sorteio, 
a sociedade não precisa definir uma 
quantidade máxima de títulos que será 
comercializada.
CAPITALIZAÇÃO40
 VALOR DE PAGAMENTO E SUA 
ATUALIZAÇÃO
É facultada às sociedades de capitalização a comercialização de títulos com 
valores de pagamentos diferenciados, dentro da mesma série, ou seja, é possível 
que títulos dentro da mesma série possuam valores diferentes de pagamento.
Mas há também, segundo a legislação em vigor, valor mínimo para cada um 
dos pagamentos.
Em termos gerais, a legislação prevê que o valor mínimo admissível para cada 
pagamento é de R$ 3,00, mas a regra possui duas exceções:
• títulos que prevejam a cessão integral da Provisão Matemática para 
Capitalização para programas sociais, educacionais, culturais ou esportivos 
de interesse do Governo Federal; e
• títulos da modalidade Incentivo que prevejam a cessão gratuita ao 
consumidor somente do direito à participação nos sorteios.
Possibilidades de mudança do valor pago pelo subscritor durante a 
vigência:
• nos planos PU – o pagamento é único, não sendo possível, evidentemente, 
a hipótese de atualização do valor a ser pago pelo subscritor; e
• nos planos PM e PP – os pagamentos são mensais e sucessivos. 
Assim, pode ser interessante prever a sua atualização monetária, 
principalmente se o “plano” tiver um prazo de vigência longo para que 
esses pagamentos não sejam corroídos pelos efeitos inflacionários, já 
que, como o valor de resgate é originado a partir de uma parte dos 
pagamentos (oriunda da quota de capitalização), ele também sofreria os 
efeitos inflacionários.
Por isso, a norma faculta às sociedades de capitalização a elaboração de 
planos com a previsão de atualização do pagamento. Anualmente, o valor de 
pagamento seria corrigido, ou melhor, atualizado monetariamente na forma 
definida nas condições gerais do título (Anexo 1, art. 13). 
É vedada a inclusão de cláusula de atualização de pagamento para títulos 
com prazo de pagamento igual ou inferior a 12 meses, uma vez que a 
atualização deve ter, quando prevista, periodicidade anual e deverá utilizar 
um dos índices autorizados pela legislação em vigor.
A legislação permite a utilização de percentual inferior a 100% do índice 
pactuado (exemplo: 60% da variação do IGP-M), sendo possível, também, que 
as sociedades de capitalização estabeleçam, nas condições gerais do título, 
a livre pactuação entre as partes do percentual do índice de atualização a 
ser aplicado aos pagamentos periódicos (PP) ou pagamentos mensais (PM), 
a cada período de 12 meses.
A questão da cessão será mais bem 
abordada na modalidade Incentivo. 
No momento, o importante é saber 
que, para as duas exceções ao 
lado, não há um valor mínimo de 
pagamento imposto pela legislação.
UNIDADE 2 41
O índice de atualização e a forma de sua apuração, se existentes, deverão 
constar das condições gerais do título.
Os títulos que se utilizam da atualização dos pagamentos adotam, 
normalmente, a correção anual pelo IGP-M, o que se tornou, praticamente, 
o padrão do mercado.
 INFORMAÇÕES AO CONSUMIDOR
A contratação de qualquer título de capitalização estabelece a obrigatoriedade 
de a sociedade de capitalização prestar informações relativas ao título sempre 
que solicitadas pelo subscritor ou titular (Anexo 1, art. 17).
Segundo legislação em vigor, toda e qualquer cláusula que implique limitação 
ou imponha ônus aos titulares deverá ser redigida em destaque, permitindo 
imediata identificação e compreensão das regras.
Além disso, a sociedade de capitalização deve prestar ao titular as informações 
necessárias ao acompanhamento dos valores inerentes ao título ou por 
meio da emissão e remessa de extratos individuais, ou por meio da 
disponibilização de informações através da mídia impressa ou eletrônica, ou, 
ainda, mediante outro canal de comunicação, devendo conter, no mínimo, o 
valor do resgate atualizado.
No caso de optar por extratos, a periodicidade da remessa deve constar das 
condições gerais do título, observada a periodicidade máxima semestral, no 
caso de títulos de capitalização de pagamentos periódicos (PP) ou pagamentos 
mensais (PM) com prazo de vigência de 12 meses e a periodicidade máxima 
anual para os demais títulos.
Existe, também, a obrigatoriedade de notificação, por escrito, mediante 
correspondência expedida com Aviso de Recebimento (AR) ou pela mídia 
impressa ou eletrônica, ao titular do título contemplado em sorteio no prazo 
máximo de 15 dias úteis, contados da data de sua realização, caso o prêmio 
não tenha sido pago.
No Anexo 3 – Índices de 
Atualização –, há a relação 
dos índices de atualização 
passíveis de serem utilizados 
pelas sociedades de 
capitalização.
CAPITALIZAÇÃO42
FIXANDO CONCEITOS 2 43
Fixando Conceitos 2
Anotações:
MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
[1] A economia (ou poupança) programada no título de capitalização é 
realizada por meio da aplicação de:
(a) Parte dos pagamentos realizados pelo consumidor, por um período de 
tempo não previamente definido no título, sem haver a obrigatoriedade 
de incidência de juros.
(b) Todo o montante correspondente aos pagamentos realizados pelo 
consumidor, por um período estipulado no título, a uma determinada 
taxa de juros.(c) Parte dos pagamentos realizados pelo consumidor, por um período 
estipulado no título, a uma determinada taxa de juros.
(d) Todo o montante correspondente aos pagamentos realizados pelo 
consumidor, por um período não previamente definido no título, a 
uma determinada taxa de juros.
(e) Todo o montante correspondente aos pagamentos realizados pelo 
consumidor, por um período não previamente definido no título, mas 
sem aplicação de taxa de juros.
[2] Um título de capitalização pode ser mais bem definido como um:
(a) Título imobiliário.
(b) Título mobiliário que permite o pagamento futuro de uma renda de 
aposentadoria.
(c) Título mobiliário, nominativo ou ao portador, que pode ser adquirido 
somente à vista.
(d) Título mobiliário, nominativo ou ao portador, que conjuga economia 
programada e sorteio, podendo ser adquirido apenas por pessoas 
físicas.
(e) Título mobiliário, nominativo, que pode ser adquirido a prazo ou à 
vista, e que conjuga economia programada com a possibilidade de 
sorteios.
[3] Em um título de capitalização, a nota técnica pode ser definida como a(o):
(a) Descrição do título por meio de bases técnicas, hipóteses e formulações 
atuariais.
(b) Documento assinado pelo subscritor.
(c) Documento que obrigatoriamente precisa ser entregue ao titular.
(d) Documento que contém os números com os quais o titular concorrerá 
aos sorteios.
(e) Descrição do título onde estão contidos os direitos e deveres da 
sociedade de capitalização e do titular.
CAPITALIZAÇÃO44
Anotações:
Fixando Conceitos 2
[4] Para que uma sociedade de capitalização já autorizada possa comercializar 
um título de capitalização, ainda se faz necessário que ela obtenha uma outra 
aprovação específica, fornecida pelo(a):
(a) CVM.
(b) SUSEP.
(c) Banco Central.
(d) CNSP.
(e) CMN.
[5] Quanto ao material de propaganda referente aos títulos de capitalização, 
somente pode ser confeccionado com autorização expressa do(da):
(a) Sociedade de capitalização.
(b) SUSEP.
(c) Banco Central.
(d) CNSP.
(e) CONAR.
[6] Quanto às condições gerais de um título de capitalização, podemos afirmar que:
(a) São cláusulas que definem deveres e direitos somente do titular. 
(b) Representam a descrição do título por meio de bases técnicas, 
hipóteses e formulações atuariais. 
(c) São normas que regem o contrato celebrado entre a sociedade e os 
adquirentes de títulos de capitalização.
(d) Nelas, encontram-se as demonstrações dos cálculos dos parâmetros 
técnicos de um título de capitalização, traduzidos em enunciados e 
fórmulas matemáticas que o plano tem que satisfazer.
(e) Por não possuírem natureza contratual e por não acrescentarem 
novos elementos sobre os direitos ou as obrigações do consumidor, 
elas não necessitam ser de conhecimento do adquirente do título de 
capitalização.
[7] Sobre os títulos de capitalização, é correto afirmar que:
(a) São papéis mobiliários, nominativos ou ao portador, que podem ser 
adquiridos somente através de pagamentos periódicos.
(b) Série é um conjunto limitado de todos os títulos de um mesmo plano 
de capitalização, numerados sequencialmente, que podem possuir 
probabilidades diferentes de serem sorteados em função do valor de 
pagamento.
(c) Condições gerais são as normas que regem o contrato celebrado entre 
a sociedade e os adquirentes de títulos de capitalização, definindo 
deveres e direitos dos contratantes.
(d) Uma vez suspenso, o título poderá ser reabilitado mediante quitação 
de metade dos pagamentos vencidos e não pagos.
(e) Ficha de cadastro é um formulário preenchido quando do momento 
de solicitação do resgate.
FIXANDO CONCEITOS 2 45
Fixando Conceitos 2
Anotações:
[8] Sobre as formas de contratação de um título de capitalização, é correto 
afirmar que:
(a) Um título somente pode ser contratado via corretor.
(b) Um título de capitalização não pode ser contratado via terminais 
bancários (caixas eletrônicos).
(c) É possível a contratação via canais remotos, atendidos alguns requisitos 
específicos.
(d) Se contratado via Internet, a confirmação da contratação tem que ser 
encaminhada ao subscritor em até 15 dias úteis.
(e) Se contratado via terminais bancários, o título de capitalização tem 
que ser imediatamente entregue ao titular.
[9] Entre as opções abaixo, assinale a alternativa que apresenta o conceito 
correto de titular:
(a) É a pessoa física, proprietária do título de capitalização, a quem devem 
ser pagos os direitos originados pelo título.
(b) É a pessoa jurídica, proprietária do título de capitalização, a quem 
devem ser pagos os direitos originados pelo título.
(c) É a pessoa jurídica, proprietária do título de capitalização, que deve 
indicar a pessoa à qual serão pagos os direitos originados pelo 
título.
(d) É a pessoa física, subscritora do título de capitalização, a quem não 
devem ser pagos os direitos originados pelo título.
(e) É a pessoa, física ou jurídica, a quem devem ser pagos os direitos 
originados pelo título.
[10] Sobre a figura do subscritor num título de capitalização, podemos 
afirmar que:
(a) É obrigatoriamente uma pessoa física.
(b) Poderá ser o próprio titular ou uma outra pessoa, física ou jurídica, 
indicada pelo titular.
(c) Possui sempre o direito de resgate do título.
(d) Ele se compromete a efetuar os pagamentos na forma prevista nas 
condições gerais do título.
(e) É obrigatoriamente uma pessoa jurídica.
[11] Em capitalização, no caso de falecimento do titular, os direitos do título:
(a) Passarão a pertencer ao subscritor.
(b) Não sofrem qualquer alteração em relação à titularidade.
(c) Passarão a pertencer à sociedade de capitalização.
(d) Deverão integrar o espólio do falecido.
(e) Serão encerrados, doando-se sempre o valor para resgate.
CAPITALIZAÇÃO46
Anotações:
Fixando Conceitos 2
[12] O título de capitalização é indivisível em relação à sociedade. Isto significa 
dizer que: 
(a) Não se admite que duas sociedades de capitalização se juntem para 
lançar um título.
(b) O subscritor pode transferir a propriedade do título a outra pessoa, 
independentemente da concordância da sociedade.
(c) O titular nunca pode transferir a propriedade do título a outra 
pessoa.
(d) É possível que uma sociedade fique responsável pelo pagamento 
do resgate e outra seja responsável pelo pagamento dos prêmios 
de sorteio.
(e) É plenamente possível que, depois de comercializado o título, uma 
sociedade transfira a uma outra a obrigação dos pagamentos referentes 
aos sorteios.
[13] Quanto à mudança do titular (transferência de propriedade) em um título 
de capitalização, podemos afirmar que: 
(a) Depende somente da solicitação de quem está recebendo o título, 
chamado de cessionário.
(b) Consiste na alteração de quem será responsável pelo pagamento 
do título.
(c) Depende somente da solicitação da pessoa para a qual o título está 
sendo cedido, mas sempre com a concordância da sociedade de 
capitalização.
(d) Só pode ser realizada pelo subscritor.
(e) Transfere os direitos de resgate e de participação nos sorteios para o 
cessionário.
[14] Em um título de capitalização, prazo de vigência é:
(a) O período em que o titular não pode solicitar o resgate.
(b) O período durante o qual, ainda que o titular solicite o resgate, não poderá 
receber o valor, recebendo-o apenas após o seu encerramento.
(c) O período durante o qual o título de capitalização está sujeito às 
condições descritas nas condições gerais, tendo direito a juros e 
atualização da Provisão Matemática para Capitalização, além de poder 
participar dos sorteios. 
(d) Um período que sempre se inicia na data do primeiro sorteio do título.
(e) O período que marca a validade do título, iniciando-se no momento 
da solicitação do resgate.
FIXANDO CONCEITOS 2 47
Fixando Conceitos 2
Anotações:
[15]Sobre o prazo de carência, é correto afirmar que:
(a) É o período de tempo, contado a partir do início de vigência do título, 
que o titular terá que aguardar para poder resgatar o título.
(b) Suspende o direito de participação nos sorteios.
(c) Acarreta a perda do direito ao resgate em caso de inadimplência 
durante esse prazo.
(d) É o prazo durante o qual não incidem juros na Provisão Matemática 
para Capitalização.
(e) É o prazo durante o qual não há atualização monetária na Provisão 
Matemática para Capitalização.
[16] O pagamento dos títulos de capitalização pode ser:
(a) Somente mensal e aleatório.
(b) Somente mensal.
(c) Apenas único.
(d) Apenas mensal e periódico.
(e) Único, periódico ou mensal.
[17] As partes em que se divide o pagamento de um título são:
(a) Parcela destinada ao sorteio, parcela destinada ao carregamento e 
parcela a ser capitalizada.
(b) Parcela destinada ao sorteio e parcela a ser capitalizada.
(c) Parcela destinada ao sorteio e parcela destinada ao carregamento, 
uma vez que a parcela capitalizada é opcional e constituída à parte.
(d) Parcela destinada ao carregamento, parcela a ser capitalizada e valores 
destinados a cobrir os custos obrigatórios com produtos aderentes aos 
títulos.
(e) Uma única parte, que é a parcela a ser capitalizada, da qual se originam 
todas as demais parcelas.
[18] Sobre as quotas de capitalização, é correto afirmar que:
(a) Representam a parcela de cada pagamento que será destinado à 
constituição do capital. 
(b) Podem ser livremente fixadas pela sociedade de capitalização, uma 
vez que a legislação não estabelece valores mínimos.
(c) Correspondem sempre a 100% do valor do pagamento.
(d) Têm como finalidade custear os prêmios que são distribuídos em cada 
série. 
(e) Deverão cobrir as despesas operacionais, administrativas e comerciais 
da sociedade.
CAPITALIZAÇÃO48
Anotações:
Fixando Conceitos 2
[19] Para os títulos da modalidade Popular, com prazo de vigência superior 
a 12 meses e constituídos na modalidade de pagamento único, o percentual 
mínimo destinado à capitalização, estabelecido pela SUSEP, é de:
(a) 25%
(b) 50%
(c) 70%
(d) 80%
(e) 90%
[20] Para os títulos PM que apresentam sorteio, a média aritmética de todas 
as quotas de capitalização deverá corresponder a, no mínimo:
(a) 10%
(b) 20%
(c) 30%
(d) 50%
(e) 70%
[21] No valor pago pelo título, a parte relativa ao carregamento pode ser 
definida como:
(a) A parte que fica para a companhia custear somente as despesas com 
corretagem.
(b) A parte que fica para a companhia custear parte dos valores sorteados.
(c) A parte que fica para a companhia custear despesas administrativas, 
operacionais e comerciais, bem como para obter seu lucro.
(d) A parte que fica para a companhia custear somente as despesas de 
lançamento do produto.
(e) Correspondente, exatamente, ao lucro da companhia.
[22] Uma série de títulos pode ser definida como:
(a) Os números com os quais cada titular concorre aos sorteios.
(b) Uma sequência de títulos elaborados de acordo com as mesmas 
características e pertencentes a um mesmo plano de capitalização.
(c) Um conjunto de títulos sorteados.
(d) Uma sequência de diferentes títulos vendidos por um mesmo 
corretor.
(e) Uma quantidade qualquer de títulos tomada aleatoriamente com o 
mesmo valor de pagamento.
FIXANDO CONCEITOS 2 49
Fixando Conceitos 2
Anotações:
[23] Quanto à atualização do valor de pagamento, é correto afirmar que:
(a) Pode ter periodicidade mensal.
(b) Pode ser prevista tanto para os títulos PU quanto para os PP e PM.
(c) É obrigatória se a vigência for superior a 24 meses.
(d) Poderá ser prevista apenas para os títulos com prazo de pagamento 
superior a 12 meses.
(e) É obrigatória em todos os títulos.
[24] O glossário das condições gerais deverá conter as seguintes definições:
(a) Nota técnica, vigência, reserva e caducidade.
(b) Vigência, cedente, cessionário, reserva e caducidade.
(c) Subscritor, titular, capital, capital nominal.
(d) Titular, cedente, capital nominal e reserva.
(e) Propostas, resgates, subscritor e cessionário.
[25] Assinale a afirmativa errada:
(a) Os títulos são garantidas em até R$ 250.000,00 pelo Fundo Garantidor 
de Créditos, caso existam irregularidades na gestão financeira.
(b) Os títulos podem prever prazo mínimo para resgate.
(c) As sociedades de capitalização são obrigadas a constituir provisões 
técnicas por título subscrito.
(d) As sociedades de capitalização podem distribuir parte de seus lucros 
aos subscritores dos títulos.
(e) A taxa de juros mensal utilizada para remuneração do título com 
exceção das modalidades Popular e Incentivo, deverá corresponder 
a, no mínimo, 0,35% e deverá constar da Nota Técnica Atuarial e das 
condições gerais do título.
CAPITALIZAÇÃO50
UNIDADE 3 51
CAPITAL, RESGATE 
E SORTEIO33
Após ler esta unidade, você deve ser capaz de:
• Apresentar os conceitos de capital, resgate e sorteio, tipificando-os e detalhando suas características.
• Examinar os casos de suspensão e reabilitação de títulos.
• Examinar as regras e modalidades de resgate de títulos.
• Examinar as regras de regulamentação do sorteio.
• Explicar como é remunerado o capital aplicado.
• Examinar as regras para formação de provisões matemáticas de Capitalização.
• Examinar as regras de reajuste e atualização de mensalidades e reservas.
CAPITALIZAÇÃO52
UNIDADE 3 53
 A PROVISÃO MATEMÁTICA 
PARA CAPITALIZAÇÃO: A 
CONSTITUIÇÃO DO CAPITAL PARA 
RESGATE
A quota de capitalização representa a parte de cada pagamento que será 
destinada à formação do capital que servirá como base para o cálculo do 
valor a ser resgatado pelo titular. Esse capital está presente numa espécie 
de conta do titular, chamada Provisão Matemática para Capitalização (PMC) 
ou Reserva de Capitalização, que é similar a uma caderneta de poupança 
(Anexo 1, Glossário).
A Provisão Matemática para Capitalização do título deverá sofrer a incidência 
de atualização monetária e de juros a partir da data de início de vigência do 
título de capitalização. Seu saldo é sempre apresentado, considerando-se o 
fim do mês de vigência.
Inicialmente, deve-se compreender o conceito de “data de aniversário” como 
sendo o dia de início de vigência do título, e que será considerado, também, 
em todos os meses subsequentes enquanto o título não for resgatado 
(ver Glossário – Anexo 1).
Assim, se um título for adquirido no dia 17 de março, a sua data de aniversário 
será o dia 17.
 A Provisão Matemática para Capitalização 
no Título PU
No caso do título PU, como só há um pagamento, a evolução da provisão é 
bastante simples:
• do pagamento único realizado, separa-se o valor destinado à capitalização 
por meio da utilização da quota de capitalização;
• esse valor é o “depósito inicial” da PMC (“conta”), que sofrerá, mensalmente, 
a remuneração dos juros e a atualização monetária;
• ao final do primeiro mês de vigência, na data de aniversário, o saldo da 
provisão será a soma do “depósito inicial” com a parcela de remuneração 
(juros) e com a parcela da atualização oriundas desse primeiro mês 
de vigência. Assim, as parcelas oriundas dos juros e da atualização 
monetária passam, também, a integrar a provisão para efeito do 
próximo período de vigência; e
• para os meses seguintes, repete-se a operação anterior, isto é, na data de 
aniversário (final do mês de vigência), devem ser adicionados ao saldo da 
provisão matemática os juros e a atualização monetária oriundos do mês 
de vigência que se encerra.
É fundamental a compreensão 
da evolução da Provisão 
Matemática para Capitalização.
CAPITALIZAÇÃO54
Assim, no final de cada período de capitalização (de cada mês de vigência), 
os juros produzidos são adicionados ao capital, passando a fazer parte daprovisão para efeito de cálculo dos próximos juros. Logo, estamos diante 
da aplicação de juros compostos.
 A Provisão Matemática para Capitalização 
nos Títulos PM ou PP
Em relação ao títulos PM e PP, a única diferença é que, a cada início de 
período de capitalização, deve ser acrescida ao saldo existente na provisão 
a parcela do novo pagamento destinada à capitalização. 
Assim, ao final do primeiro mês de vigência, o saldo da provisão é a soma 
do “depósito inicial” com a parcela de remuneração (juros) e com a parcela 
proveniente da atualização monetária. 
Em seguida, deve-se adicionar, ao saldo da PMC do final do primeiro 
mês, a parcela originada pela quota de capitalização do segundo mês. 
Assim, ao final do segundo mês, o cálculo de juros e da atualização monetária 
incidirá sobre a soma do saldo da PMC do primeiro mês, com a parcela a ser 
capitalizada decorrente do pagamento realizado no início do segundo mês.
Justamente pelo fato de o segundo pagamento ocorrer no início do segundo 
mês de vigência é que ele também sofrerá a incidência de juros e atualização 
monetária, uma vez que a atualização monetária e os juros na PMC somente 
são calculados ao final do mês de vigência.
Nos meses seguintes, para o cálculo das parcelas provenientes da incidência 
de juros e da atualização monetária ao final do mês de vigência, deve-se, 
também, considerar a parcela originada pela quota de capitalização 
realizada no início do respectivo mês.
Dessa forma, no regime financeiro que estrutura tais títulos de capitalização, 
a provisão matemática é formada por acumulação. Os títulos têm a sua 
Provisão Matemática para Capitalização constituída gradativamente ao 
longo de sua vigência, havendo, a cada início de mês de vigência, um 
reforço ao capital a ser formado.
A diferença existente entre os títulos PM e PP é apenas em relação aos novos 
pagamentos. Como no título PM é previsto um pagamento para cada mês 
de vigência, sempre haverá a “entrada” de uma nova parcela oriunda do 
pagamento daquele mês. Já nos títulos PP, por preverem menos pagamentos 
do que meses de vigência, a partir de determinado mês cessarão as novas 
“entradas” (os pagamentos). Neste momento, então, a PMC será calculada da 
mesma forma que no título PU, isto é, o cálculo de juros e atualização monetária 
é feito apenas se considerando o saldo do mês anterior existente na PMC.
UNIDADE 3 55
Notas
• É possível que as sociedades definam, na Nota Técnica Atuarial 
do título, que a Provisão Matemática para Capitalização não será 
atualizada na data de aniversário do título, mas, sim, num dia 
preestabelecido (por exemplo, sempre no dia 1o de cada mês). 
A vantagem é que todos os seus títulos, independentemente da 
data de aquisição, são atualizados numa única data.
• Ao término do prazo de vigência, o titular tem direito ao 
resgate integral do saldo existente na Provisão Matemática para 
Capitalização.
• A provisão de sorteios possui uma estruturação semelhante à 
Provisão Matemática para Capitalização.
• Nas Modalidades Tradicional e Compra-Programada, é permitido 
que a Sociedade ofereça aos titulares, além da PMC, um resgate 
extra de um bônus, desde que cumpridas as regras por ela 
estabelecidas (por exemplo: desde que todos os pagamentos 
sejam efetuados sem atraso). Este bônus é constituído de forma 
independente da PMC.
 A REMUNERAÇÃO DO CAPITAL: 
A TAXA DE JUROS
Na capitalização, o capital aplicado é remunerado (capitalizado) 
mensalmente a uma determinada taxa – a taxa de juros (Anexo 1, “Reserva 
de Capitalização”, no Glossário, e art. 11). No final de cada período de 
capitalização, os juros produzidos são adicionados ao capital, passando a 
fazer parte desse capital para efeito do cálculo dos próximos juros.
Os juros se destinam à remuneração do capital, ou seja, são a forma de se 
retribuir ao dono do capital o fato de ele tê-lo deixado com a sociedade de 
capitalização. Esta operação de remuneração ocorre na “conta” denominada 
Provisão Matemática para Capitalização (PMC).
De acordo com a legislação em vigor, a sociedade pode determinar o percentual 
da taxa de juros que irá remunerar o título de capitalização, devendo, no 
entanto, atender aos valores mínimos. 
Com as mudanças nas taxas de juros aplicáveis à caderneta de poupança, os 
títulos de capitalização sofreram diversas alterações também em suas taxas, 
havendo, inclusive, regras de transição para os títulos que já haviam sido 
comercializados (o que não será abordado aqui). Atualmente, não há mais 
um vínculo direto entre a taxa de juros aplicável aos títulos de capitalização 
e a taxa de juros aplicável à caderneta de poupança.
Exemplo
Um título da sociedade A pode prever uma 
taxa de juros de 0,5% ao mês, enquanto
um título de outra sociedade B pode prever 
uma taxa de juros igual a 0,35% ao mês. 
Evidentemente, o primeiro irá remunerar 
mais o capital do que o segundo.
CAPITALIZAÇÃO56
Quanto aos requisitos, a taxa de juros mínima que a sociedade deve adotar 
em seu título varia de acordo com a modalidade. Para os novos títulos a serem 
comercializados as modalidades Tradicional e Compra-Programada, a taxa de 
juros efetiva mensal utilizada para remuneração do título (e/ou sua equivalente 
anual) deverá corresponder a, no mínimo, 0,35%.
 
