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Resumo dos Textos

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a nova forma de 
compreensão que emerge da interação em relação ao campo dos estudos de cultura. Neste contexto, vamos ilustrar várias implicações, 
inclusive generalidade / contextualidade, clareza / ambiguidade e estabilidade / instabilidade. A conclusão aponta para que a estratégia 
de interação pode contribuir para outros domínios de investigação no âmbito dos estudos organizacionais. 
Neste momento os autores falam sobre as posições da meta teoria a respeito dos múltiplos paradigmas. Neste ponto falando sobre: 
paradigma da incomensurabilidade, paradigma da interação e paradigma da travessia. 
Paradigma da incomensurabilidade: ponto de partida para a maioria dos paradigmas. A incomensurabilidade argumenta a respeito da 
separação e aplicação de cada paradigma. Cada paradigma neste aspecto trás uma única perspectiva dos conceitos e definições das 
teorias. Devido a cada paradigma trazer uma perspectiva diferente há uma possibilidade pequena ou nenhuma possibilidade efetiva de 
comunicação entre eles. 
Paradigma da integração: traz a possibilidade de acesso e síntese as varias contribuições, que ignoram as diferenças entre abordagens 
concorrentes e seus pressupostos paradigmáticos. Em alguns casos o paradigma da integração apenas apresenta uma resistência ao 
pensamento de múltiplos paradigmas. 
Paradigma travessia: O foco do paradigma travessia é como múltiplos paradigmas podem ser engajados por pesquisas individuais. 
Para que isso aconteça será feito um contraste entre os pontos de vista do paradigma integracionista e da incomensurabilidadr. 
Os autores desenvolveram além das estratégias já existentes, uma quarta estratégia – cooperação – Como uma nova forma de conduzir 
o paradoxo travessia. 
O paradigma do efeito-recíproco 
Paradigma funcionalista: as organizações são objetos tangíveis, concretos e objetivos. Busca relações entre variáveis, dados 
estatísticos, relações probabilísticas. Caracteristica: racionalismo; método Aristotélico; positivismo determinismo 
Paradigma interpretacionista: as organizações são processos que surgem das ações intencionais das pessoas, individualmente ou em 
harmonia com outras. A realidade social é, então, uma rede de representações complexas e subjetivas. Características: Idealismo; 
Realidade como construção social; Hermenêutica;Fenomenologia; Etnometodologia 
Contrastes entre os paradigmas 
 
O paradigma do efeito recíproco. 
Como já dito, o pós modernismo tem representado um recente desenvolvimento dentro das Teorias em Organizações. Em 
contrapartida aos constrastes apresentados, o pós modernismo aponta para conexões significativas entre funcionalismo e 
interpretacionismo uma vez que destaca suas características modernistas compartilhadas. 
Conexões entre interpretacionismo e funcionalismo 
 
Reconhecendo contrastes e conexões entre os paradigmas, cria-se uma tensão intelectual que muitos pesquisadores vão equiparar a um 
paradoxo. O que é paradoxo? Paradoxo dá ênfase aos contrastes definidos como oposições simultâneas, enquanto interplay aponta 
para conexões de uma base não contraditória e interdependente entre oposições. A literatura do Paradoxo foca em aceitar, esclarecer e 
resolver contradições, enquanto interplay prefere preservar a tensão. Em vez de optar por um paradigma melhor aceito, a teoria 
baseada no interplay utiliza a estratégia pós-moderna de “para ver o comum, com uma nova visão, temos que torná-la extraordinária”, 
apontando dessa forma as conexões dos paradigmas. 
Abaixo são apontados os varias correlações, integrações, interações (fiquem a vontade para traduzir interplay) 
Interplay 1 
-Conexão entre funcionalistas e interpretivistas: Padrões ordenados 
-Contrastes: pré-definido ou emergente 
-Ambos argumentam que a cultura pode ser concebida por um padrão ordenado, independente se esse padrão é pré-definido ou 
emergente. 
Implicações: 
-Cultura é generalização, inerente em um quadro universal e pré-definido (valores e pressupostos culturais compartilhados entre 
organizações); 
-Cultura é contextualização, sugerida pela construção emergente de significado (condicionada a tempo, lugar, situação, participantes); 
-Interplay – Cultura não é definida nem por um termo nem por outro, mas deve ser entendida e descrita por ambos. 
-Contextualização pode ser reconhecida como uma posição da generalização. Um não sacrifica o outro. 
Interplay 2 
-Conexão entre funcionalistas e interpretivistas: Essência 
-Contrastes: Categórica ou associativa 
-Ambos argumentam que manifestações superficiais expressam ou representam essência cultural mais profunda, independentemente 
de essa essência ser descoberta por uma rota categórica ou um percurso associativo. 
Interplay 3 
-Conexão entre funcionalistas e interpretivistas: visões estáticas 
-Contrastes: convergência ou divergência 
-Ambos produzem visões estáticas da cultura organizacional, independentemente se o processo analítico que produz essas visões são 
convergentes ou divergentes. 
Implicações: 
-Processos convergentes focam nos singulares pontos de vista que resultam em estáveis representações da cultura organizacional; 
-Processos divergentes encorajam a gerar pontos de vistas adicionais, o que mina a estabilidade e revela instabilidade, que mesmo 
assim são descritos de uma forma estática; 
-Interplay – Nem estabilidade nem instabilidade descrevem adequadamente a cultura isoladamente 
Conclusões 
A estratégica interplay pode ser usada em outras áreas de estudos da teoria das organizações que possuem paradigmas com contrastes 
e conexões: Nova teoria institucional – economia institucional x abordagem sociológica 
Cognição organizacional – mapeadores x intérpretes; 
A própria proposta interplay, que utiliza a lógica pós-moderna de “enxergar o mundo como se fosse pela primeira vez’ pode ser 
questionada por uma crítica pós-moderna.