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Ensaio de Tração EM-641 ENSAIO DE TRAÇÃO Ensaio de Tração EM-641 DEFINIÇÃO: Aplicação de uma carga uniaxial de tração em um CP geralmente cilíndrico e maciço; Mede-se a variação comprimento como função da aplicação da carga ; Fornece dados quantitativos e é o mais amplamente utilizado; Sofre influência: T, V, anisotropia, microestrutura, tratamento térmico, ambiente. MÁQUINA DE ENSAIO: Pode ser mecânica ou hidráulica, com uma parte fixa e outra móvel, responsável pela aplicação de carga trativa uniaxial. Registra-se σ (tensão) em função de ε (deformação). P So lo P Ensaio de Tração EM-641 Ensaio de Tração EM-641 CORPO DE PROVA: geralmente barra cilíndrica; comprimento lo e diâmetro do; ELEMENTOS DE CÁLCULO: Carga Tensão Convencional : [Pa] Alongamento Deformação Convencional : 1 N/m2 = Pa = 10 kgf / mm2 > 1MPa= 106 N / m2 = 1N/mm2 0 c S P=σ εc fl ll l l = − =0 0 0 ∆ 50 ±0,1 e R 12,5 57 12.5 ±0,2 200 62,5 ±0,1 d R 10 75 12.5 ±0,2 200 Ensaio de Tração EM-641 Gráfico Tensão x Deformação Ensaio de Tração EM-641 RESULTADOS DO ENSAIO: P [N ] ∆L [m] σ [Pa ] ε α tg α = EResultados de P x ∆L são transformados em gráficos de σ x ε CURVA DE ENGENHARIA CURVA DE ENGENHARIA (área inicial) PROPRIEDADES OBTIDAS: Dentro do Campo Elástico: σ é proporcional a ε (Lei de Hooke) (E) M(E) Móódulo de Elasticidade :dulo de Elasticidade : ((σσPP) Limite de Proporcionalidade:) Limite de Proporcionalidade: Tensão no ponto final da linearidade no gráfico Equação da elasticidade de uma mola : x.kP = ε=σ .E E P l S l = =σε . . 0 0 ∆ ((σσee) Limite de Elasticidade:) Limite de Elasticidade: Máxima tensão sem apresentar deformação permanente (ou Módulo de Young) Ensaio de Tração EM-641 Módulo de Elasticidade ou Módulo de Young: indica a rigidez do materialrigidez do material quanto maior E , maior a rigidez do material É função das forforçças de ligaas de ligaççãoão interatômicas quanto maior E quanto maior E ÖÖ maior a Tmaior a TFF Maiores E : cerâmicos > metais > polímeros Maiores E : covalentes > iônicas> metMaiores E : covalentes > iônicas> metáálicaslicas Menores E para T elevadas Alumínio (B) Aço (A) σ εεA = 0,001 ε B = 0,003 σ 210 MPa Ensaio de Tração EM-641 Procedimento para Determinação do Módulo de Elasticidade ( E ): Para materiais com comportamento linear: MMéétodo do Descarregamento dentro da região eltodo do Descarregamento dentro da região eláásticastica Para materiais sem comportamento linear: MMéétodo da Tangente ou Mtodo da Tangente ou Méétodo da Secantetodo da Secante MelhorMelhor utilizarutilizar ““histeresehisterese mecânicamecânica”” Ensaio de Tração EM-641 414.0003410Tungstênio (W) 304.0002610Molibdênio (Mo) 210.0001538Ferro (Fe) 209.0001453Níquel (Ni) 127.0001085Cobre (Cu) 79.0001064Ouro (Au) 72.000962Prata (Ag) 70.000660Alumínio (Al) 45.500650Magnésio (Mg) 14.000327Chumbo (Pb) MMóódulodulo de Elasticidadede Elasticidade ((MPaMPa)) TTFF ((ººC)C)MetalMetal Relação entre temperatura de fusão e módulo de elasticidade dos metais Ensaio de Tração EM-641 Ensaio de Tração EM-641 Medidas Alternativas do Módulo de Elasticidade: 2 1 L EV ρ=Velocidade do som no material : Velocidade do som no material : Efeito Efeito termotermo--elelááststíícoco : : c T.E..VT α−=ε∂ ∂ I B ε σ σ1 0 C ( B ) A Adiabático εA εI Isotérmico A’ ε σ σ1 0 I ( A ) (ultra-som) (histerese mecânica) Método mais preciso de medida > utiliza a técnica do ultra-som Ensaio de Tração EM-641 (G) M(G) Móódulo de Elasticidade Transversal :dulo de Elasticidade Transversal : γ τ= cisG ( )ν+= 1.2 EG ((νν) Coeficiente de Poisson :) Coeficiente de Poisson : z y z x ε ε−=ε ε−=ν σ z σ zx z y Rigidez a uma direção perpendicular à de aplicação do esforço (εεxx, , εεyy, , εεzz no campo elno campo eláásticostico) Para metais : 0,25 a 0,35 Para cerâmicos : 0,20 a 0,30 Para polímeros : 0,30 a 0,50 Relação entre E longitudinal (tratraççãoão) e G transversal (tortorççãoão) : G ≅ 0,4 E Ensaio de Tração EM-641 Questão Concurso Petrobrás 2006 60- Um engenheiro necessita especificar um material metálico que tenha a menor variação possível de volume quando submetido exclusivamente, a um estado uniaxial de tensão. Em seu levantamento inicial para alguns materiais, obteve as seguintes propriedades: Supondo que todos os materiais sejam submetidos à mesma deformação axial e com base nos dados apresentados, o material que sofre a menor variação em seu volume é: (A) alumínio. (B) cobre. (C) níquel. (D) prata. (E) tungstênio. 