Já para as modalidades Popular e Incentivo, a taxa de juros efetiva mensal 
utilizada para remuneração do título (e/ou a equivalente anual) deverá 
corresponder a, no mínimo, 0,08%.
A taxa de juros deve constar da Nota Técnica Atuarial e das condições gerais 
do título de capitalização.
As sociedades de capitalização poderão estruturar, ainda, títulos com taxas 
diferenciadas de juros ao longo de sua vigência, obedecendo aos limites 
mínimos já mencionados.
Isso poderia significar, por exemplo, que a remuneração do título poderá ser 
decrescente ou crescente ao longo dos meses, dependendo dos objetivos 
mercadológicos propostos para o produto. Esta hipótese é praticamente 
teórica, uma vez que tal prática não está difundida no mercado.
A aplicação da taxa de juros na Provisão Matemática para Capitalização 
se inicia a partir do início de vigência do título e cessa a partir da data do 
seu cancelamento por falta de pagamento ou cessa em função de resgate 
antecipado total do título (incluída, nesta hipótese, a liquidação antecipada 
por sorteio), ou, ainda, cessa a partir da data do término de sua vigência 
(Anexo 1, art. 11, § 6o).
 A ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA 
DA PROVISÃO MATEMÁTICA: A 
RECUPERAÇÃO DO PODER DE 
COMPRA
A legislação define a necessidade de atualização mensal da Provisão 
Matemática para Capitalização. A atualização visa à manutenção do poder 
de compra do capital, não se confundindo com a remuneração gerada pela 
incidência de juros (Anexo 1, “Reserva de Capitalização”, no Glossário, e 
arts. 11 e 12).
A atualização monetária evita que o valor constituído na provisão 
matemática sofra os efeitos causados pela desvalorização da moeda. 
Seu papel é fundamental em períodos inflacionários mais significativos. 
No entanto, nos períodos de baixa inflação, a atualização também é necessária 
para que a remuneração obtida pela taxa de juros não seja uma “falsa” 
remuneração, pois seria corroída em parte pela inflação, caso não houvesse 
a atualização.
UNIDADE 3 57
A legislação atual exige que, nas condições gerais, sejam inseridos o índice e o 
critério de atualização da provisão. A Resolução CNSP 103/2004 estabelece que 
a Provisão Matemática para Capitalização deve ser atualizada mensalmente 
pelo índice pactuado no plano.
O índice pode ser pactuado entre as partes, observadas as normas estabelecidas 
pelo Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP – e pela Superintendência 
de Seguros Privados – SUSEP. No entanto, como os contratos relativos aos 
títulos de capitalização, normalmente, são contratos de adesão e devemser 
previamente aprovados pela SUSEP, o índice de atualização da PMC já está 
definido. Assim, não é facultada ao subscritor a possibilidade de estabelecer 
o índice que atualizará o saldo da PMC. Ele simplesmente adere ou rejeita 
(não compra) as condições propostas.
Para melhor esclarecimento do consumidor, quando se utiliza a TR como índice 
de atualização da Provisão Matemática para Capitalização, a legislação obriga 
que as condições gerais e a ficha de cadastro, quando prevista, apresentem a 
seguinte mensagem em destaque (Anexo 1, art. 11, “Obs.”):
“O capital formado neste título será atualizado pela Taxa de 
Remuneração Básica aplicada às cadernetas de poupança (TR), que 
corresponde ao rendimento das cadernetas de poupança sem a parcela 
de juros mensais.”
Objetiva-se, com isso, esclarecer que a TR não é o mesmo que o rendimento das 
cadernetas de poupança, mas apenas uma parte dele ou, melhor explicando, 
o rendimento descontado dos juros.
 O RESGATE DE UM TÍTULO 
DE CAPITALIZAÇÃO
O resgate de um título de capitalização representa o pagamento, pela 
sociedade de capitalização, de determinada quantia ao titular, extraída da 
Provisão Matemática para Capitalização (Anexo 1, art. 11). 
A sociedade de capitalização deverá efetuar o pagamento do resgate por 
qualquer meio legalmente admitido e disponível na cidade de domicílio do 
titular, sendo vedada a reaplicação do valor de resgate em outro título sem a 
prévia concordância do titular.
Veja no Anexo 3 – Índices 
de Atualização – a relação 
dos índices de atualização 
passíveis de serem utilizados 
pelas sociedades de 
capitalização, sendo o mais 
utilizado deles a TR – Taxa 
de Remuneração Básica –, 
aplicada às cadernetas de 
poupança.
Observações
Os valores de resgate e de sorteio também 
devem ser atualizados monetariamente, 
a partir das datas de solicitação ou de 
realização, respectivamente, até a data 
do seu efetivo pagamento (Anexo 1, 
arts. 14 e 15).
Não se deve confundir a atualização 
anual do valor dos pagamentos, que 
nem sempre se verif ica nos títulos, 
com a atualização monetária mensal 
d a P r ov i s ão M a t em á t i c a p a r a 
Capitalização, que é obrigatória.
CAPITALIZAÇÃO58
Para os títulos de capitalização adquiridos por meio de débito automático em 
conta, a Sociedade de Capitalização deve realizar, quando do fim da vigência 
do título, o depósito automático do saldo integral da Provisão Matemática 
para Capitalização na respectiva conta, salvo se verificada a ocorrência de 
pelo menos um dos seguintes fatos:
I. manifestação expressa em sentido diverso do titular;
II. titular diferente do subscritor correntista;
III. falecimento do titular;
IV. encerramento da conta corrente; e
V. impossibilidade devidamente justificada de efetivação de crédito em conta.
Quando não houver o depósito automático, a Sociedade de Capitalização 
deverá possuir procedimentos operacionais que viabilizem, quando do fim da 
vigência do título de capitalização, a ciência ao titular sobre a disponibilidade 
do saldo da Provisão Matemática para Capitalização.
Para qualquer modalidade, as condições gerais do título devem assegurar o 
direito do titular em optar por receber o valor do resgate em moeda corrente, 
independentemente de qualquer vinculação estabelecida à época da subscrição 
do título.
Quanto ao momento do resgate, há três hipóteses possíveis: poderá ser 
antecipado em relação ao fim da vigência (por solicitação do titular), 
ser decorrente de contemplação em sorteio (liquidação antecipada por 
sorteio) ou, ainda, ocorrer após o encerramento da vigência do título.
Quanto ao montante, o resgate poderá ser parcial ou total.
 Resgate Parcial
É aquele que não esgota a totalidade do montante presente na Provisão 
Matemática para Capitalização, isto é, durante a vigência do título o titular 
solicita o levantamento (resgate) de parte do valor presente na sua provisão 
matemática sem esgotar o saldo dessa provisão. Neste caso, haverá a 
continuidade normal do título, isto é, o resgate parcial não acarreta nem a 
suspensão, nem o cancelamento do título, não afetando, também, o direito 
de participação nos sorteios. Assim, o resgate parcial é uma forma de resgate 
antecipado, pois ocorre antes do fim de vigência do título.
O resgate parcial só poderá ser efetuado caso esteja previsto nas condições 
gerais do título. Se previsto, deverá seguir as regras impostas nas próprias 
condições gerais, como o valor mínimo a ser resgatado e o período mínimo 
de intervalo entre os resgates.
Observação
No modelo constante 
do Anexo 1, não foi 
prevista a possibilidade 
de resgate parcial.
UNIDADE 3 59
 Resgate Total
O resgate total esgota todo o valor constituído na Provisão Matemática para 
Capitalização, podendo, conforme o caso, o titular ficar com todo esse valor ou não. 
O resgate total sempre estará vinculado ao encerramento/cancelamento 
do título. 
Três são as formas de resgate total: por liquidação antecipada por sorteio 
(obrigatória, quando assim definido), antecipado por solicitação do titular 
(facultativo) e por encerramento da vigência do título (regular).
 Resgate Total por Liquidação Antecipada por Sorteio 
Quando um título é sorteado, dois efeitos podem ocorrer:
1. a continuidade normal da vigência: o titular recebe o prêmio do sorteio, 
mas o título tem a sua vigência mantida, podendo, inclusive, o titular 
participar dos demais sorteios (e até ser premiado novamente) (Anexo 1, 
art. 10o).
 O titular poderá continuar a realizar os pagamentos, mantendo seu 
título ativo e fazendo jus ao recebimento da Provisão Matemática para 
Capitalização no encerramento do prazo de vigência, da mesma forma 
que os demais títulos.
 Esta é uma grande diferença entre o consórcio e o título de capitalização: 
no consórcio, há um vínculo entre a contemplação e o valor a ser recebido, 
isto é, ser contemplado no consórcio significa receber, antecipadamente, 
o valor, devendo o consorciado continuar a pagar as suas mensalidades.
 No título, o prêmio por sorteio não apresenta qualquer vínculo com o 
valor de resgate, ou seja, ser sorteado em nada altera o recebimento do 
valor de resgate. Aliás, não havendo a previsão de liquidação por sorteio, 
o sorteado prosseguirá no título como se nada tivesse acontecido.
2. a obrigatoriedade de liquidação antecipada: para que este efeito ocorra, 
as condições gerais devem prever que, se o título for sorteado, será 
automaticamente resgatado e encerrado. Nesse caso, o titular receberá 
o prêmio de sorteio e o valor presente na sua Provisão Matemática para 
Capitalização, em razão do encerramento do título. Não poderá haver 
penalidade para esse resgate, provocado pela contemplação em sorteio, 
ou seja, o titular deverá receber integralmente (100%) o valor presente 
na provisão. O valor a receber, proveniente da provisão matemática, é 
independente do valor a receber em função do prêmio do sorteio.
 Se as condições gerais determinam que certo sorteio apresenta liquidação 
antecipada, o título contemplado naquele sorteio será obrigatoriamente 
resgatado, independentemente da vontade de o titular desejar continuar 
com seu título, devendo-lhe ser pago, entretanto, o saldo integral (sem 
qualquer penalidade) da Provisão Matemática para Capitalização (ainda 
que dentro do prazo de carência), além, é claro, do próprio prêmio de 
sorteio. Mais tarde, veremos que essa forma de liquidação representa, em 
termos fiscais, um benefício para o consumidor.
 Assim, o Resgate Total por Liquidação Antecipada por Sorteio ocorre 
sempre que um título é sorteado em um sorteio que, previamente nas 
condições gerais do título, estabelecia o seu encerramento em caso de 
contemplação e o consequente recebimento do saldo integral da PMC.
CAPITALIZAÇÃO60
 Resgate Total Antecipado por Solicitação do Titular 
(Anexo 1,art. 11)
O resgate total antecipado por solicitação do titular funciona de forma 
semelhante ao resgate parcial, com a diferença de que, ao solicitar o resgate 
total antecipado, durante a vigência do título, ocorrerá a baixa integral 
do valor constituído na provisão matemática e o cancelamento do título. 
Assim, uma vez solicitado o resgate total durante a vigência, o título não 
concorrerá mais aos sorteios em razão de seu cancelamento.
No entanto, esse resgate, tal qual o parcial, somente será efetivado após o 
prazo de carência estabelecido nas condições gerais do título. Assim, durante o 
prazo de carência previsto, o titular não poderá exigir o recebimento, nem total 
nem parcial, do valor constante da Provisão Matemática para Capitalização.
O resgate antecipado, parcial ou total, pode sofrer a aplicação de uma 
penalidade em razão de frustrar a expectativa da sociedade de capitalização, 
já que a vigência do título não foi observada por vontade exclusiva do titular. 
Este percentual de desconto é conhecido como penalidade.
 Resgate Total por Encerramento da Vigência do 
Título (Anexo 1, art. 11)
Encerrada a vigência, o valor constituído na Provisão Matemática para 
Capitalização tem que estar integralmente disponível para o titular. 
Ocorrerá, assim, o Resgate Total por Encerramento da Vigência do 
Título.
Esta forma de resgate representa a situação mais natural do título, cumprindo 
com o seu objetivo inicial: formar um determinado capital a ser resgatado ao 
final da vigência. O consumidor completa a vigência definida para o título, 
fazendo jus ao resgate integral da PMC, isto é, sem que seja possível haver 
qualquer penalidade. 
Contudo, deve-se ter cuidado com o significado da afirmação anterior. Dizer 
que, ao final da vigência, o titular receberá todo o capital presente na Provisão 
Matemática para Capitalização (100% do saldo da Provisão Matemática para 
Capitalização) não significa concluir que ele irá resgatar valor igual à soma de 
todos os pagamentos efetuados pelo subscritor (100% dos valores pagos).
Algumas modalidades, de fato, estabelecem que o saldo final da provisão 
deverá corresponder, no mínimo, ao total do valor pago (100% do saldo da 
provisão ≥ 100% dos valores pagos). Contudo, há outras modalidades em 
que tal fato não ocorrerá. Assim, é possível haver um título de capitalização 
que não restitui ao titular, ao final do prazo de vigência, o valor total que foi 
pago pelo subscritor. 
UNIDADE 3 61
Importante
• A legislação em vigor estabelece que o pagamento do resgate 
deverá ser disponibilizado em até 15 dias úteis após o término da 
vigência ou após o cancelamento do título (seja por liquidação 
antecipada por sorteio, seja por falta de pagamento) ou, ainda, 
após a solicitação por parte do titular no caso de resgate antecipado 
(Anexo 1, art. 11, § 3o).
• O valor do resgate deverá ser acrescido de juros moratórios previstos 
nas condições gerais do título, caso a sociedade de capitalização 
não cumpra o prazo especificado acima, ressalvados os casos em 
que o titular não mantém seus dados cadastrais atualizados (Anexo 
1, art. 11, § 4o).
• Também haverá resgate quando o título for cancelado por 
inadimplência. As condições gerais devem definir o número 
máximo de meses que o título pode permanecer suspenso em razão 
da falta de pagamento. Extrapolado esse prazo máximo, o título 
estará rescindido (cancelado). No entanto, a Resolução CNSP 15/91 
estabelece que as sociedades não podem se apropriar do valor 
que foi constituído na Provisão Matemática para Capitalização, 
ainda que o cancelamento ocorra dentro do prazo de carência. 
Nesse caso, a sociedade deverá colocar à disposição do titular o valor 
de resgate quando se encerrar a carência (Anexo 1, art. 11).
• Os títulos que, ao final do prazo de vigência, estabelecem capital de 
resgate de 100% ou mais em relação aos pagamentos efetuados, 
além de atualização monetária pela TR, não formarão o mesmo 
capital comparado ao da caderneta de poupança, pois o capital 
formado na caderneta de poupança é calculado sobre a totalidade 
dos depósitos e incluem a variação da TR, além da taxa de juros 
vigente ao mês. No caso dos títulos de capitalização, há também 
juros mensais (mas a taxa não é obrigatoriamente a mesma da 
poupança) e, em geral, variação pela TR, mas estes não incidem 
sobre a totalidade dos pagamentos. O título, ao prever um resgate 
de 100% (ou mais) ao final da vigência, já incluiu a taxa de juros 
no cálculo, restando apenas a atualização pela TR. Dizer que há 
atualização pela TR não significa dizer que o capital formado 
será igual ao que seria constituído por meio da caderneta de 
poupança.
• Deverá constar das condições gerais, em destaque, que se aplicará, 
quando do pagamento do resgate, tratamento tributário na forma 
da legislação fiscal vigente. Há incidência de imposto de renda 
sobre o valor a ser resgatado se este superar o montante dos valores 
pagos pelo subscritor ao longo da vigência do título (Anexo 1, 
art. 11, § 5o).
CAPITALIZAÇÃO62
 Penalidade
No caso de resgate antecipado por solicitação do titular, parcial ou total, a 
sociedade de capitalização poderá fixar, desde que prevista nas condições 
gerais do título, uma penalidade em função de o titular não respeitar o prazo 
de vigência do título de capitalização (Anexo 1, art. 11, § 2o).
Essa penalidade é definida como um percentual a ser aplicado sobre o 
montante resgatado e será retida pela sociedade de capitalização como uma 
espécie de multa.
No entanto, a legislação fixa valores máximos para esse percentual, que varia 
de acordo com a vigência do título:
Títulos com Prazo de 
Vigência de até 24 Meses
Até o sexto mês 10%
A partir do sétimo mês 5%
Ao final da vigência sem penalidade
Títulos com Prazo de 
Vigência Superior a 24 Meses
Até o sexto mês 10%
A partir do sétimo mês e até ¾ da 
vigência 5%
A partir de ¾ da vigência sem penalidade
Os percentuais anteriores se aplicam a todas as modalidades, com exceção 
da modalidade Compra-Programada, que possui regra específica. Nessa 
modalidade, para qualquer prazo de vigência, a sociedade de capitalização 
poderá reter, desde que previsto nas condições gerais do título, percentual de, 
no máximo, 10% do valor formado na Provisão Matemática para Capitalização, 
a ser aplicada nos casos em que o titular solicitar o resgate antes do fim do 
prazo de vigência do título.
É importante lembrar que o resgate originado na liquidação antecipada do 
título por sorteio ou o resgate total ao final do prazo de vigência deverão 
corresponder sempre a 100% da Provisão Matemática para Capitalização, isto 
é, jamais poderá haver penalidade em tais casos.
 A TABELA DE RESGATE
Nas condições gerais dos títulos, deverá ser incluída uma tabela informando a 
evolução da Provisão Matemática para Capitalização ao longo da vigência, 
denominada de Tabela de Resgate (Anexo 1, art. 11, Tabela 1).
UNIDADE 3 63
A Tabela de Resgate discrimina o percentual de resgate em função do prazo 
de vigência do título, considerando todos os pagamentos devidamente 
efetuados e os demais parâmetros relevantes para o cálculo, como, por 
exemplo, os eventuais fatores de redução (penalidades) para resgates 
antecipados.
O percentual apresentado deve incidir sobre o montante dos pagamentos já 
efetuados até aquele momento, gerando, assim, um cálculo aproximado do 
valor a que o titular terá direito se solicitar o resgate. 
A elaboração dessa tabela leva em consideração as quotas de capitalização, 
a taxa de juros e a existência de eventuais penalidades em caso de resgate 
antecipado.
O objetivo da Tabela de Resgate é permitir ao titular um cálculo aproximado, 
mas de fácil realização, do valor que ele poderia resgatar numa determinada 
época durante a vigência do título. 
O cálculo é aproximado, uma vez que a tabelanão considera a atualização 
monetária (Anexo 1, art. 11, “Obs.”). Assim, a tabela indica, ao final de cada 
mês de vigência, o montante aproximado que poderia ser resgatado pelo 
titular. Esta informação é apresentada a partir de um percentual que deverá 
ser aplicado sobre a soma dos valores pagos.
Os percentuais de resgate presentes na tabela são obtidos a partir dos mesmos 
dados que servem de auxílio para a formação da Provisão Matemática para 
Capitalização (quota de capitalização e taxa de juros). No entanto, nem sempre 
o valor resgatado corresponderá ao saldo total dessa provisão, em razão 
de a tabela também considerar a aplicação de penalidade. 
Por exemplo: se num determinado mês de vigência há uma penalidade de 10% 
(o que significa dizer que, do saldo da provisão matemática, 10% serão retidos 
pela sociedade em caso de resgate antecipado), a tabela, ao apresentar o 
percentual de resgate, já levou em consideração a aplicação dessa penalidade, 
isto é, o percentual assinalado na tabela já apresenta o valor “líquido” a ser 
resgatado, tendo sido “descontada” a penalidade existente, pois seu objetivo 
é informar ao titular que percentual dos pagamentos ele poderia resgatar 
naquele momento.
Assim, Provisão Matemática para Capitalização e Tabela de Resgate não 
são sinônimos! Há também outras diferenças.
A Provisão Matemática para Capitalização é algo real que vai sendo construído 
ao longo da vigência do título, incorporando juros e atualização monetária, 
levando-se em consideração, também, o fato de os pagamentos terem sido 
ou não efetuados.
Já a Tabela de Resgate é algo teórico. Parte da premissa de que todos os 
pagamentos serão realizados corretamente aplica a penalidade prevista 
nas condições gerais e considera, antecipadamente, a incidência de juros. 
No entanto, não leva em conta a atualização monetária, o que seria 
tecnicamente impossível, uma vez que os valores dos índices de atualização 
somente são conhecidos posteriormente, ou seja, durante a vigência.
CAPITALIZAÇÃO64
Exemplo de Tabela para Resgate de um título PP, da modalidade Popular, 
com 12 meses de prazo de vigência e que estabelece a realização de nove 
pagamentos mensais e sucessivos, sendo cada pagamento no valor de 
R$ 10,00.
Tabela 1
Mês de Vigência % de Resgate sobre a Soma dos Pagamentos Efetuados*
 1 9,05
 2 27,16
 3 43,82
 4 52,25
 5 57,39
 6 60,88
 7 66,95
 8 69,02
 9 74,39
10** 74,76
11** 75,14
12** 75,51
* Esta tabela foi elaborada considerando as seguintes quotas de capitalização: mês 1 = 10%, 
mês 2 = 50%, meses 3 a 9 = 85%. Observe que a média aritmética de todas as quotas 
de capitalização é de 72,778%, atendendo a todos os requisitos existentes para as quotas 
de capitalização. Além disso, foram levados em conta a taxa de juros igual a 0,5% ao mês 
e um fator de redução (penalidade) igual a 10% até o sexto mês de vigência e de 5% nos 
sétimo e oitavo meses. Não há penalidade a partir do nono mês.
** Observe-se, também, que, nos meses 10, 11 e 12, não há mais pagamentos, já que o 
plano só prevê nove pagamentos. 
Exemplo
Se o titular solicitar o resgate após ter efetuado dois pagamentos 
(2 × R$ 10,00 = R$ 20,00), ele terá direito a 27,16% do valor que 
pagou, resultando, então, em R$ 5,43 (27,16% de R$ 20,00).
Já se o titular permanecer até o final do plano, tendo, portanto, 
realizado nove pagamentos (9 × R$ 10,00 = R$ 90,00), ele terá direito 
a 75,51% do que pagou, ou seja, R$ 67,95 (75,51% de R$ 90,00).
Em ambos os casos, não se levou em consideração a atualização 
monetária, ou seja, os valores encontrados ainda sofrerão a atualização 
pelo índice de atualização estabelecido no plano (a TR é o mais comum) 
referente ao período de vigência.
Como não pode haver penalidade uma vez encerrada a vigência do 
título, a última linha da Tabela de Resgate (mês final de vigência) deverá 
obrigatoriamente representar a integralidade (100%) do saldo da Provisão 
Matemática para Capitalização sem considerar a atualização monetária. 
UNIDADE 3 65
 SUSPENSÃO E CANCELAMENTO 
DE UM TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO
A suspensão do título de capitalização é uma decorrência da falta de 
pagamento, sendo uma característica dos títulos PM – pagamento mensal – 
ou dos títulos PP – pagamento periódico.
Não tendo havido o pagamento na data prevista, o título é considerado 
suspenso a partir daquela data (Anexo 1, art. 6o). Com isso, há a suspensão 
automática do direito do titular de participar dos sorteios.
Nesse caso, se o número do título suspenso vier a ser sorteado, a sociedade 
de capitalização é a detentora do prêmio de sorteio por ter sido ela que arcou 
com o custeio daquele prêmio de sorteio relativamente ao título suspenso 
(ou seja, “pagou” a cota de sorteio do título suspenso durante o prazo de 
suspensão).
Um segundo efeito da suspensão é iniciar a contagem de prazo para a 
rescisão (cancelamento) do título. Todo título tem um prazo máximo durante 
o qual poderá permanecer suspenso. Encerrado tal prazo, sem que tenha 
havido pagamento, o título será cancelado (Anexo 1, art. 7o).
No entanto, de acordo com a legislação, a sociedade de capitalização 
não poderá se apropriar da provisão matemática dos títulos suspensos ou 
cancelados (caducos) em razão de inadimplência. Se houver o cancelamento, 
a sociedade deverá colocar o valor do resgate à disposição do titular, tão logo 
o período de carência termine (se existente), independentemente do número 
de pagamentos efetuados. Este direito permanece válido mesmo nos casos 
em que a inadimplência tenha ocorrido em data anterior ao término do prazo 
de carência fixado nas condições gerais do título.
Atenção
Quanto à Provisão Matemática para Capitalização do título, há uma 
diferença entre suspensão e cancelamento: a suspensão não gera 
efeitos, isto é, ainda que suspenso, a sua provisão continua a ser, 
normalmente, atualizada monetariamente pelo índice adotado e 
capitalizada pela taxa de juros prevista no título. Já para um título 
cancelado, somente existirá incidência de atualização monetária até 
que o resgate seja pago ao titular, não havendo mais, portanto, a 
incidência de juros após o cancelamento (Anexo 1, art. 11, § 6o).
CAPITALIZAÇÃO66
Os parágrafos do art. 34 da Resolução CNSP 15/91, que tratam da suspensão, 
do cancelamento e da reabilitação dos títulos de capitalização, para melhor 
esclarecimento:
“Art. 34.
(...)
§ 1o. As Condições Gerais do Título, para o caso de atraso no pagamento 
do prêmio, deverão prever um prazo de suspensão, durante o qual o 
título poderá ser reabilitado com prorrogação, ou não, dos prazos de 
pagamento de prêmio e de capitalização. 
§ 2o. A reabilitação sem prorrogação implica o pagamento dos prêmios 
vencidos, acrescido dos juros do plano e da correção monetária.
§ 3o. Vencido o prazo de suspensão, o título ficará rescindido, 
permanecendo à disposição do subscritor o respectivo valor de resgate, 
para recebimento do mesmo após o prazo de carência.
§ 4o. Ao subscritor do título reabilitado não assistirá qualquer direito 
aos sorteios realizados durante o período de suspensão.”
Cabe destacar que, nos §§ 3o e 4o, onde se lê “subscritor”, deve ser lido 
“titular”, por força do art. 2o, parágrafo único, da Resolução CNSP 23/2000, 
que esclarece que “todos os dispositivos da Resolução CNSP 15, de 1991, que 
tratam das obrigações decorrentes da subscrição de título de capitalização 
se referem ao subscritor e todos os dispositivos da mesma norma que tratam 
dos direitos originados do título se referem ao titular”. 
Além disso, onde se lê “prêmio”, deve ser lido “pagamento”, como determina 
o art. 3o da mesma Resolução.
 A REABILITAÇÃO DE UM TÍTULO 
DE CAPITALIZAÇÃO
A reabilitação é o encerramento da suspensão de um título de capitalização 
em razão de ter o subscritor efetuado um ou todos os pagamentos ematraso, dependendo do caso. Com a reabilitação, o título volta a participar 
dos sorteios. Mas só poderá haver a reabilitação enquanto durar a suspensão, 
isto é, uma vez cancelado o título, este não poderá mais ser reabilitado 
(Anexo 1, art. 6o, parágrafo único).
Conforme exposto no art. 34, § 1o, duas são as formas possíveis de reabilitação: 
sem prorrogação do prazo de vigência ou com a sua prorrogação. 
Apesar de o texto da Resolução CNSP 15/91 falar em “prorrogação do prazo 
de pagamento e de capitalização”, pensamos ser mais abrangente o termo 
“prorrogação de vigência”, conforme motivos que serão apresentados no 
próximo tópico. 
 Reabilitação sem Prorrogação de Vigência
Imaginemos um título PM que preveja 12 pagamentos e, consequentemente, 
12 meses de vigência, adquirido e tendo sido efetuado o primeiro pagamento 
em 1o de janeiro, e que admita, ainda, um período máximo de suspensão de 
quatro meses, sendo possível a reabilitação sem prorrogação de vigência.
UNIDADE 3 67
Vamos supor que o subscritor tenha deixado de efetuar o segundo e o 
terceiro pagamentos, referentes aos meses de fevereiro e março. O título, 
então, foi suspenso em 1o de fevereiro, data em que deveria ter acontecido 
o segundo pagamento.
No dia 15 de março, desejando reabilitar seu título, o subscritor deverá 
efetuar os pagamentos relativos aos dois meses em atraso, devidamente 
atualizados e, ainda, acrescidos de juros. Por força do § 2o, transcrito 
anteriormente, não havendo prorrogação de vigência, só ocorrerá a 
reabilitação se todos os pagamentos em atraso forem devidamente 
quitados, acrescidos de juros e atualização monetária. 
A obrigatoriedade de atualização monetária e de juros busca salvaguardar 
o valor final de resgate, já que, se os pagamentos tivessem ocorrido na data 
correta, a parte destinada ao capital estaria sujeita à atualização e aos juros 
na Provisão Matemática para Capitalização.
Pelo exposto, reabilitação sem prorrogação de vigência significa que o 
título não terá a sua vigência inicial alterada, ainda que tenha permanecido 
suspenso durante um certo período. Assim, no exemplo anterior, com vigência 
de 12 meses, em 1o de janeiro do ano seguinte, o título completaria sua 
vigência, encerrando-se. 
Um outro efeito da não prorrogação da vigência é a perda definitiva dos 
sorteios que ocorreram durante o prazo de suspensão.
Exemplo: se o título previa um sorteio mensal, sempre no dia 5, o título 
suspenso não participou dos sorteios de 5 de fevereiro e de 5 de março, não 
tendo como “recuperá-los”.
 Reabilitação com Prorrogação de Vigência
A reabilitação com prorrogação de vigência difere da anterior por não exigir o 
pagamento de todos os meses que eventualmente estejam em atraso, bastando, 
apenas, a efetivação de um pagamento para reabilitar o título. 
No exemplo anterior, se o subscritor, que atrasou em fevereiro e março, 
efetuasse o pagamento de abril no vencimento correto (1o de abril), o título 
estaria reabilitado, caso estivesse prevista, nas condições gerais, a reabilitação 
com prorrogação de vigência.
Dessa forma, a reabilitação com prorrogação consiste em estender o prazo 
normal de vigência em função do número de parcelas em atraso. Assim, ainda 
no mesmo exemplo, o título teria a sua vigência prorrogada por mais dois meses 
(período que corresponde ao número de pagamentos não realizados).
Além de facilitar a reabilitação, já que basta apenas um pagamento para afastar 
a suspensão e que não há cobrança de juros e atualização, a reabilitação com 
prorrogação de vigência repercute favoravelmente também nos sorteios. 
Prorrogada a vigência, deve também ser prorrogada a participação nos sorteios 
periódicos. Voltando ao exemplo, o titular participaria de sorteios nos dois meses 
de prorrogação de sua vigência (janeiro e fevereiro do ano seguinte). Não há, 
assim, a perda definitiva dos sorteios periódicos quando prevista a reabilitação 
com prorrogação de vigência. Este é o motivo de optarmos por utilizar a expressão 
“prorrogação de vigência” – e não “prorrogação do prazo de pagamento e de 
capitalização” –, já que não são apenas os prazos de pagamento e capitalização 
que são dilatados, havendo a prorrogação, também, da participação em sorteios 
periódicos, sendo o termo “vigência” mais abrangente.
Observação
No modelo constante do 
Anexo 1 (art. 6o, parágrafo 
único), utilizou-se essa forma 
de reabilitação.
CAPITALIZAÇÃO68
 SORTEIO: O GRANDE ATRATIVO 
DO TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO
 Considerações Iniciais
O título de capitalização gera, para o titular, dois direitos distintos: o direito 
ao resgate do valor da provisão, formado a partir da capitalização de um 
percentual incidente sobre cada valor pago pelo subscritor do título, e o 
direito de participação nos sorteios, que, na prática, contemplará apenas 
uma parte dos consumidores.
Muito do sucesso que os títulos de capitalização têm feito no Brasil é 
atribuído à existência do componente sorteio.
Argumenta-se que o consumidor brasileiro é culturalmente propenso a aderir 
ou adquirir produtos que possuam algum tipo de componente lotérico. 
Seria uma espécie de preferência do mercado brasileiro por esse aspecto lúdico.
O sorteio, que a princípio deveria exercer uma função apenas acessória no 
processo, pode significar a antecipação do valor que seria recebido com o 
resgate final ou ultrapassar, e muito, o saldo que seria obtido com a poupança 
programada ou, ainda, ser inferior a este.
Assim, atualmente, não há qualquer vínculo entre o valor de prêmio do 
sorteio e o valor do resgate final do título.
As condições gerais do título deverão prever a forma de atribuição e apuração 
dos números em razão dos sorteios (critérios para determinação dos títulos 
sorteados), além de definir os múltiplos dos prêmios dos sorteios (Anexo 1, 
art. 9o, §§ 1o e 3o).
Nos títulos de capitalização, o sorteio tem que ser um evento aleatório – 
que não dependa de prognósticos, de palpites do consumidor. Além disso, 
o resultado do sorteio deve ser totalmente imprevisível. Deve-se apurar o 
título contemplado seguindo o que determinam as condições gerais do 
título de capitalização. O sorteio tem que garantir a cada título a mesma 
chance de ser sorteado.
Os títulos de capitalização que prevejam sorteios deverão ser estruturados
em séries. Entretanto, há que se ressaltar, novamente, que a realização de 
sorteio não é obrigatória.
 Efeitos sobre um Título Sorteado
Dois efeitos podem ocorrer quando um determinado título é contemplado 
em sorteio:
• liquidação antecipada por sorteio; e
• continuação normal do título (sem liquidação antecipada).
O efeito que efetivamente ocorrerá não depende da escolha do titular que foi 
sorteado, pois as condições gerais já determinam o que irá ocorrer com o título 
que for sorteado: se será liquidado ou se continuará normalmente em vigor.
Importante
Os títulos não comercializados, suspensos 
ou cancelados, para efeito de sorteio, 
pertencem à sociedade de capitalização, 
salvo estipulação em contrário nas condições 
gerais e desde que devidamente aprovados 
pela SUSEP.
UNIDADE 3 69
Em termos gerais, a legislação também não define o efeito. Em regra, a escolha 
cabe à sociedade ao elaborar o seu plano. Porém, uma vez definido o critério 
e uma vez que ele foi aceito pela SUSEP por meio da aprovação das condições 
gerais do título, ele deverá ser aplicado, independentemente da vontade do 
titular e de haver carência.
Um sorteio que foi definido com o efeito da liquidação antecipada implicará 
que aquele título contemplado nesse sorteio será automaticamente cancelado, 
independentemente da vontade do consumidor sorteado e mesmo que ainda 
esteja em curso o prazo de carência (lembre-se de que prazo de carência é 
para resgate antecipado solicitado pelo titular).
Já o que foi definido com o efeito da continuidadenormal de vigência não 
pode ser cancelado por vontade da sociedade de capitalização, permanecendo 
normalmente em vigor (apenas o consumidor é que poderá resgatá-lo, 
observados os prazos de carência) (Anexo 1, art. 10).
Sobre o prêmio de sorteio sempre incidirá imposto de renda. Em termos 
fiscais, o sorteio com liquidação antecipada representa um benefício fiscal 
em relação ao sorteio sem liquidação antecipada. Isto porque a alíquota 
de imposto de renda que incide sobre o prêmio de sorteio com liquidação 
antecipada é de 25%, enquanto, no sorteio sem liquidação antecipada a 
alíquota de IR é de 30% (Anexo 1, art. 9o, § 8o).
O efeito da liquidação antecipada em sorteio acarretará, para o titular, o 
recebimento de três parcelas:
• prêmio de sorteio;
• saldo integral (100%) da Provisão Matemática para Capitalização; e
• valor referente ao custeio dos sorteios já pagos pelo subscritor, mas cuja 
realização se der após a liquidação antecipada do título.
Todas as parcelas devem ser atualizadas monetariamente até a data do efetivo 
pagamento ao titular.
A última parcela determina que, se, no momento em que o título for 
contemplado (e consequentemente cancelado), o subscritor já tiver custeado 
a quota de sorteio relativa a algum sorteio futuro, este valor tem que ser 
restituído ao titular, uma vez que ele não participará mais dos sorteios em 
razão da liquidação antecipada. 
Imaginemos um título PU, de 12 meses de vigência, que apresenta um 
sorteio por mês, com liquidação antecipada. Como o título prevê um único 
pagamento, é evidente que o custeio de todos os sorteios ocorre logo no 
início da vigência. Se um título for contemplado no oitavo mês de vigência, 
ele deverá receber o valor das quotas de sorteio relativas aos nono a décimo 
segundo meses (além do prêmio de sorteio e do saldo integral de sua Provisão 
Matemática para Capitalização), pois não participará desses sorteios, apesar 
de já tê-los custeado. 
Cabe destacar que, num mesmo título, a sociedade poderá definir alguns 
sorteios com liquidação antecipada e outros sem liquidação antecipada 
(continuidade normal da vigência). Porém, a legislação determina que os 
chamados sorteios do tipo Premiação Instantânea não podem ter liquidação 
antecipada por sorteio, devendo permanecer em vigor, normalmente, o título 
sorteado nesta premiação. 
CAPITALIZAÇÃO70
 Tipos de Sorteio
Existem dois tipos de sorteios que podem ser previstos no título: o sorteio 
comum, que deve ser realizado durante a vigência do título, e um tipo de 
sorteio especial denominado premiação instantânea.
 Sorteio do Tipo Premiação Instantânea
Esse sorteio assemelha-se à chamada “raspadinha”. Seria uma forma de 
sorteio que se realiza previamente ao início de comercialização da série, sendo 
seu resultado sigiloso até a aquisição do título, quando, então, poderá ser 
“desvendado” diretamente pelo consumidor.
O sorteio realizado por meio de premiação instantânea deverá atender aos 
seguintes requisitos:
• o conhecimento relativo à contemplação na premiação instantânea deverá 
estar disponível ao titular no momento imediatamente posterior à aquisição 
do título, dependendo exclusivamente de sua atuação;
• os procedimentos que o titular deve utilizar para verificar a contemplação 
na premiação instantânea deverão estar previstos nas condições gerais 
do título;
• para cada série emitida, é necessária a realização de auditoria independente;
• não poderá ser considerado como uma forma de liquidação antecipada do 
título de capitalização, isto é, um título sorteado na premiação instantânea 
não pode ser automaticamente cancelado; e
• nos sorteios por premiação instantânea, não há a possibilidade de liquidação 
antecipada do título, sendo assim, o subscritor continua obrigado a realizar 
todos os pagamentos que estejam previstos nas condições gerais.
 Sorteios Comuns
São aqueles que ocorrem durante a vigência do título em datas estabelecidas 
pela sociedade de capitalização, ainda que de forma genérica.
Exemplo: sorteio a ser realizado no último sábado de cada mês de vigência. 
Nos sorteios comuns, é facultada à sociedade de capitalização a utilização 
dos resultados de loterias oficiais para a apuração dos seus números sorteados 
ou a utilização de processos próprios para esta apuração, devendo a escolha 
estar prevista nas condições gerais. 
O mais comum é a utilização do resultado das extrações da Loteria Federal. 
Na hipótese de os órgãos oficiais não realizarem os sorteios ou alterarem a sua 
forma de realização de modo a torná-los incompatíveis às condições do título, 
a sociedade de capitalização deve prever, nas condições gerais do título, a 
realização de sorteios próprios substitutivos aos oficiais, precedidos de ampla 
divulgação (Anexo 1, art. 9o, §§ 5o e 7o).
Os sorteios obtidos através de processos próprios devem garantir o direito de 
o titular presenciar a apuração, devendo ser realizados nas sedes, sucursais 
ou quaisquer estabelecimentos de livre acesso aos titulares, com a presença 
obrigatória de um representante de auditoria independente.
Raspadinha
É uma forma de sorteio em 
que se raspa o revestimento de 
determinada área da cartela 
adquirida para descobrir, 
de forma imediata, se o 
adquirente foi contemplado 
com algum prêmio.
UNIDADE 3 71
Observações
• Para cada sorteio próprio realizado e nos casos de premiação 
instantânea, as sociedades de capitalização manterão, à disposição 
da SUSEP, o relatório da auditoria independente, onde deverão 
constar, no mínimo:
– as regras estabelecidas pela sociedade de capitalização para 
determinação dos resultados de sorteios a serem obtidos;
– parecer atestando a aleatoriedade, a equiprobabilidade de 
ocorrência dos possíveis resultados e a efetiva distribuição dos 
prêmios previstos nas condições gerais; e
– parecer atestando a garantia de sigilo quanto ao conhecimento 
dos títulos contemplados, no caso de premiação instantânea.
• Verificar que, no Anexo 1, não há premiação instantânea e 
que, no sorteio comum, utilizou-se o resultado da Loteria Federal
(Anexo 1, art. 9o, caput e §§ 2o, 4o, e 6o).
 Valores dos Prêmios dos Sorteios
Os valores dos prêmios dos sorteios são definidos sempre como múltiplos 
dos valores dos pagamentos. Esta informação deve estar nas condições gerais 
(Anexo 1, art. 9o, § 3o) e na Nota Técnica Atuarial do título. 
Nas condições gerais do título, os prêmios não são definidos diretamente em 
reais, mas, sim, como um número (múltiplo) que deverá ser multiplicado pelo 
valor de pagamento para se encontrar o prêmio de sorteio em reais.
Deve-se lembrar que uma mesma série de títulos pode ser comercializada com 
valores diferentes de pagamento. Esta é a principal razão para que o prêmio 
seja um múltiplo do pagamento, pois o múltiplo é o mesmo para todos, mas 
os prêmios em reais não. Garante-se, assim, o chamado equilíbrio financeiro da 
série, isto é, títulos de pagamentos maiores contribuem mais para o sorteio e, 
se sorteados, receberão um prêmio maior, apesar de o múltiplo ser o mesmo 
para todos.
Atualmente, os sorteios que preveem a liquidação antecipada do título 
contemplado apresentam uma alíquota de 25% de imposto de renda sobre 
o prêmio de sorteio, enquanto os sorteios que possibilitam a continuidade do 
título contemplado após o sorteio sofrem a incidência de 30% de imposto 
de renda (Anexo 1, art. 9o, § 8o, e art. 10o).
Deverá, também, ser informado nas condições gerais do título se o valor do 
prêmio de sorteio é bruto (sobre o qual ainda incidirá imposto de renda) ou se 
já é livre de imposto (Anexo 1, art. 9o, § 3o). Sendo informado o valor bruto, 
as condições gerais deverão informar, também, a alíquota vigente de IR que 
incidirá sobre o prêmio.
Exemplo
Imagine um sorteio em que o prêmio 
seja 4.000 vezes o valor do pagamento. 
Assim, se o pagamento tiversido de 
R$ 20,00, o prêmio de sorteio será de 
R$ 80.000,00 para o título sorteado (4.000 
× R$ 20,00).
Atenção
Sobre o valor sorteado 
sempre incide IRRF – Imposto 
de Renda Retido na 
Fonte –, conforme legislação 
tributária em vigor.
CAPITALIZAÇÃO72
Observação
Como nos títulos PU o pagamento é realizado logo no início de 
vigência e o prêmio de sorteio é definido como um múltiplo do valor 
do pagamento, poderia ocorrer que, em títulos PU de prazo de vigência 
muito longos, o prêmio de sorteio fosse sendo gradativamente corroído 
pela inflação. Assim, a legislação obriga que os prêmios de sorteios, nos 
casos de título de pagamento único (PU) com sorteios após o 12o mês 
de vigência, sejam atualizados monetariamente.
 Limites aos Prêmios e às Quotas de Sorteio
O critério matemático utilizado para a determinação da quota de sorteio, ou seja, 
o percentual dos pagamentos referente ao custeio dos sorteios, deve constar 
obrigatoriamente da nota técnica do título de capitalização e é um dos fatores 
mais relevantes na análise feita pela SUSEP para a aprovação do título.
A legislação estabelece uma série de regras para a estipulação dos valores dos 
prêmios de sorteios e também para os valores das quotas de sorteio nos títulos 
de capitalização que, evidentemente, limitam os prêmios a serem distribuídos 
num título. Algumas regras variam, inclusive, de acordo com a modalidade. 
1a regra: o valor de cada prêmio bruto individual de sorteio deverá ser 
fixado como um múltiplo do pagamento periódico (PP), pagamento 
mensal (PM) ou pagamento único (PU) do título, sendo esse múltiplo não 
inferior a uma unidade, observadas as disposições específicas (Anexo 1, 
art. 9o, § 3o).
Há, também, quanto ao valor mínimo do prêmio de sorteio, uma outra regra 
específica para a modalidade popular. Nessa modalidade, nos títulos estruturados 
na forma de pagamento mensal (PM), o valor de cada prêmio bruto individual, que 
deve ser garantido a cada título contemplado em sorteio, não poderá ser inferior 
a 12 vezes o valor dos pagamentos. Assim, para este caso muito específico, a 1a 
regra sofre esta pequena alteração. 
2a regra: o percentual para os sorteios de premiação instantânea 
estará limitado a 30% do percentual que for adotado pela sociedade de 
capitalização para o custeio de todos os sorteios do título, ou seja, de 
todos os prêmios de sorteio previstos para uma série, no máximo 30% desse 
total poderão ser destinados para a premiação instantânea.
Deve-se ter muito cuidado em observar o limite para a premiação instantânea. 
Ele é de 30% sobre todos os prêmios de sorteio (no exemplo ao lado: 30% 
incidentes sobre 20.000 vezes o valor do pagamento), e não 30% do valor 
que for destinado aos sorteios comuns (no exemplo, o cálculo não é de 30% 
incidentes sobre 14.000 vezes o valor do pagamento). 
Exemplo
Não é possível um título, em que o valor 
de pagamento é de R$ 100,00, distribuir 
um prêmio de sorteio de R$ 80,00, pois 
este valor corresponderia a 0,80 do valor 
de pagamento (menos que uma vez 
o valor do pagamento).
Exemplo
Se uma sociedade deseja distribuir um 
prêmio total de 20.000 vezes o valor do 
pagamento numa determinada série, 
ela, no máximo, poderá destinar para a 
premiação instantânea 30% desse valor, 
ou seja, 6.000 vezes o valor do pagamento. 
Se ela se utilizar do valor máximo de 
6.000 vezes o valor do pagamento para a 
premiação instantânea, restarão 14.000 
vezes o valor do pagamento para serem 
distribuídos nos sorteios comuns.
UNIDADE 3 73
3a regra: Os percentuais dos pagamentos destinados aos sorteios 
(quotas de sorteio) deverão observar os requisitos de cada modalidade 
(Anexo 1, Glossário). 
A legislação estabelece sempre um percentual máximo dos pagamentos, que 
varia de acordo com a modalidade, que poderá ser destinado ao custeio dos 
sorteios. O objetivo é impedir que o título de capitalização se transforme num 
bilhete de loteria, isto é, criam-se limites para o valor do pagamento que será 
destinado ao sorteio.
Nas modalidades Popular e Incentivo, em que a importância dos sorteios é mais 
presente, a legislação permite que até 25% do valor dos pagamentos sejam 
destinados aos sorteios. Já nas modalidades Tradicional e Compra-Programada, 
o percentual máximo possível é de 15%.
Na modalidade Popular, que apresenta no sorteio o grande atrativo à sua 
aquisição, a legislação prevê ainda que, no mínimo, 5% do valor total dos 
pagamentos sejam destinados ao sorteio.
Modalidade Percentual Incidente sobre Todos os Pagamentos 
Tradicional No máximo 15%
Compra-Programada No máximo 15%
Popular No máximo 25% e no mínimo 5%
Incentivo No máximo 25%
• Se o título for do tipo PU, os limites apresentados na tabela acabam se 
referindo diretamente à quota de sorteio relativa ao pagamento único. 
Assim, um título PU da modalidade Tradicional pode apresentar quota de 
sorteio de, no máximo, 15%. 
• Para títulos PP ou PM, a regra acaba por se traduzir praticamente 
como um limite para a média aritmética de todas as quotas de sorteio. 
Assim, num título PM de 12 meses de vigência da modalidade popular, 
a média aritmética de todas as 12 quotas de sorteio deverá ser de, no 
máximo, 25% e, no mínimo, 5%. 
Observação
A modalidade 
Compra-Programada não 
admite título PU.
CAPITALIZAÇÃO74
Exemplo 1
Numa série de um título PU composta por 100.000 títulos, são 
distribuídos os seguintes prêmios de sorteio:
• três prêmios instantâneos de 1.000 vezes o valor do pagamento; e
• quatro prêmios de 5.500 vezes o valor do pagamento, obtidos a 
partir do resultado da Loteria Federal.
Desse modo, o prêmio total de sorteio a ser distribuído no título será de:
(3 × 1.000) + (4 × 5.500) = 3.000 + 22.000 = 25.000
Isto é: 25.000 vezes o valor do pagamento.
Como o custo dos sorteios é dividido pelos títulos, pode-se calcular a 
quota de sorteio (QS) para os títulos PU através da expressão:
QS = custo dos sorteios/tamanho da série
Onde:
QS = 25.000/100.000 = 25%.
Essa série obedece ao limite máximo de sorteio para a modalidade 
Popular, que é justamente o de 25% do total dos pagamentos.
O percentual dos sorteios instantâneos, em relação ao total dos 
sorteios, é de 3.000/25.000 = 12%, o que é inferior ao limite máximo 
de 30% previsto na norma.
Esses resultados mostram que a quota total de sorteio e o percentual 
de sorteio instantâneo estão em conformidade com a legislação.
UNIDADE 3 75
Exemplo 2
Uma sociedade pretende aprovar uma série de títulos PU da modalidade 
Tradicional, com 200.000 títulos, em que sejam previstos três prêmios 
instantâneos de 4.000 vezes o valor do título e cinco prêmios de 2.400 
vezes o valor do título, sendo estes últimos distribuídos por meio de 
sorteios que serão realizados pela sociedade de capitalização durante 
a vigência do título (sorteios comuns próprios).
Desse modo, o prêmio total de sorteio a ser distribuído no título será de: 
 (3 × 4.000) + (5 × 2.400) = 12.000 + 12.000 = 24.000
Esse resultado leva a uma quota total de 12% (24.000/200.000), 
estando de acordo, então, com a legislação em vigor, que estabelece 
ser de 15% o custeio máximo para a modalidade Tradicional.
Entretanto, o percentual dos sorteios instantâneos em relação aos 
sorteios totais será de 12.000/24.000 = 50%, ultrapassando, portanto, 
o limite permitido na legislação, que é de 30%. Assim, a aprovação 
não seria concedida.
Exemplo 3
Suponha uma série de títulos PU da modalidade Popular, com 100.000 
títulos, em que sejam previstos 40 prêmios de 100 vezes o valor do 
título, que serão distribuídos por meio de sorteios realizados pela 
sociedade de capitalização durante a vigência do título (sorteios comuns 
próprios), não havendo premiação instantânea. 
A premiação total de sorteio será:
 (40 × 100) = 4.000
Esse resultado leva a uma quota total de4% (4.000/100.000), não 
estando de acordo, então, com a legislação em vigor, que estabelece 
ser de, no mínimo, 5% o custeio com os sorteios na modalidade 
Popular.
Aqueles títulos em que o custeio dos sorteios não observa os limites 
estabelecidos pela legislação não receberão aprovação da SUSEP, não podendo, 
obviamente, ser comercializados.
Os limites relativos às quotas de sorteio acabam também, indiretamente, por 
limitar os valores máximos dos prêmios dos sorteios.
CAPITALIZAÇÃO76
4a regra: as sociedades de capitalização somente poderão comercializar 
títulos em que o valor máximo do somatório de todos os sorteios previstos, 
por série e em cada mês, seja igual ou inferior a 10% do último patrimônio 
líquido auditado.
Antes da Circular SUSEP 365/2008, o critério para o cálculo do limite dependia 
do tamanho da série, porém, com a nova circular, não se baseia mais nesse 
parâmetro.
Exemplo 4
Para uma série emitida por uma sociedade cujo valor do último PL 
auditado é de R$ 4.000.000,00, o valor máximo mensal do prêmio 
distribuído por sorteios estará limitado a:
 10% × PL = 0,1 × R$ 4.000.000,00 = R$ 400.000,00.
 Pagamento do Prêmio do Sorteio e 
Comunicação ao Titular Sorteado
Em relação à comunicação ao titular no caso de ele ser sorteado, é importante 
observar o que diz a legislação em vigor:
“O titular contemplado em sorteio deverá ser notificado deste fato pela 
Sociedade de Capitalização, por escrito, mediante correspondência 
expedida com Aviso de Recebimento (AR), ou pela mídia impressa ou 
eletrônica, caso o pagamento do sorteio não tenha sido efetuado em 
até 15 (quinze) dias úteis de sua realização.”
Assim, o pagamento do prêmio de sorteio deverá ser disponibilizado em até 
15 dias úteis após a sua realização (Anexo 1, art. 9o, § 9o).
Caso a sociedade de capitalização não cumpra o prazo e desde que o titular 
tenha mantido seus dados cadastrais atualizados junto à sociedade, o valor 
do prêmio de sorteio deverá ser acrescido de juros moratórios, previstos nas 
condições gerais do título (Anexo 1, art. 9o, § 10o). 
Tal como o valor de resgate, a sociedade de capitalização deverá efetuar o 
pagamento do prêmio de sorteio por qualquer meio legalmente admitido e 
disponível na cidade de domicílio do titular, sendo vedada a reaplicação do 
valor do prêmio de sorteio em outro título sem a prévia anuência do titular.
É admitida a previsão, nas condições gerais, do parcelamento do pagamento 
do prêmio de sorteio em, no máximo, 12 meses consecutivos. Neste caso, o 
prêmio se transforma numa espécie de renda mensal recebida pelo titular.
FIXANDO CONCEITOS 3 77
Anotações:
Fixando Conceitos 3
[1] MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
Sobre a Provisão Matemática para Capitalização, é correto afirmar que:
(a) Constitui a poupança programada do titular do título de capitalização, 
correspondendo a um saldo sobre o qual incidem a atualização 
monetária e os juros.
(b) Constitui a poupança programada do titular do título de capitalização, 
correspondendo a um depósito, mas sobre o qual incide apenas a 
correção monetária.
(c) Constitui a poupança programada do titular do título de capitalização, 
bem como aquela parte que financia os sorteios periódicos, mas sobre 
a qual incidem apenas os juros, normalmente, de 6% a.a.
(d) Constitui a poupança programada do titular do título de capitalização, 
correspondendo a um valor pago à parte e opcionalmente pelo 
subscritor, na medida em que somente sobre essa parte incidem a 
correção monetária e os juros, normalmente, de 6% a.a.
(e) É direcionada ao sorteio e, portanto, não existe sobre ela a incidência 
de correção monetária e de juros.
[2] MARQUE A ALTERNATIVA QUE PREENCHA CORRETAMENTE A(S) 
LACUNA(S): 
O resgate ao final da vigência do título _______________ ao saldo da Provisão 
Matemática para Capitalização, _____________________ ao total do valor 
pago pelo subscritor.
(a) será sempre igual / mas não obrigatoriamente igual
(b) nem sempre será igual / mas será obrigatoriamente igual
(c) será sempre igual / como também será sempre igual
(d) será sempre igual / mas será obrigatoriamente inferior
(e) nem sempre será igual / como também não precisa ser igual
[3] MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
Dois consumidores, Sortudo e Feliz, adquiriram um título de capitalização 
cada, em épocas diferentes, de um mesmo plano emitido pela ESCOLACAP. 
O plano apresenta prazo de vigência de 24 meses, liquidação antecipada por 
sorteio e penalidade de 5% para o caso de resgate antecipado solicitado 
pelo titular. 
Na presente data, as Provisões Matemáticas para Capitalização de Sortudo e 
Feliz apresentam saldo de R$ 800,00 e R$ 2.000,00, respectivamente. 
Sortudo teve seu título sorteado, e Feliz completou a vigência do título. Se 
os resgates forem pagos exatamente hoje, os valores que Sortudo e Feliz irão 
receber, respectivamente, a título somente para resgate, são:
(a) R$ 0 e R$ 2.000,00
(b) R$ 720,00 e R$ 1.800,00
(c) R$ 720,00 e R$ 2.000,00
(d) R$ 800,00 e R$ 1.800,00
(e) R$ 800,00 e R$ 2.000,00
CAPITALIZAÇÃO78
Anotações:
Fixando Conceitos 3
[4] MARQUE A ALTERNATIVA QUE PREENCHA CORRETAMENTE A(S) 
LACUNA(S):
De acordo com a legislação em vigor, a sociedade de capitalização 
______________ se apropriar da provisão matemática dos títulos suspensos 
ou caducos.
(a) sempre poderá
(b) quase sempre poderá
(c) raramente poderá
(d) somente poderá
(e) nunca poderá
[5] MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
Sobre a Tabela de Resgate é correto afirmar que:
(a) Sua elaboração leva em consideração as quotas de capitalização, a taxa de 
juros, a existência de eventual penalidade em caso de resgate antecipado 
e a atualização monetária da provisão para resgate.
(b) Objetiva fornecer um cálculo aproximado do valor que o titular tem 
direito de resgatar.
(c) Indica, para cada início de mês de vigência, o valor do pagamento a 
ser realizado pelo subscritor. 
(d) Representa, a cada mês de vigência, o valor da quota de capitalização.
(e) É exatamente igual à Provisão Matemática para Capitalização.
[6] MARQUE A ALTERNATIVA QUE PREENCHA CORRETAMENTE A(S) 
LACUNA(S):
Título ___________ é aquele com pagamento em atraso e que ainda não foi 
cancelado.
(a) suspenso
(b) caduco
(c) reabilitado
(d) quitado
(e) encerrado
FIXANDO CONCEITOS 3 79
Anotações:
Fixando Conceitos 3
MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
[7] Em caso de inadimplência em relação às parcelas do título:
(a) O titular continua com direito aos sorteios, mas cessam a incidência 
de juros e a atualização monetária sobre sua provisão matemática.
(b) Cessa o direito do titular ao sorteio e ao resgate da provisão 
matemática.
(c) Continua o direito do titular ao sorteio e ao resgate da provisão 
matemática constituída, mas só até o momento em que ocorreu a 
inadimplência.
(d) Fica suspenso o direito de o titular participar dos sorteios, mas continua 
a haver a incidência de juros e a atualização monetária sobre sua 
provisão matemática.
(e) O título é automaticamente cancelado.
[8] Sobre a reabilitação de um título de capitalização, é correto afirmar que:
(a) Tem como principais efeitos o retorno à participação nos sorteios e o 
afastamento da possibilidade de cancelamento.
(b) Sempre será feita sem o pagamento dos meses em atraso.
(c) Uma vez realizada a reabilitação, permite a participação nos sorteios 
ocorridos no período de suspensão.
(d) Pode ocorrer com ou sem a realização de pagamentos.
(e) Somente pode ocorrer após o cancelamento do título.
[9] Sobre os sorteios nos títulos da capitalização, assinale a afirmativa correta:
(a) O sorteio pode ocorrer a partir de prognósticos (palpites) do titular.
(b) Os resultados dos sorteios são previsíveis, permitindo ao titular adquirir 
títulos com mais chances de serem sorteados.
(c) O valor de prêmio do sorteio está limitadoao valor do resgate final 
do título.
(d) O valor de prêmio do sorteio está limitado ao valor de pagamento do 
título.
(e) O sorteio tem que ser elaborado a partir de um evento aleatório e 
tem que ser também equiprovável, isto é, todos os títulos devem ter 
a mesma chance de serem sorteados.
CAPITALIZAÇÃO80
Anotações:
Fixando Conceitos 3
[10] Entre as afirmações abaixo, assinale a alternativa correta sobre os 
procedimentos da sociedade de capitalização para atender aos normativos 
em vigor, no que se refere aos sorteios:
(a) Os sorteios, quando próprios, deverão ser realizados somente nas 
sedes das empresas de capitalização, mas garantido o livre acesso aos 
titulares.
(b) Quando se tratar de sorteio substituto, a sociedade não necessita 
proceder à sua divulgação, dado o seu caráter excepcional.
(c) Quando não realizar o sorteio por meios próprios, a companhia deve 
contratar os serviços da Loteria Federal, que realizará um sorteio 
de acordo com os padrões dos títulos emitidos pela respectiva 
companhia.
(d) Os sorteios próprios precisam contar com a presença obrigatória de 
um representante de auditoria independente.
(e) Não podem ser utilizados os resultados dos sistemas oficiais de 
premiação, como as extrações da Loteria Federal.
[11] Em relação aos valores oferecidos para sorteio, cumpre à sociedade de 
capitalização, nas condições gerais do título:
(a) Informar apenas o valor do maior prêmio de sorteio.
(b) Não informar valores.
(c) Informar, ainda que indiretamente, os valores dos prêmios de sorteio, 
esclarecendo se são líquidos ou brutos.
(d) Comunicar apenas a incidência do imposto e somente para o titular 
que for sorteado.
(e) Comunicar apenas se solicitado pelo titular.
[12] Uma série de 10.000 títulos PU apresenta os seguintes prêmios de sorteio:
• Dez prêmios instantâneos de 50 vezes o valor do pagamento; e
• Quatro prêmios de 500 vezes o valor do pagamento, obtidos pelo sorteio 
da Loteria Federal, ao longo da vigência do título.
A quota de sorteio é igual a:
(a) 5%
(b) 10%
(c) 20%
(d) 25%
(e) 2.500%
[13] Na questão anterior, o percentual de prêmios relativos à premiação 
instantânea, em relação ao total de prêmios de sorteio, é igual a: 
(a) 5%
(b) 10%
(c) 20%
(d) 25%
(e) 30%
FIXANDO CONCEITOS 3 81
Anotações:
Fixando Conceitos 3
[14] As sociedades de capitalização somente poderão comercializar títulos em 
que o valor máximo do somatório de todos os sorteios previstos, por série e 
em cada mês, seja igual ou inferior a 10% do(a)(s):
(a) Faturamento anual da companhia.
(b) Soma das provisões matemáticas da companhia naquele momento.
(c) Último patrimônio líquido auditado da companhia.
(d) Receitas com pagamentos dos títulos naquele mês.
(e) Seu lucro líquido.
[15] Um título PM com 12 meses de vigência, em uma série de 500.000 títulos 
emitidos por uma empresa cujo último patrimônio líquido auditado é igual a 
R$ 100.000.000,00, apresentará como valor máximo do somatório de todos 
os sorteios previstos, por série e em cada mês:
(a) R$ 500.000,00
(b) R$ 1.000.000,00
(c) R$ 2.500.000,00
(d) R$ 10.000.000,00
(e) R$ 100.000.000,00
[16] Considerando a mesma empresa do exercício anterior, se ela emitir uma 
série de 2.000.000 de títulos, o maior valor de sorteio possível, por data e 
por série, será igual a:
(a) R$ 500.000,00
(b) R$ 5.000.000,00
(c) R$ 10.000.000,00
(d) R$ 20.000.000,00
(e) R$ 100.000.000,00
[17] O titular contemplado em sorteio que ainda não recebeu o seu prêmio 
deve ser informado:
(a) Pela imprensa escrita, e é por isso que os titulares devem ficar atentos 
aos jornais nas datas indicadas, pois este é o único mecanismo 
disponível.
(b) Pela televisão, e é por isso que os titulares devem ficar atentos aos 
sorteios realizados nos programas especializados, pois este é o único 
mecanismo disponível.
(c) Através dos jornais e da televisão, ficando a escolha do veículo a critério 
da companhia.
(d) Por escrito, mediante correspondência expedida com aviso de 
recebimento, ou pela mídia impressa ou eletrônica, no prazo máximo 
de 15 dias úteis a partir da data de realização do sorteio.
(e) Através de uma comunicação direta ao titular e/ou subscritor feita em 
até 180 dias, caso o titular não venha a reclamar o prêmio.
CAPITALIZAÇÃO82
Anotações:
Fixando Conceitos 3
[18] Caso a sociedade de capitalização não disponibilize, ao titular contemplado, 
o prêmio do sorteio em até 15 dias úteis de sua realização, o prêmio:
(a) Deverá sofrer apenas atualização monetária.
(b) Será reaplicado automaticamente em outro título.
(c) Deverá ser acrescido de juros moratórios, conforme previsto nas 
condições gerais do título.
(d) Passará para um outro título.
(e) Ficará para a sociedade de capitalização.
[19] O sorteio realizado por meio de premiação instantânea deverá atender a 
diversos requisitos, entre eles:
(a) O conhecimento relativo à contemplação na premiação instantânea 
deverá estar disponível ao titular em até 15 dias úteis de sua 
aquisição.
(b) Os procedimentos que o titular deve utilizar para verificar a contemplação 
na premiação instantânea deverão estar previstos na Nota Técnica 
Atuarial do título.
(c) Não é necessária a realização de auditoria independente.
(d) O título sorteado na premiação instantânea deverá ser automaticamente 
cancelado.
(e) A premiação instantânea nunca poderá ser considerada como uma 
forma de liquidação antecipada do título de capitalização. 
[20] Com relação aos limites para as quotas de sorteio, podemos afirmar que:
(a) Na modalidade Tradicional, no máximo 25% do valor total dos 
pagamentos devem ser destinados aos sorteios.
(b) Na modalidade Compra-Programada, no máximo 20% do valor total 
dos pagamentos devem ser destinados aos sorteios.
(c) Na modalidade Popular, no mínimo 5% e no máximo 25% do valor 
total dos pagamentos devem ser destinados aos sorteios.
(d) Na modalidade Incentivo, no mínimo 5% e no máximo 25% do valor 
total dos pagamentos devem ser destinados aos sorteios.
(e) Não existe limite para a fixação da quota de sorteio em qualquer 
modalidade.
UNIDADE 4 83
AS MODALIDADES 
DE UM TÍTULO DE 
CAPITALIZAÇÃO44
Após ler esta unidade, você deve ser capaz de:
• Comparar as modalidades de títulos de capitalização, demonstrando suas características e peculiaridades.
• Conhecer as características principais das modalidades dos títulos de capitalização.
CAPITALIZAÇÃO84
UNIDADE 4 85
 A MODALIDADE TRADICIONAL
D efine-se como modalidade Tradicional o título de capitalização que tem 
por objetivo restituir ao titular, ao final do prazo de vigência, no mínimo, o 
valor total dos pagamentos efetuados pelo subscritor, desde que todos os 
pagamentos previstos tenham sido realizados nas datas programadas, sendo 
vedada qualquer vinculação da Provisão Matemática para Capitalização à 
aquisição de bem ou serviço (Anexo 1, art. 11, “Obs.” e Tabela 1).
Assim, fica claro que a modalidade Tradicional valoriza o valor final a ser 
resgatado pelo titular, uma vez que sua definição parte justamente de que 
esse valor, ao final da vigência, seja, pelo menos, igual ao valor que foi pago 
pelo subscritor. Para efeito desta comparação, no valor ao final da vigência 
não devem ser computadas a atualização monetária da Provisão Matemática 
para Capitalização nem tampouco eventual provisão de bônus. 
É importante lembrar que a Tabela de Resgate apresenta o valor a ser 
resgatado, ao final de cada mês de vigência, como um percentual dos 
valores já pagos pelo subscritor e justamente sem considerar a incidência de 
atualização monetária. Assim, para os casos em que o título não prevê bônus, 
afirmar que o título ao final da vigência irá restituir valor igual ou superior 
ao montante pago pelo subscritor é o mesmo que afirmar que a última linha 
da tabelade resgate (referente ao último mês de vigência) deve apresentar 
percentual igual ou superior a 100% (Anexo 1, art. 11, Tabela 1).
Esse título será considerado, portanto, pertencente à modalidade Tradicional 
se não vincular a Provisão Matemática para Capitalização à aquisição de 
bem ou serviço.
Observe que a obrigação de que tais títulos restituam, no mínimo, o valor que foi 
pago somente existe para o final da vigência, isto é, para resgates antecipados 
(resgates que ocorrem antes do final da vigência) não é obrigatório que o titular 
receba o valor que foi pago até aquele momento.
Justamente por esta razão, a legislação, para maior clareza ao consumidor, exige 
que a ficha de cadastro contenha, em destaque, a mensagem abaixo:
“Este título poderá restituir valor inferior ao total dos pagamentos 
efetuados, caso o resgate seja realizado antes do término do prazo 
de vigência. A contratação desse título é apropriada, principalmente, 
na hipótese de o subscritor planejar realizar todos os pagamentos e 
permanecer até o final da vigência.”
Na modalidade Tradicional, o preenchimento de ficha de cadastro é obrigatório, 
devendo ocorrer em momento anterior à aquisição do título.
Ainda sobre a Provisão Matemática para Capitalização, é importante lembrar 
que ela não pode estar vinculada à aquisição de um bem ou serviço, mas 
poderá ser utilizada como instrumento de garantia, isto é, a PMC pode ser 
utilizada, por exemplo, como garantia do pagamento de aluguel. 
O título da modalidade Tradicional poderá ser estruturado na forma de 
pagamento único (PU), pagamento periódico (PP) ou pagamento mensal 
(PM). 
CAPITALIZAÇÃO86
Por haver uma valorização maior do valor de resgate em detrimento 
dos sorteios, a legislação cria um limite para o custeio dos sorteios, determinando 
que o custo com sorteios poderá corresponder, no máximo, a 15% do total 
dos pagamentos. Num título PU, equivaleria a dizer que a quota de sorteio 
máxima admissível é de 15%. Nos títulos PP e PM, esta característica determina 
que a quota média de sorteio ao longo dos meses de pagamento não pode 
superar 15% (Anexo 1, Glossário).
A legislação prevê, ainda, uma espécie de submodalidade dentro da modalidade 
Tradicional. Essa submodalidade, sem nome específico, é caracterizada por 
permitir a estruturação de títulos com a possibilidade de pagamentos com 
livre escolha por parte do subscritor quanto a quantidade, valor e data de 
realização desses pagamentos.
Assim, o subscritor, a qualquer momento durante a vigência do título, poderia 
realizar um pagamento cujo valor também seria livre. Ao permitir “aportes 
livres”, a legislação acabou por criar um produto que guarda certa semelhança 
com os fundos de investimentos.
No entanto, esta “submodalidade” possui diversos requisitos:
• os títulos não serão estruturados em série;
• é vedada a previsão de sorteios;
• os pagamentos deverão ser efetuados dentro do prazo de vigência do 
título;
• não há Tabela de Resgate;
• o capital mínimo do título será definido com base no valor do primeiro 
pagamento efetuado, como se este fosse o único, considerando-se, 
também, o prazo de vigência do título; e
• é vedada a utilização da Taxa de Remuneração Básica aplicada às 
cadernetas de poupança (TR) como índice de atualização monetária da 
Provisão Matemática para Capitalização.
Resumo das Características Principais da Modalidade Tradicional
Saldo da PMC ao final da vigência
No mínimo, 100% do valor pago 
pelo subscritor (sem considerar 
atualização monetária e bônus)
Utilização do saldo da PMC
Proibida qualquer vinculação à 
aquisição de bem ou serviço; possível 
como instrumento de garantia
Provisão de bônus Permitida
Ficha de cadastro Obrigatória, em momento anterior à aquisição do título
Tipos de título PU, PP ou PM
Custo com sorteio No máximo, 15% dos valores pagos pelo subscritor
Taxa de juros mensal No mínimo, igual a 0,35% a.m.
Índice de atualização da PMC Sem restrição, com exceção da “submodalidade” em que é vedada a TR
UNIDADE 4 87
 A MODALIDADE 
COMPRA-PROGRAMADA
É aquela em que a sociedade de capitalização garante ao titular, ao final 
da vigência, o recebimento do valor total dos pagamentos efetuados pelo 
subscritor, desde que todos os pagamentos tenham sido realizados, nas datas 
programadas, sendo disponibilizada ao titular a faculdade de optar, sem 
qualquer outro custo, pelo recebimento do bem ou serviço referenciado na 
ficha de cadastro, subsidiado por acordos comerciais celebrados com indústrias, 
atacadistas ou empresas comerciais.
Para efeito do cálculo do valor final que é garantido ao titular, como na 
modalidade Tradicional, também não se devem considerar a atualização 
monetária e eventual parcela de bônus. Assim, permanece a observação 
de que, na última linha da Tabela de Resgate, o percentual deve ser de, 
no mínimo, 100%, significando que o título, ao final da vigência, garante 
ao titular o recebimento integral do valor pago pelo subscritor, desde que 
todos os pagamentos tenham sido realizados nas datas programadas, sem 
considerar, ainda, a atualização monetária. Assim, exige-se que a ficha de 
cadastro contenha, em destaque, a seguinte mensagem:
“Este título poderá restituir valor inferior ao total dos pagamentos 
efetuados, caso o resgate seja realizado antes do término do prazo 
de vigência.”
Há também nessa modalidade, a regra de que o custo com sorteios poderá 
corresponder, no máximo, a 15% do total dos pagamentos.
A diferença para a modalidade Tradicional é que nela é proibida a vinculação 
do saldo da PMC a um bem ou serviço; já na modalidade Compra-Programada, 
essa vinculação é obrigatória. Entretanto, o titular não é obrigado a escolher o 
bem ou serviço que foi inicialmente pactuado, podendo optar pelo recebimento 
em dinheiro do valor de resgate ou, sem qualquer custo adicional, pelo bem 
ou serviço acordado.
Se pensarmos num título em que o prazo de vigência é muito amplo, é 
fundamental que a atualização monetária da Provisão Matemática para 
Capitalização (PMC) expresse os aumentos de preço que o bem ou serviço 
apresentem ao longo dos meses, evitando uma diferença expressiva entre o 
saldo da PMC e o preço do bem. Este fato poderia onerar muito a sociedade 
de capitalização, eventualmente comprometendo a sua solvência, uma vez 
que ela tem a obrigação de garantir a entrega do bem se for esta a escolha 
do titular.
A legislação determina que a atualização monetária da PMC seja feita, em 
regra, por índice de preços e em conformidade com a legislação em vigor. 
Em princípio, não poderá ser utilizada a TR como índice de atualização. 
Excepcionalmente, a utilização de outro índice (entre eles a TR) poderá 
ser previamente aprovada pela SUSEP, caso a sociedade de capitalização 
comprove a existência de contrato firmado com fornecedores, garantindo 
que a atualização dos preços dos bens ou serviços ocorrerá pelo índice a ser 
utilizado no plano.
CAPITALIZAÇÃO88
As condições relativas ao bem ou serviço referenciado deverão ser informadas 
ao subscritor, em material apartado das condições gerais, não sendo necessário 
o envio desse material para a SUSEP.
Com a existência de um bem ou serviço, é inevitável a comparação entre a 
modalidade Compra-Programada e o sistema de consórcio; no entanto, eles 
são muito diferentes. Como exemplo, devemos lembrar que, na capitalização, 
o prêmio de sorteio não precisa guardar qualquer relação com o valor de 
resgate, isto é, o título poderá ser sorteado, continuar em vigor, sendo 
que o prêmio de sorteio poderá representar ou não o bem que se pretende 
adquirir. Mesmo que o prêmio represente o bem, caso continue em vigor, o 
título continuará participando de sorteios e terá direito, ainda, ao saldo da 
PMC no momento do resgate.
É possível, também, que o título, uma vez sorteado, seja cancelado (liquidaçãoantecipada por sorteio), não sendo devido mais qualquer pagamento pelo 
subscritor. Isto não ocorre com um consumidor contemplado num sorteio 
de um consórcio que deve continuar normalmente a realizar os pagamentos. 
Além disso, as sociedades de capitalização são fiscalizadas pela SUSEP, 
enquanto as de consórcio são fiscalizadas pelo Banco Central.
Exatamente por haver a obrigação de a sociedade permitir ao titular a faculdade 
de optar por um bem ou serviço, a legislação estabelece que somente poderá 
haver liquidação antecipada por sorteio se este representar uma forma de o 
titular adquirir o bem ou serviço referenciado na ficha de cadastro, sendo 
que, neste caso, o resgate deverá corresponder a 100% do saldo da PMC (não 
pode haver penalidade). Não faria sentido cancelar o título sem que o titular 
conseguisse alcançar o objetivo fixado quando da sua aquisição.
Como a sociedade de capitalização precisa firmar acordos comerciais para 
garantir o bem ou o referenciado na ficha de cadastro, há um aumento de suas 
despesas administrativas. Dessa forma, na modalidade Compra-Programada, 
permite-se a aplicação de penalidade diferenciada para o caso de resgate 
antecipado, objetivando manter o equilíbrio dessas despesas. 
As sociedades poderão reter, desde que previsto nas condições gerais do 
título, percentual de, no máximo, 10% do saldo da PMC nos casos em que 
o titular solicitar o resgate antes do fim do prazo de vigência do título. 
Em relação à regra geral aplicada às demais modalidades, essa penalidade 
se torna mais grave, uma vez que o percentual de 10% poderá ser aplicado 
até o dia que anteceder o fim de vigência.
Atenção
O título somente poderá ser estruturado 
na forma de pagamento periódico (PP) 
ou pagamento mensal (PM). Assim, 
não é possível a estruturação na forma 
pagamento único (PU). Apenas esta 
modalidade possui essa limitação.
UNIDADE 4 89
Resumo das Características Principais 
da Modalidade Compra-Programada
Saldo da PMC ao final da vigência
No mínimo, 100% do valor pago pelo 
subscritor (sem considerar atualização 
monetária e bônus)
Utilização do saldo da PMC
Vinculada à aquisição de bem ou serviço, 
mas sendo dada ao titular a opção 
pelo recebimento em dinheiro 
do saldo da PMC
Penalidade em caso de resgate 
antecipado
No máximo, 10%, mas para qualquer 
momento do resgate antecipado
Provisão de bônus Permitida
Ficha de cadastro Obrigatória, em momento anterior à compra do título
Tipos de título PP ou PM (não pode ser PU)
Custo com sorteio No máximo, 15% dos valores pagos pelo subscritor
Liquidação antecipada por sorteio Possível, desde que possibilite ao titular a aquisição de bem ou serviço acordado
Taxa de juros mensal No mínimo, igual a 0,35% a.m. 
Índice de atualização da PMC
Em regra, por índice de preço. 
Excepcionalmente, pode ser aprovado 
outro índice (TR, por exemplo)
 A MODALIDADE POPULAR
É o título de capitalização que propicia a participação do titular em sorteios, 
sem que haja devolução integral dos valores pagos.
É clara, nessa modalidade, a importância dos sorteios, permitindo-se, inclusive, 
que o título não devolva, no final da vigência, ao titular tudo o que foi pago 
pelo subscritor. As condições gerais e a ficha de cadastro, quando prevista 
(nessa modalidade a ficha é facultativa), deverão conter, em destaque, a 
seguinte mensagem:
“Este título restituirá, ao final de sua vigência, valor inferior ao total 
dos pagamentos efetuados. A contratação desse título é apropriada 
principalmente na hipótese de o subscritor estar interessado em 
participar dos sorteios. Consulte a Tabela de Resgate para observar a 
evolução do percentual de resgate, de acordo com os meses de vigência 
do título.”
Recordamos que a taxa de juros mínima aqui também é inferior à taxa 
mínima de juros aplicável às modalidades Tradicional e Compra-Programada.
Neste caso, a taxa de juros mensal (e/ou a sua equivalente anual) utilizada para 
remuneração do título deverá corresponder a, no mínimo, 0,08% a.m.
Independentemente da taxa de juros utilizada e de eventual penalidade em 
caso de resgate antecipado, nos títulos de pagamento único e com 12 meses 
de vigência desta modalidade, o resgate antecipado da provisão matemática 
deverá corresponder a, no mínimo, 50% do valor do pagamento único.
CAPITALIZAÇÃO90
Essa modalidade prioriza os prêmios de sorteio em detrimento do valor a ser 
resgatado. Por isso, ela apresenta requisitos especiais para o sorteio:
• há um custeio mínimo para os sorteios, enquanto as demais modalidades 
possuem apenas um custeio máximo. A legislação estabelece que o custo 
com sorteios deverá corresponder a, no mínimo, 5% e, no máximo, 25% 
dos pagamentos efetuados. Observe que o limite máximo também é maior 
quando comparado com as modalidades Tradicional e Compra-Programada 
(15%);
• para os títulos estruturados na forma de pagamento mensal (PM), o valor 
de cada prêmio bruto individual que deve ser garantido a cada título 
contemplado em sorteio não poderá ser inferior a 12 vezes o valor dos 
pagamentos;
• deve prever a realização de, no mínimo, 1 (um) sorteio a cada semestre de 
vigência do título, exceto quando prevista a cessão integral de direito 
de resgate (por exemplo: o consumidor adquire o título já cedendo o 
resgate para uma instituição declarada de instituição pública); e
• salvo para as séries que possuam mais do que 1.000.000 (um milhão) 
de títulos, os sorteios realizados no segundo semestre de vigência do 
título devem distribuir, no mínimo, 10% do total do valor de prêmios 
previstos para a série.
O título poderá ser estruturado na forma de pagamento periódico (PP), 
pagamento mensal (PM) ou pagamento único (PU), sendo vedada a previsão 
de bônus.
Resumo das Características Principais da Modalidade Popular
Saldo da PMC ao final da vigência Inferior a 100% do valor pago pelo subscritor
Provisão de bônus Vetada
Ficha de cadastro Facultativa
Tipos de título PU, PP ou PM
Custo com sorteio No mínimo, 5% e, no máximo, 25% dos valores pagos pelo subscritor
Taxa de juros mensal No mínimo, igual a 0,08% a.m.
Índice de atualização da PMC Índice de preço ou TR
 A MODALIDADE INCENTIVO
É o título de capitalização vinculado a um evento promocional de caráter 
comercial instituído pelo subscritor. Assim, o subscritor, ou seja, uma 
empresa interessada em alavancar a venda de seus produtos (empresa 
promotora do evento), adquire títulos de capitalização junto a uma sociedade 
de capitalização para permitir que seus consumidores, ao adquirirem seus 
produtos, participem de uma determinada promoção comercial a ser realizada 
por meio dos sorteios constantes do título.
Ocorrerá uma cessão dos direitos do título. A empresa subscritora dos títulos 
e titular original deles cederá os direitos dos títulos a seus consumidores.
Importante
Destaque-se que esses requisitos são únicos 
para essa modalidade.
UNIDADE 4 91
Lembramos que um título acarreta dois direitos: o de recebimento do 
resgate e o de participação nos sorteios.
Segundo a legislação, é obrigatória a cessão gratuita do direito de participação 
nos sorteios, e a cessão do direito de resgate é facultativa.
Assim, no evento promocional, as empresas devem ceder aos seus 
consumidores, pelo menos, o direito de participação nos sorteios, podendo 
reter (ficar para si) o direito de resgate dos títulos.
O evento promocional deve ser mencionado em material apartado das 
condições gerais do título, não sendo necessário o seu envio à SUSEP. 
No entanto, a sociedade de capitalização deverá manter à disposição da 
SUSEP, para fiscalização, diversos documentos relativos ao acordo firmado pelo 
prazo de cinco anos, a contar da data do término de cada promoção.
Perante a SUSEP, a sociedade de capitalização é responsável por eventuais 
violações das normas em vigor ou,ainda, das condições gerais dos títulos 
comercializados, violações essas verificadas nos acordos comerciais. 
Além disso, a sociedade de capitalização é responsável pelas obrigações e 
infrações cometidas pelas empresas promotoras do evento, exclusivamente 
com relação à promoção comercial.
A SUSEP poderá, a qualquer tempo, cassar ou suspender a autorização, no 
todo ou em parte, para a utilização do título de capitalização em promoções 
comerciais, em casos de irregularidades.
Essa modalidade possui diversas características idênticas à da modalidade 
Popular: o título poderá ser estruturado na forma de pagamento periódico 
(PP), pagamento mensal (PM) ou pagamento único (PU); a taxa de juros mínima 
aplicável à PMC é 0,08 a.m.; o custo com sorteios poderá corresponder, no 
máximo, a 25% do custo total do título (mas não um limite mínimo); não é 
possível a previsão de bônus.
No entanto, além da vinculação ao evento promocional do subscritor, há duas 
outras características específicas para essa modalidade:
• carência para resgate – deve ser de, no mínimo, 60 (sessenta) dias 
contados do início de vigência do título; e
• comercialização dos títulos – aqueles títulos que apresentam sorteios 
têm que ser estruturados em série. Lembramos que série são conjuntos 
de títulos que concorrem aos mesmos sorteios. A legislação exige que, 
numa promoção, somente poderão ser comercializadas séries exclusivas, 
isto é, não adquiridas por mais de um subscritor.
A Circular SUSEP 376/2008 
estabelece diversos 
requisitos para a realização 
de promoções comerciais 
envolvendo títulos de 
capitalização.
CAPITALIZAÇÃO92
Dessa forma, somente a empresa que fará a promoção é quem pode 
adquirir títulos daquela série em que será realizado o sorteio para premiar os 
consumidores da empresa, evitando-se, assim, que um “estranho” à promoção 
seja o ganhador do prêmio.
Resumo das Características Principais da Modalidade Incentivo
Saldo da PMC ao final da vigência Não há limites expressos na legislação
Direito de participação nos sorteios Obrigatória a cessão gratuita aos consumidores da empresa
Provisão de bônus Vetada
Ficha de cadastro Facultativa
Tipos de título PU, PP ou PM
Custo com sorteio No máximo, 25% dos valores pagos pelo subscritor
Taxa de juros mensal No mínimo, igual a 0,08% a.m.
Carência No mínimo, 60 (sessenta) dias
Comercialização de títulos Por meio de séries exclusivas
FIXANDO CONCEITOS 4 93
Anotações:
Fixando Conceitos 4
MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
[1] Assinale a melhor definição de modalidade Tradicional:
(a) Tem por objetivo restituir ao titular, ao final do prazo de vigência, no 
mínimo, o valor total dos pagamentos efetuados pelo subscritor, sendo 
vedada qualquer vinculação à aquisição de bem ou serviço.
(b) É aquela em que se garante ao titular, ao final da vigência, o recebimento 
do valor total dos pagamentos efetuados pelo subscritor, sendo facultada 
a opção de recebimento de um bem ou serviço. 
(c) É aquela em que é vedada a realização de sorteios.
(d) Tem por objetivo propiciar a participação do titular em sorteios, sem 
que haja devolução integral dos valores pagos. 
(e) É aquela que está vinculada a um evento promocional de caráter 
comercial instituído pelo subscritor. 
[2] Sobre a modalidade Compra-Programada, é correto afirmar que:
(a) Pode apresentar títulos PU, PP ou PM.
(b) Não garante ao titular, ao final da vigência, o recebimento do valor 
total dos pagamentos efetuados pelo subscritor.
(c) Não é permitida a previsão de bônus.
(d) É obrigatório o preenchimento de ficha de cadastro.
(e) É possível a aplicação de penalidade de, no máximo, 5% para qualquer 
caso de resgate antecipado.
[3] Sobre a modalidade Popular, é correto afirmar que:
(a) Pode apresentar somente títulos PU.
(b) Não restitui ao titular, ao final da vigência, o valor total dos pagamentos 
efetuados pelo subscritor.
(c) Somente há direito de participação em sorteios, uma vez que não 
existe o direito ao resgate.
(d) Pode haver título em que não haja sorteios.
(e) A taxa de juros mensal que remunera a PMC deve ser, no mínimo, 
0,35% a.m. da taxa de juros da caderneta de poupança.
[4] ASSINALE A AFIRMATIVA CORRETA:
(a) Cedente é a pessoa, física ou jurídica, que recebe o título de capitalização, 
tornando-se o novo titular.
(b) Cessionário é a pessoa, física ou jurídica, que cede o título para uma 
pessoa física somente.
(c) Capitalização é uma combinação de economia programada e sorteios; 
a economia programada não é obrigatória, podendo não existir, mas 
os sorteios são sempre obrigatórios.
(d) Nota técnica é o demonstrativo dos cálculos matemáticos que servem 
de base ao título, enviado, obrigatoriamente, a todos os participantes 
do título.
(e) O título estará suspenso, automaticamente, se o pagamento não for 
realizado até a data de vencimento.
CAPITALIZAÇÃO94
Anotações:
Fixando Conceitos 4
[5] Assinale a característica que não se aplica à modalidade Tradicional:
(a) A utilização do saldo da PMC é vinculada à aquisição de bem ou 
serviço, porém é dada ao titular a opção pelo recebimento em 
dinheiro.
(b) Os tipos de títulos poderão ser PU, PM ou PP.
(c) A provisão de bônus é permitida.
(d) A taxa de juros mínima mensal é igual a 0,35%.
(e) O preenchimento da ficha de cadastro é obrigatório antes da aquisição 
do título de capitalização.
[6] Assinale as modalidades de título em que é exigido que a ficha de cadastro 
contenha a seguinte frase: 
“Este título poderá restituir valor inferior ao total dos pagamentos 
efetuados, caso o resgate seja realizado antes do término do prazo de 
vigência.”
(a) Tradicional ou Popular.
(b) Popular ou Incentivo.
(c) Compra-Programada ou Tradicional.
(d) Incentivo ou Tradicional.
(e) Compra-Programada ou Popular.
 
