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Apostila linux basica

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Apostila de Linux Básico
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1. INTRODUÇÃO
O Linux é um clone UNIX de distribuição livre para PCs baseados em processadores 386/486/Pentium. O Linux é uma implementação independente da especificação POSIX, com a qual todas as versões do UNIX padrão (true UNIX) estão convencionadas.
	O Linux foi primeiramente desenvolvido para PCs baseados em 386/486/Pentium, mas atualmente também roda em computadores Alpha da DEC, Sparcs da SUN, máquinas M68000 (semelhantes a Atari e Amiga), MIPS e PowerPCs. O Linux foi escrito inteiramente do nada, não há código proprietário em seu interior.
	O Linux está disponível na forma de código objeto, bem como em código fonte, sendo distribuído nos termos da GNU General Public License.
	O Linux possui todos as características que você pode esperar de um UNIX moderno, incluindo:
 Multitarefa real
 Memória virtual
 Biblioteca compartilhada
 "Demand loading"
 Gerenciamento de memória próprio
Rede TCP/IP (incluindo SLIP/PPP/ISDN)
 X Windows
2. HISTÓRIA DO LINUX
	O Kernel do Linux foi originalmente escrito por Linus Torvalds do Departamento de Ciência da Computação da Universidades de Helsinki, Finlândia, com a ajuda de vários programadores voluntários através da Internet.
	Linus Torvalds iniciou cortando (hacking) o kernel como um projeto particular, inspirado em seu interesse no Minix, um pequeno sistema UNIX desenvolvido por Andy Tannenbaum. Ele se limitou a criar, em suas próprias palavras, "um Minix melhor que o Minix" ("a better Minix than Minix"). E depois de algum tempo de trabalho em seu projeto, sozinho, ele enviou a seguinte mensagem para comp.os.minix:
Você suspira por melhores dias do Minix-1.1, quando homens serão homens e escreverão seus próprios "device drivers" ? Você está sem um bom projeto e esta morrendo por colocar as mãos em um S.O. no qual você possa modificar de acordo com suas necessidades ? Você está achando frustrante quando tudo trabalha em Minix ? Chega de atravessar noites para obter programas que trabalhem correto ? Então esta mensagem pode ser exatamente para você.
Como eu mencionei a um mês atrás, estou trabalhando em uma versão independente de um S.O. similar ao Minix para computadores AT-386. Ele está, finalmente, próximo do estágio em que poderá ser utilizado (embora possa não ser o que você esteja esperando), e eu estou disposto a colocar os fontes para ampla distribuição. Ele está na versão 0.02... contudo eu tive sucesso rodando bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compressão, etc. nele.
	No dia 5 de outubro de 1991 Linus Torvalds anunciou a primeira versão "oficial" do Linux, versão 0.02. Desde então muitos programadores têm respondido ao seu chamado, e têm ajudado a fazer do Linux o Sistema Operacional que é hoje. 
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3. CONCEITOS BÁSICOS
3.1 Partições
 
Para instalar o Conectiva Linux é necessário haver espaço disponível no disco rígido, o qual deve estar separado de outras áreas que possuam outros sistemas operacionais (MS_DOS, OS/2, Windows 95, outras versões de Linux, etc...). A forma de separar estas áreas é dividindo o espaço disponível em áreas distintas chamadas partições. 
Pode-se desejar instalar o Linux em um computador que não contenha nenhum sistema operacional instalado. Neste caso, pode-se usar o sistema de instalação do Linux para criar as partições necessárias. 
Opcionalmente pode-se instalar o Linux em um disco rígido que já contenha softwares instalados ou com dados de um sistema operacional distinto. Neste caso a criação de partições depende do sistema operacional já instalado.
3.1.1 Estratégia de particionamento 
Há três estratégias para recriar partições em um disco rígido:
Há espaço livre não particionado. 
Uma partição sem uso está disponível. 
Há espaço livre disponível numa partição ativamente usada. 
