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Você conhece os fenômenos que podem causar 
destruições desta sequencia de imagens? 
Parte do telhado da sede da Sociedade Santos Dumont foi arrancado pelo vento - 26/12/2012 Brusque – SC 
2009 - Ginásio da Escola Estadual de Guaraciaba (SC) destruído pela tempestade. 
2011 - Canoas – RS 
Tufão Nesat nas Filipinas em 2011, ventos de até 140 km/h 
Imagem: folha.com 
Várias são as causas de desabamentos nas 
estruturas, nesta apresentação iremos 
abordar a ação dos ventos, muitas vezes 
subestimado por engenheiros e arquitetos. 
Ação dos ventos nas coberturas em balanço 
Forças Estáticas Devidas ao Vento 
 
A norma brasileira traz as isopletas da velocidade 
básica no Brasil. Como regra geral, admite-se que o 
vento básico possa soprar de qualquer direção 
horizontal. Uma vez definida, a velocidade básica é 
multiplicada pelos fatores de ponderação S1, S2, 
S3 para ser obtida a velocidade característica do 
vento Vk, para a parte da edificação em 
consideração. A velocidade característica do vento 
permite, então, determinar a pressão dinâmica e a 
componente da força global na direção do vento. 
VENTO A BARLAVENTO 
 
PRODUZ UM ESFORÇO DE PRESSÃO SOBRE O 
COMPONENTE, EMPURRANDO-O NA DIREÇÃO E SENTIDO 
DO VENTO 
Fonte: Prof. Watanabe 
VENTO A SOTA-VENTO 
 
PRODUZ UM ESFORÇO DE SUCÇÃO SOBRE O COMPONENTE, 
PUXANDO-O NA DIREÇÃO E SENTIDO DO VENTO 
Fonte: Prof. Watanabe 
VENTO PARALELO 
 
PRODUZ UM ESFORÇO DE SUCÇÃO VERTICAL SOBRE O 
COMPONENTE, PUXANDO-O NA DIREÇÃO 
PERPENDICULAR AO DO VENTO 
Fonte: Prof. Watanabe 
Aerofólio ajuda a manter a estabilidade de um veículo se 
deslocando em alta velocidade 
Fonte: Prof. Watanabe 
VENTO COM PRESSÃO INTERNA 
 
PRODUZ UM ESFORÇO DE PRESSÃO SOBRE O 
COMPONENTE, EMPURRANDO-O NA DIREÇÃO E SENTIDO 
DO VENTO E NA DIREÇÃO PERPENDICULAR AO DO 
VENTO 
Fonte: Prof. Watanabe 
VENTO COM SUCÇÃO INTERNA 
 
PRODUZ UM ESFORÇO DE SUCÇÃO SOBRE O 
COMPONENTE, PUXANDO-O NA DIREÇÃO E SENTIDO 
DO VENTO E NA DIREÇÃO PERPENDICULAR AO DO 
VENTO 
Fonte: Prof. Watanabe 
AÇÃO COMBINADA DO VENTO A BARLAVENTO COM O VENTO A 
SOTA-VENTO 
 
PRODUZ UM ESFORÇO DE PRESSÃO SOBRE O COMPONENTE À 
BARLAVENTO, EMPURRANDO-O NA DIREÇÃO E SENTIDO DO VENTO 
E TAMBÉM PRODUZ UM ESFORÇO DE SUCÇÃO SOBRE O 
COMPONENTE À SOTA-VENTO, PUXANDO-O NA DIREÇÃO E SENTIDO 
DO VENTO 
Fonte: Prof. Watanabe 
De acordo com a norma brasileira NBR-6123 - Forças Devido ao 
Ventos em Edificações - a pressão exercida pelo vendo sobre as 
partes das edificações deve ser calculada com a fórmula: 
q = 0,613 Vk
2 
ONDE: 
q = Pressão Dinâmica em N/m2 
VK
 = Velocidade Caracterísitca em m/s 
A Velocidade Característica depende de uma série de 
fatores como a região do Brasil, a topografia (planos, 
vales, montanhas), a densidade de ocupação (muitos 
prédios) e características construtivas do edifício. 
Vk = V0 X S1 X S2 X S3 
ONDE: 
VK
 = Velocidade Caracterísitca em m/s. 
V0
 = Velocidade Básica da Região; 
S1 
= Fator Topográfico; 
S2
 = Fator Rugosidade; 
S3
 = Fator Probabilístico. 
De acordo com a NBR-6123, o Fator Topográfico, S1, é determinado em função do 
relevo do terreno. 
Para quem está acostumado a 
pensar em km/h, isto é, em 
quilômetros por hora, uma 
velocidade básica V0 = 30 m/s 
equivale a uma velocidade 
básica V0 = 108 km/h. 
 