[7] Entre as modalidades de título, existe uma submodalidade, sem nome 
específico, que permite a estruturação de títulos com a possibilidade de 
pagamentos, com livre escolha por parte do subscritor quanto a quantidade, 
valor e data de realização de pagamentos. A modalidade que contém esta 
submodalidade é:
(a) Popular.
(b) Compra-Programada.
(c) Incentivo.
(d) Tradicional.
(e) Compra Financiada.
UNIDADE 5 95
PREVENÇÃO À 
LAVAGEM DE DINHEIRO55
Após ler esta unidade, você deve ser capaz de:
• Obter conhecimento sobre o assunto prevenção à lavagem de dinheiro e suas principais características. 
• Conhecer a legislação que trata da prevenção à lavagem de dinheiro e sua relação com as sociedades 
de capitalização.
• Apontar as operações suspeitas que podem indicar lavagem de dinheiro.
CAPITALIZAÇÃO96
UNIDADE 5 97
 HISTÓRICO
A lavagem de dinheiro é o processo de transformação do dinheiro “sujo”, 
captado com atividades ilícitas, em dinheiro lícito. Para a regulamentação 
deste tema, o Governo editou, em 1998, a Lei 9.613 e, em 2012, a Lei 12.683, 
que tipificam os crimes de lavagem de dinheiro, e, através do Decreto 2.799, 
também de 1998, criou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras – 
COAF –, um órgão especial de inteligência criado no âmbito do Ministério da 
Fazenda, com a finalidade de disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, 
examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas 
em lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades, para, se 
for o caso, denunciar os envolvidos ao Ministério Público.
Desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, a comunidade 
internacional reconheceu que as organizações criminosas tornaram-se 
transnacionais. O avanço tecnológico foi um dos grandes facilitadores da 
expansão de atividades criminosas, pois, a qualquer momento, movimentações 
financeiras de volumes “consideráveis” podem migrar para qualquer lugar 
do mundo. 
A legislação brasileira é uma dasmais modernas do mundo neste tema, 
havendo a obrigatoriedade de identificação de clientes, comunicação de 
operações suspeitas, manutenção de cadastro atualizado e monitoramento 
de clientes enquadrados como Pessoas Politicamente Expostas (PPEs). 
Com as determinações legais, o mercado é obrigado a adotar ações preventivas, 
de forma que as instituições se organizem para conhecer melhor seus clientes 
e, com isso, analisar se as evoluções patrimoniais estão de acordo com as 
informações cadastrais prestadas para monitorar estes casos. A atualização 
cadastral de clientes é essencial, sendo o maior alvo de atenção. 
A lavagem de dinheiro foi classificada como o “crime dos anos 1990”. 
A última década do século viveu a internacionalização do regime antilavagem 
de dinheiro, principalmente através do Grupo de Ação Financeira contra a 
Lavagem de Dinheiro (GAFI), criado em 1989, com o objetivo de reforçar a 
luta contra o dinheiro sujo no mundo inteiro.
 Histórico da Legislação de Prevenção 
à Lavagem de Dinheiro Aplicável às 
Sociedades de Capitalização
Desde o início da década de 1990, leis e normas têm sido emanadas com o 
intuito de coibir a prática de lavagem de dinheiro. 
Entre as que afetam o mercado de títulos de capitalização, podemos citar: 
• Lei 9.613, de 1998, alterada pela Lei 12.683, de 2012 – dispõe sobre os 
crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores; a prevenção 
da utilização do sistema financeiro para os ilícitos previstos nesta lei; cria 
o Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF –; e dá outras 
providências.
CAPITALIZAÇÃO98
• Circular SUSEP 327, de 2006 – dispõe sobre os controles internos 
específicos para o tratamento de situações relacionadas à prática dos 
crimes previstos na Lei 9.613, de 3 de março de 1998, ou que com 
eles possam relacionar-se, à comunicação de operações suspeitas e à 
responsabilidade administrativa de que trata aquela lei.
• Circular SUSEP 341, de 2007 – dispõe acerca dos procedimentos a 
serem observados no relacionamento com clientes, considerados pessoas 
politicamente expostas, adicionalmente aos procedimentos estabelecidos 
na Circular 327, de 29 de maio de 2006.
• Circular SUSEP 380, de 2008 – dispõe sobre os controles internos 
específicos para a prevenção e combate dos crimes de “lavagem” ou 
ocultação de bens, direitos e valores, ou que com eles possam relacionar-se, 
o acompanhamento das operações realizadas e as propostas de operações 
com pessoas politicamente expostas, bem como a prevenção e coação do 
financiamento ao terrorismo, revogando as circulares 327/06 e 341/07. 
• Circular SUSEP 445/12 – dispõe sobre os controles internos específicos 
para a prevenção e combate dos crimes de “lavagem” ou ocultação de 
bens, direitos e valores, ou os crimes que com eles possam relacionar-se, 
o acompanhamento das operações realizadas e as propostas de operações 
com pessoas politicamente expostas, bem como a prevenção e coibição 
do financiamento ao terrorismo, revogando a Circular 380/08.
 
