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1 DESENHO TÉCNICO Professor: Frederico Pinto da Silva 2 Conteúdo ____________________________________________ Erro! Indicador não definido. Instrumentos básicos utilizados em desenho técnico. ____________________________ 2 Formatos de papel e dimensões do papel (NBR 10068) _____________________________________ 7 Dobragem ______________________________________________________________________________ 8 Legenda ________________________________________________________________________________ 9 Princípios básicos de desenho técnico; espessuras de linhas, hachuras, tipos de linhas; Cotagem de objetos e figuras; Escalas; Projeções e Perspectivas (JANEIRO, 1987a)(JANEIRO, 1988)(ASSOCIAÇÃO, 2000)(JANEIRO, 1989)(JANEIRO, 1984)(JANEIRO, 1994). ________________________________________________________ 10 Princípios básicos de desenho técnico. _____________________________________________________ 10 Espessuras de linhas, rachuras, tipos de linhas _____________________________________________ 10 Tipos de Traço (NBR 8403) e espessura de linhas. ________________________________________ 10 Técnicas de Graficação. _________________________________________________________________ 12 Seqüência de Desenho que deve adotar para “bom resultado final”: ________________________ 15 Qualidade da Linha _____________________________________________________________________ 15 Hachuras NBR 12298(ORIGEM et al., 1995) _______________________________________________ 16 Representação de área de corte. _________________________________________________________ 16 Condição geral _________________________________________________________________________ 16 Ângulos _______________________________________________________________________________ 17 Construção e medida de ângulos com o Transferidor _____________________________________ 17 Letras e números; Correta forma de confecção de caracteres. ____________________ 18 Execução de caráter para escrita em desenho técnico Norma: 8402 (JANEIRO, 2004) __________ 18 Desenho simplificado de letras ____________________________________________________________ 20 Emprego de escalas (Escalas - NBR 8196(ASSOCIAÇÃO, 1999)) ____________________________ 22 Cotagem em desenho técnico – NBR 10126(JANEIRO, 1987b) ______________________________ 24 Regras básicas para a construção de cotas _______________________________________________ 26 Perspectiva isométrica. ___________________________________________________________________ 27 Desenho projetivo (ORTOGONAL, [s.d.]) ____________________________________________________ 28 Denominação das vistas __________________________________________________________________ 33 Planta baixa, cortes e fachadas; ________________________________________________ 33 Representação de um projeto _____________________________________________________________ 34 Projeções, sobre o plano horizontal: _____________________________________________________ 34 Corte __________________________________________________________________________________ 38 Termos técnicos: _______________________________________________________________________ 39 Técnica de representação; a partir da planta baixa e corte AB. _____________________________ 42 Símbolos ______________________________________________________________________________ 44 Exercícios ____________________________________________________________________ 48 Referencias. __________________________________________________________________ 73 Instrumentos básicos utilizados em desenho técnico. A meta de todo profissional é a obtenção de um desenho rápido e preciso capaz de fornecer todas as informações necessárias a concretização de seu projeto. 3 Para a perfeita execução de um desenho são necessários instrumentos de precisão, para isso estes devem ser de boa qualidade, limpos e bem conservados. Lapiseiras: 0,3; 0,5 e 0,9. (Obs. ponta). Grafites: dureza (Obs. conforme as pontas das lapiseiras). Para os esboços iniciais e enquadramentos, recomenda-se o uso dos grafites da linha H, que permitem que os traços realizados com eles sejam apagados sem sujar ou destruir o papel. São eles H, 2H, 3H, etc. Para os traços definitivos, que fazem parte dos desenhos que poderão ser copiados e/ou utilizados na execução dos projetos, deverão ser utilizados os grafites da serie B, mais macios e escuros, tais como: B, 2B, 3B. Existem, ainda, dois tipos de grafites intermediários: HB, macio e ligeiramente escuro e F, claro e ligeiramente duro. Régua(s): de 40 e/ou 50 cm. (Obs. transparente ou translúcida; graduada ou não). Jogo de esquadros: um 30º e 60º e outro de 45º. (Obs. graduado ou não, tamanho (Dim.) =25 a 35 cm). A combinação dos dois esquadros possibilita o traçado de linhas com as mais diversas inclinações. 4 Compasso: Usado para traçar circunferências e para transportar medidas. O compasso tradicional possui uma ponta seca e uma ponta com grafite, com alguns modelos com cabeças intercambiáveis. Os compassos também podem ter pernas fixas ou articuladas, que pode ser útil para grandes circunferências. Alguns modelos possuem extensores para traçar circunferências ainda maiores. Transferidor: (360º (preferência) ou 180º). O transferidor e utilizado para a medição e marcação de ângulos. Fita adesiva (Obs. Crepe). Para fixação de folha de desenho a mesa. 5 Borracha (Obs. Silicone com proteção). Papel A4 e A3 (Obs.: preferência margeada; 63 a 90 g/m²). Calculadora cientifica. (Obs.: modelo de maior aplicação no curso) Régua “T” ou paralela (Obs. Não obrigatório). Auxilia no esquadrejamento do desenho. 6 Pasta A3. Para guarda e transporte dos materiais e desenhos. Pasta grampo A4. Para entrega de trabalhos. Escalimetro: triangular de 30 cm, nº1 (Obs. ESC.: 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100 e 1:125. Não obrigatório). Conjunto de réguas com várias escalas. Seu uso elimina o uso de cálculos para converter medidas, reduzindo o tempo de execução do projeto. Para desenhar em escala. Prancheta (obs. Não obrigatório). Para realização dos desenhos. 