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Ambientais
Manual de Impactos
do Saneamento
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
Manual de Impactos
Ambientais do Saneamento
Governo do Estado do Rio Grande do Norte
 Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte - SEMARH-RN
Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte - CAERN
Diretoria Técnica - DT
Assessoria de Licenciamento Ambiental e Outorgas - ALA
Natal/RN, agosto de 2013
Autor
Marcos Antônio Freire da Costa Júnior, Biólogo - Msc em Bioecologia Aquática 
 Analista Ambiental - ALA/DT/CAERN MAT. 3786
Revisão Técnica
Silvana Fernandes Vilar dos Santos Lima, Engª - Msc em Contaminação Ambiental 
Assessora - ALA/DT/CAERN MAT. 1339
Colaboradores
Man Cheng NG, Técnico de Controle Ambiental - UAZN/RNN/DT/CAERN
Domingos Sávio Toscano de Brito, Técnico em Engenharia - GFO/DT/CAERN
Roberta Borges de Medeiros Falcão, Assistente Social - GQM/DT/CAERN
Paulo Eduardo Vieira Cunha, Engº Civil, Doutor em Engenharia Sanitária - GDP/DT/CAERN
COMPANHIA DE ÁGUAS E ESGOTOS 
DO RIO GRANDE DO NORTE - CAERN
MANUAL DE IMPACTOS AMBIENTAIS DO SANEAMENTO 
EQUIPE RESPONSÁVEL
Yuri Tasso Duarte Queiroz Pinto
Diretor Presidente - PR
Ricardo da Fonseca Varela Filho 
Diretor Técnico - DT
João Maria Alves de Castro
Diretor Comercial e Financeiro - DC
Jailton José Barbosa Tinôco
Diretor Administrativo - DA
Silvana Fernandes Vilar dos Santos Lima
Assessora de Licenciamento Ambiental e Outorgas - ALA/DT
Revisão Técnica
Marcos Antônio Freire da Costa Júnior
Analista Ambiental - ALA/DT
Autor
Com a publicação de um segundo manual desta natureza, 
provamos que o trabalho da Caern é continuado. Sempre afirmei 
que a empresa tinha viabilidade financeira e operacional. Hoje, 
com capacidade de investir em pessoas e equipamentos, caminha 
para prestar um serviço de excelência para o povo potiguar. Povo 
este que é a principal razão de existir da Caern.
Uma nova Caern está surgindo. Orgulho-me de fazer parte desta 
história que é feita diariamente por 1890 caernianos.
8
Sumário
PREFÁCIO ................................................................................................................................................................11
01 APRESENTAçãO ............................................................................................................................................... 13
02 INTRODUçãO ................................................................................................................................................... 17
03 OBJETIVOS E METAS ....................................................................................................................................... 19
04 TIPOS DE INTERVENçõES ............................................................................................................................... 21
4.1. Obras de implantação e alteração ...................................................................................................... 21
4.1.1. Implantação, alteração e correção de empreendimentos do tipo linear .................................. 21
4.1.2. Implantação de empreendimentos do tipo poligonal ............................................................... 21
4.1.3. Implantação de barragens e reservatórios ................................................................................ 21
4.2. Operação e manutenção ..................................................................................................................... 21
4.2.1. Operação dos Sistemas de água e esgoto ................................................................................. 21
4.2.2. Manutenção dos sistemas de água e esgoto ............................................................................ 21
4.2.3. Reparos dos Sistemas de água e esgoto ................................................................................... 21
05 IMPACTO AMBIENTAL: DEFINIçãO E MéTODOS DE ANÁLISE .................................................................23
5.1. Definição ..............................................................................................................................................23
5.2. Métodos de análise .............................................................................................................................23
5.3. Atributos e parâmetros utilizados para análise dos impactos ambientais ....................................... 24
06 PRINCIPAIS INTERFERêNCIAS E IMPACTOS RESULTANTES DO SANEAMENTO ..................................... 31
6.1. Limpeza das áreas ............................................................................................................................... 31
6.2. Preparação das áreas ..........................................................................................................................40
6.3. Obras de implantação e alteração de sistemas do saneamento ........................................................50
6.4. Operação e manutenção de sistemas do saneamento ........................................................................64
07 MEDIDAS DE CONTROLE AMBIENTAL ...........................................................................................................97
7.1. Definição, Importância e Classificação ..............................................................................................97
7.2. Considerações gerais ...........................................................................................................................97
7.3. Proposição de medidas de controle para os impactos ambientais listados .....................................98
08 CONSIDERAçõES FINAIS ...............................................................................................................................131
09 REFERêNCIAS ..................................................................................................................................................133
10 GLOSSÁRIO ..................................................................................................................................................... 136
ETE do Baldo – Fonte CAERN
10
Fonte - ETA de Extremoz - CAERN
11
MANUAL DE IMPACTOS
AMBIENTAIS DO SANEAMENTO 
Prefácio
Na atualidade, a humanidade depende cada vez mais da 
tecnologia para satisfazer suas necessidades. A evolu-
ção tecnológica tem trazido consigo o desenvolvimento 
econômico e o crescimento do bem-estar social, porém 
também tem causado, através dos diversos tipos de ati-
vidades humanas, um nível de degradação ambiental o 
qual dificilmente é suportado pelo sistema ecológico.
Com isso, a gestão e o controle ambiental, através de 
diversas técnicas, têm sido cada vez mais fundamentais 
no sentido de tornar as atividades humanas plausíveis 
de se desenvolverem, com o mínimo de impactos e de-
gradação ao meio ambiente.
Obras de saneamento básico, apesar dos impactos ne-
gativos ao meio ambiente na fase de implantação, se 
forem bem gerenciadas do ponto de vista ambiental, 
podem ocorrer com o mínimo de impactos adversos e 
ir além, gerando muitos impactos ambientais positivos 
na operação, como o fornecimento de água tratada, pre-
servando a saúde da população, a coleta e o tratamento 
dos esgotos, reduzindo significativamente a poluição 
dos corpos d’água, e consequentemente, reduzindo e 
evitando muitas doenças de veiculação hídrica, dentre 
vários outros benefícios.
A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do 
Norte (CAERN), por meio de seus trabalhos, tem como 
missão contribuir para a melhoria da qualidade de vida 
da população norte-rio-grandense, satisfazendo suas 
necessidades de abastecimento de água e esgotamento 
sanitário e respeitando os fatoressociais, econômicos 
e ambientais.
Marcos Antônio Freire da Costa Jr.
Biólogo - Analista Ambiental
12
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
13
O Manual é composto pelas
seguintes partes principais:
01 
Apresentação
Este Manual tem como objetivo orientar, fornecendo 
informações importantes a todo o corpo técnico da 
CAERN (gerentes, chefes de unidades, fiscais de obras, 
operadores etc), assim como às empresas terceirizadas, 
executoras de obras de implantação, ampliação e ma-
nutenção dos sistemas de abastecimento de água e de 
esgotamento sanitário, a respeito das principais ações 
de prevenção, controle e monitoramento de impactos e 
proteção ao meio ambiente durante a execução dessas 
obras, e também durante as ações de operação nos sis-
temas, sejam elas de rotina ou emergenciais.
Este Manual segue algumas diretrizes constantes no 
Manual Ambiental de Obras de Saneamento da Com-
panhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal 
- CAESB (ROCHA & ALÍPAZ, 2010), adaptadas à reali-
dade do cotidiano de atividades da CAERN, no Estado 
do Rio Grande do Norte. 
Intervenções típicas a serem tratadas;
Definição e métodos de análise de impactos 
ambientais;
Principais Interferências Ambientais e seus 
impactos diretos e indiretos resultantes de 
obras de implantação e alteração, assim como 
de atividades de operação e manutenção de 
empreendimentos de saneamento;
Medidas de Controle Ambiental preventivas, 
corretivas ou potencializadoras para os impactos 
ambientais listados para as obras e atividades de 
operação e manutenção de empreendimentos de 
saneamento;
1
2
3
4
14
Desmatamento ou 
supressão vegetal
Estocagem de 
equipamentos e materiais
Poluição de corpos 
d’água
Interferência em 
equipamentos urbanos
Perturbação da 
fauna nativa
Interferências em áreas 
ambientalmente sensíveis
ou protegidas
Alagamentos
Aumento dos níveis
de ruídos e vibrações
Degradação hídrica
Interferência no 
patrimônio histórico, 
arqueológico e cultural
Proliferação de 
pragas e vetores
Perda dos recursos 
naturais
Desnudamento
do solo
Poluição 
atmosférica
Aumento de tráfego 
local
Perda ou alteração do 
habitat das espécies
Veiculação de 
doenças
Geração de odores
Erosão do solo
Geração de 
efluentes sanitários
Movimentação de 
terra
Incêndios e 
explosões
Danos à saúde e 
bem-estar
Danos patrimoniais
Abertura de valas
Geração de resíduos
sólidos
Poluição do solo
Operação e manutenção de 
sistemas de saneamento
Perturbação da 
população local
Obras de instalação 
e manutenção
Instabilidade de
terrenos ou taludes
Geração de 
entulhos
Degradação do solo
Acidentes a 
empregados e terceiros
Alteração da 
paisagem natural
Acidentes com 
animais perigosos
Símbolos dos impactos ambientais utilizados neste manual
15
Operação e manutenção de 
sistemas de saneamento
Limpeza pública
Promoção da saúde, 
bem-estar e justiça 
social
Aumento de expectativa 
de vida e redução da 
mortalidade infantil
Geração de 
emprego e renda
Desenvolvimento 
social e econômico
Incremento nas 
Finanças públicas
Combate
a incêndios
Controle e prevenção de 
doenças
Higiene pessoal
Preservação dos 
recursos hídricos e da 
sua biodiversidade
Impactos positivos
Impactos negativos
Fonte - ETE Pendências - CAERN
16
ETE Pendências - CAERN
17
02
Introdução
Os sistemas de abastecimento de água e de esgota-
mento sanitário em implantação proporcionam consi-
deráveis benefícios ao meio ambiente e à qualidade de 
vida das populações atendidas. No entanto, também 
podem gerar impactos ambientais negativos relevan-
tes, capazes de atingir e causar prejuízos aos meios 
físico, biótico e socioeconômico. Segundo DAMATO 
& MACUCO (2002), em sua essência, os projetos de 
saneamento propiciam efeitos sociais e ambientais 
positivos. A distribuição de água potável, a coleta e 
tratamento de esgotos sanitários são atividades que 
levam à melhoria da saúde e da qualidade de vida de 
uma população, assim como podem ajudar na rever-
são de alguns processos de degradação ambiental. No 
entanto, também podem causar alguns impactos ne-
gativos quando da implantação do canteiro de obras, 
movimentação de terra e na operação das estações de 
tratamento de água e tratamento de esgoto.
A CAERN necessita em suas atividades do cotidiano, 
seja de implantação e ampliação de redes, estações 
elevatórias, estações de tratamento etc, seja nas opera-
ções e manutenções, se adaptar a uma sociedade cada 
vez mais exigente e preocupada com a conservação 
e preservação do meio ambiente e incorporar vários 
cuidados ambientais em sua rotina. Assim como ter 
o devido cuidado com a proteção dos mananciais 
utilizados para o abastecimento público de água e 
os cursos de água onde são lançados os efluentes 
resultantes do tratamento dos esgotos.
As melhorias nessas atividades são sempre oportu-
nas e devem ser incentivadas já no processo decisó-
rio, de modo que todas as ações da CAERN contem-
plem não só as questões econômicas, mas também 
os aspectos sociais e ambientais a elas inerentes.
A elaboração de estudos ambientais PRÉVIOS à 
implantação de empreendimentos de saneamento 
é uma exigência legal, e deve ser agregada pela 
Companhia em suas atividades, e inclui a proposi-
ção de projetos ambientais para a prevenção, mi-
nimização ou correção dos impactos ambientais 
decorrentes das obras e atividades de operação e 
manutenção do cotidiano da CAERN.
18
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
19
03
Objetivos e Metas
O principal objetivo deste Manual é instruir os colabo-
radores da CAERN (empregados e empresas terceiriza-
das) envolvidos nas obras de implantação e alteração 
e atividades de operação e manutenção de empreen-
dimentos de saneamento, sobre os aspectos ambien-
tais que devem ser considerados com vistas a evitar ou 
minimizar os impactos ambientais, e, negativos de-
correntes de suas atividades, e com isso, respaldar a 
Companhia perante a sociedade e órgãos ambientais e 
também, evitar os passivos ambientais e multas por 
condutas consideradas inadequadas.
São metas deste Manual:
1) Mostrar de forma geral a ocorrência de impactos am-
bientais em decorrência de atividades de implantação, 
operação e manutenção de sistemas do saneamento e, 
através das redes de interação de impactos, mostrar um 
pouco da complexidade da ocorrência dos impactos 
ambientais e seus desdobramentos;
2) Criar na CAERN, ao longo do tempo, uma consciên-
cia ou cultura de cuidados ambientais no decorrer das 
obras de empreendimentos de saneamento;
3) Inserir no dia a dia de atividades de operação e ma-
nutenção da CAERN medidas de controle e prevenção 
ambiental adequadas;
4) Evitar multas e outras sanções por parte de órgãos 
ambientais e Ministério Público. 
Passivos Ambientais - O passivo ambiental repre-
senta os danos causados ao meio ambiente, repre-
sentando, assim, a obrigação, a responsabilidade 
social da empresa com aspectos ambientais. Ou 
seja, representa toda e qualquer obrigação de curto 
e longo prazo, destinadas única e exclusivamente a 
promover investimentos em prol de ações relaciona-
das à extinção ou amenização dos danos causados 
ao meio ambiente, inclusive percentual do lucro do 
exercício, com destinação compulsória, direcionado a 
investimentos na área ambiental (KRAEMER, 2000). 
20
Fonte - Captação de água - CAERN
21
04
Tipos de Intervenções
4.1.1. Implantação, alteração e correção de empreendi-
mentos do tipo linear
Redes de abastecimento de água, adutoras, redes co-
letoras de esgotos sanitários, by pass, drenos, ramais, 
interceptores e emissários.
4.1.2. Implantação de empreendimentosdo tipo poligonal
Estações elevatórias de água e esgoto, reservatórios, 
estações de tratamento de água (ETA) e esgoto (ETE), 
boosters, caixas de areia, leitos de secagem etc.
4.1.3. Implantação de barragens e reservatórios 
Construção de barragens e reservatórios para a acumu-
lação hídrica, lagoas de estabilização e tanques de acu-
mulação de esgotos e lodos.
As intervenções típicas relativas aos empreendimentos de saneamento, objeto 
deste Manual, constituem-se no seguinte:
4.2.1. Operação dos Sistemas de água e esgoto
Atividades de operação de rotina em todos os compo-
nentes dos sistemas de água e esgoto.
4.1. OBRAS DE IMPLANTAçãO
E ALTERAçãO 
4.2. OPERAçãO E MANUTENçãO
OBS - A execução de obras e atividades envolve uma 
sequência de atividades no meio ambiente que, de-
pendendo das características e circunstâncias das 
áreas de influência de cada empreendimento, bem 
como dos métodos e procedimentos construtivos 
e operacionais, podem resultar em impactos nega-
tivos diversos, motivo pelo qual deverão ser ante-
cedidas pelo licenciamento ambiental pertinente, 
conforme explica ROCHA & ALÍPAZ (2010).
Por isso, é fundamental seguir todas as recomen-
dações constantes no Manual de Licenciamento 
Ambiental da CAERN (COSTA-JÚNIOR, 2013), que 
informa de maneira sucinta e objetiva sobre vários 
aspectos do licenciamento ambiental e a necessida-
de de cumprimento das etapas por parte do empre-
endedor, que, neste caso, é a própria CAERN.
4.2.2. Manutenção dos Sistemas de água e esgoto
Atividades de manutenção de rotina em todos os com-
ponentes dos sistemas de água e esgoto.
4.2.3. Reparos dos Sistemas de água e esgoto
Atividades de reparos em todos os componentes dos 
sistemas de água e esgoto.
22
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
23
05
Impacto Ambiental:
Definição e Métodos
de Análise
IMPACTO AMBIENTAL - pode ser definido conforme 
a legislação ambiental brasileira (Resolução CONAMA 
001, de 23 de janeiro de 1986) como: “qualquer altera-
ção das propriedades físicas, químicas e biológicas do 
meio ambiente causada por qualquer forma de matéria 
ou energia resultantes das atividades humanas que di-
reta ou indiretamente, afeta:
5.1. DEFINIçãO
5.2. MéTODOS DE ANÁLISE
I - a saúde, a segurança e o bem-estar da 
população; 
II - as atividades sociais e econômicas; 
III - a biota; 
IV - as condições estéticas e sanitárias do meio 
ambiente; e 
V - a qualidade dos recursos ambientais.”
Ainda, podemos definir Impacto Ambiental como sen-
do uma perturbação no ecossistema proveniente de uma 
ação ou omissão humana (efeito ambiental), qualificada 
A Análise ou AVALIAçãO DOS IMPACTOS 
AMBIENTAIS-AIA é um instrumento da Política Nacional 
do Meio Ambiente, de grande importância para a gestão 
institucional de planos, programas e projetos, em nível 
federal, estadual e municipal (IBAMA, 1995). Consiste 
em um processo de avaliação dos efeitos ecológicos, 
econômicos e sociais, que podem advir da implantação de 
atividades antrópicas (projetos, planos e programas), e de 
monitoramento e controle desses efeitos pelo poder público 
e pela sociedade. Ou seja, esse instrumento é formado por 
um conjunto de procedimentos capaz de assegurar desde 
o início do processo, que se faça um exame sistemático dos 
impactos ambientais de uma ação proposta (ou já ocorrida 
com danos) e de suas alternativas e que os resultados 
de positiva (+) ou negativa (-) por um certo grupo social, 
no contexto de sua realidade espacial e temporal. O efei-
to ambiental inclui a noção de julgamento, valor positivo 
(benéfico) ou negativo (prejudicial). Portanto, o conceito 
de Impacto Ambiental é relativo porque o julgamento que 
lhe é intrínseco varia no espaço e no tempo. 
24
sejam apresentados, de forma adequada, ao público e aos 
responsáveis pela tomada de decisão. CLAUDIO (1987) 
explica que a Avaliação de Impactos Ambientais tem como 
objetivo prevenir e minimizar as alterações que podem 
ocorrer na elaboração de um projeto ou determinada 
atividade, pois o estudo é essencialmente um instrumento 
de previsão. Neste sentido, SILVA (1994a) acrescenta que 
a avaliação propriamente dita dos impactos ambientais 
representa o prognóstico das condições emergentes, 
segundo as alternativas contempladas, sendo realizada 
em três etapas: 
Identificação;
Previsão;
Interpretação da importância dos impactos
ambientais relevantes. 
No processo de Avaliação de Impactos Ambientais, são 
caracterizadas todas as atividades impactantes e os 
fatores ambientais que podem sofrer impactos dessas 
atividades, os quais podem ser agrupados nos meios 
físico, biótico e antrópico, variando com as característi-
cas e a fase do projeto (SILVA, 1994b). 
Os métodos tradicionais que podem ser utilizados na 
Avaliação de Impactos Ambientais são mecanismos es-
truturados para identificar, coletar e organizar os dados 
de impacto ambiental, permitindo a sua apresentação 
em formatos visuais que facilitem a interpretação pe-
las partes interessadas (ANDREAZZI & MILWARD-
-DE-ANDRADE, 1990). Estes métodos variam com as 
características do projeto e as condições ambientais. 
Dentre os principais métodos empregados na Avalia-
ção de Impactos Ambientais estão: ad-hoc, listagens de 
controle, check-lists, matrizes, overlays, redes e mode-
lagem (MAGRINI, 1989; SILVA, 1994b). 
Com o auxílio do método empregado a análise dos im-
pactos ambientais do projeto e de suas alternativas é 
feita através da identificação, previsão da magnitude e 
importância dos prováveis impactos relevantes descri-
minando: os impactos positivos e negativos (benéficos 
e adversos), diretos e indiretos, imediatos e a médio e 
longo prazo, temporários, cíclicos e permanentes, seu 
grau de reversibilidade, as suas propriedades acumu-
lativas e sinérgicas, a distribuição do ônus e benefícios 
sociais.
Neste Manual, os impactos serão apenas analisados a 
título de identificação, em decorrência das interferên-
cias das atividades típicas do saneamento. Importante 
esclarecer que os mesmos não serão quantificados (im-
portância e magnitude), pois para isso seria necessário 
uma análise mais detalhada a nível de um empreendi-
mento específico, e esse manual aborda o saneamen-
to como um todo. Dessa forma, é empregada aqui a 
metodologia de listagem de controle, de forma a listar 
apenas os principais impactos que o saneamento pode 
causar no meio ambiente e suas repercussões (impactos 
indiretos), assim como que medidas e ações poderão 
ser tomadas de forma a minimizar os efeitos dos im-
pactos negativos (adversos) e potencializar os efeitos 
dos impactos positivos (benéficos). 
A definição dos atributos e parâmetros utilizados para 
a análise dos impactos ambientais obedece a normas 
pré-estabelecidas, tendo como base uma técnica calca-
da nos sistemas abertos e na relação causa-efeito.
5.3. ATRIBUTOS E PARâMETROS 
UTILIzADOS PARA ANÁLISE DOS 
IMPACTOS AMBIENTAIS
25
MAGNITUDE Atributo que representa a extensão do 
impacto ambiental apresentando-se numa dimensão 
que se torna gradual às diferenciadas ações produtoras 
dos impactos no sistema ambiental, podendo os im-
pactos serem classificados como Nulos, Fracos, Mode-
rados e Fortes. A magnitude é um dos atributos que 
quantificam os impactos ambientais. Não será levada 
em consideração na lista dos impactos neste Manual, 
conforme explicado acima; 
IMPORTâNCIA É a ponderação do grau de significân-
cia de um impacto em relação ao fator ambiental afe-
tado e a outros impactos, podendo os impactos serem 
Nulos, Não-significativos, Moderados e Significativos. 
A importância, assim como a magnitude, é um dos 
atributos que quantificam os impactos ambientais. 
Também não será levada em consideração na lista dos 
impactos neste Manual, conforme explicado acima;
CARÁTER Atributo que representaa influência de 
uma ação realizada no projeto tendo como resposta 
uma alteração ambiental na sua constituinte ecossistê-
mica, podendo os impactos serem Positivos (benéficos) 
e Negativos (adversos); 
ORDEM É o atributo pelo qual se determina o nível 
de relação entre a ação impactante e o impacto gerado 
ao meio ambiente, podendo os impactos serem Diretos 
e Indiretos; 
DURAçãO É a contabilização de tempo, da dura-
ção do impacto após finalizada a ação executada que 
o determinou, podendo os impactos serem Curtos ou 
Imediatos, de Médio e Longo prazo; 
ESCALA É o atributo que delimita a extensão espacial 
do impacto, tendo como base a relação entre a ação 
causadora e a extensão territorial atingida. Portanto, 
quanto a este atributo, os impactos podem ser classifi-
cados em: Local e Regional;
REVERSIBILIDADE Este atributo menciona a capa-
cidade do elemento do meio atingido por uma deter-
minada ação de retomar as condições ambientais pre-
cedentes, podendo os impactos serem Reversíveis e 
Irreversíveis;
DINâMICA Este atributo refere-se à dinâmica tempo-
ral dos efeitos dos impactos no meio ambiente, poden-
do esses serem Temporários, Cíclicos e Permanentes.
Os atributos quali-quantitativos mais utilizados em estudos para
a análise de impactos ambientais são: 
26
DIRETO 
Também denominado impacto primário ou de primeira ordem. Resulta 
de ação direta do empreendimento sobre elementos do meio. 
INDIRETO 
Resulta de uma ação secundária em resposta à ação anterior ou quando 
é integrante de uma cadeia de reações, também denominada de impacto 
secundário ou de enésima. 
NULO 
Impacto de magnitude inexpressiva para o meio analisado.
FRACO 
Quando os fatores impactantes são pequenos, não chegando a causar 
descaracterização dos constituintes ambientais.
MODERADO 
Quando os fatores impactantes são mediamente elevados chegando a 
causar uma baixa descaracterização dos constituintes ambientais.
FORTE 
Quando os fatores impactantes são bastante elevados, a ponto de causar 
uma profunda descaracterização geral dos constituintes ambientais.
POSITIVO (+)
Quando uma ação realizada no projeto tem como consequência uma 
alteração benéfica à área.
NEGATIVO (-)
Quando uma ação realizada no projeto tem como consequência uma 
alteração negativa à área.
ATRIBUTOS
CARÁTER
MAGNITUDE
ORDEM
CARÁTER
27
TEMPORÁRIO 
É aquele cujos efeitos têm duração determinada.
CÍCLICO 
Quando o efeito se manifesta em intervalos de tempo determinados.
PERMANENTE 
Quando, uma vez executada a ação, os efeitos não cessam de se mani-
festar num horizonte temporal conhecido.
REVERSÍVEL 
Quando após a ação impactante o objeto ambiental atingido retorna 
às condições ambientais iniciais, de forma natural ou antrópica.
IRREVERSÍVEL 
Quando o objeto ambiental atingido por ação impactante não alcança as 
condições ambientais anteriores, apesar de tentativas com esse propósito.
LOCAL 
Quando a extensão do impacto atinge a superfície delimitada pela 
área de influência direta e uma pequena porção periférica do terreno.
REGIONAL 
Quando a extensão do impacto atinge a superfície delimitada pela área de 
influência funcional e sua bacia hidrográfica.
CURTA 
Quando a neutralização do impacto ocorre imediatamente após o 
final da ação.
MéDIA 
Quando da necessidade de decorrer razoável período de tempo para a 
dissolução do impacto.
LONGA 
Quando, após a conclusão da ação geradora do impacto, este perma-
necer por longo período de tempo.
DURAçãO
ESCALA
REVERSIBILIDADE
DINâMICA
28
NULO 
Impacto sem importância para o meio analisado.
NãO-SIGNIFICATIVO 
A intensidade da interferência do impacto sobre o meio ambiente e 
em relação aos demais impactos não implica em alteração da qualida-
de de vida.
MODERADO 
A intensidade do impacto sobre o meio ambiente e em relação aos 
outros impactos assume dimensões recuperáveis, quando adverso, 
para a queda da qualidade de vida, ou assume melhoria da qualidade 
de vida, quando benéfico.
SIGNIFICATIVO 
A intensidade da interferência do impacto sobre o meio ambiente e 
junto aos demais impactos acarreta, como resposta, perda da qualida-
de de vida, quando adverso, ou ganho, quando benéfico.
IMPORTâNCIA
Utilizada nos quadros dos impactos a seguir, é um tipo 
básico de método de avaliação de impacto ambiental. 
As redes de interação estabelecem a sequência de im-
pactos indiretos desencadeados a partir de cada ação 
(ou impacto direto) do projeto que se avalia, através de 
gráficos ou diagramas, permitindo retraçar, a partir de 
um impacto, o conjunto de ações que o causaram, direta 
ou indiretamente. 
“As redes de interação trabalham a partir de uma lista 
de atividades do projeto para estabelecer as relações de 
causa, condição e efeito. São uma tentativa de reconhe-
cer que uma série de impactos pode ser desencadea-
da por uma só ação. Geralmente definem um conjunto 
de possíveis redes de interação e permitem ao usuário 
identificar os impactos pela seleção e sequência apro-
priada das ações de um projeto” (WARNER & PRES-
TON, 1974). “Tentam identificar causas e consequências 
do impacto ambiental através da identificação das in-
ter-relações das ações causais e dos fatores ambientais 
afetados, incluindo aquelas que representam efeitos se-
cundários e terciários” (CANTER, 1996; 1998). 
 