 
 
 
Quadro 3 - 
Classes de relevo do terreno 
S1 TIPO DE RELEVO DO TERRENO 
1,0 Terreno Plano ou fracamente acidentado 
VARIÁVEL Taludes e Morros 
0,9 
Vales Profundos e protegidos de ventos de qualquer 
direção. 
Para mais detalhes sobre a determinação do Fator Topográfico, 
ver o item 5.2 da norma NBR-6123. A norma recomenda que 
casos de combinação de vales e montanhas com dificuldades 
de se estabelecer a direção predominante dos ventos que seja 
feita ensaio em Túnel de Vento. 
Categorias de Rugosidade do terreno – S2 Quadro 5 
CATEGORIA TIPO DE SUPERFÍCIE DO TERRENO 
I 
Superfícies Lisas de grandes dimensões, com mais de 5 km de extensão, medida na 
direção e sentido do vento incidente. 
I I 
Terrenos abertos em nível ou aproximadamente em nível, com poucos obstáculos 
isolados, tais como árvores e edificações baixas. Obstáculos com altura média abaixo de 
1,0 metros. 
I I I 
Terrenos planos ou ondulados com obstáculos, tais como arbustos e muros, poucos 
quebra-ventos. Obstáculos com altura média de 3,0 metros. 
IV 
Terrenos cobertos por obstáculos numerosos e pouco espaçados, em zona florestal, 
industrial o urbanizada. Altura média dos obstáculos de 10 metros. 
V 
Terrenos cobertos por obstáculos numerosos, grandes, altos e pouco espaçados. 
Obstáculos com altura média de 25 metros ou mais. 
Quadro 8 - De acordo com a NBR-6123, o Fator Estatístico S3 é 
baseado em conceitos estatísticos, e considera o grau de 
segurança requerido e a vida útil da edificação. 
GRUPO DESCRIÇÃO 
FATOR 
S3 
1 
Edificações cuja ruína total ou parcial pode afetar a segurança ou 
possibilidade de socorro a pessoas após uma tempestade destrutiva 
(hospitais, quartéis de bombeiros e de forças de segurança, centrais de 
comunicação, etc.) 
1,10 
2 
Edificações para hotéis e residências. Edificações para comércio e indústria 
com alto fator de ocupação. 
1,00 
3 
Edificações e instalações industriais com baixo fator de ocupação (depósitos, 
silos, construções rurais, etc.) 
0,95 
4 Vedações (telhas, vidros, painéis de vedação, etc.) 0,88 
5 Edificações temporárias. Estruturas dos grupos 1 a 3 durante a construção. 0,83 
QUADRO 6: Classes de Edifícios em função de suas dimensões. 
CLASSE DIMENSÕES DO EDIFÍCIO 
A 
Todas as unidades de vedação, seus elementos de fixação e peças individuais de 
estruturas sem vedação. 
Toda edificação na qual a maior dimensão horizontal ou vertical seja inferior a 20 
metros. 
B 
Toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão horizontal ou 
vertical da superfície frontal esteja entre 20 e 50 metros. 
C 
Toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão horizontal ou 
vertical da superfície frontal exceda50 metros. 
Exemplo Numérico: 
 
Galpão Idustrial medindo 20X50 metros e 14 metros de altura em 
terreno plano, baixa vegetação, no município de Belo Horizonte: 
 
1 - Determinação da Velocidade Básica V0: 
 
Consultando as Isopletas vemos que a cidade de Belo Horizonte está 
localizada ente as isopletas 30 e 32. Interpolando, temos V0 = 32 m/s. 
 
2 - Determinação do Fator Topográfico S1: 
Consultando a tabela para terrenos planos, temos S1 = 1,0 
 
Exemplo Numérico: 
 
3 - Determinação do Fator Rugosidade S2: 
 
Consultando a tabela do Quadro 5, para terrenos planos com 
vegetação baixa, temos a Categoria III. 
Consultando a tabela do Quadro 6 temos a Classe B. 
Entranto com Catergoria III e Classe B na tabela do Quadro 7, e altura 
do galpão de 14 metros, temos S2 = 0,96 
 
4 - Determinação do Fator S3: 
Consultando a tabela do Quadro 8, edifício industrial, temos S3 = 0,95. 
 
5 - Cálculo da Velocidade Característica VK: 
VK = V0 x S1 x S2 x S3 
VK = 32 x 1,0 x 0,96 x 0,95 
VK = 29,184 metros por segundo. 
 
Exemplo Numérico: 
 
 
6 - Finalmente, o cálculo da carga atuante ou Pressão 
Dinâmica q: 
 
q = 0,613 VK
2 
q = 0,613 X 29,1842 
q = 522 N/m2 
ou para quem é antigo: 
q = 53 kgf/m2 
 
 
Tabela antiga dos valores 
mínimos das cargas 
acidentais, produzidas pelo 
vento, que devem ser 
considerados no cálculo das 
estruturas de edifícios estão 
fixadas na Norma Brasileira 
NBR-6120 - (antiga NB-5) - 
Cargas para o Cálculo de 
Estruturasde Edifícios. 
 
