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Ambientais Manual de Impactos do Saneamento Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero Manual de Impactos Ambientais do Saneamento Governo do Estado do Rio Grande do Norte Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte - SEMARH-RN Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte - CAERN Diretoria Técnica - DT Assessoria de Licenciamento Ambiental e Outorgas - ALA Natal/RN, agosto de 2013 Autor Marcos Antônio Freire da Costa Júnior, Biólogo - Msc em Bioecologia Aquática Analista Ambiental - ALA/DT/CAERN MAT. 3786 Revisão Técnica Silvana Fernandes Vilar dos Santos Lima, Engª - Msc em Contaminação Ambiental Assessora - ALA/DT/CAERN MAT. 1339 Colaboradores Man Cheng NG, Técnico de Controle Ambiental - UAZN/RNN/DT/CAERN Domingos Sávio Toscano de Brito, Técnico em Engenharia - GFO/DT/CAERN Roberta Borges de Medeiros Falcão, Assistente Social - GQM/DT/CAERN Paulo Eduardo Vieira Cunha, Engº Civil, Doutor em Engenharia Sanitária - GDP/DT/CAERN COMPANHIA DE ÁGUAS E ESGOTOS DO RIO GRANDE DO NORTE - CAERN MANUAL DE IMPACTOS AMBIENTAIS DO SANEAMENTO EQUIPE RESPONSÁVEL Yuri Tasso Duarte Queiroz Pinto Diretor Presidente - PR Ricardo da Fonseca Varela Filho Diretor Técnico - DT João Maria Alves de Castro Diretor Comercial e Financeiro - DC Jailton José Barbosa Tinôco Diretor Administrativo - DA Silvana Fernandes Vilar dos Santos Lima Assessora de Licenciamento Ambiental e Outorgas - ALA/DT Revisão Técnica Marcos Antônio Freire da Costa Júnior Analista Ambiental - ALA/DT Autor Com a publicação de um segundo manual desta natureza, provamos que o trabalho da Caern é continuado. Sempre afirmei que a empresa tinha viabilidade financeira e operacional. Hoje, com capacidade de investir em pessoas e equipamentos, caminha para prestar um serviço de excelência para o povo potiguar. Povo este que é a principal razão de existir da Caern. Uma nova Caern está surgindo. Orgulho-me de fazer parte desta história que é feita diariamente por 1890 caernianos. 8 Sumário PREFÁCIO ................................................................................................................................................................11 01 APRESENTAçãO ............................................................................................................................................... 13 02 INTRODUçãO ................................................................................................................................................... 17 03 OBJETIVOS E METAS ....................................................................................................................................... 19 04 TIPOS DE INTERVENçõES ............................................................................................................................... 21 4.1. Obras de implantação e alteração ...................................................................................................... 21 4.1.1. Implantação, alteração e correção de empreendimentos do tipo linear .................................. 21 4.1.2. Implantação de empreendimentos do tipo poligonal ............................................................... 21 4.1.3. Implantação de barragens e reservatórios ................................................................................ 21 4.2. Operação e manutenção ..................................................................................................................... 21 4.2.1. Operação dos Sistemas de água e esgoto ................................................................................. 21 4.2.2. Manutenção dos sistemas de água e esgoto ............................................................................ 21 4.2.3. Reparos dos Sistemas de água e esgoto ................................................................................... 21 05 IMPACTO AMBIENTAL: DEFINIçãO E MéTODOS DE ANÁLISE .................................................................23 5.1. Definição ..............................................................................................................................................23 5.2. Métodos de análise .............................................................................................................................23 5.3. Atributos e parâmetros utilizados para análise dos impactos ambientais ....................................... 24 06 PRINCIPAIS INTERFERêNCIAS E IMPACTOS RESULTANTES DO SANEAMENTO ..................................... 31 6.1. Limpeza das áreas ............................................................................................................................... 31 6.2. Preparação das áreas ..........................................................................................................................40 6.3. Obras de implantação e alteração de sistemas do saneamento ........................................................50 6.4. Operação e manutenção de sistemas do saneamento ........................................................................64 07 MEDIDAS DE CONTROLE AMBIENTAL ...........................................................................................................97 7.1. Definição, Importância e Classificação ..............................................................................................97 7.2. Considerações gerais ...........................................................................................................................97 7.3. Proposição de medidas de controle para os impactos ambientais listados .....................................98 08 CONSIDERAçõES FINAIS ...............................................................................................................................131 09 REFERêNCIAS ..................................................................................................................................................133 10 GLOSSÁRIO ..................................................................................................................................................... 136 ETE do Baldo – Fonte CAERN 10 Fonte - ETA de Extremoz - CAERN 11 MANUAL DE IMPACTOS AMBIENTAIS DO SANEAMENTO Prefácio Na atualidade, a humanidade depende cada vez mais da tecnologia para satisfazer suas necessidades. A evolu- ção tecnológica tem trazido consigo o desenvolvimento econômico e o crescimento do bem-estar social, porém também tem causado, através dos diversos tipos de ati- vidades humanas, um nível de degradação ambiental o qual dificilmente é suportado pelo sistema ecológico. Com isso, a gestão e o controle ambiental, através de diversas técnicas, têm sido cada vez mais fundamentais no sentido de tornar as atividades humanas plausíveis de se desenvolverem, com o mínimo de impactos e de- gradação ao meio ambiente. Obras de saneamento básico, apesar dos impactos ne- gativos ao meio ambiente na fase de implantação, se forem bem gerenciadas do ponto de vista ambiental, podem ocorrer com o mínimo de impactos adversos e ir além, gerando muitos impactos ambientais positivos na operação, como o fornecimento de água tratada, pre- servando a saúde da população, a coleta e o tratamento dos esgotos, reduzindo significativamente a poluição dos corpos d’água, e consequentemente, reduzindo e evitando muitas doenças de veiculação hídrica, dentre vários outros benefícios. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), por meio de seus trabalhos, tem como missão contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população norte-rio-grandense, satisfazendo suas necessidades de abastecimento de água e esgotamento sanitário e respeitando os fatoressociais, econômicos e ambientais. Marcos Antônio Freire da Costa Jr. Biólogo - Analista Ambiental 12 Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero 13 O Manual é composto pelas seguintes partes principais: 01 Apresentação Este Manual tem como objetivo orientar, fornecendo informações importantes a todo o corpo técnico da CAERN (gerentes, chefes de unidades, fiscais de obras, operadores etc), assim como às empresas terceirizadas, executoras de obras de implantação, ampliação e ma- nutenção dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, a respeito das principais ações de prevenção, controle e monitoramento de impactos e proteção ao meio ambiente durante a execução dessas obras, e também durante as ações de operação nos sis- temas, sejam elas de rotina ou emergenciais. Este Manual segue algumas diretrizes constantes no Manual Ambiental de Obras de Saneamento da Com- panhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal - CAESB (ROCHA & ALÍPAZ, 2010), adaptadas à reali- dade do cotidiano de atividades da CAERN, no Estado do Rio Grande do Norte. Intervenções típicas a serem tratadas; Definição e métodos de análise de impactos ambientais; Principais Interferências Ambientais e seus impactos diretos e indiretos resultantes de obras de implantação e alteração, assim como de atividades de operação e manutenção de empreendimentos de saneamento; Medidas de Controle Ambiental preventivas, corretivas ou potencializadoras para os impactos ambientais listados para as obras e atividades de operação e manutenção de empreendimentos de saneamento; 1 2 3 4 14 Desmatamento ou supressão vegetal Estocagem de equipamentos e materiais Poluição de corpos d’água Interferência em equipamentos urbanos Perturbação da fauna nativa Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas Alagamentos Aumento dos níveis de ruídos e vibrações Degradação hídrica Interferência no patrimônio histórico, arqueológico e cultural Proliferação de pragas e vetores Perda dos recursos naturais Desnudamento do solo Poluição atmosférica Aumento de tráfego local Perda ou alteração do habitat das espécies Veiculação de doenças Geração de odores Erosão do solo Geração de efluentes sanitários Movimentação de terra Incêndios e explosões Danos à saúde e bem-estar Danos patrimoniais Abertura de valas Geração de resíduos sólidos Poluição do solo Operação e manutenção de sistemas de saneamento Perturbação da população local Obras de instalação e manutenção Instabilidade de terrenos ou taludes Geração de entulhos Degradação do solo Acidentes a empregados e terceiros Alteração da paisagem natural Acidentes com animais perigosos Símbolos dos impactos ambientais utilizados neste manual 15 Operação e manutenção de sistemas de saneamento Limpeza pública Promoção da saúde, bem-estar e justiça social Aumento de expectativa de vida e redução da mortalidade infantil Geração de emprego e renda Desenvolvimento social e econômico Incremento nas Finanças públicas Combate a incêndios Controle e prevenção de doenças Higiene pessoal Preservação dos recursos hídricos e da sua biodiversidade Impactos positivos Impactos negativos Fonte - ETE Pendências - CAERN 16 ETE Pendências - CAERN 17 02 Introdução Os sistemas de abastecimento de água e de esgota- mento sanitário em implantação proporcionam consi- deráveis benefícios ao meio ambiente e à qualidade de vida das populações atendidas. No entanto, também podem gerar impactos ambientais negativos relevan- tes, capazes de atingir e causar prejuízos aos meios físico, biótico e socioeconômico. Segundo DAMATO & MACUCO (2002), em sua essência, os projetos de saneamento propiciam efeitos sociais e ambientais positivos. A distribuição de água potável, a coleta e tratamento de esgotos sanitários são atividades que levam à melhoria da saúde e da qualidade de vida de uma população, assim como podem ajudar na rever- são de alguns processos de degradação ambiental. No entanto, também podem causar alguns impactos ne- gativos quando da implantação do canteiro de obras, movimentação de terra e na operação das estações de tratamento de água e tratamento de esgoto. A CAERN necessita em suas atividades do cotidiano, seja de implantação e ampliação de redes, estações elevatórias, estações de tratamento etc, seja nas opera- ções e manutenções, se adaptar a uma sociedade cada vez mais exigente e preocupada com a conservação e preservação do meio ambiente e incorporar vários cuidados ambientais em sua rotina. Assim como ter o devido cuidado com a proteção dos mananciais utilizados para o abastecimento público de água e os cursos de água onde são lançados os efluentes resultantes do tratamento dos esgotos. As melhorias nessas atividades são sempre oportu- nas e devem ser incentivadas já no processo decisó- rio, de modo que todas as ações da CAERN contem- plem não só as questões econômicas, mas também os aspectos sociais e ambientais a elas inerentes. A elaboração de estudos ambientais PRÉVIOS à implantação de empreendimentos de saneamento é uma exigência legal, e deve ser agregada pela Companhia em suas atividades, e inclui a proposi- ção de projetos ambientais para a prevenção, mi- nimização ou correção dos impactos ambientais decorrentes das obras e atividades de operação e manutenção do cotidiano da CAERN. 18 Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero 19 03 Objetivos e Metas O principal objetivo deste Manual é instruir os colabo- radores da CAERN (empregados e empresas terceiriza- das) envolvidos nas obras de implantação e alteração e atividades de operação e manutenção de empreen- dimentos de saneamento, sobre os aspectos ambien- tais que devem ser considerados com vistas a evitar ou minimizar os impactos ambientais, e, negativos de- correntes de suas atividades, e com isso, respaldar a Companhia perante a sociedade e órgãos ambientais e também, evitar os passivos ambientais e multas por condutas consideradas inadequadas. São metas deste Manual: 1) Mostrar de forma geral a ocorrência de impactos am- bientais em decorrência de atividades de implantação, operação e manutenção de sistemas do saneamento e, através das redes de interação de impactos, mostrar um pouco da complexidade da ocorrência dos impactos ambientais e seus desdobramentos; 2) Criar na CAERN, ao longo do tempo, uma consciên- cia ou cultura de cuidados ambientais no decorrer das obras de empreendimentos de saneamento; 3) Inserir no dia a dia de atividades de operação e ma- nutenção da CAERN medidas de controle e prevenção ambiental adequadas; 4) Evitar multas e outras sanções por parte de órgãos ambientais e Ministério Público. Passivos Ambientais - O passivo ambiental repre- senta os danos causados ao meio ambiente, repre- sentando, assim, a obrigação, a responsabilidade social da empresa com aspectos ambientais. Ou seja, representa toda e qualquer obrigação de curto e longo prazo, destinadas única e exclusivamente a promover investimentos em prol de ações relaciona- das à extinção ou amenização dos danos causados ao meio ambiente, inclusive percentual do lucro do exercício, com destinação compulsória, direcionado a investimentos na área ambiental (KRAEMER, 2000). 20 Fonte - Captação de água - CAERN 21 04 Tipos de Intervenções 4.1.1. Implantação, alteração e correção de empreendi- mentos do tipo linear Redes de abastecimento de água, adutoras, redes co- letoras de esgotos sanitários, by pass, drenos, ramais, interceptores e emissários. 4.1.2. Implantação de empreendimentosdo tipo poligonal Estações elevatórias de água e esgoto, reservatórios, estações de tratamento de água (ETA) e esgoto (ETE), boosters, caixas de areia, leitos de secagem etc. 4.1.3. Implantação de barragens e reservatórios Construção de barragens e reservatórios para a acumu- lação hídrica, lagoas de estabilização e tanques de acu- mulação de esgotos e lodos. As intervenções típicas relativas aos empreendimentos de saneamento, objeto deste Manual, constituem-se no seguinte: 4.2.1. Operação dos Sistemas de água e esgoto Atividades de operação de rotina em todos os compo- nentes dos sistemas de água e esgoto. 4.1. OBRAS DE IMPLANTAçãO E ALTERAçãO 4.2. OPERAçãO E MANUTENçãO OBS - A execução de obras e atividades envolve uma sequência de atividades no meio ambiente que, de- pendendo das características e circunstâncias das áreas de influência de cada empreendimento, bem como dos métodos e procedimentos construtivos e operacionais, podem resultar em impactos nega- tivos diversos, motivo pelo qual deverão ser ante- cedidas pelo licenciamento ambiental pertinente, conforme explica ROCHA & ALÍPAZ (2010). Por isso, é fundamental seguir todas as recomen- dações constantes no Manual de Licenciamento Ambiental da CAERN (COSTA-JÚNIOR, 2013), que informa de maneira sucinta e objetiva sobre vários aspectos do licenciamento ambiental e a necessida- de de cumprimento das etapas por parte do empre- endedor, que, neste caso, é a própria CAERN. 4.2.2. Manutenção dos Sistemas de água e esgoto Atividades de manutenção de rotina em todos os com- ponentes dos sistemas de água e esgoto. 4.2.3. Reparos dos Sistemas de água e esgoto Atividades de reparos em todos os componentes dos sistemas de água e esgoto. 22 Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero 23 05 Impacto Ambiental: Definição e Métodos de Análise IMPACTO AMBIENTAL - pode ser definido conforme a legislação ambiental brasileira (Resolução CONAMA 001, de 23 de janeiro de 1986) como: “qualquer altera- ção das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente causada por qualquer forma de matéria ou energia resultantes das atividades humanas que di- reta ou indiretamente, afeta: 5.1. DEFINIçãO 5.2. MéTODOS DE ANÁLISE I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II - as atividades sociais e econômicas; III - a biota; IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e V - a qualidade dos recursos ambientais.” Ainda, podemos definir Impacto Ambiental como sen- do uma perturbação no ecossistema proveniente de uma ação ou omissão humana (efeito ambiental), qualificada A Análise ou AVALIAçãO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS-AIA é um instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente, de grande importância para a gestão institucional de planos, programas e projetos, em nível federal, estadual e municipal (IBAMA, 1995). Consiste em um processo de avaliação dos efeitos ecológicos, econômicos e sociais, que podem advir da implantação de atividades antrópicas (projetos, planos e programas), e de monitoramento e controle desses efeitos pelo poder público e pela sociedade. Ou seja, esse instrumento é formado por um conjunto de procedimentos capaz de assegurar desde o início do processo, que se faça um exame sistemático dos impactos ambientais de uma ação proposta (ou já ocorrida com danos) e de suas alternativas e que os resultados de positiva (+) ou negativa (-) por um certo grupo social, no contexto de sua realidade espacial e temporal. O efei- to ambiental inclui a noção de julgamento, valor positivo (benéfico) ou negativo (prejudicial). Portanto, o conceito de Impacto Ambiental é relativo porque o julgamento que lhe é intrínseco varia no espaço e no tempo. 24 sejam apresentados, de forma adequada, ao público e aos responsáveis pela tomada de decisão. CLAUDIO (1987) explica que a Avaliação de Impactos Ambientais tem como objetivo prevenir e minimizar as alterações que podem ocorrer na elaboração de um projeto ou determinada atividade, pois o estudo é essencialmente um instrumento de previsão. Neste sentido, SILVA (1994a) acrescenta que a avaliação propriamente dita dos impactos ambientais representa o prognóstico das condições emergentes, segundo as alternativas contempladas, sendo realizada em três etapas: Identificação; Previsão; Interpretação da importância dos impactos ambientais relevantes. No processo de Avaliação de Impactos Ambientais, são caracterizadas todas as atividades impactantes e os fatores ambientais que podem sofrer impactos dessas atividades, os quais podem ser agrupados nos meios físico, biótico e antrópico, variando com as característi- cas e a fase do projeto (SILVA, 1994b). Os métodos tradicionais que podem ser utilizados na Avaliação de Impactos Ambientais são mecanismos es- truturados para identificar, coletar e organizar os dados de impacto ambiental, permitindo a sua apresentação em formatos visuais que facilitem a interpretação pe- las partes interessadas (ANDREAZZI & MILWARD- -DE-ANDRADE, 1990). Estes métodos variam com as características do projeto e as condições ambientais. Dentre os principais métodos empregados na Avalia- ção de Impactos Ambientais estão: ad-hoc, listagens de controle, check-lists, matrizes, overlays, redes e mode- lagem (MAGRINI, 1989; SILVA, 1994b). Com o auxílio do método empregado a análise dos im- pactos ambientais do projeto e de suas alternativas é feita através da identificação, previsão da magnitude e importância dos prováveis impactos relevantes descri- minando: os impactos positivos e negativos (benéficos e adversos), diretos e indiretos, imediatos e a médio e longo prazo, temporários, cíclicos e permanentes, seu grau de reversibilidade, as suas propriedades acumu- lativas e sinérgicas, a distribuição do ônus e benefícios sociais. Neste Manual, os impactos serão apenas analisados a título de identificação, em decorrência das interferên- cias das atividades típicas do saneamento. Importante esclarecer que os mesmos não serão quantificados (im- portância e magnitude), pois para isso seria necessário uma análise mais detalhada a nível de um empreendi- mento específico, e esse manual aborda o saneamen- to como um todo. Dessa forma, é empregada aqui a metodologia de listagem de controle, de forma a listar apenas os principais impactos que o saneamento pode causar no meio ambiente e suas repercussões (impactos indiretos), assim como que medidas e ações poderão ser tomadas de forma a minimizar os efeitos dos im- pactos negativos (adversos) e potencializar os efeitos dos impactos positivos (benéficos). A definição dos atributos e parâmetros utilizados para a análise dos impactos ambientais obedece a normas pré-estabelecidas, tendo como base uma técnica calca- da nos sistemas abertos e na relação causa-efeito. 5.3. ATRIBUTOS E PARâMETROS UTILIzADOS PARA ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS 25 MAGNITUDE Atributo que representa a extensão do impacto ambiental apresentando-se numa dimensão que se torna gradual às diferenciadas ações produtoras dos impactos no sistema ambiental, podendo os im- pactos serem classificados como Nulos, Fracos, Mode- rados e Fortes. A magnitude é um dos atributos que quantificam os impactos ambientais. Não será levada em consideração na lista dos impactos neste Manual, conforme explicado acima; IMPORTâNCIA É a ponderação do grau de significân- cia de um impacto em relação ao fator ambiental afe- tado e a outros impactos, podendo os impactos serem Nulos, Não-significativos, Moderados e Significativos. A importância, assim como a magnitude, é um dos atributos que quantificam os impactos ambientais. Também não será levada em consideração na lista dos impactos neste Manual, conforme explicado acima; CARÁTER Atributo que representaa influência de uma ação realizada no projeto tendo como resposta uma alteração ambiental na sua constituinte ecossistê- mica, podendo os impactos serem Positivos (benéficos) e Negativos (adversos); ORDEM É o atributo pelo qual se determina o nível de relação entre a ação impactante e o impacto gerado ao meio ambiente, podendo os impactos serem Diretos e Indiretos; DURAçãO É a contabilização de tempo, da dura- ção do impacto após finalizada a ação executada que o determinou, podendo os impactos serem Curtos ou Imediatos, de Médio e Longo prazo; ESCALA É o atributo que delimita a extensão espacial do impacto, tendo como base a relação entre a ação causadora e a extensão territorial atingida. Portanto, quanto a este atributo, os impactos podem ser classifi- cados em: Local e Regional; REVERSIBILIDADE Este atributo menciona a capa- cidade do elemento do meio atingido por uma deter- minada ação de retomar as condições ambientais pre- cedentes, podendo os impactos serem Reversíveis e Irreversíveis; DINâMICA Este atributo refere-se à dinâmica tempo- ral dos efeitos dos impactos no meio ambiente, poden- do esses serem Temporários, Cíclicos e Permanentes. Os atributos quali-quantitativos mais utilizados em estudos para a análise de impactos ambientais são: 26 DIRETO Também denominado impacto primário ou de primeira ordem. Resulta de ação direta do empreendimento sobre elementos do meio. INDIRETO Resulta de uma ação secundária em resposta à ação anterior ou quando é integrante de uma cadeia de reações, também denominada de impacto secundário ou de enésima. NULO Impacto de magnitude inexpressiva para o meio analisado. FRACO Quando os fatores impactantes são pequenos, não chegando a causar descaracterização dos constituintes ambientais. MODERADO Quando os fatores impactantes são mediamente elevados chegando a causar uma baixa descaracterização dos constituintes ambientais. FORTE Quando os fatores impactantes são bastante elevados, a ponto de causar uma profunda descaracterização geral dos constituintes ambientais. POSITIVO (+) Quando uma ação realizada no projeto tem como consequência uma alteração benéfica à área. NEGATIVO (-) Quando uma ação realizada no projeto tem como consequência uma alteração negativa à área. ATRIBUTOS CARÁTER MAGNITUDE ORDEM CARÁTER 27 TEMPORÁRIO É aquele cujos efeitos têm duração determinada. CÍCLICO Quando o efeito se manifesta em intervalos de tempo determinados. PERMANENTE Quando, uma vez executada a ação, os efeitos não cessam de se mani- festar num horizonte temporal conhecido. REVERSÍVEL Quando após a ação impactante o objeto ambiental atingido retorna às condições ambientais iniciais, de forma natural ou antrópica. IRREVERSÍVEL Quando o objeto ambiental atingido por ação impactante não alcança as condições ambientais anteriores, apesar de tentativas com esse propósito. LOCAL Quando a extensão do impacto atinge a superfície delimitada pela área de influência direta e uma pequena porção periférica do terreno. REGIONAL Quando a extensão do impacto atinge a superfície delimitada pela área de influência funcional e sua bacia hidrográfica. CURTA Quando a neutralização do impacto ocorre imediatamente após o final da ação. MéDIA Quando