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Aula 18 : Vidros Por definição: ◦ “vidro é um sólido não cristalino, portanto, com ausência de simetria e periodicidade translacional, que exibe o fenômeno de transição vítrea, podendo ser obtido a partir de qualquer material inorgânico, orgânico ou metálico e formado através de qualquer técnica de separação”. 2 A presença ou ausência de periodicidade e simetria em uma rede tridimensional seria o fator de diferenciação entre um cristal e um vidro 3 4 Quando aquecido o vidro se encontra no estado líquido, à medida em que a temperatura vai diminuindo sua viscosidade aumenta, quando se atinge a temperatura de fusão, na qual ele deveria se solidificar, fica tão viscoso que suas moléculas não conseguem se agrupar para formar cristais definidos. 5 O vidro é um sólido amorfo altamente viscoso não existe nenhuma temperatura definida na qual o líquido se transforma em um sólido como acontece com os materiais cristalinos Uma das distinções entre materiais cristalinos e não cristalinos reside na dependência do volume específico (ou volume por unidade de peso) em relação à temperatura. Para materiais cristalinos decréscimo descontínuo em volume na temperatura de fusão, Tm. Para materiais vítreos, o volume decresce continuamente com a redução da temperatura; ◦ pequeno decréscimo na inclinação da curva temperatura de transição vítrea, Tg . ◦ A partir do ponto Tg o material embora continue com a caracterÌstica de um lÌquido suas moléculas amontoadas ao acaso sem um arranjo definido, ele passa a se Comportar semelhantemente ao sólido cristalino. ◦ Abaixo desta temperatura vidro. Na passagem por este ponto não houve uma transformação como a cristalização, o que ocorre na temperatura de fusão T V o lu m e e s p e c íf ic o Líquido super-resfriado Tm Líquido Sólido cristalino T g Vidro Cristalização FABRICAÇÃO E PROCESSAMENTO 8 Método que envolve a fusão de uma mistura dos materiais de partida (altas temperaturas), seguida do resfriamento do fundido. ◦ O ponto de fusão corresponde à temperatura na qual o vidro é fluido suficiente para ser considerado como um líquido. Quando as matérias-primas de um vidro se encontram fundidas estruturas com grandes semelhanças com aquelas de um líquido A medida em que ocorre o resfriamentoo arranjo estrutural interno do material fundido modifica de acordo com a taxa de resfriamento utilizada. 9 Fusão ◦ Ocorre nos fornos à temperaturas entre 1450oC e 1550oC. ◦ O forno tem grande influência nesta etapa. 10 Preparo da mistura ◦ Estabelecida a dosagem dos componentes, eles devem entrar no forno moído em grãos de cerca de 1mm. Sílica > Quartzo (quando compensa o custo de moagem), areia lavada, peneirada e seca etc Barrilha – Carbonato de sódio (fornece Na2O ao vidro) Dolomita – Fornece Óxido de cálcio e óxido de Magnésio ao vidro. Sulfato de sódio – agente de refino Feldspato – Oferece Al2O3 ao vidro etc 11 Muitas operações de conformação de vidros são realizadas dentro da faixa de trabalho, entre as temperaturas de trabalho e de amolecimento. ◦ O ponto de trabalho representa a temperatura na qual o vidro é facilmente deformado. ◦ O ponto de amolecimento é a temperatura máxima na qual uma peça de vidro pode ser manuseada sem causar significativas alterações dimensionais. A temperatura na qual ocorre cada um destes pontos depende da composição do vidro. Por exemplo: ◦ O ponto de amolecimento para os vidros soda-cálcia e o de 96% de sílica, são cerca de 700 e 1550ºC, respectivamente. Os materiais constituintes de um vidro podem ser divididos em cinco categorias, dependente da função que desempenham no processo: ◦ Formador, fundente, agente modificador, agente de cor e agente de refino 13 Formador - formação da rede tridimensional estendida aleatória ◦ Os principais formadores comerciais são SiO2 (sílica), B2O3 e P2O5. ◦ A alumina (Al2O3), por exemplo, atua como formador em vidros aluminatos, mas é considerada um modificador na maioria dos vidros silicatos 14 A grande maioria dos vidros