NOTA - Também as redes de interação devem ser 
empregadas apenas para a identificação dos im-
pactos indiretos e suas interações, uma vez que 
não destacam a importância relativa dos impac-
tos identificados nem dispensam o uso de técni-
cas de previsão e outros métodos para completar 
as tarefas do estudo.
Rede de Interação de Impactos
29
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
30
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
31
06
Principais Interferências
e Impactos Resultantes
do Saneamento
A implantação, alteração, expansão e os serviços de 
manutenção de empreendimentos de saneamento exi-
gem previamente a limpeza das áreas onde ocorrerão as 
obras. Esta atividade inclui etapas como: 
6.1. LIMPEzA DAS ÁREAS
1) desmatamento ou supressão vegetal da área; 
2) nivelamento do solo;
3) implantação do canteiro de obras;
4) delimitação de áreas de empréstimo1 e áreas de 
bota-fora4;
5) abertura e/ou melhoramento de estradas de 
serviço e acessos e dos trechos para implantação de 
tubulações. 
Na limpeza de áreas, especificamente na ação de des-
matamento, o componente da vegetação, caso a área 
esteja vegetada, será o mais afetado e desencadeará 
uma série de impactos indiretos afetando negativamen-
te o meio físico, biótico e socioeconômico. Portanto, 
o desmatamento pode ser considerado, a depender 
do tamanho da área, de seu estado de conservação e 
pela grande quantidade de impactos que dele resultam, 
como impacto de moderada a significativa importância 
e de moderada a forte magnitude.
Além do desmatamento, em todas estas etapas acima 
no quadro, ocorrerão impactos ambientais negativos 
e esses poderão atingir o meio físico (solo, ar, águas 
superficiais e subterrâneas etc), o meio biótico (flora 
e fauna silvestres) e o meio socioeconômico (comuni-
dades inseridas nas áreas de influência etc), além de 
poderem alcançar Áreas de Preservação Permanente2, 
Unidades de Conservação46, dentre outras áreas legal-
mente protegidas3.
Após a conclusão da obra ou do serviço, a recupera-
ção ambiental dessas áreas deve ser a garantia de que 
os danos ambientais não persistam e possam resultar 
em passivos ambientais para a CAERN.
32
Alteração da paisagem natural
(poluição visual - Foto 1)
Interferências em áreas ambientalmente
sensíveis ou protegidas
Desmatamento ou supressão vegetal (Foto 2)
Perda de recursos naturais
Perturbação da fauna nativa7
(fuga de animaissilvestres)
Perda ou alteração do habitat 8 das espécies
Desnudamento do solo9 (Foto 3)
Poluição10 de corpos d’água
Degradação hídrica11
Erosão do solo1 2 podendo formar ravinas1 3
e voçorocas1 4
Degradação do solo
Danos à saúde e bem-estar (acidentes
diversos15 a trabalhadores e a terceiros) 
Aumento dos níveis de ruídos16,
vibrações17 e fuligens18
Incêndios 
Perturbação à população local (por ruídos, 
vibrações e fuligens)
Geração de entulhos19 (Foto 4)
Poluição atmosférica
Proliferação de pragas18 e vetores
de doenças20
Geração de emprego e renda
IMPACTOS AMBIENTAIS RESULTANTES
1 - LIMPEzA DAS ÁREAS
Limpeza
das áreas
Fonte: CAERN3
Fonte: CAERN2
Fonte: CAERN1 Fonte: CAERN4
IMPACTOS AMBIENTAIS
Alteração da paisagem natural
(poluição visual)
Interferências em áreas ambiental-
mente sensíveis ou protegidas
Desmatamento ou supressão vegetal 
Perda de recursos naturais
Perturbação da fauna nativa
(fuga de animais silvestres)
Perda ou alteração do habitat
das espécies
Desnudamento do solo 
Poluição de corpos d’água
Degradação hídrica
Erosão do solo (ravinas e voçorocas)
Degradação do solo
Danos à saúde e bem-estar 
(acidentes diversos a trabalhadores 
e a terceiros exposição a ruídos em 
níveis elevados) 
Aumento dos níveis de ruídos,
vibrações e fuligens
Incêndios 
Perturbação da população local
(por ruídos e vibrações,
fuligens e poeiras)
Geração de entulhos 
Poluição atmosférica
Proliferação de pragas e vetores
de doenças
Geração de emprego e renda
Caráter
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Positivo
Ordem
Indireta
Indireta
Direta
Indireta
Indireta 
Indireta
Indireta
Direta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Direta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Escala
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Duração
Longa
Média/Longa 
Média/Longa 
Longa
Curta
Longa
Média/Longa
Média/Longa
Longa
Curta/Média
Longa
Curta/Média/
Longa
Curta
Curta
Curta/Média
Curta/Média
Curta
Curta/Média/
Longa
Curta
Dinâmica
Permanente
Temporária
Temporária
Permanente
Temporária
Permanente
Temporária
Temporária
Permanente
Temporária
Permanente
Temporária
Temporária
Temporária
Temporária
Temporária
Temporária
Cíclica
Temporária
Reversibilidade
Irreversível
Reversível/
Irreversível
Reversível
Irreversível
Reversível
Irreversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível/
Irreversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
1 - LIMPEzA DAS ÁREAS
Impactos X Atributos Atributos Qualificativos
35
Redes de Interações dos Impactos Ambientais
Diretos (D); Indiretos (I)
Desmatamento (D)
Poluição de corpos d’água (D)
 Aumento dos níveis de ruídos e vibrações (D)
Emprego e renda (I)
Erosão do solo (I)
Perda de recursos naturais (I)
Degradação hídrica (I)
Perturbação da fauna (I)
Proliferação de pragas
e vetores (I)
Degradação do solo (I)
Poluição atmosférica (I)
Perturbação da fauna (I)
Geração de entulhos (I)
Danos à saúde e bem-estar (I)
Perda de recursos naturais (I)
Alteração da paisagem natural (I)
Desnudamento do solo (I)
Incêndios (I)
A
ci
de
nt
es
 (
I)
Interferências em áreas 
ambientalmente sensíveis ou 
protegidas (I)
Perturbação da população 
local por fuligens e poeiras (I)
Interferências ecológicas em áreas 
ambientalmente sensíveis ou 
protegidas (I) 
Dados à saúde pela 
exposição a ruídos em 
níveis elevados (I)
Perturbação da população 
local por ruídos (I)
Perda ou alteração do 
habitat das espécies (I)
Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem)
36
1) O DESMATAMENTO OU SUPRESSãO VEGETAL* 
DA ÁREA PODERÁ CAUSAR: 
1.1 - Geração e acúmulo de entulhos (galhos, folhas 
e raízes), que por sua vez poderá resultar:
1.1.1 - Na Proliferação de pragas e vetores, que 
por fim poderá causar Danos à saúde e bem-
-estar das pessoas, sobretudo pela possibili-
dade de veiculação de doenças infecto-conta-
giosas;
1.1.2 - Na Alteração da paisagem natural, que 
poderá interferir negativamente na harmonia 
paisagística de áreas ambientalmente sensí-
veis ou protegidas (caso existam nas imedia-
ções das obras);
1.1.3 - Em acidentes diversos (picadas de ani-
mais peçonhentos, danos físicos etc) a empre-
gados e terceiros que não estejam devidamen-
te protegidos por EPCs17 e EPIs18. Isso por sua 
vez, pode resultar também em Danos à saúde 
e bem-estar das pessoas;
1.1.4 - Em incêndios acidentais ou propositais que 
a depender da quantidade de lenha disponível po-
derão ser de pequena, média ou forte magnitude, e 
como consequência podem resultar em:
1.1.4.1 - Em acidentes diversos (danos físi-
cos) a empregados e terceiros. Isso por sua 
vez, pode resultar também em danos à 
saúde e bem-estar das pessoas atingidas;
1.1.4.2 - Em poluição atmosférica pela 
liberação de grandes quantidades de 
fuligens e CO2, que por sua vez poderá 
resultar em perturbação da população 
local, que neste caso pode evoluir para 
danos à saúde das pessoas pela inalação 
de fuligens e CO2, e a poluição atmosfé-
rica também poderá resultar em Interfe-
rências negativas diversas em áreas am-
bientalmente sensíveis ou protegidas, 
sobretudo, no tocante à perturbação da 
fauna local; 
1.1.4.3 - Em perda ou alteração do habitat 
das espécies a depender, sobretudo, do 
grau de preservação da área atingida pelo 
fogo, que poderá causar a Perturbação e 
afugentamento da fauna local e a Per-
da de recursos naturais, que por sua vez 
ENTENDENDO A REDE DE INTERAçõES DE IMPACTOS ACIMA!
Impacto direto
Impacto indireto
de 1ª ordem
Impacto indireto
de 2ª ordem
Impacto indireto
de 4ª ordem
Impacto indireto
de 3ª ordem
Impacto indireto
de 5ª ordem
Legenda
* As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos 
ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, 
consequentemente, ao evento relacionado.
37
poderá interferir negativamente em áreas 
ambientalmente sensíveis e protegidas e 
Afetar negativamente a paisagem natural;
1.2 - Emprego e renda do tipo temporário e geral-
mente aproveitado apenas nesta fase de limpeza da 
área;
1.3 - Perda de recursos naturais, que neste 
caso refere-se à vegetação do local e que, como 
consequência, poderá resultar em:
1.3.1 - Alteração da paisagem natural, que 
por sua vez poderá interferir negativamente 
na harmonia paisagística de áreas ambiental-
mente sensíveis ou protegidas (caso existam 
nas imediações das obras);
1.3.2 - Perturbação da fauna, que por sua vez 
poderá Interferir negativamente na ecologia 
de áreas ambientalmente sensíveis ou prote-
gidas (caso existam nas imediações das obras); 
1.3.3 - Interferências ecológicas negativas diretas 
em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas 
que poderão Afetar negativamente a fauna local;
1.4 - Alteração da paisagem natural, como conse-
quência direta do desmatamento, que por sua vez, 
poderá Interferir negativamentena harmonia paisa-
gística de áreas ambientalmente sensíveis ou prote-
gidas (caso existam nas imediações das obras);
1.5 - Desnudamento do solo, com a retirada da ve-
getação e que poderá resultar em:
1.5.1 - Interferências ecológicas negativas di-
retas em áreas ambientalmente sensíveis ou 
protegidas, que poderão Afetar negativamente 
a fauna local;
1.5.2 - Erosão do solo, que por sua vez poderá 
resultar:
1.5.2.1 - Em Perda de recursos naturais 
(solo) e que poderá Afetar a fauna local 
do solo e causar Degradação paisagística 
na área;
1.5.2.2 - Em Interferências ecológicas nega-
tivas em áreas ambientalmente sensíveis 
ou protegidas e que poderão Afetar nega-
tivamente a fauna local;
1.5.2.3 - Em Degradação gradual do solo, 
inclusive com perda do mesmo através da 
evolução dos processos erosivos e de lixi-
viação pelas chuvas. Este impacto, por sua 
vez pode resultar em Interferências ecoló-
gicas negativas em áreas ambientalmen-
te sensíveis ou protegidas e que poderão 
Afetar negativamente a fauna local;
1.5.2.4 - Em Acidentes, devido à fragi-
lidade do solo erodido e consequente 
Impacto direto
Impacto indireto
de 1ª ordem
Impacto indireto
de 2ª ordem
Impacto indireto
de 4ª ordem
Impacto indireto
de 3ª ordem
Impacto indireto
de 5ª ordem
Legenda
* As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos 
ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, 
consequentemente, ao evento relacionado.
38
instabilidade do terreno provocando 
deslizamentos de terra, dentre outros 
problemas que poderão causar sérios 
Danos à saúde das pessoas atingidas;
1.6 - Interferências ecológicas negativas diretas em 
áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas, que 
poderão Afetar negativamente a fauna local;
1.7 - Perda ou alteração do habitat das espécies - O 
corte da vegetação causará diretamente a perda ou 
alteração do habitat de espécies tanto da fauna (ver-
tebrados e invertebrados), como da flora (epífitas). 
Este impacto poderá resultar em:
1.7.1 - Perda de recursos naturais (vegetação), 
que poderá Afetar a fauna local e causar De-
gradação paisagística na área;
1.7.2 - Interferências ecológicas negativas diretas 
em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas;
1.7.3 - Perturbação da fauna local, que por sua 
vez poderá interferir negativamente na eco-
logia de áreas ambientalmente sensíveis ou 
protegidas (caso existam nas imediações das 
obras); 
1.8 - Perturbação da fauna local - O corte da vege-
tação causará diretamente a perturbação e afugen-
tamento da fauna local, que por sua vez refletirá na 
Perda de recursos naturais (fauna) e em interferên-
cias ecológicas negativas em áreas ambientalmente 
sensíveis ou protegidas.
2) A POLUIçãO DE CORPOS D’ÁGUA - que pode ser 
resultante nesta fase da erosão do solo e consequente 
carreamento de material terroso, que poderá causar: 
2.1 - Degradação hídrica - que se dará de forma 
gradual e a depender do tipo do contaminante e da 
capacidade de depuração do ecossistema aquático. 
Este impacto, por sua vez poderá resultar em:
2.1.1 - Perturbação da fauna aquática local, 
que por sua vez poderá Interferir negativa-
mente na ecologia de áreas ambientalmen-
te sensíveis ou protegidas (caso existam nas 
imediações das obras) e vice-versa e na Perda 
de recursos naturais (mortandade de fauna 
aquática);
2.1.2 - Perda de recursos naturais (água de boa 
qualidade) que poderá, por sua vez Afetar a 
fauna local, acelerar ainda mais a Degradação 
hídrica e Interferir negativamente na eco-
logia de áreas ambientalmente sensíveis ou 
protegidas (caso existam nas imediações das 
obras);
2.1.3 - Danos à saúde e bem-estar das pesso-
Impacto direto
Impacto indireto
de 1ª ordem
Impacto indireto
de 2ª ordem
Impacto indireto
de 4ª ordem
Impacto indireto
de 3ª ordem
Impacto indireto
de 5ª ordem
Legenda
* As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos 
ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, 
consequentemente, ao evento relacionado.
39
as que porventura entrarem em contato com a 
água do ambiente degradado (ex. eutrofizado);
2.1.4 - Interferências ecológicas negativas di-
retas em áreas ambientalmente sensíveis ou 
protegidas, que poderá, por sua vez, Afetar 
negativamente a fauna aquática local;
2.2 - Perturbação da fauna aquática local - que pode-
rá se dar de forma aguda (intensa) ou crônica (gradual):
2.2.1 - Perda de recursos naturais (água de boa 
qualidade) que poderá, por sua vez, Acelerar 
as interferências negativas sobre a fauna lo-
cal, acelerar ainda mais a Degradação hídri-
ca e Interferir negativamente na ecologia de 
áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas 
(caso existam nas imediações das obras);
2.2.2 - Interferências ecológicas negativas di-
retas em áreas ambientalmente sensíveis ou 
protegidas, que poderá por sua vez acelerar 
ainda mais os efeitos negativos sobre a Fauna 
aquática local, além de poder também acele-
rar a Degradação aquática;
2.3 - Interferências ecológicas negativas diretas em 
áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas, que 
poderão Afetar negativamente a fauna aquática 
local e Acelerar ainda mais a degradação hídrica;
2.4 - Perda de Recursos Naturais - (água de boa 
qualidade) que poderá, por sua vez afetar:
2.4.1 - Negativamente áreas ambientalmente 
sensíveis ou protegidas, que poderá por sua vez 
acelerar ainda mais os efeitos negativos sobre a 
Fauna aquática local, além de poder também 
acelerar a Degradação aquática;
2.4.2 - Perturbação da fauna aquática local, que 
por sua vez poderá Interferir negativamente na 
ecologia de áreas ambientalmente sensíveis ou 
protegidas (caso existam nas imediações das 
obras) e acelerar a Perda de recursos naturais 
(mortandade de fauna aquática);
2.4.3 - Acelerar a Degradação hídrica, que por sua 
vez poderá voltar a causar Perturbação da fauna 
aquática local, Perda de recursos naturais, Danos 
à saúde e bem-estar das pessoas e Interferências 
ecológicas negativas diretas em áreas ambiental-
mente sensíveis ou protegidas.
3) AUMENTO DOS NÍVEIS DE RUÍDOS E VIBRAçõES pro-
veniente de máquinas, roçadeiras, veículos leves e pesados etc. 
Este impacto pode resultar em Perturbação da população local 
e cujo quadro a depender da intensidade e duração desses pode 
evoluir para uma situação de estresse e causar Danos à saúde 
(sistema auditivo) e bem-estar da população exposta. 
Impacto direto
Impacto indireto
de 1ª ordem
Impacto indireto
de 2ª ordem
Impacto indireto
de 4ª ordem
Impacto indireto
de 3ª ordem
Impacto indireto
de 5ª ordem
Legenda
* As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos 
ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, 
consequentemente, ao evento relacionado.
40
Para a implantação, alteração e expansão e os serviços 
de manutenção de empreendimentos de saneamento 
pode ser necessária à realização de cortes, aterros, es-
cavações do solo, de forma a preparar as áreas para re-
ceber os equipamentos dos empreendimentos de sanea-
mento, além de permitir a abertura e/ou melhoramento 
de estradas de acesso e os serviços de topografia.
As atividades relacionadas à preparação das áreas como 
escavações, terraplenagem44 e abertura de estradas de 
acessos, alocação de material terroso em áreas de em-
préstimos e também nas áreas de bota-fora implicarão 
em impactos diretos e indiretos no solo, tendo em vista 
a natureza degradadora das mesmas, com impactos de 
importância e magnitude variados, sobretudo, a depen-
der das dimensões dos empreendimentos. As escava-
ções, em especial atenção, podem resultar em efeito 
ambiental negativo no que diz respeito também a ins-
tabilidade dos processos sedimentares35. Estes efeitos 
podemser temporários, uma vez que ao final da ação 
os locais trabalhados devem ser recuperados conforme 
mais a frente listaremos as ações corretivas.
As atividades de preparação das áreas também resulta-
rão na intensificação do tráfego de máquinas, veículos e 
equipamentos, que por sua vez, poderá resultar na ocor-
rência de acidentes envolvendo pessoas, causar danos 
aos equipamentos urbanos (ex. destruição do pavimen-
to), ao solo e à água, e, sobretudo, incomodar a popula-
ção local devido à intensificação do trânsito, dos ruídos 
e vibrações, além da emissão de poeiras e fuligens.
Conforme ROCHA & ALÍPAZ (2010), de modo geral, os im-
pactos ambientais resultantes dessas atividades poderão:
1) comprometer a fauna
e a flora22 do entorno; 
2) interferir negativamente em 
áreas legalmente protegidas ou 
ambientalmente sensíveis;
3) causar degradação no solo e 
poluição e degradação na água 
(esta última pelo carreamento 
de solo exposto, através da 
lixiviação23, para corpos
d’água superficiais);
4) interferir negativamente 
no patrimônio arqueológico, 
histórico e cultural;
5) interferir negativamente 
(causando instabilidade), pelas 
escavações e intensificação 
do tráfego, em equipamentos 
urbanos (postes de iluminação 
pública, placas de sinalização, 
calçadas, ruas e estradas etc);
6) causar transtornos aos 
trabalhadores e moradores
da área;
7) podem determinar a 
criação de talvegues43 e 
consequentemente, de áreas de 
alagamento.
6.2. PREPARAçãO DAS ÁREAS
41
Alteração da paisagem natural
(poluição visual)
Interferências em áreas ambientalmente
sensíveis ou protegidas
Perda de recursos naturais (biodiversidade)
Perturbação da fauna nativa
(fuga de animais silvestres)
Movimentação de terra (terraplenagem25,
escavações e abertura de acessos
e valas26 - Foto 5)
Degradação do solo (perda e alteração da 
estrutura de solo) pelo uso de máquinas
Erosão do solo (formação de ravinas
e voçorocas - Foto 6)
Degradação hídrica
(assoreamento27 de corpos d’água - Foto 7)
(alteração do fluxo de água subterrânea)
(desaparecimento de nascentes28)
Poluição hídrica (carreamento de materiais 
diversos pela lixiviação)
Danos à saúde e bem-estar
(acidentes diversos a trabalhadores e a terceiros) 
(exposição a ruídos em níveis elevados)
(doenças respiratórias)
Deslocamentos de máquinas causando pertur-
bação da população (ruídos, vibrações, fuligens, 
degradação das ruas e outros equipamentos 
urbanos - Foto 8)
Instabilidade de terrenos e taludes29
(deslizamentos)
Geração de entulhos (sobretudo, material terroso 
resultante das escavações - Foto 9)
Interferência no patrimônio histórico,
arqueológico e cultural30
Inundações (alagamentos - Foto 10)
Danos Patrimoniais
Geração de emprego e renda
POSSÍVEIS IMPACTOS AMBIENTAIS
2 - PREPARAçãO DAS ÁREAS
Preparação
das áreas
Fonte: Marcos Freire Jr7
Fonte: Marcos Freire Jr5
Fonte: Marcos Freire Jr6
Fonte: Marcos Freire Jr10
Fonte: Marcos Freire Jr8
Fonte: Marcos Freire Jr9
Calha Parshall da ETE do 
Baldo - Fonte - CAERN
IMPACTOS AMBIENTAIS
Alteração da paisagem natural
(poluição visual)
Interferências em áreas ambientalmente 
sensíveis ou protegidas
Perda de recursos naturais 
Perturbação da fauna nativa
(fuga de animais silvestres)
Movimentação de terra (terraplenagem, 
escavações e abertura de acessos e valas)
Degradação do solo (perda e alteração da 
estrutura de solo pelo uso das máquinas)
Erosão do solo
(formação de ravinas e voçorocas)
Degradação hídrica 
(assoreamento de corpos d’água)
(alteração do fluxo de água subterrânea)
(desaparecimento de nascentes)
Poluição hídrica (carreamento de materiais 
diversos pela lixiviação)
Danos à saúde e bem-estar 
(acidentes diversos a trabalhadores e a terceiros) 
(exposição a ruídos em níveis elevados)
(doenças respiratórias)
Deslocamentos de máquinas causando 
perturbação da população por: 
(ruídos e vibrações)
(fuligens e poeiras)
(degradação das ruas por abertura de
buracos e outros equipamentos urbanos)
Instabilidade de terrenos e taludes
(deslizamentos)
Geração de entulhos (sobretudo, material 
terroso resultante das escavações)
Interferência no patrimônio histórico, 
arqueológico e cultural
Inundações (alagamentos)
Danos patrimoniais
(prejuízos a veículos, residências etc)
Geração de emprego e renda
Caráter
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Positivo
Ordem
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta 
Direta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Direta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Escala
Local/ Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Duração
Longa
 
