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Apostila de Química Experimental -FATEC CAMPINAS

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Questões resolvidas

A maioria dos experimentos químicos realizados em laboratórios gera algum tipo de resíduo, seja ele prejudicial ou não ao meio ambiente. Apesar do volume de resíduos gerados em laboratórios de ensino e pesquisa ser menor comparado aos industriais, há também uma preocupação em relação ao meio ambiente, principalmente porque, em experimentos didáticos, o resíduo geralmente é muito variado em termos de composição de elementos químicos. Portanto, a consciência ambiental acerca dos prejuízos causados pelos resíduos deve estar presente inclusive durante as aulas práticas. Devemos lembrar que o responsável pelo resíduo é quem o gerou e, sempre que possível, ele deve ser tratado ou recuperado. Quando isso não for possível, os resíduos devem ser estocados em frascos adequados. Assim, preste sempre atenção nas indicações do professor e do auxiliar docente em relação ao descarte e nos rótulos dos frascos, para ter certeza que está descartando no local correto. Métodos de limpeza e organização também fazem parte do ensino de química e são indispensáveis para o bom andamento dos experimentos. Para evitar contaminações e garantir bons resultados nas análises realizadas no laboratório é fundamental a limpeza correta de todos os materiais. A maneira mais simples de limpar a vidraria é com solução aquosa de detergente comum neutro e escovas apropriadas. Entretanto, alguns resíduos podem não ser facilmente removidos e, para isso, devem-se utilizar outros produtos industrializados ou reagentes específicos, que irão variar de acordo com a composição do

O que é um balão volumétrico e para que é utilizado?

a) É um material utilizado em medidas aproximadas de volume e apresenta erro de 1% nas medidas de volume. É utilizado em análises quantitativas.
b) É um material construído para conter exatamente certo volume de líquido, numa determinada temperatura (20ºC). É utilizado para preparar soluções.
c) É um recipiente plástico usado no enxágue de materiais através de jatos de água destilada, álcool ou qualquer outro solvente.

Quire a forma de um menisco (côncava). O acerto e a leitura do nível dos líquidos nos materiais volumétricos devem ser feitos da seguinte forma: Os materiais que se apoiam por si mesmos (balões volumétricos e provetas) devem estar sobre uma superfície plana e, os que não se apoiam por si mesmos (buretas e pipetas) devem estar sustentados na posição vertical (a bureta deve ser fixada ao suporte universal através de uma garra e a pipeta, suspensa pela mão do operador). O operador deve se posicionar corretamente em relação ao traço de aferição para evitar erros de paralaxe, ou seja, os olhos do operador e o traço de aferição do material volumétrico devem estar na mesma horizontal. O operador deve fazer com que a parte inferior do menisco tangencie o traço de aferição do material volumétrico (se o líquido usado for escuro – não transparente - deverá tangenciar a parte de cima do menisco). BALANÇAS E TÉCNICAS DE PESAGEM De acordo com o INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – balança é um instrumento de medição empregado para determinar a massa de um corpo (“pesá-los”). Esse instrumento pode servir igualmente para determinar outras grandezas, quantidades ou características em função da massa. A técnica de pesagem varia, não só com o objetivo da prática (importância da medida) mas com o tipo de balança disponível. Em geral, em laboratórios químicos, podemos ter 3 tipos: - Balança Técnica: É uma balança de pouca precisão, esta balança deve ser utilizada apenas em análises qualitativas. Este tipo de balança trabalha com apenas uma ou duas casas decimais sendo, a primeira casa exata, mas a segunda é duvidosa. - Balança semi-analítica: permite pesar com precisão de até 0,001g (o que equivale a 1 mg), portanto, trabalha com 2 a três casas decimais, sendo que a última é duvidosa. Deve ser usada em análises qualitativas. Entretanto, requer os mesmos cuidados que uma balança analítica. - Balança analítica – ou também denominada balança de precisão – pode obter precisão de 0,0001g (o que equivale a 0,1 mg) ou mais, sendo a última casa decimal duvidosa. A balança analítica possui um dispositivo tipo capela com três portas para proteger de correntes de ar podem alterar o valor absoluto da pesagem. Por esse motivo, o ambiente onde ficará a balança deve ser específico e ter condições ambientais controladas. É utilizada em análises quantitativas. Balança semi-analítica Balança analítica Embora a precisão seja diferente, os cuidados de manuseio são sempre os mesmos: • Mantenha a balança sempre limpa. Compostos que eventualmente possam cair no prato devem ser imediatamente removidos com um pincel; • Antes no início da pesagem, o aparelho deve estar nivelado e zerado; • Os materiais utilizados devem ser adequados, limpos e secos; • A temperatura do objeto a ser pesado deve ser ambiente; • Evitar apanhar com a mão os objetos que serão utilizados na pesagem; • Não apoiar na bancada e evitar vibrações durante o processo de pesagem; • Não ultrapassar a carga máxima da balança; • Após a pesagem, a balança deve ser novamente zerada. Técnicas de pesagens Existem basicamente três processos de determinação de massa: Pesagem Direta: Usada para determinar a massa de um objeto, por exemplo, um pesa-filtro, um cilindro metálico, uma cápsula, papel, etc. Pesagem por Adição: Usada quando adicionamos pequenas quantidades de amostra num recipiente (pesa-filtro, béquer pequeno, cápsula, ou mesmo papel de filtro ou acetinado, etc) de massa conhecida, até obtermos a massa desejada de amostra. Por exemplo, queremos fazer a secagem de 1,00 g de cloreto de sódio (NaCl). Neste caso, podemos usar uma cápsula previamente tarada (de massa conhecida) e acrescentar, com o auxílio de uma espátula, pequenas quantidades do sal, até a balança (eletrônica) mostrar no display, 1,00 g. Pesagem por diferença: Usada para determinar a massa de uma amostra, por diferença entre duas pesagens. Por exemplo: as pesagens feitas nos itens anteriores (cápsula – pesagem direta e cloreto de sódio – pesagem por adição) foram utilizadas para determinar a umidade do sal. Após certo tempo em estufa, a cápsula contendo o sal foi colocada em dessecador para esfriar e, em seguida, pesada. Para sabermos a massa do sal seco, temos que descontar a massa da cápsula e, se quisermos saber a perda de peso (quanto de água evaporou), devemos subtrair: perda de água = massa do sal úmido – massa do sal seco. TÉCNICAS DE AQUECIMENTO Os processos de aquecimento realizados em laboratório podem ser realizados através de equipamentos específicos ou por meio de queimadores de gases combustíveis, como o Bico de Bunsen, desenvolvido pelo físico alemão Robert Wiheim Eberhard Bunsen, em 1855. Os equipamentos mais utilizados são: - Banho-maria: aquecer substâncias líquidas ou sólidas no qual não pode ser exposta diretamente no fogo. Aquece de forma lenta e uniforme submergindo o recipiente com a amostra em outro líquido, normalmente água. - Estufas: aparelhos elétricos, controlados por termostatos, que permitem temperaturas entre 40 e 300 °C. São usadas principalmente para secar vidrarias e sólidos. - Chapas de aquecimento: aparelhos elétricos para aquecimento de superfície, com temperaturas máximas de 500°C, podendo ser associados a agitadores magnéticos. Usados principalmente para evaporações e digestões. - Fornos de mufla: podem atingir temperaturas superiores a 1100°C. Usados principalmente para calcinação (oxidação de substâncias). O Bico de Bunsen O gás combustível queimado no bico geralmente é o gás de rua ou G.L.P. (gás liquefeito de petróleo) e o comburente é o oxigênio do ar atmosférico. Existem bicos de Bunsen com ou sem regulagem de gás, mas ambos possuem basicamente três partes: cilindro, Anel de Regulagem (de ar) e base metálica. - Cilindro metálico: Tubo de metal, rosqueado no centro da base, por onde passa o gás combustível que é queimado no topo. Possui alguns orifícios na parte inferior por onde entra ar (comburente). - Anel de Regulagem: o anel é uma peça metálica que envolve a parte inferior do cilindro. Possui orifícios (janelas) correspondentes aos do cilindro, de modo que, girando o anel, pode-se abrir ou fechar as janelas, controlando assim a entrada de ar. - Base metálica: Possui uma entrada lateral de gás e um pequeno orifício no centro, por onde sai o gás que será queimado no topo do cilindro. Características da chama: Mantendo-se as janelas fechadas, obtém-se uma chama fuliginosa de coloração amarela. Isso indica que está ocorrendo uma combustão incompleta do gás, pois, fechá-las. Não deixar o Bico de Bunsen na beirada da bancada, posicioná-lo mais no fundo, isto evita que, ao acendê-lo, a chama atinja seu rosto. Abrir a válvula (torneira) principal que fornece o gás. Riscar um palito de fósforo e aproximá-lo da boca do cilindro. Abrir lentamente o gás na torneira secundária, mantendo o rosto afastado do bico. Abrir lentamente as janelas do bico de Bunsen para regular a chama. Caso perceba um barulho com a chama já regulada, diminua a entrada de ar, pois isso significa que existe muito ar em relação à quantidade de gás e, se assim permanecer, provavelmente a chama irá apagar, fazendo com que ocorra escape de gás no laboratório. s, papel, algodão vegetal, lã de vidro, carvão ativo e outros. O que define o melhor filtro a ser utilizado é o material que será filtrado. Os papéis de filtro possuem várias especificidades, pois são fabricados em vários graus de espessura e porosidade e a sua escolha será em função do material sólido a ser retido. A escolha do papel de filtro é feita inicialmente, em função da análise, qualitativa ou quantitativa, já que existem estes dois tipos de

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Questões resolvidas

A maioria dos experimentos químicos realizados em laboratórios gera algum tipo de resíduo, seja ele prejudicial ou não ao meio ambiente. Apesar do volume de resíduos gerados em laboratórios de ensino e pesquisa ser menor comparado aos industriais, há também uma preocupação em relação ao meio ambiente, principalmente porque, em experimentos didáticos, o resíduo geralmente é muito variado em termos de composição de elementos químicos. Portanto, a consciência ambiental acerca dos prejuízos causados pelos resíduos deve estar presente inclusive durante as aulas práticas. Devemos lembrar que o responsável pelo resíduo é quem o gerou e, sempre que possível, ele deve ser tratado ou recuperado. Quando isso não for possível, os resíduos devem ser estocados em frascos adequados. Assim, preste sempre atenção nas indicações do professor e do auxiliar docente em relação ao descarte e nos rótulos dos frascos, para ter certeza que está descartando no local correto. Métodos de limpeza e organização também fazem parte do ensino de química e são indispensáveis para o bom andamento dos experimentos. Para evitar contaminações e garantir bons resultados nas análises realizadas no laboratório é fundamental a limpeza correta de todos os materiais. A maneira mais simples de limpar a vidraria é com solução aquosa de detergente comum neutro e escovas apropriadas. Entretanto, alguns resíduos podem não ser facilmente removidos e, para isso, devem-se utilizar outros produtos industrializados ou reagentes específicos, que irão variar de acordo com a composição do

O que é um balão volumétrico e para que é utilizado?

a) É um material utilizado em medidas aproximadas de volume e apresenta erro de 1% nas medidas de volume. É utilizado em análises quantitativas.
b) É um material construído para conter exatamente certo volume de líquido, numa determinada temperatura (20ºC). É utilizado para preparar soluções.
c) É um recipiente plástico usado no enxágue de materiais através de jatos de água destilada, álcool ou qualquer outro solvente.

