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Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 5 Língua Portuguesa A 1. (Unicamp-SP) “Os turistas que visitam as favelas do Rio se dizem transformados, capazes de dar valor ao que realmente importa”, observa a socióloga Bianca Freire-Medeiros, autora da pesquisa “Para ver os pobres: a construção da favela carioca como destino turístico”. “Ao mesmo tempo, as vantagens, os confortos e os benefícios do lar são reforçados por meio da exposição à diferença e à escassez. Em um interessante paradoxo, o contato em primeira mão com aqueles a quem vários bens de consumo ainda são inacessíveis garante aos turistas seu aperfeiçoamento como consumidores.” No geral, o turista é visto como rude, grosseiro, invasivo, pouco interessado na vida da comunidade, preferindo visitar o espaço como se visita um zoológico e decidido a gastar o mínimo e levar o máximo. Conforme relata um guia, “O turismo na favela é um pouco invasivo, sabe? Porque você anda naquelas ruelas apertadas e as pessoas deixam as janelas abertas. E tem turista que não tem ‘desconfi ômetro’: mete o carão dentro da casa das pessoas! Isso é realmente desagradável. Já aconteceu com outro guia. A moradora estava cozinhando e o fogão dela era do lado da janelinha; o turista passou, meteu a mão pela janela e abriu a tampa da panela. Ela fi cou uma fera. Aí bateu na mão dele.” (Adaptado de Carlos Haag, Laje cheia de turista. Como funcionam os tours pelas favelas cariocas.Pesquisa FAPESP n . 165, 2009, p.90-93.) a) Explique o que o autor identifi ca como “um interessante paradoxo”. b) O trecho em itálico, que reproduz em discurso direto a fala do guia, contém marcas típicas da linguagem coloquial oral. Reescreva a passagem em discurso indireto, adequando-a à linguagem escrita formal. 2. (Unicamp-SP) É sabido que as histórias de Chico Bento são situadas no universo rural brasileiro. OBA, OBA PRANTANDO UMA ÁRVRE NOVA, CHICO?! ESSA AI É DI QUÊ? DI GOIABA? DI JACA? DI MANGA? NÃO! DI ISPERANÇA... Copyright 2000 Mauricio de Souza Produções Ltda. 6966 - Todos os direitos reservados. a) Explique o recurso utilizado para caracterizar o modo de falar das personagens na tira. b) É possível afi rmar que esse modo de falar caracterizado na tira é exclusivo do universo rural brasileiro? Justifi que. Cláudia Pavanello Ao invés de o turista fazer uma autocrítica relacionada ao seu próprio consumismo, o contato com a favela o reforça – “aperfeiçoamento como consumidores”. Esse dialeto também é encontrado em grandes centros devido ao fenômeno de urbanização das populações rurais. Dialeto caipira: “pranta”, “árvre”, “di” e “isperança”. O guia relata que o turismo na favela tem um tom agressivo. As ruas são estreitas, os moradores mantêm as janelas abertas e alguns turistas inconvenientes olham sem pudor para dentro das moradias, o que cria situações desagradáveis. Mencionou que, com outro guia, uma moradora cozinha em seu fogão próximo à janela e um turista que passava enfi ou a mão e destampou a panela, enfurecendo a mulher, que lhe golpeou a braço. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 5NEO233_GRAP-Portugues A.idml 5 19/09/2011 13:40:3119/09/2011 13:40:31 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL6 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 3. (Unicamp-SP) Encontram-se, abaixo, a transcrição de parte de uma transmissão de jogo de futebol, trecho de uma canção e uma manchete de notícia. TEXTO 1 Na marca de 36 minutos do primeiro tempo do jogo, pode abrir o marcador o time da Itapirense. A Esportiva precisa da vitória. Tomando posição o camisa 9 Juary. É a batida de penalidade máxima. Faz festa a torcida. Fica no centro do gol o goleiro Cléber. Partiu Juary com a bola para a esquerda, tocou, é gol. Gol da Esportiva! E o Mogi Mirim tem posse de bola agora, escanteio pela direita. 39 minutos, Juan na cobrança do escanteio para o Mogi Mirim, chutou, cruzou, cabeceia Anderson Conceição e é gol. Foi aos 39 minutos do primeiro tempo, Juan pra cobrança do lado direito, subiu, desviou de cabeça o zagueiro Anderson Conceição, bola pro fundo da rede do goleiro Brás da Itapirense. Cutucou pro fundo da rede Anderson Conceição, camisa 4. (Transcrição adaptada de trecho da transmissão da partida entre Mogi Mirim Esporte Clube e Itapirense em 04/10/2008. Disponível no Podcast “Mogi Mirim Esporte Clube”, em www.mogimirim.com.br) TEXTO 2 “Cotidiano” (Chico Buarque) Todo dia ela faz Tudo sempre igual Me sacode Às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca De hortelã (...) TEXTO 3 “Presidente visita amanhã a Estação Antártica” (Imprensa Nacional, em www.in.gov.br, 15/02/2008) a) Nos três textos ocorrem verbos no tempo presente. Entretanto, seu uso descreve as ações de formas diferentes. Compare o uso do presente nos textos 1 e 2, e mostre a diferença. Faça o mesmo com os textos 2 e 3. Explique. b) O encadeamento narrativo do texto 1 é construído pela alternância entre verbos no presente e no passado. Justifi que a presença exclusiva do passado no último parágrafo, considerando que se trata de uma transmissão de jogo de futebol. 4. (Fuvest-SP) Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo. Raramente se dão ao trabalho de prestar contas quando erram. Quando o fazem não é decerto com a ênfase e o destaque conferidos às poucas previsões que acertam. Marcelo Leite, Folha de S. Paulo. a) Reescreva o trecho “Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo”, iniciando-o com “Embora os jornalistas...” Texto 1 – momento da fala, texto 2 – ações habituais, texto 3 – ação a ser realizada no futuro; “Embora jornalistas não devessem fazer previsões, fazem-nas o tempo todo”. O narrador utiliza o pretérito perfeito para retomar um fato ocorrido no instante anterior. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 6NEO233_GRAP-Portugues A.idml 6 19/09/2011 13:40:3319/09/2011 13:40:33 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 7 b) No trecho “Quando o fazem não é decerto com a ênfase (...)”, a que ideia se refere o termo grifado? 5. (Fuvest-SP) “Devemos misturar e alternar a solidão e a comunicação. Aquela nos incutirá o desejo do convívio social, esta, o desejo de nós mesmos; e uma será o remédio da outra: a solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão.” Sêneca, Sobre a tranquilidade da alma. Trad. de J.R. Seabra Filho. a) Segundo Sêneca, a solidão e a comunicação devem ser vistas como complementares porque ambas satisfazem um mesmo desejo nosso. É correta essa interpretação do texto acima? Justifi que sua resposta. b) “(...) a solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão.” Sem prejuízo para o sentido original, reescreva o trecho acima, iniciando-o com “Nossa aversão à multidão...” 6. (Fuvest-SP) Leia e responda: I. Não deis aos cães o que é santo, nem atireis aos porcos as vossas pérolas (...). (Mateus, 7:6) II. Você pode atirar pérolas aos porcos. Mas não adianta nada atirar pérolas aos gatos, aos cães ou às galinhas porque isso não tem nenhum signifi cado estabelecido. (Millôr Fernandes, Millôr defi nitivo: a bíblia do caos). a) Considerando-se que o texto II tem como referência o texto I, qual é a expressão que, de acordo com Millôr Fernandes, tem um “signifi cado estabelecido”? b) No texto I, os signifi cados dos segmentos “não deis aos cães o que é santo” e “nem atireis aos porcos as vossas pérolas” reforçam-se mutuamente ou se contradizem? Justifi que sucintamente sua resposta. 7. (FGV-SP) Quanto à morfologia, explique o emprego das palavras em destaque: a) mal em …ouvirei as moças falandomal do chefe na fi la do Subway… e em – O mal é as moças não respeitarem a ausência do chefe na fi la do Subway. Não, solidão e comunicação são desejos contrários do homem. Solidão = necessidade de isolamento. Comunicação = necessidade de relacionamento social. Nossa aversão à multidão será curada pela solidão; o tédio à solidão será curado pela multidão. Pronome demonstrativo retoma a ideia de “prestar contas quando erram”. “atirar pérolas aos porcos”, que signifi ca “desperdiçar esforços com quem não é digno deles ou não é capaz de se benefi ciar com eles”. Reforçam-se mutuamente, pois recomenda não entregar um bem valioso a quem não é digno dele ou não tem condições de apreciá-lo. “falando mal” mal = advérbio, “o mal é...” mal = substantivo. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 7NEO233_GRAP-Portugues A.idml 7 19/09/2011 13:40:3319/09/2011 13:40:33 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL8 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A b) só em … em vez de caminhar, só, em direção a uma edícula, no fundo do quintal. – e em – Só preciso ter acesso ao coração do mundo. 8. (FGV-SP) Observe a pontuação dos segmentos frasais: a) Assim que saí do elevador no andar errado os versos de Drummond me desabaram na cabeça. Você constata um erro de pontuação? Explique. b) Voltei ao elevador decidido a raspar essa barbicha calculadamente desleixada, meu crachá de escritor. Justifi que o emprego da vírgula no período. (UFSCar-SP) INSTRUÇÃO: Leia os dois textos a seguir para responder às questões 9,10 e 11. Texto 1 O material do poeta é a vida, e só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime. Seu instrumento é a palavra. Sua função é a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação. Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela, simples e comunicativa possível, do contrário ele não será nunca um bom poeta, mas um mero lucubrador* de versos. (Vinícius de Moraes, Para Viver um Grande Amor, p. 101-102.) * aquele que compõe com esforço à custa de muita meditação. Texto 2 Não faças versos sobre acontecimentos. Não há criação nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina. As afi nidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam. Nem me reveles teus sentimentos, que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem. O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia. Não recomponhas tua sepultada e merencória infância. Não osciles entre o espelho e a memória em dissipação. Que se dissipou, não era poesia. Que se partiu, cristal não era. Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. 1 – adjetivo (sozinho), 2 – advérbio (somente). Sim. “Assim que saí do elevador no andar errado, os versos de Drummond me desabaram na cabeça.” A vírgula separa a oração subordinada adverbial temporal da oração principal. A vírgula separa o aposto, “meu crachá de escritor”, do termo a que ele se refere, “barbicha calculadamente desleixada”. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 8NEO233_GRAP-Portugues A.idml 8 19/09/2011 13:40:3319/09/2011 13:40:33 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 9 Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave? (Carlos Drummond de Andrade, Procura da poesia.) 9. (UFSCar-SP) Comparando o texto em prosa de Vinícius ao trecho do poema de Drummond: a) Ambos apresentam o mesmo conceito de poesia? Por quê? b) Justifi que sua resposta, transcrevendo um trecho de cada um dos textos. 10. (UFSCar-SP) Leia novamente o poema de Drummond e responda: a) Que modo verbal caracteriza e domina a construção desse poema? Por quê? b) Qual é o signifi cado da pergunta Trouxeste a chave? no último verso do trecho apresentado? 11. (UFSCar-SP) Voltando ao texto em prosa de Vinícius de Moraes e pondo foco no trecho Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela, a) a que se refere no texto o pronome seu? b) A que se refere no texto o pronome lo? (Unesp) INSTRUÇÃO: As questões a seguir tomam por base trecho de um texto de Fabiana Cristina Komesu, publicado na obra Hipertexto e gêneros digitais, organizada por Luiz Antônio Marcuschi e Antônio Carlos Xavier: Blog é uma corruptela de weblog, expressão que pode ser traduzida como “arquivo na rede”. Os blogs surgiram em agosto de 1999 com a utilização do software Blogger, da empresa do norte-americano Evan Williams. O software fora concebido como uma alternativa popular para a publicação de textos on-line, uma vez que a ferramenta dispensava o conhecimento especializado em computação. A facilidade para a edição, atualização e manutenção dos textos em rede foram – e são – os principais atributos para o sucesso e a difusão dessa chamada ferramenta de autoexpressão. A ferramenta permite, ainda, a convivência de Não. Para Vinícius base do fazer poético é a vida, a palavra é apenas o meio e para Durmmond a essência do poético seria de natureza linguística. Imperativo – verbos na segunda pessoa do singular. Porque o eu lírico emprega esse modo para formular interdições e prescrições relativas ao trabalho poético. Refere-se a poeta. Chave = metáfora para a capacidade de desvendar o enigma das palavras (“faces secretas”) (“fazê-lo”) Refere-se ao enunciado do período anterior: “dar expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação” Vinícius: “O material do poeta é a vida, só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime”. Drummond: “Penetra surdamente no reino das palavras”. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 9NEO233_GRAP-Portugues A.idml 9 19/09/2011 13:40:3319/09/2011 13:40:33 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL10 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A múltiplas semioses, a exemplo de textos escritos, de imagens (fotos, desenhos, animações) e de som (músicas, principalmente). Atualmente, a maior parte dos provedores não cobra taxa para a hospedagem de um blog. (...) Sob essas condições de acesso, a parcela da população que usufrui de computador e internet pode utilizar o software para a expressão de seus sentimentos, principalmente, na atividade de escrita – e por meio de outras semioses, como a imagem e o som. Não se trata da exibição da vida particular de celebridades, mas do cotidiano e das histórias de pessoas consideradas comuns porque não exercem quaisquer atividades que lhes deem destaque social, a não ser o fato de possuírem um blog na rede. A avaliação das práticas sociais de um exibicionismo da vida privada em eventos textuais como os blogs é questão que pode ser estendida a outros meios de comunicação. Limito-me a mencionar a televisão, para fi car com um dos exemplos mais célebres. Nos últimos anos, os canais de televisão no mundo todo iniciaram a produção de programas que se ocupam do cotidiano de pessoas comuns, colocadas para conviverem juntas num mesmo ambiente. Por meio dos votos dos telespectadores, há a seleção de um vencedor. O “sobrevivente” recebe, ao término do programa, um montante em dinheiro. No Brasil, a fórmula é intitulada “Big Brother Brasil”. (Fabiana Cristina Komesu, Blogs e as práticas de escrita sobre si na Internet) 12. (Unesp) Ao lado de termos estrangeiros (blog, weblog, software, on-line), o fragmento empregaexpressões portuguesas que se relacionam diretamente às novas tecnologias, especialmente o computador e a internet. Cite duas dessas expressões, comentando diferenças quanto ao sentido corriqueiro das palavras destacadas e sua nova acepção. 13. (Unesp) Explicite os objetivos da criação do blog e os motivos de seu sucesso, no mundo contemporâneo, considerando os dados fornecidos pelo fragmento escrito por Fabiana Komesu. 14. (Unesp) Tendo em vista as informações contidas no texto, o blog poderia ser relacionado ao gênero diário, uma vez que seu conteúdo trata “do cotidiano e das histórias de pessoas consideradas comuns”. Todavia, o gênero blog se distancia dos diários em vista de algumas de suas características, as quais também podem ser observadas, no fragmento. Aponte duas diferenças entre esses dois gêneros, apresentando explicações sucintas. 1) arquivo, que de conjunto de documentos passou a ser também o grupo de dados digitalizados que são armazenados e tratados como um ente; 2) rede, que de entrelaçado de fi os passou também a signifi car um sistema constituído pela interligação de diversos computadores; 3) provedor, que de designação àquele que abastece, que sustenta, passou a indicar também uma empresa ou organização com alta capacidade de armazenamento de dados e com grande quantidade de computadores interligados e que disponibiliza o seu conteúdo a outros usuários. Blogs = seus autores expressam seus sentimentos e impressões associando a escrita a outros recursos visuais ou sonoros. O sucesso da ferramenta se dá à facilidade de manuseio e por ser gratuito. Nos dois gêneros o autor expressa seu sentimento, porém no Blog é possível utilizar outros recursos como imagens, vídeos e músicas e o conteúdo é acessível a outros usuários da rede mundial de computadores. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 10NEO233_GRAP-Portugues A.idml 10 19/09/2011 13:40:3319/09/2011 13:40:33 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 11 (Unicamp-SP) “Aurélio – BOM PRA BURRO” 15. Nessa propaganda do dicionário Aurélio, a expressão “bom pra burro” é polissêmica, e remete a uma representação de dicionário. a) Qual é essa representação? Ela é adequada ou inadequada? Justifi que. b) Explique como o uso da expressão “bom pra burro” produz humor nessa propaganda. 16. (Unicamp-SP) A propaganda abaixo explora a expressão idiomática ‘não leve gato por lebre’ para construir a imagem de seu produto: NÃO LEVE GATO POR LEBRE SÓ BOM BRIL É BOM BRIL a) Explique a expressão idiomática por meio de duas paráfrases. b) Mostre como a dupla ocorrência de BOM BRIL no slogan ‘SÓ BOM BRIL É BOM BRIL’, aliada à expressão idiomática, constrói a imagem do produto anunciado. 