Espécies de contratos administrativos - Resumo
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Espécies de contratos administrativos
São elas: contratos de obras, contratos de serviços, contratos de fornecimento (ou com-
pras), contratos de concessão e de permissão, alienações e locações.
Contratos de obras
São aqueles em que o objeto pactuado consiste em construção, reforma, fabricação,
recuperação ou ampliação de determinado bem público. Esses contratos envolvem
bens de utilização administrativa ou de uso coletivo.
Exemplos: Edifício para instalar escola municipal
Condições especícas para contratação:
Projeto básico.
Padronização.
Integralidade da obra.
Regimes de execução:
Regime de empreitada por preço global.
Regime da empreitada por preço unitário.
Regime da empreitada integral.
Regime de tarifa.
Contratos de serviços
São aqueles que visam a atividade destinada a obter determinada utilidade concreta
de interesse para a Administração (art. 6, II). São normalmente conhecidos por “con-
tratos de prestação de serviços” e neles se realça a atividade material do contratado.
Contratos administrativos
Contratos administrativos (Parte 5)
Direito Administrativo II
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Se traduz numa obrigação de fazer. Há uma necessidade de especíca habilitação, como
é o caso de serviços de conservação e limpeza, pintura e vigilância. Serviços técnicos-
-prossionais, ao contrário, são aqueles que reclamam habilitação legal, seja através de
formação em curso superior especíco ou registro nos órgãos legalmente determinados.
Serviços técnico-prossionais especializados, devendo-se entender que assim os con-
siderou em virtude do alto grau de aperfeiçoamento e especialização dos prossionais
que os executam, podendo ser contratados sem licitação (art. 25, II, do Estatuto).
Contratos de fornecimento ou compras
São aqueles que se destinam à Administração, para atingir seus ns, precisa a todo
momento adquirir bens da mais variada espécie, e isso pela simples razão de que múl-
tiplas e diversicadas são as suas atividades.
Cuida-se, na verdade, de contrato de compra e venda, tal como existente no campo
do direito privado e por este regido em algumas de suas regras básicas, com a ressal-
va, é óbvio, da incidência normativa própria dos contratos administrativos (arts. 14
da Lei 8666/93).
As compras feitas pela Administração devem atender a algumas diretrizes especícas,
tendo em vista a natureza da contratação (art. 15, da lei 8666/93).
Contratos de concessão e permissão
Os contratos de concessão em dois grupos, de acordo com o objetivo a que se desti-
nam: (1) concessões de serviços públicos; (2) concessões de uso de bem público.
As concessões de serviços públicos têm por objeto a delegação da execução de
serviço público a pessoa privada. Trata-se de descentralização, formalizado por ins-
trumento contratual.
Já as concessões de uso de bem público visam somente a consentir que pessoa pri-
vada se utilize de bem pertencente a pessoa de direito público. Os concessionários de
uso, contrariamente ao que ocorre com as concessões de serviços públicos, podem
executar atividades de caráter público e de caráter privado, dependendo da destinação
do uso do bem público que lhes tiver sido autorizada.
A permissão de serviços públicos tem por objeto, da mesma forma que as conces-
sões de serviços públicos, a execução de certo serviço público delegado resultante de
descentralização administrativa.
Natureza jurídica era de ato administrativo, mas passou a ter a natureza de contrato
administrativo, com o que passou a não haver praticamente qualquer diferença entre
os institutos.
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Alienações e locações
Art. 1º da lei 8666/93, em seu artigo 1º delimita a incidência da lei. Não se pode deixar
de reconhecer que o dispositivo, depois de aludir à categoria dos contratos administra-
tivos, parece ter desejado relacionar as atividades que poderiam constituir seu objeto.
E realmente tal ocorreu, sem dúvida, no que diz respeito a obras, serviços e compras,
como já visto. Mas causa perplexidade a menção a alienações e locações.
certa divergência na doutrina quanto a isto, José dos Santos Carvalho Filho entende
que as alienações da Administração são perpetradas por contratos privados (compra
e venda, doação, permuta, dação em pagamento), exigindo-se apenas a observância
de alguns requisitos especiais a serem cumpridos pela Administração, sem, no entanto,
desgurar a natureza privada do ajuste.
As locações também são contratos de direito privado, gure a Administração como
locadora ou como locatária. Assim, a despeito de estarem mencionadas no Estatuto, as
alienações e locações consubstanciam contratos de direito privado, em que as partes
estão no mesmo nível jurídico, sem qualquer preponderância da Administração sobre
o particular.