Quire a forma de um menisco (côncava). O acerto e a leitura do nível dos líquidos nos materiais volumétricos devem ser feitos da seguinte forma: Os materiais que se apoiam por si mesmos (balões volumétricos e provetas) devem estar sobre uma superfície plana e, os que não se apoiam por si mesmos (buretas e pipetas) devem estar sustentados na posição vertical (a bureta deve ser fixada ao suporte universal através de uma garra e a pipeta, suspensa pela mão do operador). O operador deve se posicionar corretamente em relação ao traço de aferição para evitar erros de paralaxe, ou seja, os olhos do operador e o traço de aferição do material volumétrico devem estar na mesma horizontal. O operador deve fazer com que a parte inferior do menisco tangencie o traço de aferição do material volumétrico (se o líquido usado for escuro – não transparente - deverá tangenciar a parte de cima do menisco). BALANÇAS E TÉCNICAS DE PESAGEM De acordo com o INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – balança é um instrumento de medição empregado para determinar a massa de um corpo (“pesá-los”). Esse instrumento pode servir igualmente para determinar outras grandezas, quantidades ou características em função da massa. A técnica de pesagem varia, não só com o objetivo da prática (importância da medida) mas com o tipo de balança disponível. Em geral, em laboratórios químicos, podemos ter 3 tipos: - Balança Técnica: É uma balança de pouca precisão, esta balança deve ser utilizada apenas em análises qualitativas. Este tipo de balança trabalha com apenas uma ou duas casas decimais sendo, a primeira casa exata, mas a segunda é duvidosa. - Balança semi-analítica: permite pesar com precisão de até 0,001g (o que equivale a 1 mg), portanto, trabalha com 2 a três casas decimais, sendo que a última é duvidosa. Deve ser usada em análises qualitativas. Entretanto, requer os mesmos cuidados que uma balança analítica. - Balança analítica – ou também denominada balança de precisão – pode obter precisão de 0,0001g (o que equivale a 0,1 mg) ou mais, sendo a última casa decimal duvidosa. A balança analítica possui um dispositivo tipo capela com três portas para proteger de correntes de ar podem alterar o valor absoluto da pesagem. Por esse motivo, o ambiente onde ficará a balança deve ser específico e ter condições ambientais controladas. É utilizada em análises quantitativas. Balança semi-analítica Balança analítica Embora a precisão seja diferente, os cuidados de manuseio são sempre os mesmos: • Mantenha a balança sempre limpa. Compostos que eventualmente possam cair no prato devem ser imediatamente removidos com um pincel; • Antes no início da pesagem, o aparelho deve estar nivelado e zerado; • Os materiais utilizados devem ser adequados, limpos e secos; • A temperatura do objeto a ser pesado deve ser ambiente; • Evitar apanhar com a mão os objetos que serão utilizados na pesagem; • Não apoiar na bancada e evitar vibrações durante o processo de pesagem; • Não ultrapassar a carga máxima da balança; • Após a pesagem, a balança deve ser novamente zerada. Técnicas de pesagens Existem basicamente três processos de determinação de massa: Pesagem Direta: Usada para determinar a massa de um objeto, por exemplo, um pesa-filtro, um cilindro metálico, uma cápsula, papel, etc. Pesagem por Adição: Usada quando adicionamos pequenas quantidades de amostra num recipiente (pesa-filtro, béquer pequeno, cápsula, ou mesmo papel de filtro ou acetinado, etc) de massa conhecida, até obtermos a massa desejada de amostra. Por exemplo, queremos fazer a secagem de 1,00 g de cloreto de sódio (NaCl). Neste caso, podemos usar uma cápsula previamente tarada (de massa conhecida) e acrescentar, com o auxílio de uma espátula, pequenas quantidades do sal, até a balança (eletrônica) mostrar no display, 1,00 g. Pesagem por diferença: Usada para determinar a massa de uma amostra, por diferença entre duas pesagens. Por exemplo: as pesagens feitas nos itens anteriores (cápsula – pesagem direta e cloreto de sódio – pesagem por adição) foram utilizadas para determinar a umidade do sal. Após certo tempo em estufa, a cápsula contendo o sal foi colocada em dessecador para esfriar e, em seguida, pesada. Para sabermos a massa do sal seco, temos que descontar a massa da cápsula e, se quisermos saber a perda de peso (quanto de água evaporou), devemos subtrair: perda de água = massa do sal úmido – massa do sal seco. TÉCNICAS DE AQUECIMENTO Os processos de aquecimento realizados em laboratório podem ser realizados através de equipamentos específicos ou por meio de queimadores de gases combustíveis, como o Bico de Bunsen, desenvolvido pelo físico alemão Robert Wiheim Eberhard Bunsen, em 1855. Os equipamentos mais utilizados são: - Banho-maria: aquecer substâncias líquidas ou sólidas no qual não pode ser exposta diretamente no fogo. Aquece de forma lenta e uniforme submergindo o recipiente com a amostra em outro líquido, normalmente água. - Estufas: aparelhos elétricos, controlados por termostatos, que permitem temperaturas entre 40 e 300 °C. São usadas principalmente para secar vidrarias e sólidos. - Chapas de aquecimento: aparelhos elétricos para aquecimento de superfície, com temperaturas máximas de 500°C, podendo ser associados a agitadores magnéticos. Usados principalmente para evaporações e digestões. - Fornos de mufla: podem atingir temperaturas superiores a 1100°C. Usados principalmente para calcinação (oxidação de substâncias). O Bico de Bunsen O gás combustível queimado no bico geralmente é o gás de rua ou G.L.P. (gás liquefeito de petróleo) e o comburente é o oxigênio do ar atmosférico. Existem bicos de Bunsen com ou sem regulagem de gás, mas ambos possuem basicamente três partes: cilindro, Anel de Regulagem (de ar) e base metálica. - Cilindro metálico: Tubo de metal, rosqueado no centro da base, por onde passa o gás combustível que é queimado no topo. Possui alguns orifícios na parte inferior por onde entra ar (comburente). - Anel de Regulagem: o anel é uma peça metálica que envolve a parte inferior do cilindro. Possui orifícios (janelas) correspondentes aos do cilindro, de modo que, girando o anel, pode-se abrir ou fechar as janelas, controlando assim a entrada de ar. - Base metálica: Possui uma entrada lateral de gás e um pequeno orifício no centro, por onde sai o gás que será queimado no topo do cilindro. Características da chama: Mantendo-se as janelas fechadas, obtém-se uma chama fuliginosa de coloração amarela. Isso indica que está ocorrendo uma combustão incompleta do gás, pois, fechá-las. Não deixar o Bico de Bunsen na beirada da bancada, posicioná-lo mais no fundo, isto evita que, ao acendê-lo, a chama atinja seu rosto. Abrir a válvula (torneira) principal que fornece o gás. Riscar um palito de fósforo e aproximá-lo da boca do cilindro. Abrir lentamente o gás na torneira secundária, mantendo o rosto afastado do bico. Abrir lentamente as janelas do bico de Bunsen para regular a chama. Caso perceba um barulho com a chama já regulada, diminua a entrada de ar, pois isso significa que existe muito ar em relação à quantidade de gás e, se assim permanecer, provavelmente a chama irá apagar, fazendo com que ocorra escape de gás no laboratório. s, papel, algodão vegetal, lã de vidro, carvão ativo e outros. O que define o melhor filtro a ser utilizado é o material que será filtrado. Os papéis de filtro possuem várias especificidades, pois são fabricados em vários graus de espessura e porosidade e a sua escolha será em função do material sólido a ser retido. A escolha do papel de filtro é feita inicialmente, em função da análise, qualitativa ou quantitativa, já que existem estes dois tipos de

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FACULDADE DE TECNOLOGIA DE CAMPINAS 
TECNOLOGIA EM PROCESSOS QUÍMICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA DE QUÍMICA EXPERIMENTAL 
1° SEMESTRE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAMPINAS 
AGOSTO DE 2018 
 
 
 
 
 
1 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. REGRAS E NORMAS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO QUÍMICO ........................................ 2 
2. DESCARTE DE RESÍDUOS E LIMPEZA DE MATERIAIS E VIDRARIAS ............................................ 4 
3. MATERIAIS DE LABORATÓRIO E SUAS UTILIDADES ............................................................ 6 
4. MATERIAIS VOLUMÉTRICOS, GRADUADOS E TÉCNICAS DE MEDIÇÃO DE VOLUMES ................. 12 
5. BALANÇAS E TÉCNICAS DE PESAGEM .......................................................................... 15 
6. TÉCNICAS DE AQUECIMENTO ................................................................................... 17 
7. TÉCNICAS DE FILTRAÇÃO ......................................................................................... 20 
8. ROTEIROS EXPERIMENTAIS – QUÍMICA GERAL .............................................................. 24 
Reconhecimento de Vidrarias e Introdução às Técnicas Básicas de Laboratório ...... 24 
Reações Químicas ....................................................................................................... 27 
Preparo de soluções e força dos ácidos ...................................................................... 29 
9. ROTEIROS EXPERIMENTAIS – QUÍMICA INORGÂNICA .......................................................... 31 
Separação de Misturas ............................................................................................... 31 
Determinação da capacidade tamponante de uma solução tampão ácido acético – 
acetato. ....................................................................................................................... 33 
Determinação do pH de diferentes soluções salinas e formação de complexos ....... 35 
Condutividade de Eletrólitos ...................................................................................... 36 
10. REFERÊNCIAS: .......................................................................................................... 38 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
1. REGRAS E NORMAS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO QUÍMICO 
 
INTRODUÇÃO 
Todo trabalho desenvolvido dentro de um laboratório de química 
apresenta riscos, sejam pelos próprios reagentes químicos utilizados, pelo fogo, 
eletricidade ou mesmo pela imprudência ou negligência do analista, que pode 
resultar em danos materiais e/ou pessoais. 
Devemos sempre trabalhar com seriedade, evitando brincadeiras ou 
conversas desnecessárias, que podem nos distrair e causar acidentes. É dever 
de cada um dos membros da equipe de trabalho prevenir acidentes durante as 
aulas, conhecendo os reagentes e trabalhando com cautela, calma e bom senso, 
respeitando sempre as regras e normas de segurança. 
Para todo laboratório químico, existem normas gerais e específicas, que 
devem ser observadas e seguidas. As Normas dos Laboratórios Didáticos de 
Química da Fatec Campinas são listadas a seguir. 
 