da necessidade de decorrer razoável período de tempo para a dissolução do impacto. LONGA Quando, após a conclusão da ação geradora do impacto, este perma- necer por longo período de tempo. DURAçãO ESCALA REVERSIBILIDADE DINâMICA 28 NULO Impacto sem importância para o meio analisado. NãO-SIGNIFICATIVO A intensidade da interferência do impacto sobre o meio ambiente e em relação aos demais impactos não implica em alteração da qualida- de de vida. MODERADO A intensidade do impacto sobre o meio ambiente e em relação aos outros impactos assume dimensões recuperáveis, quando adverso, para a queda da qualidade de vida, ou assume melhoria da qualidade de vida, quando benéfico. SIGNIFICATIVO A intensidade da interferência do impacto sobre o meio ambiente e junto aos demais impactos acarreta, como resposta, perda da qualida- de de vida, quando adverso, ou ganho, quando benéfico. IMPORTâNCIA Utilizada nos quadros dos impactos a seguir, é um tipo básico de método de avaliação de impacto ambiental. As redes de interação estabelecem a sequência de im- pactos indiretos desencadeados a partir de cada ação (ou impacto direto) do projeto que se avalia, através de gráficos ou diagramas, permitindo retraçar, a partir de um impacto, o conjunto de ações que o causaram, direta ou indiretamente. “As redes de interação trabalham a partir de uma lista de atividades do projeto para estabelecer as relações de causa, condição e efeito. São uma tentativa de reconhe- cer que uma série de impactos pode ser desencadea- da por uma só ação. Geralmente definem um conjunto de possíveis redes de interação e permitem ao usuário identificar os impactos pela seleção e sequência apro- priada das ações de um projeto” (WARNER & PRES- TON, 1974). “Tentam identificar causas e consequências do impacto ambiental através da identificação das in- ter-relações das ações causais e dos fatores ambientais afetados, incluindo aquelas que representam efeitos se- cundários e terciários” (CANTER, 1996; 1998). NOTA - Também as redes de interação devem ser empregadas apenas para a identificação dos im- pactos indiretos e suas interações, uma vez que não destacam a importância relativa dos impac- tos identificados nem dispensam o uso de técni- cas de previsão e outros métodos para completar as tarefas do estudo. Rede de Interação de Impactos 29 Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero 30 Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero 31 06 Principais Interferências e Impactos Resultantes do Saneamento A implantação, alteração, expansão e os serviços de manutenção de empreendimentos de saneamento exi- gem previamente a limpeza das áreas onde ocorrerão as obras. Esta atividade inclui etapas como: 6.1. LIMPEzA DAS ÁREAS 1) desmatamento ou supressão vegetal da área; 2) nivelamento do solo; 3) implantação do canteiro de obras; 4) delimitação de áreas de empréstimo1 e áreas de bota-fora4; 5) abertura e/ou melhoramento de estradas de serviço e acessos e dos trechos para implantação de tubulações. Na limpeza de áreas, especificamente na ação de des- matamento, o componente da vegetação, caso a área esteja vegetada, será o mais afetado e desencadeará uma série de impactos indiretos afetando negativamen- te o meio físico, biótico e socioeconômico. Portanto, o desmatamento pode ser considerado, a depender do tamanho da área, de seu estado de conservação e pela grande quantidade de impactos que dele resultam, como impacto de moderada a significativa importância e de moderada a forte magnitude. Além do desmatamento, em todas estas etapas acima no quadro, ocorrerão impactos ambientais negativos e esses poderão atingir o meio físico (solo, ar, águas superficiais e subterrâneas etc), o meio biótico (flora e fauna silvestres) e o meio socioeconômico (comuni- dades inseridas nas áreas de influência etc), além de poderem alcançar Áreas de Preservação Permanente2, Unidades de Conservação46, dentre outras áreas legal- mente protegidas3. Após a conclusão da obra ou do serviço, a recupera- ção ambiental dessas áreas deve ser a garantia de que os danos ambientais não persistam e possam resultar em passivos ambientais para a CAERN. 32 Alteração da paisagem natural (poluição visual - Foto 1) Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas Desmatamento ou supressão vegetal (Foto 2) Perda de recursos naturais Perturbação da fauna nativa7 (fuga de animaissilvestres) Perda ou alteração do habitat 8 das espécies Desnudamento do solo9 (Foto 3) Poluição10 de corpos d’água Degradação hídrica11 Erosão do solo1 2 podendo formar ravinas1 3 e voçorocas1 4 Degradação do solo Danos à saúde e bem-estar (acidentes diversos15 a trabalhadores e a terceiros) Aumento dos níveis de ruídos16, vibrações17 e fuligens18 Incêndios Perturbação à população local (por ruídos, vibrações e fuligens) Geração de entulhos19 (Foto 4) Poluição atmosférica Proliferação de pragas18 e vetores de doenças20 Geração de emprego e renda IMPACTOS AMBIENTAIS RESULTANTES 1 - LIMPEzA DAS ÁREAS Limpeza das áreas Fonte: CAERN3 Fonte: CAERN2 Fonte: CAERN1 Fonte: CAERN4 IMPACTOS AMBIENTAIS Alteração da paisagem natural (poluição visual) Interferências em áreas ambiental- mente sensíveis ou protegidas Desmatamento ou supressão vegetal Perda de recursos naturais Perturbação da fauna nativa (fuga de animais silvestres) Perda ou alteração do habitat das espécies Desnudamento do solo Poluição de corpos d’água Degradação hídrica Erosão do solo (ravinas e voçorocas) Degradação do solo Danos à saúde e bem-estar (acidentes diversos a trabalhadores e a terceiros exposição a ruídos em níveis elevados) Aumento dos níveis de ruídos, vibrações e fuligens Incêndios Perturbação da população local (por ruídos e vibrações, fuligens e poeiras) Geração de entulhos Poluição atmosférica Proliferação de pragas e vetores de doenças Geração de emprego e renda Caráter Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Positivo Ordem Indireta Indireta Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Escala Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Duração Longa Média/Longa Média/Longa Longa Curta Longa Média/Longa Média/Longa Longa Curta/Média Longa Curta/Média/ Longa Curta Curta Curta/Média Curta/Média Curta Curta/Média/ Longa Curta Dinâmica Permanente Temporária Temporária Permanente Temporária Permanente Temporária Temporária Permanente Temporária Permanente Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Cíclica Temporária Reversibilidade Irreversível Reversível/ Irreversível Reversível Irreversível Reversível Irreversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível/ Irreversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível 1 - LIMPEzA DAS ÁREAS Impactos X Atributos Atributos Qualificativos 35 Redes de Interações dos Impactos Ambientais Diretos (D); Indiretos (I) Desmatamento (D) Poluição de corpos d’água (D) Aumento dos níveis de ruídos e vibrações (D) Emprego e renda (I) Erosão do solo (I) Perda de recursos naturais (I) Degradação hídrica (I) Perturbação da fauna (I) Proliferação de pragas e vetores (I) Degradação do solo (I) Poluição atmosférica (I) Perturbação da fauna (I) Geração de entulhos (I) Danos à saúde e bem-estar (I) Perda de recursos naturais (I) Alteração da paisagem natural (I) Desnudamento do solo (I) Incêndios (I) A ci de nt es ( I) Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas (I) Perturbação da população local por fuligens e poeiras (I) Interferências ecológicas em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas (I) Dados à saúde pela exposição a ruídos em níveis elevados (I) Perturbação da população local por ruídos (I) Perda ou alteração do habitat das espécies (I) Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem) 36 1) O DESMATAMENTO OU SUPRESSãO VEGETAL* DA ÁREA PODERÁ CAUSAR: 1.1 - Geração e acúmulo de entulhos (galhos, folhas e raízes), que por sua vez poderá resultar: 1.1.1 - Na Proliferação de pragas e vetores, que por fim poderá causar Danos à saúde e bem- -estar das pessoas, sobretudo pela possibili- dade de veiculação de doenças infecto-conta- giosas; 1.1.2 - Na Alteração da paisagem natural, que poderá interferir negativamente na harmonia paisagística de áreas ambientalmente sensí- veis ou protegidas (caso existam nas imedia- ções das obras); 1.1.3 - Em acidentes diversos (picadas de ani- mais peçonhentos, danos físicos etc) a empre- gados e terceiros que não estejam devidamen- te protegidos por EPCs17 e EPIs18. Isso por sua vez, pode resultar também em Danos à saúde e bem-estar das pessoas; 1.1.4 - Em incêndios acidentais ou propositais que a depender da quantidade de lenha disponível po- derão ser de pequena, média ou forte magnitude, e como consequência podem resultar em: 1.1.4.1 - Em acidentes diversos (danos físi- cos) a empregados e terceiros. Isso por sua vez, pode resultar também em danos à saúde e bem-estar das pessoas atingidas; 1.1.4.2 - Em poluição atmosférica pela liberação de grandes quantidades de fuligens e CO2, que por sua vez poderá resultar em perturbação da população local, que neste caso pode evoluir para danos à saúde das pessoas pela inalação de fuligens e CO2, e a poluição atmosfé- rica também poderá resultar em Interfe- rências negativas diversas em áreas am- bientalmente sensíveis ou protegidas, sobretudo, no tocante à perturbação da fauna local; 1.1.4.3 - Em perda ou alteração do habitat das espécies a depender, sobretudo, do grau de preservação da área atingida pelo fogo, que poderá causar a Perturbação e afugentamento da fauna local e a Per- da de recursos naturais, que por sua vez ENTENDENDO A REDE DE INTERAçõES DE IMPACTOS ACIMA! Impacto direto Impacto indireto de 1ª ordem Impacto indireto de 2ª ordem Impacto indireto de 4ª ordem Impacto indireto de 3ª ordem Impacto indireto de 5ª ordem Legenda * As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, consequentemente, ao evento relacionado. 37 poderá interferir negativamente em áreas ambientalmente sensíveis e protegidas e Afetar negativamente a paisagem natural; 1.2 - Emprego e renda do tipo temporário e geral- mente aproveitado apenas nesta fase de limpeza da área; 1.3 - Perda de recursos naturais, que neste caso refere-se à vegetação do local e que, como consequência, poderá resultar em: 1.3.1 - Alteração da paisagem natural, que por sua vez poderá interferir negativamente na harmonia paisagística de áreas ambiental- mente sensíveis ou protegidas (caso existam nas imediações das obras); 1.3.2 - Perturbação da fauna, que por sua vez poderá Interferir negativamente na ecologia de áreas ambientalmente sensíveis ou prote- gidas (caso existam nas imediações das obras); 1.3.3 - Interferências ecológicas negativas diretas em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas que poderão Afetar negativamente a fauna local; 1.4 - Alteração da paisagem natural, como conse- quência direta do desmatamento, que por sua vez, poderá Interferir negativamentena harmonia paisa- gística de áreas ambientalmente sensíveis ou prote- gidas (caso existam nas imediações das obras); 1.5 - Desnudamento do solo, com a retirada da ve- getação e que poderá resultar em: 1.5.1 - Interferências ecológicas negativas di- retas em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas, que poderão Afetar negativamente a fauna local; 1.5.2 - Erosão do solo, que por sua vez poderá resultar: 1.5.2.1 - Em Perda de recursos naturais (solo) e que poderá Afetar a fauna local do solo e causar Degradação paisagística na área; 1.5.2.2 - Em Interferências ecológicas nega- tivas em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas e que poderão Afetar nega- tivamente a fauna local; 1.5.2.3 - Em Degradação gradual do solo, inclusive com perda do mesmo através da evolução dos processos erosivos e de lixi- viação pelas chuvas. Este impacto, por sua vez pode resultar em Interferências ecoló- gicas negativas em áreas ambientalmen- te sensíveis ou protegidas e que poderão Afetar negativamente a fauna local; 1.5.2.4 - Em Acidentes, devido à fragi- lidade do solo erodido e consequente Impacto direto Impacto indireto de 1ª ordem Impacto indireto de 2ª ordem Impacto indireto de 4ª ordem Impacto indireto de 3ª ordem Impacto indireto de 5ª ordem Legenda * As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, consequentemente, ao evento relacionado. 38 instabilidade do terreno provocando deslizamentos de terra, dentre outros problemas que poderão causar sérios Danos à saúde das pessoas atingidas; 1.6 - Interferências ecológicas negativas diretas em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas, que poderão Afetar negativamente a fauna local; 1.7 - Perda ou alteração do habitat das espécies - O corte da vegetação causará diretamente a perda ou alteração do habitat de espécies tanto da fauna (ver- tebrados e invertebrados), como da flora (epífitas). Este impacto poderá resultar em: 1.7.1 - Perda de recursos naturais (vegetação), que poderá Afetar a fauna local e causar De- gradação paisagística na área; 1.7.2 - Interferências ecológicas negativas diretas em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas; 1.7.3 - Perturbação da fauna local, que por sua vez poderá interferir negativamente na eco- logia de áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas (caso existam nas imediações das obras); 1.8 - Perturbação da fauna local - O corte da vege- tação causará diretamente a perturbação e afugen- tamento da fauna local, que por sua vez refletirá na Perda de recursos naturais (fauna) e em interferên- cias ecológicas negativas em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas. 2) A POLUIçãO DE CORPOS D’ÁGUA - que pode ser resultante nesta fase da erosão do solo e consequente carreamento de material terroso, que poderá causar: 2.1 - Degradação hídrica - que se dará de forma gradual e a depender do tipo do contaminante e da capacidade de depuração do ecossistema aquático. Este impacto, por sua vez poderá resultar em: 2.1.1 - Perturbação da fauna aquática local, que por sua vez poderá Interferir negativa- mente na ecologia de áreas ambientalmen- te sensíveis ou protegidas (caso existam nas imediações das obras) e vice-versa e na Perda de recursos naturais (mortandade de fauna aquática); 2.1.2 - Perda de recursos naturais (água de boa qualidade) que poderá, por sua vez Afetar a fauna local, acelerar ainda mais a Degradação hídrica e Interferir negativamente na eco- logia de áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas (caso existam nas imediações das obras); 2.1.3 - Danos à saúde e bem-estar das pesso- Impacto direto Impacto indireto de 1ª ordem Impacto indireto de 2ª ordem Impacto indireto de 4ª ordem Impacto indireto de 3ª ordem Impacto indireto de 5ª ordem Legenda * As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, consequentemente, ao evento relacionado. 39 as que porventura entrarem em contato com a água do ambiente degradado (ex. eutrofizado); 2.1.4 - Interferências ecológicas negativas di- retas em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas, que poderá, por sua vez, Afetar negativamente a fauna aquática local; 2.2 - Perturbação da fauna aquática local - que pode- rá se dar de forma aguda (intensa) ou crônica (gradual): 2.2.1 - Perda de recursos naturais (água de boa qualidade) que poderá, por sua vez, Acelerar as interferências negativas sobre a fauna lo- cal, acelerar ainda mais a Degradação hídri- ca e Interferir negativamente na ecologia de áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas (caso existam nas imediações das obras); 2.2.2 - Interferências ecológicas negativas di- retas em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas, que poderá por sua vez acelerar ainda mais os efeitos negativos sobre a Fauna aquática local, além de poder também acele- rar a Degradação aquática; 2.3 - Interferências ecológicas negativas diretas em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas, que poderão Afetar negativamente a fauna aquática local e Acelerar ainda mais a degradação hídrica; 2.4 - Perda de Recursos Naturais - (água de boa qualidade) que poderá, por sua vez afetar: 2.4.1 - Negativamente áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas, que poderá por sua vez acelerar ainda mais os efeitos negativos sobre a Fauna aquática local, além de poder também acelerar a Degradação aquática; 2.4.2 - Perturbação da fauna aquática local, que por sua vez poderá Interferir negativamente na ecologia de áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas (caso existam nas imediações das obras) e acelerar a Perda de recursos naturais (mortandade de fauna aquática); 2.4.3 - Acelerar a Degradação hídrica, que por sua vez poderá voltar a causar Perturbação da fauna aquática local, Perda de recursos naturais, Danos à saúde e bem-estar das pessoas e Interferências ecológicas negativas diretas em áreas ambiental- mente sensíveis ou protegidas. 3) AUMENTO DOS NÍVEIS DE RUÍDOS E VIBRAçõES pro- veniente de máquinas, roçadeiras, veículos leves e pesados etc. Este impacto pode resultar em Perturbação da população local e cujo quadro a depender da intensidade e duração desses pode evoluir para uma situação de estresse e causar Danos à saúde (sistema auditivo) e bem-estar da população exposta. Impacto direto Impacto indireto de 1ª ordem Impacto indireto de 2ª ordem Impacto indireto de 4ª ordem Impacto indireto de 3ª ordem Impacto indireto de 5ª ordem Legenda * As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, consequentemente, ao evento relacionado. 40 Para a implantação, alteração e expansão e os serviços de manutenção de empreendimentos de saneamento pode ser necessária à realização de cortes, aterros, es- cavações do solo, de forma a preparar as áreas para re- ceber os equipamentos dos empreendimentos de sanea- mento, além de permitir a abertura e/ou melhoramento de estradas de acesso e os serviços de topografia. As atividades relacionadas à preparação das áreas como escavações, terraplenagem44 e abertura de estradas de acessos, alocação de material terroso em áreas de em- préstimos e também nas áreas de bota-fora implicarão em impactos diretos e indiretos no solo, tendo em vista a natureza degradadora das mesmas, com impactos de importância e magnitude variados, sobretudo, a depen- der das dimensões dos empreendimentos. As escava- ções, em especial atenção, podem resultar em efeito ambiental negativo no que diz respeito também a ins- tabilidade dos processos sedimentares35. Estes efeitos podemser temporários, uma vez que ao final da ação os locais trabalhados devem ser recuperados conforme mais a frente listaremos as ações corretivas. As atividades de preparação das áreas também resulta- rão na intensificação do tráfego de máquinas, veículos e equipamentos, que por sua vez, poderá resultar na ocor- rência de acidentes envolvendo pessoas, causar danos aos equipamentos urbanos (ex. destruição do pavimen- to), ao solo e à água, e, sobretudo, incomodar a popula- ção local devido à intensificação do trânsito, dos ruídos e vibrações, além da emissão de poeiras e fuligens. Conforme ROCHA & ALÍPAZ (2010), de modo geral, os im- pactos ambientais resultantes dessas atividades poderão: 1) comprometer a fauna e a flora22 do entorno; 2) interferir negativamente em áreas legalmente protegidas ou ambientalmente sensíveis; 3) causar degradação no solo e poluição e degradação na água (esta última pelo carreamento de solo exposto, através da lixiviação23, para corpos d’água superficiais); 4) interferir negativamente no patrimônio arqueológico, histórico e cultural; 5) interferir negativamente (causando instabilidade), pelas escavações e intensificação do tráfego, em equipamentos urbanos (postes de iluminação pública, placas de sinalização, calçadas, ruas e estradas etc); 6) causar transtornos aos trabalhadores e moradores da área; 7) podem determinar a criação de talvegues43 e consequentemente, de áreas de alagamento. 6.2. PREPARAçãO DAS ÁREAS 41 Alteração da paisagem natural (poluição visual) Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas Perda de recursos naturais (biodiversidade) Perturbação da fauna nativa (fuga de animais silvestres) Movimentação de terra (terraplenagem25, escavações e abertura de acessos e valas26 - Foto 5) Degradação do solo (perda e alteração da estrutura de solo) pelo uso de máquinas Erosão do solo (formação de ravinas e voçorocas - Foto 6) Degradação hídrica (assoreamento27 de corpos d’água - Foto 7) (alteração do fluxo de água subterrânea) (desaparecimento de nascentes28) Poluição hídrica (carreamento de materiais diversos pela lixiviação) Danos à saúde e bem-estar (acidentes diversos a trabalhadores e a terceiros) (exposição a ruídos em níveis elevados) (doenças respiratórias) Deslocamentos de máquinas causando pertur- bação da população (ruídos, vibrações, fuligens, degradação das ruas e outros equipamentos urbanos - Foto 8) Instabilidade de terrenos e taludes29 (deslizamentos) Geração de entulhos (sobretudo, material terroso resultante das escavações - Foto 9) Interferência no patrimônio histórico, arqueológico e cultural30 Inundações (alagamentos - Foto 10) Danos Patrimoniais Geração de emprego e renda POSSÍVEIS IMPACTOS AMBIENTAIS 2 - PREPARAçãO DAS ÁREAS Preparação das áreas Fonte: Marcos Freire Jr7 Fonte: Marcos Freire Jr5 Fonte: Marcos Freire Jr6 Fonte: Marcos Freire Jr10 Fonte: Marcos Freire Jr8 Fonte: Marcos Freire Jr9 Calha Parshall da ETE do Baldo - Fonte - CAERN IMPACTOS AMBIENTAIS Alteração da paisagem natural (poluição visual) Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas Perda de recursos naturais Perturbação da fauna nativa (fuga de animais silvestres) Movimentação de terra (terraplenagem, escavações e abertura de acessos e valas) Degradação do solo (perda e alteração da estrutura de solo pelo uso das máquinas) Erosão do solo (formação de ravinas e voçorocas) Degradação hídrica (assoreamento de corpos d’água) (alteração do fluxo de água subterrânea) (desaparecimento de nascentes) Poluição hídrica (carreamento de materiais diversos pela lixiviação) Danos à saúde e bem-estar (acidentes diversos a trabalhadores e a terceiros) (exposição a ruídos em níveis elevados) (doenças respiratórias) Deslocamentos de máquinas causando perturbação da população por: (ruídos e vibrações) (fuligens e poeiras) (degradação das ruas por abertura de buracos e outros equipamentos urbanos) Instabilidade de terrenos e taludes (deslizamentos) Geração de entulhos (sobretudo, material terroso resultante das escavações) Interferência no patrimônio histórico, arqueológico e cultural Inundações (alagamentos) Danos patrimoniais (prejuízos a veículos, residências etc) Geração de emprego e renda Caráter Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Positivo Ordem Indireta Indireta Indireta Indireta Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Escala Local/ Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Duração Longa Média/Longa Longa Curta Curta Longa Curta/Média Longa Curta/Média Curta/Média/ Longa Curta/Média Longa Curta Curta Curta/Média Curta Curta Dinâmica Permanente Temporária Permanente Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária/ Permanente Temporária Temporária Temporária Cíclica Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Reversibilidade Irreversível Reversível/ Irreversível Irreversível Reversível Irreversível Irreversível Reversível Reversível Reversível Reversível/ Irreversível Reversível Reversível Reversível Irreversível Reversível Irreversível Reversível 2 - PREPARAçãO DAS ÁREAS Impactos X Atributos Atributos Qualificativos 45 Inundações (alagamentos) (I) Redes de Interações dos Impactos Ambientais Diretos (D); Indiretos (I) Instabilidade de terrenos e taludes (I) Interferências em áreas sensíveis ou protegidas (I) Degradação hídrica - alteração do fluxo d’água subterrâneo (I) Degradação hídrica - desap. nascentes (I)Danos à saúde e bem-estar - acidentes diversos (I) Poluição Hídrica (I) Erosão do solo (I) Degradação hídrica - assoreamento (I) Perda de recursos naturais (I) Alteração da paisagem natural (I) Interferência no patrimônio histórico, arqueológico e cultural (I) Degradação do solo (I) Danos patrimoniais (I) Perturbação da fauna nativa (I) Mov. de terra (D) Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem) Deslocamento de máquinas (D) Perturbação da população por ruídos e vibrações (I) Danos à saúde e bem-estar - exposição a ruídos elevados (I) Danos à saúde e bem-estar - doenças respiratórias (I) Degradação das ruas e outros equipamentos urbanos (I) Perturbação da população por fuligens e poeiras (I) Emprego e renda (I) 46 ENTENDENDO A REDE DE INTERAçõES DE IMPACTOS ACIMA! 1) MOVIMENTAçãO DE TERRA (TERRAPLENAGEM, ESCAVAçõES E ABERTURA DE ACESSOS E VALAS) PODENDO CAUSAR: 1.1 - Alteração da paisagem natural, com perda do status de harmonia paisagística que ocorre natural- mente no meio ambiente; 1.2 - Interferência no patrimônio histórico, arqueo- lógico e cultural, com possibilidade de perda de ma- terial desse patrimônio, caso não seja feito o resgate, se forem detectados através de estudos técnicos sí- tios arqueológicos nos locais das obras; 1.3 - Interferência em áreas sensíveis ou protegidas, com possibilidades de impactos diretos e indiretosno solo, ar, água, meio biótico desequilibrando os ecossistemas dessas áreas. Por sua vez, essa interfe- rência pode resultar: 1.3.1 - Na Perda de recursos naturais, que por sua vez poderá causar Alteração da paisa- gem natural, Perturbação da fauna nativa e Degradação do solo. A degradação do solo, por sua vez, pode, por exemplo, resultar em Instabilidade de terrenos e taludes e Erosão do solo. A erosão do solo pode resultar em Assoreamento de corpos d’água, Inundações, Poluição hídrica etc; 1.3.2 - Na Degradação do solo, que poderá, por sua vez, resultar em Perdas de Recursos Naturais, Erosão do solo e Instabilidade de terrenos e taludes. A instabilidade de terre- nos e taludes, por exemplo, pode causar ou agravar Erosões no solo, que pode resultar em Assoreamento de corpos d’água, Inunda- ções e alagamentos, Danos patrimoniais (ex. deslizamentos de terras e crateras podendo causar prejuízos em veículos, residências e equipamentos públicos e privados diversos) e Acidentes e Danos à saúde e bem-estar das pessoas; 1.3.3 - Na Poluição hídrica, por carreamento de material terroso resultante das escavações etc, que por sua vez pode resultar em Perdas de recursos naturais, Degradação hídrica por assoreamento e Perturbação da fauna nativa pela perda da qualidade da água. A perturba- ção da fauna nativa, por exemplo, pode agravar as Interferências em áreas sensíveis ou prote- Impacto direto Impacto indireto de 1ª ordem Impacto indireto de 2ª ordem Impacto indireto de 4ª ordem Impacto indireto de 3ª ordem Impacto indireto de 5ª ordem Legenda * As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, consequentemente, ao evento relacionado. 