Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Tópicos em Química 
 
Experimental 
 
 
Maria Lúcia Braga Sanvido 
 
Antônio Baraçal Prado Junior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EQUIPE: ___________ 
2 
 
Conteúdo 
INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................................... 3 
REGRAS E NORMAS DE SEGURANÇA ......................................................................................................... 4 
MATERIAIS MAIS USADOS EM LABORATÓRIO QUÍMICO E SUAS UTILIDADES ............................... 7 
LIMPEZA DE MATERIAIS E DESCARTE DE RESÍDUOS DE LABORATÓRIO ..................................... 13 
BALANÇAS E TÉCNICAS DE PESAGEM ..................................................................................................... 15 
BICO DE BUNSEN ............................................................................................................................................. 18 
MATERIAIS VOLUMÉTRICOS E TÉCNICAS DE MEDIÇÃO DE VOLUMES .......................................... 20 
DENSIDADE ........................................................................................................................................................ 25 
PONTO DE FUSÃO ........................................................................................................................................... 29 
PONTO DE EBULIÇÃO E CURVA DE EBULIÇÃO ...................................................................................... 32 
SOLUBILIDADE .................................................................................................................................................. 34 
FILTRAÇÃO ........................................................................................................................................................ 37 
DESTILAÇÃO SIMPLES À PRESSÃO NORMAL E À PRESSÃO REDUZIDA........................................ 42 
DESTILAÇÃO FRACIONADA .......................................................................................................................... 44 
DESTILAÇÃO POR ARRASTE DE VAPOR .................................................................................................. 46 
DECANTAÇÃO DE LÍQUIDOS ........................................................................................................................ 48 
EXTRAÇÃO DE IODO ....................................................................................................................................... 50 
DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ÁLCOOL NA GASOLINA (Título Percentual em Volume- v% ) ....... 52 
CRISTALIZAÇÃO ............................................................................................................................................... 54 
PURIFICAÇÃO DA ASPIRINA ......................................................................................................................... 57 
DISSOLUÇÃO FRACIONADA ......................................................................................................................... 59 
IDENTIFICAÇÃO DE ELETRÓLITOS E NÃO ELETRÓLITOS EM PRODUTOS COMERCIAIS .......... 61 
DETERMINAÇÃO DO CARÁTER ÁCIDO BASE DAS SUBSTÂNCIAS ................................................... 63 
EVIDÊNCIAS DAS REAÇÕES QUÍMICAS .................................................................................................... 67 
FATORES QUE INFLUEM NA VELOCIDADE DAS REAÇÕES ................................................................ 69 
OBTENÇÃO DE PRECIPITADO E SUA SEPARAÇÃO ............................................................................... 71 
PREPARAÇÃO E PROPRIEDADES DO SABÃO ......................................................................................... 74 
DETERMINAÇÃO DA UMIDADE DO CLORETO DE MAGNÉSIO ............................................................ 78 
CALCINAÇÃO ..................................................................................................................................................... 80 
PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO .................................................................................................................... 82 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................................ 84 
 
 
 
 
3 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
A Química é uma ciência que nasceu da curiosidade, necessidade e ambição do homem para 
entender e dominar a natureza. 
Apesar de só ser reconhecida como ciência a partir do século XVII, ela tem uma marca que sempre a 
caracterizou e a identificou, desde seus primórdios, até os dias de hoje: a experimentação. Ela tem 
uma linguagem simbólica e um saber fazer próprio que a distingue de todas as outras ciências. 
É interessante lembrarmos que nem sempre ciência e tecnologia caminharam juntas. Até metade do 
século XIX, o homem dominava uma série de tecnologias, como fabricação de ligas metálicas e de 
vidro; os processos de fermentação para fabricação de queijos e vinhos; as técnicas de destilação 
para fabricação de bebidas destiladas; a obtenção de corantes para indústria textil; perfumes e 
diversos medicamentos; para citar alguns processos importantes. Mas, ele só foi desenvolver, 
elucidar e entender os princípios, teorias e modelos teóricos e científicos que explicariam os 
fenômenos químicos que estavam por trás desses processos, apenas recentemente. 
Voce pode estar pensando, mas já faze quase 100 anos que temos a teoria atômica moderna! Mas, 
se lembrar do tempo que faz que o homem vem fabricando vinhos, e ligas metálicas, e perfumes, 
verá que algumas tecnologias precederam a ciência em muitos anos... 
O que estamos querendo dizer, é que a Química começou pelo fazer, desenvolvendo e criando 
técnicas próprias. Depois, pela observação dos fatos e fenômenos ocorridos, o homem se 
perguntava por que isso ocorreu? para, a partir de então, ir à busca de explicações, e da criação de 
teorias e modelos, que justificassem os resultados obtidos. 
A partir do final do século XIX ciência e tecnologia passam a caminhar juntas, tanto na perspectiva 
de melhorar as tecnologias já existentes, como no de criar novas tecnologias determinadas pelas 
necessidades do homem ou interesses econômicos, políticos e sociais. 
Segundo Chagas, o estudo da ciência Química envolve dois aspectos fundamentais: Um relacionado 
à atividade teórica, ou seja, o pensar sobre os fatos observáveis em termos de modelos, e outro 
relacionado à atividade prática que implica na manipulação da matéria, no campo macroscópico e, 
que se constitui no fazer da química. Assim, o conhecimento prático é tão importante quanto o 
conhecimento teórico, principalmente no que se refere à preparação para o exercício profissional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
REGRAS E NORMAS DE SEGURANÇA 
 
Introdução: 
 
Todo e qualquer trabalho a ser desenvolvido dentro de um laboratório de química apresenta riscos, 
seja pela ação dos produtos químicos, por chama, eletricidade como também pela imprudência, 
imperícia ou negligênciado próprio analista, que pode resultar em danos materiais e/ou pessoais 
como também perda de tempo útil. 
 
As normas e regras aqui apresentadas têm a finalidade de alertar aos laboratoristas sobre os perigos 
que podem encontrar em certas análises e algumas maneiras de evitá-los. 
 
Evite brincadeira e/ou conversas desnecessárias que possam distrair ou levar a acidentes pela falta 
de atenção. 
 
Prevenir acidentes é dever de cada um; trabalhe com calma, cautela, dedicação e bom senso, 
seguindo sempre as normas e regras aqui citadas. A sua segurança e a dos seus colegas de 
trabalho dependem disso 
 
Para queo trabalho em laboratório transcorra sem acidentes, existem algumas normas e regras que 
devem ser respeitadas e observadas. 
 
 
Regras de Segurança em Laboratório Químico: 
 
1. Somente poderão participar das aulas de laboratório os alunos que estiveram com avental 
limpo, em condições de trabalho e com sua identificação (nome ou sobrenome) no bolso 
superior. 
2. Não é permitido o uso de sandálias, chinelos ou sapatos abertos, que coloquem em risco a 
segurança do aluno. 
3. É expressamente proibido o uso de lentes de contato durante os trabalhos de laboratório. 
4. É proibido usar jóias (braceletes, anéis, colares, correntes, etc...) que possam atrapalhar e 
causar acidente. 
5. Manter o cabelo preso, as unhas cortadas e as mãos limpas. 
6. Não é permitido trabalhar sozinho no laboratório. É necessária a presença de, pelo menos, 
mais um elemento. 
7. É proibido fumar, comer, beber ou mascar chicletes no laboratório. 
8. Todos os alunos devem estar em seus respectivos locais de trabalho, com o material 
necessário no inicio da aula. 
9. Durante as aulas práticas, os alunos não poderão entrar no laboratório ou dele sair sem a 
autorização do professor. 
10. Não é permitida a entrada de alunos no laboratório portando bolsas, sacolas, mochilas ou 
pacotes. 
11. Toda quebra ou desaparecimento de um material deverá ser comunicado imediatamente ao 
professor responsável ou auxiliar de instrução, que fará a anotação da ocorrência. 
12. A permanência de alunos nos laboratórios, fora do horário de aula, somente poderá ocorrer 
estando presente o professor responsável ou auxiliar de instrução, que se responsabilizará 
pelos materiais utilizados e pela segurança dos alunos. 
13. Os alunos não poderão manusear aparelhos para os quais não tenham recebido instruções 
especificas. 
5 
 
14. A conduta, participação, pontualidade, assiduidade, técnica de trabalho, cuidado no uso do 
material, limpeza, bem como precisão e exatidão dos resultados obtidos, serão usados como 
critérios de avaliação. 
15. Utilizar os EPI (equipamentos de proteção individual) sempre que necessário; em caso de 
duvidas oriente-se com o professor ou auxiliar de instrução. 
16. Não deixar sobre a bancada, vidraria misturada a ferragens. 
17. Antes de qualquer trabalho prático, informar-se sobre a periculosidade e a toxicidade das 
substâncias que irá manipular. 
18. Esteja sempre certo da saída de emergência, da localização do chuveiro de emergência, dos 
extintores de incêndio, das mantas anti-fogo e saiba como usá-los corretamente. 
 
 
Normas Gerais de Segurança em Laboratório Químico 
 
1. Lavar as mãos antes de iniciar o trabalho, após cada manipulação e também ao se preparar 
para sair do laboratório. Muito cuidado com as mãos durante qualquer manipulação no 
laboratório. Elas podem conter resíduos de reagentes, que causam irritação em partes 
sensíveis do corpo, como os olhos, boca, etc. 
2. Deixar as bancadas, pias, balanças e materiais usados em perfeitas condições de limpeza, 
após o termino de cada trabalho. Para limpeza dos materiais, tais como tubos de ensaio, 
béquer, cadinho, cápsulas, etc., lavar com água e detergente, enxaguá-los três vezes com 
água corrente e mais três vezes com água destilada. Deixá-los escorrer sobre a bancada 
coberta de papel absorvente ou um pano limpo. Conservar os materiais nos respectivos 
armários, ao abrigo da poeira. 
3. É proibido sentar no chão ou nas bancadas. 
4. Utilizar a capela sempre que for trabalhar uma reação que libere vapores ou gases tóxicos, 
irritantes ou com cheiro desagradável. 
5. Improvisação é o primeiro passo para um acidente. Usar sempre o material adequado. 
6. Não trabalhar com material imperfeito, principalmente vidros que tenham arestas cortantes. 
Todo material quebrado deverá ser descartado em local próprio. 
7. Adicionar sempre, ácidos à água e nunca água a ácidos. 
8. Não retornar os reagentes aos frascos de origem, mesmo que não tenham sido usados; 
coloque sólidos em um recipiente especial para refugos químicos. Os líquidos serão 
descartados, de acordo com a sua natureza, em recipientes apropriados. 
9. Lubrificar os tubos de vidro, termômetros e outros, antes de inseri-los numa rolha. Proteger as 
mãos com luvas apropriadas ou enrolar a peça de vidro em um pano grosso para esta 
operação. 
10. Ter muita cautela quando for testar um produto químico pelo odor; não colocar o produto ou 
frasco diretamente sob o nariz. 
11. Nunca deixar sem atenção qualquer operação onde haja aquecimento ou que reaja 
violentamente. 
12. Prestar atenção aos bicos de gás. Verificar se há algum bico ligado que não esteja em uso. 
Terminado o experimento, fechar imediatamente o bico gás. Não esquecer torneiras de gás 
abertas. O bico de gás deve permanecer aceso somente quando estiver efetivamente sendo 
usado. 
13. Não deixar vidro quente sobre a bancada, pois alguém pode pegá-lo inadvertidamente, 
ocasionando queimaduras. Colocá-los sobre uma tela de amianto. 
14. Não trabalhar com inflamáveis perto dos bicos de gás acesos ou resistências elétricas ligadas. 
15. Não dirigir a abertura do tubo de ensaio para si ou para os outros durante um aquecimento. 
6 
 
16. Não aquecer reagentes em sistemas fechados. 
17. Ligar os exaustores toda vez que houver escape de vapores ou gases no laboratório. 
18. Não pipetar nenhum tipo de líquido com a boca; usar a pêra de segurança. 
19. Ler cuidadosamente o rótulo dos frascos dos reagentes antes de servir-se deles. Criar o hábito 
de ler o rótulo e suas indicações duas vezes. 
20. Não colocar as tampas dos frascos de reagentes com a boca voltada para a bancada. 
21. Ler atenciosamente o procedimento do experimento procurando entender o que será feito; isso 
evitará riscos. 
22. Não levar à boca qualquer reagente químico, mesmo que inofensivo. 
23. Manter sempre limpo o local de trabalho, evitando obstáculos inúteis que possam dificultar as 
análises. 
24. Se o líquido contido num frasco inflamar-se acidentalmente, cobrir a boca do frasco com vidro 
de relógio ou tela de amianto para evitar a entrada de ar. 
25. Comunicar ao seu professor ou responsável pelo laboratório qualquer ocorrência anormal 
durante o transcorrer da aula, tais como acidentes pessoais, quebra de material, derramamento 
ou perda de reagentes, indisposição física, vazamentos e outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
MATERIAIS MAIS USADOS EM LABORATÓRIO QUÍMICO E SUAS UTILIDADES 
 
 
Introdução 
 
As atividades de laboratório exigem, por parte do aluno não só um conhecimento das peças e 
aparelhos utilizados, como também os empregos corretos de cada um deles. 
Portanto, antes de tudo, é necessário que você observe atentamente cada um dos materiais e, a 
partir do uso, incorpore em seus conhecimentos, o nome, a forma e a utilidade de cada um. 
 
 
Objetivos 
 
Identificar alguns dos materiais mais usados nos laboratórios químicos e conhecer suas aplicações e 
usos. 
 
1. Almofariz (ou grau) e Pistilo: Materiais usados na trituração e pulverização de sólidos. 
2. Anel ou Argola: Empregado como suporte para funil durante a filtração ou separação de 
líquidos imiscíveis (líquidos que não se misturam). 
3. Balão de Destilação ou de Engler: Balão de fundo redondo com saída lateral para passagem 
de vapores durante a destilação. 
4. Balão de Fundo Chato: Empregado para aquecimento ou armazenamento de líquidos ou 
soluções. 
5. Balão de Fundo Redondo: Usado para aquecimento de líquidos e/ou reações com 
desprendimento gasoso. 
6. Balão Volumétrico: Usado na preparação de soluções. Não deve ser aquecido. 
7. Bastão de Vidro ou Bagueta: É um bastão maciço de vidro. Serve para agitar e facilitar as 
dissoluções, mantendo as massas líquidas emconstante movimento. Também auxilia na 
filtração. 
8. Barrilhete: Recipiente plástico, contendo uma torneira na parte inferior usado para armazenar 
água destilada e/ou deionizada. 
9. Bico de Bunsen: É a fonte de aquecimento mais usada em laboratório. 
10. Bureta: Serve para dar escoamento a volumes variáveis de líquidos. Não deve ser aquecida. É 
constituída de um tubo de vidro uniformemente calibrado e graduado em décimos de mililitro. 
É provida de um dispositivo que permite o fácil controle do escoamento. 
11. Cadinho: Usado para calcinação (aquecimento a seco e muito intenso) de substâncias. Pode 
ser aquecido diretamente na chama de um bico de Bunsen, apoiado sobre um triângulo de 
porcelana. Os cadinhos podem ser de porcelana, platina, amianto, etc. 
12. Cápsula de Porcelana: Peça de porcelana, de várias capacidades, usada em sublimações e 
evaporações. 
13. Coluna de Vigreux: Cilindro de vidro contendo, no seu interior, vários obstáculos e possui, 
próximo ao topo, uma saída lateral de vapores. Esta coluna é usada nas destilações 
fracionadas. 
14. Condensador: Usado em destilações, tem a finalidade de condensar os vapores dos líquidos. 
Pode ser de vários tipos: condensador de tubo reto (ou de Liebig), condensador de bolas ( ou 
de Alhin) ou condensador de espirais (serpentina). 
15. Copo Béquer ou Béquer: Muito utilizado para dissolver substâncias e efetuar reações 
químicas. Existem béqueres de varias capacidades tanto de vidro como de polietileno. Os 
béqueres de vidro podem ser aquecidos sobre tripé com tela de amianto ou, chapa de 
aquecimento. 
8 
 
16. Dessecador: Recipiente de vidro provido de uma tampa com fecho estanque e que contém 
uma substância dessecante, usado para resfriamento de substâncias em atmosfera contendo 
baixo teor de umidade ou, na dessecação (desidratação) de algum material. 
17. Erlenmeyer: Utilizado em titulações, aquecimento de líquidos, dissolução de substâncias e 
reações químicas. Pode ser aquecido com tripé sobre tela de amianto. 
18. Espátula: Material de aço, porcelana, vidro ou polietileno, usado para transferência de 
substâncias sólidas. Deve ser lavada e secada após a transferência de cada reagente. 
19. Estante para Tubos de Ensaio: Suporte de madeira, de arame revestido com plástico ou tinta 
plástica, de aço inox ou ainda de polietileno, que serve de suporte para tubos de ensaio. 
20. Funil Analítico: Usado na filtração para retenção de partículas sólidas. Possui haste longa e 
sulcos para facilitar o escoamento do filtrado. Deve conter, no seu interior, um filtro que pode 
ser de papel, lã de vidro ou algodão vegetal. 
21. Funil Técnico: Material de vidro ou de polietileno, usado para auxiliar a transferência de 
líquidos. 
22. Funil de Büchner: Material de porcelana ou de vidro, usado na filtração a vácuo. 
23. Funil de Decantação ou Funil de Separação ou Ampola de Bromo: Usado na separação de 
líquidos imiscíveis (líquidos que não se misturam). 
24. Furador de Rolhas: Material metálico usado para fazer furos de vários diâmetros em rolhas de 
cortiça ou borracha. 
25. Garra de Condensador: Peça metálica usada para fixar o condensador à haste do suporte 
universal. Pode ser usada para a fixação de outros materiais como balões, Erlenmeyer, etc. 
26. Kitassato: Material de Vidro, de paredes grossas, usado em conjunto com o funil de Büchner 
na filtração a vácuo. 
27. Mariote: Frasco de vidro usado para armazenar água destilada e/ou deionizada. 
28. Mufa: Peça de metal usada para fixar a garra ao suporte universal. 
29. Picnômetro: Recipiente usado na determinação da densidade de líquidos. É um material de 
grande exatidão de volume, por isso não deve ser secado por aquecimento. Pode ser de vidro 
ou metal. 
30. Pêra de Segurança: Dispositivo de borracha utilizada para pipetar líquidos. 
31. Pesa Filtro: Frasco de vidro, com tampa esmerilhada, usado nas pesagens de substâncias 
corrosivas, voláteis ou higroscópicas. 
32. Pinça de Madeira: Usada para segurar o tubo de ensaio durante aquecimento com o bico de 
Bunsen. 
33. Pinça Metálica ou Tenaz de Aço: Usada para manipular materiais que foram aquecidos na 
estufa, chapa elétrica, bico de Bunsen ou mufla, como béquer, Erlenmeyer, cápsulas e cadinos. 
34. Pinças de Mohr e Pinça de Hoffman: Usadas para impedir ou reduzir a passagem de gases 
ou líquidos por tubos flexíveis. 
35. Pipeta Graduada: Cilindro de vidro, estreito, geralmente graduado em décimos de mililitro, 
usada para medir volumes variáveis de liquido com boa exatidão, dentro de determinada 
escala. Não deve ser aquecida. 
36. Pipeta Volumétrica: Constituída de um tubo de vidro com um bulbo na parte central. O Traço 
de referência é gravado na parte do tubo acima do bulbo. É utilizada para medir volumes de 
líquidos com grande exatidão. Não deve ser aquecida. 
37. Pisseta: Recipiente plástico usado no enxágüe de materiais através de jatos de água destilada, 
álcool ou qualquer outro solvente. 
38. Proveta: Cilindro de vidro ou polietileno de varias capacidades, usado para medir e transferir 
volumes líquidos que não exigem grande exatidão. Não deve ser aquecida. 
9 
 
39. Suporte Universal: Peça metálica usada para fazer a sustentação de vários materiais em 
algumas operações, tais como: Filtração, Destilação, Extração e outras,. 
40. Tela de Amianto: Usada para distribuir uniformemente o calor recebido da chama do bico de 
Bunsen. 
41. Termômetro Químico: Usado para medir temperaturas de sólidos, líquidos ou vapores, 
durante o aquecimento de um sistema. Para medir a temperatura ele deve estar imerso no 
material que está sendo aquecido ou resfriado. 
42. Triângulo de Porcelana: Suporte para cadinhos durante aquecimento direto no bico de 
Bunsen. Para utilizá-lo, devemos dobrar (enrolar) suas extremidades sobre a borda o tripé ou 
argola, para melhor fixação, caso contrário, o cadinho pode cair facilmente. 
43. Tripé de Ferro: Suporte para tela de amianto ou triângulo de porcelana, durante o 
aquecimento. 
44. Trompa de Água: Usada para provocar vácuo pela passagem de água. 
45. Tubo de Ensaio: Utilizado para realizar reações em pequena escala, principalmente em teste 
de reações. Pode ser aquecido diretamente sobre chama do bico de Bunsen. 
46. Tubo de Thielle: Tubo de vidro, com formato especial, usado na determinação do ponto de 
fusão. 
47. Vareta de Vidro: Cilindro de vidro, oco, de baixo ponto de fusão. É muito utilizado na 
fabricação de curvas para interligar materiais como: balões, condensadores, kitassatos, 
erlenmeyer e outros. Também são utilizados para confecção de capilares e pipetas. 
48. Vidro de Relógio: Vidro de forma côncava, usada para cobrir béqueres e cápsulas de 
porcelana, em pesagens de sólidos, em cristalização de quantidades pequenas, etc. Este 
material não deve ser aquecido sobre tela de amianto. 
 
 
10 
 
 
11 
 
12 
 
13 
 
LIMPEZA DE MATERIAIS E DESCARTE DE RESÍDUOS DE LABORATÓRIO 
 
 
 
Introdução 
 
A limpeza correta de todos os materiais a serem utilizados em um trabalho prático é de extrema 
importância na garantia da qualidade dos produtos obtidos e dos resultados das análises realizadas. 
Os problemas provenientes da geração de resíduos, tanto na produção industrial como nos 
laboratórios, afetam significativamente todo o processo industrial. As formas de tratamento desses 
resíduos normalmente contribuem muito para a elevação dos custos industriais, porém são de 
extrema importância para garantia da qualidade do ambiente e da saúde da população. Os novos 
programas de qualidade implantados nas grandes empresas vêem propiciando medidas de controle 
e tratamento dos resíduos e a melhoria das condições ambientais. Nesse sentido, novos processos e 
substâncias têm sido desenvolvidos a fim de eliminar possíveis fontes de poluição.Mais do que nunca, nos dias de hoje, torna-se indispensável que as pessoas diretamente envolvidas 
nos processos industriais tenham uma consciência crítica e atitude rigorosa no seu trabalho, 
procurando colaborar para diminuir ao máximo a geração de resíduos, contribuindo para a melhoria 
da qualidade de vida de todos. 
 
 
Orientações para limpeza dos materiais: 
 
1. Lavar todo material antes de seu uso. No caso do mesmo precisar ser reutilizado, repetir a sua 
lavagem. 
2. Sempre que possível é conveniente o uso de escovas apropriadas na limpeza dos materiais; 
3. Na lavagem dos materiais deve ser utilizada uma solução de detergente comum. Depois de 
limpos, ser enxaguados de 3 a 4 vezes com água corrente, depois com água destilada, também 
de 3 a 4 vezes, e secados em estufa ou, na temperatura ambiente, dependendo do material. 
4. Na limpeza de materiais de vidro, nos quais o uso de detergentes comuns mostra-se ineficiente, 
são utilizadas soluções alcalinas como os detergentes alcalinos ou a solução de alcoolato de 
sódio ou de potássio, preparada a partir da reação entre hidróxido de sódio ou potássio, ou até 
sódio metálico, e álcool etílico. 
5. Na utilização de alcoolato, deixa-se de molho a vidraria na solução por alguns minutos 
(aproximadamente 3 - 15 minutos), devolvendo em seguida, a solução para seu frasco original, e 
enxaguando a vidraria com água corrente, em seguida, com solução diluída de HCl (0,01M) e, 
finalmente, com água destilada (no mínimo 3 vezes). 
6. A secagem dos materiais de vidro, de laboratório, pode ser feita em estufa a 80ºC porém, os 
materiais volumétricos, devem ser secados naturalmente ou, através do uso de acetona e 
corrente de ar. 
 
 
Nota: 
 
1. A eficiência do enxágue não está na quantidade de água que se utiliza nesta operação e 
sim, no número de vezes que se enxágua. Portanto, é mais eficiente enxaguar, no 
mínimo 3 vezes com pouca quantidade de água em cada enxágue do que fazê-lo uma 
única vez com bastante água. 
 
2. A solução sulfocômica foi muito utilizada até algum tempo atrás. De fato é uma solução 
muito eficiente para limpeza de vidraria de laboratório, principalmente para remoção de 
sujeira de origem orgânica. Ocorre que o cromio VI é altamente poluente e, a solução 
sulfocrômica que vai para descarte, apesar da maior parte dos íons ser crômio III (verde), 
ainda possui crômio VI (laranja). 
 