INSTRUÇÕES PARA O TRABALHO DE LABORATÓRIO NA FATEC CAMPINAS 
1. Faça as práticas laboratoriais com calma e segurança. 
2. O laboratório é um lugar de trabalho sério. Evite conversas desnecessárias e 
qualquer tipo de brincadeira que possam distrair e causar acidentes. 
3. A conduta, participação, pontualidade, assiduidade, cuidado com o uso do 
material e limpeza, são considerados nos critérios de avaliação. 
4. É indispensável o uso do jaleco de algodão de mangas compridas e óculos 
de segurança. O jaleco deverá estar limpo, em condições de trabalho e 
abotoado. O uso de luvas descartáveis também é aconselhado. 
5. Os alunos devem trajar calças compridas e sapatos fechados sem salto. Não 
é permitido o uso de sandálias, chinelos ou sapatos abertos, bem como 
bermudas, saias ou calças curtas. 
6. Cabelos longos devem estar presos. O uso de boné, capuz, touca, entre 
outros, é proibido. Caso o aluno não esteja trajado de forma adequada, o mesmo 
não poderá permanecer e realizar os experimentos. Não haverá reposição das 
aulas perdidas. 
7. É expressamente proibido o uso de lentes de contato durante os trabalhos de 
laboratório. 
8. É proibido usar joias (anéis, colares, correntes, relógios, etc.) que possam 
atrapalhar e causar acidentes. 
 
 
 
 
 
3 
 
9. Não é permitida a entrada de alunos no laboratório portando bolsas, sacolas, 
mochilas ou pacotes. Estes materiais devem ser guardados nos armários 
disponíveis. 
10. Tenha conhecimento da localização dos acessórios de segurança e das 
saídas de emergência. 
11. Não é permitida a permanência de alunos no laboratório sem a presença do 
docente ou do auxiliar docente. 
12. Durante as aulas práticas os alunos não poderão entrar ou sair do laboratório 
sem a autorização. 
13. Todo o material necessário para execução da prática está disponível no kit 
sobre a bancada. Pipetas e buretas estão penduradas nos suportes. Atenção: 
Utilizar somente o kit referente ao número do seu grupo. 
14. Não pegue ou use nenhum material/equipamento que não tenha sido 
treinado ou autorizado a utilizar. Se precisar de algum extra, peça ao docente ou 
ao auxiliar docente responsável. É expressamente proibido pegar sozinho nos 
armários que não pertencem aos grupos. 
15. O trabalho de laboratório será em equipe. Antes de iniciar e após término 
dos experimentos mantenha sempre limpa a aparelhagem e a bancada de 
trabalho. Ao final da prática, todo o material do kit utilizado deve estar 
devidamente limpo, organizado e dentro dos armários. 
16. Estude com atenção os experimentos antes de executá-los. Antes de usar 
reagentes que não conheça, consulte a bibliografia adequada e informe-se sobre 
sua periculosidade, toxicidade, como manuseá-los e descartá-los. 
17. Todas as operações nas quais ocorre desprendimento de gases tóxicos 
(evaporações de soluções ácidas, amoniacais, etc.) devem ser efetuadas na 
capela com o exaustor ligado. 
18. Cuidado ao trabalhar com ácido concentrado. No caso de diluição, adicione 
primeiro a água, depois o ácido lentamente, nunca o contrário. 
19. Na preparação ou diluição de uma solução, use sempre água destilada. 
20. Sempre verifique cuidadosamente o rótulo do frasco que contém um dado 
reagente antes de tirar dele qualquer porção de seu conteúdo. Faça o mesmo 
na hora de descartar os resíduos. 
21. Nunca pipete nenhum tipo de liquido com a boca. Utilize pipetadores ou 
peras de borracha. 
22. Evite contaminar os reagentes químicos: 
i. Não insira a pipeta diretamente para coletar, coloque antes uma porção 
em um béquer e depois pipete. 
 
 
 
 
 
4 
 
ii. Nunca retorne os reagentes ao frasco de origem, mesmo que não 
tenham sido usados, descarte-os em local adequado. 
iii. Não colocar as tampas dos frascos de reagentes com a boca voltada 
para a bancada. 
23. Preste atenção quando forutilizar os bicos de gás (Bunsen). Deixá-los 
acesos somente enquanto estiver efetivamente em uso. Ao terminar, certifique-
se que todas as torneiras foram fechadas. 
24. A lavagem das vidrarias é de responsabilidade da equipe. Lave com água, 
sabão neutro e escovas adequadas. No final, enxague com água destilada, 
seque o material e devolva ao armário do seu grupo. Não é necessário usar 
álcool para secagem, evite o desperdício! 
25. Comunicar ao professor ou auxiliar docente qualquer ocorrência anormal 
durante a aula como acidentes, quebra de materiais, derrame de reagentes, 
indisposição física, vazamentos e outros. 
26. No caso de quebra de alguma vidraria ou equipamento, avise o professor ou 
auxiliar docente imediatamente, para que o mesmo providencie a sua troca e 
faça o registro da ocorrência. Os alunos são responsáveis pela substituição 
do material quebrado dentro de 1 (um) mês a partir da data de quebra. 
27. Proibido fumar, comer ou beber nos laboratórios. 
28. Lave bem as mãos antes de iniciar um trabalho e ao sair do laboratório. 
 
2. DESCARTE DE RESÍDUOS E LIMPEZA DE MATERIAIS E VIDRARIAS 
 
 A maioria dos experimentos químicos realizados em laboratórios gera 
algum tipo de resíduo, seja ele prejudicial ou não ao meio ambiente. Apesar do 
volume de resíduos gerados em laboratórios de ensino e pesquisa ser menor 
comparado aos industriais, há também uma preocupação em relação ao meio 
ambiente, principalmente porque, em experimentos didáticos, o resíduo 
geralmente é muito variado em termos de composição de elementos químicos. 
 Portanto, a consciência ambiental acerca dos prejuízos causados pelos 
resíduos deve estar presente inclusive durante as aulas práticas. Devemos 
lembrar que o responsável pelo resíduo é quem o gerou e, sempre que possível, 
ele deve ser tratado ou recuperado. 
Quando isso não for possível, os resíduos devem ser estocados em 
frascos adequados. Assim, preste sempre atenção nas indicações do 
professor e do auxiliar docente em relação ao descarte e nos rótulos dos 
frascos, para ter certeza que está descartando no local correto. 
 
 
 
 
 
5 
 
Métodos de limpeza e organização também fazem parte do ensino de 
química e são indispensáveis para o bom andamento dos experimentos. Para 
evitar contaminações e garantir bons resultados nas análises realizadas no 
laboratório é fundamental a limpeza correta de todos os materiais. 
A maneira mais simples de limpar a vidraria é com solução aquosa de 
detergente comum neutro e escovas apropriadas. Entretanto, alguns resíduos 
podem não ser facilmente removidos e, para isso, devem-se utilizar outros 
produtos industrializados ou reagentes específicos, que irão variar de acordo 
com a composição do resíduo. Abaixo listamos algumas dicas e normas de 
limpeza de vidrarias e materiais nos laboratórios da Fatec Campinas. 
Atenção: A lavagem das vidrarias é de responsabilidade da equipe de trabalho. 
Ao final da prática, todo o material do armário utilizado pelo seu grupo deve estar 
limpo, seco e guardado dentro dos armários. 
1. Descarte todos os resíduos nos locais corretos indicados. Preste atenção nas 
etiquetas de identificação e não jogue nada na pia! 
2. Resíduos de ácidos e bases concentrados e outros materiais voláteis devem ser 
descartados dentro da capela de exaustão. Realizar a limpeza sob o exaustor, 
lavando a vidraria em água destilada (de 2 a 3 vezes). 
3. Toda marcação feita nos frascos deve ser retirada com sabão ou álcool (Cuidado 
com a marcação do kit do armário do seu grupo, se apagar, deve ser reescrita). 
4. Lave os demais materiais na pia com água corrente e sabão neutro. Utilize 
esponjas e escovas adequadas. Cuidado para não riscar os materiais 
esfregando demais ou com a parte áspera da esponja. 
5. Resíduos de difícil retirada devem ser comunicados ao docente ou auxiliar 
docente para que haja orientação sobre a limpeza correta. Não deixe o resíduo 
na vidraria sem comunicar aos responsáveis pela aula. 
6. Enxague bem com água corrente (de 2 a 3 vezes). No final, enxague com água 
destilada todas as vidrarias, seque o material e devolva ao armário do seu grupo. 
7. Não há necessidade de passar álcool na vidraria após a lavagem, a não ser que 
seja para tirar marcações feitas por seu grupo. Evite o desperdício! 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO 
 
• Pense sempre na próxima equipe que utilizará o material: 
deixe o material limpo para evitar contaminações nas práticas. 
• Lembre-se que há provas práticas e o próximo a pegar material 
contaminado pode ser você!  
• Limpe sua bancada sempre que derrubar reagentes e soluções 
• Sempre confira antes da prática se todos os materiais do seu 
grupo estão em ordem, caso contrário, avise o professor. 
 
 
 
 
 
6 
 
3. MATERIAIS DE LABORATÓRIO E SUAS UTILIDADES 
 
Para a realização de experimentos laboratoriais é necessário, não só 
conhecer cada reagente e as transformações químicas que serão processadas, 
mas também, os materiais e vidrarias e o emprego correto de cada um deles. 
Portanto, antes de mais nada, é necessário que você conheça e identifique os 
principais materiais utilizados nos laboratórios químicos e suas aplicações. 
 
