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01 NEO233 GRAP Portugues A 2011

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

É sabido que as histórias de Chico Bento são situadas no universo rural brasileiro.
a) Explique o recurso utilizado para caracterizar o modo de falar das personagens na tira.

Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo. Raramente se dão ao trabalho de prestar contas quando erram. Quando o fazem não é decerto com a ênfase e o destaque conferidos às poucas previsões que acertam.
a) Reescreva o trecho “Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo”, iniciando-o com “Embora os jornalistas...”

“Devemos misturar e alternar a solidão e a comunicação. Aquela nos incutirá o desejo do convívio social, esta, o desejo de nós mesmos; e uma será o remédio da outra: a solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão.”
a) Segundo Sêneca, a solidão e a comunicação devem ser vistas como complementares porque ambas satisfazem um mesmo desejo nosso. É correta essa interpretação do texto acima? Justifique sua resposta.

Quanto à morfologia, explique o emprego das palavras em destaque:
a) mal em …ouvirei as moças falando mal do chefe na fila do Subway… e em – O mal é as moças não respeitarem a ausência do chefe na fila do Subway.

Observe a pontuação dos segmentos frasais:
a) Assim que saí do elevador no andar errado os versos de Drummond me desabaram na cabeça. Você constata um erro de pontuação? Explique.

Comparando o texto em prosa de Vinícius ao trecho do poema de Drummond:
a) Ambos apresentam o mesmo conceito de poesia? Por quê?

Voltando ao texto em prosa de Vinícius de Moraes e pondo foco no trecho Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela,
a) a que se refere no texto o pronome seu?

Aponte duas diferenças entre esses dois gêneros, apresentando explicações sucintas.

No trecho É o animal mais perigoso, o autor utilizou o substantivo animal para retomar Haemagogus, presente na frase anterior. Outra opção de escrita seria: É o inseto mais perigoso.
a) No texto — A serpente estava escondida sob a pedra. Dois minutos depois, o animal já tinha atacado um cavalo —, como ficaria a segunda frase, se fosse escolhida uma alternativa semelhante à proposta para o trecho anterior de Drauzio Varella?
b) Faça o mesmo tipo de substituição no texto: Pediu para usar o termômetro, mas a coisa estava quebrada.

1. Caso o autor optasse por redigi-la de acordo com a norma culta, como fi caria a última frase “e os óio se enche d’água que até a vista se atrapaia.”?
(A) e os olhos se enchem d’água que até as vistas se atrapalham.
(B) e os olhos se enchem d’água que até as vistas nos atrapalham.
(C) e os olhos nos enchem d’água que até as vistas nos atrapalham.
(D) e os olhos se enchem d’água que até as vistas se nos atrapalham.
(E) e os olhos nos enchem d’água que até as vistas atrapalham.

2. Neste trecho de uma carta de Fernando Sabino a Mário de Andrade, o emprego de linguagem informal é bem evidente em
(A) “se bem que haja”.
(B) “que acabei de ler agora”.
(C) “Vem-me uma vontade”.
(D) “tudo o que ela me fez sentir”.
(E) “tomar seu tempo e te chatear”.

6. Quais das seguintes palavras, extraídas do texto, são acentuadas em razão da tonicidade?
(01) fácil
(02) mês
(04) quê
(08) você
(16) história

7. (UEMS) As palavras “indagatório”, “árvore” e “até” recebem acento gráfi co, respectivamente, porque são:
(A) paroxítona terminada em ditongo – proparoxítona – monossílaba átona
(B) proparoxítona – proparoxítona – monossílaba tônica
(C) paroxítona terminada em ditongo – proparoxítona – oxítona terminada em “e” aberto
(D) monossílaba átona – paroxítona terminada em ditongo – proparoxítona
(E) paroxítona terminada em hiato – proparoxítona – monossílaba átona

4. Assinale o trecho do texto que exemplifi ca o registro formal escrito:
(A) Isso só pode ser infl uência do professor, né?
(B) Foi aí que comecei a ver as coisas de outro jeito.
(C) Se sou capaz de ensinar, também sou capaz de aprender.
(D) Passei a estudar pra valer e a tirar notas boas.
(E) Fica lá sentado olhando o professor falar sem parar.

8. (UFSC) Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
(01) Os acentos gráfi cos em corrupião, lá e baldeação são justifi cados pela mesma regra.
(02) São classifi cadas como oxítonas: corrupião, poder e conduzi-lo.
(04) As palavras beira, aérea e tédio possuem a mesma classifi cação quanto à posição da sílaba tônica.
(08) Os acentos gráfi cos dos vocábulos você, protegê-los e contém seguem as regras de acentuação das oxítonas.
(16) Em idade, ainda e fl uido temos três palavras com o mesmo número de sílabas.
(32) As palavras gratuito, debaixo e implicou são trissílabas.

9. (UEPG-PR) Considerando os aspectos de ortografi a, assinale o que for correto.
(01) Os vocábulos hipóteses, parágrafo, irreverência são acentuados segundo a mesma regra de acentuação.
(02) O plural de bem-humorada e obra-prima são, respectivamente, bem-humoradas; obras-primas.
(04) O plural de opinião e isenção apresenta mais de uma forma, assim como o plural de corrimão.
(08) Os pronomes minha, isso, nossa apresentam em sua grafi a duas letras que representam um fonema.
(16) O vocábulo atraído apresenta em sua construção um hiato.
(32) No vocábulo ceticismo, o sufi xo ismo dá um sentido conjunto de características relativas a cético.

10. (ITA-SP) Assinale a opção cujas palavras devem ser grafi camente acentuadas, respectivamente, pelas mesmas regras que se aplicam em “Jau, juri, perde-la, video”:
(A) fl uido, biquini, tres, difi ceis;
(B) reune, Hernani, pequines, longinquo;
(C) Luis, ravioli, timidez, amendoa;
(D) ciume, resumi-lo, caterete, tenue;
(E) fortuito, quati, fe-lo, desaguam.

Considere as seguintes afi rmações sobre a formação de palavras do texto:
I. As palavras “contradição” e “tradicional” contêm a mesma raiz. II. As palavras “exclusão” e “inclusão” contêm prefixos que são antônimos. III. As palavras “infiéis” e “fidelidade” têm a mesma raiz. Quais estão corretas?
(A) Apenas I.
(B) Apenas II.
(C) Apenas III.
(D) Apenas II e III.
(E) I, II e III.

Considere as seguintes afi rmações sobre a formação de palavras do texto:
I. O prefixo contido na palavra invencível é o mesmo que se encontra, em formas variantes, nas palavras inferir, irromper e irrigar. II. A palavra hipérboles contém o mesmo prefixo que a palavra hipermercado. III. As palavras melodioso (linha 08) e melódica são adjetivos derivados de um mesmo substantivo, como o é também a palavra melodista. Quais estão corretas?
(A) Apenas I.
(B) Apenas II.
(C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
(E) Apenas II e III.

Classifique como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das afirmacoes abaixo sobre a estrutura mórfica das palavras:
I. O elemento “i” grifado em “decidir” é do mesmo tipo que aquele grifado em “felicidade”. II. As palavras “ficaram” e “deram” apresentam desinências modo-temporais que podem ser usadas em dois tempos verbais diferentes. III. “Indenização” e “abandonada” são palavras formadas a partir de substantivos. IV. No texto, a palavra “comprado” (l. 36) tem as mesmas possibilidades de flexão que “abandonada” (l. 1). V. Os sufixos de “motorista” e “costureira” apresentam o mesmo valor semântico.
(A) F – F – V – V – F
(B) F – V – F – F – V
(C) V – F – V – F – V
(D) V – V – V – F – F
(E) V – F – F – F – V

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É sabido que as histórias de Chico Bento são situadas no universo rural brasileiro.
a) Explique o recurso utilizado para caracterizar o modo de falar das personagens na tira.

Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo. Raramente se dão ao trabalho de prestar contas quando erram. Quando o fazem não é decerto com a ênfase e o destaque conferidos às poucas previsões que acertam.
a) Reescreva o trecho “Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo”, iniciando-o com “Embora os jornalistas...”

“Devemos misturar e alternar a solidão e a comunicação. Aquela nos incutirá o desejo do convívio social, esta, o desejo de nós mesmos; e uma será o remédio da outra: a solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão.”
a) Segundo Sêneca, a solidão e a comunicação devem ser vistas como complementares porque ambas satisfazem um mesmo desejo nosso. É correta essa interpretação do texto acima? Justifique sua resposta.

Quanto à morfologia, explique o emprego das palavras em destaque:
a) mal em …ouvirei as moças falando mal do chefe na fila do Subway… e em – O mal é as moças não respeitarem a ausência do chefe na fila do Subway.

Observe a pontuação dos segmentos frasais:
a) Assim que saí do elevador no andar errado os versos de Drummond me desabaram na cabeça. Você constata um erro de pontuação? Explique.

Comparando o texto em prosa de Vinícius ao trecho do poema de Drummond:
a) Ambos apresentam o mesmo conceito de poesia? Por quê?

Voltando ao texto em prosa de Vinícius de Moraes e pondo foco no trecho Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela,
a) a que se refere no texto o pronome seu?

Aponte duas diferenças entre esses dois gêneros, apresentando explicações sucintas.

No trecho É o animal mais perigoso, o autor utilizou o substantivo animal para retomar Haemagogus, presente na frase anterior. Outra opção de escrita seria: É o inseto mais perigoso.
a) No texto — A serpente estava escondida sob a pedra. Dois minutos depois, o animal já tinha atacado um cavalo —, como ficaria a segunda frase, se fosse escolhida uma alternativa semelhante à proposta para o trecho anterior de Drauzio Varella?
b) Faça o mesmo tipo de substituição no texto: Pediu para usar o termômetro, mas a coisa estava quebrada.

1. Caso o autor optasse por redigi-la de acordo com a norma culta, como fi caria a última frase “e os óio se enche d’água que até a vista se atrapaia.”?
(A) e os olhos se enchem d’água que até as vistas se atrapalham.
(B) e os olhos se enchem d’água que até as vistas nos atrapalham.
(C) e os olhos nos enchem d’água que até as vistas nos atrapalham.
(D) e os olhos se enchem d’água que até as vistas se nos atrapalham.
(E) e os olhos nos enchem d’água que até as vistas atrapalham.

2. Neste trecho de uma carta de Fernando Sabino a Mário de Andrade, o emprego de linguagem informal é bem evidente em
(A) “se bem que haja”.
(B) “que acabei de ler agora”.
(C) “Vem-me uma vontade”.
(D) “tudo o que ela me fez sentir”.
(E) “tomar seu tempo e te chatear”.

6. Quais das seguintes palavras, extraídas do texto, são acentuadas em razão da tonicidade?
(01) fácil
(02) mês
(04) quê
(08) você
(16) história

7. (UEMS) As palavras “indagatório”, “árvore” e “até” recebem acento gráfi co, respectivamente, porque são:
(A) paroxítona terminada em ditongo – proparoxítona – monossílaba átona
(B) proparoxítona – proparoxítona – monossílaba tônica
(C) paroxítona terminada em ditongo – proparoxítona – oxítona terminada em “e” aberto
(D) monossílaba átona – paroxítona terminada em ditongo – proparoxítona
(E) paroxítona terminada em hiato – proparoxítona – monossílaba átona

4. Assinale o trecho do texto que exemplifi ca o registro formal escrito:
(A) Isso só pode ser infl uência do professor, né?
(B) Foi aí que comecei a ver as coisas de outro jeito.
(C) Se sou capaz de ensinar, também sou capaz de aprender.
(D) Passei a estudar pra valer e a tirar notas boas.
(E) Fica lá sentado olhando o professor falar sem parar.

8. (UFSC) Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
(01) Os acentos gráfi cos em corrupião, lá e baldeação são justifi cados pela mesma regra.
(02) São classifi cadas como oxítonas: corrupião, poder e conduzi-lo.
(04) As palavras beira, aérea e tédio possuem a mesma classifi cação quanto à posição da sílaba tônica.
(08) Os acentos gráfi cos dos vocábulos você, protegê-los e contém seguem as regras de acentuação das oxítonas.
(16) Em idade, ainda e fl uido temos três palavras com o mesmo número de sílabas.
(32) As palavras gratuito, debaixo e implicou são trissílabas.

9. (UEPG-PR) Considerando os aspectos de ortografi a, assinale o que for correto.
(01) Os vocábulos hipóteses, parágrafo, irreverência são acentuados segundo a mesma regra de acentuação.
(02) O plural de bem-humorada e obra-prima são, respectivamente, bem-humoradas; obras-primas.
(04) O plural de opinião e isenção apresenta mais de uma forma, assim como o plural de corrimão.
(08) Os pronomes minha, isso, nossa apresentam em sua grafi a duas letras que representam um fonema.
(16) O vocábulo atraído apresenta em sua construção um hiato.
(32) No vocábulo ceticismo, o sufi xo ismo dá um sentido conjunto de características relativas a cético.

10. (ITA-SP) Assinale a opção cujas palavras devem ser grafi camente acentuadas, respectivamente, pelas mesmas regras que se aplicam em “Jau, juri, perde-la, video”:
(A) fl uido, biquini, tres, difi ceis;
(B) reune, Hernani, pequines, longinquo;
(C) Luis, ravioli, timidez, amendoa;
(D) ciume, resumi-lo, caterete, tenue;
(E) fortuito, quati, fe-lo, desaguam.

Considere as seguintes afi rmações sobre a formação de palavras do texto:
I. As palavras “contradição” e “tradicional” contêm a mesma raiz. II. As palavras “exclusão” e “inclusão” contêm prefixos que são antônimos. III. As palavras “infiéis” e “fidelidade” têm a mesma raiz. Quais estão corretas?
(A) Apenas I.
(B) Apenas II.
(C) Apenas III.
(D) Apenas II e III.
(E) I, II e III.

Considere as seguintes afi rmações sobre a formação de palavras do texto:
I. O prefixo contido na palavra invencível é o mesmo que se encontra, em formas variantes, nas palavras inferir, irromper e irrigar. II. A palavra hipérboles contém o mesmo prefixo que a palavra hipermercado. III. As palavras melodioso (linha 08) e melódica são adjetivos derivados de um mesmo substantivo, como o é também a palavra melodista. Quais estão corretas?
(A) Apenas I.
(B) Apenas II.
(C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
(E) Apenas II e III.

Classifique como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das afirmacoes abaixo sobre a estrutura mórfica das palavras:
I. O elemento “i” grifado em “decidir” é do mesmo tipo que aquele grifado em “felicidade”. II. As palavras “ficaram” e “deram” apresentam desinências modo-temporais que podem ser usadas em dois tempos verbais diferentes. III. “Indenização” e “abandonada” são palavras formadas a partir de substantivos. IV. No texto, a palavra “comprado” (l. 36) tem as mesmas possibilidades de flexão que “abandonada” (l. 1). V. Os sufixos de “motorista” e “costureira” apresentam o mesmo valor semântico.
(A) F – F – V – V – F
(B) F – V – F – F – V
(C) V – F – V – F – V
(D) V – V – V – F – F
(E) V – F – F – F – V

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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 5
Língua Portuguesa A
1. (Unicamp-SP) “Os turistas que visitam as favelas do Rio se dizem transformados, capazes de dar valor 
ao que realmente importa”, observa a socióloga Bianca Freire-Medeiros, autora da pesquisa “Para ver 
os pobres: a construção da favela carioca como destino turístico”. “Ao mesmo tempo, as vantagens, os 
confortos e os benefícios do lar são reforçados por meio da exposição à diferença e à escassez. Em um 
interessante paradoxo, o contato em primeira mão com aqueles a quem vários bens de consumo ainda 
são inacessíveis garante aos turistas seu aperfeiçoamento como consumidores.” No geral, o turista é visto 
como rude, grosseiro, invasivo, pouco interessado na vida da comunidade, preferindo visitar o espaço 
como se visita um zoológico e decidido a gastar o mínimo e levar o máximo. Conforme relata um guia, “O 
turismo na favela é um pouco invasivo, sabe? Porque você anda naquelas ruelas apertadas e as pessoas 
deixam as janelas abertas. E tem turista que não tem ‘desconfi ômetro’: mete o carão dentro da casa das 
pessoas! Isso é realmente desagradável. Já aconteceu com outro guia. A moradora estava cozinhando e 
o fogão dela era do lado da janelinha; o turista passou, meteu a mão pela janela e abriu a tampa da panela. 
Ela fi cou uma fera. Aí bateu na mão dele.” 
(Adaptado de Carlos Haag, Laje cheia de turista. Como funcionam os tours pelas favelas cariocas.Pesquisa FAPESP n . 165, 2009, p.90-93.)
 a) Explique o que o autor identifi ca como “um interessante paradoxo”.
 
 
 b) O trecho em itálico, que reproduz em discurso direto a fala do guia, contém marcas típicas da linguagem 
coloquial oral. Reescreva a passagem em discurso indireto, adequando-a à linguagem escrita formal.
 
 
 
 
 
 
2. (Unicamp-SP) É sabido que as histórias de Chico Bento são situadas no universo rural brasileiro.
OBA, OBA
PRANTANDO UMA 
ÁRVRE NOVA, 
CHICO?!
ESSA AI É DI QUÊ? 
DI GOIABA? DI 
JACA? DI MANGA?
NÃO!
DI ISPERANÇA...
Copyright 2000 Mauricio de Souza Produções Ltda. 6966 - Todos os direitos reservados.
 a) Explique o recurso utilizado para caracterizar o modo de falar das personagens na tira.
 
 b) É possível afi rmar que esse modo de falar caracterizado na tira é exclusivo do universo rural brasileiro? 
Justifi que.
 
 
Cláudia Pavanello
 Ao invés de o turista fazer uma autocrítica relacionada ao seu próprio consumismo, o contato com a favela o reforça – 
“aperfeiçoamento como consumidores”.
 Esse dialeto também é encontrado em grandes centros devido ao fenômeno de urbanização das populações rurais.
 Dialeto caipira: “pranta”, “árvre”, “di” e “isperança”.
 O guia relata que o turismo na favela tem um tom agressivo. As ruas são estreitas, os moradores mantêm as janelas abertas e 
alguns turistas inconvenientes olham sem pudor para dentro das moradias, o que cria situações desagradáveis. Mencionou que, 
com outro guia, uma moradora cozinha em seu fogão próximo à janela e um turista que passava enfi ou a mão e destampou a 
panela, enfurecendo a mulher, que lhe golpeou a braço.
NEO233_GRAP-Portugues A.idml 5NEO233_GRAP-Portugues A.idml 5 19/09/2011 13:40:3119/09/2011 13:40:31
Atividades preparatórias à 2a fase da UEL6 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
3. (Unicamp-SP) Encontram-se, abaixo, a transcrição de parte de uma transmissão de jogo de futebol, trecho 
de uma canção e uma manchete de notícia.
 TEXTO 1
 Na marca de 36 minutos do primeiro tempo do jogo, pode abrir o marcador o time da Itapirense. A 
Esportiva precisa da vitória. Tomando posição o camisa 9 Juary. É a batida de penalidade máxima. Faz 
festa a torcida. Fica no centro do gol o goleiro Cléber. Partiu Juary com a bola para a esquerda, tocou, é 
gol. Gol da Esportiva! E o Mogi Mirim tem posse de bola agora, escanteio pela direita. 39 minutos, Juan 
na cobrança do escanteio para o Mogi Mirim, chutou, cruzou, cabeceia Anderson Conceição e é gol.
 Foi aos 39 minutos do primeiro tempo, Juan pra cobrança do lado direito, subiu, desviou de cabeça o 
zagueiro Anderson Conceição, bola pro fundo da rede do goleiro Brás da Itapirense. Cutucou pro fundo da 
rede Anderson Conceição, camisa 4.
 (Transcrição adaptada de trecho da transmissão da partida entre Mogi Mirim Esporte Clube e Itapirense em 04/10/2008. Disponível no Podcast 
“Mogi Mirim Esporte Clube”, em www.mogimirim.com.br)
 TEXTO 2
“Cotidiano” (Chico Buarque)
Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã (...)
TEXTO 3
 “Presidente visita amanhã a Estação Antártica”
 (Imprensa Nacional, em www.in.gov.br, 15/02/2008)
 a) Nos três textos ocorrem verbos no tempo presente. Entretanto, seu uso descreve as ações de formas 
diferentes. Compare o uso do presente nos textos 1 e 2, e mostre a diferença. Faça o mesmo com os 
textos 2 e 3. Explique.
 
 
 b) O encadeamento narrativo do texto 1 é construído pela alternância entre verbos no presente e no 
passado. Justifi que a presença exclusiva do passado no último parágrafo, considerando que se trata de 
uma transmissão de jogo de futebol.
 
 
4. (Fuvest-SP) Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo. Raramente se dão 
ao trabalho de prestar contas quando erram. Quando o fazem não é decerto com a ênfase e o destaque 
conferidos às poucas previsões que acertam.
 Marcelo Leite, Folha de S. Paulo. 
 a) Reescreva o trecho “Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo”, iniciando-o 
com “Embora os jornalistas...” 
 