17. (Fuvest-SP) Leia com atenção as seguintes frases, extraídas do termo de garantia de um produto para emagrecimento: I- Esta garantia fi cará automaticamente cancelada se o produto não for corretamente utilizado. II- Não se aceitará a devolução do produto caso ele contenha menos de 60% de seu conteúdo. III- As despesas de transporte ou quaisquer ônus decorrente do envio do produto para troca corre por conta do usuário. Remete à expressão “Pai dos burros”. Inadequada, pois dicionários auxiliam pessoas com diversos níveis de inteligência. A ambiguidade de “pra burro”, que pode ser adjunto adverbial de intensidade (bom pra burro: “muito bom”) ou complemento nominal de “bom”, remetendo, então, à expressão “pai dos burros” (bom pra burro: “bom para quem precisa de dicionário”). Corresponde à atribuição de uma qualidade única a um produto único. Todos os demais, ainda que aparentemente similares, seriam meros “gatos” querendo passar por “lebres”. “Não aceite um produto inferior em lugar do superior.” “Não se deixe enganar por produtos falsifi cados.” NEO233_GRAP-Portugues A.idml 11NEO233_GRAP-Portugues A.idml 11 19/09/2011 13:40:3319/09/2011 13:40:33 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL12 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A a) Reescreva os trechos sublinhados nas frases I e II, substituindo as conjunções que os iniciam por outras equivalentes e fazendo as alterações necessárias. b) Reescreva a frase III, fazendo as correções necessárias. 18. (Fuvest-SP) Leia e responda ao que se pede: Conversa no ônibus Sentaram-se lado a lado um jovem publicitário e um velhinho muito religioso. O rapaz falava animadamente sobre sua profi ssão, mas notou que o assunto não despertava o mesmo entusiasmo no parceiro. Justifi cou- -se, quase desafi ando, com o velho chavão: – A propaganda é a alma do negócio. – Sem dúvida, respondeu o velhinho. Mas sou daqueles que acham que o sujeito dessa frase devia ser o negócio. a) A palavra alma tem o mesmo sentido para ambas as personagens? Justifi que. b) Seguindo a indicação do velhinho, redija a frase na versão que a ele pareceu mais coerente. 19. (Fuvest-SP) Leia e responda ao que se pede: Capitulação Delivery Até pra telepizza É um exagero. Há quem negue? Um povo com vergonha Da própria língua Já está entregue. (Luís Fernando Veríssimo) a) O título dado pelo autor está adequado, tendo em vista o conteúdo do poema? Justifi que sua resposta. I - “… caso (contanto que, desde que, a não ser que) o produto não seja corretamente utilizado”. II - “… se ele contiver…” ou “desde que (contanto que, a não ser que) ele contenha…”. “As despesas de transporte ou quaisquer ônus decorrentes (ou qualquer ônus decorrente) do envio do produto para troca correm por conta do usuário”. Sim. No contexto pode signifi car “essência” ou “fator fundamental”. Sim. Capitulação = invasão” de anglicismos (americanismos) na língua portuguesa corrente no Brasil. “O negócio é a alma da propaganda”. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 12NEO233_GRAP-Portugues A.idml 12 19/09/2011 13:40:3319/09/2011 13:40:33 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 13 b) O exagero que o autor vê no emprego da palavra “delivery” se aplicaria também a “telepizza”? Justifi que sua resposta. (UFSCar-SP) INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões 20, 21 e 22: Tenho ódio mortal dos mosquitos. Se Charles Darwin tivesse me encarregado de colocar ordem na evolução das espécies, eu teria poupado os dinossauros e varrido os mosquitos da Terra. Não me faltam razões para tal idiossincrasia*: quase morri por causa de um Haemagogus** covarde que me transmitiu febre amarela sem deixar vestígio da picada. É o animal mais perigoso. Se somarmos todos os ataques contra seres humanos já realizados por onças, leões e cobras, obteremos um número insignifi cante perto dos que caem de cama numa única epidemia de malária ou dengue. Por essa razão, quando surge uma espécie nova de mosquito em qualquer país, as autoridades sanitárias se assustam. (Drauzio Varella. Folha de S.Paulo, 02.08.2008.) * No texto, modo particular de ver as coisas. ** Haemagogus é um mosquito de hábitos silvestres que vive no solo ou na copa das árvores. 20. Em Tenho ódio mortal dos mosquitos, Drauzio Varella usa a preposição de para ligar a palavra ódio à palavra mosquitos. Poderia, se quisesse, ter usado a e escrever: Tenho ódio mortal aos mosquitos. Trata- -se da opção por uma determinada regência nominal. a) Leia os três trechos a seguir e diga em qual deles é possível empregar indiferentemente de ou a. I. Eu, que tinha ódio ao menino, afastei-me de ambos. (Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.) II. O ódio a Bill Gates se explica com uma palavra bem arcaicae bem humana: inveja. (Folha de S.Paulo, 02.07.2008.) III. O desejo de um conde por uma jovem desperta o ódio da mulher do nobre. (Folha de S.Paulo, 11.08.2008. Adaptado.) b) Explique o porquê da sua escolha anterior. “Telepizza” é um neologismo formado com um empréstimo linguístico já há muito incorporado ao português (italiano pizza) e o prefi xo (grego) tele-, corrente na língua. Portanto, não se trata do mesmo fenômeno de “capitulação” que se vê em delivery, pois aqui se substituiu uma palavra corrente na língua (“entrega”) por um estrangeirismo da moda. Em I, é possível trocar a por de: Eu, que tinha ódio do menino... A troca em I é possível porque o contexto não permite interpretação de do menino em função subjetiva (“ódio que o menino tinha”), ou seja, como adjunto adnominal. O mesmo não ocorre em II, em que “ódio de Bill Gates” poderia se entendido como “ódio que Bill Gates sente”; nem em III, em que a substituição de “ódio da mulher” por “ódio à mulher” alteraria completamente o sentido da expressão, de “ódio que a mulher sente” (da mulher: função subjetiva, adjunto adnominal) para “ódio que sentem pela mulher” (à mulher: função objetiva, complemento nominal). NEO233_GRAP-Portugues A.idml 13NEO233_GRAP-Portugues A.idml 13 19/09/2011 13:40:3319/09/2011 13:40:33 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL14 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 21. Em quase morri por causa de um Haemagogus covarde, o autor emprega o adjetivo covarde para modifi car o substantivo Haemagogus, com um propósito estilístico fi gurado. a) Em qual dos três exemplos a seguir, o adjetivo está usado com o mesmo propósito? Bandido perigoso Carro potente Estrada assassina b) Em que consiste esse uso fi gurado? 22. No trecho É o animal mais perigoso, o autor utilizou o substantivo animal para retomar Haemagogus, presente na frase anterior. Outra opção de escrita seria: É o inseto mais perigoso. a) No texto — A serpente estava escondida sob a pedra. Dois minutos depois, o animal já tinha atacado um cavalo —, como fi caria a segunda frase, se fosse escolhida uma alternativa semelhante à proposta para o trecho anterior de Drauzio Varella? b) Faça o mesmo tipo de substituição no texto: Pediu para usar o termômetro, mas a coisa estava quebrada. (Unesp) INSTRUÇÃO: As questões 23 e 24 tomam por base um texto extraído do jornal Folha de S. Paulo. PROGRAMA TRATA BICHOS COMO GENTE Laura Mattos Já faz tempo, mas ninguém esquece. Em 1991, fl agrado ao utilizar um carro ofi cial para levar sua cadela ao veterinário, o então ministro do Trabalho, Antonio Rogério Magri, deu a célebre declaração: “Cachorro também é ser humano”. É essa também a fi losofi a do “Pet.Doc”, programa escolhido pelo GNT dentre cem candidatos em processo de pitching – no qual produtoras independentes apresentam seus projetos a uma banca formada por diretores do canal. “É um programa que vai tratar o pet [animal de estimação] como se fosse gente”, afi rmou à Folha Leonardo Edde, sócio da produtora carioca Urca Filmes, responsável pelo projeto. “Vamos tratar o animal, seja um cachorro, um rato ou um papagaio, sempre pelo nome, como um ser humano, mostrar a importância dessa ‘pessoa’ e contar suas histórias”, diz. Em sua opinião, esse tom irá diferenciar o “Pet.Doc” de outros programas sobre animais exibidos na TV aberta e fechada “que mostram campeonatos de cães e as melhores rações”. Estrada assassina: sentido fi gurado, metafórico. Prosopopeia ou personifi cação: consiste em atribuir características humanas a seres inanimados ou animais. “A serpente estava escondida sob a pedra. Dois minutos depois, o réptil já tinha atacado um cavalo”. “Pediu para usar o termômetro, mas o instrumento estava quebrado”. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 14NEO233_GRAP-Portugues A.idml 14 19/09/2011 13:40:3419/09/2011 13:40:34 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 15 Edde afi rma que a Urca optou por esse tema após analisar pesquisas que apontam que mais de 70% da população brasileira possui um pet. Segundo Edde, “Pet.Doc” é baseado no livro Nós e Nossos Cães (ed. Globo), de Cacau Hygino. “São várias histórias de como o cachorro mudou a vida de pessoas, de gente que era triste e arrumou um motivo para viver”, afi rma o produtor. “A ideia do programa é baseada no jeito como os donos tratam seus pets. Eles falam dos animais e agem com eles como se fossem fi lhos”, aponta. (…) O piloto (episódio teste) foi gravado com Caco Iocler, Marília Pêra e Vivianne Pasmanter. Vivianne é dona de um cachorro que atuou ao lado de sua personagem na novela “Páginas da Vida”, da Globo. O autor de novela Ricardo Linhares (“Paraíso Tropical”) e sua cadela Zoca também serão mostrados. “Nossa intenção é desmistifi car a celebridade, como fazemos com o ‘Tira Onda’, do Multishow [famosos assumem profi ssões diferentes por um dia]”, explica Edde. (Folha de S.Paulo, 02.01.2008.) 23. O texto, extraído da Folha de S. Paulo, por seu caráter de notícia, identifi ca as pessoas, utiliza termos estrangeiros com liberdade, apoia-se em estatísticas e pesquisas etc. O próprio tempo é fi xado com maior precisão, como se vê na indicação da data de publicação do artigo (02.01.2008). Com base nessas considerações, destaque e comente dois outros elementos do texto capazes de ligar essa notícia a determinada época, mais próxima ao presente. 24. Por ocasião da comemoração do dia dos professores, no mês de outubro de 2003, foi veiculada a seguinte propaganda, assinada por uma grande corporação de ensino: Parabéns [Pl. de parabém] S. m. pl. 1. Felicitações, congratulações. 2. Oxítona terminada em ens, sempre acentuada. Acentuam-se também as terminadas em a, as, e, es, o, os, e em. Para a homenagem ao Dia do Professor ser completa, a gente precisava ensinar alguma coisa. a) Observe os itens 1 e 2 do verbete PARABÉNS. Há diferenças entre eles. Aponte-as. b) Levando em conta o enunciado que está abaixo do verbete, a quem se dirige essa propaganda? c) Diferentes imagens da educação escolar sustentam essa propaganda. Indique pelo menos duas dessas imagens. 1) 1991 é dado como um tempo distante; 2) fenômenos atuais como TV a cabo (“TV fechada”); 3) utilização do vocabulário inglês para designar animais domésticos (“pets”); 4) referência a atores e novelas da época. A propaganda não se dirige, paradoxalmente, aos professores, mas aos discentes ou ao público em geral. A imagem que a propaganda passa da escola é a de uma instituição preocupada apenas com regras, informações, conteúdo. O primeiro contém uma defi nição semântica e o segundo contém uma regra ortográfi ca. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 15NEO233_GRAP-Portugues A.idml 15 19/09/2011 13:40:3419/09/2011 13:40:34 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL16 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 25. Leia a tirinha e responda ao que se pede: (Gonsales, Fernando, “Níquel Náusea”. Folha de S. Paulo on line em www.uol.com.br/niquel) a) No primeiro quadrinho, a menção a ‘palavrões’ constrói uma expectativa que é quebrada no segundo quadrinho. Mostre como ela é produzida, apontando uma expressão relacionada a ‘palavrões’, presente no primeiro quadrinho, que ajuda na construção dessa expectativa. b) No segundo quadrinho, o cômico se constrói justamente pela quebra da expectativa produzida no quadrinho anterior. Entretanto, embora a relação pressuposta no primeiro quadrinho se mantenha, ela passa a ser entendida num outro sentido, o que produz o riso. Explique o que se mantém e o que é alterado no segundoquadrinho em termos de pressupostos e relações entre as palavras. No primeiro quadrinho é estabelecida uma relação entre ‘palavrões’ e ‘passar vergonha’. Essa relação é de causalidade, ou seja, o pronunciamento de palavras de baixo calão pelo papagaio e uma respectiva reação indignada por parte dos ouvintes seriam a razão pela qual o menino, dono do papagaio, passaria vergonha. A relação de causalidade e a inadequação das palavras usadas pelo papagaio, referidas como ‘palavrões’, se mantêm, pois, de fato, é a natureza dos ‘palavrões’ que faz o menino se envergonhar. O que se altera são as causas da vergonha. Pressupunha-se no primeiro quadrinho que a agressividade dos palavrões era a causa da inadequação e, portanto, de se ‘passar vergonha’. No segundo quadrinho, entretanto, pelo fato de o papagaio falar ‘xixi’, ‘cocô’, etc., altera-se a razão da inadequação. Trata-se de expressões normalmente usadas por crianças muito pequenas, expressões inócuas, que causam riso nos ouvintes e, portanto, constrangem o dono do papagaio. A premissa de que o papagaio costuma repetir apenas aquilo que ouve na casa em que vive torna mais contundente a imagem de que seu dono é quem seria infantil, motivo do embaraço. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 16NEO233_GRAP-Portugues A.idml 16 19/09/2011 13:40:3419/09/2011 13:40:34 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 17 (UEL-PR) Cuitelinho Cheguei na beira do porto onde as ondas se espaia. As garça dá meia volta, senta na beira da praia. E o cuitelinho não gosta que o botão de rosa caia. Ai quando eu vim de minha terra, despedi da parentaia. Eu entrei no Mato Grosso, dei em terras paraguaia. Lá tinha revolução, enfrentei fortes bataia. A tua saudade corta como aço de navaia. O coração fi ca afl ito, bate uma a outra faia. E os óio se enche d’água que até a vista se atrapaia. Fonte: Tema folclórico. Adaptação Musical: Wagner Tiso e Milton Nascimento. Texto Poético: Paulo Vanzolini e Antônio Xandó. In: NASCIMENTO, M. Milton Nascimento ao Vivo. São Paulo: Polygram, 1983 1. Caso o autor optasse por redigi-la de acordo com a norma culta, como fi caria a última frase “e os óio se enche d’água que até a vista se atrapaia.”? Resposta: A (A) e os olhos se enchem d’água que até as vistas se atrapalham. (B) e os olhos se enchem d’água que até as vistas nos atrapalham. (C) e os olhos nos enchem d’água que até as vistas nos atrapalham. (D) e os olhos se enchem d’água que até as vistas se nos atrapalham. (E) e os olhos nos enchem d’água que até as vistas atrapalham. (Fuvest-SP) Texto para a próxima questão: Belo Horizonte, 28 de julho de 1942. Meu caro Mário, Estou te escrevendo rapidamente, se bem que haja muitíssima coisa que eu quero te falar (a respeito da Conferência, que acabei de ler agora). Vem-me uma vontade imensa de desabafar com você tudo o que ela me fez sentir. Mas é longo, não tenho o direito de tomar seu tempo e te chatear. Fernando Sabino. 2. Neste trecho de uma carta de Fernando Sabino a Mário de Andrade, o emprego de linguagem informal é bem evidente em Resposta: E (A) “se bem que haja”. (B) “que acabei de ler agora”. (C) “Vem-me uma vontade”. (D) “tudo o que ela me fez sentir”. (E) “tomar seu tempo e te chatear”. (UEPG-PR) Texto para a próxima questão: Relacionamentos virtuais fazem sucesso A regra “nunca te vi, sempre te amei” não serve para chatters brasileiros: 72% se encontram pessoalmente. Quem reclama de falta de namorado nunca frequentou salas de bate-papos virtuais. Nos últimos tempos, a brincadeira tornou- -se um sucesso. Psicólogos que estudam o comportamento do internauta brasileiro concluíram que os usuários de chats não podem se queixar de falta de amor. Basta ver os números. Entre os 72% que se encontraram pessoalmente pelo menos uma vez, 60% continuam o relacionamento. Não é difícil fazer parte dessa turma. O usuário pode entrar em agências de casamento on- -line, deixar suas características e o que espera da “alma gêmea”. Depois, é só torcer para receber a resposta via e-mail. Existem também os “Instant Messengers”, programas abertos, porém mais reservados que web chats. A instalação é fácil. Basta fazer um download (transferir arquivos) do site do fabricante. Os mais famosos são: ICQ, ComVC, StarMedia Express, Yahoo! Messenger, MSN Messenger e IstanTerra. Endereços de encontros virtuais pipocam na rede, como o Chapamania: um mês de vida, o site tem 600 mil Page view (páginas do endereço vistas). Outro exemplo: lançado em fevereiro, hoje o Bate-papo recebe mais 40 mil visitas diárias. (Adriana Dias Lopes – Revista Galileu, edição 108) NEO233_GRAP-Portugues A.idml 17NEO233_GRAP-Portugues A.idml 17 19/09/2011 13:40:3419/09/2011 13:40:34 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL18 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A (08) O emprego dos vocábulos internautas, usuários e chatters evidencia a linguagem oral usada pelas camadas populares do meio urbano brasileiro. (16) A popularização dos termos em inglês na área de informática desobriga a articulista a destacá-los em forma de negrito, aspas ou itálico. Soma: 3. Com relação à linguagem empregada no texto, assinale o que for correto. (01) As expressões de estrangeirismos são usadas de maneira proposital, para marcar uma linguagem pessoal, técnica. (02) O texto traz marcas da irreverência da articulista diante do fato exposto. (04) O emprego de termos como pipocam mostra que a articulista optou por uma linguagem mais próxima do público-leitor. 