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Aula13 Apostila1 2E265AOINW

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da Lei 
1.079/50 não podem ser processados por crimes de responsabilidade pelo 
regime da Lei de Improbidade Administrativa, sob pena da usurpação de 
sua competência e principalmente pelo fato de que ambos diplomas, a 
LIA e a Lei 1.079/1950, preveem sanções de ordem política, como, v. g., 
infere-se do art. 2º da Lei n. 1.079/50 e do art. 12 da Lei n. 8.429/92. E, 
nesse caso sim, haveria possibilidade de bis in idem, caso houvesse dupla 
punição política por um ato tipificado nas duas leis em foco. 
9. No caso sub examinem, o sentido é oposto, pois o Decreto n. 201/67, 
como anteriormente demonstrado, dispõe sobre crimes funcionais ou de 
responsabilidade impróprios (art. 1º) e também a respeito de infrações 
político-administrativas ou crimes de responsabilidade próprios (art. 4º); 
estes submetidos a julgamento pela Câmara dos Vereadores e com 
imposição de sanção de natureza política e aqueles com julgamento na 
Justiça Estadual e com aplicação de penas restritivas de liberdade. E, 
tendo em conta que o Tribunal a quo enquadrou a conduta do recorrido 
nos incisos I e II do art. 1º do diploma supra ("apropriar-se de bens ou 
rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio" e "utilizar-
se, indevidamente, em proveito próprio ou alheio, de bens, rendas ou 
serviços públicos"), ou seja, crime funcional, ressoa evidente que a 
eventual sanção penal não se sobreporá à eventual pena imposta no bojo 
da ação de improbidade administrativa. Dessa forma, não se cogita bis in 
idem. 
10. Recurso especial conhecido e provido. 
(REsp 1066772/MS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA 
TURMA, julgado em 25/08/2009, DJe 03/09/2009) 
 
Gabarito: Errado. 
 
 
7. (ANALISTA – ADVOCACIA – EBC – CESPE/2011) Os empregados 
públicos, regidos pelas normas trabalhistas, não se submetem aos 
preceitos contidos na lei de improbidade administrativa, por não serem 
agentes políticos nem constarem expressamente no rol de sujeitos 
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ativos, previstos taxativamente na norma de regência. 
 
Comentário: 
 
Os empregados públicos são considerados agentes públicos, e, portanto, estão 
submetidos aos preceitos da Lei de Improbidade Administrativa, conforme 
prescreve o art. 2º da LIA, que assim prevê: 
 
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo 
aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem 
remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou 
qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, 
emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior. 
 
Gabarito: Errado. 
 
 
8. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/MS – 
CESPE/2013) Considera-se agente público todo aquele que exerce, 
exclusivamente com remuneração, função pública como preposto do 
Estado. 
 
Comentário: 
 
De acordo com o art. 2° da Lei nº 8.429/92, reputa-se agente público todo 
aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, 
nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou 
vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas como 
sujeito passivo de ato de improbidade. 
 
Gabarito: Errado. 
 
9. (CESPE/2014 – FUB – TODOS OS CARGOS DE NÍVEL MÉDIO) Aquele 
que exercer, mediante designação, função transitória e sem 
remuneração na Universidade de Brasília poderá responder por ato de 
improbidade administrativa. 
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Comentário: 
 
Para fins de improbidade administrativa é considerado agente público qualquer pessoa 
que, ainda que transitoriamente, mesmo sem remuneração, seja por eleição, 
nomeação, designação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, exerça cargo, 
emprego ou função pública na administração pública ou demais pessoas qualificadas 
como sujeitos passivos de ato de improbidade. 
 
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele 
que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, 
nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de 
investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades 
mencionadas no artigo anterior. 
 
Gabarito: Certo. 
 
 
10. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/MT – 
CESPE/2010) Aquele que, não sendo agente público, induz ou concorre 
para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficia sob qualquer 
forma não se submete às disposições da Lei n.º 8.429/1992, devendo a 
sua conduta ser apurada de acordo com o Código Penal. 
 
Comentário: 
 
Submete-se ao regramento da Lei de Improbidade aquele que, mesmo não 
sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade 
ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta, conforme preconiza 
o seu art. 3º da Lei nº 8.429/92: 
 
Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele 
que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a 
prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer 
forma direta ou indireta. 
 
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Gabarito: Errado. 
 
 
11. (DEFENSOR PÚBLICO – DPE/MA – CESPE/2011) Particular não 
responde por eventual ação de improbidade por não ser agente público. 
 
Comentário: 
 
Não só o agente público está submetido à Lei de improbidade, mas o terceiro 
(particular) que concorra, induza ou que se beneficie, direta ou indiretamente, 
de ato de improbidade, conforme prevê o art. 3º da Lei 8.429/92. 
 
Gabarito: Errado. 
 
 
12. (ANALISTA MINISTERIAL – MPE/PI – CESPE/2012) No sistema 
adotado pela referida lei, são sujeitos ativos do ato de improbidade os 
agentes públicos, assim como aqueles que, não se qualificando como 
tais, induzem ou concorrem para a prática do ato de improbidade ou 
dele se beneficiam direta ou indiretamente. 
 
Comentário: 
 
De fato, além do agente público, também é sujeito ativo da improbidade, de 
acordo com o art. 3º da LIA, aquele que, mesmo não sendo agente público, 
induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie 
sob qualquer forma direta ou indireta. 
 
Gabarito: Certo. 
 
 
13. (AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – TC/DF – CESPE/2012) A Lei 
de Improbidade Administrativa pune atos praticados contra a 
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos poderes 
do DF, inclusive os realizados por aqueles que não sejam servidores 
públicos. 
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Comentário: 
 
Considera-se também como sujeito ativo da improbidade administrativa o 
terceiro, isto é, aquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou 
concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer 
forma direta ou indireta (art. 3º da LIA). 
 
Gabarito: Certo. 
 
 
14. (AGENTE ADMINISTRATIVO – PRF – CESPE/2012) Um terceiro que 
pratique, juntamente com um agente público, ato do qual decorra 
prejuízo ao erário não

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