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ELETROTESTE 
www.eletroteste.com.br 
1 
 
 
 
 
 
EQUIPAMENTO PARA ENSAIO DE 
 TENSÃO APLICADA 
HIPOT 
MOD: EH5005C 
MOD: EH6005C 
 
 
 
 
 
 
ELETROTESTE IND E COM. LTDA 
RUA JOSÉ PINTO VILELA, 474 
SANTA RITA DO SAPUCAÍ, MG 
CEP: 37540-000. TEL: (035) 3471- 2123 
ELETROTESTE 
www.eletroteste.com.br 
2 
ÍNDICE: 
 
ÍNDICE: .................................................................................................................................. 2 
CONSIDERAÇÕES GERAIS .................................................................................................... 3 
1. PROPÓSITO ...................................................................................................................... 5 
2. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS: ....................................................................................... 5 
3. PERIGO! ALTA TENSÃO!................................................................................................ 6 
4. OPERAÇÃO ....................................................................................................................... 7 
4.1. DESCRIÇÃO GERAL ................................................................................................. 7 
4.2. CONTROLES, CONECTORES E INDICADORES. ................................................... 7 
4.3. FUNÇÕES DOS CONTROLES DA UNIDADE DE TESTE. ...................................... 7 
5. CUIDADOS INICIAIS........................................................................................................ 10 
6. SEQÜÊNCIA PARA UMA CORRETA UTILIZAÇÃO: ....................................................... 10 
7. CONEXÕES: GUARD. TERRA. BLINDAGEM ................................................................. 12 
8. INSTRUÇÕES PARA TESTES DE AMOSTRA NÃO ATERRADA ..................................... 13 
9. INSTRUÇÕES SUPLEMENTARES .................................................................................... 15 
10 . TESTE DE CABOS ELÉTRICOS ................................................................................... 16 
11. TESTE APÓS A MONTAGEM DOS ACESSÓRIOS NOS CABOS .................................... 17 
12. TESTES PERIODICOS DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA EM CABOS ......................... 19 
13. INTERPRETAÇÃO DOS TESTES DE CABOS ................................................................ 19 
14. PASSOS ADICIONAIS EM TESTES DE CABOS ............................................................. 20 
15 – SUGESTÕES DE SEGURANÇA E PROCEDIMENTO PARA DESLIGAR ....................... 22 
16. RESUMO DE OPERAÇÃO DO HIPOT ........................................................................... 23 
Formatado: Título 1, Centralizado,
Recuo: À esquerda: 0 cm, À direita: 0
cm, Espaçamento entre linhas: 1,5
linhas
ELETROTESTE 
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3 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 
 Este equipamento possui um sistema de segurança para que o painel do 
equipamento fique com um potencial zero (aterrado) devido à alta tensão 
fornecida em sua saída. A alimentação do equipamento deve obedecer ao 
seguinte critério: 
 
1 – A alimentação do HIPOT se refere ao potencial terra. “Sem terra o 
equipamento não liga ”. 
2 – Uma alimentação em 120 V significa uma tensão de 120 V entre FASE E 
TERRA (monofásica) e não entre FASE e FASE (bifásica) Por exemplo, para 
um equipamento que sai da fabrica configurado para alimentação de 120 V, 
poderá ser utilizado para tensão de 120 V entre fase e terra e não para 220 
V entre fase e fase, mesmo que a tensão desta rede for 120 V entre fase e 
terra. 
3 – Uma alimentação de 220 V significa uma tensão de 220 V entre FASE e 
TERRA (monofásica) e não entre FASE e FASE (bifásica). Como no caso 
anterior o equipamento configurado para uma tensão de alimentação em 
220 V não deve ser alimentado com 220 V entre fase e fase se a tensão 
desta rede for 120 V entre fase e terra. 
5 – A tensão de alimentação pode ser – 10% a + 8% da tensão nominal de 
alimentação, mas como o equipamento é uma fonte passiva, a tensão saída 
está condicionada a alimentação e o operador deve assegurar que não 
ultrapasse a máxima tensão de saída, especificada nas características 
técnicas do manual. 
6 – Para maior flexibilidade e facilidade no manuseio, o cabo de alta tensão 
possui isolação somente de 50KV. Portanto na ligação com a amostra este 
cabo deve caminhar pelo ar sem contato com pontos de terra ou de 
potencial. Deve ser afastado o mais possível do operador. 
7 – A proteção do circuito de controle e medição do Hipot, confeccionada 
com circuitos utilizando elementos VARISTORES, é referenciada a 
ELETROTESTE 
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4 
quantidade de energia acumulada pelos capacitores de saída do hipot. 
Portanto descarga de cabos com energia maior que esta (proporcional ao 
seu comprimento, ao seu diâmetro e ao tipo de construção) pode ocasionar 
danos irreparáveis ao sistema de controle e medição. Portanto é 
aconselhável, antes de executar os testes, verificar e assegurar se as 
isolações das pontas e das partes vivas do cabo estão realmente isoladas, 
para que não descarregue a energia deste em cima do Hipot e o danifique. 
 Um cabo, quando apresenta falta de isolação, a corrente continua a 
subir lentamente, mesmo quando a tensão aplicada é constante, ate que 
este alcance a corrente de desligamento, previamente ajustada no hipot 
pelo operador e desligue-o. Nos testes iniciais este ajuste deve estar em 
50% 
 