20 (04+16) (UFMT) Texto para a questão 4: Folha de S. Paulo [sinapse], p. 24, 26 abril. 2005. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 18NEO233_GRAP-Portugues A.idml 18 19/09/2011 13:40:3419/09/2011 13:40:34 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 19 Embora predomine no texto a linguagem formal, é possível identifi car nele marcas de coloquialidade, como as expressões assinaladas em: Resposta: D (A) “mordeu a vida” e “moral prudente e um pouco avara”; (B) “sem se perguntar mais uma vez” e “não deveria haver prazeres”; (C) “parece lógico” e “que não sejam só a decisão”; (D) “e combinar, sei lá, nitratos” e “a gente se preocupa”; (E) “que valham um risco de vida” e “(e talvez sobretudo) um questionamento”. (UEPG-PR) VOCÊ TRABALHA PARA QUÊ? Os consultores vivem dizendo que, quando a gente tem uma meta, o foco aumenta e o esforço para realização – seja ele em termos de aprendizado, de performance ou de poupança – vai mais fácil. Em nossa reportagem de capa desse mês, você vai conhecer a história de quatro profi ssionais que estão focados em crescer na carreira e realizar sonhos. (Juliana de Mari. Revista Você S/A, setembro/2007) 6. Quais das seguintes palavras, extraídas do texto, são acentuadas em razão da tonicidade? (01) fácil (02) mês (04) quê (08) você (16) história Soma: 7. (UEMS) As palavras “indagatório”, “árvore” e “até” recebem acento gráfi co, respectivamente, porque são: Resposta: C (A) paroxítona terminada em ditongo – proparoxítona – monossílaba átona (B) proparoxítona – proparoxítona – monossílaba tônica (C) paroxítona terminada em ditongo – proparoxítona – oxítona terminada em “e” aberto (D) monossílaba átona – paroxítona terminada em ditongo – proparoxítona (E) paroxítona terminada em hiato – proparoxítona – monossílaba átona 4. Assinale o trecho do texto que exemplifi ca o registro formal escrito: Resposta: C (A) Isso só pode ser influência do professor, né? (B) Foi aí que comecei a ver as coisas de outro jeito. (C) Se sou capaz de ensinar, também sou capaz de aprender. (D) Passei a estudar pra valer e a tirar notas boas. (E) Fica lá sentado olhando o professor falar sem parar. 5. (Fuvest-SP) Leia o texto e responda ao que se pede: O fi lme Cazuza – O tempo não para me deixou numa espécie de felicidade pensativa. Tento explicar por quê.Cazuza mordeu a vida com todos os dentes. A doença e a morte parecem ter-se vingado de sua paixão exagerada de viver. É impossível sair da sala de cinema sem se perguntar mais uma vez: o que vale mais, a preservação de nossas forças, que garantiria uma vida mais longa, ou a livre procura da máxima intensidade e variedade de experiências? Digo que a pergunta se apresenta “mais uma vez” porque a questão é hoje trivial e, ao mesmo tempo, persecutória. (...) Obedecemos a uma proliferação de regras que são ditadas pelos processos da prevenção. Ninguém imagina que comer banha, fumar, tomar pinga, transar sem camisinha e combinar, sei lá, nitratos com Viagra seja uma boa ideia. De fato não é. À primeira vista, parece lógico que concordemos sem hesitação sobre o seguinte: não há ou não deveria haver prazeres que valham um risco de vida ou, simplesmente, que valham o risco de encurtar a vida. De que adiantaria um prazer que, por assim dizer, cortasse o galho sobre o qual estou sentado? Os jovens têm uma razão básica para desconfi ar de uma moral prudente e um pouco avara que sugere que escolhamos sempre os tempos suplementares. É que a morte lhes parece distante, uma coisa com a qual a gente se preocupará mais tarde, muito mais tarde. Mas sua vontade de caminhar na corda bamba e sem rede não é apenas a inconsciência de quem pode esquecer que “o tempo não para”. É também (e talvez sobretudo) um questionamento que nos desafi a: para disciplinar a experiência, será que temos outras razões que não sejam só a decisão de durar um pouco mais? Contardo Calligaris. Folha de S.Paulo 31 (01+02+04+08+16) NEO233_GRAP-Portugues A.idml 19NEO233_GRAP-Portugues A.idml 19 19/09/2011 13:40:3419/09/2011 13:40:34 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL20 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 8. (UFSC) Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S). (01) Os acentos gráfi cos em corrupião, lá e baldeação são justifi cados pela mesma regra. (02) São classifi cadas como oxítonas: corrupião, poder e conduzi-lo. (04) As palavras beira, aérea e tédio possuem a mesma classifi cação quanto à posição da sílaba tônica. (08) Os acentos gráfi cos dos vocábulos você, protegê-los e contém seguem as regras de acentuação das oxítonas. (16) Em idade, ainda e fl uido temos três palavras com o mesmo número de sílabas. (32) As palavras gratuito, debaixo e implicou são trissílabas. Soma: 9. (UEPG-PR) Considerando os aspectos de ortografi a, assinale o que for correto. (01) Os vocábulos hipóteses, parágrafo, irreverência são acentuados segundo a mesma regra de acentuação. (02) O plural de bem-humorada e obra-prima são, respectivamente, bem-humoradas; obras-primas. (04) O plural de opinião e isenção apresenta mais de uma forma, assim como o plural de corrimão. (08) Os pronomes minha, isso, nossa apresentam em sua grafi a duas letras que representam um fonema. (16) O vocábulo atraído apresenta em sua construção um hiato. (32) No vocábulo ceticismo, o sufi xo ismo dá um sentido conjunto de características relativas a cético. Soma: 10. (ITA-SP) Assinale a opção cujas palavras devem ser grafi camente acentuadas, respectivamente, pelas mesmas regras que se aplicam em “Jau, juri, perde-la, video”: Resposta: B (A) fl uido, biquini, tres, difi ceis; (B) reune, Hernani, pequines, longinquo; (C) Luis, ravioli, timidez, amendoa; 46 (02+04+08+32) 58 (02+08+16+32) (D) ciume, resumi-lo, caterete, tenue; (E) fortuito, quati, fe-lo, desaguam. (UFPR) A língua do Brasil amanhã Ouvimos com frequência opiniões alarmantes a respeito do futuro da nossa língua. Às vezes se diz que ela vai simplesmente desaparecer, em benefício de outras línguas supostamente expansionistas (em especial o inglês, atual candidato número um a língua universal); ou que vai se “misturar” com o espanhol, formando o “portunhol”; ou, simplesmente, que vai se corromper pelo uso da gíria e das formas populares de expressão (do tipo: o casaco que cê ia sair com ele tá rasgado). Aqui pretendo trazer uma opinião mais otimista: a nossa língua, estou convencido, não está em perigo de desaparecimento, muito menos de mistura. (...) O que é que poderia ameaçar a integridade, ou a existência, da nossa língua? O primeiro fator, frequentemente citado, é a infl uência do inglês – o mundo de empréstimos que andamos fazendo para nos expressarmos sobre certos assuntos. Não se pode negar que o fenômeno existe; o que mais se faz hoje é surfar, deletar ou tratar do marketing. Mas isso não signifi ca o desaparecimento da língua portuguesa; empréstimos são um fato da vida, e sempre existiram. Hoje pouca gente sabe disso, masavalanche, alfaiate, tenor e pingue-pongue são palavras de origem estrangeira; hoje já se naturalizaram, e certamente ninguém vê ameaça nelas. Afi nal de contas, quando se começou a jogar aquela bolinha em cima da mesa, precisou-se de um nome; podíamos dizer tênis de mesa, e alguns tentaram, mas a palavra estrangeira venceu – só que virou portuguesa, hoje vive entre nós como uma imigrante já casada, com fi lhos brasileiros etc. Perdeu até o sotaque. Quero dizer que não há o menor sintoma de que os empréstimos estrangeiros estejam causando lesões na língua portuguesa; a maioria, aliás, desaparece em pouco tempo, e os que fi cam se assimilam. O português, como toda língua, precisa crescer para dar conta das novidades sociais, tecnológicas, artísticas e culturais; para isso pode aceitar empréstimos – ravióli, ioga, chucrute, balé – e também pode (e com maior frequência) criar palavras a partir de seus próprios recursos – como computador, ecologia, poluição– ou então estender o uso NEO233_GRAP-Portugues A.idml 20NEO233_GRAP-Portugues A.idml 20 19/09/2011 13:40:3519/09/2011 13:40:35 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 21 de palavras antigas a novos signifi cados – executivo ou celular, que signifi cam coisas hoje que não signifi cavam há vinte anos. Isso está acontecendo a todo tempo com todas as línguas, e nunca levou nenhuma delas à extinção. Eu, pessoalmente, desconfi o que os falantes possuem um bom senso inato que os impede de utilizar termos estrangeiros além de um certo limite; por isso, a maioria das palavras de empréstimo são muito efêmeras: quem se lembra hoje do que é um ban-lon, um goal- keeper ou mesmo (essa eu lamento, não pela palavra, mas pela coisa) um fox-trot? (...) Como primeira conclusão deste ensaio, direi que não estamos em perigo de ver nossa língua submergida pela maré de empréstimos ingleses. A língua está aí, inteira: a estrutura gramatical não mudou, a pronúncia é ainda inteiramente nossa, e o vocabulário é mais de 99% de fabricação nacional. Por enquanto, falamos português. PERINI, Mário A. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 11-14. O trecho a seguir aborda o mesmo tema discutido por Perini: Em primeiro lugar, é importante notar que, embora pareça fácil apontar, hoje, home banking e coffee break como exemplos claros de estrangeirismos, ninguém garante que daqui a alguns anos não estarão sumindo das bocas e mentes, como o match do futebol e o rouge da moça; assim como ninguém garante que não terão sido incorporadosnaturalmente à língua, como o garçom e o sutiã, o esporte e o clube. GARCEZ, Pedro M.; ZILLES, Ana Maria. Estrangeirismos – desejos e ameaças. In: Faraco, Carlos A. (Org.). Estrangeirismos – guerras em torno da língua. São Paulo: Parábola, 2001, p. 20. 11. Garçom, sutiã, esporte e clube. Esses exemplos são usados no texto para ilustrar o mesmo fenômeno que Perini apresenta ao comentar o surgimento no português das palavras: Resposta: D (A) computador e ecologia; (B) executivo e celular; (C) fox-trot e poluição; (D) alfaiate e tenor; (E) ban-lon e goal-keeper. (UFRGS-RS) Assim que a seleção francesa foi desclassifi cada, tirando da competição a supostamente invencível Marselhesa, The Guardian anunciou: “O Brasil agora possui o melhor hino nacional da Copa Mundial de 2002”. E não apareceu ninguém para desmentir _______ jornal inglês. Para The Guardian, o nosso hino nacional é “o mais alegre, o mais animado, o mais melodioso e o mais encantador do planeta”. A despeito da secular pinimba dos britânicos com os franceses, não me pareceu forçada _______ restrição que fi zeram _____ Marselhesa e seus “belicosos apelos às armas”, desfavoravelmente comparados ao estímulo aos sentimentos nacionais e às belezas naturais do fl orão da América contido nos versos que Joaquim Osório Duque Estrada escreveu para a música de Francisco Manuel da Silva. Cânticos de louvor _________ nações e seus povos, os hinos pouco se diferenciam: são quase sempre hipérboles patrióticas, não raro jingoístas, demasiado apegadas a glórias passadas e inclinadas a exortar a alma guerreira que em muitos de nós dormita. Entretanto, comparado aos hinos dos países que nós derrotamos nas três fases da Copa, o nosso ganha fácil em beleza melódica e expressividade poética. “É como se tivesse vindo pronto, já composto, de uma casa de ópera”, bajulou The Guardian. Quase um século nos separa da concepção da letra do Hino Nacional Brasileiro. Ela é antiga, solene, infl amada, alambicada, anacrônica, como todas de sua espécie. Custamos a nos acostumar com ela. Suas anástrofes e seus cacófatos até hoje aturdem as crianças. Passei um bom tempo de minha infância sem atinar para o sentido de alguns versos e acreditando que a nossa terra era “margarida”, e não “mais garrida”. Por uma deformação mental qualquer – ou,quem sabe, condicionado por outros hinos e por fatos de nossa nada incruenta história –, vivia a cantar “paz no futuro e guerra (em vez de ‘glória’) no passado”. Encontrei uma versão em que tiraram o berço o gigante eternamente deitado: “Erguido virilmente em solo esplêndido / Entre as ondas do mar e o céu profundo”. Prefi ro os versos originais. Não por convicções ideológicas, mas por uma questão de métrica, de eufonia e um pouco por desconfi ar que sempre vivemos deitados em berço esplêndido, dormindo mais do que deveríamos. (Adaptado de: AUGUSTO, Sérgio. Bravo! ano 5, n. 59.) NEO233_GRAP-Portugues A.idml 21NEO233_GRAP-Portugues A.idml 21 19/09/2011 13:40:3519/09/2011 13:40:35 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL22 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A fundo. Por um lado, há a vontade de defender o que, desde sempre, constitui uma espécie de essência: a devoção, a fi delidade exclusiva à tribo; por outro, há a sedução da Alemanha, para onde já fora o amigo. Qual é a força dessa sedução? Será que está apenas na abundância de bugiganga? Ultimamente, tem-se levantado o __________ da retomada do confl ito entre o Islã e a cristandade. Mas o confl ito de hoje não é o mesmo que assolou a Idade Média, pois a cristandade está diluída na modernidade. O confl ito de hoje não é entre duas culturas, cada uma exclusiva, mas entre uma cultura tradicional, que se sustenta na exclusão (dos infi éis, por exemplo), e a modernidade, que idealiza a inclusão de todos. Abdul, dividido entre a fi delidade tribal e a sedução de uma cultura distinta, mas que poderia incluí-lo, já é nosso semelhante. Sua contradição não é muito diferente da nossa, cotidiana, entre a nostalgia de algum tipo de pátria e a ambição de reconhecer a humanidade como nossa única tribo. (Adaptado de: CALLIGARIS, C. Um amigo na Alemanha. Folha de S.Paulo, 6 dez. 2001.) 13. Considere as seguintes afi rmações sobre a formação de palavras do texto: I. As palavras “contradição” e “tradicional” contêm a mesma raiz. II. As palavras “exclusão” e “inclusão” contêm prefi xos que são antônimos. III. As palavras “infi éis” e “fi delidade” têm a mesma raiz. Quais estão corretas? Resposta: D (A) Apenas I. (B) Apenas II. (C) Apenas III. (D) Apenas II e III. (E) I, II e III. 12. Considere as seguintes afi rmações sobre a formação de palavras do texto: I.O prefi xo contido na palavra invencível é o mesmo que se encontra, em formas variantes, nas palavras inferir, irromper e irrigar. II.A palavra hipérboles contém o mesmo prefi xo que a palavra hipermercado. III.As palavras melodioso (linha 08) e melódica são adjetivos derivados de um mesmo substantivo, como o é também a palavra melodista. Quais estão corretas? Resposta: D (A) Apenas I. (B) Apenas II. (C) Apenas III. (D) Apenas I e II. (E) Apenas II e III. (UFRGS-RS) Ao tomarem Cunduz, no Afeganistão, os homens de Aliança do Norte encontraram um soldado do Taleban, Abdul Hadid, sentado na calçada, baleado, tremendo de choque; com as roupas __________ de sangue. No pequeno grupo hostil e __________ que se formou ao seu redor, Abdul percebeu que havia dois jornalistas ocidentais, as únicas caras, provavelmente, a mostrarem compaixão. Endereçou a eles seu único (e último?) pedido de ajuda da seguinte maneira: “Tenho um amigo na Alemanha”. Depois disso, foi levado embora - ofi cialmente, para um hospital. É como se Abdul dissesse aos que podiam entendê-lo, ou seja, aos ocidentais presentes: não sou “todo” daqui, minha tribo não resume inteiramente minha humanidade. Na hora de morrer por causa de uma diferença étnica, ele invocou um mundo em que, em princípio, tribos e crenças não seriam condições de cidadania. Não acredito que a frase de Abdul fosse uma __________ oportunista. É mais provável que ela manifestasse uma dolorosa contradição de NEO233_GRAP-Portugues A.idml 22NEO233_GRAP-Portugues A.idml 22 19/09/2011 13:40:3519/09/2011 13:40:35 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 23 (PUC-Rio) 14. Classifi que como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das afi rmações abaixo sobre a estrutura mórfi ca das palavras: I. O elemento “i” grifado em “decidir” é do mesmo tipo que aquele grifado em “felicidade”. II. As palavras “fi caram” e “deram” apresentam desinências modo-temporais que podem ser usadas em dois tempos verbais diferentes. III. “Indenização” e “abandonada” são palavras formadas a partir de substantivos. IV. No texto, a palavra “comprado” (l. 36) tem as mesmas possibilidades de fl exão que “abandonada” (l. 1). V. Os sufi xos de “motorista” e “costureira” apresentam o mesmo valor semântico. (A) F – F – V – V – F Resposta: B (B) F – V – F – F – V (C) V – F – V – F – V (D) V – V – V – F – F (E) V – F – F – F – V (UFSCar-SP) Sob a óptica do senso comum, conhecimento tem a ver com familiaridade. O conhecido, diz a linguagem comum, é o familiar. Se você está acostumado com alguma coisa, se você lida e se relaciona habitualmente com ela, então você pode dizer que a conhece. O desconhecido, por oposição, é o estranho. O grau de conhecimento, nessa perspectiva, é função do grau de familiaridade: quanto mais familiar, mais conhecido. Daí a fórmula: “eu sei = estou familiarizado com isso como algo certo”. Mas se o objetorevela alguma anormalidade, se ele ganha um aspecto distinto ou se comporta de modo diferente daquele a que estou habituado, perco a segurança que tinha e percebo que não o conhecia tão bem quanto imaginava. Urge domá- lo, reapaziguar a imaginação. Ao reajustar minha expectativa e ao familiarizar-me com o novo aspecto ou o novo comportamento, recupero a sensação de conhecê-lo. Sob a ótica da abordagem científi ca, contudo, a familiaridade é não só falha como critério de conhecimento como ela é inimiga do esforço de conhecer. A sensação subjetiva de conhecimento associada à familiaridade é ilusória e inibidora da curiosidade interrogante de onde brota o saber. O familiar não tem o dom de se tornar conhecido só porque estamos habituados a ele. Aquilo a que estamos acostumados, ao contrário, revela- se com frequência o mais difícil de conhecer verdadeiramente. (Eduardo Giannetti, Autoengano, p. 72.) 