Média/Longa
 
Longa
 Curta
 
Curta
Longa
Curta/Média
Longa
Curta/Média
Curta/Média/
Longa
Curta/Média
Longa
Curta
Curta
Curta/Média
Curta
Curta
Dinâmica
Permanente
Temporária
Permanente
Temporária
Temporária
Temporária
Temporária
Temporária/
Permanente
Temporária
Temporária
Temporária
Cíclica
Temporária
Temporária
Temporária
Temporária
Temporária
Reversibilidade
Irreversível
Reversível/
Irreversível
Irreversível
Reversível
Irreversível
Irreversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível/
Irreversível
Reversível
Reversível
Reversível
Irreversível
Reversível
Irreversível
Reversível
2 - PREPARAçãO DAS ÁREAS
Impactos X Atributos Atributos Qualificativos
45
Inundações (alagamentos) (I)
Redes de Interações dos Impactos Ambientais
Diretos (D); Indiretos (I)
Instabilidade de terrenos e
taludes (I)
Interferências em áreas
sensíveis ou protegidas (I)
Degradação hídrica - alteração 
do fluxo d’água subterrâneo (I)
Degradação hídrica -
desap. nascentes (I)Danos à saúde e bem-estar - 
acidentes diversos (I)
Poluição Hídrica (I)
Erosão do solo (I)
Degradação hídrica - 
assoreamento (I)
Perda de recursos
naturais (I)
Alteração da paisagem
natural (I)
Interferência no patrimônio histórico,
arqueológico e cultural (I)
Degradação
do solo (I)
Danos patrimoniais (I)
Perturbação
da fauna nativa (I)
Mov. de terra (D)
Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem)
Deslocamento de máquinas (D)
Perturbação da população por
ruídos e vibrações (I)
Danos à saúde e bem-estar - 
exposição a ruídos elevados (I)
Danos à saúde e bem-estar - 
doenças respiratórias (I)
Degradação das ruas e outros
equipamentos urbanos (I)
Perturbação da população por
fuligens e poeiras (I)
Emprego e renda (I)
46
ENTENDENDO A REDE DE INTERAçõES DE IMPACTOS ACIMA!
1) MOVIMENTAçãO DE TERRA (TERRAPLENAGEM, 
ESCAVAçõES E ABERTURA DE ACESSOS E VALAS) 
PODENDO CAUSAR: 
1.1 - Alteração da paisagem natural, com perda do 
status de harmonia paisagística que ocorre natural-
mente no meio ambiente;
1.2 - Interferência no patrimônio histórico, arqueo-
lógico e cultural, com possibilidade de perda de ma-
terial desse patrimônio, caso não seja feito o resgate, 
se forem detectados através de estudos técnicos sí-
tios arqueológicos nos locais das obras;
1.3 - Interferência em áreas sensíveis ou protegidas, 
com possibilidades de impactos diretos e indiretosno solo, ar, água, meio biótico desequilibrando os 
ecossistemas dessas áreas. Por sua vez, essa interfe-
rência pode resultar:
1.3.1 - Na Perda de recursos naturais, que por 
sua vez poderá causar Alteração da paisa-
gem natural, Perturbação da fauna nativa e 
Degradação do solo. A degradação do solo, 
por sua vez, pode, por exemplo, resultar em 
Instabilidade de terrenos e taludes e Erosão 
do solo. A erosão do solo pode resultar em 
Assoreamento de corpos d’água, Inundações, 
Poluição hídrica etc;
1.3.2 - Na Degradação do solo, que poderá, 
por sua vez, resultar em Perdas de Recursos 
Naturais, Erosão do solo e Instabilidade de 
terrenos e taludes. A instabilidade de terre-
nos e taludes, por exemplo, pode causar ou 
agravar Erosões no solo, que pode resultar 
em Assoreamento de corpos d’água, Inunda-
ções e alagamentos, Danos patrimoniais (ex. 
deslizamentos de terras e crateras podendo 
causar prejuízos em veículos, residências e 
equipamentos públicos e privados diversos) e 
Acidentes e Danos à saúde e bem-estar das 
pessoas;
1.3.3 - Na Poluição hídrica, por carreamento 
de material terroso resultante das escavações 
etc, que por sua vez pode resultar em Perdas 
de recursos naturais, Degradação hídrica por 
assoreamento e Perturbação da fauna nativa 
pela perda da qualidade da água. A perturba-
ção da fauna nativa, por exemplo, pode agravar 
as Interferências em áreas sensíveis ou prote-
Impacto direto
Impacto indireto
de 1ª ordem
Impacto indireto
de 2ª ordem
Impacto indireto
de 4ª ordem
Impacto indireto
de 3ª ordem
Impacto indireto
de 5ª ordem
Legenda
* As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos 
ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, 
consequentemente, ao evento relacionado.
47
Fonte: Marcos Freire Jr
Foto 11. Abertura de vala.
Foto 13. Atropelamento de fauna nativa.
Fonte: Marcos Freire Jr
Foto 12. Erosão.
Fonte: Marcos Freire Jr
gidas, que por sua vez poderão agravar a Perda 
de recursos naturais, sobretudo, perda do com-
ponente faunístico do ecossistema aquático e suas 
biocenoses6;
1.4 - Instabilidade de terrenos e taludes, a movimen-
tação de terra e principalmente as escavações e abertu-
ras de valas das obras de saneamento (Foto 11), se não 
forem bem gerenciadas, podem resultar em instabilida-
de de terrenos e taludes, que, por sua vez, pode causar 
Erosão do solo, formando ravinas e voçorocas (Foto 12), 
que, por sua vez, pode resultar em Assoreamento de 
corpos d’água, Inundações e alagamentos, Danos patri-
moniais (ex. deslizamentos de terras e crateras podendo 
causar prejuízos em veículos, residências e equipamen-
tos públicos e privados diversos, como a degradação do 
pavimento de ruas etc) e Acidentes e Danos à saúde e 
bem-estar das pessoas;
48
1.5 - Perturbação e afugentamento da Fauna, os 
trabalhos de terra com o uso de máquinas poderão 
causar impactos ambientais negativos à fauna local, 
como atropelamentos (Foto 13), afugentamentos e 
pertubações devido aos níveis elevados de ruídos e 
vibrações. Como consequência esse impacto pode 
resultar:
1.5.1 - Na Perda de recursos naturais, relativos 
ao componente faunístico e suas biocenoses;
1.5.2 - Em Interferências em áreas ambiental-
mente sensíveis ou protegidas, sobretudo, no 
tocante ao desequilíbrio ecológico que poderá 
advir da perda e afugentamento da fauna na-
tiva local;
1.6 - Degradação hídrica (alteração do fluxo d’água 
subterrâneo), os trabalhos de terra com o uso de 
máquinas, escavações e perfurações diversas, obras 
de rebaixamento de lençol freático etc poderão cau-
sar alterações no fluxo d’água subterrâneo, que por 
sua vez poderá resultar ou agravar a degradação hí-
drica por Desaparecimento de nascentes d’água. 
O desaparecimento de nascentes, por sua vez pode 
causar Perda de recurso natural, ou seja, água doce 
mineral de boa qualidade;
1.7 - Danos à saúde e bem-estar por acidentes di-
versos, a ação de manuseio de equipamentos pe-
sados oferece riscos de acidentes no trabalho ou 
prejuízos à saúde e bem-estar de trabalhadores. O 
não isolamento devido das áreas em obras também 
pode oferecer riscos de acidentes a terceiros que por 
ali inadvertidamente transitem. Também, os resíduos 
gerados, sejam atmosféricos (ruídos e poeiras), ou 
sólidos, se não forem adequadamente controlados 
podem acarretar em prejuízos à saúde dos traba-
lhadores por doenças respiratórias. Por fim, a não 
utilização de EPCs e EPIs ou a utilização incorreta 
destes por parte dos trabalhadores pode gerar gra-
ves danos físicos à saúde deles;
1.8 - Inundações (Alagamentos de terrenos), pro-
vocadas nos terrenos por possíveis irregularidades 
topográficas resultantes das obras de saneamento. 
Que, por sua vez, podem gerar:
Danos patrimoniais (ex. prejuízos em veículos, resi-
dências e equipamentos públicos e privados diver-
sos) e Acidentes e Danos à saúde e bem-estar das 
pessoas que transitem inadvertidamente pelos locais 
em obras;
1.9 - Degradação do solo, provocada por atividades 
relacionadas às obras civis como fundações, esca-
vações, terraplenagem, alocação de material terroso 
em áreas de empréstimos e também nas áreas de bo-
ta-fora e que poderão implicar em impactos diretos e 
indiretos no solo, degradando o mesmo ao longo do 
tempo. Por sua vez, este impacto de degradação no 
solo pode provocar:
Impacto direto
Impacto indireto
de 1ª ordem
Impacto indireto
de 2ª ordem
Impacto indireto
de 4ª ordem
Impacto indireto
de 3ª ordem
Impacto indireto
de 5ª ordem
Legenda
* As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos 
ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, 
consequentemente, ao evento relacionado.
49
1.9.1 - Erosão, com perda de solo, formando 
ravinas e voçorocas, que, por sua vez, pode 
resultar em Assoreamento de corpos d’água, 
Perdas de recursos naturais (solo), Alteração 
da paisagem natural, Inundações e alagamen-
tos, Danos patrimoniais (ex. deslizamentos de 
terras e crateras podendo causar prejuízos em 
veículos, residências e equipamentos públicos 
e privados diversos, como a degradação do 
pavimento de ruas etc) e Acidentes e Danos à 
saúde e bem-estar das pessoas;
1.9.2 - Instabilidade de terrenos e taludes, 
que, por sua vez, pode resultar ou agravar os 
processos de Erosão do solo, formando ravi-
nas e voçorocas, que, por sua vez, podem cau-
sar ou agravar Assoreamento de corpos d’água, 
Inundações e alagamentos, Danos patrimoniais 
(ex. deslizamentos de terras e crateras poden-
do causar prejuízos em veículos, residências 
e equipamentos públicos e privados diversos, 
como a degradação do pavimento de ruas etc) 
e Acidentes e Danos à saúde e bem-estar das 
pessoas;
1.10 - Perdas de recursos naturais, a movimentação 
de terra e principalmente as escavações e aberturas 
de valas das obras de saneamento podem resultar 
em áreas de bota-fora com grandes quantidades de 
terra retiradas do local em obras, causando pois, a 
perda de solo na área, que, por sua vez, pode resultar 
em Alteração da paisagem natural, Perturbação da 
fauna nativa e Degradação do solo. A degradação 
do solo, por sua vez, pode, por exemplo, resultar em 
Instabilidade de terrenos e taludes e Erosão do solo. 
A erosão do solo pode resultar em Assoreamento 
de corpos d’água, Inundações, Poluição hídrica. A 
poluição hídrica, por exemplo, pode causar Danos 
à saúde e bem-estar das pessoas e Perturbação e 
perda de fauna nativa local etc;
1.11 - Danos patrimoniais, a movimentação de terra 
e principalmente as escavações e aberturas de valas 
das obras de saneamento, utilizando-se para isso de 
grandes máquinas, pode resultar em danos patrimo-
niais, tais como: prejuízos em veículos, residências e 
equipamentos públicos e privados diversos, como adegradação do pavimento de ruas etc; 
1.12 - Perturbação da população local por fuligens, 
poeiras etc, a movimentação de terra e principal-
mente as escavações e aberturas de valas das obras 
de saneamento, e também o aumento do tráfego 
local pode resultar em poluição atmosférica local 
acarretada pelas poeiras, fuligens e fumaças. Tam-
bém, com as atividades de movimentação de solo, 
como na abertura de acessos, nivelamento e fun-
dações, haverá emissão de poeiras podendo gerar a 
perturbação da população local. Este impacto pode 
acarretar em Danos à saúde e bem-estar da popula-
ção local por doenças respiratórias; 
 
1.13 Geração de Emprego e Renda, as obras civis 
de escavações, terraplenagem, abertura de acessos, 
dentre outras, serão responsáveis pela contratação 
de mão de obra terceirizada, gerando renda e aque-
cimento da economia, sendo, portanto, impacto do 
tipo positivo e temporário, ou seja, terá seus efeitos 
atuando enquanto durarem as obras; 
2) DESLOCAMENTO DE MÁQUINAS, DURANTE 
AS OBRAS DE ESCAVAçõES, TERRAPLENAGEM, 
ABERTURA DE ACESSOS, DENTRE OUTRAS, 
PODENDO CAUSAR: 
50
2.1 Danos à saúde e bem-estar por acidentes di-
versos, as ações de manuseio de máquinas e equi-
pamentos pesados oferecem riscos de acidentes no 
trabalho ou prejuízos à saúde de trabalhadores. O 
não isolamento devido das áreas em obras também 
pode oferecer riscos de acidentes a terceiros que por 
ali inadvertidamente transitem. Por fim, a não utili-
zação de EPCs ou EPIs ou a utilização inadequada 
destes por parte dos trabalhadores pode gerar gra-
ves danos físicos à saúde deles;
 
2.2 - Degradação de ruas e outros equipamentos 
urbanos, a movimentação de máquinas pesadas 
durante a movimentação de terra e principalmen-
te durante as escavações e aberturas de valas das 
obras de saneamento pode resultar em Danos patri-
moniais, tais como: prejuízos em veículos, residên-
cias e equipamentos públicos e privados diversos, 
como a degradação do pavimento de ruas e aces-
sos etc. Outrossim, esses impactos podem acarretar 
em Inundações e alagamentos de terrenos durante 
períodos chuvosos, devido a irregularidades topo-
gráficas deixadas nos locais em obras. Por sua vez, 
essas inundações e alagamentos de terrenos podem 
gerar Danos patrimoniais e Acidentes diversos a 
terceiros;
2.3 - Erosão do solo, formando ravinas e voçorocas, 
que, por sua vez, pode resultar em Assoreamento de 
corpos d’água, Perdas de recursos naturais (solo), 
Alteração da paisagem natural, Inundações e alaga-
mentos, Danos patrimoniais (ex. deslizamentos de 
terras e crateras podendo causar prejuízos em veícu-
los, residências e equipamentos públicos e privados 
diversos) e Acidentes e Danos à saúde e bem-estar 
das pessoas;
6.3. OBRAS DE IMPLANTAçãO E 
ALTERAçãO DE SISTEMAS DO 
SANEAMENTO
Representam as atividades cujas ações estão diretamen-
te relacionadas às obras de implantação, expansão e al-
teração de sistemas de abastecimento d’água e esgota-
mento sanitário, bem como àquelas que visam corrigir, 
ajustar ou otimizar o funcionamento desses sistemas.
O desenvolvimento das obras poderá produzir situações 
que exponham trabalhadores e pessoas que vivem nas 
vizinhanças a acidentes ou a distúrbios de saúde. A dis-
2.4 - Perturbação da população local por fuligens, 
poeiras etc, o deslocamento intenso de máquinas 
pode resultar em poluição atmosférica local acarre-
tada pelas poeiras, fuligens e fumaças pertubando 
a população local. Este impacto pode resultar em 
Danos à saúde e bem-estar da população local por 
doenças respiratórias;
2.5 - Perturbação da população local por ruídos 
e vibrações, o deslocamento intenso de máquinas 
pode gerar ruídos e vibrações em níveis elevados que 
poderão afetar não apenas os operários, mas tam-
bém os moradores da área do entorno. Este impacto 
pode acarretar em Danos à saúde e bem-estar dos 
trabalhadores e população local por exposição a 
ruídos em níveis elevados;
2.6 - Geração de Emprego e Renda, a movimenta-
ção de máquinas será responsável pela contratação 
de mão de obra especializada e terceirizada, sendo 
impacto do tipo positivo e temporário, ou seja, terá 
seus efeitos atuando enquanto durar as obras;
51
posição inadequada de resíduos e entulhos, bem como 
as condições de estocagem de materiais podem ofere-
cer abrigo a animais perigosos (peçonhentos e pragas 
urbanas), criar condições para a proliferação de vetores 
de doenças, além de causarem poluição ambiental (no 
ar, água e solo), alteração da paisagem natural (poluição 
visual), aumento do risco de ocorrência de incêndios e 
explosões e acidentes a empregados e terceiros. 
Também, a implantação do canteiro de obras e demais 
instalações associadas, por serem determinantes de 
consumo e geradoras de resíduos e efluentes, podem 
provocar poluição ambiental e visual, acidentes com 
animais perigosos e criar condições para a proliferação 
de vetores de doenças. O uso de recursos naturais, o 
risco de incêndios, explosões, acidentes e a contamina-
ção8 das águas também podem resultar dessa ativida-
de. Além disso, durante as obras poderão ocorrer impac-
tos negativos à população local por aumento dos níveis de 
ruídos, vibrações e fuligens do deslocamento de máquinas 
e grandes veículos, além da possibilidade de danos patri-
moniais a automóveis, residências etc, resultantes muitas 
vezes de ações construtivas inadequadas, dentre outras.
Por outro lado, impactos positivos importantes e es-
senciais para a sociedade como um todo poderão ser 
advindos dessas atividades quando os empreendimen-
tos de saneamento estiverem devidamente instalados e 
operando, tais como: 1) promoção da saúde, bem-estar 
e justiça social; 2) Geração de emprego e renda; 3) Incre-
mentos nas finanças públicas e 4) Desenvolvimento social 
e econômico. 
Desinfecção com ultravioleta dos 
efluentes tratados na ETE do Baldo. 
Fonte - CAERN.
52
1) PROMOçãO DA SAÚDE, BEM-ESTAR E JUSTIçA 
SOCIAL; 
Através da oferta de água potável à população de modo 
geral, propiciando a redução no número de doenças de 
veiculação hídrica pelo consumo de água contaminada, 
imprópria ao uso, contribuindo para a melhoria na saú-
de, bem-estar (qualidade de vida) e justiça social.
2) GERAçãO DE EMPREGO E RENDA; 
A geração de emprego e aumento de renda pode acarre-
tar na melhoria do poder aquisitivo e aquecer a econo-
mia local, através do consumo diverso durante a insta-
lação e operação dos empreendimentos de saneamento 
e que, consequentemente, poderão estimular a melhoria 
da qualidade de vida dos envolvidos direta e indireta-
mente nesses empreendimentos.
3) INCREMENTOS NAS FINANçAS PÚBLICAS; 
Finanças Públicas é o campo da Economia preocupa-
do com o pagamento de atividades coletivas e gover-
namentais, assim como com a administração e o de-
sempenho destas atividades. A instalação e operação 
desses empreendimentos representará um aumento na 
arrecadação de impostos, taxas e contribuições, fato 
esse que contribuirá positivamente para a melhoria das 
finanças públicas municipal, estadual e federal. 
4) DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ECONôMICO.
A oferta de água potável através dos empreendimentos 
de saneamento favorece o desenvolvimento socioeco-
nômico da população através dos seguintes aspectos 
(BARROS et al., 1995): 
IMPORTANTE!!!
Aspectos Sociais
Melhoria da saúde e das condições de vida
de uma comunidade;
Diminuição da mortalidade em geral, 
principalmente da infantil;
Aumento da esperança de vida da população;
Diminuição da incidência de doenças
relacionadas à água;
Implantação de hábitos de higiene na população;
Facilidade na implantação e melhoria
da limpeza pública;
Facilidade na implantação e melhoria dos sistemas 
de esgotos sanitários;
Possibilidade de proporcionar conforto e bem-estar;
Melhoria das condições de segurança.
12
3
4
5
6
7
8
9
1
2
3
4
Aspectos Econômicos
Aumento da vida produtiva dos indivíduos 
economicamente ativos;
Diminuição dos gastos particulares e públicos com 
consultas e internações hospitalares;
Facilidade para instalações de indústrias, onde a água 
é utilizada como matéria-prima ou meio e operação;
Incentivo à indústria turística em localidades com 
potencialidades para seu desenvolvimento.
53
Fonte - Marcos Freire e
Mariana Maziero.
54
IMPACTOS AMBIENTAIS RESULTANTES
Geração de efluentes sanitários
Veiculação de doenças
Interferências em equipamentos urbanos 
(Foto 14)
Poluição do solo
Poluição atmosférica
Estocagem de equipamentos e materiais
(Foto 15)
Geração de entulhos (material de construção) 
(Foto 16)
Geração de resíduos sólidos
Danos à saúde e bem-estar 
(prejuízos à saúde pela exposição a ruídos, 
vibrações e fuligens em níveis elevados)
(danos físicos)
Aumento dos níveis de ruídos e vibrações
Acidentes a empregados e terceiros
Acidentes com animais perigosos
Poluição hídrica (contaminação da água su-
perficial e subterrânea) (Foto 17)
Degradação hídrica (perda gradual da quali-
dade da água pela poluição)
Danos patrimoniais (prejuízos a veículos, 
residências etc)
Perturbação da população local
Obras de instalação e manutenção 
(instalação e manutenção de SES e SAA - 
Foto 18)
Proliferação de pragas e vetores (Foto 19)
Obras de instalação e manutenção 
(instalação do canteiro de obras - Foto 20)
Aumento do tráfego de veículos (Foto 21)
Incêndios 
Geração de odores fétidos
Geração de emprego e renda 
Promoção da saúde, bem-estar
e justiça social
Incrementos nas Finanças públicas
Desenvolvimento social e econômico
3 - Obras de implantação e alteração
Obras de
Implantação
e manutenção
Fonte: CAERN14
Fonte: CAERN15
Fonte: Marcos Freire Jr16
Fonte: Marcos Freire Jr19
Fonte: Marcos Freire Jr17 Fonte: CAERN18
Fonte: CAERN20
Fonte: CAERN21
IMPACTOS AMBIENTAIS
Geração de efluentes sanitários
Veiculação de doenças
Interferências em equipamentos urbanos 
Poluição do solo
Poluição atmosférica
Estocagem de equipamentos e materiais 
Geração de entulhos (material de construção) 
Geração de resíduos sólidos
Danos à saúde e bem-estar 
(prejuízos à saúde pela exposição a ruídos, 
vibrações e fuligens em níveis elevados)
(danos físicos)
Aumento dos níveis de ruídos e vibrações
Acidentes a empregados e terceiros
Acidentes com animais perigosos
Poluição hídrica (contaminação da água 
superficial e subterrânea) 
Degradação hídrica (perda gradual da 
qualidade da água pela poluição)
Danos patrimoniais (prejuízos a veículos, 
residências etc)
Perturbação da população local
Obras de instalação e manutenção 
(instalação e manutenção de SES e SAA)
Proliferação de pragas e vetores 
Obras de instalação e manutenção 
(instalação do canteiro de obras)
Geração de odores fétidos
Aumento do tráfego de veículos 
Incêndios 
Geração de emprego e renda 
Promoção da saúde, bem-estar e justiça social
Incrementos nas Finanças públicas
Desenvolvimento social e econômico
Caráter
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Ordem
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Direta
Indireta
Direta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Escala
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Duração
Curta/Média
Curta/Média
Curta/Média
Curta/Média
Curta/Média
Curta/Média
Curta/Média
Curta/Média
Curta/Média/
Longa
Curta/Média
Curta/Média
Curta/Média
Média/Longa
Longa
Curta
Curta/Média
Curta/Média
Curta/Média/
Longa
Curta
Curta/Média
Curta
Curta
Curta/Média
Média/Longa
Média/Longa
Média/Longa
Dinâmica
 Temporária
Cíclica
 Temporária
 Temporária
 Temporária
 Temporária
 Temporária
 Temporária
 Temporária
 
