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SNC  - ANTIDEPRESSIVOS

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que o paciente realize dieta sem alimentos que contenham tiramina como queijos, vinhos, cerveja e outros.
Os efeitos adversos provocados pela classe são mais graves e frequentes que os observados com as demais. Aproximadamente 50% dos pacientes apresentam hipotensão ortostática e síncope, reações que devem ser monitoradas em idosos, já que estão mais predispostos a caírem e terem fraturas. Assim como as demais classes, podem provocar efeitos anticolinérgicos, taquicardia, disfunção sexual e edema periférico.
INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTÇÃO DE SEROTONINA (ISRS):
Inibem a recaptação de 5-HT na fenda sináptica, aumentando a disponibilidade da monoamina e, consequentemente, a atividade serotonérgica. Por serem seletivos, não exercem ação sobre as catecolaminas (NA e DA). 
Porém, possuem atividades anticolinérgicas, 1-adrenérgica e histaminérgica, relacionadas com a manifestação dos efeitos adversos da classe, contudo de forma menos exacerbada que os ADT. 
São mais bem tolerados que as demais classes, visto que possuem melhor perfil de segurança (mesmo em casos de sobredose, possuem baixa toxicidade, além de mínimos efeitos anticolinérgicos – xerostomia, constipação, visão turva).
Pelo fato de serem mais bem tolerados e não diferirem quanto à eficácia quando comparados aos demais antidepressivos, constituem a primeira linha de tratamento. 
Os representantes dos ISRS registrados no Brasil são: fluoxetina, paroxetina, sertralina, fluvoxamina, citalopram e escitalopram. 
Todos podem ser administrados em dose única diária. O metabolismo é predominantemente hepático.
FLUOXETINA: serve para tratamento de ansiedade e depressão. Ela modula a ansiedade. Tem a peculiaridade de interagir com o anticoncepcional, ou seja, ele potencializa a ação do anticoncepcional oral, mulheres que fazem uso deste medicamento com anticoncepcional acabam engravidando menos. Ela pode ser responsável pera redução de peso em pacientes depressivos, porém não é por efeito direto, como ela reduz a ansiedade e depressão, um paciente que antes comia muito por estar depressivo e ansioso, passa a comer menos pois fica com níveis de serotonina normal.
PAROXETINA: faz exatamente tudo que a fluoxetina faz, porém ela tem efeito de atuar na função sexual, retardando o processo ejaculatório, portanto trata ejaculação precoce com este medicamento, sendo inclusive padrão ouro para ejaculação precoce. Devemos tomar cuidado com isso, pois ao tratarmos um paciente ansioso com paroxetina, podemos fazer com que ele tenha um retardo muito grande no processo ejaculatório. 
SERTRALINA: diferente dos outros remédios, atua muito bem na ansiedade, sem ter o efeito de retardar a ejaculação. Em transtornos de ansiedade, como a crise do pânico, a sertralina é remédio de primeira escolha, pois ela reage muito bem com crises de ansiedade, sendo uma medicação de início de ação mais rápido que o das outras. 
CITALOPRAM: é uma droga muito mais moderna, é um potente antidepressivo e potente modulador de ansiedade, ele praticamente não tem efeitos colaterais. No máximo ele pode causar boca seca, visão turva e tremores discretos, porém estes 3 efeitos estão presentes em quase todos os antidepressivos, mas ainda sim são raros. 
ESCITALOPRAM: apresenta praticamente nenhum efeito colateral, nem com uso de bebida alcoólica. Este é o medicamento de elite no tratamento da depressão e ansiedade. O único problema deste medicamento é que ele é muito caro, limitando seu acesso a todos os pacientes. 
Efeitos adversos: os mais comuns são gastrointestinais, cefaleia, falta de coordenação, alterações em sono e nível de energia. Em alguns casos podem ocorrer disfunção sexual e hiponatremia.
De modo geral, os ISRS não estão contraindicados para cardiopatas. No entanto, tem sido relatado prolongamento do intervalo QT dose-dependente com o uso do citalopram. Devido a tal achado, o fármaco está contraindicado em pacientes com síndrome congênita de prolongamento do intervalo QT.
INIBIDORES DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA E NORADRENALINA (IRSN):
Os dois representantes dessa classe são a venlafaxina e a duloxetina. 
A venlafaxina é um potente inibidor da recaptação de 5-HT e de NA, tendo baixa atividade sobre a DA. O perfil de efeitos adversos caracteriza-se principalmente por: náusea, vômitos, insônia, vertigem e cefaleia. Os dois primeiros sintomas tendem a desaparecer com o uso. Em altas doses pode ocorrer elevação transitória dose-dependente da pressão arterial, devendo-se, portanto, monitorá-la durante o tratamento. Em pacientes hipertensos, o uso deve ser limitado. Pode ocorrer ainda constipação, risco de sangramento gastrointestinal e distúrbios na ejaculação.
A duloxetina inibe a recaptação de 5-HT e de NA, com atividade equilibrada entre as duas monoaminas. É extensivamente metabolizada pelo fígado, e por isso não está indicada para hepatopatias. Os efeitos adversos mais comuns são os anticolinérgicos, tais como: náusea, constipação e xerostomia. Entretanto, podem correr ainda: prurido, diarreia, vômito, disfunção sexual e alterações do sono.
OUTROS ANTIDEPRESSIVOS:
MIRTAPAZINA: bloqueia os autorreceptores α2-adrenérgicos, estimulando, portanto, a neurotransmissão de NA. Também estimula a neurotransmissão de 5-HT direta e indiretamente; Os principais efeitos adversos, além do supracitado, são: xerostomia, aumento de apetite e ganho de peso.
BUPROPIONA: apresenta efeitos noradrenérgicos e dopaminérgicos, sendo fraco inibidor da recaptação de DA. Elevadas doses não são recomendadas, uma vez que há risco de convulsão. Os principais efeitos adversos são cefaleia, insônia, ansiedade, irritabilidade, distúrbios visuais, xerostomia, constipação, náusea e perda moderada de apetite. 
TRAZONA: inibe a recaptação de 5-HT, sendo antagonista de receptores 5-HT2, α1-adrenérgicos e histaminérgicos, o que causa efeito sedativo. Por esta razão, é indicado administrá-la em baixas doses à noite. Pode causar ainda hipotensão ortostática, náusea, arritmias cardíacas e priapismo.
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