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UMA POÉTICA DO EXCESSO
R E I N A L D O
UMA POÉTICA DO EXCESSO
R E I N A L D O
CURADORIA: LUCIANA ACCIOLY E CLAUDIUS PORTUGAL 
CAIXA Cultural Salvador 15 de julho a 21 de agosto de 2016 
CAIXA Cultural Rio de Janeiro 03 de janeiro a 05 de março de 2017
A P R E S E N TA
Na poética de Reinaldo Eckenberger o excesso é antes um princípio 
definitivo, que opera em todas as fases, linguagens e suportes 
utilizados ao longo de uma trajetória artística reconhecida e 
absolutamente singular em 50 anos de atividades.
Desde que foi criada, em 1861, a Caixa sempre buscou ser mais que apenas um banco, 
mas uma instituição realmente presente na vida de milhões de brasileiros.
A participação efetiva da CAIXA no desenvolvimento das nossas cidades, e sua 
presença na vida de cada cidadão deste país, consolida-se por meio de programas e 
projetos de financiamento da infraestrutura e do saneamento básico dos municípios 
brasileiros; da execução e administração de programas sociais do Governo Federal; 
da concessão de créditos a juros acessíveis a todos e do financiamento habitacional a 
toda a sociedade, além de vários outros programas de largo alcance social.
Atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do País, como 
instituição financeira, agente de políticas públicas e parceira estratégica do Estado 
Brasileiro, é a missão desta empresa pública cuja história visita três séculos da vida 
brasileira.
Foi no transcurso desta vitoriosa existência que a CAIXA aproximou-se do artista e 
das artes nacionais. E vem, ao longo das últimas décadas, consolidando sua imagem 
de grande apoiadora da nossa cultura, e detentora de uma importante rede de espaços 
culturais, que hoje impulsiona a vida cultural de sete capitais brasileiras, onde promove 
e fomenta a produção artística do país, e contribui de maneira decisiva para a difusão 
e valorização da cultura brasileira.
Com esta exposição, a CAIXA reafirma sua política cultural, sua vocação social e a 
disposição de democratizar o acesso aos seus espaços e à sua programação artística, 
e cumpre, desta forma, seu papel institucional de estimular a criação e dar condições 
concretas para que o artista possa apresentar seu trabalho e divulgar sua arte.
Em comemoração aos 50 anos de trajetória artística de Reinaldo Eckenberger, 
esta exposição faz um panorama das diversas fases, linguagens, suportes e materiais 
utilizados por Reinaldo Eckenberger em sua reconhecida e premiada poética marcada 
por um irrefreável excesso. 
A CAIXA agradece sua participação e acredita, desta maneira, estar contribuindo 
para a renovação, ampliação e fortalecimento das artes no Brasil, e ampliando as 
oportunidades de desenvolvimento cultural do nosso povo.
Caixa Econômica Federal
Demasia, exagero, desmando. Na poética de Reinaldo Eckenberger, 
argentino radicado na Bahia desde a década 60, o excesso é antes um princípio 
definitivo, que opera em todas as fases, linguagens e suportes utilizados ao 
longo de uma trajetória artística reconhecida e absolutamente singular em 50 
anos de atividades. É um princípio de violação, que submete a figura humana 
à um incessante jogo de metamorfoses, deformações e desfigurações. 
O dilaceramento, estados de total indistinção – o informe – estariam no 
horizonte dessas alterações intermináveis, já que o artista afirma a própria 
impossibilidade de se fixar a imagem humana, demarcar suas fronteiras. 
emergem deste universo fabuloso, grotesco, carnavalizado, cômico e obsceno. 