1. Almofariz (ou grau) e Pistilo: Materiais usados na trituração e pulverização de 
sólidos. 
2. Anel ou Argola: Empregado como suporte para funil durante a filtração ou separação 
de líquidos imiscíveis (líquidos que não se misturam). 
3. Balão de Destilação ou de Engler: Balão de fundo redondo com saída lateral para 
passagem de vapores durante a destilação. 
4. Balão de Fundo Chato: Empregado para aquecimento ou armazenamento de 
líquidos ou soluções. 
5. Balão de Fundo Redondo: Usado para aquecimento de líquidos e/ou reações com 
desprendimento gasoso. 
6. Balão Volumétrico: Usado na preparação de soluções. Não deve ser aquecido. 
7. Bastão de Vidro ou Bagueta: É um bastão maciço de vidro. Serve para agitar e 
facilitar as dissoluções, mantendo as massas líquidas em constante movimento. 
Também auxilia na filtração. 
8. Barrilhete: Recipiente plástico, contendo uma torneira na parte inferior usado para 
armazenar água destilada e/ou deionizada. 
9. Bico de Bunsen: É a fonte de aquecimento mais usada em laboratório. 
10. Bureta: Serve para dar escoamento a volumes variáveis de líquidos. Não deve ser 
aquecida. É constituída de um tubo de vidro uniformemente calibrado e graduado em 
décimos de mililitro. É provida de um dispositivo que permite o fácil controle do 
escoamento. 
11. Cadinho: Usado para calcinação (aquecimento a seco e muito intenso) de 
substâncias. Pode ser aquecido diretamente na chama de um bico de Bunsen, apoiado 
sobre um triângulo de porcelana. Os cadinhos podem ser de porcelana, platina, amianto, 
etc. 
12. Cápsula de Porcelana: Peça de porcelana, de várias capacidades, usada em 
sublimações e evaporações. 
13. Coluna de Vigreux: Cilindro de vidro contendo, no seu interior, vários obstáculos e 
possui, próximo ao topo, uma saída lateral de vapores. Esta coluna é usada nas 
destilações fracionadas. 
14. Condensador: Usado em destilações, tem a finalidade de condensar os vapores 
dos líquidos. Pode ser de vários tipos: condensador de tubo reto (ou de Liebig), 
condensador de bolas ( ou de Alhin) ou condensador de espirais (serpentina).7 
 
15. Copo Béquer ou Béquer: Muito utilizado para dissolver substâncias e efetuar 
reações químicas. Existem béqueres de várias capacidades tanto de vidro como de 
polietileno. Os béqueres de vidro podem ser aquecidos sobre tripé com tela de amianto 
ou, chapa de aquecimento. 
 
16. Dessecador: Recipiente de vidro provido de uma tampa com fecho estanque e que 
contém uma substância dessecante, usado para resfriamento de substâncias em 
atmosfera contendo baixo teor de umidade ou, na dessecação (desidratação) de algum 
material. 
17. Erlenmeyer: Utilizado em titulações, aquecimento de líquidos, dissolução de 
substâncias e reações químicas. Pode ser aquecido com tripé sobre tela de amianto. 
18. Espátula: Material de aço, porcelana, vidro ou polietileno, usado para transferência 
de substâncias sólidas. Deve ser lavada e secada após a transferência de cada 
reagente. 
19. Estante para Tubos de Ensaio: Suporte de madeira, de arame revestido com 
plástico ou tinta plástica, de aço inox ou ainda de polietileno, que serve de suporte para 
tubos de ensaio. 
20. Funil Analítico: Usado na filtração para retenção de partículas sólidas. Possui haste 
longa e sulcos para facilitar o escoamento do filtrado. Deve conter, no seu interior, um 
filtro que pode ser de papel, lã de vidro ou algodão vegetal. 
21. Funil Técnico: Material de vidro ou de polietileno, usado para auxiliar a transferência 
de líquidos. 
22. Funil de Büchner: Material de porcelana ou de vidro, usado na filtração a vácuo. 
23. Funil de Decantação ou Funil de Separação ou Ampola de Bromo: Usado na 
separação de líquidos imiscíveis (líquidos que não se misturam). 
24. Furador de Rolhas: Material metálico usado para fazer furos de vários diâmetros 
em rolhas de cortiça ou borracha. 
25. Garra de Condensador: Peça metálica usada para fixar o condensador à haste do 
suporte universal. Pode ser usada para a fixação de outros materiais como balões, 
Erlenmeyer, etc. 
26. Kitassato: Material de Vidro, de paredes grossas, usado em conjunto com o funil de 
Büchner na filtração a vácuo. 
27. Mariote: Frasco de vidro usado para armazenar água destilada e/ou deionizada. 
28. Mufa: Peça de metal usada para fixar a garra ao suporte universal. 
29. Picnômetro: Recipiente usado na determinação da densidade de líquidos. É um 
material de grande exatidão de volume, por isso não deve ser secado por aquecimento. 
Pode ser de vidro ou metal. 
30. Pêra de Segurança: Dispositivo de borracha utilizada para pipetar líquidos. 
31. Pesa Filtro: Frasco de vidro, com tampa esmerilhada, usado nas pesagens de 
substâncias corrosivas, voláteis ou higroscópicas. 
32. Pinça de Madeira: Usada para segurar o tubo de ensaio durante aquecimento com 
o bico de Bunsen. 
 
 
 
 
 
8 
 
33. Pinça Metálica ou Tenaz de Aço: Usada para manipular materiais que foram 
aquecidos na estufa, chapa elétrica, bico de Bunsen ou mufla, como béquer, 
Erlenmeyer, cápsulas e cadinhos. 
34. Pinças de Mohr e Pinça de Hoffman: Usadas para impedir ou reduzir a passagem 
de gases ou líquidos por tubos flexíveis. 
35. Pipeta Graduada: Cilindro de vidro, estreito, geralmente graduado em décimos de 
mililitro, usada para medir volumes variáveis de liquido com boa exatidão, dentro de 
determinada escala. Não deve ser aquecida. 
36. Pipeta Volumétrica: Constituída de um tubo de vidro com um bulbo na parte central. 
O Traço de referência é gravado na parte do tubo acima do bulbo. É utilizada para medir 
volumes de líquidos com grande exatidão. Não deve ser aquecida. 
37. Pisseta: Recipiente plástico usado no enxágue de materiais através de jatos de 
água destilada, álcool ou qualquer outro solvente. 
38. Proveta: Cilindro de vidro ou polietileno de várias capacidades, usado para medir e 
transferir volumes líquidos que não exigem grande exatidão. Não deve ser aquecida. 
 
39. Suporte Universal: Peça metálica usada para fazer a sustentação de vários 
materiais em algumas operações, tais como: Filtração, Destilação, Extração e outras. 
40. Tela de Amianto: Usada para distribuir uniformemente o calor recebido da chama 
do bico de Bunsen. 
41. Termômetro Químico: Usado para medir temperaturas de sólidos, líquidos ou 
vapores, durante o aquecimento de um sistema. Para medir a temperatura ele deve 
estar imerso no material que está sendo aquecido ou resfriado. 
42. Triângulo de Porcelana: Suporte para cadinhos durante aquecimento direto no bico 
de Bunsen. Para utilizá-lo, devemos dobrar (enrolar) suas extremidades sobre a borda 
o tripé ou argola, para melhor fixação, caso contrário, o cadinho pode cair facilmente. 
43. Tripé de Ferro: Suporte para tela de amianto ou triângulo de porcelana, durante o 
aquecimento. 
44. Trompa de Água: Usada para provocar vácuo pela passagem de água. 
45. Tubo de Ensaio: Utilizado para realizar reações em pequena escala, principalmente 
em teste de reações. Pode ser aquecido diretamente sobre chama do bico de Bunsen. 
46. Tubo de Thielle: Tubo de vidro, com formato especial, usado na determinação do 
ponto de fusão. 
47. Vareta de Vidro: Cilindro de vidro, oco, de baixo ponto de fusão. É muito utilizado 
na fabricação de curvas para interligar materiais como: balões, condensadores, 
kitassatos, erlenmeyer e outros. Também são utilizados para confecção de capilares e 
pipetas. 
48. Vidro de Relógio: Vidro de forma côncava, usada para cobrir béqueres e cápsulas 
de porcelana, em pesagens de sólidos, em cristalização de quantidades pequenas, etc. 
Este material não deve ser aquecido sobre tela de amianto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. MATERIAIS VOLUMÉTRICOS, GRADUADOS E TÉCNICAS DE 
MEDIÇÃO DE VOLUMES 
 
Medidas de volume podem ser utilizadas tanto numa análise qualitativa 
(não requer muita exatidão) quanto numa análise quantitativa (requer alta 
exatidão). Assim, é necessário saber qual o material adequado para cada uma 
dessas análises, para evitar erros nos experimentos. Os mais comuns são: 
 
Em geral, esses materiais volumétricos são calibrados a 20°C e, portanto, 
nunca devem ser aquecidos ou colocados em estufas pois o calor dilata o vidro 
e descalibra o material. A calibração pode ser de dois tipos: 
- Para “conter certo volume de líquido (TC, In), ou seja, a quantidade de 
líquido contido no instrumento corresponde ao volume impresso no instrumento. 
Esse volume, se transferido, não será totalmente e, portanto, não devem ser 
usados para transferência. Ex: balões volumétricos. 
- Para “verter” certo volume de líquido (TD, Ex), ou seja, a quantidade de 
líquido vertido do instrumento corresponde ao volume impresso no instrumento, 
o resíduo líquido que permanece no instrumento foi levadoem conta na 
calibração. 
Estes instrumentos são indicados para transferência e incluem por ex. 
pipetas graduadas e volumétricas, e buretas. 
Pipetas, por exemplo, podem ser de dois tipos: 
 
 
 
 
 
13 
 
1. Pipetas Graduadas (TD, Ex): Possuem uma escala numerada de cima 
para baixo e, geralmente graduada em décimos de mililitro (0,1 mL). Serve para 
escoar volumes variáveis de líquido, mas sua precisão é menor que a da pipeta 
volumétrica. 
2. Pipetas Volumétricas (TD, Ex): São usadas para transferir um volume 
único de líquido. 
Para usarmos este tipo de pipeta, considerando que ela está limpa, 
devemos inicialmente enxaguá-la duas ou três vezes com pequenas porções da 
solução a ser utilizada. Cada porção é posta em contato com toda a superfície 
interna da pipeta antes de ser escoada. Esta operação se chama “ambientar”. 
Após ambientar, usando pera de segurança ou o pipetador, a pipeta é 
cheia com a solução até 1 a 2 cm acima do seu traço de aferição. Nesta 
operação, a pipeta não deve ser introduzida demais na solução a ser pipetada, 
mas também, não tão pouco que possa haver perigo de sua extremidade ficar, 
durante a sucção, fora da solução. Usando um papel absorvente macio, enxuga-
se a parte externa inferior da pipeta e, com a pipeta na vertical, deixamos o 
líquido escoar lentamente para um béquer pequeno, até que a parte inferior do 
menisco coincida com o traço de aferição da pipeta. Este ajustamento deve ser 
feito com a pipeta na posição correta (o traço de aferição deve estar posicionado 
na mesma direção dos olhos do operador) para evitar erros de paralaxe. 
As pipetas podem ser ainda: 
- de esgotamento parcial (um ou nenhum traço): após a transferência do 
líquido, aguardamos aproximadamente 15 – 20 segundos com a pipeta na 
posição vertical e, em seguida, tocamos a ponta da pipeta contra a superfície 
interna do frasco e, com isso, a última gota do líquido é então transferida. 
- de esgotamento total (dois traços): após os 15-20 segundos com a pipeta 
na vertical, o restante do líquido que ficou na ponta da pipeta é transferido para 
o recipiente, assoprando com a própria pera. 
 
