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Processos Construtivos 
 
 
 
 
ƒ TEMA 1 – Paredes e Painéis 
ƒ TEMA 2 – Revestimentos – Acabamentos Argamassados 
ƒ TEMA 3 – Revestimentos – Acabamentos não Argamassados 
ƒ TEMA 4 – Revestimentos: Pisos e Pavimentações, Impermeabilização 
ƒ TEMA 5 – Coberturas e proteções 
ƒ TEMA 6 – Sistemas Prediais 
ƒ TEMA 7 – Esquadrias 
ƒ TEMA 8 – Responsabilidades das empresas de construção 
 
 
 
 
 
- 2 -
 
ÍNDICE 
 
 
 
ASSUNTO pág. 
TEMA 1 – Paredes e Painéis 
Método executivo – fase de marcação, fase de elevação e fase de fixação. 7 
 
TEMA 2 – Revestimentos – Acabamentos Argamassados 16 
Argamassa de aderência, de rejuntamento, de regularização e de acabamento, 
acabamentos argamassados (liso, massa raspada, etc), tintas, patologias, métodos 
executivos. 
 
 
TEMA 3 – Revestimentos – Acabamentos não Argamassados 34 
Azulejos, mármores e granitos, pastilhas, madeira, aço, plástico, papel, métodos 
executivos, e o projeto para produção de fachadas. 
 
 
TEMA 4 – Revestimentos: Pisos e Pavimentações, Impermeabilização 46 
Execução de pisos em madeira, tipos de impermeabilização (rígidas e flexíveis), pontos 
na avaliação de um sistema de impermeabilização 
 
 
TEMA 5 – Coberturas e proteções 51 
Escolha do sistema de cobertura, coberturas em madeira, em aço, tipos de telhas, 
acabamentos, método executivo 
 
 
TEMA 6 – Sistemas Prediais 56 
Instalações hidrossanitárias – hidráulicas, esgoto e águas pluviais; cuidados na 
execução das instalações hidrossanitárias, instalações elétricas, fases de execução e 
cuidados na execução, instalações de gás, cuidados no projeto e execução, instalações 
especiais, detalhes executivos, compatibilização, informações necessárias à execução 
da obra, detalhes executivos banheiros, cozinhas e áreas 
 
 
TEMA 7 – Esquadrias 72 
Materiais para os caixilhos, tipos de aberturas, tipos de vidros, ferragens, especificação 
de vidros e ferragens, métodos de execução 
 
 
TEMA 8 – Responsabilidades das empresas de construção 95 
Organização e responsabilidades, legislação pertinente – NR 18, resolução CONAMA 
307 – responsabilidades do construtor (vícios da construção, etc) 
 
 
BIBLIOGRAFIA 111 
 
 
 
 
 
- 3 -
 
LISTA DAS FIGURAS 
 
 
FIGURA pág. 
FIGURA 1 - ESQUEMA DE FERRO-CABELO (E = ESPESSURA DO BLOCO MENOS 
30 MM) 
8 
FIGURA 2 - APLICAÇÃO DE CHAPISCO ROLADO COM ROLO PARA TEXTURA 
ACRÍLICA 
9 
FIGURA 3 - APLICAÇÃO DE CHAPISCO COM ARGAMASSA INDUSTRIALIZADA 
ATRAVÉS DE DESEMPENADEIRA DENTADA 
9 
FIGURA 4 - MOLHAGEM DA BASE DA FIADA DE MARCAÇÃO 9 
FIGURA 5 - ASSENTAMENTO DOS BLOCOS DA FIADA DE MARCAÇÃO 10 
FIGURA 6 - ESQUEMA GERAL DE FINAL DE MARCAÇÃO DE ALVENARIA, 
UTILIZANDO FERROS-CABELO COM BARRAS DOBRADAS EM FORMA DE 
“U” 
10 
FIGURA 7 - CAIXOTES PLÁSTICOS COM SUPORTES METÁLICOS PARA A 
COLOCAÇÃO DE ARGAMASSA 
11 
FIGURA 8 ASSENTAMENTO DE BLOCO SOBRE CORDÕES DE 
ARGAMASSA 
11 
FIGURA 9 - APLICAÇÃO DE ARGAMASSA POR MEIO DE BISNAGA 11 
FIGURA 10 -DESEMPENADEIRA ESTREITA PARA APLICAÇÃO DA ARGAMASSA 
DE ASSENTAMENTO DOS BLOCOS 
12 
FIGURA 11 - ASSENTAMENTO DE BLOCO DE EXTREMIDADE 12 
FIGURA 12 - LINHA DE NÁILON ESTICADA POR MEIO DE SUPORTE DE MADEIRA 12 
FIGURA 13 - LINHA DE NÁILON FIXADA ESCANTILHÃO GRADUADO 13 
FIGURA 14 - ASSENTAMENTO DOS BLOCOS INTERMEDIÁRIOS 13 
FIGURA 15 - CAVALETES E PLATAFORMA PARA ANDAIMES 13 
FIGURA 16 - FIXAÇÃO DA ALVENARIA POR MEIO DE BISNAGA, COM DESTAQUE 
DO VÃO DE 1,5 A 3,5 CM 
14 
FIGURA 17 - APLICAÇÃO DO CHAPISCO 16 
FIGURA 18 - APLICAÇÃO DO EMBOÇO - FIXAÇÃO DAS TALISCAS 17 
FIGURA 19 - APLICAÇÃO DO EMBOÇO - DEFINIÇÃO DAS GUIAS 17 
FIGURA 20 - APLICAÇÃO DO EMBOÇO - FASE FINAL 18 
FIGURA 21 - AMBIENTE CHAPISCADO E TALISCADO 22 
FIGURA 22 - MESTRAS EXECUTADAS 23 
FIGURA 23 - APLICAÇÃO DE ARGAMASSA ENTRE MESTRAS 23 
FIGURA 24 - SARRAFEAMENTO POR MEIO DE RÉGUA DE ALUMÍNIO APOIADA 
SOBRE DUAS MESTRAS 
23 
FIGURA 25 - VERIFICAÇÃO DO PONTO DE SARRAFEAMENTO 23 
FIGURA 26 - DESEMPENO DA SUPERFÍCIE COM MADEIRA, AÇO OU FELTRO 
PARA O ACABAMENTO FINAL 
24 
FIGURA 27 - CHAPISCAMENTO DAS SUPERFÍCIES DE CONCRETO 25 
FIGURA 28 - APLICAÇÃO DO GESSO NO TETO, COM A DESEMPENADEIRA 26 
FIGURA 29 - ACABAMENTO DOS CANTOS POR MEIO DE SARRAFEAMENTO 26 
 
 
 
- 4 -
 
FIGURA 30 - FRISADOR PARA EXECUÇÃO DE JUNTAS 26 
FIGURA 31 - DESEMPENADEIRAS DE CANTO COMUM E MODIFICADA PARA 
EXECUÇÃO DE PINGADEIRAS 
26 
FIGURA 32 - LOCAÇÃO DOS ARAMES DE FACHADA PARA EXECUÇÃO DO 
MAPEAMENTO 
28 
FIGURA 33 - PONTOS DE LEITURA PARA MAPEAMENTO DA FACHADA 29 
FIGURA 34 - EXECUÇÃO DE TALISCAS E PONTO DE ESPESSURA MÍNIMA 30 
FIGURA 35 - POSICIONAMENTO DOS ARAMES DE DIEDRO 30 
FIGURA 36 - EXECUÇÃO DO SARRAFEAMENTO 31 
FIGURA 37 - PONTO DE SARRAFEAMENTO 31 
FIGURA 40 - EXECUÇÃO DA JUNTA POR MEIO DE RÉGUA DE ALUMÍNIO E 
FRISADOR 
32 
FIGURA 41 - DETALHE DE USO DO FRISADOR; COMPRESSÃO DO FUNDO DA 
JUNTA PARA MELHORAR A SUA IMPERMEABILIDADE 
32 
FIGURA 42 - REFORÇO TIPO ARGAMASSA ARMADA 32 
FIGURA 43 - REFORÇO TIPO PONTE DE TRANSMISSÃO 32 
FIGURA 44 - RETIRADA DO PAPEL NA APLICAÇÃO DE PASTILHAS 34 
FIGURA 45 - ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA COLANTE 36 
FIGURA 46 - FINALIZAÇÃO DO ESPALHAMENTO DE ARGAMASSA COLANTE 
 
36 
FIGURA 47 - APLICAÇÃO DO LADO DENTADO DA DESEMPENADEIRA, 
FORMANDO OS CORDÕES 
37 
FIGURA 48 - AJUSTE PARA O CORRETO POSICIONAMENTO DAS PEÇAS 38 
FIGURA 49 - DETALHE DO ESPAÇAMENTO ENTRE PEÇAS GARANTIDO PELO 
POSICIONAMENTO DE ESPAÇADORES PLÁSTICOS EM FORMA DE CRUZ 
38 
FIGURA 50 - DETALHE DO ENCONTRO ENTRE PISOS E PAREDES REVESTIDOS 
COM CERÂMICA 
38 
FIGURA 51 - APLICAÇÃO DA ARGAMASSA COLANTE SOBRE O EMBOÇO 39 
FIGURA 52 - TÉCNICA DE DUPLA COLAGEM: APLICAÇÃO DA ARGAMASSA 
COLANTE SOBRE O TARDOZ DE PEÇAS CERÂMICAS 
39 
FIGURA 53 - ASSENTAMENTO DAS PEÇAS CERÂMICAS 40 
FIGURA 54 - AJUSTE DE POSICIONAMENTO COM O CABO DE MADEIRA DO 
MARTELO 
40 
FIGURA 55 - ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA COLANTE 41 
FIGURA 56 - FORMAÇÃO DOS CORDÕES 41 
FIGURA 57 - APLICAÇÃO DA ARGAMASSA DE REJUNTE NO TARDOZ DAS 
PLACAS 
41 
FIGURA 58 - POSICIONAMENTO DAS PLACAS 41 
FIGURA 59 - REBATIMENTO COM O TOLETE 42 
FIGURA 60 - MOLHAGEM DO PAPEL COM SOLUÇÃO DE SODA CÁUSTICA 42 
FIGURA 61 - RETIRADA DO PAPEL 43 
FIGURA 62 - LIMPEZA DA SUPERFÍCIE 43 
FIGURA 63 - POSIÇÕES DOS PREGOS NO BARROTE 44 
FIGURA 64 - EXECUÇÃO DO PRÉ-FURO PARA FIXAÇÃO DO PREGO ESPIRALADO 44 
 
 
 
- 5 -
 
FIGURA 65 - DETALHE DA COLOCAÇÃO DO PREGO ESPIRALADO COM 
MARTELO E PUNÇÃO 
44 
FIGURA 66 - DETALHE DA POSIÇÃO DO PREGO ESPIRALADO 45 
FIGURA 67 - DETALHE DO USO DO PUNÇÃO 45 
FIGURA 68 - “APERTO” DA TÁBUA, UTILIZANDO CUNHA E APOIO DE MADEIRA 45 
FIGURA 69 - ABERTURA DO FURO PARA CAVILHA NO ASSOALHO 46 
FIGURA 70 - ABERTURA DO PRÉ-FURO PARA O PARAFUSO DE FIXAÇÃO DO 
ASSOALHO 
46 
FIGURA 71 - DETALHE DA FIXAÇÃO NA EMENDA ENTRE TÁBUAS: 46 
FIGURA 72 - DETALHE DO PENDURAL 50 
FIGURA 73 - EXEMPLO DE MADEIRAMENTO DE TELHADO 51 
FIGURA 74 - TELHADOS: A CONCORDÂNCIA DEVE SER FEITA PELA BISSETRIZ 
DOS ÂNGULOS. 
52 
FIGURA 75 - DETALHE DO RALO SIFONADO 54 
FIGURA 76 - DETALHE DA BACIA SANITÁRIA 54 
FIGURA 77 - DETALHE DO MICTÓRIO 55 
FIGURA 78 - DETALHE DO TANQUE 55 
FIGURA 79 - DETALHE DO LAVATÓRIO 56 
FIGURA 80 - DETALHE DA PIA DE COZINHA 56 
FIGURA 81 - DETALHE DO BIDÊ 56 
FIGURA 82 - DETALHE DO ESGOTAMENTO DA BANHEIRA 56 
FIGURA 83 - SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA. 58 
FIGURA 84 - ALTURA DOS PONTOS DE UTILIZAÇÃO DOS APARELHOS E PEÇAS 63 
FIGURA 85 - INSTALAÇÃO DA BACIA SANITÁRIA COM CAIXA DE DESCARGA 64 
FIGURA 86 - DETALHE DA INSTALAÇÃO DA VÁLVULA DE DESCARGA 64 
FIGURA 87 - DETALHE DA CHAMINÉ DOS AQUECEDORES INDIVIDUAIS A GÁS. 68 
FIGURA 88 - JANELAS DE ABRIR 71 
FIGURA 89 - JANELA PIVOTANTEHORIZONTAL E VERTICAL 72 
FIGURA 90- JANELA TIPO "CAMARÃO" 73 
FIGURA 91 - JANELA TIPO MAXIM-AR 74 
FIGURA 92 - JANELA DE FOLHA FIXA 75 
FIGURA 94 - DETALHE DA ROSETA 85 
FIGURA 94 - FECHADURAS DE CILINDRO 86 
FIGURA 95 - QUANDO A MAÇANETA DE BOLA NÃO DEVE SER USADA 86 
FIGURA 97 - NOMENCLATURA E MEDIDAS 86 
FIGURA 98 - POSICIONAMENTO PROVISÓRIO DO CONTRAMARCO NO VÃO, 
COM DETALHE DA COLOCAÇÃO DE CUNHAS DE MADEIRA E DA FIXAÇÃO 
PROVISÓRIA COM ARAME RECOZIDO 
87 
FIGURA 99 - VERIFICAÇÃO DO ALINHAMENTO INTERNO DO CONTRAMARCO 88 
FIGURA 100 - VERIFICAÇÃO DO PRUMO DOS MONTANTES 88 
FIGURA 101 - FIXAÇÃO DEFINITIVA DO CONTRAMARCO POR MEIO DE SOLDA 88 
FIGURA 102 - CHUMBAMENTO DO CONTRAMARCO 89 
FIGURA 103 - BATENTE MONTADO E TRAVADO 90 
 
 
 
- 6 -
 
FIGURA 104 - BATENTE FURADO NAS ALTURAS PRÉ-
DETERMINADAS, PRONTO PARA SER INSTALADO 
90 
FIGURA 105 - BATENTE FIXADO PROVISORIAMENTE NA ALVENARIA POR MEIO 
DE CUNHAS 
91 
FIGURA 106 - DETALHE DA COLOCAÇÃO DA CAVILHA 91 
FIGURA 107 - FIXAÇÃO DO BATENTE POR MEIO DE ESPUMA DE POLIURETANO 91 
FIGURA 108 - COLOCAÇÃO DO “CONJUNTO PORTA PRONTA” 92 
 
 
 
 
- 7 -
 
TEMA 1 – Paredes e painéis 
 
As alvenarias podem ser classificadas de diversas formas: quanto à função: 
estruturais ou de vedação; quanto à utilização: hidráulicas ou de isolamento 
(térmico, acústico, etc); quanto à execução: com tijolos em espelho, de 1/2 
vez, de 1 vez, de 1 vez e 1/2, paredes duplas, simples, armada, etc; quanto 
aos componentes: tijolos ou blocos cerâmicos (estruturais, de vedação, 
maciços, furados ou de encaixe), blocos de concreto (estruturais, de vedação, 
comuns ou de encaixe), blocos de concreto celular, blocos sílico-calcáreos, 
blocos de solo-cimento (maciço ou vazado), entre outros. 
As propriedades dos blocos e tijolos definem as principais propriedades da 
alvenaria construída com eles. As propriedades que dizem respeito ao 
controle da qualidade são: aspecto, dimensões, esquadro e planeza, 
absorção de água, umidade, retração por secagem, massa específica (ou 
densidade) e resistência à compressão. As alvenarias de maneira geral devem: 
 - resistir às cargas de ventos e/ou outros efeitos (alvenaria estrutural), às 
solicitações das tentativas de intrusão, sem que a segurança de seus 
ocupantes seja prejudicada; 
 - resistir a impactos sem manifestar sinais de ruína; 
 - resistir à ação do fogo, não contribuir para início de incêndio nem 
para a propagação da chama nem para a produção de gases tóxicos; 
 - isolar acusticamente os ambientes; 
 - contribuir para a manutenção do conforto térmico no inverno e no verão; 
 - impedir a entrada de ar e de chuva no interior dos ambientes. 
Define-se a alvenaria moderna de blocos industrializados como: "construções 
formadas por blocos industializados de diversos materiais, suscetíveis de 
serem projetadas para resistir aos esforços de compressão única, ou ainda a 
uma combinação de esforços, ligados entre si pela interposição de argamassa 
e podendo ainda conter armadura envolta em concreto ou argamassa, no plano 
horizontal e/ou vertical". 
De acordo com o tipo de bloco utilizado, sua cor, textura, dimensões, etc., 
diversos arranjos são possíveis para obter efeitos variados em paredes com 
blocos ou tijolos aparentes. Componentes assentados com juntas em 
amarração produzem alvenarias com resistência significativamente superior 
àquelas onde os componentes são assentados com juntas verticais 
aprumadas. Entretanto, podem-se adotar reforços especiais na alvenaria com 
junta a prumo para equalizar sua resistência em relação à junta amarrada. 
A alvenaria de vedação e estrutural, armada ou não, necessita de reforços 
em determinados locais. As vergas são reforços horizontais colocado na parte 
superior das aberturas para resistir aos esforços de tração na flexão, 
redistribuindo para a parede as cargas verticais. Há várias maneiras de se 
executar a verga e contraverga: 
 
 
 
- 8 -
 
 - colocando-se barras de aço de diâmetro reduzido diretamente na junta 
de argamassa (eficiência duvidosa); 
 - formando-se espaços vazios durante o assentamento para 
posteriormente colocar as barras de aço e grauteá-las (causa a 
redução na produtividade da mão-de-obra). 
Para as paredes adquirirem estabilidade normalmente são amarradas e/ou 
encunhadas a uma estrutura de concreto armado, estrutura metálica ou mesmo 
a uma alvenaria estrutural. Detalhes específicos sobre essas amarrações 
devem ser previstos nos projetos. 
 
 simples (estrutural e de vedação) 
 blocos 
 de encaixe (estrutural e de vedação) 
tipos de 
fechamentos 
 
 moldado in loco encaixe horizontal 
 painéis pré-moldados encaixe vertical 
 (pré-fabricados) placas inteiriças 
 túnel 
 
MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE ALVENARIAS 
 
RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: 
FASE DE MARCAÇÃO 
1. Condições para o início da marcação 
• Verificar se as indicações de colocação de ferros-cabelo e preenchimento 
de juntas verticais estão definidas; 
 
FIGURA 1 - Esquema de ferro-cabelo (e = espessura do bloco menos 30 mm) 
 
 
• Observar a transferência dos eixos da estrutura, com uma tolerância de 
± 2 mm; 
• Assegurar limpeza do andar (remoção de gastalhos, pregos da estrutura, 
aços de amarração dos pilares e vigas, poeira e materiais soltos); 
• Checar a execução do chapisco com 72 horas de antecedência; 
 
 
 
- 9 -
 
FIGURA 2 - Aplicação de 
chapisco rolado com rolo para 
textura acrílica 
 
 
FIGURA 3 - Aplicação de chapisco 
com argamassa industrializada através 
de desempenadeira dentada 
 
 
• Averiguar a transferência das cotas de nível, com uma tolerância de 
± 2 mm. 
 
2. Limpeza e umedecimento da fiada de marcação 
• Verificar a remoção de poeira e o borrifamento de água, com uma broxa, na 
fiada de marcação. 
 
FIGURA 4 - Molhagem da base da fiada de marcação 
 
 
3. Distribuição e assentamento dos blocos 
• Certificar-se da conformidade com o projeto, atentando para a espessura 
das juntas entre blocos de extremidade e peças estruturais, com uma 
tolerância de ± 3 mm. As juntas entre os blocos intermediários que deve ter 
de 3 mm a 8 mm; 
• Atentar para que os blocos sejam assentados em pé e preenchidos com 
argamassa. 
 
 
 
- 10 -
 
 
FIGURA 5 - Assentamento dos blocos da fiada de marcação 
 
 
4. Alinhamento 
• Avaliar o alinhamento das paredes com régua de alumínio com nível de 
bolha acoplado - a bolha deve encontrar-se entre as linhas. 
 
5. Nivelamento 
• Averiguar o nivelamento da fiada de marcação com uma régua de alumínio 
com nível de bolha acoplado - observar se a bolha permanece entre linhas. 
 
6. Esquadro 
• Verificar o esquadro dos ambientes por intermédio de um esquadro de 
alumínio (60cm x 80cm x 100cm), admitindo um desvio máximo de 2 mm na 
ponta do maior lado. 
 
7. Vãos de porta 
• Verificar a abertura do vão conforme o projeto, com tolerância de ± 5 mm. 
 
FIGURA 6 - Esquema geral de final de marcação de alvenaria, utilizando 
ferros-cabelo com barras dobradas em forma de “U” 
 
 
 
 
 
- 11 -
 
FASE DE ELEVAÇÃO 
Condições para o início da elevação 
• Verificar se a marcação está totalmente concluída; 
• Conferir galgas marcadas nos vãos; 
• Checar se os ferros-cabelo estão posicionados nos locais previstos; 
• Assegurar que os blocos estejam distribuídos nos andares; 
• Averiguar se a argamassadeira, os caixotes e os cavaletes estão 
preparados; 
 
FIGURA 7 - Caixotes plásticos com suportes metálicos para a colocação de 
argamassa 
 
 
• As prumadas hidráulicas devem ser executadas, mas não antes da 
marcação; 
• Verificar a fabricação das vergas e contravergas. 
 
Aplicação daargamassa 
• Verificar a aplicação da argamassa nas duas laterais dos blocos; 
 
 
 
 
- 12 -
 
FIGURA 8 Assentamento de bloco 
sobre cordões de argamassa 
 
FIGURA 9 - Aplicação de 
argamassa por meio de bisnaga 
 
 
• Durante a execução do serviço, verificar o correto uso dos equipamentos, 
principalmente da bisnaga e/ou desempenadeira para aplicação da 
argamassa; 
 
FIGURA 10 -Desempenadeira estreita para aplicação da argamassa de 
assentamento dos blocos 
40 cm
10 cm
 
 
 
• Averiguar, com uma trena metálica ou um metro articulado, a espessura das 
juntas horizontais conforme o projeto de alvenaria, admitindo uma tolerância 
de ± 3 mm. 
 
Nivelamento 
• Verificar o nivelamento com uma régua de alumínio com nível de bolha 
acoplado, observando se a bolha permanece entre as linhas 
 
Prumo e planicidade 
• Verificar com a elevação à meia altura e após a retirada do andaime, 
utilizando uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado - a bolha 
deve estar entre as linhas. 
 