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5 
1. PROPÓSITO 
 
Esta unidade foi desenvolvida para aplicação em ensaio de tensão aplicada para 
testes de isolação em cabos, capacitores, motores, geradores e isoladores em 
geral. Foi projetado de tal forma que oferecem a máxima proteção ao operador 
e ao próprio equipamento, possui um circuito eletrônico de alta velocidade de 
desligamento por sobrecorrente que impede a destruição do elemento sob teste. 
 
Os principais usuários são: 
[] CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA 
[] FABRICANTES DE FIOS E CABOS 
[] ENGENHARIA DE CAMPO 
[] COMPANHIAS DE TELECOMUNICAÇÕES 
 
2. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS: 
 
[] Alimentação: 125 V / 60 Hz (220 V / 60 Hz) 
[] Tensão de saída: EH6005CC(1) -> 50 KV 
 EH6005CC -> 60 KV 
[] Corrente de saída máxima: 5 mA 
[] Potência de saída: EH6005CC(1) -> 250 VA 
 EH6005CC -> 300 VA 
[] Potência de alimentação máxima: 350 VA 
[] Kilovoltimetro: Duas Escalas: 0 a 20,00 KV 
 0 a 200,0 KV 
[] Microamperímetro: Duas escalas: 0 a 2000 uA (X 1 ) 
 0 a 20,00 mA ( X 10 ) 
[] Precisão dos medidores: 1,5% + 3 dígitos 
[] Tempo de desligamento: menor que 8 ms. 
[] Corrente de curto para tempo menor que 8 ms:100 mA 
[] Estabilidade térmica dos medidores: 100 ppm/ºC 
ELETROTESTE 
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6 
[] Dimensões aproximadas: 
Modulo de comando: 520 x 285 x 155 mm ( c x p x a ) 
Modulo de alta tensão : 380 x 285 x 285 mm ( a x p x c ) 
Onde: a: altura. c: comprimento. p: profundidade 
[] Peso: Modulo de comando: 7 Kg 
 Modulo de alta tensão: 20 Kg 
 
3. PERIGO! ALTA TENSÃO! 
 
CUIDADO: O equipamento descrito nesta seção fornece alta tensão, própria para 
testes de tensão aplicada, levando em consideração as diversas NORMAS 
existentes e mostrando os cuidados na operação do equipamento. 
Este manual enfatiza a técnica de manuseio com a máxima proteção possível. 
Através destas instruções chamamos atenção do operador para cuidados 
especiais no manuseio de certos controles e postos apropriados no percebimento 
deoperação. Durante a utilização do equipamento, o operador deverá ficar 
atento aos cuidados necessários à sua proteção. 
 
 
EM PARTICULAR: 
ANTES DE LIGAR A ALIMENTAÇÃO, CERTIFIQUE QUE A CARCAÇA DO 
EQUIPAMENTO ESTÁ ATERRADA E QUE AS PONTAS DO CABO A SER TESTADO (E 
SEUS ACESSÓRIOS) ESTEJAM REALMENTE ISOLADAS ADEQUADAMENTE. 
 
 
 
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7 
4. OPERAÇÃO 
 
4.1. DESCRIÇÃO GERAL 
 Esta seção contém procedimento para a operação do HIPOT. Todas as 
funções estão indicadas no painel frontal e seu modo de uso é simples, bastando 
apenas se familiarizar com eles. 
 