Uso da pera de segurança (pera de três vias) 
1. Conectar a pera de segurança à extremidade superior da pipeta. 
2. Retirar o ar da pera (aperte 1 e 2. Solte 1 e 2) 
3. Introduzir a pipeta no líquido a ser pipetado sem deixar a sua ponta 
tocar o fundo do recipiente. 
4. Pressionar a válvula 3, que fará a sucção até acima do traço de aferição 
(aproximadamente 1 cm acima). Secar a pipeta com papel absorvente. 
5. Acertar o menisco, pressionando a válvula 4. 
 
 
 
 
 
14 
 
6. Levar a pipeta até o recipiente de destino e deixar escoar o líquido pela 
parede lateral do mesmo, pressionando a válvula 4. Esta operação deve ser 
realizada mantendo-se a pipeta na posição vertical. 
7. Após escoamento total do líquido, esperar 15-20 segundos e tocar a 
ponta da pipeta na parede lateral do recipiente para escoar a última gota 
(esgotamento parcial) ou, pressionar 2 e 3 (nesta ordem) para esgotar totalmente 
a pipeta (esgotamento total). 
Não segurar o conjunto (pipeta + pera) pela pera e sim, pela pipeta. 
 
Buretas: são frascos volumétricos TD, usados para escoar volumes 
variados de líquidos, com relativa precisão. São muito usadas em titulações. 
Durante a sua utilização ela deve estar na posição vertical, fixada ao 
suporte universal através de uma garra (garra para bureta) e, o seu interior, deve 
estar completamente cheio de líquido titulante, sem nenhuma bolha e com a 
parte inferior do menisco tangenciando o traço de aferição zero da bureta. 
As buretas também devem ser ambientadas, 3 ou 4 vezes, com a solução 
a ser utilizada. 
 
Balões Volumétricos: são materiais volumétricos construídos para conter 
exatamente certo volume de líquido, numa determinada temperatura (20ºC); por 
esse motivo, exibem a sigla TC (ou In). São utilizados para se preparar soluções. 
 
Provetas: são materiais utilizados em medidas aproximadas de volume, 
pois apresentam erro de 1 % nas medidas de volume. Portanto não devem ser 
utilizadas em análises quantitativas. Em geral, apresentam a sigla TD. 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
Leitura do volume 
A superfície do líquido contido num tubo de pequeno diâmetro, não é 
plana. Devido à tensão superficial ela adquire a forma de um menisco (côncava). 
O acerto e a leitura do nível dos líquidos nos materiais volumétricos devem 
ser feitos da seguinte forma: 
1. Os materiais que se apoiam por si mesmos (balões volumétricos e 
provetas) devem estar sobre uma superfície plana e, os que não se 
apoiam por si mesmos (buretas e pipetas) devem estar sustentados 
na posição vertical (a bureta deve ser fixada ao suporte universal 
através de uma garra e a pipeta, suspensa pela mão do operador). 
 
2. O operador deve se posicionar corretamente em relação ao traço de 
aferição para evitar erros de paralaxe, ou seja, os olhos do operador e 
o traço de aferição do material volumétrico devem estar na mesma 
horizontal. 
 
3. O operador deve fazer com que a parte inferior do menisco tangencie 
o traço de aferição do material volumétrico (se o líquido usado for 
escuro – não transparente - deverá tangenciar a parte de cima do 
menisco). 
 
 
 
 
5. BALANÇAS E TÉCNICAS DE PESAGEM 
 
De acordo com o INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade 
e Tecnologia – balança é um instrumento de medição empregado para 
determinar a massa de um corpo (“pesá-los”). Esse instrumento pode servir 
 
 
 
 
 
16 
 
igualmente para determinar outras grandezas, quantidades ou características 
em função da massa. 
A técnica de pesagem varia, não só com o objetivo da prática (importância 
da medida) mas com o tipo de balança disponível. Em geral, em laboratórios 
químicos, podemos ter 3 tipos: 
- Balança Técnica: É uma balança de pouca precisão, esta balança deve 
ser utilizada apenas em análises qualitativas. Este tipo de balança trabalha com 
apenas uma ou duas casas decimais sendo, a primeira casa exata, mas a 
segunda é duvidosa. 
- Balança semi-analítica: permite pesar com precisão de até 0,001g (o 
que equivale a 1 mg), portanto, trabalha com 2 a três casas decimais, sendo que 
a última é duvidosa. Deve ser usada em análises qualitativas. Entretanto, requer 
os mesmos cuidados que uma balança analítica. 
- Balança analítica – ou também denominada balança de precisão – pode 
obter precisão de 0,0001g (o que equivale a 0,1 mg) ou mais, sendo a última 
casa decimal duvidosa. A balança analítica possui um dispositivo tipo capela com 
três portas para proteger de correntes de ar podem alterar o valor absoluto da 
pesagem. Por esse motivo, o ambiente onde ficará a balança deve ser específico 
e ter condições ambientais controladas. É utilizada em análises quantitativas. 
 
 
 
 
 
 
Balança semi-analítica Balança analítica 
 
Embora a precisão seja diferente, os cuidados de manuseio são sempre 
os mesmos: 
• Mantenhaa balança sempre limpa. Compostos que eventualmente 
possam cair no prato devem ser imediatamente removidos com um 
pincel; 
• Antes no início da pesagem, o aparelho deve estar nivelado e 
zerado; 
• Os materiais utilizados devem ser adequados, limpos e secos; 
• A temperatura do objeto a ser pesado deve ser ambiente; 
 
 
 
 
 
17 
 
• Evitar apanhar com a mão os objetos que serão utilizados na 
pesagem; 
• Não apoiar na bancada e evitar vibrações durante o processo de 
pesagem; 
• Não ultrapassar a carga máxima da balança; 
• Após a pesagem, a balança deve ser novamente zerada. 
 
Técnicas de pesagens 
 
Existem basicamente três processos de determinação de massa: 
 
1. Pesagem Direta: Usada para determinar a massa de um objeto, por exemplo, 
um pesa-filtro, um cilindro metálico, uma cápsula, papel, etc. 
2. Pesagem por Adição: Usada quando adicionamos pequenas quantidades de 
amostra num recipiente (pesa-filtro, béquer pequeno, cápsula, ou mesmo papel 
de filtro ou acetinado, etc) de massa conhecida, até obtermos a massa desejada 
de amostra. Por exemplo, queremos fazer a secagem de 1,00 g de cloreto de 
sódio (NaCl). Neste caso, podemos usar uma cápsula previamente tarada (de 
massa conhecida) e acrescentar, com o auxílio de uma espátula, pequenas 
quantidades do sal, até a balança (eletrônica) mostrar no display, 1,00 g. 
3. Pesagem por diferença: Usada para determinar a massa de uma amostra, 
por diferença entre duas pesagens. Por exemplo: as pesagens feitas nos itens 
anteriores (cápsula – pesagem direta e cloreto de sódio – pesagem por adição) 
foram utilizadas para determinar a umidade do sal. Após certo tempo em estufa, 
a cápsula contendo o sal foi colocada em dessecador para esfriar e, em seguida, 
pesada. Para sabermos a massa do sal seco, temos que descontar a massa da 
cápsula e, se quisermos saber a perda de peso (quanto de água evaporou), 
devemos subtrair: perda de água = massa do sal úmido – massa do sal seco. 
 
 
6. TÉCNICAS DE AQUECIMENTO 
 
Os processos de aquecimento realizados em laboratório podem ser 
realizados através de equipamentos específicos ou por meio de queimadores de 
gases combustíveis, como o Bico de Bunsen, desenvolvido pelo físico alemão 
Robert Wiheim Eberhard Bunsen, em 1855. 
Os equipamentos mais utilizados são: 
- Banho-maria: aquecer substâncias líquidas ou sólidas no qual não pode ser 
exposta diretamente no fogo. Aquece de forma lenta e uniforme submergindo o 
recipiente com a amostra em outro líquido, normalmente água. 
 
 
 
 
 
18 
 
- Estufas: aparelhos elétricos, controlados por termostatos, que permitem 
temperaturas entre 40 e 300 °C. São usadas principalmente para secar vidrarias 
e sólidos. 
- Chapas de aquecimento: aparelhos elétricos para aquecimento de superfície, 
com temperaturas máximas de 500°C, podendo ser associados a agitadores 
magnéticos. Usados principalmente para evaporações e digestões. 
- Fornos de mufla: podem atingir temperaturas superiores a 1100°C. Usados 
principalmente para calcinação (oxidação de substâncias). 
 
O Bico de Bunsen 
O gás combustível queimado no bico geralmente é o gás de rua ou G.L.P. 
(gás liquefeito de petróleo) e o comburente é o oxigênio do ar atmosférico. 
Existem bicos de Bunsen com ou sem regulagem de gás, mas ambos 
possuem basicamente três partes: cilindro, Anel de Regulagem (de ar) e base 
metálica. 
- Cilindro metálico: Tubo de metal, rosqueado no centro da base, por onde passa 
o gás combustível que é queimado no topo. Possui alguns orifícios na parte 
inferior por onde entra ar (comburente). 
- Anel de Regulagem: o anel é uma peça metálica que envolve a parte inferior 
do cilindro. Possui orifícios (janelas) correspondentes aos do cilindro, de modo 
que, girando o anel, pode-se abrir ou fechar as janelas, controlando assim a 
entrada de ar. 
- Base metálica: Possui uma entrada lateral de gás e um pequeno orifício no 
centro, por onde sai o gás que será queimado no topo do cilindro. 
 
