Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Tecnologia de Tratamento de 
Resíduos 
Cristina Aparecida Vilas Bôas de Sales 
Oliveira 
Cristiano Alves de Carvalho 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
, 
 
 
45 
 
 
3 PROCESSO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS 
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é recomendado uma 
ordem de prioridade que destaca a não geração e a máxima redução da geração de 
resíduos. Dada a inevitabilidade da produção de resíduos recomenda-se minimizar, 
reduzindo na fonte a geração de resíduos e a reciclagem através da recuperação ou 
reutilização dos mesmos, de forma a agregar valor a este recurso (Barros, 2012). 
O princípio dos 3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) consiste em uma alternativa para o 
problema dos resíduos. Reduzir implica em consumir menos produtos ou optar por 
aqueles que possibilitem a geração de menor quantidade de resíduos. Reutilizar prevê 
a introdução dos resíduos no mesmo ciclo produtivo ou outro diferente daquele que 
foi proposto anteriormente. Reciclar consiste na transformação de resíduos em 
matérias primas para outros ciclos produtivos (Barros, 2013, Barros, 2012). 
A PNRS define reciclagem como um processo de transformação dos resíduos sólidos 
mediante alteração nas características físicas, químicas e biológicas para obter matéria 
prima para outros ciclos produtivos. A reutilização é o aproveitamento dos resíduos 
sem a transformação. 
Apresentação 
Neste bloco veremos os principais conceitos relacionados ao processamento de 
resíduos, a reciclagem, as vantagens e requisitos para um processo eficiente. Serão 
apresentados os processos de reciclagem de alguns materiais e, por fim, a reciclagem 
de matéria orgânica, a compostagem, os principais conceitos, o dimensionamento de 
pátios de compostagem. 
3.1 Reciclagem 
A reciclagem consiste no reaproveitamento de materiais, considerados matérias 
primas de novos produtos. Este processo de transformação permite que os resíduos 
voltem ao estado original, podendo ser transformados em produtos, ou como 
matérias-primas. (Santos, 2017). 
, 
 
 
46 
 
Dentre os benefícios da reciclagem pode-se destacar a redução da exploração de 
recursos naturais mediante o reaproveitamento dos materiais que foram utilizados em 
outros processos e produtos; e minimização da poluição do solo, do ar e dos recursos 
hídricos, uma vez que o processo de reciclagem faz uso de materiais já extraídos e, 
portanto, requer menos energia e água, aumenta a vida útil do aterro sanitário através 
da quantidade de resíduos aproveitados em outros ciclos, propicia maior eficiência no 
processo de compostagem, gera emprego e renda a população menos favorecida, 
apresenta possibilidades de novos negócios e estimula a economia e principalmente 
exercita a conscientização ambiental da população. (Barros, 2102, Monteiro, 2001). 
Para o bom desempenho da reciclagem é fundamental a etapa de segregação dos 
resíduos, principalmente na fonte geradora para evitar contaminação dos recicláveis. 
Os resíduos, muitas vezes, são coletados nas cidades e direcionados para uma unidade 
de triagem para separação dos recicláveis e para o encaminhamento a disposição final 
apenas os rejeitos. A parcela orgânica é utilizada na compostagem para produção de 
um composto fertilizante (Barros, 2012). 
3.2 Reciclagem de materiais 
3.2.1 Reciclagem do papel 
De acordo com Cempre (2018) o papel corresponde a 13,1% dos resíduos gerados no 
Brasil, sendo, portanto, uma quantidade expressiva que requer a correta destinação do 
mesmo, priorizando sempre a reutilização e a reciclagem dos produtos. 
O papel é fabricado a partir da laminação de uma pasta de fibras vegetais de celulose 
da madeira (pasta celulósica). Além da madeira o papel pode ser fabricado a partir do 
bambu e de fibras sintéticas como do próprio papel e papelão, através do processo de 
reciclagem o qual recebe o nome de aparas (Cempre, 2018, Barros, 2012). 
A fabricação do papel inicia com a produção da pasta celulósica (pasta fibrosa) seguida 
da purificação da celulose a um nível que depende do uso final pretendido. Os 
métodos de obtenção desta pasta são determinantes na qualidade da matéria prima 
para fabricação do papel. 
, 
 
 
47 
 
Além da pasta celulósica são necessários outros elementos como aditivos (agentes de 
colagem, branqueadores, pigmentos) para a fabricação do papel comum e do reciclado 
como mostra a Figura 3.1 (Cempre, 2018). 
 
 Figura 3.1. Processo de fabricação do papel 
Existem diversos métodos que se dispõe atualmente para obter pastas celulósicas com 
propriedades variada. A escolha do método empregado influenciará na qualidade da 
pasta obtida. Dentre os métodos mais empregados, pode-se destacar o mecânico, 
termomecânico, químico-mecânico, químico, e uma combinação dos dois processos 
conforme descrito a seguir (Klock, 2013). 
O processo mecânico consiste em tritura um pedaço de madeira úmida em um 
equipamento denominado desfibrador obtendo-se uma pasta mecânica, sendo que as 
fibras não possuem forma ou tamanho definidos. O processo termomecânico 
condiciona a madeira a um ambiente de vaporização a 130ºC de forma que fica 
amolecida e posteriormente segue para o desfibrador. 
, 
 
