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Processos Construtivos TEMA 1 – Paredes e Painéis TEMA 2 – Revestimentos – Acabamentos Argamassados TEMA 3 – Revestimentos – Acabamentos não Argamassados TEMA 4 – Revestimentos: Pisos e Pavimentações, Impermeabilização TEMA 5 – Coberturas e proteções TEMA 6 – Sistemas Prediais TEMA 7 – Esquadrias TEMA 8 – Responsabilidades das empresas de construção - 2 - ÍNDICE ASSUNTO pág. TEMA 1 – Paredes e Painéis Método executivo – fase de marcação, fase de elevação e fase de fixação. 7 TEMA 2 – Revestimentos – Acabamentos Argamassados 16 Argamassa de aderência, de rejuntamento, de regularização e de acabamento, acabamentos argamassados (liso, massa raspada, etc), tintas, patologias, métodos executivos. TEMA 3 – Revestimentos – Acabamentos não Argamassados 34 Azulejos, mármores e granitos, pastilhas, madeira, aço, plástico, papel, métodos executivos, e o projeto para produção de fachadas. TEMA 4 – Revestimentos: Pisos e Pavimentações, Impermeabilização 46 Execução de pisos em madeira, tipos de impermeabilização (rígidas e flexíveis), pontos na avaliação de um sistema de impermeabilização TEMA 5 – Coberturas e proteções 51 Escolha do sistema de cobertura, coberturas em madeira, em aço, tipos de telhas, acabamentos, método executivo TEMA 6 – Sistemas Prediais 56 Instalações hidrossanitárias – hidráulicas, esgoto e águas pluviais; cuidados na execução das instalações hidrossanitárias, instalações elétricas, fases de execução e cuidados na execução, instalações de gás, cuidados no projeto e execução, instalações especiais, detalhes executivos, compatibilização, informações necessárias à execução da obra, detalhes executivos banheiros, cozinhas e áreas TEMA 7 – Esquadrias 72 Materiais para os caixilhos, tipos de aberturas, tipos de vidros, ferragens, especificação de vidros e ferragens, métodos de execução TEMA 8 – Responsabilidades das empresas de construção 95 Organização e responsabilidades, legislação pertinente – NR 18, resolução CONAMA 307 – responsabilidades do construtor (vícios da construção, etc) BIBLIOGRAFIA 111 - 3 - LISTA DAS FIGURAS FIGURA pág. FIGURA 1 - ESQUEMA DE FERRO-CABELO (E = ESPESSURA DO BLOCO MENOS 30 MM) 8 FIGURA 2 - APLICAÇÃO DE CHAPISCO ROLADO COM ROLO PARA TEXTURA ACRÍLICA 9 FIGURA 3 - APLICAÇÃO DE CHAPISCO COM ARGAMASSA INDUSTRIALIZADA ATRAVÉS DE DESEMPENADEIRA DENTADA 9 FIGURA 4 - MOLHAGEM DA BASE DA FIADA DE MARCAÇÃO 9 FIGURA 5 - ASSENTAMENTO DOS BLOCOS DA FIADA DE MARCAÇÃO 10 FIGURA 6 - ESQUEMA GERAL DE FINAL DE MARCAÇÃO DE ALVENARIA, UTILIZANDO FERROS-CABELO COM BARRAS DOBRADAS EM FORMA DE “U” 10 FIGURA 7 - CAIXOTES PLÁSTICOS COM SUPORTES METÁLICOS PARA A COLOCAÇÃO DE ARGAMASSA 11 FIGURA 8 ASSENTAMENTO DE BLOCO SOBRE CORDÕES DE ARGAMASSA 11 FIGURA 9 - APLICAÇÃO DE ARGAMASSA POR MEIO DE BISNAGA 11 FIGURA 10 -DESEMPENADEIRA ESTREITA PARA APLICAÇÃO DA ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO DOS BLOCOS 12 FIGURA 11 - ASSENTAMENTO DE BLOCO DE EXTREMIDADE 12 FIGURA 12 - LINHA DE NÁILON ESTICADA POR MEIO DE SUPORTE DE MADEIRA 12 FIGURA 13 - LINHA DE NÁILON FIXADA ESCANTILHÃO GRADUADO 13 FIGURA 14 - ASSENTAMENTO DOS BLOCOS INTERMEDIÁRIOS 13 FIGURA 15 - CAVALETES E PLATAFORMA PARA ANDAIMES 13 FIGURA 16 - FIXAÇÃO DA ALVENARIA POR MEIO DE BISNAGA, COM DESTAQUE DO VÃO DE 1,5 A 3,5 CM 14 FIGURA 17 - APLICAÇÃO DO CHAPISCO 16 FIGURA 18 - APLICAÇÃO DO EMBOÇO - FIXAÇÃO DAS TALISCAS 17 FIGURA 19 - APLICAÇÃO DO EMBOÇO - DEFINIÇÃO DAS GUIAS 17 FIGURA 20 - APLICAÇÃO DO EMBOÇO - FASE FINAL 18 FIGURA 21 - AMBIENTE CHAPISCADO E TALISCADO 22 FIGURA 22 - MESTRAS EXECUTADAS 23 FIGURA 23 - APLICAÇÃO DE ARGAMASSA ENTRE MESTRAS 23 FIGURA 24 - SARRAFEAMENTO POR MEIO DE RÉGUA DE ALUMÍNIO APOIADA SOBRE DUAS MESTRAS 23 FIGURA 25 - VERIFICAÇÃO DO PONTO DE SARRAFEAMENTO 23 FIGURA 26 - DESEMPENO DA SUPERFÍCIE COM MADEIRA, AÇO OU FELTRO PARA O ACABAMENTO FINAL 24 FIGURA 27 - CHAPISCAMENTO DAS SUPERFÍCIES DE CONCRETO 25 FIGURA 28 - APLICAÇÃO DO GESSO NO TETO, COM A DESEMPENADEIRA 26 FIGURA 29 - ACABAMENTO DOS CANTOS POR MEIO DE SARRAFEAMENTO 26 - 4 - FIGURA 30 - FRISADOR PARA EXECUÇÃO DE JUNTAS 26 FIGURA 31 - DESEMPENADEIRAS DE CANTO COMUM E MODIFICADA PARA EXECUÇÃO DE PINGADEIRAS 26 FIGURA 32 - LOCAÇÃO DOS ARAMES DE FACHADA PARA EXECUÇÃO DO MAPEAMENTO 28 FIGURA 33 - PONTOS DE LEITURA PARA MAPEAMENTO DA FACHADA 29 FIGURA 34 - EXECUÇÃO DE TALISCAS E PONTO DE ESPESSURA MÍNIMA 30 FIGURA 35 - POSICIONAMENTO DOS ARAMES DE DIEDRO 30 FIGURA 36 - EXECUÇÃO DO SARRAFEAMENTO 31 FIGURA 37 - PONTO DE SARRAFEAMENTO 31 FIGURA 40 - EXECUÇÃO DA JUNTA POR MEIO DE RÉGUA DE ALUMÍNIO E FRISADOR 32 FIGURA 41 - DETALHE DE USO DO FRISADOR; COMPRESSÃO DO FUNDO DA JUNTA PARA MELHORAR A SUA IMPERMEABILIDADE 32 FIGURA 42 - REFORÇO TIPO ARGAMASSA ARMADA 32 FIGURA 43 - REFORÇO TIPO PONTE DE TRANSMISSÃO 32 FIGURA 44 - RETIRADA DO PAPEL NA APLICAÇÃO DE PASTILHAS 34 FIGURA 45 - ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA COLANTE 36 FIGURA 46 - FINALIZAÇÃO DO ESPALHAMENTO DE ARGAMASSA COLANTE 36 FIGURA 47 - APLICAÇÃO DO LADO DENTADO DA DESEMPENADEIRA, FORMANDO OS CORDÕES 37 FIGURA 48 - AJUSTE PARA O CORRETO POSICIONAMENTO DAS PEÇAS 38 FIGURA 49 - DETALHE DO ESPAÇAMENTO ENTRE PEÇAS GARANTIDO PELO POSICIONAMENTO DE ESPAÇADORES PLÁSTICOS EM FORMA DE CRUZ 38 FIGURA 50 - DETALHE DO ENCONTRO ENTRE PISOS E PAREDES REVESTIDOS COM CERÂMICA 38 FIGURA 51 - APLICAÇÃO DA ARGAMASSA COLANTE SOBRE O EMBOÇO 39 FIGURA 52 - TÉCNICA DE DUPLA COLAGEM: APLICAÇÃO DA ARGAMASSA COLANTE SOBRE O TARDOZ DE PEÇAS CERÂMICAS 39 FIGURA 53 - ASSENTAMENTO DAS PEÇAS CERÂMICAS 40 FIGURA 54 - AJUSTE DE POSICIONAMENTO COM O CABO DE MADEIRA DO MARTELO 40 FIGURA 55 - ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA COLANTE 41 FIGURA 56 - FORMAÇÃO DOS CORDÕES 41 FIGURA 57 - APLICAÇÃO DA ARGAMASSA DE REJUNTE NO TARDOZ DAS PLACAS 41 FIGURA 58 - POSICIONAMENTO DAS PLACAS 41 FIGURA 59 - REBATIMENTO COM O TOLETE 42 FIGURA 60 - MOLHAGEM DO PAPEL COM SOLUÇÃO DE SODA CÁUSTICA 42 FIGURA 61 - RETIRADA DO PAPEL 43 FIGURA 62 - LIMPEZA DA SUPERFÍCIE 43 FIGURA 63 - POSIÇÕES DOS PREGOS NO BARROTE 44 FIGURA 64 - EXECUÇÃO DO PRÉ-FURO PARA FIXAÇÃO DO PREGO ESPIRALADO 44 - 5 - FIGURA 65 - DETALHE DA COLOCAÇÃO DO PREGO ESPIRALADO COM MARTELO E PUNÇÃO 44 FIGURA 66 - DETALHE DA POSIÇÃO DO PREGO ESPIRALADO 45 FIGURA 67 - DETALHE DO USO DO PUNÇÃO 45 FIGURA 68 - “APERTO” DA TÁBUA, UTILIZANDO CUNHA E APOIO DE MADEIRA 45 FIGURA 69 - ABERTURA DO FURO PARA CAVILHA NO ASSOALHO 46 FIGURA 70 - ABERTURA DO PRÉ-FURO PARA O PARAFUSO DE FIXAÇÃO DO ASSOALHO 46 FIGURA 71 - DETALHE DA FIXAÇÃO NA EMENDA ENTRE TÁBUAS: 46 FIGURA 72 - DETALHE DO PENDURAL 50 FIGURA 73 - EXEMPLO DE MADEIRAMENTO DE TELHADO 51 FIGURA 74 - TELHADOS: A CONCORDÂNCIA DEVE SER FEITA PELA BISSETRIZ DOS ÂNGULOS. 52 FIGURA 75 - DETALHE DO RALO SIFONADO 54 FIGURA 76 - DETALHE DA BACIA SANITÁRIA 54 FIGURA 77 - DETALHE DO MICTÓRIO 55 FIGURA 78 - DETALHE DO TANQUE 55 FIGURA 79 - DETALHE DO LAVATÓRIO 56 FIGURA 80 - DETALHE DA PIA DE COZINHA 56 FIGURA 81 - DETALHE DO BIDÊ 56 FIGURA 82 - DETALHE DO ESGOTAMENTO DA BANHEIRA 56 FIGURA 83 - SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA. 58 FIGURA 84 - ALTURA DOS PONTOS DE UTILIZAÇÃO DOS APARELHOS E PEÇAS 63 FIGURA 85 - INSTALAÇÃO DA BACIA SANITÁRIA COM CAIXA DE DESCARGA 64 FIGURA 86 - DETALHE DA INSTALAÇÃO DA VÁLVULA DE DESCARGA 64 FIGURA 87 - DETALHE DA CHAMINÉ DOS AQUECEDORES INDIVIDUAIS A GÁS. 68 FIGURA 88 - JANELAS DE ABRIR 71 FIGURA 89 - JANELA PIVOTANTEHORIZONTAL E VERTICAL 72 FIGURA 90- JANELA TIPO "CAMARÃO" 73 FIGURA 91 - JANELA TIPO MAXIM-AR 74 FIGURA 92 - JANELA DE FOLHA FIXA 75 FIGURA 94 - DETALHE DA ROSETA 85 FIGURA 94 - FECHADURAS DE CILINDRO 86 FIGURA 95 - QUANDO A MAÇANETA DE BOLA NÃO DEVE SER USADA 86 FIGURA 97 - NOMENCLATURA E MEDIDAS 86 FIGURA 98 - POSICIONAMENTO PROVISÓRIO DO CONTRAMARCO NO VÃO, COM DETALHE DA COLOCAÇÃO DE CUNHAS DE MADEIRA E DA FIXAÇÃO PROVISÓRIA COM ARAME RECOZIDO 87 FIGURA 99 - VERIFICAÇÃO DO ALINHAMENTO INTERNO DO CONTRAMARCO 88 FIGURA 100 - VERIFICAÇÃO DO PRUMO DOS MONTANTES 88 FIGURA 101 - FIXAÇÃO DEFINITIVA DO CONTRAMARCO POR MEIO DE SOLDA 88 FIGURA 102 - CHUMBAMENTO DO CONTRAMARCO 89 FIGURA 103 - BATENTE MONTADO E TRAVADO 90 - 6 - FIGURA 104 - BATENTE FURADO NAS ALTURAS PRÉ- DETERMINADAS, PRONTO PARA SER INSTALADO 90 FIGURA 105 - BATENTE FIXADO PROVISORIAMENTE NA ALVENARIA POR MEIO DE CUNHAS 91 FIGURA 106 - DETALHE DA COLOCAÇÃO DA CAVILHA 91 FIGURA 107 - FIXAÇÃO DO BATENTE POR MEIO DE ESPUMA DE POLIURETANO 91 FIGURA 108 - COLOCAÇÃO DO “CONJUNTO PORTA PRONTA” 92 - 7 - TEMA 1 – Paredes e painéis As alvenarias podem ser classificadas de diversas formas: quanto à função: estruturais ou de vedação; quanto à utilização: hidráulicas ou de isolamento (térmico, acústico, etc); quanto à execução: com tijolos em espelho, de 1/2 vez, de 1 vez, de 1 vez e 1/2, paredes duplas, simples, armada, etc; quanto aos componentes: tijolos ou blocos cerâmicos (estruturais, de vedação, maciços, furados ou de encaixe), blocos de concreto (estruturais, de vedação, comuns ou de encaixe), blocos de concreto celular, blocos sílico-calcáreos, blocos de solo-cimento (maciço ou vazado), entre outros. As propriedades dos blocos e tijolos definem as principais propriedades da alvenaria construída com eles. As propriedades que dizem respeito ao controle da qualidade são: aspecto, dimensões, esquadro e planeza, absorção de água, umidade, retração por secagem, massa específica (ou densidade) e resistência à compressão. As alvenarias de maneira geral devem: - resistir às cargas de ventos e/ou outros efeitos (alvenaria estrutural), às solicitações das tentativas de intrusão, sem que a segurança de seus ocupantes seja prejudicada; - resistir a impactos sem manifestar sinais de ruína; - resistir à ação do fogo, não contribuir para início de incêndio nem para a propagação da chama nem para a produção de gases tóxicos; - isolar acusticamente os ambientes; - contribuir para a manutenção do conforto térmico no inverno e no verão; - impedir a entrada de ar e de chuva no interior dos ambientes. Define-se a alvenaria moderna de blocos industrializados como: "construções formadas por blocos industializados de diversos materiais, suscetíveis de serem projetadas para resistir aos esforços de compressão única, ou ainda a uma combinação de esforços, ligados entre si pela interposição de argamassa e podendo ainda conter armadura envolta em concreto ou argamassa, no plano horizontal e/ou vertical". De acordo com o tipo de bloco utilizado, sua cor, textura, dimensões, etc., diversos arranjos são possíveis para obter efeitos variados em paredes com blocos ou tijolos aparentes. Componentes assentados com juntas em amarração produzem alvenarias com resistência significativamente superior àquelas onde os componentes são assentados com juntas verticais aprumadas. Entretanto, podem-se adotar reforços especiais na alvenaria com junta a prumo para equalizar sua resistência em relação à junta amarrada. A alvenaria de vedação e estrutural, armada ou não, necessita de reforços em determinados locais. As vergas são reforços horizontais colocado na parte superior das aberturas para resistir aos esforços de tração na flexão, redistribuindo para a parede as cargas verticais. Há várias maneiras de se executar a verga e contraverga: - 8 - - colocando-se barras de aço de diâmetro reduzido diretamente na junta de argamassa (eficiência duvidosa); - formando-se espaços vazios durante o assentamento para posteriormente colocar as barras de aço e grauteá-las (causa a redução na produtividade da mão-de-obra). Para as paredes adquirirem estabilidade normalmente são amarradas e/ou encunhadas a uma estrutura de concreto armado, estrutura metálica ou mesmo a uma alvenaria estrutural. Detalhes específicos sobre essas amarrações devem ser previstos nos projetos. simples (estrutural e de vedação) blocos de encaixe (estrutural e de vedação) tipos de fechamentos moldado in loco encaixe horizontal painéis pré-moldados encaixe vertical (pré-fabricados) placas inteiriças túnel MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE ALVENARIAS RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: FASE DE MARCAÇÃO 1. Condições para o início da marcação • Verificar se as indicações de colocação de ferros-cabelo e preenchimento de juntas verticais estão definidas; FIGURA 1 - Esquema de ferro-cabelo (e = espessura do bloco menos 30 mm) • Observar a transferência dos eixos da estrutura, com uma tolerância de ± 2 mm; • Assegurar limpeza do andar (remoção de gastalhos, pregos da estrutura, aços de amarração dos pilares e vigas, poeira e materiais soltos); • Checar a execução do chapisco com 72 horas de antecedência; - 9 - FIGURA 2 - Aplicação de chapisco rolado com rolo para textura acrílica FIGURA 3 - Aplicação de chapisco com argamassa industrializada através de desempenadeira dentada • Averiguar a transferência das cotas de nível, com uma tolerância de ± 2 mm. 2. Limpeza e umedecimento da fiada de marcação • Verificar a remoção de poeira e o borrifamento de água, com uma broxa, na fiada de marcação. FIGURA 4 - Molhagem da base da fiada de marcação 3. Distribuição e assentamento dos blocos • Certificar-se da conformidade com o projeto, atentando para a espessura das juntas entre blocos de extremidade e peças estruturais, com uma tolerância de ± 3 mm. As juntas entre os blocos intermediários que deve ter de 3 mm a 8 mm; • Atentar para que os blocos sejam assentados em pé e preenchidos com argamassa. - 10 - FIGURA 5 - Assentamento dos blocos da fiada de marcação 4. Alinhamento • Avaliar o alinhamento das paredes com régua de alumínio com nível de bolha acoplado - a bolha deve encontrar-se entre as linhas. 5. Nivelamento • Averiguar o nivelamento da fiada de marcação com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado - observar se a bolha permanece entre linhas. 6. Esquadro • Verificar o esquadro dos ambientes por intermédio de um esquadro de alumínio (60cm x 80cm x 100cm), admitindo um desvio máximo de 2 mm na ponta do maior lado. 7. Vãos de porta • Verificar a abertura do vão conforme o projeto, com tolerância de ± 5 mm. FIGURA 6 - Esquema geral de final de marcação de alvenaria, utilizando ferros-cabelo com barras dobradas em forma de “U” - 11 - FASE DE ELEVAÇÃO Condições para o início da elevação • Verificar se a marcação está totalmente concluída; • Conferir galgas marcadas nos vãos; • Checar se os ferros-cabelo estão posicionados nos locais previstos; • Assegurar que os blocos estejam distribuídos nos andares; • Averiguar se a argamassadeira, os caixotes e os cavaletes estão preparados; FIGURA 7 - Caixotes plásticos com suportes metálicos para a colocação de argamassa • As prumadas hidráulicas devem ser executadas, mas não antes da marcação; • Verificar a fabricação das vergas e contravergas. Aplicação daargamassa • Verificar a aplicação da argamassa nas duas laterais dos blocos; - 12 - FIGURA 8 Assentamento de bloco sobre cordões de argamassa FIGURA 9 - Aplicação de argamassa por meio de bisnaga • Durante a execução do serviço, verificar o correto uso dos equipamentos, principalmente da bisnaga e/ou desempenadeira para aplicação da argamassa; FIGURA 10 -Desempenadeira estreita para aplicação da argamassa de assentamento dos blocos 40 cm 10 cm • Averiguar, com uma trena metálica ou um metro articulado, a espessura das juntas horizontais conforme o projeto de alvenaria, admitindo uma tolerância de ± 3 mm. Nivelamento • Verificar o nivelamento com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado, observando se a bolha permanece entre as linhas Prumo e planicidade • Verificar com a elevação à meia altura e após a retirada do andaime, utilizando uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado - a bolha deve estar entre as linhas. - 13 - FIGURA 11 - Assentamento de bloco de extremidade ATENÇÃO Não molhar os blocos de concreto para assentá-los. FIGURA 12 - Linha de náilon esticada por meio de suporte de madeira FIGURA 13 - Linha de náilon fixada escantilhão graduado FIGURA 14 - Assentamento dos blocos intermediários FIGURA 15 - Cavaletes e plataforma para andaimes - 14 - Aspecto geral • Avaliar, visualmente, observando a regularidade da parede; limpeza de rebarbas de argamassa; o preenchimento das juntas verticais quando necessário; a colocação de reforços metálicos nos locais previstos; possíveis falhas nas juntas horizontais e a abertura para fixação, com 15 mm a 35 mm de espessura. Posicionamento de “caixinhas” • Verificar o posicionamento das “caixinhas” de elétrica segundo o projeto, com atenção especial para o alinhamento horizontal entre elas, admitindo uma tolerância máxima de 3 mm. Vãos de portas e janelas • Verificar a abertura do vão em conformidade com o projeto, admitindo uma tolerância de ± 5 mm; • Averiguar o assentamento de vergas e contravergas. FIXAÇÃO DA ALVENARIA Condições para o início da fixação • Verificar a execução da estrutura de dois a três pavimentos acima do qual será feita a fixação ─ em se tratando do último pavimento, deve-se aguardar um mínimo de sete dias para sua fixação; • Averiguar a execução da alvenaria do maior número possível de pavimentos, sem fixação. FIGURA 16 - Fixação da alvenaria por meio de bisnaga, com destaque do vão de 1,5 a 3,5 cm - 15 - Fixação de paredes internas • Checar, visualmente, o total preenchimento do vão que deve cobrir toda a largura do bloco Fixação de paredes de fachada • Verificar se o preenchimento pelo lado interno do andar atinge pelo menos dois terços da espessura dos blocos. O terço restante deve ser preenchido com a mesma argamassa de fixação utilizada internamente. Esta verificação deve ser feita durante a execução do chapisco da fachada. - 16 - Tema 2 - Revestimentos Acabamentos Argamassados Os revestimentos das paredes têm como finalidades principais: a proteção contra as intempéries, a regularização dos parâmetros, o aumento da resistência ao choque, a melhoria das qualidades acústicas, térmicas, de impermeabilização e de higiene, além de conferir beleza arquitetônica. De acordo com a sua função as argamassas podem ser classificadas da seguinte forma: a) Argamassa de aderência (chapisco) Tem como finalidade aumentar a rugosidade, isto é, aumentar as condições de aspereza em superfícies muito lisas, de modo que a argamassa prevista para revestir as referidas superfícies encontre melhores condições de aderência. É, algumas vezes, utilizado como revestimento de acabamento, recebendo brita 1 ou seixos rolados em sua composição. Costuma-se projetá-lo através de uma peneira de malha fina para conseguir acabamento homogêneo. b) Argamassa de junta (rejuntamento) Esta argamassa tem como finalidade unir elementos, conforme fora citado no item 4.4 desta apostila. c) Argamassa de regularização (emboço) Esta argamassa tem como finalidade uniformizar superfícies regularizando o prumo e o alinhamento. Deve evitar a penetração de água sem impedir a ação capilar, que transporta a umidade do interior para o exterior dos paramentos. Compõe-se normalmente de cimento, areia e saibro. d) Argamassa de acabamento (reboco) Esta argamassa tem por finalidade servir de acabamento ou de suporte para a pintura, devendo ser perfeitamente regular, com pouca porosidade. Sua espessura não deve ser superior a 5mm. As superfícies das paredes a revestir deverão ser limpas antes de qualquer revestimento para tirar o pó da obra. ACABAMENTOS ARGAMASSADOS Os revestimentos em argamassa serão constituídos no mínimo de duas camadas superpostas, contínuas e uniformes. São diversos os tipos de revestimentos utilizados para paredes e ainda muitos novos estão surgindo no mercado. É importante a observação de princípios básicos para a sua correta aplicação. CHAPISCO - A aplicação desse tipo de argamassa consiste em jogá-la com violência no paramento, o que proporciona sua maior fixação (fig.17). Quando aplicada sobre alvenaria de blocos porosos, aconselha-se a molhagem prévia para que estes não absorvam a água de amassamento da argamassa. - 17 - Estas argamassas compõem-se normalmente de cimento e areia traço 1:3, cabendo ressaltar que, pelo tipo de aplicação, sua perda é bastante elevada. Figura 17 - Aplicação do chapisco EMBOÇO OU MASSA GROSSA - Deve ter cerca de 2cm de espessura e em obras de acabamento mais simples pode sozinho constituir o único revestimento, conhecido por "Emboço Paulista". Caso a parede apresente depressões que excedam a 3cm, torna-se necessário "encascar" a mesma. Para a execução do emboço deve-se inicialmente colocar as guias que consistem em placas de argamassa com espaçamento nunca superior a 2m, encabeçadas por uma talisca de madeira ou um caco de cerâmica onde são fixados o prumo e o alinhamento (fig.18). Feito isso, chapa-se o emboço, o qual em seguida é espalhado com a ajuda de uma régua-sarrafo orientada pelas guias deixadas anteriormente (fig.19). Em seguida, com o auxílio de desempenadeira procede-se o desempeno com a finalidade de aflorar o material aglomerante e de fazer mergulhar os grãos maiores de modo a uniformizar a superfície.