Características da chama: 
Mantendo-se as janelas fechadas, obtém-se uma chama fuliginosa de coloração 
amarela. Isso indica que está ocorrendo uma combustão incompleta do gás, pois 
 
 
 
 
 
19 
 
existe pouco oxigênio para queimá-lo e, neste caso, os produtos da queima são: 
CO (monóxido de carbono), C (carvão na forma de fuligem), H2O (vapor de água) 
e pouco CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico) 
Para regular a chama, deve-se abrir lentamente as janelas do bico de Bunsen, o 
que fará aumentar a quantidade de oxigênio na mistura gás-ar que será 
queimada, promovendo assim, a combustão completa do gás e, neste caso, os 
produtos da queima serão apenas CO2 (gás carbônico) e H2O (vapor de água). 
Uma chama bem regulada possui três regiões distintas: 
 
 
O cone externo da chama (oxidante) é ligeiramente violáceo, o intermediário, 
azul e, o cone interno, é incolor, mas é mascarado pela chama azul que o deixa 
ligeiramente escurecido. 
 
Para acender o bico de Bunsen: 
1. Verificar se a torneira de gás está fechada, caso não esteja, fechá-la. 
2. Verificar se as janelas do bico estão fechadas, caso não estejam, fechá-las. 
3. Não deixar o Bico de Bunsen na beirada da bancada, posicioná-lo mais no 
fundo, isto evita que, ao acendê-lo, a chama atinja seu rosto. 
4. Abrir a válvula (torneira) principal que fornece o gás. 
5. Riscar um palito de fósforo e aproximá-lo da boca do cilindro. 
6. Abrir lentamente o gás na torneira secundária, mantendo o rosto afastado do 
bico. 
7. Abrir lentamente as janelas do bico de Bunsen para regular a chama. 
8. Caso perceba um barulho com a chama já regulada, diminua a entrada de ar, 
pois isso significa que existe muito ar em relação à quantidade de gás e, se assim 
permanecer, provavelmente a chama irá apagar, fazendo com que ocorra 
escape de gás no laboratório. 
 
 
 
 
 
20 
 
 
Para apagar o Bico de Bunsen: 
1. Fechar as janelas do bico. 
2. Desligar o gás fechando a válvula (torneira) principal e deixar consumir o gás 
presente no sistema (mangueira), até o fogo apagar. 
3. Fechar a torneira secundária. 
Ao ligarmos ou desligarmos o bico de Bunsen devemos sempre ter cuidado de 
fazê-lo com as janelas fechadas, para evitar o retrocesso da chama. 
 
7. TÉCNICAS DE FILTRAÇÃO 
 
O processo de filtração é largamente utilizado nas indústrias e nos 
laboratórios de análises e consiste em um método de separação de misturas 
heterogêneas sólido-líquido ou sólido-gás. Nesse processo, a mistura atravessa 
um material poroso capaz de reter a fase sólida e deixar atravessar a fase fluida. 
Na indústria, por exemplo, é comum o uso de filtros junto às chaminés 
para diminuir a quantidade de partículas sólidas lançadas na atmosfera 
(separação de misturas heterogêneas sólido-gás). 
Em laboratórios químicos, a filtração mais utilizada é a que se aplica às 
misturas heterogêneas sólido-líquido. Neste caso o material filtrante pode ser de 
vários tipos: membranas filtrantes, papel, algodão vegetal, lãde vidro, carvão 
ativo e outros. O que define o melhor filtro a ser utilizado é o material que será 
filtrado. 
Os papéis de filtro possuem várias especificidades, pois são fabricados 
em vários graus de espessura e porosidade e a sua escolha será em função do 
material sólido a ser retido. A escolha do papel de filtro é feita inicialmente, em 
função da análise, qualitativa ou quantitativa, já que existem estes dois tipos de 
classificação do papel. 
Os papéis de filtro quantitativos fornecem uma quantidade de cinza muito 
pequena e sua capacidade de retenção é dada de acordo com a faixa. Assim: 
- Faixa Preta – utilizado para reter precipitados grandes e gelatinosos. 
- Faixa Branca – utilizado para reter precipitados médios. 
- Faixa Vermelha - utilizado para reter precipitados finos. Ex: sulfeto de zinco. 
- Faixa Azul - utilizado para reter precipitados muito finos. 
 
 
 
 
 
21 
 
- Faixa Verde - utilizado para reter precipitados de sulfato de bário. 
Para que uma filtração se processe de forma eficiente, é necessário que: 
a) O corpo sólido não passe através do papel de filtro ou penetre em seus poros. 
b) O líquido não reaja com o material filtrante (papel ou algodão vegetal), nem o 
dissolva, mesmo que parcialmente, como no caso de líquidos corrosivos ou 
dissolventes de celulose. 
Para substâncias corrosivas, como ácido sulfúrico, por exemplo, ou dissolventes 
de celulose, podemos usar lã de vidro e/ou algodão vegetal (para dissolventes 
de celulose). 
Quando existe grande quantidade de material a ser filtrado, ou mesmo quando 
a filtração é muito lenta, o mais indicado é fazer uma filtração sob pressão 
reduzida (vácuo), pois diminui o tempo de filtração. 
 
Uso do papel de filtro 
- Dobra ou dobradura simples: 
1. Dobrar o papel de filtro em duas partes iguais (b); 
2. Dobrar novamente em duas partes, deixando uma das pontas do papel 
recuada aproximadamente 5 mm (c). 
3. Cortar a ponta recuada do papel para permitir que o papel fique aderido à 
parede do funil, impedindo a entrada de ar (d). 
4. Encaixar o papel no funil e molhar imediatamente para aderi-lo ao funil. 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
- Dobradura múltipla ou pregueada: 
1. Dobrar inicialmente o papel ao meio ficando em forma de meia lua; dobrar 
novamente ao meio, ficando um quarto de lua. 
2. Dobrar cada quarto e redobrá-los em forma de leque, até obter um total de 
oito, dezesseis ou trinta e duas dobras. 
Este tipo de dobra feita no papel é usada para filtrações a quente, onde a solução 
em ebulição ou aquecida deve ser filtrada rapidamente, ou para aumentar a 
capacidade do filtro. Isto é geralmente feito através de um papel colocado num 
funil relativamente grande com uma haste de diâmetro não muito pequeno. Com 
isso reduz-se ao mínimo a separação de cristais e a obstrução da haste no caso 
de filtração de solução saturada a quente. 
 
Para realizar uma filtração há maneiras corretas de transferir a mistura para o 
funil: 
 
Emprega-se o funil de Buchner (em geral para análises qualitativas) de 
tamanho conveniente, que deverá ser adaptado através de um anel de vedação 
 
 
 
 
 
23 
 
(ou alonga de borracha) a um frasco de Kitassato, o qual, por sua vez, deve ser 
ligado por intermédio de um tubo de borracha, a uma bomba de vácuo. 
O papel de filtro, que pode ser um ou dois ou mais, deve ser cortado de 
modo a obter um diâmetro pouco menor que o do funil (o papel nunca deve ser 
dobrado contra a parede lateral do funil). Deve-se ter o cuidado de molhar o 
papel com o próprio solvente da mistura a ser filtrada, de modo a garantir uma 
perfeita aderência ao fundo do funil quando se fizer a sucção. Desta forma evita-
se que o sólido passe por baixo do papel, caindo no Kitassato. 
 
A força de sucção provocada na mangueira faz com que o ar do interior 
do Kitassato comece a ser puxado em direção à bomba. Assim, depois de certo 
tempo, não há ar no interior do Kitassato. Por fim, adiciona-se a mistura 
heterogênea no funil de Büchner. O material sólido fica retido no papel de filtro 
localizado no interior do funil de Büchner e o componente líquido cai no interior 
do Kitassato. 
Cuidado: não ultrapassar a capacidade do Kitassato, fazendo com que 
passe solvente para o sistema de vácuo. 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
8. ROTEIROS EXPERIMENTAIS – QUÍMICA GERAL 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA NO. 1 
Reconhecimento de Vidrarias e Introdução às Técnicas Básicas de Laboratório 
 
Procedimento Experimental 
Transferência de líquidos e sólidos: 
 
a) Em um béquer de 100 mL, pesar 0,05 g de azul de metileno, adicionar cerca de 30 
mL de água destilada e agitar com auxílio de uma bagueta até total dissolução; 
 
b) Transferir então quantitativamente para um erlenmeyer de 125 mL, diluir à 
aproximadamente 100 mL com água destilada e agitar a solução obtida; 
 
c) Adicionar ao erlenmeyer cerca de 2,0 g de carvão ativado, previamente pesado em 
um béquer de 100 mL, e agitar vigorosamente; 
 
d) Deixar a mistura heterogênea em repouso durante cerca de 10 minutos e com o 
auxílio de um funil analítico e papel de filtro, filtrar a mistura, transferindo direto para 
um balão volumétrico de 200 mL. Complete o volume com água destilada utilizando 
uma pisseta. 
 
e) Observar a separação da mistura heterogênea e a coloração da solução obtida 
 
 
Técnicas de filtração: 
 
• dobrar o papel de filtro e colocar em um funil de vidro 
• molhar as bordas do papel com água destilada 
• colocar o conjunto sobre uma argola, presa a um suporte 
• adicionar a mistura heterogênea obtida na reação, com o auxílio de um bastão 
de vidro 
• lavar o béquer com água destilada e adicionar ao sistema de filtração 
• observar a separação ocorrida 
 
Medidas de volume: 
1ª. PARTE 
a) Complete o volume de um béquer de 100 mL com 50 mL de água destilada. Com o 
auxílio de uma pipeta graduada e de uma pera, meça 25 mL de água destilada contida 
no béquer e transfira para um erlenmeyer de volume apropriado. Analise o volume que 
restou no béquer. 
 
b) Meça o volume contido no erlenmeyer preparado na letra a utilizando uma proveta. 
Compare os resultados obtidos. Eles são coincidentes? Justifique. 
 
c) Utilizando garras, prenda uma bureta de 25 mL a um suporte universal. 
 