Temporária
 Temporária
 Temporária
 Temporária
 
 Permanente
 
 Temporária
 
Temporária
Temporária/
Permanente
Cíclica
 
Temporária
Temporária
Temporária
Temporária
Temporária
Permanente
Temporária
Permanente
Reversibilidade
Reversível
Reversível
Irreversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível/
Irreversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Irreversível
Reversível
Reversível/
Irreversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Irreversível
Reversível
Irreversível
3 - Obras de instalação e manutenção
Impactos X Atributos Atributos Qualificativos
57
Instalação e manutenção de
SES e SAA e Canteiros de Obras (D)
Poluição Hídrica (I)
Geração de odores (I)
Incêndios (I)
Veiculação de doenças (I)
Danos patrimoniais (I)
Geração de entulhos (I)
Poluição atmosférica (I)
Poluição do solo (I)
Danos à saúde e bem-estar (I)
Perturbação da popul. local (I)
Proliferação de pragas
e vetores (I)
Geração de resíduos
sólidos (I)
Geração de efluentes
sanitários (I)
Aumento dos níveis de
ruídos e vibrações (I)
Acidentes com animais
perigosos (I)
Acidentes a empregados e
terceiros (I)
Interferências em equipamentos
urbanos (I)
Aumento do tráfego
de veículos (I)
Desenvolvimento social
e econômico (I)
Incremento nas finanças públicas (I)
Promoção da saúde, bem-estar e
justiça social (I)
Estocagem de equipamentos
e materiais (I)
Degradação hídrica (I)
Geração de emprego e renda (I)
Redes de Interações dos Impactos Ambientais
Diretos (D); Indiretos (I)
Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem)
58
ENTENDENDO A REDE DE INTERAçõES DE IMPACTOS ACIMA!
1) OBRAS DE INSTALAçãO E MANUTENçãO 
(INSTALAçãO E MANUTENçãO DE SES E SAA) 
PODENDO CAUSAR: 
1.1 - Danos patrimoniais, as obras de saneamento 
como instalação de canteiros de obras, implantação 
de dutos e tubulações, poços de estações elevatórias e 
de abastecimento de água, construção de lagoas com 
impermeabilização de terrenos etc, utilizando-se para 
isso de grandes máquinas, podem resultar em danos 
patrimoniais, tais como: prejuízos em veículos, resi-
dências e equipamentos públicos e privados diversos, 
como a degradação do pavimento de ruas etc; 
1.2 - Poluição atmosférica, durante as obras de im-
plantação de estruturas e equipamentos do sanea-
mento, o aumento do tráfego local pode resultar em 
poluição atmosférica local acarretada pelas poeiras, 
fuligens e fumaças, podendo gerar Perturbação da 
população local, e por aumento do nível de estresse 
pode gerar Danos à saúde e bem-estar, assim como 
a poluição atmosférica pode resultar diretamente 
em Danos à saúde e bem-estar da população local 
por doenças respiratórias; 
1.3 - Geraçãode entulhos diversos, as obras civis ge-
rarão grande quantidade de entulhos de diversos tipos 
(metais, concreto, pedras, areia, argila etc), resíduos 
dos canteiros de obras etc. Esse material, se não for 
devidamente removido, pode causar (Foto 22):
1.3.1 - Veiculação de doenças, a exposição 
de metais, vidros e outros materiais cortan-
tes pode veicular doenças como o tétano45 
(Clostridium tetani). Entulhos podem também 
acumular água propiciando a trasmissão da 
dengue11 pela proliferação do mosquito Aedes 
aegypti. As doenças veiculadas podem, por 
sua vez, causar sérios Danos à saúde e bem-
-estar da população afetada;
1.3.2 - Poluição do solo, resultante da dispo-
sição inadequada de materiais contendo me-
tais pesados, dentre outros poluentes. Este 
impacto, por sua vez, pode, por infiltração ou 
através do lixiviamento causar Degradação hí-
drica (perda de qualidade d’água dos corpos 
hídricos superficiais e subterrâneos) e Veicu-
lação de doenças, que podem causar Danos à 
saúde e bem-estar das pessoas e este último 
imapacto pode causar Perturbação da popu-
lação local;
Impacto direto
Impacto indireto
de 1ª ordem
Impacto indireto
de 2ª ordem
Impacto indireto
de 4ª ordem
Impacto indireto
de 3ª ordem
Impacto indireto
de 5ª ordem
Legenda
* As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos 
ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, 
consequentemente, ao evento relacionado.
59
1.3.3 - Danos à saúde e bem-estar, por danos 
físicos causados por materiais perfurocortan-
tes29 e/ou contaminados, podendo, por sua vez 
Veicular determinadas doenças e essas cau-
sarem outros Danos à saúde e bem-estar das 
pessoas acarretando, por fim, em Perturba-
ção da população local;
1.3.4 - Proliferação de pragas e vetores, os 
entulhos dispostos no meio ambiente de for-
ma inadequada podem servir de habitat para 
pragas e vetores e favorecer a proliferação 
desses. Pragas e vetores, por sua vez, causam 
Perturbação da população local e Veiculação 
de doenças infecto-contagiosas13, que podem 
gerar graves Danos à saúde e bem-estar da 
população afetada que, por fim, pode agravar 
a Perturbação da população local;
1.4 - Geração de resíduos sólidos, as atividades de ins-
talação de SAA e SES se não forem bem gerenciadas 
ambientalmente poderão resultar na disposição inade-
quada de resíduos sólidos de diversas naturezas (Foto 
23), no solo e/ou próximos a corpos d’água, podendo 
trazer sérios impactos associados, tais como: 
1.4.1 - Poluição e contaminação do solo, este 
impacto, por sua vez, pode, por infiltração ou 
através do lixiviamento, causar Degradação 
hídrica (perda de qualidade d’água dos corpos 
hídricos superficiais e subterrâneos) e Veicu-
lação de doenças, que pode causar Danos à 
saúde e bem-estar das pessoas e este último 
pode causar Perturbação da população local;
1.4.2 - Proliferação de pragas e vetores, os 
resíduos sólidos dispostos no meio ambiente 
de forma inadequada podem servir de habitat 
para pragas e vetores e favorecer a proliferação 
desses. Pragas e vetores, por sua vez, causam 
Perturbação da população local e Veiculação 
de doenças infecto-contagiosas, que podem 
gerar graves Danos à saúde e bem-estar da 
população afetada que, por fim, pode agravar 
a Perturbação da população local;
1.4.3 - Perturbação da população local, por 
fortes odores e visual desagradável;
1.4.4 - Veiculação de doenças infecto-con-
tagiosas, por contato direto com materiais 
perfurocortantes contaminados e que podem 
gerar graves Danos à saúde e bem-estar da 
população afetada que, por fim, pode agravar 
a Perturbação da população local;
1.5 - Estocagem de equipamentos e materiais, du-
rante as obras de implantação de estruturas e equi-
pamentos do saneamento, ocorrerá estocagem de 
material na área (Foto 23) e se a área de estocagem 
não for bem delimitada e isolada poderá ocasionar 
o seguinte:
1.5.1 - Poluição do solo, resultante da disposi-
ção inadequada de materiais contendo metais 
pesados, dentre outros poluentes. Este impac-
to, por sua vez, pode por infiltração ou através 
do lixiviamento causar Degradação hídrica 
(perda de qualidade d’água dos corpos hídri-
cos superficiais e subterrâneos) e Veiculação 
de doenças, que pode causar Danos à saúde 
e bem-estar das pessoas e este último pode 
causar Perturbação da população local;
60
1.5.2 - Danos à saúde e bem-estar, por danos 
físicos causados por materiais perfurocortan-
tes e/ou contaminados, podendo, por sua vez 
Veicular determinadas doenças e essas cau-
sarem outros Danos à saúde e bem-estar das 
pessoas acarretando, por fim, em Perturba-
ção da população local;
1.5.3 - Proliferação de pragas e vetores, os en-
tulhos dispostos no meio ambiente de forma 
inadequada podem servir de habitat para pra-
gas e vetores e favorecer a proliferação desses 
(Foto 23). Pragas e vetores, por sua vez, causam 
Perturbação da população local e Veiculação 
de doenças infecto-contagiosas, que podem 
gerar graves Danos à saúde e bem-estar da 
população afetada que, por fim pode agravar 
a Perturbação da população local;
1.5.4 - Incêndios, resultante de materiais infla-
máveis que porventura sejam estocados inade-
quadamente. Este impacto, por sua vez, pode 
causar Acidentes a empregados e terceiros, o 
que pode causar Danos à saúde e bem-estar 
das pessoas;
1.6 - Geração de efluentes sanitários do canteiro 
de obras, os efluentes gerados no canteiro de obras 
durante a implantação de SES e SAA, se não forem 
pré-condicionados e destinados adequadamente, 
poderão com o tempo causar:
1.6.1 - Poluição hídrica, por excesso de nutrien-
tes e patógenos, que por sua vez pode resultar 
em Veiculação hídrica de doenças, que, por sua 
vez pode resultar em Danos graves à saúde e 
bem-estar da população local, Degradação hí-
drica pela perda gradual da qualidade da água, 
acelerando o processo de eutrofização20 e que, 
ao longo do tempo, caso não cesse a fonte de 
poluição, pode inviabilizar corpos d’água para 
os diversos usos a que se destinam;
1.6.2 - Poluição e contaminação do solo, resul-
tante da disposição in natura (sem tratamento) 
e inadequada de efluentes sanitários conten-
do nutrientes e patógenos em níveis elevados. 
Este impacto, por sua vez, pode, por infiltra-
ção nas camadas do solo ou através da lixivia-
ção, causar Degradação hídrica (perda de qua-
lidade d’água dos corpos hídricos superficiais 
e subterrâneos) e Veiculação de doenças, que 
pode causar Danos à saúde e bem-estar das 
pessoas e que neste último caso, pode resultar 
em Perturbação da população local;
1.6.3 - Perturbação da população local, por 
fortes odores e visual desagradável e que pode 
evoluir para Danos à saúde e bem-estar pelo 
estresse gerado;
1.6.4 - Danos à saúde e bem-estar, por danos 
físicos causados por materiais perfurocortan-
tes e/ou contaminados, podendo, por sua vez 
Veicular determinadas doenças e essas cau-
sarem outros Danos à saúde e bem-estar das 
pessoas acarretando, por fim, em Perturbação 
da população local;
1.6.5 - Geração de odores desagradáveis, atra-
vés da disposição inadequada dos efluentes 
sanitários, causando, por sua vez, Poluição 
atmosférica e esta, podendo causar Pertur-
bação da população local, que pode evoluir 
61
para Danos à saúde e bem-estar pelo estres-
se gerado;
1.6.6 - Proliferação de pragas e vetores, os 
efluentes sanitários dispostos inadequada-
mente no meio ambiente podem atrair pragas 
e vetores e favorecer a proliferação desses. 
Pragas e vetores, por sua vez, podem causar 
Perturbação da população local e Veiculação 
de doenças infecto-contagiosas, que podem 
gerar graves Danos à saúde e bem-estar da 
população afetada que, por fim, pode agravar 
a Perturbação da população local;
1.7 - Aumento dos níveisde ruídos e vibrações, 
a instalação do canteiro de obras, o tráfego de ca-
minhões com materiais, equipamentos, peças etc, 
as obras civis para instalação de SES e SAA, dentre 
outras, serão responsáveis pelos inconvenientes da 
geração de ruídos e vibrações que poderão causar:
1.7.1 - Perturbação da população local, pelos 
inconvenientes dos ruídos e vibrações, muitas 
vezes acima dos níveis aceitáveis. Este impac-
to, por sua vez, pode evoluir para Danos à saú-
de (sistema auditivo) e Danos ao bem-estar, 
pelo estresse gerado;
1.8 - Acidentes com animais perigosos, a não uti-
lização de EPIs pode gerar vários riscos de Danos à 
saúde e bem-estar dos trabalhadores das obras de 
instalação de SAA e SES, inclusive o risco de aci-
dentes com animais perigosos, tais como: cobras, 
escorpiões, aranhas etc (Foto 23);
1.9 - Acidentes a empregados e terceiros, a não uti-
lização de EPIs ou a utilização de forma inadequa-
da desses, a não realização de exames periódicos, 
a sinalização inadequada de áreas de riscos podem 
gerar acidentes, que, por sua vez, podem causar gra-
ves Danos à saúde e bem-estar dos trabalhadores e 
terceiros;
1.10 - Aumento do tráfego de veículos, a demanda 
por insumos, infraestrutura e matérias-primas in-
tensificará a circulação de veículos pequenos, mé-
dios e pesados durante a fase de instalação de SES 
e SAA. Assim como, de materiais e pessoas, o que 
por consequência poderá afetar temporariamente e 
negativamente o meio socioeconômico, seja por:
1.10.1 - Danos patrimoniais, a movimentação 
intensa de grandes máquinas pode resultar em 
danos patrimoniais, tais como: prejuízos em 
veículos, residências e equipamentos públicos 
e privados diversos, como a degradação do pa-
vimento de ruas etc; 
1.10.2 - Poluição atmosférica, o aumento do 
tráfego local pode resultar em poluição at-
mosférica local acarretada pelas poeiras, fu-
ligens e fumaças, podendo gerar Perturbação 
da população local, que por aumento do ní-
vel de estresse pode gerar Danos à saúde e 
bem-estar, assim como a poluição atmosférica 
pode resultar diretamente em Danos à saúde 
e bem-estar da população local por doenças 
respiratórias; 
1.10.3 - Aumento dos níveis de ruídos e vi-
brações, o tráfego de caminhões com mate-
riais, equipamentos, peças etc será responsá-
vel pelos inconvenientes da geração de ruídos 
e vibrações, que poderão causar Perturbação 
62
da população local, pelos inconvenientes dos 
ruídos e vibrações acima dos níveis aceitáveis. 
Este impacto, por sua vez, pode evoluir para 
Danos à saúde e bem-estar pelo estresse ge-
rado e danos ao sistema auditivo;
1.10.5 - Acidentes a empregados e terceiros, 
a não utilização de EPIs ou a utilização des-
ses de forma inadequada, a não realização de 
exames periódicos, a sinalização inadequada 
de áreas de riscos podem causar acidentes que 
tragam Danos à saúde e bem-estar dos traba-
lhadores e terceiros;
1.11 - Interferências em equipamentos urbanos, as 
obras de instalação de SAA e SES podem gerar vá-
rios inconvenientes ou interferências em equipamen-
tos urbanos, como prejuízos físicos ao pavimento de 
acessos, ruas e avenidas, rompimento de tubulações 
e dutos diversos, rompimento de cabos e fios elétri-
cos etc, ou seja, Danos ao patrimônio público, tam-
bém podem gerar, Perturbação da população local e 
Acidentes a empregados e terceiros. Estes impactos 
indiretos, por sua vez, podem evoluir para Danos à 
saúde e bem-estar;
1.12 - Geração de emprego e renda, durante a fase 
de instalação de SAA e SES serão aproveitadas ao 
máximo mão de obra local de forma direta. A gera-
ção de empregos também acontece através da ne-
cessidade logística para a instalação dos empreen-
dimentos. A geração de empregos e incrementos à 
renda contribuirão para o Desenvolvimento social e 
econômico que, por sua vez, contribuirá para Incre-
mentos nas finanças públicas e para a Promoção da 
saúde, bem-estar e justiça social;
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: Marcos Freire Jr.
Foto 22. Obras gerando entulhos e estes atraindo veto-
res como o mosquito da dengue (Aedes aegypti).
63
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: CAERN
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: CAERN
Foto 23. Obras 
de saneamento 
gerando resíduos 
sólidos e estoca-
gem inadequada 
de material, que 
por sua vez atraem 
pragas, vetores e 
animais perigosos.
1.13 - Promoção da saúde, bem-es-
tar e justiça social, através da ofer-
ta de água potável à população de 
modo geral, propiciando a redução 
no número de doenças de veiculação 
hídrica pelo consumo de água con-
taminada e imprópria ao uso, con-
tribuindo para a melhoria na saúde, 
bem-estar (qualidade de vida) e jus-
tiça social. Por sua vez, este impac-
to positivo contribui indiretamente 
para o Desenvolvimento social e 
econômico e este, por sua vez, para 
Incrementos nas finanças públicas, 
e este indiretamente para a Geração 
de emprego e renda;
1.14 - Promoção da saúde, bem-estar 
e justiça social, através da oferta de 
água potável à população de modo 
geral, propiciando a redução no nú-
mero de doenças de veiculação hídrica 
pelo consumo de água contaminada e 
imprópria ao uso, contribuindo para a 
melhoria na saúde, bem-estar (quali-
dade de vida) e justiça social. Por sua 
vez, este impacto positivo contribui 
indiretamente para o Desenvolvimen-
to social e econômico e este, por sua 
vez, para Incrementos nas finanças 
públicas, e este indiretamente para a 
Geração de emprego e renda;
1.15 - Incrementos nas finanças pú-
blicas - Finanças Públicas é o campo 
da Economia preocupado com o pa-
gamento de atividades coletivas e governamentais, assim como com 
a administração e o desempenho dessas atividades. A instalação de 
empreendimentos de SAA e SES representa aumento na arrecadação 
de impostos, taxas e contribuições, fato esse que contribuirá positi-
vamente para a melhoria das finanças públicas municipal, estadual e 
federal. Este impacto positivo contribuirá, por sua vez, para a Gera-
ção de emprego e renda e Promoção da saúde, bem-estar e justiça 
social. A geração de emprego e renda também contribuirá para a 
Promoção da saúde, bem-estar e justiça social;
64
6.4. OPERAçãO E MANUTENçãO DE 
SISTEMAS DO SANEAMENTO
Representam as atividades cujas ações estão diretamen-
te relacionadas à operação e manutenção de sistemas de 
abastecimento d’água e esgotamento sanitário. Sejam elas 
atividades de rotina ou emergenciais.
Os sistemas de saneamento após serem devidamente ins-
talados e iniciarem a fase de operação poderão também 
causar impactos ambientais negativos sobre o meio am-
biente no qual estão inseridos e também para a população 
cliente, seja da água potável para os consumos direto e 
indireto, seja da coleta, tratamento e destinação dos es-
gotos sanitários. Os impactos ambientais decorrentes da 
operação inadequada destes sistemas refletem diretamen-
te em problemas de poluição e contaminação das águas 
superficiais e subterrâneas (WIECHETECK & CORDEI-
RO, 2002), embora, os efeitos positivos sejam marcantes 
e imprescindíveis pelos benefícios gerados.
6.4.1. Sistemas de Abastecimento de Água (SAA)
Para os Sistemas de Abastecimento de Água (SAA), os 
impactos prováveis são geralmente positivos, porque o 
abastecimento de água constitui serviço que assegura me-
lhoria da saúde e do bem-estar da população. Os impactos 
negativos estão normalmente associados à localização do 
empreendimento (vulnerabilidade da área de influência) e 
à operação inadequada dos sistemas, que podem causar:
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
65
Poluição de corpos hídricos
Degradação hídrica
Perturbação da fauna nativa
Geração de odores
Veiculação de doenças
Danos à saúde e bem-estar
Perturbação da população local
Interferências em áreas ambientalmentesensíveis ou protegidas
Perda de recursos naturais
Proliferação de pragas e vetores
Proliferação de pragas e vetores
Vazamentos causando alagamentos
Emissão de níveis elevados de ruídos
Perturbação da população local
Perda de recursos naturais (ex. água tratada)
 Danos patrimoniais
Danos à saúde e bem-estar
Acidentes a empregados e terceiros
Geração de resíduos sólidos
Lançamento inadequado de resíduos 
provenientes dos decantadores e da água 
de lavagem de filtros, em corpos d’água
Problemas na operação dos sistemas
Oferta de água para consumo 
direto e indireto
Promoção da saúde, bem-estar e justiça social
Controle e prevenção de doenças
Limpeza pública
Aumento da expectativa de vida e redução da 
mortalidade infantil
Desenvolvimento social e econômico
Combate a incêndios
Higiene pessoal
IMPACTOS NEGATIVOS
IMPACTOS POSITIVOS
AçõES
66
Geração de Resíduos Sólidos (Lodo)
(Lançamento inadequado de resíduos 
provenientes dos decantadores e da água de 
lavagem de filtros, em corpos d’água) (Foto 24)
Poluição de corpos hídricos
Degradação hídrica 
Perturbação da fauna nativa
Geração de odores fétidos
Veiculação de doenças
Danos à saúde e bem-estar
Perturbação da população local
Perda de recursos naturais 
Interferências em áreas ambientalmente 
sensíveis ou protegidas
Proliferação de pragas e vetores 
Operação e Manutenção de Sistemas de 
Saneamento 
(Problemas na operação dos SAAs)
Alagamentos (a partir de vazamentos - Foto 25)
Aumento dos níveis de ruídos (Foto 26)
Danos patrimoniais
Acidentes a empregados e terceiros (Foto 27)
Geração de resíduos sólidos (RSU - Foto 28)
Operação e Manutenção de Sistemas de 
Saneamento 
(Oferta de água para consumo direto e 
indireto - Foto 29)
Promoção da saúde, bem-estar e justiça 
social
Controle e prevenção de doenças (Foto 30)
Limpeza pública 
Aumento da expectativa de vida e redução da 
mortalidade infantil
Desenvolvimento social e econômico
Combate a incêndios 
Higiene pessoal 
POSSÍVEIS IMPACTOS AMBIENTAIS
4 - Operação de manutenção de SAA
Fonte: CAERN24
Fonte: CAERN25
Fonte: CAERN26
Fonte: CAERN28
Fonte: CAERN27
Fonte: CAERN29
Fonte: CAERN30
Operação de 
manutenção 
de SAA
IMPACTOS AMBIENTAIS
Geração de Resíduos Sólidos (Lodo)
(Lançamento inadequado de resíduos 
provenientes dos decantadores e da água 
de lavagem de filtros, em corpos d’água) 
(Foto 24)
Poluição de corpos hídricos
Degradação hídrica 
Perturbação da fauna nativa
Geração de odores fétidos
Veiculação de doenças
Danos à saúde e bem-estar
Perturbação da população local
Perda de recursos naturais 
Interferências em áreas ambientalmente 
sensíveis ou protegidas
Proliferação de pragas e vetores 
Operação e Manutenção de
Sistemas de Saneamento 
(Problemas na operação dos SAAs)
Alagamentos (a partir de vazamentos - Foto 25)
Aumento dos níveis de ruídos (Foto 26)
Danos patrimoniais
Acidentes a empregados e terceiros (Foto 27)
Geração de resíduos sólidos (RSU - Foto 28)
Operação e Manutenção de
Sistemas de Saneamento 
(Oferta de água para consumo
direto e indireto - Foto 29)
Promoção da saúde, bem-estar e justiça social
Controle e prevenção de doenças (Foto 30)
Limpeza pública 
Aumento da expectativa de vida e redução 
da mortalidade infantil
Desenvolvimento social e econômico
Combate a incêndios 
Higiene pessoal 
Caráter
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Ordem
Direta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Direta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Direta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Escala
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Duração
Curta
Média/Longa
Longa
Média/Longa
Média/Longa
Média/Longa
Média/Longa
Média/Longa
Média/Longa
Média/Longa
Curta/Média/
Longa
Curta/Média
Média
Longa
Curta
Curta
Curta/Média
Longa
Longa
Longa
Longa
Longa
Longa
Longa
Dinâmica
 Temporária
 Temporária
 Permanente
 Temporária
 Temporária
 Temporária
 Temporária
 Temporária
 Permanente
 Temporária
Cíclica
Cíclica
 
 Temporária
 Permanente
 Permanente
 Temporária
Cíclica
 Permanente
 
 Permanente
 Permanente
 Permanente
 Permanente
 
Permanente
 Permanente
 Permanente
Reversibilidade
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível/
Irreversível
Reversível
Irreversível
Reversível/
Irreversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Irreversível
Reversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
4 - Operação e manutenção de SAA
Impactos X Atributos Atributos Qualificativos
69
Redes de Interações dos Impactos Ambientais
Diretos (D); Indiretos (I)
Interferências em áreas
sensíveis ou protegidas (I)
Proliferação de pragas
e vetores (I)
Perturbação da
população local (I)
Perturbação da
população local (I)
Aumentos dos níveis
de ruídos (I)
Proliferação de
pragas e vetores (I)
Danos à saúde e bem-estar (I)
Danos patrimoniais (I)
Geração de resíduos sólidos (I)
Acidentes a empregados e terceiros (I)
Perda de água tratada (I)
Vazamentos
Alagamentos (I)
Danos à saúde e bem
estar (I)
Geração de odores (I)
Degradação hídrica (I)
Poluição de corpos hídricos (I)
Perda de recursos
naturais (I)
Perturbação da fauna nativa (I)
Veiculação de doenças (I)
Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem)
Geração de Resíduos Sólidos (D)
(Lançamento de resíduos de
decantadores e filtros) em corpos
d’água
Operação e Manutenção de SAA (D)
(Problemas na operação dos sistemas)
70
Redes de Interações dos Impactos Ambientais
Diretos (D); Indiretos (I)
Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem)
Operação e Manutenção de SAA (D)
(Oferta de água p/ consumo direto
e indireto)
Desenvolvimento social
e econômico (I)
Aumento da expectativa de
vida e redução da mortalidade
infantil (I)
Incremento nas finanças
públicas (I)
Promoção da saúde, bem-estar
e justiça social (I)
Combate a incêndios (I)
Limpeza pública (I)
Higiene pessoal (I)
Tratamento preliminar da ETE Ponta Negra - Fonte-CAERN.
72
ENTENDENDO A REDE DE INTERAçõES DE IMPACTOS ACIMA!
1) AçõES DE OPERAçãO E MANUTENçãO DE 
SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA (SAA) 
COMO GERAçãO DE RESÍDUOS SóLIDOS (LODO) 
PODENDO CAUSAR: 
1.1 - Poluição de corpos hídricos, por excesso de nutrien-
tes e patógenos31, que por sua vez pode resultar em:
1.1.1 - Perdas de recursos naturais, a eutrofização 
pelo excesso de nutrientes resultantes do lodo de 
Estação de Tratamento de Água - ETA etc pode 
gradualmente causar perda da qualidade da água 
e perda de recursos naturais como peixes, mo-
luscos, crustáceos e outros seres aquáticos. Esteimpacto, por sua vez, pode resultar em:
1.1.1.1 - Interferências em áreas sensíveis 
ou protegidas, perda do equilíbrio natu-
ral dos ecossistemas aquáticos ocasio-
nada pela poluição desencadeada pelo 
excesso de nutrientes e outros elemen-
tos no lodo de ETA. Este impacto pode 
resultar em: Perturbação da população 
local, Perturbação da fauna aquática e 
agravar a Perda de recursos naturais;
1.1.1.2 - Perturbação da fauna aquática, 
a perda de recursos naturais como dete-
rioração da qualidade da água (ex. déficit 
de oxigênio) e perda de determinados 
grupos faunísticos e florísticos mais 
sensíveis à poluição pode ocasionar em 
perturbação e perda crônica (gradual) e 
aguda (abrupta) de fauna aquática. Este 
impacto pode, por sua vez resultar ou 
agravar a: Perda de recursos naturais 
(fauna) e a interferência em áreas am-
bientalmente sensíveis, que, por sua vez 
pode causar Perturbação da população 
local que utiliza, por motivos econômi-
cos e de subsistência, os recursos natu-
rais do corpo d’água afetado;
1.1.1.3 - Perturbação da população local, 
pela perda de recursos naturais como 
água de qualidade para consumo e ou-
tros usos e perda de recursos faunísticos 
como peixes. Este impacto pode evoluir 
para Danos à saude e bem-estar da po-
pulação por motivos de estresse;
1.1.2 - Degradação hídrica, pela perda gradual 
da qualidade da água acelerando o processo de 
eutrofização e que ao longo do tempo, caso não 
Impacto direto
Impacto indireto
de 1ª ordem
Impacto indireto
de 2ª ordem
Impacto indireto
de 4ª ordem
Impacto indireto
de 3ª ordem
Impacto indireto
de 5ª ordem
Legenda
* As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos 
ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, 
consequentemente, ao evento relacionado.
73
cesse a fonte de poluição, pode inviabilizar cor-
pos d’água para os diversos usos a que se desti-
nam. Este impacto pode resultar em: 
1.1.2.1 - Perturbação da fauna aquática, 
a degradação hídrica como deterioração 
da qualidade da água e perda de deter-
minados grupos faunísticos e florísticos 
mais sensíveis à poluição pode ocasionar 
em perturbação e perda crônica (gradu-
al) e aguda (abrupta) de fauna aquática. 
Este impacto pode, por sua vez resultar 
ou agravar a: Perda de recursos naturais 
(fauna) e a interferência em áreas am-
bientalmente sensíveis, que, por sua vez 
pode causar Perturbação da população 
local que utiliza, por motivos econômi-
cos e de subsistência, os recursos natu-
rais do corpo d’água afetado;
1.1.2.2 - Interferências em áreas sensí-
veis ou protegidas, perda do equilíbrio 
natural dos ecossistemas aquáticos oca-
sionada pela degradação (eutrofização) 
desencadeada pelo excesso de nutrientes 
e outros elementos no lodo de ETA. Este 
impacto pode resultar em: Perturbação 
da população local, Perturbação da fau-
na aquática e agravar a Perda de recur-
sos naturais;
1.1.2.3 - Veiculação hídrica de doenças, 
que, por sua vez pode resultar em Pertur-
bação da população local e Danos graves 
à saúde e bem-estar da população local. 
Este último, por sua vez, pode agravar o 
estado de Perturbação da população local;
1.1.2.4 - Proliferação de pragas e veto-
res, que, por sua vez, pode resultar em 
Perturbação da população local e Vei-
culação de doenças infecto-contagiosas. 
Este último, por sua vez, pode resultar 
em Perturbação da população local e 
Danos graves à saúde e bem-estar da 
população local;
1.1.2.5 - Geração de odores fétidos, com 
o avanço do processo de eutrofização 
de corpos d’água e acúmulo de matéria 
orgânica nos sedimentos acarretará na 
liberação de odores fétidos causados 
pelo gás metano (CH4) e ácido sulfídrico 
(H2S). Este impacto, por sua vez pode 
causar Danos à saúde e bem-estar da 
população, pois esses gases são tóxicos 
se inalados e também pode resultar em 
Perturbação da população local pelos 
odores desagradáveis. Este último pode 
evoluir para Danos à saúde e bem-estar 
pelo estresse gerado;
1.1.2.6 - Perda de recursos naturais, a 
eutrofização pelo excesso de nutrientes 
resultantes do lodo de ETA etc pode gra-
dualmente causar perda da qualidade da 
água e perda de recursos naturais como 
peixes, moluscos, crustáceos e outros 
seres aquáticos. Este impacto, por sua 
vez pode resultar em: Interferências 
em áreas sensíveis ou protegidas, dentre 
outros, que equivale a perda do equilí-
brio natural dos ecossistemas aquáticos 
ocasionada pela poluição desencadeada 
pelo excesso de nutrientes e outros ele-
74
mentos no lodo de ETA. Este impacto, 
por exemplo, pode resultar em: Pertur-
bação da população local, Perturbação 
da fauna aquática e agravar a Perda de 
recursos naturais;
1.1.3 - Interferências em áreas sensíveis ou pro-
tegidas, perda do equilíbrio natural dos ecossis-
temas aquáticos ocasionada pela poluição de-
sencadeada pelo excesso de nutrientes e outros 
elementos no lodo de ETA. Este impacto pode 
resultar em: 
1.1.3.1 - Perturbação da fauna aquáti-
ca, a interferência em áreas sensíveis ou 
protegidas pela poluição aquática pode 
ocasionar em perturbação e perda crôni-
ca (gradual) e aguda (abrupta) de fauna 
aquática. Este impacto pode, por sua vez 
resultar ou agravar a: Perda de recur-
sos naturais (fauna) e a interferência em 
áreas ambientalmente sensíveis, que, 
por sua vez pode causar Perturbação da 
população local que utiliza, por motivos 
econômicos e de subsistência, os recur-
sos naturais do corpo d’água afetado;
1.1.3.2 - Perturbação da população local, 
pela interferência em áreas sensíveis ou 
protegidas pela poluição aquática. Este 
impacto pode evoluir para Danos à saú-
de e bem-estar da população por moti-
vos de estresse; 
1.1.3.3 - Perda de recursos naturais, a in-
terferência em áreas sensíveis ou protegi-
das pela poluição aquática pode ocasio-
nar em Perturbação da fauna aquática e 
perda crônica (gradual) e aguda (abrupta) 
dessa;
1.1.4 - Perturbação da fauna aquática, a perda 
de recursos naturais como deterioração da qua-
lidade da água (ex. déficit de oxigênio) e perda 
de determinados grupos faunísticos e florísticos 
mais sensíveis à poluição pode ocasionar em 
perturbação e perda crônica (gradual) e aguda 
(abrupta) de fauna aquática. Este impacto pode, 
por sua vez resultar ou agravar a: Perda de recur-
sos naturais (fauna) e a Interferência em áre-
as ambientalmente sensíveis, que, por sua vez 
pode causar Perturbação da população local 
que utiliza, por motivos econômicos e de sub-
sistência, os recursos naturais do corpo d’água 
afetado. Este último impacto pode evoluir para 
Danos à saúde e bem-estar da população por 
motivos de estresse; 
1.1.5 - Veiculação hídrica de doenças, que, por 
sua vez pode resultar em Perturbação da popu-
lação local e Danos graves à saúde e bem-estar 
da população local. Este último, por sua vez, 
pode agravar o estado de Perturbação da popu-
lação local por motivos de sáude;
2) AçõES DE OPERAçãO E MANUTENçãO DE 
SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA (SAA) 
COMO PROBLEMAS NA OPERAçãO DE SAAs 
PODENDO CAUSAR: 
2.1 - Vazamentos e inundações, resultantes de des-
gaste e rompimento de peças e tubulações por falta de 
operação e manutenção preventivas e periódicas (Foto 
31). Este impacto pode resultar:
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: CAERNFonte: CAERN
Foto A
Foto B
Foto C Foto D
Fonte: CAERN
Foto 31. Falta de manutenção e operação periódicas ou as mesmas realizadas de forma irregular (A) podem causar vaza-
mentos (B) e esses, por sua vez podem causar danos patrimoniais (C) e proliferação de pragas e vetores de doenças como 
a dengue (Aedes aegypti - D).
76
2.1.1 - Danos patrimoniais, as inundações de deter-
minadas áreas podem resultar em danos patrimo-
niais, tais como: prejuízos em veículos, residênciase equipamentos públicos e privados diversos, como 
degradação do pavimento de ruas etc. Este impac-
to pode resultar em: Acidentes a empregados e 
terceiros, e este, por sua vez, em Danos graves à 
saúde e bem-estar das pessoas;
2.1.2 - Perturbação da população local, este im-
pacto pode evoluir para Danos à saúde e bem-
-estar da população por motivos de estresse; 
2.1.3 - Proliferação de pragas e vetores, como 
a proliferação do mosquito da dengue (Aedes 
aegypti), transmissor da dengue, doença que é 
resultante de água parada. Este impacto, por sua 
vez, pode causar: Perturbação da população 
local e Danos graves à saúde e bem-estar da 
população local. Este último, por sua vez, pode 
agravar o estado de Perturbação da população 
local por motivos de sáude;
2.1.4 - Perda de água tratada, com os vazamen-
tos ocorre grande perda de água tratada que é 
um recurso precioso e essencial para manuten-
ção da saúde e bem-estar da população. Este im-
pacto pode resultar em Perturbação da popula-
ção local e Danos à saúde e bem-estar por falta 
da água tratada; 
 