 
14 
 
 
Procedimentos gerais para tratamento dos resíduos gerados pelos laboratórios 
 
1. Utilizar capelas ou coifas de captação nos trabalhos em que se tenha a geração de gases, 
vapores ou névoas. 
2. Em líquidos sem metais pesados e sem fluoretos, como soluções geradas em análises 
titulométricas ácido/base, de precipitação, etc., deve-se acertar o pH entre 5 e 9, diluir e 
descartar no esgoto. 
3. Líquidos contendo fluoretos devem ser precipitados com cálcio e filtrados. O sólido deve ser 
acumulado e, posteriormente, enviado para aterro sanitário. O filtrado deve ser descartado no 
esgoto. 
4. Líquidos contendo metais pesados requerem um tratamento especial pela alta toxidez. 
Inicialmente esses metais devem ser removidos com acerto de pH ou fazendo co-precipitação 
com hidróxido férrico ou adsorção em carvão ativo. 
5. Líquidos biológicos de laboratórios de análises clínicas e microbiológicas, quando patalógicos, 
devem passar por autoclavagem ou esterilização com solução de 1,0 a 2,5% de hipoclorito de 
sódio ou com solução de ácido peracético e destinados ao esgoto. 
6. Solventes orgânicos clorados devem ser armazenados em separado em recipientes especiais. 
A queima desses solventes produz fosgênio ou fosfogênio (COCl2) que é um gás altamente 
tóxico que pode causar edema pulmonar com efeito retardado, após 5 a 6 horas da aspiração 
pelo trabalhador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
BALANÇAS E TÉCNICAS DE PESAGEM 
 
 
 
Introdução 
Balanças são aparelhos destinados a medir a massa dos corpos ou, como se diz em linguagem 
popular, “pesá-los”. 
A balança, provavelmente, foi inventada pelos antigos povos orientais há cerca de 4000 a.C. mas, 
somente em 1777, Lavoisier fez uso do primeiro instrumento de pesagem confiável, introduzindo o 
Método Científico em seus estudos sobre combustão derrubando, definitivamente, a Teoria do 
Flogístico. 
Atualmente, existe enorme variedade de balanças, adaptadas às mais diversas pesagens. Desde as 
que se destinam a pesar enormes cargas, como caminhões carregados, até aparelhos de extrema 
sensibilidade, capazes de registrar pequeníssimas massas. 
A sensibilidade de uma balança é uma de suas características mais importantes. Diz-se que uma 
balança é sensível ao miligrama, por exemplo, quando a massa de um miligrama colocada em um de 
seus pratos consegue provocar o desequilíbrio, inclinando sensivelmente o travessão. 
Uma boa balança deve ser justa e fiel. Justeza é a qualidade da balança em pesar com exatidão a 
massa de um corpo e, fidelidade, é a propriedade de, sempre que repetir a pesagem do mesmo 
material, apresentar o mesmo resultado. 
Num laboratório químico, algumas análises envolvem a operação de pesagem. Na realidade 
trabalha-se com massas e não com pesos. O peso de um objeto é a força exercida sobre ele pela 
ação da gravidade (P = m x g). O peso de qualquer material difere em diferentes locais da terra. Já a 
massa é a quantidade de matéria pela qual o objeto é composto logo, não varia com a gravidade. O 
peso de um objeto na Lua é menor que o peso do mesmo objeto na Terra, mas a massa deste objeto 
na Terra, na Lua ou em qualquer outro lugar, é sempre a mesma. 
As Técnicas de pesagens adotadas dependem da importância da medida e da aproximação 
desejada. 
Técnicas de pesagens 
Existem básicamente três processos de determinação de massa: 
1. Pesagem Direta: Usada para determinar a massa de um objeto, por exemplo, um pesa-filtro, um 
cilindro metálico, uma cápsula, papel, etc. 
2. Pesagem por Adição: Usada quando adicionamos pequenas quantidades de amostra num 
recipiente (pesa-filtro, béquer pequeno, cápsula, ou mesmo papel de filtro ou acetinado, etc) de 
massa conhecida, até obtermos a massa desejada de amostra. Por exemplo, queremos fazer a 
secagem de 3,0000 g de sulfato de cobre II. Neste caso, podemos usar uma cápsula 
previamente tarada (de massa conhecida) e acrescentar, com o auxílio de uma espátula, 
pequenas quantidades do sal, até a balança (eletrônica) mostrar no display, 3,0000 g. 
3. Pesagem por diferença: Usada para determinar a massa de uma amostra, por diferença entre 
duas pesagens. Por exemplo: as pesagems feitas nos itens anteriores (cápsula – pesagem 
direta e sulfato de cobre II – pesagem por adição) foram utilizadas para determinar a umidade do 
sal. Após certo tempo em estufa, a cápsula contendo o sal foi colocada em dessecador para 
esfriar e, em seguida, pesada. Para sabermos a massa do sal seco, temos que descontar a 
massa da cápsula e, se quisermos saber a perda de peso (quanto de água evaporou), devemos 
subtrair da massa do sal úmido, a mssa do sal seco ( perda de água = massa do sal úmido – 
massa do sal seco). 
Balanças 
Balança Técnica: É uma balança de pouca exatidão, esta balança deve ser utilizada apenas em 
análises qualitativas. Este tipo de balança trabalha com apenas duas casas decimais sendo, a 
primeira casa, exata mas, a segunda, é duvidosa. Estas balanças podem ser eletrônicas ou manuais. 
 
16 
 
Balança Semi Analítica: Oferece maior exatidão que a balança técnica, pois trabalha com três casas 
decimais (miligrama), sendo as duas primeiras, exatas, mas a terceira é duvidosa. Também devem 
ser utilizadas em análises qualitativas. A maioria é eletrônica. 
Balança Analítica: Oferece grande extidão nas medidas de massa. Trabalham com quatro (décimosde miligrama) ou mais casas decimal sendo a última casa, sempre duvidosa. É usada em análises 
quantitativas. Podem ser mecânicas (em desuso), eletromecânica (em desuso) ou eletrônica. 
Em laboratório, ao utilizar uma balança, de qualquer tipo, devemos inicialmente verificar se está 
ligada à rede elétrica pois, as balanças eletrônicas precisam de um tempo de aquecimento que dura 
em média 30 minutos. A seguir, é feita a verificação do nível, pois, qualquer balança para pesar 
corretamente deve estar num plano perfeitamente horizontal. O acerto do nível é feito girando os pés 
da balança no sentido horário ou anti horário. A seguir, ela é zerada. 
Observações: 
 Nunca colocar reagente a ser pesado diretamente sobre o prato da balança; utiliza-se para 
isso: papel acetinado, papel de filtro, vidro de relógio, béquer pequeno, pesa-filtro, etc. 
 Nunca pesar materiais quentes, pois a balança está calibrada para pesar à temperatura 
ambiente. 
 Nuna pesar substâncias corrosivas, voláteis ou higroscópicas em frascos abertos. Utilize 
pesa-filtro. 
 O frasco usado para conter a substância a ser pesada deve estar limpo, seco, na temperatura 
ambiente e não deve ser tocado com as mãos que podem impregná-lo com gordura; utilize, 
para manipulá-lo, papel absorvente fino. 
 Nunca ultrapassar a carga máxima da balança. Toda balança possui sua carga máxima 
declarada na parte frontal. 
 Para fazer a leitura da massa, a balança deve estar fehada. 
 Conservar a balança sempre limpa e fechada. Utilize um pincel para limpá-la. 
 
Objetivos 
 Manipular corretamente a balança técnica e a balança semi-analítica e executar corretamente 
medidas de massas. 
 
Materiais 
Balança técnica 
Balança Semi-analítica 
Espátula 
Papel acetinado 
Cilindros de ferro 
Cilindros de zinco 
 
Reagentes: 
Sulfato de Cobre II 
 
Procedimento 
A) Pesagem direta na balança semi-analítica eletrônica – Massa de cilindros de zinco e ferro. 
B) NOTA: Deve ser utilizado o procedimento da balança que será utilizada pois, cada Marca/Modelo, tem seu procedimento 
de uso, emitido pelo fabricante. 
 
1. Verificar se a balança está nivelada, caso não esteja fazê-lo através dos pés niveladores. 
2. Verificar se o prato da balança está limpo, caso não esteja, limpá-lo usando um pincel macio. 
3. Pressionar [L/D] para estabilizar a balança. 
4. Pressionar [T/F Prog] para zerar a balança. 
5. Colocar a amostra de zinco, no centro do prato da balança e lentamente, fechar a porta da 
balança. 
6. Efetuar a leitura da massa e anotar o valor. 
7. Retirar o material do prato da balança. 
8. Pedir para um colega efetuar a massa do mesmo material. 
9. Comparar os valores das massas obtidas, da mesma amostra, nas duas pesagens. 
10. Repetir o procedimento com a amostra de ferro e, ao final, apertar a tecla [L/D] para desligar a 
balança. 
17 
 
C) Pesagens por adição na balança semi-analítica eletrônica – pesar 1,00 g do sal sulfato de cobre II. 
1. Verificar se a balança está nivelada, caso não esteja, fazê-lo através dos pés niveladores. 
2. Verificar se o prato da balança está limpo, caso não esteja, limpá-lo usando um pincel macio. 
3. Pressionar [L/D] para estabilizar a balança. 
4. Pressionar [T/F Prog] para zerar a balança. 
5. Colocar o papel acetinado no centro do prato da balança e pressionar novamente [T/F Prog] 
para tarar. 
6. Transferir cuidadosamente, com o auxilio de uma espátula, pequenas porções do sal CuSO4 até 
obter a massa de 1,000g ou próximo disso e lentamente, fechar a porta da balança. 
7. Anotar o valor. 
8. Apertar a tecla [L/D] para desligar a balança. 
9. Retirar o papel dobrar e guardar (para próxima aula), identificando no papel o número da equipe 
e a classe. 
10. Limpar a balança com o pincel. 
 
D) Pesagem direta na balança técnica 
1. Medir a massa dos mesmos materiais do ítem A, na balança técnica e comparar as massas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
BICO DE BUNSEN 
 
 
 
Introdução 
Grande parte dos aquecimentos realizados em laboratório é feitos por meio de queimadores de 
gases combustíveis, sendo mais comumente usado o bico de Bunsen, o qual foi desenvolvido pelo 
físico alemão Robert Wiheim Eberhard Bunsen, em 1855. 
O gás combustível queimado no bico geralmente é o gás de rua ou G.L.P. (gás liquefeito de petróleo) 
e o comburente é o oxigênio do ar atmosférico. 
Existem bicos de Bunsen com ou sem regulagem de gás, mas ambos possuem basicamente três 
partes: cilindro, Anel de Regulagem (de ar) e base metálica. 
Cilindro metálico: Tubo de metal, rosqueado no centro da base, por onde passa o gás combustível 
que é queimado no topo. Possui alguns orifícios na parte inferior por onde entra ar (comburente). 
Anel de Regulagem: o anel é uma peça metálica que envolve a parte inferior do cilindro. Possui 
orifícios (janelas) correspondentes aos do cilindro, de modo que, girando o anel, pode-se abrir ou 
fechar as janelas, controlando assim a entrada de ar. 
Base metálica: Possui uma entrada lateral de gás e um pequeno orifício no centro, por onde sai o 
gás que será queimado no topo do cilindro. 
 
 
 
Características da chama: 
 
Mantendo-se as janelas fechadas, obtém-se uma chama fuliginosa de coloração amarela. Isso indica 
que está ocorrendo uma combustão incompleta do gás, pois existe pouco oxigênio para queimá-lo e, 
neste caso, os produtos da queima são: CO (monóxido de carbono), C (carvão na forma de fuligem), 
H2O (vapor de água) e pouco CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico) 
Para regular a chama, deve-se abrir lentamente as janelas do bico de Bunsen, o que fará aumentar a 
quantidade de oxigênio na mistura gás-ar que será queimada, promovendo assim, a combustão 
completa do gás e, neste caso, os produtos da queima serão apenas CO2 (gás carbônico) e H2O 
(vapor de água). 
 
 
 
 
 
19 
 
 
Uma chama bem regulada possui três regiões distintas: 
 
 
O cone externo da chama (oxidante) é ligeiramente violáceo, o intermediário, azul e, o cone interno, 
é incolor, mas é mascarado pela chama azul que o deixa ligeiramente escurecido. 
 
 
 
Para Ligar o bico de Bunsen: 
 
1. Verificar se a torneira de gás está desligada, caso esteja, desligá-la 
2. Verificar se as janelas do bico estão fechadas, caso não estajam, fechá-las. 
3. Não deixar o Bico de Bunsen na beirada da bancada, posicioná-lo mais no fundo, isto evita 
que, ao acendê-lo, a chama atinja seu rosto. 
4. Riscar um palito de fósforo e aproximá-lo da boca do cilindro. 
5. Abrir lentamente o gás, mantendo o rosto afastado do bico. 
6. Abrir lentamente as janelas do bico de Bunsen para regular a chama. 
7. Caso perceba um barulho com a chama já regulada, diminua a entrada de ar, pois isso 
significa que existe muito ar em relação à quantidade de gás e, se assim permanecer, 
provavelmente a chama irá apagar, fazendo com que ocorra escape de gás no laboratório. 
 
 
Para Desligar o Bico de Bunsen: 
 
1. Fechar as janelas do bico. 
2. Desligar o gás. 
 
Ao ligarmos ou desligarmos o bico de Bunsen devemos sempre ter cuidado de fazê-lo com as janelas 
fechadas, para evitar o retrocesso da chama. 
 
 
 
 
 
20 
 
MATERIAIS VOLUMÉTRICOS E TÉCNICAS DE MEDIÇÃO DE VOLUMES 
 
 
 
Introdução 
Medir volumes de líquidos faz parte da rotina de qualquer laboratório químico. As medidas de 
volumes podem ser efetuadas para serem usadas em análises qualitativas (não requer muita 
exatidão) ou em análise quantitativa (requer exatidão). Portanto, é necessário que o Técnico de 
Laboratório saiba diferenciar e usar corretamente os materiais volumétricos, de modo a reduzir ao 
mínimo o erro das análises. 
Os materiais volumétricos mais comuns são: 
 
 
 
A precisão do material está relacionada com a temperaturana qual o material está sendo utilizado 
(em geral são calibrados à temperatura de 20ºC) e com a limpeza. Existe também uma relação entre 
o diâmetro onde se localiza o traço de aferição (marca onde se faz a leitura) e a precisão do material; 
em geral, quanto maior o diâmetro, menor será a precisão e, quanto menor o diâmetro, maior será a 
precisão. 
Os materiais volumétricos nunca devem ser colocados em estufas, pois o calor dilata o vidro e, 
consequentemente, descalibra o material. 
Os frascos volumétricos disponíveis são de dois tipos: 
 Aqueles calibrados para conter certo volume de líquido, o qual, se transferido, não o será 
totalmente. Esses frascos exibem a sigla TC (to contain) gravada no vidro. Logo, Esses frascos 
não devem ser usados para transferência, pois irão transferir um volume menor sempre. 
 Aqueles calibrados para livrar um determinado volume de líquido. Esses frascos exibem a sigla 
TD (to deliver) gravada no vidro. Logo, esses frascos são indicados para transferência de um 
volume determinado. 
 
21 
 
Provetas ou cilindros graduados 
São materiais utilizados em medidas aproximadas de volume, pois apresentam erro de 1 % nas 
medidas de volume. Portanto não devem ser utilizadas em análises quantitativas. Em geral, 
apresentam a sigla TD. Existem provetas de várias capacidades, variando de 5,0 mL até alguns 
litros. 
Pipetas 
Podem ser de dois tipos: Graduadas ou volumétricas. 
1. Pipetas Graduadas: Possuem a sigla TD. São providas de uma escala numerada de cima para 
baixo e, geralmente graduada em décimos de mililitro (0,1 mL). A sucção do líquido deve ser 
feita com um pipetador, o mais comum é a pera de segurança, ou com vácuo. Esse tipo de 
pipeta serve para escoar volumes variáveis de líquido, mas sua precisão é menor que a da 
pipeta volumétrica. 
2. Pipetas Volumétricas: Possuem a sigla TD. São usadas para transferir um volume único de 
líquido. As pipetas volumétricas comumente encontradas são de: 1,00 mL, 2,00 mL, 5,00 mL, 
10,00 mL, 15,00 mL, 20,00 mL, 25,00 mL, 50,00 mL 100,00 mL e 200,00 mL. 
Para usarmos este tipo de pipeta, considerando que ela está limpa, devemos inicialmente 
enxaguá-la duas ou três vezes com pequenas porções da solução a ser utilizada. Cada porção é 
posta em contato com toda a superfície interna da pipeta antes de ser escoada. Esta operação 
se chama “ambientar”. 
Finalmente, usando pera de segurança ou vácuo, a pipeta é cheia com a solução até 1 a 2 cm 
acima do seu traço de aferição. Nesta operação, a pipeta não deve ser introduzida demais na 
solução a ser pipetada, mas também, não tão pouco que possa haver perigo de sua extreminade 
ficar, durante a sucção, fora da solução. Usando um papel absorvente macio, enxuga-se a parte 
externa inferior da pipeta e, com a pipeta na vertical, deixamos o líquido escoar lentamente para 
um béquer pequeno, até que a parte inferior do menisco coincida com o traço de aferição da 
pipeta. Este ajustamento deve ser feito com a pipeta na posição correta (o traço de aferição deve 
estar posicionado na mesma direção dos olhos do operador) para evitar erros de paralaxe. 
As pipetas podem ser ainda de esgotamento total (dois traços) ou, de esgotamento parcial (um 
ou nenhum traço). Em ambas, após a transferência do líquido, aguardamos aproximadamente 
15 – 20 segundos com a pipeta na posição vertical e, em seguida, no caso da pipeta de 
esgotamento parcial, tocamos a ponta da pipeta contra a superfície interna do frasco e, com 
isso, a última gota do líquido é então transferida. Caso a pipeta seja de esgotamento total, após 
os 15-20 segundos com a pipeta na vertical, o restante do líquido que ficou na ponta da pipeta é 
transferido para o recipiente, assoprando com a própria pera. 
Uso da pera de segurança (pera de três vias) 
1. Conectar a pera de segurança à extremidade superior da pipeta. 
2. Retirar o ar da pera (aperte 1 e 2. Solte 1 e 2) 
3. Introduzir a pipeta no líquido a ser pipetado sem deixar a sua ponta tocar o fundo do recipiente. 
4. Pressionar a válvula 3, que fará a sucção até acima do traço de aferição (aproximadamente 1 cm 
acima). Secar a pipeta com papel absorvente. 
5. Acertar o menisco, pressionando a válvula 4. 
6. Levar a pipeta até o recipiente de destino e deixar escoar o líquido pela parede lateral do 
mesmo, pressionando a válvula 4. Esta operação deve ser realizada mantendo-se a pipeta na 
posição vertical. 
7. Após escoamento total do líquido, esperar 15-20 segundos e tocar a ponta da pipeta na parede 
lateral do recipiente para escoar a última gota (esgotamento parcial) ou, pressionar 2 e 3 (nesta 
ordem) para esgotar totalmente a pipeta (esgotamento total). 
Não segurar o conjunto (pipeta + pera) pela pera esim, pela pipeta. 
 
 
22 
 
 
 
 1 
 
 
 
 2 
 
 
 
 3 
 
 
 
 
 4 
Buretas 
São frascos volumétricos TD, usados para escoar volumes variados de líquidos, com relativa 
precisão. São muito usadas em titulações. 
A bureta consiste num cilindro longo, uniformemente calibrado em toda sua extensão de escala 
graduada de cima para baixo e possui, entre a extremidade inferior e o cilindro graduado, um 
dispositivo de controle (torneira) que pode ser de vidro esmerilhado ou teflon. 
Durante a sua utilização ela deve estar na posição vertical, fixada ao suporte universal através de 
uma garra (garra para bureta) e, o seu interior, deve estar completamente cheio de líuido titulante, 
sem nenhuma bolha e com a parte inferior do menisco tangenciando o traço de aferição zero da 
bureta. 
As torneiras de vidro devem ser lubrificadas com vaselina para facilitar seu manuseio. Caso a 
torneira seja de teflon, não é propriamente necessário lubrificá-la, mas uma fina camada de 
lubrificante, facilita seu manuseio e até evita vazamentos. 
As buretas mais comuns são de 10,00 mL, 25,00 mL e 50,00 mL mas existem menores e maiores 
(5,00 mL até 100,00 mL) e microburetas com capacidades de até 0,100 mL. 
As buretas também devem ser ambientadas, 3 ou 4 vezes, com a solução a ser utilizada. 
 
Balões Volumétricos 
São materiais volumétricos construídos para conter exatamente certo volume de líquido, numa 
determinada temperatura (20ºC); por esse motivo, exibem a sigla TC. São utilizados para se preparar 
soluções. 
Os balões volumétricos possuem a forma de uma pera, fundo chato e gargalo longo, provido de uma 
tampa de vidro esmerilhado ou teflon. Eles podem ser de vidro transparente, de vidro verde, de vidro 
ambar ou ainda, de polietileno. Apresentam um único e fino traço de aferição gravado em torno do 
gargalo, que indica até onde o nível do líquido deve ser elevado para completar o volume do frasco. 
O gargalo deve ser bastante estreito em relação ao corpo do balão, a fim de que um pequeno erro no 
ajuste do menisco em relação ao traço de aferição, não ocasione um erro considerável no volume 
total da solução. 
Os balões volumétricos mais utilizados são de: 10,00 mL, 20,00 mL, 25,00 mL, 50,00 mL 100,00 mL, 
200,00 mL, 250,00 mL, 500,00 mL, 750,00 mL, 1000,0 mL e 2000,0 mL. Além de sere utilizados na 
preparação de soluções, são empregados também, para obtenção, com auxílio de pipeta 
volumétrica, de alíquotas de solução da substância analisada. 
 
Leitura do volume 
A superfície do líquido contido num tubo de pequeno diâmetro, não é plana. Devido à tensão 
superficial ela adquire a forma de um menisco (côncava). 
 
O acerto e a leitura do nível dos líquidos nos materiais volumétricos devem ser feitos da seguinte 
forma: 
1. Os materiais que se apóiam por si mesmos (balões volumétricos e provetas) devem estar sobre 
uma superfície plana e, os que não se apóiam por si mesmos (buretas e pipetas) devem estar 
sustentados na posição vertical (a bureta deve ser fixada ao suporte universal através de umagarra e a pipeta, suspensa pela mão do operador). 
23 
 
2. O operador deve se posicionar corretamente em relação ao traço de aferição para evitar erros de 
paralaxe, ou seja, os olhos do operador e o traço de aferição do material volumétrico devem 
estar na mesma horizontal. 
3. O operador deve fazer com que a parte inferior do menisco tangencie o traço de aferição do 
material volumétrico (se o líquido usado for escuro – não transparente - deverá tangenciar a 
parte de cima do menisco). 
4. Para facilitar a leitura da parte inferior do menisco, é conveniente usar um cartão com um 
retângulo preto gravado. Esse cartão é colocado atrás da bureta, de modo que o retângulo preto 
fique a 1 mm abaixo do menisco. Isso faz enegrecer o menisco, tendo maior realce contra o 
fundo preto do cartão 
Os traços de aferição gravados em círculo ou semicírculo facilitam o operador a evitar erros de 
paralaxe. 
 
 
 
Objetivos 
Conhecer os materiais volumétricos e as técnicas de utilização desses materiais. 
 
Materiais e equipamentos 
Argola 
Balão volumétrico 100 mL 
Béquer 50 mL 
Bureta de 25,0 mL 
Funil técnico 
Pipeta graduada 10 mL 
Pipeta volumétrica 25 mL 
Pisseta 
Provetas - 25 e 100 mL
Reagentes 
Sulfato de cobre II 
Água destilada 
Procedimento 
A) Preparação de 100 mL de uma solução de sulfato de cobre II 
1. Transferir 1,000g de Sulfato de Cobre II (pesado na aula anterior), para um béquer de 50 ou 100 
mL tomando o cuidado de não deixar resíduo do sal no papel; para isso, lavar o papel com jatos 
de água destilada na direção da béquer. 
2. Agitar o material contido no béquer para que haja dissolução total do sal. 
3. Transferir quantitativamente o conteúdo do béquer para um balão de 100 mL. Para isto, utilize 
um funil de transferência apoiado sobre uma argola fixada a um suporte universal. 
4. Lavar a bagueta, o béquer (3 vezes) e, em seguida o funil, com água destilada contida na 
pisseta. 
5. Acrescentar água destilada, aos poucos procurando homogeneizar a solução através de 
movimentos circulares com a base do balão. 
6. Completar o volume do balão, com água destilada, até o traço de aferição. 
7. Fechar o balão e homogeneizar a solução. Para isso, fixar a tampa entre dois dedos (indicador e 
médio) da mão esquerda, inverter o balão (virar de cabeça para baixo) e, segurando o fundo do 
24 
 
balão com a mão direita, fazer movimentos de vai-e-vem. Voltar o balão à posição correta. 
Repetir 30 vezes esta operação. 
 