 
4.2. CONTROLES, CONECTORES E INDICADORES. 
 Os controles, conectores e indicadores estão mostrados no desenho do 
painel anexo e suas funções descrita abaixo. 
 
 
4.3. FUNÇÕES DOS CONTROLES DA UNIDADE DE TESTE. 
 
1. CONECTOR DE ENTRADA 
A alimentação é feita através destes bornes em 120 V / 60 Hz ou em 220 V / 60 
Hz conforme pedido. Esta tensão é em referência ao terminal de terra central 
ao cabo de alimentação 
 
2. CHAVE LIGA 
Esta chave controla toda a unidade. Quando usada energisa todo o equipamento 
e acende os visores do equipamento. 
 
3. CHAVE INV. FASE: 
Inverte a fase internamente no equipamento para um procedimento de 
operação segura e confiável. 
4. FUSÍVEL F1: 
Elemento de proteção geral do equipamento, Quando necessário trocar por 
outro do mesmo valor. (2 A) 
 
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8 
5. FUSÍVEL F2: 
Elemento de proteção auxiliar do equipamento. Quando necessário trocar por 
outro de mesmo valor. (0,50 A) 
 
6. BORNE TERRA: 
Terminal próprio para o aterramento do equipamento. Deve ser usado em 
conjunto com o borne GUARD OU BLINDAGEM dependendo das condições de 
instalação do elemento sob teste. 
 
7. BORNE GUARD 
Terminal próprio para desviar a corrente de fuga parcial indesejável em volta do 
microamperímetro. Posteriormente faremos uma explicação detalhada do uso 
deste terminal em conjunto com o borne terra. 
 
8. BORNE BLINDAGEM OU RETORNO: 
Terminal próprio para medir a corrente de fuga total de retorno da amostra 
sob teste Posteriormente faremos uma explicação detalhada do uso deste 
terminal em conjunto com o borne terra. 
 
9. AJUSTE DA CORRENTE DE DESLIGAMENTO: 
Potenciômetro localizado ao lado dos bornes TERRA, GUARD E BLINDANGEM que 
tem a função de ajustar ao valor da corrente de desligamento entre zero e 100% 
da corrente máxima do equipamento (entre 0 e 5 mA ). 
 
10. CHAVE SELETORA DE ESCALA DO VOLTÍMETRO: 
Permite mudar a escala do voltímetro a fim de se obter maior ou menor 
resolução, dependendo da utilização do equipamento.(Escalas: 0 a 200,0 KV e 0 
a 20,00 KV ) 
 
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9 
11. CHAVE SELETORA DE ESCALA DO AMPERÍMETRO: 
 Chave própria para selecionar a escala desejável do microamperímetro. 
Deve ser usada em conjunto com o ajuste da corrente de desligamento ou seja 
não devemos comutar esta chave para a posição X1 ( máximo até 2000uA) 
quando o potenciômetro estiver totalmente para a direita ou seja para um 
desligamento em 5 mA. Escalas: 0 a 2000 uA (X1) e 0 a 20,00 mA ( X10). 
 
12. MILIAMPERÍMETRO: 
Medidor da corrente de fuga da amostra sob teste. 
 
13. KILOVOLTIMETRO 
Medidor da tensão de saída aplicada ao material sob teste. 
 
14. AJUSTE DE TENSÃO: 
Este knob atua um dispositivo que varia linearmente a tensão nos terminais de 
saída de AT. 
 
15. LED AT: 
Esta lâmpada serve para indicar que a saída de alta tensão AT. se encontra 
energizada. 
 
16. SAÍDA DE ALTA TENSÃO: 
Onde se obtém a alta tensão do HIPOT, situada no centro do painel do módulo 
de alta tensão. 
 
17. BLOQUEIO EXTERNO: 
Através do bloqueio externo podemos comandar o desligamento de alta tensão a 
distância. Por exemplo: um micro interruptor situado próximo a alta tensão 
impedindo entrada de pessoas estranhas ao ambiente. Quando não utilizado 
estes bornes devem estar sempre jumpeados (curto. circuitado) 
 
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5. CUIDADOS INICIAIS 
 
1. Ao utilizar o equipamento de teste HIPOT MOD EH6005C, deve ser verificado e 
certificado se o mesmo está conectado a um “bom terra”. 
 
