Prévia do material em texto
FANEROZOICO Explosão cambriana e a diversificação de vida no Paleozoico- faunas Profa. Juliana de Moraes Leme EXTINÇÕES FAUNAS EVOLUTIVAS Sepkoski, J. (1984) CAMBRIANA: Trilobitas, archeociatideos, braquiópodes inarticulados, crinóides. Bentônicos. PALEOZOICA: braquiópodes articulados, corais, crinóides, outros grupos. MODERNA: moluscos, artrópodes, equinóides, peixes, mamíferos e “répteis” marinhos, tubarões e outros grupos. FAUNAS EVOLUTIVAS PALEOZOICO PALEOZOICO Explosão Cambriana da Vida IDADES EM BILHÕES DE ANOS Explosão Cambriana da Vida 4,5 4,0 3,5 3,0 2,7 2,0 1,0 0,60 0,54 0 Explosão Cambriana da Vida Explosão Cambriana da Vida A explosão cambriana foi uma diversificação secundária dos três grandes clados degrandes clados de Metazoa que evoluíram no Pré-cambriano Explosão Cambriana da Vida Explosão Cambriana da Vida IDADES EM BILHÕES DE ANOS 4,5 4,0 3,5 3,0 2,7 2,0 1,0 0,60 0,54 0 FAUNA TOMMOTIANA Fauna Tommotiana OS MAIS ANTIGOS ANIMAIS COM CARAPAÇAS DURAS E PRIMEIRA RADIAÇÃO DOS METAZOÁRIOS “Small Shelly Fauna” (pequena fauna conchosa) Principal Ocorrência: Rússia (Sibéria); América do Norte; Idade: Cambriano inferior (+/- 545 m.a.). Fauna Tommotiana – aparecimento e diversificação das partes duras. Formas Presentes: 1-Vários organismos com carapaça mineralizada (afinidades desconhecidas); 2- Trilobitas, Moluscos, Braquiópodes, Equinodermas, Archaeociatídeos Cloudina Explosão Cambriana da Vida IDADES EM BILHÕES DE ANOS 4,5 4,0 3,5 3,0 2,7 2,0 1,0 0,60 0,54 0 FAUNA CHENGJIANG Fauna Chengjiang Principais Ocorrências: Chengjiang, China; Idade: Cambriano inferior (+/- 520 m.a.); CHINA- INDICA A NATUREZA GLOBAL DO FENÔMENO DE DIVERSIFICAÇÃO DOS ORGANISMOS MULTICELULARES NO CAMBRIANO INFERIOR Maioria Artrópodes. COMPOSIÇÃO - Mais de 70 espécies: • 30 espécies de artrópodes; • 20 espécies de esponjas; • mais antigos Chordadta;• mais antigos Chordadta; • vários grupos de afinidades desconhecidas. Anomalocaris Priapulídeo Lobópodes Haikouella Brachiopoda Explosão Cambriana da Vida IDADES EM BILHÕES DE ANOS 4,5 4,0 3,5 3,0 2,7 2,0 1,0 0,60 0,54 0 FAUNA FOLHELHO BURGESS Hallucigenia Anomalocaris Opabinia Fauna Folhelho Burgess A MAIS DIVERSIFICADA FAUNA MARINHA “EXPLOSÃO CAMBRIANA” Principais Ocorrências: Canadá; Idade: Cambriano inferior (505 m.a.). Hallucigenia Anomalocaris Opabinia FAUNA DO FOLHELHO BURGESS FAUNA DO FOLHELHO BURGESS FAUNA DO FOLHELHO BURGESS FAUNA DO FOLHELHO BURGESS Opabinia. Opabinia Hallucigenia 100 milhões de anos: Fauna de Ediacara Fauna Tommotiana Fauna de Burgess 5-10 milhões de anos: Geologicamente Instantâneo Explosão Cambriana da Vida Evolução Fanerozoica da Vida PALEOZÓICO Trilobites de la faune d'Emu Bay Shale, Cambrien inférieur, Australie. VIDA NO PALEOZOICO -Desenvolvimento e evolução dos diferentes filos e classes de invertebrados; -Aparecimento dos primeiros animais com partes duras; Evolução Fanerozoica da Vida -Aparecimento dos primeiros vertebrados; - Conquista do ambiente terrestre. - Exoesqueleto: Moluscos e braquiópodes (CONCHA): Carbonato de Cálcio; Artrópodes (Insetos, crustáceos, trilobitas, etc.) quitina, quitina + carbonato de cálcio ou fosfato de cálcio. Evolução Fanerozoica da Vida - Endoesqueleto: Vertebrados: ossos. 