 Etapas da Lavagem de Dinheiro
Para a efetivação do processo de lavagem de dinheiro, são definidas 
três etapas:
• colocação – primeira etapa do processo de lavagem de dinheiro; é a 
injeção do dinheiro “sujo” no sistema bancário;
• ocultação, camuflagem, estratificação ou difusão – etapa de múltiplas 
transferências e movimentos de fundos, visando “mascarar” as origens do 
dinheiro sujo, desassociando o recurso ilícito da fonte de origem criminosa; e
• integração – fase final do processo de lavagem de dinheiro, que pode 
estar interligada ou sobreposta à etapa anterior. Nesta fase, o dinheiro 
“limpo” é integrado ao sistema econômico financeiro. 
 Pessoas Politicamente Expostas (PPEs)
Segundo as normas em vigor, as sociedades de capitalização deverão 
acompanhar operações realizadas com PPEs.
Como as informações são dinâmicas, clientes que antes não eram enquadrados 
como PPEs podem vir a sê-lo ao longo dos anos, e, por isso, as sociedades 
devem adotar as seguintes providências:
• no cadastro e atualizações cadastrais, solicitar declaração expressa do 
cliente, beneficiário, terceiro, ou outras partes relacionadas, a respeito da 
sua classificação;
• recorrer a informações publicamente disponíveis; e
• recorrer a bases de dados eletrônicos comerciais sobre pessoas politicamente 
expostas.
UNIDADE 5 99
“Consideram-se pessoas politicamente expostas os agentes públicos que 
desempenham ou tenham desempenhado, nos cinco anos anteriores, 
no Brasil ou em países, territórios e dependências estrangeiras, 
cargos, empregos ou funções públicas relevantes, assim como seus 
representantes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento 
próximo.”
As sociedades de capitalização devem adotar procedimentos que possibilitem:
• a identificação da origem de recursos das operações com valores iguais ou 
superiores a R$10.000,00 de clientes enquadrados como PPEs;
• confrontar se o patrimônio declarado na ficha de cadastro dos clientes 
enquadrados como PPEs está compatível com as operações realizadas 
pelo mesmo; e
• a identificação e o enquadramento de clientes, beneficiários, terceiros ou 
outra parte relacionados como PPEs.
A manutenção cadastral é extremamente importante no processo de “conheça 
o seu cliente”, permitindo monitorar se suas operações são condizentes com 
as informações declaradas na ficha cadastral. 
O artigo 7o da Circular 445 determina que as sociedades de capitalização 
deverão realizar e manter atualizadas as informações cadastrais de clientes, 
beneficiários, terceiros e outras partes relacionadas, contendo:
 Pessoas Físicas
a) nome completo;
b) número único de identificação (CPF/Identidade/Habilitação);
c) endereço completo;
d) número de telefone e DDD, se houver;
e) profissão;
f) patrimônio estimado ou faixa de renda mensal; e
g) enquadramento, se for o caso, na condição de pessoa politicamente 
exposta.
 Pessoas Jurídicas
a) a denominação ou razão social;
b) atividade principal desenvolvida;
c) CNPJ (empresas nacionais) ou CADEMP para empresas estrangeiras;
d) endereço completo;
e) número de telefone e DDD;
e) nomes dos controladores até o nível de pessoas físicas, principais 
administradores e procuradores, bem como menção a seu enquadramento, 
se for o caso, na condição de pessoa politicamente exposta; e
f) informações acerca da situação patrimonial e financeira.
Importante
É obrigatória a aprovação por alçada 
superior para o estabelecimento de relação 
de negócios com a pessoa politicamente 
exposta ou para dar continuidade nas 
relações já existentes com a pessoa que 
passar a se enquadrar nessa qualidade.
Observação
Os familiares são os parentes, na linha 
direta, até o primeiro grau; o cônjuge, 
companheiros, fi lhos e enteados.
CAPITALIZAÇÃO100
Atenção
A realização do cadastro ou a sua atualização, no caso de Capitalização, 
ocorrerão para a modalidade popular quando no resgate, envolvendo 
um ou mais títulos, de valor total igual ou superior a R$ 10.000,00, 
e no pagamento de sorteio de qualquer valor, obtendo cópia da 
documentação comprobatória.
Para as demais modalidades de título, o cadastro deverá ser realizado:
• na contratação, com base no registro de informações cadastrais 
do titular e do subscritor; e
• no pagamento de resgate de valor igual ou superior a R$ 10.000,00, 
e no pagamento de sorteios, obtendo cópia da documentação 
comprobatória do titular.
Os registros e a documentação comprobatória poderão ser arquivados na forma 
de documentação eletrônica ou impresso e deverão ser guardados por, no mínimo, 
cinco anos para imediata apresentação à SUSEP, quando solicitados.
A documentação comprobatória de pessoas físicas poderá limitar-se ao 
documento de identificação e comprovante de residência, desde que não 
implique fragilização dos controles internospara prevenção e combate à 
lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo.
 REGISTRO DE OPERAÇÕES E 
PARÂMETROS PARA TÍTULOS 
DE CAPITALIZAÇÃO
O dispositivo da Lei 9.613 determina que as sociedades de capitalização devam 
manter organizados e à disposição do órgão regulador – SUSEP – os registros, a 
documentação comprobatória e demais documentos pertinentes às operações 
com clientes, beneficiários, terceiros e outras partes relacionadas, inclusive 
aqueles referentes a todos os pagamentos realizados, identificando o beneficiário 
final dentro do prazo exigido por lei. A exatidão das informações prestadas ao 
órgão regulador é de responsabilidade das sociedades de capitalização.
As operações são divididas em dois grupos:
• Operações mensuráveis objetivamente:
– pagamento único de capitalização em valor igual ou superior a 
R$ 1.000.000,00 no mês civil;
– resgate de valor igual ou superior a R$ 1.000.000,00 no mês civil;
– pagamento de título de capitalização fora da rede bancária, em valor 
igual ou superior a R$ 50.000,00 no mês civil;
– resgate de títulos de capitalização da modalidade popular cujo 
somatório seja igual ou superior a R$ 10.000,00 no mês civil; e
– titular sorteado para recebimento de valor igual ou superior a 
R$ 100.000,00.
UNIDADE 5 101
• Operações subjetivas:
– resistência em fornecer informações na identificação;
– contratação por estrangeiro não residente, sem razão justificável;
– propostas ou operações incompatíveis com o perfil socioeconômico, 
capacidade financeira ou ocupação profissional do cliente, beneficiário, 
terceiros e outras partes relacionadas;
– propostas ou operações discrepantes das condições normais de mercado;
– transações cujas características peculiares, no que se refere às partes 
envolvidas, valores, forma de realização, instrumentos utilizados ou pela 
falta de fundamento econômico ou legal, mesmo que tragam vantagem 
à sociedade, possam caracterizar indício de lavagem de dinheiro, de 
financiamento ao terrorismo ou de qualquer outro ilícito; e
– operações de valores inferiores aos limites estipulados, que, por sua 
habitualidade e forma, configurem artifício para a burla de referidos 
limites.
 COMUNICAÇÃO DAS OPERAÇÕES 
SUSPEITAS
As operações suspeitas deverão ser comunicadas à SUSEP, no prazo de 24 
horas contadas da operação ou do seu conhecimento, sendo as operações 
mensuráveis objetivamente, independentemente de qualquer análise, e as 
operações subjetivas após análise. 
Caso haja a participação ou envolvimento de PPEs na operação suspeita, esta 
informação deverá ser também mencionada na comunicação.
Se, durante o mês calendário, não forem identificadas operações atípicas, as 
sociedades de capitalização deverão informar, na forma de comunicação 
negativa, à SUSEP que não houve indícios durante o período.
Importante
A comunicação deverá ser feita através do 
site do Conselho de Controle de Atividades 
Financeiras – COAF
(http://www.fazenda.gov.br/coaf/).
CAPITALIZAÇÃO102
FIXANDO CONCEITOS 5 103
Anotações:
Fixando Conceitos 5
MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA 
[1] As etapas do processo de lavagem de dinheiro são:
(a) Colocação, estratificação e difusão.
(b) Colocação, camuflagem e estratificação.
(c) Colocação difusão e camuflagem.
(d) Colocação, ocultação e integração.
(e) Colocação, ocultação e estratificação.
[2] As operações consideradas suspeitas deverão ser comunicadas à SUSEP:
(a) Imediatamente após a constatação através do site da SUSEP.
(b) Imediatamente após a constatação para as operações mensuráveis 
e 24 horas após análise das operações subjetivas através do site 
do COAF.
(c) Imediatamente após a constatação através do site do COAF.
(d) Em até 72 horas contadas de sua verificação.
(e) Vinte e quatro horas contadas da operação ou do seu conhecimento, 
sendo as operações mensuráveis objetivamente, independentemente 
de qualquer análise, e as operações subjetivas após análise, utilizando-se 
o site do COAF.
CAPITALIZAÇÃO104
UNIDADE 6 105
66
Após ler esta unidade, você deve ser capaz de:
• Destacar os produtos que podem ser adicionados aos títulos de capitalização.
• Analisar os atributos de um profissional de excelência.
• Explorar as estratégias de apresentação dos produtos e de superação de objeções.
• Examinar práticas de conquista, de avaliação da satisfação e de fidelização de clientes.
A VENDA DE 
CAPITALIZAÇÃO
CAPITALIZAÇÃO106
UNIDADE 6 107
G erenciar relacionamentos é uma arte, que se torna ainda mais desafiadora quando precisamos entender e atender aos desejos e necessidades dos nossos clientes para podermos conquistá-los e, 
assim, mantermos um relacionamento duradouro e lucrativo.
Fidelizar a carteira de clientes passou a ser fundamental para o corretor que pensa 
em prosperar. A melhor forma de fidelizar um cliente é manter um relacionamento 
próximo, não deixando espaço para o concorrente.
É fundamental que um corretor tenha a habilidade de identificar se determinada 
pessoa possui o perfil ideal para contratar um título de capitalização , por exemplo. 
Alguém que gosta de concorrer a sorteios, que tenha dificuldades para guardar 
dinheiro ou até mesmo que goste de conhecer novos produtos certamente é 
um cliente potencial para um título de capitalização. 
Há um bom tempo, o perfil do corretor deixou de ser o de um anotador de 
pedidos. Hoje, ele atua como um verdadeiro consultor, assessorando seu cliente 
na escolha correta dos produtos e serviços capazes de satisfazer plenamente às 
suas necessidades, além de fazer todo o acompanhamento necessário depois 
que o negócio é efetivado.
Com isso, é fundamental que os profissionais de vendas assumam novos 
papéis, novas atitudes, adquiram novas habilidades. Para tanto, é fundamental 
que invistam constantemente em aperfeiçoamento e atualização com relação 
às mudanças de um mercado que está cada vez mais ágil e competitivo.
O corretor de hoje, para não ficar a reboque das mudanças, precisa ser capaz 
de analisar a realidade, definir rumos, estabelecer prioridades, gerenciar 
informações, estreitar relacionamentos, desenvolver parcerias e multiplicar 
contatos. Enfim, o corretor de hoje deve ser um verdadeiro estrategista.
 POR QUE AS PESSOAS COMPRAM 
UM TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO?
Antes de pensarmos em desenvolver uma estratégia para a comercialização de 
títulos de capitalização, devemos entender o que motiva as pessoas a comprarem 
um título. Alguns são motivados basicamente pela possibilidade de realizar um 
sonho através do sorteio. Outros ficam interessados pela disciplina de poupar. 
O fato é que a grande maioria fica seduzida pelos dois, ou seja, por ter um 
mecanismo confiável para guardar dinheiro e ainda concorrer a sorteios.
Poupar não gera prazer imediato, mas prazer futuro – algo difícil de ser 
reconhecido pela nossa cultura. Já na capitalização, a possibilidade de 
ser sorteado gera um grau de satisfação que pode ser comparado ao prazer 
da compra; por isso, essa forma de economia é bem aceita por grande 
parte da população.
CAPITALIZAÇÃO108
Uma pesquisa feita, por Danilo Angst e Jorge Arantes Pinto de Abreu com 
proprietários de títulos de capitalização de um banco no Estado do Paraná 
identificou, entre outros pontos relevantes, o que levou os clientes desse banco 
a optarem pela capitalização:
• 50,48%, por ser uma possibilidade de guardar dinheiro;
• 16,86%, pelo relacionamento com o gerente;
• 15,89%, pela possibilidade de sorteios;
• 5,12%, para obter outros produtos bancários; e
• 11,65% não responderam ou não lembraram. 
Podemos dividir o resultado da pesquisa basicamente em dois blocos. 
No primeiro, com 66,37%, a maioria dos clientes que comprou um título 
de capitalização pela possibilidade de guardar dinheiro e pelos sorteios. 
No segundo, com 21,98%, a minoria que comproupara obter benefícios 
com o banco, seja produtos, seja melhora no relacionamento com o gerente. 
A maioria dos corretores diz que não entrará nesse mercado, pois os bancos 
agem como predadores e não deixam espaço para um bom trabalho. 
A pesquisa mostra justamente o contrário, ou seja, 66,37% dos proprietários 
entrevistados compraram o título pelos benefícios que ele oferece, e não para 
obter vantagens junto ao banco no qual possuem conta.
Nessa mesma pesquisa, os autores identificaram outro ponto muito relevante 
para o corretor. Com base nas informações coletadas, concluíram que os 
clientes que adquirem um título de capitalização consomem, em média, maior 
quantidade de outros produtos, gerando maior retorno para o banco analisado. 
Com isso, podemos concluir que a capitalização é uma ótima ferramenta, 
apesar de pouquíssimo explorada, para o corretor fidelizar seus clientes, a fim 
de, posteriormente, trabalhar uma estratégia de venda cruzada, oferecendo 
outros produtos do seu portfólio.
 PRODUTOS TANGÍVEIS E 
PRODUTOS INTANGÍVEIS 
Os produtos tangíveis, aqueles que o cliente pode pegar, olhar e sentir, 
possuem estratégias de distribuição variadas.
As lojas, os catálogos, o showroom são formas de vendas dos produtos 
tangíveis. Nesse caso, o vendedor tem um papel importante, porém mais 
simples, porque o cliente vê o produto que está comprando, prova, pega, 
enfim, vê e o utiliza imediatamente. Como exemplo, podemos citar o 
automóvel, pois o cliente tem a oportunidade de realizar o test drive, ou seja, 
testar o produto antes de adquiri-lo.
Os produtos intangíveis, ao contrário, são aqueles que o cliente não pode 
pegar, olhar e sentir, como é o caso, por exemplo, dos Seguros de Vida, 
Previdência e Capitalização. Na venda de produtos intangíveis, o profissional 
de vendas tem um papel decisivo, pois o cliente precisa estar apoiado por um 
profissional preparado, que utilize estratégias adequadas para assessorá-lo em 
suas decisões de compra. Este relacionamento não termina com a compra 
efetuada, pois o profissional de vendas continua prestando auxílio aos seus 
clientes durante toda a vigência do plano.
UNIDADE 6 109
Por conta disso, os profissionais que comercializam produtos intangíveis 
precisam cuidar muito bem de sua preparação profissional e de sua imagem 
para conquistar a credibilidade dos prospects e clientes.
Na venda de produtos intangíveis, o relacionamento sempre gera bons 
negócios. Por isso, o corretor deve buscar sempre a excelência. Um cliente 
satisfeito indica o profissional de vendas para seus amigos e parentes. 
Dessa forma, sua rede de contatos cresce a cada dia. Essa é a única fonte 
ilimitada para a prospecção de clientes.
Sendo assim, é importante que, daqui em diante, você se sinta como um 
vendedor, mas não apenas mais um vendedor, e sim um vendedor/consultor. 
É importante que você crie um processo de vendas e uma estrutura para o seu 
trabalho. Fazendo isso, o sucesso será uma consequência do seu esforço.
 PROCESSO DE VENDA
Qualquer venda pode ser definida como um processo para auxiliar o 
comprador a encontrar a melhor solução para satisfazer uma necessidade que 
tenha. Como todo processo, a venda pode ser dividida em fases sequenciais 
e complementares que facilitam a tomada de decisão do comprador, 
minimizando a possibilidade de que ele cometa erros. O processo de venda 
é composto pelas seguintes etapas:
• Prospecção;
• Abordagem;
• Descoberta de necessidades;
• Desenvolvimento de soluções;
• Conclusão da venda; e
• Pós-venda.
Vamos agora analisar cada uma delas.
 A Prospecção de Clientes
Prospectar é, de modo geral, iniciar uma conversação com alguém para 
descobrir a necessidade e o interesse dessa pessoa, ou de uma empresa, de 
adquirir um produto ou serviço que temos para oferecer.
Contudo, a prospecção não é apenas voltada para uma nova venda. Você deve 
pensar no valor de prospectar na sua própria carteira de clientes. Pense que, 
dessa forma, estará aumentando a participação na vida de cada pessoa da 
sua carteira, porém não pode ser esquecido que isso exige uma adaptação 
de produto ou serviço à necessidade do cliente. Esse tipo de prospecção 
começa com a pergunta “Qual a necessidade do meu cliente?”, e não com a 
oferta direta de um produto.
É aí que a prospecção toma um caráter investigativo, algo do tipo “O que 
posso fazer por você?”, e não mais o desgastado “Quer comprar?”.
CAPITALIZAÇÃO110
A importância da prospecção de clientes é a iniciativa que o corretor deve ter 
para aumentar as vendas. Assim, o profissional de vendas deve identificar se 
um indivíduo ou uma empresa é um cliente potencial qualificado:
• o cliente potencial tem dinheiro para comprar?
• o cliente potencial tem autoridade para comprar?
• o cliente potencial tem necessidade de comprar?
Dificilmente, alguma venda de valor significativo acontece na primeira ligação 
ou visita, mas isso não significa que a prospecção esteja no caminho errado. 
Vivemos numa era em que os relacionamentos começam a ser mais valorizados 
do que a venda imediata. Começamos a deixar de lado a venda persuasiva 
e predatória praticada no passado. O corretor deve controlar sua ansiedade e 
entender que a venda moderna faz parte de um processo de relacionamento, 
em que conquistar a confiança do possível novo cliente é primordial.
Para quem já adota essa postura, mesmo que uma prospecção não traga, 
inicialmente, resultados visíveis, tal prospecção é capaz de medir possibilidades 
ou, no mínimo, servir para dar início a um relacionamento. Assim, a primeira 
ligação ou visita pode ser simplesmente para marcar uma segunda, que pode 
ser apenas para marcar uma terceira, e assim por diante.
A prospecção ativa pode se dar por meio de contatos pessoais, como visitas, 
ou usando algum meio de comunicação, como telefone ou e-mail. Mas é 
importante pensar também na prospecção passiva, ou seja, na análise dos 
contatos que hoje são gerados sem a iniciativa do corretor. Saber quem é, 
de onde veio, por que razão fez ou solicitou um contato, ou seja, é analisar 
o terreno e suas possibilidades de encontrar algo de valor.
No passado, o corretor precisava saber apenas como encontrar meios de 
chamar a atenção de um possível comprador e disparar dardos de persuasão 
que levassem a uma venda. Esse tempo passou. As pessoas estão mais bem 
informadas e cansadas de scripts de prospecção e venda. É evidente que a 
capacidade de persuasão do corretor ajuda muito, mas esta é a camada mais 
inferior da venda.
Já evoluímos para além desse estágio, embora muitos cursos e treinamentos 
de vendas continuem insistindo nessa técnica de ensinar truques e macetes de 
vendas que ajudem um corretor a criar uma situação que impeça o possível 
cliente de pensar ou falar até que seja vencido pela exaustão e pela 
argumentação.
Estamos no estágio do relacionamento e, principalmente, na nova postura do 
corretor como consultor do cliente, que procura descobrir suas necessidades 
e apresentar soluções. Só que esse estágio também se encontra saturado, e 
ninguém conseguirá se diferenciar se permanecer nele.
Portanto, o profissional, atualmente, não vende mais. Ele planeja para o cliente. 
Não apenas o assessora para ajudá-lo a descobrir suas necessidades e acatar 
as soluções que oferece, mas também vai mais além, passando a gerenciar as 
próprias expectativas do cliente, ampliando-as. Ele é um gestor do negócio 
do cliente, ajudando-o a enxergar além das meras necessidades atuais para 
as oportunidades futuras.
Importante
Uma prospecção que pareça ser infrutífera 
do ponto de vista de uma venda única 
para um único cliente pode se tornar a 
porta de entrada para toda a rede de 
relacionamentos daquele prospectado. 
É importante enxergar a prospecção como 
parte do ciclo de vendas, e não como um 
elemento isolado.
UNIDADE 6 111
Numa épocaem que a prospecção e a própria venda caminham para a 
automatização em suas tarefas mais simples, o corretor que não buscar 
conhecimento também em estratégia de negócios, economia e finanças, 
comunicação e marketing, além do habitual currículo de negociação e venda, 
acabará desaparecendo do cenário.
Há três critérios para o desenvolvimento dos melhores métodos de 
prospecção:
• personalizar um método de prospecção que se ajuste às necessidades do 
corretor;
• concentrar-se primeiro nos clientes de grande potencial; e
• sempre visitar novamente os potenciais clientes que não compraram.
Se pararmos para analisar, a carteira do corretor de seguros é um lugar 
perfeito para explorar a venda de títulos de capitalização. O corretor já 
possui a confiança dos seus clientes e pode aumentar sua margem de ganho 
oferecendo a capitalização, fazendo a famosa venda cruzada. Para isso, o 
corretor precisa apenas identificar, na sua carteira, os clientes que possuem 
potencial de poupança, os que apresentam dificuldades em poupar e aqueles 
que se sentem atraídos pelos sorteios. Feito isso, basta entrar em contato e 
marcar um encontro.
 Abordagem
Seja sempre positivo e atencioso; essa é a hora de começar a conquistar a 
confiança do seu futuro cliente, mas, para isso, deve estar claro para ambos 
qual é o objetivo do encontro.
 Afinal, Qual É o Objetivo desta Reunião? 
Esta é a pergunta que o cliente está se fazendo sobre a visita e antes de 
conhecê-lo. O cliente fica pensando o que ele está fazendo ali, naquela reunião, 
com você: “Estou tão ocupado no momento, que gostaria de fazer outra 
coisa, em vez de escutar esse profissional de vendas tentando me empurrar 
um título de capitalização”.
Eliminar essa resistência é sua tarefa: você deve, primeiramente, comunicar, de 
forma positiva, a intenção e a razão da visita, além dos objetivos e resultados 
que espera alcançar. No momento do planejamento, há algumas perguntas que 
não podem deixar de ser respondidas antes mesmo de você visitar o cliente. 
Se você não sabe a resposta para essas perguntas, ainda não está preparado 
para visitá-lo. Por exemplo, porque você está indo visitar esse cliente?
“Como assim, por que estou indo? Estou indo visitar esse cliente para 
vender um título de capitalização e ganhar minha comissão.”
É claro que esse é o objetivo final de sua visita. No entanto, se analisarmos 
com mais cuidado a etapa para concretização desta venda, você verá que 
está indo para conhecer melhor o cliente e suas necessidades, a fim de, 
a partir daí, apresentar soluções que correspondam às expectativas dele. 
De nada adiantará você discorrer sobre uma tese a respeito do funcionamento 
de um título de capitalização se não é isso que o cliente quer ouvir.
“Os clientes são como nós, ou seja, não 
estão com vontade de dedicar tempo e 
conversa a alguém que é um desconhecido. 
Nos primeiros momentos de um novo 
contato, lidamos com a desconfi ança dos 
clientes, e, portanto, eles demonstram o 
que chamamos tecnicamente de tensão 
de relacionamento. Assim, o objetivo 
de um corretor profi ssional, nos primeiros 
momentos de seus contatos, é diminuir 
essa tensão, pois ela é sinônimo de falta 
de credibilidade.”
O cliente quer saber é o que 
ele vai ganhar com a sua visita 
e o que você está oferecendo a 
ele. Saber o que o cliente pode 
ganhar através do produto 
que você está oferecendo 
lhe confere um poder muito 
grande.
CAPITALIZAÇÃO112
No caso da venda de um título de capitalização, conforme as necessidades 
e demanda que seu cliente apresentar, argumente que seu produto agrega 
alguns dos seguintes valores:
• poupar e ainda participar de sorteios com prêmios em dinheiro;
• possibilidade de resgate antecipado de parte das contribuições; e
• recebimento de todo o valor aplicado, atualizado e corrigido ao final do 
plano, se assim for previsto nas condições gerais do título.
Para um outro cliente, se você observar, por exemplo, que se trata de uma 
pessoa com dificuldade em poupar dinheiro, ele ficará estimulado a comprar 
pela possibilidade de finalmente conseguir economizar um pouco e por 
acreditar que o resgate antecipado o fará perder dinheiro; então, esse cliente 
irá pagar o título até o final do prazo.
 Descubra as Necessidades do Cliente
Como descobrir as necessidades dos clientes? Faça perguntas. A pergunta é 
um importante instrumento de vendas para determinar as necessidades de 
seu cliente. Você precisa fazer com que a conversa seja fluente, utilizando 
perguntas que devem ser preparadas com antecedência, com o objetivo 
de obter informações sobre o cliente e suas necessidades.
O melhor tipo de pergunta para descobrir as necessidades do cliente são as 
perguntas exploratórias – perguntas abertas, que não podem ser respondidas 
com um simples “sim” ou “não”. Você deve fazer perguntas estratégicas, de 
modo a descobrir as necessidades do cliente. Alguns dos melhores corretores 
começam suas perguntas com os tradicionais “o quê”, “quando”, “onde”, “por 
quê”, “quem” e “como”.
Exemplo:
• Quanto você pretende acumular?
• Qual o valor de contribuição mensal que seu orçamento permite?
• Quais os seus sonhos ou desejos no curto e médio prazos?
• Como você está se planejando financeiramente para a realização desses 
sonhos?
Podemos, inclusive, captar as impressões do cliente, incentivando-o a sonhar 
com um novo carro, uma viagem em família, a festa de 15 anos da filha.
 Escute o Seu Cliente
O que você imagina que deve fazer quando terminar suas perguntas? 
É claro: escutar a resposta. Parece simples, mas poucas pessoas tomam 
conhecimento do verbo escutar. Normalmente, escutamos apenas quando o 
cliente diz o que queremos escutar. Mas, quando ele toca em algum assunto 
que frustra nossas expectativas, aí não conseguimos escutar: preferimos falar 
ou até mesmo pensar no que deveremos falar assim que o cliente terminar a 
frase. Estamos, então, deixando de captar informações preciosas do cliente 
que poderão ser utilizadas em nossos argumentos de venda e até mesmo no 
fechamento da venda.
Para poder identifi car as 
necessidades do cliente, o 
profi ssional de vendas escuta 
e observa, com atenção, as 
mensagens verbais e não 
verbais desse cliente!
UNIDADE 6 113
A maioria dos profissionais de vendas se estende demais, tornando-se insistente, 
focando no conhecimento das características dos produtos, e não nos benefícios 
que o título poderá proporcionar especificamente para o seu caso.
Para checar o entendimento do que foi dito pelo cliente, faça perguntas de 
confirmação. Esta técnica, chamada de paráfrase, dá a oportunidade de resumir 
e confirmar a compreensão do que o cliente falou. 
Exemplo
“O senhor está dizendo, então, que não confia nos títulos de capitalização, 
uma vez que o prazo de vigência é muito longo. É isso mesmo?”
 Desenvolvendo uma Solução para 
o Seu Cliente
Vencemos a etapa de conquista de credibilidade e levantamos as necessidades 
do cliente. Agora é o momento de propormos uma solução. Certamente, você 
já conhece algumas dessas dicas e talvez já pratique todas ou algumas delas. 
No entanto, nunca é demais relembrar algumas técnicas simples, porém úteis.
Quando estamos vendendo, o que estamos oferecendo são soluções. 
Se para o cliente não tivermos algo que, na compreensão dele, seja uma 
solução, a venda será muito complicada ou, com certeza, não irá acontecer. 
Ninguém compra óculos, viagem, apartamento, plano de saúde, seguro de 
vida ou título de capitalização pelo produto em si, mas, sim, pela solução 
que o produto traz. Temos que descobrir que solução oferece o produto que 
estamos vendendo. É aí que a sua venda começa.
Procure identificar em cada cliente o que o produto irá representar como 
solução para sua necessidade específica. Observe que, para alguns, irá 
representar uma tranquilidade, a segurançade uma economia e, para outros, 
apenas a oportunidade de participar de um sorteio e ganhar uma “bolada” 
a qualquer momento.
Procure indicar suas soluções em função do benefício que o produto proporcionará 
e se essa solução gera menor custo ou maior lucro para o cliente.
Para verificar se a solução que você está propondo se encontra de acordo com a 
necessidade do cliente, busque sua participação, utilizando perguntas como:
“O que o senhor acha disso?”
“Isso ajuda especificamente a sua situação?”
“Estamos no caminho certo? Essa é a sua necessidade?”
Diferentemente do que ensinaram no passado, o melhor que você tem a 
fazer é dar ao cliente a chance de ele expressar a sua opinião e até mesmo 
de dizer um não. Se isso acontecer, é porque ele ainda não está seguro de 
que o título de capitalização será bom para ele, e é melhor você tratar dessa 
insegurança antes de fechar o negócio. O que importa é o relacionamento, 
e não a comissão pela venda de um único produto.
CAPITALIZAÇÃO114
Ao propor uma solução, não ofereça mais do que duas opções. Muitos 
corretores pensam que a abundância de opções auxiliará o cliente no processo 
de decisão de compra. Pelo contrário, essa quantidade de informações resultará 
em maior confusão para o cliente, pois, diante de tantas opções, ele não 
saberá o que fazer. Para livrar-se de tantas dúvidas, ele irá certamente tentar 
se livrar de você.
O ideal é que você ofereça duas ou três opções no máximo. Muitas opções 
indicam que você não desenvolveu um bom levantamento de necessidades e 
não sabe exatamente do que o seu cliente precisa.
 