47 Fonte: Marcos Freire Jr Foto 11. Abertura de vala. Foto 13. Atropelamento de fauna nativa. Fonte: Marcos Freire Jr Foto 12. Erosão. Fonte: Marcos Freire Jr gidas, que por sua vez poderão agravar a Perda de recursos naturais, sobretudo, perda do com- ponente faunístico do ecossistema aquático e suas biocenoses6; 1.4 - Instabilidade de terrenos e taludes, a movimen- tação de terra e principalmente as escavações e abertu- ras de valas das obras de saneamento (Foto 11), se não forem bem gerenciadas, podem resultar em instabilida- de de terrenos e taludes, que, por sua vez, pode causar Erosão do solo, formando ravinas e voçorocas (Foto 12), que, por sua vez, pode resultar em Assoreamento de corpos d’água, Inundações e alagamentos, Danos patri- moniais (ex. deslizamentos de terras e crateras podendo causar prejuízos em veículos, residências e equipamen- tos públicos e privados diversos, como a degradação do pavimento de ruas etc) e Acidentes e Danos à saúde e bem-estar das pessoas; 48 1.5 - Perturbação e afugentamento da Fauna, os trabalhos de terra com o uso de máquinas poderão causar impactos ambientais negativos à fauna local, como atropelamentos (Foto 13), afugentamentos e pertubações devido aos níveis elevados de ruídos e vibrações. Como consequência esse impacto pode resultar: 1.5.1 - Na Perda de recursos naturais, relativos ao componente faunístico e suas biocenoses; 1.5.2 - Em Interferências em áreas ambiental- mente sensíveis ou protegidas, sobretudo, no tocante ao desequilíbrio ecológico que poderá advir da perda e afugentamento da fauna na- tiva local; 1.6 - Degradação hídrica (alteração do fluxo d’água subterrâneo), os trabalhos de terra com o uso de máquinas, escavações e perfurações diversas, obras de rebaixamento de lençol freático etc poderão cau- sar alterações no fluxo d’água subterrâneo, que por sua vez poderá resultar ou agravar a degradação hí- drica por Desaparecimento de nascentes d’água. O desaparecimento de nascentes, por sua vez pode causar Perda de recurso natural, ou seja, água doce mineral de boa qualidade; 1.7 - Danos à saúde e bem-estar por acidentes di- versos, a ação de manuseio de equipamentos pe- sados oferece riscos de acidentes no trabalho ou prejuízos à saúde e bem-estar de trabalhadores. O não isolamento devido das áreas em obras também pode oferecer riscos de acidentes a terceiros que por ali inadvertidamente transitem. Também, os resíduos gerados, sejam atmosféricos (ruídos e poeiras), ou sólidos, se não forem adequadamente controlados podem acarretar em prejuízos à saúde dos traba- lhadores por doenças respiratórias. Por fim, a não utilização de EPCs e EPIs ou a utilização incorreta destes por parte dos trabalhadores pode gerar gra- ves danos físicos à saúde deles; 1.8 - Inundações (Alagamentos de terrenos), pro- vocadas nos terrenos por possíveis irregularidades topográficas resultantes das obras de saneamento. Que, por sua vez, podem gerar: Danos patrimoniais (ex. prejuízos em veículos, resi- dências e equipamentos públicos e privados diver- sos) e Acidentes e Danos à saúde e bem-estar das pessoas que transitem inadvertidamente pelos locais em obras; 1.9 - Degradação do solo, provocada por atividades relacionadas às obras civis como fundações, esca- vações, terraplenagem, alocação de material terroso em áreas de empréstimos e também nas áreas de bo- ta-fora e que poderão implicar em impactos diretos e indiretos no solo, degradando o mesmo ao longo do tempo. Por sua vez, este impacto de degradação no solo pode provocar: Impacto direto Impacto indireto de 1ª ordem Impacto indireto de 2ª ordem Impacto indireto de 4ª ordem Impacto indireto de 3ª ordem Impacto indireto de 5ª ordem Legenda * As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, consequentemente, ao evento relacionado. 49 1.9.1 - Erosão, com perda de solo, formando ravinas e voçorocas, que, por sua vez, pode resultar em Assoreamento de corpos d’água, Perdas de recursos naturais (solo), Alteração da paisagem natural, Inundações e alagamen- tos, Danos patrimoniais (ex. deslizamentos de terras e crateras podendo causar prejuízos em veículos, residências e equipamentos públicos e privados diversos, como a degradação do pavimento de ruas etc) e Acidentes e Danos à saúde e bem-estar das pessoas; 1.9.2 - Instabilidade de terrenos e taludes, que, por sua vez, pode resultar ou agravar os processos de Erosão do solo, formando ravi- nas e voçorocas, que, por sua vez, podem cau- sar ou agravar Assoreamento de corpos d’água, Inundações e alagamentos, Danos patrimoniais (ex. deslizamentos de terras e crateras poden- do causar prejuízos em veículos, residências e equipamentos públicos e privados diversos, como a degradação do pavimento de ruas etc) e Acidentes e Danos à saúde e bem-estar das pessoas; 1.10 - Perdas de recursos naturais, a movimentação de terra e principalmente as escavações e aberturas de valas das obras de saneamento podem resultar em áreas de bota-fora com grandes quantidades de terra retiradas do local em obras, causando pois, a perda de solo na área, que, por sua vez, pode resultar em Alteração da paisagem natural, Perturbação da fauna nativa e Degradação do solo. A degradação do solo, por sua vez, pode, por exemplo, resultar em Instabilidade de terrenos e taludes e Erosão do solo. A erosão do solo pode resultar em Assoreamento de corpos d’água, Inundações, Poluição hídrica. A poluição hídrica, por exemplo, pode causar Danos à saúde e bem-estar das pessoas e Perturbação e perda de fauna nativa local etc; 1.11 - Danos patrimoniais, a movimentação de terra e principalmente as escavações e aberturas de valas das obras de saneamento, utilizando-se para isso de grandes máquinas, pode resultar em danos patrimo- niais, tais como: prejuízos em veículos, residências e equipamentos públicos e privados diversos, como adegradação do pavimento de ruas etc; 1.12 - Perturbação da população local por fuligens, poeiras etc, a movimentação de terra e principal- mente as escavações e aberturas de valas das obras de saneamento, e também o aumento do tráfego local pode resultar em poluição atmosférica local acarretada pelas poeiras, fuligens e fumaças. Tam- bém, com as atividades de movimentação de solo, como na abertura de acessos, nivelamento e fun- dações, haverá emissão de poeiras podendo gerar a perturbação da população local. Este impacto pode acarretar em Danos à saúde e bem-estar da popula- ção local por doenças respiratórias; 1.13 Geração de Emprego e Renda, as obras civis de escavações, terraplenagem, abertura de acessos, dentre outras, serão responsáveis pela contratação de mão de obra terceirizada, gerando renda e aque- cimento da economia, sendo, portanto, impacto do tipo positivo e temporário, ou seja, terá seus efeitos atuando enquanto durarem as obras; 2) DESLOCAMENTO DE MÁQUINAS, DURANTE AS OBRAS DE ESCAVAçõES, TERRAPLENAGEM, ABERTURA DE ACESSOS, DENTRE OUTRAS, PODENDO CAUSAR: 50 2.1 Danos à saúde e bem-estar por acidentes di- versos, as ações de manuseio de máquinas e equi- pamentos pesados oferecem riscos de acidentes no trabalho ou prejuízos à saúde de trabalhadores. O não isolamento devido das áreas em obras também pode oferecer riscos de acidentes a terceiros que por ali inadvertidamente transitem. Por fim, a não utili- zação de EPCs ou EPIs ou a utilização inadequada destes por parte dos trabalhadores pode gerar gra- ves danos físicos à saúde deles; 2.2 - Degradação de ruas e outros equipamentos urbanos, a movimentação de máquinas pesadas durante a movimentação de terra e principalmen- te durante as escavações e aberturas de valas das obras de saneamento pode resultar em Danos patri- moniais, tais como: prejuízos em veículos, residên- cias e equipamentos públicos e privados diversos, como a degradação do pavimento de ruas e aces- sos etc. Outrossim, esses impactos podem acarretar em Inundações e alagamentos de terrenos durante períodos chuvosos, devido a irregularidades topo- gráficas deixadas nos locais em obras. Por sua vez, essas inundações e alagamentos de terrenos podem gerar Danos patrimoniais e Acidentes diversos a terceiros; 2.3 - Erosão do solo, formando ravinas e voçorocas, que, por sua vez, pode resultar em Assoreamento de corpos d’água, Perdas de recursos naturais (solo), Alteração da paisagem natural, Inundações e alaga- mentos, Danos patrimoniais (ex. deslizamentos de terras e crateras podendo causar prejuízos em veícu- los, residências e equipamentos públicos e privados diversos) e Acidentes e Danos à saúde e bem-estar das pessoas; 6.3. OBRAS DE IMPLANTAçãO E ALTERAçãO DE SISTEMAS DO SANEAMENTO Representam as atividades cujas ações estão diretamen- te relacionadas às obras de implantação, expansão e al- teração de sistemas de abastecimento d’água e esgota- mento sanitário, bem como àquelas que visam corrigir, ajustar ou otimizar o funcionamento desses sistemas. O desenvolvimento das obras poderá produzir situações que exponham trabalhadores e pessoas que vivem nas vizinhanças a acidentes ou a distúrbios de saúde. A dis- 2.4 - Perturbação da população local por fuligens, poeiras etc, o deslocamento intenso de máquinas pode resultar em poluição atmosférica local acarre- tada pelas poeiras, fuligens e fumaças pertubando a população local. Este impacto pode resultar em Danos à saúde e bem-estar da população local por doenças respiratórias; 2.5 - Perturbação da população local por ruídos e vibrações, o deslocamento intenso de máquinas pode gerar ruídos e vibrações em níveis elevados que poderão afetar não apenas os operários, mas tam- bém os moradores da área do entorno. Este impacto pode acarretar em Danos à saúde e bem-estar dos trabalhadores e população local por exposição a ruídos em níveis elevados; 2.6 - Geração de Emprego e Renda, a movimenta- ção de máquinas será responsável pela contratação de mão de obra especializada e terceirizada, sendo impacto do tipo positivo e temporário, ou seja, terá seus efeitos atuando enquanto durar as obras; 51 posição inadequada de resíduos e entulhos, bem como as condições de estocagem de materiais podem ofere- cer abrigo a animais perigosos (peçonhentos e pragas urbanas), criar condições para a proliferação de vetores de doenças, além de causarem poluição ambiental (no ar, água e solo), alteração da paisagem natural (poluição visual), aumento do risco de ocorrência de incêndios e explosões e acidentes a empregados e terceiros. Também, a implantação do canteiro de obras e demais instalações associadas, por serem determinantes de consumo e geradoras de resíduos e efluentes, podem provocar poluição ambiental e visual, acidentes com animais perigosos e criar condições para a proliferação de vetores de doenças. O uso de recursos naturais, o risco de incêndios, explosões, acidentes e a contamina- ção8 das águas também podem resultar dessa ativida- de. Além disso, durante as obras poderão ocorrer impac- tos negativos à população local por aumento dos níveis de ruídos, vibrações e fuligens do deslocamento de máquinas e grandes veículos, além da possibilidade de danos patri- moniais a automóveis, residências etc, resultantes muitas vezes de ações construtivas inadequadas, dentre outras. Por outro lado, impactos positivos importantes e es- senciais para a sociedade como um todo poderão ser advindos dessas atividades quando os empreendimen- tos de saneamento estiverem devidamente instalados e operando, tais como: 1) promoção da saúde, bem-estar e justiça social; 2) Geração de emprego e renda; 3) Incre- mentos nas finanças públicas e 4) Desenvolvimento social e econômico. Desinfecção com ultravioleta dos efluentes tratados na ETE do Baldo. Fonte - CAERN. 52 1) PROMOçãO DA SAÚDE, BEM-ESTAR E JUSTIçA SOCIAL; Através da oferta de água potável à população de modo geral, propiciando a redução no número de doenças de veiculação hídrica pelo consumo de água contaminada, imprópria ao uso, contribuindo para a melhoria na saú- de, bem-estar (qualidade de vida) e justiça social. 2) GERAçãO DE EMPREGO E RENDA; A geração de emprego e aumento de renda pode acarre- tar na melhoria do poder aquisitivo e aquecer a econo- mia local, através do consumo diverso durante a insta- lação e operação dos empreendimentos de saneamento e que, consequentemente, poderão estimular a melhoria da qualidade de vida dos envolvidos direta e indireta- mente nesses empreendimentos. 3) INCREMENTOS NAS FINANçAS PÚBLICAS; Finanças Públicas é o campo da Economia preocupa- do com o pagamento de atividades coletivas e gover- namentais, assim como com a administração e o de- sempenho destas atividades. A instalação e operação desses empreendimentos representará um aumento na arrecadação de impostos, taxas e contribuições, fato esse que contribuirá positivamente para a melhoria das finanças públicas municipal, estadual e federal. 4) DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ECONôMICO. A oferta de água potável através dos empreendimentos de saneamento favorece o desenvolvimento socioeco- nômico da população através dos seguintes aspectos (BARROS et al., 1995): IMPORTANTE!!! Aspectos Sociais Melhoria da saúde e das condições de vida de uma comunidade; Diminuição da mortalidade em geral, principalmente da infantil; Aumento da esperança de vida da população; Diminuição da incidência de doenças relacionadas à água; Implantação de hábitos de higiene na população; Facilidade na implantação e melhoria da limpeza pública; Facilidade na implantação e melhoria dos sistemas de esgotos sanitários; Possibilidade de proporcionar conforto e bem-estar; Melhoria das condições de segurança. 12 3 4 5 6 7 8 9 1 2 3 4 Aspectos Econômicos Aumento da vida produtiva dos indivíduos economicamente ativos; Diminuição dos gastos particulares e públicos com consultas e internações hospitalares; Facilidade para instalações de indústrias, onde a água é utilizada como matéria-prima ou meio e operação; Incentivo à indústria turística em localidades com potencialidades para seu desenvolvimento. 53 Fonte - Marcos Freire e Mariana Maziero. 54 IMPACTOS AMBIENTAIS RESULTANTES Geração de efluentes sanitários Veiculação de doenças Interferências em equipamentos urbanos (Foto 14) Poluição do solo Poluição atmosférica Estocagem de equipamentos e materiais (Foto 15) Geração de entulhos (material de construção) (Foto 16) Geração de resíduos sólidos Danos à saúde e bem-estar (prejuízos à saúde pela exposição a ruídos, vibrações e fuligens em níveis elevados) (danos físicos) Aumento dos níveis de ruídos e vibrações Acidentes a empregados e terceiros Acidentes com animais perigosos Poluição hídrica (contaminação da água su- perficial e subterrânea) (Foto 17) Degradação hídrica (perda gradual da quali- dade da água pela poluição) Danos patrimoniais (prejuízos a veículos, residências etc) Perturbação da população local Obras de instalação e manutenção (instalação e manutenção de SES e SAA - Foto 18) Proliferação de pragas e vetores (Foto 19) Obras de instalação e manutenção (instalação do canteiro de obras - Foto 20) Aumento do tráfego de veículos (Foto 21) Incêndios Geração de odores fétidos Geração de emprego e renda Promoção da saúde, bem-estar e justiça social Incrementos nas Finanças públicas Desenvolvimento social e econômico 3 - Obras de implantação e alteração Obras de Implantação e manutenção Fonte: CAERN14 Fonte: CAERN15 Fonte: Marcos Freire Jr16 Fonte: Marcos Freire Jr19 Fonte: Marcos Freire Jr17 Fonte: CAERN18 Fonte: CAERN20 Fonte: CAERN21 IMPACTOS AMBIENTAIS Geração de efluentes sanitários Veiculação de doenças Interferências em equipamentos urbanos Poluição do solo Poluição atmosférica Estocagem de equipamentos e materiais Geração de entulhos (material de construção) Geração de resíduos sólidos Danos à saúde e bem-estar (prejuízos à saúde pela exposição a ruídos, vibrações e fuligens em níveis elevados) (danos físicos) Aumento dos níveis de ruídos e vibrações Acidentes a empregados e terceiros Acidentes com animais perigosos Poluição hídrica (contaminação da água superficial e subterrânea) Degradação hídrica (perda gradual da qualidade da água pela poluição) Danos patrimoniais (prejuízos a veículos, residências etc) Perturbação da população local Obras de instalação e manutenção (instalação e manutenção de SES e SAA) Proliferação de pragas e vetores Obras de instalação e manutenção (instalação do canteiro de obras) Geração de odores fétidos Aumento do tráfego de veículos Incêndios Geração de emprego e renda Promoção da saúde, bem-estar e justiça social Incrementos nas Finanças públicas Desenvolvimento social e econômico Caráter Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Positivo Positivo Positivo Positivo Ordem Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Direta Indireta Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Escala Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Duração Curta/Média Curta/Média Curta/Média Curta/Média Curta/Média Curta/Média Curta/Média Curta/Média Curta/Média/ Longa Curta/Média Curta/Média Curta/Média Média/Longa Longa Curta Curta/Média Curta/Média Curta/Média/ Longa Curta Curta/Média Curta Curta Curta/Média Média/Longa Média/Longa Média/Longa Dinâmica Temporária Cíclica Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Permanente Temporária Temporária Temporária/ Permanente Cíclica Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Permanente Temporária Permanente Reversibilidade Reversível Reversível Irreversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível/ Irreversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível Irreversível Reversível Reversível/ Irreversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível Irreversível Reversível Irreversível 3 - Obras de instalação e manutenção Impactos X Atributos Atributos Qualificativos 57 Instalação e manutenção de SES e SAA e Canteiros de Obras (D) Poluição Hídrica (I) Geração de odores (I) Incêndios (I) Veiculação de doenças (I) Danos patrimoniais (I) Geração de entulhos (I) Poluição atmosférica (I) Poluição do solo (I) Danos à saúde e bem-estar (I) Perturbação da popul. local (I) Proliferação de pragas e vetores (I) Geração de resíduos sólidos (I) Geração de efluentes sanitários (I) Aumento dos níveis de ruídos e vibrações (I) Acidentes com animais perigosos (I) Acidentes a empregados e terceiros (I) Interferências em equipamentos urbanos (I) Aumento do tráfego de veículos (I) Desenvolvimento social e econômico (I) Incremento nas finanças públicas (I) Promoção da saúde, bem-estar e justiça social (I) Estocagem de equipamentos e materiais (I) Degradação hídrica (I) Geração de emprego e renda (I) Redes de Interações dos Impactos Ambientais Diretos (D); Indiretos (I) Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem) 58 ENTENDENDO A REDE DE INTERAçõES DE IMPACTOS ACIMA! 1) OBRAS DE INSTALAçãO E MANUTENçãO (INSTALAçãO E MANUTENçãO DE SES E SAA) PODENDO CAUSAR: 1.1 - Danos patrimoniais, as obras de saneamento como instalação de canteiros de obras, implantação de dutos e tubulações, poços de estações elevatórias e de abastecimento de água, construção de lagoas com impermeabilização de terrenos etc, utilizando-se para isso de grandes máquinas, podem resultar em danos patrimoniais, tais como: prejuízos em veículos, resi- dências e equipamentos públicos e privados diversos, como a degradação do pavimento de ruas etc; 1.2 - Poluição atmosférica, durante as obras de im- plantação de estruturas e equipamentos do sanea- mento, o aumento do tráfego local pode resultar em poluição atmosférica local acarretada pelas poeiras, fuligens e fumaças, podendo gerar Perturbação da população local, e por aumento do nível de estresse pode gerar Danos à saúde e bem-estar, assim como a poluição atmosférica pode resultar diretamente em Danos à saúde e bem-estar da população local por doenças respiratórias; 1.3 - Geraçãode entulhos diversos, as obras civis ge- rarão grande quantidade de entulhos de diversos tipos (metais, concreto, pedras, areia, argila etc), resíduos dos canteiros de obras etc. Esse material, se não for devidamente removido, pode causar (Foto 22): 1.3.1 - Veiculação de doenças, a exposição de metais, vidros e outros materiais cortan- tes pode veicular doenças como o tétano45 (Clostridium tetani). Entulhos podem também acumular água propiciando a trasmissão da dengue11 pela proliferação do mosquito Aedes aegypti. As doenças veiculadas podem, por sua vez, causar sérios Danos à saúde e bem- -estar da população afetada; 1.3.2 - Poluição do solo, resultante da dispo- sição inadequada de materiais contendo me- tais pesados, dentre outros poluentes. Este impacto, por sua vez, pode, por infiltração ou através do lixiviamento causar Degradação hí- drica (perda de qualidade d’água dos corpos hídricos superficiais e subterrâneos) e Veicu- lação de doenças, que podem causar Danos à saúde e bem-estar das pessoas e este último imapacto pode causar Perturbação da popu- lação local; Impacto direto Impacto indireto de 1ª ordem Impacto indireto de 2ª ordem Impacto indireto de 4ª ordem Impacto indireto de 3ª ordem Impacto indireto de 5ª ordem Legenda * As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, consequentemente, ao evento relacionado. 59 1.3.3 - Danos à saúde e bem-estar, por danos físicos causados por materiais perfurocortan- tes29 e/ou contaminados, podendo, por sua vez Veicular determinadas doenças e essas cau- sarem outros Danos à saúde e bem-estar das pessoas acarretando, por fim, em Perturba- ção da população local; 1.3.4 - Proliferação de pragas e vetores, os entulhos dispostos no meio ambiente de for- ma inadequada podem servir de habitat para pragas e vetores e favorecer a proliferação desses. Pragas e vetores, por sua vez, causam Perturbação da população local e Veiculação de doenças infecto-contagiosas13, que podem gerar graves Danos à saúde e bem-estar da população afetada que, por fim, pode agravar a Perturbação da população local; 1.4 - Geração de resíduos sólidos, as atividades de ins- talação de SAA e SES se não forem bem gerenciadas ambientalmente poderão resultar na disposição inade- quada de resíduos sólidos de diversas naturezas (Foto 23), no solo e/ou próximos a corpos d’água, podendo trazer sérios impactos associados, tais como: 1.4.1 - Poluição e contaminação do solo, este impacto, por sua vez, pode, por infiltração ou através do lixiviamento, causar Degradação hídrica (perda de qualidade d’água dos corpos hídricos superficiais e subterrâneos) e Veicu- lação de doenças, que pode causar Danos à saúde e bem-estar das pessoas e este último pode causar Perturbação da população local; 1.4.2 - Proliferação de pragas e vetores, os resíduos sólidos dispostos no meio ambiente de forma inadequada podem servir de habitat para pragas e vetores e favorecer a proliferação desses. Pragas e vetores, por sua vez, causam Perturbação da população local e Veiculação de doenças infecto-contagiosas, que podem gerar graves Danos à saúde e bem-estar da população afetada que, por fim, pode agravar a Perturbação da população local; 1.4.3 - Perturbação da população local, por fortes odores e visual desagradável; 1.4.4 - Veiculação de doenças infecto-con- tagiosas, por contato direto com materiais perfurocortantes contaminados e que podem gerar graves Danos à saúde e bem-estar da população afetada que, por fim, pode agravar a Perturbação da população local; 1.5 - Estocagem de equipamentos e materiais, du- rante as obras de implantação de estruturas e equi- pamentos do saneamento, ocorrerá estocagem de material na área (Foto 23) e se a área de estocagem não for bem delimitada e isolada poderá ocasionar o seguinte: 1.5.1 - Poluição do solo, resultante da disposi- ção inadequada de materiais contendo metais pesados, dentre outros poluentes. Este impac- to, por sua vez, pode por infiltração ou através do lixiviamento causar Degradação hídrica (perda de qualidade d’água dos corpos hídri- cos superficiais e subterrâneos) e Veiculação de doenças, que pode causar Danos à saúde e bem-estar das pessoas e este último pode causar Perturbação da população local; 60 1.5.2 - Danos à saúde e bem-estar, por danos físicos causados por materiais perfurocortan- tes e/ou contaminados, podendo, por sua vez Veicular determinadas doenças e essas cau- sarem outros Danos à saúde e bem-estar das pessoas acarretando, por fim, em Perturba- ção da população local; 1.5.3 - Proliferação de pragas e vetores, os en- tulhos dispostos no meio ambiente de forma inadequada podem servir de habitat para pra- gas e vetores e favorecer a proliferação desses (Foto 23). Pragas e vetores, por sua vez, causam Perturbação da população local e Veiculação de doenças infecto-contagiosas, que podem gerar graves Danos à saúde e bem-estar da população afetada que, por fim pode agravar a Perturbação da população local; 1.5.4 - Incêndios, resultante de materiais infla- máveis que porventura sejam estocados inade- quadamente. Este impacto, por sua vez, pode causar Acidentes a empregados e terceiros, o que pode causar Danos à saúde e bem-estar das pessoas; 1.6 - Geração de efluentes sanitários do canteiro de obras, os efluentes gerados no canteiro de obras durante a implantação de SES e SAA, se não forem pré-condicionados e destinados adequadamente, poderão com o tempo causar: 1.6.1 - Poluição hídrica, por excesso de nutrien- tes e patógenos, que por sua vez pode resultar em Veiculação hídrica de doenças, que, por sua vez pode resultar em Danos graves à saúde e bem-estar da população local, Degradação hí- drica pela perda gradual da qualidade da água, acelerando o processo de eutrofização20 