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Discentes: Luana Castro; Milena Matias; Raylla Marinha; Samara Soares; Thaiza Yslene Docente: Jair Roberto Componente curricular: Anatomia e fisiologia humana TRABALHO: SISTEMA GENITAL URINÁRIO MASCULINO E FEMININO JUAZEIRINHO-PB SETEMBRO DE 2017 INTRODUÇÃO Vários produtos de desassimilação, de alta nocividade para o organismo, são por meio do sangue levados aos rins, que os retiram da circulação e os lançam nas vias urinárias, para a definitiva expulsão. Rins e vias urinárias constituem o aparelho urinário, de grande eficácia na depuração do organismo. Os elementos do sistema urinário são: Duas glândulas, os rins, encarregadas de retirar do sangue os elementos de desassimilação; As vias urinárias, sistema de tubos cuja missão se resume em levar a urina dos rins para o exterior, e que tomam, sucessivamente, os nomes de bacinetes, ureteres, bexiga e uretra. DESENVOLVIMENTO Sistema urinário- Aparelho urinário Esse aparelho contribui para a manutenção da homeostase, produzindo a urina, através da qual são eliminados diversos resíduos do metabolismo e água, eletrólitos e não-eletrólitos em excesso no meio interno. Filtrando o plasma e removendo as substâncias indesejáveis ingeridas pela pessoa ou produzidas pelo metabolismo corporal. O sistema urinário é uma das 4 vias excretoras do nosso corpo. As demais são: O Intestino grosso, a pele e os pulmões. O aparelho é formado pelos dois rins, dois ureteres, a bexiga e a uretra. A urina é produzida nos rins, passa pelos ureteres até a bexiga e é lançada ao exterior pela uretra. RINS: Os rins são órgãos pares em formato de feijões com cerca de 11 cm de comprimento, de 115 a 170 g de peso, situados na parte posterior da cavidade abdominal, atrás do peritônio, sobre a musculatura da parede posterior do abdome. Seu polo superior está ao nível da 12ª vértebra torácica e o inferior ao nível da 3ª lombar. O rim direito é em geral mais baixo que o esquerdo em virtude de seu relacionamento com o fígado. Ambos se movem ligeiramente, empurrados pelo diafragma, durante a respiração. O rim é formado pela cápsula, de tecido conjuntivo denso, a zona cortical e a zona medular. Sendo que a zona medular é formada por 10 a 18 pirâmides medulares de Malpighi e da base de cada pirâmide partem os raios medulares, que penetram na cortical. Cada lobo renal é formado por uma pirâmide e pelo tecido cortical que recobre sua base e seus lados. Um lóbulo é constituído por um raio medular e pelo tecido cortical que fica em volta, delimitado pelas arteríolas interlobulares. Cada rim é constituído por milhões de néfrons. O néfron é formado por uma parte dilatada, o corpúsculo renal ou de Malpighi, pelo túbulo contorcido proximal, pelas partes delgada e espessa da alça de Henle, pelo túbulo contorcido distal e pelos túbulos e ductos coletores, sendo o néfron a unidade funcional do rim. O néfron é a unidade funcional básica do rim, responsável pela formação da urina. Cada rim humano possui aproximadamente 1.200.000 néfrons. A função do néfron é filtrar os elementos do plasma sanguíneo e eliminar através da urina as excretas indesejadas. Cada néfron é constituído pelas seguintes estruturas: Corpúsculo renal: É uma camada de células epiteliais que envolve o glomérulo. O glomérulo capilar é um novelo de capilares sanguíneos Túbulo contornado proximal: que ocorre a reabsorção de sais, de água e glicose provenientes do filtrado glomerular. Alça de Henle (parte delgada e parte espessa): É uma parte do rim; é o segmento do néfron que vem logo após o túbulo contorcido proximal, sendo uma estrutura tubular em forma de U, com uma porção espessa e outra delgada. Nas alças longas, a curvatura é sempre na parte delgada e nas alças curtas, a curvatura ocorre na parte espessa. Túbulo contornado distal: É o seguimento do túbulo renal localizado entre o túbulo intermediário e o túbulo de conexão. É uma estrutura tubular microscópica que faz parte dos túbulos renais, um dos constituintes do nefrónio. URETERES: São 2 tubos (1 de cada rim) de aproximadamente 25 a 30 cm de comprimento que funcionam no transporte da urina dos rins até a parte posterior da bexiga. Cada um começa a partir dos cálices que se unem em 2 ou 3 tubos curtos que posteriormente se juntam para formar a pelve renal em forma de funil. São compostos de camadas, a túnica fibrosa externa, a camada média muscular e a mucosa interna. Existem 3 áreas de estreitamento da luz dos ureteres onde frequentemente se alojam os cálculos: A junção do ureter com a pelve, na passagem pela artéria ilíaca e na ligação com a bexiga. O ureter é composto por três túnicas, que são as seguintes: Túnica Mucosa: Epitélio estratificado de transição (polimorfo), que deve aparecer por três motivos que são