2.2 - Aumento dos níveis de ruídos, resultante de 
equipamentos (bombas, geradores etc) desregulados 
ou sem equipamentos abafadores. Este impacto, por 
sua vez pode resultar em Perturbação da população 
local e este, por sua vez pode evoluir para Danos à 
saúde e bem-estar das pessoas;
2.3 - Danos patrimoniais, tais como: prejuízos em ve-
ículos, residências e equipamentos públicos e privados 
diversos, como degradação do pavimento de ruas etc. 
Este impacto pode resultar em: Acidentes a emprega-
dos e terceiros, e este, por sua vez, em Danos graves à 
saúde e bem-estar das pessoas;
2.4 - Geração de resíduos sólidos, de natureza diversa, 
resultante da falta de instrução de alguns emprega-
dos e de uma Política Ambiental institucionalizada e 
atuante. Este impacto, por sua vez, pode resultar em: 
Proliferação de pragas e vetores, e este, por sua vez, 
em Danos graves à saúde e bem-estar das pessoas 
por várias doenças que podem ser transmitidas e Per-
turbação da população local. Além da proliferação de 
pragas e vetores, a geração de resíduos sólidos pode 
também resultar diretamente em Danos à saúde e 
bem-estar das pessoas, através de contato com mate-
riais perfurocortantes e/ou contaminados;
2.5 - Acidentes a empregados e terceiros, estes aci-
dentes podem ser em decorrência do não uso de EPIs 
ou do uso inadequado desses durante serviços de ope-
ração e manutenção de SAAs. Este impacto, por sua 
vez pode resultar em Danos à saúde e bem-estar de 
empregados e terceiros; 
Esgoto tratado na ETE do Baldo. Fonte - CAERN
78
Poluição de corpos hídricos
Degradação hídrica (eutrofização)
Perturbação da fauna nativa
Geração de odores fétidos
Veiculação de doenças
Danos à saúde e bem-estar
Perturbação da população local
Interferências em áreas ambientalmente 
sensíveis ou protegidas
Perda de recursos naturais
Poluição do solo
Degradação do solo
Proliferação de pragas e vetores
Geração de Resíduos Sólidos - 
Gerenciamento inadequado do lodo 
e sobrenadante provenientes do 
tratamento dos efluentes de SES
AçõES
IMPACTOS NEGATIVOS
6.4.2. Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES)
Para os Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES), os im-
pactos prováveis resultantes de uma operação inadequada 
são vários que, somados, podem poluir, degradar e assim 
prejudicar a qualidade dos corpos d’água ou solos onde 
são dispostos, podendo causar mais problemas do que be-
nefícios à sociedade e ao meio ambiente. Por exemplo, a 
geração de resíduos sólidos (lodo e sobrenadante), a emis-
são de efluentes fora dos padrões de qualidade, com carga 
orgânica, nutrientes limitantes30 (ex. nitrogênio, fósforo e 
potássio) e DBO9 elevadas que podem favorecer proces-
sos de eutrofização dos corpos d’água, levando esses a 
um ‘fim’ precoce, além da contaminação de alimentos (ex. 
hortaliças), geração de odores desagradáveis causando 
perturbação da população local etc. Portanto, é impres-
cindível que as Companhias de águas e esgotos como a 
CAERN, através de uma rotina de operação e manutenção 
eficiente minimizem e controlem os impactos negativos 
ou adversos, pois esses podem ser significativamente da-
nosos ao meio ambiente e à saúde da população-alvo de 
seus serviços.
Por outro lado, se bem operados e mantidos, os sistemas 
de esgotamento sanitário podem resultar em grandes be-
nefícios à sociedade e ao meio ambiente. Abaixo estão lis-
tados impactos ambientais negativos advindos das ativi-
dades de operação e manutenção inadequadas e impactos 
ambientais positivos advindos de atividades executadas 
corretamente.
79
Geração de efluentes com qualidade 
insatisfatória
Emissão de níveis elevados de ruídos
Perturbação da população local
Perda de recursos naturais 
Proliferação de pragas e vetores
Danos patrimoniais 
(ex. Danos ao sistema pelo crescimento de 
vegetação podendo causar problemas na 
estrutura através das raízes)
Poluição de corpos hídricos
Interferências em áreas ambientalmente 
sensíveis ou protegidas
Degradação hídrica (eutrofização)
Perturbação da fauna nativa
Perda ou alteração do habitat das espécies
Geração de odores fétidos
Veiculação de doenças
Danos à saúde e bem-estar
Poluição do solo
Degradação do solo
Acidentes a empregados e terceiros
Geração de resíduos sólidos (lodo)
Operação e manutenção de 
sistemas de saneamento - problemas 
resultantes de atividades de operação 
e manutenção inadequadas de SES
Operação e manutenção de 
sistemas de saneamento - benefícios 
resultantes de atividades de operação 
e manutenção adequadas de SES
Preservação de recursos hídricos e da sua 
biodiversidade7
Promoção da saúde, bem-estar e justiça social
Controle e prevenção de doenças
Limpeza pública
Aumento da expectativa de vida e redução da 
mortalidade infantil
Desenvolvimento social e econômico
Higiene pessoal
IMPACTOS NEGATIVOS
IMPACTOS POSITIVOS
AçõES
80
Geração de Resíduos Sólidos
(Gerenciamento inadequado do lodo e 
sobrenadante provenientes do tratamento dos 
efluentes de SES) (Foto 32)
Poluição de corpos hídricos
Degradação hídrica (eutrofização) (Foto 34)
Perturbação da fauna nativa
Geração de odores fétidos
Veiculação de doenças
Danos à saúde e bem-estar
Perturbação da população local
Perda de recursos naturais 
Interferências em áreas ambientalmente 
sensíveis ou protegidas
Proliferação de pragas e vetores 
Poluição do solo (Foto 33)
Degradação do solo 
Operação e Manutenção de Sistemas de 
Saneamento (problemas resultantes de atividades 
de operação e manutenção inadequadas 
de SES - ex. assoreamento de ETEs, quebra 
de equipamentos e recalque de estruturas, 
obstruções, crescimento de vegetação etc)
Geração de efluentes com qualidade 
insatisfatória (Foto 35)
Aumento dos níveis de ruídos e vibrações (neste 
caso apenas ruídos) 
Danos patrimoniais (Foto 36)
Acidentes a empregados e terceiros
Perda ou alteração do habitat das espécies
Operação e Manutenção de Sistemas de 
Saneamento (benefícios resultantes de atividades 
de operação e manutenção adequadas de SES)
Preservação de recursos hídricos e da sua 
biodiversidade 
Promoção da saúde, bem-estar e justiça social 
(Foto 32)
Controle e prevenção de doenças
Limpeza pública
Aumento da expectativa de vida e redução da 
mortalidade infantil
Desenvolvimento social e econômico
Higiene pessoal
POSSÍVEIS IMPACTOS AMBIENTAIS
Fonte: Marcos Freire Jr.36
5 - Operação de manutenção de SES
Fonte: Marcos Freire Jr.33
Fonte: Marcos Freire Jr.34
Fonte: Marcos Freire Jr.32
Fonte: Marcos Freire Jr.35
Operação de 
manutenção 
de SES
IMPACTOS AMBIENTAIS
Geração de Resíduos Sólidos
(Gerenciamento inadequado do lodo e 
sobrenadante provenientes do tratamento dos 
efluentesde SES) 
Poluição de corpos hídricos
Degradação hídrica (eutrofização) 
Perturbação da fauna nativa
Geração de odores fétidos
Veiculação de doenças
Danos à saúde e bem-estar
Perturbação da população local
Perda de recursos naturais 
Interferências em áreas ambientalmente 
sensíveis ou protegidas
Proliferação de pragas e vetores 
Poluição do solo 
Degradação do solo
Operação e Manutenção de Sistemas de 
Saneamento (problemas resultantes de atividades 
de operação e manutenção inadequadas de SES - ex. 
assoreamento de ETEs, quebra de equipamentos e 
recalque de estruturas, obstruções etc)
Geração de efluentes com qualidade insatisfatória
Aumento dos níveis de ruídos e vibrações 
(neste caso apenas ruídos) 
Danos patrimoniais 
Acidentes a empregados e terceiros
Perda ou alteração do habitat das espécies
Operação e Manutenção de Sistemas de Saneamento 
(benefícios resultantes de atividades de 
operação e manutenção adequadas de SES)
Preservação de recursos hídricos e da sua 
biodiversidade 
Promoção da saúde, bem-estar e justiça social
Controle e prevenção de doenças
Limpeza pública 
Aumento da expectativa de vida e redução da 
mortalidade infantil
Desenvolvimento social e econômico
Higiene pessoal
Caráter
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Ordem
Direta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Direta
Indireta
Direta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Direta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Indireta
Escala
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local
Local/Regional
Local/Regional
Local
Local/Regional
Local
Local
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Local/Regional
Duração
Curta/Média/
Longa
Média/Longa
Longa
Média/Longa
Longa
Média/Longa
Média/Longa
Média/Longa
Média/Longa
Média/Longa
Curta/Média/Longa
Média/Longa
Longa
Curta/Média/Longa
Média/Longa
Longa
Média/Longa
Curta
Longa
Longa
Longa
Longa
Longa
Longa
Longa
Longa
Longa
Dinâmica
 Temporária
 
Temporária 
Permanente
 Temporária
 Temporária/
Cíclica
 Temporária/
Cíclica
Temporária/
 Permanente
 Temporária/
Cíclica
 Permanente
 
Temporária
Cíclica
 Temporária
 Permanente
 Temporária/
Cíclica
Temporária/
Cíclica/
 Permanente
 Permanente
Temporária
 Permanente
Permanente
Permanente
Permanente
Permanente
Permanente
Permanente
Permanente
Permanente
Permanente
Reversibilidade
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível/
Irreversível
Reversível
Irreversível
Reversível/
Irreversível
Reversível
Reversível
Reversível
Reversível
Irreversível
Reversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
Irreversível
5 - Operação e manutenção de SES
Impactos X Atributos Atributos Qualificativos
83
Redes de Interações dos Impactos Ambientais
Diretos (D); Indiretos (I)
Interferências em áreas
sensíveis ou protegidas (I)
Proliferação de pragas e
vetores (I)
Perda de recursos
naturais (I)
Perturbação da 
população local (I)
Desenvolvimento social
e econômico (I)
Preservação de recursos
hídricos e da biodiversidade (I)
Promoção da saúde, bem-estar
e justiça social (I)
Incrementos nas finanças
públicas (I)
Aumento da expectativa
de vida e redução da
mortalidade infantil (I)
Controle e prevenção
de doenças (I)
Higiene pessoal (I)
Limpeza pública (I)
Danos à saúde e
bem-estar (I)
Perturbação da fauna nativa (I)
Veiculação de doenças (I)
Poluição do solo (I) Degradação do solo (I)
Geração de odores (I)
Degradação hídrica (I)
Poluição de corpos hídricos (I)
Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem)
Geração de Resíduos Sólidos (D)
(Gerenciamento inadequado do
lodo e sobrenadante de SES)
Operação e Manutenção de SES (D)
(Benefício de atividades de operação e
manutenção adequadas de SES)
84
Redes de Interações dos Impactos Ambientais
Diretos (D); Indiretos (I)
Perdas de recursos
naturais (I)
Geração de efluentes
com qualidade
insatisfatória (I)
Perda ou alteração do
habitat das espécies (I)
Perturbação da população
local (I)
Perturbação da fauna
nativa (I)
Geração de resíduos
sólidos (I)
Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem)
Veiculação de doenças (I)
Acidentes a empregados e terceiros (I)
Degradação do solo (I)
Interferências em áreas
ambientalmente sensíveis (I)
Poluição hídrica (I)
Danos patrimoniais (I)
Poluição do solo (I)
Proliferação de pragas e vetores (I)
Degradação hídrica (I)
(Eutrofização)
Geração de odores
fétidos (I)
Danos à saúde e
bem-estar (I)
Emissão de ruídos
em níveis elevados (I)
Operação e Manutenção de SES (D)
(problemas de atividades de operação
e manutenção de SES)
Fonte: Marcos Freire e Mariana Maziero
86
ENTENDENDO A REDE DE INTERAçõES DE IMPACTOS ACIMA!
1) AçõES DE OPERAçãO E MANUTENçãO DE 
SISTEMAS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO (SES) 
COMO GERENCIAMENTO INADEQUADO DO LODO E 
SOBRENADANTE PROVENIENTES DO TRATAMENTO 
DOS EFLUENTES DE SES, PODENDO CAUSAR: 
1.1 - Poluição de corpos hídricos, por excesso de 
nutrientes e patógenos31, que por sua vez pode 
resultar em:
 1.1.1 - Perdas de recursos naturais, a eutrofi-
zação pelo excesso de nutrientes resultantes 
do lodo de Estação de Tratamento de Efluen-
tes - ETE etc pode gradualmente causar per-
da da qualidade da água e perda de recursos 
naturais como peixes, moluscos, crustáceos e 
outros seres aquáticos. Este impacto, por sua 
vez pode resultar em:
1.1.1.1 - Interferências em áreas sensí-
veis ou protegidas, perda do equilíbrio 
natural dos ecossistemas aquáticos 
ocasionada pela poluição desencadea-
da pelo excesso de nutrientes e outros 
elementos no lodo de ETE. Este impac-
to pode resultar em: Perturbação da 
população local, Perturbação da fauna 
aquática e agravar a Perda de recursos 
naturais;
1.1.1.2 - Perturbação da fauna aquática, 
a perda de recursos naturais como dete-
rioração da qualidade da água (ex. déficit 
de oxigênio) e perda de determinados 
grupos faunísticos e florísticos mais 
sensíveis à poluição pode ocasionar em 
perturbação e perda crônica (gradual) e 
aguda (abrupta) de fauna aquática. Este 
impacto pode, por sua vez resultar ou 
agravar a: Perda de recursos naturais 
(fauna) e a interferência em áreas am-
bientalmente sensíveis, que, por sua vez 
pode causar Perturbação da população 
local que utiliza, por motivos econômi-
cos e de subsistência, os recursos natu-
rais do corpo d’água afetado;
1.1.1.3 - Perturbação da população 
local, pela perda de recursos naturais 
como água de qualidade para consu-
mo e outros usos e perda de recursos 
faunísticos como peixes. Este impac-
to pode evoluir para Danos à saude e 
bem-estar da população por motivos 
de estresse;
Impacto direto
Impacto indireto
de 1ª ordem
Impacto indireto
de 2ª ordem
Impacto indireto
de 4ª ordem
Impacto indireto
de 3ª ordem
Impacto indireto
de 5ª ordem
Legenda
* As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos 
ambientais.Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, 
consequentemente, ao evento relacionado.
87
1.1.2 - Degradação hídrica, pela perda gradual 
da qualidade da água acelerando o processo 
de eutrofização e que ao longo do tempo, caso 
não cesse a fonte de poluição, pode inviabili-
zar corpos d’água para os diversos usos a que 
se destinam. Este impacto pode resultar em: 
1.1.2.1 - Perturbação da fauna aquáti-
ca, a degradação hídrica como dete-
rioração da qualidade da água e perda 
de determinados grupos faunísticos 
e florísticos mais sensíveis à poluição 
pode ocasionar em perturbação e per-
da crônica (gradual) e aguda (abrupta) 
de fauna aquática. Este impacto pode, 
por sua vez resultar ou agravar a: Per-
da de recursos naturais (fauna) e a in-
terferência em áreas ambientalmente 
sensíveis, que, por sua vez pode causar 
Perturbação da população local que 
utiliza, por motivos econômicos e de 
subsistência, os recursos naturais do 
corpo d’água afetado;
1.1.2.2 - Interferências em áreas sen-
síveis ou protegidas, perda do equilí-
brio natural dos ecossistemas aquáticos 
ocasionada pela degradação (eutrofi-
zação) desencadeada pelo excesso de 
nutrientes e outros elementos no lodo 
de ETE. Este impacto pode resultar em: 
Perturbação da população local, Per-
turbação da fauna aquática e agravar 
a Perda de recursos naturais;
1.1.2.3 - Veiculação hídrica de doenças, 
que, por sua vez pode resultar em 
Perturbação da população local e Da-
nos graves à saúde e bem-estar da po-
pulação local. Este último, por sua vez, 
pode agravar o estado de Perturbação 
da população local;
1.1.2.4 - Proliferação de pragas e vetores, 
que, por sua vez, pode resultar em Per-
turbação da população local, Pertur-
bação da fauna aquática, Interferên-
cias em áreas sensíveis ou protegidas e 
Veiculação de doenças infecto-conta-
giosas. Este último, por exemplo, pode 
resultar em Perturbação da população 
local e em Danos graves à saúde e 
bem-estar da população local;
1.1.2.5 - Geração de odores fétidos, 
que pode ser através da fermentação do 
próprio lodo de ETE como pelo avanço 
do processo de eutrofização de corpos 
d’água e acúmulo de matéria orgânica 
nos sedimentos que acarretará na libe-
ração de odores fétidos causados pelo 
gás metano (CH4) e ácido sulfídrico 
(H2S). Este impacto, por sua vez pode 
causar Danos à saúde e bem-estar da 
população, pois esses gases são tóxicos 
se inalados e também pode resultar em 
Perturbação da população local. Este 
último pode evoluir para Danos à saú-
de e bem-estar pelo estresse gerado;
1.1.2.6 - Perda de recursos naturais, a 
eutrofização em corpos d’água pelo ex-
cesso de nutrientes resultantes do lodo 
88
de ETE etc pode gradualmente causar 
perda da qualidade da água e perda de 
recursos naturais como peixes, molus-
cos, crustáceos e outros seres aquáti-
cos. Este impacto, por sua vez pode 
resultar em: Interferências em áreas 
sensíveis ou protegidas, dentre outros, 
que equivale a perda do equilíbrio na-
tural dos ecossistemas aquáticos oca-
sionada pela poluição desencadeada 
pelo excesso de nutrientes e outros 
elementos no lodo. Este impacto, por 
exemplo, pode resultar em: Perturba-
ção da população local, Perturbação 
da fauna aquática e agravar a Perda 
de recursos naturais;
1.1.3 - Interferências em áreas sensíveis ou 
protegidas, perda do equilíbrio natural dos 
ecossistemas aquáticos ocasionada pela polui-
ção desencadeada pelo excesso de nutrientes e 
outros elementos no lodo de ETE. Este impac-
to pode resultar em: 
1.1.3.1 - Perturbação da fauna aquáti-
ca, a interferência em áreas sensíveis 
ou protegidas pela poluição aquática 
pode ocasionar em perturbação e per-
da crônica (gradual) e aguda (abrupta) 
de fauna aquática. Este impacto pode, 
por sua vez resultar ou agravar a: Per-
da de recursos naturais (fauna) e a in-
terferência em áreas ambientalmente 
sensíveis, que, por sua vez pode causar 
Perturbação da população local que 
utiliza, por motivos econômicos e de 
subsistência, os recursos naturais do 
corpo d’água afetado;
1.1.3.2 - Perturbação da população lo-
cal, pela interferência em áreas sensí-
veis ou protegidas pela poluição aquá-
tica. Este impacto pode evoluir para 
Danos à saude e bem-estar da popula-
ção por motivos de estresse; 
1.1.3.3 - Perda de recursos naturais, 
a interferência em áreas sensíveis ou 
protegidas pela poluição aquática pode 
ocasionar em Perturbação da fauna 
aquática e perda crônica (gradual) e 
aguda (abrupta) dessa;
1.1.4 - Perturbação da fauna aquática, a per-
da de recursos naturais como deterioração da 
qualidade da água (ex. déficit de oxigênio) e 
perda de determinados grupos faunísticos 
e florísticos mais sensíveis à poluição pode 
ocasionar em perturbação e perda crônica 
(gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquáti-
ca. Este impacto pode por sua vez resultar ou 
agravar a: Perda de recursos naturais (fauna) 
e a Interferência em áreas ambientalmente 
sensíveis, que, por sua vez pode causar Per-
turbação da população local que utiliza, por 
motivos econômicos e de subsistência, os re-
cursos naturais do corpo d’água afetado. Este 
último impacto pode evoluir para Danos à 
saude e bem-estar da população; 
1.1.5 - Veiculação hídrica de doenças, que, por 
sua vez pode resultar em Perturbação da po-
pulação local e Danos graves à saúde e bem-
-estar da população local. Este último, por sua 
vez, pode agravar o estado de Perturbação da 
população local por motivos de sáude;
89
1.2 - Poluição do solo, por excesso de nutrientes e 
patógenos, que por sua vez pode resultar em:
1.2.1 - Interferências em áreas sensíveis ou 
protegidas, perda do equilíbrio natural dos 
ecossistemas terrestres afetados, ocasionada 
pela poluição desencadeada pelo excesso de 
nutrientes e outros elementos no lodo de ETE. 
Este impacto pode resultar em: 
1.2.1.1 - Perturbação da fauna, a inter-
ferência em áreas sensíveis ou protegi-
das pela poluição pode ocasionar em 
perturbação e perda crônica (gradual) 
e aguda (abrupta) de fauna terrestre. 
Este impacto pode por sua vez resul-
tar ou agravar a: Perda de recursos 
naturais (fauna) e a interferência em 
áreas ambientalmente sensíveis, que, 
por sua vez pode causar Perturbação 
da população local que utiliza, por mo-
tivos econômicos e de subsistência, os 
recursos naturais do ecossistema afe-
tado (ex. atividades agrosilvopastoris); 
1.2.1.2 - Perturbação da população local, 
pela interferência em áreas sensíveis 
ou protegidas pela poluição resultante 
do lodo disposto no solo. Este impac-
to pode evoluir para Danos à saúde e 
bem-estar da população por motivos 
de estresse e saúde; 
1.2.1.3 - Perda de recursos naturais, a 
interferência em áreas sensíveis ou pro-
tegidas pela poluição pode ocasionar 
em Perturbação da fauna e perda crô-
nica (gradual) e aguda (abrupta) dessa;
1.2.2 - Perdas e alteração de recursos naturais, 
a poluição no solo pelo excesso de nutrientes 
resultantes do lodo de ETE etc pode gradu-
almente causar perda da qualidade do mes-
mo para atividades de agricultura e perda de 
recursos naturais como fauna mais sensível e 
favorecer a proliferação de espécies daninhas 
de plantas. Este impacto, por sua vez pode re-
sultar em:
1.2.2.1 - Interferências em áreas sensí-
veis ou protegidas, perda do equilíbrio 
natural dos ecossistemas terrestres afe-
tados ocasionada pela poluição desen-
cadeada pelo excesso de nutrientes e 
outros elementos no lodo de ETE. Este 
impacto pode resultar em: Perturba-
ção da população local, Perturbação 
da fauna e agravar a Perda de recursos 
naturais;
1.2.2.2 - Perturbação da fauna e flo-
ra, a perda de recursos naturais como 
deterioração da qualidade do solo (ex. 
excesso de nutrientes) e perda de deter-
minados grupos faunísticos e florísti-
cos maissensíveis à poluição pode oca-
sionar em perturbação e perda crônica 
(gradual) e aguda (abrupta), e também 
alteração de fauna que vive no solo. 
Este impacto pode por sua vez resultar 
ou agravar a: Perda de recursos natu-
rais (fauna e flora) e a Interferência 
em áreas ambientalmente sensíveis, 
que, por sua vez pode causar Perturba-
ção da população local que utiliza, por 
90
motivos econômicos e de subsistência, 
os recursos naturais do ecossistema afe-
tado (ex. atividades agrosilvopastoris);
1.2.2.3 - Perturbação da população lo-
cal, pela perda de recursos naturais 
como solo de qualidade para agricul-
tura e outros usos e perda de recursos 
faunísticos. Este impacto pode evoluir 
para Danos à saúde e bem-estar da 
população por motivos de estresse e 
saúde;
1.2.3 - Degradação do solo, a poluição do 
solo por disposição inadequada de lodo de 
ETE pode com o tempo resultar na degra-
dação do mesmo por excesso de nutrientes 
e contaminação: a contaminação do solo 
é uma preocupação ambiental, visto que a 
contaminação interfere no ambiente global 
da área afetada, ocasionando dessa forma 
Perda de recursos naturais (solo, águas su-
perficiais e subterrâneas, fauna e vegetação), 
e podendo também estar na origem de pro-
blemas de saúde pública (Danos à saúde e 
bem-estar da população afetada); 
2) AçõES DE OPERAçãO E MANUTENçãO DE 
SISTEMAS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO (SES) 
COMO BENEFÍCIOS DE ATIVIDADES DE OPERAçãO 
E MANUTENçãO ADEQUADAS DE SES, PODENDO 
CAUSAR: 
2.1 - Higiene pessoal, os serviços de esgotamento 
sanitário promovem dentre muitos benefícios a hi-
giene pessoal, que por sua vez resultará no Controle 
e prevenção de doenças, Aumento da expectativa 
de vida e redução da mortalidade infantil e na Pro-
moção da saúde, bem-estar e justiça social. Este 
último, por sua vez, resultará em Desenvolvimento 
social e econômico, Incrementos nas finanças pú-
blicas e Aumentará ainda mais a expectativa de 
vida e reduzirá a mortalidade infantil;
2.2 - Promoção da saúde, bem-estar e justiça social, 
através da coleta, tratamento e disposição adequada 
dos efluentes sanitários, propiciando a redução no nú-
mero de doenças de veiculação hídrica, contribuindo 
para a melhoria na saúde, bem-estar (qualidade de 
vida) e justiça social. Este impacto poderá resultar em 
Desenvolvimento social e econômico, Incrementos 
nas finanças públicas e Aumentará ainda mais a ex-
pectativa de vida e reduzirá a mortalidade infantil;
2.3 - Limpeza pública, através do tratamento efi-
ciente dos efluentes, podendo esses após condicio-
namento serem utilizados para usos indiretos, como 
a limpeza pública de calçadas e ruas, e na irrigação 
de canteiros e jardins. Por sua vez, este impacto po-
derá resultar em Promoção da saúde, bem-estar e 
justiça social e no Controle e prevenção de doen-
ças. Por fim, ambos os impactos poderão resultar 
indiretamente no Aumento da expectativa de vida 
e redução da mortalidade infantil;
2.4 - Preservação de recursos hídricos e da biodi-
versidade, o tratamento eficaz dos efluentes sanitá-
rios e a redução de sua carga orgânica promovem a 
preservação dos recursos hídricos receptores, na me-
dida que torna mais fácil a depuração dos efluentes 
tratados pelos micro-organismos. Com isso, haverá 
Preservação da biodiversidade e das condições esté-
ticas e sanitárias dos corpos d’água (Foto 38). Por 
sua vez, este impacto poderá resultar em Promoção 
91
da saúde, bem-estar e justiça social e no Controle e 
prevenção de doenças. Por fim, ambos os impactos 
poderão resultar indiretamente no Aumento da ex-
pectativa de vida e redução da mortalidade infantil 
das comunidades que utilizam os recursos hídricos 
para fins econômicos, recreativos e de subsistência; 
3) AçõES DE OPERAçãO E MANUTENçãO DE 
SISTEMAS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO (SES) 
COMO PROBLEMAS DE ATIVIDADES DE OPERAçãO 
E MANUTENçãO DE SES, PODENDO CAUSAR: 
3.1 - Geração de efluentes com qualidade insatisfa-
tória, se os sistemas de tratamento de efluentes não 
forem bem operados e mantidos poderão acarretar 
em prejuízos ao tratamento gerando efluentes com 
qualidade insatisfatória, ou seja, com parâmetros fí-
sico-químicos e microbiológicos acima do recomen-
dado pela legislação vigente (Resoluções CONAMA 
nº 357/2005 e 430/2011), assim como poderá causar 
assoreamento, recalque de estruturas, crescimento 
de vegetação, quebra e mal funcionamento de equi-
pamentos e estruturas etc (Foto 37). Este impacto, 
por sua vez, poderá resultar nos seguintes impactos 
indiretos de segunda ordem:
3.1.1 - Interferências em áreas sensíveis ou pro-
tegidas, perda do equilíbrio natural dos ecossis-
temas terrestres e aquáticos afetados, ocasio-
nada pela poluição desencadeada pelo excesso 
de nutrientes e outros elementos dos efluentes 
sanitários. Este impacto pode resultar em: 
3.1.1.1 - Perturbação da fauna aquáti-
ca, a interferência em áreas sensíveis 
ou protegidas pela poluição pode oca-
sionar em perturbação e perda crônica 
(gradual) e aguda (abrupta) de fauna 
aquática. Este impacto pode por sua 
vez resultar ou agravar a: Perda de 
recursos naturais (fauna aquática), 
a Interferência em áreas ambiental-
mente sensíveis. A Perda de recursos 
naturais (fauna aquática) pode acelerar 
o processo de Degradação hídrica, por 
exemplo; 
3.1.1.2 - Perda ou alteração do habitat 
das espécies, a poluição pelos efluentes 
com qualidade insatisfatória pode com 
o tempo tornar um corpo d’água im-
próprio à maioria das espécies da fauna 
e flora, seja ela micro ou macro. Este 
impacto pode evoluir para Interferên-
cias em áreas sensíveis ou protegidas 
e Perturbação da fauna nativa. Este 
último pode resultar em Perda de re-
cursos naturais (fauna aquática); 
3.1.1.3 - Perda de recursos naturais, a 
interferência em áreas sensíveis ou pro-
tegidas pela poluição pode ocasionar 
em Perturbação da fauna e Degrada-
ção hídrica. Este último pode resultar 
em Perturbação da população local 
que utiliza os recursos hídricos afeta-
dos direta ou indiretamente;
3.1.2 - Poluição hídrica, por excesso de nu-
trientes e patógenos provenientes dos efluen-
tes que não forem tratados satisfatoriamente, 
e que, por sua vez, pode resultar em:
92
3.1.2.1 - Interferências em áreas sensí-
veis ou protegidas, perda do equilíbrio 
natural dos ecossistemas terrestres 
afetados ocasionada pela poluição de-
sencadeada pelo excesso de nutrien-
tes e outros elementos dos efluentes 
sanitários. Este impacto pode resultar 
em: Perturbação da fauna, Perda de 
recursos naturais e Perda ou alteração 
do habitat das espécies. A Perda de re-
cursos naturais, por exemplo, poderá 
ocasionar ou acelerar os processos de 
Degradação hídrica (eutrofização);
3.1.2.2 - Degradação hídrica, pela perda 
gradual da qualidade da água acelerando 
o processo de eutrofização e que ao lon-
go do tempo, caso não cesse a fonte de 
poluição, pode inviabilizar corpos d’água 
para os diversos usos a que se destinam. 
Este impacto pode, por exemplo, resultar 
em Geração de odores fétidos, que, por 
sua vez, poderá ocasionar Perturbação 
da população local;
3.1.2.3 - Veiculação hídrica de doenças, 
como: febre tifoide, cólera, amebíase, 
giardíase, gastroenterites, verminoses 
etc, que, por sua vez pode resultar em 
Perturbação da população local e Da-
nos graves à saúde e bem-estar da po-
pulação local. Este último, por sua vez, 
pode agravar o estado de Perturbação 
da população local;
3.1.2.4 - Perturbação da fauna aquáti-
ca, a poluição pode ocasionar em per-
turbação e perda crônica (gradual) e 
aguda (abrupta) de fauna aquática. Este 
impacto pode, por sua vez, resultar ou 
agravar a: Perda de recursos naturais 
(fauna aquática), na interferência em 
áreas ambientalmente sensíveis. A Per-
da de recursos naturais (fauna aquática) 
pode acelerar o processode Degrada-
ção hídrica, por exemplo; 
3.1.3 - Geração de odores fétidos, o tratamen-
to ineficaz dos efluentes sanitários em lago-
as facultativas26, com maior contribuição de 
anaerobiose, por exemplo, poder gerar grande 
quantidade de odores fétidos. Além disso, o 
tratamento normal em ETEs sem mecanismos 
eficientes de controle ou redução de odores, 
a depender dos ventos dominantes, também 
pode gerar quantidade de odores fétidos e es-
ses atingirem as comunidades mais próximas. 
Portando, em vista disso, este impacto pode 
causar Perturbação da população local e isto, 
pode, por sua vez, evoluir para Danos à saú-
de e bem-estar da população local, por mo-
tivos de estresse;
3.1.4 - Danos patrimoniais, o tratamento ine-
ficaz dos efluentes sanitários em ETEs, po-
derá favorecer o crescimento de vegetação, 
que, por sua vez, poderá causar problemas na 
estrutura através das raízes, causando danos 
ao sistema. Portanto, em vista disso, este im-
pacto pode causar Acidentes a empregados e 
terceiros que atuem diretamente na operação 
dos sistemas e que não estejam devidamente 
protegidos por EPIs. Por fim, este último po-
derá resultar em Danos à saúde e bem-estar 
de empregados e terceiros;
93
3.1.5 - Poluição do solo, a poluição do solo por 
disposição de efluentes não tratados de forma efi-
ciente pode com o tempo resultar na Degradação 
do mesmo por excesso de nutrientes e contami-
nação: a contaminação do solo é uma preocupa-
ção ambiental, visto que a contaminação interfere 
no ambiente global da área afetada, ocasionando 
dessa forma Perda de recursos naturais (qualidade 
de solo, águas superficiais e subterrâneas, fauna 
e vegetação), e podendo também estar na origem 
de problemas de saúde pública pela Veiculação de 
doenças, que, por sua vez, poderá gerar Danos à 
saúde e bem-estar da população afetada;
3.1.6 - Geração de resíduos sólidos, disposição sem o 
devido tratamento de lodo e sobrenadante oriundos 
do metabolismo de ETEs. Este impacto, por sua vez, 
pode resultar em: Proliferação de pragas e vetores, 
e este, por sua vez, em Danos graves à saúde e bem-
-estar das pessoas por várias doenças que podem 
ser transmitidas e resultar na Perturbação da popu-
lação local. Além da proliferação de pragas e vetores, 
a geração de resíduos sólidos pode também resultar 
diretamente em Danos à saúde e bem-estar das pes-
soas, Geração de odores fétidos, Veiculação de do-
enças infecto-contagiosas, Poluição e Degradação 
do solo, Interferências em áreas ambientalmente 
sensíveis ou protegidas, Poluição e Degradação hí-
drica, e todos os seus impactos indiretos de 4ª e 5ª 
ordem associados;
3.1.7 - Acidentes a empregados e terceiros, nas 
atividades de operação e manutenção de ETEs, o 
manuseio inadequado dos efluentes que, por ven-
tura não tenham sido tratados de forma satisfa-
tória, poderá gerar riscos de acidentes com esses 
efluentes, sobretudo, no que se refere à conta-
minação com patógenos presentes. Este impacto 
pode gerar, através da Veiculação de doenças, gra-
ves Danos à saúde e bem-estar de empregados e 
terceiros;
3.1.8 - Proliferação de pragas e vetores, a dispo-
sição no solo, por exemplo, de efluentes sanitá-
rios não tratados corretamente pode não só atrair, 
como favorecer à proliferação de pragas e vetores, 
que, por sua vez, poderão causar Perturbação da 
população local e Veiculação de doenças infecto-
-contagiosas, que por fim, poderá causar graves 
Danos à saúde e bem-estar da população local;
3.2 - Interferências em áreas sensíveis ou protegidas, 
perda do equilíbrio natural dos ecossistemas terrestres 
e aquáticos afetados, ocasionada pela poluição desenca-
deada pelo excesso de nutrientes e outros elementos dos 
efluentes sanitários. Este impacto poderá resultar em: 
3.2.1 - Perturbação da fauna aquática, a interfe-
rência em áreas sensíveis ou protegidas pela po-
luição poderá ocasionar em perturbação e perda 
crônica (gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquá-
tica. Este impacto poderá por sua vez, resultar 
ou agravar a: Perda de recursos naturais (fauna 
aquática), Interferência em áreas ambientalmen-
te sensíveis. A perda de recursos naturais (fauna 
aquática) pode acelerar o processo de Degradação 
hídrica, por exemplo; 
3.2.2 - Perda ou alteração do habitat das espécies, 
a poluição pelos efluentes com qualidade insatisfa-
tória poderá com o tempo tornar um corpo d’água 
impróprio à maioria das espécies da fauna e flora, 
seja ela micro ou macro. Este impacto pode evoluir 
94
Foto 37. Alguns dos problemas corriqueiros observados em SES, resultantes da falta de atividades de operação e 
manutenção periódicas ou das mesmas sendo exercidas de forma incorreta: Assoreamento dos sistemas (A); Grande 
quantidade de vegetação dentro e fora dos sistemas (B); Presença de animais dentro dos sistemas (C); Vazamentos 
em equipamentos dos sistemas (D); Disposição de lixo em equipamentos dos sistemas (E); Grande quantidade de 
lodo sobrenadante dentro das lagoas de estabilização (F).
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: Marcos Freire Jr.
A
D
B
E
C
F
para Interferências em áreas sensíveis ou pro-
tegidas e Perturbação da fauna nativa. Este 
último poderá resultar em Perda de recursos 
naturais (fauna aquática); 
3.2.3 - Perda de recursos naturais, a interferência 
em áreas sensíveis ou protegidas pela poluição 
poderá ocasionar em Perturbação da fauna e De-
gradação hídrica. Este último poderá resultar em 
Perturbação da população local que utiliza os re-
cursos hídricos afetados direta ou indiretamente;
3.3 - Emissão de ruídos em níveis elevados, resul-
tante de equipamentos (bombas, geradores etc) des-
regulados ou sem equipamentos abafadores. Este 
impacto, por sua vez pode resultar em Perturbação 
da população local e este, por sua vez, pode evoluir 
para Danos à saúde e bem-estar das pessoas;
3.4 - Acidentes a empregados e terceiros, nas atividades 
de operação e manutenção de ETEs o manuseio inadequa-
do dos efluentes que, por ventura não tenham sido trata-
dos de forma satisfatória, poderá gerar riscos de acidentes 
com esses efluentes, sobretudo, no que se refere à con-
taminação com patógenos presentes. Este impacto pode 
gerar, através da Veiculação de doenças, graves Danos à 
saúde e bem-estar de empregados e terceiros;
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: Marcos Freire Jr.
Fonte: CAERN
A
B
CD
Foto 38. As atividades de operação e manutenção periódicas, corretas e eficazes em SES (A) 
produzirão efluentes com qualidade satisfatória (B), o que, por sua vez, refletirá na preservação de 
ecossistemas aquáticos14 (C) e da biodiversidade (D).
96
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
97
07
Medidas de Controle
Ambiental
Medidas de Controle Ambiental ou Mitigadoras são 
ações que resultam na redução dos efeitos dos impactos 
ambientais negativos (PETROBRÁS, 2006). São impor-
tantes ferramentas de gestão ambiental das empresas 
se empregadas de forma correta, reduzindo assim, vá-
rios passivos ambientais decorrentes de atividades im-
pactantes e modificadoras do meio ambiente. Quanto 
ao caráter, essas medidas podem ser: 
Neste Manual, a proposição de medidas de controle 
ambiental tem como objetivo principal relatar como 
atenuar ou corrigir os impactos ambientais adversos e/
ou potencializar os impactos benéficos listados acima, 
buscando também formas diretas ou alternativas de 
compensação dos efeitos negativos, que incidem prin-
cipalmente sobre os meios físico, biótico e socioeconô-
mico. 
Em relação à viabilidade ambiental dos empreendimen-
tos do saneamento é relevante esclarecer que ela será 
ampliada com a adoção dessas medidas, uma vez que 
parte das intervençõesantropogênicas25 será compen-
sada e/ou atenuada, através da busca de métodos e ma-
teriais alternativos que gerem impactos mais brandos 
ou até mesmo que possam torná-los nulos. Nesse senti-
do, visando à integração de tais empreendimentos com 
o meio ambiente que os comportarão, segue-se a pro-
posição das medidas de controle dos impactos ambien-
tais, discriminadas de acordo com as ações avaliadas 
como mais adversamente impactantes conforme acima 
listadas.
7.1. DEFINIçãO, IMPORTâNCIA
E CLASSIFICAçãO
7.2. CONSIDERAçõES GERAIS
PREVENTIVAS - quando a ação resulta na prevenção 
da ocorrência total ou parcial do impacto ambiental 
negativo;
CORRETIVAS - quando a ação resulta na correção 
total ou parcial do impacto ambiental negativo que 
já ocorreu;
POTENCIALIzADORAS - quando a ação resulta 
na melhora contínua de impactos positivos sobre o 
meio ambiente, que geralmente estão mais direta-
mente relacionados ao meio socioeconômico.
98
1
2
3
Alteração da paisagem 
natural (poluição visual)
Interferências em áreas 
ambientalmente sensíveis 
ou protegidas
Desmatamento ou 
supressão vegetal
Elaborar e Executar Plano de Recuperação de Áreas Degrada-
das37 (PRAD) ou de Conservação Paisagística nos locais utilizados 
pelas obras após conclusão do trecho/etapa ou após sua desmobi-
lização, a critério da empresa contratante, utilizando-se para isso 
de espécies nativas;
Evitar áreas onde há vida animal abundante e áreas protegi-
das ambientalmente como Áreas de Preservação Permanente 
(APPs), Áreas de Fragilidade/Sensibilidade Ambiental e Unida-
des de Conservação;
Assegurar que a intervenção sobre áreas de proteção como as lis-
tadas acima esteja prevista no projeto aprovado pelo Órgão Am-
biental Licenciador e seja continuamente monitorada por profis-
sional legalmente habilitado e competente para tal;
Elaborar e executar programa de educação ambiental com cam-
panhas voltadas aos trabalhadores enfatizando, sobretudo, a res-
peito da importância da preservação ambiental da área adjacente 
ao empreendimento;
Conservar a cobertura vegetal das vias de acesso, de forma a evi-
tar o desencadeamento de processos erosivos;
7.3. PROPOSIçãO DE MEDIDAS DE 
CONTROLE PARA OS IMPACTOS 
AMBIENTAIS LISTADOS
No quadro abaixo seguem as medidas de controle am-
biental propostas para as ações de impactos ambien-
tais diretos e indiretos listados neste Manual, através 
de ações preventivas, corretivas ou potencializadoras. 
Algumas dessas medidas foram elaboradas e inseridas 
com base em ações ambientais de controle constantes 
no Manual Ambiental de Obras de Saneamento da CA-
ESB (ROCHA & ALÍPAZ, 2010). 
Fase 1 - Obras de instalação, expansão e alteração de SAA e SES - Limpeza, Preparação das áreas e Obras civis
1.1
2.1
2.2
2.3
3.1
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
PREVENTIVAS CORRETIVAS POTENCIALIZADORAS
99
3
4
Desmatamento ou 
supressão vegetal
 