e que, ao longo do tempo, caso não cesse a fonte de poluição, pode inviabilizar corpos d’água para os diversos usos a que se destinam; 1.6.2 - Poluição e contaminação do solo, resul- tante da disposição in natura (sem tratamento) e inadequada de efluentes sanitários conten- do nutrientes e patógenos em níveis elevados. Este impacto, por sua vez, pode, por infiltra- ção nas camadas do solo ou através da lixivia- ção, causar Degradação hídrica (perda de qua- lidade d’água dos corpos hídricos superficiais e subterrâneos) e Veiculação de doenças, que pode causar Danos à saúde e bem-estar das pessoas e que neste último caso, pode resultar em Perturbação da população local; 1.6.3 - Perturbação da população local, por fortes odores e visual desagradável e que pode evoluir para Danos à saúde e bem-estar pelo estresse gerado; 1.6.4 - Danos à saúde e bem-estar, por danos físicos causados por materiais perfurocortan- tes e/ou contaminados, podendo, por sua vez Veicular determinadas doenças e essas cau- sarem outros Danos à saúde e bem-estar das pessoas acarretando, por fim, em Perturbação da população local; 1.6.5 - Geração de odores desagradáveis, atra- vés da disposição inadequada dos efluentes sanitários, causando, por sua vez, Poluição atmosférica e esta, podendo causar Pertur- bação da população local, que pode evoluir 61 para Danos à saúde e bem-estar pelo estres- se gerado; 1.6.6 - Proliferação de pragas e vetores, os efluentes sanitários dispostos inadequada- mente no meio ambiente podem atrair pragas e vetores e favorecer a proliferação desses. Pragas e vetores, por sua vez, podem causar Perturbação da população local e Veiculação de doenças infecto-contagiosas, que podem gerar graves Danos à saúde e bem-estar da população afetada que, por fim, pode agravar a Perturbação da população local; 1.7 - Aumento dos níveisde ruídos e vibrações, a instalação do canteiro de obras, o tráfego de ca- minhões com materiais, equipamentos, peças etc, as obras civis para instalação de SES e SAA, dentre outras, serão responsáveis pelos inconvenientes da geração de ruídos e vibrações que poderão causar: 1.7.1 - Perturbação da população local, pelos inconvenientes dos ruídos e vibrações, muitas vezes acima dos níveis aceitáveis. Este impac- to, por sua vez, pode evoluir para Danos à saú- de (sistema auditivo) e Danos ao bem-estar, pelo estresse gerado; 1.8 - Acidentes com animais perigosos, a não uti- lização de EPIs pode gerar vários riscos de Danos à saúde e bem-estar dos trabalhadores das obras de instalação de SAA e SES, inclusive o risco de aci- dentes com animais perigosos, tais como: cobras, escorpiões, aranhas etc (Foto 23); 1.9 - Acidentes a empregados e terceiros, a não uti- lização de EPIs ou a utilização de forma inadequa- da desses, a não realização de exames periódicos, a sinalização inadequada de áreas de riscos podem gerar acidentes, que, por sua vez, podem causar gra- ves Danos à saúde e bem-estar dos trabalhadores e terceiros; 1.10 - Aumento do tráfego de veículos, a demanda por insumos, infraestrutura e matérias-primas in- tensificará a circulação de veículos pequenos, mé- dios e pesados durante a fase de instalação de SES e SAA. Assim como, de materiais e pessoas, o que por consequência poderá afetar temporariamente e negativamente o meio socioeconômico, seja por: 1.10.1 - Danos patrimoniais, a movimentação intensa de grandes máquinas pode resultar em danos patrimoniais, tais como: prejuízos em veículos, residências e equipamentos públicos e privados diversos, como a degradação do pa- vimento de ruas etc; 1.10.2 - Poluição atmosférica, o aumento do tráfego local pode resultar em poluição at- mosférica local acarretada pelas poeiras, fu- ligens e fumaças, podendo gerar Perturbação da população local, que por aumento do ní- vel de estresse pode gerar Danos à saúde e bem-estar, assim como a poluição atmosférica pode resultar diretamente em Danos à saúde e bem-estar da população local por doenças respiratórias; 1.10.3 - Aumento dos níveis de ruídos e vi- brações, o tráfego de caminhões com mate- riais, equipamentos, peças etc será responsá- vel pelos inconvenientes da geração de ruídos e vibrações, que poderão causar Perturbação 62 da população local, pelos inconvenientes dos ruídos e vibrações acima dos níveis aceitáveis. Este impacto, por sua vez, pode evoluir para Danos à saúde e bem-estar pelo estresse ge- rado e danos ao sistema auditivo; 1.10.5 - Acidentes a empregados e terceiros, a não utilização de EPIs ou a utilização des- ses de forma inadequada, a não realização de exames periódicos, a sinalização inadequada de áreas de riscos podem causar acidentes que tragam Danos à saúde e bem-estar dos traba- lhadores e terceiros; 1.11 - Interferências em equipamentos urbanos, as obras de instalação de SAA e SES podem gerar vá- rios inconvenientes ou interferências em equipamen- tos urbanos, como prejuízos físicos ao pavimento de acessos, ruas e avenidas, rompimento de tubulações e dutos diversos, rompimento de cabos e fios elétri- cos etc, ou seja, Danos ao patrimônio público, tam- bém podem gerar, Perturbação da população local e Acidentes a empregados e terceiros. Estes impactos indiretos, por sua vez, podem evoluir para Danos à saúde e bem-estar; 1.12 - Geração de emprego e renda, durante a fase de instalação de SAA e SES serão aproveitadas ao máximo mão de obra local de forma direta. A gera- ção de empregos também acontece através da ne- cessidade logística para a instalação dos empreen- dimentos. A geração de empregos e incrementos à renda contribuirão para o Desenvolvimento social e econômico que, por sua vez, contribuirá para Incre- mentos nas finanças públicas e para a Promoção da saúde, bem-estar e justiça social; Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: Marcos Freire Jr. Foto 22. Obras gerando entulhos e estes atraindo veto- res como o mosquito da dengue (Aedes aegypti). 63 Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: CAERN Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: CAERN Foto 23. Obras de saneamento gerando resíduos sólidos e estoca- gem inadequada de material, que por sua vez atraem pragas, vetores e animais perigosos. 1.13 - Promoção da saúde, bem-es- tar e justiça social, através da ofer- ta de água potável à população de modo geral, propiciando a redução no número de doenças de veiculação hídrica pelo consumo de água con- taminada e imprópria ao uso, con- tribuindo para a melhoria na saúde, bem-estar (qualidade de vida) e jus- tiça social. Por sua vez, este impac- to positivo contribui indiretamente para o Desenvolvimento social e econômico e este, por sua vez, para Incrementos nas finanças públicas, e este indiretamente para a Geração de emprego e renda; 1.14 - Promoção da saúde, bem-estar e justiça social, através da oferta de água potável à população de modo geral, propiciando a redução no nú- mero de doenças de veiculação hídrica pelo consumo de água contaminada e imprópria ao uso, contribuindo para a melhoria na saúde, bem-estar (quali- dade de vida) e justiça social. Por sua vez, este impacto positivo contribui indiretamente para o Desenvolvimen- to social e econômico e este, por sua vez, para Incrementos nas finanças públicas, e este indiretamente para a Geração de emprego e renda; 1.15 - Incrementos nas finanças pú- blicas - Finanças Públicas é o campo da Economia preocupado com o pa- gamento de atividades coletivas e governamentais, assim como com a administração e o desempenho dessas atividades. A instalação de empreendimentos de SAA e SES representa aumento na arrecadação de impostos, taxas e contribuições, fato esse que contribuirá positi- vamente para a melhoria das finanças públicas municipal, estadual e federal. Este impacto positivo contribuirá, por sua vez, para a Gera- ção de emprego e renda e Promoção da saúde, bem-estar e justiça social. A geração de emprego e renda também contribuirá para a Promoção da saúde, bem-estar e justiça social; 64 6.4. OPERAçãO E MANUTENçãO DE SISTEMAS DO SANEAMENTO Representam as atividades cujas ações estão diretamen- te relacionadas à operação e manutenção de sistemas de abastecimento d’água e esgotamento sanitário. Sejam elas atividades de rotina ou emergenciais. Os sistemas de saneamento após serem devidamente ins- talados e iniciarem a fase de operação poderão também causar impactos ambientais negativos sobre o meio am- biente no qual estão inseridos e também para a população cliente, seja da água potável para os consumos direto e indireto, seja da coleta, tratamento e destinação dos es- gotos sanitários. Os impactos ambientais decorrentes da operação inadequada destes sistemas refletem diretamen- te em problemas de poluição e contaminação das águas superficiais e subterrâneas (WIECHETECK & CORDEI- RO, 2002), embora, os efeitos positivos sejam marcantes e imprescindíveis pelos benefícios gerados. 6.4.1. Sistemas de Abastecimento de Água (SAA) Para os Sistemas de Abastecimento de Água (SAA), os impactos prováveis são geralmente positivos, porque o abastecimento de água constitui serviço que assegura me- lhoria da saúde e do bem-estar da população. Os impactos negativos estão normalmente associados à localização do empreendimento (vulnerabilidade da área de influência) e à operação inadequada dos sistemas, que podem causar: Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero 65 Poluição de corpos hídricos Degradação hídrica Perturbação da fauna nativa Geração de odores Veiculação de doenças Danos à saúde e bem-estar Perturbação da população local Interferências em áreas ambientalmentesensíveis ou protegidas Perda de recursos naturais Proliferação de pragas e vetores Proliferação de pragas e vetores Vazamentos causando alagamentos Emissão de níveis elevados de ruídos Perturbação da população local Perda de recursos naturais (ex. água tratada) Danos patrimoniais Danos à saúde e bem-estar Acidentes a empregados e terceiros Geração de resíduos sólidos Lançamento inadequado de resíduos provenientes dos decantadores e da água de lavagem de filtros, em corpos d’água Problemas na operação dos sistemas Oferta de água para consumo direto e indireto Promoção da saúde, bem-estar e justiça social Controle e prevenção de doenças Limpeza pública Aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade infantil Desenvolvimento social e econômico Combate a incêndios Higiene pessoal IMPACTOS NEGATIVOS IMPACTOS POSITIVOS AçõES 66 Geração de Resíduos Sólidos (Lodo) (Lançamento inadequado de resíduos provenientes dos decantadores e da água de lavagem de filtros, em corpos d’água) (Foto 24) Poluição de corpos hídricos Degradação hídrica Perturbação da fauna nativa Geração de odores fétidos Veiculação de doenças Danos à saúde e bem-estar Perturbação da população local Perda de recursos naturais Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas Proliferação de pragas e vetores Operação e Manutenção de Sistemas de Saneamento (Problemas na operação dos SAAs) Alagamentos (a partir de vazamentos - Foto 25) Aumento dos níveis de ruídos (Foto 26) Danos patrimoniais Acidentes a empregados e terceiros (Foto 27) Geração de resíduos sólidos (RSU - Foto 28) Operação e Manutenção de Sistemas de Saneamento (Oferta de água para consumo direto e indireto - Foto 29) Promoção da saúde, bem-estar e justiça social Controle e prevenção de doenças (Foto 30) Limpeza pública Aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade infantil Desenvolvimento social e econômico Combate a incêndios Higiene pessoal POSSÍVEIS IMPACTOS AMBIENTAIS 4 - Operação de manutenção de SAA Fonte: CAERN24 Fonte: CAERN25 Fonte: CAERN26 Fonte: CAERN28 Fonte: CAERN27 Fonte: CAERN29 Fonte: CAERN30 Operação de manutenção de SAA IMPACTOS AMBIENTAIS Geração de Resíduos Sólidos (Lodo) (Lançamento inadequado de resíduos provenientes dos decantadores e da água de lavagem de filtros, em corpos d’água) (Foto 24) Poluição de corpos hídricos Degradação hídrica Perturbação da fauna nativa Geração de odores fétidos Veiculação de doenças Danos à saúde e bem-estar Perturbação da população local Perda de recursos naturais Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas Proliferação de pragas e vetores Operação e Manutenção de Sistemas de Saneamento (Problemas na operação dos SAAs) Alagamentos (a partir de vazamentos - Foto 25) Aumento dos níveis de ruídos (Foto 26) Danos patrimoniais Acidentes a empregados e terceiros (Foto 27) Geração de resíduos sólidos (RSU - Foto 28) Operação e Manutenção de Sistemas de Saneamento (Oferta de água para consumo direto e indireto - Foto 29) Promoção da saúde, bem-estar e justiça social Controle e prevenção de doenças (Foto 30) Limpeza pública Aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade infantil Desenvolvimento social e econômico Combate a incêndios Higiene pessoal Caráter Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Positivo Positivo Positivo Positivo Positivo Positivo Positivo Positivo Ordem Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Escala Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Duração Curta Média/Longa Longa Média/Longa Média/Longa Média/Longa Média/Longa Média/Longa Média/Longa Média/Longa Curta/Média/ Longa Curta/Média Média Longa Curta Curta Curta/Média Longa Longa Longa Longa Longa Longa Longa Dinâmica Temporária Temporária Permanente Temporária Temporária Temporária Temporária Temporária Permanente Temporária Cíclica Cíclica Temporária Permanente Permanente Temporária Cíclica Permanente Permanente Permanente Permanente Permanente Permanente Permanente Permanente Reversibilidade Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível/ Irreversível Reversível Irreversível Reversível/ Irreversível Reversível Reversível Reversível Reversível Irreversível Reversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível 4 - Operação e manutenção de SAA Impactos X Atributos Atributos Qualificativos 69 Redes de Interações dos Impactos Ambientais Diretos (D); Indiretos (I) Interferências em áreas sensíveis ou protegidas (I) Proliferação de pragas e vetores (I) Perturbação da população local (I) Perturbação da população local (I) Aumentos dos níveis de ruídos (I) Proliferação de pragas e vetores (I) Danos à saúde e bem-estar (I) Danos patrimoniais (I) Geração de resíduos sólidos (I) Acidentes a empregados e terceiros (I) Perda de água tratada (I) Vazamentos Alagamentos (I) Danos à saúde e bem estar (I) Geração de odores (I) Degradação hídrica (I) Poluição de corpos hídricos (I) Perda de recursos naturais (I) Perturbação da fauna nativa (I) Veiculação de doenças (I) Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem) Geração de Resíduos Sólidos (D) (Lançamento de resíduos de decantadores e filtros) em corpos d’água Operação e Manutenção de SAA (D) (Problemas na operação dos sistemas) 70 Redes de Interações dos Impactos Ambientais Diretos (D); Indiretos (I) Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem) Operação e Manutenção de SAA (D) (Oferta de água p/ consumo direto e indireto) Desenvolvimento social e econômico (I) Aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade infantil (I) Incremento nas finanças públicas (I) Promoção da saúde, bem-estar e justiça social (I) Combate a incêndios (I) Limpeza pública (I) Higiene pessoal (I) Tratamento preliminar da ETE Ponta Negra - Fonte-CAERN. 72 ENTENDENDO A REDE DE INTERAçõES DE IMPACTOS ACIMA! 1) AçõES DE OPERAçãO E MANUTENçãO DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA (SAA) COMO GERAçãO DE RESÍDUOS SóLIDOS (LODO) PODENDO CAUSAR: 1.1 - Poluição de corpos hídricos, por excesso de nutrien- tes e patógenos31, que por sua vez pode resultar em: 1.1.1 - Perdas de recursos naturais, a eutrofização pelo excesso de nutrientes resultantes do lodo de Estação de Tratamento de Água - ETA etc pode gradualmente causar perda da qualidade da água e perda de recursos naturais como peixes, mo- luscos, crustáceos e outros seres aquáticos. Esteimpacto, por sua vez, pode resultar em: 1.1.1.1 - Interferências em áreas sensíveis ou protegidas, perda do equilíbrio natu- ral dos ecossistemas aquáticos ocasio- nada pela poluição desencadeada pelo excesso de nutrientes e outros elemen- tos no lodo de ETA. Este impacto pode resultar em: Perturbação da população local, Perturbação da fauna aquática e agravar a Perda de recursos naturais; 1.1.1.2 - Perturbação da fauna aquática, a perda de recursos naturais como dete- rioração da qualidade da água (ex. déficit de oxigênio) e perda de determinados grupos faunísticos e florísticos mais sensíveis à poluição pode ocasionar em perturbação e perda crônica (gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquática. Este impacto pode, por sua vez resultar ou agravar a: Perda de recursos naturais (fauna) e a interferência em áreas am- bientalmente sensíveis, que, por sua vez pode causar Perturbação da população local que utiliza, por motivos econômi- cos e de subsistência, os recursos natu- rais do corpo d’água afetado; 1.1.1.3 - Perturbação da população local, pela perda de recursos naturais como água de qualidade para consumo e ou- tros usos e perda de recursos faunísticos como peixes. Este impacto pode evoluir para Danos à saude e bem-estar da po- pulação por motivos de estresse; 1.1.2 - Degradação hídrica, pela perda gradual da qualidade da água acelerando o processo de eutrofização e que ao longo do tempo, caso não Impacto direto Impacto indireto de 1ª ordem Impacto indireto de 2ª ordem Impacto indireto de 4ª ordem Impacto indireto de 3ª ordem Impacto indireto de 5ª ordem Legenda * As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos ambientais. Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, consequentemente, ao evento relacionado. 73 cesse a fonte de poluição, pode inviabilizar cor- pos d’água para os diversos usos a que se desti- nam. Este impacto pode resultar em: 1.1.2.1 - Perturbação da fauna aquática, a degradação hídrica como deterioração da qualidade da água e perda de deter- minados grupos faunísticos e florísticos mais sensíveis à poluição pode ocasionar em perturbação e perda crônica (gradu- al) e aguda (abrupta) de fauna aquática. Este impacto pode, por sua vez resultar ou agravar a: Perda de recursos naturais (fauna) e a interferência em áreas am- bientalmente sensíveis, que, por sua vez pode causar Perturbação da população local que utiliza, por motivos econômi- cos e de subsistência, os recursos natu- rais do corpo d’água afetado; 1.1.2.2 - Interferências em áreas sensí- veis ou protegidas, perda do equilíbrio natural dos ecossistemas aquáticos oca- sionada pela degradação (eutrofização) desencadeada pelo excesso de nutrientes e outros elementos no lodo de ETA. Este impacto pode resultar em: Perturbação da população local, Perturbação da fau- na aquática e agravar a Perda de recur- sos naturais; 1.1.2.3 - Veiculação hídrica de doenças, que, por sua vez pode resultar em Pertur- bação da população local e Danos graves à saúde e bem-estar da população local. Este último, por sua vez, pode agravar o estado de Perturbação da população local; 1.1.2.4 - Proliferação de pragas e veto- res, que, por sua vez, pode resultar em Perturbação da população local e Vei- culação de doenças infecto-contagiosas. Este último, por sua vez, pode resultar em Perturbação da população local e Danos graves à saúde e bem-estar da população local; 1.1.2.5 - Geração de odores fétidos, com o avanço do processo de eutrofização de corpos d’água e acúmulo de matéria orgânica nos sedimentos acarretará na liberação de odores fétidos causados pelo gás metano (CH4) e ácido sulfídrico (H2S). Este impacto, por sua vez pode causar Danos à saúde e bem-estar da população, pois esses gases são tóxicos se inalados e também pode resultar em Perturbação da população local pelos odores desagradáveis. Este último pode evoluir para Danos à saúde e bem-estar pelo estresse gerado; 1.1.2.6 - Perda de recursos naturais, a eutrofização pelo excesso de nutrientes resultantes do lodo de ETA etc pode gra- dualmente causar perda da qualidade da água e perda de recursos naturais como peixes, moluscos, crustáceos e outros seres aquáticos. Este impacto, por sua vez pode resultar em: Interferências em áreas sensíveis ou protegidas, dentre outros, que equivale a perda do equilí- brio natural dos ecossistemas aquáticos ocasionada pela poluição desencadeada pelo excesso de nutrientes e outros ele- 74 mentos no lodo de ETA. Este impacto, por exemplo, pode resultar em: Pertur- bação da população local, Perturbação da fauna aquática e agravar a Perda de recursos naturais; 1.1.3 - Interferências em áreas sensíveis ou pro- tegidas, perda do equilíbrio natural dos ecossis- temas aquáticos ocasionada pela poluição de- sencadeada pelo excesso de nutrientes e outros elementos no lodo de ETA. Este impacto pode resultar em: 1.1.3.1 - Perturbação da fauna aquáti- ca, a interferência em áreas sensíveis ou protegidas pela poluição aquática pode ocasionar em perturbação e perda crôni- ca (gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquática. Este impacto pode, por sua vez resultar ou agravar a: Perda de recur- sos naturais (fauna) e a interferência em áreas ambientalmente sensíveis, que, por sua vez pode causar Perturbação da população local que utiliza, por motivos econômicos e de subsistência, os recur- sos naturais do corpo d’água afetado; 1.1.3.2 - Perturbação da população local, pela interferência em áreas sensíveis ou protegidas pela poluição aquática. Este impacto pode evoluir para Danos à saú- de e bem-estar da população por moti- vos de estresse; 1.1.3.3 - Perda de recursos naturais, a in- terferência em áreas sensíveis ou protegi- das pela poluição aquática pode ocasio- nar em Perturbação da fauna aquática e perda crônica (gradual) e aguda (abrupta) dessa; 1.1.4 - Perturbação da fauna aquática, a perda de recursos naturais como deterioração da qua- lidade da água (ex. déficit de oxigênio) e perda de determinados grupos faunísticos e florísticos mais sensíveis à poluição pode ocasionar em perturbação e perda crônica (gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquática. Este impacto pode, por sua vez resultar ou agravar a: Perda de recur- sos naturais (fauna) e a Interferência em áre- as ambientalmente sensíveis, que, por sua vez pode causar Perturbação da população local que utiliza, por motivos econômicos e de sub- sistência, os recursos naturais do corpo d’água afetado. Este último impacto pode evoluir para Danos à saúde e bem-estar da população por motivos de estresse; 1.1.5 - Veiculação hídrica de doenças, que, por sua vez pode resultar em Perturbação da popu- lação local e Danos graves à saúde e bem-estar da população local. Este último, por sua vez, pode agravar o estado de Perturbação da popu- lação local por motivos de sáude; 2) AçõES DE OPERAçãO E MANUTENçãO DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA (SAA) COMO PROBLEMAS NA OPERAçãO DE SAAs PODENDO CAUSAR: 2.1 - Vazamentos e inundações, resultantes de des- gaste e rompimento de peças e tubulações por falta de operação e manutenção preventivas e periódicas (Foto 31). Este impacto pode resultar: Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: CAERNFonte: CAERN Foto A Foto B Foto C Foto D Fonte: CAERN Foto 31. Falta de manutenção e operação periódicas ou as mesmas realizadas de forma irregular (A) podem causar vaza- mentos (B) e esses, por sua vez podem causar danos patrimoniais (C) e proliferação de pragas e vetores de doenças como a dengue (Aedes aegypti - D). 76 2.1.1 - Danos patrimoniais, as inundações de deter- minadas áreas podem resultar em danos patrimo- niais, tais como: prejuízos em veículos, residênciase equipamentos públicos e privados diversos, como degradação do pavimento de ruas etc. Este impac- to pode resultar em: Acidentes a empregados e terceiros, e este, por sua vez, em Danos graves à saúde e bem-estar das pessoas; 2.1.2 - Perturbação da população local, este im- pacto pode evoluir para Danos à saúde e bem- -estar da população por motivos de estresse; 2.1.3 - Proliferação de pragas e vetores, como a proliferação do mosquito da dengue (Aedes aegypti), transmissor da dengue, doença que é resultante de água parada. Este impacto, por sua vez, pode causar: Perturbação da população local e Danos graves à saúde e bem-estar da população local. Este último, por sua vez, pode agravar o estado de Perturbação da população local por motivos de sáude; 2.1.4 - Perda de água tratada, com os vazamen- tos ocorre grande perda de água tratada que é um recurso precioso e essencial para manuten- ção da saúde e bem-estar da população. Este im- pacto pode resultar em Perturbação da popula- ção local e Danos à saúde e bem-estar por falta da água tratada; 2.2 - Aumento dos níveis de ruídos, resultante de equipamentos (bombas, geradores etc) desregulados ou sem equipamentos abafadores. Este impacto, por sua vez pode resultar em Perturbação da população local e este, por sua vez pode evoluir para Danos à saúde e bem-estar das pessoas; 2.3 - Danos patrimoniais, tais como: prejuízos em ve- ículos, residências e equipamentos públicos e privados diversos, como degradação do pavimento de ruas etc. Este impacto pode resultar em: Acidentes a emprega- dos e terceiros, e este, por sua vez, em Danos graves à saúde e bem-estar das pessoas; 2.4 - Geração de resíduos sólidos, de natureza diversa, resultante da falta de instrução de alguns emprega- dos e de uma Política Ambiental institucionalizada e atuante. Este impacto, por sua vez, pode resultar em: Proliferação de pragas e vetores, e este, por sua vez, em Danos graves à saúde e bem-estar das pessoas por várias doenças que podem ser transmitidas e Per- turbação da população local. Além da proliferação de pragas e vetores, a geração de resíduos sólidos pode também resultar diretamente em Danos à saúde e bem-estar das pessoas, através de contato com mate- riais perfurocortantes e/ou contaminados; 2.5 - Acidentes a empregados e terceiros, estes aci- dentes podem ser em decorrência do não uso de EPIs ou do uso inadequado desses durante serviços de ope- ração e manutenção de SAAs. Este impacto, por sua vez pode resultar em Danos à saúde e bem-estar de empregados e terceiros; Esgoto tratado na ETE do Baldo. Fonte - CAERN 78 Poluição de corpos hídricos Degradação hídrica (eutrofização) Perturbação da fauna nativa Geração de odores fétidos Veiculação de doenças Danos à saúde e bem-estar Perturbação da população local Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas Perda de recursos naturais Poluição do solo Degradação do solo Proliferação de pragas e vetores Geração de Resíduos Sólidos - Gerenciamento inadequado do lodo e sobrenadante provenientes do tratamento dos efluentes de SES AçõES IMPACTOS NEGATIVOS 6.4.2. Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES) Para os Sistemas de Esgotamento Sanitário (SES), os im- pactos prováveis resultantes de uma operação inadequada são vários que, somados, podem poluir, degradar e assim prejudicar a qualidade dos corpos d’água ou solos onde são dispostos, podendo causar mais problemas do que be- nefícios à sociedade e ao meio ambiente. Por exemplo, a geração de resíduos sólidos (lodo e sobrenadante), a emis- são de efluentes fora dos padrões de qualidade, com carga orgânica, nutrientes limitantes30 (ex. nitrogênio, fósforo e potássio) e DBO9 elevadas que podem favorecer proces- sos de eutrofização dos corpos d’água, levando esses a um ‘fim’ precoce, além da contaminação de alimentos (ex. hortaliças), geração de odores desagradáveis causando perturbação da população local etc. Portanto, é impres- cindível que as Companhias de águas e esgotos como a CAERN, através de uma rotina de operação e manutenção eficiente minimizem e controlem os impactos negativos ou adversos, pois esses podem ser significativamente da- nosos ao meio ambiente e à saúde da população-alvo de seus serviços. Por outro lado, se bem operados e mantidos, os sistemas de esgotamento sanitário podem resultar em grandes be- nefícios à sociedade e ao meio ambiente. Abaixo estão lis- tados impactos ambientais negativos advindos das ativi- dades de operação e manutenção inadequadas e impactos ambientais positivos advindos de atividades executadas corretamente. 79 Geração de efluentes com qualidade insatisfatória Emissão de níveis elevados de ruídos Perturbação da população local Perda de recursos naturais Proliferação de pragas e vetores Danos patrimoniais (ex. Danos ao sistema pelo crescimento de vegetação podendo causar problemas na estrutura através das raízes) Poluição de corpos hídricos Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas Degradação hídrica (eutrofização) Perturbação da fauna nativa Perda ou alteração do habitat das espécies Geração de odores fétidos Veiculação de doenças Danos à saúde e bem-estar Poluição do solo Degradação do solo Acidentes a empregados e terceiros Geração de resíduos sólidos (lodo) Operação e manutenção de sistemas de saneamento - problemas resultantes de atividades de operação e manutenção inadequadas de SES Operação e manutenção de sistemas de saneamento - benefícios resultantes de atividades de operação e manutenção adequadas de SES Preservação de recursos hídricos e da sua biodiversidade7 Promoção da saúde, bem-estar e justiça social Controle e prevenção de doenças Limpeza pública Aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade infantil Desenvolvimento social e econômico Higiene pessoal IMPACTOS NEGATIVOS IMPACTOS POSITIVOS AçõES 80 Geração de Resíduos Sólidos (Gerenciamento inadequado do lodo e sobrenadante provenientes do tratamento dos efluentes de SES) (Foto 32) Poluição de corpos hídricos Degradação hídrica (eutrofização) (Foto 34) Perturbação da fauna nativa Geração de odores fétidos Veiculação de doenças Danos à saúde e bem-estar Perturbação da população local Perda de recursos naturais Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas Proliferação de pragas e vetores Poluição do solo (Foto 33) Degradação do solo Operação e Manutenção de Sistemas de Saneamento (problemas resultantes de atividades de operação e manutenção inadequadas de SES - ex. assoreamento de ETEs, quebra de equipamentos e recalque de estruturas, obstruções, crescimento de vegetação etc) Geração de efluentes com qualidade insatisfatória (Foto 35) Aumento dos níveis de ruídos e vibrações (neste caso apenas ruídos) Danos patrimoniais (Foto 36) Acidentes a empregados e terceiros Perda ou alteração do habitat das espécies Operação e Manutenção de Sistemas de Saneamento (benefícios resultantes de atividades de operação e manutenção adequadas de SES) Preservação de recursos hídricos e da sua biodiversidade Promoção da saúde, bem-estar e justiça social (Foto 32) Controle e prevenção de doenças Limpeza pública Aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade infantil Desenvolvimento social e econômico Higiene pessoal POSSÍVEIS IMPACTOS AMBIENTAIS Fonte: Marcos Freire Jr.36 5 - Operação de manutenção de SES Fonte: Marcos Freire Jr.33 Fonte: Marcos Freire Jr.34 Fonte: Marcos Freire Jr.32 Fonte: Marcos Freire Jr.35 Operação de manutenção de SES IMPACTOS AMBIENTAIS Geração de Resíduos Sólidos (Gerenciamento inadequado do lodo e sobrenadante provenientes do tratamento dos efluentesde SES) Poluição de corpos hídricos Degradação hídrica (eutrofização) Perturbação da fauna nativa Geração de odores fétidos Veiculação de doenças Danos à saúde e bem-estar Perturbação da população local Perda de recursos naturais Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas Proliferação de pragas e vetores Poluição do solo Degradação do solo Operação e Manutenção de Sistemas de Saneamento (problemas resultantes de atividades de operação e manutenção inadequadas de SES - ex. assoreamento de ETEs, quebra de equipamentos e recalque de estruturas, obstruções etc) Geração de efluentes com qualidade insatisfatória Aumento dos níveis de ruídos e vibrações (neste caso apenas ruídos) Danos patrimoniais Acidentes a empregados e terceiros Perda ou alteração do habitat das espécies Operação e Manutenção de Sistemas de Saneamento (benefícios resultantes de atividades de operação e manutenção adequadas de SES) Preservação de recursos hídricos e da sua biodiversidade Promoção da saúde, bem-estar e justiça social Controle e prevenção de doenças Limpeza pública Aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade infantil Desenvolvimento social e econômico Higiene pessoal Caráter Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Negativo Positivo Positivo Positivo Positivo Positivo Positivo Positivo Positivo Ordem Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Direta Indireta Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Direta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Indireta Escala Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local Local/Regional Local/Regional Local Local/Regional Local Local Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Local/Regional Duração Curta/Média/ Longa Média/Longa Longa Média/Longa Longa Média/Longa Média/Longa Média/Longa Média/Longa Média/Longa Curta/Média/Longa Média/Longa Longa Curta/Média/Longa Média/Longa Longa Média/Longa Curta Longa Longa Longa Longa Longa Longa Longa Longa Longa Dinâmica Temporária Temporária Permanente Temporária Temporária/ Cíclica Temporária/ Cíclica Temporária/ Permanente Temporária/ Cíclica Permanente Temporária Cíclica Temporária Permanente Temporária/ Cíclica Temporária/ Cíclica/ Permanente Permanente Temporária Permanente Permanente Permanente Permanente Permanente Permanente Permanente Permanente Permanente Permanente Reversibilidade Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível Reversível/ Irreversível Reversível Irreversível Reversível/ Irreversível Reversível Reversível Reversível Reversível Irreversível Reversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível Irreversível 5 - Operação e manutenção de SES Impactos X Atributos Atributos Qualificativos 83 Redes de Interações dos Impactos Ambientais Diretos (D); Indiretos (I) Interferências em áreas sensíveis ou protegidas (I) Proliferação de pragas e vetores (I) Perda de recursos naturais (I) Perturbação da população local (I) Desenvolvimento social e econômico (I) Preservação de recursos hídricos e da biodiversidade (I) Promoção da saúde, bem-estar e justiça social (I) Incrementos nas finanças públicas (I) Aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade infantil (I) Controle e prevenção de doenças (I) Higiene pessoal (I) Limpeza pública (I) Danos à saúde e bem-estar (I) Perturbação da fauna nativa (I) Veiculação de doenças (I) Poluição do solo (I) Degradação do solo (I) Geração de odores (I) Degradação hídrica (I) Poluição de corpos hídricos (I) Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem) Geração de Resíduos Sólidos (D) (Gerenciamento inadequado do lodo e sobrenadante de SES) Operação e Manutenção de SES (D) (Benefício de atividades de operação e manutenção adequadas de SES) 84 Redes de Interações dos Impactos Ambientais Diretos (D); Indiretos (I) Perdas de recursos naturais (I) Geração de efluentes com qualidade insatisfatória (I) Perda ou alteração do habitat das espécies (I) Perturbação da população local (I) Perturbação da fauna nativa (I) Geração de resíduos sólidos (I) Impactos diretos resultando em impactos indiretos (1ª ordem) Impactos indiretos resultando em outros impactos indiretos (2ª e 3ª ordem) Veiculação de doenças (I) Acidentes a empregados e terceiros (I) Degradação do solo (I) Interferências em áreas ambientalmente sensíveis (I) Poluição hídrica (I) Danos patrimoniais (I) Poluição do solo (I) Proliferação de pragas e vetores (I) Degradação hídrica (I) (Eutrofização) Geração de odores fétidos (I) Danos à saúde e bem-estar (I) Emissão de ruídos em níveis elevados (I) Operação e Manutenção de SES (D) (problemas de atividades de operação e manutenção de SES) Fonte: Marcos Freire e Mariana Maziero 86 ENTENDENDO A REDE DE INTERAçõES DE IMPACTOS ACIMA! 1) AçõES DE OPERAçãO E MANUTENçãO DE SISTEMAS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO (SES) COMO GERENCIAMENTO INADEQUADO DO LODO E SOBRENADANTE PROVENIENTES DO TRATAMENTO DOS EFLUENTES DE SES, PODENDO CAUSAR: 1.1 - Poluição de corpos hídricos, por excesso de nutrientes e patógenos31, que por sua vez pode resultar em: 1.1.1 - Perdas de recursos naturais, a eutrofi- zação pelo excesso de nutrientes resultantes do lodo de Estação de Tratamento de Efluen- tes - ETE etc pode gradualmente causar per- da da qualidade da água e perda de recursos naturais como peixes, moluscos, crustáceos e outros seres aquáticos. Este impacto, por sua vez pode resultar em: 1.1.1.1 - Interferências em áreas sensí- veis ou protegidas, perda do equilíbrio natural dos ecossistemas aquáticos ocasionada pela poluição desencadea- da pelo excesso de nutrientes e outros elementos no lodo de ETE. Este impac- to pode resultar em: Perturbação da população local, Perturbação da fauna aquática e agravar a Perda de recursos naturais; 1.1.1.2 - Perturbação da fauna aquática, a perda de recursos naturais como dete- rioração da qualidade da água (ex. déficit de oxigênio) e perda de determinados grupos faunísticos e florísticos mais sensíveis à poluição pode ocasionar em perturbação e perda crônica (gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquática. Este impacto pode, por sua vez resultar ou agravar a: Perda de recursos naturais (fauna) e a interferência em áreas am- bientalmente sensíveis, que, por sua vez pode causar Perturbação da população local que utiliza, por motivos econômi- cos e de subsistência, os recursos natu- rais do corpo d’água afetado; 1.1.1.3 - Perturbação da população local, pela perda de recursos naturais como água de qualidade para consu- mo e outros usos e perda de recursos faunísticos como peixes. Este impac- to pode evoluir para Danos à saude e bem-estar da população por motivos de estresse; Impacto direto Impacto indireto de 1ª ordem Impacto indireto de 2ª ordem Impacto indireto de 4ª ordem Impacto indireto de 3ª ordem Impacto indireto de 5ª ordem Legenda * As cores distintas em cada termo representam diferentes impactos ambientais.Identifique no quadro de legenda a cor correspondente à frase e, consequentemente, ao evento relacionado. 87 1.1.2 - Degradação hídrica, pela perda gradual da qualidade da água acelerando o processo de eutrofização e que ao longo do tempo, caso não cesse a fonte de poluição, pode inviabili- zar corpos d’água para os diversos usos a que se destinam. Este impacto pode resultar em: 1.1.2.1 - Perturbação da fauna aquáti- ca, a degradação hídrica como dete- rioração da qualidade da água e perda de determinados grupos faunísticos e florísticos mais sensíveis à poluição pode ocasionar em perturbação e per- da crônica (gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquática. Este impacto pode, por sua vez resultar ou agravar a: Per- da de recursos naturais (fauna) e a in- terferência em áreas ambientalmente sensíveis, que, por sua vez pode causar Perturbação da população local que utiliza, por motivos econômicos e de subsistência, os recursos naturais do corpo d’água afetado; 1.1.2.2 - Interferências em áreas sen- síveis ou protegidas, perda do equilí- brio natural dos ecossistemas aquáticos ocasionada pela degradação (eutrofi- zação) desencadeada pelo excesso de nutrientes e outros elementos no lodo de ETE. Este impacto pode resultar em: Perturbação da população local, Per- turbação da fauna aquática e agravar a Perda de recursos naturais; 1.1.2.3 - Veiculação hídrica de doenças, que, por sua vez pode resultar em Perturbação da população local e Da- nos graves à saúde e bem-estar da po- pulação local. Este último, por sua vez, pode agravar o estado de Perturbação da população local; 1.1.2.4 - Proliferação de pragas e vetores, que, por sua vez, pode resultar em Per- turbação da população local, Pertur- bação da fauna aquática, Interferên- cias em áreas sensíveis ou protegidas e Veiculação de doenças infecto-conta- giosas. Este último, por exemplo, pode resultar em Perturbação da população local e em Danos graves à saúde e bem-estar da população local; 1.1.2.5 - Geração de odores fétidos, que pode ser através da fermentação do próprio lodo de ETE como pelo avanço do processo de eutrofização de corpos d’água e acúmulo de matéria orgânica nos sedimentos que acarretará na libe- ração de odores fétidos causados pelo gás metano (CH4) e ácido sulfídrico (H2S). Este impacto, por sua vez pode causar Danos à saúde e bem-estar da população, pois esses gases são tóxicos se inalados e também pode resultar em Perturbação da população local. Este último pode evoluir para Danos à saú- de e bem-estar pelo estresse gerado; 1.1.2.6 - Perda de recursos naturais, a eutrofização em corpos d’água pelo ex- cesso de nutrientes resultantes do lodo 88 de ETE etc pode gradualmente causar perda da qualidade da água e perda de recursos naturais como peixes, molus- cos, crustáceos e outros seres aquáti- cos. Este impacto, por sua vez pode resultar em: Interferências em áreas sensíveis ou protegidas, dentre outros, que equivale a perda do equilíbrio na- tural dos ecossistemas aquáticos oca- sionada pela poluição desencadeada pelo excesso de nutrientes e outros elementos no lodo. Este impacto, por exemplo, pode resultar em: Perturba- ção da população local, Perturbação da fauna aquática e agravar a Perda de recursos naturais; 1.1.3 - Interferências em áreas sensíveis ou protegidas, perda do equilíbrio natural dos ecossistemas aquáticos ocasionada pela polui- ção desencadeada pelo excesso de nutrientes e outros elementos no lodo de ETE. Este impac- to pode resultar em: 1.1.3.1 - Perturbação da fauna aquáti- ca, a interferência em áreas sensíveis ou protegidas pela poluição aquática pode ocasionar em perturbação e per- da crônica (gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquática. Este impacto pode, por sua vez resultar ou agravar a: Per- da de recursos naturais (fauna) e a in- terferência em áreas ambientalmente sensíveis, que, por sua vez pode causar Perturbação da população local que utiliza, por motivos econômicos e de subsistência, os recursos naturais do corpo d’água afetado; 1.1.3.2 - Perturbação da população lo- cal, pela interferência em áreas sensí- veis ou protegidas pela poluição aquá- tica. Este impacto pode evoluir para Danos à saude e bem-estar da popula- ção por motivos de estresse; 1.1.3.3 - Perda de recursos naturais, a interferência em áreas sensíveis ou protegidas pela poluição aquática pode ocasionar em Perturbação da fauna aquática e perda crônica (gradual) e aguda (abrupta) dessa; 1.1.4 - Perturbação da fauna aquática, a per- da de recursos naturais como deterioração da qualidade da água (ex. déficit de oxigênio) e perda de determinados grupos faunísticos e florísticos mais sensíveis à poluição pode ocasionar em perturbação e perda crônica (gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquáti- ca. Este impacto pode por sua vez resultar ou agravar a: Perda de recursos naturais (fauna) e a Interferência em áreas ambientalmente sensíveis, que, por sua vez pode causar Per- turbação da população local que utiliza, por motivos econômicos e de subsistência, os re- cursos naturais do corpo d’água afetado. Este último impacto pode evoluir para Danos à saude e bem-estar da população; 1.1.5 - Veiculação hídrica de doenças, que, por sua vez pode resultar em Perturbação da po- pulação local e Danos graves à saúde e bem- -estar da população local. Este último, por sua vez, pode agravar o estado de Perturbação da população local por motivos de sáude; 89 1.2 - Poluição do solo, por excesso de nutrientes e patógenos, que por sua vez pode resultar em: 1.2.1 - Interferências em áreas sensíveis ou protegidas, perda do equilíbrio natural dos ecossistemas terrestres afetados, ocasionada pela poluição desencadeada pelo excesso de nutrientes e outros elementos no lodo de ETE. Este impacto pode resultar em: 1.2.1.1 - Perturbação da fauna, a inter- ferência em áreas sensíveis ou protegi- das pela poluição pode ocasionar em perturbação e perda crônica (gradual) e aguda (abrupta) de fauna terrestre. Este impacto pode por sua vez resul- tar ou agravar a: Perda de recursos naturais (fauna) e a interferência em áreas ambientalmente sensíveis, que, por sua vez pode causar Perturbação da população local que utiliza, por mo- tivos econômicos e de subsistência, os recursos naturais do ecossistema afe- tado (ex. atividades agrosilvopastoris); 1.2.1.2 - Perturbação da população local, pela interferência em áreas sensíveis ou protegidas pela poluição resultante do lodo disposto no solo. Este impac- to pode evoluir para Danos à saúde e bem-estar da população por motivos de estresse e saúde; 1.2.1.3 - Perda de recursos naturais, a interferência em áreas sensíveis ou pro- tegidas pela poluição pode ocasionar em Perturbação da fauna e perda crô- nica (gradual) e aguda (abrupta) dessa; 1.2.2 - Perdas e alteração de recursos naturais, a poluição no solo pelo excesso de nutrientes resultantes do lodo de ETE etc pode gradu- almente causar perda da qualidade do mes- mo para atividades de agricultura e perda de recursos naturais como fauna mais sensível e favorecer a proliferação de espécies daninhas de plantas. Este impacto, por sua vez pode re- sultar em: 1.2.2.1 - Interferências em áreas sensí- veis ou protegidas, perda do equilíbrio natural dos ecossistemas terrestres afe- tados ocasionada pela poluição desen- cadeada pelo excesso de nutrientes e outros elementos no lodo de ETE. Este impacto pode resultar em: Perturba- ção da população local, Perturbação da fauna e agravar a Perda de recursos naturais; 1.2.2.2 - Perturbação da fauna e flo- ra, a perda de recursos naturais como deterioração da qualidade do solo (ex. excesso de nutrientes) e perda de deter- minados grupos faunísticos e florísti- cos maissensíveis à poluição pode oca- sionar em perturbação e perda crônica (gradual) e aguda (abrupta), e também alteração de fauna que vive no solo. Este impacto pode por sua vez resultar ou agravar a: Perda de recursos natu- rais (fauna e flora) e a Interferência em áreas ambientalmente sensíveis, que, por sua vez pode causar Perturba- ção da população local que utiliza, por 90 motivos econômicos e de subsistência, os recursos naturais do ecossistema afe- tado (ex. atividades agrosilvopastoris); 1.2.2.3 - Perturbação da população lo- cal, pela perda de recursos naturais como solo de qualidade para agricul- tura e outros usos e perda de recursos faunísticos. Este impacto pode evoluir para Danos à saúde e bem-estar da população por motivos de estresse e saúde; 1.2.3 - Degradação do solo, a poluição do solo por disposição inadequada de lodo de ETE pode com o tempo resultar na degra- dação do mesmo por excesso de nutrientes e contaminação: a contaminação do solo é uma preocupação ambiental, visto que a contaminação interfere no ambiente global da área afetada, ocasionando dessa forma Perda de recursos naturais (solo, águas su- perficiais e subterrâneas, fauna e vegetação), e podendo também estar na origem de pro- blemas de saúde pública (Danos à saúde e bem-estar da população afetada); 2) AçõES DE OPERAçãO E MANUTENçãO DE SISTEMAS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO (SES) COMO BENEFÍCIOS DE ATIVIDADES DE OPERAçãO E MANUTENçãO ADEQUADAS DE SES, PODENDO CAUSAR: 2.1 - Higiene pessoal, os serviços de esgotamento sanitário promovem dentre muitos benefícios a hi- giene pessoal, que por sua vez resultará no Controle e prevenção de doenças, Aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade infantil e na Pro- moção da saúde, bem-estar e justiça social. Este último, por sua vez, resultará em Desenvolvimento social e econômico, Incrementos nas finanças pú- blicas e Aumentará ainda mais a expectativa de vida e reduzirá a mortalidade infantil; 2.2 - Promoção da saúde, bem-estar e justiça social, através da coleta, tratamento e disposição adequada dos efluentes sanitários, propiciando a redução no nú- mero de doenças de veiculação hídrica, contribuindo para a melhoria na saúde, bem-estar (qualidade de vida) e justiça social. Este impacto poderá resultar em Desenvolvimento social e econômico, Incrementos nas finanças públicas e Aumentará ainda mais a ex- pectativa de vida e reduzirá a mortalidade infantil; 2.3 - Limpeza pública, através do tratamento efi- ciente dos efluentes, podendo esses após condicio- namento serem utilizados para usos indiretos, como a limpeza pública de calçadas e ruas, e na irrigação de canteiros e jardins. Por sua vez, este impacto po- derá resultar em Promoção da saúde, bem-estar e justiça social e no Controle e prevenção de doen- ças. Por fim, ambos os impactos poderão resultar indiretamente no Aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade infantil; 2.4 - Preservação de recursos hídricos e da biodi- versidade, o tratamento eficaz dos efluentes sanitá- rios e a redução de sua carga orgânica promovem a preservação dos recursos hídricos receptores, na me- dida que torna mais fácil a depuração dos efluentes tratados pelos micro-organismos. Com isso, haverá Preservação da biodiversidade e das condições esté- ticas e sanitárias dos corpos d’água (Foto 38). Por sua vez, este impacto poderá resultar em Promoção 91 da saúde, bem-estar e justiça social e no Controle e prevenção de doenças. Por fim, ambos os impactos poderão resultar indiretamente no Aumento da ex- pectativa de vida e redução da mortalidade infantil das comunidades que utilizam os recursos hídricos para fins econômicos, recreativos e de subsistência; 3) AçõES DE OPERAçãO E MANUTENçãO DE SISTEMAS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO (SES) COMO PROBLEMAS DE ATIVIDADES DE OPERAçãO E MANUTENçãO DE SES, PODENDO CAUSAR: 3.1 - Geração de efluentes com qualidade insatisfa- tória, se os sistemas de tratamento de efluentes não forem bem operados e mantidos poderão acarretar em prejuízos ao tratamento gerando efluentes com qualidade insatisfatória, ou seja, com parâmetros fí- sico-químicos e microbiológicos acima do recomen- dado pela legislação vigente (Resoluções CONAMA nº 357/2005 e 430/2011), assim como poderá causar assoreamento, recalque de estruturas, crescimento de vegetação, quebra e mal funcionamento de equi- pamentos e estruturas etc (Foto 37). Este impacto, por sua vez, poderá resultar nos seguintes impactos indiretos de segunda ordem: 3.1.1 - Interferências em áreas sensíveis ou pro- tegidas, perda do equilíbrio natural dos ecossis- temas terrestres e aquáticos afetados, ocasio- nada pela poluição desencadeada pelo excesso de nutrientes e outros elementos dos efluentes sanitários. Este impacto pode resultar em: 3.1.1.1 - Perturbação da fauna aquáti- ca, a interferência em áreas sensíveis ou protegidas pela poluição pode oca- sionar em perturbação e perda crônica (gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquática. Este impacto pode por sua vez resultar ou agravar a: Perda de recursos naturais (fauna aquática), a Interferência em áreas ambiental- mente sensíveis. A Perda de recursos naturais (fauna aquática) pode acelerar o processo de Degradação hídrica, por exemplo; 3.1.1.2 - Perda ou alteração do habitat das espécies, a poluição pelos efluentes com qualidade insatisfatória pode com o tempo tornar um corpo d’água im- próprio à maioria das espécies da fauna e flora, seja ela micro ou macro. Este impacto pode evoluir para Interferên- cias em áreas sensíveis ou protegidas e Perturbação da fauna nativa. Este último pode resultar em Perda de re- cursos naturais (fauna aquática); 3.1.1.3 - Perda de recursos naturais, a interferência em áreas sensíveis ou pro- tegidas pela poluição pode ocasionar em Perturbação da fauna e Degrada- ção hídrica. Este último pode resultar em Perturbação da população local que utiliza os recursos hídricos afeta- dos direta ou indiretamente; 3.1.2 - Poluição hídrica, por excesso de nu- trientes e patógenos provenientes dos efluen- tes que não forem tratados satisfatoriamente, e que, por sua vez, pode resultar em: 92 3.1.2.1 - Interferências em áreas sensí- veis ou protegidas, perda do equilíbrio natural dos ecossistemas terrestres afetados ocasionada pela poluição de- sencadeada pelo excesso de nutrien- tes e outros elementos dos efluentes sanitários. Este impacto pode resultar em: Perturbação da fauna, Perda de recursos naturais e Perda ou alteração do