 
48 
 
Outra forma de amolecer a madeira é submergi-la em uma solução de soda cáustica 
(NaOH) diluída por algumas horas para posteriormente passar por um desfibrador. 
Neste processo a solução de NaOH rompe as forças adesivas existentes na fibra da 
madeira facilitando o processo de separação da celulose. Este processo é denominado 
químico-mecânico (Klock, 2013). 
Os processos mecânicos ou a combinação de mecânico e químico produzem uma pasta 
celulósica com maior rendimento por tonelada de madeira do que os processos 
químicos, entretanto, devido a trituração, compactação e as altas temperaturas que as 
fibras são submetidas, estas são danificadas. 
No processo químico a madeira é submetida a condições específicas de pressão, 
temperatura e de reagentes para a separação das fibras da madeira. O processo 
químico mais conhecido é o Kraft que consiste em submergir os cavados de madeira 
num licor a base de sódio e aquecer a mistura numa pressão para dissolver a lignina 
das fibras. Este licor que contem grandes quantidades de lignina pode ser queimado 
para obtenção de energia elétrica. Neste caso a planta, ao invés de adquirir 
eletricidade da rede, pode produzir sua própria energia. Embora apresente esta 
vantagem energética o processo tem baixo rendimento se comparado com os 
mecânicos. 
Os gastos energéticos e de extração de madeira para obtenção do papel são 
significativos e, como a participação deste resíduo na composição gravimétrica é 
expressiva, o reaproveitamento das aparas reduz os gastos com estes insumos, 
preservando os recursos naturais. A utilização de aparas na fabricação de papel 
promove uma redução de 23 a 74% do consumo de energia, dependendo do método a 
ser empregado, 58% do consumo de água, promove a diminuição da poluição 
atmosférica e dos recursos hídricos em torno de 74% e 35% respectivamente. 
(Cempre, 2018). 
A pasta celulósica produzida a partir de aparas é realizada a partir de métodos que 
dependem da qualidade da apara e do produto que se pretende obter, o que, de 
forma geral, é composto pelas etapas apresentadas na Figura 3.2 (Adaptado de 
Cempre, 2018). 
, 
 
 
49 
 
 
Figura 3.2. Etapas de produção de pasta celulósica a partir de fibras secundárias 
O processo de produção de pasta celulósica a partir de aparas apresenta alguns 
problemas como a falta de homogeneidade dos materiais, muitas vezes não é possível 
remover as impurezas presentes, além da limitação do número de vezes que as fibras 
celulósicas podem ser recicladas, uma vez que a cada processo perdem a qualidade. 
Outro aspecto desfavorável a reciclagem do papel é a flutuação do mercado de aparas, 
a logística de transporte desta matéria-prima, as fibras celulósicas secundárias têm 
qualidadeinferior as fibras virgens. 
Em contrapartida, a utilização de fibras secundárias promove um benefício ambiental 
significativo, pois uma tonelada de papel reciclado consome 1,2 toneladas de aparas, 2 
mil litros de água e cerca de 1 a 2,5 MWh de energia, enquanto que o papel produzido 
a partir de fibras virgens consome 5MWh de energia, 100 mil litros de água e 50 a 60 
árvores (eucaliptos) (Cempre, 2018). 
Alguns tipos de papéis não podem ser reciclados por não permitirem a hidratação de 
sua polpa como é o caso do papel vegetal; papel com substâncias impermeáveis; papel 
-carbono; papel higiênico, papel toalha e guardanapo usados; papel com teor de 
gordura ou com produtos químicos; dentre outros. Para que se obtenha um bom 
rendimento e viabilidade econômica no processo de reciclagem, é necessário que seja 
implementada a coleta seletiva em grande escala. 
Aparas
Desagregação das 
aparas
Limpeza e 
depuração da massa 
de celulose
Remoção da tinta e 
alvejamento
quando necessário
Pasta celulósica de 
fibras secundárias
Refinação da pasta
Adição de fibras 
virgens se 
necessário
Adição de produtos 
químicos
Papel/ Polpa 
Moldada
, 
 
 
50 
 
As embalagens denominadas longa vida (Tetra Pack) possuem componentes plásticos, 
metal e papel nas suas camadas. Estas embalagens são muito empregadas no Brasil 
para armazenamento de diversos produtos devido a garantia de assepsia, segurança e 
durabilidade dos produtos armazenados. De acordo com Barros (2013) essas 
embalagens são constituídas por cerca de 75% de papel duplex, 5% de alumínio e 20% 
de polietileno de baixa densidade. Estes resíduos podem ser reciclados a partir de um 
processo de hidropolpeamento seguido de processos térmicos. O hidropolpeamento 
consiste na hidratação das embalagens possibilitando a separação das finas camadas 
de plástico e alumínio e fibras celulósicas (papel). As fibras celulósicas recuperadas são 
empregadas na fabricação de papel, cartão, papelão, entre outros e o plástico e 
alumínio podem ser tratados em incineradores e gerar energia, como podem ser 
processados para obtenção de produtos plásticos. 
3.2.2 Reciclagem do Plástico 
O alto consumo de plástico se deve principalmente à sua versatilidade, durabilidade, 
resistência que são empregados em diversos segmentos gerando, portanto, um 
problema ambiental primeiro por se tratar de um derivado do petróleo, um 
combustível fóssil que utiliza grandes quantidades de energia para extração, e ainda 
esbarras na melhor forma de destinação final em virtude da baixa velocidade de 
degradação (Barros, 2012). 
Existem diversos tipos de resinas plásticas disponíveis no mercado o polietileno de alta 
densidade, polietileno de baixa densidade, poliestireno, polietileno tereftalato, dentre 
outros. O segmento conta com os plásticos considerados termoplásticos que podem 
tomar uma determinada forma após submetidos a um processo de fusão e são 
passíveis de reciclagem. Os termofixos não são passíveis de reciclagem pois uma vez 
moldados não podem ser fundidos novamente (Cempre, 2018). 
No que diz respeito a reciclagem de plásticos, podemos dividir em 4 tipos principais: 
(Cempre, 2018; Barros, 2013; Barros 2012). 
, 
 