 
 
 
- 13 -
 
FIGURA 11 - Assentamento de bloco 
de extremidade 
 
ATENÇÃO 
Não molhar os blocos de concreto para 
assentá-los. 
FIGURA 12 - Linha de náilon esticada 
por meio de suporte de madeira 
 
FIGURA 13 - Linha de náilon fixada 
escantilhão graduado 
 
FIGURA 14 - Assentamento dos 
blocos intermediários 
FIGURA 15 - Cavaletes e plataforma 
para andaimes 
 
 
 
 
- 14 -
 
Aspecto geral 
• Avaliar, visualmente, observando a regularidade da parede; limpeza de 
rebarbas de argamassa; o preenchimento das juntas verticais quando 
necessário; a colocação de reforços metálicos nos locais previstos; 
possíveis falhas nas juntas horizontais e a abertura para fixação, com 
15 mm a 35 mm de espessura. 
 
Posicionamento de “caixinhas” 
• Verificar o posicionamento das “caixinhas” de elétrica segundo o projeto, 
com atenção especial para o alinhamento horizontal entre elas, admitindo 
uma tolerância máxima de 3 mm. 
 
Vãos de portas e janelas 
• Verificar a abertura do vão em conformidade com o projeto, admitindo uma 
tolerância de ± 5 mm; 
• Averiguar o assentamento de vergas e contravergas. 
FIXAÇÃO DA ALVENARIA 
Condições para o início da fixação 
• Verificar a execução da estrutura de dois a três pavimentos acima do qual 
será feita a fixação ─ em se tratando do último pavimento, deve-se 
aguardar um mínimo de sete dias para sua fixação; 
• Averiguar a execução da alvenaria do maior número possível de 
pavimentos, sem fixação. 
 
FIGURA 16 - Fixação da alvenaria por meio de bisnaga, com destaque do 
vão de 1,5 a 3,5 cm 
 
 
 
 
- 15 -
 
 
Fixação de paredes internas 
• Checar, visualmente, o total preenchimento do vão que deve cobrir toda a 
largura do bloco 
Fixação de paredes de fachada 
• Verificar se o preenchimento pelo lado interno do andar atinge pelo menos 
dois terços da espessura dos blocos. O terço restante deve ser preenchido 
com a mesma argamassa de fixação utilizada internamente. Esta 
verificação deve ser feita durante a execução do chapisco da fachada. 
 
 
 
 
 
 
- 16 -
 
Tema 2 - Revestimentos 
Acabamentos Argamassados 
 
Os revestimentos das paredes têm como finalidades principais: a proteção 
contra as intempéries, a regularização dos parâmetros, o aumento da 
resistência ao choque, a melhoria das qualidades acústicas, térmicas, de 
impermeabilização e de higiene, além de conferir beleza arquitetônica. 
De acordo com a sua função as argamassas podem ser classificadas da 
seguinte forma: 
a) Argamassa de aderência (chapisco) 
 Tem como finalidade aumentar a rugosidade, isto é, aumentar as 
condições de aspereza em superfícies muito lisas, de modo que a argamassa 
prevista para revestir as referidas superfícies encontre melhores condições de 
aderência. É, algumas vezes, utilizado como revestimento de acabamento, 
recebendo brita 1 ou seixos rolados em sua composição. Costuma-se projetá-lo 
através de uma peneira de malha fina para conseguir acabamento homogêneo. 
 b) Argamassa de junta (rejuntamento) 
 Esta argamassa tem como finalidade unir elementos, conforme 
fora citado no item 4.4 desta apostila. 
 c) Argamassa de regularização (emboço) 
 Esta argamassa tem como finalidade uniformizar superfícies 
regularizando o prumo e o alinhamento. Deve evitar a penetração de água 
sem impedir a ação capilar, que transporta a umidade do interior para o exterior 
dos paramentos. Compõe-se normalmente de cimento, areia e saibro. 
 d) Argamassa de acabamento (reboco) 
 Esta argamassa tem por finalidade servir de acabamento ou de 
suporte para a pintura, devendo ser perfeitamente regular, com pouca 
porosidade. Sua espessura não deve ser superior a 5mm. 
As superfícies das paredes a revestir deverão ser limpas antes de qualquer 
revestimento para tirar o pó da obra. 
 
ACABAMENTOS ARGAMASSADOS 
Os revestimentos em argamassa serão constituídos no mínimo de duas 
camadas superpostas, contínuas e uniformes. São diversos os tipos de 
revestimentos utilizados para paredes e ainda muitos novos estão surgindo no 
mercado. É importante a observação de princípios básicos para a sua correta 
aplicação. 
CHAPISCO - A aplicação desse tipo de argamassa consiste em jogá-la com 
violência no paramento, o que proporciona sua maior fixação (fig.17). 
Quando aplicada sobre alvenaria de blocos porosos, aconselha-se a molhagem 
prévia para que estes não absorvam a água de amassamento da argamassa. 
 
 
 
- 17 -
 
Estas argamassas compõem-se normalmente de cimento e areia traço 1:3, 
cabendo ressaltar que, pelo tipo de aplicação, sua perda é bastante elevada. 
 
Figura 17 - Aplicação do chapisco 
 
EMBOÇO OU MASSA GROSSA - Deve ter cerca de 2cm de espessura e em 
obras de acabamento mais simples pode sozinho constituir o único 
revestimento, conhecido por "Emboço Paulista". 
Caso a parede apresente depressões que excedam a 3cm, torna-se 
necessário "encascar" a mesma. 
Para a execução do emboço deve-se inicialmente colocar as guias que 
consistem em placas de argamassa com espaçamento nunca superior a 2m, 
encabeçadas por uma talisca de madeira ou um caco de cerâmica onde são 
fixados o prumo e o alinhamento (fig.18). 
Feito isso, chapa-se o emboço, o qual em seguida é espalhado com a ajuda 
de uma régua-sarrafo orientada pelas guias deixadas anteriormente (fig.19). 
Em seguida, com o auxílio de desempenadeira procede-se o desempeno com 
a finalidade de aflorar o material aglomerante e de fazer mergulhar os grãos 
maiores de modo a uniformizar a superfície.(fig. 20) 
 
 
 
 
- 18 -
 
Figura 18 - Aplicação do emboço - fixação das taliscas 
 
 
Figura 19 - Aplicação do emboço - definição das guias 
 
 
 
 
 
 
- 19 -
 
Figura 20 - Aplicação do emboço - fase final 
 
 
O emboço só deverá ser iniciado após a completa pega das argamassas de 
alvenaria e chapiscados, colocados os batentes, embutidas as canalizações 
e concluída a cobertura. 
REBOCO OU MASSA FINA - O material do reboco é espalhado com uma 
desempenadeira de madeira, recebendo acabamento com uma 
desempenadeira de feltro ou esponja de borracha, quando a pintura não tiver 
massa corrida. 
Como tipos mais comuns de acabamentos em argamassa tem-se: 
- camurçado: Após sua aplicação, o mesmo é desempenado com 
desempenadeira de madeira revestida com borracha macia ou esponja. 
- liso: Após sua aplicação, desempena-se com desempenadeira de aço. 
- queimado: Após sua aplicação, polvilha-se o cimento sobre a 
superfície, borrifa-se água com a broxa e aliza-se com a desempenadeira de 
aço. 
- estanhado com cal: Após sua aplicação, utiliza-sea desempenadeira de aço 
para espalhar a cal em pasta. Serve para melhor preparar as superfícies para 
pintura interna. 
 
 
 
- 20 -
 
- massa raspada: Duas horas após sua aplicação, procede-se à 
raspagem da parte superficial do reboco com um pente de aço ou uma 
lâmina de serra. Recomenda-se raspar em todos os sentidos. 
 
TINTAS 
Tinta é uma composição química pigmentada ou não, que se converte em 
película sólada quando aplicada. Composição básica: veículos (resinas, 
emulsões, óleos), pigmentos (partículas sólidas), solventes e aditivos. As tintas 
podem ser classificadas da seguinte forma: 
A função do solvente é baixar a viscosidade do veículo de maneira a facilitar a 
aplicação da tinta. O solvente mais antigo usado nas tintas à óleo é a 
aguarráz ou terebentita (essência de terebentina). É bom lembrar que a 
aguarráz diminui a resistência da tinta assim como diminui o seu brilho 
podendo ficar fosca se usada em grande quantidade. 
Os materiais betuminosos têm emprego na construção civil como produtos 
de estanqueidade ou como tintas de proteção de baixo custo, principalmente 
contra a ação da umidade. 
As resinas epóxi em adição mostram excelente adesão a diversos tipos de 
superfícies e oferecem uma das melhores combinações conhecidas de 
propriedades: 
 - baixa viscosidade inicial, facilitando sua aplicação 
 - fácil e rapida cura, dependendo da seleção do agente de cura 
 - baixa retração durante a cura 
 - alta adesividade não necessitando muito de grandes pressões 
 - ótimas propriedades mecânicas 
 - alto isolamento elétrico 
 - boa resistência química, dependendo consideravelmente do 
agente de cura empregado 
 - versatilidade 
Na pintura com tinta à óleo, simples ou fina, deve-se aplicar sobre a 
argamassa antes da primeira demão, tintas impermeabilizantes que impeçam, 
a absorção do óleo pelo revestimento. 
Embora a pintura seja a última etapa de uma obra, ela deve ser pensada desde 
a fase de elaboração do projeto. A preparação da superfície resume-se em: 
 - alvenarias: 
 1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície. 
2) Eliminar manchas de gordura com uma solução de detergente 
e água. Enxaguar e deixar secar. 
3) Eliminar o mofo, lavando a superfície com uma solução de 
água sanitária e água. Enxaguar e deixar secar. 
 
 
 
- 21 -
 
4) Eliminar umidade interna corrigindo a causa do 
vazamento (canos furados, calhas entupidas). 
 5) Eliminar caiação, se houver, com escova de aço. 
6) Eliminar pequenas rachaduras e furos de pregos, com 
massa de reboco. 
7) Eliminar com espátula, partes soltas ou crostas de tinta antiga. 
 - madeira: 
 1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície. 
 2) Eliminar manchas de gordura. 
 3) Eliminar imperfeições, lixando. 
 4) Eliminar pequenas rachaduras com massa própria. 
5) Eliminar partes soltas de tinta antiga com espátula, e lixar. 
6) Eliminar com removedor próprio, toda a tinta em mau estado. 
 - metal: 
1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície. 
2) Eliminar completamente pontos de ferrugem por lixamento 
manual ou mecânico. 
3) Remover partes soltas ou crostas de tinta velha com 
removedor próprio. 
 Apesar de toda a qualidade que uma determinada tinta contenha, podem 
ocorrer problemas detectados no momento de abrir a lata ou mesmo após a 
aplicação. Entre eles, destacam-se: 
 - ao abrir a lata: 
 1) Sedimentação - A parte saida da tinta se acumula no fundo da 
embalagem devido a um longo tempo de armazenamento. Isso é corrigido 
homogeneizando-se a tinta convenientemente, com um instrumento 
adequado. Não utilize chave de fenda ou qualquer objeto arredondado. 
 2) Cor diferente da cartela de cores - As cores que se encontram 
nas cartelas de cores são confeccionadas com produtos diferentes daqueles 
que representam, devido ao sistema de impressão. Suas tonalidades 
aproximam-se ao máximo do padrão de cor da tinta, porém, são passíveis de 
pequenas variações, além de poderem se alterar sob a ação do tempo e da 
luz. Por isso, a cartela deve ser usada como um meio de identificação e não 
como um padrão exato de cor. 
 - após a aplicação: 
 1) Secagem retardada - Pode ser causada pelo ambiente úmido 
ou de temperatura muito baixa, impedindo que o solvente evapore. Por essa 
razão, deve-se evitar a pintura em dias chuvosos ou muito frios (abaixo de 
15oC). Além disso, a não preparação correta da superfície pode deixar 
contaminantes na tinta que causam esse problema. Assim, para cada 
 
 
 
- 22 -
 
substrato (cerâmica, concreto, madeira, metal) a ser pintado deve-se 
observar as instruções preparatórias. 
 2) Cobertura insuficiente - A diluição excessiva da tinta torna a 
espessura do filme inferior a ideal. Para corrigir, adicionar tinta não diluída. A 
não homogeneização adequada da tinta na embalagem também pode causar 
uma cobertura deficiente na aplicação, já que os pigmentos tendem a 
assentar. Superfícies muito absorventes, não seladas, também podem trazer o 
problema em questão. Para evitar, deve-se seguir o correto sistema de pintura. 
 3) Escorrimento - Diluição excessiva e utilização de 
solventes não especificados são razões para que a tinta escorra; por isso, 
devem ser evitados. 
 4) Dificuldade de aplicação - A tinta pode se tornar pesada na 
aplicação se não for diluída suficientemente. 
 5) Descascamento - A aderência da tinta em superfícies 
pulverolentas não é boa, ocasionando esse problema. 
 6) Falta de alastramento - A tinta não se espalha ao longo da 
superfície. Pode ser em decorrênncia de uma diluição insuficiente ou da 
aplicação de camadas muito finas. 
 7) Formação de espuma em madeira - Ocorre quando a pintura é 
feita em superfície demasiadamente úmida, Por isso, deve-se certificar que 
ela esteja devidamente seca antes da pintura. Pode ocorrer, também, devido 
ao excesso de diluição dado à tinta. 
 8) Eflorescências - Acontecem quando a tinta foi aplicada sobre 
reboco úmido e manifestam-se como manchas esbranquiçadas na superfície 
pintada. Ocorre devido à migração de umidade para o exterior. Enquanto a 
umidade ou os sais solúveis não forem eliminados, o problema persistirá. 
 9) Saponificação/calcificação - Causada pela alcalinidade natural 
da cal e do cimento que compõem o reboco, manifestando-se como manchas 
que deixam a superfície pegajosa. 
 10) Destacamento - A tinta se separa da parede, carregando 
partes do reboco e tonando-o esfarelado. Ocorre quando a tinta é aplicada 
sobre superfície de reboco novo não curado. 
 11) Manchas causadas por pingos de chuva - Podem aparecer 
na superfície recém-pintada e ocorrem porque os pingos de chuva provocam a 
extração de substâncias solúveis que afloram e mancham o filme da tinta. 
 12) Bolhas - Podem ocorrer quando for aplicada massa 
corrida PVA (látex) em exteriores pois o produto é indicado apenas para 
interiores. Podem ocorrer, também em repintura sobre tinta de má qualidade. 
Além desses, podem ocorrer problemas que não tenham correção, 
resultado de reações químicas devidas ao armazenamento prolongado sob 
calor ou frio intenso e adição de solventes não apropriados. 
 
 
 
- 23 -
 
MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS INTERNOS DE 
PAREDES E TETOS EM ARGAMASSA 
 
RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: 
Condições para o início dos serviços 
• Verificar se todas as alvenarias estão concluídas e fixadas; 
• Checar se os contramarcos estão chumbados; 
• Averiguar se as instalações nas alvenarias estão concluídas; 
• Verificar se o traço da argamassa a ser utilizada está definido; 
• Averiguar se os EPIs estão disponíveis e todos os equipamentos de 
proteção coletivainstalados conforme NR-18. 
• Assegurar o intervalo mínimo de 15 dias entre o término da fixação da 
alvenaria e o início da execução dos revestimentos. 
Preparo da base 
• Observar a remoção de sujeiras tais como materiais pulverulentos, graxas, 
óleos, desmoldantes, fungos, musgos e eflorescências; 
• Assegurar a remoção de irregularidades metálicas tais como pregos, fios e 
barras de tirantes de fôrma e o tratamento de pontas que não tenham sido 
removidas; 
• Providenciar o preenchimento de furos provenientes de rasgos, depressões 
localizadas, quebra parcial de blocos, ninhos (bicheiras) de concretagem 
etc.; 
• Verificar a execução do chapisco sobre concreto, formando uma película 
contínua e, quando necessário, sobre a alvenaria, formando uma película 
não contínua e irregular (a aderência do chapisco deve ser verificada três 
dias após sua aplicação). 
Taliscamento 
• Verificar a distribuição das taliscas de forma que fiquem espaçadas entre si 
cerca de 1,5 m a 1,8 m, com tolerância de ± 5 cm. 
 
FIGURA 21 - Ambiente chapiscado e taliscado 
 
 
 
 
- 24 -
 
 
• Conferir a distância das taliscas de 30 cm em relação às das bordas das 
paredes, tetos ou pisos, bem como qualquer outro detalhe de acabamento 
(quinas, vãos de portas e janelas, frisos ou molduras), com tolerância de ± 5 
cm; 
• Conferir a espessura das taliscas com uma trena metálica ou metro 
articulado de modo a garantir uma espessura mínima de 5 mm, evitando 
eventuais engrossamentos desnecessários. 
Execução do emboço 
• Sobre superfícies chapiscadas, verificar o intervalo mínimo de três dias 
para iniciar a execução do emboço; 
• Verificar a espessura do emboço em relação à marcação das taliscas, com 
tolerância de ± 1 mm; 
 
FIGURA 22 - Mestras executadas 
 
FIGURA 23 - Aplicação de argamassa 
entre mestras 
 
• Observar o intervalo entre cheias onde necessário (16 horas); 
 
FIGURA 24 - Sarrafeamento por meio de 
régua de alumínio apoiada sobre duas 
mestras 
 
FIGURA 25 - Verificação do 
ponto de sarrafeamento 
 
 
 
- 25 -
 
 
FIGURA 26 - Desempeno da superfície 
com madeira, aço ou feltro para o 
acabamento final 
 
• Avaliar o ponto de 
sarrafeamento da 
argamassa pelo teste 
de compressão da 
superfície com os 
dedos; 
 
• Analisar o tipo de 
desempeno aplicado 
em função do 
acabamento final 
previsto; 
 
• Verificar a planicidade 
utilizando uma régua 
de alumínio com nível 
de bolha acoplado que 
deve ficar inteiramente 
encostada à superfície 
e com a bolha entre as 
linhas 
Execução do reboco 
• Verificar o tipo de desempeno aplicado em função do acabamento final 
previsto; 
• Conferir a planicidade por intermédio de uma régua de alumínio com nível 
de bolha acoplado que deve ficar inteiramente encostada à superfície e 
com a bolha entre as linhas. 
 
Acabamento e limpeza 
• Verificar os requadros de caixas e janelas ou outros vãos; 
• Checar o alinhamento e regularidade dos cantos com uma régua de 
alumínio com nível de bolha acoplado. Não devem surgir irregularidades ou 
ondulações; 
• Observar a limpeza do ambiente que não deve apresentar restos de 
argamassa aderidos ao piso. 
 
 
 
 
- 26 -
 
MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS EM GESSO 
LISO DESEMPENADO 
RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: 
Condições para o início dos serviços 
• Verificar se a alvenaria está concluída, não apresentando rebarbas nem 
fissuras; 
• Os tetos devem estar nivelados, bem como os encontros entre paredes 
tetos e paredes e pisos; 
• As paredes e seus respectivos encontros devem estar aprumados; 
• Checar se as instalações elétricas encontram-se concluídas, com as 
“caixinhas” protegidas; 
• Observar se as instalações hidráulicas estão prontas e testadas; 
• Averiguar se as paredes hidráulicas e/ou de divisa com áreas molhadas 
estão devidamente tratadas, de forma a evitar que eventuais vazamentos 
danifiquem o acabamento em gesso; 
• Verificar se o contrapiso está pronto e se as requadrações estão concluídas 
em perfeito prumo e nível; 
• Observar se ralos, louças sanitárias e pisos encontram-se protegidos com 
lona plástica; 
• Checar se o emboço de fachada está concluído. 
Preparo da base 
• Verificar se foram removidas todas as rebarbas de concreto e argamassa, 
pedaços de fôrmas e ferros expostos em tetos e paredes; 
 
FIGURA 27 - Chapiscamento das superfícies de concreto 
 
 
 
 
 
- 27 -
 
• Assegurar a limpeza das superfícies com a remoção de pó, materiais soltos 
e restos de desmoldantes; 
• Observar se não existem saliências ou buracos na alvenaria que possam 
atrapalhar a aplicação do gesso; 
• Averiguar se a camada de chapisco foi misturada e aplicada corretamente 
sobre o fundo das lajes e outras superfícies de concreto. 
Preparo da argamassa de gesso 
• Certificar-se da conformidade da execução do traço da argamassa de 
gesso, considerando a proporção de 30 litros de água para cada saco de 40 
kg de gesso; 
• Verificar se está sendo aguardado o prazo de cerca de 15 minutos para que 
se atinja o ponto ideal de aplicação da argamassa e o prazo limite de cerca 
de 25 minutos para sua utilização. 
 
FIGURA 28 - Aplicação do gesso no 
teto, com a desempenadeira 
 
FIGURA 29 - Acabamento dos cantos 
por meio de sarrafeamento 
 
Acabamento 
• Verificar o nivelamento dos cantos (verticais e horizontais), riscando-os com 
lápis; 
• Avaliar a planeza da superfície, observando sombras, ao se iluminar a 
parede de perto (teste da lâmpada); 
• Averiguar a uniformidade da superfície, que não deve ter fissuras, marcas 
de desempenadeira ou riscos de qualquer outra natureza, bem como 
rebarbas nas requadrações; 
• Verificar a requadração de “caixinhas” e quadros de distribuição 
Limpeza dos ambientes 
• Após a execução do serviço, verificar se o ambiente foi limpo, com a 
remoção de todo o material depositado sobre o piso, principalmente junto 
aos rodapés 
 
 
 
 
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MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTO DE FACHADA 
EM ARGAMASSA 
 
RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO 
Condições para o início dos serviços 
 
FIGURA 30 - Frisador para 
execução de juntas 
FIGURA 31 - Desempenadeiras de canto comum 
e modificada para execução de pingadeiras 
 
 
 
• Verificar se todas as alvenarias de fachada estão concluídas e fixadas 
internamente; 
• Checar se os contramarcos estão chumbados; 
• Observar se as instalações hidráulicas e elétricas nas alvenarias de 
fachada estão concluídas; 
• Averiguar se a fachada está protegida com tela de náilon (malha de 2 mm); 
• Verificar se o traço da argamassa a ser utilizada está definido; 
• Certificar-se de que os EPIs estão disponíveis e todos os equipamentos de 
proteção coletiva estão instalados conforme determina a NR-18; 
• Verificar ainda o cumprimento dos prazos de carência antes do início da 
execução dos revestimentos: estrutura, 120 dias (três últimos pavimentos, 
60 dias); alvenaria, 30 dias (fixação da alvenaria, 15 dias). 
 