 
 Texto 1 – momento da fala, texto 2 – ações habituais, texto 3 – ação a ser realizada no futuro;
 “Embora jornalistas não devessem fazer previsões, fazem-nas o tempo todo”.
 O narrador utiliza o pretérito perfeito para retomar um fato ocorrido no instante anterior.
NEO233_GRAP-Portugues A.idml 6NEO233_GRAP-Portugues A.idml 6 19/09/2011 13:40:3319/09/2011 13:40:33
Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 7
 b) No trecho “Quando o fazem não é decerto com a ênfase (...)”, a que ideia se refere o termo grifado? 
 
 
5. (Fuvest-SP) “Devemos misturar e alternar a solidão e a comunicação.
 Aquela nos incutirá o desejo do convívio social, esta, o desejo de nós mesmos; e uma será o remédio da 
outra: a solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão.”
 Sêneca, Sobre a tranquilidade da alma. Trad. de J.R. Seabra Filho.
 a) Segundo Sêneca, a solidão e a comunicação devem ser vistas como complementares porque ambas 
satisfazem um mesmo desejo nosso. É correta essa interpretação do texto acima? Justifi que sua resposta.
 
 
 
 b) “(...) a solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão.”
 Sem prejuízo para o sentido original, reescreva o trecho acima, iniciando-o com “Nossa aversão à multidão...”
 
 
6. (Fuvest-SP) Leia e responda:
 I. Não deis aos cães o que é santo, nem atireis aos porcos as vossas pérolas (...). 
(Mateus, 7:6)
 II. Você pode atirar pérolas aos porcos. Mas não adianta nada atirar pérolas aos gatos, aos cães ou às 
galinhas porque isso não tem nenhum signifi cado estabelecido.
(Millôr Fernandes, Millôr defi nitivo: a bíblia do caos).
 a) Considerando-se que o texto II tem como referência o texto I, qual é a expressão que, de acordo com 
Millôr Fernandes, tem um “signifi cado estabelecido”?
 
 
 b) No texto I, os signifi cados dos segmentos “não deis aos cães o que é santo” e “nem atireis aos porcos 
as vossas pérolas” reforçam-se mutuamente ou se contradizem? 
 Justifi que sucintamente sua resposta.
 
 
7. (FGV-SP) Quanto à morfologia, explique o emprego das palavras em destaque:
 a) mal em …ouvirei as moças falandomal do chefe na fi la do Subway… e em – O mal é as moças não 
respeitarem a ausência do chefe na fi la do Subway.
 
 
 Não, solidão e comunicação são desejos contrários do homem. Solidão = necessidade de isolamento. Comunicação = necessidade 
de relacionamento social.
 Nossa aversão à multidão será curada pela solidão; o tédio à solidão será curado pela multidão.
 Pronome demonstrativo retoma a ideia de “prestar contas quando erram”.
 “atirar pérolas aos porcos”, que signifi ca “desperdiçar esforços com quem não é digno deles ou não é capaz de se benefi ciar com 
eles”.
 Reforçam-se mutuamente, pois recomenda não entregar um bem valioso a quem não é digno dele ou não tem condições de 
apreciá-lo.
 “falando mal” mal = advérbio, “o mal é...” mal = substantivo.
NEO233_GRAP-Portugues A.idml 7NEO233_GRAP-Portugues A.idml 7 19/09/2011 13:40:3319/09/2011 13:40:33
Atividades preparatórias à 2a fase da UEL8 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
 b) só em … em vez de caminhar, só, em direção a uma edícula, no fundo do quintal. – e em – Só preciso 
ter acesso ao coração do mundo.
 
 
8. (FGV-SP) Observe a pontuação dos segmentos frasais:
 a) Assim que saí do elevador no andar errado os versos de Drummond me desabaram na cabeça. Você 
constata um erro de pontuação? Explique.
 
 
 
 b) Voltei ao elevador decidido a raspar essa barbicha calculadamente desleixada, meu crachá de escritor.
 Justifi que o emprego da vírgula no período.
 
 
 (UFSCar-SP) INSTRUÇÃO: Leia os dois textos a seguir para responder às questões 9,10 e 11.
Texto 1
 O material do poeta é a vida, e só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime. Seu instrumento 
é a palavra. Sua função é a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos 
e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo 
mágico da imaginação. Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela, simples e comunicativa possível, 
do contrário ele não será nunca um bom poeta, mas um mero lucubrador* de versos.
(Vinícius de Moraes, Para Viver um Grande Amor, p. 101-102.)
 * aquele que compõe com esforço à custa de muita meditação.
Texto 2
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afi nidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
 1 – adjetivo (sozinho), 2 – advérbio (somente).
 Sim. “Assim que saí do elevador no andar errado, os versos de Drummond me desabaram na cabeça.” A vírgula separa a oração 
subordinada adverbial temporal da oração principal.
 A vírgula separa o aposto, “meu crachá de escritor”, do termo a que ele se refere, “barbicha calculadamente desleixada”.
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Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
(Carlos Drummond de Andrade, Procura da poesia.)
9. (UFSCar-SP) Comparando o texto em prosa de Vinícius ao trecho do poema de Drummond:
 a) Ambos apresentam o mesmo conceito de poesia? Por quê?
 
 
 b) Justifi que sua resposta, transcrevendo um trecho de cada um dos textos.
 
 
10. (UFSCar-SP) Leia novamente o poema de Drummond e responda:
 a) Que modo verbal caracteriza e domina a construção desse poema? Por quê?
 
 
 b) Qual é o signifi cado da pergunta Trouxeste a chave? no último verso do trecho apresentado?
 
 
11. (UFSCar-SP) Voltando ao texto em prosa de Vinícius de Moraes e pondo foco no trecho Seu único dever é 
fazê-lo da maneira mais bela,
 a) a que se refere no texto o pronome seu?
 
 
 b) A que se refere no texto o pronome lo?
 
 
 
 
 (Unesp) INSTRUÇÃO: As questões a seguir tomam por base trecho de um texto de Fabiana Cristina Komesu, 
publicado na obra Hipertexto e gêneros digitais, organizada por Luiz Antônio Marcuschi e Antônio Carlos Xavier:
 Blog é uma corruptela de weblog, expressão que pode ser traduzida como “arquivo na rede”. Os blogs 
surgiram em agosto de 1999 com a utilização do software Blogger, da empresa do norte-americano Evan 
Williams. O software fora concebido como uma alternativa popular para a publicação de textos on-line, 
uma vez que a ferramenta dispensava o conhecimento especializado em computação. A facilidade para a 
edição, atualização e manutenção dos textos em rede foram – e são – os principais atributos para o sucesso 
e a difusão dessa chamada ferramenta de autoexpressão. A ferramenta permite, ainda, a convivência de 
 Não. Para Vinícius base do fazer poético é a vida, a palavra é apenas o meio e para Durmmond a essência do poético seria de 
natureza linguística.
 Imperativo – verbos na segunda pessoa do singular. Porque o eu lírico emprega esse modo para formular interdições e prescrições 
relativas ao trabalho poético.
 Refere-se a poeta.
 Chave = metáfora para a capacidade de desvendar o enigma das palavras (“faces secretas”)
 (“fazê-lo”) Refere-se ao enunciado do período anterior: “dar expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos 
e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação”
 Vinícius: “O material do poeta é a vida, só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime”. Drummond: “Penetra surdamente 
no reino das palavras”. 
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múltiplas semioses, a exemplo de textos escritos, de imagens (fotos, desenhos, animações) e de som 
(músicas, principalmente). Atualmente, a maior parte dos provedores não cobra taxa para a hospedagem 
de um blog. (...)
 Sob essas condições de acesso, a parcela da população que usufrui de computador e internet pode utilizar 
o software para a expressão de seus sentimentos, principalmente, na atividade de escrita – e por meio de 
outras semioses, como a imagem e o som. Não se trata da exibição da vida particular de celebridades, mas 
do cotidiano e das histórias de pessoas consideradas comuns porque não exercem quaisquer atividades 
que lhes deem destaque social, a não ser o fato de possuírem um blog na rede.
 A avaliação das práticas sociais de um exibicionismo da vida privada em eventos textuais como os blogs 
é questão que pode ser estendida a outros meios de comunicação. Limito-me a mencionar a televisão, 
para fi car com um dos exemplos mais célebres. Nos últimos anos, os canais de televisão no mundo todo 
iniciaram a produção de programas que se ocupam do cotidiano de pessoas comuns, colocadas para 
conviverem juntas num mesmo ambiente. Por meio dos votos dos telespectadores, há a seleção de um 
vencedor. O “sobrevivente” recebe, ao término do programa, um montante em dinheiro. No Brasil, a 
fórmula é intitulada “Big Brother Brasil”.
(Fabiana Cristina Komesu, Blogs e as práticas de escrita sobre si na Internet)
12. (Unesp) Ao lado de termos estrangeiros (blog, weblog, software, on-line), o fragmento empregaexpressões 
portuguesas que se relacionam diretamente às novas tecnologias, especialmente o computador e a 
internet. Cite duas dessas expressões, comentando diferenças quanto ao sentido corriqueiro das palavras 
destacadas e sua nova acepção.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13. (Unesp) Explicite os objetivos da criação do blog e os motivos de seu sucesso, no mundo contemporâneo, 
considerando os dados fornecidos pelo fragmento escrito por Fabiana Komesu.
 
 
 
14. (Unesp) Tendo em vista as informações contidas no texto, o blog poderia ser relacionado ao gênero diário, 
uma vez que seu conteúdo trata “do cotidiano e das histórias de pessoas consideradas comuns”. Todavia, 
o gênero blog se distancia dos diários em vista de algumas de suas características, as quais também 
podem ser observadas, no fragmento. Aponte duas diferenças entre esses dois gêneros, apresentando 
explicações sucintas.
 
 
 
 1) arquivo, que de conjunto de documentos passou a ser também o grupo de dados digitalizados que são armazenados e tratados 
como um ente;
 2) rede, que de entrelaçado de fi os passou também a signifi car um sistema constituído pela interligação de diversos computadores;
 3) provedor, que de designação àquele que abastece, que sustenta, passou a indicar também uma empresa ou organização com 
alta capacidade de armazenamento de dados e com grande quantidade de computadores interligados e que disponibiliza o seu 
conteúdo a outros usuários.
 Blogs = seus autores expressam seus sentimentos e impressões associando a escrita a outros recursos visuais ou sonoros. O 
sucesso da ferramenta se dá à facilidade de manuseio e por ser gratuito.
 Nos dois gêneros o autor expressa seu sentimento, porém no Blog é possível utilizar outros recursos como imagens, vídeos e 
músicas e o conteúdo é acessível a outros usuários da rede mundial de computadores.
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 (Unicamp-SP) “Aurélio – BOM PRA BURRO”
15. Nessa propaganda do dicionário Aurélio, a expressão “bom pra burro” é polissêmica, e remete a uma 
representação de dicionário.
 a) Qual é essa representação? Ela é adequada ou inadequada? Justifi que.
 
 
 
 b) Explique como o uso da expressão “bom pra burro” produz humor nessa propaganda.
 
 
 
 
 
 
16. (Unicamp-SP) A propaganda abaixo explora a expressão idiomática ‘não leve gato por lebre’ para construir 
a imagem de seu produto:
 NÃO LEVE GATO POR LEBRE
 SÓ BOM BRIL É BOM BRIL
 a) Explique a expressão idiomática por meio de duas paráfrases.
 
 
 
 
 b) Mostre como a dupla ocorrência de BOM BRIL no slogan ‘SÓ BOM BRIL É BOM BRIL’, aliada à expressão 
idiomática, constrói a imagem do produto anunciado.
 
 
 
 
17. (Fuvest-SP) Leia com atenção as seguintes frases, extraídas do termo de garantia de um produto para 
emagrecimento:
 I- Esta garantia fi cará automaticamente cancelada se o produto não for corretamente utilizado.
 II- Não se aceitará a devolução do produto caso ele contenha menos de 60% de seu conteúdo.
 III- As despesas de transporte ou quaisquer ônus decorrente do envio do produto para troca corre por 
conta do usuário.
 Remete à expressão “Pai dos burros”. Inadequada, pois dicionários auxiliam pessoas com diversos níveis de inteligência. 
 A ambiguidade de “pra burro”, que pode ser adjunto adverbial de intensidade (bom pra burro: “muito bom”) ou complemento 
nominal de “bom”, remetendo, então, à expressão “pai dos burros” (bom pra burro: “bom para quem precisa de dicionário”).
 Corresponde à atribuição de uma qualidade única a um produto único. Todos os demais, ainda que aparentemente similares, 
seriam meros “gatos” querendo passar por “lebres”.
 “Não aceite um produto inferior em lugar do superior.”
 “Não se deixe enganar por produtos falsifi cados.”
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL12 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
 a) Reescreva os trechos sublinhados nas frases I e II, substituindo as conjunções que os iniciam por outras 
equivalentes e fazendo as alterações necessárias.
 
 
 
 
 b) Reescreva a frase III, fazendo as correções necessárias.
 
 
 
18. (Fuvest-SP) Leia e responda ao que se pede: 
 Conversa no ônibus
 Sentaram-se lado a lado um jovem publicitário e um velhinho muito religioso. O rapaz falava animadamente 
sobre sua profi ssão, mas notou que o assunto não despertava o mesmo entusiasmo no parceiro. Justifi cou-
-se, quase desafi ando, com o velho chavão:
 – A propaganda é a alma do negócio.
 – Sem dúvida, respondeu o velhinho. Mas sou daqueles que acham que o sujeito dessa frase devia ser o 
negócio.
 a) A palavra alma tem o mesmo sentido para ambas as personagens? Justifi que.
 
 
 
 b) Seguindo a indicação do velhinho, redija a frase na versão que a ele pareceu mais coerente.
 
 
19. (Fuvest-SP) Leia e responda ao que se pede:
Capitulação
Delivery
Até pra telepizza
É um exagero.
Há quem negue?
Um povo com vergonha
Da própria língua
Já está entregue.
(Luís Fernando Veríssimo)
 a) O título dado pelo autor está adequado, tendo em vista o conteúdo do poema? Justifi que sua resposta.
 
 
 I - “… caso (contanto que, desde que, a não ser que) o produto não seja corretamente utilizado”. 
 II - “… se ele contiver…” ou “desde que (contanto que, a não ser que) ele contenha…”.
 “As despesas de transporte ou quaisquer ônus decorrentes (ou qualquer ônus decorrente) do envio do produto para troca correm 
por conta do usuário”.
 Sim. No contexto pode signifi car “essência” ou “fator fundamental”.
 Sim. Capitulação = invasão” de anglicismos (americanismos) na língua portuguesa corrente no Brasil.
 “O negócio é a alma da propaganda”.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 13
b) O exagero que o autor vê no emprego da palavra “delivery” se aplicaria também a “telepizza”? Justifi que 
sua resposta.
 
 
 
 
 
 
 (UFSCar-SP) INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões 20, 21 e 22:
 Tenho ódio mortal dos mosquitos. Se Charles Darwin tivesse me encarregado de colocar ordem na 
evolução das espécies, eu teria poupado os dinossauros e varrido os mosquitos da Terra.
 Não me faltam razões para tal idiossincrasia*: quase morri por causa de um Haemagogus** covarde 
que me transmitiu febre amarela sem deixar vestígio da picada. É o animal mais perigoso. Se somarmos 
todos os ataques contra seres humanos já realizados por onças, leões e cobras, obteremos um número 
insignifi cante perto dos que caem de cama numa única epidemia de malária ou dengue. Por essa razão, 
quando surge uma espécie nova de mosquito em qualquer país, as autoridades sanitárias se assustam.
 (Drauzio Varella. Folha de S.Paulo, 02.08.2008.)
 * No texto, modo particular de ver as coisas.
 ** Haemagogus é um mosquito de hábitos silvestres que vive no solo ou na copa das árvores.
20. Em Tenho ódio mortal dos mosquitos, Drauzio Varella usa a preposição de para ligar a palavra ódio à 
palavra mosquitos. Poderia, se quisesse, ter usado a e escrever: Tenho ódio mortal aos mosquitos. Trata-
-se da opção por uma determinada regência nominal. 
 a) Leia os três trechos a seguir e diga em qual deles é possível empregar indiferentemente de ou a.
 I. Eu, que tinha ódio ao menino, afastei-me de ambos.
 (Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.)
 II. O ódio a Bill Gates se explica com uma palavra bem arcaicae bem humana: inveja.
 (Folha de S.Paulo, 02.07.2008.)
 III. O desejo de um conde por uma jovem desperta o ódio da mulher do nobre.
 (Folha de S.Paulo, 11.08.2008. Adaptado.)
 
 
 
 
 b) Explique o porquê da sua escolha anterior.
 
 
 
 
 “Telepizza” é um neologismo formado com um empréstimo linguístico já há muito incorporado ao português (italiano pizza) e o 
prefi xo (grego) tele-, corrente na língua. Portanto, não se trata do mesmo fenômeno de “capitulação” que se vê em delivery, pois 
aqui se substituiu uma palavra corrente na língua (“entrega”) por um estrangeirismo da moda.
 Em I, é possível trocar a por de: Eu, que tinha ódio do menino... A troca em I é possível porque o contexto não permite interpretação 
de do menino em função subjetiva (“ódio que o menino tinha”), ou seja, como adjunto adnominal. 
 O mesmo não ocorre em II, em que “ódio de Bill Gates” poderia se entendido como “ódio que Bill Gates sente”; nem em III, 
em que a substituição de “ódio da mulher” por “ódio à mulher” alteraria completamente o sentido da expressão, de “ódio que a 
mulher sente” (da mulher: função subjetiva, adjunto adnominal) para “ódio que sentem pela mulher” (à mulher: função objetiva, 
complemento nominal).
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21. Em quase morri por causa de um Haemagogus covarde, o autor emprega o adjetivo covarde para modifi car 
o substantivo Haemagogus, com um propósito estilístico fi gurado.
 a) Em qual dos três exemplos a seguir, o adjetivo está usado com o mesmo propósito?
 Bandido perigoso
 Carro potente
 Estrada assassina
 
 
 b) Em que consiste esse uso fi gurado?
 
 
 
 
22. No trecho É o animal mais perigoso, o autor utilizou o substantivo animal para retomar Haemagogus, 
presente na frase anterior. Outra opção de escrita seria: É o inseto mais perigoso.
 a) No texto — A serpente estava escondida sob a pedra. Dois minutos depois, o animal já tinha atacado 
um cavalo —, como fi caria a segunda frase, se fosse escolhida uma alternativa semelhante à proposta 
para o trecho anterior de Drauzio Varella? 
 
 
 b) Faça o mesmo tipo de substituição no texto: 
 Pediu para usar o termômetro, mas a coisa estava quebrada.
 
 
 (Unesp) INSTRUÇÃO: As questões 23 e 24 tomam por base um texto extraído do jornal Folha de S. 
Paulo.
 PROGRAMA TRATA BICHOS COMO GENTE
 Laura Mattos
 Já faz tempo, mas ninguém esquece. Em 1991, fl agrado ao utilizar um carro ofi cial para levar sua cadela 
ao veterinário, o então ministro do Trabalho, Antonio Rogério Magri, deu a célebre declaração: “Cachorro 
também é ser humano”.
 É essa também a fi losofi a do “Pet.Doc”, programa escolhido pelo GNT dentre cem candidatos em processo 
de pitching – no qual produtoras independentes apresentam seus projetos a uma banca formada por 
diretores do canal.
 “É um programa que vai tratar o pet [animal de estimação] como se fosse gente”, afi rmou à Folha Leonardo 
Edde, sócio da produtora carioca Urca Filmes, responsável pelo projeto.
 “Vamos tratar o animal, seja um cachorro, um rato ou um papagaio, sempre pelo nome, como um ser 
humano, mostrar a importância dessa ‘pessoa’ e contar suas histórias”, diz.
 Em sua opinião, esse tom irá diferenciar o “Pet.Doc” de outros programas sobre animais exibidos na TV 
aberta e fechada “que mostram campeonatos de cães e as melhores rações”.
 Estrada assassina: sentido fi gurado, metafórico.
 Prosopopeia ou personifi cação: consiste em atribuir características humanas a seres inanimados ou animais.
 “A serpente estava escondida sob a pedra. Dois minutos depois, o réptil já tinha atacado um cavalo”.
 “Pediu para usar o termômetro, mas o instrumento estava quebrado”.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 15
 Edde afi rma que a Urca optou por esse tema após analisar pesquisas que apontam que mais de 70% da 
população brasileira possui um pet.
 Segundo Edde, “Pet.Doc” é baseado no livro Nós e Nossos Cães (ed. Globo), de Cacau Hygino. “São 
várias histórias de como o cachorro mudou a vida de pessoas, de gente que era triste e arrumou um 
motivo para viver”, afi rma o produtor.
 “A ideia do programa é baseada no jeito como os donos tratam seus pets. Eles falam dos animais e agem 
com eles como se fossem fi lhos”, aponta. (…)
 O piloto (episódio teste) foi gravado com Caco Iocler, Marília Pêra e Vivianne Pasmanter. Vivianne é dona 
de um cachorro que atuou ao lado de sua personagem na novela “Páginas da Vida”, da Globo.
 O autor de novela Ricardo Linhares (“Paraíso Tropical”) e sua cadela Zoca também serão mostrados. 
“Nossa intenção é desmistifi car a celebridade, como fazemos com o ‘Tira Onda’, do Multishow [famosos 
assumem profi ssões diferentes por um dia]”, explica Edde.
(Folha de S.Paulo, 02.01.2008.)
23. O texto, extraído da Folha de S. Paulo, por seu caráter de notícia, identifi ca as pessoas, utiliza termos 
estrangeiros com liberdade, apoia-se em estatísticas e pesquisas etc. O próprio tempo é fi xado com 
maior precisão, como se vê na indicação da data de publicação do artigo (02.01.2008). Com base nessas 
considerações, destaque e comente dois outros elementos do texto capazes de ligar essa notícia a 
determinada época, mais próxima ao presente.
 
