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A INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO E NO MERCADO DE TRABALHO

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 SUMÁRIO
31 INTRODUÇÃO.........................................................................................................�
2 A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA...4
2.1 A LEGISLAÇÃO PARA AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.................................6
2.2 O SERVIÇO SOCIAL E A QUESTÃO SOCIAL .................................................. 10
 3 CONCLUSÃO .......................................................................................................12
REFERÊNCIAS .........................................................................................................13
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INTRODUÇÃO
 Este trabalho, feito através de pesquisa bibliográfica, visa mostrar que para os deficientes físicos terem acessibilidade não são necessárias apenas obras de engenharia e arquitetura, é preciso que as pessoas estejam abertas às mudanças.
 A contratação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho é um fenômeno recente e precedido por um lento processo histórico, no qual essas pessoas são objeto de inúmeras representações. Se, entre os antigos, elas podiam ser exterminadas, suas representações passam por sucessivas transformações que, aos poucos, lhes permite serem reconhecidas como pessoa e, finalmente, como cidadãos de direitos e deveres.
 Atualmente fala-se muito em inclusão social, existem leis que protegem os portadores de necessidades especiais, escolas, empresas devem se adequar para receber estudantes e trabalhadores com deficiências, mas, nota-se que não ocorre uma preparação, um trabalho de aperfeiçoamento junto aos trabalhadores da educação e as muitas empresas apenas contratam portadores de deficiência devido a Lei de Cotas, mas estes não recebem o devido valor, e não tem sua capacidade explorada ao máximo.
 Veremos que o profissional do Serviço Social pode atuar junto às escolas. Já que é no interior destas, no cotidiano dos alunos e de suas famílias, que se configuram as diferentes expressões da questão social, como desemprego, subemprego, trabalho infanto-juvenil, baixa renda, fome, desnutrição, problemas de saúde, habitações inadequadas, drogas, pais negligentes, famílias multiproblemáticas, violência doméstica, pobreza, desigualdade social, exclusão social, etc. As demandas emergentes e resultantes da questão social é que justificam a inserção do profissional do Serviço Social, que se insere neste espaço com o objetivo de receber e encaminhar estas demandas. 
2 A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
 Os momentos históricos da humanidade, suas crenças e seus valores acabam definindo conceitos. Para melhor entender a condição atual de exclusão em que se encontra a pessoa portadora de deficiência é importante acompanhar a sua progressão histórica e social ao longo do tempo. No passado acreditava-se que as causas dos problemas dos deficientes eram de origem espiritual, estes indivíduos eram isolados do convívio da sociedade e, dependendo do nível econômico da família, também de seu seio. Os deficientes institucionalizados raramente retornavam a sociedade. Por volta do século xv, a concepção organicista atribuía as origens da deficiência às causas patológicas orgânicas. A partir do século XIX, tempo em que ocorreram grandes descobertas no campo da biologia, saúde e medicina, houve uma grande produção de pesquisas, que buscavam curas físicas para os portadores de deficiência. Diante desta postura, o deficiente passou a ser visto como "doente" e desta forma, passível de ser tratado e curado. As Instituições predominantemente religiosas e de caráter filantrópico foram as primeiras a prestar serviços, na expectativa de "devolver" estes indivíduos recuperados para a sociedade. Essa concepção influenciou os meios acadêmicos e sociedade em geral, durante cinco séculos. Ao longo da história, a sociedade praticava a exclusão social da pessoa com deficiência e estabelecia padrões que os consideravam como incapazes de realizar qualquer atividade relacionada ao trabalho.
 O preconceito e a desinformação causaram a marginalização, a privação da liberdade, o analfabetismo e a mendicância. Atualmente os portadores de deficiência física têm sua cidadania ferida e enfrentam vários problemas como adequações para suas necessidades e acesso a informações referentes aos direitos amparados pela Lei.
 A partir da década de 60, surgem instituições especializadas, tais como: escolas especiais, centros de habilitação, centros de reabilitação, oficinas protegidas de trabalho, clube sociais especiais, associações desportivas especiais. A pessoa com deficiência começava a ser inserida nos sistemas sociais como educação, o trabalho, a família e lazer, porém também precisava se adaptar ás normas e regras sociais.
 Limitada, falha, ineficaz no combate à discriminação e na promoção da pessoa com deficiência, é assim considerada, em fins da década de 80 e início da década de 90, a integração social. Atualmente, vive-se o processo de transição da prática da integração para a “ inclusão social”. A inclusão como um processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente, estas se preparam para assumir seu lugar na sociedade.”(SASSAKI, 1997,p.41).
 A pessoa com deficiência luta de várias formas para conquistar sua inserção no mercado de trabalho. Para Carmo (1997, p.68):Uma destas formas é a procura individual, através da qual a pessoa com deficiência recorre ás empresas, aos centros de recrutamento ou outros órgãos destinados á seleção de profissionais. Outra forma é buscar de entidades que oferecem cursos profissionalizantes especializados. Geralmente ligado a empresas de grande porte que absorvem os melhores profissionais ali preparados. Uma terceira forma é através das Associações de "Deficientes", as quais lutam, junto à comunidade empresarial, para obtenção de vagas nos diferentes setores de produção.
 A falha no processo de formação e qualificação profissional é o aspecto que maior dificulta a inserção da pessoa com deficiência no trabalho, além de fatores individuais, econômicos e sociais. Algumas instituições especiais e associações que assumem, em grande parte, a qualificação profissional e o encaminhamento de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, para Tanaka, Manzini (2005) também, tem a responsabilidade pelo ensino de habilidades sociais que são imprescindíveis para o seu convívio na situação de trabalho.
A LEGISLAÇÃO PARA AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 
 Considerando que a legislação brasileira possuía(i) caráter assistencialista e paternalista, a Constituição Federal de 1988, resultado de muitas lutas sociais e de uma abertura política, representa um avanço na proteção dos direitos, pois passou a integrar os direitos das minorias, entre elas às pessoas com deficiência.
 O artigo 1º da Constituição Federal de 1988 estabelece os princípios de soberania, de cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, o pluralismo político e indica, em seu artigo 3°, os objetivos voltados para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, a garantia do desenvolvimento nacional, a erradicação da pobreza e da marginalização, a redução das desigualdades sociais e regionais e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
 A educação também é garantida a pessoa com deficiência brasileira e estrangeira