comerciais é, como vimos, baseada em sílica: ◦ Os vidros puros de sílica são muito caros, devido ao fato de que o fundido é obtido somente em temperaturas superiores a 2000 °C. ◦ Os fundentes têm a função de reduzir a temperatura de processamento para valores inferiores a 1600 °C, sendo os mais comuns os óxidos de metais alcalinos (lítio, sódio e potássio) e o PbO. 15 A presença de grandes quantidades de óxidos alcalinos provoca sérias degradações em muitas propriedades destes vidros durabilidade química (estabilidade frente a ácidos, bases e água). A degradação das propriedades é usualmente controlada pela adição de agentes modificadores, os quais incluem os óxidos de metais de transição e de terras-raras e, principalmente, a alumina (Al2O3). 16 • Forte caráter iônico; • Os cátions ligam-se à átomos de oxigênio da rede vítrea, tornando-os “non-bridging”; • Provocam abertura da rede, diminui a viscosidade do material fundido e a faixa de temperatura em que o vidro pode ser trabalhado; • A adição de modificadores causa também aumento da condutividade elétrica e • Os óxidos alcalinos e alcalinos terrosos são também modificadores da rede (SAMPAIO, 1997). 17 • Os cátions que por si só não formam vidros com facilidade, mas quando misturados aos formadores típicos, podem substituí-los na rede. • Stanworth, apud ALVES et al, 2001. 18 19 intermediário O “non-bridging” 20 Os agentes de refino são adicionados para promover a remoção de bolhas geradas no fundido, sendo utilizados em quantidades muito pequenas (<1%mol) ◦ óxidos de antimônio e arsênio, KNO3, NaNO3, NaCl, CaF2, NaF, Na3AlF3 e alguns sulfatos. Os agentes de cor são utilizados para conferir cor aos vidros. 21 22 23 banhos de limpeza para metais Aluminosilicato - fibras de vidro (reforço de plásticos e concreto), lã de vidro (isolante térmico), fabricação de filtros, roupas e cortinas a prova de fogo, tampos de fogões, invólucros de lâmpadas de mercúrio de alta pressão. Soda Cal - invólucros de lâmpadas incandescentes, garrafas, janelas, blocos de vidro, fármacos etc Borosilicato: instrumentos de laboratório (béquers, pipetas, buretas, kitassatos, dessecadores, tubos de ensaio). 24 Silicato de chumbo: comumente chamado “cristal”, é utilizado em jogos de utensílios de mesa e em peças artísticas, fabricação de instrumentos ópticos (lentes, prismas), tubos de TV, anteparos para blindagem de radiação γ e como vidro para solda; • Alta Sílica: são utilizados em equipamentos especiais de laboratório, cadinhos, recipientes para reações a altas temperaturas, invólucros para lâmpadas de altas temperaturas 25 26 • Poderá ser feita por: Sopro, prensagem, fundição e estiramento ou flutuação. 27 Processos de Formação e Moldagem Prensagem ◦ É usada na fabricação de peças de parede relativamente grossa tais como pratos e tigelas. ◦ A peça de vidro é conformada por aplicação de pressão num molde de ferro fundido revestido com grafita que tenha a forma desejada; ◦ o molde é ordinariamente aquecido para assegurar uma superfície igual (uniforme). 28 Prensagem Tarugo Molde de parison Operação de prensagem Parison suspenso Molde de acabamento Ar comprimido Feito à mão, especialmente para objetos de arte, Processo automatizado para a produção de jarras de vidro, garrafas e bulbos de lâmpadas. 30 É usada para formar peças longas de vidrochapa, vidro e fibras,que têm uma seção reta constante. Nos países industrializados o vidro polido (ou float) substituiu o vidro estirado (maiores defeitos e distorção de imagem), mas no Brasil o vidro estirado ainda é fabricado. Planitude e acabamento superficial podem ser melhorados significativamente pela flutuação da chapa num banho de estanho líquido a uma elevada temperatura; a peça é lentamente resfriada e subsequentemente tratada termicamente por recozimento. 