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PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO URBANO E AMBIENTAL DE MACAPÁ (USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ MACAPÁ-AP 2017 DISCENTES: ALDENIR N. SALDANHA EDHIANYE GIBSON GUSTAVO ALMEIDA ISIS PATRINE PROF. Dr. LUIZ MAURICIO ABDON 1 1 INTRODUÇÃO Macapá é o município mais populoso do estado com aproximadamente 474.706 mil habitantes, possui uma extensa área com 6.503 km2; Macapá é o principal centro econômico, cultural e político deste estado, é a única capital brasileira que não possui interligação por rodovia para outros municípios. é a única cortada pela linha do Equador; A capital apresenta cerca de 26.8% de domicílios com saneamento básico adequado; cerca de 66% das vias públicas apresenta algum tipo de arborização; As vias públicas são na maioria inadequadas para a locomoção de pedestres, apresentando apenas 8.8% domicílios urbanos de forma adequada. 2 A economia macapaense tem como base o comercio, setor eficiente dentre esses e é uma das alternativas para geração de empregos; Uma vez que há uma área de livre comercio entre Macapá e Santana; A indústria, assim como a agricultura, ainda é pouco desenvolvida. O setor industrial é também esquecido da forte incapacidade de oferta de energia, como a falta de consumidores, além de já se encontrar fortes presença de industrias nos Estados vizinhos como Manaus e Belém; 1 INTRODUÇÃO Santana sendo esse último o segundo município mais populoso do Amapá. Visto que este trabalho teve como objetivo demonstrar os fatores mais relevantes do uso e ocupação do solo em Macapá. 3 2 PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO URBANO E AMBIENTAL DE MACAPÁ Em fevereiro de 2004 foi instituído o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental do Município de Macapá; Uma ferramenta para elaboração de uma política de desenvolvimento urbano do município; O plano diretor visa elaborar e implantar um processo de expansão urbana de forma sustentável; Crescimento econômico e urbano sem impactar tanto o meio ambiente. 4 O Plano Diretor teve como base a relação das questões ambientais e problemas territoriais envolvendo vários setores da sociedade, usando a divulgações de informações e comunicações para começar o processo de para o acompanhamento e implementação do plano diretor; O conhecimento das condições naturais do município e para as análises dos possíveis impactos do desenvolvimento urbano, considerando-se as normas e medidas dos instrumentos legais; os aspectos ambientais são de fundamental importância para a elaboração do Plano Diretor para o desenvolvimento urbano, uma vez que o próprio planejamento ambiental deve levar em conta os impactos que podem ser causados nas áreas de influência do crescimento urbano, como os recursos naturais, o saneamento ambiental. 5 Objetivos o cumprimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, nos termos da Lei Orgânica do Município; Prevalência do interesse coletivo sobre o interesse individual; Gestão democrática do desenvolvimento urbano e ambiental; A manutenção do equilíbrio ambiental, tendo em vista as necessidades atuais da população e das futuras gerações. 6 Como estratégia o presente Plano Diretor tenta manter o equilíbrio entre a geração de trabalho nas áreas do município e proteção dessa área que é de fundamental importância na gestão urbana e ambiental; O desenvolvimento urbano deve manter a integração crescimento urbano com meio ambiente; A valoração do patrimônio ambiental do município é uma estratégia levada com consideração quando se trata da proteção do meio ambiente e geração de trabalho e renda; Essa valoração pode ser feita através de alternativas como pesca artesanal, turismo e lazer. Ainda pode ser incluído nessas alternativas de uso sustentável a proteção de áreas com maior nível de fragilidade ambiental, especialmente nas áreas de várzea e nascentes de cursos d’água; Com relação as ocupações de áreas de ressacas o plano diretor visa a proteção da mesmas para evitar ações que podem degradar de alguma forma essas áreas. 