7 Formatos de papel e dimensões do papel (NBR 10068) o O formato básico do papel, designado por A0 (A zero), é o retângulo cujos lados medem 841 mm e 1189 mm (cujas proporções da altura e largura são de 1:√2), tendo a área de 1m². Do formato básico, derivam os demais formatos. x × x. 2 = 1 x² 2=1 x = 1 2 4 x = 0,841 m lado menor = 841 mm lado maior = 1189 mm o Cabe ao desenhista escolher o formato adequado, no qual o desenho será visto com clareza. o Margem de refilamento, que corresponde ao limite do formato, ou seja, e a margem de corte da folha correspondente ao formato; o Margem de desenho, que delimita a área útil do formato, onde e realizada a representação gráfica. o A margem esquerda de qualquer formato e sempre de 25 mm, com o objetivo de facilitar o arquivamento do desenho. Ademais margens podem variar, segundo o formato de papel, conforme mostra o quadro abaixo: o Também se costuma desenhar a legenda (carimbo) no canto inferior direito. 8 Dobragem o Toda folha com formato acima do A4 possui uma forma recomendada de dobragem. Esta forma visa que o desenho seja armazenado em uma pasta, que possa ser consultada com facilidade sem necessidade de retirá-la da pasta, e que a legenda esteja visível com o desenho dobrado. o As ilustrações abaixo mostram a ordem das dobras. Primeiro dobra-se na horizontal (em “sanfona”), depois na vertical (para trás), terminando a dobra com a parte dalegenda na frente. A dobra no canto superior esquerdo é para evitar furar a folha na dobra traseira, possibilitando desdobrar o desenho sem retirar do arquivo. 9 Legenda A legenda não informa somente detalhes do desenho, mas também o nome da empresa, dos projetistas, data, logomarca, arquivo, o nome do proprietário, endereço, escalas dos desenhos, identificação e registro profissional do projetista, nome do responsável pelo desenho, numero da prancha, etc. É na legenda que o projetista assina seu projeto. Em folhas grandes, quando se dobra o desenho, a legenda sempre deve estar visível, para facilitar a procura em arquivo sem necessidade de desdobrá-lo. A seguir exemplo de legenda. 1 0 Princípios básicos de desenho técnico; espessuras de linhas, hachuras, tipos de linhas; Cotagem de objetos e figuras; Escalas; Projeções e Perspectivas (JANEIRO, 1987a)(JANEIRO, 1988)(ASSOCIAÇÃO, 2000)(JANEIRO, 1989)(JANEIRO, 1984)(JANEIRO, 1994). Princípios básicos de desenho técnico. Espessuras de linhas, rachuras, tipos de linhas Tipos de Traço (NBR 8403) e espessura de linhas. o Quanto aos tipos de linhas e suas espessuras estarão subordinados aos seus respectivos usos e isto dependera do que se deseja representar. o A norma determina os tipos e o escalonamento dos traçados. o Em desenho técnico utilizam-se traços de diversos tipos e espessuras; “(Na prática as espessuras mais usadas são as 0,9 mm; 0,5 mm e 0,3 mm e os traçados seguem padrões pré-estabelecidos”. 1 1 o Contínua larga – arestas e contornos visíveis de peças, caracteres, indicação de corte ou vista. o Contínua estreita – hachuras, cotas e contornos visíveis não cortados. 1 2 o Contínua a mão livre estreita (ou contínua e “zig-zag”, estreita) – linha de ruptura o Tracejada estreita e larga – lados invisíveis o Traço e ponto larga – planos de corte (extremidades e mudança de plano) o Traço e ponto estreita – eixos, planos de corte o Traço e dois pontos estreita – peças adjacentes Técnicas de Graficação. o Durante a elaboração do desenho, as pontas das lapiseiras devem apoiar- se diretamente sobre a face do esquadro ou régua (“T” ou paralela) e devem girar lentamente, para garantir um traçado uniforme; isso impede que o grafite se desgaste em uma das laterais gerando linhas com diferentes espessuras. o Não desenhe com o grafite apoiado nos cantos do instrumento; por que: “suja os esquadros ou régua e borra a folha de desenho”. o Durante o traçado sempre puxe a lapiseira e não empurre no sentido da linha que está fazendo; assim terá maior controle do traço. o É necessário destreza no manuseio dos instrumentos “a prática”; A lapiseira deve ser mantida entre os dedos polegar, indicador e médio, enquanto o anular e o mínimo apóiam na folha. A pressão exercida na lapiseira deve ser constante e firme, mas não excessiva. o A régua “T” é utilizada sobre mesas de desenho conhecidas como “pranchetas”, de forma quadrada ou retangular, na obtenção de linhas horizontais. Este instrumento possui duas partes: cabeçote, que deve estar sempre encostado na borda lateral esquerda da prancheta e corpo, utilizado para o traçado de horizontais e como apoio para os esquadros no traçado de linhas verticais e inclinadas. o As linhas verticais e inclinadas são desenhadas com os esquadros apoiados na régua “T”, conforme mostrado na figura a seguir. 1 3 o Desenho com compasso; recomenda-se ponta em formato de cunha; para obter linhas mais nítidas, sem excesso de pressão a ponta se gasta facilmente e deve ser refeita com freqüência; usar lixa para refazer a ponta. o Em um compasso ideal, suas pontas se tocam quando se fecha o compasso, caso contrário o instrumento está descalibrado. o O compasso e utilizado para o traçado de circunferências, assim como arcos de circunferências. Apos o ajuste da abertura do arco a ser traçado, apóia-se a ponta seca no centro do mesmo e determina-se o arco, qual seja a sua abertura de uma só vez, no sentido horário. o Esquadros: São usados em pares: A combinação de ambos permite obter vários ângulos comuns nos desenhos, bem como traçar retas paralelas e perpendiculares. Para traçar retas paralelas, segure um dos esquadros, guiando o segundo esquadro através do papel. Caso o segundo esquadro chegue à ponta do primeiro, segure o segundo esquadro e ajuste o primeiro para continuar o traçado. 1 4 1 5 Seqüência de Desenho que deve adotar para “bom resultado final”: 1. Esboce levemente as principais linhas verticais e horizontais (lapiseira 0,3; traçado leve (fino); grafite 2H ou H); 2. Preencha as linhas secundárias (lapiseira 0,5; traçado médio; grafite H ou HB); 3. Reforce as linhas finais, tendo em mente a intensidade apropriada de cada uma (lapiseiras 0,9, traçado forte; grafite HB). Qualidade da Linha 1 6 Hachuras NBR 12298(ORIGEM et al., 1995) Representação de área de corte. o Linhas ou figuras com o objetivo de representar tipos de materiais em áreas de corte. Condição geral o Na representação geral, de qualquer material, deve ser usada a hachura mostrada na Figura. o Devem ser traçadas em linha estreita (fina e leve); o Formadas por linhas inclinadas a 45º em relação às linhas principais do contorno ou eixos de simetria, com um espaçamento constante. o As hachuras devem ser interrompidas quando da necessidade de se inscrever na área hachurada. o As hachuras podem ser utilizadas, em alguns casos, para indicar o tipo do material. o Outras hachuras podem ser utilizadas, desde que identificadas. 