(fig. 20) - 18 - Figura 18 - Aplicação do emboço - fixação das taliscas Figura 19 - Aplicação do emboço - definição das guias - 19 - Figura 20 - Aplicação do emboço - fase final O emboço só deverá ser iniciado após a completa pega das argamassas de alvenaria e chapiscados, colocados os batentes, embutidas as canalizações e concluída a cobertura. REBOCO OU MASSA FINA - O material do reboco é espalhado com uma desempenadeira de madeira, recebendo acabamento com uma desempenadeira de feltro ou esponja de borracha, quando a pintura não tiver massa corrida. Como tipos mais comuns de acabamentos em argamassa tem-se: - camurçado: Após sua aplicação, o mesmo é desempenado com desempenadeira de madeira revestida com borracha macia ou esponja. - liso: Após sua aplicação, desempena-se com desempenadeira de aço. - queimado: Após sua aplicação, polvilha-se o cimento sobre a superfície, borrifa-se água com a broxa e aliza-se com a desempenadeira de aço. - estanhado com cal: Após sua aplicação, utiliza-sea desempenadeira de aço para espalhar a cal em pasta. Serve para melhor preparar as superfícies para pintura interna. - 20 - - massa raspada: Duas horas após sua aplicação, procede-se à raspagem da parte superficial do reboco com um pente de aço ou uma lâmina de serra. Recomenda-se raspar em todos os sentidos. TINTAS Tinta é uma composição química pigmentada ou não, que se converte em película sólada quando aplicada. Composição básica: veículos (resinas, emulsões, óleos), pigmentos (partículas sólidas), solventes e aditivos. As tintas podem ser classificadas da seguinte forma: A função do solvente é baixar a viscosidade do veículo de maneira a facilitar a aplicação da tinta. O solvente mais antigo usado nas tintas à óleo é a aguarráz ou terebentita (essência de terebentina). É bom lembrar que a aguarráz diminui a resistência da tinta assim como diminui o seu brilho podendo ficar fosca se usada em grande quantidade. Os materiais betuminosos têm emprego na construção civil como produtos de estanqueidade ou como tintas de proteção de baixo custo, principalmente contra a ação da umidade. As resinas epóxi em adição mostram excelente adesão a diversos tipos de superfícies e oferecem uma das melhores combinações conhecidas de propriedades: - baixa viscosidade inicial, facilitando sua aplicação - fácil e rapida cura, dependendo da seleção do agente de cura - baixa retração durante a cura - alta adesividade não necessitando muito de grandes pressões - ótimas propriedades mecânicas - alto isolamento elétrico - boa resistência química, dependendo consideravelmente do agente de cura empregado - versatilidade Na pintura com tinta à óleo, simples ou fina, deve-se aplicar sobre a argamassa antes da primeira demão, tintas impermeabilizantes que impeçam, a absorção do óleo pelo revestimento. Embora a pintura seja a última etapa de uma obra, ela deve ser pensada desde a fase de elaboração do projeto. A preparação da superfície resume-se em: - alvenarias: 1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície. 2) Eliminar manchas de gordura com uma solução de detergente e água. Enxaguar e deixar secar. 3) Eliminar o mofo, lavando a superfície com uma solução de água sanitária e água. Enxaguar e deixar secar. - 21 - 4) Eliminar umidade interna corrigindo a causa do vazamento (canos furados, calhas entupidas). 5) Eliminar caiação, se houver, com escova de aço. 6) Eliminar pequenas rachaduras e furos de pregos, com massa de reboco. 7) Eliminar com espátula, partes soltas ou crostas de tinta antiga. - madeira: 1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície. 2) Eliminar manchas de gordura. 3) Eliminar imperfeições, lixando. 4) Eliminar pequenas rachaduras com massa própria. 5) Eliminar partes soltas de tinta antiga com espátula, e lixar. 6) Eliminar com removedor próprio, toda a tinta em mau estado. - metal: 1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície. 2) Eliminar completamente pontos de ferrugem por lixamento manual ou mecânico. 3) Remover partes soltas ou crostas de tinta velha com removedor próprio. Apesar de toda a qualidade que uma determinada tinta contenha, podem ocorrer problemas detectados no momento de abrir a lata ou mesmo após a aplicação. Entre eles, destacam-se: - ao abrir a lata: 1) Sedimentação - A parte saida da tinta se acumula no fundo da embalagem devido a um longo tempo de armazenamento. Isso é corrigido homogeneizando-se a tinta convenientemente, com um instrumento adequado. Não utilize chave de fenda ou qualquer objeto arredondado. 2) Cor diferente da cartela de cores - As cores que se encontram nas cartelas de cores são confeccionadas com produtos diferentes daqueles que representam, devido ao sistema de impressão. Suas tonalidades aproximam-se ao máximo do padrão de cor da tinta, porém, são passíveis de pequenas variações, além de poderem se alterar sob a ação do tempo e da luz. Por isso, a cartela deve ser usada como um meio de identificação e não como um padrão exato de cor. - após a aplicação: 1) Secagem retardada - Pode ser causada pelo ambiente úmido ou de temperatura muito baixa, impedindo que o solvente evapore. Por essa razão, deve-se evitar a pintura em dias chuvosos ou muito frios (abaixo de 15oC). Além disso, a não preparação correta da superfície pode deixar contaminantes na tinta que causam esse problema. Assim, para cada - 22 - substrato (cerâmica, concreto, madeira, metal) a ser pintado deve-se observar as instruções preparatórias. 2) Cobertura insuficiente - A diluição excessiva da tinta torna a espessura do filme inferior a ideal. Para corrigir, adicionar tinta não diluída. A não homogeneização adequada da tinta na embalagem também pode causar uma cobertura deficiente na aplicação, já que os pigmentos tendem a assentar. Superfícies muito absorventes, não seladas, também podem trazer o problema em questão. Para evitar, deve-se seguir o correto sistema de pintura. 3) Escorrimento - Diluição excessiva e utilização de solventes não especificados são razões para que a tinta escorra; por isso, devem ser evitados. 4) Dificuldade de aplicação - A tinta pode se tornar pesada na aplicação se não for diluída suficientemente. 5) Descascamento - A aderência da tinta em superfícies pulverolentas não é boa, ocasionando esse problema. 6) Falta de alastramento - A tinta não se espalha ao longo da superfície. Pode ser em decorrênncia de uma diluição insuficiente ou da aplicação de camadas muito finas. 7) Formação de espuma em madeira - Ocorre quando a pintura é feita em superfície demasiadamente úmida, Por isso, deve-se certificar que ela esteja devidamente seca antes da pintura. Pode ocorrer, também, devido ao excesso de diluição dado à tinta. 8) Eflorescências - Acontecem quando a tinta foi aplicada sobre reboco úmido e manifestam-se como manchas esbranquiçadas na superfície pintada. Ocorre devido à migração de umidade para o exterior. Enquanto a umidade ou os sais solúveis não forem eliminados, o problema persistirá. 9) Saponificação/calcificação - Causada pela alcalinidade natural da cal e do cimento que compõem o reboco, manifestando-se como manchas que deixam a superfície pegajosa. 10) Destacamento - A tinta se separa da parede, carregando partes do reboco e tonando-o esfarelado. Ocorre quando a tinta é aplicada sobre superfície de reboco novo não curado. 11) Manchas causadas por pingos de chuva - Podem aparecer na superfície recém-pintada e ocorrem porque os pingos de chuva provocam a extração de substâncias solúveis que afloram e mancham o filme da tinta. 12) Bolhas - Podem ocorrer quando for aplicada massa corrida PVA (látex) em exteriores pois o produto é indicado apenas para interiores. Podem ocorrer, também em repintura sobre tinta de má qualidade. Além desses, podem ocorrer problemas que não tenham correção, resultado de reações químicas devidas ao armazenamento prolongado sob calor ou frio intenso e adição de solventes não apropriados. - 23 - MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS INTERNOS DE PAREDES E TETOS EM ARGAMASSA RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: Condições para o início dos serviços • Verificar se todas as alvenarias estão concluídas e fixadas; • Checar se os contramarcos estão chumbados; • Averiguar se as instalações nas alvenarias estão concluídas; • Verificar se o traço da argamassa a ser utilizada está definido; • Averiguar se os EPIs estão disponíveis e todos os equipamentos de proteção coletivainstalados conforme NR-18. • Assegurar o intervalo mínimo de 15 dias entre o término da fixação da alvenaria e o início da execução dos revestimentos. Preparo da base • Observar a remoção de sujeiras tais como materiais pulverulentos, graxas, óleos, desmoldantes, fungos, musgos e eflorescências; • Assegurar a remoção de irregularidades metálicas tais como pregos, fios e barras de tirantes de fôrma e o tratamento de pontas que não tenham sido removidas; • Providenciar o preenchimento de furos provenientes de rasgos, depressões localizadas, quebra parcial de blocos, ninhos (bicheiras) de concretagem etc.; • Verificar a execução do chapisco sobre concreto, formando uma película contínua e, quando necessário, sobre a alvenaria, formando uma película não contínua e irregular (a aderência do chapisco deve ser verificada três dias após sua aplicação). Taliscamento • Verificar a distribuição das taliscas de forma que fiquem espaçadas entre si cerca de 1,5 m a 1,8 m, com tolerância de ± 5 cm. FIGURA 21 - Ambiente chapiscado e taliscado - 24 - • Conferir a distância das taliscas de 30 cm em relação às das bordas das paredes, tetos ou pisos, bem como qualquer outro detalhe de acabamento (quinas, vãos de portas e janelas, frisos ou molduras), com tolerância de ± 5 cm; • Conferir a espessura das taliscas com uma trena metálica ou metro articulado de modo a garantir uma espessura mínima de 5 mm, evitando eventuais engrossamentos desnecessários. Execução do emboço • Sobre superfícies chapiscadas, verificar o intervalo mínimo de três dias para iniciar a execução do emboço; • Verificar a espessura do emboço em relação à marcação das taliscas, com tolerância de ± 1 mm; FIGURA 22 - Mestras executadas FIGURA 23 - Aplicação de argamassa entre mestras • Observar o intervalo entre cheias onde necessário (16 horas); FIGURA 24 - Sarrafeamento por meio de régua de alumínio apoiada sobre duas mestras FIGURA 25 - Verificação do ponto de sarrafeamento - 25 - FIGURA 26 - Desempeno da superfície com madeira, aço ou feltro para o acabamento final • Avaliar o ponto de sarrafeamento da argamassa pelo teste de compressão da superfície com os dedos; • Analisar o tipo de desempeno aplicado em função do acabamento final previsto; • Verificar a planicidade utilizando uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado que deve ficar inteiramente encostada à superfície e com a bolha entre as linhas Execução do reboco • Verificar o tipo de desempeno aplicado em função do acabamento final previsto; • Conferir a planicidade por intermédio de uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado que deve ficar inteiramente encostada à superfície e com a bolha entre as linhas. Acabamento e limpeza • Verificar os requadros de caixas e janelas ou outros vãos; • Checar o alinhamento e regularidade dos cantos com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado. Não devem surgir irregularidades ou ondulações; • Observar a limpeza do ambiente que não deve apresentar restos de argamassa aderidos ao piso. - 26 - MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS EM GESSO LISO DESEMPENADO RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: Condições para o início dos serviços • Verificar se a alvenaria está concluída, não apresentando rebarbas nem fissuras; • Os tetos devem estar nivelados, bem como os encontros entre paredes tetos e paredes e pisos; • As paredes e seus respectivos encontros devem estar aprumados; • Checar se as instalações elétricas encontram-se concluídas, com as “caixinhas” protegidas; • Observar se as instalações hidráulicas estão prontas e testadas; • Averiguar se as paredes hidráulicas e/ou de divisa com áreas molhadas estão devidamente tratadas, de forma a evitar que eventuais vazamentos danifiquem o acabamento em gesso; • Verificar se o contrapiso está pronto e se as requadrações estão concluídas em perfeito prumo e nível; • Observar se ralos, louças sanitárias e pisos encontram-se protegidos com lona plástica; • Checar se o emboço de fachada está concluído. Preparo da base • Verificar se foram removidas todas as rebarbas de concreto e argamassa, pedaços de fôrmas e ferros expostos em tetos e paredes; FIGURA 27 - Chapiscamento das superfícies de concreto - 27 - • Assegurar a limpeza das superfícies com a remoção de pó, materiais soltos e restos de desmoldantes; • Observar se não existem saliências ou buracos na alvenaria que possam atrapalhar a aplicação do gesso; • Averiguar se a camada de chapisco foi misturada e aplicada corretamente sobre o fundo das lajes e outras superfícies de concreto. Preparo da argamassa de gesso • Certificar-se da conformidade da execução do traço da argamassa de gesso, considerando a proporção de 30 litros de água para cada saco de 40 kg de gesso; • Verificar se está sendo aguardado o prazo de cerca de 15 minutos para que se atinja o ponto ideal de aplicação da argamassa e o prazo limite de cerca de 25 minutos para sua utilização. FIGURA 28 - Aplicação do gesso no teto, com a desempenadeira FIGURA 29 - Acabamento dos cantos por meio de sarrafeamento Acabamento • Verificar o nivelamento dos cantos (verticais e horizontais), riscando-os com lápis; • Avaliar a planeza da superfície, observando sombras, ao se iluminar a parede de perto (teste da lâmpada); • Averiguar a uniformidade da superfície, que não deve ter fissuras, marcas de desempenadeira ou riscos de qualquer outra natureza, bem como rebarbas nas requadrações; • Verificar a requadração de “caixinhas” e quadros de distribuição Limpeza dos ambientes • Após a execução do serviço, verificar se o ambiente foi limpo, com a remoção de todo o material depositado sobre o piso, principalmente junto aos rodapés - 28 - MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTO DE FACHADA EM ARGAMASSA RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO Condições para o início dos serviços FIGURA 30 - Frisador para execução de juntas FIGURA 31 - Desempenadeiras de canto comum e modificada para execução de pingadeiras • Verificar se todas as alvenarias de fachada estão concluídas e fixadas internamente; • Checar se os contramarcos estão chumbados; • Observar se as instalações hidráulicas e elétricas nas alvenarias de fachada estão concluídas; • Averiguar se a fachada está protegida com tela de náilon (malha de 2 mm); • Verificar se o traço da argamassa a ser utilizada está definido; • Certificar-se de que os EPIs estão disponíveis e todos os equipamentos de proteção coletiva estão instalados conforme determina a NR-18; • Verificar ainda o cumprimento dos prazos de carência antes do início da execução dos revestimentos: estrutura, 120 dias (três últimos pavimentos, 60 dias); alvenaria, 30 dias (fixação da alvenaria, 15 dias). Preparo da base (1a subida dos balancins) • Assegurar a remoção de sujeiras (materiais pulverulentos, graxas, óleos, desmoldantes, fungos, musgos e eflorescências) e a remoção de irregularidades metálicas (pregos, fios e barras de tirantes de fôrma), bem como o tratamento de pontas que não tenham sido removidas; - 29 - FIGURA 32 - Locação dos arames de fachada para execução do mapeamento • Observar o preenchimento de furos provenientes de rasgos, depressões localizadas, quebra parcial de blocos, ninhos (bicheiras) de concretagem, etc...; • Avaliar a complementação da fixação da alvenaria; • Verificar a execução do chapisco sobre o concreto,formando uma película contínua, e sobre alvenaria, formando uma película não contínua e irregular (a aderência do chapisco deve ser avaliada três dias após sua aplicação). Locação dos arames de fachada e mapeamento (1a descida dos balancins) • Verificar a transferência dos eixos da estrutura para a laje de cobertura ao nível das platibandas, com tolerância de ± 2 mm; - 30 - FIGURA 33 - Pontos de leitura para mapeamento da fachada • Observar o afastamento de 10 cm dos arames em relação à platibanda, com tolerância de ± 2 cm; • Averiguar o alinhamento dos arames em relação aos eixos do edifício, com tolerância de ± 2 mm; • Checar o esquadro entre os panos delimitados pelos arames; • Verificar a locação dos arames junto às quinas e janelas (10 a 15 cm dos seus eixos), com tolerância de ± 2 cm; • Conferir o afastamento de 1,5 a 1,8 m entre os arames, com tolerância de ± 5 cm. Taliscamento (2a subida dos balancins) • Verificar a distribuição das taliscas de forma que fiquem espaçadas entre si cerca de 1,5 a 1,8 m, com tolerância de ± 5 cm; • Observar a distância das taliscas em relação aos arames de fachada de acordo com o definido após a análise do mapeamento, com tolerância de ± 1 mm. - 31 - Locação dos arames de diedro • Verificar o posicionamento dos arames junto ao eixo das quinas e alinhamento das janelas; • Avaliar o afastamento dos arames de 5 cm em relação ao plano das taliscas, com tolerância de ± 5 mm. Execução do emboço (2a descida dos balancins) • Averiguar o abastecimento de argamassa nos balancins de forma que não se esgote seu período de vida útil (cerca de três horas); FIGURA 34 - Execução de taliscas e ponto de espessura mínima FIGURA 35 - Posicionamento dos arames de diedro • Checar a espessura do emboço em relação à marcação das taliscas com tolerância de ± 1 mm; • Observar o intervalo entre as cheias nos locais necessários (16 horas); • Analisar o ponto de sarrafeamento da argamassa pelo teste de compressão da superfície com os dedos; • Avaliar o tipo de desempeno aplicado em função do acabamento final previsto; • Verificar a planicidade da superfície com uma régua de alumínio com 2 m de comprimento e nível de bolha acoplado, admitindo ondulações máximas de 3 mm; - 32 - FIGURA 36 - Execução do sarrafeamento FIGURA 37 - Ponto de sarrafeamento • Checar o alinhamento e regularidade dos cantos também com o auxílio de uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado, não devendo surgir irregularidades ou ondulações superiores a 3 mm. Execução de juntas de trabalho • Verificar o posicionamento correto, admitindo uma tolerância de ± 1 cm; • Conferir o alinhamento vertical e horizontal por intermédio de uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado, observando se a bolha permanece entre as linhas. FIGURA 38 - Detalhe do friso para junta de trabalho FIGURA 39 - Demarcação da linha de execução da junta por meio de mangueira de nível - 33 - FIGURA 40 - Execução da junta por meio de régua de alumínio e frisador FIGURA 41 - Detalhe de uso do frisador; compressão do fundo da junta para melhorar a sua impermeabilidade Execução de reforço do emboço • Assegurar a colocação de telas metálicas nos locais previamente indicados; • Observar as dimensões da tela no caso de reforço tipo argamassa armada. Tratando-se de reforço tipo ponte de transmissão, averiguar as dimensões, a fixação da tela e a colocação da fita de polietileno. FIGURA 42 - Reforço tipo argamassa armada FIGURA 43 - Reforço tipo ponte de transmissão - 34 - TEMA 3 - Revestimentos Acabamentos NÃO Argamassados ACABAMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São aqueles constituídos por elementos outros que não a própria argamassa. Nessas situações, são utilizados apenas o emboço para regularização e a argamassa de junta ou cola apropriada. Neste grupo encontram-se azulejos, pastilhas, pedras naturais, madeira, plástico, laminados melamínicos, cortiça e papel. AZULEJOS - Recomenda-se emboço de cimento areia e saibro no traço de 1:5. Sua colocação deve ser iniciada o mais tarde possível, após a execução do suporte, devido à contração sofrida pela argamassa até o quinquagésimo dia. Este fato quando ignorado pode gerar tensões de aderência descolando o azulejo. Os azulejos podem ser colados ou argamassados. Optando-se pela colocação uttilizando argamassa, as peças devem ser imersas na água durante 24 horas antes de seu assentamento, sendo retirados 30min antes de serem aplicadas. Justifica-se esse procedimento para que os poros da face a ser aplicada (não vitrificada) se dilatem permitindo melhor penetração da argamassa de junta que fixará o mesmo no emboço. Também por essa razão se utiliza argamassa de junta de cal, areia fina e cimento branco. Ao se optar pela fixação com cola, os azulejos não devem ser molhados. Na opção de colar os azulejos vale ressaltar que eles não devem entrar em contato com a água. MÁRMORE OU GRANITO - As placas de mármore ou granito destinadas a revestir uma superfície de concreto deverão ter na contra-face grapas de ferro chumbadas. Nas que serão aplicadas sobe tijolos, dependendo da espessura, dispensa-se a colocação desses chumbadores. Antes de aplicar a pedra é necessário impermeabilizar a base com asfalto, seja ela de concreto ou alvenaria. Não se deve permitir o acúmulo de umidade atrás da pedra podendo-se deixar um espaço para permitir a circulação de ar. Se a extensão a ser revestida com pedras exceder a 9m, é necessário utilizar juntas de dilatação para a alvenaria. No caso de fachadas de edifícios ou paredes de grande altura, as placas de mármore ou granito deverão ser dotadas de grampos metálicos fixados nas placas e chumbados na argamassa. O espaço entre a placa de mármore ou granito e a parede pode ser preenchido por argamassa fluida de cimento e areia. A vantagem da utilização de encaixes metálicos reguláveis na fixação de pedras em fachadas muito extensas, é o fato de, por manterem as placas afastadas da parede, estes encaixes podem absorver as irregularidades decorrentes da concretagem da estrutura, permitindo a execução de panos de fachada perfeitamente lisos. A complexidade crescente na realização dos projetos de revestimentos em pedras levou ao surgimento dos projetos para produção de fachadas. Nestes - 35 - projetos o especialista, com base no levantamento in loco das medidas da obra, realiza a paginação das peças de mármore ou granito, indicando os locais exatos para a fixação dos elementos metálicos responsáveis pelo suporte do conjunto. Com isso dá-se a racionalização dos serviços de obra e garante-se maior qualidade no acabamento das obras finas. PASTILHAS - São pequenas peças de argila simples ou esmaltada coladas sobre papel grosso para facilitar a sua aplicação. Sua colocação é feita sobre massa grossa (com cimento) bem desempenada, usando-se argamassa de cimento branco e caulim.