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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS REITORIA DE GRADUAÇÃO CAMPUS I CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS JADSON JACINTO DA SILVA SUSCETIBILIDADE À DST ENTRE JOVENS DE 11 A 17 ANOS DEVIDO AO INICIO DA VIDA SEXUAL PRECOCE SEM INFORMAÇÕES A RESPEITO NA VILA CANAÃ, ZONA RURAL DE ARAPIRACA-AL. ARAPIRACA - AL 2018 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS REITORIA DE GRADUAÇÃO CAMPUS I CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS JADSON JACINTO DA SILVA SUSCETIBILIDADE À DST ENTRE JOVENS DE 11 A 17 ANOS DEVIDO AO INICIO DA VIDA SEXUAL PRECOCE SEM INFORMAÇÕES A RESPEITO NA VILA CANAÃ, ZONA RURAL DE ARAPIRACA/AL. Projeto de pesquisa solicitado pelo Prof. Msc. Rubens Pessoa Barros no Curso de Ciências Biológicas da UNEAL - Campus I, como parte das exigências para a obtenção de nota na disciplina Iniciação a Pesquisa Biológica. Orientador: Prof.(a). MSc(a) Claudimary Bispo Dos Santos. ARAPIRACA - AL 2018 SUMÁRIO 1 TEMA 4 2 PROBLEMA 4 3 HIPÓTESES 4 3.1 H0 4 3.2 H1 4 4 OBJETIVOS 4 4.1 Objetivo Geral 4 4.2 Objetivos Específicos 4 5 JUSTIFICATIVA 5 6 INTRODUÇÃO 6 7 METODOLOGIA 8 7.1 Área da Pesquisa 8 7.2 Procedimentos Metodológicos 8 7.3Análise de Dados 8 7.4 Recursos Financeiros 8 7.5 Plano de Trabalho 9 8 REFERÊNCIAS 10 APÊNDICE 12 1 TEMA Suscetibilidade à DST entre jovens de 11 a 17 anos devido ao inicio da vida sexual precoce sem informações a respeito na Vila Canaã, zona rural de Arapiraca/AL. 2 PROBLEMA Qual o nível de conhecimento dos jovens de 11 a 17 anos a respeito das DST e sexualidade? 3 HIPÓTESES 3.1 H0: O aumento dos índices de contração de DST relacionada a falta de informação e sexo descuidado. 3.2 H1: A facilidade atual de sexo, mesmo o tratando como tabu, e inicio precoce das relações sexuais sem a devida informação. 4 OBJETIVOS 4.1 Objetivo Geral Realizar um estudo sobre a falta de informação e sujeição dos adolescentes perante as DST. 4.2 Objetivos Específicos Analisar as informações obtidas dos conhecimentos sobre prevenção e precação a DST. Traçar perfil de adolescentes e suas respectivas tendências e orientações recebidas a respeito da vida sexual. Verificar as informações coletadas e ver se contribuem como índices de aumento para a incidência de tais doenças. 5 JUSTIFICATIVA A constante incidência do aumento dos casos de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce, relacionada a constante ondulação das estatísticas de tais. Sem uma queda significativa desses índices se torna claro a carência da disseminação de informação aos jovens que estão começando a sua vida sexual. Devido a falta de informação no período de descobertas e novas experiências esses jovens acabam por aventurar-se em novos horizontes que a maioria ainda não desbravou e não possui a mínima ideia do que estão, como vão, o que vão fazer e quais os riscos, precauções e consequências a quais estão sujeitos. Nos últimos anos os casos de DST tiveram uma pouca redução, se comparado ao acesso a informação que temos atualmente. A ausência desse conhecimento entre jovens de 11 a 17 anos tem agravado bastante o quadro de contagio desse tipo de doença, e também o aumento de gravidez não planejada. Esses jovens são marinheiros de primeira viagem, chegando a um lugar ainda inexplorado de suas respectivas vidas, mas mesmo assim iniciam, e cada vez mais cedo, a sua vida sexual. O despreparo desses jovens é claro até empiricamente, tratando o sexo hoje em como algo banal. Mesmo não sendo algo de outro mundo, como qualquer outra coisa: requer o mínimo de conhecimento sobre, assim podendo ter uma pratica saudável e segura de tal, não comprometendo sua integridade física e psicológica as consequências do sexo sem proteção. A maioria dos jovens não faz ideia do que seja DST, ou de quais as mais simples e seus sintomas, vendo como algum tipo de alergia uma doença como a Sífilis. Então com a disseminação de informação e de como se prevenir, entram na puberdade e passam pela adolescência com lacunas na educação sexual necessária para uma pratica adequada de relações sexuais. 6 INTRODUÇÃO No início dos anos oitenta, a AIDS atingia especialmente homossexuais masculinos das classes média e média alta; principalmente nos grandes centros urbanos do Sudeste. Atualmente a doença adquiriu novas características, atingindo usuários de drogas injetáveis, afetando mais as mulheres, passou a ser transmitida por relações heterossexuais e a afetar de modo predominante os jovens. Atualmente, quase que a metade dos casos novos de AIDS ocorrem em jovens. Também passou a envolver cidades menores, não apenas no Sudeste, e a invadir as camadas de baixa renda. Resumindo, nesse período a doença sofreu um processo de pauperização, interiorização, juvenilização e feminilização. Além da mudança no perfil epidemiológico, nos anos 90, com a chegada da pandemia ao contingente de mulheres, o conceito de vulnerabilidade para a infecção pelo HIV mostrou implicações das estruturas de exclusão social, no contexto de disseminação do vírus, tanto no que diz respeito aos aspectos culturais, quanto às condições de vida econômica e social. A adolescência é um período marcado por vulnerabilidades em virtude de ser uma etapa da vida em que os conflitos são do âmbito social, psicológico, físico, dentre outros(BARBOSA et al., 2004). A descoberta do prazer, muitas vezes, dá-se nessa época, havendo necessidade de ações de educação em saúde para orientar esses adolescentes sobre os riscos para a contaminação com doenças sexualmente transmissíveis (DST). Um fato marcante na adolescência, na sociedade, é o início prematuro da vida sexual, contribuindo para o aumento da suscetibilidade de infecção pelas DST, como também a uma gravidez precoce. A partir da experiência em campo de pesquisa, observou-se que muitos adolescentes estão sem informação sobre os riscos que existem na prática sexual(BESERRA et al., 2006) A estratégia básica de prevenção da transmissão das DST/AIDS é a informação de forma direcionada a capacitar o indivíduo à percepção de fatores de risco, levá-los a mudanças no comportamento sexual e adoção do preservativo(BRASIL, 2006). O único meio de evitar a infecção pelo HIV/AIDS é a mudança de hábitos de risco, por meio de ações de prevenção. Dentre estes, o preservativo, quando utilizado de forma correta, é eficaz contra essa doença, mas não só contra ela como também em relação às outras DST e à gravidez. O jovem deve ser orientado, desde cedo, a se prevenir das DST, por meio de um diálogo aberto que permita sua expressividade e esclarecimentos de dúvidas. Muitas vezes, esses adolescentes não têm nenhum diálogo em casa sobre sexualidade, nem mesmo na escola, tornando-se um repasse, ou seja, a família joga para a escola a responsabilidade, e a escola, por sua vez, para a família, sendo que ambas se sentem despreparadas para abordar esse assunto. Para tanto, é preciso um processo educativo, tomando como alicerce hábitos e costumes de um grupo ou de um indivíduo, pois assim métodos educativos serão eficazes(PASSOS, 2001). Alguns pais não conseguem falar sobre sexualidade nem acerca da prática