1 7 Ângulos o MEDIDA DE ÂNGULOS: A unidade de medida mais usada para medir ângulos é o grau, símbolo é °. o Um grau corresponde à divisão da circunferência em 360 partes iguais. o Seus submúltiplos são: o minuto (’) e o segundo (”), cujas relações são: 1°= 60’ e 1’= 60”. o São medidos através de um instrumento chamado transferidor. Construção e medida de ângulos com o Transferidor o O transferidor pode ser de meia volta (180°) ou de volta completa (360°) e é composto dos seguintes elementos: o Graduação ou limbo: corresponde à circunferência ou semicircunferência externa, dividida em 180º ou 360º; o Linha de fé: segmento de reta que corresponde ao diâmetro do transferidor, passando pelas graduações 0° e 180°. 1 8 o Centro: corresponde ao ponto médio da linha de fé. o Para traçarmos ou medirmos qualquer ângulo devemos: o Fazer coincidir o centro do transferidor com o vértice do ângulo. o Um dos lados do ângulo deve coincidir com a linha de fé, ajustado à posição 0°. o A contagem é feita a partir de 0° até atingir a graduação que corresponde ao outro lado (caso da medição) ou valor que se quer obter (caso da construção). o Completa-se o traçado com um arco com centro no vértice e cortando os dois lados com as extremidades. Então, escreve-se o valor do ângulo neste espaço, que corresponde à sua abertura. o Medir ângulos com o transferidor é semelhante, a construção. Letras e números; Correta forma de confecção de caracteres. Execução de caráter para escrita em desenho técnico Norma: 8402 (JANEIRO, 2004) o Condições exigíveis para a escrita. o Principais exigências na escrita: Legibilidade (é a facilidade de leitura de alguma coisa); Uniformidade (uma só forma). Os caracteres devem ser distinguíveis entre si. o É necessária que a distância entre caracteres (a) corresponda, no mínimo, a duas vezes a largura da linha (d). o No caso de largurasde linha diferentes, a distância deve corresponder à da linha (d) mais larga. 1 9 o Para facilitar à escrita, deve ser aplicada a mesma largura de linha para letras maiúsculas e minúsculas. o Os caracteres devem ser escritos de forma que as linhas se cruzem ou se toquem, aproximadamente, em ângulo reto. o A altura h das letras maiúsculas deve ser tomada como base para o dimensionamento; o As alturas h e c não devem ser menores do que 2,5 mm. Na aplicação simultânea de letras maiúsculas e minúsculas, a altura h não deve ser menor que 3,5 mm. Em termo práticos altura mínima de 3 mm; o A escrita pode ser vertical ou inclinada, em um ângulo de 15° para a direita em relação à vertical (a inclinada não é recomendada). o Letras de caligrafia tipo bastão são utilizadas tradicionalmente no Desenho Técnico o As letras são feitas depois de concluído o desenho. o O espaçamento entre linhas deve ser igual ou superior a 3 mm; 2 0 Desenho simplificado de letras 1. Escolha a altura das letras maiúsculas (h). 2. Divida a altura (h) em 3 partes iguais, trace a pauta e acrescente 1/3 de h para baixo. 3. O corpo das letras minúsculas ocupa 2/3 de h de baixo para cima e a haste ocupa 1/3 de h pra cima de c ou para baixo de c. 4. A maioria das letras pode ser desenhada a partir da construção de uma oval. 2 1 2 2 Emprego de escalas (Escalas - NBR 8196(ASSOCIAÇÃO, 1999)) o As condições exigíveis para o emprego de escalas e suas designações em desenhos técnicos. o A escala é uma forma de representação que mantém as proporções das medidas lineares do objeto representado. o Definição - Escala e a relação de proporcionalidade entre a sua representação gráfica, ou seja, o seu desenho e o objeto. o A escala permite representar, no papel, peças de qualquer tamanho real. Escala = medidda do desenho medida real do objeto o Nos desenhos em escala, as medidas lineares dos objetos reais ou são mantidas, ou são aumentadas ou reduzidas proporcionalmente. o Dimensões angulares do objeto permanecem inalteradas. o Representações em escala, forma do objeto real e mantido. o Tipos de Escalas – escalas numéricas e escala gráfica. o A designação completa de uma escala deve consistir na palavra “ESCALA”, seguida da indicação da relação: o a) ESCALA 1:1, para escala natural; o b) ESCALA X:1, para escala de ampliação (X > 1); o c) ESCALA 1:X, para escala de redução (X > 1). o A palavra “ESCALA” pode ser abreviada na forma “ESC.” o A escala deve ser indicada na legenda da folha de desenho. o Quando for necessário o uso de mais de uma escala na folha de desenho, além da escala geral, estas devem estar indicadas junto à identificação do detalhe ou vista a que se referem; na legenda, deve constar a escala geral. o Requisitos específicos. 2 3 o Escala a ser escolhida para um desenho depende da complexidade do objeto ou elemento a ser representado e da finalidade da representação. o Em todos os casos, a escala selecionada deve ser suficiente para permitir uma interpretação fácil e clara da informação representada. o Nos projetos de edificações são adotadas diferentes escalas para os diferentes tipos de desenhos, dependendo do nível de detalhes que se deseja representar em cada um. Escala gráfica o É uma figura geométrica, uma linha fragmentada ou uma régua graduada (escalímetro), que serve para determinar, de forma imediata, a distância gráfica, uma vez sabida a distância real, e vice versa. o As escalas gráficas são obtidas a partir de uma escala numérica. Elas são representadas conforme desenho abaixo, com as respectivas subdivisões. o O talão da escala gráfica será sempre desenhado a esquerda do corpo e correspondera a uma fração do corpo da escala subdividida em dez partes 2 4 iguais. Por sua vez, o corpo da escala gráfica será composto por tantas frações quanto forem necessárias. o Toda escala gráfica sempre devera estar acompanhada da escala numérica que lhe deu origem. o Construção de uma escala gráfica simples - Para construção de uma escala