(fig. 20) Figura 44 - Retirada do papel na aplicação de pastilhas É rejuntada com nata de cimento branco, após a retirada do papel (que fica na face externa) com soda cáustica e em seguida água. O papel só deve ser retirado depois da pega (2 dias). O excesso do rejuntamento é removido com estopa e, para acabamento final, a parede pode ser lavada com solução de ácido muriático com água na proporção de 1:3. Logo em seguida (antes do terceiro minuto, segundo alguns autores) deve-se lavar a parede apenas com água limpapara evitar que o ácido ataque as juntas. GESSO - As chapas de gesso (usadas apenas nas paredes internas) são pregadas, rejuntadas e tapadas com fita adesiva, recebendo finalmente uma demão de pintura ou argamassa de gesso. MADEIRA - É fixada através de encaixes ou pregos e parafusos. Quando a madeira não é pintada, ela deve receber verniz para protegê-la do sol e da chuva, no entanto, o verniz tem que ser refeito periodicamente. Os revestimentos de madeira para paredes internas podem ser aplicados sob a forma de tábuas ou folhas, incluindo laminados ou compensados. Os lambris - 36 - (revestimento em tábuas de madeira) devem ser assentados sobre caibros de madeira previamente fixados na alvenaria e aparafusados. AÇO - Pode-se usar a aço galvanizado ou inoxidável. O aço é um composto de ferro e carbono suscetível de adquirir através de têmpera (resfriamento súbito após atingir alta temperatura) um elevado grau de dureza e tenacidade. O aço galvanizado é o aço recoberto por uma camada de zinco metálico que tem a finalidade de proteger contra os efeitos da oxidação. O aço inoxidável é aquele que, na sua composição, além do ferro e do carbono recebe o cromo que lhe confere a capacidade de resistir à oxidação e corrosão. Do processo de industrialização dos dois tipos de aço são obtidos elementos como chapas e perfis que podem ser utilizados como protetores-solar, fachadas, forros, porta, piso, detalhes, etc. O processo de união se dá através de solda, colagem, porca, parafuso, rebites ou encaixe. O aço galvanizado tem como acabamento mais comum a pintura e pode também ser plastificado. O aço inoxidável pode sofrer vários processos de acabamento. Através de abrasão pode-se passar de uma superfície fosca e irregular a uma superfície lisa e regular com várias passagens entre esses dois tipos de acabamento. O aço escovado muito utilizado encontra-se nesse caso. O ado inoxidável pode ainda ser pintado. Tanto o aço galvanizado como inoxidável não apresentam ferrugem; proporcionam a criação de elementos leves e delgados; são de fácil manutenção e limpeza; têm grande resistência ao fogo; não absorvem umidade e são de grande durabilidade. No entanto, são bons condutores térmicos, permitindo a passagem de muito calor ou frio; são péssimos isolantes acústicos e o custo do material e a mão-de-obra que executa o trabalho bastante elevado. No memorial de especificações técnicas de um projeto, quando houver a intenção de utilizar revestimentos em aço, alguns cuidados devem ser tomados: - designar o tipo de aço (galvanizado ou inoxidável); - designar o acabamento do aço (pintado, escovado, etc); - indicar os elementos adequados ao projeto (perfis, etc); - indicar as dimensões mais adequadas, inclusive a espessura; - indicar como serão feitas as ligações das peças; - indicar o fabricante escolhido. PLÁSTICO OU PAPEL - Estes revestimentos apresentam-se em rolos e devem ser colados nas paredes da seguinte maneira: procede-se normalmente ao chapisco, ao emboço e ao reboco desempenado com desempenadeira de madeira; emassa-se a parede com massa corrida de PVA; aplica-se um selador também a base de PVA e cola-se o revestimento. TEXTURA EM CONCRETO APARENTE - 37 - Existem várias formas de dar textura ao concreto aparente. Nesse caso, a própria estrutura pode ser o revestimento do edifício. Obtém-se textura no concreto: - pela colocação das fôrmas; - pelo tipo de material utilizado como fôrma; - após a retirada das fômas, com ferramentas; - pelo tipo de agregado utilizado no concreto. Nesse particular, vale ressaltar os estudos que vem sendo desenvolvidos por arquitetos e pesquisadores do país, sobre a utilização de materiais provenientes da britagem de mármores ou granitos como agregados. MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS CERÂMICOS PARA PISOS E PAREDES Condições para o início dos serviços • Verificar as condições do emboço - idade (mínimo de 14 dias), prumo, planeza (precisão de 1 mm/m) e limpeza (ausência de restos de argamassa ou outro material); • Averiguar as condições do contrapiso - idade (mínimo de 14 dias), nivelamento, planeza (ondulações máximas de 1 mm/m), limpeza, ausência de restos de argamassa ou outro material), adequação dos caimentos e rebaixos; • Observar se todos os contramarcos das janelas estão chumbados e se os batentes já estão instalados ou com referência definida; • Verificar se as instalações hidráulicas e elétricas estão executadas e se o sistema de impermeabilização está concluído e testado, com os ralos protegidos; • Avaliar se o lote de peças cerâmicas está uniforme quanto ao calibre e à tonalidade; • Checar se a quantidade de peças é suficiente para executar o serviço. Assentamento • Verificar a altura do cordão de argamassa colante (8 mm para pisos e 6 mm para azulejos); FIGURA 45 - Espalhamento da argamassa colante FIGURA 46 - Finalização do espalhamento de argamassa colante - 38 - FIGURA 47 - Aplicação do lado dentado da desempenadeira, formando os cordões • Checar o tempo de abertura (“teste do dedo”); • Avaliar a presença de regiões sem aderência (som oco após 24 horas); • Observar se a desempenadeira não está com os dentes gastos. • Durante o assentamento, retirar aleatoriamente algumas peças recém- colocadas, analisando o preenchimento da região de contato cerâmica- argamassa colante. • Caso as peças do revestimento formem mosaico decorativo, verificar se elas foram assentadas conforme o mosaico padrão. Desvios geométricos e regularidade • Verificar o nivelamento entre as peças (avaliação visual); • Checar a planeza do revestimento (tolerar variações de 1 mm/m); • Observar se não existem dentes sobressalentes. Juntas • Verificar as dimensões, o alinhamento e a aplicação de mastique nas juntas de expansão (pisos) e juntas estruturais, avaliando sua conformidade com o projeto ou com o PES 10; Rejuntamento • Assegurar o intervalo mínimo de 24 horas para iniciar o rejuntamento dos pisos e três dias para as paredes; - 39 - FIGURA 48 - Ajuste para o correto posicionamento das peças FIGURA 49 - Detalhe do espaçamento entre peças garantido pelo posicionamento de espaçadores plásticos em forma de cruz • Verificar, visualmente, a abertura e o alinhamento das juntas; • Observar a homogeneidade do preenchimento das juntas entre peças por inspeção visual; não devem haver falhas por falta ou excesso de rejunte; • acabamento final obtido pelo frisamento deve ser liso e regular. Limpeza • Verificar um intervalo de 15 minutos para limpeza do rejuntamento com esponja molhada e um intervalo de 15 minutos para limpeza após o frisamento (com o auxílio de um pano seco); FIGURA 50 - Detalhe do encontro entre pisos e paredes revestidos com cerâmica • Verificar o aspecto visual do pano revestido, atentando para manchas de argamassa de assentamento e/ou rejunte deixadas por falha de limpeza - 40 - após a execução, bem como para as condições de limpeza e de organização do ambiente durante e após a execução do serviço. MÉTODO EXECUTIVO – REVESTIMENTO EXTERNO EM PEÇAS CERÂMICAS RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO Condições para o início dos serviços • Verificar as condições do emboço - idade (mínimo de 14 dias), prumo, planeza, nivelamento de detalhes e limpeza (ausência de restos de argamassa ou outro material); • Checar a quantidade e a uniformidade do lote de peças cerâmicas; • Conferir se todos os fios de prumo previstos estão posicionados;• Certificar-se de que as instalações elétricas e hidráulicas que interferem no revestimento de fachada estão concluídas e testadas; • Averiguar se os contramarcos das janelas estão instalados e conferidos; • Observar se os equipamentos de proteção coletiva estão instalados e conferidos, atentando também para os EPIs. Controle do assentamento • Avaliar a altura do cordão de argamassa colante; • Observar o tempo de abertura (teste do dedo) e a ocorrência de regiões sem aderência (som oco após 24h); • Durante o assentamento, retirar aleatoriamente algumas peças recém colocadas, analisando o preenchimento do tardoz com argamassa colante. FIGURA 51 - Aplicação da argamassa colante sobre o emboço FIGURA 52 - Técnica de dupla colagem: aplicação da argamassa colante sobre o tardoz de peças cerâmicas - 41 - FIGURA 53 - Assentamento das peças cerâmicas FIGURA 54 - Ajuste de posicionamento com o cabo de madeira do martelo Desvios geométricos e regularidade • Verificar, visualmente, o nivelamento entre as peças, a planeza do revestimento, a variação na espessura das juntas e a presença de dentes ou saliências entre as peças, por meio de régua de alumínio. Juntas de controle • Averiguar a espessura e a profundidade das juntas de controle, atentando para a conformidade com o projeto; • Assegurar a limpeza da base no momento de aplicação do mastique elástico. Rejuntamento • Verificar a homogeneidade do preenchimento das juntas entre peças por inspeção visual; não deve haver falhas por falta ou excesso de rejunte Limpeza • Verificar o aspecto visual do pano revestido, atentando para restos de argamassa de assentamento e/ou rejunte deixados na superfície por falha de limpeza MÉTODO EXECUTIVO – REVESTIMENTO DE FACHADA EM PASTILHAS CERÂMICAS RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO Condições para o início dos serviços - 42 - • Verificar as condições do emboço - idade (mínimo de 14 dias), prumo, planeza, nivelamento de detalhes e limpeza (ausência de restos de argamassa ou outro material); • Conferir a quantidade e a uniformidade do lote de peças cerâmicas; • Checar se todos os fios de prumo previstos estão posicionados; • Averiguar se as instalações elétricas e hidráulicas que interferem no revestimento de fachada estão concluídas e testadas; • Observar se os contramarcos das janelas estão instalados e conferidos, incluindo o caimento adequado dos peitoris; • Verificar se foi concluído o arremate das coifas de cozinhas e das chaminés de aquecedores; • Certificar-se de que os equipamentos de proteção coletiva estão instalados e conferidos, atentando também para os EPIs. Controle do assentamento • Averiguar a altura do cordão de argamassa colante (8mm), o seu tempo de abertura (teste do dedo) e a ocorrência de regiões sem aderência (som oco após 24h). FIGURA 55 - Espalhamento da argamassa colante FIGURA 56 - Formação dos cordões - 43 - FIGURA 57 - Aplicação da argamassa de rejunte no tardoz das placas FIGURA 58 - Posicionamento das placas FIGURA 59 - Rebatimento com o tolete Desvios geométricos e regularidade • Verificar, visualmente, o nivelamento entre as pastilhas, a planeza do revestimento, o requadro das janelas, com especial atenção à inversão de caimentos, e a variação na espessura das juntas; • Avaliar a presença de dentes ou saliências por meio de régua de alumínio. • Juntas de controle • Verificar a espessura e a profundidade das juntas de controle, atentando para a conformidade com o projeto; • Observar a limpeza da base no momento de aplicação do mástique elástico. Rejuntamento • Verificar a homogeneidade do preenchimento das juntas por inspeção visual; não devem haver falhas por falta ou excesso de rejunte. - 44 - Retirada do papel • Conferir a remoção completa do papel sem o descolamento de pastilhas ou remoção do rejunte; • Atentar para a diluição adequada de soda cáustica (1:20). FIGURA 60 - Molhagem do papel com solução de soda cáustica FIGURA 61 - Retirada do papel FIGURA 62 - Limpeza da superfície Limpeza • Verificar o aspecto visual do pano revestido, atentando para restos de papel ou cola ainda aderidos à superfície e manchas de argamassa de assentamento e/ou rejunte deixadas por falha de limpeza TIPOS DE JUNTAS: • juntas de assentamento: entre as peças que compõem o revestimento. São necessárias devido ao desbitolamento dos revestimentos cerâmicos, devido à necessidade de alinhamento das peças além de impedirem a propagação de tensões de uma peça para outra, afastando o risco de flambagem do revestimento. Além disso, as juntas de assentamento exercem função de higiene, estética e facilitam a remoção de peças danificadas. • juntas estruturais: oriundas da estrutura de concreto. • juntas de movimentação ou juntas de expansão/contração - 45 - • juntas especiais: devem ser utilizadas quando o revestimento estiver sujeito a agentes agressivos como ácidos, bases, óleos, etc. - 46 - TEMA 4 – Revestimento de Pisos e Impermeabilização EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS DE PISO EM ASSOALHO DE MADEIRA RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: Condições para o início da execução do serviço • Verificar se a instalação e a conferência dos batentes de portas, marcos e contramarcos das janelas já foram finalizadas, bem como dos revestimentos internos de paredes e tetos; • Antes de proceder ao acabamento do assoalho, averiguar se já ocorreu a colocação das soleiras de pedra, dos caixilhos e vidros e se já foi concluída a pintura de paredes e tetos. Colocação dos barrotes • Verificar o nivelamento dos barrotes com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado (a bolha deve encontrar-se entre as linhas); • Checar a fixação de pregos e o espaçamento entre os barrotes, com tolerância de 5mm; FIGURA 63 - Posições dos pregos no barrote FIGURA 64 - Execução do pré-furo para fixação do prego espiralado FIGURA 65 - Detalhe da colocação do prego espiralado com martelo e punção - 47 - FIGURA 66 - Detalhe da posição do prego espiralado FIGURA 67 - Detalhe do uso do punção • Observar a colocação de barrotes de borda e soleiras. FIGURA 68 - “Aperto” da tábua, utilizando cunha e apoio de madeira Colocação do assoalho • Verificar o prazo de cura da argamassa de fixação dos barrotes (mínimo 14 dias); • Conferir o acabamento das juntas, que devem ter abertura máxima de 2 mm; • Checar a fixação das peças e o aspecto dos parafusos; • Averiguar a colocação das cavilhas, que devem se apresentar firmemente coladas, mas não “enterradas”. Acabamento • Inspecionar visualmente o ambiente, detectando eventuais falhas ou imperfeições no assoalho, tais como frestas, aspereza (principalmente em cantos, escadas, soleiras e rodapés), defeitos de calafetação ou falhas de aplicação do verniz ou cera (remonte, respingos, etc...). Certificar-se de que o ambiente esteja limpo e protegido da umidade ou insolação excessiva. - 48 - FIGURA 69 - Abertura do furo para cavilha no assoalho FIGURA 70 - Abertura do pré-furo para o parafuso de Fixação do assoalho f FIGURA 71 - Detalhe da fixação na emenda entre tábuas: a) fixação com 4 parafusos b) fixação com 2 parafusos Uma questão a ser considerada no revestimento das áreas molhadas (chuveiros, terraços descobertos, varandas) é a definição do tipo adequadode impermeabilização, e a realização do projeto específico para a aplicação deste tratamento. Pode-se classificar a impermeabilização em rígida ou flexível. A impermeabilização rígida, é constituída pelos concretos e argamassas onde a utilização de um aditivo no seu preparo os torna impermeáveis. Nestes casos a impermeabilização permanece incorporada à estrutura perdendo sua função se aparecerem trincas. Por esta razão, recomenda-se para locais de baixo risco de movimentação da estrutura ou qualquer outro fenômeno que possa - 49 - resultar em fissuras. São recomendadas para pisos de banheiros, cozinhas e áreas de serviço. As impermeabilizações flexíveis subdividem-se em: - plásticas: Constituem-se de pinturas especiais aplicadas sobre as superfícies a ser impermeabilizadas. Tem pouca durabilidade, ressecam e perdem a função quando constantemente expostas às intempéries. Possuem pouca elasticidade e não acompanham os movimentos da estrutura. São muito utilizadas em calhas e pequenas jardineiras. - elásticas: Utilizam mantas pré-fabricadas. São aconselhadas para os terraços, marquises, etc. - laminares: São também chamadas de pintura armada. São realizadas com elastômeros ou asfaltos, estruturadas com camadas de materiais rígidos como feltro asfáltico, tecidos de juta ou vidro, ou lâminas de alumínio. A estruturação é feita pela intercalação de camadas de materiais rígidos com asfaltos ou elastômeros. A norma NBR 9575 fixas as condições gerais e específicas que devem ser obedecidas na elaboração de um projeto de impermeabilização. Além desta, outras normas complementares devem ser igualmente consultadas, tais como: • NBR 8083 - materiais e sistemas utilizados em impermeabilização - Terminologia. • EB 635 - Asfaltos oxidados para impermeabilização - Especificação • NBR 8521 - Emulsões asfálticas com fibras de amianto para impermeabilização - Especificação • NBR 9227 - Véu de fibras de vidro para impermeabilização - Especificação • NBR 9228 - Feltros asfálticos para impermeabilização - Especificação • NBR 9229 - Mantas de Butyl para impermeabilização - Especificação • NBR 9396 - Elastômeros em solução para impermeabilização • NBR 9685 - Emulsões asfálticas sem carga para impermeabilização - Especificação • NBR 9686 - Solução asfáltica empregada como material de imprimação na impermeabilização - Especificação - 50 - • NBR 9687 - Emulsões asfálticas com carga para impermeabilização - Especificação • NBR 9689 - Materiais e sistemas de impermeabilização - Classificação • NBR 9690 - Materiais de polímeros para impermeabilização - Especificação Pontos fundamentais para avaliação dos sistemas de impermeabilização: Î impermeabilidade dos materiais: para esta avaliação adota-se o conceito de absorção d’água dos materiais, dada em porcentagem de água absorvida pelo peso seco do material, sendo especificada a temperatura da água e o tempo de imersão, e adotando-se sempre igual espessura