15. Assinale a alternativa em que há palavras que apresentam o mesmo processo de derivação das palavras destacadas no trecho a seguir: . . . conhecimento tem a ver com familiaridade. (A) É fatal fi carmos tristes diante daquilo que é efêmero. Resposta: C (B) Uma bela face humana vai um dia fi car velha e menos bela. (C) Mas a transitoriedade lhe empresta renovado encantamento. (D) Uma fl or que dura apenas uma noite não parece menos bela. (E) Uma bela obra de arte não tem limitação de tempo ou espaço. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 23NEO233_GRAP-Portugues A.idml 23 19/09/2011 13:40:3519/09/2011 13:40:35 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL24 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A (UEMS) 18. No segundo texto “Hino ao sono”, as palavras sem – pequena – noite – cada apresentam, respectivamente, a seguinte classifi cação morfológica: Resposta: B (A) artigo – substantivo – adjetivo – numeral; (B) preposição – adjetivo – substantivo – pronome indefi nido; (C) preposição – substantivo – substantivo – verbo; (D) conjunção coordenativa – substantivo – adjetivo – advérbio; (E) numeral – adjetivo – adjetivo – pronome pessoal. (ITA-SP) Durante a Copa do Mundo deste ano [2002], foi veiculada, em programa esportivo de uma emissora de TV, a notícia de que um apostador inglês acertou o resultado de uma partida, porque seguiu os prognósticos de seu burro de estimação. Um dos comentaristas fez, então, a seguinte observação: “Já vi muito comentarista burro, mas burro comentarista é a primeira vez”. Percebe-se que a classe gramatical das palavras se altera em função da ordem que elas assumem na expressão. 19. Assinale a alternativa em que isso não ocorre: (A) obra grandiosa; Resposta: A (B) jovem estudante; (C) brasileiro trabalhador; (D) velho chinês; (E) fanático religioso. (UEL-modifi cado-PR) “Modesto, pintado de um controverso verde e com a fachada em forma de ondas, o edifício Ypiranga seria mais uma brava reminiscência da década de 50 em Copacabana, na Zona Sul carioca, caso não abrigasse o famoso escritório de Oscar Niemeyer. Para se chegar à toca do Arquiteto do Século é preciso sair do elevador no nono andar e subir uma escadinha meio rocambolesca, improvável em projetos arquitetônicos de hoje. Despojado de qualquer sofi sticação ou modismo, o escritório é uma lufada de bom gosto, todo branco, com janelões de vidro que emolduram o mar azul. Nas paredes, a marca do dono: retas e curvas em total liberdade a formar desenhos e pilares fi losófi cos (...).” (LOBATO, Eliane. Isto É, 16 out. 2002. p. 7.) 16. Os adjetivos “controverso”, “brava” e “rocambolesca” utilizados no texto para caracterizar “verde”, “reminiscência” e “escadinha” podem ser entendidos, respectivamente, como: Resposta: C (A) escuro, constante e estreita. (B) agressivo, desfeita e de metal. (C) discutível, resistente e espiralada. (D) espalhafatoso, agradável e íngreme. (E) sombrio, agressiva e fora de moda. (PUC-RS) Das utopias 01 Se as coisas são inatingíveis... ora! 02 Não é motivo para não querê-las... 03 Que tristes os caminhos, se não fora 04 A presença distante das estrelas! Mário Quintana 17. Assinale a alternativa em que as duas palavras pertencem à mesma classe gramatical: (A) Coisas / inatingíveis (linhas 01 e 01); (B) Que / para (linhas 03 e 02); Resposta: E (C) Para / ora (linhas 02 e 01); (D) Tristes / fora (linhas 03 e 03); (E) Coisas / estrelas (linhas 01 e 04). NEO233_GRAP-Portugues A.idml 24NEO233_GRAP-Portugues A.idml 24 19/09/2011 13:40:3619/09/2011 13:40:36 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 25 tanto. De que serve você brilhar na sua profi ssão, vencendo um monte de obstáculos, se, do alto dos seus saberes, você é derrotado pela caixinha de iogurte, cuja única orelhinha, como a de Van Gogh, você extirpou na tentativa de sorver a delícia descrita em cores vivas no plástico? Você manda a orelhinha arrebentada para a fi lha do fabricante como prova do incontido amor que você tem pela própria empresa? Meu Deus, a nossa primeira embalagem, a placenta que nos embrulhou na vinda pra cá, já não era lá essas coisas. Talvez seja para compensar que enfeitamos tanto os mortos. Que o caixão, nosso derradeiro pacote, que nos levará deste para outro mundo, sobre o qual temos muita curiosidade mas nenhuma pressa de ir, resista àqueles últimos amigos que nos haverão de carregar para a nossa última morada e também nosso último cacófato. Já pensou se o fundo desprega e você cai no meio do corredorzinho do cemitério ou diante do altar, onde a tua alma acabou de ser encomendada? O velho São Pedro, experiente, ranzinza e com a estabilidade no emprego há quase dois milênios, aceitará em embalagem assim esculhambada? 20. Assinale a alternativa em que a expressão grifada não tem valor adjetivo: Resposta: C (A) “aquele instrumento de suplício” (linhas 19-20) (B) “levanta com o pé direito” (linha 23) (C) “a parte que tem a lâmina” (linhas 25 e 26) (D) “pois é um homem de fé” (linha 35) (E) “uma Constituição modesta e de verdade” (linhas 44-45) (UEMS) “Primeiro, não pude acreditar, Quem teria batizado a pobre criança sob tão lamentável inspiração? Mas era verdade. Eu me espantei com esse nome de mau gosto, quase um insulto.” 21. As palavras em negrito, no parágrafo acima, classifi cam-se do ponto de vista morfológico, respectivamente, como: Resposta: A (A) numeral ordinal – pronome interrogativo – adjetivo – preposição essencial – adjetivo (B) numeral cardinal – pronome possessivo – substantivo – preposição acidental – advérbio (C) pronome demonstrativo – advérbio – substantivo – conjunção coordenativa – adjetivo (D) advérbio de tempo – pronome pessoal – substantivo – advérbio de lugar – substantivo (E) substantivo – pronome indefi nido – substantivo – preposição acidental – advérbio A PLACENTA E O CAIXÃO Quem de nós já não se irritou com algum tipo de embalagem? É de manhã, o astro-rei espalha seus primeiros raios fúlgidos sobre a parte que lhe cabe da pátria, o torrão em que vivem você e a família que você preside, a célula-mater da sociedade, e seu dia já está todo atrapalhado, nem bem começou. Ah, escritores românticos! Como ignorastes o cotidiano das pessoas numa sociedade que se industrializou deste modo. Na verdade, seus atrapalhos começaram a acordar. Tendo sobrevivido aos barulhos noturnos, aquela gente sempre volta do bar de madrugada e sempre tem dinheiro pra lá voltar e beber mais, enquanto você precisa descansar para trabalhar no dia seguinte, sendo para você um mistério mais profundo do que o da Santíssima Trindade como é que esta gente ganha sem trabalhar, você dá um pequeno tapa no rádio-relógiopara que aquele instrumento de suplício pare de bombardear seu ouvido com aquele zuem-zuem-zuem, bip-bip-bip, nheco-nheco-nheco. Você, enfi m, levanta com o pé direito, supersticioso que é. Mas como tirar o aparelho de barbear daquele bunker em que puseram a parte que tem lâmina? Está escrito descartável. Descartável para quem? Mais fácil os aliados destruírem o esconderijo do Hitler na Segunda Guerra Mundial do que você arrebentar o invólucro onde a gilete está escondida. Feita a barba, você se sente glorioso: sobreviveu e está com a cara limpa. Mas daí a toalha daquela poderosa indústria têxtil que proclamou suas vantagens na televisão — você bem que , outra vez, acreditou, pois é um homem de fé e acredita em todos eles — com a qual você acaba de enxugar o rosto, deixa aqueles ridículos fi apos sobre a tua face de brasileiro envergonhado da tecnologia nacional. Sim, é verdade que temos carros luxuosos, máquinas sofi sticadas e um arsenal de leis impressionante, sendo esta Constituição uma das mais prolixas do mundo. Mas você pensa que os constituintes, que tabelaram de mentirinha os juros a 12% ao ano, poderiam fazer uma Constituição modesta e de verdade incrustando artigos que melhorassem o cotidiano dos cidadãos? Por exemplo: a tampa do dentifrício há de ser menor do que o buraco da circunferência da pia? E como ser feliz se a tampa, como a felicidade, nunca está onde nós a pusemos e sempre cai onde não queremos? Se não nos é permitido sonhar com uma sociedade cuja Constituição garanta que todos sejam iguais perante a lei, que pelo menos seja lícito exigir que as embalagens não nos façam sofrer 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 (FGV-RJ) Texto para as questões 20 e 21: NEO233_GRAP-Portugues A.idml 25NEO233_GRAP-Portugues A.idml 25 19/09/2011 13:40:3719/09/2011 13:40:37 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL26 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A Texto II 1 2 3 4 5 Gosto de cachorros, mas tratá-los como filhos é demais. Há tantas crianças nas ruas e nos orfanatos - e as pessoas preocupadas com futilidades. Não consigo entender isso. Deveriam levar o carinho, o amor e o dinheiro gasto com um cachorro para uma criança carente. DANIEL ROSSO, CRICIÚMA, SC (Revista Superinteressante, Abril de 2009, pág. 08z 22. Analise as seguintes afi rmativas sobre o emprego do pronome demonstrativo. I. O pronome “essa” (texto I, linha 4) retoma o substantivo “noia”. II. O pronome “isso” (texto II, linha 3) resume o que foi dito anteriormente. III. O pronome “isso” (texto II, linha 3) refere- -se a “Deveriam levar o carinho, o amor e o dinheiro gasto com um cachorro para uma criança carente”. IV. O pronome “essa” (texto I, linha 4) refere- -se ao substantivo “noia”. V. Tanto “essa” (texto I, linha 4), quanto “isso” (texto II, linha 3) retomam referentes no texto. Assinale a opção que contém afi rmativas corretas. Resposta: B (A) II – V (B) II – IV (C) I – III (D) III – IV (E) I – V 23. (UEPG-PR) Assinale o que for correto, no que se refere ao emprego do pronome relativo. (01) É muito valiosa a amizade das pessoas que confi amos. (02) Mande-me a conta a que ela se refere. (04) A rua a que nos dirigimos está alagada. (08) Chame o fotógrafo a cuja exposição fazem referência. (16) Esta é a pessoa a quem ofereceram propina. Soma: 30 (02+04+08+16) (Cefet-RS) FAÇA O BEM SEM OLHAR A QUEM Terezinha Pasqualotto - Jornalista e licenciada em Filosofi a – Obra em prelo, 2008. Faça o bem sem olhar a quem. Eu me criei ouvindo esta frase. Dentro deste espírito, quero propor um ato de amor e de solidariedade. Quero propor que você seja um doador de órgãos, já que nem eu e nem você, caro leitor, fi caremos para semente. Será um gesto de bondade que, se não garantir uma cadeira no céu ou a redenção dos pecadilhos, proporcionará um sentimento de satisfação, que só o desprendimento e a caridade podem propiciar, na certeza de que alguém fará uso de algo que já não nos servirá mais. Para ser um doador não é preciso deixar nada escrito, basta avisar à família. Se a consciência sobre a importância da doação se multiplicar, poderemos possibilitar cenas como estas: Maria apaixonada pelo Marcos com o coração da Priscila. João lendo notícias, por causa da córnea da Lúcia, com a qual ele voltou a enxergar. A Cristina bebendo uma cervejinha gelada com o fígado do Pedro. A Karen comendo saborosos docinhos com o pâncreas da Neuza. O rim poderá ir para o Felipe, aquele fi lho da vizinha que há anos espera na fi la, lembra? Os órgãos da menina Eloá, falecida recentemente, foram doados a sete pessoas. Sete pessoas que serão eternamente gratas à Eloá e à família dela. Sete pessoas que voltaram a ter vida, a ter sonhos e a ter esperanças. Hoje, mais do que nunca, todos vivenciam um tempo em que são acometidos pela dor de uma perda insuperável, e a doação de órgãos pode trazer maior alento do que apenas rezar missas e colocar fl ores. É o ato de fé mais signifi cativo para manter viva aquela pessoa entre nós. Aí poderemos afi rmar: morreu coisa nenhuma. Está doando vida a outro ser humano. É uma ressurreição possível e real, que sai das páginas da Bíblia e vira milagre testemunhado por todos nós. Nenhum de nós quer morrer, nenhum de nós quer perder ninguém, nenhum de nós quer, nem mesmo, comentar tal assunto. Antes de prosseguir com o seu dia a dia, aparentemente inabalável, expresse, inúmeras vezes e com ênfase, sua vontade de viver até os 90 ou 100 anos (amém) e, caso o destino seja mais rápido no gatilho, isto é, passar desta para outra, você sobreviverá através do corpo de outra pessoa. Não é um assunto mórbido. Estamos comentando sobre esperança. Doe-se em vida e depois dela. 24. Em qual alternativa a palavra “que” não funciona como pronome? Resposta: C (A) Sete pessoas que serão eternamente gratas à Eloá e à família dela. (B) O rim poderá ir para o Filipe, aquele fi lho da vizinha que há anos espera na fi la, lembra? (C) Quero propor que você seja um doador de órgãos. (D) [...] todos vivenciam um tempo em que são acometidos pela dor de uma perda insuperável. (FURG-RS) É certo tratar cães como humanos? Texto I 1 2 3 4 5 Com o meu dog, meu amado samoiedo Theodoro, faço o que quiser. Nem quero saber se ele gosta de ser chamado de filho, ou se gosta que eu o persiga o tempo todo pedindo abraços e beijos. Só o ser humano tem essa noia de querer recionalizar as coisas desse jeito. ANA ROSA, NO SITE. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 26NEO233_GRAP-Portugues A.idml 26 19/09/2011 13:40:3719/09/2011 13:40:37 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 27 (UFSCar-SP) A FLOR E A NÁUSEA Carlos Drummond de Andrade Preso à minha classe e algumas roupas, vou de branco pela rua cinzenta. Melancolias, mercadorias espreitam-me. Devo seguir até o enjoo? Posso, sem armas, revoltar-me? (...) Uma fl or nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. Uma fl or ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negó- cios, garanto que uma fl or nasceu. (...) Observe os versos: Façam completo silêncio, paralisem os negó- cios, garanto que uma fl or nasceu. 25. O poeta pede que façam completo silêncio. Se na última frase fosse explicitado o pronome, retomando a quem o poeta se refere, ela assumiria a seguinte redação: Resposta: A (A) Garanto-lhes que uma fl or nasceu. (B) Garanto-vos que uma fl or nasceu. (C) Garanto-os que uma fl or nasceu. (D) Garanto-te que uma fl or nasceu. (E) Garanto-lheque uma fl or nasceu. 26. (UEPG-PR) Assinale as alternativas em que o emprego dos pronomes pessoais não causa ambiguidade: (01) Preciso ser sincero contigo, não há mais nada entre mim e ti. (02) Márcia ligou imediatamente para a irmã quando soube que ela havia passado no vestibular. (04) Nós nunca nos esqueceremos de que você a criticou duramente. (08) Em sua conversa com o pai, o rapaz fez questão de lembrar que o vizinho já o havia chamado de vagabundo várias vezes. (16) Vou contar-lhe o que aconteceu, pois confi o muito em você. Soma: 27. (Fuvest-SP) Considere a validade das afi rmações sobre o enunciado “cartas que não se escrevem”. Resposta: D I. O termo que retoma o seu antecedente, introduzindo uma oração que tem o valor de um modifi cador desse mesmo antecedente. II. O termo que é agente e paciente do processo expresso pelo verbo escrever. III. O enunciado não determina qual é o agente do processo expresso pelo verbo escrever. a) Apenas a afi rmação I está correta. b) Apenas a afi rmação II está correta. c) Apenas as afi rmações II e III estão corretas. d) Apenas as afi rmações I e III estão corretas. e) Todas as três afi rmações estão corretas. (UEL-PR) “Se fosse escrita hoje, a história dos três porquinhos terminaria com o Lobo Mau empunhando uma pistola. Fôlego não seria necessário. Bastaria uma boa estratégia (e munição) para entrar pela porta da frente da casa de tijolos. A fábula do século 19 se mantém atual ao dar a medida de como o crime supera recursos desenvolvidos exatamente para combatê-lo. Primeiro, a palha; depois, a madeira; depois, a lvenaria. A tecnologia defi nitivamente não faz sucesso, senão imediato; os sopros da violência estarão sempre em dia com a última novidade. [...] É consenso entre urbanistas e arquitetos do mundo inteiro: muros que cercam casas e prédios, munidos ou não de cercas elétricas, e especialmente aqueles que são voltados para a calçada guardam contradições diversas dos tempos modernos. Tudo o que representam e tentam preservar – segurança, privacidade, delimitação de espaço – cai por terra quando sua função é invertida. Em vez de proteger quem está do lado de dentro, acreditam os especialistas, acabam isolando os moradores e, consequentemente, também eventuais invasores. Além de transformar a rua em território de ninguém.[...]”. (FIORATTI, G. Contra a parede. Disponível em: www1.folha. uol.com.br/fsp/cotidian/ff0710200722.htm. Acesso em: 07 out. 2007.) 