gráfica é necessário calcular o valor da divisão principal correspondente no desenho. o Ex. Construir uma escala gráfica da escala : 1/50. Seno a divisão Principal = 1m. Cálculo do valor divisão principal correspondente no desenho. o Então cada 2 cm no desenho corresponde à divisão principal de 1m. Cotagem em desenho técnico – NBR 10126(JANEIRO, 1987b) o Dimensionamento a serem aplicados em desenho técnico. o Cotas são medidas de um objeto, imprescindível para o projetista indicar a verdadeira grandeza. Em muitas ocasiões, a pessoa que está lendo o desenho não dispõe de uma régua para medir, e mesmo se tivesse uma cota já adianta trabalho, fornecendo imediatamente a informação. o O que uma cota pode indicar: o Comprimentos, larguras, alturas, profundidades; o Raios e diâmetros; o Ângulos; o Coordenadas; 2 5 o Forma (circular, quadrada, esférica), caso a vista não mostre claramente; o Quantidade (por exemplo, número de furos); o Código/ Referência do produto; o Ordem de montagem; o Detalhes construtivos, observações. o Elementos componentes da cotagem: o Linha de cota; o Linha de extensão (ou auxiliar); o Cotas (números); o Limites das linhas de cota (traço oblíquo, seta, ponto, etc); o Linha de cota: o É a linha que contém a dimensão e posiciona o valor numérico da cota. o Distancia de 10 mm a 7 mm. o As linhas diferenciam das pertencentes ao desenho, sendo mais fina. o Linha de extensão (ou auxiliar) de cotagem: o Linha que liga a linha de cota ao elemento cotado; o Função delimitar o espaço a ser cotado e o Distancia do desenho em 1 mm. o Finalização das linhas de cota (encontro da linha de cotas e da linha de extensão): 2 6 o Limite (seta fechada; seta aberta e traço a 45º) o Usualmente é adotado os pequenos traços inclinados a 45° no ponto de intersecção das mesmas. Regras básicas para a construção de cotas o Unidade usada METRO ou MILÍMETRO. CENTÍMETRO para medidas inferiores a um metro. o Escrita sem o símbolo da unidade de medida. o Cotas escritas acompanhando a linha de cota. o Qualquer que seja a Escala a cota representa a medida real. o É importante evitar cruzamento de linhas de cota. o As cotas são colocadas a ACIMA da linha de cota. o Os números correspondem a medida. o Ângulos medidos em GRAUS exceto nas cobertas e nas rampas (%). o Linhas de cotas PARALELAS espaçadas igualmente. o Linhas de cotas não interceptam linhas auxiliares. o Colocar as cotas prevendo EVITAR cálculos pelo operário. o Colocar linhas de cotas de preferência FORA da figura. o Evitar repetições. o Todas as cotas NECESSÁRIAS serão indicadas. o Não traçar linhas de cotas COMO CONTINUAÇÃO de linhas da figura. o NÃO INTERROMPER um alinha de cota e sim peça. o As cotas devem ser expressas em ÚNICA unidade. o Não deve CRUZAR linhas de desenho. o Linhas de cotas PARALELAS a direção da medida. o Alturas dos algarismos UNIFORMES. Em geral 2,5 ou 3 mm. 2 7 Perspectiva isométrica. o Quando olhamos para um objeto, temos a sensação de profundidade e relevo. As partes que estão mais próximas de nós parecem maiores e as partes mais distantes aparentam ser menores. o A fotografia mostra um objeto do mesmo modo como ele é visto pelo olho humano, pois transmite a idéia de três dimensões: comprimento, largura e altura. o O desenho, para transmitir essa mesma idéia, precisarecorrer a um modo especial de representação gráfica: a perspectiva. Ela representa graficamente as três dimensões de um objeto em um único plano, de maneira a transmitir a idéia de profundidade e relevo. o A perspectiva isométrica mantém as mesmas proporções do comprimento, da largura e da altura do objeto representado. Além disso, o traçado da perspectiva isométrica é relativamente simples. o Lembre-se de que o objetivo deste curso não é transformá-lo num desenhista. Mas, exercitando o traçado da perspectiva, você estará se familiarizando com as formas dos objetos, o que é uma condição essencial para um bom desempenho na leitura e interpretação de desenhos técnicos. o O desenho da perspectiva isométrica é baseado num sistema de três semi- retas que têm o mesmo ponto de origem e formam entre si três ângulos de 120°. Veja: o Essas semi-retas, assim dispostas, recebem o nome de eixos isométricos. Cada uma das semi-retas é um eixo isométrico. o O traçado de qualquer perspectiva isométrica parte sempre dos eixos isométricos. o Elemento muito importante para o traçado da perspectiva isométrica: são as linhas isométricas. 2 8 o Qualquer reta paralela a um eixo isométrico é chamada linha isométrica. Observe a figura a seguir: o As linhas não paralelas aos eixos isométricos são linhas não isométricas. Desenho projetivo (ORTOGONAL, [s.d.]) o A transposição de entes do espaço para superfícies bidimensionais e denominada de projeção. o A figura a seguir mostra o Sistema de Projeções Cilíndricas Ortogonais, onde o Centro de Projeções esta a uma distancia infinita do Plano de Projeções. Isto faz com que as projetastes tenham uma única direção (d), a qual, neste caso especifico, e ortogonal ao Plano (a). Dessa forma, o angulo de incidência das projetastes será, neste caso de 90º. O Sistema de Projeções Cilíndricas Ortogonais e mais comumente conhecido como Sistema de Projeções Ortogonais, ou simplesmente Projeções Ortogonais. Este Sistema será utilizado pela Geometria Descritiva, ou Sistema Mongeano de Projeções. Sua utilização e a base para a representação para o Desenho Técnico (Desenho Mecânico, Desenho Topográfico e Desenho Arquitetônico). o A representação de qualquer objeto ou figura será feita por sua projeção sobre um plano. 2 9 o A projeção resultante representa a forma e a verdadeira grandeza do objeto projetado. o Os sólidos são constituídos de várias superfícies, as projeções ortogonais são utilizadas para representar através de figuras planas. o A projeção no plano vertical aparece o comprimento e a altura e a projeção no plano horizontal o comprimento e a largura. o Os planos de projeção horizontal e lateral rebatem, sempre sobre o plano vertical. 3 0 o O lado da peça projetado no plano vertical sempre será frente, o lado superior da peça sempre será representado abaixo da vista de frente e o lado esquerdo da peça aparecerá desenhado à direita da vista de frente. o Nas projeções ortogonais, apesar de estarmos vendo desenhos planos, em cada vista há uma profundidade, não visível, que determina a forma tridimensional; o Para entender a representação é preciso exercitar a imaginação e a capacidade de visualização espacial. 