 
51 
 
 Reciclagem primária ou reextrusão: consiste na utilização do plástico no 
próprio processo produtivo da fonte geradora, por exemplo as aparas que são 
novamente introduzidas no processamento. 
 Reciclagem secundária ou mecânica: processo de conversão de resíduos 
plásticos presentes nos RSU em produtos que tenham uma menor exigência de 
qualidade do que os originais. Neste processo, os plásticos são submetidos a 
algumas etapas como a seguir: (i) corte e trituração na qual há o cisalhamento 
das peças para diminuir a sua granulometria, (ii) em seguida os contaminantes 
passam por um sistema do tipo ciclone para remoção de poeiras e outros 
materiais aderidos. (iii) Os diferentes tipos de plásticos são separados em 
função da diferença de densidade por meio de flutuação, (iv) depois de 
separados os materiais são moídos num processo de fresagem. (v) Os 
polímeros passam por uma etapa de pré-lavagem com água e uma lavagem 
com reagentes químicos para remoção de substâncias indesejáveis seguido da 
secagem para evitar hidrólise durante o processamento. (vi) Formulação que 
consiste em adicionar pigmentos ou aditivos. (vii) Extrusão dos materiais para 
posterior peletização para formação de polímero mais simples e, finalmente, 
(viii) têmpera que consiste no resfriamento do plástico através de água para 
obtenção do produto final. Estudos indicam que há um limite para a reciclagem 
mecânica de PET, em torno de 3 vezes, devido às mudanças nas características 
do polímero em comparação com a matéria prima original, enquanto que para 
os PP o limite é um pouco maior. 
 Reciclagem terciária ou química: processo que transforma os produtos 
plásticos em seus constituintes básicos ou em produtos petroquímicos, através 
de processos termoquímicos (pirólise, gaseificação ou conversão catalítica). Os 
materiais provenientes da reciclagem química servem de matéria prima para 
produção de novas resinas ou em gases e óleo combustíveis. 
 
, 
 
 
52 
 
 Reciclagem Quaternária (Recuperação energética): processo de queima de 
resíduos plásticos que possuem alto poder calorífico para geração de energia 
através da incineração. Este processo gera efluentes gasosos como o CO2, NOx, 
SOx, compostos orgânicos voláteis e material particulado. 
A reciclagem de embalagens PET já são consolidadas e podem ser divididas em três 
grandes etapas conforme descrito a seguir (CEMPRE, 2015): 
 Fase de Recuperação: as embalagens devem ser separadas seguindo o critério 
da coloração para que o produto final tenha uma uniformidade e, 
posteriormente, devem ser prensadas para viabilizar o transporte. 
 Fase de Revalorização: as embalagens passam por um processo de moagem 
resultando em um produto constituído de flocos ou pellets para 
posteriormente ser transformados em novos produtos. A vantagens de formar 
pellets é que, por conta de se tornar um produto condensado, otimiza o 
transporte. 
 Fase de Transformação: consiste em transformar os flocos ou pellets em novas 
embalagens ou em outros produtos. 
3.2.3 Reciclagem do Metal 
O metal é o resíduo mais reciclado devido principalmente a economia de energia 
embutida no processamento dos recicláveis em comparação à matéria prima virgem. O 
metal já é reciclado na própria siderúrgica mediante ao derretimento das sucatas para 
produção de novos produtos. 
O metal apresenta características muito importantes como a durabilidade, resistência 
e é fácil conformação. É empregado em diversos segmentos como na fabricação de 
equipamentos, construção civil, embalagens, produtos domésticos, entre outros. O 
metal é classificado em duas categorias: os ferrosos constituídos de ferro e aço e não 
ferrosos como o alumínio, cobre, chumbo, zinco entre outros. 
, 
 
 
53 
 
Para a fabricação do metal primário é necessária a redução do minério ao estado 
metálico, que é realizado a altas temperaturas, sendo uma atividade energética 
intensiva. O metal secundário, aquele produzido a partir de sucata, requer uma menor 
quantidade de energia para o seu beneficiamento, uma vez que exclui do processo a 
etapa de extração e redução do minério. A principal vantagem da reciclagem se dá, 
principalmente, pela economia no consumo de energia e do transporte do minério, 
bem como do próprio valor dos materiais. Estes materiais possuem a característica de 
manter suas propriedades físicas após serem submetidos ao processo de reciclagem, 
possibilitando seu aproveitamento como materiais prima em diversos segmentos. No 
Brasil utiliza-se cerca de 40% de sucata para a produção de aço (CEMPRE, 2018). 
De acordo com Barros (2013), o processo de reciclagem do metal inicia com a 
separação dos diferentes tipos metais encontrados nos RSU, atravésde uma triagem 
eletromagnética (esteira). Posteriormente, os metais separados são prensados, 
classificados e encaminhados para a reciclagem. Nas unidades de reciclagem os metais 
são triturados, derretidos, fundidos em lingotes para serem reintroduzidos no ciclo 
produtivo como matéria-prima. 
O processo de reciclagem da lata de alumínio é similar aos dos demais metais. A etapa 
inicial se dá através da Coleta seletiva e a triagem que consistem na separação prévia 
dos resíduos sólidos de forma a garantir a homogeneidade do material. A Preparação 
do material consiste em etapas como a limpeza, prensagem e enfardamento. Os fardos 
são encaminhados às indústrias recicladoras que irão iniciar o processo de 
beneficiamento que contempla a limpeza magnética, trituração, remoção das tintas e 
vernizes para serem transformadas em novos produtos através dos processos de 
fusão, do tratamento do material líquido, vazamento, solidificação e, finalmente, a 
fabricação de novas latinhas. O metal é derretido em fornos sob alta temperatura e 
posteriormente transformados em lingotes de alumínio que são vendidos para os 
fabricantes de lâmina que o transformam em chapas para as indústrias de lata. 
A reciclagem é bem difundida, pois não danifica a estrutura do metal permitindo que 
esta seja reutilizado com o mesmo nível de qualidade do material original. 
, 
 