1- Evolução da Predação: Existe coevolução entre predador e pressa (predadores foram se diversificando e as pressas desenvolvendo defesas); 2- Níveis de Oxigênio: Concentrações de oxigênio atingiram os POR QUE SURGIRAM AS PARTES DURAS Endo/Exoesqueleto níveis que permitiram as reações bioquímicas necessárias para formação dos esqueletos; 3- Estrutura de suporte (interna/externa): permitindo o aumento do corpo. Ponto de fixação e suporte para os músculos maior eficiência nos movimentos, maior mobilidade; 4- Proteção contra raios UV e perda d’água: permitiu a migração para nichos em águas muito rasas. INVERTEBRADOS CNIDARIA ATRAVÉS DO TEMPO Profa. Juliana de Moraes Leme CNIDARIA Rugosa TabulataRugosa Conulariida CNIDARIA PRÉ- CAMBRIANO IDADES EM BILHÕES DE ANOS Primeiros Metazoários 4,5 4,0 3,5 3,0 2,7 2,0 1,0 0,60 0,54 0 Fauna Ediacara PRÉ- CAMBRIANO Ciclomedusa, Montanhas Ediacara, Austrália Radiata: Cnidaria, simetria radial. Eoportita Cnidaria: Pennatulacea (Octocorallia) Charnia. PALEOZOICO-CAMBRIANO IDADES EM BILHÕES DE ANOS 0,54 0 0,50 0,40 0,30 PALEOZOICO Cambriano Scyphozoa Cambrian Cnidarian Jellyfish Fossil CNIDARIA-PALEOZOICO ORDEM RUGOSA (O-P): Tetracorais - solitários e coloniais; - rugosidade externa; -Septos organizados em 4 CLASSE ANTHOZOA -Septos organizados em 4 compartimentos; - Septos confinados no cálice; - calcita. 3 4 5 34 1 26 1 2 CNIDARIA-PALEOZOICO ORDEM TABULATA (O-P) - somente coloniais; - tábulas; - Septos ausentes; CLASSE ANTHOZOA -coralitos sempre pequenos; - calcita. Coralito sem septos tábula CNIDARIA-PALEOZOICO ORDEM TABULATA (O-P) Favosites Halysites Middle Devonian Reef Principais extinçõesEXTINÇÃO DEVONIANO/CARBONÍFERO 75% Espécies Marinhas Recifes de coral e fauna associada foram afetados globalmente; Anomalia de Irídio, quartzo e esférulas de vidro têm registro na China e oeste da Europa; Principais extinçõesEXTINÇÃO DEVONIANO/CARBONÍFERO MacGhee (1996) sugere vários impactos por 3 ma; Anoxia, resfriamento global. CNIDARIA-PALEOZOICO Dra. Juliana de Moraes Leme Permian Patch-Reef Community Profa. Juliana de Moraes Leme LOFOFORADOS Filo Phoronida Filo Bryozoa Lofóforo Filo Brachiopoda Brachiopoda Bryozoa Phoronida MORFOLOGIAMORFOLOGIA LofóforoLofóforo LofóforoLofóforo:: filamentosfilamentos tentaculados,tentaculados, ciliadosciliados ee enroladosenrolados presentespresentes nana valvavalva BraquídeoBraquídeo presentespresentes nana valvavalva braquialbraquial ouou dorsaldorsal.. FunçãoFunção dodo lofóforolofóforo:: circulaçãocirculação dada águaágua nono interiorinterior dasdas valvas,valvas, distribuiçãodistribuição dede oxigênio,oxigênio, retirarretirar dióxidodióxido dede carbonocarbono ee nutriçãonutrição.. BRAQUIÓPODESBRAQUIÓPODES -- Filo Brachiopoda:Filo Brachiopoda: -- Cambriano Cambriano –– Recente;Recente; --30.000 espécies (300 viventes);30.000 espécies (300 viventes); --Grupo predominante nos mares Paleozoicos;Grupo predominante nos mares Paleozoicos; --Conchas inequivalentesConchas inequivalentes Diversidade no fanerozóico MORFOLOGIAMORFOLOGIA MORFOLOGIAMORFOLOGIA VALVA PEDICULAR OU VENTRAL ForâmeForâme ForâmeForâme SinusSinusDentesDentes MORFOLOGIAMORFOLOGIA VALVA BRAQUIAL OU DORSALVALVA BRAQUIAL OU DORSAL Fossetas dentáriasFossetas dentárias BraquídeoBraquídeo DobraDobra MORFOLOGIAMORFOLOGIA braquiópode bivalve músculo adutor músculo didutor ESTRUTURA DA CONCHA camada secundária punctas superfície externa superfície interna Seção de uma concha de braquiópode articulado, mostrando diferentes camadas e estruturas, modificado de Williams (1973). Tambor