3 1 o As arestas que estão ocultas em um determinado sentido de observação são representadas por linhas tracejadas. o As projeções representam a mesma peça sendo vista por lados diferentes. o Surgem as seguintes conclusões: o Superfície paralela a um plano de projeção se projeta exatamente na sua forma e grandeza. o Superfície perpendicular ao plano de projeção, a projeção resultante uma linha. o Arestas resultantes das interseções de superfícies são representadas por linhas. o À superfície inclinada será um segmento de reta que corresponde à verdadeira grandeza. o Os outros dois planos a superfície inclinada mantém a sua forma, mas sofre alteração da verdadeira grandeza; 3 2 o Elaboração do desenho: A Figura mostra as sucessivas fases para elaboração de um desenho. o Imagine a peça envolvida por um cubo, no qual cada face corresponderá a uma vista, ou seja, o que você estaria enxergando da peça se você estivesse olhando esta face de frente. Este cubo de vistas é então “planificado”, desdobrado. Desta forma é possível visualizar todos os lados da peça em uma folha de papel. 3 3 Denominação das vistas o A princípio é escolhida uma face da peça como uma face “principal”, no qual será denominada como “vista frontal”. A denominação de “frontal” pode ser a frente real da peça, ou caso não haja esta referência, a vista frontal será a vista que apresentará a peça com mais detalhes. o A vista frontal será a parte central do desenho, com todas as outras vistas em volta dela. Nos lados teremos as vistas “lateral esquerda” e “lateral direita”, Da mesma forma, na parte vertical teremos as vistas “superior” e “inferior”. Na extrema direita (ou esquerda) do desenho, teremos finalmente nossa vista posterior (ou traseira), fechando as seis vistas ortogonais principais. o Ao desenhar as vistas de uma peça, veremos que cada vista irá mostrar somente duas dimensões do objeto (largura e comprimento, comprimento e altura, etc). E que entre cada vista haverá uma dimensão em comum. Por isso, é costume desenhar as vistas alinhadas entre si – não é uma obrigação, pois a figura pode não caber no papel - mas as vistas alinhadas torna a leitura do desenho mais fácil. o Fica para o desenhista escolher as melhores vistas para ilustrar a peça. Em geral, o uso de três vistas será suficiente, mas podem ocorrer casos particulares. Planta baixa, cortes e fachadas; o Projeções ortogonais da geometria são usados no Desenho Técnico apenas mudando os termos técnicos. o Um objeto pode ficar claramente representado por meio de uma só vista ou projeção; há porem objetos que ficam entendidos por meio de três projeções ou vistas e há casos de uso de maior quantidade de vistas. 3 4 o A NBR 10067 estabelece que o objeto a representar fique envolvido por um cubo; sendo projetado a cada face, e em seguida aberto, obtendo as seis vistas; Seqüência: o Nos trabalhos, os desenhos costumam ser feitos em folhas separadas; nem sempre seguindo a mesma seqüência. Representação de um projeto Projeções, sobre o plano horizontal: o Planta de cobertura; o Planta de locação; o Planta baixa e o Planta de situação. o A planta de cobertura ou vista superior é um dos tipos de planta ou projeção sobre o plano horizontal. 3 5 o Planta de cobertura - em geral, é desenhada na escala de 1:100 ou 1:200; na necessidade de maior detalhe, usa-se 1:50. O contorno da parede é oculto na vistas superiores nesse caso ele é representado por tracejado, curto e médio. o Planta de locação - indica a posição da construção dentro do terreno; pode fazer um desenho único com a planta de cobertura; deve informar: dimensões do terreno; curvas de nível, platôs e taludes e cotas com R.N.; declive de rampa; ângulos e curvas; áreas; orientação; passeio; escala; recuo e afastamentos (laterais, de frente e de fundo); rede de eletricidade, água e esgotos; árvores existentes e a plantar. o Serve comumente como ponto de partida para a marcação ou locação da construção; as escalas recomendadas são as mesmas para planta de coberta; os afastamentos da construção são medidos do eixo do muro até a parede; pois as paredes são construídas antes da cobertura; alem dessa seqüência,da construção, na colocação das telhas admiti pequenas variações, o que não ocorre com as paredes. 3 6 o Planta baixa - um plano horizontal, corta a construção de 1,20 a 1,50m acima do piso, o essencial que as janelas sejam cortadas; retirada a parte de cima do plano de corte, olha-se de cima para baixo; no plano horizontal do corte, estão as paredes, portas e janela: 3 7 o Não é obrigado, quadrilátero correspondente aos pisos. o A escala usada é a de 1:50 na maioria dos desenhos. Projeto de poucas paredes e compartimentos grandes, pode-se usar a escala de 1:100, detalhes escala de 1:20 ou de 1:25. o Quando há necessidade de indicar materiais, do piso, forro, paredes e etc.; usa-se a planta falada. 3 8 o Planta de situação - Indica: lotes e quadras vizinhas; ruas de acesso; Orientação; Curva de nível; Área do terreno; Contorno e dimensões do terreno; Escala; Construções projetadas, existentes e a demolir. São desenhadas na escala de 1:500, 1:1.000 ou 1:2.000; abrangem área relativamente extensa. Corte o Para mostrar as divisões internas de um projeto; são feitos por planos verticais. 