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UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO – USF
ARQUITETURA E URBANISMO 
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
T.H.A.U.A.1
Professor Marcelo Piovani
marcelo.piovani@usf.edu.br
Campinas 2017
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
GRÉCIA
O BERÇO DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL
PARTE II
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
As ordens, sistemas estruturais que organizam elementos arquitetônicos, tiveram papel
importante entre os gregos na busca pela perfeição da razão e proporção. Coluna, Fuste, Capitel
e Entablamento eram medidos e decorados de acordo com uma das três ordens arquitetônicas:
Dórica, Jônica e Coríntia. A ordem dórica se desenvolveu nas terras ocupadas pelos dórios, uma
das principais cidade estado grega. Tornou-se o estilo mais importante e utilizado em todo
território grego e nas colônias ocidentais (sul da Itália). Alcançou o apogeu no séc. V a.C. e foi
uma das ordens aceitas pelos romanos. Suas características são: Masculinidade, Força e Solidez.
ORDEM DÓRICA
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ORDEM DÓRICA
ELEMENTOS CARACTERÍSTICOS
As colunas dóricas não possuem base e em geral são
caneladas e arrematas por um capitel simples, baixo e
largo. A altura da coluna com o capitel variava quatro
a seis vezes o diâmetro do fuste. O entablamento
dórico é composto por arquitrave simples, friso de
tríglifos e métopas alternados, e uma cornija simples
em cima de tudo.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ENTABLAMENTO
O entablamento é aparte superior de uma ordem. Colocado acima da coluna e do capitel, é
formado por três elementos horizontais: Arquitrave, Friso e Cornija. Os Mútulos eram decorados
por gotas de alvenaria e alinhados com os tríglifos.
ORDEM DÓRICA
Cornija 
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ORDEM DÓRICA
TRÍGLIFOS E MÉTOPÁS
Um dos elementos mais típicos
da ordem dórica é o Friso,
composto por Tríglifos e
Métopas.
Tríglifos são blocos verticais, em
geral alinhados sobre as colunas
e os intercolúnios. Formado por
dois Glifos (sulcos verticais) e
bordeado por dois meio glifos,
dai o nome tríglifos
Métopas são os painéis
quadrados entre o tríglifos, em
geral decorados com requinte.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
TRÍGLIFO
MÉTOPA
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
CAPITEL DÓRICO
O Capitel dórico – aparte mais alta da coluna – é formado pela moldura convexa conhecida como
Equino, e pelo Ábaco quadrado. A junção entre o equino e o bloco no topo da coluna era
disfarçada por filetes decorados, o Collarino. Uma faixa similar a essa também aparece um pouco
a baixo do capitel e se chama hypotrachelium
ORDEM DÓRICA
ÁBACO
EQUINO
COLLARINO
hypotrachelium
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
CANELURAS E ARESTAS
As colunar dóricas eram, em gral, trabalhadas com 20 sulcos,
verticais paralelos quem se encontram em arestas afiadas
ORDEM DÓRICA
FUSTE
CANELURA 
16 - 20
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
GREGA
Motivo Geométrico, era muito comum na
decoração dos templos dóricos. A variação deste
exemplo forma labirintos
ORDEM DÓRICA
CIMALHA
Moldura saliente ao longo das calhas, remata o alto
da fachada e disfarça a junção com o telhado.
Assim como as jônicas elas tem saídas para a água
(gárgulas)
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ORDEM JÔNICA
A ordem jônica se desenvolveu ao mesmo tempo da ordem Dórica, mas atingiu a forma final no
séc. V a.C. O estilo prevaleceu no território Jônico, localizado na costa da Ásia menor e nas ilhas
do mar Egeu. Essa ordem não tinha elementos tão definidos ou exclusivos como a dórica,
devido a persistência de muitas variações locais. Mesmo quando se tornou mais coerente,
admitia versões alternativas. De acordo com o arquiteto romano Vitruvio, as principais
características da ordem jônica derivam das proporções da mulher, exaltam a beleza da
feminilidade e as formas longilíneas.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ORDEM JÔNICA
ELEMENTOS CARACTERÍSTICOS
As Colunas Jônicas diferente das dóricas, sempre se
assentam sobre uma base entre o Fuste e a
Crepídoma. A marca definitiva da ordem era o Capitel,
arrematado por duas espirais, as Volutas, sustentavam
o entablamento muito mais leve que a da ordem
dórica.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ORDEM JÔNICA
ENTABLAMENTO JÔNICO
O entablamento jônico se desenvolveu em etapas,
mas sua forma mais característica ( do séc. IV em
diante) era formado por um arquitrave dividida em
tres faixas largas conhecidas como Platabanda e por
uma cornija muitas vezes elaborada e dotadas de
dentículos.
