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recuperação de areas de mangues brasileiros (atualizado)

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Recuperação de áreas de manguezais Brasileiros
Curso: Tecnologia em Gestão Ambiental
Disciplina: Recuperação de áreas degradadas
Professor(a): Lilian vilela
Aluno: Michael Henrique de Souza
Introdução
Ecossistema litorâneo
Terrenos baixos
Ecossistema de transição entre os ambientes terrestre e marinho
Formado por vasas lodosas
Solos limosos
Resolução CONAMA nº 303/2002
http://mapio.net/pic/p-3165099/
introdução
Os manguezais representam 8% de toda linha de costa do planeta, se totalizando em 181077 Km², sendo o Brasil o segundo maior em extensão com 13.400 km², ficando atrás apenas da indonésia que apresenta 42.550 Km² distribuídos ao longo de seus arquipélagos (Spalding al., 1997).
O manguezal é um ecossistema dos mais produtivos, não só devido à fertilidade do solo, (que é reabastecida pelos novos materiais trazidos pelos rios), mas também graças as condições climáticas da região costeira (Hypolito et al., 2005).
Características dos manguezais
As espécies da flora possuem características peculiares ao ambiente. As condições adversas em que são submetidas condicionam o aparecimento de poucas espécies.
Adaptações:
Habilidade de extrair água doce da água do mar
Órgãos especiais para a excreção de sal
Pneumatóforos e lenticelas nas raízes escora que permitem a respiração da planta,
 Raízes escora e adventícias que ajudam a sustentar a árvore em Substratos movediços,
Sementes que flutuam na água salgada (SCHAEFFER-NOVELLI, 1986).
Características dos manguezais
A maioria das angiospermas consideradas típicas do manguezal apresentam reprodução por viviparidade. 
embriões se desenvolvem quando ainda estao ligados a arvore-me
acumulam grande quantidade de reservas nutritivas.
Sobrevivem durante um longo período de tempo flutuando
(SCHAEFFER-NOVELLI, 1986). 
Rizophora mangle (http://www.botany.hawaii.edu)
Características dos manguezais
Em relação a fauna, é necessário destacar que inúmeras espécies habitam os manguezais pelo menos em alguma parte do seu ciclo vital. Muitas encontram neste ambiente, condições ideais para reprodução, outras para seu desenvolvimento, e outras ainda para alimentação, atribuindo ao manguezal um caráter de berçário natural.
A temperatura deste ambiente proporciona uma intensa reciclagem de nutrientes que são produzidos continuamente, para todos os que desejam suportar um pouco de desconforto, expresso como custo fisiológico, em troca de viver no privilégio da plenitude. (Vannucci, 1999, p. 60).
www.google.com.br/carangueijo/mangue
www.google.com.br
10
Importância dos manguezais
Fonte de matéria orgânica particulada e dissolvida para as águas costeiras adjacentes, constituindo a base da cadeia trófica com espécies de importância econômica e/ou ecológica;
 Área de abrigo, reprodução, desenvolvimento e alimentação de espécies marinhas, estuarinas, límnicas e terrestres, além de pousio de aves migratórias;
 Proteção da linha de costa contra erosão, assoreamento dos corpos d`água adjacentes, prevenção de inundações e proteção contra tempestades;
Importância dos manguezais
Manutenção da biodiversidade da região costeira; 
Absorção e imobilização de produtos químicos (por exemplo, metais), filtro de poluentes e sedimentos, além de tratamento de efluentes em seus diferentes níveis; 
Fonte de recreação e lazer, associada a seu apelo paisagístico e alto valor cênico;
Fonte de proteína e produtos diversos associados a subsistência de comunidades tradicionais que vivem em áreas vizinhas aos manguezais (Coelho Junior & Novelli, 2000)
Sequestro de carbono;
desenvolvimento
Neste sentido o atual trabalho visa fazer uma analise das técnicas geralmente empregadas na recuperação deste ecossistema
Menezes e colaboradores (2005), realizaram o replantio de manguezal no Município de Cubatão (Baixada Santista). O local escolhido era desprovido de vegetação. Foram divididas em parcelas 1, 2 (áreas fortemente degradadas), e 3 (interior de uma ampla clareira, com predomínio de Rizophora mangle)
Para o replantio os autores utilizaram propágulos e plântulas de R. mangle, as “mudas” utilizadas apresentavam de 0.3 a 0.5 metros.
sobrevivência
as taxas de sobrevivência das plântulas e propágulos nas parcelas 1 e 2 foram superiores a 70% no decorrer do experimento. No entanto, os valores obtidos na parcela 3 foram muito baixos, estando entre 5 e 60% para as plântulas e propágulos após um ano de experimento.
Os resultados obtidos com o plantio de propágulos pela comunidade não foram satisfatórios porque apresentaram baixíssima taxa de sobrevivência após três meses.
Produção de folhas
A produção de folhas próxima a 150 por indivíduo ao final de três anos nas plântulas das parcelas 1 e 2 controle e bastante baixa nos sobreviventes das parcelas 3.
 Esses dados mostram que as plântulas das parcelas 1 e 2 se desenvolveram mais, provavelmente por estarem em uma área aberta e receberem maior quantidade de sol.
 