SERES-OBJETOS, 
OBJETOS-SERES, 
BONECOS,
BRINQUEDOS, 
MÁQUINAS E
MONSTROS
Pensada enquanto resposta àquilo que foi dado ao artista de aventuras, 
paisagens, interesses diversos, a obra reflete não apenas as vivências de 
Reinaldo Eckenberger na barroca e carnavalesca Bahia. Filho de alemães, 
que imigraram para Buenos Aires pouco antes de estourar a Segunda Guerra 
Mundial, Eckenberger nasceu em 6 de novembro de 1938. Aos 18 anos 
ingressou na Escola Politécnica de Munique, Baviera, para estudar arquitetura. 
Entram em cena, na arte europeia do período, as poéticas irracionais, da 
matéria, dos vestígios, dos restos, inspiradas, sobretudo, no existencialismo 
de Sartre. Ganham destaque nomes, sempre referenciados pelo artista, 
como Francis Bacon e Jean Dubuffet – este último pesquisou a produção de 
indivíduos portadores de transtornos mentais e cunhou o termo Art Brut.
É evidente o especial interesse de Eckenberger pela alteridade criativa de 
indivíduos excêntricos, marginalizados, supostamente esquizofrênicos. 
Juarez Paraíso escreve que o impulso criativo, irrefreável e, de certo modo, 
irrefletido do artista chegaria a aproximá-lo da Art Brut de Dubuffet. Isto é 
tanto verdadeiro que o museu de Art Brut La Fabuloserie, em Dicy, França, 
abriga uma obra de trapos do artista, que divide espaço com a produção de 
outro argentino, Antônio Berni. Válido ainda pensar a obra de Eckenberger 
no contexto da tradição figurativa latino-americana, ao lado de Berni e outros 
contemporâneos: o colombiano Fernando Botero e o mexicano José Luís 
Cuevas. Diversos aspectos aproximam estas poéticas povoadas por gigantes, 
monstros – inchados, paralisados, complacentes –, toda sorte de deformações 
da figura humana: o gosto pela denúncia e pela sátira social, 
e o resistente interesse pela figuração, mesmo quando o abstracionismo e a arte 
conceitual dominavam a cena artística dos grandes centros. 
IRONIA NAS RAIAS 
DA BRUTALIDADE,
De volta à Argentina depois da temporada na Alemanha, Reinaldo 
Eckenberger ingressa no curso superior de arquitetura da Universidade 
de Buenos Aires, mas a falta de aptidão para a matemática faz com que o 
jovem desista da formação. O interesse pela arquitetura, especialmente pelas 
construções barrocas, persistiria. Os cursos livres de desenho e pintura na 
Escola Superior Ernesto de La Cárcova e a experiência no Teatro Colón 
também foram importantes na formação do artista. Neste último, fez cursos de 
cenografia e figurino para óperas, o que acabou conferindo ao artista um amplo 
conhecimento do repertório operístico ocidental, inclusive das 
Essa aproximação se revela em algumas obras de modo óbvio. Teatrinho 
Canecófilo, por exemplo, recria um palco onde os atores – figuras híbridas 
feitas de canecos e cerâmica – parecem encenar uma tragicomédia. 
ÓPERAS BARROCAS.
Foi com essa bagagem que Reinaldo Eckenberger chegou a Salvador na década 
de 60 e logo se integrou à vida cultural, que pulsava forte na cidade. Frequentou 
terreiros, mas preferiu converter-se em carnavalesco e desfilou, logo em seu 
primeiro ano em Salvador, na Escola de Samba Diplomatas da Amaralina. De fato, 
Eckenberger não ficou de camarote. Interessado pelas manifestações da cidade, 
misturou-se a festa baiana. Andou por ladeiras e ruelas de onde os personagens de 
Jorge Amado aos poucos se ausentavam, dando lugar a personagens reais demais. 
O artista é um habitué do centro de Salvador. Viveu no Politeama de Cima, no Dois 
de Julho e, desde a década de 80, instalou ateliê e residência no bairro do Carmo, 
localizado no centro histórico da cidade. Retina inundada pela arquitetura barroca 
dos casarões e das igrejas coloniais, Eckenberger transitou pela zona do baixo 
meretrício do Maciel, do Pelourinho, e hoje, em suas caminhadas matinais, cruza 
quase diariamente com as ruínas do Cine Jandaia na Baixa dos Sapateiros. 