5 (01+05) NEO233_GRAP-Portugues A.idml 27NEO233_GRAP-Portugues A.idml 27 19/09/2011 13:40:3719/09/2011 13:40:37 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL28 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 28. Em relação ao uso do tempo nos verbos sublinhados do primeiro período do texto: “Se fosse escrita hoje, a história dos três porquinhos terminaria com o Lobo Mau empunhando uma pistola. Fôlego não seria necessário. Bastaria uma boa estratégia (e munição) para entrar pela porta da frente da casa de tijolos”, é correto afi rmar que a ação verbal é descrita Resposta: A (A) no futuro do pretérito porque este tempo pode ocorrer em enunciados hipotéticos ou contrafactuais. (B) no pretérito imperfeito porque o enunciado designa um fato passado, mas não concluído. (C) no pretérito mais-que-perfeito, pois denota um fato situado vagamente no passado relativamente ao momento da enunciação. (D) no pretérito perfeito: indica uma ação que ocorreu antes de outra ação já passada ou fato passado relativamente ao momento da enunciação. (E) no futuro do indicativo já que indica a posterioridade do intervalo de tempo entre as duas ações descritas. 29. (UEL-PR) Analise o período: “Antes de embrenhar-se na terceira reforma ortográfi ca em menos de um século (já houve outras em 1943 e 1971), é preciso ao menos ter certeza de que Portugal irá segui-la, (...).” Assinale a alternativa que substitui corretamente a forma verbal sublinhada. Resposta: C (A) Existiu. (B) Houveram. (C) Existiram. (D) Haveriam. (E) Existiria. (UEPG-PR) Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha porque alta vive. (Fernando Pessoa. Odes de Ricardo Reis) 30. Sobre a fl exão dos verbos para a terceira pessoa do singular, assinale o que for correto. (01) Façais (fazes – 4º verso). (02) Ponha; seja (põe; és – 3º verso). (04) Seja (sê – 1º e 3º versos). (08) Sede (sê – 3º verso). (16) Exagere; exclua (2º verso). Soma: 31. (UFPR) Considere as seguintes formas verbais: 1. havia recebido 2. tinha recebido 3. estava recebendo 4. iria estar recebendo Na frase “Todas as notícias daquele dia foram redigidas a partir dos documentos que a direção do jornal recebera do ministério público”, a forma verbal grifada pode ser substituída, mantendo-se a relação de sentido temporal e sem prejuízo à obediência à língua culta, por: (A) 4 apenas. Resposta: E (B) 1, 2 e 3 apenas. (C) 3 e 4 apenas. (D) 1 e 4 apenas. (E) 1 e 2 apenas. (UEL-PR) – Eu vinha vindo para cá. Eu vinha vindo meio tonta, como sempre fi co, assim meio tonta, meio aérea quando durmo tanto. E nem durmo, é mais uma coisa que parece assim. Que nem, sei lá. Foi numa dessas barraquinhas de frutas que eu vi. Eu vinha de cabeça baixa, umas ameixas tão vermelhas. Eu vinha pensando numa porção de coisas quando. – Que coisas? – Que coisas o quê? – As que você vinha pensando. – Ah. Ela acende outro cigarro. Do lado certo. – Sei lá, que eu ando. Muito triste. Uma merda, tudo isso. Mas não importa, não me interrompa agora. Deixa eu falar, por favor, deixa eu falar. Tem uma coisa dentro de mim que continua dormindo quando eu acordo, lá longe de mim. 20 (04+16) NEO233_GRAP-Portugues A.idml 28NEO233_GRAP-Portugues A.idml 28 19/09/2011 13:40:3719/09/2011 13:40:37 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 29 – Traga fundo. E solta a fumaça quase sem respirar. – Foi então que vi aquelas ameixas e achei tão bonitas e tão vermelhas que pedi um quilo e era minha última grana certo porque meus pais não me dão nada e daí eu pensei assim se comprar essas ameixas agora vou ter que voltar a pé para casa mas que importa volto a pé mesmo pode ser até que acorde um pouco e aquela coisa lá longe volte pra perto de mim e então eu vinha caminhando devagarinho as ameixas eu não conseguia parar de comer sabe já tinha comido acho que umas seis estava toda melada quando dobrei a esquina aqui da rua e ia saindo um caixão de defunto do sobrado amarelo na esquina certo acho que era um caixão cheio quer dizer com defunto dentro porque ia saindo e não entrando certo e foi bem na hora que eu dobrei não deu tempo de parar nem de desviar daí então eu tropecei no caixão e as ameixas todas caíram assim paf! na calçada e foi aí que eu reparei naquelas pessoas todas de preto e óculos escuros e lenços no nariz e uma porrada de coroas de fl ores devia ser um defunto muito rico certo e aquele carro fúnebre ali parado e só aí eu entendi que era um velório. Quer dizer, um enterro. O velório é antes,certo? – É – confi rmo. – O velório é antes. (ABREU, C. F. Pera, Uva, Maçã?. In: ABREU, C. F. Morangos Mofados. 4 ed. São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 99-100). 32. Considerando o emprego do pretérito perfeito e do pretérito imperfeito no trecho do conto, é correto afi rmar. I. O pretérito perfeito é empregado na narração da experiência da recente viúva. II. Para assinalar os sentimentos da personagem feminina, o autor fez uso do pretérito perfeito. III. O predomínio do imperfeito sobre o perfeitono primeiro parágrafo se explica pela necessidade de iniciar a narração de uma experiência vivida. IV. No penúltimo parágrafo, o perfeito se sobrepõe numericamente ao imperfeito, denotando que a personagem feminina dá grande importância à narração dos eventos pelos quais passou. Assinale a alternativa correta. Resposta: D (A) Somente as afi rmativas I e II estão corretas. (B) Somente as afi rmativas I e III estão corretas. (C) Somente as afi rmativas II e IV estão corretas. (D) Somente as afi rmativas I, III e IV estão corretas. (E) Somente as afi rmativas II, III e IV estão corretas. 33. (UFPR) Em que alternativa a forma passiva apresentada em 2 conserva as mesmas relações de sentido da forma ativa apresentada em 1? Resposta: A (A) 1 – O diretor custou a demitir o funcionário suspeito de fraude. 2 – O funcionário suspeito de fraude custou a ser demitido pelo diretor. (B) 1 – O diretor pretende demitir o funcionário suspeito de fraude. 2 – O funcionário suspeito de fraude pretende ser demitido pelo diretor. (C) 1 – O diretor gostaria de demitir o funcionário suspeito de fraude. 2 – O funcionário suspeito de fraude gostaria de ser demitido pelo diretor. (D) 1 – O diretor tentou demitir o funcionário suspeito de fraude. 2 – O funcionário suspeito de fraude tentou ser demitido pelo diretor. (E) 1 – O diretor quer demitir o funcionário suspeito de fraude. 2 – O funcionário suspeito de fraude quer ser demitido pelo diretor. 34. (Fuvest-SP) Os verbos estão corretamente empregados apenas na frase: Resposta: D (A) No cerne de nossas heranças culturais se encontram os idiomas que as transmitem de geração em geração e que assegurem a pluralidade das civilizações. (B) Se há episódios traumáticos em nosso passado, não poderemos avançar a não ser que os encaramos. (C) Estresse e ambiente hostil são apenas alguns dos fatores que possam desencadear uma explosão de fúria. (D) A exigência interdisciplinar impõe a cada especialista que transcenda sua própria especialidade e que tome consciência de seus próprios limites. (E) O que hoje talvez possa vir a tornar-se uma técnica para prorrogar a vida, sem dúvida amanhã possa vir a tornar-se uma ameaça. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 29NEO233_GRAP-Portugues A.idml 29 19/09/2011 13:40:3719/09/2011 13:40:37 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL30 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 37. (Fuvest-SP) Dos verbos assinalados, só está corretamente empregado o que aparece na frase: Resposta: C (A) A atual administração quer crescer a arrecadação do IPTU em 40%. (B) A economia latino-americana se modernizou sem que a estrutura de renda da região acompanhou as transformações. (C) Se fazer previsões sobre a situação econômica já era difícil antes das eleições, agora fi cou ainda mais complicado. (D) A indústria fi cará satisfeita só quando vender metade do estoque e transpor o obstáculo dos juros. (E) Por mais que os leitores se apropriam de um livro, no fi nal, livro e leitor tornam-se uma só coisa. 38. (ITA-SP) Assinalar a alternativa correta: Examinar as cinco sentenças abaixo (numeradas de 1 a 5): 1. Eu me precavejo de tudo que me possa molestar. 2. Eu me precavenho de tudo que me possa molestar. 3. Só pulo móveis que não estejam muito estragados. 4. Se continuar a vender fi ado, falo como meu irmão faliu. Resposta: D 5. Aquele que remedia males merece louvor. (A) As sentenças anteriores são todas corretas. (B) Das sentenças anteriores, apenas três são corretas. (C) Das sentenças anteriores, apenas duas estão corretas. (D) Das sentenças anteriores, apenas uma é correta. (E) Todas as alternativas anteriores são incorretas. (Unioest-PR) “Ferramenta fundamental na car- reira e no crescimento pessoal, o português pode ser transformado por um acordo ortográ- fi co. Mas essa não é a única revolução por que a língua está passando. Engavetado desde sua assinatura, em 1990, voltou a assombrar o acordo ortográfi co que visa a unifi car a escrita do português nos países que o adotam como língua ofi cial. O Ministério da Educação chegou a anunciar a entrada em vigor da reforma no Brasil já em 2008. Felizmente, essa data foi postergada.” (Riqueza da Língua - Revista Veja, 12 de setembro de 2007.) (UFRGS-RS) Os mais antigos homens modernos. Agora, parece que foi mesmo na África que a espécie humana assim como a conhecemos surgiu – e dali se espalhou para o restante do mundo. Foi no leste do continente africano, precisamente no deserto de Awash, na porção central da Etiópia, que uma equipe de pesquisadores norte-americanos e etíopes .......... os fósseis mais antigos do homem moderno (‘Homo sapiens’). São três crânios - dois de adultos e um de uma criança de aproximadamente 7 anos - e mais alguns dentes de outros sete indivíduos, encontrados entre ossos de hipopótamos e antílopes e ferramentas de pedra. Com cerca de 160 mil anos, segundo a datação com argônio, os crânios guardam semelhanças com o do homem moderno: face mais achatada e caixa craniana em forma de globo. No entanto, traços mais primitivos, como os olhos mais .......... um do outro, levaram os pesquisadores a classifi car os crânios como sendo de ‘Homo sapiens idaltu’, uma subespécie do ‘H. sapiens’, .......... em conjunto, essas características ¨colocam esses hominídeos nas raízes da árvore evolutiva humana e são um reforço às evidências genéticas de que o homem moderno surgiu na África - ainda não se sabe se em apenas uma ou em mais regiões - e depois migrou para os outros continentes, o oposto do que .......... as teorias que sugerem que as primeiras características do ‘H. sapiens’ apareceram quase ao mesmo tempo em diferentes pontos do planeta. Adaptado de: “Pesquisa FAPESP”, p. 28, Jul. 2003. 35. Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das linhas 07, 18, 21 e 27. Resposta: B (A) descobriram; afastado; Analisadas; prevêm. (B) descobriu; afastados; Analisadas; preveem. (C) descobriu; afastados; Analisada; preveem. (D) descobriu; afastado; Analisada; preveem. (E) descobriram; afastados; Analisadas; prevêm. 36. Preencha corretamente as lacunas: I – Quando os fi éis ... em pé, o padre começará a missa. (estar) II – Se ele ... a verdade, fi caria espantado. (saber) III – O padre deseja que o professor... toda a igreja. Resposta: D (A) estão, soubesse, visse (B) estiver, souber, vesse (C) estiverem, sabesse, visse (D) estiverem, soubesse, visse (E) estiverem 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 NEO233_GRAP-Portugues A.idml 30NEO233_GRAP-Portugues A.idml 30 19/09/2011 13:40:3719/09/2011 13:40:37 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 31 39. Em “mas essa não é a única revolução por que a língua está passando”, o termo destacado pode ser substituído, sem alterar o sentido, por: (A) pois. Resposta: D (B) porque. (C) pelo qual. (D) pela qual. (E) pelas quais. (ITA-SP) Texto para a próxima questão: O projeto Montanha Limpa, desenvolvido desde 1992, por meio da parceria entre o Parque Nacional de Itatiaia e a DuPont, visa amenizar os problemas causados pela poluição em forma de lixo deixado por visitantes desatentos. Folheto do Projeto Montanha Limpa do Parque Nacional de Itatiaia 40. A preposição que indica que o Projeto Montanha Limpa continua até a publicação do Folheto é: (A) entre; Resposta: E (B) por (por visitantes); (C) em; (D) por (pela poluição); (E) desde. (UFSC) Homens e livros Monteiro Lobato dizia que um país sefaz com homens e livros. O Brasil tem homens e livros. O problema é o preço. A vida humana está valendo muito pouco, já as cifras cobradas por livros exorbitam. A falta de instrução, impedindo a maioria dos brasileiros de conhecer o conceito de cidadania, está entre as causas das brutais taxas de violência registradas no país. Os livros são, como é óbvio, a principal fonte de instrução já inventada pelo homem. E, para aprender com os livros, são necessárias apenas duas condições: saber lê-los e poder adquiri-los. Pelo menos 23% dos brasileiros já encontram um obstáculo intransponível na primeira condição. Um número incalculável, mas certamente bastante alto, esbarra na segunda. Numa aparente contradição à famosa lei da oferta e da procura, o livro no Brasil é caro porque o brasileiro não lê. Vencer esse suposto paradoxo alfabetizando a população e incentivando-a a ler cada vez mais poderia resultar num salutar processo de queda do preço do livro e valorização da vida. Um país se faz com homens e livros. Mas é preciso que os homens valham mais, muito mais, do que os livros. Folha de S. Paulo, 6/8/95. (Adaptado) 41. Em “Vencer esse suposto paradoxo alfabetizando a população e incentivando-a a ler cada vez mais” (l. 13 e 14), as palavras sublinhadas classifi cam-se, respectivamente, como: Resposta: C (A) preposição, pronome, artigo; (B) pronome, preposição, artigo; (C) artigo, pronome, preposição; (D) preposição, artigo, pronome; (E) artigo, artigo, preposição. 42. (FGV-RJ) Ao ligar dois termos de uma oração, a preposição pode expressar, entre outros aspectos, uma relação temporal, espacial ou nocional. Nos versos: “Amor total e falho... Puro e impuro...Amor de velho adolescente...” Resposta: E A preposição "de" estabelece uma relação nocional. Essa mesma relação ocorre em: (A) “Este fundo de hotel é um fi m de mundo.” (B) “A quem sonha de dia e sonha de noite, sabendo todo sonho vão.” (C) “Depois fui pirata mouro, fl agelo da Tripolitânia.” (D) “Chegarei de madrugada, quando cantar a seriema.” (E) “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar.” 43. (UTFPR) A economia brasileira caminha para completar cinco anos de crescimento ininterrupto. Esse crescimento, embora oscilante e de ritmo moderado, vem se traduzindo, conforme seria de esperar, numa melhora progressiva do mercado de trabalho em geral. Para a população jovem, no entanto, a melhora tem sido muito menos pronunciada. Dentre as várias causas do alto desemprego entre os jovens brasileiros, a falta de qualifi cação profi ssional é reconhecidamente uma das mais importantes. (____) os cursos públicos de educação profi ssional técnica, elogiados NEO233_GRAP-Portugues A.idml 31NEO233_GRAP-Portugues A.idml 31 19/09/2011 13:40:3719/09/2011 13:40:37 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL32 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A por sua qualidade, continuam a padecer de uma defi ciência grave. Segundo estimativas do Ministério da Educação, citadas no estudo do IPEA, a oferta de vagas atende a apenas 11% da demanda potencial. (Folha de São Paulo, p. A2, 24/05/2008) No texto de referência, a lacuna entre parênteses deve ser preenchida com uma conjunção que estabeleça uma relação adversativa entre o primeiro e o segundo períodos. Assinale a alternativa em que as três conjunções podem exercer essa função. Resposta: E (A) Mas, porém, portanto. (B) Ademais, porém, entretanto. (C) Entretanto, já que, no entanto. (D) Posto que, apesar de, embora. (E) Entretanto, porém, todavia. 44. (Unemat-MT) A conjunção “mas” na frase “Das 245 pessoas presas em 10 operações realizadas pela Polícia Federal, entre 2003 e 2004, sessenta e quatro foram julgadas, mas só duas continuam na cadeia” exprime sentido de: Resposta: A (A) oposição. (B) enumeração. (C) coordenação. (D) conclusão. (E) concessão. 45. (Unemat-MT) Na frase “Enquanto a alguns é legitimado o direito de possuir, a outros, como consequência, é negado o direito animal de comer, beber, etc. [...]”, a conjunção "enquanto" pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por: (A) ainda que (B) sempre que (C) mas (D) porém (E) todavia 46. (UEPG-PR) A vaca e o brejo “Camus disse que o único problema fi losófi co do nosso século é o suicídio. Não no Brasil. Nosso problema é a distância entre a vaca e o brejo, mas o problema é quando, quanto tempo poderemos contê-la, e se a bicha não dispara em nosso tempo de vida.” Paulo Francis escreveu tal trecho em janeiro de 1997. Como a maioria de vocês, também achei que exagerava. Começo a ver: nosso problema é a distância entre a vaca e o brejo. Só não acredito que morra antes (tomara que não!) de vê-la atolada até o rabo. Pessimismo? Não! Realismo triste, mas jamais cínico. (Adaptado de Reinaldo Azevedo. Revista Primeira Leitura, nov.2002) Assinale as alternativas em que o conectivo destacado tem o mesmo valor semântico do conectivo destacado em: “Realismo triste, mas jamais cínico”. (01) Não fui injusto com seu amigo, no entanto, vou desculpar-me com ele. (02) Disse a verdade, contudo não foi punido. (04) Ele é tão irreverente que chega a ser mal- -educado. (08) Não veio à reunião, pois estava acamado. Soma: 47. (UFMT) Em textos propagandísticos e em letras de música, verifi ca-se uma tendência para substituir os verbos haver e existir pelo verbo ter. Leia os exemplos. I. Tem dias em que é mais conveniente usar o terminal de autoatendimento, tem dias em que é mais cômodo usar Internet. (Propaganda do Banco do Brasil – Revista VEJA, N.