tafonômico (Torello, 2004). Classificação: Concha quitinofosfática Concha carbonática LINGULATA Incarbonização Concha quitinofosfática Orbiculoidea Classe Lingulata Concha quitinofosfáticaIncarbonização MorfologiaMorfologia Paleoecologia (Modo de Vida)Paleoecologia (Modo de Vida) INFAUNA: Escavadores- Vivem enterrados no sedimento Fóssil vivoFóssil vivo Lingulídeo Cambriano, com lofóforo e pedículo prerservados. Calciata Concha carbonática EPIFAUNA Pedunculado (pedículo) PALEOECOLOGIA Forâme grande PALEOECOLOGIA Epifauna Cimentado PALEOECOLOGIA Pajaudina EPIFAUNA RECLINANTE PALEOECOLOGIA EPIFAUNA LIVRE pedículo ausente ou atrofiado não conectado o substrato PALEOECOLOGIA B. rosea Indicadores ambientais PALEOECOLOGIA Fürsich & Hurst (1974) ARTRÓPODES FÓSSEIS: ARTRÓPODES FÓSSEIS: O EXEMPLO DOS TRILOBITASO EXEMPLO DOS TRILOBITAS Prossoma Opistossoma Olhos compostos Ocelos Pata natatória Pernas locomotoras Euripterídeos (Ordoviciano ao Permiano) compostos Órgão sexual feminino Quelíceras e boca Quelicerados Telson Habitat: •marinho costeiro •água salobra •rios “Escorpiões do mar” Afinidades e EvoluçãoAfinidades e Evolução Folhelho Burgues, trilobites (1) , brachiopods (2), mollusks (3), and crinoids (4). That is a tiny fraction of the full Cambrian biota, better represented by the roster of the Burgess Shale Cambrian Konservat-Lagerstatten. That community includes sponges Vauxia (5), Hazelia (6), and Eifellia (7); brachipods Nisusia (2); priapulid worms Ottoia (8); trilobites Olenoides (1); other arthropods such as Sidneyia (9), Leanchoilia (10), Marella (11), Canadaspis (12), Helmetia (13), Burgessia (14), Tegopelte (15), Naraoia (16), Waptia (17), Sanctacaris (18), and Odaraia (19); lobopods Hallucigenia (20) and Aysheaia (21); mollusks Scenella (3); echinoderms Echmatocrinus (4); and chordates Pikaia (22); among other oddities, including Haplophrentis (23), Opabinia (24), Dinomischus (25), Wiwaxia (26), Amiskwia (27), and Anomalocaris (28). Afinidades e EvoluçãoAfinidades e Evolução Icnofóssil de artrópode Pré-cambriano, 1.8 b.a. Afinidades e EvoluçãoAfinidades e Evolução Parvancorina Ediacara 600 m.a. Icnofóssil de artrópode Pré-cambriano, 1.8 b.a. Sprigilla, fauna de Ediacara 600 m.a. Parvonaia, fauna de Burguess, 525 m.a. Céfalo, tórax e pigídio Redlichia Céfalo bem definido, corpo segmentado, tórax e pigídio Carapaça não segmentada Cefalização incipiente Cefalização definida KumaiaNaroiaPrimacarisParvancorina Redlichia Afinidades e evolução Parvancorina Primacaris Naraoia Kumaia TRILOBITAS • Artrópodes extintos • Exclusivamente marinhos, geralmente de águas rasas, incluindo regiões de recife • Providos de carapaça mineralizada (quitina+carbonato de cálcio) facilitando sua fossilizaçãocálcio) facilitando sua fossilização • Carapaça dorsal + boca ventral + olhos dorsais = formas bentônicas vágeis (maioria) • História geológica restrita à Era Paleozóica (Cambriano ao Permiano, 542–251 Ma). Afinidades e EvoluçãoAfinidades e Evolução MIOMERIDAMIOMERIDA Classe TrilobitomorphaClasse Trilobitomorpha SubSub--classe classe 5% DE TODOS OS 5% DE TODOS OS TRILOBITASTRILOBITAS Tipicamente CambrianosTipicamente Cambrianos Afinidades e EvoluçãoAfinidades e Evolução POLYMERIDAPOLYMERIDA SubSub--classe classe 95% DE TODOS OS 95% DE TODOS OS TRILOBITASTRILOBITAS trilobado c é f a l o t o r á x p i g í d i o céfalo toráx pigídio Lobo Axial LoboLobo