Perda de recursos naturais 
(fauna, flora e solo)
Solicitar antecipadamente e obter do Órgão Ambiental Licencia-
dor a Autorização para Supressão Vegetal da Área;
Realizar Levantamento Florístico27 na área de supressão da vegetação;
Realizar monitoramento contínuo de ações de supressão vegetal;
Orientar empregados sobre os cuidados e proteção da vegetação 
nativa que deverá ser mantida incólume (intocada) nas adjacências 
do empreendimento;
Elaborar e executar planos de revegetação com o plantio de espécies 
nativas e de compensação ambiental das áreas desmatadas;
Garantir que a supressão vegetal não exceda a área do projeto e 
corresponda estritamente à necessidade de ocupação da obra;
Orientar empregados em relação à proteção à fauna silvestre e 
vetar a caça ou captura de animais;
Estocar a camada superficial do solo (cerca de 20 cm) de locais sub-
metidos a intervenções de forma a acelerar o estabelecimento de ve-
getação nativa na recuperação de áreas degradadas pelas obras;
Realizar o plantio de espécies nativas, de acordo com orientações 
do Órgão Ambiental Licenciador, de forma a compensar a perda 
de flora durante as obras;
Evitar ações sobre áreas sujeitas ao desencadeamento de proces-
sos erosivos;
Conter o carregamento de sedimentos de áreas afetadas por pro-
cessos erosivos, de forma a minimizar a perda de solo;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
3.2
3.3
3.4
3.5
3.6
3.7
4.1
4.2
4.3
4.4
4.5
100
Conter o desenvolvimento de processos erosivos, de forma a evi-
tar a perda de solo;
Orientar empregados em relação à proteção à fauna silvestre e 
vetar a caça ou captura de animais;
Elaborar e executar Plano de monitoramento da fauna silvestre, 
em consonância com o Órgão Ambiental Licenciador, durante toda 
a fase de obras;
Se em algum momento das obras forem encontradas espécies ra-
ras ou ameaçadas de extinção, o Órgão Ambiental Licenciador de-
verá ser oficialmente comunicado para proceder com as medidas 
cabíveis;
Durante a instalação, deverá ser evitado o tráfego de veículos en-
volvidos nas obras durante o período noturno (22-7h), de forma a 
evitar o atropelamento de animais silvestres;
Durante a instalação, deverá ser evitado o trabalho ruidoso du-
rante o período noturno (22-7h), de forma a evitar a perturbação 
da fauna silvestre;
Proteger as formações vegetais arbóreas e mais densas, de forma 
a manterem preservados os habitats das espécies da fauna nativa;
Evitar ações sobre áreas sujeitas ao desencadeamento de proces-
sos erosivos;
Conter o carreamento de sedimentos de áreas afetadas por pro-
cessos erosivos, de forma a minimizar a perda de solo;
Conter o desenvolvimento de processos erosivos, de forma a evi-
tar a perda de solo;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
4.6
5.1
5.2
5.3
5.4
5.5
6.1
7.1
7.2
7.3
Perturbação da fauna nativa
 
 
 
Perda ou alteração do 
habitat das espécies
Desnudamento do solo
 
 
4
5
6
7
101
Garantir a estabilidade de materiais terrosos e similares em situ-
ações de estocagem de forma que esses por ação de chuvas não 
atinjam os corpos d’água;
Fornecer banheiro-químico ou equipamento equivalente para tre-
chos afastados do canteiro de obras;
Instalar poços de monitoramento da água subterrânea (piezôme-
tros) em consonância com o Órgão Ambiental Licenciador para 
averiguação da qualidade da água;
Implantar barreiras de contenção, caso as obras estejam próximas 
a corpos d’água;
Garantir a estabilidade das margens de corpos d’água e áreas ad-
jacentes próximas às obras dos empreendimentos do saneamento;
Elaborar e executar Plano de monitoramento de corpos d’água 
superficiais e subterrâneos, durante toda a fase de obras;
Caso haja constatação de poluição resultante das obras, as mes-
mas deverão ser interrompidas para dar-se início às ações de con-
tenção e remediação da poluição;
Evitar o derramamento de materiais combustíveis e promover ma-
nutenção preventiva de máquinas, veículos e equipamentos para 
evitar vazamento de óleo, combustível ou graxa etc;
Garantir a distância mínima de 30 metros entre um poço de água 
e o sistema de fossa e sumidouro (se for o caso);
Instalar sistema de esgotamento sanitário adequado para o cantei-
ro de obras e que o mesmo seja previamente aprovado pelo Poder 
Público;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
8.1
8.2
8.3
8.4
8.5
8.6
8.7
8.8
8.9
8.10
Poluição e degradação 
hídrica
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8
102
Proteger nascentes e cursos d’água perenes ou intermitentes;
Preservar os caminhos naturais da água e instalar estruturas apropriadas 
para o desvio e condução controlada de águas pluviais;
Elaborar e executar Projeto de Contenção de Processos Erosivose de 
Instabilidade de Terrenos e Taludes;
Controle técnico dos trabalhos de terraplenagem;
Manejar os materiais excedentes das escavações para áreas onde a topo-
grafia deverá ser corrigida;
Os materiais terrosos (areia, argila etc) manejados durante as escavações 
deverão ser utilizados para preenchimento das valas e regularização to-
pográfica dos terrenos;
Preservar os caminhos naturais da água;
Evitar ações sobre áreas sujeitas ao desencadeamento de proces-
sos erosivos;
Conter o carreamento de sedimentos de áreas afetadas por processos 
erosivos, de forma a minimizar a perda de solo;
Conter o desenvolvimento de processos erosivos, de forma a evitar a 
perda de solo;
No PRAD deve constar a estocagem da camada superficial do solo (cerca 
de 20 cm) de locais submetidos a intervenções de forma a acelerar o esta-
belecimento de vegetação nativa e evitar a degradação do solo;
Certificar-se junto às empreiteiras que as áreas de empréstimo e 
bota-fora possuem Licença Ambiental Válida.
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
8.11
8.12
9.1
9.2
9.3
9.4
9.5
9.6
9.7
9.8
9.9
9.10
Erosão, degradação do solo 
e Instabilidade de terrenos 
e taludes
 
 
 
 
8
9
103
Estabelecer programa de vacinação e disponibilizar atendimento 
médico para os trabalhadores das obras;
Os operários deverão receber orientação através de Plano de Pro-
teção ao Trabalhador e de Segurança do Ambiente de Trabalho 
quanto ao descarte de materiais e quanto ao desenvolvimento dos 
serviços, manuseio de produtos e equipamentos etc;
Treinar trabalhadores para a prevenção de acidentes e sobre técni-
cas de combate a incêndios;
Estabelecer orientações e regras para primeiros socorros e trasla-
do de acidentados;
Fornecer EPIs e EPCs a todos os trabalhadores e terceiros que 
visitem as obras, de forma a diminuir os riscos provenientes do 
ambiente de trabalho;
Sinalizar e isolar devidamente as áreas em fase de obras, de forma 
a evitar acidentes a empregados e terceiros;
Deve ser respeitada a legislação brasileira quanto à jornada de 
trabalho diária, instalações adequadas, saúde (exames periódicos) 
e segurança no ambiente de trabalho;
Garantir atendimento imediato no caso de acidente de trabalho ou 
qualquer outra emergência médica;
Instalar placas informativas, cavaletes de aviso e sinalização de 
alerta e segurança durante a fase de obras, especialmente em lo-
cais que oferecem riscos de acidentes;
Instalar cercas e/ou anteparos de proteção em locais que possam 
expor trabalhadores ou terceiros a riscos de acidentes;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
10.1
10.2
10.3
10.4
10.5
10.6
10.7
10.8
10.9
10.10
 
 
 
 
 
10
11
Danos à saúde e bem-estar 
de trabalhadores e terceiros
104
Trabalhos que geram ruídos e vibrações elevados não devem ser 
executados fora do horário comercial (22-7h);
Manutenção e regulagem contínuas de máquinas e equipamentos;
Fornecimento de EPIs (protetores auriculares) aos trabalhadores e 
terceiros envolvidos nas obras;
Manter monitoramento contínuo nas áreas adjacentes às comuni-
dades mais próximas;
Manter a população vizinha informada, através de Plano de Co-
municação Social, sobre quaisquer atividades da obra que possam 
causar transtornos;
Adotar práticas construtivas e equipamentos que gerem menos 
ruídos ou que abafem esses, de modo a evitar ou minimizar incô-
modos à população local;
Os equipamentos utilizados durante as obras (veículos e máqui-
nas) deverão estar regulados, no sentido de evitar emissões abu-
sivas de gases, conforme estabelecem as Resoluções CONAMA nº 
03/1990 e 08/1993;
Umidificação do solo nas horas de maior fluxo de veículos e nas 
horas mais quentes do dia;
Evitar limpeza ou desmatamento da área com fogo;
Fornecer máscaras com filtros para os funcionários que trabalham 
diretamente em contato com a poeira gerada a partir das obras 
civis de mobilização de solo;
Proceder com a recuperação de áreas com pavimento degradado 
em função da obra (acessos, bota-fora, empréstimos etc);
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
11.1
11.2
11.3
11.4
11.5
11.6
11.7
11.8
11.9
11.10
11.11
Poluição atmosférica - Aumento 
dos níveis de ruídos, vibrações, 
fuligens e poeiras com Pertur-
bação da população local
Poluição atmosférica - 
Aumento dos níveis de 
ruídos, vibrações, fuligens e 
poeiras com Perturbação da 
população local
 
 
11
12
105
Proibir a queima de restos vegetais oriundos de limpezas das áreas;
Instruir empregados sobre técnicas de combate a incêndios;
Promover o acompanhamento e fiscalização ambiental periódica;
Elaborar PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e 
manter equipe técnica treinada e sempre em prontidão;
Afixar em locais indicados pelo Órgão Ambiental Licenciador pla-
cas proibindo a disposição de cigarros usados ou qualquer outra 
fonte de ignição de incêndios;
A depender da dimensão da obra manter atualizado e devida-
mente aprovado pelo Poder Público Plano de Contingência contra 
incêndios;
Manter extintores dentro do prazo de validade ou hidrantes nos 
canteiros de obras, de acordo com projeto aprovado no Corpo de 
Bombeiros;
Destinar adequadamente materiais inservíveis das áreas utilizadas 
pela obra e descartá-los, conforme normas vigentes para resíduos 
sólidos (Lei nº 12.305/2010 - Política Nacional de Resíduos Sólidos);
Promover limpeza das áreas afetadas;
Evitar situações de abrigo para animais perigosos (serpentes, es-
corpiões etc) nas áreas de disposição de entulhos;
Evitar que determinados entulhos como recipientes diversos, 
pneus usados e outros acumulem água gerando perigo de dengue;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
12.1
12.2
12.3
12.4
12.5
12.6
12.7
13.1
13.2
13.3
13.4
Incêndios 
 
 
Geração de entulhos
de obras
 
 
 
12
13
106
Evitar abandonar sobras de materiais de construção nos terrenos 
ou dispô-los de qualquer forma (sem controle);
Garantir que os resíduos de concreto sejam dispostos em locais apro-
priados e transportados, sob medidas preventivas de impactos am-
bientais, às áreas estabelecidas pelas unidades de limpeza urbana;
Planejar corretamente e definir antes das obras área e procedi-
mentos para a destinação adequada de materiais descartados (en-
tulhos), de acordo com as normas vigentes para resíduos sólidos 
(Lei nº 12.305/2010 - Política Nacional de Resíduos Sólidos);
Elaborar e executar Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos;
Evitar que determinados entulhos como recipientes diversos, 
pneus usados e outros acumulem água gerando perigo de dengue 
- proliferação do mosquito Aedes aegypti;
Coletar, armazenar e destinar adequadamente através de coleta 
seletiva o lixo orgânico (úmido), evitando que o mesmo fique ex-
posto, atraindo pragas e vetores;
Garantir a coleta diária do lixo orgânico produzido;
Dependendo do local e se for a área sujeita à infestação de pragas 
como ratos e baratas, é necessário realizar ações de dedetização 
por empresa legalmente habilitada para tal fim e manter cópias 
dos certificados no local;
Como medida de incentivo, voltada para a potencialização deste im-
pacto na área de influência da obra, é necessário privilegiar o aproveita-
mento da mão de obra terceirizada local, com vistas a gerar renda para 
as famílias residentes nas imediações do projeto e, com isso, contribuir 
para a melhoria da qualidade de vida dessas famílias, incrementando o 
consumo de bens e serviços no comércio local, que também será benefi-
ciado com o advento da obra de saneamento que for realizada;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
13.5
13.613.7
14.1
14.2
14.3
14.4
14.5
15.1
Proliferação de pragas e 
vetores de doenças
 