B) Transferência de volumes 
1. Transferir, com auxilio de um funil de transferência, apoiado sobre uma argola, todo o volume do 
balão para uma proveta de 100,0mL e comparar o nível do líquido com o traço de aferição da 
proveta. ANOTAR o volume medido na proveta. 
2. Pipetar 25 mL da solução contida na proveta usando uma pipeta volumétrica conectada a uma 
pêra de segurança e transferir o volume para um béquer de 50 mL. Lembrar-se de: enxugar a 
parte inferior da pipeta com papel absorvente, acertar o menisco e, no final da transferência, 
remover a ultima gota que fica na ponta da pipeta. Durante a transferência, manter a pipeta na 
posição vertical e após a transferência, aguardar 15 segundos. 
3. Pipetar 10 mL da solução contida na proveta usando a pipeta graduada de 10,0 mL conectada a 
uma pêra de segurança e transferir o volume para o mesmo béquer usado no item anterior. Este 
béquer agora contém 35 mL de solução. Tomar os mesmos cuidados do item anterior. ANOTAR 
o volume encontrado no béquer. 
4. Transferir a solução contida no béquer para uma bureta de 25 mL que deve estar limpa e seca 
(caso não esteja, lavá-la três vezes com pequenos volumes da solução a ser usada). 
5. Colocar o béquer anterior (que agora deve estar vazio) sob a bureta. 
6. Com o béquer abaixo da bureta, com a mão esquerda abrir a torneira da bureta para encher a 
parte abaixo da torneira. 
7. Verificar se a parte inferior da bureta (região abaixo da torneira) não contém bolhas de ar. Caso 
isso ocorra, abrir a torneira rapidamente, para remoção das bolhas de ar repetindo seu 
preenchimento. 
8. Colocar mais solução na bureta, e zerá-la (a parte inferior do menisco deve tangenciar o traço 
zero). 
9. Transferir 25,0 mL da solução contida na bureta (com a mão esquerda), para uma proveta de 25 
mL. Comparar o menisco na proveta com traço de 25 mL de aferição da proveta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
DENSIDADE 
 
 
Introdução: 
 
“Conta-se que Hierao, tirano de Siracusa, Sicília, quis saber, sem destruir sua coroa, se ela fora 
confeccionada em ouro, ou se o ourives havia substituído uma parte por prata. Confiou o caso a 
Arquimedes, matemático e inventor grego para encontrar a resposta. Arquimedes sabia que quando 
mergulhamos um corpo num líquido, este corpo desloca um volume de líquido exatamente igual ao 
seu volume. Arquimedes então mergulhou, numa banheira com água, uma quantidade de ouro igual 
a massa de ouro que a coroa deveria ter e, observou o volume de água deslocado. A seguir, 
mergulhou a coroa do rei e observou que esta deslocava um volume de água maior. Baseado na 
relação entre massa e volume, ele provou que a coroa havia sido adulterada com outro metal, de 
densidade menor que o ouro.” (Texto de Paulo Cesar A. de Oliveira) 
Se tomarmos massas iguais de materiais iguais, sob as mesmas condições, os volumes ocupados 
por essas massas serão iguais, mas se tomarmos massas iguais de materiais diferentes, sob as 
mesmas condições, iremos observar que elas ocupam volumes diferentes. Isto ocorre porque as 
partículas que formam cada material possuem arranjos diferentes fazendo com que o espaço entre 
elas também seja diferente. Densidade Absoluta (ou massa específica) é a relação entre a massa de 
um material e o volume ocupado por essa massa : 
 Densidade Absoluta Massa Específica 
d =
V
m
 
 
 
 ou μ =
V
m
 
 
 Unidade: g/cm3 Unidade: g/cm3 
Onde: 
m = massa em gramas 
V = volume em cm3 
A densidade absoluta (ou massa específica) é uma característica própria de cada material, por isso é 
classificada como propriedade específica física da matéria. Em geral, a densidade absoluta dos 
sólidos é maior que a dos líquidos e estes, maior que dos gases. 
A densidade relativa ou simplesmente densidade, para sólidos e líquidos, é a relação entre a 
densidade do material e a densidade da água destilada na temperatura de 4°C (1 g/cm3). A 
densidade relativa para os gases é a relação entre a densidade do gás e a densidade do ar nas 
CNTP. Como vemos, a densidade relativa não tem unidade. 
Para determinarmos a densidade absoluta de um sólido, medimos sua massa e o seu volume (por 
deslocamento de líquidos) e calculamos a razão entre eles. Na determinação da densidade absoluta 
de líquidos, podemos usar um densímetro, que nos fornece a leitura direta da densidade ou então, 
um picnômetro. 
Picnômetro para líquidos é um vaso de vidro, com tampa oca, capaz de medir com grande precisão o 
volume de líquido nele colocado. Devemos evitar o contato das mãos com o picnômetro para não 
deixarmos resíduos de gordura, suor ou qualquer tipo de sujeira contida nas mãos, nas paredes de 
vidro. Para isso usamos papel absorvente para segurar o picnômetro. Inicialmente medimos a massa 
dele vazio e seco, a seguir, enchemos com o líquido que queremos medir a densidade e após, 
medimos novamente a massa do conjunto: picnômetro + líquido. 
Os densímetros (ou aerômetros) constam de uma ampola de vidro, contendo em seu interior esferas 
metálica, contidas com parafina para evitar a quebra do mesmo e, na outra extremidade, uma haste 
contendo uma escala parafazermos a leitura da densidade. Este aparelho é mais prático que o 
picnômetro, pois não utiliza a balança. Existem densímetros especiais para vários tipos de líquidos e 
que recebem nomes específicos, como por exemplo, o Lactodensímetro para determinar a densidade 
de leites fluidos. Os densímetros especiais, também podem determinar a concentração, como o 
alcoômetro, usado para determinar o teor de álcool na mistura água-álcool. 
 
Objetivos 
26 
 
Trabalhar com equipamentos utilizados em medida de massa e volume de materiais líquidos e 
sólidos, e determinar a densidade de alguns materiais líquidos e sólidos. 
 
Materiais e equipamentos 
Balança semi analítica 
Densímetro 
Alcoômetro 
Picnômetro. 
Proveta de 25 mL e100 mL 
Papel absorvente 
 
Reagentes 
Água destilada 
Álcool etílico comercial 
Solução saturada de NaCl 
Cilindros metálicos: zinco, ferro, alumínio e chumbo 
 
Procedimento 
A) Determinação da densidade de sólidos: chumbo, zinco, ferro e cobre 
1. Determinar a massa de uma amostra seca de zinco , em balança semi-analítica e anotar a 
massa. 
2. Colocar 15 mL de água destilada numa proveta de 25 mL (o volume de água tem que ser 
suficiente para manter a amostra totalmente mergulhada) e anotar o volume exato da água na 
proveta. 
3. Colocar, com cuidado, a amostra de zinco na proveta contendo água e anotar o volume final da 
água. 
4. Remover a amostra de zinco secá-la com papel absorvente. 
5. Calcular a densidade do zinco. 
6. Trocar a amostra de zinco com outra equipe e repetir o procedimento até o ítem 5. 
7. Devolver a amostra de zinco ao frasco original. 
8. Repetir os itens de 1 a 7 usando amostras dos outros metais. 
 
B) Determinação da densidade de líquidos com picnômetro: Álcool, água e solução saturada de 
cloreto de sódio 
1. Determinar a massa de um picnômetro vazio e seco em balança semi analítica e anotar a massa 
e o n° do picnômetro (m1). (Segurar o picnômetro com papel absorvente) 
2. Levar o picnômetro para a bancada e lavá-lo 3 vezes com álcool e, em seguida enchê-lo com 
álcool. 
3. Encaixar a tampa, protegendo com papel absorvente para absorver o álcool em excesso e secá-
lo externamente com papel absorvente. 
4. Medir a massa do conjunto (picnômetro + álcool) na balança semi analítica e anotar a massa 
(m2). 
5. Calcular, por diferença, a massa do álcool m (m2 – m1) e anotar. 
6. Calcular a densidade do álcool. 
7. Repetir os itens de 1 a 6, utilizando água destilada e solução saturada de cloreto de sódio. 
 
Obs: lavar o picnômetro 3 vezes com água destilada e enxaguá-lo 3 vezes com pequenos volumes (~ 5 mL) 
da amostra que será utilizada em seguida. 
27 
 
C) Determinação da densidade de líquidos com densímetros: Álcool, água e solução saturada de 
cloreto de sódio 
1. Mergulhar o densímetro na proveta contendo solução saturada de NaCl e girar como se fosse um 
pião. Caso ele fique encostado à parede da proveta, girar novamente. 
2. Esperar o densímetro parar de girar e fazer a leitura da densidade pela parte inferior do menisco. 
Anotar o resultado da densidade. 
3. Repetir os itens 1 e 2 para os demais líquidos: água (destilada) e álcool. 
 
D) Determinação do teor de álcool com alcoômetro: mistura água-álcool 
1. Mergulhar o alcoômetro na proveta contendo solução água-álcool e girar como se fosse um pião. 
Caso ele fique encostado à parede da proveta, girar novamente. 
2. Esperar o alcoômetro parar de girar e fazer a leitura do teor de álcool na mistura pela parte 
inferior do menisco. Anotar o resultado da concentração na escala Gay Lussac (Escala G L - % 
de álcool v/v). 
Dados Experimentais 
A) Densidade de Sólidos 
 Amostra: Pb Amostra: Zn Amostra: Fe Amostra: Cu 
1 2 1 2 1 2 1 2 
 
m1 (massa do metal) em g 
 
 
V2 (vol. da água + metal) em mL 
 
 
V1 (volume da água) em mL 
 
 
V metal em mL (= V2 – V1) 
 
 
Densidade (= m/v) 
 
 
B) Densidade de Líquidos com picnômetro 
 
Picnômetro Nº 
 
Amostra: sol. saturada NaCl 
 
Amostra: álcool-água 
 
Amostra: água (destilada) 
 
VPicnômetro ( mL) 
 
 
m2 (Picnômetro + amostra) (g) 
 
 
m1 Picnômetro vazio (g) 
 
 
m amostra (g) (= m2 – m1) 
 
 
Densidade (= m/v) 
 
 
C) Densidade de Líquidos com densímetro 
 
Amostra 
 
Leitura no densímetro 
 
Solução sat. NaCl (g/cm
3
) 
 
 
Água-álcool (g/cm
3
) 
 
 
Água destilada (g/cm
3
) 
 
 
D) Teor de álcool na mistura com alcoômetro 
 
amostra 
Teor de álcool na mistura 
(%) 
 
Água + álcool 
 
 
28 
 
Perguntas de verificação 
 
1. Fazer os cálculos para determinar a densidade de cada material utilizado. 
2. Sabendo que a densidade absoluta do zinco é 7,13 g/cm3, como você pode justificar os valores 
encontrados por sua equipe? 
3. Sabendo que a densidade absoluta do ferro 7,87 g/cm3, como você pode justificar os valores 
encontrados por sua equipe? 
4. Sabendo que a densidade absoluta do cobre é 8,96 g/cm3, como você pode justificar os valores 
encontrados por sua equipe? 
5. Sabendo que a densidade absoluta do chumbo é 11,3 g/cm3, como você pode justificar os valores 
encontrados por sua equipe? 
6. As próximas questões se referem à tabela abaixo: 
material Densidade 
(g/cm3) 
Ouro 19,32 
Mercúrio 13,55 
Cobre 8,96 
Água 1,00 
Óleo de soja 0,82 
a) Se tivermos volumes iguais de água e de óleo, qual terá maior massa? 
b) Se 1 Kg de óleo custasse o mesmo preço que 1 L, o que seria mais vantajoso comprar, 1 Kg ou 1 
L? 
c) Se tivermos massas iguais de mercúrio, cobre e ouro, qual apresentará maior volume? 
d) Calcule a massa de 2 litros de óleo de soja. 
e) Calcule o volume de: 2 Kg de mercúrio e 2 Kg de ouro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
PONTO DE FUSÃO 
 
 
Introdução 
Ponto de Fusão é a temperatura na qual uma substância passa do estado sólido para o estado 
líquido. É uma propriedade específica física da substância. A mudança de estado recebe o nome de 
fusão. 
As substâncias puras fundem à temperatura constante; no caso das impuras (misturas), ocorre 
elevação da temperatura durante a fusão, ou seja, as misturas não apresentam um ponto de fusão, e 
sim uma faixa de fusão durante a mudança de estado. Existe um tipo de mistura que se comporta 
durante a fusão como uma substância pura, é a mistura eutética. As misturas eutéticas possuem 
composição química fixa, e fundem à temperatura constante, antes que o componente de menor 
ponto de fusão entre em fusão. É comum a ocorrência de eutéticos em ligas metálicas, como por 
exemplo, o metal fusível (liga quaternária de estanho p.f = 231,8 ºC, chumbo p.f = 327,5 ºC, cádmio 
p.f = 320,9 ºC, zinco p.f = 419,4 ºC) usado em dispositivos elétricos mas, o ponto de fusão desta liga 
é 70 ºC. 
As propriedades físicas das substâncias são usadas para determinar se uma amostra é pura ou não. 
Assim, a densidade, ponto de fusão, ponto de ebulição, solubilidade, condutividade térmica, 
condutividade elétrica entre outras, são propriedades comumente utilizadas como critério de pureza 
na identificação de substâncias. 
Existem vários aparelhos para determinação do ponto de fusão das substâncias, mas a maior parte 
dos métodos baseia-se no aquecimento da amostra até a sua fusão e leitura da temperatura de 
fusão através de um termômetro. 
Um dos métodos mais utilizados para determinação do ponto de fusão em margarinas consiste em 
fundir a amostra, introduzi-la num capilar de vidro e, após congelamento por 24 horas em freezer, 
introduzir o capilar contendo a amostra num banho de água e aquecer lentamenteaté a fusão da 
amostra. Para cada amostra, faz-se uma triplicata e as temperaturas de fusão encontradas não 
devem variar mais que 1ºC entre elas. Trabalha-se com a média das medidas. 
No nosso experimento usaremos um tubo de Thielle, contendo um líquido de banho que deve ser 
escolhido de acordo com o material a ser fundido. O líquido de banho não deve ser inflamável, já que 
será aquecido através de chama. Outro fato importante desta técnica é que a amostra a ser fundida 
deve ter ponto de fusão maior que o ponto de fusão de líquido de banho menor que o ponto de 
ebulição do líquido de banho, ou seja, o ponto de fusão da amostra deve estar entre os pontos de 
fusão e ebulição do líquido de banho. Uma limitação deste método é o fato do termômetro não estar 
mergulhado na amostra a ser fundida, logo não se pode acompanhar o comportamento da 
temperatura da amostra durante a fusão. 
 
Líquido de banho P.F. do banho 
(ºC) 
P.E. do banho 
(ºC) 
Usado para medir ponto de fusão: 
 
Água 
 
0 
 
100 
 
5 a 95ºC 
 
Glicerina 
 
17,9 
 
290 
 
25 a 280ºC 
 
Ác.Sulfúrico conc. 
 
10,4 
 
317 
 
20 a 300ºC 
 
Óleo de parafina 
 
16 
 
287,5 
 
20 a 250ºC 
 Líquidos comumente usados em banho de aquecimento a pressão de 1atm. 
 
 
Objetivos 
Determinar experimentalmente o valor do ponto de fusão de algumas substâncias. 
 
Materiais e equipamentos
Almofariz com pistilo 
Bico de Bunsen 
Mufa 
Suporte Universal 
Termômetro até 150ºC 
Tubo capilar de vidro 
Tubo de Thielle 
 Vareta de vidro (~50 cm)
 
30 
 
Reagentes 
Naftaleno 
Ácido benzóico 
Uréia 
Glicerina (líquido de Banho)
 
Procedimento: 
A) Determinação do ponto de fusão do naftaleno 
1. Pulverizar uma pequena porção de naftaleno num almofariz limpo e seco. 
2. Fechar uma das extremidades de dois capilares na chama do bico de Bunsen e deixar esfriar. 
3. Empacotar o capilar com naftaleno, para isto, bater a extremidade aberta do capilar de 4 a 5 vezes 
na substância pulverizada e, a seguir, soltar o capilar, com a extremidade aberta para cima, 
através de uma vareta de vidro (aproximadamente 50 cm) na vertical apoiada na bancada, para 
compactar a amostra no fundo do capilar. Repetir esta operação até que se tenha, 
aproximadamente, 1 cm da amostra no interior do capilar. 
4. Prender através de um anel de látex, o capilar ao termômetro de tal forma que a parte que contém 
a amostra fique junto ao bulbo do termômetro. 
5. Colocar a glicerina no interior do tubo de Thielle. 
6. Montar a aparelhagem conforme figura. 
7. Aquecer o líquido de banho lentamente, deslizando a chama em toda a extensão do braço inferior 
do tubo de Thielle. 
8. Anotar a temperatura de fusão, NO INÍCIO da fusão. 
9. Repetir o procedimento para o outro capilar contendo naftaleno. 
B) Determinação do ponto de fusão do Ácido benzóico 
1. Repetir os itens de 1 a 9 do procedimento A, com exceção do item 5 pois o tubo já contém 
glicerina, utilizando como amostra o ácido benzóico 
C) Determinação do ponto de fusão da Uréia 
1. Repetir os itens do procedimento B, utilizando como amostra, a uréia. 
 
 
 
 
 
 Termômetro 
 
 
 tubo de Thiele 
 
 
 nível do banho 
 
 capilar 
 
 
 
 
 aquecimento 
 
 
 
 
 
 
 
 
Determinação do ponto de fusão com tubo de Thiele 
 
31 
 
 
Perguntas de verificação 
 
1. O que é ponto de fusão? 
2. Por que na determinação do ponto de fusão, usando a técnica do tubo de Thielle, a 
temperatura no termômetro não se mantém constante durante a fusão? 
3. É possível construir um gráfico que mostre o comportamento da temperatura da amostra 
analisada, desde o aquecimento inicial até o final da fusão? Justifique sua resposta. 
4. Pesquise os valores reais para o ponto de fusão das substâncias utilizadas no experimento. 
5. Os valores obtidos por sua equipe coincidem com os valores obtidos na literatura? Por quê? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
PONTO DE EBULIÇÃO E CURVA DE EBULIÇÃO 
 
 
 
Introdução: 
Ponto de Ebulição é a temperatura na qual uma substância passa do estado líquido para o estado 
gasoso. 
Ao aquecermos um líquido, inicialmente ocorre um escape das moléculas que ficam na superfície 
(evaporação), mas ao atingirmos seu ponto de ebulição, o desprendimento das moléculas ocorre 
em toda a massa líquida. Isto é evidenciado pela formação de bolhas, que nada mais são do que 
os espaços ocupados por moléculas da substância na forma de vapor (estado gasoso), que se 
forma inicialmente no fundo que é a região que recebe primeiro o calor da chama ou de outro 
sistema de aquecimento. 
O comportamento da temperatura durante o aquecimento de uma substância pura no estado 
líquido é análogo ao aquecimento de uma substância pura no estado sólido, ou seja, durante a 
mudança de estado, a temperatura se mantém constante. Já, se o líquido em ebulição for uma 
mistura, não haverá um ponto de ebulição, e sim, uma faixa de ebulição já que neste caso a 
temperatura continua subindo lentamente durante a mudança de estado. 
O comportamento da ebulição de uma substância pura ou de uma mistura pode ser verificado na 
prática, anotando-se os valores da temperatura em vários intervalos de tempo. Os dados obtidos 
podem ser plotados num gráfico de temperatura x tempo, chamado de curva de ebulição. 
Existe uma classe de misturas líquidas que se comporta como as substâncias puras apenas 
durante a ebulição: são as misturas azeotrópicas. Estas misturas destilam em temperatura fixa e 
composição química bem definida, por exemplo: HCl e água (ferve a 108,58 °C com 20,22 % em 
HCl – 760 mm Hg), álcool etílico e água (ferve a 78,17 ºC com 96 % de álcool – 760 mm Hg). Se 
mudarmos a pressão, a temperaturade ebulição do azeótropo e sua composição também mudam. 
 
 
Objetivos 
Determinar experimentalmente a curva de ebulição de uma mistura e de uma substância pura, 
comparando suas características. 
 
Materiais e equipamentos 
Balança semi-analítica 
Bico de Bunsen 
Suporte universal 
Tela de amianto 
Argola 
Bagueta de vidro 
Béquer de 100 mL 
Proveta de 100 mL 
Termômetro (110ºC) 
 
Reagentes 
Água destilada 
Cloreto de sódio 
 
 
Procedimento: 
Parte A: Ebulição de substância pura: Água destilada 
1. Montar a aparelhagem conforme a figura A. 
2. Colocar 70 mL de água destilada no Béquer. 
3. Mergulhar o termômetro até o meio do líquido (o bulbo do termômetro deve permanecer imerso 
na água durante todo o aquecimento). 
4. Iniciar o aquecimento (aquecimento moderado) e anotar a temperatura (a partir do instante inicial 
t=0) a cada 1 minuto e, após entrar em ebulição, deixar mais 15 minutos, anotando sempre o 
tempo e a temperatura correspondente. 
 
 
33 
 
Parte B: Ebulição de mistura: solução aquosa de cloreto de sódio 
 
1. Montar a aparelhagem conforme a figura B. 
2. Pesar na balança semi-analítica 20 g de cloreto de sódio em um béquer de 100 mL. 
3. Acrescentar ao béquer contendo o sal 70 mL de água destilada. 
4. Agitar até completa dissolução do sal. 
5. Continuar como nos itens 3 e 4 do procedimento anterior, tomando o cuidado de não colocar o 
béquer com a mistura sobre a tela de amianto já quente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Água Água com sal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig A : ebulição da água Fig A : ebulição da água com sal 
 
 
Perguntas de Verificação: 
 
1. Com os dados obtidos construir gráficos de Temperatura x Tempo (temperatura na ordenada e 
tempo na abscissa), em papel milimetrado, para a substância pura e para a mistura. Lembre-se de 
identificar o gráfico com: título (curva de ebulição da água ou da mistura água + NaCl), turma, 
n° da equipe, nomes e números dos componentes da equipe e data em que foi realizado o 
experimento. Indique também no gráfico a unidade de temperatura (oC) e a unidade de tempo 
(min.) utilizada. 
2. O que é ponto de ebulição? 
3. O que ocorre com a temperatura durante a ebulição de uma substância pura? E de uma mistura? 
4. Procure, na literatura, o ponto de ebulição de 5 substâncias puras e que sejam líquidas à 
temperatura ambiente. 
5. Esboce o gráfico da temperatura X tempo para a curva de ebulição de uma mistura azeotrópica 
contendo 96% de álcool etílico e 4% de água (v/v). Indique no gráfico as fases de agregação da 
matéria correspondentes a cada trecho. Dados: PE água = 100º C; PE etanol = 78,4º C; PE da 
mistura azeotrópica = 78,2º C. 
34 
 
SOLUBILIDADE 
 
 
 
Introdução 
Solubilidade é outra propriedade específica da matéria. 
Dizemos que solubilidade é a capacidade que uma substância tem de se dissolver ou não 
em outra. 
Se juntarmos duas ou mais substâncias e ocorrer uma dissolução, a substância que se 
dissolve é classificada como soluto e, a responsável pela dissolução do soluto, é 
classificada como solvente. 
Caso as substâncias não se solubilizem, temos uma mistura heterogênea. 
A solubilidade das substâncias depende de vários fatores como, por exemplo: 
 Natureza do soluto e do solvente: em geral, solventes polares dissolvem mais 
solutos também polares e solventes apolares, dissolvem solutos apolares. 
 Temperatura: geralmente a solubilidade de sólidos e líquidos é favorecida com o 
aumento da temperatura, mas para os gases é o inverso: quanto menor a 
temperatura, maior é a dissolução do gás. 
 Pressão: apenas os gases sofrem a influência da pressão e, nesse caso, se 
aumentarmos a pressão sobre um sistema que contém gás, maior será sua 
solubilidade. 
As substâncias podem ser classificadas em: muito solúveis, solúveis, pouco solúveis e 
insolúveis em um determinado solvente. Na verdade, toda substância é solúvel em qualquer 
solvente. Ocorre que, para algumas, a solubilidade é tão pequena que ela é classificada 
como insolúvel. Por exemplo: A solubilidade do cloreto de prata em água, á 18°C é 
0,00016g em 100mL de água, ou seja, seriam necessários 1000 L de água, à 20°C, para 
dissolver 1,5 g de cloreto de prata, então, num tubo de ensaio em laboratório dissolve-se 
nada ou quase nada. 
Objetivos 
Verificar a solubilidade de algumas substâncias em diferentes solventes. 
Materiais e equipamentos
Bagueta 
Balança semi-analítica 
Béquer de 400 mL 
Bico de Bunsen 
Pipeta graduada de 5 ou 10 mL 
Tela de amianto 
Termômetro 110°C 
Tripé 
Tubos de ensaio – 10 
Reagentes: 
Água destilada 
Álcool Etílico 
Glicerina 
Óleo Mineral (Vaselina) 
Açúcar 
Cloreto de Sódio 
Carbonato de sódio 
Naftaleno 
Ácido Acetilsalicílico 
Iodo 
Hidróxido de Sódio 
 