2. Conectar o equipamento na rede elétrica de alimentação apropriada. Esta 
tensão deve estar dentro daquela especificada nas CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS 
que é parte deste manual. 
 
3. Este equipamento possui um terminal de alta tensão, portanto certifique se o 
equipamento está desligado antes de fazer a conexão entre a saída AT e o 
elemento sob teste. 
 
4. Tenha sempre em mente que a maior proteção para o operador é a sua 
própria ATENÇÃO, portanto nunca acostume com a impressão de 
inofensibilidade do equipamento. 
 
 
6. SEQÜÊNCIA PARA UMA CORRETA UTILIZAÇÃO: 
 
1. Manter inicialmente o equipamento desenergizado, os medidores deverão 
estar apagados e o cabo de alimentação desligado. 
 
2. Conectar um bom terra ao borne TERRA do equipamento, através de um 
condutor tipo malha, próprio para esta função, antes mesmo que a cabo de 
alimentação esteja ligado. O pino central do cabo de alimentação serve para 
esta função. 
 
3. Conectar o cabo de alimentação a uma fonte de tensão adequada, verificando 
se a chave liga está na posição desligada. Este cabo possui um pino central que 
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deverá ser ligado ao terra (para segurança adicional de um potencial zero no 
painel do HIPOT) 
 
4. Com o equipamento desligado conectar o cabo de alta tensão AT ao elemento 
sob teste. 
 
5. Variar o potenciômetro de ajuste de corrente de desligamento totalmente 
para a direita (5 mA). 
 
6. Conectar um cabo apropriado entre o ponto de menor potencial ou o ponto 
de referência do material sob teste (que pode ser o próprio terra) aos terminais 
BLINDAGEM/TERRA ou GUARD/TERRA. 
 
7. Acionar a chave liga. desliga para a posição liga. Se o ajuste estiver fora de 
posição inicial a lâmpada AT deverá permanecer apagada. Girar o ajuste de 
tensão para a posição inicial “partida”. Se mesmo assim a lâmpada permanecer 
apagada comutar a chave INV. FASE para a posição contrária a que se achava 
antes. A lâmpada acenderá e indicará que o HIPOT está apto a fornecer alta 
tensão. A chave “INV. FASE” Inversora de fase poderá ser deixada em qualquer 
posição no instante inicial de teste. 
 
8. Girar o ajuste de tensão até o valor desejado, lido no kilovoltimetro, de 
acordo com a norma e os dados do fabricante do material sob teste. O ajuste 
deverá ser lento a fim de prevenir contra o desligamento do equipamento. “Ver 
nota adicional no fim deste manual”. 
 
9. Se o teste for perfeito, o operador poderá ler a corrente de fuga o 
microamperímetro, que logicamente deverá estar dentro do valor permitido. 
 
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12 
10. Se por sua vez o material sob teste estiver fora das condições de isolação, a 
corrente de fuga ultrapassará o valor pré. estabelecido na programação e o 
HIPOT desligará automaticamente dando condição de se iniciar um novo teste. 
 
11. Se desejar a resistência de isolação do material sob teste basta dividir a 
tensão aplicada pela corrente de fuga: 
 
Risol = Vapli / Ifuga 
 
 
7. CONEXÕES: GUARD. TERRA. BLINDAGEM 
 
Existem três bornes ao lado direito do painel do módulo de comando, rotulados: 
 GUARD 
 TERRA 
 BLINDAGEM (OU RETORNO) 
 
Através de um jumper podemos efetuar as seguintes conexões: 
 GUARD. TERRA 
 BLINDAGEM. TERRA 
 
A seguir daremos explicaçõessobre estas conexões: 
 GUARD. TERRA (jumper conectado entre o guard e o terra) 
 
 Esta condição é utilizada principalmente para ensaios de amostra não 
aterradas e esse circuito nos possibilita separar a corrente de fuga através da 
amostra sob teste da corrente de fuga através do ar para terra, permitindo 
assim a medida precisa da corrente de fuga que circula na peça sob ensaio. 
 
