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O macho adulto mede de 1 a 2 cm de comprimento e
tem cor preta com manchas vermelhas ou alaranjadas.
As fêmeas são menores e têm coloração avermelhada
escura. Alguns indivíduos podem ainda apresentar
coloração castanha, preta ou rosada.
Os ovos são postos nas folhas mais velhas e secas, na
base das plantas ou no solo. Podem permanecer em
diapausa por um longo período, até que o clima chegue
às condições de umidade e temperatura elevadas.
As ninfas vivem nas raízes ou na base dos colmos e
ficam envoltas por uma espuma branca, facilmente
vista em Campo.
O ciclo completo, do ovo até a fase adulta, dura 30
a 40 dias.
As cigarrinhas são pragas muito importantes de
gramíneas, como cana-de-açúcar, milho e pastagens.
Surgem principalmente no verão.
As ninfas e os adultos sugam a seiva das raízes e
folhas, respectivamente. Nessa atividade, também
injetam toxinas que promovem a queima e a seca das
folhas.
Os sintomas mais comuns do ataque das
cigarrinhas são estrias amareladas no limbo foliar,
bordos enrolados e definhamento do colmo.
O coró-das-pastagens é uma importante praga de
gramíneas e de outras plantas. Sua ocorrência é mais
comum no sul do Brasil. É uma espécie de ciclo anual.
Os adultos são mais encontrados nos primeiros
meses do ano, junto com os ovos; as larvas ocorrem
até novembro e as pupas a partir de outubro.
Os adultos medem cerca de 3 cm de comprimento
e são marrom-escuros.
Os machos possuem aspecto sujo e apresentam
chifres, um na frente da cabeça, fino, comprido e
voltado para cima, e outro acima da cabeça, curto,
bifurcado e voltado para a frente. As fêmeas não
apresentam chifres e seus élitros são brilhantes.
MACHO FÊMEA
Trata-se de um besouro de coloração castanha, com
cerca de 2 cm de comprimento e sem chifres.
É uma espécie muito importante no Paraná e em
outros estados. Vive no solo, em até 15 cm de
profundidade, e possui hábito noturno.
As fêmeas adultas alimentam-se das folhas, porém
não causam danos significativos.
Ciclo biológico do coró-da-soja
Fonte: Oliveira et al., 1996
Seus ovos são esbranquiçados e encontrados
isoladamente no solo. A eclosão ocorre em poucos
dias, sendo que variações na temperatura e umidade
do solo podem adiantar ou atrasar esse período.
As larvas são chamadas de corós. Possuem corpo
recurvado e esbranquiçado, cabeça castanha ou
marrom e três pares de pernas torácicas. O seu
comprimento pode chegar a 4 cm.
Vivem em túneis no solo, geralmente na camada
arável de terra, mas, dependendo das condições
climáticas, podem se aprofundar mais.
A fase larval dura mais de 250 dias, sendo a mais
longa do ciclo biológico.
Ocorre apenas uma geração por ano.
A lagarta-do-cartucho, Spodoptera
frugiperda é a principal praga da cultura do
milho no Brasil, ocorrendo em todas as
regiões produtoras, tanto nos cultivos de
verão como nos de segunda safra
("safrinha").
- A mariposa fêmea, de coloração geral acinzentada,
com cerca de 25 mm de envergadura, coloca seus ovos
em massa, em média cerca de cem a cada vez.
- Em uma planta normalmente são encontradas poucas
larvas de uma mesma idade, em função da alta taxa de
canibalismo existente. Todo o período larval é
verificado dentro do cartucho da planta.
- Quando completamente desenvolvido o inseto sai do
cartucho, dirigindo-se para o solo, onde se transforma na
fase de pupa.
- Atualmente tem-se verificado um aumento
substancial no ataque da lagarta-do-cartucho
nas espigas de milho, onde também ocorre uma
outra importante praga, conhecida como a
lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea).
- O controle da lagarta-do-cartucho, quando o
ataque é verificado na região da espiga, é difícil
pela falta de equipamentos adequados. Muitas
vezes o agricultor é obrigado a utilizar a
aplicação aérea ou a aplicação via água de
irrigação.
Inseto adulto, mariposa e ovo depositado nos estilo-
estigmas (cabelos do milho)
- A mariposa coloca seus ovos nos estilos-estigmas. No
entanto, a praga pode também colocar os ovos nas folhas
de plantas ainda em estádios vegetativos de
desenvolvimento.
- Podem ser encontrados até 13 ovos por espiga, tendo um
período de incubação em torno de três dias.
- As larvas recém-nascidas inicialmente alimentam-se dos
cabelos de milho, e dependendo da intensidade de ataque
podem ocorrer grandes falhas nas espigas pela não-
formação dos grãos.
- À medida que as larvas se desenvolvem elas caminham
em direção à ponta da espiga, onde começam a alimentar-
se dos grãos em formação.
- Essa lagarta é referida
prejudicando a cultura nas
seguintes formas: atacando os
estigmas impedindo a
fertilização e, em
conseqüência, surgirão falhas
nas mesmas; alimentando-se
de grãos leitosos, destruindo-
os e finalmente deixando
orifícios que facilitam a
penetração de microrganismos
que podem causar podridões.
- Os danos da lagarta-da-espiga muitas vezes são
confundidos com os danos causados pela
lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda.