° 26 – 02/07/2003) II. Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu (...) (Chico Buarque – Roda Viva) Em texto acadêmicos ou científi cos, não acontece essa fl exibilidade linguística. A partir dessas informações, assinale a afi rmativa incorreta. Resposta: A (A) Substituindo o verbo ter por existir, no exemplo II, fi cará: Existe dias que a gente se sente... (B) Substituindo o verbo ter por haver, no exemplo I, fi caria: Há dias em que é mais conveniente... (C) Em Se houvesse gerenciamento na utilização dos recursos hídricos, o país não teria por que preocupar-se, o verbo haver está empregado com o sentido de existir. (D) Em Os cuiabanos geralmente têm armadores de rede na varanda, o verbo ter não está usado no lugar de existir ou haver. (E) Em Existem inundação provocadas pelo uso indevido que o homem faz do meio ambiente, o verbo existir pode ser substituído pelo verbo haver na forma há. 3 (01+02) Resposta: B NEO233_GRAP-Portugues A.idml 32NEO233_GRAP-Portugues A.idml 32 19/09/2011 13:40:3719/09/2011 13:40:37 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 33 48. (UEMG) Assinale a alternativa em que a concordância está correta: Resposta: C (A) Será proibida comemoração porque jornalistas não comemoram. (B) Deve existir fascistas e neofascistas à espreita país afora. (C) A maior parte dos governantes age sem nenhuma preocupação com os interesses populares. (D) Qual de nós já experimentou o preconceito algum dia? 49. (UFPR) Assinale a alternativa que completa as lacunas: 1. Estes comprimidos são para vocês _____________ os nervos. Resposta: E 2. Isto se deve ao fato de os manuscritos _____________ sido perdidos. 3. Para nós, aquilo era difícil de _____________ 4. Viu-os __________ pela manhã. 5. Tu estás sempre a __________ conselhos. (A) acalmar / terem / aceitarmos / partir / pedir; (B) acalmar / ter / aceitar / partirem / pedires; (C) acalmarem / terem / aceitarmos / partirem / pedires; (D) acalmarem / ter / aceitar / partirem / pedir;(E) acalmarem / terem / aceitar / partir / pedir. 50. (UFSC) Qual (is) da (s) frase (s) abaixo possui (em) concordância verbal CORRETA? (01) Deve fazer três anos que estou morando aqui. (02) Os operários, os trabalhadores rurais, a classe média, ninguém suporta mais essa infl ação. (04) Aos assassinos coube penas suaves apesar do empenho da família. (08) Infelizmente, houveram poucos repórteres na entrevista coletiva. Soma: 51. (UFPR) Qual a alternativa em que as formas dos verbos bater, consertar e haver, nas frases abaixo, são usadas na concordância correta? – As aulas começam quando ____ ________ oito horas – Nessa loja _________ relógios de parede – Ontem ________ ótimos programas na televisão. Resposta: A (A) batem / consertam-se / houve; (B) bate / consertam-se / havia; 3 (01+02) (C) baterem / conserta-se / houveram; (D) batiam / consertar-se-ão / haverá; (E) batem / consertarei / haviam. 52. (FGV-RJ) Assinale a alternativa que contém a frase CORRETA: Resposta: E (A) Por que você preferiu mais vir a esperar em casa? (B) Por que você preferiu mais vir aqui do que me esperar em casa? (C) Por que você preferiu vir aqui mais do que me esperar em casa? (D) Por que você preferiu vir aqui mais do que me esperar em casa? (E) Por que você preferiu vir aqui a me esperar em casa? 53. (Fuvest - SP) Desde pequeno, tive tendência para personifi car ascoisas. Tia Tula, que achava que mormaço fazia mal, sempre gritava: “Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!”. Mas eu ouvia o mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de preto,brandindo um guarda-chuva, com um gogó protuberante que se abaixa e levanta no excitamento da perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os presidentes Justo e Getúlio e gente muita, tanto assim que fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse a prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina. Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com alegres incômodos e duvidosos encantos de uma coletividade democrática. Pois lá pelas tantas da noite, como eu pressentisse, em meu entredormir, um vulto junto à minha cama, sentei-me estremunhado e olhei atônito para um tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pala pendente e chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda interrogação, ele resolveu explicar- -se, com a devida calma: Pois é! Não vê que eu sou o sereno… Mário Quintana. As cem melhores crônicas brasileiras. *Glossário: estremunhado: mal acordado. chiru: que ou aquele que tem pele morena, traços acaboclados (regionalismo: Sul do Brasil). 5 10 15 20 25 30 NEO233_GRAP-Portugues A.idml 33NEO233_GRAP-Portugues A.idml 33 19/09/2011 13:40:3719/09/2011 13:40:37 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL34 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A Considerando que “silepse é a concordância que se faz não com a forma gramatical das palavras, mas com seu sentido, com a ideia que elas representam”, indique o fragmento em que essa fi gura de linguagem se manifesta. (A) - “olha o mormaço”. Resposta: C (B) - “pois devia contar uns trinta anos”. (C) - “fomos alojados os do meu grupo”. (D) - “com os demais jornalistas do Brasil”. (E) - “pala pendente e chapéu descido sobre os olhos”. 54. (UEPG-PR) Os pais têm direito a dar palmadas nos fi lhos? Lei aprovada no Uruguai proíbe castigo físico em crianças, mesmo dentro de casa É proibido dar palmadas nos próprios fi lhos. É o que diz lei, aprovada pelos deputados do Uruguai, que proíbe castigo físico a menores de idade. Se sancionada pelo presidente Tabaré Vasquez, o Uruguai será o primeiro país latino- -americano (e o décimo sexto do mundo) a seguir recomendação da ONU sobre o tema. Questões que o debate levantou: dar ou não uma palmada é assunto público? A palmada é uma forma de educar? (Revista da Semana, 3/12/2007) Assinale as alternativas em que as fl exões do vocábulo proibido estão corretas: (01) Proibidas palmadas nos próprios fi lhos? (02) Proibido as palmadas em crianças. (04) Os pais foram proibidos de castigar os fi lhos. (08) Proibido castigar fi sicamente crianças. Soma: 55. (UFU-MG) Nas livrarias, chineses e chinesas são ____________________ por uma incrível variedade de títulos e temas. Esses leitores consideram ___________________ o conhecimento adquirido a partir da prática da leitura efi ciente. Considerando as regras de concordância nominal da norma-padrão, as palavras que completam CORRETAMENTE as lacunas da sentença acima são, respectivamente: Resposta: B (A) seduzidos / importantes. (B) seduzidos / importante. (C) seduzidas / importante. (D) seduzida / importantes. 12 (04+08) 56. (UFSCar-SP) Determinada indústria de tintas divulgou um fôlder com a seguinte frase: No fôlder, há uma palavra incorretamente empregada. Erro de mesma natureza aparece em: Resposta: D (A) As histórias de amor idealizadas normalmente têm um desfecho em que o bem vence o mau. (B) Todos perceberam que haviam alguns pontos muito mal esclarecidos nos relatórios apresentados. (C) O fi lme realmente chamou a atenção dos jovens que foram assisti-lo com muito entusiasmo. (D) As pessoas sentiam muita dó da cidade, por não verem os recursos dos impostos devidamente aplicados. (E) Vivenciando bem-estar depois de algumas situações difíceis, cabe o ditado: “Há males que vem para o bem.” 57. (UEPG-PR) Assinale as alternativas que apresentam correção quanto à concordância verbal e nominal. (01) Para quem trabalham nossos governantes e parlamentares? (Revista Veja, abril 2006, p. 6) 02) Mais de 40 mil garotos fi zeram inscrições para o Programa Joga 10. (Revista Época, junho 2005, p. 80) (04) Pessoas bem instruídas têm mais facilidade em liderar insurgências. (Revista Época, junho 2005, p. 75) (08) Se uma pessoa gorda e uma pessoa magra pularem de um trampolim de uma piscina ao mesmo tempo, qual deles chega primeiro à água? (Revista Vestibular ano 1 no 4, p. 32) (16) Maquiagens e cabelos com ar bem natural são a aposta moderna para seduzir. (encarte publicitário, Revista Criativa, junho 2005) Soma: 23 (01+02+04+16) NEO233_GRAP-Portugues A.idml 34NEO233_GRAP-Portugues A.idml 34 19/09/2011 13:40:3819/09/2011 13:40:38 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 35 58. (UEPG-PR) Assinale as alternativas em que estão gramaticalmente corretas as alterações feitas na segunda oração do seguinte período: “Não critiquei as pessoas que você admira”. (01) Não critiquei as pessoas de que você gosta. (02) Não critiquei as pessoas a quem você quer. (04) Não critiquei as pessoas às quais você 0se refere. (08) Não critiquei as pessoas com quem você concorda. Soma: (UEM-PR) Procura-se moças para dividir aluguel. Quarto individual mobiliado com hábitos higiênicos e sem vícios. Apartamentos em frente à Universidade. Tratar pelo fone XXXXX. 59. Anúncio encontrado nas circunvizinhanças de uma universidade. Assinale o que for correto quanto ao anúncio acima: (01) Em “procura-se moças”, não há necessidade de concordância do verbo com o substantivo, pois moças, nesse contexto, é complemento verbal. (02) Subentende-se quea descrição do quarto ofereça condições para o futuro morador evitar vícios e maus hábitos de higiene. (04) A preposição “a” de “em frente a” deveria receber acento indicador de crase, pois introduz uma locução feminina indicativa de lugar. (08) Há uma contradição entre a oferta de “um quarto individual mobiliado” e “apartamentos”, no plural. (16) O proprietário do imóvel é intolerante porque impõe restrições aos possíveis interessados em alugar o quarto. Soma: 60. (UFMT) Considerando que “O signifi cado próprio das preposições é evidenciado pela relação que elas estabelecem entre dois termos”, julgue as alternativas segundo as regras da regência nominal e regência verbal: Resposta: A (A) Frutos apetitosos pendiam dos pesados galhos da goiabeira. 15 (01+02+04+08) 14 (02+04+08) (B) Meu fi lho é torcedor fanático do Flamengo. (C) Há animais, como os pinguins, as focas e os leões marinhos que não se habituam com climas quentes. (D) “Além de pregar que os números se dividiam entre machos e fêmeas, Pitágoras acreditava que tocar em frango vivo era pecado mortal.” (E) Ficar de recuperação faz parte do processo escolar. 61. (UEL-PR) Admirou-me a despesa porque não __________ que o presente ____________ tão caro. (A) me havias dito – iria custar-te; Resposta: A (B) havias-me dito – iria te custar; (C) me havias dito – iria-te custar; (D) havias me dito – te iria custar; (E) havias me dito – iria-te custar. 62. (PUC-PR) Complete: 1. O homem público deve visar ___ _________ bem comum. Resposta: E 2. Ele aspira _________ cargo de chefe. 3. Fui ao banco visar ___________ documento. 4. O médico assistiu __________ doente. (A) o, o, o, o; (B) ao, ao, ao, ao; (C) ao, o, ao, o; (D) o, ao, ao, ao; (E) ao, ao, o, o. 63. (Cefet-PR) Assinale a alternativa em que a regência do verbo aspirar está INCORRETA: Resposta: A (A) Pensativo, aspirava ao cargo de presidente e ao aroma do mar. (B) Helena dormiu após ter aspirado o éter do vidro azul. (C) Pedro sempre aspirou à glória e à fortuna. (D) Aspirar ao sucesso é desejo dos fortes. (E) Aspirou o odor enjoativo do veneno e morreu. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 35NEO233_GRAP-Portugues A.idml 35 19/09/2011 13:40:3919/09/2011 13:40:39 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL36 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A alterações metabólicas, aliadas à posição encolhida que adota para reduzir a área de perda de calor, permitem que o animal conserve a temperatura corporal elevada (em torno de 31 ºC) e, consequentemente, desperte rapidamente em situações de perigo. Os especialistas fi éis à associação de hibernação com queda da temperatura do organismo consideram que os ursos passam por um processo de ‘letargia do inverno’ e não seriam, portanto, animais hibernantes.” Resposta: C (PAGLIA, Adriano. Ciência Hoje, v. 31, set. 2002. O leitor per- gunta, p. 6.) Na oração “... que se deposita em espessas camadas”, da antepenúltima frase, o pronome relativo “que” retoma a expressão antecedente: (A) capacidade de isolamento térmico. (B) espessamento de sua pele e de seus pelos. (C) grande quantidade de gordura. (D) preparação para o inverno. (E) Ursus americanus. EXERCITE SUA CUCA 64. (UEL-PR) “Os ursos hibernam, de fato? A resposta depende da defi nição de ‘hibernação’. Na literatura mais antiga, o termo era descrito como dormência associada a baixa temperatura corporal. Hoje, no entanto, é defi nido como redução do metabolismo em resposta à diminuição da disponibilidade de recursos e à baixa temperatura do ambiente. A temperatura do corpo do animal necessariamente não se reduz. Durante muito tempo, parte da literatura especializada considerou — e ainda hoje há quem considere — o urso-preto- -americano (Ursus americanus) e o urso-pardo (Ursus arctos), por exemplo, como falsos hibernantes, já que eles são capazes de manter a temperatura corporal elevada durante o período de hibernação. Segundo a defi nição mais moderna, eles podem ser considerados hibernantes altamente efi cientes, pois dormem meses seguidos sem comer, beber ou eliminar excreções. Mantêm, portanto, suas taxas metabólicas em níveis muito baixos. Na preparação para o inverno, o Ursus americanus aumenta a capacidade de isolamento térmico graças ao espessamento de sua pele e de seus pelos e acumula grande quantidade de gordura, que se deposita em espessas camadas. Essas 65. (FURG-RS) Atividades físicas ativam a memória, reduzem a ansiedade, dão prazer e aliviam a tensão do seu cérebro Rafael Tonon Resposta: D NEO233_GRAP-Portugues A.idml 36NEO233_GRAP-Portugues A.idml 36 19/09/2011 13:40:3919/09/2011 13:40:39 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 37 comento o fantástico espetáculo de Aderbal Júnior sobre Vargas, a resposta é, quando muito, um gélido e circunspecto “... interessante...”. E vá agora você elogiar o último fi lme de Wim Wenders: receberá de volta um olhar superior acompanhado de um sorriso blasé, seguido de um lacônico “... é.”, pronunciado depois de amarga indecisão. Qual seria a origem de um comportamento tão singular? A frieza e a discrição diante do inesperado talharam a conduta de celebrados políticos mineiros que, sem perder as oportunidades, souberam conter paixões e entusiasmos na avaliação objetiva do quadro de forças. Há quem diga que as montanhas criam uma propensão ao ensimesmamento, que é parte da psicologia mineira refrear a empolgação. Um mineiro eufórico – dizem – morreria de solidão depois de devidamente secado pelo olhar demolidor do vizinho mais próximo. Consta que herdamos a tão propalada desconfi ança dos nossos antepassados do ciclo do ouro. A riqueza súbita convivia com roubos e traições: o contrabando tinha que driblar a repressão implacável. Nesse ambiente, quem não fosse astuto, velhaco e manhoso não rapava nada. Mais do que a ser desconfi ados, ali aprendemos a ser sonsos: jurar lealdade e fé e, ao mesmo tempo, encher de ouro o oco da santinha. ARAÚJO, Alcione. ISTOÉ MINAS. 26 fev.1992. p. 34. (Adaptado) “Há quem diga que as montanhas criam uma propensão ao ensimesmamento...” (linhas 20- 21) Identifi que a função do termo destacado nesse fragmento. Agora, assinale a alternativa em que o termo destacado exerce, na frase transcrita do texto, a mesma função: Resposta: C (A) .. a reação é uma pálida [...] concordância, que não vai além de um balançar de cabeça. (B) Acho folclórica a imagem de desconfi ado, usurário e sonegador que o Brasil tem de nós. (C) Consta que herdamos a tão propalada desconfi ança dos nossos antepassados... (E) Tão constrangida que parece esboçada apenas para não me desapontar... Assinale a alternativa em que o “se” apresenta a mesma função sintática expressa na frase “está na hora de se levantar” (linha 3). (A) Se jogar peteca faz bem para o cérebro, é preciso investir mais nessa atividade. (B) As pessoas não sabem se os exercícios aeróbicos estimulam a criação de novos neurônios. (C) Se praticarmos esportes, estaremos ativando nossa memória. (D) Jogar-se no sofá com uma revistinha de palavras cruzadas não é a única possibilidade de exercitar a sua mente. (E) O seu cérebro estará bem tonifi cado se você exercitar o seu corpo. 66. Dos termos abaixo sublinhados, apenas um destoa dos demais se considerarmos sua função na estrutura da frase. Isso ocorre em: (A) Ele se tranquilizou diante das informações. (B) Eu tenho certeza de que eles voltarão, porque aqui se vive bem. (C) Os terroristas recusaram-se a entregar-se. (D) Alguns trabalhadores feriram-se de leve. (E) Outros trocaram tiros e mataram-se.67. (UFMG) MINAS GERAIS NÃO ACREDITA EM MINAS? Sempre me intrigou o jeito blasé, de quem não se impressiona com nada, assumido por nós, mineiros. Acho folclórica a imagem de desconfi ado, usurário e sonegador que o Brasil tem de nós. Mas sempre tive curiosidade de saber por que, diante do extraordinário, do extravagante ou do maravilhoso, há em Minas um esmerado empenho em exibir uma fria naturalidade, como se isso fosse familiar e corriqueiro. Com que propósito se escamoteia que uma coisa, uma pessoa, uma obra é impressionante, inesperada, deslumbrante? Depois de tantos anos vivendo fora de Minas, se encontro um amigo mineiro e comento, por exemplo, o extraordinário romance do Saramago, a reação é uma pálida e silenciosa concordância, que não vai além de um balançar de cabeça. Tão constrangida que parece esboçada apenas para não me desapontar, como convém à nunca assaz louvada hospitalidade mineira. Se, com outro amigo, Resposta: B NEO233_GRAP-Portugues A.idml 37NEO233_GRAP-Portugues A.idml 37 19/09/2011 13:40:4019/09/2011 13:40:40 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL38 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 68. (Udesc-SC) Assinale a alternativa correta em relação ao acento grave indicativo de crase estabelecido pela norma culta da língua. Resposta: E (A) Naquela época, a morte de um pescador por sezão cheirava à ironia na vila. (B) Depois o boi adoeceu; fi cou caído, à moscas, imóvel e rijo na sua armação de bambu verde. (C) Mas o boi continua sobre às pernas, mais duro que o samburá de cipó , os olhos de carvão imóveis e tristes. (D) As mulheres de saias domingueiras, algumas com o fi lho no colo, fi cavam à espreitar os maridos. (E) À vista dos samburás com uns mirrados peixinhos, a comunidade se entristecia. 