A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
171 pág.
Rastreamento câncer de mama

Pré-visualização | Página 1 de 50

Ministério da Saúde
Instituto Nacional de Câncer 
José Alencar Gomes da Silva (INCA)
Biblioteca Virtual em Saúde Prevenção e Controle de Câncer
http://controlecancer.bvs.br/
Diretrizes para a 
Detecção Precoce do 
Câncer de Mama
 
no Brasil
D
iretrizes para a D
etecção Precoce do Câncer de M
am
a no Brasil
Rio de Janeiro, RJ
INCA
2015
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Instituto Nacional de Câncer 
José Alencar Gomes da Silva (INCA)
Diretrizes para a 
Detecção Precoce do 
Câncer de Mama 
no Brasil
Rio de Janeiro, RJ
INCA
2015
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Instituto Nacional de Câncer 
José Alencar Gomes da Silva (INCA)
2015 Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva/ Ministério da Saúde.
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – 
Compartilha igual 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que 
citada a fonte. 
Esta obra pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde Prevenção e Controle de Câncer 
(http://controlecancer.bvs.br/) e no Portal do INCA (http://www.inca.gov.br). 
Tiragem: 500 exemplares
Elaboração, Distribuição e Informações
MINISTÉRIO DA SAÚDE
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA)
Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev)
Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede
Rua Marquês de Pombal, 125 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Cep 20230-240
Tel.: (21) 3207-5512/ 5639
E-mail: atenção_oncologica@inca.gov.br
www.inca.gov.br 
Organizadores
Arn Migowski Rocha dos Santos (INCA)
Maria Beatriz Kneipp Dias (INCA) 
Comitê Gestor 
Airton Tetelbom Stein (GHC e UFCSPA e Ulbra) 
Aline Silveira Silva (DGITS/SCTIE/Ministério da Saúde)
Arn Migowski Rocha dos Santos (INCA)
Camila Belo Tavares Ferreira (INCA)
Denise Rangel Sant’ Ana (INCA) 
Kathiaja Miranda Souza (Decit/SCTIE/Ministério da Saúde)
Laura dos Santos Boeira (Daet/SAS/Ministério da Saúde)
Maria Beatriz Kneipp Dias (INCA)
Patrícia Sampaio Chueiri (Daet/SAS/Ministério da Saúde) 
Paulo Nadanovsky (IMS/Uerj e Ensp/Fiocruz)
Edição
COORDENAÇÃO DE PREVENÇÃO E VIGILÂNCIA
Serviço de Edição e Informação Técnico-Científica
Rua Marquês de Pombal, 125
Centro – Rio de Janeiro – RJ
Cep 20230-240
Tel.: (21) 3207-5500
Supervisão Editorial
Taís Facina
Copidesque e Revisão
Rita Rangel de S. Machado
Edilaine Rodrigues da Silva (Estagiária) 
Capa, Projeto Gráfico e Diagramação
Mariana Fernandes Teles
Normalização Bibliográfica e Ficha Catalográfica
Marcus Vinícius Silva / CRB 7 / 6619
Equipe de Elaboração 
Alexandre Ribas de Carvalho (Daet SAS/Ministério da Saúde)
Arn Migowski Rocha dos Santos (INCA)
Camila Belo Tavares Ferreira (INCA)
Daniele Masterson Tavares Pereira Ferreira (UFRJ)
Denise Rangel Sant’ Ana (INCA) 
Gulnar Azevedo e Silva (IMS/Uerj) 
Jeane Glaucia Tomazelli (INCA)
Laura dos Santos Boeira (Daet SAS/Ministério da Saúde) 
Laura Testa (Icesp)
Lise Cristina Pereira Baltar Cury (Fosp) 
Marcelo Abrantes Gianotti (Fosp) 
Maria Beatriz Kneipp Dias (INCA) 
Maria Del Pilar Estevez Diz (Icesp) 
Ronaldo Correa Ferreira da Silva (INCA)
Colaboradores 
Danielle Nogueira Ramos (INCA)
José Eluf Neto (Fosp) 
Itamar Bento Claro (INCA)
Maria Asunción Sole Plá (INCA)
Mônica de Assis (INCA)
Impresso no Brasil / Printed in Brazil
Fox Print
FICHA CATALOGRÁFICA
I59d Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva.
 