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13 
Nota: Não é possível testar “cabos instalados“ neste modo de operação, pois as 
blindagens dos cabos são sempre aterradas e fazendo assim impossível medir a 
corrente de fuga (Veja desenho anexo 1) 
 
 BLINDAGEM. TERRA (jumper conectado entre blindagem e terra) 
 
Esta condição é utilizada principalmente para ensaios de amostras aterradas. 
Dessa forma medimos a corrente de fuga total. (Veja desenho anexo 2) 
 
8. INSTRUÇÕES PARA TESTES DE AMOSTRA NÃO 
ATERRADA 
 
 Esta seção fornece instruções passo a passo para execução de testes de 
isolação em amostras não aterradas ou parcialmente aterradas (não considerar 
somente cabos, pois mais para frente temos uma seção específica para cabos) 
 
Seguir passo a passo as instruções descritas nos itens 1 à 9 a seguir: 
 
1. Assegurar que os passos descritos na seção anterior foram efetuados com 
segurança “instruções de instalação” 
 
2. Conectar o cabo de alta tensão e cabo de retorno à amostra sob teste, 
verificando um bom contato entre os mesmos. 
 
3. Conectar o cabo de alimentação a rede conforme especificação técnica do 
HIPOT. Procure usar tomada IEC com três pinos de acordo com os plugs do 
HIPOT. 
 
4. Ligar a chave geral. Uma vez ligado os medidores deverão acender. 
 
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14 
5. Verifique a lâmpada AT, caso esta lâmpada não esteja acesa, inverta a 
posição da chave INV. FASE. 
 
NOTA IMPORTANTE: Um circuito eletrônico não permite ligar a alta tensão se o 
borne terra não estiver devidamente aterrado, portanto o resultado do item 5 
depende dessa conexão. 
 
6. Gire o ajuste de tensão lentamente no sentido horário, até atingir o nível 
desejado. 
 
7. Mantenha a tensão de saída o tempo desejado e apenas a corrente de fuga 
deve ser lida. 
 
8. Retorne a zero o ajuste de tensão. 
 
PERIGO! AO RETORNAR O AJUSTE DE TENSÃO AO PONTO INICIAL, A SAÍDA DE 
ALTA TENSÃO PERMANECE ATIVA DEVIDO AOS CAPACITORES DE SAÍDA E/OU A 
CAPACITÂNCIA DO ELEMENTO SOB TESTE. POR ISSO AGUARDE ALGUNS MINUTOS 
PARA QUE ESTES CAPACITORES DESCARREGUEM ATRAVÉS DA RESISTÊNCIA DE 
DESCARGA INTERNA AO EQUIPAMENTO E UTILIZE EM SEGUIDA O CABO DE 
DESCARGA PARA ASSEGURAR UMA MAIOR PROTEÇÃO AO OPERADOR. 
 
9. Se a isolação da amostra sob teste romper ou a fuga for superior a corrente 
de desligamento ajustada o sistema de proteção desligará automaticamente a 
alta tensão. A carga remanescente na amostra sob teste, neste caso, também 
pode ser eliminada através do bastão de descarga fornecido como 
equipamento. 
 
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15 
9. INSTRUÇÕES SUPLEMENTARES 
A fim de minimizar esforços na instalação, solicitamos que siga os passos 
descritos nos itens de 1 a 7 a seguir: 
 
1. Selecione o local em razoável nível e baixa umidade, que nos permita obter 
testes seguros e precisos. 
 
2. Coloque o ajuste de tensão em zero, verifique se a chave liga. desliga esta na 
posição inferior “DESLIGADA”. 
 
3. Aterre a unidade antes de conectar a alimentação. O pino central do conector 
do cabo de alimentação pode ser utilizado para este propósito. O jumper 
deverá fechar o circuito entre o borne terra e o borne blindagem. 
 
4. Verifique se os bornes bloqueio externos estão jumpeados. 
 
5. Coloque o controle da corrente de desligamento na posição desejada, ou na 
máxima corrente (5 mA; totalmente para a direita). 
 
6. Coloque a chave do voltímetro na posição de 200,0 KV 
 
7. Coloque a chave do amperímetro na posição de 20,00 mA. Para leituras 
menores que 2,00 mA atue na chave seletora de escala somente na hora em que 
for efetuar a medida. Após a leitura da medida de corrente voltar a chave para 
a posição de 20,00 mA 
 
 
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16 
10 . TESTE DE CABOS ELÉTRICOS 
Antes de começar os testes dos cabos, devemos saber qual é o procedimento 
para um teste seguro em relação às diversas normas existentes. A tabela 1 
sintetiza a tensão de teste média das normas VDE, IEC, IPCEA E AEIC Os testes 
devem ser feitos conforme as condições abaixo: 
 No recebimento – 100% da tensão de teste 
 Antes do lançamento: 75% da tensão de teste 
 Após a montagem dos acessórios – 80% da tensão de teste 
 Manutenção de cabos com suspeita de defeito 
 Manutenção preventiva 
 