os seguintes: devido a constante descamação celular; para que possa haver a dilatação do lúmem (passagem do estado de vacuidade para plenitude); para evitar a absorção de urina Lâmina própria de tecido conjuntivo denso. Túnica Muscular: Nos 2/3 superiores do ureter existem as seguintes camadas: Longitudinal interna Circular externa No terço inferior há as seguintes: Longitudinal interna Circular média Longitudinal externa Túnica Adventícia: constituída por Tecido Conjuntivo Fibroelástico . BEXIGA: Dos órgãos que compõem o sistema excretor, a bexiga é passível de ostomização, quando acometido por anomalias, patologias e/ou traumas. Atendendo a função de reservatório temporário, caracteriza-se também por suas especificidades de elasticidade, adaptando-se às necessidades de reservatório. Localizada, quando vazia, inferiormente ao peritônio e posteriormente à sínfise púbica. Quando cheia, eleva-se à cavidade abdominal. Em virtude das necessidades de adaptação e elasticidade, por ser muscular e oca, nos homens situa-se diretamente anterior ao reto e, nas mulheres está à frente da vagina e abaixo do útero. Quando cheia, a superfície interna da bexiga fica lisa. Uma área triangular na superfície posterior não exibe rugas. Essa área é chamada trígono da bexiga e é sempre lisa. Este trígono é limitado por três vértices: os pontos de entrada dos dois ureteres e o ponto de saída da uretra. O trígono é importante clinicamente, pois as infecções tendem a persistir nessa área. Chamado de esfíncter interno, a saída da bexiga possui um músculo. O esfíncter se contrai involuntariamente na intenção de prevenir o esvaziamento voluntário. Imediatamente abaixo do músculo esfíncter, envolvendo a parte superior da uretra, encontramos o esfíncter externo que é controlado voluntariamente, possibilitando a resistência à necessidade de urinar. A capacidade média da bexiga urinária é de 700 a 800 ml; com apresentação de menor capacidade nas mulheres, pois o útero ocupa o espaço imediatamente acima da bexiga. BEXIGA URINÁRIA MASCULINA BEXIGA URINÁRIA FEMININA A bexiga também é composta por três túnicas, que são as seguintes: Túnica Mucosa: Epitélio estratificado de transição (polimorfo). Lâmina própria de tecido conjuntivo denso. Túnica Muscular: Costuma ser mal definida. É constituída por três camadas (iguais as do terço inferior do ureter) que são as seguintes: Longitudinal interna (formando o músculo Detrusor). Circular média. Longitudinal externa. Túnica Adventícia e Túnica Serosa: constituída por Tecido Conjuntivo Fibroelástico. Em sua porção superior, a bexiga possui uma pequena região revestida pelo folheto visceral do peritôneo. URETRA: A uretra é um tubo que conduz a urina da bexiga para o meio externo, sendo revestida por mucosa que contém grande quantidade de glândulas secretoras de muco. A uretra se abre para o exterior através do óstio externo da uretra. A uretra é diferente entre os dois sexos. As uretras masculinas e a femininas se diferem em seu trajeto. Na mulher, a uretra é curta (3,8 cm) e faz parte exclusivamentedo sistema urinário. Seu óstio externo localiza-se anteriormente à vagina e entre os lábios menores. Já no homem, a uretra faz parte dos sistemas urinário e reprodutor. Medindo cerca de 20 cm, é muito mais longa que a uretra feminina. Quando a uretra masculina deixa a bexiga, ela passa através da próstata e se estende ao longo do comprimento do pênis. Assim, a uretra masculina atua com duas finalidades: conduz a urina e o esperma Uretra masculina- A uretra masculina estende-se do orifício uretral interno na bexiga urinária até o orifício uretral externa na extremidade do pênis. Apresenta dupla curvatura no estado comum de relaxamento do pênis. É dividida em três porções: a Prostática, a Membranácea e a Esponjosa, cujas as estruturas e relações são essencialmente diferentes. Na uretra masculina existe uma abertura diminuta em forma de fenda, um ducto ejaculatório. Uretra feminina- É um canal membranoso estreito estendendo-se da bexiga ao orifício externa no vestíbulo. Está colocada dorsalmente à sínfise púbica, incluída na parede anterior da vagina, e de direção oblíqua para baixo e para frente; é levemente curva, com a concavidade dirigida para frente. Seu diâmetro, quando não dilatada, é de cerca de 6 mm. Seu orifício externo fica imediatamente na frente da abertura vaginal e cerca de 2,5 cm dorsalmente à glande do clitóris. Muitas e pequenas glândulas uretrais abrem-se na uretra. As maiores destas são as glândulas parauretrais, cujos ductos desembocam exatamente dentro do óstio uretral. PRINCIPAIS DOENÇAS DO SISTEMA GENITURINÁRIO: GLOMERULONEFRITE OU GLOMEROLOPATIA- É uma doença autoimune, em que há lesões dos glomérulos renais com grave prejuízo da função dos rins, isto é, levando a