 Diretrizes para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil/ 
 Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – Rio de 
 Janeiro: INCA, 2015.
 168 p.: il. color.
 ISBN 978-85-7318-273-6 (versão impressa)
 ISBN 978-85-7318-274-3 (versão eletrônica)
 1. Neoplasias da mama – prevenção e controle. 2. Detecção Precoce de 
 Câncer. 3. Guia de Prática Clínica. 4. Prática Clínica Baseada em Evidências. 
 I. Título.
 CDD 616.9944
Catalogação na fonte – Seviço de Edição e Informação Técnico-Científica
TÍTULOS PARA INDEXAÇÃO
Em inglês: Guidelines for the early detection of breast cancer in Brazil 
Em espanhol: Directrices para la detección temprana del cáncer de mama en Brasil 
APRESENTAÇÃO
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o câncer da mama é 
o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma. 
A Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil (INCA, 2014), válida para os anos de 2014 e 2015, prevê 
57.120 casos novos de câncer da mama, com risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres, a 
cada ano. Segundo dados do Globocan 2012, da International Agency for Research on Cancer (Iarc), o 
risco cumulativo (risco acumulado durante a vida) de uma pessoa ter e morrer de um câncer de mama 
no Brasil é, respectivamente, 6,3% (ter) e 1,6% (morrer).
Estratégias de controle do câncer de mama vêm sendo implementadas no Brasil desde meados do 
século passado, por meio de ações isoladas e, em décadas recentes, por ações inseridas no contex-
to de programas de controle do câncer. Esses programas correspondem a um conjunto de ações 
sistemáticas e integradas, com o objetivo de reduzir a incidência, a mortalidade e a morbidade do 
câncer em uma dada população. Em geral, os programas contemplam: prevenção primária (redução 
ou eliminação dos fatores de risco); detecção precoce (identificação precoce do câncer ou de lesões 
precursoras); tratamento; reabilitação; e cuidados paliativos.
As estratégias de detecção precoce de câncer visam ao diagnóstico de casos de câncer em fase ini-
cial de sua história natural, podendo ter como resultado melhor prognóstico e menor morbidade 
associada ao tratamento. No caso do câncer de mama, a detecção precoce consiste em ações de 
diagnóstico precoce e rastreamento. Conceitualmente, diagnóstico precoce é a identificação, o mais 
precocemente possível, do câncer de mama em indivíduos sintomáticos, enquanto rastreamento é a 
identificação do câncer de mama em indivíduos assintomáticos. Em países de média e baixa rendas, 
os cânceres de mama são diagnosticados predominantemente em estágios avançados, reduzindo o 
prognóstico, aumentando a morbidade relacionada ao tratamento e comprometendo a qualidade de 
vida dos pacientes. Nesse contexto, as ações de diagnóstico precoce, quando implementadas com 
sucesso, produzem mudanças importantes do estágio do câncer no momento do diagnóstico (stage 
shifting) em curto e médio prazos (de 5 a 10 anos). Em países de alta renda, o panorama é diferente, 
uma vez que os cânceres de mama são diagnosticados predominantemente em estágios localizados. 
Nesses países, ganhos adicionais no prognóstico são obtidos por meio de ações de rastreamento, 
especificamente de rastreamento populacional organizado.
Nos últimos 20 anos, somente os países de alta renda mostraram reduções da mortalidade do câncer 
de mama. Analistas e pesquisadores atribuem aos programas de controle do câncer, em especial às 
ações de detecção precoce e tratamento, como os principais determinantes dessa redução. Cada 
programa de controle do câncer e, consequentemente, cada ação de detecção precoce são imple-
mentados de acordo com o contexto local e as questões demográficas, epidemiológicas, tecnológicas, 
econômicas, culturais e sociais envolvidas. Dessa forma, as ações de detecção precoce do câncer de 
mama podem ser diferentes de acordo com cada país.
Independente das particularidades do contexto, as ações de detecção precoce do câncer de mama de-
vem ser baseadas nas melhores evidências disponíveis para que sejam efetivas (produzam resultados 
esperados) e resultem no menor dano possível à saúde da população. Diretrizes baseadas em evidên-
cias científicas