O valor 100% da tensão de teste serve como referencia e se refere a tensão de 
teste no recebimento. De qualquer forma os níveis de tensão de teste deverão 
estar em concordância com a norma especificada na compra e a negociação com 
o fabricante 
A tabela 1 sintetiza a tensão de teste média das normas: VDE, IEC, IPCEA e AEIC 
 
TABELA 1. Normas: VDE, IEC, IPCEA e AEIC 
 
TENSÃO DE TESTE DE CABOS ELÉTRICOS COM VCC 
TENSÃO 
NOMINAL 
DO CABO 
NO 
RECEBIMENT
O 
DURANTE A MONTAGEM MANUTENÇÃO 
ANTES DO 
LANÇAMENT
O 
APÓS A 
MONTAGEM DOS 
ACESSÓRIOS 
COM 
SUSPEITA 
DE DEFEITO 
PREVEN
. 
TIVA 
1 8,4 6,3 6,72 5,04 1 
3 15,6 11,7 12,48 9,36 2,8 
6 26,4 19,8 21,12 15,84 5,6 
10 36 27 28,8 21,6 9,3 
15 52,8 39,6 42,24 31,68 13,5 
AS UNIDADES DAS TENSÕES SÃO TODAS EM KV – KILOVOLTS 
 
 
 
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17 
 
TABELA 2. Comparação as tensões de teste das normas VDE e IEC (VCC) 
 
TENSÃO DE TESTE PARA CABOS INSTALADOS 
TENSÃO 
NOMINAL DO 
CABO 
CABOS DE MASSA SEGUNDO 
CABOS COM ISOLAMENTO 
PLASTICO SEGUNDO VDE0271 E 
02652 
VDE025 IEC 55. 1 Vmin. Vmáx. 
0,6/1 3,5 . 8 12 
3,5/6 21 . 23 33 
5,8/10 35 33,5 36 51 
8.7/15 52 36,5 52 . 
Unidade das tensões em KV 
 
TABELA 3. Mostra como o operador deve proceder com a ligação das diversas 
partes do cabo 
 
 
LIGAÇÕES DO EQUIPAMENTO CONFORME TIPO DE CABO 
 
 
TIPO DE CABO 
 
PARTE ANERGIZADA 
 
PARTE ATERRADA 
 
SINGELO COM BLINDAGEM 
 
CONDUTOR CENTRAL 
 
BLINDAGEM METÁLICA 
TRIFASICO COM BLINDAGEM 
INDIVIDUAL POR FASE 
CADA CONDUTOR 
CENTRAL 
TODAS AS BLINDAGENS MAIS 
OS OUTROS DOIS CABOS 
TRIFÁSICO COM BLINDAGEM 
ÚNICA 
CADA CONDUTOR 
CENTRAL 
BLINDAGEM MAIS OUTROS 
DOIS CABOS 
SINGELO SEM BLINDAGEM CONDUTOR CENTRAL 
DEVE SER INTRODUZIDO EM 
ÁGUA COM AS PONTAS 
EXTRAÍDAS. A ÁGUA DEVE 
SER ATERRADA 
TRIFASICO SEM BLINDAGEM 
CADA CONDUTOR 
CENTRAL 
DEVE SER INTRODUZIDO EM 
ÁGUA COM AS PONTAS 
EXTRAÍDAS. A ÁGUA DEVE 
SER ATERRADA 
 
 
11. TESTE APÓS A MONTAGEM DOS ACESSÓRIOS 
NOS CABOS 
 Após a montagem total dos acessórios, tais como emendas e terminais, o 
cabo será submetido conforme tensão da tabela 1 e procedimento a seguir: 
 
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1. Ligar o Hipot de acordo com o manual. 
 
2. Selecione a tensão de teste de acordo com a tabela 1, coluna 80% e dividi. la 
com 6 ou 7 degraus de forma a obter uma fração de tensão, fácil de ser 
medida no kilovoltímetro. 
 
3. Selecionar a escala superior de microamperímetro; elevar a tensão 
lentamente até o primeiro degrau, observando sempre a leitura no 
microamperímetro. 
 