 
 
 
24. Por ocasião da comemoração do dia dos professores, no mês de outubro de 2003, foi veiculada a seguinte 
propaganda, assinada por uma grande corporação de ensino:
 Parabéns [Pl. de parabém] S. m. pl. 1. Felicitações, congratulações. 2. Oxítona terminada em ens, sempre 
acentuada. Acentuam-se também as terminadas em a, as, e, es, o, os, e em.
 Para a homenagem ao Dia do Professor ser completa, a gente precisava ensinar alguma coisa.
 a) Observe os itens 1 e 2 do verbete PARABÉNS. Há diferenças entre eles. Aponte-as.
 
 
 b) Levando em conta o enunciado que está abaixo do verbete, a quem se dirige essa propaganda?
 
 
 
 c) Diferentes imagens da educação escolar sustentam essa propaganda. Indique pelo menos duas dessas 
imagens.
 
 
 
 1) 1991 é dado como um tempo distante; 2) fenômenos atuais como TV a cabo (“TV fechada”); 3) utilização do vocabulário inglês 
para designar animais domésticos (“pets”); 4) referência a atores e novelas da época.
 A propaganda não se dirige, paradoxalmente, aos professores, mas aos discentes ou ao público em geral.
 A imagem que a propaganda passa da escola é a de uma instituição preocupada apenas com regras, informações, conteúdo.
 O primeiro contém uma defi nição semântica e o segundo contém uma regra ortográfi ca.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL16 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
25. Leia a tirinha e responda ao que se pede: 
(Gonsales, Fernando, “Níquel Náusea”. Folha de S. Paulo on line em www.uol.com.br/niquel)
 
 a) No primeiro quadrinho, a menção a ‘palavrões’ constrói uma expectativa que é quebrada no 
segundo quadrinho. Mostre como ela é produzida, apontando uma expressão relacionada a ‘palavrões’, 
presente no primeiro quadrinho, que ajuda na construção dessa expectativa.
 
 
 
 
 
 
 b) No segundo quadrinho, o cômico se constrói justamente pela quebra da expectativa produzida no 
quadrinho anterior. Entretanto, embora a relação pressuposta no primeiro quadrinho se mantenha, 
ela passa a ser entendida num outro sentido, o que produz o riso. Explique o que se mantém e o que 
é alterado no segundoquadrinho em termos de pressupostos e relações entre as palavras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 No primeiro quadrinho é estabelecida uma relação entre ‘palavrões’ e ‘passar vergonha’. Essa relação é de causalidade, ou 
seja, o pronunciamento de palavras de baixo calão pelo papagaio e uma respectiva reação indignada por parte dos ouvintes 
seriam a razão pela qual o menino, dono do papagaio, passaria vergonha. 
 A relação de causalidade e a inadequação das palavras usadas pelo papagaio, referidas como ‘palavrões’, se mantêm, pois, de 
fato, é a natureza dos ‘palavrões’ que faz o menino se envergonhar. O que se altera são as causas da vergonha. Pressupunha-se 
no primeiro quadrinho que a agressividade dos palavrões era a causa da inadequação e, portanto, de se ‘passar vergonha’. 
No segundo quadrinho, entretanto, pelo fato de o papagaio falar ‘xixi’, ‘cocô’, etc., altera-se a razão da inadequação. Trata-se 
de expressões normalmente usadas por crianças muito pequenas, expressões inócuas, que causam riso nos ouvintes e, 
portanto, constrangem o dono do papagaio. A premissa de que o papagaio costuma repetir apenas aquilo que ouve na casa em 
que vive torna mais contundente a imagem de que seu dono é quem seria infantil, motivo do embaraço.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 17
 (UEL-PR) Cuitelinho
 Cheguei na beira do porto
 onde as ondas se espaia.
 As garça dá meia volta,
 senta na beira da praia.
 E o cuitelinho não gosta
 que o botão de rosa caia.
 Ai quando eu vim de minha terra,
 despedi da parentaia.
 Eu entrei no Mato Grosso,
 dei em terras paraguaia.
 Lá tinha revolução,
 enfrentei fortes bataia.
 A tua saudade corta
 como aço de navaia.
 O coração fi ca afl ito,
 bate uma a outra faia.
 E os óio se enche d’água
 que até a vista se atrapaia.
 Fonte: Tema folclórico. Adaptação Musical: Wagner Tiso e Milton 
Nascimento. Texto Poético: Paulo Vanzolini e Antônio Xandó. 
In: NASCIMENTO, M. Milton Nascimento ao Vivo. São Paulo: 
Polygram, 1983
1. Caso o autor optasse por redigi-la de acordo 
com a norma culta, como fi caria a última frase 
“e os óio se enche d’água que até a vista se 
atrapaia.”? Resposta: A
 (A) e os olhos se enchem d’água que até as 
vistas se atrapalham.
 (B) e os olhos se enchem d’água que até as 
vistas nos atrapalham.
 (C) e os olhos nos enchem d’água que até as 
vistas nos atrapalham.
 (D) e os olhos se enchem d’água que até as 
vistas se nos atrapalham.
 (E) e os olhos nos enchem d’água que até as 
vistas atrapalham.
 (Fuvest-SP) Texto para a próxima questão: 
 Belo Horizonte, 28 de julho de 1942. 
 Meu caro Mário, 
 Estou te escrevendo rapidamente, se bem 
que haja muitíssima coisa que eu quero te 
falar (a respeito da Conferência, que acabei 
de ler agora). Vem-me uma vontade imensa 
de desabafar com você tudo o que ela me fez 
sentir. Mas é longo, não tenho o direito de 
tomar seu tempo e te chatear.
 Fernando Sabino.
2. Neste trecho de uma carta de Fernando Sabino 
a Mário de Andrade, o emprego de linguagem 
informal é bem evidente em Resposta: E
 (A) “se bem que haja”.
 (B) “que acabei de ler agora”.
 (C) “Vem-me uma vontade”.
 (D) “tudo o que ela me fez sentir”.
 (E) “tomar seu tempo e te chatear”.
 (UEPG-PR) Texto para a próxima questão:
 Relacionamentos virtuais fazem sucesso
 A regra “nunca te vi, sempre te amei” não serve 
para chatters brasileiros: 72% se encontram 
pessoalmente.
 Quem reclama de falta de namorado nunca 
frequentou salas de bate-papos virtuais. 
Nos últimos tempos, a brincadeira tornou-
-se um sucesso. Psicólogos que estudam 
o comportamento do internauta brasileiro 
concluíram que os usuários de chats não 
podem se queixar de falta de amor. Basta ver 
os números. Entre os 72% que se encontraram 
pessoalmente pelo menos uma vez, 60% 
continuam o relacionamento.
 Não é difícil fazer parte dessa turma. O usuário 
pode entrar em agências de casamento on-
-line, deixar suas características e o que espera 
da “alma gêmea”. Depois, é só torcer para 
receber a resposta via e-mail. Existem também 
os “Instant Messengers”, programas abertos, 
porém mais reservados que web chats.
 A instalação é fácil. Basta fazer um download 
(transferir arquivos) do site do fabricante. Os 
mais famosos são: ICQ, ComVC, StarMedia 
Express, Yahoo! Messenger, MSN Messenger 
e IstanTerra. Endereços de encontros virtuais 
pipocam na rede, como o Chapamania: um mês 
de vida, o site tem 600 mil Page view (páginas 
do endereço vistas). Outro exemplo: lançado 
em fevereiro, hoje o Bate-papo recebe mais 40 
mil visitas diárias.
(Adriana Dias Lopes – Revista Galileu, edição 108) 
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL18 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
 (08) O emprego dos vocábulos internautas, 
usuários e chatters evidencia a linguagem 
oral usada pelas camadas populares do 
meio urbano brasileiro.
 (16) A popularização dos termos em inglês na 
área de informática desobriga a articulista 
a destacá-los em forma de negrito, aspas 
ou itálico.
 Soma: 
 3. Com relação à linguagem empregada no texto, 
assinale o que for correto.
 (01) As expressões de estrangeirismos são 
usadas de maneira proposital, para marcar 
uma linguagem pessoal, técnica.
 (02) O texto traz marcas da irreverência da 
articulista diante do fato exposto.
 (04) O emprego de termos como pipocam 
mostra que a articulista optou por uma 
linguagem mais próxima do público-leitor. 20 (04+16)
 (UFMT) Texto para a questão 4:
Folha de S. Paulo [sinapse], p. 24, 26 abril. 2005.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 19
 Embora predomine no texto a linguagem 
formal, é possível identifi car nele marcas 
de coloquialidade, como as expressões 
assinaladas em: Resposta: D
 (A) “mordeu a vida” e “moral prudente e um 
pouco avara”;
 (B) “sem se perguntar mais uma vez” e “não 
deveria haver prazeres”;
 (C) “parece lógico” e “que não sejam só a 
decisão”;
 (D) “e combinar, sei lá, nitratos” e “a gente se 
preocupa”;
 (E) “que valham um risco de vida” e “(e talvez 
sobretudo) um questionamento”.
 (UEPG-PR) VOCÊ TRABALHA PARA QUÊ?
 Os consultores vivem dizendo que, quando 
a gente tem uma meta, o foco aumenta e o 
esforço para realização – seja ele em termos de 
aprendizado, de performance ou de poupança 
– vai mais fácil. Em nossa reportagem de capa 
desse mês, você vai conhecer a história de 
quatro profi ssionais que estão focados em 
crescer na carreira e realizar sonhos.
(Juliana de Mari. Revista Você S/A, setembro/2007)
6. Quais das seguintes palavras, extraídas do 
texto, são acentuadas em razão da tonicidade?
 (01) fácil
 (02) mês
 (04) quê
 (08) você
 (16) história
 Soma: 
7. (UEMS) As palavras “indagatório”, “árvore” e 
“até” recebem acento gráfi co, respectivamente, 
porque são: Resposta: C
 (A) paroxítona terminada em ditongo – 
proparoxítona – monossílaba átona
 (B) proparoxítona – proparoxítona – 
monossílaba tônica
 (C) paroxítona terminada em ditongo – 
proparoxítona – oxítona terminada em “e” 
aberto
 (D) monossílaba átona – paroxítona terminada 
em ditongo – proparoxítona
 (E) paroxítona terminada em hiato – 
proparoxítona – monossílaba átona
4. Assinale o trecho do texto que exemplifi ca o 
registro formal escrito: Resposta: C
 (A) Isso só pode ser influência do professor, 
né?
 (B) Foi aí que comecei a ver as coisas de outro 
jeito.
 (C) Se sou capaz de ensinar, também sou 
capaz de aprender.
 (D) Passei a estudar pra valer e a tirar notas 
boas.
 (E) Fica lá sentado olhando o professor falar 
sem parar.
5. (Fuvest-SP) Leia o texto e responda ao que se 
pede:
 O fi lme Cazuza – O tempo não para me deixou 
numa espécie de felicidade pensativa. Tento 
explicar por quê.Cazuza mordeu a vida com 
todos os dentes. A doença e a morte parecem 
ter-se vingado de sua paixão exagerada de 
viver. É impossível sair da sala de cinema 
sem se perguntar mais uma vez: o que vale 
mais, a preservação de nossas forças, que 
garantiria uma vida mais longa, ou a livre 
procura da máxima intensidade e variedade de 
experiências?
 Digo que a pergunta se apresenta “mais uma 
vez” porque a questão é hoje trivial e, ao mesmo 
tempo, persecutória. (...) Obedecemos a uma 
proliferação de regras que são ditadas pelos 
processos da prevenção. Ninguém imagina 
que comer banha, fumar, tomar pinga, transar 
sem camisinha e combinar, sei lá, nitratos com 
Viagra seja uma boa ideia. De fato não é. À 
primeira vista, parece lógico que concordemos 
sem hesitação sobre o seguinte: não há ou não 
deveria haver prazeres que valham um risco de 
vida ou, simplesmente, que valham o risco de 
encurtar a vida. De que adiantaria um prazer 
que, por assim dizer, cortasse o galho sobre o 
qual estou sentado?
 Os jovens têm uma razão básica para 
desconfi ar de uma moral prudente e um pouco 
avara que sugere que escolhamos sempre os 
tempos suplementares. É que a morte lhes 
parece distante, uma coisa com a qual a gente 
se preocupará mais tarde, muito mais tarde. 
Mas sua vontade de caminhar na corda bamba 
e sem rede não é apenas a inconsciência 
de quem pode esquecer que “o tempo 
não para”. É também (e talvez sobretudo) 
um questionamento que nos desafi a: para 
disciplinar a experiência, será que temos 
outras razões que não sejam só a decisão de 
durar um pouco mais?
 Contardo Calligaris. Folha de S.Paulo
31 (01+02+04+08+16)
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8. (UFSC) Assinale a(s) proposição(ões) 
CORRETA(S). 
 (01) Os acentos gráfi cos em corrupião, lá e 
baldeação são justifi cados pela mesma 
regra.
 (02) São classifi cadas como oxítonas: 
corrupião, poder e conduzi-lo.
 (04) As palavras beira, aérea e tédio possuem 
a mesma classifi cação quanto à posição 
da sílaba tônica.
 (08) Os acentos gráfi cos dos vocábulos você, 
protegê-los e contém seguem as regras 
de acentuação das oxítonas.
 (16) Em idade, ainda e fl uido temos três 
palavras com o mesmo número de sílabas.
 (32) As palavras gratuito, debaixo e implicou 
são trissílabas.
 Soma: 
9. (UEPG-PR) Considerando os aspectos de 
ortografi a, assinale o que for correto. 
 (01) Os vocábulos hipóteses, parágrafo, 
irreverência são acentuados segundo a 
mesma regra de acentuação.
 (02) O plural de bem-humorada e obra-prima 
são, respectivamente, bem-humoradas; 
obras-primas.
 (04) O plural de opinião e isenção apresenta 
mais de uma forma, assim como o plural 
de corrimão.
 (08) Os pronomes minha, isso, nossa 
apresentam em sua grafi a duas letras que 
representam um fonema.
 (16) O vocábulo atraído apresenta em sua 
construção um hiato.
 (32) No vocábulo ceticismo, o sufi xo ismo dá 
um sentido conjunto de características 
relativas a cético.
 Soma: 
10. (ITA-SP) Assinale a opção cujas palavras devem 
ser grafi camente acentuadas, respectivamente, 
pelas mesmas regras que se aplicam em “Jau, 
juri, perde-la, video”: Resposta: B
 (A) fl uido, biquini, tres, difi ceis;
 (B) reune, Hernani, pequines, longinquo;
 (C) Luis, ravioli, timidez, amendoa;
46 (02+04+08+32)
58 (02+08+16+32)
 (D) ciume, resumi-lo, caterete, tenue;
 (E) fortuito, quati, fe-lo, desaguam.
 (UFPR) A língua do Brasil amanhã
 Ouvimos com frequência opiniões alarmantes 
a respeito do futuro da nossa língua. Às vezes 
se diz que ela vai simplesmente desaparecer, 
em benefício de outras línguas supostamente 
expansionistas (em especial o inglês, atual 
candidato número um a língua universal); 
ou que vai se “misturar” com o espanhol, 
formando o “portunhol”; ou, simplesmente, 
que vai se corromper pelo uso da gíria e das 
formas populares de expressão (do tipo: o 
casaco que cê ia sair com ele tá rasgado). Aqui 
pretendo trazer uma opinião mais otimista: a 
nossa língua, estou convencido, não está em 
perigo de desaparecimento, muito menos de 
mistura. (...)
 O que é que poderia ameaçar a integridade, ou 
a existência, da nossa língua? O primeiro fator, 
frequentemente citado, é a infl uência do inglês 
– o mundo de empréstimos que andamos 
fazendo para nos expressarmos sobre certos 
assuntos.
 Não se pode negar que o fenômeno existe; 
o que mais se faz hoje é surfar, deletar ou 
tratar do marketing. Mas isso não signifi ca 
o desaparecimento da língua portuguesa; 
empréstimos são um fato da vida, e sempre 
existiram. Hoje pouca gente sabe disso, 
masavalanche, alfaiate, tenor e pingue-pongue 
são palavras de origem estrangeira; hoje já 
se naturalizaram, e certamente ninguém vê 
ameaça nelas. Afi nal de contas, quando se 
começou a jogar aquela bolinha em cima da 
mesa, precisou-se de um nome; podíamos 
dizer tênis de mesa, e alguns tentaram, mas 
a palavra estrangeira venceu – só que virou 
portuguesa, hoje vive entre nós como uma 
imigrante já casada, com fi lhos brasileiros etc. 
Perdeu até o sotaque.
 Quero dizer que não há o menor sintoma de 
que os empréstimos estrangeiros estejam 
causando lesões na língua portuguesa; a 
maioria, aliás, desaparece em pouco tempo, e 
os que fi cam se assimilam. O português, como 
toda língua, precisa crescer para dar conta das 
novidades sociais, tecnológicas, artísticas e 
culturais; para isso pode aceitar empréstimos 
– ravióli, ioga, chucrute, balé – e também pode 
(e com maior frequência) criar palavras a partir 
de seus próprios recursos – como computador, 
ecologia, poluição– ou então estender o uso 
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 21
de palavras antigas a novos signifi cados – 
executivo ou celular, que signifi cam coisas 
hoje que não signifi cavam há vinte anos. Isso 
está acontecendo a todo tempo com todas 
as línguas, e nunca levou nenhuma delas à 
extinção. Eu, pessoalmente, desconfi o que os 
falantes possuem um bom senso inato que os 
impede de utilizar termos estrangeiros além de 
um certo limite; por isso, a maioria das palavras 
de empréstimo são muito efêmeras: quem se 
lembra hoje do que é um ban-lon, um goal-
keeper ou mesmo (essa eu lamento, não pela 
palavra, mas pela coisa) um fox-trot? (...)
 Como primeira conclusão deste ensaio, direi 
que não estamos em perigo de ver nossa 
língua submergida pela maré de empréstimos 
ingleses. A língua está aí, inteira: a estrutura 
gramatical não mudou, a pronúncia é ainda 
inteiramente nossa, e o vocabulário é mais 
de 99% de fabricação nacional. Por enquanto, 
falamos português.
 PERINI, Mário A. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios. 
São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 11-14. 
 O trecho a seguir aborda o mesmo tema 
discutido por Perini:
 Em primeiro lugar, é importante notar que, 
embora pareça fácil apontar, hoje, home 
banking e coffee break como exemplos claros 
de estrangeirismos, ninguém garante que 
daqui a alguns anos não estarão sumindo das 
bocas e mentes, como o match do futebol e o 
rouge da moça; assim como ninguém garante 
que não terão sido incorporadosnaturalmente 
à língua, como o garçom e o sutiã, o esporte e 
o clube.
 GARCEZ, Pedro M.; ZILLES, Ana Maria. Estrangeirismos – 
desejos e ameaças. In: Faraco, Carlos A. (Org.). Estrangeirismos 
– guerras em torno da língua. São Paulo: Parábola, 2001, p. 20.
11. Garçom, sutiã, esporte e clube. Esses 
exemplos são usados no texto para ilustrar o 
mesmo fenômeno que Perini apresenta ao 
comentar o surgimento no português das 
palavras: Resposta: D
 (A) computador e ecologia;
 (B) executivo e celular;
 (C) fox-trot e poluição;
 (D) alfaiate e tenor;
 (E) ban-lon e goal-keeper.
 (UFRGS-RS) Assim que a seleção francesa 
foi desclassifi cada, tirando da competição a 
supostamente invencível Marselhesa, The 
Guardian anunciou: “O Brasil agora possui 
o melhor hino nacional da Copa Mundial de 
2002”. E não apareceu ninguém para desmentir 
_______ jornal inglês.
 Para The Guardian, o nosso hino nacional é “o 
mais alegre, o mais animado, o mais melodioso 
e o mais encantador do planeta”. A despeito 
da secular pinimba dos britânicos com os 
franceses, não me pareceu forçada _______ 
restrição que fi zeram _____ Marselhesa e seus 
“belicosos apelos às armas”, desfavoravelmente 
comparados ao estímulo aos sentimentos 
nacionais e às belezas naturais do fl orão da 
América contido nos versos que Joaquim 
Osório Duque Estrada escreveu para a música 
de Francisco Manuel da Silva.
 Cânticos de louvor _________ nações e seus 
povos, os hinos pouco se diferenciam: são 
quase sempre hipérboles patrióticas, não 
raro jingoístas, demasiado apegadas a glórias 
passadas e inclinadas a exortar a alma guerreira 
que em muitos de nós dormita. Entretanto, 
comparado aos hinos dos países que nós 
derrotamos nas três fases da Copa, o nosso 
ganha fácil em beleza melódica e expressividade 
poética. “É como se tivesse vindo pronto, já 
composto, de uma casa de ópera”, bajulou The 
Guardian.
 Quase um século nos separa da concepção da 
letra do Hino Nacional Brasileiro. Ela é antiga, 
solene, infl amada, alambicada, anacrônica, 
como todas de sua espécie. Custamos a nos 
acostumar com ela. Suas anástrofes e seus 
cacófatos até hoje aturdem as crianças. Passei 
um bom tempo de minha infância sem atinar 
para o sentido de alguns versos e acreditando 
que a nossa terra era “margarida”, e não “mais 
garrida”. Por uma deformação mental qualquer 
– ou,quem sabe, condicionado por outros hinos 
e por fatos de nossa nada incruenta história –, 
vivia a cantar “paz no futuro e guerra (em vez 
de ‘glória’) no passado”.
 Encontrei uma versão em que tiraram o berço 
o gigante eternamente deitado: “Erguido 
virilmente em solo esplêndido / Entre as ondas 
do mar e o céu profundo”. Prefi ro os versos 
originais. Não por convicções ideológicas, mas 
por uma questão de métrica, de eufonia e um 
pouco por desconfi ar que sempre vivemos 
deitados em berço esplêndido, dormindo mais 
do que deveríamos.
(Adaptado de: AUGUSTO, Sérgio. Bravo! ano 5, n. 59.)
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL22 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
fundo. Por um lado, há a vontade de defender 
o que, desde sempre, constitui uma espécie 
de essência: a devoção, a fi delidade exclusiva 
à tribo; por outro, há a sedução da Alemanha, 
para onde já fora o amigo. Qual é a força dessa 
sedução? Será que está apenas na abundância 
de bugiganga?
 Ultimamente, tem-se levantado o __________ 
da retomada do confl ito entre o Islã e a 
cristandade. Mas o confl ito de hoje não é 
o mesmo que assolou a Idade Média, pois 
a cristandade está diluída na modernidade. 
O confl ito de hoje não é entre duas culturas, 
cada uma exclusiva, mas entre uma cultura 
tradicional, que se sustenta na exclusão (dos 
infi éis, por exemplo), e a modernidade, que 
idealiza a inclusão de todos.
 Abdul, dividido entre a fi delidade tribal e a 
sedução de uma cultura distinta, mas que 
poderia incluí-lo, já é nosso semelhante. Sua 
contradição não é muito diferente da nossa, 
cotidiana, entre a nostalgia de algum tipo de 
pátria e a ambição de reconhecer a humanidade 
como nossa única tribo.
 (Adaptado de: CALLIGARIS, C. Um amigo na Alemanha. Folha 
de S.Paulo, 6 dez. 2001.)
13. Considere as seguintes afi rmações sobre a 
formação de palavras do texto:
 I. As palavras “contradição” e “tradicional” 
contêm a mesma raiz.
 II. As palavras “exclusão” e “inclusão” contêm 
prefi xos que são antônimos.
 III. As palavras “infi éis” e “fi delidade” têm a 
mesma raiz.
 Quais estão corretas? Resposta: D
 (A) Apenas I.
 (B) Apenas II.
 (C) Apenas III.
 (D) Apenas II e III.
 (E) I, II e III.
12. Considere as seguintes afi rmações sobre a 
formação de palavras do texto:
 I.O prefi xo contido na palavra invencível é o 
mesmo que se encontra, em formas variantes, 
nas palavras inferir, irromper e irrigar.
 II.A palavra hipérboles contém o mesmo 
prefi xo que a palavra hipermercado.
 III.As palavras melodioso (linha 08) e melódica 
são adjetivos derivados de um mesmo 
substantivo, como o é também a palavra 
melodista.
 