31 32 Chapa de vidro Cilindro rotativo Cilindro de conformação Barreira resfriada à agua Vidro fundido Queimador O vidro fundido (~1000ºC), é continuamente derramado num tanque de estanho liquefeito, quimicamente controlado. Ele flutua no estanho, espalhando-se uniformemente. A espessura é controlada pela velocidade da chapa de vidro que se solidifica à medida que continua avançando. Após o recozimento (resfriamento controlado), o processo termina com o vidro apresentando superfícies polidas e paralelas. Recozimento propicia o alivio de tensões. Consiste em aquecer a peça até o ponto Tg (parte mais tensionada), deixar que todo o vidro da garrafa atinja o equilÌbrio nesta temperatura, e, em seguida, esfriar lentamente para que toda a massa faça o trajeto e ao chegar a temperatura ambiente não existam tensões residuais. 33 O ponto de recozimento é a temperatura na qual a difusão atômica é suficientemente rápida de tal maneira que quaisquer tensões residuais podem ser removidas dentro de cerca de 15 minutos 34 S n Fibras de vidro contínuas são formadas numa operação bastante sofisticada de estiramento. O vidro líquido é contido numa câmara de aquecimento de platina. Fibras são formadas pelo estiramento do vidro líquido através de muitos orifícios pequenos na base da câmara. A viscosidade do vidro, que é crítica, é continuamente controlada pelas temperaturas da câmara e do orifício. 35 Construção Civil: box, espelhos, fachadas comerciais, janelas, portas, prateleiras, balcões. Indústria Automobilística: vidros traseiros, parabrisas, laterais, e nos espelhos. Indústria de Móveis e Decoração: prateleiras, portas, frentes de gavetas, tampos de mesa. Eletrodomésticos: fogões, maquinas de lavar roupa, geladeiras e freezers. O vidro float pode ser utilizado nas mais diversas aplicações pois ele é a matéria prima para o processamento de todos os demais vidros planos. VIDROS Aplicação RECOZIMENTO Quando um material cerâmico é resfriado a partir de uma temperatura elevada, tensões internas, denominadas tensões térmicas, são introduzidas ao mesmo como um resultado da diferença na taxa de resfriamento e contração térmica entre as regiões da superfície e do interior. Estas tensões térmicas são importantes em cerâmicas frágeis, especialmente vidros, uma vez que elas podem enfraquecer o material ou, em casos extremos, conduzir à fratura, que é denominada choque térmico. Normalmente, são feitas tentativas para evitar essas tensões térmicas recozimento. Este tratamento consiste no aquecimento da peça até o seu ponto de recozimento e em seguida resfriada lentamente até à temperatura ambiente. TÊMPERA TÉRMICA A resistência mecânica de uma peça de vidro pode ser melhorada pela introdução intencional de tensões superficiais residuais compressivas Consiste no aquecimento da peça até uma temperatura acima da região de transição vítrea, porém abaixo do ponto de amolecimento, seguida de um resfriamento até a temperatura ambiente(um jato de ar ou, em alguns casos, num banho de óleo). ◦ As tensões residuais surgem das diferenças nas taxas de resfriamento para as regiões da superfície e do interior. 1) Inicialmente, superfície se resfria mais rapidamente e, uma vez que tenha se resfriado até uma temperatura abaixo do ponto de deformação, ela se torna rígida. 2) Neste momento, o interior, que se resfriou mais lentamente, estará numa temperatura maior (acima do ponto de deformação) e, portanto, se encontra ainda plástico. 3) Com o continuado resfriamento, o interior tenta contrair-se num grau maior do que permite o exterior agora rígido. Assim, o interior tende a puxar o exterior para dentro, ou a impor tensões radiais para dentro. ◦ Como uma consequência, após a peça de vidro ter-se resfriado até a temperatura ambiente, ela sofre tensões compressivas na superfície, com tensões de tração nas regiões do interior. 