Cornija 
Ornamentada
Platabanda
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ORDEM JÔNICA
FRISO
O Friso Jônico é corrido, diferente da
ordem dórica não há tríglifos e métopas,
o friso é continuo e ornamentado.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
CAPITEL DÓRICO
O Capitel Jônico apresentam Volutas apoiadas num Equino e quase sempre trabalhadas com
motivos de Óvalo e Dardo. Em cima das espirais, apoiavam-se os Ábacos mais finos que o exemplo
dos dóricos também decorados com Óvalo e Dardo.
ORDEM JÔNICA
VOLUTA 
ÁBACO
ÓVALO E DARDO 
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
CANELURAS E ARESTAS
As colunas Jônicas, como as dóricas, eram caneladas. Os
sulcos, cujo o numero típico em cada coluna era 24. Eram
mais aprofundados que os dóricos e unidos por arestas
achatadas
ORDEM JÔNICA
FUSTE
CANELURA 
24
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ANTÊMIO E PALMETA
Em geral o colarinho da coluna Jônica era
enfeitado com desenhos esculpidos em forma
de Atêmios e Palmetas ( folhas de palmeira).
O antêmio era um motivo comum nos tempos
gregos.
ORDEM JÔNICA
BASE ÁTICA
A base ática, que tem esse nome devido a
região de Ática, foi muito utilizada no séc. VI e
V a.C. Consiste em dois Toros (molduras
convexas, o de baixo com diâmetro maior que
o de cima, unidos por um elemento côncavo
conhecido como Escócia.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ORDEM CORÍNTIA
A ordem Coríntia foi a ultima ordem grega a se desenvolver. A ordem Coríntia não era um
sistema estrutural como a dórica ou a jônica, era apenas decorativa, com destaque para os
elaborados capitéis com motivos florais. De acordo com Vitruvio, o escultor Calímaco foi o
grande responsável pelo desenvolvimento desses adornos, e originalmente trabalhava com
bronze. Com exceção do Capitel todos os outros elementos eram desenvolvidos como a ordem
Jônica. Foram os Romanos responsáveis pela desenvolvimento e aperfeiçoamento desta ordem.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ORDEM CORÍNTIA
CARACTÉRISTICAS ESPECÍFICAS
Assim como a ordem Jônica, a Coríntia é
mais facilmente reconhecida pelos
Capitéis. Todos os outros elementos eram
‘’emprestados’’ da ordem Jônica.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ORDEM CORÍNTIA
ORIGEM DO CAPITEL CORÍNTIO
Segundo Vitrúvio, Calímaco desenhou
o capitel coríntio após ver um cesta
cheia de acantos. Supõe-se que trata-
se de um presente colocado no
túmulo de sua jovem esposa que
continha alguns dos seus pertences
mais valiosos. Na primavera, o canto
brotou e se espalhou ao redor da
cesta. Um bloco fino de pedra
colocado acima do recipiente forçou
as folhas a crescer em espiral nas
beiradas livres.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ORDEM CORÍNTIA
CAPITEL ANTIGOEm sua proporção Ideal, o capitel
coríntio tem dois terços de
superfície cobertos por oito folhas
de Acanto. Da parte superior
dessas folhas, saem os Talos que
terminam em volutas e são
responsáveis pela sustentação do
Ábaco, que por sua vez, possui
quatro faces côncavas. No centro
de cada lado há um Atêmino
esculpido.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ORDEM CORÍNTIA
ACANTO
O principal elemento decorativo do
capitel coríntio é a folha de Acanto,
uma planta nativa das margens do
mediterrâneo. Os gregos inspiraram
seus elementos decorativos na
variedade mais pontuda, enquanto os
Romanos nas de espécie mais larga.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
PROPORÇÃO ÁUREA – REGRA DE OURO
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
Acrópole é a 
cidadela localizada 
na parte mais 
elevada o território 
de qualquer cidade 
grega. As grandes 
cidades gregas 
foram construídas 
em morros, com a 
acrópole sempre no 
topo. 
ACÓPOLE DE 
ATENAS
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
1. Partenón
2. Antiguo templo de Atenea
3. Erecteión
4. Estatua de Atenea Promacos
5. Propileos
6. Templo de Atenea Niké
7. Eleusinión
8. Santuario de Artemisa Brauronia
9. Calcoteca
10. Pandroseión
11. Arreforión
12. Altar de Atenea
13. Santuario de Zeus Polieo
14. Santuario de Pandión
15. Odeón de Herodes Ático
15. Stoa de Eumenes
16. Santuario de Asclepio o Asclepeion
17. Teatro de Dioniso Eléuteros
18. Odeón de Pericles
19. Témenos de Dioniso
20. Aglaureión
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
Erguido no século 5 a.C., o Templo de Atena Nike substituiu um anterior, também dedicado a Atena,
que talvez foi a primeira construção da Acrópole. O local, ao lado da rampa de entrada, era
privilegiado, já que ele era visível desde a cidade baixa. O templo foi demolido em 1686 e
reconstruído em 1834, após a independência da Grécia
TEMPLO DE ATENA 
NIKE 
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
O Teatro e Santuário de Dionísio destacava as artes cênicas. Alocado na encosta sul da Acrópole, foi
o mais importante teatro de Atenas, onde estrearam peças de autores clássicos, como Sófocles,
Eurípedes e Ésquilo)
CANTO BOÊMIO 
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
O Partenon foi erguido de um jeito incomum. Os eixos das colunas afunilam e a plataforma em que
elas foram erguidas é levemente curvada. O templo tinha um santuário e um depósito, que
guardava tesouros da cidade. Quando a Grécia ficou sob controle do Império Bizantino, o Partenon
virou igreja. Em 1456, os turco-otomanos o converteram em mesquita. Em 1687, usado para
armazenar pólvora, ele explodiu em um ataque dos venezianos a Atenas, durante uma guerra com
os turcos
PARTHENON
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
ACRÓPOLE ATENIENSE
RELAÇÃO DA PAISAGEM ENTRE ACRÓPOLE E ÁGORA
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
A ágora de Atenas foi um espaço público de fundamental importância na constituição do espaço
urbano da Atenas clássica. Atualmente, encontra-se em ruínas e é considerada bem tombado e um
dos principais espaços turísticos da cidade de Atenas e de toda a Grécia.