3.1.1.1 Usando espaço livre não particionado 
Nesta situação, as partições definidas não ampliam o disco rígido inteiro, utilizando-se espaço não alocado, o qual não faz parte de qualquer partição definida. Um disco rígido sem uso também cai nesta categoria; a única diferença é que nem todo o espaço é parte de uma partição.
Neste caso, você pode simplesmente criar a partição proveniente do espaço sem uso.
3.1.1.2 Usando uma partição sem uso 
Quando você trocou o minúsculo disco rígido de 105MB em seu Windows por um monstro de 4 GB você particionou ele em duas partes iguais, imagine que você usaria o drive C: (a primeira partição do drive) para Windows, e o drive D: (a segunda partição do drive) para o carregamento de programas freeware da Internet. Você estava tão acostumado ao drive C: que nunca utilizou algo substancial em D:. Se você se encontra nesta situação, você pode usar o espaço atribuído à partição em desuso. Você precisará deletar a partição, e criar as partições Linux no seu lugar.
3.1.1.3 Usando espaço livre de uma partição ativa 
Esta situação é bem comum. O problema principal é que você tem um enorme espaço livre, mas atualmente está atribuído a uma partição que está em uso. Se você comprar um computador com software pré-instalado, é bem possível que o disco rígido tenha uma partição compacta que retém o sistema operacional e os dados. 
Independente de adicionar um novo disco rígido ao seu sistema, você tem duas escolhas:
Recriando Partições de Forma Destrutiva:
Este método irá apagar todos os dados residentes em todas as partições que estejam sendo redimensionadas. Neste caso é necessário fazer-se uma cópia prévia de todos os arquivos que se deseje manter, e então executar o utilitário MS-DOS de partição de discos chamado fdisk. Deve-se excluir a partição grande e criar uma pequena destinada à instalação do MS-DOS e à restauração dos dados copiados.
Recriando Partições de Forma Não Destrutiva:
Este método pressupõe a não destruição dos dados, porém é fortemente recomendado que os dados sensíveis sejam copiados antes do início da recriação das partições. Pode ser utilizado o utilitário fips, incluído no Conectiva Red Hat Linux, no diretório dosutils para redimensionar as partições. É recomendada a leitura da documentação do utilitário fips, localizada no subdiretório fipsdocs, antes de utilizá-lo. 
Note: Atualmente o utilitário fips não pode redimensionar as novas partições FAT32. Se o seu computador tiver uma partição FAT32, pode-se recriar as partições de forma destrutiva, ou utilizar um software DOS de gerenciamento de discos capaz de encolher partições FAT32. 
3.2 Quantas partições? 
Caso se deseje, o Linux pode ser instalado em uma única partição abrangendo todo o disco rígido. Porém recomenda-se que sejam criadas partições da seguinte forma:
Partição de Swap 
Destinada para memória virtual. Caso o equipamento tenha 16 Mb ou menos a criação de uma partição de swap é obrigatória, caso contrário é recomendada. O tamanho da partição deve ser de, no mínimo, 16 Mb ou igual à quantidade de memória do equipamento.
Partição Root
Uma partição root ou raiz, será montada como / (diretório inicial) quando o Conectiva Linux 6.0 inicia. A partição root necessita conter somente os arquivos necessários à carga do sistema e os arquivos de configuração de 50 a 80 Mb em média é uma área suficiente para esta partição.
Partição /usr
Esta partição conterá a maior parte dos softwares que o Linux disponibiliza. Pode ter entre 200 a 500 Mb, dependendo de quantos pacotes se pretenda instalar.
O diretório /usr é destinado aos arquivos que são compartilhados por todos os usuários ou pela rede. O /usr normalmente tem a sua própria partição e é montado somente para leitura. Os seguintes subdiretórios podem estar presentes:
/usr
|-X11R6
|-bin
|-dict
|-doc
|-etc
|-games
|-include
|-info
|-lib
|-local
|-man
|-sbin
|-share
+- src
Partição /home
Esta partição contém os diretórios dos usuários. Seu tamanho depende principalmente de quantos usuários utilizarão