1.0003.410414.0000,280W 5596272.0000,367Ag 701.453209.0000,312Ni 601.085127.0000,343Cu 4066070.0000,345Al σp MPa T fusãoE MPa Coef. PoissonMaterial Ensaio de Tração EM-641 ((UURtRt) M) Móódulo de Resiliência :dulo de Resiliência : Comportamento do material no campo elástico (integral da integral da áárea no grrea no grááfico no campo elfico no campo eláásticostico) E22 Ed..Ed.U 2 p 2 pp 0 p 0 r σ=ε=∫ εε=∫ εσ= εε energia absorvida dentro do campo elástico Fundamental para projetos de molas Pode ser calculado pela ½ área triângulo (A = b.h / 2) E comoe 2 .U eeeer σ=εσε= Ensaio de Tração EM-641 Região de Escoamento ((σσee) Limite de Escoamento :) Limite de Escoamento : Envolve mecanismo de movimentamovimentaçção de ão de discordânciasdiscordâncias Pode ser nníítido ou nãotido ou não no gráfico Grandes deformações para mesma tensão Em casos nítidos o limite de escoamento é valor máximo da tensão na região de escoamento Quando não nítido, utiliza-se da convenção de um deformação padrão Metais e ligas em geral : n = 0,2 % (ε = 0,002) Cobre e suas ligas: n = 0,5 % (ε = 0,005) Ligas metálicas duras: n = 0,1 % (ε = 0,001) Cerâmicos : n = 0,1 % (ε = 0,001) Ensaio de Tração EM-641 Procedimento para Determinação do Limite de Escoamento ( σe ): Ensaio de Tração EM-641 Dentro do Campo Plástico: σ não é proporcional a ε ((σσuu) Limite de Resistência ) Limite de Resistência àà TraTraçção :ão : Tensão correspondente ao ponto de máxima carga no ensaio ((ϕϕ) ) Coeficiente de Coeficiente de EstricEstricççãoão :: ((σσff) Limite de Ruptura :) Limite de Ruptura : Tensão correspondente ao ponto de fratura do CP ϕ = −S S S f0 0 ((∆∆LL) Alongamento :) Alongamento : 0f lll −=∆ Encruamento em Metais: Aumento da resistência do metal em função do processo de deformação permanente. Esse fenômeno ocorre em função da interação entre discordâncias e das suas interações com outros obstáculos, como solutos, contornos de grãos, etc, que impedem a livre movimentação das discordâncias e escorregamento dos planos. Envolve aumento na densidade de discordâncias. Corresponde a quebra e formaquebra e formaçção de novas ligaão de novas ligaççõesões interatômicas Envolve movimentação de discordâncias e escorregamento de planosescorregamento de planos Caracterizado pelo EncruamentoEncruamento Uniforme e Não-Uniforme Ensaio de Tração EM-641 Metais Polímeros Formação do pescoço nos diferentes materiais: Ensaio de Tração EM-641 Ensaio de Tração EM-641 ((UUTtTt) M) Móódulo de Tenacidade:dulo de Tenacidade: Capacidade de absorção de energia até a fratura (áárea total no grrea total no grááficofico) Fundamental para projetos com deformação plástica Ex: carrocerias autos, guard-rail ε σ 0 εf Material Dúctil (A) f ue t 2 U εσ+σ= Área de um retângulo ε σ0 εf Material Frágil (B) fut 3 2U εσ= Ensaio de Tração EM-641 PROCEDIMENTO DE ENSAIO: MetaisMetais » Norma técnica ABNT 6152 ou ASTM E 8M » Fixação do CP » Comprimento útil » Deformação » Leitura de P e ∆L »Defeitos » Velocidade de ensaio » Dados de relatório: identificação CP dimensões do CP direção de laminação número de CP velocidade de aplicação da carga localização da fratura aspecto da fratura 50 ±0,1 e R 12,5 57 12.5 ±0,2 200 62,5 ±0,1 d R 10 75 12.5 ±0,2 200 ( ) 4 4 1i iu u ∑ = σ =σ ( )( ) 14 S 4 1i 2 uiu − σ−σ = ∑ = Resultado do ensaio por: σu ± S [ MPa] Ensaio de Tração EM-641 INFORMAÇÕES