Juizado Especial Civil Justiça Disponível Célere e Eficiente
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PUC
 DEPARTAMENTO DE DIREITO
	
Juizado Especial Civil 
Justiça Disponível, Célere e Eficiente
por
DILÃNARTE FERNANDES DE OLIVEIRA
 2018.1
	
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO
RUA MARQUÊS DE SÃO VICENTE, 225 - CEP 22453-900
RIO DE JANEIRO - BRASIL
Juizado Especial Civil 
Justiça Disponível, Célere e Eficiente
por
DILÃNARTE FERNANDES DE OLIVEIRA
Pesquisa apresentada ao professor Adriano Barcelos do Departamento de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) para a obtenção de grau G1 na disciplina eletiva Juizados Especiais \u2013 turma 2HA
2018.1
SUMÁRIO
	
	Resumo ............................................................................................................... 
	04
	1.
	INTRODUÇÃO .....................................................................................................
	05
	2.
	Dos Princípios ...........................................................................................
	06
	2.1.
	Princípio da Oralidade ...............................................................................
	06
	2.2.
	Princípio da Simplicidade ....................................................................................
	08
	
	2.2.1. Da Complexidade das Causas nos Juizados Especiais Cíveis .................
	09
	2.3.
	Princípio da Informalidade ...................................................................................
	11
	2.4.
	Princípio da Economia Processual ......................................................................
	12
	2.5.
	Princípio da Celeridade .......................................................................................
	13
	2.6
	Conciliação ..........................................................................................................
	15
	3.
	Das Partes ...........................................................................................................
	18
	4.
	Do Pedido e da Contestação nos Juizados Especiais Cíveis .............................
	19
	4.2.
	Do Pedido ............................................................................................................
	19
	4.2.
	Da Contestação ...................................................................................................
	20
	5.
	Dos Juízes e Conciliadores .................................................................................
	22
	6.
	CONCLUSÃO ......................................................................................................
	23
	7.
	BIBLIOGRAFIA ....................................................................................................
	24
	 
RESUMO
A criação dos Juizados Especiais Cíveis pela Lei 9.099/95 disponibilizou a justiça, principalmente e especialmente, para os hipossuficientes. A Lei, também, mostrou que com o esforço dos agentes da justiça é possível ter uma justiça célere e eficiente, que alcança resultados possíveis e palpáveis.
1. Introdução
A Lei 9.099/95 criou os Juizados Especiais Cíveis com uma dinâmica funcional cujas engrenagens são formadas por princípios expressos e outros intrínsecos que se conectam e que dão funcionamento eficaz aos serviços por eles prestados. 
É possível encontrar nos Juizados por Especiais Cíveis uma disponibilização da justiça, principalmente e especialmente, para os hipossuficientes. A hipossuficiência atendida nos Juizados Especiais Cíveis não é apenas àquela que se refere a valores financeiros, mas também no que diz respeito ao conhecimento, possibilidade postulatória e de estabelecer um contraditório do direito.
Além da disponibilização do direito, é clara e evidente, a capacidade de se obter a justiça com celeridade. Isto a torna eficiente. Porque o usuário do Juizado Especial Cível tem a possibilidade de ver resultados, que se não forem completamente satisfatórios, serão dentro de uma realidade que pode acontecer. O que se quer dizer é que não se terá na justiça dos Juizados Especiais Cíveis uma justiça protelatória e cansativa. Nos JECs, carinhosamente apelidados, a justiça se mostra mais eficiente e palpável. Real. 
O presente estudo procura fazer uma abordagem simples e sem pretensões mirabolantes sobre os Juizados Especiais Cíveis, e quem sabe seus leitores se interessem em realizar teses e dissertações mais profundas.
2. Os Princípios nos Juizados Especiais Cíveis
Os princípios dentro dos Juizados Especiais Cíveis são regras estruturantes, responsáveis por fornecer caráter, perfil e mecânica funcional. 
Eles estão expressos no art. 2° da Lei 9.099/95: 
Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.
Os princípios citados são o fundamento e a engrenagem da Lei 9.099/95. Por isso, é imprescindível um passeio por estes princípios para que se possa ter uma noção de cada um deles, observando seus conceitos e suas principais características. Já que um estudo mais aprofundado exigiria teses e argumentações bem mais elaboradas, fundamentas e individualizadas de cada princípio, devido à riqueza procedimental e jurídica que cada princípio possui. 
E como afirma José Lourenço, os: 
\u201cPrincípios são regras estruturantes, responsáveis por fornecer caráter, perfil e mecânica a determinado sistema, cujo conteúdo vincula todos os preceitos que o compõem. São as ideias básicas que servem de fundamento ao direito positivo, guiam e orientam a busca de sentido e alcance das normas, direta ou subsidiariamente. Assim como as normas preceptivas, as normas principiológicas reclamam cumprimento, e a sua inobservância implicará em vício ainda mais grave do que aquele reservado às normas preceito, porque afetam mesmo o espírito do sistema. Na verdade, são os princípios que definem a teleologia da lei e condicionam, depois, a atividade hermenêutica\u201d. (TORRES NETO, disponível abril/2018). 
 
2.1. Princípio da Oralidade
O princípio da oralidade diz que na prática dos atos processuais deve prevalecer a comunicação oral, embora possam estes atos serem escritos. A oralidade tem como objetivo a praticidade e efetividade do processo. 
É claro que há um registro dos atos processuais no rito dos Juizados Especiais, porém a oralidade deve prevalecer a fim de disponibilizar a prestação jurisdicional. Mas, isso não quer dizer que os atos processuais não serão documentados.
Torres Neto chama a atenção para o entrelaçamento que o princípio da oralidade possui com outros princípios: 
\u201cNão se deve esquecer que o princípio da oralidade é derivado (juntamente com o da economia processual e da instrumentalidade do processo) do princípio da tempestividade da prestação jurisdicional também conhecido como princípio da razoabilidade processual onde repousa a ideia de que as partes têm direito a um processo sem dilações indevidas a fim de que as decisões e a conclusão do processo ocorram dentro de um prazo razoável. A oralidade, acompanhada de seus subprincípios, tem também essa finalidade\u201d. (TORRES NETO, disponível abril/2018). 
Nos juizados especiais, a oralidade, é utilizada também possível procedimento uma vez que o processo pode ser instaurado com a apresentação do pedido oral à Secretaria do Juizado, e a defesa pode ser feita também pela forma oral, bem como a instauração da execução mediante pedido oral, o mandato verbal, entre outros atos presentes nestes juizados.
Não se quer contudo que se entenda, equivocadamente, que haja uma exigência do princípio da oralidade para que os atos processuais sejam produzidos. Em outras palavras não obrigatoriamente pela forma oral. Ao contrário, esta forma poderá, também, ser usada, ou seja, é uma faculdade apresentada às partes no processo, quando lhes for conveniente o uso da palavra não escrita. Lembrando que essa faculdade não existe para os juízes.