sexual segura com os jovens em razão de vários fatores, dentre eles: falta de instrução sobre DST, vergonha, falta de liberdade com os filhos em virtude da cultura na qual eles vivem, pois veem o sexo como tabu(HOLANDA et al., 2006). Nesse contexto, a escola tem importante papel em orientar os jovens a ter uma vida saudável. Também se caracteriza como um local de compromisso social, onde pode permear o diálogo aberto para a discussão de vários temas, como, por exemplo, a sexualidade, pois muitos jovens desconhecem seu corpo, os riscos inerentes numa relação sexual desprotegida para DST/AIDS e uma gravidez precoce. O agravante é quemuitos iniciam sua vida sexual sem essas informações, repercutindo numa questão de Saúde Pública. A informação sobre sexo seguro é discutida entre os próprios jovens, muitas vezes, erroneamente, existindo também informações trazidas pela mídia que nem sempre são claramente compreendidas. Desta forma, cabe ao profissional orientar tanto os pais quanto os jovens a respeito desse assunto. Sobre as DST, observa-se que a ausência de informação adequada e atualizada dificulta o controle dessas doenças, resultando na falta de visibilidade dessa problemática (MIRANDA et al., 2005). É necessário saber lidar com os jovens, tornando-nos profissionais não só comprometidos com a prevenção dessas doenças que estão em ascensão, como também interceptores de uma gestação precoce. E, para que se venha a ser cada vez mais capacitado nessa temática, é preciso que existam trabalhos e pessoas empenhadas em combater a vulnerabilidade dos jovens ante as DST/AIDS, pois, onde se exerça a docência, haverá parte dessa clientela tão carente de informação sobre sexualidade, principalmente as pessoas de contexto socioeconômico desfavorecido. Portanto, torna-se importante investigar o que os autores descrevem em livros, artigos e textos sobre essa temática da juventude em relação à sexualidade, pois é de grande relevância conhecer o que foi publicado sobre esse tema, que envolve a realidade de nossos jovens. 7 METODOLOGIA 7.1 Área de Pesquisa A localidade escolhida para a pesquisa será a Vila Canaã e a Escola de Ensino Fundamental Governador Fernando Collor De Mello O município de Arapiraca pertencente à Mesorregião do Agreste Alagoano, localiza-se a oeste da capital do Estado, distando desta cerca de 130 km. Possui uma população de 232.671 habitantes, sendo assim o segundo mais populoso do Estado de Alagoas e o primeiro de sua microrregião. Sua área é de 367,5 km², sendo que 8,6874 km² estão em perímetro urbano (IBGE, 2016).. 7.2 Procedimentos Metodológicos Inicialmente será feita uma pesquisa bibliográfica sobre DST no Brasil, no estado de Alagoas e no município Arapiraca. Para a realização da pesquisa em campo será necessário a obtenção de dados por meios de questionários aplicados em alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental da Vila Canaã após a apresentação do projeto ao responsável pela escola. Apenas os alunos da faixa etária entre 11 e 17 anos participarão da pesquisa, com o âmbito acadêmico de verificar o conhecimento dos que não começaram sua vida sexual e compará-los com os que já estão sexualmente ativos. 7.3 Análise de Dados Os dados coletados serão compilados e passados respectivamente para tabelas; e logo após para gráficos organizados individualmente em três categorias: por faixa etária de acordo com o conhecimento a respeito do assunto, por sexo verificando a veiculação e facilidade da informação para os dois e por escolaridade, levando em conta a escolaridade. 