de material para ensaios comparativos. Î resiliência dos materiais: as estruturas estão sujeitas às variações de temperaturas do ambiente que provocam esforços de tração e de compressão. Estando a impermeabilização solidária à estrutura, conclui-se que aquela deve acompanhar a movimentação desta,bem como resistir às tensões de tração e compressão atuantes. Chama-se resiliência de um material a capacidade que ele tem de voltar às suas dimensões iniciais uma vez cessada a causa que provocou a deformação, seja ela de origem térmica ou mecânica, e após vários ciclo de repetição do fenômeno em questão. Î longevidade dos sistemas de impermeabilização: Î proteção mecânica e isolação térmica: com exceção das obras nas quais se exija, por motivos técnicos ou estéticos, que a impermeabilização seja exposta, nas demais deve ser executada uma proteção mecânica para impedir a danificação do material impermeabilizante pela ação do tráfego de pessoas, quer durante o serviço quer após sua execução, e pela incidência de radiações solares diretas, que provocam a evaporação da porção volátil dos materiais - diretamente responsável pela sua elasticidade. Î custos: cabe ressaltar que o custo inicial de uma impermeabilização, mesmo aparentemente elevado, é insignificante em relação ao todo da obra e aos custos de futuras manutenções. - 51 - TEMA 5 – Coberturas e Proteções Cobertura é o fechamento de estruturas de telhados com inclinação inferior a 75 graus (aproximadamente) em relação à horizontal. Fechamento ou tapamento lateral, é aquele que apresenta inclinações superiores a 75 graus (aproximadamente) em relação à horizontal. Outras definições importantes, são: • beiral: É a parte da telha que ficará em balanço, livre de apoio. • tesoura: É o sistema estrutural triangular indeformável que sustenta a cobertura propriamente dita. • terça: É uma peça horizontal, colocada em direção perpendicular às tesouras, destinada à sustentação das telhas. • cumeeira: É a parte mais alta da cobertura, onde as superfícies inclinadas se encontram. • faixa: É a sequência de chapas utilizadas no fechamento da cobertura, no sentido de seu comprimento. • fiada: É a sequência de chapas utilizadas no fechamento da cobertura, no sentido de sua largura. • recobrimento: É a sobreposição das telhas no sentido do seu comprimento e da sua largura, para evitar a penetração da água e dos ventos. COBERTURAS METÁLICAS Variam dos simples perfis de aço às estruturas espaciais planas, formadas a partir da associação de barras metálicas (aço e alumínio) e nós de articulação compondo tetraedros. Além desses sistemas, as estruturas metálicas podem formar abóbadas, estruturas laminares, vigas treliçadas, curvas ou não e, por fim, coberturas formadas por cabos tracionaços que suportam as placas de cobertura. As coberturas metálicas, no sistema estrutural do aço, costumam estar apoiadas em estruturas leves, também metálicas, ou sobre apoios nas lajes. Entre os metais utilizados como telhas, citam-se: o cobre, o zinco, o alumínio e o aço galvanizado. Mais recentemente passou-se a utilizar chapas metálicas como telhas autoportantes, fixadas ao vigamento por finos conectores. As especificações das coberturas metálicas em particular, devem levar em consideração as questões de estanqueidade e segurança contra a ação dos ventos. Alguns cuidados básicos na execução deste tipo de cobertura, são: • verificar se as dimensões da obra coincidem com as dimensões do projeto antes do início da montagem; • iniciar a execução em faixas perpendiculares às terças, no sentido de baixo para cima; • observar os recobrimentos lateriais e longitudinais; - 52 - • iniciar a montagem das telhas no sentido oposto ao dos ventos dominantes; • quando a cobertura for em duas águas opostas, cubrir igualmente ambos os laços, permitindo a coincidência das seções das telhas com as peças de concordância da cumeeira; • na montagem da cobertura, evitar pisar diretamente sobre as telhas para não danificá-las. ESTRUTURAS DE MADEIRA De maneira geral a estrutura de madeira de um telhado é composta pela tesoura, o engradamento e o contraventamento. As tesouras, formam vigas de treliça que recebem as cargas do engradamento através de pontos chamados nós (fig.73). Essa descarga se faz através das principais peças do engradamento chamadas terças. O engradamento constitui-se de terças, caibros e ripas, podendo assumir formas simplificadas para telhas maiores que se sustentam diretamente nas terças. As terças, conforme descrição apresentada no início deste capítulo,são peças longitudinais, colocadas em direção perpendicular às tesouras, recebendo nomes especiais quando estão na parte mais alta do telhaço (cumeeira) e quando se apoiam diretamente sobre as paredes limítrofes (frechal). Os caibros são colocados perpendicularmente às terças e se apoiam nelas, inclinados sendo que seu declive determina o caimento ou "ponto" do telhaço. A seção dos caibros vai depender do espaçamento entre as terças. As ripas são colocadas paralelamente às terças, se apoiando nos caibros. Seu espaçamento depende do tipo de telha que se está usando. Figura 73 - Detalhe do pendural - 53 - Figura 73 - Exemplo de madeiramento de telhado COBERTURAS DE CONCRETO Esse tipo de cobertura refere-se às lajes impermeabilizadas ou às "cascas" de concreto. Em ambas as situações, maiores cuidados devem ser tomados em função dos problemas causados pela má impermeabilização. Sempre que possível, já na fase de projeto, deve ser definido o tipo de impermeabilização a ser adotado, onde então deverão ser fixados certos detalhes que posteriormente facilitem tais serviços. SOLUÇÕES DE PROJETO Optando-se pela cobertura utilizando estrutura e telhas, pode-se especificar: telhas cerâmicas, placas de ardósia, chapas metálicas, chapas de plástico, - 54 - telhas de cimento, entre outras. Vale ressaltar que as telhas de fibro-cimento ou cimento-amianto, apesar de amplamente utilizadas no Brasil, possuem composição química comprovadamente cancerígena. Para justificar a escolha de deterninada solução, deve-se considerar: • a compatibilidade dos materiais empregados em relação ao sistema estrutural do edifício, observando as alternativas mais racionais de ligação entre eles; • optar por processos que se caracterizem pela rapidez na execução, redução na mão-de-obra empregada e maior limpeza no canteiro de obras uma vez que as soluções artesanais podem representar um atraso na obra; • a dimensão dos vãos que a cobertura terá que vencer, uma vez que algumas soluções se mostram mais eficientes que outras em função do vão; • adequação aos recursos humanos e de equipamentos disponíveis na região onde se localiza a obra. De maneira geral, na composição de um telhado deve-se ter em mente algumas regras fundamentais: • a concordância entre os diversos planos de um telhado se fará sempre através da bissetriz dos ângulos (fig. 74); • todos os planos terão a mesma altura no beiral; • os planos devem ter sempre a mesma inclinação. Figura 74 - Telhados: a concordância deve ser feita pela bissetriz dos ângulos. - 55 - Em qualquer dos casos, os detalhes importantes, que devem ser observados baseados em instruções dos fabricantes, são: inclinação mínima, recobrimentos, superposição de telhas de uma fiada para outra, despejo dos condutores, peças e acessórios especiais. - 56 - TEMA 6 – Sistemas Prediais Sistemas prediais são sistemas físicos integrados a um edifício, que têm por finalidade dar suporte às atividades dos usuários, suprindo-os com os insumos prediais necessários e propiciando os serviços requeridos. Têm-se os seguintes sistemas prediais: suprimento de energia elétrica, gás combustível, água, esgoto, águas pluviais, segurança e proteção contra incêndio, segurança patrimonial, condicionamento de ar, transporte mecanizado (elevadores, escadas rolantes), comunicação interna, telecomunicação e automação, entre outros. A denominação de "sistemas" deve substituir a definição usual de "instalações prediais" considerando a necessidade de enfocar sistematicamente essa área do conhecimento. INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO As instalações de esgoto podem ser divididas em esgoto primário e secundário. Chama-se esgoto primário a canalização na qual tem acesso os gases provenientes do coletor público ou dos dispositivos de tratamento. Dessa forma, pode-se concluir que o esgoto secundário deve ser lançado ao primário uma vez que a saída do prédio é única. Se esse lançamento fosse feito diretamente, haveria retorno de gases e mau cheiro. Por estas razões, pode-se concluir que um dos aspectos fundamentais para o projeto das instalações de esgoto é a correta ventilação das instalações. O retorno do mau cheiro pelos aparelhos é evitado pelo fecho hídrico existente nas bacias sanitárias, no ralo sifonado (como indica o nome), pela caixa de gordura e pela caixa sifonada. (fig. 75/76) Figura 75 - Detalhe do ralo sifonado Figura 76 - Detalhe da bacia sanitária - 57 - Pode-se fazer o seguinte resumo dos despejos existentes em um prédio: L AVAT Ó R I O B I D E T C H U V E I R O B A N H E I R O R A L O S I F O N A D O B A C I A S A N IÁ R I A T U B O D E Q U E D A C A I X A D E IN S P E Ç Ã O P I A D E C O Z I N H A M Á Q U I N A D E L AVA R L O U Ç A T U B O D E G O R D U R A C A I X A D E G O R D U R A T A N Q U E M Á Q U I N A D E L AVA R R O U PA T U B O S E C U N D Á R IO C A I X A S I F O N A D A As alturas de tomada dos pontos de esgoto residencial, podem ser as seguintes (medidas considerando o piso acabado): → máquina de lavar roupa: 70/80cm → mictório com sifão externo: 37cm (fig. 77) → tanque: 40cm (fig. 78) Figura 77 - Detalhe do mictório Figura 78 - Detalhe do tanque REDE COLETORA - 58 - → lavatório: 50cm (fig. 79) → pia de cozinha: 60cm (fig. 80) Figura 79 - Detalhe do lavatório Figura 80 - Detalhe da pia de cozinha → máquina de lavar louça: 70cm (se for sob bancada, deve-se verificar). → bidê: no chão, distante aproximadamente 30 centímetros da parede. (fig 81) Figura 81 - Detalhe do bidê Figura 82 - Detalhe do esgotamento da banheira - 59 - → banheira: possui dois esgotamentos, um pelo ladrão e outro pela válvula de fundo sendo única a ligação com o ralo sifonado. (fig. 82) Será executada uma única ligação de instalação predial para o coletor público de esgoto sanitário, e uma única ligação para a galeria de águas pluviais. INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS O abastecimento de água nos prédios é feito a partir do distribuidor público por meio de um ramal predial que compreende: • ramal predial propriamente dito ou ramal externo - é o trecho do encanamento compreendido entre o distribuidor público de água e a instalação predial caracterizada pelo aparelho medidor ou limitador de descarga; • alimentador predial ou ramal interno de alimentação - é o trecho do encanamento que se estende a partir do medidor ou limitador de consumo, isto é, do ramal predial até a primeira derivação ou até a válvula de flutuador (torneira de bóia). O sistema de abastecimento predial de água pode ser classificado da seguinte forma: direto Sem bombeamento Com bombeamento Por gravidade Sistema indireto RS Sistema indireto com bombeamento Sistema indireto RI-RS Sistema de abastecimento indireto Hidropneumático Sem bombeamento Com bombeamento Hidropneumático SISTEMA DIRETO No sistema direto, as peças de utilização do edifício estão ligadas diretamente aos elementos que constituem o abastecimento, ou seja, a instalação é a própria rede de distribuição. Conforme as condições de pressão e vazão da rede pública, tendo em vista as solicitações do sistema predial, o sistema direto pode ser com ou sem bombeamento: SISTEMA DIRETO SEM BOMBEAMENTO - Neste caso, é o sistema de abastecimento que deve oferecer condições de vazão e pressão e continuidade suficientes para o esperado desempenho da instalação. SISTEMA DIRETO COM BOMBEAMENTO – Neste caso à rede de distribuição é acoplado um sistema de bombeamento direto. A água é recalcada diretamente do sistema de abastecimento até as peças de utilização. Esta tipologia de sistema é empregada quando a rede pública - 60 - não oferece água com pressão suficiente para que a mesma seja elevada aos pavimentos superiores do prédio. SISTEMA INDIRETO O sistema indireto é aquele onde através de um conjunto de suprimento e reserva, o sistema de abastecimento alimenta as colunas de distribuição. Quanto à pressurização, o sistema indireto de água fria pode ser por gravidade ou pneumático. direto sem bombeamento direto com bombeamento indireto com bombeamento indireto RS indireto RI-RS hidropneumático hidropneumático hidropneumático sem bombeamento com bombeamento Figura 83 - Sistemas de abastecimento de água. SISTEMA INDIRETO POR GRAVIDADE Neste tipo de sistema cabe a um reservatório elevado a função de alimentar as colunas de distribuição. Este reservatório é alimentado diretamente pelo sistema de abastecimento, com ou sem bombeamento, ou por um reservatório inferior com bombeamento. Desta forma, configuram-se três tipos de sistemas indiretos por gravidade, quais sejam, o sistema indireto RS, o sistema indireto com bombeamento e o sistema indireto RI-RS - 61 - SISTEMA INDIRETO RS - É composto por um alimentador predial equipado com válvula e bóia, um reservatório superior e as colunas de distribuição. Quando há consumo de água no prédio, ocorre uma diminuição no nível de água do reservatório causando uma abertura total ou parcial da válvula de bóia. Tal abertura implica um reabastecimento do reservatório superior, proporcionado pela rede de abastecimento através do alimentador predial SISTEMA INDIRETO COM BOMBEAMENTO – Neste caso, tem-se um alimentador predial equipado com válvula de bóia,. A instalação elevatória, o reservatório superior e as colunas de distribuição. Esta solução é adotada quando não forem oferecidas, pelo sistema de abastecimento, condições hidráulicas suficientes para elevação da água ao reservatório superior. SISTEMA INDIRETO RI-RS – Este sistema é composto pelo alimentador predial com válvula de bóia, reservatório inferior, instalação elevatória, reservatório superior e colunas de distribuição. O início do ciclo de funcionamento desse sistema ocorre quando o reservatório superior estiver no nível máximo e a instalação elevatória desligada. O reservatório superior possui uma chave elétrica de nível, a qual aciona a instalação elevatória num nível mínimo e desliga a mesma num nível máximo. Desta forma, havendo consumo de água, o nível da mesma no reservatório superior desce até atingir o nível onde dá-se o acionamento automático das bombas de recalque que são desligadas quando a água volta a atingir o nível máximo. Paralelamente, quando do acionamento da instalação elevatória, a válvula de bóia do alimentador predial abre-se parcial ou totalmente, e o reservatório inferior passa a ser alimentado pela rede de abastecimento. Vale lembrar que o reservatório inferior também é dotado de uma chave elétrica de nível que impede o acionamento da instalação elevatória quando ele estiver vazio. SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO Neste sistema o escoamento da rede de distribuição é pressurizado através de um tanque de pressão contendo ar e água. O sistema indireto hidropneumático pode ser sem ou com bombeamento, ou ainda com bombeamento e reservatório inferior (usualmente conhecido como sistema hidropneumático). SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO SEM BOMBEAMENTO – Este sistema compõe-se de um alimentador predial, um tanque de pressão e as colunas de distribuição. A pressurização do tanque é através do sistema de abastecimento. SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO COM BOMBEAMENTO – A composição deste sistema é a seguinte: alimentador predial, instalação elevatória, tanque de pressão e colunas de distribuição. O tanque é pressurizado através da instalação elevatória. SISTEMA HIDROPNEUMÁTICO (BOMBEAMENTO+RI) – Este sistema compõe-se do alimentador predial com válvula de bóia, um reservatório inferior, uma instalação elevatória e um tanque de pressão. Quando o tanque de pressão estiver sob pressão máxima e o sistema de recalque desligado, a água no reservatório deve estar no nível máximo e o sistema apresenta condições de iniciar seu ciclo. Desta forma, quando há consumo - 62 - de água, o nível no reservatório começa a diminuir progressivamente. O colchão de ar expande-se e a pressão no interior do tanque diminui até atingir uma pressão mínima. Nessa situação, o pressostato aciona o sistema de recalque, elevando, simultaneamente, o nível d’água e a pressão no interior do tanque aos respectivos valores máximos. À pressão máxima, o pressostato desliga o sistema de recalque propiciando o início de um novo ciclo. O reservatório inferior comporta-se de forma idêntica ao do sistema RI-RS O sistema normalmente utilizado na cidade do Rio de Janeiro é o indireto com reservatório superior e inferior (RI-RS). Com esse sistema, a trajetória que a água percorre até chegar ao usuário, pode ser assim resumida: DISTRIBUIDOR PÚBLICO >REGISTRO DE DERIVAÇÃO > PESCOÇO DE GANSO > REGISTRO DE PASSEIO > HIDRÔMETRO > TORNEIRA DE BÓIA > >CAIXA PIEZOMÉTRICA > CISTERNA > VÁLVULA DE PÉ COM CRIVO > >TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO > BOMBAS D’ÁGUA >TUBULAÇÃO DE RECALQUE > RESERVATÓRIOS SUPERIORES > BARRILETES > COLUNAS > >RAMAIS > SUBRAMAIS > USUÁRIO O registro de derivação fica junto ao distribuidor público e dele parte o ramal predial externo. Nas ligações de chumbo, cobre ou PVC, à saída do registro de derivação , dá- se uma curvatura ao tubo ou utiliza-se uma peça pronta chamada pescoço de ganso. Essa peça evita que o ramal se rompa, mesmo com a trepidação devida ao tráfego e à acomodação do terreno, o que poderia ocorrer se o tubo estivesse esticado. O registro de passeio, também conhecido como registro de fecho, permite que o Serviço de Águas da municipalidade possa efetuar o corte no fornecimento de água para o edifício. Existe uma caixa de passeio com tampa que permite o acesso a ele O ramal externo termina no hidrômetro, destinado a medir o consumo predial. Devem ficar numa caixa ou nicho, de alvenaria ou concreto, de modo a permitir a fácil remoção e leitura. Na caixa onde este é colocado existe também um registro de pressão ou de gaveta do ramal externo e um registro de pressão ou de gaveta do ramal interno podendo ser exigido, ainda, um filtro antes do hidrômetro provido de tala para realização da limpeza. Todo o material do ramal externo, inclusive o hidrômetro, é fornecido pelo órgão competente. Os hidrômetros podem ser: • volumétricos - que se baseiam na medida do número de vezes que uma câmara de volume conhecido se enche e se esvazia. Indicado para instalações de pequenas vazões; • taquimétricos - que se baseiam na medida da velocidade do fluxo de água através de uma seção de área conhecida. O uso da caixa piezométrica corresponde a uma tentativa do órgão público de proporcionar uma distribuição com pressão igual para todos os consumidores. No caso de ramais para atendimento de grandes consumidores ela é - 63 - normalmente dispensada. A NBR-5626 determina que, “quando o reservatório for construído abaixo do nível do meio-fio, seja instalada uma coluna piezométrica do ramal predial, em forma de sifão, dotado de dispositivo quebra- vácuo, até 2,50m, no mínimo, acima da cota do meio fio”, a fim de evitar a contaminação do distribuidor público com água do reservatório eventualmente infectada, caso de forme vácuona rede pública. No caso de utilização da caixa propriamente dita, ela tem um volume variando entre 200l a 300l e devem ser instaladas a 3m em relação ao meio-fio. O tipo de aquecimento bem como o sistema de descarga das bacias sanitárias definem o projeto de instalações de água. Utilizando-se válvulas de descarga, é aconselhável ter uma coluna de água especial para alimentar as bacias, sendo que esta "recomendação" se torna obrigatória caso a mesma coluna que alimente as bacias forneça água para aquecedores individuais à gás. A adoção das bacias sanitárias com caixa de descarga facilita o projeto de instalações, eliminando os problemas aqui ilustrados. A tubulação de PVC é utilizada para água fria e de cobre ou ferro galvanizado para água quente sendo esta revestida com algum material isolante (lã de vidro, por exemplo) para que não haja perda de energia ou mesmo trincas nas paredes devido à dilatação e retração térmica. É interessante observar que em alguns países europeus de clima frio, desenvolveu-se um sistema de aquecimento ambiental utilizando tubulações