A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
32 pág.
10. AGENTES PÚBLICOS (análise frente à Constituição)

Pré-visualização | Página 10 de 10

mas o teto máximo do regime de aposentadoria é de R$ 3.218,90. O teto remuneratório da aposentadoria não segue nem mesmo a vinculação do valor do salário mínimo.
A emenda constitucional 41/2003 também instituiu em nosso ordenamento o teto de proventos. O teto de proventos para o servidor público é o mesmo que o teto do regime geral de previdência social, de R$ 3.218,90. 
E este teto para ser aplicado aos servidores depende da criação de um regime complementar para os servidores. Mas, apesar de o teto estar previsto, há dependência deste regime complementar, então o teto não está sendo aplicado. É melhor que se passe em concurso público antes da regra ser aplicada, da criação deste regime complementar.
A última alteração importante acrescida por esta emenda constitucional 41/2003 foi a instituição da contribuição dos inativos. A alíquota desta contribuição deve ser no mínimo de 11%, mas os estados-membros e os municípios podem instituir alíquotas maiores (existem estados-membros com alíquotas de 15% a 17%). A base de cálculo desta contribuição será sobre o valor que ultrapassar o teto remuneratório do regime geral de previdência social de R$ 3.218,90. Não paga a alíquota sobre tudo o que ganha.
Todos os inativos devem pagar se aposentados há 20 anos ou há apenas 01 ano; a matéria foi discutida na ADI 3105, decidindo o Supremo que a contribuição dos inativos é constitucional. 
Emenda Constitucional 47/2005
Esta emenda constitucional 47/2005 traz a inserção das aposentadorias especiais do deficiente físico e dos servidores que trabalham em atividade de risco, já explicadas anteriormente.
A segunda regra essencial desta emenda constitucional 47/2005 é quanto à regra de transição entre as aposentadorias. Supremo, quando questionado, diz que não há possibilidade de argüição frente à modificação do regime legal de aposentadoria.
	A regra de transição deverá ser uma regra facultativa, melhor que a regra nova, mas pior que a regra velha (porque não possuirá o direito adquirido como quem se aposentou na vigência da regra velha). Apenas aproveitará a regra de transição o servidor que continuar no cargo/carreira.
	Cada emenda constitucional, a 20/1998, a 41/2003 e a 47/2005, trouxe uma regra de transição própria (material complementar); pouca incidência no concurso sobre esta matéria.