 
54 
 
3.3 Reciclagem da Matéria Orgânica – Compostagem 
 
Os resíduos sólidos no Brasil são constituídos por cerca de 50% de matéria orgânica, 
uma quantidade expressiva que requer o tratamento adequado para evitar que seja 
destinado aos aterros sanitários, reduzindo sua vida útil. 
Para a destinação dos resíduos orgânicos pode-se contar com alguns tratamentos 
como a vermicompostagem (com minhocas), biodigestão, disposição em aterros 
sanitários, incineração e compostagem. 
A compostagem é definida como um processo biológico de conversão de matéria 
orgânica em condições controladas de forma a produzir dióxido de carbono, vapor 
d’água, minerais e um produto orgânico estabilizado, denominado composto orgânico. 
É uma maneira de reduzir a quantidade de materiais encaminhados aos aterros 
sanitários, e minimizar as emissões atmosféricas pois o processo de decomposição de 
matéria orgânica nos aterros ocorre de forma anaeróbia produzindo gás metano (CH4) 
que tem um potencial de aquecimento global 21 vezes superior ao dióxido de carbono 
(CO2), além de produzir o chorume que pode contaminar o solo e os recursos hídricos 
(Barros, 2012). 
A compostagem, além de minimizar os impactos sobre o meio ambiente, ainda 
possibilita a produção de um subproduto (composto orgânico) que pode ser 
empregado na agricultura substituindo o emprego de fertilizantes sintéticos (Barros, 
2013). 
De acordo com Cempre (2018) a compostagem apresenta alguns benefícios como por 
exemplo: 
 Reduz cerca de 50% do lixo destinado ao aterro e, portanto, aumento da vida 
útil do aterro; 
 Aproveitamento agrícola da matéria orgânica; 
 Reciclagem de nutrientes para o solo; 
, 
 
 
55 
 
 Processo simples e seguro; 
 Reduz a presença de organismos patogênicos; 
 Promove uma economia de tratamento de efluentes gerados em outros 
processos como por exemplo o chorume e gases produzidos em aterros 
sanitários. 
3.3.1 Etapas do processo de compostagem 
O processo ocorre em duas grandes etapas, a física com a preparação dos resíduos 
através da triagem, trituração e homogeneização para facilitar a etapa biológica que 
consiste na fermentação ou decomposição dos compostos orgânicos (Barros, 2012). 
De acordo com Recesa (2007), o tratamento biológico é dividido em duas fases: a 
biodegradação ativa (fermentação) que é subdividida em mesófila e termófila por 
conta da variação de temperatura e a fase de maturação (cura), como apresentado na 
Figura 3.3 (Cempre, 2018). 
 
Figura 3.3.Fases de decomposição da matéria orgânica através da 
compostagem 
De acordo com WWF (2015), a primeira fase do processo de compostagem 
(bioestabilização) pode ser dividida em decomposição mesófila, decomposição 
termófila e decomposição mesófila de esfriamento. A segunda fase do processo é 
denominada de maturação conforme descrito abaixo. 
, 
 
 
56 
 
Na Decomposição Mesófila os resíduos se encontram em temperatura ambiente e os 
microrganismos produtores de ácidos transformam alguns compostos como açúcares e 
aminoácidos em ácidos orgânicos diminuindo o pH da mistura e ocasionando uma 
elevação da temperatura em torno de 40ºC -45ºC em dois ou três dias. Na fase 
mesófila, a relação C/N é alta devido a presença de material rico em carbono ainda 
não degradado. Na fase termófila as temperaturas podem chegar a níveis acima de 
60ºC-70ºC e, nesta etapa, os microrganismos convertem o nitrogênio em amônia 
(NH3), reduz ainda mais o pH da mistura, tornando o ambiente alcalino. Esta fase tem 
duração média de 12 a 16 dias, sendo a responsável pela eliminação dos patógenos 
presentes nos resíduos. Após esta etapa inicia-se o resfriamento da temperatura do 
processo a níveis próximos de 40- 45ºC e observa-se uma relação C/N baixa, em torno 
de 18:1. Esta fase da biodegradação ativa é denominada mesófila tem duração média 
de 15 a 20 dias. 
Na fase de maturação ou cura ocorre a formação de húmus e a decomposição dos 
ácidos orgânicos e de partículas maiores como celulose e lignina. Esta fase tem 
duração de cerca de 30 dias, dependendo da quantidade de resíduos a serem tratados. 
A temperatura é próxima do ambiente e a relação C/N nesta fase varia entre 15 e 20. 
3.3.2 Controle dos parâmetros da compostagem 
A compostagem é um processo biológico na qual há a necessidade de controle das 
condições ambientais para que os microrganismos possam desempenhar suas 
atividades. 
A compostagem ocorre em um ambiente de condições ideais controladas 
(porcentagem de umidade, oxigênio e de nutrientes, e a relação C/N, a temperatura, a 
granulometria, o pH) para favorecer a decomposição dos resíduos evitando a atração 
de vetores de doenças e a presença de patógenos. O controle das condições ideais 
promove uma maior diversidade de microrganismos (bactérias, fungos) no maciço de 
resíduos de forma que a degradação ocorra de forma acelerada produzindo um 
material com aspecto homogêneo denominado composto orgânico (Brasil, 2018). 
, 
 