Preparo da base 
(1a subida dos balancins) 
• Assegurar a remoção de sujeiras (materiais pulverulentos, graxas, óleos, 
desmoldantes, fungos, musgos e eflorescências) e a remoção de 
irregularidades metálicas (pregos, fios e barras de tirantes de fôrma), bem 
como o tratamento de pontas que não tenham sido removidas; 
 
 
 
 
- 29 -
 
FIGURA 32 - Locação dos arames de fachada para execução do mapeamento 
 
 
• Observar o preenchimento de furos provenientes de rasgos, depressões 
localizadas, quebra parcial de blocos, ninhos (bicheiras) de concretagem, 
etc...; 
• Avaliar a complementação da fixação da alvenaria; 
• Verificar a execução do chapisco sobre o concreto,formando uma película 
contínua, e sobre alvenaria, formando uma película não contínua e irregular 
(a aderência do chapisco deve ser avaliada três dias após sua aplicação). 
 
Locação dos arames de fachada e mapeamento 
(1a descida dos balancins) 
• Verificar a transferência dos eixos da estrutura para a laje de cobertura ao 
nível das platibandas, com tolerância de ± 2 mm; 
 
 
 
 
- 30 -
 
FIGURA 33 - Pontos de leitura para mapeamento da fachada 
 
 
• Observar o afastamento de 10 cm dos arames em relação à platibanda, 
com tolerância de ± 2 cm; 
• Averiguar o alinhamento dos arames em relação aos eixos do edifício, com 
tolerância de ± 2 mm; 
• Checar o esquadro entre os panos delimitados pelos arames; 
• Verificar a locação dos arames junto às quinas e janelas (10 a 15 cm dos 
seus eixos), com tolerância de ± 2 cm; 
• Conferir o afastamento de 1,5 a 1,8 m entre os arames, com tolerância de ± 
5 cm. 
 
Taliscamento (2a subida dos balancins) 
• Verificar a distribuição das taliscas de forma que fiquem espaçadas entre si 
cerca de 1,5 a 1,8 m, com tolerância de ± 5 cm; 
• Observar a distância das taliscas em relação aos arames de fachada de 
acordo com o definido após a análise do mapeamento, com tolerância de ± 
1 mm. 
 
 
 
- 31 -
 
Locação dos arames de diedro 
• Verificar o posicionamento dos arames junto ao eixo das quinas e 
alinhamento das janelas; 
• Avaliar o afastamento dos arames de 5 cm em relação ao plano das 
taliscas, com tolerância de ± 5 mm. 
 
Execução do emboço (2a descida dos balancins) 
• Averiguar o abastecimento de argamassa nos balancins de forma que não 
se esgote seu período de vida útil (cerca de três horas); 
 
FIGURA 34 - Execução de 
taliscas e ponto de 
espessura mínima 
 
FIGURA 35 - Posicionamento dos 
arames de diedro 
 
 
 
 
• Checar a espessura do emboço em relação à marcação das taliscas com 
tolerância de ± 1 mm; 
• Observar o intervalo entre as cheias nos locais necessários (16 horas); 
• Analisar o ponto de sarrafeamento da argamassa pelo teste de compressão 
da superfície com os dedos; 
• Avaliar o tipo de desempeno aplicado em função do acabamento final 
previsto; 
• Verificar a planicidade da superfície com uma régua de alumínio com 2 m 
de comprimento e nível de bolha acoplado, admitindo ondulações máximas 
de 3 mm; 
 
 
 
- 32 -
 
FIGURA 36 - Execução do sarrafeamento 
 
 
FIGURA 37 - Ponto de sarrafeamento 
 
• Checar o alinhamento e regularidade dos cantos também com o auxílio de 
uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado, não devendo surgir 
irregularidades ou ondulações superiores a 3 mm. 
Execução de juntas de trabalho 
• Verificar o posicionamento correto, admitindo uma tolerância de ± 1 cm; 
• Conferir o alinhamento vertical e horizontal por intermédio de uma régua de 
alumínio com nível de bolha acoplado, observando se a bolha permanece 
entre as linhas. 
 
FIGURA 38 - Detalhe do friso 
para junta de trabalho 
 
 
FIGURA 39 - Demarcação da linha de 
execução da junta por meio de mangueira 
de nível 
 
 
 
 
 
- 33 -
 
 
FIGURA 40 - Execução da junta 
por meio de régua de alumínio 
e frisador 
 
 
FIGURA 41 - Detalhe de uso do frisador; 
compressão do fundo da junta para melhorar a 
sua impermeabilidade 
 
 
 
 
Execução de reforço do emboço 
• Assegurar a colocação de telas metálicas nos locais previamente indicados; 
• Observar as dimensões da tela no caso de reforço tipo argamassa armada. 
Tratando-se de reforço tipo ponte de transmissão, averiguar as dimensões, 
a fixação da tela e a colocação da fita de polietileno. 
 
FIGURA 42 - Reforço tipo argamassa 
armada 
 
 
 
 
FIGURA 43 - Reforço tipo ponte de 
transmissão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TEMA 3 - Revestimentos 
Acabamentos NÃO Argamassados 
 
 
ACABAMENTOS NÃO ARGAMASSADOS 
São aqueles constituídos por elementos outros que não a própria argamassa. 
Nessas situações, são utilizados apenas o emboço para regularização e a 
argamassa de junta ou cola apropriada. Neste grupo encontram-se azulejos, 
pastilhas, pedras naturais, madeira, plástico, laminados melamínicos, cortiça 
e papel. 
AZULEJOS - Recomenda-se emboço de cimento areia e saibro no traço de 1:5. 
Sua colocação deve ser iniciada o mais tarde possível, após a execução do 
suporte, devido à contração sofrida pela argamassa até o quinquagésimo dia. 
Este fato quando ignorado pode gerar tensões de aderência descolando o 
azulejo. 
Os azulejos podem ser colados ou argamassados. Optando-se pela colocação 
uttilizando argamassa, as peças devem ser imersas na água durante 24 horas 
antes de seu assentamento, sendo retirados 30min antes de serem aplicadas. 
Justifica-se esse procedimento para que os poros da face a ser aplicada (não 
vitrificada) se dilatem permitindo melhor penetração da argamassa de junta 
que fixará o mesmo no emboço. Também por essa razão se utiliza argamassa 
de junta de cal, areia fina e cimento branco. Ao se optar pela fixação com 
cola, os azulejos não devem ser molhados. Na opção de colar os azulejos vale 
ressaltar que eles não devem entrar em contato com a água. 
MÁRMORE OU GRANITO - As placas de mármore ou granito destinadas a 
revestir uma superfície de concreto deverão ter na contra-face grapas de ferro 
chumbadas. Nas que serão aplicadas sobe tijolos, dependendo da 
espessura, dispensa-se a colocação desses chumbadores. 
Antes de aplicar a pedra é necessário impermeabilizar a base com asfalto, 
seja ela de concreto ou alvenaria. Não se deve permitir o acúmulo de umidade 
atrás da pedra podendo-se deixar um espaço para permitir a circulação de 
ar. Se a extensão a ser revestida com pedras exceder a 9m, é necessário 
utilizar juntas de dilatação para a alvenaria. No caso de fachadas de edifícios 
ou paredes de grande altura, as placas de mármore ou granito deverão ser 
dotadas de grampos metálicos fixados nas placas e chumbados na argamassa. 
O espaço entre a placa de mármore ou granito e a parede pode ser 
preenchido por argamassa fluida de cimento e areia. 
A vantagem da utilização de encaixes metálicos reguláveis na fixação de 
pedras em fachadas muito extensas, é o fato de, por manterem as placas 
afastadas da parede, estes encaixes podem absorver as irregularidades 
decorrentes da concretagem da estrutura, permitindo a execução de panos de 
fachada perfeitamente lisos. 
A complexidade crescente na realização dos projetos de revestimentos em 
pedras levou ao surgimento dos projetos para produção de fachadas. Nestes 
 
 
 
- 35 -
 
projetos o especialista, com base no levantamento in loco das medidas da 
obra, realiza a paginação das peças de mármore ou granito, indicando os 
locais exatos para a fixação dos elementos metálicos responsáveis pelo 
suporte do conjunto. Com isso dá-se a racionalização dos serviços de obra e 
garante-se maior qualidade no acabamento das obras finas. 
PASTILHAS - São pequenas peças de argila simples ou esmaltada coladas 
sobre papel grosso para facilitar a sua aplicação. Sua colocação é feita sobre 
massa grossa (com cimento) bem desempenada, usando-se argamassa de 
cimento branco e caulim.(fig. 20) 
 
 
Figura 44 - Retirada do papel na aplicação de pastilhas 
 
É rejuntada com nata de cimento branco, após a retirada do papel (que fica na 
face externa) com soda cáustica e em seguida água. O papel só deve ser 
retirado depois da pega (2 dias). O excesso do rejuntamento é removido com 
estopa e, para acabamento final, a parede pode ser lavada com solução de 
ácido muriático com água na proporção de 1:3. Logo em seguida (antes do 
terceiro minuto, segundo alguns autores) deve-se lavar a parede apenas 
com água limpapara evitar que o ácido ataque as juntas. 
GESSO - As chapas de gesso (usadas apenas nas paredes internas) são 
pregadas, rejuntadas e tapadas com fita adesiva, recebendo finalmente 
uma demão de pintura ou argamassa de gesso. 
MADEIRA - É fixada através de encaixes ou pregos e parafusos. Quando a 
madeira não é pintada, ela deve receber verniz para protegê-la do sol e da 
chuva, no entanto, o verniz tem que ser refeito periodicamente. Os 
revestimentos de madeira para paredes internas podem ser aplicados sob a 
forma de tábuas ou folhas, incluindo laminados ou compensados. Os lambris 
 
 
 
- 36 -
 
(revestimento em tábuas de madeira) devem ser assentados sobre caibros 
de madeira previamente fixados na alvenaria e aparafusados. 
AÇO - Pode-se usar a aço galvanizado ou inoxidável. O aço é um composto de 
ferro e carbono suscetível de adquirir através de têmpera (resfriamento súbito 
após atingir alta temperatura) um elevado grau de dureza e tenacidade. O 
aço galvanizado é o aço recoberto por uma camada de zinco metálico que 
tem a finalidade de proteger contra os efeitos da oxidação. O aço inoxidável é 
aquele que, na sua composição, além do ferro e do carbono recebe o cromo 
que lhe confere a capacidade de resistir à oxidação e corrosão. 
Do processo de industrialização dos dois tipos de aço são obtidos elementos 
como chapas e perfis que podem ser utilizados como protetores-solar, 
fachadas, forros, porta, piso, detalhes, etc. O processo de união se dá através 
de solda, colagem, porca, parafuso, rebites ou encaixe. 
O aço galvanizado tem como acabamento mais comum a pintura e pode 
também ser plastificado. O aço inoxidável pode sofrer vários processos de 
acabamento. Através de abrasão pode-se passar de uma superfície fosca e 
irregular a uma superfície lisa e regular com várias passagens entre esses dois 
tipos de acabamento. O aço escovado muito utilizado encontra-se nesse caso. 
O ado inoxidável pode ainda ser pintado. 
Tanto o aço galvanizado como inoxidável não apresentam ferrugem; 
proporcionam a criação de elementos leves e delgados; são de fácil 
manutenção e limpeza; têm grande resistência ao fogo; não absorvem umidade 
e são de grande durabilidade. No entanto, são bons condutores térmicos, 
permitindo a passagem de muito calor ou frio; são péssimos isolantes 
acústicos e o custo do material e a mão-de-obra que executa o trabalho 
bastante elevado. 
No memorial de especificações técnicas de um projeto, quando houver a 
intenção de utilizar revestimentos em aço, alguns cuidados devem ser 
tomados: 
 - designar o tipo de aço (galvanizado ou inoxidável); 
 - designar o acabamento do aço (pintado, escovado, etc); 
 - indicar os elementos adequados ao projeto (perfis, etc); 
 - indicar as dimensões mais adequadas, inclusive a espessura; 
 - indicar como serão feitas as ligações das peças; 
 - indicar o fabricante escolhido. 
PLÁSTICO OU PAPEL - Estes revestimentos apresentam-se em rolos e 
devem ser colados nas paredes da seguinte maneira: procede-se normalmente 
ao chapisco, ao emboço e ao reboco desempenado com desempenadeira 
de madeira; emassa-se a parede com massa corrida de PVA; aplica-se um 
selador também a base de PVA e cola-se o revestimento. 
 
TEXTURA EM CONCRETO APARENTE 
 
 
 
- 37 -
 
Existem várias formas de dar textura ao concreto aparente. Nesse caso, a 
própria estrutura pode ser o revestimento do edifício. Obtém-se textura no 
concreto: 
 - pela colocação das fôrmas; 
- pelo tipo de material utilizado como fôrma; 
- após a retirada das fômas, com ferramentas; 
 - pelo tipo de agregado utilizado no concreto. Nesse particular, vale 
ressaltar os estudos que vem sendo desenvolvidos por arquitetos e 
pesquisadores do país, sobre a utilização de materiais provenientes da 
britagem de mármores ou granitos como agregados. 
 
MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS CERÂMICOS 
PARA PISOS E PAREDES 
 
Condições para o início dos serviços 
• Verificar as condições do emboço - idade (mínimo de 14 dias), prumo, 
planeza (precisão de 1 mm/m) e limpeza (ausência de restos de argamassa 
ou outro material); 
• Averiguar as condições do contrapiso - idade (mínimo de 14 dias), 
nivelamento, planeza (ondulações máximas de 1 mm/m), limpeza, ausência 
de restos de argamassa ou outro material), adequação dos caimentos e 
rebaixos; 
• Observar se todos os contramarcos das janelas estão chumbados e se os 
batentes já estão instalados ou com referência definida; 
• Verificar se as instalações hidráulicas e elétricas estão executadas e se o 
sistema de impermeabilização está concluído e testado, com os ralos 
protegidos; 
• Avaliar se o lote de peças cerâmicas está uniforme quanto ao calibre e à 
tonalidade; 
• Checar se a quantidade de peças é suficiente para executar o serviço. 
Assentamento 
• Verificar a altura do cordão de argamassa colante (8 mm para pisos e 6 mm 
para azulejos); 
FIGURA 45 - Espalhamento da 
argamassa colante 
 
FIGURA 46 - Finalização do 
espalhamento de argamassa colante 
 
 
 
 
- 38 -
 
FIGURA 47 - Aplicação do lado dentado da desempenadeira, formando os 
cordões 
 
 
• Checar o tempo de abertura (“teste do dedo”); 
• Avaliar a presença de regiões sem aderência (som oco após 24 horas); 
• Observar se a desempenadeira não está com os dentes gastos. 
• Durante o assentamento, retirar aleatoriamente algumas peças recém-
colocadas, analisando o preenchimento da região de contato cerâmica-
argamassa colante. 
• Caso as peças do revestimento formem mosaico decorativo, verificar se 
elas foram assentadas conforme o mosaico padrão. 
 
Desvios geométricos e regularidade 
• Verificar o nivelamento entre as peças (avaliação visual); 
• Checar a planeza do revestimento (tolerar variações de 1 mm/m); 
• Observar se não existem dentes sobressalentes. 
 
Juntas 
• Verificar as dimensões, o alinhamento e a aplicação de mastique nas juntas 
de expansão (pisos) e juntas estruturais, avaliando sua conformidade com o 
projeto ou com o PES 10; 
 
Rejuntamento 
• Assegurar o intervalo mínimo de 24 horas para iniciar o rejuntamento dos 
pisos e três dias para as paredes; 
 
 
 
- 39 -
 
 
FIGURA 48 - Ajuste para o correto 
posicionamento das peças 
 
FIGURA 49 - Detalhe do espaçamento 
entre peças garantido pelo 
posicionamento de espaçadores 
plásticos em forma de cruz 
 
 
• Verificar, visualmente, a abertura e o alinhamento das juntas; 
• Observar a homogeneidade do preenchimento das juntas entre peças por 
inspeção visual; não devem haver falhas por falta ou excesso de rejunte; 
• acabamento final obtido pelo frisamento deve ser liso e regular. 
 
Limpeza 
• Verificar um intervalo de 15 minutos para limpeza do rejuntamento com 
esponja molhada e um intervalo de 15 minutos para limpeza após o 
frisamento (com o auxílio de um pano seco); 
 
FIGURA 50 - Detalhe do encontro entre pisos e paredes revestidos com 
cerâmica 
 
 
 
• Verificar o aspecto visual do pano revestido, atentando para manchas de 
argamassa de assentamento e/ou rejunte deixadas por falha de limpeza 
 
 
 
- 40 -
 
após a execução, bem como para as condições de limpeza e de 
organização do ambiente durante e após a execução do serviço. 
 
MÉTODO EXECUTIVO – REVESTIMENTO EXTERNO EM PEÇAS 
CERÂMICAS 
 
RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO 
Condições para o início dos serviços 
• Verificar as condições do emboço - idade (mínimo de 14 dias), prumo, 
planeza, nivelamento de detalhes e limpeza (ausência de restos de 
argamassa ou outro material); 
• Checar a quantidade e a uniformidade do lote de peças cerâmicas; 
• Conferir se todos os fios de prumo previstos estão posicionados;• Certificar-se de que as instalações elétricas e hidráulicas que interferem no 
revestimento de fachada estão concluídas e testadas; 
• Averiguar se os contramarcos das janelas estão instalados e conferidos; 
• Observar se os equipamentos de proteção coletiva estão instalados e 
conferidos, atentando também para os EPIs. 
Controle do assentamento 
• Avaliar a altura do cordão de argamassa colante; 
• Observar o tempo de abertura (teste do dedo) e a ocorrência de regiões 
sem aderência (som oco após 24h); 
• Durante o assentamento, retirar aleatoriamente algumas peças recém 
colocadas, analisando o preenchimento do tardoz com argamassa colante. 
 
FIGURA 51 - Aplicação da argamassa 
colante sobre o emboço 
 
 
 
 
 
FIGURA 52 - Técnica de dupla 
colagem: aplicação da argamassa 
colante sobre o tardoz de peças 
cerâmicas 
 
 
 
 
 
 
- 41 -
 
 
FIGURA 53 - Assentamento das peças 
cerâmicas 
FIGURA 54 - Ajuste de posicionamento 
com o cabo de madeira do martelo 
 
Desvios geométricos e regularidade 
• Verificar, visualmente, o nivelamento entre as peças, a planeza do 
revestimento, a variação na espessura das juntas e a presença de dentes 
ou saliências entre as peças, por meio de régua de alumínio. 
 
Juntas de controle 
• Averiguar a espessura e a profundidade das juntas de controle, atentando 
para a conformidade com o projeto; 
• Assegurar a limpeza da base no momento de aplicação do mastique 
elástico. 
 
Rejuntamento 
• Verificar a homogeneidade do preenchimento das juntas entre peças por 
inspeção visual; não deve haver falhas por falta ou excesso de rejunte 
 
Limpeza 
• Verificar o aspecto visual do pano revestido, atentando para restos de 
argamassa de assentamento e/ou rejunte deixados na superfície por falha 
de limpeza 
 
 
MÉTODO EXECUTIVO – REVESTIMENTO DE FACHADA EM PASTILHAS 
CERÂMICAS 
 
RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO 
Condições para o início dos serviços 
 
 
 
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• Verificar as condições do emboço - idade (mínimo de 14 dias), prumo, 
planeza, nivelamento de detalhes e limpeza (ausência de restos de 
argamassa ou outro material); 
• Conferir a quantidade e a uniformidade do lote de peças cerâmicas; 
• Checar se todos os fios de prumo previstos estão posicionados; 
• Averiguar se as instalações elétricas e hidráulicas que interferem no 
revestimento de fachada estão concluídas e testadas; 
• Observar se os contramarcos das janelas estão instalados e conferidos, 
incluindo o caimento adequado dos peitoris; 
• Verificar se foi concluído o arremate das coifas de cozinhas e das chaminés 
de aquecedores; 
• Certificar-se de que os equipamentos de proteção coletiva estão instalados 
e conferidos, atentando também para os EPIs. 
Controle do assentamento 
• Averiguar a altura do cordão de argamassa colante (8mm), o seu tempo de 
abertura (teste do dedo) e a ocorrência de regiões sem aderência (som oco 
após 24h). 
 
FIGURA 55 - Espalhamento da argamassa 
colante 
 
 
FIGURA 56 - Formação dos cordões 
 
 
 
 
 
- 43 -
 
FIGURA 57 - Aplicação da argamassa de 
rejunte no tardoz das placas 
 
 
FIGURA 58 - Posicionamento das placas 
 
FIGURA 59 - Rebatimento com o tolete 
 
 
Desvios geométricos e regularidade 
• Verificar, visualmente, o nivelamento entre as pastilhas, a planeza do 
revestimento, o requadro das janelas, com especial atenção à inversão de 
caimentos, e a variação na espessura das juntas; 
• Avaliar a presença de dentes ou saliências por meio de régua de alumínio. 
• Juntas de controle 
• Verificar a espessura e a profundidade das juntas de controle, atentando 
para a conformidade com o projeto; 
• Observar a limpeza da base no momento de aplicação do mástique elástico. 
Rejuntamento 
• Verificar a homogeneidade do preenchimento das juntas por inspeção 
visual; não devem haver falhas por falta ou excesso de rejunte. 
 
 
 
- 44 -
 
Retirada do papel 
• Conferir a remoção completa do papel sem o descolamento de pastilhas ou 
remoção do rejunte; 
• Atentar para a diluição adequada de soda cáustica (1:20). 
 
FIGURA 60 - Molhagem do papel com solução de soda cáustica 
 
FIGURA 61 - Retirada do papel 
 
 
 
FIGURA 62 - Limpeza da superfície 
 
 
 
Limpeza 
• Verificar o aspecto visual do pano revestido, atentando para restos de papel 
ou cola ainda aderidos à superfície e manchas de argamassa de 
assentamento e/ou rejunte deixadas por falha de limpeza 
 
TIPOS DE JUNTAS: 
• juntas de assentamento: entre as peças que compõem o revestimento. São 
necessárias devido ao desbitolamento dos revestimentos cerâmicos, devido 
à necessidade de alinhamento das peças além de impedirem a propagação 
de tensões de uma peça para outra, afastando o risco de flambagem do 
revestimento. Além disso, as juntas de assentamento exercem função de 
higiene, estética e facilitam a remoção de peças danificadas. 
• juntas estruturais: oriundas da estrutura de concreto. 
• juntas de movimentação ou juntas de expansão/contração 
 
 
 
- 45 -
 
• juntas especiais: devem ser utilizadas quando o revestimento estiver sujeito 
a agentes agressivos como ácidos, bases, óleos, etc. 
 