perda das suas funções até que o sangue não seja mais filtrado. As glomerulonefrites podem ser primárias ou secundárias, agudas ou crônica. •Glomerulonefrites Primárias- Afetam diretamente o glomérulo, e são causadas por infeções virais ou bacteriana. A mais comum é a nefropatia por IgA ou doença de Berger, que se caracteriza por presença de sangue na urina, pressão alta e, em alguns casos, edema nas pernas. Glomerulonefrites Secundárias- Têm origem em outras doenças, que acabarão por afetar o funcionamento do Glomérulo. EX: hipertensão arterial, diabetes, lúpus eritematoso, hepatites B e C, infecção pelo HIV, ou, ainda, por alguns medicamentos. Porém, as causas mais frequentes são diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica. Glomerulonefrites Agudas ou Crônicas- A gravidade da doença depende de cada pessoa, pois algumas glomerulonefrites podem apenas necessitar de observação médica e ser acompanhada em âmbito de consulta, mas outras poderão ter uma evolução rápida, comprometendo a função renal e necessitando de realização de diálise, podendo ser uma situação transitória ou até mesmo definitiva. CÁLCULOS RENAIS: É denominado popularmente como "pedra nos rins", os cálculos renais podem se alojar em qualquer outro órgão do trato urinário e são formados quando a urina apresenta quantidades maiores que o normal de determinadas substâncias ou que têm uma diminuição na quantidade de alguns fatores que impediriam a aglomeração desses cristais como por exemplo o citrato. Essas substâncias podem se precipitar e formar pequenos cristais que, depois, vão se aglutinar e se transformarão em pedras. Alguns fatores são considerados de risco, pois contribuem para o surgimento do cálculo renal, são eles: Histórico familiar; deixar de beber a quantidade de água indicada todos os dias; Dietas ricas em proteína, sódio (sal) ou açúcar também são consideradas fatores de risco; Doenças do trato digestivo, como inflamação gastrointestinal e diarreia crônica. RINS POLICÍSTICOS: É uma doença caracterizada pelo crescimento de múltiplos cistos nos rins ao longo da vida adulta. Têm origem genética, ou seja, é uma doença autossômica dominante. Porém, não basta ter os genes da doença policística renal para que os cistos comecem a se proliferar descontroladamente, pois os rins policísticos se manifestam de forma muito distinta entre cada indivíduo, sugerindo que fatores ambientas ainda não reconhecidos possam também ser importantes para o grau de progressão da doença. 85% dos pacientes com rins policísticos têm uma mutação no gene chamado PKD115% herdam a mutação no gene chamado PKD2. A mutação do PKD1 costuma provocar uma doença mais agressiva, com maior e mais rápido crescimento dos cistos nos rins que costuma perder a função completa dos rins cerca dos 55 anos de idade. E a mutação do PKD2 é mais branda e de progressão mais lenta. Estes pacientes acabam só precisando de hemodiálise depois dos 70 anos de idade. Logo, a doença policística renal acomete, em média, 1 a cada 1000 pessoas. É, portanto, uma doença muito comum, porque atualmente, cerca de 5% dos pacientes que entram em hemodiálise, o fazem devido à insuficiência renal crônica causada pela doença policística renal. CONCLUSÃO O sistema urinário pode-se concluir que é um pouco menos complexo do que outros sistemas do nosso organismo, mas ainda sim possui uma série de detalhes que precisam ser analisados e estudados com atenção. Vale ressaltar que é de extrema importância para o funcionamento do nosso corpo porque exerce as funções de produzir, armazenar e eliminar a urina, eliminando o excesso de água e resíduos do corpo humano. Além disso, garante a manutenção do equilíbrio dos minerais no corpo humano, auxiliando a regulagem de produção das hemácias. No entanto, esse presente trabalho foi de extrema importância para a ampliação dos nossos conhecimentos, pois é importante termos a consciência do que precisamos contribuir para o bom funcionamento de tudo isso, assim evitando o excesso de sal, bebendo água em abundância para a melhor filtração dos rins, e mantendo a boa higiene dos nossos órgãos genitais para evitar infecções urinárias e então assim teremos sempre uma boa saúde, e esse sistema funcionará com êxito e perfeição como deve ser naturalmente. BIBLIOGRAFIA Anatomia do corpo humano. Disponível em: <http://www.anatomiadocorpo.com/sistema-urinario/>. Acesso em: 18 de setembro de 2017 Apostila de Anatomia e Fisiologia Humana – Sistema Urinário- Prof. Raphael Garcia. Disponível em: <http://raphaelvarial.weebly.com/uploads/5/2/8/1/5281369/sistema_urinrio.pdf>. Acesso em: 18 de setembro de 2017 Toda Matéria: conteúdos escolares. 2011 – 2017. Disponível em: < https://www.todamateria.com.br/sistema-urinario/>. Acesso em: 18 de setembro de 2017