PleuralPleural Axial LoboLobo PleuralPleural Afinidades e EvoluçãoAfinidades e Evolução Exoesqueleto calcificado,Exoesqueleto calcificado, quitina e carbonato de cálcioquitina e carbonato de cálcio HipostomaHipostoma Placa rostralPlaca rostral Traços bilobados, com estrias oblíquas Um único artrópode pode produzir vários traços nos sedimentos Zona sublitorânea Subestrato semiconsolidado Costa arenosa Costa rochosa Zona batial Paleontologia aplicada: Fácies icnológicas Zona abissal Fácies Morfologia: Suturas FaciaisMorfologia: Suturas Faciais MudaMuda MudaMuda Que efeito esta característica teria no registro fóssil? Estágio protaspis Estágio meraspis Estágioholaspis ONTOGENIA Que efeito esta característica teria no registro fóssil? Olhos: - olhos compostos (várias lentes), cada qual cobrindo um pequeno campo visual; Olhos: - primeiro exemplo de visão eficiente no reino animal; - semelhantes ao dos insetos e crustáceos, representando forma ancestral desses. NeoasaphusNeoasaphus PALEOECOLOGIAPALEOECOLOGIA EnrolamentoEnrolamento PALEOECOLOGIA Enrolamento PALEOECOLOGIA Enrolamento PALEOECOLOGIAPALEOECOLOGIA Habito Alimentar: Predadores Câmara Digestiva PALEOECOLOGIAPALEOECOLOGIA Habito Alimentar: Predadores PALEOECOLOGIAPALEOECOLOGIA Habito Alimentar: Predadores Patas birramosas: locomoção e respiração Exopodito Endopodito Adaptação para predação PALEOECOLOGIAPALEOECOLOGIA Habito Alimentar: Predador/necrófago/escavador Olhos pequenos, situados dorsalmente, rostrum. PALEOECOLOGIAPALEOECOLOGIA Habito Alimentar: Detritivoros Hipostoma natante, fundo argiloso, rico em matéria orgânica PALEOECOLOGIAPALEOECOLOGIA Habito Alimentar: Pelágico (Habito Alimentar: Pelágico (PlanctotróficoPlanctotrófico)) Olhos grandes, corpo alongado, espinhos longos PALEOECOLOGIA Habito Alimentar: Pelágico (Planctóforo) Crustacea, Copepoda PALEOECOLOGIAPALEOECOLOGIA Habito Alimentar: FiltradorHabito Alimentar: Filtrador Diversidade, qual o significado? Desenvolvimento da ornamentação (espinhosidade): Defesa; estrutura de estabilização (vida em substrato fino incoerente) ou estrutura de estabilização/flutuação (formas planctotróficas). Phacopida Comura Asaphida Ampyx Corynexochida Oryctocephalus Proetida Phaetonellus TENDÊNCIAS EVOLUTIVAS TENDÊNCIAS EVOLUTIVAS Proetida Aulacopleura Ptychopariida Olenus Ptychopariida Balnibarbi Asaphida Seleneceme Ptychopariida Conocoryphe Olenimorfia: Aumento do número de segmentos toráxicos, alargamento e achatamento do corpo, associado com hábito escavador, em fundos anóxicos e simbiose com bactérias. Desenvolvimento de numerosas brânquias, provendo ampla superfície para desenvolvimento das bactérias. TENDÊNCIAS EVOLUTIVAS . .. TENDÊNCIAS EVOLUTIVAS Perda da Ornamentação: perda de espinhos, grânulos, tubérculos ao longo do céfalo, toráx e pigídio. Ocorre em linhagens não aparentadas. Possivelmente relacionado ao hábito escavador. Asaphida Cyclopyge Corynexochida Bumastus Asaphida Nileus Agnostida Lejopyge Harpetida Harpes Asaphida Cryptolithus Expansão do Céfalo: Câmara côncava, perfurada por fenestras, adaptação à filtração. Surgiu em ordens não relacionadas Asaphida e Harpetida. Pigídio vestigial, espinho genal longo (auxílio a estabilização durante a filtração). TENDÊNCIAS EVOLUTIVAS TENDÊNCIAS EVOLUTIVAS Agnostida Hábito escavador, ocupação de ambientes profundos. Paleontologia aplicada: Biofacies Devoniano HISTÓRIA GEOLÓGICAHISTÓRIA GEOLÓGICA