 Quais estão corretas? Resposta: D
 (A) Apenas I.
 (B) Apenas II.
 (C) Apenas III.
 (D) Apenas I e II.
 (E) Apenas II e III.
 (UFRGS-RS) Ao tomarem Cunduz, no 
Afeganistão, os homens de Aliança do Norte 
encontraram um soldado do Taleban, Abdul 
Hadid, sentado na calçada, baleado, tremendo 
de choque; com as roupas __________ de 
sangue. No pequeno grupo hostil e __________ 
que se formou ao seu redor, Abdul percebeu 
que havia dois jornalistas ocidentais, as únicas 
caras, provavelmente, a mostrarem compaixão. 
Endereçou a eles seu único (e último?) pedido 
de ajuda da seguinte maneira: “Tenho um 
amigo na Alemanha”. Depois disso, foi levado 
embora - ofi cialmente, para um hospital.
 É como se Abdul dissesse aos que podiam 
entendê-lo, ou seja, aos ocidentais presentes: 
não sou “todo” daqui, minha tribo não resume 
inteiramente minha humanidade. Na hora de 
morrer por causa de uma diferença étnica, ele 
invocou um mundo em que, em princípio, tribos 
e crenças não seriam condições de cidadania.
 Não acredito que a frase de Abdul fosse uma 
__________ oportunista. É mais provável que 
ela manifestasse uma dolorosa contradição de 
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 23
 (PUC-Rio)
14. Classifi que como verdadeira (V) ou falsa (F) cada 
uma das afi rmações abaixo sobre a estrutura 
mórfi ca das palavras:
 I. O elemento “i” grifado em “decidir” é do 
mesmo tipo que aquele grifado em “felicidade”.
 II. As palavras “fi caram” e “deram” apresentam 
desinências modo-temporais que podem ser 
usadas em dois tempos verbais diferentes.
 III. “Indenização” e “abandonada” são palavras 
formadas a partir de substantivos.
 IV. No texto, a palavra “comprado” (l. 36) 
tem as mesmas possibilidades de fl exão que 
“abandonada” (l. 1).
 V. Os sufi xos de “motorista” e “costureira” 
apresentam o mesmo valor semântico.
 (A) F – F – V – V – F Resposta: B
 (B) F – V – F – F – V
 (C) V – F – V – F – V
 (D) V – V – V – F – F
 (E) V – F – F – F – V
 (UFSCar-SP) Sob a óptica do senso comum, 
conhecimento tem a ver com familiaridade. 
O conhecido, diz a linguagem comum, é o 
familiar. Se você está acostumado com alguma 
coisa, se você lida e se relaciona habitualmente 
com ela, então você pode dizer que a conhece. 
O desconhecido, por oposição, é o estranho.
 O grau de conhecimento, nessa perspectiva, é 
função do grau de familiaridade: quanto mais 
familiar, mais conhecido. Daí a fórmula: “eu sei = 
estou familiarizado com isso como algo certo”.
 Mas se o objetorevela alguma anormalidade, se 
ele ganha um aspecto distinto ou se comporta de 
modo diferente daquele a que estou habituado, 
perco a segurança que tinha e percebo que não o 
conhecia tão bem quanto imaginava. Urge domá-
lo, reapaziguar a imaginação. Ao reajustar minha 
expectativa e ao familiarizar-me com o novo 
aspecto ou o novo comportamento, recupero a 
sensação de conhecê-lo.
 Sob a ótica da abordagem científi ca, contudo, 
a familiaridade é não só falha como critério 
de conhecimento como ela é inimiga do 
esforço de conhecer. A sensação subjetiva 
de conhecimento associada à familiaridade é 
ilusória e inibidora da curiosidade interrogante 
de onde brota o saber. O familiar não tem 
o dom de se tornar conhecido só porque 
estamos habituados a ele. Aquilo a que 
estamos acostumados, ao contrário, revela-
se com frequência o mais difícil de conhecer 
verdadeiramente.
(Eduardo Giannetti, Autoengano, p. 72.)
15. Assinale a alternativa em que há palavras que 
apresentam o mesmo processo de derivação 
das palavras destacadas no trecho a seguir: . . . 
conhecimento tem a ver com familiaridade. 
 (A) É fatal fi carmos tristes diante daquilo que 
é efêmero. Resposta: C
 (B) Uma bela face humana vai um dia fi car 
velha e menos bela.
 (C) Mas a transitoriedade lhe empresta 
renovado encantamento.
 (D) Uma fl or que dura apenas uma noite não 
parece menos bela.
 (E) Uma bela obra de arte não tem limitação 
de tempo ou espaço.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL24 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
 (UEMS) 
18. No segundo texto “Hino ao sono”, as palavras 
sem – pequena – noite – cada apresentam, 
respectivamente, a seguinte classifi cação 
morfológica: Resposta: B
 (A) artigo – substantivo – adjetivo – numeral;
 (B) preposição – adjetivo – substantivo – 
pronome indefi nido;
 (C) preposição – substantivo – substantivo – 
verbo;
 (D) conjunção coordenativa – substantivo – 
adjetivo – advérbio;
 (E) numeral – adjetivo – adjetivo – pronome 
pessoal.
 (ITA-SP) Durante a Copa do Mundo deste ano 
[2002], foi veiculada, em programa esportivo 
de uma emissora de TV, a notícia de que um 
apostador inglês acertou o resultado de uma 
partida, porque seguiu os prognósticos de seu 
burro de estimação. Um dos comentaristas 
fez, então, a seguinte observação: “Já vi muito 
comentarista burro, mas burro comentarista é 
a primeira vez”.
 Percebe-se que a classe gramatical das 
palavras se altera em função da ordem que elas 
assumem na expressão.
19. Assinale a alternativa em que isso não ocorre:
 (A) obra grandiosa; Resposta: A
 (B) jovem estudante;
 (C) brasileiro trabalhador;
 (D) velho chinês;
 (E) fanático religioso.
 (UEL-modifi cado-PR) “Modesto, pintado de um 
controverso verde e com a fachada em forma de 
ondas, o edifício Ypiranga seria mais uma brava 
reminiscência da década de 50 em Copacabana, 
na Zona Sul carioca, caso não abrigasse o 
famoso escritório de Oscar Niemeyer. Para se 
chegar à toca do Arquiteto do Século é preciso 
sair do elevador no nono andar e subir uma 
escadinha meio rocambolesca, improvável em 
projetos arquitetônicos de hoje. Despojado de 
qualquer sofi sticação ou modismo, o escritório 
é uma lufada de bom gosto, todo branco, com 
janelões de vidro que emolduram o mar azul. 
Nas paredes, a marca do dono: retas e curvas 
em total liberdade a formar desenhos e pilares 
fi losófi cos (...).”
 (LOBATO, Eliane. Isto É, 16 out. 2002. p. 7.)
16. Os adjetivos “controverso”, “brava” e 
“rocambolesca” utilizados no texto para 
caracterizar “verde”, “reminiscência” e 
“escadinha” podem ser entendidos, 
respectivamente, como: Resposta: C
 (A) escuro, constante e estreita.
 (B) agressivo, desfeita e de metal.
 (C) discutível, resistente e espiralada.
 (D) espalhafatoso, agradável e íngreme.
 (E) sombrio, agressiva e fora de moda.
 (PUC-RS) Das utopias
 01 Se as coisas são inatingíveis... ora!
 02 Não é motivo para não querê-las...
 03 Que tristes os caminhos, se não fora
 04 A presença distante das estrelas!
 Mário Quintana
17. Assinale a alternativa em que as duas palavras 
pertencem à mesma classe gramatical:
 (A) Coisas / inatingíveis (linhas 01 e 01);
 (B) Que / para (linhas 03 e 02); Resposta: E
 (C) Para / ora (linhas 02 e 01);
 (D) Tristes / fora (linhas 03 e 03);
 (E) Coisas / estrelas (linhas 01 e 04). 
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 25
tanto. De que serve você brilhar na sua profi ssão, 
vencendo um monte de obstáculos, se, do alto dos 
seus saberes, você é derrotado pela caixinha de 
iogurte, cuja única orelhinha, como a de Van Gogh, 
você extirpou na tentativa de sorver a delícia descrita 
em cores vivas no plástico? Você manda a orelhinha 
arrebentada para a fi lha do fabricante como prova do 
incontido amor que você tem pela própria empresa? 
Meu Deus, a nossa primeira embalagem, a 
placenta que nos embrulhou na vinda pra cá, já não 
era lá essas coisas. Talvez seja para compensar que 
enfeitamos tanto os mortos. Que o caixão, nosso 
derradeiro pacote, que nos levará deste para outro 
mundo, sobre o qual temos muita curiosidade 
mas nenhuma pressa de ir, resista àqueles últimos 
amigos que nos haverão de carregar para a nossa 
última morada e também nosso último cacófato.
Já pensou se o fundo desprega e você cai 
no meio do corredorzinho do cemitério ou diante do 
altar, onde a tua alma acabou de ser encomendada? 
O velho São Pedro, experiente, ranzinza e com a 
estabilidade no emprego há quase dois milênios, 
aceitará em embalagem assim esculhambada?
20. Assinale a alternativa em que a expressão 
grifada não tem valor adjetivo: Resposta: C
 (A) “aquele instrumento de suplício” (linhas 
19-20)
 (B) “levanta com o pé direito” (linha 23)
 (C) “a parte que tem a lâmina” (linhas 25 e 
26)
 (D) “pois é um homem de fé” (linha 35)
 (E) “uma Constituição modesta e de 
verdade” (linhas 44-45)
 (UEMS) “Primeiro, não pude acreditar, Quem 
teria batizado a pobre criança sob tão lamentável 
inspiração? Mas era verdade. Eu me espantei com 
esse nome de mau gosto, quase um insulto.”
21. As palavras em negrito, no parágrafo acima, 
classifi cam-se do ponto de vista morfológico, 
respectivamente, como: Resposta: A
 (A) numeral ordinal – pronome interrogativo – 
adjetivo – preposição essencial – adjetivo
 (B) numeral cardinal – pronome possessivo 
– substantivo – preposição acidental – 
advérbio
 (C) pronome demonstrativo – advérbio – 
substantivo – conjunção coordenativa – 
adjetivo
 (D) advérbio de tempo – pronome pessoal 
– substantivo – advérbio de lugar – 
substantivo
 (E) substantivo – pronome indefi nido – 
substantivo – preposição acidental – 
advérbio
A PLACENTA E O CAIXÃO
Quem de nós já não se irritou com algum tipo 
de embalagem?
É de manhã, o astro-rei espalha seus 
primeiros raios fúlgidos sobre a parte que lhe cabe 
da pátria, o torrão em que vivem você e a família que 
você preside, a célula-mater da sociedade, e seu dia 
já está todo atrapalhado, nem bem começou. Ah, 
escritores românticos! Como ignorastes o cotidiano 
das pessoas numa sociedade que se industrializou 
deste modo.
Na verdade, seus atrapalhos começaram a 
acordar. Tendo sobrevivido aos barulhos noturnos, 
aquela gente sempre volta do bar de madrugada 
e sempre tem dinheiro pra lá voltar e beber mais, 
enquanto você precisa descansar para trabalhar no 
dia seguinte, sendo para você um mistério mais 
profundo do que o da Santíssima Trindade como 
é que esta gente ganha sem trabalhar, você dá 
um pequeno tapa no rádio-relógiopara que aquele 
instrumento de suplício pare de bombardear seu 
ouvido com aquele zuem-zuem-zuem, bip-bip-bip, 
nheco-nheco-nheco.
Você, enfi m, levanta com o pé direito, 
supersticioso que é. Mas como tirar o aparelho de 
barbear daquele bunker em que puseram a parte que 
tem lâmina? Está escrito descartável. Descartável 
para quem? Mais fácil os aliados destruírem o 
esconderijo do Hitler na Segunda Guerra Mundial do 
que você arrebentar o invólucro onde a gilete está 
escondida.
Feita a barba, você se sente glorioso: 
sobreviveu e está com a cara limpa. Mas daí a toalha 
daquela poderosa indústria têxtil que proclamou suas 
vantagens na televisão — você bem que , outra vez, 
acreditou, pois é um homem de fé e acredita em 
todos eles — com a qual você acaba de enxugar o 
rosto, deixa aqueles ridículos fi apos sobre a tua face 
de brasileiro envergonhado da tecnologia nacional. 
Sim, é verdade que temos carros luxuosos, 
máquinas sofi sticadas e um arsenal de leis 
impressionante, sendo esta Constituição uma das 
mais prolixas do mundo. Mas você pensa que os 
constituintes, que tabelaram de mentirinha os juros 
a 12% ao ano, poderiam fazer uma Constituição 
modesta e de verdade incrustando artigos que 
melhorassem o cotidiano dos cidadãos? Por 
exemplo: a tampa do dentifrício há de ser menor do 
que o buraco da circunferência da pia? E como ser 
feliz se a tampa, como a felicidade, nunca está onde 
nós a pusemos e sempre cai onde não queremos?
Se não nos é permitido sonhar com uma 
sociedade cuja Constituição garanta que todos 
sejam iguais perante a lei, que pelo menos seja 
lícito exigir que as embalagens não nos façam sofrer 
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
55
60
65
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75
 (FGV-RJ) Texto para as questões 20 e 21:
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL26 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
 Texto II
1
2
3
4
5
Gosto de cachorros, mas tratá-los como filhos é demais. Há tantas 
crianças nas ruas e nos orfanatos - e as pessoas preocupadas 
com futilidades. Não consigo entender isso. Deveriam levar o 
carinho, o amor e o dinheiro gasto com um cachorro para uma 
criança carente.
DANIEL ROSSO, CRICIÚMA, SC
(Revista Superinteressante, Abril de 2009, pág. 08z
22. Analise as seguintes afi rmativas sobre o 
emprego do pronome demonstrativo.
 I. O pronome “essa” (texto I, linha 4) retoma 
o substantivo “noia”.
 II. O pronome “isso” (texto II, linha 3) resume 
o que foi dito anteriormente.
 III. O pronome “isso” (texto II, linha 3) refere-
-se a “Deveriam levar o carinho, o amor 
e o dinheiro gasto com um cachorro para 
uma criança carente”.
 IV. O pronome “essa” (texto I, linha 4) refere-
-se ao substantivo “noia”.
 V. Tanto “essa” (texto I, linha 4), quanto “isso” 
(texto II, linha 3) retomam referentes no 
texto.
 Assinale a opção que contém afi rmativas 
corretas. Resposta: B
 (A) II – V (B) II – IV (C) I – III
 (D) III – IV (E) I – V
23. (UEPG-PR) Assinale o que for correto, no que 
se refere ao emprego do pronome relativo.
 (01) É muito valiosa a amizade das pessoas 
que confi amos.
 (02) Mande-me a conta a que ela se refere.
 (04) A rua a que nos dirigimos está alagada.
 (08) Chame o fotógrafo a cuja exposição fazem 
referência.
 (16) Esta é a pessoa a quem ofereceram 
propina.
 Soma: 30 (02+04+08+16)
 (Cefet-RS) FAÇA O BEM SEM OLHAR A 
QUEM
 Terezinha Pasqualotto - Jornalista e licenciada em Filosofi a – Obra 
em prelo, 2008.
 Faça o bem sem olhar a quem. Eu me criei 
ouvindo esta frase. Dentro deste espírito, quero 
propor um ato de amor e de solidariedade. Quero 
propor que você seja um doador de órgãos, já 
que nem eu e nem você, caro leitor, fi caremos 
para semente. Será um gesto de bondade que, 
se não garantir uma cadeira no céu ou a redenção 
dos pecadilhos, proporcionará um sentimento de 
satisfação, que só o desprendimento e a caridade 
podem propiciar, na certeza de que alguém fará 
uso de algo que já não nos servirá mais.
 Para ser um doador não é preciso deixar nada 
escrito, basta avisar à família. Se a consciência 
sobre a importância da doação se multiplicar, 
poderemos possibilitar cenas como estas: Maria 
apaixonada pelo Marcos com o coração da 
Priscila. João lendo notícias, por causa da córnea 
da Lúcia, com a qual ele voltou a enxergar. A 
Cristina bebendo uma cervejinha gelada com o 
fígado do Pedro. A Karen comendo saborosos 
docinhos com o pâncreas da Neuza. O rim 
poderá ir para o Felipe, aquele fi lho da vizinha que 
há anos espera na fi la, lembra? 
 Os órgãos da menina Eloá, falecida recentemente, 
foram doados a sete pessoas. Sete pessoas 
que serão eternamente gratas à Eloá e à família 
dela. Sete pessoas que voltaram a ter vida, a ter 
sonhos e a ter esperanças. Hoje, mais do que 
nunca, todos vivenciam um tempo em que são 
acometidos pela dor de uma perda insuperável, 
e a doação de órgãos pode trazer maior alento 
do que apenas rezar missas e colocar fl ores. É 
o ato de fé mais signifi cativo para manter viva 
aquela pessoa entre nós. Aí poderemos afi rmar: 
morreu coisa nenhuma. Está doando vida a 
outro ser humano. É uma ressurreição possível 
e real, que sai das páginas da Bíblia e vira milagre 
testemunhado por todos nós.
 Nenhum de nós quer morrer, nenhum de nós 
quer perder ninguém, nenhum de nós quer, 
nem mesmo, comentar tal assunto. Antes de 
prosseguir com o seu dia a dia, aparentemente 
inabalável, expresse, inúmeras vezes e com 
ênfase, sua vontade de viver até os 90 ou 100 
anos (amém) e, caso o destino seja mais rápido 
no gatilho, isto é, passar desta para outra, você 
sobreviverá através do corpo de outra pessoa. Não 
é um assunto mórbido. Estamos comentando 
sobre esperança. Doe-se em vida e depois dela. 
24. Em qual alternativa a palavra “que” não 
funciona como pronome? Resposta: C
 (A) Sete pessoas que serão eternamente 
gratas à Eloá e à família dela.
 (B) O rim poderá ir para o Filipe, aquele fi lho da 
vizinha que há anos espera na fi la, lembra? 
 (C) Quero propor que você seja um doador de 
órgãos.
 (D) [...] todos vivenciam um tempo em que 
são acometidos pela dor de uma perda 
insuperável.
(FURG-RS) É certo tratar cães como 
humanos? 
 Texto I
1
2
3
4
5
Com o meu dog, meu amado samoiedo Theodoro, faço o que 
quiser. Nem quero saber se ele gosta de ser chamado de filho, ou 
se gosta que eu o persiga o tempo todo pedindo abraços e beijos. 
Só o ser humano tem essa noia de querer recionalizar as coisas 
desse jeito.
ANA ROSA, NO SITE.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 27
 (UFSCar-SP) A FLOR E A NÁUSEA
 Carlos Drummond de Andrade
 Preso à minha classe e algumas roupas,
 vou de branco pela rua cinzenta.
 Melancolias, mercadorias espreitam-me.
 Devo seguir até o enjoo?
 Posso, sem armas, revoltar-me?
 (...)
 Uma fl or nasceu na rua!
 Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço 
do tráfego.
 Uma fl or ainda desbotada
 ilude a polícia, rompe o asfalto.
 Façam completo silêncio, paralisem os negó-
cios, garanto que uma fl or nasceu.
 (...)
 Observe os versos:
 Façam completo silêncio, paralisem os negó-
cios, garanto que uma fl or nasceu.
25. O poeta pede que façam completo silêncio. Se 
na última frase fosse explicitado o pronome, 
retomando a quem o poeta se refere, ela 
assumiria a seguinte redação: Resposta: A
 (A) Garanto-lhes que uma fl or nasceu.
 (B) Garanto-vos que uma fl or nasceu.
 (C) Garanto-os que uma fl or nasceu.
 (D) Garanto-te que uma fl or nasceu.
 (E) Garanto-lheque uma fl or nasceu.
26. (UEPG-PR) Assinale as alternativas em que o 
emprego dos pronomes pessoais não causa 
ambiguidade:
 (01) Preciso ser sincero contigo, não há mais 
nada entre mim e ti.
 (02) Márcia ligou imediatamente para a irmã 
quando soube que ela havia passado no 
vestibular.
 (04) Nós nunca nos esqueceremos de que 
você a criticou duramente.
 (08) Em sua conversa com o pai, o rapaz fez 
questão de lembrar que o vizinho já o havia 
chamado de vagabundo várias vezes.
 (16) Vou contar-lhe o que aconteceu, pois 
confi o muito em você.
 Soma: 
27. (Fuvest-SP) Considere a validade das 
afi rmações sobre o enunciado “cartas que não 
se escrevem”. Resposta: D
 I. O termo que retoma o seu antecedente, 
introduzindo uma oração que tem o valor de 
um modifi cador desse mesmo antecedente.
 II. O termo que é agente e paciente do processo 
expresso pelo verbo escrever.
 III. O enunciado não determina qual é o agente 
do processo expresso pelo verbo escrever.
 a) Apenas a afi rmação I está correta.
 b) Apenas a afi rmação II está correta.
 c) Apenas as afi rmações II e III estão corretas.
 d) Apenas as afi rmações I e III estão corretas.
 e) Todas as três afi rmações estão corretas.
 (UEL-PR) “Se fosse escrita hoje, a história dos 
três porquinhos terminaria com o Lobo Mau 
empunhando uma pistola. Fôlego não seria 
necessário. Bastaria uma boa estratégia (e 
munição) para entrar pela porta da frente da 
casa de tijolos. A fábula do século 19 se mantém 
atual ao dar a medida de como o crime supera 
recursos desenvolvidos exatamente para 
combatê-lo. Primeiro, a palha; depois, a madeira; 
depois, a lvenaria. A tecnologia defi nitivamente 
não faz sucesso, senão imediato; os sopros da 
violência estarão sempre em dia com a última 
novidade. [...] É consenso entre urbanistas e 
arquitetos do mundo inteiro: muros que cercam 
casas e prédios, munidos ou não de cercas 
elétricas, e especialmente aqueles que são 
voltados para a calçada guardam contradições 
diversas dos tempos modernos. Tudo o que 
representam e tentam preservar – segurança, 
privacidade, delimitação de espaço – cai por 
terra quando sua função é invertida. Em vez 
de proteger quem está do lado de dentro, 
acreditam os especialistas, acabam isolando 
os moradores e, consequentemente, também 
eventuais invasores. Além de transformar a rua 
em território de ninguém.[...]”.
 (FIORATTI, G. Contra a parede. Disponível em: www1.folha.
uol.com.br/fsp/cotidian/ff0710200722.htm. Acesso em: 07 out. 
2007.)
5 (01+05)
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL28 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
28. Em relação ao uso do tempo nos verbos 
sublinhados do primeiro período do texto: “Se 
fosse escrita hoje, a história dos três porquinhos 
terminaria com o Lobo Mau empunhando uma 
pistola. Fôlego não seria necessário. Bastaria 
uma boa estratégia (e munição) para entrar pela 
porta da frente da casa de tijolos”, é correto 
afi rmar que a ação verbal é descrita Resposta: A 
 (A) no futuro do pretérito porque este tempo 
pode ocorrer em enunciados hipotéticos ou 
contrafactuais.
 (B) no pretérito imperfeito porque o enunciado 
designa um fato passado, mas não concluído.
 (C) no pretérito mais-que-perfeito, pois denota 
um fato situado vagamente no passado 
relativamente ao momento da enunciação.
 (D) no pretérito perfeito: indica uma ação que 
ocorreu antes de outra ação já passada ou 
fato passado relativamente ao momento da 
enunciação.
 (E) no futuro do indicativo já que indica a 
posterioridade do intervalo de tempo entre 
as duas ações descritas.
29. (UEL-PR) Analise o período: “Antes de 
embrenhar-se na terceira reforma ortográfi ca 
em menos de um século (já houve outras em 
1943 e 1971), é preciso ao menos ter certeza 
de que Portugal irá segui-la, (...).”
 Assinale a alternativa que substitui corretamente 
a forma verbal sublinhada. Resposta: C
 (A) Existiu.
 (B) Houveram.
 (C) Existiram.
 (D) Haveriam.
 (E) Existiria.
 