3 9 o Os traços são grossos nas partes cortadas; pode retirar o corte AB ou BA; a primeira letra do corte fica a esquerda do observador e a segunda à direita; a norma brasileira não recomenda o uso de letras consecutivas; com a planta já desenhada marca as posições dos planos verticais, com traços longos e dois curtos. Termos técnicos: o Cumeeira – parte mais elevada de uma coberta, ou encontro das águas; o Beiral – parte saliente de um telhado (proteção de chuva e sol); 4 0 o Embasamento ou soco – diferença de altura entre o terreno e o piso; o Pé direito – altura do piso ao forro ou da parte mais baixa da coberta; o Peitoril – parte inferior da janela, altura desta ao piso; o Verga – pequena viga na parte superior da janela e portas; o Água – porção plana e inclinada de uma coberta. o Convenção – os elementos cortados pelo plano são feitos com traço grosso; nas partes restantes usa traço médio; as plantas baixas é um corte, portanto vale para ela também; fachadas as partes mais próximas são desenhadas com traços grossos, reduzir espessura à medida que distancia do primeiro plano. o Nem sempre é a mesma terminologia por algumas repartições (cartórios e prefeituras), ex.: “fachada lateral esquerda”, cartórios diz “lado esquerdo” tanto para a casa quanto parar o lote; 4 1 o Disposição de quatro fachadas da construção relacionando a planta segue regra da geometria; observam-se linhas de chamadas, de projetantes. o Posição de cortes depende de diversos fatores; deve mostrar: alturas de portas, janelas, forro (pé direito), inclinação telhado e outros; exigência de algumas repartições: passar por escadas (mostrar degraus), sanitários e etc.; o Sobre seção e corte: na prática representa a seção do corte e em seguida, desenha os elementos adiante; 4 2 Técnica de representação; a partir da planta baixa e corte AB. 4 3 o Corte GH, corte quebrado, traço grosso fora da planta, traço fino dentro da planta; o corte é como a soma do CD e EF; 4 4 o Em desenhos antigos indicava alicerce ou fundações; esses são apresentados em projetos estruturais; Símbolos o Uso do símbolo é em razão da escala de redução, abrangência de áreas extensas; a maioria dos objetos não pode ser representada com detalhes nas escalas gerais; sendo que pode ser representado por símbolos; fato que repete várias vezes em projetos: bacias sanitárias; portas; janelas; telhas; balcões e etc.; o É importante conhecer os símbolo e dimensões reais dos objetos; são constantemente utilizados, abrangem: paredes, portas, janelas, peças sanitárias, móveis, balcões e bancadas, veículos e etc. 4 5 o Na escala 1:100 ou 1:200 as parede pode ser desenhadas cheias; podendo utilizar dois traços grossos na 1:100; o Porta interna comunica dois ambientes, piso mesmo nível, possuem mesma cota; portas externas comunicam ambientes de cota diferente, piso externo mais baixo; Banheiro, as portas desenham como as externas, com diferença de cota entre os dois pisos (1 ou 2 cm). 4 6 o Janelas - o plano horizontal corta a janela, (flexível) a baixo aparecem os traços vistos da parte inferior da janela, peitoril, mais alto que portas não são cortadas (desenhada tracejada), movimentos das janelas, podem ser indicados nos cortes. o Os símbolos devem ser: o Único; o Simples; o Semelhante ou aproximado ao objeto; o Racional; o Utilizável; 4 7 4 8 Exercícios Prática de caracteres em desenho técnico. 1. Faça em folha de papel A4, repetindo essa seqüência, uma folha com altura de letra maiúscula 6 mm e em outra com 9 mm. 4 9 2. Compre as linhas com as letras conforme exemplo, com altura de letra maiúscula “h” de 6 mm e depois 9 mm: 5 0 3. Pratique a forma dos caracteres. Em folha de papel A4, faça as linhas necessárias para Graficação de escrita simultânea, usando a altura maiúscula de h de 6 mm, copie o seguinte texto. “Desde suas origens o homem comunica-se através de grafismos e desenhos. As primeiras representações que conhecemos são as pinturas rupestres, em que o homem representava não apenas o mundo que o cercava, mas também as suas sensações: alegrias, medos, crenças, danças... Ao longo da história, a comunicação 5 1 através do desenho, foi evoluindo, dando origem a duas formas de desenho: o desenho artístico – que pretende comunicar idéias e sensações, estimulando a imaginação do espectador; e o desenho técnico – que tem por finalidade a representação dos objetos o mais próximo do possível, em formas e dimensões.” Prática de desenho técnico, construção geométrica, usar folha de papel A4. 4. Perpendicular que passa por um ponto qualquer, pertencente a uma reta: Seja a reta r e o ponto A, pertencente à mesma. I. Centro (ponta seca do compasso) em A, abertura qualquer, cruza-se a reta com dois arcos, um para um lado e o outro para o outro lado, gerando dois pontos 1 e 2. II. Centro em 1 e 2 com a mesma abertura, suficiente para obter o cruzamento desses dois arcos, gerando o ponto 3. III. A perpendicular será a reta que passa pelos pontos A e 3. 5. Perpendicular que passa por um ponto não pertencente a uma reta: Seja a reta r e o ponto B, não pertencente à mesma. 5 2 I. Centro em B, abertura qualquer, suficiente para traçar um arco que corte a reta em dois pontos: 1 e 2. II. Centro em 1 e 2, com a mesma abertura, cruzam-se os arcos, obtendo-se o ponto 3. III. A perpendicular é a reta que passa pelos pontos B e 3. 6. Perpendicular que passa pela extremidade de um segmento de reta: Seja o segmento de reta AB. I. Centro em uma das extremidades, abertura qualquer, traça-se o arco que corta o segmento, gerando o ponto 1. II. Com a mesma abertura, e com centro em 1, cruza-se o primeiro arco, obtendo-se o ponto 2. III. Centro em 2, ainda com a mesma abertura, cruza-se o primeiro arco, obtendo-se o ponto 3. IV. Continuando com a mesma abertura, centra-se em 2 e 3, cruzando estes dois arcos e determinando o ponto 4. V. Nossa perpendicular é a reta que passa pela extremidade escolhida e o ponto 4. 7. Perpendicular que passa pelo ponto médio de um segmento de reta (Mediatriz).5 3 I. Centro em uma das extremidades, com abertura maior que a metade do segmento, traça-se o arco que percorre as regiões acima e abaixo do segmento. II. Com a mesma abertura, centra-se na outra extremidade e cruza-se com o primeiro arco, nos pontos 1 e 2. III. A Mediatriz é a reta que passa pelos pontos 1 e 2. 