 
 
 
 
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TEMA 4 – Revestimento de Pisos e Impermeabilização 
 
EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS DE PISO EM ASSOALHO DE MADEIRA 
 
RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: 
Condições para o início da execução do serviço 
• Verificar se a instalação e a conferência dos batentes de portas, marcos e 
contramarcos das janelas já foram finalizadas, bem como dos 
revestimentos internos de paredes e tetos; 
• Antes de proceder ao acabamento do assoalho, averiguar se já ocorreu a 
colocação das soleiras de pedra, dos caixilhos e vidros e se já foi concluída 
a pintura de paredes e tetos. 
Colocação dos barrotes 
• Verificar o nivelamento dos barrotes com uma régua de alumínio com nível 
de bolha acoplado (a bolha deve encontrar-se entre as linhas); 
• Checar a fixação de pregos e o espaçamento entre os barrotes, com 
tolerância de 5mm; 
 
FIGURA 63 - Posições dos pregos no 
barrote 
 
FIGURA 64 - Execução do pré-furo para 
fixação do prego espiralado 
 
FIGURA 65 - Detalhe da colocação do prego espiralado com martelo e punção 
 
 
 
 
- 47 -
 
FIGURA 66 - Detalhe da 
posição do prego espiralado 
 
 
FIGURA 67 - Detalhe do uso 
do punção 
 
 
• Observar a colocação de barrotes de borda e soleiras. 
 
FIGURA 68 - “Aperto” da tábua, utilizando cunha e apoio de madeira 
 
 
Colocação do assoalho 
• Verificar o prazo de cura da argamassa de fixação dos barrotes (mínimo 14 
dias); 
• Conferir o acabamento das juntas, que devem ter abertura máxima de 2 
mm; 
• Checar a fixação das peças e o aspecto dos parafusos; 
• Averiguar a colocação das cavilhas, que devem se apresentar firmemente 
coladas, mas não “enterradas”. 
 
Acabamento 
• Inspecionar visualmente o ambiente, detectando eventuais falhas ou 
imperfeições no assoalho, tais como frestas, aspereza (principalmente em 
cantos, escadas, soleiras e rodapés), defeitos de calafetação ou falhas de 
aplicação do verniz ou cera (remonte, respingos, etc...). Certificar-se de que 
o ambiente esteja limpo e protegido da umidade ou insolação excessiva. 
 
 
 
 
- 48 -
 
 
FIGURA 69 - Abertura do furo para 
cavilha no assoalho 
 
FIGURA 70 - Abertura do pré-furo para 
o parafuso de Fixação do assoalho 
f 
 
FIGURA 71 - Detalhe da fixação na emenda entre tábuas: 
a) fixação com 4 parafusos 
 
b) fixação com 2 parafusos 
 
 
 
Uma questão a ser considerada no revestimento das áreas molhadas 
(chuveiros, terraços descobertos, varandas) é a definição do tipo adequadode 
impermeabilização, e a realização do projeto específico para a aplicação deste 
tratamento. Pode-se classificar a impermeabilização em rígida ou flexível. 
A impermeabilização rígida, é constituída pelos concretos e argamassas onde 
a utilização de um aditivo no seu preparo os torna impermeáveis. Nestes casos 
a impermeabilização permanece incorporada à estrutura perdendo sua função 
se aparecerem trincas. Por esta razão, recomenda-se para locais de baixo 
risco de movimentação da estrutura ou qualquer outro fenômeno que possa 
 
 
 
- 49 -
 
resultar em fissuras. São recomendadas para pisos de banheiros, cozinhas e 
áreas de serviço. 
As impermeabilizações flexíveis subdividem-se em: 
 - plásticas: Constituem-se de pinturas especiais aplicadas sobre as 
superfícies a ser impermeabilizadas. Tem pouca durabilidade, 
ressecam e perdem a função quando constantemente expostas às 
intempéries. Possuem pouca elasticidade e não acompanham os 
movimentos da estrutura. São muito utilizadas em calhas e pequenas 
jardineiras. 
 - elásticas: Utilizam mantas pré-fabricadas. São aconselhadas para 
os terraços, marquises, etc. 
- laminares: São também chamadas de pintura armada. São 
realizadas com elastômeros ou asfaltos, estruturadas com camadas 
de materiais rígidos como feltro asfáltico, tecidos de juta ou vidro, ou 
lâminas de alumínio. A estruturação é feita pela intercalação de 
camadas de materiais rígidos com asfaltos ou elastômeros. 
 
A norma NBR 9575 fixas as condições gerais e específicas que devem ser 
obedecidas na elaboração de um projeto de impermeabilização. Além desta, 
outras normas complementares devem ser igualmente consultadas, tais como: 
 
• NBR 8083 - materiais e sistemas utilizados em impermeabilização - 
Terminologia. 
 
• EB 635 - Asfaltos oxidados para impermeabilização - Especificação 
 
• NBR 8521 - Emulsões asfálticas com fibras de amianto para 
impermeabilização - Especificação 
 
• NBR 9227 - Véu de fibras de vidro para impermeabilização - 
Especificação 
 
• NBR 9228 - Feltros asfálticos para impermeabilização - Especificação 
 
• NBR 9229 - Mantas de Butyl para impermeabilização - Especificação 
 
• NBR 9396 - Elastômeros em solução para impermeabilização 
 
• NBR 9685 - Emulsões asfálticas sem carga para impermeabilização - 
Especificação 
 
• NBR 9686 - Solução asfáltica empregada como material de 
imprimação na impermeabilização - Especificação 
 
 
 
 
- 50 -
 
• NBR 9687 - Emulsões asfálticas com carga para impermeabilização - 
Especificação 
 
• NBR 9689 - Materiais e sistemas de impermeabilização - 
Classificação 
 
• NBR 9690 - Materiais de polímeros para impermeabilização - 
Especificação 
 
Pontos fundamentais para avaliação dos sistemas de impermeabilização: 
Î impermeabilidade dos materiais: para esta avaliação adota-se o conceito de 
absorção d’água dos materiais, dada em porcentagem de água absorvida 
pelo peso seco do material, sendo especificada a temperatura da água e o 
tempo de imersão, e adotando-se sempre igual espessura de material para 
ensaios comparativos. 
Î resiliência dos materiais: as estruturas estão sujeitas às variações de 
temperaturas do ambiente que provocam esforços de tração e de 
compressão. Estando a impermeabilização solidária à estrutura, conclui-se 
que aquela deve acompanhar a movimentação desta,bem como resistir às 
tensões de tração e compressão atuantes. Chama-se resiliência de um 
material a capacidade que ele tem de voltar às suas dimensões iniciais uma 
vez cessada a causa que provocou a deformação, seja ela de origem 
térmica ou mecânica, e após vários ciclo de repetição do fenômeno em 
questão. 
Î longevidade dos sistemas de impermeabilização: 
Î proteção mecânica e isolação térmica: com exceção das obras nas quais se 
exija, por motivos técnicos ou estéticos, que a impermeabilização seja 
exposta, nas demais deve ser executada uma proteção mecânica para 
impedir a danificação do material impermeabilizante pela ação do tráfego de 
pessoas, quer durante o serviço quer após sua execução, e pela incidência 
de radiações solares diretas, que provocam a evaporação da porção volátil 
dos materiais - diretamente responsável pela sua elasticidade. 
Î custos: cabe ressaltar que o custo inicial de uma impermeabilização, 
mesmo aparentemente elevado, é insignificante em relação ao todo da obra 
e aos custos de futuras manutenções. 
 
 
 
 
- 51 -
 
TEMA 5 – Coberturas e Proteções 
 
 Cobertura é o fechamento de estruturas de telhados com inclinação inferior a 
75 graus (aproximadamente) em relação à horizontal. Fechamento ou 
tapamento lateral, é aquele que apresenta inclinações superiores a 75 graus 
(aproximadamente) em relação à horizontal. Outras definições importantes, 
são: 
• beiral: É a parte da telha que ficará em balanço, livre de apoio. 
• tesoura: É o sistema estrutural triangular indeformável que sustenta a 
cobertura propriamente dita. 
• terça: É uma peça horizontal, colocada em direção perpendicular às 
tesouras, destinada à sustentação das telhas. 
• cumeeira: É a parte mais alta da cobertura, onde as superfícies 
inclinadas se encontram. 
• faixa: É a sequência de chapas utilizadas no fechamento da cobertura, 
no sentido de seu comprimento. 
• fiada: É a sequência de chapas utilizadas no fechamento da cobertura, 
no sentido de sua largura. 
• recobrimento: É a sobreposição das telhas no sentido do seu 
comprimento e da sua largura, para evitar a penetração da água e dos 
ventos. 
COBERTURAS METÁLICAS 
Variam dos simples perfis de aço às estruturas espaciais planas, formadas 
a partir da associação de barras metálicas (aço e alumínio) e nós de 
articulação compondo tetraedros. Além desses sistemas, as estruturas 
metálicas podem formar abóbadas, estruturas laminares, vigas treliçadas, 
curvas ou não e, por fim, coberturas formadas por cabos tracionaços que 
suportam as placas de cobertura. 
As coberturas metálicas, no sistema estrutural do aço, costumam estar 
apoiadas em estruturas leves, também metálicas, ou sobre apoios nas lajes. 
Entre os metais utilizados como telhas, citam-se: o cobre, o zinco, o alumínio e 
o aço galvanizado. Mais recentemente passou-se a utilizar chapas metálicas 
como telhas autoportantes, fixadas ao vigamento por finos conectores. 
As especificações das coberturas metálicas em particular, devem levar em 
consideração as questões de estanqueidade e segurança contra a ação dos 
ventos. Alguns cuidados básicos na execução deste tipo de cobertura, são: 
• verificar se as dimensões da obra coincidem com as dimensões do 
projeto antes do início da montagem; 
• iniciar a execução em faixas perpendiculares às terças, no sentido de 
baixo para cima; 
• observar os recobrimentos lateriais e longitudinais; 
 
 
 
- 52 -
 
• iniciar a montagem das telhas no sentido oposto ao dos ventos 
dominantes; 
• quando a cobertura for em duas águas opostas, cubrir igualmente 
ambos os laços, permitindo a coincidência das seções das telhas com 
as peças de concordância da cumeeira; 
• na montagem da cobertura, evitar pisar diretamente sobre as telhas para 
não danificá-las. 
ESTRUTURAS DE MADEIRA 
De maneira geral a estrutura de madeira de um telhado é composta pela 
tesoura, o engradamento e o contraventamento. As tesouras, formam vigas de 
treliça que recebem as cargas do engradamento através de pontos chamados 
nós (fig.73). 
Essa descarga se faz através das principais peças do engradamento 
chamadas terças. O engradamento constitui-se de terças, caibros e ripas, 
podendo assumir formas simplificadas para telhas maiores que se sustentam 
diretamente nas terças. 
As terças, conforme descrição apresentada no início deste capítulo,são peças 
longitudinais, colocadas em direção perpendicular às tesouras, recebendo 
nomes especiais quando estão na parte mais alta do telhaço (cumeeira) e 
quando se apoiam diretamente sobre as paredes limítrofes (frechal). 
Os caibros são colocados perpendicularmente às terças e se apoiam nelas, 
inclinados sendo que seu declive determina o caimento ou "ponto" do telhaço. 
A seção dos caibros vai depender do espaçamento entre as terças. As ripas 
são colocadas paralelamente às terças, se apoiando nos caibros. Seu 
espaçamento depende do tipo de telha que se está usando. 
 
Figura 73 - Detalhe do pendural 
 
 
 
 
- 53 -
 
 
Figura 73 - Exemplo de madeiramento de telhado 
 
COBERTURAS DE CONCRETO 
Esse tipo de cobertura refere-se às lajes impermeabilizadas ou às "cascas" de 
concreto. Em ambas as situações, maiores cuidados devem ser tomados em 
função dos problemas causados pela má impermeabilização. 
Sempre que possível, já na fase de projeto, deve ser definido o tipo de 
impermeabilização a ser adotado, onde então deverão ser fixados certos 
detalhes que posteriormente facilitem tais serviços. 
SOLUÇÕES DE PROJETO 
Optando-se pela cobertura utilizando estrutura e telhas, pode-se especificar: 
telhas cerâmicas, placas de ardósia, chapas metálicas, chapas de plástico, 
 
 
 
- 54 -
 
telhas de cimento, entre outras. Vale ressaltar que as telhas de fibro-cimento 
ou cimento-amianto, apesar de amplamente utilizadas no Brasil, possuem 
composição química comprovadamente cancerígena. 
Para justificar a escolha de deterninada solução, deve-se considerar: 
• a compatibilidade dos materiais empregados em relação ao sistema 
estrutural do edifício, observando as alternativas mais racionais de 
ligação entre eles; 
• optar por processos que se caracterizem pela rapidez na execução, 
redução na mão-de-obra empregada e maior limpeza no canteiro de 
obras uma vez que as soluções artesanais podem representar um 
atraso na obra; 
• a dimensão dos vãos que a cobertura terá que vencer, uma vez que 
algumas soluções se mostram mais eficientes que outras em função do 
vão; 
• adequação aos recursos humanos e de equipamentos disponíveis na 
região onde se localiza a obra. 
De maneira geral, na composição de um telhado deve-se ter em mente 
algumas regras fundamentais: 
• a concordância entre os diversos planos de um telhado se fará 
sempre através da bissetriz dos ângulos (fig. 74); 
• todos os planos terão a mesma altura no beiral; 
• os planos devem ter sempre a mesma inclinação. 
 
Figura 74 - Telhados: a concordância deve ser feita pela bissetriz dos 
ângulos. 
 
 
 
 
- 55 -
 
Em qualquer dos casos, os detalhes importantes, que devem ser observados 
baseados em instruções dos fabricantes, são: inclinação mínima, 
recobrimentos, superposição de telhas de uma fiada para outra, despejo dos 
condutores, peças e acessórios especiais. 
 
 
 
 
 
 
 
- 56 -
 
TEMA 6 – Sistemas Prediais 
 
Sistemas prediais são sistemas físicos integrados a um edifício, que têm por 
finalidade dar suporte às atividades dos usuários, suprindo-os com os insumos 
prediais necessários e propiciando os serviços requeridos. 
Têm-se os seguintes sistemas prediais: suprimento de energia elétrica, gás 
combustível, água, esgoto, águas pluviais, segurança e proteção contra 
incêndio, segurança patrimonial, condicionamento de ar, transporte 
mecanizado (elevadores, escadas rolantes), comunicação interna, 
telecomunicação e automação, entre outros. 
A denominação de "sistemas" deve substituir a definição usual de "instalações 
prediais" considerando a necessidade de enfocar sistematicamente essa área 
do conhecimento. 
 
INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO 
 As instalações de esgoto podem ser divididas em esgoto primário e 
secundário. 
Chama-se esgoto primário a canalização na qual tem acesso os gases 
provenientes do coletor público ou dos dispositivos de tratamento. Dessa 
forma, pode-se concluir que o esgoto secundário deve ser lançado ao primário 
uma vez que a saída do prédio é única. 
Se esse lançamento fosse feito diretamente, haveria retorno de gases e mau 
cheiro. Por estas razões, pode-se concluir que um dos aspectos fundamentais 
para o projeto das instalações de esgoto é a correta ventilação das instalações. 
O retorno do mau cheiro pelos aparelhos é evitado pelo fecho hídrico existente 
nas bacias sanitárias, no ralo sifonado (como indica o nome), pela caixa de 
gordura e pela caixa sifonada. (fig. 75/76) 
 
 
Figura 75 - Detalhe do ralo sifonado Figura 76 - Detalhe da bacia sanitária 
 
 
 
 
 
- 57 -
 
Pode-se fazer o seguinte resumo dos despejos existentes em um prédio: 
 
L AVAT Ó R I O
B I D E T
C H U V E I R O
B A N H E I R O
R A L O
S I F O N A D O
B A C I A S A N IÁ R I A T U B O D E Q U E D A C A I X A D E
IN S P E Ç Ã O
P I A D E C O Z I N H A
M Á Q U I N A D E L AVA R L O U Ç A
T U B O D E
G O R D U R A
C A I X A D E
G O R D U R A
T A N Q U E
M Á Q U I N A D E L AVA R R O U PA
T U B O
S E C U N D Á R IO
C A I X A
S I F O N A D A
 
 
As alturas de tomada dos pontos de esgoto residencial, podem ser as 
seguintes (medidas considerando o piso acabado): 
 → máquina de lavar roupa: 70/80cm 
 → mictório com sifão externo: 37cm (fig. 77) 
→ tanque: 40cm (fig. 78) 
Figura 77 - Detalhe do mictório 
 
Figura 78 - Detalhe do tanque 
REDE 
COLETORA
 
 
 
- 58 -
 
 → lavatório: 50cm (fig. 79) 
 → pia de cozinha: 60cm (fig. 80) 
 
 
 
Figura 79 - Detalhe do lavatório 
 
 
 
 
Figura 80 - Detalhe da pia de 
cozinha 
 
 → máquina de lavar louça: 70cm (se for sob bancada, deve-se verificar). 
 → bidê: no chão, distante aproximadamente 30 centímetros da parede. 
(fig 81) 
 
 
Figura 81 - Detalhe do bidê 
 
 
Figura 82 - Detalhe do esgotamento 
da banheira 
 
 
 
 
- 59 -
 
 → banheira: possui dois esgotamentos, um pelo ladrão e outro pela 
válvula de fundo sendo única a ligação com o ralo sifonado. (fig. 82) 
 
Será executada uma única ligação de instalação predial para o coletor público 
de esgoto sanitário, e uma única ligação para a galeria de águas pluviais. 
 
INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS 
O abastecimento de água nos prédios é feito a partir do distribuidor público por 
meio de um ramal predial que compreende: 
• ramal predial propriamente dito ou ramal externo - é o trecho do 
encanamento compreendido entre o distribuidor público de água e a 
instalação predial caracterizada pelo aparelho medidor ou limitador de 
descarga; 
• alimentador predial ou ramal interno de alimentação - é o trecho do 
encanamento que se estende a partir do medidor ou limitador de consumo, 
isto é, do ramal predial até a primeira derivação ou até a válvula de flutuador 
(torneira de bóia). 
O sistema de abastecimento predial de água pode ser classificado da seguinte 
forma: 
 
direto 
Sem bombeamento 
Com bombeamento 
 
Por gravidade 
Sistema indireto RS 
Sistema indireto com bombeamento 
Sistema indireto RI-RS 
 
 
 
Sistema de 
abastecimento 
 
 
 
indireto 
Hidropneumático
Sem bombeamento 
Com bombeamento 
Hidropneumático 
SISTEMA DIRETO 
No sistema direto, as peças de utilização do edifício estão ligadas diretamente 
aos elementos que constituem o abastecimento, ou seja, a instalação é a 
própria rede de distribuição. Conforme as condições de pressão e vazão da 
rede pública, tendo em vista as solicitações do sistema predial, o sistema direto 
pode ser com ou sem bombeamento: 
™ SISTEMA DIRETO SEM BOMBEAMENTO - Neste caso, é o sistema de 
abastecimento que deve oferecer condições de vazão e pressão e 
continuidade suficientes para o esperado desempenho da instalação.™ SISTEMA DIRETO COM BOMBEAMENTO – Neste caso à rede de 
distribuição é acoplado um sistema de bombeamento direto. A água é 
recalcada diretamente do sistema de abastecimento até as peças de 
utilização. Esta tipologia de sistema é empregada quando a rede pública 
 
 
 
- 60 -
 
não oferece água com pressão suficiente para que a mesma seja elevada 
aos pavimentos superiores do prédio. 
SISTEMA INDIRETO 
O sistema indireto é aquele onde através de um conjunto de suprimento e 
reserva, o sistema de abastecimento alimenta as colunas de distribuição. 
Quanto à pressurização, o sistema indireto de água fria pode ser por gravidade 
ou pneumático. 
 
 
 
direto sem bombeamento direto com bombeamento 
 
 
indireto com bombeamento indireto RS indireto RI-RS 
 
 
hidropneumático hidropneumático hidropneumático 
sem bombeamento com bombeamento 
Figura 83 - Sistemas de abastecimento de água. 
 
SISTEMA INDIRETO POR GRAVIDADE 
Neste tipo de sistema cabe a um reservatório elevado a função de alimentar as 
colunas de distribuição. Este reservatório é alimentado diretamente pelo 
sistema de abastecimento, com ou sem bombeamento, ou por um reservatório 
inferior com bombeamento. Desta forma, configuram-se três tipos de sistemas 
indiretos por gravidade, quais sejam, o sistema indireto RS, o sistema indireto 
com bombeamento e o sistema indireto RI-RS 
 
 
 
- 61 -
 
™ SISTEMA INDIRETO RS - É composto por um alimentador predial equipado 
com válvula e bóia, um reservatório superior e as colunas de distribuição. 
Quando há consumo de água no prédio, ocorre uma diminuição no nível de 
água do reservatório causando uma abertura total ou parcial da válvula de 
bóia. Tal abertura implica um reabastecimento do reservatório superior, 
proporcionado pela rede de abastecimento através do alimentador predial 
™ SISTEMA INDIRETO COM BOMBEAMENTO – Neste caso, tem-se um 
alimentador predial equipado com válvula de bóia,. A instalação elevatória, 
o reservatório superior e as colunas de distribuição. Esta solução é adotada 
quando não forem oferecidas, pelo sistema de abastecimento, condições 
hidráulicas suficientes para elevação da água ao reservatório superior. 
™ SISTEMA INDIRETO RI-RS – Este sistema é composto pelo alimentador 
predial com válvula de bóia, reservatório inferior, instalação elevatória, 
reservatório superior e colunas de distribuição. O início do ciclo de 
funcionamento desse sistema ocorre quando o reservatório superior estiver 
no nível máximo e a instalação elevatória desligada. O reservatório superior 
possui uma chave elétrica de nível, a qual aciona a instalação elevatória 
num nível mínimo e desliga a mesma num nível máximo. Desta forma, 
havendo consumo de água, o nível da mesma no reservatório superior 
desce até atingir o nível onde dá-se o acionamento automático das bombas 
de recalque que são desligadas quando a água volta a atingir o nível 
máximo. Paralelamente, quando do acionamento da instalação elevatória, a 
válvula de bóia do alimentador predial abre-se parcial ou totalmente, e o 
reservatório inferior passa a ser alimentado pela rede de abastecimento. 
Vale lembrar que o reservatório inferior também é dotado de uma chave 
elétrica de nível que impede o acionamento da instalação elevatória quando 
ele estiver vazio. 
SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO 
Neste sistema o escoamento da rede de distribuição é pressurizado através de 
um tanque de pressão contendo ar e água. O sistema indireto hidropneumático 
pode ser sem ou com bombeamento, ou ainda com bombeamento e 
reservatório inferior (usualmente conhecido como sistema hidropneumático). 
™ SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO SEM BOMBEAMENTO – Este 
sistema compõe-se de um alimentador predial, um tanque de pressão e as 
colunas de distribuição. A pressurização do tanque é através do sistema de 
abastecimento. 
™ SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO COM BOMBEAMENTO – A 
composição deste sistema é a seguinte: alimentador predial, instalação 
elevatória, tanque de pressão e colunas de distribuição. O tanque é 
pressurizado através da instalação elevatória. 
™ SISTEMA HIDROPNEUMÁTICO (BOMBEAMENTO+RI) – Este sistema 
compõe-se do alimentador predial com válvula de bóia, um reservatório 
inferior, uma instalação elevatória e um tanque de pressão. Quando o 
tanque de pressão estiver sob pressão máxima e o sistema de recalque 
desligado, a água no reservatório deve estar no nível máximo e o sistema 
apresenta condições de iniciar seu ciclo. Desta forma, quando há consumo 
 