 
57 
 
Os principais parâmetros operacionais para o controle do processo de compostagem e 
para a produção de um composto de qualidade são apresentados a seguir: (Barros, 
2012; Cempre, 2018; Monteiro, 2002, Recesa, 2007). 
 Umidade: O controle da umidade é necessário, pois o excesso de água pode 
ocasionar anaerobiose (quando o excesso de água ocupa os espaços vazios 
[porosidade] do material o oxigênio não consegue circular no maciço de 
resíduos e pode haver a formação de gases e chorume) e a falta de umidade 
inibe a atividade microbiana, pois diminui a velocidade de decomposição. O 
ideal é um teor de umidade na ordem de 50%. Para o controle deste 
parâmetro. Quando há alto teor de umidade deve-se adicionar um material 
absorvente como, por exemplo, vegetais secos (folhas, capins, gramas ou o 
próprio composto maturado), implantar leiras mais baixas e revolvê-las com 
maior frequência. Quando se tem uma condição de baixa umidade deve-se 
adicionar água ou outros resíduos orgânicos com elevado teor de umidade e 
para sua homogeneização fazer o revolvimento. 
 Aeração: como o processo de compostagem se dá através de decomposição 
aeróbia o fornecimento de oxigênio no processo, é fundamental para garantir a 
estabilidade do material. O teor de oxigênio no processo depende da 
granulometria, da agregação e da umidade dos resíduos. No processo de 
compostagem, quanto menor for a granulometria da partícula, maior será a 
superfície de contato com o oxigênio e, portanto, haverá uma diminuição do 
tempo de compostagem, entretanto partículas muito finas tendem a secompactar e dificultar a circulação de oxigênio no maciço. O lodo proveniente 
das instalações de tratamento de água e esgoto é um tipo de resíduo que 
apresenta uma granulometria fina que, quando desidratado, tem um aspecto 
pastoso impossibilitando a circulação de ar no maciço e, neste caso, 
recomenda-se a junção com outros resíduos de maior granulometria para 
aumentar os espaços vazios e a difusão de ar. A aeração pode ocorrer de forma 
natural (com o reviramento manual das leiras) ou forçada (através de 
máquinas). Durante o processo de revolvimento da leira o calor é liberado na 
forma de vapor d’água e, neste momento, o teor de umidade pode ser 
corrigido através da inserção de água. Recomenda-se que o período para 
revolvimento da pilha deva ser realizado de 3 em 3 dias até que o maciço tenha 
atingido a fase de maturação, ou seja 60ºC. 
, 
 
 
58 
 
 pH: Os RSU possuem um caráter ácido com pH entre 4,5 e 5,5 e, no início do 
processo, sofre uma redução desses valores em decorrência das reações 
exotérmicas. O composto orgânico estabilidade possui pH entre 7,0 a 8,0, 
sendo considerado um ótimo condicionador para os solos que apresentam alta 
acidez. Embora o pH e a temperatura sejam parâmetros condicionados por 
outras variáveis, o monitoramento é fundamental para o acompanhamento do 
processo e a verificação da fase da compostagem (bioestabilização ou 
humificação). 
 Temperatura: é o parâmetro indicativo da eficiência do processo uma vez que a 
compostagem é um processo exotérmico que gera calor e cada microrganismo 
envolvido nas reações se desenvolve em uma temperatura ideal. A 
temperatura ideal do processo é de 55ºC a 65º C, valores superiores a 70ºC 
podem alterar a comunidade bacteriana e reduzir a degradação dos resíduos 
orgânicos. Os principais fatores que influenciam o controle da temperatura são 
as características e quantidade dos resíduos, os parâmetros operacionais e a 
configuração geométrica das leiras. O monitoramento da temperatura é muito 
importante e deve ser realizado em vários pontos da leira, sendo que na fase 
termófila recomenda-se a aferição diária para melhor controle do processo e 
na fase mesófila o monitoramento pode ser realizado duas vezes na semana. 
 Nutrientes e Relação C/N: A atividade microbiológica dos decompositores é 
diretamente relacionada à diversidade e concentração dos nutrientes. Uma 
maior diversidade de resíduos orgânicos a serem compostados propicia uma 
maior variedade de nutrientes e, consequentemente, promove uma maior 
diversidade de microrganismos. O carbono é a parte energética para o 
desempenho das atividades vitais e o nitrogênio corresponde ao elemento 
básico do material celular. Este equilíbrio é o responsável pela fixação dos 
nutrientes e garantir a eficiência do processo. Dessa forma a relação 
carbono/nitrogênio (C/N) ideal para o início da compostagem é de 30/1 a 40/1 
podendo atingir valores de 10/1 no final da compostagem. Os materiais ricos 
em carbono são os vegetais secos (palhas), devendo ser inseridos em 
quantidades controladas, pois em excesso retardam o processo de 
compostagem. O nitrogênio proveniente de legumes frescos e restos de comida 
são geralmente úmidos e também precisam ser controlados, pois o excesso 
deste elemento provoca a volatilização da amônia, causando maus odores no 
processo de compostagem. 
, 
 