A apresentação da solução é a sua chance de materializar todos os benefícios 
de que o cliente precisa. Não desperdice essa chance “atirando” para todos 
os lados e fazendo inúmeras simulações. Com certeza, a maioria delas será 
descartada em algum momento.
Este é o momento da negociação: devemos conciliar os seus interesses como 
corretor e a plena satisfação do cliente. Na relação de negociação, o tipo de 
relação ideal é aquela chamada de relação “ganha-ganha”, na qual devemos 
verificar não somente nossos interesses como profissionais de vendas, 
mas também os interesses de nossos clientes, não perdendo de vista os seus 
objetivos iniciais, ou seja, trata-se de uma relação bilateral em que ambas as 
partes levam vantagem.
 Argumentação
Para oferecer as soluções, o ideal é que você prepare muito bem a sua 
argumentação. Apresente ideias ou razões com o objetivo de demonstrar as 
vantagens do produto:
• melhor produto do mercado;
• premiações de até dois milhões de reais;
• possibilidade de ser sorteado mais de uma vez;
• quanto mais títulos fizer, mais chances terá;
• extração dos números sorteados pela Loteria Federal; e
• economia sem risco, devolvendo 100% do valor aplicado e corrigido no 
final do plano (conforme o desenho do título).
 Características e Benefícios
Existe um conceito muito importante que fará a diferença quando aplicado 
em suas reuniões com clientes, que é a transformação das características de 
seu produto em benefícios. Isto é a base de seu estudo de técnicas de vendas. 
Falar de benefícios para o cliente é transmitir o que o produto faz por ele ou 
como o produto soluciona seu problema.
No caso de um título de capitalização, por exemplo, falar apenas que o cliente 
deverá pagar um determinado valor, por um prazo estipulado, não remete, 
em nenhum momento, à ideia de benefício. Por outro lado, se falarmos 
que, estando previsto no desenho do título adquirido, depois do prazo de 
pagamento ele terá de volta todo o valor investido corrigido e, assim, poderá 
realizar o seu sonho de trocar de carro, despertará no cliente a vontade de 
permanecer no plano até o final. Isto é usar um benefício do produto como 
estímulo para a realização de um desejo.
Tenha um panfl eto ou 
proposta à mão no momento 
da argumentação.
UNIDADE 6 115
Demonstre ao seu cliente as características e benefícios da economia 
programada pelo sorteio! Vejamos alguns exemplos disso:
“Adquirindo nosso título de capitalização, o senhor fará uma economia 
programada de R$ 24.000,00 e ainda participará todo sábado 
de sorteios de até um milhão de reais e trimestralmente de um 
outro sorteio de dois milhões de reais, podendo realizar, 
antecipadamente, aquele sonho de reformar a casa, viajar de férias 
com os filhos, trocar de carro.”
“Com o título de capitalização, o senhor estará economizando uma 
quantia mensal para realizar pequenos projetos e, ao mesmo tempo, 
estará concorrendo a sorteios aos sábados de até um milhão de reais 
e trimestrais de até dois milhões de reais. Mesmo sendo contemplado 
no plano, ainda resgata todo o dinheiro investido corrigido.”
“Se após 12 meses não quiser mais continuar, receberá de volta parte 
do que aplicou! Mas não é vantagem, pois deixará de participar dos 
sorteios. Aplicando durante todo esse prazo, você terá muito mais 
chances de ganhar e ainda recebe todo o valor de volta corrigido.”
 
 Transforme as Características Positivas 
do Produto em Benefícios
O que satisfaz a necessidade? Quando alguém percebe que tem uma 
necessidade e precisa comprar, o que vai satisfazer essa necessidade? 
Um produto ou serviço. Mas a coisa não é tão simples assim: um erro muito 
comum que os profissionais de vendas cometem é limitar a apresentação de 
vendas a determinadas características. Compare:
1. “Estou aqui para apresentar-lhes nosso mais novo lançamento: Intel 
Core de última geração; 16 gigas de RAM; tela touch; e 1 tera de HD. 
Além disso, é da melhor marca do mercado e já vem com o novo Windows 
de série.”
2. “Estou aqui para apresentar-lhes nosso mais novo lançamento: trata-se 
de um computador com muito espaço para salvar arquivos, muito rápido 
e com os programas mais modernos do mercado.”
Qual dos dois terá a maior chance de vender o produto? Sem dúvida, o 
segundo. O que o cliente compra não são as características do produto, mas 
os benefícios que ele proporciona.
 Lidando com as Objeções
É exatamente na hora de argumentar e apresentar as soluções encontradas 
por você que aparecerá a maioria das objeções. Desenvolva uma filosofia de 
trabalho para lidar com as resistências: descubra com quais objeções você tem 
mais dificuldades de lidar e monte estratégias para desarmar essas objeções 
antes de elas surgirem.
CAPITALIZAÇÃO116
Para começar, o profissional de vendas deve mudar a forma como vê uma 
objeção e, assim, mudar o seu sentimento quando ela surge. Alguns corretores 
apresentam uma atitude negativa frente às objeções e chegam até mesmo a 
“atacar” o cliente para intimidá-lo, o que demonstra um claro sinal de falta de 
preparo e segurança desse profissional.
Normalmente, a objeção é tudo aquilo que um profissional de vendas não 
queria que acontecesse. No entanto, trata-se de um momento importante, 
pois o corretor tem a opção de ver a objeção como algo a ser superado ou 
como um pedido por mais informações.
O que todo cliente quer, ao comprar, é fazer com que você atenda o máximo 
possível às suas expectativas. A melhor maneira de ele fazer isso é criando 
objeções, esperando que você lhe ofereça informações suficientes para que 
possa se sentir seguro para tomar a decisão de compra.
O maior risco de você perder a venda não é quando surgem objeções, mas 
justamente o contrário: quando elas não surgem. Uma venda concretizada 
depois de uma série de objeções é considerada uma venda segura, já que o 
cliente não comprou pela emoção, ou seja, não foi uma venda de impacto, 
daquelas que, em pouco tempo, ele deixará de pagar e solicitará o resgate 
do título, mas, sim, uma compra racional. O cliente adquiriu o título estando 
certo do que estava fazendo.
Uma boa forma de lidar com as objeções dos clientes é utilizar o que o título 
de capitalização possui de melhor, isto é, utilizar os seusbenefícios.
 Contorne Objeções Usando Benefícios!
Como já vimos, benefício é aquilo que o título de capitalização pode fazer pelo 
cliente. Normalmente, os clientes compram pelos benefícios que o produto 
possui; por isso, eles são fundamentais na hora de lidar com as objeções.
O cliente poderia ser educado e dizer:
• “O senhor me perdoe, mas minha confusão no momento é tão grande, 
que gostaria de obter informações adicionais sobre o título de capitalização 
que o senhor está tendo a bondade de me oferecer.”
Infelizmente, os clientes não se expressam dessa maneira, mas, sim, por meio 
de objeções:
• “Mas esse valor de pagamento é muito alto; está longe da minha 
possibilidade. Não quero ficar conferindo os sorteios. Vou ter que pagar 
isso durante muito tempo!”
Ninguém faz objeções à toa. Elas sempre expressam um sinal de interesse. 
E, quando o cliente faz objeções, é sinal de que o processo de venda está indo 
muito bem. E o profissional de vendas deve aproveitar esses momentos para 
explorar os benefícios do plano e atender às necessidades do cliente:
• “Muito oportuno você ter dito isso e mencionado essa questão. Agora, 
tenho a oportunidade de esclarecer alguns outros pontos importantes 
sobre esse título.”
UNIDADE 6 117
A seguir, estão relacionadas algumas das mais frequentes objeções colocadas 
pelo público em relação a títulos de capitalização. Aproveite o espaço abaixo 
de cada uma delas e liste os argumentos que você utilizaria para contorná-las 
eficientemente.
“Estou tentando cortar despesas; por isso, não quero esse título de capitalização.”
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_____________________________________________________________
“Vou pesquisar e ver outras opções de títulos.”
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“Jamais ganhei um sorteio, nem mesmo bingo de igreja. Não tenho sorte no 
jogo; por isso, o título de capitalização não me interessa.”
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“Deixe comigo alguns folhetos e depois eu ligo para você.”
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_____________________________________________________________
“Eu posso investir em um banco, formando a mesma poupança através de 
investimentos em outros produtos financeiros existentes no mercado.”
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“Meu tio tinha um título. Depois de 12 meses de pagamento, ele resgatou 
apenas um percentual, e o restante ficou com o banco. O que me garante 
que isso não vai acontecer com o seu plano?”
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_____________________________________________________________
“Já estou com 50 anos. É muito tarde para iniciar um título de capitalização.”
________________________________________________________________
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“Eu não preciso de uma poupança. Tenho dinheiro suficiente.”
________________________________________________________________
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CAPITALIZAÇÃO118
“Até penso em contratar um título, mas não sou metódico a ponto de fazer 
uma economia mensal.”
________________________________________________________________
_____________________________________________________________
“Gostei muito, mas vou contratar direto no meu banco, com o meu gerente.”
________________________________________________________________
_____________________________________________________________
Uma boa técnica para lidar com as objeções é transformá-las em razões para o 
cliente adquirir o produto, identificando as resistências como uma ferramenta 
positiva para a apresentação do título de capitalização:
Cliente: Sessenta meses significam muito tempo!
Corretor: Sessenta meses correspondem a mais de 240 sorteios e mais 
de 1.000 chances de ganhar por mês. Além disso, o senhor pode resgatar 
antecipadamente a partir do 12o mês (mostrar o percentual de resgate). 
Mas não é vantagem, pois resgatará apenas parte do valor investido. Ficando 
até o final, o resgate será de 100% mais a correção.
Cliente: Já tenho muitas contas para pagar!
Corretor: Entendo a sua preocupação, mas o senhor não paga o título 
de capitalização; o senhor faz uma economia mensal, deixa seu dinheiro 
capitalizando e, ficando até o final do plano, além de ter feito uma grande 
economia, concorre a sorteios todos os sábados.
Cliente: Quatrocentos reais por mês significam muito dinheiro!
Corretor: As mensalidades vão de R$ 40,00 a R$ 400,00 em múltiplo de 
R$ 10,00. Quanto caberia em orçamento para um investimento mensal? 
O senhor pode iniciar com um valor menor e, assim que puder, poderá adquirir 
outros títulos com valores mais altos. 
Cliente: Não acredito na estabilidade econômica do país.
Corretor: Nosso produto é bastante flexível e lhe permite liberdade de 
resgate, além de fornecer a chance de ser sorteado, pois são 1.111 chances 
de sorteio. Além disso, no final do plano o senhor recebe todo o valor 
investido corrigido.
Cliente: Prefiro a poupança, pois, se precisar, retiro o dinheiro a qualquer 
momento.
Corretor: Ela é uma excelente forma de guardar dinheiro para uma 
eventualidade, mas, justamente pelo fato de poder fazer retiradas a qualquer 
momento, não garante a realização do seu sonho. O senhor deve diversificar 
e guardar um pouco de dinheiro para eventualidades e outra parte para a 
aquisição de um bem dos seus sonhos. Além disso, na poupança, o senhor 
não concorre a sorteios semanais.
Cliente: Qual a garantia que tenho?
Corretor: Em primeiro lugar, a sociedade de capitalização é uma instituição 
sólida, além de existir a garantia da SUSEP – Superintendência de Seguros 
Privados –, que é o órgão fiscalizador do Governo.
UNIDADE 6 119
 Concluindo a Venda
O fechamento da venda representa a recompensa por todo o trabalho e 
planejamento efetuados. Deve ser a consequência de um bom trabalho e 
não a causa para um bom trabalho. É claro que o fechamento pode ocorrer 
sem tanto trabalho assim, mas você viu que as chances para o seu sucesso 
aumentam muito com um bom planejamento.
Quando você sentir que trocou informações suficientes com o cliente, procure 
conduzir a negociação para uma conclusão positiva, para a decisão de compra. 
É importante que, neste momento, você proceda com rapidez para não deixar 
escapar a oportunidade.
 Como Verificar se Posso “Fechar” a Venda?
Certas declarações dos clientes dão claros sinais de que você pode fazer o 
“fechamento” da venda. Veja:
“Em quanto tempo chegaria o meu título?”
“Acho que minha(meu) esposa/marido vai adorar!”
“Como é que esse plano funciona?”
“Gostei desse detalhe!”
“Já posso até imaginar o meu cruzeiro pelo Caribe!”
 Quais as Atitudes de “Fechamento” da Venda?
A maneira de obter a ação de fechamento é fazer uma pergunta final. 
Esta pergunta deve ser feita com uma postura alerta, pois não vai adiantar 
fazê-la com o olhar para o chão e a voz baixa. Você deve demonstrar ao cliente 
que chegou a hora da decisão. Você deve ter atitude!
Utilize informações sutis como se a venda já estivesse concluída. Por exemplo: 
“O senhor vai receber toda a documentação em casa ou em outro endereço de 
sua preferência”. Utilize perguntas que conduzam para o fechamento, como:
“A melhor opção é uma economia mensal ou única?”
“A melhor data para o vencimento é no dia 1o, 5, 10, 15 ou 25?”
“O senhor deseja colocar um dos seus filhos como titular?”
“Para onde enviamos o seu título?”
CAPITALIZAÇÃO120
 Pós-Venda – Conquistando a Satisfaçãoe Novos Clientes
O pós-venda é o início de uma boa relação comercial: é quando o cliente 
sente se pode ou não contar com você. Infelizmente, muitos profissionais 
de vendas acabam perdendo seus clientes com rapidez, pois, simplesmente, 
desaparecem depois que realizam a venda.
A primeira coisa que um corretor de seguros deve fazer é, após o fechamento da 
venda, manter contato com o cliente para informar-lhe que o recebimento da 
documentação por parte da sociedade de capitalização foi feito eficientemente 
e que ele deverá receber o título em determinado número de dias.
Esse procedimento serve para reduzir a ansiedade do cliente no pós-venda, 
pois você saiu com o cheque dele, e ele não sabe o que está acontecendo. 
Com essa atitude, você certamente irá tranquilizá-lo. Se possível, leve o título 
e explique toda a documentação que ele recebeu. Coloque outro cartão seu 
junto ao material e informe que, caso ele necessite de qualquer informação 
adicional, basta entrar em contato com você.
Uma das ações imediatas de pós-venda, em geral, é enviar uma carta ao cliente, 
agradecendo a venda e reforçando os benefícios que lhe serão proporcionados. 
Aproveite para informar, nessa carta, os outros produtos que fazem parte do 
seu portfólio, mostrando que o cliente pode contar sempre com você para 
proteger aquilo que possui de mais importante e para planejar o seu futuro.
O profissional de vendas deverá estar apto a reconhecer os problemas 
surgidos, resolvê-los com rapidez, criar um programa de incentivo a sugestões 
e responder a todos os questionamentos. O ideal é que você se antecipe aos 
problemas e às preocupações do cliente antes que cheguem a ele.
Ou seja, o trabalho de pós-venda também é seu: pequenos gestos no dia a 
dia farão a diferença para seus clientes. Ganhar um cliente por toda a vida 
não é resultado de uma ação fantástica como, por exemplo, oferecer a ele um 
presente caro. Você constrói relacionamentos duradouros nunca deixando de 
atendê-lo prontamente, retornando rapidamente todos os telefonemas, além 
de entregar todas as solicitações. Seja a diferença para os seus clientes.
Agregue valor: desenvolva relatórios, sendo uma fonte de informações, auxílio, 
ideias e solução de problemas. Com essas informações bem aplicadas, você 
passará a entender melhor as necessidades de seus clientes e passará 
a conhecer o perfil do consumidor, podendo traçar metas com maior 
possibilidade de serem alcançadas.
Faça um controle de sua carteira de clientes, verificando quem está pagando 
o título regularmente. Lembre-se de que você receberá extratos de 
comissionamento indicando os seus clientes e quais planos contrataram, 
mas é importante que você tenha o seu próprio banco de dados. 
Dessa forma, você poderá maximizar seu relacionamento comercial com cada 
um deles, futuramente, ao apresentar novos produtos quando efetuar as suas 
visitas de rotina.
Lembre-se
Um bom serviço prestado para um cliente 
resultará, muito provavelmente, em 
novas oportunidades de negócios futuros 
com seus amigos e familiares. Não se 
esqueça de pedir ao cliente referências 
para outros negócios. Esteja sempre 
disponível para seu cliente, mantendo 
uma contínua comunicação pessoal, 
visitando-o periodicamente.
UNIDADE 6 121
Tenha um bom banco de dados com as informações dos seus clientes e 
utilize essas informações para estreitar o relacionamento. Por exemplo, se 
seu cliente for médico, mande um cartão ou ligue para ele no dia do médico. 
Nesse contato, não ofereça nada e nem fale de negócios, mas apenas 
mostre ao seu cliente o quanto ele é importante para você. Ele jamais se 
esquecerá disso.
 ALGUMAS DICAS
 O que Você Nunca Deve Dizer ao Cliente
• “É igual a uma poupança ou é um tipo de consórcio.”
 Prefira: “É um sistema de economia programada combinada com 
sorteios.”
• “Você pode resgatar tudo o que guardou após 12 meses.”
 Prefira: “O cliente resgata conforme a Tabela de Resgate.”
• “O percentual de resgate antecipado é igual ao percentual de resgate no 
final do plano.”
 Prefira: “Resgates antecipados sofrem penalizações.”
• “O prazo é de cinco anos!” 
 Prefira: “São 60 meses de vigência, o que lhe dá o direito de concorrer 
a mais de 200 sorteios.”
• “Resgatando, você estará perdendo dinheiro!” 
 Prefira: “Ao resgatar antecipadamente, o senhor deixará de concorrer aos 
sorteios e resgatará apenas parte do que pagou.”
 Cuidados que Você Deve Tomar
• não usar verbos condicionais: “Você não gostaria...”; 
• evitar termos técnicos: “reserva matemática/provisão matemática”; e
• não insistir demais: “Você não vai querer mesmo...”.
 O que Você Sempre Deve Fazer
• conduzir o cliente a uma boa decisão;
• ser diret o e objetivo;
• falar “economizar” no lugar de “pagar”;
• enfatizar o que o cliente ganha ou recebe (benefícios); e
• incentivar seu cliente com palavras de efeito do tipo:
“Parabéns, foi uma ótima escolha!”
“É ótimo tê-lo como cliente!”
“Estou torcendo por você!”
CAPITALIZAÇÃO122
 Siga os Conselhos dos Clientes!
Os seguintes conselhos para o profissional de vendas, originados de uma 
pesquisa entre clientes, retirados do livro Back to Basic Selling, de Robert 
Taylor, irão ajudar-nos a atrair e manter os clientes:
• descubra tudo o que puder sobre minha pessoa antes de me contatar;
• quando nos falarmos, não me fale de você. Comece imediatamente a 
falar de mim, meus interesses, meu lucro. Diga-me como poderei ter 
mais lucros;
• lembre-se de que uma venda é feita com a cabeça e com o coração; 
por isso, cuidado para não me ofender. Descubra como me agradar. 
Normalmente, deixo meu coração comandar as minhas decisões;
• fale-me de seus produtos e serviços, mas traduza isso em termos de minhas 
necessidades e benefícios. Explique-me que vantagens posso obter e 
as características do produto;
• ouça atentamente quando eu falar;
• se já sou seu cliente, procure necessidades adicionais, e você certamente 
encontrará mais oportunidades para vender seus itens;
• dê duro para manter o negócio. Lembre-se de que seus concorrentes 
batem à minha porta diariamente;
• quero que você seja leal e verdadeiro; e
• segundo minhas regras, uma boa venda para você deve ser 
necessariamente uma boa compra para mim.
 CONCLUSÃO
O processo de venda se dá em várias etapas, do planejamento até o 
pós-venda, e depende unicamente da atuação do corretor. Saber sobre o 
mercado, o produto e conhecer o cliente não garante a conclusão de uma 
venda e, consequentemente, o recebimento da comissão. É preciso entender 
que, além de conhecimento, é preciso ter disciplina e comprometimento com 
o trabalho. Não basta apenas querer ganhar dinheiro se não tivermos paixão 
por aquilo que fazemos.
A figura de um corretor deixou de ser a de um vendedor insistente, que quer 
fazer o cliente comprar a qualquer custo. Hoje, ele é um profissional respeitado, 
que depende de suas habilidades para ter sucesso profissional.
As limitações e dificuldades que surgem no momento da venda de produtos 
devem ser encaradas como desafios e aprendizados para novos negócios, pois, 
assim como nós, o cliente nunca quer comprar. Na verdade, ele quer é ter as 
suas necessidades atendidas da forma mais clara e segura possível.
UNIDADE 6 123
Esta parte do seu material abordou, de forma abrangente, todos os processos 
que envolvem a venda e a conquista do cliente. Utilize-os como base para as 
suas conquistas, mas não os considere como o único caminho a ser seguido. 
Criar sua própria forma de atuação, baseada em conhecimento e dedicação, 
é o que certamente fará você chegar ao lugar onde poucos profissionais 
chegam. É nesse lugar, no topo, que nos encontraremos.
Sucesso e boas vendas!
CAPITALIZAÇÃO124
FIXANDO CONCEITOS 6 125
Anotações:
Fixando Conceitos 6
MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
[1] Das características listadasabaixo, aquela que representa um cliente com 
perfil para a contratação de um título de capitalização é:
(a) Gostar de investimentos agressivos com alto grau de rentabilidade.
(b) Desejar guardar dinheiro para a sua aposentadoria.
(c) Ser indisciplinado economicamente e gostar de concorrer a sorteios. 
(d) Pretender investir dinheiro para comprar um imóvel em um curto 
espaço de tempo.
(e) Estar altamente endividado e não ter margem no seu orçamento para 
guardar dinheiro.
[2] Podemos afirmar que o corretor de seguros ideal é um:
(a) Profissional altamente dependente da sorte.
(b) Anotador de pedidos.
(c) Vendedor esperto, capaz de vender até produtos dos quais o cliente 
não precisa.
(d) Vendedor e também consultor dos seus clientes, que deve atuar com 
uma estratégia comercial e administrativa bem definida.
(e) Profissional fadado à extinção em um curto espaço de tempo.
[3] Diferentemente do que muitos imaginam, uma pesquisa feita demonstrou 
que a minoria dos proprietários de um título de capitalização contratou seu 
plano:
(a) Por ser uma possibilidade de guardar dinheiro.
(b) Pela possibilidade de sorteios.
(c) Para obter outros produtos do seu banco.
(d) Pelo relacionamento que possuem com seu gerente.
(e) Pela promessa de ser sorteado nos dois primeiros anos.
[4] Um produto denominado tangível é aquele que:
(a) Irá satisfazer todas as necessidades às quais se propõe.
(b) É físico e, por isso, o cliente pode pegar, olhar e sentir. 
(c) Está diretamente relacionado à indústria de serviços.
(d) O cliente não pode tocar fisicamente.
(e) É comercializado pelas sociedades de capitalização.
CAPITALIZAÇÃO126
Anotações:
Fixando Conceitos 6
[5] A prospecção de clientes deve ser encarada como um momento que 
serve para:
(a) Dar início a um relacionamento. 
(b) Realizar a venda.
(c) Marcar visitas.
(d) Demonstrar produtos.
(e) Fazer o pós-venda.
[6] Um bom lugar para prospectar clientes potenciais é:
(a) Nas agências bancárias.
(b) Em supermercados.
(c) Na rua.
(d) Na própria carteira de clientes, com o objetivo de fazer uma venda 
cruzada. 
(e) Em listas telefônicas.
[7] A melhor forma para descobrir as necessidades dos clientes é:
(a) Elaborar perguntas estruturadas e utilizá-las durante a visita. 
(b) Deduzir com base na experiência do corretor.
(c) Oferecer qualquer produto e ver o que o cliente tem a dizer.
(d) Investigar a vida financeira do cliente sem que ele saiba.
(e) Pesquisar na Internet.
[8] Uma boa metodologia para lidar com as objeções dos clientes é:
(a) Não deixar que elas apareçam.
(b) Mudar de assunto assim que o cliente lançar uma objeção.
(c) Fingir que não ouviu e seguir falando.
(d) Utilizar os benefícios do produto. 
(e) Mostrar ao cliente que ele não tem razão, uma vez que não é 
especialista no assunto.
[9] Um bom pós-venda é uma forma de:
(a) Incentivar o cliente a resgatar o título para oferecer um novo.
(b) Estreitar o relacionamento com o cliente. 
(c) Gastar o precioso tempo do corretor com ações que não geram 
resultados.
(d) Perder novas vendas.
(e) Trabalhar menos.
TESTANDO CONHECIMENTOS 127
Anotações:
Testando Conhecimentos
[1] MARQUE A ALTERNATIVA QUE PREENCHA CORRETAMENTE A(S) 
LACUNA(S):
Título de capitalização é um título financeiro do tipo _____________, 
______________, adquirido pelo comprador de uma sociedade de capitalização.
(a) imobiliário / ao portador
(b) mobiliário / nominativo
(c) societário / ao portador
(d) mobiliário / ao portador
(e) imobiliário / nominativo
[2] ANALISE SE AS PROPOSIÇÕES SÃO VERDADEIRAS OU FALSAS E DEPOIS 
MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
Entre os objetivos exercidos pelo controle do Estado, de acordo com o 
Decreto-Lei 261/67, podemos destacar:
( ) Coordenação da política de capitalização e da política de investimentos 
do Governo Federal, observados os critérios estabelecidos para as políticas 
monetária, creditícia e fiscal, bem como as características a que devem 
obedecer as aplicações de cobertura das reservas técnicas.
( ) Promoção do aperfeiçoamento do sistema de capitalização e das 
sociedades que nele operam.
( ) Preservação da liquidez e a solvência das sociedades de capitalização.
( ) Promover a expansão do mercado de capitalização e propiciar as 
condições operacionais necessárias à sua integração no progresso 
econômico e social do país.
Agora assinale a alternativa correta:
 
(a) V,F,F,V
(b) V,V,V,V
(c) F,V,V,V
(d) F,F,F,V
(e) F,V,V,F
CAPITALIZAÇÃO128
Anotações:
MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
[3] Integram o Sistema Nacional de Capitalização (SNC):
(a) CMN, CNSP e SUSEP.
(b) BACEN, CVM e SUSEP.
(c) SPC, CNSP e sociedades autorizadas a operar em capitalização.
(d) CNSP, SUSEP, sociedades autorizadas a operar em capitalização e os 
corretores de capitalização.
(e) CNSP, SPC e SUSEP.
[4] Nota Técnica Atuarial de um título de capitalização é mais bem definida 
como sendo o (a):
(a) Documento apartado das condições gerais, mas que deve obrigatoriamente 
ser entregue ao titular.
(b) Documento entregue ao titular.
(c) Descrição do título por meio de bases técnicas, hipóteses e formulações 
atuariais.
(d) Documento que contém os números com os quais o titular concorrerá 
aos sorteios.
(e) Descrição do título no qual estão contidos os direitos e deveres da 
sociedade de capitalização e do titular.
ANALISE AS PROPOSIÇÕES A SEGUIR E DEPOIS MARQUE A ALTERNATIVA 
CORRETA
[5] Sobre as quotas de carregamento, é correto afirmar que:
I) Representam a parte (parcela) de cada pagamento que será destinada 
à formação do capital do título.
II) Deverão cobrir as despesas operacionais, administrativas e comerciais da 
sociedade, como: salários, aluguéis, publicidade, material, correios.
III) Deverão ser apresentadas sempre em destaque nas condições gerais do 
título de capitalização e devem ser de conhecimento do subscritor no 
ato da subscrição.
IV) Representam o percentual de cada pagamento que tem como finalidade 
custear os prêmios que são distribuídos em cada série.
Agora assinale a alternativa correta:
 
(a) Somente I é proposição verdadeira.
(b) Somente II é proposição verdadeira.
(c) Somente III é proposição verdadeira.
(d) Somente I e III são proposições verdadeiras.
(e) Somente II e III são proposições verdadeiras.
TESTANDO CONHECIMENTOS 129
Anotações:
[6] Sobre a suspensão, cancelamento e reabilitação de um título de 
capitalização, é correto afirmar que:
I) O título será cancelado imediatamente após a falta de algum 
pagamento.
II) Um título de capitalização estará suspenso quando ocorrer a falta de 
algum pagamento.
III) O efeito mais importante da suspensão é fazer com que o título não 
participe de sorteios.
IV) A reabilitação poderá ocorrer após a suspensão do título de capitalização, 
desde que ele não tenha sido cancelado.
Agora assinale a alternativa correta:
 
(a) Somente I é proposição verdadeira.
(b) Somente II é proposição verdadeira.
(c) Somente III é proposição verdadeira.
(d) Somente II e III são proposições verdadeiras.
(e) Somente II, III e IV são proposições verdadeiras.
[7] Sobre o resgate de um título de capitalização, é correto afirmar que:
I) O resgate de um título de capitalização representa o levantamento, pelo 
subscritor, de uma quantia que estava guardada na Provisão Matemática 
para Capitalização.
II) Resgate parcial é o levantamento solicitado, pelo titular, de parte da 
quantia existente na Provisão Matemática para Capitalização.
III) Resgate total é o ato de zerar o saldo da Provisão Matemática para 
Capitalização por meio de levantamento do valor pelo titular.
IV) Não haverá resgate quando o título for cancelado por inadimplência. 
Agora assinale a alternativa correta:
 
(a) Somente I é proposição verdadeira.
(b) Somente II é proposição verdadeira.
(c) Somente III é proposiçãoverdadeira.
(d) Somente IV é proposição verdadeira.
(e) Somente II e III são proposições verdadeiras.
CAPITALIZAÇÃO130
Anotações:
[8] MARQUE A ALTERNATIVA QUE PREENCHA CORRETAMENTE A(S) LACUNA(S):
A Provisão Matemática para Capitalização contém o _________________ que 
irá formar o valor de ______________ do título e tem que ser remunerada 
__________________ por meio da incidência de juros.
(a) montante / aplicação / mensalmente
(b) capital / resgate / trimestralmente
(c) capital / resgate / mensalmente
(d) recurso / sorteio / semestralmente
(e) capital / sorteio/mensalmente
[9] ANALISE SE AS PROPOSIÇÕES SÃO VERDADEIRAS OU FALSAS E DEPOIS 
MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
Em relação aos efeitos sobre o título sorteado, podemos afirmar que:
( ) Cabe à sociedade de capitalização definir nos sorteios comuns se estes 
terão ou não liquidação antecipada.
( ) A alíquota de 25% de imposto de renda sobre o prêmio de sorteio incide 
nos casos de sorteios que prevejam a liquidação antecipada do título 
contemplado.
( ) As condições gerais do título devem informar se o valor do prêmio de 
sorteio é bruto ou se já é líquido de imposto de renda. 
( ) A alíquota de 30% de imposto de renda sobre o prêmio de sorteio 
incide nos casos de sorteios que possibilitam a continuidade do título 
contemplado.
Agora assinale a alternativa correta:
 