 
 
- 62 -
 
de água, o nível no reservatório começa a diminuir progressivamente. O 
colchão de ar expande-se e a pressão no interior do tanque diminui até 
atingir uma pressão mínima. Nessa situação, o pressostato aciona o 
sistema de recalque, elevando, simultaneamente, o nível d’água e a 
pressão no interior do tanque aos respectivos valores máximos. À pressão 
máxima, o pressostato desliga o sistema de recalque propiciando o início de 
um novo ciclo. O reservatório inferior comporta-se de forma idêntica ao do 
sistema RI-RS 
O sistema normalmente utilizado na cidade do Rio de Janeiro é o indireto com 
reservatório superior e inferior (RI-RS). Com esse sistema, a trajetória que a 
água percorre até chegar ao usuário, pode ser assim resumida: 
DISTRIBUIDOR PÚBLICO >REGISTRO DE DERIVAÇÃO > PESCOÇO DE 
GANSO > REGISTRO DE PASSEIO > HIDRÔMETRO > TORNEIRA DE 
BÓIA > >CAIXA PIEZOMÉTRICA > CISTERNA > VÁLVULA DE PÉ COM 
CRIVO > >TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO > BOMBAS D’ÁGUA >TUBULAÇÃO 
DE RECALQUE > RESERVATÓRIOS SUPERIORES > BARRILETES > 
COLUNAS > >RAMAIS > SUBRAMAIS > USUÁRIO 
O registro de derivação fica junto ao distribuidor público e dele parte o ramal 
predial externo. 
Nas ligações de chumbo, cobre ou PVC, à saída do registro de derivação , dá-
se uma curvatura ao tubo ou utiliza-se uma peça pronta chamada pescoço de 
ganso. Essa peça evita que o ramal se rompa, mesmo com a trepidação 
devida ao tráfego e à acomodação do terreno, o que poderia ocorrer se o tubo 
estivesse esticado. 
O registro de passeio, também conhecido como registro de fecho, permite 
que o Serviço de Águas da municipalidade possa efetuar o corte no 
fornecimento de água para o edifício. Existe uma caixa de passeio com tampa 
que permite o acesso a ele 
O ramal externo termina no hidrômetro, destinado a medir o consumo predial. 
Devem ficar numa caixa ou nicho, de alvenaria ou concreto, de modo a permitir 
a fácil remoção e leitura. Na caixa onde este é colocado existe também um 
registro de pressão ou de gaveta do ramal externo e um registro de pressão ou 
de gaveta do ramal interno podendo ser exigido, ainda, um filtro antes do 
hidrômetro provido de tala para realização da limpeza. Todo o material do 
ramal externo, inclusive o hidrômetro, é fornecido pelo órgão competente. Os 
hidrômetros podem ser: 
• volumétricos - que se baseiam na medida do número de vezes que uma 
câmara de volume conhecido se enche e se esvazia. Indicado para 
instalações de pequenas vazões; 
• taquimétricos - que se baseiam na medida da velocidade do fluxo de água 
através de uma seção de área conhecida. 
O uso da caixa piezométrica corresponde a uma tentativa do órgão público de 
proporcionar uma distribuição com pressão igual para todos os consumidores. 
No caso de ramais para atendimento de grandes consumidores ela é 
 
 
 
- 63 -
 
normalmente dispensada. A NBR-5626 determina que, “quando o reservatório 
for construído abaixo do nível do meio-fio, seja instalada uma coluna 
piezométrica do ramal predial, em forma de sifão, dotado de dispositivo quebra-
vácuo, até 2,50m, no mínimo, acima da cota do meio fio”, a fim de evitar a 
contaminação do distribuidor público com água do reservatório eventualmente 
infectada, caso de forme vácuona rede pública. No caso de utilização da caixa 
propriamente dita, ela tem um volume variando entre 200l a 300l e devem ser 
instaladas a 3m em relação ao meio-fio. 
O tipo de aquecimento bem como o sistema de descarga das bacias 
sanitárias definem o projeto de instalações de água. Utilizando-se válvulas de 
descarga, é aconselhável ter uma coluna de água especial para alimentar as 
bacias, sendo que esta "recomendação" se torna obrigatória caso a mesma 
coluna que alimente as bacias forneça água para aquecedores individuais à 
gás. A adoção das bacias sanitárias com caixa de descarga facilita o projeto 
de instalações, eliminando os problemas aqui ilustrados. 
A tubulação de PVC é utilizada para água fria e de cobre ou ferro galvanizado 
para água quente sendo esta revestida com algum material isolante (lã de 
vidro, por exemplo) para que não haja perda de energia ou mesmo trincas nas 
paredes devido à dilatação e retração térmica. É interessante observar que 
em alguns países europeus de clima frio, desenvolveu-se um sistema de 
aquecimento ambiental utilizando tubulações flexíveis de plástico especial 
(polietileno reticulado) embutidas no contrapiso, para a condução de água 
quente em ciclo fechado, aprimorando, assim, o conforto térmico do ambiente 
a partir do calor proveniente do piso. 
A tubulação não deve ser aprofundada em demasia dentro do rasgo ou 
cavidade, para que, na colocação do registro, não venha o eixo do mesmo ficar 
com o comprimento insuficiente para a colocação da canopla e do volante. 
As tubulações aparentes deverão ser convenientemente fixadas por 
braçadeiras, tirantes ou outro dispositivo que lhes garanta perfeita estabilidade 
não permitindo vibrações. As tubulações deverão ter suas extremidades 
vedadas com peças especiais (bujões) a serem removidos na ligação final dos 
aparelhos sanitários. As provas de pressão interna devem ser verificadas e 
especificadas nas suas respectivas normas. Elas deverão ser feitas antes do 
revestimento da alvenaria. 
As alturas de utilização dos pontos de tomada d'água podem ser as seguintes 
(medidas considerando o piso acabado): 
 → lavatórios: 60cm 
 → mictório: 50cm 
 → bacia sanitária (com válvula): 28cm 
 → válvula de descarga: 100cm 
 → filtro: 180cm 
 → torneira do tanque: 120cm 
 → chuveiro: + 220cm 
 
 
 
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CUIDADOS NA EXECUÇÃO DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS 
De maneira geral, podem-se listar os seguintes cuidados na execução das 
instalações hidrossanitárias: 
• Inspecionar os materiais ao chegarem na obra. 
• Exigir o fechamento das extremidades dos canos, com plugs e nunca 
com papel ou madeira, a fim de evitar a entrada de corpos 
estranhos. 
• Controlar as colunas quanto ao embutimento nas alvenarias ou 
em espaços destinados para tal fim, proibindo-se sua inclusão na 
estrutura de concreto armado. 
• As passagens necessárias na estrutura de concreto armado devem ser 
previstas nos projetos de fôrmas. 
• Verificar as juntas de todas as tubulações segundo as especificações. 
• Testar as tubulações com pressões adequadas antes do revestimento. 
• Verificar o isolamento térmico das tubulações de água quente. 
• Fazer revisão e regulagem geral de válvulas de descarga, registros e 
boilers, antes da entrega da obra. 
• As ligações de bombas de recalque devem ser feitas com mangotes e 
suportes de borracha para evitar problemas decorrentes das vibrações. 
• Atentar para os devidos caimentos nas instalações de águas pluviais e 
esgoto. 
• Chumbar todos os ramais de ventilação às suas respectivas 
colunas, nunca deixando-os apenas apoiados. 
• Nas saídas das ventilações no telhado, usar sempre um chapé 
adequado ou duas curvas de 90o a fim de não permitir a entrada de 
água de chuva. 
 Os fundos das valas para tubulações enterradas deverão ser bem 
apoiados antes do assentamento. A colocação de tubos de ponta e bolsa será 
feito de jusante para montante, com as bolsas voltadas para o ponto mais 
alto. As tubulações devem passar a distâncias convenientes de qualquer 
fundação a fim de prevenir a ação de eventuais recalques. 
O projeto e a execução de reservatórios de água deverão atender aos seguintes 
requisitos de ordem sanitária: 
 1) assegurar perfeita estanqueidade; 
 2) utilizar materiais que não venham a prejudicar a potabilidade da água; 
 3) permitir inspeção e reparos, através de aberturas dotadas de bordas 
salientes e tampas herméticas. As bordas, no caso de reservatórios 
subterrâneos, terão altura mínima de 0,15m; 
 
 
 
- 65 -
 
 4) possuir extravasor, descarregando visivelmente em área livre, dotado 
de dispositivo que impeça a penetração no reservatório de elementos que 
possam poluir a água; 
 5) é vedado a passagem de canalização de esgoto sanitário e pluvial pela 
cobertura ou interior de reservatórios. 
Figura 84 - Altura dos pontos de utilização dos aparelhos e peças 
 
 
 
- 66 -
 
Figura 85 - Instalação da bacia sanitária com caixa de descarga 
 
Figura 86 - Detalhe da instalação da válvula de descarga 
 
 
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
Até bem pouco tempo atrás, o material mais utilizado em tubulações elétricas 
era o ferro galvanizado. O objetivo da galvanização era o de retardar o 
aparecimento de ferrugem. Atualmente o eletroduto de PVC rígido (composto 
 
 
 
- 67 -
 
especial de polivinila) é uma solução que une durabilidade, segurança, 
facilidade de transporte e de execução. 
 ELEMENTOS DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA: 
 TUBULAÇÃO: Chamadas eletrodutos ou conduções servem para 
proteger os condutores contra umidade, choques mecânicos e elementos 
químicos agressivos. 
 CAIXA DE PASSAGEM: São as caixas usadas para interruptores, 
tomadas ou mesmo para facilitar o manuseio da enfiação. As caixas que 
formam pontos de luz no teto são sextavadas com fundo removível para 
facilitar sua instalação que é feita antes da concretagem. 
 FIAÇÃO: Os fios são responsáveis pela condução da energia desde a 
fonte até o ponto de utilização. As emendas necessárias devem ser feitas no 
interior das caixas de passagem. 
 CAIXAS DE DISTRIBUIÇÃO: Onde se localizam os disjuntores que 
protegem e controlam os diversos circuitos internos. 
 APARELHOS: Nome dado às tomadas, disjuntores, interruptores, etc. 
EXECUÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
A execução das instalações elétricas embutidas, considerando uma obra 
convencional, divide-se em quatro etapas: 
 1a. antes da concretagem 
Nesta etapa, o engenheiro construtor deve fiscalizar o local de todas 
as caixas de passagem, dos pontos de luz nas fôrmas, assim 
como verificar se elas estão protegidas contra a penetração de nata 
de cimento que pode obstruir a entrada dos eletrodutos nas caixas. 
Em seguida, conferir a locação das descidas na alvenaria e a 
passagem nas vigas. Primeiramente, a equipe de carpinteiros 
prepara a fôrma da laje, depois os eletricistas colocam a malha de 
conduítes com as respectivas caixas para lâmpadas. Os 
armadores colocam a ferragem com o cuidado para não amarrar 
os conduítes ou mangueiras. 
 2a. na descida nas alvenarias 
Compreende a marcação, rasgo e colocação dos conduítes e caixas. 
 3a. após o revestimento das paredes, tetos e pisos 
Há que se verificar se os eletrodutos estão livres de sujeiras 
decorrentes do chapisco ou emboço para começar a enfiação da 
tubulação. 
 4a. após a última pintura 
 Instalação dos aparelhos (interruptores e tomadas) 
De maneira geral, podem-se listar os seguintes cuidados na execução das 
instalações elétricas: 
 
 
 
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• Proteger os eletrodutos aparentes ou os que ficarem sobre os tetos 
de gesso assim como as caixas de luz. 
• Nunca deixar que os eletrodutos fiquem aflorados naalvenaria pois, 
não ficando integralmente dentro da argamassa do revestimento, é 
certo o aparecimento de trincas. 
• Especial cuidado deverá merecer a execução das entradas de energia 
quanto à seção dos cabos, estanqueidade do manilhamento, feitura das 
caixas de passagem, quadros, postes, braçadeiras, etc. 
• Examinar a instalação dos aparelhos elétricos particularmente quanto à 
existência de ligação terra para chuveiro, torneiras, aquecedores, etc. 
• Inspecionar os materiais ao chegarem na obra observando a 
qualidade e peso dos conduítes e caixas. 
• Acompanhar a execução dos serviços observando se as caixas dos 
pontos de luz estão localizadas conforme projeto. 
• Exigir vedação das caixas e conduítes a fim de evitar a entrada 
de corpos estranhos. 
• Nas emendas dos eletrodutos ter o cuidado de eliminar as rebarbas 
que possam prejudicar a enfiação. 
• As ligações dos eletrodutos às caixas de derivação deverão ser feitas 
por meio de arruelas e buchas galvanizadas ou de alumínio, 
rosqueadas e fortemente apertadas. 
• Antes da concretagem os eletrodutos deverão estar perfeitamente 
fixados às fôrmas e devidamente obturados a fim de evitar a 
penetração de nata de cimento. Tal precaução deverá também ser 
tomada quando da execução de qualquer serviço que possa 
ocasionar a obstrução da tubulação. 
• A enfiação só será procedida quando a construção estiver protegida 
da chuva. 
• As caixas embutidas nas paredes deverão facear o revestimento da 
alvenaria. 
Para que as prumadas desçam pelo interior do edifício deve-se prever vazios 
em cada pavimento de preferência no hall comum (shafts). 
 
INSTALAÇÕES DE GÁS: 
As instalações de gás se dividem nas seguintes tubulações: 
- ramal externo 
Trecho da tubulação responsável pela ligação entre a rede geral e o 
medidor predial, que vai desde a rede propriamente até o muro do terreno. 
- ramal interno 
 
 
 
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Trecho da tubulação responsável pela ligação entre a rede geral e o medidor 
geral, que vai do muro do terreno até o medidor. 
- ramificação primária 
Tubulação que liga o medidor coletivo aos medidores individuais. 
- ramificação secundária 
Tubulação que liga os medidores individuais ao ponto de gás. 
As caixas de proteção ou cabine dos medidores individuais poderão ser 
colocadas no pavimento térreo em locais de servidão comum, podendo ser 
agrupados ou não, ou ainda no interior das respectivas economias. 
Nas paredes onde forem embutidas as prumadas e os trechos verticais dos 
aparelhos de utilização, não é permitido o uso de tijolos vazados a uma 
distância de 20cm para cada lado (usar tijolos maciços). 
Para o Rio de Janeiro, nas ruas onde ainda não existir redes de gás, é 
obrigatória a construção do ramal interno, para edificações multifamiliares ou 
mistas com mais de cinco unidades residenciais, o qual ficará interrompido a 
uma distância de 0,50 metros para fora do limite da propriedade, 
adequadamente vedada nessa extremidade, obrigando-se, ainda, a caixa de 
proteção dos medidores. 
Os projetos, as obras e os serviços de instalação de gás no Rio de Janeiro, só 
poderão ser executados por instaladores inscritos na CEG - Companhia 
Estadual de Gás - onde a CEG já tenha rede de gás, e inscritos nas 
respectivas Prefeituras quando executadas nos demais Municípios. 
A área total das aberturas para ventilação das caixas de proteção ou cabines, 
será de, no mínimo, um décimo (1/10) da área da planta baixa do 
compartimento. Vale ressaltar que no interior das caixas de proteção ou 
cabines não poderá existir hidrômetro nem qualquer dispositivo capaz de 
produzir centelha, chama ou calor. Ademais, não será permitida a colocação de 
qualquer outro aparelho, equipamento ou dispositivo elétrico, além do 
necessário à iluminação, que deverá ser à prova de explosão. 
As instalações só serão aprovadas depois de submetidas pelos instaladores à 
prova de estanqueidade mediante emprego do ar comprimido ou gás inerte 
com pressão de 1000 mm.c.a. No caso de instalações embutidas, essa prova 
deverá ser feita antes da execução do revestimento. 
Todo o aquecedor de água deverá utilizar chaminé (fig. 87) destinada a 
conduzir os produtos da combustão para o ar livre ou para o prisma de 
ventilação. 
 
 
 
- 70 -
 
 
Figura 87 - Detalhe da chaminé dos aquecedores individuais a gás. 
 
TRANSPORTE MECANIZADO - ELEVADORES 
São instalações de longa vida (25 a 40 anos), devendo ser projetados de 
maneira a atender às necessidades crescentes. São elementos da instalação 
de elevadores: 
CAIXA DE CORRIDA 
Deve ser construída de material incombustível, os pilares devem ser 
distribuídos nas paredes laterais e dos fundos deixando a parte frontal livre 
para a fixação dos marcos e da botoeira de chamada. Não é permitida a 
colocação de qualquer outra tubulação no interior das caixas além da 
necessária para a própria instalação do elevador, procurando-se evitar 
tubulações no interior das paredes da caixa. 
CASA DE MÁQUINAS 
Contém o motor e os aparelhos de manobra do elevador. Exige-se paredes 
incombustíveis, isolamento térmico, pé-direito de 2,10m, extintor de incêndio 
junto à porta de acesso, escada incombustível e fixa. Se possível, isolamento 
acústico nas paredes. 
CASA DE POLIAS 
Local destinado às polias superiores, quando as máquinas não estiverem 
colocadas na parte superior do conjunto. Deve ter piso incombustível, 
iluminação artificial, pé-direito mínimo de 1,30m e espado mínimo de 30cm de 
altura sobre as polias de guia. 
POÇO 
É o local onde se move a cabine e também onde se encontra o contrapeso. 
Não deve haver nada que reduza suas medidas e a impermeabilização 
deve ser de qualidade. Suas paredes devem ser de material não inflamável ou 
refratário. 
CABINE 
A altura interna mínima deve ser de 2,0m. 
 
 
 
- 71 -
 
SERVIÇOS QUE DEVEM SER EXECUTADOS PELA CONSTRUTORA: 
 
o construção e acabamento da casa de máquinas, do poço e da caixa do 
elevador, atendendo às exigências da NB 30 e as indicações do 
fabricante 
 
o execução de pontos de apoio para fixação das guias do carro e do 
contrapeso e trabalhos de alvenaria exigidos pelo fabricante 
 
o fornecimento de energia elétrica provisória e suficiente para os trabalhos 
de montagem do elevador e posteriormente, ligação de luz e força 
definitivas na casa de máquinas 
 
o instalação, na casa de máquinas, de chave trifásica com os fusíveis para 
o elevador, de uma tomada de terra ligada à chave de força do elevador, 
de um extintor de incêndio próprio para equipamentos elétricos e tantas 
tomadas de 600w quantas forem necessárias. 
 
o permitir a instalação da cabine, não fechando algumas paredes, ou 
retirando tapumes, preparando caminhos e rampas, etc. 
. 
 
 
 
- 72 -
 
TEMA 7 - Esquadrias 
 
Os caixilhos que estruturam as esquadrias podem ser de madeira, aço, ferro, 
alumínio e PVC. Dependendo da ferragem adotada pode-se ter portas de abrir, 
correr, tipo vai-vém, basculante para cima (tipo porta de garagem), com eixo 
central (tipo roleta de ônibus), várias folhas de abrir com dobras ou mesmo de 
correr (sanfona). 
Assim como as portas, as janelas podem assumir vários tipos de aberturas em 
função das ferragens: abrir, correr, guilhotina, basculante, pivotante. Além 
disso, pode-se combinar panos opacos e transparentes para obter diferentes 
combinações do vento e iluminação. 
Para que se possa especificar o tipo de janela mais adequado de acordo 
com cada ambiente, é necessário conhecer as vantagens e desvantagens 
que cada modelo pode oferecer. 
JANELAS DE CORRER: 
Podem executar esse movimento no sentido horizontal ou vertical (tipo 
guilhotina). As janelas de correr horizontais podem ser constituídas de uma 
ou mais folhas. Essas têm como vantagens: 
• ventilação regulada conforme a abertura das folhas; 
• as suas folhas não se movimento sob a ação dos ventos (não se 
fecham); 
• são de simples operacionalização; 
• possibilitam a utilização de folhas de grandes dimensões; 
• não se projetam para áreas internas ou externas (possibilitando a 
colocação de grades, persianas e cortinas); 
• exigem pouca manutenção. 
As desvantagens desse tipo de janela são: 
• quando abertas, não liberam a totalidade do vão (normalmente 50% 
deste); 
• apresenta dificuldades de limpeza na parte externa; 
• exige vedações nos batentes (a fim de evitar infiltrações indesejáveis de 
ar ou água). 
As janelas de correr verticais (tipo guilhotina) são constituídas por uma ou 
mais folhas e movimentadas no sentido vertical. Apresentam as mesmas 
vantagens das janelas de correr horizontais podendo-se acrescentar que 
estas permitem a ventilação higiênica (ou de inverno), que se faz quando 
da passagem da ventilação somente pela parte superior da janela. 
Como desvantagens, pode-se citar as mesmas das janelas de correr 
horizontais, além da manutenção mais freqüente pela presença dos cabos e 
contrapesos utilizados para o balanceamento e funcionamento. No caso da 
 
 
 
- 73 -
 
regulagem através de borboletas, acrescenta-se a desvantagem da 
impossibilidade de regular adequadamente a quantidade de passagem da 
ventilação. 
JANELAS DE ABRIR: 
Possuem eixo vertical de abertura e são formadas por uma ou mais folhas 
(superfícies que podem ser móveis ou fixas), podendo abrir-se para dentro ou 
para fora da edificação (fig.88). 
Entre as vantagens de uso da das janelas de abrir, pode-se citar: 
• abertura completa do vão; 
• facilidade de limpeza e manutenção; 
• permite a colocação de grades ou telas exteriores, quando se abre 
para dentro, e internas quando se abre para fora. 
As desvantagens são: 
• não é possível regular a ventilação; 
• ocupa espaço interno se as folhas abrirem para dentro; 
• não podem permanecer abertas quando ocorrem chuvas oblíquas em 
relação ao plano da fachada em que se encontram inseridas, se não 
houver algum tipo de proteção. 
 
Figura 88 - Janelas de abrir 
 
 
 
 
- 74 -
 
JANELAS PIVOTANTES: 
Podem ser horizontais ou verticais (fig. 89). As janelas pivotantes horizontais 
podem ter uma ou mais folhas (tipo basculante). Este tipo de janela terá um 
desempenho do ponto de vista da ventilação, tanto maior quanto maior for seu 
ângulo de abertura. 
Figura 89 - Janela pivotante horizontal e vertical 
 
De acordo com o sistema de comando e abertura desse tipo de janela, é 
possível dirigir o fluxo de ar que entra pela referida abertura. A janela 
pivotante é apontada por diversos autores como a de melhor desempenho no 
direcionamento dos movimentos do ar, assim como da velocidade de entrada 
dos fluxos de ar no interior dos ambientes. 
As vantagens são: 
• permitir ventilação constante na totalidade do vão, mesmo em dias 
chuvosos; 
• ocupar pouco espaço ao abrir ou fechar; 
• facilidade de limpeza; 
• possibilita a entrada do ar frio e saída do ar quente no mesmo vão. 
Como desvantagem dessa tipologia de janela aponta-se a impossibilidade 
de observar o exterior debruçando-se sobre ela. 
As janelas pivotantes verticais podem ser encontradas em uma ou mais folhas 
e possuem as mesmas características das pivotantes horizontais. Permitem 
a passagem da ventilação em praticamente toda a extensão do vão quando 
seus elementos formam 90o com o plano da fachada em que se encontram 
inseridas. Esta tipologia de janela possibilita, também, controlar o fluxo de ar 
e sua direção, através dos sistemas de comando do referido modelo. 
 