ÁGORA ATENIENSE
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
A ágora possuía papel importante na configuração da democracia ateniense e na política da
cidade, sendo o local, por excelência, da manifestação da opinião pública, adequado à cidadania
cotidiana. A ágora de Atenas caracterizava-se como uma grande praça, um vazio contrastante em
meio ao casario compacto típico da Atenas clássica. Em sua face Oeste era limitada por uma
seqüência de edifícios públicos, cada um representando um papel diferente na vida política da
cidade. Em sua face leste, estava limitada por mercados e feiras livres.
ÁGORA ATENIENSE
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
A ágora localizava-se em um dos pontos mais baixos de Atenas, de forma que era possível, dali,
vislumbrar com um olhar os outros três espaços importantes na constituição da política da
cidade: a acrópole (localizada no ponto mais alto)
ÁGORA ATENIENSE
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
APOGEU DÓRICO
Durante os sec. VI e V a.C, respectivamente período arcaico e clássico, a arquitetura grega se
desenvolveu muito e teve a ordem dórica como parâmetro. A madeira foi substituída pela
pedra (petrificação) . A maioria dessas edificações remanescentes estão na região da Magna
Grécia ( Sul da Itália ), que escapou da destruição geral causada pelas guerras Pérsicas, e abriga
os templos gregos mais antigos, interessantes e intactos.
TEMPLO DE POSEIDON
pasteum, 460 a.c
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
APOGEU DÓRICO
ÊNTASE
Desde os tempos remotos os gregos incorporaram
distorções intencionais aos templos, conhecidas como
refinamentos. A mais comum delas era a êntase, uma
curva suave no corpo da coluna que a tornava mais
larga no meio. Essa característica corrigia uma ilusão
de ótica, pois as colunas com fuste exatamente
cilíndricos causavam uma impressão de concavidade.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
APOGEU DÓRICO
ATLANTE
Chamado de Telamodes pelos Romanos, são
suporte arquitetônico esculpidos em forma de
figuras masculinas. Em geral aparecem sob
algum elemento pesado.
O Correspondente do atlante feminino eram as
Cariátides.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
APOGEU DÓRICO
TEATRO GREGO
O teatro grego teve início em Atenas, na Grécia, por volta de 550 a.C. e surgiu a partir das
celebrações realizadas sobretudo, para o Deus Dionísio, divindade das festas, fertilidade e vinho.
Nas celebrações Dionisíacas, que duravam cerca de uma semana, as pessoas bebiam, cantavam e
dançavam.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
SÉCULO DE PÉRICELS
Péricles foi um célebre e influente estadista, orador e
estratego (general) da Grécia Antiga, um dos principais líderes
democráticos de Atenas e a maior personalidade política do
século V a.C. Viveu durante a Era de Ouro de Atenas - mais
especificamente, durante o período entre as guerras Persas e
Peloponésica. Descendia, pela linhagem de sua mãe, dos
Alcmeônidas, uma influente e poderosa família.
NÃO ESSE PÉRICLES
ESSE PÉRICLES
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I
A arquitetura grega alcançou seu auge em meados do séc. V a.C., época geralmente
denominada de ‘’ Alta Idade Clássica’’. Durante esse período foram construídos alguns edifícios
mais grandiosos do mundo em função do contexto político e econômico.
Os gregos expulsaram os persas, que deixaram um grande rastro de destruição. A vitória grega
causou júbilo e renovou o senso de orgulho e patriotismo. As Ruinas de guerra foram utilizadas
para a reconstrução de novos santuários, e o fervor por edificações grandiosas, alcançou o auge
com Péricles, o grande estadista Ateniense.
SÉCULO DE PÉRICELS
EXERCÍCIO DO DIA:
- Em seu caderno, apresente uma referencia de projeto (templo) construída nesse
período. Apresente imagens, desenhos, croquis, plantas, Divindade reverenciada,
etc.
Teoria e História da Arquitetura, do Urbanismo e da Arte I

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