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Metodologia da
Pesquisa Científica
Fases da Pesquisa (Parte I)
METODOLOGIA
DA PESQUISA CIENTÍFICA:
FASES DA PESQUISA (PARTE I)
PROF. FERNANDO CURTTI
Guia referente à disciplina de Metodologia 
da Pesquisa Científica do curso de 
graduação do Centro Universitário de Rio 
Preto – UNIRP, orientado pelo Prof. M.e 
Fernando Curtti.
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SÃO PAULO – BRASIL
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE RIO PRETO - UNIRP
Halim Atique Junior
Reitor
Manuela Kruchewsky Bastos Atique
Vice-Reitora
Anete Maria Lucas Veltroni Schiavinatto
Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação
Agdamar Affini Suffredini
Pró-Reitora Acadêmica
Sérgio Luís Conti
Pró-Reitor Administrativo e Financeiro
APRESENTAÇÃO .............................................................. 5
1 PESQUISA .......................................................................
1.1 Fases da pesquisa ......................................................................
7
7
1.1.1 Escolha do tema ........................................................................ 7
1.1.2 Levantamento de dados ............................................................. 7
1.1.3 Formulação do problema ........................................................... 8
1.1.4 Definição de termos ................................................................... 9
1.2 A estrutura do trabalho acadêmico ........................................... 10
1.2.1 Elementos pré-textuais .............................................................. 10
1.2.1.1 A capa ..................................................................................... 10
1.2.1.2 A folha de rosto .......................................................................
CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................
11
13
REFERÊNCIAS .................................................................. 14
Metodologia da Pesquisa Científica
5
APRESENTAÇÃO
Bem-vindo ao sexto guia de estudos da disciplina de 
Metodologia da Pesquisa Científica! Essa disciplina, como dito anteriormente, 
tem por objetivo capacitá-lo, a fim de permitir-lhe reconhecer a importância 
da pesquisa científica na vida acadêmica. O direcionamento é o de que 
você compreenda e aplique os subsídios teóricos oferecidos e as normas 
técnicas necessárias para a elaboração do projeto de pesquisa. Neste 
guia de estudos, estudaremos sobre as fases da pesquisa e iniciaremos a 
estudar a representação gráfica dela.
Para que este guia fosse elaborado, não apenas consultamos 
livros e artigos publicados em metodologia científica, mas também usamos, 
como base a ser seguida para publicações, as normas da Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Manual de Orientação para 
Apresentação de Trabalhos Acadêmicos da UNIRP. 
Leia atentamente o guia! Muito esperamos que este texto o 
ajude em uma melhor compreensão dessa disciplina!
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1 PESQUISA
1.1 Fases da pesquisa
1.1.1 Escolha do tema
 Para que você escolha o tema, a seguinte pergunta deverá 
ser respondida: “O que será explorado?” (LAKATOS; MARCONI, 2010, p. 
142) Você deve escolher aquilo que deseja estudar e pesquisar. 
 Para que uma pesquisa seja coerente, você pesquisador deve 
delimitar o tema e persegui-lo durante todo o desenvolvimento da pesquisa; 
caso contrário, você poderá “fugir” do tema, de maneira que aquilo que 
decidiu pesquisar não corresponda ao que de fato tenha pesquisado, o que 
mostra incoerência.
1.1.2 Levantamento de dados
 Para que possa escrever sobre a sua pesquisa, você 
precisará obter dados, informações, textos, documentos sobre o tema. 
Por isso, inicialmente, é importante que você faça pesquisa bibliográfica, 
um apanhado geral sobre os principais trabalhos atualizados e relevantes 
sobre o tema escolhido. 
Figura 1: pesquisa bibliográfica
Fonte: Disponível em: <http://1.bp.blogspot.
com/_vD6ydhZTvS8/TBPcZDB_cbI/
AAAAAAAAACA/-0dcWGKsyfA/s1600/
habito+da+leitura.jpg>. Acesso em: 26 jun. 
2017.
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Se o tema for, por exemplo, a investigação sobre as classes 
sociais cujos garimpeiros pertenciam na região de Ouro Preto no período 
de 1750 a 1760, você deverá fazer um levantamento sobre os textos mais 
atualizados, provenientes de autores especialistas na área – provavelmente 
historiadores -, que se refiram a esse tema.
 Realizada a pesquisa bibliográfica, você poderá realizar a 
pesquisa documental, isto é, dos documentos que serão objeto de análise 
e interpretação. 
