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Equipe Professor Rômulo Passos | 2015 
 
CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM 
P/ CONCURSO - 2015 
5º AULA – CÂNCER DE MAMA E DO ÚTERO 
 
sandra luiza - 565.067.591-00
 
 
 
 
 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 
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 Aula nº 5 – Câncer de Mama e do Colo do Útero 
 
Bem-vindo (a) a mais uma aula do nosso curso. 
É importante rememorar que a leitura e resolução de questões comentadas são as 
melhores ferramentas para alcançar a APROVAÇÃO desejada. 
Você é o responsável pela sua VITÓRIA. Estude com afinco todas as aulas deste mega 
curso, não deixe de complementar e aprofundar no site www.questoesnasaude.com.br. 
Não há segredos, basta ter disciplina, foco, revisar e acreditar que você é capaz e vai 
conseguir. 
Desejamos uma ótima leitura e muita garra . 
Na página 8, a questão 3 foi atualizada. 
 
 
Profº. Rômulo Passos 
Profº. Dimas Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração (...). 
Colossenses 3:23 
 
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1 - Câncer do Colo do Útero 
 
Os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento do câncer do colo do útero 
são os seguintes: 
 Infecção pelo Papiloma Vírus Humano – HPV (sendo esse o principal); 
 Início precoce da atividade sexual; 
 Multiplicidade de parceiros sexuais; 
 Tabagismo, diretamente relacionados à quantidade de cigarros fumados; 
 Baixa condição sócio-econômica; 
 Imunossupressão; 
 Uso prolongado de contraceptivos orais; 
 Higiene íntima inadequada. 
 
As principais medidas de prevenção primária1 (promoção da saúde e proteção 
específica) em relação ao câncer do colo do útero são: 
 Prevenção das DSTs, especialmente da infecção pelo Papiloma Vírus Humano – 
HPV; 
 Parar de fumar; 
 Adoção de alimentação saudável; 
 Realização de atividade física regular; 
 Evitar ou limitar a ingestão de bebidas alcoólicas; 
 Adoção de hábitos de higiene intima. 
Essas ações devem ser disseminadas junto à população, em especial às mulheres 
consideradas de risco, uma vez que elas mesmas podem aplicá-las. 
 
 
 
 
1 De acordo com o Caderno de Atenção Primária nº 29 “Rastreamento” (disponível em: http://goo.gl/BDhyB9), do 
Ministério da Saúde, a PREVENÇÃO PRIMÁRIA é a ação tomada para remover causas e fatores de risco de um problema 
de saúde individual ou populacional antes do desenvolvimento de uma condição clínica. Inclui promoção da saúde e 
proteção específica (ex.: orientação de atividade física para diminuir chance de desenvolvimento de obesidade e 
imunização). 
 
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FIQUE LIGADO! A prevenção primária do câncer do colo do útero está 
relacionada PRINCIPALMENTE à diminuição do risco de contágio pelo 
papilomavírus humano (HPV). 
 
 
O câncer do colo do útero é uma afecção progressiva iniciada com transformações 
intraepiteliais progressivas que podem evoluir para um processo invasor num período que 
varia de 10 a 20 anos. 
O colo do útero é revestido por várias camadas de células epiteliais pavimentosas, 
arranjadas de forma bastante ordenada. Essa desordenação das camadas é acompanhada por 
alterações nas células que vão desde núcleos mais corados até figuras atípicas de divisão 
celular. 
As lesões pré-invasivas (pré-malignas), que levam muitos anos para se desenvolverem, 
são denominadas de neoplasia intraepitelial cervical (NIC). 
 
 Quando as alterações celulares se tornam mais intensas e o grau de desarranjo é tal que 
as células invadem o tecido conjuntivo do colo do útero abaixo do epitélio, temos o 
CARCINOMA INVASOR (tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial). Para 
chegar a câncer invasor, a lesão não tem, obrigatoriamente, que passar por todas essas etapas 
(NIC I até NIC III). 
Caso as lesões pré-invasivas (NIC 2, NIC 3 e o adenocarcinoma in situ) não sejam 
tratadas apresentam alta probabilidade de progredir para o CARCINOMA INVASOR. 
• Quando a desordenação ocorre nas camadas mais basais do epitélio
estratificado (1/3 proximal da membrana), estamos diante de uma
neoplasia intraepitelial cervical grau I (lesões de baixo grau).
NIC I
• Se a desordenação avança 2/3 proximais da membrana estamos diante
de uma neoplasia intraepitelial cervical grau II (lesões de alto grau).NIC II
• Na neoplasia intraepitelial cervical grau III (lesões de alto grau), o
desarranjo é observado em todas as camadas, SEM ROMPER a
membrana basal.
NIC III
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Já a NIC I, por ter maior probabilidade de regressão ou persistência do que de 
progressão, não é considerada uma lesão precursora do câncer do colo do útero. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Meus amigos, agora que compreendemos o conceito do câncer do colo do 
útero, vamos visualizar, na tabela abaixo, as manifestações clínicas dessa 
doença. 
 
Manifestações Clínicas do Câncer do Colo do Útero 
• O câncer do colo do útero é uma doença de crescimento lento e silencioso; 
• Existe uma fase pré-clínica, sem sintomas, com transformações intraepiteliais 
progressivas importantes, em que a detecção de possíveis lesões precursoras são por meio da 
realização periódica do exame preventivo do colo do útero; 
• Progride lentamente, por anos, antes de atingir o estágio invasor da doença, quando a 
cura se torna mais difícil, se não impossível. Nessa fase, os principais sintomas são 
sangramento vaginal, corrimento e dor. 
 
Concluímos que o câncer do colo do útero em estágio inicial caracteriza-se por não 
apresentar sinais e sintomas (fase silenciosa). Os sintomas dessa doença surgirão durante o 
estágio invasor da doença, após 10 ou 20 anos. 
A sinusorragia (sangramento durante a relação sexual) pode ser observada em estágios 
mais avançados de câncer do colo do útero e tem alto valor de predição, devido à grande 
especificidade dos dados que se pode obter nesse caso. 
Figura - Evolução do câncer do colo do útero (Ministério da Saúde, 2006). 
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Entre os tratamentos mais comuns para o câncer do colo do útero estão a cirurgia e a 
radioterapia. A quimioterapia é outro tratamento de escolha. O tipo de tratamento dependerá 
do estadiamento da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade e desejo de ter 
filhos. 
As complicações do tratamento com a radioterapia inclui perda da função ovariana, 
disfunções sexual, gastrintestinal ou vesical e fístulas retovaginais e(ou) vesicovaginais. 
O método de rastreamento do câncer do colo do útero e de suas lesões precursoras é o 
exame citopatológico. 
O início da coleta deve ser aos 25 anos de idade para as mulheres que já tiveram 
atividade sexual. 
Os exames devem seguir até os 64 anos e serem interrompidos quando, após essa 
idade, as mulheres tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco 
anos. O intervalo entre os exames deve ser de três anos, após dois exames negativos, com 
intervalo anual. 
 
 
 
 
A dona Joana, 25 anos, que já