habitat das espécies. A Perda de re- cursos naturais, por exemplo, poderá ocasionar ou acelerar os processos de Degradação hídrica (eutrofização); 3.1.2.2 - Degradação hídrica, pela perda gradual da qualidade da água acelerando o processo de eutrofização e que ao lon- go do tempo, caso não cesse a fonte de poluição, pode inviabilizar corpos d’água para os diversos usos a que se destinam. Este impacto pode, por exemplo, resultar em Geração de odores fétidos, que, por sua vez, poderá ocasionar Perturbação da população local; 3.1.2.3 - Veiculação hídrica de doenças, como: febre tifoide, cólera, amebíase, giardíase, gastroenterites, verminoses etc, que, por sua vez pode resultar em Perturbação da população local e Da- nos graves à saúde e bem-estar da po- pulação local. Este último, por sua vez, pode agravar o estado de Perturbação da população local; 3.1.2.4 - Perturbação da fauna aquáti- ca, a poluição pode ocasionar em per- turbação e perda crônica (gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquática. Este impacto pode, por sua vez, resultar ou agravar a: Perda de recursos naturais (fauna aquática), na interferência em áreas ambientalmente sensíveis. A Per- da de recursos naturais (fauna aquática) pode acelerar o processode Degrada- ção hídrica, por exemplo; 3.1.3 - Geração de odores fétidos, o tratamen- to ineficaz dos efluentes sanitários em lago- as facultativas26, com maior contribuição de anaerobiose, por exemplo, poder gerar grande quantidade de odores fétidos. Além disso, o tratamento normal em ETEs sem mecanismos eficientes de controle ou redução de odores, a depender dos ventos dominantes, também pode gerar quantidade de odores fétidos e es- ses atingirem as comunidades mais próximas. Portando, em vista disso, este impacto pode causar Perturbação da população local e isto, pode, por sua vez, evoluir para Danos à saú- de e bem-estar da população local, por mo- tivos de estresse; 3.1.4 - Danos patrimoniais, o tratamento ine- ficaz dos efluentes sanitários em ETEs, po- derá favorecer o crescimento de vegetação, que, por sua vez, poderá causar problemas na estrutura através das raízes, causando danos ao sistema. Portanto, em vista disso, este im- pacto pode causar Acidentes a empregados e terceiros que atuem diretamente na operação dos sistemas e que não estejam devidamente protegidos por EPIs. Por fim, este último po- derá resultar em Danos à saúde e bem-estar de empregados e terceiros; 93 3.1.5 - Poluição do solo, a poluição do solo por disposição de efluentes não tratados de forma efi- ciente pode com o tempo resultar na Degradação do mesmo por excesso de nutrientes e contami- nação: a contaminação do solo é uma preocupa- ção ambiental, visto que a contaminação interfere no ambiente global da área afetada, ocasionando dessa forma Perda de recursos naturais (qualidade de solo, águas superficiais e subterrâneas, fauna e vegetação), e podendo também estar na origem de problemas de saúde pública pela Veiculação de doenças, que, por sua vez, poderá gerar Danos à saúde e bem-estar da população afetada; 3.1.6 - Geração de resíduos sólidos, disposição sem o devido tratamento de lodo e sobrenadante oriundos do metabolismo de ETEs. Este impacto, por sua vez, pode resultar em: Proliferação de pragas e vetores, e este, por sua vez, em Danos graves à saúde e bem- -estar das pessoas por várias doenças que podem ser transmitidas e resultar na Perturbação da popu- lação local. Além da proliferação de pragas e vetores, a geração de resíduos sólidos pode também resultar diretamente em Danos à saúde e bem-estar das pes- soas, Geração de odores fétidos, Veiculação de do- enças infecto-contagiosas, Poluição e Degradação do solo, Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas, Poluição e Degradação hí- drica, e todos os seus impactos indiretos de 4ª e 5ª ordem associados; 3.1.7 - Acidentes a empregados e terceiros, nas atividades de operação e manutenção de ETEs, o manuseio inadequado dos efluentes que, por ven- tura não tenham sido tratados de forma satisfa- tória, poderá gerar riscos de acidentes com esses efluentes, sobretudo, no que se refere à conta- minação com patógenos presentes. Este impacto pode gerar, através da Veiculação de doenças, gra- ves Danos à saúde e bem-estar de empregados e terceiros; 3.1.8 - Proliferação de pragas e vetores, a dispo- sição no solo, por exemplo, de efluentes sanitá- rios não tratados corretamente pode não só atrair, como favorecer à proliferação de pragas e vetores, que, por sua vez, poderão causar Perturbação da população local e Veiculação de doenças infecto- -contagiosas, que por fim, poderá causar graves Danos à saúde e bem-estar da população local; 3.2 - Interferências em áreas sensíveis ou protegidas, perda do equilíbrio natural dos ecossistemas terrestres e aquáticos afetados, ocasionada pela poluição desenca- deada pelo excesso de nutrientes e outros elementos dos efluentes sanitários. Este impacto poderá resultar em: 3.2.1 - Perturbação da fauna aquática, a interfe- rência em áreas sensíveis ou protegidas pela po- luição poderá ocasionar em perturbação e perda crônica (gradual) e aguda (abrupta) de fauna aquá- tica. Este impacto poderá por sua vez, resultar ou agravar a: Perda de recursos naturais (fauna aquática), Interferência em áreas ambientalmen- te sensíveis. A perda de recursos naturais (fauna aquática) pode acelerar o processo de Degradação hídrica, por exemplo; 3.2.2 - Perda ou alteração do habitat das espécies, a poluição pelos efluentes com qualidade insatisfa- tória poderá com o tempo tornar um corpo d’água impróprio à maioria das espécies da fauna e flora, seja ela micro ou macro. Este impacto pode evoluir 94 Foto 37. Alguns dos problemas corriqueiros observados em SES, resultantes da falta de atividades de operação e manutenção periódicas ou das mesmas sendo exercidas de forma incorreta: Assoreamento dos sistemas (A); Grande quantidade de vegetação dentro e fora dos sistemas (B); Presença de animais dentro dos sistemas (C); Vazamentos em equipamentos dos sistemas (D); Disposição de lixo em equipamentos dos sistemas (E); Grande quantidade de lodo sobrenadante dentro das lagoas de estabilização (F). Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: Marcos Freire Jr. A D B E C F para Interferências em áreas sensíveis ou pro- tegidas e Perturbação da fauna nativa. Este último poderá resultar em Perda de recursos naturais (fauna aquática); 3.2.3 - Perda de recursos naturais, a interferência em áreas sensíveis ou protegidas pela poluição poderá ocasionar em Perturbação da fauna e De- gradação hídrica. Este último poderá resultar em Perturbação da população local que utiliza os re- cursos hídricos afetados direta ou indiretamente; 3.3 - Emissão de ruídos em níveis elevados, resul- tante de equipamentos (bombas, geradores etc) des- regulados ou sem equipamentos abafadores. Este impacto, por sua vez pode resultar em Perturbação da população local e este, por sua vez, pode evoluir para Danos à saúde e bem-estar das pessoas; 3.4 - Acidentes a empregados e terceiros, nas atividades de operação e manutenção de ETEs o manuseio inadequa- do dos efluentes que, por ventura não tenham sido trata- dos de forma satisfatória, poderá gerar riscos de acidentes com esses efluentes, sobretudo, no que se refere à con- taminação com patógenos presentes. Este impacto pode gerar, através da Veiculação de doenças, graves Danos à saúde e bem-estar de empregados e terceiros; Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: Marcos Freire Jr. Fonte: CAERN A B CD Foto 38. As atividades de operação e manutenção periódicas, corretas e eficazes em SES (A) produzirão efluentes com qualidade satisfatória (B), o que, por sua vez, refletirá na preservação de ecossistemas aquáticos14 (C) e da biodiversidade (D). 96 Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero 97 07 Medidas de Controle Ambiental Medidas de Controle Ambiental ou Mitigadoras são ações que resultam na redução dos efeitos dos impactos ambientais negativos (PETROBRÁS, 2006). São impor- tantes ferramentas de gestão ambiental das empresas se empregadas de forma correta, reduzindo assim, vá- rios passivos ambientais decorrentes de atividades im- pactantes e modificadoras do meio ambiente. Quanto ao caráter, essas medidas podem ser: Neste Manual, a proposição de medidas de controle ambiental tem como objetivo principal relatar como atenuar ou corrigir os impactos ambientais adversos e/ ou potencializar os impactos benéficos listados acima, buscando também formas diretas ou alternativas de compensação dos efeitos negativos, que incidem prin- cipalmente sobre os meios físico, biótico e socioeconô- mico. Em relação à viabilidade ambiental dos empreendimen- tos do saneamento é relevante esclarecer que ela será ampliada com a adoção dessas medidas, uma vez que parte das intervençõesantropogênicas25 será compen- sada e/ou atenuada, através da busca de métodos e ma- teriais alternativos que gerem impactos mais brandos ou até mesmo que possam torná-los nulos. Nesse senti- do, visando à integração de tais empreendimentos com o meio ambiente que os comportarão, segue-se a pro- posição das medidas de controle dos impactos ambien- tais, discriminadas de acordo com as ações avaliadas como mais adversamente impactantes conforme acima listadas. 7.1. DEFINIçãO, IMPORTâNCIA E CLASSIFICAçãO 7.2. CONSIDERAçõES GERAIS PREVENTIVAS - quando a ação resulta na prevenção da ocorrência total ou parcial do impacto ambiental negativo; CORRETIVAS - quando a ação resulta na correção total ou parcial do impacto ambiental negativo que já ocorreu; POTENCIALIzADORAS - quando a ação resulta na melhora contínua de impactos positivos sobre o meio ambiente, que geralmente estão mais direta- mente relacionados ao meio socioeconômico. 98 1 2 3 Alteração da paisagem natural (poluição visual) Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas Desmatamento ou supressão vegetal Elaborar e Executar Plano de Recuperação de Áreas Degrada- das37 (PRAD) ou de Conservação Paisagística nos locais utilizados pelas obras após conclusão do trecho/etapa ou após sua desmobi- lização, a critério da empresa contratante, utilizando-se para isso de espécies nativas; Evitar áreas onde há vida animal abundante e áreas protegi- das ambientalmente como Áreas de Preservação Permanente (APPs), Áreas de Fragilidade/Sensibilidade Ambiental e Unida- des de Conservação; Assegurar que a intervenção sobre áreas de proteção como as lis- tadas acima esteja prevista no projeto aprovado pelo Órgão Am- biental Licenciador e seja continuamente monitorada por profis- sional legalmente habilitado e competente para tal; Elaborar e executar programa de educação ambiental com cam- panhas voltadas aos trabalhadores enfatizando, sobretudo, a res- peito da importância da preservação ambiental da área adjacente ao empreendimento; Conservar a cobertura vegetal das vias de acesso, de forma a evi- tar o desencadeamento de processos erosivos; 7.3. PROPOSIçãO DE MEDIDAS DE CONTROLE PARA OS IMPACTOS AMBIENTAIS LISTADOS No quadro abaixo seguem as medidas de controle am- biental propostas para as ações de impactos ambien- tais diretos e indiretos listados neste Manual, através de ações preventivas, corretivas ou potencializadoras. Algumas dessas medidas foram elaboradas e inseridas com base em ações ambientais de controle constantes no Manual Ambiental de Obras de Saneamento da CA- ESB (ROCHA & ALÍPAZ, 2010). Fase 1 - Obras de instalação, expansão e alteração de SAA e SES - Limpeza, Preparação das áreas e Obras civis 1.1 2.1 2.2 2.3 3.1 Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental PREVENTIVAS CORRETIVAS POTENCIALIZADORAS 99 3 4 Desmatamento ou supressão vegetal Perda de recursos naturais (fauna, flora e solo) Solicitar antecipadamente e obter do Órgão Ambiental Licencia- dor a Autorização para Supressão Vegetal da Área; Realizar Levantamento Florístico27 na área de supressão da vegetação; Realizar monitoramento contínuo de ações de supressão vegetal; Orientar empregados sobre os cuidados e proteção da vegetação nativa que deverá ser mantida incólume (intocada) nas adjacências do empreendimento; Elaborar e executar planos de revegetação com o plantio de espécies nativas e de compensação ambiental das áreas desmatadas; Garantir que a supressão vegetal não exceda a área do projeto e corresponda estritamente à necessidade de ocupação da obra; Orientar empregados em relação à proteção à fauna silvestre e vetar a caça ou captura de animais; Estocar a camada superficial do solo (cerca de 20 cm) de locais sub- metidos a intervenções de forma a acelerar o estabelecimento de ve- getação nativa na recuperação de áreas degradadas pelas obras; Realizar o plantio de espécies nativas, de acordo com orientações do Órgão Ambiental Licenciador, de forma a compensar a perda de flora durante as obras; Evitar ações sobre áreas sujeitas ao desencadeamento de proces- sos erosivos; Conter o carregamento de sedimentos de áreas afetadas por pro- cessos erosivos, de forma a minimizar a perda de solo; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 3.2 3.3 3.4 3.5 3.6 3.7 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 100 Conter o desenvolvimento de processos erosivos, de forma a evi- tar a perda de solo; Orientar empregados em relação à proteção à fauna silvestre e vetar a caça ou captura de animais; Elaborar e executar Plano de monitoramento da fauna silvestre, em consonância com o Órgão Ambiental Licenciador, durante toda a fase de obras; Se em algum momento das obras forem encontradas espécies ra- ras ou ameaçadas de extinção, o Órgão Ambiental Licenciador de- verá ser oficialmente comunicado para proceder com as medidas cabíveis; Durante a instalação, deverá ser evitado o tráfego de veículos en- volvidos nas obras durante o período noturno (22-7h), de forma a evitar o atropelamento de animais silvestres; Durante a instalação, deverá ser evitado o trabalho ruidoso du- rante o período noturno (22-7h), de forma a evitar a perturbação da fauna silvestre; Proteger as formações vegetais arbóreas e mais densas, de forma a manterem preservados os habitats das espécies da fauna nativa; Evitar ações sobre áreas sujeitas ao desencadeamento de proces- sos erosivos; Conter o carreamento de sedimentos de áreas afetadas por pro- cessos erosivos, de forma a minimizar a perda de solo; Conter o desenvolvimento de processos erosivos, de forma a evi- tar a perda de solo; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 4.6 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 6.1 7.1 7.2 7.3 Perturbação da fauna nativa Perda ou alteração do habitat das espécies Desnudamento do solo 4 5 6 7 101 Garantir a estabilidade de materiais terrosos e similares em situ- ações de estocagem de forma que esses por ação de chuvas não atinjam os corpos d’água; Fornecer banheiro-químico ou equipamento equivalente para tre- chos afastados do canteiro de obras; Instalar poços de monitoramento da água subterrânea (piezôme- tros) em consonância com o Órgão Ambiental Licenciador para averiguação da qualidade da água; Implantar barreiras de contenção, caso as obras estejam próximas a corpos d’água; Garantir a estabilidade das margens de corpos d’água e áreas ad- jacentes próximas às obras dos empreendimentos do saneamento; Elaborar e executar Plano de monitoramento de corpos d’água superficiais e subterrâneos, durante toda a fase de obras; Caso haja constatação de poluição resultante das obras, as mes- mas deverão ser interrompidas para dar-se início às ações de con- tenção e remediação da poluição; Evitar o derramamento de materiais combustíveis e promover ma- nutenção preventiva de máquinas, veículos e equipamentos para evitar vazamento de óleo, combustível ou graxa etc; Garantir a distância mínima de 30 metros entre um poço de água e o sistema de fossa e sumidouro (se for o caso); Instalar sistema de esgotamento sanitário adequado para o cantei- ro de obras e que o mesmo seja previamente aprovado pelo Poder Público; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 8.1 8.2 8.3 8.4 8.5 8.6 8.7 8.8 8.9 8.10 Poluição e degradação hídrica 8 102 Proteger nascentes e cursos d’água perenes ou intermitentes; Preservar os caminhos naturais da água e instalar estruturas apropriadas para o desvio e condução controlada de águas pluviais; Elaborar e executar Projeto de Contenção de Processos Erosivose de Instabilidade de Terrenos e Taludes; Controle técnico dos trabalhos de terraplenagem; Manejar os materiais excedentes das escavações para áreas onde a topo- grafia deverá ser corrigida; Os materiais terrosos (areia, argila etc) manejados durante as escavações deverão ser utilizados para preenchimento das valas e regularização to- pográfica dos terrenos; Preservar os caminhos naturais da água; Evitar ações sobre áreas sujeitas ao desencadeamento de proces- sos erosivos; Conter o carreamento de sedimentos de áreas afetadas por processos erosivos, de forma a minimizar a perda de solo; Conter o desenvolvimento de processos erosivos, de forma a evitar a perda de solo; No PRAD deve constar a estocagem da camada superficial do solo (cerca de 20 cm) de locais submetidos a intervenções de forma a acelerar o esta- belecimento de vegetação nativa e evitar a degradação do solo; Certificar-se junto às empreiteiras que as áreas de empréstimo e bota-fora possuem Licença Ambiental Válida. Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 8.11 8.12 9.1 9.2 9.3 9.4 9.5 9.6 9.7 9.8 9.9 9.10 Erosão, degradação do solo e Instabilidade de terrenos e taludes 8 9 103 Estabelecer programa de vacinação e disponibilizar atendimento médico para os trabalhadores das obras; Os operários deverão receber orientação através de Plano de Pro- teção ao Trabalhador e de Segurança do Ambiente de Trabalho quanto ao descarte de materiais e quanto ao desenvolvimento dos serviços, manuseio de produtos e equipamentos etc; Treinar trabalhadores para a prevenção de acidentes e sobre técni- cas de combate a incêndios; Estabelecer orientações e regras para primeiros socorros e trasla- do de acidentados; Fornecer EPIs e EPCs a todos os trabalhadores e terceiros que visitem as obras, de forma a diminuir os riscos provenientes do ambiente de trabalho; Sinalizar e isolar devidamente as áreas em fase de obras, de forma a evitar acidentes a empregados e terceiros; Deve ser respeitada a legislação brasileira quanto à jornada de trabalho diária, instalações adequadas, saúde (exames periódicos) e segurança no ambiente de trabalho; Garantir atendimento imediato no caso de acidente de trabalho ou qualquer outra emergência médica; Instalar placas informativas, cavaletes de aviso e sinalização de alerta e segurança durante a fase de obras, especialmente em lo- cais que oferecem riscos de acidentes; Instalar cercas e/ou anteparos de proteção em locais que possam expor trabalhadores ou terceiros a riscos de acidentes; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 10.1 10.2 10.3 10.4 10.5 10.6 10.7 10.8 10.9 10.10 10 11 Danos à saúde e bem-estar de trabalhadores e terceiros 104 Trabalhos que geram ruídos e vibrações elevados não devem ser executados fora do horário comercial (22-7h); Manutenção e regulagem contínuas de máquinas e equipamentos; Fornecimento de EPIs (protetores auriculares) aos trabalhadores e terceiros envolvidos nas obras; Manter monitoramento contínuo nas áreas adjacentes às comuni- dades mais próximas; Manter a população vizinha informada, através de Plano de Co- municação Social, sobre quaisquer atividades da obra que possam causar transtornos; Adotar práticas construtivas e equipamentos que gerem menos ruídos ou que abafem esses, de modo a evitar ou minimizar incô- modos à população local; Os equipamentos utilizados durante as obras (veículos e máqui- nas) deverão estar regulados, no sentido de evitar emissões abu- sivas de gases, conforme estabelecem as Resoluções CONAMA nº 03/1990 e 08/1993; Umidificação do solo nas horas de maior fluxo de veículos e nas horas mais quentes do dia; Evitar limpeza ou desmatamento da área com fogo; Fornecer máscaras com filtros para os funcionários que trabalham diretamente em contato com a poeira gerada a partir das obras civis de mobilização de solo; Proceder com a recuperação de áreas com pavimento degradado em função da obra (acessos, bota-fora, empréstimos etc); Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 11.1 11.2 11.3 11.4 11.5 11.6 11.7 11.8 11.9 11.10 11.11 Poluição atmosférica - Aumento dos níveis de ruídos, vibrações, fuligens e poeiras com Pertur- bação da população local Poluição atmosférica - Aumento dos níveis de ruídos, vibrações, fuligens e poeiras com Perturbação da população local 11 12 105 Proibir a queima de restos vegetais oriundos de limpezas das áreas; Instruir empregados sobre técnicas de combate a incêndios; Promover o acompanhamento e fiscalização ambiental periódica; Elaborar PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e manter equipe técnica treinada e sempre em prontidão; Afixar em locais indicados pelo Órgão Ambiental Licenciador pla- cas proibindo a disposição de cigarros usados ou qualquer outra fonte de ignição de incêndios; A depender da dimensão da obra manter atualizado e devida- mente aprovado pelo Poder Público Plano de Contingência contra incêndios; Manter extintores dentro do prazo de validade ou hidrantes nos canteiros de obras, de acordo com projeto aprovado no Corpo de Bombeiros; Destinar adequadamente materiais inservíveis das áreas utilizadas pela obra e descartá-los, conforme normas vigentes para resíduos sólidos (Lei nº 12.305/2010 - Política Nacional de Resíduos Sólidos); Promover limpeza das áreas afetadas; Evitar situações de abrigo para animais perigosos (serpentes, es- corpiões etc) nas áreas de disposição de entulhos; Evitar que determinados entulhos como recipientes diversos, pneus usados e outros acumulem água gerando perigo de dengue; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 12.1 12.2 12.3 12.4 12.5 12.6 12.7 13.1 13.2 13.3 13.4 Incêndios Geração de entulhos de obras 12 13 106 Evitar abandonar sobras de materiais de construção nos terrenos ou dispô-los de qualquer forma (sem controle); Garantir que os resíduos de concreto sejam dispostos em locais apro- priados e transportados, sob medidas preventivas de impactos am- bientais, às áreas estabelecidas pelas unidades de limpeza urbana; Planejar corretamente e definir antes das obras área e procedi- mentos para a destinação adequada de materiais descartados (en- tulhos), de acordo com as normas vigentes para resíduos sólidos (Lei nº 12.305/2010 - Política Nacional de Resíduos Sólidos); Elaborar e executar Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos; Evitar que determinados entulhos como recipientes diversos, pneus usados e outros acumulem água gerando perigo de dengue - proliferação do mosquito Aedes aegypti; Coletar, armazenar e destinar adequadamente através de coleta seletiva o lixo orgânico (úmido), evitando que o mesmo fique ex- posto, atraindo pragas e vetores; Garantir a coleta diária do lixo orgânico produzido; Dependendo do local e se for a área sujeita à infestação de pragas como ratos e baratas, é necessário realizar ações de dedetização por empresa legalmente habilitada para tal fim e manter cópias dos certificados no local; Como medida de incentivo, voltada para a potencialização deste im- pacto na área de influência da obra, é necessário privilegiar o aproveita- mento da mão de obra terceirizada local, com vistas a gerar renda para as famílias residentes nas imediações do projeto e, com isso, contribuir para a melhoria da qualidade de vida dessas famílias, incrementando o consumo de bens e serviços no comércio local, que também será benefi- ciado com o advento da obra de saneamento que for realizada; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 13.5 13.613.7 14.1 14.2 14.3 14.4 14.5 15.1 Proliferação de pragas e vetores de doenças Geração de emprego e renda 13 14 15 107 Definir previamente as áreas de empréstimo e bota-fora, assim como os locais de armazenamento provisório e a disposição defi- nitiva de material terroso; Proteger nascentes e cursos d’água perenes ou intermitentes; Promover o acompanhamento e fiscalização ambiental periódica; Estocar a camada superficial do solo (cerca de 20 cm) de locais sub- metidos a intervenções de forma a acelerar o estabelecimento de ve- getação nativa na recuperação de áreas degradadas pelas obras; Instalar estruturas apropriadas para o desvio e condução contro- lada de águas pluviais; Garantir a estabilidade de materiais terrosos em situações de estocagem; Promover a formação ordenada e a estabilidade dos depósitos de material estéril (bota-fora); Colocar placa indicativa da situação legal (Licença Ambiental) de áreas de empréstimo e bota-fora, conforme modelo do Órgão Ambiental (ver Manual de Licenciamento Ambiental da CAERN - COSTA-JÚNIOR, 2013); Cumprir e fazer cumprir com todas as determinações das con- dicionantes de Licença Ambiental relacionadas à exploração de áreas de empréstimo e bota-fora; Providenciar a cobertura de terra, areia, brita e similares com lona para evitar o carreamento desses para cursos d’água, dentre ou- tras áreas sensíveis; Descartar alternativas de traçados de valas que interfiram em APPs e outras áreas legalmente protegidas ou sensíveis; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 16.1 16.2 16.3 16.4 16.5 16.6 16.7 16.8 16.9 16.10 16.11 Movimentação de terra - terraplenagem, escavações e abertura de acessos e valas 16 108 Definir local ou traçado de valas com menor possibilidade de des- matamento de espécies arbóreas e de interferência no lençol freático; Garantir que os serviços de escavação sejam acompanhados e orientados por nivelamento topográfico, de forma a evitar a reti- rada excessiva de material; Projetar os caminhos de serviço de modo a evitar interferências em áreas de interesse ambiental, fragmentação de habitats e pro- cessos erosivos; Evitar danos em infraestrutura existente nos locais das obras; Rebaixar o lençol freático na ausência de alternativas de localiza- ção do projeto; Trabalhos que geram ruídos e vibrações elevados não devem ser