 (UEPG-PR) Para ser grande, sê inteiro: nada
 Teu exagera ou exclui.
 Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
 No mínimo que fazes.
 Assim em cada lago a lua toda
 Brilha porque alta vive.
(Fernando Pessoa. Odes de Ricardo Reis)
30. Sobre a fl exão dos verbos para a terceira pessoa 
do singular, assinale o que for correto.
 (01) Façais (fazes – 4º verso).
 (02) Ponha; seja (põe; és – 3º verso).
 (04) Seja (sê – 1º e 3º versos).
 (08) Sede (sê – 3º verso).
 (16) Exagere; exclua (2º verso).
 Soma: 
31. (UFPR) Considere as seguintes formas verbais:
 1. havia recebido
 2. tinha recebido
 3. estava recebendo
 4. iria estar recebendo
 Na frase “Todas as notícias daquele dia foram 
redigidas a partir dos documentos que a direção 
do jornal recebera do ministério público”, a 
forma verbal grifada pode ser substituída, 
mantendo-se a relação de sentido temporal e 
sem prejuízo à obediência à língua culta, por:
 (A) 4 apenas. Resposta: E
 (B) 1, 2 e 3 apenas.
 (C) 3 e 4 apenas.
 (D) 1 e 4 apenas.
 (E) 1 e 2 apenas.
 (UEL-PR) 
 – Eu vinha vindo para cá. Eu vinha vindo meio 
tonta, como sempre fi co, assim meio tonta, 
meio aérea quando durmo tanto. E nem durmo, 
é mais uma coisa que parece assim. Que nem, 
sei lá. Foi numa dessas barraquinhas de frutas 
que eu vi. Eu vinha de cabeça baixa, umas 
ameixas tão vermelhas. Eu vinha pensando 
numa porção de coisas quando. 
 – Que coisas? 
 – Que coisas o quê? 
 – As que você vinha pensando.
 – Ah. Ela acende outro cigarro. Do lado certo. 
 – Sei lá, que eu ando. Muito triste. Uma merda, 
tudo isso. Mas não importa, não me interrompa 
agora. Deixa eu falar, por favor, deixa eu falar. 
Tem uma coisa dentro de mim que continua 
dormindo quando eu acordo, lá longe de mim. 
20 (04+16)
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 29
 – Traga fundo. E solta a fumaça quase sem 
respirar. – Foi então que vi aquelas ameixas e 
achei tão bonitas e tão vermelhas que pedi um 
quilo e era minha última grana certo porque 
meus pais não me dão nada e daí eu pensei 
assim se comprar essas ameixas agora vou ter 
que voltar a pé para casa mas que importa volto 
a pé mesmo pode ser até que acorde um pouco 
e aquela coisa lá longe volte pra perto de mim 
e então eu vinha caminhando devagarinho as 
ameixas eu não conseguia parar de comer sabe 
já tinha comido acho que umas seis estava toda 
melada quando dobrei a esquina aqui da rua e ia 
saindo um caixão de defunto do sobrado amarelo 
na esquina certo acho que era um caixão cheio 
quer dizer com defunto dentro porque ia saindo 
e não entrando certo e foi bem na hora que eu 
dobrei não deu tempo de parar nem de desviar 
daí então eu tropecei no caixão e as ameixas 
todas caíram assim paf! na calçada e foi aí que 
eu reparei naquelas pessoas todas de preto e 
óculos escuros e lenços no nariz e uma porrada 
de coroas de fl ores devia ser um defunto muito 
rico certo e aquele carro fúnebre ali parado e só 
aí eu entendi que era um velório. Quer dizer, um 
enterro. O velório é antes,certo? 
 – É – confi rmo. – O velório é antes. 
 (ABREU, C. F. Pera, Uva, Maçã?. In: ABREU, C. F. Morangos 
Mofados. 4 ed. São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 99-100). 
32. Considerando o emprego do pretérito perfeito 
e do pretérito imperfeito no trecho do conto, é 
correto afi rmar.
 I. O pretérito perfeito é empregado na narração 
da experiência da recente viúva.
 II. Para assinalar os sentimentos da personagem 
feminina, o autor fez uso do pretérito perfeito.
 III. O predomínio do imperfeito sobre o 
perfeitono primeiro parágrafo se explica pela 
necessidade de iniciar a narração de uma 
experiência vivida.
 IV. No penúltimo parágrafo, o perfeito se 
sobrepõe numericamente ao imperfeito, 
denotando que a personagem feminina dá 
grande importância à narração dos eventos 
pelos quais passou.
 Assinale a alternativa correta. Resposta: D
 (A) Somente as afi rmativas I e II estão corretas.
 (B) Somente as afi rmativas I e III estão 
corretas.
 (C) Somente as afi rmativas II e IV estão 
corretas.
 (D) Somente as afi rmativas I, III e IV estão 
corretas.
 (E) Somente as afi rmativas II, III e IV estão 
corretas.
33. (UFPR) Em que alternativa a forma passiva 
apresentada em 2 conserva as mesmas 
relações de sentido da forma ativa apresentada 
em 1? Resposta: A
 (A) 1 – O diretor custou a demitir o funcionário 
suspeito de fraude.
 2 – O funcionário suspeito de fraude 
custou a ser demitido pelo diretor.
 (B) 1 – O diretor pretende demitir o funcionário 
suspeito de fraude.
 2 – O funcionário suspeito de fraude 
pretende ser demitido pelo diretor.
 (C) 1 – O diretor gostaria de demitir o 
funcionário suspeito de fraude.
 2 – O funcionário suspeito de fraude 
gostaria de ser demitido pelo diretor.
 (D) 1 – O diretor tentou demitir o funcionário 
suspeito de fraude.
 2 – O funcionário suspeito de fraude 
tentou ser demitido pelo diretor.
 (E) 1 – O diretor quer demitir o funcionário 
suspeito de fraude.
 2 – O funcionário suspeito de fraude quer 
ser demitido pelo diretor.
34. (Fuvest-SP) Os verbos estão corretamente 
empregados apenas na frase: Resposta: D
 (A) No cerne de nossas heranças culturais se 
encontram os idiomas que as transmitem 
de geração em geração e que assegurem 
a pluralidade das civilizações.
 (B) Se há episódios traumáticos em nosso 
passado, não poderemos avançar a não 
ser que os encaramos.
 (C) Estresse e ambiente hostil são apenas 
alguns dos fatores que possam 
desencadear uma explosão de fúria.
 (D) A exigência interdisciplinar impõe a cada 
especialista que transcenda sua própria 
especialidade e que tome consciência de 
seus próprios limites.
 (E) O que hoje talvez possa vir a tornar-se uma 
técnica para prorrogar a vida, sem dúvida 
amanhã possa vir a tornar-se uma ameaça.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL30 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
37. (Fuvest-SP) Dos verbos assinalados, só está 
corretamente empregado o que aparece na 
frase: Resposta: C
 (A) A atual administração quer crescer a 
arrecadação do IPTU em 40%.
 (B) A economia latino-americana se 
modernizou sem que a estrutura de renda 
da região acompanhou as transformações.
 (C) Se fazer previsões sobre a situação 
econômica já era difícil antes das eleições, 
agora fi cou ainda mais complicado.
 (D) A indústria fi cará satisfeita só quando 
vender metade do estoque e transpor o 
obstáculo dos juros.
 (E) Por mais que os leitores se apropriam de 
um livro, no fi nal, livro e leitor tornam-se 
uma só coisa.
38. (ITA-SP) Assinalar a alternativa correta: Examinar 
as cinco sentenças abaixo (numeradas de 1 a 
5): 
 1. Eu me precavejo de tudo que me possa 
molestar.
 2. Eu me precavenho de tudo que me possa 
molestar.
 3. Só pulo móveis que não estejam muito 
estragados.
 4. Se continuar a vender fi ado, falo como meu 
irmão faliu. Resposta: D
 5. Aquele que remedia males merece louvor.
 (A) As sentenças anteriores são todas 
corretas. 
 (B) Das sentenças anteriores, apenas três são 
corretas. 
 (C) Das sentenças anteriores, apenas duas 
estão corretas. 
 (D) Das sentenças anteriores, apenas uma é 
correta. 
 (E) Todas as alternativas anteriores são 
incorretas. 
 (Unioest-PR) “Ferramenta fundamental na car-
reira e no crescimento pessoal, o português 
pode ser transformado por um acordo ortográ-
fi co. Mas essa não é a única revolução por que 
a língua está passando. Engavetado desde 
sua assinatura, em 1990, voltou a assombrar o 
acordo ortográfi co que visa a unifi car a escrita 
do português nos países que o adotam como 
língua ofi cial. O Ministério da Educação chegou 
a anunciar a entrada em vigor da reforma no 
Brasil já em 2008. Felizmente, essa data foi 
postergada.”
(Riqueza da Língua - Revista Veja, 12 de setembro de 2007.)
(UFRGS-RS) Os mais antigos homens modernos.
Agora, parece que foi mesmo na 
África que a espécie humana assim como a 
conhecemos surgiu – e dali se espalhou para o 
restante do mundo. Foi no leste do continente 
africano, precisamente no deserto de Awash, 
na porção central da Etiópia, que uma equipe de 
pesquisadores norte-americanos e etíopes .......... 
os fósseis mais antigos do homem moderno 
(‘Homo sapiens’). São três crânios - dois de adultos 
e um de uma criança de aproximadamente 7 anos 
- e mais alguns dentes de outros sete indivíduos, 
encontrados entre ossos de hipopótamos e 
antílopes e ferramentas de pedra. Com cerca de 
160 mil anos, segundo a datação com argônio, os 
crânios guardam semelhanças com o do homem 
moderno: face mais achatada e caixa craniana em 
forma de globo. No entanto, traços mais primitivos, 
como os olhos mais .......... um do outro, levaram os 
pesquisadores a classifi car os crânios como sendo 
de ‘Homo sapiens idaltu’, uma subespécie do ‘H. 
sapiens’, .......... em conjunto, essas características 
¨colocam esses hominídeos nas raízes da árvore 
evolutiva humana e são um reforço às evidências 
genéticas de que o homem moderno surgiu na 
África - ainda não se sabe se em apenas uma ou 
em mais regiões - e depois migrou para os outros 
continentes, o oposto do que .......... as teorias que 
sugerem que as primeiras características do ‘H. 
sapiens’ apareceram quase ao mesmo tempo em 
diferentes pontos do planeta.
Adaptado de: “Pesquisa FAPESP”, p. 28, Jul. 2003.
35. Assinale a alternativa que preenche correta e 
respectivamente as lacunas das linhas 07, 18, 
21 e 27. Resposta: B
 (A) descobriram; afastado; Analisadas; prevêm.
 (B) descobriu; afastados; Analisadas; preveem.
 (C) descobriu; afastados; Analisada; preveem.
 (D) descobriu; afastado; Analisada; preveem.
 (E) descobriram; afastados; Analisadas; prevêm.
36. Preencha corretamente as lacunas: 
 I – Quando os fi éis ... em pé, o padre começará 
a missa. (estar)
 II – Se ele ... a verdade, fi caria espantado. 
(saber)
 III – O padre deseja que o professor... toda a 
igreja. Resposta: D
 (A) estão, soubesse, visse
 (B) estiver, souber, vesse
 (C) estiverem, sabesse, visse
 (D) estiverem, soubesse, visse
 (E) estiverem
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 31
39. Em “mas essa não é a única revolução por que 
a língua está passando”, o termo destacado 
pode ser substituído, sem alterar o sentido, 
por: 
 (A) pois. Resposta: D
 (B) porque.
 (C) pelo qual.
 (D) pela qual.
 (E) pelas quais.
 (ITA-SP) Texto para a próxima questão:
 O projeto Montanha Limpa, desenvolvido 
desde 1992, por meio da parceria entre o Parque 
Nacional de Itatiaia e a DuPont, visa amenizar 
os problemas causados pela poluição em forma 
de lixo deixado por visitantes desatentos.
 Folheto do Projeto Montanha Limpa do Parque 
Nacional de Itatiaia
40. A preposição que indica que o Projeto Montanha 
Limpa continua até a publicação do Folheto é:
 (A) entre; Resposta: E
 (B) por (por visitantes);
 (C) em;
 (D) por (pela poluição);
 (E) desde.
 (UFSC) Homens e livros
 Monteiro Lobato dizia que um país sefaz com 
homens e livros. O Brasil tem homens e livros. 
O problema é o preço. A vida humana está 
valendo muito pouco, já as cifras cobradas por 
livros exorbitam.
 A falta de instrução, impedindo a maioria dos 
brasileiros de conhecer o conceito de cidadania, 
está entre as causas das brutais taxas de 
violência registradas no país.
 Os livros são, como é óbvio, a principal fonte 
de instrução já inventada pelo homem. E, 
para aprender com os livros, são necessárias 
apenas duas condições: saber lê-los e poder 
adquiri-los. Pelo menos 23% dos brasileiros 
já encontram um obstáculo intransponível na 
primeira condição. Um número incalculável, 
mas certamente bastante alto, esbarra na 
segunda.
 Numa aparente contradição à famosa lei 
da oferta e da procura, o livro no Brasil é 
caro porque o brasileiro não lê. Vencer esse 
suposto paradoxo alfabetizando a população 
e incentivando-a a ler cada vez mais poderia 
resultar num salutar processo de queda do 
preço do livro e valorização da vida.
 Um país se faz com homens e livros. Mas é 
preciso que os homens valham mais, muito 
mais, do que os livros. 
Folha de S. Paulo, 6/8/95. (Adaptado)
41. Em “Vencer esse suposto paradoxo 
alfabetizando a população e incentivando-a 
a ler cada vez mais” (l. 13 e 14), as palavras 
sublinhadas classifi cam-se,
 respectivamente, como: Resposta: C
 (A) preposição, pronome, artigo;
 (B) pronome, preposição, artigo;
 (C) artigo, pronome, preposição;
 (D) preposição, artigo, pronome;
 (E) artigo, artigo, preposição.
42. (FGV-RJ) Ao ligar dois termos de uma oração, 
a preposição pode expressar, entre outros 
aspectos, uma relação temporal, espacial ou 
nocional. Nos versos:
 “Amor total e falho... Puro e impuro...Amor de 
velho adolescente...” Resposta: E
 A preposição "de" estabelece uma relação 
nocional. Essa mesma relação ocorre em: 
 (A) “Este fundo de hotel é um fi m de mundo.” 
 (B) “A quem sonha de dia e sonha de noite, 
sabendo todo sonho vão.” 
 (C) “Depois fui pirata mouro, fl agelo da 
Tripolitânia.” 
 (D) “Chegarei de madrugada, quando cantar a 
seriema.” 
 (E) “Só os roçados da morte compensam aqui 
cultivar.”
43. (UTFPR) A economia brasileira caminha 
para completar cinco anos de crescimento 
ininterrupto. Esse crescimento, embora 
oscilante e de ritmo moderado, vem se 
traduzindo, conforme seria de esperar, numa 
melhora progressiva do mercado de trabalho 
em geral. Para a população jovem, no entanto, 
a melhora tem sido muito menos pronunciada.
 Dentre as várias causas do alto desemprego 
entre os jovens brasileiros, a falta de qualifi cação 
profi ssional é reconhecidamente uma das 
mais importantes. (____) os cursos públicos 
de educação profi ssional técnica, elogiados 
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL32 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
por sua qualidade, continuam a padecer de 
uma defi ciência grave. Segundo estimativas do 
Ministério da Educação, citadas no estudo do 
IPEA, a oferta de vagas atende a apenas 11% 
da demanda potencial.
(Folha de São Paulo, p. A2, 24/05/2008)
 No texto de referência, a lacuna entre parênteses 
deve ser preenchida com uma conjunção que 
estabeleça uma relação adversativa entre o 
primeiro e o segundo períodos. Assinale a 
alternativa em que as três conjunções podem 
exercer essa função. Resposta: E
 (A) Mas, porém, portanto.
 (B) Ademais, porém, entretanto.
 (C) Entretanto, já que, no entanto.
 (D) Posto que, apesar de, embora.
 (E) Entretanto, porém, todavia.
44. (Unemat-MT) A conjunção “mas” na frase 
“Das 245 pessoas presas em 10 operações 
realizadas pela Polícia Federal, entre 2003 e 
2004, sessenta e quatro foram julgadas, mas 
só duas continuam na cadeia” exprime sentido 
de: Resposta: A
 (A) oposição.
 (B) enumeração.
 (C) coordenação.
 (D) conclusão.
 (E) concessão.
45. (Unemat-MT) Na frase “Enquanto a alguns é 
legitimado o direito de possuir, a outros, como 
consequência, é negado o direito animal de 
comer, beber, etc. [...]”, a conjunção "enquanto" 
pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, 
por: 
 (A) ainda que
 (B) sempre que
 (C) mas
 (D) porém
 (E) todavia
46. (UEPG-PR) A vaca e o brejo
 “Camus disse que o único problema fi losófi co 
do nosso século é o suicídio. Não no Brasil. 
Nosso problema é a distância entre a vaca e 
o brejo, mas o problema é quando, quanto 
tempo poderemos contê-la, e se a bicha não 
dispara em nosso tempo de vida.” Paulo Francis 
escreveu tal trecho em janeiro de 1997. Como a 
maioria de vocês, também achei que exagerava. 
Começo a ver: nosso problema é a distância 
entre a vaca e o brejo. Só não acredito que 
morra antes (tomara que não!) de vê-la atolada 
até o rabo. Pessimismo? Não! Realismo triste, 
mas jamais cínico.
 (Adaptado de Reinaldo Azevedo. Revista Primeira Leitura, 
nov.2002)
 Assinale as alternativas em que o conectivo 
destacado tem o mesmo valor semântico 
do conectivo destacado em: “Realismo 
triste, mas jamais cínico”. 
 (01) Não fui injusto com seu amigo, no entanto, 
vou desculpar-me com ele.
 (02) Disse a verdade, contudo não foi punido.
 (04) Ele é tão irreverente que chega a ser mal-
-educado.
 (08) Não veio à reunião, pois estava acamado.
 Soma: 
47. (UFMT) Em textos propagandísticos e em 
letras de música, verifi ca-se uma tendência 
para substituir os verbos haver e existir pelo 
verbo ter. Leia os exemplos.
 I. Tem dias em que é mais conveniente usar o 
terminal de autoatendimento, tem dias em que 
é mais cômodo usar Internet.
(Propaganda do Banco do Brasil – Revista VEJA, N.° 26 – 02/07/2003)
 II. Tem dias que a gente se sente como quem 
partiu ou morreu (...)
(Chico Buarque – Roda Viva)
 Em texto acadêmicos ou científi cos, não 
acontece essa fl exibilidade linguística. A partir 
dessas informações, assinale a afi rmativa 
incorreta. Resposta: A
 (A) Substituindo o verbo ter por existir, no 
exemplo II, fi cará: Existe dias que a gente 
se sente...
 (B) Substituindo o verbo ter por haver, no 
exemplo I, fi caria: Há dias em que é mais 
conveniente...
 (C) Em Se houvesse gerenciamento na 
utilização dos recursos hídricos, o país não 
teria por que preocupar-se, o verbo haver 
está empregado com o sentido de existir.
 (D) Em Os cuiabanos geralmente têm 
armadores de rede na varanda, o verbo ter 
não está usado no lugar de existir ou haver.
 (E) Em Existem inundação provocadas pelo 
uso indevido que o homem faz do meio 
ambiente, o verbo existir pode ser 
substituído pelo verbo haver na forma há.
3 (01+02)
Resposta: B
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 33
48. (UEMG) Assinale a alternativa em que a 
concordância está correta: Resposta: C
 (A) Será proibida comemoração porque 
jornalistas não comemoram.
 (B) Deve existir fascistas e neofascistas à 
espreita país afora.
 (C) A maior parte dos governantes age sem 
nenhuma preocupação com os interesses 
populares.
 (D) Qual de nós já experimentou o preconceito 
algum dia?
49. (UFPR) Assinale a alternativa que completa as 
lacunas:
 1. Estes comprimidos são para vocês 
_____________ os nervos. Resposta: E
 2. Isto se deve ao fato de os manuscritos 
_____________ sido perdidos.
 3. Para nós, aquilo era difícil de _____________
 4. Viu-os __________ pela manhã.
 5. Tu estás sempre a __________ conselhos. 
 (A) acalmar / terem / aceitarmos / partir / pedir;
 (B) acalmar / ter / aceitar / partirem / pedires;
 (C) acalmarem / terem / aceitarmos / partirem / 
pedires;
 (D) acalmarem / ter / aceitar / partirem / pedir;(E) acalmarem / terem / aceitar / partir / pedir.
50. (UFSC) Qual (is) da (s) frase (s) abaixo possui 
(em) concordância verbal CORRETA? 
 (01) Deve fazer três anos que estou morando 
aqui.
 (02) Os operários, os trabalhadores rurais, a 
classe média, ninguém suporta mais essa 
infl ação.
 (04) Aos assassinos coube penas suaves apesar 
do empenho da família.
 (08) Infelizmente, houveram poucos repórteres 
na entrevista coletiva.
 Soma: 
51. (UFPR) Qual a alternativa em que as formas 
dos verbos bater, consertar e haver, nas frases 
abaixo, são usadas na concordância correta?
 – As aulas começam quando ____ ________ 
oito horas
 – Nessa loja _________ relógios de parede
 – Ontem ________ ótimos programas na 
televisão. Resposta: A
 (A) batem / consertam-se / houve;
 (B) bate / consertam-se / havia;
3 (01+02)
 (C) baterem / conserta-se / houveram;
 (D) batiam / consertar-se-ão / haverá;
 (E) batem / consertarei / haviam.
52. (FGV-RJ) Assinale a alternativa que contém a 
frase CORRETA: Resposta: E
 (A) Por que você preferiu mais vir a esperar 
em casa?
 (B) Por que você preferiu mais vir aqui do que 
me esperar em casa?
 (C) Por que você preferiu vir aqui mais do que 
me esperar em casa?
 (D) Por que você preferiu vir aqui mais do que 
me esperar em casa?
 (E) Por que você preferiu vir aqui a me esperar 
em casa?
53. (Fuvest - SP) Desde pequeno, tive tendência 
para personifi car ascoisas. Tia Tula, que achava 
que mormaço fazia mal, sempre gritava: “Vem 
pra dentro, menino, olha o mormaço!”. Mas eu 
ouvia o mormaço com M maiúsculo. Mormaço, 
para mim, era um velho que pegava crianças! 
Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando leio 
que alguém se viu perseguido pelo clamor 
público, vejo com estes olhos o Sr. Clamor 
Público, magro, arquejante, de preto,brandindo 
um guarda-chuva, com um gogó protuberante 
que se abaixa e levanta no excitamento 
da perseguição. E já estava devidamente 
grandezinho, pois devia contar uns trinta anos, 
quando me fui, com um grupo de colegas, a 
ver o lançamento da pedra fundamental da 
ponte Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes 
solenidades, com os presidentes Justo e 
Getúlio e gente muita, tanto assim que fomos 
alojados os do meu grupo num casarão que 
creio fosse a prefeitura, com os demais 
jornalistas do Brasil e Argentina. Era como um 
alojamento de quartel, com breve espaço entre 
as camas e todas as portas e janelas abertas, 
tudo com alegres incômodos e duvidosos 
encantos de uma coletividade democrática. 
Pois lá pelas tantas da noite, como eu 
pressentisse, em meu entredormir, um vulto 
junto à minha cama, sentei-me estremunhado 
e olhei atônito para um tipo de chiru, ali parado, 
de bigodes caídos, pala pendente e chapéu 
descido sobre os olhos. Diante da minha 
muda interrogação, ele resolveu explicar-
-se, com a devida calma: Pois é! Não vê que eu 
sou o sereno…
Mário Quintana. As cem melhores crônicas brasileiras.
*Glossário:
estremunhado: mal acordado.
chiru: que ou aquele que tem pele morena, traços 
acaboclados (regionalismo: Sul do Brasil).
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL34 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
 Considerando que “silepse é a concordância 
que se faz não com a forma gramatical das 
palavras, mas com seu sentido, com a ideia 
que elas representam”, indique o fragmento 
em que essa fi gura de linguagem se manifesta.
 (A) - “olha o mormaço”. Resposta: C
 (B) - “pois devia contar uns trinta anos”.
 (C) - “fomos alojados os do meu grupo”.
 (D) - “com os demais jornalistas do Brasil”.
 (E) - “pala pendente e chapéu descido sobre os 
olhos”.
54. (UEPG-PR) Os pais têm direito a dar palmadas 
nos fi lhos?
 Lei aprovada no Uruguai proíbe castigo físico 
em crianças, mesmo dentro de casa
 É proibido dar palmadas nos próprios fi lhos. 
É o que diz lei, aprovada pelos deputados do 
Uruguai, que proíbe castigo físico a menores 
de idade. Se sancionada pelo presidente Tabaré 
Vasquez, o Uruguai será o primeiro país latino-
-americano (e o décimo sexto do mundo) a 
seguir recomendação da ONU sobre o tema. 
Questões que o debate levantou: dar ou não 
uma palmada é assunto público? A palmada é 
uma forma de educar?
(Revista da Semana, 3/12/2007)
 Assinale as alternativas em que as fl exões do 
vocábulo proibido estão corretas: 
 (01) Proibidas palmadas nos próprios fi lhos?
 (02) Proibido as palmadas em crianças.
 (04) Os pais foram proibidos de castigar os 
fi lhos.
 (08) Proibido castigar fi sicamente crianças.
 Soma: 
55. (UFU-MG) Nas livrarias, chineses e chinesas 
são ____________________ por uma incrível 
variedade de títulos e temas. Esses leitores 
consideram ___________________ o 
conhecimento adquirido a partir da prática da 
leitura efi ciente.
 Considerando as regras de concordância 
nominal da norma-padrão, as palavras que 
completam CORRETAMENTE as lacunas da 
sentença acima são, respectivamente: 
 Resposta: B 
 (A) seduzidos / importantes.
 (B) seduzidos / importante.
 (C) seduzidas / importante.
 (D) seduzida / importantes.
12 (04+08)
56. (UFSCar-SP) Determinada indústria de tintas 
divulgou um fôlder com a seguinte frase:
 No fôlder, há uma palavra incorretamente 
empregada. Erro de mesma natureza aparece 
em: Resposta: D
 (A) As histórias de amor idealizadas 
normalmente têm um desfecho em que o 
bem vence o mau.
 (B) Todos perceberam que haviam alguns 
pontos muito mal esclarecidos nos 
relatórios apresentados.
 (C) O fi lme realmente chamou a atenção dos 
jovens que foram assisti-lo com muito 
entusiasmo.
 (D) As pessoas sentiam muita dó da cidade, 
por não verem os recursos dos impostos 
devidamente aplicados.
 (E) Vivenciando bem-estar depois de algumas 
situações difíceis, cabe o ditado: “Há 
males que vem para o bem.”
57. (UEPG-PR) Assinale as alternativas que 
apresentam correção quanto à concordância 
verbal e nominal. 
 (01) Para quem trabalham nossos governantes 
e parlamentares? 
(Revista Veja, abril 2006, p. 6)
 02) Mais de 40 mil garotos fi zeram inscrições 
para o Programa Joga 10. 
(Revista Época, junho 2005, p. 80)
 (04) Pessoas bem instruídas têm mais 
facilidade em liderar insurgências. 
(Revista Época, junho 2005, p. 75)
 (08) Se uma pessoa gorda e uma pessoa 
magra pularem de um trampolim de uma 
piscina ao mesmo tempo, qual deles 
chega primeiro à água? 
(Revista Vestibular ano 1 no 4, p. 32)
 (16) Maquiagens e cabelos com ar bem natural 
são a aposta moderna para seduzir.
(encarte publicitário, Revista Criativa, junho 2005)
 Soma: 
23 (01+02+04+16)
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 35
58. (UEPG-PR) Assinale as alternativas em que 
estão gramaticalmente corretas as alterações 
feitas na segunda oração do seguinte período: 
“Não critiquei as pessoas que você admira”. 
 (01) Não critiquei as pessoas de que você 
gosta.
 (02) Não critiquei as pessoas a quem você 
quer.
 (04) Não critiquei as pessoas às quais você 
0se refere.
 (08) Não critiquei as pessoas com quem você 
concorda.
 Soma: 
 (UEM-PR) Procura-se moças para dividir 
aluguel. Quarto individual mobiliado com 
hábitos higiênicos e sem vícios. Apartamentos 
em frente à Universidade. Tratar pelo fone 
XXXXX.
59. Anúncio encontrado nas circunvizinhanças de 
uma universidade. Assinale o que for correto 
quanto ao anúncio acima: 
 (01) Em “procura-se moças”, não há 
necessidade de concordância do verbo 
com o substantivo, pois moças, nesse 
contexto, é complemento verbal.
 (02) Subentende-se quea descrição do quarto 
ofereça condições para o futuro morador 
evitar vícios e maus hábitos de higiene.
 (04) A preposição “a” de “em frente a” deveria 
receber acento indicador de crase, pois 
introduz uma locução feminina indicativa 
de lugar.
 (08) Há uma contradição entre a oferta de 
“um quarto individual mobiliado” e 
“apartamentos”, no plural.
 (16) O proprietário do imóvel é intolerante 
porque impõe restrições aos possíveis 
interessados em alugar o quarto.
 Soma: 
60. (UFMT) Considerando que “O signifi cado próprio 
das preposições é evidenciado pela relação que 
elas estabelecem entre dois termos”, julgue 
as alternativas segundo as regras da regência 
nominal e regência verbal: Resposta: A
 (A) Frutos apetitosos pendiam dos pesados 
galhos da goiabeira.
15 (01+02+04+08)
14 (02+04+08)
 (B) Meu fi lho é torcedor fanático do Flamengo.
 (C) Há animais, como os pinguins, as focas e 
os leões marinhos que não se habituam 
com climas quentes.
 (D) “Além de pregar que os números se 
dividiam entre machos e fêmeas, 
Pitágoras acreditava que tocar em frango 
vivo era pecado mortal.”
 (E) Ficar de recuperação faz parte do processo 
escolar.
61. (UEL-PR) Admirou-me a despesa porque não 
__________ que o presente ____________ tão 
caro. 
 (A) me havias dito – iria custar-te; Resposta: A
 (B) havias-me dito – iria te custar;
 (C) me havias dito – iria-te custar;
 (D) havias me dito – te iria custar;
 (E) havias me dito – iria-te custar.
62. (PUC-PR) Complete: 
 1. O homem público deve visar ___ _________ 
bem comum. Resposta: E
 2. Ele aspira _________ cargo de chefe.
 3. Fui ao banco visar ___________ documento. 
 4. O médico assistiu __________ doente.
 (A) o, o, o, o; 
 (B) ao, ao, ao, ao; 
 (C) ao, o, ao, o; 
 (D) o, ao, ao, ao; 
 (E) ao, ao, o, o. 
63. (Cefet-PR) Assinale a alternativa em que a 
regência do verbo aspirar está INCORRETA: 
Resposta: A
 (A) Pensativo, aspirava ao cargo de presidente 
e ao aroma do mar.
 (B) Helena dormiu após ter aspirado o éter do 
vidro azul.
 (C) Pedro sempre aspirou à glória e à fortuna.
 (D) Aspirar ao sucesso é desejo dos fortes.
 (E) Aspirou o odor enjoativo do veneno e 
morreu.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL36 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
alterações metabólicas, aliadas à posição 
encolhida que adota para reduzir a área 
de perda de calor, permitem que o animal 
conserve a temperatura corporal elevada (em 
torno de 31 ºC) e, consequentemente, desperte 
rapidamente em situações de perigo. Os 
especialistas fi éis à associação de hibernação 
com queda da temperatura do organismo 
consideram que os ursos passam por um 
processo de ‘letargia do inverno’ e não seriam, 
portanto, animais hibernantes.” Resposta: C
 (PAGLIA, Adriano. Ciência Hoje, v. 31, set. 2002. O leitor per-
gunta, p. 6.)
 Na oração “... que se deposita em espessas 
camadas”, da antepenúltima frase, o pronome 
relativo “que” retoma a expressão antecedente:
 (A) capacidade de isolamento térmico. 
 (B) espessamento de sua pele e de seus pelos.
 (C) grande quantidade de gordura.
 (D) preparação para o inverno.
 (E) Ursus americanus.
 EXERCITE SUA CUCA
64. (UEL-PR) “Os ursos hibernam, de fato? A 
resposta depende da defi nição de ‘hibernação’. 
Na literatura mais antiga, o termo era descrito 
como dormência associada a baixa temperatura 
corporal. Hoje, no entanto, é defi nido como 
redução do metabolismo em resposta à 
diminuição da disponibilidade de recursos e à 
baixa temperatura do ambiente. A temperatura 
do corpo do animal necessariamente não 
se reduz. Durante muito tempo, parte da 
literatura especializada considerou — e ainda 
hoje há quem considere — o urso-preto-
-americano (Ursus americanus) e o urso-pardo 
(Ursus arctos), por exemplo, como falsos 
hibernantes, já que eles são capazes de manter 
a temperatura corporal elevada durante o 
período de hibernação. Segundo a defi nição 
mais moderna, eles podem ser considerados 
hibernantes altamente efi cientes, pois 
dormem meses seguidos sem comer, beber 
ou eliminar excreções. Mantêm, portanto, suas 
taxas metabólicas em níveis muito baixos. Na 
preparação para o inverno, o Ursus americanus 
aumenta a capacidade de isolamento térmico 
graças ao espessamento de sua pele e de seus 
pelos e acumula grande quantidade de gordura, 
que se deposita em espessas camadas. Essas 
65. (FURG-RS) Atividades físicas ativam a memória, reduzem a ansiedade, dão prazer e aliviam a tensão do 
seu cérebro
 Rafael Tonon Resposta: D
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 37
comento o fantástico espetáculo de Aderbal 
Júnior sobre Vargas, a resposta é, quando muito, 
um gélido e circunspecto “... interessante...”. E 
vá agora você elogiar o último fi lme de Wim 
Wenders: receberá de volta um olhar superior 
acompanhado de um sorriso blasé, seguido 
de um lacônico “... é.”, pronunciado depois de 
amarga indecisão.
 Qual seria a origem de um comportamento 
tão singular? A frieza e a discrição diante do 
inesperado talharam a conduta de celebrados 
políticos mineiros que, sem perder as 
oportunidades, souberam conter paixões e 
entusiasmos na avaliação objetiva do quadro 
de forças. Há quem diga que as montanhas 
criam uma propensão ao ensimesmamento, 
que é parte da psicologia mineira refrear a 
empolgação. Um mineiro eufórico – dizem – 
morreria de solidão depois de devidamente 
secado pelo olhar demolidor do vizinho mais 
próximo.
 Consta que herdamos a tão propalada 
desconfi ança dos nossos antepassados do ciclo 
do ouro. A riqueza súbita convivia com roubos 
e traições: o contrabando tinha que driblar a 
repressão implacável. Nesse ambiente, quem 
não fosse astuto, velhaco e manhoso não 
rapava nada. Mais do que a ser desconfi ados, 
ali aprendemos a ser sonsos: jurar lealdade e fé 
e, ao mesmo tempo, encher de ouro o oco da 
santinha.
ARAÚJO, Alcione. ISTOÉ MINAS. 26 fev.1992. p. 34. (Adaptado)