Geração de emprego
e renda
13
14
15
107
Definir previamente as áreas de empréstimo e bota-fora, assim 
como os locais de armazenamento provisório e a disposição defi-
nitiva de material terroso;
Proteger nascentes e cursos d’água perenes ou intermitentes;
Promover o acompanhamento e fiscalização ambiental periódica;
Estocar a camada superficial do solo (cerca de 20 cm) de locais sub-
metidos a intervenções de forma a acelerar o estabelecimento de ve-
getação nativa na recuperação de áreas degradadas pelas obras;
Instalar estruturas apropriadas para o desvio e condução contro-
lada de águas pluviais;
Garantir a estabilidade de materiais terrosos em situações de estocagem;
Promover a formação ordenada e a estabilidade dos depósitos de 
material estéril (bota-fora);
Colocar placa indicativa da situação legal (Licença Ambiental) 
de áreas de empréstimo e bota-fora, conforme modelo do Órgão 
Ambiental (ver Manual de Licenciamento Ambiental da CAERN - 
COSTA-JÚNIOR, 2013);
Cumprir e fazer cumprir com todas as determinações das con-
dicionantes de Licença Ambiental relacionadas à exploração de 
áreas de empréstimo e bota-fora;
Providenciar a cobertura de terra, areia, brita e similares com lona 
para evitar o carreamento desses para cursos d’água, dentre ou-
tras áreas sensíveis;
Descartar alternativas de traçados de valas que interfiram em 
APPs e outras áreas legalmente protegidas ou sensíveis;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
16.1
16.2
16.3
16.4
16.5
16.6
16.7
16.8
16.9
16.10
16.11
Movimentação de terra - 
terraplenagem, escavações 
e abertura de acessos e 
valas
 
16
108
Definir local ou traçado de valas com menor possibilidade de des-
matamento de espécies arbóreas e de interferência no lençol freático;
Garantir que os serviços de escavação sejam acompanhados e 
orientados por nivelamento topográfico, de forma a evitar a reti-
rada excessiva de material;
Projetar os caminhos de serviço de modo a evitar interferências 
em áreas de interesse ambiental, fragmentação de habitats e pro-
cessos erosivos;
Evitar danos em infraestrutura existente nos locais das obras;
Rebaixar o lençol freático na ausência de alternativas de localiza-
ção do projeto;
Trabalhos que geram ruídos e vibrações elevados não devem ser 
executados fora do horário comercial (22-7h);
Manutenção e regulagem contínuas de máquinas e equipamentos;
Os equipamentos utilizados durante as obras (veículos e máqui-
nas) deverão estar regulados, no sentido de evitar emissões abu-
sivas de gases, conforme estabelecem as Resoluções CONAMA nº 
03/1990 e 08/1993;
Umidificação do solo nas horas de maior fluxo de veículos e nas 
horas mais quentes do dia;
Proceder com a recuperação de áreas com pavimento degradado 
em função da obra (acessos, bota-fora, empréstimos etc);
Levantar todas as infraestruturas existentes nas adjacências das 
obras e evitar danos a essas;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
16.12
16.13
16.14
16.15
16.16
17.1
17.2
17.3
17.4
17.5
17.6
Intensificação do 
tráfego de veículos e 
Danos patrimoniais 
- Deslocamentos de 
máquinas - Interferências 
em equipamentos urbanos 
 
16
17
109
Solicitar, quando necessário, adequações ao projeto e/ou solicitar 
os devidos remanejamentos;
Atender as normas de segurança de trânsito legalmente estabelecidas;
Garantir que não seja ultrapassada a carga máxima estabelecida 
por veículo;
Implantar medidas de segurança que garantam a integridade dos 
equipamentos urbanos localizados na área do empreendimento e 
adjacências;
Restabelecer as ligações interrompidas e os eventuais equipamen-
tos públicos danificados;
Recuperar os trechos das vias públicas e outras áreas afins que 
forem deteriorados e/ou danificados pelo tráfego de veículos usa-
dos nas obras;
Instalar sinalização adequada nas rodovias e acessos próximos 
às obras e frentes de serviço, de acordo com as normas do DER/
DNIT/DETRAN;
Estudar acessos alternativos para minimizar os problemas de trânsito;
Contratar na fase de estudos ambientais consultoria habilitada 
para a execução do levantamento arqueológico preliminar e o res-
gate, se necessário, na área de ocupação das obras, com o objetivo 
de obter do IPHAN as permissões pertinentes;
Orientar os trabalhadores sobre os possíveis vestígios arqueoló-
gicos e quanto aos procedimentos a serem adotados caso sejam 
descobertos;
17.7
17.8
17.9
17.10
17.11
17.12
17.13
17.14
18.1
18.2
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
 
 
Intensificação do 
tráfego de veículos e 
Danos patrimoniais 
- Deslocamentos de 
máquinas - Interferências 
em equipamentos urbanos
Interferência no patrimônio 
histórico, arqueológico e 
cultural
 
17
18
110
Promover o cumprimento de exigências de Órgãos Ambientais e IPHAN;
Paralisar imediatamente as obras no caso da descoberta de vestí-
gios arqueológicos e comunicar a ocorrência aos Órgãos Ambien-
tais e IPHAN;
Garantir a drenagem superficial de águas pluviais;
Identificar a localização das redes de água e de esgotos existentes 
nas áreas de obras;
Drenar, limpar e recuperar áreas ou edificações inundadas em de-
corrência das obras do saneamento;
Recuperar dutos e conexões danificados em virtude das obras de 
saneamento;
Instalar sistema de esgotamento sanitário adequado para o canteiro de 
obras e que o mesmo seja previamente aprovado pelo Poder Público;
Garantir a distância mínima de 30 metros entre um poço de água 
e o sistema de fossa e sumidouro (se for o caso);
Fornecer banheiro-químico ou equipamento equivalente para tre-
chos afastados do canteiro de obras;
Elaborar e executar Plano de Monitoramento de corpos d’água 
superficiais e subterrâneos, durante toda a fase de obras;
Instalar poços de monitoramento da água subterrânea (piezôme-
tros) em consonância com o Órgão Ambiental Licenciador para 
averiguação se está ocorrendo poluição das águas subterrâneas 
por efluentes sanitários;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
18.3
18.4
19.1
19.2
19.3
19.4
20.1
20.2
20.3
20.4
20.5
 
Inundações e alagamentos
 
 
Geração de efluentes 
sanitários
 
18
19
20
111
Caso haja constatação de poluição das águas por efluentes sa-
nitários, as obras deverão ser interrompidas para dar-se início às 
ações de contenção e remediação da poluição;
Adotar em todas as fases dos empreendimentos as boas práticas 
ambientais e sanitárias, e combater as potenciais fontes de veicu-
lação de doenças, sobretudo, as infecto-contagiosas;
Evitar que determinados entulhos como recipientes diversos, 
pneus usados e outros acumulem água gerando perigo de den-
gue - proliferação do mosquito Aedes aegypti;
Coletar, armazenar e destinar adequadamente através de coleta 
seletiva o lixo orgânico (úmido), evitando que o mesmo fique 
exposto, atraindo pragas e vetores para o local das obras;
Dependendo do local da obra e se for área sujeita à infestação de 
pragas como ratos e baratas, é necessário realizar, para o cantei-
ro de obras, ações de dedetização por empresa legalmente habi-
litada para tal fim e manter cópias dos certificados no canteiro;
Estabelecer programa de vacinação e disponibilizar atendimento 
médico para os trabalhadores das obras;
Realização de exames periódicos;
Garantir atendimento imediato no caso de emergência médica;
Elaborar e executar na íntegra Plano de Gerenciamento de Resí-
duos Sólidos - PGRS;
Evitar abandonar sobras de materiais de construção no solo ou dispô-
-los de qualquer forma (sem controle).Se houver qualquer material que 
possa causar poluição no solo deve-se antes isolar o mesmo com lona 
ou outro material impermeável e aí dispor o material por cima;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
20.6
21.1
21.2
21.3
21.4
21.5
21.6
21.7
22.1
22.2
 
Veiculação de doenças
Poluição do solo por 
resíduos diversos e 
efluentes e Geração de 
Resíduos Sólidos
21
22
112
Não dispor no solo efluente sanitário sem o devido tratamento e au-
torização do Poder Público, sob risco de contaminação do mesmo;
Coletar, armazenar e destinar adequadamente através de coleta se-
letiva todos os resíduos sólidos produzidos no canteiro de obras, 
evitando que os mesmos fiquem expostos no solo;
Resíduos sólidos perigosos como lâmpadas devem ser descaracte-
rizados quanto aos seus gases poluentes por empresa legalmente 
habilitada, antes da coleta seletiva. Pilhas e baterias devem ser 
coletadas em recipientes apropriados e enviadas para empresas 
que as destinam adequadamente;
Coletar e destinar adequadamente embalagens recicláveis;
Retirar lixo e outros materiais inservíveis das áreas ocupadas pe-
las obras e dar destinação ambientalmente adequada, evitando a 
poluição do solo;
Instalar sistema adequado para a coleta de óleos, graxas e lubrifi-
cantes de veículos e equipamentos;
Impermeabilizar o solo de áreas de depósito de óleos, graxas e lubri-
ficantes, as de manutenção e abastecimento de equipamentos e veí-
culos e destinar os resíduos ao sistema de coleta implantado na área;
Eliminar o derramamento de óleo e subtâncias similares e lavar ime-
diatamente o local, fazendo a contenção e acondicionamento adequa-
do da água de lavagem para o posterior descarte apropriado;
Estabelecer orientações e regras para primeiros socorros e trasla-
do de acidentados;
Disponibilizar atendimento médico imediato para os trabalhado-
res atacados por animais perigosos;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
22.3
22.4
22.5
22.6
22.7
22.8
22.9
22.10
23.1
23.2
 
 
 
Poluição do solo por 
resíduos diversos e 
efluentes e Geração de 
Resíduos Sólidos
 
 
Acidentes com animais 
perigosos
 
22
23
113
Fornecer EPI´s adequados como luvas de couro, botas e perneiras aos 
empregados lotados na limpeza e preparação de terrenos;
Evitar situações de abrigo para serpentes, escorpiões, aranhas, la-
craias e outras espécies perigosas nas áreas de estocagem de mate-
riais, galpões, locais de armazenamento de resíduos sólidos etc;
Orientar os trabalhadores e os moradores das comunidades vizinhas 
através de Métodos de Comunicação Social e Educação Ambiental* 
a respeito dos problemas ambientais relativos às atividades constru-
tivas e das medidas necessárias para prevenir ou minimizar os efeitos 
negativos dos impactos ambientais adversos;
Realizar um levantamento cadastral detalhado de redes e equipamentos 
de infraestrutura urbana que possam sofrer qualquer tipo de interferência 
em decorrência das obras de empreendimentos do saneamento;
Escolher os locais para canteiros de obras, estações elevatórias de 
água e esgoto, estações de tratamento de água e esgoto, dentre 
outros equipamentos, somente após anuência de setor ambiental 
competente da empresa contratante, de forma a garantir o mínimo 
impacto ambiental adverso;
Atender a todas as condicionantes de Licença Ambiental para a 
instalação de empreendimentos do saneamento;
Proceder com a fiscalização ambiental periódica das obras;
Constatadas irregularidades ambientais nas obras pela fiscaliza-
ção ambiental da contratante, as obras deverão ser interrompidas 
para as devidas correções;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
23.3
23.4
24.1
24.2
24.3
24.4
24.5
24.6
 
Acidentes com animais 
perigosos
Obras de instalação e 
manutenção de SAA e SES 
e canteiro de obras
23
24
114
* Em relação aos Métodos de Comunicação Social e 
Educação Ambiental, durante as obras de instalação e 
manutenção de sistemas do saneamento e canteiros de 
obras, de forma a orientar os trabalhadores e os mora-
dores das comunidades vizinhas a respeito dos proble-
mas ambientais relativos às atividades construtivas, os 
quais podem causar transtornos e também, a respeito 
das medidas necessárias para prevenção, correção e mi-
nimização dos efeitos negativos dos impactos ambien-
tais, a CAERN, através do Plano de Ação Sanear RN 
do Governo do Estado, vem desenvolvendo um projeto 
amplo de educação ambiental e comunicação social em 
todas as suas obras, denominado Projeto de Educação 
Sanitário-Ambiental do Plano de Ação Sanear RN. 
A metodologia adotada será fundamentada na sensibi-
lização e participação da população no processo edu-
cativo, pois a mudança de comportamento ambiental 
só ocorrerá se a pessoa compreender a importância do 
tema e assumi-la no seu dia a dia. Desta maneira, a me-
todologia contará com trabalhos coletivos, interações, 
trocas, debates. As dimensões sociais, econômica, éti-
ca, estética e política deverão ser incorporadas às ações 
educativas.
A capacitação profissional prevê a realização de ações 
de treinamento para profissionais que atuam nas ins-
tituições parceiras, comissão comunitária, agentes de 
saúde, funcionários da CAERN, professores, agentes 
culturais, lideranças comunitárias e nos bairros benefi-
ciados com o projeto. 
As ações de Educação Ambiental e Mobilização Social 
possuem alcance multissetorial, pois repercutem na 
área social, quer seja na educação e saúde, político-ins-
titucional, cultural, além de, necessariamente, observar 
os preceitos jurídico-normativos que regulamentam as 
ações. 
Desse modo, a viabilidade do projeto está atrelada às 
suas várias dimensões, a partir das seguintes vertentes:
O objetivo geral deste Projeto é sensibilizar a população 
dos municípios e bairros envolvidos na implantação dos 
sistemas de esgotamento sanitário para as temáticas do 
saneamento e suas relações com a saúde e o meio am-
biente, prepararando a população para intervenção da 
obra. 
Sucintamente, este Projeto consiste em um conjunto 
de ações interligadas cuja metodologia dará ênfase na 
abordagem sistêmica e participativa envolvendo a equi-
pe técnica da CAERN e parceiras que poderão agregar-
-se no andamento das atividades. As atividades serão 
desenvolvidas em etapas para atender os objetivos es-
pecíficos.
Social;
Ambiental;
Legal;
Político-institucional;
Cultural;
Econômica.
Fonte - Marcos Freire e 
Mariana Maziero
116
Elaborar e executar Plano de Comunicação Social dentro da Políti-
ca de Educação Ambiental da empresa contratante, de forma a dar 
conhecimento integral à população vizinha sobre a finalidade, as 
características, início, período e término das obras;
Providenciar junto ao Órgão Ambiental Licenciador e em prazo 
hábil, as licenças ambientais pertinentes;
Na fase de estudos ambientais elaborar Estudo de Impacto de 
Vizinhança, de acordo com diretrizes técnicas estabelecidas pelo 
Órgão Ambiental Competente;
Se houver geração de odores fétidos em vista de resíduos sólidos 
orgânicos e efluentes sanitários sem o devido tratamento e dis-
postos inadequadamente no solo ou em corpos d’água incomo-
dando a população local, ações imediatas de remediação deverão 
ser tomadas de forma a sanar o problema, ou seja, a fonte de 
perturbação;
Os empreendimentos do saneamento, seja de abastecimento de 
água ou esgotamento sanitário, trazem inúmeros benefícios à so-
ciedade e meio ambiente como um todo e, portanto, são impres-
cindíveis. Exemplos disso são os ganhos para a saúde, bem-estar 
e justiça social e, também, para o desenvolvimento social e eco-
nômico das pessoas que direta e indiretamente esses empreen-
dimentos promovem. Portanto, umamedida potencializadora, e 
mais importante, é o esforço que deve ser cada vez maior para 
universalização dos serviços inerentes ao saneamento;
Desburocratização, por parte dos Órgãos Ambientais Licenciado-
res, com relação a determinadas exigências ambientais, que não 
sejam essenciais, de forma a agilizar o processo de licenciamento 
ambiental, sem que este perca em qualidade técnica, de forma a 
também agilizar a universalização dos serviços do saneamento;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
24.7
24.8
25.1
25.2
26.1
26.2
Geração de odores fétidos
 
Promoção da saúde, bem-
estar e justiça social /
Desenvolvimento social e 
econômico
 
24
25
26
117
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
Instalar os sistemas exatamente de acordo com o Projeto apro-
vado pelo órgão Ambiental Licenciador, de forma que todas as 
medidas de mitigação aos impactos ambientais aprovadas sejam 
colocadas em prática, para que os benefícios a serem gerados não 
se convertam em danos ambientais e à saúde;
A medida mais importante, visando o aumento efetivo dos be-
nefícios tributários pelo município da área de influência direta do 
projeto de saneamento, consiste na vigilância que os órgãos com-
petentes, das esferas municipal, estadual e federal, devem exercer 
no sentido de que os impostos realmente sejam recolhidos pelos 
geradores responsáveis por esses tributos;
Primeira etapa é realizar a desidratação dos lodos em equipamen-
tos de secagem que devem constar obrigatoriamente nas estações 
de água e esgoto;
Caso haja estações de água e esgoto que não possuam equipamen-
tos de desidratação de lodo (ex. leito de secagem, centrífugas etc), 
deve-se providenciar;
Transporte e disposição final em aterro sanitário, caso possuam 
após a secagem índices ≥ 25% de sólidos. Alternativas de destino 
final: codisposição dos lodos, aproveitamento industrial e agrícola 
(Resolução CONAMA nº 375/2006), incineração e uso para reme-
diação de áreas degradadas etc;
Os lodos de ETAs e ETEs não devem em hipótese alguma serem 
lançados em corpos d’água. Com relação à disposição no solo, 
deve primeiramente ocorrer condicionamento do mesmo e anuên-
cia do Órgão Ambiental Licenciador;
28.1
28.2
28.3
28.4
Fase 2 - Operação e Manutenção de SAA e SES
26.3
27.1
Incrementos nas finanças 
públicas
Geração de Resíduos 
Sólidos (Lodos de ETAs e 
ETEs etc)
26
27
28
118
Operar regularmente e de forma eficaz e fazer manutenção periódica e 
preventiva nos equipamentos dos sistemas de esgotamento sanitário;
Elaborar Projeto de Reúso para o Reaproveitamento dos efluentes 
de determinadas ETEs e para determinados usos;
Os lodos de ETAs e ETEs não devem em hipótese alguma serem 
lançados em corpos d’água;
Instalar em ETEs, poços de monitoramento da água subterrânea (piezô-
metros), em locais indicados pelo Órgão Ambiental Licenciador;
Realizar monitoramento periódico dos efluentes bruto e tratado 
das ETEs, com frequência pré-estabelecida pelo Órgão Ambiental 
Licenciador;
Se constatada poluição de água subterrânea por infiltração de 
efluentes sanitários, técnicas de contenção e remediação ou bio-
-remediação por empresa técnica e legalmente habilitada deverão 
ser iniciadas de forma a sanar o problema;
Elaborar e executar na íntegra os Planos de Operação e Manuten-
ção de todas as ETEs e ETAs. Os mesmos devem ser aprovados 
pelo Órgão Ambiental Licenciador;
Caso os efluentes finais das ETEs estejam com determinados pa-
râmetros fora dos limites legais estabelecidos (Resolução CONA-
MA nº 357/2005 e 430/2011), ações emergenciais e corretivas, con-
tidas em Plano de Operação e Manutenção, aprovado pelo Órgão 
Ambiental Licenciador, deverão ser iniciadas, de forma a tornar o 
tratamento eficiente e minimizar os efeitos da carga orgânica dos 
efluentes sanitários nos corpos d’água;
Desidratar, armazenar em local impermeabilizado e destinar ade-
quadamente os lodos de ETEs e ETAs;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
29.1
29.2
29.3
29.4
29.5
29.6
29.7
29.8
29.9
Poluição e degradação 
hídrica 
 
 
 
 
 
 
 
29
119
Estudar e desenvolver técnicas de Reúso em ETEs - em casos em que 
essa alternativa seja aplicável técnica e economicamente;
Trabalhos que geram fortes ruídos em SAA e SES perturbam ou podem 
pertubar a fauna terrestre nativa e, portanto, devem ser realizados com 
equipamentos abafadores, ou equipamentos menos ruidosos;
Perda e perturbação de fauna aquática por poluição e degradação 
de corpos d’água provocados por lodos de ETAs e lodos e efluen-
tes sanitários de ETEs devem ser constatadas em monitoramento 
específico e medidas de remediação e reparadoras de danos am-
bientais a este compartimento devem ser iniciadas pela empresa 
responsável pelos sistemas;
Operar corretamente os sistemas, de forma que os resíduos e efluen-
tes tratados estejam com os parâmetros dentro das normas legais de 
qualidade e não prejudiquem os ecossistemas aquáticos receptores;
Como medida corretiva, deve-se implantar técnicas de controle 
de odores que podem ser realizadas pelos seguintes procedimen-
tos (LUDUVICE et al., 1997): 1) Colunas de lavagem; 2) Colunas de 
adsorção; 3) Biofiltros; 4) Oxidação térmica e 5) Aplicação de 
produtos químicos na rede coletora; 
Buscar identificar as fontes de veiculação das doenças e aplicar medi-
das de controle e corretivas, de forma a dar fim a elas ou controlá-las;
Realização de exames periódicos a todos os empregados;
Garantir atendimento imediato no caso de emergência médica 
por motivo de doença infecto-contagiosa adquirida em am-
biente de trabalho;
Garantir a aquisição de EPIs apropriados e fiscalizar o seu uso 
corretamente;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
29.10
30.1
30.2
30.3
31.1
32.1
32.2
32.3
32.4
Perturbação da fauna nativa
 
Geração de odores fétidos
Veiculação de doenças
 
29
30
31
32
120
Fornecer EPIs e EPCs a todos os empregados e terceiros que reali-
zem atividades de manutenção nos sistemas, de forma a diminuir 
os riscos provenientes do ambiente de trabalho;
Corrigir/sanar com urgência problemas operacionais que possam 
causar danos à saúde e bem-estar dos empregados e pessoas de 
comunidades próximas aos sistemas;
Elaborar para os sistemas do saneamento Análise de Risco Espe-
cífica e Integrada, na qual estejam destacados os potenciais riscos 
de acidentes e outras formas de danos à saúde física e mental dos 
empregados e terceiros;
Deve ser respeitada a legislação brasileira quanto à jornada de 
trabalho diária, instalações adequadas, saúde (exames periódicos) 
e segurança no ambiente de trabalho;
Garantir atendimento imediato no caso de acidente de trabalho ou 
qualquer outra emergência médica;
Instalar placas informativas, cavaletes de aviso e sinalização de 
alerta e segurança durante a realização de atividades de manuten-
ção e operação especial, sobretudo em locais que ofereçam riscos 
de acidentes a empregados e terceiros;
Instalar cercas e/ou anteparos de proteção em locais que possam 
expor trabalhadores ou terceiros a riscos de acidentes;
Estabelecer programa de vacinação e disponibilizar atendimento 
médico para os empregados;
Treinar trabalhadores para a prevenção de acidentes e sobre técni-
cas de combate a incêndios;
Estabelecer orientações e regras para primeiros socorros e trasla-
do de acidentados;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
33.1
33.2
33.3
33.4
33.5
33.6
33.7
33.8
33.9
33.10
Danos à saúde e bem-estar 
e acidentes a empregados e 
terceiros
 
33
121
Trabalhos que geram fortes ruídos e perturbam ou podem per-
tubar a população local devemser realizados com equipamentos 
abafadores, ou equipamentos menos ruidosos na impossibilidade 
de serem realizados dentro do horário comercial (22-7h);
No caso dos odores fétidos, como medida corretiva, deve-se im-
plantar técnicas de controle de odores que podem ser realizadas 
pelos seguintes procedimentos (LUDUVICE et al., 1997): 1) Colu-
nas de lavagem; 2) Colunas de adsorção; 3) Biofiltros; 4) Oxidação 
térmica e 5) Aplicação de produtos químicos na rede coletora;
Estabelecer canal de diálogo e entendimento contínuo com a po-
pulação local, de forma a averiguar e corrigir possíveis problemas 
operacionais dos sistemas de água e esgoto que reflitam em per-
turbação da mesma;
Elaborar para os sistemas do saneamento Planos de Contigência 
e Remediação (específico ou genérico), para impactos ambientais 
ocorridos na fase de operação dos sistemas. Os mesmos devem ser 
aprovados pelo Órgão Ambiental Licenciador;
Adotar medidas de contenção e remediação de impactos ambien-
tais, que foram previstas nos Planos citados acima, de forma a 
evitar a perda de recursos naturais, como solo e água de boa qua-
lidade e elaborar e executar PRAD;
Idem item 14 deste quadro;
Vazamentos e inundações - Isolar, drenar, limpar e recuperar 
áreas e equipamentos em decorrência de vazamentos em dutos 
e conexões;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
36.1
36.2
36.3
37.1
37.2
39.1
 
Perturbação da
população local
 
 
Perda de recursos naturais 
(ex. solo e água de boa 
qualidade)/Interferências 
em áreas ambientalmente 
sensíveis ou protegidas/ 
Perda ou alteração do 
habitat das espécies
Proliferação de pragas e vetores
Operação e Manutenção de 
Sistemas de Saneamento 
(problemas na operação 
dos SAAs)
36
37
38
39
122
Vazamentos e inundações - Realizar manutenção preventiva e pre-
ditiva, de forma a evitar vazamentos em dutos e conexões antigos 
e desgastados;
Emissão de ruídos em níveis elevados - correção de equipamentos 
ruidosos por equipamentos abafadores, ou substituição por equi-
pamentos menos ruidosos, na impossibilidade de serem realiza-
dos dentro do horário comercial (22-7h);
Emissão de ruídos em níveis elevados - Em áreas sujeitas a ruídos 
elevados e constantes fornecer aos empregados EPI adequado (ex. 
protetores auriculares);
Danos patrimoniais - Restabelecer as ligações interrompidas e 
os eventuais equipamentos públicos danificados por problemas 
eventuais nos equipamentos do SAA;
Danos patrimoniais - Recuperar os trechos das vias públicas e 
outras áreas afins que forem deteriorados e/ou danificados por 
problemas eventuais nos equipamentos do SAA;
Resíduos sólidos - Idem itens 38 e 22.5 a 22.10;
Acidentes a empregados e terceiros - Idem item 33;
Reparar qualquer dano causado ao patrimônio público e privado decorrente 
de vazamentos em dutos e conexões de sistemas de água ou esgoto;
Garantir a drenagem superficial de águas pluviais;
Isolar, drenar, limpar e recuperar áreas e equipamentos em decor-
rência de vazamentos em dutos e conexões; 
Realizar manutenção preventiva e preditiva, de forma a evitar va-
zamentos em dutos e conexões antigos e desgastados;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
39.2
39.3
39.4
39.5
39.6
39.7
39.8
40.1
40.2
40.3
40.4
Operação e Manutenção de 
Sistemas de Saneamento 
(problemas na operação 
dos SAAs)
Alagamentos (a partir de 
vazamentos em SAA e SES)
39
40
123
Idem itens 38 e 22.5 a 22.10;
Os empreendimentos de SAA e SES trazem inúmeros benefícios 
à sociedade e meio ambiente como um todo e, portanto, são im-
prescindíveis. Exemplos disso são os ganhos para a saúde, bem-
-estar e justiça social, aumentos na expecativa de vida e reduções 
na mortalidade infantil, higiene pessoal e, também, para o desen-
volvimento social e econômico das pessoas que direta e indireta-
mente esses empreendimentos promovem. Portanto, uma medida 
potencializadora, e mais importante, é o esforço que deve ser cada 
vez maior para universalização dos serviços de abastecimento de 
água potável e esgotamento sanitário;
Desburocratização, por parte dos Órgãos Ambientais Licenciado-
res, com relação a determinadas exigências ambientais, que não 
sejam essenciais, de forma a agilizar o processo de licenciamento 
ambiental, sem que este perca em qualidade técnica, de forma a 
também agilizar a universalização dos serviços de abastecimento 
de água potável e esgotamento sanitário;
Operar e manter os SAA e SES de forma adequada, rotineira e 
buscando sempre a eficiência e qualidade de processos, para que 
os benefícios a serem gerados não se convertam em danos am-
bientais e à saúde;
Realizar campanhas buscando sempre parcerias incentivando os 
bons hábitos de higiene pessoal;
Deve ser respeitada a legislação brasileira quanto à jornada de 
trabalho diária, instalações adequadas, saúde (exames periódicos) 
e segurança no ambiente de trabalho;
Adotar as boas práticas ambientais e sanitárias em SAA e SES, e 
combater as potenciais fontes de veiculação de doenças, sobretu-
do, as infecto-contagiosas;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
41.1
42.1
42.2
42.3
42.4
43.1
43.2
Geração de resíduos sólidos (RSU)
Operação e Manutenção de 
SAA e SES - Promoção da 
saúde, bem-estar e justiça 
social /Desenvolvimento 
social e econômico/ 
Aumento da expectativa 
de vida e redução da 
mortalidade infantil/
higiene pessoal
 