executados fora do horário comercial (22-7h); Manutenção e regulagem contínuas de máquinas e equipamentos; Os equipamentos utilizados durante as obras (veículos e máqui- nas) deverão estar regulados, no sentido de evitar emissões abu- sivas de gases, conforme estabelecem as Resoluções CONAMA nº 03/1990 e 08/1993; Umidificação do solo nas horas de maior fluxo de veículos e nas horas mais quentes do dia; Proceder com a recuperação de áreas com pavimento degradado em função da obra (acessos, bota-fora, empréstimos etc); Levantar todas as infraestruturas existentes nas adjacências das obras e evitar danos a essas; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 16.12 16.13 16.14 16.15 16.16 17.1 17.2 17.3 17.4 17.5 17.6 Intensificação do tráfego de veículos e Danos patrimoniais - Deslocamentos de máquinas - Interferências em equipamentos urbanos 16 17 109 Solicitar, quando necessário, adequações ao projeto e/ou solicitar os devidos remanejamentos; Atender as normas de segurança de trânsito legalmente estabelecidas; Garantir que não seja ultrapassada a carga máxima estabelecida por veículo; Implantar medidas de segurança que garantam a integridade dos equipamentos urbanos localizados na área do empreendimento e adjacências; Restabelecer as ligações interrompidas e os eventuais equipamen- tos públicos danificados; Recuperar os trechos das vias públicas e outras áreas afins que forem deteriorados e/ou danificados pelo tráfego de veículos usa- dos nas obras; Instalar sinalização adequada nas rodovias e acessos próximos às obras e frentes de serviço, de acordo com as normas do DER/ DNIT/DETRAN; Estudar acessos alternativos para minimizar os problemas de trânsito; Contratar na fase de estudos ambientais consultoria habilitada para a execução do levantamento arqueológico preliminar e o res- gate, se necessário, na área de ocupação das obras, com o objetivo de obter do IPHAN as permissões pertinentes; Orientar os trabalhadores sobre os possíveis vestígios arqueoló- gicos e quanto aos procedimentos a serem adotados caso sejam descobertos; 17.7 17.8 17.9 17.10 17.11 17.12 17.13 17.14 18.1 18.2 Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental Intensificação do tráfego de veículos e Danos patrimoniais - Deslocamentos de máquinas - Interferências em equipamentos urbanos Interferência no patrimônio histórico, arqueológico e cultural 17 18 110 Promover o cumprimento de exigências de Órgãos Ambientais e IPHAN; Paralisar imediatamente as obras no caso da descoberta de vestí- gios arqueológicos e comunicar a ocorrência aos Órgãos Ambien- tais e IPHAN; Garantir a drenagem superficial de águas pluviais; Identificar a localização das redes de água e de esgotos existentes nas áreas de obras; Drenar, limpar e recuperar áreas ou edificações inundadas em de- corrência das obras do saneamento; Recuperar dutos e conexões danificados em virtude das obras de saneamento; Instalar sistema de esgotamento sanitário adequado para o canteiro de obras e que o mesmo seja previamente aprovado pelo Poder Público; Garantir a distância mínima de 30 metros entre um poço de água e o sistema de fossa e sumidouro (se for o caso); Fornecer banheiro-químico ou equipamento equivalente para tre- chos afastados do canteiro de obras; Elaborar e executar Plano de Monitoramento de corpos d’água superficiais e subterrâneos, durante toda a fase de obras; Instalar poços de monitoramento da água subterrânea (piezôme- tros) em consonância com o Órgão Ambiental Licenciador para averiguação se está ocorrendo poluição das águas subterrâneas por efluentes sanitários; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 18.3 18.4 19.1 19.2 19.3 19.4 20.1 20.2 20.3 20.4 20.5 Inundações e alagamentos Geração de efluentes sanitários 18 19 20 111 Caso haja constatação de poluição das águas por efluentes sa- nitários, as obras deverão ser interrompidas para dar-se início às ações de contenção e remediação da poluição; Adotar em todas as fases dos empreendimentos as boas práticas ambientais e sanitárias, e combater as potenciais fontes de veicu- lação de doenças, sobretudo, as infecto-contagiosas; Evitar que determinados entulhos como recipientes diversos, pneus usados e outros acumulem água gerando perigo de den- gue - proliferação do mosquito Aedes aegypti; Coletar, armazenar e destinar adequadamente através de coleta seletiva o lixo orgânico (úmido), evitando que o mesmo fique exposto, atraindo pragas e vetores para o local das obras; Dependendo do local da obra e se for área sujeita à infestação de pragas como ratos e baratas, é necessário realizar, para o cantei- ro de obras, ações de dedetização por empresa legalmente habi- litada para tal fim e manter cópias dos certificados no canteiro; Estabelecer programa de vacinação e disponibilizar atendimento médico para os trabalhadores das obras; Realização de exames periódicos; Garantir atendimento imediato no caso de emergência médica; Elaborar e executar na íntegra Plano de Gerenciamento de Resí- duos Sólidos - PGRS; Evitar abandonar sobras de materiais de construção no solo ou dispô- -los de qualquer forma (sem controle).Se houver qualquer material que possa causar poluição no solo deve-se antes isolar o mesmo com lona ou outro material impermeável e aí dispor o material por cima; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 20.6 21.1 21.2 21.3 21.4 21.5 21.6 21.7 22.1 22.2 Veiculação de doenças Poluição do solo por resíduos diversos e efluentes e Geração de Resíduos Sólidos 21 22 112 Não dispor no solo efluente sanitário sem o devido tratamento e au- torização do Poder Público, sob risco de contaminação do mesmo; Coletar, armazenar e destinar adequadamente através de coleta se- letiva todos os resíduos sólidos produzidos no canteiro de obras, evitando que os mesmos fiquem expostos no solo; Resíduos sólidos perigosos como lâmpadas devem ser descaracte- rizados quanto aos seus gases poluentes por empresa legalmente habilitada, antes da coleta seletiva. Pilhas e baterias devem ser coletadas em recipientes apropriados e enviadas para empresas que as destinam adequadamente; Coletar e destinar adequadamente embalagens recicláveis; Retirar lixo e outros materiais inservíveis das áreas ocupadas pe- las obras e dar destinação ambientalmente adequada, evitando a poluição do solo; Instalar sistema adequado para a coleta de óleos, graxas e lubrifi- cantes de veículos e equipamentos; Impermeabilizar o solo de áreas de depósito de óleos, graxas e lubri- ficantes, as de manutenção e abastecimento de equipamentos e veí- culos e destinar os resíduos ao sistema de coleta implantado na área; Eliminar o derramamento de óleo e subtâncias similares e lavar ime- diatamente o local, fazendo a contenção e acondicionamento adequa- do da água de lavagem para o posterior descarte apropriado; Estabelecer orientações e regras para primeiros socorros e trasla- do de acidentados; Disponibilizar atendimento médico imediato para os trabalhado- res atacados por animais perigosos; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 22.3 22.4 22.5 22.6 22.7 22.8 22.9 22.10 23.1 23.2 Poluição do solo por resíduos diversos e efluentes e Geração de Resíduos Sólidos Acidentes com animais perigosos 22 23 113 Fornecer EPI´s adequados como luvas de couro, botas e perneiras aos empregados lotados na limpeza e preparação de terrenos; Evitar situações de abrigo para serpentes, escorpiões, aranhas, la- craias e outras espécies perigosas nas áreas de estocagem de mate- riais, galpões, locais de armazenamento de resíduos sólidos etc; Orientar os trabalhadores e os moradores das comunidades vizinhas através de Métodos de Comunicação Social e Educação Ambiental* a respeito dos problemas ambientais relativos às atividades constru- tivas e das medidas necessárias para prevenir ou minimizar os efeitos negativos dos impactos ambientais adversos; Realizar um levantamento cadastral detalhado de redes e equipamentos de infraestrutura urbana que possam sofrer qualquer tipo de interferência em decorrência das obras de empreendimentos do saneamento; Escolher os locais para canteiros de obras, estações elevatórias de água e esgoto, estações de tratamento de água e esgoto, dentre outros equipamentos, somente após anuência de setor ambiental competente da empresa contratante, de forma a garantir o mínimo impacto ambiental adverso; Atender a todas as condicionantes de Licença Ambiental para a instalação de empreendimentos do saneamento; Proceder com a fiscalização ambiental periódica das obras; Constatadas irregularidades ambientais nas obras pela fiscaliza- ção ambiental da contratante, as obras deverão ser interrompidas para as devidas correções; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 23.3 23.4 24.1 24.2 24.3 24.4 24.5 24.6 Acidentes com animais perigosos Obras de instalação e manutenção de SAA e SES e canteiro de obras 23 24 114 * Em relação aos Métodos de Comunicação Social e Educação Ambiental, durante as obras de instalação e manutenção de sistemas do saneamento e canteiros de obras, de forma a orientar os trabalhadores e os mora- dores das comunidades vizinhas a respeito dos proble- mas ambientais relativos às atividades construtivas, os quais podem causar transtornos e também, a respeito das medidas necessárias para prevenção, correção e mi- nimização dos efeitos negativos dos impactos ambien- tais, a CAERN, através do Plano de Ação Sanear RN do Governo do Estado, vem desenvolvendo um projeto amplo de educação ambiental e comunicação social em todas as suas obras, denominado Projeto de Educação Sanitário-Ambiental do Plano de Ação Sanear RN. A metodologia adotada será fundamentada na sensibi- lização e participação da população no processo edu- cativo, pois a mudança de comportamento ambiental só ocorrerá se a pessoa compreender a importância do tema e assumi-la no seu dia a dia. Desta maneira, a me- todologia contará com trabalhos coletivos, interações, trocas, debates. As dimensões sociais, econômica, éti- ca, estética e política deverão ser incorporadas às ações educativas. A capacitação profissional prevê a realização de ações de treinamento para profissionais que atuam nas ins- tituições parceiras, comissão comunitária, agentes de saúde, funcionários da CAERN, professores, agentes culturais, lideranças comunitárias e nos bairros benefi- ciados com o projeto. As ações de Educação Ambiental e Mobilização Social possuem alcance multissetorial, pois repercutem na área social, quer seja na educação e saúde, político-ins- titucional, cultural, além de, necessariamente, observar os preceitos jurídico-normativos que regulamentam as ações. Desse modo, a viabilidade do projeto está atrelada às suas várias dimensões, a partir das seguintes vertentes: O objetivo geral deste Projeto é sensibilizar a população dos municípios e bairros envolvidos na implantação dos sistemas de esgotamento sanitário para as temáticas do saneamento e suas relações com a saúde e o meio am- biente, prepararando a população para intervenção da obra. Sucintamente, este Projeto consiste em um conjunto de ações interligadas cuja metodologia dará ênfase na abordagem sistêmica e participativa envolvendo a equi- pe técnica da CAERN e parceiras que poderão agregar- -se no andamento das atividades. As atividades serão desenvolvidas em etapas para atender os objetivos es- pecíficos. Social; Ambiental; Legal; Político-institucional; Cultural; Econômica. Fonte - Marcos Freire e Mariana Maziero 116 Elaborar e executar Plano de Comunicação Social dentro da Políti- ca de Educação Ambiental da empresa contratante, de forma a dar conhecimento integral à população vizinha sobre a finalidade, as características, início, período e término das obras; Providenciar junto ao Órgão Ambiental Licenciador e em prazo hábil, as licenças ambientais pertinentes; Na fase de estudos ambientais elaborar Estudo de Impacto de Vizinhança, de acordo com diretrizes técnicas estabelecidas pelo Órgão Ambiental Competente; Se houver geração de odores fétidos em vista de resíduos sólidos orgânicos e efluentes sanitários sem o devido tratamento e dis- postos inadequadamente no solo ou em corpos d’água incomo- dando a população local, ações imediatas de remediação deverão ser tomadas de forma a sanar o problema, ou seja, a fonte de perturbação; Os empreendimentos do saneamento, seja de abastecimento de água ou esgotamento sanitário, trazem inúmeros benefícios à so- ciedade e meio ambiente como um todo e, portanto, são impres- cindíveis. Exemplos disso são os ganhos para a saúde, bem-estar e justiça social e, também, para o desenvolvimento social e eco- nômico das pessoas que direta e indiretamente esses empreen- dimentos promovem. Portanto, umamedida potencializadora, e mais importante, é o esforço que deve ser cada vez maior para universalização dos serviços inerentes ao saneamento; Desburocratização, por parte dos Órgãos Ambientais Licenciado- res, com relação a determinadas exigências ambientais, que não sejam essenciais, de forma a agilizar o processo de licenciamento ambiental, sem que este perca em qualidade técnica, de forma a também agilizar a universalização dos serviços do saneamento; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 24.7 24.8 25.1 25.2 26.1 26.2 Geração de odores fétidos Promoção da saúde, bem- estar e justiça social / Desenvolvimento social e econômico 24 25 26 117 Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental Instalar os sistemas exatamente de acordo com o Projeto apro- vado pelo órgão Ambiental Licenciador, de forma que todas as medidas de mitigação aos impactos ambientais aprovadas sejam colocadas em prática, para que os benefícios a serem gerados não se convertam em danos ambientais e à saúde; A medida mais importante, visando o aumento efetivo dos be- nefícios tributários pelo município da área de influência direta do projeto de saneamento, consiste na vigilância que os órgãos com- petentes, das esferas municipal, estadual e federal, devem exercer no sentido de que os impostos realmente sejam recolhidos pelos geradores responsáveis por esses tributos; Primeira etapa é realizar a desidratação dos lodos em equipamen- tos de secagem que devem constar obrigatoriamente nas estações de água e esgoto; Caso haja estações de água e esgoto que não possuam equipamen- tos de desidratação de lodo (ex. leito de secagem, centrífugas etc), deve-se providenciar; Transporte e disposição final em aterro sanitário, caso possuam após a secagem índices ≥ 25% de sólidos. Alternativas de destino final: codisposição dos lodos, aproveitamento industrial e agrícola (Resolução CONAMA nº 375/2006), incineração e uso para reme- diação de áreas degradadas etc; Os lodos de ETAs e ETEs não devem em hipótese alguma serem lançados em corpos d’água. Com relação à disposição no solo, deve primeiramente ocorrer condicionamento do mesmo e anuên- cia do Órgão Ambiental Licenciador; 28.1 28.2 28.3 28.4 Fase 2 - Operação e Manutenção de SAA e SES 26.3 27.1 Incrementos nas finanças públicas Geração de Resíduos Sólidos (Lodos de ETAs e ETEs etc) 26 27 28 118 Operar regularmente e de forma eficaz e fazer manutenção periódica e preventiva nos equipamentos dos sistemas de esgotamento sanitário; Elaborar Projeto de Reúso para o Reaproveitamento dos efluentes de determinadas ETEs e para determinados usos; Os lodos de ETAs e ETEs não devem em hipótese alguma serem lançados em corpos d’água; Instalar em ETEs, poços de monitoramento da água subterrânea (piezô- metros), em locais indicados pelo Órgão Ambiental Licenciador; Realizar monitoramento periódico dos efluentes bruto e tratado das ETEs, com frequência pré-estabelecida pelo Órgão Ambiental Licenciador; Se constatada poluição de água subterrânea por infiltração de efluentes sanitários, técnicas de contenção e remediação ou bio- -remediação por empresa técnica e legalmente habilitada deverão ser iniciadas de forma a sanar o problema; Elaborar e executar na íntegra os Planos de Operação e Manuten- ção de todas as ETEs e ETAs. Os mesmos devem ser aprovados pelo Órgão Ambiental Licenciador; Caso os efluentes finais das ETEs estejam com determinados pa- râmetros fora dos limites legais estabelecidos (Resolução CONA- MA nº 357/2005 e 430/2011), ações emergenciais e corretivas, con- tidas em Plano de Operação e Manutenção, aprovado pelo Órgão Ambiental Licenciador, deverão ser iniciadas, de forma a tornar o tratamento eficiente e minimizar os efeitos da carga orgânica dos efluentes sanitários nos corpos d’água; Desidratar, armazenar em local impermeabilizado e destinar ade- quadamente os lodos de ETEs e ETAs; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 29.1 29.2 29.3 29.4 29.5 29.6 29.7 29.8 29.9 Poluição e degradação hídrica 29 119 Estudar e desenvolver técnicas de Reúso em ETEs - em casos em que essa alternativa seja aplicável técnica e economicamente; Trabalhos que geram fortes ruídos em SAA e SES perturbam ou podem pertubar a fauna terrestre nativa e, portanto, devem ser realizados com equipamentos abafadores, ou equipamentos menos ruidosos; Perda e perturbação de fauna aquática por poluição e degradação de corpos d’água provocados por lodos de ETAs e lodos e efluen- tes sanitários de ETEs devem ser constatadas em monitoramento específico e medidas de remediação e reparadoras de danos am- bientais a este compartimento devem ser iniciadas pela empresa responsável pelos sistemas; Operar corretamente os sistemas, de forma que os resíduos e efluen- tes tratados estejam com os parâmetros dentro das normas legais de qualidade e não prejudiquem os ecossistemas aquáticos receptores; Como medida corretiva, deve-se implantar técnicas de controle de odores que podem ser realizadas pelos seguintes procedimen- tos (LUDUVICE et al., 1997): 1) Colunas de lavagem; 2) Colunas de adsorção; 3) Biofiltros; 4) Oxidação térmica e 5) Aplicação de produtos químicos na rede coletora; Buscar identificar as fontes de veiculação das doenças e aplicar medi- das de controle e corretivas, de forma a dar fim a elas ou controlá-las; Realização de exames periódicos a todos os empregados; Garantir atendimento imediato no caso de emergência médica por motivo de doença infecto-contagiosa adquirida em am- biente de trabalho; Garantir a aquisição de EPIs apropriados e fiscalizar o seu uso corretamente; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 29.10 30.1 30.2 30.3 31.1 32.1 32.2 32.3 32.4 Perturbação da fauna nativa Geração de odores fétidos Veiculação de doenças 29 30 31 32 120 Fornecer EPIs e EPCs a todos os empregados e terceiros que reali- zem atividades de manutenção nos sistemas, de forma a diminuir os riscos provenientes do ambiente de trabalho; Corrigir/sanar com urgência problemas operacionais que possam causar danos à saúde e bem-estar dos empregados e pessoas de comunidades próximas aos sistemas; Elaborar para os sistemas do saneamento Análise de Risco Espe- cífica e Integrada, na qual estejam destacados os potenciais riscos de acidentes e outras formas de danos à saúde física e mental dos empregados e terceiros; Deve ser respeitada a legislação brasileira quanto à jornada de trabalho diária, instalações adequadas, saúde (exames periódicos) e segurança no ambiente de trabalho; Garantir atendimento imediato no caso de acidente de trabalho ou qualquer outra emergência médica; Instalar placas informativas, cavaletes de aviso e sinalização de alerta e segurança durante a realização de atividades de manuten- ção e operação especial, sobretudo em locais que ofereçam riscos de acidentes a empregados e terceiros; Instalar cercas e/ou anteparos de proteção em locais que possam expor trabalhadores ou terceiros a riscos de acidentes; Estabelecer programa de vacinação e disponibilizar atendimento médico para os empregados; Treinar trabalhadores para a prevenção de acidentes e sobre técni- cas de combate a incêndios; Estabelecer orientações e regras para primeiros socorros e trasla- do de acidentados; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 33.1 33.2 33.3 33.4 33.5 33.6 33.7 33.8 33.9 33.10 Danos à saúde e bem-estar e acidentes a empregados e terceiros 33 121 Trabalhos que geram fortes ruídos e perturbam ou podem per- tubar a população local devemser realizados com equipamentos abafadores, ou equipamentos menos ruidosos na impossibilidade de serem realizados dentro do horário comercial (22-7h); No caso dos odores fétidos, como medida corretiva, deve-se im- plantar técnicas de controle de odores que podem ser realizadas pelos seguintes procedimentos (LUDUVICE et al., 1997): 1) Colu- nas de lavagem; 2) Colunas de adsorção; 3) Biofiltros; 4) Oxidação térmica e 5) Aplicação de produtos químicos na rede coletora; Estabelecer canal de diálogo e entendimento contínuo com a po- pulação local, de forma a averiguar e corrigir possíveis problemas operacionais dos sistemas de água e esgoto que reflitam em per- turbação da mesma; Elaborar para os sistemas do saneamento Planos de Contigência e Remediação (específico ou genérico), para impactos ambientais ocorridos na fase de operação dos sistemas. Os mesmos devem ser aprovados pelo Órgão Ambiental Licenciador; Adotar medidas de contenção e remediação de impactos ambien- tais, que foram previstas nos Planos citados acima, de forma a evitar a perda de recursos naturais, como solo e água de boa qua- lidade e elaborar e executar PRAD; Idem item 14 deste quadro; Vazamentos e inundações - Isolar, drenar, limpar e recuperar áreas e equipamentos em decorrência de vazamentos em dutos e conexões; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 36.1 36.2 36.3 37.1 37.2 39.1 Perturbação da população local Perda de recursos naturais (ex. solo e água de boa qualidade)/Interferências em áreas ambientalmente sensíveis ou protegidas/ Perda ou alteração do habitat das espécies Proliferação de pragas e vetores Operação e Manutenção de Sistemas de Saneamento (problemas na operação dos SAAs) 36 37 38 39 122 Vazamentos e inundações - Realizar manutenção preventiva e pre- ditiva, de forma a evitar vazamentos em dutos e conexões antigos e desgastados; Emissão de ruídos em níveis elevados - correção de equipamentos ruidosos por equipamentos abafadores, ou substituição por equi- pamentos menos ruidosos, na impossibilidade de serem realiza- dos dentro do horário comercial (22-7h); Emissão de ruídos em níveis elevados - Em áreas sujeitas a ruídos elevados e constantes fornecer aos empregados EPI adequado (ex. protetores auriculares); Danos patrimoniais - Restabelecer as ligações interrompidas e os eventuais equipamentos públicos danificados por problemas eventuais nos equipamentos do SAA; Danos patrimoniais - Recuperar os trechos das vias públicas e outras áreas afins que forem deteriorados e/ou danificados por problemas eventuais nos equipamentos do SAA; Resíduos sólidos - Idem itens 38 e 22.5 a 22.10; Acidentes a empregados e terceiros - Idem item 33; Reparar qualquer dano causado ao patrimônio público e privado decorrente de vazamentos em dutos e conexões de sistemas de água ou esgoto; Garantir a drenagem superficial de águas pluviais; Isolar, drenar, limpar e recuperar áreas e equipamentos em decor- rência de vazamentos em dutos e conexões; Realizar manutenção preventiva e preditiva, de forma a evitar va- zamentos em dutos e conexões antigos e desgastados; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 39.2 39.3 39.4 39.5 39.6 39.7 39.8 40.1 40.2 40.3 40.4 Operação e Manutenção de Sistemas de Saneamento (problemas na operação dos SAAs) Alagamentos (a partir de vazamentos em SAA e SES) 39 40 123 Idem itens 38 e 22.5 a 22.10; Os empreendimentos de SAA e SES trazem inúmeros benefícios à sociedade e meio ambiente como um todo e, portanto, são im- prescindíveis. Exemplos disso são os ganhos para a saúde, bem- -estar e justiça social, aumentos na expecativa de vida e reduções na mortalidade infantil, higiene pessoal e, também, para o desen- volvimento social e econômico das pessoas que direta e indireta- mente esses empreendimentos promovem. Portanto, uma medida potencializadora, e mais importante, é o esforço que deve ser cada vez maior para universalização dos serviços de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário; Desburocratização, por parte dos Órgãos Ambientais Licenciado- res, com relação a determinadas exigências ambientais, que não sejam essenciais, de forma a agilizar o processo de licenciamento ambiental, sem que este perca em qualidade técnica, de forma a também agilizar a universalização dos serviços de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário; Operar e manter os SAA e SES de forma adequada, rotineira e buscando sempre a eficiência e qualidade de processos, para que os benefícios a serem gerados não se convertam em danos am- bientais e à saúde; Realizar campanhas buscando sempre parcerias incentivando os bons hábitos de higiene pessoal; Deve ser respeitada a legislação brasileira quanto à jornada de trabalho diária, instalações adequadas, saúde (exames periódicos) e segurança no ambiente de trabalho; Adotar as boas práticas ambientais e sanitárias em SAA e SES, e combater as potenciais fontes de veiculação de doenças, sobretu- do, as infecto-contagiosas; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 41.1 42.1 42.2 42.3 42.4 43.1 43.2 Geração de resíduos sólidos (RSU) Operação e Manutenção de SAA e SES - Promoção da saúde, bem-estar e justiça social /Desenvolvimento social e econômico/ Aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade infantil/ higiene pessoal Controle e prevenção de doenças 41 42 43 124 Evitar que determinados entulhos como recipientes diversos, pneus usados e outros acumulem água gerando perigo de dengue - proliferação do mosquito Aedes aegypti; Coletar, armazenar e destinar adequadamente, através de coleta seletiva, o lixo orgânico (úmido), evitando que o mesmo fique exposto, atraindo pragas e vetores; Dependendo do local, se for área sujeita à infestação de pragas como ratos e baratas, é necessário realizar ações de dedetização por empresa legalmente habilitada para tal fim e manter cópias dos certificados no local; Estabelecer programa de vacinação e disponibilizar atendimento médico para os trabalhadores; Realização de exames periódicos; Buscar