Procedimento 
A) Verificação da solubilidade de algumas substâncias em água à temperatura ambiente 
1. Numerar 10 tubos de ensaio e colocar numa estante para tubos. 
2. Acrescentar em cada tubo, 5 mL de água destilada. 
3. Aos tubos contendo água, acrescentar na seguinte ordem: 2 mL de álcool etílico, 2 mL de 
glicerina, 2 mL de óleo mineral, 0,20 g de açúcar, 0,20 g de cloreto de sódio, 0,20 g de 
naftaleno, 0,20 g de AAS, 0,20 g de carbonato de sódio, 1 cristal de iodo e 1 lentilha de NaOH . 
4. Agitar cada um dos tubos ou usar bagueta para auxiliar a agitação (não esquecer de lavar a 
bagueta ao passá-la de uma solução para outra). Observar e anotar, na tabela, se houve 
dissolução ou não. Não descartar ainda as misturas contidas nos tubos de ensaio. 
35 
 
B) Verificação da solubilidade de algumas substâncias em água à temperatura de 90 ºC 
1. Colocar 250 mL de água em um Béquer de 400 mL, aquecer sobre tela de amianto até 90°C (± 
3 ºC) em bico de Bunsen. 
2. Colocar cada um dos tubos que apresentou material insolúvel e mergulhá-lo na água quente por 
5 minutos, agitando com a bagueta. 
3. Observar a mistura contida em cada tubo e anotar, na tabela, se houve ou não dissolução a 
quente. 
4. Descartar as misturas contidas nos tubos de acordo com a orientação do Professor ou Auxiliar 
de instrução, em locais próprios e lavar os tubos sem retirar a numeração. Caso a numeração 
dos tubos tenha saído com a lavagem, refazê-la. 
C) Verificação da solubilidade de algumas substâncias em Álcool à temperatura ambiente 
 Obs.: A utilização agora será de 9 tubos porque água e álcool já foi testado no item A. 
1. Acrescentar em cada tubo, 5 mL de álcool etílico. 
2. Aos tubos contendo álcool, acrescentar na seguinte ordem: 2 mL de glicerina, 2 mL de óleo 
mineral, 0,20 g de açúcar, 0,20 g de cloreto de sódio, 0,20 g de naftaleno, 0,20 g de AAS, 0,20 
g de carbonato de sódio, 1 cristal de iodo e 1 lentilha de NaOH . 
3. Agitar cada um dos tubos ou usar bagueta (é necessário lavar e secar a bagueta ao passá-la de 
uma solução para outra). Observar e anotar, na tabela, se houve dissolução ou não.4. Descartar as misturas contidas nos tubos de acordo com a orientação do Professor ou Auxiliar 
de instrução, em locais próprios e lavar os tubos. 
D) Verificação da solubilidade de algumas substâncias em óleo mineral, à temperatura ambiente. 
 Obs.: A utilização agora será de 8 tubos porque água com óleo e álcool com óleo já foram 
testados nos itens A e C. 
1. Acrescentar em cada tubo 5 mL de óleo mineral. 
2. Aos tubos contendo óleo mineral, acrescentar na seguinte ordem: 2 mL de glicerina, 0,20 g de 
açúcar, 0,20 g de cloreto de sódio, 0,20 g de naftaleno, 0,20 g de AAS, 0,20 g de carbonato de 
sódio, 1 cristal de iodo e 1 lentilha de NaOH . 
3. Agitar cada um dos tubos ou usar bagueta (não se esquecer de lavar e secar a bagueta ao 
passá-la de uma solução para outra). Observar e anotar, na tabela, se houve dissolução ou 
não. 
4. Descartar as misturas contidas nos tubos de acordo com a orientação do Professor ou Auxiliar 
de instrução, em locais próprios e lavar os tubos. 
Dados experimentais 
 
substância 
Solubilidade (Solúvel ou insolúvel) em: 
 A B C D 
Água 
(t. ambiente) 
Água 
(60°C) 
Álcool 
 (temp. ambiente) 
Óleo mineral 
(temp. ambiente) 
Álcool X X 
Glicerina 
Óleo mineral X 
Açúcar 
Cloreto de sódio 
Naftaleno 
Ácido acetilsalicílico 
Carbonato de sódio 
Iodo 
Hidróxido de sódio 
 
 
36 
 
Perguntas de verificação 
 
1. Como varia a solubilidade das substâncias com a temperatura? 
2. Além da temperatura, de quais outros fatores depende a solubilidade? 
3. Como varia a solubilidade dos gases com a temperatura? E com a pressão? 
4. Por quemesmo no verão, fazemos chá ou café, com água quente ao invés de água gelada? 
5. Em partes rasas do estreito de Long Island foram encontrados, em dias extremamente 
quentes, peixes mortos. Porém, à temperatura normal, os peixes ali vivem bem. Que 
propriedade do oxigênio pode ser deduzida deste fato? Explique. 
6. Explique por que o nitrato de sódio (salitre), que é muito solúvel em água, é encontrado em 
países como o Chile (país de grandes altitudes e baixa temperatura) e a Índia (com vários 
desertos). 
7. Pesquise, na biblioteca, ou na internet, o fenômeno da solvatação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
FILTRAÇÃO 
 
 
 
Introdução 
 
A filtração é um processo de separação de misturas heterogêneas sólido - líquido ou sólido - gás 
que consiste em fazer a mistura atravessar um material poroso capaz de reter a fase sólida e 
deixar atravessar a fase fluida. 
O processo de filtração é largamente utilizado nas indústrias e nos laboratórios de análises. 
Na indústria é comum o uso de filtros junto às chaminés para diminuir a quantidade de partículas 
sólidas lançadas na atmosfera (separação de misturas heterogêneas sólido-gás). Este tipo de 
purificação também é bastante utilizado em centros cirúrgicos de hospitais, ou em qualquer outra 
sala que necessite de assepsia em alto grau, como a fabricação de alimentos parenterais. 
Utiliza-se também filtros industriais para remoção de sólidos como lama, precipitados, suspensões 
e outras misturas do tipo sólido-líquido. 
Em laboratórios químicos, a filtração mais utilizada é a que se aplica às misturas heterogêneas 
sólido-líquido. Neste caso o material filtrante pode ser de vários tipos: membranas filtrantes, papel, 
algodão vegetal, lã de vidro, carvão ativo e outros. O que define o melhor filtro a ser utilizado é o 
material que será filtrado. Os papéis de filtro possuem várias especificidades, pois são fabricados 
em vários graus de espessura e porosidade e a sua escolha será em função do material sólido a 
ser retido. A escolha do papel de filtro é feita inicialmente, em função da análise, qualitativa ou 
quantitativa, já que existem estes dois tipos de classificação do papel. 
Os papéis de filtro quantitativos fornecem uma quantidade de cinza muito pequena e sua 
capacidade de retenção é dada de acordo com a faixa. Assim: 
Faixa Preta – utilizado para reter precipitados grandes e gelatinosos. Ex: sulfetos e hidróxidos. 
Faixa Branca – utilizado para reter precipitados médios. Ex: oxalato de magnésio. 
Faixa Vermelha - utilizado para reter precipitados finos. Ex: sulfeto de zinco. 
Faixa Azul - utilizado para reter precipitados muito finos. Ex: fosfato de magnésio. 
Faixa Verde - utilizado para reter precipitados de sulfato de bário. 
Existem ainda outros materiais utilizados nas filtrações, principalmente se for necessário secar e 
pesar os precipitados nas análises quantitativas, tais como: 
Cadinho de Gooch: É um cadinho de porcelana ou de platina, o qual possui o fundo perfurado, 
onde se acomoda uma camada filtrante de fibras como amianto ou óxido de alumínio. Esta 
camada, após lavagem e secagem em estufa por várias vezes, até peso constante, estará pronta 
para uso. A filtração realizada com este tipo de cadinho é feita a vácuo. 
Cadinho filtrante de vidro sinterizado: É um cadinho de vidro que possui no seu interior uma placa 
fixa de vidro sinterizado podendo variar de porosidade, utilizado desde que o material retido seja 
secado a no máximo 200°C. Neste caso também a filtração é feita a vácuo. 
 
Para que uma filtração se processe de forma eficiente, é necessário que: 
a) O corpo sólido não passe através do papel de filtro ou penetre em seus poros. Uma forma de 
impedir essa penetração é adicionar à mistura a ser filtrada, produtos absorventes, tais como 
terra de diatomáceas, que favorecem a filtração, pois retêm o sólido a ser filtrado. 
b) O líquido não reaja com o material filtrante (papel ou algodão vegetal), nem o dissolva, 
mesmo que parcialmente, como no caso de líquidos corrosivos ou dissolventes de celulose. 
O emprego do papel de filtro deve ser dispensado quando se tratar de filtração de substâncias 
corrosivas, como ácido sulfúrico, por exemplo, ou dissolventes de celulose, usando-se nestes 
casos, lã de vidro (para líquidos corrosivos) e algodão vegetal (para dissolventes de celulose), 
para evitar perda do material por dispersão através do papel. 
Quando existe grande quantidade de material a ser filtrado, ou mesmo quando a filtração é muito 
lenta, o mais indicado é fazer uma filtração sob pressão reduzida (vácuo), pois diminui o tempo de 
filtração. 
38 
 
 
Uso do papel de filtro 
 
 Dobra ou dobradura simples: 
1. Dobrar o papel de filtro em duas partes iguais (b); 
2. Dobrar novamente em duas partes, deixando uma das pontas do papel recuada 
aproximadamente 5 mm (c). 
3. Cortar a ponta recuada do papel para permitir que o papel fique aderido à parede do funil, 
impedindo a entrada de ar (d). 
4. Encaixar o papel no funil e molhar imediatamente para aderi-lo ao funil. 
 
 
 
 (d) 
 
 
 Dobradura múltipla ou pregueada: 
1. Dobrar inicialmente o papel ao meio ficando em forma de meia lua; dobrar novamente ao 
meio, ficando um quarto de lua. 
2. Dobrar cada quarto e redobrá-los em forma de leque, até obter um total de oito, dezesseis 
ou trinta e duas dobras. 
 
 
 
Este tipo de dobra feita no papel é usada para filtrações a quente, onde a solução em ebulição ou 
aquecida deve ser filtrada rapidamente, ou para aumentar a capacidade do filtro. Isto é 
geralmente feito através de um papel colocado num funil relativamente grande com uma haste de 
diâmentro não muito pequeno. Com isso reduz-se ao mínimo a separação de cristais e a 
obstrução da haste no caso de filtração de solução saturada a quente. 
 
 
 
 
39 
 
 
Para realizar uma filtraçãohá maneiras corretas de transferir a mistura para o funil: 
 
1. Segurando a bagueta com uma das mãos e o 
béquer contendo a mistura a ser filtrada com a 
outra como mostra a figura abaixo: 
 
 
 
 
 
2. Segurando a bagueta e o béquer com a mesma 
mão. Desta forma pode-se facilitar a transferência 
do sólido para o funil com o auxílio de uma pisseta 
na outra mão, como mostra a figura abaixo: 
 
Filtração a vácuo, por sucção ou à pressão reduzida 
 
Esta técnica é utilizada quando se deseja diminuir o tempo de filtração quando se tem grande 
quantidade de material a ser filtrado. O uso da sucção torna possível a filtração mais rápida e 
também resulta numa remoção mais completa da “água-mãe”. 
Emprega-se o funil de Buchner (em geral para análises qualitativas) de tamanho conveniente, que 
deverá ser adaptado através de um anel de vedação (ou alonga de borracha) a um frasco de 
kitassato, o qual, por sua vez, deve ser ligado por intermédio de um tubo de borracha, a uma 
bomba de vácuo ou trompa d’água. O papel de filtro, que pode ser um ou dois ou mais, deve ser 
cortado de modo a obter um diâmetro pouco menor que o do funil (o papel nunca deve ser dobrado 
contra a parede lateral do funil). Deve-se ter o cuidado de molhar o papel com o próprio solvente 
da mistura a ser filtrada, de modo a garantir uma perfeita aderência ao fundo do funil quando se 
fizer a sucção. Desta forma evita-se que o sólido passe por baixo do papel, caindo no Kitassato. 
Filtra-se a mistura passando-se imediatamente os sólidos e água mãe para o funil com leve 
sucção. Isto torna a filtração mais eficiente, pois impede que as partículas menores ocupem os 
poros do papel diminuindo a velocidade da filtração. Deve-se evitar a formação de “buracos” na 
superfície do sólido depositado no papel, procurando obter uma superfície o mais regular possível, 
o que facilitará a secagem do sólido. Para a completa transferência dos cristais que restarem no 
frasco para o funil, deve-se retornar a própria “água-mãe” (filtrado) para este frasco, agitar bem 
para remover quaisquer sólidos aderidos ao frasco e filtrar novamente. Esta operação deve ser 
repetida até a total transferência dos sólidos. Caso parte do sólido caia no kitassato, retornar a 
mistura para um béquer e filtrar novamente pois, a camada que ficou retida na filtração inicial, atua 
também como material filtrante nas filtrações subsequentes. Esta operação deverá ser repetida 
várias vezes caso seja necessário. 
Na operação de lavagem do material retido (os sólidos), utiliza-se pequenas porções do líquido de 
lavagem, evitando o uso de grandes quantidades, a fim de diminuir perdas por dissolução. 
Cuidado: não ultrapassar a capacidade do Kitassato, fazendo com que passe solvente para o 
sistema de sucção. 
40 
 
Terminada a filtração e a lavagem do material sólido, o frasco de Kitassato deve ser desconectado 
da bomba de sucção antes que este seja desligado. Em alguns casos, se este cuidado não for 
tomado, poderá haver refluxo do líquido, o que provocará a contaminação do filtrado, impedindo 
seu uso em etapas seguintes. 
Objetivos 
Realizar a filtração simples de misturas heterogêneas sólido - líquido, utilizando filtros de papel 
com dobradura simples, pregueada e, filtração a vácuo, verificando as suas características. 
Materiais e equipamentos 
Argola com mufa 
Alonga de borracha 
Bagueta 
Béquer de 100 e 250 mL 
Funil analítico 
Funil de Buchner 
Garra com mufa 
Mangueira de borracha 
Papel de filtro qualitativo 
Pêra de segurança 
Pipeta graduada 10 mL 
Pisseta 
Kitassato 
Suporte Universal 
Mistura para filtração a vácuo 
(suspensão de CaCO3 ou água 
com pó de giz) 
 
Reagentes 
Leite fluido 
Mistura para filtração a vácuo 
Solução de Sulfato de Zinco 30% 
Sol. de Ferrocianeto de Potássio 15% 
Sol.de Sulfato de Cobre II 
Sol. de hidróxido de Sódio 
Água destilada 
 
Procedimento 
A) Filtração simples com papel de dobradura simples 
 
1. Adicionar 5 mL de sol. de sulfato de cobre II em Béquer de 100 mL. 
2. Adicionar 5 mL de sol. de hidróxido de sódio. 
3. Montar a aparelhagem para a filtração simples usando papel de filtro com dobradura simples 
e um béquer de 250 mL que servirá de frasco coletor para receber o filtrado. 
4. Agitar a solução e filtrar a mistura com auxilio de uma bagueta. Não permitir que o volume de 
líquido a ser filtrado chegue até a borda do papel de filtro. 
5. Usando a parte de látex ou silicone em uma das extremidades da bagueta e água destilada, 
remover, ao máximo, o precipitado que ficar aderido às paredes do Béquer. 
6. Lavar o precipitado 3 vezes com água destilada, mas só adicionar água ao precipitado contido 
no papel, quando toda a fase líquida já tiver sido escoada. 
 
B) Filtração simples com papel pregueado (ou dodradura múltipla) – Precipitação das proteínas e 
gorduras do leite 
 
1. Colocar 10 mL de leite pasteurizado em um béquer de 250 mL. 
2. Acrescentar 50 mL de água ao leite contido no béquer e agitar com a bagueta. 
3. Adicionar 5 mL de sol. de ferrocianeto de potássio (15% m/v) e agitar com a bagueta. 
4. Adicionar 5 mL de sol. de sulfato de zinco (30% m/v) e agitar com a bagueta. 
5. Acrescentar mais 30 mL de água e agitar a mistura com a bagueta. 
6. Filtrar a mistura utilizando papel de filtro pregueado. Não permitir que o volume de líquido a 
ser filtrado chegue até a borda do papel de filtro. 
7. Remover o precipitado que ficou aderido às paredes do Béquer, usando água destilada e uma 
bagueta com látex ou silicone em uma das extremidades. 
8. Lavar o precipitado 3 vezes com água destilada. 
41 
 
C) Filtração a pressão reduzida (à vácuo). 
1. Encaixar uma mangueira ao Kitassato e fixá-lo ao suporte universal através de uma garra 
com mufa. 
2. Conectar a mangueira à linha de vácuo. 
3. Encaixar o funil de Buchner ao Kitassato, através de uma alonga de borracha ou de uma 
rolha. 
4. Colocar o papel de filtro no funil de Buchner. 
5. Molhar o papel de filtro com água destilada e abrir a torneira do vácuo de 3 – 5 segundos para 
fixar o papel de filtro no fundo do Funil, sem deixar que seque, para manter a aderência. 
6. Utilizando 50 mL da mistura a ser filtrada, agitá-la e vertê-la sobre o papel de filtro (ainda 
molhado) continuamente até ter transferido toda a mistura (já com o vácuo desligado). 
7. Ligar o vácuo. 
8. Caso tenha passado algum resíduo para o filtrado, filtrá-lo novamente utilizando o mesmo 
papél de filtro já com resíduo, pois esses resíduos da primeira filtração formam um filme sobre 
o papel de filtro, que ajudará a reter os resíduos. Esta operação deverá ser repetida tantas 
vezes quantas forem necessárias. 
9. Remover os sólidos que ficarem aderidos às paredes do béquer que continha a mistura, 
usando água destilada e uma bagueta com látex ou silicone em uma das extremidades. 
10. Lavar o resíduo retido no papel de filtro três vezes, utilizando pequenas quantidades de água, 
mas só adicionar água ao resíduo contido no papel quando toda a fase líquida já tiver sido 
escoada. Cuidado com os buracos que podem se formar ao adicionar água de lavagem. Caso 
isso ocorra, acerte a superfície do sólido retido utilizando a bagueta. 
11. Ao término da filtração, desconecte primeiro a mangueira do vácuo e, após, desligue o vácuo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Filtração à pressão reduzida 
 
Perguntas de Verificação 
 
1. Que tipo de mistura, pode ser separada por filtração? 
2. Qual a finalidade da filtração a pressão reduzida? 
3. Fazer o esquema da aparelhagem usada nas filtrações, identificando os materiais utilizados. 
4. Como denominamos o líquido que atravessa o filtro? E o material sólido retido no papel? 
5. Quando é indicado uso de papel de filtro pregueado? 
6. Compare os resíduosna filtração com papel de filtro com dobradura simples e com o papel de 
filtro utilizado na filtração a vácuo, com relação à umidade. 
 
42 
 
DESTILAÇÃO SIMPLES À PRESSÃO NORMAL E À PRESSÃO REDUZIDA 
 
 
Introdução 
A destilação é uma técnica que consiste na separação dos diversos componentes de soluções do 
tipo sólido-líquido (destilação simples) e líquido-líquido (destilação fracionada). 
Neste tipo de separação de misturas provoca-se a vaporização e posterior condensação de parte 
da mistura, através de calor e/ou diminuição da pressão, com posterior resfriamento do vapor. 
O fornecimento de calor pode ser feito através de chama (bico de Bunsen), chapa elétrica ou 
manta de aquecimento; os dois últimos são indicados principalmente, quando há líquido inflamável 
na mistura. A diminuição da pressão pode ser obtida a partir de uma trompa de água ou bomba de 
vácuo. 
Na separação de misturas do tipo líquido-líquido é importante que os componentes tenham pontos 
de ebulição bem diferentes, a fim de permitir a vaporização de cada um dos componentes ou, 
partes da mistura, em diferentes temperaturas. O maior ou menor grau de fracionamento de uma 
mistura é estabelecido de acordo com diferentes condições de trabalho ou de realização da 
destilação, tais como: taxa de refluxo, pressão, gradiente de temperatura, etc. Um maior 
aprofundamento sobre este assunto é dado nos cursos de Operações Unitárias. 
Uma das grandes aplicações desse método de separação de misturas está na indústria do 
petróleo. O petróleo, mistura de diversos compostos ricos em carbono e hidrogênio chamados 
hidrocarbonetos, responsável em 1996 por 40 % do consumo mundial de energia primária. Da 
forma como é extraído do subsolo, tem pouca utilidade porém, após sucessivas destilações a que 
é submetido, fornece derivados de grande importância, tais como: combustíveis automotivos, 
solventes e matéria prima para indústria petroquímica. 
Os materiais utilizados na destilação diferem de acordo com a quantidade de mistura a ser 
separada. Em laboratório é comum o uso de balões de fundo redondo, colunas retificadoras de 
vidro e, condensadores. Quando a quantidade de mistura aumenta, ou seja, em escala industrial, 
as colunas são substituídas por torres de destilação, que promovem a vaporização e condensação 
de cada componente da mistura. 
Objetivos 
Separar por destilação simples, aà pressão reduzida e à pressão normal, o sal sulfato de cobre II 
de uma solução aquosa. 
Materiais e equipamentos 
Suporte universal 
Balão de Engler 
Manta aquecedora 
Funil de haste longa 
Mufas 
Garras 
Condensador liso (Liebig) 
Rolhas 
Béquer de 250 mL 
Proveta de 100 mL 
Cacos de porcelana ou pérolas de vidro 
Reagentes 
Água destilada 
Sulfato de cobre II 
Procedimento 
1. Montar aparelhagem conforme figura A; 
2. Colocar 150 mL de solução aquosa de sulfato de cobre II a 5% no balão de Engler. Para esta 
operação, use um funil de transferência de haste longa, para evitar que a solução saia pela 
saída lateral do balão. No momento de transferí-la. 
3. Colocar três ou quatro cacos de porcelana ou pérolas de vidro no balão. 
4. Iniciar o aquecimento, usando manta aquecedora, recolhendo a água em um béquer de 250 
mL. 
5. Destilar quase totalmente a mistura, não permitindo secar completamente a solução do balão. 
43 
 
 
 
Fig. A 
 
 
 
 
Perguntas de Verificação 
 
1. Que tipo de mistura pode ser separada por destilação simples? 
2. Por que a entrada da água de refrigeração deve ser feita pela parte de baixo do 
condensador? 
3. Qual a cor da solução de sulfato de cobre? 
4. Qual o destilado obtido nesta destilação? Como você pode identificar esta substância? 
5. Qual a finalidade do uso dos cacos de porcelana ou pérolas de vidro durante a destilação? 
6. Quais as mudanças de fase observadas durante este experimento? 
7. O que você observou de diferente na destilação simples, à pressão normal e a vácuo? 
8. Qual a temperatura de destilação nas duas destilações? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 
 
DESTILAÇÃO FRACIONADA 
 
Objetivos 
Separar por destilação fracionada uma mistura de álcool e água, medindo através de um alcoômetro 
o teor alcoólico das frações destiladas. 
 Materiais e equipamentos 
Suporte universal 
Balão de fundo redondo de 
500 mL 
Coluna de Vigreux 
Manta aquecedora 
Pérolas de vidro ou cacos 
de porcelana 
Mufas 
Garras 
Condensador liso 
Termômetro (-10 a 110ºC) 
Erlenmeyer de 250 mL 
Rolhas 
Alcoômetro 
Proveta de 250 mL
 
Reagentes 
Solução álcool etílico-água (1:1) 
Procedimento 
1. Montar a aparelhagem conforme a figura B. 
2. Colocar no balão de fundo redondo 150 mL de solução álcool-água (1:1) 
3. Acrescentar três ou quatro cacos de porcelana ou pérolas de vidro. 
4. Iniciar o aquecimento (CUIDADO: neste caso, recomenda-se o uso de manta ao invés do bico de 
Bunsen, pois o álcool etílico é inflamável) 
5. Identificar 4 erlenmeyers (frasco coletor). 
6. Proceder a destilação recolhendo no frasco coletor a primeira fração até 80ºC e colocá-la na 
proveta identificada como 1ª FRAÇÃO; 
7. Trocar o frasco coletor e recolher a segunda fração até 85ºC e colocá-la na proveta identificada 
como 2ª FRAÇÃO; 
8. Trocar o frasco coletor e recolher a terceira fração até 90ºC e colocá-la na proveta identificada 
como 3ª FRAÇÃO; 
9. Trocar o frasco coletor e recolher a quarta fração até 95ºC e colocá-la na proveta identificada 
como 4ª FRAÇÃO; 
10. Medir o teor alcoólico das quatro frações destiladas com o alcoômetro. 
 