(a) V,F,F,V
(b) V,V,V,V
(c) V,F,V,V 
(d) F,F,V,V
(e) V,F,V,F
MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
[10] A capitalização pode ser uma excelente ferramenta para:
(a) Conseguir o dinheiro do cliente.
(b) Fidelizar o cliente.
(c) Ganhar um alto comissionamento.
(d) Melhorar a imagem do corretor junto à sociedade de capitalização.
(e) Limpar sua carteira de clientes.
[11] Atualmente, o ideal é que o corretor busque ser um:
(a) Tirador de pedidos.
(b) Vendedor.
(c) Consultor.
(d) Representante dos interesses de um grande número de empresas.
(e) Vendedor/consultor.
TESTANDO CONHECIMENTOS 131
Anotações:
[12] CORRELACIONE AS COLUNAS ABAIXO E DEPOIS MARQUE A ALTERNATIVA 
CORRETA
Ordene os passos a seguir para que haja um eficiente processo de vendas:
( ) Conclusão de venda.
( ) Desenvolvimento de soluções.
( ) Descoberta das necessidades.
( ) Abordagem.
( ) Obtenção da satisfação do cliente no pós-venda.
(a) 4,3,2,1,5
(b) 3,4,1,5,2
(c) 4,2,3,1,5
(d) 5,2,3,4,1
(e) 3,2,1,5,4
MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA
[13] Prospectar consiste em:
(a) Vender um título de capitalização.
(b) Fazer um levantamento dos clientes já contemplados.
(c) Iniciar a conversação com alguém para descobrir a necessidade e 
interesse da contratação de um produto ou serviço; no nosso caso, 
um título de capitalização.
(d) Auxiliar um cliente no processo de resgate antecipado.
(e) Fazer um levantamento das sociedades de capitalização que pagam 
melhor comissionamento.
[14] Um cliente potencial para a aquisição de um título de capitalização 
deve ter três características, que são:
(a) Já ter comprado um título alguma vez, conhecer alguém que tenha 
sido sorteado e ser cliente de um banco.
(b) Ter dinheiro para comprar, ter autoridade para comprar e ter a 
necessidade de comprar.
(c) Ter idade para comprar, ter vínculo empregatício e ter nome limpo 
na praça.
(d) Ter algum bem, possuir beneficiários legais e estar em dia com suas 
obrigações fiscais.
(e) Ter necessidade de comprar, ter nome limpo na praça e ser cliente de 
um banco.
CAPITALIZAÇÃO132
Anotações:
[15] O ideal é que, no início de uma visita para a venda de um título de 
capitalização, o corretor deixe claro:
(a) Que está ali para vender um título de capitalização.
(b) O valor mínimo do título.
(c) O prazo de vigência do título.
(d) O nome da sociedade de capitalização que representa.
(e) O objetivo da visita.
[16] A melhor forma para descobrir as necessidades de um cliente é:
(a) Conhecer o meio onde se relaciona.
(b) Fazer uma investigação prévia do seu relacionamento bancário.
(c) Elaborar, previamente, perguntas estruturadas para utilizar durante 
a visita.
(d) Convidar o cliente para almoçar.
(e) Fazer suposições tendo por base: local de trabalho e endereço.
[17] A paráfrase é uma técnica que consiste em:
(a) Intercalar blocos de perguntas fechadas com perguntas abertas.
(b) Questionar o cliente sobre tudo o que possa ser seu ponto de vista.
(c) Utilizar o maior número possível de frases de impacto.
(d) Checar, através de uma pergunta, o entendimento do que foi dito pelo 
cliente.
(e) Responder ao cliente antes mesmo de ele terminar a pergunta.
[18] Uma boa forma de lidar com as objeções do cliente é:
(a) Não respondê-las de imediato.
(b) Utilizar os benefícios do produto, principalmente os mais relevantes 
para aquele cliente específico.
(c) Não dar chance para aparecerem.
(d) Mudar de assunto para não entrar em conflito.
(e) Atacar o cliente para mostrar que a objeção é sem sentido.
TESTANDO CONHECIMENTOS 133
Anotações:
[19] Após a venda do título para um cliente, o ideal é que o corretor:
(a) Preocupe-se em buscar novos clientes; por isso, não deve desperdiçar 
tempo com os que já são clientes.
(b) Faça um trabalho consistente de pós-venda para estreitar o 
relacionamento com o novo cliente.
(c) Ofereça, o mais rápido possível, os demais produtos do seu 
portfólio.
(d) Crie um banco de dados para controlar o fim do prazo de carência do 
cliente e, assim, poder orientá-lo ao resgate antecipado e contratação 
de um novo título.
(e) Visite o cliente todo mês com o objetivo de vender pelo menos um 
novo título por mês para o mesmo cliente.
[20] Na venda de um título de capitalização, existem frases que nunca devem 
ser ditas ao cliente. Entre elas está:
(a) “Fazer um resgate antecipado não é vantajoso, pois o senhor deixará 
de participar dos sorteios e resgatará parte do valor que economizou. 
O ideal é permanecer até o final.”
(b) “A sociedade de capitalização é uma instituição sólida, fiscalizada 
pela Superintendência de Seguros Privados.”
(c) “Quanto mais títulos o senhor fizer, mais chances terá, pois concorrerá 
a mais sorteios, que, por sinal, são realizados pela Loteria Federal.”
(d) “O título de capitalização é uma excelente forma de economizar, e o 
senhor ainda concorrerá a sorteios pela Loteria Federal.”
(e) “O título de capitalização que o senhor está adquirindo é igual a uma 
poupança; funciona como um tipo de consórcio, porém muito mais 
rentável.”
CAPITALIZAÇÃO134
ESTUDOS DE CASO 135
Estudos de Caso
Caso 1
Um consumidor, ao examinar as condições gerais de seu título de capitalização 
PM, depara com a seguinte tabela de resgate:
O título apresenta o valor de R$ 100,00 para cada pagamento e prazo de 
carência de três meses.
Pagamentos Efetuados % de Resgate sobre a Soma dos Pagamentos Efetuados
 1 20,10
 2 20,15
 3 41,84
 4 52,79
 5 59,45
 6 63,96
 7 67,24
 8 69,76
 9 71,77
10 73,41
11 74,80
12 76,00
Com base nos dados fornecidos e na tabela, avalie os seguintes questionamentos 
do consumidor:
a) Já tendo efetuado o pagamento de duas “mensalidades”, é possível 
resgatar ao final do segundo mês de vigência?
b) O consumidor terá que efetuar mais algum pagamento se desejar resgatar 
o título nesse período?
c) Quanto o consumidor deverá receber se permanecer até o final da vigência 
e efetuar todos os pagamentos na data correta? É possível estabelecer tal 
valor com precisão?
d) A que modalidade pertence o título?
CAPITALIZAÇÃO136
Caso 2
Num título de capitalização PM, de carência igual a dez meses e em que cada 
pagamento era de R$ 20,00, o Sr. Sortudo foi contemplado, no sexto mês 
de vigência, num sorteio em que o prêmio bruto correspondia a um múltiplo 
de 500 vezes. 
O título previa a liquidação antecipada por sorteio em todas as modalidades 
de premiação.
Nomomento do sorteio, a Provisão Matemática para Capitalização do título do 
Sr. Sortudo apresentava saldo de R$ 87,00.
O Sr. Sortudo deseja saber:
a) se ele pode continuar, normalmente, com seu título, mesmo tendo sido 
sorteado;
b) quais valores irá receber; e
c) para receber o valor de resgate, se ele deverá aguardar o fim do prazo de 
carência.
Caso 3
Uma sociedade de capitalização deseja distribuir um montante total de 
R$ 1.200.000,00 em prêmios de sorteio de um plano de capitalização PU 
cujo tamanho da série deverá ser de 500.000 títulos. A quota de sorteio foi 
fixada em 10%.
Deseja-se oferecer o maior valor possível de premiação instantânea e realizar 
um sorteio durante cada um dos 12 meses de vigência do título.
Determine:
a) o valor do pagamento único;
b) o valor de prêmio a ser distribuído na premiação instantânea; e
c) o valor do múltiplo do pagamento referente a cada prêmio dos sorteios 
mensais.
Caso 4
O Sr. Ambrósio possui vários seguros com você. Trata-se de um cliente antigo 
e muito importante que recebe sua visita pelo menos duas vezes por ano. 
Numa dessas visitas, o Sr. Ambrósio, no auge da sua aposentadoria, mencionou 
ter intenção de poupar dinheiro para poder realizar um sonho antigo: fazer 
uma longa viagem de navio ao redor do mundo. Qual argumento você utilizaria 
para o Sr. Ambrósio optar pela contratação de um título de capitalização? 
Caso 5
Muito satisfeito com o título de capitalização que contratou, o Sr. Ambrósio indicou 
o nome da sua amiga, Dona Virgínia, para que você apresentasse as vantagens 
da capitalização. Logo no início da visita, com algumas frases de Dona Virgínia, 
você percebeu que o melhor argumento seria a quantidade e os altos valores de 
sorteios do título. Com esses argumentos, você começou a mostrar o produto, 
mas foi interrompido por Dona Virgínia, que demonstrou sua preocupação com a 
vigência de 60 meses e com a perda de dinheiro caso precisasse fazer um resgate 
antecipado. Contorne essas objeções e prepare uma argumentação para que 
Dona Virgínia fique segura para fazer um bom negócio.
ESTUDOS DE CASO 137
Caso 6
O Sr. Adalberto, um cliente seu muito antigo, está passando por algumas 
dificuldades financeiras e, por isso, está pensando em fazer o resgate do seu 
título de capitalização que adquiriu com você 18 meses atrás, com vigência 
de 48 meses. Como um verdadeiro consultor que você é, qual a melhor forma 
de orientar o Sr. Adalberto? 
A seguir, apresentamos algumas situações que o corretor de seguros pode 
encontrar quando oferecer um título de capitalização aos seus clientes:
Caso 7
Um cliente deseja adquirir um título de capitalização e procura um corretor 
de seguros para obter mais esclarecimentos sobre esta forma de economia. 
O corretor, que já possui grande experiência de mercado, mas não tem 
muito conhecimento técnico sobre o produto, atende o cliente e expõe as 
características básicas. A partir daí, o cliente o questiona sobre as condições 
técnicas, conforme a seguir:
• Corretor: E, então, vamos preencher a ficha de cadastro?
• Cliente: Gostaria de saber como se dá a remuneração mensal sobre o 
valor aplicado.
• Corretor: Ao final do plano, o senhor receberá tudo o que aplicou, 
corrigido.
• Cliente: Sim, mas qual é a remuneração garantida? Qual o índice 
utilizado?
• Corretor: Realmente eu não sei, mas posso lhe garantir que é uma 
excelente forma de economizar.
Solução e análise: neste caso, percebe-se que o corretor não soube contornar 
a objeção do cliente de forma clara e objetiva, criando uma insegurança ainda 
maior. O correto seria:
• Corretor: Infelizmente, não tenho essa informação, mas vou pesquisar 
e logo entrarei em contato para esclarecermos todas as dúvidas que 
possam surgir.
Caso 8
Um corretor entra em contato com um cliente e oferece um título de 
capitalização:
• Corretor: Estou lhe oferecendo um excelente produto, que lhe dará a 
oportunidade de ganhar muito dinheiro. Ele é melhor do que guardar 
dinheiro no banco.
• Cliente: Mas ouvi dizer que a capitalização não é considerada um 
investimento!
• Corretor: Imagina! Vários clientes meus investem em capitalização e 
resgatam o investimento acrescido de juros e correções.
Solução e análise: não é correto oferecer um título de capitalização como 
um investimento, pois, em regra, os investimentos são corrigidos por um 
determinado índice, enquanto a capitalização, na maioria dos casos, é 
atualizada pelo IGPM. A remuneração mensal aplicada sobre a reserva visa 
constituir a parte que é destinada à provisão para o sorteio e o carregamento. 
Esse percentual não é repassado ao cliente ao final do plano.
CAPITALIZAÇÃO138
Caso 9
Um corretor de seguros visita um cliente para concretizar a renovação do 
seu seguro de automóvel. O cliente, que possui um grande patrimônio e 
constantemente faz investimentos bancários, demonstra desconforto com 
a insistência do corretor em lhe apresentar um produto que é um excelente 
educador econômico e dá a oportunidade de participar de sorteios com 
prêmios em dinheiro. O corretor, por sua vez, só pensa em fechar um novo 
negócio e ganhar a sua comissão. Vejamos:
• Corretor: Agora que o senhor já protegeu o seu patrimônio, que tal 
fazermos um título de capitalização?
• Cliente: Obrigado, mas possuo outros investimentos e não me interesso 
por mais este.
• Corretor: Deixe-me explicar o funcionamento do produto e o senhor 
vai ver como ele é vantajoso.
• Cliente: Desculpe-me, mas estou sem tempo. Preciso voltar ao 
trabalho.
• Corretor: Mas só leva alguns minutos. 
• Cliente: Não, obrigado.
• Corretor: O senhor não vai querer mesmo? O senhor não quer 
comprar?
Solução e análise: muitas vezes, o profissional de vendas comete um erro irreparável, 
que pode lhe custar a perda de um cliente. A insistência em um atendimento que 
já foi finalizado não é um caminho para uma nova venda. Reconhecer os sinais 
dos clientes é fundamental para a manutenção de uma carteira saudável. Neste 
caso, seria correto conduzir a reunião da seguinte forma:
• Corretor: Agora que o senhor já protegeu o seu patrimônio, gostaria de 
lhe apresentar uma opção de economia.
• Cliente: Obrigado, mas possuo outros investimentos e não me interesso 
por mais esse.
• Corretor: Entendo a sua opção. De qualquer forma, vou deixar um folheto 
explicativo sobre o assunto e, se o senhor tiver interesse, por favor, entre 
em contato. De qualquer forma, quando eu vier lhe trazer a documentação 
da sua renovação, podemos falar a respeito. Combinado?
Conclusão: dessa forma, o corretor manteve uma conversa amigável e não 
pressionou o cliente para a compra de um outro produto. Esta técnica deve 
ser sempre utilizada para gerar uma nova oportunidade de atendimento ao 
cliente ou simplesmente para demonstrar que o profissional de vendas está 
capacitado para oferecer produtos de segmentos variados.
ANEXOS 139
Anexos
1 Exemplo de Condições Gerais de um Título de Pagamento Mensal (PM) – 
Modalidade Tradicional
2 Normas Fundamentais de Capitalização
3 Índices de Atualização
4 Circular SUSEP 365, de 27 de maio de 2008
5 Circular SUSEP 376, de 25 de novembro de 2008
CAPITALIZAÇÃO140
ANEXO 1 141
Anexo 1
EXEMPLO DE CONDIÇÕES GERAIS 
DE UM TÍTULO DE PAGAMENTO MENSAL 
(PM) – MODALIDADE TRADICIONAL
CONDIÇÕES GERAIS
TÍTULO CONSUMIDOR FELIZ – MODALIDADE TRADICIONAL
GLOSSÁRIO
• Subscritor – é a pessoa que subscreve a proposta de aquisição do título, assumindo o compromisso 
de efetuar o pagamento na forma convencionada nas condições gerais.
• Titular – é o próprio subscritor ou outra pessoa expressamente indicada por ele. É o proprietário 
do título, a quem devem ser pagos todos os valores originados por esse título.
• Capital – é o valor constituído na reserva de capitalização.
• Capital nominal– corresponde ao valor do título ao final do prazo de vigência, sem considerar a 
atualização monetária.
• Reserva de capitalização – será constituída durante o período de vigência do título, por um 
percentual (quota de capitalização) incidente sobre cada pagamento efetuado pelo subscritor, 
conforme tabela abaixo, sendo mensalmente capitalizada pela taxa de juros de 0,5% a.m. e 
atualizada pela Taxa de Remuneração Básica aplicada à caderneta de poupança (TR), gerando o 
valor de resgate do título.
• Sorteios e carregamento – os custos de sorteio e de carregamento serão constituídos pelas quotas 
percentuais aplicáveis aos pagamentos efetuados e destinados, respectivamente, à realização dos 
sorteios e às diversas despesas dos títulos (administração, operação e comercialização), a seguir 
apresentados:
Pagamento Quota de Sorteio % Quota de Carregamento % Quota de Capitalização %
1o 1,0 89,0 10
2o 1,0 6,0 93
3o ao 24o 1,0 1,0 98
• Data de aniversário – é o dia do início da vigência, válido, também, para todos os meses 
subsequentes, enquanto o plano estiver em vigor.
CAPITALIZAÇÃO142
I – OBJETIVO
Art. 1o. A FUNENSEGCAP, CNPJ 99.999.000/0001-99, doravante denominada Sociedade de Capitalização, 
institui o Título de Capitalização ora descrito e devidamente aprovado pela Superintendência de Seguros 
Privados – SUSEP, através do processo SUSEP 15414.000000/2013-99, destinado à constituição de um 
determinado capital, observado o prazo e as condições adiante estabelecidos, que será pago em moeda 
corrente ao Titular. 
§1o. A aprovação deste título pela SUSEP não implica, por parte da Autarquia, incentivo ou recomendação 
à sua aquisição, representando, exclusivamente, sua adequação às normas em vigor.
§2o. O consumidor poderá consultar a situação cadastral de seu corretor de capitalização, no sítio www.
susep.gov.br, por meio do número de seu registro na SUSEP, nome completo, CNPJ ou CPF.
II – NATUREZA DO TÍTULO
Art. 2o. O Título é indivisível em relação à Sociedade, não podendo seus direitos serem comercializados 
separadamente. É facultada a cessão parcial ou total dos direitos e obrigações do Título, a qualquer 
momento, mediante comunicação por escrito à Sociedade de Capitalização.
§1o. Cumpre ao Subscritor e ao Titular comunicar à Sociedade de Capitalização a realização da 
transferência, informando os dados cadastrais do novo Subscritor ou Titular, respectivamente, 
ficando vedada a cobrança de qualquer espécie.
§2o. Cumpre ao Subscritor ou Titular manter seus dados cadastrais atualizados perante a Sociedade 
de Capitalização, para efeito de registro e controle.
III – INÍCIO DE VIGÊNCIA
Art. 3o. O título entra em vigor na data do primeiro pagamento, sendo sua vigência de 24 meses.
IV – PAGAMENTOS
Art. 4o. Este título será pago pelo Subscritor em 24 meses, nas respectivas datas de vencimento.
Parágrafo único – Caso a data de vencimento coincida com um feriado bancário, o pagamento deverá 
ser realizado no primeiro dia útil posterior.
Art. 5o. Os pagamentos efetuados após a data de vencimento serão acrescidos da atualização monetária 
na forma do art. 14, e de juros, na mesma forma prevista para a atualização da reserva de capitalização, 
conforme o art. 11, calculadas pro rata die, desde a data do vencimento até o efetivo pagamento. 
Art. 6o. A não realização do pagamento na respectiva data de vencimento determinará a suspensão 
do título.
Parágrafo único. O título com até 3 (três) pagamentos em atraso poderá ser reabilitado, mediante 
a quitação dos pagamentos devidos, na forma do art. 5o, não sendo devida qualquer importância 
decorrente dos sorteios realizados durante o período de suspensão.
V – CANCELAMENTO DO TÍTULO
Art. 7o. O título será cancelado caso complete 4 (quatro) meses em atraso, sendo devido o capital 
na forma estabelecida pelo art. 11 destas Condições Gerais.
ANEXO 1 143
VI – ORDENAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE TÍTULOS
Art. 8o. Os títulos serão ordenados em séries de 100.000 e numerados sequencialmente de 00.001 a 
100.000.
VII – SORTEIOS
Art. 9o. Durante o prazo de pagamento, o título em vigor concorrerá a quatro sorteios mensais, com 
apurações baseadas nos resultados das extrações realizadas nos quatro últimos sábados de cada mês, 
pela Loteria Federal, participando, em cada extração, com uma possibilidade de sorteio. Tendo efetuado 
o pagamento de todas as mensalidades em dia, o título concorrerá ao total de 96 sorteios.
§1o. A cada título será atribuído um número de cinco algarismos, compreendido de 00.001 a 100.000 
e distinto dos demais, expresso no campo “Combinação para Sorteio”.
§2o. Para efeito de apuração acerca do descrito no caput deste artigo, considerar-se-ão os cinco primeiros 
prêmios da extração da Loteria Federal, observada a ordem de premiação.
A combinação de cada sorteio será obtida a partir do número, composto de cinco algarismos, extraído 
através da leitura, de cima para baixo, da coluna formada pelo algarismo da unidade simples dos cinco 
primeiros prêmios da Loteria Federal.
§3o. O titular do título sorteado receberá um prêmio bruto equivalente a 250 (duzentos e cinquenta) 
vezes o valor do último pagamento corretamente efetuado.
§4o. Se, por qualquer motivo, a Loteria Federal não vier a realizar a extração na data prevista, será 
considerada, para os fins do disposto neste artigo, a primeira extração que vier a ser por ela realizada 
até o dia que anteceder ao sábado seguinte.
§5o. Se também não vier, por qualquer razão, a ser realizada a extração a que se refere o caput deste 
artigo ou se houver alterações nos referidos sorteios de forma que não mais coincidam com as premissas 
fixadas neste contrato, a FUNENSEGCAP obriga-se a promover por meios próprios, no prazo de até 90 
dias, para os fins do parágrafo segundo, com a presença de um representante de Auditoria Independente 
e o livre acesso dos SUBSCRITORES/TITULARES, o sorteio do número a servir como resultado da apuração, 
em sua SEDE, divulgando o resultado em jornal de grande circulação. Somente concorrerão ao sorteio 
previsto neste parágrafo os títulos em vigor e com os pagamentos em dia na data em que o sorteio 
correspondente deveria ter sido realizado.
§6o. Normalizado, pela Loteria Federal, o processo de extração, será restabelecido o procedimento 
previsto no parágrafo segundo.
§7o. Não terão qualquer validade, para os fins do disposto neste Capítulo, as extrações realizadas pela 
Loteria Federal que não se enquadrem nas regras previstas nestas Condições Gerais.
§8o. O prêmio de sorteio, de acordo com a legislação em vigor, terá a incidência de 30% de Imposto 
de Renda.
§9o. O valor do prêmio de sorteio será colocado à disposição do Titular em até 15 dias úteis após a data 
de sua realização e atualizado a partir da data do sorteio até a data do efetivo pagamento pela Taxa 
de Remuneração Básica aplicada à caderneta de poupança (TR).
§10. Serão devidos juros moratórios de 1% a.m., proporcionalmente ao número de dias em atraso, 
caso a Sociedade de Capitalização não disponibilize o valor de sorteio no prazo de 15 dias e desde que 
atendidas as obrigações previstas no art. 2o. 
Art. 10. O título sorteado continuará em vigor.
CAPITALIZAÇÃO144
VIII – RESGATE
Art. 11. O capital é formado por parte do pagamento feito periodicamente e será mensalmente atualizado 
e capitalizado, no dia de aniversário do título, estando disponível ao titular somente após o prazo 
de carência de 12 (doze) meses, contados do início da vigência. A tabela a seguir apresenta o 
cálculo do valor mínimo de resgate. 
Obs.: os percentuais apresentados na tabela representam o mínimo que será resgatado, ao 
final de cada mês de vigência, considerando todos os pagamentos efetuados em dia e apenas 
a capitalização à taxa de juros iguais a 0,5% a.m. O capital formado neste título será atualizado 
pela Taxa de RemuneraçãoBásica aplicada à caderneta de poupança (TR), que corresponde ao 
rendimento das cadernetas de poupança sem a parcela de juros mensais.
Tabela 1
Mês de Vigência
(Final do Mês)
% de Resgate sobre a 
Soma dos Pagamentos 
Efetuados
Mês de Vigência
(Final do Mês)
% de Resgate sobre a 
Soma dos Pagamentos 
Efetuados
 1 9,05 13 93,87
 2 46,60 14 94,63
 3 60,77 15 95,33
 4 67,97 16 95,98
 5 72,37 17 96,58
 6 75,39 18 97,14
 7 81,91 19 97,67
 8 83,73 20 98,18
 9 85,19 21 98,66
10 86,41 22 99,12
11 87,46 23 99,57
12 88,37 24 100,00
§1o. O título será cancelado na data do pagamento do resgate, cessando quaisquer direitos 
após essa data.
§2o. A tabela anterior considera:
a) um fator de redução no capital de 10%, quando o resgate ocorrer antes do 7o mês de 
vigência;
b) um fator de redução no capital de 5% quando o resgate ocorrer entre o 7o e o 12o mês de 
vigência;
c) pagamentos efetuados sem atualização;
§3o. O valor de resgate será colocado à disposição do titular em até 15 dias úteis após o término 
de vigência ou após o cancelamento do título, ou, ainda, após a solicitação de resgate antecipado, 
observado o prazo de carência.
§4o. Serão devidos juros moratórios de 1% a.m., proporcionalmente ao número de dias em atraso, caso 
a Sociedade de Capitalização não disponibilize o valor de resgate no prazo de 15 dias e desde que 
atendidas as obrigações previstas no art. 2o.
ANEXO 1 145
§5o. Caso o valor de resgate seja superior à soma das parcelas pagas, haverá incidência de imposto 
de renda sobre a diferença entre o valor de resgate e a soma das parcelas pagas, conforme 
legislação tributária em vigor.
§6o. A aplicação da taxa de juros cessará a partir da data do cancelamento do Título por falta de 
pagamento, ou por resgate antecipado total, ou, ainda, a partir da data do término da vigência.
IX – ATUALIZAÇÃO DE VALORES
Art. 12. O capital formado a cada mês será atualizado mensalmente pela Taxa de Remuneração Básica 
aplicada à caderneta de poupança (TR).
Parágrafo único. No caso de extinção do índice de atualização, será utilizado o índice que vier a ser 
considerado para atualização da caderneta de poupança.
Art. 13. Os valores dos pagamentos serão atualizados, anualmente, com base na variação do IGPM, 
referente ao período de 12 (doze) meses, apurada com defasagem de 2 (dois) meses em relação à 
data do reajuste.
Parágrafo único. No caso de extinção do índice de atualização, será utilizado o IPCA-IBGE.
Art. 14. Os valores de sorteio serão atualizados, a partir da data de sua realização, pela Taxa de 
Remuneração Básica aplicada à caderneta de poupança (TR), até a data do efetivo pagamento.
Art. 15. Os valores de resgate serão atualizados, a partir do primeiro dia posterior à data da sua 
solicitação do resgate, até a data do efetivo pagamento, pela Taxa de Remuneração Básica aplicada à 
caderneta de poupança (TR).
Parágrafo único. No caso de solicitação de resgate posteriormente ao término do prazo de vigência, a 
atualização dar-se-á desde o primeiro dia posterior ao término desse prazo até o efetivo pagamento.
X – IMPOSTOS E TAXAS
Art. 16. Os impostos e taxas incidentes ou que venham a incidir sobre o título estarão a cargo de 
quem a lei determinar.
XI – INFORMAÇÕES
Art. 17. A cada 12 (doze) meses será enviado extrato ao titular com as informações atualizadas dos 
valores do título.
Parágrafo único. Independentemente da periodicidade estabelecida no caput, a sociedade de 
capitalização prestará quaisquer informações ao subscritor/titular sempre que solicitadas.
Art. 18. O titular contemplado em sorteio deverá ser notificado deste fato pela Sociedade de 
Capitalização, por escrito, mediante correspondência expedida com aviso de recebimento – AR, ou 
pela mídia impressa ou eletrônica, caso o pagamento do sorteio não tenha sido efetuado em até 
15 (quinze) dias úteis de sua realização.
CAPITALIZAÇÃO146
XII – PRESCRIÇÃO
Art. 19. O direito ao recebimento de qualquer importância devida, relativa ao título, cessará, 
automaticamente e de pleno direito, no prazo estabelecido na legislação em vigor. 
XIII – FORO
Art. 20. O foro competente para dirimir eventuais questões oriundas destas Condições Gerais 
será, sempre, o do domicílio do titular.
ANEXO 2 147
Anexo 2
NORMAS FUNDAMENTAIS
DE CAPITALIZAÇÃO
As normas fundamentais que estabelecem as regras do mercado de capitalização estão relacionadas 
abaixo:
• Decreto-Lei 73, de 21/11/66 – é a “lei” de seguros;
• Decreto-Lei 261, de 28/02/67 – é a “lei” básica do sistema de capitalização;
• Resolução CNSP 15, de 03/12/91, que trata das operações de capitalização;
• Resolução CNSP 23, de 17/02/00, que altera dispositivos da Resolução CNSP 15/91;
• Resolução CNSP 86, de 19/08/02, que dispõe sobre as normas contábeis a serem observadas 
pelas sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades abertas de Previdência 
Complementar, e dá outras providências;
• Resolução CNSP 101, de 06/01/04, que altera a Resolução CNSP 15, de 03/12/91;
• Resolução CNSP 103, de 09/01/04, que altera e consolida as normas de atualização e recálculo de 
valores relativos às operações de seguro, Previdência Complementar Aberta e de Capitalização;
• Resolução CMN 3.308, publicada no DOU em 05/09/05, que altera e consolida as normas que 
disciplinam as aplicações dos recursos das reservas, das provisões e dos fundos das sociedades de 
capitalização, entidades de Previdência Complementar e sociedades seguradoras;
• Resolução CNSP 135, de 11/10/05, que dispõe sobre a obrigatoriedade da elaboração da avaliação 
atuarial anual;
• Resolução CNSP 162, de 26/12/06, que institui regras e procedimentos para a constituição das 
provisões técnicas das sociedades seguradoras, entidades abertas de Previdência Complementar e 
sociedades de capitalização;
• Resolução CNSP 243, de 06/12/2011, que dispõe sobre sanções administrativas no âmbito das 
atividades de seguro, cosseguro, resseguro, retrocessão, capitalização, previdência complementar 
aberta, de corretagem e auditoria independente; disciplina o inquérito e o processo administrativo 
sancionador no âmbito da SUSEP e das entidades autorreguladoras do mercado de corretagem e 
dá outras providências.
 NOTA: Esta Resolução entra em vigor no prazo de noventa dias, contados de sua publicação, ficando 
revogadas as Resoluções CNSP 60, de 13 de setembro de 2001, e a Resolução CNSP 186, de abril 
de 2008.
CAPITALIZAÇÃO148
• Circular SUSEP 365, de 27/05/08, que estabelece normas para elaboração, operação e comercialização 
de títulos de capitalização e suas alterações;
• Circular SUSEP 376, de 25/11/08, que regula a operacionalização, a emissão de autorizações e 
a fiscalização das operações de distribuição gratuita de prêmios mediante sorteio, vinculadas à 
doação de títulos de capitalização ou à cessão de direitos sobre os sorteios inerentes aos títulos de 
capitalização e suas alterações;
• Circular SUSEP 379, de 19/12/2008, que dispõe sobre alterações das Normas Contábeis a 
serem observadas pelas sociedades seguradoras, resseguradoras, sociedades de capitalização 
e entidades abertas de Previdência Complementar, instituídas pela Resolução CNSP 86, de 3 
de setembro de 2002;
• Circular SUSEP 445, de 02/07/2007, substituída pela circular 445, de 02/07/2012, que dispõe sobre 
os controles internos específicos para a prevenção e combate dos crimes de “lavagem” ou ocultação 
de bens, direitos e valores, ou os crimes que com eles possam relacionar-se, o acompanhamento 
das operações realizadas e as propostas de operações com pessoas politicamente expostas, bem 
como a prevenção e coibição do financiamento ao terrorismo;
• Circular SUSEP 460, de 21/12/2012, que estabelece normas sobre a distribuição, a cessão, a subscrição 
e a publicidadena comercialização de títulos de capitalização, e dá outras providências;
• Resolução CMN 4.222, de 23/05/2013, que altera e consolida as normas que dispõem sobre o 
estatuto e o regulamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); e
• Circular SUSEP 462, de 31/01/2013, que dispõe sobre a forma de cálculo e os procedimentos para 
a constituição das provisões técnicas das sociedades seguradoras, entidades abertas de previdência 
complementar, sociedades de capitalização e resseguradores locais.
• Circular SUSEP 475, de 09/09/2013, que dispõe sobre o estabelecimento de prazo mínimo de 
carência para resgate dos títulos de capitalização que prevejam cessão integral do direito de resgate 
e dos títulos da modalidade Incentivo e dá outras providências.
Outras normas de natureza mais operacional, como as Circulares da SUSEP que tratam da divulgação dos 
planos de contas das sociedades, também integram este conjunto. Existe, ainda, uma outra categoria 
de Circulares da SUSEP, que tratam de normas comuns não só à capitalização, mas também aos demais 
seguros e aos planos de Previdência Complementar.
Entre as normas listadas anteriormente, destacam-se duas:
• Circular SUSEP 365/2008, que define requisitos fundamentais para a elaboração de títulos 
de capitalização, como o valor máximo de sorteio em relação ao patrimônio líquido da 
sociedade de capitalização, os percentuais mínimos dos pagamentos que serão capitalizados, 
os percentuais mínimos e máximos da quota de sorteio e a taxa mínima de juros.
• Resolução CNSP 15/91, que define paradigmas importantes para a capitalização, como a 
impossibilidade de a sociedade de capitalização se apossar da reserva matemática, ainda 
que o consumidor esteja em atraso, além de disciplinar a estruturação e o funcionamento 
das sociedades de capitalização. 
ANEXO 3 149
Anexo 3
ÍNDICES DE ATUALIZAÇÃO
A Circular SUSEP 255, de 04/06/2004, que veio complementar a Resolução CNSP 103/2004, indica as 
opções de índices a serem utilizados pelas sociedades de capitalização para a atualização das provisões 
matemáticas dos títulos de capitalização e dos demais planos de seguro e Previdência Complementar 
tratados por tais normas.
Os índices são os seguintes:
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
– INPC/IBGE);
• Índice de Preços ao Consumidor Amplo (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – 
IPCA/IBGE);
• Índice Geral de Preços para o Mercado (Fundação Getulio Vargas – IGPM/FGV);
• Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (Fundação Getulio Vargas – IGP-DI/FGV);
• Índice Geral de Preços ao Consumidor (Fundação Getulio Vargas – IPC/FGV); e
• Índice de Preços ao Consumidor (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de 
São Paulo – IPC/FIPE).
Embora sejam essas as opções oficiais, a legislação permite, ainda, que sejam utilizados outros índices, 
desde que previamente autorizados pela SUSEP.
Exclusivamente para os títulos de capitalização, a atualização das provisões poderá ser efetuada, 
adotando-se o índice de atualização monetária da caderneta de poupança, hoje a TR, conforme previsto 
na Circular SUSEP 255/2004.
A exceção autorizada por essa circular é, na verdade, a regra praticada pelo mercado, isto é, quase 100% 
dos títulos estabelecem a atualização das provisões pela TR (o que, anteriormente à Circular 255, era 
a única hipótese possível). Essa prática acaba por provocar uma certa perda real (quando comparada à 
inflação) dos valores de resgate dos títulos de capitalização, pois a TR não consegue refletir a inflação, 
estando, atualmente, quase sempre abaixo dos índices inflacionários.
A Circular SUSEP 365/2008 trouxe algumas inovações no que se refere ao índice de atualização na 
Capitalização, a saber:
1. Relativamente ao índice a ser aplicado na atualização anual do valor de pagamento nos títulos de 
pagamentos periódicos (PP) ou pagamentos mensais (PM), facultou-se às sociedades de capitalização 
estabelecerem nas condições gerais do título a livre pactuação entre as partes no que diz respeito 
ao percentual do índice de atualização a ser utilizado;
CAPITALIZAÇÃO150
2. Proibição de utilização da TR como índice de atualização monetária da Provisão Matemática para 
Capitalização (PMC), para os títulos da modalidade Tradicional que apresentam a possibilidade 
de pagamentos com livre escolha por parte do subscritor quanto a quantidade, valor e data de 
realização desses pagamentos;
3. Na modalidade Compra-Programada, há obrigatoriedade de a atualização da PMC ser necessariamente 
feita por índice de preços, salvo se, mediante aprovação prévia da SUSEP, a sociedade de capitalização 
comprovar a existência de contrato firmado com fornecedores que garantam a atualização dos 
preços dos bens ou serviços por outro índice pretendido.
Ressalta-se que ainda não houve aprovação de qualquer título que se insira nos casos anteriores. 
ANEXO 4 151
Anexo 4
CIRCULAR SUSEP 365, 
DE 27 DE MAIO DE 2008
Estabelece normas para elaboração, operação e 
comercialização de títulos de capitalização
O SUPERINTENDENTE DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP, na forma prevista nas 
alíneas “b”, “c” e “h”, do art. 36 do Decreto-Lei No 73, de 21 de novembro de 1966 c/c do §2o, do art. 
3o do Decreto-Lei No 261, de 28 de fevereiro de 1967, e considerando o que consta do Processo SUSEP 
no 15414.000936/2005-69, 
R E S O L V E: 
Art. 1o A elaboração, a operação e a comercialização dos títulos de capitalização obedecerão ao 
disposto nesta Circular. 
Art. 2o Os títulos de capitalização serão estruturados, para efeito de comercialização, conforme uma 
das quatro modalidades discriminadas abaixo:
I – Modalidade I: Tradicional
II – Modalidade II: Compra-Programada
III – Modalidade III: Popular
IV – Modalidade IV: Incentivo
Art. 3o As sociedades de capitalização não poderão comercializar, após 31 de março de 2009, os títulos 
já aprovados que não atendam ao disposto na presente Circular. (NR) (Artigo alterado pela Circular 
SUSEP no 378/2008). 
§ 1o As sociedades de capitalização poderão, até o prazo fixado no caput deste artigo, obter nova 
aprovação para os seus títulos já aprovados, realizando as adequações necessárias à presente Circular, 
sem a necessidade de abertura de novo processo administrativo na SUSEP. 
§ 2o A nova aprovação a que se refere o parágrafo anterior não se aplica aos títulos em que houver 
necessidade de alteração da cota de sorteio, da cota de capitalização ou da taxa de juros. 
§ 3o Após a data prevista no caput deste artigo, a sociedade de capitalização deverá solicitar abertura de 
novo processo administrativo para a adaptação dos títulos que não atendam ao presente normativo.
§ 4o Os novos títulos submetidos à aprovação, após a entrada em vigor da presente norma, deverão 
obedecer aos critérios definidos nesta Circular.
Art. 4o O não atendimento ao disposto nesta Circular sujeitará as sociedades de capitalização às penas 
previstas na legislação em vigor. 
CAPITALIZAÇÃO152
Art. 5o Integram esta Circular os seguintes Anexos:
I – Das Disposições Gerais;
II – Da Modalidade Tradicional;
III – Da Modalidade Compra-Programada;
IV – Da Modalidade Popular; e
V – Da Modalidade Incentivo.
Art. 6o Esta Circular entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as Circulares SUSEP 
No 130, de 12 de maio de 2000, No 144, de 30 de outubro de 2000, No 223, de 13 de dezembro de 
2002 e No 238, de 19 de novembro de 2003. 
ARMANDO VERGILIO DOS SANTOS JÚNIOR
Superintendente
ANEXO 4 153
ANEXO I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
TÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Relativamente à forma de custeio, os títulos de capitalização poderão ser do tipo Pagamentos 
Periódicos (PP), Pagamentos Mensais (PM), ou do tipo Pagamento Único (PU), observadas as disposiçõesespecíficas de cada modalidade. 
§ 1o Define-se como Pagamentos Mensais (PM) o título que prevê a realização de um pagamento, a 
cada mês da respectiva vigência. 
§ 2o Define-se como Pagamentos Periódicos (PP) o título em que não há correspondência entre o 
número de pagamentos e o número de meses de vigência, sendo prevista a realização de mais de 
um pagamento. 
§ 3o Define-se como Pagamento Único (PU) o título que prevê a realização de um único pagamento. 
§ 4o É vedada a cobrança de quaisquer valores do subscritor e/ou titular com finalidade de inscrição, 
cadastro ou transferência do título, independentemente de sua denominação. 
Art. 2o As sociedades de capitalização deverão encaminhar à SUSEP as Condições Gerais e a Nota 
Técnica Atuarial dos títulos de capitalização a serem por elas comercializados, para análise e aprovação, 
consoante as normas em vigor, mediante expediente que contemple, no mínimo, a razão social da 
sociedade, seu CNPJ, a respectiva modalidade à qual pertença o título e as assinaturas de um Diretor 
da sociedade e do Atuário responsável pela elaboração da Nota Técnica Atuarial, com seu número de 
identificação profissional perante o órgão competente. 
§ 1o O número do processo administrativo na SUSEP será fornecido, quando do protocolo do material 
mencionado no caput deste artigo. 
§ 2o Qualquer alteração implementada nas Condições Gerais ou na Nota Técnica Atuarial, após a 
comercialização do título, deverá ser previamente encaminhada à SUSEP, observado o disposto no 
caput deste artigo, mediante abertura de novo processo administrativo e, a critério da sociedade de 
capitalização, solicitação de arquivamento do processo original. 
§ 3o Excluem-se da exigência estabelecida no parágrafo anterior as alterações decorrentes de mudanças 
nas normas determinadas pela SUSEP ou pelo CNSP, ou nos demais normativos em vigor.
 