 
 
 
 
25 
 
d) Com o auxílio de um béquer, preencha uma bureta com água destilada. Acerte o 
zero. Deixe escoar 20 mL de água para um erlenmeyer, depois verta com o auxílio de 
um bastão de vidro em uma proveta. Os resultados são coincidentes? Porque? 
 
e) Determine a quantidade de gotas contidas em 1 mL de água destilada utilizando a 
bureta. A partir do resultado, determine o volume aproximado de cada gota. 
 
f) Meça 200 mL de água numa proveta e transfira-a quantitativamente paraum balão 
volumétrico de 200 mL. Os resultados são coincidentes? Porque? 
 
2ª. PARTE - Escolha pipetas graduadas ou volumétricas adequadas e deixe escoar os 
volumes abaixo de água para uma proveta de 50 mL. Confira se o volume total 
corresponde a soma dos volumes parciais. Execute as medidas solicitadas e preencha 
a tabela abaixo. 
 
Volume Medido (mL) Instrumento utilizado 
0,8 
1,3 
4,7 
7,9 
10 
20 
 
 
Técnicas de aquecimento em laboratório 
Objetivos: 
• Aprender a utilizar o bico de Bunsen 
• Aprender técnicas de aquecimento em laboratório 
• Verificar o ponto de ebulição da água 
• Aprender a influência da adição de certas substâncias, iônicas e moleculares no 
ponto de ebulição da água pura 
 
Procedimento experimental 
1 – Uso do bico de Bunsen 
- abrir a torneira de gás e acender o bico, com as janelas fechadas. 
- abrir gradativamente as janelas do bico e observar as modificações ocorridas 
- observar a zona externa, violeta pálida, quase invisível, onde os gases francamente 
expostos ao ar sofrem combustão completa, chamada zona oxidante 
- observar a zona intermediaria, luminosa, caracterizada por combustão incompleta por 
deficiência de oxigênio, chamada zona redutora 
-observar a zona interna, limitada por uma “casca” azulada, contendo os gases que 
ainda não sofreram combustão, ou seja a mistura comburente. 
 
 
 
 
 
26 
 
- apagar o bico de Bunsen, fechando primeiro a entrada de ar e depois a torneira do 
gás. 
 
2 – Uso do bico de Bunsen e aquecimento de líquidos em béquer 
- abrir a torneira de gás e acender o bico, com as janelas fechadas. 
- abrir gradativamente as janelas do bico e observar as modificações ocorridas 
- colocar cerca de 150 mL de água destilado no béquer 
- colocar o béquer sobre a tela de amianto, que deve estar sobre o tripé de ferro 
- colocar o termômetro, preso a um suporte universal, no centro do béquer, imerso na 
água 
- aquecer o béquer com a chama forte do bico de Bunsen (janelas e torneira de gás 
totalmente 
 abertas). Observar a ebulição da água, e anotar a temperatura. 
- apagar o bico de Bunsen, fechando primeiro a entrada de ar e depois a torneira do 
gás. 
 
3 – Aquecimento de líquidos no tubo de ensaio 
 
- colocar cerca de 4 mL de água em um tubo de ensaio 
- segurar o tubo, próximo à boca, com pinça de madeira 
- aquecer a água, na chama media do bico de Bunsen (torneira de gás e janelas aberta 
pela metade), com o tubo voltado para a parede, com inclinação de cerca de 450 e com 
pequena agitação, até a ebulição da água. 
- retirar o tubo do fogo 
- apagar a chama do bico. 
- fechar a entrada de gás 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA NO. 2 
Reações Químicas 
 
Procedimento Experimental 
 
1) Colocar em um tubo de ensaio 5,0 mL de solução de cloreto de ferro III 0,1 mol/L e 
adicionar, a seguir, 1,0 mL de solução de hidróxido de sódio 1 mol/L. Observar se houve 
formação de um precipitado, caso contrário, adicionar um pouco mais de base. 
Equacionar e classificar a reação. Indicar qual o composto insolúvel formado. 
2) Em um tubo de ensaio contendo cerca de 3 mL de solução de nitrato de prata 0,1 
mol/L, imergir cerca de 1 cm de fio de cobre. Continuar a prática e observar após cinco 
minutos. Anotar. Equacionar e classificar a reação. 
3) Colocar em um tubo de ensaio 3 mL de solução de sulfato de cobre II 1 mol/L. 
Introduzir um pedaço de ferro metálico (pequeno prego), de forma que a o mesmo fique 
totalmente imerso na solução. Observar e anotar o que ocorre. Equacionar e classificar 
a reação. 
4) Colocar em um tubo de ensaio, cerca de 1 g de carbonato de cálcio. Adicionar 5 mL 
de solução de ácido clorídrico 1 mol/L. Observar. Anotar. Equacionar e classificar a 
reação. 
5) Colocar 1 mL de solução de cloreto de ferro III 0,1 mol/L em um tubo de ensaio. Juntar 
1 mL de solução de tiocianato de amônio 0,1 mol/L. Agitar. Observar. Equacionar e 
classificar a reação. 
6) Na capela, com um conta-gotas, adicionar 1 mL de ácido clorídrico concentrado em 
um tubo de ensaio. Em outro tubo adicionar a mesma quantidade de hidróxido de 
amônio concentrado. Mergulhar a ponta de um bastão de vidro no tubo com ácido 
clorídrico. Aproximar esta ponta até 1 cm acima da superfície do hidróxido de amônio 
sem tocá-la. Observe. Forma-se uma suspensão de cloreto de amônio dispersa no ar. 
Equacionar e classificar a reação. 
7) Colocar em um tubo de ensaio 1 mL de uma solução de ácido clorídrico 1 mol/L. 
Adicionar um pedaço de magnésio de aproximadamente 0,5 cm. Observar. Equacionar 
e classificar a reação. 
8) Colocar em um tubo de ensaio 1 mL de solução de cloreto de sódio 0,1 mol/L e, em 
seguida, adicione 1 mL de solução de nitrato de prata 0,1 mol/L. Observar o que ocorre. 
Observar. Equacionar e classificar a reação. 
 
 
 
 
 
28 
 
9) Colocar 1,0 mL de solução de sulfato de potássio 0,1 mol/L em um tubo de ensaio e 
adicionar 1,0 mL de solução de cloreto de bário 0,1 mol/L. Observar. Equacionar e 
classificar a reação. 
10) Em um tubo de ensaio adicionar 1 mL de solução de sulfato de cobre II 1 mol/L e 1 
mL de solução de cloreto de ferro III 0,1 mol/L. Observar. Equacionar e classificar a 
reação. 
11) adicione 3 mL de água destilada em um tubo de ensaio e anote a temperatura. 
Acrescente, ao tubo de ensaio, aproximadamente 0,5 g de hidróxido de sódio e anote 
novamente a temperatura. 
12) adicione 3 mL de água destilada em um tubo de ensaio e anote a temperatura. 
Acrescente, ao tubo de ensaio, aproximadamente 0,6 g de nitrato de potássio e anote 
novamente a temperatura. 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA NO. 3 
Preparo de soluções e força dos ácidos 
 
I - Preparação de soluções 
1 - Preparação de solução de HCl 1 mol/L 
a) Calcule o volume de HCl necessário para preparar 100 mL de solução de HCl 1mol/L, 
partindo de uma solução de HCl a 37% em massa e d = 1,181 g/mL. 
b) Em uma capela, meça numa pipeta graduada, o volume calculado no item a de HCl 
concentrado; 
c) Coloque cerca de 50 mL de água destilada em um balão volumétrico de 100 mL e 
transfira o volume de ácido medido para este balão; 
d) Espere o balão esfriar até a temperatura ambiente e complete, até o menisco, com 
água destilada; 
e) Faça uma homogeneização por inversão; 
f) Identifique a solução preparada. 
 
2 - Preparação de solução de ácido acético 1 mol/L 
a) Calcule o volume de HAc necessário para preparar 100 mL de solução de HAc 1mol/L, 
b) Em uma capela, meça numa pipeta graduada, o volume calculado no item a de HAc 
concentrado; 
c) Coloque cerca de 50 mL de água destilada em um balão volumétrico de 100 mL e 
transfira o volume de ácido medido para este balão; 
d) Espere o balão esfriar até a temperatura ambiente e complete, até o menisco, com 
água destilada; 
e) Faça uma homogeneização por inversão; 
f) Identifique a solução preparada. 
 
3 - Preparação de solução de ácido cítrico 1 mol/L 
a) Calcule a massade ácido cítrico (C6H8O7) necessária para preparar 100 mL de 
solução 1mol/L, 
b) Em uma balança analítica pese (em um béquer) a massa calculada do ácido; 
c) Dissolva o ácido em pequenas quantidades de água destilada e transfira para um 
balão volumétrico de 100 mL; 
d) Complete, até o menisco, com água destilada; 
 
 
 
 
 
30 
 
e) Faça uma homogeneização por inversão; 
f) Identifique a solução preparada. 
 
II - Força dos ácidos 
a) Numerar três erlenmeyers 
b) Colocar vinte mL de cada ácido 1 mol/L: HCl, HAc e C6H8O7, nos respectivos 
erlenmeyers 
c) Em cada erlenmeyer colocar 15 cm de fita de magnésio (dobrada e embrulhada em 
pequeno pedaço de papel toalha) 
d) Colocar rapidamente, um balão de borracha na boca da cada erlenmeyer (amaciar o 
balão previamente) 
e) Agitar até o magnésio começar a reagir com o ácido 
f) Marcar o tempo de 2 em 2 minutos, observando as alturas dos balões nos respectivos 
tempos, até o termino da reação 
g) Montar uma tabela, colocando os ácidos em ordem crescente de força. 
h) Comparar com os valores teóricos de seus graus de ionização. 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
9. ROTEIROS EXPERIMENTAIS – QUÍMICA INORGÂNICA 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA NO. 4 
Separação de Misturas 
 
Materiais e reagentes: 
2 béqueres de 50 ml Pedras de ebulição 
1 béquer de 100 mL Balão de destilação 
Funil Manta de aquecimento 
Haste Condensador 
Papel de filtro Termômetro 
Erlenmeyer Bagueta 
Funil de separação Água 
Suporte universal Óleo vegetal 
Garras Ferro (pó) 
Chapa de aquecimento Sulfato de cobre 
Ímã Enxofre 
 
Procedimento experimental 
 
Parte I - Separação de uma mistura heterogênea líquido -líquido 
a) Em um béquer de 100 mL, misture 50 mL de água e 20 mL de óleo. 
b) A partir dos materiais disponíveis, separe cada um dos componentes da mistura. 
 