Fig. B 
45 
 
 
Perguntas de Verificação 
 
1. Preencha o quadro abaixo: 
 Teor Alcoólico (°GL) 
(alcoômetro) 
 
Mistura Inicial 
 
 
Primeira Fração do destilado 
 
 
Segunda Fração do destilado 
 
 
Terceira Fração do destilado 
 
 
Quarta Fração do destilado 
 
2. Qual o tipo de mistura separada neste experimento? 
3. Em que propriedade física se baseia a destilação fracionada? 
4. Qual a função da coluna de Vigreux? 
5. Qual a posição correta do termômetro na montagem utilizada neste experimento? 
6. Qual a fração mais rica em álcool etílico? 
7. Quais os cuidados que devem ser tomados durante a realização deste ensaio? 
8. Que material foi utilizado para a medida do teor alcoólico das frações destiladas? Como foram 
feitas estas medidas? 
9. Analisando o teor alcoólico das frações recolhidas e as respectivas temperaturas de destilação, 
o que você poderia dizer a respeito das volatilidades da água e do álcool? 
 
OBS: A volatilidade corresponde à tendência de uma substância em passar para a fase gasosa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
 
DESTILAÇÃO POR ARRASTE DE VAPOR 
 
 
Introdução 
Os óleos essencias ou essências oleosas são utilizados na indústria de: perfumaria e cosméticos 
(perfumes, colônias, cremes, etc.), alimentícia (bala, bolos, licores, refrigerantes, etc.), farmacêutica 
(pomadas, cremes, etc.) e na área química (desinfetantes, sabonetes, etc.). 
As essências podem ser naturais ou artificiais. 
Essências naturais são extraídas de animais e de vegetais, como por exemplo: alfazema, amêndoa, 
anis, rosa, almíscar (essência de origem animal – Almiscareiro), etc. 
Essências artificiais são sintetizadas em laboratórios, através de reações orgânicas como 
condensação, esterificação, reações de Grignard, reações de hidrogenação, reações de nitração, 
reações oxidativas, etc. Alguns exemplos são: 
 Essência de Abacaxi – butirato de etila, valerato de amila e ácool. 
 Essência de Banana – butirato de etila, butirato de amila, clorofórmio, aldeído acético, 
glicerina e álcool. 
Os óleos essenciais podem ser obtidos em larga escalapor vários processos: 
Prensagem: Processo mecânico onde os vegetais são introduzidos em moendas. A moenda provoca 
o rompimento das células e liberação das essências que são arrastadas pela água, à temperatura 
ambiente, até um decantador, sendo então separada de água, por decantação. Este processo é 
muito utilizado para obtenção de essências de frutas cítricas, cuja extração é feita com as cascas dos 
frutos. 
Extração com solventes voláteis: Para produção em grandes quantidades, este processo tem 
algumas limitações, pois é necessário que o solvente escolhido tenha determinadas características 
como: 
 Seja seletivo, ou seja, dissolva rapidamente apenas a essência que se quer extrair. 
 Seja inerte ao óleo essencial extraído, ou seja, que não reaja quimicamente com o óleo 
essencial. 
 Evapore rapidamente sem deixar resíduos que possam interferir ou mascarar o cheiro da 
essência. 
 Não seja caro para que o processo seja economicamente viável. 
Este processo é utilizado para obtenção de óleos essenciais florais, como o de rosa e o de flor de 
laranjeira, óleos frutais, como de laranja e limão. 
Enfleurage: É um processo de extração com gordura, a frio, utilizado principalmente para flores que 
não podem ser aquecidas (jasmim, violeta, etc.) durante a extração porque algumas essências se 
decompõem pelo calor. Imediatamente após a colheita, as flores são colocadas, ainda vivas, em 
armários fechados com prateleiras de vidro untadas com gordura. As flores ainda exalam o perfume 
durante 24 h após a colheita e depois morrem (murcham). A gordura utilizada para untar as 
prateleiras de vidro, fica impregnada com a essência das flores e, em seguida, é feita uma extração 
com álcool neutro (álcool de cereais). 
Destilação por arraste de vapor: É o processo aplicado na obtenção da maioria dos óleos essenciais, 
devido ao baixo custo. Em geral, os destiladores ficam no campo, próximos ao local onde é realizada 
a colheita. O fluido utilizado na extração é a água, que favorece o baixo custo. Os destiladores são 
alambiques, alguns até rudimentares, os quais são alimentados de água para produzir o vapor, e em 
outro compartimento são colocadas as folhas, flores, capins, raízes, caules e sementes. As partes 
maiores são previamente cortadas antes de ir ao destilador. O vapor produzido, ao entrar em contato 
com o vegetal, rompe suas células liberando assim o óleo essencial. O óleo liberado é então 
arrastado pelo vapor e, em seguida, condensado. O destilado é uma mistura de óleo essencial e 
água, que podem ser separados por decantação. Caso o óleo a ser obtido se decomponha em 
temperaturas mais elevadas, a destilação pode ser realizada à pressão reduzida (vácuo), o que faz 
47 
 
 
com que diminua a temperatura de ebulição da água, evitando assim a decomposição do óleo 
essencial. 
 
Objetivos 
Realizar a separação de óleo essencial de vegetais utilizando a técnica de arraste de vapor. 
 
Materais e Equipamentos 
Argola 
Balão de destilação 
Bico de Bunsen 
Condensador liso 
Conexões de vidro 
Kitassato 
Rolhas 
Suporte universal 
Tela de amianto 
Tripé 
 
Reagentes 
Água destilada 
Amostra de vegetais tais como: capim limão, hortelã, canela em casca, folha de eucalipto, cravo, etc. 
 
Procedimento 
1. Montar a aparelhagem conforme a figura abaixo. 
2. Colocar água e 2 a 3 cacos de porcelana no erlenmeyer de 500mL. 
3. Colocar a amostra de vegetal picada no kitassato até um pouco abaixo da saída lateral. 
4. Adaptar uma vareta de vidro ao erlenmeyer através de uma rolha (esta vareta funciona como 
válvula de segurança, pois caso as folhas obstruam a conexão de vidro que recebe o vapor 
d’água, a pressão do interior do erlenmeyer não irá aumentar. Caso perceba que a água do 
erlenmeyer está subindo muito pela vareta de segurança, desligue o bico de Bunsen e 
remexa as folhas para desobstruir a conexão de vidro que está no Kitassato. 
5. Ligar o Bico de Bunsen e aquecer a água do erlenmeyer. 
Obs: Durante a destilação, se ocorrer condensação no kitassato, aquecê-lo com chama fraca do bico de Bunsen. 
 
 
 
Perguntas de Verificação 
1. Poderíamos usar outro líquido no lugar da água? Explique sua resposta. 
2. Que tipo de óleo essencial não deve ser obtido por esse processo? 
3. Como podemos obter o óleo essencial isento de água? 
4. Quais os processos de obtenção de óleo essencial mais comumente usados? Descreva, 
brevemente, como é feita a extração em cada um deles. 
5. Qual a função da vareta de vidro no Erlenmeyer? 
48 
 
 
DECANTAÇÃO DE LÍQUIDOS 
Introdução 
 
A mistura de líquidos imiscíveis forma sistemas com, no mínimo, duas fases. 
O desdobramento dessas misturas é feito, em laboratório, em funis de separação ou de decantação 
(ou ampola de bromo – nome muito antigo devido à forma de obtenção de bromo) e cujo processo 
tem o nome de “Decantação de Líquidos”. 
Esse processo físico de separação baseia-se em duas propriedades físicas das substâncias que são: 
Solubilidade e densidade, pois para que o processo seja aplicado com eficiência é necessário que os 
líquidos não se dissolvam um no outro e que tenham densidades diferentes. 
 
Materiais e equipamentos 
Argola com mufa. 
Béquer de 50 mL 
Funil de Decantação. 
Proveta de 50 mL 
Suporte universal 
 
Reagentes
Água destilada. 
Óleo Mineral. 
 
Objetivos 
Utilizar corretamente o funil de separação assim como fazer sua limpeza. 
 
Procedimento 
1. Antes de utilizar o funil de Separação, verificar se o mesmo está bem limpo e se a torneira não 
está emperrada por falta de vaselina ou graxa de silicone e/ou obstruída. Ela deve possuir 
movimento deslizante e seu orifício não deve conter reíduas de vaselina ou similar. Caso não 
esteja nestas condições, efetuar o seguinte procedimento (de a até e): 
a) Remover a torneira do Funil de Separação. 
b) Secar a torneira e a parte do funil onde ela se encaixa, usando papel absorvente. 
c) Verificar, na torneira, se o orifício de passagem de líquidos não está bloqueado 
(entupido), se estiver, desobstruí-lo. 
d) Lubrificar com pequena quantidade de vaselina ou graxa de silicone, apenas as 
extremidades da torneira. 
e) Encaixar a torneira e as demais peças (porca, arruela, anel de borracha) no funil e girá-
la para que o lubrificante se espalhe possibilitando o seu manuseio. A porca não deve 
ficar muito apertada porque irá impedir que a torneira gire livremente, mesmo estando 
lubrificada. Agora o Funil de Separação está pronto para ser utilizado. 
2. Transferir 50 mL de água destilada para um funil de separação. 
3. Transferir 50 mL de óleo mineral para o mesmo funil e agitar a mistura. 
4. Encaixar o funil na argola, destampar o funil e deixá-lo em repouso até que haja uma separação 
nítida das fases. 
5. Posicionar o frasco coletor (béquer de 50 mL) sob o funil, abrir a torneira com a mão esquerda e, 
recolher o líquido de maior densidade até que a interface de separação entre os dois líquidos 
esteja aproximadamente a 0,5 cm do estreitamento do funil. 
49 
 
 
6. Recolher em outro frasco a fração que fica 0,5 cm abaixo e 0,5 cm acima da interface. Esta parte 
da mistura deve ser desprezada, já que na região da interface (abaixo e acima do nível de 
separação dos líquidos) existem partículas dos dois líquidos. 
7. O líquido que restar (o de menor densidade), deverá ser removido pela parte superior do funil. 
 
Perguntas de verificação 
1. Como é feita s separação de líquidos imiscíveis? 
2. Faça um esquema da aparelhagem utilizada na decantação de líquidos. 
3. Você conhecealgum outro procedimento que poderia ser utilizado para este tipo de separação? 
Qual? 
4. Em que propriedade física se baseia a decantação de líquidos? 
5. Por que devemos descartar o material da interface entre os líquidos? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
 
EXTRAÇÃO DE IODO 
 
 
Introdução 
A extração consiste na separação de um composto, contido numa solução ou numa suspensão, 
através da adição de um solvente que dissolva o composto mas, que seja insolúvel (ou muito pouco 
solúvel) no líquido que contém o composto, ou seja, introduzimos na mistura um solvente seletivo 
que dissolva o soluto mas, que não seja miscível no solvente já existente. 
Este tipo de técnica é muito utilizado na separação de compostos orgânicos de soluções aquosas. 
Baseia-se no fato de que, em geral, as substâncias orgânicas são menos solúveis em água do que 
nos solventes orgânicos, distribuindo-se, desta forma, quando em contato com estes dois solventes, 
naquele que apresenta maior solubilidade. 
A relação entre as concentrações de dissolução do compsto em ambos os solventes, em uma dada 
temperatura, dá-se o nome de Coeficiente de Particção. 
Desta forma, é possível através de uma simples agitação em funil de separação, promover a 
extração de um composto de uma solução ou suspensão e isolar posteriormente, o composto 
extraído através da eliminação do solvente (destilação, evaporação, etc) 
Esta operação deve seguir as seguintes etapas: 
1. Introduz-se a solução e o solvente da extração em um funil de separação de haste curta e com 
capacidade igual ao dobro do volume dos líquidos; 
2. Agita-se o funil cuidadosamente, invertendo a posição do funil e abrindo a sua válvula (torneira) 
para aliviar a pressão interna. Cuidado para não direcionar a saída do funil para si ou para outras 
pessoas. Repetir este procedimento por mais duas vezes; 
3. Deixa-se a mistura em repouso até que se observem duas camadas bem delineadas. 
4. Abre-se a torneira e deixa-se escorrer a fase mais densa, sendo que a fase menos densa deve 
ser retirada pela parte superior do funil, para evitar contaminação com algumas gotas da outra 
fase que ficam na haste do funil. 
Nas extrações de soluções aquosas por solventes orgânicos, é comum formar emulsão durante a 
agitação, o que impossibilita a extração do soluto, pois não há separação das duas fases. Para evitar 
este problema, pode-se saturar a fase aquosa com sais inorgânicos, cloreto de sódio, por exemplo, 
que diminui consideravelmente a solubilidade de muitas substâncias orgânicas na água, impedindo a 
formação de emulsões e favorecendo a separação das fases na extração. A explicação deste fato 
está no aumento da polaridade da fase aquosa, quando adicionamos um sal inorgânico. 
Outro aspecto que deve ser considerado diz respeito ao número de extraçãoes que devem ser 
realizadas. Quanto maior o número de repetições tanto maior a quantidade de substância separada. 
Recomenda-se, portanto, uma extração múltipla, ou seja, com repetidas extrações, utilizando-se em 
cada extração, uma parte do volume total que seria empregado para extração em uma só etapa. 
 
Objetivos 
Executar a extração do iodo de uma solução aquosa, utilizando etapa única e múltiplas etapas e 
comparar a eficiência de cada extração. 
 
Materiais e equipamentos 
Tubos de ensaio 
Funil de separação de 250 mL 
Béquer de 250 mL 
Suporte universal 
Anel ou argola 
Provetas de 50 mL e 100 mL
 
 
Reagentes 
Solução aquosa de iodo 
Diclorometano (ou tetracloreto de carbono) 
 
51 
 
 
Procedimento 
 
A) Extração em etapa única 
 
1. Colocar em um funil de separação de 250 mL, cerca de 30 mL de solução aquosa de iodo; 
2. Adicionar 30 mL de diclorometano e agitar ALIVIANDO A PRESSÃO ATRAVÉS DA VÁLVULA. 
3. Deixar em repouso até que haja separação das fases. 
4. Recolher a fase mais densa de coloração violeta, que corresponde à mistura de diclorometano e 
iodo, para um béquer de 250 mL. 
5. Transferir 5 mL da fase menos densa (fase aquosa) para um tubo de ensaio e guardá-lo até o 
final do experimento. 
 
B) Extração múltipla 
 
1. Colocar em um funil de separação de 250 mL cerca de 30 mL de solução aquosa de iodo; 
2. Acrescentar 10 mL de diclorometano e agitar. (tomando os mesmos cuidados anteriores). 
3. Deixar em reposo para separar as fases. 
4. Recolher a fase mais densa para um béquer de 250 mL e deixar a fase aquosa no funil de 
separação; 
5. Repetir as etapas 2, 3 e 4 com a fase aquosa, por mais duas vezes, com o mesmo volume de 
solvente (10 mL). 
6. Transferir uma alíquota de 5 mL da fase aquosa para outro tubo de ensaio. 
7. Comparar a coloração das soluções aquosas nos dois tubos obtidos em A e Β. 
 
 
 
 
Perguntas de Verificação 
 
1. Qual a coloração das soluções de iodo em água e em diclorometano? 
2. Qual o volume de diclorometano utilizado nas duas extrações? 
3. Qual a sua conclusão a respeito das duas extrações realizadas? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
 
DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ÁLCOOL NA GASOLINA (Título Percentual em Volume- v% ) 
 
 
 
Introdução 
A gasolina é obtida através da destilação do petróleo. Ela é uma mistura de hidrocarbonetos 
saturados, cujas moléculas possuem de cinco a oito átomos de carbono. 
O Brasil iniciou a adição de álcool à gasolina na década de 30. Inicialmente a adição era 5 % (V/V) 
de álcool. O objetivo inicial era importar menos petróleo, já que o custo da importação era alto. Até o 
ano de 1975, o teor de álcool na gasolina oscilou até 10 % e o que regulava o teor de álcool era o 
preço do açúcar no mercado externo. Assim, quando o preço do açúcar era alto, diminuía-se o teor 
de álcool na gasolina para fabricar mais açúcar e exportar. Quando o preço do açúcar não tinha 
cotação alta, fabricava-se mais álcool e aumentava-se o teor de álcool na gasolina para importar 
menos petróleo. Na década de 70 foi criado o PROALCOOL e o Brasil investiu pesadamente, até a 
década de 80, na fabricação de automóveis movidos a álcool. Isto fez diminuir as despesas do país 
com a importação de petróleo. Até os dias de hoje, o teor de álcool na gasolina variou bastante, 
chegando a 26 %. Na safra havia aumento do teor de álcool na gasolina e, na entressafra, 
diminuição. Atualmente o teor de álcool na gasolina, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo), 
é 25 %. 
Hoje o país já é auto-suficiente na produção de petróleo e a adição de álcool à gasolina tem outros 
objetivos: 
 Diminuir a emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera. Ocorre que a gasolina é derivada 
do petróleo, portanto é uma fonte esgotável, isto é, um dia irá acabar. O álcool é uma energia 
renovável e o CO2 liberado na sua queima é absorvido pela cana que cresce no campo. 
 Usado como antidetonante na combustão da gasolina, em substituição ao chumbotetraetila 
que é altamente tóxico. 
Para determinar o teor de álcool na gasolina, inicialmente é feita a extração do álcool e, em seguida, 
o cálculo do teor (título percentual em volume – τV%). Para extrair o álcool da gasolina basta adicionar 
a um volume conhecido da mistura gasolina – álcool, um determinado volume de água. O álcool, 
como é um solvente polar, irá migrar para a fase aquosa, já que a água também é polar (semelhante 
dissolve semelhante). Sendo assim, depois de misturados (água + gasolina que contém álcool), o 
volume da fase aquosa irá aumentar. Podemos aumentar a polaridade da fase aquosa adicionando 
cloreto de sódio (NaCl) à água. Sendo o sal um composto iônico, a sua adição à água faz aumentar a 
polaridade da fase aquosa dificultando a formação de emulsão. 
O teor de álcool na gasolina pode ser obtido através de cálculo, tomando-se por base a quantidade 
de álcool extraída de um volume conhecido da mistura(gasolina + álcool) ou através da densidade, 
utilizando para isso um alcoômetro ou um picnômetro, desde que se tenha um gráfico da densidade 
(da mistura utilizada para extração do álcool) x teor alcoólico (título percentual em volume) na 
temperatura em que foi realizado o experimento. 
 
Objetivos 
Verificar o teor de álcool existente na gasolina, por diferentes métodos. 
 
Materiais e equipamentos 
Proveta de 50 mL com tampa. 
Picnômetro 
 
Reagentes 
Amostras de gasolina com diferentes teores de álcool. 
Solução aquosa de cloreto de sódio 10 % 
 
 
53 
 
 
Procedimento 
I) EXTRAÇÃO DO ÁLCOOL DA GASOLINA 
1. Transferir 50 mL de gasolina (amostra 1) para uma proveta de 100 mL, com tampa, 
previamente limpa, desengordurada e seca. Caso não esteja seca, usar um pouco de acetona 
para secá-la. 
2. Transferir solução aquosa de NaCl (10 %) para a mesma proveta, até completar 100 mL. 
3. Tampar a proveta e misturar as camadas de água e amostra através de 10 inversões 
sucessivas da proveta, evitando agitação enérgica para não emulsionar a mistura. 
4. Deixar em repouso por 15 minutos a fim de permitir a separação completa das fases. 
5. Fazer a leitura do volume final da fase aquosa, em mL, e anotar na tabela dos dados 
experimentais. 
6. Lavar a proveta com detergente, enxaguá-la várias vezes com água e secá-la com acetona. 
7. Repetir o mesmo procedimento para as amostras 2 e 3 de gasolina. 
II) QUANTIFICAÇÃO DO ÁLCOOL NA GASOLINA 
Através do aumento de volume da fase aquosa. 
 
Calcular o teor de álcool na gasolina (τV%), através do aumento de volume da fase aquosa. 
 
Dados Experimentais 
Extração 
 AMOSTRA 1 AMOSTRA 2 AMOSTRA 3 
 
V(SOLUÇÃO SATURADA DE NaCl + ÁLCOOL) (mL) 
 
 
 
 
 
 
 
V(SOLUÇÃO SATURADA DE NaCl) (mL) 
 
 
 
 
 
 
 
VALCOOL (mL) 
 
 
 
 
 
 
 
Teor alcoólico da gasolina (τV% ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Perguntas de Verificação 
1. Por que a água extrai o álcool da gasolina? 
2. Através do aumento de volume da água contida na proveta, determine o teor alcoólico das 
amostras 1, 2 e 3. 
3. Por que adicionamos cloreto de sódio à a´gua?. 
4. Os teores alcoólicos das amostras são coincidentes? Escreva as amostras na ordem 
crescente de seus teores alcoólicos. 
5. Considerando que a gasolina utilizada neste experimento foi adquirida num posto de gasolina 
e que uma das amostras não foi alterada, qual delas representa a do posto de gasolina? O teor 
alcoólico da gasolina vendida neste posto está de acordo com a legislação vigente? 
6. Explique por que a queima do álcool é menos poluente que a queima da gasolina. 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
 
CRISTALIZAÇÃO 
 
 
Introdução 
 
Os sólidos podem ter formas cristalinas ou amorfas. Na forma cristalina, os cristais têm formas 
regulares, caso o sólido possua formas irregulares, ele é classificado como amorfo. 
Alguns exemplos de cristais são: 
 
 
 
 
 
 
 
cúbico 
 Hexagonal triclínico 
 monoclínico 
 ortorrômbico 
 
A purificação de produtos sólidos em solução, isolando-os dos demais componentes da mistura, 
obtendo o componente na forma de cristais puros, é muito utilizada na obtenção de uma série de 
produtos, entre eles, o sal de cozinha que sofre cristalização por evaporação da água em salinas. 
O processo de cristalização a ser utilizado é determinado pelas propriedades físicas da substância 
que se quer purificar. Assim, temos: 
Cristalização por via seca: processo aplicado às substâncias que sublimam (quando aquecidas, 
passam direto do estado sólido para o estado gasoso e vice-versa). Este processo consiste em 
aquecermos a substância a ser sublimada e seus vapores são recolhidos numa superfície fria para 
voltarem ao estado sólido (ressublimação). 
Cristalização por via úmida: Processo aplicado às substâncias solúveis em água (água é o 
solvente mais utilizado). Neste caso podemos fazer uma dissolução a frio ou a quente. 
A dissolução a frio, consiste em dissolver o soluto até atingir seu coeficiente de solubilidade, ou 
seja, dissolver a quantidade máxima de soluto num certo volume de solvente. Filtra-se a solução 
para eliminar as impurezas e o excesso de soluto, e a seguir, evapora-se lentamente o solvente 
para obtermos os cristais purificados do soluto. 
A dissolução a quente consiste em fazer uma solução saturada a quente, filtrar a mistura para 
remover as impurezas e o excesso de soluto. Esta filtração deve ser bem rápida para evitar que o 
soluto cristalize nesta etapa, por isso é comum usar como meio filtrante o algodão vegetal 
(pequena quantidade). Em seguida deixa-se a solução resfriar lentamente. 
Na cristalização por via úmida a quente o tamanho e a regularidade dos cristais dependem do 
tempo de resfriamento e do repouso da solução. Quanto mais lentamente for o resfriamento, maior 
será o tamanho dos cristais e, a forma regular será mais acentuada se a solução for deixada em 
repouso sem que a toquem a todo instante. 
 
Objetivos 
Utilizar diferentes processos para a cristalização de materiais, podendo utilizá-los para purificar 
materiais. 
 
55 
 
 
Materiais e equipamentos 
Balança semi analítica 
Algodão vegetal 
Almofariz com pistilo 
Argola com mufa 
Bagueta 
Balão de fundo redondo 
Fio de barbante 
Béquer de 100 e 50 mL 
Bico de Bunsen 
Cápsula de porcelana 
Tenaz de aço 
Tripé 
Espátula 
Funil analítico 
Garra com mufa 
Papel de filtro 
Tela de amianto 
Suporte universal 
Vidro de relógio
Reagentes: 
Água destilada 
Cloreto de sódio técnico 
Naftalina 
Sulfato de cobre II 
 
Procedimento 
A) Cristalização por via seca - Sublimação 
1. Colocar numa cápsula de porcelana uma bolinha de naftalina (naftaleno impuro) e, em seguida, 
colocar a cápsula contendo a naftalina sobre uma tela de amianto apoiada num tripé. 
2. Transferir água gelada e gelo para um balão de fundo redondo. 
3. Encaixar o fundo do balão na cápsula de porcelana. 
4. Ligar o bico de Bunsen com uma chama fraca, porém não fuliginosa. CUIDADO, O NAFTALENO É 
INFLAMÁVEL. 
1. Desligar a chama após a sublimação do naftaleno. 
2. Remover o balão e transferir os cristais de naftaleno purificado para um vidro de relógio. 
3. Olhar os cristais de naftaleno com lupa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
B) CRISTALIZAÇÃO POR VIA ÚMIDA – DISSOLUÇÃO A FRIO 
1. Pulverizar 15 g de cloreto de sódio em almofariz . 
2. Transferir 20 mL de água destilada para béquer de 50 mL e acrescentar, aos poucos, o sal 
pulverizado agitando com a bagueta, até perceber que atingiu a saturação. 
3. Filtrar a mistura em papel de filtro recolhendo o filtrado em béquer de 100 mL. 
4. Transferir algumas gotas do filtrado para um vidro de relógio e aguardar a evaporação natural 
do solvente. 
5. Olhar os cristais de cloreto de sódio com lupa. 
 