 “Há quem diga que as montanhas criam uma 
propensão ao ensimesmamento...” (linhas 20-
21)
 Identifi que a função do termo destacado nesse 
fragmento. Agora, assinale a alternativa em que 
o termo destacado exerce, na frase transcrita 
do texto, a mesma função: Resposta: C
 (A) .. a reação é uma pálida [...] concordância, 
que não vai além de um balançar de 
cabeça.
 (B) Acho folclórica a imagem de desconfi ado, 
usurário e sonegador que o Brasil tem de 
nós.
 (C) Consta que herdamos a tão propalada 
desconfi ança dos nossos antepassados...
 (E) Tão constrangida que parece esboçada 
apenas para não me desapontar...
 Assinale a alternativa em que o “se” apresenta 
a mesma função sintática expressa na frase 
“está na hora de se levantar” (linha 3). 
 (A) Se jogar peteca faz bem para o cérebro, é 
preciso investir mais nessa atividade.
 (B) As pessoas não sabem se os exercícios 
aeróbicos estimulam a criação de novos 
neurônios.
 (C) Se praticarmos esportes, estaremos 
ativando nossa memória.
 (D) Jogar-se no sofá com uma revistinha 
de palavras cruzadas não é a única 
possibilidade de exercitar a sua mente.
 (E) O seu cérebro estará bem tonifi cado se 
você exercitar o seu corpo.
66. Dos termos abaixo sublinhados, apenas um 
destoa dos demais se considerarmos sua 
função na estrutura da frase. Isso ocorre em: 
 (A) Ele se tranquilizou diante das informações.
 (B) Eu tenho certeza de que eles voltarão, 
porque aqui se vive bem.
 (C) Os terroristas recusaram-se a entregar-se.
 (D) Alguns trabalhadores feriram-se de leve.
 (E) Outros trocaram tiros e mataram-se.67. (UFMG) MINAS GERAIS NÃO ACREDITA EM 
MINAS?
 Sempre me intrigou o jeito blasé, de quem 
não se impressiona com nada, assumido por 
nós, mineiros. Acho folclórica a imagem de 
desconfi ado, usurário e sonegador que o Brasil 
tem de nós. Mas sempre tive curiosidade de 
saber por que, diante do extraordinário, do 
extravagante ou do maravilhoso, há em Minas 
um esmerado empenho em exibir uma fria 
naturalidade, como se isso fosse familiar e 
corriqueiro. Com que propósito se escamoteia 
que uma coisa, uma pessoa, uma obra é 
impressionante, inesperada, deslumbrante?
 Depois de tantos anos vivendo fora de Minas, 
se encontro um amigo mineiro e comento, 
por exemplo, o extraordinário romance do 
Saramago, a reação é uma pálida e silenciosa 
concordância, que não vai além de um balançar 
de cabeça. Tão constrangida que parece 
esboçada apenas para não me desapontar, 
como convém à nunca assaz louvada 
hospitalidade mineira. Se, com outro amigo, 
Resposta: B
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL38 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
68. (Udesc-SC) Assinale a alternativa correta em 
relação ao acento grave indicativo de crase 
estabelecido pela norma culta da língua. 
Resposta: E
 (A) Naquela época, a morte de um pescador 
por sezão cheirava à ironia na vila.
 (B) Depois o boi adoeceu; fi cou caído, à 
moscas, imóvel e rijo na sua armação de 
bambu verde.
 (C) Mas o boi continua sobre às pernas, mais 
duro que o samburá de cipó , os olhos de 
carvão imóveis e tristes.
 (D) As mulheres de saias domingueiras, 
algumas com o fi lho no colo, fi cavam à 
espreitar os maridos.
 (E) À vista dos samburás com uns mirrados 
peixinhos, a comunidade se entristecia.
69. (Fuvest-SP) A frase em que todos os vocábulos 
grifados estão corretamente empregados é: 
Resposta: E 
 (A) Descobriu-se, há instantes, a verdadeira 
razão por que a criança se recusava à 
frequentar a escola.
 (B) Não se sabe, de fato, porquê o engenheiro 
preferiu destruir o pátio a adaptá-lo às 
novas normas.
 (C) Disse-nos, já a várias semanas, que 
explicaria o porque da decisão tomada às 
pressas naquela reunião.
 (D) Chegava tarde, porque precisava 
percorrer a pé uma distância de dois à três 
quilômetros.
 (E) Não prestou contas à associação de 
moradores, não compareceu à audiência e 
até hoje não disse por quê.
70. (FGV-RJ) SER NEGRO NO BRASIL HOJE
Há uma frequente indagação sobre como é 
ser negro em outros lugares, forma de perguntar, 
também, se isso é diferente de ser negro no Brasil. 
(...) As realidades não são as mesmas. Aqui, o fato de 
que o trabalho do negro tenha sido, desde os inícios da 
história econômica, essencial à manutenção do bem-
-estar das classes dominantes deu-lhe um papel central 
na gestação e perpetuação de uma ética conservadora 
e desigualitária. Os interesses cristalizados produziram 
convicções escravocratas arraigadas e mantêm 
estereótipos que ultrapassam os limites do simbólico e 
têm incidência sobre os demais aspectos das relações 
sociais. Por isso, talvez ironicamente, a ascensão, por 
menor que seja, dos negros na escala social sempre 
deu lugar a expressões veladas ou ostensivas de 
ressentimentos (paradoxalmente contra as vítimas). 
Ao mesmo tempo, a opinião pública foi, por cinco 
séculos, treinada para desdenhar e, mesmo, não tolerar 
manifestações de inconformidade, vistas como um 
injustifi cável complexo de inferioridade, já que o Brasil, 
segundo a doutrina ofi cial, jamais acolhera nenhuma 
forma de discriminação ou preconceito.
No caso do Brasil, a marca predominante é a 
ambivalência com que a sociedade branca dominante 
reage, quando o tema é a existência, no país, de 
um problema negro. Essa equivocação é, também, 
duplicidade e pode ser resumida no pensamento de 
autores como Florestan Fernandes e Octavio Ianni, 
para quem, entre nós, feio não é ter preconceito de 
cor, mas manifestá-lo. Desse modo, toda discussão 
ou enfrentamento do problema torna-se uma situação 
escorregadia, sobretudo quando o problema social e 
moral é substituído por referências ao dicionário. Veja-
-se o tempo politicamente jogado fora nas discussões 
semânticas sobre o que é preconceito, discriminação, 
racismo e quejandos, com os inevitáveis apelos à 
comparação com os norte-americanos e europeus. 
Às vezes, até parece que o essencial é fugir à questão 
verdadeira: ser negro no Brasil o que é? Talvez seja 
esse um dos traços marcantes dessa problemática: a 
hipocrisia permanente, resultado de uma ordem racial 
cuja defi nição é, desde a base, viciada.
Ser negro no Brasil é frequentemente ser 
objeto de um olhar vesgo e ambíguo. (...) Ser negro no 
Brasil é, pois, com frequência, ser objeto de um olhar 
enviesado. A chamada boa sociedade parece considerar 
que há um lugar predeterminado, lá embaixo, para os 
negros, e assim tranquilamente se comporta. Logo, 
tanto é incômodo haver permanecido na base da 
pirâmide social quanto haver “subido na vida”. 
Pode-se dizer, como fazem os que se deliciam 
com jogos de palavras, que aqui não há racismo 
(à moda sul-africana ou americana) ou preconceito 
ou discriminação, mas não se pode esconder que 
há diferenças sociais e econômicas estruturais e 
seculares, para as quais não se buscam remédios. A 
naturalidade com que os responsáveis encaram tais 
situações é indecente, mas raramente é adjetivada 
dessa maneira. Trata-se, na realidade, de uma forma 
do apartheid à brasileira, contra a qual é urgente reagir 
se realmente desejamos integrar a sociedade brasileira 
de modo que, num futuro próximo, ser negro no Brasil 
seja, também, ser plenamente brasileiro no Brasil. 
(Milton Santos. In: Folha de S. Paulo - Mais!. 7 de maio de 2000.)
 Na linha 60 do texto, a expressão à brasileira 
recebeu acento grave indicativo de crase por 
se tratar de expressão adverbial feminina. Num 
dos casos abaixo, cometeu-se erro de emprego 
desse acento. Assinale-o. Resposta: C
 (A) As crianças chegaram às pressas para a 
reunião.
 (B) A referência à realização do evento deixou 
a todos enciumados.
 (C) O evento se realizaria de segunda à sexta-
-feira.
 (D) Dia a dia, todos acabaram se acostumando 
à ideia do evento.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 39
 (E) A certeza de sucesso do evento levou 
àqueles que estavam desanimados uma 
nova esperança.
71. (UFMS) Avalie as duas frases que seguem: 
 I. Ela cheirava à fl or de romã.
 II. Ela cheirava a fl or de romã.
 Considerando o uso da crase, é correto afi rmar:
 (01) As duas frases estão escritas 
adequadamente, dependendo de um 
contexto.
 (02) As duas frases são ambíguas em qualquer 
contexto.
 (04) A primeira frase signifi ca que alguém 
exalava o perfume da fl or de romã.
 (08) A segunda frase signifi ca que alguém tem 
o perfume da fl or de romã.
 (16) O “a” da segunda frase deveria conter o 
acento indicativo da crase.
 Soma: 
72. (Udesc-SC) Assinale a alternativa em que 
o pronome oblíquo lhe está no lugar do 
pronome oblíquo o ou a, em desacordo com as 
orientações da norma culta.
 (A) Pediu a Rita que lhe explicasse tudo.
 (B) Então ela declarou-lhe que não voltaria 
mais.
 (C) O cocheiro propôs-lhe voltar a primeira 
travessa, e ir por outro caminho.
 (D) Ele, para lhe ser agradável, estava sempre 
discretamente afastado.
 (E) Vejamos o que lhe trouxe aqui. Resposta: E
Lagoa
 (FGV-SP) Eu não vi o mar.
 Não sei se o mar é bonito,
 não sei se ele é bravo.
 O mar não me importa.
 Eu vi a lagoa.
 A lagoa, sim.
 A lagoa é grandee calma também.
 Na chuva de cores
 da tarde que explode
 a lagoa brilha
 a lagoa se pinta
 de todas as cores.
 Eu não vi o mar.
 Eu vi a lagoa...
5 (01+04)
 73. Assinale a alternativa em que a frase, em 
consonância com o português padrão, externa 
o ponto de vista do poeta. Resposta: E
 (A) A mim importa pouco o mar e a lagoa, 
na qual me refi ro pela grandeza, calma e 
multicor.
 (B) À mim não importa o mar e sim, a lagoa, à 
qual é grande, calma e multicolorida.
 (C) A mim importa o desconhecido, como a 
lagoa, que é grande, calma e multi-colorida.
 (D) À mim importa o desconhecido, como 
a lagoa, a qual é grande, calma e multi-
-colorida.
 (E) A mim não importa o mar e sim, a lagoa, 
que é grande, calma e multicolorida.
74. (Udesc-SC) Assinale a alternativa que contém 
correta a classifi cação do se. Resposta: E
 (A) Se Deus quisesse que todos os homens 
fossem iguais, teria feito todos americanos. 
– partícula apassivadora.
 (B) Trata-se de papéis nada importantes. – 
conectivo integrante.
 (C) Veremos se haverá trégua nesse longo 
combate. – índice de indeterminação do 
sujeito.
 (D) Quando ele entrou, ela nem se dignou a 
olhá-lo. – pronome refl exivo.
 (E) A criança sorria-se feliz. – partícula de 
realce.
75. Observe as frases:
 1. Não _____ pode _____ calcular o prejuízo 
causado pelas chuvas. (se)
 2. Faça o favor de _____ enviar _____ a carta, 
sem demora (lhe)
 3. De fato, ninguém _____ havia lembrado 
_____ disso. (o)
 4. Ela afi rmou que o colega _____ estava 
molestando _____ (a)
 Considerando-se a norma culta da língua, em 
qualquer dos espaços que se posicionem os 
elementos colocados entre parênteses, fi cam 
corretas somente: Resposta: B
 A) as frases 1 e 3
 B) as frases 2 e 4
 C) as frases 2 e 3
 D) as frases 1 e 2
 E) as frases 3 e 4
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL40 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
76. (Mackenzie-SP) - Observe a tira:
 É correto afi rmar que: Resposta: E
 (A) apenas o advérbio agora, em tá carregando 
o trenó agora, denota representação de 
tempo concomitante ao da fala;
 (B) puxa, no último quadrinho, é forma verbal 
de puxar na 3 pessoa do singular;
 (C) o pronome quanto, em estar decidindo 
o quanto eu sou bom, representa de 
forma precisa o resultado na avaliação do 
comportamento do garoto;
 (D) o uso da conjunção Se (3o quadrinho) 
introduz nova conclusão, excluindo 
a hipótese levantada pelo garoto no 
quadrinho anterior;
 (E) o pronome Esta, em Esta foi a semana (1o 
quadrinho), indica o tempo presente e por 
isso não poderia ser substituído por Essa.
77. (Unioeste-PR) “Ferramenta fundamental na 
carreira e no crescimento pessoal, o português 
pode ser transformado por um acordo 
ortográfi co. Mas essa não é a única revolução 
por que a língua está passando. Engavetado 
desde sua assinatura, em 1990, voltou a 
assombrar o acordo ortográfi co que visa a 
unifi car a escrita do português nos países que 
o adotam como língua ofi cial. O Ministério da 
Educação chegou a anunciar a entrada em vigor 
da reforma no Brasil já em 2008. Felizmente, 
essa data foi postergada.”
(Riqueza da Língua - Revista Veja, 12 de setembro de 2007.)
 Em voltou a assombrar o acordo ortográfi co que 
visa a unifi car a escrita do português nos países 
que o adotam como língua ofi cial, a oração que 
o adotam como língua ofi cial funciona como: 
Resposta: B
 (A) adverbial causal.
 (B) adjetiva restritiva.
 (C) substantiva indireta.
 (D) adjetiva explicativa.
 (E) coordenada explicativa.
78. (UFSCar-SP) Assinale a alternativa em que 
o trecho — Eu não era mais criança, porém 
minha alma fi cava completamente feliz. — está 
parafraseado por meio de uma subordinação. 
Resposta: C
 (A) Eu não era mais criança, mas minha alma 
fi cava completamente feliz.
 (B) Eu não era mais criança, todavia minha 
alma fi cava completamente feliz.
 (C) Embora eu não fosse mais criança, minha 
alma fi cava completamente feliz.
 (D) Eu não era mais criança; minha alma fi cava, 
entretanto, completamente feliz.
 (E) Eu não era mais criança; minha alma, 
contudo, fi cava completamente feliz.
79. (UEMS) Amanheceu a aurora aquele dia
 Que 14 de março se contava,
 Mais tarde do que nunca, porque viam,
 Que o ar de uma negra sombra se turvava,
 Aves nos ninhos ainda dormiam,
 Abelhas nos cortiços já roncavam,
 Porque ver não queriam minhas mágoas
 Aves, Abelhas, Aurora, Ares, Águas.
CASCUDO, Luís da Câmara. Literatura Oral no Brasil. p. 386
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 41
 A oração contida no quarto verso do texto acima 
classifi ca-se sintaticamente como: Resposta: A
 (A) oração subordinada substantiva objetiva 
direta
 (B) oração subordinada adverbial temporal
 (C) oração subordinada adjetiva explicativa
 (D) oração principal
 (E) oração coordenada sindética aditiva
80. (UFES) Apenas uma das opções abaixo 
apresenta segmentos de frases sublinhados de 
mesmo valor sintático. Resposta: B
 (A) 1. Como sempre fazem, os garis chegaram 
ao meio dia.
 2. Não sabemos como resolveu este 
problema.
 (B) 1. Como o chuchu estava muito caro, 
poucos se decidiram a comprá-lo.
 2. O movimento começou mais tarde, 
porque o trânsito estava engarrafado.
 (C) 1. Embora fosse tarde, os fi scais não 
tinham ainda chegado.
 2. Caso eu possa, irei à feira amanhã.
 (D) 1. O movimento aumentava, à proporção 
que crescia a ocorrência de fregueses.
 2. Mal chegou o trem, o movimento na 
feira aumentou.
 (E) 1. O turco perguntou àquela senhora se 
queria comprar tecido barato.
 2. Se ela comprasse o tecido barato, o 
turco não perguntaria nada.
81. (UEPG-PR) Sobre o período “Não é possível que 
o senhor não ame, e que, amando, julgue um 
sentimento de tal grandeza incômodo”, estão 
corretas as afi rmações:
 (01) As duas orações introduzidas pela palavra 
“que” exercem, em relação à principal, 
uma função substantiva de sujeito.
 (02) Dentre as duas orações reduzidas, uma 
tem valor causal. 
 (04) A palavra “que”, nas duas orações 
subordinadas que introduz, é pronome 
relativo. 
 (08) As duas orações introduzidas pela palavra 
“que” relacionam-se entre si por meio do 
processo de coordenação. 
 (16) Dentre as quatro orações constituintes, 
uma tem a forma reduzida.
 Soma: 
82. (Fuvest-SP) Em qual destas frases a vírgula foi 
empregada para marcar a omissão do verbo? 
Resposta: B
 (A) Ter um apartamento no térreo é ter as 
vantagens de uma casa, além de poder 
desfrutar de um jardim.
 (B) Compre sem susto: a loja é virtual; os 
direitos, reais.
 (C) Para quem não conhece o mercado 
fi nanceiro, procuramos usar uma 
linguagem livre do economês.
 (D) A sensação é de estar perdido: você não 
vai encontrar ninguém no Jalapão, mas vai 
ver a natureza intocada.
 (E) Esta é a informação mais importante para 
a preservação da água: sabendo usar, não 
vai faltar.
83. (Udesc-SC) Assinale a alternativa cuja 
explicação não esteja coerente com o uso da 
vírgula. Resposta: C
 (A) Um dia, porém, o amante recebeu uma 
carta anônima. (conjunção adversativa 
deslocada)
 (B) O amante temia a ira do marido, e a mulher 
tratava os dois muito bem. (sujeitos 
diferentes nas duas orações)
 (C) A sala era mal alumiada por uma janela, que 
dava para o telhado dos fundos. (oração 
coordenada adversativa deslocada)
 (D) Ao passar pela Glória, ele se despediu do 
mar. (oração reduzida de infi nitivo no início 
do período)
 (E) Entrando no quarto, Camilo não pôde 
sufocar um grito de terror.(oração reduzida 
de gerúndio no início do período)
25 (01+08+16)
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL42 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
84. (UEL-PR) PROFUNDAMENTE
Quando ontem adormeci 
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
– Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.
***
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fi m da festa de São João
Porque adormeci.
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
–Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.
 BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova 
Fronteira, 2007, p. 140-141
 Sobre o poema de Manuel Bandeira, considere 
as afi rmativas a seguir.
 Na primeira estrofe da primeira parte, não 
há emprego de vírgulas, criando o efeito de 
concomitância dos fatos aí enumerados.
 II. A terceira estrofe da primeira parte é 
constituída por dois segmentos separados por 
um ponto: no primeiro, é descrito o ambiente 
após a festa; no segundo, a ausência de 
pessoas.
 III. O registro do encontro do passado com 
o presente na segunda estrofe da segunda 
parte do poema é marcado pela escassez de 
pontuação.
 IV. O travessão da segunda parte, ao contrário 
da primeira, inicia resposta dada pelo eu-lírico 
para referir-se a à morte dos entes queridos.
 Assinale a alternativa correta. Resposta: D
 (A) Somente as afi rmativas I e III estão 
corretas.
 (B) Somente as afi rmativas III e IV estão 
corretas.
 (C) Somente as afi rmativas I e II estão 
corretas.
 (D) Somente as afi rmativas I, II e IV estão 
corretas.
 (E) Somente as afi rmativas II, III e IV estão 
corretas.
85. (UFPR) Observe:
A VÍRGULA
A vírgula pode ser uma pausa. Ou não.
 Não, espere.
 Não espere.
A vírgula pode criar heróis.
 Isso só, ele resolve.
 Isso, só ele resolve.
Ela pode forçar o que você não quer.
 Aceito, obrigado.
 Aceito obrigado.
Pode acusar a pessoa errada.
 Esse, juiz, é corrupto.
 Esse juiz é corrupto.
A vírgula pode mudar uma opinião.
 Não quero ler.
 Não, quero ler.
 Uma Vírgula muda tudo.
 ABI: Associação Brasileira de Imprensa.
 100 anos lutando para que ninguém mude uma 
vírgula da sua informação.
 (Anúncio publicado na revista Veja, 9 abr. 2008.) 
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 43
 1. Na frase “Não, espere”, a vírgula é usada 
para indicar que a leitura deve ser feita 
pausadamente, com ênfase em cada palavra.
 2. No segundo conjunto de frases, a ideia de 
heroísmo é veiculada pela primeira frase.
 3. A frase “Aceito, obrigado” tem como 
interpretação preferencial “Sou obrigado a 
aceitar”.
 4. No quarto conjunto de frases, a primeira 
pode corresponder a uma acusação equivocada 
se não expressar a intenção do autor de acusar 
o juiz ou outra pessoa.
 5. Nas frases “Não, espere” e “Não, quero ler” 
a negação não incide sobre o conteúdo dos 
verbos “esperar” e “querer”, mas sobre outros 
conteúdos, que permanecem implícitos.
 Assinale a alternativa correta: Resposta: B
 (A) Somente as afi rmativas 1 e 2 são 
verdadeiras.
 (B) Somente as afi rmativas 4 e 5 são 
verdadeiras.
 (C) Somente as afi rmativas 3 e 4 são 
verdadeiras.
 (D) Somente as afi rmativas 1, 3 e 5 são 
verdadeiras.
 (E) Somente a afi rmativa 2 é verdadeira.
86. (UFPR) Em que alternativa(s) a frase está correta 
quanto ao emprego dos demonstrativos e dos 
sinais de pontuação? 
 (01) Penso que ele chegará ainda nesta 
semana, pois hoje é apenas segunda-feira.
 (02) Não quero a caneta dele; quero esta que 
está aí em tuas mãos.
 (04) A minha recomendação é apenas esta: 
cuidado com os falsos amigos!
 (08) João já se preparava para deixar o Ivaí 
quando soube que esse rio é muito 
piscoso.
 (16) Hesitava entre Recife e Curitiba, pois, 
se aquela é a Veneza Brasileira, essa é a 
Cidade Sorriso.
 (32) Havia perdido a chave no galpão. Nesse 
mesmo lugar, já perdera antes um colar.
 (64) O prêmio foi concedido a este rapaz aqui, 
cujo pai, foi teu colega de escola.
 Soma: 61 (01+04+08+16+32)
 O assassino era o escriba
 “Meu professor de análise sintática era o tipo 
de sujeito inexistente.
 Um pleonasmo, o principal predicado de 
sua vida, regular como um paradigma da 1a 
conjugação.
 Entre uma oração subordinada e um adjunto 
adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava 
um sujeito assindético de nos torturar com um 
aposto.
 Casou com a regência.
 Foi infeliz.
 Era possessivo por um pronome
 E ela bitransitiva.
 Tentou ir para os EUA.
 Não deu.
 Acharam um artigo indefi nido em sua bagagem.
 A interjeição do bigode declinava partículas 
expletivas, conectivos e agentes da passiva, o 
tempo todo.
 Um dia, matei-o com um objeto direto na 
cabeça”
 Paulo Leminski
87. Na sentença em que aparece o vocábulo 
inexistente, o sujeito é: Resposta: B
 (A) determinado oculto.
 (B) determinado expresso.
 (C) indeterminado.
 (D) inexistente.
 (E) composto.
88. Em “Acharam um artigo indefi nido em sua 
bagagem”, há um caso de: Resposta: A
 (A) voz ativa com sujeito indeterminado.
 (B) voz ativa com sujeito determinado.
 (C) voz passiva com sujeito oculto.
 (D) voz passiva com sujeito expresso.
 (E) voz passiva com sujeito inexistente.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UEL44 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A
próximo, ser negro no Brasil seja, também, ser 
plenamente brasileiro no Brasil.
(Milton Santos. In: Folha de S. Paulo – Mais!. 7 de maio de 2000.)
 Na linha 25 do texto, ter preconceito de cor 
funciona como sujeito da oração anterior. 
Assinale a alternativa que apresente oração 
com igual função. Resposta: C
 (A) “de ser negro no Brasil” (linhas 2-3)
 (B) “para desdenhar” (linha 15)
 (C) “que o essencial é” (linha 32)
 (D) “integrar a sociedade brasileira” (linha 51)
 (E) “ser plenamente brasileiro no Brasil” 
(linhas 52-53)
90. (UFRGS-RS) Em 1826, o pintor francês Jean-
Baptiste Debret, em uma das mais expressivas 
obras que pintou no Rio de Janeiro, O escravo do 
naturalista, registrou a participação dos escravos 
e auxiliares locais no trabalho de campo dos 
naturalistas estrangeiros que, a partir do início do 
século 19, percorreram várias partes do Brasil.
 A contribuição das culturas nativas para o 
conhecimento científi co adquirido ou construído 
pelos naturalistas quase sempre tem sido 
desconsiderada pelos historiadores da ciência. A 
atenção destes é dirigida para as observações e 
teorias daqueles, seus instrumentos e métodos de 
trabalho e para as infl uências políticas, fi losófi cas e 
econômicas em suas obras. Com frequência, eles 
descrevem as populações locais como iletradas 
e ignorantes; porém, delas dependia, em boa 
medida, o êxito das expedições dos naturalistas.
 Em muitos trechos de seus relatos, cientistas 
como Alfred Wallace, Henry Bates e Louis Agassiz 
descrevem como os habitantes locais contribuíram 
com conhecimentos para o seu trabalho. Havia, é 
claro, o previsível apoio logísticoe de infraestrutura, 
tais como o fornecimento de alimentos, meios 
de transporte e outros recursos materiais, bem 
como sua presença como guias, carregadores, 
intérpretes e companhia pessoal. Muitas vezes, 
porém - e é esse ponto que nos interessa -, verifi ca-
se também, por parte de indivíduos e comunidades 
locais, a transmissão de conhecimentos obtidos 
com a longa experiência na fl oresta. Esses 
conteúdos viriam a ser sistematizados pelos 
naturalistas, depurados dentro da visão científi ca 
predominante e incorporados ao cabedal científi co 
universal.
 (Adaptado de: MOREIRA, Ildeu de Castro. O escravo do natura-
-lista. Ciência Hoje, v.31, n. 184, jul. 2002.)
 Assinale, entre os substantivos abaixo, aquele 
que não funciona como núcleo do sujeito da 
oração em que se encontra: Resposta: B
 (A) pintor
 (B) naturalista
 (C) êxito
 (D) habitantes
 (E) transmissão
89. (FGV-RJ) SER NEGRO NO BRASIL HOJE
 Há uma frequente indagação sobre como é 
ser negro em outros lugares, forma de perguntar, 
também, se isso é diferente de ser negro no 
Brasil. (...) As realidades não são as mesmas. 
Aqui, o fato de que o trabalho do negro tenha sido, 
desde os inícios da história econômica, essencial à 
manutenção do bem-estar das classes dominantes 
deu-lhe um papel central na gestação e perpetuação 
de uma ética conservadora e desigualitária. Os 
interesses cristalizados produziram convicções 
escravocratas arraigadas e mantêm estereótipos 
que ultrapassam os limites do simbólico e têm 
incidência sobre os demais aspectos das relações 
sociais. Por isso, talvez ironicamente, a ascensão, 
por menor que seja, dos negros na escala social 
sempre deu lugar a expressões veladas ou 
ostensivas de ressentimentos (paradoxalmente 
contra as vítimas). Ao mesmo tempo, a opinião 
pública foi, por cinco séculos, treinada para 
desdenhar e, mesmo, não tolerar manifestações 
de inconformidade, vistas como um injustifi cável 
complexo de inferioridade, já que o Brasil, segundo 
a doutrina ofi cial, jamais acolhera nenhuma forma 
de discriminação ou preconceito.
 No caso do Brasil, a marca predominante 
é a ambivalência com que a sociedade branca 
dominante reage, quando o tema é a existência, 
no país, de um problema negro. Essa equivocação 
é, também, duplicidade e pode ser resumida no 
pensamento de autores como Florestan Fernandes 
e Octavio Ianni, para quem, entre nós, feio não é 
ter preconceito de cor, mas manifestá-lo.
 Desse modo, toda discussão ou enfrentamento 
do problema tor na-se uma situação escorregadia, 
sobretudo quando o problema social e moral 
é substituído por referências ao dicionário. 
Veja-se o tempo politicamente jogado fora nas 
discussões semânticas sobre o que é preconceito, 
discriminação, racismo e quejandos, com os 
inevitáveis apelos à comparação com os norte-
americanos e europeus. Às vezes, até parece 
que o essencial é fugir à questão verdadeira: ser 
negro no Brasil o que é? Talvez seja esse um dos 
traços marcantes dessa problemática: a hipocrisia 
permanente, resultado de uma ordem racial cuja 
defi nição é, desde a base, viciada. Ser negro no 
Brasil é frequentemente ser objeto de um olhar 
vesgo e ambíguo. (...)
 Ser negro no Brasil é, pois, com frequência, 
ser objeto de um olhar enviesado. A chamada 
boa sociedade parece considerar que há um lugar 
predeterminado, lá embaixo, para os negros, e 
assim tranquilamente se comporta. Logo, tanto é 
incômodo haver permanecido na base da pirâmide 
social quanto haver "subido na vida".
 Pode-se dizer, como fazem os que se deliciam 
com jogos de palavras, que aqui não há racismo 
(à moda sul-africana ou americana) ou preconceito 
ou discriminação, mas não se pode esconder que 
há diferenças sociais e econômicas estruturais e 
seculares, para as quais não se buscam remédios. 
A naturalidade com que os responsáveis encaram 
tais situações é indecente, mas raramente é 
adjetivada dessa maneira. Trata-se, na realidade, de 
uma forma do apartheid à brasileira, contra a qual 
é urgente reagir se realmente desejamos integrar 
a sociedade brasileira de modo que, num futuro 
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91. Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
 De um povo heroico o brado retumbante,
 E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
 Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
 (...)
 Hino Nacional Brasileiro 
 Em relação aos dois primeiros versos, assinale 
a alternativa correta: Resposta: D
 (A) trata-se de uma oração sem sujeito;
 (B) o sujeito é indeterminado;
 (C) o sujeito está oculto;
 (D) o sujeito é as margens plácidas do Ipiranga;
 (E) o sujeito é: o brado retumbante.
 (Udesc-SC) Ao entardecer
A chuva bate nas costas desnudas dos pescadores a puxarem os cabos da rede do arrastão. Alguns veranistas 
abrigam-se sob improvisados guarda-chuvas. As crianças entram no mar, cercam a rede e recolhem os peixes que 
escapam das malhas; misturam-se: crianças, peixes e água.
Os pescadores andam de costas, em gritos e risos, num código só deles, corpo arcado para trás, calcanhares 
se fi rmando na areia, a cada passada. Ignoram o vozerio dos espectadores que se agrupam, em prévia disputa.
– Me reserva uma pescadinha, Zé.
– Que vier de lula eu fi co.
Olhaí uma raia. Como dá raia, hein? Diz que tem quem come elas, que tu achas? A rede na beira da praia, o 
pedido: Pra trás, faz favor! Os pescadores se juntam, redobram esforços. O tropeço dos veranistas, a disputa pela 
minguada colheita, a bulha das crianças, recolhendo sardinhas que lhes escapam das mãos, o ploc-ploc dos peixes se 
debatendo na areia.
Não esquece eu, Zé! – todos são Zé.
Até Onofre, durante décadas vigia de pesca – ele preferia olheiro, estava mais de ajuste com sua função – 
o melhor das praias todas da Ilha, é o que diziam. Ele não carecia subir no costão ou se esticar na ponta dos pés, 
largando os olhos inquietos pela extensão do mar, em busca das manchas reveladoras.
(...)
O olheiro sorri. Quê! Seu amigo Franklin deve é estar contando suas histórias fantásticas para aquela a quem 
rendia homenagens: Nossa Senhora do Desterro.
Maria de Lourdes Krieger, em 13 Cascaes, p. 65.
92. Assinale a alternativa na qual o termo sublinhado 
exerce a função de sujeito sintático na oração.
 (A) “Me reserva uma pescadinha, Zé.” (linha 
6)
 (B) “Diz que tem quem come elas,” (linha 8)
 (C) “Ignoram o vozerio dos espectadores.” 
(linhas 5)
 (D) “Olhaí uma raia.” (linha 8)
 (E) “Que vier de lula eu fi co.” (linha 7) 
 Resposta: E
93. (UERJ) Palavras
"Veio me dizer que eu desestruturo a linguagem. 
Eu desestruturo a linguagem? Vejamos: eu estou bem 
sentado num lugar. Vem uma palavra e tira o lugar 
debaixo de mim. Tira o lugar em que eu estava sentado. 
Eu não fazia nada para que uma palavra me desalojasse 
daquele lugar. E eu nem atrapalhava a passagem 
de ninguém. Ao retirar debaixo de mim o lugar, eu 
desaprumei. Ali só havia um grilo com sua fl auta de 
couro. O grilo feridava o silencio. Os moradores do 
lugar se queixam do grilo. Veio uma palavra e retirou o 
grilo da fl auta. Agora eu pergunto: quem desestruturou 
a linguagem? Fui eu ou foram as palavras? E o lugar 
que retiraram debaixo de mim? Não era para terem 
retirado a mim do lugar? Foram as palavras pois que 
desestruturaram a linguagem. E não eu."
 As gramáticas em geral registram duas 
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(Barros, Manoel de. Ensaios fotográfi cos. Rio de Janeiro: Record, 2000).
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ocorrências que deixam o sujeito indeterminado: 
frases como Falaram mal de você”, em que o 
verbo aparece na terceira pessoa do plural e não 
há sujeito reconhecível, e frases como “Precisa-
-se de servente”, em que o pronome “se”, na 
terceira pessoa do singular, indetermina o sujeito. 
O poema de Manoel de Barros, no entanto, cria 
uma outra ocorrência de sujeito indeterminado, 
que aparece no seguinte trecho. Resposta: A
 (A) “Veio me dizer que eu desestruturo a 
linguagem”
 (B) “Vejamos: eu estou bem sentado num 
lugar”
 (C) “Ali só havia um grilo com sua fl auta de 
couro”
 (D) “E o lugar que retiraram de debaixo de 
mim?”
94. (UEMS) Sugestão 
 Antes que venham ventos e te levem
 do peito o amor — este tão belo amor,
 que deu grandeza e graça à tua vida —,
 faze dele, agora, enquanto é tempo,
 uma cidade eterna — e nela habita.
 