39 40 • Têmpera - é um processo pelo qual um vidro já pronto é reaquecido (700 C) até tornar-se quase maleável. • Sob condições cuidadosamente controladas, o vidro é subitamente resfriado por rajadas de ar frio ou pela imersão em óleo. Tal processo aumenta enormemente sua resistência (5X). Têmpera química: Imersão do vidro a temperatura controlada em banho de sais fundidos, com alta concentração de íons potássio (raio atômico de 1,33Aº), os quais substituem gradativamente os íons sódio (raio de 0,95Aº), induzindo tensões de compressão na superfície. Ao contrário da têmpera térmica, por empregar menores temperaturas, não ocorrem deformações na peça, e cada parte da superfície do mesmo é igualmente exposta ao banho de sal fundido. A têmpera térmica pode ser feita para espessuras de 3mm e a química para espessuras 1mm. Antes troca iônica Depois troca iônica Fonte: L. A. Falcão Bauer Para esse tipo de têmpera são usados vidros à base de silicatos compostos de alumínio/sódio e sódio/zircônio. A resistência atingida é 2 a 3 vezes maior que a térmica, porém é mais caro e fratura sem a segurança da têmpera. Não é produzida no Brasil. VIDROS Tratamento químico TÊMPERA QUÍMICA O vidro conserva ainda a estrutura e muitas propriedades de um líquido. ◦ O vidro não é poroso: o que o torna um material higiênico para embalagens. ◦ A transparência: ideal para a utilização em janelas, pois dá passagens à luz, mas não às intempéries. Trabalhável a quente ◦ Permite obter uma grande variedade de formatos. 43 É mau condutor de calor e eletricidade ◦ Permite a sua utilização como isolante térmico e elétrico. 100% reciclável ◦ No processo de reutilização não há perda de seus componentes. Durabilidade ◦ O vidro é resistente a quase todos os agentes químicos nas temperaturas normais. ◦ Exceção: ácido fluorídrico 44 Alta inércia química ◦ As reações químicas levam muito tempo para acontecer, o que garante maior preservação do conteúdo. ◦ É inalterável ao contato com ácidos e bases. Proteção contra os raios U.V. ◦ Alguns vidros coloridos têm a capacidade de proteger seu conteúdo dos raios U.V., pois funcionam como filtros. ◦ Ex.: Embalagens de cerveja e remédios, e lentes de óculos. 45 Tipos de Vidros 46 Quanto à transparência ◦ Transparente ◦ Translúcido ◦ Opaco Quanto ao acabamento superficial ◦ Vidro liso: transparente, apresentando leve distorção das imagens refratadas, em virtude das características da superfície ocasionadas pelo processo de fabricação. ◦ Vidro polido: transparente, mas permitindo visão sem distorção. 47 Vidro impresso: apresenta relevos e texturas na superfície, feitos no processo de fabricação. Fosco: Ácido hidrofluorídrico ou jato de areia fina e ar comprimido (TRANSLÚCIDO)- acidado ou jateado Serigrafado: Esmalte cerâmico é aplicado na face lisa do vidro impresso, precedendo novo aquecimento e fundição da superfície 48 Cristal ◦ Óxido de chumbo (PbO): utilizado na produção do cristal; aumenta a transparência e diminui a dureza, o que permite um melhor polimento. aumenta seu brilho, pois aumenta o índice de refração do vidro ◦ Bórax (B2O3) – Vidro Pirex diminui a expansão térmica, utilizado da produção de vidros de alta resistência ao calor. ◦ Al2O3: utilizado na produção de vidros de alta resistência a choques e altas temperaturas. 49 Termoabsorventes (coloridos) ◦ Funções: Estética e redução do consumo de energia (redução da transmissão solar) ◦ Obtenção: introdução de óxidos metálicos na massa do vidro Vidros coloridos nas cores verde, azul, cinza e bronze e reduzem a transmissão solar e aumenta absorção do vidro. Termorrefletivo (metalizado) ◦ Funções: Redução do consumo de energia (iluminação e refrigeração) ◦ Obtenção: Aplicação superficial de camada de metal ou óxido metálico Vidro termorefletivo ou espelhado ◦ Com a função de filtrar os raios solares através da reflexão da radiação em todas as suas freqüências reduzindo a passagem de calor para o interior dos ambientes, tornando-os mais confortáveis, e reduzindo os custos de consumo de energia ◦ Fabricado com vidro monolítico, incolor ou colorido, que recebe numa de suas faces uma camada de óxidos ou sais, metálicos ou não características de refletividade parcial ◦ O vidro refletivo pode ser laminado, insulado, serigrafado ou temperado depende do processo de deposição dos óxidos 51 Seu bom desempenho está associado a uma boa transmissão de luz direta para o interior, aliada a um bloqueio máximo de calor. Na região Norte, onde os raios solares incidem diretamente e as temperaturas são altas vidro refletivo de média refletividade. No sul do Brasil, onde a incidência solar é menor, recomenda-se os de baixa refletividade. Alta refletividade - refletividade externa superior a 25%; Média refletividade - refletividade externa entre 25% e 15% - indicado para as regiões Norte e Nordeste; Baixa refletividade - refletividade externa inferior a 15% - indicado para a região Sul e Sudeste. 