69. (Fuvest-SP) A frase em que todos os vocábulos grifados estão corretamente empregados é: Resposta: E (A) Descobriu-se, há instantes, a verdadeira razão por que a criança se recusava à frequentar a escola. (B) Não se sabe, de fato, porquê o engenheiro preferiu destruir o pátio a adaptá-lo às novas normas. (C) Disse-nos, já a várias semanas, que explicaria o porque da decisão tomada às pressas naquela reunião. (D) Chegava tarde, porque precisava percorrer a pé uma distância de dois à três quilômetros. (E) Não prestou contas à associação de moradores, não compareceu à audiência e até hoje não disse por quê. 70. (FGV-RJ) SER NEGRO NO BRASIL HOJE Há uma frequente indagação sobre como é ser negro em outros lugares, forma de perguntar, também, se isso é diferente de ser negro no Brasil. (...) As realidades não são as mesmas. Aqui, o fato de que o trabalho do negro tenha sido, desde os inícios da história econômica, essencial à manutenção do bem- -estar das classes dominantes deu-lhe um papel central na gestação e perpetuação de uma ética conservadora e desigualitária. Os interesses cristalizados produziram convicções escravocratas arraigadas e mantêm estereótipos que ultrapassam os limites do simbólico e têm incidência sobre os demais aspectos das relações sociais. Por isso, talvez ironicamente, a ascensão, por menor que seja, dos negros na escala social sempre deu lugar a expressões veladas ou ostensivas de ressentimentos (paradoxalmente contra as vítimas). Ao mesmo tempo, a opinião pública foi, por cinco séculos, treinada para desdenhar e, mesmo, não tolerar manifestações de inconformidade, vistas como um injustifi cável complexo de inferioridade, já que o Brasil, segundo a doutrina ofi cial, jamais acolhera nenhuma forma de discriminação ou preconceito. No caso do Brasil, a marca predominante é a ambivalência com que a sociedade branca dominante reage, quando o tema é a existência, no país, de um problema negro. Essa equivocação é, também, duplicidade e pode ser resumida no pensamento de autores como Florestan Fernandes e Octavio Ianni, para quem, entre nós, feio não é ter preconceito de cor, mas manifestá-lo. Desse modo, toda discussão ou enfrentamento do problema torna-se uma situação escorregadia, sobretudo quando o problema social e moral é substituído por referências ao dicionário. Veja- -se o tempo politicamente jogado fora nas discussões semânticas sobre o que é preconceito, discriminação, racismo e quejandos, com os inevitáveis apelos à comparação com os norte-americanos e europeus. Às vezes, até parece que o essencial é fugir à questão verdadeira: ser negro no Brasil o que é? Talvez seja esse um dos traços marcantes dessa problemática: a hipocrisia permanente, resultado de uma ordem racial cuja defi nição é, desde a base, viciada. Ser negro no Brasil é frequentemente ser objeto de um olhar vesgo e ambíguo. (...) Ser negro no Brasil é, pois, com frequência, ser objeto de um olhar enviesado. A chamada boa sociedade parece considerar que há um lugar predeterminado, lá embaixo, para os negros, e assim tranquilamente se comporta. Logo, tanto é incômodo haver permanecido na base da pirâmide social quanto haver “subido na vida”. Pode-se dizer, como fazem os que se deliciam com jogos de palavras, que aqui não há racismo (à moda sul-africana ou americana) ou preconceito ou discriminação, mas não se pode esconder que há diferenças sociais e econômicas estruturais e seculares, para as quais não se buscam remédios. A naturalidade com que os responsáveis encaram tais situações é indecente, mas raramente é adjetivada dessa maneira. Trata-se, na realidade, de uma forma do apartheid à brasileira, contra a qual é urgente reagir se realmente desejamos integrar a sociedade brasileira de modo que, num futuro próximo, ser negro no Brasil seja, também, ser plenamente brasileiro no Brasil. (Milton Santos. In: Folha de S. Paulo - Mais!. 7 de maio de 2000.) Na linha 60 do texto, a expressão à brasileira recebeu acento grave indicativo de crase por se tratar de expressão adverbial feminina. Num dos casos abaixo, cometeu-se erro de emprego desse acento. Assinale-o. Resposta: C (A) As crianças chegaram às pressas para a reunião. (B) A referência à realização do evento deixou a todos enciumados. (C) O evento se realizaria de segunda à sexta- -feira. (D) Dia a dia, todos acabaram se acostumando à ideia do evento. 05 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 NEO233_GRAP-Portugues A.idml 38NEO233_GRAP-Portugues A.idml 38 19/09/2011 13:40:4019/09/2011 13:40:40 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 39 (E) A certeza de sucesso do evento levou àqueles que estavam desanimados uma nova esperança. 71. (UFMS) Avalie as duas frases que seguem: I. Ela cheirava à fl or de romã. II. Ela cheirava a fl or de romã. Considerando o uso da crase, é correto afi rmar: (01) As duas frases estão escritas adequadamente, dependendo de um contexto. (02) As duas frases são ambíguas em qualquer contexto. (04) A primeira frase signifi ca que alguém exalava o perfume da fl or de romã. (08) A segunda frase signifi ca que alguém tem o perfume da fl or de romã. (16) O “a” da segunda frase deveria conter o acento indicativo da crase. Soma: 72. (Udesc-SC) Assinale a alternativa em que o pronome oblíquo lhe está no lugar do pronome oblíquo o ou a, em desacordo com as orientações da norma culta. (A) Pediu a Rita que lhe explicasse tudo. (B) Então ela declarou-lhe que não voltaria mais. (C) O cocheiro propôs-lhe voltar a primeira travessa, e ir por outro caminho. (D) Ele, para lhe ser agradável, estava sempre discretamente afastado. (E) Vejamos o que lhe trouxe aqui. Resposta: E Lagoa (FGV-SP) Eu não vi o mar. Não sei se o mar é bonito, não sei se ele é bravo. O mar não me importa. Eu vi a lagoa. A lagoa, sim. A lagoa é grandee calma também. Na chuva de cores da tarde que explode a lagoa brilha a lagoa se pinta de todas as cores. Eu não vi o mar. Eu vi a lagoa... 5 (01+04) 73. Assinale a alternativa em que a frase, em consonância com o português padrão, externa o ponto de vista do poeta. Resposta: E (A) A mim importa pouco o mar e a lagoa, na qual me refi ro pela grandeza, calma e multicor. (B) À mim não importa o mar e sim, a lagoa, à qual é grande, calma e multicolorida. (C) A mim importa o desconhecido, como a lagoa, que é grande, calma e multi-colorida. (D) À mim importa o desconhecido, como a lagoa, a qual é grande, calma e multi- -colorida. (E) A mim não importa o mar e sim, a lagoa, que é grande, calma e multicolorida. 74. (Udesc-SC) Assinale a alternativa que contém correta a classifi cação do se. Resposta: E (A) Se Deus quisesse que todos os homens fossem iguais, teria feito todos americanos. – partícula apassivadora. (B) Trata-se de papéis nada importantes. – conectivo integrante. (C) Veremos se haverá trégua nesse longo combate. – índice de indeterminação do sujeito. (D) Quando ele entrou, ela nem se dignou a olhá-lo. – pronome refl exivo. (E) A criança sorria-se feliz. – partícula de realce. 75. Observe as frases: 1. Não _____ pode _____ calcular o prejuízo causado pelas chuvas. (se) 2. Faça o favor de _____ enviar _____ a carta, sem demora (lhe) 3. De fato, ninguém _____ havia lembrado _____ disso. (o) 4. Ela afi rmou que o colega _____ estava molestando _____ (a) Considerando-se a norma culta da língua, em qualquer dos espaços que se posicionem os elementos colocados entre parênteses, fi cam corretas somente: Resposta: B A) as frases 1 e 3 B) as frases 2 e 4 C) as frases 2 e 3 D) as frases 1 e 2 E) as frases 3 e 4 NEO233_GRAP-Portugues A.idml 39NEO233_GRAP-Portugues A.idml 39 19/09/2011 13:40:4019/09/2011 13:40:40 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL40 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 76. (Mackenzie-SP) - Observe a tira: É correto afi rmar que: Resposta: E (A) apenas o advérbio agora, em tá carregando o trenó agora, denota representação de tempo concomitante ao da fala; (B) puxa, no último quadrinho, é forma verbal de puxar na 3 pessoa do singular; (C) o pronome quanto, em estar decidindo o quanto eu sou bom, representa de forma precisa o resultado na avaliação do comportamento do garoto; (D) o uso da conjunção Se (3o quadrinho) introduz nova conclusão, excluindo a hipótese levantada pelo garoto no quadrinho anterior; (E) o pronome Esta, em Esta foi a semana (1o quadrinho), indica o tempo presente e por isso não poderia ser substituído por Essa. 77. (Unioeste-PR) “Ferramenta fundamental na carreira e no crescimento pessoal, o português pode ser transformado por um acordo ortográfi co. Mas essa não é a única revolução por que a língua está passando. Engavetado desde sua assinatura, em 1990, voltou a assombrar o acordo ortográfi co que visa a unifi car a escrita do português nos países que o adotam como língua ofi cial. O Ministério da Educação chegou a anunciar a entrada em vigor da reforma no Brasil já em 2008. Felizmente, essa data foi postergada.” (Riqueza da Língua - Revista Veja, 12 de setembro de 2007.) Em voltou a assombrar o acordo ortográfi co que visa a unifi car a escrita do português nos países que o adotam como língua ofi cial, a oração que o adotam como língua ofi cial funciona como: Resposta: B (A) adverbial causal. (B) adjetiva restritiva. (C) substantiva indireta. (D) adjetiva explicativa. (E) coordenada explicativa. 78. (UFSCar-SP) Assinale a alternativa em que o trecho — Eu não era mais criança, porém minha alma fi cava completamente feliz. — está parafraseado por meio de uma subordinação. Resposta: C (A) Eu não era mais criança, mas minha alma fi cava completamente feliz. (B) Eu não era mais criança, todavia minha alma fi cava completamente feliz. (C) Embora eu não fosse mais criança, minha alma fi cava completamente feliz. (D) Eu não era mais criança; minha alma fi cava, entretanto, completamente feliz. (E) Eu não era mais criança; minha alma, contudo, fi cava completamente feliz. 79. (UEMS) Amanheceu a aurora aquele dia Que 14 de março se contava, Mais tarde do que nunca, porque viam, Que o ar de uma negra sombra se turvava, Aves nos ninhos ainda dormiam, Abelhas nos cortiços já roncavam, Porque ver não queriam minhas mágoas Aves, Abelhas, Aurora, Ares, Águas. CASCUDO, Luís da Câmara. Literatura Oral no Brasil. p. 386 NEO233_GRAP-Portugues A.idml 40NEO233_GRAP-Portugues A.idml 40 19/09/2011 13:40:4019/09/2011 13:40:40 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 41 A oração contida no quarto verso do texto acima classifi ca-se sintaticamente como: Resposta: A (A) oração subordinada substantiva objetiva direta (B) oração subordinada adverbial temporal (C) oração subordinada adjetiva explicativa (D) oração principal (E) oração coordenada sindética aditiva 80. (UFES) Apenas uma das opções abaixo apresenta segmentos de frases sublinhados de mesmo valor sintático. Resposta: B (A) 1. Como sempre fazem, os garis chegaram ao meio dia. 2. Não sabemos como resolveu este problema. (B) 1. Como o chuchu estava muito caro, poucos se decidiram a comprá-lo. 2. O movimento começou mais tarde, porque o trânsito estava engarrafado. (C) 1. Embora fosse tarde, os fi scais não tinham ainda chegado. 2. Caso eu possa, irei à feira amanhã. (D) 1. O movimento aumentava, à proporção que crescia a ocorrência de fregueses. 2. Mal chegou o trem, o movimento na feira aumentou. (E) 1. O turco perguntou àquela senhora se queria comprar tecido barato. 2. Se ela comprasse o tecido barato, o turco não perguntaria nada. 81. (UEPG-PR) Sobre o período “Não é possível que o senhor não ame, e que, amando, julgue um sentimento de tal grandeza incômodo”, estão corretas as afi rmações: (01) As duas orações introduzidas pela palavra “que” exercem, em relação à principal, uma função substantiva de sujeito. (02) Dentre as duas orações reduzidas, uma tem valor causal. (04) A palavra “que”, nas duas orações subordinadas que introduz, é pronome relativo. (08) As duas orações introduzidas pela palavra “que” relacionam-se entre si por meio do processo de coordenação. (16) Dentre as quatro orações constituintes, uma tem a forma reduzida. Soma: 82. (Fuvest-SP) Em qual destas frases a vírgula foi empregada para marcar a omissão do verbo? Resposta: B (A) Ter um apartamento no térreo é ter as vantagens de uma casa, além de poder desfrutar de um jardim. (B) Compre sem susto: a loja é virtual; os direitos, reais. (C) Para quem não conhece o mercado fi nanceiro, procuramos usar uma linguagem livre do economês. (D) A sensação é de estar perdido: você não vai encontrar ninguém no Jalapão, mas vai ver a natureza intocada. (E) Esta é a informação mais importante para a preservação da água: sabendo usar, não vai faltar. 83. (Udesc-SC) Assinale a alternativa cuja explicação não esteja coerente com o uso da vírgula. Resposta: C (A) Um dia, porém, o amante recebeu uma carta anônima. (conjunção adversativa deslocada) (B) O amante temia a ira do marido, e a mulher tratava os dois muito bem. (sujeitos diferentes nas duas orações) (C) A sala era mal alumiada por uma janela, que dava para o telhado dos fundos. (oração coordenada adversativa deslocada) (D) Ao passar pela Glória, ele se despediu do mar. (oração reduzida de infi nitivo no início do período) (E) Entrando no quarto, Camilo não pôde sufocar um grito de terror.(oração reduzida de gerúndio no início do período) 25 (01+08+16) NEO233_GRAP-Portugues A.idml 41NEO233_GRAP-Portugues A.idml 41 19/09/2011 13:40:4119/09/2011 13:40:41 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL42 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 84. (UEL-PR) PROFUNDAMENTE Quando ontem adormeci Na noite de São João Havia alegria e rumor Vozes cantigas e risos Ao pé das fogueiras acesas. No meio da noite despertei Não ouvi mais vozes nem risos Apenas balões Passavam errantes Silenciosamente Apenas de vez em quando O ruído de um bonde Cortava o silêncio Como um túnel. Onde estavam os que há pouco Dançavam Cantavam E riam Ao pé das fogueiras acesas? – Estavam todos dormindo Estavam todos deitados Dormindo Profundamente. *** Quando eu tinha seis anos Não pude ver o fi m da festa de São João Porque adormeci. Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo Minha avó Meu avô Totônio Rodrigues Tomásia Rosa Onde estão todos eles? –Estão todos dormindo Estão todos deitados Dormindo Profundamente. BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007, p. 140-141 Sobre o poema de Manuel Bandeira, considere as afi rmativas a seguir. Na primeira estrofe da primeira parte, não há emprego de vírgulas, criando o efeito de concomitância dos fatos aí enumerados. II. A terceira estrofe da primeira parte é constituída por dois segmentos separados por um ponto: no primeiro, é descrito o ambiente após a festa; no segundo, a ausência de pessoas. III. O registro do encontro do passado com o presente na segunda estrofe da segunda parte do poema é marcado pela escassez de pontuação. IV. O travessão da segunda parte, ao contrário da primeira, inicia resposta dada pelo eu-lírico para referir-se a à morte dos entes queridos. Assinale a alternativa correta. Resposta: D (A) Somente as afi rmativas I e III estão corretas. (B) Somente as afi rmativas III e IV estão corretas. (C) Somente as afi rmativas I e II estão corretas. (D) Somente as afi rmativas I, II e IV estão corretas. (E) Somente as afi rmativas II, III e IV estão corretas. 85. (UFPR) Observe: A VÍRGULA A vírgula pode ser uma pausa. Ou não. Não, espere. Não espere. A vírgula pode criar heróis. Isso só, ele resolve. Isso, só ele resolve. Ela pode forçar o que você não quer. Aceito, obrigado. Aceito obrigado. Pode acusar a pessoa errada. Esse, juiz, é corrupto. Esse juiz é corrupto. A vírgula pode mudar uma opinião. Não quero ler. Não, quero ler. Uma Vírgula muda tudo. ABI: Associação Brasileira de Imprensa. 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação. (Anúncio publicado na revista Veja, 9 abr. 2008.) NEO233_GRAP-Portugues A.idml 42NEO233_GRAP-Portugues A.idml 42 19/09/2011 13:40:4119/09/2011 13:40:41 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 43 1. Na frase “Não, espere”, a vírgula é usada para indicar que a leitura deve ser feita pausadamente, com ênfase em cada palavra. 2. No segundo conjunto de frases, a ideia de heroísmo é veiculada pela primeira frase. 3. A frase “Aceito, obrigado” tem como interpretação preferencial “Sou obrigado a aceitar”. 4. No quarto conjunto de frases, a primeira pode corresponder a uma acusação equivocada se não expressar a intenção do autor de acusar o juiz ou outra pessoa. 