Cantado por Ary Barroso, o local abriga outras memoráveis construções 
transformadas hoje em cines pornô, igreja evangélica, além de uma infinidade de 
“bibocas” empoeiradas e apinhadas de quinquilharias, produtos made in china, made in 
paraguai, balaios de roupas por R$ 1,00. Neste convívio diário, Reinaldo Eckenberger 
garimpa algumas das “matérias-primas” para sua produção, que na opinião de Juarez 
Paraíso, “refletea Bahia no seu ritmo barroco, orgânico, sensual e mágico”. 
O especial interesse pelo barroco trouxe Eckenberger à Salvador em 1965. A viagem 
era a passeio, mas tudo conspirou para permanência definitiva do artista na cidade. 
Para objetivar esta situação, contou com o apoio de Seu Castro, como era conhecido o 
marchand José Marques Castro no meio artístico da época, que logo providencia uma 
acomodação no mezanino da Galeria Bazarte. Com o apoio de Castro, Eckenberger 
realiza, apenas um ano depois de desembarcar em Salvador, a sua primeira exposição 
individual, Luxo e Lixo, Lixo e Luxo (1966) na Galeria do U.S.I.S. (United States 
Information Service) que marca o início da trajetória profissional do artista e é 
considerada por Paraíso a primeira mostra de arte pop realizada na Bahia. 
Cadeiras quebradas, molduras velhas, fotografias antigas, recortes de fotonovela, 
bonecos de plástico, manequins, a carcaça de um piano – objetos adquiridos por 
Reinaldo Eckenberger nos apinhados e empoeirados antiquários do Centro de 
Salvador ou encontrados ao acaso nas ruas da cidade – compunham as assemblagens 
da Luxo e Lixo, Lixo e Luxo (1966). Tributária da concepção Merz de colagem do 
dadaísta alemão Kurt Schwitter, a exposição alinhava-se ainda aos procedimentos das 
vanguardas norte-americanas da década de 60, que dedicaram-se a colagem de objetos 
do cotidiano. Eckenberger não se vale do recurso da repetição, nem dos ícones da 
chamada mass media, entretanto, ao utilizar tais materiais do dia a dia parece assumir 
o tom indiferente, irônico e pessimista dos pop’s. 
Outros artistas e intelectuais estrangeiros haviam aportado em Salvador desde a 
década de 50 – o também argentino Carybé, os alemães Adam Firnekaes e Karl 
Keinz Hansen, o suíço Walter Smetak, o francês Pierre Verger e a arquiteta italiana 
Lina Bo Bardi –, alguns a convite do reitor Edgard Santos que, à frente da UFBA 
(Universidade Federal da Bahia), apostava na invenção e no experimentalismo. No 
período, ainda são criados o Museu de Arte Moderna da Bahia e o Instituto Cultural 
Brasil-Alemanha onde Eckenberger realiza, já na década de 70, duas exposições: 
Poparrocolagens (1970) e Ambiente Bonecafônico (1976). 
Nesta época também são realizadas duas edições da Bienal Nacional de Artes Plásticas 
da Bahia: a primeira em 1966, no Convento do Carmo, e a segunda em 1968, no 
Convento da Lapa. Na primeira edição do evento, que traz a Salvador grandes nomes 
do neoconcretismo brasileiro, como Hélio Oiticica e Lygia Clark, Eckenberger é 
contemplado pelo conjunto de três assemblagens com o 1º Prêmio de Pintura Estadual: 
Bahia de quase todos os Santos, Homenagem a Cosme e Damião também e Silêncio 
Hospital. A utilização da imaginária baiana – santos de gesso adquiridos junto aos 
antigos santeiros do Taboão – levou alguns críticos como José Geraldo Vieira a 
estabecelerem aproximações entre as obras do artista e as talhas dos oratórios e altares 
barrocos. 