52 Refletivo/Metalizado VIDROS Tipos Vidros de Segurança 54 ◦ Vidros de segurança (temperados) Principal propriedade: ◦ Quando fraturado produz fragmentos menos susceptíveis a cortes ou danos ao usuário Uso obrigatório (NBR 7199): ◦ Vidraças externas sem proteção ◦ Vitrines ◦ Sacadas e parapeitos ◦ Vidraças verticais sobre passagens ◦ Comum, laminado e aramado 56 Vidro de segurança ◦ Vidro Temperado - Processo térmico aquecimento uniforme seguido de resfriamento rápido e homogêneo ◦ Resistência a impactos de 3 a 5 vezes maior ◦ Cacos arredondados e menos cortantes ◦ Tensões de compressão na superfície e de tração no interior 57 É um tipo de vidro de segurança que mantém em conjunto os estilhaços, estes quando quebrado ficam presos na camada intermediária. 58 Composição - duas ou mais placas de vidro unidas por uma ou mais camadas intermediárias de polivinil butiral (PVB) ou resina. Estão disponíveis no mercado películas transparentes, coloridas e impressas. Permitem ao vidro melhor isolamento acústico e também bloqueia os raios ultravioleta. Aplicações usuais: ◦ Possibilidade de impacto humanopara-brisas de automóveis ◦ Maior segurança como em janelas e vitrines ◦ Onde não pode cair o vidro quebrado corrimãos. ◦ Não utilização de materiais reagentes ao PVB (álcool, ácido acético, óleo de linhaça) 59 60 Grand Canyon Skyway Laminado Instalação - cuidados: ◦ Não se recomendam cortes na obra - exposição da borda à umidade ◦ Estocagem em local seco e ventilado, sobre cavaletes para não danificar as bordas ◦ Remoção de toda saliência ou materiais empregados no caixilho ◦ Não utilização de materiais reagentes ao PVB (álcool, ácido acético, óleo de linhaça) ◦ Não utilização de materiais de limpeza à base de cloro (ferrugem do caixilho) É um vidro multilaminado que protege ambientes e veículos automotores contra disparos de armas de fogo. Na maioria das vezes, o vidro blindado é fabricado por meio de um processo de calor e pressão, que utiliza – intercaladamente – duas ou mais lâminas de vidro, polivinil butiral (PVB) ou resina, poliuretano e lâminas de policarbonato. As camadas plásticas entre as lâminas de vidro que amortecem o impacto e aumentam a resistência do material. 62 Ele é composto por duas lâminas de vidro, paralelas, de tamanhos diferentes e com espaçamento de ar desidratado entre eles. Redução dos ruídos Denominado vidro acústico ou termo-acústico A esquadria com vidro duplo apresenta em média 20 mm, sendo composta por lâminas de vidro com 4 mm e 6 mm; mais 10 mm da câmara de ar entre as lâminas. 63 64 Contém em seu interior fios metálicos incorporados a massa na fabricação. ◦ Utilização de malha metálica quadrada (1/2”) inserida no vidro em fusão, de modo que a mesma fique no meio da lâmina ◦ Características: ◦ Resistente ao fogo - material antichama ◦ Não estilhaça quando quebrado - fragmentos permanecem presos à tela 65 Aramado Instalação: ◦ Não aceitam cortes ou furos na obra ◦ Devem ser aplicados com massa plástica ou neoprene Aplicações: ◦ Janelas ◦ Passagem para saída de incêndio (espessura de 3mm) Alves,O. L.; Gimenez, I.F e Mazali, I.O.. Vidros. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola. 2001. Alusistem: vidro Biblioteca. Disponível em: http://www.alusistem.com.br/VIDROS.htm. 2013. CEHOP. Vidros Laminados: Esquadria.Sergipe. Redação AECweb / e-Construmarket. evisão da ABNT NBR 7199 é urgente. Disponível em: http://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/revisao-da-abnt- nbr-7199-e-urgente_11461_0_1 67