 
 
- 75 -
 
Apresentam-se como vantagens na utilização da janela pivotante vertical: 
• permitir ventilação constante, mesmo nos dias de chuva; 
• abertura em qualquer ângulo, o que possibilita o controle da ventilação; 
• fácil limpeza; 
• ocupa pouco espaço, tanto interna quanto externamente ao movimentar-
se. 
A desvantagem é a mesma da pivotante horizontal. 
Pode-se ainda incluir na categoria das janelas pivotantes verticais, as janelas 
tipo "camarão", que possuem pivô vertical e sanfonam suas folhas umas 
sobre as outras, num deslizamento dos seus eixos verticais. A vantagem 
desse tipo de janela, consiste em permitir a passagem da ventilação na 
totalidade de seu vão, possibilitando regular a ventilação. (fig. 90) 
Entre as desvantagens, pode-se citar: 
• dificuldade na limpeza; 
• quando se abre para o exterior, gera a impossibilidade de colocar 
grades; 
• quando se abre para o interior, impossibilita a colocação de persianas. 
 
Figura 90- Janela tipo "camarão" 
 
JANELAS MAXIM-AR: 
Podem ser incluídas na categoria de janelas pivotantes horizontais, uma vez 
que também possuem eixo horizontal. Estas, porém, deslizam verticalmente, 
possuem só uma folha e possibilitam a separação dos fluxos de ar quente e 
frio (fig 91). 
 
 
 
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Figura 91 - Janela tipo maxim-ar 
 
As vantagens da janela maxim-ar são: 
• possibilitar ventilação das partes inferiores, mesmo nos dias chuvosos; 
• não ocupar espaço interno; 
• facilidade de limpeza devido à distância que a separa do vão superior. 
Como desvantagens, citam-se: 
• liberação parcial do vão para ventilação; 
• não permite o uso de grades ou telas externas. 
A janela de folha fixa serve tão somente para possibilitar a iluminação e a visão 
do exterior (fig.92). 
Os tipos citados podem ser combinados de forma adequada no mesmo vão, 
para atender aos requisitos técnicos do projeto. As folhas das janelas 
podem, ainda, ser: totalmente em madeira; em venezianas de madeira, 
alumínio ou PVC; vidro com caixilhos de madeira, alumínio, aço ou PVC ou 
outras combinações. 
Além disso, as novas exigências do mercado da construção civil vêm 
incentivando o aparecimento de novas janelas no mercado. Entre elas 
destaca-se a janela acústica. O que se pretende é um tipo de vedação que, 
mesmo quando fechada (para impedir a passagem do vão), consiga promover 
a ventilação do ambiente. Nesse caso, o que vem ocorrendo é a utilização da 
janela projetada para permanecer fechada nos momentos em que há 
incômodo do ruído exterior. 
 
 
 
 
- 77 -
 
 
Figura 92 - Janela de folha fixa 
 
Vale lembrar que as janelas comuns terão desempenho acústico tanto melhor, 
quanto mais perfeitos forem seus encaixes e melhor seja a sua 
estanqueidade ao ar. Assim sendo, janelas comuns de vidro com 3mm, 
guarnecidas com bandeiras em venezianas e tratamento acústico terão 
desempenho próximo ao das janelas acústicas. 
 
MADEIRA 
Para as portas executadas em carpintaria, podemos distinguir os seguintes 
elementos constituintes: 
 - contra-batente (optativo) 
 - batente 
 
 
 
marco
caixão ou caixotão
aduela
 
 - folha 
lisa
almofadada
calha mexicana outras ( )
 
 - guarnição (alisar) 
 
 
O contra-batente, e quando não existir esse e for somente o batente, deverá 
ser colocado antes do revestimento da parede; irá portanto sofrer o impacto 
dos carrinhos de transporte de material, assim como a provável queima 
com a argamassa do revestimento. Para sua proteção, utiliza-se uma ou duas 
 
 
 
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demãos de óleo de linhaça puro que protegerá não só da queima da cal como 
de qualquer empenamento. 
Nas obras ou nos depósitos dos fabricantes, os caixilhos de madeira prontos 
devem ser estocados na vertical sobre o piso nivelado, em ambientes 
protegidosdas intempéries, sem fontes de calor próximas, em pilhas isoladas 
do solo. 
 Deve-se evitar guardar os caixilhos junto com outros materiais de construção 
que possam prejudicar o acabamento final da madeira, tais como: óleos, 
cimento, cal, tinta entre outros. 
Os caixilhos de madeira são normalmente chumbados às alvenarias com 
grapas ou pregos, ou fixados em contrabatentes anteriormente chumbados, 
com parafusos auto-atarrachantes. Para a fixação dos quadros nos vãos, 
devem ser tomados cuidados de modo a não envergar qualquer dos lados 
pela colocação de cunhas que devem ser postas o mais próximo possível dos 
cantos do caixilho. 
Em caixilhos de vãos maiores, que não contem com montantes 
intermediários, recomenda-se a colocação, já na indústria, de um travamento 
no centro do vão que deverá ser retirado somente depois da instalação 
completada. 
Recentemente, vêm sendo realizadas instalações utilizando outra forma de 
fixação dos caixilhos, com a injeção de espuma de poliuretano nos vãos entre 
os quadros e as alvenarias. Embora a técnica ainda seja pouco conhecida, 
pode se tornar uma opção para as obras mais sofisticadas. De qualquer forma, 
as travas só devem ser retiradas depois que a instalação estiver 
completa, inclusive com o preenchimento e cura das argamassas nos vãos. 
 
METAL 
No trabalho executado em serralharia, os elementos que interessam para a 
fabricação de esquadrias são os perfis de chapa dobrada em ferro, alumínio 
ou aço (comum e zincado). Esse último vale citar os batentes da Eucatex@ 
(batentaço envolvente e outros). Os métodos de montagem são o 
aparafusamento, a rebitagem e a solda. 
A fixação das esquadrias metálicas pode ser feita com grampos de ferro em 
cauda de andorinha, ou grapas, chumbados na alvenaria com argamassa 
de cimento e areia, posicionadas para acomodar exatamente entre as 
fiadas, espaçados cerca de 60cm sendo 2 o número mínimo de grampos em 
cada lado. Os grampos são fixados à esquadria propriamente dita por meio de 
parafusos. 
AÇO 
O aço é um material construtivo essencialmente constituído de ferro e 
carbono e diminutas quantidades de outros elementos sempre presentes 
como manganês, fósforo, silício e enxofre. Outros elementos podem ser 
adicionados para obter determinadas características. A adição de cobre, por 
exemplo, concede características de maior resistência do composto à 
 
 
 
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corrosão. Em esquadrias, o aço utilizado pode ser revestido ainda por uma 
camada microscópica de zinco, que também aumenta sua resistência à 
corrosão. 
As esquadrias com acabamento em primer, normalmente não são 
embaladas, nem para a armazenagem, tampouco para o transporte. 
Usualmente são empilhadas umas sobre as outras ou colocadas em pallets e 
armazenadas nas prateleiras dos depósitos. 
No transporte devem ser empilhadas umas sobre as outras com proteção 
de cantoneiras de chapas forradas com carpetes entre uma peça e outra nos 
quatro cantos do caixilho, para evitar o descascamento do primer pelo atrito 
aço x aço. 
Os caixilhos de aço com pintura definitiva devem ser entregues embalados 
envoltos em lençóis de plástico ou acondicionados em caixas de papelão 
antes do armazenamento e transporte. 
Essas embalagens protetoras só devem ser retiradas depois do término da 
obra, evitando-se danificar a pintura com rebocos, natas de cimento e tintas. 
Quando os caixilhos de aço chegam à obra, seja qual for o tipo do 
acabamento, deve-se evitar o seu armazenamento em locais onde estejam 
tintas, ácidos, "tinners" ou em ambientes úmidos, sujeito à goteiras ou ainda ao 
relento, exposto às chuvas e poeira. As principais verificações a serem feitas 
na obra dizem respeito às especificações definidas tanto em relação às 
medidas, quanto ao tipo, quantidade e eventuais defeitos de fabricação. 
Durante a colocação do caixilho, o vão de assentamento deve estar 
rigorosamente esquadrejado sendo indicado o uso de gabaritos de aço. Os 
apoios e cunhas devem ser colocados nas duas extremidades superiores e 
inferiores das guias - nunca no meio delas. No assentamento, deve-se evitar 
socar a argamassa em demasia, o que poderia provocar o arqueamento no 
centro do vão e o consequente emperramento das folhas móveis. A fixação dos 
caixilhos de aço é normalmente feita através do uso de buchas e parafusos. 
ALUMÍNIO 
O processo de produção inicia-se com a extração da bauxita - com 
aparência semelhante ao barro. Após um processamento que inclui carvão, 
óleo, solda e cal, tem-se a alumina que, após o processo de eletrólise, reduz-
se ao alumínio. Após um processo de desgaseificação, o metal líquido segue 
para os diferentes processos que darão formato final aos tarugos, lingotes e 
vergalhões. 
O acabamento pode ser anodizado ou com pintura eletrostática. O objetivo 
da anodização é melhorar a estática das peças tratadas e protegê-las da 
corrosão ou de qualquer outro ataque exterior. 
A pintura eletrostática é o processo mais conhecido e largamente utilizado na 
decoração e proteção do alumínio. A aplicação da tinta eletrostática, líquida ou 
em pó, é feita automaticamente em cabines especialmente projetadas, através 
de equipamentos especiais. Ambas as pinturas apresentam tipos de tintas com 
características específicas para cada finalidade de utilização, com várias cores. 
 
 
 
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Os caixilhos devem ser protegidos com papel crepom e armazenados em lugar 
seco e ventilado até o momento do seu envio para a obra. Seu 
armazenamento pode ser na posição vertical, limitando-se à altura de 1,50m, 
intercalado por calços e na posição horizontal, devendo-se fixar as duas 
extremidades do lote. O empilhamento horizontal ou vertical deve ser isolado 
do chão através de calços. 
A instalação das esquadrias de alumínio obedece às seguintes etapas de 
colocação: 
- colocação de contramarcos: Deve-se deixar o vão bruto com 5cm a 
mais em cada lado. O contramarco já com seus acessórios será 
chumbado respeitando-se os pontos de acabamento previamente 
determinados. 
- colocação das esquadrias: Após a limpeza dos contramarcos, os 
caixilhos são fixados através de parafusos de aço tratado e vedante de 
calafetação. 
- arremates: Correspondem aos acabamentos entre caixilho e 
alvenaria na parte interna. São normalmente fixados por encaixe e 
pressão. 
 
PVC 
O Policloreto de Vinila ou PVC é um polímero orgânico, conseguido a partir da 
agregação do Monômero Cloreto de Vinila. A obtenção de perfis para 
esquadrias é feita através do processo de extrusão. Aditivos diversos, 
pigmentos, acrilatos e outros produtos, tornam o PVC um material que pode 
ser modificado de acordo com a caraterística desejada quanto à resistência 
à impactos, temperatura, estabilidade de cor e outros parâmetros que garantes 
a durabilidade dos componentes. 
Os caixilhos de PVC são normalmente entregues embalados. Alguns 
fabricantes preferem envolvê-los por caixas de compensados ou filmes 
plásticos. Como o produto não sofre a agressão de outros materiais de 
construção, os cuidados em relação à embalagem são apenas para evitar 
riscos que danifiquem a superfície. 
Nas obras, a recepção dos produtos deve atentar exatamente para esse 
detalhe, de modo a garantir a integridade superficial, transportando as 
esquadrias e empilhando-as com cuidado. Deve-se estocar na horizontal em 
local plano e seco, admitindo-se o empilhamento máximo de 15 unidades, 
sem vidros. 
A posição ideal de empilhamento prevê, em cada caixilho empilhado, um 
deslocamento de 45o em relação ao colocado abaixo. 
O único alerta que os fabricantes fazem em relação ao calor do sol se refere à 
cobertura dos produtos por lonas plásticas pretas. Estas podem concentrar 
calor, aquecendo osperfis a temperaturas superiores às permitidas, 
provocando deformações irreversíveis nos caixilhos. Por isso, eles devem 
ser abrigados à sombra, em locais ventilados e secos. 
 
 
 
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Dentro da obra, os caixilhos devem ser movimentados com cuidado, evitando-
se batidas, riscos ou qualquer outro acidente provocado pelo fluxo normal da 
obra. 
Os caixilhos de PVC, de maneira geral, permitem três formas de instalação: 
chumbamento direto à alvenaria com grapas; fixação em parafusos em vãos 
acabados; instalação com contramarcos (geralmente de alumínio). 
O chumbamento com grapas obedece às seguintes etapas: 
• Posicionar as peças no vão de alvenaria com auxílio de caixões e 
cunhas para nivelamento e prumo. 
• Executar o acabamento externo, utilizando-se do perfil guia para 
argamassa como referência de nível do acabamento externo no vão. 
• Executar o acabamento interno. 
• Evitar a abrasão dos perfis e procurar não sujar demais a janela com 
argamassa. O material não mancha com cimento e cal, mas o excesso 
de resíduos pode entupir as drenagens e prejudicar o 
funcionamento dos acessórios. 
• Usar silicone na impermeabilização dos cantos do contramarco e 
garantir a estanqueidade entre o marco e o contramarco utilizando-se 
vedação apropriada. 
A fixação com parafusos, segue o roteiro abaixo: 
• Verificar a regularidade do vão acabado 
• As folgas laterais não devem exceder 3mm. 
• Com o auxílio de calços, posicionar o caixilho no vão. 
• Executar o aparafusamento em número adequado ao tamanho da 
janela, seguindo os mesmos critérios adotados na fixação por grapas. 
Os parafusos não devem entrar em contato com a água e é necessário 
prever a colocação normal de buchas para acolher os parafusos. Os 
mesmos deverão atravessar o perfil, colocando-se uma tampa na 
furação externa para evitar infiltrações. 
• Após a instalação, fazer um cordão de silicone em todo o perímetro 
(interno e externo) do contato janela/alvenaria. 
Cuidados na instalação com contramarcos: 
• Colocação dos contramarcos no vão da alvenaria conforme técnica 
usual (indicada pelos fabricantes). 
• Distribuição das folgas que não devem exceder a 2/3mm. O número de 
grapas recomendado deve seguir a mesma orientação das outras 
técnicas de fixação anteriormente descritas. 
• Vedar a junta perimétrica com silicone e colocar os arremates. 
 
 
 
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VIDROS 
O vidro é uma substância inorgânica obtida por fusão, que se encontra em uma 
condição contínua e análoga ao estado líquido desta substância mas que, 
devido a uma variação reversível da viscosidade durante o esfriamento, possui 
consistência tão elevada que pode ser considerado rígido para todos os fins 
práticos. 
O vidro não apresenta cristais, fibras ou grãos, permanecendo em estado 
líquido porém com uma alta viscosidade (aderência) que o torna sólido para 
efeito de cálculos. 
Para fabricar o vidro é preciso fundir três elementos básicos: 
• um vitrificante, a sílica, introduzida sobre a forma de areia; 
• um fundente, soda ou potassa, em forma de sulfato ou carbonato 
(em baixa temperatura na fusão da sílica); 
• um estabilizante, cal em forma de carbonato (atribui ao vidro uma 
resistência maior aos ataques da água). 
Quando o vidro é submetido à flexão, uma de suas faces sofre tração e outra, 
compressão. A resistência à tração é da ordem de 400kgf/cm2 para o vidro 
polido recozido, e 1200 a 2000kgf/cm2 para o vidro temperado. A resistência à 
compressão é muito elevada, da ordem de 10000kgf/cm2. 
TIPOS E RESTRIÇÕES DE USO 
Os vidros podem ser classificados de acordo com o quadro: 
 
VIDROS
TIPO
FORMA
TRANSPARÊNCIA
ACABAMENTO DA
SUPERFÍCIE
COLORAÇÃO
COLOCAÇÃO
recozido
segurança temperado
segurança laminado
segurança aramado
termo absorvente
compostosplano
curvo
perfilado
ondulado
transparente
translúcido
opaco liso
polido
impresso
fosco
espelhado
gravado
esmaltado
termo-refletor
incolor
colorido
caixilhos
autoportante
misto 
 
 
 
 
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VIDRO RECOZIDO: 
É o tipo mais simples de vidro, obtido pelo processo de estiragem mecânica. 
Pelas suas características, esse tipo de vidro pode ser recortado ou lapidado 
após a fabricação. 
A utilização do vidro recozido, assim como os outros tipos de vidro, obedece 
aos critérios constantes na norma NBR-7199 (ou NB-226), onde destacam-se 
as seguintes recomendações: 
• pode ser utilizado em fachadas do pavimento térreo à altura de 0,10m 
acima do piso; 
• nos andares acima do térreo, somente pode ser utilizado em cota 
superior a 1,10m da cota do piso do respectivo pavimento; 
• em clarabóias, balaustradas, parapeito e sacadas, o vidro recozido só 
pode ser usado se colocados os devidos dispositivos de segurança. 
 
VIDRO DE SEGURANÇA TEMPERADO: 
O tratamento térmico da têmpera é um processo de aquecimento gradativo que 
atinge os 700oC, seguido de brusco resfriamento. Isso provoca no vidro 
tensões internas de tração e compressão que resultam em um aumento 
significativo na sua resistência. Devido a essa característica, o vidro temperado 
não aceita recortes após a sua fabricação. Chama-se "vidro de segurança" 
porque ao se partir, fragmenta-se em pedaços pouco cortantes. 
Basicamente o vidro temperado é utilizado nos locais onde é possível a 
utilização do vidro recozido, além daqueles onde exige-se a utilização de 
vidros de segurança, como: 
• separações de terraços pois em caso de pânico, a sua quebra não cria 
barreira física; 
• portas internas e externas; 
• vitrines; 
• entrada de edifícios; 
• mobiliário (tampo de mesas, portas de armários, etc.) 
 
VIDRO DE SEGURANÇA LAMINADO: 
É composto por dois ou mais vidros simples (recozidos ou temperados) 
colados pela intercalação de filme de butiral polivinil, material plástico, 
escolhido em razão das suas qualidades marcantes de resistência, aderência 
ao vidro e elasticidade. 
A aderência butiral-vidro dá-se pelo tratamento térmico sob pressão para 
produzir uma placa de vidro transparente e de cor permanente. Em caso de 
quebra, o butiral constitui um anteparo no qual os fragmentos continuam 
colados, assegurando uma proteção até a substituição da peça. 
 
 
 
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Os campos de utilização do vidro laminado são: 
 1) ANTIACIDENTES, permanecendo no local em caso de quebra, 
retendo as partículas fragmentadas. 
 - vigias; 
 - átrios de imóveis; 
 - vitrines de lojas; 
 - forros falsos; 
 - grandes envidraçamentos; 
 - guarda-corpos, envidraçamento rente ao chão, 
parapeitos, caixilhos de solo a teto e paredes externas. 
 2) ANTIVANDALISMO, frustrando ataques rápidos ao retardar a 
passagem de pessoas ou objetos no caso de tentativas de roubo. 
 3) ANTIROUBO, resistindo a arrombamentos, dependendo do tipo de 
butiral utilizado. A escolha pode recair em um vidro com três ou mais lâminas, 
segundo o valor dos objetos a proteger, tais como: 
 - vitrines de lojas de alto luxo; 
 - relojoarias, joalherias, ourivessarias; 
 - casa de armas; 
 - lojas de peles; 
 - loja de antiguidades. 
 4) ANTIBALA, protegendo pessoas de agressões a mão armada. As 
camadas múltiplas de vidro e butiral polivinil absorvem o impacto do projétil, 
permitindo a visão total do exterior. Esse tipo de vidro é recomendado para: 
 - caminhões e carros-forte blindados; 
 - guichês de bancos; 
 - postos de gasolina; 
 - cadeias; 
 - casas de câmbio; 
 - lojas de bebidas; 
 - cabines de pedágio; 
 - qualquer local onde armas de fogo ou objetos atirados 
possam atingir o material do envidradamento. 
 5) PROTEÇÃO CONTRA PERIGO DE EXPLOSÃO, quando se 
deseja em caso de explosão, que os fragmentos não sejam projetados. 
Para a corretaespecificação do vidro laminado, recomenda-se que os 
fornecedores sejam consultados, e apresentem os resultados dos ensaios que 
comprovem a resistência das chapas ao objetivo desejado. 
 
 
 
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VIDRO DE SEGURANÇA ARAMADO: 
É um vidro impresso translúcido incolor ou colorido, no qual é incorporada 
uma tela metálica de malha quadrada com 12,5 ou 25mm de lado. Esta tela 
metálica tem como função segurar os estilhaços de vidro no eventual 
rompimento da chapa. 
Pelo fato de ser um vidro translúcido, a transmissão de luz se dá de maneira 
difusa, portanto, este tipo de vidro não possui a transparência necessária às 
vitrines, por exemplo. 
Este tipo de vidro é utilizado em: 
 - caixas de escada; 
 - cobertura de pergulados; 
 - fechamento de clarabóias; 
 - sacadas/peitoris; 
 - coberturas; 
 - lanternins. 
 
VIDRO TERMOABSORVENTE: 
Estes tipos de vidro, devido a sua coloração mais escura, absorve maior parte 
da energia solar incidente se comparado a um vidro comum. Entretanto, 
apresenta a desvantagem de reduzir o nível de iluminamento interno. 
 
VIDRO TERMOREFLETOR: 
É fabricado tendo somente como suporte o cristal incolor recozido e de perfeita 
planimetria. Uma de suas faces recebe uma camada de óxidos metálicos que 
garante um índice de reflexão superior aos vidros comuns. 
O vidro antélio é um cristal refletivo. Sua camada refletiva faz com que a 
visão do lado mais iluminado em direção ao menos iluminado seja diretamente 
proporcional à quantidade de luz incidente. Assim, durante o dia, a visão é 
maior da parte interna para a externa e à noite a situação se inverte. 
O antélio pode ser cortado, lapidado, temperado, esmaltado, incorporado ao 
vidro laminado ou em envidraçamentos isolantes. 
A especificação do antélio, seja para responder às necessidades de 
proteção solar ou efeito estático, deve ser precedida de um exame cuidadoso 
dos coeficientes técnicos inerentes ao produto, em relação aos fatores 
ambientais e de projeto. 
VIDRO COMPOSTO: 
Neste grupo, destaca-se o vidro termo-acústico que é um duplo vidro isolante, 
composto de duas chapas de vidro separadas por uma camada de ar 
desidratado, constituindo-se em um conjunto hermeticamente selado sem risco 
 
 
 
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de embaçamento interno, tendo elevadas propriedades de isolamento térmico 
e acústico. 
É fabricado com dois vidros (comuns, laminados e/ou temperados, coloridos ou 
incolores) de espessura indêntica ou não, ou ainda com um vidro termorefletor 
do lado externo, sendo o segundo vidro, incolor. Sua espessura total é obtida 
pela soma das espessuras dos dois vidros componentes, acrescida da 
espessura da camada de ar de 9mm, constante. 
 