 
59 
 
 Tamanho das partículas: uma menor granulometria dos materiais favorece 
uma maior superfície de contato com o oxigênio, estimulando o processo de 
decomposição. Recomenda-se partículas em torno de 20-50mm. Para garantir a 
granulometria adequada os resíduos são submetidos a processo de trituração e 
peneiramento. A correção do tamanho das partículas favorece a 
homogeneização do maciço de resíduos, melhora a porosidade e diminui a 
compactação, facilitando a difusão de oxigênio e a superfície de contato com o 
mesmo. Ainda no que diz respeito a preparação dos materiais a serem 
compostados, deve-se separar do maciço de resíduos os materiais de origem 
inorgânica ou aqueles que não são biodegradáveis, vidros, metais, plásticos, 
papéis, papel higiênico, fraldas, excrementos de animais, medicamentos, entre 
outros para que os mesmos não atrapalhem a atividade microbiana. 
3.3.3 Dimensionamento de pátios de Compostagem 
Os sistemas de compostagem podem ser classificados em três categorias: Sistemas de 
leiras revolvidas, de leiras estáticas aeradas e sistemas fechados ou reatores 
biológicos. O sistema de leira consiste em distribuir os resíduos em leiras ou pilhas e o 
fornecimento de oxigênio é realizado através de revolvimento. O sistema de leiras 
estáticas ou aeradas difere do anterior, pois o maciço de resíduos é disposto em uma 
tubulação perfurada com o fornecimento de oxigênio automatizado não havendo a 
necessidade de revolvimento mecânico ou manual. A última categoria denominada 
sistema fechado consiste em dispor os resíduos em um recipiente fechado para que se 
possa fazer o controle das condições operacionais com mais eficiência. O sistema de 
leiras é o mais simples, menos dispendioso e amplamente utilizado no tratamento de 
resíduos orgânicos (Recesa, 2007). 
A compostagem de baixo custo deve ser realizada em pátios onde os materiais serão 
dispostos em pilhas ou leiras para serem estabilizados. A implantação de um sistema 
de compostagem por leiras revolvidas requer o dimensionamento de pátios de 
compostagem especialmente para verificar a disponibilidade de espaço. 
, 
 
 
60 
 
Para o dimensionamento de pátios de compostagem devem ser considerados o 
número de habitantes e produção diária de resíduos, a forma geométrica (leiras ou 
pilhas), a forma de reviramento (mecânica ou manual). As pilhas são indicadas quando 
há uma baixa produção de resíduos orgânicos e possui uma configuração no formato 
de cone com dimensões aproximadas de raio (R) entre 0,75 e 1,0m e altura (H) em 
torno de 1,6m. As leiras são recomendadas para alta produção de resíduos, possuindo 
um formato de prisma de seção triangular com dimensões aproximadas de 2,0 a 4,0m 
de base e altura entre 1,4 e 1,8m. 
Se o revolvimento for mecanizado, com uso de tratores, deve-se considerar uma área 
maior (área de folga) para o movimento das máquinas entre as leiras, se o reviramento 
for manual a área entre as leiras será menor. 
As leiras devem ser implantadas em terrenos impermeabilizados e com declividade em 
torno de 2% para evitar acúmulo de água e a formação de chorume com possibilidade 
de contaminação do solo ou lençol freático. 
O dimensionamento do pátio de compostagem deve seguir alguns passos: 
1) Levantamento de dados: 
 População (número de habitantes); 
 Quantidade resíduos orgânicos produzidos em quilos (Q); 
 Seleção da forma geométrica de disposição dos RSU: leira ou pilha; 
 Adotar a densidade da mistura - (D); 
 Tempo de compostagem em dias - (d); 
 Adotar um fator de segurança (está em torno de 10%) - (f). 
 
 
 
, 
 
 
61 
 
2) Escolha da forma geométrica 
LEIRA 
 Leira: (Base = B, Altura = H); 
 Determinar a área da seção: 
 Se for triangular :As = (B x H)/2; 
 Se for trapezoidal: As = (Bmaior + bmenor) x H/2 
 Determinar o volume da leira: Volume = V = Q/D; 
 Determinar o comprimento da leira: Comprimento = L = V/As; 
PILHA 
 Pilha: (diâmetro da pilha = π, raio = r e Altura = H); 
 Determinar a área da base e volume: 
o Área da base = Ab = πr2; 
o Volume de cada pilha = V = 1/3πr2H; 
o Volume total de resíduos gerados = V1 = Q/D. 
 -Número total de pilhas = V1/V 
No caso de forma geométrica como o cone, a área total deve ser o somatório 
da área da base e da área superficial inclinada. No que diz respeito a área 
necessário para implantação de pátio de compostagem apenas a área da base 
é interessante. 
3) Cálculo do pátio: 
 Determinar a área da base da leira: Ab = B x L; 
 Determinar a área de folga para revolvimentoda leira; 
, 
 