§ 4o A aprovação de que trata o caput deste artigo será automaticamente revogada se não houver início 
de comercialização do título no prazo de 1 (um) ano, contado da data de sua aprovação.
Art. 3o Nas Condições Gerais do Título de Capitalização deverão constar, sempre em destaque, no 
mínimo:
I – Glossário com as definições de subscritor, titular, capital, capital nominal; 
II – Percentuais de sorteio e de carregamento; 
III – Tabela que discrimine o percentual de resgate em função do prazo de vigência do título, considerando-
se todos os pagamentos previstos e demais parâmetros de cálculo, especificando eventuais fatores de 
redução para resgates antecipados; 
IV – Se o valor do prêmio de sorteio é líquido ou bruto e, nesse caso, que o desconto de imposto de 
renda será na forma da legislação em vigor, explicitando o percentual vigente aplicável; 
V – Denominação e CNPJ da sociedade de capitalização; 
VI – Nome fantasia do produto, número do processo SUSEP e a modalidade, facilmente identificáveis;
VII – Critério de atualização de valores, com a indicação do índice utilizado; 
VIII – Informação sobre a incidência de juros moratórios, quando o sorteio e/ou resgate não forem 
pagos nos prazos estabelecidos pela legislação em vigor; e 
CAPITALIZAÇÃO154
IX – Informações relativas à participação em excedentes financeiros, nos termos da legislação específica, 
e as condições para obtenção de bônus, quando previstos. 
§ 1o Todas as cláusulas que implicarem limitações ou impuserem ônus aos titulares deverão ser redigidas 
em destaque, permitindo sua imediata e fácil identificação e compreensão. 
§ 2o As Condições Gerais deverão apresentar também as seguintes redações:
I – “A aprovação deste título pela SUSEP não implica, por parte da Autarquia, em incentivo ou 
recomendação a sua aquisição, representando, exclusivamente, sua adequação às normas em vigor.”; 
e, quando a venda for intermediada por corretor de capitalização: 
II – “O consumidor poderá consultar a situação cadastral de seu corretor de capitalização, no sítio 
www.susep.gov.br, por meio do número de seu registro na SUSEP, nome completo, CNPJ ou CPF.”. 
§ 3o As seguintes informações complementares deverão ser disponibilizadas ao subscritor, apartadas 
das Condições Gerais do título:
I – Valor do capital nominal mínimo, formado ao final do prazo de vigência, considerando-se todos os 
pagamentos previstos efetuados em dia; 
II – Nome e número de registro do corretor, quando couber; 
III – Identificação dos titulares, quando conhecidos previamente, com o respectivo percentual de cada 
um sobre os direitos do título, quando for o caso; e 
IV – Número do título e os números ou códigos que o título utilizará na participação dos sorteios 
§ 4o A redação prevista no inciso I do §2o deste artigo deverá ser inserida, necessariamente, em todo 
e qualquer material de comercialização e propaganda utilizado pela sociedade de capitalização, à 
exceção da propaganda efetuada por meio de mídia eletrônica, a exemplo de rádio e TV, quando este 
for específico para um determinado produto ou grupo de produtos. 
§ 5o Não obstante o disposto no artigo 5o deste anexo, o título de capitalização, contendo suas Condições 
Gerais, juntamente com as informações complementares mencionadas no parágrafo 3o deste artigo, 
deverá ser disponibilizado efetivamente ao titular ou ao subscritor em, no máximo, 15 (quinze) dias 
após a respectiva data de início de vigência. 
§ 6o A disponibilização efetiva do título a que se refere o parágrafo anterior deve compreender a 
possibilidade de obtenção de sua versão impressa e das respectivas informações complementares, na 
cidade de domicílio do subscritor e do titular, devendo ser realizada sem custos adicionais que sejam 
revertidos direta ou indiretamente para a sociedade de capitalização. 
Art. 4o A Ficha de Cadastro, quando existente, deverá ser preenchida em momento anterior ao da 
aquisição do título, devendo conter em destaque, sempre, no mínimo:
I – Os incisos I, II, III, V, VI e VII do artigo 3o; 
II – As redações previstas no §2o do artigo 3o; 
III – Informação de que a contratação implica automática adesão às condições contratuais do título; e 
IV – Informação de que o subscritor tomou ciência das Condições Gerais do Título de Capitalização. 
Parágrafo único. Ao subscritor deverá ser entregue, mediante contra-recibo, uma cópia da Ficha de 
Cadastro. 
Art. 5o As Condições Gerais completas deverão ser disponibilizadas ao subscritor, assim como todas as 
demais informações acessórias ao produto, previamente à aquisição do título ou ao preenchimento da 
Ficha de Cadastro, quando existente. 
ANEXO 4 155
Art. 6o Os títulos de capitalização poderão ser contratados via canais remotos, desde que atendidas, 
também, as seguintes disposições:
I – A sociedade de capitalização deverá disponibilizar, imediatamente, a confirmação da contratação 
ao Subscritor; e 
II – Não obstante o disposto no inciso anterior, a sociedade de capitalização deverá encaminhar, 
em até 15 (quinze) dias após a data de seu início de vigência, o título de capitalização ao titular ou 
disponibilizar efetivamente, no momento da contratação, na forma prevista no §6o do art. 3o deste 
anexo, documentação contendo o Título de Capitalização e suas Condições Gerais.
 
Art. 7o A sociedade de capitalização não poderá comercializar os direitos relativos ao título 
separadamente. 
§ 1o É facultada a cessão total ou parcial dos direitos ou obrigações do título, a qualquer momento, 
mediante comunicação escrita à sociedade de capitalização, ficando vedada a cobrança de qualquer 
espécie. 
§ 2o São obrigações do subscritor e do titular comunicar à sociedade de capitalização:
I – Seus dados cadastrais atualizados, para efeito de registro e controle; e
II – A realização de cessão, informando os dados cadastrais do novo subscritor ou do novo titular, 
respectivamente. 
§ 3o A sociedade de capitalização deverá manter registro atualizado contendo as informações sobreo título e os dados cadastrais do subscritor e titular, de modo a identificar a perfeita vinculação do 
título de capitalização entre estes e a sociedade de capitalização, observados também os requisitos 
da legislação específica. 
§ 4o É vedada à Sociedade de Capitalização a inclusão de cláusula que estabeleça a cessão do direito 
de resgate e/ou de participação dos sorteios a qualquer Entidade de que esta Sociedade ou qualquer 
de seus sócios, diretores, ou parentes destes até o terceiro grau, dela participem de alguma forma. 
(Parágrafo incluído pela Circ. SUSEP n. 416/2010) 
§ 5o No caso de comercialização de título em que haja a cessão do direito de resgate, a Sociedade de 
Capitalização deverá informar no material de comercialização e nas Condições Gerais, em destaque, 
que o consumidor está adquirindo um título em que está cedendo o direito de resgate a uma referida 
instituição, cujo nome também deverá constar em destaque no material de comercialização. (Parágrafo 
incluído pela Circ. SUSEP n. 416/2010) 
§ 6o No caso de título em que haja a cessão do direito de resgate, cujos sorteios sejam apresentados 
na televisão, a informação da cessão deverá constar em texto apresentado durante a transmissão e 
comunicado pelos apresentadores, durante a realização dos sorteios e nas campanhas publicitárias. 
(Parágrafo incluído pela Circ. SUSEP n. 416/2010) 
§ 7o É vedado que a Entidade beneficiária da cessão de direito: (Parágrafo incluído pela Circ. SUSEP 
n. 416/2010)
I – participe de qualquer custo relativo à realização dos sorteios; (Inciso alterado pela Circ. SUSEP 
n. 502/2014)
II – destine qualquer recurso à própria Sociedade de Capitalização ou a qualquer outra de que esta 
Sociedade ou qualquer de seus sócios, diretores, ou parentes destes até o terceiro grau, dela participem 
de alguma forma.
CAPITALIZAÇÃO156
Art. 8o A sociedade de capitalização deverá efetuar o pagamento do resgate e do prêmio de sorteio 
por qualquer meio legalmente admitido e disponível na cidade de domicílio do titular.
§ 1o Para os títulos de capitalização adquiridos por meio de débito automático em conta, a Sociedade 
de Capitalização deve realizar, quando do fim da vigência do título, o depósito automático do saldo 
integral da Provisão Matemática para Resgate na respectiva conta, salvo se verificada a ocorrência 
de pelo menos um dos seguintes fatos:
I – manifestação expressa em sentido diverso do titular;
II – titular diferente do subscritor correntista;
III – falecimento do titular;
IV – encerramento da conta corrente;
V – impossibilidade devidamente justificada de efetivação de crédito em conta. (Parágrafo incluído pela 
Circ. SUSEP n. 416/2010).
§ 2o Nos casos que não se enquadrem no § 1o deste artigo, a Sociedade de Capitalização deverá possuir 
procedimentos operacionais que viabilizem, quando do fim da vigência do título de capitalização, a 
ciência ao titular sobre a disponibilidade do saldo da Provisão Matemática para Resgate. (Parágrafo 
incluído pela Circ. SUSEP n. 416/2010). 
Art. 9o É vedada a reaplicação do valor de resgate ou do valor do sorteio em outro título sem a prévia 
anuência do titular, observado, para a nova contratação, o disposto nos artigos 5o e 6o deste Anexo. 
TÍTULO II – DA VIGÊNCIA
Art. 10. Os títulos de capitalização não poderão ser estruturados com prazo de vigência inferior a 12 
(doze) meses. 
Parágrafo único. A data de início de vigência do Título de Capitalização deverá ser a data do primeiro 
pagamento ou do pagamento único, ou ainda a data de aquisição, a que ocorrer primeiro. 
TÍTULO III – DOS SORTEIOS
Art. 11. Os títulos de capitalização que prevejam sorteios deverão ser estruturados em séries. 
§ 1o Os sorteios que definem os títulos contemplados deverão ocorrer obrigatoriamente durante o prazo 
de vigência do título, ressalvado o caso de premiação instantânea, conforme definido no artigo 12 deste 
Anexo, ou de sorteios substitutivos, caso necessários, conforme artigo 17, § 1o, deste Anexo. 
§ 2o O pagamento do prêmio de sorteio deverá ser disponibilizado em até 15 (quinze) dias úteis após a 
sua realização, observadas as normas em vigor e o disposto nos artigos 8o e 29 deste Anexo. 
§ 3o O valor do prêmio de sorteio deverá ser acrescido de juros moratórios, previstos nas Condições 
Gerais, caso a sociedade de capitalização não cumpra o prazo especificado no parágrafo anterior, 
ressalvados os casos em que não forem atendidas as disposições do artigo 7o, § 2o, deste Anexo.
§ 4o É admitida a previsão de parcelamento do prêmio de sorteio, desde que atendidas as disposições 
a seguir:
I – O parcelamento deverá ser de, no máximo, 12 (doze) meses consecutivos; 
II – Haverá atualização monetária e incidência de taxa de juros mensais sobre as parcelas a serem quitadas; 
III – A previsão para o parcelamento do prêmio, quando for o caso, deverá constar das Condições 
Gerais do título. 
ANEXO 4 157
§ 5o O título não poderá participar de sorteio que acarrete a efetiva contemplação em data anterior ao 
do início de comercialização de sua série, ressalvada a hipótese de premiação instantânea. 
§ 6o Para efeito de sorteio, os títulos não comercializados, suspensos ou cancelados pertencem à 
sociedade de capitalização, salvo estipulação em contrário nas Condições Gerais, desde que devidamente 
aprovada pela SUSEP. 
§ 7o Os critérios de determinação dos títulos sorteados deverão ser aleatórios, sendo garantida a cada 
título a mesma probabilidade de contemplação. 
§ 8o O tamanho da série deverá ser de, no mínimo, 10.000 (dez mil) títulos. (Parágrafo incluído pela 
Circular 378/2008) 
Art. 12. Para fins desta Circular, define-se como premiação instantânea a forma de sorteio que se realiza 
previamente ao início de comercialização da série, sendo, entretanto, seu resultado sigiloso. 
Art. 13. O sorteio realizado por meio de premiação instantânea deverá atender os seguintes 
requisitos:
I – O conhecimento relativo à contemplação na premiação instantânea deverá estar disponível ao 
titular no momento imediatamente posterior à aquisição do título, dependendo exclusivamente de 
sua atuação; 
II – Os procedimentos que o titular deve utilizar para verificar a contemplação na premiação instantânea 
deverão estar previstos nas Condições Gerais do título; 
III – Para cada série emitida, é necessária a realização de auditoria independente, em conformidade 
com o disposto no § 3o do art. 17, deste anexo. 
Art. 14. As sociedades de capitalização somente poderão comercializar títulos em que o valor máximo 
do somatório de todos os sorteios previstos, por série e em cada mês, seja igual ou inferior a 10% 
(dez por cento) do último patrimônio líquido auditado. 
Parágrafo único. A comercialização do título fica automaticamente suspensa se o patrimônio líquido 
auditado da sociedade de capitalização, em qualquer data, for reduzido de tal forma que não atenda 
ao percentual estabelecido no caput deste artigo, até sua adequação.
Art. 15. O critério matemático utilizado para o estabelecimento do percentual dos pagamentos 
referente ao custeio dos sorteios deverá constar obrigatoriamente da Nota Técnica Atuarial do Título 
de Capitalização. 
§ 1o O percentual, em relação aos pagamentos, destinado ao custeio dos sorteios dependerá da 
modalidade do título. 
§ 2o O percentual para os sorteios pertencentes à premiação instantânea deverá estar limitado a 30% 
(trinta por cento) do percentual que for adotado pela sociedade de capitalização para o custeio de 
todos os sorteios do título. 
§ 3o Nos títulos de Pagamento Único, a taxa de juros para a formulação do critério matemático referente 
ao custeio dos sorteios será aquela informada nos parâmetros do plano, a qual não poderá ser inferior 
à última taxa de juros aplicada à caderneta de poupança. (Parágrafo alterado pela Circular SUSEP 
no 453/2012) 
§ 4o O valor de cada prêmio brutoindividual de sorteio deverá ser fixado como um múltiplo do Pagamento 
Periódico (PP), Pagamento Mensal (PM) ou Pagamento Único (PU) do título, sendo este múltiplo não 
inferior a uma unidade, observadas as disposições específicas. 
§ 5o O múltiplo mínimo de que trata o parágrafo anterior deve ser garantido a cada título contemplado, 
independentemente de haver fracionamento do prêmio de sorteio entre mais de um ganhador. 
CAPITALIZAÇÃO158
Art. 16. O sorteio, com exceção da premiação instantânea, poderá ser considerado como uma forma 
de liquidação antecipada do Título de Capitalização de acordo com as condições contratuais nele 
estabelecidas. 
Parágrafo único. O valor pago pelo subscritor referente ao custeio dos sorteios cuja realização se der 
após a liquidação antecipada do título deverá ser devolvido juntamente com o valor de resgate da 
provisão matemática formada até o momento da liqüidação, observado o disposto nos artigos 8o e 29 
deste anexo. 
Art. 17. Os resultados dos sorteios poderão ser apurados por meio de resultados de sistemas oficiais 
de premiação, bem como os obtidos através de processos próprios, sendo condição mínima de direito 
do titular a possibilidade de presenciar sua apuração. 
§ 1o A sociedade de capitalização deverá especificar nas Condições Gerais os procedimentos para sorteios 
substitutivos aos sorteios oficiais não realizados em conformidade com o originalmente previsto.
 
§ 2o Em caso de sorteios procedidos pela própria sociedade de capitalização, estes deverão ser realizados 
nas sedes, sucursais ou quaisquer estabelecimentos de livre acesso aos titulares, precedidos de ampla 
divulgação, com a presença obrigatória de um representante de auditoria independente. 
§ 3o Para cada sorteio realizado, nos casos previstos no parágrafo anterior e nos casos de premiação 
instantânea, as sociedades de capitalização manterão, à disposição da SUSEP, o relatório da auditoria 
independente, onde deverão constar, no mínimo:
I – As regras estabelecidas pela sociedade de capitalização para determinação dos resultados de sorteios 
a serem obtidos; 
II – Parecer atestando a aleatoriedade, a eqüiprobabilidade de ocorrência dos possíveis resultados e a 
efetiva distribuição dos prêmios previstos nas Condições Gerais; e 
III – Parecer atestando a garantia de sigilo quanto ao conhecimento dos títulos contemplados, no caso 
de premiação instantânea. 
TÍTULO IV – DOS PAGAMENTOS
Art. 18. Fica facultado às sociedades de capitalização a comercialização de títulos distintos com valores 
de pagamentos diferenciados, dentro da mesma série. 
§ 1o Deverá ser informado na Nota Técnica Atuarial o valor máximo previsto para a comercialização do 
título ou a distribuição de freqüência dos valores, quando for o caso. 
§ 2o Na hipótese de que trata o caput deste artigo, para atender o disposto no artigo 14 deste Anexo, 
será utilizado o valor do pagamento médio, calculado de acordo com a distribuição de freqüência dos 
valores estabelecidos, para cada série. 
§ 3o Fica dispensada a apresentação, na Nota Técnica Atuarial, da distribuição de freqüência prevista 
no parágrafo primeiro deste artigo, nos casos em que o maior valor de pagamento já atenda o disposto 
no artigo 14 deste anexo. 
Art. 19. O valor mínimo de cada pagamento será de R$ 3,00 (três reais), ressalvado o disposto no 
parágrafo único deste artigo. 
Parágrafo único. Ficam excluídos dos valores mínimos previstos no caput deste artigo os títulos que 
prevejam a cessão integral da provisão matemática de resgate para programas sociais, educacionais, 
culturais ou esportivos de interesse do Governo Federal, e aqueles da Modalidade Incentivo que prevejam 
a cessão gratuita somente do direito à participação nos sorteios. 
ANEXO 4 159
TÍTULO V – DA TAXA DE JUROS
Art. 20. A taxa de juros efetiva mensal utilizada para remuneração do título e/ou sua equivalente 
anual, com exceção das Modalidades Popular e Incentivo, deverá corresponder a, no mínimo, 0,35% 
(zero vírgula trinta e cinco por cento) e deverá constar da Nota Técnica Atuarial e das Condições Gerais 
do Título de Capitalização. (Artigo alterado pela Circ. SUSEP no 459/2012) 
§ 1o (Parágrafo revogado pela Circ. SUSEP no 459/2012) 
§ 2o (Parágrafo revogado pela Circ. SUSEP no 459/2012)
Art. 21. A aplicação da taxa de juros cessará a partir da data do cancelamento do título por falta de 
pagamento, ou por resgate antecipado, ou ainda, a partir da data do término da vigência. 
Art. 22. As sociedades de capitalização poderão prever, também, nas Condições Gerais dos títulos, 
participação dos titulares nos lucros da Empresa, ou em excedentes financeiros, nos termos da legislação 
específica. 
TÍTULO VI – DO RESGATE
Art. 23. A sociedade de capitalização não poderá se apropriar da provisão matemática dos títulos 
suspensos ou caducos por inadimplência dos pagamentos, devendo colocar à disposição do titular, 
independentemente do número de pagamentos efetuados, o valor de resgate após o prazo de carência, 
ainda que a inadimplência ocorra em data anterior ao prazo de carência fixado. 
§ 1o Para o caso de resgate antecipado, total ou parcial, do montante da provisão matemática, é facultada 
a fixação de um prazo de carência para efetivação do pagamento, não superior a 24 (vinte e quatro) 
meses, contados da data de início de vigência do Título de Capitalização. 
§ 2o O prazo de carência não poderá ser superior ao prazo de vigência do título, observado o disposto 
no parágrafo anterior. 
§ 3o O pagamento do resgate deverá ser disponibilizado em até 15 (quinze) dias úteis após o término 
da vigência ou após o cancelamento do título, ou ainda, após a solicitação por parte do titular, no caso 
de resgate antecipado, observadas as normas em vigor e o disposto nos artigos 8o e 29 deste anexo. 
§ 4o O valor do resgate deverá ser acrescido de juros moratórios previstos nas Condições Gerais do título, 
caso a sociedade de capitalização não cumpra o prazo especificado no parágrafo anterior, ressalvados 
os casos em que não forem atendidas as disposições do § 2o do artigo 7o, deste anexo. 
Art. 24. O resgate originado na liquidação antecipada do título por sorteio ou o resgate total ao final 
do prazo de vigência deverá corresponder a 100% (cem por cento) da provisão matemática. 
§ 1o Na hipótese de resgate antecipado, ressalvado o disposto no § 2o do artigo 2o do anexo III, a 
sociedade de capitalização deverá restituir, no mínimo, os seguintes percentuais aplicados ao valor da 
respectiva provisão matemática:
Resgate Antecipado Percentual Mínimo
Até o final do 6o mês 90% 
A partir do 7o mês até o 24o mês 95% 
A partir do 25o mês até ¾ do prazo de vigência 95% 
A partir de ¾ do prazo de vigência 100%
CAPITALIZAÇÃO160
§ 2o Para efeito de aplicação do percentual ao qual se refere o parágrafo anterior, deverá ser considerada 
a data em que o pagamento será efetivamente disponibilizado ao titular, qualquer que tenha sido a 
data da solicitação do resgate antecipado. 
§ 3o O disposto neste artigo não se aplica à modalidade Compra-Programada. 
TÍTULO VII – DAS PROVISÕES
Art. 25. As provisões serão constituídas conforme legislação em vigor. 
Art. 26. A provisão matemática para resgate do título, deverá considerar atualização monetária e juros, 
a partir da data de início de vigência. 
Parágrafo único. Não conhecida a data de aquisição ou do pagamento inicial, a provisão deverá 
considerar atualização monetária e juros, a partir do 15o (décimo quinto) dia da data de início de 
comercialização da série ou a partir da data média estabelecida entre as datas de início e término de 
comercialização, o que for menor. 
TÍTULO VIII – DAS COTAS DE CAPITALIZAÇÃO E DE CARREGAMENTO
Art. 27. Os percentuais relativos aos pagamentos a serem utilizados para constituição da provisão 
matemática para resgate – cotas de capitalização– deverão obedecer aos seguintes critérios, observados 
ainda os demais requisitos de cada modalidade:
I – Nos títulos de Pagamento Único (PU) em que haja a realização de sorteios, ressalvado o disposto 
no inciso III deste artigo, o percentual destinado à formação da provisão matemática para resgate 
deverá ser, no mínimo, 70 % (setenta por cento) do valor do pagamento, qualquer que seja o prazo 
de vigência do título; 
II – Nos títulos de Pagamentos Mensais (PM) ou de Pagamentos Periódicos (PP), em que haja a realização 
de sorteios, o percentual destinado à formação da provisão matemática para resgate deverá ser, no 
mínimo, 10% (dez por cento) do valor de cada pagamento, nos primeiros três meses de vigência, e 70% 
(setenta por cento), a partir do quarto mês de vigência, sendo que a média aritmética do percentual 
de capitalização de todos os pagamentos, até o final da vigência do título, deverá corresponder a, no 
mínimo, 70% (setenta por cento), qualquer que seja o prazo de vigência do título; 
III – Nos títulos de Pagamento Único (PU) com 12 (doze) meses de vigência e pertencentes às Modalidades 
Incentivo ou Popular, o percentual destinado à formação da provisão matemática para resgate deverá 
ser, no mínimo, 50 % (cinqüenta por cento) do valor do pagamento; e 
IV – Nos títulos em que não haja sorteio, os percentuais destinados à formação da provisão 
matemática para resgate deverão corresponder, no mínimo, a 98% (noventa e oito por cento) de cada 
pagamento. 
Art. 28. Os percentuais de carregamento – cotas de carregamento – deverão cobrir os custos de 
despesas com corretagem, colocação e administração do Título de Capitalização, emissão, divulgação, 
atendimento ao cliente, desenvolvimento de sistema, lucro da sociedade de capitalização e cota de 
contingência, quando for o caso, conforme definido na Nota Técnica Atuarial e determinado nas 
Condições Gerais do título.
 
TÍTULO IX – DA ATUALIZAÇÃO DE VALORES
Art. 29. As Condições Gerais do Título de Capitalização deverão conter o critério de atualização de 
valores inerentes ao contrato, observadas as normas em vigor. 
§ 1o Os valores inerentes ao contrato a que se refere o caput deste artigo são:
I – Pagamentos Periódicos (PP) ou Pagamentos Mensais (PM), facultativamente e somente nos casos 
em que o prazo de pagamento é superior a 12 (doze) meses; 
II – Provisão matemática para resgate; 
ANEXO 4 161
III – Pagamentos de resgates e sorteios realizados;
IV – Prêmios de sorteios nos casos de título de Pagamento Único (PU) com sorteios após o 12o (décimo 
segundo) mês de vigência;
V – Devolução do custeio dos sorteios cuja realização se der após a liqüidação antecipada do título 
sorteado. 
§ 2o Faculta-se às sociedades de capitalização estabelecerem nas Condições Gerais do título a livre 
pactuação entre as partes do percentual do índice de atualização a ser aplicado aos Pagamentos 
Periódicos (PP) ou Pagamentos Mensais (PM), a cada período de 12 (doze) meses. 
Art. 30. As Condições Gerais e a ficha de cadastro, quando prevista, deverão, nos casos em que a Taxa 
de Remuneração Básica aplicada às cadernetas de poupança (TR) for utilizada como índice de atualização 
da provisão matemática para resgate, conter a seguinte mensagem e em destaque: 
“O capital formado neste título será atualizado pela Taxa de Remuneração Básica aplicada às 
cadernetas de poupança (TR), que corresponde ao rendimento das cadernetas de poupança sem 
a parcela de juros mensais.” 
TÍTULO X – DA COMERCIALIZAÇÃO E DAS OPERAÇÕES RELATIVAS AO TÍTULO
Art. 31. A propaganda e o material de promoção referentes aos títulos de capitalização somente poderão 
ser elaborados com autorização expressa e sob supervisão da sociedade de capitalização, respeitadas 
as Condições Gerais dos títulos e as normas em vigor. 
§ 1o A sociedade de capitalização é responsável pela fidedignidade das informações prestadas por 
meio do material de promoção e de comercialização dos seus títulos. (Parágrafo renumerado pela Circ. 
SUSEP n. 416/2010)
§ 2o Qualquer material de promoção referente aos títulos de Capitalização deverá apresentar sempre, 
em destaque, a seguinte mensagem: 
“É proibida a venda de título de capitalização a menores de dezesseis anos. – Art. 3o, I do Código 
Civil”. (Parágrafo incluído pela Circ. SUSEP n. 416/2010) 
Art. 32. As sociedades de capitalização deverão comunicar à SUSEP a realização de acordos firmados 
com outras empresas/entidades para a comercialização de títulos que prevejam a cessão parcial ou 
total dos direitos do título, ou ainda, que vinculem, facultativamente, os valores de resgate ou sorteio 
à aquisição de bens e/ou serviços, mediante expediente que deverá ser anexado ao processo referente 
ao Título de Capitalização mencionado no respectivo acordo. 
§ 1o A comunicação de que trata o caput deste artigo deverá ser efetuada em até 5 (cinco) dias úteis, 
após o efetivo início da comercialização dos títulos. 
§ 2o No caso de títulos que referenciem os prêmios de sorteio à aquisição de bens, o material de 
propaganda, qualquer que seja a mídia utilizada, deverá traduzir com absoluta transparência que o 
valor do bem é apenas referencial. 
Art. 33. Para qualquer modalidade, as Condições Gerais do título devem assegurar o direito do titular em 
optar por receber o valor do resgate e/ou prêmio de sorteio em moeda corrente, independentemente 
de qualquer vinculação estabelecida, à época da subscrição do título. 
Art. 34. Os pagamentos relativos aos resgates e sorteios de títulos emitidos em nome de mais de um 
titular deverão ser efetuados a cada um deles, na proporção definida por ocasião da contratação, ou 
decorrente de alteração posterior solicitada formalmente pelos titulares à sociedade de capitalização. 
Art. 35. O nome fantasia dos títulos de capitalização não deverá induzir a erro quanto aos direitos 
e/ou obrigações vinculados ao título. 
CAPITALIZAÇÃO162
TÍTULO XI – DAS INFORMAÇÕES OBRIGATÓRIAS
Art. 36. É obrigatória a inclusão do número de processo SUSEP nas Condições Gerais, na ficha de cadastro 
ou em qualquer veiculação de caráter publicitário, de forma a permitir a fácil e imediata identificação 
do produto pelo destinatário da mensagem. 
Parágrafo único. Não será necessário mencionar os números dos processos SUSEP quando se tratar 
de propaganda institucional. 
Art. 37. Qualquer veiculação de caráter publicitário, independentemente da mídia utilizada, ao mencionar 
a faculdade de conversão dos valores de resgate e/ou prêmios de sorteio em eventuais bens e/ou serviços, 
deverá informar que o titular sempre terá direito ao recebimento em dinheiro, se assim o desejar. 
Art. 38. O titular contemplado em sorteio deverá ser notificado deste fato pela sociedade de 
capitalização, por escrito, mediante correspondência expedida com aviso de recebimento – AR, ou 
pela mídia impressa ou eletrônica, caso o pagamento do sorteio não tenha sido efetuado em até 15 
(quinze) dias úteis de sua realização.
Art. 39. Deverá constar das Condições Gerais, em destaque, que se aplicará, quando do pagamento 
do resgate, tratamento tributário, na forma da legislação fiscal vigente. 
Art. 40. As Condições Gerais deverão estabelecer a obrigatoriedade da sociedade de capitalização 
prestar ao titular da provisão matemática para resgate as informações necessárias ao acompanhamento 
dos valores inerentes ao título, bem como emitir e remeter extratos individuais ao mesmo, no mínimo 
uma vez a cada ano, durante a vigência do título, ou disponibilizar as informações através da mídia 
impressa ou eletrônica ou mediante outro canal de comunicação, devendo conter, no mínimo, o valor 
do resgate atualizado. (Artigo alterado pela Circular 396/2009.) 
§ 1o Caso as informações sejam fornecidas por extratos, a periodicidade de remessa desses extratos 
deverá constar nas Condições Gerais do título. 
§ 2o Independentementeda emissão de extratos, a sociedade de capitalização deverá prestar informações 
relativas ao título, sempre que solicitadas pelo subscritor ou titular. 
§ 3o No caso de títulos de capitalização de Pagamentos Periódicos (PP) ou Pagamentos Mensais (PM) 
com prazo de vigência de 12 (doze) meses, deverá ser observada a periodicidade máxima semestral 
para o envio de extratos, quando previstos. 
Art. 41. Deverá ser estabelecido, nas Condições Gerais, que as questões judiciais entre o subscritor e/
ou titular e a sociedade de capitalização serão processadas no foro de domicílio do titular. 
Art. 42. Deverá ser estabelecido, nas Condições Gerais, que os prazos prescricionais são aqueles 
determinados em lei.
ANEXO 4 163
ANEXO II – DA MODALIDADE TRADICIONAL
Art. 1o Define-se como Modalidade Tradicional o Título de Capitalização que tem por objetivo restituir ao 
titular, ao final do prazo de vigência, no mínimo, o valor total dos pagamentos efetuados pelo subscritor, 
desde que todos os pagamentos previstos tenham sido realizados nas datas programadas. 
§ 1o O título poderá ser estruturado na forma de Pagamentos Periódicos (PP), Pagamentos Mensais 
(PM) ou de Pagamento Único (PU). 
§ 2o Para efeito do cálculo do valor total a que se refere o caput deste artigo, não deverão ser computadas 
a atualização monetária da provisão matemática para resgate nem tampouco a provisão de bônus. 
§ 3o É permitida a utilização da provisão matemática para resgate como instrumento de garantia. 
§ 4o É vedada qualquer vinculação da provisão matemática para resgate à aquisição de bem ou 
serviço. 
Art. 2o É obrigatório o preenchimento de ficha de cadastro, em momento anterior à aquisição do 
título. 
Art. 3o A ficha de cadastro deverá conter, em destaque, a seguinte mensagem: 
“Este título poderá restituir valor inferior ao total dos pagamentos efetuados, caso o resgate 
seja realizado antes do término do prazo de vigência. A contratação deste título é apropriada, 
principalmente, na hipótese de o subscritor planejar realizar todos os pagamentos e permanecer 
até o final da vigência.” 
Art. 4o O custo com sorteios poderá corresponder, no máximo, a 15% (quinze por cento) do total dos 
pagamentos. 
Art. 5o É facultada a previsão de bônus ao titular, devendo este ser constituído de forma independente 
da Provisão Matemática para Resgate. (Artigo alterado pela Circ. SUSEP n. 416/2010). 
Parágrafo único. Na Nota Técnica Atuarial deverá ser demonstrado o critério matemático para a 
constituição da provisão deste bônus. 
Art. 6o Fica facultada a estruturação de títulos com a possibilidade de pagamentos com livre escolha 
por parte do subscritor quanto à quantidade, valor e data de realização desses pagamentos, desde que 
observadas as seguintes condições:
I – Os títulos não serão estruturados em série;
II – É vedada a previsão de sorteios; 
III – Os pagamentos deverão ser efetuados dentro do prazo de vigência do título; 
IV – Não se aplica, nessa hipótese, a apresentação da tabela prevista no art. 3o, inciso III, do Anexo I; 
V – O capital mínimo será definido com base no valor do primeiro pagamento efetuado, como se este 
fosse o único, considerando-se também o prazo de vigência do título; e
VI – É vedada a utilização da Taxa de Remuneração Básica aplicada às cadernetas de poupança (TR) 
como índice de atualização monetária da provisão matemática para resgate. 
CAPITALIZAÇÃO164
ANEXO III – DA MODALIDADE COMPRA-PROGRAMADA
Art. 1o Define-se como Modalidade Compra-Programada o Título de Capitalização em que a sociedade 
de capitalização garante ao titular, ao final da vigência, o recebimento do valor de resgate em moeda 
corrente nacional, sendo disponibilizada ao titular a faculdade de optar, se este assim desejar e sem 
qualquer outro custo, pelo recebimento do bem ou serviço referenciado na ficha de cadastro, subsidiado 
por acordos comerciais celebrados com indústrias, atacadistas ou empresas comerciais.
 