flexíveis de plástico especial (polietileno reticulado) embutidas no contrapiso, para a condução de água quente em ciclo fechado, aprimorando, assim, o conforto térmico do ambiente a partir do calor proveniente do piso. A tubulação não deve ser aprofundada em demasia dentro do rasgo ou cavidade, para que, na colocação do registro, não venha o eixo do mesmo ficar com o comprimento insuficiente para a colocação da canopla e do volante. As tubulações aparentes deverão ser convenientemente fixadas por braçadeiras, tirantes ou outro dispositivo que lhes garanta perfeita estabilidade não permitindo vibrações. As tubulações deverão ter suas extremidades vedadas com peças especiais (bujões) a serem removidos na ligação final dos aparelhos sanitários. As provas de pressão interna devem ser verificadas e especificadas nas suas respectivas normas. Elas deverão ser feitas antes do revestimento da alvenaria. As alturas de utilização dos pontos de tomada d'água podem ser as seguintes (medidas considerando o piso acabado): → lavatórios: 60cm → mictório: 50cm → bacia sanitária (com válvula): 28cm → válvula de descarga: 100cm → filtro: 180cm → torneira do tanque: 120cm → chuveiro: + 220cm - 64 - CUIDADOS NA EXECUÇÃO DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS De maneira geral, podem-se listar os seguintes cuidados na execução das instalações hidrossanitárias: • Inspecionar os materiais ao chegarem na obra. • Exigir o fechamento das extremidades dos canos, com plugs e nunca com papel ou madeira, a fim de evitar a entrada de corpos estranhos. • Controlar as colunas quanto ao embutimento nas alvenarias ou em espaços destinados para tal fim, proibindo-se sua inclusão na estrutura de concreto armado. • As passagens necessárias na estrutura de concreto armado devem ser previstas nos projetos de fôrmas. • Verificar as juntas de todas as tubulações segundo as especificações. • Testar as tubulações com pressões adequadas antes do revestimento. • Verificar o isolamento térmico das tubulações de água quente. • Fazer revisão e regulagem geral de válvulas de descarga, registros e boilers, antes da entrega da obra. • As ligações de bombas de recalque devem ser feitas com mangotes e suportes de borracha para evitar problemas decorrentes das vibrações. • Atentar para os devidos caimentos nas instalações de águas pluviais e esgoto. • Chumbar todos os ramais de ventilação às suas respectivas colunas, nunca deixando-os apenas apoiados. • Nas saídas das ventilações no telhado, usar sempre um chapé adequado ou duas curvas de 90o a fim de não permitir a entrada de água de chuva. Os fundos das valas para tubulações enterradas deverão ser bem apoiados antes do assentamento. A colocação de tubos de ponta e bolsa será feito de jusante para montante, com as bolsas voltadas para o ponto mais alto. As tubulações devem passar a distâncias convenientes de qualquer fundação a fim de prevenir a ação de eventuais recalques. O projeto e a execução de reservatórios de água deverão atender aos seguintes requisitos de ordem sanitária: 1) assegurar perfeita estanqueidade; 2) utilizar materiais que não venham a prejudicar a potabilidade da água; 3) permitir inspeção e reparos, através de aberturas dotadas de bordas salientes e tampas herméticas. As bordas, no caso de reservatórios subterrâneos, terão altura mínima de 0,15m; - 65 - 4) possuir extravasor, descarregando visivelmente em área livre, dotado de dispositivo que impeça a penetração no reservatório de elementos que possam poluir a água; 5) é vedado a passagem de canalização de esgoto sanitário e pluvial pela cobertura ou interior de reservatórios. Figura 84 - Altura dos pontos de utilização dos aparelhos e peças - 66 - Figura 85 - Instalação da bacia sanitária com caixa de descarga Figura 86 - Detalhe da instalação da válvula de descarga INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Até bem pouco tempo atrás, o material mais utilizado em tubulações elétricas era o ferro galvanizado. O objetivo da galvanização era o de retardar o aparecimento de ferrugem. Atualmente o eletroduto de PVC rígido (composto - 67 - especial de polivinila) é uma solução que une durabilidade, segurança, facilidade de transporte e de execução. ELEMENTOS DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA: TUBULAÇÃO: Chamadas eletrodutos ou conduções servem para proteger os condutores contra umidade, choques mecânicos e elementos químicos agressivos. CAIXA DE PASSAGEM: São as caixas usadas para interruptores, tomadas ou mesmo para facilitar o manuseio da enfiação. As caixas que formam pontos de luz no teto são sextavadas com fundo removível para facilitar sua instalação que é feita antes da concretagem. FIAÇÃO: Os fios são responsáveis pela condução da energia desde a fonte até o ponto de utilização. As emendas necessárias devem ser feitas no interior das caixas de passagem. CAIXAS DE DISTRIBUIÇÃO: Onde se localizam os disjuntores que protegem e controlam os diversos circuitos internos. APARELHOS: Nome dado às tomadas, disjuntores, interruptores, etc. EXECUÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS A execução das instalações elétricas embutidas, considerando uma obra convencional, divide-se em quatro etapas: 1a. antes da concretagem Nesta etapa, o engenheiro construtor deve fiscalizar o local de todas as caixas de passagem, dos pontos de luz nas fôrmas, assim como verificar se elas estão protegidas contra a penetração de nata de cimento que pode obstruir a entrada dos eletrodutos nas caixas. Em seguida, conferir a locação das descidas na alvenaria e a passagem nas vigas. Primeiramente, a equipe de carpinteiros prepara a fôrma da laje, depois os eletricistas colocam a malha de conduítes com as respectivas caixas para lâmpadas. Os armadores colocam a ferragem com o cuidado para não amarrar os conduítes ou mangueiras. 2a. na descida nas alvenarias Compreende a marcação, rasgo e colocação dos conduítes e caixas. 3a. após o revestimento das paredes, tetos e pisos Há que se verificar se os eletrodutos estão livres de sujeiras decorrentes do chapisco ou emboço para começar a enfiação da tubulação. 4a. após a última pintura Instalação dos aparelhos (interruptores e tomadas) De maneira geral, podem-se listar os seguintes cuidados na execução das instalações elétricas: - 68 - • Proteger os eletrodutos aparentes ou os que ficarem sobre os tetos de gesso assim como as caixas de luz. • Nunca deixar que os eletrodutos fiquem aflorados naalvenaria pois, não ficando integralmente dentro da argamassa do revestimento, é certo o aparecimento de trincas. • Especial cuidado deverá merecer a execução das entradas de energia quanto à seção dos cabos, estanqueidade do manilhamento, feitura das caixas de passagem, quadros, postes, braçadeiras, etc. • Examinar a instalação dos aparelhos elétricos particularmente quanto à existência de ligação terra para chuveiro, torneiras, aquecedores, etc. • Inspecionar os materiais ao chegarem na obra observando a qualidade e peso dos conduítes e caixas. • Acompanhar a execução dos serviços observando se as caixas dos pontos de luz estão localizadas conforme projeto. • Exigir vedação das caixas e conduítes a fim de evitar a entrada de corpos estranhos. • Nas emendas dos eletrodutos ter o cuidado de eliminar as rebarbas que possam prejudicar a enfiação. • As ligações dos eletrodutos às caixas de derivação deverão ser feitas por meio de arruelas e buchas galvanizadas ou de alumínio, rosqueadas e fortemente apertadas. • Antes da concretagem os eletrodutos deverão estar perfeitamente fixados às fôrmas e devidamente obturados a fim de evitar a penetração de nata de cimento. Tal precaução deverá também ser tomada quando da execução de qualquer serviço que possa ocasionar a obstrução da tubulação. • A enfiação só será procedida quando a construção estiver protegida da chuva. • As caixas embutidas nas paredes deverão facear o revestimento da alvenaria. Para que as prumadas desçam pelo interior do edifício deve-se prever vazios em cada pavimento de preferência no hall comum (shafts). INSTALAÇÕES DE GÁS: As instalações de gás se dividem nas seguintes tubulações: - ramal externo Trecho da tubulação responsável pela ligação entre a rede geral e o medidor predial, que vai desde a rede propriamente até o muro do terreno. - ramal interno - 69 - Trecho da tubulação responsável pela ligação entre a rede geral e o medidor geral, que vai do muro do terreno até o medidor. - ramificação primária Tubulação que liga o medidor coletivo aos medidores individuais. - ramificação secundária Tubulação que liga os medidores individuais ao ponto de gás. As caixas de proteção ou cabine dos medidores individuais poderão ser colocadas no pavimento térreo em locais de servidão comum, podendo ser agrupados ou não, ou ainda no interior das respectivas economias. Nas paredes onde forem embutidas as prumadas e os trechos verticais dos aparelhos de utilização, não é permitido o uso de tijolos vazados a uma distância de 20cm para cada lado (usar tijolos maciços). Para o Rio de Janeiro, nas ruas onde ainda não existir redes de gás, é obrigatória a construção do ramal interno, para edificações multifamiliares ou mistas com mais de cinco unidades residenciais, o qual ficará interrompido a uma distância de 0,50 metros para fora do limite da propriedade, adequadamente vedada nessa extremidade, obrigando-se, ainda, a caixa de proteção dos medidores. Os projetos, as obras e os serviços de instalação de gás no Rio de Janeiro, só poderão ser executados por instaladores inscritos na CEG - Companhia Estadual de Gás - onde a CEG já tenha rede de gás, e inscritos nas respectivas Prefeituras quando executadas nos demais Municípios. A área total das aberturas para ventilação das caixas de proteção ou cabines, será de, no mínimo, um décimo (1/10) da área da planta baixa do compartimento. Vale ressaltar que no interior das caixas de proteção ou cabines não poderá existir hidrômetro nem qualquer dispositivo capaz de produzir centelha, chama ou calor. Ademais, não será permitida a colocação de qualquer outro aparelho, equipamento ou dispositivo elétrico, além do necessário à iluminação, que deverá ser à prova de explosão. As instalações só serão aprovadas depois de submetidas pelos instaladores à prova de estanqueidade mediante emprego do ar comprimido ou gás inerte com pressão de 1000 mm.c.a. No caso de instalações embutidas, essa prova deverá ser feita antes da execução do revestimento. Todo o aquecedor de água deverá utilizar chaminé (fig. 87) destinada a conduzir os produtos da combustão para o ar livre ou para o prisma de ventilação. - 70 - Figura 87 - Detalhe da chaminé dos aquecedores individuais a gás. TRANSPORTE MECANIZADO - ELEVADORES São instalações de longa vida (25 a 40 anos), devendo ser projetados de maneira a atender às necessidades crescentes. São elementos da instalação de elevadores: CAIXA DE CORRIDA Deve ser construída de material incombustível, os pilares devem ser distribuídos nas paredes laterais e dos fundos deixando a parte frontal livre para a fixação dos marcos e da botoeira de chamada. Não é permitida a colocação de qualquer outra tubulação no interior das caixas além da necessária para a própria instalação do elevador, procurando-se evitar tubulações no interior das paredes da caixa. CASA DE MÁQUINAS Contém o motor e os aparelhos de manobra do elevador. Exige-se paredes incombustíveis, isolamento térmico, pé-direito de 2,10m, extintor de incêndio junto à porta de acesso, escada incombustível e fixa. Se possível, isolamento acústico nas paredes. CASA DE POLIAS Local destinado às polias superiores, quando as máquinas não estiverem colocadas na parte superior do conjunto. Deve ter piso incombustível, iluminação artificial, pé-direito mínimo de 1,30m e espado mínimo de 30cm de altura sobre as polias de guia. POÇO É o local onde se move a cabine e também onde se encontra o contrapeso. Não deve haver nada que reduza suas medidas e a impermeabilização deve ser de qualidade. Suas paredes devem ser de material não inflamável ou refratário. CABINE A altura interna mínima deve ser de 2,0m. - 71 - SERVIÇOS QUE DEVEM SER EXECUTADOS PELA CONSTRUTORA: o construção e acabamento da casa de máquinas, do poço e da caixa do elevador, atendendo às exigências da NB 30 e as indicações do fabricante o execução de pontos de apoio para fixação das guias do carro e do contrapeso e trabalhos de alvenaria exigidos pelo fabricante o fornecimento de energia elétrica provisória e suficiente para os trabalhos de montagem do elevador e posteriormente, ligação de luz e força definitivas na casa de máquinas o instalação, na casa de máquinas, de chave trifásica com os fusíveis para o elevador, de uma tomada de terra ligada à chave de força do elevador, de um extintor de incêndio próprio para equipamentos elétricos e tantas tomadas de 600w quantas forem necessárias. o permitir a instalação da cabine, não fechando algumas paredes, ou retirando tapumes, preparando caminhos e rampas, etc. . - 72 - TEMA 7 - Esquadrias Os caixilhos que estruturam as esquadrias podem ser de madeira, aço, ferro, alumínio e PVC. Dependendo da ferragem adotada pode-se ter portas de abrir, correr, tipo vai-vém, basculante para cima (tipo porta de garagem), com eixo central (tipo roleta de ônibus), várias folhas de abrir com dobras ou mesmo de correr (sanfona). Assim como as portas, as janelas podem assumir vários tipos de aberturas em função das ferragens: abrir, correr, guilhotina, basculante, pivotante. Além disso, pode-se combinar panos opacos e transparentes para obter diferentes combinações do vento e iluminação. Para que se possa especificar o tipo de janela mais adequado de acordo com cada ambiente, é necessário conhecer as vantagens e desvantagens que cada modelo pode oferecer. JANELAS DE CORRER: Podem executar esse movimento no sentido horizontal ou vertical (tipo guilhotina). As janelas de correr horizontais podem ser constituídas de uma ou mais folhas. Essas têm como vantagens: • ventilação regulada conforme a abertura das folhas; • as suas folhas não se movimento sob a ação dos ventos (não se fecham); • são de simples operacionalização; • possibilitam a utilização de folhas de grandes dimensões; • não se projetam para áreas internas ou externas (possibilitando a colocação de grades, persianas e cortinas); • exigem pouca manutenção. As desvantagens desse tipo de janela são: • quando abertas, não liberam a totalidade do vão (normalmente 50% deste); • apresenta dificuldades de limpeza na parte externa; • exige vedações nos batentes (a fim de evitar infiltrações indesejáveis de ar ou água). As janelas de correr verticais (tipo guilhotina) são constituídas por uma ou mais folhas e movimentadas no sentido vertical. Apresentam as mesmas vantagens das janelas de correr horizontais podendo-se acrescentar que estas permitem a ventilação higiênica (ou de inverno), que se faz quando da passagem da ventilação somente pela parte superior da janela. Como desvantagens, pode-se citar as mesmas das janelas de correr horizontais, além da manutenção mais freqüente pela presença dos cabos e contrapesos utilizados para o balanceamento e funcionamento. No caso da - 73 - regulagem através de borboletas, acrescenta-se a desvantagem da impossibilidade de regular adequadamente a quantidade de passagem da ventilação. JANELAS DE ABRIR: Possuem eixo vertical de abertura e são formadas por uma ou mais folhas (superfícies que podem ser móveis ou fixas), podendo abrir-se para dentro ou para fora da edificação (fig.88). Entre as vantagens de uso da das janelas de abrir, pode-se citar: • abertura completa do vão; • facilidade de limpeza e manutenção; • permite a colocação de grades ou telas exteriores, quando se abre para dentro, e internas quando se abre para fora. As desvantagens são: • não é possível regular a ventilação; • ocupa espaço interno se as folhas abrirem para dentro; • não podem permanecer abertas quando ocorrem chuvas oblíquas em relação ao plano da fachada em que se encontram inseridas, se não houver algum tipo de proteção. Figura 88 - Janelas de abrir - 74 - JANELAS PIVOTANTES: Podem ser horizontais ou verticais (fig. 89). As janelas pivotantes horizontais podem ter uma ou mais folhas (tipo basculante). Este tipo de janela terá um desempenho do ponto de vista da ventilação, tanto maior quanto maior for seu ângulo de abertura. Figura 89 - Janela pivotante horizontal e vertical De acordo com o sistema de comando e abertura desse tipo de janela, é possível dirigir o fluxo de ar que entra pela referida abertura. A janela pivotante é apontada por diversos autores como a de melhor desempenho no direcionamento dos movimentos do ar, assim como da velocidade de entrada dos fluxos de ar no interior dos ambientes. As vantagens são: • permitir ventilação constante na totalidade do vão, mesmo em dias chuvosos; • ocupar pouco espaço ao abrir ou fechar; • facilidade de limpeza; • possibilita a entrada do ar frio e saída do ar quente no mesmo vão. Como desvantagem dessa tipologia de janela aponta-se a impossibilidade de observar o exterior debruçando-se sobre ela. As janelas pivotantes verticais podem ser encontradas em uma ou mais folhas e possuem as mesmas características das pivotantes horizontais. Permitem a passagem da ventilação em praticamente toda a extensão do vão quando seus elementos formam 90o com o plano da fachada em que se encontram inseridas. Esta tipologia de janela possibilita, também, controlar o fluxo de ar e sua direção, através dos sistemas de comando do referido modelo. - 75 - Apresentam-se como vantagens na utilização da janela pivotante vertical: • permitir ventilação constante, mesmo nos dias de chuva; • abertura em qualquer ângulo, o que possibilita o controle da ventilação; • fácil limpeza; • ocupa pouco espaço, tanto interna quanto externamente ao movimentar- se. A desvantagem é a mesma da pivotante horizontal. Pode-se ainda incluir na categoria das janelas pivotantes verticais, as janelas tipo "camarão", que possuem pivô vertical e sanfonam suas folhas umas sobre as outras, num deslizamento dos seus eixos verticais. A vantagem desse tipo de janela, consiste em permitir a passagem da ventilação na totalidade de seu vão, possibilitando regular a ventilação. (fig. 90) Entre as desvantagens, pode-se citar: • dificuldade na limpeza; • quando se abre para o exterior, gera a impossibilidade de colocar grades; • quando se abre para o interior, impossibilita a colocação de persianas. Figura 90- Janela tipo "camarão" JANELAS MAXIM-AR: Podem ser incluídas na categoria de janelas pivotantes horizontais, uma vez que também possuem eixo horizontal. Estas, porém, deslizam verticalmente, possuem só uma folha e possibilitam a separação dos fluxos de ar quente e frio (fig 91). - 76 - Figura 91 - Janela tipo maxim-ar As vantagens da janela maxim-ar são: • possibilitar ventilação das partes inferiores, mesmo nos dias chuvosos; • não ocupar espaço interno; • facilidade de limpeza devido à distância que a separa do vão superior. Como desvantagens, citam-se: • liberação parcial do vão para ventilação; • não permite o uso de grades ou telas externas. A janela de folha fixa serve tão somente para possibilitar a iluminação e a visão do exterior (fig.92). Os tipos citados podem ser combinados de forma adequada no mesmo vão, para atender aos requisitos técnicos do projeto. As folhas das janelas podem, ainda, ser: totalmente em madeira; em venezianas de madeira, alumínio ou PVC; vidro com caixilhos de madeira, alumínio, aço ou PVC ou outras combinações. Além disso, as novas exigências do mercado da construção civil vêm incentivando o aparecimento de novas janelas no mercado. Entre elas destaca-se a janela acústica. O que se pretende é um tipo de vedação que, mesmo quando fechada (para impedir a passagem do vão), consiga promover a ventilação do ambiente. Nesse caso, o que vem ocorrendo é a utilização da janela projetada para permanecer fechada nos momentos em que há incômodo do ruído exterior. - 77 - Figura 92 - Janela de folha fixa Vale lembrar que as janelas comuns terão desempenho acústico tanto melhor, quanto mais perfeitos forem seus encaixes e melhor seja a sua estanqueidade ao ar. Assim sendo, janelas comuns de vidro com 3mm, guarnecidas com bandeiras em venezianas e tratamento acústico terão desempenho próximo ao das janelas acústicas. MADEIRA Para as portas executadas em carpintaria, podemos distinguir os seguintes elementos constituintes: - contra-batente (optativo) - batente marco caixão ou caixotão aduela - folha lisa almofadada calha mexicana outras ( ) - guarnição (alisar) O