4. Após alcançar a tensão desejada, começar a contar o tempo e mantê. la por 
um minuto. A escalade corrente poderá ser comutada para a faixa de maior 
precisão. Após 1 minuto de aplicação de tensão registrar o valor da corrente. 
Registrar também este valor de corrente no gráfico, em escala adequada. 
(1/4 da escala total) 
 
5. Repetir o processo para os outros degraus da tensão Traçar um gráfico pelos 
pontos registrados. 
 
6. No ultimo degrau, manter a tensão por um período de 5 minutos. Registrar o 
valor da corrente a cada 30 segundos de forma a obter a curva de 
polarização do cabo. 
 
7. Após o ensaio diminuir a tensão do HIPOT, através do “ajuste de tensão” 
lentamente até a posição inicial de “zero” volts. 
 
8. Quando o kilovoltímetro indicar uma tensão próxima de “zero”, aterrar com 
bastão de aterramento. Para descarga total do cabo, o mesmo deverá ficar 
aterrado por um período quatro vezes superior ao tempo em que ficou 
energizado. 
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12. TESTES PERIODICOS DE MANUTENÇÃO 
PREVENTIVA EM CABOS 
 
 Este teste tem o objetivo de acompanhar o envelhecimento do cabo ao 
longo do tempo, para detectar variações de isolamento, e desta forma prever 
possíveis falhas. 
 
1. Selecionar a tensão de acordo com a tabela 1, manutenção preventiva. 
2. Proceder ao teste conforme o item anterior. 
 
 
13. INTERPRETAÇÃO DOS TESTES DE CABOS 
 
1. Quando o cabo estiver em boas condições de isolamento, a corrente 
aumentará mais ou menos com a tensão. Incrementos crescentes na corrente 
para incrementos constantes de tensão é um sinal claro de que o cabo não 
está suportando a tensão e que poderá perfurar o isolante, caso a tensão não 
seja reduzida imediatamente. 
 
2. Compara as correntes de fuga registradas aos 5 minutos, das 3 fases do 
sistema, e obter a relação R, conforme a fórmula abaixo: 
 
R=(Ifuga maior. Ifuga menor) /Ifuga média das 3 fases 
 
Ifuga média=Ifase A + Ifase B + Ifase C/3 
 
Se a relação for >2 o cabo está com sintoma de deterioração 
 
3. A corrente de fuga lida após 5 minutos de aplicação, para tensões de teste 
da tabela 1, manutenção preventiva, não deve ser superior a 10mA/Km 
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(segundo catálogo de fabricantes). Se ultrapassar é sinal de deterioração do 
cabo. 
 
4. A ocorrência de picos é sintoma de deterioração do material isolante do 
cabo. 
 
5. Se a corrente lida após 5 minutos, dividida pela corrente após 1 minuto, for 
maior ou igual a 1, podemos dizer que o cabo está com sintoma de 
deterioração 
 
6. Se existir elevação brusca de corrente, juntamente com o desligamento do 
sensor de corrente do instrumento, então existe falha na isolação do cabo 
 
Nota importante: Umidade ou sujeira nas pontas do cabo, assim como no 
terminal do cabo do equipamento de teste, poderão provocar uma falsa 
elevação da curva de corrente pelo aparecimento de corona. Manter sempre 
limpo e seco. 
 
14. PASSOS ADICIONAIS EM TESTES DE CABOS 
 
Um número de passos adicionais e precauções devem ser tomados quando 
executando testes de isolação CC em cabos monofásicos ou trifásicos. A seguir 
damos uma seqüência que achamos adequadas com observações, sugestões de 
segurança e procedimento para desligar o HIPOT. 
 
1. Assegure se de que todos os isoladores (cabeças de potes), cones 
pressionados, e outros agentes que podem comprometer a isolação estejam 
limpos e livre de poeira e umidade. 
 
2. Assegure. se que as blindagens (shields) dos três (3) cabos estejam aterradas 
e presas perto do fim do cabo. 
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3. Isole a outra extremidade dos cabos condutores sob teste, um do outro e de 
todos os pontos de terra. Eles devem estar livres, também, de todas outras 
fontes de potencial de fuga, tais como pontos vivos. 
 
4. Quando testado cada um dos condutores separadamente, os outros dois 
devem ser aterrados para proteger contra formação de cargas perigosas, assim 
como devem os outros cabos na vizinhança de teste estarem aterrados. 
 