8. Paralela que passa por um ponto qualquer não pertencente a uma reta. Sejam a reta r e o ponto E, fora da reta. I. Centro em E, raio (abertura) qualquer, traça-se o arco que cruza a reta em 1. II. Com a mesma abertura, inverte-se a posição, ou seja, centro em 1, raio 1E, traça-se o arco que vai cruzar a reta no ponto 2. Com a ponta seca do compasso em 2, faz- se abertura até E, medindo-se, portanto esse arco. III. Transporta-se, então, a medida do arco 2E a partir de 1, sobre o primeiro arco traçado, obtendo-se o ponto 3. IV. Nossa paralela é a reta que passa pelos pontos 3 e E. 5 4 9. Traçado de uma paralela a uma distância determinada de uma reta. Neste caso, temos que primeiramente estabelecer a distância pretendida, o que equivale dizer que temos que determinar a menor distância entre as retas, então: I. Por um ponto qualquer (A) da reta, levanta-se um perpendicular (vide o caso específico no estudo das perpendiculares). II. Sobre a perpendicular mede-se a distância determinada (5 cm), a partir do ponto escolhido (A), obtendo-se o segmento de reta AB, igual a 5 cm. III. Procede-se, então, como no caso anterior, pois temos, agora, uma reta e um ponto (B), fora desta, ou: IV. Se, pelo ponto B, traçarmos uma perpendicular à reta que contém esse segmento, ela será paralela à primeira reta. 10. Construa os seguintes ângulos usado o transferidor. I. Ângulo de 105°; II. Ângulo de 55°; 5 5 III. Ângulo de 75° 11. Divisão de um Segmento de Reta em um número qualquer de partes iguais. Seja o segmento de reta AH. Vamos dividi-lo em 7 partes iguais. I. Por uma das extremidades, traçamos uma reta com inclinação aproximada de 30°. II. Atribui-se uma abertura no compasso e aplica-se essa distância sobre a reta inclinada o número de vezes em que vamos dividir o segmento (7 vezes). III. Enumeramos as marcações de distâncias a partir da extremidade escolhida. IV. A última marcação (nº 7) é unida à outra extremidade. V. Através do deslizamento de um esquadro sobre o outro, passando pelas demais divisões, mas sempre alinhado pela última divisão (no nosso exemplo a de nº 7), o segmento é dividido em partes iguais. 5 6 VI. Exercício: Utilize ambos os esquadros para traçar uma “estrela” de retas; usando os seguintes ângulos: 0º, 15º, 30º, 45º, 60º, 75º, 90º, 105º, 120º, 135º, 150º, 165º, 180º. 12. Transporte de ângulos significa construir um ângulo congruente a outro, utilizando-se o compasso. I. Centra-se no vértice do ângulo que se vai transportar e, com abertura qualquer descreve-se um arco que corta os dois lados do ângulo, gerando os pontos 1 e 2; II. Traça-se um lado do ângulo a ser construído, definindo o seu vértice. III. Com a mesma abertura do compasso e centro no vértice do segundo ângulo, descreve-se um arco, igual ao primeiro e que corta o lado já traçado, definindo um ponto que corresponde ao ponto 1 do primeiro ângulo. IV. Volta-se ao primeiro ângulo e mede-se a distância entre os pontos 1 e 2, com o compasso. V. Aplica-se esta distância no segundo ângulo a partir do ponto correspondente ao ponto 1 sobre o arco já traçado, definindo o ponto correspondente ao ponto 2. VI. A partir do vértice e passando pelo ponto 2, traça-se o outro lado do ângulo. 5 7 13. Bissetriz de um ângulo, é a reta que, passando pelo vértice, divide um ângulo em duas partes iguais. I. Ponta seca no vértice do ângulo, abertura qualquer, descreve-se um arco que corta os dois lados do ângulo, definindo os pontos 1 e 2. II. Centro em 1 e 2, com a mesma abertura; cruzam-se os arcos, gerando o ponto 3. III. A bissetriz é a reta que passa pelo vértice e pelo ponto 3. 14. Construa os seguintes ângulos com o compasso. I. 45°: Traça-se um ângulo de 90° e em seguida sua bissetriz, obtendo-se assim duas partes de 45°. II. 60°: Traça-se um lado, posicionando-se o vértice. Centro no vértice, abertura qualquer, traça-se um arco que corta o lado já traçado, definindo o ponto 1. Centro em 1, com a mesma abertura, cruza-se o arco já traçado, obtendo-se o ponto 2. Partindo do vértice e passando pelo ponto 2, traçamos o outro lado do ângulo. 5 8 III. 30°: Traça-se um ângulo de 60° e em seguida a sua bissetriz. IV. 15°: Traça-se um ângulo de 60° e em seguida a sua bissetriz, obtendo-se 30°. Traçamos então a bissetriz de 30°, chegando aos 15°. V. 120°: Traça-se um lado, posicionando-se o vértice. Centro no vértice, abertura qualquer, traça-se um arco que corta o lado já traçado, definindo o ponto 1. Centro em 1, com a mesma abertura, cruza-se o arco já traçado, obtendo-se o ponto 2. Centro em 2, ainda com a mesma abertura, cruza-se o arco, obtendo- se 3. Partindo do vértice e passando pelo ponto 3, traça-se o outro lado do ângulo. VI. 150°: Procede-se como no traçado do ângulo de 120°, até definir o ponto 3. Com centro em 3 e ainda com a mesma abertura sobre o mesmo arco obtém-se o ponto 4. Este ponto (4), unido ao vértice, forma 180°. Como já vimos, o ponto 3 e o vértice formam 120°; logo, entre 3 e 4, temos 60°. Traçando-se a bissetriz entre 3 e 4, obteremos 30° que, somados aos 120°, nos 5 9 darão os 150°. VII. 105°: Já vimos que o traçado de 120° é como se traçássemos 60° mais 60°. Pois bem; um desses 60°, pelo traçado da bissetriz pode ser dividido em dois de 30°. E, de dois de 30°, podemos obter quatro de 15°. Assim, subtraindo-se um desses 15° de 120°, chegamos a 105°. VIII. 75°: Pelo mesmo raciocínio anterior. Só que agora somamos 15° a 60°, obtendo-se 75°. 15. Faça as linhas notáveis dos triângulos. I. Altura é a distância entre um vértice e o lado oposto. As alturas cruzam-se num ponto comum chamado Ortocentro. Para as traçarmos, consideraremos que cada lado do triângulo é um segmento, que pertence a uma reta suporte e cada vértice é um ponto que não pertence a esta reta, aplicando- se, então, o segundo caso do traçado de perpendiculares (perpendicular que passa por um ponto não pertencente a uma reta). Em triângulos acutângulo e obtusângulo. 6 0 II. Mediatriz: É a perpendicular que passa pelo ponto médio de cada lado do triângulo. As mediatrizes cruzam-se num ponto chamado Circuncentro, que é eqüidistante dos vértices e, portanto, o centro da circunferência que circunscreve o triângulo. Em triângulos acutângulos, obtusângulo e reto. 6 1 III. Bissetriz: É cada uma das retas que, passando pelo vértice, divide o ângulo que lhe corresponde em duas partes iguais. É cada uma das retas que, passando pelo vértice, divide o ângulo que lhe corresponde em duas partes iguais. o Os pontos 1, 2 e 3 definem a bissetriz do ângulo Â. o Os pontos 4, 5 e 6 definem a bissetriz do ângulo B. o E os pontos 7, 8 e 9 definem a bissetriz doângulo C. o O cruzamento dessas bissetrizes vai determinar o incentro, o ponto I. o Para traçarmos a circunferência inscrita no triângulo, precisamos primeiro definir a distância entre o incentro e cada lado do triângulo. Essas distâncias são todas iguais, por definição. 16. Construa os quadriláteros a seguir. 