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AD 1 DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE TURISMO 2017

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Curso de Licenciatura em Turismo
Políticas Públicas de Turismo
Coordenadora: Maria Angélica Maciel Costa
AD1 - 2º semestre 2017
https://brasilcvb.com.br/carta-mapeamento-das-politicas-publicas-de-turismo-dos-municipios/
 
 Gizella Bourlier 							 	 Turismo 1/2015 									15115100024 								 UFRRJ/ SGO
Gestão pública do turismo:
uma análise da política de regionalização no período
2004-2011 no Rio Grande do Norte, Brasil
                                                                 	
 No presente trabalho as autoras por entenderem que o turismo é uma entidade econômica capaz de levar crescimento e desenvolvimento aos locais com este potencial e que para tal deve haver um planejamento estruturado visto que vários aspectos e não só o econômico devem ser abordados, como preservação ambiental, sustentabilidade, integração e participação dos moradores da região, voltam seu olhar para analisar políticas públicas implementadas no Rio Grande do Norte no período de 2004-2011.
 Havia até então o Programa Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT) que tinha preponderantemente uma ação de cunho municipal que se mostrou ineficiente pois alguns municípios tinham mais chances de desenvolvimento e crescimento no setor turístico do que outros e a região acabava tendo desigualdades.
 Em 2004 surge um novo programa visando uma abrangência maior, o Programa de Regionalização do Turismo (PRT) com a tentativa de gerir de forma mais integrada e descentralizada todas as instâncias da região e para tal 05 pólos de turismo foram criados.
 Todo programa que é implementado deve considerar vários aspectos, e no caso do turismo é a avaliação da localidade onde será implementada, seus altos e baixos. E antes da aplicação do programa propriamente dito, deve-se providenciar estruturas mínimas de funcionamento.
 As autoras salientam que embora com focos distintos o PMNT e o PRT são similares em seus princípios e que o PMNT trouxe avanços quando começou a disseminar informações que foram complementados e expandidos pelo PRT.
 Apesar de todos os esforços notam-se vários entraves para o deslanchar da regionalização e descentralização, entraves estes em várias frentes: municípios que não têm Conselho de Turismo, outros que não se importam em ter, secretarias de turismo com muitos funcionários ineficientes, outras com poucos funcionários e abarrotadas de serviço, etc... Com isso os municípios têm desenvolvimento desigual.
 Existe ainda por parte de alguns gestores modelos antigos e ultrapassados com a mentalidade que "as coisas acontecem" e não se precisa planejar! Esquecem que se não estiverem bem estruturados em seus municípios não conseguirão interação e ajuda do governo estadual e federal.
 As autoras puderam constatar também a ignorância de vários gestores a respeito da política de regionalização (sua implantação, funcionamento, participação popular, etc...). O discurso é que existe uma enorme importância do Macroprograma como fonte de divisas mas muitos não têm noção de todas as particularidades do turismo em sua região.
 Assim também ocorre nas esfera Estadual e Federal que seriam os provedores não só de verbas mas principalmente de infraestrutura, não fazem a sua parte adequadamente penalizando toda a cadeia a partir daí, o que leva ao enfraquecimento das ações nos pólos turísticos.
 Elas apresentam como conclusão o óbvio: a teoria da política de regionalização das ações turísticas é boa e viável mas os gestores são falhos!
 Analisando o trabalho em questão penso que as autoras poderiam ter discorrido mais sobre o funcionamento do PMNT nos municípios apresentando, por município, os acertos e erros.
 Poderiam também ter relacionado o que houve de melhorias nos municípios em questão, se eles conseguiram continuar disseminando as informações ou se elas estancaram.
 Importante foi a visibilização que deram a ignorância dos gestores a cerca do programa pois se eles não conhecem como irão implementar direito?
 Importante e primordial mostrar que o trabalho público pode e deve contar com as parcerias privadas, todos têm seu espaço e a multidisciplinaridade só faz o trabalho ir a frente com melhores resultados.
 Infelizmente vejo que no Brasil existem vários órgãos para gerir um determinado assunto e no final todos são capengas! Muita verba desviada ou empregada em nada essencial... Planejamentos descomunais e fantásticos que não levam em conta as populações envolvidas!
 Temos um país lindo com um potencial maravilhoso para o turismo mas penso que antes de se pensar em políticas mirabolantes temos que dotar nossos municípios de infraestrutura básica além de capacitar os munícipes para serem multiplicadores de ações de conservação do espaço natural.
 
http://www.portaldahotelaria.com.br/noticias/mtur-divulga-novo-mapa-do-turismo-brasileiro
 
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