Parte II – Separação de uma mistura heterogênea sólido-sólido 
 
a) Em um béquer de 50 mL, prepare uma mistura heterogênea de 3 componentes 
utilizando-se dos reagentes disponíveis. Para o preparo da mistura utilize uma espátula 
rasa de cada reagente. 
b) Separe cada um dos componentes da mistura a partir dos materiais disponíveis. 
 
Parte III – Separação de uma mistura homogênea sólido –líquido (demonstrativo) 
a) Separar o sulfato de cobre dissolvido na água utilizando a destilação simples. 
 
Atividades 
 
Parte I: 
a) Por que a mistura água e óleo é classificada como heterogênea? Determine o número 
de fases e componentes da mistura. 
 
 
 
 
 
32 
 
b) Descreva o procedimento utilizado na separação da mistura destacando os materiais 
utilizados. 
c) Ilustre o sistema utilizado para separar a mistura água-óleo, mostrando como foi 
possível obter cada um dos componentes da mistura isoladamente. 
 
Parte II: 
a) Por que a mistura de sólidos obtida é classificada como heterogênea? Determine o 
número de fases e componentes da mistura. 
b) Descreva o procedimento utilizado na separação dos componentes da mistura 
destacando os materiais utilizados em cada etapa. 
c) Ilustre o procedimento de separação dos componentes da mistura mostrando como 
cada um foi isolado. 
 
Parte III: 
a) Qual dos sistemas isolados na Parte II pode ser separado por destilação simples? 
Justifique sua reposta classificando o sistema em homogêneo ou heterogêneo e 
definindo o número de componentes e fases presentes. 
b) Ilustre o sistema de destilação utilizado para separar os componentes da mistura, 
indicando como cada um deles foi isolado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA NO. 5 
Determinação da capacidade tamponante de uma solução tampão ácido acético 
– acetato. 
 
 
Materiais e Reagentes 
Ácido acético (Vinagre branco - acidez 4%) béquer de 250 mL 
Hidróxido de sódio sólido béquer de 50 mL 
Solução de NaOH 0,1 mol L-1 balão volumétrico de 100 mL 
Solução de HCl 0,1 mol L-1 agitador magnético 
pHmetro calibrado imã 
pipeta volumétrica de 50,0 mL espátula 
pera bureta de 25 mL 
 
 
Procedimento Experimental 
a) Preparo da solução tampão: adicionar 1,35 g de NaOH em 100ml de vinagre. 
 
Observação: A acidez media do vinagre é de cerca de 4%  0.67 mol/L. Quando 
se adiciona hidróxido de sódio à solução de ácido acético (vinagre), ocorre a 
neutralização do ácido, conforme reação abaixo: 
CH3COOH(aq) + NaOH(aq)  CH3COONa(aq) + H2O(l) 
 
b) Medir o pH da solução de HCl 0,1 mol/L. Anotar 
c) Verificando a capacidade tamponante mediante a presença de um ácido forte. 
d) Pipetar 100,0 mL da solução tampão em um béquer de 250 mL e titular a solução 
com HCl 0,1 mol L-1. Para a titulação, adicionar o HCl em passos de 3 mL e anotar o 
valor do pH lido no pHmetro. A cada adição, aguardar a estabilização do pHmetro e 
fazer a leitura. Não se esqueça de determinar o pH do vtampão (para VHCl = 0). Preencha 
a tabela abaixo com os dados obtidos. 
e) Repetir o procedimento da titulação com HCl, utilizando agora 100 mL de água 
deionizada. Utilizar acréscimos de 0,5 mL de ácido até pH constante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
 
 
Volume HCl 0,1 mol L-1 
(mL) 
pH da solução 
(Tampão) 
Volume HCl 0,1 mol L-1 
(mL) 
pH da solução 
(Água) 
0 0 
3,0 0,5 
6,0 1,0 
9,0 1,5 
12,0 2,0 
15,0 2,5 
18,0 3,0 
21,0 3,5 
24,0 4,0 
 
Atividades 
1. Construir o gráfico da titulação em papel milimetrado e colar no espaço abaixo. 
2. Discutir o efeito tamponante, utilizando equações químicas, da solução com 
base nos íons presentes. 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA NO. 6 
Determinação do pH de diferentes soluções salinas e formação de complexos 
 
 
Parte I – Solução de sulfato de amônio (NH4)2SO4 
 
- Em um béquer acrescentar uma ponta de espátula de sulfato de amônio; 
- Dissolver o sal em _____ mL de água; 
- Com o auxílio de um pHmetro, medir o pH da solução. 
pH da solução de (NH4)2SO4: ____________ 
 
Parte II – Solução de acetato de sódio NaCH3COO 
- Em um béquer acrescentar uma ponta de espátula de sulfato de amônio; 
- Dissolver o sal em _____ mL de água; 
- Com o auxílio de um pHmetro, medir o pH da solução. 
pH da solução de NaCH3COO: ____________ 
 
Parte III: Obtenção de um complexo metálico 
- Adicione uma ponta de espátula de cloreto de cobalto hexaidratado (CoCl2·6H2O) a 
um dos tubos de ensaio da estante de tubos; 
- Como auxílio de uma proveta, acrescente álcool etílico ao tubo e dissolva o sal de 
cobaltocompletamente; 
- Ao mesmo tubo, acrescente agora 5 mL de água, lentamente, deixando a água 
escorrer pelas paredes do tubo; 
- Agite o tubo e coloque em um béquer contendo água quente e verifique as mudanças; 
- Na sequência, coloque o mesmo tubo em um béquer contendo banho de gelo e 
verifique as mudanças. 
 
Atividades 
 
Partes I e II 
a) Proponha uma explicação para o pH observado em cada uma das soluções salinas. 
Justifique sua resposta apresentando as reações de hidrólise, quando ocorrerem. 
b) Escreva a equação de neutralização que origina cada um dos sais utilizados nos 
Experimento. Em cada uma das equações dê o nome dos respectivos ácidos e bases. 
 
Parte III: 
a) Proponha uma explicação, utilizando equações químicas, para as diferentes cores 
observadas nas etapas de obtenção do complexo de cobalto. 
b) Determine para o complexo obtido: 
i. o número de coordenação 
ii. o nome do complexo 
 
 
 
 
 
 
36 
 
ROTEIRO AULA PRÁTICA NO. 7 
Condutividade de Eletrólitos 
 
Materiais e reagentes: 
Béquer 50 mL Cloreto de sódio 
Proveta 20 mL Sacarose 
Vidro de relógio Etanol 
Pipeta volumétrica 1 mL Hidróxido de sódio 
Pipeta volumétrica de 5 mL Ácido Clorídrico 
Bureta 25 mL Hidróxido de Amônio 
Bastão de vidro Ácido acético glacial 
Pera Hidróxido de Bário (solução 0,1 mol/L) 
Condutivímetro Ácido Sulfúrico (solução 0,3 mol/L) 
Água destilada Solução de Fenolftaleína 
 
Procedimento Experimental 
a) Condutividade dos eletrólitos 
1) Água Destilada: coloque 40 mL de água destilada no béquer de 50 mL, mergulhe o 
eletrodo e observe o valor da condutividade. 
2) Solução aquosa de NaCl: retire o eletrodo, dissolva 2 g de NaCl na água que está no 
béquer e verifique novamente sua condutividade. 
3) Solução aquosa de sacarose: lave o béquer e o eletrodo. Prepare no béquer uma 
solução de 2 g de sacarose em 40 mL de água destilada e verifique sua condutividade. 
4) Solução aquosa de etanol: novamente lave o béquer e o eletrodo e prepare no béquer 
uma solução de 2 mL de álcool etílico em 40 mL de água, repetindo as operações 
anteriores. 
5) Solução aquosa de NaOH: Proceda da mesma forma com uma solução de 2 g de 
NaOH em 40 mL de água. 
6) Solução aquosa de HCl: repita o procedimento para uma solução de 2 mL de HCl 
concentrado em 40 mL de água. (OBS: Trabalhe na CAPELA e utilize a pera) 
7) Solução aquosa de amônia: após lavar o béquer e o eletrodo, coloque no béquer 30 
mL de água. Mergulhe o eletrodo, junte 1 mL de solução concentrada de hidróxido de 
amônio, agite e verifique a condutividade. Junte mais 5 mL da solução concentrada de 
hidróxido de amônio e verifique novamente a condutividade. (OBS: Trabalhe na 
CAPELA e utilize a pera) 
8) Ácido acético: após lavar o béquer e o eletrodo, seque-os bem antes de iniciar. 
Coloque 40 mL de ácido acético glacial no béquer e introduza o eletrodo. Observe a 
condutividade. Adicione 5 mL de água ao béquer, agitando e observe o que acontece o 
valor da condutividade. 
 
 
 
 
 
 
37 
 
b) Titulação: determinação do ponto final 
Coloque num béquer (de 50 mL) 40 mL de uma solução 0,1 mol/L de hidróxido de bário, 
junte algumas gotas de solução de fenolftaleína e introduza o eletrodo. Encha a bureta 
(de 25 mL) com solução 0,3 mol/L de H2SO4 e deixe a solução escoar gota a gota no 
béquer, observando a condutividade e a cor da solução. Faça leitura da condutividade 
de 1 em 1 mL até 10 mL do ácido. Entre 10 e 15 mL do ácido faça leituras a cada 0,5 
mL. Entre 15 e 20 mL do ácido faça leitura de 1 em 1 mL. O ponto final será mostrado 
tanto pela mudança de cor do indicador como pelo valor da condutividade. 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
10. REFERÊNCIAS: 
• OLIVEIRA, Fausto Pinto de; BANUTH, Gilda Siqueira Lopes; BISPO, Jurandyr Gutierrez; 
TRINDADE, Diamantino Fernandes. Química Básica Experimental. 6. ed. São Paulo. 
2016. 
• CHRISPINO, Álvaro; FARIA, Pedro. Manual de Química Experimental. Campinas. 2010. 
• SKOOG, Douglas A; WEST, Donald M; HOLLER, F. James; CROUCH, Stanley R. 
Fundamentos de Química Analítica. São Paulo: Cengage Learning, 2014. 
• SANVIDO, Maria Lúcia Braga; PRADO JUNIOR, Antônio Baraçal. Tópicos em Química 
Experimental. São Paulo: CEETEPS, 1999.