6 2 I. Quadrado: É o paralelogramo que tem os quatro lados iguais e os quatro ângulos retos (90°). Para a construção do quadrado, traçamos primeiramente o lado AB. Pela extremidade A, levantamos uma perpendicular. O tamanho do lado (AB) é rebatido sobre a perpendicular, definindo D. Para isto, centramos em A e fazemos abertura até B. Com a mesma abertura AB, fazemos centro em B e D e, pelo cruzamento dos arcos, definimos o ponto C, completando a figura. Traçamos, então, as diagonais AC e BD e o cruzamento destas define o ponto O. Com centro em O e abertura até qualquer dos vértices descrevemos a circunferência que circunscreve o quadrado. II. Retângulo: É o paralelogramo que tem os lados opostos iguais dois a dois e os quatro ângulos retos. Para a construção do retângulo, traçamos o lado EF. Pela extremidade E, levantamos uma perpendicular. Sobre esta, aplicamos a medida do lado (que não pode ser igual à EF), definindo então EH. Tomamos então à distância EF no compasso e traçamos o arco com centro em H. Este arco vai cruzar com o arco de abertura EH e centro em F, definindo o ponto G, completando a figura. Traçamos então as diagonais e, com centro 6 3 no ponto de cruzamento das mesmas (O), descrevemos a circunferência. III. Losango: É o paralelogramo que tem os lados iguais e os ângulos opostos iguais entre si, porém diferentes de 90°. Traçamos os lados MN e MQ, que são iguais e não podem ser perpendiculares (senão a figura seria um quadrado, não é mesmo?). Para isto, basta rebater a medida MN em MQ. Cruzamos então os arcos, com esta mesma medida e centro em N e Q, obtendo o ponto P, definindo o losango. IV. Trapézios: São os quadriláteros que tem apenas dois lados opostos paralelos. Esses lados são chamados de bases. Trapézio retângulo: É o trapézio que tem dois ângulos retos. Traçamos a base maior (AB) e, por uma das extremidades, o lado perpendicular. Sobre este, aplicamos sua medida (AD). Pela extremidade D, traçamos uma perpendicular à AD e, sobre esta, aplicamos a medida da base menor (DC). Unindo-se B a C, completamos a figura. 6 4 V. Trapézio isóscele: é o trapézio que tem os lados não paralelos iguais. Os ângulos das bases são circunferência, cujo centro é o ponto de encontro das mediatrizes das bases e dos lados não paralelos. Iguais, assim como suas diagonais. Traçamos a base maior (EF) e sua mediatriz e, sobre esta, definimos a altura. Traçamos então uma perpendicular à altura. Esta perpendicular é paralela à base maior. Tomando-se a medida dos lados não paralelos no compasso, fazemos centro em cada extremidade da base maior e aplicamos esta medida sobre a base menor, definindo os pontos G e H e completando a figura. Traçamos, então, as mediatrizes dos lados não paralelos EH e FG. As mesmas cruzam-se no mesmo ponto, sobre a mediatriz das bases maior e menor. Todas as mediatrizes, portanto, têm o ponto O. Uso das Escalas na prática de desenho. 17. Informe as medidas dos objetos representados abaixo, nas escalas indicadas. 6 5 6 6 18. Um galpão de aves está desenhado com 12 milímetros de comprimento e mede 24 metros. Qual é a escala do desenho? 19. Num projeto desenhado em escala de 1:50 a altura de um sala de ordenha mede 18 cm. Qual é a verdadeira grandeza desta altura? 20. Uma baia de suínos mede 6,20 x 3,80 m. Num desenho feito na escala de 1:50 quais serão as medidas da sala (em centímetros)? 21. Medindo sobre um desenho 4,7 cm qual é o comprimento correspondente em campo (na obra) em cm e m, escala 1:50? 22. Medindo sobre um desenho 6,9 cm qual é o comprimento que deve ser marcado em campo (na obra) em cm e m, escala 1:100? 23. Com um metro de pedreiro medimos sobre o desenho uma distância e achamos 6,75 cm. Qual é o comprimento que deve ser marcado em campo (na obra) em cm e m, escala 1:20? 6 7 24. Em um detalhe de projeto, medindo uma distância com escala métrica qualquer (metro de pedreiro, por exemplo), achou 35,4 mm ou 3,54 cm. Qual é o comprimento que deve ser marcado em campo (na obra) em cm e m, escala 1:25? 25. Escala Numérica - Dado um terreno com as dimensões 45,00m de frente por 80,00m de fundos, determinar a escala para que o seu desenho caiba em um formato A2. Obs. Descontar as margens do formato. 26. Escala Gráfica - Construir uma escala gráfica a partir de uma escala numérica = 1:2000. Obs.: O corpo da escala devera conter divisões de 40 em 40 metros. O talão devera conter 10 divisões (equivalente a 4 metros). Perspectiva isométrica. 27. Analise a posição das retas p, q, r e s em relação aos eixos isométricos e indique aquelas que são linhas isométricas. 28. Desenhem em papel A3 os seguintes objetos em perspectiva isométrica, unidade em mm e escala 4:1. I. 6 8 II. III. IV. V. Uso das projetações nas práticas de desenho 29. Faça a identificação dos planos que compõem as formas espaciais das peças dadas e analise seus rebatimentos. 6 9 30. Faça a identificação dos planos que compõem as formas espaciais das peças dadas e analise seus rebatimentos. 31. Calcule a escala apropriada, usar folha de papel A3 para o desenho das projeções (Vista Frontal, Vista Superior e Vista Lateral) dos objetos, medidos em centímetros, colocando suas cotas corretamente (utilizando traços oblíquos (tick) de 45º em final de linha de cota). Exemplo: 7 0 VI. VII. VIII. 7 1 IX. X. 32. Exercício de planta baixa corte e fachada. o Habitação rural pag. 49 e 50 (livro: Construções rurais); papel A3. 7 2 7 3 Referencias. ASSOCIAÇÃO, A. NBR 8196 Desenho técnico - Emprego de escalas. p. 4–5, 1999. ASSOCIAÇÃO, A. NBR 13142 Desenho técnico - Dobramento de cópia. p. 3–5, 2000. JANEIRO, R. DE. NBR 8403 Aplicação de linhas em desenhos - Tipos de linhas - Larguras das linhas. n. 1, p. 1–5, 1984. JANEIRO, R. DE. OUT 1987 NBR 10068 Folha de desenho - Leiaute e dimensões. p. 3–6, 1987a. JANEIRO, R. DE. NBR 10126 Cotagem em desenho técnico. p. 1–13, 1987b. 7 4 JANEIRO, R. DE. NBR 10582 Apresentação da folha para desenho técnico. p. 4–7, 1988. JANEIRO, R. DE. NBR 10647 Desenho técnico. p. 3–4, 1989. JANEIRO, R. DE. NBR 6492 Representação de projetos de arquitetura. p. 1–27, 1994. JANEIRO, R. DE. NBR 8402 Execução de caracter para escrita em desenho técnico. 2004. ORIGEM, P. et al. NBR 12298 5HSUHVHQWDomR GH iUHD GH FRUWH SRU. p. 1–3, 1995. ORTOGONAL, D. D. P. TEORIA DO DESENHO PROJETIVO UTILIZADO. [s.d.].