DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS resumo artigo 5º alunos
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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS resumo artigo 5º alunos


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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS \u2013 ART. 5º DA CF/88
Destinatários dos Direitos Fundamentais:
 
	O artigo 5º da Constituição Federal afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Observe-se, porém, que da redação desse dispositivo é que nasce a dúvida de quem são os destinatários da proteção constitucional: só os brasileiros e estrangeiros residentes ou todos os indivíduos? Os direitos fundamentais têm um forte sentido de proteção do ser humano, e mesmo o caput do art. 5º faz advertência de que essa proteção realiza-se \u201csem distinção de qualquer natureza\u201d. Logo, não temos dúvida de que os direitos fundamentais destinam-se a todos os indivíduos, independente de sua nacionalidade ou situação no Brasil. Assim, um turista (estrangeiro não residente) que seja vítima de uma arbitrariedade policial, por evidente, poderá utilizar-se do habeas corpus para proteger o seu direito de locomoção\ufffd.
	Igualmente, as pessoas jurídicas são beneficiárias dos direitos e garantias individuais, pois reconhece às associações o direito a existência, bem como à segurança, à propriedade, à proteção tributária e aos remédios constitucionais. Até as pessoas jurídicas estrangeiras, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no Brasil, são destinatárias da igualdade.
Direito à vida (art. 5º, caput)
	A vida é o mais fundamental de todos os direitos, já que se constitui em pré-requisito à existência e exercício de todos os demais direitos. Desta forma, cabe ao Estado assegurá-lo sob duplo aspecto: direito de nascer e direito de sobreviver. Alexandre de Moraes vai mais além, pois afirma que o Estado tem que assegurar uma vida digna quanto à subsistência.
	A vida se inicia com a fecundação do óvulo pelo espermatozóide, resultando um ovo ou zigoto. Sendo assim, a nossa atual Constituição assegura os direito fundamentais do nascituro. Isto é, ao nascituro assiste, no plano do Direito Processual, capacidade para ser parte, como autor ou como réu. Representando o nascituro, pode a mãe propor ação investigatória, e o nascimento com vida investe o infante da titularidade da pretensão de direito material, até então apenas existe uma expectativa resguardada.	
Em outras palavras a constituição proibiu a adoção de qualquer mecanismo que restrinja este direito. Em decorrência desse princípio é que a nossa Constituição não admite a pena de morte, salvo em caso de guerra \u2013 art. 84, XIX.
Ao lado desse aspecto, estão proibidas pelo texto constitucional, dentre elas a eutanásia e o aborto, salvo o aborto necessário \u2013 o médico realiza o aborto para salvar a vida da gestante, ou o aborto sentimental \u2013 se a gravidez resultar de estupro, atentando contra a liberdade sexual da mulher. E o aborto eugenésico? É possível realizar o aborto de uma criança sem cérebro? Hoje, uma mãe de um feto anencefálico, poderá realizar o aborto, sem responder pelo crime, vez a decisão do STF, em descriminalizar o aborto para a mãe que o desejar fazer.
INTERESSANTE: Conforme o Superior Tribunal de Justiça, a legislação penal sufragou o calendário gregoriano para o cômputo do prazo. O período do dia começa à zero hora e se completa às 24 horas. Inclui-se o dia do começo. A idade é mencionado por ano. Não se leva em conta a hora do nascimento. O dia do começo, normativamente, independe do instante da ocorrência do nascimento. Termina ás 24 horas. Assim, a pessoa nascida ao meio-dia completa o primeiro dia de vida à meia-noite.
Princípio da igualdade (art. 5º, caput e I)
A Constituição garante que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, trata-se, portanto de uma igualdade formal (igualdade teórica), ou seja, perante a lei. A igualdade material (igualdade programática) consiste em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de sua desigualdade \u2013 Ensinou Aristóteles
Para facilitar a compreensão do princípio da igualdade na Constituição, podemos desdobrá-lo, exemplificativamente, nos seguintes vetores:
igualdade racial (art. 4º, VIII);
igualdade entre os sexos (art. 5º, I);
igualdade de credo religioso (art. 5º, VIII);
igualdade jurisdicional (art. 5º, XXXVII);
igualdade perante discriminação de idade (art. 7º, XXX);
igualdade trabalhista (art. 7º, XXXII);
igualdade política (art. 14);
igualdade tributária (art. 150, II).
Os homens nunca foram iguais e jamais o serão no plano terreno. A desigualdade é própria da condição humana. Por possuírem origem diversa, posição social peculiar, é impossível afirmar-se que o homem é totalmente idêntico ao seu semelhante em direitos, obrigações, faculdades e ônus. Daí se busca uma igualdade proporcional, porque não se pode tratar igualmente situações provenientes de fatos desiguais.
A constatação da existência de discriminações, por conseguinte, não é suficiente para a definição de respeito ou ofensa ao princípio da isonomia. EXEMPLO: A exigência de altura mínima de 1,5m para inscrição em concurso de advogado da Prefeitura, por exemplo, é claramente inconstitucional, pois o fator discriminatório adotado em nada se ajusta ao tratamento jurídico atribuído em face da desigualdade entre os que têm altura maior ou menor. O mesmo critério, contudo, é absolutamente legal em concurso para ingresso na carreira policial. Aqui, o porte físico é essencial ao desempenho das funções.
O constituinte, ao igualar homens e mulheres, acatou uma solicitação há muito reclamada. Logo, homens e mulheres, que estiverem em situação idêntica, não poderão, seja qual for o argumento, sofrer qualquer cerceamento em suas prerrogativas e nos seus deveres, sob pena de infringir a manifestação originária. Só valem as discriminações contidas na própria Constituição. EX: a aposentadoria da mulher com menos tem de contribuição e idade do que o homem.
A Lei nº 9.029/95, proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, e outras práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência de relação jurídica de trabalho. Proíbe, também, a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso a relação de emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade.
A doutrina distingue Ações Afirmativas das Discriminações Negativas: As primeiras foram consagradas pelo próprio constituinte, que conferiu tratamento diferenciado a certos grupos, em virtude de marginalizações que sofreram no passado. Busca-se compensar os menos favorecidos. Aqui se encontram os idosos, as mulheres, os negros, os índios, os homossexuais, os deficientes físicos. As segundas são as desequiparações injustificáveis e por isso proibidas pelo constituinte originário.
Princípio da legalidade (art. 5º, II)
	Somente por meio das espécies normativas devidamente elaboradas conforme as regras do processo legislativo constitucional é que podem criar obrigações para os indivíduos, pois são expressão da vontade geral (LEI). Esse comando pode assumir três formas, ou seja, a norma jurídica pode proibir, obrigar ou permitir.
	Com isso a mensagem constitucional foi clara: os comandos de proibição (deixar de fazer) e de obrigação (fazer) só podem ser veiculados por meio de uma lei. À falta desta, o comportamento está permitido. Nas relações particulares pode-se fazer tudo que a lei não proíbe enquanto que na relação da administração só se fará o que a lei permitir.
Proibição da tortura (art. 5º, III)
É proibido submeter alguém à tortura ou a tratamento desumano ou degradante, trata-se de crime inafiançável (Lei no. 9.455/97).
Crime de tortura exige o constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental.
com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;
Anna Paula
Anna Paula fez um comentário
otimo!]
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Cicero
Cicero fez um comentário
EXCELENTE, PARABÉNS!
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hugo
hugo fez um comentário
obrigado material excelente
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Luiz
Luiz fez um comentário
Muito bom!
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F@bio
F@bio fez um comentário
qual aplicativo abre esse arquivo".doc"??
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