56 
 
 
C) CRISTALIZAÇÃO POR VIA ÚMIDA – DISSOLUÇÃO A QUENTE 
1. Pulverizar aproximadamente 40 g de sulfatode cobre II em almofariz. 
2. Adicionar 40 mL de água destilada em béquer de 250 mL. 
3. Transferir, aos poucos, o sulfato de cobre II para o béquer contendo água e agitar até atingir a 
saturação. 
4. Aquecer em bico de Bunsen com tela de amianto apoiada num tripé, até atingir nova saturação 
(a quente), sempre agitando a solução. 
5. Identificar dois tubos de ensaio com Turma e Nº da Equipe. 
6. Amarrar um cristal de sulfato de cobre II em uma das extremidades do barbante e fixar o 
barbante no tubo (pode ser usada uma fita adesiva transparente), de modo que o cristal fique 
bem próximo do fundo do tubo. 
7. Usando pequeno chumaço de algodão como filtro, filtrar a solução, ainda quente, recolhendo o 
filtrado nos dois tubos de ensaio identificados contendo, em um deles, o cristal de sulfato de 
cobre preso pelo barbante, que servirá como gérmen de cristalização. Este gérmen orientará a 
formação dos cristais ao longo do barbante ou fará com que este cristal aumente de tamanho. 
8. Tampar os dois tubos com rolha e deixar esfriar por algumas horas ou até a aula seguinte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Perguntas de Verificação 
1. O que é sublimação? 
2. Durante o aquecimento do naftaleno, o que foi queimado na cápsula de porcelana? 
3. Ao filtrar a solução de NaCl, o que ficou retido no papel de filtro? 
4. Qual a forma cristalina do cloreto de sódio? 
5. Faça um esquema do cristal de cloreto de sódio, posicionando os íons nos vértices. 
6. Por que foi usado filtro de algodão na filtração da solução quente de sulfato de cobre II? 
7. Qual a função do cristal introduzido na solução quente de sulfato de cobre II? 
8. O que se observou nos dois tubos contende solução de sulfato de cobre II, após o resfriamento 
das soluções? Por quê? 
 
57 
 
 
PURIFICAÇÃO DA ASPIRINA 
 
 
Introdução 
Os produtos sólidos isolados de reações orgânicas raramente são puros, geralmente estão 
contaminadas com pequenas quantidades de outros compostos, denominados impurezas, que 
são produzidos ao lado do produto desejado. 
A purificação dessas substâncias cristalinas pode ser feita por cristalização por via úmida, 
separando as substâncias que são solúveis a quente das insolúveis ou, pouco solúveis a frio, em 
um dado solvente ou mistura de solventes. 
O processo de cristalização das substâncias orgânicas pode ser dividido nas seguintes etapas: 
a) Dissolução da substância, contendo impurezas, em um solvente apropriado em 
temperatura próxima da ebulição do solvente; 
b) Filtração da solução a quente para remoção das impurezas, de insolúveis e de poeira; 
c) Resfriamento da solução, em repouso, para que ocorra a cristalização da substância 
dissolvida; 
d) Filtração para separação do sólido cristalizado, da solução sobrenadante; 
e) Lavagem e secagem dos cristais puricados. 
 
Nem sempre a cristalização permite obter um composto 100 % puro. Neste caso, uma 
recristalização favorece a obtenção de um produto menos impuro, operação que poderá ser 
repetida até que se consiga a pureza desejada. 
 
A escolha do solvente numa cristalização é de fundamental importância para garantir a maior 
eficiência deste processo. Neste sentido, devemos considerar algumas características do solvente 
a ser empregado, ou seja, o solvente deverá: 
a) Apresentar uma alta capacidade de dissolução do composto impuro em temperaturas 
elevadas, porém em temperatura ambiente ou baixa, o solvente deverá apresentar uma 
baixa capacidade de dissolução da substância a ser purificada; 
b) Dissolver totalmente as impurezas; 
c) Levar a formação de cristais bem formados do composto purificado; 
d) Possuir ponto de ebulição baixo o suficiente para facilitar sua remoção; 
e) Não reagir com a substância a ser purificada 
A seleção do solvente deve também considerar fatores como facilidade de manipulação, toxidade, 
inflamabilidade e custo. 
 
SOLVENTES COMUNS PARA CRISTALIZAÇÃO 
Solventes P.E. Observações 
Água (destilada) 100 ºC Ser usada sempre que for apropriada 
Éter dietílico 35 ºC Inflamável; evitar sempre que for possível 
Acetona 56 ºC Inflamável; deve preferivelmente ser seco antes de ser usado 
Clorofórmio 61 ºC Não inflamável; vapores tóxicos 
Álcool metílico 64,5 ºC Inflamável; venenoso 
Tetracloreto de carbono 77 ºC Não inflamável; vapores tóxicos 
Aceteto de etila 78 ºC inflamável 
Álcool etílico (industrial) 77-82 ºC Inflamável 
Álcool etílico (95 % v/v) 78 ºC Inflamável 
Álcool etílico (absoluto) 78 ºC Inflamável 
Benzeno 80 ºC Inflamável 
Éter de petróleo 40-60 ºC Inflamável 
Ácido acético 118 ºC Não muito inflamável; vapores irritantes 
FONTE: Vogel, A.I. Análise Orgânica Qualitativa, 1981, p. 137. 
 
 
58 
 
 
Notas: 
1) Devido a sua alta inflamabilidade, o uso do éter dietílico como solvente para recristalização 
deve ser evitado; 
2) Dissulfeto de carbono, ponto de ebulição 46 ºC, nunca deve ser utilizado, pois tem um baixo 
ponto de fulgor e forma misturas explosivas com o ar. 
 
Objetivos 
Utilizar os métodos de separação e purificação de misturas como filtração, cristalização e 
dessecação na purificação da aspirina bruta. 
 
Materiais e equipamentos 
Papel de filtro 
Funil de Büchner 
Bagueta 
Pisseta 
Kitassato 
Linha de vácuo 
Vidro de relógio 
Bico de Bunsen 
Tripé de Ferro 
Béquer de 250 mL 
Suporte universal 
Tela de amianto 
Garras 
Estufa 
Balança semi analítica 
 
Reagentes 
Aspirina Bruta 
Água destilada 
Água destilada gelada 
Cubos de gêlo 
 
Procedimento 
1. Pesar cerca de 5g de aspirina bruta (será fornecida pelo professor); 
2. Transferir para um béquer de 400 mL contendo 100 mL de água destilada; 
3. Aquecer a ebulição, sob agitação, até a completa dissolução da aspirina; 
4. Cristalizar por resfriamento lento e sem agitação em banho de gelo, para que se formem 
perfeitos cristais sob forma de agulha de ácido acetilsalicílico. 
5. Filtrar a vácuo, lavando o produto com repetidas porções de água destilada; 
6. Transferir o produto para um vidro de relógio; 
7. Secar em estufa a 100ºC por 20 min. (CUIDADO o AAS sofre decomposição na faixa de 126 a 135ºC) 
 
 
Perguntas de Verificação 
1. Para que serve a aspirina? 
2. Quais as operações que você realizou durante este experimento? 
3. O que se pode concluir sobre a solubilidade da aspirina? 
4. Como foi removida a água da aspirina purificada? 
5. Quais as características dos cristais de ácido acetilsalicílico obtidos em seu experimento? 
6. Por que a cristalização do produto deve ser lenta e sem agitação? 
 
 
 
 
 
 
 
59 
 
 
DISSOLUÇÃO FRACIONADA 
 
Introdução 
A dissolução fracionada é um processo de separação de misturas heterogêneas sólidas. O método 
consiste em adicionar à mistura, solventes seletivos, ou seja, solventes que só dissolvam um dos 
sólidos que forma a mistura e, em seguida, fazer uma filtração seguida de evaporação do solvente 
adicionado, para recuperarmos o componente no estado sólido. 
Como em qualquer outra mistura, para que se possa aplicar o método mais adequado de 
separação, é necessário que se tenha um conhecimento prévio dos constituintes da mistura, pois o 
método aplicado tem que ser: eficiente, prático e de baixo custo. 
Objetivos 
Separar uma mistura de sólidos usando a técnica da dissolução fracionada. 
 
Materiais e equipamentos 
Almofariz com pistilo 
Argola com mufa 
Bagueta 
Balança 
Papel vegetal 
Banho-maria 
Béquer de 100 
Béquer de 250 mL 
Cápsula de porcelana 
Espátula 
Pipeta graduada 10 mL 
Funil analítico 
Garra com mufa 
Papel de filtro 
Pisseta 
Suporte universal 
Balança semi analítica 
 
Reagentes: 
Acetona 
Ácido Acetilsalicílico 
Água destilada 
Sulfatode cobre II 
 
Procedimento 
A) Preparação da mistura 
4. Pesar, em papel vegetal, 2 g de ácido acetilsalicílico e transferir para um almofariz. 
5. Pesar 2 g de sulfato de cobre II e transferir para o mesmo almofariz. 
6. Pesar 1 g de carvão e transferir para o mesmo almofariz. 
7. Misturar as substâncias contidas no almofariz utilizando o pistilo. 
 
B) Dissolução fracionada da mistura 
1. Transferir para um béquer de 250 mL, com o auxílio da espátula, a mistura preparada no almofariz. 
2. Adicionar 50 mL de água e agitar até completa dissolução do sulfato de cobre II. 
3. Filtrar a mistura em papel de filtro qualitativo, recolhendo o filtrado (a solução que atravessa o 
filtro) béquer de 400 mL. 
4. Lavar duas vezes, com água destilada, o resíduo retido no papel recolhendo no mesmo béquer, 
as águas de lavagem e, evaporar em tela de amianto usando bico de Bunsen. 
5. Transferir o resíduo que ficou retido no papel de filtro para um béquer de 250 mL e adicionar 50 
mL de acetona. 
6. Agitar com a bagueta até completa dissolução do ácido acetil salicílico. 
7. Filtrar a mistura em papel de filtro qualitativo, recolhendo o filtrado em cápsula de porcelana. 
8. Lavar o resíduo retido no filtro com acetona, recolhendo o líquido de lavagem na mesma cápsula. 
9. Evaporar em banho-maria. 
10. Transferir o resíduo que ficou retido no papel de filtro para um vidro de relógio e secar em estufa a 
50°C. 
11. Devolver as substâncias secas obtidas aos seus respectivos frascos de descartes. 
60 
 
 
 
Perguntas de Verificação 
1. Que tipo de misturas podem ser separadas por dissolução fracionada? 
2. Faça o esquema da aparelhagem usada na dissolução fracionada, identificando os materiais 
utilizados. 
3. Faça um diagrama de bloco para a dissolução fracionada nomeando suas etapas. 
4. Em qual (is) propriedade(s) física(s) se baseia a dissolução fracionada? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DE ELETRÓLITOS E NÃO ELETRÓLITOS EM PRODUTOS COMERCIAIS 
 
 
Introdução 
A corrente elétrica é um fluxo ordenado de cargas elétricas. Assim, para que um material possa 
conduzí-la, deve possuir cargas elétricas. 
Vemos que a corrente elétrica é transportada pelos condutores elétricos (fios) utilizada, por exemplo, 
na iluminação ou para ligar motores como liquidificador ou qualquer outro aparelho elétrico. Mas, e o 
rádio a pilha? Ou a lanterna? Não são ligados à tomada. Neste caso, a corrente elétrica é gerada 
pelas reações químicas que ocorrem na pilha. Um outro exemplo de condução de corrente elétrica é 
a bateria do automóvel. Sem ela não podemos dar partida no carro ou, acender os faróis e lanternas. 
A corrente elétrica pode ser conduzida de duas formas: 
1. Através de elétrons livres: é o que ocorre nos metais – Condutores elétricos 
2. Através de íons: é o que ocorre nas soluções iônicas – Soluções eletrolíticas 
 
Existe uma relação direta entre o tipo de ligação química e as propriedades dos materiais: 
Ligação: Ocorre de 
um modo 
geral entre 
átomos de: 
A união se 
deve a: 
O resultado 
é a 
formação 
de: 
Estado físico à 
temperatura 
ambiente: 
Exemplos Conduz corrente 
elétrica: 
Iônica 
Metal 
e 
Ametal 
Atrações entre 
cátions e 
ânions 
Retículo 
cristalino 
iônico 
Sólido 
NaCl 
CaO 
NaOH 
K2S 
 
Sólido: não 
Líquido: sim 
Solução aq.: sim 
Covalente 
Ametais 
e/ou 
Semi 
metais 
Compartilham
ento de 
elétrons 
Moléculas 
Gasoso 
Líquido 
Sólido 
O2 
HCl 
H2O 
Br2 
SiO2 
 
Sólido: não 
Líquido: não 
Solução aq.: apenas 
os ácidos 
Metálica Metais 
Elétrons livres 
se 
movimentando 
entre cátions 
Retículo 
cristalino 
metálico 
Sólido 
(exceto o 
mercúrio – Hg 
– que é líquido 
na 
temperatura 
ambiente) 
 
Au 
Ag 
Fe 
Zn 
Al 
 
Sólido: sim 
Líquido: sim 
Solução aq.: não é 
solúvel em água 
 FONTE: Tito e Canto, Química na Abordagem do Cotidiano (IV), p. 206, 1ª edição, 1993 
 
Eletrólitos: São substâncias que conduzem a corrente elétrica quando fundidos ou em solução 
aquosa. Logo, os compostos iônicos solúveis em água e, os ácidos, são eletrólitos. 
Soluções Eletrolíticas: São as soluções que conduzem corrente elétrica, ou seja, são as soluções 
que contém eletrólitos. 
Não Eletrólitos: São substâncias que não conduzem a corrente elétrica quando fundidos e nem em 
solução aquosa. Por exemplo, o açúcar e o álcool. 
Soluções Não Eletrolíticas: São as soluções que não conduzem corrente elétrica, ou seja, são as 
soluções que contém apenas não eletrólitos. 
Sendo assim, a condução de corrente elétrica através de uma solução, pode ser usada para 
classificar o soluto (a substância que está dissolvida) como sendo um ácido, uma base, um sal ou um 
óxido. Existem vários ácidos, bases, sais e óxidos que fazem parte da nossa vida diária, como por 
exemplo: 
62 
 
 
 
Ácidos Bases Sais Óxidos 
Vinagre 
Suco de limão 
Aspirina 
Coca-Cola 
Ácido muriático (limpa 
pedras) 
Líquido de bateria 
Água sanitária 
Sabão 
Limpador com amoníaco 
Leite de magnésia 
Sabonete 
Limpa forno 
Cloreto de sódio 
Talco 
Bicarbonato de sódio 
Aji-no-moto 
Salitre 
Calcáreo 
Cal virgem 
Cinzas de vegetais (rica em 
Na2O e K2O) 
Ferrugem 
Óxido de zinco (usado em 
desodorantes cremosos) 
 
Se estivermos com as mãos molhadas com um eletrólito (por exemplo, o vinagre que acabamos de 
usar no preparo da salada) devemos tomar o cuidado de lavá-las e secá-las antes de manipular a 
tomada de qualquer aparelho elétrico ou mesmo o interruptor de luz, pois corremos o risco de 
receber um choque elétrico. 
Objetivos 
Verificar se ocorre ou não condução da corrente elétrica em alguns produtos comerciais e classificá-
los como eletrólitos ou não eletrólitos. 
Materiais e equipamentos
Circuito elétrico 
Eletrodod de grafite – 2 
Béquer de 50 mL 
Béquer de 400 mL 
Proveta de 50 mL 
Pisseta 
Papel absorvente 
Reagente 
Água destilada 
Vinagre 
Coca-Cola 
Solução água-álcool 
Solução de soda cáustica 
Solução de salitre 
Solução de sacarose 
Solução de cloreto de sódio 
Solução de bicarbonato de 
sódio 
Água de bateria 
Solução de glicerina 
 
Procedimento 
1. Colocar 30 mL de água destilada num béquer de 50 mL. 
2. Ligar o circuito à fonte. Verifique a tensão correta. 
3. Testar a passagem de corrente elétrica através da água destilada usando eletrodos de grafite. 
4. Lavar os eletrodos com água destilada (a primeira vez não é necessário já que foi usado com a 
própria água destilada) usando o béquer de 400 mL para auxiliá-lo nesta operação (recolhendo o 
líquido de lavagem) e decá-los com papel absorvente. 
5. Descartar o líquido testado em local próprio ou na pia (no caso de soluções dilídas). 
6. Lavar o béquer de 50 mL com água corrente e enxaguá-lo com água destilada (no mínimo três 
vezes) 
7. Repetir o procedimento, a partir do ítem 1, para as demais soluções. 
Perguntas de Verificação 
Reagentes Houve conduçã de c.e.? 
(sim/não) 
Classificação da solução 
(eletrolítica/não eletrolítica) 
Classificação do soluto 
(eletrólito/não eletrólito) 
Água destilada (Não é solução, 
é substância pura) 
 
X 
 
X 
Vinagre 
Coca-Cola 
Sol. Álcool 
Sol. Soda cáustica 
Sol. Salitre 
Sol. Sacarose 
Sol. Cloreto de sódio 
Sol. Bicarbonato de sódio 
Sol. Glicerina 
Água de bateria 
63 
 
 
 
DETERMINAÇÃO DO CARÁTER ÁCIDO BASE DAS SUBSTÂNCIASIntrodução 
É comum encontrarmos informações nos frascos de diversos produtos como contendo substância 
perigosa à saúde, advertindo-nos sobre as possibilidades de causarem vários acidentes como 
queimaduras, irritações do sistema respiratório, irritações da pele, entre outras. 
Normalmente a cultura popular associa essas características à presença de compostos chamados 
“ácidos”, nesses produtos. Por outro lado, não é do conhecimento comum das pessoas que nem 
todas as substâncias que apresentam essas características podem ser chamadas de ácidos. Vamos 
encontrar essas mesmas características em outro grupo de substâncias que são chamadas de 
“bases”. 
Outra característica marcante dessas substâncias é o sabor azedo dos ácidos, como o suco de limão 
e do vinagre e aquele “amarra” a boca, adstringente, característico das bases como o leite de 
magnésia, banana, caqui e cajú. Porém, identificar essas substâncias verificando o seu sabor ou, se 
provocam queimaduras e irritações, obviamente não é nem um pouco aconselhável. Portanto, 
identificar esse grupos de compostos tão presentes em nosso cotidiano, requer o conhecimento de 
outros métodos que sejam mais adequados. 
Para identificarmos o caráter ou tendência ácido-básico de uma substância ou de uma solução, 
podemos fazer uso de outras substâncias, chamadas indicadores ou, de aparelhos (pHmetros) que 
indicam se um material tem características ácidas, básicas ou se o material. Da mesma forma que 
podemos classificar substâncias e soluções como apresentando um caráter ácido ou básico, também 
vamos encontrar outras cujo comportamento não será nem ácido e nem básico, sendo classificadas 
como neutras. 
O bioquímico dinamarquês Sörensen criou o conceito de pH quando pesquisava métodos de controle 
de qualidade da cerveja, estabelecendo uma escala numérica para determinar a maior ou menor 
tendência ao comportamento ou caráter ácido-báse das diversas substâncias. Voce provavelmente já 
ouviu falar em “pH” em comerciais de xampús, produtos de limpeza, sabonetes, nos problemas 
relacionados à chuva ácida, correção de pH de solos na agricultura, no controle da água de piscinas 
e preservação da vida de aquários. Esta sigla pH significa poder de hidrogênio oum mais 
tradicionalmente, potencial hidrgeniônica e, indica, através de uma escala numérica de 0 a 14, qual o 
comportamento do material analisado. Para uma dada substância, quanto menor o valor numérico 
desta escala, maior o seu caráter ácido e menor a sua tendência básica, assim como, quanto maior 
o valor de pH, maior o caráter básico (ou alcalino) e menor a sua tendência ácida. O número 7 desta 
escala indica comportamento químico neutro do material. 
 
 
 
 
 
 
 
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 
 
 
 aumenta o caráter ácido neutro aumenta o caráter básico 
 
 
 
64 
 
 
 
 
 
Na tabela a seguir são apresentados o pH de alguns meios presentes em nosso cotidiano. 
 
 
Meio pH 
 
Suco gástico 
 
1,6 – 1,8 
 
Suco de limão 
 
2,2 – 2,4 
 
Suco de laranja 
 
2,6 – 4,4 
 
Vinagre 
 
3,0 
 
Vinho 
 
3,5 
 
Água com gás 
 
4,0 
 
Tomate 
 
4,3 
 
Cerveja 
 
4,0 – 5,0 
 
Queijo 
 
4,8 – 6,4 
 
Café 
 
5,0 
 
Saliva humana 
 
6,3 – 6,9 
 
Leite de vaca 
 
6,6 – 6,9 
 
Sangue humano 
 
7,3 – 7,5 
 
Lágrima 
 
7,4 
 
Clara de ovo 
 
8,0 
 
Água do mar 
 
8,0 
 
Sabonete 
 
10 
 
Leite de magnésia 
 
10,5 
 
Água de lavadeira 
 
11 
 
Limpador co amônia 
 
12 
 
Limpa forno 
 
13 - 14 
 
 FONTE: Tito e Canto, Química na Abordagem do cotidiano, 1994, p. 360. 
 
 
 
O uso das substâncias indicadores ácido-base é também muito comum e útil nas análises químicas. 
Essas substâncias mudam de cor conforme o pH da solução. Dessa forma é possível saber se um 
material tem maior caráter básico se este deixar uma solução aquosa do indicador fenolftaleína, 
violeta. Do mesmo modo, podemos dizer que um material tem características ácidas, se avermelhar 
o papel de tornassol azul. 
 
Cada indicador muda de cor de acordo com o pH do meio em que se encontra. A faixa de pH em que 
ocorre a mdança de coloração do indicador é chamada de zona de viragem. 
65 
 
 
 
Na tabela a seguir, voce poderá verificar a coloração e zona de viragem para alguns indicadores 
bastante utilizados: 
Indicador zona de viragem 
pH 
Mudança de cor 
(do menor para o maior pH) 
Alaranjado de metila 
(metilorange) 
 
3,1 – 4,4 
 
Vermelho – alaranjado amarelado 
Verde de bromocresol 3,8 – 5,4 Amarelo – azul 
Vermelho de metila 4,4 – 6,2 Vermelho – amarelo alaranjado 
Azul de bromotimol 6,0 – 7,6 Amarelo – azul 
Azul-de-timol 8,0 – 9,6 Vermelho – amarelo 
Fenolftaleína 8,2 – 9,8 Incolor - vermelho 
Fonte: Tabelas Auxiliares para o Laboratório Químico. Reagentes MERCK 
 
Objetivos 
Através do uso de indicadores ácido-base, determinar o caráter ácido-base de algumas substâncias. 
 
Reagentes 
Solução de ácido clorídrico 5% 
Solução de ácido acético 5% 
Solução de Hidróxido de sódio 5% 
Solução de Hidróxido de amônio 5% 
Sabão em água 
Detergente em água 
Vinagre branco 
Refrigerante (soda limonada) 
Álcool etílico 
Papel tornassol azul 
Papel tornassol vermelho 
Papel indicador universal 
Solução de fenolftaleína 
Solução de alaranjado de metila (metil-orange) 
Solução de azul de bromotimol 
 
Materiais e equipamentos 
Tubos de ensaio 
Vidro de relógio 
Bagueta 
Procedimento 
Parte A: Ação dos indicadores sobre substâncias ácidas e básicas 
1. Em um estante colocar 5 tubos de ensaio e identificar cada um deles. 
2. Adicionar em cada um dos tubos 2mL de: 
Tubo 1: Solução de ácido clorídrico 5% 
Tubo 2: Solução de ácido acético 5% 
Tubo 3: Solução de Hidróxido de sódio 5% 
Tubo 4: Solução de Hidróxido de amônio 5% 
Tubo 5: Água destilada 
3. Colocar nas bordas de um vidro de relógio grande, 5 papeis de tornassol azul e 5 vermelho, de 
modo que fiquem azuis altenados com vermelhos. 
4. Molhar uma bagueta com a solução contida no tubo 1 e molhar o um papel de tornassol azul e 
um vermelho 
5. Lavar a bagueta com água destilada e molhar a bagueta com a solução contida no tubo 2 e, 
em seguida, molhar um papel de tornassol azul e um vermelho. 
6. Proceder da mesma forma com as soluções contidas nos outros tubos. 
7. Anotar a coloração dos papeis de tornassol na tabela A. 
8. Adicionar 2 a 3 gostas de fenolftaleína em cada tubo de ensaio, agitar e anotar as cores das 
soluções na tabela A. 
9. Descartar o conteúdo dos 5 tubos, lavá-los com água corrente, exaguá-los com água destilada 
(3 vezes) e recarregar os tubos com as mesmas soluções. 
10. Repetir o procedimento com os outros indicadores: alaranjado de metila e com o azul de 
bromotimo, preenchendo a tabela A com as colorações desenvolvidas. 
66 
 
 
Parte B: Determinação do pH de alguns materiais de uso comum através do uso do papel indicador 
universal 
1. Distribuir na boda de um vidro de relógio, limpo e seco, 8 pedaços de papel indicador universal 
de tal forma que eles não fiquem muito próximos e, com uma pipeta de Pasteur (ou conta gotas 
ou pipeta descartável), pingar sobre cada pedaço de papel, uma gota de cada uma das soluções 
abaixo: 
Tubo 1: Detergente em água 
Tubo 2: Amoníaco em água 
Tubo 3: Creme dental em água 
Tubo 4: Vinagre branco 
Tubo 5: Refrigerante 
Tubo 6: Álcool etílico 
Tubo 7: Sabão em água 
Tubo 8: Água destilada 
2. Comparar a coloração obtida com a escala de cores (que está afixada na bancada) e, anotar o 
pH obtido na tabela B. 
 