contra-batente, e quando não existir esse e for somente o batente, deverá ser colocado antes do revestimento da parede; irá portanto sofrer o impacto dos carrinhos de transporte de material, assim como a provável queima com a argamassa do revestimento. Para sua proteção, utiliza-se uma ou duas - 78 - demãos de óleo de linhaça puro que protegerá não só da queima da cal como de qualquer empenamento. Nas obras ou nos depósitos dos fabricantes, os caixilhos de madeira prontos devem ser estocados na vertical sobre o piso nivelado, em ambientes protegidosdas intempéries, sem fontes de calor próximas, em pilhas isoladas do solo. Deve-se evitar guardar os caixilhos junto com outros materiais de construção que possam prejudicar o acabamento final da madeira, tais como: óleos, cimento, cal, tinta entre outros. Os caixilhos de madeira são normalmente chumbados às alvenarias com grapas ou pregos, ou fixados em contrabatentes anteriormente chumbados, com parafusos auto-atarrachantes. Para a fixação dos quadros nos vãos, devem ser tomados cuidados de modo a não envergar qualquer dos lados pela colocação de cunhas que devem ser postas o mais próximo possível dos cantos do caixilho. Em caixilhos de vãos maiores, que não contem com montantes intermediários, recomenda-se a colocação, já na indústria, de um travamento no centro do vão que deverá ser retirado somente depois da instalação completada. Recentemente, vêm sendo realizadas instalações utilizando outra forma de fixação dos caixilhos, com a injeção de espuma de poliuretano nos vãos entre os quadros e as alvenarias. Embora a técnica ainda seja pouco conhecida, pode se tornar uma opção para as obras mais sofisticadas. De qualquer forma, as travas só devem ser retiradas depois que a instalação estiver completa, inclusive com o preenchimento e cura das argamassas nos vãos. METAL No trabalho executado em serralharia, os elementos que interessam para a fabricação de esquadrias são os perfis de chapa dobrada em ferro, alumínio ou aço (comum e zincado). Esse último vale citar os batentes da Eucatex@ (batentaço envolvente e outros). Os métodos de montagem são o aparafusamento, a rebitagem e a solda. A fixação das esquadrias metálicas pode ser feita com grampos de ferro em cauda de andorinha, ou grapas, chumbados na alvenaria com argamassa de cimento e areia, posicionadas para acomodar exatamente entre as fiadas, espaçados cerca de 60cm sendo 2 o número mínimo de grampos em cada lado. Os grampos são fixados à esquadria propriamente dita por meio de parafusos. AÇO O aço é um material construtivo essencialmente constituído de ferro e carbono e diminutas quantidades de outros elementos sempre presentes como manganês, fósforo, silício e enxofre. Outros elementos podem ser adicionados para obter determinadas características. A adição de cobre, por exemplo, concede características de maior resistência do composto à - 79 - corrosão. Em esquadrias, o aço utilizado pode ser revestido ainda por uma camada microscópica de zinco, que também aumenta sua resistência à corrosão. As esquadrias com acabamento em primer, normalmente não são embaladas, nem para a armazenagem, tampouco para o transporte. Usualmente são empilhadas umas sobre as outras ou colocadas em pallets e armazenadas nas prateleiras dos depósitos. No transporte devem ser empilhadas umas sobre as outras com proteção de cantoneiras de chapas forradas com carpetes entre uma peça e outra nos quatro cantos do caixilho, para evitar o descascamento do primer pelo atrito aço x aço. Os caixilhos de aço com pintura definitiva devem ser entregues embalados envoltos em lençóis de plástico ou acondicionados em caixas de papelão antes do armazenamento e transporte. Essas embalagens protetoras só devem ser retiradas depois do término da obra, evitando-se danificar a pintura com rebocos, natas de cimento e tintas. Quando os caixilhos de aço chegam à obra, seja qual for o tipo do acabamento, deve-se evitar o seu armazenamento em locais onde estejam tintas, ácidos, "tinners" ou em ambientes úmidos, sujeito à goteiras ou ainda ao relento, exposto às chuvas e poeira. As principais verificações a serem feitas na obra dizem respeito às especificações definidas tanto em relação às medidas, quanto ao tipo, quantidade e eventuais defeitos de fabricação. Durante a colocação do caixilho, o vão de assentamento deve estar rigorosamente esquadrejado sendo indicado o uso de gabaritos de aço. Os apoios e cunhas devem ser colocados nas duas extremidades superiores e inferiores das guias - nunca no meio delas. No assentamento, deve-se evitar socar a argamassa em demasia, o que poderia provocar o arqueamento no centro do vão e o consequente emperramento das folhas móveis. A fixação dos caixilhos de aço é normalmente feita através do uso de buchas e parafusos. ALUMÍNIO O processo de produção inicia-se com a extração da bauxita - com aparência semelhante ao barro. Após um processamento que inclui carvão, óleo, solda e cal, tem-se a alumina que, após o processo de eletrólise, reduz- se ao alumínio. Após um processo de desgaseificação, o metal líquido segue para os diferentes processos que darão formato final aos tarugos, lingotes e vergalhões. O acabamento pode ser anodizado ou com pintura eletrostática. O objetivo da anodização é melhorar a estática das peças tratadas e protegê-las da corrosão ou de qualquer outro ataque exterior. A pintura eletrostática é o processo mais conhecido e largamente utilizado na decoração e proteção do alumínio. A aplicação da tinta eletrostática, líquida ou em pó, é feita automaticamente em cabines especialmente projetadas, através de equipamentos especiais. Ambas as pinturas apresentam tipos de tintas com características específicas para cada finalidade de utilização, com várias cores. - 80 - Os caixilhos devem ser protegidos com papel crepom e armazenados em lugar seco e ventilado até o momento do seu envio para a obra. Seu armazenamento pode ser na posição vertical, limitando-se à altura de 1,50m, intercalado por calços e na posição horizontal, devendo-se fixar as duas extremidades do lote. O empilhamento horizontal ou vertical deve ser isolado do chão através de calços. A instalação das esquadrias de alumínio obedece às seguintes etapas de colocação: - colocação de contramarcos: Deve-se deixar o vão bruto com 5cm a mais em cada lado. O contramarco já com seus acessórios será chumbado respeitando-se os pontos de acabamento previamente determinados. - colocação das esquadrias: Após a limpeza dos contramarcos, os caixilhos são fixados através de parafusos de aço tratado e vedante de calafetação. - arremates: Correspondem aos acabamentos entre caixilho e alvenaria na parte interna. São normalmente fixados por encaixe e pressão. PVC O Policloreto de Vinila ou PVC é um polímero orgânico, conseguido a partir da agregação do Monômero Cloreto de Vinila. A obtenção de perfis para esquadrias é feita através do processo de extrusão. Aditivos diversos, pigmentos, acrilatos e outros produtos, tornam o PVC um material que pode ser modificado de acordo com a caraterística desejada quanto à resistência à impactos, temperatura, estabilidade de cor e outros parâmetros que garantes a durabilidade dos componentes. Os caixilhos de PVC são normalmente entregues embalados. Alguns fabricantes preferem envolvê-los por caixas de compensados ou filmes plásticos. Como o produto não sofre a agressão de outros materiais de construção, os cuidados em relação à embalagem são apenas para evitar riscos que danifiquem a superfície. Nas obras, a recepção dos produtos deve atentar exatamente para esse detalhe, de modo a garantir a integridade superficial, transportando as esquadrias e empilhando-as com cuidado. Deve-se estocar na horizontal em local plano e seco, admitindo-se o empilhamento máximo de 15 unidades, sem vidros. A posição ideal de empilhamento prevê, em cada caixilho empilhado, um deslocamento de 45o em relação ao colocado abaixo. O único alerta que os fabricantes fazem em relação ao calor do sol se refere à cobertura dos produtos por lonas plásticas pretas. Estas podem concentrar calor, aquecendo osperfis a temperaturas superiores às permitidas, provocando deformações irreversíveis nos caixilhos. Por isso, eles devem ser abrigados à sombra, em locais ventilados e secos. - 81 - Dentro da obra, os caixilhos devem ser movimentados com cuidado, evitando- se batidas, riscos ou qualquer outro acidente provocado pelo fluxo normal da obra. Os caixilhos de PVC, de maneira geral, permitem três formas de instalação: chumbamento direto à alvenaria com grapas; fixação em parafusos em vãos acabados; instalação com contramarcos (geralmente de alumínio). O chumbamento com grapas obedece às seguintes etapas: • Posicionar as peças no vão de alvenaria com auxílio de caixões e cunhas para nivelamento e prumo. • Executar o acabamento externo, utilizando-se do perfil guia para argamassa como referência de nível do acabamento externo no vão. • Executar o acabamento interno. • Evitar a abrasão dos perfis e procurar não sujar demais a janela com argamassa. O material não mancha com cimento e cal, mas o excesso de resíduos pode entupir as drenagens e prejudicar o funcionamento dos acessórios. • Usar silicone na impermeabilização dos cantos do contramarco e garantir a estanqueidade entre o marco e o contramarco utilizando-se vedação apropriada. A fixação com parafusos, segue o roteiro abaixo: • Verificar a regularidade do vão acabado • As folgas laterais não devem exceder 3mm. • Com o auxílio de calços, posicionar o caixilho no vão. • Executar o aparafusamento em número adequado ao tamanho da janela, seguindo os mesmos critérios adotados na fixação por grapas. Os parafusos não devem entrar em contato com a água e é necessário prever a colocação normal de buchas para acolher os parafusos. Os mesmos deverão atravessar o perfil, colocando-se uma tampa na furação externa para evitar infiltrações. • Após a instalação, fazer um cordão de silicone em todo o perímetro (interno e externo) do contato janela/alvenaria. Cuidados na instalação com contramarcos: • Colocação dos contramarcos no vão da alvenaria conforme técnica usual (indicada pelos fabricantes). • Distribuição das folgas que não devem exceder a 2/3mm. O número de grapas recomendado deve seguir a mesma orientação das outras técnicas de fixação anteriormente descritas. • Vedar a junta perimétrica com silicone e colocar os arremates. - 82 - VIDROS O vidro é uma substância inorgânica obtida por fusão, que se encontra em uma condição contínua e análoga ao estado líquido desta substância mas que, devido a uma variação reversível da viscosidade durante o esfriamento, possui consistência tão elevada que pode ser considerado rígido para todos os fins práticos. O vidro não apresenta cristais, fibras ou grãos, permanecendo em estado líquido porém com uma alta viscosidade (aderência) que o torna sólido para efeito de cálculos. Para fabricar o vidro é preciso fundir três elementos básicos: • um vitrificante, a sílica, introduzida sobre a forma de areia; • um fundente, soda ou potassa, em forma de sulfato ou carbonato (em baixa temperatura na fusão da sílica); • um estabilizante, cal em forma de carbonato (atribui ao vidro uma resistência maior aos ataques da água). Quando o vidro é submetido à flexão, uma de suas faces sofre tração e outra, compressão. A resistência à tração é da ordem de 400kgf/cm2 para o vidro polido recozido, e 1200 a 2000kgf/cm2 para o vidro temperado. A resistência à compressão é muito elevada, da ordem de 10000kgf/cm2. TIPOS E RESTRIÇÕES DE USO Os vidros podem ser classificados de acordo com o quadro: VIDROS TIPO FORMA TRANSPARÊNCIA ACABAMENTO DA SUPERFÍCIE COLORAÇÃO COLOCAÇÃO recozido segurança temperado segurança laminado segurança aramado termo absorvente compostosplano curvo perfilado ondulado transparente translúcido opaco liso polido impresso fosco espelhado gravado esmaltado termo-refletor incolor colorido caixilhos autoportante misto - 83 - VIDRO RECOZIDO: É o tipo mais simples de vidro, obtido pelo processo de estiragem mecânica. Pelas suas características, esse tipo de vidro pode ser recortado ou lapidado após a fabricação. A utilização do vidro recozido, assim como os outros tipos de vidro, obedece aos critérios constantes na norma NBR-7199 (ou NB-226), onde destacam-se as seguintes recomendações: • pode ser utilizado em fachadas do pavimento térreo à altura de 0,10m acima do piso; • nos andares acima do térreo, somente pode ser utilizado em cota superior a 1,10m da cota do piso do respectivo pavimento; • em clarabóias, balaustradas, parapeito e sacadas, o vidro recozido só pode ser usado se colocados os devidos dispositivos de segurança. VIDRO DE SEGURANÇA TEMPERADO: O tratamento térmico da têmpera é um processo de aquecimento gradativo que atinge os 700oC, seguido de brusco resfriamento. Isso provoca no vidro tensões internas de tração e compressão que resultam em um aumento significativo na sua resistência. Devido a essa característica, o vidro temperado não aceita recortes após a sua fabricação. Chama-se "vidro de segurança" porque ao se partir, fragmenta-se em pedaços pouco cortantes. Basicamente o vidro temperado é utilizado nos locais onde é possível a utilização do vidro recozido, além daqueles onde exige-se a utilização de vidros de segurança, como: • separações de terraços pois em caso de pânico, a sua quebra não cria barreira física; • portas internas e externas; • vitrines; • entrada de edifícios; • mobiliário (tampo de mesas, portas de armários, etc.) VIDRO DE SEGURANÇA LAMINADO: É composto por dois ou mais vidros simples (recozidos ou temperados) colados pela intercalação de filme de butiral polivinil, material plástico, escolhido em razão das suas qualidades marcantes de resistência, aderência ao vidro e elasticidade. A aderência butiral-vidro dá-se pelo tratamento térmico sob pressão para produzir uma placa de vidro transparente e de cor permanente. Em caso de quebra, o butiral constitui um anteparo no qual os fragmentos continuam colados, assegurando uma proteção até a substituição da peça. - 84 - Os campos de utilização do vidro laminado são: 1) ANTIACIDENTES, permanecendo no local em caso de quebra, retendo as partículas fragmentadas. - vigias; - átrios de imóveis; - vitrines de lojas; - forros falsos; - grandes envidraçamentos; - guarda-corpos, envidraçamento rente ao chão, parapeitos, caixilhos de solo a teto e paredes externas. 2) ANTIVANDALISMO, frustrando ataques rápidos ao retardar a passagem de pessoas ou objetos no caso de tentativas de roubo. 3) ANTIROUBO, resistindo a arrombamentos, dependendo do tipo de butiral utilizado. A escolha pode recair em um vidro com três ou mais lâminas, segundo o valor dos objetos a proteger, tais como: - vitrines de lojas de alto luxo; - relojoarias, joalherias, ourivessarias; - casa de armas; - lojas de peles; - loja de antiguidades. 4) ANTIBALA, protegendo pessoas de agressões a mão armada. As camadas múltiplas de vidro e butiral polivinil absorvem o impacto do projétil, permitindo a visão total do exterior. Esse tipo de vidro é recomendado para: - caminhões e carros-forte blindados; - guichês de bancos; - postos de gasolina; - cadeias; - casas de câmbio; - lojas de bebidas; - cabines de pedágio; - qualquer local onde armas de fogo ou objetos atirados possam atingir o material do envidradamento. 5) PROTEÇÃO CONTRA PERIGO DE EXPLOSÃO, quando se deseja em caso de explosão, que os fragmentos não sejam projetados. Para a corretaespecificação do vidro laminado, recomenda-se que os fornecedores sejam consultados, e apresentem os resultados dos ensaios que comprovem a resistência das chapas ao objetivo desejado. - 85 - VIDRO DE SEGURANÇA ARAMADO: É um vidro impresso translúcido incolor ou colorido, no qual é incorporada uma tela metálica de malha quadrada com 12,5 ou 25mm de lado. Esta tela metálica tem como função segurar os estilhaços de vidro no eventual rompimento da chapa. Pelo fato de ser um vidro translúcido, a transmissão de luz se dá de maneira difusa, portanto, este tipo de vidro não possui a transparência necessária às vitrines, por exemplo. Este tipo de vidro é utilizado em: - caixas de escada; - cobertura de pergulados; - fechamento de clarabóias; - sacadas/peitoris; - coberturas; - lanternins. VIDRO TERMOABSORVENTE: Estes tipos de vidro, devido a sua coloração mais escura, absorve maior parte da energia solar incidente se comparado a um vidro comum. Entretanto, apresenta a desvantagem de reduzir o nível de iluminamento interno. VIDRO TERMOREFLETOR: É fabricado tendo somente como suporte o cristal incolor recozido e de perfeita planimetria. Uma de suas faces recebe uma camada de óxidos metálicos que garante um índice de reflexão superior aos vidros comuns. O vidro antélio é um cristal refletivo. Sua camada refletiva faz com que a visão do lado mais iluminado em direção ao menos iluminado seja diretamente proporcional à quantidade de luz incidente. Assim, durante o dia, a visão é maior da parte interna para a externa e à noite a situação se inverte. O antélio pode ser cortado, lapidado, temperado, esmaltado, incorporado ao vidro laminado ou em envidraçamentos isolantes. A especificação do antélio, seja para responder às necessidades de proteção solar ou efeito estático, deve ser precedida de um exame cuidadoso dos coeficientes técnicos inerentes ao produto, em relação aos fatores ambientais e de projeto. VIDRO COMPOSTO: Neste grupo, destaca-se o vidro termo-acústico que é um duplo vidro isolante, composto de duas chapas de vidro separadas por uma camada de ar desidratado, constituindo-se em um conjunto hermeticamente selado sem risco - 86 - de embaçamento interno, tendo elevadas propriedades de isolamento térmico e acústico. É fabricado com dois vidros (comuns, laminados e/ou temperados, coloridos ou incolores) de espessura indêntica ou não, ou ainda com um vidro termorefletor do lado externo, sendo o segundo vidro, incolor. Sua espessura total é obtida pela soma das espessuras dos dois vidros componentes, acrescida da espessura da camada de ar de 9mm, constante. INSTALAÇÃO E CUIDADOS NA OBRA As chapas de vidro devem ser armazenadas, empilhadas, apoiadas em material que não lhes danifique os bordos com uma inclinação em torno de 6% em relação à vertical. O armazenamento deve ser feito em local adequado, ao abrigo de umidade e de contatos que possam danificar ou deteriorar suas superfícies. As condições do local devem ser tais que evitem condensação de umidade nas superfícies das chapas. Nos caixilhos de aço, a fixação dos vidros é feita por massa, nos casos de janelas dotadas de quadros de vidro com divisão; e por meio de baguetes quando não apresentam divisões. Há ainda a possibilidade de fixar os vidros através de guarnições de neoprene. Nos caixilhos de alumínio, os vidros podem ser instalados com ou sem baguetes, utilizando-se gaxetas de borracha, massa de vidro ou silicone. Para obter uma instalação satisfatória, utilizam-se calços apropriados entre o quadro e a lâmina de vidro, com dureza e formas variadas. Desta maneira, evita-se o contato direto entre o alumínio e o vidro, evitando quebras e transmissão de vibrações às lâminas. Mesmo no sentido transversal, o vidro deve ser posicionado de maneira que não haja contato com as superfícies metálicas. Nas situações em que a calafetação do vidro é efetuada por meio de guarnições, estas devem manter o vidro no centro do canal, isolando-o do alumínio. Quando a calafetação é realizada por mástiques ou massa, torna-se necessário o uso de calços de modo a posicionar corretamente o vidro e evitar tensões locais no próprio calafetador, o que provocaria trincas e a consequente infiltração da água. O perigo das infiltrações de água é menor quando as guarnições, especialmente a externa, possuem boa elasticidade e um desenho adequado para se manter sempre com uma pressão contra o vidro, mesmo sob a ação do vento. Em caixilhos de madeira, os vidros podem ser fixados com massa ou baguetes. Mesmo utilizando baguetes, os fabricantes recomendam a colocação de massa entre estes e o vidro para evitar tensões desnecessárias. Nos caixilhos de PVC, recomenda-se a utilização de vidros com 4mm de espessura, instalados com duas gaxetas. Existe, também, a possibilidade de se trabalhar com vidros de 6mm. A colocação e remoção são feitas através de baguetes removíveis. - 87 - FERRAGENS Pode-se afirmar que a maioria dos defeitos encontrados no funcionamento de caixilhos se deve à escolha inadequada dos acessórios. Estes podem ser compostos por materiais como o alumínio extrudado, alumínio fundido, latão, aço