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Pavimentação Sustentável: reaproveitamento do resíduo da construção civil e de material fresado com espuma de asfalto Valmir Bonfim Diretor Técnico do Grupo ANE • Fresagem de pavimentos • Microfresagem para correção do Perfil Longitudinal • Fresagem de pavimentos • Microfresagem para correção do Perfil Longitudinal • Pavimentação • Demolições • Reciclagem em Usina de RCC e RAP Evolução do processo de reciclagem A resolução CONAMA nº 307 de 2002 classificou os resíduos sólidos da construção civil passíveis de utilização na pavimentação, como tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, rocha, argamassas, telhas, pavimentos asfálticos, entre outros. PMSP ETS-01/2003 – Camadas de reforço do sub-leito, sub-base e base mista de pavimento com agregado reciclado de resíduos sólidos da construção civil. LEI Nº 14.015, DE 28 DE JUNHO DE 2005 para a execução dos serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos de misturas asfálticas extraídas do pavimento urbano. DECRETO Nº 48.075, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2006 Dispõe sobre a obrigatoriedade da utilização de agregados reciclados, oriundos de resíduos sólidos da constr. civil, em obras e serviços de pavimentação das vias públicas do Município de São Paulo. PMSP ETS-02/2009 – Base de Material Fresado com Espuma de Asfalto LEI Nº 14.803, DE 26 DE JUNHO DE 2008 Dispõe sobre o Plano Integrado de Gerenciamento dos Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos e seus componentes, o Programa Municipal de Gerenciamento e Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil conforme previstos na Resolução CONAMA nº 307/2002, disciplina a ação dos geradores e transportadores destes resíduos no âmbito do Sistema de Limpeza Urbana do Município de São Paulo e dá outras providências. Evolução do processo de reciclagem A resolução CONAMA nº 307 de 2002 classificou os resíduos sólidos da construção civil passíveis de utilização na pavimentação, como tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, rocha, argamassas, telhas, pavimentos asfálticos, entre outros. PMSP ETS-01/2003 – Camadas de reforço do sub-leito, sub-base e base mista de pavimento com agregado reciclado de resíduos sólidos da construção civil. LEI Nº 14.015, DE 28 DE JUNHO DE 2005 para a execução dos serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos de misturas asfálticas extraídas do pavimento urbano. DECRETO Nº 48.075, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2006 Dispõe sobre a obrigatoriedade da utilização de agregados reciclados, oriundos de resíduos sólidos da constr. civil, em obras e serviços de pavimentação das vias públicas do Município de São Paulo. PMSP ETS-02/2009 – Base de Material Fresado com Espuma de Asfalto LEI Nº 14.803, DE 26 DE JUNHO DE 2008 Dispõe sobre o Plano Integrado de Gerenciamento dos Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos e seus componentes, o Programa Municipal de Gerenciamento e Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil conforme previstos na Resolução CONAMA nº 307/2002, disciplina a ação dos geradores e transportadores destes resíduos no âmbito do Sistema de Limpeza Urbana do Município de São Paulo e dá outras providências. EM FASE DE APROVAÇÃO NA PMSP - Base de RCC com Espuma de Asfalto Programa de melhoria da malha viária na cidade de São Paulo com utilização de resíduos da construção civil e de material fresado RCC - Resíduo da Construção Civil Material fresado Materiais reciclados Material resultante da fresagem do pavimento Proveniente do Programa de Recapeamento de cidade de São Paulo Programa: 20 milhões / mês Área equivalente de 500.000,00 m² Volume equivalente de 20.000,00 m³ RCC – Resíduo