Era de ouro das artes visuais baianas, como escreve Paraíso, a década de 60 dá lugar a 
um dos piores momentos da vida cultural baiana, que, após a promulgação do AI-5 em 
1968, ingressa numa era de estagnação. Faltam estímulos e oportunidades na Bahia da 
década de 70, período em que Eckenberger investe na carreira nacional e internacional 
participando de diversos eventos e realizando exposições no eixo Rio-São Paulo e em 
centros artísticos europeus, onde obtém significativo reconhecimento. Na Europa, 
o artista expõe na Galeria Bimba Harmes, Madrid (1969); na Sala del Arte Moderno, 
Barcelona (1970); na Galeria Der Turm – Bonn, Alemanha (1970); no Taller de 
Picasso, Barcelona (1973) e no Atelier Jacob, em Paris (1975). 
A Galeria Atrium, de São Paulo – que, naqueles tempos, divulgava outros nomes 
reconhecidos no cenário nacional como Nelson Leirner – abriga uma exposição 
individual de Reinaldo Eckenberger em 1967. Em 1968 e em 1972, o artista realiza duas 
individuais na Galeria Bonino do Rio de Janeiro, e logo são apontadas aproximações 
entre a obra de Eckenberger e do mineiro Farnese de Andrade. Por onde passa, o 
artista atrai a atenção da crítica, e na XIV Bienal Internacional de São Paulo, em 1977, 
Eckenberger representa a Bahia, ao lado de outro expoente da árida cena artística 
baiana da década de 70, o grupo Etsedron. 
Na obra Homnibus, grande instalação 
inscrita na categoria de arte catastrófica, 
Eckenberger transforma os seus bonecos de 
trapos em vítimas de um acidente violento, 
erótico. A carcaça de um ônibus é revestida 
por uma espécie de lava, massa informe que 
o artista utiliza desde a fase das assemblagens 
para colar objetos e preencher, de forma 
obsessiva, os espaços vazios. O chamado 
horror ao vazio foi observado na obra de 
Reinaldo Eckenberger por Paraíso, que 
afirma o princípio da acumulação como 
uma característica definitiva na obra do 
artista: “persiste nos seus desenhos, pinturas, 
assemblagens, objetos, esculturas, cerâmica, 
de 1965 aos dias atuais, numa verdadeira 
demonstração de horror vacui”. 
Marcada pelo signo do ineditismo no 
contexto baiano, quiçá brasileiro, a poética 
de Reinaldo Eckenberger se revela menos 
em sintonia com a arte brasileira das 
décadas de 60 e 70 – envolvida sobretudo 
com o abstracionismo, o neoconcretismo, 
a nova figuração – do que com a arte norte-
americana do mesmo período. Na fase das 
assemblagens (1966-1975) Eckenberger 
dedica-se à colagem de objetos do cotidiano 
assim como faziam os pop’s: Arman, 
Jasper Johns, Robert Rauschenberg, etc. 
Na fase dos bonecos de trapos 
(1976-2000), Eckenberger demostra 
mais uma vez um maior alinhamento 
com a arte internacional, e na esteira da 
pluralista arte feminista da década de 70, 
afinada com as políticas das diferenças, 
experimenta matérias-primas e técnicas 
artesanais, e ainda traz para a ordem do 
dia questionamentos sobre 
O interesse do artista pelos tecidos – 
veludos e cetins de seda são os preferidos 
– remonta à infância, quando brincava 
de costurar títeres. Os mamulengos do 
carnaval de Recife são outra importante 
referência. Brilhantes, baratos, 
ordinários e sobretudo kitschs, foram 
arrematados no mercado de pulgas de 
Paris e em lojas populares de tecido do 
centro de Salvador. 
SEXUALIDADE, 
CORPO, 
GÊNERO, 
EROTISMO, 
MEMÓRIA, 
INFÂNCIA E 
MATERNIDADE.