 
Perguntas de Verificação 
 
Parte A 
1) Completar a tabela, indicando a cor que cada indicadorassume quando adicionado aos tubos 
de ensaio: 
Tubo Reagente Tornassol 
Azul 
Tornassol 
Vermelho 
Fenolftaleína 
 
Alaranjado de metila 
(Metilorange) 
Azul de 
Bromotimol 
1 HCl 5 % 
2 CH3COOH 5 % 
3 NaOH 5 % 
4 NH4OH 5 % 
5 H2O 
 
2) Analisando a tabela que fornece a zona de viragem dos indicadores fenolftaleína e metilorange, 
qual destes indicadores você escolheria para diferenciar duas soluções aquosas cujos pH 
fossem 7 e 10? 
3) Entre os papéis de tornassol azul e vermelho, qual deve ser utilizado para indicar meio ácido e 
meio básico ou alcalino? 
4) Uma solução que em contato com papel de tornassol azul não provoca mudança de cor, pode 
ser classificada como básica ou alcalina? 
5) Qual o caráter ácido-base das soluções aquosas de HCl, H3CCOOH, NaOH, NH4OH e Água, 
testadas nesse experimento? 
 
Parte B 
6) Completar a tabela, indicando o pH de cada solução: 
 
Tubo Material pH Tubo Material pH 
1 Detergente em água 5 Refrigerante 
2 Amoníaco em água 6 Álcool etílico 
3 Creme dental em água 7 Sabão em água 
4 Vinagre branco 8 Água destilada 
 
7) Segundo o comportamento ácido-base das substâncias, como você classificaria os diversos 
materiais analisados nesta parte do experimento? 
 
 
 
 
67 
 
 
EVIDÊNCIAS DAS REAÇÕES QUÍMICAS 
 
 
Introdução 
A ocorrência de uma reação química é indicada pelo aparecimento de novas substâncias (pelo 
menos uma) diferentes das que existiam antes. 
Existem reações químicas que ocorrem sem que sejam percebidas, pois nenhum fato é registrado 
visualmente. Entretanto, algumas reações deixam clara a sua ocorrência, pois percebemos algumas 
mudanças tais como: desprendimento de gás e luz, mudança de coloração e de cheiro e formação 
de precipitado. Portanto, sempre que juntarmos duas ou mais substâncias e percebermos algum (s) 
desses fatos, podemos afirmar com certeza que ocorreu uma reação química. Mas, se ao 
juntarmos duas ou mais substâncias não percebermos nenhum fato novo, não significa que não 
ocorreu uma reação química; pode ser que tenha ocorrido ou não. Se juntarmos solução de hidróxido 
de sódio (NaOH) com solução de ácido clorídrico (HCl), forma cloreto de sódio (NaCl) e água e, 
como NaCl é solúvel, nada iremos perceber. 
Se no sistema houver uma fase líquida, o desprendimento gasoso é um fato muito fácil de ser 
percebido visualmente, mesmo que o gás seja incolor, pois irão se formar bolhas no interior do 
líquido. 
Haverá precipitação (formação de precipitado) sempre que juntarmos duas soluções aquosas 
(substâncias solúveis) e, do contato entre elas, pelo menos uma das substâncias formadas (produto 
da reação) for insolúvel em água. Como este produto é insolúvel, permanecerá sólido e, se ficar em 
repouso, irá se depositar no fundo do recipiente. 
 
Objetivos 
Comprovar a ocorrência de reações químicas através de evidências experimentais. 
 
Materiais e equipamentos 
Tubos de ensaio - 9 
Pipeta graduada 10,0mL 
Conexão de vidro 
Estante de madeira 
Tenaz de aço 
Bico de Bunsen 
Espátula
 
Reagentes 
Sol. de sulfato de sódio II 
Sol. de cloreto de bário 
Sol. de nitrato de chumbo II 
Sol. de iodeto de potássio 
Sol. de cloreto de ferro III 
Sol. de ferrocianeto de potássio 
Sol. de ácido clorídrico 10% 
Sol. sat. de hidróxido de cálcio 
Sulfeto de ferro II (sólido) 
Carbonato de cálcio (sólido) 
Magnésio (fitas e aparas) 
Ferro (pregos) 
Zinco (pó) 
 
Procedimento 
1. Prender um pedaço de fita de magnésio com tenaz de aço e levar à chama do bico de Bunsen 
2. Colocar em um tubo de ensaio 2,0mL de solução de sulfato de cobre II e 2,0mL de solução de 
cloreto de bário. 
3. Colocar em um tubo de ensaio 2,0mL de solução de nitrato de chumbo II e 2,0mL de solução de 
iodeto de potássio. 
4. Colocar em um tubo de ensaio 2,0mL de solução de cloreto de ferro III e adicionar uma gota de 
solução de ferrocianeto de potássio. 
5. Colocar em um tubo de ensaio 2,0mL de sulfato de cobre II e um prego de ferro. 
68 
 
 
6. Colocar uma pequena porção de zinco em pó em um tubo de ensaio e adicionar 3,0mL de 
solução de ácido clorídrico 10%. Aproximar a boca do tubo de ensaio à chama de um palito de 
fósforo. 
7. Na capela, colocar em um tubo de ensaio uma pequena porção de sulfeto de ferro II (sólido) e 
adicionar 2,0mL de solução de ácido clorídrico 10%. 
8. Montar o sistema de tubos com a conexão de vidro. Colocar no tubo 2 10,0mL de solução de 
hidróxido de cálcio (ao pipetar a solução de hidróxido de cálcio não deixar que a ponta da pipeta 
toque o fundo do recipiente). Colocar no tubo1 10,0mL de solução de ácido clorídrico 10% e uma 
ponta de espátula de carbonato de cálcio (sólido). Fechar rapidamente o tubo 1 com rolha de 
modo que uma das extremidades da conexão de vidro esteja mergulhada na solução de 
hidróxido de cálcio contida no tubo 2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Perguntas de Verificação 
1. Completar a tabela abaixo: 
 
Ensaio nº 
 
Equação da reação 
 
Evidências 
 
1 
 
 
2 
 
 
3 
 
 
4 
 
 
5 
 
 
6 
 
 
7 
 
8 
 
Tubo 1 
 
 
Tubo 2 
 
 
 
 
69 
 
 
FATORES QUE INFLUEM NA VELOCIDADE DAS REAÇÕES 
 
 
Introdução 
Algumas reações químicas ocorrem muito lentamente como, por exemplo, a formação de ferrugem 
num prego, que pode demorar horas, dias ou até semanas. Entretanto, outras reações são 
extremamente rápidas, é o caso das explosões. 
Percebemos alguns fatores que aceleram ou reduzem a velocidade das reações. O leite, por 
exemplo, azeda mais rapidamente à temperatura ambiente do que na geladeira. Um punhado de 
gravetos se queima muito mais rápido que uma tora de madeira de mesma massa. 
As reações químicas podem ser realizadas sob certas condições, que podem ser controladas pelo 
homem, como: superfície de contato entre os reagentes, concentração dos reagentes, estado físico 
dos reagentes, alteração da pressão ou da temperatura, uso de corrente elétrica, catalizadores 
(aceleram a velocidade das reações) e inibidores (retardam a velocidade das reações). 
A dinamite, quando foi descoberta em 1847, pelo químico italiano Ascanio Sobrero, não tinha 
nenhuma aplicação prática devido a desastrosas explosões durante sua fabricação e estocagem. 
Somente em 1867, quando Alfred Nobel descobriu como controlar a velocidade de reação da 
dinamite, usando um inibidor (material gelatinoso de terras raras), é que passou a ter aplicação 
prática e, consequentemente, aumentou se valor comercial, sendo utilizada em construção de pontes 
e estradas, em perfuraçao de poços de petróleo e, como temos visto, em implosões de edifícios. 
 
 
Objetivos 
Verificar experimentalmente alguns fatores que favorecem ou dificultam a ocorrência das reações. 
 
Materiais e equipamentos 
Almofariz com pistilo 
Argola 
Bagueta 
Béquer de 50 e 100 e 250 
(2) mL 
Bico de Bunsen 
Espátula 
Funil analítico 
Papel absorvente 
Papel acetinado 
Papel de filtro 
Pinça de madeira 
Pipeta graduada – 10 mL 
Proveta 
Tubos de ensaio - 4 
Balança semi analítica 
 
Reagentes 
Bicarbonato de sódio 
Ácido tartárico 
Sol. de ácido clorídrico – 10 % 
Sol. de cloreto de mercúrio I – 5 % 
Sol. Nitrato de prata – 5 % 
Sol. de cloreto de sódio 5 % 
Água destilada 
Comprimidos de sal de fruta 
Enxofre (sólido) 
Ferro (limalha) 
Barras de alumínio (ou papel alumínio)
 
 
Procedimento 
Ensaio 1 – Influência da luz 
1. Colocar 5 mL de solução de cloreto de sódio 5 % num tubo de ensaio; 
2. Acrescentar, ao mesmo tubo, 3 mL de solução de nitrato de prata 5 %; 
3. Agitar vigorosamente; 
4. Filtrar rapidamente a mistura, recolhendo o filtrado num béquer de 50 mL; 
5. Rasgar o papel de filtro em duas partes, espalhando bem o precipitadoretido, com uma 
espátula; 
6. Deixar uma das partes, sobre um vidro de relógio, exposta à luz; 
7. Deixar a outra parte, sobre um vidro de relógio, protegida da luz (dentro de uma gaveta ou 
armário); 
8. Ao final da aula, comparar os resíduos contidos nas duas metades de papel de filtro. 
70 
 
 
 
 
Ensaio 2 – Influência do estado físico dos reagentes 
3. Colocar num béquer de 100 mL, limpo e seco, uma ponta de espátula de bicarbonato de sódio; 
4. Adicionar, ao mesmo béquer, uma ponta de espátula de ácido tartárico; 
5. Agitar com uma bagueta, misturando o mais que puder e, observar;adicionar agora, 20 mL de 
água destilada e observar. 
 
Ensaio 3 – Influência da temperatura 
1. Pesar, em papel acetinado, 2,800 g de limalha de ferro e 1,600 g de enxofre; 
2. Misturar o ferro e o enxogre em almofarix. Observar; 
3. Tranferir a mistura de ferro e enxofre para um tubo de ensaio; 
4. Aquecer sobre a chama do bico de Bunsen até a incandescência. Observar. 
 
Ensaio 4 – Influência da superfície de contato 
1. Colocar num béquer de 250 mL 1 comprimido inteiro de sal de fruta; 
2. Colocar em outro béquer de 250 mL um comprimido de sal de fruta, pulverizado em almofariz; 
3. Acrecentar, em ambos os béqueres, 20 mL de água destilada; 
4. Comparar a velocidade de reação nos dois béqueres. 
 
Ensaio 5 – Influência da presença de um catalizador 
1. Colocar uma gota de solução de cloreto de mercúrio I sobre uma lâmina ou papel alumínio; 
2. Após 30 segundos, remover a gota com água e secar a superfície do metal com papel 
absorvente; 
3. Observar atentamente a superfície do alumínio onde estava a gota de cloreto mercuroso. 
 
 
 Perguntas de verificação 
1. O que ocorreu ao precipitado (AgCl) que ficou exposto à luz? E ao que ficou protegido da luz? 
2. O que ocorreu à mistura de ácido tartárico e bicarbonato antes (sólido) e após a adição de água? 
3. O que ocorreu à mistura de ferro e enxofre antes e durante o aquecimento? 
4. Como podemos comparar a velocidade da reação do sal de fruta com a água, na forma de 
comprimido e pulverizado? 
5. O que ocorreu com a superfície do alumínio onde foi removida a gota de solução de cloreto 
mercuroso? 
6. Equacione as reações ocorridas em todos os ensaios 
 
Ensaio Nº 
 
Equação da Reação 
 
1 
 
 
2 
 
 
3 
 
 
4 
 
 
5 
 
 
71 
 
 
 
OBTENÇÃO DE PRECIPITADO E SUA SEPARAÇÃO 
 
 
Introdução 
Sempre que se juntar duas ou mais substâncias solúveis e, do contato entre elas formar, pelo menos 
uma substância insolúvel, teremos a ocorrência de uma reação de precipitação. O produto insolúvel 
obtido na reação de precipitação, é chamado de precipitado. Esse tipo de reação tem grande aplicação 
no estudo de Química Analítica Qualitativa, ao estudar as marchas analíticas de cátions e ânions. 
Na análise qualitativa é importante não só o equacionamento das reações mas também, os 
procedimentos de separação e lavagem do precipitado obtido. 
A separação do precipitado pode ser feita através de centrifugação ou de filtração. 
 
Centrifugação: 
Centrífugas são aparelhos usados para separar a fase sólida da fase líquida, desde que o sólido tenha 
densidade bem diferente da fase líquida. Quando ligado, o aparelho gira as amostras contidas em tubos 
próprios (tubos de centrífugas), cuja velocidade de rotação até 3500 RPM (rotações por minuto), em 
centrífugas comuns. Existem outros tipos de centrífugas que giram a velocidades maiores, como a ultra 
centrífuga e as que giram a velocidades menores, como a centrífuga de Gerber (1200 RPM). 
Para utilizarmos a centrífuga, é importante fazermos uma boa distribuição de massas no seu interior, 
neste caso, os tubos devem ser de mesmo tamanho e peso, caso contrário ela irá trepidar e os tubos 
irão se quebrar. 
Este é um processo de separação muito rápido e eficiente, já que a fase sólida fica firmemente 
compactada no fundo do tubo, pela ação da força centrífuga, em aproximadamente, 30 – 60 segundos. 
A amostra centrifugada contém duas fases bem distintas chamadas: 
Fase Líquida: sobrenadante. 
Fase sólida: Precipitado. 
O sobrenadante pode ser separado do precipitado, utilizando-se uma pipeta de Pasteur ou, 
simplesmente vertendo-se o tubo para escoar a fase líquida, já que a fase sólida (precipitado) fica no 
fundo do tubo pois está muito compactado. 
 
Filtração: 
Outro processo importante de separação do precipitado é a filtração, cuja técnica exige que: 
 Ao encaixar o papel de filtro no funil analítico, a borda do papel deve estar ligeiramente acima da 
borda do funil (entre 0,5 e 1 cm). 
 Antes de filtrar, é necessário aquecer o líquido contendo o precipitado, no tubo de centrífuga, 
com exceção de precipitados especiais, como é o caso do cloreto ou iodeto de chumbo que são 
solúveis a quente. O aquecimento deve ser feito em banho-maria e não, diretamente na chama 
do bico de Bunsen. 
 A solução a ser filtrada nunca deve ocupar mais que dois terços da capacidade do funil. 
 Quando o tamanho das partículas de precipitado for muito pequeno, ele tende a passar através 
do papel, neste caso, podemos adicionar à solução, um sal de amônio, como o cloreto de 
amônio (NH4Cl) ou nitrato de amônio (NH4NO3) ou mesmo, 2 ou 3 papéis de filtro ao mesmo 
tempo. 
 
Lavagem do precipitado: 
O precipitado pode ser lavado de duas formas: 
1°) no próprio tubo (quando as partículas forem muito pequenas) – Com uma pisseta, joga-se água 
destilada no tubo contendo o precipitado. Com uma bagueta revolve-se o precipitado. Espera-se o 
precipitado decantar ou centrifuga-se novamente e verte-se o tubo para o escoamento da água de 
lavagem ou, usa-se uma pipeta de Pasteur. Este procedimento deve ser repetido mais duas vezes. 
2°) no papel de filtro – Dirige-se um jato de água da pisseta para o papel de filtro, começando pela 
borda superior e seguido para baixo até o fundo do papel, tendo o cuidado para que a água de lavagem 
mais o precipitado, não ultrapassem a 2/3 do papel. Repete-se esta operação mais duas vezes ou 
verifica-se se o filtrado está isento do sobrenadante através de testes químicos, por exemplo, se havia 
72 
 
 
 
cloreto no sobrenadante, testar a água de lavagem com solução de nitrato de prata (AgNO3), se ainda 
houver cloreto, vai turvar. Se precisar eliminar um ácido ou uma base, testar com papel de tornassol, 
etc. 
Remoção do precipitado do papel de filtro: 
Se a quantidade de precipitado retida no papel de filtro for grande, basta transferir para um tubo de 
ensaio, uma parte, utilizando uma espátula mas, se a quantidade de precipitado for pequena, basta 
encaixar no funil, um tubo de ensaio e, utilizando uma bagueta, fazer um pequeno furo fundo do papel 
de filtro e assim, o precipitado passa para o tubo mesmo que seja necessário o auxílio da bagueta para 
essa transferência. 
Objetivos 
Utilizar a Técnica de centrigugação para separa o precipitado e utilizar as técnicas de lavagem e filtração 
do precipitado 
Materiais e Equipamentos 
Argola 
Bagueta 
Béquer 
Centrífuga 
Funil analítico 
Papel de filtro 
Pipeta graduada 
Pipeta de Pasteur 
Pisseta 
Tubo de centrífuga – 6 
Reagentes
Sol. 0,1 M de nitrato de zinco – Zn(NO3)2 
Sol. 0,1 M de cloreto de cálcio – CaCl2 
Sol. 0,1 M de nitrato de ferro III – Fe(NO3)3 
Sol. 0,1 M de sulfato de cobre II – CuSO4 
Sol. 0,1 M de cloreto de manganês II – MnCl2 
Sol. 0,1 M de nitrato de prata – AgNO3 
Sol. 0,1 M de carbonato de sódio – Na2CO3 
Sol. 0,1 M de hidróxido de sódio - NaOH 
Sol. 0,1 M de iodeto de potássio - KI 
Procedimento 
A) Obtenção e centrifução de precipitados 
1. Numerar 6 tubos de centríguga e colocar na estante para tubos. 
2. Adicionar aos tubos 2 mL decada solução indicada na tabela abaixo: 
Tubo soluções 
1 Solução de nitrato de zinco Solução de carbonato de sódio 
2 Solução de cloreto de cálcio Solução de carbonato de sódio 
3 Solução de nitrato de ferro III Solução de carbonato de sódio 
4 Solução de sulfato de cobre II Solução de hidróxido de sódio 
5 Solução de cloreto de manganês II Solução de carbonato de sódio 
6 Solução de nitrato de prata Solução de iodeto de potássio 
3. Agitar os conteúdos dos tubos. 
4. Centrifugar o conteúdo dos tubos 1, 2, 3 e 4 (lembre-se que a centrífuga exige boa distribuição de massas 
então, se necessário, centrifuge seus tubos junto com os de outra equipe). 
5. Desligar a centrífuga após 45 segundos e aguardar para que ela volte a posição de repouso. 
6. Levantar a tampa e retirar os tubos. 
 
B) Remoção do sobrenadante e lavagem dos precipitados 
1. Segurar o tubo 1, ligeiramente inclinado, com a mão esquerda. Com a mão direita, pressionar a 
tetina e introduzir lentamente a ponta da pipeta de Pasteur no líquido sobrenadante e a afrouxar a 
tetina lentamente para que o líquido penetre na pipita. 
2. Transferir o líquido contido na pipeta, para um béquer de 100 mL. 
3. Repetir os ítens 1 e 2 até que seja removido praticamente todo o sobrenadante. 
4. Proceder da mesma forma com os tubos 2, 3 e 4. 
73 
 
 
 
5. Tranferir 10 gotas de água destilada nos tubos 1, 2, 3 e 4. 
6. Agitar com uma bagueta. 
7. Centrigugar por mais 1 minuto. 
8. Remover o sobrenadante de cada tubo, como descrito no item 1. 
9. Repetir o procedimento de lavagem do precipitado por mais duas vezes. 
 
D) Filtração do precipitado 
1. Colocar os tubos 5 e 6 em um béquer de 250 mL, contendo água e aquecer a 60 ºC por 5 minutos. 
2. Dobrar, conforme a técnica já estudada, um papel de filtro e encaixá-lo num funil analítico. Lembre-
se de que a borda superior do papel deve ultrapassar em a 1 cm do funil. 
3. Agitar o conteúdo do tubo 5 e filtrar de modo que o conteúdo a ser filtrado não ocupe mais que dois 
terços do cone de papel. Caso a utilização de um único papel não se mostre eficiente, repetir 
utilizando dois ou até mais papéis de filtro. 
4. Lavar o precipitado, de cima para baixo, direcionando inicialmente, um jato de água da pisseta, em 
toda a borda superior do papel de filtro e, descendo o jato de água. Lembre-se que, mesmo na 
lavagem, o conteúdo no interior do funil, não deve ultrapassar a dois terços da sua capacidade. 
5. Repetir o procedimento de lavagem mais 5 vezes. 
6. Filtrar o conteúdo dos tubo 6, repetindo os itens de 2 a 5. 
 
 
Perguntas de Verificação 
1. Em que propriedade(s) física(s) se baseia a centrifugação? 
2. Em que propriedade(s) física(s) se baseia a filtrção? 
3. Que tipo de mistura pode ser separada por centrifugação? 
4. Após a centrifugação, que nome recebe a fase líquida? E a fase sólida? 
5. Após a centrifugação, como é removida a fase líquida? 
6. Descreva como fazer a lavagem do precipitado. 
7. Escreva a equação da reação que ocorreu em cada tubo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
74 
 
 
 
PREPARAÇÃO E PROPRIEDADES DO SABÃO 
 
 
 
Introdução 
Não se sabe bem a origem da fabricação do sabão, mas acredita-se que tenha sido descoberto 
acidentalmente pelos romanos há mais de 2000 anos, durante a queima de animais em rituais 
religiosos. A gordura dos animais sacrificados pelo fogo escorria e se misturava com as cinzas das 
fogueiras formando uma pasta. As pessoas que assistiam sentadas aos rituais tinham suas vestes 
molhadas com o líquido pastoso que continuava escorrendo e, ao lavarem suas vestimentas, percebiam 
que a sujeira da roupa se desprendia com mais facilidade e que havia formação de espuma. Esta foi a 
primeira qualidade do sabão a ser descoberta: a facilidade de remoção da sujeira dos tecidos. 
Com a queda do império Romano, seu uso desapareceu na Europa. Encontram-se relatos de que no 
final do século I, os gauleses ferviam uma mistura de água, cinza e sebo de animal, principalmente 
cabras, para fabricar um sabão bastante rústico conhecido como “sabão de cinza”. Ainda hoje, ao se 
viajar para o interior do país, é comum encontrar em várias comunidades pessoas que fabricam sabão 
de cinzas, misturando água, cinza de vegetais, sebo derretido ( gordura animal) e óleo de coco ou outro 
óleo vegetal. Ocorre que as cinzas vegetais são ricas em óxido de sódio e de potássio, que são 
classificados como óxidos básicos: reagem com a água formando base. As bases obtidas promovem a 
saponificação da gordura obtendo-se assim o sabão. 
Podemos dizer que a indústria de sabão começou no século IX, em Marselha, cidade da França, mas 
sua importância se deu no século XIX, com a entrada da Alemanha no mercado de fabricação e, a partir 
daí, difundiu-se para todos os continentes. 
Hoje a indústria de sabão evoluiu bastante. As matérias-primas que entram na composição do sabão, 
principalmente o sebo e o óleo, sofrem processos de refino, purificação e desodorização. Os sabões 
produzidos podem ser sólidos (ou cristalizados), semi cristalizados e líquidos. Os sabões de sódio são 
mais duros e os de potássio, mais moles. Para se obter um sabão pastoso (semi cristalizado), é 
necessário misturar hidróxido de sódio e de potássio para obter a consistência desejável. 
Sabões são misturas de sais de ácidos graxos com 12 ou mais átomos de carbono, utilizado como 
agente de limpeza. 
Ácido graxo são ácidos orgânicos, cuja cadeia possui, no mínimo, 8 átomos de carbono. 
Os óleos e as gorduras contêm triglicerídeos (ésteres) que reagem com a base formando glicerina e sal 
(sabão). 
 
 O 
 
CH2OCR CH2OH RCOONa 
 
 O 
 
CHOCR
1
 + 3 NaOH  CHOH + R1COONa 
 
 O 
 
CH2OCR
2
 CH2OH R
2
COONa 
 
Triglicerídeo Glicerina Sabões 
 
Para as indústrias é mais vantajoso separar a glicerina do sabão, já que seu valor comercial é superior 
ao do sabão. Para recuperar a glicerina, adiciona-se cloreto de sódio à mistura que até então se 
encontrava homogênea, viscosa e transparente. Formam-se então, duas fases: a mais densa é formada 
por glicerina, água, NaCl e impurezas das gorduras e a segunda, a menos densa, é formada pelo 
sabão, pouca água e pouca glicerina. 
Os sabões de sódio formados por ácido graxo de cadeia menor, como por exemplo, ácido Láurico e 
ácido Mirístico, têm mais consistência e produzem mais espuma. 
 