1.1.3 Formulação do problema
 “Definir o problema significa especificá-lo em detalhes precisos 
e exatos.” (LAKATOS; MARCONI, 2010, p. 143) Para que seja identificado 
um problema ou para que seja levantado um questionamento, você deve, 
primeiramente, ter conhecimento sobre o assunto. Tal questionamento pode 
ser feito, depois que você fizer a leitura dos textos da bibliografia atualizada 
e relevante, uma vez que a interpretação desses textos levará você a trazer 
possíveis dúvidas, questões, problemas.
 A leitura da bibliografia relevante deve ser feita não como 
se fosse um conjunto de informações acabado e fixo, mas, pelo contrário, 
como se fosse um emaranhado de dados que precisam ser interpretados 
a partir de uma leitura reflexiva. A reflexão é essencial na identificação de 
problemas.
 Outro fato importante, já dito anteriormente, é a especificação 
do problema, isto é, a delimitação dele. Um problema muito abrangente 
torna a pesquisa mais complexa. (LAKATOS; MARCONI, 2010, p. 143) 
Quando o problema está bem delimitado, isso simplifica e facilita a condução 
e o desenvolvimento da pesquisa, pois, como dito anteriormente, deve-se 
levar em conta a viabilidade e a duração da pesquisa, a fim de que ela seja 
executada. 
Por exemplo: ainda que existam ferramentas computacionais 
que ajudem no desenvolvimento do método estatístico, se você decidir 
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fazer uma pesquisa sobre o comportamento dos garimpeiros em todo o 
Brasil em um espaço de 200 anos (1750 a 1950), vários desafios serão 
encontrados – o de realizar uma coleta grande de dados, o de encontrar 
recursos para comprá-los, o de se gastar muito tempo para interpretá-los.
 Dessa maneira, a formulação do problema deve ser bem 
especificada e delimitada, para que não você não corra o risco de não 
conseguir tempo e recursos suficientes, para não só analisá-lo, mas também 
encontrar um possível diagnóstico ou solução. A formulação do problema 
deve estar de acordo com a viabilidade e duração do projeto.
1.1.4 Definição de termos
 A linguagem de uma pesquisa, dependendo da instituição 
para a qual ela é realizada, deve ser a relativa à variante culta da língua 
portuguesa (gramática normativa), para trabalhos publicados no Brasil, 
o que compreende um conhecimento gramatical concernente à norma 
padrão.
 Ademais, é importante que você saiba que os termos que 
são usados na pesquisa precisam ser esclarecidos. Muitos termos que 
você usa para escrever a pesquisa podem ser desconhecidos do público 
ao qual será apresentada. Por isso, você deve atentar-se ao fato de que os 
termos, seja no caso de causarem ambiguidade (diferentes interpretações), 
seja no caso de estarem em desacordo com a linha teórica de pesquisa 
que se pretende filiar, seja no caso de serem comumente pouco usados 
(usualmente desconhecidos), precisam ser traduzidos e exemplificados.
 Por exemplo: a palavra “gema” é comumente associada ao 
ovo. Em uma pesquisa como a dos garimpeiros, é possível que se encontre 
essa mesma palavra com um significado diferente desse geralmente 
conhecido, relacionada à forma como é encontrado o ouro, antes de ser 
remetido ao refinamento ou à fundição. Assim, a fim de que incompreensões, 
por parte de alguns leitores, aconteçam, você deve traduzi-la, especificá-la,ao menos na primeira vez que é usada.
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Figura 2: gema de ouro
Fonte: Disponível em: <http://filosofiaimortal.
blogspot.com.br/2013/02/cientistas-descobrem-
uma-bacteria-que.html>. Acesso em: 25 jun. 
2017.
1.2 A estrutura do trabalho acadêmico
A partir de agora, estudaremos a estrutura do trabalho 
acadêmico, para que comece a familiarizar-se com ela.
1.2.1 Elementos pré-textuais
 Os elementos pré-textuais são compostos de vários itens, 
itens esses que podem melhor ser visualizados no Manual de Orientação 
para Apresentação de Trabalhos Acadêmicos da UNIRP. Para nossa 
disciplina, separamos os principais.
1.2.1.1 Capa 
É um elemento obrigatório que é composto dos seguintes 
elementos: 
a) nome da instituição digitada em letra Arial, tamanho 14, 
em caixa alta (todas as letras maiúsculas), centralizado;
b) curso do aluno digitado em letra Arial, tamanho 14, também 
em caixa alta, centralizado;
c) nome do aluno digitado em letra Arial, tamanho 14, em 
caixa alta, centralizado;
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d) O título e o subtítulo (se houver) na língua do texto. Devem 
figurar-se separados por dois-pontos (:), o que evidencia 
a subordinação do subtítulo ao título. O título deve figurar-
se em letra Arial de tamanho 16, enquanto o subtítulo, se 
houver, em letra Arial de tamanho 14. Ambos devem estar 
em caixa alta e centralizados;
e) a cidade da instituição deve estar digitada em letra Arial 
de tamanho 12, em caixa alta, centralizada;
f) o ano de entrega deve estar digitado em letra Arial de 
tamanho 12, em caixa alta, centralizado.