7.4 Recursos Financeiros ATIVIDADE VALOR TOTAL Impressão de 750 questionários R$ 75,00 R$ 200,00 Falta no trabalho R$ 80,00 Almoço R$ 15,00 Combustível R$ 30,00 7.5 Plano de Trabalho Descrição das Atividades Levantamento bibliográfico; Elaboração de questionário semiestruturado; Realizar análise estatística da coleta de dados do Ministério da Saúde; Visita na escola e aplicação do questionário; Quantificar e analisar os dados obtidos através dos questionários aplicados; Descrever os dados analisados. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES Período da pesquisa: abril/2017 a dezembro/2017 Atividades Abr/ 2017 Mai/ 2017 Jun/ 2017 Jul/ 2017 Ago/ 2017 Set/ 2017 Out/ 2017 Nov/ 2017 Dez/ 2017 1 x x x 2 x 3 x x 4 x 5 x x x 6 x x 8 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Manual de Bolso das Doenças Sexualmente Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. BESERRA, EP., ARAÚJO MFM., BARROSO MGT. Promoção da saúde em doenças transmissíveis - uma investigação em adolescentes. Acta Paul de Enferm 2006; 19(4): 402-7. CARDOSO, LS. Exercícios e notas para formular uma pesquisa. Rio de Janeiro: Papel Virtual; 2000. CHARBONNEAU PE. Adolescência e sexualidade. 6a ed. São Paulo: Paulinas; 1988. DAMASCENO, AKC., COSTA, LB., PINHEIRO, PNC. Analise de conteúdo em Enfermagem. In.Barreto JAE, Moreira RVO (org) Para além das colunas de Hércules: filosofia e ações de enfermagem. Sobral: Edições UVA; 2004. HEIDEMANN, M. Adolescência e saúde: uma visão preventiva para profissionais de saúde e educação. Petrópolis: Vozes; 2006. HOLANDA, ML., MACHADO, MFAZ., VIEIRA, NFC., BARROSO, MGT. Compreensão dos pais sobre a exposição dos filhos aos riscos das DST/Aids. Rev. RENE 2006; 7(1): 27-34 . MIRANDA, AE., MOHERDAUI, F., RAMOS, MC. Epidemiologia das DST. In: Passos MRL. Deessetologia, DST 5. 5a ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica; 2005. PAIM, L. A pesquisa convergente-assistencial no contexto da investigação científica e suas subdivisões. In: Paim L. Tremtini M. Pesquisa em enfermagem - uma modalidade convergente-assistencial. Florianópolis: Editora da UFSC; 1999. PASSOS, MRL. Doenças Sexualmente Transmissíveis: se educar, dá para evitar. Rio de Janeiro: Revinter; 2001. SILVEIRA, CB. & ARAÚJO, MAL. Vivências de mulheres com diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis. Esc Anna Nery R Enferm 2007; 11(3): 479-86. APÊNDICE MODELO DE QUESTIONÁRIO Atividade sexual na adolescência TURMA: IDADE: SEXO: Questionário 1-Já teve relação sexual? Sim ( ) Não ( ) 2- Nas suas relações sexuais você e seu parceiro (a) se preveniram? Sim ( ) Não ( ) ( ) Nunca tive relação sexual Se sim, de que forma? Preservativa () Anticoncepcional () Outros( ) 3- Qual a importância de se praticar o sexo com segurança? ________________________________________________________________________________________________________________________________ 4- De que forma você recebeu orientações sobre o sexo? Pais ( ) Escola ( ) Amigos ( ) Outros ( ) 5- Qual a importância do sexo em uma relação? Dê sua nota de 1 a 10. Nota: ___ 6- No sexo oral, se a mulher engolir espermas há riscos de engravidar? Sim ( ) Não ( ) Talvez ( ) 7- Você sabe o que é DST? Sim ( ) Não ( ) 8 – Quais desses meios contraceptivos você conhece? Camisinha ( ) Anticoncepcional () DIU () Diafragma ( ) Espermicida ( ) 9 – Quais desses métodos previnem a AIDS e outras doenças transmitidas sexualmente? Camisinha ( ) Anticoncepcional ( ) DIU ( ) Diafragma ( ) Espermicida ( ) 10- Seu professor de Biologia retira suas duvidas e falam abertamente sobre sexualidade? Sim ( ) Não ( ) As vezes ( )