da Construção Civil Proveniente da desconstrução de edifícios, viadutos etc. Ed. São Vito Ed. Mercúrio Outros edifícios no entorno Etapas de separação dos materiais Desconstrução Ferragem Madeira Britagem do RCC Para viabilizar o programa criou-se uma Unidade de Reciclagem Administrativo, laboratório, refeitório e sanitários Área de britagem e armazenagem do material proveniente da demolição e de resíduos da construção civil Britador Móvel Kleemann EVO 110 Depósito do RCC britado Área de reciclagem - Usina Móvel KMA 220 Usinagem do material fresado com espuma de asfalto - RAP espumado - Área de reciclagem - Usina Móvel KMA 220 Usinagem do material fresado com espuma de asfalto - RAP espumado - Afinal, O que é RAP espumado? RAP = Reclaimed Asphalt Pavement RAP espumado = é o produto da reciclagem do material fresado com espuma de asfalto. O que é Espuma de Asfalto? O que é Espuma de Asfalto? Espuma de Asfalto é o resultado do CAP a 170°C, que se expande quando em contato com o ar e água na temperatura ambiente, iniciando-se o processo no interior de câmaras de expansão. Câmara de Expansão Processo de formação da Espuma de Asfalto Câmara de Expansão Controle de qualidade da espuma de asfalto - Taxa de expansão - Meia-vida Controle de qualidade da espuma de asfalto - Taxa de expansão - Meia-vida Meia-vida é o tempo medido entre a expansão máxima da espuma e a metade deste valor. Determinação do percentual de água Determinação do percentual de água Determinação do percentual de água Determinação do percentual de água Determinação do percentual de água Determinação do percentual de água Taxa de expansão Meia-vida Determinação do percentual de água Determinação do percentual ótimo de água Taxa de Expansão: 10 vezes Meia-Vida: 8 segundos Determinação do percentual ótimo de água PROBLEMA ENCONTRADO QUANDO NÃO HÁ FORMAÇÃO DE ESPUMA CAP NA MISTURA Curva granulométrica do material fresado 200 100 80 50 40 30 10 8 4 3/8” 1/2” ¾” 1” 1 ½” 2” Fonte: Livro Fresagem de Pavimentos Asfálticos Curva granulométrica do material fresado - Falta de finos e grumos de tamanhos indesejados 200 100 80 50 40 30 10 8 4 3/8” 1/2” ¾” 1” 1 ½” 2” Fonte: Livro Fresagem de Pavimentos Asfálticos PROBLEMAS ENCONTRADOS COM O RAP Faixa de reciclagem - RAP espumado Fonte: Manual de Reciclagem da Wirtgen Critério de falha do pavimento Trincamento por fadiga • Camadas a quente • Camadas cimentadas Trinca Deformação permanente 20mm Materiais estabilizados com betume Não trinca Deformação permanente 20mm Materiais estabilizados com betume Não trinca Critério de falha do pavimento Deformação permanente: Menor custo de manutenção se comparado com a ruptura em grandes profundidades. Procedimento: Fresagem e recapeamento asfáltico. Etapas básicas necessárias: 1ª etapa: Pré-projeto - Avaliação das condições do pavimento; Condições funcionais e estruturais, drenagem etc. 2ª etapa: Projetos - Escolha da solução mais adequada (in situ, usina); - Análise econômica; - Dimensionamento das camadas; - Seleção dos materiais novos (pó de pedra, CAP etc); - Dosagem da mistura reciclada; - Ensaios laboratoriais. 3ª etapa: Manufatura - Escolha dos equipamentos adequados; - Controlena execução; Qualidade da espuma, da mistura, compactação etc. Equipamento WLB10S e Misturador mini Pug-mill Para o projeto de dosagem do % de CAP Características da Usina Móvel do tipo KMA A Usina é rebocada por um cavalo mecânico que possibilita sua instalação o mais próximo possível do local onde será aplicado o material reciclado. O tempo de instalação para início de operação é de 1h30. Desenho esquemático da Usina Móvel do tipo KMA Unidade Motora 178 HP Depósito de água 4500 lts. Silos de materiais Agregados e RAP Correia de transferência Pesagem com célula de carga Sistema de injeção para água,emulsão e espuma de asfalto Misturador tipo Pugmill com dois eixos Correia para carregamento do material reciclado Cabine de Comando em posição de operação Detalhes da Usina Móvel KMA Misturador Pug-mill bi-pá Painel de controle Display de controle Motor diesel 178 HP PAVIMENTAÇÃO DA AVENIDA SAPOPEMBA SÃO PAULO Avenida Sapopemba Projeto de dosagem Traço adotado para a mistura Homogeneização em Usina KMA 220 RAP . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80% Pó-de-pedra . . . . . . . . . . . . 19% Cimento Portland . . . . . . . . 1% ---------------------------------------------- Total . . . . . . . . . . . . . . . . . . .100% CAP 50-70: 2,5% Etapas de Construção Guias e sargetas Sarjetões Bocas de lobo Drenagem profunda Compactação da camada de sub-base Compactação da camada de base Sub-base de RCC Base de RAP espumado Etapas de Construção Revestimento asfáltico Pavimentação concluída Etapas de Construção Compactação Compactação Resultados obtidos no Laboratório de Tecnologia de Pavimentação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo LTP-EPUSP Moldagem de 2 placas Deformação Permanente Moldagem de 2 CP´s Determinação do Módulo Resiliente Verificação da mistura reciclada Mesa Compactadora tipo LCPC (Laboratoire Central des Pontes et Chaussées) Placa de RAP Espumado – Dimensões : 50 x 18 x 10 cm Simulador de Tráfego tipo LCPC (Laboratoire Central des Pontes et Chaussées) Ensaio de Deformação Permanente em Trilha de Roda: 30.000 ciclos Ensaio para determinação do Módulo de Resiliência 3,162% 3,778% 4,592% 5,487% 6,669% 7,968% 0% 1% 10% 100% 1900ral 1902ral 1927ral 2173ral Po rc en ta ge m d e af u n d am e n to n a tr ilh a d e ro d a N. de ciclos Afund. (A - Esq.-… RAP Espumado – Afundamento em Trilha de Roda 80% RAP + 19% pó-de-pedra + 1% cimento + 2,5% CAP 1000 10000 100000 1900ral 1900ral 1900ral M R - ( kg f/ cm 2 ) Tensão de Confinamento (kgf/cm2) MR = 10603 * s3 0,3902 RAP Espumado – Módulo de Resiliência 80% RAP + 19% pó-de-pedra + 1% cimento + 2,5% CAP Considerações finais: Usina a frio móvel de alta produtividade; Controle computadorizado garantindo a qualidade da mistura; Reciclagem de 100% do material fresado; Correção e controle granulométrico; Usinagem de agregados virgens com emulsão e espuma de asfalto; Possibilita a estocagem para aplicação posterior; Adição de diversos tipos de aditivos, proporcionando misturas com diferentes características resilientes; Processo ecológico, reduzindo a exploração de jazidas e aumentando a vida útil de aterros de inertes; Processo limpo, econômico e não emite gases tóxicos na atmosfera. Reciclagem em Usina do tipo KMA Considerações finais: Reaproveitamento do material proveniente da demolição e de resíduos da construçção civil na pavimentação; Processo ecológico, reduzindo a exploração de jazidas e aumentando a vida útil de aterros de inertes; Com a Usina KMA, pode-se adicionar diversos tipos de aditivos, proporcionando misturas com diferentes características resilientes Reciclagem do material proveniente da demolição da construção civil PAVIMENTAÇÃO SUSTENTÁVEL Reciclagem de pavimento: Não se trata mais de experiência !!! Reciclagem com espuma de asfalto: Hoje é uma realidade no Brasil !!! O sucesso da solução adotada depende dos cuidados necessários com relação à qualidade na execução e controle tecnológico, mas principalmente de um bom projeto !!! Afinal, um bom projeto é de fundamental importância para se alcançar o resultado esperado! Manual de Reciclagem a Frio Bibliografia Valmir Bonfim Diretor Técnico do Grupo ANE Cel.: (11) 8155-0909 valmir@grupoane.com.br Convite para visita na Unidade de Reciclagem: Acesso à Av. Nicolas Boer, nº 150 Ponte Júlio de Mesquita Neto São Paulo - SP