1.2.1.2 A folha de rosto
É um elemento obrigatório que contém os elementos 
necessários à identificação da obra, na seguinte ordem:
a) nome do aluno digitado em letra Arial de tamanho 14, em caixa alta, 
centralizado;
b) O título e o subtítulo (se houver) na língua do texto. Devem figurar-
se separados por dois-pontos (:), o que evidencia a subordinação 
do subtítulo ao título. O título deve figurar-se em letra Arial de 
tamanho 16, enquanto o subtítulo, se houver, em letra Arial de 
tamanho 14. Ambos devem estar em caixa alta e centralizados. Na 
folha de rosto, o título aparecerá em negrito!;
c) Natureza do trabalho – “monografia”, “trabalho de conclusão de 
curso”, “dissertação”, “tese”, entre outros –, seguida do objetivo – 
“aprovação em disciplina, grau pretendido, entre outros –, seguido 
do nome da instituição a que o trabalho é submetido, da área de 
concentração, do(s) nome(s) do(s) orientador(es), por exemplo: 
“Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção 
do grau de bacharel em Direito à Banca Examinadora do Centro 
Universitário de Rio Preto”. Essa descrição deve estar digitada em 
letra Arial de tamanho 12, em caixa baixa, com recuo de 8 cm da 
margem à esquerda;
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d) Nome do(s) orientador(es) (antecedido(s) das reduções “Prof./Profs./
Profª/Prof.as” e do título reduzido “Esp./M.e/ M.ª/Dr./Dra./Drs./Dr.as”) 
em letra Arial de tamanho 12, em caixa baixa, centralizado(s);
e) a cidade da instituição deve estar digitada em letra Arial de tamanho 
12, em caixa alta, centralizada;
f) o ano de entrega deve estar digitado em letra Arial de tamanho 12, 
em caixa alta, centralizado.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesse guia, estudamos, especialmente, sobre as primeiras fases 
da pesquisa e iniciamos os estudos sobre a estrutura do trabalho científico.
Em um próximo estudo, continuaremos a estudar sobre as fases da 
pesquisa e sobre a estrutura do trabalho acadêmico.
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REFERÊNCIAS
ALVES, Maria Bernadete Martins; ARRUDA, Susana Margaret de. Como 
elaborar um artigo científico. Universidade Federal de Santa Catarina. 
Disponível em:<http://www.slideshare.net/institutoconscienciago/modelo-
de-artigo-cientfico>. Acesso em: 25 jul. 2013
ANDER-EGG, Ezequiel. Introducción a las técnicas de investigación 
social: para trabajadores sociales. 7. ed. Buenos Aires: Humanitas, 1978.
KRIEG-PLANQUE, A. A noção de “fórmula” em análise do discurso: 
quadro teórico e metodológico. Tradução Luciana Salazar Salgado, Sírio 
Possenti. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.
KRIEG-PLANQUE, A. Purificação étnica: uma fórmula e sua história. 
Paris, CNRS Editions, Coll. Communication, 2009, 523 p. 
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de 
metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2010.
MANUAL DE ORIENTAÇÃO PARA APRESENTAÇÕES DE TRABALHOS 
ACADÊMICOS DA UNIRP. São Paulo: UNIRP, 2013. Disponível em: 
<http://aplicacoes2.unirp.edu.br/Biblioteca/ManualTrabalhosAcademicos.
pdf>. Acesso em: 04 jun. 2013.
 
REVISTA ELETRÔNICA JURÍDICA DA UNIRP – UNIVERSITAS. São José 
do Rio Preto: UNIRP, 2013. Disponível em: <http://aplicacoes2.unirp.edu.
br/Revista/revistas.aspx?tipo=1>. Acesso em: 13 fev. 2012.
SILVA, Francisco Carlos Teixeirada. Conquista e colonização da América 
portuguesa. In: LINHARES, Maria Yedda. História Geral do Brasil. Rio de 
Janeiro: Campus, 1990.
SWALES, John M. Genre analysis: English in academic and research 
settings. [s.l.]: Cambridge University Press,1997. 
TRUJILLO FERRARI, Alfonso. Metodologia da ciência. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Kennedy, 1974.

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