 Uma cidade, sim. Edifi cada
 nas nuvens, não — no chão por onde vais,
 e alicerçada, fundo, nos teus dias,
 de jeito assim que dentro dela caiba
 o mundo inteiro: as árvores, as crianças,
 o mar e o sol, a noite e os passarinhos,
 e sobretudo caibas tu, inteiro:
 o que te suja, o que te transfi gura,
 teus pecados mortais, tuas bravuras,
 tudo afi nal o que te faz viver
 e mais o tudo que, vivendo, fazes.
 
 Ventos do mundo sopram; quando sopram,
 ai, vão varrendo, vão, vão carregando
 e desfazendo tudo o que de humano
 existe erguido e porventura grande,
 mas frágil, mas fi nito como as dores,
 porque ainda não fi ncado — qual bandeira
 feita de sangue, sonho, barro e cântico —
 no próprio coração da eternidade.
 Pois de cântico e barro, sonho e sangue,
 faze de teu amor uma cidade,
 agora, enquanto é tempo.
 Uma cidade
 onde possas cantar quando o teu peito
 parecer, a ti mesmo, ermo de cânticos;
 onde possas brincar sempre que as praças
 que percorrias, dono de inocências,
 já se mostrarem murchas, de gangorras
 recobertas de musgo, ou quando as relvas
 da vida, outrora suaves a teus pés,
 brandas e verdes já não se vergarem
 à brisa das manhãs.
 