inox, zamak, chumbaloy, náilon, poliacetal e aço 1020. O aço inox é utilizado como lingüetas de fechos, contrafechos, parafusos, arruelas, sempre que se exigir resistência maior aos agentes agressivos. No caso de se utilizar materiais zincados, brancos ou pretos, os fabricantes os submetem a ensaios de durabilidade de modo a comprovar seus níveis de resistência. O náilon é utilizado em peças que entram em atrito com o alumínio e o aço, como as roldanas, bicos de fechos, freios de braços e detalhes estéticos. Figura 93 - Detalhe da roseta Entre as diferentes modalidades de acessório, pode-se citar: fecho de acionamento interno, tipo concha (janelas de correr); fechos de acionamento externo, por rotação; fechos para duas folhas; roldanas para deslizamento; fechos-haste (maxim-ar); fechos de alavanca (maxim-ar); braços de reversão (maxim-ar); fecho cremona (janelas de abrir, tipo camarão e pivotantes); fecho tipo unha (janelas de abrir, tipo camarão e pivotantes); dobradiças e pivôs. As dobradiças podem ser: simples (com rodízio, sem rodízio e corta-fogo), palmela (para projetar a folha da janela longe da alvenaria), invisível (muito utilizada em portas de armários de bancada), vai-vém, com chumbadores e tipo piano. Sobre as fechaduras, vale destacar a especificação de fechaduras de cilindo fig.95) para portas de segurança (entrada, saída, etc), a tipo gorges para as portas internas à edificação (quartos, cozinhas) e as tranquetas para os banheiros residenciais. As tarjetas são utilizadas nas portas divisórias de cabines sanitárias em banheiros públicos, podendo ter a inscrição livre- ocupado ou não. De maneira geral, as fechaduras podem ser classificadas como de embutir (cilindro, tipo gorges, tranqueta, de correr) ou de sobrepor (portões). - 88 - Figura 94 - Fechaduras de cilindro Figura 95 - Quando a maçaneta de bola não deve ser usada Figura 96 - Nomenclatura e medidas As maçanetas de bola não devem ser usadas nas fechaduras que tenham distância de broca "A" inferior a 50mm para evitar que o portal atinja a mão, ferindo-a, como mostra a figura acima. - 89 - MÉTODO DE EXECUÇÃO - INSTALAÇÃO DE CONTRAMARCOS DE ALUMÍNIO RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: Condições para o início da execução dos serviços • Verificar se a alvenaria está concluída e fixada com folga de 5 cm junto à contraverga e de 3 cm junto às demais faces dos vãos, paraa colocação dos contramarcos; • Averiguar se os fios de prumo da fachada estão posicionados; • Conferir se as taliscas dos revestimentos das paredes estão posicionadas, indi1cando a espessura dos revestimentos em cada cômodo; • Observar se os pontos de nível, em relação ao piso acabado, estão indicados junto aos vãos de janelas. FIGURA 97 - Posicionamento provisório do contramarco no vão, com detalhe da colocação de cunhas de madeira e da fixação provisória com arame recozido Chumbamento dos contramarcos • Verificar o nível da travessa inferior em relação à referência indicada na alvenaria junto ao vão, através de nível alemão ou nível a laser, com tolerância de ± 3 mm; • Conferir o nivelamento das travessas com um nível de bolha - a bolha deve encontrar-se entre linhas; • Checar o prumo dos montantes, com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado, lembrando que a bolha deve situar-se entre linhas; • Observar o esquadro do conjunto usando um esquadro de alumínio; • Avaliar a retidão dos perfis por meio de uma régua de alumínio que deve ficar colada aos montantes e às travessas; • Averiguar o número de grapas posicionadas no contramarco, conforme o gráfico da Figura 4 do PES 12, atentando para as condições de soldagem e chumbamento das grapas. - 90 - Alinhamento dos contramarcos • Verificar o alinhamento dos contramarcos em relação às taliscas dos revestimentos internos, considerando a folga necessária para a aplicação do revestimento final. Conferir com régua de alumínio e trena metálica, admitindo uma tolerância de ± 3 mm; FIGURA 98 - Verificação do alinhamento interno do contramarco • Checar o alinhamento lateral dos contramarcos em relação ao fio de prumo da fachada, utilizando esquadro e trena metálica e admitindo uma tolerância de ± 3 mm. Acabamento dos contramarcos • Analisar o contramarco chumbado, verificando se todos os espaços entre os perfis e o substrato foram preenchidos com argamassa e se não foram deixadas rebarbas. FIGURA 99 - Verificação do prumo FIGURA 100 - Fixação definitiva do contramarco por meio de solda - 91 - FIGURA 101 - Chumbamento do contramarco Instalação de caixilhos • Verificar o seu funcionamento normal, defeitos de superfície dos perfis anodizados provenientes da instalação e aspecto geral de limpeza e acabamento. Aplicação de selantes • Verificar o preparo da base e a proteção da lateral das juntas com fita crepe; • Observar o uso adequado de limitadores de espessura e o total preenchimento da junta com mastique; • Assegurar o acabamento final que deve ser limpo e frisado quando assim especificado em projeto MÉTODO DE EXECUÇÃO – FIXAÇÃO DE BATENTES E PORTAS RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: Condições para início da execução dos serviços • Verificar se as paredes estão com alvenaria concluída (com prumo e esquadro conferidos) e com as taliscas para o revestimento posicionadas; - 92 - • Os vãos devem estar prontos para o recebimento dos batentes, isto é, com faces planas e aprumadas e folga de 10 mm a 15 mm de cada lado; • Checar se o contrapiso está pronto ou se as taliscas estão posicionadas; • Observar o posicionamento dos blocos preenchidos com argamassa no caso de fixação com parafusos, e o chapiscamento caso a fixação ocorra com espuma de poliuretano. Preparação dos batentes • Verificar as dimensões das peças, isto é, o vão interno (altura e largura) e o comprimento das ombreiras e da travessa, admitindo desvio máximo de 3 mm; • Averiguar o esquadro do batente, o alinhamento das ombreiras (não devem estar empenadas) e a correta fixação dos travamentos; • No caso de batentes que serão fixados por parafusos, medir a altura dos furos dos batentes e comparar com a posição dos blocos de alvenaria preenchidos com argamassa, observando ainda a profundidade do furo deixado para a cavilha. FIGURA 102 - Batente montado e travado FIGURA 103 - Batente furado nas alturas pré-determinadas, pronto para ser instalado - 93 - Colocação dos batentes (posicionamento) • Verificar nível, prumo e alinhamento do batente com a parede, bem como a planeza da alvenaria no vão; • Checar a presença de folgas muito superiores a 15 mm de cada lado. Elas devem ser minoradas com a aplicação de argamassa 1:3 em volume, principalmente no caso de assentamento com espuma de poliuretano. FIGURA 104 - Batente fixado provisoriamente na alvenaria por meio de cunhas Fixação dos batentes • Por parafusos: verificar se os parafusos realmente atingiram os blocos preenchidos com argamassa e se não estão frouxos. Em caso de acabamento encerado, observar também se as cavilhas não ficaram “enterradas”. FIGURA 105 - Detalhe da colocação da cavilha FIGURA 106 - Fixação do batente por meio de espuma de poliuretano - 94 - • Com espuma de poliuretano: verificar, imediatamente antes da fixação, a perfeita limpeza da área onde será aplicada a espuma (livre de poeira ou gordura e ligeiramente umedecida). Depois, averiguar a abrangência da camada de espuma (aproximadamente 25 cm) e a remoção dos excessos. FIGURA 107 - Colocação do “conjunto porta pronta” Proteção dos batentes • Verificar se não foi retirado o sarrafo de travamento situado junto aos pés das ombreiras; • Checar o correto posicionamento da proteção lateral em madeira compensada, de largura exatamente igual à da face da ombreira. Portas, guarnições e ferragens • Verificar se as portas não balançam quando fechadas, se ficam abertas em qualquer posição (não fecham, nem abrem sozinhas), se estão bem alinhadas em relação ao batente e se não estão lascadas ou com rebarbas provenientes da serra; • Observar se as fechaduras não estão com defeito de colocação (a porta deve ser trancada com facilidade); • Conferir se as guarnições estão com a requadração perfeita; • Averiguar se não há marcas de martelo próximas aos pregos, que não devem estar salientes. - 95 - TEMA 8 – Responsabilidades das empresas de construção • Empresa - organismo social • Empreendimento - conjunto de atividades e operações (a idéia se realiza) ⇒ Funções de estruturação do empreendimento: ♦ planejamento ♦ execução ♦ controle ♦ Planejamento - Tomada de decisão antecipada que implica em um sistema de decisões e ocorre dentro de um contexto dinâmico. Sistemática dos procedimentos na etapa do planejamento: ◊ levantamento das mecessidades (o quê) ◊ hierarquização das necessidades (em que ordem) ◊ equacionamento da interdependência entre os diversos fatores e metas (objetivos) ◊ estabelecimento das alternativas possíveis (como) ◊ determinação da melhor alternativa considerando o momento da tomada de decisão ◊ controle dos resultados ◊ reformulação ♦ No planejamento do empreendimento em construção civil, o instrumento que possibilita a efetivação do mesmo é o PROJETO. ♦ Os principais objetivos do planejamento são: ◊ dar forma aos elementos previstos ◊ bem distribuir os recursos ◊ preparar diretrizes e procedimentos ◊ impedir a improvisação ◊ proporcionar uma visão global ♦ Execução - Fase que torna realidade o empreendimento. ♦ Controle - Estabelece o mecanismo de feedback do sistema. Divide-se em controle técnico, administrativo e econômico. ◊ Controle técnico: ∗ de materiais: envolve os ensaios tecnológicos e a obediência à especificação. ∗ de procedimentos: envolve o controle durante a concretagem, na colocação fos revestimentos ou na impermeabilização (teste dágua)bem como todos os demais procedimentos de execução; ∗ o teste dos equipamentos. ◊ Controle administrativo: realiza-se através da aplicação de diferentes formulários de obra. - 96 - ◊ Controle financeiro: na fase de planejamento da construção o Plano de Operação prevê algumas formas de controle financeiro. Entre elas pode-se citar: ∗ controle do orçamento (quanto vai custar tudo) ∗ controle do programa de recursos (de quanto a firma dispõe) ∗ controle do programa de prazos (quando a firma receberá mais recursos) ∗ controle do programa de desembolso (quanto e quando a firma tem que efetuar pagamentos) EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Coordenação administrativa Início de Obra • Devem ser executados os seguintes procedimentos: 1. cadastramento do 2. Abrir o caixa pequena da obra. 3. Providenciar a aprovação da obra no município e demais concessionárias. 4. Providenciar a matricula do INSS, se necessário 5. Deve ser solicitado ao responsável pelo canteiro o planejamento de obra para projeção de receitas e despesas 6. Abrir as seguintes pastas, sempre nesta sequência: 6.1 - Documentos Administrativos 6.2 - Documentos Técnicos 6.3 - Protocolos 6.4 - Propostas Recusadas 6.5 - Atas de Reunião Funcionamento de uma empresa que implantou um Programa da Qualidade com base nas normas da série ISO 9000 Marketing/ comercial Processos administrativos Compras/ orçamento projeto obras Assistência técnica Departamento de pessoal Procedimento Operacional Procedimento Operacional Procedimento Operacional Procedimento Operacional Procedimento Operacional Procedimento Operacional Procedimento Operacional formulários formulários formulários formulários formulários Normas de contrato EIM Seleção e qualificação de fornecedores Normas de contrato Seleção e qualificação de projetistas PES PIS FVS Seleção e qualificação de fornecedores e prestadores de serviços Check-list de entrega de obra Termos de recebimento e vistoria Manual do Usuário jornal Mala direta Concursos internos Coordenação geral - 97 - 6.6 - Relatório Financeiros 6.7 - Planejamento Físico-Financeiro PS - As pastas devem ficar arquivadas por obra • As Notas Fiscais devem ser arquivadas • As etiquetas além de identificarem o conteúdo deverão indicar a data de destruição dos documentos ou o seu destino após o término da obra. • Deve ser elaborado um Calendário de Renovação de Licença de obra. • Todos os setores devem ser informados do início da obra. Protocolos • Qualquer documento enviado a Clientes e Fornecedores deve ser protocolado • Os protocolos para envio aos clientes devem ser emitidos em 2 (duas) vias. A primeira via deve permanecer com o cliente e a segunda deve ser assinada pelo cliente, carimbada e arquivada na pasta "Protocolo" • Os protocolos devem ser elaborados com base nos documentos emitidos e conferidos individualmente. Notas Fiscais • Quando a obra for por administração cópias das notas fiscais devem ser arquivadas na caixa de NF da respectiva obra. • Nas obras por empreitada as cópias das notas fiscais devem ser enviadas para a contabilidade depois de lançadas no Contas a Pagar • As notas fiscais originais somente devem ser enviadas para a contabilidade para emissão de cheques Relatórios OBRAS POR ADMINISTRAÇÃO • devem ter Relatórios de Cobrança da Obra elaborados de acordo com contrato. • Os Relatórios de Cobrança devem ser revisados e conferidos com o Eng. Supervisor da obra antes de serem enviados para o Dep. de Contabilidade executar a cobrança OBRAS POR EMPREITADA • No caso de obras por empreitada global ou projeto, o controle administrativo é feito mensalmente com a posição do saldo contratual • Ainda no caso de obras por empreitada global ou projeto, mensalmente deve ser feito um relatório com todos os recebimentos, pagamentos e impostos pagos. Ao final de qualquer obra deve ser emitido Relatório de Recebimentos / Pagamentos e Avaliação - 98 - SEGURANÇA DO TRABALHO • NR 18: Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção - Esta norma estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e organização, que objetivam a implementação de medidasde controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. Entre os itens que constam desta norma, destacam-se: 1.1. Comunicação prévia 1.2. Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção PCMAT 1.2.1. São obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20 trabalhadores ou mais, contemplando os aspectos desta NR e outros dispositivos complementares de segurança.. 1.2.1.1.O PCMAT deve contemplar as exigências contidas na NR9 - Programa de Prevenção e Riscos Ambientais 1.2.1.2.O PCMAT deve ser mantido no estabelecimento à disposição do órgão regional do Ministério do Trabalho - Mtb 1.2.2. O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de segurança do trabalho 1.2.3. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio 1.2.4. Documentos que integram o PCMAT: 1.2.4.1.memorial sobre condições e meio-ambiente de trabalho nas atividades e operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas respectivas medidas preventivas; 1.2.4.2.projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas de execução da obra 1.2.4.3.especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas 1.2.4.4.cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT 1.2.4.5.layout inicial do canteiro de obras, contemplando, inclusive, previsão de dimensionamento das áreas de vivência 1.2.4.6.programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças no trabalho, com sua carga horária 1.3. ÁREAS DE VIVÊNCIA 1.3.1. Os canteiros de obras devem dispor de: ♦ instalações sanitárias - deve ser constituída de lavatório, vaso sanitário e mictório na proporção de 1 conjunto para cada grupo - 99 - de 20 trabalhadores ou fração, bem como de chuveiro na proporção de 1 para cada grupo de 10 trabalhadores ou fração. A norma apresenta recomendações diversas quanto à higiene e manutenção desses espaços, tais como: ◊ serem mantidas em perfeito estado de conservação e higiene ◊ terem portas de acesso que impeçam o devassamento e serem construídas de modo a manter o resguardo conveniente ◊ terem paredes de material resistente e lavável, podendo ser de madeira ◊ terem pisos impermeáveis, laváveis e de acabamento antiderrapante ◊ não se ligarem diretamente com os locais destinados às refeições ◊ serem independentes para homens e mulheres quando houver necessidade ◊ terem ventilação e iluminação adequadas ◊ terem as instalações elétricas devidamente protegidas ◊ terem pé-direito mínimo de 2,50m ou respeitando o Código de Obras do Município ◊ estarem situadas em locais de fácil e seguro acesso, não sendo permitido um deslocamento superior a 150m do posto de trabalho aos gabinetes sanitários, mictórios e lavatórios. ♦ vestiários: A norma apresenta recomendações diversas quanto à higiene e manutenção desses espaços, tais como: ◊ ter paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente ◊ ter pisos de concreto, cimentado, madeira ou material equivalente ◊ ter cobertura que proteja contra as intempéries◊ ter área de ventilação correspondente a 1/10 da área do piso ◊ ter iluminação natural ou artificial ◊ ter armários individuais dotados de fechadura ou dispositivo com cadeado ◊ ter pé-direito mínimo de 2,5m, ou respeitando o que determina o Código de Obras ◊ ser mantido em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza ◊ ter bancos em número suficiente para atender aos usuários, com largura mínima de 30cm. ♦ alojamento: entre as determinações da norma, destacam-se a proibição do triliche e a exigência de armários e do fornecimento de roupas de cama. A norma apresenta recomendações diversas quanto à higiene e manutenção desses espaços, tais como: ◊ ter paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente ◊ ter pisos de concreto, cimentado, madeira ou material equivalente - 100 - ◊ ter cobertura que proteja contra as intempéries ◊ ter área de ventilação correspondente a 1/10 da área do piso ◊ ter iluminação natural ou artificial ◊ ter área mínima de 3,0m2 por módulo cama/armário, incluindo a área de circulação ◊ ter pé-direito de 2,5m para cama simples e 3,0m para cama dupla ◊ não estar situado em porões ou subsolos ◊ ter instalações elétricas devidamente protegidas ♦ local de refeições: Independentemente do número de trabalhadores e da existência ou não de cozinha, em todo o canteiro de obra deve haver local exclusivo para o aquecimento de refeições, dotado de equipamento adequado e seguro para o aquecimento. A norma apresenta recomendações diversas quanto à higiene e manutenção desses espaços, tais como: ◊ ter paredes que permitam o isolamento durante as refeições ◊ ter pisos de concreto, cimentado, madeira ou material equivalente ◊ ter cobertura que proteja contra as intempéries ◊ ter capacidade para atender a todos os trabalhadores nos horários de reifeição ◊ ter ventilação e iluminação natural e/ou artificial ◊ ter lavatório instalado nas suas proximidades ou no seu interior ◊ ter mesas com tampos lisos e laváveis ◊ ter assentos em número suficiente para atender aos usuários ◊ ter depósito com tampa para detritos ◊ não estar situado em porões ou subsolos das edificações ◊ não ter comunicação direta com as instalações sanitárias ◊ ter pé-direito mínimo de 2,80m ou respeitando-se o que determina o Código de Obras do Município. ♦ cozinha, quando houver preparo de refeições A norma apresenta recomendações diversas quanto à higiene e manutenção desses espaços, tais como: ◊ ter ventilação natural e/ou artificial que permita boa exaustão ◊ ter pé-direito mínimo de 2,80m ou respeitando-se o que determina o Código de Obras do Município. ◊ ter paredes de alvenaria, concreto, madeira ou material equivalente ◊ ter pisos de concreto, cimentado, ou de outro material de fácil limpeza ◊ ter cobertura de material resistnte ao fogo ◊ ter iluminação natural ou artificial ◊ ter pia para lavar almentos ou utensílios ◊ possuir instalações sanitárias que não se comuniquem com a cozinha, de uso exclusivo dos encarregados de manipular - 101 - os gêneros alimentícios, refeições e utensílios, não devendo ser ligadas à caixa de gordura ◊ dispor de recipiente com tampa para coleta de lixo ◊ possuir equipamento de refrigeração para preservação dos alimentos ◊ ficar adjacente ao local para refeições ◊ ter instalações elétricas devidamente protegidas ◊ quando utilizado GLP, os botijões devem ser instalados fora do ambiente de utilização, em área permanentemente ventilada e coberta ♦ lavanderia ♦ área de lazer ♦ ambulatório (quando se tratar de frentes de trabalho com 50 ou mais trabalhadores) 1.4. DEMOLIÇÃO 1.5. ESCAVAÇÕES, FUNDAÇÕES E DESMONTE DE ROCHAS 1.6. CARPINTARIA: Entre as recomendações definidas pela norma para a instalaçõs de serras circulares, destacam-se: ⇒ ser dotada de mesa estável, com fechamento de suas faces inferiores, anterior e posterior, construída em madeira resistente e de primeira qualidade, material metálico ou similar de resistência equivalente, sem irregularidades, com dimensionamento suficiente para a execução das tarefas ⇒ ter a carcaça do motor aterrada eletricamente ⇒ o disco deve ser mantido afiado e travado, devendo ser substituído quando apresentar trincas, dentes quebrados ou empenamento ⇒ as transmissões de força mecânica devem estar protegidas obrigatoriamente por anteparos fixos e resistentes, não podendo ser removidos em hipótese nenhuma durante a execução dos trabalhos ⇒ ser provida de coifa protetora do disco e cutelo divisor com identificação do fabricante e, ainda coletor de serragem. 