desenvolvimento
Bonilla, et al (2010), fez um trabalho de recuperação de manguezais degradados dentro da Reserva Ecológica Particular de Sapiranga, na cidade de Fortaleza, com espécies nativas do estuário, através de diversas práticas e técnicas de recomposição vegetal. 
Foram instituídas 3 parcelas levando-se em consideração o calendário das marés, aproveitando a época das marés altas, quando a mesma invade e fertiliza o estuário. Momento ideal para iniciar o plantio das mudas nas áreas pré-selecionadas. 
Parte das mudas e sementes foi retirada de locais onde sua ocorrência é maior e preparadas em viveiros.
Espécies utilizadas
A sucessão das espécies no mangue se dá desde a margem para o interior da seguinte maneira;
Rhizophora mangle como primeira espécie
Laguncularia racemosa e Avicennia germinans ocupando espaços posteriores
Conocarpus erectus por último. 
Foi de acordo com esta sequência que as mudas foram plantadas
 https://www.prota4u.org
http://cifonauta.cebimar.usp.br/photo
sobrevivência
espécie L. racemosa domina os estágios iniciais de sobrevivência, cedendo pouco espaço para A. germinans.
O índice de sobrevivência das espécies de mangue variou de 50 a 65% para L. racemosa. A. germinans mostrou um índice de pega também superior a 50%. Para C. erectus o índice ficou abaixo de 40%. R. mangle apresentou poucos indivíduos sobreviventes (25%), do mesmo modo, poucas espécies maduras dessas árvores são observadas no estuário. 
A maior taxa de crescimento coincide com o início da época chuvosa, que é quando o local fica encharcado e há uma maior sedimentação no solo, acumulando muita matéria orgânica.
Considerações finais
Pode-se notar a extrema importância das áreas de manguezais, de acordo com suas funções, tanto ecológicas quanto sociais já citadas neste trabalho, causando grande preocupação quando este ecossistema se encontra degradado
 outro fato observado foi que existe uma certa seletividade das plantas em relação as subdivisões do ambiente e níveis diferentes de tolerância a mudanças das marés, já que essas mudanças tem grande influência na mortalidade dos indivíduos replantados. Em geral não existe técnicas especificas de recuperação que demonstre fatores que favoreçam de fato o replantio das mudas de mangue, porém os trabalhos realizados, inclusive os aqui descritos demonstram aspectos positivos quanto a manutenção deste ecossistema.
referências
ALONGI, D. M. Present state and future of the world’s mangrove forests. Environmental Conservation, Cambridge, v. 29, p. 331-349, 2002.
Bonilla, Oriel Herrera; Majjor, Istvan; Martins, Marcio de Oliveira; Neto, Argeu Gurgel Herbster. Técnicas de plantio de espécies de Mangue num fragmento florestal degradado na reserva ecológica particular de Sapiranga, Fortaleza, Ceará, Brasil. Revista da Gestão Costeira Integrada. Manguezais do Brasil, n.2, p.1-9. 2010.
CASASCO, Bianca Serra; SANTOS, Carlos Lopes dos; QUIÑONES, Eliane Marta. RECUPERAÇÃO DE MANGUEZAISBRASILEIROS. Revista Ceciliana, Santa Cecilia, v. 1, n. 6, p.1-5, 06 jun. 2014.
Coelho Junior, Clemente; Schaeffer-Novelli, Yara. Considerações Teóricas e Práticas sobre o Impacto da Carcinocultura nos Ecossistemas Costeiros Brasileiros. In: Mangrove 2000, Sustainable use of estuaries and mangrove: challenges and prospects. 2000.
DUKE, N. C.; MEYNECKE, J. O.; DITTMANN, S.; ELLISON, M.; ANGER, K.; BERGER, U.; CANNICCI, S.; DIELE, K.; EWEL, K. C.; FIELD, D.; KOEDAM, N.; LEE, S. Y.; MARCHAND, C.; NORDHAUS, I.; DAHDOUH-GUEBAS, F. A world without mangroves? Science, London, v. 317, p. 41-42, 2007.
Hypolito, Raphael; Ferrer, Luciana Maria; Nascimento, Sílvia Cremonez. Comportamento de espécies de mercúrio no sistema sedimento-água do mangue no município de Cubatão, São Paulo. Revista Águas Subterrâneas, v.19, n.1, p.15-24. 2005. SPALDING M, BLASCO F & FIELD C. 1997. World mangrove atlas. ISME, Okinawa, 178 pp.
 
ICMBIO. Recuperaçao de areas degradadas. 2017. Disponível em: <http://www.icmbio.gov.br/apaguapimirim/recuperacao-de-areas-degradadas.html>. Acesso em: 07 nov. 2017.
 
Menezes, Gisela Vianna; Schaeffer-Novelli, Yara; Poffo, I.R.F.; Eysink, G.G.J. Recuperação de manguezais: um estudo de caso na Baixada Santista de São Paulo, Brasil. Braz J Aquat Sci Technol, v.9, n.1, p.67-74. 2005
SCHAEFFER-NOVELLI, Y.; CINTRÓN GILBERTO. Guia para estudo de áreas de manguezal: estrutura, função e flora. São Paulo: Caribbean Ecological Research, 1986. 150 p.
 
SCHAEFFER-NOVELLI, Y. Manguezal: ecossistema entre a terra e o mar. São Paulo: caribbean ecological research, 1995. 64 p.
 
Silva, I.X.; de Moraes, R.P.; dos Sanros R.P.; Pompéia, S.L.; Martins, S.E. Avaliação do estado de degradação dos ecossistemas da baixada Santista-SP. Relatório técnico CETESB. São Paulo, p. 45. 1991.
 
VANNUCCI, M. Os manguezais e nós: uma síntese de percepções. 2.ed. São Paulo: EDUSP, p. 244, 2002. 
 
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