INSTALAÇÃO E CUIDADOS NA OBRA 
As chapas de vidro devem ser armazenadas, empilhadas, apoiadas em 
material que não lhes danifique os bordos com uma inclinação em torno de 
6% em relação à vertical. O armazenamento deve ser feito em local adequado, 
ao abrigo de umidade e de contatos que possam danificar ou deteriorar suas 
superfícies. As condições do local devem ser tais que evitem condensação de 
umidade nas superfícies das chapas. 
Nos caixilhos de aço, a fixação dos vidros é feita por massa, nos casos de 
janelas dotadas de quadros de vidro com divisão; e por meio de baguetes 
quando não apresentam divisões. Há ainda a possibilidade de fixar os vidros 
através de guarnições de neoprene. 
Nos caixilhos de alumínio, os vidros podem ser instalados com ou sem 
baguetes, utilizando-se gaxetas de borracha, massa de vidro ou silicone. 
Para obter uma instalação satisfatória, utilizam-se calços apropriados entre o 
quadro e a lâmina de vidro, com dureza e formas variadas. Desta maneira, 
evita-se o contato direto entre o alumínio e o vidro, evitando quebras e 
transmissão de vibrações às lâminas. Mesmo no sentido transversal, o vidro 
deve ser posicionado de maneira que não haja contato com as superfícies 
metálicas. 
Nas situações em que a calafetação do vidro é efetuada por meio de 
guarnições, estas devem manter o vidro no centro do canal, isolando-o do 
alumínio. Quando a calafetação é realizada por mástiques ou massa, torna-se 
necessário o uso de calços de modo a posicionar corretamente o vidro e 
evitar tensões locais no próprio calafetador, o que provocaria trincas e a 
consequente infiltração da água. 
O perigo das infiltrações de água é menor quando as guarnições, 
especialmente a externa, possuem boa elasticidade e um desenho adequado 
para se manter sempre com uma pressão contra o vidro, mesmo sob a ação 
do vento. 
Em caixilhos de madeira, os vidros podem ser fixados com massa ou 
baguetes. Mesmo utilizando baguetes, os fabricantes recomendam a 
colocação de massa entre estes e o vidro para evitar tensões desnecessárias. 
Nos caixilhos de PVC, recomenda-se a utilização de vidros com 4mm de 
espessura, instalados com duas gaxetas. Existe, também, a possibilidade de se 
trabalhar com vidros de 6mm. A colocação e remoção são feitas através de 
baguetes removíveis. 
 
 
 
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FERRAGENS 
Pode-se afirmar que a maioria dos defeitos encontrados no funcionamento de 
caixilhos se deve à escolha inadequada dos acessórios. Estes podem ser 
compostos por materiais como o alumínio extrudado, alumínio fundido, latão, 
aço inox, zamak, chumbaloy, náilon, poliacetal e aço 1020. 
O aço inox é utilizado como lingüetas de fechos, contrafechos, parafusos, 
arruelas, sempre que se exigir resistência maior aos agentes agressivos. No 
caso de se utilizar materiais zincados, brancos ou pretos, os fabricantes os 
submetem a ensaios de durabilidade de modo a comprovar seus níveis de 
resistência. 
O náilon é utilizado em peças que entram em atrito com o alumínio e o aço, 
como as roldanas, bicos de fechos, freios de braços e detalhes estéticos. 
 
Figura 93 - Detalhe da roseta 
 
Entre as diferentes modalidades de acessório, pode-se citar: fecho de 
acionamento interno, tipo concha (janelas de correr); fechos de acionamento 
externo, por rotação; fechos para duas folhas; roldanas para deslizamento; 
fechos-haste (maxim-ar); fechos de alavanca (maxim-ar); braços de reversão 
(maxim-ar); fecho cremona (janelas de abrir, tipo camarão e pivotantes); fecho 
tipo unha (janelas de abrir, tipo camarão e pivotantes); dobradiças e pivôs. 
As dobradiças podem ser: simples (com rodízio, sem rodízio e corta-fogo), 
palmela (para projetar a folha da janela longe da alvenaria), invisível (muito 
utilizada em portas de armários de bancada), vai-vém, com chumbadores e 
tipo piano. 
Sobre as fechaduras, vale destacar a especificação de fechaduras de cilindo 
fig.95) para portas de segurança (entrada, saída, etc), a tipo gorges para as 
portas internas à edificação (quartos, cozinhas) e as tranquetas para os 
banheiros residenciais. As tarjetas são utilizadas nas portas divisórias de 
cabines sanitárias em banheiros públicos, podendo ter a inscrição livre-
ocupado ou não. 
De maneira geral, as fechaduras podem ser classificadas como de embutir 
(cilindro, tipo gorges, tranqueta, de correr) ou de sobrepor (portões). 
 
 
 
 
- 88 -
 
 
Figura 94 - Fechaduras de cilindro 
 
Figura 95 - Quando a maçaneta de bola não deve ser usada 
 
 
Figura 96 - Nomenclatura e medidas 
As maçanetas de bola não devem ser usadas nas 
fechaduras que tenham distância de broca "A" 
inferior a 50mm para evitar que o portal atinja a mão, 
ferindo-a, como mostra a figura acima. 
 
 
 
 
- 89 -
 
MÉTODO DE EXECUÇÃO - INSTALAÇÃO DE CONTRAMARCOS DE 
ALUMÍNIO 
 
RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: 
Condições para o início da execução dos serviços 
• Verificar se a alvenaria está concluída e fixada com folga de 5 cm junto à 
contraverga e de 3 cm junto às demais faces dos vãos, paraa colocação 
dos contramarcos; 
• Averiguar se os fios de prumo da fachada estão posicionados; 
• Conferir se as taliscas dos revestimentos das paredes estão posicionadas, 
indi1cando a espessura dos revestimentos em cada cômodo; 
• Observar se os pontos de nível, em relação ao piso acabado, estão 
indicados junto aos vãos de janelas. 
 
FIGURA 97 - Posicionamento provisório do contramarco no vão, com detalhe 
da colocação de cunhas de madeira e da fixação provisória com arame 
recozido 
 
Chumbamento dos contramarcos 
• Verificar o nível da travessa inferior em relação à referência indicada na 
alvenaria junto ao vão, através de nível alemão ou nível a laser, com 
tolerância de ± 3 mm; 
• Conferir o nivelamento das travessas com um nível de bolha - a bolha deve 
encontrar-se entre linhas; 
• Checar o prumo dos montantes, com uma régua de alumínio com nível de 
bolha acoplado, lembrando que a bolha deve situar-se entre linhas; 
• Observar o esquadro do conjunto usando um esquadro de alumínio; 
• Avaliar a retidão dos perfis por meio de uma régua de alumínio que deve 
ficar colada aos montantes e às travessas; 
• Averiguar o número de grapas posicionadas no contramarco, conforme o 
gráfico da Figura 4 do PES 12, atentando para as condições de soldagem e 
chumbamento das grapas. 
 
 
 
 
- 90 -
 
Alinhamento dos contramarcos 
• Verificar o alinhamento dos contramarcos em relação às taliscas dos 
revestimentos internos, considerando a folga necessária para a aplicação 
do revestimento final. Conferir com régua de alumínio e trena metálica, 
admitindo uma tolerância de ± 3 mm; 
 
FIGURA 98 - Verificação do alinhamento interno do contramarco 
 
 
• Checar o alinhamento lateral dos contramarcos em relação ao fio de prumo 
da fachada, utilizando esquadro e trena metálica e admitindo uma tolerância 
de ± 3 mm. 
 
Acabamento dos contramarcos 
• Analisar o contramarco chumbado, verificando se todos os espaços entre os 
perfis e o substrato foram preenchidos com argamassa e se não foram 
deixadas rebarbas. 
 
FIGURA 99 - Verificação do prumo 
 
FIGURA 100 - Fixação definitiva do 
contramarco por meio de solda 
 
 
 
- 91 -
 
 
 
FIGURA 101 - Chumbamento do contramarco 
 
Instalação de caixilhos 
• Verificar o seu funcionamento normal, defeitos de superfície dos perfis 
anodizados provenientes da instalação e aspecto geral de limpeza e 
acabamento. 
Aplicação de selantes 
• Verificar o preparo da base e a proteção da lateral das juntas com fita 
crepe; 
• Observar o uso adequado de limitadores de espessura e o total 
preenchimento da junta com mastique; 
• Assegurar o acabamento final que deve ser limpo e frisado quando assim 
especificado em projeto 
 
MÉTODO DE EXECUÇÃO – FIXAÇÃO DE BATENTES E PORTAS 
RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO: 
Condições para início da execução dos serviços 
• Verificar se as paredes estão com alvenaria concluída (com prumo e 
esquadro conferidos) e com as taliscas para o revestimento posicionadas; 
 
 
 
- 92 -
 
• Os vãos devem estar prontos para o recebimento dos batentes, isto é, com 
faces planas e aprumadas e folga de 10 mm a 15 mm de cada lado; 
• Checar se o contrapiso está pronto ou se as taliscas estão posicionadas; 
• Observar o posicionamento dos blocos preenchidos com argamassa no 
caso de fixação com parafusos, e o chapiscamento caso a fixação ocorra 
com espuma de poliuretano. 
 
Preparação dos batentes 
• Verificar as dimensões das peças, isto é, o vão interno (altura e largura) e o 
comprimento das ombreiras e da travessa, admitindo desvio máximo de 3 
mm; 
• Averiguar o esquadro do batente, o alinhamento das ombreiras (não devem 
estar empenadas) e a correta fixação dos travamentos; 
• No caso de batentes que serão fixados por parafusos, medir a altura dos 
furos dos batentes e comparar com a posição dos blocos de alvenaria 
preenchidos com argamassa, observando ainda a profundidade do furo 
deixado para a cavilha. 
 
FIGURA 102 - Batente montado e travado 
 
 
FIGURA 103 - Batente furado nas alturas pré-determinadas, pronto 
para ser instalado 
 
 
 
 
 
- 93 -
 
Colocação dos batentes (posicionamento) 
• Verificar nível, prumo e alinhamento do batente com a parede, bem como a 
planeza da alvenaria no vão; 
• Checar a presença de folgas muito superiores a 15 mm de cada lado. Elas 
devem ser minoradas com a aplicação de argamassa 1:3 em volume, 
principalmente no caso de assentamento com espuma de poliuretano. 
 
FIGURA 104 - Batente fixado provisoriamente na alvenaria por meio de 
cunhas 
 
 
Fixação dos batentes 
• Por parafusos: verificar se os parafusos realmente atingiram os blocos 
preenchidos com argamassa e se não estão frouxos. Em caso de 
acabamento encerado, observar também se as cavilhas não ficaram 
“enterradas”. 
 
FIGURA 105 - Detalhe da 
colocação da cavilha 
 
FIGURA 106 - Fixação do batente por 
meio de espuma de poliuretano 
 
 
 
 
- 94 -
 
• Com espuma de poliuretano: verificar, imediatamente antes da fixação, a 
perfeita limpeza da área onde será aplicada a espuma (livre de poeira ou 
gordura e ligeiramente umedecida). Depois, averiguar a abrangência da 
camada de espuma (aproximadamente 25 cm) e a remoção dos excessos. 
 
FIGURA 107 - Colocação do “conjunto porta pronta” 
 
 
Proteção dos batentes 
• Verificar se não foi retirado o sarrafo de travamento situado junto aos pés 
das ombreiras; 
• Checar o correto posicionamento da proteção lateral em madeira 
compensada, de largura exatamente igual à da face da ombreira. 
 
Portas, guarnições e ferragens 
• Verificar se as portas não balançam quando fechadas, se ficam abertas em 
qualquer posição (não fecham, nem abrem sozinhas), se estão bem 
alinhadas em relação ao batente e se não estão lascadas ou com rebarbas 
provenientes da serra; 
• Observar se as fechaduras não estão com defeito de colocação (a porta 
deve ser trancada com facilidade); 
• Conferir se as guarnições estão com a requadração perfeita; 
• Averiguar se não há marcas de martelo próximas aos pregos, que não 
devem estar salientes. 
 
 
 
 
 
 
 
- 95 -
 
TEMA 8 – Responsabilidades das empresas de construção 
 
• Empresa - organismo social 
 
• Empreendimento - conjunto de atividades e operações (a idéia se realiza) 
⇒ Funções de estruturação do empreendimento: 
♦ planejamento 
♦ execução 
♦ controle 
♦ Planejamento - Tomada de decisão antecipada que implica em 
um sistema de decisões e ocorre dentro de um contexto dinâmico. 
Sistemática dos procedimentos na etapa do planejamento: 
◊ levantamento das mecessidades (o quê) 
◊ hierarquização das necessidades (em que ordem) 
◊ equacionamento da interdependência entre os diversos 
fatores e metas (objetivos) 
◊ estabelecimento das alternativas possíveis (como) 
◊ determinação da melhor alternativa considerando o 
momento da tomada de decisão 
◊ controle dos resultados 
◊ reformulação 
♦ No planejamento do empreendimento em construção civil, o 
instrumento que possibilita a efetivação do mesmo é o PROJETO. 
♦ Os principais objetivos do planejamento são: 
◊ dar forma aos elementos previstos 
◊ bem distribuir os recursos 
◊ preparar diretrizes e procedimentos 
◊ impedir a improvisação 
◊ proporcionar uma visão global 
♦ Execução - Fase que torna realidade o empreendimento. 
♦ Controle - Estabelece o mecanismo de feedback do sistema. 
Divide-se em controle técnico, administrativo e econômico. 
 
◊ Controle técnico: 
∗ de materiais: envolve os ensaios tecnológicos e a 
obediência à especificação. 
∗ de procedimentos: envolve o controle durante a 
concretagem, na colocação fos revestimentos ou na 
impermeabilização (teste dágua)bem como todos os 
demais procedimentos de execução; 
∗ o teste dos equipamentos. 
 
◊ Controle administrativo: realiza-se através da aplicação de 
diferentes formulários de obra. 
 
 
 
- 96 -
 
◊ Controle financeiro: na fase de planejamento da construção 
o Plano de Operação prevê algumas formas de controle 
financeiro. Entre elas pode-se citar: 
∗ controle do orçamento (quanto vai custar tudo) 
∗ controle do programa de recursos (de quanto a firma 
dispõe) 
∗ controle do programa de prazos (quando a firma 
receberá mais recursos) 
∗ controle do programa de desembolso (quanto e quando 
a firma tem que efetuar pagamentos) 
 
EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Coordenação administrativa 
Início de Obra 
• Devem ser executados os seguintes procedimentos: 
1. cadastramento do 
2. Abrir o caixa pequena da obra. 
3. Providenciar a aprovação da obra no município e demais concessionárias. 
4. Providenciar a matricula do INSS, se necessário 
5. Deve ser solicitado ao responsável pelo canteiro o planejamento de obra 
para projeção de receitas e despesas 
6. Abrir as seguintes pastas, sempre nesta sequência: 
6.1 - Documentos Administrativos 
6.2 - Documentos Técnicos 
6.3 - Protocolos 
6.4 - Propostas Recusadas 
6.5 - Atas de Reunião 
Funcionamento de uma empresa que implantou um Programa da Qualidade
com base nas normas da série ISO 9000 
Marketing/
comercial
Processos 
administrativos
Compras/
orçamento projeto obras Assistência
técnica
Departamento
de pessoal
Procedimento
Operacional
Procedimento
Operacional Procedimento
Operacional
Procedimento
Operacional
Procedimento
Operacional
Procedimento
Operacional
Procedimento
Operacional
formulários formulários
formulários
formulários
formulários
Normas 
de contrato
EIM
Seleção e 
qualificação de 
fornecedores
Normas 
de contrato
Seleção e 
qualificação de 
projetistas
PES
PIS
FVS
Seleção e 
qualificação de 
fornecedores e
prestadores de
serviços
Check-list
de entrega
de obra
Termos de
recebimento 
e vistoria
Manual do 
Usuário
jornal
Mala direta
Concursos
internos
Coordenação geral
 
 
 
- 97 -
 
6.6 - Relatório Financeiros 
6.7 - Planejamento Físico-Financeiro 
PS - As pastas devem ficar arquivadas por obra 
 
• As Notas Fiscais devem ser arquivadas 
• As etiquetas além de identificarem o conteúdo deverão indicar a data de 
destruição dos documentos ou o seu destino após o término da obra. 
• Deve ser elaborado um Calendário de Renovação de Licença de obra. 
• Todos os setores devem ser informados do início da obra. 
Protocolos 
• Qualquer documento enviado a Clientes e Fornecedores deve ser 
protocolado 
• Os protocolos para envio aos clientes devem ser emitidos em 2 (duas) vias. 
A primeira via deve permanecer com o cliente e a segunda deve ser 
assinada pelo cliente, carimbada e arquivada na pasta "Protocolo" 
• Os protocolos devem ser elaborados com base nos documentos emitidos e 
conferidos individualmente. 
 
Notas Fiscais 
• Quando a obra for por administração cópias das notas fiscais devem ser 
arquivadas na caixa de NF da respectiva obra. 
• Nas obras por empreitada as cópias das notas fiscais devem ser enviadas 
para a contabilidade depois de lançadas no Contas a Pagar 
• As notas fiscais originais somente devem ser enviadas para a contabilidade 
para emissão de cheques 
 
Relatórios 
OBRAS POR ADMINISTRAÇÃO 
• devem ter Relatórios de Cobrança da Obra elaborados de acordo com 
contrato. 
• Os Relatórios de Cobrança devem ser revisados e conferidos com o Eng. 
Supervisor da obra antes de serem enviados para o Dep. de Contabilidade 
executar a cobrança 
OBRAS POR EMPREITADA 
• No caso de obras por empreitada global ou projeto, o controle administrativo 
é feito mensalmente com a posição do saldo contratual 
• Ainda no caso de obras por empreitada global ou projeto, mensalmente deve 
ser feito um relatório com todos os recebimentos, pagamentos e impostos 
pagos. 
 
Ao final de qualquer obra deve ser emitido Relatório de Recebimentos / 
Pagamentos e Avaliação 
 
 
 
- 98 -
 
SEGURANÇA DO TRABALHO 
 
• NR 18: Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção - 
Esta norma estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento 
e organização, que objetivam a implementação de medidasde controle e 
sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio 
ambiente de trabalho na Indústria da Construção. Entre os itens que 
constam desta norma, destacam-se: 
1.1. Comunicação prévia 
 
1.2. Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na 
Indústria da Construção PCMAT 
1.2.1. São obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT 
nos estabelecimentos com 20 trabalhadores ou mais, 
contemplando os aspectos desta NR e outros dispositivos 
complementares de segurança.. 
1.2.1.1.O PCMAT deve contemplar as exigências contidas 
na NR9 - Programa de Prevenção e Riscos 
Ambientais 
1.2.1.2.O PCMAT deve ser mantido no estabelecimento à 
disposição do órgão regional do Ministério do 
Trabalho - Mtb 
1.2.2. O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional 
legalmente habilitado na área de segurança do trabalho 
1.2.3. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de 
responsabilidade do empregador ou condomínio 
1.2.4. Documentos que integram o PCMAT: 
1.2.4.1.memorial sobre condições e meio-ambiente de 
trabalho nas atividades e operações, levando-se em 
consideração riscos de acidentes e de doenças do 
trabalho e suas respectivas medidas preventivas; 
1.2.4.2.projeto de execução das proteções coletivas em 
conformidade com as etapas de execução da obra 
1.2.4.3.especificação técnica das proteções coletivas e 
individuais a serem utilizadas 
1.2.4.4.cronograma de implantação das medidas 
preventivas definidas no PCMAT 
1.2.4.5.layout inicial do canteiro de obras, contemplando, 
inclusive, previsão de dimensionamento das áreas 
de vivência 
1.2.4.6.programa educativo contemplando a temática de 
prevenção de acidentes e doenças no trabalho, com 
sua carga horária 
 
1.3. ÁREAS DE VIVÊNCIA 
1.3.1. Os canteiros de obras devem dispor de: 
♦ instalações sanitárias - deve ser constituída de lavatório, vaso 
sanitário e mictório na proporção de 1 conjunto para cada grupo 
 
 
 
- 99 -
 
de 20 trabalhadores ou fração, bem como de chuveiro na 
proporção de 1 para cada grupo de 10 trabalhadores ou fração. A 
norma apresenta recomendações diversas quanto à higiene e 
manutenção desses espaços, tais como: 
◊ serem mantidas em perfeito estado de conservação e 
higiene 
◊ terem portas de acesso que impeçam o devassamento e 
serem construídas de modo a manter o resguardo 
conveniente 
◊ terem paredes de material resistente e lavável, podendo ser 
de madeira 
◊ terem pisos impermeáveis, laváveis e de acabamento 
antiderrapante 
◊ não se ligarem diretamente com os locais destinados às 
refeições 
◊ serem independentes para homens e mulheres quando 
houver necessidade 
◊ terem ventilação e iluminação adequadas 
◊ terem as instalações elétricas devidamente protegidas 
◊ terem pé-direito mínimo de 2,50m ou respeitando o Código 
de Obras do Município 
◊ estarem situadas em locais de fácil e seguro acesso, não 
sendo permitido um deslocamento superior a 150m do posto 
de trabalho aos gabinetes sanitários, mictórios e lavatórios. 
♦ vestiários: A norma apresenta recomendações diversas quanto à 
higiene e manutenção desses espaços, tais como: 
◊ ter paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente 
◊ ter pisos de concreto, cimentado, madeira ou material 
equivalente 
◊ ter cobertura que proteja contra as intempéries◊ ter área de ventilação correspondente a 1/10 da área do piso 
◊ ter iluminação natural ou artificial 
◊ ter armários individuais dotados de fechadura ou dispositivo 
com cadeado 
◊ ter pé-direito mínimo de 2,5m, ou respeitando o que 
determina o Código de Obras 
◊ ser mantido em perfeito estado de conservação, higiene e 
limpeza 
◊ ter bancos em número suficiente para atender aos usuários, 
com largura mínima de 30cm. 
♦ alojamento: entre as determinações da norma, destacam-se a 
proibição do triliche e a exigência de armários e do fornecimento 
de roupas de cama. A norma apresenta recomendações diversas 
quanto à higiene e manutenção desses espaços, tais como: 
◊ ter paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente 
◊ ter pisos de concreto, cimentado, madeira ou material 
equivalente 
 
 
 