ADICIONAIS: Influência da Temperatura:Influência da Temperatura: Ï T = Ð Resistência Ï Ductilidade Liga de Ni-Cr-Mo ---- colunar ___ equiaxial Metais: Ensaio de Tração EM-641 AdiAdiçção de Elementos de Liga:ão de Elementos de Liga: Função do tipo de soluto (intersticial ou substitucional) e do raio atômico 1,249 (+0,6%)Cr 1,36 (+9,5%)Mo 1,12 (-10,8%)Mn 1,241Fe Raio atômico (A) 1,332 (+4,2%)Zn 1,509 (+18%)Sn 1,278Cu Raio atômico (A) Ensaio de Tração EM-641 Ensaio de Tração EM-641 Ensaio de Tração EM-641 Questão Concurso Petrobrás 2006 53-Marque a opção que apresenta as características dos aços de alta resistência e baixa liga, em relação ao teor de carbono e à resistência à corrosão, em comparação com os aços comuns com baixo teor de carbono. E D C B A maioralto menoralto menormédio maiorbaixo menorbaixo Resistência Corrosão Teor de C Ensaio de Tração EM-641 Influência do Influência do EncruamentoEncruamento ou Trabalho a Frio:ou Trabalho a Frio: Ensaio de Tração EM-641 Influência do Tamanho de Grão Cristalino:Influência do Tamanho de Grão Cristalino: Refinadores de grão para Al e ligas Liga Al 4,5% Cu Ensaio de Tração EM-641 Ensaio de Tração EM-641 Influência do EspaInfluência do Espaççamento amento DendrDendrííticotico :: σ x λ1 λ 2 λ 1 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09 90 120 150 180 210 240 Al-4,5%Cu Experimental σu = 56,7 + 1713 * (1/λ1)0,5L im ite d e R es is tê nc ia à T ra çã o (M P a) 1/(λ1)0,5 (µm)-0,5 Ensaio de Tração EM-641 Monocristal ( A ) frágil ( B ) dúctil Tipos de Fraturas sob Tração: Frágil (clivagem) Dúctil FRATURAFRATURA:: separação física em 2 ou mais partes envolve em Nucleação, Crescimento e Propagação da trinca classificada em Fratura Dúctil e Fratura Frágil Ensaio de Tração EM-641 Frágil (clivagem) Dúctil Plano 45 0 intergranular transgranular Ensaio de Tração EM-641 PROCEDIMENTO DE ENSAIO: PolPolíímerosmeros » Norma técnica ASTM D 638 ‘‘Standard Test Method for Tensile Properties of Plastics.’’ » Fixação do CP (construção de dispositivos especiais) » Comprimento útil » Deformação » Leitura de P e ∆L » Defeitos » Velocidade de ensaio » Dados de relatório: identificação CP dimensões do CP direção das fibras número de CP velocidade de aplicação da carga localização da fratura aspecto da fratura Determinação de σe e σu Ensaio de Tração EM-641 PolPolíímerosmeros Podem apresentar comportamentos: Frágil Dúctil Elástico CerâmicosCerâmicos Geralmente apresentam comportamento: Frágil Ensaio de Tração EM-641 Acrílico Polímeros: Ensaio de Tração EM-641 Curvas Características do Ensaio Convencional para Alguns Materiais: Ensaio de Tração EM-641 ε0 Convencional U σ Real FA S P r =σTensão Real : ∫ ==ε llo o r l lln l dl Deformação Real : RelaRelaçções entre Tensões e Deformaões entre Tensões e Deformaçções Reais e Convencionais:ões Reais e Convencionais: Deformação: l dd lr =ε constantel.Sl.S 00 == 0ldSSdl =+ ∫∫ −=ε⇒= ε S So0 S dSd S dS l dl S S ln 0r =ε 1 l l l l 00 c −=∆=ε c 0 1 l l ε+= εr SS l l = =ln ln0 0 )1ln( cr ε+=ε Tensão: )1ln( S Sln c0r ε+==ε c 0 1 SS ε+= )1(S P S P c 0 r ε+==σ )1( ccr ε+σ=σ CURVA REAL CURVA REAL (área instantânea) Ensaio de Tração EM-641 Tensão Real e DeformaTensão Real e Deformaçção Real nos Campos Elão Real nos Campos Eláástico e Plstico e Pláástico : stico : ••na região elna região eláástica (0A):stica (0A): • na região plna região pláástica (AU):stica (AU): σ εr rE= . σ εr rnk= . σ εr1,0 θ K n = tg θ ε+=σ lognkloglog Determinação de k kk = coeficiente de resistênciacoeficiente de resistência : associado ao nível de resistência que o material pode suportar [Pa] n n = coeficiente de coeficiente de encruamentoencruamento : capacidade com que o material distribui a deformação Ensaio de Tração EM-641 Determinação de n n rSkP ε= )dSdSn(kdP nrr1nr ε+εε= − S dSd −=ε )dSdSn(kdP rnrr1nr εε−εε= − n ur 1n urn ε=ε − urn ε= n = o : material idealmente plástico Ensaio de Tração EM-641