Em paralelo as experimentações em 
diversos materiais e técnicas, 
o que inclui a cerâmica e a azulejaria, 
Reinaldo Eckenberber sempre 
desenhou, pintou, gravou. Nas 
obras bidimensionais, as figuras se 
interpenetram gerando limites lineares 
comuns, o que nos faz lembrar a 
configuração de um quebra-cabeça. 
O princípio das 
 
que alimentou o imaginário surrealista, 
configura a relação figura-fundo, diz 
Paraíso. Assim, novas formas são 
constantemente geradas. A figura pode 
converter-se em fundo, ou vice-versa. 
META- 
MOR- 
FOSES,
Na fase atual, a
(1994-2016), uma combinação das palavras “esquizofrenia” e “kitsch”, o artista 
dedica-se à criação de objetos híbridos, bibelôs, a partir da união da cerâmica – que 
o artista utiliza para moldar a figura – e objetos kitsch, de gosto duvidoso, baratos, 
alguns made in china, adquiridos em lojas populares do centro de Salvador. A fase 
iniciada em 1994 estende-se até os dias de hoje e reúne mais de 600 objetos. 
O conjunto impressionante causa certo estranhamento; embora cada obra seja 
única, é a mesma figura que se repete e nos espreita por todos lados, com seus 
ESKITSHOFRENIA
OLHOS ESBULHADOS, 
SEVEROS E VIGILANTES.
OLHOS ESBULHADOS, 
SEVEROS E VIGILANTES.
As referências ao mundo infantil e maternal são também explícitas, 
e o interesse dos psicanalistas pela obra, vezes Unheinmliche (estranho 
inquietante), é crescente. Entretanto, qualquer tentativa de patologizar 
Eckenberger é vã; nem mesmo aloucura é suficientemente louca. Trata-se de 
uma obra absolutamente irrefletida, tributária não de um “sur” realismo, alto 
e idealista, mas de um “sub” realismo que afirma o “baixo” em todas as suas 
formas de expressividade. Desde a utilização de materiais não nobres – lixo 
plástico, trapos, bibelôs kitsches –, até um certo diálogo com a arte abjeta e 
o chamado realismo traumático. A utilização de tinta preta confere às obras 
um aspecto sujo, escatológico, dramático. Sujeira e morbidez explodem 
limites, arrastando o próprio corpo do fruidor em uma experiência excessiva, 
heterogênea. É necessário, portanto, nos permitirmos ser “feridos” pelo olhar 
que parte dos objetos artísticos de Reinaldo Eckenberger em nossa direção. 
luciana accioly lima 
 é autora da dissertação 
de mestrado A Poética 
de Trapos de Reinaldo 
Eckenberger, concluída 
em 2013 na EBA-UFBA 
sob a orientação de 
Elyane Lins Côrrea.
REFERÊNCIAS
BATAILLE, Georges. O erotismo. Trad. Claudia 
Fares. São Paulo: Arx, 2004.
DIDI-HUBERMAN, Georges. O que vemos, o que 
nos olha. São Paulo: Editora 34, 2010.
FREUD, Sigmund. O Inquietante [1919]. In: 
______. Obras completas. Tradução e notas de Paulo 
César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 
2010.
MERLEAU-PONTY, Maurice. O olho e o espírito. 
2 ed. São Paulo: Cosac & Naïfy, 2004.
MORAES, Eliane Robert. O corpo impossível: a 
decomposição da figura humana: de Lautréamont a 
Bataille. São Paulo: Iluminuras, 2012.
PARAÍSO, Juarez. O universo criativo de Reinaldo 
Eckenberger. Salvador, 1991. Cópia disponibilizada 
pelo artista.