§ 1o As condições relativas ao bem ou serviço referenciado deverão ser informadas ao subscritor em 
material apartado das Condições Gerais, não sendo necessário o envio deste para a SUSEP. 
§ 2o O título poderá ser estruturado na forma de Pagamento Periódico (PP) ou Pagamento Mensal 
(PM). 
Art. 2o Ao final do prazo de vigência, a provisão matemática para resgate deverá corresponder, no 
mínimo, ao valor total dos pagamentos efetuados pelo subscritor, desde que todos os pagamentos 
tenham sido realizados, nas datas programadas. 
§ 1o Para efeito de cálculo do valor total a que se refere o caput deste artigo, não deverão ser computadas 
a atualização monetária da provisão matemática para resgate nem tampouco a provisão de bônus. 
§ 2o Para manter o equilíbrio das despesas administrativas decorrentes dos acordos comerciais celebrados 
para garantia do bem referenciado, a sociedade de capitalização poderá reter, desde que previsto 
nas Condições Gerais do título, percentual de, no máximo, 10% (dez por cento) do valor formado na 
provisão matemática de resgate, a ser aplicada nos casos em que o titular solicitar o resgate antes do 
fim do prazo de vigência do título. 
§ 3o Somente poderá haver liquidação antecipada por sorteio se este representar uma forma do titular 
adquirir o bem ou serviço referenciado na ficha de cadastro, sendo que, neste caso, o resgate deverá 
corresponder a 100% (cem por cento) da provisão matemática. 
Art. 3o É obrigatório o preenchimento da ficha de cadastro, em momento anterior à aquisição do 
título. 
Art. 4o A ficha de cadastro deverá conter, em destaque, a seguinte mensagem: 
“Este título poderá restituir valor inferior ao total dos pagamentos efetuados, caso o resgate seja 
realizado antes do término do prazo de vigência.” 
Art. 5o O custo com sorteios poderá corresponder, no máximo, a 15 % (quinze por cento) do total dos 
pagamentos. 
Art. 6o É facultada a previsão de bônus ao titular, devendo este ser constituído de forma independente 
da Provisão Matemática para Resgate. (Artigo alterado pela Circ. SUSEP n. 416/2010).
Parágrafo único. Na Nota Técnica Atuarial deverá ser demonstrado o critério matemático para a 
constituição da provisão deste bônus. 
Art. 7o A atualização da provisão matemática para resgate deverá ser necessariamente feita por índice 
de preços e em conformidade com a legislação em vigor, ressalvado o disposto no parágrafo único 
deste artigo. 
Parágrafo único. Poderá ser utilizado outro índice, diferente do citado no caput deste artigo, para a 
atualização da provisão matemática para resgate, mediante aprovação prévia da SUSEP, desde que a 
sociedade de capitalização comprove a existência de contrato firmado com fornecedores que garantam 
a atualização dos preços dos bens ou serviços pelo referido índice.
ANEXO 4 165
ANEXO IV – DA MODALIDADE POPULAR
Art. 1o Define-se como Modalidade Popular o Título de Capitalização que tem por objetivo propiciar a 
participação do titular em sorteios, sem que haja devolução integral dos valores pagos. 
Parágrafo único. O título poderá ser estruturado na forma de Pagamento Periódico (PP), Pagamento 
Mensal (PM) ou Pagamento Único (PU). 
Art. 2o É facultativo o preenchimento da ficha de cadastro, no ato da subscrição do título. 
Art. 3o As Condições Gerais e a ficha de cadastro, quando prevista, deverão conter, em destaque, a 
seguinte mensagem: 
“Este título restituirá ao final de sua vigência valor inferior ao total dos pagamentos efetuados. 
A contratação deste título é apropriada principalmente na hipótese do subscritor estar interessado 
em participar dos sorteios. Consulte a tabela de resgate para observar a evolução do percentual 
de resgate, de acordo com os meses de vigência do título.” 
Art. 4o O custo com sorteios deverá corresponder a, no mínimo, 5% (cinco por cento) e, no máximo, 
25% (vinte e cinco por cento) dos pagamentos efetuados.§ 1o Para os títulos estruturados na forma de Pagamento Mensal (PM), o valor de cada prêmio bruto 
individual de sorteio não poderá ser inferior a 12 (doze) vezes o valor dos pagamentos. 
§ 2o O valor de que trata o parágrafo anterior deve ser garantido a cada título contemplado 
independentemente de haver fracionamento do prêmio de sorteio entre mais de um ganhador.
 
§ 3o Deverá ser prevista a realização de, no mínimo, 1 (um) sorteio a cada semestre de vigência do 
título.
 
§ 4o Salvo para as séries que possuam mais do que 1.000.000 (hum milhão) de títulos, os sorteios 
realizados no 2o (segundo) semestre de vigência do título devem distribuir, no mínimo, 10% do total 
do valor de prêmios previstos para a série. (Parágrafo incluído pela Circular 378/2008 e posteriormente 
alterado pela Circular 396/2009) 
Art. 5o Para os títulos de pagamento único e com 12 (doze) meses de vigência, o resgate antecipado 
da provisão matemática deverá corresponder a, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) do valor do 
pagamento único, independentemente do disposto no artigo 24 do Anexo I. 
Art. 6o A taxa de juros efetiva mensal utilizada para remuneração do título e/ou a equivalente anual 
deverá corresponder a, no mínimo, 0,08% (zero vírgula zero oito por cento) e deverá constar da Nota 
Técnica Atuarial e das Condições Gerais do Título de Capitalização. (Artigo alterado pela Circ. SUSEP 
no 459/2012)
§ 1o (Parágrafo revogado pela Circ. SUSEP no 459/2012). 
§ 2o (Parágrafo revogado pela Circ. SUSEP no 459/2012). 
Art. 7o É vedada a previsão de bônus.
CAPITALIZAÇÃO166
ANEXO V – DA MODALIDADE INCENTIVO
Art. 1o Entende-se por Modalidade Incentivo o Título de Capitalização que está vinculado a um evento 
promocional de caráter comercial instituído pelo Subscritor. 
§ 1o Deverá ser prevista a cessão gratuita do direito de participação nos sorteios e, facultativamente, 
do direito de resgate. 
§ 2o O evento de incentivo de que trata o caput deste artigo deve ser mencionado em material apartado 
das Condições Gerais do título, não sendo necessário o envio deste à SUSEP. 
§ 3o O título poderá ser estruturado na forma de Pagamento Periódico (PP), Pagamento Mensal (PM) 
ou Pagamento Único (PU). 
Art. 2o A SUSEP poderá solicitar, a qualquer momento, a cópia do acordo firmado entre a sociedade 
de capitalização e o Subscritor, bem como cópia de todo material publicitário envolvido na promoção, 
e demais informações que julgar necessárias. 
Parágrafo único. Perante a SUSEP, a sociedade de capitalização é responsável por eventuais violações 
das normas em vigor ou ainda das Condições Gerais dos títulos comercializados, verificadas nos acordos 
mencionados no caput deste artigo. 
Art. 3o A taxa de juros efetiva mensal utilizada para remuneração do título e/ou a equivalente anual 
deverá corresponder a, no mínimo, 0,08% (zero vírgula zero oito por cento) e deverá constar da Nota 
Técnica Atuarial e das Condições Gerais do Título de Capitalização. (Artigo alterado pela Circ. SUSEP 
no 459/2012) 
§ 1o (Parágrafo revogado pela Circ. SUSEP no 459/2012). 
§ 2o (Parágrafo revogado pela Circ. SUSEP no 459/2012). 
Art. 4o É facultativo o preenchimento de ficha de cadastro para a aquisição do título. 
Art. 5o As Condições Gerais e a ficha de cadastro, quando prevista, deverão conter, em destaque, a 
seguinte mensagem: 
“A aprovação da SUSEP para a comercialização dos títulos de capitalização desta modalidade 
não desobriga ao cumprimento de outras exigências legais para a realização de promoções 
comerciais por empresas que não sejam por ela fiscalizadas.” 
Art. 6o O custo com sorteios poderá corresponder, no máximo, a 25% (vinte e cinco por cento) do 
custo total do título. 
Art. 7o É vedada a previsão de bônus.
Art. 8o Nesta modalidade, somente poderão ser comercializadas séries exclusivas, isto é, que não 
poderão ser adquiridas por mais de um subscritor. 
Art. 9o Deverá ser prevista a carência mínima para resgate de 1(um) mês, nos casos em que não seja 
prevista a cessão do direito de resgate.
ANEXO 5 167
Anexo 5
CIRCULAR SUSEP 376, 
DE 25 DE NOVEMBRO DE 2008
Regula a operacionalização, a emissão de autorizações 
e a fiscalização das operações de distribuição 
gratuita de prêmios mediante sorteio, vinculadas 
à doação de títulos de capitalização ou à cessão 
de direitos sobre os sorteios inerentes aos títulos de 
capitalização.
O SUPERINTENDENTE DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP, na forma prevista nas 
alíneas “b”, “c” e “h”, do art. 36 do Decreto-Lei No 73, de 21 de novembro de 1966 c/c do § 2o, do art. 
3o, do Decreto-Lei No 261, de 28 de fevereiro de 1967, no artigo 1o, parágrafo único do Decreto No 6.388, 
de 5 de março de 2008, e considerando o que consta do Processo SUSEP no 15414.002379/2008-63, 
de 17 de junho de 2008, 
R E S O L V E: 
Art. 1o A operacionalização, a emissão das autorizações e a fiscalização das operações de distribuição 
gratuita de prêmios mediante sorteio, vinculadas à doação de títulos de capitalização ou à cessão de 
direitos sobre os sorteios inerentes aos títulos de capitalização, utilizadas em promoções comerciais a 
título de propaganda, obedecerão ao disposto nos anexos I e II desta Circular. 
Art. 2o O não atendimento ao disposto nesta Circular sujeitará as sociedades de capitalização às penas 
previstas na legislação e regulamentação em vigor. 
Parágrafo único. Não obstante o disposto no caput deste artigo, a SUSEP poderá, a qualquer tempo, 
cassar ou suspender a autorização, no todo ou em parte, para utilização do título de capitalização em 
promoções comerciais.
Art. 3o Os acordos comerciais regularmente celebrados em data anterior à publicação do Decreto no 
6.388, de 5 de março de 2008, estabelecidos entre a sociedade de capitalização e a empresa promotora 
do evento, deverão ser adaptados à presente Circular, na hipótese de renovação. (Artigo alterado pela 
Circular SUSEP n. 420/2011) 
§ 1o Novas promoções comerciais, ainda que baseadas em acordos comerciais celebrados em data 
anterior à publicação do Decreto no 6.388/2008, deverão estar adaptadas a esta Circular. 
§ 2o Considera-se, para efeitos deste artigo, nova promoção comercial como sendo qualquer evento 
que objetive a distribuição gratuita de prêmios mediante sorteio vinculada a títulos de capitalização 
que não tenha sido expressamente inserida até 5 de março de 2008 no acordo comercial referido no 
parágrafo anterior, inclusive quanto à data e à abrangência geográfica de sua realização.
Art. 4o Esta Circular entrará em vigor na data de sua publicação.
ARMANDO VERGILIO DOS SANTOS JÚNIOR
Superintendente
CAPITALIZAÇÃO168
ANEXO I
TÍTULO I – DAS DEFINIÇÕES
Art. 1o Para fins desta Circular, define-se como: 
I – empresa promotora do evento: a pessoa jurídica que adquire títulos de capitalização para utilização 
em promoções comerciais individuais ou coletivas a título de propaganda para alavancar as vendas 
de seus produtos ou aquisição de seus serviços. (Inciso alterado pela Circular SUSEP n. 420/2011 e 
posteriormente retificado no DOU do dia 21/03/11, S.I, p.33.) 
II – promoção comercial: distribuição gratuita de prêmios mediante sorteio, vinculada à doação de 
títulos de capitalização ou à cessão de direitos sobre os sorteios destes títulos;
III – acordo comercial: contrato celebrado entre a sociedade de capitalização e a empresa promotora 
do evento e que define os direitos e obrigações de cada parte contratante; 
IV – promoção coletiva: promoção comercial que envolve pessoas jurídicas aderentes à promoção 
representadas por uma mandatária, como por exemplo, associação comercial ou de classe, clube de 
diretores lojistas ou incorporadora/administradora de shopping center, ou similares;
V – data de início da promoção comercial: a data de início de elegibilidade dos participantes da promoção 
que receberão a cessão dedireitos relativos ao título de capitalização;
VI – data do término da promoção: a data final de elegibilidade dos participantes da promoção que 
terão a cessão de direitos relativa ao título de capitalização; e
VII – cliente: toda pessoa física ou jurídica cessionária dos direitos à participação de sorteios e/ou 
resgate. 
TÍTULO II – DA AUTORIZAÇÃO
Art. 2o A autorização prévia por parte da SUSEP para utilização do título de capitalização em promoções 
comerciais, dar-se-á, exclusivamente, por meio da aprovação do título de capitalização na Modalidade 
Incentivo, nos termos da legislação em vigor. 
§ 1o O despacho de aprovação do título de capitalização é o único documento emitido pela SUSEP para 
comprovar a autorização prévia das operações de que trata o caput do art. 1o desta Circular. 
§ 2o Para uma mesma promoção comercial poderá ser prevista a utilização de mais de um título de 
capitalização, ainda que referentes a processos administrativos distintos. 
§ 3o O título de capitalização aprovado, nos termos definidos no caput deste artigo poderá ser utilizado 
em promoções comerciais distintas, observado o disposto no artigo 10 desta Circular. 
Art. 3o A autorização para utilização de título de capitalização em promoções comerciais fica restrita 
à sociedade de capitalização detentora do título e a cada empresa promotora do evento com a qual a 
referida sociedade firmar acordo comercial. 
§ 1o É vedada a participação de qualquer outra pessoa, natural ou jurídica, no resultado financeiro da 
promoção comercial, ainda que a título de recebimento de royalties, aluguéis de marcas, de nomes ou 
assemelhados. 
§ 2o A sociedade de capitalização responderá perante a SUSEP pelas obrigações e infrações cometidas 
pelas empresas promotoras do evento, exclusivamente com relação à promoção comercial. 
Art. 4o Não se aplica o disposto nesta Circular a distribuição gratuita de prêmios mediante sorteio 
realizado diretamente por pessoa jurídica de direito público, nos limites de sua jurisdição, como meio 
auxiliar de fiscalização ou arrecadação de tributos de sua competência. 
ANEXO 5 169
TÍTULO III – DO ACORDO COMERCIAL
Art. 5o As sociedades de capitalização somente poderão realizar acordos comerciais que envolvam a 
distribuição gratuita de prêmios a título de propaganda com pessoas jurídicas que exerçam atividade 
comercial, industrial, de prestação de serviços, instituições financeiras ou assemelhadas quites com 
as contribuições à Previdência Social, quanto à Dívida Ativa da União e Tributos Federais, Estaduais e 
Municipais. 
Art. 6o Deverá estar estabelecido no acordo comercial realizado, tanto para a sociedade de capitalização, 
quanto para a empresa promotora, a expressa vedação da comercialização ou da cessão, ainda que a 
título gratuito, de cadastro e/ou banco de dados com as informações coletadas nas promoções comerciais 
envolvendo títulos de capitalização. 
Art. 7o Para efetivação do acordo comercial utilizando o título de capitalização, a sociedade de 
capitalização deverá obter da empresa promotora do evento, ou empresas, no caso de promoção 
coletiva, os documentos relacionados no artigo 8o desta Circular. 
§ 1o A fim de esclarecer situações específicas, a SUSEP poderá solicitar documentos e/ou informações 
complementares. 
§ 2o A sociedade de capitalização poderá estabelecer no acordo comercial a necessidade de apresentação 
de outros documentos por parte da empresa promotora, ou empresas no caso de promoção 
coletiva. 
§ 3o Deverão constar do acordo comercial ou em aditivo deste, firmado em data anterior ao de início 
da promoção: 
I – o número do processo SUSEP utilizado na promoção comercial; 
II – o dia, mês e ano de início e de término da promoção comercial;
III – razão social e nome fantasia da empresa, endereço completo, CEP, telefone, fax, endereço eletrônico 
para contato, nome e cargo da pessoa para contato ou técnico responsável, número da inscrição no 
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ/MF; e
IV – termo de doação integral do título de capitalização ou de cessão de direitos sobre o(s) sorteio(s). 
§ 4o É admitido que o acordo comercial especifique ser indeterminado o prazo de término da promoção 
comercial, ou ainda, que possibilite que a promoção comercial seja prorrogada por prazo indeterminado 
se assim as partes acordarem. (Parágrafo incluído pela Circular SUSEP n. 420/2011) 
§ 5o Se o acordo comercial for por prazo indeterminado, esta informação deverá constar do anexo II 
desta Circular, no campo adequado. (Parágrafo incluído pela Circular SUSEP n. 420/2011) 
§ 6o Caso o acordo comercial ou uma determinada promoção comercial que apresentasse prazo 
determinado para término seja prorrogado por prazo indeterminado, esta prorrogação será considerada 
como um novo início de promoção comercial para efeito do art. 10 deste anexo, sendo, portanto, 
necessário o envio de novo expediente à SUSEP nos termos e prazo estabelecidos no artigo, considerando-se a 
data da prorrogação como sendo a data de início da nova promoção. (Parágrafo incluído pela Circular 
SUSEP n. 420/2011) 
§ 7o Observado o disposto no art. 12 deste anexo, o eventual término de acordo comercial que apresentava 
prazo indeterminado de término, seja por prorrogação ou não, deverá ser comunicado à SUSEP até 10 
(dez) dias da data do seu encerramento, mediante expediente específico para cada processo de título 
de capitalização utilizado na promoção, devendo ser esta a data considerada para efeito do que trata 
o art. 8o, parágrafo único deste anexo, em relação a todas as promoções comerciais relacionadas com 
o acordo comercial encerrado. (NR) (Parágrafo incluído pela Circular SUSEP n. 420/2011) 
CAPITALIZAÇÃO170
Art. 8o Os documentos a que se refere o artigo 7o desta Circular e que deverão constar do acordo 
comercial entre a sociedade de capitalização e a empresa promotora do evento, são os seguintes, 
observando-se que no caso de promoção comercial coletiva as exigências referem-se a cada pessoa 
jurídica participante da promoção: 
I – certidões negativas ou positivas, com efeito, de negativas de débitos expedidas pelos órgãos oficiais, 
relativas à Dívida Ativa da União, e aos tributos federais, estaduais e municipais de caráter mobiliário e 
certificados de regularidade com as contribuições da Previdência Social;
II – termos de adesão de todas as pessoas jurídicas aderentes à promoção comercial coletiva, assinados 
por seus respectivos representantes legais; e
III – regulamento da operação de promoção comercial contendo obrigatoriamente: 
a) a definição do critério de elegibilidade dos participantes;
b) o período da promoção comercial e a abrangência geográfica; e
c) a forma de divulgação do resultado do(s) sorteio(s) e do(s) contemplado(s). 
d) se o valor do prêmio de sorteio é líquido ou bruto e, nesse último caso, que o desconto do 
imposto de renda será na forma da legislação em vigor, explicitando o percentual vigente aplicável; 
(Alínea incluída pela Circular SUSEP n. 420/2011) 
e) denominação e CNPJ da Sociedade de Capitalização; (Alínea incluída pela Circular SUSEP 
n. 420/2011) 
f) número do Processo SUSEP e a modalidade do produto, facilmente identificáveis; (Alínea incluída 
pela Circular SUSEP n. 420/2011) 
g) esclarecimento se a promoção comercial engloba a cessão total dos direitos do título ou apenas a 
cessão de participação nos sorteios. (Alínea incluída pela Circular SUSEP n. 420/2011) 
h) “cláusula estabelecendo a obrigatoriedade de a Empresa Promotora do Evento identificar todos 
os consumidores cessionários dos direitos dos eventuais títulos integralmente cedidos e identificar 
todos os consumidores ganhadores dos prêmios de sorteios. (NR) (Alínea incluída pela Circular SUSEP 
n. 420/2011) 
Parágrafo único. A sociedade de capitalização deverá manter à disposição da SUSEP para fiscalização, 
arquivo dos documentosprevistos nos incisos I a III deste artigo, pelo prazo de 5 (cinco) anos, a contar 
da data do término de cada promoção específica. 
Art. 9o A ausência do acordo comercial ou dos documentos previstos no artigo anterior ou a constatação 
de estado de irregularidade da empresa, ou empresas promotoras do evento, na data da celebração 
do acordo comercial, sujeita a sociedade de capitalização à aplicação das penalidades administrativas 
previstas, sem prejuízos de outras cabíveis. 
Art. 10. A Sociedade de capitalização deverá encaminhar à Coordenação Geral de Registros e 
Autorizações – CGRAT no prazo de 15 (quinze) dias antes de iniciado o lançamento e/ou divulgação de 
cada promoção a seguinte documentação da empresa promotora subscritora de títulos de capitalização 
da modalidade incentivo; (Artigo alterado pela Circular SUSEP no 506/2014) 
I – nome, endereço completo, número da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) do 
Ministério da Fazenda; 
II – certidões negativas ou positivas com efeito de negativas de débitos expedidas pelos órgãos oficiais, 
relativas à Dívida Ativa da União, e aos tributos federais, estaduais e municipais; e 
III – certificados de regularidade com as contribuições da Previdência Social. 
§ 1o Os títulos de capitalização da modalidade de incentivo somente poderão ser adquiridos por pessoa 
jurídica comprovadamente quites com os impostos federais, estaduais, municipais ou distritais, e as 
contribuições da Previdência Social; 
§ 2o Nos casos em que os municípios não emitirem as certidões, a empresa promotora subscritora deverá 
apresentar uma declaração informando que o município não emite as certidões exigidas. 
ANEXO 5 171
§ 3o A promoção comercial poderá ser realizada coletivamente por pessoas jurídicas representadas por 
associação comercial ou de classe, clube de diretores lojistas ou incorporadora/administradora de shopping 
center, que, na qualidade de mandatária, responda solidariamente com todas as pessoas jurídicas aderentes, 
pelas obrigações e infrações cometidas em decorrência da promoção, devendo a mandatária e as pessoas 
jurídicas participantes da promoção apresentar as certidões exigidas nesta Circular. 
§ 4o A documentação a que se refere o caput deverá ser informada em meio magnético (formato 
DBF), conforme tabelas e lay-out constante do anexo a esta Circular, e deverá contemplar as seguintes 
informações da empresa promotora: 
a) razão social;
b) nome fantasia;
c) CNPJ;
d) endereço da sede;
e) nome do produto a ser comercializado;
f) âmbito territorial de atuação da promoção; e
g) número do Processo SUSEP referente ao produto a ser comercializado. 
§ 5o O ofício de encaminhamento da documentação empresa promotora subscritora de títulos de 
capitalização da modalidade incentivo deverá ser assinado pelo Diretor de Produtos e pelo Diretor 
de Relações com a SUSEP. 
§ 6o O ofício a que se refere o parágrafo anterior deverá vir acompanhado de declaração expressa de 
que a (s) empresa (s) promotora (s) subscritora (s) de títulos de capitalização da modalidade incentivo 
atendem às disposições contidas neste artigo. 
§ 7o As certidões, os certificados, o ofício e a declaração referenciados no inciso II e III e nos § 5o e 
§ 6o deverão ser compactados em um único arquivo no formato ZIP e enviados pelo sistema “Envio de 
Arquivos” no nosso site da Internet. 
§ 8o Após o recebimento do ofício e dos documentos constantes dos § 4o, § 5o e § 6o, na forma contida 
no § 7o, não havendo manifestação expressa da SUSEP no prazo de 15 dias (quinze) dias, contados 
a partir da data do recebimento do ofício, implicará no reconhecimento da autorização prévia para 
as operações de distribuição gratuita de prêmios vinculados a cessão de direitos inerentes a título 
de capitalização. 
§ 9o O disposto no caput deste artigo substitui o previsto no artigo 32 da Circular SUSEP No 365, de 27 
de maio de 2008, para os títulos da Modalidade Incentivo. 
Art. 11. Nos acordos comerciais de que trata esta Circular não poderão ser objeto de distribuição 
gratuita de prêmios, a título de propaganda, os títulos de capitalização que não estejam vinculados a 
uma promoção comercial e: 
I – que necessitem de qualquer forma de descarregamento de dados, pelo cliente, via telefonia ou 
Internet, incluindo, porém não se limitando, serviços de mensageria, serviços de mensagens curtas – 
SMS e serviços multimídia – MMS;
II – adquiridos mediante o uso de serviços de valor adicionado; e
III – que dependam de qualquer forma de sorteio para sua distribuição. 
§ 1o Para fins desta Circular, considera-se serviço de valor adicionado o disposto no art. 61 da 
Lei No 9.472, de 16 de julho de 1997. (Parágrafo renumerado pela Circular SUSEP n. 384/2009) 
§ 2o Na hipótese de utilização de serviço de mensagens curtas – SMS como meio de participação da 
promoção comercial de que trata o caput, deverá ser preservada a proporção de envio de uma mensagem 
do tipo SMS, para cada inscrição, equivalente a um produto por participação. (Parágrafo incluído pela 
Circular SUSEP n. 384/2009)
CAPITALIZAÇÃO172
TÍTULO IV – DA PROMOÇÃO COMERCIAL
Art. 12. Fica vedada a interrupção e/ou cancelamento de promoção comercial já iniciada antes da data 
prevista para seu término. 
§ 1o Observado o disposto no caput deste artigo os termos e demais disposições envolvendo a rescisão 
do acordo comercial serão estabelecidos entre as partes contratantes. (Parágrafo renumerado pela 
Circular SUSEP n. 420/2011) 
§ 2o O eventual término de acordo comercial que apresentava prazo indeterminado de término somente 
será possível: (Parágrafo incluído pela Circular SUSEP n. 420/2011) 
I – se não houver promoção comercial, vinculada a este Acordo, em curso na data deste encerramento; 
ou
II – se for comunicado aos consumidores com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, observados os 
requisitos do art. 14 deste anexo. (NR) 
Art. 13. O número do processo administrativo do título aprovado pela SUSEP deverá constar 
obrigatoriamente, de forma clara e precisa, em todo material utilizado na divulgação da promoção 
comercial. 
Art. 14. Os cancelamentos e alterações na promoção comercial que afetarem as informações já veiculadas, 
observado o disposto no artigo 12 desta Circular, deverão ser objeto de nova e ampla divulgação, 
utilizando-se dos mesmos meios anteriormente empregados, ou na sua impossibilidade, por outros 
meios de ampla divulgação. 
Parágrafo único. Para a promoção comercial autorizada que preveja a realização de várias etapas 
independentes entre si, admitir-se-á o cancelamento de quaisquer delas, desde que a etapa não tenha 
sido iniciada. 
Art. 15. Os acordos comerciais e qualquer material relativo às promoções comerciais não poderão conter 
informações distintas das condições gerais e parâmetros aprovados para o título, ou ainda estarem 
vinculados a produtos que infrinjam a legislação em vigor. 
§ 1o Perante a SUSEP, qualquer evento ou material de divulgação relacionados à promoção comercial de 
que trata esta Circular são de inteira responsabilidade da sociedade de capitalização, independentemente 
de sua participação na elaboração ou confecção dos mesmos. 
§ 2o O pagamento do prêmio de sorteio e do valor de resgate do título, quando aplicável, é de 
responsabilidade exclusiva da sociedade de capitalização. 
Art. 16. O desvirtuamento da promoção por parte da empresa promotora do evento, ou empresas no 
caso de promoções coletivas, constitui-se em infração e sujeita a sociedade de capitalização à aplicação 
das sanções administrativas, sem prejuízo de outras penalidades legais a serem aplicadas à sociedade 
de capitalização e/ou empresa, ou empresas promotoras do evento. 
Parágrafo único. Considera-se como desvirtuamento, a que se refere o caput deste artigo, sem prejuízo 
de outras situações, a utilização da promoção como processo de exploraçãodos sorteios, como fonte 
de receita, caracterizada, por exemplo, pela: 
I – comercialização do produto objeto da promoção, pela empresa promotora do evento com valores 
desproporcionalmente superiores à média do mercado varejista da praça da operação, quando 
comparados a produtos de qualidade similar;
II – comercialização de produtos de seguro e/ou de previdência complementar para os quais o uso 
do título de capitalização não tenha como objetivo a fidelização dos clientes aos seus produtos, ou 
produtos cujo prazo de vigência seja inferior a 12 meses. 
ANEXO 5 173
Art. 16-A. A realização de promoção comercial vinculada à aquisição de planos de seguro ou de planos 
de previdência complementar aberta deverá satisfazer simultaneamente aos seguintes requisitos, além 
dos previstos no art. 16: (Artigo incluído pela Circular SUSEP n. 420/2011) 
I – Para cada mês em que houver pagamento pelo consumidor, a promoção deverá apresentar, no 
mínimo, um sorteio relativo a este pagamento, cuja participação deve ser independente de outros 
pagamentos.
II – O total de prêmios distribuídos no sorteio deve ser equivalente ou superior à premiação que lhe 
antecedeu. 
III – Para cada promoção em que a empresa promotora adquira uma quantidade inferior a 10.000 
(dez mil) títulos é obrigatória a utilização dos resultados de sistemas oficiais de premiação, salvo para 
substituir sorteio oficial não realizado. 
Art. 17. Não poderão ser objeto de promoção comercial, mediante distribuição gratuita de prêmios, 
na forma desta Circular: 
I – medicamentos; e 
II – armas e munições, explosivos, fogos de artifício ou de estampido, bebidas alcoólicas, fumos e seus 
derivados; 
§ 1o Consideram-se bebidas alcoólicas, para efeito desta Circular, as bebidas potáveis com teor alcoólico 
superior a treze graus Gay Lussac. 
§ 2o A SUSEP poderá, por meio de publicação de Carta-Circular, relacionar outros produtos na proibição 
de que trata o caput deste artigo. 
Art. 18. A realização de qualquer promoção comercial obriga a Sociedade de Capitalização a 
disponibilizar à empresa promotora do evento, por qualquer meio, as informações de cada um 
dos títulos de capitalização adquiridos, observados também os requisitos da legislação em vigor. 
(Artigo incluído pela Circular SUSEP n. 420/2011) 
Parágrafo único. Se a promoção comercial previr a cessão do direito de resgate ao consumidor, 
a obrigatoriedade prevista no caput deverá ser estendida a todos os clientes participantes da 
promoção.
 
Art. 19. A realização de qualquer promoção comercial obriga a Sociedade de Capitalização a fazer 
constar do acordo comercial a obrigação de a empresa promotora do evento disponibilizar, por qualquer 
meio, a todos os clientes participantes da promoção, a combinação para participação nos sorteios, o 
número do processo específico objeto da cessão de direitos, bem como o Regulamento da Promoção. 
(Artigo incluído pela Circular SUSEP n. 420/2011) 
Parágrafo único. Perante a SUSEP, a Sociedade de Capitalização será responsabilizada, havendo a 
aplicação das penalidades cabíveis, caso a empresa promotora do evento não cumpra com a obrigação 
prevista no caput. 
Art. 20. A sociedade de capitalização é responsável por notificar o cliente contemplado em sorteio, 
após a identificação do mesmo pela empresa promotora do evento, bem como por disponibilizar a este 
o pagamento do prêmio de sorteio, nos termos da legislação em vigor. (Artigo incluído pela Circular 
SUSEP n. 420/2011)
CAPITALIZAÇÃO174
GABARITO 175
Gabarito
 Fixando Conceitos
Unidade 1
1 – D
2 – A
3 – A
4 – A
5 – B
Unidade 2
 1 – C
 2 – E
 3 – A
 4 – B
 5 – A
 6 – C
 7 – C
 8 – C
 9 – E
10 – D
11 – D
12 – A
13 – E
14 – C
15 – A
16 – E
17 – A
18 – A
19 – C
20 – E
21 – C
22 – B
23 – D
24 – C
25 – A
Unidade 3
 1 – A
 2 – A
 3 – E
 4 – E
 5 – B
 6 – A
 7 – D
 8 – A
 9 – E
10 – D
11 – C
12 – D
13 – C
14 – C
15 – D
16 – C
17 – D
18 – C
19 – E
20 – C
Unidade 4
1 – A
2 – D
3 – B
4 – E
5 – A
6 – C
7 – D
Unidade 5
1 – D
2 – E
Unidade 6
1 – C
2 – D
3 – C
4 – B
5 – A
6 – D
7 – A
8 – D
9 – B
CAPITALIZAÇÃO176
Estudos de Caso 1
Caso 1
a) Não é possível obter o valor de resgate no segundo mês de vigência, 
uma vez que o título prevê três meses de carência.
b) Independentemente do número de pagamentos, o resgate somente poderá 
ocorrer após completado nos três meses de vigência. O consumidor não 
necessita efetuar o pagamento da terceira mensalidade para resgatar 
o título, bastando, apenas, aguardar o encerramento da carência 
(ao final dos três meses) para resgatar o título. Se o consumidor efetuar o 
pagamento da terceira “mensalidade”, concorrerá aos sorteios durante 
o terceiro mês de vigência e resgatará um valor próximo a 41,84% do 
que pagou; se, ao contrário, não efetuar o pagamento no terceiro mês, 
o título estará suspenso, não participando dos sorteios desse mês, mas 
o título poderá ser resgatado normalmente no final desse período. 
No entanto, o consumidor não receberá o percentual de 41,84%, uma vez 
que o terceiro pagamento não foi efetivado (nesse caso, o consumidor 
receberá um valor bem próximo do percentual de resgate do segundo 
mês, já que só efetuou dois pagamentos).
c) Receberá, no mínimo, 76% do valor total pago;
 Total dos pagamentos efetuados = 12 * R$ 100,00 = R$ 1.200,00;
 Assim, o valor mínimo de resgate será de 76% de R$ 1.200,00, ou seja: 
0,76 * R$ 1.200,00 = R$ 912,00.
 O valor real de resgate ainda será um pouco maior do que o apresentado 
(daí a expressão “mínimo”), uma vez que a Provisão Matemática para 
Capitalização sofre ainda atualização monetária (geralmente TR, e que 
atualmente oscila entre 0,1% a 0,4% ao mês). Essa atualização não pode ser 
calculada antecipadamente, pois depende dos índices que são divulgados 
no decorrer do período de capitalização.
d) Certamente pertence à modalidade Popular. Não pode ser Tradicional 
ou Compra-Programada, pois não restitui, ao final da vigência, 100% do 
valor pago (vide tabela de resgate). Não pode ser Incentivo, pois foi um 
consumidor – pessoa física (e não uma empresa) – que adquiriu o título. 
Testando Conhecimentos
1 – B
2 – B
3 – D
4 – C
5 – E
 6 – E
 7 – E
 8 – C
 9 – B
10 – B
11 – E
12 – A
13 – C
14 – B
15 – E
16 – C
17 – D
18 – B
19 – B
20 – E
GABARITO 177
Caso 2
a) Não. Uma vez que o sorteio era do tipo com liquidação antecipada, ainda 
que o consumidor não desejasse, o título foi automaticamente cancelado 
em função de ter sido sorteado.
b) O Sr. Sortudo irá receber tanto o prêmio de sorteio quanto o valor de 
resgate, ou seja:
 Prêmio de sorteio: 500 × R$ 20,00 = R$ 10.000,00
 Imposto de Renda: 25% de R$ 10.000,00 = R$ 2.500,00
 Valor líquido a receber de sorteio = R$ 7.500,00
 Valor de resgate = R$ 87,00 (ainda que haja penalidade para resgate 
antecipado, ela não incidirá neste caso, pois não foi o consumidor que 
solicitou o resgate. Esse resgate ocorre independentemente da vontade 
dele).
 Aqui não há incidência de IR, pois o valor resgatado é inferior ao valor 
pago (R$ 120,00).
 Valor líquido total a receber = R$ 7.587,00
 Os valores ainda deverão ser atualizados até a data do efetivo pagamento 
ao titular.
c) Não. Para o recebimento do valor de resgate em função de liquidação 
antecipada por sorteio, o prazo de carência não é observado, devendo 
o consumidor receber o resgate ainda que seja dentro do prazo 
de carência. 
Caso 3
a) Quota de sorteio = 10% ou 0,1
 Valor do pagamento = x
 Contribuição de cada título para o sorteio = R$ 1200.000,00 / 500.000 
= R$ 2,40
 Logo: R$ 2,40 / x = 0,1
 Assim, x = R$ 24,00
b) O valor de prêmio máximo na premiação instantânea é de 30% do total de 
prêmios. Assim, será de: 30% * R$ 1200.000,00 = R$ 360.000,00c) Para os demais sorteios mensais, restará a diferença entre o total de sorteios 
e o prêmio instantâneo, isto é:
 R$ 1.200.000,00 – R$ 360.000,00 = R$ 840.000,00
 Como são 12 sorteios (um por mês), o valor de cada prêmio mensal de 
sorteio será de:
 R$ 840.000,00 / 12 = R$ 70.000,00
 Assim, o prêmio mensal, como um múltiplo do pagamento, será de: 
70.000 / 24 = 2.916,66
CAPITALIZAÇÃO178
Caso 4
O ideal para esse cliente é uma argumentação baseada na poupança 
programada possibilitada pelo título de capitalização. Oferecendo um título 
com valores e vigência que permitam a ele economizar o suficiente para fazer 
a viagem, você estará dando a certeza de que o sonho será realizado. Se o 
cliente realmente ficar até o final do título, a viagem está garantida. No final 
da venda, uma frase de impacto é uma atitude positiva, como: “Parabéns Sr. 
Ambrósio, agora o senhor começou a planejar o seu sonho e logo poderá 
realizá-lo”.
Caso 5
Nesse caso, o melhor é trabalhar a objeção através dos benefícios, 
principalmente o de interesse da cliente. Mostre a ela a quantidade de sorteios 
que acontecerão ao longo da vigência, aumentando as chances de ela ser 
premiada. Ressalte que o resgate antecipado é apenas uma possibilidade 
para o caso de emergências, mas que, fazendo isso, ela deixará de concorrer 
aos sorteios, o que não é o objetivo, já que ela poderá deixar de ganhar o 
grande prêmio. 
Caso 6
Se o cliente está passando por dificuldades financeiras, realmente ele precisa 
utilizar suas economias nessa hora difícil, porém a pergunta é: “O título de 
capitalização é a única economia que ele tem?”. Isto deve ser esclarecido 
em primeira mão, pois os resgates antecipados geram “prejuízos” ao cliente. 
Como consultor, você deve orientá-lo a pensar, primeiramente, em outras 
possibilidades de resolver o problema, deixando como último recurso o resgate 
do título.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 179
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Sites
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