Quando a larva está presente na espiga
podem-se separar facilmente as espécies
através da coloração da cabeça. A lagarta-da-
espiga tem a cabeça de coloração marrom bem
clara enquanto a lagarta-do-cartucho
apresenta a cabeça quase preta.
Cigarrinha do milho no cartucho.
Ovos de cigarrinha do milho,
ovos de tamanho menos que 1 x
0,2mm.
Ninfa da cigarrinha do milho.
Em áreas infestadas, os adultos podem ser facilmente
observados alimentando-se, preferencialmente, no
cartucho do milho.
Os adultos medem cerca de 4 mm de comprimento
por menos de 1 mm de largura.
Pode ser hospedeira do sorgo, porém em uma
mesma área, a densidade de adultos e ovos de D.
maidis no sorgo é, geralmente, cerca de dez vezes
menor do que no milho.
Embora possa causar danos diretos às plantas, essa
espécie é importante por transmitir, de forma
persistente, dois molicutes:
- Spiroplasma kunkelii – responsável pela doença
conhecida como enfezamento pálido (corn stunt
spiroplasma – CSS);
- O fitoplasma – responsável pelo enfezamento
vermelho (maize bushy stunt phytoplasma – MBSP);
- E um vírus, o do rayado fino (maize rayado fino
marafivirus – MRFV).
DOENÇAS CAUSADAS:
Enfezamento Vermelho (maize bushy stunt
phytoplasma - MBSP)
É causado por um procarionte pleomórfico e sem
parede celular, que se desenvolve no floema da planta.
Esse patógeno é também conhecido como “raça mesa
central”, sugerindo a associação de sua incidência a
áreas de maior elevação e com temperaturas amenas.
Plantas de milho
Enfezamento Vermelho (maize bushy stunt
phytoplasma - MBSP)
Plantas de milho infectadas pelo fitoplasma exibem
os primeiros sintomas depois da segunda semana. As
folhas mais velhas se tornam avermelhadas e,
posteriormente, toda a planta se torna extensivamente
avermelhada ou amarelada, dependendo da reação da
cultivar.
Podem ocorrer, também, encurtamento dos
internódios (anã), perfilhamento e desenvolvimento de
várias gemas florais, dando à planta a aparência de
arbusto.
Enfezamento Vermelho (maize bushy stunt
phytoplasma - MBSP)
Enfezamento Vermelho (maize bushy stunt
phytoplasma - MBSP)
Enfezamento Pálido (Corn Stunt Spiroplasma - CSS):
O enfezamento pálido é causado por um
espiroplasma, Spiroplasma kunkelii, que se desenvolve
no floema da planta.
Plantas doentes apresentam, inicialmente, largas
listras descoloridas, amareladas ou verde-limão na
base das folhas infectadas.
Posteriormente, todas as novas folhas emitidas pelas
plantas apresentam o mesmo sintoma.
Enfezamento Pálido (Corn Stunt Spiroplasma - CSS) –
Simultaneamente,as folhas mais velhas apresentam
coloração amarelada ou mesmo com tons vermelhos.
Os primeiros sintomas aparecem entre três e quatro
semanas após a inoculação.
A planta infectada, dependendo da idade em que
ocorreu a infecção, pode apresentar encurtamento dos
internódios, pequenas bonecas e espigas, deformações
do pendão e deformação ou total ausência da
inflorescência feminina.
Enfezamento Pálido (Corn Stunt Spiroplasma - CSS)
O patógeno apresenta boa capacidade de
sobrevivência em restos de cultura. A disseminação
ocorre pelo transporte de conídios pelo vento a longas
distâncias. Temperaturas moderadas (18-27°C) são
favoráveis à doença, bem como a ocorrência de longos
períodos de molhamento foliar ou a presença de
orvalho.
O patógeno tem como hospedeiros o sorgo, o capim
sudão, o sorgo de halepo e o teosinto. No entanto,
isolados provenientes do sorgo não são capazes de
infectar plantas de milho.
Esse fungo pode infectar todas as partes da planta de
milho, resultando em diferentes sintomas nas folhas,
no colmo, na espiga, nas raízes e no pendão.
Embora o patógeno possa infectar as plantas nas
fases iniciais de seu desenvolvimento, os sintomas são
mais visíveis após o florescimento. A podridão do
colmo é caracterizada pela formação, na casca, de
lesões encharcadas, estreitas, elípticas na vertical ou
ovais.
Posteriormente, essas lesões tornam-se marrom
avermelhadas e, finalmente, marrom-escuras a negras.
As lesões podem coalescer, formando extensas áreas
necrosadas de coloração escura brilhante.
O tecido interno do colmo apresenta, de forma
contínua e uniforme, coloração marrom escura,
podendo se desintegrar, levando a planta à morte
prematura e ao acamamento.
O fungo pode sobreviver em restos de cultura ou em
sementes, na forma de micélio e conídios. A
disseminação dos conídios se dá por respingos de
chuva. A infecção do colmo pode ocorrer pelo ponto de
junção das folhas com o colmo ou através de raízes.
A antracnose é favorecida por longos períodos de
altas temperaturas e umidade, principalmente na fase
de plântula e após o florescimento. As perdas de
produção, dependendo do híbrido e das condições
ambientais, podem chegar a 40%.