firmar convênios com prefeituras, de forma a reutilizar efluentes tratados ao invés de água tratada para limpeza pública de ruas, calçadas, irrigação de canteiros, dentre outros usos, po- tencializando este impacto positivo; Operar corretamente as ETEs, de forma que os efluentes tratados estejam com os parâmetros dentro das normas legais e para que os mesmos possam ser utilizados na limpeza pública, dentre outras formas de reúso; Manter nos sistemas em operação extintores dentro do prazo de validade ou hidrantes, de acordo com projeto aprovado no Corpo de Bombeiros; Preservar os recursos hídricos e ampliar a oferta de água para que este insumo seja utilizado para os diversos usos a que se destina, inclusive o combate a incêndios; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 43.3 43.4 43.5 43.6 43.7 44.1 44.2 45.1 45.2 Limpeza pública Combate a incêndios 43 44 45 125 Executar na íntegra Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS para os SAA e SES; Evitar abandonar lodo úmido de ETA e ETE no solo. Na falta de estrutura adequada, tipo leito de sacagem ou centrífuga etc, deve- -se antes isolar o solo com material impermeável e aí dispor o lodo por cima, aguardando a secagem deste; Não dispor no solo efluente sanitário sem o devido tratamento e au- torização do Poder Público, sob risco de contaminação do mesmo; Coletar, armazenar e destinar adequadamente, através de coleta seletiva, todos os resíduos sólidos produzidos nos SAA e SES, evitando que os mesmos fiquemexpostos no solo; Resíduos sólidos perigosos dos sistemas em operação como lâmpa- das devem ser descaracterizados quanto aos seus gases poluentes por empresa legalmente habilitada e credenciada, antes da coleta seletiva. Pilhas e baterias devem ser coletadas em recipientes apro- priados e enviadas para empresas que os destinem adequadamente; Coletar e destinar adequadamente embalagens recicláveis; Impermeabilizar o solo de áreas de depósito de óleos, graxas e lubri- ficantes, as de manutenção e abastecimento de equipamentos e veí- culos e destinar os resíduos ao sistema de coleta implantado na área; Eliminar o derramamento de óleo e subtâncias similares e lavar ime- diatamente o local, fazendo a contenção e acondicionamento adequa- do da água de lavagem para o posterior descarte apropriado; Operar corretamente os SESs, de forma que os resíduos e efluentes trata- dos estejam com os parâmetros dentro das normas legais de qualidade e não prejudiquem o solo, subsolo, águas subterrâneas e superficiais; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 46.1 46.2 46.3 46.4 46.5 46.6 46.7 46.8 46.9 Poluição e degradação do solo 46 126 Em caso de constatação de poluição e degradação do solo por lodos e efluentes sanitários de ETEs, deve-se com urgência pro- ceder à contenção e remediação dos impactos através de técnicas constantes em Planos de Contigência e Remediação dos impactos adversos, conforme informa o item 37.1 acima; Em áreas sujeitas a ruídos elevados e constantes fornecer aos em- pregados EPI adequado (ex. protetores auriculares); Estabelecer canal de diálogo e entendimento contínuo com a po- pulação local, de forma a averiguar e corrigir possíveis problemas operacionais, como geração de ruídos em níveis elevados dos SESs que reflitam em perturbação da mesma; Correção de equipamentos ruidosos por equipamentos abafado- res, ou substituição por equipamentos menos ruidosos, na impos- sibilidade de serem realizados dentro do horário comercial (22-7h); Restabelecer rapidamente as ligações interrompidas e os eventu- ais equipamentos públicos danificados por problemas eventuais nos equipamentos do SES; Recuperar rapidamente os trechos das vias públicas e outras áre- as afins que forem deteriorados e/ou danificados por problemas eventuais nos equipamentos do SES; Operar corretamente os SES, fazendo manutenção preventiva e preditiva, de forma a evitar transtornos como danos patrimoniais provocados por quebra de equipamentos gastos ou obsoletos; Realizar monitoramento dos efluentes brutos e tratados de todas as ETEs, com periodicidade e parâmetros definidos pelo Órgão Ambiental Licenciador; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 46.10 47.1 47.2 47.3 48.1 48.2 48.3 49.1 Poluição e degradação do solo Emissão de ruídos em níveis elevados em SES Danos patrimonias provocados por SES Operação e Manutenção de 46 47 48 49 127 Realizar fiscalização ambiental anual em todas as ETEs, por setor ambiental competente, de forma a constatar problemas e reco- mendar soluções; Caso os efluentes tratados de determinada ETE estejam com parâmetro(s) fora do limite legal estabelecido, medidas corretivas constantes em Plano de Operação e Manutenção específico para cada ETE devem ser colacadas em prática, de forma a melhorar a eficiência do sistema; Retirar o excesso de vegetação dentro e fora das ETEs, pois essas com o tempo danificam a estrutura dos sistemas; Instalar em todas as ETEs de responsabilidade da empresa, leito de secagem ou outro equipamento de secagem para a devida de- sidratação do lodo; No caso de lagoas de estabilização, deve-se retirar periodicamen- te o excesso de lodo de dentro das lagoas; Destinar corretamente, seja para reúso (conforme o item 28.3), ou para aterro sanitário, os lodos desidratados de SES; Isolar com cerca ou muro as ETEs, de forma a evitar a entrada de pessoas e animais; Instalar Medidores de Vazão em todas as ETEs (entrada do efluen- te bruto e saída do tratado); Instalar equipamentos e estrutura de tratamento preliminar, como gradeamentos e caixas de areia dimensionados corretamente para as vazões de chegada nos sistemas e em ETEs que não possuam os mesmos, de forma a minimizar os impactos causados por assore- amento dos sistemas; Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental 49.2 49.3 49.4 49.5 49.6 49.7 49.8 49.9 49.10 SES/ Geração de efluentes sanitários com qualidade insatisfatória Operação e Manutenção de SES/ Geração de efluentes sanitários com qualidade insatisfatória 49 128 Ações ou Impactos Ambientais Medidas de Controle Ambiental Operar e manter os sistemas do saneamento de forma adequada, rotineira e buscando sempre a eficiência e qualidade de processos, para que os benefícios a serem gerados não se convertam em da- nos ambientais aos recursos hídricos e sua biodiversidade; Promover e participar de campanhas de conservação, preservação e recuperação de recursos hídricos e sua biodiversidade (fauna e flora); Promover e participar de campanhas de reflorestamento de matas ciliares de importantes recursos hídricos, sobre os quais suas ati- vidades exercem influência; Promover e estimular o uso sustentável dos recursos hídricos; Adotar medidas de contenção e remediação de impactos ambien- tais, constantes em Planos de Contenção e Remediação, de forma a evitar a perda de recursos naturais, como solo, água, fauna e flora e elaborar e executar PRAD. 50.1 50.2 50.3 50.4 50.5 Preservação de recursos hídricos e da sua biodiversidade 50 129 Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero 131 Após a leitura deste Manual é importante entender, pri- meiramente, que o mesmo trata-se de um documento orientador, desenvolvido na Assessoria de Licenciamento Ambiental e Outorgas da CAERN e inserido como meta desse setor em 2013, para que as obras em andamento e futuras dessa Companhia possam ocorrer de forma am- bientalmente satisfatória, e entender também que o tema impactos ambientais é bastante complexo e demanda muita atenção por parte dos profissionais que os identi- ficam e analisam. Também, é importante entender que apesar dos empreendimentos do saneamento causarem muitos benefícios à sociedade, sobretudo quando em ope- ração, são também potencialmente causadores de muitos impactos ambientais adversos e de degradação ambiental, caso não sejam bem gerenciados, com aplicação de medi- das ambientais preventivas e corretivas, como as listadas no quadro acima. Não obstante, para um bom desempenho ambiental e controle dos impactos ambientais adversos é ne- cessário que as empresas responsáveis por sistemas de saneamento adotem uma política voltada para a Gestão Ambiental Institucionalizada, de forma que 08 Considerações Finais elas possam integrar os diversos aspectos ambientais às suas atividades cotidianas e, com isso, integrar as diversas áreas e setores a objetivos ambientais claros e precisos, vindo, em curto a médio prazo, demons- trar um desempenho ambiental correto, prevendo, controlando e corrigindo os diversos impactos de suas atividades. Assim, as empresas se tornarão mais competitivas nos mercados onde estão inseridas, as- sociando suas imagens a um marketing ambiental co- erente com a realidade e apresentando ao longo do tempo redução de custos diversos, sobretudo oriun- dos de passivos e multas ambientais por condutas inadequadas e lesivas ao meio ambiente. Por fim, recomenda-se que as medidas ambientais listadas neste Manual sejam incorporadas às ativi- dades de setores responsáveispor gestão ambiental, fiscalização de obras, operação e manutenção, proje- tos etc das empresas responsáveis pelo saneamento ambiental, como a CAERN, na forma de “cadernos de encargos”, nos quais estejam claramente definidas as responsabilidades de cada setor no cumprimento de cada medida. Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero 133 09 Referências ANDREAzzI, M.A.R., MILWARD-DE-ANDRADE, R. 1990. Impactos das grandes barragens na saúde da popula- ção - uma proposta de abordagem metodológica para a Amazônia. In: Forest’ 90, Simpósio Internacional de Estudos Ambientais em Florestas Tropicais Úmidas, Manaus. Anais... Rio de Janeiro, Biosfera. BARROS, R.T.V. et al. 1995. Manual de saneamento e proteção ambiental para os municípios. Belo Horizonte: Escola de Engenharia da UFMG. BRASIL. 1986. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução do CONAMA No 001, de 23 de janeiro de 1986. Dispõe sobre procedimentos relativos ao Estudo de Impacto Ambiental. Brasília, Diário Oficial da União, de 17 de fevereiro de 1986. p. 2548-2549. BRASIL. 1990. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução do CONAMA No. 003, de 28 de junho de 1990. Dispõe sobre padrões de qualidade do ar, previs- tos no PRONAR. Brasília, Diário Oficial da União, 22 de agosto de 1990. p. 15.937 - 15.939. BRASIL. 1990. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução do CONAMA No. 008, de 06 de dezembro de 1990. Dispõe sobre o estabelecimento de limites máximos de emissão de poluentes no ar para processos de com- bustão externa de fontes fixas de poluição. Brasília, Diário Oficial da União, 28 de dezembro de 1990. p. 25.539. BRASIL. 2011. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução do CONAMA No. 430, de 13 de maio de 2011. Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes, complementa e altera a Resolução no 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA. Brasília, Diário Oficial da União, 16 de maio de 2011. p. 89. BRASIL. 2005. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução do CONAMA No. 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes para o seu enquadramento, bem com esta- belece as condições e padrões de lançamento de efluen- tes, e dá outras providências. Brasília, Diário Oficial da União, 18 de março de 2005. p. 58-63. BRASIL. 2006. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução do CONAMA No. 375, de 29 de agosto de 2006. Define critérios e procedimentos, para o uso agrí- cola de lodos de esgoto gerados em estações de trata- mento de esgoto sanitário e seus produtos derivados, e dá outras providências. Brasília, Diário Oficial da União, 30 de agosto de 2006. p. 141 - 146. BRASIL. 2010. Lei nº12.305, de 2 de agosto de 2010. Brasília, DF: [s.n]. Disponível em: <http://www.planal- to.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/ l12305.htm>. Acesso em: 10 de agosto de 2013. 134 CANTER, L.W. 1996. Environmental Impact Assess- ment. New York: McGraw-Hill. 660 p. CANTER, L.W. 1998. Manual de evaluación de impac- to ambiental. McGraw - Hill/ Interamericana de España, S.A.U. Impresos e Revistas, S.A., España. 841p. CLAUDIO, C.F.B.R. 1987. Implicações da Avaliação de Impactos Ambientais. Revista Ambiente, v. 1, n. 3, p.159-162. COSTA-JÚNIOR, M.A.F. 2013. Manual de Licenciamen- to Ambiental da CAERN, Natal: CAERN. 59 p. DAMATO, M., MACUCO, P. 2002. 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Gestão ambiental de sistemas de tratamento de água. In: Con- gresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Am- biental, 28., Cancún Anais.. .Cancún. 135 Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero 136 10 Glossário 1. Áreas de empréstimo - Locais onde são realizadas as escavações de solo com características suficien- tes para atender às necessidades de terraplenagem. 2. Áreas de Preservação Permanente (APP) - Área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas (Lei nº 12.651 de 2012 - Novo Código Florestal). 3. Áreas legalmente protegidas - Áreas cuja proteção este- ja garantida por norma emitida pelo Poder Público. 4. Áreas de bota-fora - Locais selecionados para de- pósito do material excedente resultante de esca- vações de cortes de terraplenagem na construção civil. 5. Assoreamento - Fenômeno causado pela deposição de sedimentos minerais (como areia e argila) ou de mate- riais orgânicos em cursos d´água. Com isso, diminui a profundidade e a força da correnteza dos mesmos. 6. Biocenose - ou Comunidade Biológica, é a associa- ção de populações (seres da mesma espécie) que habitam uma determinada região. 7. Biodiversidade - Conjunto de todas as espécies de seres vivos e de seus ambientes naturais existentes em uma área. 8. Contaminação - Introdução de substâncias ou orga- nismos patogênicos, geralmente tóxicos, em sistemas naturalmente isentos deles, ou que os contêm, mas em quantidades menores que aquelas inseridas. 9. DBO - Demanda Biológica ou Bioquímica de Oxi- gênio, corresponde à quantidade de oxigênio con- sumido na degradação da matéria orgânica no meio aquático por processos biológicos, sendo expresso em miligramas por litro (mg/L). 10. Degradação Ambiental - Perda de adaptação das características físicas, químicas e biológicas de de- terminada área em que é inviabilizado o desenvol- vimento socioeconômico. 11. Dengue - É uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida, no Brasil, através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais proble- mas de saúde pública de todo o mundo. 12. Desnudamento do solo - É a retirada da cobertura vegetal de um determinado local deixandoo solo exposto às intempéries e ação humana. 13. Doenças infecto-contagiosas - São as doenças cau- sadas por um agente biológico como por exemplo vírus, bactérias ou parasitas e que podem ser trans- mitidas direta ou indiretamente. 14. Ecossistemas Aquáticos - Se entende por ecossis- tema aquático todos aqueles que apresentam por biótopo (área física na qual determinada comunida- de vive) algum corpo de água como, por exemplo, mares, rios, oceanos, lagos, pântanos, etc. Os tipos de ecossistemas aquáticos mais conhecidos são: ecossistema de água doce e ecossistema marinho. 137 15. Efluentes sanitários - São despejos essencialmente domésticos, contendo também águas de infiltração e ainda uma parcela não significativa de despejos industriais, com características bem definidas. São provenientes principalmente de residências, edifícios comerciais, instituições ou quaisquer edificações que contenham banheiros, lavanderias ou cozinhas. 16. Entulhos - São restos de materiais provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras e de serviços de preparação e escavação de terrenos. São também chamados de resíduos da construção civil ou resíduos de construção e demo- lição ou simplesmente RCD. 17. EPCs - Equipamentos de Proteção Coletiva, são equipamentos utilizados para proteção de seguran- ça enquanto um grupo de pessoas realiza determi- nada tarefa ou atividade. 18. EPIs - Equipamentos de Proteção Individual, são quaisquer meios ou dispositivos destinados a ser utilizados por uma pessoa contra possíveis riscos ameaçadores à sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada tarefa ou atividade. Um equipamento de proteção individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos asso- ciados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos. 19. Erosão - É um processo de deslocamento de terra ou de rochas de uma superfície. A erosão pode ocorrer por ação de fenômenos da natureza ou do homem. 20. Eutrofização - É o enriquecimento da água com nutrientes através de meios criados pelo homem, produzindo uma abundante proliferação de algas. É a adição em excesso de um ou mais compostos or- gânicos ou inorgânicos aos ecossistemas naturais. 21. Fauna - É o conjunto de espécies animais que vi- vem numa determinada área. A fauna de uma deter- minada região pode ser muito variada, dependendo das condições ambientais existentes. A fauna brasi- leira, por exemplo, é extremamente rica e variada, pois nosso país possui uma enorme variedade de ecossistemas. 22. Flora - É o conjunto de espécies vegetais (plantas, árvores, etc) de uma determinada região ou ecos- sistema específico. É um termo muito utilizado em botânica. A flora numa determinada região pode ser muito rica, ou seja, com muita variedade de es- pécies. É o que acontece com a flora brasileira, pois em nosso país existem diversos ecossistemas como, por exemplo, Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, entre outros. Cada ecossistema possuí flora específica, adaptada às condições am- bientais da região. 23. Fuligens - Substância escura que resulta da decom- posição de combustíveis ou deposição de partículas de carvão, pneus etc. 24. Habitat - Significa o espaço onde as espécies vivem e se desenvolvem, e é um termo oriundo do latim. Habitat é um termo utilizado na ecologia, que com- preende o espaço e o ecossistema onde as plantas e os animais se desenvolvem, dentro de uma comu- nidade. 25. Intervenções antropogênicas - São as intervenções ou alterações no meio ambiente provocadas pelas atividades humanas. 26. Lagoas facultativas - São os tipos mais comuns e operam com cargas orgânicas menores que as utili- zadas nas lagoas anaeróbias, permitindo um desen- volvimento de algas nas camadas mais superficiais 138 e iluminadas, que através da atividade fotossintéti- ca oxigenam a massa líquida da lagoa, modificam o pH e consomem nutrientes orgânicos. Têm profun- didade entre 1,5 m a 2,0 m. 27. Levantamento florístico - É o processo de obten- ção de dados qualitativos e quantitativos da flora de uma determinada área. 28. Lixiviação - É a extração ou solubilização dos cons- tituintes químicos de uma rocha, mineral, solo, depósito sedimentar e etc. pela ação de um fluido percolante. Já em geologia, chamamos de lixiviação ao processo de “arraste” ou “lavagem” dos sais mi- nerais presentes no solo, caracterizando uma forma inicial de erosão, ou erosão leve. A lixiviação, neste sentido, ocorre quando o solo fica demasiadamente exposto (por causa de desmatamento, queimadas ou sobrepastoreio) e, com a ação gradativa das chu- vas, vai tendo seus materiais arrastados tornando- -se primeiro infértil, e depois, podendo ocasionar erosões graves (voçorocas) dependendo do tipo de solo e grau de exposição. 29. Materiais perfurocortantes - São as seringas, agu- lhas, escalpes, ampolas, vidros de um modo em ge- ral, ou, qualquer material pontiagudo ou que conte- nham fios de corte capazes de causar perfurações ou cortes (Resolução CONAMA nº 05/1993), com riscos de veiculação de doenças infecto-contagio- sas como a Aids e as hepatites B e C. 30. Nutrientes limitantes - A utilização de um nutrien- te por um organismo obedece a “Lei do Mínimo”, estabelecida por Liebig. Essa lei estabelece que o crescimento de um organismo é limitado pela subs- tância disponível nas quantidades mínimas relati- vas às suas necessidades para crescimento e repro- dução. Dessa forma, os nutrientes limitantes são os que são totalmente absorvidos primeiramente e controlam ou limitam a produtividade primária (rendimento da conversão da energia radiante em substâncias orgânicas nas células vegetais). 31. Patógeno - Agente causador de doença. 32. Patrimônio arqueológico - São considerados sítios arqueológicos as jazidas de qualquer natureza, ori- gem ou finalidade, que representem testemunhos da cultura dos paleoameríndios; os sítios nos quais se encontram vestígios positivos de ocupação pelos paleomeríndios; os sítios identificados como cemi- térios, sepulturas ou locais de pouso prolongado ou de aldeamento, “estações” e “cerâmios; e as inscrições rupestres ou locais e outros vestígios de atividade de paleoameríndios. 33. Poluição - Segundo a Lei nº 6.938/1981 (Política Nacional de Meio Ambiente), poluição é a degra- dação da qualidade ambiental resultante de ativi- dades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; c) afetem desfavoravelmente a biota; d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabeleci- dos. 34. Pragas - É um termo que pode ser utilizado para designar organismos que, quando se proliferam de forma desordenada ou fora de seu ambiente natu- ral, podem causar algum tipo de dano ao ambiente, às pessoas ou à economia. O termo “praga”, que é muito utilizado na agricultura para se referir a ácaros, insetos, fungos, bactérias e até mesmo al- guns vegetais (ex. ervas daninhas), também pode ser empregado para se referir a doenças de animais 139 ou humanos causadas por algum agente patogêni- co, embora nesse caso, a definição mais apropria- da seja epidemia, endemia ou pandemia, de acordo com suas dimensões e frequência. 35. Processos sedimentares - A água e o vento são os principais agentes de transporte de sedimentos. Quando estes agentes perdem a capacidade de trans- portar, devido a uma diminuição da velocidade, ocor- re a sedimentação. Com o continuar da sedimentação, os sedimentos dispostos nos estratos inferiores são compactados (diminuição de volume) e cimentados (precipitação de minerais novos em tornodas partícu- las depositadas, colando-as). Ao conjunto de proces- sos que transformam os sedimentos em rochas sedi- mentares consolidadas dá-se o nome de diagênese. 36. Ravina - Sulco que se forma nas encostas devido a um intenso escoamento superficial de água por um caminho preferencial. 37. Recuperação de áreas degradadas - A recuperação de áreas degradadas está intimamente ligada à ci- ência da restauração ecológica. Restauração ecoló- gica é o processo de auxílio ao restabelecimento de um ecossistema que foi degradado, danificado ou destruído. Um ecossistema é considerado recupera- do - e restaurado - quando contém recursos bióticos e abióticos suficientes para continuar seu desenvol- vimento sem auxílio ou subsídios adicionais. 38. Recursos naturais - São elementos da natureza com utilidade para o homem, com o objetivo do desen- volvimento da civilização, sobrevivência e conforto da sociedade em geral. Podem ser renováveis, como a energia do sol e do vento. Já a água, o solo e as árvores, considerados limitados, são chamados de potencialmente renováveis. E há ainda os não- -renováveis, como o petróleo e minérios em geral. 39. Resíduos Sólidos - Segundo a NBR 10.004:2004 da ABNT, resíduos sólidos são os resíduos nos estados sóli- do e semissólido, que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líqui- dos cujas particularidades tornem inviável o seu lança- mento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível. 40. Ruídos - Como conceito, é o som ou a mistura de sons que são capazes de causar dano à saúde de quem o percebe. Ou seja, ruído é um som ou um conjunto de sons desagradáveis ao ouvido dos in- divíduos. O ruído varia na sua composição naquilo que se refere à frequência, intensidade e duração. 41. Supressão vegetal - É a retirada de uma parcela de vegetação dentro de uma área destinada a diversos usos, a exemplo de uso alternativo do solo, infrae- trutura, entre outros. 42. Talude - É o plano inclinado que limita um aterro. Tem como função garantir a estabilidade do aterro, quando artificial e quando natural é a inclinação nas encostas e montanhas. 43. Talvegue - Linha de maior profundidade no leito de um rio ou no fundo de um vale. 44. Terraplenagem - É uma técnica construtiva que visa aplainar e aterrar um terreno. “Terrapleno”, literal- mente, significa “terra cheia, cheio de terra”. Geral- mente esta movimentação de solo tem o objetivo de atender a um projeto topográfico, como barragens, edifícios, aeroportos, açudes, entre outros projetos. 140 45. Tétano - O tétano é uma infecção do sistema ner- voso potencialmente letal provocada pela bactéria Clostridium tetani. 46. Unidades de Conservação - Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas juris- dicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com ob- jetivos de conservação e limites definidos, sob re- gime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção (Lei nº 9.985/2000 - Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - SNUC). 47. Valas - É definida como uma escavação linear ca- racterizada por apresentar profundidade maior que largura. Via de regra, utilizada para assentamento de utilidades (redes de gás, água e esgoto, telefôni- cas e drenagem). 48. Vetores de doenças - Seres vivos potencialmente portadores e transmissores de um agente patogê- nico infectante. Ex. o Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue. 49. Vibrações - É qualquer movimento que se repete, regular ou irregularmente, depois de um intervalo de tempo. Em engenharia estes movimentos ocor- rem em elementos de máquinas e nas estruturas, quando estes estão submetidos a ações dinâmicas. 50. Voçoroca - Escavação profunda e ativa originada pela erosão superficial e subterrânea, que pode atingir centenas de metros de extensão e dezenas de metros de profundidade. Fonte - Marcos Freire e Mariana Maziero Lagoa Facultativa da ETE Ponta Negra Fonte-CAERN Fonte: Marcos Freire e Mariana Maziero Foto Marcos Freire e Mariana Maziero “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Art. 225 da Constituição Federal de 1988 Fonte - Acervo Marcos Freire e Mariana Maziero