 
62 
 
 Adotar Af = Ab; 
 Determinar a área útil: Au = (Ab + Af) x d; 
 Determinar a área extra devido ao fator de segurança: Ae = Au x f; 
 Calcular a área total destinada a implantação do pátio: At = Au + Ae. 
Exercício de aplicação: Dimensionamento pátio de compostagem 
Sabe-se que a Companhia de Limpeza Urbana do município de Maria da Fé (MG) 
recolhe diariamente uma média de 17.000 kg de resíduos orgânicos. O município 
produz cerca de 4.000 kg de materiais palhosos (gramas, capins, podas de árvores etc) 
por dia. Admitindo-se que a densidade de mistura desses materiais seja de 700 kg/m3, 
pode-se dimensionar uma unidade de compostagem de baixo custo para tratamento e 
reciclagem desses resíduos. 
Considere uma única leira de seção reta triangular com 1,70 m de altura e 1,80 m de 
largura com todo material e que este fica 80 dias maturando. 
Solução 
Dados: Geração de resíduos = 17000 kg e Materiais palhosos = 4000 kg. 
Densidade dos resíduos = 700kg/m3. 
 Cálculo das Dimensões da Leira de Compostagem 
Adotar leira de seção reta triangular com 1,70 m de altura e 1,80 m de largura. 
 Cálculo do comprimento da leira (L) 
Área da seção reta 
As= (1,8 x 1,7)/2=1,53 m2 
 Cálculo das Dimensões da Leira de Compostagem 
 Volume da leira de compostagem (V) 
, 
 
 
63 
 
V= (Res. Orgânicos (kg) + Palhosos (kg)) / densidade (kg/m3) 
V= (17000+ 4000) / 700= 30m3 
 Comprimento da leira (L) 
L= V/As=30/1,53=19,6 m 
Dessa forma as dimensões da leira são: 1,7 x 1,8x20 m 
 Cálculo da Área do Pátio de Compostagem 
Área da base da leira (Ab) = largura x comprimento 
Ab= 1,8 x 20=36 m2 
 Área de Folga para o Reviramento da Leira (Af) 
Admite-se a área de folga para o reviramento da leira igual à da base da leira. 
Af= Ab= 36m2 
Admite-se que cada leira ocupará: 
Ab+ Af= 72 m2 
Como o material ficará por um período de 80 dias (entre as fases de 
bioestabilização e maturação) e suponha que seja montada uma leira por dia a 
área útil será de: 
 Cálculo da área útil 
Área útil= Au = (Ab + Af) x d 
Au= 72x80 = 5760 m2 
Coeficiente de segurança devido a circulação e estacionamento de 10%. 
 
 
, 
 
 
64 
 
 Determinar a área extra devido ao fator de segurança: 
 Ae = Au x f 
 Ae=5760x 10%= 576 m2 
 Cálculo da área total do pátio de compostagem 
At = Au + Ae 
At= 5760 + 576= 6336 m2 
Conclusão 
Neste bloco você aprendeu os principais conceitos envolvendo a reciclagem a começar 
pela importância de se estabelecer a coleta seletiva e a aplicação dos 3Rs: reduzir, 
reutilizar e reciclar. A reciclagem tem grande importância no contexto brasileiro, uma 
vez que promove a inclusão social com geração de emprego e renda. Foram 
apresentados os principais aspectos relacionados a reciclagem de diversos tipos de 
materiais que possuem uma participação expressiva na composição gravimétrica do 
lixo no Brasil. Neste bloco abordamos a compostagem como técnica de disposição de 
resíduos sólidos. A compostagem é um processo aeróbio de tratamento de matéria 
orgânica na qual é produzido um composto estabilizado que pode ser utilizado como 
biofertilizante. Para a produção de um composto de qualidade e seguro para o meio 
ambiente torna-se necessário o controle de diversos parâmetros como temperatura, 
umidade, aeração, dentre outros para evitar a geração de gases que causem mau 
cheiro. Ainda neste bloco aprendemos a dimensionar um pátio de compostagem de 
baixo custo. 
REFERÊNCIAS 
ABRELPE. Panorama dos resíduos sólidos no brasil 2018-2019. Associação Brasileira 
das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. 2019. Disponível em: 
. Acesso: 2 jul. 2020. 
, 
 
 
65 
 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. ANVISA. Resolução da Diretoria Colegiada nº 
222, de 28 de março de 2018. Regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos 
Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras providências. 2018. 
BARROS, R. M. Tratado Sobre Resíduos Sólidos. Interciência. Ex. 2. Rio de Janeiro, 
2013. 
BARROS, R. T. V. Elementos de gestão de resíduos sólidos. Belo Horizonte: Tessitura, 
2012. 
BECKER, R. V. B.; CORRÊA, E. K.; CORRÊA, L. B. Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
Núcleo de Educação, Pesquisa e Extensão em Resíduos e Sustentabilidade (NEPERS) – 
Engenharia Sanitária e Ambiental - Universidade Federal de Pelotas. 2013. Disponível 
em: . Acesso em 3 jul. 2020. 
BRASIL. Associação Brasileira de Normas Técnicas-ABNT: NBR 10004 Resíduos Sólidos 
- Classificação. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. 
_____. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT: NBR 122351 - 
Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos. Rio de Janeiro: ABNT, 2001. 
_____. Decreto 7.004/2010 de 23 de dezembro de 2010. Regulamenta a Lei nº12305, 
de 02 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o 
Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador 
para a Implantação dos sistemas de Logística Reversa e dá outras providências. Diário 
Oficial da União. Brasília, 2010. 
_____. Guia de Compostagem. Coordenação Geral de Tarcísio de Paula Pinto, 
Supervisão Técnica de Luis Anibal Sepulveda Villada, Colaboração de Piero Pucci 
Falgetano, Philippe Thibault, Helena Leite, Rafael Guiti Hindi, Wanderley Macedo dos 
Anjos. Brasília: WWF-Brasil, 2015. 
_____. Lei N° 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos 
Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. 
, 
 
