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243 QUESTOES COMENTADAS DE SERVI O SOCIAL PELOS PROFESSORES DO QC.docx;filename = UTF 8''243 QUESTOES COMENTADAS DE SERVIÇO SOCIAL PELOS PROFESSORES DO QC

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com a Resolução 557/2009, no que diz respeito a emissão de opinião técnica, é correto afirmar o seguinte:
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 a)
o entendimento ou opinião técnica do assistente social sobre o objeto da intervenção conjunta com outra categoria profissional e/ ou equipe multiprofissional, deve destacar a sua área de conhecimento separadamente, delimitar o âmbito de sua atuação, seu objeto, instrumentos utilizados, análise social e outros componentes que devem estar contemplados na opinião técnica.
 b)
o assistente social deverá emitir opinião técnica sobre todas as áreas, assinando e identificando seu número de inscrição
no Conselho Regional de Serviço Social.
 c)
o assistente social deve, sempre que possível, integrar equipes multiprofissionais, bem como incentivar e estimular o trabalho interdisciplinar, contudo prevalece o sigilo e ao emitir opinião técnica a mesma deve fazê-lo em conjunto, com parecer único, sem delimitação técnica.
 d)
ao atuar em equipes multiprofissionais, o assistente social, não necessariamente deverá garantir a especificidade de sua
área de atuação.
 e)
a elaboração, emissão e/ ou subscrição de opinião técnica sobre matéria de serviço social por meio de pareceres, laudos,
perícias e manifestações não é atribuição privativa do assistente social.
A Resolução 557/2009 emitida pelo CFESS possui como objetivo regulamentar e servir de parâmetro aos profissionais de Serviço Social que atuam em equipe multidisciplinar, de modo a ressalvar que mesmo integrando tais equipes, esse profissional possui prerrogativas exclusivas de sua formação. Deste modo, a Resolução aponta que a emissão de pareceres, laudos, e opiniões técnicas em matéria de serviço social só pode ser realizada exclusivamente pelo assistente social e mesmo que este componha uma equipe multidisciplinar em que o objeto é discutido conjuntamente, deve estar delimitada a área de atuação deste profissional. Assim, o entendimento ou a opinião técnica do assistente social deve ser destacada e não é admitida a manifestação conjunta com outro profissional ou equipe de forma que o objeto de intervenção de cada um não esteja identificado e separado, tendo em vista, inclusive, as atribuições privativas de cada categoria profissional. Como exemplo: como um psicólogo e um assistente social conjuntamente vão emitir um laudo social (matéria de Serviço Social) visto ser essa uma atribuição privativa do assistente social? O psicólogo não possui a devida formação para isso, ele possui outros conhecimentos, os quais o assistente social, por sua vez, também não detêm e não poderia atuar junto a ele. Assim sendo, essa resolução busca regulamentar e balizar a atuação do assistente social nas equipes multidisciplinares, as quais são importantes justamente pelo fato de cada profissional possuir um conhecimento e possibilitar o atendimento integral dos usuários.Parte inferior do formulário
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A constituição do campo sociojurídico expressa o movimento histórico da sociedade. No Brasil, o Serviço Social tem sua inserção no Judiciário desde a sua gênese, introjetando as concepções teóricas presentes neste campo. Mas as transformações ocorridas nessa profissão fizeram com que, hoje, se experimente uma tensão no exercício profissional no campo sociojurídico, posto que se localiza entre duas requisições:
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 a)
organizar a rotina institucional e atender demandas dos usuários;
 b)
manter a ordem social e viabilizar direitos;
 c)
estabelecer métodos e técnicas de intervenção;
 d)
atender a população e obedecer as regras institucionais;
 e)
projetar políticas sociais e gerir projetos.
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A área sociojurídica, como assim definidos aqueles campos que atuam juntos aos direitos humanos, aos sistemas de segurança, penitenciário, defensoria pública, judiciário, entre outros, possui como função a manutenção da ordem e, por conseguinte, é extremamente favorável a sociedade de classes ao efetivar seus interesses. É importante, então, compreender que ao mesmo tempo em que a área sociojurídica em determinados momentos visa estabelecer a ordem e resolver conflitos, possuindo uma direção política que favoreça as classes dominantes, ela pode também estar comprometida com a outra classe, a dos trabalhadores. Portanto, se constitui uma área complexa, como todos os outros espaços ocupacionais em que o assistente social atua. Assim, cabendo ao assistente social nessa área trazer informações ao magistrado acerca da realidade social, suas determinações e contradições, desmistificando o aparente, ele pode redirecionar os resultados dessa interferência do Estado nos conflitos como uma ação garantidora de direitos. A tensão profissional está posta em todos os lugares onde o assistente social se encontra, visto que se vive uma onda neoliberal, em que não há investimentos em políticas sociais e a punição e o encarceramento destacam-se por serem as formas mais viáveis que o Estado encontrou de "eliminar" aqueles que não serão incorporados pelo mercado de trabalho e que podem vir a ser uma ameaça à sociedade burguesa. Dessa forma, o enfrentamento às sequelas da questão social também tem sido realizado por meio do judiciário, observando que muitos direitos estão sendo negligenciados além do desmonte das políticas sociais, levando os indivíduos a questionarem tais deveres estatais no âmbito jurídico. Diante disso, torna-se bastante difícil colocar em prática o projeto ético-político da categoria que é antagônico aos preceitos neoliberais e da sociedade burguesa, no entanto isso não é impossível. O assistente social é dotado de relativa autonomia profissional e competências, possuindo a capacidade de desenvolver formas de intervenção de modo que venha a contribuir para assegurar direitos favorecendo os trabalhadores. Assim sendo, na área sociojurídica a tensão colocada aos assistentes sociais se refere, basicamente, a duas requisições que lhes são feitas: manter a ordem social, a coesão social e a "harmonia" - função para a qual as elites demandaram a existência do jurídico - e possibilitar a garantia de direitos, considerando que o seu compromisso é com a classe trabalhadora.
Dentre as concepções teórico-metodológicas presentes no Serviço Social que se espraiam para o campo sociojurídico, iluminando seus instrumentos e técnicas, aquela orientada pela perspectiva positivista/funcionalista encontra respaldo nas atuais políticas neoliberais, posto que concebe a desigualdade social apresentada pelos usuários demandantes dos serviços dos assistentes sociais como:
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 a)
fato natural;
 b)
contradição entre capital e trabalho;
 c)
resultado da indolência dos pobres;
 d)
fenômeno que demanda políticas universais;
 e)
inaceitável.
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As expressões da questão social que se mostram na realidade de distintas formas, como a desigualdade social, a fome, a miséria, o desemprego, são originadas da contraditória relação entre capital e trabalho. Essa contradição, analisada a partir da perspectiva crítica, entre capital/trabalho, divide a sociedade em classes, onde de um lado tem-se os donos dos meios de produção, que apropriam privadamente a riqueza produzida socialmente, e de outro, a classe que possui somente sua força de trabalho para vender, a trabalhadora. No entanto, as perspectivas positivista/funcionalista e as ideias neoliberais, sendo que estas últimas na atualidade têm ganhado força e sido incorporada pelos Estados nacionais, apresentam a desigualdade social e outras refrações da questão social como fatos naturais, aceitáveis, em determinada medida, e presentes em toda sociedade, sendo impossível extingui-las. Além de naturalizar essas expressões também buscam fragmentá-las de modo que não seja possível compreender que todas elas possuem a mesma gênese. Ocorre também a partir dessas perspectivas a criminalização dos trabalhadores e seus movimentos, que ao reivindicarem e se mobilizarem por condições