- 100 -
 
◊ ter cobertura que proteja contra as intempéries 
◊ ter área de ventilação correspondente a 1/10 da área do piso 
◊ ter iluminação natural ou artificial 
◊ ter área mínima de 3,0m2 por módulo cama/armário, 
incluindo a área de circulação 
◊ ter pé-direito de 2,5m para cama simples e 3,0m para cama 
dupla 
◊ não estar situado em porões ou subsolos 
◊ ter instalações elétricas devidamente protegidas 
♦ local de refeições: Independentemente do número de 
trabalhadores e da existência ou não de cozinha, em todo o 
canteiro de obra deve haver local exclusivo para o aquecimento 
de refeições, dotado de equipamento adequado e seguro para o 
aquecimento. A norma apresenta recomendações diversas quanto 
à higiene e manutenção desses espaços, tais como: 
◊ ter paredes que permitam o isolamento durante as refeições 
◊ ter pisos de concreto, cimentado, madeira ou material 
equivalente 
◊ ter cobertura que proteja contra as intempéries 
◊ ter capacidade para atender a todos os trabalhadores nos 
horários de reifeição 
◊ ter ventilação e iluminação natural e/ou artificial 
◊ ter lavatório instalado nas suas proximidades ou no seu 
interior 
◊ ter mesas com tampos lisos e laváveis 
◊ ter assentos em número suficiente para atender aos 
usuários 
◊ ter depósito com tampa para detritos 
◊ não estar situado em porões ou subsolos das edificações 
◊ não ter comunicação direta com as instalações sanitárias 
◊ ter pé-direito mínimo de 2,80m ou respeitando-se o que 
determina o Código de Obras do Município. 
♦ cozinha, quando houver preparo de refeições A norma apresenta 
recomendações diversas quanto à higiene e manutenção desses 
espaços, tais como: 
◊ ter ventilação natural e/ou artificial que permita boa exaustão 
◊ ter pé-direito mínimo de 2,80m ou respeitando-se o que 
determina o Código de Obras do Município. 
◊ ter paredes de alvenaria, concreto, madeira ou material 
equivalente 
◊ ter pisos de concreto, cimentado, ou de outro material de 
fácil limpeza 
◊ ter cobertura de material resistnte ao fogo 
◊ ter iluminação natural ou artificial 
◊ ter pia para lavar almentos ou utensílios 
◊ possuir instalações sanitárias que não se comuniquem com 
a cozinha, de uso exclusivo dos encarregados de manipular 
 
 
 
- 101 -
 
os gêneros alimentícios, refeições e utensílios, não devendo 
ser ligadas à caixa de gordura 
◊ dispor de recipiente com tampa para coleta de lixo 
◊ possuir equipamento de refrigeração para preservação dos 
alimentos 
◊ ficar adjacente ao local para refeições 
◊ ter instalações elétricas devidamente protegidas 
◊ quando utilizado GLP, os botijões devem ser instalados fora 
do ambiente de utilização, em área permanentemente 
ventilada e coberta 
♦ lavanderia 
♦ área de lazer 
♦ ambulatório (quando se tratar de frentes de trabalho com 50 ou 
mais trabalhadores) 
 
1.4. DEMOLIÇÃO 
 
1.5. ESCAVAÇÕES, FUNDAÇÕES E DESMONTE DE ROCHAS 
 
1.6. CARPINTARIA: Entre as recomendações definidas pela norma 
para a instalaçõs de serras circulares, destacam-se: 
⇒ ser dotada de mesa estável, com fechamento de suas faces inferiores, 
anterior e posterior, construída em madeira resistente e de primeira 
qualidade, material metálico ou similar de resistência equivalente, sem 
irregularidades, com dimensionamento suficiente para a execução das 
tarefas 
⇒ ter a carcaça do motor aterrada eletricamente 
⇒ o disco deve ser mantido afiado e travado, devendo ser substituído 
quando apresentar trincas, dentes quebrados ou empenamento 
⇒ as transmissões de força mecânica devem estar protegidas 
obrigatoriamente por anteparos fixos e resistentes, não podendo ser 
removidos em hipótese nenhuma durante a execução dos trabalhos 
⇒ ser provida de coifa protetora do disco e cutelo divisor com 
identificação do fabricante e, ainda coletor de serragem. 
 
1.7. ARMAÇÕES DE AÇO 
 
1.8. ESTRUTURAS DE CONCRETO 
 
1.9. ESTRUTURAS METÁLICAS 
 
1.10. OPERAÇÕES DE SOLDAGEM E CORTE A QUENTE 
 
1.11. ESCADAS, RAMPAS E PASSARELAS (recomendações quanto 
aos guarda-corpos, inclinações, tipo de materiais a serem 
utilizados, etc) 
 
 
 
 
- 102 -
 
1.12. MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS DE ALTURA 
(poços de elevadores, aberturas para passagem de tubulações, 
etc) Entre as recomendações definidas pela norma, destacam-se: 
⇒ em todo o perímetro da construção de edifícios com mais de 4 
pavimentos ou altura equivalente é obrigatória a instalação de uma 
plataforma principal de proteção na altura da primeira laje que esteja, 
np mínimo, um pé-direito acima do nível do terreno 
⇒ essa plataforma deve ter no mínimo 2,5m de projeção horizontal da 
face externa da edificação e um complemento de 80cm de extensão 
com inclinação de 45o a partir da sua extremidade 
⇒ a plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje a que 
se refere a retirada somente quando o revestimento do prédio acima 
desta plataforma estiver concluído 
⇒ acima e partir da plataforma principa, de proteção, devem ser 
instaladas plataformas intermediárias de proteção, em balanço de três 
em três lajes 
⇒ essas plataformas devem ter no mínimo 1,40m de balanço e um 
complemento de 0,80m de extensão com inclinação de 45o a partir de 
sua extremidade 
⇒ cada plataforma deve ser instalada logo após a concretagem da laje a 
que se refere a retirada, somente quando a vedação da periferia até a 
plataforma imediatamente superior estiver concluída 
⇒ plataformas também em prédios com subsolo 
⇒ atenção às telas de proteção 
 
1.13. MOVIMENTAÇÃO E TRANSPORTE DE MATERIAIS E 
PESSOAS (guindastes, elevadores de materiais e pessoas, 
gruas, etc) 
 
1.14. ANDAIMES (dimensionamento, materiais constituintes, etc) 
Definem-se os seguintes tipos de andaimes: 
⇒ andaimes simplesmente apoiados 
⇒ andaimes fachadeiros: andaime metálico simplesmente apoiado, fixado 
à estrutura na extensão da fachada. 
⇒ andaimes móveis 
⇒ andaimes em balanço: andaime fixo suportado por vigamento em 
balanço 
⇒ andaimes suspensos mecânicos 
♦ andaimes suspensos mecânicos leves: o estrado de trabalho é 
sustentado por travessas suspensas por cabos e sua estrutura e 
dimensões permitem suportar carga total de trabalho de 300kgf, 
respeitando-se os fatores de segurança de cada um dos seus 
componentes. 
♦ andaimes suspensos mecânicos pesados: o estrado de trabalho é 
sustentado por travessas suspensas por cabos e sua estrutura e 
dimensões permitem suportar carga total de trabalho de 
400kgf/m2, respeitando-se os fatores de segurança de cada um 
dos seus componentes 
 
 
 
- 103 -
 
⇒ cadeira suspensa ( ver NR-17 - Ergonomia): é o equipamento cuja 
estrutura e dimensões permitem a utilização por apenas uma pessoa e 
o material necessário para realizar o serviço (balancim) 
 
1.15. CABOS DE AÇO (ver norma NBR 6327/83 - Cabos de aço/ usos 
gerais da ABNT) 
 
1.16. ALVENARIA, REVESTIMENTOS E ACABAMENTOS 
 
1.17. SERVIÇOS EM TELHADOS 
 
1.18. SERVIÇOS EM FLUTUANTES 
 
1.19.LOCAIS CONFINADOS (comportamento e treinamentos exigidos) 
 
1.20. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS: A norma define que as instalações 
elétricas provisórias de um canteiro de obra devem ser 
constituídas de : 
⇒ chave geral do tipo blindada de acordo com a aprovação da 
concessionária local, localizada no quadro principal de 
distribuição 
⇒ chave individual para cada circuito de derivação 
⇒ chave faca blindada em quadro de tomadas 
⇒ chaves magnéticas e disjuntores para os equipamentos 
 
1.21. MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS DIVERSAS 
 
1.22. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) 
 
1.23. ARMAZENAGEM E ESTOCAGEM DE MATERIAIS 
 
1.24. TRANSPORTE DE TRABALHADORES EM VEÍCULOS 
AUTOMOTORES 
 
1.25. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO (recomendação especial para 
o treinamento de uma equipe de operários especialmente para o 
combate ao fogo) 
 
1.26. SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
 
1.27. TREINAMENTO 
1.27.1.Todos os operários devem receber treinamento 
admissional e periódico visando a garantir a execução de 
suas atividades com segurança 
1.27.2.o treinamento admissional deve ter carga horária mínima 
de 6 horas, e ser ministrado dentro do horário de trabalho, 
antes do trabalhador iniciar suas atividades, constando de : 
♦ informações sobre condições e meio ambiente de trabalho 
 
 
 
- 104 -
 
♦ riscos inerentes à sua função 
♦ uso adequado dos EPI 
♦ informações sobre os equipamentos de proteção coletiva - EPC 
1.27.3.O treinamento periódico deve ser ministrado: 
♦ sempre que se tornar necessário 
♦ ao início de cada fase da obra 
1.27.4.Nos treinamentos os trabalhadores devem receber cópias 
dos procedimentos e operações a serem realizadas com 
segurança 
 
1.28. ORDEM E LIMPEZA 
 
1.29. TAPUMES E GALERIAS 
 
1.30. ACIDENTE FATAL 
 
1.31. DADOS ESTATÍSTICOS 
1.31.1.O empregador deve encaminhar por meio deserviço de 
postagem à FUNDACENTRO, o Anexo I, Ficha de Acidente 
de Trabalho, desta norma até 10 dias após o acidente, 
mantendo cópia e protocolode encaminhamento por um 
período de 3 anos, para fins de fiscalização do órgão 
regional competente do Ministério do Trabalho. 
1.31.2.A Ficha de Acidente de Trabalho refere-se tanto aos 
acidentes fatais, ao acidente com ou sem o afastamento, 
quanto a doença do trabalho. 
1.31.3.A Ficha de Acidente de Trabalho deve ser preenchida pelo 
empregador no estabelecimento da empresa que ocorrer 
oacidente ou doença de trabalho 
1.31.4.O empregador deve encaminhar à FUNDACENTRO O 
Anexo II, Resumo Estatístico Anual, desta norma até o 
último dia útil de fevereiro no ano subsequente, mantendo 
cópia e protocolo de encaminhamento por um período de 3 
anos, para fins de fiscalização do órgão regional 
competente do Ministério do Trabalho. 
 
1.32. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES - CIPA 
- NAS EMPRESAS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 
 
1.33. COMITÊS PERMANENTES SOBRE CONDIÇÕES E MEIO 
AMBIENTE DO TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 
 
1.34. REGULAMENTOS TÉCNICOS DE PROCEDIMENTOS 
 
RESPONSABILIDADES DO CONSTRUTOR 
⇒ responsabilidades decorrentes da construção: 
♦ responsabilidade pela perfeição da obra 
 
 
 
- 105 -
 
♦ responsabilidade pela solidez e segurança da obra: o vício da 
construção 
◊ vício da construção: todo e qualquer defeito ou mau 
funcionamento em uma edificação, resultante de um pu mais 
dos serguintes fatos, desde que não tenha ocorrido mau uso 
ou falta de manutenção adequada, nos casos em que essa 
manutenção seria necessária: 
∗ deficiências da mão-de-obra empregada durante a 
construção 
∗ defeitos apresentados pelos materiais utilizados na 
construção dentro do seu prazo normal de vida útil 
∗ alterações das especificações da obra 
∗ erros de projeto. 
Prazos legais: 
Quando o construtor entrega uma obra, ela permanece 
legalmente em garantia por 5 anos e, nesse período, 
qualquer problema que ocorra é de sua 
responsabilidade, bastando que o adquirente do imóvel 
prove a existência do problema e desde que não tenha 
ocorrido mau uso ou falta de manutenção adequada. 
Passados os 5 anos de garantia, permanece a 
responsabilidade do construtor até que sejam 
completados 20 anos. Nesse período o adquirente, 
além de provar a existência do problema, deverá, 
também, provar que ele é decorrente, efetivamente, de 
vício da construção. Completados os 20 anos 
prescreve a responsabilidade do construtor. 
Objetivos das perícias 
∗ caracterizar os danos existentes no imóvel 
∗ identificar quais aqueles que resultam efetivamente de 
vícios da construção 
∗ determinar as obras necessárias para sanar os 
problemas 
∗ relacionar as obras necessárias para recompor os 
danos 
∗ orçar as obras 
∗ quantificar valores de indenização ou valores referentes 
a perdas e danos 
Fatos que mais frequentemente motivam ações por vícios da 
construção: 
∗ ocorrência de vazamentos e/ou infiltrações 
∗ existência de trincas ou fissuras 
∗ desgaste prematuro das superfícies 
∗ mau funcionamento das instalações elétricas e 
hidráulicas 
♦ responsabilidade por danos a vizinhos e terceiros 
♦ responsabilidade ético-profissional 
 
 
 
- 106 -
 
♦ responsabilidades trabalhistas e previdenciária 
♦ responsabilidade por fornecimentos 
♦ responsabilidade por tributos 
♦ responsabilidade administrativa 
♦ responsabilidade penal por desabamento 
♦ responsabilidade por construção clandestina 
 
GESTÃO AMBIENTAL 
RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 
Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da 
construção civil. 
O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das 
competências que lhe foram conferidas pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 
1981, regulamentada pelo Decreto nº 99.274, de 6 de julho de 1990, e tendo 
em vista o disposto em seu Regimento Interno, Anexo à Portaria nº 326, de 15 
de dezembro de 1994, e 
Considerando a política urbana de pleno desenvolvimento da função social da 
cidade e da propriedade urbana, conforme disposto na Lei nº 10.257, de 10 de 
julho de 2001; 
Considerando a necessidade de implementação de diretrizes para a efetiva 
redução dos impactos ambientais gerados pelos resíduos oriundos da 
construção civil; 
Considerando que a disposição de resíduos da construção civil em locais 
inadequados contribui para a degradação da qualidade ambiental; 
Considerando que os resíduos da construção civil representam um significativo 
percentual dos resíduos sólidos produzidos nas áreas urbanas; 
Considerando que os geradores de resíduos da construção civil devem ser 
responsáveis pelos resíduos das atividades de construção, reforma, reparos e 
demolições de estruturas e estradas, bem como por aqueles resultantes da 
remoção de vegetação e escavação de solos; 
Considerando a viabilidade técnica e econômica de produção e uso de 
materiais provenientes da reciclagem de resíduos da construção civil; e 
Considerando que a gestão integrada de resíduos da construção civil deverá 
proporcionar benefícios de ordem social, econômica e ambiental, resolve: 
Art. 1º Estabelecer diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos 
resíduos da construção civil, disciplinando as ações necessárias de forma a 
minimizar os impactos ambientais. 
Art. 2º Para efeito desta Resolução, são adotadas as seguintes definições: 
I - Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções, reformas, 
reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da 
preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, 
concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e 
compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, 
 
 
 
- 107 -
 
plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de 
obras, caliça ou metralha;II - Geradores: são pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, 
responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem os resíduos 
definidos nesta Resolução; 
III - Transportadores: são as pessoas, físicas ou jurídicas, encarregadas da 
coleta e do transporte dos resíduos entre as fontes geradoras e as áreas de 
destinação; 
IV - Agregado reciclado: é o material granular proveniente do beneficiamento 
de resíduos de construção que apresentem características técnicas para a 
aplicação em obras de edificação, de infra-estrutura, em aterros sanitários ou 
outras obras de engenharia; 
V - Gerenciamento de resíduos: é o sistema de gestão que visa reduzir, 
reutilizar ou reciclar resíduos, incluindo planejamento, responsabilidades, 
práticas, procedimentos e recursos para desenvolver e implementar as ações 
necessárias ao cumprimento das etapas previstas em programas e planos; 
VI - Reutilização: é o processo de reaplicação de um resíduo, sem 
transformação do mesmo; 
VII - Reciclagem: é o processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter 
sido submetido à transformação; 
VIII - Beneficiamento: é o ato de submeter um resíduo à operações e/ou 
processos que tenham por objetivo dotá-los de condições que permitam que 
sejam utilizados como matéria-prima ou produto; 
IX - Aterro de resíduos da construção civil: é a área onde serão empregadas 
técnicas de disposição de resíduos da construção civil Classe "A" no solo, 
visando a reservação de materiais segregados de forma a possibilitar seu uso 
futuro e/ou futura utilização da área, utilizando princípios de engenharia para 
confiná-los ao menor volume possível, sem causar danos à saúde pública e ao 
meio ambiente; 
X - Áreas de destinação de resíduos: são áreas destinadas ao beneficiamento 
ou à disposição final de resíduos. 
Art. 3º Os resíduos da construção civil deverão ser classificados, para efeito 
desta Resolução, da seguinte forma: 
I - Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais 
como: 
a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras 
obras de infra-estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; 
b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes 
cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e 
concreto; 
c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em 
concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras; 
II - Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: 
plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros; 
 
 
 
- 108 -
 
III - Classe C - são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas 
tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua 
reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso; 
IV - Classe D - são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, 
tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos 
de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações 
industriais e outros. 
Art. 4º Os geradores deverão ter como objetivo prioritário a não geração de 
resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a 
destinação final. 
§ 1º Os resíduos da construção civil não poderão ser dispostos em aterros de 
resíduos domiciliares, em áreas de "bota fora", em encostas, corpos d`água, 
lotes vagos e em áreas protegidas por Lei, obedecidos os prazos definidos no 
art. 13 desta Resolução. 
§ 2º Os resíduos deverão ser destinados de acordo com o disposto no art. 10 
desta Resolução. 
Art. 5º É instrumento para a implementação da gestão dos resíduos da 
construção civil o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da 
Construção Civil, a ser elaborado pelos Municípios e pelo Distrito Federal, o 
qual deverá incorporar: 
I - Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil; e 
II - Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. 
Art 6º Deverão constar do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da 
Construção Civil: 
I - as diretrizes técnicas e procedimentos para o Programa Municipal de 
Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e para os Projetos de 
Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil a serem elaborados pelos 
grandes geradores, possibilitando o exercício das responsabilidades de todos 
os geradores. 
II - o cadastramento de áreas, públicas ou privadas, aptas para recebimento, 
triagem e armazenamento temporário de pequenos volumes, em conformidade 
com o porte da área urbana municipal, possibilitando a destinação posterior 
dos resíduos oriundos de pequenos geradores às áreas de beneficiamento; 
III - o estabelecimento de processos de licenciamento para as áreas de 
beneficiamento e de disposição final de resíduos; 
IV - a proibição da disposição dos resíduos de construção em áreas não 
licenciadas; 
V - o incentivo à reinserção dos resíduos reutilizáveis ou reciclados no ciclo 
produtivo; 
VI - a definição de critérios para o cadastramento de transportadores; 
VII - as ações de orientação, de fiscalização e de controle dos agentes 
envolvidos; 
 
 
 
- 109 -
 
VIII - as ações educativas visando reduzir a geração de resíduos e possibilitar a 
sua segregação. 
Art 7º O Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção 
Civil será elaborado, implementado e coordenado pelos municípios e pelo 
Distrito Federal, e deverá estabelecer diretrizes técnicas e procedimentos para 
o exercício das responsabilidades dos pequenos geradores, em conformidade 
com os critérios técnicos do sistema de limpeza urbana local. 
Art. 8º Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil serão 
elaborados e implementados pelos geradores não enquadrados no artigo 
anterior e terão como objetivo estabelecer os procedimentos necessários para 
o manejo e destinação ambientalmente adequados dos resíduos. 
§ 1º O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, de 
empreendimentos e atividades não enquadrados na legislação como objeto de 
licenciamento ambiental, deverá ser apresentado juntamente com o projeto do 
empreendimento para análise pelo órgão competente do poder público 
municipal, em conformidade com o Programa Municipal de Gerenciamento de 
Resíduos da Construção Civil. 
§ 2º O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil de 
atividades e empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental, deverá ser 
analisado dentro do processo de licenciamento, junto ao órgão ambiental 
competente. 
Art. 9º Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil 
deverão contemplar as seguintes etapas: 
I - caracterização: nesta etapa o gerador deverá identificar e quantificar os 
resíduos; 
II - triagem: deverá ser realizada, preferencialmente, pelo gerador na origem, 
ou ser realizada nas áreas de destinação licenciadas para essa finalidade, 
respeitadas as classes de resíduos estabelecidas no art. 3º desta Resolução; 
III - acondicionamento: o gerador deve garantir o confinamento dos resíduos 
após a geração até a etapa de transporte, assegurando em todos os casos em 
que seja possível, as condições de reutilização e de reciclagem; 
IV - transporte: deverá ser realizado em conformidade com as etapas 
anteriores e de acordo com as normas técnicas vigentes para o transporte de 
resíduos; 
V - destinação: deverá ser prevista de acordo com o estabelecido nesta 
Resolução. 
Art. 10. Os resíduos da construção civil deverão ser destinados das seguintes 
formas: 
I - Classe A: deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou 
encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo 
dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura; 
II - Classe B: deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de 
armazenamento temporário, sendo dispostosde modo a permitir a sua 
utilização ou reciclagem futura; 
 
 
 
- 110 -
 
III - Classe C: deverão ser armazenados, transportados e destinados em 
conformidade com as normas técnicas especificas. 
IV - Classe D: deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e 
destinados em conformidade com as normas técnicas especificas. 
Art. 11. Fica estabelecido o prazo máximo de doze meses para que os 
municípios e o Distrito Federal elaborem seus Planos Integrados de 
Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil, contemplando os Programas 
Municipais de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil oriundos de 
geradores de pequenos volumes, e o prazo máximo de dezoito meses para sua 
implementação. 
Art. 12. Fica estabelecido o prazo máximo de vinte e quatro meses para que os 
geradores, não enquadrados no art. 7º, incluam os Projetos de Gerenciamento 
de Resíduos da Construção Civil nos projetos de obras a serem submetidos à 
aprovação ou ao licenciamento dos órgãos competentes, conforme §§ 1º e 2º 
do art. 8º. 
Art. 13. No prazo máximo de dezoito meses os Municípios e o Distrito Federal 
deverão cessar a disposição de resíduos de construção civil em aterros de 
resíduos domiciliares e em áreas de "bota fora". 
Art. 14. Esta Resolução entra em vigor em 2 de janeiro de 2003. 
Publicada DOU 17/07/2002 
 
 
 
 
 
 
- 111 -
 
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YASIGI, Walid Técnicas de Edificar São Paulo, Ed. PINI, SINDUSCON 1999

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