Atualmente a carga do vento 
deve ser considerada pelos 
critérios da NBR 6123/88 
Fonte: Prof. Watanabe 
O VENTO PARALELO produz um esforço de sucção vertical 
puxando o telhado para cima, como se tentasse arrancar o 
telhado e as telhas: 
Fonte: Prof. Watanabe 
Durante um vendaval, podemos identificar os seguintes esforços 
que estão atuando no telhado: 
1 - Ação do Vento que tende a levantar o telhado e as telhas para cima. O valor 
acima de 30 kgf/m2 foi determinado para um telhado baixo com baixa 
inclinação e situado a mais de 6 metros de altura do chão; 
2 - O peso próprio das telhas é um esforço que age para baixo; 
3 - O peso próprio da estrutura que sustenta as telhas é outro esforço que age 
para baixo. 
Fonte: Prof. Watanabe 
 
Telha 
cerâmica 
(colonial 
ou 
francesa) 
Telha de 
fibro-
cimento de 
8 mm 
Telha de 
chapa de 
aço 
zincada 
Telha de 
fibro-
cimento de 
6 mm 
Telha de 
alumínio 
Peso próprio 
das telhas 
[kgf/m2] 
120 23 25 16 15 
O peso próprio das telhas depende do tipo de telha 
utilizada: 
 
 
 
 
 
 
NOTAS: 
 
1 - O peso das telhas cerâmicas devem ser consideradas quando 
molhadas; 
 
2 - As telhas onduladas de fibro-cimento de 8 milímetros estão com 
sobreposição de 20 centíimetros. 
 
3 - As telhas onduladas de fibro-cimento de 6 milímetros estão com 
sobreposição de 14 centíimetros; 
 
4 - As telhas cerâmicas são mais pesadas do que o esforço do vento. 
Então, este tipo de telha não precisa ser "amarrada" na estrutura de 
sustentação; 
 
5 - As demais telhas pesam menos do que o esforço de arrancamento do 
vento. Por causa disso, estas telhas precisam ficar "amarradas" ou presas 
na estrutura de sustentação; 
Fonte: Prof. Watanabe 
O peso próprio da estrutura de sustentação depende do 
tipo de material empregado: 
Madeira de lei Aço Alumínio 
Peso próprio 
médio da 
estrutura 
Kgf/m2 
40 25 15 
NOTAS: 
1 - O peso de uma estrutura de sustenção depende muito do tipo da 
estrutura, podendo ser com tesouras, arco atirantado, arco sem tirantes, 
shed, etc. Cada um desses tipos vai resultar em um peso diferente. Então 
os dados acima são meramente ilustrativos, isto é, servem para se ter uma 
idéia.. 
2 - Os dados acima não podem ser utilizados para o cálculo ou 
dimensionamento de estruturas de telhados. 
 
 
3 - Um telhado com estrutura de sustentação de alumínio coberta com 
telhas de alumínio vai pesar em torno de 30 kgf/m2 que é exatamente 
igual ao esforço da ação do vento. Neste caso, além das telhas terem 
que ficar firmemente presas à estrutura de sustentação, a própria 
estrutura de sustentação vai ter que ficar firmemente presa à estrutura 
de apoio (pilares ou paredes). 
 
 
 
4 - Nos casos em que a estrutura de sustentação não está presa na 
estrutura de apoio é muito comum, durante um vendaval, o vento 
carregar o telhado inteiro. 
 
 
 
Trajetória do vento em centros urbanos 
Ventilação Cruzada - Plantas Abertas 
Outro fator muito importante 
é o estudo do vão da janela e 
dos condicionantes que 
podem potencializar ou 
atenuar a ação danosa dos 
ventos. 
Fonte: Prof. Watanabe 
Problema! 
Solução 
Inserção de frisos e 
obstáculos ao vento 
ascendente , ex: 
jardineiras. 
IPT – USP - Equipamento faz simulação do desempenho aerodinâmico 
de edificações sob condições atmosféricas adversas 
Algumas tecnologias empregadas na construção de 
arranha-céus e grandes estruturas 
Petronas tower – Malásia 
Passarela entre os edifícios do 
hospital Albert Einstein – 
Morumbi - SP 
https://www.youtube.com/watch?v=mfQk6ac4res 
Vídeos exibidos em sala de aula 
https://www.youtube.com/watch?v=mOsazjJkqCc 
https://www.youtube.com/watch?v=pJdkKFNLYOE 
https://www.youtube.com/watch?v=cAE5L07Yil4

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