 
 
Controle e prevenção de 
doenças
 
41
42
43
124
Evitar que determinados entulhos como recipientes diversos, 
pneus usados e outros acumulem água gerando perigo de dengue 
- proliferação do mosquito Aedes aegypti;
Coletar, armazenar e destinar adequadamente, através de coleta 
seletiva, o lixo orgânico (úmido), evitando que o mesmo fique 
exposto, atraindo pragas e vetores;
Dependendo do local, se for área sujeita à infestação de pragas 
como ratos e baratas, é necessário realizar ações de dedetização 
por empresa legalmente habilitada para tal fim e manter cópias 
dos certificados no local;
Estabelecer programa de vacinação e disponibilizar atendimento 
médico para os trabalhadores;
Realização de exames periódicos;
Buscar firmar convênios com prefeituras, de forma a reutilizar 
efluentes tratados ao invés de água tratada para limpeza pública 
de ruas, calçadas, irrigação de canteiros, dentre outros usos, po-
tencializando este impacto positivo;
Operar corretamente as ETEs, de forma que os efluentes tratados 
estejam com os parâmetros dentro das normas legais e para que os 
mesmos possam ser utilizados na limpeza pública, dentre outras 
formas de reúso;
Manter nos sistemas em operação extintores dentro do prazo de 
validade ou hidrantes, de acordo com projeto aprovado no Corpo 
de Bombeiros;
Preservar os recursos hídricos e ampliar a oferta de água para que 
este insumo seja utilizado para os diversos usos a que se destina, 
inclusive o combate a incêndios;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
43.3
43.4
43.5
43.6
43.7
44.1
44.2
45.1
45.2
Limpeza pública
Combate a incêndios
43
44
45
125
Executar na íntegra Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos 
- PGRS para os SAA e SES;
Evitar abandonar lodo úmido de ETA e ETE no solo. Na falta de 
estrutura adequada, tipo leito de sacagem ou centrífuga etc, deve-
-se antes isolar o solo com material impermeável e aí dispor o lodo 
por cima, aguardando a secagem deste;
Não dispor no solo efluente sanitário sem o devido tratamento e au-
torização do Poder Público, sob risco de contaminação do mesmo;
Coletar, armazenar e destinar adequadamente, através de coleta 
seletiva, todos os resíduos sólidos produzidos nos SAA e SES, 
evitando que os mesmos fiquemexpostos no solo;
Resíduos sólidos perigosos dos sistemas em operação como lâmpa-
das devem ser descaracterizados quanto aos seus gases poluentes 
por empresa legalmente habilitada e credenciada, antes da coleta 
seletiva. Pilhas e baterias devem ser coletadas em recipientes apro-
priados e enviadas para empresas que os destinem adequadamente;
Coletar e destinar adequadamente embalagens recicláveis;
Impermeabilizar o solo de áreas de depósito de óleos, graxas e lubri-
ficantes, as de manutenção e abastecimento de equipamentos e veí-
culos e destinar os resíduos ao sistema de coleta implantado na área;
Eliminar o derramamento de óleo e subtâncias similares e lavar ime-
diatamente o local, fazendo a contenção e acondicionamento adequa-
do da água de lavagem para o posterior descarte apropriado;
Operar corretamente os SESs, de forma que os resíduos e efluentes trata-
dos estejam com os parâmetros dentro das normas legais de qualidade 
e não prejudiquem o solo, subsolo, águas subterrâneas e superficiais;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
46.1
46.2
46.3
46.4
46.5
46.6
46.7
46.8
46.9
Poluição e degradação
do solo
 
 
 
46
126
Em caso de constatação de poluição e degradação do solo por 
lodos e efluentes sanitários de ETEs, deve-se com urgência pro-
ceder à contenção e remediação dos impactos através de técnicas 
constantes em Planos de Contigência e Remediação dos impactos 
adversos, conforme informa o item 37.1 acima;
Em áreas sujeitas a ruídos elevados e constantes fornecer aos em-
pregados EPI adequado (ex. protetores auriculares);
Estabelecer canal de diálogo e entendimento contínuo com a po-
pulação local, de forma a averiguar e corrigir possíveis problemas 
operacionais, como geração de ruídos em níveis elevados dos SESs 
que reflitam em perturbação da mesma;
Correção de equipamentos ruidosos por equipamentos abafado-
res, ou substituição por equipamentos menos ruidosos, na impos-
sibilidade de serem realizados dentro do horário comercial (22-7h);
Restabelecer rapidamente as ligações interrompidas e os eventu-
ais equipamentos públicos danificados por problemas eventuais 
nos equipamentos do SES;
Recuperar rapidamente os trechos das vias públicas e outras áre-
as afins que forem deteriorados e/ou danificados por problemas 
eventuais nos equipamentos do SES;
Operar corretamente os SES, fazendo manutenção preventiva e 
preditiva, de forma a evitar transtornos como danos patrimoniais 
provocados por quebra de equipamentos gastos ou obsoletos;
Realizar monitoramento dos efluentes brutos e tratados de todas 
as ETEs, com periodicidade e parâmetros definidos pelo Órgão 
Ambiental Licenciador;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
46.10
47.1
47.2
47.3
48.1
48.2
48.3
49.1
 
 
Poluição e degradação
do solo
Emissão de ruídos em 
níveis elevados em SES
 
 
Danos patrimonias 
provocados por SES
 
 
Operação e Manutenção de 
46
47
48
49
127
Realizar fiscalização ambiental anual em todas as ETEs, por setor 
ambiental competente, de forma a constatar problemas e reco-
mendar soluções;
Caso os efluentes tratados de determinada ETE estejam com 
parâmetro(s) fora do limite legal estabelecido, medidas corretivas 
constantes em Plano de Operação e Manutenção específico para 
cada ETE devem ser colacadas em prática, de forma a melhorar a 
eficiência do sistema;
Retirar o excesso de vegetação dentro e fora das ETEs, pois essas 
com o tempo danificam a estrutura dos sistemas;
Instalar em todas as ETEs de responsabilidade da empresa, leito 
de secagem ou outro equipamento de secagem para a devida de-
sidratação do lodo;
No caso de lagoas de estabilização, deve-se retirar periodicamen-
te o excesso de lodo de dentro das lagoas;
Destinar corretamente, seja para reúso (conforme o item 28.3), ou 
para aterro sanitário, os lodos desidratados de SES;
Isolar com cerca ou muro as ETEs, de forma a evitar a entrada de 
pessoas e animais;
Instalar Medidores de Vazão em todas as ETEs (entrada do efluen-
te bruto e saída do tratado);
Instalar equipamentos e estrutura de tratamento preliminar, como 
gradeamentos e caixas de areia dimensionados corretamente para 
as vazões de chegada nos sistemas e em ETEs que não possuam os 
mesmos, de forma a minimizar os impactos causados por assore-
amento dos sistemas;
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
49.2
49.3
49.4
49.5
49.6
49.7
49.8
49.9
49.10
SES/ Geração de efluentes 
sanitários com qualidade 
insatisfatória
Operação e Manutenção de 
SES/ Geração de efluentes 
sanitários com qualidade 
insatisfatória
 
 
49
128
Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental
Operar e manter os sistemas do saneamento de forma adequada, 
rotineira e buscando sempre a eficiência e qualidade de processos, 
para que os benefícios a serem gerados não se convertam em da-
nos ambientais aos recursos hídricos e sua biodiversidade;
Promover e participar de campanhas de conservação, preservação e 
recuperação de recursos hídricos e sua biodiversidade (fauna e flora);
Promover e participar de campanhas de reflorestamento de matas 
ciliares de importantes recursos hídricos, sobre os quais suas ati-
vidades exercem influência;
Promover e estimular o uso sustentável dos recursos hídricos;
Adotar medidas de contenção e remediação de impactos ambien-
tais, constantes em Planos de Contenção e Remediação, de forma 
a evitar a perda de recursos naturais, como solo, água, fauna e 
flora e elaborar e executar PRAD.
50.1
50.2
50.3
50.4
50.5
 
 
Preservação de recursos 
hídricos e da sua 
biodiversidade
 
 
 
 
 
 
50
129
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
131
Após a leitura deste Manual é importante entender, pri-
meiramente, que o mesmo trata-se de um documento 
orientador, desenvolvido na Assessoria de Licenciamento 
Ambiental e Outorgas da CAERN e inserido como meta 
desse setor em 2013, para que as obras em andamento e 
futuras dessa Companhia possam ocorrer de forma am-
bientalmente satisfatória, e entender também que o tema 
impactos ambientais é bastante complexo e demanda 
muita atenção por parte dos profissionais que os identi-
ficam e analisam. Também, é importante entender que 
apesar dos empreendimentos do saneamento causarem 
muitos benefícios à sociedade, sobretudo quando em ope-
ração, são também potencialmente causadores de muitos 
impactos ambientais adversos e de degradação ambiental, 
caso não sejam bem gerenciados, com aplicação de medi-
das ambientais preventivas e corretivas, como as listadas 
no quadro acima. 
Não obstante, para um bom desempenho ambiental 
e controle dos impactos ambientais adversos é ne-
cessário que as empresas responsáveis por sistemas 
de saneamento adotem uma política voltada para a 
Gestão Ambiental Institucionalizada, de forma que 
08 
Considerações Finais
elas possam integrar os diversos aspectos ambientais 
às suas atividades cotidianas e, com isso, integrar as 
diversas áreas e setores a objetivos ambientais claros 
e precisos, vindo, em curto a médio prazo, demons-
trar um desempenho ambiental correto, prevendo, 
controlando e corrigindo os diversos impactos de 
suas atividades. Assim, as empresas se tornarão mais 
competitivas nos mercados onde estão inseridas, as-
sociando suas imagens a um marketing ambiental co-
erente com a realidade e apresentando ao longo do 
tempo redução de custos diversos, sobretudo oriun-
dos de passivos e multas ambientais por condutas 
inadequadas e lesivas ao meio ambiente.
Por fim, recomenda-se que as medidas ambientais 
listadas neste Manual sejam incorporadas às ativi-
dades de setores responsáveispor gestão ambiental, 
fiscalização de obras, operação e manutenção, proje-
tos etc das empresas responsáveis pelo saneamento 
ambiental, como a CAERN, na forma de “cadernos de 
encargos”, nos quais estejam claramente definidas as 
responsabilidades de cada setor no cumprimento de 
cada medida. 
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
133
09 
Referências
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agosto de 1990. p. 15.937 - 15.939.
BRASIL. 1990. Conselho Nacional de Meio Ambiente. 
Resolução do CONAMA No. 008, de 06 de dezembro de 
1990. Dispõe sobre o estabelecimento de limites máximos 
de emissão de poluentes no ar para processos de com-
bustão externa de fontes fixas de poluição. Brasília, Diário 
Oficial da União, 28 de dezembro de 1990. p. 25.539.
BRASIL. 2011. Conselho Nacional de Meio Ambiente. 
Resolução do CONAMA No. 430, de 13 de maio de 2011. 
Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de 
efluentes, complementa e altera a Resolução no 357, de 
17 de março de 2005, do Conselho Nacional do Meio 
Ambiente - CONAMA. Brasília, Diário Oficial da União, 
16 de maio de 2011. p. 89.
BRASIL. 2005. Conselho Nacional de Meio Ambiente. 
Resolução do CONAMA No. 357, de 17 de março de 
2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água 
e diretrizes para o seu enquadramento, bem com esta-
belece as condições e padrões de lançamento de efluen-
tes, e dá outras providências. Brasília, Diário Oficial da 
União, 18 de março de 2005. p. 58-63.
BRASIL. 2006. Conselho Nacional de Meio Ambiente. 
Resolução do CONAMA No. 375, de 29 de agosto de 
2006. Define critérios e procedimentos, para o uso agrí-
cola de lodos de esgoto gerados em estações de trata-
mento de esgoto sanitário e seus produtos derivados, e 
dá outras providências. Brasília, Diário Oficial da União, 
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ELETRONORTE/PNUD.
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135
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero
136
10
Glossário
1. Áreas de empréstimo - Locais onde são realizadas 
as escavações de solo com características suficien-
tes para atender às necessidades de terraplenagem.
2. Áreas de Preservação Permanente (APP) - Área 
protegida, coberta ou não por vegetação nativa, 
com a função ambiental de preservar os recursos 
hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a 
biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e 
flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das 
populações humanas (Lei nº 12.651 de 2012 - Novo 
Código Florestal).
3. Áreas legalmente protegidas - Áreas cuja proteção este-
ja garantida por norma emitida pelo Poder Público.
4. Áreas de bota-fora - Locais selecionados para de-
pósito do material excedente resultante de esca-
vações de cortes de terraplenagem na construção 
civil.
5. Assoreamento - Fenômeno causado pela deposição de 
sedimentos minerais (como areia e argila) ou de mate-
riais orgânicos em cursos d´água. Com isso, diminui a 
profundidade e a força da correnteza dos mesmos.
6. Biocenose - ou Comunidade Biológica, é a associa-
ção de populações (seres da mesma espécie) que 
habitam uma determinada região.
7. Biodiversidade - Conjunto de todas as espécies de 
seres vivos e de seus ambientes naturais existentes 
em uma área.
8. Contaminação - Introdução de substâncias ou orga-
nismos patogênicos, geralmente tóxicos, em sistemas 
naturalmente isentos deles, ou que os contêm, mas 
em quantidades menores que aquelas inseridas.
9. DBO - Demanda Biológica ou Bioquímica de Oxi-
gênio, corresponde à quantidade de oxigênio con-
sumido na degradação da matéria orgânica no meio 
aquático por processos biológicos, sendo expresso 
em miligramas por litro (mg/L).
10. Degradação Ambiental - Perda de adaptação das 
características físicas, químicas e biológicas de de-
terminada área em que é inviabilizado o desenvol-
vimento socioeconômico.
11. Dengue - É uma doença infecciosa febril aguda 
causada por um vírus da família Flaviridae e é 
transmitida, no Brasil, através do mosquito Aedes 
aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, 
a dengue é considerada um dos principais proble-
mas de saúde pública de todo o mundo.
12. Desnudamento do solo - É a retirada da cobertura 
vegetal de um determinado local deixandoo solo 
exposto às intempéries e ação humana.
13. Doenças infecto-contagiosas - São as doenças cau-
sadas por um agente biológico como por exemplo 
vírus, bactérias ou parasitas e que podem ser trans-
mitidas direta ou indiretamente. 
14. Ecossistemas Aquáticos - Se entende por ecossis-
tema aquático todos aqueles que apresentam por 
biótopo (área física na qual determinada comunida-
de vive) algum corpo de água como, por exemplo, 
mares, rios, oceanos, lagos, pântanos, etc. Os tipos 
de ecossistemas aquáticos mais conhecidos são: 
ecossistema de água doce e ecossistema marinho.
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15. Efluentes sanitários - São despejos essencialmente 
domésticos, contendo também águas de infiltração 
e ainda uma parcela não significativa de despejos 
industriais, com características bem definidas. São 
provenientes principalmente de residências, edifícios 
comerciais, instituições ou quaisquer edificações que 
contenham banheiros, lavanderias ou cozinhas.
16. Entulhos - São restos de materiais provenientes 
de construções, reformas, reparos e demolições 
de obras e de serviços de preparação e escavação 
de terrenos. São também chamados de resíduos da 
construção civil ou resíduos de construção e demo-
lição ou simplesmente RCD.
17. EPCs - Equipamentos de Proteção Coletiva, são 
equipamentos utilizados para proteção de seguran-
ça enquanto um grupo de pessoas realiza determi-
nada tarefa ou atividade.
18. EPIs - Equipamentos de Proteção Individual, são 
quaisquer meios ou dispositivos destinados a ser 
utilizados por uma pessoa contra possíveis riscos 
ameaçadores à sua saúde ou segurança durante o 
exercício de uma determinada tarefa ou atividade. 
Um equipamento de proteção individual pode ser 
constituído por vários meios ou dispositivos asso-
ciados de forma a proteger o seu utilizador contra 
um ou vários riscos simultâneos.
19. Erosão - É um processo de deslocamento de terra ou 
de rochas de uma superfície. A erosão pode ocorrer 
por ação de fenômenos da natureza ou do homem.
20. Eutrofização - É o enriquecimento da água com 
nutrientes através de meios criados pelo homem, 
produzindo uma abundante proliferação de algas. É 
a adição em excesso de um ou mais compostos or-
gânicos ou inorgânicos aos ecossistemas naturais.
21. Fauna - É o conjunto de espécies animais que vi-
vem numa determinada área. A fauna de uma deter-
minada região pode ser muito variada, dependendo 
das condições ambientais existentes. A fauna brasi-
leira, por exemplo, é extremamente rica e variada, 
pois nosso país possui uma enorme variedade de 
ecossistemas. 
22. Flora - É o conjunto de espécies vegetais (plantas, 
árvores, etc) de uma determinada região ou ecos-
sistema específico. É um termo muito utilizado em 
botânica. A flora numa determinada região pode 
ser muito rica, ou seja, com muita variedade de es-
pécies. É o que acontece com a flora brasileira, pois 
em nosso país existem diversos ecossistemas como, 
por exemplo, Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, 
Caatinga, Pantanal, entre outros. Cada ecossistema 
possuí flora específica, adaptada às condições am-
bientais da região. 
23. Fuligens - Substância escura que resulta da decom-
posição de combustíveis ou deposição de partículas 
de carvão, pneus etc.
24. Habitat - Significa o espaço onde as espécies vivem 
e se desenvolvem, e é um termo oriundo do latim. 
Habitat é um termo utilizado na ecologia, que com-
preende o espaço e o ecossistema onde as plantas 
e os animais se desenvolvem, dentro de uma comu-
nidade.
25. Intervenções antropogênicas - São as intervenções 
ou alterações no meio ambiente provocadas pelas 
atividades humanas.
26. Lagoas facultativas - São os tipos mais comuns e 
operam com cargas orgânicas menores que as utili-
zadas nas lagoas anaeróbias, permitindo um desen-
volvimento de algas nas camadas mais superficiais 
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e iluminadas, que através da atividade fotossintéti-
ca oxigenam a massa líquida da lagoa, modificam o 
pH e consomem nutrientes orgânicos. Têm profun-
didade entre 1,5 m a 2,0 m.
27. Levantamento florístico - É o processo de obten-
ção de dados qualitativos e quantitativos da flora 
de uma determinada área.
28. Lixiviação - É a extração ou solubilização dos cons-
tituintes químicos de uma rocha, mineral, solo, 
depósito sedimentar e etc. pela ação de um fluido 
percolante. Já em geologia, chamamos de lixiviação 
ao processo de “arraste” ou “lavagem” dos sais mi-
nerais presentes no solo, caracterizando uma forma 
inicial de erosão, ou erosão leve. A lixiviação, neste 
sentido, ocorre quando o solo fica demasiadamente 
exposto (por causa de desmatamento, queimadas 
ou sobrepastoreio) e, com a ação gradativa das chu-
vas, vai tendo seus materiais arrastados tornando-
-se primeiro infértil, e depois, podendo ocasionar 
erosões graves (voçorocas) dependendo do tipo de 
solo e grau de exposição.
29. Materiais perfurocortantes - São as seringas, agu-
lhas, escalpes, ampolas, vidros de um modo em ge-
ral, ou, qualquer material pontiagudo ou que conte-
nham fios de corte capazes de causar perfurações 
ou cortes (Resolução CONAMA nº 05/1993), com 
riscos de veiculação de doenças infecto-contagio-
sas como a Aids e as hepatites B e C.
30. Nutrientes limitantes - A utilização de um nutrien-
te por um organismo obedece a “Lei do Mínimo”, 
estabelecida por Liebig. Essa lei estabelece que o 
crescimento de um organismo é limitado pela subs-
tância disponível nas quantidades mínimas relati-
vas às suas necessidades para crescimento e repro-
dução. Dessa forma, os nutrientes limitantes são 
os que são totalmente absorvidos primeiramente 
e controlam ou limitam a produtividade primária 
(rendimento da conversão da energia radiante em 
substâncias orgânicas nas células vegetais).
31. Patógeno - Agente causador de doença.
32. Patrimônio arqueológico - São considerados sítios 
arqueológicos as jazidas de qualquer natureza, ori-
gem ou finalidade, que representem testemunhos 
da cultura dos paleoameríndios; os sítios nos quais 
se encontram vestígios positivos de ocupação pelos 
paleomeríndios; os sítios identificados como cemi-
térios, sepulturas ou locais de pouso prolongado 
ou de aldeamento, “estações” e “cerâmios; e as 
inscrições rupestres ou locais e outros vestígios de 
atividade de paleoameríndios.
33. Poluição - Segundo a Lei nº 6.938/1981 (Política 
Nacional de Meio Ambiente), poluição é a degra-
dação da qualidade ambiental resultante de ativi-
dades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem 
a saúde, a segurança e o bem-estar da população; 
b) criem condições adversas às atividades sociais e 
econômicas; c) afetem desfavoravelmente a biota; 
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do 
meio ambiente; e) lancem matérias ou energia em 
desacordo com os padrões ambientais estabeleci-
dos. 
34. Pragas - É um termo que pode ser utilizado para 
designar organismos que, quando se proliferam de 
forma desordenada ou fora de seu ambiente natu-
ral, podem causar algum tipo de dano ao ambiente, 
às pessoas ou à economia. O termo “praga”, que 
é muito utilizado na agricultura para se referir a 
ácaros, insetos, fungos, bactérias e até mesmo al-
guns vegetais (ex. ervas daninhas), também pode 
ser empregado para se referir a doenças de animais 
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ou humanos causadas por algum agente patogêni-
co, embora nesse caso, a definição mais apropria-
da seja epidemia, endemia ou pandemia, de acordo 
com suas dimensões e frequência.
35. Processos sedimentares - A água e o vento são os 
principais agentes de transporte de sedimentos. 
Quando estes agentes perdem a capacidade de trans-
portar, devido a uma diminuição da velocidade, ocor-
re a sedimentação. Com o continuar da sedimentação, 
os sedimentos dispostos nos estratos inferiores são 
compactados (diminuição de volume) e cimentados 
(precipitação de minerais novos em tornodas partícu-
las depositadas, colando-as). Ao conjunto de proces-
sos que transformam os sedimentos em rochas sedi-
mentares consolidadas dá-se o nome de diagênese.
36. Ravina - Sulco que se forma nas encostas devido a 
um intenso escoamento superficial de água por um 
caminho preferencial.
37. Recuperação de áreas degradadas - A recuperação 
de áreas degradadas está intimamente ligada à ci-
ência da restauração ecológica. Restauração ecoló-
gica é o processo de auxílio ao restabelecimento de 
um ecossistema que foi degradado, danificado ou 
destruído. Um ecossistema é considerado recupera-
do - e restaurado - quando contém recursos bióticos 
e abióticos suficientes para continuar seu desenvol-
vimento sem auxílio ou subsídios adicionais.
38. Recursos naturais - São elementos da natureza com 
utilidade para o homem, com o objetivo do desen-
volvimento da civilização, sobrevivência e conforto 
da sociedade em geral. Podem ser renováveis, como 
a energia do sol e do vento. Já a água, o solo e 
as árvores, considerados limitados, são chamados 
de potencialmente renováveis. E há ainda os não-
-renováveis, como o petróleo e minérios em geral. 
39. Resíduos Sólidos - Segundo a NBR 10.004:2004 da 
ABNT, resíduos sólidos são os resíduos nos estados sóli-
do e semissólido, que resultam de atividades de origem 
industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de 
serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição 
os lodos provenientes de sistemas de tratamento de 
água, aqueles gerados em equipamentos e instalações 
de controle de poluição, bem como determinados líqui-
dos cujas particularidades tornem inviável o seu lança-
mento na rede pública de esgotos ou corpos de água, 
ou exijam para isso soluções técnica e economicamente 
inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.
40. Ruídos - Como conceito, é o som ou a mistura de 
sons que são capazes de causar dano à saúde de 
quem o percebe. Ou seja, ruído é um som ou um 
conjunto de sons desagradáveis ao ouvido dos in-
divíduos. O ruído varia na sua composição naquilo 
que se refere à frequência, intensidade e duração. 
41. Supressão vegetal - É a retirada de uma parcela de 
vegetação dentro de uma área destinada a diversos 
usos, a exemplo de uso alternativo do solo, infrae-
trutura, entre outros.
42. Talude - É o plano inclinado que limita um aterro. 
Tem como função garantir a estabilidade do aterro, 
quando artificial e quando natural é a inclinação 
nas encostas e montanhas.
43. Talvegue - Linha de maior profundidade no leito de 
um rio ou no fundo de um vale.
44. Terraplenagem - É uma técnica construtiva que visa 
aplainar e aterrar um terreno. “Terrapleno”, literal-
mente, significa “terra cheia, cheio de terra”. Geral-
mente esta movimentação de solo tem o objetivo de 
atender a um projeto topográfico, como barragens, 
edifícios, aeroportos, açudes, entre outros projetos.
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45. Tétano - O tétano é uma infecção do sistema ner-
voso potencialmente letal provocada pela bactéria 
Clostridium tetani.
46. Unidades de Conservação - Espaço territorial e 
seus recursos ambientais, incluindo as águas juris-
dicionais, com características naturais relevantes, 
legalmente instituído pelo Poder Público, com ob-
jetivos de conservação e limites definidos, sob re-
gime especial de administração, ao qual se aplicam 
garantias adequadas de proteção (Lei nº 9.985/2000 
- Sistema Nacional de Unidades de Conservação da 
Natureza - SNUC).
47. Valas - É definida como uma escavação linear ca-
racterizada por apresentar profundidade maior que 
largura. Via de regra, utilizada para assentamento 
de utilidades (redes de gás, água e esgoto, telefôni-
cas e drenagem).
48. Vetores de doenças - Seres vivos potencialmente 
portadores e transmissores de um agente patogê-
nico infectante. Ex. o Aedes aegypti, mosquito que 
transmite a dengue.
49. Vibrações - É qualquer movimento que se repete, 
regular ou irregularmente, depois de um intervalo 
de tempo. Em engenharia estes movimentos ocor-
rem em elementos de máquinas e nas estruturas, 
quando estes estão submetidos a ações dinâmicas.
50. Voçoroca - Escavação profunda e ativa originada 
pela erosão superficial e subterrânea, que pode 
atingir centenas de metros de extensão e dezenas 
de metros de profundidade.
Fonte - Marcos Freire e 
Mariana Maziero
Lagoa Facultativa da
ETE Ponta Negra
Fonte-CAERN
Fonte: Marcos Freire e 
Mariana Maziero
Foto Marcos Freire e 
Mariana Maziero
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente 
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à 
sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público 
e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo 
para as presentes e futuras gerações”.
Art. 225 da Constituição Federal de 1988
Fonte - Acervo Marcos Freire 
e Mariana Maziero

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