7 A implementação da Estratégia para Proteção do Meio Ambiente e Geração de Trabalho e Renda levará consideração: - Integração dos setores responsáveis pela proteção do meio ambiente, desenvolvimento social e econômico, para desenvolver e controlar atividades nas ressacas; - Tratamento das ressacas como um dos mais importantes recursos naturais da cidade de Macapá; Recuperação progressiva das ressacas ocupadas, com reassentamento progressivo das famílias que as habitam; Prioridade na proteção das ressacas não ocupadas com a preservação do cinturão de área verde nas suas margens; Incentivo às atividades sustentáveis de turismo, extrativas, pesqueiras e de criadouros nas áreas de ressacas onde já são realizadas sem risco para o equilíbrio ambiental 8 As ocupações de áreas de ressacas o plano direito visa a proteção da mesma para evitar ações que podem degradar de alguma forma essas áreas. Assim como também os igarapés e rios que devem ser monitorados, evitando assim a sua poluição e assoreamento de ações antrópicas ou mesmo naturais. O Plano Diretor deixa bem claro em seus programas de proteção ambiental, a importância das áreas de ressacas para manter o conforto térmico, a ressaca tem essa função natural. E uma solução viável para o controle de atividades nessas áreas, é o reassentamento da população que habita esses locais. O Plano Diretor coloca ressalta que o saneamento básico é essencial para ajudar no desenvolvimento urbano, uma vez que a prestação de serviços de água, drenagem de águas pluviais, esgotamento sanitário e a coleta de lixo na cidade de Macapá são soluções para diminuir os impactos ambientais nas áreas urbanas. 9 Os processos de manejo de recursos naturais, como o turismo, extrativismo e a própria agropecuária devem ser controlados e monitorados com o intuito de não modificar tanto as paisagens naturais do município. A elaboração de programas de proteção ambiental, como também criação de um código ambiental municipal pode ser uma alternativa viável para o controle e monitoramento dessas atividades, assim como também pode ser aplicada em unidades de conservação do município; Os programas de proteção ambiental podem ser utilizados também para geração de trabalho e renda dentro do território municipal, uma vez que sejam pré-definidas as atividades compatíveis com áreas que podem ser manejadas de maneira sustentável. A educação ambiental em si também contribui para a integração dessas atividades sustentáveis; Para tentar retirar as pessoas carentes de áreas inapropriadas como as áreas de ressacas, o Plano Diretor propõe a promoção da habitação popular, que seria a construção de conjuntos habitacionais para acolher essas pessoas. De modo a evitar a ocupação e consequentemente a degradação de áreas consideradas ambientalmente frágeis; A qualificação do espaço urbano tem por finalidade regulamentar o aproveitamento dos espaços da cidade, tornando um ambiente mais saudável e confortável para população, grande exemplo disso, seria a revitalização dos centros urbanos; Gestão demográfica urbana ambiental visa organizar um sistema de planejamento urbano e ambiental para elaboração de instrumentos e gerenciamento de ações dentro da área do município; A capital Macapá são compostos por vários tipos de ecossistemas. Portanto, qualquer implantação de empreendimento, seja ele público ou privado deverá considerar as disposições e aos parâmetros urbanísticos estabelecidos em lei do uso e ocupação do solo (Lei Complementar Nº 029/2004 PMM de 24 de junho de 2004); Plano Diretor de Macapá, para se ter uma boa estruturação municipal e boas estratégias, deve-se identificar áreas com potencial para criação de novas Unidades de Conservação com intuito de preservar recursos para as gerações futuras, ou seja, manter o equilíbrio entre o processo de crescimento urbano e os possíveis ecossistemas frágeis que se encontram dentro do município; As áreas de manejo sustentável são voltadas para a extração de recursos naturais, usando procedimentos que não prejudiquem a diversidade biológica dos ecossistemas. Já as áreas de preservação e lazer serão pré-definidas pelo Plano Diretor. 