 
66 
 
Diário Oficial da União. Brasília, 2010a. Disponível em: . 
Acesso em: 19 jun. 2020. 
_____. Manual De Gerenciamento Integrado. 4.ed. São Paulo: Instituto de Pesquisa 
Tecnológicas (IPT), Compromisso Empresarial para Reciclagem – CEMPRE, 2018. 
_____. Ministério do Meio Ambiente. Compostagem doméstica, comunitária e 
institucional de resíduos orgânicos: manual de orientação. Centro de Estudos e 
Promoção da Agricultura de Grupo, Serviço Social do Comércio/SC. Brasília, DF: MMA, 
2018. 
_____. Resíduos sólidos: processamento de resíduos sólidos orgânicos. Guia do 
profissional em treinamento: nível 2. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental 
(org.). Belo Horizonte: ReCESA, 2007. Disponível em: 
. Acesso 16 jul. 2020. 
CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem. Reciclagem de PET no Brasil. 
S.D. 
CETESB. Resíduos sólidos urbanos e limpeza pública. São Paulo: Companhia de 
Tecnologia de Saneamento Ambiental. 1990. 
CONKE, L. S.; NASCIMENTO, E. P. A coleta seletiva nas pesquisas brasileiras: uma 
avaliação metodológica. Revista Brasileira de Gestão Urbana (Brazilian Journal of 
Urban Management), vol.10, (1), 2018. 
GOUVEIA, N. Resíduos sólidos urbanos: impactos socioambientais e perspectiva de 
manejo sustentável com inclusão social. Ciencia & Saúde Coletiva, Rio de janeiro, v. 
17, n. 6, pp. 1503-1510, JUN, 2012. 
HABITZREUTER, M. T. Análise da composição gravimétrica dos resíduos sólidos 
urbanos (RSU) da região de Santa Maria, pré e pós–triagem. Dissertação (Mestrado 
em Engenharia Civil), Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre - RS, 
2008. 
https://www.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosSNSA/Arquivos_PDF/recesa/processamentoderesiduossolicosorganicos-nivel2.pdf
https://www.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosSNSA/Arquivos_PDF/recesa/processamentoderesiduossolicosorganicos-nivel2.pdf
, 
 
 
67 
 
JUCÁ, J. F. T. et al. Análise das Diversas Tecnologias de Tratamento e Disposição Final 
de Resíduos Sólidos Urbanos no Brasil, Europa, Estados Unidos e Japão. Jaboatão dos 
Guararapes, PE: Grupo de Resíduos Sólidos da UFPE e Banco Nacional do 
Desenvolvimento Econômico e Social. BNDES, 2014. 
KLOCK, U.; ANDRADE, A. S.; HERNANDEZ, J. A. Manual Didático Polpa e Papel.Universidade Federal Do Paraná Setor de Ciências Agrárias Departamento de 
Engenharia e Tecnologia Florestal. 3ª. Edição revisada. Curitiba, 2013. Disponível em: 
. 
Acesso em 18 jul. 2020. 
LORA, E. E. S., AYARZA, J. A. C. Biomassa Para Energia. Campinas-SP: Editora Unicamp, 
2008. 
MACIEL, F. J. Geração de biogás e energia em aterro experimental de resíduos sólidos 
urbanos. Tese (Doutorado em Engenharia Civil) Universidade Federal de Pernambuco. 
Recife, 2009. 
MONTEIRO, J. H. P. et al. Manual de gerenciamento integrado de resíduos sólidos. 
Coordenação técnica Victor Zular Zveibil. Rio de Janeiro: IBAM, 2001. 
NOGUEIRA, L. A. H.; LORA, E. E. S. Dendroenergia: fundamentos e aplicações. 2ª ed. 
Rio de Janeiro: Interciência, 2003. 
PEREIRA, S. S.; CURI, R. C. Modelos de gestão integrada dos resíduos sólidos urbanos: 
a importância dos catadores de materiais recicláveis no processo de gestão ambiental. 
Gestão sustentável dos recursos naturais: uma abordagem participativa [online]. 
Campina Grande: EDUEPB, 2013. Disponível em 
. Acesso em: 19 jun. 
2020. 
SANTOS, L. D. L. A Importância Da Logística Reversa Na Destinação Dos Resíduos 
Sólidos No Município De Aracaju. X Congresso Consad de Gestão Pública. Brasília. De 5 
a 7 de julho de 2017. Disponível em: . Acesso em: 19 jun. 2020 
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/polpaepapel/manualpolpa2013.pdf
http://books.scielo.org/id/bxj5n/pdf/lira-9788578792824-06.pdf
http://consad.org.br/wp-content/uploads/2017/05/Painel-37_04.pdf
http://consad.org.br/wp-content/uploads/2017/05/Painel-37_04.pdf
, 
 
 
68 
 
SANTOS, M.A. Poluição do Meio Ambiente. 1 Edição. Rio de Janeiro: LTC, 2017. 
SOARES, B. P.; MELO, B. S.; SANTOS, J. R. I.; MELO, K. R. F. S.; SAMPAIO JUNIOR, V. G. 
Logística Reversa De Pós-consumo Com Foco Em Óleos Lubrificantes Usados Ou 
Contaminados: Um Estudo De Caso Na Cidade De Campina Grande – Pb. XXXVI 
Encontro Nacional De Engenharia De Produção. Contribuições da Engenharia de 
Produção para Melhores Práticas de Gestão e Modernização do Brasil João Pessoa/PB, 
Brasil, de 03 a 06 de outubro de 2016. 
UNEP – UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAME. Solid waste management. 
2005.

Mais conteúdos dessa disciplina