5. A tensão devem ser aumentada vagarosamente, seguindo as especificações 
traçadas para testes pelo fabricante do cabo ou qualquer NORMA apropriada. 
 (a corrente de carga dependerá da velocidade do aumento de tensão dV/dt ). 
 
NOTA: Uma brusca variação na tensão de saída poderá ocasionar o desligamento 
do HIPOT dependendo da capacitância do cabo a ser testado. 
 
6. Em testes de um condutor trifásico, o amperímetro deverá ter a mesma 
leitura nos três condutores aproximadamente, leituras maiores que a esperada 
ou faiscamento são indicativos de um cabo com defeito, mau contato, pote 
sujo, ou isolador e extremidade do cabo mal vedado. 
 
7. Depois de completado o teste siga o procedimento de desligamento correto, 
descrito na próxima seção. “Sugestões de segurança”. 
 
OBS: 
1. A fuga varia significativamente de acordo com o tempo de aplicação e o lance 
do cabo sob teste. As leituras podem também ser afetado pelo tempo úmido, 
mal contato nos cabos, variação excessivas na fonte de alimentação na entrada 
do instrumento (na rede elétrica). 
 
2. A capacitância de um cabo depende de seu comprimento, do material que o 
constitui e do tipo de cabo (da distância do condutor central e blindagem). 
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15 – SUGESTÕES DE SEGURANÇA E 
PROCEDIMENTO PARA DESLIGAR 
 
Para a máxima segurança e proteção do usuário, assim como do equipamento, 
foram observados todos os pontos de vista técnicos e operacionais. 
 
Precauções de segurança foram enfatizadas nas instruções, contidas neste 
manual, para operação e manuseio. Esta seção inclui seguranças adicionais para 
referência sobre o término dos testes. 
 
O usuário deverá estar precavido para nunca desconectar a alta tensão ou 
desligar a chave principal imediatamente após completar o teste. Quando a 
energia armazenada for superior a 1KV, esta deve ser descarregada através do 
bastão de descarga. Os passos seguintes são recomendados: 
 
1. Volte o ajuste de tensão a “zero volts” e desligue o equipamento através da 
chave LIGA. 
 
2. Deixe o cabo carregado descarregar através da resistência de descarga 
“breeder” interna ao equipamento por um tempo aproximado de 2 minutos 
 
3. Descarregue totalmente o cabo através de uma barra resistiva de 
aterramento “redutora” (barra de descarga). 
 
4. Ligue uma conexão sólida aterrada antes de tocar a amostra. 
 
5. Somente quando estiver seguro de que a tensão na saída do equipamento for 
zero 
 volts, desligar a AT, retirar o plug de alta tensão e por último tirar o 
aterramento e o cabo de alimentação. 
 
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16. RESUMO DE OPERAÇÃO DO HIPOT 
 
A seguir damos um resumo, que deve ser seguido somente após o operador ter 
assimilado as condições de segurança e todas as condições descritas 
anteriormente. 
 
1. Aterrar o equipamento 
2. Conectar o cabo de alta tensão ao elemento sob teste e a saída do HIPOT 
3. Conectar o cabo de alimentação 
4. Girar o potenciômetro de programação de corrente para a posição desejada. 
5. Posicionar o ajuste de tensão no mínimo “PARTIDA’”. 
6. Ligar o equipamento 
7. Se a lâmpada AT não acender comutar a chave “INV. FASE”. 
8. Aplicar a tensão desejada através do knob “AJUSTE DE TENSÀO”. 
9. Registrar a corrente de fuga lida no microamperímetro. 
10. Se o equipamento se desligar antes do teste ser efetuado, o elemento sob 
teste está fora das especificações mínimas exigidas e será refugado ou 
localizado e corrigido o ponto de defeito. 
11 – Voltar o ajuste de tensão a “zero volts” 
12 – Descarregar a tensão remanescentecom o condutor ligado ao terra. 
 
R1
C1
I fuga
=
Circuito Equivalente de um Isolante
 
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Figura 1: 
 
R1
C1
I fuga
A
R2
GRD T EL
SAÍDA DE AT
ELEMENTO SOB
TESTE
AT
RETORNO
AMOSTRA NÃO ATERRADA
 
 
Figura 2: 
 
R1
C1
I fuga
A
R2
GRD T EL
SAÍDA DE AT
ELEMENTO SOB
TESTE
AT
RETORNO
AMOSTRA ATERRADA

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