1.7. ARMAÇÕES DE AÇO 1.8. ESTRUTURAS DE CONCRETO 1.9. ESTRUTURAS METÁLICAS 1.10. OPERAÇÕES DE SOLDAGEM E CORTE A QUENTE 1.11. ESCADAS, RAMPAS E PASSARELAS (recomendações quanto aos guarda-corpos, inclinações, tipo de materiais a serem utilizados, etc) - 102 - 1.12. MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS DE ALTURA (poços de elevadores, aberturas para passagem de tubulações, etc) Entre as recomendações definidas pela norma, destacam-se: ⇒ em todo o perímetro da construção de edifícios com mais de 4 pavimentos ou altura equivalente é obrigatória a instalação de uma plataforma principal de proteção na altura da primeira laje que esteja, np mínimo, um pé-direito acima do nível do terreno ⇒ essa plataforma deve ter no mínimo 2,5m de projeção horizontal da face externa da edificação e um complemento de 80cm de extensão com inclinação de 45o a partir da sua extremidade ⇒ a plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje a que se refere a retirada somente quando o revestimento do prédio acima desta plataforma estiver concluído ⇒ acima e partir da plataforma principa, de proteção, devem ser instaladas plataformas intermediárias de proteção, em balanço de três em três lajes ⇒ essas plataformas devem ter no mínimo 1,40m de balanço e um complemento de 0,80m de extensão com inclinação de 45o a partir de sua extremidade ⇒ cada plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje a que se refere a retirada, somente quando a vedação da periferia até a plataforma imediatamente superior estiver concluída ⇒ plataformas também em prédios com subsolo ⇒ atenção às telas de proteção 1.13. MOVIMENTAÇÃO E TRANSPORTE DE MATERIAIS E PESSOAS (guindastes, elevadores de materiais e pessoas, gruas, etc) 1.14. ANDAIMES (dimensionamento, materiais constituintes, etc) Definem-se os seguintes tipos de andaimes: ⇒ andaimes simplesmente apoiados ⇒ andaimes fachadeiros: andaime metálico simplesmente apoiado, fixado à estrutura na extensão da fachada. ⇒ andaimes móveis ⇒ andaimes em balanço: andaime fixo suportado por vigamento em balanço ⇒ andaimes suspensos mecânicos ♦ andaimes suspensos mecânicos leves: o estrado de trabalho é sustentado por travessas suspensas por cabos e sua estrutura e dimensões permitem suportar carga total de trabalho de 300kgf, respeitando-se os fatores de segurança de cada um dos seus componentes. ♦ andaimes suspensos mecânicos pesados: o estrado de trabalho é sustentado por travessas suspensas por cabos e sua estrutura e dimensões permitem suportar carga total de trabalho de 400kgf/m2, respeitando-se os fatores de segurança de cada um dos seus componentes - 103 - ⇒ cadeira suspensa ( ver NR-17 - Ergonomia): é o equipamento cuja estrutura e dimensões permitem a utilização por apenas uma pessoa e o material necessário para realizar o serviço (balancim) 1.15. CABOS DE AÇO (ver norma NBR 6327/83 - Cabos de aço/ usos gerais da ABNT) 1.16. ALVENARIA, REVESTIMENTOS E ACABAMENTOS 1.17. SERVIÇOS EM TELHADOS 1.18. SERVIÇOS EM FLUTUANTES 1.19.LOCAIS CONFINADOS (comportamento e treinamentos exigidos) 1.20. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS: A norma define que as instalações elétricas provisórias de um canteiro de obra devem ser constituídas de : ⇒ chave geral do tipo blindada de acordo com a aprovação da concessionária local, localizada no quadro principal de distribuição ⇒ chave individual para cada circuito de derivação ⇒ chave faca blindada em quadro de tomadas ⇒ chaves magnéticas e disjuntores para os equipamentos 1.21. MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS DIVERSAS 1.22. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) 1.23. ARMAZENAGEM E ESTOCAGEM DE MATERIAIS 1.24. TRANSPORTE DE TRABALHADORES EM VEÍCULOS AUTOMOTORES 1.25. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO (recomendação especial para o treinamento de uma equipe de operários especialmente para o combate ao fogo) 1.26. SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 1.27. TREINAMENTO 1.27.1.Todos os operários devem receber treinamento admissional e periódico visando a garantir a execução de suas atividades com segurança 1.27.2.o treinamento admissional deve ter carga horária mínima de 6 horas, e ser ministrado dentro do horário de trabalho, antes do trabalhador iniciar suas atividades, constando de : ♦ informações sobre condições e meio ambiente de trabalho - 104 - ♦ riscos inerentes à sua função ♦ uso adequado dos EPI ♦ informações sobre os equipamentos de proteção coletiva - EPC 1.27.3.O treinamento periódico deve ser ministrado: ♦ sempre que se tornar necessário ♦ ao início de cada fase da obra 1.27.4.Nos treinamentos os trabalhadores devem receber cópias dos procedimentos e operações a serem realizadas com segurança 1.28. ORDEM E LIMPEZA 1.29. TAPUMES E GALERIAS 1.30. ACIDENTE FATAL 1.31. DADOS ESTATÍSTICOS 1.31.1.O empregador deve encaminhar por meio deserviço de postagem à FUNDACENTRO, o Anexo I, Ficha de Acidente de Trabalho, desta norma até 10 dias após o acidente, mantendo cópia e protocolode encaminhamento por um período de 3 anos, para fins de fiscalização do órgão regional competente do Ministério do Trabalho. 1.31.2.A Ficha de Acidente de Trabalho refere-se tanto aos acidentes fatais, ao acidente com ou sem o afastamento, quanto a doença do trabalho. 1.31.3.A Ficha de Acidente de Trabalho deve ser preenchida pelo empregador no estabelecimento da empresa que ocorrer oacidente ou doença de trabalho 1.31.4.O empregador deve encaminhar à FUNDACENTRO O Anexo II, Resumo Estatístico Anual, desta norma até o último dia útil de fevereiro no ano subsequente, mantendo cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 3 anos, para fins de fiscalização do órgão regional competente do Ministério do Trabalho. 1.32. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES - CIPA - NAS EMPRESAS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 1.33. COMITÊS PERMANENTES SOBRE CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DO TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 1.34. REGULAMENTOS TÉCNICOS DE PROCEDIMENTOS RESPONSABILIDADES DO CONSTRUTOR ⇒ responsabilidades decorrentes da construção: ♦ responsabilidade pela perfeição da obra - 105 - ♦ responsabilidade pela solidez e segurança da obra: o vício da construção ◊ vício da construção: todo e qualquer defeito ou mau funcionamento em uma edificação, resultante de um pu mais dos serguintes fatos, desde que não tenha ocorrido mau uso ou falta de manutenção adequada, nos casos em que essa manutenção seria necessária: ∗ deficiências da mão-de-obra empregada durante a construção ∗ defeitos apresentados pelos materiais utilizados na construção dentro do seu prazo normal de vida útil ∗ alterações das especificações da obra ∗ erros de projeto. Prazos legais: Quando o construtor entrega uma obra, ela permanece legalmente em garantia por 5 anos e, nesse período, qualquer problema que ocorra é de sua responsabilidade, bastando que o adquirente do imóvel prove a existência do problema e desde que não tenha ocorrido mau uso ou falta de manutenção adequada. Passados os 5 anos de garantia, permanece a responsabilidade do construtor até que sejam completados 20 anos. Nesse período o adquirente, além de provar a existência do problema, deverá, também, provar que ele é decorrente, efetivamente, de vício da construção. Completados os 20 anos prescreve a responsabilidade do construtor. Objetivos das perícias ∗ caracterizar os danos existentes no imóvel ∗ identificar quais aqueles que resultam efetivamente de vícios da construção ∗ determinar as obras necessárias para sanar os problemas ∗ relacionar as obras necessárias para recompor os danos ∗ orçar as obras ∗ quantificar valores de indenização ou valores referentes a perdas e danos Fatos que mais frequentemente motivam ações por vícios da construção: ∗ ocorrência de vazamentos e/ou infiltrações ∗ existência de trincas ou fissuras ∗ desgaste prematuro das superfícies ∗ mau funcionamento das instalações elétricas e hidráulicas ♦ responsabilidade por danos a vizinhos e terceiros ♦ responsabilidade ético-profissional - 106 - ♦ responsabilidades trabalhistas e previdenciária ♦ responsabilidade por fornecimentos ♦ responsabilidade por tributos ♦ responsabilidade administrativa ♦ responsabilidade penal por desabamento ♦ responsabilidade por construção clandestina GESTÃO AMBIENTAL RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das competências que lhe foram conferidas pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto nº 99.274, de 6 de julho de 1990, e tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, Anexo à Portaria nº 326, de 15 de dezembro de 1994, e Considerando a política urbana de pleno desenvolvimento da função social da cidade e da propriedade urbana, conforme disposto na Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001; Considerando a necessidade de implementação de diretrizes para a efetiva redução dos impactos ambientais gerados pelos resíduos oriundos da construção civil; Considerando que a disposição de resíduos da construção civil em locais inadequados contribui para a degradação da qualidade ambiental; Considerando que os resíduos da construção civil representam um significativo percentual dos resíduos sólidos produzidos nas áreas urbanas; Considerando que os geradores de resíduos da construção civil devem ser responsáveis pelos resíduos das atividades de construção, reforma, reparos e demolições de estruturas e estradas, bem como por aqueles resultantes da remoção de vegetação e escavação de solos; Considerando a viabilidade técnica e econômica de produção e uso de materiais provenientes da reciclagem de resíduos da construção civil; e Considerando que a gestão integrada de resíduos da construção civil deverá proporcionar benefícios de ordem social, econômica e ambiental, resolve: Art. 1º Estabelecer diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações necessárias de forma a minimizar os impactos ambientais. Art. 2º Para efeito desta Resolução, são adotadas as seguintes definições: I - Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, - 107 - plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha;II - Geradores: são pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem os resíduos definidos nesta Resolução; III - Transportadores: são as pessoas, físicas ou jurídicas, encarregadas da coleta e do transporte dos resíduos entre as fontes geradoras e as áreas de destinação; IV - Agregado reciclado: é o material granular proveniente do beneficiamento de resíduos de construção que apresentem características técnicas para a aplicação em obras de edificação, de infra-estrutura, em aterros sanitários ou outras obras de engenharia; V - Gerenciamento de resíduos: é o sistema de gestão que visa reduzir, reutilizar ou reciclar resíduos, incluindo planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos e recursos para desenvolver e implementar as ações necessárias ao cumprimento das etapas previstas em programas e planos; VI - Reutilização: é o processo de reaplicação de um resíduo, sem transformação do mesmo; VII - Reciclagem: é o processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter sido submetido à transformação; VIII - Beneficiamento: é o ato de submeter um resíduo à operações e/ou processos que tenham por objetivo dotá-los de condições que permitam que sejam utilizados como matéria-prima ou produto; IX - Aterro de resíduos da construção civil: é a área onde serão empregadas técnicas de disposição de resíduos da construção civil Classe "A" no solo, visando a reservação de materiais segregados de forma a possibilitar seu uso futuro e/ou futura utilização da área, utilizando princípios de engenharia para confiná-los ao menor volume possível, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente; X - Áreas de destinação de resíduos: são áreas destinadas ao beneficiamento ou à disposição final de resíduos. Art. 3º Os resíduos da construção civil deverão ser classificados, para efeito desta Resolução, da seguinte forma: I - Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infra-estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras; II - Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros; - 108 - III - Classe C - são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso; IV - Classe D - são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros. Art. 4º Os geradores deverão ter como objetivo prioritário a não geração de resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação final. § 1º Os resíduos da construção civil não poderão ser dispostos em aterros de resíduos domiciliares, em áreas de "bota fora", em encostas, corpos d`água, lotes vagos e em áreas protegidas por Lei, obedecidos os prazos definidos no art. 13 desta Resolução. § 2º Os resíduos deverão ser destinados de acordo com o disposto no art. 10 desta Resolução. Art. 5º É instrumento para a implementação da gestão dos resíduos da construção civil o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, a ser elaborado pelos Municípios e pelo Distrito Federal, o qual deverá incorporar: I - Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil; e II - Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. Art 6º Deverão constar do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil: I - as diretrizes técnicas e procedimentos para o Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e para os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil a serem elaborados pelos grandes geradores, possibilitando o exercício das responsabilidades de todos os geradores. II - o cadastramento de áreas, públicas ou privadas, aptas para recebimento, triagem e armazenamento temporário de pequenos volumes, em conformidade com o porte da área urbana municipal, possibilitando a destinação posterior dos resíduos oriundos de pequenos geradores às áreas de beneficiamento; III - o estabelecimento de processos de licenciamento para as áreas de beneficiamento e de disposição final de resíduos; IV - a proibição da disposição dos resíduos de construção em áreas não licenciadas; V - o incentivo à reinserção dos resíduos reutilizáveis ou reciclados no ciclo produtivo; VI - a definição de critérios para o cadastramento de transportadores; VII - as ações de orientação, de fiscalização e de controle dos agentes envolvidos; - 109 - VIII - as ações educativas visando reduzir a geração de resíduos e possibilitar a sua segregação. Art 7º O Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil será elaborado, implementado e coordenado pelos municípios e pelo Distrito Federal, e deverá estabelecer diretrizes técnicas e procedimentos para o exercício das responsabilidades dos pequenos geradores, em conformidade com os critérios técnicos do sistema de limpeza urbana local. Art. 8º Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil serão elaborados e implementados pelos geradores não enquadrados no artigo anterior e terão como objetivo estabelecer os procedimentos necessários para o manejo e destinação ambientalmente adequados dos resíduos. § 1º O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, de empreendimentos e atividades não enquadrados na legislação como objeto de licenciamento ambiental, deverá ser apresentado juntamente com o projeto do empreendimento para análise pelo órgão competente do poder público municipal, em conformidade com o Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. § 2º O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil de atividades e empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental, deverá ser analisado dentro do processo de licenciamento, junto ao órgão ambiental competente. Art. 9º Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil deverão contemplar as seguintes etapas: I - caracterização: nesta etapa o gerador deverá identificar e quantificar os resíduos; II - triagem: deverá ser realizada, preferencialmente, pelo gerador na origem, ou ser realizada nas áreas de destinação licenciadas para essa finalidade, respeitadas as classes de resíduos estabelecidas no art. 3º desta Resolução; III - acondicionamento: o gerador deve garantir o confinamento dos resíduos após a geração até a etapa de transporte, assegurando em todos os casos em que seja possível, as condições de reutilização e de reciclagem; IV - transporte: deverá ser realizado em conformidade com as etapas anteriores e de acordo com as normas técnicas vigentes para o transporte de resíduos; V - destinação: deverá ser prevista de acordo com o estabelecido nesta Resolução. Art. 10. Os resíduos da construção civil deverão ser destinados das seguintes formas: I - Classe A: deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura; II - Classe B: deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostosde modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura; - 110 - III - Classe C: deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas. IV - Classe D: deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas. Art. 11. Fica estabelecido o prazo máximo de doze meses para que os municípios e o Distrito Federal elaborem seus Planos Integrados de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil, contemplando os Programas Municipais de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil oriundos de geradores de pequenos volumes, e o prazo máximo de dezoito meses para sua implementação. Art. 12. Fica estabelecido o prazo máximo de vinte e quatro meses para que os geradores, não enquadrados no art. 7º, incluam os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil nos projetos de obras a serem submetidos à aprovação ou ao licenciamento dos órgãos competentes, conforme §§ 1º e 2º do art. 8º. Art. 13. No prazo máximo de dezoito meses os Municípios e o Distrito Federal deverão cessar a disposição de resíduos de construção civil em aterros de resíduos domiciliares e em áreas de "bota fora". Art. 14. Esta Resolução entra em vigor em 2 de janeiro de 2003. Publicada DOU 17/07/2002 - 111 - BIBLIOGRAFIA ASSOCIAÇÃO Brasileira da Construção Industrializada (ABCI). Manual Técnico de Alvenaria, SP, ABCI/PROJETO, 1990 BORGES, R. S. e BORGES, W. L. Manual de Instalações Prediais Hidráulico-sanitárias e de gás. Ed. PINI, São Paulo, 1992 CASTRO, Deise Dias. Vidro plano: um estudo sobre o material e o seu uso em fachadas. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) PROARQ/FAU/UFRJ, 1994. CHING, Francis D. K, Técnicas de Construção Ilustrada, Porto Alegre, Ed. Bookman, 2001. CORAL, Tintas, Curso de pintura imobiliária, 1994 CENTRO de Tecnologia de Edificações. Qualidade na Aquisição e Recebimento de Materiais SINDUSCON-SP/SEBRAE/CTE. Ed. PINI, 1997. MACINTYRE, A. J. Instalações Hidráulicas Prediais e Industriais. Livros Técnicos e Científicos Editores, Rio de Janeiro, 1996. ORNSTEIN, Sheila Walbe e ROMERÓ, Marcelo de Andrade (coordenadores). Dossiê da construção do edifício: uma visão do edifício elaborada pelos alunos do 4o ano - 1985, Departamento de Tecnologia da Arquitetura, FAUUSP, 1992. PIRONDI, Zeno. Manual prático da impermeabilização e de isolação térmica. Instituto Brasileiro de Impermeabilização, PINI, SP, 1988 RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002, Ministério do Meio Ambiente, 2002 SEGURANÇA e Medicina do Trabalho. Ed Atlas, São Paulo, SP, 2001 SALGADO, Mônica Santos. Etapas da Construção Civil Cadernos Didáticos no. 23 UFRJ, 1995. ________________ Apostila para a disciplina Instalações Prediais II Curso de Engenharia Civil, Escola Politécnica/UFRJ, 2005. SENAI. Projeto construção civil, publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, 1971. SIDERBRÁS. Chapas zincadas - coberturas e tapamentos laterais. Belo Horizonte, USIMINAS, 1990 TECNOLOGIA de Edificações/Projeto de Divulgação Tecnológica Lix da Cunha, SP, PINI, Divisão de edificações do IPT, 1988 THEME, Eliana Miranda. 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