PRINCIPAIS EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
1965|Galeria de Arte USIS – Salvador|BA 
1966|Galeria do ICBA – Salvador|BA 
1967|Galeria Atrium – São Paulo|SP 
1968|Galeria Bonino – Rio de Janeiro|RJ 
1969|Sala de Arte Moderna – Barcelona|Espanha 
1972|Galeria Bonino – Rio de Janeiro|RJ 
1973|Taller de Picasso – Barcelona|Espanha 
1975|Atelier Jacob – Paris|França 
1978|Museu de Arte Moderna da Bahia – Salvador|BA 
1981|Atelier Jacob – Paris|França 
1982|Galeria Aliança Francesa – Salvador|BA 
1989|Galeria 18 do Paschoal – Salvador|BA 
1990|Galeria Arte Nata – Salvador|BA 
1994|Galeria Prova do Artista – Hotel Sofitel – Salvador|BA 
2001|Museu de Arte Moderna – Salvador|BA 
2004|Galeria Treger – Paris|França 
2005|Galeria Prova do Artista – Hotel Sofitel – Sauípe|BA 
2006|Galeria ACBEU – Salvador|BA 
2008|Palacete das Artes, Rodin – Salvador|BA 
PRINCIPAIS EXPOSIÇÕES COLETIVAS
1966|1ª Bienal de Artes plásticas Museu do Carmo – Salvador|BA 
1967|9ª Bienal Internacional de São Paulo – São Paulo|SP 
1970|Pré-Bienal de São Paulo|SP 
CURRICULUM 
R E I N A L D O
1976|Bienal Nacional de São Paulo|SP 
1977|14ª Bienal Internacional de São Paulo – São Paulo|SP 
1978|Lês Singuliers de l’Art – Museu de Arte Moderna 
1979|Outsiders – Hayward Gallery – Londres|Inglaterra 
1983|Salão Nacional de Artes Plásticas – Rio de Janeiro|RJ 
1985|Cerâmica – Arte de Transformação Museu de Arte – Salvador|BA 
1990|15º Salão de Arte de Ribeirão Preto – Ribeirão Preto|SP 
1993|Lês Étonnants – Maison de La Culture Nevers|França 
1994|Centre Índigo – La Louvière|Bélgica 
1994|1º Salão da Bahia – Museu de Arte Moderna – Salvador|BA 
1995|2º Salão da Bahia – Museu de Arte Moderna – Salvador|BA 
2000|Museu de Arte Bochum – Bochum|Alemanha 
2003|Bibelothèque – Halle St. Pierre – Paris|França 
2004|Musèe du Montparnasse – Paris|França 
2014|3º Bienal da Bahia – Salvador|BA
OBRAS E ACERVO
Museu de Arte Moderna – Salvador|BA 
Museu de Art Brut La Fabuloserie – Dicy|França 
2006|Museu Nacional de Mônaco|Principado de Mônaco 
2007|Museu Afro Brasil – São Paulo|SP
REINALDO ECKENBERGER
Rua do Passo, 68. 
Salvador, Bahia, Brasil 
Tel.: (55) (71) 3241-5456 
r.eckenberger@hotmail.com
CURADORIA 
Luciana Accioly e Claudius Portugal
COORDENAÇÃO GERAL 
Marcos Clement e Vanessa Vieira
PRODUÇÃO EXECUTIVA 
Zorá Marambaia
TEXTOS 
Luciana Accioly
FOTOGRAFIA 
Raul Spinassé
EXPOGRAFIA 
Luciana Accioly e Claudius Portugal
PROJETO 3D 
APSP Arquitetos 
CENOGRAFIA 
Zuarte Júnior
PROJETO GRÁFICO 
P55 Comunicação
ASSESSORIA DE IMPRENSA 
PiPa Comunicação Integrada
CAIXA CULTURAL SALVADOR
De 15 de julho a 21 de agosto de 2016 
Rua Carlos Gomes, 57 | Centro, Salvador|BA. 
Tel.: (71) 3421-4200 
CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO
De 03 de janeiro a 05 de março de 2017 
Av. Almirante Barroso, 25 | Centro, Rio de Janeiro|RJ. 
Tel.: (21) 3980-3815 
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