75 
 
 
 
Tabela de ácidos graxos mais comuns para fabricação de sabão. 
NOME 
Nº DE ÁTOMOS DE C 
NA MOLÉCULA 
FÓRMULA 
Láurico 12 CH3–(CH2)10-COOH 
Mirístico 14 CH3–(CH2)12-COOH 
Palmítico 16 CH3–(CH2)14-COOH 
Esteárico 18 CH3–(CH2)16-COOH 
Oléico 18 CH3–(CH2)7-CH=CH-(CH2)7COOH 
Linoléico 18 CH3–(CH2)4-CH=CH-CH2-CH=CH-(CH2)7COOH 
Tabela extraída do livro: Unidades Modulares de química 
 
Tabela de Composição de algumas gorduras. 
 Ácido (%) 
Láurio Mirístico Palmítico Esteárico Oléico Linoléico Outros 
Sebo de boi 0,2 2-3 25-30 21-26 39-42 2 Até 3 
Óleo de coco 44-51 13-18 7-10 1-4 5-8 1-3 Até 10 
Óleo de milho -- 0-2 8-10 1-4 30-50 34-56 Até 4 
Óleo de soja -- 0,3 7-11 2-5 22-34 50-60 Até 10 
Óleo de oliva 0-1 0-2 7-20 1-3 53-86 4-22 Até 3 
Tabela extraída do livro: Unidades Modulares de química 
 
Objetivos 
Utilizar a técnica de refluxo, e comprovar algumas propriedades do sabão. 
 
Materiais e equipamentos 
Balão de fundo redondo de 500mL. 
Bagueta. 
Béquer de 250 mL. 
Béquer de 100 mL. 
CondensadorFunil analítico. 
 Funil de Büchner. 
 Kitassato de 500 mL. 
 Manta de aquecimento. 
 Papel indicador universal. 
Proveta de 500 mL 
Suporte universal. 
Termômetro. 
Tubos de ensaio. 
Balança semi analítica. 
 
Reagentes 
Óleo de coco. 
Solução saturada de cloreto de sódio (NaCl). 
Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 50 % (m/m). 
Solução diluída de ácido clorídrico (HCl). 
Solução diluída de hidróxido de cobre II 
(CuSO4). 
Solução diluída de sulfato de magnésio. 
Solução diluída de cloreto de cálcio. 
 
Procedimento 
OBS.1. A solução de hidróxido de Sódio é muito cáustica. Trabalhe com calma e cautela. Não se esqueça de usar 
óculos de segurança e lavar as mãos sempre que manipular qualquer substância. 
 2. Devido ao tempo longo gasto na preparação do sabão, usaremos uma aula na preparação do sabão e uma 
aula para testar suas propriedades. 
A) Preparação do Sabão 
1. Montar a aparelhagem conforme a figura abaixo. 
2. Pesar 10 g de óleo de coco em Béquer de 100 mL, aquecer levemente para fundir a gordura e 
transferir para o balão de fundo redondo. 
3. Aquecer 100 mL de água destilada a 50 – 60ºC e transferir para o balão. 
4. Acrescentar à mistura do balão, 20 mL de solução de NaOH 50 %. 
5. Acoplar um condensador de Liebig (tubo reto) ao balão e deixar refluxar por 45 minutos (o ideal 
seria refluxar 2 horas) em ebulição branda. 
6. Durante o refluxo, acrescentar através do condensador, algumas gotas de álcool sempre que o 
conteúdo do balão espumar muito. 
76 
 
 
7. Resfriar a mistura. 
8. Adicionar solução saturada de NaCl até obter a floculação do sabão. 
9. Filtrar, à vácuo, a mistura contendo o sabão floculado. 
10. Transferir o sabão retido no filtro para um Béquer de 250 mL e acrescentar 150 mL de água 
destilada para solubilizar o sabão. 
11. Flocular novamente com solução saturada de NaCl e, em seguida fazer nova filtração a vácuo. 
12. Repetir o procedimento de solubilização, floculação e filtração a vácuo, até que o pH do filtrado 
esteja próximo de 8. 
 
 
 
 
 
 
 água 
 
 
 
 água 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Aquecimento com refluxo 
 
 
B) PROPRIEDADES DO SABÃO 
 Verificação da solubilidade. 
1. Colocar aproximadamente, 2 g do sabão em 100 mL de água. 
2. Aquecer até ebulição. 
3. Deixar esfriar e observar a mistura resultante – solução de sabão. 
 
 Verificação do pH da solução de sabão. 
1. Medir o pH da solução com papel indicador universal. 
 
 Verificação da recuperação de Ácidos Graxos. 
1. Transferir 5 mL da solução aquosa de sabão, obtida no item anterior, para um tubo de ensaio. 
2. Acrescentar 1 mL de solução de ácido clorídrico (HCl) diluído. 
3. Observar a separação dos ácidos graxos. 
 
 Precipitação do sal de cobre. 
1. Transferir 5 mL de da solução aquosa de Sabão para um tubo de ensaio. 
2. Acrescentar 1 mL de solução diluída de sulfato de cobre II (CuSO4). 
3. Observar a precipitação e a coloração do sal de cobre. 
 
 Precipitação do sal de magnésio. 
1 Transferir 5 mL de da solução aquosa de Sabão para um tubo de ensaio. 
2 Acrescentar 1 mL de solução diluída de sulfato de magnésio (MgSO4). 
3 Observar a precipitação do sal de magnésio. 
77 
 
 
 
 Precipitação do sal de cálcio. 
1. Transferir 5 mL de da solução aquosa de Sabão para um tubo de ensaio. 
2. Acrescentar 1 mL de solução diluída de cloreto de cálcio (CaCl2). 
3. Observar a precipitação do sal de cálcio. 
 
Perguntas de verificação 
1. Qual o ácido graxo que entra em maior proporção no óleo de coco? Que sal de sódio este ácido 
forma? 
2. Os sabões obtidos a partir do óleo de milho são formados por vários sais de ácidos graxos. Qual 
o sal que se forma em maior quantidade? E em menor quantidade? 
3. Se quisermos preparar sabões que apresentem pequenas porcentagens de cadeia insaturadas 
em sua composição, é melhor utilizarmos sebo de boi ou gordura de coco? Óleo de soja ou óleo 
de coco? 
4. Quando adicionamos hidróxido de sódio ao sebo de boi, quais os sais que se formam? Qual o 
sal que se forma em maior quantidade? 
5. Qual a consistência do sabão obtido na aula? 
6. O Sabão obtido é solúvel ou insolúvel na água? 
7. Qual o pH da solução de sabão? 
8. O que ocorreu `a solução de sabão após a adição de ácido? 
9. O que você observou no tubo contendo solução de sabão após a adição de solução de sulfato 
de cobre II? Qual a cor dos sais obtidos? 
10. O que ocorreu à solução de sabão após a adição de solução de sulfato de magnésio? 
11. O que ocorreu à solução de sabão após a adição de solução de cloreto de cálcio? 
12. Procure na literatura “Água Dura”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
78 
 
 
DETERMINAÇÃO DA UMIDADE DO CLORETO DE MAGNÉSIO 
 
 
 
Introdução 
A umidade é um dos parâmetros que atesta a qualidade de um material, seja ele um alimento, um 
medicamento, um cosmético ou um produto químico. 
Quando a água faz parte da constituição do material, sua eliminação recebe o nome de 
DESIDRATAÇÃO. Caso a água esteja combinada com o material, sua eliminação recebe o nome de 
DESSECAÇÃO. 
A dessecação pode ser feita em materiais sólidos, líquidos ou gases. 
- Para dessecar líquidos, basta adicionar ao mesmo, substâncias dessecantes, como por exemplo: 
óxido de cálcio (CaO), cloreto de cálcio (CaCl2), carbonato de potássio (K2CO3), sulfato de cobre 
anidro (CuSO4), etc. Após a adição de agente dessecante, faz-se uma destilação da mistura. 
- A dessecação de gases pode ser feita com agentes dessecantes sólidos ou líquidos, onde os gases 
atravessam torres contendo materiais dessecantes e saem na outra extremidade isentos de água. 
- A dessecação de sólidos, em geral, é feita com o uso de calor, em estufas. Nesse caso o material 
perde a umidade e também os componentes voláteis, se houver. Caso o material sólido não possa 
ser aquecido, a dessecação pode ser feita em dessecadores, usando no fundo do recipiente um 
agente como sílica gel, carbonato de potássio, ácido sulfúrico, etc. 
O excesso de umidade pode trazer alguns inconvenientes, dependendo do tipo de produto. No caso 
de produtos alimentícios, cosméticos ou medicamentos, eles podem deteriorar antes do prazo de 
validade, já que o aumento da umidade propicia o desenvolvimento de fungos; outro motivo é que ao 
comprarmos um produto, não queremos comprar água. No caso de produto químico, a umidade faz 
com que eles também vençam antes do prazo de validade atestado pelo fabricante, sem contar que, 
os produtos químicos utilizados nas análises (produtos p.a.) são colocados em quantidades 
estequiométricas então, a água acaba sendo pesada em lugar do reagente. 
 
Objetivos 
Determinar a porcentagem de umidade do cloreto de magnésio (MgCl2). 
 
Materiais e equipamentos 
Estufa o 105°C 
Balança analítica 
Cadinhos de porcelana 
Espátula 
 
Reagentes 
Cloreto de magnésio (MgCl2) 
 
Procedimento 
 
NOTA: 
 Cada vez que manusear o cadinho, desde o instante em que for pesá-lo vazio até a última pesagem, deve-
se utilizar a tenaz de aço. 
 Para se determinar a umidade de uma amostra, o correto é utilizar uma balança analítica (4 casas decimais) 
e, o aquecimento deve ser feito, inicialmente, com 3 horas e os seguintes, 30 minutos cada, até massa 
constante ou mínima. Portanto, este experimentofoi adaptado para que coubesse num período de aula. 
 
1. Pesar, em balança analítica, um cadinho de porcelana vazio previamente seco em estufa a 
120°C e resfriado em dessecador. Anotar a massa (m1) e o número do cadinho. 
2. Transferir para o cadinho, aproximadamente, 2 g de cloreto de magnésio e anotar a massa do 
cadinho + massa da amostra (m2) (NÂO TARAR A BALANÇA). 
3. Colocar o cadinho na estufa a 120°C e deixar por 30 minutos. 
4. Transferir o cadinho para o dessecador e deixar esfriar. 
5. Pesar o cadinho contendo o sal e anotar a massa (m4). 
6. Colocar o cadinho novamente na estufa por 20 minutos. 
7. Esfriá-lo em dessecador e pesar novamente (m4
’). 
 
79 
 
 
Dados Experimentais 
 
Número do cadinho: _____ 
 
massa cadinho vazio e seco 
(g) 
m1 
massa da amostra 
(g) 
m2 
Secagem da amostra 
(g) 
m3 
massa amostra seca 
(g) 
(m3
’
 - m1) = m4 
Perda de peso 
(g) 
(m2– m4) = m 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cálculos 
 
1. Fazer o cálculo da porcentagem de umidade encontrada pela sua equipe. 
 
 
 
 
 
 
2. Montar uma tabela com o nº de cada equipe e o valor da umidade encontrada por cada equipe e 
determinar a média das umidades encontradas. 
 
Equipe Umidade (%) 
01 
02 
03 
04 
05 
06 
07 
08 
09 
10 
11 
12 
Média 
 
 
 
Perguntas de Verificação 
 
1. Quais as possíveis fontes de erro deste experimento? 
2. O valor encontrado pela sua equipe ultrapassa (pra mais ou pra menos) 5% da média? Se sua 
resposta for sim, o que você acha que pode ter acontecido? 
3. Fazer um gráfico com todos os valores obtidos e verificar quais valores estão maior ou menor que 
5% da média: 
 
 
 
 
80 
 
 
CALCINAÇÃO 
 
Introdução 
Calcinação é a operação em que se queima intensamente uma amostra sólida e seca. 
Para fazer a calcinação podemos usar cadinhos ou cápsulas que podem ser de metal (platina, prata, 
níquel, etc.), porcelana, amianto, etc. 
A amostra é pesada no cadinho ou na cápsula tarada onde é feita uma pré queima em bico de 
Bunsen e, em seguida, a queima total em forno mufla. A queima inicial em bico de Bunsen deve ser 
feita em capela, para evitar a contaminação do ar do laboratório com os gases que se desprendem 
que podem ser tóxicos, além disso, nessa queima inicial há desprendimento de fumaça fuliginosa, 
quando a substância queimada tiver compostos orgânicos. Em seguida o cadinho com a amostra já 
queimada parcialmente é levada ao forno mufla para completar a queima (calcinação). 
Após a queima total da amostra no bico de Bunsen e na mufla, restam dentro do cadinho apenas os 
resíduos de origem mineral, que são chamados de “cinzas” ou de “resíduo mineral fixo”. 
Em alimentos de origem animal, ou vegetal e em rações, esta análise é de extrema importância, já 
que o Ministério da Agricultura fixa valores máximos e mínimo de reíduo mineral fixo para vários 
produtos. Algumas análises, principalmente de alimentos e rações, só são possíveis de serem 
realizadas a partir das cinzas (resíduo mineral fixo), como por exemplo, teor de cálcio ou de sódio 
para fazer a rotulagem nutricional do produto; teor de NaCl em produtos cárneos como o charque 
salgado (carne seca), embutidos (presunto, salsicha, lingüiça, etc.). 
 
 
Objetivos 
Utilizar técnicas de incineração de amostras e o manuseio de materiais quentes, com a tenaz de aço. 
 
 Materiais e equipamentos 
Balança Analítica 
Bico de Bunsen 
Forno mufla a 550°C 
Triângulo de porcelana 
Cadinho 
Dessecador 
Tenaz de aço 
Tripé 
 
Reagentes 
Amostra para carbonizar (pode usar um embutido de carne: lingüiça, salsicha, etc. e utilizar as cinzas 
obtidas para determinar o teor de NaCl na amostra) 
 
Procedimento 
1. Medir a massa do cadinho previamente deixado em mufla a 550°C por 30 minutos e esfriado 
em dessecador e notar a massa na tabela abaixo. 
2. Pesar 2 gramas da amostra com precisão de 0,001g e anotar na tabela. 
3. Queimar a amostra na chama do bico de Bunsen usando triângulo de porcelana adaptado ao 
tripé. Usar chama fraca inicialmente para evitar que a amostra pegue fogo, pois quando isso 
acontece pode haver perda de amostra. 
4. Levar o cadinho para o forno mufla a 550°C por 1 hora. 
5. Retirar o cadinho da mufla e colocá-lo em dessecador para esfriar. 
6. Se as cinzas estiverem brancas, pesar e anotar a massa do cadinho com as cinzas na tabela. 
7. Caso não tenha obtido cinzas brancas, pingar duas ou três gotas de água destilada nas 
cinzas, deixar evaporar em banho-maria e levar novamente à mufla por mais 30 minutos. 
8. Os itens 6 e 7 deverão ser repetidos até que se obtenha cinzas brancas 
9. Após resfriamento em dessecador, pesar e anotar a massa do cadinho com as cinzas na 
tabela. 
 
81 
 
 
Dados Experimentais 
 
Nº cadinho Massa amostra 
 
(g) 
Massa cadinho + cinzas 
 
(g) 
Massa das cinzas 
(resíduo mineral fixo) 
(g) 
 
Cinzas (%) = 
100x 
amostramassa 
cinzasmassa 
 
 
 
 
 
 
 
Perguntas de Verificação 
1. O que é calcinação? 
2. O que é resíduo mineral fixo? 
3. Que materiais de laboratório são utilizados para fazer a calcinação? 
4. Qual a porcentagem de resíduo mineral fixo na amostra analisada? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
82 
 
 
PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO 
Introdução 
Titulação é uma análise volumétrica que consiste em determinar a concentração de uma solução 
em função da quantidade consumida de outra substância classificada como padrão. O padrão 
pode ser utilizado na forma de solução - solução padrão ou, pode ser pesado diretamente no 
frasco onde irá ocorrer a reação. 
Os padrões podem ser primários ou secundários. 
Um reagente para ser classificado como padrão primário, deve ter uma série de atributos, como 
por exemplo: 
 Deve ser uma substância de fácil obtenção, purificação e dessecação; 
 Estável; 
 Que não reage com o ar; 
 Que não seja higroscópico; 
 Que participe de reações rápidas; 
 Que tenha pureza superior a 99,95 %. 
Alguns exemplos de padrão primário: o carbonato de sódio (Na2CO3), Cloreto de sódio (NaCl), 
oxalato de sódio (Na2C2O4), dicromato de potássio (K2Cr2O7), biftalato de potássio (KHC8H4O4), 
ácido benzóico (HC7H5O2), etc. 
Ao preparamos uma solução de concentração X, o que fazemos de fato é preparar uma solução 
com concentração próxima de X e não exatamente X. Por este motivo, quando precisamos de 
uma solução com concentração correta, padronizamos a solução preparada. Então, padronizar 
uma solução significa encontrar um fator de correção para corrigir a concentração da solução. 
As técnicas que envolvem a titulação são de extrema importância em análises químicas, pois a 
solução padronizada irá participar de análises quantitativas. 
Algumas técnicas de titulação devem ser obedecidas com o objetivo de minimizar o erro durante a 
titulação: 
 Antes de carregar a bureta, devemos lavá-la três vezes com pequenas quantidades 
(aproximadamente 5 mL) da solução a ser utilizada. Esta operação se chama ambientar a 
bureta. O mesmo deve ser feito com a pipeta volumétrica utilizada para aliquotar uma das 
soluções e, neste caso a operação se chama ambientar a pipeta. 
 Na titulação, a mão esquerda é usada no controle da torneira da Bureta e, a mão direita, 
na agitação do Erlenmeyer. 
 Durante a titulação o reagente que está na bureta (titulante) pode respingar nas paredes 
internas do Erlenmeyer, e não reagir com a solução contida no Erlenmeyer, o que levaria a 
um resultado incorreto. Para evitar este erro, é conveniente lavar as paredes do 
Erlenmeyer com pequenos jatos de água contida emuma pisseta, quando estiver próximo 
do ponto de viragem que é indicado pela mudança de cor do indicador. 
 O final da reação, ou seja, o ponto de equivalência deve coincidir com o ponto de viragem, 
o qual é indicado quando, pelo excesso de uma gota do titulante (reagente que está na 
bureta), a solução contida no Erlenmeyer (titulado) mudar de cor e, sob agitação, a cor 
permanecer por, no mínimo, 20segundos. 
Nesta aula faremos titulação ácido base – Volumetria de Neutralização. 
 
 
Objetivos 
Utilizar as técnicas de incineração padronização de soluções. 
 
Materiais e Equipamentos 
Erlenmeyer de 250 mL 
Bureta de 25 mL 
Pera de segurança 
Pipeta volumétrica de 15,0 mL 
Pisseta 
Suporte universal 
Garra para bureta
83 
 
 
Reagentes 
Solução padrão de HCl solução problema: NaOH Sol. fenoftaleína 
 
Procedimento 
Padronização da solução de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 N 
1. Enxaguar a Bureta com água corrente, água destilada e com a solução de hidróxido de sódio a 
ser padronizada (ambientação da bureta); 
2. Prender a Bureta na garra própria, de forma que ela fique na altura ideal para o Técnico que for 
manipulá-la. 
3. Carregar a bureta cuidadosamente com a solução de hidróxido de sódio até, 
aproximadamente, metade, e retirar o ar da parte de inferior, logo abaixo da torneira, inclusive 
possíveis bolhas. 
4. Completar a bureta até 1 cm acima do zero e acertar o menisco (a leitura do volume deve ser 
feito com o menisco na altura dos olhos do analista). 
5. Adicionar, com pipeta volumétrica, alíquota de 15,00 mL de solução padrão de ácido clorídrico, 
a três Erlenmeyer de 250 mL. 
6. Adicionar 2 a 3 gotas de fenolftaleína aos três Erlenmeyer. 
7. Titular gota a gota até aparecimento de tênue coloração rosa. Persistente por, no mínimo, 20 
segundos. 
8. Repetir todo o procedimento do item 3 ao 7, para mais 2 alíquotas de sol. Padrão. 
 
 Dados Experimentais 
Padronização da solução de NaOH 0,1 N 
Anotar os resultados obtidos na tabela 
Padronização 
Nº 
V sol. NaOH 
(mL) 
N teórica Sol. NaOH 
(Eq/L) 
V sol. Padrão HCl 
(mL) 
fC sol. HCl NREAL sol. NaOH 
(Eq/L) 
 
1 
 0,1 15,0 
 
2 
 0,1 15,0 
 
3 
 0,1 15,0 
 
 
Média dos volumes de NaOH gastos nas 
três titulações. 
 
mL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cálculo da Normalidade real do NaOH 
 
VBASE x NBASE = Vácido x Nácido x fC ÁCIDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cálculo do fator de correção da sol. NaOH 
fC = 
teórica
real
N
N
 
 
 
 
84 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Babor, j. a. E ibarz, José. Química GENERAL Moderna, Marin, Barcelona, 1963. 
 
BACAN, Nivaldo, ANDRADE, João Carlos, GODINHO, Osvaldo E. S. e BARONE, José Salvador. Química Analítica 
Quantitativa Elementar, Editora Edgard Blücher, São Paulo , 1979. 
 
BÄUMLER, Ernest. Um Século de Química, São Paulo: Comp. Melhoramentos de São Paulo, 1980. 
 
CAMPBELL, J. Arthur. Por que ocoreem as reações Químicas? Editora Edgard Blücher Ltda. Traduzido do original: 
Why Do Chemical Reactions Occur?, São Paulo, 1969 
 
CHAGAS, Aécio. O que é Química. Campinas: Ed. UNICAMP, São Paulo, 1988. 
 
GALLO, Carmo Neto. Química: da Teoria à Realidade, Editora Scipione, São Paulo, 1995. 
 
Gonçalves, Daniel, WAL, Daniel, Almeida, Roberto Riva de. Química Orgânica Experimental. McGraw-Hill, São Paulo, 
1988. 
 
MALDANER, Otávio Aloísio. Química 1: Construção de Conceitos Fundamentais. Livraria Inijuí Editora, Rio Grande 
do Sul, 1992. 
 
PERUZO, Tito Miragaia, CANTO, Eduardo Leite de. Química na Abordagem do Cotidiano, Editora Moderna, São 
Paulo, 1995. 
 
AMBROGI, Angélica, VERSOLATO, Elena F. e LISBÔA, Julio Cezar Foschini.Unidades Modulares de Química, 
Gráfica Editora Hamburg Ltda, São Paulo, 1987. 
 
FONSECA, Martha Reis Marques da. Interatividade Química, Editora FTD S. A., São Paulo, 2003. 
 
VOGEL, Arthur Israel. Química Analítica Qualitativa, Editora Mestre Jou, 5ª Ed, São Paulo, 1981. 
 
VOGEL, Arthur Israel. Análise Orgânica Qualitativa. Ao Livro Técnico S. A., São Paulo, 1981. 
 
DIAS, Ayres Guimarães, COSTA, Marco Antônio da, GUIMARÃES, Pedro Ivo Canesso. Guia Prático de Química 
Orgânica. Editora Interciência. Rio de Janeiro, 2004. 
 
MANUAL – SÉRIE QUALIDADE. Boas Práticas para Laboratório. Associação Brasileira dos Profissionais da 
Qualidade de Alimentos e Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos, 1995. 
 
MÉTODOS ANALÍTICOS OFICIAIS PARA CONTROLE DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL. Métodos Físicos e 
Químicos. Ministério da Agricultura, Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária, Laboratório Nacional de Referência 
Animal LANARA, Brasília, 1981. 
 
OHLWEILER, Oto Alcides. Química Analítica Quantitativa. Livros Técnicos e Científicos Editora S. A., 1974. 
 
ENCICLOPÉDIA MIRADOR, 2, 8 e 17v., São Paulo e Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações Ltda, 
1990. 
 
FERREIRA, Moacyr Costa. Dicionário de Inventos e Inventores. São Paulo: Editora Publicações Ltda, 1984. 
 
SANVIDO, Maria Lúcia Braga e OLIVEIRA, José Eduardo. Laboratório de Química Geral. CEETPS – ETECAP, 
Campinas, 1997 (apostila mimeo). 
 
D’ALMEIDA, Valquíria T. Análise Quantitativa e Instrumental. CEETPS – ETECAP, Campinas, 1997. (apostila 
mimeo). 
 
Rubega, Cristina C. Projeto Alimentos: Ensino de Química – Parte IV. CEETPS (apostila mimeo), 1995. 
 
Reagentes MERCK, Tabelas Auxiliares para Laboratório Químico. 
 
Agência Nacional do Petróleo – ANP: WWW.anp.gov.br/

Mais conteúdos dessa disciplina