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Calculo_da_Pena

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nos arts. 65 e 66 do CP. Vejamos:
Art. 65:
ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fato – prevalece sobre as demais por ser a mais relevante de todas as atenuantes. Súmula 74 do STJ: “Para efeitos penais, o reconhecimento da menoridade do réu requer prova por documento hábil”. 
maior de 70 (setenta) anos, na data da sentença – sentença ou acórdão caso haja recurso à segunda instância.
o desconhecimento da lei -  não isenta de pena mas atenua.
motivo de relevante valor social ou moral – a) motivo de relevante valor social – corresponde ao interesse coletivo, a um anseio social. Ex.: alguém elimina um traidor da pátria. Naquele momento a sociedade desejava a morte daquela pessoa e por isso se justificaria a redução da pena; b) motivo de relevante valor moral - É um motivo nobre, aprovado pela moralidade média. É o caso da eutanásia em que antecipa a morte da vítima agonizante pela doença. Cabe erro de tipo quanto à suposição de existência do motivo não afastando a aplicação da causa de diminuição de pena. Os motivos de relevante valor social e moral cabem no homicídio e nas lesões corporais e também constitui atenuante prevista no art. 65, III, a do CP. Contudo nos crimes referidos somente cabe a causa de diminuição de pena.
ter o agente procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe ou minorar-lhe as consequências; não confundir com o art. 15 do CP;
ter o agente procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, antes do julgamento, reparado o dano; a devolução ou restituição deve ser até o recebimento da denúncia ou da queixa – se for posterior a esses marcos processuais há atenuante – art. 65, III, b; no peculato culposo com devolução antes da sentença irrecorrível - aplica-se o § 3º do art. 312 do CP, ou seja, se o autor do peculato devolve o que que se apropriou antes da sentença irrecorrível o juiz deve extinguir a sua punibilidade (não recebe a pena criminal); pagamento do cheque emitido sem provisão de fundos antes do recebimento da denúncia - neste caso não se aplica o art. 16 do CP mas a interpretação feita pelo STF na Súmula 554 que prevê que neste caso a denúncia não pode ser recebida por falta de justa causa. A Súmula 554 torna-se exceção à regra contida no art. 16 do CP.[73: NUCCI, Guilherme de Souza. Código penal comentado. 4ª. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: RT, 2003, p. 132.][74: “O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o recebimento da denúncia, não obsta ao prosseguimento da ação penal”.][75: CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial. Vol. 2. 11ª. ed. 2ª. tir. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 592.]
cometido o crime sob coação a que podia resistir – se a coação for resistível e houver a execução material do crime incide a atenuante. Ex.: “A” furta um produto para “B” por medo de que este conte à sua esposa um caso extraconjugal que teve. [76: CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial. Vol. 2. 11ª. ed. 2ª. tir. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 498.][77: NUCCI, Guilherme de Souza. Código penal comentado. 4ª. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: RT, 2003, p. 284.]
cometido o crime em cumprimento de ordem de autoridade superior – se a ordem for manifestamente ilegal não exclui a culpabilidade mas admite reduzir a pena.[78: CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial. Vol. 2. 11ª. ed. 2ª. tir. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 500.]
cometido o crime sob a influência de violenta emoção provocada por ato injusto da vítima - emoção violenta – refere-se à intensidade da emoção. É um choque emocional, a ira que autoriza a redução da pena caso o sujeito reaja nessa condição à injusta provocação da vítima. Se reagir “a sangue frio” não incide a diminuição; provocação injusta do ofendido – é a sem motivo razoável, injustificável. É conceito relativo que pode variar de região para região. Uma palavra que pode atingir um homem de bem pode não ter o mesmo efeito quando dirigida a um desclassificado. A jurisprudência já entendeu como injusta provocação ao ofendido: agressão antes do homicídio; xingar o ofendido de filho da p.; xingar a mãe do sujeito de p...;. Não se pode reconhecer o privilégio na atitude do marido que mata a esposa por esta não querer reatar a união. É possível reconhecer a injusta provocação em um fato culposo. Se o agente precisa se utilizar de defesa após a injusta provocação da vítima pode haver a excludente de antijuridicidade. Deve haver a injusta provocação. A ira despertada no olhar do desafeto não constitui privilégio. O privilégio pode ser reconhecido ainda se a o ofendido reagir a atingir um terceiro ou um animal. É o caso do aberratio ictus, modalidade de erro acidental em que o agente reage contra o provocador e erra o tiro atingindo terceiro, por erro de pontaria. Embora tenha errado o alvo o privilégio perdura pois considera-se a vítima virtual. A provocação pode ser putativa ou imaginária. Aplicam-se os princípios da legítima defesa putativa, erro de tipo ou de proibição. Ex.: Sujeito ouve ofensa à agressão de determinada pessoa e pensa ser de sua mãe. Agride o ofensor e pode receber a redução da pena Pode, dependendo do caso ser absolvido pela legítima defesa putativa ou erro de tipo. Se o sujeito pensa que está amparada em lei para reagir quanto à determinada situação pode haver erro de proibição. Ex.: inquilino reage em relação ao despejo pois o entende ser a agressão injusta. Cabe erro de proibição. Reação imediata: o impulso emocional e o ato dele resultante deve ser imediato, “logo em seguida” à injusta provocação da vítima. Assim, não caracteriza o privilégio: a vingança cometida dias ou horas após à injusta provocação do ofendido. Se o sujeito soube da injusta provocação momentos antes do homicídio pode haver o privilégio. Domínio pela emoção: exige-se para caracterizar o privilégio o domínio da violenta emoção. A atenuante do art. 65, III, c, parte final prevê violenta emoção. É de menor intensidade. Por isso pode ser aplicada caso não se configure o privilégio como na hipótese do crime não ter sido praticado logo em seguida à injusta provocação da vítima. Homicídio passional – homicídio por amor, paixão amorosa. Pode gerar o privilégio na hipótese do marido ou da esposa que flagram o companheiro com um amante. É preciso reconhecer os requisitos previstos para configurar o privilégio. Se a paixão ou emoção estiverem ligadas à doença mental pode excluir à imputabilidade.[79: CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial. Vol. 2. 11ª. ed. 2ª. tir. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 58.][80: CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial. Vol. 2. 11ª. ed. 2ª. tir. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 60.][81:     “c) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima”;]
confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime – a confissão deve ser espontânea e não voluntária, ou seja, sugerida por um terceiro. Pode ser judicial ou extrajudicial. Em segunda instância não é admitida pois já foi refutada no primeiro grau. [82: CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial. Vol. 2. 11ª. ed. 2ª. tir. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 501.]
cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto, se não o provocou. 
Atenuantes inominadas – “não estão especificadas em lei, podendo ser anteriores ou posteriores ao crime. Devem ser relevantes. A redução é obrigatória, se identificada alguma atenuante não expressa”. Capez cita como exemplos o desemprego e a moléstia grave na família do réu.[83: CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial. Vol. 2. 11ª. ed. 2ª. tir. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 502.]
Terceira fase de aplicação da pena
Causas de aumento e diminuição genéricas: situam-se na Parte Geral do CP. Diminuem ou aumentam as penas em proporções fixas (1/2, 1/3, 1/6, 2/3 etc).
Exemplo de causas de diminuição: art. 14, parágrafo único – tentativa; arrependimento