5. Nas frases “Não, espere” e “Não, quero ler” a negação não incide sobre o conteúdo dos verbos “esperar” e “querer”, mas sobre outros conteúdos, que permanecem implícitos. Assinale a alternativa correta: Resposta: B (A) Somente as afi rmativas 1 e 2 são verdadeiras. (B) Somente as afi rmativas 4 e 5 são verdadeiras. (C) Somente as afi rmativas 3 e 4 são verdadeiras. (D) Somente as afi rmativas 1, 3 e 5 são verdadeiras. (E) Somente a afi rmativa 2 é verdadeira. 86. (UFPR) Em que alternativa(s) a frase está correta quanto ao emprego dos demonstrativos e dos sinais de pontuação? (01) Penso que ele chegará ainda nesta semana, pois hoje é apenas segunda-feira. (02) Não quero a caneta dele; quero esta que está aí em tuas mãos. (04) A minha recomendação é apenas esta: cuidado com os falsos amigos! (08) João já se preparava para deixar o Ivaí quando soube que esse rio é muito piscoso. (16) Hesitava entre Recife e Curitiba, pois, se aquela é a Veneza Brasileira, essa é a Cidade Sorriso. (32) Havia perdido a chave no galpão. Nesse mesmo lugar, já perdera antes um colar. (64) O prêmio foi concedido a este rapaz aqui, cujo pai, foi teu colega de escola. Soma: 61 (01+04+08+16+32) O assassino era o escriba “Meu professor de análise sintática era o tipo de sujeito inexistente. Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida, regular como um paradigma da 1a conjugação. Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um sujeito assindético de nos torturar com um aposto. Casou com a regência. Foi infeliz. Era possessivo por um pronome E ela bitransitiva. Tentou ir para os EUA. Não deu. Acharam um artigo indefi nido em sua bagagem. A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo. Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça” Paulo Leminski 87. Na sentença em que aparece o vocábulo inexistente, o sujeito é: Resposta: B (A) determinado oculto. (B) determinado expresso. (C) indeterminado. (D) inexistente. (E) composto. 88. Em “Acharam um artigo indefi nido em sua bagagem”, há um caso de: Resposta: A (A) voz ativa com sujeito indeterminado. (B) voz ativa com sujeito determinado. (C) voz passiva com sujeito oculto. (D) voz passiva com sujeito expresso. (E) voz passiva com sujeito inexistente. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 43NEO233_GRAP-Portugues A.idml 43 19/09/2011 13:40:4119/09/2011 13:40:41 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL44 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A próximo, ser negro no Brasil seja, também, ser plenamente brasileiro no Brasil. (Milton Santos. In: Folha de S. Paulo – Mais!. 7 de maio de 2000.) Na linha 25 do texto, ter preconceito de cor funciona como sujeito da oração anterior. Assinale a alternativa que apresente oração com igual função. Resposta: C (A) “de ser negro no Brasil” (linhas 2-3) (B) “para desdenhar” (linha 15) (C) “que o essencial é” (linha 32) (D) “integrar a sociedade brasileira” (linha 51) (E) “ser plenamente brasileiro no Brasil” (linhas 52-53) 90. (UFRGS-RS) Em 1826, o pintor francês Jean- Baptiste Debret, em uma das mais expressivas obras que pintou no Rio de Janeiro, O escravo do naturalista, registrou a participação dos escravos e auxiliares locais no trabalho de campo dos naturalistas estrangeiros que, a partir do início do século 19, percorreram várias partes do Brasil. A contribuição das culturas nativas para o conhecimento científi co adquirido ou construído pelos naturalistas quase sempre tem sido desconsiderada pelos historiadores da ciência. A atenção destes é dirigida para as observações e teorias daqueles, seus instrumentos e métodos de trabalho e para as infl uências políticas, fi losófi cas e econômicas em suas obras. Com frequência, eles descrevem as populações locais como iletradas e ignorantes; porém, delas dependia, em boa medida, o êxito das expedições dos naturalistas. Em muitos trechos de seus relatos, cientistas como Alfred Wallace, Henry Bates e Louis Agassiz descrevem como os habitantes locais contribuíram com conhecimentos para o seu trabalho. Havia, é claro, o previsível apoio logísticoe de infraestrutura, tais como o fornecimento de alimentos, meios de transporte e outros recursos materiais, bem como sua presença como guias, carregadores, intérpretes e companhia pessoal. Muitas vezes, porém - e é esse ponto que nos interessa -, verifi ca- se também, por parte de indivíduos e comunidades locais, a transmissão de conhecimentos obtidos com a longa experiência na fl oresta. Esses conteúdos viriam a ser sistematizados pelos naturalistas, depurados dentro da visão científi ca predominante e incorporados ao cabedal científi co universal. (Adaptado de: MOREIRA, Ildeu de Castro. O escravo do natura- -lista. Ciência Hoje, v.31, n. 184, jul. 2002.) Assinale, entre os substantivos abaixo, aquele que não funciona como núcleo do sujeito da oração em que se encontra: Resposta: B (A) pintor (B) naturalista (C) êxito (D) habitantes (E) transmissão 89. (FGV-RJ) SER NEGRO NO BRASIL HOJE Há uma frequente indagação sobre como é ser negro em outros lugares, forma de perguntar, também, se isso é diferente de ser negro no Brasil. (...) As realidades não são as mesmas. Aqui, o fato de que o trabalho do negro tenha sido, desde os inícios da história econômica, essencial à manutenção do bem-estar das classes dominantes deu-lhe um papel central na gestação e perpetuação de uma ética conservadora e desigualitária. Os interesses cristalizados produziram convicções escravocratas arraigadas e mantêm estereótipos que ultrapassam os limites do simbólico e têm incidência sobre os demais aspectos das relações sociais. Por isso, talvez ironicamente, a ascensão, por menor que seja, dos negros na escala social sempre deu lugar a expressões veladas ou ostensivas de ressentimentos (paradoxalmente contra as vítimas). Ao mesmo tempo, a opinião pública foi, por cinco séculos, treinada para desdenhar e, mesmo, não tolerar manifestações de inconformidade, vistas como um injustifi cável complexo de inferioridade, já que o Brasil, segundo a doutrina ofi cial, jamais acolhera nenhuma forma de discriminação ou preconceito. No caso do Brasil, a marca predominante é a ambivalência com que a sociedade branca dominante reage, quando o tema é a existência, no país, de um problema negro. Essa equivocação é, também, duplicidade e pode ser resumida no pensamento de autores como Florestan Fernandes e Octavio Ianni, para quem, entre nós, feio não é ter preconceito de cor, mas manifestá-lo. Desse modo, toda discussão ou enfrentamento do problema tor na-se uma situação escorregadia, sobretudo quando o problema social e moral é substituído por referências ao dicionário. Veja-se o tempo politicamente jogado fora nas discussões semânticas sobre o que é preconceito, discriminação, racismo e quejandos, com os inevitáveis apelos à comparação com os norte- americanos e europeus. Às vezes, até parece que o essencial é fugir à questão verdadeira: ser negro no Brasil o que é? Talvez seja esse um dos traços marcantes dessa problemática: a hipocrisia permanente, resultado de uma ordem racial cuja defi nição é, desde a base, viciada. Ser negro no Brasil é frequentemente ser objeto de um olhar vesgo e ambíguo. (...) Ser negro no Brasil é, pois, com frequência, ser objeto de um olhar enviesado. A chamada boa sociedade parece considerar que há um lugar predeterminado, lá embaixo, para os negros, e assim tranquilamente se comporta. Logo, tanto é incômodo haver permanecido na base da pirâmide social quanto haver "subido na vida". Pode-se dizer, como fazem os que se deliciam com jogos de palavras, que aqui não há racismo (à moda sul-africana ou americana) ou preconceito ou discriminação, mas não se pode esconder que há diferenças sociais e econômicas estruturais e seculares, para as quais não se buscam remédios. A naturalidade com que os responsáveis encaram tais situações é indecente, mas raramente é adjetivada dessa maneira. Trata-se, na realidade, de uma forma do apartheid à brasileira, contra a qual é urgente reagir se realmente desejamos integrar a sociedade brasileira de modo que, num futuro 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 NEO233_GRAP-Portugues A.idml 44NEO233_GRAP-Portugues A.idml 44 19/09/2011 13:40:4119/09/2011 13:40:41 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 45 91. Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante. (...) Hino Nacional Brasileiro Em relação aos dois primeiros versos, assinale a alternativa correta: Resposta: D (A) trata-se de uma oração sem sujeito; (B) o sujeito é indeterminado; (C) o sujeito está oculto; (D) o sujeito é as margens plácidas do Ipiranga; (E) o sujeito é: o brado retumbante. (Udesc-SC) Ao entardecer A chuva bate nas costas desnudas dos pescadores a puxarem os cabos da rede do arrastão. Alguns veranistas abrigam-se sob improvisados guarda-chuvas. As crianças entram no mar, cercam a rede e recolhem os peixes que escapam das malhas; misturam-se: crianças, peixes e água. Os pescadores andam de costas, em gritos e risos, num código só deles, corpo arcado para trás, calcanhares se fi rmando na areia, a cada passada. Ignoram o vozerio dos espectadores que se agrupam, em prévia disputa. – Me reserva uma pescadinha, Zé. – Que vier de lula eu fi co. Olhaí uma raia. Como dá raia, hein? Diz que tem quem come elas, que tu achas? A rede na beira da praia, o pedido: Pra trás, faz favor! Os pescadores se juntam, redobram esforços. O tropeço dos veranistas, a disputa pela minguada colheita, a bulha das crianças, recolhendo sardinhas que lhes escapam das mãos, o ploc-ploc dos peixes se debatendo na areia. Não esquece eu, Zé! – todos são Zé. Até Onofre, durante décadas vigia de pesca – ele preferia olheiro, estava mais de ajuste com sua função – o melhor das praias todas da Ilha, é o que diziam. Ele não carecia subir no costão ou se esticar na ponta dos pés, largando os olhos inquietos pela extensão do mar, em busca das manchas reveladoras. (...) O olheiro sorri. Quê! Seu amigo Franklin deve é estar contando suas histórias fantásticas para aquela a quem rendia homenagens: Nossa Senhora do Desterro. Maria de Lourdes Krieger, em 13 Cascaes, p. 65. 92. Assinale a alternativa na qual o termo sublinhado exerce a função de sujeito sintático na oração. (A) “Me reserva uma pescadinha, Zé.” (linha 6) (B) “Diz que tem quem come elas,” (linha 8) (C) “Ignoram o vozerio dos espectadores.” (linhas 5) (D) “Olhaí uma raia.” (linha 8) (E) “Que vier de lula eu fi co.” (linha 7) Resposta: E 93. (UERJ) Palavras "Veio me dizer que eu desestruturo a linguagem. Eu desestruturo a linguagem? Vejamos: eu estou bem sentado num lugar. Vem uma palavra e tira o lugar debaixo de mim. Tira o lugar em que eu estava sentado. Eu não fazia nada para que uma palavra me desalojasse daquele lugar. E eu nem atrapalhava a passagem de ninguém. Ao retirar debaixo de mim o lugar, eu desaprumei. Ali só havia um grilo com sua fl auta de couro. O grilo feridava o silencio. Os moradores do lugar se queixam do grilo. Veio uma palavra e retirou o grilo da fl auta. Agora eu pergunto: quem desestruturou a linguagem? Fui eu ou foram as palavras? E o lugar que retiraram debaixo de mim? Não era para terem retirado a mim do lugar? Foram as palavras pois que desestruturaram a linguagem. E não eu." As gramáticas em geral registram duas 5 10 15 (Barros, Manoel de. Ensaios fotográfi cos. Rio de Janeiro: Record, 2000). NEO233_GRAP-Portugues A.idml 45NEO233_GRAP-Portugues A.idml 45 19/09/2011 13:40:4119/09/2011 13:40:41 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL46 NEO.234_GRAP - Língua PortuguesaA ocorrências que deixam o sujeito indeterminado: frases como Falaram mal de você”, em que o verbo aparece na terceira pessoa do plural e não há sujeito reconhecível, e frases como “Precisa- -se de servente”, em que o pronome “se”, na terceira pessoa do singular, indetermina o sujeito. O poema de Manoel de Barros, no entanto, cria uma outra ocorrência de sujeito indeterminado, que aparece no seguinte trecho. Resposta: A (A) “Veio me dizer que eu desestruturo a linguagem” (B) “Vejamos: eu estou bem sentado num lugar” (C) “Ali só havia um grilo com sua fl auta de couro” (D) “E o lugar que retiraram de debaixo de mim?” 94. (UEMS) Sugestão Antes que venham ventos e te levem do peito o amor — este tão belo amor, que deu grandeza e graça à tua vida —, faze dele, agora, enquanto é tempo, uma cidade eterna — e nela habita. Uma cidade, sim. Edifi cada nas nuvens, não — no chão por onde vais, e alicerçada, fundo, nos teus dias, de jeito assim que dentro dela caiba o mundo inteiro: as árvores, as crianças, o mar e o sol, a noite e os passarinhos, e sobretudo caibas tu, inteiro: o que te suja, o que te transfi gura, teus pecados mortais, tuas bravuras, tudo afi nal o que te faz viver e mais o tudo que, vivendo, fazes. Ventos do mundo sopram; quando sopram, ai, vão varrendo, vão, vão carregando e desfazendo tudo o que de humano existe erguido e porventura grande, mas frágil, mas fi nito como as dores, porque ainda não fi ncado — qual bandeira feita de sangue, sonho, barro e cântico — no próprio coração da eternidade. Pois de cântico e barro, sonho e sangue, faze de teu amor uma cidade, agora, enquanto é tempo. Uma cidade onde possas cantar quando o teu peito parecer, a ti mesmo, ermo de cânticos; onde possas brincar sempre que as praças que percorrias, dono de inocências, já se mostrarem murchas, de gangorras recobertas de musgo, ou quando as relvas da vida, outrora suaves a teus pés, brandas e verdes já não se vergarem à brisa das manhãs. Uma cidade onde possas achar, rútila e doce, a aurora que na treva dissipaste; onde possas andar como uma criança indiferente a rumos: os caminhos, gêmeos todos ali, te levarão a uma aventura só — macia, mansa — e hás de ser sempre um homem caminhando ao encontro da amada, a já bem-vinda mas, porque amada, segue a cada instante chegando — como noiva para as bodas. Dono do amor, és servo. Pois é dele que o teu destino fl ui, doce de mando: A menos que este amor, conquanto grande, seja incompleto. Falte-lhe talvez um espaço, em teu chão, para cravar os fundos alicerces da cidade. Ai de um amor assim, vergado ao vínculo de tão amargo fado: o de albatroz nascido para inaugurar caminhos no campo azul do céu e que, entretanto, no momento de alçar-se para a viagem, descobre, com terror, que não tem asas. Ai de um pássaro assim, tão malfadado a dissipar no campo exíguo e escuro onde residem répteis: o que trouxe no bico e na alma — para dar ao céu. É tempo. Faze tua cidade eterna, e nela habita: antes que venham ventos, e te levem do peito o amor — este tão belo amor que dá grandeza e graça à tua vida. MELLO, Thiago de. Vento Geral. Poesia 1951/1981. 2a ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1984. NEO233_GRAP-Portugues A.idml 46NEO233_GRAP-Portugues A.idml 46 19/09/2011 13:40:4119/09/2011 13:40:41 Atividades preparatórias à 2a fase da UELNEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A 47 Os termos negritados na estrofe “É tempo. Faze / tua cidade eterna, e nela habita: / antes que venham ventos, e te levem / do peito o amor — este tão belo amor / que dá grandeza e graça à tua vida.”, exercem, respectivamente, função sintática de: Resposta: D (A) sujeito, objeto direto e complemento nominal. (B) objeto direto, objeto direto e complemento nominal. (C) objeto direto, objeto direto e objeto indireto. (D) objeto direto, sujeito e objeto indireto. (E) sujeito, objeto direto e complemento nominal. 95. (UEMS) E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir... Os termos em negrito, no período acima, exercem, respectivamente, as seguintes funções sintáticas: Resposta: B (A) sujeito – adjunto adnominal – objeto indireto (B) objeto indireto – sujeito – adjunto adnominal (C) objeto direto – adjunto adnominal – sujeito (D) agente da passiva – objeto direto – adjunto adverbial (E) complemento nominal – objeto direto – predicativo 96. (Acafe-SC) “Dominar a norma culta de um idioma é plataforma mínima de sucesso para profi ssionais de todas as áreas. Engenheiros, médicos, economistas, contabilistas e administradores que falam e escrevem certo, com lógica e riqueza vocabular, têm mais chance de chegar ao topo do que profi ssionais tão qualifi cados quanto eles mas sem o mesmo domínio da palavra.” Fonte: Revista Veja, Edição 2050, ano 40, nº 36, 12 de setembro de 2007. Os termos destacados no texto exercem, respectivamente, as seguintes funções sintáticas: Resposta: B (A) Sujeito – adjunto adnominal – objeto indireto. (B) Objeto direto – adjunto adverbial – complemento nominal. (C) Objeto direto – complemento nominal – objeto indireto. (D) Aposto – complemento nominal – adjunto adnominal. (E) Agente da passiva – objeto indireto – objeto direto. 97. (UFMS) Faça uma análise sintática da oração abaixo e, a seguir, assinale a(s) proposição(ões) correta(s). A ordem, meus amigos, é a base do governo. (01) A ordem é sujeito simples; é a base do governo é predicado nominal. (02) A expressão meus amigos é aposto. (04) A, meus, a, do governo são adjuntos adnominais. (08) é - verbo transitivo direto. (16) a base do governo é predicativo do objeto. Soma: 5 (01+04) NEO233_GRAP-Portugues A.idml 47NEO233_GRAP-Portugues A.idml 47 19/09/2011 13:40:4119/09/2011 13:40:41 Atividades preparatórias à 2a fase da UEL48 NEO.234_GRAP - Língua Portuguesa A NEO233_GRAP-Portugues A.idml 48NEO233_GRAP-Portugues A.idml 48 19/09/2011 13:40:4119/09/2011 13:40:41