 Uma cidade
 onde possas achar, rútila e doce,
 a aurora que na treva dissipaste;
 onde possas andar como uma criança
 indiferente a rumos: os caminhos,
 gêmeos todos ali, te levarão
 a uma aventura só — macia, mansa —
 e hás de ser sempre um homem caminhando
 ao encontro da amada, a já bem-vinda
 mas, porque amada, segue a cada instante
 chegando — como noiva para as bodas.
 Dono do amor, és servo. Pois é dele
 que o teu destino fl ui, doce de mando:
 A menos que este amor, conquanto grande,
 seja incompleto. Falte-lhe talvez
 um espaço, em teu chão, para cravar
 os fundos alicerces da cidade.
 
 Ai de um amor assim, vergado ao vínculo
 de tão amargo fado: o de albatroz
 nascido para inaugurar caminhos
 no campo azul do céu e que, entretanto,
 no momento de alçar-se para a viagem,
 descobre, com terror, que não tem asas.
 
 Ai de um pássaro assim, tão malfadado
 a dissipar no campo exíguo e escuro
 onde residem répteis: o que trouxe
 no bico e na alma — para dar ao céu.
 
 É tempo. Faze
 tua cidade eterna, e nela habita:
 antes que venham ventos, e te levem
 do peito o amor — este tão belo amor
 que dá grandeza e graça à tua vida.
MELLO, Thiago de. Vento Geral. Poesia 1951/1981. 2a ed. Rio de Janeiro: 
Civilização Brasileira, 1984.
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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 47
 Os termos negritados na estrofe “É tempo. 
Faze / tua cidade eterna, e nela habita: / antes 
que venham ventos, e te levem / do peito o 
amor — este tão belo amor / que dá grandeza 
e graça à tua vida.”, exercem, respectivamente, 
função sintática de: Resposta: D
 (A) sujeito, objeto direto e complemento 
nominal.
 (B) objeto direto, objeto direto e complemento 
nominal.
 (C) objeto direto, objeto direto e objeto 
indireto.
 (D) objeto direto, sujeito e objeto indireto.
 (E) sujeito, objeto direto e complemento 
nominal.
95. (UEMS) E como aos papagaios não é dado o 
dom de improvisar, mas apenas o de repetir...
 Os termos em negrito, no período acima, 
exercem, respectivamente, as seguintes 
funções sintáticas: Resposta: B
 (A) sujeito – adjunto adnominal – objeto 
indireto
 (B) objeto indireto – sujeito – adjunto 
adnominal
 (C) objeto direto – adjunto adnominal – sujeito
 (D) agente da passiva – objeto direto – adjunto 
adverbial
 (E) complemento nominal – objeto direto – 
predicativo
96. (Acafe-SC) “Dominar a norma culta de um 
idioma é plataforma mínima de sucesso para 
profi ssionais de todas as áreas. Engenheiros, 
médicos, economistas, contabilistas e 
administradores que falam e escrevem certo, 
com lógica e riqueza vocabular, têm mais 
chance de chegar ao topo do que profi ssionais 
tão qualifi cados quanto eles mas sem o mesmo 
domínio da palavra.”
Fonte: Revista Veja, Edição 2050, ano 40, nº 36, 12 de setembro de 2007.
 
 Os termos destacados no texto exercem, 
respectivamente, as seguintes funções 
sintáticas: Resposta: B
 (A) Sujeito – adjunto adnominal – objeto 
indireto.
 (B) Objeto direto – adjunto adverbial – 
complemento nominal.
 (C) Objeto direto – complemento nominal – 
objeto indireto.
 (D) Aposto – complemento nominal – adjunto 
adnominal.
 (E) Agente da passiva – objeto indireto – 
objeto direto.
97. (UFMS) Faça uma análise sintática da oração 
abaixo e, a seguir, assinale a(s) proposição(ões) 
correta(s).
 A ordem, meus amigos, é a base do governo.
 (01) A ordem é sujeito simples; é a base do 
governo é predicado nominal.
 (02) A expressão meus amigos é aposto.
 (04) A, meus, a, do governo são adjuntos 
adnominais.
 (08) é - verbo transitivo direto.
 (16) a base do governo é predicativo do objeto.
 Soma: 5 (01+04)
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