13 Com relação ao controle urbano ambiental é atribuição do Poder Executivo Municipal licenciar, autorizar e fiscalizar o uso e a ocupação do solo. O próprio município poderá instituir as penalidades cabíveis quando for necessário; Dentro do Plano Diretor realizará estudos prévios de impacto de vizinhança para obter a licença de construção de qualquer empreendimento, público ou privado. Assim como também será elaborado o estudo de impacto ambiental para controlar e adequar de forma planejada atividades potencialmente degradadoras; De acordo com o Plano Diretor, a elaboração de um código municipal ambiental é de fundamental importância considerando boa parte das legislações nacionais com ênfase no uso e ocupação do solo dentro do planejamento urbano. Esse instrumento tem como função determinar áreas de conservação, como também a proteção da mesma; O sistema de informação para a gestão territorial contribui para a implantação do planejamento do desenvolvimento urbano e ambiental, como também auxilia na aplicação da lei do uso e ocupação do solo, ajudando no processo de iniciação da democratização de informações junto a sociedade; Com o constante desenvolvimento urbano, o território municipal sofre grande modificações nas suas paisagens naturais. Visto isto, o código ambiental também objetiva recuperar essas áreas, principalmente as de ressaca, área que mais sofre com esse processo de desenvolvimento urbano 15 3 LEI DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ O uso e ocupação do solo macapaense é controlado basicamente pela Lei Complementar Nº 029/2004 PMM de julho de 2004. Essa normativa junto com o Plano Direto de Macapá tem como intuito atender todas as medidas de controle em relação uso e ocupação do solo; Esse atendimento pode ser feito através do adensamento de áreas que irão melhor atender as necessidades territoriais da população. Esse processo tem que ser feito de forma planejada para não colocar os habitantes em riscos no que tange a saúde e o meio ambiente; 2.A lei complementar tem por finalidade, além de atender as disposições previstas no Plano Diretor proteger áreas de preservação e de fragilidade ambiental. 16 tem por finalidade estimular as normas de uso e ocupação do solo para não ultrapassarem o limite dos setores urbanos, transição urbana e os setores de proteção ambiental. O setor urbano é basicamente formado pela aglomerados contínuos destinados ao uso e ocupação do solo de forma regulamentada enquanto que a transição urbana agrega áreas continuas e homogêneas caracterizadas pela decorrências de suas condições ambientais frágeis. Já o setor de proteção ambiental corresponde as unidades de conservação e bens imóveis históricos e culturais considerados patrimônio cultural; 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS O constante crescimento da cidade de forma desordenada pela falta de planejamento urbano, tem como consequência a perda significativa da qualidade ambiental. Esse processo de modificação constante dentro do território macapaense afetou de forma considerável grande parte de áreas de fragilidade ambiental principalmente as áreas de ressaca. Com tudo, teve como resultado a perda da qualidade e da quantidade de recursos naturais, assim como também a qualidade de vida da população; A lei complementar do uso e ocupação do solo juntamente com O Plano Diretor proporciona uma estratégia de medidas que ajudam a mitigar boa parte dos impactos ambientais no processo de crescimento urbano. 18 5 LITERATURA CITADA DRUMMOND, J. A; PEREIRA, M. A. P. O Amapá nos Tempos do Manganês. Um Estudo Sobre o Desenvolvimento de um Estado Amazônico 1943-2000. Rio de Janeiro – RJ. Garamond. 2007. GAT - Greentec Tecnologia Ambiental. Estudo de Impacto Ambiental: Ampliação do Aeroporto Internacional de Macapá. Março, 2006. MACAPÁ, Município de. Lei Complementar nº 028/2004, Dispõe Sobre o Perímetro Urbano do Município De Macapá e descreve os Limites da Cidade de Macapá, de 24 de junho de 2004. MACAPÁ, Município de. Lei Complementar nº 026, Institui Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental do Município de Macapá e dá Outras Providências, de 20 de Janeiro de 2004. MACAPÁ, Município de. Lei ambiental nº 948/98, Dispõe sobre a Lei de Proteção, Controle, Conservação e Melhoria do Meio Ambiente do Município de Macapá.